Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Lula-2011: voz continua a mesma, mas os cabelos....

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Escrito por Josias de Souza às 21h45

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Desquitada, Dilma desfilará de carro ao lado da filha

  Lula Marques/Folha
Dilma Rousseff já escolher a companhia que levará consigo no Rolls-Royce que a levará, Esplanada abaixo, da Catedral de Brasília até o Congresso.

 

Normalmente, os presidentes eleitos costumam degustar do desfile em carro aberto ao lado dos cônjuges. Porém...

 

Porém, Dilma é desquitada. À falta de um primeiro-damo, optou por exibir do seu lado a filha, Paula Rousseff, 34.

 

Discretíssima, Paula ganhou as manchetes no finalzinho da campanha eleitoral, quando deu à luz Gabriel, o primeiro neto de Dilma.

 

A assessoria da sucessora de Lula a aconselhara a percorrer a Esplanada ao lado do vice, Michel Temer. Ela refugou a idéia.

 

Temer virá atrás, noutro carro aberto, acompanhado da mulher. Dilma cogitara deslizar pela Esplanada sozinha. Finalmente, optou por Paula.

 

Se chover, como prevê a meteorologia, Dilma e Temer chegarão ao Congresso em automóveis fechados, já reservados.

 

Do Legislativo, depois do discurso de Dilma, a dupla irá ao Planalto. Ali, a pupila receberá do ex-chefe a faixa presidencial.

 

O cerimonial reservara um naco de tempo para que Dilma trocasse de roupa entre uma cerimônia e outra. Ela declinou.  

 

Dilma avisou que só irá trocar de roupa para a recepção noturna que oferecerá, no Itamaraty, às autoridades estrageiras que virão para a posse.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h19

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Lula: ‘Se Dilma vacilar, eu saio correndo com a faixa’

Fábio Pozzebom/ABr

 

Dilma Rousseff apalpará a faixa presidencial em condições melhores do que muitos de seus antecessores. Vai recebê-la de mãos amigas.

 

Parece pouco, mas nem sempre foi assim. Recue-se, por oportuno, ano ano da graça de 1985.  

 

O repórter Alexandre Garcia, então na TV Manchete, foi à Granja do Torto, a residência oficial que serve de abrigo temporário para Dilma.

 

Encontrou, sentado próximo à lareira, o general João Figueiredo, último presidente da era em que, sob ditadura, o Planalto vestiu farda.

 

Em vias de deixar o poder, Figueiredo recebeu o visitante de tênis e agasalho esportivo.

 

Trancado em seus rancores, o presidente que saía concordara em abrir-se numa entrevista de despedida.

 

Parecia desconfortável. Mexia-se na poltrona. Tremiam-lhe os braços e as pernas. A conversa escorreu aos trancos.

 

Depois de arrancar de Figueiredo os ressentimentos que lhe roíam a alma, pediu ao entrevistado que dirigisse algumas palavras ao “brasileiro médio, do povo, povão”.

 

E o general: “Bem, o povo, o povão que poderá me escutar será, talvez, os 70% de brasileiros que estão apoiando o Tancredo...”

 

“...Então, desejo que eles tenham razão, que o doutor Tancredo  consiga fazer um bom governo pra eles. E que me esqueçam”.

 

Tancredo Neves prevalecera contra Paulo Maluf, sem os votos do PT, no colégio eleitoral. Os micróbios e a imperícia médica o impediram de tomar posse.

 

E Figueiredo, dias depois da derradeira entrevista, sairia pelas portas dos fundos do Planalto. Recusou-se a entregar a faixa a José Sarney, o vice que virou titular.

 

Fernando Collor, o sucessor de Sarney, não teve a oportunidade de sair do Planalto. Foi arrancado da cadeira pelo impeachment.

 

Sobreveio Itamar Franco. Hoje, derrama-se em críticas a FHC. Mas, na sua hora de entregar a faixa, repassou-a a mãos que lhe pareciam amigas.

 

FHC presenteou o oposicionista Lula com uma transição civilizada. Na transmissão do cargo, Lula disse ao antecessor: “Você deixa aqui um amigo”. Hoje, não se falam.

 

Antítese de Figueiredo, Lula estabeleceu com a Presidência um caso de amor. Nunca antes na história desse país um presidente exerceu o cargo com tanto gosto.

 

Ainda apaixonado, Lula convive com sensações ambíguas. Num instante, jura que vai “desencarnar”. Noutro, declara que correrá o país, fará política, costurará reformas.

 

Nesta sexta (31), a poucas horas da separação compulsória, Lula despediu-se dos funcionários do Planalto. Como de hábito, discursou.

 

Entre risos, fez uma piada que dá ideia do drama que o assedia: Se Dilma “vacilar, eu saio correndo...”

 

“...Quero ver ela correr atrás de mim na Esplanada, atrás daquela faixa. Por isso é que eu me preparei fisicamente...”

 

“...Ela disse que parou de andar, então ela vai estar menos preparada do que eu, fisicamente".

 

Ao deixar o Planalto pela penúltima vez –a última será na transmissão do cargo—abaixou o vidro escuro do carro oficial.

 

Acenou para as pessoas que estavam defronte do prédio. Era como se quisesse beber o prestígio que amealhou até a última gota.

 

Dilma deve à glória do ex-chefe sua eleição. A mesma glória que vai persegui-la nas noites de poder, como uma espécie de fantasma da ópera.

 

Nos lábios de Dilma, as palavras ditas por Lula a FHC –“Você deixa aqui uma amiga”— soariam mais adequadas do que há oito anos.

 

Resta agora saber se a veneração que Dilma devota a Lula resistirá ao tempo que separa 2011 de 2014.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h17

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Battisti: não fosse a realidade, Lula estaria certíssimo

Data curiosa o Réveillon. Suscita reações limítrofes, encenadas sobre a fina lâmina do tempo. Os fogos lançados. O copo erguido. O afago amigo. O carinho íntimo.

 

Tudo pode começar num tempo e terminar em outro. Num instante, o presente. Súbito, na derradeira virada do ponteiro, o futuro é deixado para trás.

 

Lula escolheu esse intervalo invisível, Tordesilhas de seu governo, para tomar, junto com o espumante, uma decisão polêmica.

 

Resolveu, finalmente, ceder os céus do Brasil, esse teto generoso, ao terrorista Cesare Battisti, cuja extradição a Itália havia solicitado. Beleza.

 

Evolua-se para a pergunta óbvia: por quê? A resposta, informou o Planalto em nota, está num parecer da Advogacia-Geral da União, acatado por Lula.

 

Pois bem. O que diz o doutor Luís Inácio Adams, advogado-geral? Em texto empolado, o xará de Lula anota o seguinte:

 

“Conclui-se que há ponderáveis razões para se supor que o extraditando possa ser submetido a agravamento de sua situação pessoal...”

 

“...E que, se plausível a premissa, deve-se aplicar o tratado [firmado entre Brasil e Itália no final dos anos 80], no sentido de se negar a extradição”.

 

Sim, sim. Mas, afinal, o que diabos prevê o tal tratado bilateral? A picanha é grande. O sumo está no miolo.

 

Prevê a concessão de refúgio quando existirem "razões ponderáveis para supor que a pessoa [...] será submetida a atos de perseguição e discriminação”.

 

Coisas que envolvam “raça, religião, sexo, nacionalidade, língua, opinião política, condição social ou pessoal”.

 

Trocando em miúdos: Lula decidiu dar abrigo a Battisti no Brasil para protegê-lo da perseguição a que seria submetido caso fosse devolvido à Itália.

 

Tudo seria lindo, não fosse a realidade. Eis o que sucede com Battisti fora do mundo de fantasias criado por Lula em benefício do preso:

 

1. O Estado democrático da Itália acusou Battisti de ter cometido crimes de sangue.

 

2. Como militante da organização Proletários Armados pelo Comunismo, teria passado nas armas, entre 1978 e 1979, quatro pessoas. Battisti nega.

 

3. Nesse ponto, a primeira dúvida. Supondo-se que os crimes tenham sido cometidos por Battisti, seria ele: A) um criminoso comum; B) ou um combatente político.

 

4. Crave-se a opção ‘A’. Entre os mortos, havia italianos que nada tinham a ver com o Regime que Battisti se dispôs a combater. Entre eles um açougueiro e um joalheiro.

 

5. Julgado pelo Judiciário da Itália, Battisti foi condenado à cana perpétua. O processo correu à revelia do réu, que havia fugido.

 

6. Depois de passar pela França e pelo México, Battisti veio dar nesta terra de palmeiras e sabiás. Preso, encontra-se encarceirado há quatro anos.

 

7. O Estado democrático de Roma requereu sua extradição. Antes que o processo fosse apreciado pelo STF, o companheiro Tarso Genro piscou.

 

8. Na pele de ministro da Justiça, Tarso deu a Battisti, em janeiro de 2009, o status de refugiado político. Decisão individual, contra o conselho de refugiados da pasta.

 

9. Em essência, Tarso esgrimira o mesmo argumento que Lula ressuscita agora: se devolvido à Itália, Battisti seria perseguido.

 

10. Na sessão em que o pedido de extradição de Battisti foi à mesa, o STF cuidou, antes, da apreciação do ato de Tarso Genro. Desconstituiu-o. De cabo a rabo.

 

11. No mais, os ministros do Supremo, com a responsabilidade das togas a pesar-lhes sobre os ombros, consideraram lícito e legal o pedido do governo da Itália.

 

12. O tribunal entendeu que não lhe cabia julgar a legitimidade da condenação imposta pelo Judiciário italiano a Battisti.

 

13. Durante a sessão, alguns ministros realçaram: a Itália que condenou Battisti não é república de bananas, mas Estado em pleno usufruto da democracia.

 

14. Aprovou-se, por constitucional, a extradição. Encurtou-se a cadeia de perpétua para 30 anos, encarceramento máximo previsto nas leis brasileiras.

 

15. De resto, em decisão considerada polêmica por uns e errada por outros, o STF transferiu a Lula a palavra final sobre o pedido de extradição. Porém...

 

16. Porém, o Supremo cuidou de fixar as balizas: Lula teria de guiar-se pelos termos do tratado firmado pelo Brasil com a Itália. Uma peça que tem peso de lei.

 

17. Ao ressuscitar os argumentos de Tarso Genro para fundamentar a negativa da extradição, Lula faz troça da Itália e, de quebra, do próprio STF.

 

18. Brinca com a Itália ao tratar a nação amiga como se fosse uma ditadura cubana. Achincalha o Supremo ao levantar tese que o tribunal já derrubou.

 

19. Para diferenciar-se de Tarso, Lula fabricou uma piada nova: em vez de refugiado, decidiu dispensar a Battisti o tratamento de imigrante.

 

20. Roma decidiu recorrer, de novo, ao STF. Mesmo sem o recurso, o Supremo teria de opinar sobre o ato de Lula. Cabe ao tribunal expedir –ou não— o alvará de soltura de Battisti.

 

21. Assim termina 2010. No ocaso do seu segundo reinado, Lula injeta veneno no 2011 de Dilma Rousseff, condenada a lidar com a justa fúria do governo da Itália.

 

- Em tempo: Foto de Marcello Casal, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 15h44

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Sobre Sarney, vacas, leite fresco e o velho Ano Novo

  Lula Marques/Folha
Em artigo levado às páginas da Folha, José Sarney escreve sobre os “bichos” de sua infância maranhense: duas vacas, um cachorro e três cavalos.

 

O texto foi escrito pelo Sarney membro da Academia Brasileira de Letras, não pelo presidente do Senado.

 

Ao correr os olhos pela peça, o signatário do blog viu-se como que compelido a fazer uma analogia entre os “bichos” do Maranhão e os de Brasília.

 

No quintal da meninice de Sarney “havia sempre uma vaca parida para o leite fresco”.

 

Recordou-se de duas: “Severina, boa de leite” e “Beijosa, mansa e fácil de ordenhar”.

 

Nos quintais do Sarney entrado em anos também há uma vaca de prontidão: a Viúva. Carrega úberes fartos e indefesos.

 

No terreno da casa onde cresceu o menino “havia também um cachorro, Seu Zezé -latia muito, mas não gozava da fama de ser valente”.

 

No pátio do senador há um cão parecido, Seu Petê. No passado, exibia um latido exuberante. Hoje, perdeu aquela valentia que o tornava diferente.

 

Os cavalos que trotam nas reminiscências do menino são: Papa Légua, Bom Marido e Ano Velho. “Mansos, prontos para tudo, a toda hora”.

 

A política, ensinam os entendidos, é a arte de saber montar os cavalos que passam encilhados.

 

Mercê da experiência adquirida em menino, Sarney, já adulto, revelou-se um jóquei imbatível.

 

Capaz de realizar acrobacias, saltou do lombo da ditadura para o dorso do Pemedebê. Cavalga a legenda-alimária até hoje.

 

Criança, familiarizou-se com a rédea num “cavalo mole, manso, ideal para ser montado pelos meninos como eu”. Natural que, adulto, tenha se afeiçoado ao Pemedebê.

 

Xucro na época da ditadura, amolengou-se após a redemocratização, tornando-se montaria ideal para experts como Sarney.

 

A cavalgadura preferida do garoto fora adquirida pelo avô das mãos de ciganos.

 

“Meu avô quis saber o nome do cavalo”, recordou Sarney no artigo. Chamava-se "Cacete". O velho inquiriu: "Que data é hoje?" Era "31 de dezembro".

 

E o avô do menino: "Então o nome do cavalo é Ano Velho". Sarney encerrou seu texto assim:


“Até hoje, nas noites de 31 de dezembro, vejo o Ano Velho trotando nas estradas da minha memória”.

 

Nas saídas da memória do presente, tudo parece arcaico ao redor do senador, inclusive o Ano Novo.

 

Sob Dilma Rousseff, Sarney conservará o controle das Minas e Energia, a teta elétrica Lula lhe concedera.

 

No Senado, o ex-menino galopa em direção à tetrapresidência. "Seu Petê" ensaiou um latido. Mas, puxando as rédeas do Pemedebê, Sarney deu encurtou o surto de valentia.

 

Por mais que considere sua infância feliz, Sarney há de concordar: sua velhice é muito mais maravilhosa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h08

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Historicida, Lula quer apagar da biografia o mensalão

  Marcello Casal/ABr
A leitura da História fica mais interessante quando a narrativa é pontuada por cenas carregadas de simbolismo.

 

Por exemplo: a Idade Clássica teve o seu epílogo no incêndio da biblioteca de Alexandria.

 

Se a era Lula se restringisse ao primeiro reinado, seu resumo seria a degradação ética simbolizada pelo escândalo do mensalão.

 

Para sorte de Lula, o eleitor lhe deu a sobrevida de um segundo reinado. Agora, inebriado pela popularidade, ele tenta reescrever a história, higienizando-a.

 

Santificado pelas pesquisas, Lula fala ao seu povo como um Jesus Cristo que aparece aos gentios, na figura dos Reis Magos.

 

A celebração a aparição do filho do Padre Eterno é celebrada com a festa litúrgica da Epifania. Caía no dia 6 de janeiro. Porém...

 

Porém, com a reforma do calendário litúrgico, de 1969, passou a ser comemorada no segundo domingo depois do Natal.

 

Pois bem. Nesta quinta (30), a poucas horas do segundo domingo pós-natalino de 2010, Lula pôs-se a reescrever a epifania de seu evangelho.

 

Em entrevista veiculada pela TV Brasil, referiu-se ao companheiro José Dirceu com palavras enaltecedoras:

 

"Dirceu é um dos políticos mais competentes que o Brasil tem. Tem pouca gente com a competência de formação política que ele tem...”

 

Para o neo-Cristo, o único “erro” daquele que o Ministério Público chamou de “chefe da quadrilha” foi “trazer para a Casa Civil todas as tensões políticas da República".

 

Semanas atrás, ao sair de um café da manhã com Lula, o próprio Dirceu dissera que, fora do governo, o presidente se dedicaria a desmontar “a farsa do mensalão”.

 

Antes mesmo de “desencarnar”, Lula executa a promessa. Já disse, por exemplo, que o mensalão foi uma “tentativa de golpe”.

 

Diante das câmeras da emissora oficial, declarou que, de pijamas, vai esmiuçar o caso “com mais carinho”.

 

Deu de ombros para a denúncia do ex-procurador-geral Antonio Fernando de Souza, convertida em ação penal pelo STF.

 

Preferiu realçar os desdobramentos da encrenca no Congresso: "O cidadão que acusou [Roberto Jefferson] foi cassado porque não provou a acusação...”

 

“...Se eu não provo a acusação, porque a acusação vai ser considerada? (...) Se tudo é verdade, não sei...”

 

“...Se tudo é mentira, não sei. Quero conversar muito e ler muito sobre o que aconteceu, conversar com as pessoas".

 

É como se Lula chamasse de levianos os investigadores da Polícia Federal, responsáveis pela coleta dos dados que recheiam a denúncia.

 

É como se tachasse de néscio o doutor Antonio Fernando, que enxergou crime nas “valerices” detectadas no inquérito.

 

É como se classificasse de imbecis os ministros do Supremo, que viram na peça do procurador-geral indícios suficientes para levar 40 pessoas ao banco dos réus.

 

Lula talvez devesse iniciar o seu ciclo de “conversas” por Duda Mendonça. Seu ex-marqueteiro reproduziria o depoimento que deu no Senado.

 

Relembraria que parte da verba que custeou sua vitoriosa campanha de 2002 veio na forma de “valerianas” depositadas clandestinamente no exterior.

 

Lula dedicou parte da entrevista à TV Brasil à desqualificação da imprensa, vitrine do strip-tease moral do petismo, levado ao paroxismo nos idos mensaleiros de 2005.

 

Repisou o lero-lero de que, para evitar a azia, parou de ler o noticiário. “Tomei a atitude de não ficar com a raiva que eles [repórteres] pensam que eu vou ficar...”

 

“...Pensam que eu vou ler, vou ficar com azia. Disse ao Franklin [Martins]: 'vou parar de lê-los, não vou ficar com azia. E não perdi nada".

 

Tomado pelas palavras, Lula livrou-se da acidez estomacal, mas ganhou uma amnésia. Esqueceu, por exemplo, do que disse numa cadeia de TV em 2005.

 

Coisas assim: “Quero dizer a vocês, com toda a franqueza, eu me sinto traído. Traído por práticas inaceitáveis das quais nunca tive conhecimento”.

 

Ou assim: “Estou indignado pelas revelações que aparecem a cada dia, e que chocam o país. O PT foi criado justamente para fortalecer a ética na política”.

 

Hoje, no papel de historiador de si mesmo, diz que a mídia “exagera”, faz denúncias sem provas. Afora o mensalão, sublimou os aloprados, o caseirogate, a Erenicegate...

 

"Se for ver algumas manchetes dos jornais, esse governo não existiu [...]. A imprensa se acha onipotente e que pode criticar todo mundo...”

 

“...E eu não posso dizer que está errado. Responsabilidade vale para o presidente, jornalista e dono de jornal. Não posso dizer coisas sem ter que provar nada".

 

Em meio à celebração dos “feitos”, Lula olhou para o pedaço degradante de sua gestão com olhos de bandido de anedota antiga.

 

Um sujeito que, depois de matar o pai e a mãe, pediu no julgamento misericórdia para um pobre órfão.

 

Lula, presidente de um governo que, noves fora os êxitos, assassinou a ética e a moral, roga por clemência para um pobre cego que não viu os discípulos tocarem fogo na biblioteca de sua Alexandria.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h47

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Na saída, Lula dá mínimo abaixo da inflação pela primeira vez

 

- Folha: Sob Lula, Bolsa tem ganho real de quase 300%

 

- Estadão: Lula contraria centrais e fixa novo mínimo em R$ 540

 

- JB: Estatuto da família ajuda amantes

 

- Correio: Poupe seu dinheiro e viva tranquilo em 2011

 

- Zero Hora: Transição para uma nova era

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h45

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A dor da separação!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 02h41

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Demagogia X populismo² - ‘Zelite’ = ‘pai dos pobres’

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Escrito por Josias de Souza às 01h21

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Mil faces = 1 Lula. E ainda sobra material para 2014

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Escrito por Josias de Souza às 23h27

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Mil blagues + 1 Lula – liturgia = 87% de popularidade

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Escrito por Josias de Souza às 22h56

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Búlgaro dá a Dilma árvore genealógica dos Rousseff

Valter Campanato/ABr

 

A dois dias da posse, Dilma Rousseff recebeu nesta quinta (30) a visita do primeiro-ministro da Bulgária, Boyco Borrisov.

 

Mandachuva no país de origem do pai de Dilma, Borrisov enxerga na gestão da nova presidente brasileira uma janela de oportunidades.

 

Conversou com Dilma sobre a intensificação das relações do Brasil com a Bulgária. Discutiram projetos nos setores de transportes e tecnologia da informação.

 

Dilma e Borrisov trocaram presentes. Apreciador do futebol, o visitante recebeu da anfitriã uma bola de prata.

 

Borrisov deu a Dilma uma árvore genealógica da família dela. Junto, uma foto da irmão do pai de Dilma, Vana.

 

O búlgaro Pétar Russév, pai de Dilma, era advogado. Militava no Partido Comunista da Bulgária.

 

Aportou no Brasil no final da década de 30. Deixando para trás, um filho búlgaro, Luben, Péter desembarcou em Salvador (BA).

 

Afugentado pelo clima, que considerou excessivamente quente, mudou-se para a Argentina.

 

Alguns anos depois, voltou para o Brasil, fixando-se em São Paulo. Numa visita a Uberaba (MG), conheceu a brasileira Dilma Jane Silva.

 

Casaram-se. Depois, mudaram-se para Belo Horizonte e tiveram filhos. Entre eles Dilma Vana Rousseff, nascida em 14 de dezembro de 1947.

 

O Vana enganchado no sobrenome de Dilma é homenagem à irmã de seu pai, aquela cuja foto o primeiro-ministro búlgaro anexou à árvore genealógica.

 

Por que Rousseff se o pai se chamava Russév? Deve-se o ajuste a uma decisão do pai de Dilma, que ajustou o próprio nome, para facilitar sua vida no Brasil.

 

O Pétar, abrasileirado, virou Pedro. O Russév, afrancesado, tornou-se Rousseff.

 

Na conversa com Borrisov, Dilma comprometeu-se a visitar a Bulgária. O primeiro-ministro disse a ela que a posse é atração também no país de seu pai.

 

A visita deve ocorrer ainda em 2011, durante um tour que Dilma fará à Europa. Desembarcará na Bulgária durante um festival de cinema, no verão.

 

Mantido por Dilma na cadeira de assessor internacional da Presidência, o grão-petê Marco Aurélio Garcia informou:

 

Além do encontro com Russév, Dilma já agendou pelo menos três encontros bilaterais com chefes de Estado estrangeiros que virão para a posse.

 

Vai à mesa com Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), José Alberto Mujica (Uruguai) e José Sócrates (primeiro-ministro de Portugal).

 

Dilma pretendia avistar-se também com Cristina Kirchner. A presidente da Argentina, porém, decidiu não dar as caras.

 

Constrangimento? De jeito nenhum, disse Garcia. Cristina, segundo ele, "passa por um momento pessoal difícil".

 

Vem da perda do marido, Néstor Kirchner, morto em outubro. Por isso, teria decidido cruzar o Natal e a passagem do ano em família.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h13

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Dilma estuda medidas contra os efeitos do real forte

   Alan E.Cober
No rol de temas que inquietam Dilma Rousseff a sobrevalorização do real ocupa posição de destaque.

 

Desde maio, o real valorizou-se 11% em relação ao dólar. Considerando-se os dois reinados de Lula, a alta acumulada supera os 100%.

 

Empurrada para dentro do elevador a contragosto, a moeda brasileira tornou-se uma das mais sobrevalorizadas do planeta.

 

Em consequência, produtos importados, mais baratos que os nacionais, invadem o mercado brasileiro. Na outra ponta, decaem as exportações.

 

O repórter Brian Winter informa: para conter os efeitos da encrenca cambial, Dilma cogita agir em duas frentes. Numa, deve salgar as taxas do Imposto de Importação.

 

Noutra, deve aliviar a carga de tributos cobrados de determinados setores nacionais. Uma forma de proteger a produção doméstica e tonificar as exportações.

 

No pedaço que prevê a imposição de barreiras aos produtos estrangeiros, a estratégia prevê a ampliação de providência que Lula acaba de adotar.

 

No apagar das luzes de sua gestão, o presidente elevou de 20% para 35% o Imposto de Importação de 14 tipos de brinquedos.

 

A providência golpeou sobretudo os fabricantes da China, que despejam brinquedos nas prateleiras do Brasil a preços mais convidativos que os similares nacionais.

 

Estima-se que a mesma tática será adotada em relação a outros setores. Quais? Os operadores de Dilma se esquivam de informar.

 

Embora não seja a melhor maneira de combater a distorção cambial, a imposição de barreiras tarifárias é vista como mecanismo de defesa legítimo.

 

Cada país protege-se como pode. Os EUA emitem dólares. A China resiste em valorizar a sua moeda.

 

Ao Brasil, restaria a adoção de medidas pontuais. Para conter a entrada de dólares especulativos no país, por exemplo, Lula elevou o IOF...

 

Agora, para conter a enxurrada de importados que ameaçam os empregos de brasileiros, acena-se com a radicalização das tarifações.

 

Num cenário ideal, a queda da taxa de juros produziria uma correção mais saudável dos desacertos da taxa de câmbio. Porém...

 

Porém, fustigado por uma inflação que soluça, o Banco Central não contempla a hipótese de podar os juros no curto prazo.

 

Ao contrário, crescem as expectativas de que os juros sejam puxados para o alto no alvorecer da gestão de Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h53

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Assinada MP que eleva o salário mínimo para R$ 540

Alex Almeida

 

O ministro Guido Mantega (Fazenda) informou que Lula já acomodou o jamegão no texto da MP (medida provisória) que trata do salário mínimo.

 

Como previsto, a menor remuneração paga no país passará, a partir deste sábado (1º), dos atuais R$ 510 para R$ 540.

 

A cifra limita-se a corrigir a corrosão inflacionária, sem ganhos reais. Lula guia-se pelo texto de acordo firmado com as centrais sindicais em 2006.

 

Por esse acordo, a correção do mínimo incorpora a inflação e a variação do PIB dos dois anos anteriores.

 

Deve-se o aumento miúdo ao fato de o PIB de 2009 ter sido esmigalhado pela crise financeira global.

 

Os mandarins do sindicalismo exigiam do governo uma compensação. Advogavam uma elavação do mínimo para R$ 580.

 

Lula deu de ombros. Argumentou que o acordo de 2006 não pode valer apenas para os tempos de vacas gordas.

 

O presidente recorda que o PIB de 2010, estimado em mais de 7%, resultará num reajuste mais generoso em 2011, a vigorar em 2012.

 

Mantega cuidou de refrescar a memória dos sindicalistas: "Os oito anos do governo Lula foram o período em que o salário mínimo mais cresceu...”

