Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Entrevistas

Gabeira rejeita aproximação do PV com governo Lula

Gabeira rejeita aproximação do PV com governo Lula

  Folha Imagem
O deputado Fernando Gabeira (RJ), uma das principais lideranças políticas do PV, desaprova a aproximação do partido com o governo Lula. “A visão que passa é de certo oportunismo”, disse ele ao blog. A pedido de Lula, o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais) telefonou para o presidente do PV, José Luiz Pena. Convidou-o para um encontro com Lula, em data a ser marcada.

 

O objetivo do Planalto é inserir o PV na “coalizão” partidária que dará suporte congressual ao governo no segundo mandato de Lula. Se isso acontecer, diz Gabeira, “vou me tornar um deputado independente.” Leia abaixo a entrevista do deputado:

 

- PV vai se reunir com Lula para discutir coalizão. O que acha?

Fui eleito com discurso de independência. Já fiz um pacto com os meus eleitores. Aprovo aquilo que eu achar correto. E continuo combatendo o que acho equivocado. Dentro desse quadro, não há nenhuma necessidade de se entender com o governo, a não ser caso a caso.

- Acha que a conversa deve se limitar ao âmbito legislativo?

É lógico. Estou pronto a debater as coisas boas assim que elas apareçam. Mas foto-oportunidade não creio que seja o caso.

- Acha que o partido vai se entender com Lula?

O PV pode ser atraído pelo governo nesse momento de lua-de-mel. Quando as coisas ficaram difíceis, o partido abandonou o governo. De certa maneira, incorporou o meu discurso de oposição. Passada a eleição, volta a lua-de-mel com o governo. A visão que passa é de um certo oportunismo.

- A questão foi discutida na Executiva do PV?

Fizemos uma reunião anterior, para discutir a hipótese de fusão com o PSC, que foi rejeitada. Houve uma discussão sobre participar ou não do governo. Mas ela apenas se esboçou. Não foi concluída. Eu disse o que penso. O Juca Ferreira [secretário-executivo do Ministério da Cultura], que está no governo, apresentou a posição dele. E nós ficamos de continuar conversando sobre isso.

- Na prática, o PV já não está no governo, com Gilberto Gil?

O Gil é do PV. Mas eu entendo que o acordo que houve entre ele e o governo é pessoal, não partidário. O Gil é um ministro do Lula, não do PV.

- Objetivamente, acha que o PV vai se compor com Lula?

É uma questão delicada. O apelo do governo tem muita força. O que posso dizer é que eu continuarei no meu caminho.

- Acha que será voto vencido na Executiva?

Se o partido escolher essa trajetória, vai ter que ser responsável por ela. Eu continuarei fazendo o meu trabalho. Vou me basear no que entendendo ser o programa e o caminho do PV e vou continuar me expressando com toda liberdade.

- Pode ter de mudar de partido novamente?

Não me preocupo com nada. Nem mesmo em ter ou não legenda. Voltei ao PV porque, num dado momento, o partido tinha que ter seis deputados e faltava um. Posso continuar como deputado independente, defendendo o que considero ser o programa do PV.

- Sai ou não sai do partido?

Não vou sair do partido. Vou me tornar um deputado independente. independente. Vou atuar independentemente do partido.

- O PV vai sair do Gabeira?

É isso (risos).

Escrito por Josias de Souza às 16h31

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'Após 2008, é impossível segruar 2010', diz Aécio

'Após 2008, é impossível segurar 2010', diz Aécio

Leonardo Wen
O governador reeleito de Minas, Aécio Neves (PSDB), acha que 2008 será o início do fim do segundo governo Lula. Avalia que, passada a eleição municipal, o presidente irá "declinar fortemente". E “vai ser impossível segurar 2010.” Para o governador mineiro, potencial candidato à próxima sucessão presidencial, “as forças políticas que estiverem com Lula começarão a se agregar em torno da expectativa de poder futuro.” Aposta que o PSDB “o primeiro da fila”, representará essa expectativa. Leia abaixo entrevista de Aécio ao blog:

- O que acha da idéia de novo partido?

