Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Entrevistas

Liliane Roriz: ‘Sempre fui a ovelha negra da família’

Thyago Arruda/Divulgação

Filha caçula de Joaquim Roriz e Welian Roriz, irmã de Jaqueline Roriz, a deputada distrital Liliane Roriz tenta se dissociar da urucubaca que engolfa a família.

“Farei um caminho novo, pode ter certeza”, disse Liliane numa entrevista à repórter Luciana Marques.

“Sempre fui a mais rebelde da família, sempre fui a ovelha negra, sempre fiz aquilo que quis. Mas eu sou Roriz...”

“...Tenho que pegar as lições da família e aquilo que foi errado tenho que deixar pra trás. Não posso trazer pra mim aquilo que não foi bom, todo o político comete erros”.

O pai, abalroado pela Lei da Ficha Limpa, teve de abdicar à candidatura de governador. Foi à disputa a mãe, que se revelou um fiasco.

A irmã foi pilhada em vídeo recebendo maço de dinheiro sujo de Durval Barbosa, o operador do mensalao do DEM de Brasília.

Em meio a essa atmosfeta tenebrosa, o Ministério Público acaba de acomodar uma pedra no “caminho novo” que Liliane Roriz diz trilhar.

Ela foi acusada de receber, em 2006, apartamentos em troca de favorecimento de uma empreiteira. Nega o malfeito.

“Não venham trazer o foco dos problemas do meu pai e da minha irmã para mim”, disse. Vai abaixo a entrevista.

   
- A senhora pretende romper com o histórico de corrupção da sua família? Eu me preparei muito para entrar na política e quero fazer da vida pública uma satisfação. Farei um caminho novo, pode ter certeza. Sempre fui a mais rebelde da família, sempre fui a ovelha negra, sempre fiz aquilo que quis. Mas eu sou Roriz. Tenho que pegar as lições da família e aquilo que foi errado tenho que deixar para trás. Não posso trazer para mim aquilo que não foi bom, todo o político comete erros.
 
- Mas o Ministério Público acusa a senhora e sua filha, Bárbara Roriz, de terem recebido dois imóveis em troca de favorecimento a uma empreiteira em 2006. Já fui a todos os cartórios para comprovar que os imóveis não estão no meu nome, nem no da minha filha. Podem investigar, minha vida é um livro aberto. Não tenho nada a esconder, não tenho medo nenhum. É um contrato de gaveta que desconheço, nunca estive neste apartamento. Na situação em que a Jaqueline está é normal haver algum desdobramento na imprensa. Mas não venham trazer o foco dos problemas do meu pai e da minha irmã para mim.

- Como as recentes denúncias estão afetando sua família? É muito triste envolver os netos de Roriz nesta questão. É muito ruim tratar nossa família como o “clã Roriz”, como se a gente fosse assassino. Isso abala, é muito difícil. 

- Qual a sua relação com Jaqueline Roriz? Cada uma é de um jeito. Cada uma pensa de uma forma diferente. Estou feliz com o que estou fazendo. Tenho uma ótima relação com ela, sou muito carinhosa com as pessoas. Mas nunca acompanhei Jaqueline em sua campanha. A minha filha na época tinha 12 anos e eu não poderia entrar na política porque estava envolvida em sua educação. 

Carregar o sobrenome Roriz pesa muito? Não vejo problema em carregar o nome do Roriz porque ele foi um homem que trabalhou muito por Brasília. Tem o ônus e o bônus, mas ele cumpriu o papel dele como político de ajudar a quem precisa. Tenho me preparado há muito tempo para entrar na vida pública, não foi algo sem pensar. Mesmo porque eu não tinha o apoio do meu pai, já que a política traz muito sofrimento. Mas eu vejo isso como uma missão.

- Já pensou em trocar de sobrenome? Não vejo por esse lado. O presidente do Senado, José Sarney, não tem muitos filhos que têm envolvimento político? Não vejo problema em você ter nascido em uma família envolvida na política. Eu acompanhava meu pai quando ele era governador, conheço tudo. 

