Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Espírito Na(f)talino!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 23h51

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Em inauguração pós-eleição, Lula e Dilma se afagam

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula e Dilma voltaram ao pa©lanque nesta terça (30). Foi a primeira inauguração conjunta da dupla depois da eleição.

 

Estrearam um par de eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Discursaram para platéia estimada em 3.000 pessoas.

 

Foi, como se diz, uma rasgação de seda mútua. A certa altura, Lula anteviu que logo Dilma estará mimetizando os seus bordões:

 

"Eu já estou até com inveja, porque eu passei oito anos dizendo 'pela primeira vez na história do país', 'nunca antes na história do Brasil'...”

 

“...A Dilminha vai começar, e eu vou estar ouvindo no rádio lá: 'nunca antes na história do Brasil', 'pela primeira vez na história do Brasil'."

 

Para não perder o hábito, Lula fustigou a oposição. Não se sabe se mirou em José Serra ou em FHC. Disse o seguinte:

 

"Ao invés de ficar com raiva, como meu adversário ficou, vou ficar feliz, porque você estará fazendo aquilo que o povo quer".

 

Dilma manuseou o microfone antes do patrono. Repisou o lero-lero do legado benrfazejo:

 

"Eu vou continuar essa herança bendita do presidente Lula, eu tenho a missão e a responsabilidade de dar continuidade...”

 

“...De fazer avançar esse projeto de inclusão de milhões e milhões de brasileiros e de brasileiras".

 

Nas pegadas dos elogios, Lula fez troça: "Se a Dilma não falar bem de mim, no dia 1º eu saio correndo com a faixa [presidencial] e quero ver ela me pegar".

 

Como se vê, não está sendo fácil “desencarnar”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h48

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Internet rápida e barata é ‘adiada’ para abril de 2011

Prometer sem cumprir é como fazer sexo sem amor. Desfruta-se do prazer sem o compromisso de telefonar no dia seguinte.

 

Em maio, ao anunciar o Plano Nacional de Banda Larga, o governo prometera: a internet rápida e barata chegaria a cem cidades em dezembro de 2010.

 

O tempo passou. Nesta terça (30), o presidente da ressuscitada Telebras, Rogério Santanna, veio aos refletores para informar: quem acreditou fez papel de bobo.

 

Santanna alegou que as licitações para a aquisição de equipamentos não correram como o previsto. E esticou a promessa para abril de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h08

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Alencar tem problema renal e passa por hemodiálise

Internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o vice-presidente José Alencar passou a lidar, nesta terça (30), com problemas renais.

 

Teve de submeter-se a uma sessão de hemodiálise. Algo que, segundo boletim médico, levou à estabilização do seu quadro de saúde.

 

Alencar foi à mesa de cirurgia pela 16ª vez no último sábado. Arrostava uma obstrução intestinal.

 

Os médicos extraíram dois nódulos e 20 centímetros do intestino delgado do vice.

 

- Em tempo: foto de Ricardo Stuckert, da Presidência da República.

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Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Cabral anuncia ministro da Saúde de Dilma: ‘Cortês’

Marcello Casal/ABr

 

Nas últimas três semanas, Dilma Rousseff espalhou nos subterrâneos da transição uma informação alvissareira.

 

A sucessora de Lula disse que acomodaria no Ministério da Saúde um especialista. Escolheria o nome longe do balcão de trocas da política.

 

Disseminou-se a impressão de que iria à Saúde um “nomão”. Um dos operadores de Dilma chegou a dizer que ela buscava alguém do porte de Adib Jatene.

 

Súbito, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), deu cabo do suspense. Anunciou que, sob Dilma, o ministro da Saúde será o xará Sérgio Cortês.

 

Vem a ser o secretário de Saúde do Rio. Por mais méritos que reúna, está longe, muito longe de ser reconhecido como um Jatene.

 

Cabral fez o anúncio na cerimônia de inauguração de mais uma de suas Unidades de Polícia Pacificadora, no Morro dos Macacos.

 

Na noite da véspera, o governador estivera na Granja do Torto, em Brasília. Mantivera com Dilma uma conversa de três horas.

 

"Dilma foi muito enfática na campanha, na admiração do trabalho que nós realizamos aqui na saúde pública”, disse o governador.

 

“E o secretário Sérgio Côrtes será o ministro da Saúde. Para nós, é uma honra. Já foi feito o convite da presidente Dilma a mim, eu já o consultei e ele aceitou".

 

Cabral converteu Cortês em ministro sem possibilitar a Dilma a cortesia de uma conversa prévia com o futuro auxiliar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h50

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Boa notícia: Jader renunciou. Má notícia: demorooou!

  Sérgio Lima/Folha
O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou nesta terça (30) ao mandato de deputado federal.

 

Bate em retirada a um mês do término da legislatura.  

 

Figurinha carimbada da política nacional, Jader não estará no Congresso a partir do ano que vem.

 

Sua foto foi arrancada do álbum pela Lei da Ficha Limpa.

 

Barrado pela Justiça Eleitoral, Jader foi às urnas agarrado a um recurso judicial.

 

Elegeu-se com 1,8 milhão de votos. Porém...

 

Porém, ao julgar o recurso que assegurara a Jader o direito de pedir votos, o STF confirmou o veto higiênico.

 

É sobre esse pano de fundo que Jader renuncia. Em carta dirigida à Câmara, ele anotou:

 

"A vontade do povo paraense rejeitou a decisão do TSE –pela inelegibilidade da minha candidatura”.

 

Alheio às “barbalhidades” que o fizeram um ficha suja, Jader queixou-se da imprensa e dos adversários:

 

“A campanha jornalística odiosa com que meus inimigos atentaram contra meu nome como candidato, por todos os meios midiáticos possíveis, inclusive, panfleto”.

 

Manteve as lanças erguidas:

 

"Retorno ao Pará para empreender minha luta, ainda acreditando na via judicial para corrigir a violência política de que sou vítima em plena democracia”.

 

Enxerga do seu lado “1,8 milhão de paraenses, brasileiros, que não têm dúvida quanto à minha elegibilidade e me escolheram como seu senador da República".

 

A carta de Jader já foi lida no plenário da Câmara. Vai agora à publicação no Diário do Congresso. A impressão consumará o ato.

 

A lamentar apenas o fato de Jader ter demorado tanto a renunciar. No mais, sua ausência preencherá na Câmara uma lacuna.

 

Eleito em 2006, Jader faltou à maioria das sessões deliberativas. Absteve-se de comparecer a cerca de 60% das sessões.

 

Membro de uma mísera comissão, não deu as caras em nenhuma reunião. Não proferiu um mísero discurso em plenário. Não apresentou um escasso projeto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h26

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Inquirido sobre Sarney, Lula recomenda ‘psicanálise’

Ricardo Stuckert/PR

 

No Brasil de hoje, como se sabe, é mais fácil achar um dinossauro do que um esquerdista.

 

E, se por acaso, ainda existir algum neto retardatário dos antigos esquerdistas, será ele o primeiro a fingir-se direitista.

 

A despeito da pasteurização ideológica, a proximidade de Lula com os Sarney ainda provoca uma inevitável sensação de exílio.

 

Sempre que Lula prestigia a família que outrora combatia, um pedaço da platéia fica com uma brutal nostalgia do Brasil.

 

Pois bem. Nesta terça (30), Lula foi ao Maranhão. Visitou a hidrelétrica de Estreito. Ao seu lado, Roseana Sarney e Edison Lobão.

 

Súbito, um repórter perguntou a Lula se ele agradecia o apoio que recebeu da “oligarquia Sarney” ao longo de seu governo.

 

E Lula, abespinhado: "Eu agradeço. E a pergunta preconceituosa é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília...”

 

“...Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado...”

 

“....O Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir [...] esse preconceito".

 

Ah, esses políticos! Querem o controle social da mídia. Mas não conseguem trazer na coleira nem mesmo a própria coerência.

 

Coerência, a propósito, tornou-se a mais prostituta das palavras. Virou palavrão. Já não merece entrar em casa de família.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h23

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PMDB ‘perde’ 3 pastas e aguarda por ‘contrapartidas’

Miran

 

Dos seis ministérios que chama de seus, o PMDB deve perder três: Comunicações, Integração Nacional e Saúde.

 

O primeiro, Dilma Rousseff planeja entregar ao petista Paulo Bernardo. O Segundo, ela cogita repassar ao PSB. No terceiro, deseja acomodar um “especialista”.

 

Numa quarta cadeira, a de ministro da Defesa, Dilma manterá, a pedido de Lula, Nelson Jobim.

 

Embora Jobim seja um filiado histórico do PMDB, sua renomeação não é apropriada como ativo do partido.

 

De concreto, por ora, o PMDB recebeu de Dilma duas sinalizações: Wagner Rossi, ligado a Michel Temer, pode ser mantido no Ministério da Agricultura.

 

E a pasta de Minas e Energia, na qual José Sarney almeja realocar o senador Edison Lobão, deve permanecer sob o guarda-chuva da legenda.

 

E quanto à “perda” de Comunicações, Integração e Saúde? O partido não obteve, por ora, garantias de que será compensado do modo que deseja.

 

Nos arredores de Dilma, diz-se que, fechada a contabilidade ministerial, o PMDB deve encolher. Afora Agricultura e Minas e Energia levaria mais duas pastas.

 

Considerando-se que a própria legenda enxerga Jobim como parte da cota pessoal de Dilma, teria quatro ministérios em vez de meia dúzia.

 

Restaria, assim, definir as duas cadeiras restantes. O PMDB mira no alto. Cobiça Cidades e Transportes, dois escaninhos apinhados de obras do PAC.

 

Tem alguma chance de emplacar Wellington Moreira Franco na pasta das Cidades. Hoje, é do PP. Uma legenda que preferiu a “neutralidade” ao apoio formal a Dilma.

 

A cessão dos Transportes ao PMDB, porém, indisporia Dilma com o PR, que gere o ministério sob Lula e apoiou Dilma na primeira hora, dando-lhe o tempo de TV.

 

Sempre barulhento, o PMDB pôs de lado, momentaneamente, o trombone. Exibe um silêncio incomum.

 

A legenda submete-se à articulação do vice-presidente eleito Michel Temer, a quem credenciou como comandante do exército das nomeações nacionais.

 

Temer cuidou de mandar ao freezer o chamado blocão, uma aliança de partidos que, urdida pelo líder Henrique Eduardo Alves, reúne 202 deputados.

 

A esperteza foi congelada por duas razões. Primeiro porque Dilma pediu. Segundo porque Temer e outros caciques pemedebês viram na manobra um erro.

 

Há no tal bloco legendas com as quais o PMDB disputa a partilha da Esplanada. Entre elas o PP das Cidades e o PR dos Transportes.

 

Ao empinar o blocão, Henrique Alves como que credenciou os rivais, emprestando-lhes o peso do PMDB. Daí, principalmente, a meia volta.

 

A despeito do silêncio, ouvem-se longe dos refletores os queixumes. Alega-se que o bom comportamento do PMDB contrasta com a sem-cerimônia do PT.

 

No Senado, integrantes do grupo de Sarney e do líder Renan Calheiros olham de esguelha para a migração de Paulo Bernardo.

 

Não parecem conformados com a pretensão de Dilma de transferir o amigo petista do Planejamento para as Comunicações, um feudo do PMDB do Senado.

 

Dali saiu o senador Hélio Costa, candidato derrotado do PMDB ao governo de Minas.

 

Junto com a pasta vai ao controle do PT a engrenagem dos Correios. Para Dilma, um ninho de problemas. Para o PMDB, um celeiro de cargos e negócios.

 

Não é só: a turma de Sarney e Renan fareja uma marcha petista em direção a cadeiras do sempre cobiçado sistema Eletrobras.

 

Há mais: o PMDB da Câmara inquieta-se com outros dois movimentos do PT.

 

Num, enxerga-se o interesse em retirar da diretoria Internacional da Petrabras Jorge Zelada, um apadrinhado da bancada de deputados do PMDB.

 

Noutro, vislumbra-se um ataque petista a Furnas, estatal na qual o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) manda e, sobretudo, desmanda.

 

Entre todos os congressistas do PMDB, Cunha talvez seja o mais afeito ao barulho. Quando contrariado, costuma causar problemas.

 

O PMDB espera receber até o final de semana indicações mais precisas quanto à forma como Dilma pretende tratar o partido.

 

Para saber se o PMDB considera-se atendido à altura, basta observar o trombone. Se começar a tocar...

 

- Em tempo: Ilustração via Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 04h12

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Exército pode ficar 7 meses no Alemão, até a nova UPP

 

- Folha: Exército vai ficar no Alemão por até sete meses

 

- Estadão: Exército deve ficar até julho de 2011 em favelas do Rio

 

- JB: O primeiro dia do resto de nossas vidas

 

- Correio: Coalizão contra o tráfico

 

- Valor: Aéreas perdem R$ 5 bi com transporte de passageiros

 

- Estado de Minas: Sinal fechado para o tráfico em Minas

 

- Jornal do Commercio: Divisas reforçadas para barrar traficantes

 

- Zero Hora: Fronteira Sul terá base contra o narcotráfico

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h44

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Lulistério!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 00h50

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Alencar segue na UTI e inicia dieta oral após cirurgia

  Divulgação
Há duas semanas, Lula dirigiu um pedido aos médicos que tratam do vice-presidente José Alencar:

 

“Quero que ele desça a rampa do Planalto do meu lado”.

 

A julgar pelo último boletim do hospital Sírio Libanês, Lula será atendido. Diz o texto:

 

"O paciente, que se submeteu a cirurgia para tratamento de obstrução intestinal no último sábado, está evoluindo bem e começou a receber dieta oral".

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h10

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‘Chegou a hora de 1 plano sul-americano antidrogas’

Renato Araújo/ABr

 

Dentro de um mês, Lula adicionará ao título de presidente o prefixo “ex”. Em meio à atmosfera de xepa, o ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça) acordou:

 

"Acho que chegou a hora de um plano sul-americano de combate às drogas, um plano integrado."

 

Sob o eco dos tiroteios do Rio, Barreto reuniu-se nesta segunda (29) com o colega Sacha Llorenty.

 

Vem a ser ministro do governo-companheiro da Bolívia, grande provedor de cocaína.

 

Órgão subordinado ao doutor Barreto, a PF estima que cerca de 60% da cocaína distribuída no Brasil vem do país de Evo Morales.

 

Em dois mandatos, o governo Lula deu de ombros. Pior: sob a nuvem de pó, tratou a gestão Evo a pão-de-ló.

 

Como que decidido a tirar em 30 dias o atraso de oito anos, o ministro Barreto disse, em entrevista, ao lado do emissário boliviano:

 

"A América do Sul sofre com problemas de tráfico de drogas e tráfico de armas. A América do Sul em conjunto deve buscar soluções para esses problemas...”

 

“....A melhor forma de fazer isso é com cooperação". Na (des)conversa que travaram antes do contato com os repórteres, os ministros incluíram o Peru em seus planos.

 

Vale a pena ouvir mais um pouco de Barreto: "Nós temos que realizar talvez operações conjuntas, tripartites, naquela região entre os três países”.

 

Para quê? “A fim de lograrmos um êxito maior, para que esse combate signifique uma redução do tráfico do lado boliviano e brasileiro da fronteira...”

 

“...Sem que nos esqueçamos do Peru, que também sofre do mesmo tipo de problema".

 

Ambicioso, o ministro disse que debate a ideia também com Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

"O objetivo é uma cooperação ampla a fim de que tenhamos um plano para toda a América do Sul de combate ao crime organizado, especialmente ao narcotráfico".

 

Vivo, Bussunda olharia o calendário. E diria: “Fala séeeeerio!”

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h20

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Kassab converteu-se em formiga cortadeira do DEM

José Eduardo Candido Campos

 

Gilberto Kassab tornou-se uma saúva em seu partido. Ou o DEM se livra dele ou ele acaba com o que restou do DEM.

 

De mudança para o PMDB, o prefeito de São Paulo picota sua quase ex-legenda enquanto arruma as malas.

 

Jura que a "eventual saída” nada tem a ver com a presidência de Rodrigo Maia, estorvo à fusão do DEM com o PMDB.

 

Desmente-se ao defender a renovação da direção partidária. "[...] Se os resultados não são positivos, vale a pena fazer uma avaliação".

 

Avalie-se pois: no alvorecer da campanha, Rodrigo Maia flertou com Aécio Neves. O DEM foi ao colo de José Serra porque o grupo de Kassab prevaleceu.

 

Difícil saber se Aécio produziria os “resultados” que Kassab reclama. É certo, porém, que a aposta do prefeito desaguou em derrota.

 

Kassab diz que trabalha pelo “fortalecimento da sigla”. Como assim? "O Brasil precisa de partidos fortes, com propostas claras, e não vejo o DEM nesse rumo".

 

O prefeito aperta o passo: "Temos alguns meses para que possamos encontrar, quem sabe, esse rumo”.

 

Soa como se buscasse um atalho capaz de levar o DEM a “retomar a condição de um partido com densidade, dimensão e clareza na relação com a sociedade civil".

 

Em verdade, a relação que interessa a Kassab estreitar é com a sociedade $ervil. Deseja integrar-se ao consórcio partidário governista.

 

Uma vitória com Serra representaria para Kassab um prêmio de loteria. Derrotado, tenta virar o jogo de um perde-perde para um perde-ganha.

 

Achega-se à coligação de Dilma Rousseff na suposição de que pode subverter a lógica que determina aos perdedores o sacrossanto exercício da oposição.

 

Se Lula tivesse bola de cristal, talvez não tivesse pronunciado aquela frase fatídica: “Precisamos extirpar o DEM da política” brasileira.

 

Deixando o trabalho à saúva, o presidente livraria sua biografia do constrangimento de uma frase infeliz.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Olhares.

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Escrito por Josias de Souza às 21h03

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Justiça breca repasse de R$ 3,7 bi da União para GO

Stock Images

 

A pedido do Ministério Público, a Justiça Federal suspendeu um empréstimo que Lula havia negociado com o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP).

 

A transação alça à casa de R$ 3,7 bilhões. Dinheiro do BNDES, que seria repassado por meio da Caixa Econômica, agente financeiro da transação.

 

O dinheiro iria às arcas da CELG, estatal energética de Goiás. Uma empresa mergulhada em dívidas. O buraco é estimado em R$ 7 bilhões.

 

Deve-se ao procurador da República Cláudio Drewes a ação contra o empréstimo. E à juíza Luciana Gheller, a liminar que suspendeu o negócio.

 

Titular da 4ª Vara Federal de Goiás, a magistrada impôs o freio por meio de uma liminar. Decisão temporária, portanto.

 

Requisitou documentos à União. Depois de receber e analisar a papelada, vai julgar o processo em termos definitivos.

 

Por ora, a juíza deu razão ao Ministério Público. Na sua ação, o procurador Drewes anotou que “são veementes” os indícios de que o empréstimo é ilegal.

 

A União tornou-se sócia da encrenca goiana sem levar em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

O Tesouro Nacional, sustenta o procurador, absteve-se de realizar uma análise crível sobre a real capacidade de endividamento do Estado de Goiás.

 

A primeira parte do empréstimo –cerca de R$ 1 bilhão— seria creditada ainda neste mês de novembro.

 

Em seu despacho, a juíza Luciana Gheller determinou que o dinheiro seja depositado em juízo, numa conta à qual o Estado não terá acesso.

 

O governador Alcides Rodrigues arruma as gavetas. Em 1º de janeiro, transfere o poder ao senador tucano Marconi Perillo.

 

Junto com o cargo, Perillo receberá o passivo da CELG. Poderia tachá-lo de herança maldita. Talvez lhe faltem, porém, argumentos.

 

Ex-governador de Goiás, Perillo é mentor de Alcides, eleito com o seu apoio. Hoje, são inimigos figadais.

 

Protagonizam em Goiás um desses inúmeros casos da política em que a criatura se volta contra o criador.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Ricardo Teixeira é acusado de ‘corrupção’ no exterior

  Sérgio Lima/Folha
A três dias de anunciar as sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022, a Fifa é sacudida por um escândalo.

 

Presidente da CBF e membro do Comitê Executivo da Fifa, o brasileiro Ricardo Teixeira encontra-se no epicentro da encrenca.

 

Acusam-no de ter recebido propina de uma empresa de marketing esportivo chamada ISMM/ISL (aqui e aqui).

 

Veiculada pelo jornal suíço ‘Tages-Anzeiger’, a notícia foi ecoada pela TV britânica BBC.

 

De acordo com a denúncia, além de Teixeira, foram beneficiários de subornos outros dois dirigentes:

 

Os presidentes da Confederação Africana de Futebol, Issa Hayatou; e da Confederação Sul-Americana de Futebol, o paraguaio Nicolás Leoz.

 

Entre 1989 e 1999, a logomarca ISMM/ISL usufruiu dos direitos exclusivos da Copa do Mundo.

 

Entre outros benefícios, a excluvidade rendeu à empresa milionários contratos de transmissão televisiva dos jogos.

 

Em 2001, a empresa foi à breca em meio a denúncias de que os contratos foram untadeos com o pagamento de propinas.   

 

Ao esquadrinhar os malfeitos, a Procuradoria da Suíça chegou a um documento confidencial.

 

A peça contém uma listagem de 175 pagamentos. Coisa de US$ 100 milhões. Em reais: cerca de R$ 172 milhões.

 

Em entrevista ao programa 'Panorama', da BBC, um ex-dirigente da ISMM/ISL, Roland Buechel, corroborou as suspeitas.

 

A lista de pagamentos sujos inclui uma companhia sediada no paraíso fiscal de Liechtenstein.

 

Chama-se Sanud. Recebeu 21 pagamentos. Somados, totalizam US$ 9,5 milhões. Ou R$ 16 milhões.

 

A BBC recorda: “[Ricardo] Teixeira era fortemente ligado à mesma [Sanud], conforme CPI [feita] no Senado brasileiro mostrou”.

 

Procurado, Ricardo Teixeira não quis comentar as acusações. A Fifa tampouco se pronunciou.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h59

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Mais de 20% já não se lembram a quem deram voto

Orlandeli

 

Em dia de eleição, a lei proíbe o consumo de álcool. Pesquisa feita pelo TSE indica, porém, que um pedaço do eleitorado pode ter votado de pileque.

 

Entre os dias 3 e 7 de novembro, pesquisadores da Justiça Eleitoral realizaram 2.000 entrevistas em 136 municípios.

 

Um pedaço do questionário destinou-se a aferir o taxa de amnésia do eleitorado. Muitos dos entrevistados pareceram sobreviventes de uma ressaca.

 

Diz o TSE que 23% dos eleitores já não se lembram em quem votaram para deputado estadual.

 

Outros 21,7% não têm a mais remota idéia dos candidatos em quem votaram para deputado federal. Senado? 20,6% não souberam declinar os nomes.

 

O questionário não previa, mas os pesquisadores poderiam per perguntado: A eleição foi outro dia e você já com amnésia? Decerto pensaram: Ah, esquece!

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da pesquisa do TSE, cuja margem de erro é de dois pontos.

- Em tempo: Ilustração via sítio do Orlandeli.

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Escrito por Josias de Souza às 17h00

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Temer sobre Meirelles: ‘Poderá vir a ser aproveitado’

Há dois pemedebês na praça. Um no escurinho e outro sob holofotes.

 

O PMDB da sombra diz: Se quiser converter Henrique Meirelles em ministro de seja lá o que for, Dilma terá de absorvê-lo em sua cota pessoal. Na do partido, não.

 

O PMDB das luzes, que se expressou nesta segunda (29) por meio dos lábios de Michel Temer, soa mais suave:

 

"Ele [Meirelles] é um nome que pode ocupar qualquer posição no país. Tem uma experiência extraordinária, e onde quer que ele esteja fará seu papel bem".

 

Em certos momentos, os dois pemedebês parecem dizer a mesma coisa. Diferencia-os apenas a polidez de Temer: "As negociações estão em curso...”

 

“Ele [Meirelles] poderá vir a ser aproveitado, mas vai depender muito da presidente Dilma Rousseff, da conjunção política que se estabelecerá".

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h21

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Lula reúne Dilma e Jobim para decidir sobre Rafale

  Ricardo Stuckert/PR
Lula agendou para o próximo sábado (4) uma reunião com a sucessora Dilma Rousseff e o ministro Nelson Jobim (Defesa).

 

Vai à mesa um tema espinhoso: a aquisição dos 36 caças que equiparão a Força Aérea Brasileira.

 

A pedido de Lula, Jobim fará a Dilma uma exposição sobre os motivos que o levam a recomendar a compra do avião Rafale, de fabricação francesa.

 

Endossado por Lula, o parecer do ministro se sobrepôs à posição da própria FAB, que preferia os caças Grippen, fabricados na Suécia.

