Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Dilma cria o 39º ministério. Com Meirelles, já são 40

Dilma Rousseff enviou ao Legislativo projeto que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

O futuro titular da cadeira vai usufruir de status, salário e regalias de ministro de Estado.

Com isso, subiu para 39 o número de ministérios. Há duas semanas, já se havia criada, por medida provisória, a 38ª pasta: Secretaria de Aviação Civil.

Incluindo-se na conta Henrique Meirelles, recém-nomeado mandachuva da APO (Autoridade Pública Olímpica), chega-se a 40.

Ex-presidente do BC sob Lula, Meirelles não carrega o título de “ministro”. Mas comanda cargos, verbas e missão ministerial.

Na numerologia da política, o número 40 não traz bom agouro. Evoca personagens inconvenientes do Livro das Mil e Uma Noites.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Penúltima de Bolsonaro: ‘cota’ de negros na Câmara

Acusado de racismo, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) injetou piada na polêmica. Voltou a brandir um velho projeto.

Sugere a adoção do sistema de cotas na Câmara: 50% das 513 cadeiras de deputado iriam para negros e pardos. “Mesmo sem votos”, ele diz.

Crítico contumaz das cotas, Bolsonaro diz ter reapresentado a proposta antes da encrenca inaugurada com a resposta enviesada que deu a Preta Gil.

O deputado classifica sua proposição de “irônica”. Na justificativa, flerta com o anedotário ao avisar que votará contra si mesmo:

"Se o sistema de cotas é justo para o ensino, deve também ser para a representação federal”, anota Bolsonaro no texto.

“Mesmo sendo autor da proposição, por coerência, votarei contra essa matéria".

Há na praça argumentos sóbrios contra as cotas. Os mais respeitáveis contrapõem às regras raciais os critérios sociais.

Seriam beneficiários das cotas os pobres de todas as cores, não apenas os negros.

Com seu auto-achincalhe, Bolsonaro como que arrasta os que tratam do tema a sério para o caldeirão da galhofa.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

CUT e Odebrecht fecham acordo para Santo Antônio

Tarsila do Amaral

Reunidos nesta quinta (31), negociadores da CUT e da construtora Odebrecht firmaram um acordo relacionado à obra da hidrelétrica de Santo Antônio.

Prevê o aumento do salário e a melhoria dos benefícios concedidos aos operários lotados no canteiro da usina, assentado em Rondônia.

A obra foi paralisada por uma greve. Em assembléia a ser realizada até segunda (4), os trabalhadores decidirão se aceitam os termos do acordo.

O acerto foi esmiuçado em texto levado à web pela CUT. Prevê o seguinte:

1. Reajuste salarial de 5%. Trata-se de antecipação do aumento a ser negociado na data-base dos operários de Rondônia, em maio.

2. Concessão de licença trimestral de pelo menos cinco dias para que os trabalhadores visitem suas famílias.

3. A viagem de Rondônia até os Estados de origem dos operários, preferencialmente de avião, será custeada pela Odebrecht.

4. O valor da cesta básica subirá de R$ 110 para R$ 132. Sem prejuízo da negociação de valor mais alto em maio, mês da data-base.

As novas condições vigoram a partir desta sexta (1º). Firmaram-se, de resto, outros dois acertos que dependem de detalhamento.

Um deles envolve a concessão aos operários e suas famílias de planos de saúde com cobertura nacional.

O outro diz respeito ao ágio cobrado dos trabalhadores pelos comerciantes locais. Pleitea-se a troca da operadora do cartão de vale-compras.

Ainda nesta quinta, informa a CUT, o sindicalismo deve se reunir com a Andrade Gutierrez, construtora que toca a obra da hidrelétrica de Jirau, também paralisada.

As negociações são estimuladas e monitoradas pelo ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência).

Na manhã desta quinta, antes do acerto CUT-Odebrecht, realizou-se no Planalto, sob a coordenação de Gilberto, nova reunião entre sindicalistas e empresários.

Tenta-se firmar um pacto trabalhista para todas as obras do PAC. Agendou-se novo encontro para o dia 14 de abril.

Com suas greves, os operários de obras públicas se fizeram notar. As sublevações acordaram, a um só tempo, governo, sindicatos e empresas.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hackers tiram do ar a página de Preta Gil na internet

TV Globo/Divulgação

Nas pegadas da polêmica que a opôs ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), Preta Gil sofreu um ataque cibernético.

O sítio mantido pela cantora na internet foi retirado do ar por hackers. Num primeiro momento, injetou-se na página a seguinte mensagem:

"Site hackeado. Abaixo a lei da homofobia. Abaixo o PL 122". O grupo invasor assina-se assim: “Command Tribulation”. Na sequência, a página saiu do ar.

O PL (Projeto de Lei) 122 mencionado na mensagem, em tramitação no Congresso, criminaliza a homofobia. Tem em Bolsonaro um de seus maiores críticos.

No twitter, Preta lamentou:

"Sinto estar vivendo um retrocesso no caminho da humanidade, nunca imaginei ver de novo tanta agressividade, racismo e preconceito".

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brasil vai inspecionar alimentos importados do Japão

O governo brasileiro decidiu submeter a inspeção todos os produtos alimentícios importados do Japão.

Tenta-se evitar a entrada no país de alimentos por radiação. A fiscalização será feita nos portos e aeroportos.

Fiscais da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) coletarão amostras e as enviarão a laboratórios da Cnem (Comissão Nacional de Energia Nuclear.

A liberação da carga ficará condicionada ao resultado das análises. Vai-se tornar mais rígida também a inspeção de bagagem de passageiros vindos do Japão.

Você deve estar se perguntando: que diabo de produto alimentício o Brasil, dono de área agricultável gigantesca, importa do minúsculo Japão?

Denise Resende, gerente de Alimentos da Anvisa, declara que a maior parte dos carregamentos traz massas destinadas a padarias e fábricas de biscoitos.

Afirma que a quantidade é pequena. Por isso, diz ela, a chance de ingresso de alimentos contaminados no país é pequena.

Segundo Denise, o último carregamento chegou antes de 11 de março, dia em que o terremoto seguido de tsunami produziu o desastre atômico no Japão.

Na última segunda (28), o Sindicato Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários divulgou nota que desdiz a gerente de Alimentos da Anvisa.

Anota que não é verdade que o Brasil só importa massas e misturas para padarias e indústrias de biscoitos e bolachas.

“Toda semana, arroz arbóreo, bebidas alcoolicas (saquê), shiitake e algas marinhas desidratadas, para citar alguns exemplos, chegam ao Porto de Santos”, diz a nota.

O sindicato queixou-se da falta de orientação quanto aos procedimentos a serem adotados por fiscais que inspecionam navios vindos do Japão.

Informou que os próximos carregamentos devem chegar por volta do dia 11 de abril. E os inspetores não dispõem nem de aparelhos para medir o nível de radiação.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

MPF aciona bancos oficiais por financiarem desmate

Jorge Araújo/Folha

O Ministério Público Federal no Pará protocolou nesta quinta (31) ações judiciais contra Banco do Brasil e Banco da Amazônia.

As duas casas bancárias estatais são acusadas de conceder 92 empréstimos a fazendas que operam à margem da lei. Coisa de R$ 26 milhões.

Na prática, financiaram com dinheiro público propriedades que incorrem em crimes ambientais (sobretudo desmatamento) e trabalhistas.

As ações resultaram de uma investigação feita por amostragem nos dez municípios que aparecem no topo do rankink de desmatamento no Pará.

Nessas localidades, o Banco do Brasil concedeu 55 empréstimos a fazendas tisnadas por crimes ambientais e até por casos de “trabalho escravo”. No total, R$ 8 milhões.

Quanto ao Banco da Amazônia, detectaram-se 37 empréstimos a propriedades fora da lei. A cifra foi a R$ 18 milhões.

A Procuradoria recorda nas ações uma decisão tomada em julho de 2008 pelo Conselho Monetário Nacional.

Aprovou-se uma norma que fixou condições para a concessão de empréstimos bancários –públicos ou privados— a fazenda assentadas na Amazônia.

Só poderiam obter financiamento bancário as propriedades que dispusessem de um papel chamado CCIR (Certificado de Cadastro de Imóvel Rural).

Trata-se de documento cuja emissão é de responsabilidade do Incra. Existe desde 1972. Está previsto em lei. Mas jamais foi levado a sério.

No Pará, anota a Procuradoria, foram emitidos exíguos 78 certificados em quase quatro décadas.

Por essa razão, também o Incra foi incluído, ao lado dos bancos, no pólo passivo das ações inauguradas nesta quinta (31).

Os processos correrão na 9ª Vara da Justiça Federal, em Belém. O Ministério Público requer do Judiciário o seguinte:

1. Que Banco do Brasil e Banco da Amazônia sejam condenados a pagar indenização por danos à coletividade.

2. Que as duas instituições deixem de firmar contratos de empréstimo com produtores que burlam a legislação ambiental e trabalhista.

3. Que o Incra seja obrigado a cumprir a determinação legal de certificar as propriedades, mantendo um banco de dados atualizado.

4. Que os bancos realizem auditorias internas para aferir o tamanho do desmate que custearam desde 2008, ano em que o Conselho Monetário disciplinou os empréstimos na Amazônia.

Os procuradores realçam nas ações que os bancos públicos “abusam dos termos responsabilidade sociambiental e sustentabilidade” em suas propagandas.

Anotam que a publicidade destoa da realidade “nas operações de concessão desses financiamentos a diversos empreendimentos situados na Amazônia”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brasil e Bolívia firmam acordo para combater tráfico

Fábio Pozzebom/ABr

Em visita à Bolívia, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) renovou com o governo de Evo Morales acordos de cooperação.

Visam combater o tráfico de cocaína e outros crimes comuns à zona de fronteira –tráfico de armas, de pessoas e de animais silvestres, por exemplo.

Destacam-se na parceria dois pontos: 1) a PF treinará policiais bolivianos. 2) o Brasil dará dinheiro à Bolívia, para compra de equipamentos.

Cardozo anunciou a liberação de US$ 100 mil. Verba a ser repassada por meio do órgão da ONU que combate drogras e crimes (UNODC, na sigla em inglês).

Na terça (29), acompanhado do ministro boliviano do Interior, Sacha Llorenti, Cardozo sobrevoou a região de Chapare.

Trata-se de área produtora de coca –uma das maiores da Bolívia. Llorenti quis mostrar ao colega brasileiro que o governo Evo está destruindo plantações ilegais.

Nesta quarta (30), os dois ministros estiveram na cidade fronteiriça de Puerto Suárez. Foram acompanhar os desdobramentos de ação deflagrada no domingo (27).

Chama-se “Operação Brabo” (Brasil-Bolívia). Desenrola-se na fronteira. Não tem data para acabar.

Do lado brasileiro, a ação se concentra em Corumbá (MS). Do lado boliviano, em Puerto Quijaro e Puerto Suárez.

Pelo Brasil, participam a Polícia Federal e a Força Nacional de Segurança. Exército e Marinha dão apoio logístico.

A Bolívia mobilizou efetivos de sua FELCN (Força Especial da Luta Contra o Narcotráfico).

A PF já realizava há um ano, desde março de 2010, a Operação Sentinela. O objetivo era o mesmo. A diferença é que agora há cooperação da Bolívia.

O superintendente da PF no Mato Grosso do Sul, José Rita Martins Lara, acompanhou o ministro da Justiça na passagem dele por Puerto Suárez.

José Lara explicou a natureza da parceria da PF com os agentes da Bolívia:

“O que nós queremos fazer com a Bolívia nesse convênio é passar essa experiência da polícia brasileira com o apoio das Forças Armadas e de outros órgãos como a Receita Federal...”

Nos primeiros três dias, a Operação Brabo resultou na prisão de cerca de três dezenas de suspeitos.

Isabelino Gómez, promotor boliviano, diz que houve também apreensão de drogas, armas, explosivos e veículos usados por traficantes.

O tráfico de cocaína boliviana para o Brasil foi um dos temas debatidos na campanha presidencial do ano passado.

José Serra, o candidato derrotado do PSDB, acusou o governo Evo Morales de ser “cúmplice” do tráfico e a administração Lula de ser negligente na cobrança.

Em resposta, Dilma Rousseff disse na ocasião que Serra “demoniza” injustamente a Bolívia. O diabo é que documentos oficiais produzidos sob Lula davam razão ao tucano.

Relatórios reservados da Divisão de Controle de Produtos Químicos da PF contabilizavam: 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia.

A maior parte chega na forma de "pasta". O refino é feito no Brasil. A PF também atribuía a encrenca à "leniência" do país vizinho.

Uma inação que tem raízes culturais. O cultivo da folha de coca é legal na Bolívia. O produto tem várias serventias –de rituais indígenas à produção de remédios.

O problema é que o excedente abastece o tráfico. Afora os papéis da PF, documento endereçado pelo Itamaraty à Comissão de Relações Exteriores da Câmara, em 2007, anotou:

"Entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares".

O mesmo texto informou que, sob Evo, adotou-se na Bolívia uma política dicotômica: combate ao narcotráfico e "valorização" da folha de coca.

Segundo o Itamaraty, uma delegação de brasileiros e chilenos fora à Bolívia, em junho de 2007, para reunião com autoridades locais. "Sem resultado".

Realizou-se um esforço para reativar, também sem sucesso, as comissões mistas antidrogas Brasil-Bolívia.

Em setembro de 2008, o Itamaraty enviou à Câmara um segundo relatório. Informou:

A ONU contabiliza "aumento na produção de coca na Bolívia pelo quinto ano consecutivo".

Em outubro de 2008, Morales expulsou da Bolívia 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA. O pretexto foi a acusação de que faziam espionagem.

Dois meses depois, a Bolívia firmaria um acordo com o Brasil. Previa coisa parecida com a parceria celebrada agora por José Eduardo Cardozo.

A PF passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e armas. A implementação do acerto esbarrou no cofre. Ontem como hoje, La Paz queria que Brasília pagasse as contas.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Preta Gil: ‘Eu sou uma mulher negra, gay.......e feliz’

Autora da pergunta que resultou em resposta enviesada do deputado Jair Bolsonaro, a cantora Preta Gil foi aos refletores na noite passada.

Ela participou do lançamento da 15ª Parada Gay de São Paulo. Sobre a reação de teor racista que sua pergunta suscitou em Bolsonaro, Preta disse:

"Passei, nos últimos dias, por um terror. Fui injustamente agredida por um político que não só me agrediu, mas a todos que são negros, gays ou que são os dois. Eu, no meu caso, sou uma mulher negra, gay e feliz".

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Câmara recebe seis representações contra Bolsonaro

  Reprodução
As declarações de cunho racista feitas por Jair Bolsonaro na noite de segunda (28) já renderam seis representações contra o deputado.

Quatro pedidos de abertura de processo tiveram origem na própria Câmara. Dois vieram de fora: da OAB e da Presidência da República.

A peça do Planalto é assinada por Carlos Alberto Júnior. Ele é ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência.

Todos os documentos terão o mesmo destino: a Corregedoria da Câmara. Responde pelo órgão um deputado do mesmo partido de Bolsonaro.

Chama-se Eduardo Fonte (PP-PE). Ouvido, disse que a meia dúzia de representações, por análogas, devem ser reunidas em uma.

O corregedor declarou que ainda não conhece o teor das acusações. Acha, porém, que o fato de pertencer à mesma legenda do acusado não compromete sua isenção:

"A Corregedoria  não tem amigo, nem inimigo, nem partido político; ela vai agir de acordo com o regimento [da Câmara] e a Constituição".

Bolsonaro foi devolvido à berlinda, seu habitat natural, por conta de declarações levadas ao ar no programa CQC, da TV Bandeirantes (vídeo disponível aqui).

O deputado participou do quadro “O Povo Quer Saber”. A certa altura, a cantora Preta Gil perguntou-lhe o que faria se um filho se apaixonasse por uma negra.

E Bolsonaro: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Não corro esse risco porque os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu”.

Desde então, o deputado se esforça para convencer a platéia de que deu a resposta atravessada porque entendeu mal a pergunta de Preta.

Bolsonaro alega ter entendido que a cantora lhe havia perguntado sobre qual seria sua reação se um de seus filhos tivesse um relacionamento gay.

O deputado nega que seja racista: "Tenho funcionários negros, minha esposa é afrodescendente e o meu sogro é mais negro que mulato".

Quanto aos homossexuais, ele reitera sua aversão. Nesta quarta (30), de passagem pelos funerais de José Alencar, disse que está “se lixando” para os gays.

Se as representações contra Bolsonaro foram consideradas procedentes, a Corrregedoria terá de remetê-las ao Conselho de Ética da Câmara.

Cabe ao conselho definir se um deputado é ou não passível de punição. As penas vão da simples advertência à abertura de processo de cassação por quebra de decoro.

Antecipando-se à pior das hipóteses, Bolsonaro pediu sua própria convocação pelo Conselho de Ética. Deseja explicar-se.

Uma das representações gestadas na própria Câmara carrega as assinaturas 20 deputados e deputadas.

Foi elaborada na terça (29), em reunião da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Presidida pela deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), a comissão tem Bolsonaro como membro.

Em ofício dirigido ao líder do partido de Bolsonaro, Nelson Meurer (PP-PR), Manuela pediu o afastamento do colega da comissão. Não obteve, por ora, resposta.

De resto, o grupo capitaneado por Manuela protocolou uma trinca de pedidos de investigação contra Bolsonaro fora da Câmara.

Um foi dirigido à Procuradoria-Geral da República. Outro, ao Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

O terceiro foi remetido ao Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial. As três peças acusam Bolsonaro da prática de crime de racismo.

Outras duas representações levadas à Corregedoria da Câmara foram iniciativas individuais de deputados do PT.

Uma é assinada por Luiz Alberto (PT-BA). O signatário da outra é Edson Santos (PT-RJ), ex- titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial sob Lula.

A última representação à Corregedoria é de autoria de quatro deputadas. Encabeça a lista a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA).

As outras três são: Rosinha da Adefal (PTdoB_AL), Flávia Morais (PDT-GO), Sandra Rosado (PSB-RN).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

- Globo: BC vê pressão gigantesca sobre os preços em 2011

- Folha: CIA ajuda rebelde líbio após ordem de Obama

- Estadão: Obama assina ordem secreta e CIA já ajuda insurgentes na Líbia

- Valor: Governo quer que a Petrobras faça as térmicas da Bertin

- Estado de Minas: PIB rural é o melhor da história

- Zero Hora: Jogo de empurra deixa ambulâncias paradas em 51 municípios

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Raridade!

Marco Aurélio

- Via 'Zero Hora'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PMDB deve perder para PDT cadeira pleiteada no BB

  Ag.Senado
Subiu no telhado a pretensão do PMDB de acomodar o ex-governador paranaense Orlando Pessuti na diretoria de Agronegócios do Banco do Brasil.

Dilma Rousseff informou aos seus operadores políticos que planeja entregar a cadeira ao candidato derrotado ao governo do Paraná Osmar Dias (foto), do PDT.

Pessuti e Dias ajudaram, cada um a seu modo, a organizar o palanque paranaense de Dilma na eleição de 2010.

Vice de Roberto Requião (PMDB), Pessuti virou governador depois que o titular deixou o posto para mergulhar na vitoriosa campanha ao Senado.

Embora as pesquisas não lhe sorrissem, Pessuti cogitava lançar-se à reeleição. A pedido de Lula, abandonou a ideia.

O PMDB associou-se, então, ao PDT e ao PT na coligação que deu suporte à candidatura de Osmar Dias, cujo palanque foi franqueado a Dilma.

Irmão de Alvaro Dias, líder do PSDB no Senado, Osmar flertou com a candidatura presidencial de José Serra. Viabilizada a aliança local pró-Dilma, desistiu.

Terminada a temporada eleitoral, PMDB e PDT incluíram Pessuti e Dias no rol de derrotados com "merecimento" para ocupar postos no segundo escalão federal.

O PMDB dava de barato que Pessuti iria à cobiçada diretoria de Agronegócios do BB. Imaginava-se que Osmar Dias seria contemplado com uma diretoria de Itaipu.

A preferência de Dilma por Dias, manifestada nos subterrâneos, força o PMDB a prospectar novas alternativas.

Afora os pendores da presidente, levantou-se contra Pessuti a voz de Roberto Requião. O ex-vice Pessuti tornou-se também ex-amigo do agora senador Requião.

Eis o que diz Requião de Pessuti: “Ele quebrou Estado do Paraná depois do enorme esforço que fizemos para ajeitá-lo...”

“...Começou a liberar precatórios, deu um aumento para a Polícia Militar que custa R$ 650 milhões num ano. Não vai poder ser pago...”

“...Fez um governo de um populismo e de uma irresponsabilidade sem medida. Se a nomeação dele se confirmar, tenho pena do Banco do Brasil”.

A despeito do nariz torcido de Requião, o Planalto não exclui a hipótese de entregar a Pessuti outro cargo que não seja a diretoria do BB.

Pessuti não é a única pendência do partido do vice-presidente Michel Temer. A lista do PMDB inclui outros náufragos de 2010.

O principal, Geddel Vieira Lima, derrotado na disputa pelo governo da Bahia, acaba de ser nomeado vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.

Aguardam na fila, além de Pessuti: José Maranhão e Iris Rezende, derrotados, respectivamente, nas disputas pelos governos da Paraíba e de Goiás.

Para Maranhão, o PMDB reivindicara a diretoria de Loterias da Caixa. Não deve levar.  

Para Iris, a legenda requisitara a Sudeco, órgão que gere a liberação de incentivos fiscais para a região Centro Oeste. Talvez leve.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Esqueça tudo. Pense nisso: verba da merenda sumiu

Furtaram a verba da merenda escolar em Alagoas. Pense nisso.

Esqueça a volta da inflação, o Bolsonaro e a Preta Gil. Pense só nisso.

A grana da merenda já era uma merreca. Ficou menor.

A escola pública já era um escândalo. Em Alagoas, virou um escárnio.

O caso envolve 13 municípios. Entre eles a capital, Maceió.

Os desvios são estimados em R$ 8 milhões.

Para esquarinhar a encrenca, mobilizou-se uma força-tarefa.

Incui gente do Ministério Público, da PF e da CGU.

Nesta quarta (30), investigadores foram ao meio-fio para cumprir 16 mandados de prisão e 28 batidas de busca e apreensão.

Você deve estar sussurrando aos seus botões: Ah, roubo de dinheiro público acontece todo dia. Ou: R$ 8 milhões? Café pequeno!

Antes que acuse o repórter de exagerado, convém colocar o roubo da verba da merenda nas suas circunstâncias.

Veriricou-se que o dinheiro desviado foi usado para encher a geladeira, a adega e até o pote de ração dos cachorros de gestores municipais.

Repetindo: a verba da merenda foi usada para comprar caixas de vinho, uísques 12 anos e comida canina.

O Congresso deveria abandonar o debate sobre reforma política. Melhor elaborar, urgentemente, um código de falta de ética para o Brasil.

Um documento que anote algo assim: Roube à vontade, desvie o que quiser. Mas não mexa na verba da merenda. Pode pegar mal.

- Em tempo: por falar em merenda, a polícia do município de Aguaí (SP) recebeu uma denúncia inusitada.

Cerca de 7 mil alunos de escolas públicas da cidade estavam prestes a degustar frango com data de validade vencida.

Depois de checagem rápida, verificou-se que a acusação era procedente. Apreenderam-se 200 kg de frango fora do prazo de consumo.

Agora diga aí: esse país precisa ou não de um código de falta de ética?

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em Coimbra, Lula dedica o ‘honoris causa’ a Alencar

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TJ-RJ condena ex-gravadora de Tiririca por ‘racismo’

ABr

O bordão –“Vote no Tiririca, pior do que tá num fica”— revelou-se profético para o candidato. Eleito, melhorou de vida.

A Sony Music, ex-gravadora do palhaço, não teve a mesma sorte. Acaba de ser condenada por uma música de Tiririca, lançada em 1996.

Em verdade, trata-se de uma sentença de 2004. Expedida em primeira instância, foi agora confirmada pelo Tribunal de Justiça do Rio.

Racismo, eis a acusação. Considerou-se que a letra da música “Veja os Cabelos Dela” é ofensiva às mulheres negras.

A peça é de rara profundidade. Uma formiga a atravessaria com água pelas canelas. “Parece bombril de ariá panela”, diz o intérprete a certa altura.

“Quando ela passa, me chama atenção”, prossegue Tiririca no CD. Seguem-se versos de rima paupérrima:

Eu já mandei, ela se lavar
Mas ela teimô, e não quis me escutá
Essa nega fede, fede de lascar
Bicha fedorenta, fede mais que gambá

No processo, a Sony é ré solitária. O agora deputado não foi acionado pelas quatro ONGs da causa negra que moveram a ação.

Em valores de 2004, a condenação prevê o pagamento de R$ 300 mil a título de indenização.

Depois de corrigida monetariamente, a cifra vai às arcas do Fundo de Defesa de Direitos Difusos.

A Sony informa que recorrerá da a sentença. Confirmando-se o recurso, a causa deve subir ao STJ, em Brasília.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na despedida de Alencar, todos os tipos de ‘amores’

Dono de histórico luminoso, José Alencar desperta admiração até em pessoas cuja biografia carrega passagens nada admiráveis.

Reuniram-se em torno do esquife do ex-vice-presidente, exposto em velório no Planalto, todos os tipos de amores.

Do amor personalíssimo de Mariza, a mulher de toda uma vida, ao amor anônimo do brasileiro que viu na saga do morto razões para ter apreço à vida.

Lula Marques/Folha

Entre os extremos, imiscui-se o amor bandido. Vão abaixo, duas cenas emblemáticas.

Numa, José Dirceu, definido pelo Ministério Público como “chefe da quadrilha” do mensalão, despede-se da ausência de mácula com um gesto de continência.

Lula Marques/Folha

Noutra, Antonio Palocci, isentado pela benevolência do STF do malfeito da quebra de sigilo do caseiro, mimetiza o beijo da viúva.

Lula Marques/Folha

As imagens descem à crônica do velório como evidências de que, na política, nem o imaculado está livre das relações que desafiam o amor-próprio.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Bolsonaro: ‘estou me lixando para esse pessoal’ gay

Às vezes, o melhor remédio contra a ignorância é ignorar. Jair Bolsonaro, porém, não permite que o ignorem.

Nesta quarta (30), de passagem pelo velório de José Alencar, cometando polêmica inaugurada na segunda (28), o deputado borrifou querosene na fogueira:

"Eu estou me lixando para esse pessoal aí. Agora criaram a Frente Gay [na Câmara]. O que esse pessoal tem para oferecer? Casamento gay?...

“...Adoção de filhos? Dizer pra vocês, que são jovens, que se tiverem um filho gay é legal, vai ser o orgulho da família? Esse pessoal não tem nada para oferecer".

É homofóbico? "Cada um faz o que quer com esse corpinho cabeludo entre quatro paredes".

Receia o processo por quebra de decoro parlamentar? "Soldado que vai à guerra e tem medo de morrer é um covarde".

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sobre inflação, BC e Dilma falam línguas diferentes

Stock Images

Há coisa de duas semanas, a repórter Claudia Safatle perguntou a Dilma Rousseff:

Acha possível ter um pouquinho mais de inflação para obter um pouco mais de crescimento?

E a presidente, em timbre categórico: “Isso não funciona. É aquela velha imagem da pequena gravidez. Não tem uma pequena gravidez...”

“...Ou tem gravidez ou não tem. Agora, não farei qualquer negociação com a taxa de inflação. Não farei”.

Pois bem. O Banco Central acaba de detectar a existência da gravidez pela metade.

Passou a considerar “aceitável” que a inflação fique um pouquinho acima do centro da meta oficial de 4,5% em 2011.

Por quê? Para que o esforço antiinflacionário não resfrie a economia a ponto de comprometer em demasia o crescimento do PIB.

Vem daí que o BC achou melhor rever sua estimativa de inflação para 2011. Elevou-a de 5% para 5,6%.

Carlos Hamilton, diretor de Política Econômica do BC, explicou: com a inflação rodando nos arredores de 6%, a paulada contra a carestia precisa ser “mais suave”.

E quanto à meta de inflação? Ouça-se mais um pouco do diretor Carlos Hamilton:

"O trabalho é para que essa diferença em relação à meta fique no menos possível em 2011...”

“...Para que a inflação convirja para a meta em 2012, que é para onde estamos olhando".

No português das ruas: O BC dá de barato que a inflação prevalecerá em 2011. Tenta evitar a goleada. Equipa-se para tentar a forra em 2012.

Na conversa de duas semanas atrás, Dilma dissera coisas assim: “Eu não vou permitir que a inflação volte no Brasil...”

“...Não permitirei que a inflação, sob qualquer circunstância, volte. Também não acredito nas regras que falam, em março, que o Brasil não crescerá este ano...”

“...Tenho certeza que o Brasil vai crescer entre 4,5% e 5% este ano”.

Além de rever para o alto seu prognóstico de inflação, o BC alterou para baixo sua previsão de crescimento da economia: de 4,5% caiu para 4%.

Ou seja: considerando-se os novos parâmetros do BC, a “certeza” de Dilma tem a consistência de um pote de gelatina.

Pode-se conconcordar com Dilma ou com o BC. Só não dá pra fingir que falam a mesma língua.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bolsonaro: ‘Minha mulher é afro e meu sogro, negão’

O bom senso do deputado Jair Bolsonaro diminui na razão direta do encurtamento da distância que o separa do microfone.

Na penúltima polêmica em que se enredou, Bolsonaro comprou briga com Preta Gil. A cantora ameaça processá-lo.

A coluna de Mônica Bergamo veicula, na Folha, um par de notas sobre a encrenca. Leia:

- No meu nome: Jair Bolsonaro (PP-RJ) quer se defender sozinho se for processado por racismo pela cantora Preta Gil...”

