Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Espírito Na(f)talino!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 23h51

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Em inauguração pós-eleição, Lula e Dilma se afagam

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula e Dilma voltaram ao pa©lanque nesta terça (30). Foi a primeira inauguração conjunta da dupla depois da eleição.

 

Estrearam um par de eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará. Discursaram para platéia estimada em 3.000 pessoas.

 

Foi, como se diz, uma rasgação de seda mútua. A certa altura, Lula anteviu que logo Dilma estará mimetizando os seus bordões:

 

"Eu já estou até com inveja, porque eu passei oito anos dizendo 'pela primeira vez na história do país', 'nunca antes na história do Brasil'...”

 

“...A Dilminha vai começar, e eu vou estar ouvindo no rádio lá: 'nunca antes na história do Brasil', 'pela primeira vez na história do Brasil'."

 

Para não perder o hábito, Lula fustigou a oposição. Não se sabe se mirou em José Serra ou em FHC. Disse o seguinte:

 

"Ao invés de ficar com raiva, como meu adversário ficou, vou ficar feliz, porque você estará fazendo aquilo que o povo quer".

 

Dilma manuseou o microfone antes do patrono. Repisou o lero-lero do legado benrfazejo:

 

"Eu vou continuar essa herança bendita do presidente Lula, eu tenho a missão e a responsabilidade de dar continuidade...”

 

“...De fazer avançar esse projeto de inclusão de milhões e milhões de brasileiros e de brasileiras".

 

Nas pegadas dos elogios, Lula fez troça: "Se a Dilma não falar bem de mim, no dia 1º eu saio correndo com a faixa [presidencial] e quero ver ela me pegar".

 

Como se vê, não está sendo fácil “desencarnar”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h48

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Internet rápida e barata é ‘adiada’ para abril de 2011

Prometer sem cumprir é como fazer sexo sem amor. Desfruta-se do prazer sem o compromisso de telefonar no dia seguinte.

 

Em maio, ao anunciar o Plano Nacional de Banda Larga, o governo prometera: a internet rápida e barata chegaria a cem cidades em dezembro de 2010.

 

O tempo passou. Nesta terça (30), o presidente da ressuscitada Telebras, Rogério Santanna, veio aos refletores para informar: quem acreditou fez papel de bobo.

 

Santanna alegou que as licitações para a aquisição de equipamentos não correram como o previsto. E esticou a promessa para abril de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h08

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Alencar tem problema renal e passa por hemodiálise

Internado no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, o vice-presidente José Alencar passou a lidar, nesta terça (30), com problemas renais.

 

Teve de submeter-se a uma sessão de hemodiálise. Algo que, segundo boletim médico, levou à estabilização do seu quadro de saúde.

 

Alencar foi à mesa de cirurgia pela 16ª vez no último sábado. Arrostava uma obstrução intestinal.

 

Os médicos extraíram dois nódulos e 20 centímetros do intestino delgado do vice.

 

- Em tempo: foto de Ricardo Stuckert, da Presidência da República.

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Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Cabral anuncia ministro da Saúde de Dilma: ‘Cortês’

Marcello Casal/ABr

 

Nas últimas três semanas, Dilma Rousseff espalhou nos subterrâneos da transição uma informação alvissareira.

 

A sucessora de Lula disse que acomodaria no Ministério da Saúde um especialista. Escolheria o nome longe do balcão de trocas da política.

 

Disseminou-se a impressão de que iria à Saúde um “nomão”. Um dos operadores de Dilma chegou a dizer que ela buscava alguém do porte de Adib Jatene.

 

Súbito, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), deu cabo do suspense. Anunciou que, sob Dilma, o ministro da Saúde será o xará Sérgio Cortês.

 

Vem a ser o secretário de Saúde do Rio. Por mais méritos que reúna, está longe, muito longe de ser reconhecido como um Jatene.

 

Cabral fez o anúncio na cerimônia de inauguração de mais uma de suas Unidades de Polícia Pacificadora, no Morro dos Macacos.

 

Na noite da véspera, o governador estivera na Granja do Torto, em Brasília. Mantivera com Dilma uma conversa de três horas.

 

"Dilma foi muito enfática na campanha, na admiração do trabalho que nós realizamos aqui na saúde pública”, disse o governador.

 

“E o secretário Sérgio Côrtes será o ministro da Saúde. Para nós, é uma honra. Já foi feito o convite da presidente Dilma a mim, eu já o consultei e ele aceitou".

 

Cabral converteu Cortês em ministro sem possibilitar a Dilma a cortesia de uma conversa prévia com o futuro auxiliar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h50

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Boa notícia: Jader renunciou. Má notícia: demorooou!

  Sérgio Lima/Folha
O deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) renunciou nesta terça (30) ao mandato de deputado federal.

 

Bate em retirada a um mês do término da legislatura.  

 

Figurinha carimbada da política nacional, Jader não estará no Congresso a partir do ano que vem.

 

Sua foto foi arrancada do álbum pela Lei da Ficha Limpa.

 

Barrado pela Justiça Eleitoral, Jader foi às urnas agarrado a um recurso judicial.

 

Elegeu-se com 1,8 milhão de votos. Porém...

 

Porém, ao julgar o recurso que assegurara a Jader o direito de pedir votos, o STF confirmou o veto higiênico.

 

É sobre esse pano de fundo que Jader renuncia. Em carta dirigida à Câmara, ele anotou:

 

"A vontade do povo paraense rejeitou a decisão do TSE –pela inelegibilidade da minha candidatura”.

 

Alheio às “barbalhidades” que o fizeram um ficha suja, Jader queixou-se da imprensa e dos adversários:

 

“A campanha jornalística odiosa com que meus inimigos atentaram contra meu nome como candidato, por todos os meios midiáticos possíveis, inclusive, panfleto”.

 

Manteve as lanças erguidas:

 

"Retorno ao Pará para empreender minha luta, ainda acreditando na via judicial para corrigir a violência política de que sou vítima em plena democracia”.

 

Enxerga do seu lado “1,8 milhão de paraenses, brasileiros, que não têm dúvida quanto à minha elegibilidade e me escolheram como seu senador da República".

 

A carta de Jader já foi lida no plenário da Câmara. Vai agora à publicação no Diário do Congresso. A impressão consumará o ato.

 

A lamentar apenas o fato de Jader ter demorado tanto a renunciar. No mais, sua ausência preencherá na Câmara uma lacuna.

 

Eleito em 2006, Jader faltou à maioria das sessões deliberativas. Absteve-se de comparecer a cerca de 60% das sessões.

 

Membro de uma mísera comissão, não deu as caras em nenhuma reunião. Não proferiu um mísero discurso em plenário. Não apresentou um escasso projeto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h26

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Inquirido sobre Sarney, Lula recomenda ‘psicanálise’

Ricardo Stuckert/PR

 

No Brasil de hoje, como se sabe, é mais fácil achar um dinossauro do que um esquerdista.

 

E, se por acaso, ainda existir algum neto retardatário dos antigos esquerdistas, será ele o primeiro a fingir-se direitista.

 

A despeito da pasteurização ideológica, a proximidade de Lula com os Sarney ainda provoca uma inevitável sensação de exílio.

 

Sempre que Lula prestigia a família que outrora combatia, um pedaço da platéia fica com uma brutal nostalgia do Brasil.

 

Pois bem. Nesta terça (30), Lula foi ao Maranhão. Visitou a hidrelétrica de Estreito. Ao seu lado, Roseana Sarney e Edison Lobão.

 

Súbito, um repórter perguntou a Lula se ele agradecia o apoio que recebeu da “oligarquia Sarney” ao longo de seu governo.

 

E Lula, abespinhado: "Eu agradeço. E a pergunta preconceituosa é grave para quem está há oito anos comigo em Brasília...”

 

“...Significa que você não evoluiu nada do ponto de vista do preconceito, que é uma doença. O presidente Sarney é o presidente do Senado...”

 

“....O Sarney colaborou muito para que a institucionalidade fosse cumprida. Você devia se tratar, quem sabe fazer psicanálise, para diminuir [...] esse preconceito".

 

Ah, esses políticos! Querem o controle social da mídia. Mas não conseguem trazer na coleira nem mesmo a própria coerência.

 

Coerência, a propósito, tornou-se a mais prostituta das palavras. Virou palavrão. Já não merece entrar em casa de família.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h23

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PMDB ‘perde’ 3 pastas e aguarda por ‘contrapartidas’

Miran

 

Dos seis ministérios que chama de seus, o PMDB deve perder três: Comunicações, Integração Nacional e Saúde.

 

O primeiro, Dilma Rousseff planeja entregar ao petista Paulo Bernardo. O Segundo, ela cogita repassar ao PSB. No terceiro, deseja acomodar um “especialista”.

 

Numa quarta cadeira, a de ministro da Defesa, Dilma manterá, a pedido de Lula, Nelson Jobim.

 

Embora Jobim seja um filiado histórico do PMDB, sua renomeação não é apropriada como ativo do partido.

 

De concreto, por ora, o PMDB recebeu de Dilma duas sinalizações: Wagner Rossi, ligado a Michel Temer, pode ser mantido no Ministério da Agricultura.

 

E a pasta de Minas e Energia, na qual José Sarney almeja realocar o senador Edison Lobão, deve permanecer sob o guarda-chuva da legenda.

 

E quanto à “perda” de Comunicações, Integração e Saúde? O partido não obteve, por ora, garantias de que será compensado do modo que deseja.

 

Nos arredores de Dilma, diz-se que, fechada a contabilidade ministerial, o PMDB deve encolher. Afora Agricultura e Minas e Energia levaria mais duas pastas.

 

Considerando-se que a própria legenda enxerga Jobim como parte da cota pessoal de Dilma, teria quatro ministérios em vez de meia dúzia.

 

Restaria, assim, definir as duas cadeiras restantes. O PMDB mira no alto. Cobiça Cidades e Transportes, dois escaninhos apinhados de obras do PAC.

 

Tem alguma chance de emplacar Wellington Moreira Franco na pasta das Cidades. Hoje, é do PP. Uma legenda que preferiu a “neutralidade” ao apoio formal a Dilma.

 

A cessão dos Transportes ao PMDB, porém, indisporia Dilma com o PR, que gere o ministério sob Lula e apoiou Dilma na primeira hora, dando-lhe o tempo de TV.

 

Sempre barulhento, o PMDB pôs de lado, momentaneamente, o trombone. Exibe um silêncio incomum.

 

A legenda submete-se à articulação do vice-presidente eleito Michel Temer, a quem credenciou como comandante do exército das nomeações nacionais.

 

Temer cuidou de mandar ao freezer o chamado blocão, uma aliança de partidos que, urdida pelo líder Henrique Eduardo Alves, reúne 202 deputados.

 

A esperteza foi congelada por duas razões. Primeiro porque Dilma pediu. Segundo porque Temer e outros caciques pemedebês viram na manobra um erro.

 

Há no tal bloco legendas com as quais o PMDB disputa a partilha da Esplanada. Entre elas o PP das Cidades e o PR dos Transportes.

 

Ao empinar o blocão, Henrique Alves como que credenciou os rivais, emprestando-lhes o peso do PMDB. Daí, principalmente, a meia volta.

 

A despeito do silêncio, ouvem-se longe dos refletores os queixumes. Alega-se que o bom comportamento do PMDB contrasta com a sem-cerimônia do PT.

 

No Senado, integrantes do grupo de Sarney e do líder Renan Calheiros olham de esguelha para a migração de Paulo Bernardo.

 

Não parecem conformados com a pretensão de Dilma de transferir o amigo petista do Planejamento para as Comunicações, um feudo do PMDB do Senado.

 

Dali saiu o senador Hélio Costa, candidato derrotado do PMDB ao governo de Minas.

 

Junto com a pasta vai ao controle do PT a engrenagem dos Correios. Para Dilma, um ninho de problemas. Para o PMDB, um celeiro de cargos e negócios.

 

Não é só: a turma de Sarney e Renan fareja uma marcha petista em direção a cadeiras do sempre cobiçado sistema Eletrobras.

 

Há mais: o PMDB da Câmara inquieta-se com outros dois movimentos do PT.

 

Num, enxerga-se o interesse em retirar da diretoria Internacional da Petrabras Jorge Zelada, um apadrinhado da bancada de deputados do PMDB.

 

Noutro, vislumbra-se um ataque petista a Furnas, estatal na qual o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) manda e, sobretudo, desmanda.

 

Entre todos os congressistas do PMDB, Cunha talvez seja o mais afeito ao barulho. Quando contrariado, costuma causar problemas.

 

O PMDB espera receber até o final de semana indicações mais precisas quanto à forma como Dilma pretende tratar o partido.

 

Para saber se o PMDB considera-se atendido à altura, basta observar o trombone. Se começar a tocar...

 

- Em tempo: Ilustração via Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 04h12

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Exército pode ficar 7 meses no Alemão, até a nova UPP

 

- Folha: Exército vai ficar no Alemão por até sete meses

 

- Estadão: Exército deve ficar até julho de 2011 em favelas do Rio

 

- JB: O primeiro dia do resto de nossas vidas

 

- Correio: Coalizão contra o tráfico

 

- Valor: Aéreas perdem R$ 5 bi com transporte de passageiros

 

- Estado de Minas: Sinal fechado para o tráfico em Minas

 

- Jornal do Commercio: Divisas reforçadas para barrar traficantes

 

- Zero Hora: Fronteira Sul terá base contra o narcotráfico

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h44

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Lulistério!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 00h50

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Alencar segue na UTI e inicia dieta oral após cirurgia

  Divulgação
Há duas semanas, Lula dirigiu um pedido aos médicos que tratam do vice-presidente José Alencar:

 

“Quero que ele desça a rampa do Planalto do meu lado”.

 

A julgar pelo último boletim do hospital Sírio Libanês, Lula será atendido. Diz o texto:

 

"O paciente, que se submeteu a cirurgia para tratamento de obstrução intestinal no último sábado, está evoluindo bem e começou a receber dieta oral".

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h10

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‘Chegou a hora de 1 plano sul-americano antidrogas’

Renato Araújo/ABr

 

Dentro de um mês, Lula adicionará ao título de presidente o prefixo “ex”. Em meio à atmosfera de xepa, o ministro Luiz Paulo Barreto (Justiça) acordou:

 

"Acho que chegou a hora de um plano sul-americano de combate às drogas, um plano integrado."

 

Sob o eco dos tiroteios do Rio, Barreto reuniu-se nesta segunda (29) com o colega Sacha Llorenty.

 

Vem a ser ministro do governo-companheiro da Bolívia, grande provedor de cocaína.

 

Órgão subordinado ao doutor Barreto, a PF estima que cerca de 60% da cocaína distribuída no Brasil vem do país de Evo Morales.

 

Em dois mandatos, o governo Lula deu de ombros. Pior: sob a nuvem de pó, tratou a gestão Evo a pão-de-ló.

 

Como que decidido a tirar em 30 dias o atraso de oito anos, o ministro Barreto disse, em entrevista, ao lado do emissário boliviano:

 

"A América do Sul sofre com problemas de tráfico de drogas e tráfico de armas. A América do Sul em conjunto deve buscar soluções para esses problemas...”

 

“....A melhor forma de fazer isso é com cooperação". Na (des)conversa que travaram antes do contato com os repórteres, os ministros incluíram o Peru em seus planos.

 

Vale a pena ouvir mais um pouco de Barreto: "Nós temos que realizar talvez operações conjuntas, tripartites, naquela região entre os três países”.

 

Para quê? “A fim de lograrmos um êxito maior, para que esse combate signifique uma redução do tráfico do lado boliviano e brasileiro da fronteira...”

 

“...Sem que nos esqueçamos do Peru, que também sofre do mesmo tipo de problema".

 

Ambicioso, o ministro disse que debate a ideia também com Argentina, Paraguai e Uruguai.

 

"O objetivo é uma cooperação ampla a fim de que tenhamos um plano para toda a América do Sul de combate ao crime organizado, especialmente ao narcotráfico".

 

Vivo, Bussunda olharia o calendário. E diria: “Fala séeeeerio!”

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h20

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Kassab converteu-se em formiga cortadeira do DEM

José Eduardo Candido Campos

 

Gilberto Kassab tornou-se uma saúva em seu partido. Ou o DEM se livra dele ou ele acaba com o que restou do DEM.

 

De mudança para o PMDB, o prefeito de São Paulo picota sua quase ex-legenda enquanto arruma as malas.

 

Jura que a "eventual saída” nada tem a ver com a presidência de Rodrigo Maia, estorvo à fusão do DEM com o PMDB.

 

Desmente-se ao defender a renovação da direção partidária. "[...] Se os resultados não são positivos, vale a pena fazer uma avaliação".

 

Avalie-se pois: no alvorecer da campanha, Rodrigo Maia flertou com Aécio Neves. O DEM foi ao colo de José Serra porque o grupo de Kassab prevaleceu.

 

Difícil saber se Aécio produziria os “resultados” que Kassab reclama. É certo, porém, que a aposta do prefeito desaguou em derrota.

 

Kassab diz que trabalha pelo “fortalecimento da sigla”. Como assim? "O Brasil precisa de partidos fortes, com propostas claras, e não vejo o DEM nesse rumo".

 

O prefeito aperta o passo: "Temos alguns meses para que possamos encontrar, quem sabe, esse rumo”.

 

Soa como se buscasse um atalho capaz de levar o DEM a “retomar a condição de um partido com densidade, dimensão e clareza na relação com a sociedade civil".

 

Em verdade, a relação que interessa a Kassab estreitar é com a sociedade $ervil. Deseja integrar-se ao consórcio partidário governista.

 

Uma vitória com Serra representaria para Kassab um prêmio de loteria. Derrotado, tenta virar o jogo de um perde-perde para um perde-ganha.

 

Achega-se à coligação de Dilma Rousseff na suposição de que pode subverter a lógica que determina aos perdedores o sacrossanto exercício da oposição.

 

Se Lula tivesse bola de cristal, talvez não tivesse pronunciado aquela frase fatídica: “Precisamos extirpar o DEM da política” brasileira.

 

Deixando o trabalho à saúva, o presidente livraria sua biografia do constrangimento de uma frase infeliz.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Olhares.

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Escrito por Josias de Souza às 21h03

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Justiça breca repasse de R$ 3,7 bi da União para GO

Stock Images

 

A pedido do Ministério Público, a Justiça Federal suspendeu um empréstimo que Lula havia negociado com o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP).

 

A transação alça à casa de R$ 3,7 bilhões. Dinheiro do BNDES, que seria repassado por meio da Caixa Econômica, agente financeiro da transação.

 

O dinheiro iria às arcas da CELG, estatal energética de Goiás. Uma empresa mergulhada em dívidas. O buraco é estimado em R$ 7 bilhões.

 

Deve-se ao procurador da República Cláudio Drewes a ação contra o empréstimo. E à juíza Luciana Gheller, a liminar que suspendeu o negócio.

 

Titular da 4ª Vara Federal de Goiás, a magistrada impôs o freio por meio de uma liminar. Decisão temporária, portanto.

 

Requisitou documentos à União. Depois de receber e analisar a papelada, vai julgar o processo em termos definitivos.

 

Por ora, a juíza deu razão ao Ministério Público. Na sua ação, o procurador Drewes anotou que “são veementes” os indícios de que o empréstimo é ilegal.

 

A União tornou-se sócia da encrenca goiana sem levar em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

O Tesouro Nacional, sustenta o procurador, absteve-se de realizar uma análise crível sobre a real capacidade de endividamento do Estado de Goiás.

 

A primeira parte do empréstimo –cerca de R$ 1 bilhão— seria creditada ainda neste mês de novembro.

 

Em seu despacho, a juíza Luciana Gheller determinou que o dinheiro seja depositado em juízo, numa conta à qual o Estado não terá acesso.

 

O governador Alcides Rodrigues arruma as gavetas. Em 1º de janeiro, transfere o poder ao senador tucano Marconi Perillo.

 

Junto com o cargo, Perillo receberá o passivo da CELG. Poderia tachá-lo de herança maldita. Talvez lhe faltem, porém, argumentos.

 

Ex-governador de Goiás, Perillo é mentor de Alcides, eleito com o seu apoio. Hoje, são inimigos figadais.

 

Protagonizam em Goiás um desses inúmeros casos da política em que a criatura se volta contra o criador.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Ricardo Teixeira é acusado de ‘corrupção’ no exterior

  Sérgio Lima/Folha
A três dias de anunciar as sedes das Copas do Mundo de 2018 e de 2022, a Fifa é sacudida por um escândalo.

 

Presidente da CBF e membro do Comitê Executivo da Fifa, o brasileiro Ricardo Teixeira encontra-se no epicentro da encrenca.

 

Acusam-no de ter recebido propina de uma empresa de marketing esportivo chamada ISMM/ISL (aqui e aqui).

 

Veiculada pelo jornal suíço ‘Tages-Anzeiger’, a notícia foi ecoada pela TV britânica BBC.

 

De acordo com a denúncia, além de Teixeira, foram beneficiários de subornos outros dois dirigentes:

 

Os presidentes da Confederação Africana de Futebol, Issa Hayatou; e da Confederação Sul-Americana de Futebol, o paraguaio Nicolás Leoz.

 

Entre 1989 e 1999, a logomarca ISMM/ISL usufruiu dos direitos exclusivos da Copa do Mundo.

 

Entre outros benefícios, a excluvidade rendeu à empresa milionários contratos de transmissão televisiva dos jogos.

 

Em 2001, a empresa foi à breca em meio a denúncias de que os contratos foram untadeos com o pagamento de propinas.   

 

Ao esquadrinhar os malfeitos, a Procuradoria da Suíça chegou a um documento confidencial.

 

A peça contém uma listagem de 175 pagamentos. Coisa de US$ 100 milhões. Em reais: cerca de R$ 172 milhões.

 

Em entrevista ao programa 'Panorama', da BBC, um ex-dirigente da ISMM/ISL, Roland Buechel, corroborou as suspeitas.

 

A lista de pagamentos sujos inclui uma companhia sediada no paraíso fiscal de Liechtenstein.

 

Chama-se Sanud. Recebeu 21 pagamentos. Somados, totalizam US$ 9,5 milhões. Ou R$ 16 milhões.

 

A BBC recorda: “[Ricardo] Teixeira era fortemente ligado à mesma [Sanud], conforme CPI [feita] no Senado brasileiro mostrou”.

 

Procurado, Ricardo Teixeira não quis comentar as acusações. A Fifa tampouco se pronunciou.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h59

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Mais de 20% já não se lembram a quem deram voto

Orlandeli

 

Em dia de eleição, a lei proíbe o consumo de álcool. Pesquisa feita pelo TSE indica, porém, que um pedaço do eleitorado pode ter votado de pileque.

 

Entre os dias 3 e 7 de novembro, pesquisadores da Justiça Eleitoral realizaram 2.000 entrevistas em 136 municípios.

 

Um pedaço do questionário destinou-se a aferir o taxa de amnésia do eleitorado. Muitos dos entrevistados pareceram sobreviventes de uma ressaca.

 

Diz o TSE que 23% dos eleitores já não se lembram em quem votaram para deputado estadual.

 

Outros 21,7% não têm a mais remota idéia dos candidatos em quem votaram para deputado federal. Senado? 20,6% não souberam declinar os nomes.

 

O questionário não previa, mas os pesquisadores poderiam per perguntado: A eleição foi outro dia e você já com amnésia? Decerto pensaram: Ah, esquece!

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da pesquisa do TSE, cuja margem de erro é de dois pontos.

- Em tempo: Ilustração via sítio do Orlandeli.

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Escrito por Josias de Souza às 17h00

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Temer sobre Meirelles: ‘Poderá vir a ser aproveitado’

Há dois pemedebês na praça. Um no escurinho e outro sob holofotes.

 

O PMDB da sombra diz: Se quiser converter Henrique Meirelles em ministro de seja lá o que for, Dilma terá de absorvê-lo em sua cota pessoal. Na do partido, não.

 

O PMDB das luzes, que se expressou nesta segunda (29) por meio dos lábios de Michel Temer, soa mais suave:

 

"Ele [Meirelles] é um nome que pode ocupar qualquer posição no país. Tem uma experiência extraordinária, e onde quer que ele esteja fará seu papel bem".

 

Em certos momentos, os dois pemedebês parecem dizer a mesma coisa. Diferencia-os apenas a polidez de Temer: "As negociações estão em curso...”

 

“Ele [Meirelles] poderá vir a ser aproveitado, mas vai depender muito da presidente Dilma Rousseff, da conjunção política que se estabelecerá".

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h21

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Lula reúne Dilma e Jobim para decidir sobre Rafale

  Ricardo Stuckert/PR
Lula agendou para o próximo sábado (4) uma reunião com a sucessora Dilma Rousseff e o ministro Nelson Jobim (Defesa).

 

Vai à mesa um tema espinhoso: a aquisição dos 36 caças que equiparão a Força Aérea Brasileira.

 

A pedido de Lula, Jobim fará a Dilma uma exposição sobre os motivos que o levam a recomendar a compra do avião Rafale, de fabricação francesa.

 

Endossado por Lula, o parecer do ministro se sobrepôs à posição da própria FAB, que preferia os caças Grippen, fabricados na Suécia.

 

A Força Aérea alega que, além de sair pela metade do preço, os Grippen atendem mais às necessidades brasileiras do que os Rafale.

 

Jobim contrapõe o argumento de que a França comprometeu-se a transferir tecnologia para o Brasil.

 

Para poupar Dilma da polêmica, Lula deseja anunciar a compra do equipamento da França antes de deixar o Planalto. Porém...

 

Porém, condiciona o anúncio à concordância de Dilma. Do contrário, deixará que a pupila tome a decisão depois da posse, em janeiro de 2011.

 

Lula espera, de resto, que, antes da reunião de sábado, Dilma acerte com Jobim os detalhes da permanência dele na pasta da Defesa.

 

A presidente eleita inclusive já conversou com Jobim na última sexta (26). A sobrevida do ministro foiassegurada nesse contato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h17

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: O Rio mostrou que é possível

 

- Folha: Polícia ocupa morro do Alemão

 

- Estadão: Polícia ocupa Alemão; traficantes fogem

 

- JB: Não deu nem para resistir

 

- Valor: Megaoferta de gás reativa investimento em térmicas

 

- Estado de Minas: Polícia toma refúgio de traficantes no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h49

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Exército multiuso!

Lute

- Via blog do Lute. Aqui, as últimas sobre a "guerra" contra o tráfico no Rio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h39

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Lula festeja gestão Haddad em cerimônia no Planalto

Sérgio Lima/Folha

 

Empenhado em manter Fernando Haddad no governo de Dilma Rousseff, Lula cede ao ministro, nesta segunda (29), os refletores do Planalto.

 

Ao lado do presidente, o ministro da Educação vai anunciar a entrega de 30 escolas técnicas e 25 campi vinculados a 15 universidades federais.

 

No melhor estilo “nunca antes na história desse país”, Haddad vai expor números que, para Lula, ofuscam as críticas aos erros que tisnaram o Enem de 2009 e 2010.

 

Haddad anunciará o cumprimento da meta de expansão da rede de escolas técnicas fixada em 2005. Com as 30 unidades, chega-se à marca de 214 novas escolas.

 

Para fechar a meta, incluíram-se na conta 12 estabelecimentos que só começam a operar em 2011, já sob Dilma.

 

A proliferação de escolas técnicas federais é uma espécie de menina dos olhos de Lula. Ele passou toda a campanha eleitoral se jactando do feito.

 

Dizia nos comícios que um presidente operário, com escolaridade primária, erigiu mais escolas do que todos os antecessores diplomados.

 

Para corroborar o chefe, o MEC de Haddad faz a seguinte conta: Em 93 anos (de 1909 a 2002), foram inauguradas no Brasil 140 escolas técnicas federais.

 

Nos oito anos de Lula, ergueram-se 202 escolas novas, elevando o número de unidades para 342.

 

O número de matrículas, diz o MEC, cresceu 148% sob Lula. Em 2003, ano inaugural da gestão petista, os alunos eram contados em 140 mil. Hoje, há 348 mil.

 

Quanto ao ensino superior, também trombeteado por Lula nos palanques, Haddad desfiará no Planalto um rosário de boas novas.

 

Criaram-se, pela conta do ministro, 126 novos campi e universidades federais. Em 2002, último ano de FHC, havia 148. Hoje, há 274.

 

Valendo-se do par de naufrágios do Enem, um pedaço do PT animou-se a pedir o escalpo de Haddad.

 

Decidido a manter a cabeça do ministro sobre o pescoço, Lula recomendou-o a Dilma. E a sucessora decidiu manter Haddad no posto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h05

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Secom sem Franklin deve ser lipoaspirada sob Dilma

  Folha
A Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República) deve passar por um processo de lipoaspiração.

 

Hoje chefiada por Franklin Martins, que deixará o Planalto, a repartição deve perder o status de ministério que Lula lhe atribuiu.

 

Dilma Rousseff cogita nomear para a nova Secom Helena Chagas, a jornalista que a assessorou durante a campanha.

 

Emagrecida, a Secom será pendurada no organograma da Secretaria-Geral da Presidência, a ser comandada por Gilberto Carvalho.

 

Atual chefe de gabinete de Lula, o futuro ministro Carvalho cuidará, assim, da gestão das contas publicitárias do governo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h50

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Demora de Lula complica análise de nome para o STF

José Cruz/ABr

 

Presidente da Comissão de Justiça do Senado, Demóstenes Torres (foto) condiciona a aprovação do novo ministro do STF ao calendário.

 

“Se quiser aprovar ainda em 2010, Lula tem de fazer a indicação nos primeiros dias de dezembro”, disse o senador ao blog.

 

Segundo Demóstenes (DEM-GO), o prazo para a análise do currículo e a sabatina do novo ministro é de, no mínimo, duas semanas.

 

Depois de passar pela comissão, o indicado terá de ser referendado pelo plenário do Senado.

 

O problema é que o recesso do Legislativo começa em 17 de dezembro. Com boa vontade, as votações podem ser esticadas até o dia 22.

 

Demóstenes disse que, feita a indicação, nomeará um relator imediatamente. E zelará para que a coisa não consuma mais do que as duas semanas reguamentares.

 

Esclarece que, à medida que o relógio avança, a aprovação fica na dependência de um acordo que leve ao encurtamento dos prazos.

 

Chama-se tecnicamente de “quebra de interstício”. Permitiria que a Comissão de Justiça verificasse o currículo e sabatinasse o novo ministro numa única sessão.

 

O diabo é que esse tipo de acordo exige a concordância de todos os partidos. Algo que Demóstenes considera improvável:

 

“Receio que, se ficarmos na dependência do acordo, pode não acontecer. Tem muita gente magoada no Senado, gente que perdeu a eleição”.

 

A cadeira que Lula demora-se em preencher está vaga deste o início de agosto, quando se aposentou o ministro Eros Grau.

 

Lula apresentara uma justificativa razoável. Dissera que aguardaria o resultado da eleição presidencial.

 

Por quê? Queria dividir com o sucessor a responsabilidade pela escolha do nome. As urnas foram contadas faz 29 dias. E nada.

 

Na semana passada, em entrevista a bloqueiros ditos “progressistas”, Lula reiterou o desejo de dividir “50%” da responsabilidade pela indicação com Dilma Rousseff.

 

Como que farejando as dificuldades, admitiu que, inviabilizando-se os prazos do Senado, pode delegar 100% da escolha a Dilma.

 

Nessa hipótese, o nome só será conhecido em 2011. O repórter ouviu, neste domingo (28), um ministro do STF. Soou em termos ácidos:

 

Disse que é “inconcebível” que, decorridos quase cinco meses da aposentadoria de Eros Grau, Lula não tenha apontado um substituto.

 

Recordou que a “leniência” de Lula expôs o Supremo ao “ridículo” no julgamento do caso Joaquim Roriz.

 

Referia-se ao empate em cinco a cinco registrado no processo em que Roriz foi enquadrado na lei da Ficha Limpa.

 

Para superar o impasse, lembrou o ministro, o STF teve de recorrer a “um arranjo regimental”.

 

Se ficar para 2011, a aprovação do novo ministro só deve sair em março, oito meses depois da aposentadoria de Eros Grau.

 

“Não me consta que tamanho descaso tenha acontecido antes”, disse o ministro do Supremo na conversa com o repórter.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Dilma cogita inaugurar 39º ministério: ‘Aviação Civil’

 

O Brasil dos últimos anos desenvolveu uma fórmula engenhosa de lidar com os grandes problemas. Consiste no seguinte:

 

Detectada a encrenca, cria-se um ministério. Criado, vai ao balcão onde se dá e se recebe. Acertadas as bases do escambo, nomeia-se o ministro...

 

...Nomeado, o novo ministro discute exaustivamente o problema que levou à criação do ministério. Exausto, já não se sente obrigado a resolver coisa nenhuma.

 

Sob Lula, a Esplanada agigantou-se. Hoje, entre ministérios e secretarias com status ministerial, há 37 pastas. Algo nunca antes visto na história desse país.

 

Dilma já tinha alardeado que criará um 38º ministério, o da Microempresa. Descobre-se que cogita dar à luz um 39º, o da Aviação Civil.

 

Pretende-se pendurar no organograma da nova pasta uma estatal mal-afamada (Infraero) e uma agência precária (Anac). Hoje, pertencem à Defesa.

 

O brasileiro se deu conta de que a aviação tornara-se um problema no caos aéreo de 2006. Já lá se vão quatro anos de muita promessa e pouca ação.

 

Os viajantes programam os passeios do final de 2010 sem saber se as poltronas que pagaram lhe foram reservadas e se os vôos selecionados decolarão na hora.

 

Há na folhinha dois eventos com potencial para transformar agravar a encrenca: a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

É nesse cenário, submetida à perspectiva de que o ruim se converta em muito pior, que Dilma leva ao tabuleiro o novo ministério.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h40

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PMDB não consegue fechar a lista de ‘ministeriáveis’

 

O apetite do PMDB por ministérios contrasta com a inanição da lista de ministeriáveis que a legenda submeterá à apreciação de Dilma Rousseff.

 

A poucos dias do início formal das negociações, o partido do vice-presidente eleito Michel Temer ainda não conseguiu fechar uma relação de nomes.

 

O PMDB ocupa, hoje, seis ministérios: Integração Nacional, Comunicações, Minas e Energia, Agricultura, Saúde e Defesa.

 

Sob Dilma, admite trocar de pastas. Mas reivindica: A) a manutenção da quantidade; e B) a garantia de compensações que levem em conta a qualidade dos postos.

 

Por exemplo: ante da perspectiva de perder a Integração Nacional e a Saúde, o PMDB mira em Cidades e Transportes, duas jóias da Esplanada.

 

Pois bem. Por ora, o PMDB dispõe apenas de três nomes. Um deles enfrenta a resistência do governador Sérgio Cabral, do Rio. Eis a lista:

 

1. Wellington Moreira Franco: ex-governador do Rio, ele tem ligações umbilical com o grupo de Temer. Deixou a diretoria da Caixa Econômica para representar o PMDB no comitê de Dilma.

 

A legenda considera-o apto a ocupar qualquer ministério. Dá-se preferência à pasta das Cidades, hoje gerida pelo PP. O problema é que Sérgio Cabral torce o nariz para Moreira.

 

Um dos governadores mais chegados a Lula, Cabral quer empurrar um carioca para dentro do ministério de Dilma. Mas não digeriu Moreira.

 

2. Wagner Rossi: paulista, é apadrinhado de Temer. Foi guindado por Lula à cadeira de ministro da Agricultura. O partido quer mantê-lo no cargo.

 

2. Edson Lobão: senador pelo Maranhão, é índio da etnia do morubixaba José Sarney, que ergue o tacape para devolver Lobão ao ministério de Minas e Energia. Chefiou-o até o final de março, quando saiu para disputar a reeleição.

 

Afora essa trinca de nomes, o PMDB não chegou a um consenso quanto ao resto da lista. Gira como parafuso espanado em torno de alternativas obscuras.

 

O partido concentra suas buscas na bancada de deputados. Por enquanto, o nome menos vexatório do rol de cogitações é o de Pedro Novais (PMDB-MA).

 

Advogado, Novais exibe uma atuação parlamentar discreta. Mas carrega na biografia o “título” de relator da Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada na era FHC.

 

De resto, o PMDB flerta com a idéia de incluir saias em sua lista. Uma forma de associar-se à pretensão de Dilma de entregar 30% da Epalanada a mulheres.

 

O diabo é que, ao submeter a bancada a um filtro de gênero, o PMDB chegou a um par de nomes que não despertam entusiasmo nem no partido.

 

Um deles é o da deputada Rose de Freitas (PMDB-ES), professora, radialista, jornalista e agrimensora.

 

O outro é o da deputada Marinha Raupp (PMDB-RO). É psicóloga, professora e mulher do senador Valdir Raupp, encrencado em duas ações no STF.

 

Dilma informou a Temer que a temporada de negociação com os partidos começaria nos primeiros dias de dezembro. Ou seja, a partir desta quarta (1º).

 

Antes, será formalizada a equipe de ministros do Planalto. Entre eles o novo chefe da Casa Civil, o petista Antonio Palocci, que assume a negociação com os “aliados”.

 

Para começo de conversa, o PMDB espera que Palocci lhe informe os ministérios de sua cota. Não abre mão de escolher os ministros.

 

Alega que levará à mesa nomes que atendem às três condições impostas por Dilma: respaldo partidário, capacidade técnica e biografia limpa.

 

Decidiu que não incluirá em sua lista o pemedebê Nelson Jobim, que Lula aconselhou a Dilma manter à frente da pasta da Defesa.

 

Deliberou também que não vai opor resistências à eventual manutenção. Apenas deixará claro que Jobim não responde pelos votos da legenda no Congresso.

 

Com isso, a cota do PMDB deve cair de seis para cinco pastas. Algo que pode atenuar o vexame da escassez de nomes.

 

O PMDB definiu também que, com Dilma, não aceitará os arranjos que Lula lhe empurrou goela abaixo.

 

Como exemplo, menciona-se o caso do ministro José Gomes Temporão (Saúde). Foi escolhido por Lula à revelia do partido.

 

Para salvar as aparências, o presidente providenciou o endosso de Sérgio Cabral a Temporão. E plantou-o na Saúde como parte da cota do PMDB.

 

Excluído da nova lista do partido, Temporão é, hoje, um escalpo à espera da lâmina. Dilma sinalizou a Temer que levará à cadeira um nome de sua escolha.

 

Diferentemente do caso da Defesa, a supressão da Saúde não será deglutida sem compensação.

 

O PMDB considera que, entregando-lhe uma pasta como a das Cidades, Dilma zera o jogo. A negociação começa sob atmosfera amistosa.

 

Tida como avessa às negociações que passam pelos baixios da política, Dilma vem dispensando a Temer um tratamento que encanta o PMDB.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Prefeitura tem megaprojeto de reconstrução da Vila Cruzeiro

 

- Folha: Tráfico tenta negociar antes de invasão policial

 

- Estadão: Polícia amplia ação no Rio e prende família de traficantes

 

- JB: O Rio em guerra: Hora da invasão

 

- Correio: Cidade sob fogo cruzado

 

- Estado de Minas: Anastasia só vai aceitar secretário ficha-limpa

 

- Jornal do Commercio: Guerra no Rio: O ultimato

 

- Zero Hora: O ultimato ao tráfico

 

- Veja: Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2010

 

- Época: Vamos vencer o tráfico

 

- IstoÉ: O Rio é maior que o crime

 

- IstoÉ Dinheiro: O xerife da caixa-forte

 

- CartaCapital: Finalmente

 

- Exame: Uma história de cinema

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.d

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Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Palossauro!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h08

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Silêncio de Lula sobre salários do Judiciário irrita STF

Corre no Congresso, como se sabe, um projeto que eleva em 56% os contracheques dos servidores da Justiça Federal.

 

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) chamou a proposta de “delirante”.

 

Guido Mantega (Fazenda) disse que não há no Orçamento de 2011 verba para o mimo, cujo custo o governo estimou em R$ 6,3 bilhões anuais.

 

Patrono do projeto, o STF está pelas tampas com o governo. Só uma coisa irrita mais o tribunal do que a algavaria de Bernardo e Mantega: o silêncio de Lula.

 

Em privado, o presidente do Supremo, Cezar Peluso, recorda uma conversa que teve com Lula.

 

Peluso sustenta que Lula comprometeu-se a abrir negociação com o STF tão logo passasse a eleição presidencial.

 

O mandachuva do Supremo invoca o testemunho de Ricardo Lewandowski, seu colega de STF e presidente do TSE. 

 

O diabo é que as urnas foram abertas faz 29 dias, a candidata oficial prevaleceu e Lula se finge de morto.

 

O Supremo admite parcelar o reajuste, distribuindo-o ao longo dos próximos anos. Só não se conforma com a desconversa.

 

Peluso rumina a expectativa de que, antes do Natal, Lula o chame para uma conversa. Por sorte, os ministros do STF trabalham sentados em confortáveis poltronas.

 

Palavras como as que Lula disse a Peluso e Lewandowski antes da eleição não custam nada. Podem ser distribuídas com a largueza das promessas vãs.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Em SP, José Alencar submeteu-se à sua 16ª cirurgia

  Divulgação
Internado na última terça (23) com obstrução intestinal, o vice-presidente José Alencar foi à mesa de cirurgia neste sábado (27).

 

Foi o 16º encontro de Alencar com o bisturi em 15 anos de guerra contra o câncer.

 

Comandaram a operação os doutores Raul Cutait e Ademar Lopes. Debruçaram-se sobre Alencar por cinco horas.

 

O hospital Sírio Libanês expediu um boletimd. No texto, anota que a cirurgia “atingiu seus objetivos”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h39

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No enredo do Rio, o protagonista é um sujeito oculto

Marcelo Jesus/UOL

 

Sempre que contrariado, o crime mostra a cara. A bandidagem migra dos subterrâneos para os refletores. Em São Paulo, o PCC. No Rio, o Comando Vermelho.

 

Atacam instalações policiais, promovem arrastões, incendeiam veículos, atiram a esmo, afrontam as forças do Estado.

 

Há uma semana, um desses surtos de visibilidade voluntária dos criminosos convulsiona a (a)normalidade carioca.

 

A novela se repete. Os criminosos deixam o núcleo de figurantes do mal, roubam a cena e viram estrelas no ‘Jornal Nacional’.

 

Conforme já realçado aqui em capítulos anteriores, sob o enredo de violência pulsa um personagem invisível, bem-nascido e narigudo.

 

O mercado da droga, base da criminalidade, se pauta pela lei da oferta e da procura, não pelas normas do Código Penal.

 

Nesse mercado, o principal produto levado pelos criminosos à gôndola é a cocaína. Coisa cara, acessível apenas aos melhores bolsos.

 

Pois bem. Se se vende cocaína no Brasil, é porque há quem a aspire. Se se vende muita cocaína, é porque há quem a sorva em grandes quantidades.

 

Neste sábado (27), começou a circular no Rio um adesivo mimoso: “I Love Rio” (o amor é representado por um coraçãozinho).

 

Os portadores da mensagem aplaudem a presença dos tanques das Forças Armadas na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão.

 

Falam das quadrilhas de Elias Maluco e de Marcinho VP com ira inaudita. simultanemanete, erguem barricadas de silêncio em torno do sujeito oculto.

 

A elite carioca se une contra o tráfico do morro. Mas consome a cocaína que financia o armamento pesado da criminalidade.

 

O nariz invisível não está na favela. Ele empina suas narinas em ambientes mais sofisticados: coxias de shows, camarins de desfiles, redações de jornal...

 

Entre uma cafungada e outra, Armanis e Versaces, reunidos nas coberturas chiques da Zona Sul, se dizem chocados com a onda de violência.

 

A guerra ao narcotráfico rende imagens plásticas e boas manchetes. Mas será infrutífera enquanto os holofotes não iluminarem o sujeito oculto.

 

Visto como culpado inocente –ou inocente culpado—, o nariz que cheira nas grandes metrópoles é, em verdade, cúmplice da mão que segura a metralladora no morro.

 

Vencida a barreira da hipocrisia, pode-se encarar o problema a sério. A repressão é a parte mais óbvia da solução.

 

Um descalabro de décadas não se resolve do dia pra noite. Além de acionar os tanques, será preciso limpar a polícia e humanizar os presídios.

 

De resto, deve-se prover trabalho à mão de obra que serve ao tráfico e potencializar a estratégia que injeta Estado em comunidades dominadas pelo crime.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h53

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No Rio, morro é Alemão complexo. Coisa sem nexo!

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Escrito por Josias de Souza às 13h47

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Dilma convida e Marco Aurélio deve ficar no governo

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

O grão-petê Marco Aurélio Garcia, assessor de Lula para a área internacional, foi convidado por Dilma Rousseff a permanecer no cargo.

 

A repórter Ana Flor informa, na Folha, que Marco Aurélio havia sido sondado para ocupar outro posto: secretário-geral da Unasul.

 

Ele substituiria o ex-presidente argentino Nestor Kirchner, que morreu no mês passado.

 

Antes de responder à sondagem, Marco Aurélio tocou o telefone para Dilma. Encontrava-se em Georgetown, na Guiana.

 

Acompanhava Lula numa reunião da Unasul. Dilma disse a Marco Aurélio que pretende mantê-lo no cargo. Agendaram uma conversa para esta segunda (29).

 

Sob Lula, Marco Aurélio atuou como uma espécie de ‘chanceler do B’ para a área da América Latina.

 

Sob Dilma, parece mais afortunado do que Celso Amorim, o chanceler oficial, candidato a ex-ministro.

 

O nome do substituto de Amorim ainda não foi divulgado. Frequenta a bolsa de apostas como favorito o secretário-geral do Itamaraty, Antonio Patriota.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h45

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Cotovelada na face rende 12 pontos a Barack Obama

  Tim Sloam/AFP
Num instante em que persegue a popularidade perdida, Barack Obama ganhou nesta sexta (26) doze pontos.

 

Pontos nos lábios, não nas pesquisas.

 

Deu-se durante um jogo de basquete, num base militar assentada em Washington.

 

Em comunicado oficial, o porta-voz Robert Gibbs explicou o ocorrido assim:

 

"Depois de ser inadvertidamente atingido com o cotovelo de um jogador do outro time no lábio [...]...”

 

“...O presidente recebeu 12 pontos hoje, administrados pela unidade médica da Casa Branca".

 

Mais tarde, os repórteres foram convidados a participar da cerimônia de apresentação da árvore de Natal da família Obama.

 

As lentes dos fotógrafos alcançaram Obama, numa janela, com uma bolsa de gelo sobre os lábios.

 

Assegura-se que o “ataque” foi acidental. Não havia nem republicanos nem iranianos em quadra. Obama jogava com amigos e familiares.

 

É de perguntar: com companheiros assim, quem precisa de Mahmoud Ahmadinejad?

 

Pablo Martinez Monsivais/AP

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h19

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Antes da posse, Palocci assume ar de superministro

Antônio Cruz/ABr

 

No meio a uma conversa sobre pendências administrativas da pasta da Defesa, Lula inquiriu Nelson Jobim sobre um assunto paralelo:

 

A Dilma já te procurou?

Não, quem esteve comigo foi o Palocci.

Precisamos resolver logo isso.

 

Falavam do futuro do Ministério da Defesa. Lula deseja que Jobim seja mantido no cargo. Antes de se decidir, Dilma Rousseff acionou Antonio Palocci.

 

A presença de Palocci na montagem do novo ministério tornou-se corriqueira. Antes mesmo de ser oficializado na Casa Civil, virou titular das sondagens.

 

Palocci passa mais tempo na Granja do Torto, residência provisória de Dilma, do que no CCBB, sede da transição de governo.

 

Ele acompanha Dilma nas refeições do Alvorada, durante as quais os nomes dos futuros ministros são submetidos a Lula.

 

Na conversa com Jobim, relatada pelo ministro da Defesa a amigos, Palocci perguntou se o interlocutor tinha interesse em se manter no cargo.

 

Jobim respondeu que o interesse tem de partir de Dilma, não dele. Se a presidente o quiser no posto, deve expor seus planos. Ele, então, dirá se fica ou não.

 

Levada por Palocci a Dilma, a prosa de Jobim não agradou. E ela, a despeito da ansiedade de Lula, ainda não o procurou.

 

Se pudesse, Dilma já teria riscado Jobim de sua lista. Faria com ele o que fez com Henrique Meirelles, cujo descarte também foi precedido de contatos com Palocci.

 

O problema é que, diferententemente do que ocorreu no caso do BC, Dilma ainda não encontrou um Alexandre Tombini para a Defesa. Faltam-lhe nomes.

 

De concreto, por ora, apenas uma evidência: sob Dilma Rousseff haverá dois tipos de ministro –Palocci e os outros.

 

Depois de compartilhar com Lula o receio de concentrar poderes no quarto andar do Planalto, onde funciona a Casa Civil, Dilma decidiu correr o risco.

 

A sucessora de Lula cuidou de retirar dos escaninhos da Casa Civil o PAC e o Minha Casa, Minha Vida, programas que a fizeram poderosa.

 

Ainda assim, Palocci comandará no gabinete do quarto andar um arranjo semelhante ao que produziu a ruína de José Dirceu, o ex-“técnico do time” no primeiro reinado de Lula.

 

Além das atribuições de gerente da Esplanada, Palocci acumulará uma função que Dilma não exerceu sob Lula: a articulação política.

 

Nessa matéria, a julgar pelas credenciais que atribuiu a Palocci já na transição, Dilma dotou-o da principal característica dos superministros. Outorgou-lhe a voz.

 

O titular da Casa Civil é o último anteparo entre as demandas e a maçaneta da sala presidencial.

 

Tomado pelos poderes que exibe hoje, Palocci flerta com o risco de confundir a delegação com a propridade da voz.

 

Em benefício de Palocci, há o fato de que ele, por discreto, não é dado aos rompantes de exibicionismo que ajudaram a compor a desgraça de Dirceu.

 

Em desfavor de Palocci, há a evidência de que, assim como o Dirceu pré-mensalão, ele cultiva um projeto político solitário. Algo que o “caseirogate” não dissipou.

 

Dilma também alçou vôo da Casa Civil para a candidatura presidencial. Mas foi Lula quem lhe deu as asas.

 

Com Palocci dá-se coisa diversa. Ele prestará assessoria a uma presidente que enxerga a reeleição no horizonte de 2014.

 

Considerando-se o modo como levou Meirelles ao microndas e a aversão que nutre por Jobim, Dilma não parece afeita à ideia de dividir o gramado com outras palmeiras.

 

Palocci, por acomodatício, pode contrariar a escrita. Mas sua presença na Casa Civil é, até prova em contrário, uma crise esperando para acontecer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: A guerra do Rio - Intenso tiroteio entre Exército e tráfico abre Batalha do Alemão

 

- Folha: Exército cerca o morro e troca tiros com tráfico

 

- Estadão: Traficantes reagem a cerco no Rio

 

- JB: Cerco ao Alemão

 

- Correio: A audácia do inimigo

 

- Zero Hora: Tropas cercam o tráfico no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h43

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Pirometrópole!

Elvis

- Via Amazonas em Tempo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h41

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Dilma deve manter Haddad apesar de erros do Enem

  Alan Marques/Folha
O ministro Fernando Haddad (Educação) deve sobreviver aos erros cometidos nas duas últimas edições do Enem.

 

Tomada pelo que diz em privado, Dilma Rousseff cogita manter Haddad à frente do MEC a partir de 2011. Sob aplausos de Lula.

 

Mantida a tendência, fecha-se uma das portas que poderia levar o petista Aloizio Mercadante à Esplanada.

 

Agora, permanece entreaberta para Mercadante uma janela em pasta de menor expressão, provavelmente a de Ciência e Tecnologia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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No Rio, Forças Armadas reforçam cerco a criminosos

Como previsto, a polícia do Rio ganhou nesta sexta (26) o reforço das Forças Armadas, incluindo 800 soldados do Exército.

 

A onda de violência prosseguiu pelo sexto dia. O cerco deslocou-se para o Complexo do Alemão.

 

Foi para essa área que, na véspera, fugiram cerca de duas centenas de criminosos acuados pela polícia na vizinha Vila Cruzeiro.

 

Desde domingo, a bandidagem tocou fogo em pelo menos 96 veículos, incluindo ônibus e vans.

 

Pelas contas da Secretaria de Segurança do Rio, já foram passados nas armas pelo menos 34 suspeitos. No total, produziram-se, por ora, 45 cadáveres.

 

Na incursão policial-militar desta sexta, um soldado do Exército, 19 anos, foi ferido na coxa direita. Feriram-se também civis.

 

Uma senhora de 61 anos foi atingida na barriga por estilhaços de bala. Outra, de 62 anos, foi baleadea na panturrilha.

 

Uma menina de dois anos levou um tiro de raspão no braço. Estava em casa. O fotógrafo Paulo Whitaker, da Reuters, também foi baleado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h32

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Mantega: Cortes de 2011 podem podar investimentos

Fábio Pozzebom/ABr

 

Mantido por Dilma Rousseff na Fazenda, Guido Mantega já encomendou estudos sobre os cortes de gastos que serão feitos em 2011.

 

O tamanho do talho será dimensionado pelo Tesouro Nacional e pelo Ministério do Planejamento.

 

Mantega admite, desde logo, que a faca pode alcançar, além das despesas correntes, os investimentos.

 

Explicou que os projetos que já estão em curso “terão prioridade”. Mas investimentos “que ainda não começaram podem ser postergados um pouco”.

 

Mantega falou aos repórteres Claudia Safatle, Luciana Otoni e Fernando Travaglini. Veiculada pelo jornal Valor, a conversa foi reproduzida no sítio da Fazenda.

 

Mantega atribuiu à crise financeira global a política de cofres abertos que patrocinou nos dois últimos anos da era Lula.

 

Disse que 2009 e 2010 foram anos “de recomposição da economia perante a crise”. O governo, segundo ele, teve de fazer “o que o setor privado não está fazendo”.

 

“Aí você gasta mais, dá subsídios, estimula mais o investimento”. Os ventos mudaram, diz o minisdtro.

 

“Agora é o momento de reequilibrar essa dinâmica, porque a economia já recuperou o fôlego, já está com seu dinamismo restabelecido”.

 

Mantega repisou o discurso que se opõe à aprovação, no Congresso, de projetos que criam despesas novas.

 

Em relação ao Judiciário, disse que só há previsão orçamentária para a correção dos salários da “alta magistratura”, ou seja, os ministros do STF.

 

E quanto aos salários do funcionalismo do Poder Judiciário? “Não está na proposta do Orçamento [de 2001]”, diz Mantega. “Não acredito que o Congresso fará mudança”.

 

Tampouco há previsão para cobrir os R$ 43 bilhões que custariam a aprovação do projeto que cria um piso salarial para policiais militares e bombeiros.

 

A despeito do movimento suprapartidário que reivindica a aprovação do projeto, Mantega declara: “Não acredito que passe, acho que há uma conscientização”.

 

Ele acrescenta que a encrenca não atazana apenas a União. “Afeta principalmente os Estados e os municípios. E vai ter Estado que vai quebrar”.

 

Sobre a hipótese de o Banco Central elevar os juros para conter a inflação, puxada para cima sobretudo pela carestia dos alimentos, Mantega afirmou:

 

“Olha, se o Banco Central achar que tem que aumentar, ele vai aumentar. Não vou me opor...”

 

“...Mesmo porque não tenho esse poder de decisão. É o Copom [Comitê dee Política Monetária do BC] que toma essa decisão”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h32

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Mais de 11 milhões de brasileiros ainda passam fome

 

O IBGE divulgou nesta sexta (26) uma atualização das estatísticas alimentares brasileiras.

 

Saído há pouco da mesa do almoço, o repórter decidiu se abster de comentar. Delega a tarefa a outro personagem, a quem passa a palavra abaixo:

 

“Sei que você, caro leitor, não me conhece. Pois permita que me apresente.

 

Moro onde olho nenhum me alcança, no ermo das entranhas. Sou ferida exposta que não se vê. Sou espaço baldio entre o esôfago e o duodeno.

 

Trago das origens uma certa vocação para a tragédia. Não deve ser por outra razão que venho do grego: ‘stómachos’.

 

Às vezes, invejo o coração que, quando sofre, é de amor. Eu, pobre tripa flagelada, jamais tive tempo para sentimentos abstratos. Perdoe-me o pragmatismo estomacal.

 

Só tenho apreço pelo concreto: o feijão, o arroz, a carne... Meu projeto de vida sempre foi arranjar comida.

 

Pois bem, os dados do IBGE, cuja exposição o signatário do blog terceirizou a mim, revelam o seguinte:

 

Nada menos que 65,6 milhões de brasileiros não se alimentam adequadamente. O número é de 2009. Mas conserva-se atual.

 

Desse total, 11,2 milhões de patrícios enfrentam o que o IBGE apelida de ‘insegurança alimentar grave’. Eu prefiro chamar pelo nome: fome.

 

Outros 14,3 milhões de brasileiros arrostam, no dizer do IBGE, ‘insegurança alimentar moderada’.

 

São catalogadas assim as pessoas que admitiram: em algum momento dos três meses que antecederam a pesquisa, faltou-lhes dinheiro para a comida. Fome.

 

No mais, há 40,1 milhões de cidadãos em situação de ‘insegurança alimentar leve’. Admitem que, ocasionalmente, o dinheiro não chega à mesa.

 

Conheço a realidade das estatísticas de perto. Às vezes, caro leitor, reduzido à minha condição de tripa, cobiço a cabeça.

 

Quisera me fosse dado revisitar glórias passadas ou, melhor ainda, idealizar um futuro promissor. Quisera não tivesse que dançar ao ritmo da emergência.

 

Meu mundo cabe no intervalo entre uma refeição e outra. Meu relógio, caprichoso, só tem tempo para certas horas: a hora do café, a hora do almoço, a hora do jantar...

