Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Lula rejeita ideia de medir forças com Aécio por Hélio

Fotos: Elza Fiuza/ABr e Jorge Araújo/Folha

 

A reação de Antonio Anastasia (PSDB), candidato de Aécio Neves ao governo de Minas, abriu uma crise no comitê de Hélio Costa (PMDB).

 

Ministro das Comunicações até abril, Hélio reivindica uma injeção de Lula em sua campanha.

 

O vice de sua chapa, Patrus Ananias (PT), ex-ministro do Bolsa Família, compartilha da mesma opinião.

 

Para os dois, só Lula pode, a essa altura, estabelecer um contraponto à presença de Aécio na campanha rival.

 

Ouvido, Lula se dispôs a ajudar, mas rejeitou a idéia de travar com Aécio uma guerra de prestígio em Minas.

 

Aécio não mede esforços. Chegou a gravar um pedido de voto que o comitê de Anastasia leva aos ouvidos do eleitorado mineiro pelo telefone.

 

O time de Hélio desejava que Lula fizesse o mesmo. O presidente torceu o nariz. Disse que a esse ponto não chegaria.

 

Recordou que já havia gravado mensagem de apoio para a propaganda eletrônica de Hélio Costa.

 

Desejava-se que fizesse nova gravação. Na peça, mais do que expressar apoio à chapa PMDB-PT, pregaria contra Anastasia e o PSDB de Aécio.

 

Lula, de novo, levou o pé atrás. Disse que prefere fazer campanha a favor, não contra.

 

Por último, solicitou-se do presidente que participasse, junto com a presidenciável petista Dilma Rousseff, de uma série de atos de campanha em Minas.

 

Por ora, Lula topou participar apenas de mais um comício mineiro, provavelmente na quinta-feira (9) da semana que vem.

 

Nesta terça (31), em meio ao curto-circuito que o crescimento de Anastasia provocou na campanha de Hélio, PMDB e PT reuniram-se em Brasília.

 

Hélio foi representado no encontro por Michel Temer, presidente do PMDB federal e candidato a vice na chapa de Dilma.

 

Pelo PT, além de Patrus Ananias, o presidente da legenda, José Eduardo Dutra. Produziu-se na conversa mais diagnóstico do que receita.

 

Constatou-se o obvio: dá-se em Minas algo semelhante ao que se passa na cena nacional. O eleitor parece pender para a continuidade.

 

A exemplo do governo Lula, a administração mineira de Aécio dispõe de alto índice de aprovação.

 

Em âmbito estadual, Aécio rivaliza com Lula em termos de popularidade. E converte o prestígio pessoal em votos para Anastasia. Assim como Lula faz com Dilma.

 

Aécio diz que, no Estado, o discurso da continuidade que Lula esgrime no Brasil joga a seu favor. As pesquisas indicam que o tucano tem razão.

 

Do ponto de vista de Lula, o objetivo prioritário já foi alcançado em Minas: Dilma ultrapassou nas pesquisas do Estado o rival José Serra.

 

Curiosamente, o presidente parece enxergar o caso de São Paulo de maneira diversa. Ali também Dilma já está à frente de Serra. Porém...

 

Porém, Lula decidiu tonificar sua presença na campanha estadual de Aloizio Mercadante, que mede forças com outro tucano, Geraldo Alckmin.

 

Para o presidente, parece mais prioritário o esforço para dobrar a espinha do tucanato em São Paulo do que em Minas. Natural.

 

Alckmin é um tucano de bico mais duro que o de Aécio. Num eventual governo Dilma, tende a causar mais problemas.

 

De resto, São Paulo é o berço do PT. E Alckmin foi o adversário de Lula na sucessão de 2006. Há na atmosfera um quê de revanche.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra: Comitê de Dilma adota tática do ‘pega ladrão’

  Sérgio Lima/Folha
O tucano José Serra reagiu nesta terça (31) às declarações que a rival petista Dilma Rousseff fizera na véspera sobre o caso da violação de dados da Receita.

 

Em entrevista televisiva, Dilma dissera que é o PSDB, são os tucanos, não os petistas que “tem um histórico de vazamento expressivo”.

 

E Serra: "O sujeito bate a carteira de alguém, enfia ela no bolso e sai gritando: 'Pega ladrão'."

 

Acrescentou: "Tudo o que foi feito foi para proveito da campanha dela [Dilma], organizado pela campanha dela...”

 

“...Aquele dossiê sujo que estavam preparando, organizado pelo Fernando Pimentel [candidato do PT ao Senado], já tinha dados de quebra de sigilo".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fisco acusa mais duas por ‘violação’ de dados fiscais

A Corregedoria da Receita acusou mais duas servidoras de participar da violação do sigilo fiscal de quatro pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra.

 

Chamam-se Ana Maria Caroto e Lucia de Fátima Gonçalves Milan.

 

A primeira é funcionária do Serpro, cedida ao fisco. A outra é analista tributária.

 

Os nomes de ambas constam de notificação do fisco. Abiram-se novos processos administrativos.

 

Na véspera, a Corregedoria protocolara no Ministério Público representação criminal contra as duas servidoras cujos nomes já estavam pendurados nas manchetes.

 

São elas: Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva, analista tributária; e Addeilda Ferreira Leão dos Santos, outra servidora egressa do Serpro.

 

Nesta terça (31), a Advocacia Geral da União ajuizou um recurso no TRF da 1ª Região, tribunal sediado em Brasília.

 

Na peça, requer a cassação da liminar que concedera ao tucano Eduardo Jorge, na semana passada, acesso ao processo administrativo que corre no fisco.

 

Vice-presidente executivo do PSDB federal, EJ é um dos quatro personagens vinculados a Serra que tiveram os dados fiscais bisbilhotados.

 

O governo alega que o processo, por sigiloso, não deve ser manuseado por pessoas estranhas à investigação. A tese é marota.

 

Tenta-se sonegar até aos violados o conhecimento dos meandros de uma apuração que, de antemão, os mandachuvas da Receira dizem não ter conotação eleitoral.

 

Na semana passada, como se recorda, o corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Costa D'Ávila, vira-se compelido a dizer meia dúzia de palavras sobre o caso.

 

Em entrevista concedida ao lado do secretário da Receita, Otacílio Cataxo, o corregedor tratara o crime como convencional, não político.

 

Instalou-se no escritório da Receita em Mauá (SP), segundo ele, um “balcão de compra e venda de dados fiscais sigilosos".

 

Curiosamente, a hipótese do “balcão” não foi mencionada nos papéis que o fisco remeteu ao Ministério Público. Não se fez menção à "compra e venda".  

 

De resto, ainda que a hipótese seja verdadeira, conviria identificar as mãos que compraram os dados antes de afastar o componente eleitoral do malfeito.

 

No mais, não se pode esquecer a gênese da encrenca. A Receira pôs-se a perscrutar suas próprias entranhas depois de uma notícia veiculada na Folha.

 

Informara-se que os dados fiscais de EJ migraram das máquinas da Receita para um documento que circulava no “grupo de inteligência” do comitê de Dilma Rousseff.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Campos diz que fará a ‘ponte’ de Dilma com o PSDB

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Um dos principais aliados de Lula no Nodeste, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), revelou o papel que planeja desempenhar depois da eleição.

 

"Temos disposição de abrir canais com todos os candidatos do PSDB que apoiamos nos Estados", disse Campos.

 

O governador discorreu sobre seus planos numa conversa com os repórteres Aline Moura e Rosália Rangel.

Apontado pelas pesquisas como favorito à reeleição já no primeiro turno, Campos é presidente do PSB federal.

 

Ajudou Lula a retirar de cena a candidatura presidencial do correligionário Ciro Gomes. Depois, levou sua legenda à coligação de Dilma Rousseff.

 

Agora, convencido de que Dilma prevalecerá sobre José Serra, Campos tenta se encaixar no tabuleiro do dia seguinte.

 

Serve-se das relações que cultiva no PSDB. Em alguns Estados, seu partido integra coligações encabeçadas por candidatos tucanos.

 

Em Minas, por exemplo, o PSB apoia Antonio Anastasia, o candidato de Aécio Neves. No Paraná, dá suporte a Beto Richa. Em Alagoas, está com Teotonio Vilela Filho.

 

Na Paraíba, o partido de Campos apoia a chapa que tem o tucano Cássio Cunha Lima como candidato ao Senado. No Amazonas, associou-se à chapa de Arthur Virgílio.

 

Em Pernambuco, Campos cultiva, desde os tempos de colégio, uma amizade com Sérgio Guerra, presidente do PSDB federal e coordenador da campanha de Serra.

 

Deve-se a essa proximidade a intoxicação das relações de Guerra com Jarbas Vasconcelos, rival de Campos na disputa estadual.

 

A despeito de o PSDB ter firmado aliança com o PMDB de Jarbas, Campos atraiu para sua campanha o apoio de 14 dos 17 prefeitos tucanos de Pernambuco.

 

Daí o desejo de Campos de firmar-se como “ponte” de Dilma com o PSDB de Serra. Ele avalia que, passada a eleição, pedaços do tucanato se disporão a colaborar.

 

Cita, por exemplo, Aécio Neves, que as pesquisas dão como senador eleitor por Minas.  

 

"Aécio tem vocação de ajudar o Brasil. E, no que depender de mim, ele e várias lideranças do PSDB estarão conosco no próximo ano".

 

Campos não exclui da cena de concórdia que idealiza nem mesmo Arthur Virgílio, um dos mais ferozes adversários de Lula no Senado.

 

Nota que, no esforço para se reeleger, Virgílio, que, noutros tempos, ameaçara até sair no braço com Lula, já não pronuncia ataques ao presidente:

 

"Ele tem o nosso apoio [à reeleição] e já está mudando de postura. A vida é um ciclo", disse o presidente do PSB.

 

"O importante é que, passadas as eleições, desmontem-se os palanques e se estendam as mãos às pessoas que tenham boa vontade e queiram ajudar..."

 

"...A própria Dilma vem falando isso. E acho que ela está correta. O desafio de manter o Brasil nesse ciclo de crescimento vai exigir um somatório de forças".

 

Sob a movimentação de Eduardo Campos esconde-se uma segunda intenção. Ele age para atenuar a hegemonia de PT e PMDB na aliança governista.

 

Durante os dois mandatos de Lula, Campos queixou-se do papel subalterno a que foi relegado o seu PSB, tratado como sócio de segunda classe.

 

Ele imagina que, sob Dilma, a correlação de forças vai mudar. Hoje, o PSB dispõe de 27 deputados federais, dois senadores e três governadores.

"Queremos fazer de 35 a 40 deputados federais, seis senadores e sete governadores", estima Campos, em timbre otimista.

 

Vitaminado pelas urnas, o PSB passará, no cálculo de seu presidente, da posição de coadjuvante à de protagonista.

 

Agora só falta ganhar a eleição e combinar o jogo com os russos do PT e do PMDB.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ministro de Lula apoia movimento Dilmasia em Minas

  Marcello Casal/ABr
Em visita a Belo Horizonte, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) participou de uma panfletagem do movimento Dilmasia.

 

Deu-se na noite passada, numa praça do centro da capital mineira. Coisa metódica: Lupi pedia votos para a Dilma Rousseff, candidata de Lula ao Planalto...

 

...Atrás dele, militantes mineiros do PDT distribuíam panfletos do tucano Antonio Anastasia, o indicado de Aécio Neves para o governo de Minas.

 

Em Brasília, o PDT de Lupi é sócio minoritário do consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula.

 

Em Minas, o mesmo PDT integra o governo tucano, tocado por Aécio até abril. Daí a adesão de Lupi ao caldeirão em que se misturam Dilma e Anastasia.

 

"Já estamos nessa linha [de apoio a Aécio] há oito anos. E não podíamos, simplesmente, à véspera de uma eleição, arrumar as malas e sair”, disse Lupi.

 

Para o ministro, “seria incoerência" aderir à candidatura de Hélio Costa (PMDB), o rival de Anastasia, que dispõe do apoio de Lula.

 

Lupi lastimou que o PSDB tenha bloqueado a candidatura presidencial de Aécio. Insinuou que, se o candidato fosse ele, o PDT não estaria com Dilma:

 

poderia , disse o ministro, lembrando que outros partidos têm posição semelhante, como o PSB e o PP - de apoio a Dilma em nível nacional e Anastasia em Minas:

 

"Aécio é como um pato fora d’água dentro do PSDB. Tem visão diferente, tanto que o seu partido não lhe deu legenda para ser presidente. Se tivesse dado, o quadro político seria outro".

 

Proliferam em Minas as dobradinhas esdrúxulas. Além do Dilmasia, há o voto Helécio (Hélio + Aécio) e o Pimentécio (Fernando Pimentel + Aécio).

 

Para desassossego de José Serra, não surgiu ainda nenhum movimento consanguíneo. Nada de Serrasia. Nem sinal de Serrécio.

 

Serra mastiga em Minas o pão de queijo que Asmodeu amassou.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na BA, desanda a tática do palanque duplo PT-PMDB

Unidos na eleição presidencial, o PT de Dilma Rousseff e o PMDB de Michel Temer medem forças em vários Estados.

 

Para conciliar as desavenças regionais, idealizou-se a tática do palanque duplo. Funcionaria assim:

 

Lula sorriria para os dois candidatos a governador. Dilma escalaria o palanque do PT, mas não deixaria de pisar no do PMDB.

 

Os litigantes iriam à sorte dos votos. E todos viveriam felizes para sempre. Na Bahia, o conto de fadas desandou.

 

Ali, dois candidatos se apresentam ao eleitor como gente do Lula: o petê Jaques Wagner, favorito, e o pemedebê Geddel Vieira Lima, em terceiro nas pesquisas.

 

Na noite de quinta (26), Lula e Dilma foram a Salvador. Num palanque armado por Wagner, elogiaram-lhe a gestão. E pediram votos para ele.

 

Dali a 24 horas, Geddel levou à TV uma propaganda na qual desanca o personagem que, na véspera, Lula chamara de competente (assista lá no ato).

 

Além de sapatear sobre a reputação de Wagner, a peça traz Lula enaltecendo a atuação de Geddel como seu ministro.

 

O discurso que afaga Geddel é do ano passado. Gravação nova, especial para a eleição, Lula só fez para Wagner. Quem olha para a geléia baiana fica confuso.

 

Noutros tempos, imaginava-se que a política fosse a segunda profissão mais antiga do mundo. Mas, depois que inventaram as coligações, ela ficou muito parecida com a primeira.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Antes em baixa, os porcos voltam ao centro do palco

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Dilma atribui a ‘Lula’ a libertação dos presos de Cuba

Divulgação

 

Em entrevista concedida ao ‘Jornal da Globo’, Dilma Rousseff afirmou que Lula participou da negociação que levou à libertação de presos políticos de Cuba.

 

Mais que isso, a presidenciável petista disse que seu cabo eleitoral foi “responsável pela soltura”. Trata-se de uma declaração no mínimo controversa.

 

O mundo ficou sabendo no dia 8 de julho que Cuba decidira soltar, até outubro, 52 prisioneiros de consciência. Atribuira-se a novidade a dois fatores:

 

1. O êxito de uma negociação que a Igreja Católica abrira com a ditadura da ilha caribenha havia meses.

 

2. O constrangimento a que Cuba vinha sendo submetida graças à repercussão mundial da greve de fome de quatro meses do dissidente Guillermo Fariñas.

 

No dia seguinte, 9 de julho, Lula comentaria o fato. Realizava um giro pela África. Estava no último estágio da viagem, em Johannesburgo.

 

Em entrevista, o presidente classificou o acordo de “ótimo”. Disse ter recebido a informação com “alegria” e “felicidade”.

 

Na véspera, o chanceler Celso Amorim e o assessor internacional da Presidência, Marco Aurélio Garcia, haviam insinuado que o Brasil participara das tratativas.

 

No dizer de Marco Aurélio Lula fizera "gestões discretas" quando estivera em Havana, no mês de fevereiro. Porém...

 

Porém, o própria Lula transformaria as insinuações em pó ao informar aos repórteres que não estava a par das negociações da Igreja com o regime cubano.

 

Com as declarações da noite passada, Dilma devolve ao noticiário uma versão que o próprio presidente refugara há mais de um mês.

 

Os comentários da candidata foram feitos em resposta a uma questão sobre a comparação infeliz que Lula fizera.

 

O presidente equiparara os presos políticos de Cuba aos bandidos recolhidos às cadeias de São Paulo.

 

Perguntou-se a Dilma se, como ex-prisioneira política da ditadura brasileira, ela concordava com a analogia construída por Lula.

 

Ela saiu em defesa do patrono. Disse que sua “trajetória política e de vida” derrubam a versão de que “ele não lutou a vida inteira pelos direitos humanos”.

 

Depois, emendou: “O Brasil é responsável pela soltura dos presos políticos de Cuba”.

 

Sem descer a detalhes, disse que Lula e o Itamaraty realizaram “tratativas”. Coisa feita, segundo disse, “de forma discreta”.

 

Mais adiante, acrescentou: “Não acho correto [...] falar que o presidente tomou uma atitude errada nesse episódio”.

 

E repisou: “O presidente, eu vou repetir, foi o responsável, um dos, pela soltura dos presos políticos cubanos”.

 

De duas uma: ou o governo desdiz Lula e demonstra qual foi a participação brasileira no episódio ou Dilma passará por propagadora de uma inverdade.

 

Noutro trecho da entrevista, Dilma foi inquirida sobre a guerrilha colombiana: Por que hesita em chamar as Farc de narcoguerrilha?

 

E ela: “Jamais hesiteiem chamar”. Disse que, além dela, governo Lula acha que as Farc tem ligação com “o crime organizado e o tráfico de drogas”.

 

Nesse ponto, disse ter lido, no domingo, uma entrevista do novo presidente da Colômbia Juan Manuel Santos.

 

Realçou que ele próprio admitira que, como ministro da Defesa do antecessor Alvaro Uribe, dialogara com as Farc.

 

E acrescentou: “No Brasil, a gente tem que perder essa visão conspiadora. Se não conversar, você não consegue, inclusive, a paz”.

 

Perguntou-se também a Dilma se o deputado cassado José Dirceu participará de seu eventual governo. Ela poderia ter dito não. Mas preferiu rodear.

 

“Não tenho discutido futuro governo. Por uma questão de respeito à população. Para começar a discutir governo, teria que estar eleita. É preciso respeitar o voto do povo”.

 

Aproveitou para alfinetar Serra, que a acusara de “sentar na cadeira antes da hora”. Evocando FHC, disse: quem foi à poltrona antes do prazo foi “um ex-presidente”.

 

Pergintou-se à candidata como pretende se livrar da pecha atribuída a Lula de ter apinhado a máquina estatal de “militantes”.

 

Dilma repetiu o lero-lero segundo o qual só pretende nomear “políticos que tenham competência técnica”.

 

Voltou a negar que pretenda fazer um ajuste fiscal. Rechaçou a acusação de envolvimento na queba de sigilo do IR de tucanos.

 

Disse que é o PSDB quem tem tradição nessa matéria. Nem por isso, disse, acusa Serra.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da entrevista de Dilma. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

 

- Globo: Previdência: Planalto teme prejuízo eleitoral com debate

 

- Estadão: Após freada, mercado espera reação do PIB no 3º trimestre

 

- Correio: TSE decide hoje se Roriz é ficha suja

 

- Valor: Fundos imobiliários deslancham

 

- Jornal do Commercio: Júri começa tenso

 

- Zero Hora: Bolsa-infrator reduz a volta de jovens ao crime no Estado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Garupa conflagrada!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula e Dilma farão 5 comícios pró-Mercadante em SP

  Rodrigo Paiva
Depois de guindar Dilma Rousseff à condição de favorita à sua sucessão, Lula está obcecado com São Paulo.

 

Decidiu empenhar-se tentar levar o candidato petista Aloizio Mercadante ao segundo turno, contra o tucano Geraldo Alckmin.

 

Programou um esforço compatível com o tamanho do desafio. Espera realizar, no último mês de campanha, mais cinco comícios em São Paulo.

 

Hoje, Alckmin é candidato à vitória em primeiro turno. No Datafolha, o placar em relação a Mercadante é de 54% a 20%. No Ibope, 47% a 23%.

 

Por ora, a capacidade de Lula de transferir votos materializou-se apenas na campanha de Dilma, que já ultrapassou o rival José Serra em São Paulo.

 

Quanto a Mercadante, embora esteja em curva ascendente, ainda não atingiu nem o patamar histórico do PT no Estado, ao redor dos 30%.

 

Deve-se a obsessão de Lula com São Paulo a dois fatores. Primeiro, o presidente se considera em dívida com Mercadante.

 

Bem posto na disputa pela reeleição ao Senado, Mercadante virou candidato a governador a pedido de Lula.

 

Segundo, Lula vê na ascensão de Dilma e, sobretudo, no declínio Serra uma brecha para interromper a hegemonia tucana no maior Estado do país.

 

A estratégia se desenvolve em duas frentes. Numa, tenta-se vitaminar Mercadante. Noutra, objetiva-se tonificar Paulo Skaf (PSB) e Celso Russomono (PP).

 

Imagina-se que, para empurrar a disputa paulista para o segundo round, é preciso que os três candidatos roubem pedaços do eleitorado de Alckmin.

 

Em movimento inverso, para tentar estancar o derretimento de Serra na principal cidadela do tucanato, Alckmin reforçou a presença do correligionário em sua propaganda.

 

Nos programas exibidos nesta segunda (30), Serra foi apresentado como continuador de Alckmin. Enfatizou-se, de resto, que, eleito, Alckmin continuará Serra.

 

As próximas pesquisas dirão como o eleitor vai reagir a cada estratégia.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

MPE pede ao TSE que casse candidatura de Roseana

  Folha
Em parecer enviado ao TSE, o Ministério Público Eleitoral recomendou a cassação do registro da candidatura de Roseana Sarney (PMDB) ao governo do Maranhão.

 

Signatária do texto, a vice-procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau sustenta que Roseana deve ser enquadrada na lei da Ficha Limpa.

 

Roseana disputa a reeleição como favorita. Segundo o Ibope, ela dispõe de 47% das intenções de voto. O segundo colocado, Jackson Lago (PDT), belisca 25%.

 

A candidatura da filha de José Sarney, presidente do Senado, já havia sido questionada no TRE-MA. Ali, o registro foi concedido.

 

Um recurso levou a encrenca a Brasília. No TSE, o relator do caso é o ministro Hamilton Carvalhido, a quem coube requisitar a opinião do Ministério Público.

 

Daí o parecer de Sandra Cureau. Ela passou em revista as condenações que pesam sobre os ombros de Roseana. São três sentenças.

 

Duas decorrem de ações populares. A outra resultou de uma representação eleitoral. A vice-procuradora-geral excluiu as primeiras.

 

Referiam-se ao batismo de um logradouro público com o nome de Roseana e à utilização da logomarca do governo numa campanha política.

 

Para Sandra Cureau, nesses dois casos o malfeito ocorreu. Porém, não ficou provado que Roseana participou diretamente deles.

 

Quanto ao terceiro caso, Sandra Cureau considerou que a participação da governadora é inequívoca.

 

Trata-se de uma sentença lavrada em dezembro de 2009 pelo TRE-MA. O tribunal condenou a governadora por fazer campanha ilegal, fora de época, em 2006.

 

A decisão foi colegiada, como previsto na Ficha Limpa. Ocorreu antes da aprovação da nova lei. Mas, para Sandra Cureau, a lei, por retroativa, alcança sentenças pretéritas.

 

O ministro Carvalhido pode seguir ou não o parecer do Ministério Público. O voto dele será levado ao plenário deo TSE, composto de sete ministros.

 

Se derrotada, Rosena ainda poderá recorrer ao STF. Ou seja, a filha de Sarney será candidata. Se eleita, o mandato ficará pendurado na decisão do Judiciário.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gilmar livra da Ficha Limpa candidato do PV no Ceará

  Folha
Uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, livrou mais um político dos rigores da recém-nascida lei da Ficha Limpa.

 

Dessa vez, o beneficiário foi Raimundo Marcelo Carvalho. Vem a ser o candidato do PV ao governo do Ceará.

 

O TRE cearense negara a Raimundo o registro da candidatura. Considerara que ele ostenta uma ficha pouco higienizada.

 

Por quê? O correligionário de Marina Silva fora prefeito da cidade de Maranguape.

 

E o TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) rejeitara-lhe a escrituração de 1998.

 

Inelegível, Raimundo acinou os advogados, que foram bater na porta do Supremo. Em recurso, questionaram não o TRE, mas o TCM.

 

Argumentaram que o tribunal não teria poderes para recusar as contas do ex-prefeito. Pediram a anulação da sentença que conduzira à inelegibilidade.

 

Gilmar Mendes deu-hes razão. Entendeu que o TCM cearense deve funcionar nos mesmos moldes do TCU, o Tribunal de Contas da União.

 

E daí? Bem, para Gilmar, ao perscrutar as contas de um executivo municipal, o TCM pode apenas emitir um parecer sobre a contabilidade.

 

Esse parecer vai ao Legislativo, a quem cabe rejeitar ou não as contas. No caso em questão, a decisão caberia à Câmara de vereadores de Maranguape.

 

Invocando a jurisprudência do STF, Gilmar suspendeu os efeitos da condenação. Decisão liminar (provisória), sujeita ao crivo do plenário do STF.

 

Com isso, ficou sem efeito o enquadramento de Raimundo na lei da Ficha Limpa, que se baseara na decisão que Gilmar suspendeu.

 

Significa dizer: a menos que a decisão de Gilmar seja revista, Raimundo poderá comparecer às urnas de outubro como candidato do PV ao governo do Ceará.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra tenta pegar carona no êxito de Aécio em Minas

  Rodrigo Lima/Nitro
José Serra voltou a Minas nesta segunda (30). Desfilou sua candidatura na cidade de Varginha, ao lado de Aécio Neves e Antonio Anastasia.

 

Em declínio nas pesquisas, Serra tenta pegar carona na ascensão de Anastasia, candidato tucano ao governo mineiro.

 

Empurrado pela popularidade de Aécio, Anastasia marcha sobre o rival Hélio Costa (PMDB), que escora sua campanha em Lula.

 

Dá-se em Minas um fenômeno eleitoral semelhante ao verificado em praças como São Paulo e Paraná.

 

Nesses três Estados, os candidatos tucanos –Anastasia, Geraldo Alckmin e Beto Richa— sustentam-se nas pesquisas a apesar de Lula.