 

A Força Aérea alega que, além de sair pela metade do preço, os Grippen atendem mais às necessidades brasileiras do que os Rafale.

 

Jobim contrapõe o argumento de que a França comprometeu-se a transferir tecnologia para o Brasil.

 

Para poupar Dilma da polêmica, Lula deseja anunciar a compra do equipamento da França antes de deixar o Planalto. Porém...

 

Porém, condiciona o anúncio à concordância de Dilma. Do contrário, deixará que a pupila tome a decisão depois da posse, em janeiro de 2011.

 

Lula espera, de resto, que, antes da reunião de sábado, Dilma acerte com Jobim os detalhes da permanência dele na pasta da Defesa.

 

A presidente eleita inclusive já conversou com Jobim na última sexta (26). A sobrevida do ministro foiassegurada nesse contato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h17

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: O Rio mostrou que é possível

 

- Folha: Polícia ocupa morro do Alemão

 

- Estadão: Polícia ocupa Alemão; traficantes fogem

 

- JB: Não deu nem para resistir

 

- Valor: Megaoferta de gás reativa investimento em térmicas

 

- Estado de Minas: Polícia toma refúgio de traficantes no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h49

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Exército multiuso!

Lute

- Via blog do Lute. Aqui, as últimas sobre a "guerra" contra o tráfico no Rio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h39

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Lula festeja gestão Haddad em cerimônia no Planalto

Sérgio Lima/Folha

 

Empenhado em manter Fernando Haddad no governo de Dilma Rousseff, Lula cede ao ministro, nesta segunda (29), os refletores do Planalto.

 

Ao lado do presidente, o ministro da Educação vai anunciar a entrega de 30 escolas técnicas e 25 campi vinculados a 15 universidades federais.

 

No melhor estilo “nunca antes na história desse país”, Haddad vai expor números que, para Lula, ofuscam as críticas aos erros que tisnaram o Enem de 2009 e 2010.

 

Haddad anunciará o cumprimento da meta de expansão da rede de escolas técnicas fixada em 2005. Com as 30 unidades, chega-se à marca de 214 novas escolas.

 

Para fechar a meta, incluíram-se na conta 12 estabelecimentos que só começam a operar em 2011, já sob Dilma.

 

A proliferação de escolas técnicas federais é uma espécie de menina dos olhos de Lula. Ele passou toda a campanha eleitoral se jactando do feito.

 

Dizia nos comícios que um presidente operário, com escolaridade primária, erigiu mais escolas do que todos os antecessores diplomados.

 

Para corroborar o chefe, o MEC de Haddad faz a seguinte conta: Em 93 anos (de 1909 a 2002), foram inauguradas no Brasil 140 escolas técnicas federais.

 

Nos oito anos de Lula, ergueram-se 202 escolas novas, elevando o número de unidades para 342.

 

O número de matrículas, diz o MEC, cresceu 148% sob Lula. Em 2003, ano inaugural da gestão petista, os alunos eram contados em 140 mil. Hoje, há 348 mil.

 

Quanto ao ensino superior, também trombeteado por Lula nos palanques, Haddad desfiará no Planalto um rosário de boas novas.

 

Criaram-se, pela conta do ministro, 126 novos campi e universidades federais. Em 2002, último ano de FHC, havia 148. Hoje, há 274.

 

Valendo-se do par de naufrágios do Enem, um pedaço do PT animou-se a pedir o escalpo de Haddad.

 

Decidido a manter a cabeça do ministro sobre o pescoço, Lula recomendou-o a Dilma. E a sucessora decidiu manter Haddad no posto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h05

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Secom sem Franklin deve ser lipoaspirada sob Dilma

  Folha
A Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) deve passar por um processo de lipoaspiração.

 

Hoje chefiada por Franklin Martins, que deixará o Planalto, a repartição deve perder o status de ministério que Lula lhe atribuiu.

 

Dilma Rousseff cogita nomear para a nova Secom Helena Chagas, a jornalista que a assessorou durante a campanha.

 

Emagrecida, a Secom será pendurada no organograma da Secretaria-Geral da Presidência, a ser comandada por Gilberto Carvalho.

 

Atual chefe de gabinete de Lula, o futuro ministro Carvalho cuidará, assim, da gestão das contas publicitárias do governo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h50

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Demora de Lula complica análise de nome para o STF

José Cruz/ABr

 

Presidente da Comissão de Justiça do Senado, Demóstenes Torres (foto) condiciona a aprovação do novo ministro do STF ao calendário.

 

“Se quiser aprovar ainda em 2010, Lula tem de fazer a indicação nos primeiros dias de dezembro”, disse o senador ao blog.

 

Segundo Demóstenes (DEM-GO), o prazo para a análise do currículo e a sabatina do novo ministro é de, no mínimo, duas semanas.

 

Depois de passar pela comissão, o indicado terá de ser referendado pelo plenário do Senado.

 

O problema é que o recesso do Legislativo começa em 17 de dezembro. Com boa vontade, as votações podem ser esticadas até o dia 22.

 

Demóstenes disse que, feita a indicação, nomeará um relator imediatamente. E zelará para que a coisa não consuma mais do que as duas semanas reguamentares.

 

Esclarece que, à medida que o relógio avança, a aprovação fica na dependência de um acordo que leve ao encurtamento dos prazos.

 

Chama-se tecnicamente de “quebra de interstício”. Permitiria que a Comissão de Justiça verificasse o currículo e sabatinasse o novo ministro numa única sessão.

 

O diabo é que esse tipo de acordo exige a concordância de todos os partidos. Algo que Demóstenes considera improvável:

 

“Receio que, se ficarmos na dependência do acordo, pode não acontecer. Tem muita gente magoada no Senado, gente que perdeu a eleição”.

 

A cadeira que Lula demora-se em preencher está vaga deste o início de agosto, quando se aposentou o ministro Eros Grau.

 

Lula apresentara uma justificativa razoável. Dissera que aguardaria o resultado da eleição presidencial.

 

Por quê? Queria dividir com o sucessor a responsabilidade pela escolha do nome. As urnas foram contadas faz 29 dias. E nada.

 

Na semana passada, em entrevista a bloqueiros ditos “progressistas”, Lula reiterou o desejo de dividir “50%” da responsabilidade pela indicação com Dilma Rousseff.

 

Como que farejando as dificuldades, admitiu que, inviabilizando-se os prazos do Senado, pode delegar 100% da escolha a Dilma.

 

Nessa hipótese, o nome só será conhecido em 2011. O repórter ouviu, neste domingo (28), um ministro do STF. Soou em termos ácidos:

 

Disse que é “inconcebível” que, decorridos quase cinco meses da aposentadoria de Eros Grau, Lula não tenha apontado um substituto.

 

Recordou que a “leniência” de Lula expôs o Supremo ao “ridículo” no julgamento do caso Joaquim Roriz.

 

Referia-se ao empate em cinco a cinco registrado no processo em que Roriz foi enquadrado na lei da Ficha Limpa.

 

Para superar o impasse, lembrou o ministro, o STF teve de recorrer a “um arranjo regimental”.

 

Se ficar para 2011, a aprovação do novo ministro só deve sair em março, oito meses depois da aposentadoria de Eros Grau.

 

“Não me consta que tamanho descaso tenha acontecido antes”, disse o ministro do Supremo na conversa com o repórter.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Dilma cogita inaugurar 39º ministério: ‘Aviação Civil’

 

O Brasil dos últimos anos desenvolveu uma fórmula engenhosa de lidar com os grandes problemas. Consiste no seguinte:

 

Detectada a encrenca, cria-se um ministério. Criado, vai ao balcão onde se dá e se recebe. Acertadas as bases do escambo, nomeia-se o ministro...

 

...Nomeado, o novo ministro discute exaustivamente o problema que levou à criação do ministério. Exausto, já não se sente obrigado a resolver coisa nenhuma.

 

Sob Lula, a Esplanada agigantou-se. Hoje, entre ministérios e secretarias com status ministerial, há 37 pastas. Algo nunca antes visto na história desse país.

 

Dilma já tinha alardeado que criará um 38º ministério, o da Microempresa. Descobre-se que cogita dar à luz um 39º, o da Aviação Civil.

 

Pretende-se pendurar no organograma da nova pasta uma estatal mal-afamada (Infraero) e uma agência precária (Anac). Hoje, pertencem à Defesa.

 

O brasileiro se deu conta de que a aviação tornara-se um problema no caos aéreo de 2006. Já lá se vão quatro anos de muita promessa e pouca ação.

 

Os viajantes programam os passeios do final de 2010 sem saber se as poltronas que pagaram lhe foram reservadas e se os vôos selecionados decolarão na hora.

 

Há na folhinha dois eventos com potencial para transformar agravar a encrenca: a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

É nesse cenário, submetida à perspectiva de que o ruim se converta em muito pior, que Dilma leva ao tabuleiro o novo ministério.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h40

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PMDB não consegue fechar a lista de ‘ministeriáveis’

 

O apetite do PMDB por ministérios contrasta com a inanição da lista de ministeriáveis que a legenda submeterá à apreciação de Dilma Rousseff.

 

A poucos dias do início formal das negociações, o partido do vice-presidente eleito Michel Temer ainda não conseguiu fechar uma relação de nomes.

 

O PMDB ocupa, hoje, seis ministérios: Integração Nacional, Comunicações, Minas e Energia, Agricultura, Saúde e Defesa.

 

Sob Dilma, admite trocar de pastas. Mas reivindica: A) a manutenção da quantidade; e B) a garantia de compensações que levem em conta a qualidade dos postos.

 

Por exemplo: ante da perspectiva de perder a Integração Nacional e a Saúde, o PMDB mira em Cidades e Transportes, duas jóias da Esplanada.

 

Pois bem. Por ora, o PMDB dispõe apenas de três nomes. Um deles enfrenta a resistência do governador Sérgio Cabral, do Rio. Eis a lista:

 

1. Wellington Moreira Franco: ex-governador do Rio, ele tem ligações umbilical com o grupo de Temer. Deixou a diretoria da Caixa Econômica para representar o PMDB no comitê de Dilma.

 

A legenda considera-o apto a ocupar qualquer ministério. Dá-se preferência à pasta das Cidades, hoje gerida pelo PP. O problema é que Sérgio Cabral torce o nariz para Moreira.

 

Um dos governadores mais chegados a Lula, Cabral quer empurrar um carioca para dentro do ministério de Dilma. Mas não digeriu Moreira.

 

2. Wagner Rossi: paulista, é apadrinhado de Temer. Foi guindado por Lula à cadeira de ministro da Agricultura. O partido quer mantê-lo no cargo.

 

2. Edson Lobão: senador pelo Maranhão, é índio da etnia do morubixaba José Sarney, que ergue o tacape para devolver Lobão ao ministério de Minas e Energia. Chefiou-o até o final de março, quando saiu para disputar a reeleição.

 

Afora essa trinca de nomes, o PMDB não chegou a um consenso quanto ao resto da lista. Gira como parafuso espanado em torno de alternativas obscuras.

 

O partido concentra suas buscas na bancada de deputados. Por enquanto, o nome menos vexatório do rol de cogitações é o de Pedro Novais (PMDB-MA).

 

Advogado, Novais exibe uma atuação parlamentar discreta. Mas carrega na biografia o “título” de relator da Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada na era FHC.

 

De resto, o PMDB flerta com a idéia de incluir saias em sua lista. Uma forma de associar-se à pretensão de Dilma de entregar 30% da Epalanada a mulheres.

 

O diabo é que, ao submeter a bancada a um filtro de gênero, o PMDB chegou a um par de nomes que não despertam entusiasmo nem no partido.

 

Um deles é o da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), professora, radialista, jornalista e agrimensora.

 

O outro é o da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). É psicóloga, professora e mulher do senador Valdir Raupp, encrencado em duas ações no STF.

 

Dilma informou a Temer que a temporada de negociação com os partidos começaria nos primeiros dias de dezembro. Ou seja, a partir desta quarta (1º).

 

Antes, será formalizada a equipe de ministros do Planalto. Entre eles o novo chefe da Casa Civil, o petista Antonio Palocci, que assume a negociação com os “aliados”.

 

Para começo de conversa, o PMDB espera que Palocci lhe informe os ministérios de sua cota. Não abre mão de escolher os ministros.

 

Alega que levará à mesa nomes que atendem às três condições impostas por Dilma: respaldo partidário, capacidade técnica e biografia limpa.

 

Decidiu que não incluirá em sua lista o pemedebê Nelson Jobim, que Lula aconselhou a Dilma manter à frente da pasta da Defesa.

 

Deliberou também que não vai opor resistências à eventual manutenção. Apenas deixará claro que Jobim não responde pelos votos da legenda no Congresso.

 

Com isso, a cota do PMDB deve cair de seis para cinco pastas. Algo que pode atenuar o vexame da escassez de nomes.

 

O PMDB definiu também que, com Dilma, não aceitará os arranjos que Lula lhe empurrou goela abaixo.

 

Como exemplo, menciona-se o caso do ministro José Gomes Temporão (Saúde). Foi escolhido por Lula à revelia do partido.

 

Para salvar as aparências, o presidente providenciou o endosso de Sérgio Cabral a Temporão. E plantou-o na Saúde como parte da cota do PMDB.

 

Excluído da nova lista do partido, Temporão é, hoje, um escalpo à espera da lâmina. Dilma sinalizou a Temer que levará à cadeira um nome de sua escolha.

 

Diferentemente do caso da Defesa, a supressão da Saúde não será deglutida sem compensação.

 

O PMDB considera que, entregando-lhe uma pasta como a das Cidades, Dilma zera o jogo. A negociação começa sob atmosfera amistosa.

 

Tida como avessa às negociações que passam pelos baixios da política, Dilma vem dispensando a Temer um tratamento que encanta o PMDB.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Prefeitura tem megaprojeto de reconstrução da Vila Cruzeiro

 

- Folha: Tráfico tenta negociar antes de invasão policial

 

- Estadão: Polícia amplia ação no Rio e prende família de traficantes

 

- JB: O Rio em guerra: Hora da invasão

 

- Correio: Cidade sob fogo cruzado

 

- Estado de Minas: Anastasia só vai aceitar secretário ficha-limpa

 

- Jornal do Commercio: Guerra no Rio: O ultimato

 

- Zero Hora: O ultimato ao tráfico

 

- Veja: Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2010

 

- Época: Vamos vencer o tráfico

 

- IstoÉ: O Rio é maior que o crime

 

- IstoÉ Dinheiro: O xerife da caixa-forte

 

- CartaCapital: Finalmente

 

- Exame: Uma história de cinema

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.d

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Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Palossauro!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h08

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Silêncio de Lula sobre salários do Judiciário irrita STF

Corre no Congresso, como se sabe, um projeto que eleva em 56% os contracheques dos servidores da Justiça Federal.

 

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) chamou a proposta de “delirante”.

 

Guido Mantega (Fazenda) disse que não há no Orçamento de 2011 verba para o mimo, cujo custo o governo estimou em R$ 6,3 bilhões anuais.

 

Patrono do projeto, o STF está pelas tampas com o governo. Só uma coisa irrita mais o tribunal do que a algavaria de Bernardo e Mantega: o silêncio de Lula.

 

Em privado, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, recorda uma conversa que teve com Lula.

 

Peluso sustenta que Lula comprometeu-se a abrir negociação com o STF tão logo passasse a eleição presidencial.

 

O mandachuva do Supremo invoca o testemunho de Ricardo Lewandowski, seu colega de STF e presidente do TSE. 

 

O diabo é que as urnas foram abertas faz 29 dias, a candidata oficial prevaleceu e Lula se finge de morto.

 

O Supremo admite parcelar o reajuste, distribuindo-o ao longo dos próximos anos. Só não se conforma com a desconversa.

 

Peluso rumina a expectativa de que, antes do Natal, Lula o chame para uma conversa. Por sorte, os ministros do STF trabalham sentados em confortáveis poltronas.

 

Palavras como as que Lula disse a Peluso e Lewandowski antes da eleição não custam nada. Podem ser distribuídas com a largueza das promessas vãs.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Em SP, José Alencar submeteu-se à sua 16ª cirurgia

  Divulgação
Internado na última terça (23) com obstrução intestinal, o vice-presidente José Alencar foi à mesa de cirurgia neste sábado (27).

 

Foi o 16º encontro de Alencar com o bisturi em 15 anos de guerra contra o câncer.

 

Comandaram a operação os doutores Raul Cutait e Ademar Lopes. Debruçaram-se sobre Alencar por cinco horas.

 

O hospital Sírio Libanês expediu um boletimd. No texto, anota que a cirurgia “atingiu seus objetivos”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h39

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No enredo do Rio, o protagonista é um sujeito oculto

Marcelo Jesus/UOL

 

Sempre que contrariado, o crime mostra a cara. A bandidagem migra dos subterrâneos para os refletores. Em São Paulo, o PCC. No Rio, o Comando Vermelho.

 

Atacam instalações policiais, promovem arrastões, incendeiam veículos, atiram a esmo, afrontam as forças do Estado.

 

Há uma semana, um desses surtos de visibilidade voluntária dos criminosos convulsiona a (a)normalidade carioca.

 

A novela se repete. Os criminosos deixam o núcleo de figurantes do mal, roubam a cena e viram estrelas no ‘Jornal Nacional’.

 

Conforme já realçado aqui em capítulos anteriores, sob o enredo de violência pulsa um personagem invisível, bem-nascido e narigudo.

 

O mercado da droga, base da criminalidade, se pauta pela lei da oferta e da procura, não pelas normas do Código Penal.

 

Nesse mercado, o principal produto levado pelos criminosos à gôndola é a cocaína. Coisa cara, acessível apenas aos melhores bolsos.

 

Pois bem. Se se vende cocaína no Brasil, é porque há quem a aspire. Se se vende muita cocaína, é porque há quem a sorva em grandes quantidades.

 

Neste sábado (27), começou a circular no Rio um adesivo mimoso: “I Love Rio” (o amor é representado por um coraçãozinho).

 

Os portadores da mensagem aplaudem a presença dos tanques das Forças Armadas na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.

 

Falam das quadrilhas de Elias Maluco e de Marcinho VP com ira inaudita. simultanemanete, erguem barricadas de silêncio em torno do sujeito oculto.

 

A elite carioca se une contra o tráfico do morro. Mas consome a cocaína que financia o armamento pesado da criminalidade.

 

O nariz invisível não está na favela. Ele empina suas narinas em ambientes mais sofisticados: coxias de shows, camarins de desfiles, redações de jornal...

 

Entre uma cafungada e outra, Armanis e Versaces, reunidos nas coberturas chiques da Zona Sul, se dizem chocados com a onda de violência.

 

A guerra ao narcotráfico rende imagens plásticas e boas manchetes. Mas será infrutífera enquanto os holofotes não iluminarem o sujeito oculto.

 

Visto como culpado inocente –ou inocente culpado—, o nariz que cheira nas grandes metrópoles é, em verdade, cúmplice da mão que segura a metralladora no morro.

 

Vencida a barreira da hipocrisia, pode-se encarar o problema a sério. A repressão é a parte mais óbvia da solução.

 

Um descalabro de décadas não se resolve do dia pra noite. Além de acionar os tanques, será preciso limpar a polícia e humanizar os presídios.

 

De resto, deve-se prover trabalho à mão de obra que serve ao tráfico e potencializar a estratégia que injeta Estado em comunidades dominadas pelo crime.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h53

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No Rio, morro é Alemão complexo. Coisa sem nexo!

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Escrito por Josias de Souza às 13h47

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Dilma convida e Marco Aurélio deve ficar no governo

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

O grão-petê Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula para a área internacional, foi convidado por Dilma Rousseff a permanecer no cargo.

 

A repórter Ana Flor informa, na Folha, que Marco Aurélio havia sido sondado para ocupar outro posto: secretário-geral da Unasul.

 

Ele substituiria o ex-presidente argentino Nestor Kirchner, que morreu no mês passado.

 

Antes de responder à sondagem, Marco Aurélio tocou o telefone para Dilma. Encontrava-se em Georgetown, na Guiana.

 

Acompanhava Lula numa reunião da Unasul. Dilma disse a Marco Aurélio que pretende mantê-lo no cargo. Agendaram uma conversa para esta segunda (29).

 

Sob Lula, Marco Aurélio atuou como uma espécie de ‘chanceler do B’ para a área da América Latina.

 

Sob Dilma, parece mais afortunado do que Celso Amorim, o chanceler oficial, candidato a ex-ministro.

 

O nome do substituto de Amorim ainda não foi divulgado. Frequenta a bolsa de apostas como favorito o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h45

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Cotovelada na face rende 12 pontos a Barack Obama

  Tim Sloam/AFP
Num instante em que persegue a popularidade perdida, Barack Obama ganhou nesta sexta (26) doze pontos.

 

Pontos nos lábios, não nas pesquisas.

 

Deu-se durante um jogo de basquete, num base militar assentada em Washington.

 

Em comunicado oficial, o porta-voz Robert Gibbs explicou o ocorrido assim:

 

"Depois de ser inadvertidamente atingido com o cotovelo de um jogador do outro time no lábio [...]...”

 

“...O presidente recebeu 12 pontos hoje, administrados pela unidade médica da Casa Branca".

 

Mais tarde, os repórteres foram convidados a participar da cerimônia de apresentação da árvore de Natal da família Obama.

 

As lentes dos fotógrafos alcançaram Obama, numa janela, com uma bolsa de gelo sobre os lábios.

 

Assegura-se que o “ataque” foi acidental. Não havia nem republicanos nem iranianos em quadra. Obama jogava com amigos e familiares.

 

É de perguntar: com companheiros assim, quem precisa de Mahmoud Ahmadinejad?

 

Pablo Martinez Monsivais/AP

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h19

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Antes da posse, Palocci assume ar de superministro

Antônio Cruz/ABr

 

No meio a uma conversa sobre pendências administrativas da pasta da Defesa, Lula inquiriu Nelson Jobim sobre um assunto paralelo:

 

A Dilma já te procurou?

Não, quem esteve comigo foi o Palocci.

Precisamos resolver logo isso.

 

Falavam do futuro do Ministério da Defesa. Lula deseja que Jobim seja mantido no cargo. Antes de se decidir, Dilma Rousseff acionou Antonio Palocci.

 

A presença de Palocci na montagem do novo ministério tornou-se corriqueira. Antes mesmo de ser oficializado na Casa Civil, virou titular das sondagens.

 

Palocci passa mais tempo na Granja do Torto, residência provisória de Dilma, do que no CCBB, sede da transição de governo.

 

Ele acompanha Dilma nas refeições do Alvorada, durante as quais os nomes dos futuros ministros são submetidos a Lula.

 

Na conversa com Jobim, relatada pelo ministro da Defesa a amigos, Palocci perguntou se o interlocutor tinha interesse em se manter no cargo.

 

Jobim respondeu que o interesse tem de partir de Dilma, não dele. Se a presidente o quiser no posto, deve expor seus planos. Ele, então, dirá se fica ou não.

 

Levada por Palocci a Dilma, a prosa de Jobim não agradou. E ela, a despeito da ansiedade de Lula, ainda não o procurou.

 

Se pudesse, Dilma já teria riscado Jobim de sua lista. Faria com ele o que fez com Henrique Meirelles, cujo descarte também foi precedido de contatos com Palocci.

 

O problema é que, diferententemente do que ocorreu no caso do BC, Dilma ainda não encontrou um Alexandre Tombini para a Defesa. Faltam-lhe nomes.

 

De concreto, por ora, apenas uma evidência: sob Dilma Rousseff haverá dois tipos de ministro –Palocci e os outros.

 

Depois de compartilhar com Lula o receio de concentrar poderes no quarto andar do Planalto, onde funciona a Casa Civil, Dilma decidiu correr o risco.

 

A sucessora de Lula cuidou de retirar dos escaninhos da Casa Civil o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que a fizeram poderosa.

 

Ainda assim, Palocci comandará no gabinete do quarto andar um arranjo semelhante ao que produziu a ruína de José Dirceu, o ex-“técnico do time” no primeiro reinado de Lula.

 

Além das atribuições de gerente da Esplanada, Palocci acumulará uma função que Dilma não exerceu sob Lula: a articulação política.

 

Nessa matéria, a julgar pelas credenciais que atribuiu a Palocci já na transição, Dilma dotou-o da principal característica dos superministros. Outorgou-lhe a voz.

 

O titular da Casa Civil é o último anteparo entre as demandas e a maçaneta da sala presidencial.

 

Tomado pelos poderes que exibe hoje, Palocci flerta com o risco de confundir a delegação com a propridade da voz.

 

Em benefício de Palocci, há o fato de que ele, por discreto, não é dado aos rompantes de exibicionismo que ajudaram a compor a desgraça de Dirceu.