 

Sem comida, meu relógio ficou louco. Passou a anunciar a chegada de cada novo segundo aos gritos.

 

Nunca tive grandes ambições. Não quero dormir com aquela personagem fogosa que a Maitê Proença representa em Passione. Tampouco almejo a Sena acumulada.

 

Só queria a solidariedade de um grão escorregando faringe abaixo. Ardem-me as paredes, bombardeadas por jatos de suco gástrico.

 

Noutro dia, ouvi a Dilma dizer na TV que sua prioridade é acabar com a miséria. Não sei se conseguirei esperar.

 

Já não me queixo. A privação de alimentos me proporcionou um encontro com a paz. Sim, encontrei a paz na melancolia da fome.

 

Atingi outra esfera da existência. Estou prestes a trocar o inferno da mesa vazia pelo paraíso da inexistência física.

 

Temente a Deus, sei que Ele não se atreverá a pôr em meu céu um novo lote de promessas. Não, não.

 

Meu céu há de ser uma cozinha como a dos brasileiros afortunados, tão farta que me propicie uma fome de rico, dessas que a gente resolve abrindo a geladeira".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h24

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No Congo, o estupro passou a ser usado como ‘arma’

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Escrito por Josias de Souza às 14h52

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Surge movimento ‘pró-FHC’ na presidência do PSDB

Angeli

 

A idéia nasceu de uma conversa do filósofo tucano José Arthur Gianotti com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

 

Amigos comuns de Fernando Henrique Cardoso, os dois concluíram que só o ex-presidente dispõe de autoridade para reaglutinar a oposição.

 

Nos próximos dias, o diálogo de Gianotti (o intelectual mais chegado a FHC) e Jungmann (ex-ministro da era tucana) ganhará a forma de uma carta.

 

O texto será dirigido por Jungmann aos presidentes do PPS, Roberto Freire, e do PSDB, Sérgio Guerra. Vai propor:

 

1. Que FHC seja alçado à presidência do PSDB, em maio de 2011, para um mandato de dois anos.

 

2. Que coordene a reestrutação do tucanato e a elaboração de um “ideário” para o campo político da autodenominada socialdemocracia e da centro-esquerda.

 

3. Que comande os entendimentos que resultarão no lançamento, em 2012, do candidato que representará essas forças na eleição presidencial de 2014.

 

Para Gianotti e Jungmann, FHC é o único personagem capaz abortar a guerra fria que se instalou nos subterrâneos do PSDB.

 

De um lado, o grupo de São Paulo, liderado por José Serra. De outro, a ala de Minas Gerais, comandada por Aécio Neves.

 

Jungmann diz que a conflagração que se arma na principal legenda da oposição não inquieta apenas o PSDB. O armistício interessa também aos aliados.

 

Na opinião de Gianotti, FHC precisaria dispor de um secretariado que tocasse a burocracia partidária, liberando-o para cuidar exclusivamente da costura política.

 

Hoje, FHC é presidente de honra do PSDB. Resta saber: A) se tem energia para trocar o cargo decorativo pelo executivo. B) se o tucanato o quer no comando.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h22

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Lula se diz ‘estarrecido’ com ação de bandidos no Rio

Depois da Marinha, Exército entra na ‘guerra’ nesta sexta

 

Rafaedl Andrade/Folha

 

Em troca de telefonemas com o governador Sérgio Cabral e o ministro Nelson Jobim (Defesa), Lula declarou-se “estarrecido” com as cenas de “guerra” do Rio.

 

Nesta sexta (26), por ordem do presidente, 800 soldados do Exército se juntarão ao efetivo da PM do Rio. Vão às ruas também 300 homens da Polícia Federal.

 

Além de soldados, as Forças Armadas cederão equipamentos: dois helicópteros da FAB e dez veículos blindados do Exército.

 

O reforço chega um dia depois de a Marinha ter cedido os tanques que facilitaram a tomada da Vila Cruzeiro, considerada a principal cidadela do Comando Vermelho.

 

Na noite passada, Jobim divulgou uma nota na qual fixa os limites da ação dos soldados do Exército. Não subirão os morros.

 

Serão “utilizados na proteção de perímetro de áreas conflagradas a serem tomadas pelas forças estaduais e pela Polícia Federal".

 

Ou seja, enquanto a polícia confronta a bandidagem, a soldadesca estará postada no pé do morro, controlando o movimento de entrada de delinquentes.

 

Tenta-se corrigir uma falha da bem sucedida operação de tomada da Vila Cruzeiro. Surpreendidos, os bandidos fugiram pelos fundos da favela.

 

Algo como duas centenas de marginais refugiaram-se no vizinho Complexo do Alemão, o novo alvo das forças de segurança.

 

Até o meio da tarde desta quinta (25), Jobim não trabalhava com a hipótese de acionar o Exército.

 

Pelo telefone, Sérgio Cabral dissera ao ministro que a ação da PM, tonificada pela presença dos blindados da Marinha, daria conta do recado.

 

Jobim aguardava um fax de Cabral. Estava combinado que o texto requisitaria equipamentos militares, não soldados.

 

Os ventos viraram depois de uma conversa telefônica de Cabral com Lula. Os diálogos entre os dois amiudaram-se desde segunda-feira.

 

À noite, ao desembarcar em Georgetown, na Guiana, Lula voltou a tocar o telefone para o governador. Àquela altura, a equipe de Jobim já preparava a divulgação da nota.

 

Deu-se à operação o nome de GLO (Garantia da Lei e da Ordem). Seguirá procedimentos explicitados por Jobim numa “diretriz ministerial”.

 

Além do par de helicópteros e da dezena de blindados de guerra, as Forças Armadas cederão à polícia do Estado:

 

1. "Equipamentos de comunicação aeronave x solo".

2. "Equipamentos de visão noturna".

 

A despeito do reforço ao cerco, os criminosos continuaram barbarizando nas ruas do Rio. No inínicio da madrugada desta sexta (26), tocaram fogo em mais três veículos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h00

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: O dia D da guerra ao tráfico

 

- Folha: Ofensiva com tropas e blindados provoca fuga em massa do tráfico

 

- Estadão: Marinha ajuda a ocupar favela no Rio

 

- JB: Tanques contra a bandidagem

 

- Correio: Cenas de uma guerra real

 

- Valor: Governo vai perseguir superávit além da meta

 

- Estado de Minas: Nem a tropa de elite salva

 

- Jornal do Commercio: Traficantes em fuga

 

- Zero Hora: O crime acuado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h21

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Desencarnando!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Martelo batido: Dilma ‘acomoda’ Palocci na Casa Civil

  Fábio Pozzebom/ABr
Quatro anos e nove meses depois de ter sido empurrado para fora do governo Lula pelo ‘caseirogate’, Antonio Palocci retorna ao primeiro escalão em grande estilo.

 

Será anunciado na próxima semana como chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff. Cuidará da macropolítica e gerenciará o governo.

 

Para a Secretaria-Geral da Presidência, Dilma nomeará o atual chefe de gabinete de Lula, o também petista Gilberto Carvalho.

 

Palocci chega à Casa Civil depois de muito vaivém. Tentou-se empurrá-lo para a Saúde. Ele refugou.

 

Cogitou-se acomodá-lo numa Secretaria-Geral da Presidência vitaminada. Ele próprio flertou com a ideia.

 

Por fim, Dilma, que hesitava em dar-lhe a Casa Civil para não fabricar um superministro, decidiu correr os riscos.

 

Há quatro anos, Palocci era a principal aposta de Lula para sucedê-lo. Perdera a concorrência de José Dirceu, incinerado pelo mensalão, em 2005.

 

Em março de 2006, com o prestígio moído pelo escândalo da violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci foi apeado da pasta da Fazenda.

 

Além do cargo, perdeu para Dilma a vaga de candidato de Lula. A despeito do escândalo, elegeu-se deputado federal em outubro de 2006.

 

Denunciado pelo Ministério Público, Palocci foi julgado pelo STF no caso do caseiro.

 

Relator da encrenca, o ministro Gilmar Mendes entendeu que não havia provas de que o ex-czar da economia ordenara a quebra de sigilo.

 

Por maioria de votos, o supremo absolveu Palocci. Neste ano da graça de 2010, o deputado absteve-se de disputar a reeleição.

 

Preferiu integrar a coordenação da campanha de Dilma. Atuou como ‘porquinho-mor’. Era a voz de Lula no comitê de Dilma.

 

Credenciou-se para o ministério. Dilma ganhou uma sombra. E Palocci, uma pasta que, sob Lula, virou sinônimo de urucubaca.

 

Depois de Dirceu, foi da Casa Civil para o olho da rua Erenice Guerra. Antes de realizar o primeiro despacho, convém a Palocci chamar um bom pai de santo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Sarney endossa austeridade de Dilma. Em seguida....

A caminho de sua tetrapresidência no Senado, José Sarney (PMDB-AP) elogiou a escalação do time econômico de Dilma Rousseff.

 

Endossou também o discurso que aponta para um 2011 austero.

 

Chegou mesmo a acenar com cortes de gastos tabém no Legislativo:

 

“Não se pode falar em redução de gastos falando de um Poder só. Tem que ser um esforço comum”.

 

A sensatez de Sarney durou poucas horas. Nas pegadas de suas declarações, o senador presidiu uma reunião da Mesa diretora do Senado.

 

Aprovou-se, veja você, a abertura de concurso para a contratação de 180 novos funcionários para o Senado. Coisa para 2011.

 

Afora pensionistas e aposentados, encontram-se pendurados na folha do Senado algo 9.000 servidores –entre concursados, ‘janeleiros’ e terceirizados.

 

- Em tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 22h36

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Dilma recusa convite para ver Obama antes da posse

  Sérgio Lima/Folha
Confirmou-se oficialmente nesta quinta (25) algo que, até aqui, havia sido apenas insinuado.

 

Convidada por Barack Obama para uma conversa em Washington, Dilma Rousseff disse “não”.

 

Coube ao petista Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, dar publicidade à decisão. Explicou-a de modo singelo: “Foi um problema de agenda”.

 

O convite de Obama a Dilma havia sido transmitido pelo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon.

 

O presidente americano esperava recepcionar Dilma em Washington ainda em dezembro.

 

A chamada guerra cambial estava entre os temas que iriam à mesa. Marco Aurélio não esclareceu se Dilma irá à Casa Branca depois da posse.

 

Há, de resto, a perspectiva de que Obama venha ao Brasil no primeiro semestre de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h57

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Bolsonaro descobre a ‘cura’ para o homossexualismo

A melhor maneira de comprovar o bom senso de certos personagens é acreditar que o bom senso não existe.

 

Tome-se o exemplo de Jair Bolsonaro (PP), que acaba de ser devolvido à Câmara pelo eleitorado do Rio.

 

O deputado encontrou uma fórmula mágica para “curar” o homossexualismo. Consiste no seguinte:

 

"Se o filho começa a ficar assim, meio gayzinho, [ele] leva um couro e muda o comportamento dele".

 

Não acredita que o deputado tenha proferido a tolice? Pois pressione aqui e assista com esses seus olhos que a terra haverá de comer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h46

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FHC: Dilma entre desenvolvimentismo e o ‘racional’

  Folha
Enquanto espera Lula “desencarnar”, Dilma Rousseff usufrui dos pareceres de ‘Desencarnando’ Henrique Cardoso.

 

Nesta quinta (25), o ex-presidente tucano proferiu uma palestra organizada por empresas de cartões de crédito, em São Paulo.

 

Discorreu sobre o Brasil de Dilma Rousseff, a ser inaugurado em janeiro de 2011. Enxerga no caminho da futura presidente um dilema.

 

Disse que, sob Lula, o governo tem, na administração da economia, "tendências fortes no sentido neodesenvolvimentista. No sentido de apertar o acelerador”.

 

Acha que Dilma “terá que optar entre essa tendência e uma coisa mais racional”.

 

Imagina que a sucessora de Lula ofereceu pistas do rumo que adotará ao acomodar na presidência do BC o economista Alexandre Tombini.

 

“Quando ela escolhe o Tombini, um técnico, que deve pensar por um viés mais concreto, ela sinaliza que não vai acelerar tanto assim".

 

Para FHC, Dilma é "racional. Teimosa, mas racional". Ainda assim, deixa entreabarta a porta que leva ao mistério:

 

"Não sei como ela vai decidir [os rumos da política econômica]. Na hora da onça beber água, não é equipe, é o presidente quem decide".

 

Para ele, o time econômico escalado por Dilma será compelido a lidar com novos desafios. Sobretudo as encrencas produzidas pela sobrevalorização do Real.

 

FHC fala com conhecimento de causa. Na presidência, enfrentou sua própria crise cambial. As causas eram outras. As consequências, idênticas.

 

Sob FHC, a ruína cambial começou a ser gestada na metade do primeiro reinado.

 

Na virada para o segundo mandato, “hora da onça beber água”, FHC foi chamado a decidir.

 

Em vez de encarar o ajuste, optou pelo câmbio de fantasia que o ajudaria a beliscar o segundo mandato.

 

Arruinada a produção interna, serviu a desvalorização cambial. E transferiu as culpas do desajuste a Gustavo Franco, o Tombini de então.

 

Fritado, Franco foi substrituído por um colega de diretoria: Francisco Lopes. Deu num escândalo com nome italiano: Salvatore Cacciola.

 

Nessa época, dizia-se que FHC estava preocupado com o desenvolvimento e a produção. Era o “neodesenvolvimentista” de seu tempo.

 

Ao final do segundo reinado, produzira um quadro próximo da irracionalidade: contas externas estouradas e cena interna recessiva. Deu em Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h22

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Confronto do Rio ganha a ‘plasticidade’ dos tanques

Em seu quinto dia de duração, o surto de violência que varre o Rio de Janeiro subiu de patamar.

 

Em parceria inédita, a PM carioca passou a se servir do apoio logístico da Marinha. A encrenca ganhou, definitivamente, a plasticidade de uma guerra.

 

Ao lado dos caveirões, como são chamados os veículos blindados da PM, tanques da Marinha rasgaram as ruas da Vila Cruzeiro, zona Norte do Rio (imagens acima).

 

Espremidos, os bantidos fugiram –às dezenas— pelos fundões da favela. Rumaram para outra comunicade, o Complexo do Alemão (fotos abaixo).

 

Inaugurada no domingo, a guerra parece distante de um cessar-fogo. Só há dois epílogos possíveis:

 

Ou o Estado prevalece ou a bandidagem acomodará sobre o bololô assado em quatro décadas de descaso a indigesta cereja da desmoralização.

 

Reprodução/TV Globo

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h54

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Equipe de Dilma anuncia cortes e Câmara cria gastos

 

Horas antes de a equipe econômica de Dilma Rousseff anunciar um 2011 de austeridade, a Câmara aprovou um par de projetos tóxicos.

 

Num (5909/09), criaram-se 301 novos cargos e funções no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

 

Noutro (5771/09), abriram-se 313 cargos e funções no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

 

As propostas foram aprovadas na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Tramitavam ali em regime conclusivo.

 

Significa dizer que, a menos que sejam apresentados recursos subscritos por 51 deputados, seguem direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

 

Juntos, os projetos injetarão no Orçamento da União despesas extras de R$ 60,4 milhões. A conta cobre três anos. Depois, por se tratar de despesa permanente, eterniza-se.

 

Mais do que a cifra, o que preocupa o governo e a equipe de transição é a incapacidade do consórcio governista de deter a criação de despesas novas.

 

Na entrevista em que prometeu cortar gastos e reduzir a dívida pública, Guido Mantega, mantido por Dilma Rousseff na Fazenda, referiu-se à encrenca.

 

Disse que não há dinheiro para cobrir os gastos previstos em projetos como o que eleva o contracheque dos servidores da Justiça e o que cria um piso salarial para PMs e bombeiros.

 

Mantega falou ao lado do novo presidente do BC, Alexandre Tombini, e da nova titular do Planejamento, Miriam Belchior.

 

Munido da promessa de Dilma de manter a autonomia operacional do BC, Tombini acenou com uma política monetária severa.

 

Miriam Belchior falou da escassez de recursos. Disse que, melhorando a qualidade do gasto, é possível “fazer mais com menos”.

 

O diabo é que, àquela altura, a maioria governista na Câmara já havia levado aos trilhos os vagões do CNMP e do CNJ.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h50

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Aliados insinuam que Serra ambiciona presidir PSDB

Fotos: Lula Marques/Folha

 

Vinte e cinco dias depois de ser derrotado por Dilma Rousseff, José Serra fez sua primeira aparição pós-eleitoral.

 

Deu-se numa visita-surpresa ao Congresso. A aparição, por prematura, deixou apreensivo um pedaço do PSDB.

 

Nos subterrâneos, tucanos próximos a Serra insinuam que ele almeja presidir o partido. Algo que preocupa a cúpula do tucanato.

 

Há duas semanas, numa conversa privada, em São Paulo, Fernando Henrique Cardoso revelou-se incomodado com a hipótese.

 

Presidente de honra do PSDB, FHC disse suspeitar que Serra reivindicaria a direção da legenda. Não pareceu animado em apoiá-lo.

 

Receia pelo acirramento de ânimos. Preocupa-se especialmente com a reação de Aécio Neves, eleito senador por Minas Gerais.

 

Sérgio Guerra (PE), que em 2011 trocará o Senado pela Câmara, tornou-se um dirigente precário.

 

Seu mandato na presidência do PSDB já expirou. Foi prorrogado até maio do próximo ano, quando haverá uma convenção nacional.

 

Foi sobre esse pano de fundo que Serra passeou pelo Congresso. Parlamentares de oposição foram arrebanhados, de última hora, para reunir-se com ele.

 

Nesse encontro improvisado, sem pauta pré-determinada, Serra limitou-se a agradecer o “apoio” recebido na campanha.

 

A certa altura, avocou para si a derrota. Disse que ninguém, além do candidato, pode ser responsabilizado pelo infortúnio.

 

Mencionou, de resto, o cenário adverso que enfrentou. Além de Dilma, enfrentou, segundo disse, a máquina do governo.

 

Da reunião, Serra foi ao plenário do Senado. Foi celebrado por “aliados” no microfone de apartes. Na presidência da sessão, José Sarney não disse palavra.

 

Velho desafeto de Serra, Sarney entreteve-se numa conversa com o senador Fernando Collor (PTB-AL).

 

Como Serra esticasse sua permanência, Sarney deixou o plenário. Só voltou depois que que o tucano foi embora.

 

Decidido a ver e, sobretudo, ser visto, Serra falou aos repórteres. Respondeu a uma provocação de Lula sobre o “bolinhagate”.

 

Falou da “herança adversa” que o presidente deixa para a sucessora Dima Rousseff. Perguntaram-lhe se estava em campanha.

 

E Serra: “Não... Estou me recuperando da campanha, procurando trabalho e decidindo o que vou fazer para ganhar dinheiro”.

 

Inquirido sobre o interesse pela presidência do PSDB, Serra absteve-se de comentar. Seu silêncio açula o barulho que se ouve nas coxias do tucanato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h57

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: PM avança para ocupar o bunker do tráfico na Penha

 

- Folha: Novos confrontos elevam atentados e mortes no Rio

 

- Estadão: Equipe econômica de Dilma promete austeridade fiscal

 

- JB: A guerra do fogo

 

- Correio: Lá vem o arrocho do governo Dilma

 

- Valor: Equipe de Dilma promete austeridade

 

- Estado de Minas: A droga que inferniza o Rio...

 

- Jornal do Commercio: Guerra incendeia o Rio

 

- Zero Hora: Tarso anuncia secretariado de perfil político

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h24

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Carnaval fora de época!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h12

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Dilma monstrou que prefere o microndas à frigideira

Lula Marques/Folha

 

O processo de exclusão de Henrique Meirelles do “novo” primeiro escalão revela: ao menos num setor, a cozinha, a gestão Dilma descontinuará o governo Lula.

 

Sob Lula, sempre que um auxiliar converteu-se em problema, foi fritado em fogo brando. Antes mesmo da posse, Dilma trocou a frigideira pelo microondas.

 

Há uma semana, Meirelles imaginava-se nomeado para mais um ciclo à frente do BC. Àquela altura, Dilma já havia começado a aquecê-lo.

 

Meirelles viu-se espremido entre duas realidades. Numa, virtual, havia o interesse de Lula em que fosse mantido. Noutra, real, o desinteresse de Dilma.

 

Julgando-se cacifado, Meirelles arrastou uma ficha cara ao mercado: a autonomia operacional do BC. Dilma converteu a astúcia em bode.

 

A presidente já havia acomodado sobre o pano verde o nome de Alexandre Tombini. Fez da “imposição” de Meirelles um pretexto. E girou o botão do forno.

 

Avisado por Antonio Palocci da pseudoirritação de Dilma, Meirelles tentou prover em público explicações para a condição que expressara sob o anonimato.

 

Disse que Dilma, ela própria defensora da autonomia, o havia convidado para uma conversa na qual seu futuro seria decidido. Em verdade, já estava bem passado.

 

Diretor de Normas durante reinado de Meirelles no BC, Tombini ajudara a construir, sob FHC, o modelo de metas inflacionárias.

 

Antecipou-se uma pergunta do mercado: o que é que o doutor Meirelles faria que Tombini não seria capaz de replicar? Para Dilma, nada.

 

A dona da caneta só recebeu Meirelles depois de ter levado o nome do substituto às manchetes. Conversaram por pouco mais de duas horas.

 

A conversa entrou pela madrugada desta quarta (24). Pela manhã, de passagem pelo Senado, Meirelles soou como se não tivesse percebido o que sucedera com ele.

 

Atribuiu o desembarque do BC a uma “decisão pessoal”. Errou de pessoa. A sentença foi de Dilma, não dele.

 

Afirmou que sai “na hora certa”. Lorota. Meirelles perdeu a sua “hora Marina”. Vale recordar a passagem.

 

Lula anunciou um plano de desenvolvimento da Amazônia. Concebera-o Marina Silva, a ministra do Meio ambiente. Porém...

 

Porém, Lula confiou a execução da novidade a outro ministro: Roberto Mangabeira Unger.

 

Ao perceber que virara tempero, Marina exonerou o governo de sua biografia. "Perco o pescoço, mas não perco o juízo".

 

Tomado pelo que disse no Senado, Meirelles demora-se em recobrar o juízo. Perguntaram-lhe se assumiria outro cargo ou se disputaria um mandato.

 

Meirelles não descartou nenhuma das hipóteses. Soou como se ainda acelentasse a expectativa de virar ministro. Uma alternativa que o PMDB se recusa a avalizar.

 

Assado, Meirelles brincou: "Meu pai se aposentou aos 92 anos e comentou comigo, depois, que achava que tinha tomado uma decisão prematura".

 

Sobram em Meirelles, ainda moço, vigor e competência para abraçar novas empreitadas.

 

Poupará o próprio tempo na hora em que perceber que seu futuro não está na Brasília de Dilma. Ali, salvo uma improvável reviravolta, sua conta foi fechada.

 

Meirelles poderia ter mimetizado Marina. Apostou suas fichas em Lula. Terminou inaugurando o microondas de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Lula ressuscita o ‘bolinhagate’. Serra reage: ‘É 2014’

A sensatez, se é que existe, já não permite antecipar as próximas tolices dos protagonistas da política.

 

Um dia depois de declarar que almeja “desencarnar” da Presidência, Lula demonstrou que ainda não conseguiu desentranhar da alma nem a campanha.

 

Em “entrevista” a um grupo de blogueiros autoproclamados “progressistas”, Lula desperdiçou um naco de seu tempo numa antopsia do ‘bolinhagate’.

 

"Foi uma cena patética, realmente foi uma desfaçatez. Eu perdi três eleições, jamais teria coragem de fazer uma mentira daquela...”

 

“...Fiquei decepcionado [com a TV Globo] porque quiseram inventar uma outra história, inventar um objeto invisível que até agora não mostraram...”

 

“...O povo não merece aquilo. Aquilo era para culpar o PT. Na verdade, a violência foi o desrespeito ao ser humano...”

 

“...Por isso que eu disse que o Serra tem que pedir desculpas ao povo brasileiro".

 

Em visita surpresa ao Congresso, Serra mordeu a isca: "Ele continua fazendo campanha...”

 

“...Talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República".

 

Na sequência, o mesmo Serra que tratou Lula na campanha na base dos afagos e das omissões pôs-se a falar como oposicionista tardio.

 

Ecoando documento divulgado pelo PSDB, disse que Lula deixa para Dilma Rousseff uma "herança bastante adversa".

 

"São vários problemas saltando do armário: inflação ascendente, câmbio supervalorizado, que está desindustrializando o Brasil...”

 

“...A atividade econômica que está caindo e está deixando um nó de difícil solução para o próximo governo".

 

Como se vê, além dos “problemas”, salta do armário um Serra combativo, que só pôs a cabeça para fora no final da campanha, quando Inês era morta.

 

- Serviço: Aqui, um vídeo com a íntegra da entrevista de Lula aos blogueiros “progressistas”.

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Escrito por Josias de Souza às 22h45

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Número de veículos incinerados no Rio sobe para 32

Sérgio Moraes/Reuters

 

A atmosfera de guerrilha urbana que eletrifica o Rio de Janeiro desde domingo prosseguiu nesta quarta (24).

 

Em menos de 24 horas, a bandidagem ateou fogo em 20 veículos, incluindo um ônibus e um caminhão. Com isso, subiu para 32 o número veículos queimados.

 

A Polícia Militar carioca realiza operações numa dezena de faveças. Até o início da noite, 14 suspeitos haviam sido passados nas armas pela polícia.

 

Afora os mortos, foram detidos 25 presos. Desde segunda-feira, os detidos somam 152.

 

Alguns deles estão sendo enviados para presídios federais de segurança máxima, fora do Rio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h12

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PSDB diz que Dilma recebe ‘herança maldita’ de Lula

Simultaneamente à apresentação da equipe econômica de Dilma Rousseff, o PSDB levou à web um texto que pinta a conjuntura com tintas fortes.

 

A peça foi ao ar no sítio do ITV (Instituto Teotônio Vilela), órgão de estudos do tucanato.

 

O azedume começa no título: “A galope e com as rédeas soltas”. Segue-se uma pilha de parágrafos apocalípticos. No primeiro, um resumo do cenário de catástrofe:

 

“A presidente eleita vai provar do próprio veneno. Receberá do governo Lula uma situação econômica em compasso de desarranjo:...”

 

“...Inflação em alta, juros subindo, câmbio muito valorizado, contas externas sangrando no vermelho e gastos públicos em disparada...”

 

“...Pode haver herança mais maldita que esta?”

 

O texto atribui ao novo presidente do BC, Alexandre Tombini, a tarefa de “domar esta fera”. Porém...

 

Porém, levanta dúvidas quanto à disposição de Dilma de manter a autonomia operacional do BC.

 

Insinua que Dilma trocou Henrique Meirelles por Tombini por acreditar que, “com ele, será mais fácil encabrestar a autoridade monetária”.

 

Algo que, sustenta o instituto tucano, levará o novo governo a flertar com o perigo da disparada inflacionária.

 

Menciona-se o IPCA-15, prévia do índice oficial de inflação, que o IBGE divulgara na véspera:

 

“A alta foi de 0,86%, a maior para o mês desde 2002. Vale repetir: é a maior inflação para meses de novembro registrada ao longo de todo o governo Lula”.

 

Para o PSDB, a coisa tende a “piorar”. A despeito disso, “o governo Lula, até agora deu de ombros”.

 

“O máximo que fez foi continuar a maquiar os resultados das contas públicas, baixando sucessivamente as metas de superávit fiscal”.

 

O PSDB acusa Dilma de imprimir suas digitais no estojo de maquiagem:

 

“Já sob as bênçãos da presidente eleita, a equipe econômica decidiu retirar dos cálculos do superávit os investimentos da Eletrobrás, levando a meta [de superávit] de 2011 para 3,1% do PIB”.

 

O texto trata como promessas de papel os compromissos de Dilma de reduzir a dívida publica líquida de 41% para 30% do PIB e baixar os juros reias de 5,3% para 2%.

 

“Papel aceita tudo”, escreve o PSDB. Para baixar os juros “de maneira saudável”, diz o texto, “é imperativo” que Dilma “freie a expansão dos gastos públicos”.

 

O tucanato insunia que a prática de Lula não recomenda sua sucessora:

 

“É tudo o que o governo Lula não fez, até porque sua política expansionista mirava beneficiar a eleição da sucessora: os gastos públicos cresceram 17% nos últimos 12 meses”.

 

No arremate de sua análise de conjuntura, o instituto tucano afirma que “Lula parece já ter percebido o clima azedo da economia no ar”.

 

Como assim? “Esperto como é, vacinou-se: disse que, se sua pupila receber uma ‘herança maldita’, será culpa da crise internacional”.

 

“Irlanda, Grécia, Portugal, Espanha e Itália estão derretendo, mas só servem como alerta para a imprevidência que o PT demonstrou até agora. Não como desculpa”.

 

Curiosamente, no instante em que o PSDB levava o texto ao ar, José Serra, o presidenciável derrotado da legenda, chegava ao prédio do Congresso.

 

Serra desfilou pelo plenário do Senado. Foi festejado no microfone de apartes. No momento, participa de uma reunião com correligionários.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h34

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Equipe econômica da continuidade apresenta ‘armas’

Fábio Pozzebom/ABr

 

Como previsto, o time econômico escalado por Dilma Rousseff achegou-se à boca do palco nesta quarta (24).

 

Antes da entrevista conjunta de Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (BC), Dilma emitiu uma nota.

 

No texto, indica o norte da “nova” equipe: assegurar “a continuidade da bem sucedida política econômica do governo Lula”.

 

Reafirma os pilares da gestão econômica: “regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal”.

 

E elege prioridades: promover “os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida”.

 

Depois de firmar-se na Esplanada como um ministro de cofres abertos, Mantega exibiu-se aos repórteres como um novo gestor, com mãos de tesoura.

 

Disse que, sob Dilma, os gastos públicos sofrerão uma poda. Prometeu inflação sob controle, PIB ao redor dos 5% anuais e redução da dívida líquida do Estado.

 

Para não dizerem que não falou de flores, Mantega disse: "A geração de emprego é uma das prioridades máximas da política econômica".

 

Alexandre Tombini, guindado da diretoria de Normas para a presidência do BC, cuidou de afastar do mercado o fantasma da frouxidão monetária.

 

Disse ter ouvido de Dilma que, a partir de 2011, o BC terá a mesma autonomia operacional de que dispôs nos oito anos de Lula.

 

Será mantido, segundo ele, o regime de metas inflacionárias criado em 99, sob FHC. Reproduziu assim as palavras de Dilma:

 

"Nesse regime, não há meia autonomia. É autonomia total".

 

Miriam Belchior, por sua vez, declarou que, à frente da pasta do Planejamento, vai mirar no aperfeiçoamento dos gastos públicos.

 

A certa altura, soou assim: "Temos uma quantidade de recursos muito menor do que a nossa necessidade...”

 

“...Por isso, temos de arrumar maneiras de enfrentar essa disparidade, para que o desenvolvimento possa ser potencializado".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h41

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Renan, o ‘tetra’ de Sarney e todas as conseqüências

  Fábio Pozzebom/ABr
Devolvido a Brasília pelo eleitorado de Alagoas, Renan Calheiros volta a dar as cartas no Senado.

 

Líder plenipotenciário do PMDB, Renan falou à repórter Andreza Matais. Empinou a ‘tetrapresidência’ de José Sarney: “É o que causa menor atrito”.

 

Criticou o apetite do PT pela cadeira de Sarney: “Essa discussão pode reabrir atritos, sobretudo se for conduzida pelo Mercadante, um trapalhão, um aloprado...”

 

Acenou com a hipótese de recriação da CPMF: “Se vier com a chancela dos governadores, da Dilma, se for para financiar a saúde, tem chance de ser aprovada”.

 

Enxergou a crise ética que o apeou do comando do Senado pelo retrovisor: “As coisas passam, eu sofri muito, mas passou...”

 

“...Não tenho mágoa de ninguém, não há revanchismo. Para seguir em frente, você tem que saber perdoar”.

 

De fato, exceto por Sarney, no Brasil tudo passa. Renan não é senão o pretérito passando, em carne e osso.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da entrevista. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h32

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Meirelles: só BC supergaláctico vigiaria todo sistema

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, prestou esclarecimentos no Senado sobre o caso do banco PanAmericano.

 

A certa altura, os senadores questionaram Meirelles sobre a falta de faro da fiscalização do BC. Como não farejar um rombo de R$ 2,5 bilhões?

 

Meirelles disse que o BC não está estruturado para perscrutar todo o sistema financeiro. Não considera viável nem necessário:

 

"O que custaria para os cofres públicos prevenir que o controlador do banco tivesse prejuízo?...”

 

“...E qual a viabilidade técnica de uma supergaláctica auditoria do BC, auditando todas as instituições financeiras do país?"

 

Antes, Meirelles confirmara ao repórteres sua saída da presidência do BC. Descartado por Dilma Rousseff, declarou-se "feliz, gratificado".

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h12

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Após governar como violinista, Lula ‘refuga’ o violino

Sérgio Lima/Folha

 

Ao montar as equipes com as quais governou por dois mandatos, Lula revelou-se um compositor de talento. Compôs com todo mundo.

 

Em ação, guiou-se por uma velha máxima da política: Governar é como tocar violino. Pega-se o instrumento com a esquerda. Toca-se com a direita.

 

Nesta terça (23), Lula assistiu a uma apresentação da sinfônica infantil que leva o nome de sua mãe.

 

Alunos de uma escola municipal de Tocantins (TO), os meninos da Orquestra Sinfônica Dona Lindu tocaram para Lula na Base Aérea de Brasília.

 

Animado, o homenageado tomou de empréstimo um violino. Seguiu a cartilha: instrumento com a esquerda, arco com a direita.

 

Algo desajeitado, arrancou das cordas um fenômeno acústico muito distanciado do que se convencionou chamar de música.

 

Entre risos, Lula desculpou-se. Alegou que lhe faltava não a habilidade, mas um dedo.

 

Uma deficiência que, na execução da partitura da Presidência, o PMDB supriu com raro talento.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h03

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Dilma adia a negociação com ‘aliados’ para dezembro

  Sérgio Lima/Folha
Dilma Rousseff adiou para dezembro a negociação com os partidos que compõem a coligação que lhe dará suporte no Congresso.

 

Foi o que ela informou a dois personagens com os quais se reuniu, separadamente, nesta terça (23).

 

Recebeu Michel Temer, vice eleito e presidente do PMDB; e Eduardo Campos, governador reeleito de Pernambuco e presidente do PSB.

 

De acordo com o que disse ao operadores da treansição, Dilma explicou a ambos que, definidos os nomes da equipe econômica, vai escalar o time do Planalto.

 

Nesta quarta (24), deve oficiliazar Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).

 

Na quinta (25), voa para Georgetown, na Guiana, junto com Lula. Participa de reunião da Unasul, o segundo compromisso internacional depois de eleita.

 

Na semana que vem, segundo disse, concluirá a montagem da cozinha palaciana. E só então abrirá a negociação com os partidos.

 

Considerando-se o que diz, Dilma já montou ou está muito perto de montar o xadrez do Planalto.

 

Superou a resistência que nutria à acomodação de Antonio Palocci na equipe da Presidência.

 

Tentou empurrar Palocci para a pasta da Saúde. Porém, o deputado, médico de formação, refugou o abacaxi.

 

Agora, sem mencionar o cargo, Dilma deixa antever que Palocci vai mesmo a uma pasta assentada na sede do Planalto.

 

Seja qual for o ministério, o ex-czar da economia de Lula não terá, sob Dilma, as feições de um superministro. Nem Palocci nem ninguém. 

 

Para livrar-se da armadilha, Dilma vai retirar da Casa Civil a atribuição de coordenar o PAC e suas obras.

 

Transferida da assessoria da Presidência para o Planejamento, Miriam Belchior levará com ela o programa que deu superpoderes a Dilma.

 

Aferrada ao calendário que se autoimpôs, Dilma esquiva-se de antecipar a análise dos nomes que as legendas levarão à mesa.

 

Limita-se a emitir sinais. Ao PMDB, por exemplo, insinua que a legenda perderá a pasta da Saúde.

 

Diante da recusa de Palocci, Dilma fixou-se na ideia de nomear outro “técnico” para o lugar do médico José Gomes Temporão (PMDB).

 

Tomada pelo que informa em privado, Dilma não parece inclinar-se para o petista Alexandre Padilha.

 

Coordenador político de Lula, Padilha, que também é médico, cabala apoios para virar titular da Saúde.

 

Padilha move-se com desenvoltura tamanha que despertou em Dilma uma ponta de aversão.

 

O PMDB decidiu não quebrar lanças por Temporão. Enxerga nele um apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ), não um representante do pedaço do partido que tem votos no Congresso.

 

Ao mesmo tempo em que digere a perspectiva de ficar sem a Saúde, os partidários de Temer cultivam a expectativa de que Dilma brinde o PMDB com uma compensação.

 

Quanto ao PSB de Eduardo Campos, Dilma sinaliza a intenção de tonificar a presença da legenda na Esplanada –um prêmio à lealdade e ao desempenho nas urnas.

 

São temas que a sucessora de Lula planeja tratar no final da próxima semana, entre os dias 1º e 3 de dezembro. Ela tem a intenção de fechar o ministério até o dia 15.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h26

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PMDB se recusa a ‘avalizar’ Meirelles para ministério

Depois de ter sido descartado para a presidência do Banco Central, Henrique Meirelles deve ser excluído também da Esplanada dos Ministérios.

 

O PMDB, partido ao qual Meirelles se filiou em setembro de 2009, se recusa a avalizar a indicação dele para uma das pastas da cota partidária.

 

Operadores do gabinete de transição haviam informado que Dilma cogitou nomear Meirelles para um ministério voltado à infraestrutura.

 

Mencionava-se a pasta dos Transportes, cobiçada, em privado, pelo próprio Meirelles. Condicionou-se a indicação, porém, ao aval do PMDB.

 

O repórter ouviu dois mandachuvas do partido na noite desta terça (23). Ambos disseram que Meirelles não consta da lista de ministeriáveis do PMDB.

 

Assim, só viraria ministro se Dilma resolvesse nomeá-lo em sua cota pessoal. Algo que ela não parece disposta a fazer.

 

Em 2009, depois de flertar com o PP, Meirelles desembarcou no PMDB de olho na vice de Dilma. Foi tratorado por Michel Temer.

 

Nos últimos meses, Meirelles imaginou que um pedido de Lula a Dilma lhe daria uma sobrevida no Banco Central.

 

Julgando-se cacifado, imaginou que poderia levar ao pano verde uma condição. Arrastou a ficha da autonomia operacional do BC.

 

Dilma estrilou. Meirelles tentou dar por não dito o que dissera sob reserva. Não colou. Nesta terça (23), Lula puxou-lhe a cadeira:

 

“A única coisa que eu defendo é o seguinte: quem tá comigo, tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010”.

 

Embora preferisse Luciano Coutinho na Fazenda, Dilma digeriu a permanência de Guido Mantega a pedido de Lula.

 

Quanto a Meirelles, vai à crônica da transição como uma espécie de grito de independência da presidente eleita.  

 

- Em Tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da Agência Brasil.

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Escrito por Josias de Souza às 03h02

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: A guerra do Rio - Beltrame: facções se uniram e reação da PM será em dobro

 

- Folha: Dilma escolhe técnico de carreira para presidir o BC

 

- Estadão: Dilma decide com Mantega que Tombini chefiará BC

 

- JB: PRF apreendeu um fuzil em dois anos no Rio

 

- Correio: Mais um preso no caso Villela

 

- Valor: Inflação em alta é desafio a novo BC

 

- Zero Hora: Investigada conexão gaúcha em plano de atacar polícia no Rio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h46

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Rio 40 graus!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 23h28

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Sob Dilma, BC pode ter de elevar juros já em janeiro

Escolhido por Dilma Rousseff para presidir o Banco Central, Alexandre Tombini passará pelo primeiro teste já no primeiro mês do novo governo.

 

Sob Dilma, a reunião inaugural do Copom (Comitê de Política Monetária) está agendada para os dias 18 e 19 de janeiro.

 

Os operadores do mercado enxergam na conjuntura razões para o anúncio de uma elevação da Selic, a taxa básica de juros.

 

O variação dos preços dos alimentos pressiona a inflação. O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) registra alta de 0,85% em novembro.

 

Pela 10ª semana consecutiva, o mercado reajustou para cima a previsão de inflação para 2010.

 

Até a semana passada, previa-se um IPCA de 5,48%. Nesta semana, a estimativa foi a 5,58%.

 

A rigor, o Copom já poderia aumentar os juros, hoje fixados em 10,75% ao ano, na úlltima reunião da era Lula, marcada para os dias 7 e 8 de dezembro.

 

Aos olhos do mercado, a alta de janeiro, mais do que conveniente, seria inevitável.

 

Primeiro, para refrear a inflação. Segundo, para que Tombini inaugure sua gestão oferendo ao mercado que o “novo” BC não perdeu a autonomia operacional.

 

Mal comparando, Tombini, cujo nome deve ser anunciado nesta quarta (24) por Dilma, vive situação análoga à de Henrique Meirelles.

 

Em janeiro de 2003, na primeira reunião do Copom da era Lula, o BC viu-se compelido a aumentar os juros.

 

A Selic era de 25% quando Meirelles assumiu a instituição. Subiu para 25,5% em 22 de janeiro de 2003.

 

Naquela ocasião, a decisão do Copom, unânime, tonificou o prestígio de Meirelles, que trocara um mandato de deputado pelo PSDB pelo comando do BC de Lula.

 

Houve grita generalizada. O petismo liderou a algaravia. Lula postou-se ao lado de Meirelles. Resta saber de que lado ficará Dilma.

 

Além de Tombini, a primeira reunião do Copom do novo governo submeterá a teste também a sucessora de Lula, que, em campanha, sinalizara a redução dos juros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Rio de Janeiro vive mais 1 dia de ataques criminosos

- Leia mais sobre a crise na segurança do Rio aqui, aqui, aqui e aqui. Siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 21h20

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De volta, Jarbas pede ‘respeito’ a Dilma e critica Lula

Em seu primeiro discurso no Senado depois da derrota na disputa pelo governo de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) reabriu a caixa de ferramentas.

 

Desejou sorte a Dilma Rousseff. Mas anunciou que, nos próximos quatro anos, fará ao governo dela a mesma oposição que fez à gestão Lula.

 

Num discurso apinhado de ataques a Lula, o senador sugeriu Dilma que mantenha com a oposição uma "relação de respeito".

 

Algo que Lula, a seu juízo, não fez. Ao contrário: "No início de seu segundo mandato, o presidente Lula fez uma encenação...”

 

“...Recebeu alguns integrantes da bancada de oposição, sinalizando a possibilidade de se estabelecer um diálogo civilizado...”

 

“...Mas, na primeira oportunidade, o presidente se dedicou ao trabalho de exterminar os parlamentares da oposição. Disse isso textualmente pelos palanques do Brasil...”

 

“...Lula agrediu a oposição e perseguiu seus líderes, como se vivêssemos em pleno regime autoritário".

 

Jarbas conserva o timbre de dissidente a despeito de seu partido, o PMDB, estar agora representado na vice-presidência da República, por meio de Michel Temer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h58

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STJ manda ao arquivo uma ‘ação civil’ contra Palocci

  Márcia Ribeiro/Folha
Antonio Palocci recebeu do STJ, nesta terça (23), um presente natalino antecipado.

 

A 1ª turma do tribunal arquivou uma ação civil que corria contra o deputado.

 

Envolvia um contrato celebrado à época em que Palocci era prefeito de Ribeirão Preto.

 

Sob Palocci, a prefeitura contratara os serviços do Instituto Curitiba de Informática.

 

O Ministério Público de São Paulo enxergou “improbidade administrativa” no negócio.

 

Por quê? A contratação foi feita sem licitação, a preços “incrivelmente altos”.

 

Palocci já havia sido absolvido na primeira e na segunda instância do Judiciário.

 

O Ministério Público recorrera ao STJ. Daí o julgamento realizado nesta terça.

 

Coube ao ministro Teori Albino Zavascki a atribuição de relatar o processo.

 

No seu voto, realçou: não se pode confundir ilegalidade com improbidade.

 

A dispensa de licitação poderia, no máximo, levantar dúvidas quanto à legalidade.

 

Para o ministro, não ficou comprovado o dolo dos gestores de Ribeirão Preto.

 

A própria ilegalidade, anotou o relator, foi afastada nas primeiras instâncias.

 

“Nada de ilegal houve na dispensa de licitação”, escreveu Teori Zavascki.

 

O voto do ministro foi acompanhado pela unanimidade dos integrantes da 1ª Turma.

 

Assim, o porquinho-mor da equipe de transição livrou-se de mais essa acusação.

 

A notícia chega no instante em que Palocci está prestes a retornar ao ministério.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Dilma convida Tombini para lugar de Meirelles no BC

Para o Planejamento, presidente convidou Miriam Belchior

 

  Alan Marques/Folha
Dilma Rousseff fechou, nesta terça (23), sua equipe econômica. O anúncio dos nomes será feito provavelmente nesta quarta (24).

 

A repórter Natuza Nery informa que Dilma convidou Alexandre Tombini (foto) para a presidência do Banco Central.

 

Na pasta do Planejamento, Dilma decidiu acomodar Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito Celso Daniel, morto em 2002.

 

A dupla vai compor o primeiro escalão econômico do novo governo junto com Guido Mantega, já convidado a permanecer na Fazenda.

 

Tombini é, hoje, diretor de Normas do BC. É funcionário de carreira da instituição.

 

Sua escolha deve aplacar o receio de afrouxamento da política monetária. Atribui-se a Tombini a estruturação do Depep (Departamento de Pesquisa Econômica) do BC.

 

O trabalho desse departamento tornou-se essencial na administração do regime de metas de inflação, adotado em 1999, sob FHC, e mantido sob Lula.

 

Miriam Belchior integra a assessoria da Casa Civil. É formada em engenharia, com mestrado em administração pública.

 

Quando Dilma virou candidata, Lula confiou a Belchior o acompanhamento das obras do PAC. O programa deve migrar para o Planejamento.

 

Antes de formalizar a escolha dos nomes, Dilma deseja conversar com Henrique Meirelles, apeado do comando do BC.

 

Prevê-se que Meirelles abencoará a escolha de Tombini. Algo que ajudará a sinalizar para o mercado a manutenção do modelo de autonomia operacional do BC.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h03

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Lula e o pós-Lula:‘Quero desencarnar da presidência’

Lula foi a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, nesta terça (23). Participou de evento relacionado ao setor sucroalcooleiro.

 

Depois, ao lado do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, deu uma rápida entrevista.

 

A alturas tantas, falou sobre o papel que deseja desempenhar no pós-Lula:

 

“Vou surpreender vocês muito, porque vou andar muito esse país, mesmo sem mandato”.

 

Instado a esmiuçar o raciocínio, esclareceu: “Primeiro, eu quero desencarnar da Presidência...”

 

“...[...] Aí, depois que eu desencarnar da Presidência é que eu vou pensar no que fazer”.

 

Perguntaram-lhe se defende a permanência de Henrique Meirelles no BC de Dilma Rousseff.

 

E ele: “Não defendo nada, meu filho. A única coisa que eu defendo é o seguinte: quem tá comigo, tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010”.

 

Depois disso, Dilma “indica quem ela quiser, pro cargo que ela bem entender”.

 

Lula repisou um lero-lero que contrasta com sua movimentação nos subterrâneos da transição:

 

“A minha tese é que a Dilma tem que montar um governo que seja a cara e a semelança dela...”

 

“...Você só pode indicar para ministro ou para um cargo de uma empresa pública quem você pode tirar”.

 

Disse que Dilma está “livre” para montar o governo. “Eu apoiarei qualquer que seja a decisão dela”.

 

A um mês e 23 dias de se tornar um “ex”, Lula ‘Quase Desencarnado’ da Silva vive a difícil travessia entre a logorréia e o silêncio.

 

Tomado pelas promessas, a partir de janeiro, vai se autoimpor a quarentena do bico calado. Difícil imaginar Lula exercitando a eloqüência do silêncio.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h21

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Coleta da Receita bate recorde pelo 13º mês seguido

Pelo 13º mês consecutivo, a coleta do fisco terminou em recorde: R$ 74,4 bilhões migraram de bolsos e caixas registradoras para as arcas do governo em outubro.

 

A cifra, que inclui impostos e contribuições, é 2,89% superior à que fora anotada em outubro do ano passado.

 

No acumulado do ano (janeiro a outubro), a Receita passou o rodo em R$ 658,3 bilhões –11,87% a mais do que o coletado no mesmo período de 2009.

 

Poderia ser pior. A despeito do novo recorde, o ritmo de crescimento da coleta diminuiu.

 

Aii! Uii!! Aii, uii!!! Sentiu um puxão na altura do bolso? Pois é... O fisco! Não gostou? Experimente atear fogo às vestes. Importante: antes de riscar o fósforo, dispa-se.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h30

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Na terra de Aécio, FHC rejeita a tese da ‘refundação’

  Folha
FHC proferiu uma palestra em Belo Horizonte na noite passada. Depois, falou aos repórteres.

 

Instado a comentar a tese de Aécio Neves de que o PSDB carece de uma “refundação”, o ex-presidente torceu o nariz:

 

"Todos os partidos, num certo sentido, estão todo o tempo se renovando. Mas refundação acho que é uma expressão muito forte".

 

O repórter Rodrigo Vizeu conta, na Folha, que FHC esquivou-se de responder se Aécio teria sido mais competitivo na disputa contra Dilma Rousseff.

 

Limitou-se a dizer que o tema agora faz parte do “passado”. No mais, escorregou:

 

"Eu tenho uma ligação muito profunda com o Serra e o Aécio. Então, para mim, é sempre difícil falar sobre qualquer um dos dois".

 

Voltou a criticar a tese segundo a qual deixou para Lula uma “herança maldita”.

 

“O que foi maldito”, disse ele, foi “o Lula, que assustdou os mercados” na sucessão de 2002, último ano de sua gestão.

 

"A Dilma sabe disso”, acrescentou. “Ela usa isso simplesmente por ‘espertezinha’ política".

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h56

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Temer recebe governadores para discutir Lei Kandir

  Lula Marques/Folha
Michel Temer realiza nesta terça (23) uma reunião suprapartidária com governadores eleitos e reeleitos.

 

Busca-se uma saída para a encrenca da Lei Kandir. Sancionada em 1996, sob FHC, a lei isentou do ICMS os bens e serviços destinados à exportação.

 

Como o tributo é estadual, abriu-se um buraco nas arcas dos Estados. A União comprometera-se a prover compensações.

 

Não foram fixadas, porém, as regras para os repasses compensatórios aos Estados, feitos por meio do Orçamento da União.

 

Pela conta dos governadores, a União acumula, desde 2005, um passivo de cerca de R$ 20 bilhões.

 

A reunião desta terça ocorre num instante em que o Congresso se prepara para votar o Orçamento da União para 2011.

 

Além de discutir a cifra dos repasses do próximo ano, os governadores tentam construir uma fórmula que regule a matéria em termos definitivos.

 

Pelo menos sete governadores participarão do encontro com Temer. Dois do PSDB: Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG)...

 

...Um do PMDB: Sérgio Cabral (RJ). Um do PT: Jaques Wagner (BA). E três do PSB: Eduardo Campos (PE), Cid Gomes (CE) e Renato Casagrande (ES).

 

Temer convidou também líderes partidários e o ministro petista Alexandre Padilha, coordenador político do Planalto.

 

Outros temas devem ser levados à mesa. Entre eles o projeto que institui um piso salarial para policiais militares e bombeiros.

 

O governo federal tenta barrar a aprovação da proposta. E deseja atrair os governadores para a causa.

 

- Atualização feita às 15h32 desta terça (23)Aqui, notícia sobre o resultado da reunião.  

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Escrito por Josias de Souza às 04h18

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Após ataques do tráfico, PM retomará ações em favelas

 

- Folha: Governo proíbe oberbooking nos voos de fim de ano 

 

- Estadão: Para evitar caos aéreo, Anac veta overbooking

 

- JB: Terror foi tramado no Alemão

 

- Valor: Varejo reduz prazos para as vendas de fim de ano

 

- Estado de Minas: Antes que o vexame se repita

 

- Zero Hora: Combate ao crack reduz crimes no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h38

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Fôlego de lobo!

Regi

- Via Amazonas em Tempo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h27

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Meirelles pode ir para ministério, se PMDB der o aval

Fábio Pozzebom/ABr

 

Descartada a permanência de Henrique Meirelles no Banco Central, Dilma Rousseff voltou a considerar a hipótese de acomodá-lo num ministério.

 

Em privado, Dilma mencionou especificamente a pasta dos Transportes. Há, porém, um empecilho político.

 

Dilma quer empurrar Meirelles para dentro da cota de ministros do PMDB. E o partido resiste em apadrinhar a indicação.

 

Meirelles é, por assim dizer, um cristão novo no PMDB. Filiou-se à legenda em setembro de 2009, depois de flertar com o PP.

 

Àquela altura, o presidente do BC cogitava disputar o governo de Goiás. Desistiu. Imaginou que poderia tornar-se vice na chapa de Dilma Rousseff.

 

Lula preferia Meirelles a Michel Temer. Mas o PMDB levou o pé à porta. Na ocasião, um cacique do partido, da etnia leal a Temer, fez piada:

 

“O Meirelles mal entrou no ônibus e já quer sentar na janelinha!”

 

Temer unificou as duas alas do PMDB –a da Câmara e a do Senado. E prevaleceu sobre Meirelles, dobrando Lula.

 

A julgar pelo que diz entre quatro paredes, a troca do BC por um ministério voltado à infreaestrutura, como o dos Transportes, não desagrada a Meirelles.

 

Ao contrário. A migração o deixaria mais à vontade para casar a ação no governo com suas ambições políticas.

 

O PMDB também cobiça o ministério dos Transportes. Já informou que, em troca, admite inclusive abrir mão de outra pasta, a da Integração Nacional.

 

O problema é que a legenda olha para Meirelles de esguelha. Vê nele um jogador solitário, não uma pessoa com disposição para fazer o jogo partidário.

 

Se conseguir ultrapassar as resistências do PMDB, Dilma terá dee lidar com outro problema. Chama-se PR.

 

Sob Lula, a pasta dos Transportes foi confiada ao PR. E a legenda informou ao presidente do PT, José Eduardo Dutra, que deseja manter o ministério.

 

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), ministro até abril, saiu para concorrer ao governo do Amazonas. Derrotado, quer voltar ao antigo posto.

 

Obtendo o endosso do PMDB ao nome de Meirelles, Dilma terá de acomodar o PR noutra pasta. Não encontrará na Esplanada uma cadeira com tantos atrativo$.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h43

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Bandidagem faz onda de ataques incendiários no Rio

- Atualização feita às 23h52 desta segunda (22): O crime organizado voltou a barbarizar no Rio, na noite desta segunda. Aqui, os detalhes. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h49

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Quércia está internado para 6º ciclo de quimioterapia

  Antônio Gaudério/Folha
Ainda às voltas com um câncer, Orestes Quércia voltou a ser internado no Sírio Libanês, em São Paulo.

 

Quércia foi ao leito hospitalar na quinta-feira (18) da semana passada. Mas só nesta segunda (22) a informação veio a público.

 

Licenciado da presidência do PMDB-SP, Quércia luta contra um câncer na próstata. Tratara-o há dez anos. Porém, a doença voltou.

 

A recidiva manifestou-se em plena campanha eleitoral. Quércia viu-se compelido a renunciar à candidatura ao Senado.

 

Permaneceu 36 dias internato. Deixou o hospital em 6 de outubro. A assessoria de Quércia diz que ele terá alta nesta terça (23).

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h28

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Meirelles não vai continuar à frente do Banco Central

Lula Marques/Folha

 

Avolumam-se os indícios de que Henrique Meirelles não será mantido por Dilma Rousseff na presidência do Banco Central.

 

O penúltimo prenúncio foi levado à web pela Reuters. A agência diz ter recolhido de pessoa próxima a Dilma um comentário com cara de veredicto:

 

"Ele não vai continuar, já foi decidido".

 

A provável saída de Meirelles exigirá de Dilma algo mais além da indicação de um substituto. Terá de desfazer uma má impressão.

 

O desembarque de Meirelles tonificará a tese segundo a qual o BC não terá, sob Dilma, autonomia gerencial para administrar a política monetária.

 

O modelo de BC autônomo funciona assim: o governo fixa, por meio do Conselho Monetário Nacional, uma meta para a inflação do ano.

 

Estabalecida a meta, delega-se ao BC a tarefa de zelar pelo seu cumprimento. Entra em cena o Copom.

 

Integrado pelo presidente e pelos diretores do BC, o Copom eleva os juros quando há risco de descontrole inflacionário. Desaparecendo o risco, a taxa cai.

 

A autonomia assegura ao BC liberdade para calibrar os juros sem interferências políticas da Fazenda e, no limite, até do Planalto.

 

O modelo vigora desde 1999, quando foi instituída, ainda sob FHC, a sistemática de metas para a inflação.

 

O mandachuva do BC não está, evidentemente, impedido de debater os juros com outras esferas do governo.

 

O próprio Meirelles sempre cultivou o hábito de sentir o pulso de Lula antes das reuniões do Copom, realizadas a cada 45 dias. Porém...

 

Porém, a palavra final sobre a matéria é, até aqui, do BC. Antes de ser nomeado, Meirelles negociara com Lula, em 2002, o respeito à autonomia.

 

Meirelles assumiu em 2003, primeiro ano da gestão petista. Sobreviveu a dois mandatos, tornando-se o presidente mais longevo da história do BC.

