Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Blog vai às férias e volta em 2012, em novo endereço

Hazir Reka/Reuters

 

(- Atualização feita à 0h31 do dia 3 de janeiro de 2012: O novo endereço do blog é http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/. Pressionando aqui, você chega lá. Espero a sua visita.)

Viradas de ano funcionam como reinícios. Oportunidades para recomeçar do zero. Da capo, como diz o músico ao retornar à primeira nota de uma partitura mal executada.

Ao sair em férias, deixo um aviso aos frequentadores do blog: serei um homem novo. A partir da zero hora de 1o de janeiro de 2012, serei outro.

De saída, vou mudar de endereço. Parte dos meus 19 leitores (eram 22, mas três desistiram) talvez digam: Vai à… Calma. Não irei tão longe.

Depois de mastigar as lentilhas do Ano-Novo, trocarei a casa atual, aqui na Folha Online, por uma residência vizinha, numa esquina do portal do UOL.

Levo para a nova morada apenas as saudades da antiga e um par de lições que retive nos quase 30 anos de exercício do jornalismo.

Mais recentemente, aprendi a nunca apertar o botão ‘delete’ do computador antes de pressionar o ‘save’. Para alguém que ainda não conseguiu entender a lógica do funcionamento do palito de fósforos, é muita coisa.

Também aprendi a jamais confiar numa versão oficial antes de submetê-la a uma boa checagem. Para quem ainda não descobriu se FHC, Lula e Dilma são de esquerda ou de direita, não é pouca coisa.

Afora esses ensinamentos básicos, manterei a calva. No mais, concluí que quem eu era não estava preparado para os novos tempos. Daí a mudança radical.

À mesa, serei moderação. Pelo menos até o pudim de leite. Na ginástica, serei empenho. Sem afrontar a preguiça. Com a mulher, boa vontade –dela, não minha.

Há mais: o homem inteiramente novo em que estou prestes a me tornar decidiu dar a Deus a chance de provar que existe. Sempre que o prêmio da loteria acumular.

Tanta mudança exige cuidado. Por isso, vou buscar na beira do mar a consultoria de Iemanjá. É mais efetiva que a de ministro. E custa apenas uma oferenda.

Retorno no alvorecer de janeiro. Até lá, passo aqui de raro em raro para recordar como eu era, atualizar as manchetes e liberar os comentários. Até a volta.

- Em tempo: oportunamente, anotarei aqui o novo endereço do blog. A casa antiga continuará aberta. O térreo estará vazio. Porém…

…Porém, permanecerão no sótão das “mensagens anteriores” os fragmentos de vida acumulados em seis anos de inquilinato cibernético.

Na gaveta dos “comentários” ficam guardadas 1.148.932 mensagens que vocês enfiaram lá dentro de 2005 até hoje.

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Escrito por Josias de Souza às 07h49

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As manchetes deste domingo (01/01/2012)

- Globo: Aos 12 em 2012          

- Folha: Economia brasileira terá retomada frágil em 2012       

- Estadão: Dilma tenta mudar imagem ampliando programas sociais

- Correio: Desafios para um ano feliz

- Estado de Minas: Aos 12 em 2012

- Jornal do Commercio: Família inteira deve planejar gastos da casa

- Veja: O Brasil aos olhos do mundo      

- Época: Ele ainda vai te pegar     

- IstoÉ: As profecias para 2012  

- IstoÉ Dinheiro: O país das oportunidades      

- Zero Hora: Estiagem afeta 172 mil gaúchos em 20 cidades   

Leia os destaques de capa de alguns jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h59

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PIB de Natal!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

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Aluguel mais caro de Nova York: US$ 100 mil ao mês

Diz-se que o dinheiro não é tudo. Verdade. Há também as ações ao portador, os carros, os iates e os imóveis.

Imóveis como a casa novaiorquina do diretor de cinema Marcus Nispel e sua mulher, Dyan. Fica na Rua Lafayette, no SoHo.

Os proprietários vivem mais na costa oeste dos EUA. Raramente usufruem dos 1.200 m2 que lhes servem de morada em Nova York.

Vinham alugando o imóvel para festas e filmagens. O vídeo lá do alto, estrelado pela cantora Beyoncé, foi rodado na sala da casa.

Filmou-se no local inclusive a cena em que Beyoncé aparece flutuando sob a água, vestida de branco. Há piscina no interior da sala.

Pois bem. O palacete dos Nispel foi posto para alugar. Sai a US$ 100 mil por mês. É, hoje, o aluguel mais caro da cidade.

Superam-no apenas algumas suítes do Waldorf Astoria, na Park Avenue. Ali, um teto de 550 m2 custa US$ 150 mil por mês, incluindo o serviço de hotelaria.

Os EUA, como se sabe, estão em crise. Uma crise que dá a Ben Bernanke, o presidente do ex-todo-poderoso Federal Reserve, a aparência de um personagem de filme de terror.

Mas, para certas pessoas, o inferno de Bernanke não chega a ser uma questão financeira relevante. Lá, como cá, o dinheiro é seletivo.

Marcus Nispel fez fortuna dirigindo filmes como ‘Sexta-feira 13’, ‘Massacre da Serra Elétrica’. São evidências de que, além de milionários no varejo, os EUA produzem idiotas no atacado.

Junto com os imbecis do resto do mundo, não permitem que falte plateia para o lixo que custeia o luxo.

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Escrito por Josias de Souza às 22h00

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Do Ibope para a oposição: retirem a ‘raiva’ da receita

Arte/UOL

Dizem que o brasileiro não tem memória. Bobagem. O que o brasileiro não tem mesmo é muita curiosidade. Se havia alguma dúvida, o último Ibope eliminou.

O primeiro time de ministros nomeado por Dilma Rousseff revelou-se um fia$co. Caíram sete, seis deles envoltos em suspeitas de corrupção.

A grossa maioria dos auxiliares micados veio da gestão Lula. Dilma conhecia-os todos. Ainda assim, nomeou-os. Livrou-se deles por pressão, não por precaução.

A despeito de tudo, Dilma chega ao último Ibope do seu primeiro ano com o governo mais bem avaliado (56%) que os de Lula (41%) e FHC (43%) na mesma fase.

Considerando-se o desempenho pessoal, a popularidade de Dilma alça à casa dos 72%. De novo, ela aparece mais bem posta que os antecessores.

Ao final de 2003, Lula era bem visto por 66% dos brasileiros. FHC amelhou 57% de aprovação no final de 1995, seu primeiro ano na Presidência.

Só a falta de curiosidade do brasileiro explica que o Ibope de Dilma tenha crescido nos últimos três meses.

Desde setembro, o índice de aprovação do governo subiu cinco pontos. Foi de 51% para os atuais 56%. E a taxa pessoal de Dilma oscilou de 71% para 72%.

Se fosse minimamente curiosa, a platéia perguntaria aos seus botões: que diabo de gerente era Dilma que não enxergou a podridão infiltrada na gestão Lula?

Ou ainda: onde Dilma estava com a cabeça quando admitiu o monturo de malfeitores no seu time de ministros?

Mas o brasileiro está noutra. Um pedaço da sociedade (28%) nem se lembra do noticiário sobre corrupção que eletrificaram a Esplanada.

A roubalheira só interessa a jornalistas e à oposição, eis a evidência que salta da pesquisa. A imprensa, por dever de ofício, continuará imprensando.

E quanto à oposição? Bem, a sondagem informa os antagonistas de Dilma desperdiçam seu tempo. Adicionar raiva à receita nunca foi tão fácil. E nunca tão inútil.

O discurso entra por um ouvido e sai pelo outro. O pedaço das galerias que se interessa ouve um tucano criticando Dilma pela aliança com ladravazes.

Depois, olha para o retrovisor e enxerga os operadores da Era FHC em conciliábulos com a mesma turma de salteadores.

Na sequência, o sujeito repara ao redor. A maioria vê o crediário em dia, o Bolsa Família entrando na conta e a geladeira abastecida. A moralidade vira resto.

Suponha que a crise mastigue parte da sensação de prosperidade nos três anos que restam a Dilma.

Nessa hipótese, na hora em que faltar dinheiro e a conta de luz começar a atrasar, o brasileiro buscará alguém que lhe ofereça esperança, não raiva.

Quer dizer: se tudo der mais ou menos certo para Dilma, a reeleição está no embornal. Se tudo der errado, o eleitorado talvez enxergue em Lula uma re-opção.

À oposição já não basta se opor. Se quiser virar alternativa, terá de reler a história com alguma dose de inteligência.

No Brasil, dois políticos chegaram à Presidência cavalgando a raiva: Janio Quadros e Fernando Collor. Ambos resultaram em desastres.

Lula só triunfou depois de se livrar do discurso envenenado que lhe rendera três derrotas.

Antes, o país encantara-se, em 19884, com Tancredo Neves. Embora eleito por via indireta, o velho lobo foi chorado nas ruas porque via-se nele a esperança.

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Escrito por Josias de Souza às 20h39

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Dilma encontra repórteres num café com pão e ilusão

Alan Marques/Folha

Um inquilino do Palácio do Planalto precisa de poses. Cada frase, cada gesto de um presidente da República é uma pose.

Nesta sexta (16), Dilma Rousseff fez poses para os repórteres que realizam a cobertura cotidiana da Presidência.

O encontro, um café da manhã, resultou em mais de uma hora de poses. Ao final, produziu-se um quadro plático.

No centro, uma presidente da República imbuída do pior tipo de ilusão: a ilusão de que preside.

Dilma disse que doravante não aceitará a ingerência de partidos nos ministérios. “Vale para qualquer partido”, ela disse. Acrescentou:

“Uma coisa é a governabilidade, é importante que o partido indique nomes. A partir da indicação, [o indicado] presta contas ao governo e a mais ninguém.” Pose.

Num sistema em que coalizão virou cooptação, quem indica não deseja senão extrair do indicado todas as vantagens que o cargo for capaz de prover.

Se a história recente ensina alguma coisa, é a não esperar qualquer tipo de hesitação altruísta dos políticos governistas.

O modelo avança e recua segundo as suas conveniências. A moral subordina-se ao re$ultado. Dilma joga esse jogo desde janeiro. Perdeu a chance de mudar.

Dilma declarou que seu governo é de “tolerância zero” com malfeitos. Mas ponderou:

"Eu não posso sair por aí apedrejando as pessoas e fazendo julgamento sem direito de defesa. […] Não tolerar malfeito de um lado, mas não vou criar caça às bruxas." Pose.

No ano inaugural, Dilma perdeu sete ministros, seis deles por suspeitas de corrupção. A debandada ocorreu em reação às manchetes, não por ação da presidente.

Dilma, alias, soou como se preferisse uma imprensa mais bem comportada. “Parece que existem dois Brasis”, disse.

O Brasil oficial lança programas, produz boas notícias. O país do noticiário concentra-se na roubalheira. "Obviamente que escândalo vende mais jornal", queixou-se.

Dilma chegou mesmo a lamentar o excesso de escalpos. Disse que alguns dos que saíram eram “muito capazes”.

Quer dizer: não fosse pelas manchetes, a alegada “tolerância zero” seria uma pantomima explícita. Malfeitores “muito capazes” continuariam na Esplanada.

Dilma perdeu a pose quando instada a comentar o caso de Fernando Pimentel. Reiterou o apoio ao ministro-amigo.

E quanto às consultorias suspeitas? "Não tem nada do meu governo." Beleza. Dilma termina por adotar um conceito muito usado no Congresso.

No Legislativo, ninguém é cassado por delitos cometidos antes do início do mandato. Como se a idoneidade tivesse prazo de validade.

Recordou-se a Dilma que, ressalvados os valores, o caso de Pimentel assemelha-se ao de Antonio Palocci.

E ela: "Mas o Palocci quis sair." Ou seja, a despeito de ter virado um chefe da Casa Civil inaceitável, Palocci ainda estaria no Planalto se quisesse.

Vai aproveitar a reforma ministerial para reduzir o número de ministérios? Não, não. Absolutamente.

"Não me venham com essa conversa. Não terá redução de ministérios, não é isso que faz a diferença no governo…"

“…A eficácia de um governo vai se dar quando conseguirmos mudar certas práticas de governança.” Pose.

Nenhuma prática de governança torna aceitável o que é inexplicável. Ministério da Pesca, dos Portos, das Raças, das Mulheres… Ora, francamente!

Sob o lero-lero da “eficácia” esconde-se a falta de condições de arrostar as pressões dos partidos que controlam os puxadinhos desnecessários. A começar do PT. Ponto.

Na economia, Dilma soou otimista. A crise internacional, ela admite, é grave. Mas o Brasil a economia brasileira ainda pode crescer 5% em 2012, acredita.

"O meu [cenário] é otimista. Crescimento de 4,5% a 5%. Minha meta é de 5%, de toda a área econômica também." Pose.

Dilma faz as vezes de animadora de auditório. É o papel que lhe resta no enredo eletrificado por uma crise externa cuja resolução independe de sua vontade.

Mas a presidente não ignora: só vai conseguir entregar um PIB ao redor dos 3,5% no ano para que vem se a Europa e os EUA pararem de penetrar o caos.

Os repórteres levaram à mesa a dura realidade: a corrupção, os aliados vorazes, a dúvida Pimentel, a ameaça econômica…

Dilma serviu-lhes café, pão e ilusão. Foi como se dissesse: Fora tudo isso, a coisa caminha bem.

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Escrito por Josias de Souza às 17h20

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Presépio bolivariano: primeiro Chávez, depois Cristo

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Escrito por Josias de Souza às 15h14

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Presidente da Fiemg: ‘Deixa eu pensar um pouquinho’

  Hoje em Dia/Folha
Atual presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais, Olavo Machado foi instado a comentar as palestras-fantasmas de Fernando Pimentel à entidade.

Respondeu: “Ainda não tive tempo de ler os jornais hoje. É um assunto polêmico, deixa eu pensar um pouquinho como é que estão as coisas que eu volto a responder.”

Olavo participava de um almoço convocado para a apresentação de balanço das atividades da Fiemg no ano de 2011.

Espremido, acrescentou: “Nós viemos aqui para conversar sobre a economia mineira, vamos valorizar os nossos políticos. Via e-mail, te respond, didático.”

Em viagem a Genebra, na Suíça, o ministro Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), também foi abordado sobre o tema.

Participara de reunião da OMC (Organização Mundial do Comércio). Foi alcançado antes de embarcar de volta ao Brasil.

Reagiu assim: "Como se diz aqui, bonne soirée [boa noite]! Eu não falo sobre isso. Tudo o que tinha para falar já falei.”

Não fala sobre isso mais?, insistiu uma repórter. E Pimentel: “No more… não mais. Esse assunto já não é mais comigo.” Heimmm?!?

“Agora estou voltando para o Brasil, tenho que trabalhar, queridos. E como dizem aqui: bonne journée [bom dia]….quero dizer, bonne soirée [boa noite].”

Então, tá! Só tem um problema: Sol vem, Lua vai avolumam-se as dúvidas sobre as “consultorias” que renderam ao ministro R$ 2 milhões em dois anos.

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Escrito por Josias de Souza às 06h30

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Acordo pode devolver Renan à presidência do Senado

  Fotos: Folha e Ag.Senado
Senadores do PMDB esboçam um acordo que pode devolver Renan Calheiros à presidência do Senado em 2013.

Dono da maior bancada, o PMDB desfruta, por força regimental, da prerrogativa de indicar o nome do sucessor de José Sarney.

Em público, Renan simula desinteresse pela poltrona. Longe dos refletores move-se para retornar ao posto que deixou, por renúncia, em 2007.

Dois senadores do PMDB desfilam pelo tapete azul do Senado como ameaças às pretensões de Renan: Eunício Oliveira (CE) e Eduardo Braga (AM).

Avesso a Renan, o PT destila simpatias por Eduardo Braga, ex-governador do Amazonas. Porém...

...Porém, o preferido do petismo passou a cultivar o projeto de candidatar-se a prefeito de Manaus em 2012.

Nessa hipótese, Eduardo entregaria o assento de senador à suplente –Sandra Braga, sua mulher. Restaria o cearense Eunício Oliveira.

Hoje, Eunício preside a CCJ (Comissão de Constituição e Jutiça). Depois do plenário, é o maior e mais importante colegiado do Senado.

Pois bem. Eunício foi a Renan. Em privado, disse-lhe que prefere um bom acordo a uma demanda. Expôs o seu jogo.

Eunício contou aos amigos o que disse a Renan: “Eu respeito a fila. Mas, se você não for candidato, quero seu apoio. Se você for, eu quero ser líder do PMDB.”

Na legislatura passada, associado a Sarney, Renan mandava e desmandava no PMDB do Senado. Personagens como Eunício não lhe fariam sombra.

Na atual legislatura, iniciada em fevereiro, os ventos mudaram. Renan passou a conviver com um grupo de oito senadores que não seguem sua liderança.

O G-8 inclui desafetos antigos, como Jarbas Vasconcelos (PE); gente que veio da Câmara, como Waldemir Moka (MS); e ex-governadores, como Luiz Henrique (SC).

Aos oito senadores com luz própria, somam-se dois pemedebês que se autoproclamam “independentes”: o próprio Eunício e Vital do Rêgo (PB), presidente da Comissão de Orçamento.

O PMDB acaba de perder dois dos seus 19 senadores senadores, ambos leais a Renan: e Sarney. Chamam-se Gilvan Borges (AP) e Wilson Santiago (PB).

Na vaga do primeiro, a Justiça Eleitoral acomodou João Capiberibe (PSB-AP). O assento do segundo foi entregue a Cássio Cunha Lima (PSDB-PB).

A bancada do PMDB reduziu-se a 17 cabeças. Com a volta de Jader Barbalho (PA), outro” ficha suja” devolvido ao Senado, a bancada vai a 18.

Excluindo-se o G-8 e o par de senadores “independentes”, Renan dispõe, hoje, de um potencial de oito votos num colegiado de 18. Daí a necessidade de composição.

Ajustando-se com Eunício, Renan leva junto o voto do “independente” Vital do Rêgo, que ambiciona ocupar a presidência da CCJ a partir de 2013.

Assim, com mais de um ano de antecedência, esboça-se um acordo em três lances:

Renan vai à presidência e passa o bastão de líder a Eunício, que entrega o comando da CCJ a Vital.

Solidificando-se o acerto, restará combinar o jogo com os “russos” do PT e das legendas menores do consórcio governista.

Renan arrisca-se a devolver às manchetes o noticiário molesto que o fez renunciar à presidência na crise de 2007.

E Dilma Rousseff passa a conviver com a perspectiva de ter que lidar, nos dois últimos anos de seu mandato, com um Congresso submetido ao duplo comando do PMDB.

No Senado, Renan. Na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), beneficiário de um acordo de revezamento firmado com o PT.

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Escrito por Josias de Souza às 05h49

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As manchetes desta sexta

- Globo: País continua sem planos para enfrentar temporais

- Folha: EUA selam saída oficial do Iraque

- Estadão: EUA encerram Guerra do Iraque sem citar 'vitória'

- Correio: Justiça rebaixa 91 PMs promovidos por Rosso

- Valor: IBGE refaz cálculos e pode mudar royalties do petróleo

- Estado de Minas: De novo, o caos

- Jornal do Commercio: Pânico em área nobre

- Zero Hora: A devastação do gelo

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h59

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Falência múltipla!

Nani

- Via 'Nani Humor'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h09

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Correios: STJ se nega a trancar ação contra Jefferson

ABr

Réu no processo do mensalão, que corre no STF, o ex-deputado Roberto Jefferson tentou “trancar” outra ação penal aberta contra ele na Justiça Federal. Perdeu.

Em decisão de sua 5a turma, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou-se a interromper a tramitação do processo sobre corrupção nos Correios.

O caso está na gênese do mensalão. Explodiu em 2005. Teve origem num vídeo protagonizado por Maurício Marinho, então chefe de Compras dos Correios.

Nas imagens, Marinho recebe propina para azeitar negócios na estatal. Sem saber que o filmavam, ele revelou que o PTB convertera os Correios em máquina arrecadatória.

Jefferson enxergou no episódio as digitais do PT. E levou os lábios ao trombone para denunciar o mensalão.

Chamou Marinho de “petequeiro”. Disse que a corrupção grossa transitava nas malas e nas contas mensaleiras abastecidas por Marcos Valério, o “carequinha”.

A despeito do alarido e de todas as consequências da delação de Jefferson, o Ministério Público Federal não deixou de lançar uma lupa sobre os Correios.

A investigação resultou na denúncia de oito pessoas. A 10a Vara Federal de Brasília acatou as acusações da Procuradoria, inaugurando a ação penal.

Acusado nos autos do crime de “formação de quadrilha”, Jefferson recorreu ao TRF-1, sediado em Brasília. O tribunal manteve a decisão.

Jefferson protocolou novo recurso, dessa vez no STJ. Pediu o trancamento da ação. Daí a decisão tomada nesta quinta (15). De novo, contrária às pretensões do réu.

Coube à ministra Laurita Vaz relatar a encrenca no STJ. Ela concluiu que a denúncia está escorada em provas densas –testemunhais e documentais.

“Não se trata de proceder a um juízo sumário e irresponsável de culpabilidade, em desrespeito às garantias constitucionais”, anotou a ministra em seu voto.

“A tarefa, neste momento processual, é de aferição da plausibilidade de os fatos terem ocorrido, em linhas gerais, nos termos em que descritos na denúncia.”

No dizer da ministra, há no processo “veementes elementos indiciários”. Jefferson foi acusado de ter indicado os outros réus para os Correios.

O objetivo, sustentou o Ministério Público na denúncia, era o de desviar verbas da estatal para as arcas do PTB.

Um dos denunciados, Antonio Osório, acomodado pelo PTB na cadeira de diretor de Recursos Humanos dos Correios, centralizaria a coleta.

Jefferson alegou que a denúncia é “estéril”. Não especifica, segundo seus advgados, os crimes ou irregularidades que teriam sido praticados por Osório.

De resto, os defensores de Jefferson, ainda hoje presidente do PTB, anotaram no recurso:

"A mera nomeação de um correligionário para ocupar cargo na administração pública não significa dizer que o paciente [Jefferson] seja responsável por possíveis deslizes que este venha cometer.”

A ministra Laurita não se deu por achada. Considerou que os indícios contra Jefferson são mencionados no processo “de forma clara e direta”. Cabe-lhe defender-se.

O inquérito dos Correios foi aberto em 24 de junho de 2005. Já lá se vão quase seis anos e meio. E nada de julgamento.

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Escrito por Josias de Souza às 21h15

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‘Não há nada provado’ contra Pimentel, afirma Sarney

  Fábio Pozzebom/ABr
Protegido por Dilma Rousseff e por uma infantaria parlamentar que já mandou ao arquivo cinco tentativas de convocá-lo, Fernando Pimentel ganhou um defensor novo.

Instado pelos repórteres a comentar o caso das "consultorias" do ministro, José Sarney, o tetrapresidente do Senado, disse:

“Não há nada provado” em relação às suspeitas de que Pimentel tenha misturado consultoria com tráfico de influência.

Perguntou-se a Sarney se acha que Dilma dá a Pimentel tratamento diferenciado, sonegado a outros ministros encrencados. Ele se absteve de responder.

Nesta quinta (15), o líder tucano Alvaro Dias (PR) protocolou na direção do Senado um pedido de informações dirigido a Pimentel.

Sobre isso, Sarney disse a Constituição assegura aos parlamentares o direito de requistar dados aos ministérios.

A Mesa diretora do Senado, disse ele, nunca deixau de dar curso a esse tipo de requerimento.

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Escrito por Josias de Souza às 18h29

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TRE-PA agenda a ‘diplomação’ de Jader para segunda

  ABr
Com a velocidade de um raio, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará já agendou a entrega do diploma de senador a Jader Barbalho (PMDB-PA).

O próprio Jader apressou-se em anunciar a novidade no twitter:

Minha diplomação pelo TRE, como senador do Pará, será na segunda-feira (19). Agradeço todas as manifestações de apoio e carinho.”

O ‘diploma’ vai às mãos de Jader quatro dias antes do início do recesso parlamentar de fim de ano, marcado para sexta (23).

Quer dizer: se o tetrapresidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) der uma mãozinha, Jader pode mastigar as nozes do Natal como senador empossado.

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Escrito por Josias de Souza às 18h03

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PSOL recorre ao STF contra ‘trenó da alegria’ do PSD

Líder do PSOL na Câmara, o deputado Chico alencar (RJ) anunciou no twitter: o partido “entrará com mandado de segurança no STF” contra o “trenó da alegria”.

‘Trenó’ é como Chico se refere ao projeto que transportou para dentro da folha salarial da Câmara um presente natalino para o PSD: 66 novos assessores.

Para o PSOL, o projeto aprovado na noite de quarta (14), no plenário da Câmara, é ilegal. Afrontou-se a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

Alega-se que, para que os novos assessores pudessem ser contratados em 2012, os cargos teriam de ter sido criados há quatro meses.

Chico anotou: Criação de cargos […] na afronta o artigo 78 da LDO, que determina que, nesses casos, proposta deve ser apresentada até 31 de agosto.”

Nascido de uma costela do ex-PT, o PSOL exerce hoje o papel que o petismo renega desde 2003: o ‘estraga-festas’. No caso específico, uma festa pré-natalina.

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Escrito por Josias de Souza às 17h31

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Situação econômica é 'muito dramática', afirma Dilma

  Sérgio Lima/Folha
Para Dilma Rousseff, a crise econômica que eletrifica os países desenvolvidos não é apenas dramática. É “muito dramática”.

A presidente discursou ao lado da ex-presidente chilena Michelle Bachelet, hoje diretora-executiva da ‘ONU Mulheres’.

Dilma voltou a insinuar que os países europeus erram ao lidar com a encrenca das dívidas de olho apenas na cartilha ortodoxa, que preceitua arrocho fiscal.

"Processos de desemprego dramáticos levam a processo de perda de qualidade de vida e de condições de sobrevivência…”

“…Por isso eu acho que os governos precisam romper com a dissonância cada vez maior entre a voz dos mercados e a voz das ruas."