- A senhora é a sombra do seu pai? Não, eu quero cumprir outro papel para uma geração diferente. Na época em que meu pai foi governador havia uma demanda por moradia. Pode ter tido algum erro de assessoria na distribuição dos lotes, porém ele quis fazer isso. Agora é preciso dar condições para as pessoas sobreviverem, que é o emprego.

- Por isso não se filiou ao PSC, partido dos seus pais? Eu tenho pensamento próprio. Filiei-me ao PRTB porque é uma legenda nova e quero crescer junto com o partido. Cada um no seu caminho, eu escolhi o partido que queria.

- A senhora já se encontrou com Durval Barbosa? Jamais, só o vi em festas sociais. Vídeo meu não há.

- Recebeu recursos de caixa dois para campanha eleitoral? Nunca. Mas é preciso reformular esta questão das doações de campanha, fazer uma reforma política. Financiamento público é uma saída.

- Em quem a senhora se inspira na política? No senador Aécio Neves. Ele é da vanguarda e faz o que quer. Também sou fã da presidente Dilma Rousseff porque é mulher e determinada. Eu me arrependo de não ter votado nela. Não sei se chego onde Dilma chegou, o futuro vai dizer. Quando você entra na política, quer sempre dar um passo mais à frente.

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Escrito por Josias de Souza às 19h56

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Dilma adotará modelo de concessão para aeroportos

Valter Campanato/ABr

“Estamos nos preparando para ter uma forte intervenção nos aeroportos”, disse Dilma Rousseff em entrevista à repórter Claudia Safatle.

“Vamos fazer concessões, aceitar investimentos da iniciativa privada que sejam adequados aos planos de expansão necessários”, ela esmiuçou.

“Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de expansão do investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias”.

Durante a conversa, veiculada pelo jornal ‘Valor, Dilma reiterou: “Não vou permitir que a inflação volte no Brasil”.

Reforçou o compromisso com a autonimia do BC e disse que os cortes orçamentários não impedirão o país de crescer 4,5% e 5% em 2011.

Informou que prepara “portas de saída” para o Bolsa Família, comentou a tragédia do Japão e revelou o que espera da visita de Barack Obama ao Brasil. Vão abaixo algumas das declarações de Dilma:

- Japão: [...] A comunicação global em tempo real cria em nós uma sensação como se o terremoto seguido do tsunami estivessem na porta de nossas casas. Nunca vi ondas daquele tamanho, aquele barco girando no redemoinho, a quantidade de carros que pareciam de brinquedo! Inexoravelmente, a comunicação faz com que você se coloque no lugar das pessoas! Essa é a primeira reação humana.

- Reflexos econômicos: [...] Acho que um dos efeitos será sobre o petróleo. Vai ampliar muito a demanda de petróleo ou de gás para substituir a energia nuclear. Pelo que li, 40% da energia de base do Japão é nuclear. Os substitutos mais rápidos e efetivos são o gás natural ou petróleo. Acredito que esse será um impacto imediato.

- Vantagem brasileira: Nós sempre esquecemos da diferença substantiva entre nós e os outros países: água. Nesse aspecto somos um país abençoado. [...] Temos um elenco de alternativas que os outros países não têm...”.

- Tragédia atrasa recuperação da economia mundial? Acredito que atrasa um pouco, mas também tem um efeito recuperador, de reconstrução. O Japão vai ter que ser reconstruído...

- Crítica à imprensa: [...] Às vezes abro o jornal e leio que a presidenta disse isso, pensa aquilo, e eu nunca abri minha santa boca para dizer nada daquilo. Tem avaliações de que um ministro subiu, outro desceu, que são absurdas. Absurdas! Falam que tais ministros estão desvalorizadíssimos na bolsa de apostas. [...] Nenhum presidente avalia seus ministros dessa forma...

- Inflação: Eu não vou permitir que a inflação volte no Brasil. Não permitirei que a inflação, sob qualquer circunstância, volte...

