Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Secos & Molhados

O Brasil, veja você, não sabe onde fica o Brasil

O Brasil, veja você, não sabe onde fica o Brasil

 

PS.: Via blog TV Política.

Escrito por Josias de Souza às 03h43

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‘Amei Renan loucamente’, escreve Mônica em livro

‘Amei Renan loucamente’, escreve Mônica em livro

J.R. Duran/Playboy
 

 

Depois de posar nua para a Playboy, Mônica Veloso, a ex-amante de Renan Calheiros, prepara-se para desnudar, em livro, os detalhes de seu romance com o senador. A obra chama-se “O Poder que Seduz.” Será lançada na próxima quarta-feira (28). Alguns dos principais trechos foram antecipados pela coluna da repórter Mônica Bergamo, da Folha (só assinantes). O blog os reproduz abaixo:

 


"Música, perfume e um certo torpor. Champanhe na mão, conversávamos e sorríamos após o jantar [na casa do senador Ney Suassuna]. Havíamos brindado por mais um ano, o intenso ano de 2002 (...) Cercado por jornalistas, o senador Eduardo Suplicy falava, empolgado, sobre o programa Renda Mínima e a indicação de Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. Mais um pouco, o próprio Meirelles chegou (...) O vento agitando as cortinas, o barulho de cristais e porcelanas como rumores longínquos vindos da sala. Era como se fôssemos as únicas pessoas no mundo."

 


"Naquele momento, o senador Renan Calheiros olhou nos meus olhos e passou a dizer coisas que gostei de ouvir (...) Elogiou meus traços, a pele sempre bronzeada e os cabelos longos. Depois, ao reparar que eu estava sem aliança, perguntou se havia me separado, o que confirmei. Então, ele fez um ar de compreensão e respondeu que sabia o que eu estava sentindo, pois também estava se separando."

 


"[Num segundo encontro, num jantar, em fevereiro] Seus olhos brilharam quando me viu e, indiferente aos outros convidados, não os tirou mais de mim durante o jantar. Parecia uma criança, estava encantado, feliz. (...) Ele verbalizou sua liberdade de maneira clara, que não deixava a menor dúvida. Não usava aliança, não estava se comportando como alguém que se preocupa com uma outra relação. (...) Íamos a exposições, lançamentos de livros, restaurantes, jantares na casa de amigos, e aos almoços da bancada do PMDB às quartas-feiras. Depois passou a me levar ao Senado, onde eu era tratada com a maior deferência."

 

 

"Houve um momento, bem no começo da nossa relação, em que pensei em desistir (...) Renan era mais velho que eu e não tinha o gosto pela cultura, pelo cinema, que eu queria em um homem. Não era antenado com as coisas modernas, não vibrava com as novidades, as tendências, só falava sobre política (...) O celular tocou. Era ele, radiante como uma criança por ter tomado café com o presidente (...)."

 

 
"No mundo pode haver milhões de rosas, mas para o Renan eu era uma rosa única, que ele tratava com devoção comovente. Fazia as mais belas declarações de amor, me ligava várias vezes durante a noite para contar seus passos, cantarolava "Eu Sei que Vou Te Amar" ao telefone (...) Não sei se um dia ele admitirá isso, mas sei do quanto ele gostou de mim."

 


"Ele também fazia pequenas coisas para me agradar. No início da relação, por exemplo, estava meio gordinho, e por achar que perder peso seria importante para mim, o que não é, procurou um médico no Rio e começou a dieta da proteína. Em pouco tempo estava nove quilos mais magro."

 


"Como qualquer casal apaixonado, tínhamos nossos códigos, nossos momentos e nossas músicas(...) Nossa música marcante foi a do filme "Lisbela e o Prisioneiro". Misturávamos as nossas vozes com a do Caetano e cantávamos, baixinho, olhando no fundo dos olhos do outro: "Agora, que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer. Você só me ensinou a te querer, e te querendo eu vou tentando me encontrar...".

 


"[No Dia dos Namorados] Lembro-me que usava um vestido rosa-clarinho, decotado nas costas, e um creme que dava um tom dourado à pele. Invenções de mulher que adora uma novidade, ainda mais quando está apaixonada e querendo agradar o homem amado. Ele elogiou o vestido e ficou impressionado com os brilhinhos do creme, que grudavam no paletó de terno risca de giz azul-marinho que ele estreava naquela noite."