“...Perguntado por ela, em um quadro do "CQC", sobre o que faria se seu filho se apaixonasse por uma negra, ele respondeu que não discutiria "promiscuidade" e que os filhos "foram muito bem educados".

"Pra que advogado? Quem faz minhas defesas sou eu", diz ele. "Mas se for necessário, tenho vários advogados no gabinete. Aí um deles assina para mim".

- Tudo Errado: Bolsonaro diz que entendeu que a pergunta de Preta se referia à possibilidade de seu filho namorar um gay.

"Respondi o que meu cérebro entendeu. Minha esposa é afrodescendente e meu sogro é negão".

Como se vê, o preconceito de Bolsonaro, antes um caso para psicólogos, tornou-se desafio para a otorrinolaringologia.

Ao ouvir o vocábulo “negra”, o cérebro do deputado fareja “gay” e verte despautérios pela garganta. Um espanto!.

- Em tempo: Leia mais sobre o tema aqui, aqui, aqui e aqui.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma condicionou o socorro a Portugal às ‘garantias’

  Nacho Doce/Reuters
A “caravela” aérea de Dilma Rousseff mal havia aportado em solo português e ela já teve de responder à pergunra que mais inquieta o país anfitrião.

Pode o Brasil adquirir títulos da dívida de Portugal para ajudar o ex-colonizador envolto em crise?

Dilma esclareceu aos repórteres que a boa vontade da ex-colônia é grande, mas tem limites.

Disse que, pelas regras do Banco Central, as reservas internacionais brasileiras só podem ser usadas na aquisição de papéis de baixíssimo risco.

São títulos que recebem a classificação “AAA”. O papelório português, por tóxico, é cotado pela agência de risco Standard & Poor’s como “BBB-“.

Assim, disse Dilma, só haveria uma hipótese de o Brasil estender a mão: Portugal teria de oferecer garantias reais.

Dilma expressou-se em linguagem polida, como convém. Primeiro, levou mel aos lábios:

"O Brasil tem compromisso com Portugal e sempre vai ter. Temos investimentos de Portugal no Brasil e temos investimentos do Brasil em Portugal”.

Só então exibiu o ferrão: “A única alternativa que nós vemos para esse caso é a possibilidade de comprar títulos [...] com garantia...”

“...Ou garantia real ou de algum ativo que supra essa deficiência. Isso vai depender de negociação”.

O diabo é que nem haverá tempo para a abertura de negociação. A morte de José Alencar levou ao encurtamento da agenda de Dilma.

Cancelaram-se os encontros que ela teria com o presidente e o primeiro-ministro de Portugal –Aníbal Cavaco Silva e José Sócrates, respectivamente.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em Coimbra, Dilma dirige cobrança pública a Haddad

Dilma Rousseff visitou a Universidade de Coimbra. Percorreu pedaços do campus acompanhada por um séquito de estudantes brasileiros.

Há na escola portuguesa pouco mais de 900 alunos procedentes do Brasil. Muitos deles são custeados por bolsas de estudo do governo.

A certa altura, Dilma parou para trocar um dedo de prosa com ao patrícios que a assediavam. Sob atmosfera de descontração, ouviu queixas.

A principal reclamação diz respeito à demora do MEC em validar os diplomas obtidos no estrangeiro quando os alunos retornam ao Brasil.

Dilma foi festejada pela platéia ao enunciar um compromisso:

“Nos vamos aumentar a quantidade de homens e mulheres estudando no exterior com bolsa. É um prazer ver vocês aqui”.

Súbito, os olhos da presidente alcançaram o ministro Fernando Haddad (Educação), que a acompanhava na visita à universidade.

“Aqui está o seu ministro da Educação”, ela disse. Elevando o tom de voz, Dilma convocou o auxiliar: “Fernannnndoooooo, Fernando”.

O ministro achegou-se à roda. E ouviu uma cobrança pública da chefe: “A reivindicação aqui é: menos burocracia na revalidação do diploma”. A estudantada vibrou.

Na sequência, Dilma foi ao hotel onde se havia instalado ao chegar à cidade, nesta terça (29). Ali, encontrou-se com Lula, que vinha de Lisboa.

O nome da hospedaria –Quinta das Lágrimas— ornou com a notícia que chegou do Brasil.

A presidente e o ex-soberano conversavam com repórteres quando foram informados sobre a morte do ex-vice-presidente José Alencar.

Apressaram-se em levar aos microfones declarações de apreço a Alencar. Lula foi às lágrimas.

Nesta quarta (30), prestigiado por Dilma, Lula receberá da Universidade de Coimbra o título de doutor “honoris causa”.

Terminada a cerimônia, retornarão juntos ao Brasil, a tempo de participar dos funerais de Alencar, no Planalto.

Dilma encurtou a viagem em um dia. Cancelou audiências que teria com autoridades portuguesas nesta quinta (31).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

- Globo: Combustíveis sobem mais e pressionam a inflação

- Folha: Crédito cresce, apesar de medidas do governo

- Estadão: Coalizão articula dar armas aos rebeldes contra Kadafi

- Correio: Alencar, um brasileiro

- Valor: Crédito terá aperto com IOF maior para dinheiro de fora

- Estado de Minas: Adeus, guerreiro

- Jornal do Commercio: Governo reage e vai contratar legistas

- Zero Hora: Após escândalo, Estado anuncia devassa no Daer

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Nas nuvens!

Seri

- Via Humor do Seri. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Geraldo Alckmin quer José Serra na prefeitura de SP

 Folha
De passagem por Brasília, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin defendeu a candidatura de José Serra à prefeitura paulistana em 2012.

“O Serra é o candidato mais expressivo”, disse Alckmin. “Dos nomes do nosso grupo, é o melhor. Sem dúvida”.

Presidenciável derrotado na eleição de 2010, Serra já refugou em público a hipótese de disputar a prefeitura no ano que vem.

Já foi prefeito. Elegeu-se em 2004. Assumira, por escrito, o compromisso de cumprir todo o mandato.

Dois anos depois, trocou a prefeitura pelo governo estadual. Sob críticas, entregou o cargo de prefeito ao então vice Gilberto Kassab.

Se virasse prefeito em 2012, Serra ficaria como que imobilizado até 2016. Alckmin iria à reeleição, em 2014, sem contestações.

No plano federal, de resto, estaria aplainado o caminho para a candidatura presidencial do senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Dito de outro modo: empurrando-se Serra para a prefeitura, o PSDB livra-se de um estorvo. De quabra, anula os movimentos do 'ex-demo' Kassab.

Atual prefeito de São Paulo, Kassab, unha e cutícula com Serra, desertou do DEM para organizar uma nova legenda, o neo-PSD.

Equipa-se para lançar um nome em 2012. Com Serra no páreo, Kassab se veria compelido a apoiá-lo.

Alckmin esteve em Brasília para participar de sessão do Congresso em memória do grão-tucano Mario Covas. Serra também deu as caras. Porém...

Porém, inquirido sobre as declarações de Alckmin, o ex-presidenciável preferiu se abster da resposta. Compreensível.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Comissão do senado aprova o voto em lista fechada

Angeli

Com um placar apertado – 9 a 7— a comissão de reforma política do Senado aprovou o sistema eleitoral de lista fechada.

Trata-se de uma sistemática que retira do eleitor o direito de votar nos candidatos de sua preferência nas eleições para deputados –estadual e federal— e vereadores.

O cidadão fica obrigado a votar num partido político. Serão eleitos os candidatos levados a uma lista pela legenda, na ordem que ela indicar.

O número de eleitos de cada partido dependerá da quantidade de votos que a agremiação conseguir capturar na eleição.

O resultado foi uma vitória parcial do PT, maior defensor do voto em lista. O êxito é parcial porque a coisa precisa ser aprovada nos plenários da Câmara e do Senado.

O modelo atual, embora imperfeito, homenageia a vontade da bugrada, não dos mandachuvas dos partidos.

Hoje, o sujeito escolhe os nomes que bem entende. Por vezes, vota-se em Tiririca (PR-SP) e elege-se junto Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Daí a imperfeição.

O risco é maior, porém, no modelo aprovado na comissão de sábios do Senado. Flerta-se com a hipótese de votar no PT e eleger mensaleiros empilhados numa lista.

Na sessão desta terça, concorreu com o voto em lista um sistema apelidado de “distritão”, preferido por sete dos presentes.

Consiste no seguinte: cada Estado é tomado como um grande distrito. Elegem-se os candidatos mais votados em cada "distritão".

Funcionaria como nas atuais eleições majoritárias –para prefeito, governador, senador e presidente da República. Tem a vantagem de eliminar o veneno do puxador de votos.

Cada candidato dependeria apenas dos votos que fosse capaz de seduzir. O prestígio de Tiririca não seria transferido a Protógenes.

Deveu-se sobretudo à omissão do PSDB a derrota do “distritão”. Havia três tucanos na sessão da comissão de reforma política.

Numa primeira rodada de votação, Aécio Neves (MG), Lúcia Vânia (GO) e Aloysio Nunes (SP) posicionaram-se a favor do voto “distrital misto”.

No segundo e decisivo embate –voto em lista X distritão— a tróica de tucanos preferiu escalar o muro da abstenção.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Presidente do Incra: gestão será à ‘iniciativa privada’

Com três meses de atraso, tomou posse nesta terça (29) o novo presidente do Incra, a repartição que cuida da reforma agrária.

Chama-se Celso Lacerda. Sob Lula, foi superintentende do órgão no Paraná. Prometeu fazer uma gestão de inspiração privada:

"Temos que qualificar a gestão do Incra no sentido de ter uma gestão nos padrões da iniciativa privada, ou seja, que a gente possa gastar cada vez menos e produzir cada vez mais".

A frase é alvissareira. Contrasta, porém, com pelo menos uma decisão tomada pelo autor ao tempo em que dirigia o escritório paraense do Incra (leia aqui).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Reunião sobre greves no PAC produz... outra reunião

Marlene Bergamo/Folha

Premido pela revolta que levou 80 mil operários de obras do PAC a cruzar os braços, o governo promoveu uma reunião no Planalto.

De um lado, o ministro Gilberto Carvalho (Secretário-Geral da Presidência). Do outro, representantes das centrais sindicais e das empresas.

Marcada pelo dissenso, a conversa resultou apenas no agendamento de uma segunda reunião, nesta quinta (31).

Deseja-se compor uma comissão tripartite para antecipar as encrencas nos canteiros de obras, evitando-as.

Os sindicatos sustentam que as condições de trabalho nas obras do PAC são degradantes. Os empresários negam.

Em entrevista, Gilberto Carvalho associou a sublevação de Jirau, o primeiro canteiro a ser virado do avesso, a uma alteração no cronograma (aqui e aqui).

Responsável pela obra, a Camargo Corrêa antecipou a previsão de entrega de 2013 para 2012.

Para o ministro, a decisão "provocou uma maior concentração de trabalhadores”.

“Fiz ponderação se não era o caso de se rever essa decisão e tentar trabalhar com um contingente um pouco menor para diminuir o grau de tensão".

A despeito de aproximar-se mais dos sindicatos do que das empresas, Gilberto Carvalho tentou manter-se eqüidistante:

“O governo não terá a mínima tolerância com qualquer sinal de trabalho indecente...”

“...Ao mesmo tempo, esse mesmo governo não vai permitir que disputas intrassindicais ou movimentos que firam a lei não sejam punidos".

Seja como for, governo apelando a tocador de obra que reduza o ritmo do cronograma é coisa nunca antes vista na história desse país.

Ao tocar fogo nos alojamentos os operários, até aqui a parte invisível do PAC, fizeram-se notar.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em Portugal, Lula e Dilma ‘cultuam’ Alencar. Assista

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Secretaria de SP: ‘Por que Alencar e não o Sarney?’

Nas pegadas da morte do ex-vice-presidete José Alencar, a secretaria de Cultura do governo de São Paulo levou ao twitter o seguinte comentário:

"PQ foi o José Alencar e não o #Sarney?".

A frase foi rapidamente removida. Porém, antes de expurgado, o cometários correu a web. Foi “retuitada”, como se diz, por incontáveis internautas.

Consumado o constrangimento, a secretaria vinculada ao governo tucano de Geraldo Alckmin viu-se compelida a pedir desculpas.

Veiculou no mesmo microblog o seguinte texto:

"Mensagem postada indevidamente no nosso perfil não reflete a posição oficial da Secretaria. Lamentamos o ocorrido" (veja lá no rodapé).

É a segunda vez que José Sarney (PMDB-AP), tetrapresidente do Senado, é brindado com mensagens tóxicas em microblogs oficiais.

No mês passado, uma funcionária terceirazada do STF valeu-se da aposentadoria do jogador Ronaldo para indagar no twitter do tribunal:

"Ouvi por aí: 'agora que o Ronaldo se aposentou, quando será que o Sarney vai resolver pendurar as chuteiras?'."

Presidente do Supremo, Cezar Peluzo tocou o telefone para Sarney. Desculpou-se. Ouviu dele pedido para que não punisse a funcionária.

Peluzo fez ouvidos moucos para o apelo, mandou dispensar a autora do chiste e divulgou nota de esclarecimento.

Não há, por ora, notícia de telefonema de Alckmin para Sarney. Os dois, a propósito, encontraram-se nesta terça (23), numa sessão do Congresso em memória do grão-tucano Mário Covas..

- Siga o blog no twitter 

Escrito por Josias de Souza às 18h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chávez recebe prêmio de ‘liberdade de expressão’!?!

O presidente venezuelano Hugo Chávez recebe nesta terça (29) um prêmio por sua “contribuição à liberdade de expressão, à comunicação popular e à democracia”.

A honraria é concedida pela Faculdade de Jornalismo da Universidade Nacional de La Plata, da Argentina.

Reitora da escola, Florência Saintout, diz que Chávez merece o prêmio por ter estimulado a “liberdade de expressão na América Latina”. Ouça-se a professora:

“Nós acreditamos que existe liberdade de imprensa na Venezuela e entregaremos o prêmio a um presidente pelo que faz pela comunicação popular”.

Chávez é o segundo presidente a receber a premiação. O primeiro foi Evo Morales, da Bolívia.

Dia virá em que o macaco interpelará o homem sobre os resultados da evolução da espécie: Valeu a pena?

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jurado pelo câncer, Zé Alencar morreu cheio de vida

Sérgio Lima/Folha

O coração do ex-vice-presidente José Alencar parou de bater. Deu-se às 14h41 desta terça (29).

Fala-se muito em morte prematura. A de Alencar foi procrastinada. Noutros tempos, ocultava-se o câncer. O de Alencar foi à praça.

Quinze anos de convívio, 17 cirurgias, incontáveis internações. Alencar viveu a morte intensamente, adiando-a.

Tinha onde cair morto. Sabia que, mais dia menos dia, acabaria o seu dia-a-dia. Mas divertia-se dando rasteiras no inevitável.

Jurado de morte pelo câncer, Alencar morreu cheio de vida. A essa altura, deve estar inquirindo o comitê de recepção:

“Mas já? Por que tão cedo? Por que pra sempre?”

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Barack Obama:‘Fizemos o que a oposição líbia pediu’

Saul Loeb/AFP

Sob "bombardeio" em seu território, Barack Obama viu-se compelido levar a cara à TV para explicar os mísseis que os EUA despejam sobre a Líbia.

Em pronunciamento veiculado na noite passada, disse ter autorizado a ação militar durante sua visita ao Brasil para “impedir um massacre”. Acrescentou:

"É verdade que os EUA não podem usar seu poderio militar contra todos os problemas do mundo, por isso tivemos que pesar e medir nossos interesses...”

“...E não era do nosso interesse nacional que Gaddafi retomasse o poder em Benghazi [principal cidadela dos rebeldes líbios]...”

“...Mas estes não foram os únicos motivos. Fizemos o que a própria oposição líbia nos pediu para fazer".

- Aqui e aqui, detalhes do pronunciamento. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula diz que, havendo divergência, Dilma ‘está certa’

  Antônio Cruz/ABr
Adepto do mutismo no Brasil, Lula moveu os lábios diante de jornalistas um par de vezes no seu primeiro dia em Portugal.

A primeira concessão aos gravadores foi feita numa conversa coletiva, na saída de um jantar (leia o texto abaixo).

A segunda, num encontro com dois repórteres, no hotel em que Lula se hospedou em Lisboa, nesta segunda (28).

Jair Rattner, um dos repórteres presentes à segunda entrevista, levou à web um relato do diálogo. Vão abaixo os principais trechos:

- Divergências com Dilma: “Não há hipótese de haver divergência. Porque quando houver divergência, ela está certa”.

- Voto do Brasil contra o Irã na ONU: “Acho que foi correto o voto do Brasil. Tem que ter um relator que vá ao Irã investigar. O relator não é obrigado a concordar com as acusações feitas por outros países, mas você não pode impedir que vá alguém investigar se há ou não atrocidades contra os direitos humanos [no Irã]”.

- Ausência no almoço oferecido por Dilma a Barack Obama: “Foi por uma razão muito simples. Fazia apenas dois meses e meio que eu tinha deixado a Presidência. Eu acho importante que o Fernando Henrique Cardoso tenha ido, que o Collor tenha ido, que o Itamar tenha ido, que tenha ido o Sarney como presidente do Senado. Agora, eu, fazia apenas dois meses e meio que tinha saído da Presidência. Eu não poderia voltar ao Itamaraty, tinha que deixar passar um tempo. Senão seria eu competindo com a nossa presidenta”.

- Resultados da visita de Obama ao Brasil: “Eu esperava que ele anunciasse algumas coisas mais importantes. Por exemplo: que o Brasil deveria entrar no Conselho de Segurança da ONU, que ele reconhecesse e cumprisse a decisão da OMC em relação à questão do algodão, que ele diminuísse a taxação do etanol e, mais ainda, que ele retomasse as negociações da rodada de Doha, porque a rodada de Doha parou por causa das eleições nos EUA e na eleição da Índia. Somente o comércio é que vai criar condições para a melhoria da vida dos países mais pobres”.

- Revoltas populares contra ditadores do Norte da África e Oriente Médio: “É uma sede de democracia que bateu na juventude. O que aconteceu com a juventude é que eles queriam dignidade, queriam ter esperança outra vez. Eu acho que a democracia é isto, você permitir que as pessoas participem das decisões, que as pessoas tenham alternância de poder. Isto resulta num benefício importante para o mundo e para o Oriente Médio”.

- Acusação de que deixou um legado maldito que açula a inflação: “Acho que, se tem um país que não tem problemas, é o Brasil. O Brasil continua crescendo, a inflação está controlada e vai ser controlada, não há nenhuma perspectiva de a inflação voltar. Eu tenho lido e ouvido pronunciamentos da presidenta Dilma de que ela fará todo o esforço possível para não permitir a volta da inflação, porque ela sabe que a volta da inflação significa prejuízo aos trabalhadores que vivem de salário”.

- Futuro político: “A partir da segunda quinzena de abril eu vou fazer uma agenda mais forte dentro do Brasil. Quero ajudar a fortalecer o PT e o movimento social, quero manter contato com o movimento sindical. Vou voltar à porta de fábrica em São Bernardo do Campo, porque eu apenas deixei de ser presidente da República, mas eu jamais serei um ex-militante político, um ex-militante sindical, um ex-militante social. Está na minha vida fazer isso e eu vou continuar fazendo porque é uma coisa que eu gosto e que eu preciso”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula: o Brasil tem de ‘fazer tudo’ para ajudar Portugal

Miguel Mans/Reuters/Publico

Acompanhado da mulher, Marisa, Lula jantou na noite passada, em Lisboa, com o primeiro-ministro José Sócrates e o ex-presidente Mário Soares.

Na saída, rodeado por repórteres, disse meia dúzia de palavras sobre a crise econômica que infelicita Portugal.

Perguntou-se a Lula se o Brasil poderia ajudar, adquirindo títulos da dívida portuguesa.

Depois de dizer que já “não pode” falar em nome do Brasil, o ex-soberano falou como se presidente fosse:

“Tudo o que pudermos fazer para ajudar Portugal, temos de fazer”.

Lula deu um conselho ao ex-colonizador. Acha que Portugal deve evitar socorrer-se do Fundo Monetário Internacional.

“O FMI não resolve os problemas”, ele disse. Muitas vezes, acrescentou, o Fundo “agrava” a encrenca.

Lula foi a Portugal para receber, na Universidade de Coimbra, o título de “doutor honoris causa”, já concedido a Fernando Henrique Cardoso.

A cerimônia de Coimbra será na quarta (30). Antes, nesta terça (29), ele receberá em Lisboa uma comenda do Conselho da Europa.

Dilma Rousseff também desembarca em Portugal nesta terça. Ficará três dias no país.

O objetivo central da viagem da presidente é o de prestigiar Lula em Coimbra. Prevê-se que ela terá com seu patrono um jantar privado.

Depois, na quinta (31). Dilma manterá encontros protocolares com autoridades portuguesas.

Entre elas o presidente Aníbal Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates, na bica de deixar o cargo. Sócrates renunciou ao cargo na semana passada.

Bateu em retirada depois que o Parlamento de Portugal rejeitou um pacote de gastos proposto por ele para combater a crise.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

- Globo: Planalto: Saúde e Educação não agem contra as fraudes

- Folha: Coalizão amplia ofensiva e discute Líbia pós-Gaddafi

- Estadão: Juízes federais marcam greve por reajuste de 14,79%

- Correio: As 12,4 mil vagas que o governo cortou

- Valor: Petroleiras não cumprem índices de conteúdo local

- Estado de Minas: Procuram-se 44 mil hóspedes até 2014

- Zero Hora: Álcool no RS é o mais caro do país

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Supremos ensinamentos!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Itaipu: Câmara deve triplicar o repasse ao Paraguai

A Câmara planeja votar nesta quarta (30), a toque de caixa, um projeto polêmico que dormia nos escaninhos há um ano, quatro meses e 11 dias.

Prevê a revisão do Tratado de Itaipu, firmado entre Brasil e Paraguai em 26 de abril de 1973, já lá se vão quase 38 anos.

Pela proposta, o governo brasileiro concorda em triplicar o valor que paga aos paraguaios pela energia que excede às necessidades do país vizinho.

Hoje, o Brasília repassa anualmente a Assunção US$ 120 milhões. Aprovada a alteração, a conta passará a ser de US$ 360 milhões por ano.

As cifras estão anotadas numa mensagem enviada por Lula à Câmara em 19 de novembro de 2009. A peça é acompanhada de exposição de motivos.

Assinam o texto três ministros, dois deles mantidos sob Dilma Rousseff: Celso Amorim (Itamaraty), Guido Mantega (Fazenda) e Edison Lobão (Minas e Energia).

Como não há almoço grátis, o mimo concedido ao Paraguai teria de ser seguido por uma elevação da conta de luz dos brasileiros.

Para não azedar os humores da platéia às vésperas do ano eleitoral de 2010, Lula decidiu espetar o custo nas arcas da Viuva. A exposição dos ministros anota:

“O custo adicional, conforme decisão já antecipada por Vossa Excelência [Lula], será arcado com recursos a serem definidos pelo Tesouro Nacional...”

“...De forma a não onerar a tarifa de energia elétrica paga pelo consumidor brasileiro”.

Na Câmara, a mensagem de Lula foi convertida por Michel Temer, então presidente da Casa, num projeto de decreto legislativo.

Distribuído a cinco comissões –Defesa Nacional, Minas e Energia, Finanças, Relações Exteriores e Justiça— o projeto não foi votado em nenhuma delas.

Reza o regimento que, quando uma matéria corre em mais de três comissões, é preciso constituir uma outra comissão, chamada de “especial”.

No fim de 2010, um mês antes de renunciar à presidência da Câmara para assumir a vice-presidência da República, Temer criou a tal comissão especial. Jamais se reuniu.

Ou seja: o texto que afaga o Paraguai com verbas arrancadas do contribuinte brasileiro chega à pauta do plenário por um atalho que avilta o processo legislativo.

Considerando-se a letra fria do tratado de 1973, a proposta que os deputados vão votar (sem o inconveniente do debate) não faz nexo. Por quê?

Na parceria que resultou na construção de Itaipu, o Paraguai não entrou com um mísero tostão. As dívidas foram contraídas pelo Brasil.

Excluindo-se da conta tudo o que já foi pago, o débito remanescente é estimado em US$ 19 bilhões. A fatura será integralmente liquidada em 2023.

Saldadas as dívidas, o Paraguai será feliz proprietário de 50% da segunda maior hidrelétrica do planeta sem ter levado a mão ao bolso.

Reza o tratado que a energia produzida por Itaipu é rateada meio-a-meio. O Paraguai utiliza menos de 8% dos megawatts que lhe cabem.

A energia excedente é repassada ao Brasil, que remunera o “sócio”. Com um pedaço dessa remuneração, o Paraguai paga sua parte na dívida.

As regras que norteiam os pagamentos feitos pelo Brasil a título de “cessão de energia” do Paraguai estão previstas no “Anexo C” do velho tratado.

É esse anexo que o governo pretende agora alterar. Para que a mudança tenha validade, tem de ser aprovada pelos Congressos do Brasil e do Paraguai.

A tentativa de rever o tratado da usina é resultado de uma pressão que o presidente paraguaio Fernando Lugo fez sobre Lula.

Lugo chegou ao poder nas pegadas de uma campanha eleitoral em que fez da renegociação de Itaipu sua pricipal bandeira.

No início, o governo brasileiro dera de ombros. Acenara com a hipótese de ajudar o Paraguai com empréstimos do BNDES.

Porém, em acordo assinado no dia 1º de setembro de 2009, Lula dobrou os joelhos.

O entendimento foi esmiuçado pelo embaixador do Brasil em Assunção, Eduardo dos Santos, em reuniões com o chanceler paraguaio, Héctor Lacognata.

Decorridos menos de dois meses, sobreveio, em 19 de novembro de 2009, a mensagem de Lula ao Legislativo.

Deve-se a ressurreição do tema a Dilma Rousseff. Ela determinou ao condomínio partidário que a sustenta que aprove a encrenca.

Da Câmara, a proposta seguriá para o Senado. A oposição acena com a hipótese de obstruir a votação. Pode retardar. Mas não tem número para prevalecer.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Realeza: a futilidade levada à fronteira do paroxismo

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Dirceu conclama petismo a brecar o fim da reeleição

  Folha
Em palestra a militantes, o ex-chefão da Casa Civil, José Dirceu, conclamou o PT a pegar em lanças contra o fim da reeleição.

”Vamos deixar de ser ingênuos. Nós é que temos iniciativa, hegemonia, ofensiva para poder nos reeleger”, disse.

A ideia foi empinada na comissão de reforma política do Senado.

Ali, aprovou-se o fim da reeleição e a ampliação dos mandatos para cinco anos.

Membro da comissão, o grão-tucano Aécio Neves argumentou: pedir votos sem deixar o cargo é certeza de uso da máquina estatal.

Em resposta, Dirceu disse à militância petista: com ou sem reeleição, a máquina é acionada. Citou São Paulo como exemplo:

“Alguém acha, em sã consciência, que vai acabar o uso da máquina a favor deste ou daquele porque vai acabar a reeleição?...”

“...Se o Serra for candidato em 2014 e não o Alckmin, não vai se usar a máquina? Não tem nada a ver”.

Transpondo-se a frase de Dirceu para o âmbito federal, a pergunta fica assim:

Se o Lula for candidato em 2014 e não a Dilma, não vai se usar a máquina? Não tem nada a ver.

Ou seja: para Dirceu, o PT tem de comparecer ao debate da reforma política com disposição para salvar a “hegemonia” federal. Sem prurido ou “ingenuidade”.

Sem essa de abaixar para pegar o sabonete.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jaqueline Roriz pede arquivamento de representação

Expirou nesta segunda (28) o prazo para que a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) apresentasse defesa escrita à Corregedoria da Câmara.

Eduardo Alckmin, advogado da filha de Joaquim Roriz, preferiu entregar à repartição um pedido de arquivamento da representação contra sua cliente.

Alegou que a investigação da Corregedoria perdeu o sentido. Por quê? Já corre contra a deputada, no Conselho de Ética, um processo análogo.

A prevalecer essa tese, a defesa teria de ser feira diretamente no Conselho, não mais na Corregedoria.

Tomado pelas palavras, o advogado de Jaqueline já não desistiu de refutar, por irrefutável, a acusação de que a deputada recebeu verbas sujas.

O doutor Alckmin deixou antever que vai recorrer a um estratagema para atingir seus subterfúgios.

O vídeo no qual Jaqueline aperece recebendo um maço de dinheiro de Durval Barbosa, o operador do mensalão ‘demo’ de Brasília, é de 2006.

Foi gravado, portanto, antes da eleição da filha de Roriz para a Câmara federal, em 2010.

O advogado argumenta que sua cliente não pode ter o mandato questionado por fato ocorrido antes da eleição. Se necessário, a tese será levada aos tribunais.

Em nota divulgada há 15 dias, Jaqueline admitiu, por inegável, o inadmissível. Recebeu a grana. Apelidou a propina de verba não declarada de campanha.

Ou seja: o crime, quando praticado antes da eleição, muda de nome e compensa.

- Em tempo: No usufruto de licença médica desde que seu nome virou escândalo, Jaqueline Roriz tentou esticar a fuga. Protocolou novo pedido de licença, agora por tempo indeterminado. Alega estar "fragilizada e mais magra". A Câmara indeferiu a pantomima.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma afirma que vai dar ‘salto maior ainda’ que Lula

Em nova escala de seu governo itinerante, Dilma Rousseff esteve em Belo Horizonte, nesta segunda (28), para lançar o programa Rede Cegonha.

Em discurso, afagou Lula. Enalteceu a “herança” recebida e disse que dará um “salto maior ainda” que o do antecessor:

"Eu tenho certeza que o nosso país está num momento muito especial. Eu recebi um país diferente...”

“...Eu recebi um país, que tinha conseguido, através da política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que eu tive a honra de suceder, em condições para dar um salto maior ainda do que o presidente Lula conseguiu dar no seu governo...”

