Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Secos & Molhados

The í-Píauí Herald: ‘Muricy recusa o convite de Jolie’

Mano Menezes anunciou a lista de convocados para a nova seleção brasileira. Embora importante, o fato não se iguala em relevo a outra “notícia” levada à web.

 

O blog ‘The í-Píauí Herald’, um braço eletrônico da Revista Piauí que faz graça com a desgraça que grassa, (des)informa o seguinte:

 

“Horas depois de recusar o convite para treinar a seleção brasileira, o técnico Muricy Ramalho recebeu um telefonema da atriz Angelina Jolie”.

 

A atriz “queria convidar Ramalho para passar um fim de semana com ela na ilha de St. Barts, no Caribe”.

 

De saída, “o treinador aceitou”. Mas informou a Angelina que “precisava antes discutir os termos de seu casamento com a esposa”.

 

A resposta veio depois, por meio de um assessor: “Ela não deixou”.

 

A exemplo da diretoria do Fluminense, a patroa de Muricy, dona Dalva Ramalho, não tem “o menor desejo de liberar o Muricy”.

 

Com uma “notícia” dessas, quem se importa com a composição do novo escrete?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Bala ‘perdida’ se ‘acha’ no peito do menino, na escola

Folha

 

Nos dias que correm, a vida não tem horizonte, simplesmente não tem horizonte. Ou, por outra, o horizonte está a dois dedos do nariz.

 

Noutros tempos, para viver em segurança, bastava responder a quatro ou cinco perguntas do abecedário:

 

Avião? Do lado de fora, dificilmente um lhe cairá na cabeça.

Bebida? Evitando-a, é menor a probabilidade de uma asneira.

Correntes de ar? Melhor não dar sorte nem ao azar nem à gripe.

Despesas? Quem gasta menos do que o salário chega ao pé-de-meia.

Escola? Boa ou ruim, ajuda a obter um futuro mais classe média...

 

Hoje, até esse mínimo ‘bêabá’ existencial perdeu o sentido. O presente como que desacredita o futuro.

 

Tome-se o exemplo de Wesley Gilber Rodrigues, 11 anos. Morador dos fundões da cidade do Rio de Janeiro, foi à escola na manhã desta sexta (16).

 

Estava acomodado em sua carteira, à procura de dias melhores, quando, de súbito, uma bala perdida furou-lhe o peito. Aqui, abra-se um parêntese.

 

Bala perdida é expressão inadequada. Nem sempre se descobre de onde veio. Mas a vítima é prova de que perdida não está. Fecha parêntese.

 

Achado pela bala, disparada em tiroteio da polícia com a bandidagem, Wesley perdeu-se. Foi levado ao hospital. Mas chegou morto.

 

Em meio à atmosfera medieval, a secretária de Educação do Rio, Claudia Costin, despejou suas primeiras impressões no micro-blog, um púlpito da modernidade.

 

Primeiro, Claudia noticiou: “Criança nossa, do CIEP Rubens Gomes, atingida dentro da sala de aula, por bala perdida. Inaceitável. Falei agora com Rejane, a diretora”.

 

Depois lamentou: “Professora Rejane, em prantos, me contou o triste ocorrido e me lembrou que, há um ano, tiveram o mesmo problema. A escola deveria ser um santuário!”

 

Retorne-se, por oportuno, ao abecedário. Nas páginas do dicionário, santuário vem antes de segurança. Um vocábulo pressupõe o outro.

 

O diabo é que a violência, posicionada páginas à frente, arma emboscadas. Fala por último, ao som das balas. Nesta sexta, uma delas foi achada no peito de Wesley. Na sala de aula!

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h46

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Mico Jagger se queixa da pecha de ‘pé-frio’ da Copa

- Via Blog da Redação. Siga o blog do Josias no twitter.

- Em tempo: A peça acima foi criada pelo redator publicitário Pablo Peixoto.

Escrito por Josias de Souza às 18h11

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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