Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Lula dá meia-volta e diz que intercererá por iraniana

Roberto Stuckert Filho/Divulgação

 

Três dias depois de dizer que nada faria no caso da mulher condenada à morte no Irã por adultério, Lula deu meia-volta.

 

Num comício realizado em Curitiba, o presidente informou que vai tocar o telefone para o companheiro Mahmoud Ahmadinejad.

 

Pedirá ao colega iraniano que envie para o Brasil a iraniana Sakineh Ashtiani. Acusada de adultério, ele espera pelo cumprimento de uma sentença de morte.

 

Mãe de dois filhos, Sakineh, 42, foi condenada a levar 99 chibatadas e a fenecer em público, por apedrejamento. Os açoites já foram desferidos. As pedradas, ainda não.

 

Em defesa da suspensão da pena, corre a web, há cerca de um mês, um abaixo assinado. Ganhou 114 mil adesões.

 

A lista inclui apelidos, nomes indecifráveis e jamegões ilustres. Entre eles, os de três brasileiros: Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque e Caetano Veloso.

 

No Brasil, deflagrou-se na internet a campanha “Liga, Lula”. Uma forma de pressionar o presidente a fazer pela iraniana o que não fizera pelos presos políticos de Cuba.

 

Na última quarta (28), instado a comentar o caso, Lula lavara as mãos.

 

Dissera que, se um país desobedece suas leis para atender a pedidos de outros líderes, ocorre uma “avacalhação".

 

"Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país”, acrescentara Lula.

 

“É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras”.

 

Em 72 horas, mergulhada na cena eleitoral, a alma de Lula suavizou-se. Ele agora diz que vai, sim, dirigir um apelo a Ahmadinejad.

 

Ao lado de Dilma Rousseff, Lula disse que também a candidata ligará para o presidente do Irã.

 

AP
Depois, em entrevista, Dilma a condenação imposta à iraniana (foto ao lado) "fere" pessoas como ela, que tem "sensibilidade, humanidade".

 

Nem só de humanidade foi feito o comício. Erigidido na Boca Maldita, tradicional ponto de encontro do centro de Curitiba, o palanque serviu de palco para açoites à oposição.

 

Lula recordou que a oposição derrubou a CPMF no Senado. Só “por mesquinharia”. Disse que pedirá “a Deus” que providencie para Dilma um Senado melhor.

 

Na sua vez de discursar, Dilma classificou de "patética" a tática dos antagonistas José Serra e Índio da Costa de vincular o PT às Farc.

 

"Quem usa a estratégia do medo, ou está muito desesperado, ou não percebe em que país vive", disse a candidata.

 

Segundo ela, Serra já havia recorrido à tática do “medo” em 2002, ano em que foi às urnas contra Lula.

 

Dilma não mencionou o nome de Regina Duarte, mas parecia evocar o depoimento da atriz, levado ao ar na propaganda televisiva do Serra-2002.

 

“Naquela época, a esperança venceu o medo [...]. Agora, vamos vencer o medo não só com a esperança, mas com as realizações do presidente Lula”.

 

Lula pediu votos para Dilma: “Essa é uma mulher para quem eu daria um talão de cheque assinado em branco”.

 

Defendeu também a opção pelos candidatos associados à caravana de Dilma no Paraná:

 

Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), para o Senado; e Osmar Dias (PDT, para o governo do Estado.

 

Ao discursar, Osmar Dias, irmão do tucano Álvaro Dias, recobriu Lula de elogios. O presidente foi às lágrimas. Uma cena que vai se tornando habitual na campanha.

 

E Osmar: “Esse presidente é um chorão mesmo!” Nos planos do PT, a emoção da despedida de Lula é peça estratégica da campanha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h03

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TSE multa José Serra pela quinta vez: mais R$ 5 mil

  Folha
Na geografia eleitoral de 2010, a Esbórnia se localiza no TSE. É de fácil localização. Fica no entroncamento da lei complacente com a Justiça condescendente.

 

Neste sábado (31), o ministro Henrique Neves, do TSE, expediu mais um par de multas: para José Serra, R$ 5 mil. Para o PSDB-SP, R$ 7,5 mil.

 

A acusação é a mesma de sempre: propaganda televisiva ilegal. As peças irregulares foram ao ar nos dias 24, 26 e 31 de março.

 

Era publicidade do partido. Virou vitrine do candidato. A nova multa é a quinta imposta a Serra. A conta soma agora R$ 30 mil.

 

Pelos padrões monetários da Esbórnia, é dinheiro de troco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h22

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Rio começa obra de metrô com trajetos não definidos

 

- Folha: Célula-tronco de embrião será testada em humano

 

- Estadão: Um ano depois, Sarney barra inquérito dos atos secretos

 

- JB: EUA: PIB dá novo susto

 

- Correio: Maquiagem na farra de gastos da Câmara

 

- Jornal do Commercio: Crédito fica só na promessa

 

- Zero Hora: Reféns de uma ponte

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h06

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Lulefante em loja de louças!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 01h08

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Lula: ‘forças ocultas’ impediram a reforma tributária

  Folha
Pelo segundo dia consecutivo, Lula foi à campanha ao lado da pupila Dilma Rousseff. O cabo eleitoral e a candidata se encontram em Curitiba.

 

Foram recepcionados na sede da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná). A entidade realiza um ciclo de debates com os presidenciáveis.

 

No caso de Dilma, a visita ganhou Lula como adorno. Um adereço que teve acesso ao microfone.

 

Lula discursou para uma platéia de 400 pessoas, entre empresários e políticos. Discorreu sobre um tema caro aos anfitriões: a reforma tributária.

 

Uma reforma que, a cinco meses do término do governo, não conseguiu aprovar no Congresso. Atribuiu o fracasso à ação de “forças ocultas”.

 

"Tem um inimigo oculto dentro do Congresso. Aquele que tirou Jânio Quadros do poder. São forças que declaram querer fazer a reforma tributária, mas não fazem".

 

Na véspera, num comício realizado em Porto alegre, Lula já havia se referido à oposição em termos pejorativos:

 

"A direita tenta dar golpe a cada 24 horas nesse país [...]. Foram oito anos de provocações, de ataques e de infâmias", ele dissera.

 

Também na capital gaúcha, o presidente fizera referência a outra reforma, a política, como se já visse o pretérito passando.

 

Dissera que, fora da presidência, vai se empenhar pela reformulação das leis que regem a política como “um leão”.

 

Embora responsabilize a oposição pelos malogros, Lula teve, nos dois mandatos, ampla maioria congressual.

 

Um indício de que alguns dos integrantes das “forças ocultas”, reuniam-se com o presidente no Palácio, tomavam café com ele.

 

Dilma também discursou na federação paranaense de indústrias. Centrou o pronunciamento nos “feitos” econômicos da gestão que promete continuar:

 

“O governo Lula mudou o patamar das possibilidades do Brasil, implementando um outro patamar de crescimento, baseado no mercado interno, sem desprezar a capacidade de exportação”.

 

Neste sábado (31), Lula e Dilma escalarão, de novo, o palanque. Farão, ainda em Curitiba, o primeiro comício oficial da campanha no Paraná.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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Em MG, Serra recebe apoio de Itamar e faz comício

  Divulgação
Em sua segunda viagem a Minas Gerais no intervalo de 48 horas, José Serra produziu duas imagens para sua campanha. Uma em ambiente fechado. Outra sob a Lua.

 

No apartamento de Aécio Neves, Serra recebeu o “apoio” do ex-presidente Itamar Franco (PPS), que nunca morreu de amores por ele.

 

Ao lado de Aécio, Itamar integra, como candidato ao Senado, a chapa tucana em Minas, encabeçada por Antonio Anastásia, postulante ao governo.

 

Como presidente, Itamar recusara-se a acomodar Serra no Ministério da Fazenda. Hoje, justificou o apoio à candidatura presidencial dele com um argumento político:

 

"Aqui em Minas, a gente aprende o seguinte: acima de tudo a ética, a lealdade e o comportamento que se deve ter quando se juntam em uma coligação, como agora...”

 

“...Eu estou nessa coligação. Cabe a mim apoiá-la".

 

Serra enxergou no gesto uma "enorme importância política, eleitoral e moral". Há dois dias, já havia enaltecido a biografia limpa de Itamar.

 

Horas depois, Serra escalou um palanque na cidade de Betim, assentada na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Foi ao microfone do lado de Aécio e Anastasia. Havia, porém, outro personagem em cena: Pedro Ivo Ferreira Caminhas, o Pinduca.

 

Filiado ao PP, Pinduca é deputado estadual. Candidato em 2010, recebeu a honraria de uma menção de Serra:

 

"Não posso aqui deixar de mencionar o Pinduca, que está aqui nessa dobrada e ganha fácil, se Deus quiser. Mas não só ganhar, levar voto para a gente também".

 

Para um presidenciável à procura de votos, seria uma declaração aceitável. Porém, Pinduca acaba de ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa.

 

Em decisão da véspera, o TRE-MG brecara a candidatura de Pinduca. A ficha do candidato carece de higienização.

 

Foi condenado, em julho de 2009, por “abuso do poder econômico”. Para seduzir eleitores de Betim, oferecera transporte em abulância e organzara festas.

 

A menos que a decisão da Justiça Eleitoral seja revertida, Pinduca não será eleito. Nem “se Deus quiser”.

 

Depois de tisnar a referência à “moral” de Itamar com o elogio ao “ficha suja” Pinduca, Serra lançou no comício um desafio à rival Dilma Rouseff.

 

Quer debater com ela uma proposta do governo Lula, encampada pela campanha petista: o trem de alta velocidade ligando o Rio a São Paulo.

 

Estima-se que, para por o trem-bala nos trilhos, o governo terá de gastar R$ 35 bilhões. Serra diz que a coisa não sairá por menos de R$ 50 bilhões.

 

"Eu gostaria de debater com a candidata do governo, com a candidata do PT. Não é melhor fazer 400, 500 quilômetros de metrô em todo o Brasil para a população trabalhadora?"

 

Serra terá a oportunidade de dirigir a pergunta a Dilma na próxima quinta (5), dia em que vai ao ar, na TV Bandeirantes, o primeiro debate presidencial de 2010.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h44

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Ibope: Dilma abre 5 pontos sobre serra: 39% X 34%

  Folha
Dilma Rousseff ultrapassou José Serra, informa o Ibope em sua última pesquisa. A petista obteve 39%. O tucano, 34%. Marina Silva amealhou 7%.

 

A diferença entre Dilma e Serra, de cinco pontos percentuais, está acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos.

 

No seu pior cenário, Dilma teria, no piso da margem de erro, 37%. No seu melhor cenário, Serra teria, no teto da margem de erro, 36%.

 

Exceto pelos dois e por Marina, nenhum outro candidato à Presidência pontuou na pesquisa Ibope. Os votos brancos e nulos somaram 7%. Os indecisos, 12%.

 

O Ibope perscrutou também o resultado de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, Dilma prevaleceria sobre Serra: 46% a 40%.

 

Feita por encomenda do Estadão e da TV Globo, a pesquisa registra uma evolução em relação à sondagem anterior do Ibope, divulgada em 30 de junho.

 

Naquela ocasião, segundo o Ibope, Dilma e Serra estavam empatados em 36%. Marina tinha 8% das intenções de voto.

 

Nessa nova rodada, o Ibope ouviu 2.506 eleitores em 174 municípios. As entrevistas foram feitas entre segunda (26) e quinta-feira (29).

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h17

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TSE culpa Congresso por valor mixuruca das multas

  Divulgação
Uma das graças do momento são as multas do TSE. Vão à crônica da eleição como evidências de que nunca os candidatos se portaram tão mal tão bem.

 

No placar do TSE, Dilma Rousseff e Lula são hexa. Para ela, R$ 33 mil em multas. Para ele, 42,5 mi. José Serra é, por ora, tetra –R$ 25 mil.

 

O valor das multas tornou o crime da propaganda ilegal compensatório. Nesta sexta (30), o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski tirou o corpo do tribunal fora:

 

“Aplicamos rigorosamente as multas que estejam previstas na lei eleitoral. Não cabe nos pronunciarmos sobre a eficácia das multas, se poderia ser maior ou menor. Foi o Congresso que fixou os valores”.

 

Meia-verdade. De fato, na mini-reforma eleitoral votada no ano passado, os congressistas abrandaram as multas.

 

Previsível. No Legislativo, como se sabe, não há tolos. Ali, o mais bobinho troca as meias sem tirar os sapatos.

 

Mas o TSE não está isento de culpa. A lei prevê multas que vão de R$ 5 mil a R$ 25 mil. E os ministros do tribunal preferiram as cifras mixurucas, a despeito da reincidência.

 

Tomada pelas pesquisas, a maior beneficiária foi Dilma Rousseff. Até o início do ano, a candidata de Lula patinava nos arredores da marca de 28%.

 

Levada ao ar na propaganda do PT em fevereiro, Dilma ultrapassou a barreira dos 30%. Exposta no progama partidário de maio, empatou com Serra.

 

O tucanato cometeu um erro primário. Marcou o seu programa televisivo para junho, em plena Copa do Mundo. A platéia queria saber do escrete, não de eleição.

 

Ainda assim, é possível que a exposição de Serra na TV tenha rendido a ele a manutenção do índice de pesquisa.

 

Ou seja, o crime compensou para ambos. Lewandowski disse que o TSE modificou sua jurisprudência, tornando-se mais rigoroso. Daí o volume de multas.

 

Rigor assim é tudo o que os candidatos desejam.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Onde está Serra? Em MG, ele está bem escondidinho

Se você é mineiro, tem uma queda pelo tucanato, e quer ajudar na campanha de José Serra, um conselho: evite os comitês do PSDB.

 

O repórter Rodrigo Vizeu, visitou quatro comitês tucanos em Belo Horizonte. Simulando interesse, pediu cartazes, adesivos e santinhos

 

Em três, recebeu peças sem a foto de Serra. Imagens, só as de Antonio Anastasia, candidato ao governo, e as de Aécio Neves e Itamar Franco, postulantes ao Senado.

 

No quarto comitê, submetido a quadro semelhante, o repórter foi específico. Pediu peças com Serra.  Só então obteve adesivos com o rosto do presidenciável.

 

Noves fora esse adesivo, o repórter recolheu nos comitês dez tipos de peças de campanha que o PSDB mandou confeccionar em Minas.

 

Serra aparece apenas em cinco. Nada de foto. Só o nomezinho, bem pequenininho, na lateralzinha.

 

A peça da campanha tucana mais encotradiça nas ruas de Belo Horizonte é um adesivo com as faces de Anastasia, Aécio e Itamar. Nem sinal de Serra.

 

Normal? A julgar pelo que se passa no comitê de Hélio Costa (PMDB), nem tanto. Ali, o repórter recolheu seis modelos de impressos de campanha.

 

Dilma Rousseff é mencionada em todos eles. Em quatro, a rival de Serra aparece na foto, ao lado de seus aliados mineiros.

 

Parecem detalhes insignificantes. Mas, numa campanha polarizada como a atual, a vitória será feita de detalhes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Cursos prometem fazer de novatos ‘políticos eleitos’

Escrito por Josias de Souza às 13h19

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Aborto: ONGs pró-legalização criticam os candidatos

Entidades  acusam presidenciáveis  de ‘fugir’ do tema
Declaram que Serra,  Dilma  e  Marina ‘lavam as mãos’ 

Agência Senado/Divulgação

 

Tratado pelos principais candidatos à Presidência a golpes de desconversa, o aborto frequenta a cena eleitoral de 2010 como tema marginal.

 

As organizações que defendem a legalização do aborto no Brasil decidiram reagir. Divulgaram uma “carta aberta”.

 

Eis o título: “Sobre o direito ao aborto no Brasil”. O documento é endossado por 67 organizações –ONGs, fóruns, redes e grupos de pesquisa.

 

Estão articuladas num movimento chamado “Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro”. Veja os nomes das principais entidades lá no rodapé.

 

A carta menciona os nomes dos três principais candidatos ao Planalto: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV).

 

O texto os qualifica: “Nenhum deles é considerado um candidato ou candidata de ideias retrógradas, de direita, ou atrasado...”

 

“...Todos os três representam siglas que, distantes do poder, atuaram ativamente na defesa dos direitos humanos, das minorias e das questões de gênero”.

 

Em seguida, a carta, por assim dizer, desqualifica a trinca: “Nenhum dos três ousa enfrentar o tema aborto quando confrontado, diante de um microfone ou gravador”.

 

Anota que, inquiridos sobre a matéria, os candidatos “tentam sair pela tangente ou negar seu próprio passado”.

 

Um passado em que se mostravam a favor do “atendimento humanitário e digno das mulheres que precisaram recorrer a um aborto”.

 

Ocorrem no Brasil, anualmente, algo como 750 mil abortos em condições inseguras. No texto da carta, as entidades realçam uma das consequências do flagelo.

 

Anotam que os abortos clandestinos guindaram a curetagem à condição de “procedimento mais realizado pelo SUS”.

 

Foram “3,1 milhões de internações” na rede hospitalar pública num período de 12 anos –de 1995 a 2007.

 

Daí a “inquietude” das entidades signatárias da carta. Repudiam o fato de os candidatos permitirem que "líderes religiosos dêem o tom do debate sobre a legalidade do aborto”.

 

Recordam que, no Brasil, o Estado é “democrático e laico”. Acham que não cabe às igrejas capitanear a discussão.

 

Atribuem a tarefa às autoridades –as que estão “no poder” e as que se encontram “em disputa pelo poder”.

 

E lamentam: “Fogem da responsabilidade para a qual foram eleitas (ou tentam ser eleitas) pelo voto...”

 

“...Lavam as mãos diante da realidade do país, aferida em sucessivas pesquisas e retratada de maneira perversa, até mesmo em telenovela global...”

 

“...Jogam para debaixo do tapete a dramática estatística do aborto e todas as suas mazelas no país”.

 

Nos primeiros parágrafos, o documento empilha algumas das “mazelas”. Por exemplo: mortes de mulheres após abortos clandestinos...

 

...Hemorragias e infecções causadas pelo uso de agulhas, mulheres que recorrem a receitas caseiras e venenos...

 

...E a “indústria que faz prosperar as clínicas de aborto clandestino, que enriquecem à custa da vergonha, do drama e, muitas vezes, da morte de mulheres”.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da carta aberta das entidades pró-legalização do aborto.

 

- Em tempo: Entre as signatárias do texto, reunidas no movimento Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, estão as seguintes ONGs: Católicas pelo Direito de Decidir, CFemea, Comissão de Cidadania e Reprodução, Grupo Curumim, Ipas, Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos e União de Mulheres Brasileiras.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h54

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As manchetes desta sexta

 

- Folha: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

 

- Estadão: Uribe 'deplora' declaração de Lula

 

- JB: Uma tonelada de lixo por dia

 

- Correio: Distritais estouram limite de gastos

 

- Valor: Oferta pela Paranapanema inquieta os minoritários

 

- Jornal do Commercio: Atropelou, matou e foi pra a cadeia

 

- Zero Hora: Susepe tenta evitar a interdição do semiaberto

 

Leia o destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h02

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Triturador auricular!

Ique

- Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

- Em tempo: A inspiração para a charge veio do noticiário do dia. O colombiano Alvaro Uribe "deplorou" os comentários de Lula sobre a crise com a Venezuela. O colega brasileiro deu de orelhas. E a encrenca prossegue.

Escrito por Josias de Souza às 01h09

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Serra dá troco a Marco Aurélio: ‘Troglodita de direita’

Janine Moraes/ABr

 

Quando um quer, dois brigam. Quando dois querem, aí mesmo é que se estabelece a pancadaria.

 

Um dia depois de ter sido açoitado verbalmente pelo grão-petê Marco Aurélio Garcia, o presidenciável tucano José Serra foi à forra:

 

"Acho troglodita de direita quem apoia [Mahmoud] Ahmadinejad [presidente do Irã]...”

 

“...Um sistema que mata mulheres, uma ditadura que prende jornalistas, enforca opositores".

 

Na véspera, o assessor internacional de Lula e redator do programa de Dilma Rousseff previra um “fim de carreira melancólico” para Serra.

 

Lamentara que o ex-companheiro de exílio –os dois se avistaram no Chile— tenha deslizado para a “direita”.

 

A resposta de Serra veio numa sabatina organizada pelo portal R7. Aproveitou para remoer os vínculos do PT de Marco Aurélio com a narcoguerrilha.

 

"Todo mundo sabe da ligação do PT com as Farc. As Farc são uma força do narcotráfico...”

 

“...O PT errou ao tratar como força política, sendo que é, na verdade, do narcotráfico".

 

Definiu-se como político “de esquerda”. Cudou de adjetivar o seu esquerdismo, distanciando-o do de Marco Aurélio:

 

"Para mim, falar de esquerda é falar de direitos humanos e ter ações realmente populares, e não ficar fazendo jogo de grupos econômicos".

 

A despeito da sequência de golpes abaixo da linha da cintura, Serra disse que seu objetivo é outro: "Eu vivo o tempo inteiro querendo discutir teses".

 

Para não perder a viagem, reesfregou na face do petismo o MST. Definiu-o como movimento "político, socialista revolucionário”.

 

Reforma agrária? Mero instrumento retórico, do qual o MST se serve para ter acesso às burras do Tesouro.

 

Instado a comentar as multas que o TSE impôs a ele e à rival, Serra insinuou que, na gincana do desrespeito à lei eleitoral, apenas seguiu a trilha aberta por Dilma:

 

"Aquele que não segue tem vantagem porque a multa é pequena", disse.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h19

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Lula faz as contas: ‘Faltam apenas 5 meses e 2 dias’

Em novo comício, dessa vez em Porto Alegre, Lula e Dilma Rousseff fizeram a tabelinha do adeus com as boas-vindas.

 

Dilma discursou primeiro. Transmitida ao vivo pela web, levantou a bola:

 

"Eu trabalhei com o presidente Lula. Sei quanto será duro ver o presidente descendo a rampa do Palácio do Planalto... Eu sei a obra e o tamanho da obra feita por ele".

 

Lula foi ao microfone por último. Recordou o comício que fizera na capital gaúcha em 2002, ano em que prevalecera sobre José Serra. Disse ter chorado.

 

Depois, voltando-se para a pupila, voz embargada, chutou a pelota que Dilma deixara quicando:

 

“Faltam apenas cinco meses e dois dias”.

 

Noutra tabela, Dilma chutou a oposição: "Eles têm duas caras. Uma nas eleições e a outra na hora de governar. Eles governam para um terço da população".

 

Lula mataria a bola no peito a seguir: "A direita tenta dar golpe a cada 24 horas nesse país [...]. Foram oito anos de provocações, de ataques e de infâmias".

 

Numa evidência de que absorveu a tática dos treinamentos de marketing, a candidata mimetizou o discurso do cabo eleitoral.

 

Lula costuma dizer que, depois de eleito, não teve direito ao erro. Se falhasse, ele afirma, nunca mais um operário poderia sonhar com a Presidência.

 

No palanque gaúcho, Dilma ajustou o lero-lero. Trocou o operário pela mulher. E manteve, em oratória precária, a lógica do palanfrório original:

 

"Eu também não posso errar, porque as mulheres desse país tem de seguir sendo, tendo como uma das suas oportunidades, ser presidente da República".

 

A apropriação da popularidade de Lula como ferramenta de campanha é uma das principais estratégias da marquetagem petista.

 

É coisa estudada, escorada em pesquisas. No comício noturno desta quinta (29), a tática ganhou forma e método. Habitue-se. Haverá muitos repetecos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h17

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Collor xinga repórter e promete ‘enfiar a mão na cara’

Abespinhado com uma notícia que o incluiu no rol dos políticos alagoanos com “ficha suja”, Fernando Collor telefonou para a redação da revista IstoÉ.

 

Veio ao telefone o repórter Hugo Marques, autor do texto. Ele está lotado em Brasília. Collor foi ao ataque:

 

"Se eu lhe encontrar, vai ser pra enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta..."

 

"...Você vai ter que colocar aí, dizendo que você, como mau jornalista...“

 

O ex-presidente, hoje candidato ao governo alagoano, não teve tempo de completar a frase.

 

O interlocutor achou melhor interromper a ligação no nascedouro.

 

Ouvido pelo repórter Eduardo Neco, do portal Imprensa, Hugo Marques disse: "Eu não queria ouvir insultos e nem responder...”

 

“...Fico preocupado de ele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada".

 

Collor não se pronunciou sobre o episódio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h20

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Serra cogita não divulgar seu ‘programa de governo’

  Divulgação
A pretexto de recolher dos internautas sugestões para um programa de governo de José Serra, o comitê tucano mantém na web a página “Proposta Serra”.

 

Sob o título, um enunciado com cara novidade: “Um programa de governo colaborativo”.

 

Pois bem. A colaboração dos que se animaram a participar da iniciativa pode resultar em decepção.

 

O Quartel General da campanha de Serra cogita agora nem divulgar uma proposta para a eventual gestão do candidato.

 

Quem admite é Francisco Graziano Neto, o tucano que se ocupa da filtragem das sugestões.

 

"Eu gostaria de apresentar 100 propostas para mudar o Brasil, mas não sei se isso vai ser feito, nem sei se vai ser divulgado", disse Graziano.

 

Afora as idéias que lhe chegam pela internet, Graziano percorre o país para ouvir as proposições dos políticos pró-Serra.

 

Curiosamente, ele reconheceu que o tucanato pode não trazer à luz o programa num dos estágios de sua peregrinação.

 

Falou em Pernambuco, para onde se deslocara a pretexto de recolher as sugestões do comitê de Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo do Estado.

 

Mas por que o programa de Serra pode não vir a público? Graziano saiu-se com uma justificativa prosaica: “A turma da Dilma copia”.

 

Graziano chegou mesmo a citar um exemplo. Disse que Serra dera publicidade à proposta de reduzir os tributos cobrados de empresas de saneamento.

 

A redução, hoje de 3%, passaria a ser de 7,6%. Depois, disse o colaborador de Serra, Dilma Rousseff anunciou a mesma meta.

 

Dias atrás, Graziano incomodara-se com uma notícia veiculada aqui no blog. Dizia que, a exemplo do PT, o tucanato também redigia uma nova versão de programa.

 

Em contato com o repórter, Graziano dissera que não se tratava de versão nova. Era um “detalhamento” das diretrizes que Serra protocolara no TSE.

 

Em verdade, o “programa” levado por Serra ao tribunal eleitoral resume-se a um par de discursos pronunciados por ele em atos de campanha.

 

Graziano dissera que o programa, depois de detalhado, seria exposto na internet em pedaços, um setor após o outro. E nada.

 

Agora, a platéia é informada de que a peça que esmiuçaria as intenções de Serra pode permanecer na gaveta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h49

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Lula volta a criticar ‘máquina de fiscalizão’ do Estado

Na bica de deixar a Presidência, Lula ainda não se conformou com o fato de que os governos devem sujeitar-se às auditorias.

 

Em Porto Alegre, voltou a implicar com a “máquina de fiscalização” que tenta conter os malfeitos que pululam nas manchetes como pulgas em dorso de vira-lata.

 

Podendo tratar do tema com a seriedade que seu cargo exige, Lula preferiu fazer graça. Recordou uma pinimba ambiental que parou a construção de um túnel.

 

Coisa ocorrida numa rodovia federal assentada no Rio Grande do Sul, a BR-101. No dizer de Lula, a obra foi paralisada por conta do surgimento de uma “perereca”.

 

"Coloca-se o Brasil todo a serviço das pererecas. Nós sabemos da importância das pererecas, mas não pode parar o Brasil".

 

Apelidado pelo finado Leonel Brizola de “sapo barbudo”, Lula disse que, antes de vestir o pijama, vai inaugurar o tal túnel.

 

E não haverá perereca que o segure: "Eu vou passar embaixo daquele túnel nem que eu tiver que me 'atarracar' com aquela perereca lá...”

 

“...Peça para a perereca sair de perto, porque eu vou vir meio nervoso". Do chiste, Lula evoluiu para a bobagem.

 

Apoiado no Congresso por uma maioria remunerada à base de cargos e verbas, atribuiu à oposição as leis que travam as obras.

 

Disse que os antagonistas de sua gestão "se esquecem" de que podem voltar a ser governo um dia.

 

Por isso, a oposição "cria o maior número possível de obstáculos para as coisas não funcionarem".

 

Lero vai, lero vem, misturou gracejos e afirmações sem nexo num mesmo caldeirão eleitoral:

 

"Nós que fazemos lei temos que fazê-las com mais responsabilidade. Não é porque há disputa eleitoral que vale tudo".

 

O diabo é que, a despeito das leis e das pererecas, a “máquina de fiscalização” caminha, no Brasil, sempre dez passos atrás dos malfeitores.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h40

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Pedágio em SP é caro? Alckmin não quis responder

Os pedágios cobrados nas rodovias paulistas transitam pela campanha de 2010 como peças de artilharia do PT contra o PSDB.

 

No plano nacional, são atirados contra José Serra. Na cena estadual, são disparados na direção de Geraldo Alckmin.

 

Nesta quinta (29), Alckmin, favotiro na corrida pelo governo de São Paulo, foi inquirido sobre o tema na sabatina Folha-UOL.

 

Limitou-se a defender o “modelo” que leva à construção das praças de pedágio.

 

Perguntado uma, duas, três vezes sobre o valor das tarifas, esquivou-se de responder.

 

Insinuou que pode rever contratos. Deixou no ar a hipótese de abrir mão de “recebíveis” do Estado em troca da redução de tarifas.

 

De resto, acenou com a possibilidade de rever valores nas localidades em que o motorista percorre pequenos trechos e é obrigado a pagar a tarifa cheia.

 

Na dianteira ds pesquisas, Alckmin vem realizando menos eventos públicos do que seus contendores. Entre eles Aloizio Mercadante (PT).

 

Questionado a respeito, o tucano negou que o favoritismo o tenha convertido em fujão. Disse que, aberta a campanha, já percorreu 28 cidades do Estado.

 

Numa delas, fez até um comício, “coisa fora de moda”. Reuniu, segundo disse, platéia maior que a do comício de Lula e Dilma Rousseff, no Rio.

 

Alckmin atravessou a sabatina defendendo-se das críticas de seus rivais em áreas como educação e segurança.

 

Acusado de conspirar contra 69 CPIs que a oposição propôs na Assembléia Legislativa quando era governador, Alckmin disse que não controlava o legislativo. Lorota.

 

Sobre política nacional, exibiu alinhamento com José Serra. Durante a sabatina, não contemplou a hipótese de vitória de Dilma Rousseff.

 

Inquirido sobre as relações que, eleito, pretende manter com o Planalto, deiscorreu sobre o tema sempre a partir da premissa de que o sucessor de Lula será Serra.

 

Só na saída, em entrevista, disse que, se a eleita for Dilma, manterá com ela "relação republicana”. Como fez com Lula, em sua última passagem pelo governo.

 

Porém, mesmo nessa entrevista, Alckmin encerrou a resposta alinhado com Serra –“Será eleito”.

 

- Serviço: Aqui, o vídeo com a íntegra da sabatina de Alckmin. Aviso: a peça tem 1h42min47s de duração.

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Escrito por Josias de Souza às 17h17

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‘Tem gente que quer me tirar da campanha’, diz Lula

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula se encontra eem Porto Alegre (RS). Cumpre compromissos “administrativos”. Mas enganchou a agenda a um evento eleitoral.

 

À noite, será a estrela de mais um comício da campanha de Dilma Rousseff, o primeiro em solo gaúcho.

 

Em pleno expediente, ainda às voltas com os afazeres de presidente, Lula vestiu o uniforme que mais lhe apraz, o de cabo eleitoral.

 

Repisou uma tecla que pressionara há duas semanas, num comício realizado no Rio. Sem nominar os bois, declarou:

 

"Tem gente que quer me tirar da campanha, mas tenho obrigação de participar e escolher quem será meu candidato ou candidata".

 

Aparentemente, Lula se refere ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, cuja atuação já lhe rendeu meia dúzia de multas por transgressões à lei eleitoral.

 

Nada capaz de inibi-lo, contudo. Às queixas adicionou um lote de críticas ao antecessor tucano.

 

Sem declinar o nome de FHC, disse: "Quando cheguei à Presidência, nem agenda do ex-presidente a gente achava".

 

Afirmou que pretende se portar de modo diverso. Deixará para o sucessor um inventário dos investimentos, para orientá-lo.

 

De resto, repetiu algo que dissera na semana passada. Ao virar ex-presidente, arregaçará as mangas pela reforma política.

 

Anunciou que pretende se portar como um “leão” na defesa dessa reforma. O curioso é que, nessa matéria, Lula passou oito anos de mandato miando como gatinho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h16

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BC vê economia em ‘trajetória de equilíbrio’ longevo

O Banco Central divulgou nesta quinta (29) a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), ocorrida na semana passada.

 

O texto expressa a posição unânime da diretoria do BC. Aponta para um cenário de redução do risco de descontrole da inflação.

 

Anota que a economia do país segue "trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo".

 

Vem daí a decisão do último Copom. Num instante em que a maioria do mercado apostava que os juros subiriam 0,75 ponto percentual, o BC optou por 0,50.

 

A próxima reunião será em 31 de agosto. No dia seguinte, 1º de setembro, sai a nova taxa de juros. Tudo faz crer que a mão do BC virá mais leve.

 

Bom para a candidata oficial, Dilma Rousseff, que pode trombetear na campanha um cenário econômico benfazejo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h11

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Comitê de Serra dispõe de um ‘esquadrão anti-boato’

Anuruddha Lokuhapuara/Reuters

O comitê de campanha de José Serra montou um “esquadrão anti-boato”. Integram-no 15 equipes de repórteres e cinegrafistas.

 

Correm o país à procura de “boatos”. Encontrando-os, informam ao núcleo de  marketing da campanha, sob o comando do jornalista Luiz Gonzalez.

 

Convencidos de que o petismo espalha rumores para miná-lo, Serra decidiu ocupar-se, ele próprio, da desmontagem das supostas aleivosias.

 

Em sua edição desta quinta (29), a Folha traz uma notícia produzida pelo signatário do blog a respeito do tema.

 

O texto relata que, na madrugada de quarta (27), pendurado no microblog, Serra rebateu, em resposta a um internauta, um dos “boatos” que considera mais recorrentes:

 

O candidato tucano anotou no twitter: “É claro que não é verdade. Privatização do Banco do Brasil é puro terrorismo eleitoral”.

 

Antes, na terça (26), num ato de campanha realizado em Palmas (TO), Serra acusara “cabos eleitorais petistas” de promoverem “mentiras, insultos e truques”.

 

Citara o “boato” de que, eleito, privatizaria a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), vinculada ao Ministério da Agricultura:

 

"É tudo cabo eleitoral, não é gente que entende de abastecimento. Quem vai perder o emprego é esse pessoal, que está lá por nomeação política e não entende nada do assunto".

 

O repórter ouviu o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Integrante do comitê de Dilma Rousseff, o deputado reagiu às acusações com ironia.

 

“Parece piada. Como falta discurso ao Serra, eles vem agora com essa história de boatos. Isso não existe nem é necessário”.

 

Acrescentou: “O que inspira a desconfiança em Serra é o comportamento do candidato. Quando ele diz que vai dobrar os investimentos do Bolsa Família, ninguém acredita...”

 

“...Nas reuniões com empresários, aparece outra dúvida frequente. Eles não sabem o que o Serra faria com o Banco Central e o câmbio”.

 

Alheio às negativas, o comitê de Serra age para anular os efeitos de “boatos” que, segundo informa, já foram detectados pelos “repórteres” espalhados pelo país.

 

O blog ouviu de um dos responsáveis pela operação tucana de “contraboataria” dois exemplos. Um recolhido no Nordeste. Outro, na Amazônia.

 

No primeiro, uma gerente de agência da Caixa Econômica Federal teria dito a uma beneficiária do Bolsa Família que, prevalecendo Serra, o programa seria extinto.

 

No segundo, um partidário de Dilma teria apregoado que, se eleito, o candidato tucano extinguiria os concurcos públicos e demitiria servidores.

 

“Essa história de central de boatos não cola”, repisa Vaccarezza. “Estão querendo insinuar que fazemos atividades subterrâneas. Não precisamos disso”.

 

Quem se vale de “jogo rasteiro”, afirma Vaccarezza, é a campanha de Serra. “Nós não entraremos nesse jogo. Vamos manter a nossa linha, que é a de discutir os rumos do país, o programa de governo”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Petrobras pega na CEF triplo de toda verba do saneamento

 

- Folha: Acordo da Oi pode exigir aporte de dinheiro público

 

- Estadão: Senadores usam servidores públicos em suas campanhas

 

- JB: Bilhões para a banda larga

 

- Correio: Leite sobe quatro vezes mais do que a inflação

 

- Valor: PT paga R$ 3,2 bilhões a controladores da Oi

 

- Zero Hora: Transações bilionárias mudam telefonia no país

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h42

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Coisa clara como a gema!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h45

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Sem ser perguntado, Serra afirma que Aécio o apoia

Marcos Sedimoni/Nitro/Divulgação

 

José Serra retornou a Minas Gerias nesta quarta (28). Tem feito visitas ao segundo maior colégio eleitoral do país em ritmo semanal.

 

Foi às ruas ao lado do candidato tucano ao Senado, Aécio Neves, e do indicado dele para o governo mineiro, Antonio Anastasia.

 

Em Patos de Minas, sem que nenhum repórter o questionasse sobre o tema, Serra pôs-se a discorrer sobre o apoio que recebe no Estado:

 

"Viemos aqui, na nossa campanha, acompanhados do meu amicíssimo Anastasia e do meu queridíssimo Aécio Neves..."

 

“...Quero dizer que a nossa campanha aqui tem todo o empenho, como em nenhum outro lugar, dos nossos principais líderes, o Aécio e o Anastasia".

 

Nos últimos dias, corre o noticiário a impressão de que Aécio e seus aliados cuidam mais de si do que de Serra. O governador nega que faça corpo mole.

 

Verificou-se que as primeiras peças de campanha do tucanato mineiro não mencionam Serra.

 

A assessoria de Aécio apressou-se em informar que o grosso do material, em fase de impressão, incluirá o presidenciável.

 

Foi nesse contexto que Serra despejou sobre microfones e gravadores a sua declaração “espontânea”.

 

Cuidou de afagar também o ex-presidente Itamar Franco (PPS), candidato ao Senado na chapa tucana:

 

"Apoio Itamar Franco para senador, o homem que honrou Minas na Presidência da República".

 

Não há dúvidas de que Itamar exerceu uma presidência honrada. Mas Serra decerto teve de superar rusgas passadas para dirigir-lhe o elogio.

 

Ao assumir, nas pegadas do impeachment de Fernando Collor, Itamar cogitara confiar a Serra o Ministério da Fazenda. Reuniu-se com ele. Depois...

 

Depois, disse aos amigos que Serra não lhe soara como ministro da Fazenda. Portara-se como se quisesse a cadeira dele.

 

Numa entrevista veiculada na edição da Folha de 27 de maio de 2000, Fernando Henrique Cardoso contara outra passagem da gestão Itamar.

 

FHC era chanceler. E Itamar o intimara a assumir a Fazenda. “Eu sempre defendi, desde o começo do governo, que o Serra fosse o ministro da Fazenda do Itamar”, rememorou.

 

“Mas o Itamar me convidou, neguei, ele insistiu. Aí virei ministro da Fazenda, e é por isso que hoje sou presidente”. Pela segunda vez, Itamar refugara Serra.

 

Na viagem a Minas, o presidenciável tucano ocupou-se ainda da crítica a um ponto fraco da gestão Lula: a conservação de estradas.

 

Disse que o Brasil está cheio de “estradas da morte”. O tema é caro a Minas Gerais, recordista em acidentes de trânsito.

 

Serra mirou no Dnit, o órgão do Ministério dos Transportes que cuida –ou deveria cuidar— das rodovias federais.

 

Afirmou que os cargos do Dnit são preenchidos segundo critérios “puramente político-partidários". Está "totalmente loteado entre políticos".

 

Acrescentou: "Então, a prioridade deixa de ser o interesse nacional, público, etc e passa ser o interesse político daqui ou dali. Isso comigo vai acabar".

 

Pode ser que, elegendo-se, Serra dê cabo do flagelo que intoxica a administração pública com o veneno das nomeações de apaniguados políticos. Porém...

 

Porém, nessa matéria, o passado do tucanato não o recomenda. A prática foi adotada à larga na era FHC, inclusive no Dnit.

 

A propósito, na mesma entrevista de 2000, concedida ao repórter Mario Sergio Conti, FHC fora inquiro acerca da prática.

 

Eis a pergunta: Trocar cargos por apoio no Congresso é negociação democrática ou fisiologismo?

 

E FHC: “Essa é uma hipocrisia nacional. Em todo sistema de poder você tem que distribuir posições entre os que o apoiam. Em qualquer lugar do mundo é assim...”

 

“...Basta ler Max Weber para ver o que significa o poder. Não é o caso nosso, mas ele falava que o poder implicava num ‘séquito’, que tem de ser mantido de uma maneira ou de outra...”

 

“...Na democracia, os mecanismos de nomeação são mais impessoais, e o preenchimento de cargos é profissionalizado ao máximo...”

 

“...Mas isso não pode ocorrer nas posições de controle. Elas não podem ser profissionalizadas, porque não haveria mais política”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h45

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Dilma anuncia: ‘Eu vou ser a mãe do povo brasileiro’

Roberto Stuckert/Divulgação

 

Dilma Rousseff passou a quarta-feira (28) em Natal (RN). Percorreu ruas do centro da cidade em carro aberto, o ‘Dilmamóvel’.

 

O desfile desaguou numa praça. Do alto de um palanque, a candidata discursou para uma multidão.

 

A alturas tantas, declarou: “O presidente Lula me deixou um legado [...], que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro”.

 

As palavras inspiram duas suspeitas: ou Dilma transmudou-se em Lula ou baixou na marquetagem que a escora o espírito de Lourival Fontes.

 

Lourival era o chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, que criou o “pai dos pobres”.

 

Lula, embora não seja Getúlio Vargas, costuma corporificar a qualificação demagógica do velho ditador.

 

Cogita inclusive plantar em sua biografia uma irmã bastarda da CLT: a CLS (Consolidação das Leis Sociais).

 

Agora, mais essa: Dilma, a mãe dos pobres! Ela explicou as razões que a fizeram candidata do neo-Getúlio:

 

“Eu fui a mão esquerda e direita dele, nos melhores e nos piores momentos”.

 

Nesse ritmo, Dilma ainda troca o terninho pelo macacão. No limite, passa na lâmina o mínimo esquerdo.

 

Sem mencionar o nome de José Serra, Dilma disse que a oposição “mente” ao dizer que não se contrapôs a Lula.

 

“Somos democratas, mas nós não convivemos com aqueles que nos atacaram por oito anos e agora vêm com pele de cordeiro. Nós vemos as patinhas de lobo deles”.

 

Falava na terra do ‘demo’ José Agripino Maia. E não perdeu a oportunidade de fustigar o DEM, partido que ele lidera no Senado.

 

“Tem uns aí dizendo que não fizeram oposição. Não só fizeram como ela foi pessoal, raivosa contra o presidente Lula, contra nós”.

 

Ironizou o lema de campanha de José ‘Pode Mais’ Serra: “Por que fizeram menos quando estavam no governo?...”

 

“...Eles criticaram a transposição do rio São Francisco, falaram que era uma coisa absurda. Esquecem que as pessoas precisam de água para viver”.

 

A certa altura, pronunciou uma frase que fez lembrar a célebre convocatória de Fernando ‘Não me Deixem Só’ Collor:

 

“Não me deixem sozinha em Brasília. Elejam nossos senadores e deputados. Os partidos que estão comigo nesse palanque dão uma lição de maturidade política”.

 

Ao lado de Dilma, além dos aliados locais, estava o candidato a vice, Michel Temer, do PMDB. Ele também discursou.

 

Disse que Dilma “será a próxima presidente do país, para dar continuidade ao governo Lula”.

 

Citou um personagem que, perdido nas águas de Angra dos Reis, não terá a oportunidade de contestá-lo:

 

“Tenho certeza de que o doutor Ulysses Guimarães estaria aplaudindo você, Dilma”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h12

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Fichas sujas: Maluf sob ‘ameaça’; Garotinho avança

Em São Paulo, a Procuradoria protocolou nesta quarta (28) um pedido de impugnação da candidatura de Paulo Maluf (PP).

 

Tenta-se enquadrar Maluf, candidato a deputado, na lei da Ficha Limpa. Pesa contra ele uma condenação de segunda instância.

 

Envolve a compra superfaturada de frangos na época em que Maluf era prefeito da cidade de São Paulo.

 

No Rio, o TRE deferiu o registro da candidatura de Anthony Garotinho (PR), também candidato a deputado federal.

 

Condenado pela Justiça Eleitoral por malfeitos cometidos nas eleições de 2008, Garotinho ficara inelegível por três anos. Porém...

 

Porém, em recurso ao TSE, o ex-governador obteve uma liminar que suspendeu a condenação. Daí o registro da candidatura, obtido em caráter temporário.

 

Vale até que o recurso de Garotinho seja julgado, em termos definitivos, pelo plenário do TSE. Algo que não tem data para ocorrer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h38

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MPF entra com ação de ‘improbidade’ contra Zoghib

  Folha
O Ministério Público Federal protocolou nesta quarta (28) uma ação judicial contra o ex-direitor de Administração do Senado, João Carlos Zoghbi.

 

Assinado pelo procurador da República Bruno Calabrich, o documento foi à 16ª Vara Federal do Distrito Federal.

 

Zoghbi é acusado de improbidade administrativa por ter mantido ilegalmente, por cinco anos e meio, um apartamento funcional da União.

 

Nas palavras do procurador, Zoghbi patrocinou um “embuste”. Informara ao Senado que o imóvel funcional era ocupado por ele.

 

Em verdade, o ex-diretor residia numa casa assentada no Lago Sul, bairro chique de Brasília.

 

Quem usufruía do imóvel funcional era o filho Ricardo Zoghbi. Ocupava-o com a mulher e uma filha.

 

O malfeito perdurou de 1º de janeiro de 2003 até 25 de maio de 2009. O imóvel só foi devolvido depois que a farsa ganhou as manchetes.

 

Na ação, além de pedir o enquadramento de Zoghbi na lei de improbidade, a Procuradoria reivindica a restituição dos prejuízos causados à Viúva.

 

Pede-se que Zoghbi devolva aos cofres públicos o equivalente ao aluguel mensal de um imóvel do mesmo padrão do que foi ocupado ilegalmente pelo filho.