“...Ele me legou essa herança, e vocês podem ter certeza, eu vou honrar essa herança que eu recebi".

Na platéia, o governador tucano Antonio Anastasia mereceu de Dilma a qualificação de “parceiro”. Disse que terá com ele uma relação estratégica para o Brasil.

Na sua hora de utilizar o microfone, o sucessor de Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, retribuiu:

"Tenha sempre no governo de Minas Gerais um parceiro para todas as políticas públicas capitaneadas pelo governo federal".

A exemplo do que ocorrerá com Aécio na maior parte dos dois reinados de Lula, Anastasia convive com Dilma sob atmosfera de lua de mel.

O pupilo de Aécio foi o primeiro governador a ser recebido por Dilma, no Planalto, depois da posse. Encontraram-se em 21 de janeiro.

Na semana passada, Dilma já estivera em Minas. Num evento em Uberaba, recobrira Anastasia de elogios. Prontamente retribuídos.

Previra-se para esta segunda um encontro privado da presidente com o governador. O ritmo da visita, de escassas duas horas, impediu.

Nem por isso deixaram de conversar longe dos refletores. Reuniram-se em trânsito.

Anastasia pegou carona no carro oficial da Presidência na chegada de Dilma e no caminho de volta até o Aeroporto.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maioria dos brasileiros recebe e paga em ‘grana viva’

Alex Almeida

O Banco Central realiza periodicamente uma pesquisa chamada “O Brasileiro e sua Relação com o Dinheiro”.

Nesta segunda (28), foram anunciados os resultados da última rodada. Verificou-se que a maioria (55%) ainda recebe o salário mensal em “dinheiro vivo”.

Maioria ainda mais expressiva (72%) paga suas despesas também em moeda sonante. O percentual já foi maior: 82%

Cresce o número de brasileiros com conta no banco. Em três anos, a taxa de “bancarização” saltou de 39% para 51%.

Uma evidência de que o dinheiro não é depositado por falta de oportunidade, não por desapreço às casas bancárias.

Fica claro que o dinheiro não é tudo. Tem também as ações, o ouro, os terrenos, os apartamentos, a lancha e o jatinho.

O dinheiro só é tudo para o brasileiro que, por falta de berço ou ausência de oportunidade, não logrou acumulá-lo em grandes quantidades.

Ricos e remediados, poucos, guardam as sobras no banco. Pobres e assemelhados, muitos, torram-no diretamente.

Premido por responsabilidades acima de suas possibildades, o brasileiro médio está condenado ao final do mês perpétuo. Falta-lhe tempo para lidar com bancos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Atrito com Lula? ‘Não aposta nisso, cês vão perder!’

Mônica Bergamo/Folha

Em meio às cineastas que Dilma Rousseff recebeu no Alvorada na noite de sexta (25) havia meia dúzia de jornalistas.

A repórter Mônica Bergamo relata em sua coluna desta segunda (28), na Folha, pedaços do ocorrido.

Conta que, a certa altura, perguntou a Dilma: Por que Lula recusou o convite para almoçar com Barack Obama?

A presidente levou a mão ao ombro da inquisidora e sapecou, caprichando no sotaque mineiro:

"Ô, gente, não aposta nisso [desentendimento com Lula]. Cês vão perder... Cê sabe pra onde que eu vou [no dia 30]? Eu vou pra Portugal com o Lula, gente".

Submetida a uma segunda pergunta –“E o voto do Brasil contra o Irã na ONU?”—Dilma desconversou: "Essa aqui tá querendo discutir o Irã!".

Outra repórter ensaiou uma mudança de tema: "E quem vai ser o novo presidente da Vale?" Dilma tomou um atalho que encurtou a prosa: "Eu não sei".

Ficou entendido que a noite fora concebida para o cultivo de amenidades, não para as revelações com cheiro de manchete. 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma troca eventos em Brasília por gestão itinerante

UOL/Arte

No esforço que realiza para construir um estilo próprio, diferente do de Lula, Dilma Rousseff introduziu uma novidade na rotina de anúncios de programas oficiais.

O Palácio do Planalto não será mais palco exclusivo das solenidades. Pretende-se levar os eventos para os Estados.

Um auxiliar da presidente disse ao repórter que o objetivo é “aproximar Dilma das pessoas [leia-se eleitores]”.

A prática foi “inagurada” na semana passada, com o anúncio de um programa de prevenção ao câncer de mama e de colo de útero.

Prevê investimentos de R$ 4,5 bilhões até 2014. Embora a amplitude seja nacional, Dilma escolheu Manaus (AM) para fazer a divulgação.

Nesta segunda-feira (28), vai-se repetir a dose. Dilma anunciará em Belo Horizonte o início de um programa que prometera na campanha.

Chama-se Rede Cegonha. Coisa de R$ 9,4 bilhões em quatro anos. Contempla a melhoria do atendimento a gestantes e bebês.

Ilustra o programa um lote de desenhos doados pelo artista plástico Romero Britto. O mesmo que presentera Dilma com um retrato.

De novo, a despeito da escolha da capital mineira como palco, o novo programa tem ambições nacionais.

Numa primeira fase, será levado às regiões onde a incidência de partos é maior: Amazônia Legal, Nordeste e regiões metropolitanas.

Entre as capitais, além de Belo Horizonte, o programa chegará primeiro ao Rio, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus e Recife.

A “gestão itinerante” de Dilma segue a lógica da estratégia de marketing traçada para adicionar prestígio popular à sua fama de gestora rigorosa.

Tomada pelo primeiro Datafolha de sua Era, a sucessora de Lula desfruta, na largada, de condições análogas às de seu patrono.

Em pesquisa divulgada no último dia 19 de março, o Datafolha atribuiu a Dilma taxa de aprovação de 47%.

É mais do que os 43% que Lula obtivera no terceiro mês do primeiro reinado. Praticamente igual aos 48% que ele amealhou em março de 2007.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

- Globo: Angra planeja obras para ter plano de fuga pelo mar

- Folha: Rebeldes vão rumo a bastião de Gaddafi

- Estadão: Rebeldes avançam rumo à cidade de Kadafi

- Correio: Violência: GDF quer fechar bares mais cedo para reduzir criminalidade

- Valor: Emissões de letra financeira de longo prazo deslancham

- Estado de Minas: Brecha do INSS permite abuso nas pensões

- Jornal do Commercio: Leão volta ao G-4

- Zero Hora: Definido o trajeto do metrô de Porto Alegre

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Supremo picadeiro!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ficha Suja: decisão do STF beneficia fugitivo em AL

Entre os beneficiários da decisão do STF que anulou a aplicação da Lei da Ficha Limpa na eleição de 2010 e deixou zonzo o eleitor brasileiro está um foragido da Justiça.

Chama-se João Beltrão (PRTB). Disputou uma cadeira na Assembléia Legislativa de Alagoas. Foi um dos candidatos mais votados.

Uma decisão tomada pelo TCU em 1996 levou ao enquadramento de Beltrão na Ficha Limpa. Ex-secretário de Trabalho de Alagoas, ele teve as contas rejeitadas.

Com o resultado do julgamento do Supremo, serão revalidados os mais de 31 mil votos dados a Beltrão. Votos que haviam sido anulados.

Com isso, ele espera pelo julgamento do recurso que seus advogados protocolaram no STF para assumir a cadeira na Assembléia Legislativa de Alagoas.

Poderá, então, abandonar a condição de foragido da Justiça. Sim, Beltrão é um fugitivo. Por quê?

Foi denunciado por homicídio. Acusam-no de ser o mandante do assassinato de um ex-policial militar. Teve a prisão preventiva decretada.

Empossado, não poderá mais ser recolhido preventivamente ao cárcere. Deputados não podem ser presos senão em flagrante.

O advogado do quase-deputado Beltrão, Gedir Campos, sustenta que não há prova do envolvimento de seu cliente no crime de morte.

O presidente do TRE de Alagoas, Estácio Gama de Lima, afirma que, com os votos que obteve no ano passado, Beltrão deve mesmo assumir a condição de deputado estadual.

Antes de revalidar-lhe os votos, porém, Estácio Gama vai aguardar pelo recebimento de comunicado do STF sobre a situação de Beltrão.

O advogado Marcelo Brabo, que também representa Beltrão, afirma que a diplomação e posse do cliente depende apenas do julgamento do recurso levado ao STF.

O recurso dele é um dos cerca de 30 que aguardam na fila do Supremo. Serão decididos pelos ministros relatores, sem a necessidade de passar pelo plenário.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

BC defende as barreiras contra o capital estrangeiro

Alan E.Cober

O diretor de Assuntos Internacionais e de Normas do Banco Central, Luiz Pereira da Silva, participou, neste domingo (27), de um fórum realizado no Canadá.

Falando para uma platéia de executivos de bancos, Luiz Pereira defendeu a imposição de barreiras contra o capital estrangeiro.

"Estamos enfrentando agora uma grande enxurrada de liquidez internacional", disse.

Segundo ele, o aluvião de dinheiro que ingressa ao Brasil está ajudando a acelerar a inflação, já em movimento de alta.

"As atuais e incomuns condições de liquidez estão afetando os mercados de crédito nos mercados emergentes...”

“...Os bancos centrais têm que prestar atenção a esses efeitos porque eles ameaçam a estabilidade financeira".

Luiz Pereira insinuou que o quadro inflacionário que inquieta o BC pode piorar antes de melhorar.

Disse que a inflação registrada no Brasil deve subir nos próximos meses. Coisa temporária, ele disse.

Acha que, depois do que chamou de “choque”, as taxas vão se aproximar da meta anual de inflação perseguida pelo governo, de 4,5%.

O diretor do BC absteve-se de esmiuçar as barreiras que o Brasil pode adotar para deter o excesso de dólares. Dá-se agora o oposto do que ocorria em 2008.

Naquele ano, no rastro da crise financeira global, o Brasil, mãos postas, rogava pelo ingresso de moeda estrangeira no país, acossado pela escassez de crédito.

Hoje, o que era remédio tornou-se veneno. Nas palavras de Luiz Pereira: "Algo bom em excesso pode ser um problema."

Em 2010, a Fazenda apimentou o IOF (6%) cobrado de investidores estrangeiros que vêm ao Brasil em busca da boa remuneração dos títulos de renda fixa.

Agora, prepara decreto elevando o IOF cobrado de empresas e bancos brasileiros que contraem empréstimos no exterior (leia texto abaixo).

Na véspera da exposição do diretor do BC brasileiro, discursara no fórum canadense o presidente do Banco do Canadá, Mark Carney.

Ele reconhecera que, em certas situações, o controle de capital pode funcionar. Mas manifestara o receio de que as barreiras distorçam os mercados.

Também presente ao encontro, o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou que, "em alguns casos, controles de capital podem ser úteis".

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo deve elevar taxação de empréstimo exteno

Sem alarde, o governo prepara mais um aumento de imposto. Deve elevar o IOF que incide sobre empréstimos contraídos por bancos e empresas no exterior.

Estima-se que a alíquota vai roçar os 6%. Uma forma, segundo o governo, de inibir a procura por dólar barato no mercado internacional.

A novidade virá nas pegadas da elevação de outros dois tributos. Coisa anunciada na última sexta (25).

Junto com a medida provisória que reajusta a tabela do IR em 4,5%, Dilma Rousseff assinou um par de decretos.

Num, aumentou o IOF das compras feitas no exterior com cartão de crédito. Noutro, salgou o IPI de bebidas (refrigerantes, cervejas e água engarrafada).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma cobrará respeito a direitos humanos na China

Dilma Rousseff prepara-se para visitar a China, hoje a maior parceira comercial do Brasil, à frente dos EUA.

A visita vai durar quatro dias –de 12 a 15 de abril. O filé da agenda será comercial. Haverá, porém, um momento para roer o osso.

Os organizadores da viagem informam que Dilma deve falar de direitos humanos numa conversa com o presidente chinês, Hu Jintao.

Não é um tema fácil para a China, país que frequenta a cena internacional como notório violador dos direitos fundamentais do ser humano.

É ainda mais difícil para a visitante apontar a sujeira no canto da sala de estar do anfitrião.

Confirmando-se a intenção, Dilma dará mais uma demonstração de que elegeu o tema dos direitos humanos como prioridade. Algo que a distancia de Lula.

Na semana passada, rompendo tradição de uma década, o Brasil votou a favor da abertura de uma investigação contra o Irã na ONU. A China disse “não”.

Em janeiro, Barack Obama abordara com Jintao o mesmo tema espinhoso que Dilma planeja realçar no mês que vem. Deu-se, porém, na Casa Branca, não em Pequim.

Nessa ocasião, Hu Jintao admitiu que há “muito a ser feito” na China. Mas disse que não cabe a nações estrangeiras ditar regras.

- siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado vai discutir marco para a internet. Hummm!

Encontra-se em fase final de elaboração, no Ministério da Justiça, um “marco regulatório” para a internet. Coisa a ser votada no Congresso.

Antecipando-se à polêmica, o Senado planeja realizar uma audiência pública para debater o tema.

Sugerida pelo senador Eduardo Braga (AM), a ideia da audiência deve ser aprovada nesta quarta (30), na comissão de Ciência e Tecnologia.

Pretende-se arrastar para o debate representantes da Justiça, de agências reguladoras, de provedores e do comitê gestor de internet.

A última vez que o Senado se animou a tratar de internet foi para tentar censurá-la.

Esboçado numa proposta do tucano Eduardo Azeredo, hoje deputado, o obscurantismo voltou a se insinuar na eleição do ano passado.

Assim, convém abrir os olhos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo concede emissoras de rádio e TV a 'laranjas'

- Aqui, mais detalhes. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em quatro anos, desviaram-se do SUS R$ 662,2 mi

Guto Cassiano

Entre 2007 e 2010, período do segundo reinado de Lula, desviaram-se do Fundo Nacional de Saúde, que provê verbas ao SUS, R$ 662,2 milhões.

A cifra não vem de nenhum levantamento da oposição. Consta de relatórios de apuração feita pelo próprio Ministério da Saúde e pela CGU.

Deve-se a revelação ao repórter Roberto Maltchik. Ele informa que o dinheiro malversado daria para erigir 1.439 unidades básicas de saúde e de 24 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).

Pagaria um ano de salários –incluindo o 13º— de 1.156 equipes do Saúde da Família.

Convertida em procedimentos médicos, a grana custearia 1,21 milhão de cesarianas. Ou 1,48 milhão de cirurgias de hérnia.

Considerando-se a capacidade investigatória do governo, a soma dos desvios deve ser muito maior.

Nos últimos quatro anos, Brasília repassou a Estados e municípios R$ 159,13 bilhões. Desse total, apenas R$ 4 bilhões (2,5%) foram esquadrinhados. Um recorde, segundo a CGU. 

Criado em 1990, o SUS deveria dispor de um Sistema Nacional de Auditoria. Porém, o tal sistema de auditagem não existe senão no papel.

O Estado campeão em desvios é o Maranhão dos Sarney. Acumula um buraco de R$ 75,4 milhões.

As novidades vêm à superfície num instante em que governadores e o Planalto ruminam a ideia de recriar um tributo análogo à CPMF, extinta em 2007.

Fica claro que, antes de levar a mão ao bolso da bugrada, que financia a bilheteria, o Estado precisa colocar ordem no circo.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PSB flexibiliza ‘socialismo’ e adota tática empresarial

Elza Fiúza/ABr

Em seu estatuto, o PSB defini-se como uma legenda “socialista”, que se contrapõe ao sistema “capitalista”.

Na prática cotidiana, a agremiação achega-se a personagens tidos por “direitistas”. Na rotina administrativa dos Estados que governa, rende-se aos métodos do capital.

Eleito em 2010, o novo governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, mimetiza o estilo do colega Eduardo Campos, reeleito em Pernambuco.

A exemplo do que fizera Campos em seu primeiro mandato, Casagrande estruturou sua gestão servindo-se da orientação do MBC.

A sigla significa Movimento Brasil Competivo. Coisa criada pelo empresário Jorge Gerdau, do Grupo Gerdau.

Assim como em Pernambuco, também no Espírito Santo o governo escorou-se em métodos desenvolvidos por outra entidade: o INDG.

Significa Instituto de Desenvolvimento Gerencial. É comandado pelo engenheiro e consultor Vicente Falconi.

Em essência, o MBC de Gerdau fornece as ideias. E o INDG de Falconi fixa os métodos a serem utilizados para converter as teses em realidade.

Como em qualquer empresa, busca-se melhorar a gestão por meio da fixação de metas e cronogramas.

Em Pernambuco, as metas resultaram na elaboração de 606 cronogramas. Incluem de programas sociais a obras.

Presidente do PSB federal, Campos reúne seus secretários de governo em periodicidade mensal. As reuniões ocorrem numa “sala de situação”.

Há no ambiente três telas. Numa, a ata da reunião anterior. Noutra, os objetivos fixados para cada área. Na terceira, o estágio de execução dos projetos.

O governo capixaba estruturou-se em moldes semelhantes. Casagrande criou o que chama de “mapa estratégico”.

Divide-se em “dez eixos”. Um para cuidar da “atenção integral à saúde”, outro para “prevenção e redução da criminalidade” e assim por diante.

Para cada “eixo” criou-se um comitê, integrado pelos secretários cujas pastas têm relação com o tema.

Em cada comitê, uma carteira de projetos e um “gerente”, para acompanhar a execução das metas, que o governador cobrará em reuniões mensais.

Aqui e ali, integrantes do PSB queixam-se de que o partido cede a métodos neoliberais. Casagrande diz que importam os “resultados”. Campos costuma diz coisa parecida.

O governador pernambucano reconhece que utiliza “ferramentas de gestão próprias de empresas”. São essenciais, diz ele, para fazer “despesa ruim” virar “gasto bom”.

Diz-se que todos os outros governos confiados pelo eleitor ao PSB –Ceará, Paraíba, Amapá...— guiam-se pela mesma cartilha empresarial.

Ao flexibilizar o “socialismo”, o PSB tenta firmar-se na cena política como uma “novidade”. Acha que a aura de modernidade rende votos.

Influente no Nordeste, o partido quer crescer nas regiões Sudeste e Sul. Para atingir essa meta política, não hesita, de novo, em dissolver ideologia num caldeirão de pragmatismo.

No plano federal, o PSB de Campos transferiu para Dilma Rousseff a “fidelidade” que devotava a Lula. Nos Estados, achega-se ao PSDB e a um ilimitado etc.

Participa, por exemplo, dos governos tucanos de Antonio Anastasia (MG), Geraldo Alckmin (SP) e Beto Richa (PR).

Nos últimos meses, o PSB ofereceu à platéia uma evidência de que, para entrar no jogo reservado aos partidos grandes, não observará limites.

Campos achegou-se ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, figura tão distante do socialismo quanto o Sol da Terra.

O presidente do PSB abespinhou-se com Kassab. Acha que o “ex-demo” conduziu mal a operação que resutaria na fusão do novo PSD ao velho PSB.

Para atenuar a má impressão de que urdia com Kassab uma fraude política, a direção do PSB levou o projeto de fusão ao freezer.

Só pretende descongelar a iniciativa depois da eleição municipal de 2012. Fala agora em incorporação do PSD ao PSB, não em fusão.

O flerte com Kassab não constitui novidade. Em 2010, o PSB cedeu sua legenda para que Paulo Skaf, o presidente da Fiesp, disputasse o governo de São Paulo.

Muito antes, em 2002, época em que ainda presidia o PSB o avô de Campos, Miguel Arraes, o partido disputou o Planalto com Anthony Garotinho (RJ), hoje no PR.

Deu a Garotinho uma oportunidade que sonegou, em 2010, a Ciro Gomes (PSB-CE), agora um desafeto de Campos.

Escondido sob as metas empresariais e os métodos conservadores esconde-se o objetivo de sempre: a Presidência da República.

O sonho de Campos é o de tornar-se, ele próprio, candidato ao Planalto. Se Dilma chegar a 2014 bem posta, o PSB vai mirar em 2018.

Ou seja: no médio prazo, a legenda tende a escancarar o antogonismo velado que nutre por PT e PMDB, os dois sócios majoritários do atual condomínio governista.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

- Globo: Central nuclear de Angra vai rever segurança de encostas

- Folha: Donos usam laranjas em licitações de rádios e TVs

- Estadão: Consumo no Centro-Oeste é o que mais cresce no Brasil

- Correio: Inflação alta traz de volta velhos hábitos

- Estado de Minas: Felicidade à venda

- Jornal do Commercio: Recife mais caro

- Zero Hora: Dilma altera rota da política externa

- Veja: Elizabeth Taylor

- Época: O cachorro vegetariano

- IstoÉ: As verdadeira mães de Chico Xavier

- IstoÉ Dinheiro: O maior desafio da Camargo

- CartaCapital: O mercado atira em Mantega

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Depois da impunidade, a bonança!

Paixão

- Via 'Gazeta do Povo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama em vídeo: ‘Eu não vou fazer papel de bobo?’

A Casa Branca levou à web um vídeo com cenas captadas na visita de Barack Obama ao Brasil.

Num trecho, Obama aparece ensaiando com assessores as expressões em português que usou para saudar a platéia no Theatro Municipal do Rio.

Ele pergunta a uma auxiliar: “Está bom?” Diante de uma resposta afirmativa, emenda: “Ok, eu não vou fazer papel de bobo?”

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mensalão: em agosto, prescreve crime de 'quadrilha'

  José Cruz/ABr
Na política, como se sabe, o tempo faz justiça aos malfeitores.

Quando o julgamento chega, os réus já estão a salvo.

O mensalão, escândalo de 2005, é mais um desses casos em que o crime está do lado e a Justiça mora longe.

Dentro de escassos cinco meses, as acusações do processo que corre no STF começam a ser recobertas pelo pó da prescrição.

O primeiro crime a prescrever, em agosto, será o de “formação de quadrilha, informa o repórter Felipe Recondo.

Entre todos os delitos mencionados nos autos, esse é o principal. Há no banco de réus do Supremo 38 pessoas.

Desse total, nada menos que 22 foram enquadrados por "formação de quadrilha". Entre eles José Dirceu, o “chefe” segundo o Ministério Público.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

OAB estuda ação para garantir Ficha Limpa em 2012

  Lula Marques/Folha
A OAB cogita mover ação no STF para tentar assegurar que a Lei da Ficha Limpa seja aplicada nas próximas eleições, a partir de 2012.

A entidade planeja valer-se de uma ADC (Ação Declatarória de Constitucionalidade).

É um tipo de ação que serve para requerer ao STF que declare determinada lei constitucional.

Os riscos à Ficha Limpa foram ao noticiário nas pegadas do julgamento em que o Supremo considerou a lei inaplicável para a eleição de 2010.

Em entrevista, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, que também é ministro do STF, disse que a aplicação da lei nos pleitos futuros é incerta.

Segundo Lewandowski, o STF limitou-se a julgar, por ora, a compatibilidade da nova lei com o artigo 16 da Constituição.

Reza esse artigo que mudanças na legislação eleitoral só podem entrar em vigor se aprovadas um ano antes da eleição.

Como a Ficha Limpa veio à luz em 2010, ano da eleição, o STF decidiu, por 6 votos a 5, que o prontuário higienizado só poderia ser exigido no futuro.

Porém, esse julgamento não esgotou a encrenca. Recorde-se, por oportuno, o que disse o ministro Lewandowski.

"A constitucionalidade da lei referente aos seus vários artigos poderá vir a ser questionada futuramente, antes das eleições de 2012".

Tomados pelas manifestações feitas em plenário, pelo menos quatro dos 11 ministros do STF torcem o nariz para outros trechos da Lei da Ficha Limpa.

Daí a intenção da OAB de ingressar com a Ação Declaratória de Constitucionalidade, um tipo de recurso previsto na Constituição.

Na peça, a entidade de classe dos advogados pretende esmiuçar todas as dúvidas que rondam a Ficha Limpa, refutando-as.

Pedirá ao STF que, dirimidas as dúvidas, declare formalmente que a lei não desrespeita a Constituição. Algo que dizimaria a polêmica, inibindo futuros recursos em contrário.

Há, obviamente, o risco de os argumentos da OAB naufragarem no plenário do Supremo. Nessa hipótese, a lei recém-nascida iria ao lixo.

De um modo ou de outro, a platéia seria poupada do suspense. Saberia já, com mais de um ano de antecedência, se a Ficha Limpa vale para 2012 ou é letra morta.

Os movimentos da OAB serão decididos nos próximos dias, depois de consultas que estão sendo feitas por seu presidente, Ophir Cavalcante.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Abdenur: ‘Há correção de rumos’ na política externa

Embaixador do Brasil em Washington no primeiro reinado de Lula, Roberto Abdenur foi apeado do posto em 2007, no alvorecer do segundo reinado.

Voltou para o Rio, sua cidade, aposentou-se e tornou-se um observador crítico da política externa tocada pelo ex-chanceler Celso Amorim.

Decorridos três meses da posse de Dilma Rousseff, Abdenur, uma das vozes mais respeitadas da diplomacia brasileira, trocou o ceticismo pelo otimismo.

Em entrevista levada às páginas deste domingo (27), já disponível na web, o diplomata diz: “Está ocorrendo uma correção de rumos em aspectos importantes”.

Acha que, sob Dilma, tenta-se “recolocar a diplomacia brasileira na sua trilha, a salvo de indevidas ingerências ideológicas”. A conversa vai abaixo:

– Após três meses de governo Dilma, é possível afirmar que ocorreu uma mudança na política externa? Está ocorrendo uma correção de rumos em aspectos importantes, que tenta recolocar a diplomacia brasileira na sua trilha, a salvo de indevidas ingerências ideológicas.

– Dilma está conduzindo a política externa de forma mais pragmática do que Lula? Diria que sim. Infelizmente, houve um viés ideológico muito forte no governo Lula que levou a arroubos com o Irã. No entanto, o Brasil não deve virar as costas ou ser hostil com os regimes da Venezuela, da Bolívia ou de Cuba. Não precisamos é chegar ao ponto de ser solidários e coniventes com o lado criticável desses países.

– Acredita que Lula tenha usado a política externa como um “paliativo” para as alas mais à esquerda do PT? Havia muita autenticidade e sinceridade nas preferências ideológicas do Planalto. Lula, inegavelmente, levantou o perfil do Brasil no plano internacional. Contudo, estava claro que havia posturas de solidariedade por regimes que destoam do que hoje é a sociedade brasileira. Havia também esse elemento de antiamericanismo, que apequena o Brasil.

– Qual sua expectativa em torno da diplomacia de Dilma? Estou otimista. Acho que o Planalto se saiu muito bem na votação da questão da Líbia no Conselho de Segurança da ONU. Não tomamos uma posição negativa sobre a sugestão de exclusão do espaço aéreo líbio, mas não endossamos uma operação vaga e suscetível de interpretações.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

De um mico-leão-dourado: ‘Salvem antes a Marina!!!’

Wilson dias/ABr

O meio ambiente do PV tornou-se irrespirável para Marina ’20 Milhões de Votos’ Silva.

Ela migrou para a legenda depois de concluir que do mato do PT não sairia mais coelho.

Súbito, se dá conta de que também do PV só sai cobra, Zequinha Sarney, hiena, Zé Penna, lagarto...

Não ignorava que nem tudo seriam flores na “nova” agremiação. Mas não contava que houvesse predadores de tocaia.

Rei da selva do PV desde 1999, José Luiz Penna acaba de obter a prorrogação de seu reinado por mais um ano.

"Se alguém tivesse me dito, eu não teria entrado", diz Marina. "O que foi dito é que havia problemas, mas que estava em curso um processo de mudança".

Depois de sobreviver à infância pobre, à febre amarela e ao preconceito, Marina tornou-se um ser em extinção.

Prometeram-lhe a “modernização” do PV. E ela acreditou. Tornou-se o último exemplar da fauna a dar crédito a promessa de político.

A burocracia do PV condenou-a a repetir a sina de Prometeu: 300 anos acorrentada, com um abutre a bicar-lhe o fígado.

Diante do drama, já tem mico-leão-dourado gritando na floresta: “Salvem antes a Marina Silva!!!”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Imagens da semana: breve rascunho passado a sujo

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 08h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Planalto quer mandar na Vale, mas não diz para quê

Denis Balibouse/Reuters

 

A briga Planalto X Vale entrou no round derradeiro. Considerando-se as penúltimas informações, Dilma Rousseff está na bica de levar Roger Agnelli à lona.

Consumando-se o resultado, a companhia vai virar, depois de 14 anos de sua privatização, uma espécie paraestatal.

Deve-se o ataque bolivariano-petista à gestão Agnelli a um veneno que deu às privatizações da Era FHC uma aparência de leilões de fancaria.

A exemplo das telefônicas, a Vale foi ao martelo com os fundões de pensão das estatais e o BNDES no comando do cabo.

Dito de outro modo: empurrou-se dinheiro do Estado para dentro de uma operação que se pretendia privada.

Produziram-se encrencas esperando para acontecer. No caso da Vale, o governo controla, hoje, direta ou indiretamente, 61,51% da companhia. Mas não manda.

Na Vale, quem dá as cartas é Agnelli, um ex-executivo do Bradesco. Indicado pelo banco, ele preside a compahia desde 2001. Já lá se vão dez anos.

O diabo é que o Bradesco controla exíguos 21,21% do capital da Vale. A multinacional japonesa Mitsui detém outros 18,24%.

Considerando-se as regras do estatuto da Vale, o Planalto precisa levar à mesa 75% do capital da empresa para obter o escalpo de Agnelli.

Vem daí que, no curto intervalo de uma semana, o ministro Guido Mantega (Fazenda) reuniu-se duas vezes com Lázaro Brandão, o mandachuva do Bradesco.

O repórter Ancelmo Góis informa que o último encontro ocorreu nesta sexta (25). Segundo ele, o Bradesco concordou em levar Agnelli às cordas.