 

“...O presidente cumpriu sua promessa de valorizar e de ter uma política para o salário mínimo..."

 

"...Os R$ 540 não trarão uma pressão tão grande na Previdência, o que nos ajuda no equilíbrio fiscal".

 

Pelas contas de Lula, expostas no seu último pronunciamento em cadeia de rádio e TV, o mínimo teve ganho real de 67% durante seus dois reinados.

 

Na campanha eleitoral, Dilma esgrimia percentual ainda mais vistoso: 74%.

 

Em verdade, nos oito anos de Lula, os trabalhadores de salário mínimo amealharam 53,5% acima da inflação acumulada no período.

 

Não é pouca coisa. Mas, na campanha de 2002, Lula prometera duplicar o mínimo nos quatro anos de seu primeiro reinado.

 

A medida provisória vai ao 'Diário Oficial' desta quinta (31). Vigora a partir de sábado (1º). Porém...

 

Porém, a MP ainda terá de passar pelo crivo do Congresso. Ali, a oposição e um pedaço do consórcio governista ainda tentarão elevar o valor do reajuste.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h49

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Battisti: indignação italiana vai da direita à esquerda

  José Cruz/ABr
Na época pré-videogame, tempo em que criança ainda brincava de futebol, a bola às vezes escapava do controle.

 

Rebelde, ela pulava o muro e se refugiava no quintal do vizinho.

 

Os garotos mais sacanas invadiam o território alheio na surdina.

 

Os mais educados tocavam a campainha e pediam: “Pode devolver, por favor”.

 

Mal comparando, sucede coisa muito parecida no caso do terrorista Cesari Battisti.

 

Recomeçaram as manifestações de inconformidade dos italianos com o que o Brasil está fazendo com o que é deles.

 

A Itália portou-se como garoto fino. Pediu educadamente para que o Brasil lhe devolvesse Battisti.

 

O governo Lula, porém, esgotou-lhe a paciência. E Roma está perdendo a educação.

 

A revolução semântica que tranforma em perseguição política a condenação por quatro assassinatos atribuídos a Battisti produziu uma perplexidade unânime.

 

A irritação com o Brasil vai da direita à esquerda italiana, contaminando a imprensa.

 

Ministro da Defesa da Itália, Ignazio La Russa disse que, confirmando-se o refúgio a Battisti, está disposto a “apoiar boicotes” ao Brasil.

 

"O não à extradição terá conseqüências”, afirmou o ministro. "O não de Lula representa uma ferida nas relações bilaterais".

 

O PD (Partido Democrático), maior legenda da esquerda italiana, divulgou uma carta aberta dirigida a Lula.

 

No texto, a agremiação chama Lula de “homem de esquerda”. E pede que devolva Battisti à Itália, extraditando-o. Diz a carta, a certa altura:

 

"Nenhum princípio que garanta e salvaguarde os direitos universais do homem justifica que se negue a extradição ao terrorista Cesare Battisti".

 

O diário conservador ‘Il Giornale’, de propriedade da família do primeiro ministro Silvio Berlusconi, levou à primeira página um texto sobre o assunto.

 

Eis o título: "Battisti fica livre para assassinar a justiça". Agora, um pedaço do corpo da notícia: "A não extradição de Battisti é uma ofensa grave às instituições italianas".

 

O diário "La Repubblica", tido por esquerdista, entrevistou os familiares das vítimas de Battisti, passadas nas armas na década de 70.

 

Declararam-se amargurados com a iminente concessão de refúgio a Battisti no Brasil. Anunciam a organização de um protesto.

 

Dá-se de barato que a decisão de Lula favorecerá Battisti, ex-integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo).

 

Confirmando-se o refúgio, Battisti não irá ao meio-fio automaticamente. Cabe ao STF expedir –ou não— o alvará de soltura.

 

É possível que a encrenca retorne ao plenário do Supremo. O governo da Itália cogita recorrer contra a decisão.

 

Numa espécie de derradeiro apelo, os italianos erguerão a cabeça por sobre o muro diplomático e gritarão, meio impacientes: “Devolvam”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h21

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Empresa paga o aluguel Lulinha: R$ 12 mil mensais

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, desperta nas pessoas que o rodeiam o mais nobre dos sentimentos.

 

O primeiro-filho ateia na alma de seus semelhantes a chama da generosidade. Uma bondade inaudita.

 

Já se sabia que a Gamecorp, empresa Lulinha, tornou-se uma espécie de ímã de atração de benfeitore$.

 

Descobre-se agora que, também no ambiente doméstico, o primogênito de Lulão usufrui de gestos de rara prodigalidade.

 

Lulinha protege-se do sereno, desde 2007, num apartamento assentado nos Jardins, um dos mais elegantes bairros da capital paulista.

 

Alugado, o imóvel custa R$ 12 mil por mês. O dinheiro sai da caixa registradora de uma empresa: o Grupo Gol, que tem entre seus clientes o governo federal.

 

A firma pertence a Jonas Suassuna, primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB). Fez fortuna com a venda de CDs nos quais a voz de Cid Moreira recita a Bíblia.

 

Ouvido, Jonas disse que não vai mais pagar o aluguel do filho do presidente da República, agora quase ex-presidente.

 

Procurado, Lulinha tentou explicar-se. Disse que foi morar no Éden –ou nos Jardins—depois que se separou da mulher:

 

"Ele [Jonas] arcava com o aluguel e eu entrei com os móveis da minha antiga residência e assumi as despesas do apartamento...”

 

“...Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai, e estamos transferindo o contrato para meu nome".

 

Filho do dono do imóvel, o advogado Vladmir Silveira desconhece o pedido. Em verdade, nem sabia Lulinha era inquilino do imóvel.

 

"Quem alugou foi o Grupo Gol. O Jonas assina como proprietário [da empresa] e fiador, na [pessoa] física", disse.

 

Para o resto da humanidade, o leite da bondade humana azedou faz tempo. Para Lulinha, o azedo tem gosto de mel.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h38

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Kátia Abreu e Caiado disputam a presidência do DEM

Resultado definirá futuro do 2º maior partido da 'oposição'

Grupo de Gilberto Kassab trama aproximar-se do governo

Ala de Rodrigo Maia tenta se manter  distante  do Planalto

Embate final ocorrerá em convenção marcada para março

 

  Fotos: Divulgação/Folha e ABr
Longe dos refletores, o DEM deflagrou uma guerra interna que pulverizou a tentativa de obter pela via da negociação a unidade partidária.

 

Parceira de infortúnio do PSDB, a segunda maior legenda da oposição balança entre a resistência ao petismo e a Dilma Rousseff e a aproximação com o governo.

 

Numa tentativa de contemporizar as divergências, os dois grupos negociavam uma troca consensual do comando do partido.

 

Sob críticas do prefeito paulistano Gilberto Kassab, o deputado Rodrigo Maia (RJ) seria substituído na presidência do DEM pelo senador José Agripino Maia (RN).

 

Súbito, com o apoio de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, Kassab e sua turma deflagraram, sem alarde, um movimento fora do script.

 

Começaram a recolher assinaturas para fazer da senadora Kátia Abreu (TO) a nova presidente da legenda.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, a ala de Rodrigo Maia pôs-se a articular o nome do deputado Ronaldo Caiado (GO).

 

Informado sobre o movimento dos dois destacamentos, Agripino Maia tomou distância da infantaria.

 

Líder do DEM no Senado, Agripino avisara que não aceitaria a “missão” de presidir a agremiação senão por “consenso”.

 

O primeiro tiro foi disparado pela tropa de Kassab. Acompanhada de Paulo Bornhausen (SC), Katia fez uma incursão na cidade de Goiânia.

 

Trata-se de um território de Caiado, que preside o DEM em Goiás. O deputado encontrava-se doente, em São Paulo.

 

Caiado internara-se no hospital Sírio Libanês, para debelar uma infecção que o derrubara. Teve alta no dia 28 de dezembro.

 

Por ordem médica, permaneceu na capital paulista por mais 15 dias. Depois, seria informado sobre a natureza da investida de Kátia em sua seara.

 

A senadora e o filho de Jorge Bornhausen reuniram lideranças goianas do DEM para pedir-lhes que assinassem um documento.

 

Os signatários da peça autorizam a inclusão de seus nomes na chapa encabeçada por Kátia e apóiam a eleição do deputado Marcos Montes (MG) para líder na Câmara.

 

Abespinhado, Caiado articulou-se com Rodrigo Maia e outros expoentes de seu destacamento. Decidiram erguer barricadas.

 

Só nesta semana, Caiado já visitou três capitais nordestinas: Aracaju (SE), Recife (PE) e João Pessoa (PB).

 

Viaja acompanhado do próprio Rodrigo Maia e de dois ‘demos’ baianos: ACM Neto e José Carlos Aleluia.

 

Na peregrinação, o grupo avisa que, mantida a candidatura de Kátia Abreu, Caiado medirá forças com a ex-amiga.

 

De resto, empinam o nome de ACM Neto para líder na Câmara, contra Marcos Montes, o mineiro incensado por Kassab e pelos Bornhausen.

 

A batalha final se dará em 15 de março, data da convenção nacional extraordinária convocada por Rodrigo Maia para deliberar sobre sua sucessão.

 

A disputa pela liderança na Câmara, agendada para 31 de janeiro, servirá de teste para medir o poder de fogo dos dois pelotões rivais.

 

Em privado, Caiado resume a natureza do confronto: “Tem gente doida para levar o partido para o governo. Querem entrar pela porta dos fundos do Planalto”.

 

Deve-se a Kassab a inflexão governista. De olho no espólio de Orestes Quércia, o prefeito tramara a fusão do DEM com o PMDB. Não colou.

 

Tenta agora desbancar Rodrigo Maia e os aliados dele para desobstruir os canais de diálogo do DEM federal com Dilma, a sucessora de Lula.

 

Curiosamente, Kassab postou-se na sucessão presidencial ao lado do candidato derrotado José Serra (PSDB). Rodrigo Maia preferia outro tucano, Aécio Neves.

 

Outra curiosidade: Vice de Serra, o ‘demo’ Índio da Costa, cria de Cesar Maia, o pai de Rodrigo, entra na briga ao lado de Kátia Abreu, a candidata de Kassab.

 

Mais uma excentricidade: candidata do neogovernista Kassab, Kátia ganhou visibilidade nacional como coveira da CPMF.

 

Lula ainda traz atravessado na traquéia o sepultamento do tributo. Num comício de Santa Catarina, defendeu: é preciso extirpar o DEM da política brasileira.

 

Entre quatro paredes, os dois grupos prevêem: na guerra pela presidência do DEM, o grupo que prevalever irá asfixiar a ala derrotada.

 

Irremediavelmente dividido, o DEM esforça-se para converter o desejo de Lula em realiadade. A legenda caminha para a autoextirpação.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h52

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Petrobras: Lula da jazida é molusco, não presidente

A Petrobras recorreu a uma portaria editada sob FHC para justificar a troca do nome do campo petrolífero de Tupi para Lula.

 

Trata-se da portaria número 90 da ANP (Agência Nacional de Petróleo). Foi editada em 31 de maio de 2000 (aqui, a íntegra).

 

Traz a assinatura de David Zylbersztajn, o ex-genro de Fernando Henrique Cardoso que presidiu a agência petroleira na era tucana.

 

Em seu artigo 3º, a portaria anota:

 

“No ato da declaração de comercialidade, o concessionário denominará o campo utilizando-se de nomes de aves brasileiras, quando se tratar de descobertas em terra, e nomes ligados à fauna marinha, quando se tratar de descobertas no mar”.

 

Assim, alega a Petrobras, o Lula que passou a dar nome ao campo de Tupi seria o molusco, não o presidente da República.

 

Em nota divulgada nesta quarta (29), a estatal formalizou a “declaração de comercialidade” de dois campos de petróleo do pré-sal.

 

A declaração serve para dimensionar as jazidas, especificando o potencial de produção de cada uma.

 

Além de Tupi (6 milhões de barris de óleo), a Petrobras avaliou a potencialidade do do campo de Iracema (1,8 bilhões de barris).

 

Rebatizou o primeiro campo de Lula. Ao segundo, deu o nome de Cernambi.

 

É como são chamados, genericamente, os moluscos bivalves (com duas valvas, as cascas sólidas que revestem o corpo dessa espécie).

 

As lulas integram outra família de moluscos. Suas cascas são internas. O corpo externo é macio.

 

Em entrevista, Lula converteu em pantomima a explicação oficial: “Sinceramente, fiquei feliz. Obrigado, companheiro Gabrielli, por colocar meu nome", disse.

 

Ao endossar a Petrobras, Lula, o presidente, trocou as bolas. Chamou Lula, o molusco, de curstáceo:

 

"Fiquei orgulhoso. Não é o meu nome, é o nome de um crustáceo, o lula. Pensei que só tinha lula pequena, aquela que a gente faz isca...”

 

“...Esses dias, eu vi que tem lula de 17 metros, a lula colossal. Achei importante...”

 

“...A Petrobras, nos estudos que ela faz lá embaixo do mar, descobriu um tipo de rocha que tem nove coisas assim, iguaizinhas as minhas mãos".

 

Alheio à tentativa da estatal petroleira de atribuir ares de legalidade ao culto à personalidade de Lula, o DEM anunciou que vai ao Ministério Público.

 

Vice-líder do partido na Câmara, o deputado Ronaldo Caiado (GO) informou que protocolará na Procuradoria uma ação contra a homenagem mal disfarçada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h11

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Inflação do aluguel é de 11%, mas no Rio preços dobram

 

- Folha: Petrobras anuncia reserva recorde e a batiza de Lula

 

- Estadão: BNDES libera R$ 6,1 bi para Angra 3

 

- JB: Brasileiro vai gastar R$ 12 bi no exterior

 

- Correio: Viagem mais longa e difícil para Goiânia

 

- Valor: Dilma define superávit maior e corte no Orçamento de 2011

 

- Zero Hora: Detran vai tirar carteira de quem exceder em 50% limite de velocidade

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h48

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Contagem regressiva!

Regi

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Escrito por Josias de Souza às 00h31

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Caso Battisti: Lula diz não recear ‘represália’ da Italia

De passagem por Salvador (BA), Lula foi questionado sobre a decisão que está prestes a tomar no caso do terrorista italiano Cesare Battisti.

 

Não receia que a concessão de refúgio a Battisti leve a Itália a adotar represálias? Ao responder, Lula como que admitiu que, de fato, deve negar indeferir o pedido de extradição de Battisti:

 

“Não existe represália da Itália. O Brasil é soberano. Quem é que vai fazer represália? Nós já ganhamos maioridade, cada um faz o que quiser, o Brasil toma a decisão que quiser. Quando for a Itália que quiser tomar uma posição, ela toma a posição que quiser. Nós sempre respeitaremos a decisão soberana de uma outra nação”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h16

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Lula: 'foi gostoso' ver EUA, Europa e Japão ‘em crise’

Ricardo Stuckert/PR

 

Dependendo de onde se cutuca, todo mundo tem um quê de maluco. As pesquisas parecem ter tocado o ego de Lula no Ponto G. Tornou-se 100% superego.

 

O passeio pelas nuvens fez de Lula um viciado. Entregou-se ao vício de linguagem. De cacografias em cacologias, tropeça numa hipérbole atrás da outra.

 

Percorre os períodos mais simples como se fossem labirintos de linguísticos. Nomes próprios? Só enxerga o próprio! Todos os demais lhe parecem impróprios.

 

Corruptelas cortam-lhe os lábios. Advérbios ofuscam-lhe a visão, impedindo que enxergue o que é substantivo.

 

Rumo ao fim do mandato, é assediado por anacolutos. Ainda não se deu conta, mas segue a trilha que conduz ao lugar-comum.

 

Tome-se o caso desta quarta (29). Lula foi à Bahia para entregar moradias do Minha Casa, Minha vida.

 

A certa altura, a pretexto de jactar-se do modo como lidou com a crise financeira internacional, sapateou sobre a desgraça alheia:

 

“Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise.”

 

Disse que, antes, “Eles sabiam tudo para resolver o problema da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”.

Declarou que sua atuação “foi importante pra falar pra eles que, na crise, não foi nenhum doutor, nenhum americano, nenhum inglês...”

 

“...Foi um torneiro mecânico, pernambucano, presidente do Brasil que soube como lidar com a crise com sua equipe econômica...”

 

“...Foi por isso que a crise demorou mais pra chegar aqui e foi embora depressa”.

 

Neste sábado (1º), Dilma Rousseff tem a oportunidade de abrir no discurso oficial a clareira de um parágrafo.

 

Talvez introduza, entre parêntesis, alguma sobriedade. Com sorte, conseguirá demonstrar que é possível celebrar êxitos sem recorrer a interjeições pejorativas.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do discurso grandiloquente pronunciado por Lula na Bahia.

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Superintendente em SP será novo direito-geral da PF

  Folha
Chama-se Leandro Daiello, 44, o delegado que irá comandar a Polícia Federal na gestão Dilma Rousseff.

 

Atual superintendente em São Paulo, Daiello ocupará a cadeira de Luiz Fernando Corrêa, 53, que pediu aposentadoria depois de dirigir a PF por três anos.

 

A troca de comando foi anunciada pelo ministro indicado da Justiça, o petista José Eduardo Cardozo (na foto).

 

O novo mandachuva da PF é gaúcho. Graduado em Direito pela PUC-RS, entrou na corporação em 1995. Assumiu a superintendência paulista em 2008.

 

Antes, chefiara o departamento de repressão aos crimes aos fazendários e e coordenara a polícia fazendária.

 

Daiello disputava a poltrona de diretor-geral da PF com o superintendente do Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, nome preferido do ex-ministro Tarso Genro.

 

"Não foi uma escolha simples”, disse Cardozo, que integra o mesmo grupo de Tarso no PT, a Mensagem ao Partido.

 

“A Polícia Federal tem quadros altamente qualificados, pessoas extremamente gabaritadas e não é fácil escolher um nome...”

 

Cardozo decidiu também manter no comando nacional do Departamento de Polícia Rodoviária Federal o atual diretor Hélio Derenne.

 

De resto, confirmou que Luiz Paulo Barreto será o secretário-executivo da pasta da Justiça.

 

Funcionário de carreira do ministério, Luiz Paulo já ocupara a secretaria-executiva na gestão de Tarso.

 

Fora guindado à cadeira de ministro depois que Tarso trocou o posto, em abril, pela vitoriosa campanha ao governo gaúcho. Agora, volta a ser o segundo da pasta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h05

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DEM move ação contra rebatismo de Tupi, agora Lula

Wilson Dias/ABr

 

Horas depois de a Petrobras ter anunciado a troca de nome da primeira área do pré-sal, o DEM informou que recorrerá ao Ministério Público contra a decisão.

 

Descoberta em 2007, a área em questão havia sido batizada de Tupi. Agora, sob a alegação de que o nome era provisório, foi rebatizada de Lula.

 

Os campos que compõem a megajazida Lula receberão nomes de espécimes da fauna marinha brasileira.

 

Coube ao deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM na Câmara, anunciar a reação da legenda, hoje dividida entre oposicionistas convictos e envergonhados.

 

Em mensagem pendurada em seu microblog, Caiado anotou: “Vamos fazer representação junto ao Ministério Público” contra Lula.

 

Caiado bateu: “Após defender mensaleiros e desrespeitar leis eleitorais, Lula rasga a Constituição e mais uma lei ao colocar seu nome na área de Tupi”.

 

Numa trinca de notas (aqui, aqui e aqui), o deputado reproduziu trechos do artigo 37 da Constituição.

 

Inclui entre os principíos que devem reger a administração pública o da “impessoalidade”.

 

Em seu parágrafo primeiro, o mesmo artigo prevê que a publicidade dos programas e obras oficiais deve ter “caráter educativo, informativo e de orientação social”.

 

No mesmo parágrafo, o texto proíbe o governo de lançar mão de “nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores".

 

Noutra mensagem levada ao twitter, Caiado invoca os artigos 11 e 12 da lei 8.429, de 1992, contra “o senhor Lula-Tupi”.

 

Essa lei, escreve o deputado, sujeita os gestores públicos que incorrem em promoção pessoal à perda dos direitos políticos por período de três a cinco anos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h12

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Sensus: Para 69%, gestão Dilma será ‘ótima’ ou ‘boa’

Alan Marques/Folha

 

O instituto Sensus divulgou nesta quarta (29) sua última pesquisa de 2010. Coroa a gestão Lula e revela as expectativas em relação à gestão de Dilma Rousseff.

 

A maioria dos brasileiros (69,2%) acha que Dilma fará um governo ótimo (27,7%) ou bom (41,5%).

 

O percentual é próximo do que o Sensus recolhera em em dezembro de 2002: 71% apostavam que Lula faria uma gestão ótima ou boa.

 

A exemplo de sondagens anteriores, a nova pesquisa informa que a aprovação pessoal de Lula é maior que a avaliação positiva de seu governo.

 

O presidente é aprovado por 87% dos pesquisados. O governo dele obtém um índice de aprovação de 83,4%. Dois recordes.

 

Quanto ao crescimento da economia, 43,7% acham que, sob Dilma, o país se desenvolverá “muito”. Para 39,8%, o Brasil vai se desenvolver “um pouco”.

 

Do ponto de vista social, 43% apostam que o país avançará “muito” no governo que se inicia no sábado (1º).

 

Sobre o emprego: 61,9% acreditam que haverá melhorias nos próximos seis meses. Para 59,2% haverá aumento da renda.

 

O ministério de Dilma foi aprovado por 45,5% dos entrevistados. Quem escolheu os ministros? 27,5% acham que foi Lula; 24,8% atribuem a escalação a Dilma.

 

Instados a fixar uma escala de prioridades para as reformas estruturais de que o Brasil precisa, os entrevistados destoaram dos políticos.

 

Para 28,7%, a reforma mais urgente é a trabalhista, da qual o petismo não quer nem ouvir falar.

 

Outros 20,9% acomodam a reforma política, a mãe de todas as reformas para onze em cada 10 políticos, na segunda colocação da escala de prioridades.

 

A reforma tributária, ansiada por governadores e prefeitos, é considerada prioritária para escassos 11,5% dos entrevistados.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra dos relatórios da pesquisa.

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Escrito por Josias de Souza às 18h53

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Resignado, Lupi confirma que mínimo será de R$ 540

 

Dias atrás, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) animara-se a defender a elevação do salário mínimo para R$ 560.

 

Será de R$ 540, diria Lula na segunda (27). Mais do que isso, ele esclareceu, só se Dilma Rousseff quiser conceder.

 

Presidente da Força Sindical, o deputado Paulinho, estrela do PDT, o partido de Lupi, rodou a baiana.

 

Chamou o novo mínimo de “pífio”. Defendeu R$ 580. 

 

A meio caminho entre Lula e Paulinho, o ministro Lupi, mantido no cargo por Dilma, rendeu-se à hierarquia.

 

Deixou o companheiro de partido falando sozinho:

 

"A decisão do governo é que vai ser R$ 540. Ficou resolvido que vai se cumprir o acordo [firmado com as centrais sindicais em 2006]".

 

De duas uma: ou Paulinho divulga nova nota, desancando Lupi, ou ficará com cara de presidente não da Força, mas da ‘Farça’ Sindical.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h00

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Antes de Dilma, Lula ‘anuncia’ Gabrielli na Petrobras

Ricardo Stuckert/PR

 

Não se sabe ao certo qual será o itinerário de Lula como ex-presidente. Sabe-se apenas que, se deixarem, ele fica no volante.

 

Depois de escalar os principais ministros de Dilma Rousseff, Lula avança sobre o segundo escalão.

 

Nesta quarta (29), de passagem pelo Ceará, a três dias de seu encontro com o pijama, Lula cometeu uma descortesia com Dilma.

 

"Quero cumprimentar o companheiro Gabrielli por Dilma ter anunciado que ele fica na presidência da Petrobras", disse, em discurso oficial.

 

Embora tenha chamado José Sérgio Gabrielli para um dedo de prosa, Dilma não anunciou coisa nenhuma.  

 

De resto, num instante em que Dilma iça a bandeira da “união nacional”, Lula aproveitou a visita ao Ceará para fustigar o grão-tucano Tasso Jereissati.

 

"Agradeço de coração a reeleição do Cid Gomes [ao governo cearense], a eleição da companheira Dilma...”

 

“...E agradeço de coração a eleição dos senadores que vocês elegeram e me fizeram um favor tremendo".

 

No Ceará, elegeram-se para o Senado, com o apoio explícito de Lula, Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).

 

Candidato à reeleição, Tasso despencou das nuvens das pesquisas para o inferno da derrota. Levado à grelha sob aplausos de Lula, anunciou a aposentadoria política.

 

Dilma cumpriu a travessia da transição com obsequiosa discrição. Teve o tino de não dividir a ribalta com Lula. A partir deste sábado (1º), o palco será dela.

 

Espera-se que a sucessora se dê conta do seguinte: quem disputa o poder, pode errar o alvo. Quem disputa, vence e não exerce o poder, vira alvo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h51

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Deficitária, empresa de Lulinha recebe injeçõe$ da Oi

Orlandeli

 

A Gamecorp, empresa que tem como sócio Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, tornou-se uma colecionadora de prejuízos, dívidas e generosidades.

 

Quatro anos depois de associar-se à telefônica Oi (ex-Telemar), a Gamecorp levou aos seus balanços números azedos.

 

Até 2009, os prejuízos acumulados pela firma do primeiro-filho somaram R$ 8,7 milhões. As dívidas foram à casa dos R$ 5 milhões.

 

A despeito dos dados desalentadores, a Oi revelou-se dona de uma generosidade incomum no mundo dos negócios.

 

Associada ao BNDES e a fundos de pensão de estatais, a Oi aumentou em 28% seus investimentos na Gamecorp.

 

Deve-se a revelação a uma tróica de repórteres: Andreza Matais, José Ernesto Credencio e Sheila D’Amorim.

 

Em notícia veiculada na Folha, contam que a Oi é a única grande cliente da Gamecorp, produtora de “conteúdo” veiculado na OiTV e na Sky.

 

A pretexto de remunerar a “comercialização de serviço”, a Oi borrifou na caixa registradora da firma de Lulinha, em 2009, R$ 3,6 milhões.

 

Em 2007, sob a mesma justificativa, a Oi pingara na escrituração da Gamecorp R$ 2,8 milhões.

 

Em 2006, ano em que a inusitada parceria veio à luz, a Oi, à época ainda Telemar, já havia injetado na firma do primeiro-filho R$ 5 milhões.

 

No ano anterior, a Oi vitaminara o capital da empresa gerida por Lulinha em R$ 2,7 milhões. E pagara R$ 2,5 milhões pela “exclusividade” dos serviços.

 

Em meio à benevolência, a Oi foi contemplada com várias decisões amistosas do governo chefiado por Lulão.

 

A principal delas foi a mudança de regras que autorizou a fusão que fez da Oi uma “supertele”, a maior do ramo.

 

Procurada, a Oi preferiu guardar silêncio. Lulinha disse que sua empresa sobrevive de um “mix”.

