Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Reportagens

Serra afirma que aceita disputar prévias com Aécio

  Sérgio Lima/Folha

José Serra informou aos dois principais dirigentes do PSDB que aceita medir forças com Aécio Neves numa eleição prévia.

 

A realização de prévias é uma exigência de Aécio. Serra, mais bem-posto nas pesquisas, torcia o nariz.

 

Deu-se por convencido na última segunda-feira (16), durante um jantar realizado em São Paulo.

 

Dividiram a mesa com Serra: Fernando Henrique Cardoso e Sérgio Guerra, presidente de honra e presidente do PSDB, respectivamente.

 

O assentimento de Serra vai produzir duas conseqüências:

 

1. O tucanato divulgará até o final de março as regras da disputa interna. O esboço está pronto. Aguarda-se apenas a resposta do TSE a uma consulta feita pelo partido;

 

2. Vai ao arquivo a idéia de antecipar o nome do candidato do PSDB à sucessão de Lula. A definição não sai antes do final do ano. Pode ficar para o início de 2010.

 

Antes do jantar se segunda-feira, Sérgio Guerra conversara com Aécio. O governador de Minas repisara em privado o que diz e repete em público. Exige as prévias.

 

A obstinação de Aécio foi repassada a Serra, que decidiu ceder. Receava que uma eventual recusa fosse ao noticiário como um sinal de fraqueza.

 

O modelo das prévias tucanas, ainda por divulgar, foi desenhado por um grupo que está debruçado sobre o tema desde o início de 2008. É integrado por três pessoas:

 

Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB (ligado a FHC), e os deputados Rodrigo de Castro (homem de Aécio) e Luiz Paulo Velloso Lucas (do grupo de Serra).

 

A definição de Serra matou no nascedouro um movimento que se espraiava pelas cúpulas do PSDB e do DEM, parceiro do tucanato no projeto presidencial.

 

Lideranças como FHC e Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, defendiam uma escolha breve do candidato.

 

A pregação intensificou-se depois que Lula decidiu levar à vitrine, com antecedência de mais de dois anos, a sua candidata, a ministra Dilma Rousseff.

 

Sentindo o cheiro de queimado, Aécio apressou-se em dizer que o PSDB erraria se amarrasse os seus movimentos ao frenesi de Lula.

 

O governador mineiro prepara-se para correr o país a partir de março. Aguarda apenas pela aprovação das regras da prévia pela Executiva do PSDB.

 

No repasto com FHC e Sérgio Guerra, Serra disse que tampouco ele trabalhava com a idéia de se lançar como candidato de maneira apressada.

 

Agora, a cúpula tucana imagina dividir o noticiário com Lula e Dilma intensificando a oposição ao governo e trombeteando a novidade das prévias.

 

De resto, não foi definitivamente arquivada a pretensão de chegar ao candidato por consenso. Apenas ficou decidido que essa hipótese depende de uma rendição de Aécio.

Escrito por Josias de Souza às 02h26

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PSDB e DEM se reúnem para reavaliar planos de 2010

Busca-se uma forma de reagir à ‘superexposição’ de Dilma 

  Carol Guedes/Folha
As cúpulas do PSDB e do DEM marcaram para depois do Carnaval um encontro de cúpula. Deve ocorrer no dia 5 de março, em São Paulo.

 

Vão à mesa os planos para a sucessão presidencial de 2010. Pretende-se reavaliar a estratégia, apressando o passo.

 

Tucanos e ‘demos’ tentam reagir à movimentação “prematura” de Lula. Estão inquietos com a súbita conversão de Dilma Rousseff de ministra em candidata.

 

Com dois postulantes ao Palácio do Planalto –José Serra e Aécio Neves—, a oposição assiste à ocupação solitária do noticiário por Dilma. Daí o incômodo.

 

A necessidade de estabelecer um contraponto à candidata de Lula faz crescer o movimento pela precipitação do desfecho da disputa entre Serra e Aécio.

 

Há nítida preferência no andar de cima das duas legendas pelo nome de Serra, mais bem-posto nas pesquisas.

 

Mas todos, a começar de Serra, parecem já ter compreendido os recados de Aécio: o governador de Minas precisa ser convencido, não vencido.

 

Avalia-se que, se for à disputa sem Aécio, um governador aprovado por cerca de 80% do segundo maior colégio eleitoral do país, Serra será um candidato à derrota.

 

Aécio bate o pé. Quer que a definição do PSDB se dê por meio de prévias. Serra e seus aliados torcem o nariz.

 

Mas à falta de um entendimento, mesmo os políticos pró-Serra do DEM começam a se conformar com a necessidade das prévias.

 

Inicialmente, trabalhava-se com a idéia de cozinhar a escolha do candidato em banho-maria até o final de 2009.