 


"Um de seus sonhos mais freqüentes era ir comigo para o Carnaval da Bahia. Não no camarote: queria ir no chão, no estilo sem lenço e sem documento. Totalmente largado."

 


"[Num jantar com amigos] também relembrou ao presidente Sarney minha participação na campanha da Roseana. Por fim, alegre, brincava: "Porque alguém tem que trabalhar nessa família". Sim, não posso negar que eu sonhava construir uma família com o Renan. Ele me falava do sonho de ter uma menina (...) O Renan parecia ser o homem que eu sempre mereci."

 


"Alguns, depois de olhar bem para o meu rosto, perguntam: "Como uma mulher tão bonita como você pôde gostar de um homem tão feio como Renan?" (...) Não sou tão linda e nem o Renan é tão feio. Depois, o que é mais importante: mulheres não gostam de homens somente pela beleza (...) Parece bobo, piegas, como uma adolescente falando, mas o fato é que amei o Renan loucamente, como jamais pensei ser capaz. Amei com a alma, com tudo que há de mais puro no meu ser."

Escrito por Josias de Souza às 03h43

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‘Contei sobre a gravidez, ele entrou em pânico’

‘Contei sobre a gravidez, ele entrou em pânico’

J.R. Duran/Playboy
 

 

Seguem abaixo outros trechos do livro “O Poder que Seduz”, de Mônica Veloso:

 


"[Em dezembro de 2003] descobri que estava grávida, carregava no ventre o resultado de meu amor com Renan."

 


"Quando contei sobre a gravidez, ele entrou em pânico. Dizia ser impossível. Afinal, argumentou, não éramos mais crianças. Fiquei muito triste com a sua reação. Pela primeira vez, percebi que o amor era lindo, mas a política, para ele, era tudo."

 


"Eu não acreditava que o homem que eu amava, que de tão meigo comigo passei a chamar de "docinho", agia daquela forma (...) Ele sumiu por 20 dias. Não o procurei. Passou Natal, Réveillon e nada do Renan."

 

 

"O celular tocou (...) [era] Renan, bem humorado, me chamando de doutora Mônica (...) [disse] que me amava demais e que encontraríamos uma forma de administrar a novidade e a vinda de uma filha, sim, porque ele tinha certeza de que a menininha que tanto sonhou, enfim, estava a caminho."

 


"Ele prometeu que depois da campanha do desarmamento se "organizaria", o que em bom português queria dizer que se separaria para ficarmos juntos"

 


"Decidimos, então, que eu me mudaria para uma casa alugada no Lago Norte, e lá vivi como reclusa, preocupada em esconder minha gravidez."

 


"[Uma colunista do "Jornal de Brasília", do Distrito Federal] deu uma nota dizendo que eu estava grávida e a criança era filha do senador Renan Calheiros (...) Pediram-me para redigir uma nota, de próprio punho, negando que o filho fosse do Renan. Escrevi, chorando (...) quando ficamos sozinhos, pela primeira vez vi o Renan chorar."

 


"Então, para me precaver, apenas para o caso de ele se recusar a admitir a paternidade, gravei algumas conversas que tivemos durante a gravidez (...) Nunca usei os diálogos para nada, muito menos para fazer chantagem, como insinuaram."

 


"Continuamos nos relacionando. Ainda havia amor entre mim e Renan, sim, mas o encanto tinha acabado. Desde o final de 2003 eu sabia que ele, ao contrário do que me dizia, mantinha uma relação conjugal estável (...)."

 


"Em dezembro de 2005, com o fim do nosso relacionamento, o Renan passou a pagar a pensão, via doc, a partir do Senado [antes disso, os recursos eram entregues a Mônica em dinheiro vivo, pelo lobista Cláudio Gontijo], mas reduziu o valor de R$ 8 mil para R$ 3 mil. Acho que qualquer pessoa que tenha uma pensão reduzida em 67% brigará pelos seus direitos, até porque não eram meus, mas de sua filha (...) Renan se mostrava inflexível e isso impedia um acordo. No final de 2006, decidi entrar com um pedido de revisão de pensão."

 


"Não creio que a humilhação do senador tenha sido maior do que a de uma mulher que carregou uma filha na barriga e teve de se esconder, como se fosse uma criminosa."

 


"O convite da "Playboy" podia ser encarado como um bálsamo em meio a tanto sofrimento. Minha auto-estima estava massacrada (...) Nunca me imaginei saindo na capa de uma revista masculina. Mas quando isso acontece, mexe com a sua cabeça, causa um certo torpor."