 

A receita vem, segundo ele, "da produção de programas para terceiros, receitas de interatividade com SMS e venda de assinaturas e publicidade do setor privado".


Disse que a Gamecorp não aceita publicidade do setor público ou de estatais. É de perguntar: E precisa?

 

- Em tempo: Ilustração via sítio do Orlandeli.

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Escrito por Josias de Souza às 07h00

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Lula anuncia concessão de refúgio a Battisti nesta 4ª

  José Cruz/ABr
Munido de parecer da Advocacia-Geral da União, Lula deve anunciar nesta quarta (29) a concessão de refúgio ao terrorista italiano Cesare Battisti.

 

A notícia chega a três dias do término do segundo reinado de Lula.

 

Longe de encerrar a polêmica que envolve o caso, a decisão deve ressuscitá-la.

 

O governo da Itália, que briga para obter a extradição de Battisti, cogita recorrer ao STF contra a decisão de Lula.

 

Em julgamento confuso, o Supremo decidiu que o pedido da Itália foi feito como manda o figurino constitucional. Porém...

 

Porém, delegou a Lula a palavra final sobre a matéria. Ao esmiuçar sua (não)decisão, o STF informara que o presidente teria de se guiar pelo tratado firmado entre Brasil e Itália.

 

No mês passado, o ministro Gilmar Mendes, do STF, previra que a eventual permanência de Battisti no Brasil poderia devolver o caso ao tribunal.

 

Detido no presídio da Papuda, em Brasília, Battisti carrega na biografia a condenação por quatro assassinatos cometidos na Itália na década de 70, época em que fazia política de armas na mão. 

 

- Atualização feita às 14h57 desta quarta (29): Em viagem ao Ceará, Lula anunciou o adiamento para esta quinta (30) da divulgação da decisão sobre o caso Battisti.

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Escrito por Josias de Souza às 04h45

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Governo só investiu 26% do previsto no ano todo

 

- Folha: Governo quer atrair teles a parceria na banda larga

 

- Estadão: Superávit cai e governo deve recorrer a manobra

 

- JB: Brasil tem 197 mil presos sem cela

 

- Correio: Você reconhece essa cidade?

 

- Valor: Omissão da Receita sobre ágio inquieta empresas

 

- Jornal do Commercio: "Não pensem que vocês vão se livrar de mim"

 

- Zero Hora: Estiagem já põe campo em emergência no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Lenço presidencial!

Regi

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Escrito por Josias de Souza às 01h43

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Em prantos, Lula revela-se um mestre na arte de sair

 

O vídeo acima foi filmado na noite desta terça (28), em Recife (PE), num showmício de “despedida” de Lula.

 

Na cena, o naco mais expressivo do discurso do agora mais ilustre filho de Pernambuco. Lula chorou ao relembrar uma passagem da campanha de 1989.

 

Antes de discorrer sobre a motivação das lágrimas, convém abrir um parêntese.   

 

No esforço que empreende para cavar um lugar de destaque na posteridade, Lula vem se revelando um cultor da arte de deixar o poder.

 

Nunca antes na história desse país um presidente da República cuidara com tanto zelo da própria saída.

 

Só Getúlio Vargas teve a preocupação de preparar o desembarque com semelhante esmero. Com uma diferença.

 

Em 1954, Getúlio bateu em retirada do poder tão aclamado quanto Lula. De ditador fascista, fez-se salvador da pátria.

 

Foi acompanhado e pranteado por centenas de milhares de brasileiros. Porém, saiu do Palácio do Catete, a antiga sede do governo, no Rio, deitado num caixão.

 

Diferentemente de Getúlio, que optou por sair da vida para entrar na história, Lula, caiu na vida para abrir as portas da história.

 

De ex-operário de esquerda, Lula converteu-se num presidente conservador. Deve à conservação dos pilares econômicos liberais que herdou de FHC parte de seu êxito.

 

Domada a inflação, irrigou os programas sociais que o converteram em neo-salvador e encobriram os desvios éticos que fizeram do PT um ex-PT. Fecha parênteses.

 

Deve-se a organização da despedida pernambucana ao governador Eduardo Campos, presidente do PSB.

 

Convidados em comerciais de TV que anunciavam a presença de artistas populares, os conterrâneos de Lula acorreram ao evento aos milhares.

 

Acompanhado ao vivo pelas lentes da NBR, a emissora oficial que cobre as atividades do Poder Executivo, Lula verteu lágrimas três vezes.

 

Chorou ao ouvir o poeta popular Antônio Marinho declamar versos que enalteciam os “feitos” de seu governo. As estrofes terminavam numa frase indefectível:

 

“Pernambuco agradece ao presidente mais amado da terra brasileira”.

 

Chorou pela segunda vez ao escutar o discurso do anfitrião Eduardo Campos, neto do amigo Miguel Arraes, morto em 2005, o ano do mensalão.

 

Chorou uma derradeira vez ao assumir, ele próprio, o microfone. Ao fundo, a voz da massa oscilava entre dois coros.

 

Ora entoava um bordão recente –“Lula, guerreiro, do povo brasileiro”— ora gritava o jingle de 89 –Olêêê, olêêê, olêêê, Olááá, Lulaaaa, Lulaaaa...”.

 

Lula atribuiu a Deus a trajetória que o conduziu da miséria de Caetés –cidade desmenbrada de sua antiga Garanhuns –para o triunfo planaltino.

 

Depois de evocar o Padre Eterno, virou-se para um pastor presente no palanque. Perguntou: Você não acha que posso ser pastor quando largar a Presidência?

 

Trazia atravessada no peito uma faixa que acabara de receber de Eduardo Campos. Símbolo da ordem do mérito dos Guararapes, maior comenda do Estado.

 

Entre risos, anunciou que dormiria com o aparato sobre o pijama. Uma forma de atenuar a dor que vai sentir ao entregar a Dilma Rousseff a faixa presidencial.

 

Recordou as três derrotas que colecionou (1989, 1994 e 1998) antes de triunfar em 2002. Atribuiu o triplo infortúnio ao receio que os brasileiros pobres tinham dele.

 

Disse que o eleitor iletrado preferia os candidatos diplomados a um presidenciável tão “despreparado” quanto o dono do voto. O povo não confiava em mim, disse.

 

Emocionou-se ao lembrar a visita que fizera, na campanha de 1989, a uma comunidade pobre de Recife, a Casa Amarela.

 

Entrou num barraco miserável. E ouviu da dona: não voto em você porque você vai tomar tudo o que eu tenho. Afora o medo, não tinha nada.

 

Lula contou o ocorrido à mulher, Marisa. Declarou-se assustado. Uma pernambucana a quem não queria senão ajudar tinha medo dele.

 

Marisa aconselhou-o a perseverar. O dia da vitória haveria de chegar. Chegou em 2002, Lula rememorou, entre lágrimas.  

 

Eleito depois de aparar a barba e assinar a Carta aos Brasileiros, na qual beijou a cruz do mercado, Lula passou a duvidar de si mesmo.

 

Será que eu tenho condições?, perguntava a Marisa e aos seus botões. Decidiu, segundo disse, que não erraria.

 

Um eventual malogro não seria apenas seu, mas “da classe trabalhadora, dos pobres” que haviam superado o medo de votar no próprio espelho.

 

Ao cabo de muitas lágrimas, memórias e auto-elogios, Lula fez um apelo à platéia: “A palavra de ordem é apoiar a companheira Dilma”. Em seguida, anunciou:

 

“Saio da Presidência, mas não pensem que vão se livrar de mim, porque vou estar nas ruas desses país para ajudar a resolver os problemas do Brasil”.

 

Mais vivo do que Getúlio, Lula escreve o verbete da enciclopédia sem sair da história. Sai da Presidência, mas soa como se preparasse o retorno.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h31

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Para fechar meta de superávit, governo ‘subtrai’ PAC

  Valter Campanato/ABr
O governo não conseguirá cumprir a meta de superávit primário que se autoimpôs para 2010. A meta é de 3,1% do PIB.

 

Algo que, em reais, impõe ao governo a produção de uma economia de R$ 110 bilhões, para o abatimento da dívida pública.

 

Para contornar o problema, o Tesouro Nacional terá de lançar mão de um truque: vai descontar da meta os investimentos do PAC.

 

Significa dizer que serão abatidos da conta algo como R$ 20 bilhões do chamado PPI (Plano Piloto de Investimento). Inclui as obras do PAC, eleitas como prioritárias.

 

Feita a subtração, em vez de entregar o superávit fiscal de R$ 110 bilhões, o Tesouro contabilizará uma economia de cerca de R$ 90 bilhões.

 

A despeito disso, a meta será dada por cumprida. A mágica da subtração dos investimentos do PAC está prevista na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

 

O ministro Guido Mantega (Fazenda) e o secretário do Tesouro, Arno Augustin (na foto), atribuíram a retirada do coelho da cartola a Estados e municípios.

 

Dos R$ 110 bilhões que compõem a meta (3,1% do PIB), o governo federal responde por R$ 76,3 bilhões (2,15% do PIB).

 

Os outros R$ 33,7 bilhões (0,95% do PIB) devem ser providos por Estados e municípios. Porém...

 

Porém, entre os meses de janeiro e outubro, governadores e prefeitos só conseguiram economizar R$ 22,2 bilhões.

 

Nesta quarta (29), o BC deve divulgar o resultado obtido por Estados e municípios em novembro.

 

A julgar pelo que disseram Mantega e Augustin, a cifra ficará aquém do necessário para o cumprimento da meta anual.

 

Tampouco o governo federal exibe números vistosos. Nesta terça, vieram à luz os resultados de novembro. As despesas superaram as receitas.

 

Constatou-se que, de janeiro a novembro, Brasília economizou R$ 64,6 bilhões. Para fechar o seu pedaço da meta, faltam R$ 13,5 bilhões.

 

Sem mencionar números, o secretário Augustin disse acreditar que essa diferença será coberta pelo resultado de dezembro, ainda por contabilizar.

 

O mesmo não se dará em relação a Estados e municípios, que devem mesmo fechar o ano abaixo da meta. Daí a decisão de retirar da conta os investimentos do PAC.

 

Afora o constrangimento, a manobra permite antever que 2011, o ano inaugural de Dilma Rousseff, será um período de aperto de cintos.

 

Nas palavras de Augustin: "2011 é um ano de contenção e há esse entendimento por parte da sociedade e dos poderes..."

 

“...Será um ano de tranquilidade e comedimento na área de pessoal".

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h28

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Governo eleva Imposto de Importação de brinquedos

A quatro dias do fim, a gestão Lula elevou de 20% para 35% o Imposto de Importação que incide sobre 14 tipos de brinquedos.

 

O alvo da paulada é a China, cujos produtos, para desassossego da indústria nacional, invadem o mercado brasileiro.

 

O governo decidiu se mexer empurrado pela Abrinq, a associação brasileiro de fabricantes de brinquedos.

 

Alegou-se que os brinquedos importados da China, antes restritos ao filão de baixo preço, avança também sobre os nichos mais sofisticados.

 

A lista de produtos sobretaxados inclui de triciclos e patinetes a bonecos e trenzinhos elétricos. A nova alíquota vai vigorar até 31 de dezembro de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h56

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Tiririca sente ‘dores abdominais’ e é internado no CE

  Eduardo Anizelli/Folha
Às voltas com dores abdominais, o deputado eleito Tiririca (PR-SP) foi internado num hospital de Fortaleza (CE), o São Mateus.

 

Deu-se nesta terça (28). Tiririca viajara para o Ceará, seu Estado natal, na semana passada. Está em férias.

 

O ‘Diário do Nordeste’ informa que, após examiná-lo, os médicos diagnosticaram “pedra na vesícula”.

 

Decidiram submeter Tiririca a uma “pequena cirurgia”.

 

Conhecido como Tirulipa, Everson, um dos filhos do parlamentar recém-eleito, cuidou de minimizar o ocorrido:

 

"Como meu pai aproveita essa época de férias para comer mais e já teve gastrite, ele foi apenas realizar uma endoscopia, fazer exames de rotina, um check-up".

 

- Atualização feita às 13h04 desta quarta (29): Tiririca recebeu alta hospitalar na noite passada. Contra os cáculos na vesícula, os médicos preferiram ministrar remédios a realizar a cirurgia cogitada inicialmente.

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Escrito por Josias de Souza às 18h55

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Retrospectiva 2010: gente que ‘hipnotizou’ holofotes

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Escrito por Josias de Souza às 17h41

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Alencar volta a ter sangramento e permanece na UTI

  Ricardo Stuckert/PR
É cada vez mais longínqua a hipótese de o vice José Alencar comparecer à cerimônia de troca de comando do próximo sábado (1º).

 

Alencar, 79, voltou a ser importunado pela hemorragia intestinal que o devolveu ao leito hospitalar na quarta (22) da semana passada.

 

Graças à reiteração do sangramento, o segundo de Lula teve de ser retido na UTI. Os médicos tentam localizar a artéria que verte sangue.

 

A despeito dos cuidados que inspira, Alencar manifesta o desejo de testemunhar a posse de Dilma Rousseff.

 

Em timbre algo protocolar, o doutor Paulo Hoff, um dos médicos que o assistem, diz que Alencar passará por uma “avaliação no último minuto”.  

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h52

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Programas de renda já beneficiam 113 milhões na AL

Com 52 milhões de pessoas, Bolsa Família é líder regional

México ocupa 2º lugar, com uma ‘clientela’  de 27 milhões

Colômbia,  com 12 milhões de pessoas,  é a 3ª do  ranking

 

João Marcos Rosa/Ag.Nitro

 

Levantamento da Cepal, comissão econômica da ONU para a América Latina e Caribe, indica: os programas de distribuição de renda disseminam-se pela região.

 

Implantados em 18 países, já beneficiam mais de 25 milhões de famílias pobres. Juntas, somam cerca de 113 milhões de pessoas.

 

O contingente corresponde a 19% de toda a população desse pedaço do mapa monitorado pela Cepal.

 

Chamadas de PTCs (Programas de transferências condicionadas), as iniciativas encontram-se catalogadas na base de dados da entidade.

 

Nesta segunda (27), a Cepal levou ao seu portal na web uma versão atualizada do cadastro.

 

Na parte dedicada ao Brasil, a base de dados traz inclusive os programas que, lançados sob FHC, foram unificados por Lula.

 

Rebatizado de Bolsa Família após a unificação, a iniciativa brasileira beneficia cerca de 52 milhões de pessoas –quase metade dos 113 milhões atendidos na região.

 

Em números absolutos, o programa do México, chamado de “Oportunidades”, ocupa o segundo lugar no ranking. Chega a 27 milhões de pessoas.

 

Vem a seguir, com uma clientela de 12 milhões de pessoas, o “Famílias em Ação”, implantado pelo governo da Colômbia.

 

Em termos percentuais, o programa do Equador (“Bônus de Desenvolvimento Humano") é o mais abrangente. Chega a 44% da população do país.

 

Para a Cepal, as iniciativas à moda do Bolsa Família tornaram-se um êxito social. Elevam o consumo das famílias e reduzem a pobreza a curto prazo.

 

A entidade estima que, só no ano de 2010, a transferência de renda reduziu a pobreza e a indigência na região em 1% e 0,4% respectivamente.

 

Considerando-se a abrangência da cobertura, o custo dos programas é, pelas contas da Cepal, baixo: em média, 0,40% do PIB dos países da região.

 

Serviço: Apertando aqui, você chega à base de dados da Cepal.

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Escrito por Josias de Souza às 05h17

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Estado do Rio gratificará policial que matar menos

 

- Folha: Planalto pulveriza sua propaganda em 8.094 veículos

 

- Estadão: Lula muda discurso e afirma que Dilma será sua candidata em 2014

 

- JB: Brasil tentará erradicar aftosa em 2011

 

- Correio: Caminho livre para Dilma

 

- Valor: Petrobras ensaia revolução tecnológica para o pré-sal

 

- Zero Hora: Impasse entre Yeda e Tarso emperra presíedio com iniciativa privada

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h24

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Até breve!

Benett

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h19

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Em nota, Paulinho da Força ‘enfraquece’ governismo

  Marcelo Justo/Folha
Ao defender a fixação do reajuste do salário mínimo para R$ 540, Lula como que enfraqueceu os pendores governistas de Paulinho da Força.

 

Presidente da Força Sindical, o deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) divulgou uma nota. Escreveu: "No final de seu mandato, o presidente Lula...”

 

“...Parece querer que esqueçamos que seus oito anos de governo foram direcionados para o enfrentamento das desigualdades sociais".

 

Já sob Dilma Rousseff, o governo enviará à Câmara uma MP (medida provisória) fixando o valor da mínima remuneração a vigorar em 2011.

 

Paulinho avisa que, na pele de deputado, vai enganchar na MP um par de emendas. Numa, proporá que o mínimo suba para R$ 580.

 

Noutra, sugerirá a elevação de 10% para os aposentados que recebem do INSS benefícios acima do piso.

 

Curiosamente, Paulinho é filiado ao mesmo PDT de Carlos Lupi, o brizolista que Lula nomeara para a pasta do Trabalho e que Dilma acaba de confirmar no posto.

 

Em entrevista veiculada no sábado (24), na Folha, Lupi destoara do governo ao advogar um mínimo de R$ 560.

 

Ao insinuar que levará às últimas consequências os R$ 580 preconizados pelas centrais sindicais, Paulinho destoa muito mais.

 

Como que decidido a constranger o governo que supostamente apoia, o deputado realça em sua nota os dividendos políticos da política de valorização do mínimo.

 

Anota que, tal política, acertada pelo governo com os mandarins do sindicalismo em 2006, "teve forte impacto nos índices recordes de aprovação do presidente Lula".

 

O diabo é que os R$ 540 refugados por Paulinho respeitam, com rigor matemático, o acordo deitado sobre o papel quatro anos atrás.

 

Acertara-se que reajuste anual do salário mínimo incorporaria a inflação do ano anterior mais a variação do PIB dos dois anos anteriores.

 

Em 2007 e 2008, o PIB cresceu 6,1% e 5,2% respectivamente. Algo que vitaminou os reajustes de 2009 e 2010.

 

No ano passado, sob os efeitos da crise financeira international, o PIB registrou queda de 0,6%. Daí o aumento mixuruca de 2010.

 

No dizer de Lula, as centrais não podem querer que o acordo vigore apenas nas fases de vacas gordas. Paulinho dá de ombros.

 

“Os insensíveis tecnocratas, ainda enraizados na área econômica, insistem em dar um pífio aumento para o salário mínimo”, escreve na nota.

 

A rebeldia do deputado expõe a fragilidade da (i)lógica que norteia o mercado persa da composição do primeiro escalão do governo.

 

Em tese, os partidos aquinhoados com ministérios deveriam retribuir com apoio político e votos no Congresso. Na prática, dá-se coisa diversa.

 

Lula e Dilma não podem nem alegar surpresa. Paulinho sempre foi um “aliado” de conveniência. É movido a vantagen$, não a ideologias.

 

Enquanto pareceu vantajoso, fez o contraponto à CUT, braço sindical do petismo. Foi governo sob Collor e sob FHC.

 

Celebrou na era tucana convênios que desandaram em malfeiros que, hoje, frequentam os escaninhos do Judiciário ações movidas pelo Ministério Público.  

 

Em 2002, Paulinho foi candidato a vice na chapa de Ciro, então no PPS. Tratado a pão e água no primeiro reinado de Lula, apoiou o tucano Alckmin em 2006.

 

Reeleito Lula, achegou-se de novo ao governo e aos cofres. Estreitou sua inimizade com a CUT.

 

Brindado com o ministério do Trabalho, lambuzou-se nos repasses do imposto sindical, empurrou o PDT para dentro da coligação de Dilma e deu sobrevida a Lupi.

 

Agora, Paulinho posa para sua clientela como um governista de resultados, do tipo que belisca o bônu$ sem se comprometer com o ônus. Uma beleza.

 

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Escrito por Josias de Souza às 01h03

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Lula volta em 2014? Entre o talvez e o não, há o sim

Se o ocaso da gestão Lula fosse escrito em pauta musical, se aproximaria do allegro agitato do último movimento do Concerto para Piano em Fá, de George Gershwin.

 

A iminência do fechamento das cortinas leva o ainda presidente a ocupar o que lhe resta de palco em ritmo frenético.

 

Os derradeiros refletores iluminam uma alma cuja agitação prenuncia o nascimento de um ex-presidente inconformado com o fim do espetáculo.

 

Bóia na atmosfera que antecede a posse de Dilma Rousseff uma roliça interrogação: até quando Lula conseguirá ficar longe da ribalta?

 

Na semana passada, no programa É notícia, da Rede TV, Lula foi inquirido sobre 2014. Perguntou-se se descartava a hipótese de re-re-recandidatar-se.

 

E ele: "Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária".

 

Nesta segunda (27), a cinco dias do adeus, Lula foi reinquirido sobre o tema num café da manhã com os repórteres que cobrem o Planalto. Deu meia-volta:

 

Declarou que trabalha com “a ideia fixa de que a nossa companheira Dilma será outra vez a candidata à Presidência da Republica do Brasil".

 

Em que Lula acreditar, no Lula do “talvez” ou no Lula do “não, não, absolutamente”? Na dúvida, convém ao observador fixar-se na lição primeira da política.

 

Sempre que Lula soar como se dissesse algo absolutamente verdadeiro, o expectador deve se dar conta de que o melhor é não acreditar nesse tipo de afirmativa.

 

Neste seu penúltimo encontro com os holofotes, Lula revelou-se um ator à procura de uma nova peça. A ideia de repetir o papel não parece desagradá-lo:

 

"Quebrei tabu porque todo mundo dizia que era difícil governar o Brasil. Não achei difícil, achei até gostoso".

 

Lula acha que Dilma, uma presidente de sua cota pessoal, não fará feio. Por quê? Ela está familiarizada com o enredo.

 

"Conhece bem o conjunto da obra que está sendo feita no Brasil, os programas, os atores...” Entre eles, “boa parte dos ministros”, com os quais trabalhou.

 

Sobre as críticas à qualidade da equipe de sua pupila, disse: "Presidente da República é como técnico se futebol, você convoca quem tem".

 

Em verdade, Dilma convocou pouca gente. No atacado, escalou os convocados de Lula. No varejo, oficializou os jogadores da várzea partidária que a cerca.

 

Que técnico, no domínio das faculdades mentais, levaria à seleção da Esplanada Pedro Novais, o “craque” octagenário que o PMDB indicou para o Turismo?

 

Quanto aos soluços inflacionários que compõem o legado que deixa para sua pupila, Lula oscilou entre o otimismo e a desconversa.

 

Absteve-se de comentar a possibilidade de o Banco Central elevar os juros no alvorecer do “novo” governo:

 

"A dosagem do remédio dá quem tiver autoridade para cuidar do paciente". Considerou aceitável a previsão de uma taxa de 5,3% para 2011:

 

"Se a meta [de inflação anual] é 4,5%, e você pode [admitir uma margem de] dois pontos para mais ou dois para menos, qual é o problema? Estamos na meta".

 

Defendeu o salário mínimo de R$ 540. As centrais sindicais reivindicam R$ 580. Lula advoga o respeito à fórmula negociada com as mesmas centrais há quatro anos.

 

Acertou-se que o mínimo seria corrigido anualmente pela inflação, acrescida da variação do PIB. O diabo é que, em 2009, a economia murchou.

 

Daí a choradeira do sindicalismo. Para Lula, “os companheiros sindicalistas” não podem desejar que o acordo só valha “quando é para ganhar mais”.

 

No front externo, Lula esculachou Barack Obama, o companheiro que o chamara de “o cara”. Criticou a política dos EUA para a América Latina e o Oriente Médio.

 

Disse ter aconselhado Obama a modificar o tratamento aos países latinos. Acha que "sempre houve uma relação de império com os países pobres".

 

Contabilizou em 35 milhões os latino-americanos que vivem nos EUA. A despeito disso, sob Obama "não mudou nada a visão deles para a América Latina".

 

Quanto ao Oriente Médio, afirmou que os EUA "são parte do conflito". Acha que não haverá avanços enquanto não forem admitidos na mesa novos atores.

 

Considera inconcebível, por exemplo, que os belicosos Irã e a Síria não participem das negociações de paz.

 

A propósito, acomodou o malogrado acordo firmado por Brasil e Turquia com o Irã no rol dos grandes feitos de sua gestão. Atribui o malogro aos EUA: “De repente...”

 

“...Um país do 3º Mundo, como eles sempre consideraram o Brasil, consegue do Irã o que eles nunca conseguiram. Deve ter causado certa inveja, ciumeira, sei lá o quê".

 

No mais, vergastou a mídia, atribuiu ao acidente da TAM relevo maior que ao mensalão, e reiterou o lero-lero de que vai “desencarnar” da presidência antes de retormar suas atividades políticas.

 

Reafirmou que fará um instituto e um memorial. Desencarnado, vai "retomar a atividade política, dentro e fora do PT".

 

Ou seja: até 2014, sua sinceridade e a paciência de Dilma serão submetidas a incontáveis testes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h11

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Para ‘desencarnar’ do síndico Sol, blog tira uma folga

Angeli

 

O Brasil vai trocar de síndico. Vem aí a síndica. Ela acena com a manutenção da gestão dele, aprovada pela maioria dos condôminos. Há, porém, dúvidas.

 

Os inquilinos se habituaram ao bem-bom. Há oito anos que ninguém precisa acordar cedo para acender as caldeiras e verificar se o Brasil roda no ritmo da Terra.

 

Como nunca antes na história desse país, o síndico cuidou de tudo. Sol do povo, zelou para que a nação girasse em torno dele e do seu próprio eixo.

 

Bem verdade que as taxas de administração subiram. Mas –que diabo!— era preciso corrigir as distorções da administração que veio antes.

 

Disseminara-se a impressão de que moradores de alguns andares eram mais bem tratados que os de outros. Daí a reviravolta da assembléia geral de 2002.

 

Reconduzido em 2006 a despeito da degradação moral de 2005, Sol da Silva preparou a assembléia de 2010. De porta em porta, vendeu a nova síndica.

 

Alegou que a volta dos velhos gestores submeteria o condomínio a graves riscos. A gestão seria privatizada. O país sairia de sua órbita.

 

Os dias ficariam mais curtos, as noites seriam intermináveis. Houve quem alegasse que não seria bem assim.

 

Recordou-se que os ex-administradores também tiveram méritos. O intelectual emplumado estabilizara as contas.

 

Antes dele, Deus, afinal o proprietário de tudo, provera a infraestrutura básica: as correntes marítimas, os ventos, as estações do ano...

 

Porém, como um Salvador que houvesse descido à Terra antes do Juízo Final, o síndico Sol apropriou-se de todas as virtudes e emplacou sua discípula.

 

Agora, ele diz que vai “desencarnar”. Algo que inquieta e suscita interrogações: Quem vai acender as caldeiras de madrugada?

 

Quem vai conferir se o Brasil gira na velocidade apropriada? Quem será capaz de garantir que as estações do ano virão na ordem correta?