 

Na semana passada, Meirelles fez declarações que soaram como uma condicionante. Insinuou que aceitaria permanecer no BC, desde que preservada a autonomia.

 

Dilma mandou dizer que não gostou. O recado chegou a Meirelles num telefonema disparado por Antonio Palocci, coordenador da transição.

 

Meirelles tentou ajeitar as coisas. Numa entrevista dada na Alemanha, disse que a própria Dilma, em campanha, declarara-se a favor da autonomia.

 

O vaivém levou ao caldeirão um caldo que os operadores do mercado ainda não digeriram.

 

Ficou a impressão de que, saindo Meirelles, vai-se embora a autonomia. O BC voltaria a ser um órgão subordinado à Fazenda.

 

Na leitura do mercado, a política monetária de Dilma seria frouxa. A queda dos juros prevaleceria sobre a rigidez no controle da inflação.

 

O mercado reage mal porque a política de metas é vista com bons olhos. Quando foi instituída, em 1999, os juros reais estavam na casa de 15%. Hoje, estão em 5%.

 

Frequenta a lista de alternativas de Dilma um subordinado de Meirelles, o atual diretor de normas do BC, Alexandre Tombini.

 

Confirmando-se a indicação de Tombini, as dúvidas quanto à higidez da política monetária serão atenuadas.

  

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Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Dilma Rousseff recepcionará no Torto uma alma pura

  Roberto Stuckert/Divulgação
Nos últimos dias, em sido intenso o entra-e-sai na Granja do Torto.

 

Nesta segunda, Dilma Rousseff recebeu um par de ministeriáveis e um futuro bi-ministro.

 

Sob essa atmosfera carregada, a casa de campo da Presidência, teto provisório de Dilma, receberá nos próximos dias a visita de uma alma pura.

 

A avó-presidente prepara-se para recepcionar no Torto um bebê com nome de anjo, o neto Grabriel.

 

Nesta segunda (22), chegaram à Granja um berço e um colchão. Dilma pagou pelas peças R$ 750.

 

Comprou-as a servidora Marly Ponce Branco, a serviço do gabinete de transição.

 

Gabriel e a mãe dele, Paula Rousseff, filha única da nova presidente, são aguardados para 17 de dezembro.

 

Virão de Porto Alegre, onde moram, para a cerimônia de diplomação de Dilma, no Tribunal Superior Eleitoral.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Juíza condena Paulinho, tribunal susta e MPF recorre

  Folha
Primeiro, o fogaréu: a Justiça condenou o deputado Paulinho (PDT-SP) e a Força Sindical, presidida por ele, a devolver verbas desviadas do FAT.

 

Agora, o extintor: O TRF-3, tribunal de segunda instância sediado em São Paulo, suspendeu a sentença. O valor? R$ 706,5 mil.

 

Por último, o rescaldo: O Ministério Público Federal encaminhou ao TRF-3 uma petição para tentar reacender a condenação.

 

A notícia chega assim, compartimentada, porque só agora a Procuradoria da República trouxe à luz uma encrenca de três meses atrás.

 

Deu-se em agosto a condenação de Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, e sua Força Sindical.

 

Sentença da juíza federal Fernanda Souza Hutzler, da 25ª Vara Federal Cível de São Paulo –suspensa posteriormente graças a um recurso da defesa ao TRF.

 

Nesta segunda (22), foram aos autos as contra-razões da Procuradoria. Responsável pela denúncia, o órgão verte suor para tentar manter de pé a sentença.

 

O caso envolve a liberação de verbas federais para a realização de cursos de capacitação profissional geridos pela central controlada por Paulinho.

 

Detectaram-se nove malfeitos –desde a contratação de escolas sem licitação até a apresentação de listagens fraudulentas de alunos.

 

Houve casos de “alunos” cujos CPFs apareciam em duplicidade nas listas. Pior: em Estados diferentes. Indício claro de fraude.

 

A verba foi liberada pelo Ministério do Trabalho em 2001, ainda sob FHC. Coisa de R$ 40 milhões. Nessa época, Paulinho e a Força dele viviam às boas com o tucanato.

 

A denúncia do Ministério Público é de 2003, primeiro ano da era Lula. Um período em que Paulinho e sua Força achegaram-se ao petismo.

 

Pela sentença da juíza Fernanda Hutzler, os R$ 706,5 mil terão de ser rachados entre o deputado e a entidade sindical pilotada por ele.

 

Desse total, R$ 235,4 mil referem-se ao ressarcimento de verbas malversadas. O restante –R$ 470,9 mil— é o valor da multa imposta pela juíza.

 

Desvios em cursos ministrados por centrais sindicais tornaram-se uma praga. Os arquivos do TCU estão apinhados de auditorias que esquadrinham o malfeito.

 

A despeito disso, o Ministério do Trabalho celebra convênios à farta. Torra-se o dinheiro público como se fosse grana gratuita.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h02

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Tiririca rende ao seu partido, o PR, R$ 2,7 mi por ano

Shutterstock

 

Por trás do idealismo, da vontade de servir ao povo e da entrega altruísta dos partidos políticos ao bem comum há uma motivação comum. Qual?

 

Experimente-se perguntar ao deputado eleito Tiririca. Ele dirá: “É o dinheiro, abestado”.

 

Ao beliscar 6,4% dos votos válidos de São Paulo para a Câmara federal, Tiririca tonificou as arcas de seu partido, o PR, em R$ 2,7 milhões anuais.

 

Dinheiro proveniente do Fundo Partidário. Fornido com verbas públicas, o fundo

é rateado entre as legendas conforme o desempenho eleitoral de cada uma.

 

Tiririca não foi o único benfeitor monetário do PR. Noutros Estados, houve quem arrancasse das urnas desempenho proporcional mais vistoso que o do palhaço.

 

Por exemplo: o chiste Anthony Garotinho foi eleito deputado pelo PR do Rio com 8,7% dos votos válidos do Estado.

 

Tomado pelo desempenho de 2010, o PR elevará sua cota no Fundo Partidário de cerca de R$ 8 milhões para algo ao redor de R$ 14 milhões anuais.

 

No caso de Tiririca, os votos –e suas consequências— são atribuídos ao desencanto do eleitor com o político tradicional.

 

Supõe-se que a maioria do eleitorado do palhaço (1,3 milhão de votos) tenha optado por enviar uma piada à Câmara em protesto contra os políticos tradicionais.

 

O diabo é que o mentor de Tiririca não é senão um político tradicional, muito tradicional, tradicionalí$$imo.

 

Chama-se Valdemar Costa Neto. Em 2005, foi pilhado com as mãos na cumbuca da dupla Valério-Delúbio. Agora, foi devolvido à Câmara.

 

Ou seja: de um lado, o eleitor paulista protestou. De outro, premiou um mensaleiro que engrossara o caldo que engrossou o protesto.

 

“Pior que tá, não fica”, dizia Tiririca na propaganda eleitoral. Bobagem. No Brasil, nada é tão ruim que não possa piorar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h10

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Gasto sobe, mas saúde e educação só levam 10%

 

- Folha: Unifesp aluga imóveis por R$ 1,2 mi e não usa

 

- Estadão: Gabrielle deve ser mantido por mais 1 ano

 

- Correio: Crime da 113 Sul: OAB entra na crise da Polícia Civil

 

- Valor: Argentina ameaça Brasil com mais protecionismo

 

- Estado de Minas: Trânsito de BH volta ao ritmo das carroças

 

- Zero Hora: Descontrole nas cadeias: Apreensão de mais de 2 mil celulares em 18 meses alarma Justiça

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h29

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Fabulações!

Benett

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Escrito por Josias de Souza às 02h36

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Chávez anuncia a re-re-re-recandidatura para 2012

  Marcelo Hernadez/AP
Com dois anos de antecedência, Hugo Chávez anunciou que disputará novamente a presidência da Venezuela em 2012.

 

Num evento oficial que contou com a presença de centenas de estudantes, o companheiro autocrata afirmou:

 

"As eleições de dezembro de 2012 estão logo ali e pode-se dizer que a campanha já começou...”

 

“...Vocês sabem que, se Deus me der vida e saúde, serei candidato presidencial".

 

No poder desde 1999, Chávez acrescentou: "Vocês decidirão se este soldado seguirá à frente da revolução...”

 

“...Ou se permitirão que a burguesia entre para arruinar com os sonhos de um povo".

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h54

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Dutra decide ‘malhar’ para deixar de ser ‘porquinho’

José Eduardo Dutra, um dos “três porquinhos” do gabinete de transição de Dilma Rousseff, tenta livrar-se de dois incômodos.

 

O presidente do PT expôs seus objetivos mais prementes no twitter:

 

"Geração saúde: caminhada de uma hora no Parque da Cidade. Meta é perder alguns quilos acumulados na campanha e, consequentemente, o apelido".

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h37

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Vaticano e camisinha: frase do papa não é ‘revolução’

Durou menos de 24 horas o entusiasmo com a frase de Bento 16 sobre camisinha.

 

O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, apressou-se em prestar esclarecimentos.

 

Disse que o comentário do papa não representa "mudança revolucionária".

 

Não passa de uma "visão compreensiva". Nada que altere a posição da Igreja.

 

O porta-voz soou peremptório: As declarações "não reformam ou mudam as doutrinas da Igreja”.

 

Ao contrário, “as reafirmam, na perspectiva do valor e da dignidade da sexualidade humana como expressão de amor e responsabilidade".

 

Eis o que disse o papa, num livro-entrevista a ser lançado na terça-feira (23):

 

“Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, [o uso de preservativos] pode ser um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana".

 

A reação foi instantânea. Grupos progressistas da própria Igreja e ativistas da luta contra a Aids festejaram.

 

A declaração do papa deixou no ar a impressão de que Deus existe.

 

A água fria do porta-voz serviu para mostrar que o Padre Eterno mora longe da Igreja.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h00

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Para fase de ‘ex’,Lula planeja uma rotina de holofotes

Ricardo Stuckert/PR

 

O convívio com o “ex” nunca foi algo simples. Tome-se o exemplo de homens e mulheres.

 

Casados, descobrem o real significado da expressão “sexo oposto”. E viram ex-maridos e ex-mulheres.

 

Matrimônio vira patrimônio. A felicidade conjugal passa a depender de três: o ex-casal, um advogado.

 

Para início de desconversa, combina-se que os ex-pombinhos não conviverão mais sob o mesmo telhado.

 

Pois bem. Com os ex-presidentes a coisa não é tão simples.

 

Todo mundo é obrigado a conviver com eles sob o mesmo céu do imenso ‘domicílio Brasil’.

 

Há, por ora, quatro ex-presidentes na praça: José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e FHC.

 

Exceto por FHC, que criou um instituto de estudos, os outros três tomaram um caminho esdrúxulo.

 

Depois de exercer o cargo máximo, voltaram à liça encarniçadea das refregas eleitorais.

 

Em 2011, Itamar se juntará aos outros dois, no Senado.

 

Na bica de se converter em “ex”, Lula segue as pegadas de FHC. Vai criar uma ONG, o “Instituto Lula”.

 

Mal comparando, os dois imitam o modelo dos EUA, cujos presidentes, ao deixar a Casa Branca, vão cuidar de fundações batizadas com seus nomes.

 

São erigidas nos respectivos Estados. Guardam o acervo de cada um. E abrem as portas à visitação pública.

 

No Brasil, impera o improviso. Assim como fizera FHC, Lula corre o chapéu entre os grandes empresários.

 

Cogita inovar. Analisa a hipótese de pedir dinheiro a organismos internacionais como o Banco Mundial.

 

Para quê? Deseja que seu futuro instituto coordene investimentos na África e na América Latina.

 

Não só na área social, mas em setores como transporte e energia.

 

Diferentemente do instituto de FHC, que só produz estudos, o de Lula implementaria as políticas públicas que viesse a conceber.

 

De resto, Lula quer coordenar uma frente de partidos. Vai como que pairar sobre Dilma Rousseff.

 

Deseja articular a aprovação de reformas que não foi capaz de entregar como presidente.

 

Entre elas a tributária e, sobretudo, a política. O repetido bordão -“Rei morto, rei posto”- vira lero-lero.

 

No afã de se manter em cena, Lula flerta com a superexposição. O prolongamento dos refletores pode custar-lhe o derretimento do prestígio.

 

Na Presidência, levou à vitrine um pacote de obras que combinam atraso no cronograma e superfaturamento.

 

Fora dela, arrisca-se a conviver com novos atrasos e fraudes. Só que com verbas de organismos multilaterais.

 

Xingar o TCU não vai adiantar. Eventuais desvios trarão o selo de um instituto com a logomarca "Lula".

 

Se recobrar o juízo, Lula talvez prefira comprar um pijama novo. Com dinheiro do próprio bolso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h14

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Lula ‘sugere’ a Dilma que mantenha Jobim na Defesa

Patrícia Santos/Folha

 

Em conversa com a sucessora Dilma Rousseff, Lula “sugeriu” a manutenção de Nelson Jobim na cadeira de ministro da Defesa. Antes, o presidente sondou o próprio Jobim. Recolheu dele a impressão de que, convidado, topa permanecer.

 

Entre os argumentos que utilizou para interceder por Jobim, Lula mencionou o projeto de lei que institui a chamada “Comissão Nacional da Verdade”. Foi enviado ao Congresso em maio.

 

Prevê a constituição de um grupo para perscrutar as "graves violações de direitos humanos praticadas" durante a ditadura. Em tramitação na Câmara, só será apreciado em 2011, sob Dilma. O tema inquieta as Forças Armadas.

 

Lula enxerga em Jobim credenciais para evitar que o desconforto se converta na primeira crise da gestão de Dilma. Daí a sugestão que dirigiu presidente eleita.

 

Numa entrevista concedida três dias depois da eleição, Lula dissera, ao lado de Dilma, que não fizera nem faria indicações para o ministério de sua pupila. Afirmara que Dilma montaria uma equipe “com a cara dela”. Acrescentara: "A continuidade é da política, não das pessoas".

 

Referindo-se a si próprio, Lula emendara: "Rei morto, rei posto". Lorota. Em pelo menos três casos, o “rei (semi) morto” sugeriu nomes à rainha (quase) posta. Pediu por Guido Mantega. Dilma o atendeu. Convidado, Mantega aceitou gostosamente permanecer à frente da pasta da Fazenda.

 

Aconselhou a concessão de uma uma sobrevida a Henrique Meirelles. Nesse caso, não se sabe, por ora, se será acatado. Dilma conversará com o atual presidente do BC nesta semana. A ideia de mantê-lo no mesmo cargo não parece entusiasmá-la.

 

Por último, Lula sugeriu a preservação de Jobim, um dos seis representantes do PMDB na Esplanada. Para ele, o posto de titular da Defesa não é simples de preencher. Acha que, no exercício do cargo, Jobim granjeou o respeito dos militares.

 

Algo que o credencia para servir de anteparo entre Dilma e os comandantes do Exercito, Marinha e Aeronáutica. Lula elogia a forma como Jobim jogou água fria na fervura da Comissão da Verdade. A encrenca consta do PNDH-3 (3º Plano Nacional de Direitos Humanos).

 

O plano é uma espécie de carta de intenções. Sugere o envio ao Congresso de 27 projetos de lei. O que trata do resgate da “verdade” foi o primeiro da fila. Antes que o texto ficasse pronto, houve uma reação da farda.

 

Com o pé atrás, os militares enxergaram no PNDH-3 um viés “unilateral”. Falava em restabelecer a verdade sobre a “repressão política” patrocinada pela ditadura. Abstinha-se de mencionar, porém, os “excessos” cometidos pelos grupos que foram às armas contra os governos militares.

 

Jobim endossou as queixas, contrapondo-se ao colega Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), responsável pelo plano que abespinhara a tropa. Numa audiência com Lula, Jobim disse que a manutenção do texto inviabilizava sua permanência no ministério.

 

Em janeiro, o presidente editou um decreto apaziguador. Trocou a expressão “repressão política” por “violações de direitos humanos”. Ficou entendido que a investigação da “verdade” ganhou contornos “bilaterais”. Alcançaria os militares e também a guerrilha.

 

A despeito disso, o general Maynard Santa Rosa, chefe de Pessoal do Exército, levou à internet uma carta de conteúdo tóxico. Da web, o texto foi às páginas da Folha. O general Santa Rosa chamou a Comissão da Verdade de “comissão da calúnia”.

 

Mais: escreveu que seria composta por "fanáticos que, no passado recente, adotaram o terrorismo, o sequestro de inocentes e o assalto a bancos como meio de combate ao regime para alcançar o poder".

 

Sem titubeios, Jobim encomendou a Lula o escalpo do general. Com elogios ao ministro, o presidente levou a cabeça de Santa Rosa à bandeja, exonerando-o. Embora concordassem com Santa Rosa, os comandantes militares cuidaram para que não houvesse reação à decisão de Jobim. 

 

Na sequência, o ministro zelou para que o projeto enviado à Câmara não fugisse ao “bilateralismo” reclamado por seus comandados. O texto prevê que a Comissão da Verdade poderá requisitar documentos sigilosos. Mas proíbe a divulgação.

 

Estendeu a apuração das "violações de direitos humanos" ao período de 1946 e 1988. Com isso, evitou-se caracterizar a iniciativa como algo dirigido ao regime de exceção inaugurado em 1964.

 

A proposta fala em "efetivar o direito à memória e à verdade histórica” não para retaliar, mas para “promover a reconciliação nacional". Uma redação que denota submissão à Lei da Anistia, como querem os militares.

 

De resto, não há no projeto vestígio da expressão "repressão política", que, para desassossego dos militares, era repisada 12 vezes no PNDH-3. Livre dos dois vocábulos, o projeto assegura que as investigações alcançarão os dois lados –os desatinos cometidos pela ditadura e também os praticados esquerda armada.

 

Chegou-se a um ponto de equilíbrio que tem na figura de Jobim uma espécie de fiador. E Lula imagina que, mantendo o ministro, Dilma renderá homenagens à moderação, protegendo-se de reações que possam advir do debate aceso que certamente haverá no Congreso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h04

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Lição americana de como tratar vigaristas bilionários

A corrupção é uma praga planetária. A impunidade também é encontrada em várias partes do mundo, quase todas no Brasil.

 

Noutras praças, a corrupção pode resultar em cadeia e confisco. Aqui, o corrupto usa o fruto do roubo para comprar um caráter ilibado.

 

O repórter oferece o vídeo acima aos seus 22 leitores para despertar-lhes, no final de semana, o doce sentimento da inveja.

 

Nas imagens, objetos pessoais de Bernard Madoff, o mercador de papéis que passou uma rasteira de US$ 50 bilhões no mercado global.

 

A crise financeira de 2008 levou Madoff à breca numa terça-feira da primeira quinzena de dezembro. Na quinta da semana seguinte, ele estava em cana.

 

Ganhou o meio-fio mediante fiança. Coisa salgada: US$ 10 milhões. Pouco depois, intimado a depor, confessou seus malfeitos.

 

Geria um fundo de investimentos de fancaria. Definiu-o como “um gigantesco esquema de Ponzi”.

 

Mimetizara Carlo Ponzi, personagem que lesara, em 1920, 30 mil pequenos investidores americanos.

 

Ponzi oferecia a quem cria nele rendimento de 50% em 45 dias. Desceu à crônica de Wall Street como precursor do golpe da pirâmide.

 

Madoff oferecia 10,5% ao ano. Em tempos de dinheiro farto, levou a vigarice de Ponzi para passear nas fronteiras do paroxismo.

 

A secura da crise global levou os investidores ao guichê de saques. Descobriu-se, então, que a pirâmide de Madoff estava sustentada em alicerces de biscoito.

 

Do depoimento, o vigarista foi levado direto para o cárcere. Com 72 anos, é improvável que volte a ver a luz do Sol. Afora o usufruto das grades, impuseram-lhe o confisco dos bens.

 

Entre eles os carrões de luxo, o iate ancorado nas Bahamas, a casa de praia e o apartamento de US$ 9 milhões que lhe servia teto em Nova York.

 

Levado ao martelo, o patrimônio indeniza parte das vítimas de Madoff. Vão a leilão inclusive os objetos pessoais do ex-espertalhão –de sapatos a jóias.

 

Aos residentes nesta terra de palmeiras, sabiás e impunidade, resta assistir. E cultivar a inveja!

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h55

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Parlamentar do Rio chefia fraude de R$ 850 milhões

 

- Folha: Erro de cálculo ameaça 13º em Estados e municípios

 

- Estadão: Anac teme caos aéreo e faz reunião urgente com empresas

 

- JB: Brasil tem 20 mil sites que promovem discriminação

 

- Correio: Caso Villela expõe briga de egos na polícia civil

 

- Estado de Minas: Sacoleiras de BH trocam o Paraguai pelos EUA

 

- Jornal do Commercio: Suape: Os caminhos do emprego

 

- Zero Hora: Chegadas e partidas

 

- Veja: As regras boas (e viáveis) da nutrição sadia

 

- Época: Ganhei 1 milhão na internet

 

- IstoÉ: Três grandes segredos para viver mais

 

- IstoÉ Dinheiro: Nas asas da Red Bull

 

- CartaCapital: Mantega confirmado, Palocci no bastidor

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h47

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Conto-da-República!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Papa defende o uso da ‘camisinha’ em ‘certos casos’

Tony Gentile/Reuters

 

Uma das características da Igreja Católica, como se sabe, é a aversão a mudanças. Isso vem desde sempre, atravessa a história. No começo do século 16, a igreja preferiu emagrecer, expelindo fiéis, a atualizar-se. Surgiram numerosas igrejas cristãs dissidentes.


Pior: rendido às vicissitudes da vida, os católicos, em perfeita paz e excelsa glória, passaram a praticar a religião à sua maneira. Colocaram a consciência acima das determinações do Vaticano. Selecionaram os dogmas que desejam seguir. E fecharam os olhos para pontos cruciais da doutrina da Igreja.

 

Há católicos que admitem do uso de camisinha ao casamento informal, longe do altar. A maioria dá de ombros para a ideia de que a mulher tem de casar virgem. Em países como o Brasil, a Igreja é reformada na prática cotidiana dos fiéis. A mudança ocorre num lugar onde o olho do papa não chega: a alma dos católicos.


Vive-se uma santa farsa: a Igreja finge que controla o rebanho e as ovelhas fingem que são controladas. Sob esse contexto de hipocrisia, surgiu uma novidade. Chegou nas páginas de um livro. Coisa a ser lançada na próxima terça (23).

 

Reúne 20 horas de entrevistas do papa Bento 16 a um jornalista alemão: Peter Seewald. Questionado sobre o veto da Igreja aos preservativos, o papa disse: "Com certeza [a Igreja] não vê [o preservativo] como uma solução real e moral". Na sequência, Bento 16 flexibilizou o verbo:

 

"Em certos casos, quando a intenção é reduzir o risco de infecção, pode ser, no entanto, um primeiro passo para abrir o caminho a uma sexualidade mais humana". Como exemplo, Bento 16 citou uma prostituta que, ao usar o preservativo para se proteger, estaria dando "o primeiro passo para uma moralização".

 

Até aqui, a proibição do Vaticano aos métodos contraceptivos era geral e irrestrita. Admitia-se apenas a abstinência sexual. Ignorava-se até a Aids. Para entender o tamanho do passo ensaiado pelo papa, vale recuar aos séculos 17 e 18. Vivia-se o auge da chamada Revolução Científica.

 

Era uma época de poucas certezas. Proliferavam, por exemplo, as dúvidas quanto ao processo de concepção humana. Recorra-se, por oportuno, à portuguesa Clara Pinto-Correia. Professora de biologia, ela é autora de “O Ovário de Eva” (Editora Campos, 1999).

 

O livro relata as tentativas do homem de entender “o mistério dos mistérios”, na definição dos gregos. Conta que consolidaram-se duas correntes. Ambas partiam de um mesmo pressuposto: o de que Deus, ao criar o Universo, acomodara as gerações de seres humanos dentro de seus futuros pais.

 

Assim, Adão e Eva traziam enterrados dentro de si espécies de cápsulas contendo Caim e Abel. Morto Abel, Caim se encarregou de trazer à vida o ser que lhe fora reservado, e assim sucessivamente.

 

O que dividia os antigos estudiosos era a discussão sobre onde estariam, afinal, os seres programados pelo Todo Poderoso, se no ovário ou nos testículos. Dependendo das teses que abraçassem, os contendores eram classificados como “ovistas” ou “espermistas”.

 

Seguida de perto pela Igreja, a contenda percorreria caminhos hilários. O lado espermista não sabia como classificar o sêmen. Uns diziam que era suor. Outros, que era saliva. Ou leite. Ou sangue. Houve até quem dissesse que o espermatozóide era um animal.

 

A suposição de que um único animalzinho bastava para deflagrar o processo de concepção levou a uma nova polêmica: milhões de potenciais seres humanos estariam sendo desperdiçados a cada relação sexual.

 

Estuda daqui, debate dali chegou-se à conclusão de que Deus não aprovaria tamanho derramamento de sêmen. A Igreja, afinal, sempre condenara a masturbação. A própria Bíblia dá conta, em Gênesis (38:4-10), da desaprovação do Senhor ao gesto de Onan que, ao deitar-se com a cunhada, interrompia o coito na hora “h”, derramando o sêmen sobre o solo.

 

A coisa se complicou quando alguns médicos começaram a prescrever a masturbação como forma de purificar o organismo das vítimas de excessivo desejo sexual. Piorou ainda mais no instante em que um monge espanhol, Juan Caramuel, teve a audácia de dar curso à idéia de que aliviar o corpo dos excessos de sêmen era prática médica saudável. Pagou com uma condenação pública do papa Inocêncio 11º, em 1679.

 

As posições da Igreja e as dúvidas suscitadas pelas teses “espermistas” estimularam a condenação mais aberta e franca da masturbação. Em 1715, um panfleto anônimo despejado sobre Londres classificava a polução como vício hediondo. Além de atentar contra a natureza, retardaria o desenvolvimento físico de meninas e meninos.

 

Nas pegadas da polêmica, o Grande Dicionário Universal de Pierre Larousse definiria assim, no século 19, o verbete “marturbação”: “Não nos cabe descrever um ato infelizmente tão conhecido e tão vergonhoso”.

 

Hoje, já se sabe que fim levou o debate sobre a concepção. Esclarecido o processo que dá origem aos bebês, discute-se agora algo tão sofisticado quanto a possibilidade de interferir no destino do ser humano a partir de manipulações feitas no seu DNA.

 

Sabe-se também que, por inócuas, as teses acerca da masturbação perderam-se no tempo. De concreto, restou uma percepção definitiva: em suas incursões pelo campo da moralidade, a Igreja flerta com o ridículo. O mesmo ocorre agora em relação ao homossexualismo e à Aids.

 

Chega-se ao requinte de reprimir padres que, à frente de obras sociais que prestam assistência a doentes de Aids, se arriscam a defender a distribuição gratuita de camisinhas.

Ora, ao opor-se ao uso da camisinha, em nome de uma utópica castidade cristã, o clero não se limita a roçar o hilário. Coloca-se ao lado da morte, afrontando um dos dez mandamentos sagrados.

 

Submetido à evolução retórica de Bento 16, o Padre Eterno deve estar gritando: “Alvíssaras!”

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h00

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41 dias antes da posse, Dilma faz bateria de exames

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
Dilma Rousseff submeteu-se neste sábado (20) a uma bateria de exames médicos.

 

Deu-se em São Paulo, no hospital Sírio Libanês –o mesmo em que Dilma se tratou, há um ano, do câncer linfático.

 

Foram exames de rotina. Sangue, testes de resistência, radiografias e tomografias, por exemplo.

 

De resto, Dilma realiza um controle para se certificar de que está curada do câncer.

 

Reza o protocolo médico que, encerrado o tratamento de um câncer, os pacientes precisam ser acompanhados por cinco anos.

 

Depois dos exames, Dilma participou de um almoço oferecido pelo cardiologista Roberto Kalil Filho.

 

Reuniram-se em torno da presidente eleita cerca de duas dúzias de médicos. Conversaram sobre política de saúde.

 

Dilma levou a tiracolo Antonio Palocci, um dos “três porquinhos” que coordenam a transição.

 

Formado em medicina, Palocci frequentou o noticiário como nome cotado para a pasta da Saúde.

 

Em privado, o deputado refugou a cogitação. Prefere ocupar um ministério político. Diz-se que será acomodado no Planalto. Em que função? Mistério.

 

Nesse cenário, é curioso que Palocci tenha recostado os cotovelos numa mesa em que 25 médicos discutiram com Dilma os rumos da saúde pública.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h57

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Que semana! Alhures,o príncipe; Aqui,os porquinhos

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Escrito por Josias de Souza às 09h17

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Dilma tinha código que levava às armas da guerrilha

Steffen Schmidt/Efe

 

Foi às páginas da Folha, neste sábado (20), a primeira notícia extraída do processo aberto pela ditadura contra Dilma Rousseff na década de 70.

 

Os documentos estavam trancados num cofre do STM (Superior Tribunal Militar).

 

Por dez votos contra um, os ministros do tribunal reconheceram o direito do jornal de ter acesso aos papéis.

 

Depois de manusear um primeiro lote de cópias, os repórteres Matheus Leitão e Lucaz Ferraz informam o seguinte:

 

1. Dilma Rousseff detinha, junto com outros dois militantes, os códigos que, combinados, levavam a um arsenal.

 

2. Eram as armas da VAR-Palmares, organização que combateu a ditadura militar (1964-1985).

 

3. A revelação foi levada aos autos num “depoimento” arrancado de João Batista de Sousa em março de 1970.

 

4. Companheiro de Dilma, João Batista falou sob tortura. Mas, procurado pelos repórteres, confirmou o conteúdo do processo, adicionando detalhes.

 

5. Responsável pela guarda do armamento da VAR-Palmares, João Batista desenvolveu um código que identificava o endereço, em Santo André (SP).

 

6. Dividiu o segredo com outras duas pessoas da organização. Um pedaço do código foi repassado a Dilma. Nessa época, ela se escondia sob o codinome de “Luíza”.

 

7. O outro naco do código foi às mãos de Antonio Carlos Melo Pereira, que, na clandestinidade, atendia pelo nome de “Tadeu”.

 

8. Na hipótese de prisão de João Batista, Dilma e Antonio Carlos teriam como chegar ao “aparelho” das armas. Bastaria que juntassem as duas partes do código.

 

9. "Fiz isso para que Dilma, minha chefe na VAR, pudesse encontrar as armas", declara, hoje, já decorridos 40 anos, João Batista.

 

10. O arsenal incluía: 58 fuzis Mauser, 4 metralhadoras Ina, 2 revólveres, 3 carabinas, 3 latas de pólvora, 10 bombas de efeito moral...”

 

...100 gramas de clorofórmio, 1 rojão de fabricação caseira, 4 latas de "dinamite granulada" e 30 frascos com substâncias para "confecção de matérias explosivas".

 

11. João Batista participou de assaltos a bancos e mercados. Hoje, conta: "Informava todas as ações para Dilma com três dias de antecedência".

 

12. Tido pelos colegas como um dos mais corajosos militantes da VAR-Palmares, João Batista arrostou quatro anos de cadeia. Diz ter sido torturado por mais de 20 dias.

 

13. Na entrevista, declarou ter votado em Dilma. Até hoje ele a chama de "minha coordenadora".

14. Antes de ser preso, acertara com Dilma três “pontos” de encontro. Diz que não revelou aos torturadores as horas e os locais.

 

15. Dilma seria presa meses depois de João Batista. Ele recorda que, depois, ela lhe disse que utilizou o código para resgatar o arsenal da Var-Palmares.

 

16. Nos autos do processo, o trecho em que João Batista fala do código foi anotado assim:

 

"Que, tal código, entregou a ‘Tadeu’ e ‘Luisa’, sendo que deu a cada um uma parte e apenas a junção das duas partes é que poderia o mencionado código ser decifrado".

 

17. Procurada, Dilma Rousseff, agora presidente eleita, não quis comentar.

 

18. José Dirceu, que chamara Dilma de “companheira de armas” na solenidade em que transmitiu a ela o cargo de chefe do Gabinete Civil, reagiu assim:

 

“Ficha de órgão político é lixo puro. Se você acreditar [nas acusações], precisa acreditar também que o [jornalista] Wladimir Herzog se matou".

 

19. No caso específico, os dados foram corroboradas por quem as prestou. De resto, até o “lixo” e os métodos da ditadura têm inestimável valor historiográfico.

 

Não é por outra razão que o petismo, Dirceu incluído, defende a criação de uma "Comissão da Verdade". O companheiro não há de supor que a verdade é via de mão única.

 

No mais, um país que desconhece o seu passado perde a oportunidade de aproveitar, no presente, os acertos pretéritos. Perde também a chance de esquivar-se dos erros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 09h05

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BC apura negócio de R$ 100 mi no Banco de Brasília

Às voltas com um rombo de R$ 2,5 bilhões, o banco PanAmericano não é a única instituição a preocupar o Banco Central.

 

No papel de fiscal do sistema financeiro, o BC levou à alça de mira também o BRB (Banco do Brasília).

 

Descobriu-se que o banco estatal, vinculado ao Governo do Distrito Federal, também carrega em sua escrituração pelo menos um negócio suspeito.

 

Deve-se a revelação aos repórteres Murilo Ramos e Marcelo Rocha. Em notícia veiculada na revista ‘Época, eles contam o seguinte:

 

1. Relatórios produzidos pelo setor de fiscalização do BC levantam dúvidas quanto a uma transação milionária feita entre o BRB e um empresário do ramo da construção.

 

2. Chama-se Antônio José de Almeida Carneiro. Conhecido como Bode, ele é sócio e presidente do Conselho de Administração da João Fortes Engenharia.

 

3. O empresa toca empreendimentos imobiliários em três praças: Rio de Janeiro, de Salvador e de Brasília.

 

4. Em 25 de novembro de 2009, o empresário Bode vendeu ao Banco de Brasília um lote de títulos lastreados no FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais).

 

5. A transação roçou a casa dos R$ 100 milhões. Para ser exato, o BRB depoistou numa conta indicada por Bode a cifra de R$ 97,7 milhões.

 

6. O negócio foi fechado dois dias antes da deflagração da Operação Caixa de Pandora, que levaria o governador José Roberto Arruda à cadeia e à renúncia.

 

7. Para o BC, a aquisição dos títulos expôs o patrimônio do banco estatal brasiliense a risco. Por quê?

 

8. O papelório lastreado no FCVS foi lançado pelo governo no final da década de 1960.

 

9. O objetivo captar recursos para quitar dívidas residuais de mutuários do velho SFH (Sistema Financeiro da Habitação).

 

10. Levados ao mercado, esses papéis passaram a ser negociados com deságio. Ou seja: eram vendidos abaixo do seu valor de face.

 

11. No caso do BRB, o BC descobriu que a aquisição foi feita sem nenhuma aferição sobre o impacto da operação na escritureação do banco.

 

12. Não foi feita, por exemplo, uma pesquisa de mercado para avaliar o preço de compra e o valor de revenda dos títulos ofertadas negoicante Bode.

 

13. Há um mês, num ofício datado de 19 de outubro (veja cópia no rodapé), o Departamento de Supervisão de Bancos do BC cobrou explicações.

 

14. O documento foi endereçado ao presidente do Banco de Brasília, Nilban de Melo Júnior. A resposta foi enviada ao BC há 15 dias, em 5 de novembro.

 

15. No texto, a diretoria do BRB anotam: não existe “relatório técnico [...] que indicasse qualquer tipo de pesquisa ou consulta ao mercado financeiro”.

 

16. Os títulos de Bode foram empurrados para dentro das contas do BRB com deságio mixuruca: 16%. Em tese, valiam R$ 116,1 milhões.

 

17. O montante que o BRB aceitou pagar (R$ 97,7 milhões) foi à conta do vendedor no dia 4 de dezembro de 2009. Procurado, Bode se absteve de comentar.

 

18. O BRB sustenta que adquiriu os títulos escorados no FCVS porque precisava desbloquear recursos retidos no BC.

 

19. O dinheiro bloqueado fora captado por meios de depósitos em poupança. Deveriam ser emprestados à clientela interessada em adquirir imóveis.

 

20. Porém, aos olhos do BC, o BRB não atendia às exigências para operar nesse filão. Na conta do BRB, o bloqueio dos depósitos gerava prejuízos de R$ 12 milhões.

 

21. Beleza. O problema é que, no ofício de 19 de outubro, a fiscalização do BC levanta dúvidas quanto à escolha dos títulos comprados pelo BRB.

 

22. Diz o documento que havia na praça papéis de “menores riscos e incertezas, além de maior liquidez”. Coisa mais fácil de ser revendida.

 

23. Para ser devolvido ao balcão, o papelório lastreado no FCVS depende de validação da Caixa Econômica, gestora dos títulos.

 

24. A Caixa demora, por vezes, mais de três anos para validar os papéis. O processo envolve da checagem de antigos donos à verificação da autenticidade.

 

25. Decorridos cinco meses da compra, o BRB ainda não dispunha dos documentos exigidos pela Caixa para a validação dos títulos.

 

26. Auditoria feita pelo próprio banco sugere negligência. A operação foi denunciada ao Tribunal de Contas do DF, que a audita.

 

27. Nas explicações enviadas ao BC, o BRB anotou que a negociação dos títulos fora intermediada pelo Banco Fator. Ouvido, o Fator negou.

 

28. O BRB informa: 1) abriu uma sindicância. 2) Só vai se pronunciar ao final. 3) O resultado da investigação será remetido ao BC e ao Ministério Público Federal.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Brizola, Lula e a ‘conversa’ com o cadáver de Getúlio

Lula inaugurou nesta semana um “Centro de Referência do Trabalhador”. Coisa idealizada pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho).

 

Deu-se ao centro, dotado de biblioteca e museu, o nome de Leonel Brizola, ícone do partido do ministro, o PDT.

 

Vivo, Brizola mantinha com Lula uma relação de amor e ódio. Só na sucessão de 1998 topou coabitar uma mesma chapa –Lula na cabeça, ele na vice.

 

Antes, prevaleceram as divergências. A refrega ganhou expressões resumidoras na campanha de 1989, vencida por Fernando Collor.

 

Com Lula atravessado na traquéia, Brizola cunhou o apelido que a história e a presidência acomodatícia se encarregariam de suavizar: “Sapo barbudo”.

 

Em resposta, Lula injetou a genitora na refrega. Disse que, para chegar à Presidência, Brizola seria capaz de “pisar no pescoço da própria mãe”.

 

Ao discursar na cerimônia desta sexta, Lula cuidou de realçar os pontos de convergência que, segundo disse, foram ofuscados pelo veneno da mídia.

 

“Quem acompanhou a relação PT-PDT e Lula-Brizola pela imprensa certamente não tem noção [...] de quantas coisas nós tínhamos em comum...”

 

“...Muitas vezes, o que aparecia era só a divergência”.

 

A certa altura, Lula rememorou uma passagem da campanha de 1998. Brizola convenceu-o a visistar o túmulo de Getúlio Vargas, em São Borja (RS).

 

“O Brizola, em determinado momento, começou a conversar com o Getúlio”. Falava como se o morto o estivesse ouvindo.

 

“De repente, o Brizola fala: ‘Lula, quer conversar com o Getúlio?’ [...] Eu falei: Não, eu não quero conversar não, Brizola”.

 

Seguiu-se uma cena, digamos, inusitada: “Aí o Brizola me apresentou pro Getúlio. Pegou na minha mão e disse: ‘Olha doutor Getúlio...”

 

”...Aqui tá um operário. Um operário que você não foi e que eu não fui. Esse é o operário que nós vamos apoiar agora, doutor Getúlio...”

 

A despeito do “apoio” de Getúlio, a chapa Lula-Brizola foi surrada por FHC no primeiro turno.

 

Só dali a quatro anos, tendo como companheiro de chapa o empresário José Alencar, o “operário” chegaria ao Planalto.

 

Embora tivesse recusado a “conversa” com Getúlio, Lula deve ter escutado o diálogo travado entre Brizola e o esqueleto.

 

Numa presidência de dois mandatos, Lula apropriou-se da qualificação do velho caudilho: “Pai dos pobres”. De quebra, vendeu a sucessora como “Mãe do povo”.

 

Antes de tomar posse, Dilma Rousseff deveria visitar São Borja. Egressa do PDT de Brizola, Getúlio decerto não lhe negará o privilégio de uma conversa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: ONU condena apedrejamento e violações no Irã: Brasil se abstém

 

- Folha: Brasil se abstém de condenar Irã por violar direitos

 

- Estadão: Superávit menor vai pressionar juro

 

- JB: Eleição tem 4,6 milhões de votos sem dono

 

- Correio: Crime da 113 sul - Guerra aberta na polícia

 

- Estado de Minas: Ceia já está mais cara, mas encomendas de natal devem crescer

 

- Jornal do Commercio: Novo Enem será na 1ª quinzena de dezembro

 

- Zero Hora: Leitos públicos no RS diminuem 26% em sete anos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h51

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Lobo mau!

Dalcío

- Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Meirelles diz que Dilma o chamou para uma conversa

Em viagem a Frankfurt, na Alemanha, Henrique Meirelles recebeu um telefonema de Brasília.

 

Segundo relato do próprio Meirelles, Dilma chamou-o para um conversa. Coisa para a próxima semana.

 

Vai-se saber, então, se Meirelles permanece ou não na presidência do Banco Central.

 

Em timbre enigmático, Meirelles falou sobre o tema numa entrevista a repórteres brasileiros e estrangeiros (ouça trecho).

 

Deu a entender que condiciona a aceitação de eventual convite à manutenção da autonomia administrativa do Banco Central.

 

Significa dizer que, na condução da política monetária, deseja dispor da mesma liberdade funcional que obteve sob Lula.

 

Recordou uma passagem de 2002: “Essa questão de autonomia foi discutida por mim e pelo presidente lula...”

 

“...Quando me convidou, conversamos na embaixada brasileira em Washington, em dezembro de 2002, discutimos a autonomia do Banco Central...”

 

“Concluímos que era uma condição importante para o sucesso da política monetária. Isso ocorreu nos útimos oito anos”.

 

Beleza. Se Meirelles ficar, estará entendido que Dilma concorda com a tese de que câmbio e juros não podem variar ao sabor da vontade política do Planalto.

 

Se Meirelles não ficar, os humores do mercado serão testados. E Dilma passará um bom tempo explicando o que deseja.

 

- Em tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da ABr.

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Escrito por Josias de Souza às 23h24

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Juiz manda reabrir o caso da morte de Toninho do PT

Titular da 1ª Vara do Júri de Campinas (SP), o juiz José Henrique Torres, determinou a reabertura das investigações sobre a morte de Antonio Costa Santos.

 

Conhecido como Toninho do PT, Antonio era prefeito de Campinas. Foi morto na noite de 10 de setembro de 2001.

 

O magistrado reenviou o processo à Delegacia Seccional de Campinas, braço da Polícia Civil de São Paulo.

 

A polícia chegara a identificar um suposto responsável pelo tiro disparado contra Toninho do PT: Wanderson Nilton de Paula Silva, conhecido como Andinho.

 

Em 2008, porém, a Justiça considerou que não havia nos autos indícios suficientes para estabelecer a culpa de Andinho.

 

Desde então, o caso estava parado. Recomeça a andar com o despacho judicial desta sexta.

 

Despacho expedido menos de 24 depois da condenação do primeiro réu de outro caso rumoroso: a execução do ex-prefeito petista de Santo André Celso Daniel.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h13

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Devagarinho, Viúva é enfiada no ‘rolo’ PanAmericano

Stock Images

 

O governo trata a encrenca do banco PanAmericano a golpes de meias-verdades. Dá-se especial realce à parte mentirosa.

 

Descoberto o rombo de R$ 2,5 bilhões na casa bancária de Silvio Santos, O Banco Central acionou a cavalaria.

 

Providenciou-se um empréstimo do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Dinheiro privado, não público, Henrique Meirelles fez questão de esclarecer.

 

Ignorou-se um detalhe: em novembro de 2009, época em que o BC frangava os malfeitos do PanAmericano, a Caixa Econômica tornara-se sócia das fraudes.

 

Numa aquisição de ações, a Caixa enfiara nos balanços micados do banco a bagatela de R$ 739,2 milhões.

 

Pois bem. Nesta sexta (19), a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, anunciou que a instituição dará nova ajuda ao PanAmericano.

 

O auxílio percorrerá duas vias. Numa, a Caixa usará a rede do PanAmericano para comercializar sua linha de cartão de crédito para clientela de baixa renda.

 

Noutra, a Caixa proverá mão de obra ao banco. Dito de outro modo:

 

Funcionários que recebem o contracheque da instituição pública darão expediente no banco ainda controlado pelo privado Grupo Silvio Santos.

 

Devagarinho, empurra-se a Viúva, veneranda e desprotegida senhora, para o epicentro de um bololô do qual o contribuinte preferiria se abster.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Direitos humanos: ONU reprova Irã; Brasil se abstém

Sob Lula, a diplomacia brasileira lida com a defesa dos direitos humanos com uma coragem de garganta.

 

No gogó, condena todas as violações. Na prática, fecha os olhos quando os abusos são cometidos por ditaduras companheiras.

 

A ONU levou a voto uma resolução contra os absurdos que vicejam no Irã. Uma proposta do Canadá, subscrita por 42 países.

 

O texto expressa “preocupação profunda com as recorrentes violações dos direitos humanos" no Irã. Condena "a tortura...”

 

“...A alta incidência de aplicação de pena de morte, inclusive contra pessoas menores de 18 anos, a violência contra a mulher e a perseguição contra minorias étnicas".

 

Ao fazer a defesa oral da proposta, o representante canadense, John McNee, rendeu homenagens ao óbvio. Disse:

 

“Apedrejamentos, chibatadas, amputações, execuções de adolescentes, execuções por estrangulamento e discriminação contra mulheres e minorias não podem ser ignorados".

 

Pois bem. A resolução foi aprovada por 80 votos contra 44. Anotaram-se 57 abstenções, entre elas –espanto (!), assombro (!!) estupefação (!!!)— a do Brasil.

 

A diplomacia patrícia sustentou na ONU que também se preocupa com os direitos humanos no Irã. De novo, a abstenção tortura a lógica do gogó.

 

Ao explicar o inexplicável, o Brasil levou à ata da sessão da ONU o seguinte lero-lero:

 

"[...] A maneira pela qual algumas situações de direitos humanos são destacadas, enquanto outras não são, serve apenas para reforçar o argumento de que questões de direitos humanos são tratadas de forma seletiva e politizada".

 

Eterno candidato a uma cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, o Brasil não recomenda o Brasil.

 

A diplomacia brasileira adota uma covardia assassina. Coisa bem explicada nos versos que Shakespeare acomodou nos lábios de Lady Macbeth, no 1º ato da célebre peça:

 

“Queres ter aquilo

Que estimas como o ornato da existência,

E te mostras em tua mesma estima

Um covarde, dizendo ‘Não me atrevo’

Depois de ‘Quero’, como o pobre gato

Do provérbio, que quer comer o peixe

Mas sem sujar as patas?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h37

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Turma do mensalão ‘festeja’ Dilma em evento do PT

Lula Marques/Folha

 

Se fosse um filme, o título seria: “A volta dos que não foram”. Era, contudo, realidade: uma reunião do diretório nacional do PT.

 

A estrela do evento foi Dilma Rousseff. Em meio à platéia, compondo a cena, uma roda de coadjuvantes com cara de protagonistas.

 

Dois ex-presidentes da legenda (José Dirceu e José Genoíno), um ex-presidente da Câmara (João Paulo Cunha) e um ex-líder de bancada (Paulo Rocha).

 

Em comum entre eles, a nódoa mensaleira na biografia e a companhia que fazem um ao outro no banco de réus do STF.

 

À espera do julgamento, Dirceu falou de condenação aos repórteres. Nada a ver com o Supremo, naturalmente. Outro tipo de sentença:

 

"O PT e o PMDB estão condenados a se entenderem e a governarem juntos, com outros partidos que apoiaram a presidente Dilma". Ah, bom!

 

A mística da volta é cultuada desde que o filho pródigo voltou e foi celebrado com um vitelo gordo. No caso do PT é diferente.

 

Como os petistas pródigos nunca se foram, a legenda se privou da festa do retorno. O vitelo gordo serve a outras comemorações -a vitória de Dilma, por exemplo.

 

No campo pessoal, não há muita razão para fogos. Exceto por João Paulo, reeleito com votação graúda, os demais arrostam dificuldades.

 

Dirceu, cassado, nem pôde ir às urnas. Genoíno foi à sorte dos votos. Mas a votação que recolheu rendeu-lhe uma constrangedora primeira suplência.

 

Paulo Rocha também foi ao palanque. Disputou o Senado pelo Pará. Amargou um terceiro lugar. De resto, foi abalroado pela Lei da Ficha Limpa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h55

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Dilma chama operadores pelo apelido: ‘3 porquinhos’

Dilma participou de evento partidário nesta sexta (19), em Brasília.

 

Foi uma reunião ampliada do diretório nacional do PT. Em discurso, oscilou entre agradecimentos e recados.

 

Soou divertida ao chamar seus coordenadores pelo apelido: “Três porquinhos” (assista lá no alto).

 

Segurou o choro ao referir-se à militância que a recepcionava nas viagens de campanha (veja lá no rodapé).

 

Ao final de uma semana marcada pela atmosfera de ‘guerra fria’ entre PT e PMDB, enalteceu a maturidade.

 

Incluiu na "herança bendita” que diz receber de Lula a "aliança política". Coisa feita “de forma madura”.

 

“É importante enfatizar a maturidade do PT na sua relação com os demais partidos que integram a coligação que vai governar o Brasil".

 

A certa altura acenou de à oposição: "Nós temos que governar para aqueles que nos apoiaram e para aqueles que não nos apoiaram...”

 

“...Temos que ser capazes de criar um clima político de união e de compreensão".

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h46

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PT ocupará 1ª secretaria do Senado, ‘feudo’ do DEM

Lula Marques/Folha

 

A bancada de senadores do PT reduziu o pé direito de suas ambições. Deu-se depois de uma reunião com o presidente da legenda, José Eduardo Dutra.

 

O petismo migra da defesa do revezamento da presidência do Senado com o PMDB para o respeito à tese da proporcionalidade das bancadas.

 

Ao tempo em que digere a perspectiva de uma quarta presidência de José Sarney (PMDB-AP), o PT prepara-se para preencher o espaço que lhe cabe na Mesa.

 

Com 14 senadores, vai à próxima legislatura como a segunda maior bancada. Com esse tem o direito de ocupar um antigo “feudo” do DEM.

 

Trata-se da Primeira Secretaria do Senado, epicentro das mazelas que servem de matéria prima para as crises.

 

Espécie de prefeito do Senado, o primeiro-secretário manuseia orçamento bilionário. Coisa de R$ 2,7 bilhões por ano.

 

Acumula poder no atacado e compra simpatias no varejo. Trata de comissões, compras e contratação de serviços.

 

Administra a folha salarial dos concursados e avaliza os contracheques dos não concursados que lotam os gabinetes dos senadores.

 

Autoriza viagens e libera diárias. Mantém os apartamentos funcionais e assina os cheques do auxílio moradia dos colegas. Faz e acontece.

 

Sob a atmosfera tóxica da Primeira Secretaria, milhões de reais somem nos desvãos de contratos obscuros. Há uma dezena de inquéritos abertos no Ministério Público.

 

Ali, senadores flertam cotidianamente com o malfeito e burocratas como o ex-diretor-geral Agaciel Maia constroem fortunas.

 

Em meados de 2009, quando ardia ns manchetes a crise que tisnou a terceira presidência de Sarney, o Planalto socorreu o senador.

 

No dia 3 de julho, Lula recebeu no Planalto um Sarney cambaleante. Àquela altura, até o DEM cobrava que ele se licenciasse do cargo.

 

Lula aconselhou Sarney a resistir. Prometeu o apoio do PT. No mesmo dia, Dilma Rousseff, à época chefe da Casa Civil, achegou-se aos holofotes.

 

Defendeu publicamente a permanência de Sarney, já nessa época um ferrenho defensor da candidatura presidencial que Dilma iria personificar.

 

Ela classificou a artilharia contra Sarney de “guerra política”. Para desqualificar a oposição, pronunciou o seguinte raciocínio:

 

"A primeira coisa que eu, como gestora pública, olharia é: Quem é o responsável pelos contratos, pelas passagens, por tudo? É a Primeira Secretaria...”

 

“Eu soube que os integrantes da Primeira Secretaria foram do DEM. Estranhamente, os integrantes do DEM pedem o afastamento do presidente Sarney".

 

Barrados nas urnas, Efraim Morais (PB) e Heráclito Fortes (PI), os dois últimos ‘demos’ a ocupar a Primeira Secretaria não estarão no Senado em 2011.

 

O partido deles, que tinha a segunda maior bancada, murchou para a quarta colocação. O PT tomou-lhe a posição.

 

Até o início de dezembro, o partido de Dilma indicará o nome do novo primeiro-secretário.

 

Depois de tomar posse, Dilma já poderá cobrar de um petista a reforma administrativa e a moralização de costumes que Sarney, o DEM e o etcétera que os cerca não entregaram.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h49

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: De Silva para Rousseff - Dilma convida, mas Meirelles só fica com autonomia no BC

 

- Folha: Mantega aceita convite de Dilma e fica na Fazenda

 

- Estadão: Mantega fica e Meirelles exige autonomia para continuar

 

- JB: A classe C levanta vôo

 

- Correio: Dilma vai definir bancos, estatais e área econômica

 

- Valor: Empresas têm resultados recordes no 3º trimestre

 

- Estado de Minas: Meirelles deve deixar BC. Mantega fica na Fazenda

 

- Jornal do Commercio: Cai a liminar do novo Enem

 

- Zero Hora: Yeda volta a ser ré em ação para reaver verbas do Detran

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h25

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Marcando o terreno!

Pelicano

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Escrito por Josias de Souza às 01h11

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Afora Mantega, lista de Dilma tem mais 5 grão-petês

Uma alma atenta da transição dedica-se à tarefa de colecionar numa agenda os nomes que pingam dos lábios de Dilma Rousseff.

 

Teve a precaução de preparar duas listas. Numa, os descartados. Noutra, os sobreviventes.

 

Afora Guido Mantega, já convidado, a relação dos que respiram traz outros cinco nomes do PT.

 

Vão abaixo, sem a especificação das pastas:

 

1. Antonio Palocci

2. Paulo Bernardo

3. José Eduardo Cardozo

4. Aloizio Mercadante

5. Gilberto Carvalho

 

Une-os, além da filiação partidária e da simpatia de Dilma, uma terceira característica: usufruem do aval de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h44

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Sob Dilma, Fazenda será gerida por um ‘Mantega 2º’

O repórter recolheu de um escorpião do Banco Central uma análise sobre a decisão de Dilma Rousseff de manter Guido Mantega no Ministério da Fazenda.

 

Disse que Dilma promete entregar, até 2014, duas mercadorias preciosas para a economia brasileira.

 

A primeira: uma lipoaspiração na dívida líquida interna, emagrecendo-a dos atuais 41% para 30% do PIB. A segunda: juros reais de civilizados 2% ao ano.

 

O provimento da encomenda, disse o escorpião, exigirá o surgimento de um Guido Mantega 2º. Um personagem que conspire contra a continuidade de seu próprio legado. 

 

Sob Lula, o Mantega 1º especializou-se em criticar, com riso irônico nos lábios, o remédio dos juros altos administrado pelo BC.

 

Sob Dilma, o novo Mantega terá de ajudar a debelar a doença, gerarando o ajuste fiscal que o antigo ministro se absteve de produzir.

 

O desajuste financeiro está, de novo, no câmbio. Que leva ao recurso dos juros altos. Que não podem mais prosperar, sob pena de asfixiar o doente.

 

Para atacar a moléstia na causa, Mantega 2º terá de fechar o cofre sem secar os investimentos. Desonerar a folha salarial e as exportações sem comprometer a coleta do fisco

 

É um tipo de mágica que não se faz distribuindo sorrisos à Esplanada. Exige-se: na face, um cenho crispado. Nas mãos, uma boa adaga.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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TRE-SP decide: Tiririca não terá de fazer nova prova

  Apu Gomes/Folha
Em sessão realizada nesta quinta (18), o TRE-SP indeferiu dois mandados de segurança ajuizados pelo promotor Maurício Antonio Lopes.

 

Nas petições, o algoz de Tiririca (PR-SP) questionava a validade dos testes de alfabetização a que se submeteu o deputado eleito na semana passada.

 

Pedia a realização de nova prova de leitura, escrita e interpretação de texto. Relator do caso, o juiz Flávio Yashell decidiu levá-lo ao plenário.

 

Em decisão unânime, o tribunal mandou as peças do promotor ao arquivo e deliberou que Tiririca não precisa fazer nova prova.

 

Contra o deputado, eleito com 1,3 milhão de votos, pesa ainda uma ação por falsidade ideológica.

 

Nesse processo, o promotor Maurício Lopes questiona a autenticidade do manuscrito levado por Tiririca à Justiça Eleitoral na fase de registro de candidatura.

 

A sentença deve sair na semana que vem. Enquanto espera, o promotor poderá ocupar-se de outro caso.

 

A Corregedoria do Ministério Público de São Paulo abriu uma investigação contra o próprio Maurício Lopes.

 

Apura-se a acusação de que o promotor cometeu “excessos” na condução do caso Tiririca.

 

Deve-se a averiguação a uma representação do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

 

Autor do pedido, o conselheiro do CNMP Bruno Dantas sustenta que o promotor levou aos microfones "manifestações inadequadas, exageradas e preconceituosas".