Participou da conversa Ricardo Flores, o petista que preside a Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil) e que representa os demais fundos no conselho da Vale.

Com o Bradesco do seu lado, o Planalto ergue a luva. O mandato de Agnelli expira em maio. O cruzado de esquerda viria na reunião do conselho da Vale, em abril.

Briga como essa não é coisa trivial. Perto da “Operação Agnelli”, os lances que expurgaram Daniel Dantas do setor de telefonia viram petelecos.

As investidas contra Dantas, o investigado-geral da República, foram feitas sob aplausos. A rasteira em Agnelli deixa a platéia entre apreensiva e assombrada.

Nos seus dez anos de presidência, Agnelli colecionou êxitos e desafetos –não necessariamente nessa ordem.

De estatal combalida, a Vale tornou-se um portento global. É, hoje, a segunda mineradora do planeta, a número um na produção de minério de ferro. Está presente em 38 países.

As vendas da empresa multiplicaram-se por dez. Saltaram de U$ 4 bilhões, em 2001, para 46,4 bilhões, em 2010. As ações valorizaram-se 1.583%.

Num instante em que o jogo parece jogado em favor do governo, fica boiando na atmosfera uma certeza e uma indagação.

A certeza: depois da montagem do cadafalso, sob Lula, o governo Dilma Rousseff descerá a lâmina. A interrogação: para quê?

Na última metade do seu segundo reinado, Lula levou aos microfones meia dúzia de palavras que, juntas, compunham algo parecido com argumentos.

Disse, por exemplo, que a Vale exporta minério bruto quando poderia vender produtos beneficiados, agregando valor à matéria-prima.

Afirmou que a Vale importa navios em vez de encomendá-los no Brasil. Dá a coreanos empregos que poderia prover a brasileiros. Há quem discorde de Lula.

Gente versada na matéria diz que, rendendo-se a Lula, a Vale atenderia aos arroubos nacionalistas do petismo, não às suas conveniências negociais.

De todo modo, havia sob Lula teses que divertiam a audiência e convidavam ao debate. Sob Dilma, há apenas o bailado do ringue. Para quê? Ninguém diz.

Súbito, os debates sobre a Vale se transferem da Bolsa de Valores para a arena política. Bom para as manchetes, péssimo para os negócios. 

A oposição, capaz de tudo, menos de se opor, enxerga no episódio uma oportunidade para mostrar que ainda existe.

Guido Mantega, que distribui socos em nome de Dilma, é objeto de um par de convocações. Uma na Câmara, outra no Senado. Terá de dizer algo.

“Surpreende a forma desastrosa como a substituição foi feita na Vale”, diz o grão-tucano Aécio Neves.

“Não contente com o aparelhamento do setor público, o PT lança as suas garras no setor privado. Isso passou de todos os limites do respeito ao país...”

“[...] Vamos querer ouvir o ministro da Fazenda sobre esse péssimo exemplo ao mundo. É preciso explicar uma ação tão violenta. A partir de agora, quem assumir a Vale sabe que terá que se curvar aos interesses do governo”.

Agripino Maia, novo presidente do DEM, ecoa Aécio: “A operação Roger Agnelli é temerária. Na hora em que o Estado exige a saída de um gestor laureado é de ficar absolutamente perplexo com o que está para acontecer”.

Líder de Dilma na Câmara, o petê Cândido Vaccarezza dá de ombros: “Acho normal a substituição na Vale. Essa mudança era de interesse dos acionistas majoritários”.

Mesmo quem considera "normal" que o dono de 61,51% do capital queira mandar no negócio olha para os números da Vale e repete a pergunta: para quê?

- Siga o blog no twitter.

 

Escrito por Josias de Souza às 08h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

- Globo: Bradesco cede a governo e aceita tirar Agnelli da Vale

- Folha: Contra alta de preços, gasolina terá mais água

- Estadão: Irã desafia a ONU e diz que não aceita investigação

- Correio: Se você gosta de beber ou viajar ao exterior...

- Estado de Minas: Álcool encosta no preço da gasolina

- Jornal do Commercio: Imposto maior para compras no exterior

- Zero Hora: O segredo da cidade dos gêmeos

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lavanderia Suprema!

Lute

- Via blog do Lute. Siga o blog no Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ministras falam da vida: ideais, filhos, sexo e câncer

Roberto Stuckert Filho/PR

A Velha República começou nas barbas de Deodoro da Fonseca e terminou no cavanhaque do Washington Luís. A Novíssima República começa no penteado renovado de Dilma Rousseff e caminha pela Esplanada sobre saltos.

Salto alto, baixo, agulha, anabela, plataforma. São nove os pares de sapatos femininos que pisam os carpetes dos gabinetes ministeriais. Em sua última edição, levada às bancas nesta sexta (25), a revista ‘Marie Claire’ deu voz aos lábios que se equilibram sobre os sapatos coloridos.

As mulheres da “presidenta” não falaram apenas de planos e metas. Discorreram sobre a vida – vaidade, filhos, sexo, doenças... Ficou-se sabendo, por exemplo, que a ministra Tereza Campello (Desenvolvimento social) combina a luta contra a miséria à batalha contra um câncer.

Câncer de mama, detectado faz quatro meses, em novembro de 2010, numa consulta de rotina. “[...] Era um tumor muito pequenininho, tinha um centímetro só, na mama. Operei, imediatamente”, contou Tereza.

“Consegui ter um diagnóstico precoce, um tratamento precoce e estou curada. Estou fazendo um tratamento preventivo. Estou na metade do tratamento. Estou vindo trabalhar, talvez, num ritmo um pouco menor. Mas estou enfrentando bem a situação”.

No governo chefiado por uma Dilma que arrostou, ela própria, um câncer linfático, outras duas colegas de Tereza viveram experiências análogas. Ana de Hollanda (Cultura) derrotou, em 1993, um câncer no mediastino. “A gente passa a curtir mais as pequenas coisas da vida”, ela ensina.

Helena Chagas (Comunicação Social), hoje com 49 anos, foi abalroada pela doença aos 32. Câncer de mama, como o de Tereza. Afetou-lhe a alma. Levou-a a um divã que durou 15 anos. Terapia intensiva.

“Me recuperei bem, mas me abalou. Um evento desses faz você repensar tudo, cair na real, ver o mundo de outra forma. É um momento importante para começar a fazer análise, buscar explicação. Passei a gostar até de fila de banco. Passei a olhar melhor as pessoas. É um sofrimento, mas você sai muito mais forte dele”.

Maria do Rosário (Direitos Humanos), ardorosa militante da causa da proteção à infância, tem em casa uma espécie de projeto de ativista. A filha da ministra, Maria Laura, 10, ameaça ligar para o disque-denúncia quando submetida às broncas da mãe.

“[...] Minha filha já disse: ‘Se continuar assim nessa casa eu vou ligar para o número 100 [disque-denúncia contra abuso infantil]’. Desde pequena ela sabe esse número. Morro de medo que ela ligue. Imagina!”

A Miriam Belchior (Planejamento) perguntou-se se é verdade que ela é “a Dilma da Dilma”, se tem a mesma fama de durona. E ela: “Somos obstinadas por resultados”. Tem dois homens em casa: o marido Antônio Dória e o filho Carlos, 16 anos. Divide a atenção à dupla com o expediente noturno.

“Sou do tipo que gosta de trabalhar à noite”, diz ela. “Eles dormem e eu faço um terceiro turno: leio, preparo projetos, preparo a papelada”. Nas finanças pessoais, Miriam alcançou um equilíbrio que, a despeito do manuseio da faca, ainda não logrou transpor para o orçamento da Viúva.

“Não entro no cheque especial há anos. Meu limite, aliás, é pequenininho para evitar essa tentação. Ter a real consciência da sua receita para adequar as despesas a ela é sempre a melhor forma de controlar”. 

Luiza Bairros (Promoção da Igualdade Racial) torceu o nariz para perguntas alheias ao âmbito administrativo. É casada, tem filhos? “A colocação mostra que esse é o tipo de pergunta que só se faz às mulheres. Fico me perguntando até que ponto interessa perguntar isso a mim?”

Em compensação, Izabella Teixeira (Meio Ambiente) revelou-se uma espécie de antítese de Marina Silva, a antecessora evangélica. “Minha mãe era perua”, a ministra permitiu-se declarar. “Diziam que ela era cover da Hebe Camargo. Sou mais despojada. Gosto de moda com uma pegada carioca”.

Define-se como “gorducha” dotada de “noção do ridículo”. Para “deixar de ser Botero e virar Modigliani”, recorre a roupas mais retas e capricha nos acessórios. Perfuma-se até para dormir. “Os homens adoram”. Conta que está namorando. “Sou superbem realizada. Adoro sexo”.

Outra que respira uma atmosfera de lua-de-mel é Idelli Salvatti (Pesca). Pescou, por assim dizer, um homem 12 anos mais jovem –um sargento do Exército com nome de presidente da ditadura: Figueiredo. Toca instrumentos de sopro.

“No nosso casamento ele tocou e eu cantei ‘eu sei que vou te amar’”, recorda Idelli. Não fosse pela política, a ministra diz que seria cantora.

As memórias de Iriny Lopes (Políticas para as Mulheres) são mais acerbas. Originária do Espírito Santo, comprou briga com o crime organizado do Estado. Viveu sob proteção da Polícia Federal por seis anos. Decorrência de um 'quase-atentado'.

“Quando fui chegando [em casa], abaixaram o vidro do carro e vi o cano da arma. Falaram: ‘é ela’. Acelerei e saí igual uma maluca cortando as ruas do meu bairro. Daí, a OEA determinou ao governo brasileiro que voltasse a minha proteção”.

No passado, o país guiava-se pela semântica da barba. A barba falava. Era um símbolo. Com o tempo, foi emitindo sinais disparatados. Na oposição, as barbas do PT eram sinônimo de barulho. No poder, Lula aparou a barba. Tornou-se compositor. Compôs com todo mundo. Inclusive com o bigode do Sarney.

No alvorecer da Era Dilma, até os barbudinhos do Itamaraty vêm sendo convidados a se ajustar. Sob Lula, Celso Amorim tinha a mesma vocação dissidente dos petistas de outrora. Antônio Patriota, barba semelhante à do antecessor, vê-se compelido a sinalizar os novos tempos no trato com o Irã.

É sobre essa passarela novidadeira que desfilam os saltos da Esplanada. Nunca antes na história desse país houve tantos, deve estar dizendo a barba-mor aos botões do pijama. “A mudança começa com elas”, apregoa a revista. Pode ser. Ou não. O batom não é garantia de êxito.   

Para ficar num único exemplo, recorde-se Zélia Cardoso de Melo, a ex-superministra do confisco. Ninguém ouve falar dela. Pior: todo mundo quer esquecê-la. É um bolero triste que ficou no passado.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Reajuste da tabela do IR chega com alta de tributos

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Dilma Rousseff tomou gastou a tinta da caneta para assinar, nesta sexta (25) três documentos. Num, soprou o contribuinte. Noutros dois, mordeu-os.

O sopro veio numa medida provisória enviada ao Congresso. Reajusta a tabela do Imposto de Renda em 4,5%.

Com isso, ficam isentos do pagamento do IR os brasileiros que ganham até R$ 1.566. A cifra anterior era R$ 1.499.

As centrais sindicais reivindicavam uma correção maior, que levasse em conta a inflação de 2010: 6,46%.

O governo alegou que, nessa matéria, deve-se olhar para a frente, não para o retrovisor. E o para-brisa é o centro da meta de inflação para 2011: 4,5%.

Seja como for, melhor ter alguma correção do que correção nenhuma. Sem ela, um pedaço dos reajustes salariais obtidos em 2010 seriam mastigados pelo fisco.

Em alguns casos, o tônico do contracheque empurrava o trabalhador da faixa de isenção para dentro da faixa que recolhe 7,5% dos ganhos ao fisco.

A mordida veio num par de decretos. O primeiro dobrou a alíquota do imposto (IOF) sobre compras feitas no exterior com cartão de crédito: de 2,35% foi a 6,38%.

O outro elevará os tributos que incide sobre as chamadas “bebidas frias”. Inclui água, refrigerantes e a velha e boa cervejinha.

Nesse caso, o Planalto absteve-se de informar o tamanho da dentada. Será conhecida na segunda (28), com a publicação das novidades no “Diário Oficial”.

A Fazenda estima que a correção da tabela do IR resultará em perda de arrecadação de R$ 1,6 bilhão.

A elevação dos tributos veio para compensar essa perda. Ou seja: o governo dá com uma mão e retira com a outra.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em telefonema a Dilma, Obama agradece ‘acolhida’

 Steve Pope/EFE
De volta à Casa Branca, Barack Obama tocou o telefone para Dilma Rousseff nesta sexta (25).
Agradeceu pela “acolhida” no Brasil.

Segundo Rodrigo Baena, porta-voz do Planalto, Obama classificou de “maravilhosa” a hospedagem em Brasília.

Em resposta, Dilma disse que a visista foi "um marco nas relações entre o Brasil e os EUA". Deseja aprofundar o diálogo.

Obama renovou o convite para que Dilma visite os EUA.

Deseja, segundo disse, “retribuir a acolhida”. Dilma vai, mas não especificou a data.

Para que a hospedagem em Washington seja tão "maravilhosa" quanto a de Brasília, Dilma talvez devesse reforçar a equipe de segurança.

Convém incluir no grupo gente capaz de submter os ministros de Obama a uma minuciosa revista.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Irã: EUA, por sujos, não podem falar dos mal lavados

Andrew Sullivan

Diz um velho provérbio chinês: sempre que tiver dificuldades para se defender de uma acusação, recorra a um velho provérbio chinês.

Outro provérbio chinês ensina: quando não existir um provérbio chinês adequado à sua defesa, invente um.

Acossado pela ONU, o Irã inventou o seu: em matéria de direitos humanos, a proximidade é conivente; a distância é crítica.

Um dia depois de a ONU ter nomeado um investigador especial para esquadrinhar as violações praticadas sob o regime dos aiatolás, Teerã apontou para Washington.

O governo iraniano enxerga digitais da Casa Branca na resolução que o Conselho de Direitos Humanos da ONU acaba de aprovar, com o voto do Brasil.

Argumenta, em esência, que os EUA, por sujos, não têm autoridade para falar dos mal lavados.

Recorda os abusos cometidos por militares americanos no Iraque e no Afeganistão. Menciona os cárceres da base de Guantânamo.

Ramin Mehmanparast, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores do Irã, declarou:

"As políticas dos EUA, tanto em atitude como em palavras, sempre foram paradoxais e baseados em padrões duplos. A recente resolução exemplifica claramente esse comportamento".

Acrescentou: "O objetivo da resolução é pressionar a República Islâmica e desviar ainda mais...a revisão periódica pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU da situação dos direitos humanos no mundo".

O envio de um investigador da ONU ao Irã foi aprovado por 22 votos a favor, 7 contra e 14 abstenções.

Entre os que disseram “não” há notórios violadores de direitos humanos. Países como Cuba e China.

No rol dos que disseram “sim” também há países problemáticos. Em sã consciência, quem pode negar que os EUA têm suas mazelas?

Quem há de erguer a voz para negar o diuturno desrespeito aos direitos humanos nas delegaciais e nas cadeias brasileiras?

O que diferencia o Irã é a dose do veneno. Ali, sob Mahmoud Ahmadinejad, esqueceu-se de maneirar.

A decisão da ONU foi um acerto. O apoio do Brasil à resolução, um avanço notável.  

Nesse campo, porém, pode-se inventar mais um provérbio chinês. São tantos os chineses que um deles já deve ter dito algo assim:

O problema de discutir com um maluco é o risco de a platéia não distinguir quem é quem.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Insatisfeito com seu emprego? Creia, tem coisa pior!

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Procurador-geral teve encontro ‘secreto’ com Arruda

  Fábio Pozzebom/ABr
O procurador-geral da República Roberto Gurgel encontrou-se secretamente com o ex-governador do DF José Roberto Arruda.

Investigador e investigado conversaram por cerca de uma hora.

Deu-se fora do prédio da Procuradoria-Geral, sem a presença dos advogados de Arruda.

Tampouco esteve no encontro a subprocuradora Raquel Dodge.

É ela quem atua, em nome do Ministério Público, no processo em que Arruda é réu, no STJ.

Gurgel e Arruda trataram do escândalo do mensalão do DEM de Brasília.

 Porém, não há vestígio do teor da conversa nas folhas do processo.

O encontro ocorreu em 2 de setembro de 2010.

Vem à luz agora graças a uma notícia produzida pelo repórter Leandro Colon.

A coisa se passou no gabinete do procurador da República Alexandre Camanho.

Fica no prédio da Procucuradoria Regional do DF, a cinco quilômetroskm do local de trabalho de Gurgel.

Alexandre Camanho não atua na investigação contra Arruda. A despeito disso, intermediou o encontro.

Procurado, Roberto Gurgel informou, por meio da assessoria que, de fato, teve uma conversa “preliminar" com Arruda.

Achou que não era "útil" transformar o diálogo em depoimento. Curioso, muito curioso, curiossímo.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Família de JK vai à Justiça para protegê-lo de Kassab

Anna Christina Kubitschek Pereira, neta de Juscelino, decidiu levar o prefeito Gilberto Kassab às barras dos tribunais.

Presidente do Memorial JK, monumento assentado em Brasília, a neta do ex-presidente abespinhou-se com uma iniciativa do ‘ex-demo’ Kassab.

O prefeito registrou em 14 de março um novo domínio de internet: www.jk.org.br. Planeja associar as iniciais do ex-presidente ao seu “novo” partido.

Inicialmente, Kassab pretendia dar à sua legenda o nome de PDB (Partido Democrático Brasileiro).

O diabo é que a sigla logo ganhou uma tradução jocosa: “Partido Da Boquinha”. Para fugir da piada, Kassab recorreu à anedota.

Rebatizou sua agremiação de PSD (Partido Social Democrático). E passou a associar a iniciativa a Juscelino Kubistchek.

Como se sabe, PSD era o nome do partido pelo qual JK elegeu-se presidente do Brasil em 1955. Foi extinto depois que a ditadura militar impôs ao país o bipartidarismo.

O repórter Sérgio Roxo informa que a neta de Juscelino enxergou na esperteza de Kassab uma iniciativa tóxica.

Antecipada na véspera pelo repórter Cláudio Humberto, a irritação da família de JK foi despejada numa nota da neta:

“JK é patrimônio do Brasil e dos brasileiros. Seu nome pertence à história da democracia nacional”, escreveu.

Para ela, o nome do avô “não pode ser usado sem o prévio consentimento da família Kubitschek e muito menos sem aprovação do Conselho do Memorial JK”.

Anna Kubitschek deixou claro que leva os lábios ao trombone “em nome da minha família e do Conselho do Memorial, que eu presido”.

Ela acrescenta: “Repudio a maneira inadequada com que o prefeito Gilberto Kassab se apropriou da sigla do meu avô para nominar sua rede social...”

“...Informo ainda que providências legais serão tomadas para coibir este tipo de política que um verdadeiro democrata jamais ousaria praticar”.

Ouvido, Kassab disse que, antes de registrar o domínio de internet, avisou a filha de JK, Maria Estela. Vem a ser tia de Anna Kubitschek.

O prefeito não se deu por achado: “Caso tudo dê certo, nós iríamos depois consultá-la, para ver se a família liberaria a marca”.

Os tempos verbais utilizados pelo prefeito não fazem nexo. “Dê” não orna com “iríamos”.

Ou Kassab diz “caso tudo desse certo” ou troca iríamos por “iremos depois consultar”.

De resto, o uso do vocábulo “marca” não soa delicado. Empresta ao velho Juscelino a aparência de um produto de ocasião.

Um detalhe injeta na pendenga um quê de inusitado. Anna Kubitschek é casada com Paulo Octávio, ex-vice governador na “panetônica” gestão de José Roberto Arruda.

No período em que Arruda foi recolhido a uma cela especial da Polícia Federal, Paulo Octávio chegou a assumir a cadeira de governador do Distrito Federal.

Viu-se, porém, compelido a renunciar ao cargo depois que as denúncias mergulharam Brasília no caos absoluto.

Paulo Octávio recebeu do partido ao qual era filiado o mesmo tratamento dispensado a Arruda.

Ameaçado de expulsão, o marido de Anna Kubitschek antecipou-se ao inevitável, desfiliando-se da legenda.

O nome da agremiação? DEM. A mesma legenda que Kassab abandonou para embrenhar-se na aventura que inclui a apropriação –aparentemente indébita— da sigla JK.

O barulhinho que você ouve ao fundo é o ruído do ex-presidente revirando-se na tumba.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TSE: aplicação Lei da Ficha Limpa em 2012 é incerta

Lula Marques/Folha

Você ficou irritado com a decisão do STF que devolveu os mandatos dos fichas-sujas barrados em 2010? Pois se ainda tem cabelos, convém descabelar-se.

O que parece apenas ruim pode evoluir para algo muito pior. A Lei da Ficha Limpa pode ser invalidada também para as eleições futuras, a começar de 2012.

Quem admite o risco é ninguém menos que o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, dono de um assento também no STF.

Lewandowski disse, em entrevista, que podem surgir, até 2012, novos questionamentos judiciais à lei higienizadora.

Explicou que, por ora, o Supremo limitou-se a julgar recurso que invocava o artigo 16 da Constituição.

Por esse artigo, alterações à legislação eleitoral precisam ser aprovadas pelo menos um ano antes da eleição.

Como a Lei da Ficha Limpa foi sancionada em junho de 2010, em pleno ano eleitoral, o STF decidiu (6 votos a 5) que a peça não valeu para a eleição do ano passado.

“Essa foi a única decisão tomada”, disse Lewandowski, levando o resto da lei para o alto do telhado. “O Supremo não se pronunciou sobre a constitucionalidade da lei”.

Como assim? “Essa constitucionalidade relativamente aos seus vários artigos poderá ser questionada futuramente, antes das eleições de 2012”. Hummmm!

Eis algumas alguns dos argumentos que podem servir de recheio para futuros recursos contra a Ficha Limpa:

1. Presunção de inocência: Reza a Constituição que todo mundo é inocente até prova em contrário.

A Lei da Ficha Limpa promoveu, para efeitos eleitorais, uma espécie de antecipação da culpa.

Para ser barrado na urna, basta que o político carregue em sua biografia uma condenação de segunda instância, emitida por mais de um juiz.

Em casos assim, o sentenciado ainda dispõe da possibilidade de recorrer às instâncias máximas do Judiciário (STJ e STF).

Se provocado, o Supremo pode entender que a lei saneadora fere o princípio constitucional da presunção de inocência.

2. Retroatividade da lei: a Constituição também estabelece que nenhuma lei pode retroagir no tempo senão para beneficiar o réu.

Significa dizer que ninguém pode ser condenado com base numa lei aprovada depois da data em que o crime foi cometido.

A Lei da Ficha Limpa fixou limites à elegibilidade. Ampliou o rol de crimes que tornam um candidato inelegível pelo prazo de oito anos.

Suponha o caso de um político que decida concorrer à prefeitura de determinada cidade em 2012.

Se ele tiver, por exemplo, uma condenação por improbidade administrativa cometida, digamos, em 2004, será alcançado pela Lei da Ficha Limpa, editada em 2010.

De novo: se provocado, o Supremo pode entender que uma lei de 2010 não pode retroagir no tempo para punir um candidato por crimes cometidos no passado.

Retorne-se ao início do texto: Você está irritado? Então, descabele-se. O ruim pode ficar muito pior!

Quanto à encrenca de 2010, resolvida em favor dos fichas-sujas, Lewandowski explicou que o STF aplicou ao julgamento o critério da “repercussão geral”.

Significa dizer que a decisão que beneficiou um candidato imundo a deputado estadual de Minas Gerais se aplica a outros sujos que foram às urnas em 2010.

O presidente do TSE também informou que o Supremo atribuiu aos relatores dos recursos ainda pendentes de julgamento a prerragativa de decidir sozinhos.

O ministro estimou em três dezenas os recursos remetidos pelo TSE ao STF, a Corte que detém a palavra final.

“Então, os ministros, nestes cerca de 30 recursos extraordinários que já foram enviados pelo TSE para o STF, deverão decidir isso individualmente...”

“...Dizendo que a lei não se aplica às eleições 2010, sem a necessidade de um novo pronunciamento do plenário”.

Decidida a pendenga no Supremo, o dono do prontuário enodoado terá os seu registro regularizado na Justiça Eleitoral.

A posse na Câmara, no Senado ou nas Assembléias Legislativas não será, porém automática. Ouça-se mais um pouco de Lewandowski:

“A partir daí, o candidato deverá tomar as providências, porque o Poder Judiciário não age de ofício, nem o STF e nem o TSE...”

“...O candidato deverá, por meio de seu advogado, tomar as providências para que uma das Casas do Congresso Nacional eventualmente afetada, ou as Assembleias Legislativas, tomem as providências necessárias”.

Antes, disse o ministro, a Justiça Eleitoral terá de “reproclamar o resultado [das urnas] e refazer os cálculos com base no quociente eleitoral modificado”.

Recontados os votos dos sujos, o TSE e os TREs “deverão diplomar os candidatos novamente e esses candidatos, depois, tomarão posse”.

Dito de outro modo: aos sujos de 2010, proveu-se a certeza da posse. Aos enlameados futuros, o benefício da dúvida. Aos eleitores, um nariz de palhaço.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

- Globo: Brasil muda e agora apoia investigar os abusos do Irã

- Folha: Dilma modifica política de Lula e vota contra o Irã

- Estadão: Brasil muda de posição na ONU e irrita regime do Irã

- Correio: Dilma dá as costas a "amigão" de Lula

- Valor: Novos governadores dão sequência à guerra fiscal

- Estado de Minas: ...E não é que vai sujar ainda mais?

- Jornal do Commercio: Preço do álcool fica menos competitivo

- Zero Hora: Dilma revê a política do Brasil sobre o Irã

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Regime de engorda!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para evitar rebelião, Dilma abre o dique de emendas

José Cruz/ABr

Dilma Rousseff começou a desarmar uma bomba relógio que Lula acionou no último dia de sua gestão.

Envolve centenas de emendas penduradas pelos congressistas no Orçamento da União entre 2007 e 2009.

Antes de sair, Lula baixou decreto fixando um prazo de validade para essas emendas. As que não forem pagas até 30 de abril serão anuladas.

O Planalto estima que, somando-se os atrasados antigos às emendas que não foram pagas em 2010, o espeto vai à casa dos R$ 18 bilhões.

Somando-se essa cifra às emendas passadas na lâmina em 2011 –mais R$ 18 bilhões—, o dique imposto aos parlamentares represaria R$ 36 bilhões.

A perspectiva de aridez monetária instalou no condomínio governista uma atmosfera de pré-rebelião.

Choveram queixas nos gabinetes dos ministros palacianos Antonio Palocci (Casa Civil) e Luiz Sérgio (Relações Institucionais).

Os queixumes respigaram na sala de Dilma na forma de ameaças de retaliação nas votações do Legislativo.

Na noite desta quinta (24), Dilma reuniu o seu Conselho Político. Integram o colegiado líderes e presidentes de partidos governistas.

Durante o encontro, a presidente informou aos mandachuvas das legendas que decidiu abrir as comportas do dique das emendas.

A seu pedido, técnicos da Casa Civil, da Fazenda e do Planejamento vão esquadrinhar as notas de empenho. Uma a uma.

O empenho é um documento no qual o governo autoriza a realização da despesa, comprometendo-se a honrar o pagamento.

Escoradas nesse compromisso, prefeituras aquinhoadas com as verbas abriram licitações e, em muitos casos, inauguraram canteiros de obras.

Porém, reeditando prática comum a outros governos, Lula converteu notas de empenho em compromissos de fancaria.

Avolumando-se os atrasados, saiu-se com o decreto anulatório baixado no apagar das luzes do segundo reinado.

Mantido o decreto-bomba de Lula, que manda ao lixo as emendas não honradas dentro de 36 dias, ecoaria no Congresso uma explosão de dimensão nacional.

Dilma decidiu, então, anular os efeitos do tal decreto dizimador de emendas. Busca agora uma fórmula jurídica para por de pé uma prorrogação.

Nas próximas semanas, os técnicos vão produzir uma relação de emendas, fixando um cronograma para os pagamentos.

Pretende-se dar prioridade às obras já iniciadas ou em fase avançada de contratação.

Não há, por ora, informação oficial sobre os prazos e o volume de emendas que vazarão das eclusas de Dilma.

Mas a simples promessa da presidente desfez as nuvens carregadas que se formavam no Congresso.

O gesto de Dilma contrasta com a política de cintos apertados que levou o governo a podar R$ 51 bilhões do Orçamento de 2011.

De resto, afora o contraste com o esforço antiinflacionário, a liberação de emendas em profusão é um flerte com o malfeito.

Em meio a emendas bem-intencionadas, há outras que são escândalos esperando para acontecer.

São usuais os casos de corrupção nascidos a partir de emendas de parlamentares –dos anões do Orçamento aos sanguessugas das ambulâncias superfaturadas.

Por vezes, as emendas têm origem em combinações espúrias de congressistas e prefeitos. Começam com uma velha pergunta -"Quanto é que eu levo nisso?"- e terminam em de$vio.

Durante a reunião, Dilma informou a seus apoiadores que enviará ao Congresso, em ritmo de conta-gotas, propostas de alteração de tributos. Absteve-se de detalhar os projetos.  

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sem ‘camisa de força do DEM’, Kassab quer elogiar

O ‘ex-demo’ Gilberto Kassab fez uma palestra para empresários nesta quinta (24). Às voltas com a fundação do seu “independente” PSD, o prefeito disse:

"Todos sabem que, do início ao fim da campanha eu apoiei o José Serra. Perdi as eleições. Portanto, não me sinto à vontade para ser governo [...]. Mas poderei, agora sem a camisa de força do Democratas, me manifestar favoravelmente em momentos que eu julgue adequada e correta a postura do governo".