 

Anastasia, Alckmin e Richa exibem a musculatura a despeito do derretimento de Serra, ultrapassado por Dilma Rousseff, a pupila de Lula, em todos os Estados.

 

Nadando contra a maré de pessimismo, Serra se esforçou para manter a guarda levantada em Varginha:

 

"O crescimento da campanha [de Anastasia] é muito bom para Minas, para o Brasil, para o partido e para mim", disse.

 

"Para onde forem Aécio e Anastasia, eu irei junto", acrescentou. O diabo é que, tomado pelas pesquisas, o eleitorado parece sinalizar o contrário.

 

Em timbre mais cauteloso, Aécio ecoou Serra. Também acha que o crescimento de Anastasia pode beneficiar o presidenciável tucano. Porém...

 

Porém, Aécio soou mais realista. Disse que a briga agora é para levar a eleição nacional para o segundo turno, para “zerar” a disputa.

 

Fácil não é, reconheceu, mas considera possível: "Essa nunca foi uma eleição fácil para nós, mas está longe de ser uma eleição perdida". Evitou brigar com o óbvio:

 

"O que estamos assistindo é que, realmente, a presença do presidente Lula em nível nacional, no que diz respeito à candidatura majoritária federal, influenciou muito”.

 

Como reverter? Para Aécio, é preciso ousar: "Acho que o mais importante é que a sua comunicação [de Serra] para o país inteiro seja um pouco mais ousada”.

 

Como assim? Precisa apontar “diferenças mais claras em relação às propostas do atual governo".

 

Serra tem tentado firmar-se como continuador do legado de Lula. Uma bandeira que Dilma segura com mais naturalidade do que ele.

 

Enquanto Serra se empenha para surfar no crescimento de Anastasia, Hélio Costa age para subverter a maré.

 

O tucanato mineiro levou à web o vídeo “pula-pula”. A peça capitaliza a mudança de humores do eleitorado mineiro, tentando converter em tsunami o que parece ser uma onda.

 

Para evitar que o cenário adverso se converta em tempestade tucana, o comitê de Hélio Costa pede socorro a Lula.

 

Nesta terça (31), o petê Patrus Ananias, ex-ministro do Bolsa Família e candidato a vice na chapa de Hélio, vai a Brasília.

 

Patrus agendou uma conversa com Lula. O presidente comprometera-se a gravar nova mensagem de apoio à chapa mineira.

 

O ex-ministro pedirá ao presidente que, nessa gravação, faça menção explícita a Anastasia, desaconselhando o voto nele.

 

De resto, deseja que Lula vá a Minas pelo menos cinco vezes até o dia da eleição, convertendo a disputa local numa espécie de “mãe de todas as batalhas”.

 

Aécio dá de ombros. Realça: “Estamos assistindo que ele [Lula] acaba tendo uma capacidade maior de transferência dos votos na questão nacional do que nas questões estaduais onde o governo é bem avaliado”.

 

Daí, segundo Aécio, a resistência do tucanato em São Paulo, Paraná e Minas.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Rio, Lula se queixa, veja você, de dor no cotovelo

  Ricardo Cassiano/Folha
De tanto falar mal de FHC, Lula adquiriu o mesmo tipo de dor que costumava associar ao antecessor.

 

Nesta segunda (30), de passagem pelo Rio, o presidente queixou-se –surpresa (!), espanto (!!), estupefação (!!!)— de dor no cotovelo.

 

Lula chegava para a inauguração de uma unidade hospitalar em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

 

Ergueu a manga da camisa. Mostrou o cotovelo ao secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes.

 

Aparentemente, a causa não está associada às moléstias da alma. Diz-se que, no compromisso anterior, no Morro Dona Morta, Lula batera o cotovelo numa quina.

 

Ao discursar, Lula cuidou de repisar o lero-lero do tipo “nunca antes na história desse país”, que faz flamejar os cotovelos de FHC e de todo o tucanato.

 

"Eu tenho consciência de que a Baixada Fluminense está recebendo investimentos no mandato do Sérgio [Cabral] e no meu que nunca tinha recebido antes".

 

As obras, disse ele, “não vão parar”. Segundo ele, diferentemente do que ocorria no passado, “o Brasil aprendeu a cobrar”.

 

“O povo está mais esperto, mais inteligente. O povo sabe o que é bom. E o povo não quer continuar sendo tratado como se fosse pessoa de segunda categoria".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ibope: Tucano 10 pontos à frente de petista no Pará

  Divulgação
Pesquisa realizada pelo Ibope informa: a onda vermelha que carrega Dilma Rousseff não chegou para a governadora petista do Pará, Ana Júlia Carepa.

 

Candidata à reeleição, Ana Júlia está dez pontos percentuais atrás do rival tucano Simão Jatene. Ele com 43%. Ela, 33%.

 

Na última sexta (27), os advogados da coligação de Ana Julia haviam obtido na Justiça uma liminar proibindo a divulgação dos dados do Ibope.

 

Em recurso ao TRE-PA, o instituto derrubou a decisão. Agora entende-se o por quê da tentativa de censura.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fidel castro se diz ‘ressuscitado’, com ‘coisas a fazer’

  Reuters
Em julho de 2006, ao afastar-se do poder, Fidel Castro parecia jurado de morte pela enfermidade.

 

Em fevereiro de 2008, ao passar o bastão para o irmão Raúl Castro, deu a impressão de que procurava um lugar onde cair morte.

 

Pois bem. Nas últimas semanas, o velho comandante voltou a exibir-se em público. Uma, duas, três, várias vezes. Até discurso pronunciou.

 

Agora, numa entrevista, Fidel, 84 anos, declarou-se cheio de vida. Mais: ele se autoproclamou um “ressuscitado”.

 

"Cheguei a estar morto. Já não desejava viver. Me perguntei várias vezes se essa gente [os médicos] iria me deixar viver nessas condições ou iria deixar que eu morresse...”

 

“...Depois, sobrevivi, mas em condições físicas muito ruins. Quero lhe dizer que [você] está na frente de uma espécie de ressuscitado".

 

O nome da doença que o espreitou? Talvez nem Deus saiba. É segredo de Estado.

 

Fidel acha que o mundo está à beira do insondável. Ele vê roçar-lhe o nariz uma hecatombe nuclear.

 

O Apocalipse virá, segundo a tese do ditador, junto com o cogumelo de um ataque nuclear de EUA e Israel ao Irã.

 

"Não quero estar ausente nestes dias. O mundo está na fase mais interessante e perigosa de sua existência. E estou bastante comprometido com o que vai acontecer. Tenho coisas a fazer".

 

Mais um pouco e Fidel se esconde em Sierra Maestra e começa a olhar para o irmão Raul de esguelha.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sindicato quer indicar o secretário da Receita Federal

  Fotos: Divulgação e ABr
No próximo dia 17 de setembro, o Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita) realizará em Brasília uma cerimônica de “diplomação”.

 

Serão “diplomados” os três candidatos mais votados numa eleição para o cargo de secretário da Receita Federal. O pleito já ocorreu. Foi concluído, sem alarde, no início de agosto. Votaram cerca de 3.500 auditores fiscais de todo país.

 

Pela ordem, receberam mais votos: Dão Real Pereira dos Santos (20,23%), Luiz Sérgio Fonseca (17,53%) e Henrique Jorge Freitas da Silva (15,79%). Os três têm em comum o fato de terem ocupado postos de mando na gestão da ex-secretária Lina Vieira, demitida após um desentendimento com Dilma Rousseff.

 

Os nomes serão acomodados dos ex-auxiliares de Lina serão acomodados numa lista tríplice, que será encaminhada ao atual secretário do fisco, Otacílio Cartaxo. Depois, o Sindifisco levará o documento ao novo presidente da República, a ser eleito em 3 de outubro, 17 dias depois da “diplomação” dos auditores.

 

A ideia é pressionar o gabinete de transição do sucessor de Lula para que o nome do próximo mandachuva da Receita seja extraído dessa lista. Trata-se de uma reivindicação informal. Quem indica o secretário é o ministro da Fazenda. Pela lei, a nomeação é prerrogativa exclusiva do presidente.

 

A investida do sindicato ocorre num instante em que a gestão Lula e a própria Receita frequentam as manchetes em posição desconfortável. O governo é acusado pela oposição de ter promovido um aparelhamento sindical do Estado nunca antes visto na história do país.

 

A Receita vê-se às voltas com a denúncia de violação do sigilo fiscal de quatro personagens ligados ao PSDB e ao presidenciável José Serra.

 

Chama-se Pedro Delarue (na foto lá do alto) o presidente do Sindifisco. É filiado ao PT desde 2002. O blog ouviu-o sobre a pretensão dos auditores.

 

Acha que o fato de ser filiado ao PT facilita o diálogo com Dilma Rousseff, a favorita nas pesquisas? “Não creio”, respondeu Delarue. “Vai ser difícil em qualquer caso”. Afirma que pretende se fazer ouvir pelo peso do sindicato que preside, não pela filiação partidária.

 

“Nem sei se o PT sabe que eu sou filiado”, diz Delarue. “Não tenho militância partidária, não frequento o diretório”.

 

Não acha que a denúncia de vazamento de dados sigilosos e a sensação de aparalhamento do fisco enfraquecem a reivindicação do sindicato? “Acho justamente o contrário...”

 

“...Se é para aparelhar, fica mais fácil a partir de nomeação do governo, sem a indicação da categoria. A lista tríplice evita o aparelhamento. Onde ele ocorreu foi porque os postos são de livre nomeação, o governo nomeia quem quiser”.

 

Um secretário eleito pela categoria não poderia agir corporativamente em investigações como a que envolve a violação de sigilo de tucanos? “É boa pergunta, mas creio que não”, responde Delarue.

 

“Estamos extremamente preocupados com esse caso. Em nota, pedimos pressa na apuração. O sentimento do corpo funcional da Receita é avesso a esse tipo de prática. Se há culpados, queremos que seham apontados e punidos...”

 

“...Não é a instituição que está envolvida nisso. A apuração aponta para uma ou duas pessoas”.

 

O nome do corregedor-geral da Receita, Antônio Carlos Costa D’Ávila, surgira no início do processo eletivo do sindicato como um dos cotados à lista tríplice. Bem votado na seleção prévia, D’Ávila se retirou da disputa depois que teve de abrir processo administrativo para apurar o caso da quebra de sigilos.

 

No modelo de eleição adotado pelo Sindifisco, não há candidaturas formais. Os nomes brotam de duas votações –uma prévia e outra final. Na primeira rodada, emergira como favorita à primeira colocação da lista a própria Lina Vieira. A exemplo de D’Ávila, a ex-leoa se autoexcluiu do páreo.

 

Em carta dirigida à categoria, Lina agradeceu o apoio. Mas anotou: “[...] Entendo que o caminho deve ser trilhado pelos novos quadros que entraram em cena”. O diabo é que os “novos quadros” são egressos da velha gestão.

 

Dão, o primeiro colocado, chefiou, sob Lina, a 10ª região fiscal, sediada no Rio Grande do Sul. Luiz Sérgio, o segundo, comandou, a partir de São Paulo, a 8ª região fiscal. E Henrique Jorge, o terceiro, foi subsecretário de Fiscalização de Lina.

 

Na improvável hipótese de Serra ser eleito presidente, a hipótese de pinçar o secretário da Receira da lista do Sindifisco é nula. Se Dilma confirmar o favoritismo, parece improvável que opte por um dos três ex-colaborares de Lina.

 

Dilma ainda traz a ex-leoa atravessada na traquéia. Como se recorda, Lina foi ao olho da rua depois de ter acusado a ex-chefe da Casa Civil de pressioná-la para “apressar” uma auditoria que perscrutava a rotina financeira de Fernando Sarney.

 

Como reagirá o Sindifisco se sua lista for ignorada?  “Vamos persistir”, diz Delarue. “É um processo. Não esperamos que lista vá ser acatada de pronto”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Reportagens | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

 

- Globo: Paes quer mudar lei para construir hotéis até 2015

 

- Folha: Ação afirmativa privilegia ensino público e não raça

 

- Estadão: Dilma 'senta na cadeira de presidente' antes da hora, acusa Serra

 

- JB: Energia farta para um PIB de até 7%

 

- Correio: Pequenas vítimas, grandes acidentes

 

- Valor: 'Pacote' para alongar crédito sai após eleição

 

- Estado de Minas: O drama dos mineiros a caminho da morte

 

- Zero Hora: Fim de semana trágico: 56% das vítimas do massacre no trânsito têm de 16 a 24 anos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Suplicando Henrique Cardoso!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 01h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra diz que Dilma ‘senta na cadeira’ antes da hora

Cacalos Garrastazu/ObritoNews

 

Um dia depois de Dilma Rousseff ter dito que estenderá a mão a seus opositores se for eleita, José Serra tratou de levar o pé atrás.

 

O presidenciável tucano enxergou a mão estendida da rival petista como um gesto desrespeitoso.

 

"Eu acho que essa declaração tem uma certa falta de respeito para com as pessoas. É alguém sentando na cadeira a mais de um mês da eleição", disse Serra.

 

"Me pareceu uma atitude pouco respeitosa com os eleitores", ele acrescentou.

 

Dilma fizera a declaração no mesmo dia em que viera à luz o último Ibope, que lhe atribui 24 pontos de vantagem: 51% a 27%. Um cenário de vitória eno primeiro turno.

 

O comentário de Serra soou na Associação dos Nordestinos do Estado de São Paulo, que ele visitou na companhia da mulher, Mônica.

 

O candidato dirigiu à colônia nordestina um pedido de voto extensivo aos familiares que deixaram em seus Estados de origem:

 

"Eu queria pedir para vocês, que me conhecem mais de perto, que escrevam pras suas famílias no Nordeste".

 

Em Brasília, Dilma se ocupava de desfazer um burburinho típico de quem flerta com a cadeira que Serra ainda crê desocupada.

 

A pupila de Lula voltou a negar que os cargos de sua eventual gestão já estejam sendo partilhados. Tachou a discussão de “factóide”.

 

"Eu desautorizo todas as especulações sobre quem quer que seja, ocupar qualquer que seja o cargo".

 

Tratar disso agora, disse a candidata, equivaleria a “colocar o carro na frente dos bois”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Eleitor já considera Dilma ‘mais preparada’ que Serra

 

Numa tentativa de fugir da armadilha plebiscitária urdida por Lula, José Serra idealizara uma campanha centrada no cotejo biográfico.

 

Em vez de um embate do tipo Era Lula X Fase FHC, o tucano promoveria a comparação de sua biografia com a de Dilma Rousseff.

 

Serra imaginara que, em pouco tempo, convenceria os eleitores de que é mais preparado do que a rival para gerir o legado de Lula, aperfeiçoando-o.

 

O Datafolha informa que o plano fez água. Em maio, a maioria do eleitorado achava Serra (45%) “mais preparado” do que Dilma (29%).

 

Hoje, a curva se inverteu. Agora é Dilma (42%) quem é vista como “mais preparada” do que Serra (38%).

 

Nesse quesito, a pupila de Lula cresceu 14 pontos percentuais no Sudeste e 18 pontos no Nordeste. Entre os mais jovens, subiu 17 pontos.

 

Escassos 35 dias separam o eleitor das urnas. Serra dispõe de 25 dias a mais do que os dez dias que abalaram o mundo, em 1917, e deram à luz a Rússia bolchevista.

 

Num período pouco maior, 40 dias, Jesus peregrinou pelo deserto. Jejuou entre feras e resistiu às tentações de satanás.

 

Hitler só precisou de 41 dias para invadir a França, em 12 de maio de 1940, e festejar a rendição do inimigo, em 22 de junho do mesmo ano.

 

No caso de Serra, porém, a rendição foi prematura. Já na primeira semana da guerra televisiva, o tucano cedeu à tentação. E levou Lula à sua propaganda.

 

Com esse gesto, o presidenciável tucano evidenciou a improbabilidade de se tornar o protagonista de uma virada.

 

Serra é hoje, o candidato favorito a fazer de Dilma uma presidente eleita em primeiro turno.

 

Submetido a um tempo que voa, Serra padece o presente sem perspectiva de futuro. Parece condenado a assistir ao pretérito passando.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Passado de Dilma esconde uma aventura ‘capitalista’

Antes de ser Mulher-Maravilha do PAC e Supermãe do povo, Dilma Rousseff foi uma criatura normal.

 

Sobre o passado pré-heróico da candidata sabe-se apenas o que o marketing autorizou a contar. Ou seja: pouquíssimo.

 

Certas passagens soaram insinceras. Por exemplo: a versão de que Dilma sempre acreditou em Deus não convenceu.

 

Porém, exceto por alguns bispos incrédulos, ninguém se animou a fazer da dúvida um cavalo de batalha.

 

Duvidar de uma conversão seria tolice. Como a religião, a política é feita de conversões.

 

Para quem já aceitou o Sarney e o Renan, a adesão ao Padre Eterno é uma contrição menor.

 

No esforço para descontruir a juventude da antagonista, a oposição não tem sido muito sutil. Responde ao exagero com o excesso.

 

À imagem marqueteira de uma Dilma com alma de Mandela contrapôs a caricatura de uma guerrilheira de mosturário.

 

A simplificação, por grosseira, facilitou o trabalho de quem se ocupa da reconstrução do passado da candidata.

 

Pois bem. Descobre-se agora que, no caminho entre a Dilma mortal e a super-heroína, há uma aventura capitalista.

 

A repórter Fernanda Odilla conta que, na década de 90, Dilma tentara firmar-se como empresária. Fora sócia de um comércio, em Porto Alegre.

 

Sua loja tinha nome sugestivo: “Pão & Circo”. Tomada pelas quinquilharias que se dispunha a comercializar, oferecia mais circo do que pão.

 

O comércio de Dilma vendia confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais. Tudo a preços mixurucas.

 

O ponto alto da vitrine eram os brinquedos. Em especial bonecos como esse que ilustra o texto.

 

Eram os “Cavaleiros do Zodíaco”, um desenho animado japonês que fazia sucesso à época. A garotada adorava.

 

Durou pouco a experiência liberal de Dilma. Com um ano e cinco meses, foi à breca. Fechou as portas em julho de 1996.

 

A incursão da mulher comum no mundo dos negócios foi omitida na biografia da candidata. Ali, preferiu-se enaltecer a capacidade gerencial da Supermãe.

 

Instada a comentar a omissão, Dilma apenas confirmou, por meio da assessoria, a breve existência da lojinha.

 

De resto, mandou dizer que não falaria sobre o tema. Uma pena. Se esmiuçasse a experiência, só teria a ganhar.

 

Entre os sócios de seu negócio, figurava o ex-marido Carlos Araújo, ex-dirigente da VAR-Palmares –o grupo armado no qual Dilma militara contra a ditadura.

 

Inserindo a experiência empresarial no histórico de Dilma, o marketing do comitê poderia sustentar a tese de que sua conversão ao capital ocorreu há 15 anos.

 

Melhor: poderia atribuir o malagro da “Pão & Circo” aos desacertos da política econômica de FHC, que presidia o país no ano da falência.

 

Não há de ser nada. A despeito da ocultação, o eleitor vai percebendo que a Mulher-Maravilha é uma personagem mais próxima do que ele supunha.

 

Ela se parece contigo. Está sujeita às mesmas vicissitudes. Tem as mesmas necessidades. Veste as mesmas roupas.  

 

A diferença é que você ainda não fez plástica no rosto e não teve a ventura de ser apresentado ao Alexandre Herchcovitch.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gilmar: quebra de sigilo fiscal é ‘banditismo político’

  Moacyr Lopes Jr./Folha
Ministro do STF, Gilmar Mendes tachou de “banditismo político” a violação do sigilo fiscal de personagens ligados ao PSDB e ao presidenciável José Serra.

 

Enxerga no malfeito "paradigmas selvagens da política sindical" que, sob Lula, viceja nas repartições públicas.

 

Gilmar falou ao repórter Felipe Seligman. A entrevista foi às páginas da Folha. É o segundo ministro do Supremo a condenar o descalabro.

 

Antes dele, Marco Aurélio Mello classificara o episódio de “golpe baixo”. Os dois já presidiram o STF. Abaixo, algumas das frases de Gilmar Mendes:

 

 

- A violação: “É algo assustador e lamentável. Sobretudo quando ocorre em uma instituição profissionalizada e profissional como a Receita Federal”.

 

- A ocupação: “O aparelhamento de instituições é algo grave e nocivo ao serviço público do país. Os funcionários públicos precisam entender que não estão a serviço de uma instituição partidária”.

 

- A politização: “O servidor não pode usar button e isso é algo que se transformou em cultura ao longo do tempo. É uma anomalia que se normalizou.

 

- A 'dossiêmania': “É preciso punir gravemente essa cultura de dossiês no país. Os partidos que se utilizaram disso têm que pedir desculpa. Têm que fazer um mea culpa. Porque isso é típico de partido da clandestinidade e não pode ocorrer em um regime democrático”.

 

- A selvageria: “A cultura do vale-tudo da política sindical também pode estar ligada a tudo o que vem acontecendo. Não se pode transpor ao mundo político institucional os paradigmas selvagens da política sindical. Também vejo isso como outra fase do patrimonialismo. Aqueles que estão no poder acham que podem fazer tudo por estarem lá”.

 

- O antídoto: “É preciso que se edite uma lei de abuso de autoridade para punir quem age dessa maneira. Neste caso, porém, o fenômeno é ainda mais grave. É preciso punir tanto aquele que passa as informações como aquele que recebe. Porque quem pega essas informações e as utiliza está estimulando esse tipo de prática”.

 

- O balcão: “Tanto participa do crime aquele que furta como aquele que compra o objeto furtado. Por isso que as agremiações políticas também devem ser responsabilizadas por receber essas informações. Ou então devem ir a público e repudiar esse tipo de prática de banditismo político. Porque isso não tem nada a ver com política partidária”.

 

- Culpa do PT?: “Isso eu não posso dizer, mas é preciso verificar quem está por trás disso. Se for partido de governo é algo ainda mais grave. Quando a Receita é aparelhada, os Correios são aparelhados, quem é que vai confiar nessas instituições? E quando elas ficam desacreditadas, abre-se espaço para aventuras antidemocráticas”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jungmann: ‘Lula estimula eliminação física' de rivais

  Fotos: Folha
Os cabeças da oposição em Pernambuco espantaram-se com a acidez das críticas que Lula lhes dirigiu em comício realizado na noite de sexta (27).

 

Chamado de “aquele menorzinho”, Raul Jugmann (PPS) disse que Lula porta-se “como donatário. Vê Pernambuco como sua capitania hereditária”.

 

Acha que Lula não se deu conta da “gravidade de seus atos”. Lembra que as pesquisas atribuem ao presidente “90% de popularidade no Estado”.

 

“Ao personalizar a crítica, ele submete os oposicitores ao risco de eliminação física”, disse Jungmann ao blog. Esmiuçou o raciocínio:

 

“Lula quer a morte civil e política da oposição. E açula seus seguidores. Um maluco pode entender que deve eliminar no sentido físico”.

 

Irônico, Jungmann disse que cogita pedir "garantias de vida à Polícia Federal". Insinuou que Lula mimetiza o estilo autocrático do venezuelano Hugo Chávez:

 

“Vou me declarar o primeiro perseguido político da era do chavismo lulista”, disse o deputado ao repórter.

 

Jungmann integra a chapa pernambucana de Jarbas Vasconcelos (PMDB). Ao lado de Marco Maciel (DEM), disputa uma cadeira no Senado.

 

No comício de sexta, acompanhado de Dilma Rousseff e aliados locais, Lula vergastou também Maciel. Disse ele é “senador desde o tempo do Império”.

 

Afirmou que, a despeito de ter sido vice-presidente de FHC, Maciel não fez nada por Pernambuco.

 

Embora avesso a contendas, Maciel viu-se compelido a responder. Evocando Joaquim Nabuco, o senador ‘demo’ disse que faz “política com ‘P’ grande”.

 

Afirmou que se guia por princípios “doutrinários”. Trazia nas mão uma lista de obras que ajudou a plantar no Estado. Enumerou-as.

 

Jarbas Vasconcelos, candidato a governador, também comentou os ataques de Lula. Chamou-o de “semideus”.

 

Acha que Lula quer “esmagar" a oposição. "Ele continua como uma figura extravagante, ferindo a lei”, declarou Jarbas.

 

“Ele se considera acima de tudo, da Constituição, da Justiça, do Tribunal de Contas, do Congresso. É um semideus. Então, acha que pode tudo".

 

Na opinião de Jungmann, Lula deveria dispensar um mínimo de “respeito e civilidade à oposição”.

 

Afirma que “a discriminação é apenas o primeiro passo". "Depois, virá perseguição política”.

 

Acomoda a disputa entre o tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff em segundo plano.

 

“O país não vai optar apenas por um presidente. Vai decidir se haverá direitos e garantias para todos ou só para alguns, os amigos do rei e da rainha”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

 

- Globo: Médicos pagam estudantes para plantões em hospitais

 

- Folha: Principal acesso ao litoral norte terá obras nas férias

 

- Estadão: Dirceu tenta barrar Palocci em eventual governo Dilma

 

- JB: Perigo de mais armas liberadas

 

- Correio: Crack motiva um em cada quatro crimes

 

- Jornal do Commercio: Grampos serão chave do julgamento do ano

 

- Zero Hora: Uma disputa voto a voto

 

- Veja: Os homens do abismo

 

- Época: Tire seu diploma pela internet

 

- IstoÉ: Como escolher a escola do seu filho

 

- IstoÉ Dinheiro: Este brasileiro chegou ao topo do mundo. O que você pode aprender com ele

 

- CartaCapital: A guera das pesquisas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Criador e criatura!

Humberto

- Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma diz que, eleita, vai ‘estender a mão’ para Serra

Marcello Casal/ABr

 

Em Brasília, Dilma Rousseff tirou a manhã para descansar. À tarde, concedeu uma entrevista, para aparecer, à noite, na janela do ‘Jornal Nacional’.

 

Disse que, eleita, se dispõe a "estender a mão" para José Serra, seu principal contendor na sucessão.

 

Passada a guerra eleitoral, afirmou, "a gente desarma o palanque e estende a mão para quem for pessoa de boa vontade e quiser partilhar do processo de transformação”.

 

Não sabe se Serra corresponderá ao gesto. Mas, “se ele quiser, sim, perfeitamente”, ela não hesitará em estender a mão.