 

Acha que Maurício Lopes "optou pela desmoralização pública” de Tiririca, “em vez de pautar sua atuação na técnica processual”.

 

Sustenta que o promotor agiu de maneira diversa do que faz “a maioria dos membros do Ministério Público que não depende dos holofotes".

 

No exercício do inalienável direito de defesa, Maurício Lopes talvez se preocupe mais em exercitar a própria escrita do que em testar a alfabetização alheia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h24

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Júri condena o 1º réu do caso Celso Daniel: 18 anos

  Folha
Levado a júri popular nesta quinta (18), Marcos Roberto Bispo dos Santos tornou-se o primeiro condenado no caso do assassinato do ex-prefeito petista Celso Daniel (foto).

 

Depois de seis horas de julgamento, os jurados (cinco mulheres e dois honens) consideraram o réu culpado. A sentença foi fixada em 18 anos de cadeia.

 

Marcos Bispo é um dos sete implicados no crime. Dirigiu um dos automóveis que executaram o sequestro de Celso Daniel, em janeiro de 2002.

 

Dois dias depois, o corpo de Daniel, ex-prefeito de Santo André, foi encontrado numa estrada de terra de Itapecerica da Serra (SP). Foi executado com oito tiros.

 

Coube ao promotor Francisco Cembranelli o papel de acusador. Em essência, ele pintou diante do júri o seguinte quadro:

 

Celso Daniel foi morto por encomenda de uma quadrilha que desviava verbas das arcas da prefeitura de Santo André.

 

O morto consentiu os desvios enquanto serviram para fornir o caixa dois eleitoral do PT.

 

A certa altura, o dinheiro passou a engordar as contas bancárias de membros da quadrilha.

 

Celso Daniel levou o pé à porta do cofre. E sua morte foi, então, planejada, encomendada e executada.

 

Marcos Bispo não deu as caras no julgamento. Foi condenado à revelia. Ele havia confessado participação no crime. Porém...

 

Porém, seu advogado, Adriano Marreiro dos Santos, disse aos jurados que o cliente confessou sob tortura.

 

Teria sido torturado nas dependências de duas repartições policiais de São Paulo.

 

Primeiro, no DEIC (Delegacia Estadual de Investigações Criminais). Depois, no DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

 

Ao condenar Marcos Bispo, os jurados deram de ombros para a argumentação do advogado. Preferiram endossar os argumentos do promotor Cembranelli.

 

Afora a condenação do réu, a sentença vai à crônica do caso como um endosso à tese de que Celso Daniel foi à cova em meio a uma operação de queima de arquivo.

 

Uma tese que constrange o PT, apontado pelo Ministério Público como beneficiário dos malfeitos praticados sob o ex-prefeito.

 

Noutro processo, uma ação penal que corre em Santo André, figuram no pólo passivo o PT e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

 

Carvalho foi formalmente acusado de entregar as verbas de má origem coletadas no município para o então presidente do PT, José Dirceu.

 

O assessor de Lula nega participação no malfeito. Dirceu também. O PT classifica a alegação de caixa dois de “fantasiosa”.

 

O fantasma continua a assombrar a legenda. Sacudiu o lençol no júri desta quinta. Voltará no julgamento dos outros seis acusados.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h59

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PSDB analisa reestruturação e jura que fará oposição

  José Cruz/ABr
O PSDB reuniu nesta quinta (18) sua comissão Executiva.

 

Foi o primeiro encontro desde a derrota de José Serra na peleja presidencial.

 

A principal legenda da oposição analisa a fatura cobrada pelo infortúnio.

 

Como se trata da terceira derrota, o preço é acrescido de juros e multas.

 

Decidiu-se abrir um crediário. O pagamento será feito em parcelas de autocríticas.

 

Para programar a liquidação da primeira parela, constituiu-se um grupo.

 

Vai cuidar da elaboração de um plano de reestruturação da legenda.

 

Devem integrá-lo: FHC, Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati.

 

Trabalha-se com os olhos voltados para as eleições municipais de 2012 e, sobretudo, a sucessão presidencial de 2014.

 

Antes, o tucanato terá de decidir quem vai comandar a legenda. Vencida, a presidência de Sérgio Guerra (PE) foi prorrogada até maio de 2011.

 

O quadro de dirigentes do PSDB será definido numa trinca de convenções: em março, as municipais; em abril, as estaduais; em maio, a nacional.

 

Até lá, os grupos de Serra e Aécio alimentarão a noticiário sobre a guerra fria que anima os porões do partido.

 

No mês que vem, antes do Natal, o PSDB fará nova reunião, dessa vez ampliada. FHC, Serra e Aécio não deram as caras no encontro desta quinta.

 

A despeito da lipoaspiração que as urnas impuseram às suas bancadas na Câmara e no Senado, o tucanato considera-se bem-posto para fiscalizar a gestão Dilma.

 

“A oposição terá que ser mais combativa do que já foi”, diz Sérgio Guerra. “Não nos faltarão vozes para essa oposição”. A ver.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h06

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Dilma formaliza convite e Mantega ‘fica’ na Fazenda

  Fábio Pozzebom/ABr
Dilma Rousseff recebeu Guido Mantega na Granja do Torto. Conversaram por cerca de duas horas.

 

A presidente eleita convidou o ministro da Fazenda de Lula a permanecer no cargo. Mantega topou.

 

O convite traz as digitais de Lula. Na noite de terça (16), ele repisara a sugestão para que Dilma aproveitasse Mantega.

 

O anúncio ainda não foi formalizado. Antes, Dilma deseja definir o que fazer com o Banco Central.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h03

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Deputada dá na cara de colega! Calma. Foi alhures...

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Escrito por Josias de Souza às 16h11

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Governadores se unem para deter ‘rombo’ tributário

  Elza Fiúza/ABr
Governadores eleitos em 2010 articulam a aprovação no Congresso de um projeto concebido para contornar uma bomba relógio.

 

Envolve a liberação para indústrias, atacadistas e varejistas dos créditos do ICMS embutido no preço da energia elétrica e da telefonia.

 

Hoje, vigora uma lei que impede as empresas de usar esses créditos, abatendo-os dos tributos devidos aos Estados.

 

O problema é que, aprovada em 2002, a lei expira no final do ano. A partir de 1º de janeiro de 2001, as empresas poderão lançar mão dos créditos do ICMS.

 

Numa conta preliminar, estimou-se que, abatida dos tributos devidos pelas empresas, a conta do ICMS produzirá um rombo de R$ 20 bilhões nas arcas dos Estados.

 

Em movimento articulado, os governadores se mexem para fazer passar no Congresso uma lei que prorrogue o prazo fixado em 2002.

 

Se aprovada, esta será a quinta prorrogação. A primeira ocorreu em 1997.

 

O receio da erosão dos cofres estaduais resultou numa união dos governadores de oposição com os alinhados com Lula e Dilma Rousseff.

 

“Em assuntos dessa natureza, as questões partidárias ficam em segundo plano”, disse ao blog o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB).

 

“Se essa lei não for aprovada, o prejuízo será muito grande. Não há alternativa, o prazo tem que ser renovado”.

 

Há dois dias, o situacionista Casagrande tocou o telefone para o oposicionista Geraldo Alckmin (PSDB), governador eleito de São Paulo.

 

Puseram-se de acordo quanto à necessidade de acionar as respectivas bancadas para arrancar do Congresso, antes do final do ano, a prorrogação da lei.

 

Segundo Casagrande, o ICMS não é o único tema que aproxima os governadores. Monta-se uma agenda comum.

 

Inclui temas espinhosos para o futuro governo de Dilma Rousseff. Entre eles a Lei Kandir e a renegociação das dívidas dos Estados.

 

Desenrolada por Alckmin, a bandeira da repactuação dos débitos dos Estados deixou eriçados os cabelos que escasseiam na calva do ministro Guido Mantega.

 

Candidato a permanecer no Ministério da Fazenda sob Dilma, Mantega declarou que a Lei de Responsabilidade Fiscal impede a União de rever os contratos.

 

“A Fazenda sempre resistirá”, comentou Casagrande. “Essas dívidas são fontes de receita para a União”.

 

O novo governador capixaba mandou levantar a dívida do Espírito Santo. Dissed que não deseja reduzir o valor, mas rever o indexador. É também o que pede Alckmin.

 

As dívidas estaduais são corrigidas pelo IGP-DI, acrescido de 6% ao ano. Deseja-se substituir o índice pela taxa Selic, hoje 10,75%.

 

Estima-se que, em 2010, o IGP-DI fechará em 9%. Algo que situará o custo das dívidas estaduais na casa dos 15%. Daí a grita.

 

Em entrevista concedida três dias depois da vitória, Dilma anunciou que convidaria os governadores para uma reunião. Coisa para logo depois da posse.

 

Revelou o desejo de discutir com os eleitos saídas para as mazelas da saúde e da segurança pública. A depender dos convidados, a pauta será maior.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h51

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Dilma hesita em atender a convite de Barack Obama

  Chris Carlson/AP
Barack Obama convidou Dilma Rousseff para visitar Washington.

 

Deseja recepcionar a sucessora de Lula na Casa Branca antes da posse.

 

Dilma hesita em atender ao chamado.

 

Nota veiculada pela Folha informa que a assessoria da presidente eleita organiza um giro dela pela América Latina.

 

Entre os destinos prováveis, estão Argentina e Uruguai.

 

Há no governo quem desaconselhe que Dilma conceda a Obama a primazia de um encontro formal.

 

Entre os que resistem à ideia, estaria o próprio Lula. Curioso, muito curioso, curiosíssimo.

 

Pior do que o americanismo cego, só o antiamericanismo obtuso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h40

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Erenice virou a ‘herança maldita’ de Lula para Dilma

Fábio Pozzebom/ABr

 

Deve ficar para abril de 2011 a conclusão da investigação interna que a Casa Civil realiza para apurar o tráfico de influência que vicejou sob Erenice Guerra.

 

Aberta em 17 de setembro, a apuração alcança, além de Erenice, dois ex-assessores da Casa Civil, amigos do filho da ex-ministra, Israel Guerra.

 

Corre, por ora, uma sindicância. As conclusões do grupo já sofreram dois adiamentos. Se o resultado esquadrinhar os malfeitos, vai-se a uma segunda fase.

 

Passa pela abertura de um PAD (Processo Administrativo Disciplinar). Abrem-se novos prazos.

 

Notícia veiculada pela Folha informa que a encrenca não acaba antes de abril. Cairá no colo de Dilma quatro meses depois da posse.

 

Em campanha, Dilma chegou a classificar o Erenicegate de “factoide”. Coisa de opositores em desespero.

 

Num segundo momento, como o caso se avolumasse, Dilma saiu-se à Lula. Declarou que “não sabia” das taxas de sucesso que brotaram à sua volta.

 

No segundo turno, Dilma reajustou o verbo. Em debate televisivo, declarou-se “indignada”. Disse que, eleita, cuidaria para que o caso não ficasse impune.

 

Dentro de pouco tempo, já acomodada na cadeira de presidente, Dilma terá a oportunidade de cumprir o prometido.

 

Na instância administrativa, a punição máxima prevista em lei é a inabilitação dos envolvidos para o exercício de cargos na administração pública.

 

Assim, se honrar a palavra, Dilma pode ter de extirpar sua ex-braço direito. Como diz o brocardo, quem pariu Mateus...

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h54

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Governo quer parcelar as perdas do Rio com pré-sal em 10 anos

 

- Folha: Dilma convida Mantega a ficar

 

- Estadão: Lula intervém para barrar a criação de 'blocão'

 

- JB: Lula veta aumentos do Judiciário e da polícia

 

- Correio: “O plano era não matar ninguém”

 

- Valor: JBS enfrenta o desafio de 'domar' o mercado

 

- Estado de Minas: Minas declara guerra ao mosquito da dengue

 

- Jornal do Commercio: Todos os prejudicados podem pedir novo Enem

 

- Zero Hora: Mobilização na Câmara pode dobrar salário dos parlamentares

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h34

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Osso!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h52

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Tese do rodízio reanima rixa de Renan X Mercadante

Lula Marques/Folha

 

A pretensão do PT de reproduzir no Senado o rodízio de presidências idealizado para a Câmara reacendeu uma antiga rixa.

 

De um lado, Aloizio Mercadante (SP), líder do PT. Do outro, Renan Calheiros (AL), líder do PMDB.

 

Alheios à ventania tóxica que sopra na Câmara, os senadores petistas mantém de pé a pretensão de presidir o Senado por dois anos.

 

No comando da bancada, Mercadante tornou-se porta-voz e articulador das vontades do PT. O partido de Dilma Rousseff insiste:

 

Se for celebrado na Câmara, o acordo do rodízio –dois anos de comando para o PMDB, dois anos para o PT— terá de ser estendido ao Senado.

 

Renan reage com comentários mordazes. Recorda que Mercadante é quase um ex-senador. Vem de uma derrota na disputa pelo governo de São Paulo.

 

O morubixava do PMDB trata Mercadante como um colega que enxerga o pretérito passando. Renan declara a quem quiser ouvir:

 

Mercadante não prevalecia no Senado quando “era” senador. Que dirá agora, que está “prestes a não ser”.

 

Curiosamente, o PT recorre no Senado à mesma tática adotada pelo PMDB na Câmara: organiza-se em bloco.

 

Na atual legislatura, o PT comanda um bloco integrado por outras quatro legendas: PSB, PRB, PR e PCdoB. Juntas, somam 17 senadores.

 

O PT e seus parceiros engordaram nas urnas de 2010. Na próxima legislatura, o bloco vai dispor de 25 cabeças –cinco a mais que a bancada do PMDB.

 

O partido de Renan tinha 21 senadores. Mas o TSE impôs à legenda uma baixa ao passar na lâmina o mandato do senador eleito Marcelo Miranda (TO).

 

Sob a liderança de Mercadante, o petismo negocia com seus parceiros a sobrevivência do bloco em 2011.

 

Renan, de novo, dá de ombros. Afirma que, na briga pela presidência do Senado, cada partido vale o quanto pesa. Contam as bancadas das legendas, não os blocos.  

 

Reafirma: 1) pelo regimento, cabe ao maior partido a indicação do presidente; 2) o PMDB não abre mão de presidir o Senado pelos próximos quatro anos.

 

Depois de ameaçar com o lançamento de seu próprio nome, Renan empina a recandidatura de José Sarney (PMDB-AP).

 

A caminho de sua quarta presidência, Sarney simula desinteresse. Recém-saído de uma internação hospitalar, alega que lhe falta saúde.

 

Medida pela movimentação de Renan, a desambição de Sarney é lorota do mesmo tamanho das negaças pronunciadas quando da sucessão anterior.

 

Na disputa passada, travada no vácuo da crise cavada sob a presidência de Renan, Sarney prevaleceu sobre o petista Tião Viana (AC), apoiado por Mercadante.

 

Com a velocidade de um raio, Sarney mergulhou o Senado em nova crise. Sobreviveu no cargo graças à infantaria de Renan.

 

Empurrado por Lula, um pedaço do PT sustentou Sarney. Outro naco da legenda associou-se à turma do escalpo.

 

Mercadante já era líder nessa época. No ronco da crise, anunciou que entregaria a liderança num discurso em plenário. Chamado por Lula, recuou da posião que apresentara como "irrevogável".

 

Na nova refrega, Lula rema, novamente, na contramaré do seu partido. Considera um “erro” a tentativa do PT de esticar a corda no Senado.

 

Ou seja: hoje, como ontem, Renan, agora tonificado pela reeleição obtida em Alagoas, frequenta o tapete azul da Câmara Alta com o semblante dos “justos”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h39

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PMDB mantém exigências e cobra definição de Dilma

Miran

 

Um dia depois de anunciar a constituição de um “blocão” na Câmara, o PMDB reiterou nos subterrâneos as “exigências” que já fizera ao PT e a Dilma Rousseff.

 

A quarta-feira foi movimentada em Brasília. Começou com um café da manhã de Dilma com o vice Michel Temer, que preside o PMDB.

 

Guiando-se por conselhos que recebera na noite anterior, em jantar com Lula, no Alvorada, Dilma evitou passar um recibo público às ameaças do PMDB.

 

Coube ao próprio Lula e ao PT comandar a reação à constituição do bloco PMDB-PP-PT-PTB, um conglomerado de 202 deputados.

 

Ao final do dia, restabeleceu-se o cenário da véspera. Lula e o petismo diziam que o blocão “não aconteceu”. E o PMDB repisava as condições de seu apoio.

 

Sob a aparência de normalidade, a mesma atmosfera de intimidações e indefinições. Abaixo, um resumo da encrenca:

 

1. Levado ao freezer, o “blocão” surtiu os efeitos planejados. Funcionou como um “susto”, um “recado” para lembrar do que o PMDB é capaz.

 

2. O partido de Temer age como sempre agiu. Informa que deseja colaborar. Mas esclarece que a colaboração não é graciosa, depende de contrapartidas.    

 

3. Em público, Temer e seus liderados levaram aos lábios o discurso da unidade. Em privado, reiterou-se: o PMDB não abre mão do pedaço de poder que amealhou sob Lula.

 

4. No dizer de um de seus líderes, “o PMDB não quer tirar nada de ninguém, mas não admite que tirem o que é seu”.

 

5. Para não soar intransigente, o PMDB admite abrir mão de um ou outro ministério de sua cota. Desde que seja compensado com postos de igual relevância.

 

6. Hoje, o partido controla seis pastas: Defesa, Comunicações, Integração Nacional, Agricultura, Minas e Energia e Saúde.

 

7. Como exemplos de posições que o PMDB considera análogas às "suas", mencionam-se a pasta dos Transportes e a das Cidades.

 

8. De resto, acrescentaram-se à lista cadeiras mais vistosas que qualquer ministério: as presidências do BNDES, Banco do Brasil, Caixa e Petrobras.

 

9. São assentos que o partido sabe que Dilma não vai lhe entregar. Vão à lista como reforço à tese de que o melhor é não mexer no que já está feito.

 

10. No mais, o PMDB reiterou o desejo de firmar com o PT o acordo que prevê o rodízio na presidência da Câmara: dois anos para cada legenda.

 

11. Aconselhou o PT a retirar o Senado da conversa da Câmara. Da outra Casa legislativa cuidam os senadores. Ali, o PMDB não admite revezamentos.

 

12. O PMDB não tem pressa em definir os nomes. Submete-se ao calendário de Dilma. Mas "recomenda" que sejam definidos logo os critérios. 

 

13. Dilma pode ceder ou não às reivindicações do “parceiro”. Atendendo, terá colaboração. Desatendendo, será emboscada no Congresso. O troco virá em conta-gotas, no melhor estilo pemedebê.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 22h37

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Reunião fechada vaza no sistema de som do Planalto

Renato Araújo/ABr

 

Reuniu-se nesta quarta (17), a porta fechadas, o conselho político do governo. Participaram líderes partidários, ministros e Lula.

 

Um pedaço da reunião vazou pelo sistema de som do Planalto. O descuido só foi percebido pouco depois que Lula entrou na sala.

 

Antes que a transmissão involuntária fosse interrompida, ouviram-se do lado de fora diálogos entre reveladores e esdrúxulos.

 

A certa altura, líderes de partidos que integram o consórcio governista pressionaram o Planalto a apoiar projeto de legalização dos bingos.

 

Líder do PR, o deputado Sandro Mabel (GO) disse que parte do dinheiro auferido com a jogatina poderia ser usada para tonificar as arcas da saúde.

 

Com isso, disse o deputado, o governo não precisaria criar um novo tributo para custear as despesas do SUS.

 

O líder do PDT, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, afirmou que as verbas do bingo poderiam ter outra serventia.

 

Financiariam um reajuste maior do salário mínimo que vai vigorar a partir de 2011.

 

Presente ao encontro, o relator do Orçamento da União, senador Gim Argello (PTB-DF) disse que há “margem” para conceder ao mínimo um reajuste mais expressivo.

 

Mas, sem saber que sua voz era ouvida fora da sala, Argello fez uma inconfidência.

 

Disse que o ministro Carlos Gabas (Previdência) lhe pediu que “segurasse em R$ 540” o valor do novo mínimo.

 

Por quê? Segundo Argello, o ministro está preocupado com a incapacidade financeira das prefeituras.  

 

Argello disse que, se o salário mínimo for fixado agora numa cifra entre R$ 560 e R$ 600, vai a R$ 700 no ano que vem.

 

Preocupados, os prefeitos teriam produzido um abaixo assinado com as assinaturas de 600 executivos municipais.

 

Nesse ponto, o empresário Sandro Mabel dirigiu ao sindicalista Paulinho um gracejo infeliz:

 

“Paulinho, nesta questão do aumento do salário, precisa tomar cuidado. O povo quando fica rico, fica mais exigente”.

Numa intervenção feita minutos antes, Paulinho levara à mesa uma ameaça ao futuro governo de Dilma Rousseff.

 

Disse que haverá uma greve nacional de policiais militares se não for aprovado no Congresso um projeto que institui o piso salarial para PMs e bombeiros.

 

A ameaça de Paulinho soou depois que o líder de Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) sugeriu que a análise do projeto fosse adiada para 2011.

 

“É preciso continuar firme e não permitir que se crie dificuldades para o novo governo”, disse Vaccarezza.

Ecoando o deputado, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) também encareceu aos congressistas que não aprovassem projetos que criem novas despesas.

 

Referia-se a duas propostas: a que interessa a policiais e bombeiros e a que eleva os contracheques dos servidores da Justiça Federal.

 

Bernardo orçou o primeiro em R$ 43,5 bilhões. Quanto ao segundo, estimou que sorverá R$ 7 bilhões das arcas do Tesouro.

 

O ministro insinuou que há no Judiciário funcionários que recebem salários acima do teto: “Como vai dar reajuste se o cara ganha mais que o teto?"

 

Súbito, Lula entrou na sala de reuniões. E o som que borrifava as vozes para além das paredes foi cortado. Uma pena.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h00

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Numa sessão improdutiva, Suplicy cantarola Vandré!

- Aqui, mais sobre o 'talento' vocal de Suplicy. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h32

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Centrais sindicais podem ter horário semanal na TV

Miran

 

Avança na Câmara um projeto de lei que concede às centrais sindicais dez minutos por semana nas emissoras de televisão e rádio de todo país.

 

O texto foi aprovado nesta quarta (17) pela comissão de Trabalho da Câmara. Prevê o seguinte:

 

1. As peças produzidas pelas centrais sindicais irão ao ar entre 6h e 22h todas as terças-feiras.

 

2. A veiculação pode ser feita em bloco de dez minutos ou subdividida em inserções de 30 segundos a um minuto.

 

3. As centrais sindicais poderão tratar em seus programas de três temas: A) Matérias de interesse de seus representados...

 

...B) Mensagens sobre sua atuação sindical; e C) Divulgação da posição das centrais em relação a assuntos “político-comunitários”.

 

4. A exibição não será facultativa, mas obrigatória. O horário das centrais será inscrito no Código Brasileiro de Telecomunicacões.

 

5. O código foi sancionado em 1962 (lei número 4.117). Fixa as obrigações das emissoras de rádio e TV.

 

6. O contribuinte brasileiro pagará a conta da veiculação dos programas das centrais sindicais.

 

7. A exemplo do que ocorre com o horário eleitoral e com os programas anuais dos partidos políticos, as emissoras poderão abater os custos de seus tributos.

 

O texto referendado pela comissão de Trabalho foi redigido pelo deputado Roberto Santiago (PV-SP). Dá-se ao documento o nome de “substitutivo”.

 

A peça resulta da fusão de outros dois projetos. Um de autoria de Vicentinho (PT-SP). Outro de Manuela D’Ávila (PCdoB-RS).

 

Manuela propunha que os programas sindicais fossem diários –dez minutos para cada central, de domigo a domingo.

 

Vicentinho sugeria a veiculação semanal, às terças. Mas queria obrigar as emissoras a levar as peças das centrais ao ar em horário nobre –entre 20h e 22h.

 

De resto, além das inserções semanais, o deputado petista desejava instituir um programa anual para as centrais –dois minutos para cada uma em rede nacional.

 

O substitutivo de Roberto Santiago tramita pelas comissões da Câmara em caráter “conclusivo”.

 

Significa dizer que, se aprovado pelas comissões, vai direto para o Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.

 

Vencida a etapa da comissão de Trabalho, restam mais duas votações: uma na comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação. Outra na comissão de Justiça.

 

Há no Brasil seis centrais sindicais formalmente reconhecidas pelo Ministério do Trabalho.

 

Considerando-se que cada uma disporá de dez minutos, o brasileiro corre o risco de ter de ouvir e assistir a uma hora de lero-lero sindical por semana.

 

Era só o que faltava!

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 19h13

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Temer diz que ministério estará ‘acertado’ até dia 15

Num instante em que o PMDB de Michel Temer eletrifica na Câmara suas relações com o PT de Dilma Rousseff, o vice foi convidado pela titular para um café.

 

À saída da conversa com Dilma, Temer disse meia dúzia de palavras sobre a formação do ministério que tomará posse em 1º de janeiro de 2011:

 

Conversamos sobre a formação de governo, mas é a longo prazo. Até dia 15 [de dezembro] estará tudo acertado”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h38

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Promotor vai acusar o PT no júri do caso Celso Daniel

Nesta quinta (18), vai a júri popular o primeiro réu do caso Celso Daniel, ex-prefeito petista de Santo André assassinado em 2002.

 

Chama-se Marcos Roberto Bispo dos Santos. Será julgado no Fórum de Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo.

 

Responsável pela acusação, o promotor Francisco Cembranelli vai injetar o PT na sustentação oral que fará diante dos jurados.

 

Para o promotor, Celso Daniel foi morto por encomenda de quadrilha que desviava verbas das arcas de Santo André para contas prticulares e para o caixa dois do PT.

 

“Havia um grande esquema de corrupção na Prefeitura de Santo André. A morte de Celso Daniel foi encomendada”, diz Cembranelli.

 

O ex-prefeito foi sequestrado em 18 de janeiro de 2002. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, numa estrada de terra de Itapecerica.

 

Segundo o promotor, Celso Daniel “tinha ciência da corrupção” que roía os cofres do município. Por isso, “contrataram sua morte quando ameaçou tomar providências”.

 

“Está documentado”, diz Cembranelli. “Existem vários processos em Santo André contra essas pessoas que dilapidaram o patrimônio público...”

 

O início do júri devolverá às manchetes um fantasma que retorna de tempos em tempos para assombrar o PT.

 

Dias atrás, a Justiça Federal converteu em réu numa ação penal sobre o caso o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o PT.

 

Gilbertinho, como Lula o chama, é acusado de transportar verbas desviadas de Santo André para o então presidente do PT, José Dirceu. Ele nega a acusação.

 

Marcos Bispo deve ser julgado à revelia. Procurado por um oficial de Justiça na semana passada, ele não foi encontrado.

 

O juiz Antonio Augusto Galvão de França, de Itapecerica, decretou a prisão do réu. Advogado do acusado, Adriano Marreiro dos Santosdiz que sedu cliente não comparecerá ao júri.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h10

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Lula passará ‘bastão’ a Dilma em ato com catadores

- Aqui, detalhes. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h49

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Lula: PT deve respeitar ‘direito’ do PMDB no Senado

Lula Marques/Folha

 

Na contramão dos planos do PT, Lula associou-se à pretensão do PMDB de indicar o próximo presidente do Senado, a ser eleito em fevereiro de 2011.

 

Em movimento deflagrado na semana passada, o petismo passou a “exigir” que as presidências das duas Casas do Legislativo sejam negociadas em conjunto.

 

Deseja-se reproduzir no Senado o pré-acordo que prevê o rodízio no exercício da presidência da Câmara –dois anos para o PT, dois para o PMDB.

 

Contrário à pretensão, o PMDB reagiu em dois lances. Num, relançou José Sarney para sua quarta presidência no Senado.

 

Noutro, festejou a formação de um megabloco na Câmara com PMDB, PP, PR, PTB e PSC. Se vingar, soma 202 deputados.

 

Em diálogos privados, Lula diz que o PT erra ao esticar a corda. Precipita um debate que só deveria entrar em pauta no início do próximo ano.

 

Acha que o acirramento de ânimos, inconveniente e prematuro, perturba o processo de composição do ministério de Dilma Rousseff.

 

Quem ouviu Lula ficou com a impressão de que ele defende para 2011 a reprodução do acordo que vigorou no seu governo.

 

Refere-se ao acerto que possibilitou o revezamento entre o petê Arlindo Chinaglia e o pemedebê Michel Temer na presidência da Câmara. 

 

Insinua que, no Senado, o PT deveria respeitar o “regimento”, que atribui à maior bancada o “direito” de indicar o presidente. Exatamente como quer o PMDB.

 

Alheio à vontade de Lula, o petismo mantém, por ora, as lanças levantadas. Na Câmara, tenta por em pé um bloco à esquerda.

 

O PT planeja unir-se ao PSB, PCdoB e PDT. Se chegar a um acordo, disporá de um aglomerado de 165 votos. Menos que os 202 do bloco rival.

 

De resto, o petismo passou a esgrimir uma tese segundo a qual a maioria do PMDB no Senado é “relativa”. Um dos operadores do PT esmiuçou o raciocínio ao repórter.

 

Disse: no papel, o PMDB vai dispor de 21 senadores na próxima legislatura. Dois são dissidentes: Jarbas Vasconcelos (PE) e Luiz Henrique (SC).

 

Dois, por “independentes”, não oferecem ao governo a segurança do voto: Pedro Simon (RS) e Roberto Requião (PR).

 

Outros dois, com problemas na Justiça Eleitoral, têm os mandatos ameaçados: Marcelo Miranda (TO) e Gilvan Borges (AP).

 

Arrematou: excluindo-se dissidentes, independentes e ameaçados, a “bancada efetiva” do PMDB cai de 21 para 15 senadores.

 

Acrescentou: na hidpdótese de Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) virar ministro, o suplente José Eduardo Dutra, presidente do PT, assume a vaga de senador.

 

Nesse caso, a bancada do partido, que elegeu 14 senadores, também passaria a dispor de 15 cabeças. Daí a insistência com que o partido de Lula reivindica a reprodução no Senado do rodízio previsto para a Câmara.

 

Nas suas conversas privadas, Lula deixou antever a intenção de agir para serenar os ânimos. Revelou-se surpreso com o excesso de animosidade.

 

Nos últimos oito anos, sempre que Lula levou o seu prestígio ao tabuleiro do Congresso o PT perdeu algo.

 

Na Câmara, Lula "fabricou" uma presidência para Aldo Rebelo (SP), do minúsculo PCdoB. No Senado, prestigiou Sarney, contra o petista Tião Viana (AC).  

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h04

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Sem correção da tabela, IR vai subir ano que vem

 

- Folha: STM libera processo da ditadura contra Dilma

 

- Estadão: Dono é o responsável n° 1 por rombo em banco, diz Meirelles

 

- JB: Quebrado, Panamericano ainda empresta

 

- Correio: Ex-porteiro confessa morte do casal Villela

 

- Valor: Petrobras vai se desfazer de refinarias no exterior

 

- Estado de Minas: BH promete pagar até 14º salário a agentes para deter a dengue

 

- Jornal do Commercio: Acidentes mataram 142 pessoas no feriadão

 

- Zero Hora: Plano aponta metrô como prioridade para evitar colapso

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h36

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Tiriricando!

Clayton

- Via 'O Povo'. Aqui, as últimas sobre a nova investida do promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes contra Tiririca. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Alckmin anuncia 4 secretários; 2 da equipe de Serra

  Eduardo Knapp/Folha
O governador eleito Geraldo Alckmin anunciou nesta terça (16) a primeira fornada de secretários do governo de São Paulo.

 

Divulgou quatro nomes. Dois integraram o secretariado de José Serra e um é amigo do ex-governador.

 

Na estratégica Casa Civil, Alckmin acomodou o ex-deputado estadual Sidney Beraldo.

 

Ele já presidiu o PSDB-SP e a Assembléia Legislativa do Estado.

 

Sob Serra, Beraldo comandou a Secretaria de Gestão Pública, responsável pelo funcionalismo.

 

Na eleição de 2010, Beraldo iria às urnas como suplente do senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ex-chefe da Casa Civil de Serra.

 

Terminou cedendo a vaga de suplente numa composição que o tucanato fez com o PMDB depois que Orestes Quércia, doente, desistiu de concorrer ao Senado.

 

Na Secretaria de Direitos da Pessoa com Deficiência, Alckmin manteve a médica Linamara Rizzo Battistella.

 

Nomeada por Serra, Linamara já havia sido mantida no posto por Alberto Goldman, o vice que assumiu o governo depois que o titular virou candidato à Presidência.

 

Para a Secretaria da Saúde, Alckmin indicou o médico Giovanni Guido Cerri, diretor da Faculdade de Medicina da USP.

 

Giovanni é amigo de Serra. Laços de amizade ligavam-no também ao ex-titular da pasta, Luiz Roberto Barradas Barata, que morreu durante a campanha eleitoral.

 

Por último, Alckmin anunciou o preenchimento da Casa Militar. Vai ao posto o coronel Admir Gervásio, atual corregedor da Polícia Militar.

 

O cheiro de Serra que exala dos primeiros nomes do time de Alckmin revela mais do que o desejo de continuidade manifestado durante a campanha.

 

Alckmin sinaliza a intenção de pacificar o PSDB paulista, fechando as feridas abertas na eleição municipal de 2008.

 

Naquele ano, Alckmin disputara a prefeitura à revelia da vontade de Serra, que apoiara a reeleição de Gilberto Kassab (DEM).

 

Avalizado por Serra, um pedaço do PSDB fizara campanha para Kassab, contra Alckmin. Em 2010, Alckmin pagou a traição com lealdade.

 

Expôs Serra em sua propaganda de governador desde o primeiro turno. Exibia o presidenciável tucano quando todos os “aliados” o escondiam.

 

Agora, num instante em que Kassab arma-se para enfrentá-lo em 2014, Alckmin empurra para dentro de sua equipe ex-auxiliares e amigos de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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TSE cassa registro de Marcelo Miranda, eleito no TO

  Folha
Por cinco votos a dois, o TSE cassou na noite desta terça (16) o registro da candidatura de Marcelo Miranda, senador eleito pelo PMDB do Tocantins.

 

Com essa decisão, Miranda fica impedido de assumir, em fevereiro de 2011, a recém-conquistada cadeira de senador.

 

Preferido de 340,9 mil eleitores –25,41% dos votos válidos—, Miranda emergira das urnas como segundo colocado.

 

Agora, vai ao Senado o terceiro colocado, Vicentinho Alves, do PR. Obteve 332,2 mil votos –8,7 mil a menos que Miranda.

 

Junto com Vicentinho, representará o Tocantins no Senado outro senador eleito pelo PR: João Ribeiro (375 mil votos).

 

Miranda teve o mandato de senador passado na faca graças a Lei da Ficha Limpa. Ele havia sido cassado pelo TSE em setembro do ano passado.

 

Ocupava à época a cadeira de governador do Tocantins. O tribunal condenou-o por abuso do poder político.

 

Deu-se num processo em que Miranda foi acusado, entre outras coisas, de distribuir cheques a eleitores na eleição de 2006.

 

Reza a Lei da Ficha Limpa que políticos alvejados por sentenças de colegiados de juízes tornam-se inelegíveis.

 

A despeito da condenação pretérita do TSE, o TRE-TO havia deferido o registro da candidatura de Miranda ao Senado.

 

O caso subiu ao TSE graças a um recurso do Ministério Público Eleitoral. Miranda ainda pode recorrer ao STF.

 

Mantida a sentença desta terça, o PMDB perde uma cadeira no Senado. A bancada da legenda cai de 21 para 20 senadores.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h03

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STM libera à Folha processo da ditadura contra Dilma

Arte/UOL

 

Corria o mês de março de 2010. Dilma Rousseff arrumava as gavetas na Casa Civil. Preparava-se para ir aos palanques.

 

Presidente do STM (Superior Tribunal Militar), o ministro Carlos Alberto Soares tomou uma providência inusitada.

 

Uma dessas decisões que, quando escapam à autocensura, deveriam chegar às bancas de jornal envoltas em plástico escuro.

 

Carlos Alberto mandou ao cofre do tribunal o processo que a ditadura militar abriu contra Dilma e cerca de 70 companheiros de armas.

 

O ministro passou no segredo um papelório velho de 40 anos. A Folha pediu para folhear os autos. O ministro negou.

 

O jornal protocolou um mandado de segurança. Na petição, invocou o seu direito constitucional à informação. Carlos Alberto indeferiu.

 

No par de vezes em que deu bom dia à censura, o presidente do STM alegou que queria evitar a exploração política dos papéis.

 

Nesta terça (16), em sessão plenária, os ministros que compõem o STM julgaram um recurso da Folha contra a decisão de Carlos Alberto.

 

Relator do caso, o ministro Marcos Torres votou contra o jornal. Escorou-se numa alegação insólita.

 

Disse que o acesso ao processo que resultou na prisão e tortura de Dilma representaria invasão à intimidade e à privacidade da presidente eleita.

 

Graças aos votos de outros dez ministros, o bom senso prevaleceu sobre o ponto de vista do relator. O jornal foi, finalmente, autorizado a manusear o processo.

 

A ministra Maria Elizabeth Rocha, que assessorou Dilma na Casa Civil antes de ser guindada ao STM, tentou impor uma limitação ao acesso.

 

Disse que os pedaços do processo que contêm relatos de tortura deveriam ser mantidos sob sigilo.

 

Por quê? Para preservar a intimidade dos envolvidos. A posição de Maria Elizabeth foi rejeitado por seus colegas.

 

Um deles, o ministro Artur Vidigal de Oliveira, foi ao ponto: "Não existe liberdade de imprensa pela metade".

 

Assim que a decisão for publicada, o que deve ocorrer na semana que vem, a Folha poderá apalpar o trecho da história de Dilma que se encontra no cofre.

 

O julgamento desta terça deveria ter ocorrido antes da eleição presidencial. Mas a sessão sofreu dois adiamentos.

 

A última protelação ocorrera em 19 de outubro, em pleno segundo turno da campanha presidencial.

 

Deveu-se a uma intervenção da AGU (Advocacia-Geral da União), órgão que pende do organograma da Presidência da República.

 

Embora não tivesse patavina a ver com o peixe, a AGU requereu no STM o direito de manifestar-se nos autos. Tentou azedar a decisão desta terça, protelando-a.

 

Argumentou que Dilma e as outras sete dezenas de pessoas citadas no processo que a Folha deseja tatear deveriam ser ouvidas sobre a liberação dos papéis. Perdeu.

 

Desse modo, com atraso, o jornal está na bica de revelar o naco de história que o STM escondeu no cofre e que a campanha petista se absteve de iluminar.

 

Difícil compreender os receios que levaram à censura que sonegou à platéia um trecho da biografia de Dilma do qual ela diz se orgulhar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h41

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Comissão aprova salário mínimo e prepara o máximo

  João Wainer/Folha
A Comissão de Orçamento do Congresso aprovou nesta terça (16) o salário mínimo que vai vigorar em 2011: R$ 540.

 

O valor ainda terá de ser votado no plenário, em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Ali, pode chegar a R$ 550.

 

Simultaneamente, os congressistas preparam o reajuste do salário máximo, a ser pago a eles próprios -alguma coisa entre R$ 20 mil e R$ 28 mil.

 

Reunidos na Câmara, os líderes partidários endossaram a proposta do autoreajuste

 

Devem ser elevados também os vencimentos de Dilma Rousseff e dos ministros do STF.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h54

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DEM reúne sua Executiva e afasta fusão com PMDB

Reunida nesta terça (16), a Executiva nacional do DEM afastou a hipótese de fusão da legenda com o governista PMDB.

 

Em nota, o partido anunciou para dezembro um plano de “revitalização”.

 

E informou o tipo de oposição que planeja fazer ao governo Dilma Rousseff: “Responsável, atenta e fiscalizadora”.

 

Diz o texto que "o DEM está voltado, neste momento, à reconstrução de sua unidade interna”.

 

Deseja “garantir um futuro de êxito eleitoral no exercício de uma oposição responsável, atenta e fiscalizadora”.

 

A nota acrescenta: “Tão legítimo quanto o exercício do governo é o exercício da oposição. Um país sem espaço para o contraditório não é democrático".

 

O anúncio desta terça havia sido combinado numa reunião realizada no sábado (13).

 

Participaram: Rodrigo Maia, presidente do DEM; Jorge Bornhausen, presidente de honra; e Gilberto Kassab, prefeito de São Paulo.

 

Deve-se a articulação que tentou empurrar o DEM da oposição para dentro do consórcio governista.

 

A reação foi grande. E Bornhausen, que amparava Kassab, aconselhou um recuo tático. Decidiu-se priorizar a retirada de Rodrigo Maia da presidência do partido.

 

Deseja-se antecipar do final de 2011 para o meio do ano as eleições internas.

 

O pretexto é o de reestruturar a legenda, preparando-a para as eleições municipais de 2012.

 

Apresentado à ideia, Rodrigo argumentou que, para ser tomado a sério, o DEM teria de iniciar a conversa sobre reestruturação pelo desmentido da fusão.

 

Daí a reunião da Executiva. Abre-se agora o embate em torno do comando do partido.

 

Candidato à cadeira de Rodrigo Maia, Kassab podee tomar outro rumo. Ensaia a filiação a outro partido.

 

A cúpula do DEM dá de barato que o prefeito irá para o PMDB. Conforme já noticiado aquid, Kassab incluiu em suas cogitações também o PSB.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h31

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PMDB isola o PT e compõe um megabloco na Câmara

  ABr
Em meio ao cabo de guerra que trava com o PT, o PMDB atraiu para o seu lado da corda outras quatro legendas governistas: PR, PP, PTB e PSC.

 

Os cinco partidos decidiram compor um bloco parlamentar na Câmara. Juntos, somam 202 deputados. Movem-se em duas frentes.

 

Numa, pregam a manutenção, sob Dilma Rousseff, dos “espaços” amealhados na máquina pública sob Lula.

 

Noutra, sinalizam para o PT que, na disputa pela presidência da Câmara, o confronto pode não ser bom negócio.

 

À frente da articulação que levou à formação do bloco, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, levou manusedou panos quentes:

 

"Não é uma atitude de confronto nem de conflito. Vamos esperar o que o PT vai fazer. Esse é apenas o primeiro passo...”

 

“...Poderemos dar o segundo [junto com eles]. O nosso objetivo sempre é o entendimento".

 

PMDB e PT tinham um pré-acordo. Previa o rodízio na presidência da Câmara –dois anos de comando para um, dois para o outro.

 

Na semana passada, o petismo “exigiu” que o revezamento seja estendido ao Senado. Algo que o PMDB não admite.

 

Candidato único do PMDB à presidência da Câmara, Henrique Alves puxou o primeiro lote de fichas.

 

O PT, por ora, frequenta o pano verde mais com palavras do que com votos. Se conseguir, pode responder com a formação de um bloco à esquerda.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h57

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Anastasia recua na defesa da ‘ressurreição’ da CPMF

  Folha
Doze dias atrás, o governador reeleito de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse que era a favor da ressurreição da CPMF, desde que “aperfeiçoada”.

 

A declaração do pupilo de Aécio Neves surpreendeu a platéia e constrangeu o tucanato.

 

Anstasia saiu em férias. Descansou por uma semana. De volta ao trabalho, deu meia-volta. Disse que, “felizmente”, o governo recuou:

 

"Parece que o assunto já está encerrado de maneira clara. A posição nossa tem sido favorável a ampla reforma fiscal. Não é possível criar um tributo isoladamente...”

 

“...O governo federal felizmente recuou do tema. Então, o tema está encerrado, felizmente...”

 

“...Até porque a carga fiscal de fato já é alta. Nós defendemos a ampla reforma fiscal".

 

De fato, o governo recuou. Anastasia também, felizmente. Doravante, antes de se pronunciar sobre temas espinhosos, o governador deveria tirar férias.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h00

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Enem: Haddad-2009 não recomenda o Haddad-2010

  Alan Marques/Folha
Chamado a se explicar sobre o novo desastre do Enem, o ministro Fernando Haddad esteve no Senado.

 

Tomado pelas palavras, o Haddad desta terça (16) lembrou muito um outro Haddad, do ano passado.

 

A exemplo do ministro de 2009, o Haddad de 2010 criticou o exame vestibular, monstro que assombra a rapaziada.

 

“Alguém precisa enfrentar esse bicho com a coragem devida”, disse.

 

Acha que o vestibular deve ser substituído pelo Enem. Um Enem que seria aplicado em mais de uma edição anual.

 

Em março do ano passado, Haddad acenara com a realização de dois exames. No mês sedguinte, o MEC recuaria: só haveria uma prova. Duas, só em 2010.

 

Sobreveio o furto do teste na gráfica, o adiamento do exame e uma elevação da taxa de tensão a níveis de dar inveja ao mais temível vestibular.

 

A folhinha escorregou para 2010. Nem sinal das duas provas. De novo, o Enem foi aplicado em versão única. No lugar do furto, um exame apinhado de erros.

 

Sob holofotes, Haddad faz uma promessa nova: o prazo de validade das notas do Enem pode ser ampliado de um para dois anos.

 

Difícil não dar razão a Haddad: “Alguém precisa enfrentar esse bicho com a coragem devida”.

 

Haddad não parece ser esse “alguém”. Faltou-lhe coragem e competência. Bombado em 2009, repetiu de ano também em 2010.

 

Não se sabe se Dilma Rousseff terá a coragem de manter Haddad na Educação. Porém...

 

Porém, ainda a presidente decida premiar a incompetência, é possível que o MEC se anime a entregar, em 2011, o Enem em duas versões.

 

Não para diluir a TPV (Tensão Pré-Vestibular) que acomete a garotada, mas para diluir a incidência da TIG (Taxa de Incúria Governamental).

 

"O problema [dos erros no Enem] se resolve com mais de uma edição por ano. Teremos mais tranquilidade, mais parceiros", disse o Haddad-2010.

 

O ministro reafirmou que os alunos prejudicados pelos erros do exame deste ano farão novas provas. Quando? Não soube dizer.

 

Sobre os erros nos testes, Haddad disse que, nesta semana, o MEC instalará uma comissão de sindicância para apurar responsabilidades.

 

A demora na busca dos responsáveis contrasta com a pressa na eliminação das culpas.

 

De antemão, o ministro isenta de responsabilidades Inep (Instituo Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais).

 

Nesse diapasão, a comissão do MEC acabará por concluir que ineptos são os alunos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h25

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Além do flerte com PMDB, Kassab fala em ir para PSB

ABr

 

Liderança graúda do DEM, o prefeito paulistano Gilberto Kassab parece mesmo decidido a levar a oposição à xepa. Age no atacado e no varejo.

 

No atacado, Kassab tentou trocar o hardware oposicionista do DEM por circuitos que rodassem o programa governista do PMDB.

 

No varejo, Kassab fala mal de companheiros de partido e acomoda na banca que montou na feira partidária um 'Plano B'.

 

Há três dias, o prefeito teve um diálogo privado com o tucano Márcio Fortes (RJ), candidato derrotado a vice-governador do Rio, na chapa de Fernando Gabeira.

 

Kassab disse a Fortes que cogita trocar o DEM pelo protolulista PSB. Contou que trataria do tema com o padrinho José Serra, a quem deve o cargo de prefeito.

 

Até então, sabia-se que o prefeito considerava a hipótese de se mudar para o PMDB do vice-presidente eleito Michel Temer.

 

Explicou a novidade do PSB de maneira singela: a legenda presidida pelo governador pernambucano Eduardo Campos carece de lideranças no Sudeste e no Sul.

 

Ou seja: no PMDB, Kassab seria “mais um”. No PSB, ocuparia o posto de principal liderança no pedaço de baixo do mapa do Brasil.

 

Tomado pelo que diz nos subterrâneos, Kassab tornou-se um político capaz de tudo, menos de fazer oposição à gestão de Dilma Rousseff.

 

Tentou empinar a fusão do DEM com o PMDB. Encontrou resistências. Na quinta-feira (11) da semana passada, fustigou os opositores pelas costas.

 

Deu-se num almoço que o prefeito ofereceu, em sua casa, a expoentes do DEM. Presente, Jorge Bornhausen ponderou:

 

Se o DEM fosse à fusão como se encontra hoje, dividido e desorganizado, seria engolido pelo PMDB. E muitos tomariam outro rumo.

 

A certa altura, foi à mesa o nome de Rodrigo Maia, presidente do DEM. E Kassab: “Esse rapaz esteve comigo no sábado passado e disse que era a favor da fusão...”

 

“...Só não queria negociar com o Eduardo Paes [prefeito do Rio], mas com o [Sérgio] Cabral [governador do Rio]”.

 

Em privado, Rodrigo diz aos amigos que Kassab mente. Estiveram juntos no domingo anterior, não no sábado.

 

Rodrigo discorreu sobre as dificuldades que a fusão com o PMDB imporia ao DEM do Rio. Eduardo Paes é inimigo de seu pai, o ex-prefeito Cesar Maia.

 

Com Sérgio Cabral, o diálogo seria possível, mas para eventuais coligações futuras, não para a fusão.

 

No repasto de quinta, Kassab também mastigou ACM Neto (DEM-BA). Disse que o deputado também quer a fusão, só que com o PSDB.

 

Sob reserva, ACM Neto também desdiz Kassab. Não almeja a fusão. Apenas dissera que, havendo a fusão com o PMDB, não lhe restaria senão migrar para o PSDB.

 

Dois dias depois de morder os companheiros de partido na sala de refeições, Kassab abriu as portas de sua casa para Rodrigo Maia.

 

Em conversa que contou com a presença de Jorge Bornhausen, viu-se compelido a aceitar a ideia de divulgar uma nota negando a tese da fusão.

 

Na sequência, pôs-se a empinar a tese da renovação da direção partidária. Passou a impressão de que iria à presidência do DEM, desalojando Rodrigo da cadeira.

 

Simultaneamente, esboça o Plano B. Em meio ao flerte com o PMDB, levou ao baralho, na conversa com Márcio Fortes, a carta do PSB.

 

Qualquer ‘B’ lhe serve, desde que abra uma brecha até Dilma e o tonifique para a queda de braço que deseja travar com o tucano Geraldo Alckmin em 2014.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h09

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Falta de CTI mata 8 pessoas por dia em hospitais do Rio

 

- Folha: Parecer do Ibama veta obra da usina de Belo Monte

 

- Estadão: Dilma prepara reajuste do Bolsa-Família acima do INPC

 

- JB: Gays acham ataque ranço da ditadura

 

- Correio: Nem a Justiça garante vaga em UTIs do DF

 

- Valor: Documento oficial alerta para desindustrialização

 

- Estado de Minas: Somente 10% das agressões a crianças são denunciadas

 

- Zero Hora: Debates do Rio Grande

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h53

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República Seminova!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h13

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PSB complica articulação para levar Dutra ao Senado

  Antônio Cruz/ABr
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, cultiva em segredo o plano de assumir uma cadeira no Senado em fevereiro de 2011.

 

Para que a intenção se converta em realidade, basta que o senador Antonio Carlos Valadares (SE), líder do PSB, vire ministro.

 

Acomodado na equipe de Dilma Rousseff, Valadares teria de se licenciar do mandato. No seu lugar, assumiria o suplente.

 

Como se chama o primeiro suplente de Valadares? José Eduardo Dutra. Sim, ele mesmo, o mandachuva do PT.

 

A operação parecia caminhar bem. A Dilma interessa ter Dutra no Senado. Assumiria a liderança do PT na Casa.

 

Súbito, a cúpula do PSB expediu um aviso: não se opõe à nomeação de Valadares para o ministério. Mas, se for à Esplanada, vai na cota de Dilma, não na do partido.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h10

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PMDB fala em ‘trocar’ a Integração pelos Transportes

 

No lufa-lufa em que se converteu a composição do ministério de Dilma Rousseff, o PMDB ajustou o discurso.

 

Antes, quebrava lanças para manter sob seu controle as seis pastas que recebeu de Lula. Agora, admite o intercâmbio de pastas.

 

Já não faz questão, por exemplo, da Integração Nacional, cobiçada pelo PSB –uma legenda que cresceu nas urnas de 2010 e que Dilma deseja premiar.

 

Como generosidade e PMDB são valore$ inconciliáveis, o partido do vice Michel Temer pede em troca o Ministério dos Transportes.

 

Na visão do PMDB, a Integração é, por assim dizer, laranja chupada. Sua obra mais relevante, a transposição do São Francisco, já foi licitada.

 

Afora alguns empreendimentos mixurucas do PAC, a pasta proporcionaria mais enroscos do que dividendos.

 

Traz no organograma um órgão-problema (Defesa Civil) uma autarquia falida (Denocs) e uma logomarca de ação restrita ao Nordeste (Codevasf).

 

No Ministério dos Transportes, ao contrário, concentram-se as principais obras do PAC. Ali, as arcas são mais fornidas.

 

Para 2011, estima-se que a rubrica de investimentos da pasta roçará a casa dos R$ 17 bilhões.

 

Há duas pedras no caminho do PMDB: 1) o PR controla os Transportes e não admite abrir mão do posto. 2) o PT ambiciona o mesmo ministério.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h43

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De volta a Brasília, Dilma inicia montagem da equipe

Folha

 

Depois de passar o final de semana em Porto Alegre, Dilma Rousseff viajou para Brasília na tarde desta segunda (15).

 

Voou nas asas da FAB. E instalou-se em seu novo endereço na Capital: a Granja do Torto.

 

No início da noite, Dilma recebeu dois petistas que integram o gabinete de transição: os deputados Jose Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo.

 

Presidente do PT, Dutra coleciona os anseios dos partidos que se dispõem a prover apoio congressual a Dilma.

 

Nessa fase da montagem do ministério, vão ao tabuleiro os nomes dos candidatos a ministro.

 

Para desassessego dos partidos, Dilma não tem pressa. Seus operadores informam que a equipe só deve ser fechada na segunda quinzena de dezembro.

 

A soma dos anseios é maior do que o número de pastas disponíveis. Significa dizer que a equação resultará em insatisfeitos.

 

Imagina-se que, misturadas ao peru do Natal e às lentilhas do Ano Novo, as frustrações tendem a ser engolidas pela atmosfera de festa. A ver.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h37

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PSDB e PPS analisam hipótese de fundir as legendas

  Fotos: ABr e Folha
Sem alarde, PSDB e PPS analisam a viabilidade e a conveniência de fundir as duas legendas numa só.

 

As conversas, ainda embrionárias, começaram há duas semanas, nas pegadas da derrota do tucano José Serra para a petista Dilma Rousseff.

 

Coube ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) procurar o deputado eleito Roberto Freire (SP), presidente do PPS federal.

 

Ex-chefe da Casa Civil do governo Serra em São Paulo, Aloysio propôs a fusão.

 

Escorou a ideia numa apreensão legislativa. Disse que, juntas, as legendas teriam maior poder de fogo no Congresso.

 

O PSDB saiu das urnas de 2010 com 53 deputados e 11 sedadores. O PPS, com 12 deputados e um senador.

 

Na cabeça de Aloysio, a nova legenda abrigaria os “descontestes” de outros partidos –do PMDB ao DEM, passando por PDT e PSB.

 

Citou-se o exemplo do senador Jarbas Vasconcelos (PE), um oposicionista aninhado no protogovernista PMDB.

 

O debate ocorre num instante em que o tucanato tenta fazer a digestão de sua terceira derrota presidencial.

 

O senador eleito Aécio Neves (MG) fala em “refundar” o PSDB. FHC cobra a defesa explícita do legado da era tucana no governo federal.

 

O repórter foi ouvir Roberto Freire. Ele confirmou o contato de Aloysio Nunes e admitiu que as conversas caminham.

 

Deu a entender que atribui ao PSDB, não ao seu PPS, a iniciativa dos próximos movimentos: “Ninguém faz fusão a partir de um partido minoritário”.

 

Disse: para que a articulação avance, o PSDB precisa, primeiro, se convencer de que precisa buscar reforço, incorporando setores da “esquerda democrática”.

 

Depois, seria necessário “ter clareza do que vai ser esse novo partido”. Como assim?

 

“Não pode ser um amontoado, um ajuntamento”, disse Freire. “O Brasil não precisa de outro PMDB”.

 

Para Freire, se o objetivo for apenas o de dar maior efetividade às ações da oposição no Congresso, a formação de um bloco oposicionista pode resolver o problema.

 

Na hipótese de evoluir para a fusão, PSDB e PPS flertam com um risco que seus dirigentes parecem desconsiderar.

 

Da fusão resultaria uma terceira legenda, com programa e estatuto novos. Algo que desobrigaria os congressistas dos dois partidos do compromisso da fildelidade.

 

Pela lei, os filiados do PSDB e do PPS estariam livres para buscar refúgio em outras legendas. Virariam alvos automáticos da cooptação governamental.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h59

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Artista britânico utiliza a luz para ‘dar vida’ a edifícios

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Escrito por Josias de Souza às 14h34

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Maia e Kassab medem forças pelo comando do DEM

Partido prepara nota negando plano de fusão com PMDB

Conflagrada, legenda discute substituição de  dirigentes

 

  Divulgação
Parceiro de derrota do tucano José Serra, o DEM atravessa uma crise que pode converter em realidade o sonho de Lula de “extirpar” a legenda de cena.

 

No último sábado (3), o deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, voou do Rio, onde mora, para São Paulo.

 

Encontrou-se com o prefeito Gilberto Kassab e com o ex-senador Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM.

 

A dupla disse a Rodrigo que deseja antecipar as eleições internas para a “renovação” do quadro de dirigentes do partido.

 

A coisa começaria nos municípios, iria aos Estados e alcançaria o DEM federal.

 

Tudo até o meio do ano, não no final de 2011, como estava previsto.