O prefeito, de fato, desvencilhou-se da "camisa de força". Mas continua doido, doidinho para se acertar com Dilma Rousseff. 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama ‘dá com a cara’ numa porta da Casa Branca

- Aqui, os detalhes. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Jader: STF fez ‘justiça ao julgamento do povo do PA’

  ABr
Jader Barbalho (PMDB-PA) levou à web uma nota com comentários sobre a decisão do STF que o devolveu ao Senado.

No texto, anota que, ao anular os efeitos da Lei da Ficha Limpa para a eleição de 2010, o Supremo “apenas faz justiça ao julgamento do povo do Pará”.

Recorda que “1,8 milhão de eleitores” votaram nele no ano passado. “Esse foi o julgamento mais importante que eu tive”.

Manifesta a intenção de assumir a cadeira de senador “a curto prazo”. Detalha as providências que irá adotar.

“O que nós teremos que fazer é apenas um requerimento [ao STF]”.

Imagina que a coisa será decidida pelo próprio relator do recurso que já havia protocolado no STF, sem a necessidade de análise no plenário do tribunal.

“O que o Supremo decidiu é que uma decisão monocrática do relator de cada caso fará o que eles chamam de retratação jurídica. Não há mais nada além disso...”

“...Eu creio que a medida seja simples, portanto esse assunto é um assunto decidido e definido”.

Com o prontuário higienizado artificialmente, Jader ocupará no Senado a cadeira de Marinor Brito (PSOL-PA).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Liliane Roriz: ‘Sempre fui a ovelha negra da família’

Thyago Arruda/Divulgação

Filha caçula de Joaquim Roriz e Welian Roriz, irmã de Jaqueline Roriz, a deputada distrital Liliane Roriz tenta se dissociar da urucubaca que engolfa a família.

“Farei um caminho novo, pode ter certeza”, disse Liliane numa entrevista à repórter Luciana Marques.

“Sempre fui a mais rebelde da família, sempre fui a ovelha negra, sempre fiz aquilo que quis. Mas eu sou Roriz...”

“...Tenho que pegar as lições da família e aquilo que foi errado tenho que deixar pra trás. Não posso trazer pra mim aquilo que não foi bom, todo o político comete erros”.

O pai, abalroado pela Lei da Ficha Limpa, teve de abdicar à candidatura de governador. Foi à disputa a mãe, que se revelou um fiasco.

A irmã foi pilhada em vídeo recebendo maço de dinheiro sujo de Durval Barbosa, o operador do mensalao do DEM de Brasília.

Em meio a essa atmosfeta tenebrosa, o Ministério Público acaba de acomodar uma pedra no “caminho novo” que Liliane Roriz diz trilhar.

Ela foi acusada de receber, em 2006, apartamentos em troca de favorecimento de uma empreiteira. Nega o malfeito.

“Não venham trazer o foco dos problemas do meu pai e da minha irmã para mim”, disse. Vai abaixo a entrevista.

   
- A senhora pretende romper com o histórico de corrupção da sua família? Eu me preparei muito para entrar na política e quero fazer da vida pública uma satisfação. Farei um caminho novo, pode ter certeza. Sempre fui a mais rebelde da família, sempre fui a ovelha negra, sempre fiz aquilo que quis. Mas eu sou Roriz. Tenho que pegar as lições da família e aquilo que foi errado tenho que deixar para trás. Não posso trazer para mim aquilo que não foi bom, todo o político comete erros.
 
- Mas o Ministério Público acusa a senhora e sua filha, Bárbara Roriz, de terem recebido dois imóveis em troca de favorecimento a uma empreiteira em 2006. Já fui a todos os cartórios para comprovar que os imóveis não estão no meu nome, nem no da minha filha. Podem investigar, minha vida é um livro aberto. Não tenho nada a esconder, não tenho medo nenhum. É um contrato de gaveta que desconheço, nunca estive neste apartamento. Na situação em que a Jaqueline está é normal haver algum desdobramento na imprensa. Mas não venham trazer o foco dos problemas do meu pai e da minha irmã para mim.

- Como as recentes denúncias estão afetando sua família? É muito triste envolver os netos de Roriz nesta questão. É muito ruim tratar nossa família como o “clã Roriz”, como se a gente fosse assassino. Isso abala, é muito difícil. 

- Qual a sua relação com Jaqueline Roriz? Cada uma é de um jeito. Cada uma pensa de uma forma diferente. Estou feliz com o que estou fazendo. Tenho uma ótima relação com ela, sou muito carinhosa com as pessoas. Mas nunca acompanhei Jaqueline em sua campanha. A minha filha na época tinha 12 anos e eu não poderia entrar na política porque estava envolvida em sua educação. 

Carregar o sobrenome Roriz pesa muito? Não vejo problema em carregar o nome do Roriz porque ele foi um homem que trabalhou muito por Brasília. Tem o ônus e o bônus, mas ele cumpriu o papel dele como político de ajudar a quem precisa. Tenho me preparado há muito tempo para entrar na vida pública, não foi algo sem pensar. Mesmo porque eu não tinha o apoio do meu pai, já que a política traz muito sofrimento. Mas eu vejo isso como uma missão.

- Já pensou em trocar de sobrenome? Não vejo por esse lado. O presidente do Senado, José Sarney, não tem muitos filhos que têm envolvimento político? Não vejo problema em você ter nascido em uma família envolvida na política. Eu acompanhava meu pai quando ele era governador, conheço tudo. 

- A senhora é a sombra do seu pai? Não, eu quero cumprir outro papel para uma geração diferente. Na época em que meu pai foi governador havia uma demanda por moradia. Pode ter tido algum erro de assessoria na distribuição dos lotes, porém ele quis fazer isso. Agora é preciso dar condições para as pessoas sobreviverem, que é o emprego.

- Por isso não se filiou ao PSC, partido dos seus pais? Eu tenho pensamento próprio. Filiei-me ao PRTB porque é uma legenda nova e quero crescer junto com o partido. Cada um no seu caminho, eu escolhi o partido que queria.

- A senhora já se encontrou com Durval Barbosa? Jamais, só o vi em festas sociais. Vídeo meu não há.

- Recebeu recursos de caixa dois para campanha eleitoral? Nunca. Mas é preciso reformular esta questão das doações de campanha, fazer uma reforma política. Financiamento público é uma saída.

- Em quem a senhora se inspira na política? No senador Aécio Neves. Ele é da vanguarda e faz o que quer. Também sou fã da presidente Dilma Rousseff porque é mulher e determinada. Eu me arrependo de não ter votado nela. Não sei se chego onde Dilma chegou, o futuro vai dizer. Quando você entra na política, quer sempre dar um passo mais à frente.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Entrevistas | PermalinkPermalink #

Estudantes pedem a Dilma dinheiro para a educação

Lula Marques/Folha

UNE e UBES, as duas principais entidades estudantis do país, realizaram uma manifestação em Brasília.

Levaram à Esplanada cerca de 5 mil estudantes. Fizeram barulho defronte do Congresso. Converteram o espelho d’água do prédio em piscina.

Foram à Capital para pedir mais verbas para a educação. Querem que o governo destine 10% do PIB para o setor. Dilma chegar a 7% até 2014.

Pedem, de resto, que 50% dos dividendos do pré-sal sejam carreados para a educação.

Criado para disciplinar os investimentos da renda futura das novas reservas petrolífereas, o Fundo Social inclui a educação. Mas não especifica percentuais.

Presidente da UNE, Augusto Chagas disse: "Apresentamos [aos deputados] uma emenda ao PNE [Plano Nacional de Educação]...”

Emenda “...para que seja destinado 10% do PIB para a educação. Os 7% que estão na proposta do governo, a presidente Dilma já se comprometeu a atingir até 2014...”

“...É possível atingir os 10% até 2020 e estamos mostrando o caminho. Voltamos a apresentar a nossa emenda que propõe destinar 50% do fundo social do pré-sal para a educação".

Depois de se autobatizarem nas águas do Congresso, os estudantes foram a Dilma. Recebidos no Planalto, esmiuçaram suas propostas.

Inconclusiva, a conversa foi resumida assim pelo mandachuva da UNE: Dilma “não se comprometeu diretamente [com as reivindicações]...”

“...Mas se mostrou favorável à ideia de aprovar o padrão de financiamento” para a educação...

...“Saímos confiantes em relação ao pré-sal. Se conquistarmos isso no Congresso Nacional, acreditamos que ela não vetará”.

Sérgio Lima/Folha

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Geddel entra e a presidente da Caixa Econômica sai

Wilson Dias/ABr

Maria Fernanda Ramos Coelho deixou a presidência da Caixa Econômica Federal nesta quinta (24).

Será substituída por Jorge Hereda, vice-presidente de Governo, que cuidava na Caixa do programa Minha Casa, Minha Vida e do PAC.

A saída de Maria Fernanda coincide com a entrada do grão-pemedebê Geddel Vieira Lima.

Ex-ministro da Integração Nacional de Lula, Geddel, derrotado na disputa pelo governo da Bahia, vai à vice-presidência de Pessoa Jurídica da Caixa.

Nos subterrâneos, diz-se que Maria Fernanda, ligada ao PT, torceu o nariz para a nomeação de Geddel.

Parte da herança que Lula deixou para Dilma Rousseff, a executiva da Caixa revelava-se desconfortável na cadeira há tempos.

Sob Lula, opusera-se à operação que enfiou a encrenca do banco PanAmericano no balanço da Caixa.

Voto vencido, Maria Fernanda comandou a compra de 49% do capital da ex-casa bancária de Silvio Santos. Negócio de R$ 739,2 milhões.

A operação resultou em perdas financeiras para a Caixa. O tamanho do prejuízo começará a ser exposto na escrituração de 2011.

O Planalto tentou manter Maria Fernanda na Caixa. Conseguiu retardar a demissão, mas não logrou evitá-la.

Providenciou-se para ela um novo cargo. Será representante do Brasil no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).

Geddel vai substituir Carlos de Brito, que respondia pela vice-presidência de Pessoa Jurídica.

Trocou-se também o vice-presidente de Atendimento e Distribuição da Caixa, Sai Carlos Borges. Entra José Henrique Marques da Cruz, funcionário de carreira.

Mudou-se ainda o titular da vice-presidência de Controle e Risco. Assume o posto Rafael Rezende Neto.

Ele substitui Marcos Roberto Vasconcellos, que vai a outra vice-presidência, a de Gestão de Ativos de Terceiros, até aqui ocupada por Bolívar Moura Neto. 

Por último, a dança de cadeiras envolveu a troca de Clarice Coppetti por Joaquim Lima de Oliveira na vice-presidência de Tecnologia de Informação da Caixa.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em matéria de Irã, gestão Dilma já ficou ‘grandinha’

Paixão

Dizem que a Dilma fez uma consulta urgente ao Lula no dia da posse. Ela acordou de madrugada naquele 1º de janeiro. Estava ansiosa.

Como era muito cedo, Lula não pôde responder à consulta de sua pupila imediatamente. Concedia audiência ao sono.

Dilma já estava saindo para o Congresso quando, finalmente, soou o telefone. Lula foi direto ao ponto: “Use aquele verde-água”.

Dilma tirou o vestido vermelho que estava usando, vestiu a peça recomendada pelo patrono e foi fazer o juramento à Constituição.

O relato é uma caricatura. Mas um pedaço do petismo fiel a Lula achava que seria assim. No poder, Dilma confiaria tudo a Lula ou a Deus –o que daria no mesmo.

Pois bem. Pelo menos nas relações do Brasil com o Irã, o Itamaraty de Dilma já está bem grandinho. Já sabe escolher a própria roupa.

Nesta quinta (24), o Brasil votou a favor do aprofundamento de investigações da ONU sobre violações aos direitos humanos no Irã.

Deu-se no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Discutia-se a indicação de um relator especial para esquadrinhar o Irã.

E a representação do Brasil –espanto (!), pasmo (!!), estupefação (!!!)— engrossou o rol dos 20 países que votaram favoravelmente à providência.

Não se trata, ainda, de uma condenação ao Irã. Porém, abaixo da suspensão, é o gesto mais graúdo que a ONU poderia adotar para encostar o país na parede.

O Itamaraty alega que votou a favor porque o Irã não tem colaborado com a comunidade internacional.

Argumenta, de resto, que a resolução "é reflexo de uma avaliação compartilhada de que a situação dos direitos humanos no Irã merece a atenção do conselho" da ONU.

Nos últimos 10 anos, o Brasil ora escondia-se atrás da abstenção ora votava contra resoluções que condenavam o Irã. A favor? Jamais.

Em junho de 2010, sob Lula, o Brasil deu um dos dois votos contrários à quarta rodada de sanções da ONU para deter o programa nuclear iraniano.

Decorridos cinco meses, o Brasil se absteve de tomar posição em relação a outra resolução levada a voto na ONU.

No texto, a entidade manifestou "grande preocupação" com alguns tipos de punição impostas pelo Irã. Coisas como lapidação, flagelação e amputação.

O ex-chanceler Celso Amorim disse à repórter Claudia Antunes que, “provavelmente”, não votaria a favor da nomeação de relator especial para perscrutar o Irã.

Ministro nos dois reinados de Lula, Amorim que não é possível condenar e ao mesmo tempo manter um diálogo, inclusive sobre direitos humanos.

"As pessoas acham que sobre cada ação há apenas uma decisão moral. Mas a decisão é também política...”

“...Não no sentido de agir em interesse próprio, mas de saber se o resultado será o desejado".

Como se vê, o governo Dilma vai, devagarzinho, aprendendo a escolher no guarda-roupa de opções algumas peças que lhe dão aparência própria.

- Em Tempo: Ilustração via 'Gazeta do Povo'.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo procura cidades para depositar lixo atômico

Wikipedia

O governo brasileiro vai oferecer dinheiro (royalties) a municípios que toparem receber o lixo atômico produzido nas usinas nucleares de Angra dos Reis (RJ).

Em fase de desenvolvimento, o projeto prevê o armazenamento dos resíduos nucleares em cápsulas de inox revestidas de concreto.

Prevê-se que esses depósitos de rejeitos tóxicos terão “prazo de validade” de 500 anos.  

Deve-se a informação ao presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Ele participou, nesta quarta (23), de audiência pública no Senado.

A sessão reuniu senadores de três comissões: Infraestrutura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia.

Convocada nas pegadas do acidente nuclear de Fukushima, no Japão, a audiência teve o propósito de checar a segurança das usinas nucleares brasileiras.

Vieram à luz inconsistências e problemas dignos de nota. O armazenamento dos resíduos tóxicos é um dos dilemas.

Othon Luiz contou aos senadores que a Eletrobras constrói, no momento, uma célula-piloto, para exibir aos prefeitos dos municípios.

O trabalho é desenvolvido sob supervisão da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear).

O presidente da Eletronuclear disse estar ciente da dificuldade que terá para convencer municípios a se converterem em depósitos de lixo nuclear.

Será preciso oferecer, disse ele, além de royalties, garantias de segurança que convençam a população das cidades e a comunidade científica.

O lixo nuclear recebe três tipos de classificação: alto risco, médio risco e baixo risco. Esse último recebe tratamento análogo ao dispensado ao lixo hospitalar.

Ficou claro na audiência do Senado que o acidente do Japão não provocará alterações no programa nuclear brasileiro. Ao contrário, pretende-se pôr em funcionamento Angra 3.

Vão abaixo alguns dos problemas expostos na audiência pública:

1. Plano de evacuação: Othon Luiz informou que se encontra em andamento a construção de embarcadouros e helipontos na região de Angra dos Reis.

Serão usados em megaoperações para retirar, por via marítima, as pessoas das áreas próximas às usinas em caso de acidentes nucleares.

Pergunta-se: isso já não deveria estar pronto desde o início da operação das usinas de Angra?

2. Treinamento da população: De acordo com o presidente da Eletronuclear, há um plano de treinamento anual dos moradores de Angra.

A população é convidada a participar de exercícios de simulação de acidentes. O problema é que pouca gente atende ao convite.

Laércio Vinhas, diretor da Cnen, disse: “não mais do que 1%” das 3.700 pessoas que moram num raio de 5 km das usinas de Angra 1 e 2 participam dos exercícios.

3. Perímetro de segurança: os professores Luiz Pinguelli Rosa e Aquilino Senra Martinez, da Universidade Federal do Rio, iluminaram outro problema.

Disseram aos senadores que a área de exclusão para o caso de um acidente em Angra é de 5 km ao redor das usinas.

“É preciso contar com um azar maior”, ironizou Pinguelli. Esses padrões "certamente vão ser rediscutidos, não só no Brasil, mas mundialmente", ecoou Aquilino.

Antes de Fukushima, os padrões aceitos fixavam a área de exclusão em 5 km. Com a precaução de recomendar às pessoas que não saim de casa num raio de 15 km.

No Japão, o governo viu-se compelido a evacuar 140 mil pessoas num raio de até 30 km em volta da usina.

4. Licença de funcionamento: em resposta a questionamento do senador Lindberg Farias (PT-RJ), Laércio Vinhas, o diretor da Cnen, reconheceu:

A usina nuclear de Angra 2 opera até hoje sem uma licença definitiva da Cnen, chamada tecnicamente de AOP (Autorização de Operação Permanente).

Othon Luiz, o mandachuva da Eletronuclear, explicou que Angra 2 funciona com uma licença inicial, que prevê requisitos que nada têm a ver com a operação da usina.

Laércio e Othon atribuíram a ausência de licença definitiva a entraves judiciais provocados pelo Ministério Público. Alegam que, a despeito disso, Angra 2 segue todos os requisitos de segurança.

5. Segurança dos reatores: Othon Luiz disse que o acidente japonês deixou uma lição óbvia: as usinas nucleares tem de dispor de fonte alternativa de energia.

Um sistema que possa garantir o resfriamento dos reatores em caso de interrupção do fornecimento de energia.  

Nessa matéria, disse Othon Luiz, o Brasil "está bem na foto". Como assim? Antes mesmo do acidente no Japão, a Eletronuclear encomendara um estudo.

Prevê a instalação de uma pequena central hidrelétrica exclusiva para as usinas de Angra. Beleza. E se houver um acidente amanhã?

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

- Globo: Novo ministro surpreende e joga Ficha Limpa para 2012

- Folha: STF anula Ficha Limpa nas eleições de 2010

- Estadão: Ficha Limpa só vale a partir de 2012

- Correio: Sujou

- Valor: Greves de 80 mil param principais obras do PAC

- Estado de Minas: Sujou!

- Jornal do Commercio: Fichas-sujas de volta

- Zero Hora: Guinada na Ficha Limpa muda o quadro eleitoral

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mísseis do bem!

Sinfrônio

- Via Diário do Nordeste. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Planalto negocia pacto para deter as ‘greves do PAC’

CUT/Divulgação

As greves que paralisaram as obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, fizeram acender uma luz amarela no painel de controle do PAC.

Preocupada com o risco de atrasos no cronograma do principal programa de infraestrutura do governo, Dilma Rousseff decidiu agir.

Ordenou ao ministro Gilberto Carvalho (Seretaria-Geral da Presidência) que se reunisse com as centrais sindicais.

Nesta quarta (23), a convite do ministro, esteve no Planalto uma comitiva da CUT –à frente, o presidente da central, Artur Henrique (foto).

Gilberto reuniu-se também com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que preside a Força Sindical.

Nessas duas conversas, o governo inaugurou a negociação do que chama de “pacto nacional” pela melhoria das condições de trabalho nas obras públicas.

Em texto levado à sua página na web, a CUT informou que foi agendada para a próxima terça (29) uma primeira reunião.

Sob a coordenação de Gilberto Carvalho, vão à mesa representantes das centrais, dos empresários da construção civil e do Ministério Público do Trabalho.

Tenta-se evitar que as paralisações de Rondônia se alastrem para outras obras do PAC e do pograma habitacional Minha Casa Minha Vida.

Deseja-se estender as regras de convivência entre empresas e operários também às futuras obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Artur Henrique, o presidente da CUT, disse que o governo já havia sido alertado para a hipótese de enfrentar problemas trabalhistas nas obras oficiais.

“Estamos cobrando medidas de garantia do trabalho decente, contrapartidas sociais, em todas as obras e projetos financiados por dinheiro público, há vários anos...”

“...Nós precisamos estabelecer mecanismos eficazes, como fiscalização permanente e punição severa para empresas que tomam dinheiro público emprestado mas que não respeitam os direitos dos trabalhadores, não respeitam a representação sindical”.

Paulinho da Força também pendurou na internet um comentário sobre a encrenca: “Precisamos acabar com a situação de trabalho degradante nas obras do PAC...”

“...Não podemos mais permitir que ocorram fatos semelhantes aos que aconteceram nas usinas de Jirau e Santo Antônio”.

A preocupação de Dilma é tonificada pelo tamanho do quadro de operários lotados nos empreendimentos do PAC.

Apenas nos canteiros das duas hidrelétricas de Rondônia cruzaram os braços cerca de 40 mil trabalhadores.

Antes da visita ao Planato, a CUT abrira negociação com a Odebrecht, empresa que lidera o consórcio responsável pela usina de Santo Antônio.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ex-vice de Serra, Índio decide deixar a tribo do DEM

  Lula Marques/Folha
O ex-deputado Índio da Costa (RJ) decidiu abandonar a tribo do DEM.

Vai se filiar ao novo PSD, engrossando a etnia inaugurada por Gilberto Kassab.

Ex-candidato a vice na derrotada chapa presidencial de José Serra (PSDB), Índio almoçou com Kassab, nesta quarta (23), em São Paulo.

À noite, em Brasília, reuniu-se com o senador José Agripino Maia (RN), que acaba de ser aclamado novo cacique do DEM federal.

Índio comunicou a Agripino que se desfiliará do DEM nesta quinta (24).

Atribuiu a decisão ao tacape de Cesar Maia, o ‘demo’ que comanda a oca do Rio.

Alegou que Cesar, responsável pelo seu ingresso na política fluminense, age para asfixiá-lo.

Alega que o ex-amigo tenta impedi-lo de concorrer à prefeitura do Rio, em 2012. Preferiria o filho, Rodrigo Maia.

Na véspera, já havia debandado rumo à taba de Kassab a ex-deputada federal ‘demo’ Solange Amaral (RJ).

Junto com Índio, desfilia-se do DEM o presidente do diretório municipal da legenda no Rio, Paulo Cerri. É outro que sai com o nariz torcido para Cesar Maia.

A saída de Índio fez ruir o projeto de unidade que Agripino imaginava ter construído.

Depois de um primeiro flerte com Kassab, Índio escalara a chapa de Agripino na condição de vice-presidente do DEM federal.

Agraciado com o novo posto, Índio pintara-se de oposicionista e jurara fidelidade ao DEM. Justificou a meia-volta num par de notas penduradas no twitter.

Numa anotou: “Saio do DEM para continuar na política. Defenderei, onde estiver, as mesmas idéias, valores e princípios que defendi em 2010”.

Noutra, escreveu: “A intervenção no diretório municipal, sugerida em reunião pelo Cesar Maia, foi a razão da nossa saída do DEM. Somos pela DEMOCRACIA!”

Associado a Kassab, Índio terá certa dificuldade para defender “as mesmas idéias” de 2010.

O prefeito de São Paulo busca abrigo sob o guarda-chuva de Dilma Rousseff, a presidente contra a qual Índio guerreara na eleição passada.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Volta de Jader deixa sem cadeira senadora do PSOL

 Moreira Mariz/Ag.Senado
Poucas pessoas acompanharam a sessão do STF com mais atenção do que a senadora Marinor Brito (PSOL-PA).

Olhos grudados na TV Justiça, ela engoliu a seco as palavra do voto lido pelo ministro Luiz Fux, recém-chegado ao Supremo.

Ao decidir que a Lei da Ficha Limpa é “uma lei do futuro”, Fux fulminou o presente de Marinor. Um presente que ela mal teve tempo de viver.

Empossada em fevereiro, Marinor terá de entregar o assento que ocupa no Senado a um velho inimigo: Jader Barbalho (PMDB-PA).

A quase ex-senadora não se conteve. Escalou a tribuna. Deu voz às vísceras: “Nós queremos ver fortalecida a democracia direta neste país...”

“...Nós queremos ter um Judiciário transparente, nós queremos ver varridos da política brasileira os corruptos como Jader Barbalho...”

“...Queremos ver varridos da política brasileira os Roriz da vida, os Malufs e muitos outros que contribuíram para matar o sonho de milhares e milhares de crianças”.

O discurso de Marinor foi prestigiado por uma tróica de deputados federais do PSOL: Jean Wyllys (RJ), Ivan Valente (SP) e Chico Alencar (RJ).

Ela recebeu, em apartes, a solidariedade de outros senadores. Entre eles Randolfe Rodrigues (AP), agora condenado a ser representante único do PSOL na Casa.

Aparteou-a também, entre outros, Pedro Taques (PDT-MT). A exemplo de Marinor, Taques é senador de primeiro mandato.

Vem de uma carreira no Ministério Público Federal. Na pele de procurador da República, Taques tornou-se um algoz de Jader Barbalho.

Esquadrinhou os malfeitos do futuro “companheiro” de Senado na Sudam, durante o governo tucano de Fernando Henrique Cardoso.

Sitiado pelas descobertas da Procuradoria, Jader chegou a ser algemado e preso. Amargou 24 horas de cana.

O monturo de irregularidades praticadas na Sudam ajudou a compor o quadro que levou Jader a renunciar, em 2001, à presidência do Senado e ao mandato.

Bateu em retirada para fugir da cassação. Foi essa renúncia que serviu de pretexto para o enquadramento de Jader na Lei da Ficha Limpa.

Ele foi às urnas de 2010 apoiado num recurso judicial. Amealhou 1,77 milhão de votos. Votos que a decisão do STF tornou válidos.

As vísceras de Marinor espernearam: “Queria ver o senhor Jader conquistar votos sem a concessão pública dada por este governo”.

Acusou o rival de fazer, “diuturnamente, autoprogranda” nas emissoras de rádio e TV que controla no Pará.

Além de Marinor, a decisão do Supremo desalojou outros dois senadores: Gilvan Borges (PMDB-AP) e Wilson Santiago (PMDB-PB).

Aliado do tetrapresidente José Sarney, Gilvan será substituído por João Capiberibe (PSB-AP), que fora alcançado pela Ficha Limpa por suposta compra de votos.

Quanto a Santiago, terá de ceder o assento ao ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), que havia sido barrado por abuso do poder econômico.

Haverá dança de cadeiras também na Câmara e nas Assembléias Legislativas. A fila de fichas-sujas à espera da recontagem dos votos inclui cerca de 30 políticos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Decisão do STF beneficiará cerca de 30 ‘fichas-sujas’

Lula Marques/Folha

Ao anular a aplicação da Lei da Ficha Limpa para a eleição de 2010, o STF abriu o caminho para a ressurreição de cerca de 30 ‘fichas-sujas’.

Durante o julgamento, a ministra Ellen Gracie perguntou ao colega Ricardo Lewandowski quantos são os recursos pendentes de julgamento.

Além de ocupar uma cadeira no STF, Lewandowski é presidente do TSE. Ele respondeu a Gracie: “Trinta e poucos”.

É essa a quantidade de políticos que, barrados pela nova lei, foram às urnas de 2010 escorados em recursos judiciais.

Elegeram-se, mas não puderam assumir os mandatos. O Supremo devolveu-os ao jogo.

Entre os fichas-sujas que retornam à cena, o mais célebre é Jáder Barbalho (PMDB-PA). Ele vai voltar para o Senado.

A mesma Casa da qual saíra fugido. Envolto em acusações de malfeitos, teve de renunciar à presidência do Senado e ao mandato para esquivar-se da cassação.

Reteve os direitos políticos e, na eleição seguinte, elegeu-se deputado federal. No ano passado, Jader concorreu ao Senado. Agora, terá os votos validados. 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Congresso quer ouvir Mantega sobre ‘trama’ da Vale

  Folha
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) quer içar à superfície uma trama que o governo mantém nos subterrâneos.

Envolve o desejo de destituir o executivo Roger Agnelli do comando da mineradora Vale.

A implicância de Brasília com Agnelli foi inaugurada sob Lula, em 2008. Ao tomar posse, Dilma Rousseff renovou o nariz torcido.

No último dia 4 de janeiro, veiculou-se aqui no blog notícia que antecipava o cheiro de queimado.

Anotou-se que o governo levara à mesa um plano para retirar Roger Agnelli da presidência da Vale.

Os operadores de Dilma fizeram as contas: juntando-se os fundos de pensão e o BNDES, o governo controla 60,51% do capital da Vale.

Para descer a lâmina sobre o pescoço de Agnelli, faltam-lhe 6,49%.

Tramava-se buscar a diferença num acordo com o Bradesco, que controla 21,21% da Vale.

Pois bem. Há dois dias, o repórter David Friedlander noticiou que Guido Mantega foi ao presidente do Bradesco, Lázaro Brandão.

No encontro, o ministro da Fazenda pediu formalmente o escalpo de Agnelli. Daí a inquietação de Aécio Neves.

Nesta quarta (23), o grão-tucano levou a encrenca ao microfone do plenário do Senado.

Chamou a movimentação de Mantega de “forte ação especulativa”.

“Queremos saber quais as razões que levam o governo a achar que pode intervir numa empresa de capital privado”, disse Aécio.

O senador informou que o colega Cyro Miranda (PSDB-GO) prepara requerimento para convocar Mantega a explicar-se no Senado.

Itamar Franco (PPS-MG) ironizou o governo. Disse ter sido contra a privatização da Vale, levada ao martelo sob FHC. Ironizou: “É melhor o governo reestatizar”.

Além do Senado, também a Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara pretende convocar Mantega a explicar em público os movimentos que executa em privado.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fux vota contra validade da ‘Ficha Limpa’ para 2010

Lula Marques/Folha

Dono do voto de desempate no julgamento dos processos que questionam a Lei da Ficha Limpa no STF, o ministro Luiz Fux manifestou-se nesta quarta (23).