É inviável. Sobretudo como projeto para 2010. A lei proíbe que partido criado entre uma eleição e outra tenha tempo na TV. É uma questão pragmática. Precisamos é abrir o PSDB para lideranças de outros partidos, principalmente no Norte e Nordeste, onde tivemos desempenho pífio. A derrota não foi do Geraldo [Alckmin]. Foi do PSDB.

- Já estabeleceu um armistício com José Serra?

Temos tido muitas conversas. Não haverá essa disputa tão propalada. Se um dia eu vier a concorrer à presidência, será num processo natural, que una o partido. Sair candidato a partir de uma disputa interna, eu não saio. As últimas experiências mostraram que isso é um erro.

- Refere-se a Serra-2002 e Alckmin-2006?

Ficou demonstrado que a disputa interna não é o melhor caminho. Se o Serra construir as condições para ser o candidato, vai ter o meu apoio.

- Ninguém acredita nisso.

É compreensível. As pessoas estão pré-dispostas a acreditar que nós vamos disputar. Mas é preciso saber se eu estou disposto. Digo que não estou.

- Acha que, por ser novo, pode esperar?

Não é só questão de idade. Se as circunstâncias forem construídas para 2010, estarei preparado. Mas não preciso forçar uma barra. Acredite. Se o Serra ou outro companheiro construir uma candidatura em condições de vencer, estarei do lado dele. O Serra será um grande presidente, quando eleito. Ele tem é que criar essas condições para ser eleito. Não podemos entrar divididos na eleição.

- Quando 2010 entra na agenda?

Tanto o Serra quanto eu temos interesse em retardar isso ao máximo. Precisamos de tranqüilidade para governar. Temos dois Estados cheios de problemas.

- Mas quando 2010 entra em cena?

Doutor Tancredo [Neves] dizia: ‘A expectativa de poder atrai muito mais do que o poder presente. Lula é um poder que vai perder um pouquinho de força a cada mês. Vai reunir uma grande aliança numérica. Mas em 2008 o governo Lula começará a declinar fortemente.

- Como assim?

Com as eleições municipais, todos que estiverem em torno do governo vão sugar o que puderem, para fortalecer as suas bases eleitorais, a começar pelo PMDB. Na hora que terminar 2008, vai ser impossível segurar 2010. As forças políticas que estiverem com Lula começarão a se agregar em torno da expectativa de poder futuro.

- E essa expectativa de poder será o PSDB?

Sim. Quando Serra perdeu, em 2002, o PSDB continuou sendo o primeiro da fila. O mesmo desafio se impõe agora. Não podemos deixar que nos ultrapassem. Temos que explorar o desgaste do PT e a impossibilidade de reeleição do Lula. O ano de 2008 será uma espécie de final antecipado para o governo Lula.

(Leia a continuação no texto abaixo... )

Escrito por Josias de Souza às 03h42

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PSDB decide reformular programa para disputar 2010

PSDB decide reformular programa para disputar 2010

(Segunda parte da entrevista de Aécio Neves)

 

- O que fazer com o PSDB depois da derrota presidencial?

O PSDB continua sendo a grande alternativa de poder. Não há outra. É hora de o partido se movimentar.

- Que tipo de movimento?

O PSDB vai refazer o seu programa. Todo partido tem que se atualizar. O Brasil mudou, a configuração política do país mudou. Nosso programa precisa refletir essas transformações. Vamos fazer um diagnóstico, para evitar o achismo. Decidimos promover, por meio do Instituto Teotônio Villela, vários seminários regionais.

- Quando vai ser?

A decisão foi tomada, mas as datas ainda não foram marcadas. Tenho conversado muito com o [José] Serra, com o Fernando Henrique e com o Tasso [Jereissati]. Devemos iniciar no início de 2007. Em novembro de 2007, na nossa convenção nacional, além de eleger o novo partido, podemos aprovar o programa.