 

Porém, a movimentação de Lula faz ferver a mistura da oposição. E já há gente pregando que as prévias, se inevitáveis, devem ser feitas ainda no primeiro semestre.

 

Deve-se o agendamento do encontro de São Paulo a uma iniciativa do DEM. A legenda decidiu reunir o seu conselho político.

 

Trata-se de uma instância partidária presidida pelo prefeito paulistano Gilberto Kassab. Congrega do presidente de honra Jorge Bornhausen aos líderes no Congresso.

 

No mesmo dia, os ‘demos’ irão ao encontro do grão-tucanato: FHC, presidente de honra do PSDB; Sérgio Guerra, presidente nacional; e outras lideranças.

 

Inicialmente, apenas o presidenciável José Serra participaria desse convescote tucano-democrata. Para não envenenar o pudim, planeja-se agora endereçar um convite a Aécio.

 

O governador mineiro terá de ser persuadido também da conveniência de antecipar os planos da oposição.

 

Em privado, Aécio diz que o PSDB erra ao condicionar sua estratégia ao vaivém de Lula e Dilma.

 

Para Aécio, a simples definição das regras das prévias, algo que lhe foi prometido para março, acomodaria a disputa que o opõe a Serra num leito de normalidade.

 

De resto, Aécio acha que a campanha interna, com a eventual realização de debates entre ele e Serra, surtirá dois efeitos benfazejos.

 

Primeiro, evitará os acertos de cúpula que fizeram desandar as candidaturas tucanas em 2002 e 2006.

 

Depois, levará a oposição a ocupar as manchetes da forma correta, pendurando nas manchetes não as picuinhas internas, mas as propostas alternativas ao projeto representado por Dilma.

 

O diabo é que, por ora, o tucanato não foi capaz nem sequer de esboçar essa pretensa alternativa. Serra e Aécio, aliás, têm cara de muita coisa, menos de oposicionistas.

Escrito por Josias de Souza às 05h26

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Eleição de Sarney abre guerra por cargos no Senado

'Venderam o meu traseiro sem combinar comigo’, diz líder

Sérgio Lima/Folha

 

José Sarney (PMDB-AP) mal foi eleito e já enfrenta a sua primeira crise no Senado. No centro da encrenca está Renan Calheiros (AL), líder do PMDB.

 

O conflito é pluripartidário. Os partidos engalfinham-se por cargos na Mesa que dirige o Senado e nas comissões temáticas.

 

Para eleger Sarney, Renan cooptou eleitores em todos os quadrantes do Senado. Pescou votos em legendas governistas e na oposição.

 

Renan prometeu o que podia. E o que não podia também. Na hora da distribuição dos cargos, as “promissórias” endossadas por Renan foram à mesa. E estabeleceu-se o caos.

 

Os cargos deveriam ter sido preenchidos nesta segunda (2), depois da vitória de Sarney sobre o adversário Tião Viana (PT-AC).

 

Porém, a algaravia que se disseminou pelos subterrâneos foi tão grande que Sarney viu-se compelido a adiar a sessão que formalizaria o rateio dos cargos.

 

Transferiu-a para a tarde desta terça (3). Alegou, à noite, que não haveria mais tempo para tratar da composição da Mesa e das comissões. Era lorota.

 

Queria, em verdade, ganhar tempo. Vai abaixo um resumo do passivo político que resultou dos compromissos de Renan, de novo o dono do baralho no Senado:

 

1. PR X PDT: Com cinco senadores, todos eleitores de Tião Viana, o PDT tem direito regimental à quarta secretaria do Senado. Indicou a senadora Patrícia Saboya (CE).

 

Em reunião realizada na sala de Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula, o senador Osmar Dias (PR), líder do PDT, foi informado de que a vaga de seu partido fora prometida ao PR.

 

Coube a Wellington Salgado (PNDB-MG), um ex-miliciano de Renan à época em que o mandato dele esteve sob risco, aclarar as coisas:

 

“Vocês perderam a eleição. Não têm direito a coisa nenhuma”. Osmar Dias escalou as tamancas. Mas foi avisado de que, se insistir na indicação de Patrícia, será derrotado no plenário.

 

Depois, numa roda de senadores, Osmar expressou o seu descontentamento em linguagem rasteira: “Venderam o meu traseiro e esqueceram de combinar comigo”.

 

Ao cruzar com Wellington Salgado, um senador de longas madeixas, a preterida Patrícia Saboya pespegou: "Vá pra casa, corte esse cabelo, tome um banho e vê se vira homem".

 

“A coisa começa muito mal”, ecoou Cristovam Buarque (PDT-DF). “Isso vai acabar em escândalo”. Se necessário, o PDT irá ao STF para ver o seu direito respeitado.