 

Ainda que a oposição recuse o diálogo, Dilma declarou que não vai retaliar: "Pode ficar sem estender a mão como oposição, numa boa, e vai ter dinheiro".

 

Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Na noite da véspera, Dilma e seu cabo eleitoral haviam comandado, em Recife, um comício ácido.

 

Lula pedira votos para ela e para os seus. E dirigira à oposição epítetos tóxicos. Um dos mais amenos foi “picaretas”.

 

Recomendara aos eleitores que não votem “nesse tipo de gente”. Trabalha para asfixiar os oposicionistas que concorrem ao Legislativo, sobretudo ao Senado.

 

Ou seja, o petismo caminha para a paz prometida por Dilma no ritmo militar ditado por Lula.

 

Se o plano de Lula for bem sucedido, é certo que o sossego virá depois da guerra. Mas, para a oposição, não está reservada senão a paz dos cemitérios.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em SP, Serra diz que PSDB 'não é bom de marketing'

  Fábio Pozzebom/ABr
Avejado por mais uma pesquisa azeda, José Serra fez campanha em Ribeirão Preto (SP) neste sábado (28).

 

Inaugurou um comitê eleitoral. Ao discursar, pôs-se a comparar o seu PSDB ao PT de Dilma Rousseff. A certa altura, declarou:

 

"O nosso partido faz, mas não é muito bom de marketing”.

 

Referia-se a uma suposta debilidade na divulgação das “realizações” do tucanato nos 16 anos de hegemonia em São Paulo. Comparou:

 

“Para o [Mário] Covas eu dei nota 2,5 em marketing. O Geraldo Alckmin foi 4 e, no meu governo, 5".

 

Tucano, como se sabe, não é ave de canto bonito. Quando submetido a pesquisas adversas, aí mesmo é que o bico entorta.

 

Em circunstâncias desvantajosas, um tucano é feito de 50% de autojustificativa e 50% de queixumes.

 

Uma mistura que, indicam as sondagens eleitorais, resulta em 100% de desastre.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Flor do Sertão, cidade catarinense, ignora campanha

Em Flor do Sertão, município assentado nos fundões de Santa Catarina, a campanha eleitoral de 2010 ainda não chegou.

 

Situada no extremo-oeste do Estado, a cidade abriga 1,6 mil habitantes. Os eleitores são contados em 1.439.

 

Em visita a esse pedaço do mapa, uma equipe do 'Diário Catarinense' constatou: Não há movimento de candidatos nas ruas.

 

Nada de cartazes. Nem sinal de automóveis decorados com rostos de postulantes a cargos eletivos.

 

A propaganda eleitoral eletrônica é solenemente ignorada. Muitos não dispõe de TV em casa. Quem tem, não assiste.

 

Quando assiste, capta o sinal por meio de parabólicas que despejam em Flor do Sertão uma programação longínqua, vinda de São Paulo ou do Rio.

 

A maioria dos moradores desconhece os nomes dos candidatos ao governo do Estado. Alguns poucos tem informações vagas sobre os presidenciáveis.

 

Candidatos à Câmara e ao Senado? O grosso dos habitantes não lembra nem em quem votou na eleição passada.

 

A atividade agrícola responde por 80% da economia local. Planta-se milho, soja e feijão. Criam-se aves, porcos e gado.

 

São comuns as críticas aos baixos preços pagos pelo que se produz nas propriedades. Muitos se limitam a plantar apenas para o consumo próprio.

 

Responsável pela secretaria de Receita do município, Sidnei José Willinghöfer resume assim a atmosfera de desinteresse:

 

”A eleição municipal é mais acirrada. Mas essas eleições não esquentaram ainda. Não houve mobilização. Ainda não apareceu nenhum candidato”.

 

Os arranjos políticos municipais servem de tônico para a pasmaceira. Coligados, PMDB e DEM administram Flor do Sertão. Com o auxílio do PT.

 

O prefeito é o ‘demo’ Rogério Perin. O vice dele, Nestor Storck, é petista. Sob inusitada concórdia, o secretário Sidnei Willinghöfer diz: “Por enquanto, ninguém decidiu ainda quem vai apoiar quem”.

 

Instada a comentar a campanha, a eleitora Ida Iaroceski, 52 anos, se diz “mais por fora do que rótulo de garrafa”.

 

Ela não parece minimamente interessada em ficar por dentro. Vai escolher os candidatos na hora de votar: “Não dou muita bola em quem eu voto”.

 

Por quê? “É como dizem, né, só troca a mosca, o estrume é o mesmo”. Não se interessa pela propaganda eleitoral. Entre outras razões, diz que “cansa as vistas”.

 

O agricultor Rovilio Segalin, 68, costuma usufruir da calmaria dos finais de tarde no bar central de Flor do Sertão. Ali, fuma e sorve cachaça com refrigente.

 

Rovilio desiludiu-se com a política. No horário eleitoral, desliga a televisão. Reclama que os eleitos não resolvem o problema dos preços miúdos pagos aos agricultores.

 

Nas últimas três eleições, não se interessou em saber quem eram os candidatos. Não anula o voto. Escolhe os nomes na hora, numa espécie de loterial eleitoral.

 

“Não lembro nem em quem votei para presidente”, diz Rovilio. “Este ano, eu sei que tem duas mulheres. Mas para o governo do Estado não faço nem ideia”.

 

De volta à lavoura depois de recuperar-se de um câncer, José Paulo Oliveira, 39, trabalha em Costa do Sargento, a comunidade mais pobre de Flor do Sertão.

 

“Estou completamente por fora, mas a doença não é desculpa. Aliás, não sinto culpa. Não sei quem são os candidatos ao governo do Estado...”

 

“...Desconheço até mesmo os candidatos à Presidência. Eu não me envolvo por opção”.

 

José Paulo diz que, em 2010, “parece que está tudo ainda mais parado” do que em eleições anteriores.

 

Acrescenta: “Talvez depois de avaliar o horário político seja mais fácil tomar alguma decisão. Mas ainda não prestei atenção a nenhum programa”.

 

O casal de agricultores Maria Eva Alves Müller e Valdo Müller também desconhece os nomes dos candidatos, inclusive dos que disputam o Planalto.

 

“A gente vai pelo que os outros contam”, afirma Valdo. “A gente tem só um rádio, mas não escuta na hora do programa eleitoral. É muito chato”, ecoa Eva.

 

É de perguntar: se o voto é decidido assim, na última virada do relógio, num naco de Santa Catarina, Estado desenvolvido, o que não estará ocorrendo em outra dobras do mapa?

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pagodeiro Netinho leva Quercia a ‘sambar’ miudinho

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (28) revela uma surpresa na briga pelas duas vagas reservadas a São Paulo no Senado. A novidade se chama Netinho de Paula (PCdoB). Chama-se Netinho de Paula a novidade.

 

Vereador, o pagodeiro ambiciona chegar à cadeira de senador sem passar pela escala de deputado. Enganchou o seu vagão numa locomotiva de calor ameno: a coligação petista de Aloizio ‘20%’ Mercadante. Porém...

 

Porém, Netinho escalou sete pontos percentuais desde que levou a cara à propaganda de TV, associando-a a Lula. Foi de 17% para 24%. Está agora tecnicamente empatado com Orestes Quércia (PMDB), que oscilou de 26% para 25%.

 

  Fotos: Folha/ABr/Ag.Senado
Além de levar Quercia, um apoiador de José Serra, a sambar miudinho, Netinho mastiga os votos do veterano Romeu Tuma (PTB). D
espencou sete pontos. Tinha 23% antes do início do horário eleitoral. Agora, dispõe de 16%.

 

Marta Suplicy (PT) manteve-se no topo da pesquisa paulista. Com a publicidade eletrônica no ar, nem subiu nem caiu. Reteve o índice de 32%.

 

Em Minas Gerais, informa o Datafolha, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato, nada de braçada. Foi de 68% para notáveis 70%. Carrega consigo o outro candidato de sua chapa: Itamar Franco (PPS), que deslizou de 47% para 44%.

 

Atrás dele, empurrado por Lula, o petê Fernando Pimentel subiu cinco pontos –de 20% foi a 25%. Por ora, nada que leve Itamar a colocar o topete de molho.

 

Digna de nota também a resistência de Cesar Maia (DEM), no Rio. Brigando contra duas máquinas –a estadual e a federal—, oscilou de 33% para 32%.

 

Marcelo Crivella (PRB), o preferido de Lula derrete a três pesquisas. Largara com 42%. Fora a 40%. Com o início da TV, deslizou para 37%. Com isso, cedeu a Maia o empate técnico.

 

Para desassossego de Lula, o petê Lindberg Farias não constitui, por enquanto, ameaça à eleição do ex-prefeito ‘demo’. Oscilou de 22% para 24%.

 

Vem do Rio Grande do Sul outra surpresa de 2010. Chama-se Ana Amélia (PP). Jornalista recém saída dos quadros do Grupo RBS, ela já soma

 

Novata em urnas, Ana Amélia obteve na TV, o veículo no qual militava, uma ascensão de notáveis 11 pontos. Foi de 33% para 44%. E ocupa o topo da pesquisa.

 

Ex-governador, Germano Rigotto (PMDB) oscilou para baixo –tinha 43% e ficou com 42%. Está tecnicamente empato com a nova rival.

 

Paulo Paim, o eterno senador do PT, defensor dos fracos e dos aposentados, caiu de 38% para 35%. E flerta com uma derrota até bem pouco inimaginável.

 

O eventual infortúnio de Paim deve ser festejado por Lula com uma salva de fogos. Embora petista, o senador serve ao governo mais problemas do que soluções.

 

Dá-se coisa inversa em Pernambuco. Ali, Lula joga o seu prestígio contra o ‘demo’ Marco Maciel, ex-vice-presidente na gestão FHC.

 

Carregado por Lula, que fez questão de brindá-lo com uma gravação de apoio, o deputado Armando Monteiro (PTB) subiu quatro pontos.

 

De 25%, Monteiro foi a 29%. Está agora tecnicamente empatado com Maciel, que parece definhar –já havia caído de 40% para 35%. E deslizou para 33%.

 

À frente dos dois, na primeira colocação, aparece, com 44%, um ex-ministro de Lula, o petê Humberto Costa.

 

No total, o Datafolha foi ao meio-fio em oito praças. Noves fora São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Pernambuco, detectou-se cenário estável nas outras localidades.

 

No Paraná, continuam na liderança o pemedebê Roberto Requião (48%) e a petê Gleisi Hoffman (31%).

 

Na Bahia, a despeito do nariz torcido de Lula, segue na frente o neogovernista Cesar Borges, egresso do grupo do falecido ‘demo’ ACM.

 

Borges caiu cinco pontos. Mas, com 31%, manteve-se na liderança.

 

Na segunda colocação, tecnicamente empatados, os preferidos do presidente: Lídice da Mata (PSB), com 22%, e Walter Pinheiro (PT), com 21%.

 

Por último, o Distrito Federal. Ali, a liderança continua nas mãos de Cristovam Buarque (PDT): 45%.

 

Correndo pela segunda cadeira, ainda empatados tecnicamente, Rodrigo Rollemberg (PSB), com 30%, e Maria de Lourdes Abadia (PSDB), com 27%.

 

O favoritismo de Dilma Rousseff na cena nacional levou a oposição a se concentrar na briga pelas cadeiras do Congresso, especialmente as poltornas do Senado.

 

Em comícios e entrevistas, Lula dirige apelos ao eleitorado para que dêem a Dilma um Senado mais dócil do que ele teve.

 

O presidente talvez não arranque das urnas todo o açúcar que gostaria. Porém...

 

Porém, dá-se de barato que o PSDB e, sobretudo o DEM, sairão da eleição menores do que entraram.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula afirma que ainda tem ‘caneta para fazer miséria’

Em pleno ocaso, a escassos quatro meses e três dias de deixar o governo, Lula expediu, em comício realizado na cidade de Recife, um aviso à oposição. 

Em meio a estocadas nos rivais e a pedidos de voto para os aliados, disse: "Tem caneta ainda para pintar miséria nesse país".

 

Lula escalou o palanque pernambucano na noite passada. Ali, no torrão natal, com o tinteiro da popularidade pela tampa, sua aprovação roça a unanimidade.

 

Considerando-se os dados das pesquisas, o evento de campanha era desnecessário. Mas Lula não deseja apenas o êxito. Ele aspira a asfixia da oposição.

 

Ao lado de Dilma Rousseff, pediu votos para a pupila. Abusou do lero-lero maternal que adotou como marca (assista no vídeo lá do alto).

 

Discorreu sobre a falta de sentido do preconceito contra as mulheres. Enalteceu-lhes o papel de “mãe”, que se desdobra para grudar em sua candidata.

 

Seu discurso soou supérfluo. Em Pernambuco, diz o Datafolha, Dilma ostenta vantagem de 41 pontos percentuais sobre José Serra –62% a 21%.

 

É mais do que o próprio Lula obteve contra o mesmo Serra em 2002. Mas ele ainda acha pouco. Disse que deseja para Dilma  maior votação da história.

 

Reiterou o apoio ao governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. De novo, uma demasia.

 

No último Datafolha, Eduardo, que governa com a caneta ensopada de tinta federal, abriu 50 pontos sobre Jarbas Vasconcelos (PMDB) –67% a 19%.

 

Lula espezinhou Jarbas, um de seus mais ferozes críticos: "Se continuar do jeito que está, o adversário dele vai ter que pagar ponto do Ibope para ele".

 

O presidente encomendou votos para os seus candidatos ao Senado: Humberto Costa (PT) e Armando Monteiro (PTB). Desnecesário.

 

Tomado pelo Datafolha, o petê Humberto (44%) lidera a disputa pelos dois assentos de senador reservados a Pernambuco.

 

O petebê Armando (29%), em curva ascendente, encostou no ‘demo’ Marco Maciel (33%), que largara na corrida com índice de 40%.

 

Como que decidido a reduzir o ex-favorito Maciel à condição de humilhado, Lula dirigiu uma pergunta à audiência:

 

"No tempo que ele era vice-presidente [da República], o que foi que ele trouxe para pernambuco?" E a platéia, em uníssono: “Naaaaada”.

 

Lula reservou uma palavra de desapreço até para quem não parece constituir uma ameaça ao seu projeto de hegemonia.

 

Referiu-se a Raul Jungmann (PPS), candidato ao Senado com 11% das intenções de voto, como "aquele menorzinho".

 

Emendou: "Pernambuco de Arraes, de Frei Caneca e de Eduado Campos não pode votar nesse tipo de gente".

 

Encareceu à audiência que opte também pelos candidatos a deputado de sua coligação –os federais e os estaduais.

 

Nesse ponto, pespegou no “tipo de gente” que milita na oposição um adjetivo de carga eloquentemente pejorativa: “Picaretas”.

 

Antes do compromisso eleitoral, Lula cumprira, em Pernambuco, uma agenda pseudoadministrativa. Passara por Caruaru e Ipojuca.

 

Visitou as obras da refinaria Abreu e Lima e inaugurou um gasoduto, empreendimento do PAC. Subiu num pa©lanque.  

 

Em discurso com cara de pa©tóide, tornou impossível distinguir o chefe de Estado do cabo eleitoral.

 

Diante do microfone, os dois personagens se diluem numa mistura auto-promocional que leva a um processo de fusão administrativo-eleitoreira a frio (assista abaixo).

 

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

 

- Globo: Receita agora se diz constrangida com 'balcão de venda de sigilos'

 

- Folha: SP vai abrir a Copa em estádio do Corinthians

 

- Estadão: Pressionada, Receita diz que há esquema de venda de informações

 

- JB: Governo reforça CEF e BNDES

 

- Correio: 3 meses de seca

 

- Estado de Minas: Brasil corre o risco de virar um país de obesos

 

- Jornal do Commercio: Dois dias sem metrô

 

- Zero Hora: IBGE alerta para obesidade de adolescentes da Capital

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tempo seco: as providências de cada um!

Duke

- Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

- Em tempo: Aqui, o resultado do último Ibope. Acomoda o vantagem de Dilma sobre Serra na casa dos 24 pontos. A atmosfera ao redor do tucano vai ficando asfixiante.

Escrito por Josias de Souza às 23h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

IBGE: Brasil se encaminha para virar país de gordos

O brasileiro é um sujeito azarado. Até bem pouco, não tinha o que comer. Agora, diz o IBGE, arrisca-se a ter a saúde engolida pela comida.

 

Pesquisa divulgada nesta sexta (27) informa: Quase metade (49%) dos brasileiros com 20 anos ou mais está acima do peso.

 

O sobrepeso é maior entre os homens (50,1%) do que entre as mulhres (48%).

 

Márcia Quintsler, funcionária do IBGE que coordenou o estudo, pintou o quadro com tintas vivas:

 

"O excesso de peso e a obesidade são fenômenos crescentes e aparecem de forma generalizada. As informações [...] são muito contundentes".

 

Entre os gordos, 14,8% já evoluíram para um quadro de obesidade. O flagelo é maior, nesse caso, entre as mulheres (16,9%) do que entre os homens (12,5%).

 

As crianças não estão alheias ao problema. Na faixa de 5 a 9 anos, 33,5% estão acima do peso normal. Um salto de 20 pontos percentuais em duas décadas.

 

Nesse universo, há 16,6% de crianças que já migraram do sogrepeso para a obesidade. Em 1989, eram 4,1%.

 

Presente à apresentação dos dados, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) deu uma idéia das consequências da encrenca:

 

"Excesso de peso, obesidade e inatividade física projetam hipertensão, diabete, doenças cardiovasculares, AVC, câncer e doenças crônicas”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ação do PT pede indenização de R$ 100 mil de Serra

O PT prococolou na Justiça Federal de Brasília a primeira das duas ações que prometera abrir contra o presidenciável tucano José Serra.

 

Na peça, a legenda de Dilma Rousseff reivindica que Serra seja condenado a pagar uma indenização de R$ 100 mil.

 

Por quê? Alega-se que Serra cometeu crime de injúria, calúnia e difamação ao atribuir à campanha de Dilma a violação de sigilos na Receita Federal.

 

No dizer do petismo, o tucano "tem afirmado falsamente à população brasileira, que o PT dedica-se à prática de elaboração de espionagem, com prática de jogo sujo e quebras de sigilo".

 

Os advogados do PT anotam na petição que Serra abalou a imagem institucional e ofendeu a honra da legenda. Daí o pedido de indenização por danos morais.

 

Nesta sexta (27), alheio à investida judicial do PT, Serra reiterou as acusações.

 

Chamou de “conto da carochinha” a versão da Receita segundo a qual não houve motivação política na quebra do sigilo fiscal de quatro contribuintes ligado a ele e ao PSDB.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fisco decarta motivação eleitoral na quebra de sigilo

Antônio Cruz/ABr

Ao lado do secretário da Receita, corregedor afasta motivação política de 'violações'

 

A conversão do escritório do fisco em Mauá (SP) num centro de violações trouxe à boca do palco, nesta sexta (27), dois mandachuvas da repartição.

 

Em entrevista conjunta, falaram sobre o caso Antonio Carlos D'Ávila, corregedor-geral, e Otacílio Cartaxo, secretário da Receita Federal.

 

A dupla não quebrou o silêncio voluntariamente. D'Ávila e Cartaxo foram como que intimados a mover os lábios pela força do noticiário que os assedia.

 

De saída, o corregegor cuidou de recobrir o malfeito com o manto diáfano de uma transgressão ordinária, sem conexão com a política.

 

"Há indícios de uma intervenção feita de alguém de fora da Receita Federal e de um suposto balcão de venda de informação", disse D'Ávila.

 

Os dados sigilosos teriam sido obtidos “mediante pagamento de propina”. Motivação eleitoral? O corregedor disse não ter detectado um mísero indício nessa direção.

 

Mas e quanto ao fato de a xeretagem ter alcançado o Imposto de Renda de pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra?

 

Para afastar os objetivos eleitorais nesses casos, o corregedor alega que também empresários e personaolidades alheios à política tiveram os dados apalpados.

 

Sob concordância do secretário Cartaxo, o corregedor D’Ávila insistiu: "Não identificamos na nossa investigação qualquer ilação político-partidária".

 

Na próxima segunda (30), o fisco enviará ao Ministério Público um par de representações criminais.

 

Uma contra a servidoras Antonia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva. Outra contra Adeildda Leão Ferreira Leão dos Santos.

 

Apurou-se que as violações foram feitas com a senha de Antonia Aparecida, na máquina de Adeildda Leão.

 

D’Ávila descartou a hipótese de a investigação ser concluída antes da eleição presidencial de outubro.   

 

"Nós não estamos preocupados com o calendário eleitoral", disse o corregedor. Participa da investigação a Polícia Federal.

 

Levando-se em conta que o caso encontra-se em aberto, chama especial atenção o timbre peremptório utilizado pelo corregedor.

 

Admita-se, para efeito de raciocínio, que tenha sido instalado no fisco de Mauá um “balcão de venda” de dados fiscais “mediante pagamento de propina”.

 

Parece óbvio que, antes de afastar a motivação política, o governo teria de iluminar a mão que pagou a encomenda. A que partido pertence? Por que comprou?

 

Uma terceira interrogação bóia na atmosfera conspurcada da Receita:

 

A bibilhotice dos dados de pessoas alheias à política não teria justamente o propósito de apagar os rastros eleitorais do crime?

 

De resto, o corregedor parece ter esquecido de um detalhe fundamental: a investigação só foi aberta depois de uma notícia veiculada na Folha.

 

Na peça, o repórter Leonardo Souza anotara que dados do fisco foram parar num dossiê manuseado por um grupo de “inteligência” do comitê de Dilma Rousseff.

 

Bem verdade que o PT nega participação no malfeito. Ora, mais a legenda também nega, até hoje, que os aloprados de 2006 tenham agido por ordem partidária.

 

Outra tese encontradiça na praça é aquela segundo a qual a candiatura de Dilma, por favorita, não teria razões para recorrer a operações subterrâneas.

 

Bem, é preciso levar em conta que as violações ocorreram numa fase em que a pujança de Dilma ainda não se refletia nas pesquisas.

 

É possível que os operadores da candidatura oficial nada tenham a ver com os dutos instados na Receita. Mas a hipótese inversa não pode ser negligenciada.

 

Aos investigadores cabe investigar. A exposição de coisas definitivas antes que as coisas sejam definidas não é algo que soe apropriado na voz de um corregedor.

 

Repita-se, por oportuno, uma das frases de D’àvila: "Nós não estamos preocupados com o calendário eleitoral".

 

O contribuinte que paga o salário do corregedor talvez se sentisse mais atendido se ouvisse dele uma declaração diferente.

 

Algo assim: “Envidaremos todos os esforços para acomodar esse caso em pratos asseados antes do contato do eleitor com as urnas”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Favoritismo leva Dilma a brincar de esconde-esconde

Danilo Verpa/Folha

 

É curioso o burburinho que se ouve ao redor de Dilma Rousseff. Carregada por Lula, ela se tornou um portento eleitoral.

 

As pesquisas informam que, em sua primeiríssima eleição, Dilma está na bica de impor a José Serra, político rodado, uma surra homérica.

 

Um observador incauto poderia supor que, em alta, Dilma deslizaria sobre o ringue com desenvoltura ainda maior. Engano.

 

Os operadores da campanha da pupila de Lula querem agora reduzir-lhe a taxa de exposição. Dito de outro modo: querem esconder Dilma.

 

O jogo de esconde-esconde passa pela redução do número de viagens e eventos públicos. “Exposição” pra valer, só na bolha da propaganda de TV.

 

Por quê? Deseja-se retirar da trilha da candidata o risco do tropeço. À platéia foi reservado o papel de tola. Por ora, os tolos dividem-se em dois grupos.

 

Há os que duvidam de tudo. Poucos, muito poucos, pouquíssimos. E há os que não duvidam de nada. Muitíssimos.

 

Nunca antes na história desse país os comitês eleitorais estiveram tão dominados por pretensos especialistas.

 

Eles têm o privilégio de tudo saber. Os outros? Dispõe de prerrogativa inversa, a de tudo ignorar.

 

Submetida ao filtro do marketing político, uma forca pode ganhar a aparência de um instrumento de cordas.

 

Na quadra atual, a marquetagem já fez de um candidato de oposição um situacionista de ocasião.

 

Uma candidata de cara lisa e prosa tecnicista ganhou barba grisalha e a lábia solta de um língua presa.

 

O que importa não é a eleição do melhor candidato. Deseja-se impor ao eleitorado a vitória da encenação mais competente.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hoje proibido, brinde eleitoral virou peça de coleção

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bisbilhotice da Receita em Mauá alcançou 140 CPFs

Subiu de quatro para 140 o número de contribuintes que tiveram os dados fiscais devassados no escritório da Receita Federal de Mauá (SP).

 

Deve-se a informação ao repórter Roberto Maltchik. A notícia produzida por ele foi às páginas do Globo, edição desta sexta (27).

 

Descobriu-se, em essência, o seguinte:

 

1. Nem só de tucanos é feita a lista de contribuintes submetidos à bisbilhotagem. Inclui personalidades, empresários, políticos e pessoas alheias à política.

 

2. A máquina utilizada na devassa é a da analista tributária Adeildda Ferreira Leão dos Santos, lotada em Mauá.

 

3. Entre os 140 CPFs perscrutados, pelo menos sete operações foram feitas sem motivação. As demais encontram-se sob análise da Corregedoria da Receita.

 

4. Incluem-se no rol dos acessos imotivados os nomes dos quatro personagens ligados ao PSDB e ao presidenciável tucano José Serra.

 

5. São eles: Eduardo Jorge, Ricardo Sérgio, Luiz Carlos Mendonça de Barros e Gregório Marin Preciado.

 

6. Os outros três contribuintes varejados sem justificativa plasível são:

 

Gilmar Argenta, filiado ao PCdoB; a mulher dele, Carla Argenta; e Amauri Baragatti, um ex-integrante dos quadros do PSDB.

 

7. Um suplente da senadora Marisa Serrano (MS), 1ª vice-presidente do PSDB, também teve os dados fiscais xeretados.

 

Chama-se Antonio Russo Netto. Pecuarista, ele não opera em Mauá nem nos arredores. Ouvido, declarou-se perplexo:

 

“Não tenho negócios no ABC. Minha declaração foi feita em São Paulo. Sinceramente, não vejo motivos para que meu nome esteja nesta lista”.

 

8. Além de Ricardo Sérgio, ex-diretor do BB na era FHC e ex-coletor de arcas de campanhas de Serra, foi alcançado pela devassa um ex-sócio dele.