 

Imerso em tantas dúvidas, o signatário do blog viu-se compelido a tirar uma folga. Fugiu de Brasília para analisar os riscos que assediam a galáxia.

 

Neste domingo (19), primeiro dia de seu descanso analítico, já a quilômetros de distância da Capital, o repórter foi como que apaziguado por suas reflexões.

 

Concluiu: tomado por sua movimentação e pela quantidade de discípulos que plantou ao redor da sucessora, o Todo Poderoso síndico não vai morrer.

 

Desencarnado pela contingência constitucional, que impõe limites à felicidade, Sol da Silva ressuscitará no sétimo dia. Ou antes disso.

 

A ressurreição não elimina os perigos previstos na escatologia cristã. Mas, havendo um Apocalipse, o velho síndico sempre poderá retornar em 2014.

 

Até lá, Sarney, o PMDB e todo o etc. que compõe as adjacências ajudarão a preservar a governabilidade do prédio.

 

- Em tempo: já convencido de que o universo está salvo, o repórter retornará em breve a este recanto virtual, a tempo para cobrir a posse da "nova" síndica.

 

Antes, compromete-se a passar por aqui de raro em raro, para atualizar as caixas de comentários e as manchetes do dia. O blog, como o condomínio, não pode parar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h46

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As manchetes desta segunda (27)

 

- Globo: Câmaras vão inchar em 2013 com mais de 7,716 vereadores

 

- Folha: Nova ministra diz que mulher não é obrigada a ter filho

 

- Estadão: Governo admite que fronteiras do País estão vulneráveis

 

- Correio: Agnelo vai enxugar cargos comissionados

 

- Valor: Avaliação de Tupi exige mais tempo

 

- Jornal do Commercio: Em três dias, 91 mortes nas estradas federais

 

- Zero Hora: Números da insegurança

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais  revistas do país. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h19

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Viagem de volta ao passado!

Angeli

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Escrito por Josias de Souza às 07h10

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Retrospectiva: um rascunho de 2010 passado a sujo

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Escrito por Josias de Souza às 07h03

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Preenchido o ministério, partidos cobiçam 2º escalão

Guarda-chuva do Estado abriga 53 mil órgãos  públicos
Sem alarde, PT e PMDB mapeiam as principais cadeiras
Cargos mais cobiçados somam cerca de 600  poltronas
Dilma vai lidar com a encrenca no 1º trimestre de 2011 

Arte/UOL

 

Eleita com 55 milhões de votos, Dilma Rousseff foi à cadeira de presidente carregada pelo segundo maior índice de aprovação que as urnas já conferiram a alguém. Superou-a apenas o Lula de 2006, que obteve pouco mais de 58 milhões de votos. A despeito disso, Dilma vê-se às voltas com o mesmo dilema que assediou seu patrono.

 

Manuseia a caneta das nomeações de olho no Congresso, uma arena onde estão em jogo escassos 594 votos –513 deputados e 81 senadores. Rodeada por megacoligação que congrega uma dezena partidos, Dilma colecionou insatisfações na costura de seu ministério.

 

O excesso de dissabores aguçou o apetite das legendas pelos cargos de escalões inferiores. Precipita-se um processo que só costuma ser deflagrado depois da Quarta-feira de Cinzas do ano da posse de novos presidentes da República.

 

Sem alarde, PT e PMDB, os sócios majoritários do consórcio governista, mapeiam as principais posições antes mesmo de o Carnaval chegar. O mapa da guerra está disponível na web, num sítio acomodado no portal do Ministério do Planejamento. Chama-se Siorg.

 

Significa Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal. Criado sob FHC, cataloga, hoje, 53 mil órgãos públicos. Anota os nomes de 49.500 titulares de cargos. Sonega, porém, o essencial: os nomes dos padrinhos das nomeações sujeitas à influência política.

 

Dilma lida com profissionais do ramo do fisiologismo. No governo desde a Presidência de José Sarney, o PMDB sabe onde estão as poltronas mais confortáveis. No poder desde 2003, o PT aprendeu o caminho das pedras –e das verbas— nos oito anos de duração dos dois reinados de Lula.

 

Assim, Dilma está cercada de políticos que sabem onde estão as cerca de 5.000 cadeiras mais cobiçáveis da República. O lote mais disputado roça a casa dos 600 assentos. Um detalhe os torna mais atrativos que os demais: seus ocupantes manuseiam o talão de cheques.

 

Nos subterrâneos, Dilma impõe um dique às legendas. Sinaliza a intenção de tratar da composição dos postos situados abaixo dos ministros ao longo do primeiro trimestre de 2011. Recusa o açodamento. Recorda que chefiará um governo de “continuidade”. Algo que torna a pressa injustificável.

 

O problema é que, sob o discurso da calma, os partidos farejam na movimentação da própria Dilma o cheiro de encrenca. O PMDB, por exemplo, contabiliza os prejuízos que sobrevirão da perda do Ministério das Comunicações.

 

Paulo Bernardo (PT) vai à cadeira que foi de Hélio Costa (PMDB) com ordens para ‘despemedebizar’ os Correios, “profissionalizando” a gestão. Vai à bandeja, por exemplo, o escalpo do presidente da estatal, David José de Matos. Indicação de Tadeu Filipelli (PMDB-DF), vice-governador eleito do DF e amigo de Erenice Guerra.

 

Mesmo nas pastas que conseguiu reter, como a de Minas e Energia, devolvida ao sarneyzista Edison Lobão, o PMDB convive com o desconforto. Deve perder no setor elétrico posições que considera mais valiosa$ que o posto de ministro.

 

Por exemplo: na presidência da Eletrobras, Dilma deseja acomodar Márcio Zimmermann, de sua confiança, no lugar de José Antonio Muniz Lopes, apadrinhado de José Sarney. Na Eletronorte, pretende-se desalojar gestores indicados por Jader Barbalho, convertido em ex-senador pela Lei da Ficha Limpa.

 

Em Furnas, Dilma deseja extirpar a influência exercida por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um deputado do grupo do vice-presidente Michel Temer. Presidente do PSB, o governador pernambucano Eduardo Campos tenta manter na presidência da Chesf Dilton da Conti.

 

A disputa se estende à Petrobras, outra estatal que pende do organograma da pasta de Minas e energia. Ali, além da já anunciada manutenção do petista Sérgio Gabrielli na presidência, o PT reivindica a preservação de seus diretores e trama desalojar da diretoria Internacional Jorge Zelada, funcionário de carreira avalizado pelo PMDB.

 

Se prosperarem os planos do PT, a presença do PMDB na Petrobras ficaria reduzida ao comando da Transpetro, uma podero$a subsidiária que Lula confiou, no alvorecer de sua gestão, a Sérgio Machado, um afilhado do grão-pemedebê Renan Calheiros.

 

Na área econômica, PT e PMDB miram a presidência do Banco do Brasil, hoje confiada a Aldemir Bendini. Dilma até cogita substituir Bendini, mas não planeja levar a poltrona ao balcão das transações políticas. Para evitar que a cobiça chegue à Caixa Econômica, insinua desde já a intenção de manter Maria Fernanda Ramos Coelho.

 

Foram à alça de mira dos partidos também as agências reguladoras. Até março, terão de ser substituídos 14 diretores de agências cujos mandatos expirarão. Daí a sanha. Também aqui, Dilma tenta impor um dique às nomeações partidárias. Na campanha, prometeu “profissionalizar” as agências.

 

Como se vê, vencida mal se livrou da azáfama que marcou a composição de seu ministério, Dilma já ouve no sótão de seu governo nascente os surdos e as cuícas do segundo escalão. O baticum tende a se tornar ensurdecedor quando janeiro chegar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h43

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Sob FHC, Planalto dividia congressistas em 3 grupos

Miran

 

Embora FHC tenha providenciado para que a transição de seu governo à gestão Lula fosse civilizada, o tucanato sonegou ao petismo a transferência do catálogo de incivilidades praticadas no balcão da fisiologia.

 

Lula teve de compor os escalões inferiores de sua gestão no escuro. Sem o mapa das nomeações, levou tempo para descobrir onde se escondiam todos os apadrinhados dos aliados do antecessor. Entre eles os protegidos do ex-PFL, hoje DEM.

 

Sob FHC, os operadores do balcão agiam com método. Em suas planilhas, os congressistas eram divididos em três grupos. No primeiro, acomodaram-se os "ideológicos". Incluíam as bancadas do PT, que faziam oposição radical ao governo.

 

No segundo grupo, listaram-se os parlamentares "temáticos", que condicionavam o voto ao convencimento técnico. A esses, o governo provia explicações, não cargos. O último grupo, apelidado de "geléia geral", concentrava a turma do "que é que eu levo nisso".


Compunham a "geléia", só na Câmara, algo como 150 parlamentares. Impossível aprovar emendas constitucionais sem a ajuda dessa gente. Para amolecê-los, o governo via-se compelido a distribuía poltronas e verbas orçamentárias.

 

A despeito de ter sido privado do contato com a planilha confidencial da era FHC, Lula levou o abdômen ao balcão já no início de seu primeiro reinado. Com a ajuda de José Dirceu, o “capitão do time” de então, o “novo” governo chegou, com métodos próprios, aos mesmos resultados. 

 

- Em tempo: Ilustração via Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 06h31

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Briga por ‘cadeiras’ é velha como a própria República

Sem querer empanar a posse iminente de Dilma Rousseff, a primeira mulher a chegar ao comando da República, sugere-se à sucessora de Lula que desperdice um pedaço dos dias de festa com a leitura do livro "Deodoro, a Espada contra o Império", de Raimundo Magalhães Jr. (1907-1981).


Lendo-o, Dilma talvez caia mais cedo das nuvens da campanha para o chão escorregadio do exercício do poder. Faltando-lhe tempo, pode ir direto ao trecho que reconstitui reunião ministerial ocorrida em 27 de setembro de 1890.


O marechal Deodoro da Fonseca (imagem ao lado) e o general Benjamin Constant vinham de fundar a República, no ano anterior. Dirigindo-se a Constant, que chefiava a pasta da Instrução, Correios e Telégrafos, Deodoro reclamou de uma nomeação para o posto de tesoureiro dos Correios do Rio Grande do Norte.

 

Queixou-se de que o escolhido fora à cadeira sem prévia consulta ao governador local. Abespinhado, Constant ergueu a voz: "Eu nunca me prestarei a servir de peteca a nenhum governador...". E Deodoro: "Não há razão para se exaltar. Tenho-lhe dado muitas provas de apreço".


O timbre de Constant mantive-se áspero: "...esta é a maior das decepções por que tenho passado. Nossas relações já não são as mesmas. Andam estremecidas". No bate-rebate, chamou o ministro chamou o chefe de "tolo", de "monarca de papelão".


"Para militares, como nós, só um duelo", desafiou Deodoro, subindo no coturno. "Pois seja", aquiesceu Constant. "Tragam as armas e vamos decidir já, neste momento..." Não houve duelo. Constant morreria meses depois, afogado em mágoas.


Vêm de longe, como se vê, as rinhas por cargos públicos. Como Dilma é uma presidente debutante, não se sabe, por ora, se tem vocação para "peteca". No ministério, cedeu a Lula, refreou o PMDB e escolheu no PT, até onde pôde, nomes de sua predileção.

 

Quando ao segundo escalão, logo se descobrirá até onde vai a capacidade de resistência de Dilma. Seus aliados a aguardam com a mão espalmada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h04

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WikiLeaks: telegrama diz que Dirceu fez ‘caixa dois’

Ex-ministro diz a Paulo Coelho: ‘Conclusão do interlocutor’

Fotos: Joel Silva/Folha e Divulgação

 

José Dirceu, o ex-todo-poderoso chefe da Casa Civil de Lula, almoçou neste sábado (18) com o escritor Paulo Coelho.

 

O teor da conversa foi revelado por Coelho em texto que pendurou em seu blog. Postou também uma chamada no twitter: “Exclusivo–José Dirceu e WikeLeaks”.

 

Paulo coelho contou que conheceu Dirceu em dezembro de 2005. Nessa ocasião, abalroado pelo escândalo do mensalão, ele já havia deixado o Planalto.

 

Pois bem. O escritor relata que, no repasto deste sábado, puxou conversa sobre o tema da moda: a mala diplomática dos EUA, vazada pelo WikiLeaks.

 

“Para minha supresa”, escreveu Paulo Coelho, “Dirceu disse que acabara de ser entrevistado por um jornal”.

 

Segundo ele, o ex-ministro petista não esclareceu se falara a veículo nacional ou estrangeiro. A entrevista versou sobre o papelório do WikiLeaks.

 

Será veiculada “na próxima semana”. Trará à luz um lote de relatos de conversas mantidas por Dirceu com funcionários do governo dos EUA.

 

Paulo Coelho tomou nota do que lhe foi dito por Dirceu. “Peguei um caderno que sempre carrego comigo (Moleskine, tradição de escritor)”, escreveu no blog.

 

Disse que são “vários” os telegramas que, remetidos do Brasil para os EUA, mencionam Dirceu.

 

Num deles, um ex-funcionário do Departamento de Estado norte-americano reproduz conversas que manteve com Dirceu durante um churrasco.

 

Paulo Coelho não menciona datas. Apenas diz ter ouvido de Dirceu que o churrasco aconteceu na casa dele, em Vinhedo (SP).

 

Dirceu identificou o ex-servidor americano como Bill Perry. Conversaram “durante toda uma tarde, sobre uma infinidade de assuntos”.

 

Segundo Paulo Coelho, o diálogo de Perry com Dirceu converteu-se num telegrama ao Departamento de Estado, em Washington.

 

Num trecho, diz Coelho, estaria anotado “que Zé [Dirceu] fez caixa dois”. Sem entrar em detalhes, o escritor reproduz a versão de Dirceu, recolhida na mesa de almoço:

 

O caixa dois seria, “segundo Dirceu, uma conclusão do interlocutor”.

 

Dirceu disse a Paulo Coelho que teve “outra longa conversa” com o tal Bill Perry, dessa vez no apartamento funcional que ocupava em Brasília.

 

O diálogo resultou em novo telegrama ao Departamento de Estado.

 

No texto, o interlocutor de Dirceu conta ter ouvido dele que Lula não disputaria um segundo mandato. Por quê? “Achava que iria perder as eleições”.

 

No almoço com Paulo Coelho, Dirceu declarou, segundo o escritor, “que tudo o que fez foi traçar os cenários que a oposição estava desejando naquele momento”.

 

Dirceu manteve, de resto, diálogos com um embaixador americano em Brasília. “Aqui, não lembro o nome”, desculpou-se Paulo Coelho.

 

Tratou de temas como Alca e Venezuela. De acordo com Paulo Coelho, Dirceu falou sobre os papéis sem vê-los. “O jornalista leu os telegramas” para ele.

 

Como que a explicar a súbita conversão de escritor em repórter, Paulo Coelho esclareceu:

 

Ao perceber que tomava nota da conversa que tiveram no almoço, “José Dirceu não me pediu nenhuma ajuda a respeito do tema”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h37

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Braço direito de Cid Gomes vai à ‘alça de mira’ da PF

Lula Marques/Folha

 

Nos últimos dias, o governador cearense Cid Gomes (PSB) gasta boa parte do seu tempo na articulação para levar o irmão Cid Gomes à equipe de Dilma Rousseff.

 

Em notícia veiculada neste sábado (18), o repórter Marcelo Rocha, revelou que Cid tem assunto mais sério com o que se preocupar.

 

Corre na 11ª Vara Federal do Ceará, sob segredo de Justiça, um inquérito que traz em suas folhas o nome de Arialdo Pinho.

 

Vem a ser o braço direito de Cid Gomes, chefe da Casa Civil do governo do Ceará. Frequenta o processo na condição de investigado.

 

O caso envolve suspeita de caixa dois fornido por meio de patrocínios fictícios de automobilismo. Deu-se o seguinte:

 

1. A PF levou ao meio-fio, na última semana de novembro, a Operação Podium. Prendeu sete pessoas. Recolheu documentos em três Estados: CE, RJ e SP.

 

2. Entre os detidos estava um empresário chamado José Hybernon Neto, ex-presidente da FCA (Federação Cearense de Automobilismo).

 

3. Hybernon é apontado pela PF como um dos mentores de um golpe. Patrocínios firmados pela FCA acobertariam desvios de milhões de reais de empresas.

 

4. O dinheiro comporia um caixa dois destinado ao pagamento de propinas a agentes públicos e ao financiamento de campanhas eleitorais.

 

5. Munida de autorização judicial, a PF monitorou os telefonemas de Hybernon. Numa das ligações, soou o nome que conduziu o inquérito à sede do governo do Ceará.

 

6. Relatório da PF informa que Hybernon mencionou no telefone “Arialdo Pinho, chefe da Casa Civil do governo Cid Gomes”.

 

7. Deu-se num diálogo de 7 de maio de 2010. Hybernon diz ao seu interlocutor que estava saindo da casa de Arialdo Pinho.

 

8. No curso da conversa, Hybernon informa que Arialdo lhe dissera que seria “preferível” que os dois se encontrassem sempre naquele endereço residencial.

 

9. Nesse ocasião, Arialdo já chefiava a Casa Civil cearense. Afastou-se da cadeira para coordenar a campanha reeleitoral de Cid. Passada a eleição, voltou ao cargo.

 

10. Empurrado pelo grampo para dentro do inquérito, Arialdo é apontado como elo de Hybernon com o governo do Estado.

 

11. Ouvido pelo repórter, Arialdo recordou-se de um encontro com Hybernon em sua casa. Não soube precisar a data.

 

12. Alegou que Hybernon o procurou porque estava interessado numa licitação estadual. Por que em casa?

 

13. O assessor de Cid Gomes declarou que, por falta de tempo, costuma realizar reuniões de trabalho em sua residência.

 

14. Pelas contas da PF, o golpe que passa pela federação automobilística cearense movimentou R$ 34,6 milhões entre 2004 e 2008.

 

15. Relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) do Ministério da Fazenda registrou no período saques sistemáticos nas contas da FAC.

 

16. Saques graúdos, em cifras superiores a R$ 300 mil. No total, R$ 33 milhões foram sacados em espécie. Sempre por meio de cheques da FCA.

 

17. Hybernon aparece como o principal beneficiário dos cheques. Ao justificar-se à Receita Federal, que apura sonegação de tributos, ele tonificou a aura de suspeição.

 

18. Hybernon disse ao fisco que a FCA era usada apenas como “trampolim” do dinheiro.

 

19. Segundo essa versão, a grana era devolvida às empresas, pseudopatrocinadoras de eventos automobilísticos.

 

20. A maior parte do numerário –R$ 25,8 milhões— teria sido borrifacada na caixa registradora de três firmas do Grupo Marquise.

 

21. Sócio do Grupo Marquise, José Carlos Pontes mantém relações sociais com Arialdo, o assessor de Cid, e tem negócios com o governo do Ceará.

 

22. O Marquise toca a ampliação do Porto do Pecém. Negócio de R$ 571,5 milhões – 80% bancados por empréstimos do BNDES. Constrói também um hospital em Sobral, cidade que foi administrada por Cid Gomes.

 

23. Tomado pelos arquivos do TSE, o Grupo Marquise foi doador generoso na campanha de 2010. Ajudou a financiar candidaturas do PSB, partido de Cid, e de legendas aliadas do governador. Entre elas PMDB e PT.

 

24. Outras empresas que se encontram sob investigação nesse inquérito untaram as arcas do comitê de Cid Gomes. Procurado, o Grupo Marquise se absteve de falar.

 

25. Responsável pelo caso, o juiz Ricardo Campos anota no processo que outros aspectos “merecem ser aprofundados”. Coisas que “apontam para a prática de delito de evasão de divisas por parte do então gestor da FCA [José Hybernon]”.

 

26. Nesse ponto, o processo menciona o tricampeão de Fórmula 1 Nelson Piquet e o filho dele, Nelsinho Piquet, que recebeu no exterior R$ 5,3 milhões por meio da FCA. Patrocínio, disse o pai.

 

27. Piquet recebeu da federação cearense, em 2008, R$ 500 mil. Disse que se trata de um “contrato de mútuo [empréstimo]”.

 

28. A Justiça decretou a quebra do sigilo fiscal de todos os envolvidos no caso –incluindo Nelson e Nelsinho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h12

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Polícia Federal recolhe prefeito de Macapá ao cárcere

Angeli

 

Certos pedaços do mapa são o Brasil levado longe demais. Parecem condenados a ser tudo o que o país é, mas com maior intensidade.

 

É o caso do Amapa. Se a política brasileira é pervertida, no Amapá a perversão tornou-se aberrante.

 

Neste sábado (18), o Estado que José Sarney adotou como celeiro de votos depois que deixou a Presidência voltou ao noticiário.

 

A Polícia Federal prendeu o prefeito da capital, Macapá. Chama-se Roberto de Góes (PDT).

 

É primo do ex-governador Waldez Góes (PDT). Aquele que, pouco antes da eleição de outubro, puxou uma temporada de cana.

 

Os Goés coabitam o mesmo grupo político do atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), que também fez estágio na cadeia.

 

Em comum, além da acusação de desvio de verbas públicas, une-os o laço de lealdade política a Sarney.

 

O prefeito Roberto de Góes vai ao final da fila como o 19º personagem detido pela PF no Amapá. Prisão preventiva, ordenada pelo STJ.

 

Será transferido para o PF’s Inn, em Brasília. Ali, será ouvido pela polícia e pelo Ministério Público.

 

“Deus não joga dados com o universo”, disse Eisntein, para sustentar sua teoria de que existe um plano por trás de tudo.

 

A física quântica já demonstrou que a matéria é menos lógica e previsível do que Einstein supunha. Porém...

 

Porém, a tese do gênio continua valendo para o Amapá. Há método na ação da elite política do Estado.

 

Há um plano por trás do descalabro. Consiste em levar a desfaçatez brasileira às suas últimas (in)consequências.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h01

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Dilma decide acomodar Alexandre Padilha na Saúde

  Antônio Cruz/ABr
Dilma Rousseff decidiu, finalmente, o que fazer com o Ministério da Saúde. Vai confiá-lo ao petista Alexandre Padilha, informa a Folha.

 

Médico sanitarista, Padilha é, sob Lula, ministro de Relações Institucionais. Relaciona-se sobretudo com o Congresso.

 

Recolhe pedidos dos congressistas aliados –muitos deles pouco institucionais. Distribui afagos e emenda$ orçamentárias.

 

Para a vaga de Padilha, no Planalto, Dilma balança entre dois deputados do PT: Luiz Sérgio (RJ) e Cândido Vaccarezza (SP), atual líder de Lula na Câmara.

 

Dilma parecia fixada em Sérgio. Mas foi instada a considerar o nome de Vaccarezza depois que a candidatura dele à presidência da Câmara desmoronou.

 

Resolveu-se também uma pendência relacionada ao PC do B. Orlando Silva, atual ministro dos Esportes, vai migrar para uma nova secretaria.

 

Terá status de ministério. E cuidará dos preparativos para os Jogos Olímpicos de 2016.

 

Remanejado o ministro com nome de cantor, vai à pasta dos Esportes a ex-prefeita de Olinda, Luciana Santos. O PCdoB passa a dispor de dois ministros.

 

E quanto ao PSB? Bem, a legenda presidida pelo governador pernambucano Eduardo Campos continua sobre a mesa da transição como abacaxi a ser descascado.

 

Para acomodar Ciro Gomes em sua equação, o PSB pediu a Dilma uma terceira pasta além das duas já ofertadas (Integração Nacional e Portos e Aeroportos). Falara-se na Saúde, agora fechada.

 

Chefe de gabinete de Lula e futuro secretário-geral da Presidência na gestão Dilma, o grão-petê Gilberto Carvalho disse considerar “difícil” a cessão de três ministérios ao PSB.

 

Mantido esse quadro, Campos terá de: digerir Ciro na Integração Nacional e deslocar seu apadrinhado Fernando Bezerra para os Portos.

 

De resto, o presidente do PSB preciará administrar a ira da bancada de deputados da legenda. A turma dava de barato que plantaria um representante na Esplanada de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h36

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Mercadante deseja abrir em seu ministério um banco

Ideia é fazer da Finep um BNDES para a Ciência e Tecnologia

 

  Antônio Cruz/ABr
Formalizado por Dilma Rousseff como ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante (PT-SP) começa a esboçar seus planos.

 

Deseja, por exemplo, transformar a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) numa instituição financeira.

 

Hoje, a Finep é uma empresa pública. Encontra-se pendurada na pasta que Mercadante vai gerir daqui a duas semanas.

 

Opera sobretudo com verbas do Orçamento da União. Até o ano passado, o patrimônio líquido da Finep era de R$ 400 milhões.

 

Antes da virada do calendário para 2010, o governo empurrou para dentro do balanço da estatal, numa operação de capitalização, novos R$ 524 milhões.

 

Convertendo-se em banco, afirma Mercadante, a Finep terá “sai das restrições orçamentárias”.

 

Passaria a financiar pesquisas e projetos de inovação tecnológica como “o BNDES na área da indústria”.

 

Mercadante esboçou suas ideias numa entrevista ao portal da Unicamp. Deu-se nesta sexta (17). A transcrição está disponível aqui.

 

Disse que, sob Dilma, o governo terá de “mexer na política de financiamento à pesquisa”.

 

Guindou a formação de “recursos humanos” à condição de “prioridade das prioridades” de sua futura gestão.

 

Aliás, Mercadante foi à Unicamp com o propósito de tornar-se, ele próprio, um recurso humano mais bem formado.

 

Vinte e um anos depois de ter concluído um mestrado, o senador petista, em fim de mandato, esteve na universidade para defender uma tese de doutorado.

 

Eis o título da tese de Mercadante: "As Bases do Novo Desenvolvimentismo: Análise do Governo Lula". A peça tem 519 folhas.

 

Mercadante leu o trabalho para uma platéia de cerca de 300 pessoas. Dispunha de meia hora. Consumiu o dobro do tempo.

 

Submeteu-se ao crivo de uma banca de examinadores ilustres: Delfim Netto, Luiz Carlos Bresser Pereira, João Manuel Cardoso de Mello e Ricardo Abramovay.

 

Somando-se a exposição ao debate, a coisa durou quatro arrastadas horas. O repórter Maurício Stycer testemunhou a cena. Bernanrdo Mello Franco e Sabine Righetti também presenciaram.

 

Em essência, a tese de Mercadante defende a ideia de que Lula inaugurou um novo modelo de crescimento econômico.

 

Chamou-o de “neo-desenvolvimentismo”. Nada a ver com o “nacional-desenvolvimentismo” da década de 70, época em davam as cartas os militares.

 

Diferente também do “neoliberalismo” dos anos 90, conduzidos pelo tucanato, sob FHC. Mas, afinal, o que fez Lula de tão diferente?

 

Segundo Mercadante, o modelo econômico de Lula foi erigido a partir da lógica segundo a qual a política social rege a econômica.

 

O tom propagandístico de Mercadante foi ironizado pelo “avaliador” Delfim Netto. Ex-czar econômico da ditadura e conselheiro informal de Lula, Delfim disse:

 

“Sua história é muito boa, Aloizio. Mas há alguns exageros”. A platéia foi às gargalhadas.