 

Mais: solicita-se que seja condenado a pagar, com juros e correção, multa equivalente a dez vezes o valor mensal da taxa de uso do imóvel.

 

Zoghbi foi um dos protagonistas da crise que se instalou no Senado depois que José Sarney foi eleito, pela terceira vez, presidente da Casa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Lula exonera o presidente e um diretor dos Correios

Miran

 

Lula mandou ao olho da rua dois altos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

 

Foram demitidos o presidente, Carlos Henrique Custódio, e o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães.

 

A estatal é vinculada ao Ministério das Comunicações, uma pasta da “cota” do PMDB do Senado.

 

Carlos Custódio chegara ao comando dos Correios graças ao apadrinhamento dos pemedebês Renan Calheiros e Romero Jucá.

 

Até abril, o ministério que tem os Correio grudado em seu organograma era chefiado pelo senador Hélio Costa, que trocou a Esplanada pela campanha ao governo de Minas.

 

Hélio Costa legou a cadeira de ministro a José Artur Filardi, que não tomou parte da dança de cadeiras dos Correios. Foi apenas comunicado das mudanças.

 

Ao optar pelas demissões, Lula guiou-se pela recomendação de outros dois ministros: Paulo Bernardo (Planejamento) e Erenice Guerra (Casa Civil).

 

A cinco meses do término do governo, decidiu nomear para a presidência dos Correios David José de Mattos.

 

É engenhero eletricista. Já trabalhou na Eletronorte. Estava no comando da Novacap, vinculada ao governo do DF.

 

Antes, atuara como secretário-adjunto de Obras do GDF, sob o governo Joaquim Roriz (ex-PMDB, hoje PSC).

 

Nessa época, David Mattos era o segundo do então secretário de Obras, Tadeu Filipelli (PMDB), hoje deputado federal e candidato a vice-governador na chapa do petista Agnelo Queiroz

 

De acordo com a versão difundida pelo Planalto, a cúpula do PMDB não foi ouvida, apenas informada da mudança. Pode ser. Mas soa improvável.

 

As demissões ocorrem em meio a uma crise. No ano passado, os Correios levaram ao balanço o menor lucro desde 2003, ano em que Lula assumira.

 

 

- Ilustração via blog do Miran.

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Escrito por Josias de Souza às 19h44

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Marco Aurélio: Serra terá fim de carreira melancólico

Espécie de chanceler do ‘B’ da gestão Lula, o grão-petê Marco Aurélio Garcia abespinhou-se com uma declaração de José Serra.

 

O presidenciável tucano criticara a política externa brasileira. Mirara nos governos companheiros do Paraguai e da Bolívia.

 

Dissera que, em relação aos vizinhos, o Brasil de Lula faz “filantropia”. Em declaração à TV-PT, Marco Aurélio escalou as tamancas.

 

Afirmou que a posição de Serra evoca uma expressão de Nelson Rodrigues. Aquela em que o cronista atribui aos brasileiros um “complexo de vira-latas”.

 

Marco Aurélio lamentou que Serra, com “um passado de esquerda”, tenha migrado para a “direita”. Adjetivou a “direita” de Serra: “raivosa” e “atrasada”.

 

No finalzinho de sua declaração, o redator do programa de governo de Dilma trocou as tamancas pelo salto alto:

 

“Me parece um final melancólico da sua carreira política, porque eu acho que a sua carreira política terminará no dia 3 de outubro".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h56

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Ciro ‘Vaivém’ Gomes cogita fazer gravação pró-Dilma

  Marcelo Justo/Folha
Dilma Rousseff está na bica de arrastar Ciro Gomes para uma mesa de almoço. Diz-se que o repasto pode ocorrer nesta quinta (29), em Brasília.

 

A reaproximação deve evoluir para a gravação de um vídeo. Na peça, Ciro formalizará seu apoio à candidatura da ex-colega de ministério.

 

Levada à propaganda eleitoral de Dilma, a fita passará a impressão de que Ciro, hoje candidato a coisa nenhuma, é um político com posições de elástico.

 

Excluído do tabuleiro presidencial, dissera, em abril, que José ‘o Coiso’ Serra era “mais preparado” do que Dilma para enfrentar eventuais crises.

 

Refugado por Lula e abandonado pelo PSB, Ciro soara peremptório antes de submergir:

 

 “Não me peçam para ir à TV declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá, vou virar intelectual, fazer outra coisa”.

 

Há duas semanas, já de volta à superfície, dissera, em Fortaleza, que, excetuando-se o irmão Cid Gomes, não faria campanha “pra ninguém”. Aparentemente, vai fazer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h35

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Mercadante defende ‘alternância de poder’.......em SP

O petê Aloizio Mercadante participou, nesta quarta (28), da sabatina Folha-UOL. Grudou-se em Lula, espinafrou o PSDB e apegou-se à tese da alternância.

 

Candidato ao governo de São Paulo, Mercadante enfrenta a difícil missão de sustentar no Estado oposto ao que Lula e o PT esgrimem no plano federal.

 

Em Brasília, continuidade, com a transferência do poder de Lula para Dilma Rousseff. Em São Paulo, a ruptura democrática, a “alternância de poder”.

 

Mercadante referiu-se ao tucanato paulista, no poder há 16 anos, como uma “oligarquia”. Coisa jamais vista, segundo ele, em nenhum outro Estado.

 

O diabo é que, tomado pelo último Datafolha, o eleitorado de São Paulo não parece incomodado com a hegemonia emplumada. Ao contrário.

 

O tucano Geraldo Alckmin aparece na sondagem com 49% das intenções de voto, contra 16% atribuídos a Mercadante.

 

A prevalecer esse quadro, a “oligarquia” de que fala Mercadante matará a disputa no primeiro turno da eleição. E fará aniversário de 20 anos. Se reeleita, 24.

 

Noves fora o período em que foi vice-governador, Alckmin somará, sozinho, quase dez anos de poder, achegando-se ao velho Adhemar de Barros.

 

No esforço que empreende para seduzir o eleitorado, Mercadante escora-se em Lula. Repetiu várias vezes o lema de sua campanha:

 

"Tá mudando com Lula, vai mudar com Mercadante". Agora só falta convencer o eleitorado.

 

- Aqui, o vídeo com a ínegra da sabatina de Mercadante. Tem 1h54m34s de duração.

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Escrito por Josias de Souza às 13h59

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Biografia oficial de Marina ataca Dilma e elogia Serra

Elza Fiuza/ABr

 

Vai às livrarias, em 9 de agosto, a obra "Marina -A vida por uma causa". Trata-se da biografia oficial da presidenciável do PV, Marina Silva.

 

Assinada pela jornalista Marília de Camargo César, a obra foi impressa por uma editora evangélica, a Mundo Cristão.

 

Antes de descer ao prelo, as 256 folhas de texto passaram pelas mãos de Marina, que as revisou. O livro será utilizado como peça de campanha.

 

O repórter Bernardo Mello Franco correu os olhos pela obra. Em notícia veiculada na Folha, ele conta o que encontrou.

 

Contabilizou oito menções ao nome de Dilma Rousseff. Três em timbre neutro. Cinco em termos negativos.

 

O nome de José Serra é citado em cinco passagens. Nenhuma delas em tom depreciativo.

 

No capítulo que trata da saída de Marina do Ministério do Meio Ambiente, insinuou-se que Dilma não tratava a sério o licenciamento ambiental das obras do PAC.

 

"Marina travou disputas com Dilma Rousseff, defendendo que as licenças ambientais fossem levadas a sério. Dilma reclamava publicamente do atraso", anota o texto.

 

Na sequência, informa-se que Lula tomou o partido de Dilma, à época a toda-poderosa chefe da Casa Civil da Presidência.

 

Há no miolo do livro a reprodução de um artigo do cientista político Sérgio Abranches. Contém críticas acerbas a Dilma. Coisas assim:

 

"A Amazônia que aparece nas exposições da ministra Dilma é a de uma fronteira de expansão agrícola, recortada por rodovias e coalhada de hidrelétricas. Só falta tirar dos mapas do PAC o verde da floresta".


A certa altura, a propósito de esmiuçar as razões que levaram a ex-petista Marina a se bandear da Esplanada, o texto cita uma notícia de jornal:

 

"O ‘El País’, da Espanha, disse que Lula dava as costas à maior defensora da floresta amazônica em favor de sua ministra desenvolvimentista, Dilma Rousseff".

 

Quanto a Serra, afora o fato de não ter merecido críticas, foi brindado com referências elogiosas.

 

Numa delas, o livro atribui ao presidenciável tucano o crédito pela aprovação, sob FHC, de subsídio para seringueiros do Acre, o Estado de Marina.

 

A biografia vai à estante nas pegadas do último Datafolha. Uma pesquisa em que Serra (37%) e Dilma (36%) aparecem emparelhados.

 

Num cenário como esse, demarcado por uma polarização de diferenças miúdas, Marina e seus 10% de intenção de voto ganham relevo inaudito.

 

Num eventual segundo turno, o apoio de Marina pode ter o peso da folha de árvore que fará com que a balança penda para um dos lados.

 

Dias atrás, numa palestra em Fortaleza, Leonardo Boff, um dos apoiadores da candidata verde, insinuou que Marina tem mais afinidades com Dilma.

 

Porém, tomada pelo conteúdo da biografia que leu e autorizou, Marina parece mais próxima –ou menos distante— de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h49

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PT e PMDB já negociam o comando da futura Câmara

Sérgio Lima/Folha

 

Otimistas com os rumos da eleição, PT e PMDB já negociam a presidência da Câmara num eventual governo Dilma Rousseff.

 

A articulação corre nos subterrâneos, bem longe dos holofotes. Já resultou na celebreação de um pré-acordo.

 

Prevê a reedição, sob Dilma, do rodízio que manteve as duas legendas no comando da Câmara durante todo o segundo mandato de Lula.

 

Acertou-se que, confirmada a vitória de Dilma sobre o rival José Serra, cada partido presidirá a Câmara por dois anos.

 

Exatamente como sucedeu com Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente no biênio 2007-2008; e Michel Temer (PMDB-SP), de 2009 a 2010.

 

O novo pacto começa a ganhar rosto. Pelo lado do PMDB, o ajuste tem a cara do atual líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN).

 

Na seara do PT, o semblante que emerge como favorito é o de Cândido Vaccarezza (SP), líder de Lula na Câmara.

 

Não há, por ora, acordo quanto à ordem das presidências. O PMDB deseja segurar o leme no primeiro biênio (2011-2012).

 

E o PT ainda não digeriu a idéia de ficar com a presidência do biênio derradeiro (2013-2014). Prefere inaugurar o novo ciclo.

 

Evita-se tratar do tema às claras por conta da chamada “variável Garrincha”: “Alguém combinou tudo isso com os russos?”

 

Por mais que petês e pemedebês queiram acelerar a partida, não ignoram que há em campo um time de antagonistas. E, na arquibancada, uma galera com poder de voto.

 

No papel de Vicente Feola de sua própria sucessão, Lula conseguiu plantar no gramado uma Dilma que, hoje, ombreia com Serra.

 

Mas a graça do jogo reside no fato de que não é a eleição que faz a democracia. É a apuração.

 

Assim, além da vitória de Dilma, PMDB e PT precisam eleger bancadas iguais ou maiores do que as que têm hoje.

 

Mais: Henrique Alves e Vaccarezza, os mandarins do acordo prévio, precisam garantir as próprias reeleições.

 

Não é só: reeleitos, terão de prevalecer em suas respectivas bancadas. É certo que haverá disputa pelo menos entre os petistas.

 

Além de Vaccarezza, hoje o mais bem posto, prevê-se que pelo menos dois nomes devem entrar na briga: Arlindo Chinaglia (SP) e Henrique Fontana (RS).

 

Com tantos imprevisíveis a rondar o entendimento de PT e PMDB, manda a prudência que se recorra à única previsão infalível: não se pode prever coisa nenhuma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h51

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Violência em estádios já é crime que dá até prisão

 

- Folha: Criminalidade cai no 2º trimestre em São Paulo

 

- Estadão: Setor público reforça liderança no crédito com BNDES e Caixa

 

- JB: Guerra total à pedofilia

 

- Correio: Brasil está entre os piores da pedofilia

 

- Valor: Câmbio vira armadilha para bancos

 

- Jornal do Commercio: Casa Forte também foi vítima de gangue

 

- Zero Hora: Estatuto do Torcedor aumenta rigor contra violência nos estádios

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais deo país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h08

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Teatro!

Duke

Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h37

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Lula baixa pacote de desonerações: de casas à Copa

Lula Marcello Casal/ABr

 

Lula assinou nesta terça (26) uma medida provisória que concede, eleva ou reduz a desoneração de tributos para diversos setores.

 

Foram ao texto desde o Programa Minha Casa, Minha Vida até obras preparatórias para a Copa do Mundo de 2014. Vão abaixo algumas das providências:

 

1. Casas populares: Ampliou-se de R$ 60 mil para R$ 75 mil o preço máximo dos imóveis financiados pelo programa do Minha Casa, Minha Vida com direito a isenção de tributos.

 

Entram na desoneração o PIS-Cofins, a CSLL e o Imposto de Renda. Vigora imediatamente. Vale para os contratos já assinados.

 

2. Copa: Concedeu-se às empresas que executarão obras de construção e reforma de estádios para a Copa de 2014 isenção tributária para materiais, bens e serviços.

 

Nessa conta entram PIS-Cofins, IPI e II. O governo estima que, até o ano da Copa, a renúncia fiscal vai somar algo em torno de R$ 350 milhões.

 

3. Autopeças: Criou-se um calendário para a eliminação do desconto de 40% do II (Imposto de Importação) para autopeças.

 

O desconto será eliminado gradativamente, em quatro etapas, até ser eliminado, em maio de 2011. Já em agosto, cai de 40% para 30%.

 

Os maiores beneficiários serão os fabricantes nacionais de peças para automóveis.

 

4. Inovação tecnológica: Empresas que investirem na pesquisa de novas tecnologias serão estimuladas com a desoneração de Imposto de Renda e CSLL.

 

O estímulo vai cobrir projetos voltados à tecnologia da informação, energias renováveis, nanotecnologia, biotecnologia, saúde e área social.

 

5. Estímulo à exportação: Hoje, ao importar insumos para a fabricação de produtos destinados à exportação, o empresário dispõe de isenção do Imposto de Importação.

 

O produto é tributado depois de pronto, no ato da exportação. Com a medida provisória, o exportador ganhará um crédito no mesmo valor do imposto, para a aquisição de novos insumos.

 

Embora sujeita ao crivo do Congresso, a medida provisória entra em vigor imediatamente. Se sofrer alterações no Legislativo, os ajustes são feitos a posteriori.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h34

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Acossado, Serra admite que não inventou genéricos

Um dos pilares da campanha de José Serra é a passagem dele pelo ministério da Saúde, sob FHC.

 

Desse período, Serra trombeteia, por exemplo, o medicamento genérico, mais barato que o remédio de marca.

 

No ano passado, o PSDB levou ao ar uma propaganda partidária que mencionava, em pé de igualdade, os genéricos, o Plano Real e o seguro desemprego.

 

Classificava as iniciativas como “conquistas” da legenda. No final da peça, disponível lá no alto, Serra dizia: “É isso que interessa pro nosso país. Levar benefício pros que mais precisam...”

 

Pois bem. Na semana passada, ao receber as sugestões do PSB para seu programa de governo, Dilma Rousseff segurou no calcanhar do rival.

 

Lembrou que foi o socialista Jamil Haddad, não Serra, quem criou os medicamentos genéricos. Deu-se na época em que Haddad foi ministro da Saúde de Itamar Franco.

 

Nesta terça (27), de passagem por Palmas (TO), Serra foi instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o tema.

 

"Não fui eu quem inventei o genérico”, admitiu o candidato. “Os genéricos, já existia a ideia. Eu nem sabia quando assumi o Ministério [da Saúde]".

 

Serra contou que o tucano Ronaldo Cezar Coelho, à época deputado, chamou sua atenção para os genéricos.

 

Depois, cuidou de aperfeiçoar a proposta, dando-lhe a forma que resultou na disseminação dos genéricos.

 

Na página “Serra 45”, que propagandeia na web as realizações de Serra, os genéricos são apresentados como “uma vitória” do candidato.

 

Diz o texto: “Até 1999, só havia no mercado os remédios de marca. Quando Serra assumiu o Ministério da Saúde, isso mudou...”

 

“...Ele regulamentou a Lei dos Genéricos, que parte do princípio de que o que cura no remédio é o ‘ingrediente’, o princípio ativo, e não a marca”.

 

Nem sinal de Jamil Haddad. "O que não é possível é alguém chegar e dizer foi só eu que fiz. Não foi, na verdade", fustigara Dilma há seis dias.

 

Serra poderia ter se privado do constrangimento. Teve, de fato, papel de relevo na propagação dos genéricos. Porém, ao esquecer da paternidade, deu à luz a dúvida.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h25

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Em operação contra pedofilia, PF prende 20 pessoas

A Polícia Federal mandou ao meio-fio, nesta terça (27), uma legião de cerca de 400 agentes.

 

Munidos de ordem judicial, realizam batidas em 81 imóveis assentados em dez unidades da federação: AL, CE, GO, MG, PR, RJ, RS, SC, SP e DF.

 

Deu-se à operação o nome de “Tapete Persa”. Foram à garra, em flagrante, 20 pessoas. O número de deve aumentar.

 

Os presos escondiam em casa material pornográfico, vídeos e fotos. Há casos de imagens que exibiam o próprio detido em cenas de abusos contra crianças.

 

É a terceira operação do gênero realizada pela PF. De todas, foi a que resultou no maior número de prisões.

 

No ano passado, ns pegadas da operação Turco, foram recolhidos 11 pedófilos. Em 2008, na operação Carrossel, cinco.

 

A PF não informa quantas dessas detenções foram convertidas em condenações. A julgar pelo ritmoda Justiça brasileira, é de supor que o número seja zero.

 

Iniciada no ano passado, a terceira onda de investigações da PF contra a pedofilia nasceu de uma demanda vinda da Alemanha.

 

Ao cabo de um monitoramento realizado na internet, a polícia alemã verificou, em fins de 2008, que os criminosos de lá se conectavam com os meliantes de cá.

 

Na ação desta terça, a PF conta com o suporte dea Interpol e da própria polícia da Alemanha.

 

Pelas leis brasileiras, o crime de pedofilia para resultar em condenações de até 15 anos de cana.

 

Na era do cristal líquido, a ação policial, mais do que necessária, tornou-se incontornável.

 

No ranking mundial da pedofilia, o Brasil ocupa a quarta posição. É superado apens por Alemanha, Espanha e Inglaterra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h41

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Virou rotina: Serra é multado no TSE pela quarta vez

Ana Paula Oliveira/Divulgação

 

O ministro Henrique Neves, do TSE, adicionou um tijolo no muro da desfaçatez que vem sendo erigido na máxima corte da Justiça Eleitoral.

 

Impôs a José Serra mais uma multa, a quarta. Fixou-a em R$ 10 mil. Condenou também o PSDB-RS ao pagamento de R$ 15 mil.

 

De novo, propaganda ilegal. Peças que deveriam enaltecer o partido foram usadas para trombetear o candidato.

 

Na gincana do TSE, Dilma Rousseff e Lula, cada um com seis multas, ainda prevalecem sobre Serra. Mas o tucano forte candidato ao empate.

 

Convertidas em cifras, as multas de Serra somam R$ 25 mil. Dilma deve R$ 33 mil. Lula, R$ 45,2 mil. Por ora, ninguém levou a mão ao bolso.

 

Nesse cenário tão descarado, restaria ao eleitor acreditar naqueles que ainda se ruborizam.

 

Como candidato ruborizado é mercadoria em falta na praça, o melhor é observar a cena com ceticismo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h37

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Dilma diz que Serra terceiriza ao vice Índio o ataque

Marcello Casal/ABr

 

Dilma Rousseff falou a uma emissora de rádio de Mossoró (RN). Dedicou-se a espetar José Serra e o DEM, principal aliado do rival.

 

A certa altura, Dilma insinuou que Serra bate nela com tacape terceirzado. Referia-se à borduna do vice Índio da Costa.

 

Representante do DEM na chapa de Serra, Índio já grudou no PT as Farc, o narcotráfico e o Comando Vermelho.

 

"Eu acho muito ruim essa característica que está assumindo a campanha do meu adversário José Serra”, disse Dilma no rádio.

 

“Eu não considero que uma pessoa que é candidato a presidente da República deva colocar alguém para fazer as acusações e ele endossar...”

 

“...Então vou responder ao ex-governador José Serra. Acho lamentável que a eleição tenha decido, da parte do meu adversário, a esse nível".

 

Para Dilma, a pancadaria da oposição produz "um dos momentos mais desqualificados em toda história das campanhas depois da democratização do país". Lorota.

 

A quadra atual, a despeito da escalada vernacuar e dos dossiês voadores, ainda não superou 1989 em desqualificação.

 

Naquele ano, Fernando Collor prevaleceu sobre Lula numa campanha guiada pela máxima de que não se pode fazer uma omelete sem chutar os ovos.

 

No ápice da baixaria, Collor levou Miriam Cordeiro à TV. Em rede nacional, a ex-namorada de Lula contou que ele lhe recomendara um aborto.

 

Mais feio do que isso, só o apoio que Dilma e Lula emprestam a Collor, agora candidato em Alagoas. O jingle do neoaliado é uma das graças do momento.

 

Dilma atribui os torpedos disparados em sua direção ao “nervosismo” da fragata inimiga. Coisa decorrente do fato de que Serra "não tem tido bom desempenho”.

 

A candidata de Lula saboreia os índices que as pesquisas lhe atribuem: "A nossa avaliação é que tivemos um desempenho muito bom...”

 

“...Meu nome não era muito conhecido, porque essa é a primeira eleição em que concorro, enquanto o nome do meu adversário era muito conhecido”.

 

De fato, Dilma tem razões para festejar a própria metamorfose. É, hoje, uma ex-poste. Eletrificada por Lula, tornou-se competitiva, com leve favoritismo.

 

Bem orientada, ela segue o script. No estágio atual, o enredo do PT prevê que é preciso grudar em Serra a pecha de oposição a Lula.

 

Daí as referências que Dilma fez ao DEM. Nenhum outro palco seria mais adequado para a tarefa do que o Rio Grande do Norte.

 

É o Estado de José Agripino Maia, líder do DEM e um dos mais ferozes opositores de Lula.

 

É também a praça em que a ‘demo’ Rosalba Ciarlini desponta como favorita na corrida para o governo estadual.

 

"O pessoal do DEM tem sido contra a quase todos os projetos do governo federal”, Dilma realçou no rádio.

 

“Foram contra o Bolsa Família, entraram com uma ação no STF para acabar com o Prouni, votaram contra tudo”.

 

Abre parênteses: Nesse ponto, Dilma comete um equívoco. Não há no STF ação do DEM contra o Prouni.

 

O que foi ao Supremo é uma ação de inconstitucionalidade do DEM, subscrita pelo PSDB, contra o Rúmi. O que é o Rúmi? Um regime de cotas raciais.

 

No mais, ‘demos’ e tucanos questionaram no STF o Fundo soberano e a concessão de bolsas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Fecha parênteses.

 

Retorne-se à bateria de Dilma contra o parceiro de Serra. Ela disse que os ‘demos’ “tiveram atitude não de oposição, foi de destruição”.

 

Destruição “do governo Lula e, em alguns momentos, da pessoa do presidente Lula...”

 

“...Aqui em Brasília e no resto do país, todo mundo sabe que o DEM é a oposição mais negativista que o presidente Lula teve”.

 

Instada a dizer algo sobre as seis multas que o TSE lhe impôs por infrações à legislação eleitoral, Dilma declarou:

 

"Eu acho que, dadas às condições feitas pela Justiça Eleitoral, não nos cabe protestar ou fazer qualquer discussão a respeito. Cabe cumprir a pena...”

 

“...Não somos só nós que estamos sendo punidos. A campanha do meu adversário também". Um erro e um acerto.

 

O equívoco: as condições não foram dadas pelo TSE. Quem aprovou a lei foram os partidos com representação no Congresso. A Justiça apenas zela por ela.

 

O acerto: de fato, considerando-se que Serra também coleciona quatro multas, a campanha tornou-se gincana da suja contra o mal lavado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h33

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‘Só Deus vai me tirar da vida pública’, vaticina Maluf

- Aqui, notícia sobre a impugnação que o Ministério Público prepara contra Paulo Maluif (PP-SP). Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h22

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Dilma recolhe com ministros ‘munição’ para debates

Sem alerde, Dilma Rousseff recolhe na Esplanada os dados que vai esgrimir nos debates com seus antagonistas.

 

Deve-se a informação à coluna Painel, na Folha. Leia:

 

 

- Supletivo : Faltando nove dias para o primeiro debate dos candidatos na TV, a ex-ministra Dilma Rousseff tem se valido de longas conversas com seus ex-colegas de Esplanada para se atualizar e juntar munição sobre temas considerados estratégicos.

 

No fim de semana, a petista esteve com José Gomes Temporão (Saúde) e Luiz Paulo Barreto (Justiça). Também já passaram pela "sabatina" Fernando Haddad (Educação) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

 

O PT acredita que o ‘intensivão’ turbinará o desempenho da candidata, acusada pelos adversários de fugir dos debates. As conversas com ministros de Lula também servem para fechar o plano de governo da petista.

 


- Hora extra: Integrantes do PT negam uso da máquina e afirmam que as conversas têm ocorrido fora do horário do expediente na Esplanada. A estratégia de fazer um mutirão de ministros para atualizar Dilma sobre os dados do governo havia sido anunciada há um mês por auxiliares de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h33

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PT pede à Folha que retire vídeo de Indio da internet

Liderada pelo PT, a coligação partidária de Dilma Rousseff enviou à Folha uma “notificação extrajudicial”.

 

No documento, advogado do consórcio pede que seja retirado do portal Folha.com um vídeo com declarações incômodas feitas pelo vice de José Serra.

 

A fita é aquela em que Índio da Costa (DEM-RJ) afirma: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior".

 

Foi ao ar em 18 de julho, no corpo de reportagem sob o título "Vice de Serra, Indio da Costa liga PT a narcotráfico e guerrilha".

 

O jornal decidiu desatender o pedido da coligação pró-Dilma. Em verdade, uma demanda informal, sem amparo em sentença judicial.

 

Em representação que protocolara no TSE, o PT já havia solicitado que a Justiça Eleitoral determinasse à Folha.com a desativação do link que conduz ao vídeo.

 

Ao julgar a ação, o ministro Henrique Neves concedera ao PT direito de resposta no portal de campanha de Serra, o “Mobiliza PSDB”.

 

Porém, no mesmo despacho, o ministro indeferira a parte da petição que se referia à Folha.com.

 

Em decisão posterior, Henrique Neves levou ao freezer também o direito de resposta. Como o PSDB recorreu, ele optou por tranferir a palavra final para o plenário do TSE, que volta ao batente em 2 de agosto.

 

No documento dirigido à Folha, o advogado do petismo justifica o pedido sob o argumento de que o vídeo contém "graves ofensas" ao PT.

 

Anota que as declarações de Índio tem "claro cunho danoso, com consequências para o pleito". Advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho acha que o pedido não faz nexo:

 

"O jornal e o site não estão fazendo campanha, estão simplesmente informando o leitor a respeito de algo que ocorreu".

Avalia que "a tentativa do PT é um ato de censura grave. Mal comparando, seria o mesmo que mandar agentes do Estado para recortar páginas dos jornais das bibliotecas para que a notícia jamais seja lida".

 

De fato, partido político que reclama de noticiário veraz assemelha-se a capitão de navio que, em meio à borrasca, queixa-se da existência do mar.

 

Melhor faria o PT se escalasse um de seus quadros para responder, de forma convincente, às acusações de Índio. Diria, a plenos pulmões, algo assim:

 

O partido já cultivou laços ideológicos com as Farc. Hoje, renega a guerrilha, rendida à prática de crimes hediondos e financiada pelo comércio de cocaína.

 

Curiosamente, o PT prefere brigar com a notícia velha a produzir uma página nova.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h15

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QG de Serra ouvirá mil eleitores por dia até a eleição

Angeli

 

Submetido a um cenário de disputa apertada, o Quartel General da candidatura de José Serra decidiu realizar mil entrevistas diárias com eleitores.

 

O eleitor será ouvido por telefone, numa modalidade de pesquisa que os marqueteiros chamam de “tracking”.

 

Busca-se rastrear os movimentos do eleitorado em todas as regiões do país. O comitê de Serra já vinha fazendo esse tipo de sondagem desde 5 de julho.

 

A diferença está no tamanho da amostra. Até aqui, ouviam-se 500 eleitores por dia. A partir de agosto, o número de entrevistas vai dobrar.

 

O objetivo é o de refinar a pesquisa, tornando-a menos imprecisa. Os números servem de matéria-prima para a produção de dois informes.

 

Num, faz-se a consolidação das últimas 2 mil entrevistas. Permite medir o percentual de itenções de voto atribuídas a cada candidato.

 

Com 500 entrevistas, essa consolidação era feita a cada quatro dias. Com mil, a periodicidade cairá para dois dias.

 

Noutro relatório, os responsáveis pela pesquisa anotam uma “média móvel”. Também considera um volume de 2 mil entrevistas.

 

A diferença é que a sondagem é atualizada em ritmo diário –os dados do primeiro dia de cada ciclo vão sendo substituídos pelas informações do último dia.

 

No formato anterior, as 500 entrevistas coletadas no primeiro dia eram substituídas pelas 500 do quinto dia.

 

Com a elevação do volume das amostras, a pesquisa será atualizadea com informações “frescas” a cada três dias.

 

A “média móvel” permite ao comitê de campanha detectar o eventual surgimento das chamadas “ondas eleitorais”.

 

Tenta-se captar a intenção de voto em pleno movimento. Suponha, para efeito de raciocínio, que o candidato apareça com 40% no primeiro lote de mil entrevistas.

 

Se ele cai para 35% no segundo dia e se mantém nesse patamar inferior nos dias subsequentes significa que foi engolfado por uma onda de baixa. E vice-versa.

 

Nas palavras de um dos responsáveis pelo marketing tucano, o tracking das últimas semanas revela um quadro de “rigoroso empate” entre Serra e a Dilma Rousseff.

 

A despeito do apoio de Lula à candidata rival, Serra segura-se em patamares superiores a 35%. Quanto a Dilma, depois de experimentar uma onda de crescimento na sondagem do comitê tucano, estacionou.

 

O cenário de empate orna com o quadro pintado pelo último Datafolha, que atribuiu 37% a Serra e 36% a Dilma.

 

Na guerra de pesquisas em que se converteu a sucessão, o comitê de Dilma sustenta que a candidata de Lula já ultrapassou Serra.

 

O comitê petista serve-se de pesquisas encomendadas ao Vox Populi. E se fia na última sondagem desse instituto, na qual Dilma (41%) aparece oito pontos à frente de Serra (33%).

 

Além das pesquisas quantitativas, os dois comitês realizam sondagens qualitativas. Nessa segunda modalidade, os eleitores são reunidos em pequenos grupos.

 

Em troca de brindes, salgadinhos e regrigerantes, os eleitores se dispõem a discutir temas propostos por um representante do comitê. O debate é observado pela turma do marketing a partir de um vidro semelhante aos que existem nas delegacias de polícia, para a identificação de criminosos.

 

Quem está de fora, vê o que se passa do outro lado. Quem está na sala não enxerga as pessoas que observam o grupo através do vidro.

 

Os debates resultam na produção de relatórios que condensam as opiniões de cada nicho de eleitores. Informados, os candidatos embrulham essas opiniões para presente e as devolvem aos eleitores na forma de discurso próprio.

 

O PSDB aproveita das suas “qualitativas” as dúvidas do eleitor em relação a Dilma e às parcerias ideológicas do PT. E Serra põe-se a criticar, por exemplo, o MST e o governo companheiro da Venezuela.

 

O PT recolhe das suas pesquisas de grupo aquilo que lhe interessa: o apreço do eleitor por Lula e o desejo de continuidade.

 

E o presidente da legenda, José Eduardo Dutra, repisa o discurso segundo o qual a campanha de Dilma será “propositiva, sem cair nas provocações dos adversários”.

 

Nesse vaivém de pesquisas e declarações, a sucessão atual desce ao verbete da enciclopédia como a mais disputada do Brasil redemocratizado. Caminha-se para uma definição na fase televisiva da campanha, a ser iniciada em 17 de agosto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h48

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Gasto maior não garante melhor serviço na Saúde

 

- Folha: Em SP, reformas de estradas não resistem um ano

 

- Estadão: Déficit externo no semestre já iguala o de 2009 inteiro

 

- JB: Estrangeiros tiram capital da produção

 

- Correio: Ônibus caro e ruim dá lucro no DF

 

- Valor: Atividade econômica não apresenta reação em julho

 

- Jornal do Commercio: Gangue ataca em prédios de luxo

 

- Zero Hora: Brasileiros já pagaram mais de R$ 700 bi em impostos neste ano

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Equipe vermelha!

Amarildo

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Escrito por Josias de Souza às 00h37

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Sérgio Cabral recua e diz que participará de ‘debate’

Na semana passada, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), dissera que não daria as caras em nenhum debate no primeiro turno da eleição.

 

Nesta segunda (26), Cabral, que disputa a reeleição, deu meia-volta. Afirma agora que irá a um debate, o primeiro, marcado para 12 de agosto, na Band.

 

Por que mudou de idéia? "Por respeito à população e à minha equipe de governo. Afinal foram quatro anos de muito trabalho, conquistas e realizações".

 

Tolice. Cabral foi empurrado pelas críticas que colecionou. Foram muitas. Ecoaram de todos os lados.

 

A democracia brasileira, embora jovem, já não convive bem com candidatos que acham que não devem nada a ninguém. Muito menos explicações.

 

Em 2006, Lula faltou ao último debate do primeiro turno. Exposta no vídeo, a cadeira vazia pesou. E o embate foi ao segundo round.

 

O receio de Cabral, além de desrespeitoso, é tolo. O risco de um deslize do candidato, de um incidente, sempre existe. Mas não é o usual.

 

No Brasil, o debate eleitoral só existe no nome. Os marqueteiros desenvolveram técnicas de proteção aos seus candidatos.

 

À legislação eleitoral, já limitadora, acrescentam-se regras de salvaguarda recíproca. Sonega-se ao eleitor a oportunidade de vislumbrar o que o candidato pensa.

 

O resultado é desalentador. Os candidatos apenas reproduzem nos pseudodebates o lero-lero levado à propaganda eleitoral televisiva.

 

Há países em que o debate é franco –os EUA, por exemplo. Ali, escolhe-se um mediador que inspire confiança e os contentores vão à sorte dos argumentos.

 

Há regras. Mas são poucas. As respostas, quando dúbias, comportam réplicas. Por vezes, os antagonistas se submetem a perguntas da platéia.

 

Aqui, a despeito da pantomima, candidatos como Cabral, bem postos na pesquisa, preferem a covardia ao diminuto risco da exposição. Um acinte.

 

Tomado pelo último Datafolha, Cabral (53%) desfruta da perspectiva de prevalecer sobre o “verde” Fernando Gabeira (18%) já no primeiro turno.

 

Se tivesse juízo, o eleitor fluminense pregaria uma peça em Cabral, empurrando-o para um segundo turno com pelo menos mais dois debates.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h37

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Se Marina fosse presidente, o Battisti ficaria no Brasil

Wilson Dias/ABr

 

Marina Silva parece decidida a subverter a máxima segunda a qual sinceridade em campanha política é matéria-prima inexistente.

 

A presidenciável do PV já se declarou contra o aborto e a união entre homossexuais. Nessas matérias, faz uma concessão ao plebiscito.

 

Nesta segunda (26), Marina posiconou-se contra a pretensão do governo da Itália de ver extraditado o ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

O STF, como se recorda, decidiu pela extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua pelo suposto assassinato de quatro pessoas.

 

Mas o Supremo delegou a palavra final a Lula. Para não prejudicar sua candidata, Dilma Rousseff, o presidente trata o caso a golpes de barriga.

 

Se Marina estivesse na posição de Lula, Battisti, preso em Brasília, ganharia refúgio permanente no país. Ouça-se o que ela disse:

 

"O Brasil já deu abrigo até a ditadores. Por que com ele seria diferente? Aí o Brasil tem uma tradição. Se o princípio é dar apoio e suporte, mantêm-se os princípios".

 

Há duas vantagens na sinceridade de Marina. O eleitor dela não poderá alegar arrependimento. E ela não terá como se queixar da votação miúda.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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No MA, TRE livra Sarney Filho da lei da ‘Ficha Limpa’

Tribunal decide que nova lei só vale para infrações futuras

Decisão contraria  expressamente o entendimento  do TSE

 

  Lula Marques/Folha
Por cinco votos contra um, o TRE do Maranhão, mandou ao arquivo um pedido de impugnação que o Ministério Público movera contra José Sarney Filho, o Zequinha.

 

Filiado ao PV, Zequinha (na foto ao lado beijando o pai, José Sarney), disputa a reeleição para o cargo de deputado federal.

 

Para a Procuradoria, a lei da Ficha Limpa tornou o filho do presidente do Senado inelegível. Por quê? Zequinha tem contra si uma condenação de 2006.

 

Nas eleições daquele ano, o deputado fora punido pela Justiça Eleitoral por ter feito propaganda política ilegal na web, num sítio oficial da prefeitura de Pinheiro (MA).

 

Alvejado agora pelo pedido de impugnação, Zequinha recorreu ao TRE. O argumento central da contestação é o seguinte:

 

A lei da Ficha Limpa não pode reatroagir no tempo, sob pena de violar o Código Civil e a Constituição.

 

Os advogados de Zequinha invocaram princípios como o da “irretroatividade da lei”, “coisa julgada” e "segurança jurídica”.

 

Instado a se manifestar, o Ministério Público reafirmou o pedido de impugnação. Argumentou que a lei da Ficha Limpa tem aplicação imediata.

 

Relator do processo no TRE maranhense, o juiz Magno Linhares reconheceu em seu voto que o TSE “decidiu, por maioria, pela aplicabilidade imediata da nova lei”.

 

Magno Linhares chegou mesmo a reproduzir um trecho das declarações feitas no TSE pelo ministro Arnaldo Versiani:

 

“A nova lei [...] se aplica aos processos em tramitação ou mesmo já encerrados antes da sua entrada em vigor [...]”.

 

É, precisamente, o caso do deputado Zequinha, cuja condenação ocorreu quatro anos atrás.

 

A despeito da posição do TSE, o relator do TRE maranhense posicionou-se em sentido oposto. Para ele, a lei não vale para condenações ocorridas no passado.

 

O voto de Magno Linhares, seguido por outros quatro juízes, prevaleceu em sessão realizada pelo TRE nesta segunda-feira (26).

 

No texto que levou à decisão, o relator se escora no artigo 5º da Constituição. Escreve que a lei não pode retroagir senão para beneficiar o réu.

 

O juiz maranhense reconhece em seu voto que a lei da Ficha Limpa “é um grande avanço e um moderno instrumento de valorização da ética na política brasileira”.

 

Porém, escreveu Magno Linhares, “não pode servir de ameaça permanente às garantias individuais e às demais regras basilares do Estado democrático de direito”.

 

O relator citou Mequavel: “É imprudente, e, portanto desaconselhável, passar abruptamente da clemência à crueldade”.

 

O Ministério Público recorrerá da decisão. O caso subirá ao TSE. Mas não vai morrer ali. As dúvidas que assediam a lei dos prontuários higienizados só serão elucidadas no STF.

 

Até lá, outros candidatos bichados passarão pela fresta aberta no Maranhão. Entre eles Jackson Lago (PDT), que tenta retornar ao governo do Estado depois de ter sido cassado pelo TSE no ano passado.

 

- Em tempo: Numa evidência da confusão que se instalou, o TRE de Minas impôs a lei da Ficha Limpa a um candidato a deputado estadual. Entre os fundamentos, uma condenação de 2008. Em São Paulo, a Procuradoria requereu a impugnação de mais 16 candidatos. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h26

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The í-Píauí Herald: ‘Muricy recusa o convite de Jolie’

Mano Menezes anunciou a lista de convocados para a nova seleção brasileira. Embora importante, o fato não se iguala em relevo a outra “notícia” levada à web.

 

O blog ‘The í-Píauí Herald’, um braço eletrônico da Revista Piauí que faz graça com a desgraça que grassa, (des)informa o seguinte:

 

“Horas depois de recusar o convite para treinar a seleção brasileira, o técnico Muricy Ramalho recebeu um telefonema da atriz Angelina Jolie”.

 

A atriz “queria convidar Ramalho para passar um fim de semana com ela na ilha de St. Barts, no Caribe”.

 

De saída, “o treinador aceitou”. Mas informou a Angelina que “precisava antes discutir os termos de seu casamento com a esposa”.

 

A resposta veio depois, por meio de um assessor: “Ela não deixou”.

 

A exemplo da diretoria do Fluminense, a patroa de Muricy, dona Dalva Ramalho, não tem “o menor desejo de liberar o Muricy”.

 

Com uma “notícia” dessas, quem se importa com a composição do novo escrete?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Aécio nega corpo mole: o Serra 'pode' vencer em MG

  Folha
No topo da pesquisa para o Senado, Aécio Neves (62%) tem, na balança de Minas Gerais, peso igual ao de Lula.

 

A taxa de influência do ex-governador tucano sobre o eleitorado mineiro é, segundo o Datafolha, idêntica à de Lula: 27%.

 

Olhado de esguelha dentro do próprio partido, Aécio nega, uma vez mais, que negligencie a campanha de José Serra no Estado:

 

"Não há nenhuma outra unidade da federação onde ele tenha vindo tantas vezes, quanto aqui, em Minas Gerais...”

 

“...Queremos que isso continue e eu acho que ele pode também vencer em Minas Gerais".

 

Aécio vive situação análoga à do padre que, de tanto repetir a mesma missa, leva os fiéis a desconfiarem de Deus.

 

Até o dia da eleição, repisará a homilia das mangas arregaçadas incontáveis vezes. E não espantará o vírus da desconfiança.

 

Parte da dúvida deve ser debitada ao próprio Serra. Prevaleceu sobre Aécio, na disputa interna do PSDB, sem a gentileza de uma prévia.

 

No mais, a atmosfera de ambiguidade é tonificada pela realidade que rodeia Aécio, tão desgostosa quando pão de queijo amanhecido.

 

Por ora, Aécio não logrou inocular seu prestígio pessoal na corrente eleitoral de Antonio Anastasia, o tucano que o representa na disputa pelo governo.

 

A 22 dias do início da propaganda televisiva, Anastasia coleciona 18% das intenções de voto. O rival Hélio Costa (PMDB) soma 44%.

 

Num cenário assim, tão adverso, é natural que Aécio priorize o Estado em detrimento do nacional.

 

Uma eventual derrota de Serra em Minas terá múltiplas explicações. A ruína de Anstasia será evento de explicação única: uma derrota de Aécio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h13

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Padilha: Tática de ‘agredir e atacar não surtiu efeito’

Numa de suas incursões à boca do palco eleitoral, o ministro Alexandre Padilha comentou, nesta segunda (26), a última leva de pesquisas.

 

"O que está claro é que tem um quadro de estabilidade que mostra que essa estratégia da oposição de agredir e atacar não surtiu efeito. Mostra também que a campanha da Dilma está no rumo certo".

 

Padilha saía de uma reunião com Lula. Petista, ele faz as vezes de coordenador político do governo e linha auxiliar do comitê eleitoral de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h49

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Na 3ª versão, programa de Dilma exclui as polêmicas

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

Assessor internacional de Lula, o petista Marco Aurélio Garcia vai sair em férias. Usará o tempo livre para dar forma final ao programa de governo de Dilma Rousseff.

 

Em entrevista à repórter Ana Flor, Marco Aurélio disse que temas “não consensuais” serão submetidos ao Congresso, depois da eleição.

 

Entre os assuntos que o documento vai se abster de mencionar estão a redução da jornada de trabalho, a taxação das fortunas e o controle social da mídia.

 

“Não significa que eles sejam proibidos”, Marco Aurélio esclareceu. “Serão abordados no momento devido pela instância devida, que é o Parlamento”.

 

A peça ficará pronta em dez dias. Vai abaixo a entrevista, disponível também aqui: 

 

- Pontos polêmicos de textos anteriores entrarão no programa final? Só entrarão temas consensuais. E temas que a candidata esteja de acordo. A existência de outros, não consensuais, não significa que eles sejam proibidos. Eles simplesmente serão abordados no momento devido pela instância devida, que é o parlamento. O Congresso vai definir, com o perfil que tiver, com uma base governamental que nós esperamos que seja bem majoritária.

- Então temas como a redução da jornada de trabalho e taxação de grandes fortunas serão discutidos só depois? Serão discutidos depois, queiramos ou não. Porque são temas de sociedade. Nós temos suficientes temas de unidade para governar bem o país para construir uma proposta de governo.

- E o controle social da mídia? Quero deixar claro que isso tem reaparecido com uma certa frequência por parte de alguns donos de jornais, televisões e rádios. Esse tema não pode aparecer como uma questão problemática porque nós não temos nenhuma restrição à liberdade de imprensa no país. Pelo contrário, nós nunca vivemos num clima de liberdade de imprensa comparável. Quem tiver dúvida sobre isso que veja como um governo que tem mais de 80% de popularidade é tratado por uma imprensa que o destrata com mais de 80%. A única censura que os meios de comunicação podem sofrer no Brasil é dos seus leitores, ouvintes e telespectadores. São esses que vão dizer se a imprensa é boa, se tem credibilidade.

- Então será um programa genérico, evitando polêmicas? Não vai ser genérico, vai ser um documento geral, mas vai demarcar muito claramente o nosso campo em relação ao campo da oposição. Queremos que [o programa de governo] seja um documento curto, porque um documento curto será lido por milhões de brasileiros e brasileiras. Um documento longo poderá fazer a alegria dos acadêmicos, dos jornalistas, dos estudiosos, mas não vai cumprir sua função. Nós pensamos em ser uma espécie de compromissos da Dilma com o Brasil e que vão estar de certa maneira caracterizados por isso que a campanha tem dito até agora: dar continuidade a esses oito anos mas avançar muito mais.

- Em que pontos há acordo? Estamos trabalhando em um texto que vai ser discutido daqui a uns 10 dias, que é o tempo que nós pretendemos para registrar o programa. Seria uma usurpação da minha parte dizer algo antes. Nos vem à cabeça uma coisa clara, a ideia de um projeto de desenvolvimento centrado nas transformações sociais do país, que não vão se fazer exclusivamente por meio de políticas sociais, mas que vão ser feitos por um conjunto de políticas, inclusive econômicas. Não se pode ter uma politica econômica conservadora e uma politica social progressista. Vamos ter uma politica econômica progressista, mas que será equilibrada.