 

Trata-se de Ronaldo de Souza. Curiosamente, já morreu. Era sócio de Ricardo Sérgio numa empresa chamada Antares Participações.

 

9. A partir do terminal de Adeildda, imprimiram-se as declarações de Imposto de Renda de quatro membros da família Klein.

 

Eis os nomes: Samuel Klein, fundador das Casas Bahia; Michael Klein, presidente da companhia; Maria Alice Klein, mulher dele; Raphael Klein, neto do patriarca Samuel.

 

Minuciosa, a bisbilhotagem estendeu-se até os dados de uma ex-mulher de Michael Klein: Jeanete Roizman.

 

10. Apalpou-se também o Imposto de Renda de 2009 da apresentadora Ana Maria Braga, da TV Globo.

 

11. Além de Adeildda, encontram-se sob investigação outras duas analistas do fisco: Antônia Aparecida Rodrigues dos Santos Neves Silva e Ana Maria Caroto Cano.

 

12. Ouvidas pela Corregedoria, a trinca negou participação nas violações.

 

13. As primeiras incursões inusitadas feitas em Mauá ocorreram entre agosto e dezembro do ano passado.

 

Nessa época, alvejaram-se os dados de empresários, políticos, desportistas e artistas de várias regiões do país, distantes do ABC paulista –do Piauí a Santa Catarina.

 

A encrenca resultou num pedido de investigação feito por PSDB, DEM e PPS à Procuradoria-Geral da República. A oposição deve mover ação também no TSE.

 

José Serra responsabilizou o comitê de Dilma Rousseff pelo malfeito. Disse que a rival deve explicações ao país.

 

Em reação, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, anunciou que o partido moverá duas ações contra Serra. Uma por injúria e difamação. Outra por danos morais.

 

Além da Corregedoria do fisco, participa da investigação a PF. Sob a alegação de que o processo corre em segredo, os órgãos se negaram a comentar o caso.

 

- Serviço: Aqui, a notícia do repórter Roberto Maltchik, reproduzida em clipping. Traz no rodapé os nomes dos 140 contribuintes bisbilhotados a partir de Mauá.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hélio estaciona e Anastasia cresce 12 pontos em MG

Vitaminado pela propaganda eleitoral, o candidato tucano ao governo de Minas, Antonio Anastasia, tomou o elevador. Subiu 12 pontos no Datafolha.

 

Escorado na popularidade de Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, Anastasia saltou de 17% para 29%.

 

Hélio Costa (PMDB) manteve o índice anterior: 43%. Continua na liderança, mas já enxerga o antagonista no retrovisor. A dianteira caiu de 26 para 14 pontos.

 

O movimento ascendente de Anastasia vai na contramão do desempenho do presidenciável tucano no Estado.

 

Em Minas, a despeito de Aécio, José Serra (29%) está, segundo o Datafolha, 19 pontos percentuais atrás de Dilma Rousseff (48%).

 

O êxito de Anastasia é essencial para o projeto político de seu patrono. Favorito na briga pelo Senado, Aécio chegará a Brasília manco se não fizer o governador.

 

Em posição mais confortável que a do correligionário mineiro, o tucano Geraldo Alckmin manteve no Datafolha os 54% que obtivera na pesquisa anterior.

 

Amparado no prestígio de Lula, o candidato petê Aloizio Mercadante subiu quatro pontos desde o início do horário eleitoral. Foi de 16% para 20%.

 

Está, ainda, longe do piso que se costuma atribuir ao petismo no maior colégio eleitoral do país, ao redor de 30%.

 

De resto, para desassossego do PT, Mercadante não cresce sobre Alckmin. Mastiga votos do terceiro colocado, Celso Russomano (PP), que caiu de 11% para 7%.

 

Mantém-se a perspectiva de vitória de Alckmin no primeiro turno. Ainda que a refrega deslize para o segundo round, a situação de Mercadante não é rósea.

 

Nessa hipótese, informa o Datafolha, Alckmin prevaleceria sobre Mercadante pelo placar de 62% a 29%.

 

A exemplo do que ocorre em Minas, a solidez de Alckmin contrasta com o derretimento do presidenciável tucano.

 

Em São Paulo, Estado que governou até abril, Serra (36%) já amarga desvantagem de cinco pontos percentuais em relação a Dilma (41%).

 

No Rio, encurtou-se a diferença entre Sérgio Cabral (PMDB) e Fernando Gabeira (PV). Nada que altere, porém, o cenário de vitória de Cabral no primeiro turno.

 

Nos últimos 15 dias, Cabral deslizou um ponto para baixo –de 57% para 56%. E Gabeira oscilou três pontos para cima –de 14% para 17%.

 

A diferença entre os dois caiu de 43 pontos para 39 pontos. Um movimento pouco acima da margem de erro da pesquisa, que é de três pontos percentuais.

 

Terceiro vértice do chamado triângulo das bermudas, o Rio, atrás apenas de São Paulo e Minas em número de eleitores, também não sorri para Serra.

 

Ali, o presidenciável tucano dispõe de 23% das intenções de voto. A rival petista soma 46%. Diferença de 23 pontos percentuais.

 

Os números coletados pelos pesquisadores do Datafolha no Distrito Federal vão ao noticiário com cheiro de novidade.

 

Agnelo Queiroz (PT) encostou em Joaquim Roriz (PSC), retirando da face do rival a aparência de favorito que ostentava.

 

No cenário de primeiro turno, Agnelo oscilou de 33% para 35%. Roriz manteve-se no patamar de 41%. Porém...

 

Porém, detectou-se alteração digna de nota na sondagem de segundo turno. Na virada de um turno para o outro, Roriz sobe quatro pontos. Agnelo, escala nove.

 

Há 15 dias, Roriz prevalecia sobre Agnelo por 46% a 39%. Hoje, o placar é de 45% e 44%. Um empate técnico.

 

Nas outras praças pesquisadas pelo Datafolha, reforçaram-se as tendências esboçadas na sondagem feita antes do início da propaganda eletrônica.

 

No Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT) ampliou em quatro pontos a vantagem sobre José Fogaça (PMDB). De 38%, Tarso foi a 42%. Fogaça manteve-se em 27%.

 

Em Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) abriu 50 pontos de dianteira sobre Jarbas Vasconcelos (PMDB). Prevalece em primeiro turno por 67% a 19%.

 

Na Bahia, informa o Datafolha, o governador petista Jaques Wagner, com 47%, seria reeleito também no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

 

No Paraná, conforme já noticiado aqui, o tucano Beto Richa (47%) é outro candidato a governador que flerta com a vitória no turno inaugural da eleição.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: Núcleo da Receita no ABC devassou dados de 140

 

- Folha: Governo estuda a privatização de usinas nucleares

 

- Estadão: Suspeitos de violar sigilo de tucanos são blindados pela Receita

 

- JB: Só um escândalo derruba Dilma

 

- Correio: DF tem 520 mil carros sem licenciamento

 

- Valor: EUA endurecem processos contra dumping e subsídio

 

- Estado de Minas: Dinheiro doado a candidatos daria para construir 15 mil casas

 

- Jornal do Commercio: Mais PMs em Boa Viagem

 

- Zero Hora: Oposição se une em ataque ao PT pela quebra de sigilos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O louro Luiz!

- Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

- Em tempo: Aqui, a notícia que inspirou a charge. Informa que, na cozinha em que a Receita assa as violações de sigilo fiscal, foi ao forno até o Imposto de Renda de Ana Maria Braga.

Escrito por Josias de Souza às 03h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ministro do STF libera piada sobre políticos na eleição

  Alan Marques/Folha
Ao aprovar a lei eleitoral, em 1997, os congressistas produziram uma piada. Proibiram os humoristas de fazer graça com candidatos em períodos eleitorais.

 

Quando os políticos se levam assim, tão a sério, o humor como que adquire vida própria. Torna-se negro e foge das mãos dos profissionais do ramo.

 

Numa tentativa de devolver aos verdadeiros humoristas o direito à graça, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão foi ao STF.

 

Requereu a declaração da inconstitucionalidade do inciso 2º do artigo 45, o pedaço da lei eleitoral que impôs a desgraça.

 

Em decisão liminar (provisória), o ministro Carlos Ayres Britto suspendeu os efeitos da piada congressual.

 

Com essa decisão, os humoristas foram liberados para fazer piada sobre os políticos sem a concorrência desleal que seus alvos tentavam impor.

 

O despacho de Ayres Britto será levado ao plenário do STF, que pode mantê-lo ou não. Espera-se que o tribunal trate o humor com a seriedade devida.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tesoureiro de Serra questiona o papel das pesquisas

Numa eleição, os operadeores de campanhas em declínio costumam desenvolver delirantes formas de esperança.

 

Esperam, por exemplo, que os fatos tratem o seu candidato com uma deferência que o eleitorado acha que ele não merece.

 

Tome-se o caso do tucano José Gregori. Tesoureiro das arcas de José Serra, ele disse que as pesquisas estão "querendo se sobrepôr às urnas".

 

Acha que “essa coisa de considerar que já há um vencedor e um vencido, quase 40 dias antes da eleição, é uma coisa que cheira a pré-fascimo".

 

Afirma que "as pesquisas no Brasil, infelizmente, estão funcionando como uma espécie de mortalha da democracia”.

 

Acrescenta: “É uma coisa que nenhum democrata, nenhum tucano e nenhum petista pode admitir". Em ato realizado nesta quinta (26), discursou: "Não podemos nos acoelhar".

 

Ao investir contra as sondagens eleitorais, Gregori porta-se como um comandante de navio que, alcançado por uma tempestade, queixa-se da existência do mar.

 

O curioso é que parte do dinheiro que passa pela caixa coordenada por Gregori é usada no pagamento de pesquisas encomendadas pelo tucanato.

 

Numa ponta, servem para orientar o candidato. Noutra, orientam os financiadores. Tomado pelas palavras, Gregori acha que só o eleitor deve permanecer desorientado.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Apesar de Serra, Beto Richa mantém liderança no PR

  Folha
Ex-cidadela do tucanato, o Paraná figura no Datafolha entre os Estados em que José Serra foi ultrapassado por Dilma Rousseff –43% a 34%.

 

A despeito da derrocada de Serra, o candidato do PSDB ao governo paranaense, Beto Richa, conserva-se na liderança da disputa.

 

Beto pontuou 47%. Seu principal antagonista, Osmar Dias (PDT), 34%. Abaixo da dupla, nenhum candidato chegou a 1%.

 

O indecisos somam 15%. O contingente que declara opção pelo voto em branco ou nulo chega a 3%.

 

Pelas contas do Datafolha, o tucano Beto seria eleito no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

 

Para tentar levar a disputa para o segundo turno, Osmar escora-se no prestígio de Lula. Dispõe de 38 dias para reverter o quadro.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

STF aborta manobra protelatória de réu do mensalão

  Fábio Pozzebom/ABr
Em sessão realizada nesta quinta (26), o STF mandou ao aquivo um recurso protocolado por ex-sócio de Marcos Valério.

 

Chama-se Rogério Lanza Tolentino. Seus advogados haviam requerido que o Intituto Nacional de Criminalística refizesse uma perícia.

 

Envolve o contrato da empresa em que Tolentino era sócio de Valério com o BMG, uma das casas bancárias provedoras do mensalão.

 

A perícia fora solicitada pelo relator do processo, Joaquim Barbosa. Mas a defesa alegava que uma das questões não havia sido respondida a contento.

 

No miolo da querela está uma dúvida quanto à liquidação de contrato de empréstimo da agência de publicidade de Tolentino e Valério com o BMG.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público, tratou-se de uma operação de fancaria, firmada para dar ares de normalidade às anomalias mensaleiras.

 

O laudo pericial reforçou a denúncia. Os peritos informaram que, até o dia 31 de julho de 2005, o tal empréstimo não havia sido quitado.

 

“Entendo que, por diversas razões, não é o caso de se determinar ao INC que complemente a resposta apresentada”, anotou Barbosa em seu despacho.

 

O ministro acrescentou: “[...] Diante do vastíssimo material probatório já produzido...”

 

“...Com inúmeros laudos periciais, centenas de oitivas de testemunhas e milhares de documentos que já chegam à casa dos 40 mil...”

 

“...Afigurasse-me desnecessário para o deslinde da causa o deferimento do pedido do acusado”.

 

Barbosa recordou que o destinatário da perícia que resitara era ele, não o acusado. Como considerou o laudo “satisfatório”, não viu razão no pedido.

 

Por isso, votou pelo indeferimento. E foi seguido, à unanimidade, pelos demais ministros que compõem o plenário do Supremo.

 

Assim, livre de mais essa tentativa de protelação, o processo contra os 39 réus ainda pendurados no mensalão segue o seu curso.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na BA, Lula e Dilma vão ao 10º palanque.... sob chuva

Divulgação

 

Começa daqui a pouco, às 19h, o comício baiano de Dilma Rousseff. Vai ao palanque ao lado de Lula pela décima vez.

 

Em mensagem pendurada há pouco no twitter, Marcelo Branco, o “interneteiro” do comitê de Dilma, despejou:

 

“Chove forte na Praça Castro Alves, Salvador. Mesmo assim, o público está chegando...” Em link, conduziu à foto reproduzida lá no alto.

 

Lula e Dilma foram a Salvador a convite do governador petista Jaques Wagner, candidato à reeleição.

 

A presença da dupla levou insatisfação ao comitê de Geddel Vieira Lima (PMDB), que também disputa o governo engatado no prestígio de Lula.

 

Geddel e seus operadores decidiram não passar recibo, como se diz. Mas, a julgar pelo aguaceiro documentado por Branco, o PMDB baiano acionou seus orixás.

 

- Atualização feita às 22h55 desta quina (26): Aqui, notícia com detalhes do comício.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chumbo trocado: PT processa Serra; oposição, Dilma

Eleição vai, eleição vem e a política nacional não se livra da mania do golpe baixo. Dizia-se que o caso dos aloprados deixara uma lição. Qual?

 

Suspeita-se que o ensinamento tenha sido a seguinte: numa campanha, a única coisa realmente inadmissível é não ganhar.

 

Mal comparando, é como no caso do Joãozinho da anedota. Adorava puxar o gato pelo rabo e pendurá-lo no varal.

 

Súbito, nnnhaaac...!!! O gato mordeu-lhe a mão. E joãozinho aprendeu a lição. No dia seguinte, deu uma porretada na cabeça do gato antes de levá-lo ao varal.

 

Os joãozinhos das campanhas agem com mão de gato. Proporcionam um espetáculo confuso, de desfecho incerto.

 

Tome-se o caso da penúltima puxada de rabo: a violação dos sigilos de Eduardo Jorge e de outras três pessoas ligadas ao PSDB e a José Serra.

 

“A Dilma deve explicações”, apressou-se em dizer Serra. Ecoando-o, Raul Jungmann bradou: "Eu responsabilizo a candidata Dilma e seu comitê por tudo isso...”

 

“...Os dados do Eduardo Jorge vazaram do comitê dela. O Brasil amanheceu hoje o país dos Francenildos, em que todos têm seus sigilos fiscais violados".

 

Jungmann anunciou uma representação contra Dilma no TSE. Em petição assinada por PPS, DEM e PSDB, a candidata será acusada de “crime eleitoral”.

 

Na outra trincheira, o PT informou que vai mover dois processos judiciais contra Serra.

 

Num, acusará o rival de caluniar, injuriar e difmar Dilma. Noutro, pedirá reparação por danos morais. Presidente do PT, José Eduardo Dutra disse:

 

"Já reiteramos que não encomendamos, não determinamos a quem quer que fosse para montar, elaborar construir redigir dossiês contra quaisquer pessoas, membros ou não do PSDB. [...] Não aceitamos que episódio seja colocado sobre nossa responsabilidade".

 

Enquanto aguarda pelos necessários e urgentes esclarecimentos da Receita e da Polícia Federal, a bugrada rumina uma sensação: No Brasil, as campanhas precisam pegar um pouco de ar puro.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cabral afirma que não deve perdão por xingar garoto

- Aqui, notícia com detalhes da sabatina a que se submeteu o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição.

Escrito por Josias de Souza às 15h19

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

'Não posso, não devo e não quero ocupar ministério'

Folha

 

Vinte e quatro horas depois de ter estrelado a propaganda de José Serra na televisão, José Dirceu, o grão-duque do petismo, declarou:

 

“Eu já disse que não posso, não devo e não quero ocupar um ministério. No ano que vem, tenho meu julgamento. E minha prioridade é essa”.

 

Na peça de publicidade eleitoral de Serra, Dirceu fora apresentado numa foto cuja legenda evocava o escândalo que orna sua biografia: mensalão.

 

Insinuara-se que a eleição de Dilma devolveria Dirceu ao governo. Além dele, voltaria Antonio Palocci, apeado do ministério de Lula pelo caso do caseiro.

 

A voz de Dirceu soou em Vitória. Ele fora à capital do Espírito Santo para um encontro com o petismo local. Ouviu-o o repórter Eduardo Fachetti

 

Previu para 2011 o julgamento do processo em que figura como réu. E disse que sua prioridade é a obtenção de um atestado de inocência, não o governo.

 

Estrela dos autos do mensalão, Dirceu arrosta acusações pesadas. Coisas como formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e peculato.

 

Acha que sairá do julgamento do STF livre do fardo. Algo que, se confirmado, o tornaria um político elegível em 2014.

 

Expira nesse ano a privação dos direitos políticos que lhe foi imposta quando a Câmara passou na lâmina seu mandato de deputado.

 

Embora cassado e à espera do veredicto do Supremo, Dirceu foi brindado pelo PT com a ressurreição. Desde fevereiro, voltou a envergar o título de dirigente partidário.

 

Candidato a vice-governador na chapa capixaba de Renato Casagrande (PSB), o petista Givaldo Vieira deu uma idéia do prestígio desfrutado por Dirceu.

 

Givaldo chamou-o de “nosso grande líder nacional”. Acrescentou: “Esse companheiro foi perseguido politicamente e injustamente cassado”.

 

Diferentemente do que insinuou o tucanato na TV, é improvável que Dilma devolva Dirceu à Esplanada na hipótese de ser eleita.

 

O “chefe da quadrilha”, como o qualificou o ex-procurador Antonio Fernando de Souza, continuará frequentando o ambiente que mais lhe apraz: o subterrâneo.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra-2010 pode sair da urna menor que o de 2002

  Fotos: Folha
Longe dos holofotes, já não há nos arredores do QG de José Serra quem considere a hipótese de uma virada tucana.

 

Dá-se de barato que o favoritismo de Dilma Rousseff, por eloquente, levará a candidata de Lula à cadeira de presidente.

 

O Datafolha desta quinta (26), que traz Dilma 20 pontos à frente de Serra, tende a tonificar a atmosfera de desalento.

 

O tucanato preocupa-se agora com o tamanho da derrota. Um infortúnio que as sondagens eleitorais prenunciam como acachapante.

 

Avalia-se que, em sua versão 2010, Serra flerta com o risco de sair das urnas com estatura política menor que a de 2002.

 

Um dirigente do PSDB carrega no bolso da calça, enfiado na carteira, um papelucho com o resultado das duas últimas eleições presidenciais.

 

Na de 2002, informa a anotação, Lula prevaleceu sobre Serra, no segundo turno, por um placar de 61,27% a 38,72% dos votos válidos.

 

No turno inaugural da eleição daquele ano, Serra beliscara 23,2% dos votos. Havia porém, mais candidatos.

 

Atrás de Serra, vieram Anthony Garotinho, à época no PSB, com 17,87%; e Ciro Gomes, então no PPS, com 11,97%.

 

Agora, Serra frequenta um pelotão secundário que, noves fora o lote de nanicos que não pontuam no Datafolha, inclui apenas Marina Silva (PV).

 

Tomado por essa última pesquisa, Serra, em curva descendente, belisca, por ora, 29% das intenções de voto.

 

Dilma, em movimento ascendente, escala os 49%. Empurra-a um patrono cuja popularidade foi a 79%. Marina, estacionária, conserva-se na casa dos 9%.

 

Mantido esse cenário, diferentemente do que ocorrera há oito anos, Serra não chegará ao segundo round. Vai a nocaute no primeiro.

 

Segundo as contas do Datafolha, considerando-se apenas os votos válidos, Dilma já soma 55%. E ainda dispõe de 38 dias para ampliar o índice.

 

Se a velocidade da disparada não for interrompida, a pupila de Lula pode amealhar no primeiro turno mais do que os 61,27% que o cabo eleitoral cravara no segundo turno de 2002.

 

Pior: Serra pode chegar a outubro como uma espécie de sub-Alckmin.

 

Em 2006, ajudado pelos aloprados do PT, Geraldo Alckmin logrou arrastar Lula para o segundo turno.

 

Teve menos votos do que obtivera no primeiro. Mas somou, informa o papelucho do dirigente tucano, 39,17%, contra 60,83% de Lula.

 

Para adensar o tsunami que engolfa Serra, Alckmin é, hoje, forte candidato a retomar a cadeira de governador de São Paulo.

 

Se a vitamina que Lula tenta injetar na candidatura de Aloizio Mercadante não surtir efeito, Alckmin dividirá o estrelato do PSDB com Aécio Neves.

 

Praticamente eleito senador por Minas, Aécio será mais forte se conseguir eleger Antonio Anastasia governador. Sem isso, será um líder manco.

 

Seja como for, esboça-se um quadro em que Alckmin e Aécio vão às primeiras posições na fila da oposição para 2014.

 

Qual será o estilo da oposição a ser exercida pela dupla?, eis a interrogação que bóia na atmosfera.

 

Em tempos de falência das idelogias, Alckmin é tido como a asa direita do tucanato. Não é, porém, dado a rompantes. De resto, se eleito, precisará dos cofres de Brasília.

 

Tampouco Aécio é dado a arroubos. Ao contrário. Dono de personalidade acomodatícia, privilegia o acordo, não o confronto.

 

Somando-se a tudo isso a perspectiva de a oposição levar ao Congresso uma bancada lipoaspirada, chega-se a um cenário róseo para Dilma.

 

À oposição, não restará senão torcer em segredo para que a cópia não repita o êxito do original.

 

De resto, o tucanato, grupo de amigos integralmente composto de inimigos, terá de zelar para que Alckmin e Aécio cheguem a 2014 com os cotovelos recolhidos.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Globo: Receita: mais três ligados a Serra tiveram sigilo violado

 

- Folha: Outros três ligados ao PSDB tiveram sigilo fiscal violado

 

- Estadão: Violação de IR atingiu mais 3 tucanos

 

- JB: Decisão do STJ enquadra bancos

 

- Correio: Metade da PM está fora das ruas

 

- Valor: Fundos do Brasil testam o instável mercado externo

 

- Zero Hora: Bancos vão pagar só parte das perdas de planos econômicos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maior abandonado!

Sinfrônio

- Via Diário do Nordeste. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra e a quebra de sigilos: ‘Dilma deve explicação’

José Serra fez campanha no Rio Grande do Norte nesta quarta (25).

 

Alcançado pelos ecos de Brasília, falou sobre o caso da violação de sigilos fiscais de quatro pessoas ligadas ao PSDB e a ele:

 

“Trata-se de um crime contra a democracia e a Dilma Rousseff deve uma explicação ao país. Isso foi feito pela campanha dela, então ela deve explicação...” 

“...Quebra de sigilo é violar a Constituição e isso foi feito por causa de campanha eleitoral, é jogo sujo de campanha”.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula lastima falta de emenda para esticar o mandato

José Cruz/ABr

 

Lula conveteu em lei, nesta quarta (25), o projeto que cria o Estado Maior das Forças Armadas e reforça os poderes do ministério da Defesa.

 

Antes de apôr o jamegão no papel, o presidente discursou. Ouviaram-no o ministro Nelson Jobim (Defesa) e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

 

Chamou-os todos de companheiros. Disse: mais um ano de governo, chamaria os auxiliares fardados de “camaradas”, como faziam os velhos comunas.

 

Lero vai, lero vem Lula pronunciou um chiste à Hugo Chávez. Referindo-se à proximidade do término de seu mandato, declarou:

 

"Está certo que está no final do mandato, mas junto com esta lei complementar, podia ter mandado uma emendinha para mais alguns anos de mandato".

 

É pena que não tenha falado a sério. Por que só oito anos? Se Lula na Presidência é condição para a continuidade do Éden, por que fixar limites à felicidade?

 

Não há de ser nada. As pesquisas indicam que Dilma Rousseff está na bica de assumir as torneiras que vertem leite e mel sobre o paraíso.

 

Mais quatro anos e Lula poderá retornar. Mais quatro anos de céu. Reeleito, vai a 2018. Se o eleitor der 20 anos de mandato ao “cara”...

 

...Ele acaba provando que não é desses que ambicionam o poder por 28. Se der 32, aí mesmo é que o país verá o que desprendimento!

 

Esse negócio de alternância de poder é coisa para países ainda não preparados para a perfeição. O Brasil, como se sabe, já pulou esse córrego.

 

- Em tempo: Aqui, o áudio com o pedaço do discurso em que Lula brinca de Chávez.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Garcia ironiza retirada de Lula da publicidade tucana

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

Em rápida passagem pela boca do palco, o grão-petê Marco Aurélio Garcia ironizou o repentino sumiço de Lula da propaganda eleitoral de José Serra.

 

Lula fora levado ao ar ao lado de Serra um par de vezes. Alvejado por vocábulos que oscilaram de “oportunista” a “desesperado”, o tucanato abandonou a tática.

 

E Garcia: "Provavelmente ele deve ter achado que o Lula era má companhia".

 

Assessor licenciado de Lula e coordenador do programa de Dilma Rousseff, Garcia foi instado a comentar o novo comercial de Serra, que evoca o mensalão:

 

"Eu não sei qual é o mensalão. É aquele de Minas, lá do senador Eduardo Azeredo?"

 

São mesmo surreais os tempos que correm. Sem defesa, sujos e mal lavados esfregam suas sujeiras um na face do outro.

 

Já não há culpados na cena política brasileira. Oposição e situação movem-se na fronteira que divide a inocência da cumplidade.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma: Na versão 2010, Serra lembra o modelo 2002

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
De passagem por Cuiabá, Dilma Rousseff comentou a elevação do tom da propaganda eleitoral de José Serra.

 

"Não vão conseguir fazer com que eu responda. Não entrarei neste jogo em hipótese alguma", disse ela.

 

Na noite da véspera, o tucanato utilizara um pedaço de sua publicidade eletrônica para evocar dois escândalos da era Lula.