- PIB de 2011: [...] Tenho certeza que o Brasil vai crescer entre 4,5% e 5% este ano. Não tem nenhuma inconsistência em cortar R$ 50 bilhões no Orçamento e repassar R$ 55 bilhões para o BNDES garantir os financiamentos do programa de sustentação do investimento...

- Por um PIB maior pode haver um pouqinho mais de inflação? Isso não funciona. É aquela velha imagem da pequena gravidez. Não tem uma pequena gravidez. Ou tem gravidez ou não tem. Agora, não farei qualquer negociação com a taxa de inflação...

- Cortes de R$ 50 bilhões: [...] É como cortar as unhas. Vamos ter que fazer sempre a consolidação fiscal. Na verdade, temos que fazer isso todos os anos, pois se você não olhar alguns gastos, eles explodem. [...] Então, você tem que cortar as unhas, sempre...

- Aeroportos: Estamos nos preparando para ter uma forte intervenção nos aeroportos. Vamos fazer concessões, aceitar investimentos da iniciativa privada que sejam adequados aos planos de expansão necessários. Vamos articular a expansão de aeroportos com recursos públicos e fazer concessões ao setor privado. Não temos preconceito contra nenhuma forma de expansão do investimento nessa área, como não tivemos nas rodovias.

- Nova pasta: Vamos criar a Secretaria de Aviação Civil com status de ministério, porque queremos uma verdadeira transformação nessa área. Para ela irá a Anac, a Infraero e toda a estrutura para fazer a política. Estou pensando em mandar [a medida provisória ao Congresso] até o fim deste mês.

- Política monetária: O Banco Central tem autonomia para fazer a política dele e está fazendo. Tenho tranquilidade de dizer que em nenhum momento eu tergiverso com inflação. E não acredito que o Banco Central o faça. Eu acredito num Banco Central extremamente profissional e autônomo. E esse Banco Central será profissional e autônomo.

- Visita de Obama: [...] Vamos propor uma [parceria estratégica] na área de satélites, especialmente para avaliação do clima, e parcerias em algumas outras áreas. Vou lhe dar um exemplo: acho fundamental o Brasil apostar na formação no exterior. Todos os países que deram um salto apostaram na formação de profissionais fora. Queremos isso nas ciências exatas - matemática, química, física, biologia e engenharia. Queremos parceria do governo americano em garantia de vagas nas melhores escolas. Nós damos bolsa.

- O que espera da visita? [...] O grande sumo disso tudo, o que fica, é a progressiva consciência de que o Brasil é um país que assumiu seu papel internacional e que pode, pelos seus vínculos históricos com os Estados Unidos e por estarmos na mesma região, ser um parceiro importantíssimo. Isso a gente constrói. [...] O Brasil é um país que os EUA tem que olhar de forma muito circunstanciada. Que outro país no mundo tem a reserva de petróleo que temos, que não tem guerra, não tem conflito étnico, respeita contratos, tem princípios democráticos extremamente claros e uma forma de visão do mundo tão generosa e pró-paz?

- Direitos humanos: Se não concordo com o apedrejamento de mulheres, eu também não posso concordar com gente presa a vida inteira sem julgamento [na base de Guantânamo]. Isso vale para o Irã, vale para os Estados Unidos e vale para o Brasil...

- Reforma tributária: [...] Vamos mandar [para o Congresso] medidas tributárias e não uma reforma. Vamos mandar várias para ter pelo menos uma parte aprovada. Mandaremos também o Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) e o programa de Erradicação da Pobreza. [...] Na nossa agenda, é para este semestre.

- Bolsa Família: [...] Estamos passando as tropas em revista e mudando muita coisa. E tem que ter sintonia fina. Há profissionais dedicados ao estudo da pobreza que diz que se você não focar, olhando a cara dela, você não consegue tirar as pessoas. E nós queremos, desta vez, estruturar portas de saída.

