Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Secos & Molhados

Primeiro-casal festeja o aniversário de casamento

Primeiro-casal festeja o aniversário de casamento

  Divulgação
Antes de morrer, Nelson Rodrigues, nosso melhor cronista da vida entre quatro paredes, deixou assentadas algumas pérolas sobre o matrimônio.

 

Por exemplo: “O casamento é divertido como um túmulo.” Ou ainda: “As bodas de prata são uma festa cínica, que finge um amor enterrado.”

 

Já bem longe da prata do 25º aniversário –a um ano do coral—, o primeiro-casal decidiu franquear os pórticos do Palácio da Alvorada.

 

Quem informa é Mônica Bergamo (só para assinantes da Folha): Lula e Marisa pediram aos ministros mais chegados “que bloqueiem a agenda na próxima sexta-feira (23).”

 

Presidente e primeira-madame “vão receber em grande estilo.” Oferecerão um repasto aos amigos e familiares. Celebram uma convivência de 34 anos, formalizada em cerimônia de 1974 (veja na foto, do livro "Lula, o Filho do Brasil", de Denise Paraná). 

 

Quem os vê agora –risonhos, lépidos— acha que mal saíram da lua-de-mel. É como se sapateassem sobre a mordacidade de Nelson Rodrigues.

 

Homem de letras abundantes, o cronista já se vacinara contra as tentativas de deboche póstero. Como que pressentindo as armadilhas do futuro que a morte lhe sonegou, ele deixou sacramentado em seu legado impresso:

 

“Só o cinismo redime um casamento. É preciso muito cinismo para que um casal chegue às bodas de prata.”

 

A três anos da esmeralda, Lula e Marisa vão à mesa com os seus e dão uma banana para Nelson Rodrigues.

Escrito por Josias de Souza às 09h45

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Ronaldo: ‘Chorei muito, foi uma vergonha incrível’

Ronaldo: ‘Chorei muito, foi uma vergonha incrível’

Escrito por Josias de Souza às 03h16

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Aos pouquinhos, Lula prova que ridículo não existe

Aos pouquinhos, Lula prova que ridículo não existe

Animação de Ueslei Marcelino sobre fotos de Lula Marques
 

 

Neste domingo (4), a Stock Car realiza uma de suas provas no autódromo de Brasília. Vão à pista 34 pilotos. Envergam as corres de 17 equipes.

 

Ao lado de sua mulher, Marisa, Lula recebeu os automobilistas em palácio. Envergava um paletó adornado com bordado indígena -presente do companheiro Evo Morales. Instado um dos visitantes, levou à cabeça o boné de uma equipe.

 

Como que enciumado, um outro piloto reivindicou o mesmo privilégio. Depois dele, outro... E mais outro... E outro mais... Súbito, o presidente da República pôs-se a experimentar, um após o outro, os bonés de todas as 17 equipes.

 

Entre risos, Lula recordou a polêmica que ateará nos meios políticos ao deixar-se fotografar, no primeiro reinado, com um boné do sempre controverso MST. "Será que agora [os jornalistas] vão ter argumento para me criticar?"

 

Ainda outro dia, o presidente brincava com uma bola de basquete ao lado do cestinha Oscar Schmidt, no Itamaraty. Agora, mais essa. Pendurado em índices lunares de popularidade, Lula vai demonstrando ao país, aos pouquinhos, que o ridículo não passa de ficção. Quem ousa desafiá-lo conquista a glória.

Escrito por Josias de Souza às 03h55

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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