O novo ministro votou contra a validade da lei para as eleições realizadas no ano passado.

Disse que as regras que exigem prontuários limpos dos candidatos só se aplicam para as eleições futuras, a partir do pleito municipal de 2012.

Fux invocou o artigo 16 da Constituição, que prevê o chamado princípio da anualidade.

Por esse princípio, uma mudança na lei eleitoral só pode vigir se for editada pelo menos um ano antes da eleição.

A manifestação do novo ministro foi feita no julgamento de um deputado estadual de Minas Gerais.

Chama-se Leonídio Bouças (PMDB-MG). Condenado por improbidade administrativa, ele foi barrado pelo TRE-MG. Recorreu ao TSE. Perdeu.

Foi, então, ao STF. No julgamento de dois casos anteriores –Joaquim Roriz (DF) e Jader Barbalho (PA)— o Supremo defrontara-se com um empate.

Cinco ministros votaram pela validade da Lei da Ficha Limpa para a disputa de 2010. Outros cinco votaram pela aplicação futura da lei.

O novo julgamento ainda não acabou. Porém...

...Porém, se os outros ministros mantiverem seus votos, como parece provável, a exigência de ficha higienizada cairá para 2010.

Significa dizer que todos os eleitos que, por "sujos", haviam sido barrados pela Justiça Eleitoral poderão assumir os mandatos. Gente como Jader Barbalho. Triste!

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ministro quer simplificar licitações de obras. Hummm!

O ministro Orlando Silva (Esportes) foi ao Senado para falar sobre as obras da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Em audiência pública, defendeu a adoção de um modelo "mais simplificado e ágil do que o estabelecido pela atual Lei de Licitações".

Acenou com a hipótese de Dilma Rousseff editar uma medida provisória para disciplinar o tema.

“O Congresso Nacional pode colaborar simplificando o rito, aumentando a transparência, mas garantindo que o prazo seja cumprido”.

Em matéria de obras públicas, assim como nas Escrituras, a simplicidade pode levar a resultados complexos.

A primeira obra de Deus, feita sem licitação, resultou num tipo simplório, natural. Um camponês. E deu no que deu.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Militar britânico: ‘A força aérea líbia não existe mais’

Greg Bagwell, comandante militar britânico, escreveu em nota:

"Efetivamente, a força aérea [da Líbia] não existe mais como força de combate”.

Acrescentou: “O sistema de defesa aérea está gravemente deteriorado, de forma que podemos operar livremente no espaço aéreo líbio".

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado faz Conselho de ‘Ética’ com réus e suspeitos

Lula Marques/Folha

Sem alarde, o Senado começou a compor um “novo” Conselho de Ética. Quatro partidos já fizeram suas indicações.

A lista inclui senadores cujas biografias, por ecléticas, ornam mais com a condição de investigados do que com a de investigadores de desvios éticos.

O PMDB acomodou no conselho que tem a missão de julgar as afrontas à ética e ao decoro parlamentar quatro nomes.

Um deles é Romero Jucá (RR). Líder de FHC, de Lula e, agora, de Dilma Rousseff, Jucá responde a três inquéritos no STF.

Sob Lula, a despeito do histórico conturbado, Jucá tornou-se ministro da Previdência.

Pendurado nas manchetes em posição incômoda, viu-se compelido a deixar a pasta em 2005.

A notícia mais amena apresentava Jucá como titular de empréstimos no Banco da Banco da Amazônia que tinham como garantia fazendas fantasmas.

Outro indicado do PMDB para o Conselho de Ética é –espanto, escárnio, estupefação!— Renan Calheiros (AL).

Em 2007, foi acusado de receber dinheiro de um diretor de empreiteira para sustentar o filho que tivera com uma ex-amante.

Ao tentar justificar-se, virou suspeito de simular negócios com gado para lavar dinheiro.

Foi acusado também de usar laranjas para comprar rádios e um jornal. Renunciou à presidência do Senado.

Levado a “julgamento” no plenário do Senado, perderia o mandato se 41 de seus colegas o considerassem culpado.

Livrou-se da cassação por um voto: 35 senadors o consideraram inocente, 40 tacharam-no de culpado. Seis abstiveram-se.

Os outros dois representantes do PMDB no "novo" Conselho de “Ética” são Gilvam Borges (AP) e João Alberto (MA).

Foram ao colegiado não pelos pendores éticos, mas pela fidelidade canina que devotam ao tetrapresidente do Senado, José Saney (AP).

O mesmo Sarney que, acossado por denúncias, celebrou o arquivamento de uma dezena de representações no Conselho de “Ética”.

Dono de uma vaga no colegiado, o PTB preencheu a cadeira com seu líder no Senado, Gim Argello (DF).

Suplente de Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato para fugir de uma cassação dada como certa, Gim coleciona 38 processos por crimes eleitorais.

É investigado por corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação de tributos e apropriação indébita.

No ano passado, guindado à posição de relator do Orçamento da União, Gim renunciou ao posto depois de virar protagonista de um escândalo novo.

Descobriu-se que acomodara no Orçameto da pasta do Turismo emendas que destinavam verbas a entidades fantasmas.

O PSDB levou ao Conselho de “Ética” dois titulares: os senadores Mário Couto (PA) e Paulo Bauer (SC). O PP indicou Ciro Nogueira (PI).

Pelo regimento, o conselho precisa ter 15 membros efetivos. Ou seja: os outros partidos terão de indicar mais sete senadores.

Considerando-se as indicações já efetivadas, pode-se intuir que o Senado empossado em 2011 é capaz de tudo, menos de se autoinvestigar. Punições? Esqueça.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

- Globo: BC indica mais restrição ao crédito para conter inflação

- Folha: Pela 1ª vez, Brasil apoia a saída de ditador líbio

- Estadão: Acordo entrega comando da operação na Líbia à Otan

- Correio: Juiz bloqueia bens de Roriz, Arruda, Durval e Jaqueline

- Valor: Oferta de ações de controle acirra disputa na Usiminas

- Estado de Minas: Governo emite alerta para risco de lareiras

- Jornal do Commercio: Operação-padrão no IML está encerrada

- Zero Hora: Kadafi reaparece e desafia coalizão

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ben Jor X Chico Buarque

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aos 45 anos, PMDB celebra direito de ocupar cargos

  Arquivo
O PMDB festejou na noite desta terça (22) aniversário de 45 anos.

Consideando-se o passado da legenda, foi uma celebração sui generis.

Para desassogo do morto Ulysses Guimarães, as estrelas do evento foram:

Um ex-aliado do tucanato, um ex-apoiador da ditadura...

Um ex-protagonista do governo Collor e uma ex-presidenciável do PFL.

Guindado à vice-presidência da República depois de ter apoiado o PSDB, contra Lula, Michel Temer defendeu o direito do partido de partilhar a máquina pública.

“PT e PMDB fizeram aliança. Então, temos o direito de ocupar os cargos”, declarou Temer.

Fisiologismo? Temer respondeu à pecha com ironia:

“Daqui a pouco, se lançarmos um candidato à Presidência e ganharmos, não vamos indicar ninguém para o governo...”

“...Como não somos fisiológicos, vamos deixar [as indicações] para os outros partidos”.

Em nome dos governadores do partido, discursou a maranhense Roseana Sarney, cristã nova na legenda.

Roseana iniciou a carreira política em 1990, ano em que se elegeu deputada federal pelo então PFL.

Em 2002, chegou a ser pré-candidata do pefelê à Presidência da República. Abalroada por um escândalo –o Caso Lunus—, desistiu.

Em 2006, Roseana associou-se à caravana presidencial de Lula. Só então, expulsa do PFL, filiou-se ao PMDB.

O senador José Sarney, pai de Roseana, também foi ao microfone no ato festivo do PMDB.

“Quero salientar que estou no PMDB há 29 anos”, exagerou Sarney. Em verdade, filiou-se ao partido há 26 anos.

Eleito deputado fedeal há 57 anos, Sarney passeou pelo PSD e pela UDN.

Nas pegadas do golpe militar, tornou-se um quadro da Arena, que viraria PDS. Presidiu as duas legendas 

Na sucessão de 1985, farejou a aversão das ruas a Paulo Maluf, que se apresentava como candidato do regime.

Decidiu associar-se, na eleição indireta do Colégio Eleitoral, à candidatura de Tancredo Neves.

Sarney ajudou a fundar a Frente Liberal (futuro PFL, hoje DEM). Para atenuar as resistências à sua acomodação na vice de Tancredo, filiou-se ao PMDB.

Beneficiado pelos vírus e pelas bactérias, virou presidente da República. “Caía no meu colo a maior tragédia nacional, a morte de Tancredo Neves”, recordou, na noite passada.

“E tive que sustentar a transição democrática”, jactou-se. “Tenho que dizer que foi o PMDB que sustentou esta transição, para não permitir que o Brasil voltasse pra trás”.

Para coroar a noite, discursou o atual líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros.

“Nosso partido trabalhou pela redemocratização, conseguiu anistia aos exilados políticos, convocou Assembléia Constituinte...”

“...Garantiu avanços sociais e econômicos. Essas contribuições não podem ser esquecidas”, disse Renan.

Logo ele que, eleito deputado federal pela primeira vez em 1978, pelo velho MDB, se associaria à dissidência que deu origem ao PSDB, em 1988.

Logo ele que, em 1989, migraria para o inexpressivo PRN, para participar do condomínio político que levaria Fernando Collor ao Planalto.

Um Collor que, prefeito de Maceió, merecera de Renan a pouco lisonjeira quaificação de “príncipe herdeiro da corrupção”.

Principal líder de Collor no Congresso, Renan costurou os acordos que possibilitaram a aprovação do pacote que confiscou a popupança dos brasileiros.

Só em 1992, desprestigiado por Collor nas disputas de Alagoas, Renan invocaria a corrupção como pretexto para retornar ao PMDB.

Agora, com a biografia adornada por escândalos próprios, Renan diz que o PMDB força o país a voltar-se para “sua gente mais pobre, mais simples”.

“Muitos vaticinavam o fim desta agremiação”, disse ele na festa dos 45 anos. “E a resposta [do PMDB] era dada nas urnas, com vitórias e mais vitórias”.

Um dos principais beneficiários da partilha de cargos patrocinada por Lula e replicada por Dilma Rousseff, Renan encenou a pantomima da candidatura presidencial do PMDB, em 2014:

“O calendário de transformações do Brasil agora será acelerado pela candidatura própria do PMDB”.

A certa altura dos festejos, Michel Temer mirou o retrovisor de glórias do PMDB:

“Observar o passado é importante para podermos projetar o futuro. Só chegamos a este presente em face da nossa história”.

José Sarney ecoou Temer: “O PMDB deixou a memória da sua história no coração do povo brasileiro...”

“...Se perguntarem quem foi o símbolo da liberdade, foi Ulysses Guimarães. Quem foi o símbolo das causas sociais? Foi Tancredo Neves...”

“...Esse não é só o partido da nossa vida, mas é o do nosso amor e do amor do povo brasileiro...”

“...E o povo brasileiro não precisa ter medo do futuro porque ele tem o PMDB como salvaguarda do seu destino”.

O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Ulysses Guimarães se contorcendo nas profundezas das águas frias de Angra dos Reis, onde jaz desde 1992.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

55% dos municípios flertam com a escassez de água

  Paulo Brasil
A Agência Nacionais de Águas divulgou nesta terça (21) um estudo preocupante. Chama-se “Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água”.

Informa que mais da metade dos 5.565 municípios brasileiros convive com o risco da falta d’água.

Estima que, até 2015, o déficit no abastecimento de água pode atingir 55% das cidades do país.

Está-se falando de 3.059 municípios. Hoje, abrigam algo como 125 milhões de pessoas. Ou 71% da população urbana do país.

A lista inclui, por exemplo, São Paulo, Rio, Salvador, Belo Horizonte, Porto alegre e Brasília.

Para evitar o flagelo, diz o estudo da agência oficial, será preciso investir R$ 22,2 bilhões nos próximos cinco anos.

O dinheiro tem de ser borrifado em mananciais e sistemas de abastecimento de água.

Se concluídas até 2015, as obras garantirão o fornecimento de água pelos dez anos seguintes. Do contrário...

...Do contrário, pode haver desabastecimento de água nas 3.059 cidades -que, em 2025, terão 139 milhões de moradores. Ou 72% da população do país.

“O intenso trabalho que resultou no Atlas Brasil ajuda o país a identificar os gargalos e carências de várias regiões”, diz a ministra Izabela Teixeira (Meio Ambiente).

Segundo ela, “cada um dos 5.565 municípios brasileiros, um a um, foi avaliado” pela agência.

Obteve-se, no dizer da ministra, “uma ferramenta indispensável para a tomada de decisões e para a racionalização de investimentos em todo país”.

Agora, só falta arranjar disposição e dinheiro para resolver o problema. O mais curioso é que o Brasil possui o maior potencial hídrico do planeta.

A abundância dá a falsa idéia de que a água coisa líquida e certa. Pouca gente contempla a ideia de que substância insípida, inodora e incolor pare de jorrar da torneira.

- Serviço: Aqui, os detalhes do estudo da Agência Nacional de Águas.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Juiz determina o bloqueio de bens de Jaqueline Roriz

A Justiça Federal mandou bloquear um pedaço dos bens da deputada Jaqueline Roriz (PMN). O equivalente a R$ 300 mil.

Deve-se a decisão ao titular da 2ª Vara da Fazenda Pública do DF, Álvaro Ciarlini. Agiu por provocação do Ministério Público.

Foram alcançadas pelo bloqueio, sempre no limite de R$ 300 mil, outros três personagens do escândalo brasiliense:

O marido de Jaqueline, Manoel Neto; o delator dos malfeitos, Durval Barbosa; e o ex-governador e malfeitor-mor, José Roberto Arruda,

O magistrado acatou argumentação da Procuradoria. Entendeu que são eloqüentes os indícios de crimes.

Determinou o bloqueio para evitar que os acusados se desfaçam de bens que, no futuro, podem servir para ressarcir os desvios registrados em vídeo.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Brasil de Tarso Genro não cabem STF e imprensa

Fábio Pozzebom/ABr

O governador gaúcho Tarso Genro (PT) injetou uma velha polêmica numa palestra feita a membros do Ministério Público de seu Estado.

Manifestou uma posição peculiar sobre o caso Cesare Battisti. Referiu-se ao terrorista italiano nos seguintes termos:

"O Brasil tem um prisioneiro político e esse prisioneiro é do Supremo Tribunal Federal, que mantém preso um cidadão que recebeu refúgio do governo brasileiro".

Para o ex-ministro da Justiça de Lula, "o STF tomou duas decisões absolutamente e flagrantemente ilegais" no processo que trata da extradição de Battisti.

A primeira “ilegalidade” teria sido perpetrada em 2009, quando o Supremo desconstituiu um ato do próprio Tarso.

Ministro, Tarso concedera a Battisti status de refugiado político. Algo que o Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) negara por 3 votos a 2.

Ao desfezer a decisão, o Supremo refutou o miolo da tese do ex-ministro. Considerou que Battisti é criminoso comum, não político.

Entendeu que o preso, a quem se atribui quatro mortes, foi julgado numa Itália democrática, por um Judiciário submetido ao pleno Estado de direito.

O STF considerou constitucional o pedido de extradição feito pela Itália. Atribuiu a Lula a decisão de extraditar ou não Battisti.

Circunscreveu a decisão presidencial aos limites de um tratado firmado entre Brasil e Itália. Coisa que, ratificada pelo Congresso, tem peso de lei.

O tratado abre uma única exceção. Anota que o pedido de extradição pode ser desatendido se houver riscos à integridade do preso.

Munido de parecer da Advocacia-Geral da União, Lula decidiu reter Battisti no Brasil. Considerou que há, sim, o risco de a Itália submeter o preso a perseguição política.

O governo italiano recorreu contra a decisão de Lula, tomada no último dia de seu segundo reinado. E a encrenca voltou para o STF.

Em essência, o Supremo terá de dizer se a decisão de Lula é ou não compatível com os termos do tratado celebrado pelo Brasil com a Itália.

O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, manteve Battisti na cadeia até que o tribunal julgue a pendenga.

Aqui, para Tarso, a segunda decisão “flagrantemente ilegal” do STF. Acha que a palavra de Lula, por inquestionável, deveria ter devolvido Battisti ao meio-fio.

Lero vai, lero vem Tarso Genro mencionou a mídia no finalzinho de sua palestra. Acha que a imprensa, “irresponsável”, “semeia infâmias” sobre o caso.

"Os colunistas entendem de tudo, de direito, de economia, de política, de Constituição, mas não podem ser contestados no mesmo espaço...”

“...Estou me referindo particularmente à imprensa do centro do país, que eu, felizmente, neste momento não estou obrigado a ler todos os dias".

Imagine-se que Brasil extraordinário seria o Brasil se todos os brasileiros pensassem como o brasileiro Tarso Genro.

Nesse Brasil formidável, um ministro da Justiça poderia tachar uma nação estrangeira de Estado de exceção sem o inconveniente do contraditório.

Nessa nação formidável, um presidente da República tomaria decisões discricionárias. Haveria três Poderes: o Executivo, o Executivo e o Executivo.

Nesse país fantástico, a imprensa poderia fazer quase tudo, menos imprensar.

Esse Brasil ideal seria um gigantesco terreno baldio, uma espécie de Sibéria amazônica, habitada por seres iluminados, donos da verdade absoluta.

O Brasil real é mais complexo. Um país imperfeito, em que a imprensa –do centro e do Sul— é obrigada, infelizmente, a ouvir e registrar declarações irresponsáveis.

Alguns personagens entendem de tudo: de direito, de economia, de política, de Constituição, de STF e até de jornalismo. Mas não convivem com opiniões diferentes sob o mesmo céu.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma: reformar ONU sem o Brasil ‘não é concebível’

Roberto Stuckert Filho/PR

Dilma Rousseff foi a Manaus nesta terça (22). Acompanharam-na o ministro Alexandre Padilha (Saúde) e a vice-primeira-dama Marcela Temer.

O ponto alto da visita foi o lançamento de um programa de combate ao câncer mama e de colo do útero. Investimento de R$ 1,25 bilhão até 2014.

Dilma anunciou que, doravante, adotará como regra a prática de lançar programas oficiais nos Estados.

“O Brasil não está em Brasília. Está nas 27 unidades da Federação”, ela justificou.

Como ocorre em toda aparição pública de presidentes, Dilma foi cercada por microfones e câmeras em Manaus.

Foi argüida sobre os ecos da visita de Barack Obama. Disse que o presidente americano expressou "reconhecimento" ao novo status do Brasil.

Rendida ao desejo conpulsivo que se manifesta desde FHC, Dilma repisou a cobiça pela cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Acha que a eventual reforma da ONU não poderá ser tomada a sério se não levar em conta o peso de novos atores.

"Não existiria um Conselho de Segurança da ONU reformado sem alguns países como a Índia e o Brasil", disse.

"São países grandes, continentais, forças emergente no mundo. Nós somos hoje a sétima economia...”

“...Daqui há alguns anos nós seremos a quinta, a quarta. Mas, de qualquer jeito, não é concebível uma ONU reformada sem o Brasil".

Tomado pelas palavras, Obama acomoda a Índia um degrau acima do Brasil. Brindou os indianos com um apoio explícito, em novembro de 2010.

Aos brasileiros, dedicou um um vocábulo vago. Disse ter “apreço” pelas reivindicações de Brasília.

O debate é ressuscitado num instante em que a conjuntura expõe as armadilhas a que estão sujeitos os ocupantes da cobiçada poltrona.

Foi graças a uma resolução aprovada no Conselho de Segurança que uma coalizão ocidental começou a despejar bombas sobre a Líbia.

Na hora de votar, o Brasil refugiou-se na abstenção. "Essa é a nossa posição desde que nós votamos na ONU”, Dilma endossou.

“Nós somos a favor de uma solução pacífica lá [na Líbia] e, diante de tudo que está acontecendo, é a decorrência normal do que é nossa posição”.

Dilma realçou que o Brasil não se absteve sozinho. Foi acompanhado por Alemanha, China, Índia e Rússia.

O conforto da companhia ilustre não impediu que, do gabinete de Dilma, em meio a uma reunião protocolar, Obama ordenasse o ataque à Líbia.

Uma evidência de que, na ONU, o poder da abstenção significa nada. Cabe perguntar:

Se considera possível conter as maluquices de Muammar Gaddafi pela via negociada, por que diabos o Brasil não votou contra a resolução da ONU?

China e Rússia ocupam assentos permanentes no conselho. Dispõem do poder de veto. Por que não vetaram?

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chávez: O capitalismo acabou com a vida em Marte

O presidente venezuelano Hugo Chavez foi aos refletores para festejar o Dia Mundial da Água. Discursou:

"Eu sempre digo, e ouço, que não seria estranho se tivesse existido uma civilização em Marte..."

"...Mas talvez o capitalismo tenha chegado lá, o imperialismo chegou e acabou com o planeta".

Está explicado. Fugindo da invasão do capital, o último marciano refugiou-se na Venezuela.

Dedica-se ao seu plano de vingança, centrado na exportação de uma certa revolução bolivariana.

Para sorte dos terráqueos, a civilização que havia em Marte não era evoluída como se especulou.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Caça americano cai na Líbia.Falha técnica, dizem EUA

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula considera ‘hilariante’ ouvir que Dilma difere dele

Fábio Pozzebom/ABr

Dois dias depois de faltar ao almoço oferecido por Dilma Rousseff a Barack Obama, Lula foi homenageado pela comunidade árabe com um jantar.

No discurso de agradecimento, alfinetou a oposição. Não citou nomes. Mas soou como se respondesse a Fernando Henrique Cardoso.

A repórter Leila Swwan conta que Lula classificou de “hilariante” o comportamento da oposição, que passou a elogiar Dilma por ser diferente dele.

Provavelmente, agora que o presidente Obama fez rasgados elogios ao Brasil, à sua ascensão e importância no mundo, alguns que passaram dez anos criticando passem agora a falar bem. É extraordinário e hilariante...”

“...Foram oito anos. Sabem como pegamos e como deixamos o país. Alguns adversários tentaram vender que nós éramos a continuidade [do governo tucano]...”

“...Agora que elegemos alguém para fazer a continuidade, dizem que ela é diferente. É no mínimo hilariante”.

Depois de aceitar o convite que Lula recusara, FHC elogiou a “civilidade” de Dilma por tê-lo chamado para dividir a mesa com Obama, no Itamaraty.

Recordou que, sob Lula, não havia merecido semelhante distinção. E declarou que torcia para que a ausência do antecessor não tivesse como motivação os “ciúmes”.

Acorreram ao jantar oferecido a Lula cerca de 800 membros da comunidade árabe. Deu-se em São Paulo, no Clube Monte Líbano”, na noite passada.

Lula falou antes que a comida descesse à mesa. A certa altura, apoiou a decisão brasileira de se abster na votação que avalizou a ação militar na Líbia.

“Sou solidário à posição do Brasil, que se absteve na votação da invasão à Libia. Isso só acontece porque a ONU está enfraquecida, representada por forças do século 20 e não do século 21”, disse ele.

Acha que o correto seria o secretário-geral da ONU ir à Líbia para “conversar”, não despejar mísseis sobre o país do ditador Muammar Gaddafi.

Antes do discurso de Lula e depois da partida de Obama, o governo emitiu uma nota na qual pede a interrupção dos ataques à Líbia.

Nas pegadas de Lula, discursou o professor Mohamed Abdib, do Insituto Cultural Árabe, da Unicamp. Disse que o homenageado deixava saudades.

“A rotatividade e alternância do poder é uma coisa sagrada”, Lula respondeu.

“Vocês não sabem o orgulho que tenho por ter entregue a Presidência a uma mulher que foi perseguida e torturada”.

Lula aproveitou os refletores para fustigar a doutrina de combate ao terrorismo inspirada pelos EUA:

“Todo mundo dizia que o terror tinha a cara de árabe, que o terror tinha a cara de um latino-americano ou de qualquer outro país, mas nunca das potências. Na verdade, o povo palestino era mais vítima do que terrorista”.

Afora os aplausos efusivos, Lula recebeu da comunidade muçulmana uma placa de agradecimento.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

- Globo: Desarticulação de aliados ameaça operação na Líbia

- Folha: Brasil pede cessar-fogo na Líbia

- Estadão: Após saída de Obama, Brasil pede cessar-fogo na Líbia

- Correio: Cada vez mais encrencadas

- Valor: Lucro de produtores bate recorde na safra de grãos

- Estado de Minas: Ficha limpa corre risco de ir para o lixo

- Jornal do Commercio: Drama no IML sem prazo para acabar

- Zero Hora: Após Obama partir, Brasil defende o fim dos ataques na Líbia

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Efeito Cidade de Deus!

Duke

- Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

STF divulga proposta para inibir os recursos judiciais

  Divulgação
O presidente do STF, ministro Cezar Peluso, apresentou nesta segunda-feira (21) a “PEC dos Recursos”.

PEC é a sigla que identifica no Legislativo as propostas de emenda à Constituição. A do STF visa dar celeridade ao Judiciário.

Prevê a execução das condenações judiciais depois da manifestação da segunda instância.

Significa dizer que as sentenças condenatórias produziriam consequências a partir das decisões dos Tribunais de Justiça e dos Tribunais Regionais Federais.

Hoje, quando condenados por esses tribunais, os réus recorrem ao STJ e ao STF. E esses recursos têm o condão de suspender os efeitos das sentenças.

A proposta trazida à luz por Peluso não elimina os recursos às últimas instâncias do Judiciário. Mas retira deles o chamado “efeito suspensivo”.

O “trânsito em julgado”, expressão que define o instante em que se esgotam as possibilidades de recurso contra uma condenação, se daria na segunda instância.

O STJ e o STF poderiam rever ou reformar as decisões, como ocorre hoje. Mas a execução da sentenças seria imediata. As penas não ficariam mais condicionadas à delibeação dos tribunais superiores.

Peluzo esmiuçou a proposta na noite desta segunda, durante um evento promovido pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio.

Disse que a “PEC dos Recursos” constará da terceira edição do Pacto Federativo, a ser firmado entre os chefes dos três Poderes.

Explicou os efeitos da novidade depois que a PEC for aprovada pelo Congresso:

1. A primeira consequência, disse Peluzo, é que as decisões judiciais transitarão em julgado de forma antecipada.

2. “Uma causa que pode ser julgada em 20 anos, passaria a ser julgada em cinco”, disse o presidente do Supremo.

3. “Em muitos casos, a sentença será executada dez ou 15 anos mais cedo”, Peluzo acrescentou.

4. Vai desestimular o uso dos recursos como expedientes protelatórios. Peluzo disse que é “baixíssimo” o índice de provimentos de recursos especiais no STF: 15%.

5. De resto, a nova sistemática valorizaria os magistrados, especialmente os de segundo grau. Força-os, em contrapartida, a tomar decisões mais refletidas.

“Esta proposta não tem a pretensão de resolver todos os problemas do Brasil”, disse Peluzo. “Mas poderá significar um passo expressivo...”

“...Sobretudo para a sociedade, que tem uma demanda crônica, velha, persistente e relevante em relação ao Judiciário”.

Uma demanda que, segundo ele, “tem ecoado na imprensa: a morosidade da Justiça”.

No dizer do ministro, “cabe ao Judiciário desafiar a sociedade com uma proposta que desperte a sua atenção e que seja objeto de sua reflexão”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

DEM recua e fala em não representar contra Kassab

  Raimundo Pacco/Folha
Na fase em que o novo partido de Gilberto Kassab ainda era uma cogitação, a cúpula do DEM dizia que representaria contra o prefeito na Justiça Eleitoral.

A ação era dada como coisa certa, por exemplo, pelo novo presidente do DEM, o senador José Agripino Maia (RN).

Ele alegava que, aliviando a barra de Kassab, o DEM como que abriria suas portas para que outros filiados aderissem à “aventura” do novo partido.

Pois bem. Nesta segunda (21), dia em que o neo-PSD de Kassab ganhou ares de fato consumado em ato realizado em São Paulo, o DEM começou a dar meia-volta.

Agora, os dirigentes da legenda já admitem, em privado, que não devem reivindicar o mandato de Kassab no TSE.

O tema será discutido em reunião da Executiva do DEM federal, em Brasília, na próxima quinta (24).

A tendência do partido é a de virar a página. Vai-se cuidar da reestruturação do diretório do DEM-SP, comandado por Kassab até a semana passada.

Não há, por ora, explicação plausível para o refresco que está prestes a ser servido ao prefeito que desertou da tropa oposicionsta para aninhar-se nas fileiras governsitas.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Rio, Justiça liberta 12 manifestantes ‘anti-Obama’

  Ag.Senado
O desembargador Cláudio Luis Braga Dell’Orto, do Tribunal de Justiça do Rio, concedeu habeas corpus a 12 ativistas presos na última sexta (18).

As prisões ocorreram durante protesto contra a visita de Barack Obama ao Brasil. A coisa ocorreu defronte do consulado dos EUA no Rio.

Acusados dos crimes de “incêndio” e “lesão corporal leve”, os detidos passaram o final de semana em cana por decisão do juiz João Felipe Ferreira Mourão.

O magistrado entendeu que, soltos, os manifestantes representavam risco à ordem pública.

Levou em conta a repercussão social dos fatos, que incluíram o lançamento de dois coquetéis molotov na portaria do consulado. Um segurança feriu-se levemente.

Ao liberar os presos, o desembargador Cláudio Dell’Orto argumentou que, com a partida de Obama, nesta segunda, os motivos para a prisão já “não subsistem”.

Os acusados, oito deles com as cabeças raspadas, ganharam o meio-fio à noite. Pouco antes, a encrenca foi levada à tribuna do Senado.