 

Em desfavor de Palocci, há a evidência de que, assim como o Dirceu pré-mensalão, ele cultiva um projeto político solitário. Algo que o “caseirogate” não dissipou.

 

Dilma também alçou vôo da Casa Civil para a candidatura presidencial. Mas foi Lula quem lhe deu as asas.

 

Com Palocci dá-se coisa diversa. Ele prestará assessoria a uma presidente que enxerga a reeleição no horizonte de 2014.

 

Considerando-se o modo como levou Meirelles ao microndas e a aversão que nutre por Jobim, Dilma não parece afeita à ideia de dividir o gramado com outras palmeiras.

 

Palocci, por acomodatício, pode contrariar a escrita. Mas sua presença na Casa Civil é, até prova em contrário, uma crise esperando para acontecer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: A guerra do Rio - Intenso tiroteio entre Exército e tráfico abre Batalha do Alemão

 

- Folha: Exército cerca o morro e troca tiros com tráfico

 

- Estadão: Traficantes reagem a cerco no Rio

 

- JB: Cerco ao Alemão

 

- Correio: A audácia do inimigo

 

- Zero Hora: Tropas cercam o tráfico no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h43

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Pirometrópole!

Elvis

- Via Amazonas em Tempo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h41

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Dilma deve manter Haddad apesar de erros do Enem

  Alan Marques/Folha
O ministro Fernando Haddad (Educação) deve sobreviver aos erros cometidos nas duas últimas edições do Enem.

 

Tomada pelo que diz em privado, Dilma Rousseff cogita manter Haddad à frente do MEC a partir de 2011. Sob aplausos de Lula.

 

Mantida a tendência, fecha-se uma das portas que poderia levar o petista Aloizio Mercadante à Esplanada.

 

Agora, permanece entreaberta para Mercadante uma janela em pasta de menor expressão, provavelmente a de Ciência e Tecnologia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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No Rio, Forças Armadas reforçam cerco a criminosos

Como previsto, a polícia do Rio ganhou nesta sexta (26) o reforço das Forças Armadas, incluindo 800 soldados do Exército.

 

A onda de violência prosseguiu pelo sexto dia. O cerco deslocou-se para o Complexo do Alemão.

 

Foi para essa área que, na véspera, fugiram cerca de duas centenas de criminosos acuados pela polícia na vizinha Vila Cruzeiro.

 

Desde domingo, a bandidagem tocou fogo em pelo menos 96 veículos, incluindo ônibus e vans.

 

Pelas contas da Secretaria de Segurança do Rio, já foram passados nas armas pelo menos 34 suspeitos. No total, produziram-se, por ora, 45 cadáveres.

 

Na incursão policial-militar desta sexta, um soldado do Exército, 19 anos, foi ferido na coxa direita. Feriram-se também civis.

 

Uma senhora de 61 anos foi atingida na barriga por estilhaços de bala. Outra, de 62 anos, foi baleadea na panturrilha.

 

Uma menina de dois anos levou um tiro de raspão no braço. Estava em casa. O fotógrafo Paulo Whitaker, da Reuters, também foi baleado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h32

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Mantega: Cortes de 2011 podem podar investimentos

Fábio Pozzebom/ABr

 

Mantido por Dilma Rousseff na Fazenda, Guido Mantega já encomendou estudos sobre os cortes de gastos que serão feitos em 2011.

 

O tamanho do talho será dimensionado pelo Tesouro Nacional e pelo Ministério do Planejamento.

 

Mantega admite, desde logo, que a faca pode alcançar, além das despesas correntes, os investimentos.

 

Explicou que os projetos que já estão em curso “terão prioridade”. Mas investimentos “que ainda não começaram podem ser postergados um pouco”.

 

Mantega falou aos repórteres Claudia Safatle, Luciana Otoni e Fernando Travaglini. Veiculada pelo jornal Valor, a conversa foi reproduzida no sítio da Fazenda.

 

Mantega atribuiu à crise financeira global a política de cofres abertos que patrocinou nos dois últimos anos da era Lula.

 

Disse que 2009 e 2010 foram anos “de recomposição da economia perante a crise”. O governo, segundo ele, teve de fazer “o que o setor privado não está fazendo”.

 

“Aí você gasta mais, dá subsídios, estimula mais o investimento”. Os ventos mudaram, diz o minisdtro.

 

“Agora é o momento de reequilibrar essa dinâmica, porque a economia já recuperou o fôlego, já está com seu dinamismo restabelecido”.

 

Mantega repisou o discurso que se opõe à aprovação, no Congresso, de projetos que criam despesas novas.

 

Em relação ao Judiciário, disse que só há previsão orçamentária para a correção dos salários da “alta magistratura”, ou seja, os ministros do STF.

 

E quanto aos salários do funcionalismo do Poder Judiciário? “Não está na proposta do Orçamento [de 2001]”, diz Mantega. “Não acredito que o Congresso fará mudança”.

 

Tampouco há previsão para cobrir os R$ 43 bilhões que custariam a aprovação do projeto que cria um piso salarial para policiais militares e bombeiros.

 

A despeito do movimento suprapartidário que reivindica a aprovação do projeto, Mantega declara: “Não acredito que passe, acho que há uma conscientização”.

 

Ele acrescenta que a encrenca não atazana apenas a União. “Afeta principalmente os Estados e os municípios. E vai ter Estado que vai quebrar”.

 

Sobre a hipótese de o Banco Central elevar os juros para conter a inflação, puxada para cima sobretudo pela carestia dos alimentos, Mantega afirmou:

 

“Olha, se o Banco Central achar que tem que aumentar, ele vai aumentar. Não vou me opor...”

 

“...Mesmo porque não tenho esse poder de decisão. É o Copom [Comitê dee Política Monetária do BC] que toma essa decisão”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h32

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Mais de 11 milhões de brasileiros ainda passam fome

 

O IBGE divulgou nesta sexta (26) uma atualização das estatísticas alimentares brasileiras.

 

Saído há pouco da mesa do almoço, o repórter decidiu se abster de comentar. Delega a tarefa a outro personagem, a quem passa a palavra abaixo:

 

“Sei que você, caro leitor, não me conhece. Pois permita que me apresente.

 

Moro onde olho nenhum me alcança, no ermo das entranhas. Sou ferida exposta que não se vê. Sou espaço baldio entre o esôfago e o duodeno.

 

Trago das origens uma certa vocação para a tragédia. Não deve ser por outra razão que venho do grego: ‘stómachos’.

 

Às vezes, invejo o coração que, quando sofre, é de amor. Eu, pobre tripa flagelada, jamais tive tempo para sentimentos abstratos. Perdoe-me o pragmatismo estomacal.

 

Só tenho apreço pelo concreto: o feijão, o arroz, a carne... Meu projeto de vida sempre foi arranjar comida.

 

Pois bem, os dados do IBGE, cuja exposição o signatário do blog terceirizou a mim, revelam o seguinte:

 

Nada menos que 65,6 milhões de brasileiros não se alimentam adequadamente. O número é de 2009. Mas conserva-se atual.

 

Desse total, 11,2 milhões de patrícios enfrentam o que o IBGE apelida de ‘insegurança alimentar grave’. Eu prefiro chamar pelo nome: fome.

 

Outros 14,3 milhões de brasileiros arrostam, no dizer do IBGE, ‘insegurança alimentar moderada’.

 

São catalogadas assim as pessoas que admitiram: em algum momento dos três meses que antecederam a pesquisa, faltou-lhes dinheiro para a comida. Fome.

 

No mais, há 40,1 milhões de cidadãos em situação de ‘insegurança alimentar leve’. Admitem que, ocasionalmente, o dinheiro não chega à mesa.

 

Conheço a realidade das estatísticas de perto. Às vezes, caro leitor, reduzido à minha condição de tripa, cobiço a cabeça.

 

Quisera me fosse dado revisitar glórias passadas ou, melhor ainda, idealizar um futuro promissor. Quisera não tivesse que dançar ao ritmo da emergência.

 

Meu mundo cabe no intervalo entre uma refeição e outra. Meu relógio, caprichoso, só tem tempo para certas horas: a hora do café, a hora do almoço, a hora do jantar...

 

Sem comida, meu relógio ficou louco. Passou a anunciar a chegada de cada novo segundo aos gritos.

 

Nunca tive grandes ambições. Não quero dormir com aquela personagem fogosa que a Maitê Proença representa em Passione. Tampouco almejo a Sena acumulada.

 

Só queria a solidariedade de um grão escorregando faringe abaixo. Ardem-me as paredes, bombardeadas por jatos de suco gástrico.

 

Noutro dia, ouvi a Dilma dizer na TV que sua prioridade é acabar com a miséria. Não sei se conseguirei esperar.

 

Já não me queixo. A privação de alimentos me proporcionou um encontro com a paz. Sim, encontrei a paz na melancolia da fome.

 

Atingi outra esfera da existência. Estou prestes a trocar o inferno da mesa vazia pelo paraíso da inexistência física.

 

Temente a Deus, sei que Ele não se atreverá a pôr em meu céu um novo lote de promessas. Não, não.

 

Meu céu há de ser uma cozinha como a dos brasileiros afortunados, tão farta que me propicie uma fome de rico, dessas que a gente resolve abrindo a geladeira".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h24

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No Congo, o estupro passou a ser usado como ‘arma’

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Escrito por Josias de Souza às 14h52

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Surge movimento ‘pró-FHC’ na presidência do PSDB

Angeli

 

A idéia nasceu de uma conversa do filósofo tucano José Arthur Gianotti com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

 

Amigos comuns de Fernando Henrique Cardoso, os dois concluíram que só o ex-presidente dispõe de autoridade para reaglutinar a oposição.

 

Nos próximos dias, o diálogo de Gianotti (o intelectual mais chegado a FHC) e Jungmann (ex-ministro da era tucana) ganhará a forma de uma carta.

 

O texto será dirigido por Jungmann aos presidentes do PPS, Roberto Freire, e do PSDB, Sérgio Guerra. Vai propor:

 

1. Que FHC seja alçado à presidência do PSDB, em maio de 2011, para um mandato de dois anos.

 

2. Que coordene a reestrutação do tucanato e a elaboração de um “ideário” para o campo político da autodenominada socialdemocracia e da centro-esquerda.

 

3. Que comande os entendimentos que resultarão no lançamento, em 2012, do candidato que representará essas forças na eleição presidencial de 2014.

 

Para Gianotti e Jungmann, FHC é o único personagem capaz abortar a guerra fria que se instalou nos subterrâneos do PSDB.

 

De um lado, o grupo de São Paulo, liderado por José Serra. De outro, a ala de Minas Gerais, comandada por Aécio Neves.

 

Jungmann diz que a conflagração que se arma na principal legenda da oposição não inquieta apenas o PSDB. O armistício interessa também aos aliados.

 

Na opinião de Gianotti, FHC precisaria dispor de um secretariado que tocasse a burocracia partidária, liberando-o para cuidar exclusivamente da costura política.

 

Hoje, FHC é presidente de honra do PSDB. Resta saber: A) se tem energia para trocar o cargo decorativo pelo executivo. B) se o tucanato o quer no comando.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h22

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Lula se diz ‘estarrecido’ com ação de bandidos no Rio

Depois da Marinha, Exército entra na ‘guerra’ nesta sexta

 

Rafaedl Andrade/Folha

 

Em troca de telefonemas com o governador Sérgio Cabral e o ministro Nelson Jobim (Defesa), Lula declarou-se “estarrecido” com as cenas de “guerra” do Rio.

 

Nesta sexta (26), por ordem do presidente, 800 soldados do Exército se juntarão ao efetivo da PM do Rio. Vão às ruas também 300 homens da Polícia Federal.

 

Além de soldados, as Forças Armadas cederão equipamentos: dois helicópteros da FAB e dez veículos blindados do Exército.

 

O reforço chega um dia depois de a Marinha ter cedido os tanques que facilitaram a tomada da Vila Cruzeiro, considerada a principal cidadela do Comando Vermelho.

 

Na noite passada, Jobim divulgou uma nota na qual fixa os limites da ação dos soldados do Exército. Não subirão os morros.

 

Serão “utilizados na proteção de perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal".

 

Ou seja, enquanto a polícia confronta a bandidagem, a soldadesca estará postada no pé do morro, controlando o movimento de entrada de delinquentes.

 

Tenta-se corrigir uma falha da bem sucedida operação de tomada da Vila Cruzeiro. Surpreendidos, os bandidos fugiram pelos fundos da favela.

 

Algo como duas centenas de marginais refugiaram-se no vizinho Complexo do Alemão, o novo alvo das forças de segurança.

 

Até o meio da tarde desta quinta (25), Jobim não trabalhava com a hipótese de acionar o Exército.

 

Pelo telefone, Sérgio Cabral dissera ao ministro que a ação da PM, tonificada pela presença dos blindados da Marinha, daria conta do recado.

 

Jobim aguardava um fax de Cabral. Estava combinado que o texto requisitaria equipamentos militares, não soldados.

 

Os ventos viraram depois de uma conversa telefônica de Cabral com Lula. Os diálogos entre os dois amiudaram-se desde segunda-feira.

 

À noite, ao desembarcar em Georgetown, na Guiana, Lula voltou a tocar o telefone para o governador. Àquela altura, a equipe de Jobim já preparava a divulgação da nota.

 

Deu-se à operação o nome de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Seguirá procedimentos explicitados por Jobim numa “diretriz ministerial”.

 

Além do par de helicópteros e da dezena de blindados de guerra, as Forças Armadas cederão à polícia do Estado:

 

1. "Equipamentos de comunicação aeronave x solo".

2. "Equipamentos de visão noturna".

 

A despeito do reforço ao cerco, os criminosos continuaram barbarizando nas ruas do Rio. No inínicio da madrugada desta sexta (26), tocaram fogo em mais três veículos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h00

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: O dia D da guerra ao tráfico

 

- Folha: Ofensiva com tropas e blindados provoca fuga em massa do tráfico

 

- Estadão: Marinha ajuda a ocupar favela no Rio

 

- JB: Tanques contra a bandidagem

 

- Correio: Cenas de uma guerra real

 

- Valor: Governo vai perseguir superávit além da meta

 

- Estado de Minas: Nem a tropa de elite salva

 

- Jornal do Commercio: Traficantes em fuga

 

- Zero Hora: O crime acuado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h21

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Desencarnando!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Martelo batido: Dilma ‘acomoda’ Palocci na Casa Civil

  Fábio Pozzebom/ABr
Quatro anos e nove meses depois de ter sido empurrado para fora do governo Lula pelo ‘caseirogate’, Antonio Palocci retorna ao primeiro escalão em grande estilo.

 

Será anunciado na próxima semana como chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Cuidará da macropolítica e gerenciará o governo.

 

Para a Secretaria-Geral da Presidência, Dilma nomeará o atual chefe de gabinete de Lula, o também petista Gilberto Carvalho.

 

Palocci chega à Casa Civil depois de muito vaivém. Tentou-se empurrá-lo para a Saúde. Ele refugou.

 

Cogitou-se acomodá-lo numa Secretaria-Geral da Presidência vitaminada. Ele próprio flertou com a ideia.

 

Por fim, Dilma, que hesitava em dar-lhe a Casa Civil para não fabricar um superministro, decidiu correr os riscos.

 

Há quatro anos, Palocci era a principal aposta de Lula para sucedê-lo. Perdera a concorrência de José Dirceu, incinerado pelo mensalão, em 2005.

 

Em março de 2006, com o prestígio moído pelo escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci foi apeado da pasta da Fazenda.

 

Além do cargo, perdeu para Dilma a vaga de candidato de Lula. A despeito do escândalo, elegeu-se deputado federal em outubro de 2006.

 

Denunciado pelo Ministério Público, Palocci foi julgado pelo STF no caso do caseiro.

 

Relator da encrenca, o ministro Gilmar Mendes entendeu que não havia provas de que o ex-czar da economia ordenara a quebra de sigilo.

 

Por maioria de votos, o supremo absolveu Palocci. Neste ano da graça de 2010, o deputado absteve-se de disputar a reeleição.

 

Preferiu integrar a coordenação da campanha de Dilma. Atuou como ‘porquinho-mor’. Era a voz de Lula no comitê de Dilma.

 

Credenciou-se para o ministério. Dilma ganhou uma sombra. E Palocci, uma pasta que, sob Lula, virou sinônimo de urucubaca.

 

Depois de Dirceu, foi da Casa Civil para o olho da rua Erenice Guerra. Antes de realizar o primeiro despacho, convém a Palocci chamar um bom pai de santo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Sarney endossa austeridade de Dilma. Em seguida....

A caminho de sua tetrapresidência no Senado, José Sarney (PMDB-AP) elogiou a escalação do time econômico de Dilma Rousseff.

 

Endossou também o discurso que aponta para um 2011 austero.

 

Chegou mesmo a acenar com cortes de gastos tabém no Legislativo:

 

“Não se pode falar em redução de gastos falando de um Poder só. Tem que ser um esforço comum”.

 

A sensatez de Sarney durou poucas horas. Nas pegadas de suas declarações, o senador presidiu uma reunião da Mesa diretora do Senado.

 

Aprovou-se, veja você, a abertura de concurso para a contratação de 180 novos funcionários para o Senado. Coisa para 2011.

 

Afora pensionistas e aposentados, encontram-se pendurados na folha do Senado algo 9.000 servidores –entre concursados, ‘janeleiros’ e terceirizados.

 

- Em tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 22h36

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Dilma recusa convite para ver Obama antes da posse

  Sérgio Lima/Folha
Confirmou-se oficialmente nesta quinta (25) algo que, até aqui, havia sido apenas insinuado.

 

Convidada por Barack Obama para uma conversa em Washington, Dilma Rousseff disse “não”.

 

Coube ao petista Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, dar publicidade à decisão. Explicou-a de modo singelo: “Foi um problema de agenda”.

 

O convite de Obama a Dilma havia sido transmitido pelo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon.

 

O presidente americano esperava recepcionar Dilma em Washington ainda em dezembro.

 

A chamada guerra cambial estava entre os temas que iriam à mesa. Marco Aurélio não esclareceu se Dilma irá à Casa Branca depois da posse.

 

Há, de resto, a perspectiva de que Obama venha ao Brasil no primeiro semestre de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h57

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Bolsonaro descobre a ‘cura’ para o homossexualismo

A melhor maneira de comprovar o bom senso de certos personagens é acreditar que o bom senso não existe.

 

Tome-se o exemplo de Jair Bolsonaro (PP), que acaba de ser devolvido à Câmara pelo eleitorado do Rio.

 

O deputado encontrou uma fórmula mágica para “curar” o homossexualismo. Consiste no seguinte:

 

"Se o filho começa a ficar assim, meio gayzinho, [ele] leva um couro e muda o comportamento dele".

 

Não acredita que o deputado tenha proferido a tolice? Pois pressione aqui e assista com esses seus olhos que a terra haverá de comer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h46

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FHC: Dilma entre desenvolvimentismo e o ‘racional’

  Folha
Enquanto espera Lula “desencarnar”, Dilma Rousseff usufrui dos pareceres de ‘Desencarnando’ Henrique Cardoso.

 

Nesta quinta (25), o ex-presidente tucano proferiu uma palestra organizada por empresas de cartões de crédito, em São Paulo.

 

Discorreu sobre o Brasil de Dilma Rousseff, a ser inaugurado em janeiro de 2011. Enxerga no caminho da futura presidente um dilema.

 

Disse que, sob Lula, o governo tem, na administração da economia, "tendências fortes no sentido neodesenvolvimentista. No sentido de apertar o acelerador”.

 

Acha que Dilma “terá que optar entre essa tendência e uma coisa mais racional”.

 

Imagina que a sucessora de Lula ofereceu pistas do rumo que adotará ao acomodar na presidência do BC o economista Alexandre Tombini.

 

“Quando ela escolhe o Tombini, um técnico, que deve pensar por um viés mais concreto, ela sinaliza que não vai acelerar tanto assim".

 

Para FHC, Dilma é "racional. Teimosa, mas racional". Ainda assim, deixa entreabarta a porta que leva ao mistério:

 

"Não sei como ela vai decidir [os rumos da política econômica]. Na hora da onça beber água, não é equipe, é o presidente quem decide".

 

Para ele, o time econômico escalado por Dilma será compelido a lidar com novos desafios. Sobretudo as encrencas produzidas pela sobrevalorização do Real.

 

FHC fala com conhecimento de causa. Na presidência, enfrentou sua própria crise cambial. As causas eram outras. As consequências, idênticas.

 

Sob FHC, a ruína cambial começou a ser gestada na metade do primeiro reinado.

 

Na virada para o segundo mandato, “hora da onça beber água”, FHC foi chamado a decidir.

 

Em vez de encarar o ajuste, optou pelo câmbio de fantasia que o ajudaria a beliscar o segundo mandato.

 

Arruinada a produção interna, serviu a desvalorização cambial. E transferiu as culpas do desajuste a Gustavo Franco, o Tombini de então.

 

Fritado, Franco foi substrituído por um colega de diretoria: Francisco Lopes. Deu num escândalo com nome italiano: Salvatore Cacciola.

 

Nessa época, dizia-se que FHC estava preocupado com o desenvolvimento e a produção. Era o “neodesenvolvimentista” de seu tempo.

 

Ao final do segundo reinado, produzira um quadro próximo da irracionalidade: contas externas estouradas e cena interna recessiva. Deu em Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h22

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Confronto do Rio ganha a ‘plasticidade’ dos tanques

Em seu quinto dia de duração, o surto de violência que varre o Rio de Janeiro subiu de patamar.

 

Em parceria inédita, a PM carioca passou a se servir do apoio logístico da Marinha. A encrenca ganhou, definitivamente, a plasticidade de uma guerra.

 

Ao lado dos caveirões, como são chamados os veículos blindados da PM, tanques da Marinha rasgaram as ruas da Vila Cruzeiro, zona Norte do Rio (imagens acima).

 

Espremidos, os bantidos fugiram –às dezenas— pelos fundões da favela. Rumaram para outra comunicade, o Complexo do Alemão (fotos abaixo).

 

Inaugurada no domingo, a guerra parece distante de um cessar-fogo. Só há dois epílogos possíveis:

 

Ou o Estado prevalece ou a bandidagem acomodará sobre o bololô assado em quatro décadas de descaso a indigesta cereja da desmoralização.

 

Reprodução/TV Globo

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h54

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Equipe de Dilma anuncia cortes e Câmara cria gastos

 

Horas antes de a equipe econômica de Dilma Rousseff anunciar um 2011 de austeridade, a Câmara aprovou um par de projetos tóxicos.

 

Num (5909/09), criaram-se 301 novos cargos e funções no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

 

Noutro (5771/09), abriram-se 313 cargos e funções no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

 

As propostas foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Tramitavam ali em regime conclusivo.

 

Significa dizer que, a menos que sejam apresentados recursos subscritos por 51 deputados, seguem direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

 

Juntos, os projetos injetarão no Orçamento da União despesas extras de R$ 60,4 milhões. A conta cobre três anos. Depois, por se tratar de despesa permanente, eterniza-se.

 

Mais do que a cifra, o que preocupa o governo e a equipe de transição é a incapacidade do consórcio governista de deter a criação de despesas novas.

 

Na entrevista em que prometeu cortar gastos e reduzir a dívida pública, Guido Mantega, mantido por Dilma Rousseff na Fazenda, referiu-se à encrenca.

 

Disse que não há dinheiro para cobrir os gastos previstos em projetos como o que eleva o contracheque dos servidores da Justiça e o que cria um piso salarial para PMs e bombeiros.

 

Mantega falou ao lado do novo presidente do BC, Alexandre Tombini, e da nova titular do Planejamento, Miriam Belchior.

 

Munido da promessa de Dilma de manter a autonomia operacional do BC, Tombini acenou com uma política monetária severa.

 

Miriam Belchior falou da escassez de recursos. Disse que, melhorando a qualidade do gasto, é possível “fazer mais com menos”.

 

O diabo é que, àquela altura, a maioria governista na Câmara já havia levado aos trilhos os vagões do CNMP e do CNJ.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h50

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Aliados insinuam que Serra ambiciona presidir PSDB

Fotos: Lula Marques/Folha

 

Vinte e cinco dias depois de ser derrotado por Dilma Rousseff, José Serra fez sua primeira aparição pós-eleitoral.

 

Deu-se numa visita-surpresa ao Congresso. A aparição, por prematura, deixou apreensivo um pedaço do PSDB.

 

Nos subterrâneos, tucanos próximos a Serra insinuam que ele almeja presidir o partido. Algo que preocupa a cúpula do tucanato.

 

Há duas semanas, numa conversa privada, em São Paulo, Fernando Henrique Cardoso revelou-se incomodado com a hipótese.