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Escrito por Josias de Souza às 17h06

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Angela Merkel: a resolução da crise vai demorar anos

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Escrito por Josias de Souza às 16h53

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Lagarde, do FMI: crise do euro está crescendo demais

Marcello Casal/ABr

Quando as pessoas começam a duvidar de um banco ou de um país é porque já não há a menor dúvida.

Se a dúvida engloba um continente inteiro, melhor acender um par de velas e adaptar a reza: “Pai nosso, nos dai hoje o pão de cada dia, que o Diabo amassou”.

É mais ou menos o que está fazendo Christine Lagarde, a diretora-gerente do FMI, em relação à crise da dívida dos países europeus:

“A crise não está apenas se desdobrando, está ganhando escala a um ponto onde ela não poderá ser resolvida pela ação de um grupo de países”, disse Lagarde.

A crise “terá que ser resolvida, com esperança, por todas as categorias de países.”

Quando a comandante de um órgão técnico começa a balbuciar o vocábulo "esperança" é porque o caos já foi penetrado muito além do imaginável.

Começa-se a verificar que as nações europeias estão endividadas até a raiz dos cabelos de todo mundo. O que inclui os brasileiros. Inclusive os carecas.

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Escrito por Josias de Souza às 15h33

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‘Reforma’ do Senado chega à 4a versão em dois anos

Janete Araújo/Ag.Senado

Prometida desde 2009, no auge da crise que sitiou a presidência de José Sarney (PMDB-AP), a ‘reforma administrativa’ do Senado ganhou uma quarta versão.

O texto foi apresentado aos membros da Comissão de Constituição e Justiça pelo senador Benedito de Lira (PP-AL), na foto.

Previa-se que o relatório de Benedito fosse votado. Porém, um pedido de vista coletivo adiou a votação para quarta-feira (21) da semana que vem.

De adiamento em adiamento, o Senado, ainda sob Sarney, vem driblando há dois anos uma reforma que pode resultar em economia de R$ 150 milhões anuais.

Benedito é o terceiro relator da ‘reforma’. Propôs alterações ao texto do relator que o antecedeu, Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O texto de Ferraço, o penúltimo relator, ficara pronto em maio. Baseara-se em matéria prima herdada do antepenúltimo relator, o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Antes de ser ejetado da cadeira de senador pelo eleitorado do Ceará, Tasso debruçara-se sobre a primeira versão da reforma, produzida pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Em notícia veiculada aqui, no dia 18 de setembro, o blog esmiuçou a proposta de Ferraço, à época a última disponível.

Embora estivesse pronto há cinco meses, o relatório de Ferraço não merecera a atenção da Comissão de Justiça, presidida por Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Por quê? Confrontado com a indagação, Ferraço sorriu. Depois, declarou:

“Sinceramente, não sei. Está pronto. Mas, no Senado, as coisas só andam se há vontade política.”

Incomodado com a notícia, Eunício Oliveira tocou o telefone para o repórter dois dias depois, em 20 de setembro.

Disse que nomearia naquele dia um novo relator. Daria 15 dias para a conclusão do relatório. A votação não passaria de outubro.

De fato, Eunício nomeou o relator: Benedito de Lira. Mas o escolhido transformou 15 dias em dois meses e meio. Outubro virou dezembro.

Trazido à luz nesta quarta, o relatório de Benedito modifica o de Ferraço. Mas seu autor sustenta que a previsão de economia anual é a mesma: R$ 150 milhões.

Como Benedito disse coisas definitivas sem definir as coisas, optou-se pelo pedido de vista. Os colegas terão uma semana para verificar se a cifra faz nexo com o texto.

Na hipótese de ser aprovado na semana que vem, o texto de Benedito seguirá para o plenário do Senado.

Para que a reforma saia do papel, é preciso que a maioria da Casa a aprove. O recesso parlamentar de fim de ano começa na sexta-feira (23).

Quer dizer: é improvável que o plenário se manifeste ainda em 2011. A reforma prometida em 2009 caminhará, então para o seu terceiro ano de espera.

Por ora, a promessa de corte de despesas não produziu senão gastos.

Afora o desperdício horas dedicadas à matéria por servidores e senadores regiamente remunerados pelo contribuinte, torraram-se R$ 500 mil.

A verba pagou dois estudos da FGV. Um (R$ 250 mil) em 2009, no ápice da crise que levou a infataria de Sarney a enterrar 11 representações contra ele no Conselho de Ética.

Outro (mais R$ 250 mil) em 2010. Desfigurada em debates internos, a primeira proposta da FGV resultara em nada.

Convocado para acertar os desacertos na Comissão de Justiça, Tasso requereu um segundo estudo à FGV. Até agora, nada.

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Escrito por Josias de Souza às 05h22

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Ex-presidente da Fiemg mentiu sobre o caso Pimentel

  Alan Marques/Folha
Robson Andrade, ex-presidente da Fiemg e atual presidente da CNI, injetou uma inverdade no caso das consultorias do ministro Fernando Pimentel.

Amigo de Pimentel, Robson comandava a Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) em 2009.

Nessa época, a entidade despejou R$ 1 milhão na caixa registradora da P-21, a empresa de consultoria de Pimentel.

Na semana passada, já acomodado na poltrona de presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson convocou uma entrevista.

Ao explicar a natureza da consultoria de Pimentel à Fiemg, Robson declarou:

“O Pimentel, na época, também fez, a pedido da federação das indústrias, uma série de palestras nas [unidades] regionais…”

“…A federação tem dez regionais, e ele participou de palestras nessas regionais e também em outras cidades-polo da indústria mineira.”

O repórter Thiago Herdy arregaçou as mangas e foi a campo. Descobriu: as supostas palestras de Pimentel jamais foram proferidas.

Ouça-se Graciele Vianna, da assessoria da regional da Fiemg na Zona da Mata mineira:

“Não tem nos nossos arquivos registro de evento com o Pimentel em 2009. Busquei e não achei nada.”

Escute-se Márcia Helena Lima, gerente regional da unidade da Fiemg no Vale do Rio Grande:

“Não, na nossa regional ele não veio. E eu me lembraria, pois em 2009 eu já estava aqui na gerência”.

Franqueie-se a palavra a Jaqueline Coelho, gerente da regional Rio Doce:

“Olhamos aqui todas as nossas pastas, registros de 2009 e 2010. Olhamos até eventos que pudessem estar relacionados a algum tema com o qual ele pudesse contribuir, mas não tem nada.”

Dina Gonçalves, responsável pelo setor de comunicação do braço da Fiemg no Pontal do Triângulo, ecoou as colegas:

“Todo evento realizado com empresários na cidade passa pelo meu departamento, estou aqui há quatro anos. Palestra do Fernando Pimentel, aqui, não teve.”

Adriana Pinilla, gerente da regional Sul da Fiemg, manteve o diapasão: “Ele pode até ter vindo na cidade convidado por algum prefeito ou outra entidade…”

“…Mas a regional Sul da Fiemg não fez qualquer evento. Estou há 13 anos na Fiemg, dois como gerente da regional”

Um assessor da Fiemg do Centro-Oeste mineiro também soou categórico: “Nunca vi Fernando Pimentel na minha vida.“

Funcionários das regionais do Alto do Paranaíba, do Vale do Paranaíba, do Vale do Aço e da Regional Norte também informaram desconhecer eventos com Pimentel.

Convidado a comentar a desmontagem de sua versão, Robson Andrade expediu uma nota. Diz o texto:

"A Diretoria de Comunicação da CNI informa que todos os esclarecimentos sobre a consultoria à Fiemg já foram dados."

Procurado, o ministro Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) mandou dizer, por meio da assessoria:

O ministro "já prestou todas as informações necessárias a respeito dos serviços prestados" à Fiemg.

O lero-lero sobre as palestras do consultor Pimentel não foi a única inverdade empurrada para dentro do caso pelo gestor Robson Andrade.

Em entrevista ao repórter Fernando Rodrigues, veciulada no domingo (11), Pimentel defendeu-se atacando. Valeu-se de “informação” que atribuiu ao amigo da Fiemg.

Reproduzindo as palavras que disse ter ouvido de Robson, Pimentel declarou:

"Esteve lá [na Fiemg] o Fernando Henrique. Passou a manhã, conversou, tomou café, não me lembro se almoçou…”

“…Cobrou R$ 80 mil pela conversa, pela consultoria. E foi pago". Era lorota. Ouvido, FHC restituiu a verdade:

"Eu cobro por palestras. Não recebi da Fiemg o referido montante nem qualquer outra remuneração, pois não fiz palestras lá. Devem ter se enganado de pessoa."

Na sua penúltima manifestação pública sobre a encrenca que o engolfa, Pimentel dissera estar “tranquilíssimo”. Dera o caso por “encerrado”. Engano.

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Escrito por Josias de Souza às 03h35

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As manchetes desta quinta

- Globo: Violência mata 1, 1milhão de brasileiros em 30 anos

- Folha: Câmara dos Deputados aprova Lei da Palmada

- Estadão: STF autoriza o 'ficha-suja' Jader Barbalho a tomar posse

- Valor: Claro entra na disputa com a Vivo pela internet superveloz

- Zero Hora: Levantamento mostra que Conselho tende a aprovar hoje contrato do Beira-Rio

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h51

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A 'faxina' continua!

Nani

- Via 'Nani Humor'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h08

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Briga PT X PMDB converte CEF em zona de ‘guerrilha’

A briga entre os apadrinhados do PT e os indicados do PMDB converteu a Caixa Econômica Federal em zona de guerrilha.

Presidente da casa bancária estatal, o petê Jorge Hereda mede forças com o pemedebê Fabio Cleto, vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias.

Conforme noticiado aqui há dez dias, Fabio negou-se a rubricar documento redigido por Marcos Vasconcelos, o petê que gere a vice-presidência de Ativos de Terceiros.

Na peça, Marcos pregava o veto a uma medida provisória que destinou R$ 5 bilhões do FGTS a projetos de infraestrutura ligados à Copa-2014 e às Olimpíadas-2016.

Em retaliação, o mandachuva Hereda trama excluir Fabio do conselho curador do FGTS –um colegiado de 12 pessoas que define o destino das verbas do fundo.

Padrinho político de Fabio, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, foi queixar-se ao chefe de Hereda, o ministro petê Guido Mantega (Fazenda).

Alegando estar desinformado, Mantega disse a Henrique Alves que tomaria pé da situação. Ficou de voltar com uma solução. Por ora, nada.

Dilma Rousseff talvez devesse desperdiçar um naco de seu tempo para lançar um olhar sobre a caixa da Caixa.

Banco público convertido em aparelho político é escândalo esperando para acontecer.

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Escrito por Josias de Souza às 23h02

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Câmara aprova o ‘trenó da alegria’ do PSD: 66 cargos

José Cruz/ABr

Em votação simbólica, os líderes dos partidos com representação na Câmara concederam um presente pré-natalino ao PSD.

A recém-criada legenda do prefeito Gilberto Kassab foi aquinhoada com 66 cargos comissionados. Serão preenchidos sem concurso.

Estima-se que brincadeira custará à Viúva algo como R$ 10 milhões por ano. Como se fosse pouco, enfiou-se no projeto um contrabando.

Prevê a manutenção de 300 cargos que, em decisão anterior, a Câmara prometera extinguir à medida que seus ocupantes se aposentassem.

Espremido, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-SP), declarou que o artigo contrabandeado não passou pela negociação com os líderes.

Alega-se que a urucubaca passou sem que nenhum líder se desse conta do que estava sendo aprovado. Hummmm!

Marco Maia promete revogar nesta quinta (15) o pedaço do projeto que deu sobrevida aos 300 cargos. A ver.

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Escrito por Josias de Souza às 22h18

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Mensalão: Peluso quer liberar os autos para ministros

  Divulgação
O minitro Cesar Peluso, presidente do STF, decidiu homenagear o óbvio. Dirigiu um pedido ao colega Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão.

Peluso encareceu a Joaquim que libere os autos mensaleiros para que seus colegas de tribunal possam iniciar a análise imediatamente.

“Como é óbvio, [isso] facilitará o árduo trabalho de elaboração dos votos e evitará riscos inerentes à inevitável delonga do processo”, disse Peluso. Demoroooooou!

O apelo do mandachuva do Supremo chega nas pegadas da entrevista em que o ministro Ricardo Lewandowski borrifou na atmosfera palavras desalentadoras.

Lewandowski disse não ter “dúvida nenhuma de que poderá ocorrer a prescrição” de crimes no processo do mensalão. Insinuou que o julgamento pode ficar para 2013.

No usufruto de sua enésima licença médica, Joaquim não ouviu o pedido de Peluso. Encontra-se nos EUA. Segundo a assessoria, realiza exames médicos.

Otimista a mais não poder, o procurador-geral da República Roberto Gurgel veio à boca do palco para declarar:

"Eu acho que o julgamento ainda pode acontecer no primeiro semestre do ano que vem. Se isso acontecer, dificilmente teremos a prescrição.”

A denúncia do mensalão foi convertida pelo Supremo em ação penal no mês de agosto de 2007.

O crime de formação de quadrilha, imputado a réus como José Dirceu, prescreve em quatro anos caso seja aplicada a pena mínima prevista em lei.

Ou seja: na hipótese de prevalecer no Supremo a penalidade mínima, que é de um ano de reclusão, a prescrição do crime de quadrilha já ocorreu neste ano da graça de 2011.

Mas Gurgel declara-se “otimista”. Decerto ainda não se deu conta do que o espera.

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Escrito por Josias de Souza às 19h26

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Tropa pró-Pimentel breca até ‘convite’ sobre Mercosul

Fábio Pozzebom/ABr

O condomínio governista derrubou nesta quarta (14) mais dois “convites” para que o ministro Fernando Pimentel comparecesse à Câmara.

Um dos requerimentos, de autoria do deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), caiu na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

Outro, do deputado Stepan Nercessian (PPS-RJ), sucumbiu na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Sob orientação do Planalto, os governistas erguem o escudo para evitar que Pimentel seja inquirido sobre os serviços de consultoria que lhe renderam R$ 2 milhões.

No caso do requerimento de Nercessian, a infantaria pró-Pimentel foi levada às fronteiras do paroxismo.

O deputado pedia o comparecimento do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para explicar uma portaria editada na segunda-feira (12).

Assinada por Pimentel, a portaria listou produtos fabricados em países do Mercosul que terão as alíquotas de Imposto de Importação alterados.

Quer dizer: no vale-tudo em que se converteu o esforço para “blindar” Pimentel, priva-se a Câmara até de explicações sobre temas corriqueiros.

Nercessian lamentou: “Esta questão do Mercosul é séria. É uma pena que blindaram o ministro para quaisquer assuntos…”

“…A blindagem de hoje é semelhante às outras feitas no Congresso, como no caso Palocci. Mas a história recente mostra que o tiro acabou saindo pela culatra.”

Com os dois requerimentos derrubados nesta quarta, já somam quatro os pedidos de convocação de Pimentel que viraram recheio de arquivo na Câmara.

Adicionando-se o requerimento derrotado no Senado, na véspera, são cinco os pedidos arquivados no Congresso.

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Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Jader Barbalho solta fogos no twitter: ‘Justiça venceu’

Brindado pelo STF com um presente de Natal antecipado, Jader Barbalho sacudiu o sapatinho recheado no twitter:

“A Justiça venceu. O Supremo Tribunal Federal liberou, hoje à tarde, minha posse no Senado. Obrigado, meu Pará.”

A ocasião reclama poesia. Assim, vão abaixo versos de Fernando Pessoa:


Natal

“A Verdade

Nem veio, nem se foi:

O Erro mudou.

Temos agora outra

Eternidade,

E era sempre melhor

O que passou.

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Escrito por Josias de Souza às 17h50

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Supremo libera a posse de Jader Barbalho no Senado

  Sérgio Lima/Folha
Jader Barbalho (PMDB-PA) está na bica de retornar ao palco do Senado. Foi finalmente reinserido no elenco pelo STF.

Barrado pela Lei da Ficha Limpa, Jader aguardava o julgamento de um recurso judicial para marcar a data da reestréia.

A petição fora a julgamento no mês passado. Terminara em empate. Cinco ministros a favor da volta de Jader, cinco contra.

Decidira-se, então, aguardar pela chegada de Rosa Maria Weber, a ministra que vai ocupar a 11a cadeira do STF.

Adia daqui, protela dali chegou ao plenário do tribunal outro recurso. O interessado se chama Paulo Rocha (PT-PA).

Ex-deputado federal, ex-líder do PT na Câmara, Rocha renunciara ao mandato depois de ter sido pihado com as mãos enfiadas em valeriana$ cumbucas.

Em 2010, o mensaleiro Rocha concorreu ao Senado. Como Jader, foi abalroado pela Ficha Limpa. Manteve-se no páreo escorado em liminares judiciais.

Numa disputa em que estavam em jogo duas cadeiras, Jader ficou em segundo e Rocha em terceiro. Foi ao Senado a quarta colocada, Marinor Brito (PSOL-PA).

Pois bem. A chegada do recurso de Paulo Rocha à bancada empurrou o plenário do STF para uma encruzilhada e deixou em pânico a cúpula do PMDB.

Após decidir que a Lei da Ficha Limpa não valeu para 2010, o Supremo não teria como indeferir a petição de Rocha.

Corria-se o risco de enviar ao Senado mais um senador provisório. Imprensado entre o impensável e o inacreditável, Peluso abriu as portas do seu gabinete para o PMDB de Jader.

Foram a Peluso, nesta terça (13), o presidente interino do PMDB, Valdir Raup (RO) e três líderes da legenda: Henrique Eduardo Alves (RN), Renan Calheiros (AL) e Romero Juca (RR).

O repórter apurou que, durante a conversa, Peluso mostrou aos pemedebês o caminho das pedras. Os advogados de Jader deveriam protocolar um recurso invocando o "artigo 13" do regimento interno do Supremo.

Reza o tal artigo o 13 que, na hipótese de ocorrer empate nos julgamentos, o presidente do tribunal pode exercer o chamado "voto de qualidade", desempatando a querela.

Orientados pelo conselheiro de luxo, os defensores de Jader providenciaram o novo recurso. Foi protocolado nesta quarta. E Peluso, que já fizera o papel de levantador, desferiu a cortada na bola.

Liberado pelo STF dessa maneira inusitada, Jader poderá agora ser diplomado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará.

Depois, a volta do impensável ao Senado só dependerá da marcação da data da posse. Algo que, se pudesse, o aliado José Sarney (PMDB-AP) ja teria feito. 

Vai ser divertido assistir ao convívio de Jader com o colega Pedro Taques (PDT-MT).

Como procurador da República, Taques integrou a força-tarefa que propiciou a Jader uma passagem relâmpago pela cadeia, no escândalo da Sudam.

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Escrito por Josias de Souza às 17h21

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Marcos Valério deixa prisão e posa de vítima na Bahia

  Raul Golinelli/Futura Press/UOL
A delinquência política prolifera desse jeito porque a Justiça não funciona ou a Justiça é lenta porque a roubalheira é muito grande?

A corrupção existe em todas as partes do mundo, quase todas situadas no Brasil. E, não sabemos se apesar disso ou por causa disso, a impunidade avulta.

A tal ponto que os impunes vão perdendo a modéstia. Tome-se, por eloquente, o caso de Marcos Valério.

Beneficiado por um habeas corpus do STJ, o ex-provedor das arcas do mensalão deixou um xilindró baiano nesta quarta (14).

A caminho do meio-fio, Valério foi assediado por microfones e holofotes. Fez uma espécie de declaração solene:

"Só vou responder uma coisa para vocês: Eu confio na Justiça. O que é imputado a mim não procede. E vou falar mais: chega de jogo político."

Você, brasileiro em dia com o fisco, já deve estar habituado. Mas, atenção, não esqueça de esvaziar a sala antes do telejornal.

Delinquentes e Judiciário fazem essas coisas sem pensar no efeito que estão tendon as crianças.

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Escrito por Josias de Souza às 15h48

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Mensalão terá prescrição de penas, diz Lewandowski

O crime, como se sabe, mora na vizinhança. A Justiça e a punição residem muito longe.

No caso do mensalão, a distância já é medida em quatro anos. Considerando-se o ritmo do comboio, pode chegar a seis.

O risco de impunidade, antes apenas sussurrado, começa a ser admitido sob refletores.

Numa entrevista com o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, o repórter Fernando Rodrigues perscrutou sobe a data do julgamento.

“Não tenho uma previsão clara”, o ministro respondeu. Há risco de prescrição dos crimes? Da dúvida, evoluiu-se a certeza:

"Com relação a alguns crimes não há dúvida nenhuma que poderá ocorrer a prescrição."

Parte dos 38 réus pode sair da encrenca ileso, sem punição? "Essa foi uma opção que o Supremo Tribunal Federal fez", resignou-se Lewandowski.

Como assim? O fantasma da impunidade talvez não existisse se o STF tivesse delegado às instâncias inferiores o julgamento dos réus sem mandato.

"Talvez esse problema da prescrição não existiria por conta de uma tramitação mais célere."

Lewandowski é o ministro revisor do caso. Aguarda pela conclusão do voto do relator Joaquim Barbosa para, só depois, elaborar o seu.

De antemão, avisa que a coisa será demorada: "Terei que fazer um voto paralelo ao voto do ministro Joaquim…”

“…São mais de 130 volumes. São mais de 600 páginas de depoimentos. Quando eu receber o processo eu vou começar do zero…”

“…Tenho que ler volume por volume porque não posso condenar um cidadão sem ler as provas."

Quer dizer: não são negligenciáveis as chances de o "julgamento" ser empurrado para 2013.

Aos pouquinhos, o vaticínio do companheiro Delúbio vai ganhando forma: isso ainda acaba em piada de salão.

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Escrito por Josias de Souza às 07h30

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Câmara aprova isenção tributária para CDs nacionais

Os deputados concluíram na noite passada a votação da emenda que isenta do pagamento de tributos CDs e DVDs de músicos brasileiros.

A proposta já havia sido aprovada em primeiro turno. Ratificada no segundo round, segue agora para o Senado.

Convertidos em lobistas de si mesmos, diversos artistas estiveram no Congresso para pedir pressa.

Improvisou-se uma apresentação musical. Tiririca roubou a cena (assista no vídeo lá do alto).

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Escrito por Josias de Souza às 06h37

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Justiça mantém bloqueio dos bens de Gilberto Kassab

  Edson Lopes/Folha
Em fase de azar, Gilberto Kassab recebeu mais uma má notícia. A Justiça indeferiu o pedido de desbloqueio dos seus bens.

Deve-se a decisão ao desembargador José Roberto Bedran, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os bens do prefeito paulistano encontram-se indisponíveis desde 25 de novembro. Foram levados ao freezer a pedido do Ministério Público.

Deu-se no contexto do inquérito que apura irregularidades na contratação da Controlar, empresa que gere a inspeção veicular na capital paulista.

Além de tentar reaver o patrimônio, Kassab pediu que fosse anulada a decisão judicial que ordenou a substituição da Controlar, por meio de nova licitação.

O desembargador José Bedran indeferiu também esse pedido. Considerou que a senteça que Kassab tenta revogar justifica-se por "inúmeras irregularidades”.

Em nota, a prefeitura informou que fará novo recurso ao Judiciário. Kassab talvez devesse considerar também a hipótese de nomear um secretário de umbanda.

Considerado-se a maré, o prefeito precisa concentrar seus despachos nas sextas-feiras, de preferência numa encruzilhada, na companhia do secretário tranca-ruas.

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Escrito por Josias de Souza às 06h20

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Na TV, DEM mira classe média e abraça ideário liberal

Vai ao ar nesta quinta (15), em horário nobre, o programa partidário do DEM. Serão dez minutos em rede nacional de televisão.

Na peça, o partido mais afetado pela ‘onda Lula’, que engolfou os antigovernistas nas urnas de 2010, tenta se reposicionar em cena.

O DEM escancara o discurso liberal, mira a classe média –a nova e a velha—, enaltece o legado da era FHC e modula o discurso antipetista.

Na abertura, aborda-se o tema que monopoliza as manchetes: a corrupção. O vídeo reproduz imagens do ato que levou 25 mil pessoas à Esplanada no 7 de Setembro.

Nenhuma menção direta ao governo Dilma Rousseff ou à gestão Lula. Nada do PT ou dos petistas. Apenas a crítica velada, insinuada, subentendida.

Bem diferente da propaganda do PSDB, que foi à jugular do petismo no mês passado. O parceiro do tucanato parece mais interessado em retirar o ódio do seu pudim.

Identificado como oposicionista raivoso, o DEM soa como se houvesse retirado das urnas um ensinamento elementar: a raiva, sozinha, não rende votos.

A legenda dedica-se agora a exibir o que todos dizem faltar à oposição: uma plataforma. O DEM tenta virar a página, eis a impressão que salta da propaganda.

De saída, faz o que o tucanato sempre hesitou em fazer: defende o pedaço benfazejo do legado da Era FHC.

Associa-se ao Plano Real: “Ajudamos a acabar com a hiperinflaçao e a deixar a economia mais livre e mais ágil para gerar mais empregos”.

Liga-se às privatizações: ”Criamos condições para que hoje todos os brasileiros tenham um telepone.”

Agarra-se à gênese dos programas de distribuição de renda:

“Lutamos pela criação do Fundo de Combate à Pobreza, que financiou o Bolsa Escola e, agora, o Bolsa Família.”

Vincula-se à sobriedade dos cofres e à agenda moral: “Ajudamos a aprovar as leis de Responsabilidade Fiscal e da Ficha Limpa.”

Ao inventário do passado, o DEM adiciona suas ideias para o que chama de “um Brasil diferente.” Esforça-se para tocar os anseios difusos da média do eleitorado.

A propaganda empilha os temas que aparecem no topo de qualquer pesquisa que se dedique a aferir as preocupações do brasileiro.

Mais educação, mais segurança, mais empregos, mais transportes… Tudo isso com menos impostos, prega esse DEM em fase de repaginação.