 


"A maioria das mulheres que pensa em roupa íntima e sensual pensa no vermelho. Pois eu prefiro a lingerie preta, branca ou bege. Por outro lado, um belo jeans, com uma camiseta branca, dependendo do sutiã de rendas que estiver por baixo, é extremamente charmoso e eu diria até provocante"

 

 

"Nunca imaginei que diria isso, mas a verdade é que tive orgulho de fazer a "Playboy'(...) A beleza venceu a feiúra, a alegria esmagou a tristeza, o aconchego superou a indiferença."

Escrito por Josias de Souza às 03h37

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PAC de Lula recebe,em Brasília,estímulo inusitado

PAC de Lula recebe,em Brasília,estímulo inusitado

Lula Marques/Folha
 

 

O Orçamento da União de 2007 reservou R$ 16,9 bilhões para as obras do PAC. Desse total, só 50% foi empenhado. E apenas R$ 2 bilhões foram efetivamente desembolsados. Somando-se a esse valor outros R$ 2 bilhões herdados do ano anterior, na rubrica de “restos a pagar”, os desembolsos totais de 2007, em pleno mês de novembro, não passam de R$ 4 bilhões. Ou seja, o PAC vem se revelando, por assim dizer, impotente.

 

É nesse contexto que uma rede de motéis de Brasília saiu em socorro de Lula. Ou quase isso: “Ajude o presidente, faça um PAC com a gente”, anota a mensagem do outdoor. A julgar pelo estímulo exposto ao lado do texto, o programa paralelo deve exibir, sob os lençóis, um crescimento mais vigoroso do que o oficial.

Escrito por Josias de Souza às 22h03

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Livro marca 60 anos de fotos da agência Magnum

Livro marca 60 anos de fotos da agência Magnum

Henri Cartier-Bresson
 

 

Certas fotografias, por belas, funcionam como um afago na alma. Outras, por dramáticas, têm o efeito de uma punhalada. Cerca de 400 imagens dos dois tipos foram assentadas nas páginas de Magnum, Magnum, que traz o selo da editora Thames & Hudson.

 

O livro marca o aniversário de 60 anos da agência Magnum, uma cooperativa fundada em 1947 por quatro luminares do foto-jornalismo: Robert Capa, David "Chim" Seymour, Henri Cartier-Bresson, e George Rodger. Hoje, há nos quadros da agência cerca de 80 profissionais.

 

A agência Magnum, embora velha de seus décadas, conserva o seu lema inaugural: “Ver as coisas de forma diferente”. Um preceito que levou ao congelamento de cenas como a exposta lá no alto, de 1948. Submetida às lentes de Bresson, uma simples reza de mulheres muçulmanas, na Índia, ganha ares de pintura renascentista.

Escrito por Josias de Souza às 18h02

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Judeu arremata ‘globo’ de Hitler por US$ 100 mil

Judeu arremata ‘globo’ de Hitler por US$ 100 mil

O globo terrestre da foto pertenceu a Adolf Hitler. Estava amoitado, havia mais de 60 anos, no sótão da casa do veterano norte-americano John Barsamian. Hoje com 91, ele integrou as tropas dos EUA no final da Segunda Guerra Mundial. À época com 28 anos, compôs o destacamento que fez ponto na cidade alemã de Berchtesgaden, onde o Führer mantinha um de seus centros de controle.

 

Terminada a guerra, Barsamian levou o globo para a Califórnia. A peça foi levada a leilão na semana passada. Foi ao martelo por US$ 100 mil –cerca de R$ 180 mil. Arrematou-a um empresário judeu chamado Bob Pritikin. "Está em jogo um montão de sentimentos”, disse Pritikin. “É um desses objetivos que devem ser considerados parte da história.”

 

De fato, o globo de Hitler é um valioso naco de história. Espanta que estivesse recebendo poeira no sótão da casa de um ex-soldado. Espanta mais ainda que tenha sido tratado como troféu privado. Estaria mais bem acomodado numa vitrine de museu. O veterano Barsamian pensa, evidentemente, de outro modo. Vai usar a grana do leilão para pagar as dívidas. Diz que doará uma parte para instituições benemerentes. Será?