 

Presidente de honra do PSDB, FHC disse suspeitar que Serra reivindicaria a direção da legenda. Não pareceu animado em apoiá-lo.

 

Receia pelo acirramento de ânimos. Preocupa-se especialmente com a reação de Aécio Neves, eleito senador por Minas Gerais.

 

Sérgio Guerra (PE), que em 2011 trocará o Senado pela Câmara, tornou-se um dirigente precário.

 

Seu mandato na presidência do PSDB já expirou. Foi prorrogado até maio do próximo ano, quando haverá uma convenção nacional.

 

Foi sobre esse pano de fundo que Serra passeou pelo Congresso. Parlamentares de oposição foram arrebanhados, de última hora, para reunir-se com ele.

 

Nesse encontro improvisado, sem pauta pré-determinada, Serra limitou-se a agradecer o “apoio” recebido na campanha.

 

A certa altura, avocou para si a derrota. Disse que ninguém, além do candidato, pode ser responsabilizado pelo infortúnio.

 

Mencionou, de resto, o cenário adverso que enfrentou. Além de Dilma, enfrentou, segundo disse, a máquina do governo.

 

Da reunião, Serra foi ao plenário do Senado. Foi celebrado por “aliados” no microfone de apartes. Na presidência da sessão, José Sarney não disse palavra.

 

Velho desafeto de Serra, Sarney entreteve-se numa conversa com o senador Fernando Collor (PTB-AL).

 

Como Serra esticasse sua permanência, Sarney deixou o plenário. Só voltou depois que que o tucano foi embora.

 

Decidido a ver e, sobretudo, ser visto, Serra falou aos repórteres. Respondeu a uma provocação de Lula sobre o “bolinhagate”.

 

Falou da “herança adversa” que o presidente deixa para a sucessora Dima Rousseff. Perguntaram-lhe se estava em campanha.

 

E Serra: “Não... Estou me recuperando da campanha, procurando trabalho e decidindo o que vou fazer para ganhar dinheiro”.

 

Inquirido sobre o interesse pela presidência do PSDB, Serra absteve-se de comentar. Seu silêncio açula o barulho que se ouve nas coxias do tucanato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h57

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: PM avança para ocupar o bunker do tráfico na Penha

 

- Folha: Novos confrontos elevam atentados e mortes no Rio

 

- Estadão: Equipe econômica de Dilma promete austeridade fiscal

 

- JB: A guerra do fogo

 

- Correio: Lá vem o arrocho do governo Dilma

 

- Valor: Equipe de Dilma promete austeridade

 

- Estado de Minas: A droga que inferniza o Rio...

 

- Jornal do Commercio: Guerra incendeia o Rio

 

- Zero Hora: Tarso anuncia secretariado de perfil político

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h24

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Carnaval fora de época!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h12

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Dilma monstrou que prefere o microndas à frigideira

Lula Marques/Folha

 

O processo de exclusão de Henrique Meirelles do “novo” primeiro escalão revela: ao menos num setor, a cozinha, a gestão Dilma descontinuará o governo Lula.

 

Sob Lula, sempre que um auxiliar converteu-se em problema, foi fritado em fogo brando. Antes mesmo da posse, Dilma trocou a frigideira pelo microondas.

 

Há uma semana, Meirelles imaginava-se nomeado para mais um ciclo à frente do BC. Àquela altura, Dilma já havia começado a aquecê-lo.

 

Meirelles viu-se espremido entre duas realidades. Numa, virtual, havia o interesse de Lula em que fosse mantido. Noutra, real, o desinteresse de Dilma.

 

Julgando-se cacifado, Meirelles arrastou uma ficha cara ao mercado: a autonomia operacional do BC. Dilma converteu a astúcia em bode.

 

A presidente já havia acomodado sobre o pano verde o nome de Alexandre Tombini. Fez da “imposição” de Meirelles um pretexto. E girou o botão do forno.

 

Avisado por Antonio Palocci da pseudoirritação de Dilma, Meirelles tentou prover em público explicações para a condição que expressara sob o anonimato.

 

Disse que Dilma, ela própria defensora da autonomia, o havia convidado para uma conversa na qual seu futuro seria decidido. Em verdade, já estava bem passado.

 

Diretor de Normas durante reinado de Meirelles no BC, Tombini ajudara a construir, sob FHC, o modelo de metas inflacionárias.

 

Antecipou-se uma pergunta do mercado: o que é que o doutor Meirelles faria que Tombini não seria capaz de replicar? Para Dilma, nada.

 

A dona da caneta só recebeu Meirelles depois de ter levado o nome do substituto às manchetes. Conversaram por pouco mais de duas horas.

 

A conversa entrou pela madrugada desta quarta (24). Pela manhã, de passagem pelo Senado, Meirelles soou como se não tivesse percebido o que sucedera com ele.

 

Atribuiu o desembarque do BC a uma “decisão pessoal”. Errou de pessoa. A sentença foi de Dilma, não dele.

 

Afirmou que sai “na hora certa”. Lorota. Meirelles perdeu a sua “hora Marina”. Vale recordar a passagem.

 

Lula anunciou um plano de desenvolvimento da Amazônia. Concebera-o Marina Silva, a ministra do Meio ambiente. Porém...

 

Porém, Lula confiou a execução da novidade a outro ministro: Roberto Mangabeira Unger.

 

Ao perceber que virara tempero, Marina exonerou o governo de sua biografia. "Perco o pescoço, mas não perco o juízo".

 

Tomado pelo que disse no Senado, Meirelles demora-se em recobrar o juízo. Perguntaram-lhe se assumiria outro cargo ou se disputaria um mandato.

 

Meirelles não descartou nenhuma das hipóteses. Soou como se ainda acelentasse a expectativa de virar ministro. Uma alternativa que o PMDB se recusa a avalizar.

 

Assado, Meirelles brincou: "Meu pai se aposentou aos 92 anos e comentou comigo, depois, que achava que tinha tomado uma decisão prematura".

 

Sobram em Meirelles, ainda moço, vigor e competência para abraçar novas empreitadas.

 

Poupará o próprio tempo na hora em que perceber que seu futuro não está na Brasília de Dilma. Ali, salvo uma improvável reviravolta, sua conta foi fechada.

 

Meirelles poderia ter mimetizado Marina. Apostou suas fichas em Lula. Terminou inaugurando o microondas de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Lula ressuscita o ‘bolinhagate’. Serra reage: ‘É 2014’

A sensatez, se é que existe, já não permite antecipar as próximas tolices dos protagonistas da política.

 

Um dia depois de declarar que almeja “desencarnar” da Presidência, Lula demonstrou que ainda não conseguiu desentranhar da alma nem a campanha.

 

Em “entrevista” a um grupo de blogueiros autoproclamados “progressistas”, Lula desperdiçou um naco de seu tempo numa antopsia do ‘bolinhagate’.

 

"Foi uma cena patética, realmente foi uma desfaçatez. Eu perdi três eleições, jamais teria coragem de fazer uma mentira daquela...”

 

“...Fiquei decepcionado [com a TV Globo] porque quiseram inventar uma outra história, inventar um objeto invisível que até agora não mostraram...”

 

“...O povo não merece aquilo. Aquilo era para culpar o PT. Na verdade, a violência foi o desrespeito ao ser humano...”

 

“...Por isso que eu disse que o Serra tem que pedir desculpas ao povo brasileiro".

 

Em visita surpresa ao Congresso, Serra mordeu a isca: "Ele continua fazendo campanha...”

 

“...Talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República".

 

Na sequência, o mesmo Serra que tratou Lula na campanha na base dos afagos e das omissões pôs-se a falar como oposicionista tardio.

 

Ecoando documento divulgado pelo PSDB, disse que Lula deixa para Dilma Rousseff uma "herança bastante adversa".

 

"São vários problemas saltando do armário: inflação ascendente, câmbio supervalorizado, que está desindustrializando o Brasil...”

 

“...A atividade econômica que está caindo e está deixando um nó de difícil solução para o próximo governo".

 

Como se vê, além dos “problemas”, salta do armário um Serra combativo, que só pôs a cabeça para fora no final da campanha, quando Inês era morta.

 

- Serviço: Aqui, um vídeo com a íntegra da entrevista de Lula aos blogueiros “progressistas”.

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Escrito por Josias de Souza às 22h45

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Número de veículos incinerados no Rio sobe para 32

Sérgio Moraes/Reuters

 

A atmosfera de guerrilha urbana que eletrifica o Rio de Janeiro desde domingo prosseguiu nesta quarta (24).

 

Em menos de 24 horas, a bandidagem ateou fogo em 20 veículos, incluindo um ônibus e um caminhão. Com isso, subiu para 32 o número veículos queimados.

 

A Polícia Militar carioca realiza operações numa dezena de faveças. Até o início da noite, 14 suspeitos haviam sido passados nas armas pela polícia.

 

Afora os mortos, foram detidos 25 presos. Desde segunda-feira, os detidos somam 152.

 

Alguns deles estão sendo enviados para presídios federais de segurança máxima, fora do Rio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h12

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PSDB diz que Dilma recebe ‘herança maldita’ de Lula

Simultaneamente à apresentação da equipe econômica de Dilma Rousseff, o PSDB levou à web um texto que pinta a conjuntura com tintas fortes.

 

A peça foi ao ar no sítio do ITV (Instituto Teotônio Vilela), órgão de estudos do tucanato.

 

O azedume começa no título: “A galope e com as rédeas soltas”. Segue-se uma pilha de parágrafos apocalípticos. No primeiro, um resumo do cenário de catástrofe:

 

“A presidente eleita vai provar do próprio veneno. Receberá do governo Lula uma situação econômica em compasso de desarranjo:...”

 

“...Inflação em alta, juros subindo, câmbio muito valorizado, contas externas sangrando no vermelho e gastos públicos em disparada...”

 

“...Pode haver herança mais maldita que esta?”

 

O texto atribui ao novo presidente do BC, Alexandre Tombini, a tarefa de “domar esta fera”. Porém...

 

Porém, levanta dúvidas quanto à disposição de Dilma de manter a autonomia operacional do BC.

 

Insinua que Dilma trocou Henrique Meirelles por Tombini por acreditar que, “com ele, será mais fácil encabrestar a autoridade monetária”.

 

Algo que, sustenta o instituto tucano, levará o novo governo a flertar com o perigo da disparada inflacionária.

 

Menciona-se o IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação, que o IBGE divulgara na véspera:

 

“A alta foi de 0,86%, a maior para o mês desde 2002. Vale repetir: é a maior inflação para meses de novembro registrada ao longo de todo o governo Lula”.

 

Para o PSDB, a coisa tende a “piorar”. A despeito disso, “o governo Lula, até agora deu de ombros”.

 

“O máximo que fez foi continuar a maquiar os resultados das contas públicas, baixando sucessivamente as metas de superávit fiscal”.

 

O PSDB acusa Dilma de imprimir suas digitais no estojo de maquiagem:

 

“Já sob as bênçãos da presidente eleita, a equipe econômica decidiu retirar dos cálculos do superávit os investimentos da Eletrobrás, levando a meta [de superávit] de 2011 para 3,1% do PIB”.

 

O texto trata como promessas de papel os compromissos de Dilma de reduzir a dívida publica líquida de 41% para 30% do PIB e baixar os juros reias de 5,3% para 2%.

 

“Papel aceita tudo”, escreve o PSDB. Para baixar os juros “de maneira saudável”, diz o texto, “é imperativo” que Dilma “freie a expansão dos gastos públicos”.

 

O tucanato insunia que a prática de Lula não recomenda sua sucessora:

 

“É tudo o que o governo Lula não fez, até porque sua política expansionista mirava beneficiar a eleição da sucessora: os gastos públicos cresceram 17% nos últimos 12 meses”.

 

No arremate de sua análise de conjuntura, o instituto tucano afirma que “Lula parece já ter percebido o clima azedo da economia no ar”.

 

Como assim? “Esperto como é, vacinou-se: disse que, se sua pupila receber uma ‘herança maldita’, será culpa da crise internacional”.

 

“Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália estão derretendo, mas só servem como alerta para a imprevidência que o PT demonstrou até agora. Não como desculpa”.

 

Curiosamente, no instante em que o PSDB levava o texto ao ar, José Serra, o presidenciável derrotado da legenda, chegava ao prédio do Congresso.

 

Serra desfilou pelo plenário do Senado. Foi festejado no microfone de apartes. No momento, participa de uma reunião com correligionários.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h34

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Equipe econômica da continuidade apresenta ‘armas’

Fábio Pozzebom/ABr

 

Como previsto, o time econômico escalado por Dilma Rousseff achegou-se à boca do palco nesta quarta (24).

 

Antes da entrevista conjunta de Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (BC), Dilma emitiu uma nota.

 

No texto, indica o norte da “nova” equipe: assegurar “a continuidade da bem sucedida política econômica do governo Lula”.

 

Reafirma os pilares da gestão econômica: “regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal”.

 

E elege prioridades: promover “os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida”.

 

Depois de firmar-se na Esplanada como um ministro de cofres abertos, Mantega exibiu-se aos repórteres como um novo gestor, com mãos de tesoura.

 

Disse que, sob Dilma, os gastos públicos sofrerão uma poda. Prometeu inflação sob controle, PIB ao redor dos 5% anuais e redução da dívida líquida do Estado.

 

Para não dizerem que não falou de flores, Mantega disse: "A geração de emprego é uma das prioridades máximas da política econômica".

 

Alexandre Tombini, guindado da diretoria de Normas para a presidência do BC, cuidou de afastar do mercado o fantasma da frouxidão monetária.

 

Disse ter ouvido de Dilma que, a partir de 2011, o BC terá a mesma autonomia operacional de que dispôs nos oito anos de Lula.

 

Será mantido, segundo ele, o regime de metas inflacionárias criado em 99, sob FHC. Reproduziu assim as palavras de Dilma:

 

"Nesse regime, não há meia autonomia. É autonomia total".

 

Miriam Belchior, por sua vez, declarou que, à frente da pasta do Planejamento, vai mirar no aperfeiçoamento dos gastos públicos.

 

A certa altura, soou assim: "Temos uma quantidade de recursos muito menor do que a nossa necessidade...”

 

“...Por isso, temos de arrumar maneiras de enfrentar essa disparidade, para que o desenvolvimento possa ser potencializado".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h41

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Renan, o ‘tetra’ de Sarney e todas as conseqüências

  Fábio Pozzebom/ABr
Devolvido a Brasília pelo eleitorado de Alagoas, Renan Calheiros volta a dar as cartas no Senado.

 

Líder plenipotenciário do PMDB, Renan falou à repórter Andreza Matais. Empinou a ‘tetrapresidência’ de José Sarney: “É o que causa menor atrito”.

 

Criticou o apetite do PT pela cadeira de Sarney: “Essa discussão pode reabrir atritos, sobretudo se for conduzida pelo Mercadante, um trapalhão, um aloprado...”

 

Acenou com a hipótese de recriação da CPMF: “Se vier com a chancela dos governadores, da Dilma, se for para financiar a saúde, tem chance de ser aprovada”.

 

Enxergou a crise ética que o apeou do comando do Senado pelo retrovisor: “As coisas passam, eu sofri muito, mas passou...”

 

“...Não tenho mágoa de ninguém, não há revanchismo. Para seguir em frente, você tem que saber perdoar”.

 

De fato, exceto por Sarney, no Brasil tudo passa. Renan não é senão o pretérito passando, em carne e osso.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da entrevista. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h32

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Meirelles: só BC supergaláctico vigiaria todo sistema

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, prestou esclarecimentos no Senado sobre o caso do banco PanAmericano.

 

A certa altura, os senadores questionaram Meirelles sobre a falta de faro da fiscalização do BC. Como não farejar um rombo de R$ 2,5 bilhões?

 

Meirelles disse que o BC não está estruturado para perscrutar todo o sistema financeiro. Não considera viável nem necessário:

 

"O que custaria para os cofres públicos prevenir que o controlador do banco tivesse prejuízo?...”

 

“...E qual a viabilidade técnica de uma supergaláctica auditoria do BC, auditando todas as instituições financeiras do país?"

 

Antes, Meirelles confirmara ao repórteres sua saída da presidência do BC. Descartado por Dilma Rousseff, declarou-se "feliz, gratificado".

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h12

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Após governar como violinista, Lula ‘refuga’ o violino

Sérgio Lima/Folha

 

Ao montar as equipes com as quais governou por dois mandatos, Lula revelou-se um compositor de talento. Compôs com todo mundo.

 

Em ação, guiou-se por uma velha máxima da política: Governar é como tocar violino. Pega-se o instrumento com a esquerda. Toca-se com a direita.

 

Nesta terça (23), Lula assistiu a uma apresentação da sinfônica infantil que leva o nome de sua mãe.

 

Alunos de uma escola municipal de Tocantins (TO), os meninos da Orquestra Sinfônica Dona Lindu tocaram para Lula na Base Aérea de Brasília.

 

Animado, o homenageado tomou de empréstimo um violino. Seguiu a cartilha: instrumento com a esquerda, arco com a direita.

 

Algo desajeitado, arrancou das cordas um fenômeno acústico muito distanciado do que se convencionou chamar de música.

 

Entre risos, Lula desculpou-se. Alegou que lhe faltava não a habilidade, mas um dedo.

 

Uma deficiência que, na execução da partitura da Presidência, o PMDB supriu com raro talento.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h03

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Dilma adia a negociação com ‘aliados’ para dezembro

  Sérgio Lima/Folha
Dilma Rousseff adiou para dezembro a negociação com os partidos que compõem a coligação que lhe dará suporte no Congresso.

 

Foi o que ela informou a dois personagens com os quais se reuniu, separadamente, nesta terça (23).

 

Recebeu Michel Temer, vice eleito e presidente do PMDB; e Eduardo Campos, governador reeleito de Pernambuco e presidente do PSB.

 

De acordo com o que disse ao operadores da treansição, Dilma explicou a ambos que, definidos os nomes da equipe econômica, vai escalar o time do Planalto.

 

Nesta quarta (24), deve oficiliazar Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).

 

Na quinta (25), voa para Georgetown, na Guiana, junto com Lula. Participa de reunião da Unasul, o segundo compromisso internacional depois de eleita.

 

Na semana que vem, segundo disse, concluirá a montagem da cozinha palaciana. E só então abrirá a negociação com os partidos.

 

Considerando-se o que diz, Dilma já montou ou está muito perto de montar o xadrez do Planalto.

 

Superou a resistência que nutria à acomodação de Antonio Palocci na equipe da Presidência.

 

Tentou empurrar Palocci para a pasta da Saúde. Porém, o deputado, médico de formação, refugou o abacaxi.

 

Agora, sem mencionar o cargo, Dilma deixa antever que Palocci vai mesmo a uma pasta assentada na sede do Planalto.

 

Seja qual for o ministério, o ex-czar da economia de Lula não terá, sob Dilma, as feições de um superministro. Nem Palocci nem ninguém. 

 

Para livrar-se da armadilha, Dilma vai retirar da Casa Civil a atribuição de coordenar o PAC e suas obras.

 

Transferida da assessoria da Presidência para o Planejamento, Miriam Belchior levará com ela o programa que deu superpoderes a Dilma.

 

Aferrada ao calendário que se autoimpôs, Dilma esquiva-se de antecipar a análise dos nomes que as legendas levarão à mesa.

 

Limita-se a emitir sinais. Ao PMDB, por exemplo, insinua que a legenda perderá a pasta da Saúde.

 

Diante da recusa de Palocci, Dilma fixou-se na ideia de nomear outro “técnico” para o lugar do médico José Gomes Temporão (PMDB).

 

Tomada pelo que informa em privado, Dilma não parece inclinar-se para o petista Alexandre Padilha.

 

Coordenador político de Lula, Padilha, que também é médico, cabala apoios para virar titular da Saúde.

 

Padilha move-se com desenvoltura tamanha que despertou em Dilma uma ponta de aversão.

 

O PMDB decidiu não quebrar lanças por Temporão. Enxerga nele um apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ), não um representante do pedaço do partido que tem votos no Congresso.

 

Ao mesmo tempo em que digere a perspectiva de ficar sem a Saúde, os partidários de Temer cultivam a expectativa de que Dilma brinde o PMDB com uma compensação.

 

Quanto ao PSB de Eduardo Campos, Dilma sinaliza a intenção de tonificar a presença da legenda na Esplanada –um prêmio à lealdade e ao desempenho nas urnas.

 

São temas que a sucessora de Lula planeja tratar no final da próxima semana, entre os dias 1º e 3 de dezembro. Ela tem a intenção de fechar o ministério até o dia 15.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h26

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PMDB se recusa a ‘avalizar’ Meirelles para ministério

Depois de ter sido descartado para a presidência do Banco Central, Henrique Meirelles deve ser excluído também da Esplanada dos Ministérios.

 

O PMDB, partido ao qual Meirelles se filiou em setembro de 2009, se recusa a avalizar a indicação dele para uma das pastas da cota partidária.

 

Operadores do gabinete de transição haviam informado que Dilma cogitou nomear Meirelles para um ministério voltado à infraestrutura.

 

Mencionava-se a pasta dos Transportes, cobiçada, em privado, pelo próprio Meirelles. Condicionou-se a indicação, porém, ao aval do PMDB.

 

O repórter ouviu dois mandachuvas do partido na noite desta terça (23). Ambos disseram que Meirelles não consta da lista de ministeriáveis do PMDB.

 

Assim, só viraria ministro se Dilma resolvesse nomeá-lo em sua cota pessoal. Algo que ela não parece disposta a fazer.

 

Em 2009, depois de flertar com o PP, Meirelles desembarcou no PMDB de olho na vice de Dilma. Foi tratorado por Michel Temer.

 

Nos últimos meses, Meirelles imaginou que um pedido de Lula a Dilma lhe daria uma sobrevida no Banco Central.

 

Julgando-se cacifado, imaginou que poderia levar ao pano verde uma condição. Arrastou a ficha da autonomia operacional do BC.

 

Dilma estrilou. Meirelles tentou dar por não dito o que dissera sob reserva. Não colou. Nesta terça (23), Lula puxou-lhe a cadeira:

 

“A única coisa que eu defendo é o seguinte: quem tá comigo, tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010”.

 

Embora preferisse Luciano Coutinho na Fazenda, Dilma digeriu a permanência de Guido Mantega a pedido de Lula.

 

Quanto a Meirelles, vai à crônica da transição como uma espécie de grito de independência da presidente eleita.  

 

- Em Tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 03h02

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: A guerra do Rio - Beltrame: facções se uniram e reação da PM será em dobro

 

- Folha: Dilma escolhe técnico de carreira para presidir o BC

 

- Estadão: Dilma decide com Mantega que Tombini chefiará BC

 

- JB: PRF apreendeu um fuzil em dois anos no Rio

 

- Correio: Mais um preso no caso Villela

 

- Valor: Inflação em alta é desafio a novo BC

 

- Zero Hora: Investigada conexão gaúcha em plano de atacar polícia no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h46

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Rio 40 graus!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 23h28

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Sob Dilma, BC pode ter de elevar juros já em janeiro

Escolhido por Dilma Rousseff para presidir o Banco Central, Alexandre Tombini passará pelo primeiro teste já no primeiro mês do novo governo.

 

Sob Dilma, a reunião inaugural do Copom (Comitê de Política Monetária) está agendada para os dias 18 e 19 de janeiro.

 

Os operadores do mercado enxergam na conjuntura razões para o anúncio de uma elevação da Selic, a taxa básica de juros.

 

O variação dos preços dos alimentos pressiona a inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registra alta de 0,85% em novembro.

 

Pela 10ª semana consecutiva, o mercado reajustou para cima a previsão de inflação para 2010.

 

Até a semana passada, previa-se um IPCA de 5,48%. Nesta semana, a estimativa foi a 5,58%.

 

A rigor, o Copom já poderia aumentar os juros, hoje fixados em 10,75% ao ano, na úlltima reunião da era Lula, marcada para os dias 7 e 8 de dezembro.

 

Aos olhos do mercado, a alta de janeiro, mais do que conveniente, seria inevitável.

 

Primeiro, para refrear a inflação. Segundo, para que Tombini inaugure sua gestão oferendo ao mercado que o “novo” BC não perdeu a autonomia operacional.

 

Mal comparando, Tombini, cujo nome deve ser anunciado nesta quarta (24) por Dilma, vive situação análoga à de Henrique Meirelles.

 

Em janeiro de 2003, na primeira reunião do Copom da era Lula, o BC viu-se compelido a aumentar os juros.

 

A Selic era de 25% quando Meirelles assumiu a instituição. Subiu para 25,5% em 22 de janeiro de 2003.