 

Como que interessado em desfazer a impressão de que Lula descobriu o Brasil, Delfim lembrou que as bases para a economia “inclusiva” surgiram bem antes.

 

Foram assentadas, segundo ele, na Constiuição de 1988. Faltava colocar em prática. Algo que, para Delfim, Sarney, Collor, Itamar e FHC não lograram fazer.

 

A despeito de declarar-se portador de “fidelidade tribal, inexplicável, ao Lula”, Delfim discordou de Mercadante noutro ponto.

 

O senador petista dissera que FHC rendera-se ao chamado Consenso de Washington. E Delfim:

 

“O governo Fernando Henrique não usou Consenso de Washington nenhum. O governo sabia que 30% dos problemas são insolúveis e 70% o tempo resolve”.

 

Ouviram-se novas gargalhadas. No mais, Delfim vergastou a política cambial de Lula. No que foi seguido por outros avaliadores.

 

Criticou também o conservadorismo da política de juros. Ao final, Aloizio foi aprovado pela banca. Vai à pasta da Ciência e Tecnologia com o título de doutor.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h48

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Chávez atropela Congresso e vai governar por decretos

 

- Folha: Brasil paga mais a deputados que os países ricos

 

- Estadão: UNE terá indenização de R$ 44,6 milhões por danos na ditadura

 

- JB: Rio é o campeão do emprego

 

- Correio: Eles Ganham

 

- Estado de Minas: Juíza manda Bruno a júri popular

 

- Jornal do Commercio: O menor desemprego

 

- Zero Hora: Governadora deixa de ser ré no caso Detran

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h09

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Primeiro diploma!

Seri

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Escrito por Josias de Souza às 01h09

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Chávez vai governar ‘por decreto’ até julho de 2012

Lula Marques/Folha

 

A Assembléia Nacional da Venezuela, legislativo do país, converteu Hugo Chávez numa espécie de superpresidente.

 

Os deputados concederam a Chávez poderes para governar por meio de decretos até julho de 2012. Cinco meses depois, ele disputará a re-re-reeleição.

 

De autoria do Executivo, o projeto pedia ao Legislativo que desse superpoderes a Chávez por 12 meses. Os deputados ampliaram o prazo para 18 meses.

 

O pretexto utilizado por Chávez para propor a nova lei caiu do céu: as chuvas que produziram pelo menos 40 cadáveres e 133 mil desabrigados na Venezuela.

 

Sob o argumento de que precisava de instrumentos para agir rapidamente diante da crise, Chávez foi autorizado a “legislar” sozinho em seis áreas.

 

São elas: economia, defesa, cooperação internacional, moradia, infra-estrutura e propriedade de terras rurais e urbanas. Leia os detalhes aqui e aqui.

 

Chávez está de mãos desatadas para deliberar como bem entender sobre assuntos que nada têm a ver com as enchentes.

 

Por exemplo: seus superpoderes permitem que legisle autocraticamente sobre o polêmico setor das telecomunicações e informática.

 

Poderá assinar decretos-lei que formalizem acordos de cooperação internacional versando sobre qualquer setor. Tudo ali, na sua mesa, sem o aval do Congresso.

 

Na quinta (16), véspera da votação, Chávez informara que já tem “quase prontas as primeiras 20 leis” que baixará como superpresidente.

 

Na prática, a manobra de Chávez representa um golpe contra o novo Legislativo venezuelano. Eleito em setembro passado, tomará posse em 5 de janeiro.

 

Hoje, a maioria absoluta do Parlamento da Venezuela devota fidelidade canina a Chávez.

 

No novo Congresso, o presidente continuará dispondo de maioria expressiva (165 cadeiras). Porém...

 

Porém, 65 deputados dos deputados eleitos há três meses (40% Legislativo) fazem oposição renhida a Chávez. A lei que submete o Congresso não passaria.

 

Mal comparando, é como se, no Brasil, Lula arrancasse do Congresso atual uma lei autorizando Dilma Rousseff a governador por decreto durante 18 meses.

 

Deputados e senadores que assumirão em fevereiro de 2011 ficariam sem ter o que fazer até julho de 2012.

 

É o que se passa na Venezuela. Pode-se dizer que Chávez alcançou o autoritatismo "democrático". Inutilizou o Congresso sem precisar fechar-lhe as portas.

 

A lei dos decretos, a propósito, não é a única que o companheiro-autocrata arranca do Congresso em fim de mandato.

 

Corre na Assembléia venezuelana, a toque de caixa, um pacote de novas leis. Mais cedo, nesta mesma sexta (18), aprovara-se outra lei controversa.

 

Facilita a Chávez a tarefa de estatizar instituições financeiras. E obriga os bancos a doar 5% de seus lucros a grupos comunitários.

 

Presidente da Assembléia, a deputada Cília Flores convocou para segunda-feira (20) uma sessão extraordinária. Vai completar o serviço.

 

Unha e cutícula com Chávez, a companheira Cília celebrou a lipoaspiração dos poderes do Legislativo que “preside”:

 

"Os venezuelanos confiam no presidente e sabem que estão garantidos se o presidente tem essa lei [dos superpodres] em suas mãos”.

 

Há arrastados 11 anos no poder, esta será a quarta vez que Chávez subjuga o Congresso de seu país.

 

Em 1999, governou por decreto por seis meses. Em 2000, um ano. Em 2007, mandou e, sobretudo, desmandou por 18 meses, prazo repetido agora.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h31

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UNE pró-Lula é ressarcida por ataque à UNE de Serra

  João Wainer/Folha
A 14 dias do término da gestão Lula, o Ministério da Justiça borrifou na conta bancária da UNE R$ 30 milhões.

 

Deve-se a informação ao repórter Matheus Leitão.

 

Trata-se de indenização pela destruição da sede da UNE, na Praia do Flamento, em 1º de abril de 1964.

 

Nesse dia, no alvorecer do golpe militar, o prédio da UNE foi invadido e incendiado por soldados do Exército.

 

Seria demolido mais tarde, em 1980, sob João Baptista Figueiredo.

 

Na época da invasão, presidia a entidade um jovem estudante de engenharia chamado José Serra.

 

Com os soldados no seu encalço, Serra foi bater na casa de Jacob Kligerman. Estudante de Medicina, Kligerman escondeu-o num apartamento da família.

 

Ficava na rua Ubaldino do Amaral, no Rio. Serviu de refúgio para Serra por quatro dias. Depois, asilou-se na embaixada da Bolívia. Dali foi a um exílio que durou 17 anos.

 

Tradicionalmente anti-governos, a UNE converteu-se, sob Lula, numa entidade chapa branca. Manteve o vínculo com Brasília nos dois reinados da monarquia petê.

 

Na campanha eleitoral, associou-se à candidatura de Dilma Rousseff, contra Serra. Afora a verba já liberada, o governo ainda dará mais R$ 14,6 milhões à UNE.

 

Prevê-se que essa segunda parcela da indenização descerá à conta bancária da entidade em 2011, já sob Dilma.

 

Requerida pela UNE e assimilada por Lula, a reparação monetária foi precedida de autorização do Congresso.

 

O dinheiro servirá para a construção de uma nova sede para a UNE, no velho terreno do Flamengo, retomado judicialmente em 2007.

 

Serão 13 andares, projetados por Oscar Niemeyer. A obra foi orçada em R$ 40 milhões. Menos que o total da indenização: R$ 44,6 milhões.

 

Nesta segunda (20), Lula deve lançar a pedra fundamental da nova sede da UNE. Daí a pressa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h25

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Após 25 dias de internação, Alencar deixa o hospital

O vice-presidente José Alencar recebeu alta médica nesta sexta (17). Deixou o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, após 25 dias de internação.

 

Às voltas com uma luta contra o câncer que dura 15 anos e já o levou à mesa de cirurgia 16 vezes, Alencar prepara-se para atender a um desejo de Lula.

 

O presidente dissera aos médicos que zelam pela saúde de Alencar que queria descer a rampa do Planalto, em 1º de janeiro, ao lado do vice.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Após diplomação, Dilma promete cuidar da economia

Acompanhada do vice Michel Temer, Dilma Rousseff recebeu nesta sexta (17) o diploma de presidente da República.

 

A sucessora de Lula leu durante a cerimônia, realizada no TSE, um discurso curto (6min44s) e protocolar.

 

Em essência, elogiou a modernidade tecnológica do processo eleitoral brasileiro, realçou sua condição de mulher e analteceu Lula.

 

No pedaço programático de sua fala, Dilma prometeu cuidar da “estabilidade econômica e do investimento, tão necesários ao crescimento e ao emprego”.

 

De resto, Dilma disse a certa altura: “Defenderei sempre a liberdade de manifestação, de imprensa e de culto”. Pregou a “união”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h46

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Relatora do Orçamento mantém o mínimo em R$ 540

Três dias depois de os parlamentares terem se presenteado com vencimentos de R$ 26,7 mil, a relatora do Orçamento informou qual será o valor do salário mínimo.

 

A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) disse que, para o ano da graça de 2011, a mínima remuneração do país será mesmo de R$ 540.

 

As centrais sindicais reivindicavam R$ 580. Porém, o governo alega que qualquer coisa acima de R$ 540 quebra a Previdências e as prefeituras.

 

Hoje, o salário mínimo é de R$ 510. O novo valor apenas repõe as chamadas perdas inflacionárias. Ganho real? Nem pensar.

 

Ouça-se a relatora Serys: "Eu gostaria que [o mínimo] aumentasse muito mais, espero que no futuro próximo haja possibilidade de um aumento".

 

Então, tá! Lavrem-se as atas. E não se fala mais nisso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h52

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Em ‘diplomação’, Tiririca é aplaudido e Maluf, vaiado

- Aqui, detalhes da cerimônia. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h59

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Jobim joga os búzios: decisão sobre caças sai logo

  Lula Marques/Folha
Fará bom negócio quem não der muito crédito às previsões do ministro Nelson Jobim para 2011.

 

Mantido na Defesa a pedido do cambondo-geral da República, o babalorixá da Defesa faz o seguinte vaticínio:

 

Dilma Rousseff tomará uma decisão sobre a compra de 36 novos caças para a FAB no início do ano.

 

O signatário do blog já perdeu as contas, mas suspeita que essa seja a 92ª vez que Jobim prevê um desfecho para o caso.

 

Os búzios da Defesa começaram a ser jogados em 7 de setembro de 2009, dia em que Lula prometeu a Sarkozy que compraria os franceses Rafale.

 

Àquela altura, a Aeronáutica ainda nem havia concluído seus estudos técnicos. Fechadas as análises, o Rafale foi ao final da fila.

 

Na preferência da FAB, vieram antes, pela ordem: o Gripen, avião sueco; e o F-18, norte-americano.

 

O papelório aeronáutico foi à mesa de Jobim no comecinho de 2010: 5 de janeiro. O ministro ignorou-o. Produziu uma peça paralela.

 

No relatório Jobim, o Rafale sobe da última para a primeira posição. Desde então, o babalorixá dos ares leva às manchetes uma previsão atrás da outra.

 

Será daqui a tantos meses. Dentro de semanas. Até o dia tal. Depois da eleição. Antes de Lula desencarnar. Só depois da posse de Dilma...

 

É o caso de perguntar ao chefe do terreiro militar: o que é que está se passando?

 

As previsões eram mentirosas? Tudo bem. Não é a primeira vez. Eram levianas? OK. Não será a última.

 

Os erros decorrerem de dúvidas sobre a relação custo-benefício? Nesse caso, a conversa fica séria. E o contribuinte merece tomar parte dela.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h09

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Operação da PF no PanAmericano ‘vazou’ na véspera

Nas incursões da Polícia Federal, o sigilo é, na maioria das vezes, a alma do êxito.

 

Nesta quinta (15), agentes da PF executaram em São Paulo nove mandados.

 

Fizeram batidas de busca e apreensão em casas de ex-diretores do PanAmericano.

 

Há indícios de que a operação “vazou” antes que a turma da PF fosse ao meio-fio.

 

Vai abaixo notícia sobre o tema veiculada na coluna de Mônica Bergamo, na Folha:

 

 

- Sempre Alerta: A operação da Polícia Federal na casa de ex-diretores do banco PanAmericano, ontem, vazou antes de ser realizada.

 

Para garantir a sua eficácia, iniciativas como esta têm que ser sigilosas e dar publicidade a elas é crime.

 

Na noite anterior, no entanto, a coluna recebeu a informação de que ela ocorreria na manhã seguinte.

 

Pelo menos três pessoas de fora das instituições responsáveis pela blitz (Justiça, Ministério Público e PF) tinham recebido relatos sobre ela.

 

 
- Risco: Informado sobre o vazamento depois das buscas, o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de SP, que deu autorização para que elas fossem realizadas, se disse "indignado".

 

"É crime de violação de sigilo e uma irresponsabilidade que coloca em risco toda a operação", diz.

 

O Ministério Público Federal afirma, por meio da assessoria, que a informação não saiu da instituição.

 

A Polícia Federal diz que não teve informações sobre vazamentos e que a operação foi satisfatória.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h38

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A penúltima do Sérgio Cabral: legalização do jogo já

  Sérgio Lima/Folha
Se o homem é a medida de todas as coisas, então a língua do governador do Rio, Sérgio Cabral, é o próprio sistema métrico.

 

Julgando-se dispensado de medir as palavras, Cabral tirou a semana para homenagear o contrasenso.

 

Primeiro, defendeu a legalização do aborto com um argumento tosco: “Quem aqui não teve uma namoradinha que precisou abortar?”.

 

Agora, no vácuo da rejeição do projeto dos bingos na Câmara, Cabral decidiu tornar-se porta-estandarte da jogatina:

 

"O Brasil, francamente, tem problemas muito maiores quando [o jogo] se torna ilegal. Quando é ilegal, não vai para vocês, não vai para instituições [de caridade]...”

 

“...No mundo inteiro, quando é legal, vai para aplicação e recursos meritórios. Chega de demagogia, chega de hipocrisia, é isso que me deixa impressionado".

 

Curioso que Cabral tenha esperado passar a eleição para dar início ao seu Carnaval fora de época.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h52

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Como uma onda: deputados estaduas se ‘reaju$tam’

Paixão

 

O aumento salarial que os congressistas se autoconcederam na quarta (15) se espraia pelas Assembléias Legislativas.

 

Há casos em que os deputados estaduais já haviam aprovado a reposição salarial automática.

 

Há outros em que o reajuste foi levado a voto no rastro da decisão da Câmara e do Senado.

 

Há também Estados em que os legislativos programam para a próxima semana a autoconcessão do tônico salarial.

 

De uma ou de outra forma, a onda que engolfa o contribuinte já assedia as arcas das seguintes unidades da federação: SP, RJ, MG, SC, RS, PR, MT, MS, RN, PA, BA e PE.

 

O movimento tem amparo legal. Reza a Constituição que os contracheques dos deputados estaduais podem chegar a 75% do salário dos colegas federais.

 

Em sua grossa maioria, os legisladores estaduais recebem, hoje, cerca de R$ 12,3 mil mensais.

 

Como deputados federais e senadores se presentearam com o salário de R$ 26,7 mil, a remuneração nos Estados vai à casa dos R$ 20 mil.

 

A CNM (Confederação Nacional dos Municípios) fez as contas. Constatou o seguinte:

 

Depois que o reajuste descer de Brasília para todos os Estados, o custo da brincadeira será de R$ 128,7 milhões por ano.

 

A partir de 2013, as câmaras de vereadores também poderão entrar na onda.

 

Pela Constituição, um vereador pode receber entre 20% e 75% do salário de um deputado estadual –conforme o número de habitantes do município.

 

Na contabilidade da CNM, se todos os vereadores do país aderirem ao autoreajuste, o tamanho do espeto será de R$ 1,836 bilhão.

 

Juntando-se deputados estaduais e vereadores, o maremoto de reajustes custará R$ 1,96 bilhão ano.

 

Tudo isso num instante em que Dilma Rousseff e boa parte dos governadores eleitos falam em "austeridade".

 

- Em tempo: Ilustração via Gazeta do Povo.

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Escrito por Josias de Souza às 03h46

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Depois do aborto, Cabral defende jogo livre no país

 

- Folha: Brasileiro troca arroz e feijão por biscoito e bebida

 

- Estadão: Nas escolas privadas, 55% dos alunos já usaram droga

 

- JB: Brasileiras estão desprotegidas pelo governo

 

- Correio: Farra dos salários contamina Esplanada

 

- Valor: Novo modelo abre 20 mil km de rodovias a licitação

 

- Estado de Minas: Paralisação traz de volta ameaça de apagão aéreo

 

- Zero Hora: Em efeito cascata, Assembleia vota reajuste na terça

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h49

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Congre$$o!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h57

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Para ‘engolir’ Ciro, PSB exige de Dilma uma 3ª pasta

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Tratado até aqui como “queridinho” de Dilma Rousseff, o PSB converteu-se em problema.

 

Em reunião com Antonio Palocci (PT-SP), na quarta (15), dirigentes do PSB pediram um terceiro ministério.

 

Dilma prometera duas cadeiras: Integração Nacional e Secretaria Nacional de Portos, vitaminada pelos aeroportos.

 

A legenda mais o Ministério da Saúde, em cuja cadeira deseja acomodar Ciro Gomes (PSB-CE).

 

Assim, o PSB manteria o plano de acomodar o pernambucano Fernando Bezerra na Integração e um deputado nos Portos (Márcio França ou Beto Albuquerque).

 

Palocci recolheu o pedido, mas não deu resposta. O impasse deve empurrar o fechamento do ministério de Dilma para a próxima semana.

 

Inicialmente, Dilma pretendia fechar o primeiro escalão até esta sexta (17), antes de sua diplomação no TSE, marcada para as 17h.

 

Um pedaço da direção do PSB insinua que, sem o terceiro ministério, prefere não partilhar a Esplanada. Apoiaria Dilma no Congresso sem indicar ministros.

 

Sob a conversa mole do apoio desinteressado, os deputados da legenda esgrimem uma ameaça no Congresso.

 

Reforçam a pregação em favor do lançamento de um candidato para disputar a presidência da Câmara contra o petista Marco Maia (RS).

 

Participaram da conversa com Palocci, futuro chefe da Casa Civil de Dilma, três “capas pretas” do PSB: Eduardo Campos, Roberto Amaral e Cid Gomes.

 

Cid, governador cearense, levou a Brasília uma resposta de Ciro. Disse que o irmão aceita o Ministério da Integração Nacional, para o qual Dilma o convidara.

 

O problema é que o governador pernembucano Eduardo Campos (foto), presidente do PSB, não aceita patrocinar Ciro senão em outra pasta.

 

Para a Integração, Campos insiste em apontar Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento de seu governo.

 

De resto, Campos administra a irritação de sua bancada federal, que não digeriu a ideia de ficar sem um ministério.

 

Uma hipótese que se materializou depois que Dilma levou ao tabuleiro o nome de Ciro.

 

Se confirmado na Integração, Ciro forçaria o deslocamento de Bezerra para os Portos. E os deputados ficariam a ver navios.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h43

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Dilma mantém mais três ministros ‘herdados’ de Lula

Miran

 

Dando sequência ao processo conta-gotas de composição ministerial, Dilma Rousseff oficializou mais três integrantes de sua equipe.

 

Manteve Fernando Haddad na pasta da Educação, Izabella Teixeira na do Meio Ambiente e Carlos Lupi na do Trabalho.

 

Haddad é filiado ao PT. Lupi, ao PDT. Izabella não tem filiação partidária. O PT reivindicava a retomada da cadeira.

 

Com os novos anúncios, subiu para 23 o número de ministros já formalizados pelo gabinete de transição.

 

Às voltas com a escalação do resto de seu time, Dilma cancelou viagem que faria a Foz do Iguaçu (PR).

 

Ela participaria, ao lado de Lula, de um jantar com os presidentes dos países que integram o Mercosul.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 20h09

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Ministro do TSE ‘valida’ eleição de Maluf para Câmara

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
O ministro Marco Aurélio Mello, do TSE, deferiu o recurso em que Paulo Maluf reivindicava o direito de ser diplomado como deputado reeleito.

 

Em seu despacho, o ministro determinou também que o TRE-SP reconte os votos de São Paulo, considerando a votação amealhada por Maluf.

 

A decisão chega no rastro da anulação da sentença do ‘Frangogate’, que justificara o enquadramento de Maluf na Lei da Ficha Limpa.  

 

Marco Aurélio escreveu: "O motivo do indeferimento do registro já não subsiste, ante a decisão prolatada pela 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de SP".

 

Dono de 497 mil votos, Maluf será, assim, diplomado nesta sexta (17).

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h21

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PSOL fará emenda fixando ‘limites’ a gastos públicos

  Folha
Nas pegadas do reajuste salarial de 62% que os congressistas se autoconcederam, o PSOL prepara uma emenda constitucional pró-austeridade.

 

A idéia, informa Chico Alencar (RJ), líder da legenda na Câmara, é impor limites para os gastos do Legislativo, do Executivo e do Judiciário.

 

Na Câmara, apenas 35 deputados votaram contra a elevação para R$ 26,7 mil dos contracheques de congressistas, presidente da República e ministros.

 

Como partido, o PSOL foi o único a encaminhar contra a proposta, aprovada a toque de caixa nas duas Casas legislativas.

 

Derrotada, a agremiação decidiu apresentar a nova emenda no início da próxima legislatura, em fevereiro de 2011.

 

Ao justificar a iniciativa, Chico Alencar referiu-se ao reajuste como “um soco na boca do estômago”.

 

Um soco nos “servidores públicos das atividades fins, que lidam com o cotidiano sofrido da maioria da sociedade”. Um soco nos “aposentados e pensionistas”.

 

Foi, no dizer de Alencar, “uma insensibilidade total em um país onde apenas 1,5% da população aufere renda mensal familiar de R$ 10,2 mil”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h50

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Mediante fiança, o criador do WikiLeaks deixa cadeia

Reuters

 

Julian Assange, o criador do WikiLeaks, foi solto em Londres na tarde desta quinta (16).

 

Deixou a cadeia mediante o pagamento de fiança, fixada em 200 mil libras. Em reais: R$ 530 mil.

 

Em entrevista, Assange disse: "É ótimo sentir o cheiro de ar fresco de Londres de novo".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h00

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Lula (87%) e governo (80%) obtêm aprovação recorde

Sérgio Lima/Folha

 

Há duas semanas de deixar o Planalto, Lula foi afagado por uma pesquisa de opinião.

 

Realizou-a o Ibope, por encomenda da Confederação Nacional da Indústria.

 

No ocaso do segundo reinado, a taxa de aprovação pessoal de Lula foi a 87%.

 

Oscilou para o alto. Na sondagem anterior, feira em setembro, o índice era de 85%.

 

Tomado por essa pesquisa, Lula é maior do que o governo que presidiu.

 

Sua gestão foi aprovada por 80% dos entrevistados. Há três meses, 77%.

 

A turma do do Ibope perguntou aos brasileiros o que esperam de Dilma Rousseff.

 

Maioria expressiva (62%) crê que a pupila de Lula fará um governo ótimo ou bom.

 

Para 19%, a gestão dela será regular. Apenas 9% crêem que será ruim ou péssima.

 

Entre os ouvidos, 58% disseram crer que o governo de Dilma será igual ao de Lula.

 

Outros 18% acreditam que Dilma será melhor do que Lula; para 14%, será pior.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h44

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Grampos indicam que tucano ‘comprou’ votos em RR

 

Grampos telefônicos revelam que a campanha de José de Anchieta Jr. (PSDB), reeleito governador de Roraima, trocou dinheiro e benefícios por votos.

 

O tucano Anchieta prevaleceu, no segundo turno, com uma margem mixuruca: encassos 1.700 votos.

 

Deve-se a revelação dos diálogos aos repórteres Renata Lo Prete e Fábio Zambeli. Nas fitas, soam as vozes de familiares e assessores do governador.

 

Numa, a mulher do governador, Shéridan Anchieta, promete incluir moradores de um determinado bairro no programa de complementação de renda gerido por ela.

 

Em conversa com uma potencial beneficiária a primeira-dama é incisiva: “O que está faltando para esse voto? Fala aí".

 

Shéridan enfatiza: "Então diga: o que a senhora quer pra votar no Anchieta?"

 

Noutro grampo, o procurador-geral de Roraima, Francisco das Chagas Batista, negocia repasse de dinheiro a uma comunidade indígena.

 

Ele pergunta ao líder da tribo, José Newton Simão de Lima, quanto seria cobrado para “ajudar o 45". Uma alusão ao número que identificou Ancieta na urna eletrônica.

 

O procurador vai ao ponto: "O que você precisa pra nos ajudar lá?". O interlocutor fala de cifras. E o assessor do governador: "Quanto, homem?".

 

Um dia depois do segundo turno, uma agenciadora de votos, Márcia Sebastiana da Silva, toca o telefone para o irmão de Anchieta Jr., Janser José Teixeira.

 

Ela cobra o cumprimento de uma promessa monetária: R$ 200 por voto. Rememora o compromisso que assumira com um grupo de 30 eleitores:

 

"O homem ganhando, eu tô repassando os R$ 200 pra cada pessoa e foi o que eu prometi pra eles, entendeu?".

 

Jansen discorda de Márcia apenas quanto à data. Não a contradiz nos valores: "Eu falei o seguinte: ele ganhando, a gente resolve. Eu não determinei um dia".

 

Os diálogos serão incorporados a uma ação que será protocolada nesta quinta (16), no TRE-RR, por Neudo Campos (PP). Rival de Anchieta, ele foi o segundo colocado na disputa.

 

Na peça, Neudo pede a cassação do registro do eleito, cuja diplomação está prevista também para esta quinta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h59

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Diante de Lula e Aécio, Dilma fala em união nacional

Ricardo Stuckert/PR

 

Passado e futuro encontraram-se na noite passada, em São Paulo. Deu-se em cerimônia promovida pela IstoÉ.

 

Lá estavam Lula, o presidente que sai; Dilma Rousseff, a mandatária que entra; e Aécio Neves, o oposicionista emergente.

 

A revista premiou com troféus pessoas que, a seu juízo, se destacaram nas respectivas searas.

 

A Lula concedeu-se o título de “Brasileiro da Década”. A Dilma, o de “Brasileira do Ano”. E a Aécio, o de “Político do Ano”.

 

Compelida a discursar, Dilma rompeu o silêncio que se autoimpôs desde o início da fase de transição. Falou de união:

 

"A partir de 1º de janeiro, sou a presidenta de todos os brasileiros. Isso significa um momento de congraçamento e de unidade..."

 

"...Olharei para todos sem nenhuma distinção em relação à sua procedência política, visão de mundo, crença religiosa ou seu time de futebol".

 

Ao discurso politicamente correto da sucessora seguiu-se a fala de um Lula imodesto. Depois de se autoelogiar, disse invejar a pupila:

 

"Ouvindo a Dilma falando eu fiquei pensando: 'Poxa, eu podia ter herdado um país que ela vai herdar depois do governo Lula'."