- Isso inclui a proposta de reformas? Com constituinte específica? Temos que aprofundar a democratização do Estado e da sociedade. A candidata tem defendido a necessidade de uma reforma política, provavelmente nós vamos definir critérios gerais para essa reforma. Eu acho que seria positivo uma constituinte especifica. Apesar de ter ressonância no grupo, eu não gostaria de ser peremptório.

- O sr. também fala em "reforço da defesa nacional"... Isso tem que ser no mínimo aludido, até por ser uma questão exitosa no governo. O que muitos têm apresentado como uma corrida armamentista do Brasil é uma bobagem. O que estamos fazendo é recuperando os equipamentos que estavam muito defasados. Você não pode ter forças armadas só para desfile do 7 de Setembro. Estamos adequando essa doutrina de defesa nacional aos novos desafios de manutenção de soberania nacional. Temos o Pré-sal. Sabe o que vamos fazer para protegê-lo? Ou o Pré-sal não será objeto de cobiça? Temos a Amazônia, e quantos discursos aparecem aqui e ali sobre a internacionalização da Amazônia?

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h28

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Everardo se diz ‘perplexo’ com ‘vazamentos’ do fisco

Para ex-secretário, PF deveria ser acionada no caso EJ

 

  Elza Fiúza/ABr
Ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel contabilizou os vazamentos de dados fiscais ocorridos nos últimos 12 meses. Foram seis.

 

O ex-leão dá nomes aos bois: Ford, Banco Santander, Petrobras, BMF&Bovespa, Guilherme Leal (vice de Marina Silva) e Eduardo Jorge (dirigente do PSDB).

 

Em artigo veiculado na edição desta segunda (26) do Correio Braziliense (aqui, para assinantes), Everardo anota:

 

“Causam perplexidade os seguidos vazamentos de informações protegidas por sigilo fiscal, comprometendo a reputação duramente conquistada pela Receita Federal”.

 

Na opinião do ex-secretário, a apuração dos malfeitos, incluindo o caso EJ, “está encoberta por mistificações e mal-entendidos conceituais, além de aparentes exercícios de contrainformações e manobras diversionistas”.

 

Vai abaixo o texto de Everardo, intitulado “Violação de sigilo e democracia”:

 

 
“O Estado pode, quando indispensável ao exercício de suas responsabilidades, ter acesso a informações que possam revelar a intimidade do cidadão ou da empresa. Essa excepcionalidade se exerce nos estritos limites da lei, sempre tendo em conta que a intimidade é um bem jurídico tutelado pela Constituição e que ao poder para acessar corresponde a obrigação de guardar sigilo das informações obtidas.

Nesse contexto, causam perplexidade os seguidos vazamentos de informações protegidas por sigilo fiscal, comprometendo a reputação duramente conquistada pela Receita Federal.

Nos últimos doze meses, foram veiculadas informações sigilosas relativas à Ford, ao Banco Santander, à Petrobras, à BMF&Bovespa (com repercussões no movimento diário dessa instituição) e às empresas de Guilherme Leal, candidato à Vice-Presidência da República na chapa da senadora Marina Silva. Para culminar, constatou-se que vazaram informações fiscais de Eduardo Jorge, dirigente do PSDB, com o objetivo de alimentar um suposto dossiê a ser utilizado, de forma criminosa, como arma na campanha presidencial.

A apuração desses vazamentos, lamentavelmente, está encoberta por mistificações e mal-entendidos conceituais, além de aparentes exercícios de contrainformações e manobras diversionistas.

A competência do servidor fiscal para acessar informações sigilosas é definida pela natureza do cargo exercido e dela resultam senhas e perfis de acesso individuais.

Os acessos são registrados em uma fita específica, em que se identificam o CPF do servidor, bem como o local e a data em que foram realizados. Por essa razão, é tarefa relativamente simples proceder ao levantamento de acessos a um determinado CPF ou CNPJ.

Para ter acesso, entretanto, não basta ter competência funcional, é indispensável que haja motivação. Em outras palavras, o funcionário fiscal deve ter uma justificativa plausível, associada à sua atividade profissional, para buscar informações protegidas por sigilo. Se o faz de forma imotivada está sujeito a penalidades administrativas, que vão da advertência à suspensão.

O repasse dessas informações para terceiros, obtidas com ou sem motivação, configura crime de violação de sigilo, capitulado no art. 325 do Código Penal, cuja pena, a depender das circunstâncias, é de seis meses de detenção a seis anos de reclusão. Há, portanto, distinção conceitual entre motivação para acessar e violação de sigilo.

Como o levantamento dos acessos ao CPF de Eduardo Jorge já foi concluído, a Receita instituiu comissão para apurar as respectivas motivações. Esses trabalhos devem ser pautados por imparcialidade e independência, conforme estabelece o art. 150 da Lei nº 8. 112.

Estranhamente, contudo, destacou-se, na lista de pessoas que tiveram acesso, o nome de uma servidora, ferindo claramente a exigência de sigilo no procedimento administrativo disciplinar. Presumiu-se que seu ato foi imotivado, porque, até o momento, ela não ofereceu justificação para o acesso. Mais grave, insinuou-se que a presumida falta de motivação a tornava suspeita do vazamento.

A investigação não pode dispensar indícios. É, todavia, ilação falsa entender-se que um ato imotivado resulta inevitavelmente em violação de sigilo. Esse crime pode estar associado a ato motivado ou não.

Da mesma forma que a Corregedoria da Receita está apta para apurar a motivação dos acessos, parece claro que a investigação do vazamento, por sua natureza criminal, guarda mais afinidade com a missão da Polícia Federal, sem que se possa dispensar um trabalho articulado entre esses órgãos.

É indispensável que a Receita puna os infratores, aperfeiçoe os mecanismos de controle no acesso a informações sigilosas e defina com maior precisão o conceito de ato motivado, pois, ao que se sabe, recentemente, um funcionário da Receita, em um curto período, acessou dados de aproximadamente 13 mil pessoas físicas e jurídicas. Feita a sindicância, chegou-se à impressionante conclusão de que todos os atos foram motivados, o que constitui um escárnio merecedor de catalogação no Guiness, como a maior bisbilhotice fiscal da história.

De tudo, resta grave reflexão: o uso indevido do sigilo tutelado pelo Estado é um caminho por onde passam todas as formas autoritárias de governo. Isso não pode passar despercebido pelos que têm compromisso com o Estado Democrático de Direito.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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Para PT, tática de Serra de poupar Lula já se esgotou

Alan Marques/Folha

Sem ser candidato, Lula tornou-se peça central das estratégias de Serra e de Dilma  

 

No leme da campanha de Dilma Rousseff, o PT avalia que começou a fazer água a estratégia eleitoral de José Serra de poupar Lula de críticas.

 

Na opinião do petismo, boa parte do eleitorado já não faz distinção entre Dilma e Lula. Ao contrário, cresce o número de eleitores que votam nela porque ele a apoia.

 

Em consequência, o eleitor tenderia a enxergar os ataques que Serra dirige a Dilma como investidas contra o próprio Lula.

 

Um operador da campanha de Dilma disse ao repórter: A associação da candidata com Lula será ainda mais automática depois que for ao ar a propaganda televisiva.

 

As peças começarão a ser exibidas em 17 de agosto. Virão impregnadas de Lula. E estabelecerão um vínculo direto entre o “êxito” do governo e o trabalho de Dilma.

 

Uma tentativa de “anular” o discurso tucano segundo o qual a candidata não disporia de experiência administrativa para presidir o país.

 

Alheio às teses do petismo, a equipe responsável pelo marketing de Serra mantém inalterada a linha de centrar fogo em Dilma, preservando Lula.

 

O comitê de Serra guia-se pelo resultado de pesquisas qualitativas. São sondagens feitas em reuniões de grupos selecionados de eleitores.

 

Nesse tipo de pesquisa, o eleitor é convidado a discorrer sobre temas previamente escolhidos. As discussões viram relatórios, que orientam a campanha.

 

O tucanato extrai dos grupos duas conclusões. Uma é óbvia: a maior força de Dilma é o fato de ela ser a escolhida de Lula.

 

Eis a outra: a maior fragilidade de Dilma são as dúvidas que um pedaço do eleitorado ainda tem em relação à capacidade gerencial e política da candidata.

 

Vem daí a essência do discurso de Serra, resumido num par de frases: “A Presidência não é algo que se possa terceirizar” e “Lula não é candidato”.

 

Na última quinta-feira (22), Serra levou sua estratégia de campanha às fronteiras do paroxismo. Deu-se numa entrevista à TV Brasil.

 

Uma das entrevistadoras qualificou Serra como candidato de oposição. E perguntou a ele o que mudaria no governo caso vencesse a eleição.

 

E Serra: "Não sou da oposição, sou candidato do pode mais e dá para fazer." Na sequência, ele como que subverteu a lógica que a pergunta embutia:

 

"Você falou em situação e oposição. Eu sou candidato para governar o Brasil no futuro. Não fico nunca jogando no quanto pior melhor...”

 

“...Pego as coisas que estão funcionando e melhoro. As que não estão funcionando eu corrijo".

 

Em essência, Serra tenta se firmar como pessoa mais apta do que Dilma para dar continuidade ao que há de “bom” no governo Lula, aprovado por 77% do eleitorado.

 

É esse discurso que o PT imagina estar esgotado. Em contraposição, o tucanato apega-se a dados da última pesquisa Datafolha para dizer que a coisa não é bem assim.

 

Realizada entre os dias 20 e 23 de julho, a pesquisa apontou empate técnico entre Serra e Dilma. Ele com 37%. Ela com 36%.

 

Os dados que chamam a atenção dos operadores de Serra constam do miolo da pesquisa. São os seguintes:

 

1. Entre os 77% de eleitores que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, 43% dizem que votarão em Dilma. Mas 32% declaram que darão o voto a Serra.

 

2. No nicho que avalia o governo Lula como regular (19%), a maioria (54%) declara que votará em Serra.

 

Na propaganda televisiva, o tucanato vai tentar potencializar esses números. O petismo fará o oposto.

 

Considerando-se as duas estratégias, Lula vai à cena eleitoral de 2010 como personagem central da disputa. Mesmo não sendo candidato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Eleições 2010: União abre os cofres às vésperas das eleições

 

- Folha: Maioria já deu, levou e é contra proibir palmadas

 

- Estadão: Valor das lavouras no PIB rural quadruplica

 

- JB: A arma negra de Chávez

 

- Correio: Os cifrões e os perigos da plástica no DF

 

- Valor: Estagnação da economia faz BC rever alta do juro

 

- Estado de Minas: Turista dá cartão amarelo para Copa 2014 em BH

 

- Jornal do Commercio: O tricolor voltou

 

- Zero Hora: Índios fazem reféns em hidrelétrica na Amazônia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h40

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Efeito Ferrari!

Duke

- Via 'O Tempo'. Aqui, a notícia que ionspirou o artista. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h32

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Amorim retoma conversas sobre Irã no Oriente Médio

  Valter Campanato/ABr
Num instante em que a América Latina respira a atmosfera tóxica que envenana as relações de Venezuela e Colombia, Celso Amorim cuida da paz no Oriente Médio.

 

O chanceler brasileiro realiza viagem a Trípoli, Istambul, Jerusalém, Ramalá e Damasco.

 

Neste domingo (25), de passagem por Jerusalém, Amorim reuniu-se com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

 

Antes, passara por Istambul. Avistara-se com o chanceler da Turquia, Ahmet Davutoglu. E almoçara com o chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki.

 

Após uma hora e meia de trololó com Netanyahu, Amorim deu entrevista a repórteres brasileiros.

 

Perguntou-se ao ministro de Lula se ainda considera produtiva a participação do Brasil na encrenca que envolve a política nuclear iraniana.

 

E ele, referindo-se ao fracassado acordo que havia sido firmado com a ajuda de Lula: “Nós recebemos sinais ambíguos...”

 

“...Às vezes, um incentivo de que é muito importante que o Brasil e a Turquia continuem a ajudar no processo negociador...”e

 

“...Às vezes, recebemos sinais diferentes pelos jornais, aí as pessoas dizem que não foi bem aquilo que eles disseram...”e

 

“...Então, nós esperamos que os sinais sejam claros. Nós não temos nenhum interesse nisso, a não ser ajudar a paz”.

 

A viagem e as declarações de Amorim chegam num instante em que a Comunidade Européia se prepara para anunciar duras sanções ao Irã.

 

Amorim repisou a posição do governo Lula. Disse que sanções não resolvem o problema.

 

Evocou o acordo Irão-Brasil-Turquia, ignorado pela ONU a despeito de prever o depósito de parte do urânio do Irã em território estrangeiro:

 

“É mais importante considerar que, se os 1,2 mil quilos [de urânio] já estivessem na Turquia, como já poderiam estar, o mundo todo estaria muito mais tranquilo”.

 

Também neste domingo, a presidenciável Marina Silva (PV) disse meia dúzia de palavras sobre a política externa do ex-chefe e ex-companheiro Lula.

 

Marina lamentou que, em vez de cuidar do seu quintal latino, o governo desperdice energias com conflitos alheios e longínquos.

 

Referindo-se à pendenga que eletrifica as fronteiras veneuelanas e colombianas, Marina disse:

 

"O Brasil poderia ter tido uma ação mais pró-ativa. A gente se desperdiçou com ambições maiores fora do nosso continente".

 

É, faz sentido.

 

- Serviço: O Itamaraty pendurou no Youtube a íntegra da entrevista concedida por Celso Amorim em Israel. Aqui, com 8min23s de deuração.

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Paquistão usa travestis para cobrar dos sonegadores

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Escrito por Josias de Souza às 14h03

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Serra não fará menção às Farc na propaganda de TV

Ana Paula Oliveira/Divulgação

 

Principal novidade da campanha eleitoral, o azedume que José Serra injetou no discurso não será reproduzido na propaganda de TV do candidato.

 

O Serra da televisão não vai repetir, por exemplo, a acusação de vínculo do PT com as Farcs que o Serra das entrevistas dos últimos dias alardeou.

 

Os operadores do comitê tucano concluíram que esse tipo de ataque serve para constranger o petismo, mas não rende votos para Serra.

 

Tampouco retira votos da rival Dilma Rousseff. Munido de pesquisas quantitativas e qualitativas, o QG de Serra verificou:

 

1. O pedaço do eleitorado sensível ao discurso de que o PT é dúbio nos valores que professa já vota em Serra.

 

2. O grosso do eleitorado de Dilma, simpático a Lula e agradecido pelas benesses do Bolsa Família, nem sabe o que são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

 

Na estratégia de campanha de Serra, a vinculação do PT com as Farc foi reduzida à condição de um “acidente de percurso”.

 

Resultado de um “escorregão” de Índio da Costa (DEM-RJ). Algo que, para não desautorizar o vice, Serra viu-se compelido a endossar. Parcialmente.

 

Ao corroborar o vice, o candidato teve o cuidado de não repisar o pedaço da declaração de Índio que insinuava o envolvimento do PT com o narcotráfico.

 

O assunto ainda terá alguma sobrevida no noticiário, graças às ações judiciais movidas pelo PT contra Índio e o PSDB.

 

Mas, a depender do tucanato, vai ficar nisso. Na propaganda de televisão, Serra pretende se ocupar de sua própria biografia.

 

Os responsáveis pelo marketing da campanha tucana contemplam a hipótese de recorrer a ataques pontuais. Sempre a Dilma e ao PT, jamais a Lula.

 

Mas está decidido que a chamada “baixaria” não será a tônica da propaganda eletrônica. As pesquisas internas indicam que o jogo bruto não se trazuz em votos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h55

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Lula diz que, como ex, brigará pela ‘reforma política’

Ricardo Stuckert/PR

 

A cinco meses do término do mandato, Lula faz o inventário de seus oito anos e tenta montar uma agenda para preencher o ócio pós-governamental.

 

Sobre o arrolamento dos feitos, já disse que pretende registrá-lo em cartório. Quanto ao futuro, declarou que não se aposentará da política.

 

Tem, por ora, dois desejos declarados: rodar o Brasil e exportar para países da América Latina e da África sua estratégia de combate à pobreza.

 

Em entrevista ao Diário de Pernambuco, Lula revelou, numa das respostas, um novo detalhe do seu plano para contornar os riscos da ociosidade.

 

“Pretendo continuar a contribuir na política brasileira, não me metendo em questões do dia a dia, mas levantando bandeiras fundamentais para o Brasil”.

 

Não mencionou todos os estandantes que planeja desfraldar. Mas citou aquele que lhe parece prioritário. Vai “começar pela reforma política”.

 

Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Lula se dispõe a fazer como ex o que não fez em oito anos de presidência.

 

Desde FHC, sempre que o governo ficou sem agenda, o Planalto retirou da gaveta dois projetos: a reforma tributária e a política. E nada.

 

Em sua defesa, Lula costuma dizer que enviou ao Congresso um projeto tributário e outro político. Não passaram? A culpa não é dele. Bobagem!

 

Faltaram ao governo empenho e método. Assim como FHC, Lula dispõe de maioria congressual. Nutre-a com cargos e verbas. Mas abesteve-se de acioná-la.

 

Quanto à proposta política, anunciada como “reforma fatiada”, o PT de Lula tentou servir apenas as duas fatias que lhe interessavam.

 

São elas: financiamento público de campanha e voto em lista para deputado. O primeiro pedaço é antídoto envenenado.

 

A instalação de um duto ligando as arcas de campanha à bolsa da Viúva não extinguiria o movimento dos envelopes de dinheiro por baixo da mesa.

 

O segundo remédio, as listas de deputados, foi à mesa como vitamina para os partidos. Na verdade, era anestésico para o eleitor.

 

As legendas comporiam listas de candidatos e serviriam aos donos do voto pratos (mal) feitos. Um acinte.

 

Dias atrás, José Serra contou, numa entrevista de rádio, que procurou FHC e Lula no alvorecer dos mandatos dos dois.

 

Sugeriu a ambos que aproveitassem o frescor das urnas recém-abertas para por de pé a reforma política. Foi rebarbado por um e por outro. Não havia interesse.

 

Agora, num instante em que se prepara para vestir o pijama de ex-presidente, Lula promete se converter num levantador de bandeiras.

 

Há sempre a possibilidade de alguma escola de samba convidar Lula para ser o porta-estandarte do Carnaval de fevereiro de 2011.

 

Fora disso, a promessa do quase-ex-presidente vale tanto quanto a “reforma fatiada” que, como presidente, depositou no Congresso: Nada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h15

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Compra de voto ainda é o que mais cassa políticos no Brasil

 

-Folha: PAC da Segurança tem efeito nulo sobre homicídios

 

- Estadão: Lobão montou esquema para reabrir e explorar Serra Pelada

 

- JB: Palanque nos tribunais

 

- Correio: Igreja católica tenta virar o jogo nas urnas

 

- Estado de Minas: País corre risco de ficar sem calçado e sem roupa

 

- Jornal do Commercio: Solidariedade na ponta da chuteira

 

- Zero Hora: Paz no Rio

 

- Veja: Perdão - A sensação de liberdade de quem conseguiu tirar da ala o peso da mágoa


- Época: Viva melhor com menos sal

 

- IstoÉ: A tática do medo

 

- CartaCapital: Censura: um fantasma apenas.

 

- Exame: Consumo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h16

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Lularixá!

Regi

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Escrito por Josias de Souza às 01h50

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TSE suspende resposta do PT às acusações de Índio

  Nelson Jr./TSE
Dois dias depois de ter concedido ao PT direito de resposta às acusações de Índio da Costa, o ministro Henrique Neves, do TSE, suspendeu a providência.

 

Deve-se a suspensão a um recurso protocolado no tribunal pelos advogados do PSDB. A encrenca subiu para o plenário do TSE.

 

Em despacho divulgado neste sábado, Henrique Neves anotou: “Tendo em vista que o conteúdo da resposta tem sido livremente informado e comentado...”

 

“...Não verifico prejuízo no fato de ela ser veiculada após a apreciação do recurso, ou seja, na primeira semana de agosto, que se aproxima”.

 

Assim, a resposta do PT vai ao freezer. O degelo depende do pronunciamento conjunto dos sete ministros que compõe o TSE, em sessão plenária.

 

Índio acusara o PT de ligações com as Farc e o narcotráfico. As declarações foram veiculadas no sítio Mobiliza PSDB, da campanha de José Serra.

 

Na decisão anterior, Henrique Neves ordenara que a réplica fosse pendurada no portal tucano por dez dias. Deu 24 horas ao PT para lhe apresentar um texto.

 

Refugou o primeiro, por considerar que fazia proselitismo eleitoral. O PT apresentou um novo texto, já aprovado pelo TSE.

 

Imaginava-se que a peça iria ao portal tucano neste sábado (24) ou na próxima segunda (26). Agora, só em agosto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h20

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TSE: Ato evangélico rende multa de R$ 5 mil a Serra

  Nelson Jr./TSE
O ministro Joelson Dias, do TSE, condenou o presidenciável tucano José Serra a pagar multa de R$ 5 mil por fazer campanha ilegal num evento religioso.

 

Junto com Serra, foram aplicadas, neste sábado (24), multas de mesmo valor aos pastores Cesino Bernardino, Reuel Bernardino e José Lima Damasceno.

 

A transgreessão aconteceu em 1º de maio, num encontro evangélico realizado em Camboriu (SC): o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários.

 

Em representação ao TSE, o Ministério Público acusou Serra e os pastores de realizar campanha eleitoral antes de 6 de julho, prazo fixado em lei.

 

Num discurso proferido no encontro, Serra jactou-se de suas realizações no Ministério da Saúde de FHC e no governo de São Paulo.

 

Até aí, nada a opor. Mas o ministro Joelson entendeu que Serra levou ao microfone expressões que evocam o seu lema de campanha: "O Brasil pode mais".

 

O candidato disse coisas como “nós vamos fazer mais” e “podemos fazer mais e melhor”. Na voz dos pastores, a campanha ganhou timbre ainda mais desabrido.

 

Associaram o nome de Serra à Presidência, o cargo em disputa. Declararam apoio ao tucano. Puxaram uma oração pelo êxito de Serra.

 

O ministro anotou que um deles, Reuel Bernardino, chegou mesmo a convocar os presentes a orar “pelo candidato que, espero, seja eleito”.

 

É a terceira multa que o TSE impõe a Serra. A rival Dilma Rousseff já amargou seis. Lula também foi multado meia dúzia de vezes.

 

Curiosamente, o encontro que resultou em nova multa para Serra fora organizado pela Assembléia de Deus. A mesma igreja que, neste sábado, entregou um pedaço de seu apoio a Dilma Rousseff. 

 

Igualados no desrespeito à lei eleitoral que seus partidos ajudaram a aprovar no Congresso, Serra e Dilma já podem fundar uma dupla caipira: Suja e Mal lavado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Dilma recebe o ‘apoio’ de quinze igrejas evangélicas

Lula Marques/Folha

 

Dilma Rousseff cumpriu , em Brasília, um compromisso político-religioso. Foi à sede da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.

 

Acompanhada do candidato a vice, Michel Temer, a pupila de Lula recebeu o apoio de representates de 15 igrejas evangélicas.

 

Ao chegar, Dilma foi submetida à evidência de que a adesão dos pastores não é seguida pela integralidade do rebanho.

 

Ovelhas “desgarradas” oganizaram um protesto contra a candidata. Duas delas desenrolaram uma faixa na qual se lia: "Apoiar a Dilma é negar a Bíblia" (repare na foto lá do alto).

 

Numa ponta, Silvio Moreira Santos, técnico em eletrônica. Na outra, Wilson de Araújo Sampaio, pastor da Assembléia de Deus.

 

Na passagem de Dilma, Silvio Moreira gritou: "Essa senhora apoia o aborto e o casamento gay. Somos contra isso. Esse mulher não pode ganhar".

 

Dentro do prédio, falando para uma platéia de cerca de mil fiéis, Dilma declarou: “Eu sou a favor da vida em todas as suas manifestações e seus sentidos”.

 

Na noite da véspera, num ato de campanha realizado em Garanhuns (PE), Lula ousara estabelecer um liame entre as biografias de Dilma e de Jesus Cristo.

 

“Ela foi barbaramente torturada [durante a ditadura militar]. Vocês sabem... Como Jesus Cristo foi torturado”, dissera Lula.

 

Pois diante dos evangélicos, Dilma se esforçou para espantar outro tipo de suplício: a tortura da desconfiança que religiosos conservadores grudam nela.

 

Evocou as ações do governo Lula em favor dos pobres. E disse que, eleita, vai “cuidar do povo” e da família, “como ele”.

 

Num tom devoto que destoa de seu passado materialista, rogou aos presentes: “Quero pedir a vocês que orem por mim”.

 

O pedido de oração chega dois dias depois de ter ganhado as manchetes uma polêmica envolvendo um bispo da Igreja Católica.

 

Em artigo na web, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP), recomendou aos católicos que não votem em Dilma. Para ele, uma defensora do aborto.

 

Em passado recente, a candidata defendia a descriminalização do aborto. Hoje, limita-se a advogar o cumprimento da lei existente.

 

Uma lei que prevê o aborto apenas em dois casos: quando decorre de estrupo ou quando a gravidez impõe risco de morte à mãe.

 

Além de Temer, acompanhou Dilma no encontro com os evangélicos o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

 

Ex-seminarista, Gilbertinho, como é chamado pelo chefe, foi escalado por Lula para aproximar Dilma das sacristias.

 

Em nome dos evangélicos, discursou o pastor e deputado federal Manoel Ferreira (PR-RJ), da Assembleia de Deus.

 

A julgar pelo que disse o pastor-deputado, foi dando que o governo da ex-ministra Dilma recebeu o apoio dos evangélicos à candidata Dilma.

 

Manoel recordou aos presentes que Lula sancionara a lei que regularizou os templos erigidos em áreas públicas pertencentes à União.

 

“Agora chegou a hora de estarmos unidos. O que podemos fazer por esse homem?”, perguntou o pastor Manoel aos presentes. Ele mesmo respondeu: “Fazer a sua sucessora”.

 

Manoel segredou que se reunira com Dilma no início do ano. Aconselhara a ela que tomasse distância das polêmicas que deixam religiosos de cabelos hirtos.

 

“Pedimos que alguns temas polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos pudessem ser revistos...”

 

Pedimos “ainda que essas matérias controversas fossem objeto de apreciação no fórum competente, que é o Congresso, e não partissem do Executivo”.

 

Referia-se a temas como a legalização do aborto e a união civil entre homossexuais. “Ela nos garantiu que, eleita, não enviará essas propostas”. Amém!

 

Curiosamente, há na praça uma candidata que, fiel da mesma Assembléia de Deus do pastor Manuel, posiciona-se claramente contra o aborto.

 

Chama-se Marina Silva (PV). Por que os evangélicos não a apóiam? A turma da Bíblia alega que Marina não pediu apoio. A ser verdade, fez muito bem.

 

O Brasil, como se recorda, está organizado no formato de República laica. Igreja de um lado, Estado do outro. A mistura devolve o país a tempos medievais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Hoje, Alckmin venceria Mercadante no primeiro turno

  Fotos: Folha e ABr
Pesquisa Datafolha realizada em São Paulo indica que, se a eleição fosse hoje, Geraldo Alckmin (PSDB) seria eleito no primeiro turno. Ex-governador, Alckmin aparece com 49%. Mais do que a soma de todos os seus adversários: 33%.

 

Depois de Alckmin, o candidato mais bem posto é Aloizio Mercadante (PT), com 16%. Em terceiro, vem Celso Russomano (PP), com 11%. Em quarto, Paulo Skaf (PSB): 2%. Os demais tem 1% ou zero.

 

A taxa de rejeição de Alckmin (14%) está seis pontos abaixo do índice de eleitores que declaram não votar em Mercadante “de jeito nenhum”: 20%. Os números desafiam o discurso esgrimido pelo PT. O partido de Lula prega em São Paulo o inverso do que defende na cena nacional.

 

Para o Brasil, a continuidade, com Dilma Rousseff. Para São Paulo, a alternância de poder e o fim da era tucana. Tomado pela pesquisa, o eleitorado paulista parece tentado a esticar os 16 anos de hegemonia do PSDB por pelo menos mais quatro anos.

 

O Datafolha realizou sondagens em outros seis Estados e no Distrito Federal. Vai abaixo um resumo dos números coletados pelo instituto:

 

1. Minas Gerais: Na seara do grão-duque tucano Aécio Neves, quem prevalece, por ora, é Hélio Costa (PMDB). Abre 26 pontos de vantagem. Apoiado por Lula, Hélio aparece com 44%. Carregado por Aécio, Antonio Anastasia (PSDB) obtém 18%.

 

Bem atrás, estão embolados, com percentuais que oscilam entre 1% e 2%: Professor Luis Carlos (PSOL), Vanessa Portugal (PSTU), Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB), Pepê (PCO) e Zé Fernando Aparecido (PV).

 

2. Rio de Janeiro: É outro Estado em que a eleição pode ser definida no primeiro turno. Candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB) abriu dianteira de 35 pontos sobre Fernando Gabeira (PV).

 

Cabral aparece com 53%. Gabeira, com 18%. Juntos, os demais candidatos somam 8%. É alta a taxa de rejeição atribuída a Gabeira: 31%. Bem maior que a de Cabral: 18%.

 

3. Rio Grande do Sul: Lidera a pesquisa o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, com 35%. Em segundo, aparece o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB): 27%.

 

Os números apontam para um segundo turno entre Tarso e Fogaça. A governadora Yeda Crusius (PSDB), que concorre à reeleição, amealha escassos 15%. Pedro Ruas (PSOL), 1%. Os outros não pontuaram.

 

Além do índice miúdo, conspira contra Yeda uma rejeição graúda: 42%. A taxa de rejeição de Tarso é de 13%. A de Fogaça, 12%.

 

4. Paraná: Aqui, o Datafolha detectou um quadro de empate técnico entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Beto obteve 43%. Osmar, 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais –para cima ou para baixo— não se pode dizer que Beto é líder isolado.

 

No seu pior cenário do tucano (três pontos para baixo), o tucano fica tecnicamente empatado com Osmar no melhor cenário dele (três pontos para cima). Bem atrás da dupla, com 1%, aparece Paulo Salamuni (PV). Votos brancos e nulos somam 3%. Os indecisos, 14%. Tudo aponta para um segundo turno.

 

5. Bahia: O governador Jaques Wagner seria reeleito no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Amealhou na pesquisa 44%. Reunidos, seus rivais somam 37%. Segundo colocado, o ex-governador Paulo Souto (DEM) aparece 21 pontos atrás de Wagner: 23%.

 

Ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima (PMDB) vem em terceiro, com 12%. Os demais candidatos tiveram 1% ou zero. A eleição de 2010 será a primeira que se realiza depois da morte, em 2007, do morubixaba ‘demo’ ACM.

 

O fantasma de ACM parece pairar sobre a cabeça de Paulo Souto, cuja taxa de rejeição é de 30%. A de Geddelé de 20%. A de Wagner, 16%.

 

6. Pernambuco: No Estado de Lula, o candidato apoiado por ele, Eduardo Campos (PSB) abriu 30 pontos de vantagem sobre o rival Jarbas Vasconcelos (PMDB): 59% a 28%. Sob polarização intensa, só um dos outros cinco candidatos, Sérgio Xavier (PV), pontuou: 1%.

 

A prevalecer esse quadro até outubro, mês da eleição, Eduardo Campos deve ser reeleito no primeiro turno. Hoje, ele prevaleceria com folgas.

 

7. Distrito Federal: Alvejado por uma ação do Ministério Público, que tenta enquadrá-lo na lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz (PSC) é líder isolado com 40%. Na segunda colocação aparece o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queroz (PT): 27%.

 

Os demais candidatos somam 5%. Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, Roriz retornaria ao governo no primeiro turno. Uma curiosidade: Entre os eleitores de José Serra, 63% declaram que vão votar em Roriz. Entre os que se dizem simpatizantes do PSDB, 76% votam no ex-governador.

 

Outro nicho de onde Roriz extrai boa quantidade de votos é o de eleitores com baixa escolarização. Nesse universo, 53% se declaram fechados com ele. Se eleito, como a pesquisa faz crer, Roriz terá sobre a cabeça a espada da Ficha Limpa.

 

O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, já declarou que, caso os processos não sejam julgados antes da eleição, os mandatos ficam sujeitos à interrupção.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h34

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Serra e Dilma continuam empatados, diz o Datafolha

Folha

 

A primeira página da Folha estampa neste sábado (24) a mais recente fornada de números recolhidos nas ruas pelo Datafolha.

 

Segundo o instituto, decorridas três semanas do início da campanha oficial, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) continuam empatados.

 

O tucano com 37%. A petista, 36%. Terceira colocada na corrida ao Planalto, Marina Silva (PV), amealhou 10%.

 

Pela primeira vez, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) logrou pontuar: 1%. Iguala-se a Zé Maria (PSTU), também com 1%.

 

Há outros quatro candidatos nanicos no tabuleiro. Mas todos ficaram abaixo da marca de um ponto percentual.

 

Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio entre terça (20) e esta sexta (23). Ouviram a opinião de 10.905 eleitores em todo país.

 

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais –para o alto ou para baixo.

 

Num cenário de segundo turno entre Serra e Dilma, o quadro de empate remanasce. Com uma diferença: Dilma (46%) aparece numericamente à frente de Serra (45%).

 

Na pesquisa anterior, fechada em 1º de julho, Serra tinha, no primeiro turno, 39%. Dilma, 37%. Ele escorregou dois pontos. Ela deslizou um. Tudo dentro da margem de erro.

 

Marina registrara 9%. Oscilou um ponto para cima. De novo, dentro da margem.  

 

Manteve-se no mesmo patamar o número de votos brancos ou nulos: 4%. A taxa de indecisos variou de 9% para 10%.

 

O Datafolha fez também uma pesquisa espontânea. Nessa modalidade, o pesquisador não exibe ao entrevistado o cartão com os nomes dos candidatos.

 

Dilma, que tinha 21% no início do mês, foi a 22%. Serra, que amealhara 19%, caiu para 16%.

 

Lula belisca 4% das intenções de voto expontâneas mesmo não sendo candidato. Outros 3% informam que votarão no “candidato do Lula”.

 

Há 1%, de resto, que se diz decidido a votar no “candidato do PT”. São oito pontos (Lula+candidato do Lula+candidato do PT) que pendem para o cesto de Dilma.

 

Outro dado labuta a favor da pupila de Lula. A taxa de aprovação do governo permanece no olimpo: oscilou de 78% para 77%. 

 

Perguntou-se aos eleitores em que candidato não votariam “de jeito nenhum”.

 

Verificou-se que a taxa de rejeição a Serra, que era de 24%, oscilou para 26%. A de Dilma foi de 19% para 20%. A de Marina manteve-se em 13%.

 

Serra está mais bem posto nas regiões Sul e Sudeste. Dilma prevalece sobre o rival no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste.

 

Tomada pelos números do Datafolha, a sucessão atual desce à crônica política brasileira como a mais disputada desde a redemocratização, em 1989.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h41

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: O preço da barbárie

 

- Folha: Serra e Dilma mantêm empate a 25 dias da TV

 

- Estadão: EUA querem que acusação da Colômbia seja apurada

 

- JB: Vox Populi: 8 pontos de vantagem para Dilma

 

- Correio: Fique alerta, consumidor

 

- Jornal do Commercio: Mano Menezes é convocado para a seleção

 

- Zero Hora: Estudo do Detran

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h52

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Disputa encarniçada!

Tiago Recchia

- Via Diário do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h48

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Lula adula o pecador Severino e se compara a Jesus

Dono de popularidade alta e discurso baixo, Lula prefere a eletricidade do palanque à frieza do gabinete brasiliense.

 

Aborrece-o a idéia de acordar, pendurar a gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, o Guido Mantega.

 

Agrada-o o contato com as platéias, sobretudo as que o vêem como um deus. A hipnose da audiência parece conduzi-lo a um plano superior.

 

Foi mais ou menos o que aconteceu, na noite desta sexta (23), em Garanhuns (PE), o município da manjedoura, de cujo território foi desmenbrada a Caetés natal.

 

Deu-se numa escola. Ambiente fechado. Coisa de 3 mil pessoas. Audiência filtrada, 100% feita de almas aliadas.

 

Era o ato inaugural da campanha de Dilma ‘lulodependente’ Rousseff no torrão de Lula ‘cabo eleitoral’ da Silva.

 

Microfone em punho, Lula pisou sobre os fatos distraído. Recuou no tempo. Foi a 2005, o ano do mensalão.

 

A oposição, disse o orador, tentou dar um “golpe”, apeando-o das nuvens.

 

Caprichou nas analogias: "O que tentaram fazer comigo, fizeram com Getúlio e ele deu um tiro no peito...”

 

“...O que tentaram fazer comigo fizeram com Jango, que teve que sair do Brasil. O que não sabiam, é que Lula era milhões de Lulas espalhados por esse país".

 

Como não conseguiram convertê-lo nem em Getúlio nem em Jango, prosseguiu, os “golpistas” derrubaram Severino Cavalcanti da presidência da Câmara.

 

Voltando-se para Severino, que o ouvia na platéia, Lula adocicou a língua: "Meu querido companheiro Severino...

 

“...A elite da Câmara elegeu você presidente para você fazer o jogo sujo que ela queria, mas não tinha coragem de fazer, que era pedir meu impeachment em 2005".

 

Qualificou a elite política: “Perversa”. Pregou o extermínio dos rivais pelo voto. Entre eles os “senadores de oposição de Pernambuco”.

 

Senadores “do século passado”, que o eleitor precisa “substituir por senadores do século 21”. Não mencionou nomes. Nem precisava.

 

Referia-se a Marco Maciel (DEM-PE), que disputa a reeleição ao Senado. Mirava em Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, que trocou a senatória por uma candidatura à Câmara.

 

Sem citá-lo, alvejou também o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que concorre ao governo de Pernanbuco.

 

Incluiu-o no rol dos políticos que "não me ajudaram a ajudar Pernambuco". Ao lado de Lula, o governador Eduardo Campos (PSB), o discípulo que concorre à reeleição.

 

Em dado momento, Lula pôs-se a comparar a si próprio com o filho de Deus. Disse que a elite política “perversa” o maltratou.

 

"Meu corpo estava mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas".

 

Desfiou raciocínios curiosos e sem nexo com a história. Um pedaço da oposição martiriza-se até hoje por tê-lo poupado em 2005.

 

Na fase em que o petismo e seus sócios levaram a mão à cumbuca mensaleira, o PSDB, sob a liderança de FHC, recolheu a chibata. Não por bondade, claro. Imaginou-se que Lula se dissolveria em escândalo. Erro.

 

Quanto a Severino, não caiu por perversidade, mas por corrupção. Foi pilhado exigindo propina companheira de um concessionário de restaurantes da Câmara.

 

Mas quem se importa com os fatos? Os jornais de 2005, papéis pintados para a guerra, são meros rascunhos daqueles dias, passados a sujo.

 

O noticiário, cruza do instante com o circunstante, não cabe na estante metafórica de Lula. Seu negócio agora é envernizar Dilma Rousseff, a criação.

 

Criada a frio, nas provetas do Planalto, revelara-se uma presidenciável promissora já na fase de testes de laboratório.

 

A rispidez inicial foi sendo gradativamente suavizada. Superou rapidamente a aversão a políticos que considera de direita. Hoje, dá-se bem até com o PMDB. Sem fazer cara de nojo.

 

Submetida a condições normais de uso, porta-se como o planejado. Às vezes recita números em demasia. Mas já decorou o mantra vital: continuidade.

Em Garanhus, a criatura discursou depois do criador: "Eu assumo o sagrado compromisso de dar continuidade a esta obra”, declarou.

 

“Eu vou ser a primeira mulher presidente deste país", acrescentou, confiante. Antes, Lula dividira com Dilma o espaço que julga ocupar à direita do Padre Eterno:

 

"Ela foi barbaramente torturada. Vocês sabem... Como Jesus Cristo foi torturado", disse o presidente. Na bica de alcançar o sétimo dia, Lula se prepara para descansar.

 

Seu retorno à Terra está previsto para 2014.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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TSE multa Serra por campanha ilegal na TV: R$ 5 mil

O ministro Joelson Dias, do TSE, multou o presidenciável José Serra e o diretório baiano do PSDB.

 

Para o candidato, penalização de R$ 5 mil (é a segunda multa imposta a Serra). Para o sessão do partido na Bahia, R$ 7,5 mil.

 

Deve-se a decisão a uma representação movida pela vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau.

 

Na peça, Sandra repisou a acusação de sempre: utilização da propaganda partidária televisiva para promoção ilegal do candidato.

 

A decisão do ministro comporta recurso ao plenário do TSE. O PSDB informa que vai recorrer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h30

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Vox: Dilma abre oito pontos sobre Serra: 41% a 33%

ABr

 

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta sexta (23) pela TV Bandeirantes atribui a Dilma Rousseff uma vantagem de oito pontos percentuais sobre José Serra.

 

A candidata do PT aparece na pesquisa com 41% das intenções de voto. O presidenciável tucano obtém 33%.

 

Segundo o instituto, Dilma prevaleceria sobre Serra também num eventual segundo turno: 46% contra 38%. De novo, diferença de oito pontos.

 

Marina Silva amealha na pesquisa 8%. Entre os nanicos, só José Maria Eymael (PSDC) pontuou: 1%.

 

Votos brancos e nulos somam 4%. Eleitores indecisos, 13%. A margem de erro da pesquisa, feita entre 17 e 20 de julho, é de 1,8 ponto percentual.

 

Considerando-se as sondagens que o Vox Populi realizara anteriormente, Dilma cresceu três pontos de maio para junho.

 

Foi de 38% para 41%. Agora, em julho, a candidata de Lula mantém os mesmos 41%. Serra oscilara de 35% para 36% entre maio e junho. Agora, 33%.

 

Na pesquisa espontânea, quando não é exibida uma lista de nomes aos entrevistados, Dilma obtém 28%. Serra, 21%. Marina, 5%.

 

Embora não seja candidato, Lula é citado como opção de voto por 4% dos entrevistados.

 

Neste sábado (24), virá à luz o resultado de pesquisa feita por outro instituto, o Datafolha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h11

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No PR, Datafolha atribui 43% a Beto e 38% a Osmar

  Fotos: Folha e Ag.Senado
Pesquisa feita pelo instituto Datafolha no Paraná informa que é de escassos cinco pontos percentuais a vantagem do Beto Richa sobre Osmar Dias.

 

Ambos disputam o governo do Estado. Beto, do PSDB, aparece na pesquisa com 43%. Osmar, do PDT, amealha 38%.

 

Iniciada na terça (20), a coleta dos dados foi concluída nesta quinta (23). Ouviram-se 1.225 pessoas.

 

A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos. Significa dizer:

 

O percentual atribuído a Beto pode variar na faixa de 40% a 46%. O índice de Osmar pode variar no intervalo de 35% a 41%.

 

Ou seja, numa combinação do pior cenário de Beto (40%) com o melhor de Osmar (41%), os dois estariam tecnicamente empatados.

 

Os dados foram levados à web pelo diário paranaense “Gazeta do Povo”. Na lanterninha da sondagem está Paulo Salamuni (PV): 1%.

 

Os outros quatro candidatos não pontuaram. São eles: Amadeu Felipe (PCB), Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson Luiz Cordeiro (PRTB).

 

Os votos brancos e nulos somaram 3%. Entre os pesquisados, 14% não souberam responder em quem vão votar.

 

Beto apoia no Estado a candidatura presidencial de José Serra. Osmar, irmão do tucano Álvaro Dias, franqueia o palanque a Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h42

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Boff sinaliza o ‘apoio’ de Marina a Dilma no 2º turno

Folha

 

Colaborador da campanha de Marina Silva, o teólogo Leonardo Boff insinuou que sua candidata deve apoiar Dilma Rousseff caso a eleição vá ao segundo turno.

 

“Com o apoio que deverá ser definido pela Marina, Dilma vai ter de incorporar, de forma estratégica, a questão ecológica”, disse Boff.

 

Ele falou num evento ocorrido em Fortaleza (CE), o VI Congresso Estadual dos Fazendários do Ceará.

 

Primeiro, numa palestra, Boff tangenciou a política. Mas, terminada a exposição, submeteu-se a uma bateria de perguntas. E a eleição veio à baila.

 

Ex-petistas e ex-apoiador das candidaturas presidenciais de Lula, Boff recobriu Marina de elogios.

 

Fez um discurso em favor da eleição de uma mulher para a Presidência. Por quê? Elas dão mais importância “ao cuidado com a vida”, justificou.

 

A certa altura, como que rendido à inferioridade de sua candidata nas pesquisas, Boff lançou um olhar sobre Dilma.

 

Disse que, caso prevaleça na sucessão, a candidata do PT pode se converter numa espécie de “Lula melhorado”.

 

Para isso, declarou Boff, Dilma teria de manter os “avanços sociais” obtidos sob Lula e valorizar o cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade.

 

Sempre que inquirida a respeito da posição que irá adotar num eventual segundo turno, Marina recorre à ironia.

 

Costuma dizer que aguarda a decisão do eleitor para saber qual dos dois oponentes –Serra ou Dilma— medirá forças com ela no segundo round.

 

Ao sinalizar o apoio de Marina a Dilma, além de injetar uma dose de realidade no otimismo de sua candidata, Boff comete uma indiscrição com cara de "campanhicídio".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h58

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Em SC, Serra é recebido com um ovo em caminhada

 

José Serra levou a candidatura dele a Santa Catarina nesta sexta (23). Após encontrar-se com empresários foi ao mercado municipal de Florianópilis.

 

Ali, aguardava-o uma surpresa. Manifestante não identificado atirou um ovo na direção de Serra.

 

Para sorte do candidato, a pontaria do agressor não era boa. O ovo atingiu um dos seguranças que se ocupavam da proteção de Serra.

 

Preso pela Garda Municipal da cidade, o sujeito foi liberado uma hora depois. Alegou-se que ninguém apareceu para prestar queixa.

 

Do mercado, Serra foi à sede da RBS TV. Ali, submeteu-se a um painel de perguntas sobre seus planos de governo para Santa Catarina.

 

A certa altura, perguntou-se a ele: Porque votar em José Serra? Em meio à resposta, o tucano repisou um raciocínio que utiliza à saciedade.