 

Naquela ocasião, a decisão do Copom, unânime, tonificou o prestígio de Meirelles, que trocara um mandato de deputado pelo PSDB pelo comando do BC de Lula.

 

Houve grita generalizada. O petismo liderou a algaravia. Lula postou-se ao lado de Meirelles. Resta saber de que lado ficará Dilma.

 

Além de Tombini, a primeira reunião do Copom do novo governo submeterá a teste também a sucessora de Lula, que, em campanha, sinalizara a redução dos juros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Rio de Janeiro vive mais 1 dia de ataques criminosos

- Leia mais sobre a crise na segurança do Rio aqui, aqui, aqui e aqui. Siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 21h20

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De volta, Jarbas pede ‘respeito’ a Dilma e critica Lula

Em seu primeiro discurso no Senado depois da derrota na disputa pelo governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) reabriu a caixa de ferramentas.

 

Desejou sorte a Dilma Rousseff. Mas anunciou que, nos próximos quatro anos, fará ao governo dela a mesma oposição que fez à gestão Lula.

 

Num discurso apinhado de ataques a Lula, o senador sugeriu Dilma que mantenha com a oposição uma "relação de respeito".

 

Algo que Lula, a seu juízo, não fez. Ao contrário: "No início de seu segundo mandato, o presidente Lula fez uma encenação...”

 

“...Recebeu alguns integrantes da bancada de oposição, sinalizando a possibilidade de se estabelecer um diálogo civilizado...”

 

“...Mas, na primeira oportunidade, o presidente se dedicou ao trabalho de exterminar os parlamentares da oposição. Disse isso textualmente pelos palanques do Brasil...”

 

“...Lula agrediu a oposição e perseguiu seus líderes, como se vivêssemos em pleno regime autoritário".

 

Jarbas conserva o timbre de dissidente a despeito de seu partido, o PMDB, estar agora representado na vice-presidência da República, por meio de Michel Temer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h58

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STJ manda ao arquivo uma ‘ação civil’ contra Palocci

  Márcia Ribeiro/Folha
Antonio Palocci recebeu do STJ, nesta terça (23), um presente natalino antecipado.

 

A 1ª turma do tribunal arquivou uma ação civil que corria contra o deputado.

 

Envolvia um contrato celebrado à época em que Palocci era prefeito de Ribeirão Preto.

 

Sob Palocci, a prefeitura contratara os serviços do Instituto Curitiba de Informática.

 

O Ministério Público de São Paulo enxergou “improbidade administrativa” no negócio.

 

Por quê? A contratação foi feita sem licitação, a preços “incrivelmente altos”.

 

Palocci já havia sido absolvido na primeira e na segunda instância do Judiciário.

 

O Ministério Público recorrera ao STJ. Daí o julgamento realizado nesta terça.

 

Coube ao ministro Teori Albino Zavascki a atribuição de relatar o processo.

 

No seu voto, realçou: não se pode confundir ilegalidade com improbidade.

 

A dispensa de licitação poderia, no máximo, levantar dúvidas quanto à legalidade.

 

Para o ministro, não ficou comprovado o dolo dos gestores de Ribeirão Preto.

 

A própria ilegalidade, anotou o relator, foi afastada nas primeiras instâncias.

 

“Nada de ilegal houve na dispensa de licitação”, escreveu Teori Zavascki.

 

O voto do ministro foi acompanhado pela unanimidade dos integrantes da 1ª Turma.

 

Assim, o porquinho-mor da equipe de transição livrou-se de mais essa acusação.

 

A notícia chega no instante em que Palocci está prestes a retornar ao ministério.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Dilma convida Tombini para lugar de Meirelles no BC

Para o Planejamento, presidente convidou Miriam Belchior

 

  Alan Marques/Folha
Dilma Rousseff fechou, nesta terça (23), sua equipe econômica. O anúncio dos nomes será feito provavelmente nesta quarta (24).

 

A repórter Natuza Nery informa que Dilma convidou Alexandre Tombini (foto) para a presidência do Banco Central.

 

Na pasta do Planejamento, Dilma decidiu acomodar Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito Celso Daniel, morto em 2002.

 

A dupla vai compor o primeiro escalão econômico do novo governo junto com Guido Mantega, já convidado a permanecer na Fazenda.

 

Tombini é, hoje, diretor de Normas do BC. É funcionário de carreira da instituição.

 

Sua escolha deve aplacar o receio de afrouxamento da política monetária. Atribui-se a Tombini a estruturação do Depep (Departamento de Pesquisa Econômica) do BC.

 

O trabalho desse departamento tornou-se essencial na administração do regime de metas de inflação, adotado em 1999, sob FHC, e mantido sob Lula.

 

Miriam Belchior integra a assessoria da Casa Civil. É formada em engenharia, com mestrado em administração pública.

 

Quando Dilma virou candidata, Lula confiou a Belchior o acompanhamento das obras do PAC. O programa deve migrar para o Planejamento.

 

Antes de formalizar a escolha dos nomes, Dilma deseja conversar com Henrique Meirelles, apeado do comando do BC.

 

Prevê-se que Meirelles abencoará a escolha de Tombini. Algo que ajudará a sinalizar para o mercado a manutenção do modelo de autonomia operacional do BC.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h03

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Lula e o pós-Lula:‘Quero desencarnar da presidência’

Lula foi a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta terça (23). Participou de evento relacionado ao setor sucroalcooleiro.

 

Depois, ao lado do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, deu uma rápida entrevista.

 

A alturas tantas, falou sobre o papel que deseja desempenhar no pós-Lula:

 

“Vou surpreender vocês muito, porque vou andar muito esse país, mesmo sem mandato”.

 

Instado a esmiuçar o raciocínio, esclareceu: “Primeiro, eu quero desencarnar da Presidência...”

 

“...[...] Aí, depois que eu desencarnar da Presidência é que eu vou pensar no que fazer”.

 

Perguntaram-lhe se defende a permanência de Henrique Meirelles no BC de Dilma Rousseff.

 

E ele: “Não defendo nada, meu filho. A única coisa que eu defendo é o seguinte: quem tá comigo, tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010”.

 

Depois disso, Dilma “indica quem ela quiser, pro cargo que ela bem entender”.

 

Lula repisou um lero-lero que contrasta com sua movimentação nos subterrâneos da transição:

 

“A minha tese é que a Dilma tem que montar um governo que seja a cara e a semelança dela...”

 

“...Você só pode indicar para ministro ou para um cargo de uma empresa pública quem você pode tirar”.

 

Disse que Dilma está “livre” para montar o governo. “Eu apoiarei qualquer que seja a decisão dela”.

 

A um mês e 23 dias de se tornar um “ex”, Lula ‘Quase Desencarnado’ da Silva vive a difícil travessia entre a logorréia e o silêncio.

 

Tomado pelas promessas, a partir de janeiro, vai se autoimpor a quarentena do bico calado. Difícil imaginar Lula exercitando a eloqüência do silêncio.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h21

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Coleta da Receita bate recorde pelo 13º mês seguido

Pelo 13º mês consecutivo, a coleta do fisco terminou em recorde: R$ 74,4 bilhões migraram de bolsos e caixas registradoras para as arcas do governo em outubro.

 

A cifra, que inclui impostos e contribuições, é 2,89% superior à que fora anotada em outubro do ano passado.

 

No acumulado do ano (janeiro a outubro), a Receita passou o rodo em R$ 658,3 bilhões –11,87% a mais do que o coletado no mesmo período de 2009.

 

Poderia ser pior. A despeito do novo recorde, o ritmo de crescimento da coleta diminuiu.

 

Aii! Uii!! Aii, uii!!! Sentiu um puxão na altura do bolso? Pois é... O fisco! Não gostou? Experimente atear fogo às vestes. Importante: antes de riscar o fósforo, dispa-se.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h30

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Na terra de Aécio, FHC rejeita a tese da ‘refundação’

  Folha
FHC proferiu uma palestra em Belo Horizonte na noite passada. Depois, falou aos repórteres.

 

Instado a comentar a tese de Aécio Neves de que o PSDB carece de uma “refundação”, o ex-presidente torceu o nariz:

 

"Todos os partidos, num certo sentido, estão todo o tempo se renovando. Mas refundação acho que é uma expressão muito forte".

 

O repórter Rodrigo Vizeu conta, na Folha, que FHC esquivou-se de responder se Aécio teria sido mais competitivo na disputa contra Dilma Rousseff.

 

Limitou-se a dizer que o tema agora faz parte do “passado”. No mais, escorregou:

 

"Eu tenho uma ligação muito profunda com o Serra e o Aécio. Então, para mim, é sempre difícil falar sobre qualquer um dos dois".

 

Voltou a criticar a tese segundo a qual deixou para Lula uma “herança maldita”.

 

“O que foi maldito”, disse ele, foi “o Lula, que assustdou os mercados” na sucessão de 2002, último ano de sua gestão.

 

"A Dilma sabe disso”, acrescentou. “Ela usa isso simplesmente por ‘espertezinha’ política".

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h56

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Temer recebe governadores para discutir Lei Kandir

  Lula Marques/Folha
Michel Temer realiza nesta terça (23) uma reunião suprapartidária com governadores eleitos e reeleitos.

 

Busca-se uma saída para a encrenca da Lei Kandir. Sancionada em 1996, sob FHC, a lei isentou do ICMS os bens e serviços destinados à exportação.

 

Como o tributo é estadual, abriu-se um buraco nas arcas dos Estados. A União comprometera-se a prover compensações.

 

Não foram fixadas, porém, as regras para os repasses compensatórios aos Estados, feitos por meio do Orçamento da União.

 

Pela conta dos governadores, a União acumula, desde 2005, um passivo de cerca de R$ 20 bilhões.

 

A reunião desta terça ocorre num instante em que o Congresso se prepara para votar o Orçamento da União para 2011.

 

Além de discutir a cifra dos repasses do próximo ano, os governadores tentam construir uma fórmula que regule a matéria em termos definitivos.

 

Pelo menos sete governadores participarão do encontro com Temer. Dois do PSDB: Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG)...

 

...Um do PMDB: Sérgio Cabral (RJ). Um do PT: Jaques Wagner (BA). E três do PSB: Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES).

 

Temer convidou também líderes partidários e o ministro petista Alexandre Padilha, coordenador político do Planalto.

 

Outros temas devem ser levados à mesa. Entre eles o projeto que institui um piso salarial para policiais militares e bombeiros.

 

O governo federal tenta barrar a aprovação da proposta. E deseja atrair os governadores para a causa.

 

- Atualização feita às 15h32 desta terça (23)Aqui, notícia sobre o resultado da reunião.  

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Escrito por Josias de Souza às 04h18

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Após ataques do tráfico, PM retomará ações em favelas

 

- Folha: Governo proíbe oberbooking nos voos de fim de ano 

 

- Estadão: Para evitar caos aéreo, Anac veta overbooking

 

- JB: Terror foi tramado no Alemão

 

- Valor: Varejo reduz prazos para as vendas de fim de ano

 

- Estado de Minas: Antes que o vexame se repita

 

- Zero Hora: Combate ao crack reduz crimes no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h38

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Fôlego de lobo!

Regi

- Via Amazonas em Tempo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h27

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Meirelles pode ir para ministério, se PMDB der o aval

Fábio Pozzebom/ABr

 

Descartada a permanência de Henrique Meirelles no Banco Central, Dilma Rousseff voltou a considerar a hipótese de acomodá-lo num ministério.

 

Em privado, Dilma mencionou especificamente a pasta dos Transportes. Há, porém, um empecilho político.

 

Dilma quer empurrar Meirelles para dentro da cota de ministros do PMDB. E o partido resiste em apadrinhar a indicação.

 

Meirelles é, por assim dizer, um cristão novo no PMDB. Filiou-se à legenda em setembro de 2009, depois de flertar com o PP.

 

Àquela altura, o presidente do BC cogitava disputar o governo de Goiás. Desistiu. Imaginou que poderia tornar-se vice na chapa de Dilma Rousseff.

 

Lula preferia Meirelles a Michel Temer. Mas o PMDB levou o pé à porta. Na ocasião, um cacique do partido, da etnia leal a Temer, fez piada:

 

“O Meirelles mal entrou no ônibus e já quer sentar na janelinha!”

 

Temer unificou as duas alas do PMDB –a da Câmara e a do Senado. E prevaleceu sobre Meirelles, dobrando Lula.

 

A julgar pelo que diz entre quatro paredes, a troca do BC por um ministério voltado à infreaestrutura, como o dos Transportes, não desagrada a Meirelles.

 

Ao contrário. A migração o deixaria mais à vontade para casar a ação no governo com suas ambições políticas.

 

O PMDB também cobiça o ministério dos Transportes. Já informou que, em troca, admite inclusive abrir mão de outra pasta, a da Integração Nacional.

 

O problema é que a legenda olha para Meirelles de esguelha. Vê nele um jogador solitário, não uma pessoa com disposição para fazer o jogo partidário.

 

Se conseguir ultrapassar as resistências do PMDB, Dilma terá dee lidar com outro problema. Chama-se PR.

 

Sob Lula, a pasta dos Transportes foi confiada ao PR. E a legenda informou ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, que deseja manter o ministério.

 

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ministro até abril, saiu para concorrer ao governo do Amazonas. Derrotado, quer voltar ao antigo posto.

 

Obtendo o endosso do PMDB ao nome de Meirelles, Dilma terá de acomodar o PR noutra pasta. Não encontrará na Esplanada uma cadeira com tantos atrativo$.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h43

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Bandidagem faz onda de ataques incendiários no Rio

- Atualização feita às 23h52 desta segunda (22): O crime organizado voltou a barbarizar no Rio, na noite desta segunda. Aqui, os detalhes. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h49

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Quércia está internado para 6º ciclo de quimioterapia

  Antônio Gaudério/Folha
Ainda às voltas com um câncer, Orestes Quércia voltou a ser internado no Sírio Libanês, em São Paulo.

 

Quércia foi ao leito hospitalar na quinta-feira (18) da semana passada. Mas só nesta segunda (22) a informação veio a público.

 

Licenciado da presidência do PMDB-SP, Quércia luta contra um câncer na próstata. Tratara-o há dez anos. Porém, a doença voltou.

 

A recidiva manifestou-se em plena campanha eleitoral. Quércia viu-se compelido a renunciar à candidatura ao Senado.

 

Permaneceu 36 dias internato. Deixou o hospital em 6 de outubro. A assessoria de Quércia diz que ele terá alta nesta terça (23).

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h28

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Meirelles não vai continuar à frente do Banco Central

Lula Marques/Folha

 

Avolumam-se os indícios de que Henrique Meirelles não será mantido por Dilma Rousseff na presidência do Banco Central.

 

O penúltimo prenúncio foi levado à web pela Reuters. A agência diz ter recolhido de pessoa próxima a Dilma um comentário com cara de veredicto:

 

"Ele não vai continuar, já foi decidido".

 

A provável saída de Meirelles exigirá de Dilma algo mais além da indicação de um substituto. Terá de desfazer uma má impressão.

 

O desembarque de Meirelles tonificará a tese segundo a qual o BC não terá, sob Dilma, autonomia gerencial para administrar a política monetária.

 

O modelo de BC autônomo funciona assim: o governo fixa, por meio do Conselho Monetário Nacional, uma meta para a inflação do ano.

 

Estabalecida a meta, delega-se ao BC a tarefa de zelar pelo seu cumprimento. Entra em cena o Copom.

 

Integrado pelo presidente e pelos diretores do BC, o Copom eleva os juros quando há risco de descontrole inflacionário. Desaparecendo o risco, a taxa cai.

 

A autonomia assegura ao BC liberdade para calibrar os juros sem interferências políticas da Fazenda e, no limite, até do Planalto.

 

O modelo vigora desde 1999, quando foi instituída, ainda sob FHC, a sistemática de metas para a inflação.

 

O mandachuva do BC não está, evidentemente, impedido de debater os juros com outras esferas do governo.

 

O próprio Meirelles sempre cultivou o hábito de sentir o pulso de Lula antes das reuniões do Copom, realizadas a cada 45 dias. Porém...

 

Porém, a palavra final sobre a matéria é, até aqui, do BC. Antes de ser nomeado, Meirelles negociara com Lula, em 2002, o respeito à autonomia.

 

Meirelles assumiu em 2003, primeiro ano da gestão petista. Sobreviveu a dois mandatos, tornando-se o presidente mais longevo da história do BC.

 

Na semana passada, Meirelles fez declarações que soaram como uma condicionante. Insinuou que aceitaria permanecer no BC, desde que preservada a autonomia.

 

Dilma mandou dizer que não gostou. O recado chegou a Meirelles num telefonema disparado por Antonio Palocci, coordenador da transição.

 

Meirelles tentou ajeitar as coisas. Numa entrevista dada na Alemanha, disse que a própria Dilma, em campanha, declarara-se a favor da autonomia.

 

O vaivém levou ao caldeirão um caldo que os operadores do mercado ainda não digeriram.

 

Ficou a impressão de que, saindo Meirelles, vai-se embora a autonomia. O BC voltaria a ser um órgão subordinado à Fazenda.

 

Na leitura do mercado, a política monetária de Dilma seria frouxa. A queda dos juros prevaleceria sobre a rigidez no controle da inflação.

 

O mercado reage mal porque a política de metas é vista com bons olhos. Quando foi instituída, em 1999, os juros reais estavam na casa de 15%. Hoje, estão em 5%.

 

Frequenta a lista de alternativas de Dilma um subordinado de Meirelles, o atual diretor de normas do BC, Alexandre Tombini.

 

Confirmando-se a indicação de Tombini, as dúvidas quanto à higidez da política monetária serão atenuadas.

  

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Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Dilma Rousseff recepcionará no Torto uma alma pura

  Roberto Stuckert/Divulgação
Nos últimos dias, em sido intenso o entra-e-sai na Granja do Torto.

 

Nesta segunda, Dilma Rousseff recebeu um par de ministeriáveis e um futuro bi-ministro.

 

Sob essa atmosfera carregada, a casa de campo da Presidência, teto provisório de Dilma, receberá nos próximos dias a visita de uma alma pura.

 

A avó-presidente prepara-se para recepcionar no Torto um bebê com nome de anjo, o neto Grabriel.

 

Nesta segunda (22), chegaram à Granja um berço e um colchão. Dilma pagou pelas peças R$ 750.

 

Comprou-as a servidora Marly Ponce Branco, a serviço do gabinete de transição.

 

Gabriel e a mãe dele, Paula Rousseff, filha única da nova presidente, são aguardados para 17 de dezembro.

 

Virão de Porto Alegre, onde moram, para a cerimônia de diplomação de Dilma, no Tribunal Superior Eleitoral.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Juíza condena Paulinho, tribunal susta e MPF recorre

  Folha
Primeiro, o fogaréu: a Justiça condenou o deputado Paulinho (PDT-SP) e a Força Sindical, presidida por ele, a devolver verbas desviadas do FAT.

 

Agora, o extintor: O TRF-3, tribunal de segunda instância sediado em São Paulo, suspendeu a sentença. O valor? R$ 706,5 mil.

 

Por último, o rescaldo: O Ministério Público Federal encaminhou ao TRF-3 uma petição para tentar reacender a condenação.

 

A notícia chega assim, compartimentada, porque só agora a Procuradoria da República trouxe à luz uma encrenca de três meses atrás.

 

Deu-se em agosto a condenação de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, e sua Força Sindical.

 

Sentença da juíza federal Fernanda Souza Hutzler, da 25ª Vara Federal Cível de São Paulo –suspensa posteriormente graças a um recurso da defesa ao TRF.

 

Nesta segunda (22), foram aos autos as contra-razões da Procuradoria. Responsável pela denúncia, o órgão verte suor para tentar manter de pé a sentença.

 

O caso envolve a liberação de verbas federais para a realização de cursos de capacitação profissional geridos pela central controlada por Paulinho.

 

Detectaram-se nove malfeitos –desde a contratação de escolas sem licitação até a apresentação de listagens fraudulentas de alunos.

 

Houve casos de “alunos” cujos CPFs apareciam em duplicidade nas listas. Pior: em Estados diferentes. Indício claro de fraude.

 

A verba foi liberada pelo Ministério do Trabalho em 2001, ainda sob FHC. Coisa de R$ 40 milhões. Nessa época, Paulinho e a Força dele viviam às boas com o tucanato.

 

A denúncia do Ministério Público é de 2003, primeiro ano da era Lula. Um período em que Paulinho e sua Força achegaram-se ao petismo.

 

Pela sentença da juíza Fernanda Hutzler, os R$ 706,5 mil terão de ser rachados entre o deputado e a entidade sindical pilotada por ele.

 

Desse total, R$ 235,4 mil referem-se ao ressarcimento de verbas malversadas. O restante –R$ 470,9 mil— é o valor da multa imposta pela juíza.

 

Desvios em cursos ministrados por centrais sindicais tornaram-se uma praga. Os arquivos do TCU estão apinhados de auditorias que esquadrinham o malfeito.

 

A despeito disso, o Ministério do Trabalho celebra convênios à farta. Torra-se o dinheiro público como se fosse grana gratuita.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h02

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Tiririca rende ao seu partido, o PR, R$ 2,7 mi por ano

Shutterstock

 

Por trás do idealismo, da vontade de servir ao povo e da entrega altruísta dos partidos políticos ao bem comum há uma motivação comum. Qual?

 

Experimente-se perguntar ao deputado eleito Tiririca. Ele dirá: “É o dinheiro, abestado”.

 

Ao beliscar 6,4% dos votos válidos de São Paulo para a Câmara federal, Tiririca tonificou as arcas de seu partido, o PR, em R$ 2,7 milhões anuais.

 

Dinheiro proveniente do Fundo Partidário. Fornido com verbas públicas, o fundo

é rateado entre as legendas conforme o desempenho eleitoral de cada uma.

 

Tiririca não foi o único benfeitor monetário do PR. Noutros Estados, houve quem arrancasse das urnas desempenho proporcional mais vistoso que o do palhaço.

 

Por exemplo: o chiste Anthony Garotinho foi eleito deputado pelo PR do Rio com 8,7% dos votos válidos do Estado.

 

Tomado pelo desempenho de 2010, o PR elevará sua cota no Fundo Partidário de cerca de R$ 8 milhões para algo ao redor de R$ 14 milhões anuais.

 

No caso de Tiririca, os votos –e suas consequências— são atribuídos ao desencanto do eleitor com o político tradicional.

 

Supõe-se que a maioria do eleitorado do palhaço (1,3 milhão de votos) tenha optado por enviar uma piada à Câmara em protesto contra os políticos tradicionais.

 

O diabo é que o mentor de Tiririca não é senão um político tradicional, muito tradicional, tradicionalí$$imo.

 

Chama-se Valdemar Costa Neto. Em 2005, foi pilhado com as mãos na cumbuca da dupla Valério-Delúbio. Agora, foi devolvido à Câmara.

 

Ou seja: de um lado, o eleitor paulista protestou. De outro, premiou um mensaleiro que engrossara o caldo que engrossou o protesto.

 

“Pior que tá, não fica”, dizia Tiririca na propaganda eleitoral. Bobagem. No Brasil, nada é tão ruim que não possa piorar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h10

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Gasto sobe, mas saúde e educação só levam 10%

 

- Folha: Unifesp aluga imóveis por R$ 1,2 mi e não usa

 

- Estadão: Gabrielle deve ser mantido por mais 1 ano

 

- Correio: Crime da 113 Sul: OAB entra na crise da Polícia Civil

 

- Valor: Argentina ameaça Brasil com mais protecionismo

 

- Estado de Minas: Trânsito de BH volta ao ritmo das carroças

 

- Zero Hora: Descontrole nas cadeias: Apreensão de mais de 2 mil celulares em 18 meses alarma Justiça

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h29

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Fabulações!

Benett

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Escrito por Josias de Souza às 02h36

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Chávez anuncia a re-re-re-recandidatura para 2012

  Marcelo Hernadez/AP
Com dois anos de antecedência, Hugo Chávez anunciou que disputará novamente a presidência da Venezuela em 2012.

 

Num evento oficial que contou com a presença de centenas de estudantes, o companheiro autocrata afirmou:

 

"As eleições de dezembro de 2012 estão logo ali e pode-se dizer que a campanha já começou...”

 

“...Vocês sabem que, se Deus me der vida e saúde, serei candidato presidencial".

 

No poder desde 1999, Chávez acrescentou: "Vocês decidirão se este soldado seguirá à frente da revolução...”

 

“...Ou se permitirão que a burguesia entre para arruinar com os sonhos de um povo".

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h54

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Dutra decide ‘malhar’ para deixar de ser ‘porquinho’

José Eduardo Dutra, um dos “três porquinhos” do gabinete de transição de Dilma Rousseff, tenta livrar-se de dois incômodos.