- O PSDB continuará envergonhado da era FHC?

Precisamos assumir com convicção os avanços da era Fernando Henrique. E com rapidez, sob pena de, com a nossa omissão, permitir que a base do partido, os vereadores, os prefeitos, fiquem envergonhados.

- O que há para defender?

Sem prejuízo de fazermos o mea-culpa pelos erros –o apagão da energia, por exemplo—, há muita coisa. A timidez da eleição foi um erro. Precisamos dizer aos brasileiros que o PT, ao condenar as privatizações, está pedindo que eles joguem o celular no primeiro bueiro que encontrar na rua. O setor siderúrgico, hoje se expansão, há quatro anos estava na porta do Tesouro pedindo socorro. A Vale do Rio Doce recolhe agora mais impostos do que pagava em dividendos quando era estatal. E há a conquista da estabilidade e a modernização da economia.

- A bandeira da estabilidade não foi apropriada pelo Lula?

Estou propondo uma pesquisa sobre determinadas questões. Suspeito que mais gente vai achar que Lula é que fez a estabilidade, não o PSDB. Por isso precisamos reconstruir o discurso vigoroso, recuperação as contribuições que demos ao país e pela formulando propostas novas.

 

(Leia a continuação no texto abaixo...)

Escrito por Josias de Souza às 03h36

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‘Achar que Lula pode me cooptar é erro primário’

‘Achar que Lula pode me cooptar é erro primário’

(Terceira e última parte da entrevista de Aécio Neves)

 

- O que achou de Fernando Henrique ter dito que o sr. poderia ser um inocente útil nas mãos de Lula?

Tenho relação muito próxima com Fernando Henrique. Tenho um respeito grande por ele. Coisa fraterna mesmo, não só retórica. Ele pode ter falado isso. Quando sai publicado, parece um certo menosprezo. Mas eu tenho absoluta certeza de que o Fernando Henrique não me subestima. Nem ele nem o Lula.

- Por que a certeza?

A última vez que me subestimaram, lá em Brasília, virei presidente da Câmara. Achar que o Lula pode me cooptar é o maior erro que alguém poderia cometer. Um erro primário. Absurdo total. O mesmo raciocínio vale para o [José] Serra. Não se deve subestimar a nossa visão política nessa questão do relacionamento o governo federal.

- E como será o relacionamento com o governo Lula?

Quem acha que Lula pode cooptar a mim ou ao Serra não nos conhece. O argumento é o de que precisamos do governo federal. É desconhecer a força dos nossos Estados. Minas é hoje um Estado que eu posso governar por quatro anos sem depender de nenhum favor do governo.

- Mas o sr. reivindica melhor tratamento da União em relação aos Estados, não?

Estou discutindo as teses não que interessam apenas a Minas, mas à federação. São questões relacionadas ao à redistribuição dos recursos. Quero evitar que nós, governadores, venhamos a cair na armadilha que outros já caíram. Fomos lá, fizemos várias fotos na Granja do Torto, reforma pra lá, reforma pra lá... O governo conseguiu aprovar a prorrogação da CPMF e da DRU. Depois, nunca mais discutiu pra valer a reforma tributária. Quero inverter esse processo.

- Vai propor um foro dos governadores?

Não estou querendo fazer nenhuma reunião formal, até para não cometer nenhuma indelicadeza com governadores que ainda estão nos cargos. Estou consultando os governadores, para construir uma pauta, que deve estar pronta até o início de dezembro. Não há necessidade de reunir todos. É preciso ser prático. Não são temas novos. São assuntos que estão aí, no gatilho.

- Esse documento vai ser entregue a Lula?

Vamos entregar ao Congresso em fevereiro de 2007, depois da eleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Iremos com as nossas bancadas. No Congresso, apresentaremos também aos líderes do governo. Sei que o governo está de novo interessado em prorrogar a CPMF e a DRU. Não me nego a discutir. Mas agora nós vamos ter uma agenda. Avancem na agenda da federação, do fortalecimento dos Estados, para nós podermos discutir a agenda do governo Lula.