 

Na peça, o marketing de Serra expusera as fotos de José ‘Mensalão’ Dirceu e Antonio ‘Sigilo do Caseiro’ Palocci.

 

Insinuara-se que a eleição de Dilma significaria o retorno da dupla. A candidata petista diz que Serra repete em 2010 o estilo do “medo” que adotara em 2002.

 

Naquele ano, Serra perdera a disputa presidencial para Lula. Hoje, disse Dilma, sua campanha dispõe de argumentos para impor nova derrota ao rival.

 

Antes, disse ela, o petismo utilizara como arma a “esperança” de mudar o país. Agora, além da esperança, dispõe da “confiança” de um Brasil melhor.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Além de EJ, outros três tiveram o sigilo fiscal violado

 

Vieram à luz nesta quarta (25) novos detalhes da “investigação” aberta pelo fisco para apurar a violação de dados sigilosos de Eduardo Jorge.

 

Descobriu-se que o vice-presidente do PSDB não foi o único a ter o Imposto de Renda varejado por bisbilhoteiros nas máquinas da Receita.

 

Perscrutaram-se também os dados fiscais de outros três personagens ligados ao tucanato e ao presidenciável José Serra. São eles:

 

1. Ricardo Sérgio de Oliveira: Sob FHC, dirigiu a diretoria Internacional do Banco do Brasil. Tinha um pé na Previ, a bilionária caixa de Previdência do banco. Antes, atuara como coletor das arcas de campanha de Serra ao Senado, em 1994.

 

2. Luiz Carlos Mendonça de Barros: Economista, ocupou o ministério das Comunicações de FHC na época em que as telefônicas foram levadas ao martelo.

 

3. Gregório Marin Preciado: Empresário, é casado com uma prima de Serra. Até 1995, manteve sociedade com o presidenciável tucano num imóvel.

 

Os nomes de Ricardo Sérgio, Mendonção e Preciado constam dos autos da Corregedoria-Geral da Receita Federal.

 

Segundo os achados da repartição, a violação do sigilo de EJ e dos outros três foi praticada na agência da Receita em Mauá (SP).

 

Deu-se entre os dias 5 e 8 de outubro. Os dados foram visualizados e copiados nas máquinas de três servidoras do fisco.

 

Chamam-se Antonia Aárecida Neves da Silva, Adeilda Ferreira dos Santos e Ana Maria Cano.

 

Até aqui, só o nome de Antonio Aparecida havia sido pendurado nas manchetes. Ouvida, ela alegou que sua senha foi usada por terceiros.

 

A apuração foi aberta em junho, depois que o repórter Leonardo Souza noticiou a existência de um dossiê.

 

Coisa atribuída a um grupo de “inteligência” que operava no comitê de campanha de Dilma Rousseff, já desmontado.

 

Os nomes de Eduardo Jorge, Ricardo Sérgio e Gregório Preciado já constavam do dossiê manuseado pelo repórter.

 

A Receita vinha tentando ocultar da platéia os resultados parciais de seu processo interno. EJ requisitara os dados. Desatendido, fora à Justiça.

 

Nesta terça (24), o vice-presidente do PSDB obteve liminar determinando à Receita que lhe franqueasse o acesso ao processo.

 

O interesse dos bisbilhoteiros parece, agora, óbvio. Além de perscrutar o cotidiano financeiro de pessoas próximas a Serra, miravam as privatizações da era FHC.

 

Ricardo Sérgio e Mendonça de Barros protagonizaram, sob FHC, o célebre caso do “Grampo do BNDES”.

 

Uma escuta clandestina que fizera dos leilões das estatais de telefonia um negócio trançado sob atmosfera de risco ("no limite da irresponsabilidade")...

 

...Com linguagem vulgar ("se der merda, estamos juntos"), suspeita ("o importante é que montem com o Pérsio, chegando a um acordo") e truculenta ("temos de fazer os italianos na marra").

 

O diabo é que, em sentença recente, o Judiciário acomodou uma pedra sobre os leilões das teles. Seus operadores saíram lisos do processo.

 

Agora é o fisco de Lula que vai à berlinda. A conversão do órgão em apêndice partidário exige do contribuinte uma dose de maleabilidade semântica.

 

Pela lei, a Receita obriga-se a guardar segredo das informações que os “contribuintes” lhe fornecem a contragosto. Porém...

 

Porém, a migração de dados do sistema do fisco para um dossiê conduz o espectador ao óbvio: todas as letras de possível estão contidas no impossível.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Antes de chegar à colméia, Dilma tropeça nos ferrões

Ali Jarekji/Reuters

 

O poder é um pote de mel, não resta dúvida. No Brasil, porém, vem com o ferrão da abelha junto.

 

O cheiro doce que exala das folhas das pesquisas levou alvoroço aos arredores da abelha rainha.

 

O zumbido é, já agora, ensurdecedor. Até quem ficou de fora da colméia reivindica o seu lugar no favo.

 

Ouça-se Jovair Arantes, líder do PTB, teoricamente fechado com o zangão tucano:

 

"Tivemos [sob Lula] o Ministério das Relações Institucionais, que não tem capilaridade...”

 

“...E temos hoje alguns carguinhos. Esperamos ter mais visibilidade administrativa" na futura gestão petista.

 

Escute-se Mario Negromonte, ex-líder do PP, que preferiu não ceder o seu tempo de TV à abelha petê:

 

"Esperamos eleger de 50 a 60 deputados federais, além de senadores, governadores. Vamos crescer e, então, é aquela história, a gente vale quanto pesa".

 

Vice na chapa de Dilma, Michel Temer se esforça para demonstrar que seu enxame não prepara trama a tomada da colméia.

 

Roberto Jefferson, presidente de um PTB cujo líder cobiça “mais visibilidade administrativa”, afagou-o no twitter:

 

“Temer nega que PMDB quer cargos em governo Dilma. Tranquilize-se, Temer, dizem que a velhinha de Taubaté saiu em sua defesa”.

 

Como que resignado com o infortúnio que assedia Serra, Jefferson prefere as metáforas bovinas às analogias apiárias:

 

“Quando chega a hora da partilha do pão, falta comida e sobra estômago com fome. É o estouro da boiada, ‘cumpanheira’!”

 

Como discutir com Jefferson, um especialista na matéria? Impossível.

 

- Em tempo: Aqui, um texto do signatário do blog sobre fisiologismo. Veiculado na Folha desta quarta (25), foi reproduzido no sítio "Conteúdo Livre".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Gabeira: Grupos armados não visavam a democracia

- Aqui, detalhes sobre a sabatina a que se submeteu Fernando Gabeira, candidato do PV ao governo do Rio. Aqui, o vídeo com a íntegra da conversa (1h56m07s).

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 13h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Ceará, prefeitos do PMDB pedem voto para Tasso

  José Cruz/ABr
Uma aliança informal de prefeitos do PMDB com o grão-tucano Tasso Jereissati eletrifica a relação da legenda de Michel Temer com o PT do Ceará.

 

Na eleição cearense, PMDB e PT, sócios majoritários da aliança de Dilma Rousseff, compõem a coligação do PSB, partido do governador Cid Gomes.

 

Candidato à reeleição, Cid carrega em sua chapa dois postulantes ao Senado: Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT), hoje deputados federais.

 

O problema é que, às vésperas de viagem que Lula planeja fazer ao Ceará, prefeitos do PMDB roem a corda.

 

Recusam-se a arregaçar as mangas pelo petê Pimentel. Pedem votos para o pemedebê Eunício e para o tucano Tasso, que tenta renovar o mandato.

 

Antes um tema subterrâneo, o dar de ombros do PMDB-CE agora é exposto em manchete.

 

Por ora, três prefeitos pemedebês frequentam o noticiário como operadores da dobradinha informal “EuniTasso”.

 

São eles: Agenor Neto, do município de Iguatu; Valterno Nogueira, de Solonópole; e José Hélder de Carvalho, de Várzea Alegre.

 

No último domingo (21), Michel Temer, presidente do PMDB federal e candidato a vice na chapa de Dilma, esteve na Iguatu do insurreto Agenor Neto.

 

Num ato público de campanha, Temer testemunhou a encrenca. A seu lado, o pemedebê Agenor pediu votos para Eunício e Tasso. Nem sinal de Pimentel.

 

A aliança cearense PSB-PMDB-PT veio à luz na última hora, a fórceps. Irmão de Ciro Gomes, velho amigo de Tasso, Cid urdira um acerto com o tucano.

 

Lançaria em sua chapa apenas um candidato ao Senado: Eunício. Para a segunda vaga de senador, faria, informalmente, campanha para Tasso.

 

O PT subiu nas tamancas. Ameaçou dar as costas para a Cid, negondo-lhe o tempo de TV da legenda.

 

Puxa daqui, estica dali, os irmãos Gomes viram-se compelidos a ceder. Iniciada a campanha, Tasso foi ao topo das pesquisas de opinião.

 

Com índices que superam os 60%, o tucano é visto como favorito ao Senado. Abaixo dele, medem forças os pseudoaliados Eunício e Pimentel.

 

Em meio ao lufa-lufa, a harmonia entre PMDB e PT, alardeada na cena nacional, foi ao beleléu no Ceará.

 

Os prefeitos pró-Tasso recusam a pecha de infiéis. O de Várzea Alegre, José Hélder, declara:

 

''Tenho um respeito grande pelo PT, mas a opção pelo Tasso é uma forma de reconhecimento pelo que ele fez ao Estado”.

 

O de Solonópole, Valterno, realça: contando-se os postulamntes a todas as vagas –de governador a deputado estadual— “estamos votando para seis candidatos”.

 

“Até agora, não me sinto infiel”, diz ele. “É difícil você ter líderes políticos votando em todo mundo do mesmo partido ou coligação”.

 

Há no mapa do Ceará 184 municípios. Pelas contas do tucanato, cerca de 160 prefeitos estão fechados com Tasso. Gente de vários partidos, inclusive do PT.

 

Apontado como adepto da combinação “PimenTasso”, o prefeito petista da cidade de Aracaú, Pedro Fonteles dos Santos, diz coisas assim:

 

“O povo tá livre. Eu não vou mentir. No Acaraú, o povo tem uma simpatia muito grande pelo Tasso”.

 

Empenhado em prover um Senado dócil para Dilma, Lula joga o seu prestígio contra senadores que lhe fizeram oposição. Tasso é um deles.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h40

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula critica o diretor da ‘Folha de S.Paulo’ em comício

Divulgação

 

Lula participou, na noite passada, de seu nono comício na campanha de Dilma Rousseff. Deu-se em Campo Grande (MS).

 

Na pele de cabo eleitoral, o presidente declarou, pela enésima vez, ter sido vítima de preconceito por não dispor de formação universitária.

 

Mencionou como exemplo uma passagem da campanha de 2002, ano em que prevaleceu sobre o mesmo José Serra que agora mede forças com sua pupila.

 

Conforme relato do repórter Claudio Leal, Lula resumiu assim o episódio: "Me lembro como se fosse hoje, quando eu estava almoçando com a Folha de S.Paulo...”

 

“...O diretor da Folha de S.Paulo perguntou pra mim: ‘O senhor fala em inglês? Como é que o senhor vai governar o Brasil se o senhor não fala inglês?’...”

 

“...E eu falei pra ele: alguém já perguntou se Bill Clinton fala português? Eles achavam que o Bill Clinton não tinha obrigação de falar português!"

 

Ouviram-se gritos e aplausos da audiência. E Lula: "Era eu o subalterno, o colonizado, que tinha que falar inglês, e não Bill Clinton o português!".

 

Ainda se referindo ao almoço na Folha, o presidente arrematou: "Houve uma hora em que eu fiquei chateado e me levantei da mesa e falei:...”

 

“Eu não vim aqui pra dar entrevista, eu vim aqui pra almoçar. Levantei, parei o almoçoe e fui embora".

 

O relato despejado por Lula sobre o palanque de Campo Grande não condiz com os fatos. O almoço a que fez referência ocorreu em 19 de julho de 2002.

 

Lula foi à mesa com diretores e editores do jornal, numa sala de refeições que funciona no 9º andar do edifício sede da Folha.

 

Irritou-se não com uma, mas com duas perguntas formuladas por Otavio Frias Filho, diretor de Redação.

 

Na primeira, Frias Filho perguntou a Lula se ele tinha se preparado intelectualmente nos últimos 20 anos para credenciar-se ao exercício do cargo de presidente.

 

Não houve menção à língua inglesa. Lula negou-se a responder. Alegou que a pergunta seria preconceituosa. Nem sinal de Bill Clinton.

 

Ante a recusa do então candidato, Frias Filho registrou sua estranheza. Embora abespinhado, Lula manteve-se à mesa.

 

Depois, na segunda pergunta, Frias Filho inquiriu o convidado sobre a aliança que o PT firmara com o PL. Tachou a legenda de linha auxiliar do malufismo.

 

Lula esboçava uma resposta quando o interlocutor interveio para dizer que suas explicações lhe soavam evasivas.

 

Foi nesse ponto que Lula se levantou e abandonou a sala de almoço. Antes de sair, acusou Frias Filho de estar a serviço de outra candidato. Uma alusão a Serra.


O "publisher" da Folha, Octavio Frias de Oliveira, vivo à época, acompanhou Lula até a saída.

 

A cena foi testemunhada por José Alencar, então candidato a vice presidente, e por assessores petistas que acompanhavam Lula.

 

No comício de Campo Grande, ou Lula foi traído pela memória ou adicionou deliberadamente pimenta ao que já era picante.

 

Disse que muitos o viam em 2002 como “cidadão de segunda classe”. Pior: enxergavam-no como um “verdadeiro vira-lata”.

 

Voltando-se para Zeca do PT, seu candidato ao governo do Mato Grosso do Sul, Lula concluiu:

 

"Quando terminou o meu mandato, Zeca, terminei sem precisar ter almoçado com nenhum jornal!...”

 

“...Nunca faltei com o respeito com a imprensa. E vocês sabem o que já fizeram comigo".

 

O lero-lero do preconceito não foi recitado ao microfone a esmo. Serviu de preâmbulo para o que foi dito a seguir.

 

Lula insinuou que, a exemplo do que julga ter ocorrido com ele, também as mulheres são vistas no Brasil sob uma ótica preconceituosa.

 

“É verdade que já perdi três eleições. Mas também é verdade que já ganhei duas e vamos ganhar a terceira, elegendo a Dilma”, ele afirmou.

 

“As mulheres não são maiores só na sociedade. Elas são maioria no doutorado e no mestrado também...”

 

“...Isso significa que as mulheres não querem mais ser tratadas como cidadãos de segunda categoria. Eu quero que a Dilma cuide do nosso povo com carinho e amor”.

 

A presidenciável petista discursara antes de seu patrono. Dedicara-se a elogiar o “nosso governo” e a fustigar Serra, seu principal antagonista.

 

“Tem aqueles que falam e aqueles que fazem. Nós somos do grupo dos que fazem. Eles são do grupo dos que falam e dizem só nas eleições...”

 

“...Nós fizemos o Bolsa Família no momento mais difícil. E jamais deixamos faltar dinheiro para o Bolsa Família. Eles [...] chamavam de bolsa esmola”.

 

Dilma recordou à platéia que ainda faltam 40 dias para o exercício do voto. Repetiu que pesquisa não ganha eleição. E instou os que a ouviam a buscar votos.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

 

- Globo: Garotinho é condenado por formar quadrilha com ex-chefes de polícia

 

- Folha: União e Petrobras discordam sobre volume de reserva

 

- Estadão: Serra quer mostrar força em SP para conter avanço de Dilma

 

- JB: Frente ampla contra a violência

 

- Correio: Plano Piloto tem dois roubos a cada hora

 

- Valor: Migração do crédito afeta carteira de bancos privados

 

- Jornal do Commercio: Ofensiva contra a taxa de marinha

 

- Zero Hora: Força-tarefa tenta reduzir o drama nas emergências

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lulodependência!

Tiago Recchia

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula leva a face à TV em Al e pede votos para Renan

  Fábio Pozzebom/ABr
Candidato à reeleição, Renan Calheiros (PMDB-AL) exibe em sua propaganda televisiva uma atração especial: Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva. Ele diz:

 

"Quando for presidenta, Dilma vai precisar de senadores que apoiem seus projetos e ajudem o Brasil a avançar no rumo certo. Por isso, aqui em Alagoas, vote em Renan Calheiros, que está com Dilma".

 

É por e essas e muitas outras que o Brasil se tornou um belo ponto no mapa, ideal para erguer uma nação.

 

O governo virou um mal desnecessário. E a história, um conjunto de mentiras que deram certo na vida.

 

Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Clésio Andrade se diz vítima de ‘tentativa de grampo’

O presidente do PR de Minas Gerais, Clésio Andrade registrou boletim de ocorrência numa delegacia de Belo Horizonte.

 

Denunciou à polícia uma suposta tentativa de instalação de grampo telefônico em sua residência.

 

Segundo seu relato, a coisa ocorreu na madrugada desta terça (24). Seguranças que vigiavam o imóvel detectaram uma movimentação atípica.

 

Quatro pessoas chegaram ao local em dois automóveis do tipo Fiat Uno. Os personagens, que não foram identificados, portavam escadas.

 

De acordo com a versão repassada à polícia, os estranhos escalaram o poste onde se encontra a fiação que dá acesso à rede telefônica da casa de Clésio.

 

Foram pilhados no instante em que tentavam instalar um equipamento de escuta telefônica. Fugiram antes da chegada da polícia, acionada por Clésio.

 

Anotaram-se as placas dos veículos. Os dados foram repassados à polícia.

 

Além de presidir o PR-MG, Clésio comanda a CNT (Confederação Nacional dos Transportes).

 

No plano nacional, Clésio apoia Dilma Rousseff. Em Minas, o PR integra a coligação tucana de Antonio Anastasia.

 

A despeito de ter sido ex-governador no primeiro mandato de Aécio Neves, Clésio dissente de seu partido. Apoia no Estado a candidatura de Hélio Costa (PMDB).

 

Há duas semanas, inaugurou em Belo Horizonte um comitê batizado de “Movimento Helécio”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PSDB se diz que disparada de Dilma era ‘inesperada’

  Moacyr Lopes Jr./Folha
De passagem por Porto Alegre (RS), o grão-tucano Sérgio Guerra comentou a disparada de Dilma Rousseff nas pesquisas.

 

Presidente do PSDB, Guerra disse que o crescimento da rival era esperado. Mas “não exatamente nessa dimensão”.

 

Guerra esforçou-se para soar otimista. Disse que o crescimento de Dilma é mera “onda”. E enxergou pespectivas de reação de Serra em quatro praças:

 

"Há certos campos onde é mais fácil crescer do que em outros. Crescer em Minas é provável, em São Paulo vai acontecer. Em Goiás é possível e no Paraná também".

 

No mais, ao referir-se à estratégia a ser adotada pela oposição, saiu-se com uma frase que deu a impressão de falta de tática:

 

"O que vamos desenvolver ao longo da campanha é um grande esforço para que a Dilma fale, apareça e se mostre”.

 

Para quê? “Para que a população entenda que, em janeiro, quem vai governar o Brasil não será mais o Lula”.

 

Quem vai comandar o país, disse o senador, “será o Serra ou a Dilma. E, se for a Dilma, não será um bom caminho para o Brasil".

 

O diabo é que o eleitorado, engolfado pela “onda” Lula, sinaliza que pensa de outro modo.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma volta a subir. E Serra: ‘Pesquisa não interessa’

  Folha
Nova rodada da pesquisa Sensus consolida o favoritismo de Dilma Rousseff sobre José Serra e tonifica a tendência de triunfo no primeiro turno.

 

Segundo o instituto, ampliou-se para 17,9 pontos percentuais a vantagem da pupila de Lula.

 

Dilma subiu de 41,6% para 46%. E Serra escorregou de 31,6% para 28,1%.

 

Marina Silva registrou leve oscilação negativa: de 8,5% para 8,1%.

 

Computando-se apenas os votos válidos, Dilma belisca 55%.

 

Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, prevaleceria no primeiro round.

 

Instada a comentar mais uma pesquisa que lhe sorri, Dilma recorreu ao comedimento:

 

"Pesquisa não ganha eleição. Se ganhasse, seria outro mundo, não democrático".

 

Provocado, Serra disse, primeiro, que não lera o resultado. Um repórter cuidou de informar-lhe o placar.

 

E Serra: “Não tenho o menor interesse. Nenhum”.

 

Então, tá!

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Justiça condena Garotinho: ‘Formação de quadrilha’

  Valter Campanato/ABr
A Justiça Federal do Rio condenou o ex-governador Anthony Garotinho a dois anos e meio de cana.

 

O processo é de 2008. Moveu-o o Ministério Público.

 

Na peça, Garotinho foi acusado de “formação de quadrilha”, “corrupção” e “lavagem de dinheiro”.

 

O personagem central do miolo dos autos é Álvaro Lins, ex-secretário de Segurança nos governos de Garotinho e da mulher dele, Rosinha.

 

Noutro inquérito, Lins já havia sido condenado a 28 anos de prisão por beneficiar a máfia de caça-níqueis que opera no Rio.

 

Responsável pela Segurança, o ex-secretário se abstinha de reprimir a máfia. Em troca, obtinha vantagens monetárias.

 

Ao condenar Garotinho, a Justiça acolheu a acusação de que, como governador, ele dava suporte político a Álvaro Lins.

 

O ex-secretário elegera-se deputado estadual em 2006.

 

Dois anos depois, abalroado pela descoberta do conluio com a máfia, teve o mandato passado na lâmina.

 

A despeito da condenação, a hipótese de Garotinho ser recolhido ao xilindró é inexistente.

 

Primeiro porque a própria sentenção cuidou de converter a pena de reclusão em prestação de serviços à comunidade.

 

Segundo por conta de uma expressão comum a casos do gênero: Cabe recurso. Garotinho reagiu ao infortúnio com outra frase usual: “É perseguição política”.

 

Em texto levado à sua página na internet, o ex-governador, hoje candidato a uma cadeira de deputado federal pelo PR, anotou:

 

"Além da afirmação do Ministério Público Federal de que eu sabia das supostas atividades do ex-chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins, não há, nos autos, rigorosamente, nenhuma acusação ou prova formais contra mim".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em debate de vices, a preferida do rei domina a cena

As cortinas do novo governo ainda não se abriram. Por ora, enquanto se acomoda, a platéia ouve os ruídos da arrumação de palco.

 

Sabe-se que a peça tem dois protagonistas. Coabitam um país improvável, onde impera a felicidade. Lutam pelo amor do rei.

 

Prestes a deixar o trono, o monarca decretou: a prosperidade só será salva se os súditos aclamarem a pessoa certa, aquela a quem ele deu o seu beijo.

 

Nesta terça (14), Folha e UOL promoveram um “ensaio” com o pedaço secundário do elenco: Michel Temer, Indio da Costa e Guilherme Leal.

 

Funcionou como uma espécie de abertura do pano antes da hora. Ao fundo, uma cena insólita:

 

O rei sendo puxado por um braço pelo filho do vendedor de frutas da Mooca. Pelo outro, puxa-o a senhora de passado revolto.

 

Fica clara a preferência do soberano pela senhora. E os coadjuvantes põem-se a debater-lhe os méritos e os deméritos.

 

Índio a vê como “despreparada”. Pergunta a Guilherme, dono de próspero negócio, se a contrataria como gerente. “Teria sérias dúvidas”, eis a resposta.

 

Embora acentue que só há um ano achegou-se à ungida, Temer realça-lhe as virtudes:

 

"Ela tem o dinamismo paulista e a capacidade de superação nordestina” Considera-a uma “síntese” do reino.

 

 

Só em 1º de janeiro de 2011 as cortinas se abrirão oficialmente. Presume-se que a preferida do rei ocupará o centro do palco.

 

O resto é uma grande incógnita.

 

- Em tempo: Aqui, um resumo do "ensaio" dos vices.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ausente, Dilma vira alvo de rivais em debate católico

Divulgação

Embora ausente, Dilma Rousseff foi uma das estrelas do debate presidencial promovido por duas TVs católicas –Canção Nova e Aparecida. 

Tratada pelos antagonistas como fujona, Dilma apanhou sem defesa. O púlpito reservado a ela, ao lado do de José Serra, foi mantido em cena.

 

Partiu de Plínio de Arruda Sampaio a crítica mais incisiva. Soou já no primeiro bloco do debate:

 

"Dos quatro candidatos, tem uma que não podia deixar de estar aqui. O meio cristão sabe muito bem quem é José serra, quem é Marina...”

 

“...E eu, acho que nenhum dos bispos e padres que estão aqui deixam de me conhecer. No entanto, essa senhora, que é uma incógnita...”

 

“...Não sabemos quem é, foi inventada pelo Lula, manda uma cartinha cheia de platitudes, foge do debate".

 

Mais adiante, meio meio a uma resposta sobre o modelo econômico vigente, Serra também cuidou de injetar Dilma na discussão:

 

“O que nós temos são três recortes em matéria econômica, que não representam orgulho para nós...”

 

“...Primeiro, a maior taxa de juros do mundo. A candidata ausente tem defendido essa política".

 

Para justificar a fuga, Dilma alegara incompatibilidade de agenda. Cometeu, porém, uma imprudência.

 

No instante em que se desenrolava o debate, a pupila de Lula foi à internet. Plugada ao twitter, anotou:

 

"Olha que interessante, o Pato Fu interpretando músicas de sucesso usando instrumentos de brinquedo". Forneceu um link que conduz à música 'Love me Tender' (Ame-me com Ternura)

 

Avisado, Plínio voltou à carga. Não soou terno: "Sabe o que ela está fazendo? Tuitando! Os meus tuiteiros disseram que ela está agora assistindo a uma banda chamada Pato Fu".

 

Diante de uma platéia de religiosos, Serra, Marina e Plínio produziram um debate morno. foram submetidos a questões caras à Igreja.

 

Abordaram-se, por exemplo, temas como aborto, criminalização da homofobia, ensino religioso e o PNDH (Plano Nacional de Direitos Humanos) do governo Lula.

 

Questionado sobre o plano, Serra atribuiu a esse “a principal razão” da ausência de da rival petista:

 

"A Dilma não quer explicar as coisas que acontecem, o que ela pensa, numa atitude de manipulação da opinião pública".

 

Marina evitou as críticas a Dilma durante o debate. Porém, encerrado o evento, foi provocada. E ecoou Plínio e Serra:

 

“Procurei ser respeitosa com a ausência dela, mas ela não foi respeitosa com a nossa presença...”