 

O presidente do PT expôs seus objetivos mais prementes no twitter:

 

"Geração saúde: caminhada de uma hora no Parque da Cidade. Meta é perder alguns quilos acumulados na campanha e, consequentemente, o apelido".

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h37

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Vaticano e camisinha: frase do papa não é ‘revolução’

Durou menos de 24 horas o entusiasmo com a frase de Bento 16 sobre camisinha.

 

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, apressou-se em prestar esclarecimentos.

 

Disse que o comentário do papa não representa "mudança revolucionária".

 

Não passa de uma "visão compreensiva". Nada que altere a posição da Igreja.

 

O porta-voz soou peremptório: As declarações "não reformam ou mudam as doutrinas da Igreja”.

 

Ao contrário, “as reafirmam, na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".

 

Eis o que disse o papa, num livro-entrevista a ser lançado na terça-feira (23):

 

“Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, [o uso de preservativos] pode ser um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana".

 

A reação foi instantânea. Grupos progressistas da própria Igreja e ativistas da luta contra a Aids festejaram.

 

A declaração do papa deixou no ar a impressão de que Deus existe.

 

A água fria do porta-voz serviu para mostrar que o Padre Eterno mora longe da Igreja.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h00

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Para fase de ‘ex’,Lula planeja uma rotina de holofotes

Ricardo Stuckert/PR

 

O convívio com o “ex” nunca foi algo simples. Tome-se o exemplo de homens e mulheres.

 

Casados, descobrem o real significado da expressão “sexo oposto”. E viram ex-maridos e ex-mulheres.

 

Matrimônio vira patrimônio. A felicidade conjugal passa a depender de três: o ex-casal, um advogado.

 

Para início de desconversa, combina-se que os ex-pombinhos não conviverão mais sob o mesmo telhado.

 

Pois bem. Com os ex-presidentes a coisa não é tão simples.

 

Todo mundo é obrigado a conviver com eles sob o mesmo céu do imenso ‘domicílio Brasil’.

 

Há, por ora, quatro ex-presidentes na praça: José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e FHC.

 

Exceto por FHC, que criou um instituto de estudos, os outros três tomaram um caminho esdrúxulo.

 

Depois de exercer o cargo máximo, voltaram à liça encarniçadea das refregas eleitorais.

 

Em 2011, Itamar se juntará aos outros dois, no Senado.

 

Na bica de se converter em “ex”, Lula segue as pegadas de FHC. Vai criar uma ONG, o “Instituto Lula”.

 

Mal comparando, os dois imitam o modelo dos EUA, cujos presidentes, ao deixar a Casa Branca, vão cuidar de fundações batizadas com seus nomes.

 

São erigidas nos respectivos Estados. Guardam o acervo de cada um. E abrem as portas à visitação pública.

 

No Brasil, impera o improviso. Assim como fizera FHC, Lula corre o chapéu entre os grandes empresários.

 

Cogita inovar. Analisa a hipótese de pedir dinheiro a organismos internacionais como o Banco Mundial.

 

Para quê? Deseja que seu futuro instituto coordene investimentos na África e na América Latina.

 

Não só na área social, mas em setores como transporte e energia.

 

Diferentemente do instituto de FHC, que só produz estudos, o de Lula implementaria as políticas públicas que viesse a conceber.

 

De resto, Lula quer coordenar uma frente de partidos. Vai como que pairar sobre Dilma Rousseff.

 

Deseja articular a aprovação de reformas que não foi capaz de entregar como presidente.

 

Entre elas a tributária e, sobretudo, a política. O repetido bordão -“Rei morto, rei posto”- vira lero-lero.

 

No afã de se manter em cena, Lula flerta com a superexposição. O prolongamento dos refletores pode custar-lhe o derretimento do prestígio.

 

Na Presidência, levou à vitrine um pacote de obras que combinam atraso no cronograma e superfaturamento.

 

Fora dela, arrisca-se a conviver com novos atrasos e fraudes. Só que com verbas de organismos multilaterais.

 

Xingar o TCU não vai adiantar. Eventuais desvios trarão o selo de um instituto com a logomarca "Lula".

 

Se recobrar o juízo, Lula talvez prefira comprar um pijama novo. Com dinheiro do próprio bolso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h14

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Lula ‘sugere’ a Dilma que mantenha Jobim na Defesa

Patrícia Santos/Folha

 

Em conversa com a sucessora Dilma Rousseff, Lula “sugeriu” a manutenção de Nelson Jobim na cadeira de ministro da Defesa. Antes, o presidente sondou o próprio Jobim. Recolheu dele a impressão de que, convidado, topa permanecer.

 

Entre os argumentos que utilizou para interceder por Jobim, Lula mencionou o projeto de lei que institui a chamada “Comissão Nacional da Verdade”. Foi enviado ao Congresso em maio.

 

Prevê a constituição de um grupo para perscrutar as "graves violações de direitos humanos praticadas" durante a ditadura. Em tramitação na Câmara, só será apreciado em 2011, sob Dilma. O tema inquieta as Forças Armadas.

 

Lula enxerga em Jobim credenciais para evitar que o desconforto se converta na primeira crise da gestão de Dilma. Daí a sugestão que dirigiu presidente eleita.

 

Numa entrevista concedida três dias depois da eleição, Lula dissera, ao lado de Dilma, que não fizera nem faria indicações para o ministério de sua pupila. Afirmara que Dilma montaria uma equipe “com a cara dela”. Acrescentara: "A continuidade é da política, não das pessoas".

 

Referindo-se a si próprio, Lula emendara: "Rei morto, rei posto". Lorota. Em pelo menos três casos, o “rei (semi) morto” sugeriu nomes à rainha (quase) posta. Pediu por Guido Mantega. Dilma o atendeu. Convidado, Mantega aceitou gostosamente permanecer à frente da pasta da Fazenda.

 

Aconselhou a concessão de uma uma sobrevida a Henrique Meirelles. Nesse caso, não se sabe, por ora, se será acatado. Dilma conversará com o atual presidente do BC nesta semana. A ideia de mantê-lo no mesmo cargo não parece entusiasmá-la.

 

Por último, Lula sugeriu a preservação de Jobim, um dos seis representantes do PMDB na Esplanada. Para ele, o posto de titular da Defesa não é simples de preencher. Acha que, no exercício do cargo, Jobim granjeou o respeito dos militares.

 

Algo que o credencia para servir de anteparo entre Dilma e os comandantes do Exercito, Marinha e Aeronáutica. Lula elogia a forma como Jobim jogou água fria na fervura da Comissão da Verdade. A encrenca consta do PNDH-3 (3º Plano Nacional de Direitos Humanos).

 

O plano é uma espécie de carta de intenções. Sugere o envio ao Congresso de 27 projetos de lei. O que trata do resgate da “verdade” foi o primeiro da fila. Antes que o texto ficasse pronto, houve uma reação da farda.

 

Com o pé atrás, os militares enxergaram no PNDH-3 um viés “unilateral”. Falava em restabelecer a verdade sobre a “repressão política” patrocinada pela ditadura. Abstinha-se de mencionar, porém, os “excessos” cometidos pelos grupos que foram às armas contra os governos militares.

 

Jobim endossou as queixas, contrapondo-se ao colega Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), responsável pelo plano que abespinhara a tropa. Numa audiência com Lula, Jobim disse que a manutenção do texto inviabilizava sua permanência no ministério.

 

Em janeiro, o presidente editou um decreto apaziguador. Trocou a expressão “repressão política” por “violações de direitos humanos”. Ficou entendido que a investigação da “verdade” ganhou contornos “bilaterais”. Alcançaria os militares e também a guerrilha.

 

A despeito disso, o general Maynard Santa Rosa, chefe de Pessoal do Exército, levou à internet uma carta de conteúdo tóxico. Da web, o texto foi às páginas da Folha. O general Santa Rosa chamou a Comissão da Verdade de “comissão da calúnia”.

 

Mais: escreveu que seria composta por "fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime para alcançar o poder".

 

Sem titubeios, Jobim encomendou a Lula o escalpo do general. Com elogios ao ministro, o presidente levou a cabeça de Santa Rosa à bandeja, exonerando-o. Embora concordassem com Santa Rosa, os comandantes militares cuidaram para que não houvesse reação à decisão de Jobim. 

 

Na sequência, o ministro zelou para que o projeto enviado à Câmara não fugisse ao “bilateralismo” reclamado por seus comandados. O texto prevê que a Comissão da Verdade poderá requisitar documentos sigilosos. Mas proíbe a divulgação.

 

Estendeu a apuração das "violações de direitos humanos" ao período de 1946 e 1988. Com isso, evitou-se caracterizar a iniciativa como algo dirigido ao regime de exceção inaugurado em 1964.

 

A proposta fala em "efetivar o direito à memória e à verdade histórica” não para retaliar, mas para “promover a reconciliação nacional". Uma redação que denota submissão à Lei da Anistia, como querem os militares.

 

De resto, não há no projeto vestígio da expressão "repressão política", que, para desassossego dos militares, era repisada 12 vezes no PNDH-3. Livre dos dois vocábulos, o projeto assegura que as investigações alcançarão os dois lados –os desatinos cometidos pela ditadura e também os praticados esquerda armada.

 

Chegou-se a um ponto de equilíbrio que tem na figura de Jobim uma espécie de fiador. E Lula imagina que, mantendo o ministro, Dilma renderá homenagens à moderação, protegendo-se de reações que possam advir do debate aceso que certamente haverá no Congreso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h04

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Lição americana de como tratar vigaristas bilionários

A corrupção é uma praga planetária. A impunidade também é encontrada em várias partes do mundo, quase todas no Brasil.

 

Noutras praças, a corrupção pode resultar em cadeia e confisco. Aqui, o corrupto usa o fruto do roubo para comprar um caráter ilibado.

 

O repórter oferece o vídeo acima aos seus 22 leitores para despertar-lhes, no final de semana, o doce sentimento da inveja.

 

Nas imagens, objetos pessoais de Bernard Madoff, o mercador de papéis que passou uma rasteira de US$ 50 bilhões no mercado global.

 

A crise financeira de 2008 levou Madoff à breca numa terça-feira da primeira quinzena de dezembro. Na quinta da semana seguinte, ele estava em cana.

 

Ganhou o meio-fio mediante fiança. Coisa salgada: US$ 10 milhões. Pouco depois, intimado a depor, confessou seus malfeitos.

 

Geria um fundo de investimentos de fancaria. Definiu-o como “um gigantesco esquema de Ponzi”.

 

Mimetizara Carlo Ponzi, personagem que lesara, em 1920, 30 mil pequenos investidores americanos.

 

Ponzi oferecia a quem cria nele rendimento de 50% em 45 dias. Desceu à crônica de Wall Street como precursor do golpe da pirâmide.

 

Madoff oferecia 10,5% ao ano. Em tempos de dinheiro farto, levou a vigarice de Ponzi para passear nas fronteiras do paroxismo.

 

A secura da crise global levou os investidores ao guichê de saques. Descobriu-se, então, que a pirâmide de Madoff estava sustentada em alicerces de biscoito.

 

Do depoimento, o vigarista foi levado direto para o cárcere. Com 72 anos, é improvável que volte a ver a luz do Sol. Afora o usufruto das grades, impuseram-lhe o confisco dos bens.

 

Entre eles os carrões de luxo, o iate ancorado nas Bahamas, a casa de praia e o apartamento de US$ 9 milhões que lhe servia teto em Nova York.

 

Levado ao martelo, o patrimônio indeniza parte das vítimas de Madoff. Vão a leilão inclusive os objetos pessoais do ex-espertalhão –de sapatos a jóias.

 

Aos residentes nesta terra de palmeiras, sabiás e impunidade, resta assistir. E cultivar a inveja!

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h55

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Parlamentar do Rio chefia fraude de R$ 850 milhões

 

- Folha: Erro de cálculo ameaça 13º em Estados e municípios

 

- Estadão: Anac teme caos aéreo e faz reunião urgente com empresas

 

- JB: Brasil tem 20 mil sites que promovem discriminação

 

- Correio: Caso Villela expõe briga de egos na polícia civil

 

- Estado de Minas: Sacoleiras de BH trocam o Paraguai pelos EUA

 

- Jornal do Commercio: Suape: Os caminhos do emprego

 

- Zero Hora: Chegadas e partidas

 

- Veja: As regras boas (e viáveis) da nutrição sadia

 

- Época: Ganhei 1 milhão na internet

 

- IstoÉ: Três grandes segredos para viver mais

 

- IstoÉ Dinheiro: Nas asas da Red Bull

 

- CartaCapital: Mantega confirmado, Palocci no bastidor

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h47

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Conto-da-República!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Papa defende o uso da ‘camisinha’ em ‘certos casos’

Tony Gentile/Reuters

 

Uma das características da Igreja Católica, como se sabe, é a aversão a mudanças. Isso vem desde sempre, atravessa a história. No começo do século 16, a igreja preferiu emagrecer, expelindo fiéis, a atualizar-se. Surgiram numerosas igrejas cristãs dissidentes.


Pior: rendido às vicissitudes da vida, os católicos, em perfeita paz e excelsa glória, passaram a praticar a religião à sua maneira. Colocaram a consciência acima das determinações do Vaticano. Selecionaram os dogmas que desejam seguir. E fecharam os olhos para pontos cruciais da doutrina da Igreja.

 

Há católicos que admitem do uso de camisinha ao casamento informal, longe do altar. A maioria dá de ombros para a ideia de que a mulher tem de casar virgem. Em países como o Brasil, a Igreja é reformada na prática cotidiana dos fiéis. A mudança ocorre num lugar onde o olho do papa não chega: a alma dos católicos.


Vive-se uma santa farsa: a Igreja finge que controla o rebanho e as ovelhas fingem que são controladas. Sob esse contexto de hipocrisia, surgiu uma novidade. Chegou nas páginas de um livro. Coisa a ser lançada na próxima terça (23).

 

Reúne 20 horas de entrevistas do papa Bento 16 a um jornalista alemão: Peter Seewald. Questionado sobre o veto da Igreja aos preservativos, o papa disse: "Com certeza [a Igreja] não vê [o preservativo] como uma solução real e moral". Na sequência, Bento 16 flexibilizou o verbo:

 

"Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, pode ser, no entanto, um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana". Como exemplo, Bento 16 citou uma prostituta que, ao usar o preservativo para se proteger, estaria dando "o primeiro passo para uma moralização".

 

Até aqui, a proibição do Vaticano aos métodos contraceptivos era geral e irrestrita. Admitia-se apenas a abstinência sexual. Ignorava-se até a Aids. Para entender o tamanho do passo ensaiado pelo papa, vale recuar aos séculos 17 e 18. Vivia-se o auge da chamada Revolução Científica.

 

Era uma época de poucas certezas. Proliferavam, por exemplo, as dúvidas quanto ao processo de concepção humana. Recorra-se, por oportuno, à portuguesa Clara Pinto-Correia. Professora de biologia, ela é autora de “O Ovário de Eva” (Editora Campos, 1999).

 

O livro relata as tentativas do homem de entender “o mistério dos mistérios”, na definição dos gregos. Conta que consolidaram-se duas correntes. Ambas partiam de um mesmo pressuposto: o de que Deus, ao criar o Universo, acomodara as gerações de seres humanos dentro de seus futuros pais.

 

Assim, Adão e Eva traziam enterrados dentro de si espécies de cápsulas contendo Caim e Abel. Morto Abel, Caim se encarregou de trazer à vida o ser que lhe fora reservado, e assim sucessivamente.

 

O que dividia os antigos estudiosos era a discussão sobre onde estariam, afinal, os seres programados pelo Todo Poderoso, se no ovário ou nos testículos. Dependendo das teses que abraçassem, os contendores eram classificados como “ovistas” ou “espermistas”.

 

Seguida de perto pela Igreja, a contenda percorreria caminhos hilários. O lado espermista não sabia como classificar o sêmen. Uns diziam que era suor. Outros, que era saliva. Ou leite. Ou sangue. Houve até quem dissesse que o espermatozóide era um animal.

 

A suposição de que um único animalzinho bastava para deflagrar o processo de concepção levou a uma nova polêmica: milhões de potenciais seres humanos estariam sendo desperdiçados a cada relação sexual.

 

Estuda daqui, debate dali chegou-se à conclusão de que Deus não aprovaria tamanho derramamento de sêmen. A Igreja, afinal, sempre condenara a masturbação. A própria Bíblia dá conta, em Gênesis (38:4-10), da desaprovação do Senhor ao gesto de Onan que, ao deitar-se com a cunhada, interrompia o coito na hora “h”, derramando o sêmen sobre o solo.

 

A coisa se complicou quando alguns médicos começaram a prescrever a masturbação como forma de purificar o organismo das vítimas de excessivo desejo sexual. Piorou ainda mais no instante em que um monge espanhol, Juan Caramuel, teve a audácia de dar curso à idéia de que aliviar o corpo dos excessos de sêmen era prática médica saudável. Pagou com uma condenação pública do papa Inocêncio 11º, em 1679.

 

As posições da Igreja e as dúvidas suscitadas pelas teses “espermistas” estimularam a condenação mais aberta e franca da masturbação. Em 1715, um panfleto anônimo despejado sobre Londres classificava a polução como vício hediondo. Além de atentar contra a natureza, retardaria o desenvolvimento físico de meninas e meninos.

 

Nas pegadas da polêmica, o Grande Dicionário Universal de Pierre Larousse definiria assim, no século 19, o verbete “marturbação”: “Não nos cabe descrever um ato infelizmente tão conhecido e tão vergonhoso”.

 

Hoje, já se sabe que fim levou o debate sobre a concepção. Esclarecido o processo que dá origem aos bebês, discute-se agora algo tão sofisticado quanto a possibilidade de interferir no destino do ser humano a partir de manipulações feitas no seu DNA.

 

Sabe-se também que, por inócuas, as teses acerca da masturbação perderam-se no tempo. De concreto, restou uma percepção definitiva: em suas incursões pelo campo da moralidade, a Igreja flerta com o ridículo. O mesmo ocorre agora em relação ao homossexualismo e à Aids.

 

Chega-se ao requinte de reprimir padres que, à frente de obras sociais que prestam assistência a doentes de Aids, se arriscam a defender a distribuição gratuita de camisinhas.

Ora, ao opor-se ao uso da camisinha, em nome de uma utópica castidade cristã, o clero não se limita a roçar o hilário. Coloca-se ao lado da morte, afrontando um dos dez mandamentos sagrados.

 

Submetido à evolução retórica de Bento 16, o Padre Eterno deve estar gritando: “Alvíssaras!”

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h00

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41 dias antes da posse, Dilma faz bateria de exames

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Dilma Rousseff submeteu-se neste sábado (20) a uma bateria de exames médicos.

 

Deu-se em São Paulo, no hospital Sírio Libanês –o mesmo em que Dilma se tratou, há um ano, do câncer linfático.

 

Foram exames de rotina. Sangue, testes de resistência, radiografias e tomografias, por exemplo.

 

De resto, Dilma realiza um controle para se certificar de que está curada do câncer.

 

Reza o protocolo médico que, encerrado o tratamento de um câncer, os pacientes precisam ser acompanhados por cinco anos.

 

Depois dos exames, Dilma participou de um almoço oferecido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho.

 

Reuniram-se em torno da presidente eleita cerca de duas dúzias de médicos. Conversaram sobre política de saúde.

 

Dilma levou a tiracolo Antonio Palocci, um dos “três porquinhos” que coordenam a transição.

 

Formado em medicina, Palocci frequentou o noticiário como nome cotado para a pasta da Saúde.

 

Em privado, o deputado refugou a cogitação. Prefere ocupar um ministério político. Diz-se que será acomodado no Planalto. Em que função? Mistério.

 

Nesse cenário, é curioso que Palocci tenha recostado os cotovelos numa mesa em que 25 médicos discutiram com Dilma os rumos da saúde pública.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h57

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Que semana! Alhures,o príncipe; Aqui,os porquinhos

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Escrito por Josias de Souza às 09h17

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Dilma tinha código que levava às armas da guerrilha

Steffen Schmidt/Efe

 

Foi às páginas da Folha, neste sábado (20), a primeira notícia extraída do processo aberto pela ditadura contra Dilma Rousseff na década de 70.

 

Os documentos estavam trancados num cofre do STM (Superior Tribunal Militar).

 

Por dez votos contra um, os ministros do tribunal reconheceram o direito do jornal de ter acesso aos papéis.

 

Depois de manusear um primeiro lote de cópias, os repórteres Matheus Leitão e Lucaz Ferraz informam o seguinte:

 

1. Dilma Rousseff detinha, junto com outros dois militantes, os códigos que, combinados, levavam a um arsenal.

 

2. Eram as armas da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985).

 

3. A revelação foi levada aos autos num “depoimento” arrancado de João Batista de Sousa em março de 1970.

 

4. Companheiro de Dilma, João Batista falou sob tortura. Mas, procurado pelos repórteres, confirmou o conteúdo do processo, adicionando detalhes.

 

5. Responsável pela guarda do armamento da VAR-Palmares, João Batista desenvolveu um código que identificava o endereço, em Santo André (SP).

 

6. Dividiu o segredo com outras duas pessoas da organização. Um pedaço do código foi repassado a Dilma. Nessa época, ela se escondia sob o codinome de “Luíza”.

 

7. O outro naco do código foi às mãos de Antonio Carlos Melo Pereira, que, na clandestinidade, atendia pelo nome de “Tadeu”.

 

8. Na hipótese de prisão de João Batista, Dilma e Antonio Carlos teriam como chegar ao “aparelho” das armas. Bastaria que juntassem as duas partes do código.

 

9. "Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas", declara, hoje, já decorridos 40 anos, João Batista.

 

10. O arsenal incluía: 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral...”

 

...100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de "dinamite granulada" e 30 frascos com substâncias para "confecção de matérias explosivas".

 

11. João Batista participou de assaltos a bancos e mercados. Hoje, conta: "Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência".

 

12. Tido pelos colegas como um dos mais corajosos militantes da VAR-Palmares, João Batista arrostou quatro anos de cadeia. Diz ter sido torturado por mais de 20 dias.

 

13. Na entrevista, declarou ter votado em Dilma. Até hoje ele a chama de "minha coordenadora".

14. Antes de ser preso, acertara com Dilma três “pontos” de encontro. Diz que não revelou aos torturadores as horas e os locais.

 

15. Dilma seria presa meses depois de João Batista. Ele recorda que, depois, ela lhe disse que utilizou o código para resgatar o arsenal da Var-Palmares.

 

16. Nos autos do processo, o trecho em que João Batista fala do código foi anotado assim:

 

"Que, tal código, entregou a ‘Tadeu’ e ‘Luisa’, sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado".

 

17. Procurada, Dilma Rousseff, agora presidente eleita, não quis comentar.

 

18. José Dirceu, que chamara Dilma de “companheira de armas” na solenidade em que transmitiu a ela o cargo de chefe do Gabinete Civil, reagiu assim:

 

“Ficha de órgão político é lixo puro. Se você acreditar [nas acusações], precisa acreditar também que o [jornalista] Wladimir Herzog se matou".

 

19. No caso específico, os dados foram corroboradas por quem as prestou. De resto, até o “lixo” e os métodos da ditadura têm inestimável valor historiográfico.

 

Não é por outra razão que o petismo, Dirceu incluído, defende a criação de uma "Comissão da Verdade". O companheiro não há de supor que a verdade é via de mão única.

 

No mais, um país que desconhece o seu passado perde a oportunidade de aproveitar, no presente, os acertos pretéritos. Perde também a chance de esquivar-se dos erros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 09h05

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BC apura negócio de R$ 100 mi no Banco de Brasília

Às voltas com um rombo de R$ 2,5 bilhões, o banco PanAmericano não é a única instituição a preocupar o Banco Central.

 

No papel de fiscal do sistema financeiro, o BC levou à alça de mira também o BRB (Banco do Brasília).

 

Descobriu-se que o banco estatal, vinculado ao Governo do Distrito Federal, também carrega em sua escrituração pelo menos um negócio suspeito.

 

Deve-se a revelação aos repórteres Murilo Ramos e Marcelo Rocha. Em notícia veiculada na revista ‘Época, eles contam o seguinte:

 

1. Relatórios produzidos pelo setor de fiscalização do BC levantam dúvidas quanto a uma transação milionária feita entre o BRB e um empresário do ramo da construção.

 

2. Chama-se Antônio José de Almeida Carneiro. Conhecido como Bode, ele é sócio e presidente do Conselho de Administração da João Fortes Engenharia.

 

3. O empresa toca empreendimentos imobiliários em três praças: Rio de Janeiro, de Salvador e de Brasília.

 

4. Em 25 de novembro de 2009, o empresário Bode vendeu ao Banco de Brasília um lote de títulos lastreados no FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais).