 

Disse que vai às urnas contra Dilma Rousseff, não contra o cabo eleitoral dela. E repetiu o mantra:

 

“Lula não é candidato. E Presidência ninguém terceiriza”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h20

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‘Descandidatado’, Ciro vira comentarista de TV no CE

Folha

 

Acotovelado por Lula e abandonado por seu partido, o PSB, Ciro Gomes frequenta a cena eleitoral de 2010 como candidato a coisa nenhuma.

 

Encontrou uma maneira de ocupar parte do tempo ocioso: será comentarista de televisão no Ceará.

 

Vai ao ar na TV Cidade, emissora afiliada da Rede Record. Falará sobre economia, política e temas variados –violência e drogas, por exemplo.

 

Os comentários do “descandidatado” serão veiculados num programa chamado Cidade 190.

 

Trata-se de um telejornal voltado à agenda policial. Na grade da emissora, é um dos que dispõem de maior audiência.  

 

É apresentado por dois radialistas-políticos: o vereador de Fortaleza licenciado Vitor Valim (PHS-CE) e o deputado estadual Edson Silva (PSB-CE).

 

Por que Ciro? Em função da “credibilidade”, explica o editor-chefe do programa, José Filho. O próprio Ciro anunciou a novidade, em entrevista à emissora.

 

A despeito de ter dito, na semana passada, que não faria campanha “pra ninguém”, Ciro afagou Dilma Rousseff na entrevista.

 

"Estou apoiando a Dilma, não tem vacilação. Aquela gente no passado, que quase arrebenta o Brasil, a turma do Fernando Henrique, nunca mais!"

 

Lamuriou-se uma vez mais de sua exclusão do tabuleiro presidencial. Absteve-se de atribuir culpa a Lula. preferiu responsabilizar o partido.

 

Disse ter levado do PSB "uma rasteira". A legenda "deu corda" à sua pretensão presidencial e, depois, "tirou o tapete" de seus pés.

 

Quanto ao teor dos comentários que fará na TV, Ciro afirmou que não pretende se ocupar da "politiquinha pequena".

 

Desgostoso com a política, Ciro insinuou que pode trocar de ramo de ativdade:

 

"O jornalismo é um elemento ainda mais importante para a democracia do que a militância política que eu faço".

 

O signatário do blog torce pelo êxito do novo “jornalista”. Viva a concorrência!

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h31

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Fernando Pimentel diz que vai ‘processar’ José Serra

  Folha
Em declaração veiculada nesta sexta (23) e reproduzida aqui, José Serra associou Fernando Pimentel (PT-MG) ao caso da violação fiscal de Eduardo Jorge.

 

Em reação, Pimentel disse que Serra "tem demonstrado desequilíbrio ao disparar insinuações caluniosas”.

 

Acha que a coisa ultrapassa “os limites da responsabilidade de quem se declara um homem público experiente e preocupado com as questões maiores do Brasil".

 

Candidato do PT a uma cadeira de senador por Minas, Pimentel divulgou uma nota. Informa que vai processar Serra. Diz o seguinte:

 

 

"As mentiras, as injúrias e as calúnias são armas de quem não quer, ou não tem preparo, para o debate democrático de idéias e de propostas. Não desceremos a este nível.

 

Afirmo que tomarei as providências judiciais cabíveis a fim de resguardar a minha honra e a minha história de militância e de luta pelos direitos democráticos neste país".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h38

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Marina e os fujões: 'Querem criar anonimato eleitoral'

Dilma e Serra alegaram dificuldades de agenda para fugir ao debate On-line que os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! fariam na segunda (26).

 

Marina Silva vive drama inverso. Com pesquisa miúda e TV diminuta, preferiria fugir da agenda para mergulhar nos debates.

 

Submetida à lógica dos grandes, resta-lhe o lamento:

 

"A recusa ao confronto das ideias é promover o empobrecimento da democracia pela qual tanto lutamos, inclusive Dilma e Serra..."

 

"Querem criar no Brasil o anonimato eleitoral. O anônimo passa a ser o cidadão brasileiro, privado de ter acesso sobre o que cada candidato pensa para o país".

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h53

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Com Lula, Dilma ‘abre’ campanha em PE nesta sexta

  Ricardo Stuckert/PR
Uma semana depois do comício do Rio, Lula e Dilma Rousseff vão, nesta sexta (23), a Pernambuco.

 

Será em Garanhuns o primeiro ato oficial da campanha no Estado. Nada de comícios dessa vez. Faz frio. E há, de novo, risco de chuva.

 

Assim, o cabo eleitoral e a candidata discursarão em ambiente fechado, num colégio da cidade. Estima-se a platéia em algo como 2 mil pessoas.

 

Para justificar a viagem a Pernambuco, Lula cuidou de injetar na agenda um evento administrativo.

 

O ato pró-Dilma será à noite. Antes, Lula passará por Caetés, cidade vizinha a Garanhus.

 

Às 17h30, vai lançar o Prouca (Programa um Computador por Aluno).

 

Só depois do expediente vai à pajelança eleitoral, anotada em sua agenda como um “compromisso privado”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h26

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Serra associa Pimentel à violação fiscal do tucano EJ

Lula Marques/Folha

 

O presidenciável tucano José Serra injetou o nome do petista Fernando Pimentel no caso da violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB.

 

Deu-se numa entrevista concedida por Serra na viagem que fez a Porto Alegre (RS), nesta quinta (22). A jornalista Rosane de Oliveira perguntou:

 

“O senhor acha que o sigilo de Eduardo Jorge foi quebrado com autorização superior, a pedido de Dilma, ou gesto de uma ‘aloprada’ da Receita Federal?”

E Serra: “É estratégia do PT. Eles tinham montado um grupo de dossiê sujo. Dossiê limpo não é obrigatoriamente algo criminoso...”

 

“...Quando é feito com baixaria, você está comprando depoimento. Isso é jogo sujo, e o PT estava montando isso e foi descoberto...”

 

“...Tudo coordenado por um personagem importante do PT, que é o Fernando Pimentel. Não é um Zé Ninguém. Uma delas foi começar a quebrar sigilo usando de funcionários ligados ao PT”.

 

A entrevista está disponível na edição desta sexta (23) do diário gaúcho Zero Hora (aqui). O caso EJ consta do miolo de uma conversa que tratou variados -de metrô à previdência.

 

A resposta de Serra à questão sobre o fisco evoca o grupo de “inteligência” que se tentou montar no núcleo de comunicação do comitê petista de Dilma Rousseff.

 

Exposto no noticiário como uma espécie de usina de espionagem de tucanos, entre eles o próprio Serra, o grupo foi desmobilizado em junho.

 

Associado à encrenca, o jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa (Lanza Comunicação) fora contratada pelo PT, desligou-se da campanha.

 

Próximo de Lanzetta, Fernando Pimentel foi vinculado nas manchetes à ação de espionagem que o noticiário abortou.

 

Amigo de Dilma da época da militância contra a ditadura, Pimentel era um dos coordenadores da campanha presidencial do PT.

 

Hoje, candidato ao Senado, ele se dedica à sua campanha, em Minas Gerais. Também tomou distância do comitê de Dilma.

 

Ex-prefeito de Belo Horizonte, amigo do tucano Aécio Neves, Pimentel sempre negou ter participado das ações de bisbilhotagem atribuídas à campanha de Dilma.

 

Negou, por exemplo, que estivesse por trás de uma reunião supostamente organizada em seu nome, em 20 de abril, no restaurante Fritz, em Brasília.

 

Nesse encontro, Lanzetta foi à mesa com o delegado aposentado da PF Onésimo de Sousa e dois espiões de “pijamas” de órgãos de informação.

 

Depois, em entrevistas e em depoimento no Senado, o delegado Onésimo declarou que fora convidado para uma conversa com Pimentel, que não apareceu.

 

Acrescentou que Lanzetta lhe encomendara a montagem de uma operação para espionar Serra e membros do próprio comitê de Dilma.

 

Pimentel negou ter ordenado o encontro. Mais: negou também ter sido informado posteriormente sobre o teor da conversa.

 

Com suas declarações, Serra como que ressuscita o episódio. E adiciona a ele a pimenta do caso Eduardo Jorge, ligando a violação fiscal a Pimentel.

 

Também nesta quinta, enquanto Serra borrifava querosene na fogueira, Dilma cuidava de afastar de si e do PT as labaredas.

 

Em sabatina do portal R7, a rival de Serra disse esperar que a sindicância aberta na Corregedoria da Receira termine “o mais rápido possível”.

 

Sem saber que Serra jogara Pimentel no fogo, Dilma acrescentou: "É muito estranho atribuir um vazamento na Receita à minha campanha...”

 

“...Se tivesse isso claro, não estavam investigando. Não há provação, há ilações, acusações infundadas...”

 

“...Recentemente, a diretoria da Petrobras teve seus dados fiscais vazados e nem por isso dissemos que foi a oposição".

 

Por ora, a apuração do fisco concentra-se em Antonia Aparecida Rodrigues Silva, servidora da Receita de Santo André, no ABC paulista.

 

Ao dizer que a bisbilhotagem fiscal “é estratégia do PT”, Serra insinua que descrê da hipótese de que Antonia Aparecida seja o alvo central.

 

Atribui-se à servidora o acesso não justificado aos dados fiscais de Eduardo Jorge. Chegou-se a ela por meio de um rastreamento de senha.

 

Não se obteve, por ora, prova de que, além de acessar, Antonia Aparecida tenha vazado as informações. Algo indispensável para caracterizar a violação.   

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h02

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Sem Dilma e Serra, debate On-line de 2ª é cancelado

  Folha
Os portais IG, MSN, Terra e Yahoo cancelaram o debate presidencial que pretendiam realizar na próxima segunda-feira (26), às 15h.

 

Anunciado em nota, o cancelamento se deve à ausência dos dois principais contendores da sucessão de 2010.

 

A petista Dilma Rousseff declinara oficialmente do convite na última terça (20).

 

No início da noite desta quinta (22), também a assessoria do tucano José Serra informou que o candidato não vai ao debate.

 

Reunidos, os organizadores do evento optaram por cancelá-lo. Só Marina Silva (PV) mantinha a disposição de comparecer.

 

Dilma, Serra e Marina confirmaram a participação no debate Folha/UOL, que será transmitido ao vivo pela internet em 18 de agosto.

 

Outros 14 veículos farão a transmissão simultânea do debate, que ocorrerá no teatro Tuca, em São Paulo, às 10h30.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h55

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Brasil tem o 3º pior índice de desigualdade do mundo

 

- Folha: Chávez volta a romper relação com a Colômbia

 

- Estadão: Chávez rompe com Colômbia e decreta alerta na fronteira

 

- JB: Venezuela e Colômbia à beira do confronto

 

- Correio: Você decide: receber pensão ou aposentadoria

 

- Valor: INSS amplia as cobranças por acidentes de trabalho

 

- Estado de Minas: Gigantes tentam barrar aço barato para construção

 

- Jornal do Commercio: Dez anos de queda nas mortes a tiros

 

- Zero Hora: Devastação em Canela

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h10

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Adorno de piada!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 01h11

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EJ vai à Justiça para ter acesso à ‘apuração’ do fisco

  Folha
Nesta sexta-feira (23), o tucano Eduardo Jorge deve protocolar na Justiça Federal de Brasília um mandado de segurança contra a Receita Federal.

 

Vice-presidente do PSDB, EJ, como é conhecido, quer ter acesso à sindicância que apura a violação de seus dados fiscais.

 

A apuração é feita pela Corregedoria-Geral da Receita. EJ já endereçou ao órgão dois ofícios. Um no final de junho. Outro há uma semana.

 

Pediu em ambos que lhe fosse permitido apalpar a íntegra de processo. Numa primeira resposta, a Corregedoria concordou. Mas ficou na promessa.

 

Na resposta ao segundo ofício, o acesso foi negado. Alegou-se que EJ tem de aguardar pelo término da investigação. Daí a decisão de recorrer à Justiça.

 

O mandado de segurança chega dois dias depois de o nome da servidora Antonia Aparecida Rodrigues Silva ter ganhado as manchetes.

 

Lotada na delegacia da Receita de Santo André, ela foi identificada como responsável por acesso não justificado às informações fiscais de EJ.

 

Apura-se agora se partiu dela também o vazamento dos dados. A encrenca começou depois de uma notícia veiculada pela Folha.

 

O jornal informou que os dados fiscais de EJ migraram das máquinas da Receita para um dossiê.

 

O papelório foi às mãos de integrantes de um grupo de “inteligência” que atuava a serviço da candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

O tucanato pressiona pela elucidação do caso antes de outubro, mês da eleição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h45

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Dilma confirma a presença em 5 debates no 1º turno

  Diap
Na iminência de ganhar fama de “fujona”, Dilma Rousseff confirmou que irá a cinco debates neste primeiro turno da eleição. São os seguintes:

 

1. 5 de agosto: Band TV

2. 18 de agosto: Folha/UOL

3. 12 de setembro: Rede TV

4. 26 de setembro: Record

5. 30 de setembro: Rede Globo

 

A confirmação chega nas pegadas da notícia segundo a qual a candidata de Lula desistiu de participar de um debate agendado para segunda (26).

 

O evento é promovido pelo iG, MSN, Terra e Yahoo!. O comitê pretextou problemas de “agenda” para justificar a ausência de Dilma.

 

Alegou-se que o debate, previsto inicialmente para 31 de agosto, foi antecipado. E, na segunda, Dilma terá de viajar para gravar programas eleitorais.

 

O comitê analisa a hipótese de incluir na programação de Dilma mais dois debates: da TV Canção Nova, em 23 de agosto; e da CNBB, entre 13 e 25 de agosto.

 

Nesta quinta (22), Dilma disse que, em meio à azáfama da campanha, "não há condições de atender a todos os pedidos".

 

Há grande expectativa em relação ao desempenho da candidata, tido por excessivamente prolixa. Ela vem se submentendo a exaustivo treinamento.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h39

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Na 7ª multa, pena de Dilma é uma mixaria: R$ 2 mil

O juiz Joelson Dias, do TSE, condenou Dilma Rousseff ao pagamento de mais uma multa. É a primeira depois do início oficial da campanha.

 

Incluindo-se na conta as infrações da pré-campanha, é a sétima. Uma mixaria: R$ 2 mil.

 

Com uma vantagem: Dilma vai dividir a conta com o vice Michel Temer, condenado dividir a mesma multa.

 

Deve-se o novo espeto a um outdoor instala nas cercanias do comitê de campanha petista. Mede 575m². A lei só permite placas de até 4m².

 

Além dos candidatos, também a coligação oficial terá de desembolsar R$ 2 mil. O par de multas não vale o papelório gasto na petição.

 

Considerando-se os salários e o desperdício de tempo da autora, a procuradora Sandra Cureau, e do julgador, o ministro Dias, o erário ficou no prejuízo.

 

- Em tempo: Com as duas milhas desta quinta (22), Dilma já deve R$ 36 mil em multas. Por ora, não pagou um mísero ceitil.

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Escrito por Josias de Souza às 20h13

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TSE defere direito de resposta a PT em site do PSDB

  TSE/Divulgação
O ministro Henrique Neves, do TSE, deferiu o pedido de resposta do PT às declarações de Índio da Costa, vice na chapa de José Serra.

 

Deu 24 horas ao PT para redigir sua resposta. E determinou que a peça seja veiculada durante dez dias no portal “Mobiliza PSDB”.

 

Foi nesse recanto da web, vinculado à campanha de José Serra, que o vice Índio concedeu, na última sexta, a fatídica entrevista.

 

Nela, vinculou o PT às “Farc”, ao “narcotráfico” e ao que “há de pior”.

 

Para Henrique Neves, “o tom ofensivo é evidente”. O despacho do ministro anota:

 

"Tenho que a afirmação de ser o PT ligado ao narcotráfico e ao que há de pior é, por si, suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta".

 

Ao estipular a veiculação do repto por dez dias, Henrique Neves concedeu ao PT o dobro do prazo previsto em lei.

 

Por quê? Alegou que o PSDB já havia recorrido ao mesmo “expediente” –a vinculação do PT às Farc— na campanha presidencial de 2002.

 

Uma campanha em que o candidato tucano era o mesmo José Serra que agora mede forças com Dilma Rousseff.

 

"Adversários políticos não devem se tratar como inimigos. Mas ainda que assim se considerem, que seja, a cortesia é um dever", ensinou o ministro.

 

A decisão, por monocrática, tomada por um julgador solitário, comporta recurso ao plenário do TSE.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h13

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A penúltima de Chávez: rompimento com a Colômbia

Jorge Silva/Reuters

 

Numa aparição inusitada, com o craque argentino Diego Maradona a tiracolo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez produziu sua penúltima pantomima.

 

Acusado pela Colômbia de acoitar em solo venezuelano 1.500 guerrilheiros das Farc, Chávez anunciou o rompimento de relações com o vizinho.

 

O bom senso recomendava que Chávez refutasse as “provas” de que o governo colombiano de Alvaro Uribe afirma dispor.

 

Ao recorrer ao destempero, o companheiro bolivariano como que reforçou a suspeita de que não tem como refutar a proteção à guerrilha.

 

Se Chávez brincasse de corda apenas com o próprio pescoço, vá lá. Mas, como de hábito, ele enrolou a corda na carganta do povo venezuelano.

 

Disse que seus patrícios são "capazes de morrer defendendo nossa verdade e a dignidade deste país".

 

Triste, muito triste, tristíssimo. Melancólico também o papel de Maradona. De gênio do futebol, tornou-se adereço de piada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h44

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Índio, agora, aponta para elo ‘PT-Comando Vermelho’

  Sérgio Lima/Folha
Erroneamente, o jesuíta colonizador identificou em Tupã um deus indígena. Câmara Cascudo demonstraria mais tarde o equívoco.

 

Tupã não era, para os nativos, senão uma manifestação de Nhanederuvuçu, a verdadeira divindade indígena.

 

Na língua tupi, Tupã significa trovão. Seu efeito luminoso, o relâmpago, é o Tupãberaba. Fenômenos naturais que, por desconhecer, os índios temiam.

 

Pois bem. O vice de José Serra, silvícola de Ipanema, traz o índio enganchado no sobrenome por mero acaso, uma herança do avô.

 

Escolado, sabe como se formam as tempestades. Conhece as suas origens e os seus efeitos.

 

E escolheu frequentar a campanha de 2010 como um formador de nuvens.

 

Depois de vincular o PT às Farc e ao narcotráfico, o ‘demo’ Índio da Costa voltou a trovejar nesta quinta-feira (22).

 

Ele acompanhava o cacique Serra numa visita à aldeia do Rio de Janeiro. Súbito, estrondeou:

 

"A gente vive aqui no Rio de Janeiro, no meio de uma guerrilha urbana alucinada por conta do narcotráfico...”

 

“...Veja só: PT e as Farc. As Farc e o narcotráfico. O narcotráfico e o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento...”

 

“...Agora ela [Dilma] tem que dizer o que ela acha. Se ela acha que tem problema ou não essa relação".

 

A essa altura, as tempestades de Índio já não podem ser caracterizadas como espasmos ocasionais e esparsos.

 

A reiteração confere às nuvens uma aparência de estratégia. Coisa estudada, em combinação com o morubixaba da chapa.

 

Trata-se de uma aposta arriscada. Típica de quem já leva a sucessão em ritmo de tudo ou nada. Serra deveria se consultar com Nhanederuvuçu.

 

O deus da mitologia tupi-guarani, senhor dos trovões e dos relâmpagos, talvez recomende um ajuste no discurso tempestuoso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h26

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Dilma: posição de bispo não reflete opinião da CNBB

Marcello Casal/ABr

 

Dilma Rousseff falou, nesta quinta (22), a uma emissora de rádio de Garanhuns (PE). Provocada, comentou o artigo do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini.

 

Titular da Diocese de Guarulhos, Dom Bergonzini levou à web artigo recomendando aos católicos que não votem em Dilma porque ela defende o aborto.

 

Primeiro, a candidata disse que a opinião do bispo anti-PT não reflete o pensamento da CNBB. Depois, declarou que o texto do prelado parte de pressuposto falso.

 

“Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei".

 

O que diz a lei? Prevê que a Justiça pode autorizar o aborto apenas em dois casos: 1. Estupro; 2. Quando a gravidez submete a mãe ao risco de morte.

 

A Dilma modelo 2010 é diferente da Dilma de anos anteriores. Na versão 2007, por exemplo, Dilma defendia a completa descriminalização do aborto.

 

É pena que a conveniência eleitoral tenha empurrado Dilma para o ajuste semântico. Nessa matéria, vale o interesse das mulheres, não o das batinas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h46

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‘É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma!?!?!?

A peça acima contém o jingle de campanha de Fernando Collor de Mello. Numa volta ao passado, Collor ajeitar o futuro acomodando-se de novo no governo de Alagoas.

 

Na letra do forró que a marquetagem urdiu para revendê-lo, Collor aparece em nova embalagem. Ex-quase-inimigo-mortal de Lula, ele é agora um neo-companheiro. Diz o refrão:

 

Lula apoiando Collor

É Collor apoiando Dilma

Pelos mais carentes

É Lula apoiando Dilma

É Dilma apoiando Collor

Para o bem da nossa gente"

 

Para complicar, o PTB de Collor está consorciado no cenário nacional não à candidaturea de Dilma, mas à de José Serra.

 

Presidente da legenda, o deputado cassado Roberto Jefferson, denunciante e réu do mensalão, não digeriu Dilma.

 

Rival de Collor na briga pelo governo alagoano, Ronaldo Lessa (PSB) foi à Justiça Eleitoral. Pediu o veto ao jingle de Collor. “Propaganda enganosa”, diz ele.

 

Para desassessego de Lessa, cujo vice é filiado ao PT, o TRE expediu liminar favorável a Collor.

 

Até que o caso seja julgado em termos definitivos, o forró “Lula-Collor-Dilma” pode ser entoado livremente.

 

Não demora e Ronaldo Lessa vai perceber que, em política, vale tudo. Menos deixar-se surpreender.

 

Vigora a máxima do Barão de Itararé: “O político brasileiro é um sujeito que vive às claras, aproveitando as gemas, sem desprezar as cascas”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h24

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Sob clima de adeus, Lula chora em entrevista de TV

Lula concedeu, nesta quarta (21), uma entrevista à TV Record. A certa altura, derramou-se em lágrimas (veja no vídeo).

 

Deu-se no instante em que recordou um empréstimo do BNDES a uma cooprativa de catadores de papel. Coisa de R$ 200 milhões.

 

Traído pelo chora, Lula leva a mão aos olhos. Abaixa a cabeça. É o clima de despedida, presidente?

 

E ele: “Não. é o clima de reconhecimento de que as pessoas passaram a perceber que o Brasil é delas”.

 

Emendou outra recordação. Citou um encontro que manteve com moradores de rua no Palácio do Planalto.

 

“O discurso deles era: ‘Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de estar dentro do palácio”.

 

Lula caiu no choro pela segunda vez. “É coisa que eles jamais pensaram”, balcuciou. Mão no olho. Silêncio.

 

“Acho que eu tô ficando velho”, murmurou o presidente. Levou a mão ao bolso do paletó. Içou um lenço. Enxugou os olhos.

 

É a contagem regressiva, presidente? E Lula: “Não. Só vou fazer uma avaliação do governo depois de um certo tempo...”

 

“...Eu só vou descobrir que tem alguma coisa que eu não fiz depois de algum tempo. Vou valorizar muitas coisas que eu fiz depois que eu sair do governo [...].

 

Explicou assim o excesso de emotividade: “Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo...”

 

“...É como se você tivesse passado o tempo inteiro plantando, com um monte de gente olhando a sua roça e dizendo: ‘Não vai dar nada...”

 

“...Esse cara não soube plantar, esse cara é um metalúrgico’. E de repente, a planta brota, cresce e eu tô colhendo”.

 

Como que antevendo os dividendos eleitorais que o pranto pode render, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, correu ao twitter:

 

“O Jornal da Record está passando uma entrevista com o Lula, sensacional. Quem não estiver vendo, ainda dá tempo de pegar a última parte”, dedilhou Dutra no computador.

 

 

Noutro trecho da entrevista, a reporter perguntou a Lula se pensa em recanditar-se à presidência em 2014. De saída, disse “não”. Depois, se desdisse:

 

“Em política, a gente nunca pode dizer não. Mas, se eu tiver juízo e os meus neurônios perfeitos...”

 

“...Vou me contentar em ser um bom ex-presidente da República, sem dar palpites”.

 

Foi instado a comentar o caso da violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

 

Perguntou-se a Lula se pediria pressa na apuração, de modo a esclarecer o malfeito antes da eleição presidencial.

 

A resposta de Lula deixou implícito que não pretende mover uma palha. O problema, disse ele, é da Receita.

 

A entrevistadora lembrou ao presidente que o fisco está submetido ao Planalto. E Lula:

 

“A Receita Federal é intocável, até para o presidente da República. Se eu pedir a declaração do meu pior inimigo, não pode, tem que me denunciar”.

 

De fato. Mas, para preservar a intocabilidade do fisco, não seria deespropositado que o presidente solicitasse rigor e pressa na identificação dos que a tocaram.

 

Lula foi convidado também a dizer meia dúzia de palavras sobre os antecessores. Reconheu: “Todo mundo fez um pouco neste país”.

 

Citou “o Getúlio, o Juscelino”. Até FHC entrou na lista. Primeiro, um assopro: “O primeiro mandato do Fernando Henrique foi importante”.

 

Depois, uma mordida. Recordou do segundo mandato da era tucana a crise cambial de 99 e o legado econômico ruinoso que recebeu.

 

Perguntou-se o que fará em a partir de 2 de janeiro de 2011, já na condição de ex-presidente da República.

 

“Fico pensando no que vai ser da minha vida, em São Bernardo”, disse. “[...] Ninguém pra xingar, ninguém pra reclamar...”

 

“Não vai ter ninguém ninguém pra fazer ligação pra mim. Sem os filhos. Vamos ficar eu e a Marisa olhando um pra cara do outro. E agora Lulinha? Vamos tocar a vida”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h19

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Empresários elegem a logística como o maior gargalo

Ouvidos pelo Ibope, 54%  citaram transportes e distribuição
O segundo grande problema, com 30%, é telecomunicações
Para 86%, entraves inibem investimento em infraestrutura 

A Câmara Americana de Comércio encomendou ao Ibope uma pesquisa sobre os desafios do Brasil na área de infraestrutura.

 

Entre os dias 28 de abril e 17 de maio, foram entrevistados 211 executivos de empresas sediadas em dez cidades brasileiras.

 

Os resultados da sondagem foram apresentados num seminário realizado em São Paulo, nesta quarta (21). Vão abaixo os principais dados:

 

1. Logística: Com 54% de menções, foi a área apontada pelos entrevistados como principal gargalo estrutural do país.

 

Envolve transportes e distribuição de produtos. Decompodo-se o universo dos 54%, descobre-se o seguinte:

 

Uma parte dos empresários, 32%, vê as deficiêncis do transporte rodoviário como o grande problema logístico.

 

Outra parte, 31%, avalia que a maior encrenca está nos aeroportos.

 

Outros 12% apontaram o transporte marítimo como principal problema. O ferroviário, apenas 12%.

 

2. Telecomunicações e Tecnologia da Informação: Com 30% de menções, esse setor foi apontado como o segundo mais problemático em matéria de infraestrutura.

 

Para 55%, o que mais prejudica os negócios é o custo das telecomunicações e da tecnologia da informação. Para 26%, o problema é a dificuldade de acesso a esses serviços.

 

3. Energia: no rol de problemas de infraestrutura, o setor energético ocupa a terceria posição, com uma taxa de menção irrisória: 4%.

 

O índice mixuruca se explica pelo grau de confiança no êxito dos projetos anunciados pelo governo para suprir a demanda de energia nos próximos anos.

 

Para 66% dos empresários ouvidos, os projetos oficiais serão suficientes para suprir entre 51% e 50% da energia necessária.

 

4. Investimentos privados: Nesse tópico, a pesquisa feita pelo Ibope traz um dado preocupante.

 

A grossa maioria dos entrevistados (86%) declara que há no Brasil entraves que inibem os investimentos privados em infraestrutura.

 

Entre os problemas mencionados estão: Falta de clareza na regulamentação, instabilidade das agências reguladoras, insegurança jurídica, aspectos financeiros e a legislação ambiental.

 

Os associados da Câmara Americana de Comércio não se sentem à vontade para pôr dinheiro nos projetos do governo. Por quê?

 

Alegam que a rentabilidade é baixa, os juros dos financiamentos são altos e a disponibilidade de crédito diminuta.

 

Deito de outro modo: a maioria dos empresários não se anima a abrir a caixa registradora para bancar a participação em obras públicas. Há aqui um cheiro de BNDES.

 

À luz dos números colecionados pelo Ibope, a Câmara de Comércio Americana decidiu deitar sobre o papel um lote de providências que deseja ver adotadas pelo governo.

 

O documento será repassado aos candidatos que disputam a cadeira de Lula.

 

Quem lê o papel fica com a impressão de que o setor de infraestrutura, que Lula diz ter dado um salto em sua gestão, é um empreendimento por fazer.

 

Sócio da PricewaterhouseCoopers, Otavio Maia afirma que os 3,2% do PIB que o Brasil investe em infraestrutura deixam o país atrás da Índia (5,3%)...

 

...Na rabeira da China (3,6%) e aquém da Rússia (3,4%). Ou seja, entre os países do BRIC, o Brasil é o que menos investe no setor.

 

Há números que assustam. Por exemplo: No Brasil, apenas 6% das estradas são pavimentadas. Na China, 70%. Na Rússia, 67%. E na Índia, 63%.

 

Outra exemplo: No transporte aéreo, um dos mais utilizados no mundo dos negócios, a saturação chegou aos principais aeroportos.

 

Tomado pela movimentação de passageiros, o aeroporto de Congonhas apresenta índice de saturação de 114%; Guarulhos, 132%; Viracopos, 168%; e Brasília, 165%.

Pelas contas da Bunge Brasil, presidida por Pedro Parente, ex-chefe da Casa Civil de FHC, o Brasil perde US$ 5 bilhões por ano em função das deficiências de logística.

 

- Serviço: Aqui, um texto com os números da pesquisa do Ibope. Aqui, as propostas que a Câmara de Comércio Americana levará aos presidenciáveis.

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Escrito por Josias de Souza às 05h18

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As machetes desta quinta

 

- Globo: Dossiê: suspeita de violar IR é sindicalista do ABC

 

- Folha: Servidora do ABC é investigada por violar sigilo de EJ

 

- Estadão: Receita afasta suspeita de quebrar sigilo fiscal de tucano

 

- JB: Aço, um negócio da China

 

- Correio: A voz da morte

 

- Valor: Debêntures de 12 anos financiam a infraestrutura

 

- Estado de Minas: O assassinato de um sonho

 

- Jornal do Commercio: Crédito mais fácil para empresas da Mata Sul

 

- Zero Hora: Vento de 124 km/h destrói e fere em Canela e Gramado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h54

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Multas ao vento!

Tiago Recchia

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h19

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Bispo católico aos fiéis: ‘Não dêem seu voto a Dilma’

Diocese de Guarulhos leva artigo anti-PT a página na web

 

  Evaristo Sá/FP
“Recomendamos a todos os verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à senhora Dilma Rousseff...

 

A frase consta de um artigo veiculado em página oficial da Igreja Católica na web. O autor é Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

 

Ele é titular da Diocese de Guarulhos, em São Paulo. Pendurou o texto no sítio mantido por sua prelazia.

 

Traz no título uma citação de Jesus: “Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

 

Foi com essa frase, ensina o bispo Bergonzini, que o Cristo “definiu bem a autonomia e o respeito que deve haver entre a política (Cesar) e a religião (Deus)”.

 

Faz parte da missão da Igreja, continua o bispo, “zelar para que o que é de ‘Deus’ não seja manipulado ou usurpado por ‘César’ e vice-versa”.

 

Pois bem. Na opinião do bispo de Guarulhos, o PT usurpa o que é divino ao se posicionar, “pública e abertamente a favor da legalização do aborto”.

 

Para Dom Bergonzini, o partido de Dilma atenta “contra os valores da família e contra a liberdade de consciência”.

 

O bispo recorda também que, no seu 3º Congresso, realizado em fevereiro, o PT “ratificou o Plano Nacional de Direitos Humanos, de cujo teor discorda.

 

Ele repisa: “A liberação do aborto, que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos, não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico”.

 

No parágrafo seguinte, faz a exortação aos fiéis:

 

“Isto posto, recomendamos a todos os verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à senhora Dilma Rousseff”.

 

Estende o conselho aos “demais candidatos que aprovam tais ‘liberações’, independentemente do partido a que pertençam”.

 

Não cita, porém, o nome de nenhum outro candidato. Nada de José Serra. Tampouco a evangélica Marina Silva é mencionada.

 

Em entrevista à TV Brasil, nesta quarta (21), Dilma foi instada a dizer o que pensa do aborto. Disse que é uma questão de “saúde pública”.

 

Lembrou que algumas mulheres, sobretudo as mais pobres, são compelidas a recorre a métodos abortivos pouco seguros.

 

A investida do bispo de Guarulhos chega num instante em que Dilma se prepara para receber, neste sábado (24), o apoio de representantes de 15 igrejas evangélicas.

 

No último final de semana, o vice da chapa de José Serra, Índio da Costa (DEM-RJ) já havia enveredado pela seara religiosa.

 

Índio chamara Dilma de “ateia”. Referira-se a ela como “esfinge do pau oco”. Nos processos que move contra ele, o PT inclui essas declarações no rol das injúrias e difamações.

 

Bem antes da campanha, numa sabatina promovida pela Folha em 2007, Dilma fizera o seguinte comentário sobre a existência de Deus:

 

"Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?".

 

Hoje, ela se declara católica. Assim como o vice Índio, o bispo Bergonzini não parece dar-lhe crédito.  

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do bispo da Diocese de Guarulhos.

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Escrito por Josias de Souza às 23h36

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BC reduz ritmo de alta de juros a 3 meses da eleição

O Banco Central decidiu suavizar a ‘chave de juros’ que aplica na economia brasileira desde abril.

 

Depois de duas altas consecutivas de 0,75 ponto percentual, anunciou a elevação da taxa básica de juros em 0,50 ponto.

 

A coisa foi de 10,25% para 10,75% ao ano. A maioria do mercado apostava em 11%.

 

Adotada pela unanimidade dos diretores do BC, a opção pelo refresco foi explicada em nota:

 

"Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo".

 

Abaixo, uma tradução do economês do BC para o português das ruas em cinco tópicos:

 

1. Para o BC, os ventos da economia mudaram desde a última reunião do comitê dos juros, há 45 dias. Eliminou-se o risco de disparada da inflação.

 

2. Entre os “fatores domésticos”, pesou na decisão o resultado do IPCA, índice que mede a variação dos preços. Anotou, em 15 de julho, uma leve deflação.

 

3. No front externo, pesou o quadro de crise que perdura nos EUA e, sobretudo, na Europa.

 

4. A crise no estrangeiro reduz a chance de o Brasil exportar os seus produtos. Algo que conspira contra o desempenho da indústria nacional.

 

5. Contidos os preços e eliminado o risco de superaquecimento da economia, o BC sentiu-se à vontade para servir o refresco.

 

A próxima reunião sobre juros está marcada para 31 de agosto. No dia seguinte, 1º de setembro, será anunciada uma nova taxa.

 

O mercado começa a projetar uma injeção ainda menor: 0,25 ponto percentual. A ver.

 

Sob o verniz técnico, há uma camada de política na decisão do BC. Algo que jamais será admitido à luz do Sol.

 

Quanto mais alta a taxa de juros, menor a atividade econômica. Num cenário de disputa apertada, um arrocho demasiado não interessa à candidatura oficial.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h52

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Dilma: ‘Sou contra o controle do conteúdo’ da mídia

  Marcello Casal/ABr
Dilma Rousseff concedeu entrevista à emissora estatal TV Brasil. Foi inquirida sobre teses polêmicas defendidas por parte do PT.

 

Discorreu, por exemplo, sobre a proposta de instituir no país o “controle social” da mídia. Em timbre peremptório, declarou:

 

"É inadmissível a censura à imprensa, ao conteúdo, à critica. Sou rigorosamente contraria ao controle a imprensa".

 

E quanto ao controle social”, defendido pelo PT e discutido no governo Lula? “Isso é impreciso”, disse a presidenciável petista.

 

Ela tentou esmiuçar o tema: “Não existe controle social no conteúdo. O que há hoje no Brasil é o controle do que é público...”

 

“...Há uma legislação sobre cabo, sobre telefonia, há decreto sobre TV digital baseado em uma lei..."

 

"...O que se discute ainda é se a telefonia participa ou não de radiodifusão”.

 

Não é o que estava esrito no programa de governo que o PT levara ao TSE e, ante a reação negativa, substituiu por outro texto.

 

Mas Dilma insistiu: "O único controle que existe é o controle remoto. Sou contrária ao controle do conteúdo...”

 

“...No que se refere a controle social é impreciso. Não existe controle social que não seja público". Hummmm... Controle social público?!?!?

 

Ao tratar do tema, Dilma insinuou que há políticos que recorrem a uma modalidade de censura que considera reprovável.

 

Telefonam para diretores das redações e pedem o escalpo de repórteres incômodos.

 

“Alguém usar de sua posição para telefonar para diretor de jornal e pedir para punir jornalista é censura”, disse, sem dar nome aos bois. “Eu nunca liguei para reclamar".

 

Dilma também falou sobre outra ideia anotada no programa de governo que, no vaivém do TSE, foi suprimido em ritmo de vapt-vupt.

 

Trata-se da taxação de grandes fortunas. Posicionou-se, de novo, contra a providência:

 

"É inócuo. Já foi tentado fazer isso em vários lugares [do mundo] e isso não resulta em ganho para a sociedade".

 

Sobre a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, uma proposta cara às centrais sindicais que a apóiam, Dilma escorregou.

 

Disse que não cabe ao governo legislar sobre a matéria. É coisa para ser acertada entre as empresas e os trabalhadores.

 

"Tem setores no Brasil que podem ter jornada de 40hs é questão de negociar entre patrões e empregados...”

 

“...Tem setores mais atrasados, principalmente médios e pequenos, que não tem a mesma condição...”

 

“...A sociedade tem que amadurecer e caminhar para isso. Não temos como o governo legislar".

 

Questionada sobre o aborto, Dilma repisou o que já dissera: é questão de saúde pública.

 

“Nenhuma mulher quer fazer aborto. Elas estão fazendo por uma medida que as pessoas não gostariam, porque é uma violência ao corpo da mulher”.

 

No mais, reafirmou uma de suas prioridades: a erradicação da pobreza. Cuidou de enaltecer os avanços obtidos sob Lula:

 

 “Criamos um mercado poderoso para 190 milhões de consumidores. Criar esse mercado foi a condição para podermos enfrentar essa crise [global]...”

 

“...Nosso governo não é para um terço, três quartos da população, é para todos os brasileiros”.

 

A entrevista de Dilma vai ao ar às 22h desta quarta (21). O próximo entrevistado da TV Brasil será José Serra. Depois dele, Marina Silva.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h31

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Processado pelo PT, Índio da Costa reage com ironia

Levado às barras dos tribunais pelo PT, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) modulou a borduna, mas não a recolheu.

 

Afinado com o cacique José Serra, o vice Índio já não repisa a acusação de vínculo do petismo com o narcotráfico. Concentra-se na guerrilha.

 

Está preocupado com o processo?, perguntou-se a Índio. E ele, levando a flecha ao arco:

 

"Preocupado com o quê? Eles, que têm ligações com as Farc, é que devem se preocupar".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h21

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Todos os homens da ‘caixa registradora’ da sucessão

 

Longe dos holofotes, movem-se na praça os operadores das arcas do PSDB e do PT. A repórter Natuza Neri reuniu-os num texto.

 

Vao abaixo os nomes dos responsáves pela caixa registradora de cada comitê:

 

1. Campanha de José Serra:

 

- Comitê Financeiro: será presidido por José Gregori. É ele quem vai assinar a escrituração a ser enviada à Justiça Eleitoral.

 

Ex-ministro da Justiça de FHC, Gregori é, hoje, secretário Especial de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo, sob Gilberto Kassab (DEM).

 

- Tesouraria: ficará a cargo de Luis sobral. Vai cuidar do vaivém diário dos cifrões, responsabilizando-se pela emissão dos recibos eleitorais.

 

Filiado ao PSDB há 12 anos, Sobral jamais exercera esse tipo de atribuição. Desconhecido, não terá de pedir doações. Vai se restringir à burocracia.

 

- Turma do chapéu: Além de Gregori, foram escalados para pedir doações a empresários os tucanos Márcio Fortes e Eduardo Jorge.

 

Com excelente trânsito no mundo dos negócios, Fortes é candidato a vice-governador do Rio, na chapa de Fernando Gabeira.

 

Amigo e ex-auxiliar de FHC, Eduardo Jorge ocupa a vice-presidência executiva do PSDB.

 

2. Campanha de Dilma Rousseff:

 

- Comitê financeiro: o presidente do PT, José Eduardo Dutra presidirá também o órgão financeiro central da campanha.

 

Disporá da assessoria jurídica do deputado federal e advogado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

 

- Tesouraria: para essa função, o petismo escalou o ex-prefeito de Diadema, José de Fillipi Jr.. Já havia se ocupado da tarefa na campanha reeleitoral de Lula, em 2006.

 

Como prefeito, Fillipi Jr. arrostou uma decisão judicial que o condenou a devolver ao erário verbas repassadas a uma banca advocatícia contratada sem licitação.

 

Nesta semana, o Tribunal de Contas de São Paulo registrou a escrituração da prefeitura de Diadema referente ao ano de 2008. Fillipi ainda não se manifestou.

 

- Turma do chapéu: Coube ao deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci centralizar a coleta.

 

Auxiliam Palocci o ex-prefeito Fillipi Jr. e o secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto,

 

Vaccari tem nos seus calcanhares o Ministério Público de São Paulo, que o acusa de malfeitos na Bancoop, a coperativa habitacional do sindicato dos bancários.

 

Entre as denúncias há a de que verbas dos cooperados da Banccop teriam fornido um caixa dois do PT. Vaccari e o partido negam.

 

Desde a era Fernando Collor, disseminou-se entre os empresários a percepção de que o “por fora” é coisa perigosa.

 

Os arquivos da 7ª Vara da Justiça Federal de Brasília guardam sete processos que ajudam a explicar o medo que passou a assediar as logomarcas.

 

Nas folhas desses processos, eternizaram-se os detalhes das relações perigosas que o alto empresariadeo nacional manteve com a EPC.

 

Não se lembra dea EPC? Era o escritório que Paulo Cesar Farias montara para “morder” empresários no sótão da gestão Collor.

 

O processo mais antigo é de 1993. Os outros, foram abertos em 1995. A lista de réus é eloqüente.

 

Inclui, por exemplo, Odebrecht, Cetenco, Votorantim, Cimento Portland Itaú, Tratex e um considerável etc.

 

A morto de PC Farias fez esfumaçar-se a chance de condenação. Mas sobreviveu o fantasma da execração pública.


Sofisticou-se o caixa dois. Mas o dinheiro clandestino não deixou de existir. Sobrevieram uma coleta ilegal de FHC, um caso Lunus, e três mensalões.

 

O bom senso recomenda aos candidatos lacrem o caixa dois. A coleta mal começou. Ainda está em tempo.  

 

Mas a política, como se sabe, é feita de insensatez. Quando misturada aos negócios, a alucinação passeia pelas fronteiras do paroxismo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h25

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Servidora do ABC é ‘suspeita’ na encrenca EJ X fisco

Ela se chama Antonia Aparecida Silva. Exerce a função de analista tributária da Receita Federal.

 

Está lotada em Mauá, na grande São Paulo. Há 13 dias, em 8 de julho, foi exonerada do cargo em comissão que ocupava.

 

O afastamento foi ao ‘Diário Oficial’ uma semana depois de a Folha ter noticiado que o sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge havia sido violado.

 

No início da tarde desta quarta (21), a Delegacia Sindical de Santo André e São Bernardo do Campo confirmou:

 

Antonia Aparecida está sendo investigada por ter realizado suposto acesso indevido aos dados fiscais do vice-presidente do PSDB.

 

Guiando-se pelas senhas, a Receita detectou pelo menos cinco acessos ao Imposto de Renda de EJ nas máquinas da repartição. Porém...

 

Porém, apenas a consulta feita por Antonia Aparecida teria carecido de justificativa plausível. Deu-se o que o fisco chama de “acesso imotivado”.

 

Descobriu-se, de resto, que a consulta foi seguida da impressão do Imposto de Renda de EJ.

 

Se confirmada, a extração da cópia tem enorme importância. Há dois malfeitos sob investigação: o acesso imotivado e a violação do sigilo.

 

O primeiro rende punição administrativa. O segundo caracteriza crime. A legislação impõe o sigilo fiscal.

 

Em contato com o sindicato de sua categoria, Antonia Aparecida negou que tenha praticado o malfeito.

 

A apuração corre na Corregedoria-Geral do fisco. O prazo para a conclusão é de 120 dias. Mas o corregedor promete concluir antes de outubro, mês da eleição. Tomara!

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h28

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Agressões afastam os professores das salas de aula

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Escrito por Josias de Souza às 14h01

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Atacada por Lula, procuradora já votou nele 3 vezes

No TSE, Sandra Cureau alvejou mais Serra do que Dilma

 

Lula Marques/Folha

 

Há duas décadas, grávida aos 42 anos, Sandra Cureau foi à Cinelândia, no Rio, para assistir a um comício do PT. Corria o ano da primeira eleição presidencial pós-redemocratização. “Votei no Lula em 89, no primeiro e no segundo turnos”, ela recorda.

 

Decorridos 21 anos, em comício realizado na mesma Cinelândia, Lula referiu-se à ex-eleitora, hoje vice-procuradora-geral eleitoral, de maneira depreciativa. Chamou-a de “uma procuradora qualquer”. Sem mencionar-lhe o nome, disse que ela tenta retirá-lo da campanha de Dilma Rousseff.

 

O voto de 89 não foi o único que a doutora, hoje com 63 anos, entregou a Lula. “Votei nele de novo em 94 ou 98, não me lembro. Num ano votei no Lula e, no outro, no Fernando Henrique. Em 2002, votei no Lula de novo”.

E quanto a 2006? “Não votei, estava trabalhando nas eleições como procuradora eleitoral”.

  

Sandra Cureau recebeu em seu gabinete os repórteres Eliane Cantanhêde, Valdo Cruz e Felipe Seligman. A conversa foi levada às páginas da Folha.

 

Nas pegadas do lero-lero palanqueiro de Lula, o PT passou a esgrimir a ameaça de representar contra Sandra no Conselho do Ministério Público. O partido abespinhou-se porque a procuradora enxergou “abuso de poder” nas menções que Lula fez a Dilma em duas solenidades oficiais.