Depois de murchar na Câmara e no Senado e de perder os fundões do Brasil para Lula, o DEM tenta enfiar uma cunha na classe média urbana.

Em vez de esmurrar a faca, dá de barato que o Brasil melhorou. E passa a trombetear a tese segundo a qual o país precisa “fazer diferente” se quiser avançar.

Na visão do DEM, a diferença passa sobretudo pela redução da carga tributária e do tamanho do Estado.

A alturas tantas, a propaganda associa o cotidiano de uma brasileira ao excesso de tributos.

“Aparecida trabalha quase quatro meses do ano só para pagar impostos”. No ônibus, entrega ao governo 35%. Na farmácia, 34%. Nas frutas do supermercado, 23%.

“Se o governo aliviar o imposto, tudo fica mais barato e Aparecida vai comprar mais”, diz o locator, ao fundo.

Para evitar que o discurso menos raivoso seja confundido com rendição, o DEM alfineta seus desertores. 

“Enquanto alguns fraquejam e mudam de lado, o DEM continua firme nas suas posições e nas suas convicções”, diz Agripino Maia, sem citar Gilberto Kassab.

Para não deixar dúvidas quanto à sua opção conservadora, o partido injeta no programa uma cena que já havia veiculado no primeiro semestre.

Um rapaz negro, numa favela da Bahia, declara: “Só porque sou jovem e moron a periferia, alguns políticos pensam que eu tenho de ser de esquerda…”

“…A esquerda não é dona da juventude nem de quem mora na periferia. Eu sou livre para pensar diferente…”

“…Eu sou a favor das cotas para os pobres, independentemente da cor. Sou a favor do Bolsa Família, mas as pessoas não podem depender dela pra sempre.”

Na cena final, a logomarca do DEM e a voz do locutor: “Democratas, o partido da sociedade livre e da democracia brasileira.”

A ex-Arena fizera sua primeira operação plástica ao pular da arca da ditadura para o transatlântico pluripartidário de Tancredo Neves.

O ex-PFL passara por uma segunda cirurgia no meio da travessia entre a Era tucana e a fase Lula.

Lipoaspirado, o DEM tenta agora saltar da maca com a cara remoçada. Vivo, Garrincha diria: resta saber como reagirão os russos.

Na eleição municipal de 2012, os “russos” começarão a dizer o que pensam dessa tentativa de renascimento.

- Oblog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h10

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As manchetes desta quarta

- Globo: Entrega de arma dará direito a ingresso mais barato na Copa

- Folha: Penas do mensalão vão prescrever , diz ministro

- Estadão: Crise encarece crédito para pequenas empresas

- Correio: Guerra aos pedintes no sudoeste

- Valor: OMC ataca protecionismo brasileiro para automóveis

- Estado de Minas: Lista de material escolar leva bomba

- Zero Hora: Promessa de Dilma projeta nova ponte do Guaíba até 2017

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h14

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Ornamento$!

Paixão

- Via 'Gazeta do Povo'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h49

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Resolução do PT afirma que o PSDB é 'nau sem rumo'

Stock Images

Servindo-se de munição oferecida por FHC, o PT disparou contra o tucanato em resolução divulgada nesta terça (13). A alturas tantas, o texto anota:

"Ao reconhecer que 'é mais fácil falar do futuro do euro do que do PSDB', o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu a profunda crise programática do neoliberalismo brasileiro. Descreveu a nau sem rumo em que se converteu o principal partido da oposição conservadora do país."

O chiste de sobre o futuro do euro e do PSDB, pronunciado em Buenos Aires dias atrás, deu a FHC uma aparência de cano furado.

Assim como o cano com furos esbanja água em esguichos perdulários, FHC esbanja autocrítica na conversa fiada. O PT recolhe os excessos com seu balde.

- O blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 22h09

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Pimentel não é ‘obrigado’ a ir ao Congresso, diz Dilma

Alan Marques/Folha

De passagem por Porto Alegre, Dilma Rousseff trocou um dedo de prosa com os repórteres.

Foi questionada sobre um tema incontornável: Fernando Pimentel e seu recente passado de consultor.

Por que o Planalto pega em lanças para impedir que o ministro vá explicar no Congresso as consultorias que lhe renderam R$ 2 milhões?

"O governo só acha o seguinte: é estranho que o ministro preste satisfações ao Congresso da vida privada, da vida pessoal passada dele."

Dilma disse mais: "Se ele achar que deve ir, ele pode ir. Se ele achar que não deve ir, ele não vai."

Para a presidente, o amigo Pimentel não é “obrigado” a prover explicações ao Legislativo senão sobre “assuntos do governo”.

Curioso, muito curioso, curiosíssimo. O ministro convive com a suspeita de ter combinado consultoria com tráfico de influência.

De duas, uma: ou Pimentel demonstra cabalmente que as acusações são infundadas ou não merece frequentar a Esplanada.

Alega-se que o ministro, embora desobrigado, já deu todas explicações. O esforço revelou-se insatisfatório.

Pimentel exibe notas fiscais. Mas não mostra um mísero relatório capaz de comprovar que os serviços foram, de fato, realizados.

Parece óbvio que a situação pede explicações mais densas. O ministro e sua chefe esbarram no óbvio, tropeçam no óbvio.

Seguem adiante sem desconfiar que o óbvio é o óbvio. O diabo é que os fatos, com sua incômoda vidência, gritam: Atenção, ali está o óbvio.

- O blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 20h49

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Senado aprova Rosa para o STF sob questionamentos

Moreira Mariz/Ag.Senado

O Senado aprovou a indicação da ministra do TST, Rosa Maria Weber, para ocupar a 11a cadeira do STF. Deu-se numa sessão de contornos inusitados.

Indicado por Dilma Rousseff, o nome de Rosa Weber obteve 57 votos a favor. Votaram contra 14 senadores. Houve uma abstenção.

Afora o elevado número de votos contrários, inusual nesse tipo de votação, Rosa foi alvejada por críticas de um par de senadores versados nas artes do Direito.

Embora o voto fosse secreto, Demóstenes Torres (DEM-GO) e Pedro Taques (PDT-MT) fizeram questão de declarar que Rosa não atende às exigências constitucionais.

Reza a Constituição em seu artigo 101 que ministros do Supremo precisam ter “reputação ilibada” e “notório saber jurídico”.

Para Demóstenes e Taques, a escolhida de Dilma não preenche o segundo requisito. Seu desprepararo teria ficado evidente em sabatina realizada na semana passada.

Egresso do Ministério Público Federal, Taques recordou que Rosa Weber deixara “sem resposta” várias perguntas que lhe foram dirigidas na Comissão de Justiça do Senado.

“Penso que não cabe ao indicado para o STF chegar na sabatina e afirmar que vai estudar determinados temas...”

“...Felizes daqueles que sabem pela metade. Mas a Constituição exige de ministro do Supremo notável saber jurídico, o que falece neste caso”.

Originário do Ministério Público de Goiás, Demóstenes ecoou Taques: “No quesito reputação ilibada, a ministra é campeã...”

“...Acontece que a Constituição exige outro requisito, o notável saber jurídico. E a ministra não deu conta de ser sabatinada. Não esteve bem. Foi muito mal.”

Historicamente, o Senado aprova as indicações para o STF sem questionamentos. Jamais um nome foi reprovado.

Na sabatina que precedeu a votação, Demóstenes e Taques já haviam crivado Rosa Weber de questionamentos técnicos. Deixaram-na desconcertada.

Despejadas sobre o plenário, as restrições dos senadores, por inusuais, provocaram reações instantâneas dos colegas que compõem o consórcio governista.

Enfileiraram-se na defesa do preparo da ministra: Marta Suplicy (PT-SP), Marcelo Cirvella (PRB-RJ), Romero Jucá (PMDB-RR) e Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

Coube ao “independente” Pedro Simon (PMDB-RS) pronunciar a defesa mais enfática da nova ministra. Gaúcho como Rosa, Simon disse que a conhece há 30 anos.

Afirmou que Demóstenes e Taques foram “duros” com a ministra na sabatina. Recordou que, espremida, Rosa quase foi “às lágrimas”.

Simon reconheceu que “todo mundo achou” que a sabatinada “foi mal” na inquirição da comissão de Justiça. Porém...

...Porém, ponderou que Taques e Demóstenes fizeram “pegadinhas em suas perguntas, não no sentido de buscar conhecimento, mas de mostrar que ela não tem.”

Prosseguiu: “Conhecço essa senhora, tem passado e biografia. Passou em primeiro lugar no concurso, foi laureada na faculdade de direito...”

“...Tímida ela é. Que ela estava tensa, não há dúvida. Mas daí a concluir que ela não tem capacidade e competência, pelo amor de Deus!”

À medida que evoluía o debate, os senadores foram pressionando o teclado de suas bancadas. Aberto o painel eletrônico do Senado, Rosa Weber prevaleceu.

A nova ministra vai à cadeira que foi de Ellen Gracie, agora aposentada, em condições inéditas. Carrega 14 votos contrários e as manifestações azedas de dois senadores.

Rosa Weber chega ao STF como que intimada a desmentir Taques e Demóstenes, provando-se capaz nos julgamentos que lhe serão confiados.

Ficou entendido que há algo novo no Senado. Ninguém imagina que, do dia para a noite, os senadores começarão a rejeitar a indicação de autoridades.

Mas ficou entendido que a análise dos nomes deixou de ser uma ação entre amigos. Não é pouca coisa.

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Escrito por Josias de Souza às 17h34

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Governo derruba ‘convocação’ de Pimentel no Senado

  Luiz Alves/Ag.Senado
Por 8 votos a 5, o condomínio governista brecou no Senado mais uma tentativa da oposição de arrastar o ministro Fernando Pimentel para o Legislativo.

Deu-se na comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor, Fiscalização e Controle. Foi a voto um requerimento assinado pelo líder tucano Alvaro Dias (PR).

Na peça, Dias pedia a convocação de Pimentel, para que explicasse as suspeitas que rondam os serviços de consultoria que prestou entre 2009 e 2010.

Embora reforçada pelos votos de dois senadores filiados a legendas governistas –Ivo Cassol (PP-RO) e Pedro Taques (PDT-MT)— a bancada da oposição perdeu.

Coube ao líder petista Humberto Costa (PE) verbalizar os argumentos do governo. Foram basicamente dois:

1. Na época em que faturou R$ 2 milhões em consultorias, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior não ocupava cargo público;

2. Não há conexão entre as empresas que se serviram da consultoria de Pimentel e o governo federal.

Alvaro Dias entoou os argumentos da oposição. Disse que são nítidos no caso o tráfico de influência e o conflito de interesses.

Declarou que empresas que remuneraram o ministro foram beneficiadas com contratos na prefeitura de Belo Horizonte.

O líder tucano fez, de resto, uma provocação política. Declarou que o governo protege ministros do PT e “joga ao mar” ministros de outras legendas do condomínio.

Na semana passada, o governo já havia derrubado requerimento idêntico apresentado pelo líder Duarte Nogueira (PSDB-SP) na Comissão de Fiscalização da Câmara.

A nova derrota da oposição ocorre 24 horas depois de a ministra Ideli Salvatti, coordenadora política do governo, ter declarado que Pimentel conta com o apoio de Dilma Rousseff.

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Escrito por Josias de Souza às 16h14

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STJ manda soltar Marcos Valério, detido há onze dias

Preso desde 2 de dezembro, Marcos Valério obteve um habeas corpus no STJ (Suprerior Tribunal de Justiça).

Assina o despacho em favor do ex-provedor do mensalão o ministro Sebastião Reis Júnior, membro da 6a turma do tribunal.

Em decisão liminar, o ministro entendeu que Valério pode aguardar em liberdade o julgamento do mérito da petição em que seus advogados contestam sua prisão.

Detido em Belo Horizonte, onde mora, Valério foi transferido para Salvador (BA), onde está preso há 11 dias.

O Ministério Público e a Polícia Civil da Bahia acusam-no de falsificar documentos cartoriais que lhe atribuem a propriedade de fazendas inexistentes.

A decisão do STJ será repassada ao Tribunal de Justiça da Bahia. A expectativa é a de que o preso ganhe o meio-fio ainda nesta terça (13).

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Escrito por Josias de Souza às 14h55

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Dividido, Iraque assiste à retirada das tropas dos EUA

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Escrito por Josias de Souza às 07h21

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FHC: a Dilma ‘tem de se livrar do entulho’ que herdou

Leandro Moraes/UOL

Acusado pelo PT de ter deixado para Lula um legado maldito, Fernando Henrique Cardoso começa a ir à forra.

O grão-tucano afirma agora que Dilma Rousseff herdou de Lula um ministério com aparência de lixo:

"Ela levou o ano todo com o peso morto desse entulho. Ela tem de se livrar desse entulho", declarou FHC, em entrevista à radio Estadão ESPN.

A despeito da queda de sete ministros, seis dos quais sob suspeita de corrupção, FHC insinua que Dilma é tolerante com malfeitores.

"Tem de haver um pouco mais de responsabilização", disse. "Tem suspeita? Tem de cair fora."

FHC vangloriou-se: "Eu nunca tive leniência ou tolerância." Hoje, disse ele, transfere-se a responsabilidade para os partidos.

Avalia que o fenômeno da partidarização faz da corrupção parte do jogo político. "Acho isso muito grave", disse.

Para FHC, o condomínio partidário de Dilma é “maior que o necessário. Se ela dispensar um ou dois partidos, não acontece nada."

Enxerga na reforma ministerial anunciada para o início de 2012 uma oportunidade para a virada. Recomenda “coragem” a Dilma.

"Acho que ela tem uma bela chance de atuar firmemente."

Atribui parte das transgressões que infestam o noticiário ao sistema político clientelista. "Nossa cultura aceita transgressões."

Numa frágil concessão ao óbvio, FHC admitiu que -talvez, é possível, quem sabe?!?- pode ter ocorrido roubalheira também nos seus dois mandatos.

"Não vou dizer que não teve corrupção no meu governo, provavelmente sim."

Correto nas observações que faz sobre o governo atual, FHC é leniente com sua ex-presidência.

A administração tucana também foi marcada pela ocupação predatória da Esplanada. Sob FHC, Renan Calheiros (PMDB-AL) foi ministro da Justiça. Repetindo: da Justiça!

Gente como o ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB) ocupou a pasta da Integração Nacional.

Políticos como Jader Barbalho (PMDB-PA) mandaram e, sobretudo, desmandaram na Sudam. Produziu-se ali um rombo estimado em R$ 3 bilhões.

A distribuição de emendas já era farta nessa época. Embora descobertos mais tarde, escândalos como o das Sanguessugas começaram na Era tucana.

Num ponto, FHC soou incontroverso. Viciado em fisiologismo e patrimonialismo, o sistema político brasileiro criou uma espécie de cultura da transgressão.

Aceita-se tudo, o anormal passa por normal. De José Sarney a FHC, os governos demoraliram a administração pública, submetendo-a aos partidos.

Lula vendeu os escombros. Dilma faz cara de nojo e simula a intenção de promover a autópsia do modelo. Mas, por ora, limita-se a administrar as ruínas do arcaico.

- Em tempo: na mesma entrevista, FHC falou sobre a eleição municipal de São Paulo, que definiu como uma disputa entre "japoneses". Aqui, a notícia. Vale a leitura.

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Escrito por Josias de Souza às 05h06

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As manchetes desta terça

- Globo: Crise global afeta crédito para empresas brasileiras

- Folha: Copa deve antecipar aulas e férias em 2014

- Estadão: Mercado considera pacto fiscal da UE insuficiente

- Correio: Brasileiros vão pagar imposto com cartão

- Valor: Conteúdo local aumentará para toda montadora

- Estado de Minas: Outdoors irregulares voltam a poluir BH

- Jornal do Commercio: comprar carro está mais difícil

- Zero Hora: Crescimento gaúcho supera média do país graças ao agronegócio

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h24

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Sombra!

Benett

- Via 'Gazeta do Povo'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h04

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Congresso libera 21 obras com irregularidades greves

O Congresso deve manter no Orçamento da União de 2012 um lote de 21 obras incluídas na ‘lista negra’ do Tribunal de Contas da União.

São obras nas quais os auditores do TCU identificaram “irregularidades graves”. Entre elas deficiências no projeto e sobrepreço. Coisa de R$ 2,6 bilhões.

Para evitar o prejuízo, o TCU recomendara ao Legislativo o bloqueio dos repasses de verbas para esses empreendimentos no Orçamento do ano que vem.

A recomendação do TCU foi submetida a um subgrupo da Comissão de Orçamento do Congresso, que tem como relator o deputado Weliton Prado (PT-MG).

Chama-se ‘Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves’.

Nesta segunda (12), Weliton concluiu seu relatório. O texto recomenda que o bloqueio de verbas seja mantido em apenas cinco das 26 obras listadas pelo TCU.

Em notícia veciulada no portal da Câmara, informa-se que o relatório do deputado deve ser votado na Comissão de Orçamento nesta terça (13).

Na prática, a sugestão de Weliton é inócua. Os cinco projetos que ele excluiu do Orçamento já estão paralisados –alguns há seis anos (veja lista no rodapé).

Dá-se o oposto em relação às 21 obras que o deputado liberou a despeito das “irregularidades graves” detectadas pelo TCU.

A maioria, 19 no total, consta do PAC, o programa que o governo federal considera prioritário desde a gestão Lula.

Entre os canteiros em que o relator Weliton autoriza o governo a continuar despejando verbas está, por exemplo, a refinaria Abreu e Lima, que a Petrobras ergue em Pernambuco.

A lista de obras poupadas pelo relator inclui também grandes ferrovias como a Norte-Sul e a Leste-Oeste, tocadas pela Valec, estatal da pasta dos Transportes. Veja aqui, todas as obras da ‘lista negra’ do TCU.

O resultado da auditoria havia sido entregue a José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado e do Congresso, em 8 de novembro.

O documento repassado a Sarney apresentava os resultados de fiscalizações realizadas no âmbito de um programa especial do TCU, o Fiscobras.

Neste no de 2011, foram varejadas 230 obras orçadas em R$ 36 bilhões. Farejaram-se irregularidades em 190.

Analisa daqui, reanalisa dali o TCU conclui que, em 26 casos, as irregularidades eram graves o bastante para justificar o bloqueio das verbas e a paralisação das obras.

O problema é que, embora seja apelidado de “tribunal”, o TCU não passa de órgão auxiliar do Congresso. Pode apenas “recomendar”, não determinar.

Para justificar a decisão de ignorar 21 das recomendações do “tribunal”, Weliton alegou que, em 18 casos, as irregularidades já estão sendo sanadas pelos gestores.

"Em torno de 70% das obras que foram encaminhadas pelo TCU já foram sanadas, solucionados os problemas, com repactuação e redução do valor da obra”, disse.

“Em alguns casos, os gestores assumiram o compromisso de não liberar nenhum centavo até regularizar todos os problemas em relação às obras.”

Sob pressão de Lula, que criticava publicamente a paralisação de obras, o TCU vem flexibilizando o conceito de “irregularidade grave”.

Em 2001, penúltimo ano da gestão tucana de FHC, a “lista negra” do TCU relacionava 121 obras.

Em 2010, último ano do reinado de Lula, o TCU recomendou a paralisação de 32 obras. Agora, no alvorecer da administração Dilma, listaram-se 26 empreendimentos.

Ao refresco do TCU, o Congresso vem adicionando o açúcar que permite que obras com a pecha de “irregulares” sejam tocadas na base do vai ou racha. Mesmo que rachadas.

O relator Weliton argumenta, por exemplo, que a Petrobras está apresentando ao TCU explicações sobre as impropriedades apontadas na refinaria Abreu e Lima.

Em reforço à decisão de manter os recursos para a obra, recordou-se que estão empregados em seus canteiros 32 mil pessoas.

O diabo é que a refinaria vem frequentando a lista do TCU há pelo menos dois exercícios. E a estatal continua “apresentando explicações”.

De duas, uma: ou a Petrobras empurra os problemas com a barriga ou o trabalho do TCU perdeu o sentido.

Prevalecendo a segunda hipótese, o Congresso talvez devesse incluir o TCU na sua lista negra, extinguindo-o.

- A lista das cinco obras bloqueadas pelo relator Weliton Prado: macrodrenagem do Tabuleiro dos Martins, em Alagoas, paralisada desde 2004; complexo viário do Rio Paquirivu, em São Paulo, parada desde 2004; macrodrenagem do Rio Poti, no Piauí, bloqueada desde 2005; Linha 3 do metrô do Rio, estacionada desde 2009; e barragem do rio Arraias, no Tocantins, vetada desde 2010.

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Escrito por Josias de Souza às 00h41

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Dilma nega intenção de extinguir pasta das mulheres

Presidência/Divulgação

Ainda não se sabe o que Dilma Rousseff fará na reforma ministerial. Começa-se a descobrir, porém, o que a presidente não vai fazer.

Na noite desta segunda (12), Dilma declarou que não cogita extinguir a secretaria de Políticas Públicas para Mulheres, que tem status ministerial.

Ela falou na abertura de uma conferência anual que se dedica justamente ao debate das políticas do setor.

“Muitas vezes vocês veem nos jornais sendo anunciado que o Ministério que é a Secretaria de Políticas para as Mulheres vai simplesmente fechar ou unido a outro…”

“…Não há a menor verdade nessas notícias. […] Vamos avançar com essa Secretaria que defende os direitos da mulher, que defende a igualdade de gênero…”

“…Ela é fundamental como instrumento do meu governo, primeira presidenta desse país.”

Na versão levada ao noticiário pelas inconfidências de seus auxiliares, Dilma planejava fundir à pasta de Direitos Humanos outras duas: ‘mulheres’ e Igualdade Racial.

Como subproduto, obteria uma redução no número de ministérios, hoje contados em 38. As manchetes renderam pressões do PT e entidades interessadas.

O encontro de Dilma com as mulheres foi marcado por uma saia justa. Mal hospedadas e privadas de alimentação, delegadas estaduais levaram os lábios ao trombone.

Já nas primeiras linhas de seu discurso, Dilma viu-se compelida a penitenciar-se:

"Em nome do meu governo quero pedir desculpas para as companheiras que estão nas condições em que estão denunciando…”

“…Vamos assumir todas as medidas necessárias para dar alimentação a vocês." 

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Escrito por Josias de Souza às 22h12

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Tumor de Lula diminui 75% e cirurgia está descartada

Os médicos que tratam do câncer detectado na laringe de Lula informaram que o tumor foi reduzido em 75% desde o diagnóstico, em 29 de outubro.

Graças à boa nova, trazida à luz numa entrevista coletiva dos medicos, descartou-se “totalmente” a hipótese cirurgia.

“Estamos muito satisfeitos, o tratamento atingiu todos os objetivos”, disse Paulo Hoff, um dos médicos que assistem Lula.

“O quadro geral e o quadro químico é muito bom", ecoou Roberto Kalil Filho, chefe da equipe médica.

Kalil informou que Lula submeteu-se à terceira sessão de quimioterapia já nesta terça (12). Mais cedo, informara-se que o procedimento poderia ser adiado.

A exemplo do que ocorrera nas duas sessões anteriores, Lula passará a noite no hospital Sírio Libanês.

Trata-se de uma precaução, para que os médicos avaliem as reações do organismo do paciente, comuns nesse tipo de tratamento.

A partir de janeiro de 2012, informaram os médicos, Lula passará por sessões de radioterapia. Estima-se o término do tratamento para março.

Ainda segundo os médicos, Lula estava apreensivo antes dos exames. Ficou aliaviado depois que soube dos resultados.

Natural. Para um político que tem no gogó sua principal arma, a notícia de que a cirurgua está descartada deve ter propiciado alívio inaudito.

- Em tempo: Foto de Jorge Araújo, da Folha.

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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35.233 brasileiros foram assassinados a tiro em 2010

Miran

Dados armazenados no Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde indicam que 35.233 brasileiros foram mortos com armas de fogo em 2010.

O número corresponde a 70,5% do total de assassinatos registrados na base de dados do ministério: 49.932.

A quantidade de óbitos procovados por armas de fogo sobre para cerca de 38 mil se forem incluídos na conta os suicídios e as mortes acidentais.

Deve-se a divulgação dos dados ao secretário-executivo da pasta da Justiça, Luiz Paulo Barreto.

Ele expôs o flagelo num seminário sobre desarmamento promovido pela representação da ONU no Brasil, em parceria com a Assembléia Legislativa do Rio.

Luiz Barreto esclareceu que os dados de 2010, por provisórios, ainda estão sujeitos a ajustes.

Lembrou que, em 2009, o número de homicídios cometidos com armas de fogo foi ligeiramente maior: 36,6 mil. Mas classificou as estatísticas de 2010 como “altas”.

- Em tempo: Ilustração via 'Miran Cartum'.

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Escrito por Josias de Souza às 18h27

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MPF acusa oficiais do Exército de improbidade no AC

O Ministério Público Federal protocolou, no Acre, uma ação contra seis oficiais do Exército e uma empresa, a Zortton Construções e Comércio Ltda..

Assinada pelo procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, a ação acusa os oficiais e a construtora de “improbidade”.

Sustenta que foram desviados, em valores atualizados, R$ 455 mil. Pede à Justica que condene os envolvidos a ressarcir a União.

Solicita ainda a imposição de multa equivalente ao dobro da cifra malversada: R$ 910 mil. Somando-se desvio e multa, a causa chega a R$ 1,3 milhão.

Requereu-se à Justiça, de resto, o bloqueio de bens dos envolvidos até o limite necessário ao pleno ressarcimento dos desvios.

Segundo o procurador, os “atos ilícitos” foram cometidos no 4o BIS (Batalhão de Infantaria de Selva).

Envolvem a compra de uma embarcação, a construção de uma base administrativa, e a gestão das receitas do Hotel de Trânsito de Oficiais do batalhão.

Segundo o Ministério Público, a embarcação adquida pelo 4o BIS é do tipo “batelão”, uma grande barca destinada ao transporte de artilharia e carga pesada.