 

Sem mencionar FHC, jactou-se de ter livrado o Brasil da influência do FMI: "Eu até pensei que ele não existia mais...”

 

“...Só fui saber que ele continua existindo porque o Guido Mantega vai na minha mesa pedindo para a gente emprestar dinheiro para o FMI".

 

Sem citar Serra, ironizou-o. Veladamente, referiu-se a telegramas vazados pelo WikiLeaks sobre suposto diálogo do tucano com um direitor da Chevron.

 

A diplomacia americana informou a Washington que, na conversa com o executivo da multinacional petroleira Serra prometera mudar o modelo de exploração do pré-sal.

 

E Lula, dando de ombros para os desmentidos de Serra: "Hoje, cochicham contra a Petrobras, na esperança de entregar o pré-sal para as petroleiras internacionais".

 

Quando chegou a sua vez de grudar os lábios ao microfone, Aécio Neves dirigiu-se diretamente a Dilma.

 

Virtual líder da oposição, Aécio disse que vai ao Senado enrolado na bandeira da "ética" e com disposição para praticar o que chamou de “boa política”.

 

Como assim? Uma “política que consegue transformar verdadeiramente a vida das pessoas...”

 

“...A política feita com generosidade, em que os adversários não se consideram inimigos...”

 

A política “...em que os construtores de pontes sejam muito mais fortes que aqueles que teimam em dinamitá-las".

 

Ou seja: com os ruídos do passado de permeio, o futuro governo e a futura oposição falaram línguas muito parecidas. À “união” de Dilma, Aécio respondeu com “pontes”.

 

Ficaram boiando na atmosfera duas interrogações: 1) Sem Lula, quem divertirá a República? 2) Afinal, quem se ocupará da oposição?

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h55

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Lula sobre novo salário de Dilma:‘E o Lulinha aqui ó..’

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Escrito por Josias de Souza às 03h41

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Deputados, ministros e Dilma vão ter reajuste de até 149%

 

- Folha: Deputados e senadores se dão aumento de 62%

 

- Estadão: Parlamentares se dão aumento de 62%

 

- JB: Economistas preveem tempo ruim em 2011

 

- Correio: Eles fazem piada com nosso dinheiro

 

- Valor: Pacote incentiva emissão de até R$ 70 bi por ano

 

- Estado de Minas: E Tiririca chega na hora certa...R$ 26.723,13

 

- Jornal do Commercio: Consumidor de luz leva calote de R$ 7 bilhões

 

- Zero Hora: Parlamentares reajustam o próprio salário em 61,8%

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h48

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Instintos primitivos!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 00h24

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Trincado, PT tenta evitar ‘efeito Severino’ na Câmara

  Lula Marques/Folha
Às voltas com um candidato inesperado à presidência da Câmara, o PT deflagrou uma estratégia para evitar a repetição de um desastre de 2005.

 

O partido de Dilma Rousseff tenta impedir que a divisão interna de sua bancada dê margem ao surgimento de um rival avulso, à moda de Severino Cavalcanti.

 

O petismo lida com um complicador. O fantasma de 2010 não é propriamente um Severino. Chama-se Aldo Rebelo (PCdoB-SP).

 

O mesmo Aldo que, na crise passada, serviu de antídoto, elegendo-se presidente da Câmara como resposta ao desastre ético que levou Severino à renúncia.

 

Aldo é apresentado agora, nos subterrâneos, como alternativa a Marco Maia (RS), o petista azarão que prevaleceu sobre o ex-favorito Cândido Vaccarezza (SP).

 

Patrocinadores ocultos de Aldo, o PCdoB, o PSB e um pedaço do PDT buscam aliados na oposição e à direita do consórcio governista.

 

Para evitar que a situação fuja ao controle, o petismo decidiu escorar-se no PMDB, um partido que saiu diminuído da negociação ministerial com Dilma.

 

Enquanto digere Marco Maia, a cúpula do PT se esforça para fazer valer um acordo que assinara com o PMDB ainda na fase em que Vaccarezza parecia consolidado.

 

Firmado por José Eduardo Dutra (PT) e Michel Temer (PMDB), o acerto prevê o revezamento das duas legendas no comando da Câmara.

 

Como que pressentindo a surpresa, Dutra e Temer tiveram o cuidado de não anotar nomes no documento.

 

O texto prevê apenas o rodízio. No primeiro biênio do governo Dilma (2011-2012), um presidente do PT. No outro (2013-2014), um mandachuva do PMDB.

 

É contra essa hegemonia bipartidária que se insurge a chamada esquerda do bloco governista.

 

Interessada em acomodar no comando da Câmara, daqui a dois anos, o líder Henrique Eduardo Alves (RN), a cúpula do PMDB quer honrar o acordo.

 

O problema é que um pedaço da legenda não se sente representado no acordo. Estima-se que esse grupo reúna algo entre 15 e 20 deputados.

 

A ala de potenciais silvérios do PMDB junta dois tipos de deputados: novos, recém-eleitos; e antigos, que colecionam diferenças com Henrique Alves.

 

Para complicar, o PT farejou um vaivém atípico de Renan Calheiros (AL). Líder do PMDB no Senado, ele se move Aldo, um velho amigo das Alagoas.

 

Não é só: os oposicionistas PSDB, DEM e PPS enxergam na cena a oportunidade de extrair do desarranjo governista o máximo proveito.

 

Em privado, lideranças como Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, condiciona o apoio a Marco Maia à negociação de posições na Mesa diretora e nas comissões.

 

Exige-se também o “direito” de relatar projetos importantes. Do contrário, uma parte das bancadas de oposição pode se animar com a opção representada por Aldo.

 

Com Vaccarezza, os acertos com a oposição caminhavam bem. Com Marco Maia, recomeçam do zero.

 

Nesta quarta (15), o grupo de Maia apressou-se em avisar que dividirá o poder na Câmara guiando-se pelo critério da proporcionalidade.

 

Significa dizer que a partilha das cadeiras da direção da Casa e das comissões será feita conforme o tamanho de cada bancada.

 

Há outro problema: nacos da chamada “direita” governista considera-se desatendida sub-atendidos por Dilma na partilha ministerial.

 

Nesse rol, incluem-se deputados de legendas como PP, PR, PTB e PSC. Enxergam no risco que o PT vê em Aldo fresta para a chantagem.

 

As ameaças mal começaram e o PT já decidiu agir em duas frentes. Numa, acionará Alfredo Nascimento, já acomodado na pasta dos Transportes como nome do PR.

 

Noutra, encarecerá a Dilma que apresse a indicação de Mário Negromonte, o deputado que a bancada do PP quer acomodar no Ministério das Cidades.

 

Juntos, PT e PMDB têm enormes chances de fazer de Marco Maia o próximo presidente da Câmara. Porém...

 

Porém, uma eventual aliança da esquerda governista com insurretos do PMDB, fragmentos da oposição e pedaços da direita Planaltina pode ameaçar o projeto.

 

Afora os problemas “externos”, o PT administra suas próprias feridas. Vaccarezza sucumbiu tendo ao seu lado 38 dos 88 deputados do PT.

 

Em público, os vencidos dizem que pegarão em lanças pelo vencedor. Em privado, o grupo de Vaccarezza condiciona o empenho ao comportamento da ala pró-Maia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h50

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Maluf e o aumento: seria deputado ‘mesmo de graça’

  Folha
Diz-se que a riqueza estraga as pessoas. Paulo Maluf, que leva a vida pública correndo todos os riscos, dá de ombros para o brocardo.

 

Beneficiado pela anulação da sentença do ‘Frangogate’ no TJ-SP e prestes a ser reabilitado pelo TSE, Maluf foi instado a comentar o tema do dia.

 

Perguntaram-lhe o que achava do reajuste salarial que os congressistas se autoconcederam nesta quarta (15).

 

Maluf disse que os novos vencimentos, agora situados na casa dos R$ 26,7, interessam a outros deputados, não a ele:

 

"Tem alguns deputados de Roraima, de Rondônia, do Acre, que vêm lá do fim do mundo, com seis ou sete filhos, que têm até dificuldade de exercer o mandato".

 

Dono de situação mais, digamos, afortunada, Maluf declarou o seguinte sobre o seu caso particular:

 

"Se fosse de graça, eu também estaria exercendo o meu mandato, porque eu gosto da vida pública".

 

O dinheiro, como se vê, não traz a felicidade. Mas, para felicidade de alguns, paga os melhores advogados.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h07

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Marina sobre Dilma, no Planalto:‘Parecia não estar ali’

Fotos/Lula Marques/Folha

 

Dona Marisa Letícia deve ter reforçado o estoque de lenços do marido.

 

Dia sim, outro também Lula protagoniza uma penúltima despedida.

 

A saideira desta quarta (15) ocorreu no Planalto.

 

A pretexto de divulgar o balanço de seu governo, registrado em cartório, Lula reuniu algo como 700 pessoas.

 

Entre os convidados, todos os ministros e quase todos os ex-ministros.

 

Enquadrada nessa segunda categoria, Marina Silva fez as vezes de cronista da cerimônia.

 

Enquanto ouvia os discursos, Marina deitava anotações sobre o papel.

 

Numa de suas notas (repare lá no alto), a ex-presidenciável do PV escreveu:

 

“Cerimônia de fim de governo Lula. Dilma a maior parte parte do tempo olhava para um lugar que parecia não estar ali”.

 

De fato, Dilma olhava para a cerimônia como se visse o pretérito passando. A duas semanas da posse, parecia divisar no horizonte o dia em que estará, definitivamente, ali.

 

Com olhos no futuro, Dilma foi arrastada para o presente que a rodeava apenas no instante em que o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) rememorou em discurso o passado de resistência (assista).  

 

Engrossaram o rol dos ex-ministros aqueles cujos escalpos foram levados à bandeja em meio a escândalos. Nesse time, três personagens:

 

Um, José Dirceu, é réu à espera de julgamento. Outro, Antonio Palocci, ex-réu, vai à cadeira que foi de Dirceu.

 

A terceira, Erenice Guerra, ainda sob investigação e a caminho do banco de réus, brindou os presentes com sua ausência. Convidada, não deu as caras.

 

Os "feitos" que Lula trouxe à luz nessa 149ª despedida (ou será a 150ª?) foram acomodados em sete volumes. Todos, como já realçado, registrados em cartório.

 

As peças são volumosas. Só o sétimo tomo, que traz o resumo dos seis anteriores, consumiu 300 folhas. O custo? Não foi divulgado.

 

O registro cartorial não impediu que o apanhado do governo Lula flertasse com a pantomima.

 

No volume dedicado à infraestrutura, por exemplo, incluíram-se obras que, vencidos os dois reinados de Lula, remanescem inacabadas.

 

Entre elas as ferrovias Transnordestina e Norte-Sul. Essa última iniciada sob José Sarney, também presente à cerimônia.

 

Lançaram-se também como “realizações” de Lula obras que, ainda por iniciar, foram realizadas apenas no papel.

 

Por exemplo: A hidrelétrica de Belo Monte, prevista para começar no final do terceiro trimestre do governo Dilma, e o trem-bala Rio-São Paulo, cujo leilão nem foi feito.

 

Ao discursar, Lula avisou: "Isso não é um ato de despedida, é um ato de trabalho. Ainda vamos nos despedir nos próximos dias".

 

A primeira-dama, que ouvia o marido, há de ter perguntado aos seus botões: “Quantos lenços ainda terei de comprar?”

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h05

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Dilma oficializa a indicação de mais quatro ministros

Miran

 

Dilma Rousseff formalizou nesta quarta (15) a indicação de mais quatro ministros. São eles:

 

1. Antonio Patriota: diplomata de carreira e atual secretário-executivo do Itamaraty, será o novo titular do Ministério de Relações Exteriores.

 

2. Fernando Pimentel: Ex-prefeito de BH, derrotado na disputa por uma cadeira de senador pelo PT de Minas, será ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

 

3. Aloizio Mercadante: senador em fim de mandato, derrotado na eleição para o governo de São Paulo, vai à poltrona de ministro de Ciência e Tecnologia.

 

4. Nelson Jobim: foi reconduzido ao posto de ministro da Defesa. Embora filiado ao PMDB gaúcho, permanece ministro a pedido de Lula, na “cota pessoal” de Dilma.

 

Com mais esse lote de indicados, subiu de 16 para 20 o número de ministros já formalizados por Dilma.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 20h05

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Governadores tucanos abrem debate da ‘refundação’

Beto Macário/Especial para o UOL

 

Reunidos em Maceió (AL), os oito governadores eleitos e reeleitos pelo PSDB em 2010 inauguraram o debate sobre a “refundação” da legenda.

 

Lá estavam: Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG), Marconi Perillo (GO), Simão Jatene (PA)...

 

...Beto Richa (PR), Siqueira Campos (TO), Teotônio Vilela (AL) e Anchieta Júnior (RR).

 

Presente também o presidente do PSDB federal, Sérgio Guerra (PE), cujo mandato no comando da legenda expira em maio de 2011.

 

O vocábulo “refundação” foi levado às manchetes pelo ex-governador e senador eleito Aécio Neves (MG), liderança emergente da oposição.

 

Fernando Henrique Cardoso, presidente de honra do PSDB, e o presidenciável derrotado José Serra torceram o nariz.

 

Em Alagoas, Guerra cuidou de tornar a expressão, vaga em si mesma, em algo fluido o bastante para caber em qualquer conceito:

 

“Refundação é uma palavra ampla, tem a ver com a construção de um novo partido atualizado, moderno. Isso pode ser chamado de atualização, reforma, mudança”.

 

Indicado pelos colegas para falar aos repórters em nome dos governadores, o paranaense Beto Richa falou de coisas definitivas sem definir muito bem as coisas:

 

“Estamos buscando uma nova imagem para o partido, com governos de visões modernas”.

 

Deseja-se, segundo Richa, “ratificar para a sociedade a visão de que o PSDB é referência em boas gestões”.

 

Perguntou-se a Richa se, em eleições futuras, o tucanato distanciará sua social-democracia de legendas tidas por direitistas, como o DEM.

 

E ele: “O partido teve muitos apoios [na última eleição], mas tem suas linhas de opinião claras, em defesa da sociedade brasileira...”

 

“...Não tem muito hoje essa linha de direita ou esquerda. Os partidos se unem em torno de um projeto...”

 

“...Mas as bases programáticas [do PSDB] não foram alteradas, mantemos um projeto para o país”.

 

Guerra realçou o óbvio: sob Dilma, o PSDB fará oposição. Uma oposição, no dizer de seu presidente, “segura”.

 

Como assim? “Não se trata de adjetivar a oposição de radical ou moderada”.

 

O mandachuva tucano deixou antever que pode haver um certo descompasso entre a oposição exercida no Congresso e nos governos estaduais.

 

“Não é prioridade dos governadores tocarem programas de oposição, mas eles estarão alinhados com deputados e senadores”.

 

Sob Lula, por vezes o alegado alinhamento entre governadores e congressistas tucanos inexistiu.

 

Por exemplo: na votação da CPMF, em 2007, os tucanos votaram pelo sepultamento do tributo no Congresso. Governadores à época, Serra e Aécio pregavam o contrário.

 

A propósito, Guerra evitou posicionar-se sobre a volta da CPMF, ansiada por Lula, Dilma e um sem-número de governadores alinhados com o Planalto.

 

“A CPMF ainda não está na agenda do Congresso. Esse debate deve acontecer na próxima reunião do partido. Essa pauta não foi a de hoje”, disse Guerra.

 

De resto, o presidente do PSDB declarou que o partido planeja corrigir as deficiências que o impedem de comunicar-se adequadamente com o mundo exterior:

 

“Existe um abismo entre a comunicação e os fatos de dentro do partido”, disse Guerra. “Nos comunicamos mal”.

 

“Vamos realizar pesquisas eleitorais e sociais; vamos organizar uma área de coordenação dessas pesquisa junto à de comunicação”.

 

Num instante em que os grupos de Aécio e Serra esboçam um cabo-de-guerra ao estilo MG versus SP, Guerra esforçou-se para negar o inegável.

 

Disse que não há crise no PSDB. Enfatizou que a reunião dos governadores realizou-se sob atmosfera de “total harmonia”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h18

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Tiririca visita Câmara em dia de aumento: 'Dei sorte'

Sérgio Lima/Folha

 

O deputado federal eleito Tiririca fez nesta quarta (15) sua primeira visita à Câmara.

 

Seguido por um séquito de repórtes, foi à liderança de seu partido, o PR.

 

Desfilou pelo Salão Verde. Ao lado, dentro do plenário, uma sessão deliberativa.

 

Dali a pouco, seria aprovado o projeto que elevou os salários dos congessistas.

 

Ao tomar posse, em fevereiro, Tiririca verá pingar em sua conta R$ 26,7 mil mensais.

 

Instado a comentar a novidade, o campeão de votos não se fez de rogado:

 

"Acho bacana, acho legal. Dei sorte. Tomara que aprove, acho que é justo".

 

Em campanha, Tiririca perguntava ao eleitor, na TV: “Você sabe o que faz um deputado?”

 

Em resposta, dizia que também ignorava. Eleito, descobriria. E contaria depois.

 

Agora, Tiririca declara: "Com certeza, já aprendi” o que faz um deputado.

 

Esforçado, afirma que ainda vai “aprender muito mais".

 

Já sabe que um deputado, Papai Noel de si mesmo, desfruta de privilégios.

 

Entre eles a ventura de poder fixar os próprios vencimentos. De fato, muita sorte.

 

Cabe também aos deputados estabelecer o valor do salário mínimo.

 

Para o ano da graça de 2011, o mínimo deve ser fixado em R$ 540. Nova lição.

 

Tiririca aprendeu: além de cometer excessos, um deputado impõe limites ao mínimo.

 

Para certos brasileiros, diria o Tiririca da campanha, pior do que tá sempre pode ficar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h43

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Sobem salários de congressistas, Dilma e ministros

José Cruz/ABr

 

Sob atmosfera de ‘jingle bells’, os deputados aprovaram o reajuste salarial para congressistas, ministros, presidente e vice-presidente da República.

 

Passarão a receber salários iguais, o mesmo dos ministros do STF: R$ 26,7 mil mensais –em tese, a mais alta remuneração do serviço público.

 

Os mandachuvas do Executivo e do Legislativo não recebiam aumento desde 2007. De lá para cá, acumulou-se uma inflação de 20%.

 

O aumento será, porém, muito acima desse índice. Congressistas, por exemplo, recebem hoje R$ 16,5 mil. Para eles, o tônico salarial será de 61,8%.

 

Presidente e vice embolsam mensalmente R$ 11,4 mil. Aqui, o aumento será de 133,9%.

 

Exceto pelo PSOL, que defendia apenas a reposição do que a inflação comeu, todos os demais partidos disseram “sim” ao aumento.

 

O projeto seguiu para o Senado. Há acordo para que seja aprovado também nessa Casa.

 

- Atualização feita às 17h57 desta quarta (15): Com a velocidade de um raio (menos de 5 minutos), o Senado aprovou o projeto salarial recebido da Câmara. Ouviram-se três escassas vozes contrárias: Marina Silva (PV-AC), Álvaro Dias (PSDB-PR) e José Nery (PSOL-PA).

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Lula: ‘Se somar regular, vamos a 96% de aprovação’

- Aqui e aqui, detalhes do megaencontro de balanço dos dois reinados de Lula. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h29

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Movido a fisiologismo, PT impõe a Dilma a 1ª derrota

Wilson Dias/ABr

 

A implosão da candidatura de Cândido Vaccarezza à presidência da Câmara vai à crônica da transição como a primeira derrota imposta pelo PT a Dilma Rousseff.

 

Preferido de Dilma e da direção do PT, Vaccarezza foi engolido pelo apetite fisiológico de grupos do PT desatendidos na composição do ministério.

 

Cavalgando as insatisfações, Marco Maia, que iniciara a semana como azarão, tornou-se o candidato da legenda numa "votação" invisível.

 

Estavam em jogo os votos dos 88 deputados que compõem a bancada do PT. Havia em Brasília apenas 79. Esram três os candidatos no páreo. Além de Vaccarezza e Maia, Arlindo Chinaglia.

 

Esboçava-se uma disputa em dois turnos. Curiosamente, Maia era, entre os três postulantes, o que somava menos votos.

 

Se levada às últimas consequências, a disputa resultaria num segundo round em que mediriam forças Vaccarezza e Chinaglia.

 

Nesse cenário, Vaccarezza tendia a prevalecer sobre o rival. Ao farejar o cheiro de queimado, Chinaglia abdicou da disputa em favor de Maia, vitaminando-o.

 

Produziu-se, então, a reviravolta. Vaccarezza foi à calculadora. Verificou que, dos 79 petistas presentes na Capital, 37 votariam nele e 42 optariam por Maia.

 

Na contabilidade de Maia e Chinaglia, o vexame seria maior. Vaccarezza teria contra si um placar que roçaria os 50 votos.

 

Ao se dar conta de que virara um ex-favorito, Vaccarezza tocou o telefone para o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Nessa conversa, jogou a toalha.

 

Sem rivais, o ex-metalúrgico Maia, um apagado vice-presidente da Câmara, foi aclamado candidato oficial do petismo ao comando da Casa.

 

Refazendo-se a trilha que conduziu ao triunfo de Maia, percebe-se um rastro de fisiologismo de fazer corar os profissionais do PMDB.

 

Na federação de correntes que coabitam o PT, Vaccareza integra o grupo mais numeroso. Antes do mensalão, chamava-se Campo Majoritário. Depois, foi rebatizado: CNB (Construindo um Novo Brasil).

 

Até a semana passada, Vaccarezza estava fechado com a segunda maior corrente do petismo: Mensagem ao Partido.

 

O interesse da ‘Mensagem’, sob cujo guarda-chuva se abrigam Tarso Genro e José Eduardo Cardozo, era o de acomodar Paulo Teixeira (SP) no posto de líder da bancada.

 

Ao presentir que a saída de Chinaglia (do Movimento PT, terceira maior corrente) produzira uma mudança nos ventos, a turma da Mensagem ajeitou-se com Maia.

 

O grupo de Tarso (governador gaúcho eleito) e de Cardozo (ministro indicado da Justiça) inclui vários petistas egressos de outra corrente: a DS.

 

A sigla identifica a Democracia Socialista. Grupo miúdo, mas barulhento. Sob os dois reinados de Lula, geriu a pasta do Desenvolvimento Agrário.

 

Um ministério que Dilma resolveu agora entregar a Maria Lúcia Falcón, petista apadrinhada pelos governadores Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE).

 

Abespinhado, o aparelho da DS, que já torcia o nariz para Vaccarezza, decidiu dar o “troco” em Dilma e na direção do PT. Aderiu a Maia.

 

Julgando-se subrepresentado na Esplanada, o PT de Minas Gerais também pegou em lanças contra o que chamou de “paulistério”.

 

Descontente desde a eleição, quando o PT federal obrigou-o a digerir Hélio Costa (PMDB), o petismo de Minas direcionou oito votos para o cesto de Maia.

 

A aversão a Vaccarezza, escora-se, também aqui, na inanição ministerial. Amigo de Dilma, o mineiro Fernando Pimentel foi à pasta do Desenvolvimento Industrial.

 

Minas queria mais, contudo. Insinuara interesse na recondução de Patrus Ananias à pasta do Bolsa Família (Desenvolvimento Social). E nada.

 

Em nova investida, o PT-MG indicou para o Ministério da Cultura um auxiliar mineiro de Lula que parece nem desejar o cargo: Luiz Dulci, atual secretário-geral do Planalto.

 

A fome por cargos mastigou também a unidade do majoritário CNB, o grupo de Vaccarezza. 

 

Dois expoentes dessa facção –o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini (SP) e o ex-líder Mauricio Rands (PE) – suaram a camisa contra o preferido de Dilma.

 

Berzoini e Rands reforçaram a opção vitoriosa sem constrangimentos, já que Marco Maia, como Vaccarezza, também integra o CNB.

 

De novo, há por trás do movimento, apetites não saciados. Rands queria ser ministro. Mirava na Cultura. Mas era candidato a qualquer pasta.

 

Berzoini, empurrado por Lula para fora do núcleo decisório da legenda, irritou-se com a entrega da pasta da Previdência, antigo feudo de seu grupo, para o PMDB.

 

Há dez dias, cercada de PMDB por todos os lados, Dilma e seus operadores queixavam-se da fome do sócio. Escutam agora os ruídos do estômago do PT.

 

O apetite petista é antigo. Mas há uma diferença: Lula servia pratos feitos à sua legenda. Sob Dilma, o PT avisa que será diferente.

  

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Escrito por Josias de Souza às 06h39

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Em 2022, brasileiro será obeso como americano

 

- Folha: Classe C já compra quase a metade dos eletrônicos

 

- Estadão: Governo flagra uso de laranjas na distribuição de emendas

 

- JB: OAB nega indústria do exame

 

- Correio: Servidor do DF cobra R$ 1,3 bi em reajustes

 

- Valor: Petrobras paga US$ 850 mi por 30% de refinaria no Sul

 

- Estado de Minas: Manobra tenta barrar ficha limpa em Minas

 

- Jornal do Commercio: Em ritmo de despedida

 

- Zero Hora: Perplexidade e dor em Abu Dhabi

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h58

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O primeiro pedaço!

Regi

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Escrito por Josias de Souza às 01h27

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Nesta 4ª, Temer renunciará à presidência da Câmara

  Folha
Nesta quarta (15), 48 horas antes de ser diplomado pelo TSE como vice-presidente eleito da República, Michel Temer renunciará à presidência da Câmara.

 

Vai ao comando da Casa o vice presidente Marco Maia (PT-RS). O mesmo deputado que, nesta terça (14), prevaleceu numa disputa interna do petismo.

 

Beneficiado pela desistência de Cândido Vaccarezza e Arlindo Chinaglia, Maia será o candidato do PT à presidência da Câmara de 2011 a 2012.

 

Temer envergará o título de deputado até a virada do ano. Antes de tomar posse junto com Dilma Rousseff, em 1º de janeiro, vai se afastar também do comando do PMDB.

 

Neste caso, o afastamento se dará por meio de uma licença, não renúncia. Assume interinamente o partido Valdir Raupp (RO).

 

Recém-reeleito senador, Raupp é réu numa ação penal inaugurada no STF na semana passada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h11

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TSE anula sentença e higieniza a ficha de Garotinho

Lula Marques/Folha

 

Diz-se que uma desgraça nunca vem só. Na Justiça Eleitoral vem sempre acompanhada de muitos votos.

 

Os fogos de Paulo Maluf (PP-SP) ainda reluziam no céu quando começaram a soar, na noite desta terça (14), os rojões de Anthony Garotinho (PR-RJ).

 

Em votação de diferença miúda –4 a 3— o TSE anulou a sentença do TRE-RJ que ameaçava a posse de Garotinho na Câmara.

 

Garotinho havia sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Acusaram-no de abusar do poderia econômico.

 

No comando de um programa radiofônico, ele realizara, em 2008, uma generosa entrevista com a mulher Rosinha.