 

Assim, com sutileza de elefante, Kassab e Bornhausen informaram ao interlocutor que almejam apeá-lo do posto de presidente.

 

Como pretexto, mencionou-se a tese segundo a qual a injeção de sangue novo vai “fortalecer” o partido, preparando-o para a eleição municipal de 2012.

 

Se é assim, respondeu Rodrigo, o primeiro passo é exorcizar o fantasma da fusão com o PMDB. Eliminada a falta de nexo, o DEM iria cuidar, sem pressa, de sua reestruturação.

 

Patrono da ideia de empurrar o DEM para dentro de uma legenda aliada de Lula e sócia de Dilma Rousseff, Kassab concordou. Bornhausen tampouco fez objeção.

 

Nos próximos dias Rodrigo divulgará uma nota. No texto, negará o desejo de fusão e dirá que o DEM continua na oposição.

 

A súbita recuperação dos pendores oposicionistas de Kassab e Bornhausen é vista de esguelha por seus próprios pares:

 

Ouça-se, por exemplo, o deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM: “Isso é história da carochinha...”

 

“...O que eles querem é colocar o Kassab na presidência do partido para, depois, voltar com a ideia da fusão com o PMDB...”

 

“...Há duas maneiras de prestar serviço ao governo. Uma é a adesão do DEM ao PMDB...

 

“A outra é fazer papel de quinta coluna, fomentando a briga na nossa trincheira, no instante em que deveríamos cuidar da estruturação do partido na oposição”.

 

O bloco antifusão inclui outros expoentes do DEM. Entre eles Agripino Maia (RN) e Demóstenes Torres (GO), dois senadores que sobreviveram ao tsunami Lula.

 

A resistência, aparentemente majoritária, forçou Kassab a reordenar sua infantaria. Aconselhado por Bornhausen, o prefeito recolheu momentaneamente as armas.

 

Toma fôlego, esboça a investida contra a presidência de Rodrigo Maia e equipa o paiol para o embate final.

 

Na parte que diz respeito à fusão, a batalha do DEM é um filme preto e branco. Na batalha pelo controle da legenda, há uma área cinzenta.

 

Nem todos os que se opõem à rendição ao governo são contrários à substituição de Rodrigo Maia. É nessa zona de sombras que Kassab se move.

 

Gente como Caiado promete levantar barricadas: "Comigo vão ter trabalho. Não me peçam a solidariedade do suicídio..."

 

"...Lula falou em extirpar o DEM. Querem dar a ele a autoextirpação. Vou lutar com todas as minhas forças para evitar".

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h21

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Obras para os jogos no Rio já complicam o trânsito

 

- Folha: Banco de Silvio Santos pode ter rombo maior

 

- Estadão: Dilma planeja corte de impostos sobre folha de pagamento

 

- JB: População ganha voz na Câmara

 

- Correio: Crise no HRAS agrava o caos na rede de UTIs

 

- Estado de Minas: Energia do bagaço da cana já ilumina até shopping em BH

 

- Jornal do Commercio: Lágrimas de prata

 

- Zero Hora: Trânsito parado na Ponte do Guaíba atrai arrastão

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h29

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Iniciação política!

Duke

- Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h11

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Desvio: Governo paga R$ 500 mi a falsos pescadores

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Escrito por Josias de Souza às 23h11

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Para Lula, equipe de Dilma deveria incluir empresário

Em diálogos privados, Lula ‘Rei Morto’ da Silva levanta uma nova preocupação em relação à montagem do ministério de Dilma Rousseff.

 

Acha que seria aconselhável que a equipe de sua pupila incluísse um ou dois “nomões” do meio empresarial.

 

Segundo diz, certos setores precisam se sentir representados na Esplanada. Cita o agronegócio e a indústria.

 

Considerando-se o apetite dos partidos que a rodeiam, Dilma terá de acionar o cotovelo se resolver dar ouvidos a Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h43

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Minha Casa, Minha Vida e a malversação da verdade

  Shutterstock
Um surto de dissimulação varre o programa Minha Casa, Minha Vida.

 

No lançamento, em março de 2009, prometia-se a entrega de 1 milhão de casas até o final de 2010.

 

Com o tempo, as casas foram sendo convertidas em promessas de papel.

 

Em vez de moradias prontas, passou-se a falar de número de contratos.

 

Em 30 de junho, a Caixa Econômica anunciou que o volume de contratos assinados era de 520,9 mil.

 

Em 26 de agosto, o Ministério das Cidades elevou a conta para 604 mil. Em 10 de setembro, a Caixa alou em 630,9 mil contratos.

 

No mês seguinte, 15 de outubro, a conta da pasta das Cidades já somava 732 mil.

 

Neste final de semana, o ministro Márcio Fortes tonificou o número de contratações de moradias para alguma coisa “na faixa de 800 mil unidades”.

 

Empenhado em continuar ministro, Fortes repisou a meta de 2010: “Perseguimos o objetivo de fechar 1 milhão de residências contratadas”.

 

Antes, trombeteavam-se os números da Caixa. Agora, o ministro inclui na conta “unidades” supostamente contratadas pelo Banco do Brasil.

 

Fala também de casas que serão erguidas sobre os alicerces de “ações do próprio Ministério das Cidades”.

 

Acomoda a coisa toda num mesmo balaio: “Tudo isso faz parte do Minha Casa, Minha Vida.”

 

Para medir a taxa de embromação que separa os anúncios oficiais daquilo que realmente acontece é preciso responder:

 

Afinal, quantas chaves foram às mãos de felizardos proprietários? O governo foge da resposta como os sem-teto da chuva.

 

Em 13 de agosto, as repórteres Andréa Michael e Daniela Lima informaram que a Caixa omitia de suas divulgações propagandísticas os dados desfavoráveis.

 

A instituição abstinha-se de informar a quantidades de casas efetivamente levantadas. Alegava não dispor do levantamento. Lorota.

 

Os números existiam, mas só chegavam às mãos dos “parceiros do programa”. No balanço de 30 de junho, manuseado pelas repórteres, anotou-se:

 

Para a clientela mais pobre, de até três salários mínimos, haviam sido contratadas 240,569 mil casas. Desse total, apenas 1,2% chegara ao telhado.

 

O número de chaves efetivamente entregues era ainda mais modesto: escasas 565 moradias. Ou 0,23% do contratado.

 

No dia seguinte, 14 de agosto, inquiriu-se Dilma Rousseff sobre a miudeza dos números. Na resposta, ela preferiu tratar dos contratos, não das casas:

 

"Estamos dando um show, porque tem mais de 500 mil [unidades] contratadas, quando se dizia que não conseguiríamos 200 mil".

 

Quanto ao esconde-esconde das informações que tratam das casas prontas, Dilma escorregou:

 

"Aí você pergunta para a Caixa. Não tenho a menor condição de responder. Se não mostrou, está errado...”

 

“...A Caixa tem um dos melhores desempenhos dos últimos anos em matéria de habitação".

 

Pelo cronograma oficial, depois de contratada, a casa demora entre um e dois anos para ficar pronta.

 

Significa dizer que, cumprida a meta de 1 milhão de contratos, as últimas casas prometidas por Lula seriam entregues em 2012, segundo ano da gestão Dilma.

 

Na propaganda eleitoral de 2010, Dilma adicionou ao já prometido um segundo andar de promessas. Disse que vai entregar mais 2 milhões de unidades. Falou de casas, não de contratos.

 

Considerando-se o déficit habitacional do Brasil (5,6 milhões de moradias, numa conta de 2008), o flagelo merece o tratamento de prioridade.

 

Natural que, em fase de campanha, a marquetagem açule os sonhos. Mas a malversação da verdade, quando é muita, costuma resultar em desculpa esfarrapada e frustração.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Marido de ministeriável amealha 43 'pretrocontratos'

  Divulgação
Cotada para o ministério de Dilma Rousseff, a diretora da Petrobras Graça Foster foi às páginas deste domingo (14) em posição, digamos, incômoda.

 

Em notícia veiculada na Folha, a repórter Fernanda Odila conta que Colin Vaughan Foster, marido de Graça, mantém negócios com a Petrobras.

 

Chama-se C.Foster a empresa do cônjuge da ministeriável. Opera no ramo da tecnologia. Comercializa componentes eletrônicos.

 

Entre 2005 e 2007, a C.Foster firmou com a Petrobras um mísero contrato. A partir de 2007, os negócios se avolumaram.

 

Naquele ano, por indicação de Dilma, Graça foi guindada ao posto de diretora de Energia e Gás da estatal petroleira.

 

Desde então, a firma do marido dela assinou mais 42 contratos com a Petrobras, 20 dos quais sem licitação.

 

Até aqui, a C.Foster faturou na Petrobras pouco mais de meio milhão de reais: R$ 614 mil, para ser exato.

 

Dilma prestigia Graça –gestora de cara crispada e fama de brava— desde 2003, início da gestão Lula.

 

Primeiro, Dilma acomodou Graça, formada em engenharia, no quadro de assessores do Ministério de Minas e Energia.

 

Na sequência, Dilma avalizou o nome de Graça para posições de relevo na Petrobras. Antes de virar diretora, ela comandara a Petroquisa e a BR Distribuidora.

 

Em 2004, quando o companheiro José Dirceu ainda dava as cartas no Planalto, aportou na Casa Civil uma “denúncia” contra Graça.

 

Acusaram-na de favorecer a empresa do marido. Graça era, então, gerente do Cenpes (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobras).

 

Em ofício endereçado a Dilma, nessa época ainda sentada na cadeira de ministra de Minas e Energia, Dirceu cobrou explicações.

 

Acionada, a Petrobras proveu os esclarecimentos. Em documento oficial, anotou que "surgiram críticas contundentes" contra Graça.

 

Às críticas, somaram-se “denúncias de irregularidades nos negócios com a C.Foster". Denúncias de funcionários.


Diz o texto que foram detectadas "evidências de que houve prejuízos à Petrobras". O ofício não dimensiona o dano nem dá nome aos responsáveis.


Apenas informa que a comissão constituída para apurar o episódio “não encontrou provas de má-fé ou intuito de auferir vantagens financeiras".

 

Mais: “Não ficou caracterizada a existência de prática de crime ou improbidade administrativa”.

 

De resto, o texto acrescenta que, antes de assumir o cargo de gerente que ostentava à época, Graça informara à estatal que casara-se com o dono da C.Foster.

 

Dera detalhes: oficializada em 1994, a união fora precedida de 13 anos de namoro.

No texto do ofício enviado a Dirceu, a Petrobras reforça a fama de durona de Graça, chamada no texto pelo nome, não pelo apelido:

 

"Cumpre agregar que, nas declarações prestadas, verificou-se que Maria das Graças [Foster] era objeto de restrições por grande parte do pessoal de seu setor...”

 

“...Dado principalmente, como veio a externar a comissão, o modo com que tratava seus subordinados'."

 

A reportagem ouviu a Petrobras sobre a multiplicação de contratos com a C.Foster nos últimos três anos.

 

A estatal informou que Graça Foster não levou a assinatura a nenhum dos contratos firmados com a empresa do marido.

 

Esclareceu que tais contratos "não foram realizados por qualquer área subordinada à diretora de Gás e Energia".

 

E quanto à ausência de licitação? Segundo a Petrobras, nos 21 casos em que isso ocorreu, as compras somaram menos de R$ 10 mil cada uma.

 

Abaixo desse valor, diz a lei, a licitação não é exigida. Por que se multiplicaram os contratos a partir de 2007?

 

Alegou-se que a Petrobras "tem processos de pequenas compras realizadas diretamente e descentralizadas pelas unidades da companhia".


Esclareceu-se que a C.Foster não é a única fornecedora. No ramo em que opera (componentes eletrônicos) as compras da Petrobras somam R$ 10 milhões por ano.

 

Procurada a C.Foster não respondeu aos telefonemas.

 

Um dos cargos para os quais Graça Foster está cotada na futura gestão Dilma é a Casa Civil.

 

A mesma repartição de onde Erenice Guerra foi desalojada por conta de relações familiares e governamentais que resultaram em inusitadas “taxas de sucesso”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h41

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Governo empurra para 2011 a votação da ‘neoCPMF’

Diógenes Santos/Ag.Câmara

 

O flerte de Dilma Rousseff com a recriação da CPMF produziu um problema para o governo no Congresso.

 

Líder de Lula na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza viu-se compelido a levar o pé ao freio. Opera para adiar o debate para 2011.

 

“Queremos discutir a criação de um imposto específico para a saúde, mas no bojo de uma reforma que reduza a carga tributária”, disse Vaccarezza ao blog.

 

Em movimento inverso, as legendas de oposição pressionam o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para levar à pauta a votação da CSS.

 

É sob essa sigla que se esconde a nova CPMF, rebatizada de Contribuição Social para a Saúde.

 

Encontra-se enganchada num projeto que regulamenta a chamada Emenda 29. “Nós queremos votar”, afirmou o deputado Ronaldo Caiado (GO), vice-líder do DEM.

 

“Eles querem pautar para derrubar a contribuição. E nós não vamos permitir”, respondeu Vaccarezza. Abaixo, um resumo da encrenca:

 

1. A proposta que regulamentação da Emenda 29 é de autoria do senador petista Tião Viana, hoje governador eleito do Acre. O Senado aprovou-a por unanimidade.

 

2. Obriga municípios, Estados e União a destinarem um pedaço da arrecadação bruta de impostos à saúde –15%, 12% e 10% respectivamente.

 

3. O problema é que, depois de aprovar a proposta de Tião Viana, o Senado mandou à cova, em dezembro de 2007, a CPMF.

 

4. Criada em 1994, sob FHC, a CPMF trazia em sua sigla o “P” de provisório. Mas o tributo vinha sendo sistematicamente renovado pelo Congresso.

 

5. Na origem, tinha alíquota de 0,20%. Incidia sobre os cheques e demais movimentações financeiras. Foi elevada para 0,38%. Desse total, apenas 0,20% irrigava as arcas da saúde.

 

6. Ao pressentir que amargaria uma derrota no Senado, Lula comprometeu-se em aplicar toda a CPMF na saúde.

 

7. Com o reforço de votos de dissidentes governistas, PSDB e DEM deram de ombros para o aceno de Lula. E extinguiram a CPMF.

 

8. O governo passou a sustentar a tese de que a proposta de Tião Viana tornou-se inviável. Obrigava a União a destinar verbas à saúde, mas não indicava a fonte.

 

9. Enviada à Câmara, a proposta ganhou o adereço da CSS. Assim como a CPMF, incidiria sobre a movimentação financeira.

 

10. Com três diferenças: a alíquota seria de 0,10%, não de 0,38%. Iria toda para a saúde. E só seria cobrada de quem ganhasse mais de R$ 3,308 mil.

 

11. Estimou-se a arredação da CSS em R$ 11,8 bilhões. A proposta foi a voto em 2008. O governo aprovou tudo, a regulamentação da Emenda 29 e a CSS.

 

12. A votação foi, porém, apertada. Precisava-se de 257 votos. Obteve-se o placar de 259. O problema é que, para fechar a votação, é necessário aprecisar uma emenda.

 

13. Em termos técnicos, a emenda é chamada de “destaque”. O autor é o DEM. Elimina do texto aprovado a base de cálculo da CSS.

 

14. Se passar, o destaque inviabiliza a cobrança do novo imposto. Com receio de arrostar uma derrota, o governo decidiu adiar a votação. Já lá se vão dois anos.

 

15. Na entrevista que concedeu três dias depois da eleição, Dilma reacendeu o tema. Pelo menos 13 governadores manifestaram simpatia pela CSS.

 

16. Embalada, a oposição quer devolver o tema à pauta de votações imediatamente. “Cabe ao governo colocar em plenário os 257 votos necessários à aprovação”, diz Caiado.

 

17. “Se votarmos agora, nós aprovamos na Câmara. Mas, com a atual composição, eles derrubam no mesmo dia lá no Senado”, desconversa Vaccarezza.

 

18. A oposição ameaça bloquear as votações na Câmara enquanto a CSS não for apreciada.

 

19. O governo dá de ombros. Considera que não há na agenda nenhuma proposta que não possa ficar para 2011. A obstrução oposicionista seria inócua.

 

20. A eventual rejeição da CSS restituiria a proposta que veio do Senado. Ou seja, o governo seria obrigado a destinar 10% de sua receita bruta para a Saúde.

 

21. Pelas contas da oposição, isso representaria um tônico de R$ 35 bilhões no orçamento anual da saúde, que passaria de R$ 62 bilhões para R$ 97 bilhões.

 

22. Algo que o governo só teria como cumprir se cortasse verbas de outras áreas. Daí o pé no freio de Vaccarezza. “Vamos debater esse problema junto com a reforma tributária”, insiste o líder de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h47

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Congressistas divergem sobre valor do ‘autoreajuste’

Diseminou-se no Congresso a tese de que deputados e senadores precisam tonificar os próprios salários. Porém...

 

Porém, um pequeno grupo de congressistas diverge do ponto de vista de Gim Argello (PTB-DF), relator do Orçamento da União de 2011.

 

Argello revelou, em privado, que incluirá no Orçamento um reajuste para os ministros do STF. O Supremo pediu R$ 30,6 mil. Deve levar R$ 28 mil.

 

O relator informou, de resto, que realizará um velho sonho dos colegas: a equiparação dos contracheques dos parlamentares aos do STF.

 

Os opositores da ideia, por ora em minoria, avaliam que Argello sugere um salto acrobático sem argumentos que sirvam de rede de proteção.

 

Hoje, os parlamentares ganham R$ 16,5 mil -valor fixado em 2007. Aplicando-se à cifra a inflação dos últimos três anos, chega-se a algo em torno de R$ 20 mil.

 

Acima disso, avaliam os mais sensatos, a opinião pública não vai digerir. Se Argello insistir, as vozes contrárias irão aos microfones.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h38

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Sérgio Guerra: ‘Oposição radical, não sabemos fazer’

  José Cruz/ABr
Opiniões circulam como moedas. Algumas têm mais valor do que outras. Muitas revelam-se falsas como nota de três reais.

 

Pernambucano ilustre, Joaquim Nabuco (1849-1910) dizia:

 

“A oposição será sempre popular; é o prato servido à multidão que não logra participar do banquete”.

 

Lula, pernambucano de outro tempo e de outra origem, desvirtuou a lógica do raciocínio de Nabuco.

 

Por meio de iniciativas como a massificação do Bolsa Família, Lula deu à migalha servida à multidão uma aparência de banquete.

 

Sérgio Guerra, também pernambucano, descobriu no exercício do combate a Lula que a oposição, diferentemente do que dissera Nabuco, pode ser impopular.

 

Presidente do PSDB, Sérgio Guerra vê-se compelido a calibrar a infantaria que traz enganchada no sobrenome sem passar a ideia de deposição de armas.

 

Num instante em que se consolida a impressão de que o tucanato é capaz de tudo, menos de se opor a Lula, Guerra diz:

 

“A oposição radical, não sabemos fazer”.

 

Reconhece que seu partido, agora às voltas com Dilma Rousseff, a herdeira de Lula, carece de reestruturação.

 

Declara que o PSDB passa a impressão de que é um partido de um pequeno grupo.

 

Guerra não diz, mas quem observa de longe vê um grupo de amigos 100% composto de inimigos.

 

Em entrevista, Guerra falou sobre os desafios que assediam o PSDB e sobre as expectativas que nutre em relação à gestão Dilma.

 

Abaixo, o sumo do pensamento do presidente da principal legenda de “oposição”:

 

 

- Qual a estratégia da oposição daqui para a frente? Não pode ser outra a não ser se recompor e se reestruturar.
- Que tipo de oposição pretendem fazer? Pontual, radical? A oposição radical, não sabemos fazer. Um dia desses, o presidente Lula disse que sofreu oposição radical. É a maior piada do mundo. Muita gente acha que a gente não fez oposição. Discordo. Nós fizemos oposição do tamanho que tinha de ser.
- Na campanha, Lula sugeriu que setores da oposição pudessem ser dizimados. O senhor teme que isso tenha continuidade com a Dilma? Temo. É a ameaça da venezuelização do Brasil.
- Isso encaixa com o modelo de regulação da mídia? Evidente que se encaixa, é coerente. Hegemonia no Congresso, centralização fiscal, redução do papel dos Estados e municípios, secundarização do Judiciário, ataques ao Tribunal de Contas da União. É a rota do retrocesso e espero que não prevaleça, porque é insensata.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h39

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Choque de ordem terá regra de ocupação, como as UPPs

 

- JB: Gays vão às ruas para criminalizar homofobia

 

- Correio: Fraude no Shopping Popular dá cadeia

 

- Zero Hora: Os 10 desafios da segurança no RS

 

- Veja: Silvio Santos

 

- Época: Quem quer dinheiro?

 

- IstoÉ: As donas da casa de Dilma

 

- IstoÉ Dinheiro: Silvio Santos

 

- CartaCapital: Esta chuva dá medo

 

- Exame: Vinte anos para ficar rico

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h32

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Fatiamento de cargos!

Orlandeli

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Escrito por Josias de Souza às 00h17

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De volta de Seul, Lula e Dilma visitam Alencar em SP

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula e Dilma Rousseff desembarcaram em São Paulo neste sábado (13). Depois de 16 horas de viagem, foram, de helicóptero, até o Sírio-Libanês.

 

Encontraram-se com José Alencar. Internado no hospital desde 25 de outubro, o vice-presidente arrostou, há três dias, um infardo do miocárdio.

 

Em fase de recuperação, Alencar recebeu as visitas numa unidade semi intensiva. Parecia disposto. Em pé, posou para o fotógrafo oficial da Presidência.

 

Do hospital, Lula foi para São Bernardo (SP), onde participa de um casamento. Quanto a Dilma, informou-se que voaria para Porto Alegre (RS).

 

Antes, teria uma reunião com os petistas que integram o gabinete de transição: José Eduardo Dutra, Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo.

 

Na próxima semana, Dilma retoma as negociações para a montagem de seu ministério. Entra-se agora na fase mais complicada: a definição dos nomes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h58

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Empréstimo para Silvio Santos: 10 anos e sem juros

  Ricardo Stuckert/PR
O empréstimo de R$ 2,5 bilhões concedido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito) ao Grupo Silvio Santos teve condições especiais. 
Deu-se ao empresário dez anos de prazo para liquidar a dívida contraída para cobrir o rombo detectado no seu banco, o PanAmericano.

 

A primeira parcela só vence em junho de 2014. Silvio Santos não pagará um centavo de juros. O valor das prestações será corrigido apenas pela variação da inflação.

 

As condições de pai para filho foram reveladas pelo próprio Silvio Santos, numa entrevista ao repórter Eurípedes Alcântara: “Acho que negociei bem com o Fundo Garantidor de Créditos, o FGC. Eles queriam que eu pagasse juros sobre aquele valor. Eu disse que juros eu não pagaria...”

 

“...Aceitei apenas corrigir o desgaste inflacionário em cima do dinheiro. Tenho dez anos para pagar, com três anos de carência. Isso significa que a primeira parcela vence em junho de 2014. Até lá, tenho só de cobrir a inflação”.

 

Para se desvencilhar da “pancada”, Silvio diz que vai vender algumas de suas empresas. Planeja se desfazer inclusive do controle do PanAmericano. E quanto ao SBT? Bem, a emissora de TV só será levada ao balaio em último caso. “Vou fazer de tudo para não vender”, afirmou Silvio.

 

Todo o restante de seu império empresarial vai à gôndola: “Estou com quase 80 anos e não tenho interesse especial em bancos ou indústrias de cosméticos. Posso vender empresas e ficar com a televisão, que penso em deixar para minhas filhas que se interessam por comunicações”.

 

Antes da encrenca, Silvio planejara vestir o pijama no ano que vem. Teve de dar meia-volta: “Vou adiar o plano de aposentadoria. O problema com o banco me fez buscar energias para entender o que está acontecendo e para negociar. Não tenho por que estar abatido...”

 

“...Meu banco quebrou, mas não dei prejuízo a ninguém, não peguei dinheiro público, ofereci garantias de sobra pelo empréstimo e ainda tenho dez anos para pagar”. 

De fato, Silvio deu o patrimônio de suas empresas como garantia ao FGC. Como o sapo de Guimarães Rosa, não pulou por boniteza, mas por precisão. Se a coisa caminhasse para a liquidação do banco, Silvio teria todo seu patrimônio automaticamente bloqueado pela Justiça.

 

O FGC, entidade que socorreu Silvio Santos, é um ente privado. Foi criado sob FHC, nas pegadas do Proer, o programa de saneamento do sistema bancário.

 No papel, visa proteger a clientela das instituições financeiras. Até aqui, só entrara em campo depois da liquidação extrajudicial das casas bancárias. 

O caso do PanAmericano foi o primeiro em que FGC agiu para evitar que uma instituição fosse à breca. A operação foi monitorada e aprovada pelo BC. Tudo isso, em meio a evidências de fraudes. Malfeitos que o BC só farejou depois de a Caixa Econômica tornar-se sócia do mico.

 

Na entrevista, Silvio diz ter sido informado do rombo no PanAmericano em 11 de setembro. Era um sábado, dia em que Silvio grava programas no SBT. Ele conta: “Em um dos intervalos, me entregaram um telefone celular e disseram que era urgente. Pensei nas minhas filhas...”

 

“...Elas estavam viajando, e fiquei preocupado. Não eram elas. Era o presidente da holding. Ah não...! Em sábado de gravação não falo sobre questões empresariais. Mandei-o ligar depois. Bem, era a questão do PanAmericano. Disseram-me que o Banco Central já estava trabalhando lá dentro fazia três semanas e que tinha sido encontrado um rombo contábil bilionário...”

 

“...Foi um baita susto. Como o Banco Central estava havia três semanas em meu banco e não me informam de nada?”

 

Onze dias depois de receber a notícia do rombo pelo celular, Silvio voou até Brasília. Foi recebido por Lula, no Planalto, em 22 de setembro.

 

A audiência não constava da agenda. Silvio entrou no gabinete presidencial às 11h25. Naquela hora, anotava a lista de compromissos de Lula, seria recebido Henrique Meirelles.

 

Reza a versão oficial que Meirelles, presidente do BC, não participou da conversa. Diz-se, de resto, que Silvio e Lula não trocaram palavra sobre a encrenca do PanAmericano.

 

Teriam conversado apenas sobre o Teleton, programa que Silvio leva ao ar uma vez por ano, para coletar doações destinadas ao tratamento de crianças excepcionais.

 

Silvio diz ter solicitado a Lula que fizesse uma doação de R$ 13 mil. O presidente não abriu, porém, o bolso.

 

Afora o mistério que envolve a conversa amena do Planalto, travada em meio ao incêndio, o caso do PanAmericano esconde outro enigma.

 

Por que as empresas de auditoria não enxergaram a cratera de R$ 2,5 bilhões aberta na escrituração do banco de Silvio Santos?

 

O próprio Silvio se pergunta: “E as auditorias que davam tudo como perfeito? A Deloitte, a KPMG e os analistas do Banco Fator, que fizeram uma avaliação do PanAmericano, nada encontraram...”

 

“...Como acionista, eu recebo relatório mensal sobre o banco, o RGA, e não havia o menor sinal de irregularidade”.

 

Duas das logomarcas citadas por Silvio –KPMG e Banco Fator—perscrutaram os livros do PanAmericano a serviço da Caixa Econômica.

 

Informada pelos auditores de que o banco operava no azul, a Caixa adquiriu 49% das ações do PanAmericano, em novembro de 2009.

 

Com essa operação, foram empurrados para dentro do rombo R$ 739,2 milhões em recursos da Viúva, veneranda e eternamente desprotegida senhora.

 

Para sorte de todos os envolvidos, o PanAmericano é um banco. Se fosse uma padaria, o forno deixaria de assar pães, a porta seria cerrada e não se falaria mais nisso.

 

Acionados, o Ministério Público e a Polícia Federal abriram investigações para descobrir o que sucedeu no PanAmericano.

 

Recomenda-se aos curiosos que puxem uma cadeira. Em pé, pode cansar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h00

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O dinheiro não traz um baú de felicidade. Mas leva!!!

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Escrito por Josias de Souza às 13h08

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Sob Lula, governo abre PAC 2 de Dilma: R$ 17,26 bi

  AFP
A 49 dias da despedida de Lula, o governo deflagrou o PAC 2, programa que Dilma Rousseff propagandeou na campanha.

 

Assinada nesta sexta (12) pelo ministro Márcio Fortes (Cidades), uma portaria listou o primeiro lote de obras aprovadas: 1.260 empreendimentos.

 

Vão custar R$ 17,26 bilhões. Desse total, R$ 11,8 bilhões virão do Orçamento da União. O resto, R$ 5,46 bilhões, saírá do FGTS e do FAT.

 

A cifra corresponde a metade de tudo o que o governo investiu em obras e aquisição de equipamentos entre janeiro e outubro de 2010 (R$ 34 bilhões).

 

O grosso das obras anotadas na portaria de Márcio Fortes encontra-se na fase de estudos e projetos. São parcerias com Estados e municípios.

 

Privilegiaram-se as regiões metropolitanas –de Belém a Porto Alegre, passando por Fortaleza, Salvador, Recife, Rio, Belo Horizonte, São Paulo e Campinas.

 

Incluíram também na lista cidades com população estimada entre 70 mil e 100 mil habitantes.

 

Há na portaria obras de urbanização de favelas, abastecimento de água, saneamento, drenagem, pavimentação e contenção de encostas.

 

A antecipação do anúncio, que deve ser festejado em solenidade a ser realizada no Planalto, segue lógica promocional.

 

Anunciam-se obras que cujos canteiros só serão inaugurados sob Dilma, para que Lula possa dar ao ocaso de sua gestão uma aparência obreira.

 

Desembrulha-se o PAC 2 num instante em que o PAC 1 registra índice global de execução de cerca de 40%.

 

Além de programar novos gastos para Dilma, Lula deixa para a sucessora um legado de R$ 50,8 bilhões em despesas antigas.

 

São os chamados “restos a pagar”. Faturas pendentes de investimentos em estradas, portos, aeroportos e outros projetos do PAC 1.

 

Eleita sob o signo da continuidade, Dilma não poderá dizer que recebeu uma herança maldita de Lula. Sob pena de alvejar o próprio pé, que até outro dia pisava os tapetes da Casa Civil.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h40

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Contra movimentação do PT, o PMDB relança Sarney

Folha

 

O PMDB ensaia no Senado uma peça de enredo conhecido: A volta do que não foi. A legenda relançou a candidatura de José Sarney à presidência da Casa.

 

Recém-saído de uma internação hospitalar, Sarney havia declarado que deixaria o comando do Senado em 2011.

 

O nome dele ressurge pela voz de Renan Calheiros, líder do PMDB: "Sarney é um nome respeitado, já bastante assimilado...”

 

“...A sua continuidade não provoca tremores, não abre guerras de vaidades para um início de governo que tem quase 70% de apoio nas duas Casas do Congresso".

 

Convertendo-se desejo em realidade, Sarney iria para sua quarta presidência, assegurando ao Senado o prolongamento do ciclo de inércia que pesa no bolso do contribuinte.  

 

A “novidade” chega num instante em que o PT reivindica dividir com o PMDB o comando do Senado na próxima legislatura.

 

O petismo deseja reproduzir no Senado um acordo esboçado na Câmara. Prevê a presidência rotativa –dois anos para o PMDB, dois para o PT.

 

Ao devolver Sarney ao tabuleiro, ainda que apenas para esquentar o lugar, o PMDB sinaliza ao PT: no Senado, a briga é para gente grande.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h30

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Rio aciona União no STF por R$ 25 bi do pré-sal

 

- Folha: Governo quer mínimo de R$ 550

 

- Estadão: G-20 faz acordo vago, mas dá aval para controle de capitais

 

- JB: Controle da mídia gera polêmica no país

 

- Correio: Infecção mata 11 bebês e HRAS restringe partos

 

- Estado de Minas: Enem se transforma em teste de paciência

 

- Jornal do Commercio: Confirmado novo Enem para fera prejudicado

 

- Zero Hora: Prejudicados no Enem terão de se cadastrar para fazer nova prova

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h26

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E agora, Lombardi?!?!?!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Aqui, notícia sobre investigação aberta pela PF para apurar malfeitos no PanAmericano. Aqui, detalhes sobre apuração da Procuradodria.

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Escrito por Josias de Souza às 00h38

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PSDB-SP cogita oferecer Saúde a Serra, sob Alckmin

  Folha
José Serra vendeu-se ao eleitor como candidato “mais experiente” e “mais preparado” para o exercício da Presidência da República.

 

Cerca de 55 milhões de eleitores preferiram apostar na “inexperiência” e no “despreparo” de Dilma Rousseff.

 

Desempregado, Serra foi passear na Europa. Ao retornar, deve receber uma oferta de emprego.

 

Com o aval do governador eleito Geraldo Alckmin, o tucanato paulista cogita oferecer a Serra o posto de secretário de Saúde de São Paulo.

 

Ou seja: após virar o “melhor” ex-futuro presidente que o país jamais teve, Serra será convidado para um cargo que nunca aceitaria.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h03

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Promotor quer novo teste ‘alfabetização’ para Tiririca

O caso Tiririca, uma das muitas novelas que permeiam o noticiário, está longe de chegar a um epílogo.

 

Nesta sexta (12), o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes, autor da ação que alimenta o roteiro, esboçou as cenas dos próximos capítulos.

 

Disse que prepara um mandado de segurança. Vai requerer ao TRE-SP que seja refeito o teste de alfabetização de Tiririca.

 

Não se deu por satisfeito com o exame realizado na véspera. Soou na contramão do presidente do desembargador Walter de Almeida Guilherme.

 

Presidente do TRE-SP, Walter Guilherme dissera que Tiririca atravessara a contento um ditado e uma prova de leitura.

 

"Não se constatou nada que pudesse indeferir o registro de sua candidatura. Por isso, o seu registro foi considerado legítimo", afirmara o desembargador.

 

Segundo ele, Tiririca, enviado à Câmara pelos votos de 1,3 milhão de eleitores paulistas, será diplomado em 17 de dezembro.

 

De acordo com o promotor Maurício Lopes, o grau de acerto de Tiririca foi inferior a 30%. Considerou o teste “insatisfatório”.

 

Também a assessoria de imprensa do tribunal como que desdisse o presidente. Informou que ainda não é possível dizer que Tiririca foi "aprovado".

 

Alega-se que a decisão caberá ao juiz eleitoral Aloísio Silveira, responsável pelo caso. Pela lei, brasileiros analfabetos podem votar, mas não têm o direito de ser votados. Daí a celeuma.

 

A encrenca nasceu de uma declaração manuscrita que Tiririca encaminhara à Justiça Eleitoral para atestar sua capacidade de ler e escrever.

 

Trata-se de documento exigido de todos os candidatos. O promotor Maurício Lopes enxerga no documento uma fraude. E acusa o palhaço de falsidade ideológica.

 

Na audiência em que se redigiu o ditado e leu um par de manchetes de jornal, Tiririca recusou-se a prover material grafotécnico para a perícia da declaração original.

 

Direito dele, dissera o desembargador Walter Guilherme. Pela Constituição, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

 

Se prevalecer sobre os doutores que tentam cassar-lhe o mandato recém-adquirido, Tiririca vai à Câmara como candidato a herói.

 

Sua chegada a Brasilia coincidirá com a saída de Lula. A bugrada estará à procura de herói. E o posto estará vago, a menos que Dilma Rousseff surpreenda ou nomeia algum ministro improvável.

 

Ainda não se sabe quais são as convicções políticas e o grau de alfabetização moral de Tiririca. Porém, talvez seja melhor deixá-lo tiriricar na Câmara.

 

Mantida a cruzada dos doutores, o neodeputado ainda acaba virando candidato à sucessão de 2014. Slogan ele já tem: Pior do que tá, não fica!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h39

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Segundo os médicos, Alencar ‘trabalhou’ no hospital

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Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Mudança de Dilma já seguiu para a ‘Granja do Torto’

Fotos: Sérgio Lima/Folha

 

Ao retornar da viagem a Seul, Dilma Rousseff terá novo endereço em Brasília. Deixa a casa que o PT alugou para ela no Lago Sul, bairro chique da Capital.

 

Vai à Granja do Torto, espécie de Camp David dos presidentes brasileiros. Concluiu-se nesta sexta (12) a mudança da presidente eleita.

 

O repórter Sérgio Lima clicou o vaivém. Móveis, eletrodomésticos e objetos pessoais foram retirados da casa (foto abaixo) e transportados para a Granja (acima).

 

Dilma mimetiza Lula. Ele também acomodara-se no Torto na transição de 2002, antes de receber de FHC as chaves do Palácio da Alvorada.

 

Na Granja, Dilma livra-se do assédio dos repórteres e da curiosidade dos vizinhos. Ganha, porém, outras companhias incômodas.

 

A residência de campo da Presidência é adornada, ao fundo, por uma mata. Ali, aninham-se famílias de tucanos.

 

Na sucessão de 2006, quando disputava a reeleição contra Geraldo Alckmin, Lula revelou o desconforto que a visão dos bicos grandes lhe causou.

 

Deu-se num comício realizado em Araraguara (SP), em 23 de setembro de 2006. Ardia nas manchetes o escândalo do dossiê dos aloprados.

 

Em discurso apinhado de críticas aos tucanos e à imprensa, Lula considerou-se melhor que seus rivais:

 

"Se colocar todos eles num balaio, não valem o que eu valho. Do ponto de vista moral e ético."

 

Discursava para cerca de 7.000 pessoas. Lero vai, lero vem contou que testemunhara na Granja do Torto o quanto os tucanos são "predadores".

 

"Por trás daquele bico bonito, tem coisa ruim. É importante a gente admirar a beleza, mas tomar cuidado. E muito cuidado...”

 

“...Eles [os tucanos políticos, não as aves] pregam praticamente o ódio contra o PT e contra os partidos de esquerda. Nós não precisamos responder com mesmo ódio".

 

No discurso da vitória, feito nas pegadas do anúncio oficial da contagem dos votos, Dilma estendeu a mão à oposição.

 

Se quiser, pode inaugurar a nova fase, de união nacional, oferecendo alimentos aos tucanos da Granja do Torto. Diz-se que adoram bananas.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h55

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Temer:Não sei se Mantega continua e se Amorim sai

  Antônio Cruz/ABr
O vice-presidente eleito Michel Temer traz uma fita métrica no lugar da língua. Costuma medir cuidadosamente sua prosa.

 

Em viagem a Buenos Aires, permitiu-se soltar alguns centímetros a mais de verbo. Comentou as especulações sobre um par de ministeriáveis.

 

Falou de Guido Mantega, cuja viagem a Seul, na companhia de Dilma Rousseff, foi interpretada como sinal de que será mantido na Fazenda.

 

Discorreu também sobre Celso Amorim, que faria a mesma viagem, MS foi desconvidado à última hora.

 

"Eu não acredito muito nessas chamadas mensagens”, disse Temer. “Não faria a leitura que está sendo feito”.

 

Por quê? “Essas coisas evoluem tanto ao longo das discussões, [...] que não sei se Mantega vai continuar e nem sei se Amorim está descartado”.

 

Acrescentou: “Eu tenho muito medo de ler mensagens que nem sempre refletem a realidade".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h04

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Enem, novo capítulo: liminar caiu, mas pode levantar

Orlandeli

 

Caiu a liminar da Justiça Federal do Ceará que determinara a suspensão do Enem. O governo conseguiu derrubá-la no TRF da 5ª Região, sediado em Recife.

 

Deve-se a decisão ao desembargador Luiz Alberto Gurgel de Faria, presidente do tribunal.

 

O MEC apressou-se em anunciar que divulga ainda nesta sexta o gabarito do exame do final de semana passado.

 

Antes que você imagine que a novela acabou, vai um aviso: a Procuradoria da República vai recorrer.

 

Ainda que o recurso não prospere, continuará tramitando a ação aberta contra o último exame.

 

Ou seja, não convém afastar do horizonte a hipótese de o Enem voltar a ser suspenso e, no limite, anulado.

 

Todo brasileiro com dois neurônios tem a obrigação de apoiar o Enem. E o dever de condenar os responsáveis pela gestão do Enem.

 

Experimente-se perguntar a um garoto de inteligência mediana: o que você acha do Enem? Ele responderá:

 

Fora o inaceitável recuo na promessa de tornar o exame um substituto do vestibular, o incrível roubo de provas na gráfica, os espantosos erros de impressão, a inacreditável inversão da ordem das respostas no gabarito, a risível tentativa do Inep de converter inépcia em “sucesso”, as risíveis ameaças da equipe do MEC à estudantada ligada no twitter, a fantástica avaliação de Lula ‘Sucesso extrarodinário’ da Silva, a inusitada reavaliação de Lula ‘Se necessário faremos até três provas’ da Silva, o vaivém de liminares e a incerteza quanto à serventia do último teste, o Enem é um bom exame.

 

- Em tempo: Ilustração via sítio do Orlandeli.

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Escrito por Josias de Souza às 15h26

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Silvio Santos: ‘Se pagar bem, claro que vendo o SBT’

Antônio Cruz/ABr

 

Horas depois de o empresário Eike Batista ter insinuado interesse na aquisição do SBT, Silvio Santos admitiu a hipótese de se desfazer de seu canal de TV.

 

Ouviu-o a repórter Mônica Bergamo. Supreendentemente irônico e descontraído, Silvio disse que não conhece Eike, uma das maiores fortunas do país.

 

Porém, referindo-se ao empréstimo que teve de contrair para tapar o rombo do banco PanAmericano, o dono do Baú da Felicidade declarou:

 

“Se ele pagar os R$ 2,5 bilhões que estou devendo [ao Fundo Garantidor de Crédito], vendo, é claro que vendo”. Aqui, a íntegra da entrevista. Abaixo, trechos:

 

 

- Gostaria que o sr. desse uma palavra para o público sobre tudo o que está acontecendo no banco. Não posso porque eu assinei um termo de confidencialidade. Eu assinei um termo de conf... confidencialidade... É até difícil de falar! Não posso comentar nada. Só quem pode falar é o Fundo Garantidor de Crédito.

- O sr. se encontrou com o Lula. Falou com ele sobre isso? Que Lula?

- O presidente. Estive com ele falando sobre o Teleton [programa que arrecada recursos para a AACD]. Ele está me devendo R$ 13 mil [risos]. Tive que dar por minha conta porque ele prometeu e não deu os R$ 13 mil. Eu falei para ele: "Se você der R$ 13 mil, a Dilma pode ganhar a eleição". Porque é o número dela, não é? Não é 13 o número da Dilma? "Pode ser que Deus te ajude e ela ganhe a eleição."

- E ela ganhou do mesmo jeito. Mas aí é que tá: agora tô preocupado [risos]. Ele fez a promessa e não cumpriu.

- E o senhor votou nela? Eu estou com 80 anos. Você acha que eu vou sair de casa para votar? Vou votar é em mim mesmo aqui em casa.

- E aquela história da bolinha [reportagem do SBT afirmou que o candidato tucano, José Serra, foi atingido, numa manifestação, por uma bolinha de papel, e não por um objeto mais pesado, como ele dizia]? Todo mundo está falando que o SBT fez a reportagem porque estava com problema no banco. Mas que bolinha?

- A bolinha que caiu na cabeça do Serra. Caiu alguma coisa na cabeça dele? [risos] Caiu alguma coisa na cabeça dele?

- Na campanha. Ah, não foi hoje?

- Não. Ah, eu não sei desse negócio de bolinha, não. Isso aí, olha, eu não vejo TV. Televisão, para mim, é trabalho. Só vejo filme. Agora que você ligou para mim eu estava vendo a Fontana di Trevi. Você já viu esse filme, "A Fonte dos Desejos" (de Jean Negulesco)? Eu estava vendo agora.

- E essa informação de que o empresário Eike Batista quer comprar o SBT? No duro?

É. Ah, me arranja! Arranja para mim que eu te dou uma comissão.

- O senhor venderia? Se ele me pagar bem, por que não? Quem é? "Elque"?

- Eike, um dos homens mais ricos do Brasil. Ele é americano? Eike?

- Brasileiro. Não, não conheço. Mas, se ele pagar os R$ 2,5 bilhões que estou devendo, vendo, é claro que vendo. Não precisa nem pagar para mim, paga para o Fundo Garantidor de Crédito. Eu não posso vender nada sem passar pelo Fundo Garantidor de Crédito.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h40

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Termina a reunião do G20; ‘Guerra cambial’ continua

Ricardo Stuckert/PR

Lula e Dilma chegam para jantar do G20: muita comida e conversa, pouco resultado

 

Termina nesta sexta (12), em Seul, a reunião do G20. Os chefes de Estado das maiores economias do planeta levarão o jamegão a um acordo pífio.

 

Fruto de muita conversa, o documento deve conter mais intenções do que medidas práticas.

 

Deve-se empurrar para a reunião de 2011, na França, a adoção de providências efetivas para conter a “guerra cambial”.

 

Na noite passada, descobriu-se que o G20 deve encomendar ao FMI um estudo sobre os efeitos do veneno e os antídotos contra o câmbio artificial.

 

Responsabilizados pela encrenca, EUA e China acusaram-se mutuamente em Seul. E foram acusados pelos demais. Lula, por exemplo, criticou os dois.

 

Embora representado no encontro por dois presidentes –o atual e a eleita Dilma Rousseff— o Brasil foi visto pelos analistas como um ator "enfraquecido".

 

Alheio às avaliações, Lula expôs a posição brasileira no fórum e fora dele, em entrevistas.

 

"O G20 não é para cada um se salvar, não é cada um por si e Deus por todos, é todos por todos e Deus por todos", ensinou, em metáforas confusas.

 

Chefe de uma comitiva que incluiu o governador cearense Cid Gomes (PSB), Lula atribuiu ao Ceará um status planetário.

 

Ele criticava a política das nações ricas de escorar seus desequilíbrios internos exclusivamente na exportação. A certa altura, disse:

 

"Se os países mais ricos não estão consumindo a contento, o mundo vai à falência. Se todo mundo quiser só vender, não quiser comprar, como é que vai ficar o Ceará?"

 

A julgar pelo esboço do acordo a ser anunciado nesta sexta, o Ceará e o resto do Brasil ficarão no mesmo lugar.

 

Continuarão premidos por uma guerra que, no ambiente doméstico, sobrevaloriza o Real e convida a economia brasileira a escorar o seu PIB no mercado interno. 

- Atualização feita às 7h20 desta sexta (12): Saiu o acordo. Como previsto, fala em “linhas indicativas” para enfrentar “tensões e vulnerabilidades”. Detalhes? Só em 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h14

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Dilma terá de mediar sua 1ª ‘crise’ entre PMDB e PT

  Nacho Doce/Reuters
Ao retornar de Seul, Dilma Rousseff encontrará um cenário político diferente do que deixara para trás ao voar para a reunião do G-20, há quatro dias.

 

A presidente eleita será apresentada à primeira crise no consórcio partidário que lhe dará suporte congressual a partir de 1º de janeiro de 2011.

 

No centro da encrenca, PT e PMDB, os dois maiores partidos da coligação governista. Divergem sobre o ministério e medem forças no Congresso.

 

Dilma deve ser recepcionada, em São Paulo, por três petistas do gabinete de transição: José Eduardo Dutra, Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo.

 

Caberá a Dutra, presidente do PT e negociador político de Dilma, prover os dados que recolheu nas conversas com dez partidos governistas.

 

São quatro os fios desemcapados para os quais Dilma terá providenciar fita isolante:

 

1. Ministério: O PMDB deseja que, sob Dilma, os partidos preservem –em qualidade e quantidade— as cidadelas que conquistaram no governo Lula.

 

A Dutra e à própria Dilma, Michel Temer, vice-presidente eleito e presidente do PMDB, disse que o ideal seria que sua legenda retivesse as seis pastas que controla hoje.

 

Na ausência de Dilma, porém, as bancadas do PT (deputados e senadores) levaram o pé à porta. Avisaram a Dutra que não aceitam o critério de Temer.

 

Avaliam que o PMDB, por ter murchado nas urnas de 2010, deve perder também posições na Esplanada de 2011. O PT cobiça pelo menos duas: Saude e Comunicações.

 

Engrossam o coro o PSB e o PDT, duas legendas que, a exemplo do PT, ambicionam ministérios que Lula confiou ao PMDB a a outras legendas.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, congressistas do grupo de Temer atraíram para a tese do PMDB outros dois partidos: PP e PR.

 

Cada um controla um ministério –o PP, o das Cidades; o PR, o dos Transpostes. E tampouco admitem perdê-los. Se possível, querem mais.

 

Caberá a Dilma informar como produzirá a mágica de entregar um terço da Esplanada a mulheres, como deseja, e contentar simultaneamente as legendas que a rodeiam.

 

2. Câmara e Senado: O PT rebelou-se também contra um pré-acordo firmado por Dutra com Temer. Acertara-se o repeteco do rodízio no comando da Câmara.

 

O petismo quebra lanças para incluir no revezamento também a presidência do Senado –dois anos para o PMDB e outros dois para o PT.

 

Trata-se de mercadoria que Temer, mesmo se quisesse, não teria como levar à gôndola. Se tentasse, atearia fogo em seu partido.

 

Temer equilibra-se entre dois grupos recém-pacificados: o PMDB da Câmara, que controla; e o do Senado, comandado por José Sarney e Renan Calheiros.

 

Como o vaivém na presidência do Senado é algo que Sarney e Renan não admitem, a intromissão de Temer romperia um cessar-fogo que a ele interessa manter.

 

Emparedado, Dutra disse ao petismo que ainda não levou a assinatura a nenhum acordo. De novo, a resolução do problema exigirá uma palavra de Dilma.

 

Se endossar o PMDB, desgosta o PT. Se avalizar o seu partido, desautoriza o vice Temer e compra briga com os morubixabas Sarney e Renan.  

 

3. PT X PT: Afora a encrenca do rodízio, o PT da Câmara terá de descascar um segundo abacaxi. Neste caso, a legenda de Dilma briga consigo mesma.

 

Há quatro postulantes petistas à presidência da Câmara: Cândido Vaccarezza, Arlindo Chinaglia, João Paulo Cunha e Marco Maia.

 

Os dois últimos, carentes de opoio, devem ceder mediante compensações. Porém, Vaccarezza e Chinaglia ameaçam levar a encrenca a voto.

 

Dutra evita posicionar-se. Em verdade, preferia adiar a confusão para o próximo ano, já que as eleições internas do Congresso só ocorrerão em fevereiro.

 

O problema é que, para desassossego do presidente do PT, a lógica da política por vezes ganha dinâmica mais acelerada que o ritmo do relógio.

 

Dilma tem duas alternativas: pode dizer que prefere fulano ou beltrano. Vai-se descobrir, então, se o PT enxergará nela a autoridade que atribui a Lula.

 

Pode também dar de ombros para a disputa. Nessa hipótese, assistirá a um acordo ou testemunhará uma disputa com potencial para rachar a bancada petista.

 

4. Renan: Reeleito por Alagoas, Renan manifesta, em privado, o desejo de retornar à presidência do Senado. Nos subterrâneos, ele testa a aceitação da ideia entre os seus pares.  

 

Como o nome do Renan virou sinônimo de crise, os operadores de Dilma gostariam de evitar a ressurreição da esfinge antes que ela os devore.

 

Aqui, a eventual interferência de Dilma a converteria em devedora. Renan não costuma abandonar planos pessoais sem se creditar de uma fatura.

 

Ao ser apresentada aos problemas que pipocaram na sua ausência, Dilma talvez tenha saudades de Seul, onde degustou um termômetro que oscilou entre o ameno e frio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h07

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Farmácia Popular vende remédio até para mortos

 

- Folha: Quem pagar leva a rede SBT, diz Silvio Santos

 

- Estadão: Dilma diz que real valorizado é ruim e vai mexer no câmbio

 

- JB: Depois dos arrastões, tráfico queima carros na rua

 

- Correio: A feira da máfia chinesa

 

- Valor: G-20 deve adiar solução para conflitos cambiais

 

- Zero Hora: Estados começam a definir IPVA com redução em 2011

 

Leia os destaques de capa dee alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h44

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Ministério andrógino!

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h29

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Com Lula e Temer fora do país, Alencar sofre enfarto

  Ricardo Stuckert/PR
Internado no hospital paulistano Sírio-Libanês, o vice-presidente José Alencar sofreu um infarto por volta das 18h desta quinta (11).

 

Submeteram-no a um cateterismo. Não foram detectadas obstruções arteriais relevantes. Alencar foi à UTI.

 

Em boletim, o hospital informou que o quadro clínico do vice é, do ponto de vista cardíaco, estável.

 

Tudo isso aconteceu num instante em que Lula se encontrava em Seul, na Coréia do Sul.

 

Michel Temer, presidente da Câmara e segundo na linha sucessória, estava na capital argentina, Buenos Aires.

 

Por volta de 22h30, o médico Roberto Kalil, que assiste Alencar, disse que o paciente não estava entubado nem sedado.

 

O vice-presidente está internado desde 25 de outubro. Deve essa última baixa ao hospital a uma obstrução intestinal.

 

Nas duas primeiras semanas, alimentava-se por meio de sondas. Na última segunda-feira (8), voltou a ingerir alimentos por via oral.

 

Alencar arrosta um câncer abdominal. Peleja contra a doença há arrastados dez anos. Nesse intervalo, passou pela mesa de cirurgia 15 vezes.

 

Em setembro do ano passado, exames feitos nos EUA constataram que os tumores que atormentam Alencar haviam crescido.

 

Depois de consultar-se com a equipe médica que o atende no Brasil, o vice decidiu interromper o tratamento experimental a que se submetia nos EUA.

 

Retomou as sessões de quimioterapia. Nos últimos meses, as internações de Alencar amiudaram-se.

 

No início de outubro, ficou três dias internado. Em setembro, um edema no pulmão devolveu-o ao hospital.

 

Antes, em julho, permanecera uma semana no Sírio-Libanês. Submetera-se a um primeiro cateterismo.

 

Implantaram-lhe no peito um stent, tubo de metal que elimina o entupimento de artéria, normalizando o fluxo sanguíneo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h22

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Enem: MEC pede ‘desculpa’ por textos deselegantes

Além de impor aos estudantes um Enem apinhado de erros, o Ministério da Educação brindou-os, no final de semana, com mensagens deseducadas.

 

A assessoria de “comunicação” do ministro Fernando Haddad (Educação) revelou-se inepta no manuseio do A-E-I-O-U.

 

Levou às redes sociais mensagens escritas em termos tóxicos. Numa delas, veiculada no domingo (7) por meio do twitter, anotou-se:

 

“Alunos que já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com mensagens nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”.

 

Nesta quinta (11), com atraso de cinco dias, o MEC pediu desculpas. Pendurou no microblog do ministério o seguinte:

 

“A Assessoria de Comunicação Social do MEC se desculpa pelos termos pouco elegantes usados na rede social durante a realização do Enem”.

 

Alvíssaras!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h59

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Temer mantém posições do PMDB após reação do PT

  Lula Marques/Folha
De passagem por Buenos Aires, Michel Temer puxou a corda do cabo-de-guerra que seu partido, o PMDB, trava com o PT no Congresso.

 

O pano de fundo é a disputa pelas presidências da Câmara e do Senado. Havia um pré-acordo entre as duas legendas.

 

Previa que, na Câmara, seria reproduzido na próxima legislatura (2011-2014) o rodízio que vigorou na atual (2006-2010).

 

Funcionou assim: o PT presidiu a Câmara por dois anos, com Arlindo Chinaglia. E o PMDB deu as cartas por um biênio, com Temer.

 

No gogó, a reprodução do acerto havia sido combinada entre Temer e o presidente do PT, José Eduardo Dutra. Porém...

 

Porém, as bancadas do PT (deputados e senadores) levaram o pé à porta. Exigem que o Senado entre no rodízio.

 

O PMDB responde: Não, de jeito nenhum, esqueçam.

 

O argumento do PMDB, repisado por Temer na entrevista desta quinta, é o de que, no Senado, o regimento interno impede um acerto.

 

Reza o regimento que a maior bancada tem a prerrogativa de indicar o presidente do Senado.

 

Em reforço à posição de seu partido, Temer evoca o acordo PMDB-PT que vigora hoje. Coisa celebrada em 2006:

 

"Naquela vez, nós não envolvemos o Senado, por causa do regimento da Casa, que estabelece que a maior bancada é titular do cargo [de presidente]".

 

Candidato do PMDB à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) diz que a exigência do PT em relação ao Senado tornou-se pedra na trilha do entendimento.

 

Henrique Alves afirma que o "confronto" não é o melhor caminho. Porém, será "inevitável" se o PT insistir em empurrar o Senado dentro do caldeirão da Câmara.

 

Como se vê, começou cedo, muito cedo, cedíssimo o lufa-lufa entre os sócios majoritários da coligação que dará suporte congressual a Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h40

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PanAmericano: BC diz ter agido ‘a tempo e na hora’

  Alan Marques/Folha
Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, foi ao Senado nesta quinta (11). Prestou contas da atuação do BC à Comissão de Orçamento do Congresso.

 

Antes, visitou o gabinete de José Sarney. Ali, deu uma rápida entrevista. Falou sobre a encrenca do banco PanAmericano.

 

Para ele, o BC agiu dentro da lei, “a tempo e na hora”. Meia verdade. O buraco na casa bancária de Silvio Santos (R$ 2,5 bilhões) não foi cavado ontem. Vem de longe.

 

A despeito disso, o BC de Meirelles abençoou, em novembro do ano passado, a aquisição de ações da instituição pela Caixa Econômica Federal.

 

De resto, Meirelles festejou os contornos inéditos da operação de socorro, via FGC (Fundo Garantidor de Crédito).

 

Celebrou especialmente o fato de a Viúva não ter precisado abrir a bolsa. "Foi solucionado o problema sem o uso de um centavo público...”