 

“...Fico triste porque a justificativa que eu soube era uma, e agora sabemos que foi uma escolha. Antes a justificativa tivesse sido verdadeira”.

 

- Serviço: Aqui, você pode assistir a trechos do debate.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

MPF abre inquérito para ‘vigiar’ obras em aeroportos

O Ministério Público Federal abriu, no Distrito Federal, um inquérito para monitorar as obras que o governo fará nos aeroportos brasileiros.

 

São reformas e ampliações destinadas a preparar a infraestrutura aeroportuária do país, já saturada, para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

Nesta segunda (23), a Procuradoria enviou ofícios à Infraero e à Anac. Ordenou que enviem, no prazo de 15 dias, um lote de informações.

 

A Infraero terá de providenciar:

 

1. O cronograma das obras –as programadas e as já iniciadas. Coisa detalhada: das datas dos editais de licitação aos prazos de execução das obras, etapa por etapa.

 

2. Cópias dos projetos, editais, contratos e procedimentos administrativos relativos a cada uma das obras.

 

3. Dados sobre o modo como a estatal pretende fiscalizar as obras. Deseja-se saber, por exemplo, quantos engenheiros foram destacados para fazer a fiscalização.

 

4. Informações sobre eventuais entraves à execução das obras: licenças ambientais, ações judiciais e atrasos na liberação de verbas da União, por exemplo.

 

Da Anac, o Ministério Público solicitou:

 

1. Informações sobre as obras autorizadas pela agência e eventuais atrasos já detectados.

 

2. Cópia de projeções e estudos sobre as debilidades e consequentes ajustes que precisam ser feiros nos aeroportos, independentemente dos megaeventos esportivos.

 

O inquérito será longevo. Vai durar pelo menos um ano. Pode ser prorrogado se o Ministério Público julgar necessário.

 

O repórter apurou que a Procuradoria decidiu agir por conta dos indícios de que o governo não conseguiria concluir todas obras antes do início da Copa.

 

Algo que, se confirmado, levaria, mesmo sem a realização da Copa e da Olimpíada, à sobrecarga de aeroportos que já operam acima da capacidade.

 

A iniciativa tem caráter preventivo. Além de zelar pela lisura de obras tocadas sob a pressão do calendário, deseja-se evitar um novo apagão aéreo no país.

 

- Serviço: Aqui, a cópia da portaria de abertura do inquérito. Traz a assinatura de três procuradores da República: Marcus Marcelus Gonzaga Goulart, Paulo José Rocha Jr. e Paulo Roberto Galvão de Carvalho.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

 

- Globo: Dados pessoais sigilosos são vendidos na rua em SP

 

- Folha: PSDB agora vai priorizar a eleição em quatro Estados

 

- Estadão: Déficit externo triplica no ano e atinge US$ 28,2 bilhões

 

- JB: Gasto de brasileiros no exterior é recorde

 

- Correio: Asa Norte se revolta com falta de polícia

 

- Valor: União limita compra de terras por estrangeiros

 

- Jornal do Commercio: Resgate no Chile vai durar meses

 

- Zero Hora: Calorão e queimadas superlotam hospitais

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Amigo imaginário!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma ‘oferece’ munição para Roriz fustigar PT no DF

A campanha de Dilma Rousseff levou ao ar, na semana passada, uma propaganda que virou munição de Joaquim Roriz contra o PT.

 

Rodada em Brasília, a peça transcorre sobre um pano de fundo que Roriz diz ter sido, digamos, ajeitado por ele.

 

Dilma aparece cruzando a Ponte JK. Pronuncia uma frase que começa assim: “Tem de ter paixão pra fazer...”

 

Em comercial veiculado na noite desta segunda (23), os marqueteiros de Roriz reproduziram o vídeo. E anotaram: “Roriz construiu a ponte JK...”

 

Noutra cena, Dilma é mostrada, em trajes esportivos, às margens do Paranoá. A pupila de Lula arremessa um graveto.

 

Em movimentos garbosos, o labrador Nêgo, herança bendita de José Dirceu, se lança na água. Recolhe o ramo.

 

A propaganda do arquiinimigo do petismo brasiliense anota: “Roriz despoluiu o Lago Paranoá, transformando-o em um lugar de lazer e diversão”.

 

A serviço do comitê de Dilma, uma “repórter” diz: “O novo Brasil está nascendo com tanto vigor que faz surgir coisas maravilhosas...”

 

Atrás dela, uma obra erigida sob Roriz. E a peça anti-PT fustiga: “Roriz construiu o Complexo Cultural da República, terminando a obra de Niemeyer”.

 

Roriz tenta virar pentagovernador do Distrito Federal. Mede forças com o petista Agnelo Queiroz, ex-ministro de Lula.

 

Servindo-se de Dilma, o comercial de Roriz, cuja candidatura flerta com a lei da Ficha Suja, arremata: “PT, obrigado pelo reconhecimento”.

 

Como se vê, de tanto aspirar a pompa, a marquetagem eleitoral às vezes acaba tropeçando nas circunstâncias.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TRE-SP enquadra Paulo Maluf na lei da ‘Ficha Limpa’

  Folha
Em julgamento realizado nesta segunda (23), o TRE de São Paulo indeferiu o registro da candidatura de Paulo Maluf (PP) a deputado federal.

 

Por quatro votos a dois, o tribunal enquadrou Maluf na recém-nascida lei da Ficha Limpa. A decisão foi escorada numa sentença do Tribunal de Justiça.

 

Decisão colegiada, como pede a lei. Que considerou Maluf culpado num caso de compra superfaturada de frangos. Coisa do tempo em que era prefeito.

 

A despeito da decisão do TRE, a cara e a voz de Maluf continuarão frequentando a propaganda eleitoral.

 

Por quê? Os advogados do deputado anunciaram que vão levar o caso a Brasília. Recorrerão, primeiro, ao TSE. Se necessário, irão ao STF.

 

Enquanto houver recursos pendentes de julgamento, Maluf continua candidato. Se eleito, seu mandato ficará pendurado na decisão final do Judiciário.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula sobre uso de sua imagem por Serra: Enganação

Andy Warhol

 

A única diferença entre um Rembrandt autêntico e uma boa imitação de Rembrandt é o atestado de um especialista.

 

Assim, o proprietário de um Rembrandt duvidoso talvez prefira o prazer do convívio com a ilusão ao parecer de um perito.

 

Mal comparando, ao tentar fundir sua imagem à de Lula, José Serra pendurou na propaganda eleitoral um quadro falso.

 

A analogia com Rembrandt talvez nem seja a mais adequada. O ‘Serrula’ de 2010, por contemporâneo, aproxima-se mais do modernismo de Andy Warhol.


Como se sabe, a grande contribuição de Warhol à arte foi a de converter objetos não-artísticos em peças artísiticas.

 

Submetida à ótica genial de Warhol, arte é tudo aquilo que é apresentado como arte. Ainda que seja uma garrafa de refrigerante ou uma lata de sopa.

 

Certa feita, uma amiga amalucada de Warhol perfurou com um tiro cinco retratos que o artista fizera de Marilyn Monroe.

 

As peças ganharam nome novo. Viraram “Marilyn perfuradas”, E passaram a custar mais caro do que outras obras de Warhol.

 

O tiro fora disparado no estúdio do artista. E a presença do orifício tornou-se evidência de autenticidade das obras.

 

Ao levar ao ar o seu “Lula furado”, Serra demonstrou que, nas artes eleitorais, qualquer coisa pode ser falsificada.

 

O diabo é que, para desassossego do candidato pseudo-oposicionista, há em cena um perito insuspeito: o próprio Lula.

 

Nesta segunda (23), o Lula sem furo foi instado a comentar a mandracaria de Serra. Disse:

 

"Eu acho que é sempre muito ruim pessoas que acham que em momentos de eleição é possível enganar a sociedade colocando a imagem com pessoas que você tem participação política contrária..."

 

"...Todo mundo sabe que eu tenho lado, todo mundo sabe que eu tenho candidata. Todo mundo sabe que eu tenho partido e todo mundo sabe quem é que eu quero que seja presidente da República".

 

Vai processar o falsário? "Não, quem tem que brigar é o partido e não eu".

 

O ministro Henrique Neves, do TSE, informou que só Lula pode requerer à Justiça que proíba Serra de utilizar a figura de Lula.

 

Assim, a menos que a decisão do ministro seja revista, Serra talvez assista à morte de sua candidatura fingindo que ninguém sabe que seu Lula não é genuíno.

 

Há muitas formas de lidar com uma derrota. Serra optou pela mais humilhante. Fenece nas pesquisas ao som da voz do perito: “Todo mundo sabe...”

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Marina Silva: ‘Estão cantando vitória antes do tempo’

Wilson dias/ABr

 

Em meio ao triunfalismo do time de Dilma Rousseff e ao derrotismo da equipe de José Serra, a evangélica Marina Silva se apega à fé. Diz que vai “virar o jogo”.

 

“Para aqueles que já estão cantando vitória antes do tempo e para aqueles que já estão entregando os pontos, estou chamando o eleitor para irmos ao segundo turno”.

 

Na noite desta segunda (23), Marina participa de debate promovido por duas emissoras católicas: TV Canção Nova e TV Aparecida,

 

Além dela, confirmaram presença José Serra e Plínio de Arruda Sampaio. A favorita Dilma Rousseff preferiu não dar as caras.

 

- Em tempo: A ex-petista Marina voltou a dizer que, a exemplo de Dilma e Serra (!?!?!), prepara-se para levar ao ar, na sua propaganda, a cara de Lula.

 

Ela responde ao espanto com naturalidade amazônica: "Não posso negar que fui ministra do presidente Lula...

 

"...[...] Ninguém exija de mim que eu reescreva a história. Isso eu não vou fazer, porque não é democrático".

 

Reescrever não precisa. Mas talvez devesse adicionar à história resposta a uma pergunta incontornável: Se tem tanto apreço por Lula, por que diabos deixou o PT e o ministério?

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma faz campanha ao lado de Skaf, algoz da CPMF

Divulgação

 

No Brasil dos últimos tempos, a coerência política é uma velha maluca que faz tricô enredando-se nas linhas de suas próprias contradições.

 

Vem daí que, nesta segunda (23), depois de panfletar em porta de fábrica ao lado de Lula e Aloizio Mercadante, Dilma Rousseff foi ao encontro de Paulo Skaf.

 

Assim como Mercadante, Skaf é candidato ao governo de São Paulo. Mas Dilma não vê contradição no fato de fazer campanha para os dois:

 

"Nós temos candidatos muito preparados em São Paulo. E não vejo nenhum problema...”

 

“...Não concordo é em manter por mais quatro anos no governo um partido [PSDB] que está há 16 anos e não avançou muito na educação, por exemplo".

 

Tampouco Skaf parece incomodado com a dupla militância da neoaliada: "Ela mesma disse que apoia dois candidatos em São Paulo".

 

Recue-se, por oportuno, ao ano da graça de 2007. Tramitava no Senado a emenda constitucional que prorrogava a vigência da CPMF, o imposto do cheque.

 

Presidente da Fiesp, cargo do qual encontra-se licenciado, Skaf associara-se naquela época às tropas do DEM e do PSDB, contra os exércitos do governo Lula. Prevaleceu.

 

Hoje, não há comício de Dilma em que Lula não recorde o “golpe” da oposição. Repete à exaustão que a derrubada da CPMF tirou R$ 40 bilhões da saúde.

 

Mas Dilma não vê incongruência no apoio a Skaf, agora um ex-capitalista, recém-filiado ao PSB (Partido Socialista Brasileiro).

 

Skaf frequenta as pesquisas na condição de candidato nanico. No Datafolha, dispõe de irrisórios 2%. Interessa ao petê Mercadante, com 16%, que ele suba.

 

Por quê? O consórcio governista sua a camisa para impedir que o tucano Geraldo Alckmin, com 54%, feche a conta já na primeira rodada do pleito.

 

Assim, não há rusga que resista à conveniência da borracha quando o que está em jogo é o desejo de impor ao tucanato uma derrota em sua principal cidadela.

 

E a coerência, cada vez mais velha e mais maluca, segue o trançar de agulhas. Nunca antes na história desse país o suprimento de novelos foi tão abundante.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Temer diz que a hora é de ‘programa’, não de cargos

Lucio Tavora/Folha

 

O PMDB, como se sabe, não vai ao Rubicão para pescar. Mas Michel Temer apressa-se em avisar: No partido, ninguém tira o sapato antes de chegar ao rio.

 

A propósito do noticiário que antecipa a gana da tropa, o vice de Dilma Rousseff emitiu uma nota. Temer escreveu:

 

"Em nenhum momento na aliança com o PT e demais partidos para as eleições presidenciais, houve qualquer negociação a propósito da participação no governo...”

 

“...Os únicos compromissos firmados por escrito com o PT foram os de que o PMDB teria a vice-Presidência da República e...”

 

“...E participaria da formulação do programa de governo. E é isso, apenas isso, que foi estabelecido e vem sendo rigorosamente cumprido".

 

Temer tem razão. A divisão do pudim não consta da receita escrita. Os pemedebês demarcam a partilha apenas para evitar a maldição de Ulysses Guimarães:

 

“Político é como cozinheiro: quem faz o melhor bocado nem sempre o come”, dizia o velho mestre cuca da tribo, hoje perdido nas profundezas do mar gélido de Angra.

 

Para complicar, Dilma tornou-se, além de “cozinheira”, compositora. Empurrada por Lula, ela compôs com todo mundo.

 

São muitos os parceiros ansiosos pela chegada do momento em que tirarão a ungida para a contradança dos cargos.

 

Natural que o PMDB, na condição de sócio majoritário do empreendimento, comece a desamarrar o cadarço. Afinal, do alto da torre das pesquisas, já se avista o Rubicão.

 

 

Os partidários do vice trazem abafado no peito o grande grito: “Alea jacta est”. A sorte, sabem todos, há muito está lançada.

 

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ao lado de Lula, Dilma ‘madruga’ em porta de fábrica

Divulgação

 

Como previsto, Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva e Dilma 'Lulodependente' Rousseff madrugaram nesta segunda (23) defronte dos portões da Mercedez Benz, em São Bernardo (SP).

 

O Sol ainda não havia raiado no instante em que o ex-operário e quase ex-presidente anunciou à companheirada, do alto de um caminhão de som, que sua pupila estava ali para distribuir abraços.

 

Faltava ao “banho de rua” que o “paizão” oferece à “mãe” do povo uma visita ao berço da primeira infância do petismo. Com esse ato, fecha-se um ciclo.

 

- Em tempo: Aqui e aqui, há outras fotos do evento.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Protógenes faz jantar para fornir suas arcas eleitorais

  Alan Marques/Folha
Suspenso de suas funções na Polícia Federal, o delegado Protógenes ‘Satiagraha’ Queiroz tenta obter nas urnas um “emprego” de deputado.

 

Filiado ao protolulista PCdoB, Protógenes “oferece” nesta segunda (23) um jantar a apoiadores.

 

Será um desses repastos típicos de campanha, nos quais o convidado é mordido antes de levar os cotovelos à mesa.

 

Deve-se a informação à coluna de Mônica Bergamo, veiculada na Folha. Pelo teor da nota, é grande o apetite das arcas do delegado. Leia:

 

 

- O chapéu do xerife: O ex-delegado Protógenes Queiroz (PCdoB) reúne hoje personalidades e empresários ‘que me apoiam’ para um jantar de arrecadação para a sua campanha a deputado federal.

 

O restaurante A Figueira Rubaiyat, nos Jardins, cedeu lugar e comida. Os convites estão à venda por preço que varia ‘de R$ 1.000 a R$ 5.000’, diz ele.

 

 

O signatário do blog suspeita que, pouco afeito às armadilhas da política, Protógenes ainda não saiba. Mas logo descobrirá que nem toda doação é movida a patriotismo.

 

Em geral, quem borrifa verbas em caixa de candidato espera que, eleito, o beneficiário coma pelas mãos dos benfeitores.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Declínio de Serra leva a oposição a priorizar o Senado

Lula Marques/Folha
 

Esboçada em todas as pesquisas de opinião, a perspectiva de vitória de Dilma Rousseff deslocou o foco da oposição.

 

As cúpulas do PSDB e do DEM decidiram voltar suas atenções para a disputa travada nos Estados pelas cadeiras do Senado.

 

A iniciativa da articulação partiu de Fernando Henrique Cardoso. Ele deflagrou o movimento na semana passada.

 

Sem alarde, FHC dividiu suas apreensões com Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM; e Sérgio Guerra, presidente do PSDB.

 

Acha que, confirmando-se o triunfo de Dilma, não restará à oposição senão erguer no Legislativo barricadas contra a “dominação” petista.

 

Dá-se de barato que a maioria governista na Câmara, acachapante sob Lula, tende a ser ainda maior numa eventual gestão Dilma.

 

E tenta-se reproduzir no Senado o quadro que permitiu à oposição impor ao Planalto derrotas como a rejeição da emenda que prorrogava a CPMF.

 

Excluído da campanha tucana de José Serra, que prefere exibir Lula no rádio e na TV, FHC declara-se, em privado, preocupado com os rumos da própria democracia.

 

Revela-se receoso de que a expectativa do poder longevo leve o petismo a tentar mimetizar no Brasil o modelo autocrático do venezuelano Hugo Chávez.

 

Enxerga no Senado a única trincheira na qual a oposição ainda pode se posicionar para deter eventuais "arroubos antidemocráticos”.

 

Ficou combinado que, em entrevistas e artigos de jornal, os líderes da oposição devem ostentar um discurso voltado à classe média.

 

Em essência, vai-se esgrimir a tese segundo a qual o poder do Executivo precisa ser submetido ao contrapeso de um Congresso capaz de vigiá-lo.

 

Candidato ao Senado pelo DEM do Rio de Janeiro, o ex-prefeito Cesar Maia foi o primeiro a levar o discurso aos lábios.

 

Num vídeo que pendurou em sua página na internet, na última sexta (20), Cesar Maia fez referência ao Datafolha.

 

Sem meias palavras, disse que a vantagem de 17 pontos percentuais atribuída a Dilma leva a um deslocamento do “foco para as eleições do Senado”.

 

“Essa é uma questão da maior preocupação de todos nós, que somos amantes da democracia”, disse Cesar Maia.

 

“Queremos evitar que, no Brasil, aconteça o que aconteceu na Venezuela", acrescentou. Para ele, o “jogo” agora é “o controle do Senado”.

 

No centro das apreensões de tucanos e ‘demos’ está um número mágico: 47. É esse o escore necessário à aprovação de uma emenda constitucional no Senado.

 

Hoje, Lula dispõe da maioria dos votos dos 81 senadores. A supremacia é, porém, apenas nominal.

 

Em articulação com dissidentes governistas, a oposição impôs derrotas ao governo até em votações de projetos que exigem a maioria simples de 41 votos.

 

Atento à fragilidade do consórcio que lhe dá suporte no Senado, Lula empenha-se em prover para Dilma um cenário mais confortável.

 

Em público, o presidente pede votos em comícios para sua pupila e também para os candidatos ao Senado alinhados com o governo.

 

Para sensibilizar as platéias, Lula não se cansa de recordar que, ao derrubar a CPMF, a oposição o privou de injetar R$ 40 bilhões na saúde.

 

Entre quatro paredes, Lula afirma aos políticos que o cercam: “Um senador vale mais do que três governadores”.

 

Nas eleições de 2010, estão em jogo 54 dos 81 assentos do Senado. Deve-se ao Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) o estudo mais completo sobre prognósticos.

 

O levantamento carece de atualizações. Mas é, por ora, o que mais se aproxima da guerra travada nos Estados.

 

O documento esboça um quadro pouco alvissareiro para a oposição. Estima que o PMDB deve conservar nas urnas a condição de dono da maior bancada do Senado.

 

Prevê que o PT pode saltar da quarta para a segunda colocação em número de senadores. E vaticina a redução das bancadas oposicionistas.

 

Hoje, PSDB e DEM operam com 14 senadores cada um, atrás do PMDB e à frente do PT.

 

Tomados pelas previsões do Diap os tucanos correm o risco de ser deslocados para a terceira posição. E os ‘demos’ para a quarta. Daí a preocupação de FHC e Cia..

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Reportagens | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

 

- Globo: Segurança é reforçada um dia após o tiroteio

 

- Folha: Dilma estuda aperto econômico

 

- Estadão: Mesmo acusados de 'ficha suja', políticos fazem campanha

 

- JB: Violência espanta hóspedes

 

- Valor: Títulos longos poderão ter IR e compulsório menores

 

- Estado de Minas: Plástica dá nova cara ao consumo da classe C

 

- Jornal do Commercio: As três cores da felicidade

 

- Zero Hora: 17 dias a 700 metros: Soterrados emitem sinais de vida em mina do Chile

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serrula: 'Veja bem, neocompanheiros'!

Ique

- Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PSDB acusa Lula de ‘invadir’ a propaganda estadual

  Sérgio Lima/Folha
Alvejado por ações em que a coligação de Dilma Rousseff o acusa de apropriação indevida da imagem de Lula, o comitê de José Serra também foi ao TSE.

 

Numa representação protocolada neste final de semana, a aliança de Serra pede à Justiça Eleitoral que condene Dilma à perda de 3min56s de tempo de TV.

 

Por quê? Segundo a petição tucana, Lula “invadiu”, em Santa Catarina, o espaço televisivo destinado à publicidade eleitoral de governador.

 

O time de Serra alega que Lula foi ao ar no Estado na noite de sexta (20). Pediu votos para Dilma. Algo que, pela lei, só pode ser feito na publicidade nacional.

 

A reclamação foi à mesa do ministro Henrique Neves. O mesmo que arquivou duas ações do petismo contra Serra por exibir Lula na TV.

 

É dura a vida da oposição. Por um lado, exibe o cabo eleitoral de Dilma ao lado de Serra.

 

Por outro, tenta impedir que Lula peça votos para sua candidata na publicidade estadual.

 

Nunca antes na história desse país uma campanha eleitoral eletrônica esteve assim, digamos, tão surreal.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula leva ‘mãe’ Dilma ao berço: uma porta de fábrica

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Dilma Rousseff completa nesta segunda (22) o “banho de rua” que recebe há mais de dois anos.

 

Guiada por Lula, seu cabo eleitoral de luxo, a presidenciável do PT fará, às 5h30, panfletagem numa porta de fábrica, em São Bernardo (SP).

 

Convertida pela marquetagem em “mãe” dos pobres, Dilma será, por assim dizer, apresentada pelo “paizão” ao berço sindical, gênese de tudo.

 

Além da presidenciável, vão aos portões da Mercedez Benz personagens mais habituados a outros palcos.

 

Entre eles o professor universitário Aloizio Mercadante, a ex-televisiva Marta Suplicy e o pagodeiro Netinho –respectivamente candidatos ao governo e ao Senado.

 

Por ora, Dilma é, entre todos os que aparecem pendurados em Lula –incluindo o neolulista José Serra –a que mais aproveita a companhia.

 

De técnica carrancuda, a ex-chefona da Casa Civil virou candidata risonha e, melhor, favorita. O processo de conversão foi demorado.

 

Em meados de 2009, o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), presenteara Dilma com um bambolê.

 

“É para que ela tenha mais jogo de cintura”, explicara Alves. Hoje, treinada em dezenas de pa©mícios e já dotada de roldanas nos quadris, Dilma saboreia as pesquisas.

 

Se as intenções de voto virarem votos, logo, logo o PMDB terá a oportunidade de testar, na prática, os efeitos do bambolê nos rodopios ao redor do organograma do Estado.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jefferson: Serra fez ‘mau uso’ do tempo que PTB deu

  AP
Presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson está inconformado com a exposição da imagem de Lula na propaganda eletrônica de José Serra.

 

Manifestou seu desapontamento num diálogo cibernético que travou, neste domingo (22), com internautas que o seguem no twitter.

 

Numa das mensagens, lamentou: “O que o Serra queria do PTB nos entregamos: o tempo de radio e TV. O marqueteiro fez mal [sic] uso dele. Sorry”.

 

Noutra, sem mencionar o nome de Luiz Gonzalez, responsável pelo marketing da campanha de Serra, Jefferson evocou uma estrela do mensalão:

 

“Eu não aprecio marqueteiro político. A síntese deles é o Marcos Valério, o Carequinha”.

 

Antes, escorando-se na origem ibéricas do sobrenome Gonzales, Jefferson alfinetara: “Infelizmente o espanhol prejudicou o Serra”.

 

Mais adiante, insinuou que tampouco morre de amores pelo candidato que, supostamente, apoia:

 

“O Serra me abandonou há muito tempo. Tenho por ele o apreço que ele tem por mim”.

 

Jefferson abrira baterias contra a acomodação de Serra na garupa de Lula já na última sexta (20). Nesse dia pendurara uma nota em seu blog.

 

“O PT não vai deixar de graça o furto do papel da ungida de Lula que o PSDB tenta grudar em Serra”, anotara Jefferson.

 

Referindo-se às representações que o PT anunciava que moveria no TSE contra Serra, Jefferson fizera o primeiro disparo contra o marqueteiro tucano:

 

“Esta Gonzalez presenteou, embrulhada em fita vermelha, ao PT”.

 

Tomado pela troca de mensagens domingueiras, Jefferson já não vê a eleição de Serra como prioridade. Move-o uma preocupação nova:

 

“Leio na mídia que Lula quer ofensiva para derrotar PSDB em São Paulo. Seria o mesmo dizer destruir a oposição definitivamente”.

 

Ambiciona agora o sucesso de outro tucano: “A eleição de Geraldo Alckmin representa a nossa mais importante conquista. Ele liderara o oposição no Brasil”.

 

Numa crítica indireta à flacidez do discurso de Serra, anotou: “Como eu previra, Lula que não sofre oposição, tentará esmagar a oposição elegendo Mercadante”.

 

Acrescentou: “Vamos intensificar nossa luta ao lado de Geraldo Alckmin. Ele representa a resistência democrática”.

 

Jefferson não é voz isolada na coligação de Serra. No PSDB e no DEM é grande o número dos críticos ao oportunismo lulista de Serra.

 

A diferença é que, diferentemente de tucanos e ‘demos’, Jefferson não guarda irritação no freezer. Ele a despeja, em doses ácidas, na rede.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TSE: só Lula pode acionar Serra por usar sua imagem

José Cruz/ABr

 

Se quiser impedir José Serra de cavalgar sua imagem na propaganda eleitoral, Lula terá agir pessoalmente contra o jóquei tucano.

