Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Secos & Molhados

O chocolate leva cacau, açúcar e mão de obra infantil

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Escrito por Josias de Souza às 16h15

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Afegã pega 12 anos de prisão após ter sido estuprada

  CNN/Reprodução
É dura a vida das mulheres em países como o Afeganistão. Veja-se o caso da jovem Gulnaz (foto).

Reportagem da CNN conta que, aos 19, Gulnaz foi estuprada pelo cunhado. “Ele estava com roupas nojentas, porque trabalha na construção civil”, ela relata.

“Quando minha mãe saiu, ele foi até a minha casa e fechou as portas e as janelas. Eu comecei a gritar, mas ele me calou, tapando minha boca com as mãos.”

Temendo sofrer represálias, Gulnaz absteve-se de denunciar o agressor. Semanas depois, descobriu-se grávida. E o caso foi revelado à família.

Gulnaz foi levada a julgamento. Junto com o cunhado, foi condenada a 12 anos de cana. Entendeu-se que houve adultério.

Decorridos dois anos, a jovem, agora com 21, foi instada a fazer uma opção: ou se unia ao estuprador e obtinha a liberdade ou permanecia presa.

Pelas leis afegãs, informa a CNN, uma mulher só recupera a honra depois de estupro ou adultério se casar com o criminoso.

Preocupada com a legitimação da filha, hoje com 2 anos, Gulnaz optou por casar-se com seu violador. Sobreveio uma surpresa.

Em decisão tomada na quarta-feira (23), um tribunal de Cabul concordou apenas em reduzir a pena de Gulnaz. De 12 anos caiu para três.

Alegou-se que a jovem “demorou demais” para denunciar o cunhado-estuprador.

Porta-voz do procurador-geral de Cabul, Rahmatullah Nazari disse que a investigação não comprovou a agressão.

"Gulnaz alega que foi estuprada. Mas devido ao fato de que ela reportou o crime só quatro meses depois, não conseguimos encontrar nenhuma evidência do ataque."

De novo: é dura a vida das mulheres em países como o Afeganistão.

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Escrito por Josias de Souza às 17h22

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Líderes do ódio ‘beijam-se’ em campanha publicitária


A companhia de roupas Benetton divulgou nesta quarta (16) uma campanha publicitária provocativa.

Foi batizada de ‘Unhate’ (não ao ódio, em tradução livre), Levou aos outdoors fotomontagens que exibem líderes que se odeiam trocando beijos.

Os lábios de Barack Obama foram colados aos de Hugo Chávez e Hu Jintao. A boca do presidente da Autoridade Nacional Palestina foi grudada na do premiê de Israel.

Nicolas Sarkozy, que dispõe em casa dos beijos da vaporosa Carla Bruni, teve de contentar-se na campanha com a insossa Angela Merkel.

A Coréia do Sul "beijou" a Coréia do Norte.  Até o papa entrou na dança da Benetton.

Bento 16 foi brindado com um beijo do sunita Ahmed Mohamed el Tayeb, mandachuva da mesquita de Al Azhar, do Cairo.

Alheio ao mote da campanha, que investe contra a “cultura do ódio”, o Vaticano rodou a batina.

Intolerância em riste, Federico Lombardi, o porta-voz do papa, protestou: "Foi um grave desrespeito ao papa, uma ofensa contra os sentimentos dos fieis…”

“…Um claro exemplo de como uma publicidade pode violar as regras básicas do respeito para chamar atenção por meio de uma provocação."

O grupo Benetton dobrou os joelhos. Anunciou que vai excluir da campanha o “beijo” trocado pelo papa com o imã do Cairo.

Como se vê, a eliminação do veneno que conspurca o mundo é utopia realizável apenas na publicidade. Na vida real, a intransigência odeia o bom humor.

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Escrito por Josias de Souza às 20h29

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Vídeo: as joias de Elizabeth Taylor vão a leilão na web

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Escrito por Josias de Souza às 19h51

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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