 

“...Foi preservado o patrimônio dos acionistas minoritários, da Caixa Econômica e dos depositantes do banco”.

 

Meirelles disse que o BC poderia ter decretado a liquidação do PanAmericano. Mas acha que a solução adotada, por “preventiva”, revelou-se mais adequada.

 

"O banco continua a vida normal. Os depositantes estão livres para sacar seus recursos e depositares se quiserem...”

 

“...Não é uma solução usual hoje no mundo. Sem perda para depositantes e o poder público".

 

Foi a primeira vez que o FGC agiu para salvar um banco. Antes, só entrava entrava em campo depois da liquidação de instituições financeiras.

 

Criado em 1995, nas pegadas do Proer, o FGC constituiu-se como entidade privada. Sua missão é dar proteção à clientela dos bancos.

 

Movimenta recursos recolhidos das próprias instituições financeiras. Hoje, gere uma arca fornida com ativos de R$ 29,6 bilhões.

 

O socorro ao PanAmericano só foi possível porque Silvio Santos concordou em escorar o empréstimo de R$ 2,5 bilhões em garantias reais.

 

A alternativa seria salgada para o dono do Baú da Felicidade. Se o banco fosse liquidado, Silvio Santos teria todos os bens bloqueados judicialmente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h55

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Eike Batista manifesta interesse na aquisição do SBT

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
O mundo dos negócios guia-se por uma máxima do universo de Guimarães Rosa: “Pra uns as vacas morrem, pra outros até boi pega a parir”.

 

Visto como inseminador de touros, o empresário Eike Batista lança um olhar sobre o rebanho de Silvio Santos. Dispõe-se a desviar vacas do caminho do brejo.

 

Tomado pelas declarações que fez nesta quinta (11), Eike parece especialmente interessado em comprar o SBT, a emissora de TV de Silvio Santos.

 

Presidente do grupo EBX, Eike disse que analisa possibilidades de investimento no Brasil: “Tudo o que é bom e o que dá para arbitrar a gente olha.”

 

Não se anima, segundo disse, a medir forças com empresas que exibem excelência competitiva. Citou Ambev, Submarino e Embraer.

 

Parece, porém, seduzido pelos nichos de mercado que, a seu juízo, manquejam: “Tudo que é ineficiente no Brasil, nós enxergamos um espaço gigante”.

 

Já abriu negociação com Silvio Santos? Eike desconversou. Limitou-se a dizer que “estuda de tudo”.

 

As empresas do Grupo Silvio Santos foram aos holofotes depois que veio à luz a enfermidade bilionária do banco PanAmericano.

 

Nesta quinta, enquanto Eike revelava suas ambições, no Rio, o presidente do BC, Henrique Meirelles, discorria sobre a encrenca, em Brasília.

 

Segundo Meirelles, Silvio Santos pode ser compelido a se desfazer do controle acionário de sua casa bancária.

 

Por quê? Para pagar a dívida que contraiu –R$ 2,5 bilhões— na operação arquitetada para evitar que o PanAmericano fosse à breca.

 

O dinheiro foi provido pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Como garantia, Silvio Santos ofereceu o patrimônio de 44 de suas empresas.

 

Entre elas o Baú da Felicidade e o SBT, objeto da cobiça de Eike 'Midas' Batista.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h19

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Tiririca passa no teste de leitura e escrita, diz TRE-SP

  Apu Gomes/Folha
Tiririca receberá o diploma de deputado federal. Passou no teste de escrita e leitura, realizado nesta quinta (11).

 

A prova foi feita a portas fechadas. Quem informou o resultado foi o presidente do TRE-SP, Walter de Almeida Guilherme.

 

Ele conta que Tiririca, o deputado mais votado do país, submeteu-se a um ditado. O texto foi extraído de um livro editado pelo próprio TRE.

 

Depois, o dono de mais de 1,3 milhão de votos teve de ler um trecho de notícia de jornal.

 

Por último, Tiririca foi convidado a dizer o que entendeu daquilo que acabara de escrever e ler.

 

O comediante não permitiu que fosse periciado o manuscrito que havia encaminhado à Justiça Eleitoral, no registro da candidatura, como “prova” de alfabetização.

 

Diante da recusa, a Justiça Eleitoral nada pôde fazer. Walter Guilherme, o presidente do TRE, disse que, pela lei, ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.

 

Seja como for, realizados os testes, o TRE deliberou que Tiririca será diplomado. Avaliou-se que está apto a assumir uma cadeira de deputado federal.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h06

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Equipe de transição: de ‘sanguessuga’ a cabeleireira

Miran

 

A equipe que assessora o gabinete de transição montado ao redor de Dilma Rousseff conta, por ora, com 20 pessoas.

 

Gente indicada sob Dilma e nomeada pela Casa Civil de Lula. Os salários correm por conta da Viúva. Tudo previsto em lei.

 

Deve-se aos repórteres Breno Costa e Rubens Valente a descoberta de duas nomeações inusitadas. Constam de notícias veiculadas na Folha.

 

Numa, foi ao Diário Oficial o nome de Christiane Araújo de Oliveira. Ela é ré num processo que tramita na Justiça Federal de Alagoas desde 2008.

 

O Ministério Público acusa Christiane de participação no escândalo dos sanguessugas –a máfia que inflava o valor de ambulâncias e distribuía propinas a congressistas.

 

Noutra nomeação, empurrou-se para dentro da equipe transitória de Dilma uma cabeleireira gaúcha: Márcia Westphalen.

 

Até o ano passado, ela dava expediente num salão de beleza em Porto Alegre. Até ontem, mantinha na web um blog sobre o ofício.

 

Depois que Márcia foi alcançada pela reportagem, o blog dela saiu do ar. Com o sítio, sumiram as lições da autora sobre "cabelos, tendências e dicas de visual".

 

Advogada de formação, a ré Christiane exercerá, segundo informa o gabinete de Dilma, uma atribuição singela: “atender telefonemas e anotar recados”.

 

Pelo serviço, receberá do erário R$ 2.600 mensais até janeiro. Ouvida, Christiane disse que não sabia qual seria sua função.

 

Ela associa a nomeação ao apoio que seu pai, um pastor evangélico, deu à campanha de Dilma.

 

E quanto ao processo dos sanguessugas? Christiane diz que traz a “consciência tranquila”. Acrescenta: “Não fui condenada em nada”.

 

A cabeleireira Márcia teve melhor sorte. Receberá salário mais generoso que o de  Christiane: R$ 6.800.

 

O gabinete de Dilma esclarece que, também formada em Direito, Márica foi escolhida “pelo currículo”.

 

Diz-se que exercerá na transição a mesma função que desempenhou no comitê de campanha. Qual? Secretária trilingue.

 

Ouvida, Márcia contou que, na campanha de Dilma, sua função era outra: “apoio de produção”.

 

No time da transição, não sabe ainda o que fará. Ela se apressa em negar, porém, que vá exercer atividades relacionadas ao couro cabeludo.

 

É no mínimo curioso que ambas as nomeadas tenham declarado que desconheciam as funções para as quais foram nomeadas.

 

Por sorte, esse tipo de aviso é desnecessário nos casos de nomeação de ministros. Cada pasta traz na logomarca nomes autoexplicativos.

 

- Atualização feita às 14h26 desta quinta (11): Christiane Araújo de Oliveira, uma das personagens mencionadas no texto acima pediu exoneração da equipe de transição de Dilma após a veiculação da notícia.

 

- Em tempo: Ilustração via blog do Miran.

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Escrito por Josias de Souza às 06h45

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Fraude já existia quando CEF se associou ao PanAmericano

 

- Folha: Silvio Santos terá de vender bens para cobrir rombo

 

- Estadão: BC culpa falha de auditores por rombo no Panamericano

 

- JB: Só paulista agride mais as crianças que carioca

 

- Correio: Cruzada contra o Enem

 

- Valor: Silvio Santos pode fazer forte venda de ativos

 

- Estado de Minas: Enem: Pelo menos 50 mil mineiros vão pagar por erros do MEC

 

- Jornal do Commercio: UFPE mantém data do vestibular

 

- Zero Hora: Roubo de explosivos aumenta arsenal de assaltantes de bancos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h32

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Traquinagem!

Clayton

- Via O Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h42

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PT se rebela contra acertos de seu próprio presidente

  Antônio Cruz/ABr
Credenciado por Dilma Rousseff como negociador dos acordos políticos da transição, José Eduardo Dutra enfrenta um problema inesperado.

 

Entre os dez partidos que integram a megacoligação de Dilma, o mais insatisfeito com a ação Dutra é o PT, a legenda "presidida" por ele.

 

A contrariedade do petismo beira a rebelião. Em timbre acusatório, deputados e senadores da legenda dizem que Dutra se rende ao PMDB.

 

Fracionado em grupos e tendências, o PT encontrou nas críticas a Dutra um fator de união. Antes subterrâneas, as queixas começam a transbordar.

 

Soaram numa reunião dos senadores do PT, realizada na terça (9), sem Dutra. E ecoaram num encontro dos deputados, nesta quarta (10), com Dutra.

 

Nos dois foros, respirou-se uma atmosfera de animosidade contra o PMDB, que divide com o PT a condição de sócio majoritário do consórcio governista.

 

Disseminaram-se duas avaliações: 1) O apetite do PMDB é incompatível com seu desempenho nas urnas; 2) Dutra não defende a contento os interesses do PT.

 

O petismo questiona critérios levados à mesa por Michel Temer e supostamente aceitos por Dutra. Os dois conversaram na semana passada.

 

Vice de Dilma e presidente do PMDB, Temer levantou a seguinte tese: no “novo” governo, a repartição da Esplanada deve preservar os acordos firmados sob Lula.

 

Significa dizer que o PMDB conservaria os seis ministérios que controla hoje. Para as bancadas do PT, a proposta não tem nexo. Por quê?

 

O PMDB murchou nas urnas de 2010. Perdeu governadores e, sobretudo, deputados. Sua bancada na Câmara caiu de 99 para 79 –menos que os 88 eleitos pelo PT.

 

Para os partidários de Dutra, considerando-se o desempenho eleitoral do PMDB, seu quinhão precisa diminuir. E o pedaço do PT –17 ministérios hoje—, aumentar.

 

O partido de Dutra e Dilma ambiciona a Saúde e as Comunicações, duas que Lula confiou ao PMDB. 

 

O PMDB alega que a presença de Temer na vice o faz um acionista mais qualificado. Argumenta que "ajudou" a construir a vitória. E poderia até exigir mais.

 

O PT dá de ombros. Enxerga na posição amealhada por Temer mais uma razão para reduzir a presença do PMDB no resto do governo.

 

No mata-e-esfola que se verificou na reunião desta quarta (10), Dutra chegou mesmo a ouvir de deputados do PT ataques a Henrique Meirelles.

 

Na contramão do que prega Lula, um pedaço do PT almeja a exclusão de Meirelles da gestão Dilma. Presidente do BC, ele se filiou ao PMDB em setembro de 2009.

 

No mais, Temer e Dutra haviam ratificado na semana passada o pré-acordo que prevê o revezamento do PT e do PMDB na presidência da Câmara.

 

Nesse ponto, o petismo acusa Dutra de ter negligenciado a outra Casa do Legislativo. Para o PT, o rodízio na Câmara só é aceitável se for estendido ao Senado.

 

As posições das duas legendas estão invertidas. Na Câmara, o PT reúne a maior bancada. No Senado, o PMDB (19 senadores contra 14) está à frente.

 

O revezamento da Câmara é repeteco do ocorrido na atual legislatura (2006-2010) –dois anos para o petê Arlindo Chinaglia e um biênio para o pemedebê Temer.

 

Alega-se que o arranjo não foi reproduzido no Senado porque o PT era quarta bancada. Agora, é a segunda. E exige reciprocidade.

 

As queixas a Dutra incluem, além da forma, o método. O presidente do PT acomoda a negociação ministerial e os acertos do Congresso em escaninhos distintos.

 

Para o grosso do PT, um erro. Avalia-se que, depois de obter o que deseja no arranjo do ministério, o PMDB tende a endurecer suas posições no Congresso.

 

Em verdade, o PMDB já traz as lanças erguidas. No revezamento da Câmara, reivindica o comando do primeiro biênio (2011-2012).

 

Argumenta que, na atual legislatura, a despeito de dispor da maior bancada, cedeu a presidência dos primeiros dois anos ao petista Chinaglia.

 

No Senado, o PMDB dá uma banana para o PT. Afirma que, diferentemente do que sucede na Câmara, o regimento do Senado reserva a presidência à maior bancada.

 

Estender o rodízio da Câmara ao Senado significaria, na visão do PMDB, rasgar o regimento.

 

De resto, a cúpula do sócio do PT esgrime argumentos com cheiro de ameaça. A caciquia do PMDB diz que “Dilma não é Lula”.

 

Como assim? Nos últimos oito anos, as encrencas do Legislativo diluíram-se sob a popularidade e o carisma de Lula. Dilma, por noviça, dependerá muito mais da "ajuda" do PMDB.

 

“Brigar com a gente antes da posse é burrice”, disse um líder do PMDB ao repórter. Outro morubixaba da legenda realçou a posição estratégica de Temer:

 

“Se as coisas não caminharem bem, a Dilma não vai poder nem viajar à Bolívia”, afirmou, entre risos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h21

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BC: Caso PanAmericano deve acabar em ação penal

- Detalhes aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 22h16

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Antes da ‘pompa’, Tiririca encara a sua ‘circunstância’

  Divulgação
Está marcada para esta quinta (11) a audiência em que o deputado eleito Tiririca (PR-SP) terá de provar que não é analfabeto.

 

Será a portas fechadas, na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. Caberá ao juiz Aloísio Silveira decidir como será feito o teste.

 

Autor da ação, o promotor eleitoral Mauricio Lopes sugeriu ao magistrado que utilize dois pequenos trechos da Constituição.

 

Um seria lido por Tiririca, em voz alta. Outro, convertido num ditado.

 

Pela lei, brasileiros analfabetos têm o direito de votar. Mas não podem ser votados.

 

Assim, antes de chegar à pompa da posse, o campeão nacional de votos tropeça na circunstância de um teste de nível primário.

 

É grande a torcida por Tiririca. Na propaganda eleitoral, ele perguntou: Você Sabe o que faz um deputado federal, abestado?

 

O próprio palhaço respondeu: Eu também não sei, mas vote em mim que depois eu te conto.

 

Tem muita gente curiosa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h53

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Brasileiro está mais perto da felicidade constitucional

 

O que é preciso para roçar a felicidade? Todos procuram a resposta. Por ora, ninguém encontrou.

 

Livros? Não, não. O conhecimento leva à reflexão sobre as mazelas humanas. Infelicidade certa.

 

Esperança? Também não. Quem espera demais frustra-se com o irrealizável. E se desespera. Mergulha em irremediável infelicidade.

 

Amor? Tampouco. Vinicuis ensinou: só é eterno enquanto dura. E dura cada vez menos. Acaba em vazio e separação. Infelicidade.

 

Dinheiro? Hummm... Compra os livros, provê falsas esperanças e atrai o amor “verdadeiro”. Mas não financia a felicidade.

 

Calma, seus problemas estão próximos do fim. A Comissão de Justiça do Senado aprovou a emenda constitucional da felicidade.

 

Assinada por Cristovam Buarque (PDT-DF), a proposta injeta na Constituição o direito do brasileiro à “busca da felicidade”.

 

A coisa vai ao plenário. Depois de aprovada, você talvez não ache a felicidade. Mas vai dispor de cobertura constitucional para continuar procurando.

 

Boa sorte! Se encontrar, não seja egoísta. Avise ao repórter, ligue para os amigos, grite ao mundo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h33

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Senado ouvirá BC e Caixa sobre banco Panamericano

  Cristina Gallo/Ag.Senado
A Comissão de Justiça do Senado aprovou nesta quarta (10) requerimento sobre o caso que envolve o banco PanAmericano, do Grupo Silvio Santos.

 

Os presidentes do Banco Central, Henrique Meirelles, e da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho foram chamados a dar esclarecimentos.

 

Agendou-se para a quarta-feira (17) da semana que vem a sessão em que a dupla será ouvida.

 

O autor da requisição é o senador ACM Júnior (DEM-BA). Intrigou-o o fato de a Caixa ser, hoje, acionista do problema.

 

Recordou que, em novembro de 2009, a Caixa adquiriu um pedaço do PanAmericano –35,54% das ações. Negócio de R$ 739,2 milhões.

 

Antes da efetivação da compra, a Caixa encomendou auditoria da escrituração da casa bancária de Silvio Santos. E não farejou a encrenca.

 

“É preciso deixar essa história às claras”, disse ACM Júnior.

 

Deseja esclarecer também os termos do empréstimo de R$ 2,5 bilhões concedido ao PanAmericano, para cobrir o rombo detectado em sua contabilidade.

 

O dinheiro virá do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), entidade privada criada em 1995, sob FHC, para oferecer proteção à clientela dos bancos. Segundo o BC, a Viúva está fora da operação.

 

Na sessão da Comissão de Justiça, várias vozes oposicionistas ecoaram as preocupações do senador ‘demo’.

 

Os petistas Tião Viana (AC) e Aloizio Mercadante (SP) fizeram o contraponto.

 

Tião aconselhou que o ofício a ser encaminhado a Meirelles e Maria Fernanda seja escrito na forma de convite, não de convocação.

 

Mercadante ponderou que, além das duas autoridades, a comissão precisaria ouvir representantes de duas empresas de auditoria: a KPMG e a Deloitte.

 

Foram elas, além do banco Fator, que varejaram, a serviço da Caixa, as contas do PanAmericano. “Há indícios de fraude nos balanços desde 2006”, disse Mercadante.

 

“[...] O que deve ser explicado é porque a KPMG e a Deloitte, que tinham responsabilidade por auditar o banco, não identificaram problemas nos balanços e a fragilidade da situação patrimonial”.

 

Por sugestão de Mercadante, aprovou-se um adendo ao requerimento de ACM Júnior. Decidiu-se chamar também a KPMG e a Deloitte para se explicar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Lula chefia operação que converte Enem em ‘tortura’

Decidido a exercer a incompetência com a máxima competência, o governo converte o Enem em instrumento de tortura da estudantada.

 

Lula frequenta a encrenca como comandante do suplício. Primeiro, em solo africano, tirou os pés da realidade: o Enem foi “um sucesso extraordinário”.

 

Nesta quarta (10), ainda na África, o presidente ensaiou uma queda da ficha: "Nós vamos fazer uma investigação...”

 

“...Duas coisas estarão garantidas à juventude brasileira: a Polícia Federal vai fazer todas as investigações para saber o que aconteceu efetivamente...”

 

“...E nenhum jovem vai ficar sem cursar a universidade. Se for necessário fazer uma prova, faremos. Se for necessário fazer duas, faremos...”

 

“...Se for necessário fazer três, faremos. Mas o Enem continuará a ser fortalecido".

 

Antes de retornar ao Brasil, Lula ainda passará por Seul, na Coreia do Sul. Dispõe de tempo para cair em si.

 

A bordo do Aerolula, pode ser que reflita. Ao encostar a sola do sapato nessa terra de palmeiras, sabiás e confusões talvez seja devolvido à realidade.

 

É possível que conclua: a garotada não enfia a cara nos livros por um ano para fazer duas, três provas do Enem. Uma só, sem erros, já basta.

 

Se o clareamento das idéias for completo, Sua Excelência pode até usar a tinta que lhe resta na caneta para assinar uma, duas ou três exonerações.

 

Não é necessário investigar muito para verificar que o MEC foi relapso. E o Inep, para dizer o mínimo, inepto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h11

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Ministério: do provável ao impossível... E reticências

Antônio Cruz/ABr

 

Quem ensina é João Guimarães Rosa: “Onça, quando dá o bote, é porque já olhou tudo que tinha de olhar”.

 

Nos últimos dez dias, José Eduardo Dutra, o negociador de Dilma Rousseff, levou 11 botes. Ouviu, um a um, os partidos amigos.

 

Nesse intervalo –dia sim, outro também— alguém vem aos holofotes para avisar: quem manda no ministério é Dilma.

 

Lula, por exemplo, disse que a equipe terá a “cara e a semelhança” de sua pupila.

 

Alexandre Padilha, coordenador político do Planalto, declarou que, no pano verde ministerial, é Dilma quem manuseia o baralho.

 

Nesta quarta (10), o próprio Dutra repisou: “Nenhum ministério é propriedade de ninguém. Vai ser formado um novo governo...”

 

“...E a presidenta é que vai decidir se vai optar por continuar a ocupação do espaço nos moldes do governo [atual] ou se vai propor modificações”.

 

Quando alguém diz, quatro ou cinco vezes, que fulana é quem manda, pode estar certo: não manda tanto assim.

 

De resto, Dutra erra quando diz que ministério não tem proprietário. A mercadoria é tratada como coisa sem dono. Mas pertence ao público.

 

O problema é que, no Brasil, cultiva-se a hedionda mania de enxergar o público como extensão do privado.

 

Daí a proliferação dos botes. Os partidos olham ao redor, enxergam uma sucessora debutante, e concluem:

 

No ziguezague que leva aos cofres da Esplanada, entre o provável e o impossível há uma trilha de reticências por desbravar –estatais, autarquias, diretorias financeiras...

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h32

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STJ livra Ricardo Sérgio de ação iniciada na era FHC

Tribunal ‘trancou’ uma ação penal contra o ex-diretor do BB
Processo envolve leilão de  privatização da telefonia,  de 98
Procuradoria apontou nos autos crime de gestão temerária 

Shutterstock

 

Em sessão realizada nesta terça (9), a 6ª turma do STJ determinou o trancamento de ação penal que corria contra Ricardo Sérgio de Oliveira.

 

Ex-diretor do Banco Brasil, Ricardo Sérgio respondia no processo à acusação de “gestão temerária”.

 

O caso foi investigado num inquérito aberto no Rio, em 2002, pelo Ministério Público Federal. Conduziu-o o procurador Gino Liccione.

 

Envolve a concessão de fiança bancária de R$ 874,2 milhões para que a empresa Solpart participasse do leilão das estatais de telefonia, em 1998.

 

Há no processo um relatório do Banco Central. O texto tachou o aval, liberado por Ricardo Sérgio na antevéspera do leilão, de “irregular”.

 

A Solpart havia sido criada um mês antes pelo Banco Opportunity, contralado por Daniel Dantas. Tinha capital social miúdo: R$ 1.000.

 

A despeito disso, o BB liberou a fiança sem exigir nenhuma garantia real dos acionistas da Solpart.

 

Em diálogo captado pelo célebre grampo do BNDES, uma escuta clandestina, Ricardo Sérgio falou sobre a fiança.

 

Conversava com Luiz Carlos Mendonça de Barros, à época ministro das Comunicações da gestão FHC.

 

A certa altura, Ricardo Sérgio informa a Mendonça de Barros que havia liberado o aval à Sopart. E declara: "Estamos no limite da nossa irresponsabilidade".

 

A Solpart tinha três sócios: duas holdings criadas pelo mesmo Opportunity (Invitel e Timepart) e a Stet International, subsidiária do grupo Telecom Italia.

 

A única única garantia dada ao BB foi um aval da empresa Techold, outra holding criada pelo Opportunity –capital de escassos R$ 20 mil à época.


No leilão em que as telefônicas foram levadas ao martelo, esse consórcio arrematou a ex-estatal Tele Centro Sul, que depois se converteria na Brasil Telecom.

 

Pagou R$ 2,07 bilhões. Honrou os pagamentos. A fiança do BB não chegou a ser acionada.

 

No relatório em que analisou a operação, O BC anotou, em dezembro de 2001:

 

"A carta de fiança foi concedida baseando-se apenas em critérios subjetivos, sem atentar para princípios da boa técnica bancária, [...] demonstrando imprudência na gestão dos negócios da instituição financeira".

 

Além de Ricardo Sérgio, foram responsabilizados outros três ex-diretores do BB: João Batista Camargo, Carlos Gilberto Caetano e Hugo Dantas Pereira.

 

Na denúncia que remeteu ao Judiciário, o Ministério Público acomodou no banco de réus outro personagem da era FHC: Pedro Parente.

 

Era ministro-chefe da Casa Civil. E presidia o Conselho de Administração do Banco do Brasil.

 

Na sessão desta terça (9), a 6ª turma do STJ julgou um habeas corpus que havia sido ajuizado pelos advogados de Ricardo Sérgio.

 

Os ministros concluíram que não havia provas da participação de Pedro Parente na concessão irregular da fiança do BB à Solpart.

 

Em função disso, considerou-se que seria impossível dar sequência à ação penal contra Ricardo Sérgio e os outros acusados. Daí o trancamento do processo.

 

Relatora do caso, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, do STJ, anotou no seu voto que os réus não agiram com a atenção e a seriedade devidas.

 

A despeito disso, escreveu que o crime de gestão temerária só pode ser punido quando é comprava a intenção de dolo. Algo que, para ela, não se configurou.

 

Assim, Ricardo Sérgio livrou-se, 12 anos depois da privatização das ex-estatais telefônicas, da acusação que lhe pesava sobre os ombros.

 

O ex-diretor do BB é personagem ligado ao tucanato. Antes de ser acomodado na direção do banco, coletara fundos para uma campanha de José Serra ao Senado.

 

Sob FHC, teve o nome citado no rol de arrecadadores de verbas para o caixa dois da campanha reeleitoral de FHC, em 1998. Coisa de R$ 10,12 milhões.

 

Mais recentemente, Ricardo Sérgio voltou às manchetes como personagem do Fiscogate.

 

Ele é uma das pessoas ligadas a Serra e ao PSDB que tiveram o sigilo fiscal violado numa agência da Receita na cidade de Mauá (SP).

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h37

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: BC ajuda banco de Sílvio Santos a cobrir rombo de R$ 2,5 bilhões

 

- Folha: PF prende um dos chefes da Receita em Cumbica

 

- Estadão: PF apura suposto vazamento do tema de redação do Enem

 

- JB: A cultura do brasileiro

 

- Correio: Paralisado, ENEM entra na mira do TCU e da PF

 

- Valor: Empresas pulverizam doações a candidatos

 

- Estado de Minas: Só duas federais de Minas têm alternativa ao Enem

 

- Jornal do Commercio: Divulgação do gabarito do Enem é proibida

 

- Zero Hora: PF apura indícios de vazamento no Enem

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h23

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Orelha de Enem!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

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Orçamento prevê reajustes para STF e congressistas

Wilson Dias/ABr

A portas fechadas, Bernardo e Gim analisaram os 'abacaxis' do Orçamento de 2011

 

Relator do Orçamento da União de 2011, o senador Gim Argello (PTB-DF) revelou, em privado, que vai incluir no texto um mimo ao STF.

 

Pretende reservar um pedaço da receita –algo como R$ 200 milhões— para custear um aumento salarial dos ministros do Supremo.

 

Em projeto enviado ao Congresso, o STF propôs que os vencimentos de seus ministros fossem elevados dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 30,6 mil mensais.

 

Argello cogita conceder um aumento menor. Os ministros passariam a receber algo como R$ 28 mil, novo teto remuneratório do serviço público.

 

A ideia de Argello é estender o reajuste aos deputados e senadores, cujos vencimentos saltariam de R$ 16,5 mil para os mesmos R$ 28 mil pagos ao STF.

 

Pretende-se abrir a possibilidade para que Dilma Rousseff também receba os R$ 28 mil mensais. Hoje, o salário do presidente da República é de R$ 11,4 mil.

 

Na fórmula idealizada por Argello, caberia à própria Dilma a última palavra sobre seus vencimentos.

 

Depois de tomar posse, em janeiro, ela teria de assinar um decreto oficializando o novo valor de seu próprio contracheque.

 

As intenções de Argello foram comunicadas ao ministro Paulo Bernardo (Planejamento), num encontro que tiveram no Senado (foto).

 

Continua sem solução, porém, uma segunda demanda do Supremo. O tribunal reivindica aumento de 56% aos servidores da Justiça Federal.

 

O Planejamento orçou a encrenca em R$ 6,4 bilhões anuais. O que levou o ministro Bernardo a tachar os pretendidos 56% como algo "meio delirante".

 

Não há no Orçamento dinheiro disponível para a concessão desse aumento. O presidente do STF, Cezar Peluso, já esteve no Congresso para tratar do tema.

 

Deu-se antes do início do recesso branco do Legislativo, que manteve os parlamentares longe de Brasília durante o processo eleitoral.

 

Em diálogos com os presidentes do Senado, José Sarney, e da Câmara, Michel Temer, Peluzo se dispôs a aceitar o parcelamento do reajuste dos servidores.

 

Antes de viajar para Seul, na noite de segunda (8), Dilma discutiu o "abacaxi" com integrantes do gabinete de transição e ministros de Lula.

 

Nessa reunião, concluiu-se que o melhor seria negar os 56% ao funcionalismo da Justiça. Resta saber se conseguirão deter a pressão do STF.

 

De resto, continua em aberto o valor do salário mínimo que vai vigorar em 2011. Por ora, encontra-se sobre a mesa a cifra de R$ 540.

 

Dilma revelou a disposição de conceder um valor mais alto. Mas não está claro como isso será feito sem alterar a fórmula de reajuste prevista em lei.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h40

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Banco de Silvio Santos tem rombo de R$ 2,5 bilhões

Antônio Cruz/ABr

Recebido por Lula há 49 dias, Silvio Santos anuncia rombo bilionário em seu banco 

 

Em comunicado dirigido ao mercado, o banco PanAmericano informou que carrega em sua contabilidade uma cratera de R$ 2,5 bilhões.

 

No mesmo texto, anotou-se que o rombo foi coberto pelo Grupo Silvio Santos, controlador da casa bancária.

 

O dinheiro virá de empréstimo obtido junto ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Trata-se de entidade privada. Foi criada em 1995, sob FHC, para "proteger" os titulares de créditos bancários.

 

Os recursos do FGC vêm dos próprios bancos, que são obrigados a depositar um percentual mensal sobre as respectivas carteiras de crédito que contam com o suporte do fundo.

 

O socorro ao Panamericano foi autorizado pelo Banco Central. O Grupo Silvio Santos teve de oferecer em garantia um pedaço de seu patrimônio.

 

A encrenca vem à luz 49 dias depois de um encontro de Silvio Santos com Lula. O mandachuva do SBT foi recebido no Planalto às 11h25 do dia 22 de setembro.

 

Nessa hora, constava da agenda de Lula um despacho com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

Informou-se na ocasião que Lula cancelara a reunião com Meirelles para receber Silvio Santos. Pela versão oficial, o tema da conversa foi o Teleton.

 

Trata-se de programa veiculado anualmente na rede de TV de Silvio Santos. Visa recolher doações para o tratamento de crianças deficientes.

 

À saída do Planalto, Silvio Santos declarou que fora a Lula para pedir que fizesse uma doação de R$ 12 mil. Não há notícia da efetivação do donativo.

 

O repórter apurou que o BC de Meirelles deve abrir uma investigação contra o PanAmericano. Detectaram-se irregularidades na gestão do banco.

 

Coisas assim: o PanAmericano vendia carteiras de créditos a outras instituições financeiras e se abstinha de dar baixa em sua escrituração.

 

Significa dizer que tonificava artificialmente seus balanços, mantendo na coluna de ativos os créditos que, passados adiante, já não lhe pertenciam.

 

Há um ano, em novembro de 2009, a Caixa Econômica Federal adquiriu 35,5% do capital do PanAmericano. Negócio R$ 739,2 milhões.

 

Curiosamente, antes de fechar a transação, a Caixa havia auditado as contas da casa bancária de Silvio Santos.

 

ervira-se da assessoria da KPMG e do banco Fator. Não detectaram vestígios das irregularidades que, agora, o BC diz existir nas contas da instituição.

 

No curso da apuração que deve realizar, o BC terá de responder à seguinte pergunta: a gestão anômala do PanAmericano decorreu de erro ou de má fé?

 

Para obter o socorro bilionário do FGC, o PanAmericano teve de destituir sua diretoria.

 

O repórter Leonardo Souza informa que, em ação coordenada com o BC, a Caixa fará uma “intervenção branca” na instituição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h46

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Discurso do freio nos gastos vira lero-lero desconexo

Nos últimos dias, ministros de Lula e coordenadores do gabinete de transição de Dilma Rousseff atracaram-se à responsabilidade fiscal.

 

Formaram uma espécie de tropa de elite antigasto. Anunciaram a intenção de barrar no Congresso projetos que criam despesas novas. Coisa de R$ 126 bilhões.

 

Deseja-se brecar, por exemplo, uma penca de reajustes salariais –para ministos do STF, servidores do Judiciário, PMs, bombeiros...

 

De resto, tenta-se assegurar que o salário mínimo seja reajustado num percentual, digamos, mínimo.

 

Simultaneamente, corre nos subterrâneos a ideia de tonificar os contracheques de deputados, senadores e, veja você, até de Dilma ‘Tesoura’ Rousseff.

 

Da África, onde se encontra, Lula apoiou a providência. Acha que os congressistas e sua pupila merecem mesmo um aumento: é “justo” e “necessário”.

 

Lula recordou que, em 2002, quando virou presidente da República, aconteceu coisa semelhante. Com uma diferença:

 

"Fizeram uma sacanagem comigo, em 2002. Aprovaram [aumento] só para a Câmara e para o Senado. Não aprovaram para o presidente da República. Eu não reclamei".

 

Doravante, quando Dilma e seus capitães Nascimento levantarem a faca, suas vítimas ficam autorizadas a gritar, em uníssono: Fala sério!

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h45

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Padilha acomoda ministério de Dilma no ‘pano verde’

O ministro Alexandre Padilha, coordenador político de Lula, grudou na face dos colegas de Esplanada e aliados em geral o semblante dos jogadores.

 

Num instante em que auxiliares de Lula e partidos arrastam suas fichas, Padilha dobra a aposta. Para ele, blefa quem se julga “dono” de pasta.

 

"O que todo mundo tem que saber é: o baralho mudou de mãos. Acabou a rodada, agora o baralho está na mão da presidente eleita”.

 

Segundo Padilha, Dilma “está misturando as cartas”. E daí? “Nenhum ministro e nenhum partido é dono do ministério que ocupa".

 

A Constituição dá razão a Padilha. Quem nomeia e destitui ministro é presidente. Mas a lógica do carteado é supraconstitucional.

 

No pôquer companheiro, Dilma manuseia um baralho viciado. Nele, misturam-se damas que gostaria de nomear e valetes que desejam que nomeie.

 

De um lado do pano verde, a autoridade presidencial. Do outro, a artimanha que pode desautorizá-la no Congresso.

 

Quando uma presidente de 55,7 milhões de votos se deixa arrastar para uma mesa desse tipo, condena-se a levantar menor do que sentou.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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TCU anota malfeitos ‘graves’ em 32 obras;18 do PAC

Como faz há 14 anos, o TCU concluiu a vistoria dos canteiros de obras que serão aquinhoados com verbas federais no Orçamento da União.

 

Foram varejados 231 empreendimentos. Negócios de R$ 35,6 bilhões.

 

Os auditores identicaram “irregularidades graves” em 31 obras, das quais 18 são do PAC.

 

Entre os malfeitos mais comuns estão: sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas ambientais.

 

O relatório vai à Comissão de Orçamento do Congresso, que se encontra debruçada sobre a programação dos gastos de 2011, ano inaugural da gestão Dilma Rousseff.

 

Como de hábito, o TCU recomenda que sejam suspensas as obras até que as irregularidades sejam sanadas.

 

O problema é que, a despeito de carregar o nome de “tribunal”, o TCU é mero órgão auxiliar do Congresso.

 

Significa dizer que os congressistas que integram a Comissão de Orçamento podem acatar as recomendações ou tratar o TCU como "tribunal de faz de contas”.

 

Na hipótese de o Orçamento incorporar as indicações do TCU, a encrenca vai à mesa do presidente da República. Que pode sancionar ou vetar o que bem entender.

 

No rol de obras que o TCU sugere paralisar, estão dois canteiros que já constavam do relatório do ano passado. Obras da Petrobras

 

Duas refinarias: a Repar, no Paraná, e a Abreu e Lima, em Pernambuco. Numa, os auditores detectaram sobrepreço de R$ 1,4 bilhão. Noutra, de R$ 1,3 bilhão.

 

No ano passado, o Congresso ecoou o TCU e mandou parar. Lula vetou a proibição e deu curso às obras, agora de volta à lista negra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h21

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Juíza do CE proíbe a divulgação de gabarito do Enem

Um dia depois de suspender a validade do Enem realizado no último final de semana, a juíza federal Karla de Almeida Miranda Maia, do Ceará, tomou nova decisão.

 

Ela proibiu a divulgação do gabarito do exame, que seria liberado pelo Ministério da Educação às 18h desta terça (9).

 

A magistrada vetou também o recebimento pelo MEC de requerimentos de alunos que se julgam prejudicados com os erros verificados nas provas do Enem.

 

Com seu novo despacho, a juíza impede que o MEC continue fingindo que nada sucedeu. Na véspera, o ministério informara que irá recorrer.

 

Na África, onde se encontra, Lula comentou a encrenca. Tomado pelas palavras, não deixou apenas o país. Ao viajar para o exterior, abandonou também a realidade.

 

Considerou o Enem-2010 “extremamente bem sucedido”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h09

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Na dança dos cargos, comunista baila como direitista

 

Aquela velha lenda de que comunista mastigava criancinhas ruiu. Tanto quanto a antiga alegação de que direitista só veste cueca samba canção de bolinhas vermelhas.

 

Empurre um esquerdista e um direitista para dentro do baile ministerial e cada um desliza os sapatos pela pista e os dois sacolejam os quadris da mesma maneira.

 

Nomeado colecionador oficial de todas as ambições partidárias, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, reuniu-se nesta terça (9) com a turma do PCdoB.

 

Renato Rabelo, mandachuva da legenda, soou na mesma frequência da caciquia do PMDB.

 

Sob Dilma, a legenda de Rabelo deseja, pelo menos, manter o ministério amealhado sob Lula: a pasta dos Esportes.

 

Para Rabelo, seria algo "natural". Por quê? “Nós demos a nossa contribuição", ele alega, referindo-se ao apoio eterno oferecido a Lula.

 

"Nós não queremos menos do que já temos”, ecoou o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE). “Nós construímos esse ministério, ele não existia".

 

Os comunistas do ‘B’ controlam outros cargos. Entre eles a presidência da poderosa ANP (Agência Nacional do Petróleo. Porém...

 

Porém, não admitem que esses postos entrem no cálculo da cota ministerial reservada à sua legenda. "Agência não é governo", alega Rabelo.

 

Quando Lula chegou à Presidência, em 2003, havia grande expectativa. A platéia finalmente conseguiria distinguir esquerdistas e direitistas.

 

Já lá se vão oito anos. E nada. Tomado pela práxis da ocupação, O PCdoB de Rabelo não é muito diferente do PMDB do Sarney. Agora, só com teste de DNA.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h52

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Depois de desmontar a retórica, Dilma restaura a face

Sérgio Lima/Folha

 

Já no discurso da vitória, Dilma Rousseff iniciou a desmontagem da retórica de campanha. Acenou com o fechamento da torneira dos gastos.

 

Dias depois, em entrevista no Planalto, flertou com o estímulo à ressurreição da CPMF. Um contrasenso para quem, nos palanques, prometera reduzir o fardo tributário.

 

Nesta segunda (8), em sua primeira aparição pública depois do repouso pós-eleitoral de Itacaré (BA), Dilma deu mostras de que pode recobrar também a face.

 

A presidente eleita exibiu-se às lentes do repórter Sérgio Lima com um rosto que a candidata não se permitia usar. Coisa parecida com a cara dos tempos de ministra.

 

A nova maquiagem, de estilo caseiro, deixou transparecer as rugas que sobreviveram ao bisturi pré-eleitoral. Por um instante, Dilma voltou a ser Dilma.

 

Em campanha, auxiliada pela cabeleireira e roupeira Rose Paz, assessora full time, ela não ia ao meio-fio sem levar uma espessa camada de cosméticos ao rosto.

 

Agora, já se permite ganhar o asfalto com o semblante semi-lavado. A despeito do descanso de quatro dias, exalava cansaço.

 

Rumava para o aeroporto, onde tomaria o avião para Seul, na Coreia do Sul. Viagem longa e fatigante.

 

Na reunião do G-20, talvez tenha de fazer as pazes com o estojo de maquiagem. No retorno ao Brasil, é mellhor que aposente o apetrecho.

 

Primeiro, porque é desnecessário. Afora seus encantos naturais, o poder dotou-a de um tipo de beleza que magnetiza instantaneamente.

 

Segundo, porque, na volta, mergulhará na série de reuniões em que o ministério será fechado. Encontros que exigem cara feia.

 

No livro “História da Beleza”, Umberto Eco deu a um dos capítulos o seguinte título: “A Beleza dos Monstros”.

 

No texto, anotou que, em todas as culturas, a concepção do belo sempre foi contraposta à ideia do feio.

 

Ressalvou que, em geral, é “difícil estabelecer, pelos vestígios arqueológicos, se aquilo que está representado era realmente considerado feio” noutras épocas.

“Aos olhos de um ocidental contemporâneo”, escreveu Eco, “certos fetiches, certas máscaras de outras civilizações parecem representar seres horríveis e disformes, enquanto para os nativos podem ou podiam ser representações de valores positivos”.

 

Antes de Lula tê-la convertido em candidata, os políticos que visitavam a Casa Civil de Dilma viam nela uma representação do ser “horrível e disforme” de que fala Eco.

 

Uma criatura que, além da cara crispada, exibia a cintura dura –mais próxima dos rigores técnicos do que das manhas políticas.

 

Ao longo da campanha, ajudada pela treino oral e pelo retoque facial, Dilma passou a a ser vista pelos nativos como encarnação dos “valores positivos”.

 

Agora, considerando-se os apetites que a rodeiam, é melhor mesmo que Dilma apareça diante dos “aliados” com aquela sua bela cara de fera.

 

O rosto que usou na campanha perdeu, por assim dizer, a serventia. O assédio de homens faminto$ reclama da eleita um cenho severo.

 

O governo de Dilma estará mais próximo do êxito quanto maior for a sensação de desamparo de seus “aliados”.

 

O mais macho da coalizão –do tipo que não pede, exige; não encarece, chantageia— precisa se sentir como uma espécie de mulherzinha fragilizada.

 

A “nova” gestão roçará o sucesso no dia em que os membros do consórcio governista começarem a queimar cuecas em praça pública.

 

Em desespero, clamarão por seus “direitos”, rogarão pela volta do blush e do batom que adornavam a ex-candidata.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h32

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Juíza suspende Enem, mas o MEC não anula as provas

 

- Folha: Justiça Federal suspende Enem

 

- Estadão: Justiça decide suspender Enem, e MEC admite erros

 

- JB: Maconha com crack se alastra no Rio

 

- Correio: Justiça dá nota zero para o Enem

 

- Valor: G-20 quer 'alarme' antidesequilíbrios

 

- Estado de Minas: Enem vira alvo de batalha judicial

 

- Jornal do Commercio: MEC briga na Justiça para manter o Enem

 

- Zero Hora: Suspensão do Enem aumenta a pressão para refazer exame

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h44

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De castigo!

Benett

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h14

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Planalto quer votar regras do pré-sal ainda em 2010

  Divulgação
O Planalto tentará concluir a votação das regras do pré-sal ainda em 2010. Enfrenta o relógio e as legendas de oposição.

 

Nesta terça (9), sob a presidência de Michel Temer (PMDB-SP), os líderes partidários vão à mesa para negociar a pauta de votações.

 

Até a semana passada, o governo parecia concentrado apenas na aprovação do Orçamento da União para o ano de 2011.

 

A essa prioridade decidiu-se adicionar o pré-sal. Há na fila do plenário da Câmara 12 medidas provisórias, cujas votações têm precedência sobre outros projetos.

 

O orçamento vai a voto em sessão conjunta da Câmara e do Senado. Nesse caso, as medidas provisórias –ou MPs, como são chamadas— não constituem entrave.

 

Porém, para chegar ao pré-sal será preciso atravessar o mar de MPs. E as legendas de oposição –à frente PSDB e DEM— ameaçam obstruir.

 

Em minoria, tucanos e 'demos' não têm votos para prevalecer sobre o governo. Mas dispõem de ferramentas regimentais que lhes permitem esticar as sessões.

 

Se optar por esse caminho, a oposição tem como converter cada votação num autêntico calvário.

 

Nesse ponto, opera o relógio. O Congresso entra em recesso antes do Natal. E pode não haver tempo para a aprovação do pré-sal.

 

Os projetos que regulam a exploração das novas jazidas já passaram pela Câmara. Mas sofreram alterações no Senado.

 

Por isso, precisam passar por nova votação da Câmara antes de seguir para a sanção de Lula.

 

Falta votar o Fundo Social, que destina os dividendos para investimentos sociais, e a proposta que institui nova divisão dos royalties do petróleo.

 

Com o auxílio de 'silvérios' governistas, a oposição logrou aprovar o projeto que redistribui os royalties a Estados não produtores, em prejuízo dos produtores.

 

Para embaralhar ainda mais o jogo, PSDB e DEM defendem a inclusão na pauta de votações do projeto que regulamenta a chamada Emenda 29.

 

Trata-se daquela proposta que fixa percentuais de receita que municípios, Estados e União são obrigados a destinar à saúde.

 

É nessa proposta que o governo injetou o cavalo de Tróia da CSS (Contribuição Social para a Saúde) –o nome edulcorado que se deu à velha CPMF.

 

O grosso do projeto já foi votado e aprovado pelos deputados. Mas, para concluir a votação, é preciso apreciar uma emenda apresentada pelo DEM.

 

A emenda trata justamente da CSS, contribuição orçada em 0,1%. Incide sobre os cheques e demais transações financeiras.

 

Contra a vontade de pelo menos 13 governadores –entre eles o tucano Antonio Anastasia, de Minas –a oposição quer derrubar a encrenca.

 

Ao Planalto interessa mantê-la. Mas o governo enfrenta defecções em sua bancada. Algo que o fez desistir de testar sua maioria quando o projeto foi a voto pela primeira vez.

 

Em meio a essa atmosfera conspurcada, o governo talvez seja compelido a adiar a análise do pré-sal –e da CSS— para o ano que vem, sob nova legislatura.

 

Nessa hipótese, o exército governista se concentraria na aprovação do Orçamento e na desmontagem das armadilhas que o assediam.

 

Nesta segunda (8), em reunião com o seu gabinete de transição, Dilma Rousseff fixou como prioridade o freio às propostas que criam despesas extras para 2011.

 

Juntas, as propostas foram estimadas em R$ 126 bilhões. Incluem do novo salário mínimo ao aumento dos contrachques do Judiciário, das PMs e dos bombeiros.

 

O único tema que Dilma admite discutir é o salário mínimo. Ela acena com a hipóitese de tonificar o valor que vai vigorar em 2011.

 

Por ora, não se sabe até onde Dilma e o governo estão dispostos a chegar. Encontra-se sobre a mesa a cifra de R$ 540.

 

A coisa deve ficar clara em encontro que o ministro Paulo Bernardo (Planejamento) terá com o relator do Orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF).

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h47

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Enem pode tirar Fernando Haddad da ‘lista’ de Dilma

 

Depois de produzir uma consequência prática –a suspensão judicial do exame— a devolução do Enem ao noticiário negativo deve gerar um efeito político.

 

Cotado para permanecer na pasta da Educação sob Dilma Rousseff, o petista Fernando Haddad tornou-se um “ministeriável” indefeso.

 

O PT não abre mão da vaga. Mas um pedaço do partido enxergou na nova encrenca uma avenida para o tráfego de outros nomes.

 

Entre as “alternativas” mencionadas nos subterrâneos emerge o senador Alozio Mercadante, candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h36

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Sob holfotes, Haddad tenta ‘justiticar’ o inacreditável

 Alan Marques/Folha
Depois de tomar chá de sumiço durante o final de semana, o ministro Fernando Haddad (Educação) reapareceu.

 

Esforçou-se para explicar o inexplicável. Tinha diante de si a impossível missão de justiticar o inacreditável.

 

Minimizou a encrenca que levou a Justiça Federal do Ceará a suspender o Enem. Reconheceu as provas continham falhas. Porém...

 

Porém, disse que o MEC recebeu uma quantidade diminuta de relatos de transtornos. O sossego do ministro chega antes da aferição do desastre.

 

O próprio Haddad disse que o Inep, instutito do MEC responsável pela prova do Enem, ainda não estimou o número de alunos prejudicados.

 

Otimista a mais não poder, o ministro disse que, computados os desafortunados, o MEC zelará para que nenhum estudante saia prejudicado:

 

"A vantagem do Enem é que ele poderá fazer a prova depois, sem prejuízo". Segundo ele, "100% dos estudantes serão contemplados".

 

Para a juíza Carla de Almeida Miranda Maia, que determinou a suspensão do Enem, a aplicação de novas provas não resolve o problema, agrava-o.

 

Quebra-se a isonomia da disputa entre os estudantes na briga por boas notas. Haddad dá de ombros.

 

Diz que o MEC encaminhará esclarecimentos à juíza do Ceará. Se não forem aceitos, o ministério recorrerá contra a decisão.

 

Não passa pela cabeça de Haddad a hipótese de refazer todo o exame. Para ele, o Enem-2010 é "absolutamente sustentável".

 

De susto em susto, a sustentabilidade de que fala o ministro dá à equipe que (des)cuida do Enem uma aparência insuportavelmente insustentável.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h45

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Governo, oposição, o mínimo e o ‘cavalo de batalha’

Alan Marques/Folha

 

O salário mínimo tornou-se o mais novo cavalo de batalha do Congresso. É cavalgado por governistas e oposicionistas.

 

Reunido nesta segunda (8), o gabinete de transição da presidente eleita Dilma Rousseff debruçou-se sobre o Orçamento da União.

 

Depois, em entrevista, o vice-presidente eleito Michel Temer disse que será preciso promover "ajustamentos”. Não deu detalhes.

 

Limitou-se a dizer que “haverá uma reunião com o relator e com o presidente da Comissão de Orçamento” do Congresso.

 

Para quê? “Para tentarmos aprovar o Orçamento neste ano”. Contou que “o ponto mais enfático” da reunião foi a análise do salário mínimo.

 

“Se houver alguma questão referente a salário mínimo ou qualquer outro tema, é preciso negociar com a Comissão de Orçamento”.

 

O governo propôs para 2011, primeiro ano da gestão Dilma, um mínimo de R$ 538,15. As centrais sindicais reivindicam R$ 580,00.

 

Relator do Orçamento, o senador Gim Argello (PTB-DF) admite, no máximo, arredondar a cifra para R$ 540,00.

 

A oposição decidiu adicionar pimenta à salada de cifras. Vai enganchar no Orçamento uma emenda que eleva o mínimo para R$ 600,00.

 

Foi esse valor que o candidato derrotado José Serra prometeu durante a campanha. Será levado à comissão de Orçamento por dois congressistas.

 

Serão signatários da emenda o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP).

 

"A tendência natural dos partidos que apoiaram Serra é de defender essa proposta", justificou Jardim.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Juíza do Ceará suspende Enem; vale para todo o país

Nas pegadas do novo desastre do Enem, a juíza Carla de Almeida Miranda Maia, do Ceará, suspendeu os efeitos do exame realizado no final de semana.

 

A decisão da magistrada, titular da 7ª Vara Federal de Fortaleza, vale para todo o território nacional.

 

Deve-se o despacho a um pedido de liminar (decisão provisória) formulado pelo Ministério Público Federal. Cabe recurso.

 

A juíza realçou em sua decisão o erro mais grosseiro. Na folha do teste sobre ciências, a sequência de perguntas era uma. No cartão de respostas, outra.

 

"Esses erros de impressão, de montagem e de aplicação das provas do Enem foram todos admitidos pelo Inep”, anotou a juíza.

 

Para Carla de Almeida, o instituto do MEC incumbido de gerir o Enem se manifestou sobre os erros “de forma pífia".

 

Acha que a realização de novos testes, em vez de solucionar, agrava a encrenca. Por quê?

 

A repetição do exame "poria em desigualdade todos os candidatos remanescentes".

 

Autor do pedido de liminar, o procurador da República Oscar Costa Filho festejou a decisão da juíza. Traz "segurança e estabilidade" ao Enem, disse.

 

O mesmo procurador recomendara, há duas semanas, a suspensão do Enem. Alegaria que não havia segurança na aplicação da prova.

 

Agora, pede, além da "anulação da prova”, a identificação e a punição dos responsáveis pelos novos desacertos do Enem.

 

Questiona: "Como se justifica um erro grosseiro como esse na troca de um gabarito?"

 

O procurador acredita que a liminar da juíza “põe ordem na casa”, acabando com “essa incerteza generalizada”.

 

Meia verdade. O MEC anunciou a decisão de recorrer contra a decisão judical do Ceará.

 

Mantém a intenção de submeter a rapaziada prejudica a novos testes. Alega que será preservada a "igualdade de condições”.

 

Ou seja: o sururu causado pela incompetência do MEC, exercida com a máxima competência, continua.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h52

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Ex-incendiário, Lula tenta, de novo, extinguir o ‘fogo’

 

A exemplo do que fizera numa aparição em rede nacional de TV, na semana passada, Lula voltou a empunhar a mangueira nesta segunda (8).

 

No programa radiofônico oficial –“Café com o Presidente”— Lula repisou a tese segundo a qual a oposição precisa mover-se com cautela:

 

"Não é que as pessoas que fizeram oposição durante a campanha deixem de ser oposição, pelo contrário, a oposição faz parte da consolidação do processo democrático. O que é importante é que a oposição seja feita de forma civilizada, de forma a fazer uma política madura".

 

Que as relações políticas precisam ser serenadas não há dúvida. O problema é que, depois de comparecer à campanha como carbonário, Lula é, hoje, o personagem menos indicado para o papel de bombeiro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h53

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Serra culpa a ignorância alheia pela campanha ‘rasa’

  Marcello Casal/ABr
Depois de passar o final de semana na litorânica cidade francesa de Biarritz, José Serra voou para Paris.

 

Durante o vôo, trocou um dedo de prosa com o repórter Vaguinaldo Marinheiro.

 

A certa altura, comentou o raquitismo do discurso exibido na campanha eleitoral:

 

“Seria importante discutir assuntos mais sérios durante a campanha eleitoral. Temas da economia profunda...”

 

“...Mas eles são evitados porque todos creem que ficaria incompreensível para a maioria”.

 

De fato, o brasileiro comum é um bronco econômico. Não domina o economês. Muito menos o o marquetês.

 

A bugrada jamais compreenderá a lógica que passou a dominar as campanhas, reduzindo a capacidade de liderança dos candidatos.

 

Nivelados o impulso do presidenciável de produzir pensamento com o impulso do comitê de conter a demanda por ideias, chega-se ao mercado da marquetagem.

 

O excesso de meio circulante provido pela plutocracia alimenta a espiral que conduz à inflação de pesquisas dos comitês.

 

Recolhidas as apreensões do mercado, aplica-se um redutor à média das opiniões especulativas sobre os temas disponíveis.

 

Em seguida, promove-se uma recessão de propostas, de modo a congelar as expectativas da platéia em relação às coisas que não entende.

 

Para repetir Serra: temas que interessam desaparecem do debate porque todos, inclusive os candidatos, creem que soarão incompreensíveis à maioria.

 

Assim fica fácil. Faz-se uma campanha patética e atribui-se a miséria intelectual à estupidez do eleitor.

 

O diabo é que, diferentemente do que ocorre com economistas como Serra, do povo ninguém pode falar nada. A ignorância do eleitor pelo menos não é especializada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h57

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É um sucesso tática do MEC para desmoralizar Enem

É de impressionar o zelo e o custo com que o Ministério da Educação exerce a incompetência ao gerir o Enem.

 

Convocada, a rapaziada compareceu a mais uma rodada do exame. Uma parte saiu da prova com uma questão irresolvida.

 

Coisa de múltipla escolha:

 

Letra A: O MEC faz muito mal todo o bem que faz aos estudantes.

Letra B: O MEC faz muito bem todo o mal que faz aos estudantes.

Letra C: Todas as alternativas alteriores.

 

A encrenca concentrou-se no sábado (6). A prova trazia questões repetidas. Faltavam-lhe outras questões.

 

Na folha de teste, a sequência de perguntas era uma. No cartão de respostas, outra. Um espanto!

 

A encrenca ganhou a web. Tornou-se assunto instantâneo das redes sociais. O MEC foi ao incêndio munido de gasolina.

 

A equipe do ministro Fernando Haddad (Educação) pendurou no twitter da pasta uma nota ameaçadora e deseducada:

 

“Alunos que já ‘dançaram’ no Enem tentam tumultuar com msgs nas redes sociais. Estão sendo monitorados e acompanhados. Inep pode processá-los”.

 

A fogueira subiu. E o time do Inep desceu ao twitter. Dessa vez, munido de uma seringa de água:

 

“Acompanhamento do twitter: monitoramento do Inep diz respeito a quem dizia utilizar celular durante a prova, e não aos comentários na rede”.

 

Em entrevista, o presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), Joaquim José Soares Neto, soou satisfeito.

 

Para ele, o Enem-2010 foi "um sucesso". Como assim? “É um processo complexo e, portanto, passível de falhas. Se houve equívocos, vamos apurá-los”.

 

O “sucesso” foi tamanho que a OAB aconselhou às felizes vítimas que batam à porta do Ministério Público.

 

Como parte do êxito, o mandachuva do Inep informou que vai ao ar, na quarta (10), formulário virtual para a requisição de alunos que quiserem reordenar suas respostas.

 

De resto, o professor Soares Neto disse que pode ser oferecida aos felizardos a oportunidade de uma nova prova, a ser aplicada em dezembro.