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Escrito por Josias de Souza às 06h46

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Requião: ‘Congresso reduziu-se a emendas e cargos’

Valter Campanato/ABr

Ex-governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB-PR) fez campanha dividindo o palanque com Dilma Rousseff. Eleito, tornou-se um dos mais ácidos críticos do governo no Senado.

Votou a favor do salário mínimo de R$ 560, contra os R$ 545. Disse ‘não’ à medida provisória que instituiu a APO (Autoridade Pública Olímpica). Instou os colegas a abandonarem o comportamento “bovino” no trato com o governo.

Da tribuna, disse que a gestão Dilma privilegia o “capital vadio” em detrimento do "trabalho". Em entrevista ao blog, Requião, 70 anos completados neste sábado (5), afirmou: 

“O Congresso foi reduzido a emendas e nomeações para carguinhos no governo”. Abaixo a entrevista:

- Acha que os apoiadores do governo votam bovinamente? Não é só a base da Dilma. Há uma cultura congressual que leva ao comportamento bovino. Vota-se tudo sem visão crítica. O Congresso foi reduzido a emendinhas e nomeações para carguinhos no governo. Foi assim com o Fernando Henrique, com o Lula e a Dilma está repetindo a prática. Não é bom pra ela.

- Não se sente incomodado no PMDB, que provê o maior rebanho? Qual é o partido que não é assim? O PMDB é igualzinho aos outros. Eu me sinto angustiado, mas esse é um processo criado pela cultura partidária e congressual brasileira.

- Há como mudar? Ainda não perdi as esperanças na tia Dilma. Ela tomou algumas atitudes. Mandou o [deputado] Eduardo Cunha [PMDB-RJ] às favas [Dilma afastou do comando de Furnas apadrinhados de Cunha].

- A relação do PMDB com o governo é inadequada? O PMDB compôs a coligação da Dilma para que ela adquirisse o horário eleitoral do partido. O PMDB, hoje, vale pelo horário da televisão.

- Alega-se que a presença de Michel Temer na vice-presidência deu ares institucionais a essa relação. Discorda? Eu gosto do Temer. Ele não é uma figura que você possa colocar no nível de outras, desqualificadas. Mas eles nunca mais fizeram uma convenção pra valer. O PMDB foi apropriado. Na última convenção, eu e o Pedro [Simon] pretendíamos apresentar uma chapa de candidatura própria à Presidência. Não conseguimos. Não digo que o Temer é o pior cara do PMDB, mas não tem uma ligação orgânica com o partido. Sobram as emendinhas e o comércio dos carguinhos. Isso não é saudável.

- Sem cargos e emendas o PMDB apoiaria Dilma? Fui governador do Paraná três vezes. Nunca liberei emenda de deputado. E tive maioria na Assembléia. Trabalhava com projetos. Os deputados iam para suas bases, falavam dos projetos e diziam que apoiavam. Funcionou enquanto eu fui governador.

- Essa posição crítica vai permear o seu mandato? Ela tem permeado a minha vida. Apoiarei com entusiasmo a tia Dilma quando estiver correta. Não vou exercitar a tolerância continuada, que vira submissão.

- Sua posição é diferente da de Jarbas Vasconcelos? O Jarbas não apoiou a Dilma, eu apoei com entusiasmo. Acho que ela nunca esperou de mim a cegueira. Também não quero nada. No governo, minha indicada é a Dilma. Não entro em comércio de cargos.

- Suas restrições à política econômica são agudas. O que sugere que seja feito? No meu governo, fiz um seminário no Paraná sobre a crise financeira global. Trouxe gente do mundo inteiro. Organizei junto com o Carlos Lessa [ex-presidente do BNDES]. As palestras estão todas no meu site.

- A que conclusões chegaram? Construímos uma visão clara do que havia acontecido no mundo. O Brasil está na contramão de tudo o que se faz no planeta.

- Como assim? Estamos aumentando os juros e comprimindo salários. Temos inflação porque falta investimento em infraestrutura. Investimento privado e público. Então, qualquer aquecimento da demanda provoca inflação.