 

A transgressão pode render a Lula um novo pedido de multa no TSE. “Estou esperando a gravação”, diz Sandra. “Não basta apenas notícia de jornal”. E quanto à acusação de partidarismo feita pelo PT? Sandra responde com outra indagação: “Eles não fazem as contas?”

 

A repórter Mariângela Gallucci fez, por dever funcional, as contas que o petismo se absteve de fazer. Ela foi aos arquivos do TSE. Desobriu que, tomada pelas ações que levou ao tribunal, Sandra Cureau implica mais com o tucanato do que com o petismo.

 

Contra José Serra e o PSDB, a procuradora já ajuizou 16 representações. Contra o PT e Dilma Rousseff, apenas 12. Os números convertem a suspeita de “perseguição” em balela. E a ameaça de retaliação do PT em burrice.

 

Sandra diz não ter ficado aborrecida com a qualificação de “procuradora qualquer”. Recorda que Lula não citou o seu nome. Concorda que, por dedução, pode-se concluir que era ela o alvo da referência. Mas faz uma concessão à dúvida: “Seria desonesto dizer que me deu uma cacetada”.

 

“O que me incomodou foi uma visão meio depreciativa do Ministério Público. Não sou nada, as pessoas podem achar de mim o que quiserem, mas a instituição...”

 

Há o risco de impugnação de alguma candidatura presidencial? “As multas aplicadas até aqui, sozinhas, não são capazes de impugnar”, diz Sandra. “Não houve até aqui situações que possam caracterizar desequilíbrio das eleições...”

 

“...Teria de ter um ato que fizesse uma candidatura subir astronomicamente nas pesquisas. Isso não aconteceu. Quanto mais importante o cargo, mais cuidadoso você tem de ser, para não cair no golpismo”.

 

Como assim? “Golpismo no sentido de alguém fazer uma artimanha para afastar o outro da eleição, pegar um ato apenas. Por isso tem de ser algo que desequilibre as eleições para levar a uma impugnação”. Ela acha que as multas previstas em lei eleitoral (no máximo R$ 25 mil) "são muito baixas".

 

De resto, olha para o Judiciário de esguelha: "No Brasil, temos um exagero de recursos. Quem tem condição de pagar um excelente advogado pode se sustentar até cumprir o mandato ou, ao contrário, consegue prescrever ação penal e derrubar o adversário que ganhou".

 

Acrescenta: "Processo envolvendo pessoas poderosas não dá em nada. Achava extremamente frustrante na área penal. Vamos ver na eleitoral".

 

Perguntou-se à doutora em quem vai votar. E ela: “Tem hora que aparece alguém que desponta como uma esperança, tem hora que não aparece. Ainda não decidi”. Insistiu-se: Gostaria de votar numa mulher? Sandra tergiversou: “Gostaria que tivéssemos uma mulher presidente, mas não sei em quem votar”.

 

Arrependeu-se de ter votado em Lula? “Não. Eu o acho uma pessoa extremamente carismática, com uma capacidade enorme de interagir com o povo. É inegável”.

 

Acha que fez um bom governo? “Parece-me que sim. Tanto ele como o Fernando Henrique fizeram bons governos”. Quem diria! O PT converteu em alvo uma procuradora que, tendo votado três vezes em Lula, considera-o carismático e bom governante.

 

Nunca antes na história desse país uma agremiação partidária demonstrara ter tanto desapreço pelo próprio pé.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h24

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Com ‘twittaço’, Marina passa dos 100 mil seguidores

Serra também festeja um novo patamar: mais de 300 mil

 

 

O comitê de campanha de Marina Silva promoveu nesta terça (20) um “twitaço”.

 

Vendida como versão cibernética do velho panelaço, a iniciativa rendeu à candidata a ultrapassagem de uma marca. 

 

No meio da tarde, 15h25, o microblog de Marina logrou ultrapassar a fronteira dos 100 mil seguidores. A coisa ecoou no exterior.

 

De passagem por São Paulo, Marina abriu espaço na agenda para conferir os resultados da mobilização.

 

Foi a uma lan house, na Rua Augusta. Mais tarde, soltou fogos no próprio twitter: “Feliz coincidência: no dia do Twitaço, cruzamos a marca de 100 mil...”

 

Na madrugada desta quarta (21), também o presidenciável tucano José Serra saboreou uma mudança de patamar no twitter.

 

Anotou: “Êpa, olhei para o lado e vi: hoje passamos os 300 mil seguidores! Não sei identificar quem protagonizou a virada dos 200 para os 300...”

 

Dilma Rousseff está no meio dos dois. Às 5h30 da matina, os seguidores da petista somavam quase 121 mil.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h47

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Para Lula, a campanha de José Serra ‘perdeu o rumo’

José Cruz/ABr

 

Aumentou a taxa de otimismo de Lula em relação às chances de vitória de Dilma Rousseff na sucessão presidencial de 2010.

 

Em privado, o presidente diz que Dilma “pegou o jeito” de candidata. E avalia que a campanha de José Serra “perdeu o rumo”.

 

Acha que, ao vincular o PT ao narcotráfico, o vice de Serra, Índio da Costa (DEM), empurrou o rival tucano para uma radicalização que o prejudica.

 

Lula andava incomodado com Serra. Enxergava o discurso acomodatício do adversário de Dilma como uma “jogada inteligente”.

 

Além de poupá-lo de críticas, Serra vinha escorando a campanha na promessa de manter e ampliar os programas que funcionam no governo.

 

Depois do “efeito Índio”, imagina Lula, ficou mais difícil para Serra dissimular a condição de candidato de oposição.

 

Tomado pelo que disse nas últimas horas, o presidente planeja realçar a presença do DEM na chapa de Serra. Quer que o PT faça o mesmo.

 

Para Lula, ao sair da sombra, Índio, "um vice despreparado", grudou na imagem “progressista” que Serra tenta passar o contraponto conservador do “PFL”.

 

O presidente só se refere ao partido aliado de Serra pelo nome antigo. Recusa-se a chamar o ex-PFL de DEM.

 

Chegou o momento, segundo diz, de recordar o radicalismo com que os ‘demos’ se opuseram ao seu governo no Congresso.

 

Cita a derrubada da CPMF. Recorda que o PSDB esteve na bica de fechar um acordo que destinaria toda a arrecadação do tributo à saúde.  

 

Debita o envenenamento do quase-acordo à ação do “PFL”. E pergunta: como o Serra, ex-ministro da Saúde, vai explicar?

 

Lula repete um mantra que ouve dos marqueteiros desde 2002, quando ainda era assessorado por Duda Mendonça: baixaria não dá votos, tira.

 

Viu nas últimas declarações de Dilma –“Não vou rebaixar o nível”— um acerto.

 

Mantém a ideia de avocar para si a tarefa de “desconstruir” o discurso continuísta de Serra.

 

Algo que pretende fazer, sobretudo, na propaganda de televisão. Vai ao ar a partir de 17 de agosto. Mas Lula já começou a gravar.

 

Lula repete entre quatro paredes algo que dissera a José Sarney há duas semanas. Ele soa convencido de que é grande a chance de Dilma prevalecer no primeiro turno.

 

Nesta semana, virão à luz os resultados de novas pesquisas de opinião. Vai-se saber, então, se o otimismo de Lula já tem respaldo estatístico.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h55

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Sindicatos impõem desconto ilegalmente a aposentados

 

- Folha: EUA gastam US$ 1 tri com guerra ao terror

 

- Estadão: Satélites indicam redução de 47% no desmate da Amazônia

 

- JB: Justiça assume o lugar da Anac

 

- Correio: Golpe em aposentados atinge Ministérios

 

- Valor: País escapa por pouco da lista negra da lavagem

 

- Estado de Minas: Falta de fiscalização põe em risco nova lei de uso do solo

 

- Jornal do Commercio: Dengue lota as unidades de saúde

 

- Zero Hora: Investigada venda de vagas no semiaberto

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h15

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No mato com o vice!

Aroeira

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Escrito por Josias de Souza às 01h37

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Eleitorado cresce 7,8% e agora soma 135,8 milhões

Nelson Jr./TSE

 

O TSE divulgou nesta terça (20) estatísticas recolhidas do seu cadastro nacional de eleitores. Os dados foram fechados em 5 de maio.

 

Nesse dia, terminou o prazo para a requisição de novos títulos de eleitor e para as transferências de domicílio eleitoral.

 

Pois bem. Peneirados os números, verificou-se que o eleitorado brasileiro cresceu 7,8% em relação às eleições de 2006.

 

Naquele ano, havia no país 125,9 milhões de pessoas aptas a votar. Hoje, há 135,8 milhões. Coisa normal, segundo o TSE.

 

Pelas contas do tribunal, o número de eleitores cresce, em média, 4% a cada eleição. No pleito municipal de 2008, o número era de 130,3 milhões.

 

Numa divisão por gênero, o eleitorado continua sendo feito mais de mulheres (51,8%) do que de homens (48%).

 

Em 2010, estão credendiadas para votar 70,3 milhões de mulheres. Elas eram contadas em 64,8 milhões no ano de 2006. Em 2008, somavam 67,4 milhões.

 

Das 27 unidades da federação, só em cinco há mais eleitores do sexo masculino: Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Os computadores do TSE mastigaram um dado que deixou o tribunal embatucado: na contramão do crescimento geral, o eleitorado jovem encolheu.

 

Os eleitores de 16 e 17 anos totalizavam 2,5 milhões em 2006. Em 2008, saltaram para 2,7 milhões. Hoje, são 2,4 milhões. Em dois anos, 300 mil a menos.

 

Por quê? O TSE não soube explicar. Mas, considerando-se que nessa faixa de até 17 anos o voto é opcional, pode-se intuir que parte da rapaziada, por descrente, não se anima a votar.

 

A faixa etária que reúne o maior número de eleitores é a de 25 a 34 anos: 32,8 milhões. Ou 24,1% do total geral.

 

O naco que vem a seguir é o dos eleitores de 45 a 59 anos: 30,7 milhões. O que corresponde a 22,6% do total. É gente que vota desde a redemocratização, em 1989

 

De resto, o cadastro do TSE ratificou o ranking dos maiores colégios eleitorais. No topo, com 22,3% do eleitorado, está São Paulo.

 

A seguir, Minas Gerais, com 10,6%. O Rio é o terceiro maior colégio: 8,5%. E a Bahia o quarto: 7%.

 

Ao percorrer os números, o cidadão otimista festejará o fato de que há, hoje, 7,8% a mais de brasileiros em condições de definir o futuro do país.

 

As eleições, como se recorda, são gerais: deputado federal e estadual, um pedaço do Senado, governos estaduais e presidente da República.

 

O pessimista olhará ao redor, dirá que a democracia brasileira tornou-se um regime político que saiu pelo ladrão.

 

Concluirá que a eleição é uma loteria sem prêmio. E lamentará que tenha crescido o número de pessoas aptas a optar entre os lamentáveis e o impensáveis.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h23

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Lula diz que não tem ‘raiva’ de quem tem ‘raiva’ dele

Lula sancionou nesta terça (20) a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. Poderia tê-lo feito a portas fechadas. Porém...

 

Porém, o presidente não costuma perder a oportunidade de reunir platéia. Sobretudo em período eleitoral. E, como não há audiência sem discurso, Lula foi ao microfone.

 

A certa altura, pôs-se a praticar dois de seus esportes prediletos: falou mal dos outros. E bem de si mesmo (assista a um trecho lá no alto).

 

Disse que “doi” ver as capas de revistas que o criticam. Incomoda ouvir os rivais que o xingam. E posou de magnânimo.

 

Afirmou que, aos 64 anos, porta-se com maturidade: “Aprendi a não ter raiva de quem tem raiva de mim”.

 

Em seguida, em timbre raivoso, pôs-se a desancar FHC. Sem mencionar o nome do antecessor, alfinetou:

 

“A ignorância desse país era tão grande, uma parte da elite desse país era tão incompetente que eles nunca receberam um reitor...”

 

“...O único presidente que, durante oito anos, recebeu todo ano todos os reitores é esse, que só tem o quarto ano primário”.

 

Para Lula, os adversários falam mal dele porque desejam que tenha “azia” e “gastrite”. Querem que “não durma” e “não coma”.

 

Dá de ombros para a cilada: “Quem tiver pensando que não vou dormir ou que vou ter gastrite porque não gostam de mim pode tratar de gostar, que vai fazer bem”.

 

Como se vê, embriagado pela popularidade, Lula já não está se achando, como se diz. Com perdão da expressão, ele “já se tem certeza”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h29

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Haja colchão: TSE impõe a Dilma outra multa, a sexta

  Lula Marques/Folha
Antes, havia um intervalo de dias entre uma multa e outra. Agora, elas chegam com a velocidade das horas.

 

Num mesmo dia, o TSE impôs a Dilma Rousseff duas multas. Uma no início da tarde. Outra no fim do dia –R$ 5 mil cada. E a noite mal começou.

 

Com a nova multa, Dilma iguala-se a Lula em quantidade. O presidente também coleciona seis.

 

A candidata só não alcançou o cabo eleitoral no valor. As multas dela somam R$ 31 mil. As dele, R$ 42,4 mil.

 

Nesta segunda decisão do dia, o TSE pendurou uma multa também nas arcas do PT-AM: R$ 30 mil.

 

No despacho da manhã, R$ 7,5 mil para o PT-SP.

 

As penas decorrem das infrações de sempre: utilização da propaganda partidária para promoção ilegal da candidata.

 

Coisa apontada pelo Ministério Público. E vem mais por aí.

 

Alheia às acusações de "partidarismo", a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau (foto) produz em escala industrial.

 

Acaba de encrencar com um outdoor que o PT plantou nas cercanias do comitê central de Dilma, em Brasília. Exibe a candidata e o vice Michel Temer.

 

A peça é enorme: 575 m². Uma afronta a determinação da Justiça Eleitoral, que só autoriza placas de 4 m², desde que acomodadas em terrenos privados.

 

A doutora pede que, além de mandar arrancar o outdoor da via pública em que se encontra, o TSE multe a candidata.

 

De resto, em meio às críticas que lhe fazem Lula e o PT, a procuradora Sandra investe no TSE também contra José Serra e o PSDB.

 

Protocolou umaduas representações. Pede, em ambas, que partido e candidato tucano sejam multados por fazer propaganda ilegal em São Paulo.

 

O ritmo de transgressões é tal que a platéia fica com a sensação de que ontem já faz muito tempo!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Clovis Rossi: ‘PT, Farc, meia verdade e ambiguidade’

Steffen Schmidt/EFE

 

Em política, como na vida, a oportunidade não costuma bater duas vezes. Quem fica tocando a campanhinha sem parar são os adversários e os cobradores.

 

Não é a primeira vez que o PT é acusado de manter relações com as Farc. Mas, pela enésima vez, o partido desperdiça a oportunidade de explicar-se.

 

O comando da campanha de Dilma Rousseff prefere reclamar da oposição e do noticiário que a ecoa. Bobagem. É como se um capitão de navio se queixasse do mar. Melhor providenciar de uma vez os esclarecimentos.

 

Em texto levado à sua coluna na web, o repórter Clovis Rossi demonstra, com o brilho habitual, que matéria-prima não há de faltar ao PT. Vai abaixo a peça de Rossi. Vale a leitura de cada vírgula:

 

 

 

“O candidato José Serra não deixa de ter alguma razão em sua afirmação de que o PT tem, sim, laços com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O laço, que Serra não especificou, chama-se Foro de São Paulo, conglomerado de partidos de esquerda criado em 1990 por iniciativa do PT.

 

As Farc fazem parte do Foro. Logo, o laço existe e é facilmente encontrável em documentos oficiais tanto do PT como do Foro. O que Serra não explicitou é que o PT cortou tais laços depois que chegou ao poder. Ou, pelo menos, a parte mais importante do partido.

 

Devem ter sobrado alguns nostálgicos do tempo em que o PT era de esquerda que ainda acham que as Farc são revolucionárias e não um grupo narco-terrorista. Já em 2005, a Folha informava que o PT vetara a participação do grupo colombiano na reunião que marcaria o 15º aniversário do Foro, realizado em São Paulo –e com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Eis o que dizia então a Folha: ‘A tentativa frustrada [de participação no encontro de São Paulo] está registrada em e-mail atribuído a Raúl Reyes, obtido pela Folha, e foi confirmada pelo advogado colombiano Pietro Lora Alarcón. Professor da PUC-SP, Lora disse que foi procurado pelo padre Olivério Medina, então embaixador das Farc no Brasil. Porém, o pedido de Medina foi rejeitado pela secretaria executiva do Foro, que era dominada pelo PT’.

 

Entre parêntesis: Raúl Reyes foi um dos principais líderes das Farc, morto há dois anos em ataque do Exército colombiano a seu acampamento no Equador, junto à fronteira com a Colômbia.

 

Os militares colombianos ficaram com os computadores de Reyes e dele extraíram uma coleção de informações preciosas. Fecha parêntesis, voltemos ao futuro. Dois anos depois do veto, as Farc voltaram a ser marginalizadas no encontro realizado em San Salvador.

 

Declararam à época: ‘Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as Farc não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas...’

 

‘...A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar; é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos’.

 

A manifestação serve de demonstração cabal de como o poder transforma os partidos e os políticos. Quando o Foro de São Paulo foi criado, em 1990, só um dos partidos nele representados estava no poder (o Partido Comunista Cubano, que, aliás, continua até hoje).

 

No encontro de San Salvador, já eram oito os países governados por partidos do Foro: além de Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil, Uruguai e Argentina. Ou seja, em vez de o poder abrir portas para um sócio como as Farc, elas se fecharam. O problema é que se fecharam dessa forma indireta.

 

Ninguém teve a coragem de propor a expulsão das Farc, por, como elas próprias dizem, ser ‘uma organização alçada em armas’. É essa ambiguidade que o PT tem agora a obrigação de esclarecer de uma boa vez. As Farc são ou não um companheiro de viagem aceitável?

 

Se precisarem de ajuda para se definir, sugiro a leitura de ‘As Farc, uma guerrilha sem fins?’, de Daniel Pécaut, diretor de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Acaba de sair pela "Paz e Terra".

 

Trata-se de um relato tão objetivo quanto possível, cuja conclusão adianto: ‘A impopularidade da guerrilha tornara-se [nos últimos anos] quase unânime, mais ainda depois que perderam a oportunidade política oferecida pelas negociações [iniciadas no governo Andrés Pastrana, antecessor de Álvaro Uribe]. Definitivamente, o fracasso de sua estratégia é militar apenas em parte; o fracasso é, acima de tudo, político’.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Em campanha de Aécio e Anastasia ‘esquecem’ Serra

  Divulgação
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é visto como um Estado estratégico por todos os presidenciáveis.

 

Nesse contexto, o PSDB de José Serra atribui a Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, um papel central na sucessão de 2010.

 

Porém, Aécio e Antonio Anastasia, o candidato dele ao governo mineiro, não parecem tão preocupados com o futuro de Serra.

 

Em eventos de campanha, o nome do presidenciável tucano só é recitado no microfone naqueles em que está presente.

 

Quando Serra está ausente, o quase-futuro-senador Aécio e Anastasia são acometidos de uma espécie de surto de amnésia.

 

Olvidam-se de que o partido tem candidato ao Planalto. O esquecimento dorme nas páginas dos discursos eleitorais divulgados pelo PSDB-MG.

 

O repórter Rodrigo Vizeu deu-se ao trabalho de ler as peças. Não encontrou nenhum vestígio de Serra.

 

Realizaram-se, por ora, pelo menos cinco atos públicos. Serra não obteve menção espontânea em nenhum deles.

 

Numa oportunidade, Anastasia até se ocupou da defesa da candidatura de Serra. Mas só depois de ter sido inquirido por um repórter.

 

Deu-se no último sábado o mais relevante evento de campanha organizado pelo PSDB mineiro até o momento.

 

Foi um encontro dos candidatos ao governo e ao Senado com líderes políticos do Estado. Aécio definiu-o como a “grande largada”.

 

Ao discursar, Aécio bradou: "Viva Minas, viva Anastasia, viva Itamar Franco”. Nenhum viva a Serra.

 

Anastasia e Itamar, candidato ao Senado pelo PPS, também discursaram. De novo, nada de Serra.

 

Como se vê, a perfeita solidão de Serra pressupõe, em Minas, a presença de pelo menos três amigos fiéis.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h28

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OAB: ‘É hora de Justiça Eleitoral dar cartão vermelho’

Presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante participou nesta terça (20) de encontro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

 

Em entrevista, foi inquirido sobre o modo como Lula participa da campanha de Dilma Rousseff. Disse:

 

“Eleição não é vale-tudo, tem que ter parâmetro ético para todos os envolvidos”, disse.

 

Recordou o óbvio: o desrespeito à lei pode resultar "até mesmo na cassação de candidaturas”.

 

Sem citar Lula e o PT, críticos da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, Ophir condenou as tentativas de intimidar o Ministério Público.

 

Arrematou: “Este é o momento de a Justiça Eleitoral começar a dar cartão vermelho para os infratores”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h44

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Dilma amarga a quinta multa no TSE: mais R$ 5 mil

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
O multômetro do TSE anotou nesta terça (20) mais um par de penas: R$ 5 mil para Dilma Rousseff e R$ 7,5 mil para o PT-SP.

 

Por quê? Propaganda eleitoral fora da lei. Coisa veiculada no rádio e na TV antes de 6 de julho, data do início oficial da campanha.

 

A queixa viera do Ministério Público. Proferiu a sentença o ministro Henrique Neves. Cabe recurso ao plenário.

 

É a quinta multa que o TSE empurra para dentro da bolsa de Dilma. Mais uma e ela alcança Lula, que já coleciona seis.

 

No total, a candidata deve R$ 26 mil. A conta do cabo eleitoral é mais alta: R$ 42,5 mil. Nada de pagamento.

 

A briga com a lei permanece. Assa no forno da Procuradoria uma nova representação contra Lula.

 

Toda campanha eleitoral tem os seus íntimos pântanos adormecidos. Em 2010, a desfaçatez insiste em despertá-los.

 

A peca de multas da Justiça Eleitoral, uma atrás da outra, começa a exalar um cheiro estranho.

 

É odor de paisagem que apodrece. Isso ainda acaba mal. Depois vão dizer que é golpe.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h02

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Procurador determina que caso EJ corra em segredo

  Folha
A investigação da Receita Federal sobre a quebra de sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge terá de correr em estrito sigilo.

 

A determinação partiu do procurador da República Vinícius Fernando Alves Fermino, que acompanha o caso.

 

Vice-presidente do PSDB federal, EJ, como é conhecido, viu seus dados fiscais migrarem das máquinas da Receita para um dossiê.

 

Convidado a se explicar no Senado, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, contou que foram mapeados “cinco ou seis” acessos às informações de EJ.

 

Embora já os conhecesse, negou-se a revelar nomes, datas e horários. Alegou que é preciso aguardar pelo término das apurações.

 

Ao tonificar a opção pelo segredo, o procurador Vinícios Fernando anotou que os dados envolvidos na investigação são, por força de lei, “sigilosos na origem”.

 

Escreveu no despacho, de resto, que deseja evitar que a encrenca produza “influências no processo eleitoral”.

 

O diabo é que as informações fiscais do dirigente tucano já ganharam o meio-fio. A proteção legal foi mandada ao beleléu.

 

Quem usurpou a lei, tudo faz crer, não agiu senão com o intuito de influir no “processo eleitoral”.

 

Resta à platéia torcer para que, em algum momento, de preferência antes da eleição, a Procuradoria e o fisco quebrem os únicos segredos ainda não revelados: Quem fez e o porquê.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h25

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Com 59%, Tasso lidera a corrida ao Senado no Ceará

  Antônio Cruz/ABr
Pesquisa feita pelo Datafolha informa:
O tucano Tasso Jereissati lidera com folga a disputa pelas duas cadeiras de senador no Ceará.

 

Candidato à reeleição, Tasso amealha 59% das intenções de voto.

 

Na corrida pela segunda vaga, o Datafolha detectou um rigoroso empate.

 

Os deputados Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) obtiveram percentuais idênticos: 24%.

 

Os números coletados pelo Datafolha na semana passada –quarta e quinta- indicam indicam que o cenário é, por ora, fluido.

 

É grande o percentual de eleitores indecisos quanto ao voto de senador: 50%. Outros 19% declaram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

 

Pimentel e Eunício integram a chapa do governador Cid Gomes (PSB), que disputa a reeleição associado à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Conforme já noticiado aqui, Cid obteve na aferição do Datafolha para o governo estadual 47%. Hoje, prevaleceria no primeiro turno.

 

Tasso integra a chapa de Marcos Cals (PSDB), um candidato ao governo cearense a quem o Datafolha atribuiu exíguos 7%.

 

Grão-duque do tucanato, Tasso frequenta também a lista de postulantes ao Senado que Lula gostaria de ver derrotados em 2010.

 

Se o quatro esboçado na pesquisa se mantiver até outubro, mês da eleição, o “coronel do Ceará”, como Lula se refere a Tasso, vai renovar o mandato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h54

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PT protocola duas ações contra vice de Serra e PSDB

Numa das petições, partido flerta com censura à Folha.com

Presidente do STF determinou  ‘diligências’ da  Procuradoria

 

Renato Araújo/ABr

Horas depois do anúncio de Dutra, PT protocola duas das três ações que prometera

 

Já se encontram no STF e no TSE duas das três ações judiciais que o PT prometera mover contra Índio da Costa (DEM-RJ) e o PSDB.

 

No Supremo, a petição ganhou a forma de uma notícia crime. O PT acusa o vice de José Serra de ter atentado “contra a honra” do partido e da candidata Dilma Rousseff.

 

Requer que o caso seja submetido à Procuradoria-Geral da República, para o oferecimento de denúncia contra Índio, que, como deputado federal, dispõe de prerrogativa de foro.

 

Em despacho redigido na noite passada, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, atendeu ao pedido do partido.

 

Remeteu o caso ao procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel. Determinou que realize as “diligências que entender necessárias”. Para quê?

 

“Em especial para o oferecimento de denúncia contra o deputado federal mencionado [Índio] pela prática dos crimes contra a honra” do PT e de Dilma.

 

A peça dos advogados do PT sustenta que, em entrevista ao portal "Mobiliza PSDB", Índio acusou o PT de ser ligado ao narcotráfico e às Farc.

 

Anota também que, em notas no twitter, Índio veiculou mensagem referindo-se a Dilma como “ateia” e “esfinge do pau oco”. 

 

Acusa o vice de Serra da prática dos crimes de "difamação" e "injúria" –artigos 325 e 326 do Código Eleitoral, respectivamente.

 

O texto afirma que as declarações de Índio tiveram o propósito de “macular a imagem” de Dilma e dos partidos que integram sua coligação.

 

 

Na ação levada ao TSE, o PT investe contra o PSDB. Pede que lhe seja assegurado o “direito de resposta” no portal de campanha da legenda rival, o “Mobiliza”.

 

Nessa petição os advogados repisam a tecla de que, na entrevista ao portal tucano, Índio disse que o PT tem ligação com o “narcotráfico” as “Farc” e “o que há de pior”.

 

Mencionam outro trecho da entrevista, no qual o vice de Serra acusou Dilma de utilizar a máquina do governo e da prefeitura do Rio no comício de sexta-feira (16).

 

Houve, segundo o PT, “calúnia, injúria e difamação”. Cita-se dessa vez não o Código Eleitoral, mas o Código Penal –artigos 138, 139 e 140.

 

O pedido de direito de resposta é escorado na lei 12.034, de 2009. Prevê que a réplica deve ser exibida na mesma página eletrônica que veiculou a ofensa.

 

O PT pede que sua resposta seja levada ao ar pelo prazo de 144 horas, “o dobro” do tempo que, segundo suas contas, a entrevista de Índio ficou no ar.

 

O partido de Dilma recorda na petição que, além da veiculação no portal do PSDB, a entrevista foi “noticiada na página eletrônica do jornal Folha de S.Paulo”.

 

E inclui na ação um pedido com cheiro de censura. Deseja que o TSE determine à Folha.com que retire do ar o link que conduz ao vídeo com um “trecho da ofensa”.

 

Trata-se justamente do trecho em que Índio vincula o PT ao narcotráfico e às Farc, o grupo guerrilheiro da Colômbia (reveja lá no rodapé).

 

Ao reproduzir a imagem, exposta também no portal do UOL e aqui no blog, a Folha.com não fez senão levar notícia ao internauta.

 

O pedido do PT, por esdrúxulo, como que tenta antecipar a vigência de um pedaço do programa de governo de Dilma que o próprio partido retirou, às pressas, do TSE.

 

Um pedaço que prevê o “controle" dos meios de comunicação eletrônicos. A tentativa de controlar perde o apelido de "social" e ganha ares tribunalescos.

 

No TSE, a ação do PT foi às mãos do ministro Henrique Neves, a quem caberá relatá-la. Até a noite passada, não havia sido tomada nenhuma decisão.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h53

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Procurador-geral: PT tenta intimidar Ministério Público

 

- Folha: Serra sai em apoio ao vice e aponta ligação de PT e Farc

 

- Estadão: ‘Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc', diz Serra

 

- JB: Trotes: 4 mil por dia

 

- Correio: Pressão sobre financiamento da casa própria

 

- Valor: Gasto de campanha estadual dá um salto e atinge R$ 1,4 bi

 

- Jornal do Commercio: Assalto, tiros e inocentes feridas

 

- Zero Hora: Pacote da Copa destina R$ 345 milhões para o aeroporto Salgado Filho

 

Leia os destaques de capa dee alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h49

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Pontaria!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 00h22

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PT mira procuradora e ‘acerta’ todo Ministério Público

  Fábio Pozzebom/ABr
Ao ameaçar a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, o PT comprou briga com todo o Ministério Público Federal.

 

O petismo abespinhou-se com a frequente presena de Sandra nos arredores dos calcanhares de Lula.

 

E levou ao noticiário a cogitação de representar conra a doutora no Conselho do Ministério Público.

 

O primeiro a sair em defesa de Sandra foi o procurador-geral da República, Roberto Gurgel (foto).

 

Disse que a Procuradoria exerce suas atribuições eleitorais com correção.

 

Considerou lamentável que, em vez de respeitar a lei, um partido tente intimidar a entidade que zela pela legalidade.

 

Levou as mãos à lança: “O Ministério Público Eleitoral continuará a atuar com a firmeza que a sua missão constitucional impõe”.

 

À manifestação de Gurgel seguiu-se uma nota dos procuradores eleitorais de todo país.

 

O texto relaciona os artigos da lei e da Constituição que intimam a Procuradoria a agir.

 

É provável que a reação leve o PT a refletir sobre a inconveniência de levar adiante a queixa contra Sandra Cureau.

 

Se insistir na ideia, o destino da petição será o arquivo morto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h17

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Dilma critica Serra por ter relacionado PT com as Farc

Dilma Rousseff espantou-se com o endosso de José Serra ao pedaço da declaração de Índio da Costa sobre o vínculo PT com as Farc.

 

“Isso todo isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa”, disse Serra. “[...] Não significa que o PT faça o narcotráfico”.

 

E Dilma: “Jamais esperei que, diante da adversidade, meu adversário recorresse a esse tipo de acusação...”

 

“...Quero dizer que eu acho impensável que a eleição em 2010 no Brasil desça a esse nível e quero adiantar que eu não descerei a esse nível”.

 

Nenhuma outra época do calendário é tão ingênua quanto o período eleitoral. Mas mesmo a hipocrisia tem limites.

 

Para contornar o ridículo, o PT deveria levar a companheira candidata a uma daquelas reuniões do Foro de São Paulo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h09

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Contradição do AC: Serra bate Dilma em seara do PT

  Fotos: Folha
Pesquisa Ibope realizada no Acre revela que as opções de voto dos eleitores acreanos estão escoradas numa contradição.

 

José Serra, com 39%, prevalece sobre Dilma Rousseff, 16%, num Estado dominado pelo PT, sob o comando dos irmãos Tião e Jorge Viana.

 

Os 16% obtidos por Dilma a acomodam na terceira colocação, atrás da acreana Marina Silva: 29%.

 

Num eventual segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano beliscaria 59% dos votos, contra 26% atribuídos à petista.

 

Significa dizer que, na terra da ex-petê Marina, um bom pedaço dos votos dela migrarão para o cesto de Serra.

 

Na corrida ao governo do Estado, aparece na liderança, com enorme vantagem, o senador Tião Viana (PT): 63%.

 

O segundo, Tião Bocalom (PSDB), obteve 18% das intenções de voto. Está 45 pontos percentuais atrás do xará do PT.

 

Na briga pelas duas cadeiras do Acre no Senado, o ex-governador Jorge Viana (PT) obteve 67% na pesquisa.

 

A segunda vaga é disputada pelos candidatos Petecão (PMN), com 31%; e Edvaldo Magalhães (PCdoB), 27%, apoiado pelos Viana.

 

Excetuando-se Marina (PV), os presidenciáveis tem dispensado ao Acre atenção zero.

 

O eleitorado do Estado, por diminuto, tem, no palheiro nacional, o peso de uma agulha.

 

Seja como for, numa sucessão apertada como a que se avizinha, os votos dos fundões da região Amazônica talvez merecessem a cortesia de uma visita.

 

- Serviço: Aqui, um resumo da pesquisa do Ibope, feita por encomenda da Federação das Indústrias do Acre.

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Escrito por Josias de Souza às 21h21

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Lula anuncia medidas para agilizar as obras da Copa

Em cerimônia realizada no Itamaraty, Lula trouxe à luz um pacote de providências para retirar do papel as obras da Copa de 2014.

 

Parte dessas obras, por estruturais, servirão também para a preparação das Olimpíadas de 2016.

 

Anunciaram-se investimentos que, se efetivados, despejarão R$ 5,15 bilhões em 13 aeroportos. E R$ 740 milhões em sete portos.

 

Por meio de medida provisória, o governo elevou o nível de endividamento de municípios que sediarão jogos da Copa.

 

Ao discursar, Lula aproveitou para criticar a exclusão de São Paulo da lista de cidades-sede da Copa (assista lá no alto).

 

Deve-se a exclusão a uma decisão da Fifa. Alegou-se que não foram oferecidas garantias financeiras para a realização de obras no estádio do Morumbi.

 

Ouviram Lula, desde a platéia, o presidente da CBF e do comitê organizador da Copa, Ricardo Teixeira; e o presidente do São Paulo Futebol Clube, Juvenal Juvêncio.

 

Lula se dispôs a participar de reuniões que devolvam São Paulo ao jogo. E cuidou de arrastar para a polêmica o governador tucano de São Paulo, Alberto Goldman.

 

Criticou Goldman por não ter convocado reunião para mediar uma solução para os problemas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h09

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Serra: 'Todo mundo sabe’ da ligação do PT com Farc

‘Agora, isso não significa que o PT faça o narcotráfico’

 

  Sérgio Lima/Folha
Em Belo Horizonte, o presidenciável tucano José Serra quebrou o silêncio sobre a polêmica que declarações de seu vice atearam na cena política.

 

Instado pelos repórteres, Serra declarou: "A ligação do PT é com as Forças Armadas Revolucionárias Colombianas..."

 

"...Mas isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso..."

 

"...Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não significa que o PT faça o narcotráfico".

 

Na sexta (16) à noite, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de Serra, dissera o seguinte em bate-papo na web:

 

"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso".

 

No final de semana, o comando da campanha manifestou seu desconforto com as palavras de Índio, que esteve em São Paulo no domingo (18).

 

Nesta segunda (19), em texto levado ao seu microblog, Índio deu meia-volta: “PT não faz narcotráfico, as Farc, sim”.

 

Assim, o vice Índio e o cacique Serra passaram a executar a mesma partitura.

 

A afinidade do petismo com os guerrilheiros colombianos é antiga e inegável. Mas não há notícia de que o partido de Lula trafique drogas. 

 

O tucanato atribui a batatada à juventude de Índio. Nessa matéria, não há o que fazer senão repetir Nelson Rodrigues:

 

“O jovem tem todos os defeitos do adulto e mais um: o da imaturidade”. O remédio? “Jovens, envelheçam”, ensinava o velho cronista.

 

Serra foi à capital mineira para participar da inauguração de um comitê eleitoral. Deu entrevista ao lado de Aécio Neves, candidato ao Senado.

 

Tentou desviar os holofotes do seu vice para um malfeito que a Receita Federal investiga: "Há coisa mais séria, que é quebra de sigilo".

 

Referia-se à divulgação ilegal de dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Protegidos por sigilo fiscal, foram parar num dossiê.

 

"É quebra de sigilo de tucanos como arma de baixaria eleitoral", disse Serra. "Essa coisa precisa ser apureada, ir à Justiça, é um crime muito grave [...]".

 

De resto, Serra comentou a notícia de que o PT planeja protocolar no Conselho Nacional do Ministério Público uma representação contra a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau.

 

Disse que, "em geral", quando os petistas "fazem algo ilegal, a vítima é a culpada".

 

Em comício realizado no Rio, na sexta (16), Lula dissera que a procuradora age para retirá-lo da campanha de Dilma Rousseff.

 

Sobre o lero-lero do presidente, Serra preferiu se abster: "O Lula não é candidato, não é em torno dele que a campanha está centrada.

 

Nada poderia soar mais equivocado. Sem Lula, Dilma Rousseff seria o oco do vazio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h09

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PT abrirá 2 processos contra Índio e 1 contra o PSDB

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, informou há pouco as providências que o partido decidiu adotar em função das acusações feitas pelo vice de José Serra. 

Decidiu-se protocolar, na Justiça comum, dois processos contra Índio da Costa (DEM-RJ. E, na Justiça Eleitoral, uma ação contra o PSDB.

 

Num dos processos, de natureza criminal, o PT vai requerer punição a Índio por ter atentado “contra a honra” da legenda.

 

Noutro, uma ação civil, a legenda de Dilma Rousseff exigirá do vice de José Serra reparação por “danos morais”.

 

O processo contra o PSDB vai ao TSE. O petismo deseja obter o direito de veicular resposta a Índio no sítio tucano que o entrevistou na web, o Mobiliza PSDB.

 

Dutra relatou as providências numa entrevista ocorrida ao término de reunião que manteve com o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo.

 

Explicou que o partido ainda não decidiu se inclui o PSDB também num dos processos que moverá contra Índio, a ação civil.

 

Optou-se, segundo Dutra, por “dar o direito da dúvida” ao PSDB. Vai-se aguardar até o meio-dia desta terça (20) por uma manifestação do tucanato.

 

Algo que “desautorize” ou “repudie” as declarações de Índio. “Caso isso não aconteça, vamos entrar também contra o PSDB”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h04

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Índio dá recesso à valentia: ‘PT não faz narcotráfico’

Durou um mísero final de semana o ritual de coragem de Índio da Costa. Na noite de sexta (16), Índio jogara o PT no caldeirão.

 

Pintado para a guerra, Índio acendera o fogo: “O PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico [...]. Não tenho dúvida nenhuma disso".

 

No sábado e no domingo, Índio foi supliciado pelos sábios da tribo. Nesta segunda (19), Índio decidiu se imolar.

 

Pendurado nos galhos do twitter, Índio e atirou-se no caldeirão fervente: “PT não faz narcotráfico. As Farc, sim”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h54

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Líder do DEM ecoa Índio e liga PT as Farc e ao tráfico

Divulgação

 

Num instante em que José Serra e o seu PSDB manuseiam panos quentes, o líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), levou as mãos ao galão de gasolina.

 

Filho de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, Paulinho, como o deputado é chamado por seus pares, saiu em defesa do vice de Serra.

 

Fez mais: reiterou os ataques que o colega Índio da Costa (DEM-RJ) dirigira ao PT. E lançou dúvidas sobre os pendores democráticos de Dilma Rousseff.

 

Paulo Bornhausen manifestou-se por meio de seu microblog. Ele ratificou a vinculação que Índio fizera entre o PT, a guerrilha colombiana e o tráfico de drogas.

 

Anotou: O "vice Índio falou o que todos já sabem: o PT tem ligações umbilicais com as Farc, que, por sua vez, vive do narcotráfico. O que falta é a Justiça agir!”

 

Noutra nota, Bornhausen fez uma analogia entre o petismo, a candidata de Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

 

Escreveu: “O PT e Dilma odeiam o tal ‘Estado de Direito’. Gostam mesmo é do controle social da mídia e de coibir os órgãos fiscalizadores. Xô, chavismo!”

 

Mais adiante, retomou a linha inaugurada por Índio. Disse que, além de ser “aliado das Farc”, o PT acolheu um membro da guerrilha no Brasil.

 

Recordou: “Deu asilo ao Olivério Medina, porta-voz das Farc, e empregou a mulher dele no Planalto”.

 

Acrescentou: “A turma da patrulha petista está a todo vapor. O medo de perder a boquinha é grande. Não adianta chorar. Serra/Indio: o Brasil pode mais!”

 

Curiosamente, o timbre empregado por Bornhausen destoa até do tom moderado que Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, decidiu empregar.

 

“Não dá para cravar que o PT tenha relação com as Farc”, disse Rodrigo. O pai dele, Cesar Maia, ex-prefeito do Rio e mentor de Índio, também optou pela moderação.

 

Em vez de endossar as declarações de Índio, Cesar Maia preferiu interpretar as acusações do pupilo, atenuando-as: "Creio que ele queria ter dito 'pessoas do PT'...”

 

“...O PT como partido –e pela sua diversidade, especialmente pela hegemonia do sindicalismo— não tem essa ligação" com as Farc e o narcotráfico.

 

José Serra evitou desaprovar Índio em público. Numa aparição que fez neste domingo (18), foi crivado de perguntas sobre o tema. Abespinhado, silenciou.

 

Em privado, porém, Serra considerou inadequadas as declarações de seu vice. Avaliou que destoaram do discurso que pretende esgrimir na campanha.

 

Para desassossego do tucanato, as palavras ácidas de Paulo Bornhausen foram à web no momento em que Serra se prepara para visitar o Estado dele, Santa Catarina.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h20

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Datafolha: Cid Gomes lidera disputa no CE com 47%

Lula Marques/Folha

 

Pesquisa Datafolha realizada no Ceará aponta um franco favoritismo do governador Cid Gomes (PSB), candidato à reeleição.

 

Irmão de Ciro Gomes, Cid emerge na pesquisa com 47% das intenções de voto. O segundo colocado é o ex-tucano Lúcio Alcântara, hoje no PR. Ele obteve 26%.

 

Bem atrás, na terceira colocação, surge Marcos Cals (PSDB), com 7%. Trata-se de um candidato “fabricado” de última hora pelo senador tucano Tasso Jereissati.

 

Há outros quatro postulantes ao governo cearense. Francisco Gonzaga (PSTU) beliscou 2%. Soraya Tupinambá (PSOL), 1%.

 

Marcelo Silva (PV) e Maria da Natividade (PCB) obtiveram pontuações negligenciáveis, abaixo de 1%.

 

Com os 47% que o Datafolha lhe atribui, Cid Gomes tem 11 pontos percentuais a mais do seus rivais. Juntos, os adversários do governador somam 36%.

 

Significa dizer que Cid pode prevalecer no primeiro turno se o cenário atual for mantido até outubro, o mês da eleição.

 

Considerando-se apenas os votos válidos, como faz a Justiça Eleitoral na hora de apurar as urnas, Cid teria 56% se a eleição fosse hoje.

 

A conta exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos. Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio na quarta (14) e quinta (15) da semana passada.

 

Ouvira 912 eleitores em todo Estado. A margem de erro da sondagem é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

Os dados encontram-se publicados na edição desta segunda (19) do diário 'O Povo'.

 

O PSB de Cid ‘47%’ Gomes e o PR de Lúcio ‘26%’ Alcântara integram a coligação da presidenciável petista Dilma Rousseff. Ela prestigiará os palanques de ambos.

 

O PSDB de Marcos ‘7%’ Cals tenta compensar a debilidade do candidato escorando o palanque de José Serra no prestígio de Tasso Jereissati.

 

Cals é estreante em eleições. Foi à disputa empurrado por Tasso, que tenta renovar o mandato de senador.

 

Velho amigo de Ciro Gomes, Tasso tentara celebrar com o irmão dele uma “aliança branca”.

 

Cid acomodaria em sua chapa apenas um candidato ao Senado, o deputado Eunício Oliveira (PMDB). Para a segunda vaga, pediria votos para Tasso, informalmente.

 

O PT, porém, bateu o pé. E Cid viu-se compelido a digerir o candidato a senador do petismo: o deputado José Pimentel, ex-ministro da Previdência.

 

Inviabilizado o arranjo, Tasso, que não pretendia lançar nenhum candidato tucano ao governo, levou à cédula o nome de Marcos Cals. Por ora, um fiasco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h17

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Resultado do Enem aponta desafio para governadores

 

- Folha: Presidente do PT afirma que vice de Serra é 'medíocre'

 

- Estadão: Juros altos atraem investimento externo de US$ 12 bilhões

 

- JB: Campanha esquenta também na Justiça

 

- Correio: DF sobe ao 4º lugar no ranking do Enem

 

- Valor: Importação de mão de obra é recorde

 

- Jornal do Commercio: Começou mal

 

- Zero Hora: Ranking do Enem: Escolas gaúchas têm melhor média do país

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h59

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Filme de terror!

Aroeira

- Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h23

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PT faz reunião para decidir se processa vice de Serra

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o secretário-geral da legenda, José Eduardo Cardozo se reúnem nesta segunda (19).

 

Integrantes do comando da campanha de Dilma Rousseff, os dois vão decidir se convém ou não ao partido abrir um processo judicial contra Índio da Costa.

 

Candidato a vice na chapa de José Serra, Índio vinculou o PT à guerrilha colombiana e ao tráfico de drogas.

 

“Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior”, disse Índio. “Não tenho dúvida nenhuma disso”.

 

Perplexo, o petismo uniu-se num ponto e desuniu-se noutro. Está coeso na decisão de tratar Índio como um personagem “reles”, indigno de atenção.

 

O ponto que divide o partido é a conveniência de levar o vice que o DEM acomodou na chapa de Serra aos tribunais.

 

Líder de Lula na Câmara e integrante do comitê de Dilma, Cândido Vaccarezza defende a abertura do processo.

 

Ouça-se o que disse Vaccarezza ao blog: “Não creio que a gente deva valorizar um desqualificado. Não se deve dar cartaz a quem não merece cartaz...”

 

“...Mas defendo a abertura do processo para que as acusações levianas, fruto de molecagem, não passem em branco”.

 

Vaccarezza ironizou: “Não creio Serra esteja por trás do comportamento irresponsável de seu vice. O Índio deve ter tomado uma reprimenda, um puxão de orelhas”.