Escrito por Josias de Souza às 22h24

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Veja aqui como chegar ao âmago do sentido da vida

Veja aqui como chegar ao âmago do sentido da vida

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Múmia de Tutankamon troca sarcófago por ‘vitrine’

Múmia de Tutankamon troca sarcófago por ‘vitrine’

National Geographic
 

 

A partir desta segunda-feira (4), a múmia de Tutankamon, morto há mais de 3.000 anos, será exposta aos visitantes numa urna transparente. Foi assentada na antecâmara da tumba do faraó mais famoso do velho Egito, no Vale dos Reis, próximo à cidade de Luxor.

 

A transferência do sarcófago antigo para a nova urna foi feita na manhã deste domingo (4). Tutankamon recebeu um tratamento de celebridade. Jornalistas do mundo inteiro acotovelaram-se para obter uma imagem do rosto do “faraó-menino”, que foi entronizado em 1336 AC, com escassos nove anos de idade.

 

A curiosidade inaudita tem lá as suas razões. Antes da exposição deste domingo, a múmia de Tutankamon fora examinada apenas quatro vezes. Estima-se que só 60 pessoas tenham desfrutado da oportunidade de dar de cara do com o faraó. Um privilégio agora estendido a qualquer mortal com dinheiro no banco para comprar uma viagem ao Egito.

 

A novidade da urna de vidro foi embrulhada em explicações científicas. Alegou-se que, enfiada no sarcófago original, a múmia deteriorava-se rapidamente, graças aos efeitos do calor, da umidade e da poeira. Na nova “morada”, dotada de mecanismos de controle de temperatura, o velho Tuta teria alcançado, agora sim, a eternidade suprema.

 

Esconde-se por trás da inovação, porém, uma outra explicação, de natureza econômica. As autoridades egípcias desejam atrair turistas. Mais turistas. Hoje, cerca de 350 pessoas visitam diariamente a tumba de Tutankamon. Estima-se que, seduzidos pela transparência do “sarcófago” high-tech, perto de 900 turistas acorrerão diariamente ao Vale dos Reis.

 

Uma visita a Tutankamon custa 80 pounds egípcios. Algo como US$ 15,00. Ou R$ 27,00. O preço deve ser reajustado. O novo valor ainda não foi revelado. Deseja-se tonificar o fundo que financia a manutenção das antiguidades do Egito, um tesouro de valor inestimável.

 

“Posso dizer que, pela primeira vez, a múmia está a salvo, está bem preservada”, disse, neste domingo, Zahi Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito. “Ao mesmo tempo, todos os turistas que entrarão nessa tumba amanhã de manhã poderão ver a face de Tutankamon pela primeira vez.”

 

A cara do faraó aproxima-o de um mortal ao mesmo tempo comum e feio. Tem o nariz chato, os dentes pronunciados e a cabeça redonda como um melão. Uma figura ligeiramente diferente daquela que fora reconstituída eletronicamente em 2005. A data da abertura do sarcófago não foi escolhida ao acaso. Marca o aniversário de 85 anos da descoberta da múmia, em 1922, pelo arqueólogo britânico Howard Carter.

Escrito por Josias de Souza às 18h29

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Epitáfio: um resumo de hábitos, vícios e irritações

Epitáfio: um resumo de hábitos, vícios e irritações

Sérgio Alberti/Folha
 

 

O que teria feito o saco de Cláudio Colello transbordar? Foram as irritações cotidianas, conta a viúva de Colello, Vilma, na Folha (só assinantes). Seja como for, o morto teve a ventura de escolher em vida o epitáfio que adornaria o próprio túmulo.

 

Muitos não têm a mesma sorte. Em vez de escolher, são escolhidos por suas lápides, num processo que antecede a morte. O repórter aproveita a passagem do Dia dos Mortos para expor algumas inscrições tumulares que já elegeram os seus donos:

 

PT: Deixo a ética para cair na vida.

 

PMDB: Do p(r)ó-governismo ao pó(s)-governismo.

 

PSDB: Oposição fechada pra balanço.

 

DEM: Aqui jaz uma legenda que nasceu Arena, viveu PDS, envelheceu PFL e foi à grelha como ‘demo’.

 

Renan: Não morri, apenas pedi licença da vida!

 

Lula: Enfim, o mandato eterno!

 

FHC: Esqueçam o que eu vivi!

 

Coalizão do governo: Fui negociar o loteamento do inferno.

 

Aviação Civil: Apaguei!

 

Salvatore Cacciolla: Enfim, extraditado!

 

Centrais sindicais: Paralisação por tempo indeterminado.

Escrito por Josias de Souza às 15h11

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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