- O que fazer? Vou reproduzir a opinião que surgiu do seminário. Em vez de aumentar os juros, que elevam a dívida pública, eu aumentaria o depósito compulsório dos bancos. Não dá lucro pra banco nenhum e dá uma enxugada na economia. Em vez de congelar o salário mínimo e ficar com essa imagem antipática diante dos trabalhadores, eu daria um freio de arrumação no empréstimo consignado, que está crescendo muito velozmente. Ajuda a alimentar o processo inflacionário. Precisa também dar uma reduzida nos prazos de financiamento.

- O BC já elevou o compulsório dos bancos e alargou o prazo dos empréstimos. Não foi o bastante? Eles fizeram, mas não foi o suficiente. Precisa ser mais pesado. E tem de segurar o empréstimo consignado. Esse pessoal não vai conseguir pagar. Não tem funcionário público que não tenha comprado um carro novo financiado. Estão se afundando em dívidas. Os bancos não tem risco nenhum e os juros são absurdos.

- Acha que o governo tem medo de contrariar bancos? Sim. O Lula fez um acordo num determinado momento, pra sobreviver.

- Que acordo? Naquela época do mensalão, em 2005, o Lula fez um acordo com o capital.

- Em que termos foi celebrado esse acordo? Comprou-se o silêncio. A nossa imprensa estava subordinada ao que o Mangabeira [Unger] chamava de capital vadio, especulativo, que não produz nada. Por isso, preferiu-se premiar os bancos. Eu esperava da Dilma algo diferente. Principalmente depois que ela mandou o [Henrique] Meirelles passear.

- Retirou o Meirelles mas nomeou Alexandre Tombini, da antiga diretoria. Sim, mas sem aquela auréola de independência e arrogância de um sujeito que é presidente dos bancos centrais da América, ex-presidente do Banco de Boston.

- Se adotado o seu caminho, acha que seria possível elevar o salário mínimo para R$ 560? Sim. Não estamos propondo um salário mínimo absurdo. Apenas achamos que deveria ter sido mantida a tendência de aumentos reais, acima da inflação. Foi uma bobagem da Dilma se contrapor à esperança do povo por tão pouco. Ela sinalizou para o capital e não sinalizou para o trabalho.

- Suas observações encontram eco no governo. Alguém o chamou para conversar? Não. Nada.

- Por que se opôs à aprovação da medida provisória que criou a Autoridade Pública Olímpica? Essa medida deu à ‘otoridade’ olímpica poderes para renovar a concessão de todas as lojinhas que operam em aeroportos. E tem coisa mais esdrúxula. Essa autarquia especial passa a ter a administração de todos os aeroportos do país. E mexeram na lei de licitações, criando regime especial para as obras das olimpíadas.

- De onde veio a emenda que permite a renovação dos contratos das lojas de aeroportos? A emenda é do Marco Maia [presidente da Câmara] e teve o apoio do DEM e do PSDB. Tenho um sobrinho que é deputado federal, João Arruda. Ele disse que isso não foi nem lido no plenário. Obteve a informação na liderança do PMDB na Câmara. Fizeram uma votação por acordo de lideranças. Os deputados não sabiam que tinham aprovado aquilo.

- No Senado, PSDB e DEM votaram contra, não? Votaram contra porque o Aloysio [Nunes, PSDB-SP] não engoliu o negócio. E o Alvaro [Dias, PSDB-PR] o acompanhou.

- Está otimista com o governo Dilma? Ela tem força, tem apoio popular. Mas começa a perder esse apoio quando comprime o salário mínimo. Podia botar os R$ 560, simplesmente para sinalizar que se joga com o trabalho. Há alguns sinais. O aumento do Bolsa Família atenua o problema do mínimo. Ajudarei no que for possível. Apoio, por exemplo, a desoneração da folha de salários. Só não posso concordar com o papel reservado ao Congresso. O Senado virou uma chancelaria do governo.

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Escrito por Josias de Souza às 05h57

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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