 

Rosinha era candidata a prefeita de Campos dos Goytacazes. Eleita, entendeu-se que a entrevista pesou na disputa, em prejuízo dos rivais.

 

Pois bem. O TSE anulou a sentença sem esmiuçar os meandros do processo. Apegou-se a um vício de origem.

 

Algo que, na língua dos advogados, o “juridiquês”, é chamado de “supressão de instância.

 

No português das ruas, significa o seguinte: o TRE do Rio condenou Garotinho e a mulher dele sem que houvesse contra a dupla uma senteça de primeiro grau.

 

Dito de outro modo: o TRE, segundo degrau da Justiça, pespegou nos Garotinho a nódoa da ficha suja antes que o juiz da primeira instância julgasse o caso.

 

Ao anular a sentença sem se debruçar sobre o mérito da causa, o TSE determinou que o julgamento do processo recomece do início.

 

Com isso, Garotinho foi liberado para se apossar, em fevereiro, de uma cadeira de deputado federal.

 

Rosinha, que teve o mandato de prefeita passado na lâmina, ganhou o direito de requerer, se quiser, a devolução da cadeira. Ela, obviamente, vai querer.

 

Considerando-se o ritmo de tartaruga manca do Judiciário, é possível que Garotinho desfrute dos quatro anos de mandato sem ser importunado.

 

O caso de Maluf, embora diferente, deve produzir resultado análogo. Ele recebeu do TJ-SP sentença que teve o peso de um presente natalino.

 

Anulou-se a condenação de Maluf no processo do “Frangogate”. Justamente a decisão que permitira ao TRE-SP enquadrá-lo na Ficha Limpa.

 

Nesta terça (14), menos de 24 horas depois de receber a visita de Papei Noel, Maluf apressou-se em comunicar o fato ao TSE.

 

Eliminada a causa da nódoa grudada em sua ficha, Maluf reivindica o direito de ser diplomado como deputado reeleito. É improvável que o pedido lhe seja negado.

 

Num caso e noutro, os ex-sujos foram às urnas escorados em recursos. Se quisesse, o eleitor poderia ter feito justiça com os próprios dedos, no teclado da urna.

 

Deu-se, porém, coisa diversa. Maluf foi o terceiro mais votado de São Paulo (497 mil votos). No Rio, Garotinho foi campeão (694,8 mil votos).

 

É como se o eleitorado chamasse de reputação a soma de todos os equívocos que as pessoas suscitam. O candidato é uma coisa e a reputação atribuída pelo voto outra.

 

Resta repisar a frase inicial: Diz-se que uma desgraça nunca vem só. Na Justiça Eleitoral vem sempre acompanhada de muitos votos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h49

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Boa notícia: Câmara rejeita a legalização dos bingos

Sob risco de avacalhar-se de vez, a Câmara teve na noite desta terça (14) um rasgo de lucidez.

 

Os deputados rejeitaram o projeto que propunha a legalização dos Bingos. Uma proposta que, por inqualificável, era muito fácil de qualificar.

 

Foram 212 votos contra e 144 a favor. Houve cinco abstenções. O resultado caiu sobre o plenário como uma surpresa. Dava-se de barato que a coisa passaria.

 

Alvíssaras!

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h57

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Cabral: Quem não teve namoradinha que fez aborto?

Fábio Pozzebom/ABr

 

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), reacendeu nesta terça (14) o debate sobre um tema que eletrificou a campanha eleitoral: o aborto.

 

Cabral falava em São Paulo, num fórum empresarial em que se discutia as oportunidades de negócios no Rio.

 

Súbito, dirigiu à platéia de empresários uma indagação: "Quem aqui não teve uma namoradinha que teve de abortar?"

 

Pai de cinco filhos, Cabral cuidou de esclarecer que não falava sobre si mesmo: "Fiz vasectomia e sou muito bem casado".

 

Depois, inquirido pelos repórteres, trocou em miúdos o seu raciocínio:

 

"Me refiro a diversas pessoas que tiveram namoradas que engravidaram e que foram abortar em clínicas clandestinas..."

 

"...Isso é a vida como ela é. Só que o sujeito que é de classe média alta tem uma clínica de aborto clandestina em melhores situações...”

 

“...Mas mesmo essa não passa por nenhum controle de vigilância sanitária, médica. As autoridades médicas não têm no seu prontuário: 'Fui visitar a clínica de aborto da Rua Dona Mariana, por exemplo'."

 

"...O que eu quero dizer é que há uma hipocrisia no Brasil. Esse tema foi muito mal discutido na campanha eleitoral. As pessoas já conhecem minha opinião".

 

A certa altura, Cabral ajustou o discurso à pregação esgrimida no palanque por Dilma Rousseff, ex-defensora da discriminalização do aborto:

 

"Ninguém é a favor do aborto. Você é a favor do direito da mulher recorrer no serviço público de saúde a uma interrupção de gravidez...”

 

“...Imagina, quem é a favor do aborto? Ninguém é a favor do aborto, não imagino que tenha uma mulher e um homem no mundo favorável ao aborto".

 

Noutro trecho, Cabral distanciou-se de Dilma que, em carta às igrejas, comprometeu-se a não bulir com a legislação que trata do tema.

 

Para o governador, a lei deve, sim, ser alterada. Hoje, o aborto é permitido no Brasil em dois escassos casos:

 

Quando a gravidez decorre de estupro ou quando submete a grávida ao risco de morte. Cabral acha que a coisa deve ser flexibilizada.

 

"Vamos discutir com a classe médica e as mulheres. Mas tem de ser ampliado. Do jeito que está, está errado, falso, mentiroso, hipócrita. Isso é uma vergonha para o Brasil".

 

Não é a primeira vez que Cabral leva a matéria aos lábios. Ele já havia tratado do aborto em 2007. Na ocasião, enganchou uma polêmica na outra.

 

Defendeu a legalização do aborto como forma de atenuar os índices de violência. Insinuou que os ventres pobres das favelas produziam filhos em demasia.

 

Citou uma pesquisa da década de 1970. Um trabalho do economista Steven Levitt: "Freakonomics”.

 

Manuseando estatísticas dos EUA, Levitt concluiu que o aborto fora responsável por algo como 50% da queda na criminalidade americana.

 

Referiu-se ao fenômeno em timbre de lamento. Qualificou-o assim: "Um tipo de seguro rudimentar e drástico".

 

O Cabral de outubro de 2007 aplicou a pesquisa ao cenário carioca e torturou os dados à sua maneira:

 

"Hoje, no Rio, em áreas mais nobres, como na Tijuca, se encontram taxas de natalidade de países civilizados, desenvolvidos, onde as pessoas têm consciência...”

 

“...Infelizmente, nas comunidades mais carentes daqui, as mulheres não têm orientação do governo sobre planejamento familiar e têm taxas equivalentes aos países mais atrasados da África...”

 

“...Tem tudo a ver com violência. Isso é uma fábrica de produzir marginal".

 

Ou seja, esse Cabral de três anos atrás enxergava no controle da barriga das faveladas a solução para o drama da segurança pública de seu condado.

 

O Cabral de hoje, apresenta o aborto como solução de emergência para as “namoradinhas” desavisadas –e os namoradinhos fujões.

 

Um outro Cabral, anterior a esses dois, candidato a prefeito do Rio em 1996, condenou o rival Luiz Paulo Conde, que defendera o aborto:

 

"O Conde foi leviano. O que o Rio precisa é melhorar o atendimento na saúde".

 

Os tres cabrais têm todo o direito de defender suas convicções. Mas convêm que unifiquem o discurso.

 

Se quiser defender a prática, o multiCabral tem à sua disposição um argumento singelo: o direito das mulheres de dispor sobre seu corpo como bem entender.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h27

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Maia prevalece no PT e disputa ‘comando’ da Câmara

  ABr
O deputado Marco Maia (RS), atual vice-presidente da Câmara, será o candidato do PT ao comando da Casa no biênio 2011-2012.

 

Por acordo, Maia prevaleceu sobre Cândido Vaccarezza (SP) e Arlindo Chinaglia (SP), que se retiraram da disputa.

 

Líder de Lula na Câmara e preferido de Dilma Rousseff, Vaccarezza bateu em retirada num telefonema ao presidente do PT, José Eduardo Dutra.

 

Tido por favorito, Vaccarezza viu-se compelido a desistir depois que Chinaglia abdicou da disputa e declarou apoio a Maia.

 

Com isso, os votos do Movimento PT, corrente partidária que respaldava Chinaglia, foram ao cesto de Maia.

 

O grupo majoritário do partido, que dava suporte a Vaccarezza, foi à máquina calculadora. Feitas as contas, concluiu que Maia teria mais votos.

 

Mais cedo, o atual líder do PT na Câmara, Fernando Ferro (PE) avisara que a disputa caminhava para uma definição sem voto.

 

Reunião realizada pela manhã foi abortada 30 minutos depois do início.

 

"Se fizéssemos [o encontro] agora até o fim, teria que ser no voto. Os candidatos pediram um tempo para sair [da disputa]", disse Ferro.

 

Sobreveio a retirada de Chinaglia. Na sequência, a saída de Vaccarezza. Sobrou Maia.

 

Será apresentado ao plenário como candidato do PT com o respaldo do PMDB, legenda com a qual o petismo celebrou um acordo.

 

Por esse acerto, caberá ao PMDB presidir a Câmara no segundo biênio (2013-2014).

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h26

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Dilma, 63, comemora o aniversário em escola infantil

  AP
De folga em Porto Alegre, Dilma festeja o aniversário de 63 anos nesta terça (14). Pela manhã, um grupo de crianças de uma escola vizinha foi ao prédio de Dilma.

 

Entoaram “parabéns” e gritaram o nome da presidente eleita. Ganharam atenção. Dilma foi ao meio-fio.

 

Visitou a Escola de Educação Infantil Nossa Senhora das Graças. Beijou crianças, posou para fotos ao lado de professores e funcionários.

 

Rodeada de repórteres, absteve-se de dar entrevistas. Limitou-se a dizer que vestia vermelho pelo time do Internacional.

 

À tarde, assistiu pela TV à partida em que o time gaúcho mediu forças com Mazembe, do Congo, pelo Mundial de Clubes.

 

O Inter deu à torcedora ilustre um presente de grego: uma derrota por 2 a zero. Zebra.

 

Nesta quarta (15), Dilma retorna a Brasília. Retoma as articulações para o fechamento de seu ministério. Enfrentará o assédio de outras zebras.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h58

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'Eu Sempre acreditei na Justiça', declara Paulo Maluf

  Folha
A reincidência com que Paulo Maluf é absolvido comprova: no Brasil, nada é mais suspeito do que um prontuário absolutamente limpo.

 

Um dia depois de o TJ-SP ter branqueado sua ficha, Paulo Maluf veio à boca do palco para dizer: “Eu sempre acreditei na Justiça”.

 

Maluf não acorreu aos refletores voluntariamente. Em visita ao gabinete de transição, avistou-se com Michel Temer, o vice eleito.

 

Escondeu-se na entrada. Mas viu-se compelido a sair pela porta da frente, dando de cara com os repórteres:

 

"Eu entrei por outra portaria e o rapaz me fez vir por aqui. Hoje eu não estou falando. E também nem estou ouvindo".

 

Melhor assim. Certas ocasiões, por inexplicáveis, dispensam maiores explicações.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h51

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Temer sobre Ciro: ‘Ele vai tomar as cautelas verbais’

Clayton

 

Políticos costumam reclamar de uma certa “orquestração”. Existe. Mas quem toca são eles próprios. Senão vejamos:

 

Depois de levar a Câmara na flauta, Ciro tentou executar partitura presidencial. Impedido por Lula, grudou os lábios no trombone.

 

Meio fora de compasso, Ciro disse que, sob a regência de Temer, o PMDB não é senão um “ajuntamento de assaltantes”. Ou seja: quer montar na gaita.

 

Surpreendido com o convite de Dilma a Ciro, Temer dança conforme a música. Otimista a mais não poder, espera que o detrator passe a soar pianinho:

 

"É uma escolha da presidente. Evidente que a partir de agora ele vai tomar as cautelas verbais que o cargo dele exigirá em face, especialmente, da presidência e da vice-presidência".

 

Segue o baile.

 

- Em tempo: Ilustração via 'O Povo'.

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Escrito por Josias de Souza às 16h10

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Vem aí um filme sobre a trajetória do palhaço Tiririca

Depois de “Lula, o Filho do Brasil”, foi ao forno o projeto de um novo filme sobre a vida de um retirante que venceu na política. Uma espécie de “Tiririca, o neto...”

 

A novidade é relatada num par de notas da coluna de Mônica Bergamo, na Folha. Leia:

 

 

- Tiririca na tela: Tiririca pode virar filme. O diretor André Klotzel ("A Marvada Carne", "Reflexões de um Liquidificador") já engatilhou conversa com a equipe do deputado eleito para que a vida dele seja retratada na tela grande.

 

A ideia é contar a trajetória do palhaço e também acompanhá-lo em sua estreia no Congresso. Tiririca já disse que não sabe o que os parlamentares fazem. Klotzel quer participar da investigação e relatar as descobertas num documentário ou num longa-metragem.

- Capítulos: "O Klotzel teve uma ideia brilhante e eu quero me associar a ela", diz o produtor Luiz Carlos Barreto, que desembarca hoje em SP para reuniões com o diretor.

"Queremos mostrar esse fenômeno fantástico de superação e investigar esse cearense que veio das profundidades do sertão." Barreto acha que, além de filme, a vida de Tiririca pode virar uma minissérie.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h17

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Ciro diz que prefere Saúde a reassumir a Integração

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Ciro Gomes fez chegar a Dilma Rousseff a informação de que que prefere assumir o Ministério da Saúde a retornar à pasta da Integração Nacional.

 

A informação foi às páginas da Folha. Conforme noticiado aqui na noite de domingo (12), Dilma admitira, em privado, a hipótese de entregar a Saúde a Ciro.

 

Não é, porém, sua primeira opção. Prefere acomodar Ciro na Integração. Ou, no limite, na Secretaria de Portos, que ganhará a gestão dos aeroportos.

 

A eventual migração de Ciro para a Saúde contentaria a cúpula do PSB, que tenta converter o filiado ilustre em ministro da “cota” de Dilma.

 

A pretensão da legenda é a de manter inalterado o desenho original, que prevê:

 

1. Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento do governo pernambucano de Eduardo Campos iria à pasta da Integração Nacional.

 

2. Um deputado federal do partido ocuparia a Secretaria de Portos e Aeroportos –A bancada prefere Márcio França (SP); os operadores de Dilma, Beto Albuquerque (RS).

 

Pelo plano original, Dilma entregaria a Saúde a um técnico do setor ou a um indicado do PT.

 

O ministro petista Alexandre Padilha (Relações Institucionais), médico sanitarista, faz lobby pelo posto.

 

A formação universitária de Ciro passa longe da medicina. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Ceará.

 

Parece interessado em mimetizar a trajetória do arquirival tucano José Serra, que, versado em economia, geriu a pasta da Saúde sob FHC.

 

Ex-governador do Ceará, ex-ministro da Fazenda de Itamar Franco e ex-titular da Integração Nacional de Lula, Ciro não teria dificuldades para dirigir a Saúde.

 

Sobretudo num instante em que o setor, às voltas com o diagnóstico de subfinanciamento, reclama a presença de um gestor, não de um médico.

 

Ao admitir, ainda que como mera cogitação, a alternativa de entregar a Saúde a Ciro, Dilma como que açulou a pretensão do “convidado”.

 

Vai a teste agora a validade da retórica da presidente eleita. Em viagem à Europa, Ciro deve retornar ao país nesta terça (14).

 

Sua movimentação contrasta com o que ele dissera à direção do PSB. Excluído da disputa presidencial, absteve-se de disputar a reeleição para a Câmara.

 

Declarara ao partido que não tinha interesse em voltar ao primeiro escalão. Iria, segundo suas palavras, “dar um tempo” da política. Como se vê, era lorota.  

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h04

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Crack já se alastrou em cerca de 70% dos municípios

- Aqui, detalhes sobre a pesquisa que dimensionou o flagelo. Aqui, a íntegra do relatório, com 137 folhas. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h15

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Empresas já voltam para áreas liberadas do tráfico

 

- Folha: Bingo estimula a ação do crime, diz texto do governo

 

- Estadão: Crack já se alastra por quase 4 mil cidades

 

- JB: Criminoso poderá ficar 50 anos preso

 

- Correio: Bandarra é afastado por unanimidade

 

- Valor: Alimentos afastam de novo a inflação do alvo de 4,5%

 

- Estado de Minas: O que vai mudar no Imposto de Renda

 

- Jornal do Commercio: Receita amplia limite da declaração do IR

 

- Zero Hora: 10,8 mil motoristas gaúchos precisam entregar carteira

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h28

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Crepúsculo!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h02

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PT-MG reivindica nomeação de Dulci para a ‘Cultura’

Elza Fiúza/ABr

 

Incomodado com o que chama de “paulistério” de Dilma Rousseff, o PT de Minas Gerais encaminhou ao governo de transição uma demanda nova.

 

Deseja acomodar no Ministério da Cultura o petista Luiz Dulci, atual Secretário-Geral da Presidência na gestão Lula.

 

Se a sugestão for acatada por Dilma, haverá dois mineiros no primeiro escalão. Além de Dulci, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.

 

Já devidamente convidado, Pimentel ocupará a pasta do Desenvolvimento. Para a Cultura, Dilma cogitava indicar uma mulher.

 

Constavam da lista dois nomes: Ana Hollanda, irmã do compositor Chico Buarque, e a historiadora Heloísa Starling.

 

Cuirosamente, o nome de Starling havia sido sugerido a Dilma pelo próprio Luiz Dulci.

 

A exemplo dos demais ministérios ainda vagos, Dilma deve deliberar sobre o preenchimento da Cultura antes de sexta (17), dia de sua diplomação no TSE.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h17

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Alguém precisa propor controle social de José Dirceu

José Dirceu foi agraciado com o prêmio ‘Democracia e Liberdade Sempre’. Coisa oferecida pela CUT.

 

Animado com a homenagem da central companheira, Dirceu falou aos repórteres sobre dois temas que lhe são compulsórios:

 

1. O descontrole que desaguou no mensalão.

2. O controle da mídia que expôs a quadrilha.

 

Sobre o primeiro tema, Dirceu repisou algo que dissera dias atrás, na saída de um café da manhã com Lula.

 

Repetiu que, depois de desencarnar, Lula dedicará parte de seu tempo à desmontagem da “farsa do mensalão”.

 

Sobre o segundo assunto, Dirceu reenrolou-se na bandeira da “regulação da mídia”. Defende a criação de um órgão regulador.

 

No poder, convertido por Lula em “capitão do time”, Dirceu revelou-se um esquerdista flexível.

 

Na clandestinidade, lutara contra a ditadura. Na oposição pós-redemocratização, brigara para expor as contradições do sistema.

 

Na chefia da Casa Civil, pôs-se a atacar o que defendia e a defender o que atacava. Quem o viu de fora não o entendeu.

 

A Procuradoria-Geral da República, por exemplo, não compreendeu o heroísmo do combate travado por dentro.

 

Valendo-se dos melhores estratagemas (meios) para atingir os piores subterfúgios (fins), Dirceu forçou o sistema a entregar tudo.

 

Para si, o ordenado da Viúva, boa casa, carro oficial e o usufruto do poder. Para os seus, o beijo na boca de Marcos Valério e o acesso à mala.

 

Agora, à espera do julgamento do STF, Dirceu festeja a adesão de Lula à tese de que é preciso reagir à história escrita pelos “reacionários”.

 

Lula já andou ensaiando a desqualificação da “farsa”. Ontem, declarava-se “traído” por Dirceu e Cia.. Hoje, diz que o mensalão foi uma tentativa de “golpe”.

 

Não colou nas manchetes. Difilmente grudará no plenário do Supremo. Mas Dirceu desfila o figurino de culpado inocente. Ou de inocente culpado.

 

Magnânimo, fala como se não estivesse preocupado com a própria biografia. Inquieta-se com a reputação da esquerda.

 

"Eu acho que [a desmontagem da ‘farsa’] é a defesa do governo do presidente Lula, do PT, da história da esquerda...”

 

“...Eu não fui julgado. Tentaram julgar o governo do presidente Lula, mas as urnas em 2006 e 2010 julgaram e aprovaram o governo do presidente”.

 

A platéia costuma desconfiar dos idealistas que, depois de extrair dividendos de seus ideias, saem em defesa de causas alheias.

 

Dirceu tem prioridades mais urgentes. Precisa convencer os ministros do STF, não a humanidade. Estão em causa as valeriana$, não a história da esquerda.

 

Na passagem pela Casa Civil, Dirceu serviu-se de uma máscara comum a boa parte dos homens pequenos que ocupam grandes cargos.

 

Uma máscara que o fez desconhecido a tal ponto que, no exercício do poder, revelou-se tão malicioso quanto ali esperava-se que fosse virtuoso.

 

Caiu antes de que pudesse ensaiar a reparação do engano. Agora, dedica-se à execração da mídia que serviu de veículo para a exposição da face escondida atrás do disfarce.

 

“O Brasil precisa entrar no século 21 em matéria de mídia", disse a máscara no palco oferecido pela CUT. A chave para os novos tempos seria um órgão regulador.

 

"Regulação da mídia não é censura à mídia. Regulação como existe nos EUA, na França e na Inglaterra, adaptada às nossas necessidades e pactuada...”

 

“...Não é imposto a ninguém. Nós estamos numa democracia, é o Congresso que aprova, se não pactuar, não construir consensos, não aprova".

 

Beleza. O diabo é que Dirceu é a última pessoa credenciada para a defesa da reforma da mídia. Antes, precisa reformar-se a si mesmo.

 

Em defesa do companheiro, alguém precisa propor, urgentemente, o controle social de José Dirceu. O marco regulatório de Dirceu não seria censura.

 

Seria apenas uma forma de adaptar o bom senso às necessidades de um réu à espera de julgamento.

 

Líder estudantil, Dirceu via no movimento da rapaziada, como já escreveu, um “assalto aos céus”.

 

Ao despencar dos céus do Planalto, encontrou na planície das folhas da denúncia do Ministério Público a acusação de outro tipo de assalto.

 

O convívio com a luta armada há de ter desenvolvido em Dirceu a dimensão da morte. Para se livrar da cova política, precisará de algo mais além da retórica da “farsa”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h10

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Na bica de virar ‘sem-cargo’, Meirelles prepara 1 livro

Fábio Pozzebom/ABr

 

Henrique Meirelles aproveitou uma solenidade oficial para se despedir do BC e da administração pública.

 

Deu-se na cerimônia de lançamento das novas cédulas do Real –uma de R$ 100 e outra de R$ 50.

 

A certa altura, Meirelles disse aproveitará a “quarentena” pós-BC para preparar um livro. Escreverá sobre sua passagem pelos dois reinados de Lula.

 

Disse adeus: "Estou encerrando minha missão no Banco Central, mas acredito que também é o momento de encerrar na administração pública federal".

 

Acrescentou: "O momento de sair de uma determinada função, pública ou privada, é quando tudo vai bem e não quando existem problemas".

 

Em verdade, nem tudo “vai bem”. A inflação mostra os dentes. Culpa da conjuntura internacional e da frouxidão fiscal da Fazenda, não da política monetária do BC.

 

De resto, não é fato que Meirelles deixa a arena pública. Foi deixado por ela. Se pudesse, teria disputado a presidência da República.

 

Como lhe faltava apoio para tanto, cogitou filiar-se ao PP. Iria às urnas como pretendente ao governo de Goiás, seu Estado.

 

Convencido por Lula, optou por sentar praça no PMDB. E passou a acalentar a pretensão de virar vice de Dilma Rousseff.

 

Atropelado pelos profissionais do PMDB, assistiu à ascensão de Michel Temer. Ficou sem o governo goiano e sem a vice.

 

Escorado em Lula, imaginou que poderia sobreviver no BC. Dilma levou-o ao microondas.

 

Achou que lhe sobraria um ministério na área de infraestrutura. O PMDB negou-lhe o aval. Dilma absteve-se de abrigá-lo em sua cota, como fez com Nelson Jobim.

 

Restaram a Meirelles a quatentena legal, o livro e o usufruto de sua fortuna pessoal, amealhada como banqueiro privado.

 

Alma irriquieta, Meirelles não parece afeito à ideia da aposentadoria precoce. Logo estará metido em novos negócios.

 

Se deitar sobre o papel tudo o que viveu nos subterrâneos da era Lula, seu retorno às manchetes também será breve.

 

Sendo generoso com a história, Meirelles contará sobre os arranca-rabos que teve com a Casa Civil, sob José Dirceu e, depois, sob Dilma.

 

Indo mais longe, Meirelles tratará de uma passagem de 2008. Em abril, antes da crise financeira global, Lula montara no Planalto um patíbulo.

 

Tramou acomodar na cadeira de Meirelles um economista companheiro: Luiz Gonzaga Belluzzo. Súbito, o Brasil amealhou o “investment grade”. E Lula, para sorte geral, segurou a lâmina.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h25

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Tem uma ‘caveira de burro’ enterrada no Orçamento

A Comissão de Orçamento do Congresso exibe um filme velho. Uma fita sem happy end. O contribuinte, mocinho sem prestígio, morre no final.

 

Nesta segunda (13), a oposição voltou ao megafone para pedir o escalpo da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).

 

É a terceira relatora do Orçamento da União de 2011. O primeiro, Gim Argello (PTB-DF) caiu de podre.

 

A segunda, Ideli Salvatti (PT-SC) bateu em retirada depois de covidada para o Ministério da Pesca de Dilma.

 

Alegou-se “incompatibilidade”. Futura gestora das arcas da Pesca, Idelli não poderia atuar do lado de cá do balcão.

 

Sobreveio Serys. E, junto com ela, uma denúncia nova: uma assessora de seu gabinete comanda uma ONG untada com verbas públicas.

 

Chama-se Liane Muhlenberg a assessora de Serys. A entidade comandada por ela leva o nome de Ipam (Instituto de Pesquisa e Ação Modular).

 

Emendas de congressistas amigos destinaram R$ 4,7 milhões da Viúva à entidade de Liane. Desse total, R$ 1,8 milhão foi liberado em 2010.

 

Grana provida por emendas dos deputados Jilmar Tatto (PT-SP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Geraldo Magela (PT-DF).

 

Presidente do PPS e deputado eleito por São Paulo, Roberto Freire foi à jugular de Serys e do governo:

 

"Que se encontre outro senador para o lugar desta senadora, senão contamina o Orçamento tanto quanto aconteceu com o relator anterior...”

 

“...Não é possível que o governo não tenha um senador Ficha Limpa para ser relator".

 

Álvaro Dias (PR), vice-líder do PSDB no Senado, ecoou Freire: "Eu acho que o correto seria a substituição da relatora".

 

Serys não se deu por achada. Sem mandato a partir de 2011, a senadora mandou ao olho da rua a assessora ongueira.