 

No início de 2009, o ministro Haddad anunciara uma bela novidade: o MEC ofereceria à estudantada a oportunidade de prestar dois exames por ano.

 

Com isso, seria reduzida a TPV (Tensão Pré-Vestibular). Era lorota marqueteira. As provas do ENEM foram furtadas, vazadas e adiadas.

 

Em 2010, nada de dois exames. O “sucesso” veio de uma única vez. Meses antes, o Inep já havia cavalgado outro lance esquisito.

 

Descobriu-se que os dados pessoais de 12 milhões de estudantes, que o instituto deveria guardar em segredo, estavam ao alcance de um clique de mouse.

 

Na ocasião, o professor Soares Neto demonstrara o mesmo desapreço à autocrítica: o vazamento "não afeta de forma alguma a credibilidade do Inep".

 

De fato, nada parece afetar a “credibilidade” do MEC. Ali, a incompetência é exercida, por vezes, com a máxima competência.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h35

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Enem vira caso de polícia e pode acabar na Justiça

 

- Folha: Despesa com reservas bate gasto com obras

 

- Estadão: Prejudicados do Enem poderão ir a nova prova

 

- JB: Brasileiros se arriscam mais nas bolsas

 

- Correio: Violência no trânsito subiu 9,5% este ano

 

- Valor: Nova proposta dos EUA divide G-20

 

- Estado de Minas: Aumento da frota complica trânsito e põe BH em xeque

 

- Jornal do Commercio: Enem 2010: MEC já admite reaplicar prova

 

- Zero Hora: Novas falhas ampliam o descrédito sobre Enem

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h26

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Bocão!

Clayton

- Via 'O Povo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h07

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Equipe de transição tenta barrar gastos de R$ 126 bi

Despesas constam de projetos em discussão no Congresso

Assunto será dicutido na 1ª reunião do gabinete  provisório

De volta a Brasília, Dilma foi à Granja do Torto,  o novo ‘lar’

À noite, presidente eleita reuniu-se com Lula,  no Alvorada

 

  Lula Marques/Folha
Realiza-se nesta segunda (8) a primeira reunião formal do chamado gabinete de transição indicado por Dilma Rousseff.

 

Participam: o vice-presidente eleito Michel Temer; o presidente do PT, José Eduardo Dutra; e os deputados Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo.

 

Até a noite deste domingo (7), não se sabia se Dilma também participará do encontro, no CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil).

 

Dilma chegou à Capital no início da madrugada de domingo, depois de descansar por quatro dias na cidade baiana de Itacaré.

 

No fim da tarde, foi à Granja do Torto, que lhe servirá de residência na fase que antecede a posse, marcada para 1º de janeiro.

 

Planeja deixar a casa alugada pelo PT, no Lago Sul, ao voltar da reunião do G-20, em Seul. Embarca na noite desta segunda (8).

 

Do Torto, Dilma foi ao Alvorada. Avistou-se com Lula e com o chefe de gabinete dele, Gilberto Carvalho. O teor conversa não foi divulgado.

 

Entre os temas que constam da pauta do grupo de transição está o desarme de uma bomba relógio de R$ 126 bilhões.

 

A cifra resulta da soma de projetos que tramitam no Congresso e adicionam despesas extras no Orçamento da União de 2011, primeiro ano da gestão Dilma.

 

Inclui, por exemplo, reajustes salariais para PMs e bombeiros de todo país, para o Judiciário e para os ministros do STF.

 

Inclui também uma proposta que extingue a contribuição previdenciária cobrada dos funcionários inativos que continuaram trabalando depois de se aposentar.

 

Como se fosse pouco, os congressistas engancharam no Orçamento do próximo ano emendas que somam R$ 30 bilhões.

 

Relator da Comissão de Orçamento, o senador Gim Argello (PTB-DF) diz ter obtido, por meio de uma reestimativa das receitas do governo, adicional de R$ 17,7 bilhões.

 

O “acréscimo”, ainda sujeito a aferição, não cobre nem as emendas dos colegas de Argello.

 

Responsável pela parte técnica da transição, Palocci deve discutir o Orçamento, ainda nesta segunda (8), com o ministro Paulo Bernardo (Planejamento).

 

De resto, prossegue ao longo da semana a tentativa de costura do ministério do “novo” governo.

 

Indicado por Dilma para cuidar desse pedaço da transição, José Eduardo Dutra deve se reunir nesta terça (9) com o presidente do PCdoB, Renato Rabelo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h32

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Ambição de ‘aliados’ de Dilma é maior que ministério

Harish Tyagi/EFE

 

O vocábulo que traduz com exatidão o tipo de ambição que move os “aliados” de Dilma Rousseff é “ubiqüidade”. Eles querem estar em toda parte.

 

Se tivesse de atender a todas as demandas, Dilma precisaria espichar a Esplanada, criando 21 ministérios. Em vez das atuais 37 pastas, teria de dispor de 58.

 

Depois de quatro dias de descanso na aprazível cidade baiana de Itacaré, Dilma voou de volta para Brasília.

 

Antes de lidar diretamente com os apetites da dúzia de partidos que a apóiam, a presidente eleita vai a Seul, para a reunião do G-20.

 

Na Coréia do Sul, debaterá a guerra cambial. No retorno ao Brasil, terá de enfrentar, finalmente, a batalha ministerial.

 

Quem olha para o rebuliço, mesmo que de relance, observa que há incontáveis seres humanos desejando ser ministros.

 

Entre tantos postulantes, o difícil é encontrar alguém que se disponha a ser humano.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h32

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PMDB se nega a incluir Meirelles em ‘cota’ ministerial

Elza Fiúza/ABr

 

Na dança de elefantes em que se converteu a composição do ministério de Dilma Rousseff, Henrique Meirelles tornou-se uma tromba órfã.

 

A presidente eleita hesita em manter Meirelles na presidência do Banco Central. Passou a ruminar a hipótese de aproveitá-lo num ministério.

 

Imaginou-se que Meirelles, respeitado pelo mercado e dono de inegável capacidade gerencial, poderia cuidar de uma pasta voltada à infreaestrutura.

 

Iria ao “novo” gabinete como parte da cota do PMDB. Cuidaria de portos, aeroportos e rodovias. Porém...

 

Porém, cristão novo no PMDB, Meirelles é refugado por "sua" legenda. Se Dilma decidir aproveitá-lo na equipe, terá de fazê-lo por conta própria.

 

O PMDB quebra lancas para manter sob Dilma a mesma quantidade de pastas que amealhou sob Lula: seis ministérios.

 

E não há na cúpula da legenda quem se disponha a absorver Meirelles nessa cota.

 

O PMDB receia que, transferido para a Esplanada, Meirelles se recuse a fazer o jogo partidário, que consiste em extrair dos ministérios o máximo de dividendo$.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Em Berlim, exposição sobre Hitler provoca incômodo

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Escrito por Josias de Souza às 19h35

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Primeira-mãe: ‘A verdadeira Dilma Rousseff sou eu’

Sérgio Lima/Folha

 

O Alvorada, palácio que servirá de moradia para Dilma Rousseff a partir de janeiro de 2011, é um monumento de mármore e vidro.

 

Excluindo-se o anexo de serviço de 1.800 m², tem área construída de 7.300 m². Dispõe, por exemplo, de:

 

Salão de banquetes, biblioteca, cinema, academia de ginástica e até capela –ambiente que orna com o timbre beato assumido pela nova inquilina.

 

É espaço demais para uma mulher que, além de viver só, está na bica de descobrir que o pior tipo de solidão é o exercício da Presidência.

 

Para suavizar o convívio consigo mesma, Dilma levará para o Alvorada uma companhia que dispensa diplomas e concursos públicos: a mãe.

 

Chama-se Dilma Jane, 86 anos. Em conversa com a repórter Maria Lima, apresentou-se:

 

“A verdadeira Dilma Rousseff sou eu, a Dilminha é Dilma Vana”.

 

“Dilminha nunca me deu trabalho”, diz Dilma, a autêntica. “Toda filha escuta a mãe. Só não escuta mais quando não precisa”.

 

Na década de 70, Dilminha deixou Dilma preocupada:

 

“As preocupações começaram quando ela foi defender o país contra a ditadura. Eu não sabia de nada. Só fiquei sabendo quando ela foi presa..."

 

"...Nunca falei nem pedi para ela deixar de fazer as coisas dela. Quando descobri, ela estava naquilo. E presa”.

 

Depois de uma campanha caracterizada mais pela troca de ataques do que pelo intercâmbio de ideias, Dilma diz não guardar mágoa dos rivais de Dilminha:

 

“Mágoa de jeito nenhum! Isso faz mal. Prefiro falar que acabou. Passou. Agora vamos pensar só em coisas boas”.

 

Só coisas boas?!?!? Pelo jeito, a “verdadeira Dilma” ainda não foi apresentada ao PMDB, ao PT e ao etcétera de aliados que injetam na solidão de Dilminha a convivência diuturna com a emboscada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h04

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Elio Gaspari: ‘Dilma ampara um lance de estelionato’

  Orlandeli
O voto é um equívoco renovado de quatro em quatro anos. Por isso, convém votar sempre no candidato que promete menos.

 

Erra-se do mesmo jeito. Mas a decepção é menor. Repare no que sucede agora. Em campanha, todos os lados puseram-se de acordo quanto a uma tese:

 

A carga de impostos, por excessiva, deve ser atenuada. Contados os votos, ofereceu-se ao eleitor uma espécie de Bolsa Palhaço.

 

Inclui nariz vermelho, colarinho largo e sapato de bico.  

 

A primeira providência de alguns dos ilustres eleitos foi levantar a tampa do caixão da CPMF.

 

Em artigo pendurado nas páginas deste domingo (7), o repórter Elio Gaspari deu à encrenca um nome próprio: estelionato.

 

O texto de Gaspari vai abaixo. Aos que quiserem usufruir de outras seis notas contidas na coluna do repórter sugere-se pressionar aqui.

 

 

“Durou exatamente três dias a lorota da redução da carga tributária propagada pelo governo e pela oposição durante a campanha eleitoral.

 

Dilma Rousseff foi eleita no domingo e, na quarta-feira, docemente constrangida, disse que ‘tenho visto uma mobilização dos governadores’ para recriar o imposto do cheque, a falecida CPMF, derrubada pelo Congresso em 2007.

 

Se ela acreditava no que dizia quando pedia votos, anunciaria sua disposição de barrar a criação de um novo imposto. No entanto, disse assim: ‘Não pretendo enviar ao Congresso a recomposição da CPMF, mas não posso afirmar... Esse país vai ser objeto de um processo de negociação com os governadores’.

 

 Quando um repórter insistiu, ela se aborreceu: ‘Considero que essa pergunta já está respondida’. Quem entendeu a resposta ganha uma viagem a Cuba.

A ‘mobilização’ vem de pelo menos 13 dos 27 governadores, inclusive o tucano Antonio Anastasia. Nenhum deles, nem ela, teve a honestidade de defender a posição durante a campanha.

 

Tentar empurrar a recriação da CPMF como coisa dos governadores é uma ofensa à inteligência do eleitorado que deu 55 milhões à doutora Rousseff. Se ela começa o governo com tamanha passividade, vem coisa pior por aí.

 

É preferível supor que a doutora soubesse da iniciativa, concordando com ela, desde que as cartas rolassem por baixo da mesa.

Dilma aceitou a enganação e perfilhará a ressurreição de um imposto derrubado pelo Congresso. Pior: um imposto em cascata, pois uma transação que envolve cinco cheques será taxada cinco vezes com a alíquota de 0,1%.

O apoio de Anastasia e a bancada do silêncio confirmam que o PSDB é capaz de tudo, menos de fazer oposição. Afinal, a CPMF foi criada e desvirtuada pela ekipekonômica tucana.

 

Em 2007, três governadores do PSDB trabalharam contra sua derrubada. O comissário José Eduardo Dutra assegura: ‘Todos, eu disse todos, os governadores são a favor da CPMF’. Todos, inclusive Dutra, preferiram o lance de estelionato eleitoral".

 

- Em tempo: Ilustração via sítio do Orlandeli.

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Escrito por Josias de Souza às 03h23

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Lula deixa conta de R$ 50 bi para Dilma pagar em 2011

 

- Folha: Empreiteiras dão mais que o triplo a congressistas

 

- Estadão: Dilma quer baixar juros e deve tirar Meirelles do BC

 

- JB: Sobram 'padrinhos' para o Bolsa Família

 

- Correio: Servidores - Farra com diárias no exterior é de R$ 86 mil

 

- Estado de Minas: Cara Miséria

 

- Jornal do Commercio: Enem começa com erros e atropelos

 

- Zero Hora: Um Beatle em Porto Alegre

 

- Veja: O primeiro super héroi brasileiro

 

- Época: O vento vai soprar a favor de Dilma?

 

- IstoÉ: O homem forte da transição

 

- IstoÉ Dinheiro: Dilma Rousseff – A primeira mulher presidente do Brasil

 

- CartaCapital: O bode expiatório

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h21

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Innnnnnhac!

Dalcío

- Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h12

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Governadores levam a Dilma um ‘espeto’ de R$ 20 bi

  João Wainer/Folha
Governadores eleitos pelo PSDB se articulam para apresentar à presidente eleita Dilma Rousseff uma conta salgada.

 

Refere-se a repasses que a União deveria ter feito aos Estados, mas que Lula se absteve de fazer. O espeto é estimado em cerca de R$ 20 bilhões.

 

No epicentro da encrenca, está a Lei Kandir. Sancionada sob FHC, livrou os exportadores do pagamento do ICMS, tributo estadual.

 

Privados da coleta, os Estados deveriam receber uma “compensação”. A União cobriria as perdas.

 

Sob Lula, porém, o governo vem se esquivando de incluir no Orçamento anual provisões para cobrir essa despesa.

 

Daí o buraco que deixa desassossegados os governadores tucanos, à frente Geraldo Alckmin (SP), Antonio Anastasia (MG) e Beto Richa (PR).

 

O tucanato espera atrair para a causa também os governadores que integram legendas associadas à caravela partidária pró-Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h43

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No Brasil sob Dilma, FHC cultiva ‘otimismo cauteloso’

Alan E.Cober

 

Em artigo levado às páginas deste domingo (7), FHC compara a economia brasileira a um navio. Aqui, o texto. 

 

Anota que “o navio começou a andar” só depois de ele ter logrado, como ministro da Fazenda de Itamar Franco, controlar a inflação.

 

“Daí em diante nossa economia não parou de crescer, apesar das crises financeiras que só deixaram de nos golpear em 1996 e em 2000”.

 

Na sequência, já sob Lula, “o crescimento se acelerou”, escreve FHC. Primeiro, porque manteve-se “o rumo anteriormente traçado”.

 

Depois, “porque as águas do mar se encheram, pela bonança internacional entre 2003 e 2008”.

 

Alfineta: “O atual comandante do barco, embriagado pelos êxitos, se confundiu: atribuiu a si o aumento do nível das águas...”

 

“...Pior, conseguiu convencer os marinheiros de que fazia milagre e se tornou ‘mito’.”

 

Quanto ao ciclo que começa em 2011, FHC enxerga na rota da embarcação obstáculos em forma de interrogação.

 

“Haverá tempestades ou bonança? Em qualquer caso, como anda o casco do navio? Que fazer para repará-lo? Ou para melhorar o desempenho do navio?...”

 

Dilma Rousseff “...poderá continuar avançando sozinha ou dará a mão aos demais marinheiros?...”

 

“...E as máquinas, seguirão a todo vapor sem algum ajuste ou será melhor evitar que a pressão as faça estourar?...”

 

“...Acirrará ânimos e seguirá em frente até bater nalgum rochedo, ou será previdente e ouvirá outras vozes que não sejam as das estrelas?”

 

Ao final de seis parágrafos, apinhados de muitas outras interrogações, FHC conclui: “É melhor manter um otimismo cauteloso...”

 

“...E, sem embarcar em ufanismos enganosos, acreditar que a vitalidade dos brasileiros (vista uma vez mais na reafirmação democrática do pluralismo eleitoral recente) nos levará a melhores rumos”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h28

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João Santana: Erenicegate provocou o segundo turno

Roberto Stuckert/Divulgação

 

João Santana, responsável pelo marketing da vitoriosa campanha de Dilma Rousseff, debita o segundo turno dee 2010 na conta de Erenice Guerra.

 

Por quê? "O caso Erenice foi o mais decisivo porque atuou, negativamente, de forma dupla: reacendeu a lembrança do mensalão...”

 

“...E implodiu, temporariamente, a moldura mais simbólica que estávamos construindo da competência de Dilma, no caso a Casa Civil".

 

Santana falou ao repórter Fernando Rodrigues. Contou detalhes da operação que ajudou a converter uma tecnocrata de cara amarrada em presidente do Brasil.

 

Aqui, a íntegra da entrevista.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h41

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Delfim Netto: ‘Ajuda da economia mundial terminou’

João Wainer

 

O professor Delfim Netto acha que Lula entrega para Dilma Rousseff um governo melhor do que aquele que recebeu de FHC.

 

Com uma diferença: “A ajuda que o crescimento da economia mundial deu ao período Lula está terminando ou já terminou”.

 

O professor avalia que, sob Dilma, “o equilíbrio fiscal é fundamental”. Esgotaram-se “todos os truques possíveis”, disse Delfim. Acha que Lula e Dilma sabem disso.

 

Em entrevista aos repórteres Ivan Martins e José Fucs, o ex-cazar do milagre econômico da ditadura, que Lula converteu em conselheiro informal, declara-se otimista.

 

A conversa foi levada às páginas de Época. Delfim expôs diagnóstico e terapia. Soou em termos muito parecidos com os que vem sendo expostos por Dilma.

 

Abaixo, algumas das observações de Delfim:

 

 

– Conjuntura internacional: ”A Dilma recebe um governo muito melhor do que Lula recebeu. Com uma diferença: Lula pegou o governo quando vinha ventania de popa. Dilma vai receber o governo com ventania de proa. A ajuda que o crescimento da economia mundial deu ao período Lula está terminando ou já terminou.

 

– Consequências do novo cenário: “Você vai precisar de muito mais força do mercado interno se quiser manter seu ritmo de crescimento para continuar a distribuir renda. O Brasil precisará em 2030 dar emprego de boa qualidade a 150 milhões de sujeitos entre 15 e 65 anos. Você não vai fazer isso exportando alimentos e minerais. Por mais complexas que sejam essas cadeias, você precisa de uma economia de serviços e industrial. Uma economia competitiva. Todas as políticas precisam incentivar a competição. Aliás, observem o que a Dilma disse sobre as agências reguladoras. Ela disse que gente competente será nomeada porque nós precisamos garantir a competição. Competição é o nome do jogo.

 

– Política fiscal: “Houve pequenos desvios na política fiscal em 2009 e 2010, mas há um grande exagero na crítica dos economistas que falam em desastre fiscal. [...] A verdade é que não há desequilíbrio fiscal gigantesco no Brasil. Lula e Dilma sabem que o equilíbrio fiscal é fundamental. Eles sabem que a relação entre a dívida pública e o PIB é um fator importante quando se quer reduzir a taxa de juros real.

 

– Estratégia para baixar os juros: “É preciso coordenar a ação fiscal e monetária. Você tem de dar ao Banco Central o conforto de que o combate inteiro à inflação não vai ficar apenas na mão dele. O papel dele é construir, como construiu, uma expectativa de inflação estável. Mas o governo tem de sinalizar com clareza que vai reduzir a relação entre dívida e PIB daqui para a frente.

 

– Superávit primário: “Na verdade, você esgotou todos os truques possíveis. Se disser que vai aumentar o superávit primário aumentando a tributação, vai dar tudo errado. Mas reduzir a dívida implica o seguinte: os salários, os benefícios, os programas de redistribuição do governo, que são e foram fundamentais, terão de crescer ligeiramente menos que o PIB. De tal forma que se abra espaço para o investimento público. No passado, a carga tributária era de 24%, e o Brasil investia 4% do PIB. Hoje, a carga tributária é 36%, e o Brasil investe 1,5%.

 

– Poupança interna:  “[...] Temos de criar mecanismos de criação de poupança interna de longo prazo. E o Brasil tem uma vantagem em relação a isso: o mais sofisticado sistema financeiro de qualquer país emergente. O sistema financeiro brasileiro compete com o inglês e com o americano. Não tem comparação possível nem com o alemão. O Brasil está hoje no radar de 140 países e de 1,4 milhão de sujeitos que constituem seus portfólios com o real dentro”.

 

– Câmbio e juros: “É ilusão imaginar que você pode controlar o câmbio quando existe esse diferencial de taxa de juros em relação aos outros países. O Brasil é hoje o único peru com farofa disponível na mesa do mercado internacional. Por isso o dinheiro vem para cá. Não é possível controlar o câmbio com medidas fiscais, como a elevação do IOF. O ministro (da Fazenda) Guido Mantega sabe disso. Ele elevou o IOF em legítima defesa, porque a valorização cambial está destruindo um sistema sofisticadíssimo de produção que foi construído ao longo dos anos. Mas, para resolver a situação de forma duradoura, teremos de caminhar para uma taxa de juro real de 2% ou 3%. Isso é fundamental. Quando tivermos essa taxa, não vai mais ser preciso se preocupar com o câmbio.

 

– FHC X Lula: ”A ideia de que o mundo começou em 2003 é falsa, mas quem ajudou a fazer isso foi o PSDB. Ele é o maior inimigo do Fernando Henrique. O PSDB morre de inveja dele. Não consegue conviver com seu sucesso. Foi isso que ajudou o Lula a desconstruir FHC. Quando eles tentaram recuperar, já era tarde. [...] Se você olhar, vai perceber que a privatização foi feita em estado de emergência. O Estado estava quebrado, precisava de dinheiro. E não há nenhuma privatização que não tenha produzido efeitos extraordinários. Mas o PSDB não foi capaz de defender as coisas mais importantes feitas por Fernando Henrique”.

 

– O Plano Real: “Foi uma pequena joia. Ter congelado a distribuição de renda sem que as pessoas tivessem entendido, ter liberado os preços, ter construído todo um equilíbrio no tricô e depois liberado tudo e ele continuar como estava. Foi uma coisa brilhante, um dos mais extraordinários planos de estabilização já construídos. Negar esse fato é uma estupidez”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h29

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Aleluia! Campanha de 2010 morreu. E não foi pro céu

Escrito por Josias de Souza às 13h41

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‘Para 2014, prioridade do DEM é a candidatura própria’

José Cruz/ABr

 

Presidente nacional do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) diz que a “prioridade” de seu partido para 2014 é o lançamento de um presidenciável próprio. Em entrevista ao blog, declarou: “DEM e PSDB devem construir os seus projetos em conjunto, mas em vias paralelas. Juntos no Congresso e nas eleições municipais de 2012, mas cada em condições de chegar a 2014 com candidatos próprios”. Abaixo, a entrevista:

 

 

- Que tipo de oposição o DEM fará ao governo Dilma? O eleitor decidiu pela continuidade. Voto no Lula, não na Dilma. É o terceiro mandato do Lula por meio da Dilma. Legítimo. Entraremos no nono ano do governo Lula. É um governo velho. Por isso, a oposição não deve aguardar.

- Não pretendem conceder nem aquela trégua usual de cem dias? Não vejo razões. A Dilma prometeu 1 milhão de casas. Entregou 200 mil. Prometeu mais 2 milhões. Vamos cobrar 2,8 milhões de casas. O PAC registra execução de 40%. Vamos cobrar os outros 60%. Não se justifica esperar três meses. Lula disse que só fez um bom governo por causa da Dilma. Se é assim, ela vai tocar tudo já no dia 2 de janeiro.  

- Lula chamou a oposição de raivosa. O que achou? Raivoso sempre foi o Lula. Na oposição, eles votaram contra tudo e contra todos. Rejeitaram de Tancredo Neves ao Plano Real. No governo, Lula partiu para cima dos principais líderes da oposição. Não para derrotá-los democraticamente, mas para agredi-los. Disse que iria extirpar o DEM.   

- Em 2014, o DEM vai se coligar novamente com o PSDB? Nossa prioridade é dar sequencia à renovação do partido, iniciada em 2007. O DEM deve ter a coragem de expor com clareza as teses que defende, solidificando-se como legenda de centro-direita. Aprofundaremos nossas posições em temas como saúde, segurança pública e redução da carga tributária.

- E quanto a 2014? Acho que o partido tem nomes para sustentar uma candidatura própria. Essa tem que ser a nossa prioridade. Nas últimas eleições, faltou à oposição, no segundo turno, a possibilidade de agregar candidatos do seu campo. Fomos buscar eleitores de candidatos com o DNA petista. É o caso da Marina Silva, do Cristovam Buarque e da Heloisa Helena. Em 2010, o Lula estava tão forte que, separados, teríamos dificuldade inclusive de produzir o segundo turno. Acertamos. Para 2014, DEM e PSDB devem construir os seus projetos em conjunto, mas em vias paralelas. Juntos no Congresso e nas eleições municipais de 2012, mas cada em condições de chegar a 2014 com candidatos próprios.

- Poderia citar um quadro do DEM em condições de ser presidenciável? Há muitos. Para citar apenas alguns: os senadores Demóstenes Torres, Agripino Maia e Kátia Abreu, além do prefeito Gilberto Kassab. Não precisamos entrar numa eleição só com o objetivo de ganhar eleitoralmente. A Marina sabia que não seria vencedora. Mas teve uma grande vitória política. Temos de nos posicionar para ter um espaço de liderança, não de liderado do PSDB. Podemos representar algo como 20% do eleitorado brasileiro.

- José Serra ou Aécio Neves? O Serra, pela energia que mostrou no segundo turno, tem muito a agregar com a sua experiência. Não se pode negar que o nome que saiu mais forte desse processo foi o de Aécio Neves, um líder que nasce naturalmente. Isso não significa que o PSDB tenha apenas um nome nem que o DEM tenha de abdicar do projeto de candidatura própria.

- Na hipótese de não vingar a candidatura própria, diria que Aécio agrega mais? O nome do Aécio agrega o DEM. Se é mais, não sei. Não posso negar que Aécio tem influência em grandes lideranças do nosso partido. Isso não signfica que temos de abrir mão, desde já, do nosso projeto.

- Que erros a oposição cometeu na campanha presidencial? A avaliação recorde do presidente Lula pesou mais do que qualquer erro ou acerto da oposição.

- Não houve erros? Não dá para analisar esse processo apenas pela eleição. O grande erro da oposição, nos oito anos de mandato de Lula, talvez tenha sido a decisão de deixar o Lula sangrar no primeiro mandato.

- Refere-se à crise do mensalão? Exatamente.

- Acha que deveria ter sido requerido o impeachment? Creio que o Lula não seria impedido, mas teríamos cumprido nosso papel constitucional se tivéssemos encaminhado o pedido.

- Havia elementos que justificassem? Sem dúvida. Havia uma declaração do Duda Mendonça, com provas, de que o PT tinha feito pagamentos no exterior. Caberia à gente cumprir o nosso papel, independentemente do resultado.

- A quem se deve a não formalização do pedido de impeachment? Quem defendeu a tese e liderou o processo foi o presidente Fernando Henrique. Mas todos aceitaram. Portanto, foi um erro coletivo. De outra parte, acertamos no bloqueio à tese do terceiro mandato para o Lula e no fim da CPMF.

- Acha mesmo que Lula desejou o terceiro mandato? Tenho convicção.

- De onde vem a convicção? Vem dos movimentos de lideranças do governo e dos ensaios feitos por pessoas muito próximas ao presidente. Ele foi obrigado a desmentir no momento em que sentiu que não haveria suporte no Senado para a aventura.

- Sobre a CPMF, dois governadores tucanos –de Alagoas e Minas—, pregam a ressurreição do tributo. O que acha? Acho que cometem um erro. Somos radicalmente contra. Na eleição, todos evitaram tratar desse tema porque as pesquisas mostravam que o excesso de tributos era o item em que Lula obtinha a pior avaliação. Pior do que na saúde e na segurança pública. Devemos respeitar o eleitor. É preciso reduzir os impostos.

- Foi um erro não assumir claramente a defesa do legado de FHC? Não se trata de defender o Fernando Henrique, mas as reformas que nós ajudamos a aprovar e que significaram grandes avanços para o Brasil. Não ter defendido isso desde o primeiro dia foi um erro. Quem pode ser contra a privatização das telefônicas, que o Serra, aliás, defendeu com tranquilidade no segundo turno? Nosso partido não teria nenhuma dificuldade de fazer essa defesa.

- A que atribui a hesitação, que vem de outras eleições? Talvez à origem do PSDB. Fernando Henrique teve a sabedoria de, sendo um político vindo da esquerda, governar com teses mais à direita. O PSDB ainda se enxerga como legenda de centro-esquerda. O eleitor vê o partido como de centro-direita.

- Isso foi aferido em pesquisa? Sim. De zero a dez, sendo zero mais à esquerda, cinco no centro e dez mais à direita, o PSDB é visto no número seis, próximo do DEM. O PSDB talvez ainda se veja no número quatro, sem compreender que, pelo que foi o governo Fernando Henrique, ele é visto pela sociedade no número seis. Nesse aspecto o Fernando Henrique tem razão. Quando você não defende sua própria história, não tem capacidade de se projetar para o futuro. A base de tudo é o que já foi realizado. E nós realizamos muito. O Plano Real elegeu e reelegeu o Fernando Henrique. É só lembrar como era o Brasil até 1993. O Lula aproveitou tudo. É preciso vriar essa página.

- Não acha a campanha da oposição foi errática, próxima do Lula no começo e mais assertiva no final? É fácil falar depois do resultado. Todos nós projetávamos a Dilma com 30%, 35%. No meio da eleição, ela despontava com 60% dos votos válidos. Então, é fácil agora fazer análise de erros depois do acontecido. No meio do terremoto, é mais difícil. A perspectiva era de derrota no primeiro turno, o que gera desorganização de um lado e solidez do outro. Em cima daquele quadro, os erros foram menores do que os acertos. O peso do Lula desequilibrou o jogo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h20

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Ministro: ordem é conter gastos para ajudar Dilma

 

- Folha: Receita cresceu 2 CPMFs, mas gasto da saúde foi igual

 

- Estadão: China fala em 'muralha de fogo' para barrar dólar

 

- JB: 13º salário joga R$ 102 bilhões na economia

 

- Correio: CPMF nem começou e juros aumentam

 

- Estado de Minas: Mensalidade em escolas de BH sobe acima da inflação

 

- Zero Hora: Congresso pode recriar a CPMF, admite Sarney

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h57

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A conta!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h44

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No RN, PF prende sete por desvio de verbas do Dnit

  PF/Divulgação
A Polícia Federal prendeu nesta sexta (5) sete pessoas no Rio Grande do Norte. Acusa-as de desviar R$ 2 milhões em verbas federais.

 

Dinheiro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). A repartição pende do organograma do Ministério dos Transportes.

 

Entre os encarcerados estão o superintendente do Dnit no Estado, Fernando Rocha, e o diretor-adjunto do órgão, Gledson Maia.

 

Gledson é sobrinho dos irmãos Maia –o deputado federal João Maia (PR-RN) e o ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, deputado distrital eleito no DF.

 

Neste caso, a prisão foi feita em “flagrante”. Os policiais alcançaram Gledson no instante em que almoçava com um empresário, também detido.

 

Sobre a mesa, uma mala com R$ 50 mil. Propina, segundo a PF. Fatalidade, na versão do defensor de Gledson.

 

Chama-se Caio Vítor Ribeiro o advogado do sobrinho dos irmãos Maia. Ouvido, ele disse o seguinte:

 

"Gledson está seguro, convicto de que não tem nenhum envolvimento com o que foi relatado...”

 

“...Se houve algum esquema ou quadrilha, ele não faz parte. Acho que houve uma fatalidade, uma falta de sorte".

 

Como assim? Na versão do advogado, o dinheiro apreendido pela PF era do empresário. Seria usado para saldar despesas da empresa dele, não para propina.

 

A ser verdade, o companheiro de mesa de Gledson seria um devedor sui generis.

 

Em vez de utilizar o talão de cheques, anda pelas ruas de Natal com malas de dinheiro.

 

Não tem pressa na liquidação de débitos. Antes de repassar o numerário aos supostos credores, almoça em local público. Com a mala de dinheiro ao lado dos talheres.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h49

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Depois de meses desrespeitando, Lula pede respeito

dois lulas na praça: o Lula Jekyll e o Lula Hyde. Durante a campanha, só de raro em raro o monstro permitiu que o médico se manifestasse.

 

Na pele de Dr. Jekyll, Lula viajava aos Estados para cumprir compromissos oficiais do presidente.

 

À noite, transmudado em Mr. Hyde, Lula exibia Dilma Rousseff nos palanques e desancava os adversários.

 

Não queria apenas derrotar os rivais. Almejava estraçalhá-los, destroçá-los. Se prossível, extirpá-los.

 

Mesmo depois do triunfo eleitoral, o monstro se manifestaria na primeira entrevista de Lula. Ao lado de uma Dilma já eleita, chamou os opositores de “raivosos”.

 

Pois bem. Na noite desta sexta (6), Lula ocupou uma cadeia nacional de rádio e TV. Encenou o papel de médico.

 

Depois de instilar desrespeito por quatro meses, pregou o respeito:

 

“É importante que governo e oposição, sem abrir mão de suas posições, respeitem-se mutuamente".

 

Após o ciclo de incivilidade, defendeu o início de uma fase madura e civilizada:

 

"Passadas as eleições, quando é compreensível que o calor da disputa gere confrontos mais duros...”

 

“...É importante que governo e oposição, sem abrir mão de suas opiniões, respeitem-se mutuamente e divirjam de forma madura e civilizada".

 

Nada de estaçalhar ou extirpar. Tornou-se, de repente, cultor das liberdades democráticas:

 

"Os escolhidos para governar devem ter a liberdade para organizar suas equipes e colocar em prática suas propostas [...]...

 

“...Já aqueles a quem o povo colocou na oposição devem ter a liberdade de criticar e apontar os erros dos governantes, para [...] se constituir como alternativa".

 

Colecionador de multas por transgressões à legislação, até a Justiça Eleitoral o presidente elogiou.

 

Nos palanques, Lula Hyde exibira-se de cabeça para baixo, de trás para diante e pelo avesso.

 

Na rede nacional de rádio e TV, Lula Jekyll revelou-se personagem de rara sensatez.

 

A melhor maneira de você acreditar no bom senso de um é aguardar pela próxima aparição tresloucada do outro. Não resolve nada. Mas evita a decepção.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h37

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Serra diz, na França, o que se absteve de dizer aqui

  Sérgio Lima/Folha
A coragem é uma qualidade fugidia. Costuma ausentar-se exatamente nos momentos em que é mais necessária.

 

Tome-se o exemplo de José Serra. Em campanha, revelou-se mais Lula do que a própria Dilma Rousseff.

 

Chegou mesmo a declarar, numa entrevista radiofônica, que Lula estava “acima do bem e do mal”.

 

Derrotado, Serra preonunciou o discurso do “até logo”, trancou-se em seus rancores e voou para a França.

 

Fez uma palestra na aprazível Biarritz, onde se realiza um seminário sobre as relações América Latina–União Europeia.

 

De repente, tomado de coragem inaudita, Serra revelou-se Serra. Esqueceu Deus e pôs-se a desancar Lula.

 

Disse que o presidente, cuja administração ele prometia continuar, comanda "um governo populista de direita na área econômica".

 

Para esse Serra genuíno, personagem que Nelson Rodrigues chamaria de Serra “escocês legítimo”, Lula pratica um "populismo cambial".

 

Pior: não tem um modelo econômico definido. Sob Lula, disse ele, o Brasil está “fechado ao exterior” e passa por “um processo claro de desindustrialização”.

 

Aprofundou temas que ignorara na propaganda eleitoral e apenas roçara nos debates televisivos: o baixo investimento público e o excesso de tributação.

 

Como que a justificar-se, Serra declarou que, durante a campanha, não pôde expor tais ideias do jeito que gostaria!?!?!.

 

Pronunciou uma frase desconexa: "A democracia não é apenas ganhar as eleições, é governar democraticamente".

 

A certa altura, vergastou a política externa de Lula. Afirmou que o Brasil uniu-se "a ditaduras como o Irã".

 

Nesse ponto da palestra, Serra viveu o seu momento Hugo Chávez. Uma voz ergueu-se na platéia.

 

Membro da Fundação Zapata, do México, um dos presentes gritou para Serra a frase que o rei de Espanha, Juan Carlos, dirigiu a Chávez em 2008, no Chile:

 

“Por que não te calas?”, sapecou o mexicano. Faz todo o sentido.

 

Se faltou coragem a Serra no Brasil, melhor que se autoconcedesse uma quarentena de covardia, usufruindo do silencio também no estrangeiro.

 

"Agora", diria o infante, "Inês é morta".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h05

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Paulo Skaf, eis o nome da grande graça do momento

  Antônio Cruz/ABr
Nas eleições de 2010, Paulo Skaf candidatou-se ao governo de São Paulo filiado ao socialista PSB.

 

Surrado ns urnas, o sem-indústria Skaf retornou ao posto do qual se licenciara: presidente da Fiesp.

 

Súbito, Skaf redescobriu-se um capitalista. Em nota, condenou o movimento que visa recriar a CPMF:

 

"A nossa posição é conhecida, somos contrários à criação e/ou aumento de qualquer imposto...”

 

“...A sociedade brasileira não aceita elevação da carga tributária. Ao contrário, quer a sua redução e o constante aumento de qualidade nos serviços públicos".

 

Na véspera, o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB do agora ex-socialista Skaf dissera:

 

"Se precisar restabelecer em parte ou totalmente a CPMF, vamos fazê-lo".

 

O revolucionário de hoje, como se sabe, é o conservador de amanhã. O contrário, porém, nunca acontece.

 

Uma vez conservador, sempre conservador. Ao tentar subverter a lógica, Skaf deu bom dia ao ridículo.

 

Agora, mercê da desgraça pessoal, o mandachuva da Fiesp vai à boca do palco como uma das graças do momento.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h53

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Sarney admite: tem uma neo-CPMF no fim do túnel

Já não há mais risco de engano. Pelo rumo da prosa, o leite da bondade que jorrava das propagandas eleitorais azedou.

 

Na campanha, todos os túneis acabavam em luz. O futuro ia ser radioso.

 

O futuro ia ser resplandecente. O futuro ia ser feliz.

 

O futuro ia ter segurança, educação e saúde.

 

Agora, contados os votos, o futuro foi reduzido ao retorno de um passado em que havia a CPMF.

 

Já não se fazem futuros como antigamente.

 

Todos só falam na recriação do tributo. Os governadores amigos o querem de volta.

 

Alguns governadores adversários também o desejam.

 

Dilma Rousseff, a presidente eleita, diz que não tomará a iniciativa. Mas se os governadores almejam...

 

Súbito, José Sarney, o presidente do Senado, veio aos holofotes para informar que os congressistas igualmente podem querer.

 

"Eu ouvi a ministra Dilma Rousseff dizer que não vai mandar nenhum projeto fazendo retornar a CPMF...”

 

“...Agora, isso não impede que aqui, dentro das duas Casas do Congresso, apareça uma iniciativa parlamentar restaurando essa contribuição".

 

Assegura-se que a neo-CPMF, uma vez arrancada do bolso alheio, irá integralmente para a saúde.

 

No papel, a CPMF antiga tinha o mesmo destino. Porém, como dinheiro não tem carimbo, o grosso da coleta tomava outros rumos.

 

Nada como o passado recente para fazer o “contribuinte” brasileiro desacreditar do seu futuro. Ah, que saudade do horário eleitoral!

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h44

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Imagens tardias dos efeitos de uma guerra sem CNN

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Escrito por Josias de Souza às 15h42

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Dilma é vista na casa de empresário em praia baiana

Tuca Reinés/Casa Vogue

 

Na última quarta (3), Dilma Rousseff trocou a azáfama de uma Brasília mergulhada em especulações sobre o ministério pela tranquilidade de uma praia.

 

Decolou em jatinho particular sem informar para onde iria. Deve-se aos repórteres Ana Flor, Matheus Magenta e Jorge Araújo a descoberta do paradeiro de Dilma.

 

Em notícia veiculada na Folha, a trinca informa que a presidente eleita foi vista numa luxuosa casa de Itacaré, na Bahia.

 

Com 1.200 m², o imóvel está assentado no alto de um morro. Em volta, mata nativa. Defronte, uma generosa vista do mar que banha a praia de Patizeiro.

 

A casa pertence a um empresário paulista pouco conhecido: João Paiva. Projetou-a o arquiteto arquiteto Claudio Bernardes (1949-2001).

 

Em dezembro de 2007, o “paraíso tropical” do empresário foi capa da revista “Casa Vogue”. Aqui, o texto.

 

Deve-se ao ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos a organização do repouso de Dilma.

 

Descobriu-se, de resto, que há reservas em nome de Dilma e da filha dela, Paula, numa badalada hospedaria de Itacaré, Txai Resort. Coisa fina.

 

A trégua de Dilma se estende até este domingo (7). No início da semana, de volta à faina, ela embarcará para Seul. Com Lula, debaterá a guerra cambial, no G-20.

 

Quando voltar a Brasília, mergulhará no oceano de exigências partidárias. Demandas que dão ao seu futuro governo uma incômoda aparência de Arca de Noé.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h01

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Terminada a eleição, o Congresso ‘enforca’ a semana

Lula Marques/Folha

 

Confiado às moscas desde julho, o Congresso Nacional deveria ter retomado suas atividades nesta semana.

 

Computadas as urnas, deu-se por findo o chamado recesso branco do Legislativo. Uma praxe que utiliza a campanha como mote para a inatividade.

 

No período de ócio, a fornalha continuou queimando carvão. Entre julho e outubro, o Congresso custou à Viúva R$ 1,9 bilhão.

 

Pois bem. Na primeira semana pós-eleitoral do calendário, a maioria dos congressistas sentiu-se à vontade para “enforcar” o trabalho.

 

Na Câmara, há 14 medidas provisórias à espera de deliberação. No Senado, há 69 projetos prontos para a votação.

 

A quantidade de matéria prima torna mais constrangedora a ausência da mão de obra. Não haverá, obviamente, desconto nos contracheques. 

 

Presidente do Congresso e do Senado, José Sarney avisou, com jucunda naturalidade: "Na próxima semana, vamos retomar os trabalhos. É hora de limparmos as gavetas".

 

Com a agenda desobstruída, Sarney preenche o tempo com frivolidades. Nesta quinta (4), levou sua autoridade de presidente à homenagem de um busto.

 

“Inaugurou” a silhueta de bronze de um personagem do Brasil colônia: Alexandre de Gusmão (1693-1753).

 

Nascido em Santos, Gusmão costurou, a serviço da diplomacia da coroa portuguesa, o Tratado de Madri.

 

Firmado em 1750, o acordo definiu as fronteiras dos territórios conquistados por Portugal e Espanha na América do Sul.

 

No esboço negociado por Gusmão, o mapa do Brasil ficou três vezes maior. O feito rendeu-lhe o título honorífico de “avô da diplomacia brasileira”.

 

Rendeu também, 257 anos depois de sua morte, o busto que Sarney reverenciou no Senado, pedaço do território nacional que os senadores hesitam em ocupar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h00

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Renan cogita ocupar de novo presidência do Senado

  Lula Marques/Folha
Devolvido a Brasília pelos eleitores de Alagoas, Renan Calheiros cogita concorrer novamente à Presidência do Senado.

 

Dono da maior bancada –19 senadores—, o PMDB, partido de Renan, tem o direito regimental de indicar o substituto de José Sarney.

 

Por ora, Renan não formalizou a pretensão. Mas, nos subterrâneos, emitiu sinais de que incluiu o comando do Senado nos seus planos.

 

Se quisesse, Sarney poderia pleitear o posto pela quarta vez. Porém, já informou que não o fará. E foi tomado a sério.

 

Além de Renan, frequenta a lista de alternativas do PMDB o senador maranhense Edison Lobão, do grupo de Sarney.

 

Porém, se Renan evoluir da mera cogitação para uma candidatura formal, Lobão deve ser indicado pelo PMDB para o ministério de Dilma Rousseff.

 

Iria ao rol de “ministeriáveis” do partido, com o apoio de Renan e de Sarney, para a pasta de Minas e Energia, que já gerenciou sob Lula.

 

A ambição de Renan sujeita o “novo” Senado ao convívio com uma presidência que, em 2007, terminou em crise.

 

No comando do Senado, Renan foi alvejado por um cipoal de denúncias –do pagamento da pensão do filho por uma empreiteira à boiada sobreavaliada.

 

Renunciou ao cargo. Julgado pelo plenário, livrou-se da cassação numa votação espremida –40 votos pela absolvição, 35 pela degola e 6 abstenções.

 

A hipótese de retorno é visto por um pedaço do próprio PMDB como problema. Receia-se pela volta da atmosfera de crise em pleno alvorecer da gestão Dilma Rousseff.

 

O grupo de Renan parece dar de ombros para as apreensões. O partidário do senador que conversou com o blog construiu uma analogia.

 

Comparou o Renangate com o Caseirogate. Disse: O Antonio Palocci (PT-SP) é apontado para o ministério de Dilma e ninguém vê problema.

 

Perguntou: Por que o Renan não pode presidir o Senado?

 

Esmiuçou o raciocínio: Todo mundo diz que Palocci foi absolvido pelo STF. Ora, o Renan não foi nem acusado. Muito menos condenado.

 

O repórter perguntou: Mas, afinal, Renan vai disputar a presidência do Senado?

 

E o interlocutor: Isso é assunto para fevereiro. Se você perguntar, ele dirá que não. Mas, até lá, ele pode querer. Se quiser, tem o direito. Não há nada que impeça.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h46

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: De Silva para Rousseff: Educação segura avanço do Brasil em ranking da ONU

 

- Folha: 'Rei morto', Lula diz que negociará reforma em 2011

 

- Estadão: Metade dos governadores quer CPMF

 

- JB: Cracolândia a 600 metros da PM e do Sambódromo

 

- Correio: Bandarra denunciado por crime de corrupção

 

- Valor: Dólar cada vez mais fraco desafia Brasil e emergentes

 

- Estado de Minas: Anastasia defende a criação de nova CPMF

 

- Zero Hora: População diminuiu em 55% das cidades do RS, indica Censo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Restaurante Brasília!

Solda

- Via 'Estado do Paraná'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h02

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Tucano Anastasia também deseja ressuscitar a CPMF

O governador tucano de Minas, Antonio Anastasia, aderiu ao coro dos governadores que pregam a ressurreição da CPMF.

 

Recorda: à época em que o Senado acomodou uma lápide sobre o tributo, em 2007, o grosso dos governadores tinha opinião diversa:

 

"Quando a matéria foi discutida, três anos atrás, a maioria esmagadora dos governadores se posicionou publicamente a favor” da renovação da CPMF.

 

Segundo ele, os gestores estaduais tinham clareza quanto à “necessidade” de reforçar o financiamento da saúde.

 

Anastadia classifica a saúde como uma "política pública de demanda infinita". Por isso, acha natural e necessário que o tema seja "discutido".

 

Recordou-se a Anstasia que, criada sob FHC, a CPMF também destinava-se à saúde. Mas só no papel. Um pedaço da coleta irrigava outros cofres. E ele:

 

"Por isso mesmo se fala nesse aperfeiçoamento. É claro que sabemos, e isso foi muito claro durante a campanha eleitoral, não só em Minas, mas no Brasil como um todo, que há sempre a necessidade de termos um financiamento para a saúde".

 

Como se vê, a corda que puxa o caixão tem mais mãos do que os coveiros poderiam supor.

 

Uma vez reanimada, a CPMF vai ao balaio geral dos tributos como contribuição da saúde imaginária.

 

Fará companhia aos impostos que financiam, por exemplo, a segurança inexistente e a educação ilusória.

 

Com uma diferença: a CPMF, por insonegável, converte o “contribuinte” em carneiro tosquiado compulsoriamente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h40

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Morto três vezes, o PSDB procura um projeto de vida

Levado à cova uma trinca de vezes –2002, 2006 e 2010— o PSDB tornou-se uma legenda à procura de um projeto de vida.

 

FHC e Sérgio Guerra, presidente de honra e presidente executivo do partido, desejam antecipar a escolha do nome do próximo presidenciável tucano.

 

Em vez de aguardar até 2014, o candidato seria lançado em 2012, com dois anos de antecedência.

 

Espécie de bola da vez da legenda, Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, acha que o nome é relevante, mas enxerga uma prioridade mais urgente.

 

"Antes de ter um nome, temos que ter um projeto. Não podemos deixar novamente para o início do processo eleitoral a difusão das nossas ideias e propostas".

 

Um observador incauto poderia perguntar: Quer dizer que, se José Serra houvesse prevalecido sobre Dilma Rousseff, o PSDB iria ao governo sem projeto?

 

Eis uma das muitas razões que produziram a derrota de Serra: o tucanato não conseguiu pôr de pé uma proposta alternativa de país. Foi às urnas sem discurso.

 

Não se diga, contudo, que a campanha presidencial do PSDB foi inútil. Hoje, todo mundo sabe que Serra acredita em Deus e é contra o aborto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h52

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Denunciado capitão que Dilma acusou de torturador

Foi denunicado à Justiça Federal, nesta quinta (4), um capitão da reserva do Exército que Dilma Rousseff acusou de praticar tortura na época da ditadura militar.

 

Chama-se Maurício Lopes Lima. Dilma conheceu-o na época em que foi presa, em São Paulo, como militante da VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares).

 

Dilma, agora presidente eleita da República, identificou Maurício como torturador num depoimento à Justiça militar. Coisa de 21 de outubro de 1970.

 

Decorridos 40 anos, seis procuradores lotados em São Paulo protocolaram na Justiça Federal uma ação contra o personagem.

 

Assinam a peça os procuradores da República Marlon Weichert, Eugênia Gonzaga, Jefferson Dias, Luiz Costa, Adriana da Silva Fernandes e Sergio Suiama.

 

Pedem que seja suspensa a aposentadoria do capitão de pijama. Mais: que ele seja obrigado a ressarcir os gastos da União com a indenização de suas vítimas.

 

Além de Maurício, foram denunciados, pelas mesmas razões e com os mesmos propósitos, outras três pessoas:

 

Os militares Homero Cesar Machado e Innocencio Fabricio de Mattos Beltrão; e o capitão reformado da Polícia Militar de São Paulo João Thomaz.

 

- Serviço: Aqui, você chega à íntegra da ação.

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Escrito por Josias de Souza às 20h06

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Governadores do PSB querem ressurreição da CPMF

Lula Marques/Folha

 

Reunidos em Brasília, os governadores do PSB –reeleitos e eleitos— pregaram a ressurreição da CPMF.

 

Mandado à cova em dezembro de 2007, o tributo seria recriado para reforçar o orçamento da saúde.

 

Renasceria com o velho nome ou rebatizado de CSS (Contribuição Social para a Saúde).

 

Governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos disse que vem tratando do tema com Lula.

 

Há, segundo ele, "um sub financiamento da saúde”. Classifica o problema de “grave”. Afeta sobretudo as arcas de Estados e municípios.

 

Na véspera, em entrevista no Planalto, Dilma Rousseff levantara a lebre. Dissera que não pretendia enviar ao Congresso projeto de recriação da CPMF. Porém...

 

Porém, Dilma afirmara ter conhecimento de que os governadores se moviam nessa direção. E não parecia discordar do movimento. Ao contrário.

 

A coisa não é nova. Corre na Câmara, desde 2008, um projeto de lei complementar que carrega em suas folhas a criação da CSS.

 

No lugar dos 0,38% que a CPMF mordia dos cheques, sugere-se a alíquota de 0,1%. Em vez de temporária, a nova contribuição seria definitiva.

 

O dinheiro amealhado com a CSS iria integralmente para a saúde. O da CPMF tinha o mesmo destino. Mas o grosso era desviado para o caixa do Tesouro.

 

O projeto não trata apenas da CSS. Também estabelece valores mínimos que Estados, municípios e União devem destinar à saúde.

 

A encrenca começou a ser votada pelos deputados. Aprovou-se tudo, menos a CSS.

 

O DEM apresentou um requerimento que “destacou” a contribuição do resto do texto, exigindo votação em separado.

 

Em tese, o consórcio governista, por majoritário, teria número para aprovar a encrenca. Porém, os exércitos do Planalto dividiram-se.

 

Mesmo entre os governistas houve quem torcesse o nariz para a CSS. O receio da derrota levou ao adiamento da votação. Já lá se vão dois anos.

 

Resta saber agora se o movimento dos governadores, que vai além do PSB, terá força para mover as bancadas do Congresso.

 

Se for aprovado na Câmara, o projeto ainda terá de passar pelo Senado, a Casa que negou a Lula a prorrogação da CPMF.

 

Sob Dilma, o Senado será outro. Vários dos inimigos da CPMF foram barrados nas urnas de 2010.

 

Ou seja: prepare-se para levar a mão ao bolso. Além do plano de saúde privado, você vai pagar a CSS.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h21

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Cid Gomes defende Aécio na presidência do Senado

  Lula Marques/Folha
Político, para ser genial, não precisa fazer nexo. Basta que tenha uma ideia.

 

O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB) teve a dele.

 

Sugeriu que, sob Dilma Rousseff, o governo faça um aceno à oposição.

 

Propôs que o grão-tucano Aécio Neves seja acomodado na presidência do Senado.

 

"Discutir a possibilidade de um nome do PSDB, que eu imagino o Aécio, que tem ascensão no partido, para presidir o Senado seria um gesto...”

 

“...Não [significa que se] está cooptando, não vai participar do governo, mas estaria assumindo responsabilidades com a governabilidade e com o futuro do país".

 

Rezam o regimento e a praxe do Senado que a presidência cabe à maior bancada, no caso a do PMDB.

 

O repórter ouviu um morubixaba da tribo dos pemedebês. Tachou Cid Gomes de "gênio". Disse:

 

“Gostei tanto da ideia que vou sugerir ao governador que, em nome da boa convivência com o PSDB, o Tasso Jereissati assuma o governo do Ceará”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h58

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PDT exige mais um ministério! Qual? Ainda não sabe

  Folha
No passado remoto, vigorava o escambo. O sujeito trocava o que lhe sobrava por aquilo que lhe faltava.

 

Na Brasília dos dias que correm, revive-se essa era do troca-troca. Os partidos dão apoio congressual e recebem cargos.

 

Trocam-se votos no Congresso por ministérios. De troco, dez mandamentos usados.

 

Em meio à falta de valores –sobretudo os morais— ficou difícil avaliar as mercadorias. Quantas ambições vale um ministério?

 

Presidente do PDT-SP, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, decidiu adotar a métrica do PMDB.

 

Hoje, o PDT de Paulinho controla uma pasta: a do Trabalho, gerida por Carlos Lupi. Quer mais uma. Qual? Não sabe. Mas quer porque quer.

 

"Nós vamos brigar pelo Ministério do Trabalho e por mais um, não sei qual ainda”, disse Paulinho.

 

Com apetite de Paulão, o deputado vai à calculadora: “O PMDB já tem demais. Se você fizer a conta do PMDB, eles têm 78 deputados...”

 

“...Significa que cada 13 deputados ganham um ministério. E eles têm 14 senadores. Ou seja, dois senadores e meio têm um ministério...”

 

“...Nós temos 28 deputados e quatro senadores. Então temos direito a dois [ministérios]".

 

Vai bem, como se vê, a República!

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h37

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Temer: ‘Vou aguardar sempre chamamento’ de Dilma

Qual será seu estilo? ‘Vou cumprir a missão  constitucional’
Ação política? ‘Vai depender das solicitações da presidente’
E o Ministério?  ‘Tudo  depende da  vontade da  presidente?’
Deixará presidência do PMDB?  ‘Não sou  obrigado a  deixar’ 

Antônio Cruz/ABr

 

Dono de português esmerado, Michel Temer não é dado a declarações temerárias. Traz no lugar da língua uma fita métrica. Mede cada palmo de sua prosa. Eleito vice-presidente da República, injetou no discurso vocábulos que lhe deram a aparência de um político no condicional.

 

Em entrevista ao blog, soou peremptório apenas em relação a um ponto: empossado, vai “cumprir a missão constitucional”. Afora a certeza de substituir Dilma Rousseff “nas eventuais ausências temporárias” todo o resto são conjunções subordinativas que ligam Temer uma condição.

 

O novo vice condiciona os futuros gestos à vontade da titular. “Tudo dependerá muito da presidente”, disse Temer a certa altura. “Vou aguardar sempre um chamamento”, enfatizou noutro ponto. Apenas “se vier a ser acionado” por Dilma terá “uma presença política” no governo.

 

Articulador? “Vou depender muito das solicitações que a presidente me fizer”. Está no gabinete de transição, segundo disse, porque Dilma o acionou -como vice-presidente, não como mandachuva do PMDB.

 

Na sucessão de 2002, Temer acomodara o seu PMDB na coligação de José Serra, contra Lula. Fizera da deputada Rita Camata a vice do tucano. Perdeu. Decorridos oito anos, Temer ultrapassou as resistências de Lula e tornou-se vice de outra saia. Com Dilma, triunfou. Contra Serra.

 

Medido pelas palavras, será um vice mais discreto do que o outro lado da Lua. Pelos próximos quatro anos aguardará os “chamamentos” –da presidente ou do destino. Se não vierem, talvez seja compelido a aposentar a trena que esconde sob o céu da boca. Vai abaixo a entrevista:

 

 

- O Brasil já teve vices dados à crítica, como Itamar Franco, e vices como José Alencar, colaborativos. Que estilo terá o novo vice-presidente? Eu vou cumprir a missão constitucional. A Constituição diz que cabe ao vice-presidente substituir a presidente nas suas eventuais ausências temporárias.