 

A despeito da ironia, segundo apurou o repórter, Serra e os operadores da campanha dele receberam com desconforto as declarações do vice Índio.

 

O candidato tucano e a cúpula do PSDB avaliaram que Índio exagerou na dose. E decidiram se dissociar das palavras do deputado ‘demo’, esquivando-se de endossá-las.

 

Na contramaré de Vaccarezza, José Eduardo Dutra deu a entender que a abertura de processo pode interessar mais a Índio do que ao PT.

 

“Esse Índio desqualificado quer ser processado. O problema é que ele não vale o custo do papel necessário para a petição”, disse Dutra.

 

No microblog, o presidente do PT antecipou a posição que deve levar à reunião desta segunda, com José Eduardo Cardozo.

 

Evocando um lendário aniquilador de índios, Dutra anotou: “[...] Adianto que não concordo em chamar o general Custer”.

 

Referia-se a George Armstrong Custer (1839-1876), que aparece na foto lá do alto. Oficial de cavalaria, tomou parte da Guerra da Secessão e das guerras contra os índios norte-americanos.

 

Depois de dizimar várias aldeias, Custer foi morto na célebre batalha de Little Bighorn, em Montana, no dia 25 de junho de 1876.

 

Prevaleceram sobre a 7ª Cavalaria de Custer os Cheyennes e os Sioux, sob a liderança dos caciques Touro Sentado e Cavalo Louco.

 

Assediado por internautas petistas que se incomodaram com o ataque do vice de Serra, Dutra evocou também uma data nacional brasileira, o Dia do Índio:

 

“Meus amigos, hoje é dia 18 de julho, não é dia 19 de abril. Vocês não acham que estão gastando muita vela com defunto ruim?”

 

Nesta terça (20), reúne-se o comando da campanha de Dilma. Se sobreviver até lá, a dúvida sobre a abertura do processo será submetida a esse colegiado maior.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h34

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TSE multa Índio por propaganda no twitter: R$ 5 mil

  Sérgio Lima/Folha
Em ritmo de hora extra, o ministro Henrique Neves, do TSE, decidiu neste domingo (18) impor uma multa a Índio da Costa.

 

Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, Índio foi punido por uma infração cometida na internet.

 

No dia 5 de julho, Índio pendurou no twitter um lote de mensagens alusivas ao desafio de disputar a vice-presidência.

 

Uma delas foi considerada ilegal. Dizia: "A responsabilidade é enorme. Mas conto com o seu apoio e com o seu voto. Serra Presidente: O Brasil pode mais”.

 

Pela lei, só no dia seguinte, 6 de julho, a propaganda eleitoral estaria liberada. Daí a multa, fixada por Henrique Neves em R$ 5 mil.

 

O ministro entendeu que Índio infringiu a lei porque, além de pedir “voto”, anotou o lema da campanha de Serra: “O Brasil pode mais”.

 

Os advogados de Índio tentaram argumentar que o twitter é “um ambiente restrito”, destinado à “troca de idéias” entre “pessoas previamente cadastradas”.

 

O ministro não engoliu. Anotou em sua decisão que o twitter está mais para meio de comunicação do que veículo de conversa íntima entre amigos:

 

“O acesso independe de cadastro, as mensagens são instantaneamente copiadas para páginas dos seguidores e, possivelmente, são replicadas para tantas outras”.

 

Embora o PT tivesse protocolado uma representação contra Índio, o TSE informou que a decisão do ministro foi tomada em ação movida pelo Ministério Público.

 

Como se trata de decisão monocrática, expedida por um único julgador, Índio pode, se quiser, recorrer.

 

Nessa hipótese, o caso subirá ao plenário do TSE, integrado por sete ministros.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h34

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Marina: Dilma e Serra fazem o ‘plebiscito da baixaria’

  Lula Marques/Folha
De passagem por Teresina (PI), a presidenciável do PV, Marina Silva disse que a sucessão presidencial envereda para o “vale tudo”.

 

Levou ao mesmo caldeirão os dossiês que pululam nos arredores do comitê de Dilma e as baixarias de Índio da Costa, o vice de Serra.

 

Realçou o gosto acre da mistura:

 

"Sinto que eles estão indo por um caminho bem mais perigoso. É a guerra dos dossiês e agora esse tipo de declaração...”

 

“...No meu entendimento, creio que, agora, o plebiscito é para saber quem vai fazer mais baixarias. Os brasileiros não merecem isso".

 

Em ato público realizado na capital piauiense, a evangélica recitou Salmos para uma platéia de 300 pessoas. E comparou-se a Lula: “Serei uma Silva de saia”.

 

O diabo é que, a julgar pelo tamanho de Marina nas pesquisas, o eleitor parece preferir o Silva original, com seu linguajar rude.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Vice de Serra liga o PT à ‘guerrilha’ e ao ‘narcotráfico’

Candidato a vice-presidente na chapa de José Serra, o deputado Índio da Costa (DEM) levou as mãos à borduna. 

Pintado para a guerra, Índio participou, na sexta (16), de um bate-papo cibernético com internautas plugados no sítio “Mobiliza PSDB”.

 

De saída, o deputado encomendou aos interlocutores da web que lhe dirigissem perguntas “picantes”. 

 

Nas respostas, desferiu golpes abaixo da linha da cintura. Numa de suas bordoadas, vinculou o PT da rival Dilma Rousseff a atividades criminosas. 

 

"Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso". 

 

Noutro ataque, apontou o tacape na direção de Dilma. Insinuou que, eleita, a candidata dará um “chute em Lula”. E governará com o naco mensaleiro do PT. 

 

"Quem nos garante que no dia seguinte à eleição ela não vai fazer o que no Brasil é comum entre criatura e criador?...” 

 

“...Dá um chute no Lula e vai governar sozinha, com as garras do PT por trás dela. Em janeiro, se a Dilma é eleita, o Lula volta para casa...” 

 

“...Mas o PT fica, com todos aqueles mensaleiros. O Lula tem poder sobre eles, mas eles têm muito poder sobre a Dilma". 

 

Lero vai, lero vem, Índio relatou uma viagem que diz ter feito a Cuba. Disse ter circulado com uma revista que fazia, na capa, a associação entre as Farc e o PT. 

 

"Ia para tudo que era canto com ela debaixo do braço. Até queria ser preso, para ver como é que era lá em Cuba essa história que tanto falam...” 

 

“...Mas é um horror aquilo. Vocês não podem imaginar. Coitado do cubano". 

 

Referia-se à “Veja” que, em março de 2005, escorara uma de suas capas num relatório da Abin.  

 

Um documento que, segundo a revista, apontava o envio de US$ 5 milhões das Farc para a campanha eleitoral do PT, em 2002. 

 

Naquele ano, Lula derrotara na corrida presidencial o mesmo Serra que agora mede forças com Dilma Rousseff. 

 

O PT sempre negou o vínculo monetário com o grupo guerrilheiro da Colômbia. E a notícia remanesce até hoje pendente de comprovação. 

 

No sábado (17), o tucanato foi o primeiro a acusar os golpes do vice de Serra. O vídeo com as declarações de Índio sumiu do "Mobiliza", o sítio tucano. 

 

Mas o vice Índio, como que tomado de fúria, investiu contra Dilma também no seu micro-blog. Irritou-se com uma declaração da candidata em comício do PT. 

 

Sobre o palanque montado na Cinelândia, no Rio, Dilma dissera que o vice dela, o pemedebê Michel Temer, “não caiu do céu”. Uma estocada no ‘demo’. 

 

É Índio, no twitter: “Candidata do PT diz que eu caí do céu na chapa do Serra. Para uma atéia, deve ser duro ter um adversário que cai do céu...” 

 

Em resposta à observação de uma internauta que o “seguia”, Índio cutucou: “É o que nos diferencia: tenho quatro eleições e ela um padrinho...”. 

 

Noutra nota, Índio escreveu que respeita “todas as crenças e opções”. E voltou a escalar sobre Dilma: “Ela lá é que dissimula sobre religião”. 

 

Mais adiante, acrescentou: “O correto é assumir o que você é. Ela nem consegue olhar nos olhos do eleitor. Esfinge do pau oco”. 

 

Procurada, Dilma mandou dizer, por meio da assessoria, que não responderia às provocações de Índio.  

 

Em sabatina realizada pela Folha em 2007, Dilma dissera que não estava convencida da existência de Deus: 

 

"Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?" Agora, em campanha, ela se diz “católica” sempre que inquirida sobre o tema. 

 

No alvorecer da campanha, antes da formalização das candidaturas, Serra fizera correr no seu comitê a informação de que não recorreria ao “jogo rasteiro”. 

 

Para botar ordem na aldeia, o grão-tucano talvez devesse chamar o seu vice para uma conversa ao redor do fogo. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h39

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PE: Pesquisa atribui 62% a Eduardo e 24% a Jarbas

  Fotos: ABr e Folha
Pesquisa encomendada pelo Diário de Pernambuco ao instituto Exatta aponta a ampliação da vantagem de Eduardo Campos sobre Jarbas Vasconcelos.

 

O fosso que separa a dupla cresceu sete pontos percentuais desde 6 de junho, dia em que fora veiculada a pesquisa anterior.

 

Candidato à reeleição para o governo pernambucano, Eduardo (PSB) aparece na nova pesquisa com 62% das intenções de voto.

 

Ex-prefeito de Recife e ex-governador por dois mandatos, Jarbas (PMDB) belisca 24%. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos.

 

Deve-se a ampliação da diferença mais ao declínio de Jarbas do que à ascensão de Eduardo. Em junho, o placar era de 61% a 30%.

 

Ou seja, o governador oscilou um ponto para o alto. Coisa negligenciável, dentro da margem de erro. O cesto de votos de Jarbas ficou seis pontos menor.

 

Chama especial atenção o resultado da capital. É o pedaço do mapa em que está assentado eleitorado mais esclarecido e politizado do Estado.

 

Em Recife, Eduardo saltou de 48% para 63%. Um avanço de expressivos 15 pontos. Jarbas decresceu de 42% para 28%. Recuo de 14 pontos.

 

Os números conduzem à conclusão de que, na capital, vista como principal cidadela da oposição, Eduardo engole o eleitorado de Jarbas.

 

Além dos dois, concorrem ao governo de Pernambuco outros cinco candidatos. Só um deles, Edílson Silva (PSOL) logrou pontuar na pesquisa: 1%.

 

Significa dizer que, mantido o quadro atual, Eduardo pode prevalecer sobre Jarbas no primeiro turno da eleição.

 

Na corrida pelas duas vagas de Pernambuco no Senado, despontam como favoritos Marco Maciel (DEM) e Humberto Costa (PT). Estão empatados em 42%.

 

Ex-vice-presidente de FHC, Maciel concorre à reeleição. Ex-ministro da Saúde dee Lula, Humberto tenta chegar ao Senado pela primeira vez.

 

Na terceira posição, com 22% das intenções de voto, aparece o deputado Armando Monteiro (PTB). Em quarto, o também deputado Raul Jungmann, com 11%.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h19

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Elio Gaspari: ‘O MEC precisa expor seus caloteiros’

O repórter Elio Gaspari serve nas páginas deste domingo (18) uma torta de seis fatias. O quinto pedaço contém os ingredientes de um logro.

 

Doutores cuja formação foi bancada pelo erário se esquivam de reembolsar a grana que lhes permitiu envernizar o currículo. E fica por isso mesmo. Leia abaixo:

 

 

“O governo está cozinhando um grande programa de financiamento para estudantes de universidades privadas. A ideia é ótima.

 

O jovem faz vestibular, contrai uma dívida e devolve o dinheiro depois de formado. O companheiro Obama foi para Harvard em 1988 e só quitou sua dívida dez anos depois.

Atualmente, existe o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), mas em quatro anos atendeu a apenas nove mil jovens, porque os bancos, temendo calotes, preferem não estimular essa linha de crédito.

 

A ideia é botar a Viúva no negócio, dando à banca uma garantia de 70% do valor emprestado. Quem não pagar fica com a ficha suja no sistema de crédito.

Como todos os planos em que entra o dinheiro da Boa Senhora, parece perfeito. A seriedade da iniciativa exige que o governo cumpra uma preliminar.

 

Há 400 doutores que receberam bolsas para fazer cursos no exterior, não retornaram ao Brasil, nem devolveram o dinheiro (uma tunga de R$ 100 milhões, segundo o Tribunal de Contas da União).

O presidente do CNPq, doutor Carlos Aragão, argumenta que os calotes não chegam a 1% dos beneficiados e que todos os investimentos têm riscos. O problema é outro.

 

O MEC, o CNPq e a Capes não tomaram providências públicas para responsabilizar os doutores-caloteiros que estão na nata da elite nacional.

 

No mínimo, a divulgação, na internet, dos seus nomes. No máximo, o envio de cópias para as empresas ou universidades onde trabalham.

 

 

- Serviço: Aqui, a torta de Gaspari por inteiro.

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Escrito por Josias de Souza às 03h22

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Telebras aluga nova sede por R$ 2,3 milhões ao ano

 

Ressuscitada em junho, a Telebras decidiu alugar uma nova sede em Brasília. Coisa de R$ 196 mil por mês. Ou R$ 2,3 milhões por ano.

 

Firmado sem licitação, o contrato é de três anos. Noves fora eventuais reajustes, sairá por R$ 6,9 milhões até 2013.

 

A velha estatal hibernava desde a época em que o governo FHC levara ao martelo as subsidiárias telefônicas.

 

Foi arrancada do sono a pretexto de por de pé um plano para massificar o acesso à banda larga, levando-a a 39,8 milhões de lares.

 

Dá-se de barato que os balanços da “nova” Telebras continuarão tingidos de vermelho pelo menos até 2012.

 

Nos próximos cinco anos, a Viúva terá de empurrar para dentro da escrituração encarnada da estatal R$ 3,22 bilhões.

 

Adicionando-se à conta os benefícios fiscais, a grana do BNDES e de um fundo estatal, a brincadeira sorverá algo como R$ 13,25 bilhões em verbas públicas.

Associadas à candidatura de José Serra, as legendas de oposição torceram o nariz para a ressurreição do elefante telefônico.

 

Ficou a impressão de que, eleito, Serra devolvê-lo à jaula. Porém, ao celebrar o contrato de locação longevo, o elefante ganha a cara de fato consumado.

 

Pilotado pelo PT, o bicho torce para que Dilma Rousseff prevaleça. Como chefe da Casa Civil, foi ela quem deu asas ao elefante.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h30

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Cem milhões de brasileiros vivem com dinheiro público

 

- Folha: Dobra número de motos no país

 

- Estado: Pais, filhos e irmãos reforçam safra de suplentes ao Senado

 

- JB: Mutirão libertou 4 mil das prisões

 

- Correio: Votos do entorno elegem 5 distritais

 

- Zero Hora: Chuva gelada

 

- Veja: Mas nem uma palmadinha?

 

- Época: A riqueza dos políticos

 

- IstoÉ: O reinado do filho único

 

- IstoÉ Dinheiro: A era do pleno emprego

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h01

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Quarta via!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 00h58

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Ex-preso político de Cuba pede que Lula se desculpe

Hospedado precariamente num hotel da periferia de Madri, sem muita privacidade e com banheiros compartilhados, Pablo Pacheco não se queixa.

 

Ao contrário. Acompanhado da família –mulher e filho— Pablo diz que “ninguém no mundo pode estar mais feliz” do que ele.

 

Pablo é um dos 11 presos políticos que, libertados em Cuba, foram embarcados para a Espanha. “Vivo um sonho, liberdade é tudo”, diz.

 

A felicidade de Pablo é, porém, contida. “Não celebro”, afirma. “Não há motivos para celebração enquanto houver presos políticos em Cuba”.

 

Já na condição de ex-preso de consciência, Pablo falou ao repórter gaúcho Leo Gerchmann. Na entrevista, dedicou meia dúzia de palavras a Lula.

 

“Admiro o presidente Lula. Ele é um dos líderes políticos que mais fizeram pelo Brasil e por nossa América Latina...”

 

“...O Brasil, de uma hora para a outra, converteu-se em um ator principal na região e no mundo. Eu o felicito pelas muitas coisas boas que fez...”

 

“...Deveríamos ter mais Lulas e menos Castros. De qualquer forma, creio que ele se equivocou nesse momento, quando nos comparou aos delinquentes de São Paulo”.

 

Pablo refere-se a uma frase pronunciada por Lula em fevereiro, nas pegadas da morte do preso cubano Orlando Zapata, que fazia greve de fome.

 

Numa entrevista concedida em Havana, Lula condenou o uso da greve de fome como método de luta. Lamentou que pessoas como Zapata “se deixem morrer”.

 

Depois, de volta a Brasília, Lula fez a comparação que semeou mais incômodo nos cárceres apinhados de Cuba.

 

Imagine se todos os presos de São Paulo fizerem greve de fome!, disse o presidente à época. Na opinião de Pablo, Lula é devedor de um pedido de desculpas.

 

“Creio que, com a cordura que lhe é característica, ele poderia pedir desculpas e, sei lá, dizer que se equivocou. Bem, quem já não se equivocou na vida?”.

 

Na última terça-feira (16), quando parte dos presos cubanos já havia embarcado rumo a Madri, Lula fez uma declaração sobre o caso.

 

Nada que se aproximasse, porém, de um perdão. Como se nada houvesse ocorrido, o presidente se disse “feliz” (confira no vídeo lá do alto).

 

“Eu fiquei tão feliz que os cubanos soltados presos [sic] como eu fiquei feliz quando fui solto da cadeia em maio de 1980”, afirmou Lula.

 

Acrescentou: “Deus queira que todos os países soltem da cadeia presos que são considerados presos políticos”.

 

Pôs-se a parabenizar aqueles que fizeram o que ele se absteve de fazer em fevereiro. Teve o zelo de incluir no rol de felicitações a ditadura de Cuba:

 

“Parabéns à Igreja Católica da Espanha, parabéns ao governo cubano e parabéns a todos que lutarem para liberar algum preso no mundo”.

 

Esquivou-se de mencionar explicitamente o nome de Guillermo Fariñas, o dissidente cubano que teve papel central na liberação dos presos.

 

Fariñas sustentou uma greve de fome por heróicos 135 dias. Interrompeu-a, já com a vida pela bola sete, depois que a ditadura dos irmãos Raul e Fidel Castro se dobrou.

 

Para evitar a exposição de mais um cadáver no noticiário mundial, o presidente Raul Castro concordou em libertar, em quatro meses, 52 presos políticos.

 

Depois de arrostar uma cana dura de quase oito anos, sob a acusação fazer críticas ao governo e promover “propaganda inimiga”, Pablo vive um recomeço aos 40.

 

Junto com a mulher Oleivys García, 38, e o filho Jimmy Pacheco, que completará 12 anos na próxima quarta, Pablo será enviado à cidade espanhola de Málaga.

 

Ele é professor de educação física e jornalista. Ela, médica. É improvável que consigam colocações à altura da qualificação pessoal. Sobretudo numa economia em crise como a espanhola. 

 

Pablo parece dispor de uma única certeza: “Seja aqui na Espanha ou onde eu estiver, mesmo que seja na Antártica, vou ajudar meu país”.

 

Como? “Falando e escrevendo muito. Em Málaga, que será nosso destino, vou trabalhar de dia e escrever à noite”.

 

Pablo planeja editar dois livros. Num, vai contar a experiência no calabouço. Noutro, dirá como o amor manteve sua família unida no martírio.

 

Enquanto isso, aguarda pelo pedido de desculpas de Lula. Talvez devesse puxar uma cadeira.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h27

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Bolsa Família: 431 mil alunos tem ‘excesso’ de faltas

19,4 mil benefícios foram cancelados neste mês de julho 

Júlio Fernandes/MDS

 

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social revela que 431.698 crianças e adolescentes de famílias atendidas pelo Bolsa Família tiveram baixa freqüência escolar no bimestre abril-maio.

 

Há duas faixas de alunos. Na primeira, estão acomodadas as crianças de 6 a 15 anos. Nesse nicho 353.216 alunos tiveram um índice de faltas superior a 15% no bimestre.

 

Na segunda faixa, que inclui alunos de 16 e 17 anos, 78.482 estudantes faltaram a mais de 25% das aulas nos meses de abril e maio.

 

O excesso de faltas resultou no cancelamento, parcial ou total, de 19.473 benefícios. Deixarão de ser pagos já a partir deste mês de julho.

 

A escala de punições do programa é gradativa. Inclui advertência às famílias, bloqueio e suspensão dos pagamentos, até chegar ao cancelamento dos benefícios.

 

No caso das crianças com idade de até 15 anos, chega-se ao cancelamento quando a meta mínima de presença em sala de aula (85%) é descumprida por cinco bimestres consecutivos. Em julho, perderam o benefício 13.618 mil famílias desse grupo.

 

Na faixa de 16 a 17 anos, os pagamentos são cancelados quando o índice mínimo de presença (75%) é desrespeitado por três bimestres seguidos. Encontram-se nessa situação os filhos de 5.855 famílias.

 

A diferença é que, nos casos em que o excesso de faltas envolve os alunos mais velhos, as famílias perdem apenas o pedaço da bolsa relativa à educação dos filhos –R$ 33 quando há um matriculado na escola; R$ 66 quando há dois.

 

Nas famílias com alunos de até 15 anos, a reiteração das faltas leva à perda total do benefício. Os de valor mais alto chegam a R$ 200 por mês.

 

O controle de presença escolar é feito pelo governo federal, em parceria com as prefeituras. No bimestre abril-maio, o monitoramento cobriu 83% dos alunos mais novos. Entre os de idade mais avançada, a taxa de aferição foi de 76%.

 

Hoje, os alunos do programa são contados em 17,2 milhões. Desse total, 15,7 milhões tem até 15 anos. E 1,5 milhão está faixa que reúne os de 16 e 17 anos.

 

No primeiro grupo, a baixa freqüência escolar afeta 2,69% das crianças. No segundo, o fenômeno tisna a ficha escolar de 6,78% dos alunos.

 

- Serviço: Aqui, um texto do Ministério do Desenvolvimento Social com um relato sobre os resultados do último monitoramente. Inclui tabelas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h12

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: O pesadelo virou realidade

 

- Folha: Corregedor quer apurar o caso EJ antes das eleições

 

- Estadão: Gasto do Planalto em 2010 com publicidade supera limite legal

 

- JB: Planos devem R$ 40 mi ao SUS

 

- Correio: Quadrilha rouba R$ 3 milhões da GEAP

 

- Jornal do Commercio: R$ 5 mil por pista do quadro roubado

 

- Zero Hora: Onda de frio produz marca histórica no Sul

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h04

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'Premeditação'!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 01h13

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Ciro Gomes diz que não faz campanha ‘pra ninguém’

Folha

 

Submerso desde que Lula o empurrou para fora do tabuleiro da sucessão, Ciro Gomes voltou à tona num ato político do Ceará.

 

Reapareceu em Fortaleza, na inauguração do comitê de campanha do irmão Cid Gomes, candidato à reeleição para o governo do Ceará.

 

Revelou seu plano mais imediato: "Eu tenho um projeto que é não fazer campanha pra ninguém. Eu vou fazer campanha para o Cid e para a chapa dele".

 

Mas nem para Dilma Rousseff pedirá votos? "Não, não". Repisou: vai “tomar conta” da campanha do irmão. E ponto.

 

Aparentemente, Ciro cansou de fazer papel de bobo: "Isso tudo que aconteceu comigo, nesses passos da vida nacional, me machucou profundamente...”

 

“...Eu passei um momento de grande tristeza pessoal. Cheguei a negar a minha própria vocação. Eu me senti feito de bobo, que é uma sensação terrível...”

 

“...Mas tudo isso já passou, não sou de cultivar mágoa nem de lamber ferida, estou inteiro, de volta".

 

Resumiu assim sua condição política atual: "Eu sou um ninguém nesse momento. Nem candidato sou, a nada".

 

Pelo menos o deputado já reconhece que o fizeram de bobo. Está a meio caminho de deixar de sê-lo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h48

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Lula diz que ‘premeditam’ sua retirada da campanha

 Fotos: Felipe Dana e Silvia Izquierdo/AP
Estrela do primeiro comício da campanha de Dilma Rousseff, Lula escolheu um papel inusitado para encenar no palanque. Posou de vítima.

 

Microfone nos lábios, disse ter farejado "uma premeditação” contra ele. Com que propósito?

 

“Para me tirarem da campanha, para impedir que eu ajude a Dilma". Mas quem estaria por trás de semelhante tramóia?

 

"Até botaram uma procuradora no meio, para fingir que eu não conheço" a Dilma.

 

Referia-se à vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau. A mesma que prepara nova ação contra Lula, por ter enaltecido Dilma em duas solenidades oficiais.

 

Quanto à procuradora Sandra, nada faz crer que ela trame contra Lula. Parece mais preocupada com o respeito à lei.

 

Na noite desta sexta (16), quem de fato conspirou contra a campanha de Dilma foi São Pedro.

 

Caiu sobre a Cinelândia um temporal. Caprichoso, o céu começou a verter água por volta de 19h. Justamente o horário da pajelança.

 

Pelas contas da PM do Rio, a platéia foi de cerca de 15 mil pessoas. Quem testemunhou deixaria por 5 mil. Sem exigir troco. 

 

No final do evento, havia na praça algo como mil pessoas. Número da PM.

 

Considerando-se que, na véspera, o governador Sérgio Cabral (PMDB) falara em reunir 100 mil pessoas, o comício foi um fiasco de público.

 

O discurso de Dilma não chegou a entusiasmar. Longe disso. Ficou-se com a sensação de que, em matéria de gogó, ela ainda é uma candidata por ser feita.

 

A alturas tantas, Dilma tentou vincular o ato inaugural de sua campanha no Rio ao comício das Diretas Já, ocorrido em abril de 1984.

 

Ela disse à platéia que ali mesmo, naquela praça, ocorrera o grande comício das Diretas. Realçou que o movimento convertera o Brasil de ditadura em democracia.

 

Numa frase, um par de equívocos. Dilma discursava na Cinelândia. O comício das Diretas transcorrera na Candelária.

 

No mais, derrotada a emenda Dante de Oliveira, que instituía o voto direto, o país teve de passar pela escala do Colégio Eleitoral antes de pousar na democracia.

 

Ao referir-se ao seu vice, o pemedebê Michel Temer, Dilma fustigou o rival tucano José Serra, cujo companheiro de chapa, o 'demo' Índio da Costa (DEM), foi escolhido à última hora, sob pressão do DEM.

 

"Meu vice não caiu do céu, não é improvisado. É competente e capaz", disse Dilma.

 

Lula empenhou as mãos e a alma na defesa de sua pupila: “Ao indicar a Dilma é como se eu colocasse as minhas duas mãos no fogo, a minha alma em jogo”.

 

Caetano Veloso diria: Cada um sabe a que distância deve se manter do fogo. Ou não.

 

- Em tempo: Neste sábado (17), Dilma e Temer levarão farão campanha no interior de São Paulo. Pretendem reunir algo como 2 mil pessoas num clube da cidade de Jales. Coisa organizada pelo PMDB. Serra irá a dois municípios da Bahia: Itabuna e Ilhéus.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h22

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‘Dá para condenar sem achar o corpo’, diz advogado

Ouvido pela equipe do “canal oficial” do STF no Youtube, o advogado Pedro Paulo Castelo Branco informou:

 

A Justiça pode, sim, condenar os responsáveis por um crime de homicídio mesmo nos casos em que o corpo da vítima não é encontrado.

 

O nome de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro Bruno, do Flamengo, não foi mencionado. Mas ficou claro que Castelo Branco se referia ao episódio.

 

Apertando aqui, você chega ao vídeo que traz a íntegra da entrevista de Castelo Branco. A peça tem duração de 6min37s.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h07

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Serra afaga Lula e o compara a FHC: ‘São parecidos’

  Bruno Miranda/Folha
Num instante em que Lula afina as cordas vocais para o discurso do primeiro comício de Dilma Rousseff, o tucano José Serra dedicou-se a afagá-lo.

 

Em campanha no Estado de Pernambuco, Estado do presidente, Serra concedeu uma entrevista radiofônica.

 

Como que decidido a se achegar a Lula, Serra disse ter votado nele na eleição de 1989, contra Fernando Collor.

 

Nas disputas subsequentes, não votou porque havia tucano no páreo: “Não tinha como, porque foi contra candidato do meu partido".

 

Num exagero retórico, Serra insinuou que São Paulo tem, na biografia de Lula, o mesmo peso de Pernambuco na sua trajetória pessoal.

 

Ex-presidente da UNE, Serra disse ter crescido politicamente em Pernambuco. E divagou:

 

"Tem o Lula, que é pernambucano, mas cresceu em São Paulo. E tem eu, que nasci em São Paulo, mas cresci na política aqui em Pernambuco. Desde a época de estudante. Vou ser um grande amigo do Estado".

 

Antes, Serra contara que visitou Lula logo que ele virou inquilino do Planalto. Foi propor que priorizasse a reforma política.

 

"Ele não topou. Não porque ele fosse contra". Deu a entender que Lula intuíra que seria difícil retirar o projeto do papel.

 

Dera-se o mesmo com FHC, também procurado por Serra, com o mesmo propósito. “Fernando Henrique igualzinho”, disse.

 

Igualzinho? Sim, na forma de fazer política, Serra enfatizou. “Os dois são muito mais parecidos do que parecem. O ouvinte pode estar surpreso, mas eu conheço os dois".

 

Serra disse que, eleito, vai “peitar a reforma política”, a despeito das “resistências”.

 

Depois de assoprar Lula, o candidato tucano mordeu Dilma Rousseff: "Precisa começar a andar com as pernas dela", repisou.

 

"Ela não vai ser nomeada pelo Lula e pelo PT. Não existe terceirização de cargo de presidente. O [próximo] presidente vai ter que tomar decisões sozinho".

 

Alheio ao timbre água-com-açúcar que Serra lhe dedica, Lula vai à campanha para grudar nele a pecha de candidato do “retrocesso”.  

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h41

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Marina pespega em Lula apelido de ‘general eleitoral’

A presidenciável do PV, Marina Silva, disse meia dúzia de palavras sobre o peso da participação de Lula na campanha da petista Dilma Rousseff.

 

"Por mais relevantes que sejam os generais eleitorais, o principal protagonista desse processo se chama sociedade brasileira".

 

Ex-petista e ex-ministra de Lula, Marina prefere acreditar que a “tropa” vai ignorar a ordem do quatro estrelas do petismo:

 

"É altamente gratificante ver que as pessoas estão [...] mostrando que não basta escolher um candidato e dizer para o povo: 'vote neste'...”

 

“...O povo tem o direito de escolher aquele com quem se identifica com as propostas, com as trajetórias, com o compromisso".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h51

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Lula ataca burocratas de SP:'Com a bunda na cadeira'

De passagem pela cidade paulista de Diadema, Lula acusou o governo de São Paulo, há 16 anos dominado pelo PSDB, de atrasar as obras do PAC.

 

Deu-se num “solenidade” de entrega de casas populares. Ao discursar, o presidente disse que, em São Paulo, as licenças ambientais das obras não saem.

 

Aconselhou os gestores municipais a pegarem em lanças: “É importante que os prefeitos façam essa a briga”. Em seguida, levou o palanfrório ao nível do solo:

 

"A passagem nossa pela Terra é curta. E a gente não pode ficar a vida inteira esperando a vontade de um burocrata...”

 

Um burocrata “...que tá com a bunda na cadeira, com ar-condicionado, sentado, sem se preocupar como é que o povo está vivendo".

 

Reconheceu: “Eu sei que a gente é governo, a gente tem que ter diplomacia, a gente tem que ter um linguajar adequado”.

 

E levou o pé ao pau da barraca: “Mas eu já tô quase deixando de ser presidente. E vou voltar a falar do jeito que sempre falei neste país".

 

Em verdade, na Presidência ou fora dela, Lula jamais deixou de falar do “jeito” que sempre falou.

 

A propósito, aproveitou o discurso para repetir o mantra que ensinou à pupila Dilma Rousseff: “Nós não queremos retrocesso nesses país”.

 

Por uma dessas coincidências de campanha, enquanto Lula desanca o PSDB no seu berço, o tucano José Serra pede votos em Pernambuco, Estado natal do algoz.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h24

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Bala ‘perdida’ se ‘acha’ no peito do menino, na escola

Folha

 

Nos dias que correm, a vida não tem horizonte, simplesmente não tem horizonte. Ou, por outra, o horizonte está a dois dedos do nariz.

 

Noutros tempos, para viver em segurança, bastava responder a quatro ou cinco perguntas do abecedário:

 

Avião? Do lado de fora, dificilmente um lhe cairá na cabeça.

Bebida? Evitando-a, é menor a probabilidade de uma asneira.

Correntes de ar? Melhor não dar sorte nem ao azar nem à gripe.

Despesas? Quem gasta menos do que o salário chega ao pé-de-meia.

Escola? Boa ou ruim, ajuda a obter um futuro mais classe média...

 

Hoje, até esse mínimo ‘bêabá’ existencial perdeu o sentido. O presente como que desacredita o futuro.

 

Tome-se o exemplo de Wesley Gilber Rodrigues, 11 anos. Morador dos fundões da cidade do Rio de Janeiro, foi à escola na manhã desta sexta (16).

 

Estava acomodado em sua carteira, à procura de dias melhores, quando, de súbito, uma bala perdida furou-lhe o peito. Aqui, abra-se um parêntese.

 

Bala perdida é expressão inadequada. Nem sempre se descobre de onde veio. Mas a vítima é prova de que perdida não está. Fecha parêntese.

 

Achado pela bala, disparada em tiroteio da polícia com a bandidagem, Wesley perdeu-se. Foi levado ao hospital. Mas chegou morto.

 

Em meio à atmosfera medieval, a secretária de Educação do Rio, Claudia Costin, despejou suas primeiras impressões no micro-blog, um púlpito da modernidade.

 

Primeiro, Claudia noticiou: “Criança nossa, do CIEP Rubens Gomes, atingida dentro da sala de aula, por bala perdida. Inaceitável. Falei agora com Rejane, a diretora”.

 

Depois lamentou: “Professora Rejane, em prantos, me contou o triste ocorrido e me lembrou que, há um ano, tiveram o mesmo problema. A escola deveria ser um santuário!”

 

Retorne-se, por oportuno, ao abecedário. Nas páginas do dicionário, santuário vem antes de segurança. Um vocábulo pressupõe o outro.

 

O diabo é que a violência, posicionada páginas à frente, arma emboscadas. Fala por último, ao som das balas. Nesta sexta, uma delas foi achada no peito de Wesley. Na sala de aula!

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h46

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Planalto promove Dilma em kit por voto em mulheres

A utilização da engrenagem estatal em proveito da candidata petista Dilma Rousseff ganhou o formato de um kit.

 

Inclui 215 mil cartilhas, 20 mil cartazes e 3 mil livros. O material foi produzido a pretexto de estimular o eleitor a votar em mulheres.

 

Quem folheia o livro que compõe o kit dá de cara, na página 17, com um artigo de Dilma.

 

No texto, ela fala de seu passado militante e de sua passagem pelo governo.

 

Num trecho, realça o fato de ter sido a primeira mulher a exercer a chefia da Casa Civil.

 

Deve-se a revelação aos repórteres Christiane Samarco e Leandro Colon. A dupla conta que o acinte materializou-se sob as barbas de Lula.

 

Coube à Secretaria de Políticas para as Mulheres produzir e distribuir o kit com cheiro de Dilma. O órgão pende do organograma do Planalto.

 

Cartilhas cartazes e livros saíram por cerca de R$ 72 mil. Verba extraída de um convênio firmado com o PNUD, um programa das Nações Unidas.

 

Submetido ao constrangimento de ver o escárnio pendurado nas manchetes, o Planalto decidiu suspender a distribuição do kit.

 

Deu-se depois de conversas travadas entre a Advocacia-Geral da União e o braço jurídico do comitê eleitoral de Dilma.

 

A decisão não é senão uma pantomima. A “suspensão” chega num instante em que já não há o que distribuir.

 

Márcio Silva, o advogado do comitê de Dilma que estabeleceu contato com o advogado-geral da União, Luiz Inácio Admans, disse:

 

"Acabou, não tem mais. Não haverá mais distribuição. E, pelo que verifiquei, o material não é propaganda eleitoral".

 

Nesse ritmo, o governo-comitê termina levando à praça um novo kit. O conteúdo?

 

Um nariz vermelho, um par de sapatos de bico grande, uma gola larga e línguas-de-sogra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h11

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Goldman também elogia Serra em cerimônias oficiais

  José Cruz/ABr
De 6 de abril –dia em que herdou de José Serra a cadeira de governador de São Paulo— até 19 de junho, o tucano Alberto Goldman proferiu 37 discursos.

 

Serviu-se dos microfones em solenidades oficiais. Em 29 pronunciamentos, Goldman cuidou de injetar menções e elogios ao presidenciável do PSDB.

 

Ele realça nas peças o empenho de Serra à época em que era governador. Atribui ao agora candidato a paternidade das obras que inaugura.

 

Numa cerimônia de assinatura de convênios, Goldman saiu-se com a seguinte frase:

 

 “Temos uma campanha, cada um vai se definindo como acha que deve se definir...”

 

“...Eu tenho candidato, os nossos companheiros devem ter candidatos, espero até que seja o meu”.

 

Nesta quinta (15), de passagem pelo Rio, Serra criticou a utilização da estrutura do Estado com propósitos eleitorais:

 

"Eu penso que usar a máquina pública com objetivo eleitoral não é bom para a eleição”, disse ele, numa entrevista radiofônica.

 

“Não é justo do ponto de vista de valores da nossa sociedade, numa eleição em que as pessoas devem fazer seu julgamento individual", acrescentou.

 

Serra evocava um par de solenidades em que Lula enaltecera a candidata oficial, Dilma Rousseff.

 

Na primeira, o presidente apresentara sua pupila como a responsável pelo “esforço” que resultou na abertura de licitação para o trem-bala Rio-São Paulo.

 

Na segunda, a pretexto de desculpar-se pelo “erro”, Lula reiterou os elogios a Dilma. Dessa vez na presença do presidente do TSE, Ricardo Lewandowski.

 

Vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau enxergou no primeiro discurso de Lula indício de malfeito:

 

"É absolutamente proibido, nessa época do ano, que, em inaugurações, se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública".

 

O segundo discurso de Lula foi visto por Sandra Cureau como “agravante” do anterior. Ela deve protocolar nova representação contra o presidente no TSE.

 

Em São Paulo, Goldman imita Lula até na desculpa. Procurado, o sucessor de Serra manifestou-se por meio de nota:

 

No texto, a assessoria do governador anotou que as menções a Serra “foram feitas em contexto específico, durante eventos administrativos...”

 

“...São registros históricos de que obras, projetos, ações ou serviços entregues por ele [...] foram efetivamente iniciados durante a gestão de [...] José Serra”.

 

Foi, precisamente, o que disse Lula em Brasília. O projeto do trem-bala fora impulsionado pela ex-ministra Dilma.

 

As mesmas razões que inquietam a procuradora Sandra Cureau na cena brasiliense podem -ou deveriam- levar inquietude ao Ministério Público Federal de São Paulo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h20

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PT torce para que Garotinho falte a 1º comício do Rio

Vão ao palanque, na noite desta sexta, Lula, Dilma e Temer

 

Valter Campanato/ABr

 

O comando da campanha de Dilma Rousseff franqueou aos aliados o acesso ao palanque da noite desta sexta (16), na Cinelândia, centro do Rio.

 

A despeito da ausência de vetos, o petismo, mãos postas, reza para que Anthony Garotinho (PR) não dê as caras.

 

Garotinho pretendia concorrer ao governo. Abalroado por uma sentença que o tornou inelegível, foi à disputa por um assento na Câmara.

 

A candidatura dele está pendurada numa liminar (decisão provisória) do TSE. Antes, já era observado com um pé atrás. Agora, é visto como um coligado tóxico.

 

Afora o fator Garotinho, o comitê de Dilma exultava na noite passada. Degustava-se a expectativa de um evento portentoso. Coisa para 100 mil pessoas, na previsão otimista. 

 

O comício está marcada para as 19h. Lula, o grande chamariz, só deve chegar do meio para o final.

 

Em convocatória levada à web pelo PT-RJ anunciou-se que, junto com Dilma, Lula participaria de “uma caminhada”.

 

A julgar pelo que diz o QG brasiliense de Dilma, é lorota. A caminho do comício, Dilma vai desfilar sua candidatura pela Av. Rio Branco, no centro do Rio. Mas sem Lula.

 

A concentração para o "passeio" será às 16h. Além de ter compromissos vespertinos no interior de São Paulo, Lula dissera que só faria campanha fora do expediente.

 

São três os principais motivos que levaram à escolha do Rio como palco do comício inaugural de Dilma:

 

1. Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) está sentado sobre uma máquina capaz de arregimentar público.

 

2. Graças à proximidade de Cabral com Lula, materializou-se no Rio o palanque dos sonhos do presidente, com a junção dos interesses de PMDB e PT.

 

3. Terceiro maior colégio eleitoral do país, o Estado fica na região Sudeste, um pedaço do mapa que a campanha de Dilma decidiu priorizar.

 

Além das caravanas que Cabral ficou de arregimentar, o sindicalismo que viceja nas estatais sediadas no Rio, a Petrobras à frente, comprometeu-se a adensar a platéia.

 

Os sindicatos de estatais tentaram arrastar Lula para a inauguração de um comitê pró-Dilma a ser aberto no centro do Rio.

 

Consultado, o presidente cuidou de jogar água fria na pretensão. Mandou dizer que não iria. E a inaugração foi adiada.

 

Além de Lula, Dilma e Cabral, também Michel Temer (PMDB), o candidato a vice-presidente, escalará o palanque.

 

Temer informou ao repórter que, a exemplo de Lula, vai participar apenas do comício, não da caminhada.

 

Com uma programação mais modesta, o presidenciável tucano José Serra levará sua campanha a Pernambuco nesta sexta.

 

Assim como o PT, também o PSDB atribui prioridade ao Sudeste. Mas entende que não pode se dar ao luxo de descuidar do Nordeste.

 

Uma região em que, carregada por Lula, Dilma abriu uma dianteira nas pesquisas. Serra, que iniciara a semana entre Minas, Rio e Maranhão, deve fechá-la na Bahia.

 

Encaixada de permeio, a agenda de Pernambuco prevê uma entrevista de rádio e caminhadas pelas ruas de dois municípios: Caruaru e Gravatá.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h15

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Com 3 anos de atraso, obras da Copa terão agora rito sumário

 

- Estadão: Governo suspende cartilha pró-Dilma

 

- JB: EUA: maior reforma desde a Depressão

 

- Valor: Receita do IOF dispara e alivia perda da CPMF

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h06

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Candidata-bala!

Lute

- Via blog do Lute. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h32

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Em PE, um roubo de fazer Portinari revirar no túmulo

  Enterro/Cândido Portinari
Pintado por Cândido Portinari em 1959, o quadro “Enterro” –óleo sobre madeira de 24,5 x 33,5— foi roubado. Está avaliado em R$ 1,2 milhão.

 

A preciosidade forrava um pedaço de parede do MAC (Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco).

 

Funciona num prédio erigido no século 17. Está assentado no centro histórico de Olinda. Cabe ao governo pernambucano administrá-lo.  

 

A despeito do valor das peças que compõe o seu acervo de 4 mil peças, a casa não dispõe de vigilância eletrônica.

 

Nada de câmeras. Nem sinal de sensores de presença. Vigilantes? Quatro, escalados por turnos.

 

O ladrão entrou sem arrombar portas. Retirou o quadro da parede de uma das salas do museu. Levou-o para outra sala.

 

Retirou a moldura. E pendurou-a, com fita adesiva vermelha, atrás de um tapume de madeira.

 

Há vários tapumes no museu. Como não há janelas no prédio, só grades, os tapumes servem para fechar os vãos, à noite.

 

Pois bem. Na noite de quarta (14), quando um dos seguranças moveu mover o tapume que fora manuseado pelo larápio, a moldura caiu.

 

Só então descobriu-se que o “Enterro” de Portinari fora afanado. Convocada, a Polícia Civil pernambucana pôs-se a investigar o caso.

 

Os policiais partem do zero. Não há vídeos. Dispõem apenas de uma lista com 17 assinaturas. São jamegões de pessoas que visitaram o museu na quarta.

 

Ouvida, a diretora do museu, Célia Labanca, disse: "Para mim, foi trabalho de profissional". Por quê?

 

Célia refez o caminho do mão leve. Disse que o ladrão "retirou o quadro de uma sala, levou para outra...”

 

“...Desmontou a peça e grudou a moldura atrás de um tapume sem ninguém perceber".

 

E quanto ao desaparelhamento do museu? O governo de Pernambuco informa que planeja investir R$ 2 milhões para equipar 23 museus e espaços culturais.

 

Assegura que, até o final de 2010, haverá mais 40 vigilantes e 210 câmeras de segurança nesses espaços.

 

Retorne-se à avaliação da diretora Célia Labanca: “Para mim, foi trabalho de profissional”. Será? A investigação talvez chegue à resposta.

 

Por ora, o que se pode dizer com absoluta certeza é o seguinte: a falta de profissionalismo exibida pelo governo de Pernambuco salta aos olhos.

 

- Em tempo: Há outras cinco peças de Portinari no desprotegido museu de Olinda. Coleção doada por Assis Chateaubriand, em 1966. O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído de Portinari revirando no túmulo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h44

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Bem humorado, Alencar deixa hospital em São Paulo

- Aqui, notícia sobre o tema. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h40

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DEM e PT apóiam políticos que morderam o panetone

  Karime Xavier/Folha
É curiosa, muito curiosa, curiosíssima a situação de ‘demos’ e petistas no Distrito Federal.

 

As duas legendas haviam se comprometido a fechar suas porteiras para a bancada do ex-governador e ex-presidiário José Roberto Arruda.

 

Súbito, descobre-se sob as asas do DEM um filiado chamado João Luiz Arantes.

 

E, sob o guarda-chuva da coligação do PT, Luiz França, um filiado do nanico PHS.

 

Estão unidos por um par de coincidências. Os dois concorrem à Câmara Legislativa do DF.

 

Ambos provaram do “panetone” que nutria a bancada de apoiadores do governo Arruda no Legislativo local.

 

João Luiz e Luiz França são personagens da cinemateca de Durval Barbosa, o delator de Arruda. Aparecem recebendo maços de dinheiro.

 

Presidente do DEM-DF, o senador Adelmir Santana alega que João Luiz "apresentou toda a documentação” exigida de um candidato.

