(((X+Y+S)/2)x((T+I+2B)/4))+(V/2)-1

Sérgio Porto, o notável Stanislaw Ponte Preta, dizia que “no futebol a cabeça é o terceiro pé”. Um grupo de matemáticos da Universidade John Moores, de Liverpool (Reino Unido), decidiu levar a máxima às últimas conseqüências. Informam que a equação acima conduz ao pênalti perfeito.
A fórmula para chegar ao pênalti dos sonhos inclui o número de passos, o tempo de chute, a velocidade do tiro e a posição do pé na hora de tocar a bola. O estudo foi encomendado pela casa de apostas londrina Ladbrokes, que prevê uma probabilidade de 3/1 de que a Inglaterra seja eliminada nos pênaltis durante a Copa.
O pênalti irrepreensível, concluíram os estudiosos, segue o padrão da cobrança feita pelo jogador inglês Alan Shearer em partida contra a Argentina, na segunda fase do Mundial de 98. Uma partida, convém lembrar, que a Inglaterra perdeu nos pênaltis.
Os matemáticos ingleses anotam que a velocidade ideal da bola é de 25 a 29 metros por segundo. O número de passos ideal antes do chute é de quatro a seis. A distância ideal entre o jogador e a bola é de 10 metros. O tempo da cobrança deve ser de três segundos ou menos.
O estudo foi remetido ao técnico da seleção inglesa, Sven-Goran Eriksson. “Recomendamos à equipe que realize muito treinamento considerando essas diretrizes e talvez possamos terminar com a maldição (dos pênaltis)”, disse David Lewis, um dos matemáticos responsáveis pelos cálculos.
Tudo muito bem. Mas, considerando-se o fato de que o futebol, assim como o tempo gasto com bobagens, padece de falta de lógica, conviria ao técnico Seven-Goran Eriksson mandar para casa o atacante David Beckham, substituindo-o pelo matemático David Lewis.
A propósito, Parreira privilegiou no treino deste domingo o ensaio de cobranças de pênalti. Em 25 tentativas, os jogadores converteram 19. Dida defendeu quatro. Duas foram para fora.
Entre os que desperdiçaram cobranças estão, veja você, três dos principais craques do escrete: Kaká, Ronaldo e Juninho. Os zagueiros Juan e Lúcio (dois infortúnios) completam a lista. Nenhum deles sabe fazer contas como o time da Universidade John Moores. Nem precisam. As contas que interessam, as bancárias, só conhecem um tipo de operação: a de somar.

A revista norte-americana Forbes acaba de divulgar a sua 