 

E avisou que não cogita bater em retirada da relatoria do Orçamento: "Não penso em renúncia, por que pensaria?...”

 

“...Nunca fiz emenda nesse sentido, se nunca cometi nenhuma irregularidade... Não usaram meu gabinete...”

 

“...Ela nunca me pediu nenhuma emenda, nunca. Eu não tenho participação nenhuma nessa história".

 

Em vez de congressista, deveria ser nomeada relatora do Orçamento uma benzedeira. Há uma caveira de burro entrerrada na Comissão.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h24

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Dilma escolhe mulher para Desenvolvimento Agrário

  Eduardo Almeida/Governo Sergipe
Dilma Rousseff convidou mais uma mulher para sua equipe. Chama-se Maria Lúcia de Oliveira Fálcon.

 

Petista, ela é, hoje, secretária de Planejamento de Sergipe, Estado governador por Marcelo Déda (PT).

 

Será ministra do Desenvolvimento Agrário.

 

Maria Fálcon integrava uma lista tríplice de saias levada a Dilma pelo governador baiano Jaques Wagner (PT), com o aval de Déda.

 

Embora trabalhe em Sergipe, a nova ministra tem vínculos com a Bahia, onde nasceu.

 

Dilma não atendeu integralmente ao pedido da dupla Wagner-Déda. Suas indicadas, Maria Falcón incluída, destinavam-se a outra pasta.

 

Os governadores almejavam o comando do Desenvolvimento Social, o ministério do programa Bolsa Família.

 

Ao atender parcialmente a dupla de padrinhos de Maria Fálcon, Dilma desatendeu integralmente o ex-governador petista do Piauí, Wellington Dias.

 

Em combinação com Wagner e Déda, Dias, recém-eleito senador, reivindicava para si a cadeira de ministro do Desenvolvimento Agrário.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h55

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Decisão do TJ-SP reabre esquife em que ‘jazia’ Maluf

  Folha
A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo levantou a tampa do caixão em que estava estendido o mandato de Paulo Maluf.

 

Foi cassada a decisão que condenara Maluf por improbidade administrativa numa compra superfaturada de frangos pela prefeitura de São Paulo.

 

Com isso, virou pó a sentença que permitira à Justiça Eleitoral enquadrar Maluf na Lei da Ficha Limpa.

 

O prontuário do ex-prefeito foi, de novo, alvejado, reabilitando-o para o usufruto dos direitos políticos.

 

O doutor, Eduardo Nobre, advogado de Maluf, soltou fogos. Disse que está aberto o caminho para Maluf reaver o mandato de deputado no TSE.

 

Maluf prevaleceu na 7ª Câmara do TJ-SP em votação espremida: 3 votos contra 2.

 

O desembargador Sérgio Coimbra, um dos que votaram contra Maluf, também anteviu as consequências políticas da decisão.

 

Para o desembargador, haverá a recontagem dos votos em São Paulo e a diplomação de Maluf como deputado federal reeleito.

 

Considerando-se o volume de votos dados a Maluf, ele deve arrastar consigo pelo menos mais um deputado para a bancada do PP.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h50

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Sobre saúde, impostos, dilatação e puxa-saquismo....

A paisagem brasiliense anda escassa de comedimento. Não há mais discrição. Ou, por outra, há poucos, muito poucos, pouquíssimos políticos discretos.

 

Dias atrás, abespinhado com o excesso de Lula no ministério de Dilma, um grão-petê desabafou: “Espaçoso”. Ali, em restrição sucinta, o julgamento de uma era.

 

Nesta segunda (13), homenageado pela rede hospitalar Sarah, Lula voltou a dilatar-se para além das fronteiras de seu governo poente.

 

Fixou atribuições para um ministro que Dilma ainda nem anunciou: “Independentemente de quem venha a ser o ministro da Saúde...”

 

“...Sabe que tem a tarefa imensa para organizar deputados e senadores, para organizar recursos para a saúde".

 

Para Lula, "não há hipótese de melhorar a saúde no Brasil se não arrumar uma forma de arrecadar recursos".

 

Não disse palavra sobre a conveniência de o futuro ministro aperfeiçoar a gestão, fechando os ralos do setor, antes de ameaçar o contribuinte.

 

Presente à cerimônia, José Sarney, de largueza incomum, dedicou a Lula uma avaliação tão agigantada quanto a incoerência que os une:

 

"Lula da Silva fez um dos maiores governos do Brasil contemporâneo. Mudou a face do Brasil”, discursou Sarney.

 

“Olhou para o povo brasileiro, tirou mais de 30 milhões da miséria, atendeu a todas as classes. É um dos maiores brasileiros de todos os tempos".

 

Não é à toa que Lula mandou à psicanálise o repórter que o questionou, no Maranhão, sobre o apoio da oligarquia Sarney ao seu governo.

 

O bajulador, quando é competente, elogia com tão profunda sinceridade que o elogiado acredita piamente na sua completa ausência de defeitos.

 

Algo que permite ao adulador ajustar a retórica à moda vigente. Encurta a bainha de uma expressão, tinge um vocábulo de vermelho...

 

...Coloca uns babados cor-de-rosa numa frase e, pronto! Pouca gente vai notar que o áulico tem tantos anos de uso. Dá até para emplacar uns ministros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h40

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De uma víbora: Ciro e Temer asseguram a ‘diversão’

Uma língua viperina do PMDB analisou assim o convite de Dilma para que Ciro retorne ao primeiro escalão de Brasília: 

“Difícil dizer se o governo dará certo. Mas a perspectiva de que Ciro e Temer coabitem as mesmas reuniões oferece a certeza de diversão”.

 

O chiste evoca declarações feitas por Ciro depois de ter sido excluído do tabuleiro presidencial. Vale recordar:

 

“Hoje, quem manda no PMDB não tem o menor escrúpulo [...]. É um ajuntamento de assaltantes. Acho que o Michel Temer é, hoje, o chefe dessa turma de pouco escrúpulo”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h29

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A toque de caixa, Câmara vota legalização de bingos

Shutterstock

 

Vai a voto nesta terça (14), em regime de urgência, o projeto que legaliza as casas de bingo e a jogatina dos caça-níqueis.

 

São atividades que, tomadas por dezenas de inquéritos da Polícia Federal, servem à corrupção, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro.

 

Em litígio com bom senso e a moralidade, a Câmara abriu caminho para a apreciação do projeto numa votação ocorrida na quarta-feira (9) passada.

 

Escorados num acordo de líderes, os deputados aprovaram o pedido de urgência para o projeto dos bingos.

 

Com isso, uma proposta que tramitava lentamente pelas comissões da Câmara foi guindada à lista de votações prioritárias do plenário.

 

A sessão foi tumultuada. Defensores e adversários da proposta verezaram-se na tribuna. Ouviram-se acusações pesadas.

 

Entre elas a de que o lobby da jogatina pagará mesada a deputados em troca da aprovação do projeto. Aqui, um vídeo com trechos do debate.

 

A urgência para os bingos exigia a concordância de 257 deputados. Votada, obteve 258 apoios, um voto além do mínimo necessário.

 

Curiosamente, em votação ocorrida na véspera, o mesmo pedido de urgência havia sido rejeitado. Obtivera 226 votos, 31 aquém do exigido.

 

No intervalo de 24 horas que separou uma votação da outra, produziu-se o acordo de líderes, patriconado pela presidência da Câmara.

 

No gogó, lideranças de partidos como PT e PSDB declaram-se contra a legalização dos bingos. Porém...

 

Porém, essas mesmas lideranças deram suporte à urgência. Mais: providenciaram para que suas bancadas dessem parte dos votos que armaram a arapuca.

 

Na votação desta terça, para que o projeto dos bingos seja aprovado bastam 129 votos. Para quem colecionou 248 na semana passada, uma barbada.

 

Não é a primeira vez que a contravenção assedia os Poderes de Brasília. No início de 2004, o próprio governo Lula flertara com encrenca.

 

Naquele ano, a Casa Civil da Presidência, então sob José Dirceu, remetera ao Congresso uma mensagem presidencial em que se lia a seguinte prioridade:

 

"A regulamentação da atividade dos bingos vai organizar o setor e assegurar recursos para o esporte social".

 

Depois, um subchefe da Casa Civil, Waldomiro Diniz, foi exibido em horário nobre numa cena em que recebia uma sacola de dinheiro do contraventor Carlinhos Cachoeira.

 

A filmagem fora feita antes da chegada de Waldomiro à equipe de Dirceu. Ainda assim, o encrencado foi mandado ao olho da rua.

 

O episódio foi à crônica da gestão Lula como escândalo inaugural da nova era. E o Planalto fingiu que não existia a palavra bingo na mensagem enviada ao Legisaltivo. 

 

Revisor da peça, o ministro Luiz Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) chegou a dizer, em reunião, que a referência aos bingos não constava do texto que lhe passara pelas mãos.

 

O alarido resultou em CPI. O relatório final da comissão sugeriu que o Congresso providenciasse um marco legal para o jogo.

 

No rastro da CPI, o Senado aprovou um projeto que dava aos Estados poderes para distribuir concessões aos interessados em explorar loterias.

 

Dias antes da votação, a voz do bicheiro carioca Aniz Abrão soara num grampo da PF pedindo o telefone de um senador.

 

Dias depois, o advogado Júlio Guimarães, em cuja residência a PF recolhera R$ 10 milhões, soaria assim, noutro grampo:

 

"Passou no Senado e vai passar na Câmara. Nós vamos ganhar essa parada. Confia em mim".

 

Em meio à desfaçatez telefônica, o projeto do Senado foi à Câmara. E dali, para o freezer, de onde jamais saiu.

 

Surge agora o projeto de legalização de bingos e caça-níqueis. De novo, o tema fez escala no Planalto antes de alçar vôo no Legislativo.

 

Há duas semanas, a matéria foi levada a uma reunião do Conselho Político do governo pelos líderes Sandro Mabel, do PR, e Paulo Pereira da Silva, do PDT.

 

Em defesa dos bingos, a dupla disse que a legalização resultaria em impostos que ajudariam o governo a bancar a saúde e o salário mínimo.

 

Coube ao líder do PDT, o Paulinho da Força Sindical, redigir o requerimento de urgência aprovado na semana passada.

 

Curiosamente, partiu de um deputado do PDT, Fernando Chiarelli, paulista como Paulinho, o discurso mais acerbo da sessão.

 

O projeto “da jogatina vai passar. Passa essa procaria. Todo mundo sabe o que tá rolando aqui dentro”, disse Chiarelli. Ele fez uma sugestão à direção da Câmara:

 

“Deveria suspender o salário de todos aqueles que votam a favor. Eles vão viver o resto da vida da mesada de traficantes, de bandido, de ladrão”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h39

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: UPP em todas as favelas do Rio custaria R$ 321 milhões

 

- Folha: Receita vê fraude em empresa de lixo de SP

 

- Estadão: Lançado na campanha, pacote de apoio à exportação fracassa

 

- JB: Em dez anos, 15 prefeitos foram mortos

 

- Correio: Caixa de Pandora: Promotores devem ser afastados hoje

 

- Valor: Aumentos reais de salários batem recorde no semestre

 

- Estado de Minas: Atrás das grades, Madoff mineiro tem medo de morrer

 

- Jornal do Commercio: Menos crédito para as empresas

 

- Zero Hora: Xerife das cadeias vai gerenciar a Segurança

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Natal novo, decoração antiga!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h21

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Para ter Ciro, Dilma admite até entregar Saúde a ele

Marcelo Justo

 

A cúpula do PSB não digeriu bem a ideia de Dilma Rousseff de atrair Ciro Gomes para o seu ministério.

 

O partido tenta converter Ciro em ministro da “cota pessoal” de Dilma, não da cota da legenda.

 

Ciro já foi convidado para retornar ao Ministério da Integração Nacional, que ocupou entre 2003 e 2006.

 

Além disso, Dilma admitiu, em privado: para ter Ciro em sua equipe, não exclui a hipótese de confiar-lhe a estratégica pasta da Saúde.  

 

O PSB indicara para a Integração Nacional outro nome, da confiança do governador pernambucano Eduardo Campos, presidente da legenda.

 

Chama-se Fernando Bezerra. Integra o secretariado de Campos. Responde pela Secretaria de Desenvolvimento de Pernambuco.

 

Em meio aos narizes torcidos de seu partido, Ciro pediu tempo para responder aos acenos de Dilma. Ele está na Europa. Volta na quarta (15).

 

A indefinição converteu o PSB de “queridinho” de Dilma em foco de lamentações.

 

Antes, dizia-se que a legenda de Campos, mercê da lealdade ao governo e do crescimento nas urnas, seria “premiada” na composição do ministério.

 

Embalada, a caciquia do PSB reunira-se, há três semanas, em Pernambuco. Sob a coordenação de Campos, definiram-se os “ministeriáveis” da legenda.

 

Além de Fernando Bezerra para a Integração, apontou-se o deputado Márcio França (PSB-SP) para o Ministério do Turismo. Nada de Ciro.

 

Como concessão a Ciro, o partido cogitava apenas manter Pedro Brito, ligado a ele, na Secretaria Nacional de Portos.

 

Súbito, a pasta do Turismo, que o PSB imaginava receber como compensação pela perda da Ciência e Tecnologia para o PT, foi à cota do PMDB.

 

Márcio França passou a ser apontado, então, como nome do PSB para a secretaria de Portos. Sobreveio novo contratempo.

 

Dilma e seus operadores petistas levaram o pé atrás em relação a França. A equipe de transição pôs sobre a mesa o nome de outro deputado: Beto Albuquerque (PSB-RS).

 

A direção do PSB não faz restrições a Albuquerque, parlamentar de ótimo nível. O problema é que a bancada de deputados do partido prefere França.

 

Para complicar, Dilma saiu-se com o nome de Ciro. Acomodando-o na Integração Nacional, como prefere, obrigaria Eduardo Campos a deslocar o pupilo Fernando Bezerra para os Portos.

 

Planeja-se vitaminar a secretaria, atribuindo-lhe também a gestão dos aeroportos do país.

 

Nesse caso, França e Albuquerque ficariam, como se diz, chupando o dedo. A irritação do PSB ganhou as nuvens.

 

Aos olhos das principais lideranças, Campos incluído, Ciro joga para si, não para o partido. Mais: dissera que não tinha interesse em participar do governo Dilma.

 

É contra esse pano de fundo conturbado que Dilma mencionou, como cogitação, a ideia de acomodar Ciro na pasta da Saúde, ainda não preenchida.

 

Afora as dúvidas novas –Onde alocar Ciro?, Ele vai aceitar? Que fazer com França e Albuquerque?— Dilma e o PSB lidam com uma interrogação velha.

 

Não se sabe, por ora, o que fazer com o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE).

 

Dilma quer nomear Valadares ministro para levar ao Senado o suplente dele: José Eduardo Dutra, presidente nacional do PT.

 

No plano de Dilma, Valadares iria à nova pasta das Micro e Pequenas empresas. Posto que o senador ainda não exibiu a intenção de aceitar.

 

Sob a atmosfera de lufa-lufa, Lula viaja nesta segunda (13) para o Ceará. Será recepcionado pelo governador Cid Gomes (PSB), irmão de Ciro. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Conselho do MEC quer fim da reprovação até 3° ano

Júlio Fernandes/MDS

 

O CNE (Conselho Nacional de educação) aprovou novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental –1ª à 9ª série.

 

Em meio a determinações como a de que o aluno seja completamente alfabetizado até os oito anos, o texto trata de um tema polêmico.

 

Recomenda “fortemente” que as escolas não reprovem nenhum aluno até o 3º ano. Uma prática já adotada, sob críticas, por vários municípios e Estados. Entre eles São Paulo.

 

Na campanha presidencial de 2010, a despeito da inanição das discussões sobre políticas públicas, Dilma Rousseff posicionou-se sobre a matéria.

 

Deu-se num debate da TV Bandeirantes, em 5 de agosto. Dilma defendeu o fim do mecanismo que leva à aprovação automática no ensino fundamental.

 

Soou assim: “Nós temos de romper com aquela prática da progressão automática do aluno”. Disse que o mecanismo “é responsável por colocar o professor num sistema sem saber se o aluno tinha aprendido ou não”.

 

A resolução do CNE vai em sentido contrário. Cotado para permanecer no MEC sob Dilma, o ministro Fernando Haddad já homologou a nova resolução.

 

A peça vinha sendo discutida há meses. Com o aval de Haddad, vai ao “Diário Oficial” na edição desta terça (14).

 

Relator do processo que desaguou na resolução do CNE, o conselheiro César Callegari explica: “Nossa orientação é muito clara: todas as crianças têm direito de aprender...”

 

“...E as escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento ocorra até os 8 anos de idade. Não é uma concepção simplista de que defendemos a aprovação automática”.

 

O texto da resolução realça que o processo de ensino extrapola o ambiente escolar e é assimilado pelos alunos em ritmo distinto:

 

“Assim como há crianças que depois de alguns meses estão alfabetizadas, outras requerem de dois a três anos para consolidar suas aprendizagens básicas...”

 

“...O que tem a ver, muito frequentemente, com seu convívio em ambientes em que os usos sociais da leitura e escrita são intensos ou escassos...”

 

“...Assim como com o próprio envolvimento da criança com esses usos sociais na família e em outros locais fora da escola".

 

Ouça-se, de novo, o conselheiro Callegari: “A descontinuidade e a retenção de alunos têm significado um grande mal para o país...”

 

“...Sobretudo para crianças nessa fase [dos três primeiros anos do ensino fundamental]...”

 

“...Não tem cabimento nenhum atribuir à criança a insuficiência da aprendizagem quando a responsabilidade é da escola”.

 

A aprovação da resolução do CNE foi precedida de audiências públicas. A progressão continuada foi tratada como ferramenta valiosa para deter a evasão escolar.

 

De acordo com o último censo escolar do IBGE, de 2008, a reprovação alcançou no Brasil 74 mil crianças de 6 anos de idade.

 

Crianças que, por culpa da escola e das debilidades do ambiente familiar, não aprenderam a ler e a escrever.

 

Na visão do CNE, a reprovação nos primeiros anos da vida escolar funciona como complicador à alfabetização.

 

Daí a recomendação de a avaliação só seja feita depois do 3º ano, quando as crianças têm 9 anos de idade.

 

Há no Brasil algo como 150 mil escolas de ensino fundamnetal –públicas e privadas. Acomodam em suas carteiras 31 milhões de alunos.

 

A resolução do CNE não tem força de lei. Serve, porém, como orientação geral para essas escolas, com a chancela do MEC.

 

Os críticos da ideia argumentam, em essência, que a progressão continuada como que desobriga o Estado de melhorar suas escolas.

 

De resto, se a aprovação é automática, os professores ficam, por assim dizer, dispensados de dar tratamento diferenciado aos alunos com difuldade de aprender.

 

O resultado é que muitos alunos chegam à 5ª e à 6ª séries sem ter desenvolvido a capacidade de entender os textos que lêem.

 

O professor Callegari informa que o próximo passo do CNE será definir as “expectativas de aprendizagem” para cada fase em ensino fundamental.

 

Significa dizer que, no papel, será esmiuçado o que os alunos devem aprender em cada série. “As crianças têm direito não só à educação, mas à aprendizagem”, diz Callegari.

 

“Nós temos que dizer com clareza quais são essas expectativas para que todos se comprometam com a sua realização”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h51

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No México, caos que Rio tenta evitar parece insolúvel

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Escrito por Josias de Souza às 07h29

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Gaspari: Lisbeth Salander e a ação dos ‘wikihackers’

 

Ninguém se lembra. Mas houve um tempo em que a rapaziada movia-se a carroça: um Compaq 486, de 50 Mhz, com 16 Mb de Ram e winchester de 1.2 giga.

 

Os teclados atuais, dependendo do perfil de quem os pilota, podem ganhar a forma e a precisão de uma pistola Glock G.28, calibre 40.

 

Nos últimos dias, os adversários do sítio WikiLeaks testaram a pontaria de uma moçada com tempo e disposição para percorrer o saloon da web à procura de encrenca.

 

O repórter Elio Gaspari desencavou na literatura a inspiração que move esses personagens que eletrificam o universo virtual dos dias que correm.

 

Vai abaixo o texto que abre o cardápio servido por Gaspari em sua coluna deste domingo (12), na Folha:

 

 

“Os maganos da Amazon, do Mastercard, da Visa e do PayPal tentaram asfixiar o WikiLeaks e foram surpreendidos por uma revolta que juntou dezenas de milhares de micreiros, atacou seus portais e derrubou alguns deles.


Na Holanda, foi preso um ‘wikihacker’. Tem 16 anos. À força dos poderosos contrapôs-se a mobilização dos teclados da internet.

 

O mundo do sucesso cibernético produziu figuras legendárias como Steve Jobs e Mark Zuckerberg, mas os ‘wikihackers’ vêm de outro universo, onde há algo de transgressor.

 

Por mais que haja ‘wikihackers’ pensando em virar Jobs ou Zuckerberg, quem eles admiram mesmo é Lisbeth Salander.


Com seis piercings só na cabeça e um dragão tatuado nas costas, ela é a micreira antissocial, introspectiva e malvada dos romances do sueco Stieg Larsson, autor da trilogia ‘Millenium’ (25 milhões de livros vendidos).

 

Salander foi magistralmente interpretada por Noomi Rapace no filme ‘Os homens que não amavam as mulheres’.


Gótica, cerebral e emburrada, come o pão que o diabo amassou, mas seus trocos são dolorosos. Uma das desforras faz do Capitão Nascimento um pacifista.

 

A barreira do seu individualismo só é removida quando liga o computador, com o qual faz o que quer.


Ambígua até na sexualidade, Salander não é uma personagem que estimule a clonagem, mas todo hacker tem um pouco de Lisbeth.


A prosperidade dos anos 50 e a fé no poder da tecnologia ajudaram o escritor Ian Fleming a construir a figura de James Bond.

 

O poder que a gregariedade da internet dá hoje ao individualismo criou os ‘wikihackers’ e Lisbeth Salander.


Bond deixou atrás de si alguns tiques, um modelo de pasta e mais nada. O ataque aos portais da Amazon, do Mastercard, da Visa e do PayPal ensinou a essas empresas onipotentes que atrás de cada monitor não está apenas um freguês.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h52

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EUA vão remunerar ‘delatores’ de crimes financeiros

Alan E.Cober

 

Encontra-se em fase de consulta pública, no Congresso dos EUA, um projeto de lei que concede estímulos monetários a delatores de crimes financeiros.

 

A proposta foi elaborada pela SEC (Securities and Exchange Commission). Trata-se de órgão análogo à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) do Brasil.

 

A ideia é a de constituir um fundo público de US$ 451 milhões. Daí sairão os prêmios aos delatores. Recompensas milionárias.

 

Ao noticiar a novidade, o diário “The New York Times” pinçou como exemplo os recentes malfeitos descobertos na casa de investimentos Goldman Sachs.

 

Estimou-se que, se a nova lei já estivesse em vigor, uma pessoa que denunciasse as violações receberia algo entre US$ 55 milhões e US$ 165 milhões.

 

Parte-se do pressuposto de que os operadores do mercado, por bem remunerados, não se animarão a aderir à delação premiada se o prêmio não for polpudo.

 

Não é a primeira vez que o Congresso norte-americano se ocupa da matéria. Já existe um programa que oferece recompensa a delatores.

 

Foi instituída em lei aprovada no final da década de 80, quando o mercado financeiro americano foi sacudido por escândalos.

 

Naquela ocasião, os casos envolviam operações cujos ganhos assentaram-se numa ilegalidade: o usufruto de informações privilegiadas.

 

O problema é que a premiação de informantes com base nessa lei dos anos 80 resultou num retumbante fiasco.

 

Em duas décadas, repassaram-se míseros US$ 160 mil a meia dúzia de denunciantes. Daí a decisão de tornar o prêmio mais atrativo.

 

Prevê-se que, concluída a consulta pública, a nova lei vá a voto no Congresso no segundo trimestre de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h56

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Ouvido sobre sondagem de Dilma, Ciro pede ‘tempo’

  Sidinei Lopes/Folha
Em viagem ao exterior, Ciro Gomes foi ouvido sobre a sondagem feita por Dilma Rousseff para que ele retorne ao Ministério da Integração Nacional.

 

Pediu tempo para pensar. Ficou de dar a resposta nesta semana. Dilma espera fechar a negociação com o partido de Ciro, o PSB, antes de quarta-feira (15).

 

Conforme noticiado pelo Painel, na Folha, a ideia de devolver Ciro à Esplanada foi exposta por Dilma ao governador pernambucano Eduardo Campos.

 

O blog apurou que Campos, presidente nacional do PSB, acionou o irmão de Ciro, o governador cearense Cid Gomes, também filiado ao partido.

 

Coube a Cid contactar Ciro. Ouviou-o pelo telefone, na sexta-feira (10). Depois, informou a Campos sobre o pedido de tempo.

 

Ciro já ocupou a pasta da Integração Nacional sob Lula.

 

Nomeado em 2003, deixou o cargo em março de 2006, para disputar uma cadeira de deputado federal.

 

Eleito, revelou-se um legislador em litígio com a atividade legislativa. Tornou-se um faltoso contumaz.

 

Desgostoso, absteve-se de concorrer à reeleição neste ano de 2010. Tentou empinar uma candidatura presidencial. Porém...

 

Porém, foi alijado da disputa pelo PSB, que preferiu associar-se, a pedido de Lula, à coligação vitoriosa de Dilma Rousseff.

 

No primeiro turno da eleição, Ciro dedicou-se à reeleição do irmão Cid, no Ceará. Só no segundo round achegou-se ao comitê de Dilma.

 

O nome de Ciro não constava da lista de candidatos a ministro que o PSB levou a Dilma.

 

Para a pasta da Integração Nacional, o nome sugerido foi o de Fernando Bezerra, secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco.

 

Na hipótese de Ciro responder positivamente ao aceno de Dilma, Bezerra deve ser deslocado para a Secretaria Nacional de Portos.

 

Se preferir, o próprio Ciro pode optar pela secretaria de Portos. Nesse caso, cogita-se vitaminá-la com o acréscimo da gestão dos aeroportos.

 

O simples pedido de tempo de Ciro foi recebido em Brasília como um sinal alvissareiro. Receava-se que ele refugasse a oferta de Dilma de bate-pronto.

 

Agora, aguarda-se pela resposta do quase ex-deputado para fechar o desenho da participação do PSB na equipe de Dilma.

 

Afora essa pendência, os operadores de Dilma tentam convencer Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) a aceitar a nova pasta das Micro e Pequenas Empresas.

 

Convertido em ministro, Valadares se licenciaria do Senado, cedendo a cadeira ao suplente José Eduardo Dutra, presidente do PT federal.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h55

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Confiança na PM dobra em favela controlada por UPP

 

- Folha: Rio quer ocupar todos os QGs do tráfico em 2 anos

 

- Estadão: Conferência da ONU surpreende e fecha acordo sobre clima

 

- JB: Lei pode regular guarda de animal