A licitação ignorou formalidades básicas: não definiu o objeto, não estipulou o preço, não teve projeto básico e não foi submetida a análise jurídica.

No final, a embarcação foi fornecida pela firma Zortton, que opera no ramo da construção, não no setor náutico.

No curso do inquérito, verificou-se que o Exército realizou o pagamento à Zortton dois meses antes da entrega do barco.

Mais: o barco foi entregue sem equipamentos essenciais. Faltaram o motor, o radar, o bote auxiliar, os holofotes e o fogão.

Os malfeitos na construção da base administrativa do batalhão foram detectados em auditoria feita pelo TCU.

Houve “superfaturamento” e contratação desnecessária de mão de obra disponível nos quadros do próprio Exército: engenherios e pedreiros.

Quanto ao Hotel de Trânsito de Oficiais, a Procuradoria diz ter compravado a ausência de depósitos referents a diárias pagas por oficiais entre 2007 e 2008.

Entre os militares arrolados na ação está o coronel Francisco Cândido Amaral Schroeder. Comandava o batalhão. Hoje, está na reserve.

Os outros cinco são: major Ednilson Nogueira dos Santos, capitão Luiz Cariman Salazar, capitão Alexandre Granjeiro de Lima…

…Tenente Francisco de Oliveira da Cruz e George Herison Soares, encarregado do setor de materiais do batalhão.

A simples abertura da ação não converte os acusados em culpados. Cabe à Justiça decidir se a ação terá prosseguimento ou se será arquivada.

Se a peça da Procuradoria for acolhida, os denunciados passam à condição de réus. Inicia-se, então, a fase do contraditório. Só depois virá o julgamento.

De concreto, por ora, apenas a incômoda suspeita de que nem o Exército brasileiro consegue se manter longe do noticiário sobre corrupção.

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Escrito por Josias de Souza às 17h49

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Pimentel tem o ‘apoio da presidente’, diz Ideli Salvatti

  Fábio Pozzebom/ABr
A julgar pelo que diz Ideli Salvatti, coordenadora política do Planalto, Dilma Rousseff não compartilha das dúvidas que asseidam o ministro Fernando Pimentel.

Após participar de reunião comandada por Dilma, Ideli disse meia dúzia de palavras sobre o colega da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

"Nós temos, em primeiro lugar, o apoio da presidenta. Ele [Pimentel] acompanhou a presidenta na viagem importante que aconteceu nesse final de semana à Argentina…”

“…E nós temos a convicção de que o ministro Pimentel tem prestado todos os esclarecimentos."

Segundo Ideli, o governo considera que “não há necessidade” de Pimentel comparecer ao Congresso para prestar esclarecimentos”. Por quê?

No dizer de Ideli, as explicações do ministro “têm sido satisfatórias”. De resto, argumenta que os serviços de consultoria de Pimentel foram privados.

"É sempre relevante realçar que ele não estava exercendo nenhum cargo público quando exerceu o trabalho de economista prestando as consultorias [2009 e 2010]…”

“…Ele não era nem ministro, nem prefeito, deputado, nem senador. Ele estava exercendo a tarefa profissional dele de economista."

É bom que Dilma cultive apenas certezas em relação às atividades "privadas" de seu ministro e amigo Pimentel. 

Não chega a dissolver as inquietações alheias. Mas assegura a Dilma um sono tranquilo.

A dúvida, ensinava Nelson Rodrigues, é autora das insônias mais cruéis. Ao passo que, inversamente, uma boa e sólida certeza vale com um barbitúrico irresistível.

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Escrito por Josias de Souza às 16h28

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Após exames, Lula vai passar a noite no Sírio Libanês

Jorge Araújo/Folha

Como previsto, Lula submete-se a uma bateria de exames nesta segunda (12). Chegou ao hospital Sírio Libanês às 7h31 (foto).

Deveria passar também pela terceira sessão de quimioterapia. Mas o procedimento foi adiado para esta terça (13). Lula dormirá no hospital.

Aguarda-se para o fim da tarde uma entrevista de integrantes da equipe médica.

Mais cedo, o cardiologista Roberto Kaliu classificou de “animadores” os primeiros resultados dos exames de Lula.

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Escrito por Josias de Souza às 15h06

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Explicações fazem de Pimentel um consultor ‘peculiar’

  Alan Marques/Folha
As tentativas de explicar os negócios de consultoria que renderam R$ 2 milhões a Fernando Pimentel fizeram dele um consultor peculiar. O ministro teve quatro clientes. Exibe as notas fiscais. Mas não mostra o resultado do trabalho.

Em três casos, Pimentel reconhece que não chegou a produzir relatórios. Noutro, disse ter feito um texto “não muito extenso.” Numa das transações, nem contrato foi celebrado.

As últimas entrevistas de Pimentel foram concedidas aos repórteres Leandro Loyola e Marcelo Rocha (aqui) e a Fernando Rodrigues (aqui). Vão abaixo algumas das peculiaridades recolhidas das duas conversas:


1. Fiemg: A Federação das Indústrias de Minas Gerais borrifou R$ 1 milhão na caixa registradora da P-21, a firma de consultoria de Pimentel. O ministro exibe a nota fiscal. Instado a mostrar as provas da execução do trabalho, Pimentel disse que coube ao cliente preparar os relatórios: “A Fiemg produziu material.” Curioso. A entidade que paga a consultoria e ela mesma cuida dos relatórios. O consultor entra apenas com o gogó:

“Essa consultoria […] foi de orientação. E de um pré-planejamento de quase todos os programas que a Fiemg desenvolveu nesses quase dois anos”, disse Pimentel.

2. Convap: a empreiteira pagou a Pimentel R$ 514 mil. Para quê? “A construção pesada começou a aquecer no Brasil, com o PAC”, explicou o ministro.

“Eu ajudei a fazer um plano de negócios. Nada a ver com influenciar resultado de licitação no setor público.”

De novo, Pimentel não teve de fazer relatórios. Nesse caso, nem contrato houve. O dono da empresa, Flávio Vieira, 85, “foi amigo do meu pai”, declarou Pimentel.

“Se eu pedir ao doutor Flávio para fazer um contrato comigo, ele vai ficar ofendidíssimo. O contrato é a nota fiscal”.

3. QA Consulting: sobre o terceiro cliente, uma empresa de informática, Pimentel disse: “Os sócios são filhos de meu sócio na P-21, Otílio Prado.”

Acrescentou: “Eles me pediram ajuda num plano de negócios.” De novo, não há relatórios. “Sugeri que fizessem um serviço de cabeamento para a [construtora] HAP.”

Na conta de Pimentel, o serviço sugerido por ele rendeu que à QA algo entre R$ 230 mil e R$ 240 mil. Bem menos que o valor da consultoria: R$ 400 mil.

Ou seja: a QA pagou ao consultor quase o dobro da cifra que logrou faturar com o serviço "sugerido" por ele.

4. Eta: indústria de bebidas sediada em Pernambuco, a Eta pagou a Pimentel R$ 130 mil em duas parcelas.

Na nota fiscal está escrito: “Consultoria para aprimoramento da gestão empresarial com elaboração de projeto na área econômica e tributária."

Nesse caso, Pimentel disse ter redigido “um diagnóstico de mercado.” Como assim? Foi “um diagnóstico de possibilidades, pois esse negócio de refrigerantes é complicado…”

“…Eles iriam entrar em um mercado em que se enfrenta gigantes, como a Ambev. Então, eu fiz um trabalho para eles.”

Para municiar o cliente na guerra contra os “gigantes”, Pimentel disse ter feito um documento raso. “Não foi muito extenso, mandei e nunca mais tive contato.”

Depois de se consultar com Pimentel, a Eta foi vendida. “Os que compraram nem sabem desse trabalho”, disse o ministro. A empresa encontra-se desativada.

Pimentel não sabe explicar por que uma empresa de tubaína do Nordeste foi procurá-lo em Minas para obter aconselhamento sobre os meandros do setor de bebidas.

5. Provas: insistiu-se com Pimentel para que exibisse as provas dos trabalhos que realizou. O ministro declarou que cabe aos clientes mostrar, “se quiserem”.

“No caso da Fiemg, eles vão ter material para mostrar”, disse Pimentel numa entrevista. Noutra, acrescentou:

“Você vai perguntar: 'Mas isso foi ele [Pimentel] que escreveu?' Não escreveu pessoalmente, mas o que está aqui foi discutido, foi orientado.”

Nos outros casos, afirmou Pimentel, seus clientes não dispõem senão de “material interno”. A exceção foi a Eta: ”Nessa, até fiz uma coisa por escrito.”

Aos que insinuam que seus negócios ocultam tráfico de influência na prefeitura de Belo Horizonte, Pimentel declara: “Respeitem a minha história, respeitem a minha biografia.” Explicações mais sólidas ajudariam.

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Escrito por Josias de Souza às 06h32

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As manchetes desta segunda

- Globo: Eleitores do Pará dizem 'não' à divisão do estado

- Folha: Acordo do clima obrigará países a cortar emissões

- Estadão: Conferência do clima faz acordo com apoio inédito de EUA e China

- Correio: Mais chance para você comprar a casa em 2012

- Valor: Escassez de leilões reduz a exploração de petróleo

- Estado de Minas: Manobra muda a cara de área protegida em BH

- Jornal do Commercio: Pedestre sem vez no Grande Recife

- Zero Hora: Governo faz mudanças no Imposto de Renda

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h18

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Mágica!

Paixão

- Via 'Gazeta do Povo'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h03

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Dilma ‘decreta’ sigilo em torno da reforma ministerial

Anunciada para o início de 2012, a reforma ministerial de Dilma Rousseff tornou-se assunto sigiloso.

Para livrar-se de pressões, a presidente restringiu as conversas sobre o tema. Divide seus planos com poucos assessores.

Irritou-se com a reação à notícia de que planejava enxugar o número de secretarias com status ministerial.

Cogitara fundir as pastas da Igualdade Racial e de Políticas para Mulheres à secretaria de Direitos Humanos.

Levado às manchetes, o plano motivou reações que fizeram a cogitação subir no telhado.

Além de restringir o número de interlocutores, Dilma tornou-se econômicas nas palavras. Vazamentos anônimos, sem digitais, tornaram-se inviáveis.

No Congresso, lideranças do PT e do PMDB passaram a apostar em mudanças pontuais. Dilma não faria propriamente uma reforma, mas ajustes.

“É preciso levar em conta que, na prática, a reforma ministerial já aconteceu”, disse ao repórter uma liderança do PT. “Já saíram sete ministros.”

“Não creio que a presidenta Dilma vá promover mudanças que possam repercutir mal na base de sustentação do governo”, ecoou um expoente do PMDB.

Confirmando-se tais previsões, a montanha da reforma ministerial tende a parir uma decepção.

Na prática, apenas a substituição de ministros-candidatos é compulsória. Nessa categoria, há uma certeza, uma possibilidade e uma dúvida.

A certeza é a saída de Fernando Haddad (PT), que trocará a pasta da Educação pelos palanques municipais de São Paulo.

A possibilidade chama-se Iriny Lopes (PT), que tenta alçar voo da secretaria de Políticas para as Mulhures para uma candidatura a prefeita de Vitória.

A dúvida é Fernando Bezerra (PSB). Titular da Integração Nacional, ele é o ‘Plano B’ do governador pernambucano Eduardo Campos para a prefeitura de Recife.

Há, de resto, uma providência inevitável: Dilma precisa decidir o que fazer com a pasta do Trabalho, gerida por um interino desde a queda de Carlos Lupi (PDT).

No mais, a amplitude da reforma –ou do ajuste ministerial— depende da disposição de Dilma de arrostar pressões e de produzir surpresas.

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Escrito por Josias de Souza às 00h01

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Depois da Câmara, Dilma protege Pimentel no Senado

Wilson Dias/ABr

Sob orientação de Dilma Rousseff, o Planalto encomendou aos seus operadores no Senado a derrubada de um requerimento do PSDB.

A exemplo do que foi feito na Câmara, deseja-se barrar nova tentativa da oposição de convocar o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria).

Na Câmara, foi ao arquivo um requerimento do deputado Duarte Nogueira (PSDB-SP). No Senado, o autor é o líder tucano Alvaro Dias (PR).

O documento Dias deve ser votado nesta terça (13), na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.

Em maioria, o bloco governista não terá dificuldades para prevalecer sobre a oposição.

Assim, a duas semanas do início do recesso parlamentar, elimina-se a chance –ou o risco, conforme o ponto de vista— de Pimentel se explicar no Legislativo.

Na justificativa de seu requerimento, Alvaro Dias anotou que sua intenção é a de “oferecer” a Pimentel “uma oportunidade” para prestar esclarecimentos.

No texto, Dias recorda que o faturamento de Pimentel como consultor (R$ 2 milhões) é associado no noticiário a “tráfico de influência” na prefeitura de Belo Horizonte.

Acrescenta: "Vale lembrar que o atual ministro atuou como um dos homens-fortes da campanha da então candidata à Presidência, Dilma Rousseff.”

Pimentel trabalhou como consultor entre 2009 e 2010, um período em que já não era prefeito e ainda não virara ministro.

O argumento do Planalto é o de que os negócios de Pimentel foram privados e não têm relação com o governo federal. Alega-se que a ida dele ao Legislativo não faz sentido.

Argumenta-se, de resto, que o ministro já deu as explicações que o caso exigia. No fim de semana, veicularam-se duas entrevistas de Pimentel (aqui e aqui).

A retórica oficial contrasta com o discurso esgrimido pelo Planalto em relação a outros casos.

Ministros não-petistas sob suspeição foram estimulados a comparecer à Câmara e ao Senado.

Além de Pimentel, apenas Antonio Palocci merecera proteção. Foi apeado da Casa Civil sem passar pelo constrangimento das inquirições no Legislativo.

Como Pimentel, Palocci é do PT. Caiu em desgraça também por conta de seus negócios como consultor.

Dilma fez o que pôde para salvar Palocci. Demorou 23 dias para aceitar o afastamento dele. Planeja para Pimentel um desfecho diferente. Deseja mantê-lo na Esplanada.

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Escrito por Josias de Souza às 23h18

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Lula saberá nesta segunda se câncer regrediu ou não

Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Lula volta ao hospital Sírio Libanês, nesta segunda (12), para a terceira e última sessão de quimioterapia.

Antes, será submetido a uma bateria de exames. Os médicos querem saber se o câncer na laringe regrediu ou não.

Se tudo correr como foi programado, Lula inicia a fase da radioterapia no começo de 2012.

Neste domingo (11), o ex-soberano prestigiou a final do campeonato brasileiro de futebol americano, em São Paulo.

Lula posou para fotos junto com os jogadores do Corinthians Steam Roller, um dos finalistas. Falou aos repórteres sobre o tratamento:

“Amanhã, começa minha terceira sessão de quimioterapia. Depois, eu tenho dez dias muito ruins pela frente, mas sempre fui muito otimista…”

“…Afinal, ainda tenho mais seis semanas de radioterapia. Espero que no final, tudo tenha se resolvido.”

Confirmou a bateria de exames. Serão “mais aprofundados”, disse. “Vão até enfiar um negócio na minha garganta [endoscopia]…”

“…Não adianta ter pressa. Tem que ter é muita fé para que este tumor desapareça.”

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Escrito por Josias de Souza às 22h21

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Paraenses rejeitam em plebiscito a divisão do Estado

A maioria dos eleitores paraenses disse ‘não’ à proposta de dividir o Pará em três. Foi rejeitada a ideia de criar os Estados do Tapajós e de Carajás.

Negou-se a separação, mas o vídeo acima mostra que o divórcio já ocorreu. Os fundões do Pará consideram-se abandonados pela capital, Belém.

Os paraenses terão de viver separados até que a morte os junte. O melhor a fazer é repactuar as regras dessa convivência compulsória e inamistosa.  

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Escrito por Josias de Souza às 21h04

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Centenas de magistrados têm salários acima do ‘teto’

Reza a Constituição brasileira que nenhum servidor público pode receber contracheques acima do valor pago aos ministros do STF: R$ 26,7 mil.

O pé direito não é respeitado nem pelos Tribunais de Justiça. A Corregedoria do CNJ passa um pente fino nas folhas salariais dos magistrados.

O repórter Felipe Recondo oferece uma ideia do tamanho da encrenca em fase de detecção. Eis alguns exemplos:

1. Em setembro de 2011, 120 desembargadores foram brindados com vencimentos de mais de R$ 40 mil. Outros 23 embolsaram mais de R$ 50 mil.

2. Num caso específico, o impensável foi levado às fronteiras do inadmissível. Descobriu-se um desembargador que beliscou em setembro R$ 642,9 mil.

3. Em maio de 2010, dezenas de magistrados apalparam mais de R$ 80 mil. Em 112 casos, os salários superaram os R$ 100 mil. Em nove, foram a mais de R$ 150 mil.

Para furar o teto, vale todo tipo de macumba. Por exemplo: auxílios indiretos, abonos e a venda de parte dos 60 dias de férias anuais.

Como se vê, quando está em jogo a própria remenuração, a Justiça nem sempre é cega. Apenas finge que perdeu a lente de contato.

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Escrito por Josias de Souza às 06h36

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Gestores de 16 universidades são alvos de inquéritos

Enquanto celebra a ascensão ao posto de sétima economia do planeta, a caminho da sexta posição, o Brasil arrasta atrás de si o casulo pegajoso da corrupção.

O país-potência tem um quê de articifial –toma o elevador na proporção direta da descida de nações como Itália e Grã-Bretanha.

O país do casulo gosmento, mais real e palpável, faz piscar no painel de controle a interrogação: que diabo de potência será o Brasil quanto terminar de nascer?

A reiteração da roubalheira, um caso substituindo o outro em ritmo quase diário, já fez do anormal algo normal. Porém, nada é tão ruim que não possa piorar.

Em notícia veiculada neste fim de semana, o repórter Fábrio Fabrini revela: várias universidades brasileiras tornaram-se escolas de malfeitorias.

Hoje, encontram-se sob investigação reitores, pró-reitores e ex-gestores de pelo menos 16 universidades, assentadas em 13 Estados.

Respondem a inquéritos policiais, ações judiciais, auditorias e processos administrativos do Ministério da Educação.

Apura-se desde o favorecimento de parentes e amigos até o estouro de cartões corporativos, licitações fraudulentas e malversação de verbas públicas.

Se você tiver estômago, pode ler a reportagem aqui. Percorrendo o texto, vai perceber que o parto do Brasil desenvolvido não virá senão com cesariana.

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Escrito por Josias de Souza às 05h41

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As manchetes deste domingo

- Globo: Reitores de 16 universidades são investigados por fraudes

- Folha: Serra tem maior rejeição e Lula, maior influência

- Estadão: Magistrados driblam teto e salário passa de R$ 50 mil

- Correio: Vítimas de golpe no TRT perderam R$7 milhões

- Estado de Minas: Infância atrás das grades

- Jornal do Commercio: Se não mudar, vai parar

- Zero Hora: Estado reverterá bens do tráfico em combate ao crime

- Veja: A trama dos falsários

- Época: Os 100 mais influentes de 2011

- IstoÉ: A epidemia das consultas a jato

- IstoÉ Dinheiro: O segredo brasileiro da Hyndai

- CartaCapital: Exclusivo - O escândalo Serra

- Exame: A marcha da economia brasileira

Leia os destaques de capa dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h10

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Adaptação natalina!

Humberto

- Via 'Jornal do Commercio'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h13

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2014: PPS aprova candidatura própria por aclamação

  Tuca Pinheiro/Divulgação
Reunido em Congresso num hotel de São Paulo, o PPS levou a voto o texto da resolução política que vai guiar as ações da legenda nos próximos dois anos.

Aprovado por aclamação, o documento inclui a decisão de lançar um candidato próprio na sucessão presidencial de 2014.

Autor da proposta que se converteu em decisão partidária, o ex-deputado Raul Jungmann (PPS-PE) disse: “Queremos romper a palaridade falsa entre PT e PSDB.”

Evocou, de resto, um brocardo futebolístico: “Time que não entra o campo não ganha jogo e não faz torcida. Vamos mostrar a cara. Temos projeto.”

“Quando disputamos a Presidência, no passado, o partido cresceu”, disse Jungmann. O PPS disputou três eleições.

Na primeira, em 1989, foi às urnas representado pelo deputado Roberto Freire. Nas outras duas, em 1998 e 2002, disputou com Ciro Gomes, hoje no PSB.

Desde então, o PPS vinha participando das eleições presidenciais como força auxiliar do PSDB. Apoio Geraldo Alckmin em 2006 e José Serra em 2010.

O partido decidiu também incluir no seu estatuto uma nova prioridade. Antes, definia-se apenas como “socialista”. Agora, proclama-se “socialista e ambientalista.”

Além da alteração estatutária, o PPS inseriu na sua estrutura um ‘Comitê Nacional Ambiental’.

A providência chega nas pegadas da filiação de ex-integrantes do PV, náufragos da candidatura presidencial de Marina Silva, em 2010.

- Serviço: aqui, um resumo do texto da resolução do PPS.

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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Com o prestígio em queda, Kassab virou aliado tóxico

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Após herdar a cadeira de prefeito de José Serra, em 2006, Gilberto Kassab conquistou-a nas urnas, em 2008. Nessa época, degustava índice de aprovação de 61%.

Dizia-se que Kassab alçara um voo que o levaria ao governo de São Paulo. Às voltas com a própria sucessão, Kassab tornou-se um avião em declínio.

Hoje, informa o Datafolha, apenas 20% dos paulistanos consideram a gestão Kassab ótimo ou boa. É desaprovado por 40%.

Numa escala de zero a dez, o prefeito recebeu nota média de 4,5. Se fosse aluno de uma escola municipal, repetiria o ano.

Patrono e amigo de Kassab, José Serra insinuou que o PSDB deveria se abster de lançar candidato a prefeito, entregando a cabeça da chapa ao PSD de Kassab.

A ideia não faz nexo. Guilherme Afif Domingos, o preferido de Kassab, obteve no Datalha 3% das inenções de voto.

Para complicar, a sondagem informa que 49% do eleitorado não se dispõe a votar num candidato apoiado por Kassab.

Visto pelo lado financeiro, Kassab é um aliado poderoso. É grande sua capacidade de coleta. Sob o ângulo politico, porém, o prefeito virou um aliado tóxico.

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Escrito por Josias de Souza às 22h26

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Lula converte Haddad em azarão com cara de favorito

Ricardo Stuckert

Divulgado neste sábado (10), o último Datafolha injeta na eleição municipal de São Paulo um quê de 2010.

Os dados da pesquisa conferem a Fernando Haddad, o candidato novato do PT, uma aparência de surpresa esperando para acontecer.

Haddad frequenta a sondagem com índices de intenção de voto ainda miúdos: entre 3% e 4%. O grosso do eleitorado (63%) não o conhece.

Ao lado desses índices, o grande trunfo do desconhecido: praticamente metade dos paulistanos (48%) admite votar no nome indicado por Lula.

Quer dizer: se não protagonizar nenhum grande vexame pessoal, Haddad sobe ao ringue com um potencial de crescimento nada negligenciável.

Visto como a principal ameaça a Haddad, o tucano José Serra aparece na sondagem do Datafolha em situação diametralmente oposta.

Velho conhecido do eleitorado, Serra ostenta um percentual de largada de 18%. Favorito? O índice de rejeição do grão-tucano responde: não.

Nada menos que 35% dos entrevistados declaram que não votariam em Serra de jeito nenhum. Ou seja: são limitadas as chances de crescimento de Serra.

De onde vem tamanha aversão? Um palpite: eleito prefeito, Serra abandonou o mandato pelo meio para tornar-se governador de São Paulo.

Ninguém desconhece que Serra sonha com o Planalto, não com a prefeitura. O eleitor não parece disposto a ser ludibriado pela segunda vez.

Neste sábado (10), Serra reafirmou que não será candidato. Supondo-se que fala sério, Haddad terá um rol de antagonistas inexpressivos como ele.

Nenhum candidato obteve mais do que 20% no Datafolha. Os mais bem postos são Celso Russomano (20%) e Netinho de Paula (15%).

Ambos devem os percentuais à visibilidade que obtiveram fora da política –Russomano como pseudodefensor dos direitos do consumidor. Netinho como pagodeiro.

A despeito dos ares de celebridade, o histórico de Russomano e de Netinho não os recomenda como portentos eleitorais.

No mais, desfilam sobre o tabuleiro de São Paulo nomes sem expressão –uns mais outros menos que Haddad. Porém...

...Porém, só Haddad dispõe da matéria prima que o eleitor parece valorizar: o apoio de Lula. Algo que, indica o Datafolha, pode fazer a diferença.

Retorne-se ao início: em São Paulo, 2012 pode ter um quê de 2010. Lula converte Haddad em azarão com cara de favorito. Uma espécie de versão municipal de Dilma.

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Escrito por Josias de Souza às 20h57

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A semana: piadas velhas, anedotas novas e o pibinho

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Escrito por Josias de Souza às 06h58

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Aécio defende a candidatura de Serra a prefeito de SP

Dorivan Marinho/Folha

Como previsto, Aécio Neves levou sua pretensão presidencial para passear na Bahia. Em almoço pluripartidário, discursou como postulante a 2014.

Depois, defendeu que o rival doméstico José Serra seja candidato a prefeito em 2012. Cuidou de socializar seu desejo pessoal:

“É o sentimento da grande maioria do partido, pela sua liderança, pelas candidaturas que já teve, extremamente competitivo…"

"…Não podemos forçar ninguém a ser aquilo que não quer, mas, no fundo, há uma esperança de que ele [Serra] seja o candidato [em São Paulo]."

Quanto ao seu projeto pessoal, Aécio não deu margem às dúvidas:

"É possível enfrentar os que estão no poder, não temo adversário [Dilma ou Lula?], não temo o confronto das ideias e não temo a história".

Aécio fez na Bahia o que Serra não quis fazer na seara nacional de 2010: defendeu o legado de FHC.

"Se o Brasil hoje é melhor é porque tivemos uma participação em todas as etapas dessa construção.”