 

2. PR X PR: A vaga de quarto secretário, que por direito pertence ao PDT, foi prometida a dois senadores do PR: César Borges (BA) e Magno Malta (ES).

 

“Fizeram overbooking”, ironizou Aloizio Mercadante (SP), novo líder do PT. “E o pior é que não há uma Anac no Senado”.

 

Ideli Salvatti (PT-SC) deu asas ao chiste: “Venderam mais assentos do que as aeronaves deles tinham. Pior: venderam assentos nos aviões da concorrência”.

 

A turma de Renan lava as mãos. Diz que caberá ao PR decidir se vai acomodar César Borges ou Magno Malta no assento que pertence ao PDT.

 

3. PSDB X PTB: Pelo critério da proporcionalidade das bancadas, o PSDB tem direito a indicar o presidente da comissão de Relações Exteriores.

 

Cargo que o tucanato deseja dar a Eduardo Azeredo (MG). Renan, porém, ofereceu a posição a Fernando Collor (AL), do PTB, legenda que entregou sete votos a Sarney.

 

Informado de que o PSDB não abriria mão da comissão, Gim Argello (DF), líder do PTB, deu de ombros: “A gente vai pro voto e derrota eles no plenário”.

 

Líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM) criou um neologismo. Diz que estão “gimargelizando” o Senado. Uma brincadeira na qual não vê a menor graça.

 

O plano de Gim Argello pode malograr. Para honrar os compromissos assumidos por Renan, o DEM até admite votar no candidato do PR contra o do PTB na quarta secretaria.

 

Mas José Agripino Maia (RN), líder do DEM e velho parceiro do PSDB, não tem a intenção de entregar os 14 votos de sua bancada a Fernando Collor.

 

Empenhado em recompor suas relações com os tucanos, Agripino privilegiará Azeredo em detrimento de Collor.

 

4. PSDB X PSDB: Embora formalmente comprometido com Tião, o PSDB deu dois votos a Sarney.

 

Segundo a contabilidade de Renan, votaram em Sarney, protegidos pela escuridão do voto secreto, os tucanos Papaleo Paes (AP) e Marconi Perillo (GO).

 

Perillo será premiado com a primeira vice-presidência do Senado. Neste caso, o PSDB tende a fazer vistas grossas. Entende que, por direito, o cargo lhe pertence.

 

5. PT X PT: De acordo com a planilha de votos do alto comando de Sarney, o petista Tião Viana foi traído na bancada de seu próprio partido.

 

Nos arredores de Renan, diz-se que Delcídio Amaral (PT-MS) cravou Sarney na cédula secreta. Em troca, prometeu-se a ele o cargo de segundo vice-presidente do Senado.

 

O posto é, por direito, do PT. Mas o partido deseja nomear outra senadora: Serys Slhessarenko (MT).

 

No instante em que tentava promover a conciliação no PT, que pende para Serys, o líder Mercadante foi informado de que qualquer outro nome que não seja o de Delcídio será derrotado em plenário pela tropa que elegeu Sarney.

 

Mercadante tocou o telefone para o líder do DEM. Perguntou se a preferência por Delcídio era real.

 

Agripino Maia disse o óbvio: não vai se imiscuir em assuntos internos do PT. Mas não pode impedir que seus senadores votem em Delcídio, contra Serys, se ele se apresentar ao plenário como candidato avulso.

 

Começa bem, como se vê a novíssima gestão de José Sarney. A sessão desta terça (3) está marcada para as 15h. Deve ser animada.

Escrito por Josias de Souza às 03h24

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Senado vive final de semana de intrigas e vale-tudo

  Fotos: Folha
A disputa pela presidência do Senado, antes um jogo de xadrez, converteu-se numa espécie de vale-tudo, modalidade de luta livre marcada pelos golpes violentos.
 

Neste sábado (31), os dois candidatos acusavam-se mutuamente, nos subterrâneos, de recorrer a “pancadas” abaixo da linha da cintura.

 

O time de Tião Viana (PT-AC) farejou a entrada em cena de um personagem conhecido nos meios políticos, mas estranho aos quadros do Senado.

 

"O Kakay entrou na briga", disse Tião Viana a um de seus correligionários, logo cedo. Referia-se, pelo apelido, ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro.

 

Acionado por Sarney, Kakay comunicara-se, por telefone, com alguns dos “eleitores” do Senado. Entre eles o tucano Marconi Perillo (GO).

 

Conhecido pela habilidade com que livra de complicações os clientes encrencados com a lei, Kakay (foto ao lado) cultiva amizades pluripartidárias e pós-ideológicas.