- Se o presidente o chamar para conversar, aceitará o convite?

Pelos sinais que eu dei, acho que ele nem vai chamar. Mas sou de um Estado em que a gente aprende muito cedo que convite do presidente da República não se recusa. Se ele me chamar para discutir a nossa agenda, claro que eu vou. Estamos apresentando as mesmas propostas que havíamos apresentado no início do primeiro mandato. O governo federal demonstrou enorme boa-vontade. Depois, deixou na lata do lixo. Agora, queremos que a definição desses pontos venha antes dos interesses da União.

Escrito por Josias de Souza às 03h34

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Gentilezas de PT e PSDB esfriam CPI, diz Jungmann

Gentilezas de PT e PSDB esfriam CPI, diz Jungmann

Antônio Cruz/ABr

 

O vice-presidente da CPI das Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), afirma que há um “esfriamento total” do ímpeto da comissão. Atribui o fenômeno a “uma troca de gentilezas entre governistas e oposicionistas”. Acordo? “Não creio”, diz ele. O que há é “uma convergência pontual de interesses.” Leia abaixo a entrevista:

 

- Houve um acordo para sepultar a CPI?

Não creio. Pode ter havido conversas informais, que desconheço. O que vejo é uma troca de gentilezas entre governistas e oposicionistas. Isso leva a um esfriamento total dos trabalhos da comissão. Isso está havendo.

- Mas o nome disso não é acordo?

Quero crer que houve uma convergência pontual de interesses, o que é diferente de acordão ou pizza. A CPI não é feita só de PT, PSDB e PFL. Há um núcleo atuante de outros partidos. Nós não entraríamos em acordos.

- O sr. se refere decerto a PPS, PV e PSOL. É a minoria, não?

Somos minoritários, mas temos legitimidade e ressonância para tornar qualquer tipo de acordo em algo de custo político altíssimo. O preço de um acordo seria muito alto.

- O que está acontecendo com a CPI?

Na fase inicial, a CPI teve grau de unidade. Os alvos eram o baixo clero e os médios partidos. Encaminhamos 71 recomendações de cassação. Em seguida, a CPI pretendia hibernar até o fim das eleições. Mas veio o dossiê.

- O dossiêgate interrompeu a hibernação?

Exatamente. Entramos numa segunda fase, sob o acirramento eleitoral. Com a entrada dos grandes partidos em cena, refez-se a mesma dinâmica que imperou em outras CPIs: governo versus oposição.

- Como se deu a polarização?

De um lado, houve a tentativa de compra do dossiê por petistas. De outro, os indícios de que o empresário Abel Pereira, e, por conseqüência, o ex-ministro tucano Barjas Negri, teriam que se explicar à CPI sobre denúncias de envolvimento com a família Vedoin. Os escândalos se tocaram, envolvendo assimetricamente PT e PSDB.

- Isso mudou a dinâmica da CPI?

Sim. A unidade se rompeu. Passou a haver uma clara polarização.A fragmentação se deu dentro, mas também fora da CPI. De repente, a Justiça e, sobretudo, a Polícia Federal, por meio do delegado Diógenes Curado, que preside o inquérito do dossiê, começou a retardar o envio de dados à comissão.

- Acha que o delegado cumpria ordens superiores?

Não sei dizer. Apenas anoto que nenhuma providência foi tomada pela hierarquia da PF e do Ministério da Justiça.

- E dentro da CPI, o que houve?

Houve um enorme esfriamento.

- Por que as investigações foram à geladeira?

Primeiro por causa do fim da eleição. Segundo porque o comando da CPI e uma parte dos comandados não se reelegeram. Terceiro, depois da vitória de Lula, se de um lado há desconforto do governo com a CPI, de outro há uma oposição que, além de já não ter interesses eleitorais, passou a conviver com o desconforto do envolvimento do PSDB, por meio de Barjas Negri e, sobretudo, do empresário Abel Pereira.