 

Na noite de sábado (21), o ministro Henrique Neves, do TSE, mandou ao arquivo duas representações movidas pelo comitê de Dilma Rousseff contra Serra.

 

As petições carregavam duas demandas:

 

1. Que Serra fosse proibido de levar novamente a cara de Lula à sua propaganda.

 

2. Que o candidato tucano perdesse um pedaço de sua propaganda, o equivalente ao dobro do tempo que usou para expor Lula.

 

Em seu despacho, Henrique Neves anotou que cabe a Lula, não à coligação de Dilma reclamar do uso indevido de sua imagem.

 

As peças foram ao arquivo sem que o ministro se ocupasse de responder à pergunta fatídica: Afinal, Serra infringiu a lei ao tomar assento na garupa de Lula?

 

“No caso, o direito [à preservação da imagem] é personalíssimo e, como tal, somente pode ser exercido por seu titular”, anotou o ministro.

 

“Dessa forma, ausente uma das condições da ação (legitimidade), não cabe decidir se a imagem foi bem ou mal veiculada”.

 

A resposta do TSE só virá, esclareceu Henrique Neves, a partir de pedido formulado por Lula, o “detentor do direito à imagem”.

 

O ministro escreveu que a Constituição “assegura a proteção à reprodução da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas”.

Acrescentou que o Código Civil também estipula que, salvo mediante autorização pessoal ou judicial, a utilização da imagem de uma pessoa pode ser proibida.

 

O dono da imagem pode requerer a proibição em situações específicas: se a coisa lhe afetar a honra, a boa fama ou a respeitabilidade...

 

...Ou se a exploração da imagem for feita com objetivos comerciais. Os advogados do comitê de Dilma invocaram a lei eleitoral (número 9.504, de 1997).

 

Alegaram que, em seu artigo 54, a lei desautoriza a participação na propaganda eleitoral de pessoa filiada a outra agremiação.

 

Sobre esse ponto, Henrique Neves informou: a simples veiculação de imagem não representa participação com o propósito de pedir apoio a candidato adversário.

 

O que se lê nas entrelinhas da decisão do ministro é o seguinte: ainda que Lula se anime a processar Serra, não é certo que será bem sucedido.

 

Por quê? Serra não ofendeu-lhe a honra. Ao contrário. Enalteceu-lhe a boa fama. O propósito dos comerciais é eleitoral, não comercial.

 

Por último, o Lula que aparece involutariamente na propaganda tucana não pede votos para o inimigo.

 

Se tiver juízo, Lula tratará Serra a golpes de descaso. O presidente não gosta de ler, mas os assessores já devem ter informado a ele sobre o teor do noticiário.

 

A macumba marqueteira de Serra foi às manchetes de papel e da internet como um tiro contra o pé do próprio macumbeiro.

 

Ao usurpar a imagem daquele a quem deveria se opor, Serra como que tonificou a atmosfera de funeral que envolve sua candidatura.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula decide investir contra hegemonia tucana em SP

  Rodrigo Paiva
Em São Paulo desde sexta-feira (20), Lula deixa por onde passa um rastro de insatisfação com os rumos da campanha de Aloízio Mercadante.

 

O favoritismo de Dilma Rousseff nas pesquisas como que liberou o presidente para se concentrar em outras obsessões.

 

Entre elas o desejo de arrancar das urnas o troféu da interrupção da hemegemonia paulista do tucanato. Coisa que dura 16 anos.

 

Como Dilma, Mercadante frequenta a propaganda televisiva e os palanques grudado em Lula. A despeito disso, patina em 16% no Datafolha.

 

Na noite de sexta, Lula entendeu-se com Mercadante e dois petistas que o assessoram na campanha.

 

São eles: Emídio de Souza, prefeito de Osasco e coordenador do comitê de Mercadante; e Edinho Silva, presidente do PT-SP.

 

Antes, sobre o palanque, Lula apontara suposta flacidez no discurso de Mercadante, centrado na busca de uma passagem para o segundo turno.

 

No dizer de Lula, o candidato não pode dar de barato que o tucano Geraldo Alckmin é favorito. Deve mirar o primeiro, não segundo turno.

 

Os repórteres Ana Flor e Evandro Spinelli relatam: Lula acha que seu prestígio pode ajudar Mercadante, mas nada substitui uma boa campanha.

 

Cobra a injeção de emoção na TV e a criação de “fatos políticos” que convertam o tucanato em alvo.

 

Curiosamente, Mercadante não tem feito senão alvejar o governo longevo do PSDB. Critica o sistema educacional, a segurança, os pedágios, isso e aquilo.

 

Porém, tomado pelo último Datafolha, Alckmin (54%) é, hoje, candidato a um triunfo de primeiro turno. Daí o desassossego de Lula.

 

Por ora, prevalece em São Paulo o mesmo discurso da continuidade que embala a eleição nacional.

 

Com uma diferença: no Brasil, o eleitor sinaliza que prefere continuar com Dilma a optar por Serra, autovertido em neo-lulista. No Estado, parece preferir Alckmin a Mercadante.

 

Lula, Mercadante e o petismo tem 42 dias para convencer o eleitorado de que a alternância de poder não vale para o Brasil, mas é indispensável em São Paulo.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sob Dilma, PMDB deseja rachar o poder ‘meio a meio’

Valter Campanato/ABr

 

Num instante em que as pesquisas borrifam na candidatura de Dilma Rousseff o perfume da perspectiva de poder, o PMDB aguça o faro.

 

Os votos do primeiro turno só serão contados daqui a 42 dias. Mas a tribo dos pemedebê, por precavida, já esboça a conta do seu apoio.

 

A legenda do vice Michel Temer não faz por menos. Quer dividir o poder com o PT na base do “meio a meio”.

 

Os repórteres João Domingos e Christiane Samarco perscrutaram os apetites do PMDB. Informam que o partido considera ter atingido novo patamar.

 

Já não se vê como mero “convidado” à festa do governo. Enxerga-se como um dos “donos da casa”.

 

Sob Lula, noves fora o comando do Legislativo, o PMDB controla meia dúzia de ministérios. Gere um pedaço do orçamento que supera os R$ 100 bilhões.

 

Numa eventual administração Dilma, a agremiação de Temer quer mais. Muito mais. Almeja coisas assim:

 

1. Indicação de um dos chamados "ministros da casa", com assento no Planalto e no núcleo político que vai assessorar a presidente.

 

2. Acomodação do mandachuva do BC, Henrique Meirelles, numa das pastas que dão as cartas na economia: Fazenda ou Planejamento.

 

3. Definição da cota a que o partido fará jus na Esplanada. Quer receber os ministérios de “porteira fechada”, como se diz.

 

4. Manutenção dos cargos que já controla nas estatais e novas nomeações para as vedetes petroleiras: a velha e boa Petrobras e a recém-nascida Petro-Sal.

 

5. Inclusão do partido no rateio dos postos de mando das agências reguladoras.

 

De resto, dá-se de barato que os morubixabas José Sarney e Renan Calheiros conservarão sob Dilma a influência e os cargos amealhados sob Lula.

 

Fala-se, por exempo, em reconduzir Edison Lobão, índio da etnia maranhense dos Sarney, ao comando da pasta das Minas e Energia.

 

Vendida em formato de videoclipe na propaganda eleitoral, Dilma diz que vai “continuar e aperfeiçoar” Lula.

 

O itinerário da continuação ainda não está claro. Mas já se sabe que o aperfeiçoamento deve incluir mais PMDB ao volante.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Elio Gaspari: Peluso, do STF, quer autonomia salarial

  Folha
No Brasil, a maioria dos trabalhadores convive com o drama do salário miúdo. A bugrada já nasce condenada ao fim do mês perpétuo.

 

Há 62 anos, Ary Barroso e Benedito Lacerda animaram os salões do Carnaval de 1948 com versinhos que converteram a encrenca em samba:

 

Trabalho como um louco

Mas ganho muito pouco

Por isso eu vivo

Sempre atrapalhado

Fazendo faxina

Comendo no china

Tá faltando um zero

No meu ordenado

 

Ministros do Supremo e procuradores do Ministério Público não chegam a fazer faxina nem a comer no china. Mas acham que ganham pouco. Querem aumento.

 

Até aí, é do jogo. Quem não quer? O diabo é que julgadores supremos e procuradores querem muito mais. Reivindicam o paraíso: o poder de definir seus próprios ordenados.

 

Ou seja: A Justiça é cega, mas não é boba. O repórter Elio Gaspari leva às páginas deste domingo uma coluna que, no texto de abertura, ilumina a esperteza. Leia:

 

 

“O presidente do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminharam ao Congresso projetos de lei que lhes transfere a tarefa de fixar os vencimentos dos servidores sob suas jurisdições.

 

Atualmente, os reajustes salariais do Supremo e do Ministério Público dependem de aprovação pelo Congresso, como ocorre com o Orçamento da União.

 

A reivindicação desafia as instituições republicanas, os fundamentos da política econômica do Executivo, a lógica da contabilidade pública e os padrões internacionais.

Desafia as instituições republicanas porque coloca o Supremo Tribunal e o Ministério Público ao largo do consentimento do Congresso Nacional em matéria salarial.

 

Atribui-lhes mecanismos típicos das empresas privadas. Criam uma República Salarial Soberana e Automatizada.

Desafia a boa norma da economia porque chama de volta o tigre da indexação, que arruinou a economia do país por quase 30 anos.

 

Se a partir de 2012 ficar assegurada a revisão anual soberana e, a partir de 2015, o Supremo e o Ministério Público federal puderem corrigir seus vencimentos com base nos critérios que os projetos mencionam, a festa deverá ser geral: ‘recuperação’ de ‘poder aquisitivo’ e ‘comparação’ com vencimentos alheios, direto na folha.

 

Nesse mundo de alegrias, Peluso deveria ser premiado, acumulando sua cadeira no Supremo com a presidência do Banco Central, e Roberto Gurgel ficaria com a Secretaria da Receita Federal.

A proposta ofende a lógica da contabilidade pública porque os salários dos ministros do Supremo servem de referência para os vencimentos dos servidores do Judiciário. Quando eles sobem, os demais vão junto.

O Supremo argumenta que os vencimentos da Justiça estão defasados, e isso provoca uma inconveniente rotatividade no seu quadro de pessoal. (Esses vencimentos estão acima de outras carreiras do Estado, numa média de R$ 13.290 mensais.)

 

Se salários bastassem para fixar servidores, o STF não teria taxa de evasão. Desde 1986 o tribunal recebeu 20 novos ministros.

 

Três foram-se embora muito antes de completar os 70 anos da aposentadoria compulsória (Celio Borja, Nelson Jobim, e Francisco Rezek, que entrou, saiu, voltou a entrar e voltou a sair).

 

A ministra Ellen Gracie tentou trocar de corte em duas ocasiões e parece planejar uma terceira migração para a Europa.

Se há advogados ganhando, numa só causa, o equivalente à renda anual de um juiz ou ministro do Supremo, isso se deve a uma escolha que fizeram há tempo, ralando nas incertezas da atividade privada.

 

Juízes, promotores e ministros de cortes superiores ganham bem para os padrões de quem decidiu buscar a segurança do serviço público brasileiro, com suas aposentadorias integrais, inclusive para corruptos defenestrados.

 

Há pouco, o STJ mandou embora o magistrado Paulo Medina, mas continuou obrigado, pela lei, a pagar seu cheque de R$ 25 mil mensais.

Os juízes e promotores brasileiros estão entre os mais bem remunerados do mundo. Nos Estados Unidos um juiz da Corte Suprema ganha 5,6 vezes mais que a média dos trabalhadores. No Brasil, um ministro do STF ganha 19,8 vezes mais.

Atualmente os ministros brasileiros recebem R$ 26.723 mensais e pedem um aumento para R$ 30.675. Reajustados, receberão o dobro do que é pago aos seus similares alemães. Na Europa, só Reino Unido, Irlanda e Suíça pagam melhor aos seus altos magistrados.

Os juízes da Corte americana custam US$ 214 mil anuais. No Brasil os ministros do STF recebem o equivalente a US$ 193 mil anuais, e receberão US$ 221 mil quando tiverem o aumento.

 

A Viúva lhes dá casa, carro e motorista. Nos Estados Unidos só o presidente tem carro, e o uso de servidores para pequenas tarefas extrajudiciais foi cortado pela Corte Rehnquist. (A mordomia fora coisa de seu antecessor, Warren Burger, um pavão que colocava almofada sobre o assento da cadeira para parecer maior na mesa de almoço.)

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da coluna de Gaspari.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

 

- Globo: Bandidos invadem hotel no Rio e fazem reféns

 

- Folha: Lula prepara ofensiva para tentar mudar eleição em SP

 

- Estadão: PMDB quer o poder dividido "meio a meio" se Dilma vencer

 

- JB: Estado investe R$ 1 bi em pesquisa

 

- Correio: Maioria de eleitores não confia na Câmara e no GDF

 

- Jornal do Commercio: Capital da Pirataria

 

- Zero Hora: Quanto custa o fracasso da Lei Seca

 

- Veja: Casar faz bem

 

- Época: As 100 melhores empresas para trabalhar ...e as lições da campeã Google

 

- IstoÉ: Nunca fomos tão felizes

 

- IstoÉ Dinheiro: O novo homem forte da TAM

 

- CartaCapital: A Petrobras na mira

 

- Exame: O Poder de Atração da Bolsa

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Horário Luleitoral!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em editorial, Folha vê ‘desespero’ na tática de Serra

  Alan E. Cober
“Avesso do avesso”, eis o título do principal editorial da edição deste sábado (21) da Folha. No texto, o jornal comenta o último lance da campanha tucana.

 

Sob o título, em negrito, uma frase-síntese: “Tentativa do tucano José Serra de se associar a Lula na propaganda eleitoral é mais um sinal da profunda crise vivida pela oposição”.

 

Vai abaixo a íntegra do editorial, cuja leitura o signatário do blog recomenda:

 

 

"Pode até ser que a candidatura José Serra à Presidência experimente alguma oscilação estatística até o dia 3 de outubro. E fatores imprevisíveis, como se sabe, são capazes de alterar o rumo de toda eleição. Não há como negar, portanto, chances teóricas de sobrevida à postulação tucana.


Do ponto de vista político, todavia, a campanha de Serra parece ter recebido seu atestado de óbito com a divulgação da pesquisa Datafolha que mostra uma diferença acachapante a favor da petista Dilma Rousseff.


A situação já era desesperadora. Sintoma disso foi o programa do horário eleitoral que foi ao ar na quinta-feira no qual o principal candidato de oposição ao governo Lula tenta aparecer atrelado... ao próprio Lula.


Cenas de arquivo, com o atual presidente ao lado de Serra, visaram a inocular, numa candidatura em declínio nas pesquisas, um pouco da popularidade do mandatário.

 

Como se não bastasse Dilma Rousseff como exemplar enlatado e replicante do "pai dos pobres" petista, eis que o tucano também se lança rumo à órbita de Lula, como um novo satélite artificial; mas o que era de lata se faz, agora, em puro papelão.


Num cúmulo de parasitismo político, o jingle veiculado no horário do PSDB apropria-se da missão, de todas a mais improvável, de ‘defender’ o presidente contra a candidata que este mesmo inventou para a sucessão.

 

‘Tira a mão do trabalho do Lula/ tá pegando mal/... Tudo que é coisa do Lula/ a Dilma diz/ é meu, é meu.’


Serra, portanto, e não Dilma, é quem seria o verdadeiro lulista. A sem-cerimônia dessa apropriação extravasa os limites, reconhecidamente largos, da mistificação marqueteira.


A infeliz jogada se volta, não contra o PT, Lula, Dilma ou quaisquer dos 40 nomes envolvidos no mensalão, mas contra o próprio PSDB, e toda a trajetória que José Serra procurou construir como liderança oposicionista.


Seria injusto atribuir exclusivamente a um acúmulo de erros estratégicos a derrocada do candidato. Contra altos índices de popularidade do governo, e bons resultados da economia, o discurso oposicionista seria, de todo modo, de difícil sustentação em expressivas parcelas do eleitorado.


Mais difícil ainda, contudo, quando em vez de um político disposto a levar adiante suas próprias convicções, o que se viu foi um personagem errático, não raro evasivo, que submeteu o cronograma da oposição ao cálculo finório das conveniências pessoais, que se acomodou em índices inerciais de popularidade, que preferiu o jogo das pressões de bastidor à disputa aberta, e que agora se apresenta como ‘Zé’, no improvável intento de redefinir sua imagem pública.


Não é do feitio deste jornal tripudiar sobre quem vê, agora, o peso dos próprios erros, e colhe o que merece. Intolerável, entretanto, é o significado mais profundo desse desesperado espasmo da campanha serrista.


Numa rudimentar tentativa de passa-moleque político, Serra desrespeitou não apenas o papel, exitoso ou não, que teria a representar na disputa presidencial. Desrespeitou os eleitores, tanto lulistas quanto serristas".

 

- Em tempo: Aqui, notícia sobre a propaganda radiofônica de Serra deste sanado (21). Realça, veja você, a experiência eleitoreal de Lula.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Com português enleado, Dilma ‘saboreia’ o Datafolha

  Wilson Dias/ABr
Pela segunda vez em menos de 24 horas, Dilma ‘Lulodependente’ Rousseff foi ao palanque ao lado de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva.

 

Na noite da véspera, a dupla fizera comício em Osasco, município da Grande São Paulo. Neste sábado (21), os dois pediram votos na cidade de Mauá (SP).

 

Os repórteres instaram Dilma a dizer algo sobre o Datafolha que lhe atribui 17 pontos de vantagem sobre o rival José Serra.

 

Expressando-se em ‘dilmês’, um dialeto próprio, parente distante do português, a candidata declarou:

 

"Qualquer vitória que a gente por ventura consiga vai depender da aprovação de um projeto que nós começamos há muitos anos. Isso que pode levar, no dia 3 de outubro, às 5h da tarde, fechadas as urnas, começa a contar os votos e a gente possa ter qualquer perspectiva de ganhar no primeiro turno e, caso não seja isso, ir para o segundo turno e ganhar também".

 

O signatário do blog suspeita que a pupila de Lula, desassistida pela galera do “midia training” na hora do lufa-luga com os microfones, tenha desejado dizer o seguinte:

 

“Se o eleitor que aprova o governo Lula converter intenção de voto em voto, fecho a conta no primeiro turno. Do contrário, acho que venço no segundo turno”.

 

Depois, já com os pés plantados no palanque, Dilma soou mais clara:

 

"Pesquisa não ganha eleição pra ninguém. Ganha uma eleição o povo votando no dia 3 de outubro. Daqui até lá são mais de 40 dias".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Disparada de Dilma atesta o êxito dos planos de Lula

Ricardo Stuckert/PR
 

Conforme já noticiado aqui, a estratégia de campanha de José Serra deu 100% errado. Na outra ponta, os planos de Lula revelaram-se corretos nos detalhes. Materializado em todas as pesquisas, o êxito de Lula é tonificado nas dobras da última sondagem do Datafolha, divulgada neste sábado (21).

 

Decorridos escassos três dias de propaganda eleitoral, Dilma Rousseff se descolou de Serra. Ela foi a 47%. Ele ostenta 30%. A diferença saltou de oito para 17 pontos. Contabilizados apenas os votos válidos, a pupila de Lula vai a 54%. Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, Dilma liquidaria a fatura no primeiro turno.

 

Movido a intuição, Lula assentara sua tática eleitoral em oito estacas. Por ora, permanecem todas em pé. Vai abaixo um inventário do sucesso:  

 

1. A antecipação: No Brasil, são três as evidências que permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato. Súbito, começa a beber cafezinho frio. Os aliados ensaiam o desembarque. E irrompe à sua volta um irrefreável burburinho acerca da sucessão presidencial.

 

Sob Lula, tudo aconteceu às avessas. Aquecido pelos índices de popularidade, o cafezinho queimava-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulavam. A sucessão? Foi antecipada em dois anos pelo próprio presidente. Levou Dilma à vitrine em 2008.

 

2. O bloqueio: Ao impor Dilma ao PT, Lula interditou um debate interno que levaria sua legenda à disputa fratricida. Cristã nova no petismo, a ex-pedetê Dilma não era a preferida de ninguém. O próprio Lula cogitara outros nomes.

 

Antonio Palocci, o primeiro da fila, fora apeado do pedestal pelo caseiro Francenildo. Antes dele, a alternativa José Dirceu perdera-se nos desvãos do mensalão. Num instante em que petistas como Patrus ‘Bolsa Família’ Ananias e Tarso ‘Justiça’ Genro esboçavam os primeiros movimentos no tabuleiro, Lula deu-lhes o xeque-mate.

 

No início de 2008, o jogo no PT estava jogado. Dilma foi às pesquisas com um percentuais mixurucas –2% a 3%. Em maio daquele ano, roçava os 10%. No final do ano, FHC dizia, em privado, que a presença de Dilma no segundo turno de 2010 era fava contada. Previa que ela não teria menos do que 30% dos votos.

 

3. Ciro Gomes: Lula decidira que seu governo seria representado na campanha por um único nome. Nos subterrâneos, pôs-se a tramar contra Ciro Gomes. Empurrou-o para a a disputa paulista. Ao perceber que Ciro resistia à idéia a despeito de ter transferido seu domicílio eleitoral para São Paulo, Lula sufocou-o.

 

Por baixo, tirou dele todas as perspectivas de alianças com legendas governistas. Pelo alto, acertou-se com o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB. Minado por sua própria legenda, Ciro ruiu como candidato de si mesmo.

 

4. O plebiscito: Lula pressentira que 2010 repetiria um embate que, desde 1994, submete as disputas presidencias brasileiras a um bipartidarismo de fato. De um lado, o PT. Do outro, o PSDB. Guiando-se pelas pesquisas que atestatam a impopularidade da era tucana, Lula decidiu levar FHC à roda. “Seremos nós contra eles”, decretou.

 

Num jantar realizado no Alvorada em dezembro de 2009, Ciro dissera a Lula que sua estratégia estava errada. Arriscava-se a converter Dilma em candidata mais cotada para fazer de Serra o próximo presidente da República. Lula deu de ombros. Dizia, já nessa época, que a eleição seria definida num turno. A seu favor.

 

5. A megacoligação: No início de 2010, enquanto o tucanato se consumia em dúvidas –José Serra ou Aécio Neves?— Lula cuidava de reproduzir ao redor de Dilma o consórcio partidário que lhe dá suporte no Congresso. Mirava o tempo de TV. Dizia que Dilma, por desconhecida, precisava de uma vitrine televisiva ampla.

 

Simultaneamente, num movimento iniciado em 2008, Lula exibia sua escolhida em pa©mícios. Arrancava-a do gabinete, batizava-a de “mãe do PAC”. Dava musculatura política a uma técnica jamais submetida ao teste das urnas. Manuseando o prestígio pessoal e afrontando a lei eleitoral, acomodou ao lado de Dilma uma megacoligação de 11 legendas.

 

6. O PMDB: Na costura da aliança, Lula deu prioridade ao PMDB. Ordenou ao PT que reduzisse a ambição de eleger muitos governadores. Deixou claro que o palanque nacional se sobrepunha aos estaduais.

 

Enquanto Serra adiava sua candidatura, retardando a formação dos palanques regionais da oposição, Lula empurrava o PMDB goela abaixo do PT. No último lance, impôs, em Minas, o pemedebê Hélio Costa aos petês Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

 

7. O vice: Lula demorou a digerir Michel Temer. Informado de que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, alimentava pretensões políticas, desaconselhou a filiação dele ao PP de Goiás. Mostrou a Meirelles a porta do PMDB. Tramara fazer dele o vice de Dilma. Em movimento simultâneo, Temer costurou algo que parecia impossível.

 

Temer uniu o PMDB da Câmara, que traz no embornal, ao PMDB do Senado, comandado por José Sarney e Renan Calheiros. Virou pólo de concórdia de uma legenda tisnada pela discórdia. Depois, Temer puxou suas fichas. Pragmático, Lula intuiu que não valia a pena pagar pra ver. Em troca da flexibilização da traquéia entregou a Dilma um PMDB unido como nunca antes na história desse país.

 

8. A despedida: No estágio atual da campanha, Lula dá o último ponto no tricô que deu um nó na cabeça da oposição. Converte a emoção da despedida do presidente superpopular em arma eleitoral. Já verteu lágrimas num ato de 1º de Maio, num comício em Curitiba e numa entrevista de televisão. Virou o paizão que transfere o povo aos cuidados da grande “mãe”. Uma ex-poste que ameaça converter José Serra no mais preparado ex-futuro presidente que o Brasil já teve.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

 

- Globo: Governo Lula não mudou a calamidade no saneamento

 

- Folha: Dilma dispara, dobra vantagem e venceria Serra no 1 º turno

 

- Estadão: No País, 34,8 milhões de pessoas vivem sem coleta de esgoto

 

- JB: Lentidão no avanço do saneamento

 

- Correio: Sessão dos distritais dura só três minutos

 

- Jornal do Commercio: UPE tem recorde de feras inscritos

 

- Zero Hora: Polícia desarticula desvio em contas correntes no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Segunda infância!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PT pede no TSE corte de 7 minutos de Serra no rádio

  Danilo Verpa/Folha
O comitê de Dilma Rousseff ajuizou no TSE um par de representações contra a campanha de José Serra.

 

Ambas reclamam de peças publicitárias veiculadas pelo rival na propaganda radiofônica.

 

Numa, ouve-se o jingle: "Nosso Lula está saindo/E essa senhora quer ficar no seu lugar...”

 

“...Ninguém conhece/Ninguém sabe de onde veio/Ninguém sabe o que ela pensa/ Como eu posso confiar/Lula que me desculpe/Mas com a Dilma não vai dar".

 

Noutra, a musiquinha soa assim: "Dona Dilma pegou o bonde andando/Tá de carona e quer sentar na janela...”

 

“...Dona Dilma/O Lula fez as coisas, a gente sabe/Nessa eleição vão dizer que é tudo dela/É ruim, hein!"

 

Para os advogados do PT, as duas peças tem o objetivo de degradar a imagem da candidata. De resto, utilizam indevidamente o nome de Lula.

 

Pede-se nas petições que a Justiça Eleitoral passe na faca sete minutos da propaganda de Serra no rádio.

 

Ainda neste final de semana, o PT deve protocolar no TSE uma terceira representação, dessa vez contra propaganda exibida na TV.