Ironizou: “Hoje, existe um software pirata rodando no Brasil, o original era nosso. Está na hora de nos prepararmos para de novo assumir o poder."

Disse que o modelo petista está "exaurido" e o governo Dilma “descontrolado”. A corrupção, disse Aécio, é “deslavada”.

Ouviam o senador tucano lideranças do PSDB, DEM, PR e do protogovernista PMDB. Legendas que, na Bahia, fazem oposição ao governo petista de Jaques Wagner.

Presente, o grão pemedebê Geddel Vieira Lima, ex-ministro de Lula e auxiliar de Dilma na Caixa Econômica Federal, cuidou de posicionar-se em cena.

"Aécio é meu amigo querido, mas a minha posição política, agora e no future, vai ser definida no acompanhamento ao meu PMDB."

E quanto à corrupção? "A presidente está tomando as atitudes que devem ser tomadas”, disse Geddel.

“Ela está afastando, não está preservando no governo ninguém acusado de corrupção."

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Escrito por Josias de Souza às 06h46

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Ao lado de Serra, Freire defende candidatura do PPS

Tuca Pinheiro/Divulgação

A abertura do 17o Congresso do PPS transformou-se em ato contra o PT e governo de Dilma Rousseff.

Coube ao presidente da legenda, Roberto Freire, e ao aliado tucano José Serra pronunciar as críticas mais duras.

Afora os ataques, Freire antecipou o que deve ser a principal decisão do Congresso da legenda.

Ao lado de Serra, defendeu a candidatura própria do PPS à Presidência da República em 2014. “Por que não?”, perguntou Freire.

“Quem entender que não devemos é porque entende que, nós, partido político, não devemos disputar o poder.”

Lançada pelo ex-deputado Raul Jungmann, presidente do PPS de Pernambuco, a tese do presidenciável próprio chega ao Congresso como posição quase unânime.

Será debatida neste sábado (10). E deve transformar-se em decisão oficial da agremiação no domingo, dia do encerramento do encontro.

Freire recordou que ele próprio disputou o Planalto em 1989. Nas sucessões de 1998 e 2002, o PPS foi às urnas com Ciro Gomes, hoje no governista PSB.

No trecho do discurso dedicado aos ataques, Freire tratou Dilma como mera extensão do antecessor. “A oposição ao governo Lula tem de continuar a ser dura”, disse.

Censurou o “adesismo” que leva políticos da oposição a buscar abrigo sob o guarda-chuva do consórcio governista.

Curiosamente, participava da cerimônia, como convidado, o ‘ex-demo’ Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo e presidente do PSD, que cultiva a “independência” adesista.

Freire fez troça dos que acusam o PPS de denuncista. “Se estamos denunciando, o problema não é nosso, mas do governo, que está sempre envolvido em corrupção.”

Disse que, antes, “a República tremia todo fim de semana” com as capas das revistas. Hoje, “treme todos os dias” com o noticiário dos jornais.

Convidado a manusear o microfone, Serra manteve o diapasão: “Temos que transformar esta indignação em energia, em força de mudança.”

Afirmou que, em matéria de corrupção, o Brasil tornou-se “recordista”. Já “são seis [ministros] afastados por suspeita de corrupção.”

Tratou Dilma como gestora de uma administração por iniciar: “O governo ainda não começou, esperamos que comece no dia 1º de janeiro [de 2012].”

No dizer de Serra, Dilma por ora dividiu-se entre dois temas: “50% do tempo gastos com factóides e propaganda e 50% explicando a queda de ministros.”

Num instante em que o PPS fala de candidatura própria, Serra enalteceu a parceria:

“O PPS, sem desmerecer os outros partidos, foi um dos mais consistentes e fiéis aliados que nós, tucanos, já tivemos.”

Recordou que, no ano passado, teve o apoio do PPS na sua malograda tentativa de eleger-se presidente. Absteve-se, porém, de falar sobre 2014.

Preferiu direcionar a parceria para o presente. Agora, disse ele, PPS e PSDB estão juntos no “combate à corrupção.”

Também presente, o governador tucano de São Paulo, Geraldo Alckmin, cuja administração é marcada com as parcerias com a União, modulou os lábios.

Enalteceu o papel do PPS (ex-PCB) no combate ao autoritarismo e na defesa dos trabalhadores.

“É um partido que tem ética e ter ética é fundamental para servir a cidadania”, elogiou. “O PPS é o partido da modernidade”, exagerou.

A certa altura, Alckmin disse algo que pareceu dirigido ao PT: “O Brasil não é vocacionado para partido único.”

Quanto ao governo Dilma, Alckmin preferiu o reparo econômico à crítica moral. Tomado pelas palavras, descrê da previsão oficial de crescimento de 3,2% em 2011.

“Estamos virando o ano com crescimento zero, menos que o da Europa”, disse o governador, numa referência à estagnação econômica do terceiro trimestre.

Se confirmada, como parece provável, a decisão do PPS de comparecer a 2014 com um nome próprio sera o segundo revés do PSDB na mesma semana.

Na terça (3), reunido em convenção para reeleger seus dirigentes, o DEM também insinuou a candidatura presidencial do senador Demóstenes Torres (GO).

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Escrito por Josias de Souza às 06h06

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As manchetes deste sábado

- Globo: Túneis são despreparados para emergências no Rio

- Folha: Acordo dá fôlego ao euro, mas pode dividir a Europa

- Estadão: UE faz pacto fiscal para salvar euro e isola Grã-Bretanha

- Correio: Servidora do TRT desviou R$ 5 mi de indenizações

- Estado de Minas: Prontos para comprar

- Jornal do Commercio: Nova Agamenon vai derrubar 31 imóveis

- Zero Hora: Setor do petróleo injeta R$ 140 milhões no RS

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h04

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Visita da morte!

Nani

- Via 'Nani Humor'. Aqui e aqui, notícias sobre o penúltimo acordo dos países da zona do euro para tentar fugir do caos.

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Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Emendas reforçam saúde, mas o governo pode cortar

Na versão enviada por Dilma Rousseff ao Congresso, o Orçamento da União reservara R$ 79,6 bilhões para a saúde pública no ano de 2012.

Tonificada por emendas de parlamentares, a cifra deve ser elevada para algo em torno de R$ 84 bilhões.

Chama-se Rui Costa o deputado que cuida, na Comissão do Orçamento, do relatório setorial da saúde.

Costa pertence aos quadros do PT, que se apressou em trombetear no site partidário: “Verba para saúde terá aumento significativo no próximo ano.” É lorota.

Na véspera, o condomínio governista movera sua infantaria para derrubar no Senado a regra que obrigava o governo a investir no SUS 10% da receita no SUS.

Com isso, negou-se à saúde vitamina de R$ 35 bilhões e manteve-se a norma antiga: a União só tem carrear à saúde o montante do ano anterior mais a variação do PIB.

Quer dizer: preto no branco, o Tesouro não precisa entregar nada além dos R$ 79,6 bilhões já previstos. Dependendo de como fechar o PIB de 2011, pode ser até menos.

E quanto às emendas? Bem, o governo deve bloqueá-las ("contingenciar", no jargão oficial). Ou, por outra: as emendas serão passadas na faca.

“Não dá pra dizer que o piso foi melhorado nem que haverá mais dinheiro federal”, conforma-se Darcísio Perondi (PMDB-RS), presidente da Frenre Parlamentar da Saúde.

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Escrito por Josias de Souza às 00h27

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Foco de escândalo, Turismo faz arrastão de emendas

Sem alarde, o Ministério do Turismo promoveu no Congresso uma espécie de “arrastão” de emendas.

O resultado materializou-se num dos relatórios setoriais da Comissão de Orçamento. Choveram 690 emendas na horta do Turismo.

A pasta dispunha de orçamento mirrado para 2012. Coisa de R$ 795,9 milhões. Com as chuva$, saltou para R$ 2,11 bilhões.

Vale recordar: a Operação Voucher, gênese da crise que levou o ex-ministro Pedro Novais (PMDB-MA) ao olho da rua, foi feita de emendas.

Verificou-se que rubricas de R$ 4,4 milhões, enfiadas no Orçamento pela deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), viraram matéria prima para os desvios.

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Escrito por Josias de Souza às 23h51

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FHC: a ‘boa relação’ com Dilma não elimina a ‘crítica’

Fernando Henrique Cardoso submeteu-se nesta sexta (9) a uma sabatina. Respondeu  a perguntas de repórteres, de internautas e da plateia.

O pano de fundo da inquirição foi o último livro de FHC –‘A Soma e o Resto’—, no qual discorre sobre sua vida e sobre as perspectivas do país.

Ao falar de Dilma, FHC disse que a presidente foi “generosa” com ele. Referia-se à carta em que ela o cumprimentou pelo aniversário de 80 anos.

Declarou que, a despeito das “boas relações” que passou a manter com Dilma, ela “não é ingênua” de supor que irá abdicar das críticas ao governo (veja lá no alto).

Quanto a Lula, FHC definiu-o como um “amigo”.  Disse manter com o sucessor uma “relação antiga e pessoal”. Trocam alfinetadas, mas se respeitam.

FHC considera que Lula e ele próprio tiveram atuação decisiva para o país. "Marcamos a história contemporânea do Brasil.”

FHC deu a entender que já não se inquieta com o que o verbete da enclopédia dirá dele quando puder se pronunciar. Sabe que “o julgamento que conta é o da história.”

Porém, afirma: “A tragédia é que a história muda de ponto de vista.” O condenado de hoje é o absolvido de amanhã. E vice-versa.

Por isso, prefere concentrar-se na avaliação dos contemporâneos. Prefere os aplausos às vaias, disse, arrancando palmas da plateia.

Ameno nas referências a Lula e Dilma, FHC foi azedo com o partido dos dois: “O PT, ao ocupar o Estado, deturpou muito as instituições. Aí,  divergimos profundamente.”

Lero vai, lero vem veio à baila a corrupção. Para FHC, a dimensão dos escândalos depende das circunstâncias e dos personagens.

Acha que a bonança econômica contribui para desenvolver na sociedade um comportamento abúlico diante da roubalheira.

Para ele, o mensalão ganhou vulto e visibilidade graças ao ex-deputado Roberto Jefferson, que “teatralizou” o escândalo.

Provocado, reafirmou que foi contra a corrente oposicionista que defendia o impeachment de Lula.

Recordou que, na época em que o caso convulsionava o primeiro reinado de Lula, recebeu a visita de Márcio Thomaz Bastos, então ministro da Justiça.

Disse ter advogado a permanência de Lula porque uma cruzada pró-impeachment não faria bem ao país. Alega ter pensado no Brasil, não no interesse partidário.

Lembrou que, no auge da encrenca, auxiliares do próprio Lula defendiam que ele renunciasse. O presidente fez o oposto.

Lula arregaçou as mangas e passou a negar a existência do mensalão, reduzindo o trânsito de valerianas a uma reiterração da velha prática do caixa dois eleitoral.

Com isso, disse FHC, “o Lula foi decisivo para dissipar o mensalão”.

 

Aqui e aqui, um apanhado do que disse o ex-presidente tucano.

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Escrito por Josias de Souza às 19h34

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Pimentel se diz ‘tranquilíssimo’: caso está ‘superado’

   Hoje em Dia/Folha
De passagem por Buenos Aires, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento e Indústria) trocou um dedo de prosa com os repórteres sobre consultoria.

Contou que, na véspera, dera explicações a Dilma Rousseff sobre os R$ 2 milhões que faturou como consultor entre 2009 e 2010.

Considera que o caso está “superado”. Declara-se “tranquilíssimo”. Disse que, se for convocado, irá ao Congresso para dar explicações. Porém…

…Porém, declarou que não considera necessário que o Legislativo o convoque. Alega que já deu as explicações necessárias.

Há três dias, o consórcio partidário que dá suporte congressual ao governo derrubou numa comissão da Câmara requerimento do PSDB que pedia a presença de Pimentel.

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Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Dilma entrega pela 1a vez prêmio de direitos humanos

Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff entregou nesta sexta (9) o prêmio anual de direitos humanos do governo federal.

Realçou o fato de que presidia a cerimônia pela primeira vez desde que chegou à Presidência da República.

Um dos premiados foi o Instituto Vladimir Herzog, representado por Clarice Herzog, viúva do jornalista morto na ditadura.

Presa por quase três anos, vítima de tortura, Dilma rendeu homenagens especiais a Herzog. Chamou-o de “grande brasileiro.” Veja abaixo:

Antes, Dilma reservara um pedaço do discurso para discorrer sobre o processo histórico que levou o país da ditadura militar à democracia.

Tinha a seu lado o ‘híbrido’ José Sarney (PMDB-AP), que presidiu o país no alvorecer da redemocratização, depois de ter apoiado o regime de farda. Declarou:

 “Aqueles que sabem que em alguns momentos do nosso país fazer greve era questão de polícia, divergir era questão de cadeia e opinar e lutar contra podia levar ao cárcere e até à morte…”

“…Sabem que nós percorremos um caminho. [...] O Brasil devorou, digeriu todos esses artifícios autoritários e conseguiu construir uma democracia. Nós temos de nos orgulhar disso. Divergir não é mais sinônimo de exceção…”

“…É possível divergir no país. É possivel liberdade de imprensa. Uma vez eu disse, durante a campanha [de 2010], que preferia o barulho, às vezes extremamente dolorido da imprensa, do que o silêncio das ditaduras."

- Serviço: Aqui, o vídeo com a íntegra do discurso de Dilma. Tem 18min15s.

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Escrito por Josias de Souza às 17h06

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Pré-candidato tucano se irrita com o vaivém de Serra

A paciência dá expediente na sede do diretório do PSDB de São Paulo. Mas convém bater na porta de leve. Ultimamente, ela anda furiosa.

Inquieto com o vaivém de José Serra no tabuleiro municipal, um dos pré-candidatos tucanos à prefeitura paulistana disse, em privado:

“Na política, os egos estão em toda parte, a maior parte no PSDB. Mas até o egocentrismo tem limite. Um candidato fantasma não pode valer mais do que quatro pré-candidatos de carne e osso...”

“...Com Gasparzinho ou sem ele, eu já não abro mão das prévias. Abnegação demais Freud não explica. Em política, o papel de derrotado é normal e aceitável. O de bobo não.

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Escrito por Josias de Souza às 16h21

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A viagem da crise: Fernando Pimentel foi à Argentina

  Sérgio Lima/Folha
Fernando Pimentel, ex-consultor e atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, voou para Buenos Aires.

Encontra-se nesta sexta (9) com a ministra da Indústria da Argentina, Debora Giorgi. “Reunião bilateral”, anota a agenda de Pimentel.

Alheio à bruma de suspeição que envolve os R$ 2 milhões que amealhou em dois anos de consultoria, o ministro mantém a rotina.

Nesta quinta (8), reuniu-se um par de vezes com Dilma Rousseff. No Planalto, informa-se que a confiança da presidente no amigo-auxiliar conserva-se intacta.

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Escrito por Josias de Souza às 06h28

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Saneamento: liberados R$ 2,2 bi para 3,1 mil cidades

O governo divulgou a lista de municípios selecionados para receber verbas do PAC 2 destinadas a obras de saneamento e abastecimento de água.

Serão beneficiadas 3.116 municípios com até 50 mil habitantes. O gerencimaneto é feito pela Funasa (Fundação Nacional da Saúde).

O governo planeja investir nesse tipo de obra R$ 4 bilhões até 2014. Vai-se liberar agora a primeira metade: R$ 2 bilhões.

Os convênios serão assinados até fevereiro de 2012. Apresentados por Estados e prefeituras, os projetos foram aprovados pelo comitê gestor do PAC.

- Serviço: Aqui, a portaria com a lista das cidades contempladas.

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Escrito por Josias de Souza às 05h58

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Economista alemão vê no Brasil ‘modelo’ para Europa

  Divulgação
Num instante em que a União Europeia tenta pôr em pé um novo tratado para tonificar o euro, um economista alemão enxerga no Brasil um modelo a ser seguido.

Chama-se Mark Hallerberg. É professor da Hertie School of Governance, em Berlim. Já atuou como consultor do Banco Central Europeu.

Para ele, os países da zona do euro deveriam adotar um sistema assemelhado à Lei de Responsabilidade Fiscal, editada sob FHC e preservada por Lula e Dilma Rousseff.

A repórter Deborah Berlinck entrevistou Mark Hallerberg. A íntegra da conversa está disponível aqui. Vai abaixo o pedaço em que o entrevistado menciona o Brasil:


- O senhor diz que o Brasil é um modelo para a UE, por quê? O Brasil enfrentou problemas similares no final dos anos 90: uma crise bancária, Estados que gastaram e eram cobertos por Brasília. A solução foi a Lei da Responsabilidade Fiscal. Para o governo não ter que cobrir os déficits dos Estados, teve-se que criar regras restritivas e rigorosas no nível estadual. Vejo isso como um modelo. No Brasil, o governo federal tem poder para segurar dinheiro dos estados se eles não cumprirem as regras. Na Europa, pode-se fazer isso até um certo ponto. Meu argumento é que temos duas escolhas: um modelo americano (onde tudo é o mercado) ou o brasileiro. Hoje, estamos presos no meio termo. Isso é ruim.

- A Europa, então, precisa de uma Lei da Responsabilidade Fiscal, como no Brasil? Sim.

- Teria que ser adaptado a uma realidade europeia, não? Tem sempre que adaptar a uma realidade europeia. Mas é um modelo melhor do que o que temos hoje. O Brasil já foi o pior exemplo de federalismo fiscal. Hoje é o melhor. O Brasil está indo maravilhosamente bem. Neste debate, eu sempre digo: olhem para o Brasil.

- Os europeus que gastarem mais do que o previsto, deverão ter, então, transferência de fundos de Bruxelas cortadas, é isso? Sim, e devem ter também um sistema de monitoramento como no Brasil. Algo que não sei se a UE vai fazer… Uma das coisas boas do que o Brasil fez foi fechar bancos (estaduais). A Europa não fechou um único. Acho que um dos problemas (da UE) é o setor bancário. Se vamos insistir em reforma, então, alguns têm (que fechar). Mas é difícil para países fazerem isso. Acho que seria preciso uma agência europeia para decidir.

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Escrito por Josias de Souza às 05h22

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As manchetes desta sexta

- Globo: Mesmo com inflação maior, governo planeja cortar juro

- Folha: PF acusa policiais de SP de extorsão a traficantes

- Estadão: Brasil e EUA aceitam acordo do clima

- Correio: IPTU e IPVA sobem até 7,39% em 2012

- Valor: Espanhóis compram o controle da Neoenergia

- Estado de Minas: Vingança e covardia

- Jornal do Commercio: Como sair da malha fina

- Zero Hora: Estiagem já reduz a safra em 6,3%

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h16

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Voo de galinha!

Miguel

- Via 'Jornal do Commercio'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Aécio exibe suas pretensões presidenciais na Bahia

Marcello Casal/ABr

No esforço que empreende para dar visibilidade às suas pretensões presidenciais, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) visitará a Bahia nesta sexta (9).

Durante o dia, dará entrevistas a duas emissoras de TV e almoçará com lideranças que se opõem ao governador petista Jaques Wagner.

No fim da tarde, participará da inauguração de um Centro Administrativo no município de Dias D’Ávila, administrado pela prefeita Andréia Xavier, do DEM.

Será a segunda viagem de um ciclo de deslocamentos que Aécio se antoimpôs. A primeira, ao Rio Grande do Sul, ocorreu no mês passado.

Aécio achega-se à vitrine num instante em que seus próprios aliados o criticam por suposta inação.

Avalia-se que o discurso e a agenda de Aécio não ornam com o plano de prevalecer sobre José Serra na briga pela vaga de principal opção oposicionista para 2014.

Fernando Henrique Cardoso é um dos que criticam Aécio na cozinha do PSDB. Acha que o senador precisa calibrar os lábios e correr o país.

Uma candidatura presidencial, diz FHC aos amigos, não se constói às vésperas da disputa. Exige esforço prévio e contínuo.

Na aparência, o almoço baiano de Aécio, a ser servido num hotel de Salvador, autoriza-o a cultivar a fama de líder suprapartidário.

Na prática, o repasto atende a conveniências locais, não nacionais. Aécio pega carona num arranjo partidário estadual urdido para 2012, sem conexão com 2014.

Vão à mesa lideranças das quatro legendas que se opõem ao PT na Bahia, entre elas o PR do ex-senador Cesar Borges e o PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Geddel, hoje vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, não deve comparecer. Será representado pelo irmão, o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Na Bahia, Geddel e seu grupo, adversários do petista Jaques Wagner, negociam com ‘demos’ e tucanos a escolha de um candidato comum à prefeitura de Salvador.

No plano nacional, Geddel e Cia. não parecem enxergar em Aécio uma opção para 2014.

Avaliam que o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) faz, hoje, mais sombra aos planos reeleitorais de Dilma Rousseff do que o senador tucano.

Pelo DEM, vai ao almoço ACM Neto. Um deputado que, há três dias, associou-se ao lançamento da candidatura presidencial própria do DEM, personificada no senador Demóstenes Torres (GO).

Quanto ao tucanato baiano, hoje mais próximo de Serra do que de Aécio, será representado à mesa pelo deputado Antonio Imbasahy.

- Atualização feita às 13h26 desta sexta (9): Geddel Veira Lima informa ao repórter que participará, sim, do almoço com Aécio Neves. "Ele me telefonou. É meu fraternal amigo. Não vejo razão para deixar de abraçá-lo. Sou adepto da hospitalidade baiana."

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Escrito por Josias de Souza às 00h15

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Tiririca no leme: 'gostei de ser chamado de presidente'

Antes de ser diplomado pela Justiça Eleitoral, Tiririca teve de aguardar pelo veredicto dos magistrados para saber se era alfabetizado ou não.

Nesta quinta (8), o deputado-palhaço comandou uma audiência pública na comissão de Educação e Cultura da Câmara.

Discutia-se um projeto do próprio Tiririca, destinado a estimular o funcionamento dos circos. Chamado à mesa, o autor rememorou sua trajetória, iniciada no trapézio.

Disse ter pensado em desistir do mandato de deputado. Queixou-se de preconceito. Hoje, está à vontade: “Dou um baile dentro da Câmara.”

Em campanha, fazia graça na TV ao dizer que não sabia o que faz um deputado. Convidava o espectador a elegê-lo, para que pudesse descobrir.

Na bica de fechar o primeiro dos seus quatro anos de mandato, Tiririca declara: "eu sei que um deputado faz. Trabalha muito e produz pouco.”

Encerrado o relato sobre sua vida, Tiririca foi ao comando da sessão. Presidiu os trabalhos durante quase três horas.

"Gostei disso de ser chamado de presidente”, disse ao final. “Foi bacana, estou me sentindo o astro dos astros."

O desempenho de Tiririca, hoje um dos congressistas mais assíduos do Legislativo, foi muito elogiado pelos colegas.

Num ambiente em que proliferam deputados esquivos, lobistas elétricos e ministros fritados, o palhaço mereceu os cumprimentos.

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Escrito por Josias de Souza às 23h31

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Sócio de Pimentel deixa cargo: não quero constranger

Sócio de Fernando Pimentel na consultoria P-21 e pai de um “cliente” que rendeu R$ 400 mil ao ministro, Otílio Prado pediu pra sair da prefeitura de Belo Horizonte. Em carta ao prefeito Marcio Lacerda (PSB), justificou-se:

"Compreendo que a questão assume ares que vão além das questões factuais e não quero de nenhuma forma criar constrangimento indevido à figura do prefeito, […] tampouco causar prejuízo à […] à figura do ministro Fernando Pimentel."

Gesto sensato. Porém, tardio.

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Escrito por Josias de Souza às 22h41

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Um vídeo para ser assistido pelos usuários do twitter

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Escrito por Josias de Souza às 21h47

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Senadores aprovam DRU em 1º turno: 59 votos a 12

  Moreira Mariz/Ag.Senado
Realizou-se no Senado o primeiro turno da votação da emenda constitucional que dá poderes a Dilma Rousseff para manejar livremente R$ 62,4 bilhões do Orçamento.

O governo prevaleceu sobre a oposição com folga: 59 votos contra 12. O segundo turno da votação deve ocorrer na próxima terça (20).

Repetindo-se o resultado, como parece provável, a DRU (Desvinculação das Receitas da União) será renovada até dezembro de 2015.

Com isso, Dilma poderá dispor livremente de 20% de toda a arrecadação tributária, incluindo verbas que a Constituição destina a áreas como seguridade social e saúde.

Sob crise, a maleabilidade orçamentária permitirá ao governo subordinar a execução do orçamento à meta anual de superávit primário –R$ 71,4 biolhões em 2012.

O superávit é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. A DRU vem sendo utilizada com esse propósito há 17 anos.

Foi criada como ferramenta provisória em 1994, quando o presidente era Itamar Franco e o ministro da Fazenda se chamava Fernando Henrique Cardoso.

Desde então, a DRU vem sendo sucessivamente renovada. Primeiro sob a presidência de FHC. Depois, na gestão Lula. Agora, na administração Dilma.

Na Era tucana, o PT votou contra o mecanismo. Hoje, o petismo quebra lanças pela DRU. PSDB e DEM (ex-PFL), antes favoráveis, agora votam pela rejeição.

Impregnada de ironia, a atmosfera inspirou o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) a recitar Cazuza:

“Eu vejo o futuro repetir o passado/Eu vejo um museu de grandes novidades/O tempo não para/Não para, não, não para.”

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Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Prioridades da nova classe media são ‘casa’ e ‘estudo’

Pesquisa feita por encomenda da Confederação Nacional da Agricultura esboçou uma foto da ‘classe C’.

Hoje chamada de ‘nova classe média’, esse naco da sociedade responde por 55% da população brasileira.

Verificou-se que as duas prioridades desse segumento são a aquisição da casa própria e o acesso ao estudo.

Ouviram-se 2 mil pessoas com renda familiar entre R$ 1.200 e R$ 5.200 mensais. As entrevistas foram feitas nas cidades e no campo.