O senador Randolfe Alves (PSOL-AP) queixou-se da celeridade com que os manifestantes foram tachados de culpados.

Alegou que faltam provas de que tenha partido dos 12 presos o lançamento dos coquetéis molotov.

Em aparte, o senador Lindberg Farias (PT-RJ, na foto lá do alto), ex-companheiro de Randolfe no movimento estudantil, informou sobre a concessão dos habeas corpus.

A despeito da decisão judicial, Lindberg disse que, na história recente, nenhum integrante de movimento social fora recolhido ao cárcere.

Lindberg recordou sua própria experiência. Ex-presidente da UNE, lembrou que queimou, ele próprio, dezenas de bandeiras dos EUA.

Lembrou que, na Era tucana, chegou a participar de invasão à Bolsa de Valores, em manifestação contra a privatização de estatais.

Disse que nem sob Fernando Henrique Cardoso os manifestantes mereceram tratamento semelhante ao dispensado aos que protestaram contra Obama.

"Nunca, na história política recente do país, os movimentos sociais foram tratados dessa forma. Isso não pode virar uma prática", Lindberg arrematou.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cabral apadrinha Fortes para nova pasta da Aviação

  Fábio Pozzebom/ABr
Conforme prometera, Dilma Rousseff criou, por medida provisória, a Secretaria de Aviação Civil.

Vinculado à Presidência da República, o novo órgão absorverá a estrutura que cuida da aviação civil, hoje subordinada ao Ministério da Defesa.

Vão ao organograma da secretaria a Infraero, estatal que gere os aeroportos, e a Anac, agência reguladora do setor.

O futuro titular terá status de ministro. Em conversa com Dilma, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) indicou um nome.

Cabral sugeriu que seja acomodado na cadeira Márcio Fortes (PP), ex-ministro das Cidades de Lula.

As chances Fortes aumentaram depois que o preferido do Planalto, o executivo Rossano Maranhão, alegou dificuldades para assumir a secretaria.

Rossano é, hoje, presidente do Banco Safra. Lula já havia tentado trazê-lo para o governo. Sob Dilma, o ministro Antonio Palocci (Casa Civil) sugeriu à presidente que fizesse nova investida.

Sondado por Dilma há três meses, Rossano pediu tempo. Há coisa de duas semanas, alegou que teria dificuldades para se desligar do Safra.

Foi à mesa o nome de outro executivo. Chama-se Luiz Eduardo Falco. Atualmente, preside a telefônica Oi (antiga Telemar).

Luiz Falco tem, porém, larga familiaridade com a aviação. Trabalhou na TAM por cerca de duas décadas, até 2001.

É nesse contexto que Cabral ressuscitou o nome de Márcio Fortes. Na fase de composição do governo, Dilma tentara mantê-lo na pasta das Cidades.

Porém, o PP apresentou outro nome para o ministério. E Dilma terminou trocando Fortes pelo deputado Mário Negromonte (PP-BA).

Palocci torce o nariz para a acomodação do ex-ministro na secretaria de Aviação. Acha que uma pessoa egressa da iniciativa privada seria mais talhada para a missão.

A principal tarefa do novo órgão será formular a modelo de parceria do Estado com investidores privados na reforma, construção e gestão de aeroportos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Kassab agora diz: o PSD fará 'oposição responsável'

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Portento do mundo dos negócios, Antônio Ermírio de Moraes certa vez definiu a política assim:

“É a arte de votos aos pobres, pedir recursos financeiros aos ricos e mentir para ambos depois”.

Ao lançar o seu “novo” partido, em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab, ‘ex-demo’, subverteu a ordem do enunciado de Ermírio.

Dono de uma legenda por estruturar, Kassab ainda não teve a oportunidade de pedir votos para o PSD.

Tomado pela desenvoltura com que corre o país, o prefeito tampouco parece preocupado com as finanças. Os recursos brotam ao redor.

Assim, Kassab inicia suaa nova empreitada política pelo fim: a mentira. Há 24 horas, dissera, na Bahia, que o PSD seria uma legenda “independente”.

Nesta segunda (21), declarou que o partido fará “oposição responsável” ao governo Dilma Rousseff.

Ao discursar para uma platéia de cerca 100 pessoas, Kassab assegurou que sua agremiação não integrará o condomínio partidário que apóia Dilma.

Negou também que vá fazer oposição ao governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB):

"Aqui em São Paulo, fomos aliados ontem e continuaremos aliados. Esse compromisso é indestrutível".

Guilherme Afif Domingos, o vice de Alckmin que migra do DEM para o PSD, ecoou Kassab:

"O meu atrito não é com o PSDB, mas com o DEM. O governador está a par de tudo".

Kassab também declarou que não cogita fundir a nova legenda com o governista PSB ou com o PMDB do vice-presidente Michel Temer.

Ao menos até 2012, as duas legendas vão operar apartadas: "Não faremos fusão. Fomos convidados por duas legendas, o PMDB e o PSB...”

“...E definimos, nas últimas semanas, que o partido caminhará com nossas próprias pernas nas eleições municipais do ano que vem".

Espremendo-se tudo o que foi dito, obtem-se o sumo da pantomima.

Kassab deixa o DEM com o deliberado propósito de achegar-se a Dilma. Independência? Oposição responsável? Tudo conversa fiada.

Em São Paulo, o objetivo de Kassab não é senão o de disputar o governo em 2014. Opera para apear Alckmin, potencial candidato à reeleição, da cadeira de governador. Manutenção da aliança? Lorota.

Kassab refreou o plano de fundior o PSD ao PSB do governador pernambucano Eduardo Campos por necessidade, não por convicção.

A fusão instantânea iria à Justiça Eleitoral como deslavada fraude. Melhor esticar a o faz-de-conta até depois da eleição municipal de 2012.

No instante em que tiver de pedir votos aos pobres, retomando o exercício da política na ordem preconizada por Ermírio, Kassab terá alguma dificuldade.

O Datafolha acaba de traduzir em números algo de que já se suspeitava: a popularidade de Kassab definha.

Em quatro meses, caiu 8 pontos percentuais (de 37% para 29%) o índice de aprovação da gestão de Kassab na prefeitura.

Os paulistanos que avaliam a administração Kassab como regular passaram de 30% para 27%.

Saltou de 31% para 43% a soma dos que o classificam como um prefeito ruim ou péssimo. É a mais vistosa taxa de reprovação desde a posse de Kassab, em 2006.

"A nossa motivação é, até o último dia da gestão, continuar fazendo um bom trabalho, atendendo às nossas metas", disse Kassab.

Beleza. Quando lhe cair a ficha, Kassab talvez volte a atribuir à gestão da prefeitura a prioridade que passou a dispensar à constituição do novo partido.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tarso cassa a aposentadoria de ex-diretor do Detran

  Fábio Pozzebom/ABr
Como governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) pôs o ponto final num enredo que começou a ser escrito quando ele era ministro da Justiça de Lula.

Tarso cassou a aposentadoria de Flávio Vaz Netto, um dos protagonistas da Operação Rodin, deflagrada pela Polícia Federal em 2007.

Ex-dirigente do Detran-RS, virado do avesso pela PF do ex-ministro Tarso, Flávio Vaz pedira aposentadoria depois de ser preso, há quatro anos.

Agora, munido de parecer da Procuradoria do Estado, o governador Tarso passou na lâmina o benefício deferido na gestão da antecessora tucana Yeda Crusius.

Alexandre Curvelo, advogado de Flávio Vaz, disse que vai ingressar com recursos nas esferas administrativa e judicial.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Orçamento de 2011: governo cortou mais R$ 577 mi

  Fernando Bizerra Jr./EFE
O ministro Guido Mantega falava sério quando vaticinou que a correção da tabela do IR teria de ser compensada com novos cortes e elevação de tributos.

A tabela do Imposto de Renda continua do mesmo jeito. Por ora, nada dos prometidos 4,5%.

Na outra ponta, elevou-se o imposto de bebidas (água mineral, cerveja e refrigerantes). Coisa de R$ 1 bilhão.

E, nesta segunda (21), a faca desceu de novo sobre o Orçamento de 2011, já lipoaspirado em R$ 50,1 bilhões.

Realizaram-se três novos talhos. Um privou o Legislativo de investir R$ 80,6 milhões.

Outro subtraiu do borderô do Judiciário R$ 373,2 milhoes. O terceiro fez sumir R$ 123 milhões das arcas do Ministério Público da União.

Tudo somado, chega-se a uma facada extra de R$ 577,1 milhões.

Mantega havia estimara que a correção da tabela do Imposto de Renda resultaria em perda de arrecadação de R$ 1,6 bilhão.

Sem alarde, o governo foi buscar a diferença no bolso dos consumidores de bebidas e nos nichos do Orçamento que acomodam rubricas de interesse de congressistas, magistrados e procuradores.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Festejado no Brasil, Obama está sob ataque nos EUA

Jason Reed/Reuters

A atmosfera turístico-festiva que marcou a passagem de Barack Obama pelo Brasil constrata com o cenário belicoso que se arma contra ele nos EUA.

Em notícia destacada na primeira página, o ‘The New York Times’, diário americano mais influente no mundo, esboçou o drama de Obama.

O texto anota que, ao autorizar a participação dos EUA na coalizão que bombardeia a Líbia, Obama tornou-se, ele próprio, alvo.

É atacado à direito e à esquerda. Dissemia-se a impressão de que tornou-se complicado para Obama manter o foco na crise econômica doméstica.

A notícia realça o esforço de Obama para injetar aparência de normalidade numa cena anormal. Ele tenta minimizar o papel dos EUA na Líbia.

No discurso feito no Rio, diz o texto, Obama citou apenas superfialmente a nova encrenca militar dos EUA no mundo muçulmano.

Congressistas republicanos, adversários de Obama, insinuam que ele demorou demais a agir em defesa dos rebeldes que se opõe ao ditador Muammar Gaddafi.

Pior: além de demorar, dizem os republicanos, Obama não explicou adequadamente os objetivos da ação milutar. Revelou-se um líder fraco. Em casa e no exterior.

O jornal reproduz declarações do senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, à emissora de TV Fox.

Graham disse que não sabe o que levou Obama a autorizar a ação militar na Líbia. E declarou-se preocupado com o fato de os EUA ocuparem "o banco de trás", em vez de exercer o "papel de líder".

Integrantes do partido Democrata, ao qual Obama é filiado, saíram em defesa do presidente. Mas também expressaram preocupação.

Receiam que Obama pode ter extrapolado os limites de sua autoridade ao não submeter o bombardeio da Líbia à deliberação do Congresso.

Os ataques aéreos contra as forças de Gaddafi contrastam com a intenção da Casa Branca de reduzir a presença americana no Afeganistão.

Num instante em que o Oriente Médio arde, a investida na Líbia introduz no cenário dos EUA uma novidade de consequências imprevisíveis.

No terceiro ano de sua presidência, recorda o jornal, Obama insinuava a intenção de se concentrar na busca de soluções para desemprego e a crise econômica doméstica.

De olho na reeleição e à margem das manobras da oposição no Congresso, tenta reconquistar eleitorado independente e morderado.

O ataque à Líbia entra nessa equação como um complicador. Sobretudo porque Obama chegou à Casa Branca cavalgando um sentimento anti-belicista.

As pesquisas detectam o crescimento da aversão do americano à opção pelas armas. E Obama tornou-se administrador de três conflitos.

Dois herdados –Iraque e Afeganistão— e um terceiro, o da Líbia, recém-nascido sob seu comando.

Enquanto Obama cumpria sua agenda no Rio, última escala da passagem pelo Brasil, a Casa Branca esforçava-se para se contrapor às críticas.

O jornal reproduz parte do discurso pronunciado por Obama no Theatro Municipal do Rio.

Escreve que, em 20 minutos de fala, Obama celebrou os levantes que reivindicam democracia no norte da África e no Oriente Médio.

Destaca o trecho em que Obama disse que o futuro do mundo árabe será definido pelo seu povo.

Menciona o pedaço do discurso em que Obama declarou: embora não se saiba para onde os movimentos vão levar, não se deve temer a mudança.

O diabo é que a decisão de Obama de enfiar os EUA dentro da coalizão militar anti-Gaddafi contradiz o discurso que esgrime desde a campanha eleitoral.

Defendia a busca de soluções multilaterais para os conflitos. Ao avalizar o ataque, diz o jornal, Obama leva à berlinda sua própria doutrina.

Açula, de resto, os ânimos dos adversários liberais. A despeito das críticas, Obama mantém intacta a agenda que o mantém longe de Washington.

Nesta segunda (21), chega ao Chile. Depois, vai a El Salvador. E as bombas continuam caindo sob Gaddafi.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Visita de Obama: mais simbolismo do que resultados

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

FHC e o sumiço de Lula: ‘Espero que não seja ciúme’

  Leopoldo Silva/Ag.Senado
No 5º ato de “A Comédia dos Erros”, Shakespeare levou aos lábios da Abedessa meia dúzia de palavras sobre o ciúme.

A personagem diz na peça que “as queixas amargas” inspiradas pelo ciúme “envenenam mais do que os dentes de cão raivoso”.

Ao comentar a ausência de Lula no almoço servido a Barack Obama em Brasília, FHC disse esperar que o antecessor não tenha provado do veneno:

“Ele realmente pode ter tido outros compromissos. Me parece que tinha o aniversário do filho...”

“...Mas realmente é difícil para um ex-presidente ter de voltar a Brasília. Ele pode ter achado que não contribuiria...”

“...Achar que foi por ciúmes, pelo fato de Obama ter vindo ao Brasil no governo da Dilma e não no dele, seria pequeno. E eu espero que não tenha sido isso”.

FHC voltou a elogiar o fato de Dilma Rousseff tê-lo convidado para o repasto. Lembrou que, sob Lula, não merecera semelhante deferência:

“Foi um gesto de civilidade. O convite foi uma posição madura da presidente Dilma. É normal na democracia essa atitude...”

“...Principalmente quando se trata de assuntos de interesse da nação. Quando eu fui presidente, convidei todo mundo para ir ao Palácio, inclusive o Lula...”

“...Ele foi ao Palácio do Planalto várias vezes. Depois de eleito, mesmo ainda quando não era presidente, eu cedi a ele a Granja do Torto...”

“...Mas no governo dele não me convidou nenhuma vez. Só me chamou para ir ao enterro do Papa. Agora não, a Dilma foi muito gentil”.

Um dos quatro ex-presidentes incluídos no rol de convidados para dividir a mesa com Obama, José Sarney também enxergou “amadurecimento” no gesto de Dilma:

“Mostra que os problemas políticos são menores quando se trata do interesse nacional. É um avanço democrático”.

E quanto à ausência de Lula? Para Sarney, “ele não quis ir ao almoço para não estabelecer uma comparação, um confronto dele com a presidente Dilma”.

Acha que Lula quis “preservar a visita de possíveis saias justas”. Sarney esmiuçou o raciocínio:

“A presidente trataria com Obama de questões que Lula tratou quando era presidente...”

“...E a intenção de Lula foi mais no sentido de ajudar para o sucesso da visita de Obama ao Brasil. Não tem nada de pessoal. Foi uma coisa secundária...”

“...A posição de Lula mostra que as relações dele com Obama eram de chefe de Estado para chefe de Estado e agora a chefe de Estado é a presidente Dilma”.

Viva, a novelista norte-americana Nellallitea Larsen (1891-1964) enxergaria algo de “pirandelliano” na (não) atuação de Lula. Novelista apreciada por Obama, Nellallitea escreveu:

Na obra de Pirandello, “há seres que nada mais podem fazer senão criar continuamente para se salvarem continuamente do horror do nada”.

Submetido ao “nada” da ex-presidência, Lula, o ex-tudo, converteu a sua ausência em notícia continuada. Depois de Obama, o "ex-cara" é o personagem mais comentado da peça.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

- Globo: Obama: Brasil dá exemplo de democracia a mundo árabe

- Folha: Dano a civis irrita aliados e afeta força anti-Gaddafi

- Estadão: Ataques à Líbia se intensificam e Kadafi promete ‘longa guerra’

- Correio: Festa no Brasil

- Valor: Energia ganha parceria com EUA

- Jornal do Commercio: Cerco contra Kadafi

- Zero Hora: Aliança intensifica ataques na Líbia

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O ex-cara!

Spon Holz

- Via SponHolz. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Abre-se nesta 2ª prazo para defesa da filha de Roriz

Nesta segunda-feira (21), a deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF) será noticiada pela Corregedoria da Câmara por meio do “Diário Oficial”.

A partir da publicação, a filha de Joaquim Roriz terá cinco dias para levar uma explicação ao processo disciplinar aberto contra a pedido do PSOL.

É mais uma oportunidade para que a deputada elucide por que resolveu tomar um dado dinheiro por dinheiro dado.

A verba, como se recorda, é suja. Proveio das arcas viciadas de Durval Barbosa, o delator do chamado mensalão do DEM de Brasília.

Pilhada em vídeo, Jaqueline protocolou um atestado médico na Câmara e tomou chá de sumiço. Brinca de esconde-esconde.

Por ora, manifestou-se apenas por meio de notas. Numa delas, inspirou-se em Delúbio Soares. O dinheiro era para campanha e não foi contabilizado, disse.

É como se ateasse fogo às vestes. Com a precaução de despir-se antes de riscar o fósforo.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Oposição ou governo? E Kassab:‘Será independente’

  Folha
Já desfiliado do DEM, o prefeito Gilberto Kassab foi à Bahia, neste domingo (20), para lançar o “novo” PSD.

Perguntaram-lhe se a legenda será oposicionista ou governista. Nem uma coisa nem outra, disse Kassab. Será “independente” (?!?!).

Chama-se Otto Alencar o principal aliado de Kassab no pedaço baiano da empreitada. É vice-governador da Bahia. 

Em meio a uma pajelança que contou com a presença de congressistas do PT e do PSB, Otto desdisse Kassab. O partido apoiará Dima Rousseff, disse.

Terminada a pantomima, Otto levou Kassab e o 'ex-demo' Guilherme Afif, vice do tucano Geraldo Alckmin, para o Palácio de Ondina.

Ali, o grão-petê Jaques Wagner, governador da Bahia, brindou com a caciquia da ex-oposição o nascimento do neogovernismo.

Vivo, Bussunda levaria os lábios ao trombone: Independência? Fala sério, Kassab!

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ministra Ana sobre o blog de Bethânia: ‘Nada demais’

  Sérgio Lima/Folha
A ministra Ana de Hollanda (Cultura) saboreia uma boa notícia.

Nos últimos dias, Não houve aumento de polêmica na pasta gerida por ela.

Continua nos mesmos 100%.

A penúltima controvérsia foi a aprovação do projeto de blog de poesias de Maria Bethânia:

R$ 1,35 milhão pela Lei Rouanet (R$ 600 mil só para a cantora).

"Não tem nada [demais]”, disse a ministra, segundo a Folha. “É uma polêmica que foi criada não sei por quê. Foi inteiramente dentro das regras".

Como assim? “Está tudo justificado lá na planilha”, afirmou Ana. Atribuiu a cifra milionária aos “trabalhos” e às “filmagens”.

Então, tá!

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Rio, Obama mistura diplomacia, futebol e música

Presidente de um país que costuma ser acusado de bocejar para o mundo, Barack Obama desdobrou-se, no Rio, para mostrar que não é indiferente ao Brasil.

Abriu o domingo com uma visita à favela Cidade de Deus, cuja rotina infernal ficou mundialmente conhecida com o filme Fernando Meirelles, em 2002.

Levou às ruelas supostamente transformadas pela “polícia pacificadora” do governo fluminense um comboio de 20 carros.

O automóvel blindado de Obama estacionou dentro de uma escola. Ao lado da mulher e das duas filhas, ele assistiu a apresentações de percursão e capoeira.

A visita consumiu-lhe escassos 30 minutos. Demonstrou sua falta de intimidade com a bola numa troca de passes com alunos de uma escolinha de futebol.

Antes de ir embora, quebrou o protocolo. Percorreu poucos metros de asfalto a pé. Distribuiu acenos. E a platéia: “Obama, Obama, Obama...”

Rodeado do aparato de segurança que o persegue, Obama rumou para o Theatro Municipal do Rio. Discursou para uma audiência de cerca de 2.000 pessoas.

O discurso deveria ter sido ao ar livre, na Cinelândia. Mas foi transferido para o ambiente fechado na véspera de sua chegada.

Instalaram-se na entrada equipamentos de revista semelhantes aos que infernizam a vida dos passageiros nos aeroportos. Com o acréscimo de cães farejadores.

Quem ultrapassou a barreira foi brindado com um discurso afável. Obama exalou simpatia. Chegou mesmo a se aventurar no português.

Abriu sua fala com um “alô” à “Cidade Maravilhosa” e a “todo o povo brasileiro”. Depois, de volta à língua inglesa, chamou o Brasil de “exemplo de democracia”.

Um “exemplo”, segundo ele, útil para o mundo árabe e o Oriente Médio, sacudido por revoltas populares que acossam ditadores.

Disse meia dúzia de palavras sobre a Líbia, desde a véspera sob ataque de uma coalisão militar que inclui os EUA.

Em nova evidência de que não veio a esta terra de palmeiras a passeio, Obama repetiu pedaços do discurso que dirigira a empresários, em Brasília.

Declarou que deseja estabelecer com o Brasil uma “parceria igualitária”. Mencionou as obras da Copa e da Olimpíada, cobiçadas por empresas americanas.

A certa altura repisou a tese segundo a qual o Brasil deixou de ser o “país do futuro”. Tornou-se “economia poderosa”. Uma "potência", exagerou. O futuro, disse ele, já chegou.

Famoso pela palavra fácil, Obama soou como se houvesse feito o dever de casa. Citou o clássico futebolístico do domingo: Vasco X Botafogo.

Um pedaço da platéia, decerto flamenguista, esboçou uma vaia. Evidência, disse o orador, de que o futebol é, no Brasil, assunto muito sério.

Em meio à profusão de menções elogiosas ao Brasil, Obama evocou Jorge Ben Jor:

“Como disse o cantor, o Brasil é um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Quem ouve Obama e lembra do antecessor George Bush é tentado a concluir que os EUA evoluíram. Trocaram o tosco pelo garoto propaganda.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No beija-mão de Obama, estreitam-se as inimizades

Lula Marques/Folha

Pendurados nas manchetes como protagonistas de desavenças que eletrificam os subterrâneos do governo, Palocci e Mantega viraram matéria-prima para fotos.

No beija-mão que marcou a chegada de Barack Obama ao Palácio do Planalto, a dupla roubou (ops!) a cena.

O chefão da Casa Civil e o gerente da Fazenda aproveitaram a espera na fila de cumprimetos para estreitar inimizades.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Obama vira ‘cereja’ do plano de marketing de Dilma

Roberto Stuckert Filho/PR

A visita de Barack Obama ao Brasil desce à crônica dos primeiros três meses do governo Dilma Rousseff como “cereja” de um bolo levado ao forno em janeiro.

Dilma executa um plano de marketing concebido por João Santana. Responsável pela campanha do PT, ele se tornou conselheiro de imagem da presidente.

Desde a posse, age para converter traços da personalidade de Dilma num ativo político que a distinga de Lula.

A política externa é parte da estratégia. E a passagem relâmpago de Obama pelo país é celebrada como um divisor de águas.

Opera-se uma guinada que distancia Dilma do “terceiro-mundismo” de Lula. Sem renegar África e Oriente Médio, a nova gestão prioriza Amérca do Sul, EUA e China.

Sob Dilma, o Itamaraty iça à superfície o pragmatismo comercial que a ideologia da Era Lula havia soterrado.

Em movimentos calculados, Dilma tomou distância do ditador iraniano Marmud Armadinejad, personagem ao qual Lula se achegara.

No Planalto, atribui-se a visita de Obama ao reconhecimento dos gestos de Dilma. Em conversa com o blog, um auxiliar da presidente celebrou um detalhe:

“Sempre que um novo presidente assumia no Brasil, a primeira providência era agendar uma visista aos EUA. Agora, a Casa Branca veio ao nosso reino”.

O vocábulo “reino” orna à perfeição com o conceito que norteia a marquetagem de João Santana, um jornalista de formação.

O escultor da imagem de Dilma costuma dizer que Lula, dono de popularidade lunar, deixou no imaginário popular um “vazio oceânico”.

Acha que a eleição de uma mulher abriu espaço para acomodar na presidência algo inteiramente novo.

Santana chama a “cadeira vazia” de Lula de “cadeira da rainha”. Na campanha, Dilma era vista pelo eleitorado pobre como espécie de “esposa do rei”.

Tenta-se agora grudar nela a imagem de “soberana” com qualidades próprias –uma gestora capaz de combinar a sensibilidade feminina com o rigor administrativo.

Um rigor que a faz contrariar as centrais sindicais (salário mínimo), impor limites ao rateio de cargos (Furnas e Eduardo Cunha)...

...Passar a lâmina no Orçamento (corte de R$ 50 bilhões) e fixar prioridades (adiamento da compra dos caças da FAB).

Tudo isso sem descuidar do essencial (combate à miséria) e sem fechar os olhos para novas demandas (promesa de dar atenção à classe média).

Neste sábado, Lula deu uma inestimável contribuição à estratégia de sua sucessora. O ex-soberano faltou ao almoço em homenagem a Obama.

Melhor: à ausência de Lula somou-se a presença de FHC, inserido na lista de convidados como evidência da “vocação republicana” de Dilma.

Melhor ainda: ao discursar para empresários, em Brasília, Obama reconheceu o novo status que o Brasil adquiriu no mundo.

Atribuiu a nova condição de sétima economia do planeta ao trabalho dos brasileiros e à combinação das políticas implementadas sob FHC e Lula. Citou ambos.

E afirmou que, sob Dilma, a Casa Branca tem de dispensar ao Brasil um tratamento análogo ao da China e Índia, as outras nações emergentes.

De olho nas obras da Copa e da Olimpíada, atento às oportunidades do pré-sal, Obama abriu em Brasília a maleta de mascate.

Em termos práticos, a visita do presidente americano não produziu nada além de um comunicado conjunto com cara de carta de intenções.

No campo da simbologia, porém, injetou-se na atmosfera uma aura de prestígio que coroa a estratégia propagandística “da nova cara”, distinguindo-a do “ex-cara”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Na largada, Dilma tem popularidade de Lula 2º: 47%

  Folha
Saiu do forno a primeira aferição científica da popularidade de Dilma Rousseff. Foi feita pelo Datafolha.

Na bica de completar três meses, a nova gestão é considerada ótima ou boa por 47% dos brasileiros.

Com esse índice, Dilma ultrapassou o Lula do primeiro reinado e igualou o do segundo.

No início de sua primeira gestão, Lula obtivera taxa de aprovação de 43%. No alvorecer do segundo, 48%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais. Ou seja: Dilma 1ª está tecnicamente epatada com Lula 2º.

De resto, a pesquisa acomoda Dilma em patamar superior a todos os presidentes que vieram antes de Lula.

Eis os dados coletados a partir de 1990:

- Fernando Collor: decorridos três meses do início de seu mandato, Collor obteve 36% de ótimo ou bom.

- Itamar Franco: empossado depois do impeachment de Collor, Itamar obteve 34% de aprovação inicial.

- FHC: eleito em 1994, obteve 39% de aprovação depois dos três primeiros meses de administração. Reeleito em 1998, minguou para 21%.

No caso de Dilma, apenas 7% consideram a gestão dela ruim ou péssima. Outros 34% a classificam como regular. E 12% não souberam responder.

A sondagem é nacional. Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio entre 15 e 16 de março. Ouviram 3.767 pessoas em 179 municípios.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

- Globo: Obama promete ajuda para Copa e Olimpíadas

- Folha: Países aliados iniciam ação militar na Líbia

- Estadão: Dilma cobra de Obama suspensão de barreiras

- Correio: De Brasília, Obama detona guerra a Kadafi

- Estado de Minas: Obama admite que Brasil é o futuro

- Jornal do Commercio: Líbia sob ataque

- Zero Hora: França lança ação militar contra Kadafi

- Veja: Exclusivo: Barack Obama fala a Veja

- Época: De Hiroshima a Fukushima

- IstoÉ: Ameaça nuclear assusta o mundo

- IstoÉ Dinheiro: O segredo das 10 mais

- CartaCapital: Pesadelo nuclear

- Exame: Onde investir em 2011

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ex-redentor!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Geddel:‘Ministro sendo revistado? Tá de sacanagem!’

Da Bahia, onde se encontra, o ex-ministro Geddel Vieira Lima espantou-se com uma cena brasiliense. Pendurou sua estupefação no twitter:

— Ministro passando por revista pra ver Obama falar? Tá de sacanagem! Tem certas coisas que não dá.

Moral da história: Nada humilha mais um ministro do que a coragem de um ex-covarde.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Seguranças de Obama submetem ministros a revista

A agenda de Barack Obama em Brasília incluiu uma reunião com empresários, na sede da CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Convidados, cinco ministros foram ao evento imaginando que eram importantes. Na chegada, os seguranças americanos cuidaram de atenuar a impressão.

Acomodados num microônibus, os auxiliares de Dilma Rousseff foram escoltados por agentes a serviço de Obama. Na entrada, submeteram-se a uma revista.

Passaram pelo constrangimento o presidente do BC, Alexandre Tombini, e outros quatro ministros:

Guido Mantega (Fazenda), Fernando Pimentel (Desenvolvimento), Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e Edison Lobão (Minas e Energia).

Em privado, alguns dos inspecionados alegaram que só entraram no local em que Obama discursou porque não havia como recuar (?!?!).

Alguns saíram na sequência. Um deles, Fernando Pimentel, fez questão de informar que foi embora porque Dilma o chamou.

Outro declarou, sob reserva, que a revista fez dos ministros "colegiais". Ou “suspeitos” tentando entrar nos EUA.

Mal comparando, os auxiliares de Dilma experimentaram no Brasil algo que o ex-chanceler Celso Láfer vivenciara nos EUA.