 

Serra foi ao ar ao lado do cabo eleitoral de Dilma. E o locutor: “Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes”.

 

Mais adiante: "Serra, a vivência que a Dilma não tem”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h16

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pujante, o Brasil arranha o céu e não enterra manilha

Entrando pelo Cano/Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas

 

O Brasil é mesmo um país curioso. Oitava economia do mundo, aprendeu a plantar obras, mas ainda não conseguiu enterrá-las como se deve.

 

O país arranha o céu, mas não é capaz de soterrar manilhas. Levanta prédios, mas se esquece do sistema de esgoto.

 

Antes de iluminar o flagelo, abra-se um parêntese, para realizar uma oportuna viagem ao passado.

 

Sugere-se um passeio pelas páginas do livro "The Year 1000", dos ingleses Robert Lacey e Danny Danziger.

 

Foi publicado no Brasil pela Editora Campus, sob o título "O Ano 1000 - A Vida no Início do Primeiro Milênio".


Traz um retrato do cotidiano de uma Inglaterra em que garfo era coisa por inventar e chifre de animal era usado como copo.

 

Uma Inglaterra com pouco mais de um milhão de habitantes, menos da metade da população de Brasília.

 

O grosso das pessoas vivia em casas modestas. Estrutura de madeira, teto de junco, chão de terra batida, paredes de pau-a-pique.

 

Uma mistura de argila, palha e esterco de vaca dava coesão ao entrelaçado de galhos.


A latrina ficava próxima à porta dos fundos. Era curta a distância percorrida pelas moscas desde as dejeções até os alimentos.

 

A ausência de assepsia transformava corpos em hospedarias de parasitas. Submetidos a um cotidiano assim, rude, os ingleses se apegavam aos santos.

 

Atribuíam a eles poderes curativos. Tratavam as doenças com terapias que combinavam remédios populares e fé extremada.


Contra as perturbações do intestino, por exemplo, recomendava-se: "Procurar uma sarça [planta da família das rosáceas], escolher a raiz mais nova...”

 

“...Cortar nove lascas com a mão esquerda; entoar três vezes o salmo 56 e nove vezes o padre-nosso...”

 

“...Pegar a artemísia e a perpétua [arbustos da família das compostas] e ferver em leite, junto com a sarça...”

 

“...Beber uma tigela com a mistura; jejuar à noite; se necessário, repetir a operação por até duas vezes". Fecha parênteses.


O cenário esboçado nas folhas do livro é, ainda hoje, familiar à maioria dos lares do Brasil dos dias que correm.

 

Pesquisa divulgada nesta sexta (20) pelo IBGE informa: 56% dos domicílios brasileiros não dispunham, em 2008, de ligação com a rede de esgoto.

 

Repetindo: pesquisa feita pelo IBGE em 2008 revela que 32 milhões de lares brasileiros não tem uma privada conegatada à manilha.

 

No quadro de 2008, o flagelo ganha contornos de tragédia na região Norte. Ali, 96,2% das residências não dispunham de rede de esgoto.

 

No Nordeste, a tragédia alcançava 77,6% dos lares. No Sul, 68,8% de domicílios desprovidos de esgoto. No Sudeste, menos: 31,2%.

 

Segundo o IBGE, a coisa já foi pior: em 2000, o percentual de casas sem esgoto era de 66,5%. Evoliu-se, portanto. A passos de tartaruga manca, contudo.

 

Se você quiser ser otimista, pode olhar o copo pela metade cheia: o número de casas com esgoto passou de 33,5% em 2000 para 45,7% em 2008.

 

É pouco, mas estamos a quatro meses do Natal. E o brasileiro, como se sabe, costuma ser otimista no período que separa as festas natalinas do Carnaval.

 

A campanha eleitoral como que tonifica esse otimismo. Sobretudo numa campanha em que nenhum candidato se anima a fazer oposição ao governo que finda.

 

É como se a atmosfera econômica benfazeja convertesse o Brasil num gigante de cócoras, agachado numa privada sem canos.

 

Na Quarta-Feira de Cinzas de 2011, o brasileiro talvez se dê conta do odor que ainda lhe invade as narinas.

 

Ou, por outra, talvez consiga fabricar uma justificativa para o otimismo. Algo assim: quase metade dos lares do Brasil já dispõe de banheiro com esgoto.

 

- Ilustração via "Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas". 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Marina também deve levar Lula à propaganda de TV

Depois de Dilma Rousseff e José Serra, também Marina Silva cogita exibir Lula na sua propaganda eleitoral televisiva.

 

“Minha história, durante 30 anos, esteve junto à história do presidente Lula”, ela justifica.

 

Ao término da campanha, o eleitor vai acabar inquirindo os seus botões: Por que diabos não deram logo o terceiro mandato ao cara?

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula chama Fernando Haddad de Fernando Henrique

  Folha
Como distinguir um petista de um tucano? Até pouco tempo era fácil. Agora, nem tanto.

 

Pela aparência? Impossível. Sobretudo depois que o petismo aparou a barba e abandonou o uniforme de bicho-grilo. Pelo discurso? Difícil.

 

Desde que Antonio Palocci virou sinônimo de Pedro Malan ruíram as diferenças de que eles falavam quando ainda falavam diferente.

 

Imaginou-se que a polarização da campanha de 2010 –PSDB X PT— facilitaria as coisas. Engano.

 

Menos de 24 horas depois de ser estrela involuntária da propaganda televisiva de José Serra, Lula confundiu um de seus ministros com FHC.

 

Deu-se em Sorocaba (SP), na inauguração de um campus universitário. A certa altura, Lula decidiu elogiar o titular da pasta da Educação:

 

"Quero agradecer ao Fernando Henrique...”. Pausa rápida. “...Ao Fernando Haddad...".

 

Nesse ritmo, só mesmo jogando um petista e um tucano num tanque com água, para tentar estalecer as diferenças.

 

O diabo é que o teste pode não ser definitivo. Suspeita-se que, ao deslocar suas respectivas massas em líquido, petistas e tucanos erperneiem do mesmo modo.

 

Se for assim, não haverá outra alternativa. Será necessário um teste de DNA.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para Lula, uso de sua imagem por Serra é desespero

  José Cruz/ABr
Lula reagiu com irritação à utilização de sua imagem no programa eleitoral de José Serra. Chamou de “desfaçatez”.

 

Em diálogo privado que manteve na noite passada, o cabo eleitoral de Dilma Rousseff avaliou que a manobra produz efeito inverso ao pretendido.

 

Acha que, ao tentar se apropriar de sua figura, o marketing da campanha de Serra associou ao candidato a ideia de “desespero”.

 

Lula cogitara ignorar o movimento de Serra. Delegaria a reação ao PT e a Dilma Rousseff. Porém...

 

Porém, aconselhado a reagir, deve pronunciar em suas próximas aparições de campanha meia dúzia de ironias.

 

Nesta quinta (19), antes de saber que iria ao ar a peça tucana com Serra ao lado de Lula, Dilma já havia classificado de “patético” o vaivém de seu antagonista.

 

A impressão de “desespero” vocalizada por Lula é compartilhada pelos operadores do Quartel General da campanha petista.

 

Ali, diz-se que, sem discurso, Serra joga na confusão. Ataca Dilma e o PT. Simultaneamente, se esforça para preservar Lula.

 

O petismo considera que a chance de êxito da tática é nula. Avalia que, aos olhos do eleitor, a crítica a Dilma se confunde com a agressão ao próprio Lula.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: União deve adiar de novo capitalização da Petrobras

 

- Folha: Serra usa Lula na TV, e PT vai entrar na Justiça

 

- Estadão: Serra acusa governo de tentar intimidar e manipular imprensa

 

- JB: Explosão de empregos

 

- Correio: Crime da 113 Sul: Justiça mantém Adriana presa e libera policial

 

- Valor: Vale passa a líder em valor de mercado

 

- Jornal do Commercio: Dívidas não freiam a sede de consumo

 

- Zero Hora: Trotes custam R$ 225 mil à BM por mês na Capital

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serrapto!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h57

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado faz campanha para lembrar ao eleitor o obvio

  Lula Marques/Folha
Nelson Rodrigues escreveu: “Muitas vezes esbarramos, tropeçamos no óbvio. Pedimos desculpas e passamos adiante, sem desconfiar que o óbvio é o óbvio...”

 

“...Só o profeta, com sua espantosa vidência, olha o óbvio e diz: ‘Ali está o óbvio’.”

 

O eleitor brasileiro habituou-se a desancar os políticos. Diz-se que são todos iguais, “farinha do mesmo saco”.

 

Como político não nasce em árvore, o raciocínio atenta contra o óbvio: quem amassa a mandioca são os mesmos que se queixam qualidade da farinha.

 

Nesta quinta (19), o Senado lançou uma campanha institucional. O lema é sugestivo: “Seu voto faz o Congresso Nacional”.

 

Funcionários da Casa prepararam um vídeo e uma vinheta de rádio. Serão exibidas nas emissoras do próprio Congresso.

 

Negocia-se a veiculação em outras TVs e rádios públicas e, se houver interesse, também nas redes privadas.

 

Produziram-se também banners e impressos (cartazes e marcadores de livro). De resto, criou-se uma página para a campanha na internet.

 

Ao trazer a iniciativa à luz, os responsáveis não informaram quanto a coisa toda vai custar à Viúva. Uma pena.   

 

A despeito disso, não se pode dizer que a campanha seja desnecessária. Quem olha para a cadeira de presidente do Senado se convence da utilidade.

 

A carreira política de José Sarney, por longeva, é a maior evidência de que o eleitor precisa ser alertado para a existência do óbvio.

 

As pesquisas de opinião também reforçam a serventia da campanha do Senado. O eleitor alagoano ameaça, veja você, reeleger Renan Calheiros.

 

Mais: o eleitor paraense intimida a lógica ao flertar com a hipótese de devolver Jader Barbalho a uma cadeira do Senado.

 

De onde estiver, Nelson Rodrigues deve estar exclamando: “Nunca o [eleitor] brasileiro foi tão obsceno. Vivemos uma fase ginecológica!”

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra se vincula a Lula na TV e PT se queixa no TSE

Numa ópera, como se sabe, nada se resolve antes da entrada em cena da soprano. A platéia sabe que o enredo só termina depois que a opulenta senhora canta.

 

Na campanha sucessória de 2010, dizia-se que o ápice seria o horário eleitoral televisivo. Começou faz dois dias.

 

Desde que José Serra passou a frequentar as pesquisas atrás de Dilma Rousseff, o eleitor esperava por um sinal.

 

A platéia aguardava por algo que informasse qual seria o final da trama. Imaginava-se que, como na ópera, o desfecho só viria no epílogo. Porém...

 

Porém, no espaço reservado à coligação de José Serra, a entrada da soprano foi, por assim dizer, antecipada.

 

A peça levada ao ar pela campanha de Serra na noite desta quinta (19) funciona como prévia do epílogo.

 

Serra aparece ao lado de Lula. Ao fundo, a voz do locutor: “Serra e Lula, dois homens de história, dois líderes experientes”.

 

Na sequência, um rosário de “realizações” de Serra. Entre elas, iniciativas que adotou como ministro da Saúde. Nenhuma menção a FHC, o presidente da época.

 

Mais adiante, a voz do locutor: "Serra, a vivência que a Dilma não tem". A cena teve o efeito de um solo de soprano.

 

A gorda, definitivamente, cantou. O sinal que o eleitorado esperava foi dado. Veio acompanhado de um ponto de exclamação.

 

O PT decidiu protocolar uma reclamação no TSE. O presidente da legenda, José Eduardo Dutra, ironizou:

 

"De dia o Serra esculhamba o governo, o PT e os petistas. De noite bota o Lula no seu programa. Na minha terra o nome disso é... deixa pra lá".

 

Eis o resumo da ópera: impossibilitado de confrontar a popularidade de Lula, Serra vende-se como pseudoaliado.

 

Apresenta-se como candidato ao legado daquele a quem deveria se opor. Vai à gôndola como uma espécie de genérico de Dilma.

 

Restou a impressão de que, no vácuo de cinismo a que se condenou a ex-oposição, qualquer coisa pode ser dita. Serra desobrigou-se de fazer sentido.

 

Os simpatizantes de Lula perguntarão aos seus botões: Ué, mas a candidata do homem não é a Dilma?

 

Aos defensores das vantagens da alternância de poder, restou a constatação de que, para Serra, de agora em diante tudo é epílogo.

 

A soprano cantou no segundo dia da propaganda eleitoral eletrônica.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 21h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra: ‘Querem cercear imprensa’. E Dilma: ‘patético’

José Serra e Dilma Rousseff discursaram num congresso organizados pela ANJ (Associação Nacional de Jornais).

 

Falaram em horários distintos. Serra primeiro, Dilma depois. O tucano foi à jugular.

 

Disse que o governo Lula e o PT usam a engrenagem do Estado para cercear a liberdade de expressão.

 

Segundo Serra, o petismo lança mão de três ferramentas. São elas:

 

1. Utilização de dinheiro público no financiamento de conferências nas quais se discute o controle da imprensa.

 

"Essa é uma via democrática de estabelecer o controle, porque as conferências pagas com o dinheiro público, são de frações de partido, do PT, que é a favor disso".

 

2. Direcionamento das verbas da publicidade oficial. "Para boa parte da mídia, o peso da publicidade governamental é grande", disse Serra.

 

3. "Perseguição sistemática e pressão psicológica" exercida sobre membros da imprensa.

 

"Jornalistas temerosos de repressão não abrem todos os fatos. Para os patrulheiros comandados pelo PT, o que importa são versões, não o fato efetivo".

 

Segundo Serra, o governo financiaria o que chamou de "blogs sujos", que "dão norte do patrulhamento" a jornalistas. Recusou-se a dar nomes aos bois.

 

Instada a comentar as declarações do rival, Dilma insinuou que falta norte à campanha de Serra:

 

"Ao mesmo tempo que o candidato, de uma forma muitas vezes patética, tenta ligar seu nome ao do presidente Lula, ele fez oposição ao presidente Lula...”

 

“...Tem dia que ele faz crítica. Tem dia que ele quer ligar o seu nome e o seu projeto ao projeto do presidente Lula. O candidato Serra é assim. O que a gente pode fazer?"

 

E quanto à acusação de Serra? Dilma absteve-se de refugar a queda do PT por aquilo que Odorico Paraguaçu chamaria de “pendores deverasmente controlacionistas”.

 

"Eu não tenho condições de analisar”, disse ela. “Acho que isso fica a critério de vocês [jornalistas]”.

 

Voltou a concentrar-se em Serra: “Não tenho palavras e não tenho o que dizer sobre as oscilações do candidato". Eu vou manter o nível elevado”.

 

Tanto Serra quanto Dilma se disseram a favor da ampla e irrestrita liberdade de imprensa.

 

- Atualização feita às 20h10 desta quinta (19): Aqui, notícia sobre a nota que o ministro Franklin Martins (Comunicação Social) divulgou em resposta às acusações de Serra.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pedaço da propaganda de Serra vira ‘sátira’ na web

Um trecho da propaganda televisiva de José Serra virou piada no Youtube. Na peça original, ele discorria sobre providências que adotara em favor dos deficientes.

A certa altura, Serra menciona as pessoas que beneficiou. É desse ponto que parte o vídeo que o satiriza, batizado de “Serra come todo mundo”.

 

“...Como ele, como a mãe dele, que eu também conheci, como a Vânia, que é sua mulher, como o Damião, como a Andréia, como a dona Maria”.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 15h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Findo o mandato, Lula vai ‘chispar’ e ‘beber cachaça’

  Alan Marques/Folha
A quatro meses e doze dias de deixar o governo, Lula começa a planejar o futuro. Incluiu em seus planos o vice José Alencar.

 

A primeira providência, disse ele, será desocupar os palácios. Ele terá de deixar o Alvorada. Alencar, o Palácio do Jaburu:

 

"Eu e você vamos deitar no dia 1º [de janeiro de 2011] à noite nas nossas casas, porque nós temos que dar a posse aqui e chispar. Você pode tratar de desocupar o Jaburu e eu de desocupar o Alvorada".

 

A segunda iniciativa será celebrar a ausência dos fotógrafos que os perseguiram durante o par de mandatos:

 

"Quando eu e o José Alencar deixarmos o Palácio do Planalto, nós vamos tomar um gole da cachaça fabricada por ele, chamada Maria da Cruz. Sem nenhuma preocupação se a imprensa vai fotografar".

 

Lula pronunciou os chistes em discurso num evento de contabilistas, realizado num hotel de Brasília.

 

O discuso pode ser ouvido aqui, na íntegra. Na parte “séria”, o presidente voltou a jactar-se de seus feitos. E lamentou não ter conseguido aprovar a reforma tributária. Debitou o insucesso ao "inimigo oculto".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Globo: Dobra número de empresas vendidas para estrangeiros

 

- Folha: Serra parte para o ataque

 

- Estadão: Conselho de Justiça amplia benefícios para juízes federais

 

- JB: Debate na internet esquenta campanha

 

- Valor: Inflação abaixo do previsto deve encerrar alta de juros

 

- Estado de Minas: BH terá delegacia só para combater ação de pichador

 

- Jornal do Commercio: O mapa do assalto

 

- Zero Hora: Inter bi da América

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.]

- siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Reencarnações!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Com férias de dois meses, juízes ‘venderão’ 20 dias

Shutterstock

 

Sem alarde, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) aprovou um pacote de vantagens monetárias e funcionais para os magistrados brasileiros.

 

Por dez votos a cinco, o órgão criado para fiscalizar o Judiciário equiparou os juízes aos procuradores da República.

 

Em seu pedaço mais inusitado, o CNJ autorizou os juízes a venderem 20 dos 60 dias de férias anuais a que tem direito.

 

A decisão injeta ilógica no argumento que os juízes costumam esgrimir quando tentam justificar o privilégio dos dois meses de férias.

 

Alga-se que os magistrados, por assoberbados, costumam trabalhar além do expediente.

 

Diz-se que levam processos para casa, que varam noites debruçados sobre processos, que perdem finais de semana, que sacrificam feriados.

 

Súbito, o lero-lero da sobrecarga funcional dá lugar ao desejo de tonificar o contracheque com a venda de 20 dias das férias antes tidas por indispensáveis.

 

Um juiz em início de carreira recebe salário mensal de R$ 22 mil. Numa conta que leva em conta essa cifra, estima-se que o “comércio” de férias da magistratura pode sorver das arcas da Viúva até R$ 235 milhões por ano.

 

Além da venda de duas dezenas de dias das férias, o CNJ concedeu aos juízes todos os outros benefícios a que fazem jus os membros do Ministério Público.

 

A lista inclui: auxílio-alimentação de R$ 590 mensais, licença-prêmio e auxílio-moradia para os magistrados deslocados para postos de trabalho pouco atrativos.

 

A decisão do CNJ foi tomada na última terça (17). Deu-se no julgamento de um pedido formulado pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil).

 

Em texto levado à página que mantém na internet, a associação deu voz ao seu presidente, Gabriel Wedy.

 

Ele classificou a novidade como uma “conquista histórica e sem paradigmas”. Wedy colhe um fruto plantado na gestão anterior.

 

O pedido fora encaminhado ao CNJ pelo ex-presidente da Ajufe, Fernando Mattos, a quem Wedy fez questão de render homenagens.

 

Lembrou que o antecessor fizera gestões junto ao CNJ. E disse ter mantido o diapasão ao assumir o comando da Ajufe.

 

"Desde nossa posse, trabalhamos semanalmente junto aos conselheiros do CNJ, mostrando a cada um deles a constitucionalidade, legalidade e justiça de nossa causa”.

 

Deu-se à “causa” uma designação pomposa: “Simetria constitucional entre os regimes jurídicos do Ministério Público Federal e da magistratura federal”.

 

Dos 15 conselheiros do CNJ, nove são juízes. Desde julho, o colegiado passou a ser presidido pelo ministro Cezar Peluso, do STF, ele próprio um juiz de carreira.

 

Noves fora o benefício monetário, o direito à venda de um pedaço das férias não chega a aproximar o juiz do trabalhador comum.

 

Somando-se os 60 dias de descanso –agora passíveis de redução em um terço— aos feriados nacionais e ao recesso do Judiciário, o magistrado é um ser incomum.

 

Na média, trabalha 20% menos que um servidor público do Estado. E 30% menos que a bugrada alcançada pelo "privilégio" de obter o registro na carteira de trabalho.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 22h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Presidente do TRE sergipano escapa atentado a bala

Luiz Antônio Mendonça, presidente do TRE de Sergipe, sofreu um atentado nesta quarta (18). O carro dele foi alvejado por 30 disparos.

 

Atingido apenas por estilhaços de bala, o desembagador passa bem. Seu motorista, Jailton Batista, não teve a mesma sorte. Baleado, está em estado grave.

 

Em Brasília, o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, disse que o episódio não vai interferir nas eleições de outubro. “Não há hipótese”, disse.

 

A pedido de Lewandowski, a Polícia Federal auxilia a polícia estadual nas investigações do atentado.

 

O governador sergipano, Marcelo Déda (PT), considera “remotíssima” a hipótese de o caso ter vinculação política ou eleitoral.

 

Acha mais plausível que o atentado tenha relação com atividades pretéritas de Mendonça.

 

"As linhas mais rigorosas de investigação são no sentido de buscar encontrar alguma relação do episódio com vingança”, disse Déda.

 

Vingança de quem? “Criminosos que foram presos no período em que o atual desembargador era o secretário da Segurança Pública".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Presidente do DEM diz que Dilma ‘mentiu’ em debate

  Folha
O deputado Rodrigo Maia, presidente do DEM, contestou informação levada ao microfone por Dilma Rousseff.

 

No debate levado à web nesta quarta (18), Dilma disse que os ‘demos’ haviam protocolado no STF uma ação que visava extinguir o Prouni.

 

Segundo Rodrigo, a ação mencionada por Dilma mirou um aspecto técnico do programa de bolsas universitárias. Não se pretendia dar cabo da iniciativa:

 

"Apesar de uma neo-petista, ela consegue ser uma antiga mentirosa, como faz o PT na política. Essa informação que ela deu é falsa...”

 

“...É mentirosa, tão irresponsável que é capaz de rubricar sem ler, como fez com o seu programa de governo. É igual ao presidente, capaz de editar um decreto sem ler".

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 19h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Membro do comitê de Dilma receia os ‘golpes baixos’

Secretário-geral do PT e membro do staff de campanha de Dilma Rousseff, o deputado José Eduardo Cardozo disse em público o que o petismo cochicha em privado.

 

De passagem por Buenos Aires, onde participa de reunião do controverso Foro de São Paulo, Cardozo disse que falta discurso à oposição. E vaticinou:

 

"Quando a pessoa não tem discurso político, ela tende a situações que eu posso chamar de golpes abaixo da cintura...”

 

“...O desespero político sempre leva a golpes abaixo da cintura. A história mostra isso".

 

Curiosamente, as únicas botinadas desferidas até aqui tiveram origem nas cercanias do comitê petista. É dali que vem o cheiro de dossiês e quebras de sigilos fiscais.

 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 18h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Alvejado por Dilma e Marina, Serra 'salga' o discurso

Folha

 

Quem não assistiu perdeu o melhor debate já realizado até aqui na temporada sucessória de 2010.

 

Atrás de Dilma Rousseff nas pesquisas, José Serra salgou o discurso. Investiu contra oponente e o PT com vigor inaudito.

 

A ficha de Marina Silva caiu. Ela se deu conta de que o timbre água-com-açúcar do pós-Lula e pós-FHC não a levará a lugar nenhum. E pôs-se a fustigar Serra.

 

Em consequência, o tucano viu-se alvejado por duas mulheres: a neo-rival Marina e Dilma, que reagiu às suas críticas com acidez e referências à era FHC.

 

Espremido, Serra rompeu as amarras do cercadinho. A coisa esquentou já no primeiro bloco do debate. A temperatura continuaria alta do segundo e no terceiro.

 

Realizado na web, uma plataforma menos restritiva que a TV, o debate foi abrilhantado pela participação dos internautas.

 

Enviaram perguntas de rara pertinência. Algumas, por corrosivas, retiraram os candidatos do eixo. Ocuparam dois blocos –o quarto e o quinto.

 

A seguir, no sexto e último bloco, as questões formuladas por jornalistas. Foram respondidas com desconversa. Mas o palanfrório oco e a proibição de réplicas falaram por si. Dilma se disse livre do linfoma.

 

O somatatório das circunstâncias –a oscilação das pesquisas, a necessidade de ajustes na estratégia e a plataforma fluida da web— resultaram em enfrentamento incomum.

 

Bom para os espectadores, que puderam observar, em grau inédito até aqui, a exposição de candidatos superprotegidos pelo marketing.

 

Longe das câmeras, na porta do Teatro Tuca, onde foi montado o ringue, estudantes recepcionaram Dilma e Serra com manifestações hostis.

 

Coisa deseducada. Ele foi chamado de fascista. Ela de terrorista. Na saída, o carro de Dilma foi cercado.

 

Não houve vencedores nem vencidos. Nenhum escorregão irreversível. Significa dizer que o debate se prestou mais à consolidação de posições.

 

Pior para quem está atrás: Serra e Marina. Melhor para Dilma, que, empurrada por Lula, surfa em onda ascendente.

 

- Serviço: Aqui, um vídeo com a íntegra do debate. 

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Assista: Dilma, Serra e Marina ‘debatem’ na internet

Vai ao ar nesta quarta (18) o primeiro debate presidencial realizado na internet. Começa às 10h30. Pode ser assistido na janela aí do alto.

 

Trata-se de evento promovido pela Folha e UOL. Reunirá os três candidatos mais bem postos nas pesquisas; Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva.

 

- siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

 

- Globo: Na TV, Lula é usado até no programa de Serra

 

- Folha: Lula diz que terá papel ativo se Dilma vencer

 

- Estadão: PT e PSDB exploram imagem de Lula na propaganda da TV

 

- JB: Receita bate novo recorde

 

- Correio: Morte na 113 Sul: Crime e mentiras

 

- Valor: STF e MP propõem reajuste e indexação de seus salários

 

- Estado de Minas: Restrição ao cobre põe em risco tradição da cachaça mineira

 

- Jornal do Commercio: Classe média alta é despejada em Aldeia

 

- Zero Hora: Nova carga de lixo europeu é interceptada em Rio Grande

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Olimpíada eleitoral!

Ique

- Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na TV, Dilma gruda em Lula e Serra faz pose ‘social’