 

Acrescenta: “O partido não teve acesso ao vídeo e ao inquérito. Teremos que reunir a Executiva para discutir o que fazer”.

 

Admite: “É uma situação difícil, mas o discurso do DEM no combate ao mensalão é real".

 

Presidente do PT-DF, Roberto Policarpo escorrega: “A gente tinha dito que ia evitar, mas quando fechamos as alianças não discutimos candidaturas...”

 

“...Nossa aliança é com o partido, e não com os candidatos. Os partidos deveriam ter feito essa depuração e agora esperamos que a sociedade faça".

 

É tudo o que deseja, a propósito, o pêagáesse Luiz França: "A população vai saber distinguir quem trabalha e quem é hipócrita...”

 

“...Não quero ser julgado pela imprensa ou por um fanfarrão, quero ser julgado pelo povo".

 

Então, tá! Tudo acertado, ficamos assim. Lavrem-se as atas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h06

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Cotado pelo colchão, um Protógenes ‘vale’ 2,5 Dilmas

  Alan Marques/Folha
Candidato a deputado federal pelo PCdoB, o delegado afastado da PF Protógenes Queiroz teve de levar à Justiça Eleitoral seus dados patrimoniais.

 

Num ponto, Protógenes assemelha-se a vários outros candidatos.

 

Ele também guarda dinheiro em casa: R$ 284 mil. Por quê? “Por segurança”, explica. Como assim?

 

"A máfia, as organizações criminosas, tentam clonar cheques. Faço isso desde 2000..."

 

"...O salário entra, eu retiro e deixo em casa. Sob o ponto de vista legal, não tem problema".

 

De fato, ilegal não é. Há apenas uma ofensa à lógica. O delegado se abstém de beliscar os rendimentos de uma aplicação bancária.

 

Entre os que o acompanham na falta de nexo há desde um Orestes Quércia (R$ 1,28 milhão em casa) a uma Dilma Rousseff (R$ 113 mil).

 

Protógenes não chega a fazer sombra a Quércia. Mas, tomado pelo tamanho do colchão, o algoz de Daniel Dantas vale uma Dilma e meia.

 

- Em tempo: afastado de suas funções desde o ano passado, Protógenes acada de ser brindado pela PF com mais dois processos disciplinares.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h27

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Procuradoria vai mover nova ação contra Lula no TSE

  Alan Marques/Folha
Ao trombetear sua candidata em solenidade oficial, na terça (13), Lula tornou-se candidato a uma nova representação no TSE.

 

O Ministério Público requisitou as fitas da cerimônia em que Lula pendurou no pescoço de Dilma Rousseff o tem-bala Rio-São Paulo.

 

Busca-se o áudio do discurso de Lula para verificar se o noticiário orna com o ocorrido.

 

Mas, de antemão, a vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, fala como o ânimo de quem já tem a opinião formada:

 

"É absolutamente proibido, nessa época do ano, que, em inaugurações, se faça propaganda para um candidato. Isso é uso da máquina pública".

 

Em verdade, Lula não fez uma inauguração. Injetou Dilma na cerimônia de assinatura do edital de licitação da obra do trem-bala.

 

Um dia depois, a pretexto de desculpar-se pelo drible que dera na lei eleitoral, Lula encenou novo chapéu.

 

Disse, em solenidade no Itamaraty, que não poderia ter deixado de mencionar a pupila. E tome-lhe elogios.

 

O segundo achincalhe à lei foi testemunhado pelo presidente do TSE, convidado ao Itamaraty para uma recepção a autorias da Comunidade Européia.

 

Para a vice-procuradora-geral Cureau, o reprise do Itamaraty funciona como “agravante” do malfeito original.

 

Lula já coleciona meia dúzia de multas no TSE. Total de R$ 42,5 mil. Na nova representação, deve ser acusado de abuso do poder político.

 

O mesmo tipo de “abuso” que levou as Justiça Eleitoral a passar na lâmina os mandatos de governadores, deputados e senadores eleitos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h06

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Lula: verba do pré-sal deve ser gerida por ‘conselho’

Ricardo Stuckert/PR

 

Na bica de virar ex-presidente, Lula tenta agora presidir o futuro. Em terras capixabas, trocou um dedo de prosa sobre o pré-sal.

 

Deu-se numa entrevista radiofônica. A alturas tantas, Lula ensinou como devem ser geridos os dividendos das jazidas oceânicas:

 

"Esse dinheiro tem que ser gerenciado não pelo presidente da República, mas por um conselho que a gente vai ter que criar...”

 

Um conselho que represente “...a sociedade civil, para poder gastar cada centavo apenas naquilo que é essencial para o futuro e o desenvolvimento desse país...”

 

“...Porque senão a gente gasta o dinheiro, o petróleo acaba e a gente continua pobre".

 

Lula foi ao Espírito Santo para tomar parte da cerimônia de extração do “primeiro óleo” da jazida pré-saleira do Campo de Baleia Branca.

 

Na mesma entrevista, renovou o voto de confiança em sua pupila. Absteve-se de citar o nome de Dilma Rousseff. Preferiu falar de José Serra.

 

Disse que a candidatura do tucano irá à breca apesar de, como presidente, ter dado uma mãozinha ao rival.

 

Contou que, embora o desaconselhassem, ordenou ao Banco do Brasil a compra da Nossa Caixa, a casa bancária estadual que Serra, ainda governador, alienou.

 

"Serra pegou R$ 6 bilhões. Me diziam 'Lula, você é louco, vai dar R$ 6 bilhões para o Serra, você é louco de comprar a Caixa Econômica Estadual, ele é adversário'...”

 

“...Eu falava 'não estou preocupado com eleições, eu estou preocupado que eu quero salvar o Banco do Brasil'...”

 

“...E daí? Com todo o dinheiro que compramos ainda vamos ganhar as eleições".

 

Depois de “salvar o Brasil”, Lula julga-se agora em condições de evitar que o próximo inquilino do Planalto estrague a nação.

 

Tomado ao pé da letra, sugere que o sucessor (ou sucessora) confie a gestão da grana do pré-sal a uma assembléia de sábios.

 

Funcionaria assim: a pessoa se candidata à Presidência, esfalfa-se para triunfar na urna e, depois de eleito, declara-se incompetente e chama a “sociedade civil”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h56

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Fisco ganha feições de portão da casa da mãe Joana

 

A Receita Federal ganhou a incômoda aparência de portão de acesso à casa da mãe Joana. Uma mãe simpática à presidenciável Dilma Rousseff (PT).


Embora ostente o apelido de "contribuinte", o brasileiro que aufere rendas mantém com o fisco relação forçada.

Manda a lei que o cidadão deve fornecer todos os dados -de informações pessoais a rendimentos- e submeter-se à coleta de impostos.

Determina também a legislação que, além de recolher os tributos, cabe à Receita proteger as informações que lhe chegam à força.

Pois bem. Em exposição feita no Senado, o secretário da Receita, Otacílio Dantas Cartaxo, admitiu: auditores do fisco -"cinco ou seis vezes"- varejaram nas máquinas da repartição dados sigilosos de um "contribuinte" que milita na oposição.


Trata-se do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge. Noutro caso, ocorreu a divulgação indevida de um auto de infração de empresa do candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PV), Guilherme Leal.


Quando "motivados", acessos desse tipo fazem parte da rotina de trabalho dos auditores. "Imotivados", constituem crime.


Segundo Cartaxo, foi aberto um processo disciplinar na Corregedoria-Geral do fisco. Sinal de que há, no mínimo, a fumaça do malfeito. Evoluiu-se da fumaça para o fogo quando se recorda a notícia que deu origem à encrenca. Foi veiculada pela Folha.

Os dados de Eduardo Jorge viraram recheio de um dossiê manuseado por uma equipe de "inteligência" que operava no comitê de Dilma.

Em 2000, a Receita já virara caso de polícia, nas dobras de inquérito aberto em São Paulo. Vigaristas negociavam por R$ 4.000 CD com dados sigilosos extraídos de computadores do fisco.

O vazamento expusera 11,5 mil "contribuintes". Após investigação, informou-se que o dreno havia sido instalado no Serpro.

Em 2006, novo incômodo. Investigação sigilosa atestou o acesso aos dados fiscais de 6.000 contribuintes. O processo foi ao arquivo. E os auditores movem ação indenizatória contra a União.

Agora, o problema é mais complicado. À suspeita de quebra de sigilo fiscal acrescenta-se o indício de utilização da máquina fiscal com propósitos eleitorais.

O governo está intimado pelos fatos a acomodar o episódio em pratos asseados. Manda o bom senso que os esclarecimentos cheguem antes de outubro, o mês da eleição. Sob pena de equiparação do Brasil a uma ditadura africana.

 

- Em tempo: O texto acima, do signatário do blog, foi veiculado na Folha desta quinta (15).

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Escrito por Josias de Souza às 14h36

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Veja os penúltimos lances da campanha presidencial

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Escrito por Josias de Souza às 12h32

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Congresso da Argentina aprova lei do casamento gay

Leo La Valle/Efe

Defronte do Congresso, militantes da causa homossexual festejaram a novidade

 

O Congresso da Argentina aprovou projeto que introduz no Código Civil do país a permissão para que homossexuais se casem.

 

A proposta, que já havia passado pela Câmara, foi referendada pelo Senado na madrugada desta quinta (15).

 

Após 14 horas de debates, os senadores aprovaram a novidade por uma diferença de seis escassos votos: 33 a favor, 27 contra, mais três abstenções.

 

Com isso, a Argentina passa à condição de primeiro país latino-americano a permitir em lei a união entre pessoas do mesmo sexo.

 

No mundo, será a décima nação a autorizar casamentos homossexuais.

 

Os outros são Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal, Islândia e EUA [apenas em cinco Estados].

 

O projeto segue agora para a sanção da presidente Cristina Kirchner. Ela defendera publicamente a mudança. Não há hipótese de veto.

 

O resultado da votação do Senado ateou euforia nos manifestantes que faziam vigília defronte do Congresso. Pressionavam pela aprovação.

 

Na tarde da véspera, um grupo de cem católicos tentara se instalar na frente do Parlamento argentino para estabelecer um contraponto.

 

Separados dos manifestantes “rivais” apenas por uma avenida, rezavam em voz alta. Carregavam imagens de Virgem Maria e cartazes com dizeres fortes:

 

Num, lia-se: "Nem união, nem adoção, homem e mulher". Noutro: "Sodoma = Argentina". Num terceiro: "Quero um pai e uma mãe".

 

Sob chuva de ovos e laranjas, os católicos viram-se compelidos a deixar o local, escoltados pela polícia.

 

No Brasil, todas as tentativas de legalizar o casamento homossexual malograram. Os (poucos) avanços ocorrem nas brechas da lei.

 

No mês passado, por exemplo, valendo-se da ausência de proibição legal, o STJ autorizou um casal gay de São Paulo a adotar uma criança.

 

Ou seja, rendido ao lobby conservador, o legislador brasileiro resiste em reconhecer uma realidade social que a jurisprudência dos tribunais já contempla.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h04

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Câmara reforça a acusação das centrais contra Serra

Candidato afirma que, sob Lula, a CUT virou ‘superpelega’

Central aconselha tucano a se preparar para desemprego

 

 Fotos: ABr e Divulgação
Aliado do presidenciável tucano José Serra, o PPS endereçou ofício ao Cedi (Centro de Documentação e Informação da Câmara).

 

Pediu informações sobre a participação de Serra no processo legislativo que resultou na regulamentação do seguro-desemprego e na criação do FAT.

 

Na resposta ao PPS, divulgada nesta quarta (14), o Cedi informou:

 

1. Serra foi “autor de emendas ao dispositivo que resultou no artigo 239 da Constituição Federal”.

 

Dito de outro modo: à época em que era deputado Constituinte, Serra não propôs o artigo 239, mas apresentou emendas.

 

O que diz o artigo 239? Destina a arrecadação do PIS (Programa de Integração Social) ao financiamento do seguro-desemprego.

 

O documento da Câmara não esmiúça o teor das emendas apresentadas por Serra. 

 

2. De resto, o texto do Centro de Documentação da Câmara anota que Serra “foi o autor do projeto de lei 2.250, de 1989.

 

Acrescenta que a proposta de Serra “tramitou conjuntamente com o projeto de lei 991”, que o então deputado Jorge Uequed (PMDB-RS) apresentara em 1988.

 

Os dois projetos, o de Serra e o anterior, de Uequed, tratam da regulamentação do seguro-desemprego e da criação do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

 

Munido desses dados, o PPS apressou-se em veicular na web notícia com o seguinte título: “Câmara confirma que Serra ajudou a criar o FAT e o seguro desemprego”.

 

O texto reproduz a íntegra da resposta que o partido recebera do Cedi, o setor administra a “memória” da Câmara.

 

De fato, numa leitura apressada, a resposta do Cedi conduz à conclusão veiculada pelo PPS. Afinal, o deputado Serra fora autor de “emendas” e de um “projeto”.

 

O problema é que o documento do centro de documentação da Câmara remete para dois links.

 

Um traz o detalhamento da tramitação do projeto de Serra (aqui). Outro refaz o caminho da proposta de Uequed (aqui).

 

Em ambos há uma anotação que corrobora a acusação que, em manifesto, cinco centrais sindicais haviam dirigido a Serra.

 

Embora tenha sido “apensado” à proposição de Uequed (991/88), o projeto de Serra (2.250/89) foi “prejudicado pela aprovação” do primeiro.

 

O que disseram as centrais no documento anti-Serra? Que ele “mente” ao dizer que criou o FAT e tirou do papel o seguro-desemprego.

 

“Não fez nem uma coisa nem outra”, atacaram as cinco máquinas sindicais que apoiam a petista Dilma Rousseff: CUT, Força Sindical, CGBT, CTB e Nova Central.

 

O seguro-desemprego, anotaram as centrais, é obra da presidência de José Sarney. Criado e regulamentado em 1986, passou a “ser concedido imediatamente aos trabalhadores”.

 

Sobre o FAT, as centrais escreveram: “Foi criado pelo projeto de lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed”.

 

Acrescentam: “Um ano depois, Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara”.

 

Ou seja, o ataque dos sindicalistas a Serra reproduz, nesse tópico, os dados que o Centro de Documentação da Câmara repassou ao PPS.

 

Alheio às informações oficiais, Serra escalou em direção à CUT, braço sindical do PT. Dedicou à entidade um vocábulo que nenhum sindicalista gosta de ouvir: Pelego.

 

Deu-se nesta quarta (14), num evento em que a UGT (União Geral dos Trabalhadores) repassou ao candidato suas propostas para o futuro governo.

 

Serra disse que, sob FHC, a CUT "era uma entidade sindical anti-pelega”. Depois que Lula chegou ao poder, tornou-se “uma entidade super-pelega”.

 

Em resposta pendurada na página da CUT na internet, o presidente da central, o petista Artur Henrique, reagiu em timbre acerbo.

 

Disse que “as declarações de Serra demonstram desequilíbrio”. Tachou-as de “tolas” e “deselegantes”. E aconselhou o tucano a se preparar para o desemprego:

 

“Esperamos que o candidato, no futuro próximo, saiba administrar [...] pelo menos o seu seguro-desemprego, que ele diz falsamente ser sua criação”.

 

À noite, no Rio, Serra voltou a pegar em lanças. Num encontro com artistas e intelectuais, disse que se instalou no Brasil uma "República Sindicalista".

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h05

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Europa reduz exploração de petróleo; Brasil acelera

 

- Folha: Culpa pelo IR violado para dossiê pode sair após eleição

 

- Estadão: Receita já sabe quem acessou IR de tucano, mas não conta

 

- JB: Violência sexual, o drama da infância

 

- Correio: Servidor inativo ganha isenção da Previdência

 

- Valor: País viveu um boom de lançamentos no varejo

 

- Zero Hora: Estudo avalia a Capital para a Copa de 2014

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h26

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Reciclagem!

Nani

- Via Nani Humor. Aqui, notícia sobre estimativa do TSE: entre 10% e 15% dos candidatos serão barrados no baile. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h13

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Lula e Dilma abrem ciclo de comícios nesta 6ª, no Rio

Ricardo Stuckert/PR

 

Será no Rio de Janeiro o primeiro comício da campanha de Dilma Rousseff. A candidata vai ao palanque ao lado de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva.

 

Escolheu-se um tradicional palco de manifestações políticas: a Cinelândia. Sugestão do governador Sérgio Cabral (PMDB), que concorre à reeleição.

 

Antes do comício, Dilma fará uma caminhada pelo centro do Rio. Lula não deve participar desse pedaço da programação.

 

Prevê-se que o presidente animará apenas do comício. Deve chegar na parte final, para pronunciar o discurso de encerramento.

 

Antes de voar para o Rio, Lula vai ao interior de São Paulo. Entregará 252 casas populares numa favela de Diadema, velho reduto do PT.

 

Para evitar novos problemas com a Justiça Eleitoral, as arcas da campanha devem custear o combustível do avião presidencial no trajeto São Paulo-Rio.

 

O comício carioca seria a segunda participação de Lula num evento oficial da campanha de Dilma.

 

O presidente comprometera-se a dar as caras também na inauguração do comitê da candidata, em Brasília, na terça (13). Porém, não apareceu.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h29

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Após negar tempo de TV a Dilma, PP dá apoio político

Lula Marques/Folha

 

No oficial, o PP não integra nenhuma coligação presidencial. No paralelo, o partido aderiu nesta quarta (14) à campanha petista de Dilma Rousseff.

 

Deu-se num evento formal, com a presença da candidata e de políticos do PP. Entre eles o presidente da legenda, senador Francisco Dornelles (RJ).

 

No mês passado, o PP decidira não ceder o seu tempo de TV a Dilma. Coisa de um minuto e meio.

 

A despeito disso, a legenda indicará representantes para os três grupos constituídos pelo comitê de Dilma: o político, o de programa e o de mobilização.

 

Para justificar o “muro”, Dornelles disse que a legenda não quis constranger os cinco diretórios estaduais que fecharam com José Serra: MG, RS, PR, RO e AL.

 

Outros dois –SC e SP— mantiveram-se “neutros”. Os 20 restantes posicionaram-se a favor de Dilma.

 

E quanto ao apoio político? Bem, Dornelles alegou que, além de integrar o consórcio que dá suporte a Lula, o PP se identifica com tópicos do programa do PT.

 

Que pontos? O senador mencionou a defesa do crescimento econômico, a estabilidade monetária e a justiça social.

 

São temas apoiados também pelas torcidas do Flamengo e do Corinthians. Mas, à falta de explicação mais convincente, foi o que deu para arranjar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h26

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Lula propõe o fim de castigos físicos: ‘Dói pra cacete’

- Aqui, detalhes da solenidade de anúncio do envio projeto ao Congresso. Siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 20h09

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Lula pede desculpa por citar Dilma em evento oficial

Marri Nogueira/Folha

 

Um dia depois de ter afrontado a legislação eleitoral ao trombetear o nome de Dilma Rousseff em solenidade oficial, Lula tentou desculpar-se:

 

"Se eu cometi um erro político eu peço desculpas, mas a intenção era apenas o reconhecimento histórico de quem trabalhou para concluir uma coisa."

 

Colecionador de multas no TSE –R$ 42,5 mil em meia dúzia de infrações—, o presidente negou que a reincidência seja inspirada na afronta:

 

"Eu não tenho por hábito desafiar nem o mais humilde dos brasileiros quanto mais desafiar uma legislação que nós mesmos criamos no Congresso Nacional".

 

Lula falou, de novo, numa cerimônia oficial. Evento realizado no Itamaraty, para recepcionar autoridades da Comunidade Européia.

 

Dessa vez, as palavras do presidente foram testemunhadas por um convidado especial: ninguém menos que o presidente do TSE, Ricardo Lewandowaki.

 

Pois bem. Em meio às desculpas, Lula aproveitou para repisar o elogio a Dilma, a quem atribuíra, na véspera, a viabilização do projeto do trem-bala que ligará o Rio a São Paulo:

 

"Eu fiquei quase que na obrigação moral de dizer que quem tinha começado a trabalhar a questão do trem-bala [...] tinha sido a companheira Dilma”.

 

Ao tempo em que burlava a lei novamente, esboçou o drible para solenidades futuras. O nome de Dilma, insinuou Lula, pode pingar de outros lábios:

 

“Possivelmente não devesse ser eu a ter falado, tinha outros companheiros [...]. Mas o dado concreto é que [...] foi ela que começou, foi ela que trabalhou...”

 

“...Foi ela que organizou, foi ela que fez todo o trabalho para que a gente pudesse ontem publicar o edital do trem-bala".

 

Todo o tecido do mundo, inclusive a casimira de boa procedência de que são feitos os ternos do presidente, não daria para vestir uma desculpa tão esfarrapada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Receita admite o acesso a dados de tucano e de Leal

  José Cruz/Ag.Senado
Em depoimento à Comissão de Justiça do Senado, o secretário da Receita Federal, Otacílio Dantas Cartaxo, admitiu:

 

Servidores do fisco acessaram nos computadores do fisco dados sigilosos de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB.

 

De resto, um auto de infração imposto à Natura, empresa de Guilherme Leal, vice de Marina Silva (PV), foi divulgado, a despeito de ser sigiloso.

 

Disse ter determinado a abertura de processo disciplinar na Corregedoria-Geral da Receita.

 

Detectado o indício de crimes -"acesso imotivado" e divulgação de dados protegidos por sigilo fiscal, a encrenca vai ao Ministério Público.

 

Cartaxo negou-se a revelar os nomes dos bisbilhoteiros. Prefere aguardar a conclusão da investigação. Informou que as máquinas do fisco foram acessadas “cinco ou seis vezes”.

 

O secretário fez a defesa protocolar do órgão que dirige: “A Receita Federal, como organização de Estado, legalista e...”

 

“...E transparente em suas relações com seus contribuintes, não compactua com más práticas”.

 

Declarou que o fisco “tem combatido” os desvios de conduta. Trabalha para “eliminar comportamentos contraventores, ilícitos, que chegam à órbita criminal”.

 

Cartaxo foi convidado a prestar esclarecimentos ao Senado depois que o repórter Leonardo Souza divulgou a quebra de sigilo fiscal do grão-tucano Eduardo Jorge.

 

O repórter contou que as informações sigilosas migraram das máquinas da Receita para as folhas de um dossiê preparado por um “grupo de inteligência” que operava no comitê de campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

Bisbilhotaram-se cinco declarações de Imposto de Renda de Eduardo Jorge, de 2005 a 2009.

 

Ao espantoso, o secretário Cartaxo acrescentou o inacreditável: foram acessados também as informações fiscais do vice de Marina Silva. Um espanto!

 

A Receita Federal renderá homenagens ao bom senso se concluir as suas apurações antes de outubro, o mês das eleições.

 

Está-se diante de um desses casos que, se não forem acomodados em pratos asseados, deixam no ar a impressão de que o fisco foi convertido em máquina eleitoral.

 

- Atualização feita às 19h20 desta quarta (14): José Serra responsabilizou o PT pela violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge. Disse que Dilma Rousseff, "produto de marqueteiros", não consegue "andar sobre suas próprias pernas". Para suprir a deficiência, deisse ele, "entra a máquina governamental". 

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h03

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Índio acomoda em gabinete um parceiro de ultraleve

  Sérgio Lima/Folha
Suponha a convocação de um político para depor no STS (Supremo Tribunal da Sinceridade).

 

O juiz: O que faria Vossa Excelência se tivesse de optar entre o amigo e o Tesouro Nacional. E o político: Morra o contribuinte.

 

Na política, depois do parente, o amigo é principal acontecimento. Tome-se o caso de Índio da Costa (DEM-RJ), o vice de José Serra.

 

Descobriu-se que o deputado, hoje licenciado da Câmara, pendurou na folha de seu gabinete um parceiro de vôos de ultraleve.

 

Chama-se Paul Zachhau.  Não bate o ponto em Brasília. Tampouco dá expediente no escritório do deputado no Rio.

 

O que diabos faz ele na folha salarial da Câmara? O repórter Breno Costa foi atrás. E produziu uma curiosa notícia.

 

Ouvido, Zachhau disse que voa de ultraleve junto com Indio, um "ótimo piloto". O que faz como secretário parlamentar do companheiro de vôo?

 

Desconversou: recomendou ao repórter que procurasse a secretária do deputado, “para mais informações”.

 

Índio preferiu falar por meio de uma nota. Coisa curta e pouco elucidativa: "Paul Zachhau foi contratado como secretário parlamentar e...”

 

“...E me acompanha em agendas no Rio, inclusive em viagens que faço ao interior do Estado, cumprindo atividades de deputado".

 

A assessoria do vice de Serra diz que o assessor voador recebe, desde 2008, salário mensal de R$ 540.

 

Índio não precisava adornar sua fama de ficha limpa ecom semelhante cisco. Viva a amizade!

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h37

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Marina e o já ganhou de Lula: ‘Prefiro saltinho baixo’

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Escrito por Josias de Souza às 06h07

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Dossiê: Receita explica no Congresso caso de tucano

Otacílio Dantas Cartaxo, secretário da Receita Federal, dará explicações, nesta quarta (14), sobre o vazamento de dados fiscais do tucano Eduardo Jorge.

 

Ele confirmou presença na Comissão de Justiça do Senado, presidida por Demóstenes Torres (DEM-GO).

 

Havia sido convidado no final do mês passado. Não era obrigado a comparecer. Mas concordou em ir aos holofotes, sob a condição de não falar sobre dados sigilosos.

 

O convite a Cartaxo fora aprovado nas pegadas de uma notícia veiculada pela Folha.

 

No texto, o repórter Leonardo Souza informara que dados fiscais de Eduardo Jorge migraram dos computadores da Receita para as páginas de um dossiê.

 

EJ, como é conhecido o grão-tucano, ocupa a vice-presidência executiva do PSDB federal.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h00

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Gaspari: ‘Os palacetes de uma elite mal-assombrada’

Museu do Banco Central

 

Vai abaixo artigo levado pelo repórter Elio Gaspari às páginas desta quarta (14). Ilumina um caso em que a Viúva corre grave ri$co, no Rio. Leia:

 

 

A prefeitura do Rio de Janeiro pretende comprar o palacete que pertence à família Guinle de Paula Machado, na Rua São Clemente (Botafogo).

 

Os donos queriam R$ 15 milhões, mas deixariam por R$ 10 milhões. A cinco minutos dali, caindo aos pedaços, está o Hospital Rocha Maia.

 

Porque a Viúva gastará semelhante ervanário para comprar uma exuberância sem saber o que vai fazer com ela?

 

A casa, tombada pelo Iphan, está em bom estado, assim como seus mil metros quadrados de jardins. Se alguém estiver interessado, que faça uma oferta, deixem a Boa Senhora longe dessa.

No final do século XIX e nas primeiras décadas do XX, os endinheirados do Rio de Janeiro construíam palacetes em Botafogo, e os mais belos ficavam na São Clemente.

 

Nessa mesma época, os milionários americanos erguiam mansões na Quinta Avenida, em frente ao Central Park.

 

Quem percorrer esses trajetos poderá admirar a grandeza do capitalismo americano e a desgraça da plutocracia brasileira bem relacionada.

Na Quinta Avenida sobrevivem as casas de Henry Frick; a Starr Miller, comprada por Ronald Lauder; a do banqueiro Felix Warburg e a do magnata do aço Andre Carnegie. Todas hospedam instituições culturais privadas.

 

Frick deixou o palacete, com centenas de obras-primas. (Vermeer? Três. Rembrandt? Quatro.) Ninguém se lembra dele como o mandante, em 1892, de um massacre de operários grevistas, nem dos dois tiros que tomou no pescoço, disparados por um anarquista.

 

Lauder criou a Neue Gallery, para a qual comprou o retrato de Adele Bloch-Bauer, de Gustav Klimt. Na casa de Warburg funciona o Museu Judaico.

 

Mais adiante está o palácio de Carnegie, o maior entre os “barões ladrões”, foi o homem mais rico dos Estados Unidos no início do século e provavelmente o maior filantropo de sua história. Nela há um centro de exposições de desenho.

Na Rua São Clemente, a história foi outra, os plutocratas construíram palacetes, regalaram-se e, quando as heranças encurtaram, penduraram-se quase todos na bolsa da Viúva.

 

O de Rui Barbosa hospeda uma instituição exemplar. A mansão de um comerciante português onde funcionou o Colégio Jacobina tornou-se um Centro de Arquitetura e Urbanismo da prefeitura, que vive na indigência.

 

O palácio do embaixador inglês foi comprado pela prefeitura num negócio esquisito, no qual pagou pelos móveis quatro vezes mais que o preço do imóvel.

 

Em alguns casos, os prédios foram preservados por empresas, mas, onde a Viúva pagou a conta, quase nada sobrou para a patuleia.

Noutro bairro, o filho do Barão de Nova Friburgo, falido, vendeu à República o Palácio do Catete. Quem o visita e depois vai à casa de Carnegie pensa que o magnata americano era um avarento.

 

O mesmo acontecerá ao paulista que visitar o palácio dos Campos Eliseos, repassado à Boa Senhora pelos descendentes de Elias Pacheco Chaves.

Os Guinle foram uma das famílias mais ricas da República Velha. Fizeram dinheiro com indústrias, obras e concessões de serviços públicos. Lá atrás, tiveram o equivalente a R$ 2 bilhões.

 

Enquanto ganharam mais do que gastavam, souberam distribuir sua fortuna. Se o prefeito Eduardo Paes não tem o que fazer com R$ 10 milhões, faça como o patriarca Guilherme Guinle (1882-1960): proteja os hospitais do Rio de Janeiro.

Serviço: Quem quiser apreciar os palacetes de Botafogo pode reservar a manhã de 14 de agosto. Das 9h às 12h, o arquiteto Milton Teixeira dirigirá um passeio que sairá do Senac do bairro. Ele conhece o Rio como poucos e acha que a Prefeitura deve comprar o palacete.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h36

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Após divórcio, Congresso vota ‘Estatuto das Famílias’

Saulo Cruz/Ag.Câmara

 

Depois de promulgar, nesta terça (13), a lei que modernizou o divórcio, o Congresso discute a aprovação de um “Estatuto das Famílias”. Prevê a atualização de leis elaboradas sob a ótica de relações familiares do final da década de 60.

 

O signatário do projeto é o deputado Sérgio Carneiro (PT-BA), o mesmo que patrocinou a emenda que facilitou o divórcio. “Queremos abrigar na lei todos os arranjos familiares dos dias atuais, legalizando-os”, diz ele.

 

Noutro projeto, Carneiro propõe descriminalizar as mães que rejeitam os filhos recém-nascidos. “Para salvar as crianças”, ele explica. Numa terceira proposta, sugere a equiparação de companheiros aos cônjuges.

 

Em entrevista ao blog, o deputado esmiuçou os projetos e informou em que estágio se encontra a tramitação legislativa. O "Estado das Famílias" já passou pela Comissão de Seguridade Social da Câmara. Foi à Comissão de Justiça. Aprovado ali, vai ao Senado. Leia abaixo:

 

 

 

- O sr. é descasado? Sou muito bem casado há 21 anos, mesmo tendo passado por uma separação. Enfrentei as duas etapas. Eu me separei e, um ano depois, tive de converter a separação em divórcio.

- Vem daí a inspiração para a emenda? Não. A proposta é de inspiração do IBDFAM, Instituto Brasileiro de Direito de Família. Como advogado dessa área, sou associado ao instituto.

- Como se deu a apresentação da proposta? Quando cheguei ao Congresso, sendo membro do IBDFAM, eles se animaram a que tivéssemos uma participação legislativa. A emenda do divórcio não é a única que nós temos em tramitação.

- Quais são as outras? O estatuto das famílias, o parto anônimo e a equiparação da companheira e do companheiro ao cônjuge.

- Em que consiste o Estatuto das Famílias? Reúne os aspectos materiais e processuais do direito de família.

- Essa matéria já não consta do Código Civil? Sim. Mas repare que o Brasil tinha um Código Civil de 1916. O regime militar decidiu reformar esse código. Criou uma comissão de notáveis. Elaborou-se, em 1969, um novo código. Só em 1975 o projeto foi ao Congresso. Levou 25 anos para ser aprovado. Quando o legislador do ano 2000 votou a reforma do código de 1916, pegou um texto que refletia a sociedade do final da década de 60. Um tempo em que não havia internet nem celular. Esse projeto protegia apenas a família do matrimônio –papai, mamãe e filhinhos.

- O que se pretende reformar? Nossa proposta é a de retirar todo o livro 4º do Código Civil, que trata do direito de família, e acomodá-lo num Estatuto das Famílias.

- Por que ‘famílias”, assim, no plural? É para que o próprio título do estatuto já carregue o significado do que se pretende. Queremos abrigar na lei todos os arranjos familiares dos dias atuais, legalizando-os.

- As famílias ditais legais seriam equiparadas às informais? Exatamente. Dois irmãos e duas irmãs que moram juntos, sem cônjuges, formam uma família. Um tio ou uma avó que cuidam dos sobrinhos ou netos cujos pais morreram formam uma família. Um homem ou uma mulher separados, com os filhos das relações desfeitas também formam uma família. Daí surgem a paternidade e a maternidade sócio-afetivas.

- O projeto cuida da fertilização em proveta? Sim. Cuidamos de dois tipos de fertilização in vitro: a homóloga, com material genético do casal; e a heteróloga, com material de terceiros. O doador anônimo de sêmen tem o ânimo de ser pai? Na nossa opinião, não. Do mesmo modo, a mulher que doa um óvulo não pode reivindicar depois o direito de ser mãe do feto gerado. A barriga de aluguel tampouco tem o ânimo de ser mãe. São essas questões, hoje tratadas apenas na jurisprudência, que nos ensejaram a fazer essas proposições.

- A equiparação em lei de todos os tipos de famílias geram conseqüências patrimoniais? Sim, patrimoniais, sucessórias e previdenciárias.

- O projeto trata da união entre homossexuais? A chamada união homoafetiva tinha sido incluída na proposta. Mas foi removida na Comissão de Seguridade Social.

- Por quê? Houve resistências. E chegamos à conclusão de que, para avançar, era melhor que o estatuto seguisse sem isso. Por quê? As defensorias públicas, o Ministério Público, o Executivo e o Judiciário já reconhecem o direito à união homoafetiva. Só o Legislativo não reconhece. Por exemplo: como a lei não proíbe a adoção por casais homossexuais, o STJ reconheceu, recentemente, o direito de um casal homossexual de São Paulo à adoção de uma criança. Se incluímos o tema no projeto, vai que o Congresso proíbe coisas que a jurisprudência já reconhece. Seria um recuo. Melhor não mexer agora.

- O que diz o projeto do parto anônimo? Estamos retirando a responsabilidade civil ou criminal da mulher que não quer o filho.

- Pode explicar melhor? Teve uma mulher que envolveu o filho recém-nascido num saco plástico e jogou na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte. Outra abandonou um bebê num matagal de Salvador. Outra jogou uma criança na lata de lixo em São Paulo.

- O que o projeto sugere? Que essas mulheres que desejam se livrar de seus bebês deixem de ser responsabilizadas civil e criminalmente. Elas vão poder se apresentar ao Estado, que vai lhes oferecer o pré-natal e assistência psicológica. Se ainda assim não quiserem seus filhos, o Estado providenciará uma família substituta, para a adoção. A mulher vai saber que a lei irá protegê-la, não criminalizá-la. Com isso, ajudamos as mães e, sobretudo, salvamos as crianças.

- O que diz o projeto que equipara companheiros aos cônjuges? Quando a pessoa é casada, ocorrendo a morte do marido ou da mulher, o cônjuge tem direito a 50% do patrimônio e concorre, na partilha dos outros 50%, com os filhos –chamados de herdeiros necessários— ou com os pais, na ausência de filhos. No caso dos companheiros, havendo a morte de um deles, isso não ocorre. O companheiro ou a companheiro é meeiro. Obtém apenas os 50%. Nós estamos propondo a equiparação de casados formais e de companheiros que vivem em união estável.

- Acha que esses projetos serão aprovados?  Rui Barbosa, senador baiano, institui o casamento civil no Brasil, na primeira Constituição da República, em 1891. Até então, só havia casamento religioso. O senador Nelson Carneiro, outro baiano, eleito pelo Rio, instituiu o divórcio em 1977. Levou 26 anos para conseguir. Em 2007, esse modesto deputado, outro baiano, propôs a modernização do divórcio. Foi aprovado em três anos. Então, entendo que essas propostas podem, sim, ser aprovadas. O Congresso não costuma ficar alheio ao interesse da sociedade e à repercussão na mídia, como houve no caso da emenda do divórcio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h09

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Brasil atrasado para a Copa de 2014: Lula abre guerra à Fifa: ‘Não somos um bando de idiotas’

 

- Folha: Lula usa evento oficial para enaltecer Dilma

 

- Estadão: Lula desafia Lei Eleitoral ao promover Dilma em evento

 

- JB: Polêmica viaja no trem-bala

 

- Correio: Aumenta o abismo entre ricos e pobres no DF

 

- Valor: Magazine Luiza reage e negocia duas aquisições

 

- Jornal do Commercio: Divórcio mais ágil

 

- Zero Hora: Procuradoria impugna 28 candidatos no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Choro!

Aroeira

Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h56

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Ao inaugurar comitê, Dilma diz ser a herdeira de Lula

Lula Marques/Folha

 

Ao lado do vice Michel Temer, Dilma Rousseff inaugurou, em Brasília, o comitê central de sua campanha.

 

Em discurso, apresentou-se como herdeira do ex-chefe cabo-eleitoral: “O presidente Lula me deu talvez a maior herança que alguém pode dar a alguém...”

 

“...Me deu a missão de cuidar do povo que ele tanto ama. Eu vou cuidar desse povo com toda a responsabilidade”. Prometeu “continuar” e “avançar”.

 

Marcado para as 18h, o evento começou com duas horas de atraso. Jogara-se a coisa para o período noturno para permitir que Lula, fora do expediente, desse as caras.

 

Porém, o presidente não apareceu. Ao tomar do microfone, Dilma tinha atrás de si, no tablado montado para os discursos, uma pequena multidão.

 

Lá estavam as principais lideranças que a apóiam, incluindo barões do PMDB como José Sarney e Renan Calheiros.

 

À medida que a candidata falava, os pares de orelhas que a escutavam foram saindo de fininho. As lentes do repórter Lula Marques congelaram dois momentos.

 

Repare lá no alto. Numa imagem, clicada no início do discurso de Dilma, a retaguarda apinhada. Noutra, captada ao final da fala, nem tanto.

 

Do comitê, políticos dos dez partidos reunidos na coligação de Dilma foram à mansão do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE). Ali, serviu-se um jantar.

 

Tomada pela pressa, a maioria dos líderes pró-Dilma parecia antever que o repasto de Eunício seria mais nutritivo que as palavras da candidata.

 

Ingratidão, já que Dilma afagara-os todos em seu discurso. Tachada pela oposição de inexperiente, cuidou de realçar a “experiência” de seu consórcio partidário.

 

“Somos uma coligação experiente. Aqui estão partidos experientes, que não começaram ontem...”

 

“...Tem pessoas experientes, têm experiência de governo. Em sete anos, o Brasil descobriu outro caminho”.

 

O comitê funcionará em três andares de um edifício de nome sugestivo: Vitória. Coisa casual, segundo o presidente do PT, José Eduardo Dutra.

 

Dutra serviu-se da casualidade: “Não sei se vocês repararam, mas há alguns sinais, coisas que não estavam previstas, então, vocês repararam o nome do edifício...”

 

“É vitoria. No dia 3 de outubro, é isso que vai acontecer: é a vitória de Dilma".

 

Michel Temer deu asas à pretensão. Disse que ele e Dilma terão de “se acostumar com a vitória”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Marina prega eficiência no gasto e critica adversários

Wilson Dias/ABr

 

A presidenciável do PV, Marina Silva, almoçou com empresários, na Associação Comercial do Rio.

 

Fez um discurso de candidata grande. Pregou a racionalidade nos gastos públicos.

 

Disse que, reduzindo-os, pode-se combater de modo mais eficiente a inflação e, de quebra, reduzir a taxa de juros.

 

Pregou a necessidade de elevar os investimentos em educação dos atuais 5% para 8% do PIB.

 

Instada a comentar a decisão do governo de criar a Segurobras, levou o pé atrás.

 

Acha desnecessário criar estatais para operar nos setores em que a iniciativa privada já atua.

 

Elogiou as privatizações feitas sob FHC. Mas posicionou-se contra a retomada do processo de venda de estatais.

 

De resto, fustigou os rivais José Serra e Dilma Rousseff, que levam à cena proposts de criar novos ministérios e órgãos públicos.

 

Marina foi ao ponto: "Em período eleitoral, um cria um ministério aqui, outro cria uma estatal acolá, e vira um concurso de quem propõe mais coisas...”

 

“...Como todos falam que o Estado tem que ser eficiente, há uma contradição muito grande". Bingo!

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h39

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Governo desiste de MP; Segurobras vem por projeto

  Marcello Casal/ABr
As aparências não enganam. Quando você vê um fato vestido de absurdo, há enorme probabilidade de que ele seja o que parece.

 

Depois de muito zunzunzum, o ministro Guido Mantega (Fazenda) confirmou: o governo quer mesmo criar uma nova estatal.

 

No oficial, será batizada de EBS (Empresa Brasileira de Seguros). No paralelo, foi apelidada de Segurobras.

 

No início da tarde, Mantega dissera que a novidade iria ao Congresso na forma de uma medida provisória.

 

Significa dizer que entraria em vigor imediatamente, antes mesmo de ser votada pelos congressistas.

 

À noite, em meio a críticas, o governo protagonizou um recuo. Uma meia-volta parcial. Não abre mão do absurdo. Porém...

 

Porém, decidiu-se que a aberração será enviada ao Legislativo como um ordinário projeto de lei.

 

Tudo isso a cinco meses e meio do fechamento das cortinas do governo Lula. Um acinte.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h38

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TSE empurra quarta multa dentro da bolsa de Dilma

  Lula Marques/Folha
A ministra Nancy Andrighi, do TSE, impôs à presidenciável petista Dilma Rousseff a quarta multa dela por propaganda ilegal: R$ 6 mil.

 

Somadas às anteriores, a nova multa eleva a dívida de Dilma para R$ 21 mil.

 

No mesmo despacho, a ministra multou o PT: R$ 7,5 mil. A penalização havia sido requerida pelo Ministério Público Eleitoral.

 

A ilegalidade foi cometida na veiculação de peças de propaganda do PT do Rio Grande do Sul.

 

Foram ao ar, em rede estadual de rádio e televisão, nos dias 26, 28 e 31 de maio. Em vez de trombetear as atividades partidárias, propagandearam Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h59

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À revelia da lei, Lula injeta Dilma em cerimônia oficial

Marri Nogueira/Folha

 

As afrontas à legislação eleitoral transformaram Lula num colecionador de multas. O TSE já lhe impôs meia dúzia. Juntas, somam R$ 42,5 mil.

 

Por ora, resultaram em nada. Lula não pagou patavina. Tampouco assimilou a lição que as infrações deveriam ministrar.

 

Nesta terça (13), o presidente voltou a afrontar a lei. Dilma Rousseff, como se sabe, está proibida de comparecer a solenidades oficiais.

 

Nada que Lula não possa contornar. A golpes de gogó, o presidente cuidou de injetar a candidata dele num evento governamental.

 

Deu-se na cerimônia de anúncio do edital de licitação do trem-bala que ligará o Rio a São Paulo. Como de praxe, Lula discursou.

 

A certa altura, borrifou a sucessão na atmosfera: "A verdade é que nós devemos o sucesso disso tudo que a gente está comemorando a uma mulher...”

 

“...Nem poderia falar o nome dela, mas a história a gente não pode esconder por causa da eleição...”

 

“...Dilma assumiu a responsabilidade de fazer esse TAV [Trem de Alta Velocidade] e foi ela que cuidou. Não podemos negar isso".

 

Inegável mesmo é a desfaçatez com que Lula trata as leis. Num certo instante da solenidade, brigou com um de seus olhos.

 

Parecia incomodado com um cisco. Ainda assim, é impossível negar: em matéria eleitoral, Sua Exelência enxerga longe. E não há lei ou tribunal que o segurem.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h56

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Lula diz a Sarney que Dilma prevalecerá no 1º turno

Cristol Stache/AP

 

Na manhã desta terça (13), Lula foi ao trabalho em trajes que destoavam dos sapatos.

 

A recobrir-lhe o corpo, como de hábito, um terno bem cortado. Nos pés, um salto agulha, 15 centímetros de altura.

 

Recebeu a visita do morubixaba pemedebê José Sarney, seu ex-inimigo-mortal-e-agora-amigo-de-infância.

 

Lero vai, lero vem, Lula despejou otimismo sobre a mesa. Sarney relataria o que ouviu aos repórteres:

 

"O presidente está bastante animado com os resultados das pesquisas sobre a ministra Dilma. Crê que sua eleição se dá no primeiro turno".

 

Mais adiante: "O alcance dos números que a ministra Dilma tem nesse momento [nas pesquisas]...”

 

“...Assegura que ela está fazendo uma campanha ascendente, está na frente do seu concorrente".

 

O signatário do blog acredita que pode até acontecer que a Dilma ganhe no primeiro turno, na hipótese de não perder.

 

Porém, como não é o polvo Paul, o repórter prefere aferrar-se a uma previsão infalível:

 

Numa eleição, há inúmeros imprevisíveis. E sempre que há imprevisíveis, o melhor mesmo é não prever.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h24

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Dilma à Contag: Serra quer fechar ministério agrário

Alan Marques/Folha

 

Dilma Rousseff recebeu, nesta terça (13), o apoio da Contag, a confederação de trabalhadores na agricultura.

 

A candidata de Lula discursou para uma platéia de cerca 400 pessoas. Disse, em essência, que reforma agrária é com ela, não com José Serra.

 

A depender do rival tucano, ela afirmou, nem haveria um ministério específico para lidar com a encrenca agrária:

 

"Tem gente propondo, o meu adversário, por exemplo, acabar com o Ministério do Desenvolvimento Agrário, o que é um absurdo”.

 

Insinuou que, sob FHC, o governo não assentava os sem terra como se deve. Limitava-se a jogá-los nos fundões do país:

 

"Não adianta fazer reforma agrária como faziam nesse país no passado. Coloca a pessoa no fim do mundo, não dá estrada, não dá crédito".

 

No mais, deu a entender que a oposição trata os movimentos sociais na paulada:

 

"Nós somos aqueles que respeitam todos os movimentos sociais. Não tratamos vocês na base da bordoada".

 

Receptiva, Dilma recobriu o penteado com o boné da Contag. Um presente dos visitantes.