Ministro de FHC, Láfer viajara a Washington nas pegadas do 11 de Setembro. Na alfândega, foi convidado a retirar os sapatos. Assentiu.

Lula cansou de referir-se ao episódio em pronunciamentos e entrevistas. Disse que ministro do seu governo não aceitaria semelhante humilhação.

Não há, por ora, vestígio de protesto formal do governo de Dilma Rousseff contra a afronta praticada pelos agentes americanos. Agora, solo brasileiro.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

12 presos em ato ‘anti-Obama’ continuam na cadeia

Rafael Andrade/Folha

A Polícia Militar do Rio reteve na cadeia os doze manifestantes detidos nesta sexta (18) em protesto contra a presença de Barack Obama no Brasil.

Decorridas 24 horas da prisão, um grupo de parlamentares fluminenses divulgou manifesto pedindo a libertação dos detidos.

O protesto desandou depois que foi lançado um coquetel molotov em direção ao prédio do consulado americano no Rio, ferindo um segurança.

No texto do manifesto, os políticos que reivindicam o relaxamento da prisão anotam:

“Desafiamos as autoridades policiais do Rio e também o próprio consulado a provar o envolvimento de qualquer dos detidos no ato de vandalismo”.

Alegam que a manifestação era “democrática e pacífica”. Reclamam dos procedimentos que se seguiram às prisões:

“Em inquérito sumário e célere, 12 pessoas foram acusados de atirarem 'artefato incendiário' e 'causar lesões corporais' em funcionário do consulado...”

“...E se encontram encarcerados. Os homens, inclusive, já tiveram suas cabeças raspadas!”

Classificam a “continuada detenção” de “arbitrária e injusta”. Rogam ao Judiciário que aceite “os pedidos de habeas corpus” dos presos.

Assinam a peça dois senadores –Lindberg Farias (PT) e Randolfe Rodrigues (PSOL)—, três deputados federais –Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL)...

...E Stepan Nercessian (PPS)—, três deputados estaduais do Rio –Janira Rocha (PSOL), Marcelo Freixo (PSOL) e Robson Leite (PT).

O documento traz também a assinatura do presidente do PSTU-RJ, o ex-deputado federal Cyro Garcia.

A divulgação do pedido de liberdade coincidiu com a chegada de Obama ao Rio. Prevê-se a realização de novo protesto neste domingo (20).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Coalizão de cinco países incia 'ação militar' na Líbia

Roderick Eubanks/US. Navy

Enquanto Barack Obama distribuía sorrisos e apertos de mão em Brasília, navios americanos despejavam sobre a Líbia 112 mísseis.

Alvejaram 20 alvos do sistema de defesa aéreo líbio. O ojetivo foi o de atenuar a capacidade de reação do ditador Muammar Gaddafi.

Abordado por um assessor durante reunião com Dilma Rousseff, Obama autorizou a ação dos EUA na costa da Líbia.

Autorizados pela ONU, foram ao ataque cinco países. Além dos EUA, França, Reino Unido, Itália e Canadá.

A ação foi iniciada pela França. Na manhã deste sábado (19), duas dezenas de caças franceses Rafale já sobrevoavam a Líbia.

Bombardearam ao menos quatro veículos militares a serviço de Gaddafi, destruindo-os. Com seus misses, os EUA evitaram o revide.

Também o Reino Unido enviou aviões à Líbia. O primeiro-ministro britânico David Cameron classificou o ataque de “necessário, legal e justo”.

A coalizão iniciou os ataques 48 horas depois de o Conselho de Segurança da ONU ter aprovado a implementação de uma zona de exclusão aérea na Líbia.

O despejo dos mísseis foi precedido de uma reunião de líderes de 20 países, em Paris. Obama foi representado pela secretária de Estado Hillary Clinton.

“Nós temos todas as razões para temer que, se não fizermos nada, Gaddafi vai realizar atrocidades indescritíveis”, disse Hillary.

Em Brasília, Obama viu-se compelido a abrir uma fenda em sua agenda para dizer meia dúzia de palavras aos repórtres de seu país.

Por um instante, estancou os sorridos, crispou o cenho e anunciou o que as manchetes já antecipavam na web: a ação na Líbia começara.

"Estou ciente dos riscos de uma ação militar. Quero que os americanos saibam que o uso da força não foi nossa primeira escolha", disse Obama.

Ele disse que não há previsão de invasão à Líbia por terra. Em Washington, um porta-voz do Pentágono, cuidou de circunscrever a ação dos EUA:

"Nossa missão é desenhar o espaço de batalha para que nossos parceiros possam executar [a operação aérea]".

Em Paris, o chanceler francês Alain Juppé declarou explicitamente que os bombardeios contra as tropas de Gaddafi apenas começaram:

“Os ataques vão continuar nos próximos dias, até que o regime líbio cesse a violência contra sua população”, disse Juppé.

Quis o destino que o rififi militar fosse deflagrado no primeiro dia da visita de Obama ao Brasil, marcado por ataques recíprocos de gentileza.

Lula Marques/Folha

Ao chegar ao Planalto, Obama foi recepcionado por uma Dilma Rousseff risonha. A caminho do gabinete, acenaram para estudantes, postados no mezanino.

Na conversa a portas fechadas, manteve-se a atmosfera de afabilidade mútua.

Quis o destino que, nesse encontro, Dilma testemunhasse o aval dado por Obama a um assessor para que fosse aberto o fogo contra a Líbia.

Foi como se o acaso dirigisse ao governo brasileiro uma pergunta:

Vocês querem um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Estão prontos a assumir as responsabilidades ou preferem o conforto da abstenção?

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Obama diz ter ‘apreço’ pelo sonho do Brasil na ONU

Lula Marques/Folha

Comunicados produzidos em visitas presidenciais costumam ser profundos pelo próprio vazio.

Dilma Rousseff e Barack Obama levaram suas assinaturas a um desses documentos.

O trecho mais profundamente oco é o que trata do sonho brasileiro de obter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.

O texto anota que Dilma e Obama puseram-se de acordo quanto à necessidade de reformar o colegiado da ONU, ajustando-o ao século 21.

Puseram-se de acordo também sobre a conveniênca de “uma expansão limitada do Conselho de Segurança", tornando-o mais representativo.

O documento atinge o cume do vácuo na frase seguinte:

“O presidente Obama manifestou seu apreço à aspiração do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança”.

Apreço é irmão gêmeo da simpatia. Do mesmo modo que o nada é irmão siamês da coisa nenhuma.

A portas fechadas, Obama disse a Dilma que concorda com os anseios do Brasil na ONU. Mas explicou que é difícil para os EUA explicitar o apoio.

Por quê? Ouça-se o relato de uma testemunha da conversa à agência Reuters:

Obama "comentou que, quando apoia o pleito de algum país, ganha um amigo. Mas também adquire outros inimigos...”

“...Ele falou isso pra explicar como é difícil para os EUA defenderem sua posição publicamente".

O diabo é que, em novembro passado, Obama não teve dificuldades para declarar apoio explícito à inclusão da Índia no tal conselho.

Enquanto se reunia com Dilma e ministros dos dois países, Obama for abordado por um assessor, que lhe entregou um bilhete.

Em seguida, disse que as “providências” tinham de ser adotadas. Depois, explicou a Dilma do que se tratava.

Informou que acabara de dar o seu aval para a abertura de fogo contra as forças do ditador Muammar Gaddafi, na Líbia.

Com sua ordem, Obama deu efetividade à resolução aprovada há dois dias pelo Conselho de Segurança da ONU.

Uma resolução que o Brasil recusara-se a endossar. O país que tanto reclama a cadeira de membro permanence preferiu se esconder atrás da abstenção.

No geral, Dilma disse a Obama tudo o que precisava ser dito. Foi franca e direta, como convém.

Abordou todos os contenciosos que envenenam as relações entre Brasil e EUA: as barreiras comerciais...

...Os os subsídios à agricultura, as tarifas que impedem a entrada do etanol brasileiro no mercado americano, etc.

Discursando ao lado da anfitriã, Obama reconheceu o inevitável: "A extraordinária ascensão do Brasil, senhora presidente, cativou a atenção do mundo..."

“...Colocado de forma simples: os EUA não apenas reconhecem a ascensão do Brasil, nós a apoiamos com entusiasmo".

Aqui, evoluiu-se do “apreço” para o apoio entusiasmado. Por uma razão simples:

Obama enxerga na ascenção do Brasil a ampliação de um mercado para os produtos americanos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PT usa entrevista de Dilma para criticar EUA na web

Jim Watson/AFP

Embarque da família Obama, na noite passada, rumo ao Brasil e às críticas do PT 

O PT usou uma entrevista de Dilma Rousseff para driblar a orientação do Planalto de evitar ataques aos EUA durante a visita de Barack Obama ao Brasil.

O partido levou à sua página na internet “notícia” sob o seguinte título: “Petistas apoiam Dilma em críticas aos EUA por práticas na base de Guantanamo”.

O texto faz referência a uma entrevista concedida por Dilma à repórter Claudia Safatle.

Reproduzida aqui, a conversa foi veiculada na quinta-feira (17), antevéspera da chegada de Obama.

No pedaço em que fala da visita do presidente americano, Dilma resvala no tema dos direitos humanos. Ela soou assim:

“Se não concordo com o apedrejamento de mulheres, eu também não posso concordar com gente presa a vida inteira sem julgamento [na base de Guantânamo]. Isso vale para o Irã, vale para os Estados Unidos e vale para o Brasil...”

O partido utilizou as palavras da presidente como pretexto para dar vazão às críticas que a própria Dilma recomendara que fossem represadas.

"Os direitos humanos são universais e não possuem fronteiras”, diz a deputada Érica Kokay (PT-DF), no texto do PT.

“Guantânamo é inadmissível, especialmente por estarmos falando de um país [EUA] que bate no peito e diz ser guardião dos direitos civis".

Também citado no portal do PT, o deputado Dr. Rosinha (PR) pega mais pesado. Ele pespega nos EUA a pecha de nação adepta da tortura:

“A Base de Guantánamo, um enclave norte-americano em Cuba, é um centro de tortura que devia ser fechado. Mas a tortura não é só lá, ocorre também nos EUA”.

O deputado Rosinha caprichou nos espinhos:

“Bradley Manning, 22 anos, o soldado do Exército dos EUA acusado de vazar documentos sigilosos para o site WikiLeaks, está sendo submetido a diferentes tipos de torturas, conforme diferentes fontes".

Os ataques foram à web 24 horas depois de uma reunião em que a Executiva Nacional do PT decidira render-se ao enquadramento de Dilma.

Respirou-se no encontro da Executiva uma atmosfera de contrariedade. O ambiente foi retratado neste sábado (19) na sessão Painel, da Folha.

Vai reproduzido abaixo o conteúdo da notícia:

“No divã: Em privado, petistas expressam contrariedade diante do ‘veto branco’ imposto a manifestações críticas a Barack Obama, que chega hoje ao Brasil. Alegam que o partido está sendo ‘mais realista do que o rei’.

Em reunião anteontem da Executiva Nacional, a secretária de Relações Internacionais, Iole Ilíada, cogitou divulgar nota que lembrasse posições históricas da sigla contra a política externa americana.

A cúpula, porém, preferiu abortar a discussão. ‘Julgamos que opiniões sobre temas controversos não deveriam aparecer neste momento. Afinal, Obama é convidado do nosso governo’, diz o secretário-geral, Elói Pietá.

Durante a semana, Dilma irritara-se com a participação de petistas na organização de protestos dos movimentos sociais contra a visita de Obama.

Algo que levou o PT a tomar distância. Foram desautorizadas a participação em atos anti-Obama e até as declarações de filiados contra o visitante ilustre.

Abortou-se a nota idealizada pela secretária Ilíada. Mas a entrevista de Dilma deu brecha para a difusão de parte da odisséia de críticas do PT aos EUA.

Para o deputado Rosinha (PT-PR), a visita é “a oportunidade ideal para que Obama anuncie algumas medidas na área de direitos humanos”. Convém puxar a cadeira.

Os Obama desembarcaram na Base Aérea de Brasília às 7h42 deste sábado (19). Veja na imagem abaixo. 

Pablo Martinez Monsivais/AP

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 08h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bethânia tem show cancelado após polêmica do blog

Rafael Andrade/Folha

Maria Bethânia amargou uma má notícia no Espírito Santo. Foi cancelada uma apresentação que a cantora faria em outubro na cidade de Vitória.

Bethânia participaria do 3º circuito de teatro do Banescard, a bandeira de cartão de crédito do Banestes, casa bancária do Estado.

Ela levaria aos palcos capixabas o show "Bethânia e as Palavras". Não é um espetáculo qualquer.

Trata-se da apresentação que deu origem ao projeto do blog “O Mundo Precisa de Poesia”, que acaba de ser aprovado pelo Ministério da Cultura.

Bethânia foi autorizada a captar no mercado R$ 1,35 milhão com base na Lei Rouanet, que autoriza as empresas a descontar a cifra do Imposto de Renda.

A gerente de Comunicação do Banestes, Margô Devos, disse que "não existe conexão entre o cancelamento do show e as notícias” sobre Bethânia.

O blog de R$ 1,35 milhão, dos quais R$ 600 mil destinam-se a remunerar a cantora, converteu Bethânia em estrela de uma polêmica.

Ela se encontra pendurada nas manchetes em posição incômoda. Corre as redes sociais na web como alvo de piadas. Responde a tudo com estrepitoso silêncio.

Em reforço às palavras de sua gerente de Comunicação, o Banestes divulgou uma nota.

No texto, o banco estatal atribui o cancelamento do show de Bethânia à "readequação do planejamento dos investimentos culturais”.

Anota que o objetivo é aplicar as verbas de patrocínio “em sintonia com a política do governo do Estado para o segmento" dos cartões de crédito.

Na mesma nota, o Banestes esclarece que estão mantidas todas as outras apresentações agendadas para o seu circuito teatral.

Vão aos holofotes, entre outros: Marisa Orth, Rodrigo Fagundes, Marco Nanini e Betty Faria. Apenas Bethânia foi alvejada pela "readequação do planejamento”.

Nada a ver, obviamente, com a encrenca do milionário blog de poesias que Bethânia planeja declamar às expensas da Viúva.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Após Obama, Dilma encontra Hugo Chávez em abril

Lula Marques/Folha

Na véspera da chegada de Barack Obama a Brasília, o líder do governo Romero Jucá (PMDB-RR) foi ao microfone do Senado para fazer um anúncio.

Disse que recebera na véspera, em seu gabinete, a visita do embaixador venezuelano Maximilien Arvelaiz.

Conversaram sobre um encontro de Dilma Rousseff com o presidente Hugo Chávez, o arquiinimigo latino dos EUA.

Segundo Jucá, Dilma deve se avistar com Chávez no final de abril. Discutirão o fim do passaporte nas viagens de brasileiros para a Venezuela e vice-versa.

Jucá não esclareceu onde ocorrerá o encontro. Se for no Brasil, o PT e os movimentos sociais que lhe são simpáticos terão trabalho pela frente.

Precisam organizar as passeatas de boas-vindas a Chávez. Urge preparar o manifesto em que o companheiro será tachado de persona gratissima.

De resto, convém solicitar uma audiência conjunta com o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, para organizar o discurso de Chávez na Cinelândia.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

- Globo: Cessar-fogo não convence e Obama dá ultimato a Kadafi

- Folha: Gaddafi ataca apesar de ultimato de potencias

- Estadão: EUA dão ultimato para Kadafi recuar

- Correio: Após ultimato à Líbia, obama chega a Brasília

- Estado de Minas: Um olho em Kadafi, outro no Brasil

- Jornal do Commercio: Kadafi rompe trégua e França vai atacar

- Zero Hora: EUA dão ultimato para o cessar-fogo na Líbia

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PT by Disney!

Samuca

- Via Diário de Pernambuco. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

EUA: Líbia viola cessar-fogo;França: ação é iminente

Mohamed Messara/Efe

Em cartaz, cidadão líbio pró-Gaddafi agradece a abstenção de Brasil e Cia. na ONU

Neste sábado (19), dia em que Barack Obama desembarca em Brasília, as atenções da imprensa mundial estarão voltadas para outra cidade: Paris.

Reliza-se na capital francesa um encontro de representates dos países incumbidos de impor à Líbia o cessar-fogo aprovado pelo Conselho de Segurança da ONU.

Nesta sexta (18), perguntou-se à embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, se o ditador Muammar Gaddafi estava ciolando o cessar-fogo.

A resposta de Susan veio sem titubeios: “Sim, ele está”. , disse a Líbia que e inicia visita de dois dias ao Brasil, realiza-se em Paris uma reunião 

Inquirido sobre o mesmo tema, o embaixador da França na ONU, Gerard Araud, insinuou que pode ser deflagrada neste sábado (19) uma ação militar contra a Líbia.

Gerard mencionou o encontro que ocorrerá em Paris com "todos os grandes participantes nas operações e no esforço diplomático”.

Será, segundo ele, uma oportunidade para renovar o ultimato a Gaddafi. O embaixador francês completou:

“Após essa reunião, acho que nas próximas horas, [...] iremos lançar a intervenção militar".

Horas antes de embarcar para o Brasil, o presidente Barack Obama achegou-se aos refletores para dizer meia dúzia de palavras sobre a Líbia:

"O coronel Gaddafi agora tem uma escolha. Um cessar-fogo deve ser imediatamente implementado. [...] Todos os ataques contra civis devem parar...”

“...Gaddafi deve impedir que suas tropas continuem avançando para Benghazi e retirá-las de Ajdabiyah, Misrata e Zawiya".

No gogó, o governo líbio disse ter acatado o cessar-fogo imposto por resolução da ONU. Reportagens da TV árabe Al Jazeera mostraram que é lorota. 

A emissora veiculou nesta sexta (18) notícias sobre bombardeios à cidade de sublevada de Misrata.

Tropas leais a Gaddafi sitiam a atacam também Benghazi, principal cidadela dos rebeldes.

A certa altura de sua entrevista, Obama soou assim: "O povo líbio precisa ter acesso a assistência humanitária. Deixe-me ser muito claro:...”

“...Esses termos não são negociáveis. Se ele [Gaddafi] não acatar, a comunidade internacional irá impor consequências".

Obama será representado na reunião de Paris pela secretária de Estado Hillary Clinton.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Veja o esquema de segurança para visita de Obama

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula recusa convite para almoço com Barack Obama

  Folha e Reuters
O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes da República para o almoço que será oferecido por Dilma Rousseff a Barack Obama, neste sábado (19).

Integram a lista: Lula, Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, Fernando Collor e José Sarney.

Curiosamente, Lula 'O Cara' da Silva mandou dizer que não dará as caras no repasto, que ocorrerá em Brasília. FHC confirmou presença.

A assessoria de Lula informou que “o caro” tampouco planeja viajar ao Rio. Não vai assistir ao discurso que Obama fará no domingo (20), no Theatro Municipal.

Não há, por ora, informação oficial sobre os motivos da aversão de Lula aos eventos oficiais protagonizados por Obama.

Considerando-se que Obama esquivou-se de visitar o Brasil durante o reinado, suspeita-se que a causa esteja relacionada à anatomia do corpo humano.

Teria ligações com a parte exterior do braço, que forma um ângulo saliente no ponto em que o úmero articula com o cúbito.

Traduzindo-se do português científico para o idioma das ruas: dor-de-cotovelo.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

‘Balas’ e ‘coquetel’ marcam o 1º protesto anti-Obama

Paulo Whitaker/Reuters

O primeiro protesto contra a visita de Barack Obama ao Brasil foi marcado por muitas balas e um coquetel.

As balas, de borracha, foram disparadas pela tropa de choque da PM. O coquetel, do tipo molotov, foi arremessado pelos manifestantes.

O sururu ocorreu no início da noite desta sexta (18), defronte do prédio onde funciona o consulado americano, no Rio.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gallup: Aprovação de Obama caiu 6 pontos no Brasil

Entre 2009 e 2010, o índice sofreu recuo de 61% para 55%

Emmanuel Dunand/AFP

O Gallupp levou à web um estudo sobre o prestígio do presidente dos EUA, Barack Obama, na América Latina.

O trabalho baseia-se no resultado de pesquisas realizadas em 18 países da região entre julho de 2009 e setembro de 2010.

Foram ouvidas 2.000 pessoas em cada país –metade no ano de 2009, a outra metade em 2010.

Verificou-se que Obama desfruta de índices de aprovação expressivos na grossa maioria das nações do hemisfério. Porém...

...Porém, entre um levantamento e outro, as taxas caíram mais de três pontos percentuais em 11 países. Em sete deles a queda foi de dois dígitos.

Neste sábado (19), Obama inicia pelo Brasil uma viagem que inclui no itinerário o Chile e El Salvador.

Entre os brasileiros, informa o Gallup, 55% aprovam o desempenho de Obama na Casa Branca.

O índice embute uma queda de seis pontos percentuais em relação à taxa de 61% que havia sido apurada em 2009.

Os chilenos atribuíram a Obama, em 2010, aprovação de 67%. No ano anterior, era de 72%. Caiu cinco pontos.

Deu-se em El Salvador, terceira escala da viagem de Obama, a maior queda: 23 pontos. A despeito disso, 61% dos salvadorenhos ainda o avaliam positivamente.

O Gallup também perguntou aos entrevistados se acreditam que as relações entre os países da Amércia Latina e os EUA serão intensificadas sob Obama.

Comparando-se os dados de 2009 com os de 2010, verificou-se, de novo, uma queda na taxa de confiança.

Brasileiros, chilenos, salvadorenhos e cidadãos de outros dez países mostraram-se mais céticos quanto às possibilidade de incremento da parceria com os EUA.

No Brasil, a queda da taxa de confiança foi de sete pontos percentuais.

De acordo com o dado mais atualizado, de setembro de 2010, 40% dos brasileiros acreditam que as relações com os EUA serão incrementadas sob Obama.

Outros 26% acham que a coisa ficará como está, sem avanços nem recuos. Escassos 6% crêem que vai piorar. E 28% não quiseram ou não souberam responder.

No Chile, segundo país a ser visitado por Obama, os que acreditam na melhoria das relações com os EUA somam 43%. Um índice 17 pontos abaixo do de 2009.

Em El Salvador, a queda foi novamente a maior verificada nos 18 países pesquisados: 23 pontos. Ali, apenas 27% crêem no azeitamento das relações com os EUA.

O Gallup recorda no estudo, divulgado nesta quinta (17), uma expressão pronunciada por Obama na Conferência das Américas, realizada em 2009.

O presidente americano dissera nesse encontro que sua administração estabeleceria com os países latino-americanos uma “parceria de iguais”.

O documento atribui a queda dos índices à possível percepção dos entrevistados de que a realidade ficou aquém das palavras.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Reportagens | PermalinkPermalink #

Ciro deseja disputar prefeitura de Fortaleza em 2016

Folha

Ex-prefeito, ex-governador, ex-ministro, ex-deputado federal e ex-presidenciável, Ciro Gomes (PSB-CE) revelou qual será sua próxima empreitada política.

Em entrevista à TV Jangadeiro, ele disse que almeja disputar a prefeitura de Fortaleza: “Eu sonho ainda, um dia, em servir a cidade de Fortaleza como seu prefeito...”

“...Acho que a cidade precisa urgentemente, não de mim, mas precisa de um projeto. Eu sinto Fortaleza se deteriorando a olhos vistos”.

Irmão do governador cearense Cid Gomes (PSB), Ciro lida com um entrave legal. Não poderá disputar a prefeitura em 2012, só em 2016.

“Eu venho pensando, estudando, trabalhando e amando a ideia de servir a Fortaleza. Não será agora. Eu sou irmão do governador...”

“...Isso me faz muito privilegiado, mas, ao mesmo tempo, me cobra que eu não posso ser candidato a nada no Ceará, como não serei”.

O irmão defende que Ciro seja candidato ao Senado. Mas ele devolve a gentileza: “O meu candidato ao Senado, em 2014, chama-se Cid Gomes”.

Governo do Estado? Presidência da República? “Eu não vou ser candidato a nada”, Ciro refuga.

Ministro de Dilma Rousseff numa eventual reforma ministerial? “Eu prefiro, nesse momento, ficar quieto”, ele declara.

Ou seja: tomado pelas palavras, o único projeto palpável de Ciro é, por ora, o de privar a cena política de seus rompantes pelos próximos cinco anos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Projeto de blog destina R$ 600 mil só para Bethânia

  Daryan Dornelles/Folha
O projeto de criação do blog de poemas de Maria Bethânia prevê um cachê de R$ 600 mil para a cantora.

Corresponde a 44% da cifra que o Ministério da Cultura autorizou Bethânia a captar no mercado com base na Lei Rouanet: R$ 1,35 milhão.

Dinheiro da Viúva, a ser coletado na caixa registradora de empresas e descontado no Imposto de Renda devido ao fisco.

O projeto anota que Bethânia responderá pela "direção artística, pesquisa, seleção de textos e atuação em vídeos", nos quais declamará poemas.

Como a duração da empreitada foi fixada um ano, os R$ 600 mil destinados a Bethânia representam salário mensal de R$ 50 mil.

No papel, a iniciativa da cantora é descrita como recolucionária.

Bethânia pretende virar do avesso a rotina dos brasileiros, servindo-lhes poemas diários:

"Em meio a tantos absurdos do mundo moderno, a tantos problemas que cercam a vida de todos, nos propomos a revolucionar a vida cotidiana de cada um".

Na versão original, o projeto era mais caro. Sorveria das arcas oficiais R$ 1,79 milhão. Antes da aprovação, foi lipoaspirado em R$ 440 mil.

Somando-se o projeto do blog aos outros que Bethânia logrou aprovar sob Lula, a cantora foi autorizada a captar, desde 2006, R$ 10,5 milhões.

Procurada, Bethânia mandou dizer que não vai comentar a polêmica. Uma pena.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Afif vira ‘presente de grego’ de Kassab para Alckmin

Miran

Cavalo de Tróia, como se sabe, não galopa. Fácil identificá-lo no meio da tropa. Vem daí que, olhado de esguelha há semanas, o vice de Geraldo Alckmin abriu o jogo:

"A decisão é essa. Sair [do DEM] para a criação de um novo partido", disse Guilherme Afif Domingos nesta sexta (18).

E quanto à sua presença no governo paulista? Para Afif, nada muda:

“Sou vice-governador do Estado e vou cumprir até o fim a aliança com o governo Geraldo Alckmin".

Tomado pelas palavras, Afif ainda não desceu por completo da barriga do cavalo de madeira.

Vai cumprir a aliança? Ora, o doutor foi à chapa de Alckmin como ‘demo’. Súbito, associa-se à caravana de Gilberto Kassab.

O objetivo de Kassab não é senão o de arrancar Alckmin da cadeira de governador em 2014. É do jogo.

Afif tem todo o direito de trocar de partido em pleno vôo. Só não precisa convidar a platéia para o papel de boba.

Soaria mais adequado se dissesse que a parte da aliança que pretende “cumprir até o fim” é o mandato de vice-governador. No mais, mudou tudo.

Um grão-tucano ligado a Alckmin disse ao repórter: “O Afif deveria pedir ao prefeito Kassab para abrir uma nova rua em São Paulo...”

“...Assim como existe a Voluntários da Pátria, tem que haver a rua Traidores da Pátria...”

“...A rua dos Traidores não seria muito diferente da dos Voluntários: alguma degradação, muita pirataria e um pouco de meretrício”.

- Em tempo: Ilustração via Miran Cartum.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PT proíbe filiados até de falar contra a visita Obama

A Executiva nacional do PT proibiu a participação de filiados em manifestações contra a presença de Barack Obama no Brasil.

No Rio, o presidente do diretório estadual do partido, Jorge Florêncio, foi além: desautorizou até as manifestações orais.

Em nota levada à página do PT na web, Florêncio anotou que “desautoriza a qualquer membro manifestar opinião” contrária a posição oficial da legenda.

O texto recorda que o presidente dos EUA vem ao Brasil “a convite da presidenta Dilma” Rousseff.

Na véspera, o PT-RJ já havia veiculado uma primeira nota. Dizia a certa altura:

“[...] Qualquer manifestação contra a vinda de Barack Obama ao Rio não está autorizada e, portanto, não reflete a posição do partido”.

Deve-se o enquadramento dos radicais do petismo à irritação de Dilma com o envolvimento do PT na organização de protestos de “movimentos sociais”.

Em manifesto, os organizadores do rififi tacharam Obama de persona non grata no Brasil.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em vez da Cinelândia, Obama discursará num teatro

  AP
Ponto alto da visita de Barack Obama ao Brasil, o discurso que o presidente americano dirigirá ao “povo brasileiro” não será mais ao ar livre.

O repórter Ancelmo Gois informa que o governo dos EUA decidiu mudar o local do evento, marcado para domingo (20), no Rio.

Em vez de discursar ao ar livre, na Cinelândia, Obama falará para um público menor, em ambiente fechado, no Teatro Municipal.

Não há, por ora, informação oficial sobre a causa da alteração de planos.

Informado sobre a novidade, o prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB) temperou a surpresa com o bom humor:

“Pelo menos, não entro para a história da cidade como o prefeito que fechou o Amarelinho”.

Um dos bares mais tradicionais do Rio, o Amarelinho, assentado na Cinelândia, teria de cerrar as portas pela primeira vez em 50 anos.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

- Globo: Após uma semana, Japão tem 1º avanço contra desastre

- Folha: ONU autoriza ação armada na Líbia; Brasil se abstém

- Estadão: ONU aprova operação militar na Líbia para conter Kadafi

- Correio: O que ele quer no Brasil

- Valor: Brasil fecha acordos e 'abre os céus' para EUA e Europa

- Estado de Minas: TCU faz custo de obras em Confins cair R$ 57 milhões

- Jornal do Commercio: Ameaça de ataque faz Kadafi recuar

- Zero Hora: ONU autoriza ação militar contra Kadafi