A grossa maioria dos entrevistados (81%) disse que planeja comprar a casa própria nos próximos meses.

O sonho do teto é comum nos meios urbano e rural. Nas cidades, 21% das pessoas ouvidas guindaram a casa à condição de priroridade. No campo, 20%.

A educação também é citada como prioridade nos dois ambientes. O acesso ao estudo frequenta o topo das preocupações de 13% da classe média urbana. Nas áreas rurais, 17%.

Aferiu-se o acesso da classe C à internet. Quase metade dos entrevistados (49%) tem acesso à web. Bem mais nas áreas urbanas (52%) do que no meio rural (28%).

A pesquisa foi feita pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), do sociólogo Antonio Lavareda.

A sondagem revelou que a maioria da nova classe media (88%) vive nas cidades. Tomada por inteiro, 84% da população brasileira vive nas áreas urbanas.

Apenas 12% da classe C mora na zona rural, contra 16% da população brasileira em geral.

Para refinar os dados, o instituto dividiu a classe C em três subgrupos: ‘C tradicional’, ‘C mais’ e ‘C menos’.

O primeiro grupo (‘tradicional’) soma 41% da classe C. É gente que já se considerava de classe média antes da mobilidade que alterou as feições desse estrato social.

O segundo grupo (‘mais’) corresponde a 39% do segmento. São pessoas que declaram enfaticamente que suas condições de vida melhoraram nos últimos anos.

O terceiro grupo (‘menos’) representa 20% da dita nova classe média. Integram-no brasileiros que, a despeito da melhoria, dispõem de escolaridade mais baixa.

Estão menos aparelhados para usufruir das oportunidades que a ascensão social propicia.

Os responsáveis pela sondagem concluíram que as diferenças de perfis exigem do Estado a elaboração de políticas específicas para cada subgrupo.

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Escrito por Josias de Souza às 18h30

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Petrobras já importa 70 mil barris de gasolina por dia

Shutter Stock

Quando o assunto é petróleo, os holofotes estão concentrados na queda de braço que Rio e Espírito Santo travam com o resto do país pela bolada dos royalties.

Longe dos refletores, a Petrobras lida com uma encrenca tão mais inflamável quanto invisível: cresce no Brasil o volume de gasolina importada.

Neste mês de dezembro, o volume diário de gasolina comprada no estrangeiro para abastecer os carros dos brasileiros foi a 70 mil barris por dia. Um recorde.

Em entrevista à repórter Leila Coimbra, o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, informou:

1. Em 2010, último ano do segundo reinado de Lula, a Petrobras importava uma média diária de 9 mil barris de gasolina.

2. Em 2011, a média diária foi, até novembro, de 45 mil barris. Em dezembro, como já mencionado, escalou a casa dos 70 mil barris/dia.

3. Passadas as férias de verão, período de muitas viagens, a Petrobras espera que o volume caia em março. Estima que, em 2012, a média diária será de 55 mil barris.

"O consumo subiu 19 por cento em 2011 e sobre este valor ainda teremos um incremento de 21% no próximo ano", disse Paulo Costa.

Por quê? "[…] Em função do aumento da frota de carros, da redução da mistura de etanol na gasolina de 25% para 20%...”

“…E também por conta da quebra da safra de cana que deixou os preços do etanol desvantajosos em relação aos outros combustíveis."

Há mais. Ainda que desejasse, a Petrobras não conseguiria levar às bombas toda a gasolina que os automóveis passaram a beber.

Segundo o diretor da Petrobras, a estatal roça o limite de sua capacidade de refinar petróleo, transformando óleo bruto em gasolina.

As refinarias da Petrobras atingiram 91% da capacidade de produção. Há pior: não há perspectiva de elevação do potencial de refino em 2012.

A próxima refinaria a entrar em operação é a Abreu e Lima, de Pernambuco. Se tudo correr bem, começará a operar em 2013. E vai produzir diesel, não gasolina.

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Escrito por Josias de Souza às 16h33

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No Senado, oposição serve ‘refresco’ a ministro do PP

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Escrito por Josias de Souza às 15h20

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Cliente da consultoria de Pimentel nega o pagamento

  Wilson Dias/ABr
Chama-se ETA Bebidas do Nordeste uma das empresas às quais Fernando Pimentel diz ter prestado consultoria antes de virar ministro de Dilma Rousseff.

Dos R$ 2 milhões amealhados por Pimentel em dois anos, a ETA responderia por R$ 130 mil. O ministro alega ter feito um "estudo de mercado para a empresa.”

Nessa versão, a cifra foi à caixa registradora P-21 Consultoria, a firma de Pimentel, em duas parcelas. Ambas em 2009: R$ 70 mil em maio; R$ 60 mil em julho.

Os repórteres Thiago Herdy, Fabio Fabrini, Leticia Lins e Cassio Bruno foram ouvir os sócios da ETA. Deu-se o inusitado: eles negam ter feito pagamentos a Pimentel.

Ouça-se Roberto Ribeiro Dias, um dos donos da ETA no ano de 2009:

“Ih, rapaz, esse negócio é muito estranho. É valor muito alto para o trabalho que a gente tinha. Tem alguma escusa, tentaram esconder alguma coisa.”

A ETA está sediada na cidade pernambucana de Paulista, na região metropolitana de Recife. Produz um refresco de guaraná batizado de Guaraeta.

Roberto Ribeiro acrescentou:

“Esses valores não são compatíveis para o nosso negócio. O que a gente fazia de vez em quando era contrato de R$ 10 mil, R$ 15 mil…”

“…Para meninas fazerem propaganda em jogo do Sport com o Santa Cruz. A gente não tinha condições de fazer nada muito diferente disso.”

Outro sócio da empresa de bebidas, Eduardo Luis Bueno, reagiu assim ao ser inquirido sobre a consultoria do ministro: “P-21? Fernando Pimentel?”

Informado sobre o valor que Pimentel diz ter recebido da Eta (R$ 130 mil), Eduardo foi sucinto: “Difícil”.

Alcançado pelo telefone, um terceiro integrante do quadro societário da ETA na epoca, Adriano Magalhães da Silva, disse:

“Olha, não sei de nada disso, quem respondia pelas ações da empresa era o administrador, o Leonardo. Só ele pode responder sobre essa história.”

Adriano Silva forneceu o número do telefone de Leonardo. Ouvido, o administrador mostrou-se supreso:

“Não sei disso, mas foi o Adriano que pediu para você me ligar? Vou ver com ele essa história e te ligo em seguida”. Não ligou nem atendeu mais às ligações.

No início de 2011, a estrutura da ETA foi adquirida por Ricardo Pontes. Procurado, disse que os antigos donos jamais mencionaram a consultoria de Pimentel.

“Eles pretendiam vender chá aqui, mas o negócio não deu certo e eu não fiquei com a empresa deles, que é outra figura jurídica. Só posso responder pela minha parte.”

Os serviços de Pimentel, se prestados, não produziram resultados. Hoje, a empresa está inoperante.

Ricardo Pontes planeja usar a estrutura da ETA para fabricar sucos de frutas.

Por meio de uma nota da assessoria, Pimentel confirmou ter recebido os pagamentos da ETA. Desmentido pelos sócios, foi procurado novamente. Não disse palavra.

Nesta quarta (7), sob orientação do Planalto, o consórcio partidário do governo moveu-se para derrubar na Câmara requerimento de convocação do ministro.

Nesta quinta (8), Pimentel será recebido em audiência por Dilma, sua amiga dos tempos de guerrilha. O ministro é aguardado as 16h30, informa a agenda oficial.

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Escrito por Josias de Souza às 05h42

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Câmara se autoconcede presente de Natal. Você paga

A Câmara planeja votar na semana que vem um pacote natalino. Contém afagos monetários aos servidores e aos deputados. Vai custar R$ 386 milhões ao ano.

Instado pelos repórteres a comentar os mimos, o deputado Marco Maia (PT-RS), falou como Papai Noel: “É Natal!” Súbito, caiu-lhe a ficha: “Vocês não vão colocar isso, né?”

O embrulho da Câmara inclui três brinde$. Um vai ao contracheque dos servidores. Na média, reajuste de 10%. No pico, 39%. Custo: R$ 320 milhões por ano.

Outro será injetado no borderô dos gabinetes. Hoje, a “verba de gabinete” sai a R$ 60 mil por deputado. Pode chegar a R$ 80 mil por mês. No total, R$ 56 milhões ao ano.

A terceira oferenda vai para o PSD. A recém-criada legenda de Gilberto Kassab será autorizada a contratar algo como 60 assessores. Coisa de R$ 10 milhões anuais.

Na festa natalina da Câmara, os deputados, convergidos em Noéis de si mesmos, enchem o saco. Você esvazia o bolso.

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Escrito por Josias de Souza às 04h32

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As manchetes desta quinta

- Globo: Depois de acidente, Barcas S/A ganha aumento e até subsídio

- Folha: Senado rejeita criação de outro imposto da saúde

- Estadão: Dilma vai mudar gerência do PAC para aquecer economia

- Correio: Policial em fúria invade o Palácio do Buriti e é preso

- Valor: Pressão por gastos ameaça meta fiscal, alerta Mantega

- Zero Hora: Dilma promete R$ 4 bi para enfrentar o crack

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h35

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Festa de fim de ano!

Nani

- Via 'Nani Humor'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h54

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Meirelles: mercado interno salvará Brasil da recessão

Presidente do Banco Central nos dois reinados de Lula, Henrique Meirelles retornou a Brasília nesta quarta (7).

Meirelles foi a estrela da cerimônia de lançamento do ‘Espaço Democrático’, fundação criada pelo partido de Gilberto Kassab para debater os problemas nacionais.

Em palestra dirigida a congressistas e filiados do PSD, Meirelles falou sobre a nova crise, espécie de replay da turbulência que ajudou a enfrentar em 2008 e 2009.

Para Meirelles, as dificuldades enfrentadas pelos EUA e pela Europa ameaçam o PIB brasileiro. Mas acha que o país pode prevalecer sobre as adversidades.

Declarou: “Há, sim, risco de recessão mais profunda em nossa economia. Mas o Brasil tem condições de enfrentá-lo com crescimento do mercado interno”.

Meirelles se absteve de comentar a condução da política monetária do BC, hoje dirigido por Alexandre Tombini, ex-integrante de sua equipe.

A estagnação da economia no terceiro trimestre de 2011, detectada pelo IBGE, não preocupa Meirelles.

Sem mencionar percentuais, o ex-mandachuva do BC de Lula vaticinou que o PIB voltará a crescer já nos próximos trimestres.

Meirelles fez alerta. Para ele, o grande desafio do Brasil se chama “competitividade”. As empresas brasileiras precisam produzir mais, com custos menores.

Para que isso ocorra, disse Meirelles, os investimentos em infraestrutura são “fundamentais”.

Considera essencial também “abrir oportunidades regulatórias para que novos empreendedores possam crescer.”

De resto, disse que é preciso “aumentar o nível de emprego.” Insinuou que a mão de obra brasileira precisa ser qualificada.

Defendeu a formação de “empregados cada vez mais produtivos.” Enfatizou: “Não há como escapar disso.”

Depois de trocar o PMDB de Goiás pelo PSD de São Paulo, Meirelles tornou-se a principal referência econômica da nova legenda.

A fundação do PSD terá 18 “conselhos temáticos”. Caberá a Meirelles a coordenação do conselho de “Política Econômica”.

- Em tempo: Foto de Fábio Pozzebom, Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 23h09

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Senado ‘regulamenta’ saúde e deixa SUS na pindaíba

Terminou a tramitação do projeto que define os investimentos em saúde. Já tinha passado pela Câmara. Na noite desta quarta (7), foi aprovado no Senado.

O texto seguiu para a mesa de Dilma Rousseff. Sancionado, vai virar lei. O que muda? No essencial, nada.

A saúde pública brasileira vai continuar na mesma situação: afundando. A analogia do navio é mesmo a mais adequada para descrever a cena.

Um navio, tanto quanto o SUS, é uma coletividade em movimento. No caso do SUS, vai de mal a pior. Um navio, como o sistema de saúde, tem diversas classes.

Está todo mundo no mesmo barco. Mas alguns ficam nas cabines de luxo do último deck, ao lado da piscina. Outros, no porão, perto das máquinas.

Ninguém imaginava que o projeto fosse levar a clientela do SUS ao deck do Sírio Libanês ou do Einstein. Imaginou-se, porém, que ajeitaria o porão.

A proposta que acaba de ser aprovada era aguardada há 11 anos. Desde 2000, quando fora empurrada para dentro da Constituição a Emenda 29.

Essa emenda repartiu as responsabilidades de cada ente federativo no rateio dos investimentos no setor de saúde.

Ficou estabelecido: os municípios entram com 15% de sua arrecadação. Os Estados, 12%. A União aplica o que gastou no ano anterior, mais a variação do PIB.

Para recordar: o projeto que foi a voto é de iniciativa do ex-senador Tião Viana (PT-AC), hoje governador do Acre.

A primeira versão, aprovada por unanimidade no Senado, em 2008, mexia num dos lados do triângulo financeiro da saúde. O lado da União.

Previa: o governo federal passaria a destinar ao SUS 10% de sua arrecadação. Em números de hoje, isso representaria uma vitamina monetária de R$ 35 bilhões.

Embora a proposta fosse de um petista e tivesse merecido os votos da unanimidade dos senadores, o governo armou-se contra ela na Câmara.

Maioria em riste, os deputados do condomínio governista arrancaram do texto a regra dos 10%. A oposição tentou ressuscitá-la no Senado. O governo não deixou.

Os senadores retiraram do projeto um fantasma inventado na Câmara: a CSS (Contribuição Social para a Saúde). Uma versão edulcorada da velha CMPF.

Arrancou-se também do texto uma aberração. Os deputados haviam reduzido o bolo de recursos de onde os Estados retiram os 12% para a saúde.

Nesse lance, excluíra-se da conta a verba de um fundo educacional, o Fundeb. Com isso, as arcas da saúde tinham perdido R$ 7 bilhões.

Dito de outro modo: além de não elevar o orçamento do SUS, os deputados diminuíram o borderô. O Senado tirou essa macumba da encruzilhada.

Os congressistas festejam uma vitória de Pirro. Alega-se que o projeto teve o mérito de definir mais claramente o que é investimento em saúde.

Parece incrível, mas os governadores estavam contabilizando como gastos no setor obras de saneamento, a folha dos aposentados e outros absurdos.

A maquiagem orçamentária drena do orçamento do SUS mais de R$ 4 bilhões por ano. O projeto proíbe os desvios. Imagina-se que, agora, os governadores irão respeitar. Será?

Noves fora a definição do óbvio –dinheiro da saúde deve ser investido na saúde— a nova lei manteve o quadro de subfinanciamento do SUS.

O governo diz que não pode fazer nada. A desculpa é que o navio sofre com as intempéries. O  mar não está pra peixe. É hora de contornar as geleiras que chegam dos EUA e da Europa.

Quer dizer: a turma do porão vai continuar reclamando do tratamento. Mas a ordem de Brasília é: vê se rema e não chateia. Nada é tão ruim que não possa piorar.

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Ministro sofre epidemia declaratória ao falar de crack

Alexandre Padilha, ministro da Saúde, em 5 de outubro de 2011: "Não acho que haja uma epidemia de crack. O grande vilão é o álcool.”

Alexandre Padilha, em 7 de dezembro de 2011: “Nós temos que dar um tratamento para esse problema do crack como um tratamento de surto epidêmico.”

Escassos 63 dias separam o Padilha da primeira frase do Padilha da segunda declaração. Entre os dois, um ministro confuso.

Há dois meses, sustentava-se que a série histórica de estatísticas do Ministério da Saúde desautorizava a conclusão de que o crack tornara-se epidêmico.

Agora, afirma-se que a mesma série de dados indica algo que as ruas já denunciavam: a droga ganhou proporções epidêmicas (veja no vídeo).

Emparedada pelas evidências, Dilma Rousseff anunciou um plano nacional de combate ao crack. Prevê investimentos de R$ 4 bilhões.

Ficou no ar uma indagação: quem vai tratar da epidemia declaratória do ministro da Saúde.

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Escrito por Josias de Souza às 20h18

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TCU eleva preço mínimo na ‘concessão’ de aeroportos

  B. Mathuer/Reuters
Os ministros do Tribunal de Conta da União debruçaram-se nesta quarta (7) sobre o plano econômico-financeiro da concessão de aeroportos.

O plano do governo Dilma Rousseff foi aprovado com ressalvas. O TCU recomendou a elevação dos preços mínimos que serão exigidos nos leilões.

Vão ao martelo três dos principais aeroportos do país: Brasília, Guarulhos e Viracopos. Nos três casos, houve elevação dos preços. Coisa expressiva.

No caso do aeroporto de Brasília, o preço mínimo da outorga subiu de R$ 75 milhões para R$ 761 milhões. Elevação de notáveis 907%.

O valor mínimo de Guarulhos subiu 66,3%: de R$ 2,292 bilhões para R$ 3,811 bilhões. O de Viracopos, 234%: de R$ 521 milhões para R$ 1,739 bilhão.

Para o TCU, o governo superestimou o volume de investimentos que as empresas terão de fazer nos três aeroportos.

Refeitas as contas, o valor dos aportes caiu. Daí a elevação do lance mínimo a ser exigido das empresas interessadas em participar dos leilões.

Ouvida, a SAC (Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República) informou que, “em princípio”, pretende acatar as recomendações do TCU.

Os editais de convocação dos leilões devem ser publicados na semana que vem. Os leilões poderão ser feitos 45 dias depois da publicação.

Além da análise da engrenagem financeira do negócio, o TCU terà de aprovar também os termos dos editais.

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Escrito por Josias de Souza às 19h26

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Governo admite rachaduras na obra do São Francisco

Valter Campanato/ABr

Responsável pela transposição do Rio São Francisco, o Ministério da Integração Nacional divulgou uma nota sobre o andamento do projeto.

No texto (disponível aqui), informa-se que fiscais da pasta “identificaram rachaduras, fissuras e descolamento de placas de concreto em três trechos” da obra.

As “falhas” foram classificadas como “serviços em deterioração”. Afetam canais assentados nas cidades de Floresta e Custódia.

Ambas ficam em Pernambuco, o Estado do ministro Fernando Bezerra (PSB), titular da pasta da Integração Nacional (foto lá no alto).

“Não há nenhum risco de prejuízo para o ministério”, anota o documento divulgado nesta quarta (7).

Alega-se que “os serviços possuem garantia contratual e serão reparados pelas empresas.”

“O Ministério da Integração não pagará, em hipótese alguma, o mesmo serviço em duplicidade”, enfatiza o texto.

A nota vem à luz quatro dias depois da veiculação de notícia sobre a deterioração e a paralisia das obras do São Francisco.

Vendida por Lula como “prioridade” do PAC, a transposição foi levada à vitrine eleitoral de 2010 como evidência da capacidade gerencial de Dilma Rousseff.

Depois da posse de Dilma, o que era prioritário no gogó tornou-se a secundário na prática. As obras passaram a conviver com desencontros financeiros.

As empreiteiras condicionaram a continuidade de determinados trechos à renegociação dos valores. Sem acordo, evoluiu-se para a paralisia.

Hoje, as obras estão orçadas em R$ 6,8 bilhões. Uma cifra 36% acima dos valores iniciais. O governo já pagou R$ 2,7 bilhões. Empenhou outros R$ 3,8 bilhões.

Em sua nota, o ministério tenta contester a paralisia: “O Projeto de Integração do Rio São Francisco não está interrompido ou parado.”

Afora dois canais confiados ao Exército, há 14 lotes sob responsabilidade de consórcios privados.

A despeito da negativa, o documento do ministério realça: “A obra conta com 3.900 postos de trabalho e com dez lotes em atividade”.

Quer dizer: se há dez trechos “em atividade”, existem outros seis inativos. Entre eles, os três canais nos quais a fiscalização detectou “serviços em deterioração”.

O ministério afirma que seus engenheiros realizam inspeções semanais nas obras.

Segundo a nota, as empresas responsáveis pelos trechos com avarias em Floresta e Custódia foram notificadas.

Parte do serviço –a colocação de 500 metros de placas de concreto que se deslocaram— já havia sido pago.

“Em março deste ano, o Ministério da Integração estornou o montante de R$ 89,1 mil da fatura correspondente a este serviço”, diz o texto.

A certa altura, o documento reconhece implicitamente as desavenças contratuais e a interrupção de trechos da obra:

“Com a conclusão dos ajustes contratuais, o lote 10 deverá retomar as obras em janeiro próximo. E o lote 9 deverá ser retomado em fevereiro de 2012.”

Mais adiante: “ Em janeiro de 2012, a construtora do lote 11, em Custódia, iniciará a recuperação de 385 metros de descolamento de placas.”

- Serviço: Aqui, entrevista concedida por Fernando Bezerra a uma rádio pernambucana. Na conversa, o ministro admite os problemas e anuncia a realização de novas licitações. 

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Escrito por Josias de Souza às 18h11

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‘Ministros virão na hora e do jeito que a gente quiser’

Como previsto, o governo levou o ministro Fernando Pimentel à bolha. Protege-o das investidas legislativas da oposição.

Numa comissão da Câmara, foi a voto o primeiro requerimento de convocação do ministro, de autoria do PSDB. Caiu por 13 votos a 5.

Vice líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ) explicou a lógica da decisão: "Os ministros virão na hora que a gente quer, do jeito que a gente quer."

Até bem pouco, Cunha era alvo. Dilma se jacta de ter varrido de Furnas o poder de influência do deputado. Hoje, Cunha é escudo:

"Querem discutir a vida pregressa de um ministro que não ocupava cargo público. Isso aqui vai virar o que a gente não quer que vire…”

“…Vamos fazer pequenas CPIs de questões municipais e estaduais não relacionadas com a União."

Medido em cifrões, Pimentel é um “pequeno problema” de R$ 2 milhões. Medido em centímetros, é o mais próximo auxiliar de Dilma. Problemão.

Duas razões podem ser invocadas pelos protetores do ministro. Numa, poupa-se a “vida pregressa” de um consultor inocente.

Noutra, retira-se do gancho um consultor duvidoso que, exposto, faria “isso aqui virar o que a gente não quer que vire.”

Nas duas hipóteses, a proteção é inútil. A inocência dispensa escudos. A dúvida, quando submetida ao jogo de esconde-esconde, torna-se suspeição.

Antonio Palocci, o penúltimo vizir da consultoria que o Planalto protegeu no Congresso, caiu porque explicou-se com meias palavras que esconderam palavras inteiras.

A desconversa de Palocci inaugurou, sob Dilma, um vale-tudo semântico em que todo mundo ficou desabrigado de fazer sentido.

No tempo em que as palavras ainda tinham significado, "lealdade" pertencia ao mesmo grupo de "honradez" e "ética", não ao grupo de “submissão” e “conivência”.

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Escrito por Josias de Souza às 15h40

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Dilma: 2012 será necessariamente melhor do que 2011

Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff recebeu na noite passada o título de ‘Brasileira do Ano’ de 2011. Concedeu-o a Editora Três, que publica a IstoÉ.

Ao discursar, a presidente discorreu sobre a crise internacional e seus efeitos. Absteve-se de mencionar a notícia do dia, provida mais cedo pelo IBGE.

A economia brasileira estagnou no terceiro trimestre de 2011. Crescimento zero, informara o instituto que cuida das estatísticas oficiais.

Dilma preferiu mencionar o desempenho acumulado no ano: 3,2% até setembro. No mais, dedicou-se a fazer previsões otimistas:

"Não só estamos encerrando o ano com estabilidade e crescimento, mas sobretudo com visão de que 2012 será necessariamente melhor do que 2011.”

“Não é pouca coisa”, Dilma fez questão de enfatizar, sobretudo se for considerada “a insensatez política que vivenciamos este ano nos EUA e na Europa."

Sobre o passado, disse que se equivocaram os que previam que o Brasil viveria uma crise cambial. Exporta-se mais do que é importado, disse ela.

Segundo Dilma, o Brasil aprendeu em duas décadas de crise que não há outro modo de lidar com as tormentas econômicas senão crescendo e distribuindo renda.

Mencionou o engordamento da classe média. Disse que irá solidificá-la. Simultaneamente, espera “eliminar” a extrema pobreza.

Tivemos ao longo desses anos uma realização extremamente importante. Elevamos uma Argentina à sitiação de consumidores...

“E queremos que essa ‘uma Argentina’ seja composta de cidadãos plenos, com educação de qualidade, com saúde de qualidade.”

Enquanto Dilma discursava em São Paulo, o bloco governista manobrava no Senado para excluir da pauta o projeto que eleva os invesrtimenrtos em saúde.

A oposição e um pedaço da coligação governista tramavam puxar de 7% para 10% a participação da União no borderô do SUS. 

Traduzindo em cifras: o governo seria obrigado a injetar anualmente nas arcas da saúde pública um adicional de R$ 35 bilhões.

Não há dinheiro, afirmara Dilma, numa reunião com líderes dos partidos que a apoiam. Determinou que a proposta da saúde fosse barrigada.

Na cerimônia de premiação, Dilma soou assim: “Não só vamos eliminar a extrema pobreza, como também [...] aperfeiçoar a qualidade dos serviços públicos...”

“...É a condição para que esse país tenha de fato uma grande classe média.”

Dilma dedicou o prêmio aos brasileiros. Evocando outra premiada da noite, a atriz Lilia Cabral (na foto lá do alto), Dilma atribuiu o êxito do país ao trabalho de "Griseldas e Griseldos.”

Griselda é como se chama a personagem de Lilia em ‘Fina Estampa.’ Começou a novela pobre.

Ganhava a vida como “marida de aluguel”, uma biscateira faz-tudo.

Com o desenrolar da trama, Griselda ganhou sozinha na loteria: R$ 55 milhões.

Mudou-se para uma mansão, virou empresária, esnobou um português e foi para a cama com um refinado chefe de restaurante francês.

Quer dizer: o brasileiro remediado é uma Griselda que ainda não ganhou uma bolada na Megasena.