 

5. A transação roçou a casa dos R$ 100 milhões. Para ser exato, o BRB depoistou numa conta indicada por Bode a cifra de R$ 97,7 milhões.

 

6. O negócio foi fechado dois dias antes da deflagração da Operação Caixa de Pandora, que levaria o governador José Roberto Arruda à cadeia e à renúncia.

 

7. Para o BC, a aquisição dos títulos expôs o patrimônio do banco estatal brasiliense a risco. Por quê?

 

8. O papelório lastreado no FCVS foi lançado pelo governo no final da década de 1960.

 

9. O objetivo captar recursos para quitar dívidas residuais de mutuários do velho SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

 

10. Levados ao mercado, esses papéis passaram a ser negociados com deságio. Ou seja: eram vendidos abaixo do seu valor de face.

 

11. No caso do BRB, o BC descobriu que a aquisição foi feita sem nenhuma aferição sobre o impacto da operação na escritureação do banco.

 

12. Não foi feita, por exemplo, uma pesquisa de mercado para avaliar o preço de compra e o valor de revenda dos títulos ofertadas negoicante Bode.

 

13. Há um mês, num ofício datado de 19 de outubro (veja cópia no rodapé), o Departamento de Supervisão de Bancos do BC cobrou explicações.

 

14. O documento foi endereçado ao presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior. A resposta foi enviada ao BC há 15 dias, em 5 de novembro.

 

15. No texto, a diretoria do BRB anotam: não existe “relatório técnico [...] que indicasse qualquer tipo de pesquisa ou consulta ao mercado financeiro”.

 

16. Os títulos de Bode foram empurrados para dentro das contas do BRB com deságio mixuruca: 16%. Em tese, valiam R$ 116,1 milhões.

 

17. O montante que o BRB aceitou pagar (R$ 97,7 milhões) foi à conta do vendedor no dia 4 de dezembro de 2009. Procurado, Bode se absteve de comentar.

 

18. O BRB sustenta que adquiriu os títulos escorados no FCVS porque precisava desbloquear recursos retidos no BC.

 

19. O dinheiro bloqueado fora captado por meios de depósitos em poupança. Deveriam ser emprestados à clientela interessada em adquirir imóveis.

 

20. Porém, aos olhos do BC, o BRB não atendia às exigências para operar nesse filão. Na conta do BRB, o bloqueio dos depósitos gerava prejuízos de R$ 12 milhões.

 

21. Beleza. O problema é que, no ofício de 19 de outubro, a fiscalização do BC levanta dúvidas quanto à escolha dos títulos comprados pelo BRB.

 

22. Diz o documento que havia na praça papéis de “menores riscos e incertezas, além de maior liquidez”. Coisa mais fácil de ser revendida.

 

23. Para ser devolvido ao balcão, o papelório lastreado no FCVS depende de validação da Caixa Econômica, gestora dos títulos.

 

24. A Caixa demora, por vezes, mais de três anos para validar os papéis. O processo envolve da checagem de antigos donos à verificação da autenticidade.

 

25. Decorridos cinco meses da compra, o BRB ainda não dispunha dos documentos exigidos pela Caixa para a validação dos títulos.

 

26. Auditoria feita pelo próprio banco sugere negligência. A operação foi denunciada ao Tribunal de Contas do DF, que a audita.

 

27. Nas explicações enviadas ao BC, o BRB anotou que a negociação dos títulos fora intermediada pelo Banco Fator. Ouvido, o Fator negou.

 

28. O BRB informa: 1) abriu uma sindicância. 2) Só vai se pronunciar ao final. 3) O resultado da investigação será remetido ao BC e ao Ministério Público Federal.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Brizola, Lula e a ‘conversa’ com o cadáver de Getúlio

Lula inaugurou nesta semana um “Centro de Referência do Trabalhador”. Coisa idealizada pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho).

 

Deu-se ao centro, dotado de biblioteca e museu, o nome de Leonel Brizola, ícone do partido do ministro, o PDT.

 

Vivo, Brizola mantinha com Lula uma relação de amor e ódio. Só na sucessão de 1998 topou coabitar uma mesma chapa –Lula na cabeça, ele na vice.

 

Antes, prevaleceram as divergências. A refrega ganhou expressões resumidoras na campanha de 1989, vencida por Fernando Collor.

 

Com Lula atravessado na traquéia, Brizola cunhou o apelido que a história e a presidência acomodatícia se encarregariam de suavizar: “Sapo barbudo”.

 

Em resposta, Lula injetou a genitora na refrega. Disse que, para chegar à Presidência, Brizola seria capaz de “pisar no pescoço da própria mãe”.

 

Ao discursar na cerimônia desta sexta, Lula cuidou de realçar os pontos de convergência que, segundo disse, foram ofuscados pelo veneno da mídia.

 

“Quem acompanhou a relação PT-PDT e Lula-Brizola pela imprensa certamente não tem noção [...] de quantas coisas nós tínhamos em comum...”

 

“...Muitas vezes, o que aparecia era só a divergência”.

 

A certa altura, Lula rememorou uma passagem da campanha de 1998. Brizola convenceu-o a visistar o túmulo de Getúlio Vargas, em São Borja (RS).

 

“O Brizola, em determinado momento, começou a conversar com o Getúlio”. Falava como se o morto o estivesse ouvindo.

 

“De repente, o Brizola fala: ‘Lula, quer conversar com o Getúlio?’ [...] Eu falei: Não, eu não quero conversar não, Brizola”.

 

Seguiu-se uma cena, digamos, inusitada: “Aí o Brizola me apresentou pro Getúlio. Pegou na minha mão e disse: ‘Olha doutor Getúlio...”

 

”...Aqui tá um operário. Um operário que você não foi e que eu não fui. Esse é o operário que nós vamos apoiar agora, doutor Getúlio...”

 

A despeito do “apoio” de Getúlio, a chapa Lula-Brizola foi surrada por FHC no primeiro turno.

 

Só dali a quatro anos, tendo como companheiro de chapa o empresário José Alencar, o “operário” chegaria ao Planalto.

 

Embora tivesse recusado a “conversa” com Getúlio, Lula deve ter escutado o diálogo travado entre Brizola e o esqueleto.

 

Numa presidência de dois mandatos, Lula apropriou-se da qualificação do velho caudilho: “Pai dos pobres”. De quebra, vendeu a sucessora como “Mãe do povo”.

 

Antes de tomar posse, Dilma Rousseff deveria visitar São Borja. Egressa do PDT de Brizola, Getúlio decerto não lhe negará o privilégio de uma conversa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: ONU condena apedrejamento e violações no Irã: Brasil se abstém

 

- Folha: Brasil se abstém de condenar Irã por violar direitos

 

- Estadão: Superávit menor vai pressionar juro

 

- JB: Eleição tem 4,6 milhões de votos sem dono

 

- Correio: Crime da 113 sul - Guerra aberta na polícia

 

- Estado de Minas: Ceia já está mais cara, mas encomendas de natal devem crescer

 

- Jornal do Commercio: Novo Enem será na 1ª quinzena de dezembro

 

- Zero Hora: Leitos públicos no RS diminuem 26% em sete anos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h51

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Lobo mau!

Dalcío

- Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Meirelles diz que Dilma o chamou para uma conversa

Em viagem a Frankfurt, na Alemanha, Henrique Meirelles recebeu um telefonema de Brasília.

 

Segundo relato do próprio Meirelles, Dilma chamou-o para um conversa. Coisa para a próxima semana.

 

Vai-se saber, então, se Meirelles permanece ou não na presidência do Banco Central.

 

Em timbre enigmático, Meirelles falou sobre o tema numa entrevista a repórteres brasileiros e estrangeiros (ouça trecho).

 

Deu a entender que condiciona a aceitação de eventual convite à manutenção da autonomia administrativa do Banco Central.

 

Significa dizer que, na condução da política monetária, deseja dispor da mesma liberdade funcional que obteve sob Lula.

 

Recordou uma passagem de 2002: “Essa questão de autonomia foi discutida por mim e pelo presidente lula...”

 

“...Quando me convidou, conversamos na embaixada brasileira em Washington, em dezembro de 2002, discutimos a autonomia do Banco Central...”

 

“Concluímos que era uma condição importante para o sucesso da política monetária. Isso ocorreu nos útimos oito anos”.

 

Beleza. Se Meirelles ficar, estará entendido que Dilma concorda com a tese de que câmbio e juros não podem variar ao sabor da vontade política do Planalto.

 

Se Meirelles não ficar, os humores do mercado serão testados. E Dilma passará um bom tempo explicando o que deseja.

 

- Em tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da ABr.

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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Juiz manda reabrir o caso da morte de Toninho do PT

Titular da 1ª Vara do Júri de Campinas (SP), o juiz José Henrique Torres, determinou a reabertura das investigações sobre a morte de Antonio Costa Santos.

 

Conhecido como Toninho do PT, Antonio era prefeito de Campinas. Foi morto na noite de 10 de setembro de 2001.

 

O magistrado reenviou o processo à Delegacia Seccional de Campinas, braço da Polícia Civil de São Paulo.

 

A polícia chegara a identificar um suposto responsável pelo tiro disparado contra Toninho do PT: Wanderson Nilton de Paula Silva, conhecido como Andinho.

 

Em 2008, porém, a Justiça considerou que não havia nos autos indícios suficientes para estabelecer a culpa de Andinho.

 

Desde então, o caso estava parado. Recomeça a andar com o despacho judicial desta sexta.

 

Despacho expedido menos de 24 depois da condenação do primeiro réu de outro caso rumoroso: a execução do ex-prefeito petista de Santo André Celso Daniel.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h13

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Devagarinho, Viúva é enfiada no ‘rolo’ PanAmericano

Stock Images

 

O governo trata a encrenca do banco PanAmericano a golpes de meias-verdades. Dá-se especial realce à parte mentirosa.

 

Descoberto o rombo de R$ 2,5 bilhões na casa bancária de Silvio Santos, O Banco Central acionou a cavalaria.

 

Providenciou-se um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Dinheiro privado, não público, Henrique Meirelles fez questão de esclarecer.

 

Ignorou-se um detalhe: em novembro de 2009, época em que o BC frangava os malfeitos do PanAmericano, a Caixa Econômica tornara-se sócia das fraudes.

 

Numa aquisição de ações, a Caixa enfiara nos balanços micados do banco a bagatela de R$ 739,2 milhões.

 

Pois bem. Nesta sexta (19), a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, anunciou que a instituição dará nova ajuda ao PanAmericano.

 

O auxílio percorrerá duas vias. Numa, a Caixa usará a rede do PanAmericano para comercializar sua linha de cartão de crédito para clientela de baixa renda.

 

Noutra, a Caixa proverá mão de obra ao banco. Dito de outro modo:

 

Funcionários que recebem o contracheque da instituição pública darão expediente no banco ainda controlado pelo privado Grupo Silvio Santos.

 

Devagarinho, empurra-se a Viúva, veneranda e desprotegida senhora, para o epicentro de um bololô do qual o contribuinte preferiria se abster.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Direitos humanos: ONU reprova Irã; Brasil se abstém

Sob Lula, a diplomacia brasileira lida com a defesa dos direitos humanos com uma coragem de garganta.

 

No gogó, condena todas as violações. Na prática, fecha os olhos quando os abusos são cometidos por ditaduras companheiras.

 

A ONU levou a voto uma resolução contra os absurdos que vicejam no Irã. Uma proposta do Canadá, subscrita por 42 países.

 

O texto expressa “preocupação profunda com as recorrentes violações dos direitos humanos" no Irã. Condena "a tortura...”

 

“...A alta incidência de aplicação de pena de morte, inclusive contra pessoas menores de 18 anos, a violência contra a mulher e a perseguição contra minorias étnicas".

 

Ao fazer a defesa oral da proposta, o representante canadense, John McNee, rendeu homenagens ao óbvio. Disse:

 

“Apedrejamentos, chibatadas, amputações, execuções de adolescentes, execuções por estrangulamento e discriminação contra mulheres e minorias não podem ser ignorados".

 

Pois bem. A resolução foi aprovada por 80 votos contra 44. Anotaram-se 57 abstenções, entre elas –espanto (!), assombro (!!) estupefação (!!!)— a do Brasil.

 

A diplomacia patrícia sustentou na ONU que também se preocupa com os direitos humanos no Irã. De novo, a abstenção tortura a lógica do gogó.

 

Ao explicar o inexplicável, o Brasil levou à ata da sessão da ONU o seguinte lero-lero:

 

"[...] A maneira pela qual algumas situações de direitos humanos são destacadas, enquanto outras não são, serve apenas para reforçar o argumento de que questões de direitos humanos são tratadas de forma seletiva e politizada".

 

Eterno candidato a uma cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil não recomenda o Brasil.

 

A diplomacia brasileira adota uma covardia assassina. Coisa bem explicada nos versos que Shakespeare acomodou nos lábios de Lady Macbeth, no 1º ato da célebre peça:

 

“Queres ter aquilo

Que estimas como o ornato da existência,

E te mostras em tua mesma estima

Um covarde, dizendo ‘Não me atrevo’

Depois de ‘Quero’, como o pobre gato

Do provérbio, que quer comer o peixe

Mas sem sujar as patas?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h37

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Turma do mensalão ‘festeja’ Dilma em evento do PT

Lula Marques/Folha

 

Se fosse um filme, o título seria: “A volta dos que não foram”. Era, contudo, realidade: uma reunião do diretório nacional do PT.

 

A estrela do evento foi Dilma Rousseff. Em meio à platéia, compondo a cena, uma roda de coadjuvantes com cara de protagonistas.

 

Dois ex-presidentes da legenda (José Dirceu e José Genoíno), um ex-presidente da Câmara (João Paulo Cunha) e um ex-líder de bancada (Paulo Rocha).

 

Em comum entre eles, a nódoa mensaleira na biografia e a companhia que fazem um ao outro no banco de réus do STF.

 

À espera do julgamento, Dirceu falou de condenação aos repórteres. Nada a ver com o Supremo, naturalmente. Outro tipo de sentença:

 

"O PT e o PMDB estão condenados a se entenderem e a governarem juntos, com outros partidos que apoiaram a presidente Dilma". Ah, bom!

 

A mística da volta é cultuada desde que o filho pródigo voltou e foi celebrado com um vitelo gordo. No caso do PT é diferente.

 

Como os petistas pródigos nunca se foram, a legenda se privou da festa do retorno. O vitelo gordo serve a outras comemorações -a vitória de Dilma, por exemplo.

 

No campo pessoal, não há muita razão para fogos. Exceto por João Paulo, reeleito com votação graúda, os demais arrostam dificuldades.

 

Dirceu, cassado, nem pôde ir às urnas. Genoíno foi à sorte dos votos. Mas a votação que recolheu rendeu-lhe uma constrangedora primeira suplência.

 

Paulo Rocha também foi ao palanque. Disputou o Senado pelo Pará. Amargou um terceiro lugar. De resto, foi abalroado pela Lei da Ficha Limpa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h55

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Dilma chama operadores pelo apelido: ‘3 porquinhos’

Dilma participou de evento partidário nesta sexta (19), em Brasília.

 

Foi uma reunião ampliada do diretório nacional do PT. Em discurso, oscilou entre agradecimentos e recados.

 

Soou divertida ao chamar seus coordenadores pelo apelido: “Três porquinhos” (assista lá no alto).

 

Segurou o choro ao referir-se à militância que a recepcionava nas viagens de campanha (veja lá no rodapé).

 

Ao final de uma semana marcada pela atmosfera de ‘guerra fria’ entre PT e PMDB, enalteceu a maturidade.

 

Incluiu na "herança bendita” que diz receber de Lula a "aliança política". Coisa feita “de forma madura”.

 

“É importante enfatizar a maturidade do PT na sua relação com os demais partidos que integram a coligação que vai governar o Brasil".

 

A certa altura acenou de à oposição: "Nós temos que governar para aqueles que nos apoiaram e para aqueles que não nos apoiaram...”

 

“...Temos que ser capazes de criar um clima político de união e de compreensão".

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h46

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PT ocupará 1ª secretaria do Senado, ‘feudo’ do DEM

Lula Marques/Folha

 

A bancada de senadores do PT reduziu o pé direito de suas ambições. Deu-se depois de uma reunião com o presidente da legenda, José Eduardo Dutra.

 

O petismo migra da defesa do revezamento da presidência do Senado com o PMDB para o respeito à tese da proporcionalidade das bancadas.

 

Ao tempo em que digere a perspectiva de uma quarta presidência de José Sarney (PMDB-AP), o PT prepara-se para preencher o espaço que lhe cabe na Mesa.

 

Com 14 senadores, vai à próxima legislatura como a segunda maior bancada. Com esse tem o direito de ocupar um antigo “feudo” do DEM.

 

Trata-se da Primeira Secretaria do Senado, epicentro das mazelas que servem de matéria prima para as crises.

 

Espécie de prefeito do Senado, o primeiro-secretário manuseia orçamento bilionário. Coisa de R$ 2,7 bilhões por ano.

 

Acumula poder no atacado e compra simpatias no varejo. Trata de comissões, compras e contratação de serviços.

 

Administra a folha salarial dos concursados e avaliza os contracheques dos não concursados que lotam os gabinetes dos senadores.

 

Autoriza viagens e libera diárias. Mantém os apartamentos funcionais e assina os cheques do auxílio moradia dos colegas. Faz e acontece.

 

Sob a atmosfera tóxica da Primeira Secretaria, milhões de reais somem nos desvãos de contratos obscuros. Há uma dezena de inquéritos abertos no Ministério Público.

 

Ali, senadores flertam cotidianamente com o malfeito e burocratas como o ex-diretor-geral Agaciel Maia constroem fortunas.

 

Em meados de 2009, quando ardia ns manchetes a crise que tisnou a terceira presidência de Sarney, o Planalto socorreu o senador.

 

No dia 3 de julho, Lula recebeu no Planalto um Sarney cambaleante. Àquela altura, até o DEM cobrava que ele se licenciasse do cargo.

 

Lula aconselhou Sarney a resistir. Prometeu o apoio do PT. No mesmo dia, Dilma Rousseff, à época chefe da Casa Civil, achegou-se aos holofotes.

 

Defendeu publicamente a permanência de Sarney, já nessa época um ferrenho defensor da candidatura presidencial que Dilma iria personificar.

 

Ela classificou a artilharia contra Sarney de “guerra política”. Para desqualificar a oposição, pronunciou o seguinte raciocínio:

 

"A primeira coisa que eu, como gestora pública, olharia é: Quem é o responsável pelos contratos, pelas passagens, por tudo? É a Primeira Secretaria...”

 

“Eu soube que os integrantes da Primeira Secretaria foram do DEM. Estranhamente, os integrantes do DEM pedem o afastamento do presidente Sarney".

 

Barrados nas urnas, Efraim Morais (PB) e Heráclito Fortes (PI), os dois últimos ‘demos’ a ocupar a Primeira Secretaria não estarão no Senado em 2011.

 

O partido deles, que tinha a segunda maior bancada, murchou para a quarta colocação. O PT tomou-lhe a posição.

 

Até o início de dezembro, o partido de Dilma indicará o nome do novo primeiro-secretário.

 

Depois de tomar posse, Dilma já poderá cobrar de um petista a reforma administrativa e a moralização de costumes que Sarney, o DEM e o etcétera que os cerca não entregaram.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h49

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: De Silva para Rousseff - Dilma convida, mas Meirelles só fica com autonomia no BC

 

- Folha: Mantega aceita convite de Dilma e fica na Fazenda

 

- Estadão: Mantega fica e Meirelles exige autonomia para continuar

 

- JB: A classe C levanta vôo

 

- Correio: Dilma vai definir bancos, estatais e área econômica

 

- Valor: Empresas têm resultados recordes no 3º trimestre

 

- Estado de Minas: Meirelles deve deixar BC. Mantega fica na Fazenda

 

- Jornal do Commercio: Cai a liminar do novo Enem

 

- Zero Hora: Yeda volta a ser ré em ação para reaver verbas do Detran

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h25

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Marcando o terreno!

Pelicano

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Escrito por Josias de Souza às 01h11

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Afora Mantega, lista de Dilma tem mais 5 grão-petês

Uma alma atenta da transição dedica-se à tarefa de colecionar numa agenda os nomes que pingam dos lábios de Dilma Rousseff.

 

Teve a precaução de preparar duas listas. Numa, os descartados. Noutra, os sobreviventes.

 

Afora Guido Mantega, já convidado, a relação dos que respiram traz outros cinco nomes do PT.

 

Vão abaixo, sem a especificação das pastas:

 

1. Antonio Palocci

2. Paulo Bernardo

3. José Eduardo Cardozo

4. Aloizio Mercadante

5. Gilberto Carvalho

 

Une-os, além da filiação partidária e da simpatia de Dilma, uma terceira característica: usufruem do aval de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h44

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Sob Dilma, Fazenda será gerida por um ‘Mantega 2º’

O repórter recolheu de um escorpião do Banco Central uma análise sobre a decisão de Dilma Rousseff de manter Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

 

Disse que Dilma promete entregar, até 2014, duas mercadorias preciosas para a economia brasileira.

 

A primeira: uma lipoaspiração na dívida líquida interna, emagrecendo-a dos atuais 41% para 30% do PIB. A segunda: juros reais de civilizados 2% ao ano.

 

O provimento da encomenda, disse o escorpião, exigirá o surgimento de um Guido Mantega 2º. Um personagem que conspire contra a continuidade de seu próprio legado. 

 

Sob Lula, o Mantega 1º especializou-se em criticar, com riso irônico nos lábios, o remédio dos juros altos administrado pelo BC.

 

Sob Dilma, o novo Mantega terá de ajudar a debelar a doença, gerarando o ajuste fiscal que o antigo ministro se absteve de produzir.

 

O desajuste financeiro está, de novo, no câmbio. Que leva ao recurso dos juros altos. Que não podem mais prosperar, sob pena de asfixiar o doente.

 

Para atacar a moléstia na causa, Mantega 2º terá de fechar o cofre sem secar os investimentos. Desonerar a folha salarial e as exportações sem comprometer a coleta do fisco

 

É um tipo de mágica que não se faz distribuindo sorrisos à Esplanada. Exige-se: na face, um cenho crispado. Nas mãos, uma boa adaga.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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TRE-SP decide: Tiririca não terá de fazer nova prova

  Apu Gomes/Folha
Em sessão realizada nesta quinta (18), o TRE-SP indeferiu dois mandados de segurança ajuizados pelo promotor Maurício Antonio Lopes.

 

Nas petições, o algoz de Tiririca (PR-SP) questionava a validade dos testes de alfabetização a que se submeteu o deputado eleito na semana passada.

 

Pedia a realização de nova prova de leitura, escrita e interpretação de texto. Relator do caso, o juiz Flávio Yashell decidiu levá-lo ao plenário.

 

Em decisão unânime, o tribunal mandou as peças do promotor ao arquivo e deliberou que Tiririca não precisa fazer nova prova.

 

Contra o deputado, eleito com 1,3 milhão de votos, pesa ainda uma ação por falsidade ideológica.

 

Nesse processo, o promotor Maurício Lopes questiona a autenticidade do manuscrito levado por Tiririca à Justiça Eleitoral na fase de registro de candidatura.

 

A sentença deve sair na semana que vem. Enquanto espera, o promotor poderá ocupar-se de outro caso.

 

A Corregedoria do Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação contra o próprio Maurício Lopes.

 

Apura-se a acusação de que o promotor cometeu “excessos” na condução do caso Tiririca.

 

Deve-se a averiguação a uma representação do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

 

Autor do pedido, o conselheiro do CNMP Bruno Dantas sustenta que o promotor levou aos microfones "manifestações inadequadas, exageradas e preconceituosas".

 

Acha que Maurício Lopes "optou pela desmoralização pública” de Tiririca, “em vez de pautar sua atuação na técnica processual”.

 

Sustenta que o promotor agiu de maneira diversa do que faz “a maioria dos membros do Ministério Público que não depende dos holofotes".

 

No exercício do inalienável direito de defesa, Maurício Lopes talvez se preocupe mais em exercitar a própria escrita do que em testar a alfabetização alheia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h24

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Júri condena o 1º réu do caso Celso Daniel: 18 anos

  Folha
Levado a júri popular nesta quinta (18), Marcos Roberto Bispo dos Santos tornou-se o primeiro condenado no caso do assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel (foto).

 

Depois de seis horas de julgamento, os jurados (cinco mulheres e dois honens) consideraram o réu culpado. A sentença foi fixada em 18 anos de cadeia.

 

Marcos Bispo é um dos sete implicados no crime. Dirigiu um dos automóveis que executaram o sequestro de Celso Daniel, em janeiro de 2002.

