Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Secos & Molhados

Concretismo Econômico

  Stock Images

2008 caminhava a pleno vapor

Na altura do terceiro trimestre,

                            u  as nuvens!

                         o

                       l

                   a

                c

             s

O PIB e

6,8%

Bom!

Ótimo!!

Contudo,

Sobreveio

A marolinha

Junto, o freio

O país definha

O bonito vira feio

O Sólido vira farinha

Da certeza resta receio

O avião era uma galinha

Pânico, horror. Megafobia!!

A encrenca desce a escadaria

O ex-império, surpresa, foi à breca

Micou, estupefação, o Lehman Brothers

'Wall Street', espanto, já não é mais a meca

Ruíram a América, a Europa 'and all the others'

O capitalismo, quem diria, converteu-se em meleca

2009, prepare-se, é o ano do d

                                               e

                                               s

                                               p

                                               e

                                               n

                                               c

                                               a

                                               r

Tenha calma, você não está só

Integra o 'todo' da globalização

É fim de ciclo, dinheiro virou pó

As horas vão e vêm, vêm e vão

Ó tempo, escasseia o pão-de-ló

No tic-tac do relógio cava-se o n

                                                  e

                                                     c

                                                        r

                                                          ológio.

Escrito por Josias de Souza às 06h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Há um cheiro diferente no ar. Chulé ou conspiração?

Karim Kadim/AP

Enquanto a imprensa se ocupa de coisas sem importância -a sapatada do repórter iraquiano em Bush, por exemplo-, coisas sérias deixam de ser noticiadas.

A mega-popularidade de Lula e a auto-indulgência do país deixam o brasileiro feliz. Mas algo de muito incomum acontece em Brasília.

Diz-se que nada saiu nos jornais porque as versões sobre uma incipiente conspiração dos sapatos são, por ora, desencontradas.

Não há um consenso sobre o que realmente aconteceu. Suspeita-se que tudo tenha começado no Congresso.

Um senador contou que tirara os sapatos no plenário. Coisa corriqueira. Sempre cultivara o hábito de descansar os pés. Naquela tarde, porém...

Quando foi recalcá-los, não os encontrou. Chegou a pensar em roubo. Mas se deu conta de que os calçados tinham dado no pé ao ouvir o relato de um colega.

Saíra apressado do gabinete. Estava atrasado para a "ordem do dia". Receava perder a votação da emenda que recriou 7.343 vagas de vereador.

Na altura do túnel que dá para o Salão Azul do Senado, um par de sapatos, vindo do corredor das comissões, o atacou.

O pé direito, apontando para ele, dizia para o esquerdo: "Deixa que eu chuto". Conseguira fugir. Mas temia pelo que estava por vir.

Um turista jurou ter visto várias botinas correndo em volta da Praça dos Três Poderes. Pulavam freneticamente. Batiam os calcanhares no ar.

Um assessor de Lula disse que uma gangue de pés de chinelo tentou barrar a entrada do carro dele na garagem do Planalto. Estavam fora de controle.

Um segurança assegurou ter pilhado alguns deles no instante em que cheiravam uma substância estranha. Era cola de sapateiro, supunha.

Um grupo de mocassins ronda a sede do Banco Central. Outro grupo, liderado por um par de tênis, foi visto nos arredores do ministério da Fazenda.

Para evitar o pânico, as autoridades do governo exibem calma simulada. Mas, em segredo, o governo já cogita editar uma medida provisória.

Deve ter dois artigos:

Artigo 1º: É proibido tirar os sapatos em público.

Parágrafo único: Armários e sapateiras devem ser mantidos, obrigatoriamente, na chave.

Artigo 2º: Sapatos, botas, botinas, tênis, mocassins, sapatilhas, alpercatas, sandálias, chinelos e assemelhados, quando pilhados em atos de vandalismo, sujeitam os donos à pena de um a três anos de detenção.

O Brasil, como se sabe, não é o Iraque. Lula não é Bush. Mas o seguro, como se diz, morreu de velho.

PS.: O signatário do blog sugere aos seus 22 leitores que respondam na caixa de comentários: A julgar pelo que fizeram em 2008, em que personagens você daria uma sapatada?

Escrito por Josias de Souza às 05h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Moacyr Scliar: 'Um pedido [de adulto] a Papai Noel'

 Orlandeli

Vai abaixo artigo do escritor gaúcho Moacyr Scliar, expoente da Academia Brasileira de Letras.

Trata de sonho, realidade e milagre. Um milagre natalino. É açúcar para o final de semana. 

"As crianças vêem o Papai Noel como um velhinho simpático, bonachão, que aparece uma vez por ano trazendo presentes.

Um adulto, se acreditasse em Papai Noel, pensaria de outra maneira. Pensaria no Papai Noel como uma figura real, claro, porque adultos de há muito deixaram para trás a imaginação infantil. E isso geraria muitas perguntas.

É casado, o Papai Noel? Se é casado, por que a mulher dele nunca aparece? E como será a mulher dele?

Uma mulher simpática, bonachona, dadivosa, uma verdadeira Mamãe Noel, ou quem sabe é uma megera, sempre disposta a brigar com o marido e a acusá-lo ("Não me venha com essa história que você passou a noite entregando brinquedos, que eu não acredito").

E filhos? Será que o Papai Noel tem filhos? E como será que esses filhos o vêem? Será que também o acusam, com frases tipo: "Meu pai se interessa por todos os filhos, menos por nós"?

E a vida cotidiana do Papai Noel, de que maneira transcorre? Diz a lenda que ele tem uma gigantesca fábrica de brinquedos no Pólo Norte.

Se isso é verdade, como está enfrentando a crise? Está mantendo a produção, ou vai dar férias coletivas para os empregados?

E como será o seu relacionamento com o sindicato da categoria? O que tem a dizer sobre a redução do IPI?"

Para continuar a leitura, pressione aqui...

PS.: Ilustração via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 18h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Repórter da Globo dá tapa em entrevistado, ao vivo

A moda da "sapatada" ainda não pegou no Brasil. Mas o repórter Márcio Canuto, da Globo, deu um tapa na cara de um entrevistado.

Deu-se em São Paulo, defronte do hotel que hospeda Madonna. O repórtern entrevistava um fá da cantora, vindo de Fortaleza.

A idolatria por Madonna custara-lhe a demissão. Canuto perguntou: "E o emprego?" O entrevistado: "Que se foda".

Sobreveio o tapa do repórter no entrevistado. Ouvida, a Globo minimizou o episódio:

"O repórter Márcio Canuto é conhecido pela informalidade em suas reportagens. A TV Globo entende que o repórter em nenhum momento ofendeu ou usou de violência".

Então, tá!

Escrito por Josias de Souza às 02h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

BUSCA NO BLOG


Twitter RSS

ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.