A coisa aconteceu há uma semana, numa faculdade de São Bernardo do Campo (SP). Mas bem poderia ter ocorrido numa caverna do Afeganistão.
Uma estudante do curso de turismo foi ao campus vestindo minissaia. Despertou nos colegas os instintos mais primitivos.
A despeito dos protestos, a moça foi à sala. O tumulto acentuou-se. A aula foi interrompida.
A jovem escondeu-se numa sala vazia. A algaravia generalizou-se. Acionada, a PM conduziu o par de pernas para fora da escola.
Recoberto sob um jaleco emprestado, o escândalo deixou o prédio sob protestos. A turba gritava: “Puta, puta, puta...” A faculdade abriu uma sindicância.
O signatário do blog recorda que, no seu tempo de escola, a exposição da beleza gerava outro tipo de reação.
Recomenda-se aos estudantes de São Bernardo que evitem a leitura da Bíblia. A folha de parreira, marco pré-diluviano da indústria da moda, talvez lhes cause asco.