- Imagina que pode ter algum outro papel? Tudo dependerá muito da presidente. Ela pode eventualmente me chamar, como chamou agora, nessa fase de transição de um governo para o outro. Então, dependerá muito do que ela demande do vice-presidente.

- Imagina que Dilma Rousseff o acionará? Como minha relação com ela é muito boa, é possível que chame. Mas eu vou aguardar sempre um chamamento, como aguardei agora no caso da transição.

- O fato de presidir o PMDB pode levá-lo a ter um papel político mais ativo? Minha posição é mais política do que administrativa. Meu histórico, sem embargo de ter ocupado cargos executivos no Estado de São Paulo, é muito ligado à atividade política. Então, creio que minha presença, se vier a ser acionado por ela, será uma presença política.

- Pode auxiliar na articulação política do governo? Vou depender muito das solicitações que a presidente me fizer.

- Há diferenças entre o PMDB sob Lula e o PMDB da gestão Dilma? Teremos agora uma participação de absoluta colaboração. Pelo seguinte: o PMDB estará mais no novo governo do que esteve na presente gestão, já que tem a vice-presidência. Será uma relação de colaboração muito efetiva, sem nenhum titubeio.

- Depois de tomar café com a presidente, nesta quarta, o sr. disse que a composição do novo ministério será uma sequência do atual. Significa dizer que o PMDB terá as mesmas seis pastas que tem hoje? Num regime presidencialista, tudo depende da vontade da presidente. Mas, na conversa que mantive com o [José Eduardo] Dutra, disse a ele que o ideal, para não gerar atritos, seria manter o quadro atual. Isso permitiria uma certa tranquilidade nessa transição. Foi uma consideração que eu fiz e não sei se será levada adiante ou não.

- O presidente do PT fez alguma consideração em contrário? Em sentido contrário, não. Ele achou que seria razoável, mas que nós todos precisávamos meditar sobre isso. Trata-se de algo coletivo e, evidentemente, terá de ser levado depois à consideração da presidente.

- Nesta fase, sua participação na coordenação de transição pressupõe a participação nas conversas com dirigentes de outros partidos? Pressupõe uma conversa coletiva. Na verdade, estou na transição como vice-presidente, ajudando em toda essa articulação, para que não haja nenhum trauma político.

- No café da manhã com a presidente já se esboçou o modelo de funcionamento da vice-presidência? Não. Ela apenas me pediu que colaborasse muito com ela. E pediu a minha atenção, nesta fase, como vice-presidente. Eu, claro, concordei imediatamente.

- Que relação imagina que o novo governo terá com a oposição? No discurso da presidente, feito depois da eleição, ela fez considerações a respeito disso. Considerei extramamente apropriadas as palavras dela. Creio que a oposição poderá ter uma função também colaboradora. Não significa que deixará a sua função fiscalizadora. Creio que não será uma oposição radical, mas de compreensão quando os atos do governo forem benéficos.

- O sr. deixará a presidência do PMDB? Não sou obrigado a deixar. Naturalmente, vou ficar até janeiro e, depois, vou examinar. Legalmente, não sou obrigado a deixar a presidência do partido.

- Seu mandato no comando do PMDB termina quando? Em março de 2012.

- Cogita, então, permanecer? Pode ser que sim. Vai depender dessa avaliação que farei em janeiro.    

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h05

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Obama se diz humilhado após derrota histórica

 

- Folha: EUA inundam mercado com US$ 600 bilhões

 

- Estadão: Lula diz que todo poder é de Dilma: 'Rei morto, rei posto'

 

- JB: Lula pede que oposição não se vingue

 

- Correio: Dilma já fala em CPMF e aliados buscam receita

 

- Valor: Derrota eleitoral de Obama ameaça retomada global

 

- Estado de Minas: Debate sobre CPMF e mínimo de R$ 600 abre a era Dilma

 

- Jornal do Commercio: Dilma admite criação de um novo imposto

 

- Zero Hora: Dilma avalia aumento maior para mínimo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h54

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Janela Indiscreta!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h18

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Montagem de equipe emperra na escolha do método

Lula Marques/Folha

 

A negociação da montagem da Esplanada dos Ministérios de Dilma Rousseff emperrou já na fase inaugural, que antecede a etapa da análise dos nomes.

 

Busca-se um método para a definição da quantidade e da qualidade dos ministérios que caberão a cada uma das dez legendas que integram a coligação.

 

No epicentro da disputa por cargos, o PMDB de Michel Temer e o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos acomodaram sobre a mesa critérios distintos.

 

O PMDB se bate para que seja levado em conta o número de congressistas de cada legenda. Algo que o favorece.

 

Com uma quantidade menor de deputados e senadores, o PSB deseja que aferição se dê pelo número de governadores e pelo eleitorado de cada Estado.

 

Negociador de Dilma, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, recolheu as sugestões. Mas não informou às partes qual a metodologia que será adotada.

 

Dutra busca a fórmula para resolver uma equação difícil: deseja-se premiar o PSB sem desagradar o PMDB.

 

Sob Lula, a legenda de Temer controla seis pastas: Integração Nacional, Minas e Energia, Agricultura, Saúde, Comunicações e Defesa. Deseja mantê-las.

 

O partido de Eduardo Campos recebeu de Lula duas pastas: Ciência e Tenologia e Secretaria Especial de Portos. Quer elevar o número e tonificar a importância.

 

O PSB julga-se merecedor de pelo menos três ministérios. Para complicar, um dos que ambiciona, o da Integração Nacional, consta da cota do PMDB.

 

Sócio majoritário da coligação de Dilma, o PMDB encolheu nas urnas de 2010. A despeito disso, elegeu 79 deputados e 19 senadores.

 

Na Câmara, é a segunda bancada. No Senado, a primeira. Emplacou governadores em cinco Estados: RJ, MT, MS, MA e RO.

 

Em termos proporcionais, o PSB está entre as legendas que mais cresceram na eleição. Porém, esticou mais nos Estados do que no Congresso.

 

Na Câmara, com seus 34 deputados, está longe de fazer sombra ao PMDB. No Senado, com quatro assentos, o PSB é uma legenda-Davi.

 

É nos Estados que se concentra a principal força do partido. Reelegeu governadores em dois (PE e CE). E elegeu em quatro (ES, PB, PI e AP).

 

Além da Integreação Nacional, o PSB cobiça a pasta das Cidades, hoje gerida pelo PP, partido que deu a Dilma apenas apoio informal, sem a cessão do tempo de TV.

 

Assim caminha a articulação do “novo” gabinete. Em tese, Dilma deveria buscar as melhores cabeças onde elas estivessem.

 

Na academia, nas empresas, na máquina pública e até, se fosse o caso, nos partidos. Porém, o operador Dutra perde-se no método.

 

Um pedaço do PT advoga a tese de que o PMDB deveria ser lembrado de que não controla apenas ministérios.

 

O partido dispõe, hoje, de uma infinidade de cargos na administração pública. Por exemplo: uma diretoria da Petrobras e generosos naco$ do setor elétrico.

 

Outra ala do petismo, embora também desejasse “enquadrar” o PMDB, apega-se à evidência de que é no Congresso que a porca torce o rabo, não nos Estados.

 

Paira na atmosfera uma palavra que conspurca há anos a formação de todos os governos: governabilidade.

 

Num país que fizesse sentido, os partidos deveriam apoiar o governo pelos planos que oferece, não pelos cargos que distribui.

 

Mas o Brasil desobrigou-se de fazer sentido faz tempo. Sai presidente, entra presidente, o vocábulo que recobre as segundas e as terceiras intenções reaparece.

 

Tudo pela governa G-O-V-E-R-N-A-B-I-L-I-D-A-D-E!!! 

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h10

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Comissão aprova emenda que reduz o poder do vice

Jonas Pereira/Ag.Senado

 

Em votação simbólica, a Comissão de Justiça do Senado aprovou uma emenda constitucional que muda as atribuições do vice-presidente da República.

 

A emenda retira do vice-presidente a condição de sucessor natural do presidente da República.

 

Se o cargo de presidente ficar vago nos dois primeiros anos do mandato, a eleição se realizará em 90 dias. Coisa direta. Voto popular.

 

Caso o cargo fique vago nos dois últimos anos, a eleição ocorrerá em 30 dias e será indireta. Caberá ao Congresso (deputados e senadores) escolher o substituto.

 

Para entrar em vigor, a emenda precisa percorrer um caminho longo. Terá de passar pelo plenário do Senado.

 

Se os senadores a aprovarem, vai à Câmara. Primeiro, às comissões. Depois, ao plenário. Só então, se aprovada em todos os estágios, será promulgada.

 

Por uma dessas coincidências do destino, a emenda passou na comissão do Senado dois meses antes da posse do vice-presidente eleito Michel Temer (PMDB).

 

Seria uma emenda anti-Temer? Relator do texto aprovado, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), disse ao blog: “Não, de jeito nenhum...”

 

“...Nada contra o Temer. A proposta de emenda é de 2006 [o autor do texto original é o senador tucano Arthur Virgílio]”.

 

Demóstenes acrescentou: “Na verdade, é mera continuidade de outra emenda, já aprovada pela comissão, que tratou dos mandatos de senadores...”

 

“...Essa está na gaveta da presidência do Senado desde 2008. O objetivo é valorizar os titulares”.

 

Presidente da Comissão de Justiça do Senado, Demóstenes disse que a emenda aprovada nesta quarta (3) trata também dos mandatos de deputados.

 

De resto, informou que o texto só foi a voto porque houve concordância de oposicionistas e governistas.

 

Entre os governistas presentes no plenário da comissão estava Romero Jucá, líder de Lula no Senado e filiado ao PMDB, o partido de Temer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h03

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Michel Temer: ‘Todos terão participação, como hoje’

 Folha
O vice-presidente eleito e a presidente eleita tomaram nesta quarta (3) o primeiro café da manhã pós-eleitoral.

 

Michel Temer e Dilma Rousseff conversaram sobre o ministério da futura gestão. O vice esboçou a direção:

 

"Todos terão participação como têm hoje. Será quase que uma sequência do governo. Vamos trabalhar nessa direção".

 

Questionado sobre a pressão do PMDB, que quer manter os seis ministérios obtidos sob Lula, Temer incorporou a nova função:

 

"Não vamos nem tocar nesse assunto agora. Toda vez que se toca nesse assunto se tem a impressão de que o PMDB quer...”

 

“...Falo aqui mais como vice-presidente, portanto, como membro do governo, do que como presidente do PMDB".

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h55

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Acusados de ‘raivosos’, oposicionistas reagem a Lula

  José Cruz/ABr
O pedido de Lula para que a oposição não seja “raivosa” com Dilma Rousseff como foi com ele gerou reações instantâneas no Congresso.

 

As primeiras vozes foram ouvidas no Senado, a Casa que manteve negou a Lula a renovação da CPMF, mandando o tributo à cova.

 

"O presidente está novamente usando da ironia de baixo calão que lhe é peculiar”, disse Demóstenes Torres (DEM-GO).

 

“Precisa aprender que a democracia pressupõe convivência, inclusive de opostos...”e

 

“...A futura presidente merecerá da oposição o mesmo tratamento respeitoso, atencioso, dentro dos princípios que permitam que termine o seu mandato".

 

Álvaro Dias (PSDB-PR) afirmou que Lula teve a "oposição que pediu a Deus". Reclama sem razão. A oposição foi excessivamente generosa...”

 

“...Foi responsável, construtiva. O que incomoda o presidente até hoje foi a única derrota que ele teve no Congresso: a derrubada da CPMF."

 

Heráclito Fortes (DEM-PI), derrotado nas urnas de 2010 sob aplausos de Lula, disse que a oposição ao presidente foi "compreensiva".

 

Como assim? "Ninguém teve mais tempo, uma oposição mais compreensiva do que o Lula, até quando ele viveu uma crise de governabilidade [mensalão]".

 

Sobre Dilma Heráclito disse: "Estamos diante de um governo legitimamente eleito. A oposição não pode atacar por atacar".

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h29

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Dilma festeja ligação do ‘nosso governador Alckmin’

Falando nas pegadas da entrevista em que Lula disse que o governo dela terá a sua “cara”, Dilma Rousseff repisou a tecla do diálogo com a oposição.

 

Celebrou um telefonema “republicano” que recebeu do governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin.

 

Referiu-se ao tucano que derrotou o petista Aloizio Mercadante como “nosso governador Alckmin".

 

Submeteu-se a questionamentos sobre os mais variados temas –de salário mínimo a deireitos humanos no Irã.

 

Sobre o mínimo, contou que avalia a hipótese de mexer na metodologia que rege os reajustes, de modo a tonificar o aumento previsto para 2011.

 

Reza a lei que o reajuste do salário mínimo repõe a inflação dos 12 meses anteriores e adicona a variação do PIB dos últimos dois anos.

 

O diabo é que o PIB de 2009, espremido pela crise global, foi mixuruca: registrou queda de 0,2%. Daí a cogitação de Dilma de mexer na conta.

 

"Nós estamos avaliando se é possível fazer essa compensação", disse. Quanto aos reajustes futuros, ela soou otimista:

 

"Em um cenário de PIB crescendo às taxas que nós esperamos, teremos salário mínimo no horizonte de 2014 bem acima de 700 e poucos reais".

 

 

Afirmou que, empossada, não cogita enviar ao Congresso projeto que recrie a CPMF. Disse, contudo, que não ignora que governadores analisam essa ideia.

 

Nomes para o ministério? Não estão “maduros” ainda, disse Dilma. Reafirmou que usará dois critérios:

 

"Vou exigir competência técnica, um histórico de pessoas que não tenham problemas de nenhuma ordem. E considero importante os critérios políticos".

 

Repetiu que não fará anúncios “fragmentados”. Recursou-se a marcar prazo: “Não sou doida”.

 

Ecoando Lula, que falara aos repórteres antes dela, disse que vai à reunião do G-20, em Seul, disposta a brigar contra a guerra cambial.

 

Uma guerra que Lula fizera questão de atribuir à manipulação que EUA e China fazem da cotação de suas moedas.

 

"Todos os países que não são a China e os EUA percebem que há uma guerra cambial”, Dilma reforçou.

 

“E eu quero dizer para vocês que em uma situação dessas não tem solução individual".

 

Antes dela, o presidente dissera: "Vou para o G-20 para brigar. Se eles já tinham problema para enfrentar o Lula, agora vão enfrentar o Lula e a Dilma".

 

Provocada, Dilma comentou a sentença de execução da iraniana Sakineh Ashtiani. Não usou meias palavras:

 

"Eu sou radicalmente contra o apedrejamento da Sakineh. [...] Entendo que é uma coisa muito bárbara".

 

Organismos internacionais dizem que a execução da iraniana é iminente. Deve ir à forca, não mais às pedras.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h51

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Lula anuncia o que todos sabem, mas não acreditam

Um presidente da República recém-eleito costuma ser assaltado por uma ilusão. A ilusão de que vai presidir. Com Dilma Rousseff é diferente.

 

Atriz coadjuvante de uma peça escrita, produzida, dirigida e estrelada por Lula, Dilma não teve direito nem à ilusão de que preside.

 

Eleita no domingo, começou a costurar a composição do futuro governo na manhã seguinte.

 

As manchetes informam que cada partido terá sua cota. E avisam que Dilma é da cota de Lula.

 

Decorridos quatro dias do encontro do eleitor com a urna, Lula sentiu-se como que compelido a prestar esclarecimentos.

 

Em entrevista extraordinária, ele veio aos holofotes para informar algo que todo mundo sabe, mas ninguém acredita: Dilma foi eleita presidente.

 

Disse que sua pupila montará o ministério que bem entender: “O governo da Dilma tem que ter a cara e a semelhança da Dilma”.

 

Nenhum nome foi anunciado. A cara do “novo” governo é, por ora, um retrato calado. A platéia intui que vem aí algo muito parecido.

 

A barba do Lula, o bigode do Sarney, as orelhas do Temer, a boquinha do Renan, a calva do Meirelles, o nariz do Palocci, os olhos azuis do Eduardo Campos...

 

Lula negou que tenha requerido a permanência de alguns de seus auxiliares. “Rei morto, rei posto”, disse.

 

Sabe-se, porém, que o Paulo Bernardo deve ficar. O Guido Mantega também será aproveitado. E quanto a Lula, vai voltar em 2014?

 

A resposta veio na forma de lero-lero. O presidente declarou que, com a popularidade granjeda, o retorno geraria expectativas inauditas.

 

Disse que é “pequeno” discutir a coisa agora. Afirmou que Dilma, se bem sucedida, deve disputar a reeleição. Lula só não disse um peremptório e sonoro “NÃO”.

 

Preferiu fazer piada. Melhor evitar a discurssão, disse ele, "senão vai chover bolinhas de papel em nossa cabeça".

 

 

Terminada a performance do protagonista, a coadjuvante foi ao microfone. Àquela altura, estava claro qual será o primeiro desafio de Dilma.

 

Ela vai à cadeira de presidente, em janeiro de 2011, com a missão de provar que é presidente.

 

Lula encareceu à oposição que não trate a sua sombra do modo "raivoso" com que o tratou.  

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h42

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‘O PMDB não cederá um milímetro nos seus direitos’

  Fábio Pozzebom/ABr
Líder do PMDB e candidato à presidência da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) explicou como seu partido negociará a participação no governo Dilma Rousseff: “O PMDB não cederá um milímetro nos seus direitos nem ousará faltar um milímetro nos seus deveres. Essa é a síntese do partido”.

 

Em entrevista ao blog, Henrique Alves se esforçou para jogar água na fervura que aquece as relações do seu partido com o petismo: “Ninguém está apostando em confronto com o PT. Não haverá. Não há a menor hipótese”.

 

Informou, porém, que o PMDB não abre mão de manter sob Dilma os seis ministérios que obteve na gestão Lula, à qual se incorporou em 2007. A partilha da Esplanada foi aberta na noite passada, em jantar que reuniu o vice-presidente eleito Michel Temer e o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

 

Vai abaixo a entrevista com Henrique Alves:

 

 

 

- Soube que o sr. e Cândido Vaccarezza [candidato do PT à presidência da Câmara] firmaram um armistício. É fato? Sim. Vamos tirar isso de pauta agora, porque é coisa para se resolver só em fevereiro. Temos uma pauta complicada pela frente: mais de dez medidas provisórias para votar e a formação do governo, que exige entendimento entre os aliados. Esse assunto [o comando da Câmara] pode aguardar um pouco.

- Como será negociada a participação do PMDB no novo governo? O PMDB não cederá um milímetro nos seus direitos nem ousará faltar um milímetro nos seus deveres. Essa é a síntese do partido.

- Acha possível resolver pacificamente as pendências com o PT? Ninguém no PMDB está apostando em confronto com o PT. Não haverá. Não há a menor hipótese.

- Definiu-se que PMDB e PT dividirão o comando da Câmara na próxima legislatura. Mas ambos querem ocupar a presidência no primeiro ano. Como resolver? Na atual legislatura, a maior bancada é a nossa. Tivemos o bom senso de entender que, em nome do melhor relacionamento, era importante fazer uma concessão. E fizemos. No primeiro biênio, foi o Arlindo [Chinaglia]. E, só depois, o Michel [Temer]. Não há razão para mudar esse critério.

- A partir de 2011, o PMDB terá menos deputados que o PT. Isso não enfraquece a sua posição? Não enfraquece porque, na atual legislatura, o PT era a menor bancada e, por boa vontade do PMDB, ocupou a presidência antes de nós. Foi um gesto que fizemos para conciliar.

- No Senado, o PMDB invoca a condição de dono da maior bancada para reivindicar a presidência, não? No Senado é diferente. É uma questão regimental, está previsto no regimento que o maior partido tem direito de indicar o presidente. Não dá para envolver o Senado na negociação da Câmara.

- Como obter um consenso na Câmara? Quem vai ser o primeiro ou o segundo, o tempo dirá. O importante é que PT e PMDB se entendam nesse revezamento. Deu certo no governo Lula e, agora, tem mais razões ainda para dar certo. Não teremos mais o Lula, que matava no peito e resolvia as questões. Tinha crise, dificuldade, derrota, o Lula chamava e resolvia. Dilma vai ter que ser muito mais ajudada pelo conjunto dos partidos. Nós vamos ajudar.

- E quanto aos outros partidos com direito a voto na Câmara? Num primeiro momento, é preciso construir um entendimento entre os dois maiores partidos, o PMDB e o PT. Isso já será um sinal de maturidade. Num segundo momento, aquele que for escolhido terá de tentar ser o candidato de toda a Câmara, um representante das forças do governo e da oposição, do maior ao menor partido. Até porque, aquele que for o presidente terá o dever de encaminhar reformas importantes, como a política e a tributária. Será necessário o consenso.

- O DEM parece preferir o nome de Vaccarezza ao seu. Alega que o PMDB não pode presidir as duas Casas. Como reverter? Seria uma incoerência. Há dois, anos o DEM veio conosco, ajudou a eleger o Michel [Temer]. Não questionou que o Senado fosse nosso também. Não creio que será diferente agora.

- Acha que a fricção entre PMDB e PT pode resultar em desavença? Quem quiser incendiar isso aí [a disputa pelo comando da Câmara] não vai encontrar pólvora. Eu não vou deixar. Temos o dever de nos entender. O PMDB está num novo momento. Não tem esse negócio de brigar por cargos, criar problemas. Temos que ir para o governo [Dilma] ajudando a construir. É diferente do outro [o de Lula], que a gente apoiou e encontrou pronto. Agora, nós somos coresponsáveis.

- Legendas como o PSB reivindicam ministérios comandados pelo PMDB. O da Integração Nacional, por exemplo. O que acha? Veja bem, o PT tem 15 ministérios, o PMDB tem apenas seis. Fala-se em dispor da Saúde, da Integração... Mas alto lá! O  PMDB tem hoje o tamanho que o Lula reconheceu na hora em que apoiamos o governo [em 2007]. Agora, nós ajudamos a construir a vitória [de Dilma]. Tem gente nossa que quer inclusive ampliar a participação.

- Acha que deve ser ampliada? Não. O PMDB deve ficar do tamanho que está. Para ampliar, seria preciso tomar alguma coisa de alguém. E não queremos tomar nada de ninguém. Vamos ficar com o que temos. Não adianta ficarmos satisfeitos e os outros partidos da coligação ficarem insatisfeitos. Nós temos que ajudar. Não teremos mais o Lula, que resolvia tudo. É hora de construir.

- Inclui o Banco Central de Henrique Meirelles na conta de seus ministérios? Não. Os nossos ministérios são: Saúde, Integração Nacional, Agricultura, Comunicações, Minas e Energia e Defesa. Lula reconheceu esse tamanho do PMDB na hora que o apoiamos. Agora, nós participamos da vitória. Poderíamos pensar em mais. O PT tem 15 ministérios. Mas não adianta pensarmos em mais. Estamos preocupoados com o conjunto da coligação. Queremos ajudar a presidente Dilma a substituir o Lula, uma tarefa quase impossível. Nós seremos parceiros nisso.

- O PMDB admite trocar seus ministérios por outros? A questão não é só de quantidade, mas de qualidade. Muitos dos nossos gostariam também de trocar. Há a pasta dos Transportes, a das Cidades... Mas, para mexer, desarruma. Por isso, o PMDB quer apenas preservar os espaços que obteve, ainda que agora o partido tenha ajudado a construir a vitória. Deixa como está. Vamos colaborar. O PMDB é, hoje, um novo partido.

- Como assim? Alcançamos a maturidade. O partido já errou muito, já apanhou muito. Tinha aquela briga intestina do grupo da Câmara com o do Senado, que nos prejudicou muito. Agora, estamos unidos. Essa união é a nossa força. Hoje, o Michel [Temer] fala por todo o partido. É um avanço extraordinário.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h15

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: PMDB desafia PT e diz que não cederá 'um milímetro'

 

- Folha: Dilma quer mudar regra de reajuste do salário mínimo

 

- Estadão: Mal-estar com PMDB faz Dilma pôr Temer na equipe de transição

 

- JB: Plínio prevê mensalão no novo governo

 

- Correio: PMDB joga duro e Dilma escala Temer

 

- Valor: PMDB já influencia as decisões da transição

 

- Estado de Minas: Transição terá Temer após pressão do PMDB

 

- Jornal do Commercio: Número de homicídios cai 13,3% no Estado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h39

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Terapia de choque!

Miguel

- Via 'Jornal do Commercio'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h42

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Temer e Dutra ratificam acordo PT-PMDB na Câmara

Lula Marques/Folha

 

Reunidos na noite desta terça (2), Dia de Finados, José Eduardo Dutra e Michel Temer selaram um acordo.

 

Tentam evitar que a guerra travada por PT e PMDB pela presidência da Câmara resulte em morte.

 

Deliberou-se que, na próxima legislatura, os dois partidos dividirão o comando da Casa –um biênio para o PT e outro para o PMDB.

 

Trata-se, em verdade, da ratificação de um pré-acordo que já havia sido firmado. No essencial, a arenga permanece irresolvida.

 

Discute-se há meses quem terá a primazia. Petês e pemedebês desejam presidir a Câmara no primeiro biênio (2011-2012).

 

O PMDB já definiu o seu nome: o líder Henrique Eduardo Alves. No PT, o mais bem-posto é Cândido Vaccarezza, líder de Lula na Câmara.

 

Repete-se agora um arranjo feito na legislatura que termina, ainda sob Lula.

 

Por esse acerto, coube ao petista Arlindo Chinaglia (SP) o comando dos primeiros dois anos. E ao próprio Michel Temer, a presidência do derradeiro biênio.

 

Dutra e Temer decidiram adiar o embate. Optou-se por resolver primeiro uma batalha mais urgente: a divisão do ministério de Dilma Rousseff.

 

Sobre isso também conversaram. Porém, no contato com os repórteres, não disseram palavra a respeito do tema, igualmente espinhoso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 01h07

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Lula nomeará Carvalho e Bernardo para a ‘transição’

Lula decidiu designar duas pessoas para coordenar a transição em nome do governo.

 

Ambos são petistas: o ministro Paulo Bernardo (Plenejamento) e o chefe de gabinete do presidente, Gilberto Carvalho.

 

Farão a interface com o também petista Antonio Palocci, indicado por Dilma Rousseff para a coordenação técnica do seu gabinete de transição.

 

Um gabinete que, por ora, conta com 30 pessoas. Pela lei, pode chegar a 50. As despesas serão providas pelo Tesouro. Coisa de R$ 2,8 milhões.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h22

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Eduardo Campos leva as pretensões do PSB a Dutra

  Lula Marques/Folha
Os presidentes do PT e do PSB –José Eduardo Dutra e Eduardo Campos— vão se reunir na noite desta quinta (4), em Brasília.

 

Indicado por Dilma Rousseff para negociar a composição do futuro ministério, Dutra ouvirá de Campos as pretensões do PSB.

 

Sob Lula, o PSB controla duas pastas: Ministério de Ciência e Tecnologia e Secretaria Especial de Portos. Sob Dilma, a legenda quer mais.

 

Almeja pelo menos três ministérios, um dos que já gerencia e outros dois: Integração Nacional e Cidades.

 

A pasta da Integração Nacional é gerida pelo PMDB, que não admite perdê-la. A das Cidades é do PP, mas tornou-se objeto do desejo do PMDB e também do PT.

 

Dilma padece agora as dores das coligações grandes. Na fase da campanha, ajudada por Lula, revelou-se uma compositora de talento. Compôs com todo mundo.

 

Reuniu em torno de si dez partidos. Eleita, descobre que a partitura, por inelástica, só comporta sete notas. Pior: todos parecem se interessar apenas pelo Sol.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h38

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Dilma diz que vai ‘reajustar’ valores do Bolsa Família

Marcello Casal/ABr

 

Em entrevista à TV Brasil, a presidente eleita Dilma Rousseff informou que pretende “reajustar” os benefícios do Bolsa Família.

 

A providência virá depois da posse, em janeiro de 2011. Mas exigirá ajustes no Orçamento da União, a ser votado pelo Congresso em 2010.

 

“O Orçamento é uma peça que está sempre num quadro com o qual você opera”, disse Dilma.

 

“É possível conseguir que haja mais recursos para aquilo, dependendo de suas prioridades".

 

Dilma não disse de quanto será o reajuste. Apenas informou que, além de corrigir a inflação, proporcionará “ganho real” à clientela do programa.

 

Durante a campanha eleitoral, o candidato derrotado José Serra prometera, primeiro, “dobrar” o Bolsa Família. Depois, disse que concederia um “13º” anual.

 

Quanto à composição do futuro ministério, Dilma afirmou que pretende aumentar o número de mulheres na Esplanada.

 

“Tenho todo interesse em ocupar os quadros ministeriais com muito mais mulheres, mas também não vou fazer regime de cotas...”

 

“...Se as mulheres forem maioria é porque foram competentes.”

 

Declarou também que alguns dos ministros de Lula podem ser mantidos na “nova” equipe. Esquivou-se de declinar nomes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h53

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Na disputa da Câmara o DEM pende para Vaccarezza

Adversário feroz do PT, o DEM cogita protagonizar um movimento inusitado: o apoio ao petista Candido Vaccarezza na briga pela presidência da Câmara.

 

Líder de Lula na Câmara, Vaccarezza mede forças com o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves.

 

Em minoria, a oposição não tem nenhuma chance de emplacar um nome próprio. Terá de optar por um dos dois governistas.

 

Em privado, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), diz que a vitória de Vaccarezza serve mais aos interesses de sua legenda.

 

Na opinião de Rodrigo, revelada entre quatro paredes, é essencial para a oposição impedir que o PMDB comande as duas Casas legislativas.

 

Dá-se de barato que o partido de Michel Temer terá, por majoritário, o comando do Senado. E deseja-se evitar que leve também a Câmara.

 

Do ponto de vista político, imagina a cúpula do DEM, um petista na Câmara levará ao aumento da fricção entre os dois sócios majoritários do governo Dilma.

 

De resto, numa visão mais pragmática, a tribo dos ‘demos’ enxerga em Vaccarezza um interlocutor mais confiável do que Henrique Alves.

 

Embora tenha saído das urnas mais fraco, o DEM logrou eleger 46 deputados. Com esses votos, pretende negociar um bom acordo.

 

As conversas passarão pela escolha das comissões da Câmara, pela indicação de relatores para projetos relevantes e pelas emendas ao Orçamento.

 

No capítulo das emendas, o DEM imagina que o apoio a Vaccarezza pode atenuar os efeitos de um fenômeno corriqueiro.

 

O governo costuma preterir os congressistas de oposição na hora de liberar as verbas destinadas, via Orçamento, às bases eleitorais de cada um.

 

Na visão do DEM, Vaccarezza teria, sob Dilma, mais acesso ao governo do que Henrique Alves. Na hora das liberações, influiria mais.

 

De resto, aos olhos do DEM, o PMDB constitui uma ameaça maior do que o PT. Vive a tentar cooptar os seus quadros.

 

Agora mesmo, a direção do partido de Michel Temer assedia o prefeito ‘demo’ de São Paulo, Gilberto Kassab.

 

Embora o movimento do DEM em direção a Vaccarezza pareça inusitado, não é propriamente algo inédito.

 

Em disputas anteriores pelo comando da Câmara, o partido de Rodrigo Maia apoiou o comunista Aldo Rebelo (PCdoB-SP), contra o PMDB.

 

Antes de se servir do apoio do DEM, Vaccarezza terá de lidar com o seu próprio partido. Há, hoje, quatro petistas na briga pela presidência da Câmara.

 

Além de Vaccarezza, cobiçam o posto Arlindo Chinaglia (SP), João Paulo Cunha (SP) e Marco Maia (RS).

 

Nos subterrâneos, Vaccarezza tenta costurar um acordo que promova a unidade do petismo. Do contrário, terá de disputar a indicação partidária no voto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h04

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PMDB chia e Dilma inclui Temer no time da transição

  Folha
A coligação partidária é uma aliança que os partidos coligados colaboram cotidianamente para destruir.

 

É algo muito parecido com o matrimônio. Só que com outro nome: patrimônio. O público, bem entendido.

 

Unidos desde o segundo mandato de Lula, PT e PMDB vivem uma segunda lua de mel sob Dilma Rousseff.

 

A julgar pela turbulência das primeiras horas, os atores talvez devessem utilizar cinto de segurança.

 

Eleita num dia, Dilma reuniu-se com o PT no outro. Escolheu os coordenadores do gabinete de transição. Todos petistas.

 

O PMDB chiou. Acha que, assim como nas relações conjugais, a felicidade das coligações só é possível a três.

 

Dilma apressou-se em dar meia-volta. Incluiu no rol de coordenadores da transição o grão-pemedebê Michel Temer. Em nota, Dilma anotou:

 

"A coordenação política dessa equipe será feita pelo vice-presidente eleito Michel Temer, pelo coordenador geral da campanha, José Eduardo Dutra, e pelos deputados federais Antonio Palocci e José Eduardo Cardozo".

 

Assim será durante todo o governo seminovo de Dilma. O pior momento da convivência entre PT e PMDB será sempre o próximo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h42

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Alckmin toma distância de ação paulista ‘anti-Aécio’

 Folha
Depois de encharcar a camisa por José Serra, o governador eleito Geraldo Alckmin recolheu-se para descansar.

 

A política, porém, o persegue pelo telefone. Num diálogo travado nesta segunda (1º), Alckmin, provocado, falou de Aécio Neves.

 

Tomou distância do pedaço do tucanato paulista que ergue barricadas contra a pretensão de Aécio de assumir o papel de líder da oposição.

 

Para Alckmin, a hora não é de divisão, mas de saborear o que as urnas de 2010 reservaram de bom para o PSDB.

 

Realça o fato de a legenda ter elevado de seis para oito o número de governos estaduais sob seu comando.

 

No mais, diz que mantém com Aécio boas relações. E recorda que o debate sobre a renovação do comando partidário é um ponto longínquo no calendário.

 

Começa nos diretórios municipais, sobe para os estaduais e só então chega à direção nacional. Coisa “muito distante”, diz.

 

Quanto ao comando do PSDB na Câmara e no Senado, diz Alckmin, cabe às bancadas decidir. Encrenca para fevereiro de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 08h06

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FHC agora cobra do PSDB que ‘defenda sua história’

  Folha
Passada a segunda a terceira sucessão presidencial em que o legado de seu governo não foi defendido pelo próprio partido, Fernando Henrique Cardoso avisa:

 

"Não estou mais disposto a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história".

 

FHC falou aos repóretes Maria Cristina Frias e Vinicius Mota. O resultado da conversa foi às páginas da Folha.

 

Abaixo, algumas das frases do ex-presidente:

 

 

- Serra e o 2º turno: “Serra foi fiel ao estilo dele. Tomou as decisões na campanha, com o [marqueterio Luiz] Gonzalez. Não fez diferente do que se esperaria de Serra como um candidato que define uma linha e vai em frente.”

 

- Rescaldo de 2010: “O PSDB, e não o Serra, tem outros problemas mais complicados. Precisa ter uma linguagem que expresse o coletivo. Os candidatos esqueceram a campanha e não definiram o futuro. O nosso futuro vai ser fornecer produtos primários? Ou vamos desenvolver inovação, a educação, a industrialização? Isso não foi posto”.

 

- Aécio e a fila do PSDB: “Eu não posso dizer que passou a primeiro lugar, mas que o Aécio se saiu bem nessa campanha, se saiu. Não posso dizer que passou a primeiro lugar porque o Serra mostrou persistência e teve um desempenho razoável. Não diria que existe um candidato que diga ‘Eu naturalmente serei’ [o presidenciável tucano em 2014]”.

 

- Sucessão e Método: “O PSDB também não pode ficar enrolando até o final para saber se [o candidato] é A, B, C ou D. Dentro de dois anos temos de decidir quem é e esse "é" tem de ser de todo mundo, tem de ser coletivo”.

 

- Legado da era tucana: “Não estou disposto mais a dar endosso a um PSDB que não defenda a sua história. Tem limites para isso, porque não dá certo. Tem de defender o que nós fizemos. A privatização das teles foi boa para o povo, para o Tesouro e para o país. Do ponto de vista econômico, as questões estão bem encaminhadas”.

 

- Lula e 2010: “O presidente Lula desrespeitou a lei abundantemente. Na cultura política, regredimos. Não digo do lado da mecânica institucional -a eleição foi limpa. Mas na cultura política, demos um passo para trás, no caso do comportamento [de Lula] e da aceitação da transgressão, como se fosse banal”.

 

- Marketing e eleições: “Nós entramos num marquetismo perigoso, que despolitiza. Hoje a campanha faz pesquisas e vê o que a população quer naquele momento. A população sempre quer educação, saúde e segurança, e então você organiza tudo em termos de educação, saúde e segurança. [...] O que nós temos na campanha é a reafirmação dos clichês colhidos nas pesquisas. Onde é que está a liderança política, que é justamente você propor valor novo. O líder muda, não segue.

 

- Os 16 anos de PSDB X PT: “O que o Chile fez na forma da Concertação [aliança entre Partido Socialista e Democracia Cristã que governou o país de 1990 a 2010], fizemos aqui sob a forma de oposição. Há muito mais continuidade que quebra. O pessoal do PT aderiu grosso modo ao caminho aberto por nós. Isso é que deu crescimento ao Brasil...”

 

- Lula e o Estado: “A nossa tradição é de corporativismo estatizante, e isso está voltando. É uma mistura fina, uma mistura de Getúlio, Geisel e Lula. O Lula é mais complicado que isso, porque é isso e o contrário disso. Como é a metamorfose ambulante, faz a mediação de tudo com tudo. Lula sempre faz a mediação para que o setor privado não seja sufocado completamente. Não sei como Dilma vai proceder”.

 

- O governo Dilma: “Não sabemos o que ela pensa, nem como é que ela faz. O Brasil deu um cheque em branco para a Dilma. Vamos ver o que vai acontecer com a conjuntura econômica. Há um problema complicado na balança de pagamentos, um deficit crescente, uma taxa de juros elevada e uma taxa de câmbio cruel”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h15

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Dilma quer na Casa Civil ‘nova’ Dilma: Graça Foster

  Petrobras/Divulgação
Dilma Rousseff revelou, em privado, algo que não admite publicamente: prefere nomear para a Casa Civil um nome técnico, não um político.

 

Chama-se Maria das Graças Silva Foster a preferida de Dilma. É conhecida como Graça Foster.

 

Funcionária de carreira da Petrobras, ocupa no momento a estratégica diretoria de Gás e Energia.

 

Dilma olha para Graça Foster como se mirasse o espelho. As duas têm um perfil absolutamente assemelhado.

 

Asssim como Dilma, Foster tem fama de gerente eficaz e durona. Na estatal petroleira, ganhou o apelido de “Caveirão”.

 

Uma referência ao veículo blindado que o BOPE, temível tropa de elite da PM do Rio, utiliza em suas incursões pelos morros cariocas.

 

O desejo de Dilma é o de acomodar na Casa Civil uma espécie de nova Dilma. Uma pessoa capaz de coordenar os principais programas do governo.

 

A pretensão vai na contramão do previsto. Até aqui, dava-se de barato no PT que o chefe da Casa Civil de Dilma seria Antonio Palocci.

 

Um pedaço da legenda acha temerária a troca de planos. Alega-se que Dilma, por técnica, precisa ter do seu lado alguém com a cintura flexível de Palocci.

 

Dilma, por ora, parece dar de ombros para a argumentação. Dispõe-se a nomear Palocci, mas não se mostra convencida de que deve dar a ela a Casa Civil.

 

Em conversa que manteve com Lula antes da eleição de domingo passado, Dilma levou à mesa o nome de Graça Foster.

 

Segundo apurou o repórter, Lula estimulou a sucessora a compor sua equipe como julgasse melhor.

 

A despeito desse diálogo, pelo menos um auxiliar de Lula e um expoente do PT crêem que, no final das contas, Palocci vai à Casa Civil.

 

“O Lula é como a Bíblia”, disse um dos interlocutores do blog. “Todos os cristãos lêem, mas cada um tira suas própris conclusões”.

 

A alternativa cogitada para a acomodação de Palocci, médico de formação, é a cadeira de ministro da Saúde.

 

Diz-se, porém, que o ex-czar da Fazenda torce o nariz para essa hipótese. Assim, para fazer valer sua vontade, Dilma teria de tourear o petismo.

 

Como existe a hipótese de Palocci não vingar, o PT desenvolve um antídoto a Graça Foster. Começa-se a mencionar para a Casa Civil o nome do ministro petista Paulo Bernardo (Planejamento).

 

A favor de Dilma, por enquanto, pesa a interpretação que deu à primeira leitura que fez das palavras de Lula. Se tiver de fato a carta branca da 'Bíblia', não haverá petista capaz de segurá-la.

 

Contra ela, o fato de que, a partir de janeiro de 2011, Lula será ex-presidente. Por mais que ele se disponha a socorrê-la, é ela quem vai ter de lidar com o PT e suas peculiaridades.  

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h42

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Lula não quer Palocci na área econômica, nem no Palácio

 

- Estadão: Dilma faz reunião de transição só com petistas e irrita PMDB

 

- JB: Os seis problemas para Dilma

 

- Correio: Acabou o coronelismo, diz Agnelo

 

- Estado de Minas: Palocci e Pimentel na transição de governo

 

- Jornal do Commercio: Dilma promete manter a política econômica

 

- Zero Hora: Dilma lançará pacto por saúde e segurança

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h45

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Terceirização!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Lula e Dilma devem viajar ao exterior em dois aviões

  Reuters
A decisão de Lula de levar a sucessora Dilma Rousseff às suas próximas viagens internacionais criou um inusitado problema de logística.

 

Substituto eventual do titular do cargo, o vice-presidente da República jamais viaja no mesmo avião do presidente.

 

Nos deslocamentos internacionais, um vai e o outro fica. Nos raros compromissos comuns em solo brasileiro, voam em aeronaves distintas.

 

Guiando-se pela lógica da segurança, os organizadores dos deslocamentos de Lula desaconselharam o embarque de Dilma no avião presidencial.

 

Cogita-se reservar para a presidente eleita um equipamento com conforto e boa autonomia de vôo. Deve ser um Legacy ou o EMB-190.

 

Já neste final de semana, Lula e Dilma embarcarão para Moçambique, na África. De lá, vão a Seul, na Coreia do Sul, para uma reunião do G-20.

 

No final de novembro, presidente e sucessora vão a um encontro da Unasul, em Georgetown. Em meados de dezembro, a uma reunião do Mercosul, no Paraná.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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Ministério: a ‘quantidade’ chega antes da ‘qualidade’

Lula Marques/Folha

 

Começou cedo a encrenca da formação do “novo” ministério. Dilma Rousseff promete nomes de qualidade. Mas a discussão começou pela quantidade.

 

Forma-se ao redor da presidente eleita um sólido consenso: tomado pelo crescimento que arrancou das urnas, o PSB precisa ser “premiado”.

 

Na mesma linha de raciocínio, o encolhimento eleitoral do PMDB teria de ser refletido no tamanho que a legenda exibe na Esplanada.

 

Sob Lula, o PSB do governador pernambucano Eduardo Campos controla duas pastas “periféricas”: Ministério da Ciência e Tecnologia e Secretaria de Portos.

 

O PMDB do vice-presidente eleito Michel Temer gere cinco ministerões: Integração Nacional, Agricultura, Comunicações, Saúde e Defesa.

 

Sem contar o aparinhamento do ministro e o controle de generosos nichos das Minas e Energia (uma diretoria da Petrobras e várias posições no setor elétrico).

 

No alvorecer do vaivém de cadeiras, passou-se a cogitar a transferência da Integração Nacional do PMDB para o PSB, que reivindica ao menos três pastas.

 

Excluído da primeira reunião de transição de governo, realizada nesta segunda (1º), na casa de Dilma, o partido de Temer já farejou o cheiro de queimado.

 

Como os interesses em jogo são maiores que o tamanho da Esplanada, uma hora Dilma terá de exercer as atribuições para as quais foi eleita.

 

Os dez partidos que integram a megacoligação vitoriosa enxergam na nova presidente a Dilma boazinha vendida na propaganda eleitoral.

 

Porém, a resolução da encrenca ministerial vai exigir a presença daquela Dilma malvada da fase pré-eleitoral.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h20

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Dilma afirma que vai anunciar ministério ‘por blocos’

  Macho Doce/Reuters
Dilma Rousseff concedeu entrevistas a duas emissoras de TV na noite desta segunda (1º). Uma à Record e outra à Globo.

 

Três temas freqüentaram ambas as conversas: a equipe do futuro governo, a gestão da economia e o relacionamento com a imprensa.

 

Sobre a composição do ministério, disse que não fará “anúncios fragmentados, espalhados ou individualizados”.

 

Quando anunciar nomes, será “por blocos”. Disse que utilizará dois critérios na seleção: técnicos e políticos.

 

Vai manter Guido Mantega (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central)?

 

Dilma esquivou-se de confirmar. Tampouco negou: "Eu acredito que esses serão anúncios que terei mais cuidado a fazer. Ainda não tenho a decisão tomada".

 

Revelou-se preocupada com a síndrome econômica da moda: a “guerra cambial”. Afirmou que a solução para a desvalorização artificial de moedas passa pelos organismos multilaterais.

 

Não lhe passa pela cabeça modificar o sistema de câmbio flutuante que vigora no Brasil.

 

“Nós temos hoje uma quantidade de reservas que permite que a gente [...] se proteja em relação a qualquer tipo de guerra ou de manipulação internacional”.

 

Vai manter também a meta anual de inflação em 4,5%. Quanto aos gastos do governo, voltou a insinuar que deve levar o pé ao freio e a mão à faca:

 

"Terei um controle dos gastos públicos porque a característica principal de um governo no mundo de hoje é não gastar o que não pode, mas manteremos gastos sociais e investimentos".

 

Nas duas entrevistas fez profissão de fé a favor da liberdade de imprensa. Numa delas adiantou iniciativa que adotará depois da posse:

 

“Eu pretendo nos primeiros dias fazer uma reunião com os governadores sobre saúde e segurança”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h23

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Obama dá a Dilma os parabéns pela ‘vitória histórica’

Emmanuel Dunand/AFP

 

Dilma Rousseff recebeu nesta segunda (1º) um telefonema da Casa Branca. Do outro lado da linha, o presidente Barack Obama.

 

Em nota divulgada por Washington, informou-se que Obama parabenizou Dilma por sua “vitória histórica”.

 

Também elogiou o povo brasileiro “por sua fé e seu compromisso com a demcracia”. De resto, disse que espera encontrar Dilma “em breve”.

 

Realçou a “a excelente relação de trabalho entre os EUA e o Brasil e seu compromisso em aprofundar essa cooperação e explorar novas áreas de colaboração”.

 

Falou de três temas: energias limpas, crescimento global, assistência à reconstrução do Haiti. Além de “outras questões de importância global”.

 

Quando se avistar com Dilma, Obama deve ter uma grata surpresa. Em privado, a presidente eleita revela a intenção de estreitar as relações com os EUA.

 

O Brasil do “cara” distanciou-se de Obama ao achegar-se ao Irã. Dilma deseja aparar as arestas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Vai à web vídeo da comemoração de Lula com Dilma

“Presidenta! Deus te abençe. Valeu, valeu, valeu, valeu, valeu.”

 

Foi com essas palavras que Lula saudou a pupila Dilma Rousseff, já convertida em presidente eleita.

 

Deu-se na noite de domingo (31), no Palácio da Alvorada, a residência oficial que, em janeiro de 2011, o cabo eleitoral entregará à pupila.

 

Lula deu dois beijos em Dilma, em em cada face. Depois, a presidente eleita abraçou Marisa Leícia, a muher do patrono.

 

Lula, por sua vez, atracou-se com Antonio Palocci, o petista que o representou no comitê eleitoral e que ele deseja ver acomodado na Casa Civil de Dilma.

 

A cena foi gravada por Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da Presidência. O resultado foi levado, nesta segunda (1º) à página mantida pelo Planalto no Youtube e ao blog da oficial.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h37

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Passada a hibernação eleitoral, MST apresenta conta

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Escrito por Josias de Souza às 18h41

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Gabinete da transição terá Palocci, Dutra e Pimentel

Alan Marques/Folha

Homem forte da 'transição', o ministeriável Antonio Palocci chega à casa de Dilma

 

Passada a festa, Dilma Rousseff reuniu em sua casa operadores de sua ex-campanha. Começou a delinear o gabinete de transição. Terá a cara do PT.

 

O grão-petê Antonio Palocci vai cuidar do pedaço institucional da tarefa, auxiliado por Fernando Pimentel.

 

O presidente da legenda, José Eduardo Dutra, e o deputado José Eduardo Cardozo vão cuidar da negociação com os partidos.

 

Licenciado do Planalto, Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, deve tratar dos assuntos relacionados ao Itamaraty.

 

Prevê-se que o time seja formalmente anunciado até quarta. Dilma deseja tirar uns dias para descansar, provavelmente em Porto Alegre.

 

No final de semana, ela fará sua primeira viagem internacional como presidente eleita. Junto com Lula, vai à África e a uma reuniao do G-20.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h41

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Assessor barra Suplicy, que levava flores para Dilma

Flor de pessoa, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) comprou um cesto de orquídeas e foi à casa que serve de teto provisório para Dilma Rousseff.

 

Desejava entregar o mimo à presidente eleita e cumprimentá-la por ter escolhido a erradicação da miséria como prioridade de governo.

 

Pois Suplicy não passou nem do portão. Foi atendido por um assessor, do lado de fora da cerca.

 

"Disseram que ela está descansando. Na hora que ela quiser, voltarei para dar um abraço pessoalmente", conformou-se o senador.

 

Não demora e Suplicy vai se dar conta de que amigo no poder é, por vezes, amigo perdido.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h48

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Aécio disputa comando da oposição com PSDB de SP

Fábio Pozzebom/ABr

 

Aécio Neves acha que chegou a sua vez de ocupar o primeiro lugar na fila do PSDB. Arma-se para disputar o comando da oposição ao governo Dilma Rousseff.

 

Senador eleito pelo PSDB de Minas, imaginava que teria de lidar com resistências de Geraldo Alckmin, “novo” governador de São Paulo.

 

Na noite passada, ficou claro que o desafio será maior. Aécio terá de prevalecer também sobre José Serra.

 

No discurso em que reconheceu a derrota, Serra insinuou interesse por 2014: “Minha mensagem de despedida nesse momento não é um adeus, mas um até logo”.

 

Um tucano mineiro, integrante do grupo de Aécio, leu o discurso de Serra nas entrelinhas.

 

Notou que, no capítulo dos agradecimentos, Serra citou apenas Geraldo Alckmin. “Ele se empenhou na minha eleição, mais do que se empenhou na dele”, disse.

 

Nem sinal de Aécio, a quem o tucanato paulista acusa de ter feito “corpo mole” no primeiro turno da eleição presidencial.

 

Mais cedo, o atual governador tucano de São Paulo, Alberto Goldman, concedera uma entrevista na web à Folha e ao UOL.

 

O signatário do blog participou da conversa. Perguntou a Goldman, se concordava com o raciocínio segundo o qual o eixo do partido muda de São Paulo para Minas.

 

Goldman não se limitou a discordar. Classificou a tese de “bobagem”. Disse que o PSDB “errou” ao não fazer uma oposição explícita a Lula.

 

Goldman esclareceu que não se referia à campanha do amigo Serra, mas a todo o período do governo Lula.

 

O discurso vai em sentido inverso à estratégia que Aécio planeja por em pé. Para ele, o PSDB precisa ampliar o seu leque de alianças.

 

Acha que a derrota de Alckmin na disputa presidencial de 2006 e a de Serra agora deixaram claro que a parceria com o DEM já não basta.

 

Trabalha com a hipótese de achegar-se a partidos que, hoje, gravitam na órbita de Lula e do PT. Legendas como o PSB e o PDT.

 

Aposta no desgaste da gestão Dilma a médio prazo. E supõe que, confortáveis sob Lula, esses partidos tendem a tomar distância da sucessora dele.

 

Na concepção de Aécio, a oposição desperdiçará o seu tempo se apostar na raiva. Acha que o contraponto precisa ser “propositivo”.

 

Antes mesmo de assumir a cadeira de senador, em fevereiro de 2011, Aécio iniciará um ciclo de contatos suprapartidários.

 

Valendo-se da reconhecida vocação para o diálogo, deseja estabelecer uma “agenda” de reformas. Começa pela política, passa pela tributária e chega à previdenciária.

 

Na cabeça de Aécio, a tal agenda brotaria do Legislativo e submeteria o Executivo. Algo que exige a construção de pontes.

 

A lista de interlocutores de Aécio inclui gente como o governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), o ministro Carlos Lupi (PDT) e até Renan Calheiros (PMDB).

 

Alega que o uso de dinamite igualaria o PSDB de hoje ao PT de ontem, que torcia o nariz para tudo, inclusive para iniciativas benéficas ao país.

 

De resto, Aécio defende a reconciliação do PSDB com o seu passado. Acha que passou da hora de o partido assumir o legado de FHC como algo benfazejo.

 

O PSDB de Minas e o de São Paulo se movem contra um pano de fundo em que reluzem quatro algarismos: 2014.

 

Para Aécio, a fila do partido andou. Acha que chegou a vez de Minas. Tomado pelo discurso deste domingo, Serra não parece tão convencido.

 

Derrotado na disputa presidencial, o tucanato emerge das urnas de 2010 com um cacife nada negligenciável. Ampliou de seis para oito os Estados sob seu controle.

 

As jóias da coroa são justamente São Paulo, cujo governo retorna às mãos de Alckmin; e Minas, onde Aécio reelegeu o seu “poste”, Antonio Anastasia.

 

Somando-se aos demais Estados em que prevaleceu (Paraná, Goiás, Alagoas, Pará, Tocantins e Roraima), o PSDB governará para 47,5% do eleitorado nacional.

 

Convertidas em cifrões, as oito administrações tucanas representarão algo como 49% da receitas amelhadas pelos Estados em tributos. Algo como R$ 230 bilhões anuais.

 

Por ora, o PSDB usa o seu notável poder de fogo, contra si mesmo. Entra eleição, sai eleição, o tucanato continua sendo um conjunto de amigos 100% feito de inimigos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h34

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Lula elege Dilma e aliados já articulam sua volta em 2014

 

- Folha: Dilma é eleita

 

- Estadão: A vitória de Lula

 

- JB: A mulher chega ao poder: 56% garantem vitória de Dilma

 

- Correio: Dilma do Brasil

 

- Valor: Dilma é eleita e define medidas

 

- Estado de Minas: Mineira será a primeira presidente

 

- Zero Hora: A presidente do Brasil

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h20

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Novo figurino!

Sinfrônio

- Via 'Diário do Nordeste'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h03

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Dilma fará 50 nomeações para gabinete de transição

Funcionários e estrutura custarão ao Tesouro R$ 2,8 mi

 

  Jorge Araújo/Folha
Antes mesmo de tomar posse, a presidente eleita Dilma Rousseff acomodará na folha de salários do governo 50 pessoas.

 

Os indicados de Dilma vão ocupar postos identificados pela sigla CETG (Cargos Especiais de Transição Governamental).

 

Serão divididos em sete níveis herárquicos. No escalão mais baixo, o salário será de R$ 2,1 mil. No mais alto, R$ 11,4 mil.

 

O cargos são temporários. Vão durar o tempo da transição. Nomeados a partir desta semana, os ocupantes serão exonerados em 10 de janeiro de 2011.

 

Deve-se a estrutura a uma medida provisória baixada sob Fernando Henrique Cardoso, em 2002. Aprovada pelo Congresso, virou a lei 10.609.

 

Graças a essa lei, Dilma vai dispor também de espaço físico para alojar sua equipe de transição.

 

Lula decidiu acomodar sua pupila no mesmo local que lhe foi cedido, em 2002, por FHC: o CCBB (Centro Cultural do Banco do Brasil).

 

Os dois meses de transição custarão ao Tesouro Nacional R$ 2,8 milhões. Coube à equipe do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) fazer as contas.

 

Para cobrir a folha dos 50 indicados de Dilma, reservou-se R$ 1,1 milhão. Para bancar a estrutura, R$ 1,6 milhão.

 

Por meio de decreto editado em junho de 2010 (número 7.221), Lula adicionou novidades no processo de transição. Eis a principal:

 

Todos os ministérios terão de entregar à equipe de Dilma textos com compromissos obrigatórios do governo nos primeiros quatro meses da nova gestão.

 

Na sucessão atual, o gabinete de transição faria mais sentido se o eleito fosse o oposicioniosta José Serra.

 

Durante a campanha, a própria Dilma apresentou-se ao eleitorado como supergerente. Da Casa Civil, coordenava todo o governo. 

 

Em certos momentos, passou a impressão de que conhecia mais do que o próprio Lula os meandros da administração. A despeito disso, vai se servir do processo.  

 

O estabelecimento das regras de transição é um dos orgulhos de FHC. Ele diz que a providência introduziu “civilidade” nas relações políticas.

 

Pelo lado do governo que chega ao fim, cabe ao chefe da Casa Civil chefiar a transição, em sintonia com o coordenador de equipe a ser indicado por Dilma.

 

Os integrantes do grupo de transição terão acesso irrestrito aos dados do governo. Pela lei, são obrigados a preservar o sigilo das informações reservadas.

 

Os nomes que a presidente eleita irá escolher tendem a monopolizar as atenções nos próximos meses. A prevalecer a experiência de Lula, muitos podem virar ministros.

 

A própria Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia, em 2003, depois de coordenar a equipe de transição deste setor.

 

Antonio Palocci, até ontem mandachuva do comitê de campanha do PT, também foi alçado da equipe de transição de Lula para o cargo de Ministro da Fazenda.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h05

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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