(Leia mais no texto abaixo...)

Escrito por Josias de Souza às 01h49

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‘A oposição tornou-se um gatinho pós-eleitoral’

‘A oposição tornou-se um gatinho pós-eleitoral’

(...Continuação da entrevista de Raul Jungmann.)
 
- Quais os reflexos da nova conjuntura no trabalho da CPI?
Na semana passada, dos 22 membros do PSDB e do PFL só quatro compareceram. Na primeira hora do depoimento do ex-ministro Humberto Costa (PT) só havia em plenário dez governistas e um oposicionista. No depoimento de Saraiva Felipe (PMDB), durante longos 20 minutos não havia nenhum deputado. Só três se inscrevem para inquirir. À exceção de Fernando Gabeira (PV-RJ), nenhum inquiriu o ex-ministro. Isso demonstra à saciedade o esfriamento.

- O sr. estava presidindo a CPI nesse dia, não?

Sim. Isso me levou a dizer, ao final, que a oposição não fazia jus ao título de ‘golpista’ que o PT lhe impingia. Ali, na CPI, a oposição comportou-se não como um leão, mas como um gatinho pós-eleitoral.

- José Serra não apareceu. Por que ninguém requereu a transformação do convite em convocação do ex-ministro de FHC?

É o espírito de gentilezas recíprocas a que me referi, talvez por conta do desconforto recíproco. O que não quer dizer que tenha havido acordão ou que vá terminar em pizza. Isso decorre da convergência pontual de interesses.

- Por que a CPI está antecipando o seu cronograma?

Você divulgou no seu blog, na sexta, que o fim das atividades estava sendo antecipado de dezembro para novembro. Depois, o relator Amir Lando (PMDB-RO) declarou publicamente que deseja votar o relatório em 13 de dezembro. Significa dizer que, de fato, ele quer fechar o texto no fim de novembro. Pela praxe, haveria a leitura do relatório, alguém pede vista e perde-se uma semana, votando-se no início de dezembro. A se confirmar esse cronograma, além dos ex-ministros, já ouvidos, só teríamos tempo para ouvir os petistas do dossiê e uma ou duas pessoas, entre elas o Abel Pereira. E acabou. Acho que precisamos de mais tempo.

- Há mais gente a ser ouvida?

Sim. Há o delegado Edmilson Bruno [aquele que vazou as fotos do dinheiro do dossiê]; o delegado Diógenes Curado e o procurador Mario Lúcio Avelar; o Hamilton Lacerda [ex-coordenador de Comunicação da campanha de Aloizio Mercadante]; o Freud Godoy [ex-assessor de Lula] e o Ricardo Berzoini [presidente licenciado do PT], por exemplo.

- Como evitar que a CPI definhe?

Nesta segunda, Fernando Gabeira (PV-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) vão a Cuiabá. Tentarão pegar toda a documentação relativa ao dossiê. Se dessa vez não vier tudo, entrarei com mandado no STF, para assegurar o direito constitucional da CPI. Não há mais tempo para diplomacia. De resto, teremos um café da manhã na terça-feira entre o Gabeira (PV), Heloisa Helena (PSOL) e eu.

- Qual é o objetivo desse café?

Conversaremos sobre a tese da prorrogação até janeiro. Teríamos de conseguir as assinaturas de um terço dos congressistas. Temos que ver se, do ponto de vista regimental, é possível manter a CPI funcionando um mês antes da posse do novo Congresso, em fevereiro.

- Não é contraditório prorrogar uma CPI que o relator quer encerrar?

Temos reunião administrativa na terça-feira. Tentaremos aprovar as novas oitivas. Oficialmente, a comissão só termina no fim de dezembro. Tentarei fazer ver ao relator e também ao presidente da CPI que é inconveniente esse encerramento prematuro. Os dois continuam credores da nossa confiança.

Escrito por Josias de Souza às 01h46

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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