- Serviço: Aqui, o vídeo com a íntegra da premiação e do discurso de Dilma.

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Escrito por Josias de Souza às 06h07

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As manchetes desta quarta

- Globo: PIB estagnado - Consumo de famílias cai e economia para de crescer

- Folha: Brasil para de crescer

- Estadão: PIB estaciona e mercado prevê expansão inferior a 3% no ano

- Correio: Brasil cresce menos que Europa em crise

- Valor: Queda geral da demanda surpreende

- Estado de Minas: Sobrou para o Papai Noel

- Jornal do Commercio: País tem crescimento zero

- Zero Hora: Código Florestal passa pelo Senado

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h52

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Espírito na(f)talino!

Humberto

- Via 'Jornal do Commercio'. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h33

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Planalto age para impedir a ‘convocação’ de Pimentel

Fábio Pozzebom/ABr

Por ordem de Dilma Rousseff, ergue-se no Congresso um escudo de proteção para o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

O PSDB tentará aprovar nesta quarta (7), requerimentos de convocação para que Pimentel se explique no Parlamento.

Pimentel frequenta o noticiário em posição adversa desde o fim de semana. As manchetes perscrutam os negócios do ministro no setor de consultoria.

Faturou R$ 2 milhões entre 2009 e 2010, período em que deixara a prefeitura de Belo Horizonte e ainda não se tornara ministro.

O tucanato move-se em duas frentes. Na Câmara, empunha o requerimento de convocação o líder Duarte Nogueira (SP). No Senado, Alvaro Dias (PR).

Antecipando-se à movimentação da infantaria oposicionista, Candido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo, age para que a convocação não prospere.

Orientado pelo Planalto, o consórcio governista ergue barricadas nas duas Casas Legislativas.

Pimentel recebe do governo um tratamento que outros ministros não tiveram. Todos os encrencados antes foram orientados a passar pelas inquirições do Congresso.

Todos, exceto um: Antonio Palocci. Petista como Pimentel, o ex-chefe da Casa Civil também mereceu o escudo do governo.

Moído por uma crise que durou 23 dias, Palocci não foi ao Legisaltivo. O Planalto cuidou para que fossem minadas todas as tentativas de convocação.

Em privado, os sócios do condomínio governista estranham a súbita troca de método.

Em reuniões com Dilma, os operadores políticos do governo haviam concluído que a proteção a Palocci fora um erro.

Por isso, nenhuma dos encrencados posteriores livrou-se da exposição legislativa.

Por que apenas os ministros petistas merecem proteção?, eis o que se perguntam, aos sussurros, os aliados do governo.

Alega-se que as consultorias de Pimentel não feriram a legislação. O próprio miniostro diz que prestou os serviços, recebeu a remuneração e recolheu os impostos. Ponto.

Há duas maneiras de evitar a aprovação dos requerimentos urdidos pelo tucanato. Pode-se esvaziar as sessões das comissões ou prevalecer no voto.

Nos dois casos, o PT precisará do auxílio das legendas da coligação oficial. Nas próximas horas, vai-se saber até onde vai a solidariedade governista.

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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A sessão em que Sarney quase foi enfrentado: ‘torpe’

Tinha tudo para ser uma briga equilibrada e emocionante. Eram dois pesos pesados, categoria cruzador.

De um lado, o tetrapresidente do Senado, José Sarney. Do outro, um dos mais combativos líderes da oposição, Demóstenes Torres.

Quem sintonizou a TV Senado não esperava que houvesse troca de socos. Mas, por um instante, pareceu que haveria uma sequência de boas frases.

Talvez um insulto mais elaborado, quem sabe uma ironia refinada. Qualquer coisa que permitisse a aferição do resultado da luta –por pontos retóricos ou nocaute verbal.

A pauta de votações trazia no primeiro item a regulamentação da emenda 29, aquela que disciplina os gastos em saúde pública.

A oposição exigia que o projeto da saúde fosse votado antes da emenda da DRU, que dá a Dilma Rousseff poderes para manejar R$ 62 bilhões do Orçamento.

Em acordo da semana passada, ficara combinado que Romero Jucá, líder de Dilma no Senado, traria uma proposta de encaminhamento do governo.

Deu-se coisa diferente. Em maioria, o consórcio governista aprovou um requerimento que inverteu a ordem da pauta –36 votos contra 19.

A saúde foi ao final da fila. Abriu-se caminho para a votação imediata do Código Florestal. De resto, pavimentou-se o caminho para a votação da DRU na quinta (8).

A manobra fez subir o sangue de Demóstenes. Acusou Sarney de afrontar o regimento, já que o processo de votação do projeto da saúde começara na semana passada.

Sarney contraditou. Alegou que um acordo interrompera a análise da proposta. Insinuou que Demóstenes aquiescera. Abespinhado, o líder do DEM subiu o tom:

Não use de minha concordância para determinado procedimento, para Vossa Excelência e o governo, de maneira torpe, burlar o que nós fizemos. Torpe, [...] não fiz esse esse acordo. [...] Não tente me colocar no meio disso.

O vocábulo “torpe”, ensinam os dicionários, tem várias acepções. Entre elas: infame, desonesto, impudico, indecoroso, vergonhoso, sórdico, nojento, sujo.

Eu mando cancelar a palavra torpe da taquigrafia, reagiu Sarney.

Não precisa, pode constar, devolveu Demóstenes.

– Está cancelada, porque ao presidente compete policiar os trabalhos do Senado, treplicou Sarney.

Tudo fazia crer que o embate teria consequências. Pela vez primeira, alguém se animava a “peitar” Sarney.

Imagens da semana passada davam razão a Demóstenes. Para desassossego dos líderes governistas, Sarney, de fato, iniciara a votação do projeto da saúde.

O “descuido” do pseudoaliado desnorteara o consórcio governista e rendera um primeiro rififi, protagonizado pelo mesmo Demóstenes. Repare no vídeo abaixo.

O dinheiro investido no espetáculo não é pouco. O telespectador paga o ringue, a iluminação, o som, o cafezinho, casa, comida, transportes e assessores.

Com tudo isso, o financiador da bilheteria teve de se contentar com um empate. Bem verdade que houve um ensaio de pugilato.

Sarney desceu da mesa de onde dirigia a sessão. Marchou na direção de Demóstenes. Dedo em riste, interpelou o contendor:

Você me deve desculpas! Você me respeite!, esbravejou, abandonando o tratamento de “Excelência”.

Coube a Fernando Collor deter o avanço de Sarney. Logo elle, que na sucessão de Sarney o chamara de “ladrão”.

Demóstenes ouviu o répto calado. Sarney retirou-se do plenário. “Espero você lá fora”, declarou, injetando na cena um quê de briga de colégio.

Momentos depois, o líder do DEM foi ao microfone para pedir “desculpas” a Sarney. Concordou com a exclusão do “torpe” das notas taquigráficas.

Mais tarde, no curso da votação do Código Florestal, Sarney retornou à presidência da sessão. Interagiu normalmente com Demóstenes, como se nada houvesse sucedido.

Empate técnico, eis o resultado. A plateia está autorizada a pedir o dinheiro de volta.

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Escrito por Josias de Souza às 23h07

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Aprovado no Senado, Código Florestal volta à Câmara

Moreira Mariz/Ag.Senado

Os senadores na noite desta terça o texto do novo Código Florestal. Redigiu-o o senador Jorge Viana (PT-AC), em coautoria com Luiz Henrique (PMDB-SC).

O projeto áa havia sido aprovado na Câmara. Mas os senadores fizeram várias odificações. Por isso, os deputados terão de reapreciar a matéria.

Só depois, a proposta vai à mensa de Dilma Rousseff. Que pode vetá-la ou sancioná-la. Aqui, mais detalhes. No vídeo abaixo, um resumo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h50

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Poluição: em Pequim, o ar atmosférico fede e tem cor

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Escrito por Josias de Souza às 20h33

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Enfim, uma alternativa de refúgio para os terráqueos

 Benett

- Via twitter do Bemett. Aqui, notícia sobre o novo planeta. Aqui, o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h35

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Dilma tem reunião ‘privada’ com Lula em hotel de SP

Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff encontrou-se com Lula na tarde desta terça (6). Deu-se num hotel da capital paulista.

A presidente foi a São Paulo para participar da cerimônia de entrega do prêmio “Os Brasileiros do Ano de 2011”, da Editora Três, que publica a revista IstoÉ.

Para avistar-se com Lula, Dilma antecipou a viagem. Aterrissou em São Paulo às 14h30, seis horas antes de seu compromisso.

A reunião com o ex-soberano não foi mencionada na agenda oficial de Dilma. Foi tradada como compromisso “privado”.

É a segunda vez que Dilma encontra seu patrono desde que foi diagnosticado o câncer na laringe de Lula.

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Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Justiça nega o habeas corpus para Valério e ex-sócios

  Hoje em Dia
Preso na sexta-feira (2), o ex-provedor de arcas espúrias Marcos Valério esperava ganhar o meio-fio nesta terça (6). Deu chabu.

O Tribunal de Justiça da Bahia negou o pedido de habeas corpus ajuizado pelo advogado Marcelo Leonardo, defensor de Valério.

Deve-se a decisão ao desembargador Jefferson Alves de Assis. Para ele, a prisão é necessária para proteger as provas do crime –falsificação de títulos de terras.

Foram negados também os pedidos de liberdade formulados em favor dos ex-sócios de Valério, presos pela Polícia Civil da Bahia junto com outras 15 pessoas.

Valério e Cia. foram ao xilindró sob a acusação de falsificar escrituras de sete fazendas dadas como garantia de uma dívida fiscal da época do mensalão.

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Escrito por Josias de Souza às 18h39

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DEM lança Demóstenes Torres a presidente, em 2014

Divulgação

O DEM realizou nesta terça (6) uma discreta convenção nacional. Deu-se no ambiente restrito da sede do partido, no prédio do Congresso Nacional.

Convocada originalmente para eleger o “novo” diretório e reconduzir José Agripino Maia (RN) à presidência da legenda, o encontro produziu um subproduto.

Líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO) foi lançado candidato do partido às eleições presidenciais de 2014.

O próprio Demóstenes, ao discursar, pregou a conveniência de o partido cultivar um projeto presidencial próprio.

Evocando frase do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), Demóstenes declarou: “É melhor ser cabeça de cachorro do que rabo de leão.”

Seguiram-se manifestações unânimes de apoio ao nome de Demóstenes opção presidencial do DEM.

A única vez em que o DEM foi às urnas como “cabeça de cachorro” foi em 1989. Nessa época, a agremiação ainda atendia pelo nome de PFL.

Foi às urnas presidenciais representado pelo mineiro Aureliano Chaves. Obteve escassos 0,9% dos votos válidos. Terminou num constrangedor oitavo lugar.

Desde então, o ex-PFL participou de todas as disputas presidenciais não como “rabo de leão”, mas como cauda de tucano, sempre coligado ao PSDB.

Rugiu duas vezes com Fernando Henrique Cardoso. Miou outras duas vezes –uma com Geraldo Alckmin, outra com José Serra.

Agora, esvaziado pela debandada de seus quadros para o PSD do ‘ex-demo’ Gilberto Kassab, o DEM tenta livrar-se da pecha de cachorro morto.

“A eleição de 2012 vai ser a avant-première de 2014”, discursou Agripino Maia. “Vamos crescer nas duas e, se Deus quiser, disputar as deleições para presidente.”

"O sentimento do povo é que o DEM tenha candidato a presidente”, exagerou ACM Neto, líder do partido na Câmara.

“O partido hoje é mais coeso, fala só uma língua e é mais coerente. Está consolidado como o mais importante e relevante partido da oposição…”

“…Nosso tamanho lá fora é muito maior do que aqui dentro. Construiremos uma nova realidade para ele e para o Brasil a partir de 2014."

Afora o DEM, também o PPS, outro parceiro tradicional do PSDB, discute internamente a hipótese de lançar um candidato próprio à presidência da República.

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Escrito por Josias de Souza às 18h19

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Para BC, Brasil vive ‘ciclo sustentado de expansão’

Nas pegadas da notícia sobre a estagnação do PIB no terceiro trimestre de 2011, o Banco Central divulgou uma nota.

No texto, disponível aqui, a casa presidida por Alexandre Tombini anota:

“Apesar da estabilidade verificada no 3º trimestre de 2011, […] a economia brasileira se encontra em um ciclo sustentado de expansão.”

Tudo “compatível com o equilíbrio interno e externo e consistente com o cenário de convergência da inflação para a meta em 2012.”

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Escrito por Josias de Souza às 17h04

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Sobre vaivém do PIB e a inexata precisão da economia

  Sérgio Lima/Folha
A economia é uma ‘ciência’ peculiar. Trata o imponderável com precisão milimétrica. Mas pondera: a exatidão acaba onde começa o mistério do comportamento humano.

O Ministério da Fazenda acaba de trocar, pela terceira vez, a previsão de crescimento da economia brasileiro para 2011.

No início do ano, Guido Mantega e Cia. previram um PIB de 4,5%. Em junho, 4%. Em novembro, 3,8%. Agora, admitem os bruxos da ‘ciência negra’, nem isso.

O PIB ficou estagnado no terceiro trimestre do ano, eis a novidade trazida à luz pelo IBGE, nesta terça (6).

A roda da economia só não andou pra trás porque o setor agropecuário cresceu 3,2%, compensando a queda da indústria (-0,9%) e dos serviços (-0,3%).

Qual é a nova previsão da Fazenda: "O que posso dizer é que 3,8% não é mais alcançável, será alguma coisa no patamar de 3,2%", diz agora Mantega.

O vaticínio econômico, como a profecia dos videntes, vem sempre acompanhada de uma desculpa.

Os búzios e os ministros estão invariavelmente certos. Os outros é que nem sempre fazem o previsto.

Na bica da virada do ano, o Flamengo não foi campeão, como previram muitos astros. O PIB também não se comportou como Mantega dissera. Porém…

…Porém, graças à desculpa que vem embutida no modelo, videntes e economistas continuam com a reputação intacta.

No ano eleitoral de 2010, a economia brasileira foi às nuvens. O PIB escalou os 7,5%. Subiram junto: os gastos públicos, o volume de votos de Dilma Rousseff e a inflação.

Garantida a eleição de Dilma, o Banco Central inicou o fechamento das torneiras do crédito já em dezembro de 2010, antes mesmo da posse da nova presidente.

Iniciada a gestão da ‘continuidade’, BC e Fazenda apressaram-se em descontinuar o resto do aparato de bondades que Lula servira ao eleitorado.

Elevaram-se os juros, cancelaram-se os benefícios fiscais que barateavam produtos. Quando tudo parecia freio, eis que ressurge o acelerador.

Em movimento iniciado no mês de agosto, o BC pôs-se a reduzir os juros. Uma, duas, três vezes. Irrigou-se de novo o crédito.

Na semana passada, como que farejando os dados que o IBGE estava na bica de anunciar, Mantega desembrulhou novo pacote de generosidades.

Bóia na atmosfera de Brasília uma pergunta óbvia: o governo manuseou com imperícia o painel de controle da economia?

Mantega, obviamente, diz que não. Os economistas do governo apertaram os botões certos, jura o ministro.

O problema foi o desdobramento dessas coisas terríveis, indeníveis, imprevisíveis que são os seres humanos e os fatos.

Pela primeira vez desde o final de 2008, as famílias brasileiras produziram uma queda na taxa de consumo no terceiro trimestre de 2011.

As despesas com consumo das famílias tiveram no terceiro trimestre a primeira queda desde o auge da crise financeira internacional.

"O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional”, afirma Mantega. “Esse é um fator que nós não tínhamos. Tudo isso acaba afetando as expectativas."

Não é fácil, como se vê, a vida dos economistas do governo. Longe disso. O cotidiano da turma da Fazenda é difícil, muito difícil, dificílimo.

Pode-se até conceber que o movimento das asas de uma borboleta na China provoque um furacão no Caribe.

Como exigir de Mantega, porém, que previsse que o vendaval da minúscula Grécia provocaria a tempestade que varre a economia da Europa?

Por sorte, os economistas brasileiros são bruxos criativos. Retiram a agulha atravessada no boneco aos poucos.

"Aquilo que nós apertamos nós vamos flexibilizar mais", disse Mantega. Para compensar o pessimism de 2011, o ministro procidencia novas previsões.

A indústria brasileira, diz o bruxo, “nós sabemos que irá crescer mais em 2012 do que cresceu em 2011."

O PIB do próximo ano, informam os búzios de Mantega, registrar um crescimento mínimo de 4% e máximo de 5%. “Temos o controle da situação”, ele assegura.

Como se vê, a ‘ciência’ econômica é mesmo uma grande tentativa.

Combina a realidade mais concreta, que é o desejo presente do governo, com a realidade mais abstrata, que é o desdobramento futuro dos fatos.

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Escrito por Josias de Souza às 15h51

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Surgem novas dúvidas sobre ‘consultoria’ de Pimentel

Wilson Dias/ABr

Adensaram-se as dúvidas que rondam os serviços de consultoria do ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

Guindado à Esplanada na cota pessoal de Dilma Rousseff, o petista Pimentel frequenta o noticiário de ponta-cabeça desde domingo (4).

Descobriu-se que, depois de deixar a prefeitura de Belo Horizonte e antes de virar ministro, o amigo de Dilma faturou cerca de R$ 2 milhões como consultor.

A cifra foi amealhada em dois anos, entre 2009 e 2010. Insinuou-se que a remuneração decorria de serviços não prestados e de tráfico de influência.

A pedido de Dilma, Pimentel achegou-se aos holofotes já na noite de domingo. Disse que trabalhou dentro da lei, prestou os serviços e recolheu os impostos.

Nesta terça (6), os repórteres Thiago Herdy, Isabel Braga e Maria Lima noticiam novos e incômodos detalhes sobre as incursões de Pimentel no mercado das consultorias.

A reportagem refere-se a um pedaço do faturamento do ex-consultor: R$ 400 mil, pagos em duas parcelas pela QA Consulting Ltda..

No dizer do próprio Pimentel, trata-se de "empresa de informática pequeninha". De fato, a QA está registrada na Junta Comercial mineira como “microempresa”.

Pelas leis brasileiras, enquadram-se nessa categoria as firmas que faturam até R$ 360 mil por ano.

Ou seja: considerando-se o registro oficial e a perspectiva de faturamento, os R$ 400 mil pagos a Pimentel a título de consultoria ganham a aparência de uma extravagância.

São sócios da QA: Alexandre Allan, 36, e Gustavo Prado, 35, filho de Otílio Prado, sócio minoritário da P-21, a firma de consultoria de Pimentel.

Verificou-se que, dois dias antes de efetuar o primeiro pagamento a Pimentel (R$ 200 mil), a QA recebera R$ 230 mil de outra empresa, a HAP Engenharia.

Alega-se que a QA prestou à HAP serviços de "infraestrutura para soluções de rede." Um negócio tipificado como atividade de engenharia civil.

Normalmente, serviços enquadrados nessa categoria devem ser precedidos de registro no Crea. Chama-se ART (Anotação de Responsabilidade Técnica).

Não há no Crea de Minas Gerais vestígio de ART referente aos serviços prestados pela QA à HAP.

A coisa passaria despercebida não fosse por um detalhe: a construtora HAP não é estranha a Pimentel.

Desde de maio de 2011, corre na 4a Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte uma ação civil pública que liga o ministro à empreiteira.

Ajuizada pelo Ministério Público, a peça acusa a construtora de superfaturar obra da prefeitura de Belo Horizonte na época em que Pimentel era o prefeito.

O ministro e ex-prefeito frequenta a ação na condição de réu, ao lado de Roberto Senna, dono da HAP.

De acordo com o Ministério Público, o superfaturamento teria alçado a casa dos R$ 9,1 milhões. Parte da cifra teria sido borrifada nas arcas eleitorais de Pimentel.

A encrenca é de 2004, ano em que Pimentel disputou a reeleição à prefeitura da capital mineira.

O caixa dois é “ilação do Ministério Público”, sustentam nas folhas do precesso os advogados de Pimentel.

Ouvidos sobre as dúvidas colecionadas pelos repórteres, todos os personagens da notícia desta terça negam as suspeitas de ilegalidades.

Partido do senador Aécio Neves, amigo de Pimentel, o PSDB anuncia para esta terça (6) a apresentação de um requerimento sobre o caso.

O tucanato deseja que Pimentel compareça à Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para prestar esclarecimentos.

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Escrito por Josias de Souza às 05h55

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As manchetes desta terça

- Globo: Crise europeia ameaça rebaixar até Alemanha

- Folha: Governo vai acabar com entrega de IR de empresa

- Estadão: Agência ameaça rebaixar zona do euro

- Correio: Pesadelo europeu

- Valor: Investimento de estatais fica longe do planejado

- Estado de Minas: Dengue liga o alerta

- Jornal do Commercio: Multidão na fila da Fiat

- Zero Hora: Reforma de Dilma abre disputa entre aliados

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h05

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Neo-ongueiros!

Nani

- Via 'Nani Humor.' O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h34

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Apoiado por DEM e PPS, mensaleiro disputa prefeitura

O diretório do PT na cidade de Osasco (SP) havia pendurado em seu site, na semana passada, um convite enigmático.

As “principais lideranças” do município foram instadas a comparecer a “um encontro especial” com três expoentes do petismo local.

São eles: o prefeito Emídio de Souza, o deputado federal João Paulo Cunha e o deputado estadual Marcos Martins.

Marcou-se o dia (5 de dezembro), a hora (18h) e o local: Colégio Nossa Senhora da Misericórdia.

A ilustração do convite insinuava uma confraternização de fim de ano: “Bom Natal e Feliz 2012”. Deu-se coisa bem diferente.

O encontro realizado na escola com nome de santa serviu para oficializar a candidatura de João Paulo Cunha a prefeito de Osasco.

Réu no processo do mensalão, à espera de julgamento no STF, João Paulo vai à disputa de 2012 escorado numa coligação de duas dezenas de partidos.

Frequentam o rol de apoiadores do candidato-mensaleiro legendas governistas como PMDB, PSB, PCdoB, PDT, PR, PP e um interminável etc.

João Paulo é apoiado também –espanto (!), surpresa (!!), estupefação (!!!)— por um par de legendas oposicionistas: DEM e PPS.

Curiosamente, o principal antagonista de João Paulo deve ser Celso Giglio, do PSDB. Quer dizer: em Osasco, DEM e PPS preferem o petismo ao tucanato.

Aos olhos de um observador comum, o PT flerta com o risco ao optar pela candidatura de João Paulo na quinta maior cidade do Estado de São Paulo.

O STF cogita julgar o processo do mensalão no início do ano que vem. Se condenado, o candidato temerário viraria um postulante tóxico.

O PT parece trabalhar com duas hipóteses: ou dá de barato que João Paulo será inocentado ou avalia que o Supremo não vai se pronunciar antes da eleição.

Desde que foi pilhado com as mãos nas valerianas botijas do mensalão, João Paulo já enfrentou as urnas duas vezes. Retornou à Câmara em 2006 e 2010.

No início do ano, tentou voltar também à presidência da Câmara, cargo que ocupara entre 2003 e 2005, no alvorecer do primeiro reinado de Lula.

Como a desfaçatez parecia demasiada, João Paulo retirou-se da disputa. Antes, negociou uma compensação.

Foi guindado pela bancada de deputados do PT à poltrona do maior e mais importante colegiado da Câmara: a Comissão de Constituição e Justiça.

Agora, João Paulo tenta refazer atenuar a biografia alçando um inusitado voo rumo ao Executivo municipal.

Se não for abalroado por uma decisão adversa do STF, são reais as chances de êxito do deputado.

No ano passado, servindo-se da leniência do eleitor, João Paulo foi o deputado federal mais votado de Osasco, um dos petistas que mais amealhou votos no Estado.  

Vingando os planos do PT, confirma-se o vaticínio de Delúbio Soares: o mensalão vai virar "piada de salão."

- Em tempo: Foto de Antônio Cruz, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 23h04

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Senadores aproveitam DRU para chantagear governo

Angeli

Os aliados do governo no Congresso, como se sabe, podem ser a favor de tudo ou absolutamente contra qualquer outra coisa. Tudo depende das compensações.

Na votação da DRU, alguns senadores realizam um ataque pragmático à hipocrisia. Em busca de resultados, abandonam os últimos resquícios de escrúpulos e prudidos.

Expoentes da banda pragmática, os senadores Clésio Andrade (PR-MG) e Zezé Perrela (PDT-MG) estão entre os governistas que emprestaram suas assinaturas à oposição.

A dupla rubricou emendas que o DEM e o PSDB tentam pendurar no projeto que dá a Dilma Rousseff poder para fazer o que quiser com R$ 62 bilhões do Orçamento.

Acionada pelo Planalto, a turma do ‘deixa-disso’ tenta convencer Clésio e Perrela a retirar seus jamegões das peças oposicionistas.

Ambos se dispõem, obviamente, a ouvir os apelos. Mas reivindicam uma taxa de sucesso. Exigem do governo três coisas:

1. A criação de um Tribunal Regional Federal com sede em Belo Horizonte.

2. A nomeação de uma desembargadora mineira, Assusete Magalhães, para o STJ.

3. A liberação de verbas para a obra de duplicação da BR-381, que liga Belo Horizonte ao município de João Monlevade.

Para tornar viáveis suas emendas à DRU, a oposição precisa do apoio de 27 senadores. Dona de 18 assinaturas, havia colecionado 28 na semana passada.

A turma do ‘deixa-disso’ arrastou para fora da manobra dois governistas desgarrados: Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Paulo Davin (PV-RN).

Feita a lipoaspiração, a oposição foi reduzida a 26 rubricas. Falta uma para que o fim de ano do governo seja convertido em inferno.

A proposta da DRU precisa ser votada em dois turnos. A primeira votação ocorrerá nesta quinta (8).

Sem emendas, o segundo turno acontecerá no dia 21, a 48 horas do início do recesso parlamentar do fim de ano.