 

Dois dias depois, o corpo de Daniel, ex-prefeito de Santo André, foi encontrado numa estrada de terra de Itapecerica da Serra (SP). Foi executado com oito tiros.

 

Coube ao promotor Francisco Cembranelli o papel de acusador. Em essência, ele pintou diante do júri o seguinte quadro:

 

Celso Daniel foi morto por encomenda de uma quadrilha que desviava verbas das arcas da prefeitura de Santo André.

 

O morto consentiu os desvios enquanto serviram para fornir o caixa dois eleitoral do PT.

 

A certa altura, o dinheiro passou a engordar as contas bancárias de membros da quadrilha.

 

Celso Daniel levou o pé à porta do cofre. E sua morte foi, então, planejada, encomendada e executada.

 

Marcos Bispo não deu as caras no julgamento. Foi condenado à revelia. Ele havia confessado participação no crime. Porém...

 

Porém, seu advogado, Adriano Marreiro dos Santos, disse aos jurados que o cliente confessou sob tortura.

 

Teria sido torturado nas dependências de duas repartições policiais de São Paulo.

 

Primeiro, no DEIC (Delegacia Estadual de Investigações Criminais). Depois, no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

 

Ao condenar Marcos Bispo, os jurados deram de ombros para a argumentação do advogado. Preferiram endossar os argumentos do promotor Cembranelli.

 

Afora a condenação do réu, a sentença vai à crônica do caso como um endosso à tese de que Celso Daniel foi à cova em meio a uma operação de queima de arquivo.

 

Uma tese que constrange o PT, apontado pelo Ministério Público como beneficiário dos malfeitos praticados sob o ex-prefeito.

 

Noutro processo, uma ação penal que corre em Santo André, figuram no pólo passivo o PT e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

 

Carvalho foi formalmente acusado de entregar as verbas de má origem coletadas no município para o então presidente do PT, José Dirceu.

 

O assessor de Lula nega participação no malfeito. Dirceu também. O PT classifica a alegação de caixa dois de “fantasiosa”.

 

O fantasma continua a assombrar a legenda. Sacudiu o lençol no júri desta quinta. Voltará no julgamento dos outros seis acusados.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h59

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PSDB analisa reestruturação e jura que fará oposição

  José Cruz/ABr
O PSDB reuniu nesta quinta (18) sua comissão Executiva.

 

Foi o primeiro encontro desde a derrota de José Serra na peleja presidencial.

 

A principal legenda da oposição analisa a fatura cobrada pelo infortúnio.

 

Como se trata da terceira derrota, o preço é acrescido de juros e multas.

 

Decidiu-se abrir um crediário. O pagamento será feito em parcelas de autocríticas.

 

Para programar a liquidação da primeira parela, constituiu-se um grupo.

 

Vai cuidar da elaboração de um plano de reestruturação da legenda.

 

Devem integrá-lo: FHC, Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati.

 

Trabalha-se com os olhos voltados para as eleições municipais de 2012 e, sobretudo, a sucessão presidencial de 2014.

 

Antes, o tucanato terá de decidir quem vai comandar a legenda. Vencida, a presidência de Sérgio Guerra (PE) foi prorrogada até maio de 2011.

 

O quadro de dirigentes do PSDB será definido numa trinca de convenções: em março, as municipais; em abril, as estaduais; em maio, a nacional.

 

Até lá, os grupos de Serra e Aécio alimentarão a noticiário sobre a guerra fria que anima os porões do partido.

 

No mês que vem, antes do Natal, o PSDB fará nova reunião, dessa vez ampliada. FHC, Serra e Aécio não deram as caras no encontro desta quinta.

 

A despeito da lipoaspiração que as urnas impuseram às suas bancadas na Câmara e no Senado, o tucanato considera-se bem-posto para fiscalizar a gestão Dilma.

 

“A oposição terá que ser mais combativa do que já foi”, diz Sérgio Guerra. “Não nos faltarão vozes para essa oposição”. A ver.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h06

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Dilma formaliza convite e Mantega ‘fica’ na Fazenda

  Fábio Pozzebom/ABr
Dilma Rousseff recebeu Guido Mantega na Granja do Torto. Conversaram por cerca de duas horas.

 

A presidente eleita convidou o ministro da Fazenda de Lula a permanecer no cargo. Mantega topou.

 

O convite traz as digitais de Lula. Na noite de terça (16), ele repisara a sugestão para que Dilma aproveitasse Mantega.

 

O anúncio ainda não foi formalizado. Antes, Dilma deseja definir o que fazer com o Banco Central.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h03

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Deputada dá na cara de colega! Calma. Foi alhures...

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Escrito por Josias de Souza às 16h11

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Governadores se unem para deter ‘rombo’ tributário

  Elza Fiúza/ABr
Governadores eleitos em 2010 articulam a aprovação no Congresso de um projeto concebido para contornar uma bomba relógio.

 

Envolve a liberação para indústrias, atacadistas e varejistas dos créditos do ICMS embutido no preço da energia elétrica e da telefonia.

 

Hoje, vigora uma lei que impede as empresas de usar esses créditos, abatendo-os dos tributos devidos aos Estados.

 

O problema é que, aprovada em 2002, a lei expira no final do ano. A partir de 1º de janeiro de 2001, as empresas poderão lançar mão dos créditos do ICMS.

 

Numa conta preliminar, estimou-se que, abatida dos tributos devidos pelas empresas, a conta do ICMS produzirá um rombo de R$ 20 bilhões nas arcas dos Estados.

 

Em movimento articulado, os governadores se mexem para fazer passar no Congresso uma lei que prorrogue o prazo fixado em 2002.

 

Se aprovada, esta será a quinta prorrogação. A primeira ocorreu em 1997.

 

O receio da erosão dos cofres estaduais resultou numa união dos governadores de oposição com os alinhados com Lula e Dilma Rousseff.

 

“Em assuntos dessa natureza, as questões partidárias ficam em segundo plano”, disse ao blog o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

 

“Se essa lei não for aprovada, o prejuízo será muito grande. Não há alternativa, o prazo tem que ser renovado”.

 

Há dois dias, o situacionista Casagrande tocou o telefone para o oposicionista Geraldo Alckmin (PSDB), governador eleito de São Paulo.

 

Puseram-se de acordo quanto à necessidade de acionar as respectivas bancadas para arrancar do Congresso, antes do final do ano, a prorrogação da lei.

 

Segundo Casagrande, o ICMS não é o único tema que aproxima os governadores. Monta-se uma agenda comum.

 

Inclui temas espinhosos para o futuro governo de Dilma Rousseff. Entre eles a Lei Kandir e a renegociação das dívidas dos Estados.

 

Desenrolada por Alckmin, a bandeira da repactuação dos débitos dos Estados deixou eriçados os cabelos que escasseiam na calva do ministro Guido Mantega.

 

Candidato a permanecer no Ministério da Fazenda sob Dilma, Mantega declarou que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede a União de rever os contratos.

 

“A Fazenda sempre resistirá”, comentou Casagrande. “Essas dívidas são fontes de receita para a União”.

 

O novo governador capixaba mandou levantar a dívida do Espírito Santo. Dissed que não deseja reduzir o valor, mas rever o indexador. É também o que pede Alckmin.

 

As dívidas estaduais são corrigidas pelo IGP-DI, acrescido de 6% ao ano. Deseja-se substituir o índice pela taxa Selic, hoje 10,75%.

 

Estima-se que, em 2010, o IGP-DI fechará em 9%. Algo que situará o custo das dívidas estaduais na casa dos 15%. Daí a grita.

 

Em entrevista concedida três dias depois da vitória, Dilma anunciou que convidaria os governadores para uma reunião. Coisa para logo depois da posse.

 

Revelou o desejo de discutir com os eleitos saídas para as mazelas da saúde e da segurança pública. A depender dos convidados, a pauta será maior.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h51

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Dilma hesita em atender a convite de Barack Obama

  Chris Carlson/AP
Barack Obama convidou Dilma Rousseff para visitar Washington.

 

Deseja recepcionar a sucessora de Lula na Casa Branca antes da posse.

 

Dilma hesita em atender ao chamado.

 

Nota veiculada pela Folha informa que a assessoria da presidente eleita organiza um giro dela pela América Latina.

 

Entre os destinos prováveis, estão Argentina e Uruguai.

 

Há no governo quem desaconselhe que Dilma conceda a Obama a primazia de um encontro formal.

 

Entre os que resistem à ideia, estaria o próprio Lula. Curioso, muito curioso, curiosíssimo.

 

Pior do que o americanismo cego, só o antiamericanismo obtuso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h40

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Erenice virou a ‘herança maldita’ de Lula para Dilma

Fábio Pozzebom/ABr

 

Deve ficar para abril de 2011 a conclusão da investigação interna que a Casa Civil realiza para apurar o tráfico de influência que vicejou sob Erenice Guerra.

 

Aberta em 17 de setembro, a apuração alcança, além de Erenice, dois ex-assessores da Casa Civil, amigos do filho da ex-ministra, Israel Guerra.

 

Corre, por ora, uma sindicância. As conclusões do grupo já sofreram dois adiamentos. Se o resultado esquadrinhar os malfeitos, vai-se a uma segunda fase.

 

Passa pela abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar). Abrem-se novos prazos.

 

Notícia veiculada pela Folha informa que a encrenca não acaba antes de abril. Cairá no colo de Dilma quatro meses depois da posse.

 

Em campanha, Dilma chegou a classificar o Erenicegate de “factoide”. Coisa de opositores em desespero.

 

Num segundo momento, como o caso se avolumasse, Dilma saiu-se à Lula. Declarou que “não sabia” das taxas de sucesso que brotaram à sua volta.

 

No segundo turno, Dilma reajustou o verbo. Em debate televisivo, declarou-se “indignada”. Disse que, eleita, cuidaria para que o caso não ficasse impune.

 

Dentro de pouco tempo, já acomodada na cadeira de presidente, Dilma terá a oportunidade de cumprir o prometido.

 

Na instância administrativa, a punição máxima prevista em lei é a inabilitação dos envolvidos para o exercício de cargos na administração pública.

 

Assim, se honrar a palavra, Dilma pode ter de extirpar sua ex-braço direito. Como diz o brocardo, quem pariu Mateus...

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h54

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Governo quer parcelar as perdas do Rio com pré-sal em 10 anos

 

- Folha: Dilma convida Mantega a ficar

 

- Estadão: Lula intervém para barrar a criação de 'blocão'

 

- JB: Lula veta aumentos do Judiciário e da polícia

 

- Correio: “O plano era não matar ninguém”

 

- Valor: JBS enfrenta o desafio de 'domar' o mercado

 

- Estado de Minas: Minas declara guerra ao mosquito da dengue

 

- Jornal do Commercio: Todos os prejudicados podem pedir novo Enem

 

- Zero Hora: Mobilização na Câmara pode dobrar salário dos parlamentares

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h34

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Osso!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h52

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Tese do rodízio reanima rixa de Renan X Mercadante

Lula Marques/Folha

 

A pretensão do PT de reproduzir no Senado o rodízio de presidências idealizado para a Câmara reacendeu uma antiga rixa.

 

De um lado, Aloizio Mercadante (SP), líder do PT. Do outro, Renan Calheiros (AL), líder do PMDB.

 

Alheios à ventania tóxica que sopra na Câmara, os senadores petistas mantém de pé a pretensão de presidir o Senado por dois anos.

 

No comando da bancada, Mercadante tornou-se porta-voz e articulador das vontades do PT. O partido de Dilma Rousseff insiste:

 

Se for celebrado na Câmara, o acordo do rodízio –dois anos de comando para o PMDB, dois anos para o PT— terá de ser estendido ao Senado.

 

Renan reage com comentários mordazes. Recorda que Mercadante é quase um ex-senador. Vem de uma derrota na disputa pelo governo de São Paulo.

 

O morubixava do PMDB trata Mercadante como um colega que enxerga o pretérito passando. Renan declara a quem quiser ouvir:

 

Mercadante não prevalecia no Senado quando “era” senador. Que dirá agora, que está “prestes a não ser”.

 

Curiosamente, o PT recorre no Senado à mesma tática adotada pelo PMDB na Câmara: organiza-se em bloco.

 

Na atual legislatura, o PT comanda um bloco integrado por outras quatro legendas: PSB, PRB, PR e PCdoB. Juntas, somam 17 senadores.

 

O PT e seus parceiros engordaram nas urnas de 2010. Na próxima legislatura, o bloco vai dispor de 25 cabeças –cinco a mais que a bancada do PMDB.

 

O partido de Renan tinha 21 senadores. Mas o TSE impôs à legenda uma baixa ao passar na lâmina o mandato do senador eleito Marcelo Miranda (TO).

 

Sob a liderança de Mercadante, o petismo negocia com seus parceiros a sobrevivência do bloco em 2011.

 

Renan, de novo, dá de ombros. Afirma que, na briga pela presidência do Senado, cada partido vale o quanto pesa. Contam as bancadas das legendas, não os blocos.  

 

Reafirma: 1) pelo regimento, cabe ao maior partido a indicação do presidente; 2) o PMDB não abre mão de presidir o Senado pelos próximos quatro anos.

 

Depois de ameaçar com o lançamento de seu próprio nome, Renan empina a recandidatura de José Sarney (PMDB-AP).

 

A caminho de sua quarta presidência, Sarney simula desinteresse. Recém-saído de uma internação hospitalar, alega que lhe falta saúde.

 

Medida pela movimentação de Renan, a desambição de Sarney é lorota do mesmo tamanho das negaças pronunciadas quando da sucessão anterior.

 

Na disputa passada, travada no vácuo da crise cavada sob a presidência de Renan, Sarney prevaleceu sobre o petista Tião Viana (AC), apoiado por Mercadante.

 

Com a velocidade de um raio, Sarney mergulhou o Senado em nova crise. Sobreviveu no cargo graças à infantaria de Renan.

 

Empurrado por Lula, um pedaço do PT sustentou Sarney. Outro naco da legenda associou-se à turma do escalpo.

 

Mercadante já era líder nessa época. No ronco da crise, anunciou que entregaria a liderança num discurso em plenário. Chamado por Lula, recuou da posião que apresentara como "irrevogável".

 

Na nova refrega, Lula rema, novamente, na contramaré do seu partido. Considera um “erro” a tentativa do PT de esticar a corda no Senado.

 

Ou seja: hoje, como ontem, Renan, agora tonificado pela reeleição obtida em Alagoas, frequenta o tapete azul da Câmara Alta com o semblante dos “justos”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h39

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PMDB mantém exigências e cobra definição de Dilma

Miran

 

Um dia depois de anunciar a constituição de um “blocão” na Câmara, o PMDB reiterou nos subterrâneos as “exigências” que já fizera ao PT e a Dilma Rousseff.

 

A quarta-feira foi movimentada em Brasília. Começou com um café da manhã de Dilma com o vice Michel Temer, que preside o PMDB.

 

Guiando-se por conselhos que recebera na noite anterior, em jantar com Lula, no Alvorada, Dilma evitou passar um recibo público às ameaças do PMDB.

 

Coube ao próprio Lula e ao PT comandar a reação à constituição do bloco PMDB-PP-PT-PTB, um conglomerado de 202 deputados.

 

Ao final do dia, restabeleceu-se o cenário da véspera. Lula e o petismo diziam que o blocão “não aconteceu”. E o PMDB repisava as condições de seu apoio.

 

Sob a aparência de normalidade, a mesma atmosfera de intimidações e indefinições. Abaixo, um resumo da encrenca:

 

1. Levado ao freezer, o “blocão” surtiu os efeitos planejados. Funcionou como um “susto”, um “recado” para lembrar do que o PMDB é capaz.

 

2. O partido de Temer age como sempre agiu. Informa que deseja colaborar. Mas esclarece que a colaboração não é graciosa, depende de contrapartidas.    

 

3. Em público, Temer e seus liderados levaram aos lábios o discurso da unidade. Em privado, reiterou-se: o PMDB não abre mão do pedaço de poder que amealhou sob Lula.

 

4. No dizer de um de seus líderes, “o PMDB não quer tirar nada de ninguém, mas não admite que tirem o que é seu”.

 

5. Para não soar intransigente, o PMDB admite abrir mão de um ou outro ministério de sua cota. Desde que seja compensado com postos de igual relevância.

 

6. Hoje, o partido controla seis pastas: Defesa, Comunicações, Integração Nacional, Agricultura, Minas e Energia e Saúde.

 

7. Como exemplos de posições que o PMDB considera análogas às "suas", mencionam-se a pasta dos Transportes e a das Cidades.

 

8. De resto, acrescentaram-se à lista cadeiras mais vistosas que qualquer ministério: as presidências do BNDES, Banco do Brasil, Caixa e Petrobras.

 

9. São assentos que o partido sabe que Dilma não vai lhe entregar. Vão à lista como reforço à tese de que o melhor é não mexer no que já está feito.

 

10. No mais, o PMDB reiterou o desejo de firmar com o PT o acordo que prevê o rodízio na presidência da Câmara: dois anos para cada legenda.

 

11. Aconselhou o PT a retirar o Senado da conversa da Câmara. Da outra Casa legislativa cuidam os senadores. Ali, o PMDB não admite revezamentos.

 

12. O PMDB não tem pressa em definir os nomes. Submete-se ao calendário de Dilma. Mas "recomenda" que sejam definidos logo os critérios. 

 

13. Dilma pode ceder ou não às reivindicações do “parceiro”. Atendendo, terá colaboração. Desatendendo, será emboscada no Congresso. O troco virá em conta-gotas, no melhor estilo pemedebê.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 22h37

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Reunião fechada vaza no sistema de som do Planalto

Renato Araújo/ABr

 

Reuniu-se nesta quarta (17), a porta fechadas, o conselho político do governo. Participaram líderes partidários, ministros e Lula.

 

Um pedaço da reunião vazou pelo sistema de som do Planalto. O descuido só foi percebido pouco depois que Lula entrou na sala.

 

Antes que a transmissão involuntária fosse interrompida, ouviram-se do lado de fora diálogos entre reveladores e esdrúxulos.

 

A certa altura, líderes de partidos que integram o consórcio governista pressionaram o Planalto a apoiar projeto de legalização dos bingos.

 

Líder do PR, o deputado Sandro Mabel (GO) disse que parte do dinheiro auferido com a jogatina poderia ser usada para tonificar as arcas da saúde.

 

Com isso, disse o deputado, o governo não precisaria criar um novo tributo para custear as despesas do SUS.

 

O líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, afirmou que as verbas do bingo poderiam ter outra serventia.

 

Financiariam um reajuste maior do salário mínimo que vai vigorar a partir de 2011.

 

Presente ao encontro, o relator do Orçamento da União, senador Gim Argello (PTB-DF) disse que há “margem” para conceder ao mínimo um reajuste mais expressivo.

 

Mas, sem saber que sua voz era ouvida fora da sala, Argello fez uma inconfidência.

 

Disse que o ministro Carlos Gabas (Previdência) lhe pediu que “segurasse em R$ 540” o valor do novo mínimo.

 

Por quê? Segundo Argello, o ministro está preocupado com a incapacidade financeira das prefeituras.  

 

Argello disse que, se o salário mínimo for fixado agora numa cifra entre R$ 560 e R$ 600, vai a R$ 700 no ano que vem.

 

Preocupados, os prefeitos teriam produzido um abaixo assinado com as assinaturas de 600 executivos municipais.

 

Nesse ponto, o empresário Sandro Mabel dirigiu ao sindicalista Paulinho um gracejo infeliz:

 

“Paulinho, nesta questão do aumento do salário, precisa tomar cuidado. O povo quando fica rico, fica mais exigente”.

Numa intervenção feita minutos antes, Paulinho levara à mesa uma ameaça ao futuro governo de Dilma Rousseff.

 

Disse que haverá uma greve nacional de policiais militares se não for aprovado no Congresso um projeto que institui o piso salarial para PMs e bombeiros.

 

A ameaça de Paulinho soou depois que o líder de Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) sugeriu que a análise do projeto fosse adiada para 2011.

 

“É preciso continuar firme e não permitir que se crie dificuldades para o novo governo”, disse Vaccarezza.

Ecoando o deputado, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) também encareceu aos congressistas que não aprovassem projetos que criem novas despesas.

 

Referia-se a duas propostas: a que interessa a policiais e bombeiros e a que eleva os contracheques dos servidores da Justiça Federal.

 

Bernardo orçou o primeiro em R$ 43,5 bilhões. Quanto ao segundo, estimou que sorverá R$ 7 bilhões das arcas do Tesouro.

 

O ministro insinuou que há no Judiciário funcionários que recebem salários acima do teto: “Como vai dar reajuste se o cara ganha mais que o teto?"

 

Súbito, Lula entrou na sala de reuniões. E o som que borrifava as vozes para além das paredes foi cortado. Uma pena.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h00

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Numa sessão improdutiva, Suplicy cantarola Vandré!

- Aqui, mais sobre o 'talento' vocal de Suplicy. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h32

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Centrais sindicais podem ter horário semanal na TV

Miran

 

Avança na Câmara um projeto de lei que concede às centrais sindicais dez minutos por semana nas emissoras de televisão e rádio de todo país.

 

O texto foi aprovado nesta quarta (17) pela comissão de Trabalho da Câmara. Prevê o seguinte:

 

1. As peças produzidas pelas centrais sindicais irão ao ar entre 6h e 22h todas as terças-feiras.

 

2. A veiculação pode ser feita em bloco de dez minutos ou subdividida em inserções de 30 segundos a um minuto.

 

3. As centrais sindicais poderão tratar em seus programas de três temas: A) Matérias de interesse de seus representados...

 

...B) Mensagens sobre sua atuação sindical; e C) Divulgação da posição das centrais em relação a assuntos “político-comunitários”.

 

4. A exibição não será facultativa, mas obrigatória. O horário das centrais será inscrito no Código Brasileiro de Telecomunicacões.

 

5. O código foi sancionado em 1962 (lei número 4.117). Fixa as obrigações das emissoras de rádio e TV.

 

6. O contribuinte brasileiro pagará a conta da veiculação dos programas das centrais sindicais.

 

7. A exemplo do que ocorre com o horário eleitoral e com os programas anuais dos partidos políticos, as emissoras poderão abater os custos de seus tributos.

 

O texto referendado pela comissão de Trabalho foi redigido pelo deputado Roberto Santiago (PV-SP). Dá-se ao documento o nome de “substitutivo”.

 

A peça resulta da fusão de outros dois projetos. Um de autoria de Vicentinho (PT-SP). Outro de Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).

 

Manuela propunha que os programas sindicais fossem diários –dez minutos para cada central, de domigo a domingo.

 

Vicentinho sugeria a veiculação semanal, às terças. Mas queria obrigar as emissoras a levar as peças das centrais ao ar em horário nobre –entre 20h e 22h.

 

De resto, além das inserções semanais, o deputado petista desejava instituir um programa anual para as centrais –dois minutos para cada uma em rede nacional.

 

O substitutivo de Roberto Santiago tramita pelas comissões da Câmara em caráter “conclusivo”.

 

Significa dizer que, se aprovado pelas comissões, vai direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

 

Vencida a etapa da comissão de Trabalho, restam mais duas votações: uma na comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação. Outra na comissão de Justiça.

 

Há no Brasil seis centrais sindicais formalmente reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

 

Considerando-se que cada uma disporá de dez minutos, o brasileiro corre o risco de ter de ouvir e assistir a uma hora de lero-lero sindical por semana.

 

Era só o que faltava!

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 19h13

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Temer diz que ministério estará ‘acertado’ até dia 15

Num instante em que o PMDB de Michel Temer eletrifica na Câmara suas relações com o PT de Dilma Rousseff, o vice foi convidado pela titular para um café.

 

À saída da conversa com Dilma, Temer disse meia dúzia de palavras sobre a formação do ministério que tomará posse em 1º de janeiro de 2011:

 

Conversamos sobre a formação de governo, mas é a longo prazo. Até dia 15 [de dezembro] estará tudo acertado”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h38

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Promotor vai acusar o PT no júri do caso Celso Daniel

Nesta quinta (18), vai a júri popular o primeiro réu do caso Celso Daniel, ex-prefeito petista de Santo André assassinado em 2002.

 

Chama-se Marcos Roberto Bispo dos Santos. Será julgado no Fórum de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

 

Responsável pela acusação, o promotor Francisco Cembranelli vai injetar o PT na sustentação oral que fará diante dos jurados.

 

Para o promotor, Celso Daniel foi morto por encomenda de quadrilha que desviava verbas das arcas de Santo André para contas prticulares e para o caixa dois do PT.

 

“Havia um grande esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André. A morte de Celso Daniel foi encomendada”, diz Cembranelli.

 

O ex-prefeito foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, numa estrada de terra de Itapecerica.