 

Vão do petista José Dirceu a Sarney. Dos 81 senadores, 16 são clientes de Kakay. Uma “bancada” considerável. Maior do que a do DEM, com 14 integrantes.

 

Na casa de Sarney, disparavam-se olhares rútilos noutra direção. Os partidários do morubixaba do PMDB miravam, com desconfiança, o Planalto.

 

Verificou-se que ministros e auxiliares de Lula desceram ao ringue do Senado do lado do córner de Tião Viana.

 

“É traição”, vociferou Sarney ao ser informado de que o petista Gilberto Carvalho, secretário particular de Lula, arregaçara as mangas pelo rival petista.

 

Em timbre ameaçador, Sarney disse que conviria a Lula manter os seus soldados “no quartel”. Num gesto incondizente com a condição de favorito que se autoatribui, Sarney tocou o telefone para a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

 

Queixou-se da movimentação de Carvalho. Pediu providências. Dilma limitou-se a repassar os queixumes ao auxiliar de Lula.

 

Um lugar-tenente de Sarney disse ao blog que Gilberto Carvalho não está só. Também o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) estaria suando a camisa por Tião.

 

Geddel foi à Esplanada na cota do PMDB. Joga no time de Michel Temer (SP), que, na briga pela presidência da Câmara, torce o nariz para a candidatura de Sarney.

 

Uma candidatura engendrada por Renan Calheiros (PMDB-AL) e que pode render a Temer, no lufa-lufa da Câmara, traições do petismo.

 

A exemplo do que fizera Sarney no telefonema a Dilma, também o grupo de Tião recorreu ao telefone para medir os passos do advogado Kakay.

 

Tião acionou o irmão Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre e atual presidente da Helibrás. Jorge é, também ele, amigo de Kakay.

 

Travaram um diálogo ameno. A certa altura, o irmão de Tião perguntou a Kakay até que ponto estava ajudando Sarney.

 

E o advogado: “Se eu estivesse ajudando, não teria chegado ontem [sexta] à noite a Brasília. Estava em férias, no Rio”.

 

O repórter também discou para Kakay. Ele confirmou que conversara com o tucano Marconi Perillo, cujo partido, depois de quase fechar com Sarney, aderiu a Tião.

 

“Marconi é meu amigo de 20 anos”, disse Kakay. “Falamos com freqüência”. O interlocutor assíduo do advogado é pretende à vaga de vice-presidente do Senado.

 

Uma ambição que leva a tropa do PMDB a incluir Marconi no rol de tucanos que, a despeito da adesão do PSDB a Tião, votaria secretamente em Sarney.

 

Rematada tolice, reage Arthur Virgílio. O líder tucano apressa-se em esclarecer que, pelo critério da proporcionalidade das bancadas, Perillo será vice em qualquer circunstância, sob Sarney ou sob Tião.

 

Um cacique do DEM procurou Sarney para aconselhá-lo a dispensar a “ajuda” de Kakay. Argumentou que o resultado, por incerto, não compensaria a repercussão negativa.

 

“O presidente Sarney não me disse nada a esse respeito”, desdenhou Kakay. “Fui advogado da Roseana [Sarney]. Resolvi o processo. O Sarney me trata como um filho”.

 

O processo a que se refere Kakay é o “Caso Lunus”. Nasceu de uma batida da PF, em 2002, numa empresa que tinha como sócio Jorge Murad, ex-marido de Roseana.

 

A incursão da PF resultou na apreensão de R$ 1,3 milhão. Dinheiro que, segundo a polícia, forniria o caixa dois de uma frustrada campanha presidencial da filha de Sarney.

 

Uma acusação que Kakay desmontou na Justiça, reavendo o dinheiro. Daí a gratidão paternal de Sarney, que até hoje enxerga as digitais do tucano José Serra na ação da PF.

 

Entre risos, Kakay diz: “Não tenho nenhuma importância na eleição do Senado. Não me atribuo tamanha importância. Há senadores que são meus clientes e amigos...”

 

“...Falei com dois ou três. São pessoas que me ligam pra trocar impressões. Nada além disso”.

 

A algaravia que ressoa dos arredores de Sarney e de Tião prenuncia uma eleição de placar apertado no Senado. Algo que anima os adversários de Temer na Câmara.

 

“Todo mundo vai ficar boquiaberto quando o placar eletrônico for aberto”, diz Ciro Nogueira (PP-PI), um dos adversários de Temer.

 

Ciro acha que a arenga do Senado vai ecoar na Câmara. Aposta num segundo turno entre ele e Temer. Crê que vai prevalecer sobre o favorito.

 

Os partidários de Temer dão de ombros. Munidos de uma contabilidade que indica superioriade de 83 votos, acham que o painel não lhes reserva nenhuma surpresa. A ver.

Escrito por Josias de Souza às 05h27

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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