Com emendas, o texto volta à Comissão de Justiça e o calendário do Planalto vai para o beleléu. Daí o assédio da turma do ‘deixa-disso’ aos clésios e aos perrelas.

Para que a DRU seja prorrogada até 2015, como deseja Dilma, o projeto tem de ser aprovado até 31 de dezembro.

No limite, o Planalto teria de convocar extraordinariamente o Congresso. Um vexame que Dilma prefere evitar. 

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Escrito por Josias de Souza às 22h29

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Fernando Henrique inaugura uma página no Facebook

- Aqui, a página de FHC no Facebook. Aqui, a origem da notícia. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h37

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Vídeo: meandros da polêmica sobre a divisão do Pará

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Escrito por Josias de Souza às 20h02

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Dissidentes do PDT querem um partido ‘independente’

Divulgação

Depois de defender a saída de Carlos Lupi do Ministério do Trabalho, a ala dissidente do PDT reivindica que o partido se declare “independente” em relação ao governo.

“O partido deve adotar posição de independência, elogiando o que estiver correto e criticando os erros. Sem cargos no governo”, diz o deputado Reguffe (PDT-DF).

Reguffe integra um grupo minoritário do qual fazem parte também os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Pedro Taques (PDT-MT).

Nenhum dos três foi convidado para a reunião em que a cúpula do partido decidiu, nesta segunda (5), manter o apoio à administração Dilma Rousseff.

Decidiu-se nesse encontro compor uma comissão para negociar com o governo os cargos que serão ocupados pelo PDT depois da queda de Carlos Lupi.

“É absurdo o que se faz com a presidente”, critica Reguffe. Acha que “não faz sentido os partidos ficarem apresentando listinhas” a Dilma Rousseff.

“Ela tem que ter liberdade para escolher os melhores [ministros]. Tem muita gente boa nesse país que não tem filiação partidária.”

O deputado acrescenta: “Ministérios pertencem à sociedade e ao contribuinte, a quem deveriam servir e prestar contas...”

“Ministérios não podem ser propriedades de partidos. A presidente tem o direito de escolher os melhores auxiliares, sem olhar para a filiação.”

Na opinião de Reguffe, o PDT “não precisa de cargos para votar a favor de bons projetos.”

“Se o projeto não é bom”, diz ele, “tem que votar contra.” Indaga: “Vai votar a favor de projetos ruins só porque tem cargos?“

Reguffe advoga a tese de que Dilma Rousseff deveria enxugar a Esplanada. Recorda que, na década de 60, havia no Brasil 12 ministérios. Hoje, há 38 pastas.

O deputado defende também a "drástica redução do número de funcionários comissionados. São 23.569 cargos sujeitos à ocupação de apadrinhados políticos.

Quanto à decisão de Carlos Lupi de reassumir a presidência do PDT em janeiro, Reguffe declara:

"O partido deveria se abrir para a democracia interna, adotando a eleição direta para os postos de comando." 

Como se vê, o deputado soa lógico demais para que suas posições prevaleçam num cenário partidário em que viceja a ilógica.

Considera-se diferente? "Minha diferença é que acomodo o contribuinte à frente do partido. Muitos consideram que o partido vem antes do contribuinte."

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Escrito por Josias de Souza às 19h00

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Procuradoria apura viagem de Lupi em ‘asas’ privadas

Grajaú de Fato

O Ministério Público Federal abriu, em Brasília, uma investigação sobre a viagem feita por Carlos Lupi ao Maranhão em dezembro de 2009.

Trata-se daquela viagem em que Lupi percorreu municípios maranhenses a bordo de um King Air providenciado pelo gestor de ONGs Adair Meira.

Aberto há dez dias, o procedimento veio à luz nesta segunda (5), por meio de notícia veiculada no site da Procuradoria.

Informa-se no texto que procurador Paulo Roberto Galvão despachou um lote de ofícios nos quais requisita informações.

Num deles, ordena ao 6o Comando Aéreo da Aeronáutica que esclareça o percurso da aeronave e os nomes dos passageiros.

Noutro, exige da empresa goiana Aerotec Táxi Aéreo, dona do avião usado por Lupi, que esclareça quem pagou a viagem.

Entre outros personagens, foram convidados a prestar esclarecimentos Ezequiel de Souza Nascimento e Adair Meira.

O pedetê Ezequiel era secretário de Políticas Públicas de Emprego na época em que a viagem foi feita. Coube a ele contactar o ongueiro Adair para que arranjasse o avião.

O procedimento do Ministério Público, por preliminar, é chamado tecnicamente de “preparatório”. Vai durar 90 dias, prorrogáveis por mais 90.

Caso a investigação resulte proveitosa, sera aberto um inquérito civil público. Que pode desaguar numa denúncia formal ao Judiciário.

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Escrito por Josias de Souza às 18h29

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TCU analisa o edital dos aeroportos nesta quarta-feira

Os ministros do TCU irão se debruçar, nesta quarta (7) sobre o edital das concenssões de aeroportos à inciativa privada.

Aprovado, o documento vai às páginas do ‘Diário Oficial’. E o governo estará liberado para levar os aeroportos ao martelo.

Estima-se que os leilões de Brasília, Guarulhos e Campinas serão feitos no alvorecer de 2012 –entre o fim de janeiro e o começo de fevereiro.

Em troca da ampliação e da reforma de pistas e terminais, a iniciativa privada ganhará o direito de explorá-los.

Diante da evidência de que falta caixa ao governo para prover os investimentos, Dilma Rousseff passa o trator sobre o discurso antiprivatista do PT.

O petismo não dá o braço a torcer. Alega que “concessão não é privatização”.

Mal comparando, inaugura-se no Brasil uma discussão tão bizantina quanto o debate que eletrificou a presidência de Bill Clinton nos EUA.

Diante da descoberta de que uma estagiária da Casa Branca o favorecera com um blow job, Clinton alegou que a coisa não evoluíra para a conjunção carnal.

O PT sustenta que, no caso dos aeroportos brasileiros, a questão também envolve o ajuste da conceituação do ato.

É certo que o governo está de saliência com a livre iniciativa. Porém, assim como Clinton manteve-se fiel a Hillary, o PT não trai seus princípios e suas bandeiras.

Fica combinado o seguinte: o que será feito nos aeroportos brasileiros não é uma conjunção carnal da ex-castidade com o empresariado depravado.

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Escrito por Josias de Souza às 17h01

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Sem Plano B, PDT conforma-se com Plano A piorado

O Plano A era bombardear a imprensa, conter o fogo-amigo, desarmar Dilma Rousseff e manter Carlos Lupi na cidadela do Trabalho.

O Plano B era, era, era… Não havia Plano B. O alto comando do PDT não tinham considerado a hipótese de o Plano A dar errado.

O alto comando do partido reuniu-se nesta segunda (5) para improvisar um estratégia de contingência. O Plano B é igual a Plano A, só que menos pretensioso

A despeito do Waterloo de Lupi, o PDT continua alistado nas tropas de Dilma. E se a comandante condenar a legenda à perda da pasta do Trabalho?

Não importa, disse o presidente interino do PDT, deputado André Figueiredo. O partido é governo "independentemente de qualquer coisa."

No mais, o general Lupi retoma a presidência da legenda no início de 2012. Antes, vai tirar uns dias para curar os ferimentos.

As férias curativas de Lupi devem durar até o final de janeiro. Prazo conveniente. Evita que Dilma tenha de negociar o ministério com o ministro defenestrado. 

Lupi dizia que só sairia do ministério abatido a bala. Faltou uma criança de cinco anos para avisar: se a retaguarda é precária e o paiol é fraco, melhor negociar a rendição e sair de fininho.

Agora, não há improviso capaz de atenuar o fiasco. O que distrai o PDT é a torcida para que Dilma também não tenha um Plano B.

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Escrito por Josias de Souza às 15h35

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Em 7 lances, o rascunho do ministério passado a sujo

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Escrito por Josias de Souza às 07h26

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PT X PMDB: dirigentes da Caixa divergem sobre FGTS

Azedou a relação da banda do PMDB com a ala do PT na diretoria da Caixa Econômica Federal.

A razão da desavença é um parecer sobre a aplicação de verbas do FGTS em projetos relacionados à Copa-2014 e às Olimpíadas-2016. Coisa de R$ 5 bilhões.

De um lado da contenda, está Marcos Vasconcelos, um apadrinhado do PT que responde pela vice-presidência de Ativos de Terceiros da Caixa.

No córner oposto, encontra-se Fabio Cleto, indicado pelo PMDB para a vice-presidência de Fundos de Governo e Loterias.

A destinação de parte do FGTS para empreendimentos ligados aos dois mega-eventos esportivos consta de MP (medida provisória) aprovada pelo Congresso há duas semanas.

O governo foi autorizado a investir a verba do trabalhador em quatro tipos de projetos: infraestrutura aeroportuária, mobilidade urbana, hoteis, e lojas comerciais.

Depois de passar pela Câmara, a MP foi referendada pelo Senado no dia 22 de novembro. Encontra-se sobre a mesa de Dilma Rousseff, à espera da sanção.

Deve-se a eletrifição da atmosfera da Caixa a um parecer elaborado por Marcos Vasconcelos.

Em documento de quatro folhas, o dirigente da ala do PT empilhou argumentos contrários à novidade que deputados e senadores acabaram de aprovar.

Vasconcelos assinou o arrazoado e enviou-o a Fabio Cleto. Em branco, espaços para as rubricas do destinatário e do presidente da Caixa, o petista Jorge Hereda.

Deu-se, então, o curto circuito. O dirigente da banda do PMDB recusou-se a assinar o documento. Mais: elaborou outro parecer, favorável à medida provisória.

Afora a divergência de mérito, Fábio Cleto abespinhou-se porque o FGTS é assunto da sua vice-presidência, não da de Marcos Vasconcelos.

Embora seja a gestora do FGTS, a Caixa não tem poder de decisão sobre a matéria que envena sua diretoria.

Pode, no máximo, oferecer argumentos para subsidiar a decisão de Dilma, a quem caberá sancionar ou vetar o texto enviado ao Planalto pelo Congresso.

Os pareceres de Vasconcelos e Cleto, um diametralmente oposto ao outro, escalaram a mesa de Hereda, o mandachuva petista da Caixa.

Se engavetar os dois pareceres, o presidente da Caixa zera o jogo e deixa que Dilma promova o desempate.

Se endossar um texto em detrimento do outro, Hereda arrisca-se a borrifar veneno no já conspurcado ambiente da Caixa, convertendo o ruim em muito pior.

A utilização de nacos do FGTS em projetos de infraestrutura não é algo propriamente inédito. Ocorre há quatro anos.

Criou-se em 2007 o FI-FGTS. Destina-se a prover recursos para obras nos setores de portos, hidrovias, ferrovias, energia e saneamento.

A novidade é a inclusão das obras da Copa e das Olimpíadas no rol de projetos passíveis de receber verbas do fundo.

Hoje, o FI-FGTS dispõe de R$ 26 bilhões. Desse total, encontram-se aplicados em projetos de infraestruta cerca de R$ 20 bilhões.

A ideia é carrear para obras relacionadas aos eventos esportivos algo em torno de R$ 5 bilhões.

Em tese, o trabalhador está protegido de eventuais prejuízos. Desde que foi criado, o FI-FGTS carrega um mecanismo de proteção ao dono do dinheiro.

Prevê o seguinte: se o projeto selecionado resultar em rendimento inferior à rentabilidade mínima do FGTS, o Tesouro entra com a diferença.

Quer dizer: em caso de prejuízo, o espeto é compartilhado por todos os contribuintes em dia com a Receita Federal.

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Escrito por Josias de Souza às 05h51

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As manchetes desta segunda

- Globo: Cai o sétimo ministro de Dilma

- Folha: Lupi é sexto ministro de Dilma a cair sob suspeita

- Estadão: Carlos Lupi pede demissão e PT já disputa o ministério

- Correio: Caso Lupi - Demissão por justa causa

- Valor: Indenização a elétricas pode custar R$ 47 bilhões

- Estado de Minas: Lupi pede para sair

- Jornal do Commercio: A dor de uma cidade

- Zero Hora: Lupi pede para sair após um mês de agonia política

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h43

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Branca de Neve e o sétimo anão!

Miguel

- Via 'Jornal do Commercio.' O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h06

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Governo projeta para 2012 ‘carnificina’ das emenda$

Arko Datta/Reuters

A cortina de 2012 ainda não abriu. Mas, da platéia, já se ouve o ruído das arrumações nos bastidores.

É grande a curiosidade do público para saber como estarão as coisas no palco quando abrirem o pano.

O protagonista é conhecido: a crise. Tem-se uma ideia geral da trama: Chapeuzinho atarantada, tentando impedir que o lobo euro-americano coma o PIB da República.

Enquanto os técnicos dão os retoques finais no cenário, Dilma Rousseff marca a posição dos atores econômicos e promove ajustes no roteiro.

Na penúltima alteração, a diretora injetou na peça uma carnificina. Antes do fim do primeiro ato, será esquertejado o Orçamento de 2012.

Seletiva, a lâmina vai priorizar o fatiamento das emendas dos congressistas –primeiro as individuais, depois as de bancada.

O barulhinho que se ouve ao fundo é som abafado de Guido Mantega e Miriam Belchior ajustando o figurino e afiando as adagas.

Não há, por ora, uma definição quanto ao tamanho do corte. Mas estima-se que o naco das emenda$ não será inferior a R$ 20 bilhões.

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Escrito por Josias de Souza às 23h08

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Dilma chama Pimentel ‘determina’ que ele se explique

  Sérgio Lima/Folha
A sucessão de crises que ceifou sete cabeças do ministério de Dilma Rousseff mostra que, no fim das contas, tudo é uma questão de compostura.

Mal comparando, o ministério está para um governo assim como a comissão de frente está para uma escolar de samba.

Noutros tempos, as escolas escalavam para as comissões de frente os seus membros mais experimentados e respeitados. Hoje, vale tudo.

Os ternos brancos foram substituídos ora por fantasias exóticas ora pela nudez. As cartolas usadas para saudar o público deram lugar aos mais variados adereços.

O risco de um vexame é enorme. Acontece algo parecido nos ministérios. A maioria dos ministros vale pela alegoria partidária que representa, não pela biografia.

As legendas trocam posições na Esplanada por votos no Congresso à luz do dia, na frente das crianças. O anormal, por corriqueiro, tornou-se a normalidade.

Pois bem. Até aqui, as crises moeram ministros herdados de Lula. Neste domingo (4), de repente, foi às manchetes uma encrenca diferente.

O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) apareceu de ponta-cabeça numa notícia do repórter Thiago Herdy.

Ficou-se sabendo que Pimentel possui uma empresa de consultoria, a P-21. Entre 2009 e 2010, o ministro faturou cerca de R$ 2 milhões.

Nessa época, Pimentel estava sem mandato. Deixara a prefeitura de Belo Horizonte e ainda não virara ministro.

Eis dois clientes do consultor Pimentel: a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e a construtora mineira Convap.

A reportagem insinua que a remuneração da federação veio sem a necessária contraprestação de serviço.

De resto, sugere que a construtora foi beneficiada com negócios na prefeitura, graças à influência de Pimentel.

O ministro negou as ilegalidades. Disse que o trabalho foi regular e que os impostos foram recolhidos.

Ainda assim, Dilma chamou Pimentel a Brasília neste domingo. Queria conversar antes do primeiro dia útil da semana.

Por quê? "A presidente Dilma pediu que eu agisse com transparência e normalidade porque eu não tenho nada a esconder", disse Pimentel.

"Não feri nenhum preceito ético ou moral. Estou perplexo com tamanho espaço para um assunto privado."

Entre todos os ministros, Pimentel é o mais próximo a Dilma. Militaram juntos. Na definição de José Dirceu, foram companheiros de armas.

Pimentel não deve o ministério a Lula. Tampouco deve a nomeação ao PT. É ministro da cota pessoal de Dilma. Daí a pressa em prover explicações.

Pimentel disse ter prestado três consultorias. Segundo ele, somaram R$ 1,9 milhão. Descontados os impostos, levou ao bolso R$ 1,2 milhão em 24 meses.

"Isso dá cerca de R$ 50 mil por mês. É uma remuneração compatível com o mercado de executivos", declarou o ministro.

Ele circunscreve os contratos à esfera privada: "Conheço todas as empresas de Minas. Esta é a vantagem de eu ter ficado 16 anos na prefeitura de Belo Horizonte."

Aos que enxergam na sua consultoria uma semelhança com o caso que retirou Antonio Palocci da Casa Civil, o ministro responde:

"Não vou julgar o Palocci. O caso dele é o caso dele. Eu trabalhei, emiti nota fiscal e paguei os tributos."

De novo: no fim, tudo é uma questão de compostura. Cansada de alegorias, a arquibancada pede a sobriedade dos ternos de linho branco na comissão de frente de Brasília.

- O blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 22h11

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Carlos ‘Só Saio a Bala’ Lupi deixa a pasta do Trabalho

Carlos Lupi (PDT) já é formalmente um ex-ministro. Encontrou-se com Dilma Rousseff neste domingo (4) e, na sequência, divulgou uma nota.

No texto (íntegra aqui), Lupi diz ter pedido demissão. Atribui o gesto ao que chama de “perseguição política e pessoal da mídia”.

Disse ter levado em conta também o parecer da Comissão de Ética da Presidência, que recomendou sua exoneração.

Para Lupi, tratou-se de condenação “sumária”, baseada apenas no noticiário, sem “direito de defesa”.

Abaixo a íntegra da nota de Lupi, sétimo ministro de Dilma a descer ao meio-fio, o sexto a cair por desvios ético-morais:


"Tendo em vista a perseguição política e pessoal da mídia que venho sofrendo há dois meses sem direito de defesa e sem provas; levando em conta a divulgação do parecer da Comissão de Ética da Presidência da República – que também me condenou sumariamente com base neste mesmo noticiário sem me dar direito de defesa - decidi pedir demissão do cargo que ocupo, em caráter irrevogável.

Faço isto para que o ódio das forças mais reacionárias e conservadoras deste país contra o Trabalhismo não contagie outros setores do Governo.

Foram praticamente cinco anos à frente do Ministério do Trabalho, milhões de empregos gerados, reconhecimento legal das centrais sindicais, qualificação de milhões de trabalhadores e regulamentação do ponto eletrônico para proteger o bom trabalhador e o bom empregador, entre outras realizações.  

Saio com a consciência tranquila do dever cumprido, da minha honestidade pessoal e confiante por acreditar que a verdade sempre vence."

Carlos Lupi

O pedaço da platéia que cultiva o ceticismo tem em relação a políticos com teorias conspiratórias o mesmo sentimento que tem diante de pessoas religiosas. Difícil acreditar no que eles acreditam.

Perseguição da mídia, eis o miolo da desculpa de Lupi para deixar o ministério. Os céticos devem estar perdendo alguma coisa.

A metafísica de Lupi é mais divertida do que esse materialismo chato que vê pão como pão, queijo como queijo. Para essa gente, fraude é fraude, desfaçatez jamais passará de desfaçatez. Santa incredulidade!  

- Atualização feita às 21h26 deste domingo (4): A Presidência da República divulgou há pouco uma nota sobre Lupi. Confirma o pedido de demissão do ministro. E informa: a partir desta segunda (5), responde "interinamente" pelo Ministério do Trabalho o atual secretário-executivo da pasta, Paulo Roberto dos Santos Pinto.

- O blg no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h36

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Aos 57 anos, morreu Sócrates, genial ‘doutor da bola’

- Aqui, a notícia sobre a morte. O blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h02

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Com Serra, PSDB pode juntar PSD e ‘espólio’ do DEM

  Sérgio Lima/Folha
Admitida pela cúpula do PSDB, a hipótese de José Serra tornar-se candidato à prefeitura de São Paulo já deflagrou um debate sobre o formato da chapa.

Alimentada pelos sinais ambíguos emitidos pelas 'antenas' de Serra, a discussão processa-se longe dos refletores. E vai ganhando contornos inusitados.

A direção do DEM começa a admitir a hipótese de rever uma decisão que apresentara como irreversível.

O DEM anunciara que faria em 2012 alianças com quaisquer partidos, exceto dois: o PT e o PSD de seu ex-filiado Gilberto Kassab.

Agora, a legenda de cujos quadros Kassab extraiu o grosso da matéria prima que deu origem ao PSD reposiciona-se na cena paulistana.

Kassab já cuidou de avisar publicamente: confirmando-se a volta de Serra ao tabuleiro, o apoio do PSD será “incondicional”.

Em privado, o DEM também anuncia: com Serra, a aliança com o tucanato deixa de ser mera cogitação. Ganha ares de fato consumado.

Esboça-se um primeiro problema. A tribo do DEM entra no debate impondo uma condição: topa juntar-se ao PSD, mas exige indicar o segundo da chapa.

Leva à mesa, como alternativa de vice para Serra, o nome de Rodrigo Garcia, atual secretário de Desenvolvimento Social do governo tucano de Geraldo Alckmin.

O diabo é que, a despeito do lero-lero do apoio “incondicional”, Kassab também ambiciona indicar o vice numa eventual chapa encabeçada por Serra.

Presidente do DEM federal, o senador José Agripino Maia (RN) fixou as balizas do comportamento da legenda numa reunião com a seccional de São Paulo.

Participaram os vereadores e os quatro deputados federais que resistiram às investidas de Kassab e mantiveram-se nos quadros do DEM no Estado.

Ficou acertado que, enquanto o PSDB rumina suas hesitações, o DEM testaria as chances de uma candidatura própria à prefeitura, encarnada por Rodrigo Garcia.

Também ficou entendido que, antes de negociar uma mudança de rota, Agripino ouviria o colegiado de São Paulo.

Hoje, com Serra ou sem ele, esse núcleo é avesso à ideia de ajustar-se com o PSDB sem indicar o vice. Abrir mão da vaga para o PSD é algo visto como uma heresia.

Embora debilitado, o DEM dispõe de um trunfo que Kassab não tem: cerca de três minutos de propaganda eleitoral televisiva. Por isso, acha que pode falar grosso.

O debate fervilha em meio à frieza calculista de Serra. Depois de declarar que não seria candidato, ele passou a alimentar as pistas em contrário.

Há duas semanas, Serra participou de um jantar oferecido pelo senador e amigo Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), em Brasília.

Um dos presentes, o senador Pedro Taques (PDT-MT), provocou: “E a sucessão paulista?” Serra refugiou-se calendário: “Está muito cedo”.

Taques conjecturou: “Se você fosse candidato, ganharia.” Serra economizou nas palavras, mas soou convenientemente dúbio: “É possível.”

Dias atrás, o governador Geraldo Alckmin recebeu a visita de Alexandre Morais, um filiado do DEM, ex-secretário de Transportes da gestão municipal de Kassab.

Conversaram sobre 2012. Ao relatar o diálogo a amigos, Moares contou que Alckmin, antes cético, agora parece convencido de que Serra será, sim, candidato.

Por quê? Avalia-se que Serra, já isolado no PSDB federal, arrisca-se a perder terreno também no tucanato paulista.

Para recobrar parte do prestígio perdido, não restaria a Serra senão tentar retornar à prefeitura e manter-se de tocaia para 2014.

Como que decidido a conservar a porta entreaberta para Serra, Alckmin empurra para março uma prévia que o PSDB-SP queria fazer em janeiro.

Convertido em interrogação, Serra inferniza os quatro tucanos que brigam pela vaga de candidato: Bruno Covas, José Anibal, Andrea Matarazzo e Ricardo Trípoli.

A despeito da taxa de rejeição, na casa dos 30%, Serra é visto pelo PSDB e aliados como o melhor nome para medir forças com Fernando Haddad (PT), o dodói de Lula.

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Escrito por Josias de Souza às 06h05

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Paradas, obras do São Francisco viram lorota eleitoral

Convertida em “prioridade” na gestão Lula, a transposição do rio São Francisco foi à vitrine da campanha de Dilma Rousseff como jóia da coroa do PAC.

Antes de deixar a Presidência, Lula cuidou de lapidar o brilhante numa viagem de despedida aos canteiros da obra (veja no vídeo).

Pois bem. Eleita, Dilma submete ao abandono megaprojeto que tonificou sua votação no Nordeste.

Os repórteres Eduardo Bresciani e Wilson Pedrosa a percorreram algo como 100 quilômetros dos canais abertos sob Lula.

Concentraram-se no Estado de Pernambuco, origem do atual ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, o novo responsável pelo empreendimento.

O resultado da inspeção pode ser conferido aqui. O ritmo de toque de caixa foi substituído pela desativação dos canteiros.

Parte da mão de obra foi mandada ao olho da rua. Nalguns trechos, a estrutura de concreto já exibe rachaduras. Noutros, vergalhões de aço são furtados.

Atribui-se a paralisia ao desacerto financeiro. As empreiteiras exigem aditivos contratuais. Sem acordo, o governo alega fará novas licitações em 2012.

Pelas contas da pasta da Integração, a paralisia afeta seis dos 14 lotes do empreendimento.

Nos trechos visitados pelos repórteres, só foi detectado algum movimento nos pedaços da obra confiados ao Exército.

Aos olhos de hoje, a transposição do São Francisco não é senão uma ameaça de desperdício de verbas públicas com cara de lorota de campanha.

O futuro insinuado em peças como essa disponível abaixo tornou-se um despautério publicitário. 

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Escrito por Josias de Souza às 04h17

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As manchetes deste domingo

- Globo: Crise faz salário no Brasil superar o de países ricos

- Folha: Estrangeiro dribla lei para comprar terras no Brasil

- Estadão: Promessa de campanha, obra no Rio São Francisco para

- Correio: O casamento acabou? Prepare-se para gastar mais

- Estado de Minas: Ruas loteadas

- Zero Hora: Número de presos cai pela primeira vez em 20 anos

- Veja: O nocaute das estrelas

- Época: Como parei de fumar

- IstoÉ: Especial brasileiro do ano 2011

- IstoÉ Dinheiro: Edição Especial – Empreendedores do ano 2011

- CartaCapital: Educação nota zero

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas.

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Escrito por Josias de Souza às 01h37

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