 

Em entrevista radiofônica de abril, perguntara-se a Dilma se ela usaria um boné do MST, como já fizera Lula.

 

E ela: “Acho que não é cabível vestir o boné do MST. Governo é governo, movimento é movimento. Não concordo que alguém do governo assuma a bandeira do MST”.

 

Em junho, já em trajes de candidata, encontrou-se com um grupo de emeessetês, em Sergipe. E levou à cabeça o boné do movimento. Agora, o da Contag.

 

Serra faz cara de nojo: “Não adianta por boné numa hora e na outra hora tirar boné, esconder numa gaveta”, costuma dizer.

 

Afora os adereços visíveis, há os metafóricos. Sobre o cocuruto de Dilma, os bonés do PMDB, do PR e do etc. que a rodeia. Sobre a calva de Serra, os bonés do DEM e do PTB.

 

Cabe perguntar: Quem vai vestir o boné do contribuinte?

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h07

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Serviço secreto de Chávez prende opositor em casa

  Lula Marques/Folha
Agentes do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional) prenderam na noite desta segunda (12) Alejandro Peña Esclusa.

 

Ele disputou a presidência da Venezuela nas eleições de 1998. Derrotado, tornou-se um opositor radical de Hugo Chávez.

 

Em 2001, organizou marchas de protesto contra o presidente venezuelano.  

 

Invadiram-lhe a casa. Sua mulher, Indira Peña, disse ter solicitado a presença dos vizinhos e do advogado do marido. Negaram-lhe os pedidos.

 

A operação foi chefiada por David Colmenares, diretor de inteligência do serviço secreto da Venezuela.

 

Ele afirmou que, ao varejar a casa de Peña Esclusa, teria encontrado “explosivos”. Indira Peña disse desconhecer o material. Alega que a coisa foi "plantada" em sua residência. 

 

Os agentes recolheram também um computador e várias sacolas, cujo conteúdo é, por ora, desconhecido.

 

Peña Esclusa foi à garra sob a acusação de manter vínculos com um personagem que havia sido detido na Venezuela em 1º de junho.

 

Chama-se Francisco Chávez Abarca. É cidadão salvadorenho. Após a prisão, foi deportado para Cuba.

 

Na ilha dos irmãos Raul e Fidel Castro, Chávez Abarca será processado sob a acusação da prática de "terrorismo".

 

Atribuiu-se a ele a autoria de uma série de atentados a bomba contra hotéis cubanos. Um caso de 1997.

 

Antes de ser deportado, Chávez Abarca teria revelado que tramava desestabilizar as eleições parlamentares da Venezuela, marcadas para 26 de setembro.

 

Agora, o serviço secreto de Chávez vincula Peña Esclusa, o opositor preso na noite passada, a Chávez Abarca, o “terrorista” deportado para Cuba.

 

David Colmenares, o diretor do serviço de inteligência, não descartou a hipótese de ocorrerem outras prisões. Sem dar detalhes, disse que a investigação ganhou novas pistas. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h24

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QG de Serra: programa será detalhado, não mudado

  Divulgação
Conforme noticiado aqui, na madrugada de segunda (12), o comitê de José Serra prepara uma nova versão do programa de governo do candidato.

 

O repórter ouviu o coordenador do trabalho.

 

Chama-se Francisco Graziano Neto (foto).

 

É ex-secretário de Meio Ambiente do governo de São Paulo.

 

Ele cuidou de afastar a analogia com a rival de Serra, Dilma Rousseff:

 

"Não dá para comparar o que acontece com a Dilma com o nosso processo", disse.

 

"Não vamos trocar nada. Estamos promovendo acréscimos ao documento que foi entregue ao TSE".

 

Na semana passada, sete horas depois de ter protocolado o "programa" de Dilma no TSE, o PT substituiu-o por outro texto.

 

Retirou da segunda versão temas que, caros ao PT, não soaram adequados a uma candidata apoiada por partidos que vão do centro assumido à direita disfarçada.

 

Jogaram-se ao mar teses como a tributação de grandes fortunas e combate "ao monopólio dos meios eletrônicos" de comunicação.

 

De passagem por Belo Horizonte, Serra sentiu-se à vontade para fustigar a adversária, a exemplo do que fizera na semana passada:

 

"Nós não temos essa dupla cara. Uma hora é aliado do MST, noutra é inimigo...”

 

“...Uma hora defende o fim da liberdade de imprensa, noutra prega a imprensa livre. Nossos programas são setoriais e sempre coerentes".

 

O pedido de registro da candidatura de Serra no TSE traz anexado não um programa de governo, mas a junção de dois discursos do candidato.

 

São “diretrizes do programa”, diz Graziano. Segundo ele, a versão final não será levada ao TSE.

 

"O que está no tribunal é um conjunto de diretrizes, que nós estamos decompondo. Estou trabalhando 40 temas".

 

Informa que o trabalho será divulgado na web por partes, numa página aberta para receber sugestões de internautas.

 

"Você vai encontrar em todas elas trechos correspondentes dos discursos do Serra. Não se trata de mudança, mas de aprofundamento dos temas".

 

Em reunião com os dez partidos que integram o “conselho político” de sua campanha, Dilma constituiu três grupos. Um deles destinado à elaboração de um programa, o terceiro.

 

O primeiro não valeu. O segundo tampouco. O “definitivo” ficará pronto até o dia 10 de agosto.

 

Espremendo-se os fatos, chega-se ao caldo de uma pantomima.

 

Pela primeira vez, exigiu-se dos candidatos à Presidência a apresentação de programas de governo à Justiça Eleitoral.

 

E as peças submetidas ao TSE pelos candidatos que polarizam a disputa ou valem por dois palanques ou não valem uma mísera rubrica.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h38

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TVs católicas farão debate com 4 dos presidenciáveis

  Ilustração: Diap
Duas emissoras católicas –a TV Canção Nova e a TV Aparecida—acertaram com os comitês dos principais presidenciáveis a realização de um debate.

 

É o sexto evento do gênero previsto para o primeiro turno da campanha eleitoral. Acontecerá no dia 23 de agosto, às 22h.

 

Os organizadores estimam que a transmissão chegará a um público de até 100 milhões de pessoas.

 

O debate será levado ao ar também por emissoras de rádio ligadas à Igreja. De resto, vai à web, em transmissão simultânea.

 

Confirmaram presença quatro candidatos: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PV) e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL).

 

Superintendente da TV Canção Nova, Ana Paula Guimarães, diz que o objetivo é prover ao público católico “subsídios” para que vote “com maior segurança”.

 

Noves fora os temas de interesse geral, vai-se tentar arrancar dos candidatos posições sobre assuntos caros à Igreja.

 

Por exemplo: aborto, pesquisas com células-tronco embrionárias e exposição de símbolos religiosos em locais públicos.

 

O “embate” terá duração de duas horas. Será dividido em quatro blocos, sob mediação de um padre: Antônio Cesar Moreira Miguel, diretor geral da TV Aparecida.

 

No primeiro bloco, o mediador fará as perguntas. No segundo, os inquisidores serão três jornalistas convidados.

 

No terceiro bloco, os candidatos responderão a perguntas formuladas, desde a platéia, por representantes de pastorais e movimentos da Igreja Católica.

 

No último bloco, os questionamentos partirão, de novo, do padre-mediador. Ele enunciará uma encrenca. E perguntará: “Como você resolverá o problema?”

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h25

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Antes de sair Lula ainda criará a sua 12ª estatal

 

- Folha: Grande varejo dedica 1/3 da expansão às classes CD

 

- Estadão: Fifa diz que 'falta tudo' para a Copa de 2014

 

- JB: CNJ põe ordem nos cartórios

 

- Correio: Clínicas estéticas no DF operam sem UTI

 

- Valor: Venda de açúcar cria 'fila' de navios e congestiona portos

 

- Estado de Minas: Voto para governador vai custar quatro vezes mais

 

- Jornal do Commercio: Recomeça a guerra de Náutico e Sport

 

- Zero Hora: Brasil negocia com Europa menos restrições à carne

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h32

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De molusco para molusco!

Duke

Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h32

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Para acomodar aliados, Dilma ‘divide’ comitê em três

Valter Campanato/ABr

 

Dilma Rousseff reuniu-se nesta segunda (12) com o seu “conselho político”. Integram-no representantes dos dez partidos que compõem a coligação.

 

Foi a primeira reunião do gênero. Discutiu-se a acomodação dos aliados na campanha.

 

Na prática, o comando continuará nas mãos do PT, em dosado compartilhamento com o PMDB. Porém...

 

Porém, a pretexto de fazer com que todos se sintam partícipes do processo eleitoral, anunciou-se a formação de três grupos:

 

1. Coordenação geral: Na hierarquia da comitê, é o grupo mais importantes. Cuida do pedaço operacional da campanha. Fará reuniões semanais. O PT e, subsidiariamente, o PMDB darão as cartas.

 

2. Comissão de programa: Fará a terceira versão do programa de governo da candidata. Terá a primeira reunião na semana que vem. Estipulou-se uma data para a conclusão da peça: 10 de agosto.

 

3. Comitê de mobilização: Caberá a esse núcleo estabelecer a ligação da campanha com os chamados movimentos sociais.

 

Em tese, todas as legendas poderão indicar representantes para as três instâncias. Mas ficou no ar a impressão de que PT e PMDB exercerão o poder hegemonicamente.

 

Natural, já que possuem as duas maiores máquinas partidárias do consórcio reunido ao redor de Dilma.

 

Sem mencionar o fato de que dividem a chapa. O PT com Dilma. O PMDB com o vice Michel Temer. E asseguram à campanha uma vistosa janela na televisão e no rádio.

 

No mais, os principais operadores da campanha de Dilma continuam sendo os grão-petistas Antonio Palocci e José Eduardo Dutra.

 

Palocci é a mão de Lula no comitê. Dutra, presidente do PT, centraliza os acertos políticos e cuida de manter em ordem a tropa.

 

Nesta terça (13), Dilma inaugura o Quartel General da campanha. Três andares, num prédio situado nas cercanias da sede do PT. O sítio de Dilma levou ao ar um vídeo.

 

A pajelança está marcada para as 18 horas. Será estrelada por Dilma e Temer. À noite, a dupla participa de jantar com parlamentares aliados.

 

O repasto será oferecido pelo deputado Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao Senado pelo Ceará.

 

Eunício abrirá as portas de sua mansão, no Lago Sul, bairro chique da Capital, para cerca de 150 comensais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h33

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Aquário alemão anuncia aposentadoria do polvo Paul

Sob a alegação de que moluscos como Paul não vivem mais do que três anos, o vidente da Copa foi, por assim dizer, aposentado compulsoriamente.

 

Antes, o Brasil deveria fazer um lance pelo polvo. Em ano eleitoral, Paul substituiria, com vantagens, os institutos de pesquisa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h14

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Serra promete obras e refuga comparação com PAC

De passagem por Belo Horizonte, o presidenciável tucano prometeu plantar obras de infraestrutura na capital mineira.

 

Mencionou a necessidade de preparar a cidade para a Copa do Mundo de 2014.

 

Citou três prioridades: mais metrô, ampliação do aeroporto de Confins e anel viário. E o PAC? Serra desqualificou a comparação:

 

"Não estamos listando projetos e sim anunciando o que vamos fazer".

 

O PAC, como se sabe, é uma das peças que compõem o kit campanha de Dilma Rousseff.

 

Para Lula, é um programa transformador. Para o tucanato, mera peça publicitária.  

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h43

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Espanha recebe nesta 3ª um lote de presos cubanos

Andy Warhol

 

Nesta terça (13), começam a embarcar de Cuba para a Espanha os primeiros presos políticos libertados dos cárceres da ditadura da ilha.

 

Nessa primeira leva, devem alçar vôo os primeiros 20 presos, de um total de 52 que Cuba prometeu soltar.

 

São dissidentes condenados a canas que variam de seis a 28 anos. Vão à Espanha, junto com as respectivas famílias, na condição de refugiados políticos.

 

Serão recepcionados por equipes da Comissão Espanhola de Ajuda ao Refugiado e da Cruz Vermelha. O desafio inicial será o de prover moradia às famílias.

 

Começarão vida nova. Do zero, como se diz. Os irmãos Raul e Fidel Castro toparam abrir as grades. Mas não suportam a idéia de conviver com oposicionistas sob o mesmo céu.   

 

- Atualização feita às 22h56 desta segunda (13): Autoridades cubanas informaram que pelo menos sete presos foram libertados já nesta segunda. Voaram para a Espanha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h35

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Em MT, juiz substitui o latim por música de Kelly Key

Por mais que se modernize, a Justiça brasileira continua infestada de “bocas de foro”. Gente que gosta de se expressar em latim.

 

Luiz Carlos da Costa, 53 anos, juiz da Vara de Sucessão e Famílias de Cuiabá (MT), inovou.

 

Em vez de desperdiçar o latim, o magistrado emite sentenças na língua dos mortais. Seus textos não vestem fraque, mas mangas de camisa.

 

O repórter Rodrigo Vargas conta que o juiz Luiz Carlos trocou o latinório pelas gírias, letras de músicas, poemas e trechos da Bíblia.

 

Numa sentença em que condenou um plano de saúde a bancar um tratamento que recusara a um cliente, o juiz serviu-se de Kelly Key.

 

Anotou que, diante da recusa da seguradora, a própria Carta Magna entoa a canção Baba, Baby: “Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar”.

 

Noutra decisão, o juiz negou a um sobrinho a pensão alimentícia que cobrava dos tios. No texto, preparou o espírito do parente esperto: a “notícia não será muito boa”.

 

Mais adiante, escreveu: "Sobrinho não pode pedir alimento ao tio [...]. Só se pode pedir verba alimentícia para os manos e manas: tanto os tiozinhos quanto as tiazinhas estão de fora [...]”.

 

Num processo em que uma senhora pedia o reconhecimento de união estável de 18 anos com o companheiro morto, o juiz deu-lhe ganho de causa.

 

Entre outras razões, alegou que a demandante era "pobre de marré, marré". Decisão rápida. Que Luiz Carlos explicou à sua maneira:

 

"O juiz pode decidir assim, de cara, de plano? Pode sim. Sempre digo que no recipiente das leis não cabe todo o conteúdo da vida".

 

Luiz Carlos não é um juiz novato. Dedica-se à magistratura há 24 anos. Como qualquer julgador, ele está sujeito a erros, porque “errare humanum est”.

 

Porém, os erros e os acertos de Luiz Carlos são transmitidos num linguajar que permite à clientela saber se foi salva ou arruinada sem ter de decifrar uma língua que já não é ensinada na escola.

 

Esse juiz deveria fazer escola!

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h38

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Lula vai ao ES para extrair 1º óleo de poço do pré-sal

Ricardo Stuckert/PR

 

Em meio à campanha eleitoral, Lula viaja ao Espírito Santo nesta quinta-feira (15). Vai participar de uma pajelança organizada pela Petrobras.

 

A bordo de um navio plataforma, o FPSO Capixaba, o presidente irá celebrar o que a estatal petroleira chama de “primeiro óleo” sugado da reserva Baleia Branca.

 

Trata-se de uma das jazidas do pré-sal. Fica nas profundezas oceânicas do Parque das Baleias, na costa capixaba.

 

Antes de voar, de helicóptero, para o navio, Lula terá um encontro com o governador capixaba Paulo Hartung (PMDB).

 

Participará também de uma cerimônia no Aeroporto de Vitória, onde serão feitos os indefectíveis discursos.

 

Ao lado do colega Sérgio Cabral (PMDB), que governa o Rio, Hartung pega em lanças para derrubar uma proposta que tramita no Congresso.

 

Prevê a partilha igualitária dos royalties do pré-sal entre Estados produtores e não produtores.

 

Algo que imporia prejuízos ao Rio e ao Espírito Santo, os dois maiores produtores de Petróleo do país.

 

Enganchada no projeto que cria o Fundo Social, a partilha encontra-se na Câmara. Só deve ser votada depois das eleições.

 

Se passar, como parece provável, Lula promete vetar. Confirmando-se a providência, a encrenca seria transferida para o próximo presidente, a ser eleito em outubro.

 

Assim como Cabral, Hartung é fervoroso aliado de Lula. Na última hora, desistiu de disputar uma cadeira no Senado.

 

Na briga pelo governo, patrocina a candidatura do senador Renato Casagrande (PSB), hoje na liderança das pesquisas. Abrirá o palanque para a presidenciável oficial, Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h24

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Lula quer exportar sua política social a partir de 2011

Nesta segunda (12), primeiro dia de expediente de Lula depois da volta da África, o Planalto levou ao ar, como de hábito, o "Café com o Presidente”.

 

A certa altura do programa radiofônico, Lula disse que, depois que deixar o Planalto, deseja repassar a outros países a experiência social brasileira.

 

"Tenho que aproveitar o acúmulo dos acertos que nós tivemos em política social no Brasil, e que são muitos, para que a gente possa trocar experiência com os países.”

 

Citou as regiões com as quais deseja compartilhar os “acertos”: América Central, América do Sul, Caribe e África.

 

"É preciso que a gente faça com que o mundo saiba que é possível, sabe, a gente construir um outro mundo", Lula acrescentou.

 

Não deu detalhes sobre o modo como pretende dar à luz “um outro mundo”.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do áudio de Lula no rádio. Aqui, o "Café com o Presidente" em texto.

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Escrito por Josias de Souza às 14h48

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Companheiro Sarkozy arde sob alopragem à francesa

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Escrito por Josias de Souza às 13h55

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Serra também prepara segunda versão de ‘programa’

  Folha
A despeito das críticas que fez ao vaivém programático da rival Dilma Rousseff, José Serra também prepara uma segunda versão do seu programa de governo.

 

Mantém na web uma página para recolher sugestões de eleitores.

 

Chama-se “Proposta Serra, um programa de governo participativo”.

 

Na madrugada desta segunda (12), Serra convidou seus seguidores no twitter a visitar a página: “Colaborem”.

 

Na semana passada, Serra fustigara Dilma por ter trocado, no TSE, uma versão azeda de programa de governo por outra mais amena.

 

A primeira peça, apinhada de idéias polêmicas, trazia a assinatura de Dilma em cada folha.

 

Numa inusitada tentativa de arranjar desculpa, Dilma dissera: “Rubriquei, não assinei”.

 

Antes, reconhecera que não havia lido o texto, em verdade uma proposta do PT, aprovada no Congresso que a legenda realizara em fevereiro.

 

Para complicar, o PT informou que prepara uma terceira versão do programa, incluindo teses defendidas por legendas aliadas.

 

Aproveitando-se do episódio, Serra acusara Dilma e Cia. de ter “não duas, mas várias caras”.

 

Pois bem. O “programa” que Serra protocolou no TSE, em verdade uma junção de dois discursos do candidato, também não é o definitivo. A versão final está por vir.

 

Dito de outro modo: Os dois presidenciáveis que polarizam a sucessão fizeram o TSE de bobo. Ambos levaram ao tribunal textos natimortos.

 

Por sorte, o grosso do eleitorado, escolado, já aprendeu que programas de governo são feitos de verdades que, passada a eleição, se esquecerão de acontecer.        

 

Uma internauta que segue Serra no micro-blog perguntou, em timbre jocoso: “Você apenas rubrica um documento de suma importância ou dá uma lindinha antes?”

 

E o candidato tucano: “Não há perigo de eu assinar sem ler. Sou cricri. Sempre escrevi meus textos. Viro a madrugada escrevendo e lendo”.

 

Ah, bom!

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h54

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Angela Amin lidera corrida pelo governo catarinense

  Divulgação
Pesquisa realizada por encomenda do Grupo RBS acomoda a deputada federal Angela Amin (PP) na liderança da disputa pelo governo de Santa Catarina.

 

Angela obteve 33,5% das intenções de voto. O senador Raimundo Colombo (DEM), em segundo, amealhou 20,6%. Atrás dele, Ideli Salvatti (PT), com 15,9%.

 

A sondagem foi feita pelo instituto Mapa. Os pesquisadores foram ao meio-fio entre quarta (7) e sexta-feira (9) da semana passada.

 

A deputada do PP prevalece sobre os rivais também nos cenários de segundo turno.

 

Contra Colombo, Angela vence por 43,4% a 28,1%. Contra Ideli, 38,5% a 26,3%.

 

A despeito de ter sido cortejada por José Serra e por Dilma Rousseff, Angela vai às urnas sem abrir o palanque a nenhum dos presidenciáveis.

 

Num eventual segundo turno, pode se compor com um dos lados. Se o adversário for o ‘demo’ Colombo, pende para Dilma. Se for a petê Ideli, pode migrar para Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h32

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Eleições adiam projetos que incentivam economia

 

- Folha: Estado taxa fretados, e tarifa pode ter aumento

 

- Estadão: País quer pagar ONU para reaver US$ 3 bi

 

- JB: Venda de armas aumentou 70%

 

- Correio: Milionários de olho na Câmara Legislativa

 

- Valor: Ações brasileiras serão negociadas em Hong Kong

 

- Jornal do Commercio: Foi o dia da Fúria

 

- Zero Hora: O volante como arma: Trânsito mata tanto quanto criminalidade

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h41

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Ressaca!

Humberto

Via Jornal do Commercio. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h22

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Semana: Serra foca Nordeste; Dilma fica em Brasília

  Folha
Nos próximos dias, José Serra intensificará a campanha no Nordeste, região em que a rival Dilma Rousseff prevalece sobre ele nas pesquisas.

 

Nesta terça (13), o presidenciável tucano visitará o Maranhão. Deve realizar uma caminhada pelas ruas da capital, São Luís.

 

Serra dispõe no Estado de um aliado controverso: Jackson Lago, candidato ao governo maranhense pelo PDT.

 

Velho adversário da família Sarney, Lago tenta retornar a um cargo do qual foi apeado pelo TSE, no ano passado, por malfeitos no pleito de 2006.

 

No próximo sábado (17), Serra irá à Bahia. Visitará um par de municípios: Ilhéus e Itabuna. Será acompanhado pelo candidato ao governo Paulo Souto (DEM).

 

A investida de Serra no Nordeste começou no último (10). Ciceroneado por Tasso Jereissati (PSDB) esteve em quatro municípios do interior.

 

São eles: Cascavel, Uruoca, Marco e Massapê. No domingo, almoçou em Fortaleza. E retornou para São Paulo.

 

Nesta segunda (12), Serra permanece na capital paulista. Vai gravar programas que serão exibidos na TV a partir de 17 de agosto.

 

De resto, reunirá o comando tucano de sua campanha, para analisar os primeiros movimentos da campanha oficial, iniciada na semana passada.

 

Serra cogita injetar em sua agenda, no meio da semana, uma viagem ao Sul. Se a idéia vingar, ele irá a Porto Alegre, capital gaúcha.

 

Exibirá sua candidatura ao lado da governadora tucana Yeda Crusius, candidata à reeleição, na lanterna.

 

Diferentemente de Serra, Dilma decidiu priorizar as costuras internas em detrimento das viagens. Neste início de semana, vai permanecer em Brasília.

 

Gravará programas para a propaganda televisiva de agosto. Nesta segunda (12), reúne o "conselho político" da campanha, integrado por representes dos partidos que se uniram a ela.

 

Na terça (13), inaugura o comitê central de Brasília. Já instalada, receberá dirigentes da Contag. Saboreará, com direito a fotos, o apoio da entidade de agricultores.

 

Na mesma terça, Dilma vai jantar, ao lado vice Michel Temer, com mais de uma centena de parlamentares governistas, a maioria do PMDB.

 

Os aliados estão inquietos. Desejam definir a participação de Dilma e, sobretudo, de Lula nos seus palanques estaduais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Depois de angioplastia, Alencar recebe visita de Lula

Ricardo Stuckert/PR

 

Internado há cinco dias, José Alencar recebeu neste domingo (12) a visita de Lula, no hospital paulistano Sírio-Libanês.

 

Alencar recuperava-se de uma angioplastia. Na véspera, os médicos haviam submetido o vice a um cateterismo.

 

Confirmaram uma isquemia cardíaca. Nas palavras do médico Kalil Filho, Alencar tinha “uma obstrução grave em uma artéria importante do coração”.

 

Trata-se da artéria “descendente anterior”. Decidiu-se instalar no peito de Alencar um stent, dispositivo usado para dilatar vasos sanguíneos.

 

Segundo Kalil, Alencar corria o risco de sofrer um infarto:

 

"Não dá para saber se era iminente, mas qualquer pessoa que tenha uma obstrução em uma artéria corre o risco de um infarto".

 

Corrigido o problema que descobrira por acaso –ele fora ao hospital para uma sessão regular de quimioterapia—, o vice recebeu o titular.

 

De volta do périplo pela África, Lula encontrava-se em São Bernardo do Campo (SP), onde tem apartamento. Chegou ao hospital por volta de 17h40.

 

Nos cerca de 40 minutos que permaneceu no hospital, o presidente assistiu com o vice à prorrogação em que a Espanha prevaleceu sobre a Holanda na final da Copa –1X0.

 

Alencar torcia pela Espanha, país de origem do avô. Quanto a Lula, não se sabe. Deixou o hospital sem falar com os repórteres.

 

Os médicos estimam que Alencar receberá alta hospitalar nesta quarta (14).

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h38

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Uma Rússia com cara da velha e boa União Soviética

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Escrito por Josias de Souza às 15h09

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Centrais sindicais chamam José Serra de ‘mentiroso’

Fábio Pozzebom/ABr

 

Em “manifesto” assinado pelos presidentes de cinco centrais sindicais, o presidenciável tucano José Serra foi chamado de “mentiroso”.

 

O texto contesta duas informações difundidas por Serra: a de que seria responsável pela criação do FAT e a de que teria tirado do papel p seguro-desemprego.

 

“Não fez nem uma coisa, nem outra”, anota o libelo das centrais, fechadas com a candidatura petista de Dilma Rousseff.

 

O documento traz as assinaturas dos presidentes da CUT, Força Sindical, CGTB, CTB e NCST. “Serra: impostura e golpe contra os trabalhadores”, eis o título.

 

Quanto ao seguro-desemprego, os mandachuvas das centrais sustentam que “a verdade” é que foi criado por meio de decreto presidencial (número 2.284).

 

Editado em 10 de março de 1986, foi assinado pelo então presidente José Sarney. O texto das centrais acrescenta:

 

“Sua regulamentação ocorreu em 30 de abril daquele ano, através do decreto nº 92.608, passando a ser concedido imediatamente aos trabalhadores”.

Sobre o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), as centrais afirmam: “Foi criado pelo projeto de lei nº 991, de 1988, de autoria do deputado Jorge Uequed (PMDB-RS)”.

 

Acrescentam: “Um ano depois, Serra apresentou um projeto sobre o FAT (nº 2.250/1989), que foi considerado prejudicado pelo plenário da Câmara”.

 

Deu-se, segundo as centrais, “na sessão de 13 de dezembro de 1989”.

 

A proposta de Serra teria descido ao arquivo porque “o projeto de Jorge Uequed já havia sido aprovado”.

 

Como que decididos a abortar o esforço de Serra para "apresentar-se como beneméreito dos trabalhadores", os presidentes das centrais capricharam na desqualificação:

 

 “[...] Tanto no Congresso quanto no governo [de São Paulo], sua marca registrada foi atuar contra os trabalhadores. A mentira tem perna curta e os fatos desmascaram o tucano”.

 

Na Constituinte (1987-1988), escrevem os dirigentes das centrais, Serra “não votou” uma série de propostas. Listaram-se nove temas:

 

1. “Serra não votou a redução da jornada de trabalho para 40 horas”.
2. “Não votou pela garantia de aumento real do salário mínimo.
3. “Não votou pelo abono de férias de 1/3 do salário”.
4. “Não votou para garantir 30 dias de aviso prévio”.
5. “Não votou pelo aviso prévio proporcional”.
6. “Não votou pela estabilidade do dirigente sindical”.
7. “Não votou pelo direito de greve”.
8. “Não votou pela licença paternidade”.
9. “Não votou pela nacionalização das reservas minerais”.

De acordo com o “manifesto” das centrais, foi “por isso” que o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar) deu nota baixa a Serra.

 

O desempenho do então deputado constituinte tucano rendeu-lhe média 3,75 na aferição do Diap. A nota máxima era 10.

 

De resto, os presidentes das cinco centrais esmeraram-se nos ataques ao estilo de Serra à frente do governo de São Paulo. Anotaram coisas assim:

 

“Reprimiu a borrachadas e gás lacrimogênio os professores que estavam reivindicando melhores salários”.

 

Em maio, a ministra Nancy Andrighi, do TSE, aplicou multa de R$ 7.000 à Apeoesp, associação sindical que representa os professores do Estado de São Paulo.

 

A multa foi estendida à presidente da entidade, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel. Ela desancava Serra em assembléias e manifestações.

 

Acionado pelo PSDB e pelo DEM, o TSE entendeu que a greve, por política, promoveu “propaganda negativa de Serra”. Daí as multas.

 

Em 1ª de junho, as centrais que agora atacam Serra realizaram, em São Paulo, um encontro batizado de Conferência Nacional da Classe Trabalhadora”.

 

Nessa reunião, aprovaram um “programa de desenvolvimento” para o país. E declararam apoio à candidatura petista de Dilma Rousseff.

 

Serra ainda não se manifestou publicamente sobre os ataques que lhe foram dirigidos pelos mandarins do sindicalismo pró-Dilma.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do “manifesto” das cinco centrais sindicais.

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Escrito por Josias de Souza às 06h58

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Ficha Limpa vingará em 2010, diz presidente do TSE

  Divulgação
Ricardo Lewandowski, ministro do STF e presidente do TSE, disse ter a “convicção de que a lei da Ficha Limpa vingará” em 2010.

 

Por ampla maioria (6 votos contra 1), o TSE já deliberou que a nova lei se aplica às eleições deste ano e retroage no tempo.

 

Em entrevista aos repórteres Valdo Cruz e Felipe Seligman, o ministro mostrou-se convencido de que, chamado a decidir, o STF endossará o TSE.

 

Mas e quanto ao princípio constitucional da “presunção da inocência”? Para Lewandowski, vale para as ações penais, não para a esfera eleitoral.

 

Ouça-se o ministro: “Existem dois valores a serem considerados. Existe um valor fundamental, que está inscrito no rol das garantias individuais, o da presunção de inocência...”

 

“...Mas existe outro valor fundamental, da moral administrativa, que também está na Constituição, no rol dos direitos políticos, no mesmo artigo...”

 

“...Então, quando o Supremo for se debruçar, se é que vai se debruçar sobre essa questão, terá de ponderar esses dois valores...”

 

“...O da moralidade administrativa de um lado, aplicado às eleições, que é um direito fundamental, e de outro a presunção da inocência, que se aplica fundamentalmente ao processo penal”.

 

A certa altura, Lewandowsk foi inquirido acerca das liminares que concederam a políticos de prontuários duvidosos o direito de se candidatar.

 

E o ministro: “É uma situação bastante comum, faz parte do cotidiano da Justiça Eleitoral. Alguém, com uma liminar, concorre, é eleito...”

 

“Depois, o caso é julgado definitivamente e tem seu diploma cassado. A mesma situação eventualmente pode ocorrer com aqueles que não tenham a ficha limpa...”

 

“...Podem obter uma liminar, um efeito suspensivo, ter seu registro deferido, mas farão sua campanha por sua própria conta e risco”.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da entrevista do ministro. Vale o desperdício de um naco do domingo.

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Escrito por Josias de Souza às 05h48

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MPF abre ação contra Jáder com base na Ficha Limpa

Além de Jader, tenta-se barrar mais 9 candidatos no Pará

Entre eles  Paulo Rocha, do PT,  réu no  caso do  mensalão

Encontram-se sob  análise  750  registros de  candidatura

 

Sérgio Lima/Folha
O Ministério Público Federal do Pará fez hora extra neste final de semana.

 

Numa corrida contra o relógio, a Procuradoria tenta fazer valer a lei da Ficha Limpa.

 

Foram protocoladas no TRE paraense, neste sábado (10), dez ações contra políticos que decidiram levar seus prontuários às urnas de 2010.

 

Há na lista postulantes ao Senado, à Câmara e à Assembléia Legislativa do Estado. O nome mais vistoso é o de Jáder Barbalho, do PMDB.

 

Hoje deputado federal, aliado de Lula, Jáder tenta retornar ao Senado, uma Casa que presidiu na época em que dava apoio a FHC.

 

Chama-se Daniel César Azeredo Avelino o signatário da ação contra Jáder. É Procurador Regional Eleitoral.  

 

Invoca contra Jáder o artigo da lei da Ficha Limpa que torna inelegíveis por oito anos os políticos que renunciaram para fugir à cassação.

 

Envolto em denúncias de malfeitos, Jáder abdicou do mandato de senador em outubro de 2001. Por isso, sustenta a Procuradoria, seria inelegível.

 

No texto da ação, o procurador Daniel César anotou que a legislatura da qual Jáder teve de bater em retirada se encerraria em 2003.

 

É a partir daí que começaria a contar o prazo de oito anos durante o qual Jáder estaria impedido de disputar eleições. Ou seja, a inelegibilidade vai até 2011.

 

Abaixo de Jáder, o nome mais graúdo da lista de candidatos que a Procuradoria Eleitoral do Pará deseja impugnar é o de Paulo Rocha (PT-PA).

 

Ele também concorre ao Senado. Tem contra si o mesmo empecilho que ameaça a candidatura de Jáder.

 

Envolvido no escândalo do mensalão, que eletrificou o primeiro mandato de Lula, Paulo Rocha renunciou ao mandato de deputado federal em outubro de 2005.

 

Hoje, encontra-se acomodado no banco de réus do STF. É um dos integrantes da “quadrilha” do mensalão, como o Ministério Público batizou o esquema.

 

As defesas de Jader e Rocha devem seguir a mesma linha adotada pelo ficha enodoada Joaquim Roriz.

 

Candidato ao governo do Distrito Federal, Roriz também foi alvejado por uma ação, em Brasília, por ter renunciado ao mandato de senador em 2007.

 

Seus advogados alegam que, no instante da renúncia, não existiam as recém-nascidas regras da Ficha Limpa. Afirmam que a lei não pode retroagir.

 

Afora a dezena de ações ajuizadas neste sábado (10), o Ministério Público Eleitoral do Pará passa o pente fino em outros 750 pedidos de registro de candidaturas.

 

Pretende concluir a análise até a próxima terça (13). Novas ações podem ser abertas no TRE-PA.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da ação contra Jáder. Aqui, a de Paulo Rocha. Os eleitores do Pará que quiserem aproveitar o domingo podem acessar também as outras ações: uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete e oito. Passando o mouse sobre o link você vê o nome do "ficha suja" no rodapé de sua máquina.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h58

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Elio Gaspari: A ‘conjunção carnal’ do delegado de SC

Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas

 

No texto de abertura da coluna que levou às páginas neste domingo (11), o repórter Elio Gaspari ilumina um episódio ocorrido na capital catarinense.

 

Um desses casos cujo desfecho, para fazer nexo, exige da polícia uma conjunção neuronal que não estupre o bom senso. Leia:

 

 

“No dia 14 de maio, uma garota de 13 anos encontrou-se com um amigo num shopping de Florianópolis e foi ao seu apartamento, onde vive com a mãe e o padrasto.

 

Ele tem 14 anos e é filho de Sérgio Sirotsky, diretor do Grupo RBS de comunicação em Santa Catarina. A empresa, pertencente à sua família, controla 46 emissoras de televisão e rádio e oito jornais diários no Sul do país.

O que aconteceu no apartamento do garoto, não se sabe com precisão, pois o inquérito policial e o processo correm em segredo de Justiça. Durante a investigação, quem devia preservar o sigilo permitiu que ele vazasse.

A jovem contou em seu depoimento que foi estuprada por um ou dois rapazes, ambos menores. Além do dono do apartamento, denunciou o filho de um delegado.

 

Medicada num hospital, deu queixa à polícia e submeteu-se a um exame de corpo de delito. Nos últimos dez dias, o caso explodiu na internet.

A família Sirotsky publicou um comunicado informando a ocorrência do ‘lamentável episódio’, lembrando que ‘confia integralmente nas autoridades policiais’.

Para que se possa confiar mais nessas autoridades, o secretário de Segurança de Santa Catarina deve exonerar o delegado Nivaldo Rodrigues, diretor da Polícia Civil de Florianópolis. Numa entrevista gravada ele disse o seguinte:

‘Eu não posso dizer que houve estupro. Houve conjunção carnal. Houve o ato. Agora, se foi consentido ou não, se foi na marra, ou não, eu não posso fazer esse comentário, porque eu não estava presente’.

A declaração do delegado é uma repetição da protofonia das operetas que começam investigando casos de estupro e terminam desgraçando quem os denuncia.

 

Noutra entrevista, com o inquérito concluído, o doutor informou que ‘o caso investigado é de estupro’, mas ao especular (indevidamente) sobre a motivação do ocorrido informou: ‘Amizade, se encontraram, resolveram fazer uma festa. Se foi na marra, não sei’.

Falta o delegado definir ‘marra’. É crime manter relações sexuais com menores. Se isso fosse pouco, segundo a denúncia, podem ter sido dois os rapazes que usufruíram a ‘conjunção carnal’.

 

Se o delegado não podia dizer se o ato foi ‘consentido ou não’, devia ter ficado calado. Afirmar que não pode opinar porque ‘eu não estava presente’ beira o deboche.

 
Existe uma razoável literatura sobre estupros de grupo. Em geral, ocorrem quando a vítima está alcoolizada ou drogada, o que torna despicienda a questão do consentimento.

 

Se o doutor Nivaldo sair virgem do episódio, os catarinenses perderão um pouco de sua segurança, triunfarão as teorias conspirativas sobre a impunidade do andar de cima e prevalecerá uma racionalização do crime: não há estupros, há mulheres que não sabem se comportar. (Exceção feita às mães dos defensores dessa doutrina, e que Santa Maria Goretti proteja suas filhas.)

 
- Serviço: Aqui, a íntegra da coluna de Gaspari.

- Em tempo: Ilustração via ‘Pequeno Dicionário Ilustrado de Expressões Idiomáticas’, de Marcelo Zocchio e Everton Ballardin.

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Escrito por Josias de Souza às 03h17

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Principais obras da Copa ainda não saíram do papel

 

- Folha: Dobra peso de produto básico nas exportações

 

- Estadão: Carga tributária deve bater recorde de 2008 a atingir 34,7% do PIB

 

- JB: Novo sócio no clube dos campeões do mundo

 

- Correio: Servidores são os que mais querem mandato

 

- Jornal do Commercio: O revide do rio

 

- Zero Hora: 50 anos depois - Do inferno ao desenvolvimento

 

- Veja: O monstro do radicalismo

 

- Época: Indefensável

 

- IstoÉ: Exercícios sob medida

 

- IstoÉ Dinheiro: O livro digital da Positivo

 

- CartaCapital: Um leão sem critérios

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Copa e capo!

Dalcío

Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

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Tarso abre dez pontos sobre Fogaça no RS, diz Ibope

Apesar disso, Serra ainda bate Dilma no Estado: 46% a 37%

 

  Fotos: ABr e Divulgação
Pesquisa feita pelo Ibope no Rio Grande do Sul revela: Tarso Genro abriu vantagem de dez pontos percentuais sobre José Fogaça.

 

Na corrida pelo governo do Estado, o ex-ministro do PT obteve 39% das intenções de voto. O ex-prefeito do PMDB amealhou 29%.

 

Em terceiro lugar, bem atrás da dupla, aparece a governadora Yeda Crusius (PSDB), candidata à reeleição: 15%.

 

A taxa de rejeição de Yeda escalou as nuvens. Quase metade do eleitorado gaúcho (47%) declara que não votaria na governadora tucana de jeito nenhum.

 

A taxa de rejeição atribuída a Tarso é de 15%. O índice de Fogaça, 5%.

 

Feita por encomenda do Grupo RBS, a sondagem foi levada às páginas do diário gaúcho Zero Hora, disponível na web.

 

Tarso prevalece sobre Fogaça também no cenário de segundo turno: 48% a 39%. Diferença de nove pontos percentuais.

 

A despeito da boa pontuação de Tarso, a presidenciável petista Dilma Rousseff continua em desvantagem em relação ao tucano José Serra.

 

Segundo o Ibope, se a eleição fosse hoje, Serra obteria 46% dos votos. Dilma beliscaria 37%. Marina Silva (PV), 6%.

 

Curiosamente, Dilma obtém mais votos entre os homens (41%) do que entre as mulheres (34%).

 

Serra está mais bem posto entre as mulheres (49%) do que entre os homens (43%).

 

O Ibope mediu também a popularidade de Lula: 70% dos gaúchos aprovam o governo dele. Consideram-no ótimo (18%) ou bom (52%).

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h44

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Multado pelo TSE, titular da Cultura culpa assessoria

  Folha
O ministro Juca Ferreira (foto), da Cultura, foi multado em R$ 5 mil pelo TSE. Coisa pedida pelo Ministério Público Eleitoral.

 

Por quê? Por conta de entrevista que Célio Turino, um assessor do ministro, concedera a um tal “Blog da Dilma”.

 

Mas como!?!?!? Então um auxiliar do ministério não pode mais exercitar sua cidadania? 

 

É direito dele, informa o ministro Henrique Neves, do TSE.

 

O que não pode é levar seu entusiasmo por Dilma Rousseff à páginas do ministério na web.

 

Sim, a entrevista em que o assessor tece loas a Dilma foi pendurada no endereço eletrônico do ministério.

 

Ali permaneceu por arrastados quatro dias: das 9h49 de 12 de fevereiro, uma sexta, às 19h41 de 15 de fevereiro, uma segunda. Daí a multa.

 

Optou-se por morder o bolso de Juca por entender que a responsabilidade final foi dele. O ministro discorda.

 

Em nota divulgada logo depois da dentada do tribunal, informou-se que a Advocacia-Geral da União irá recorrer contra a multa.

 

De antemão, diz-se que a encrenca resultou de um “erro técnico”. Uma falha da assessoria de comunicação.

 

Em desacordo com recomendações internas, a “assessoria” transferiu a tal entrevista do "Blog da Dilma" para a página do ministério.

 

Assim que detectado, o “erro” foi corrigido. Demorou muito porque era Carnaval.

 

Então, tá! Ficamos assim. Lavrem-se as atas. E não se fala mais nisso. Fica entendido:

 

1. Errar é humano.

2. Pôr a culpa na assessoria também.

 

Se a candidata pode rubricar sem assinar, por que diabos o ministro não poderia errar sem querer?

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h08

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Lula quer retirar de Serra o discurso do Bolsa Família

José Cruz/ABr

 

Ao retornar de seu périplo pela África, neste final de semana, Lula começa a detalhar o mergulho que dará na campanha de Dilma Rousseff.

 

Quer combinar a agenda de inaugurações de obras, que deseja intensificar, com a participação nos eventos eleitorais, fora do expediente.

 

Em conversa com o blog, na noite passada, um ministro disse que a intenção de Lula é a de “devolver ao processo eleitoral a lógica que o Serra tenta subverter”.

 

Como assim? No dizer do ministro, Serra age com o objetivo de firmar-se como um candidato “mais governista do que a própria Dilma”.

 

É essa pregação do presidenciável tucano, centrada na tese de que vai manter o que há de bom no governo, que Lula deseja “desmontar”.

 

Em privado, Lula revela especial irritação com as declarações de Serra sobre o programa Bolsa Família.

 

Soa decidido a grudar no PSDB e no DEM a pecha de legendas elitistas. E, em Serra, a qualificação de anti-Lula.

 

Repetirá algo que já disse à exaustão: a oposição sempre tratou o principal programa de distribuição de renda do governo como “bolsa esmola”.

 

O repórter conversou também com um dos operadores da campanha de Serra. Inquiriu-o sobre as intenções de Lula.

 

O tucanato parece antever embate. E se prepara para enfrentá-lo. Vai sustentar a velha tese de que o embrião da política social de Lula nasceu sob FHC.

 

A prova de que o Bolsa Família traz as digitais do PSDB, disse o integrante do QG de Serra, “está na lei que instituiu o programa” (número 10.836, de 2004).

 

A “prova” de que fala o aliado de Serra está no parágrafo único do artigo 1º da lei. Nesse trecho, são listados os programas unificados sob o Bolsa Família. São eles:

 

1. Bolsa Escola, criado em abril de 2001 (FHC).

2. Programa Nacional de Acesso à Alimentação, de junho de 2003 (Lula).

3. Bolsa Alimentação, de setembro de 2001 (FHC).

4. Auxílio-gás, de janeiro de 2002 (FHC).

5. Cadastramento único do governo federal, de julho de 2001 (FHC).

 

Diz o operador de Serra: “Note que, das cinco iniciativas mencionadas na lei do Bolsa Família, só uma surgiu no governo Lula.

 

O governo dá de ombros para essa formalidade. Diz-se o seguinte: a diferença entre Lula e FHC está no orçamento.

 

Na era tucana, a política social recebia “investimentos residuais”, disse o ministro de Lula. Na fase petista, “os investimentos foram maciços e crescentes”.

 

Como se vê, o debate deve esquentar. De um lado, a promessa de Serra de multiplicar por dois o Bolsa Família.

 

Do outro, Lula e Dilma esforçando-se para desqualificar o rival.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h44

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Ninguém segue e nem fiscaliza as novas regras de aeroportos

 

- Folha: Petrobras gera temor no mercado financeiro

 

- Estadão: Indexação de aposentadorias ao mínimo custaria R$ 69 bi

 

- JB: Anac enquadra empresas aéreas

 

- Correio: Mulher de 46 anos morre durante lipo

 

- Estado de Minas: Encurralado

 

- Jornal do Commercio: Mais prazo para o Enem

 

- Zero Hora: Justiça anuncia rigor para coibir excessos eleitorais

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h35

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Vestiário!

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Escrito por Josias de Souza às 01h38

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Dilma vai a almoço feminino na casa de Lily Marinho

Marlene Bergamo/Folha

 

Num instante em que um pedaço do PT retoma o lero-lero do “controle da mídia”, Dilma Rousseff almoçou na mansão de Lily Marinho, no Rio.

 

Vem a ser a viúva do patriarca das Organizações Globo, Roberto Marinho. A anfitriã reuniu em torno de Dilma um grupo de 50 mulheres.

 

Entre as convivas estavam a economista Maria da Conceição Tavares, a escritora Nélida Piñon, a produtora Lucy Barreto, a colunista social Hildegard Angel...

...A socialite Carmen Mayrink Veiga, a empresária Ângela Gutierrez, a estilista Lenny Niemeyer e a cantora Alcione.

 

Em discurso curto, Lily disse que lhe ocorrera organizar o encontro em homenagem à “senhora D, essa grande dama chamada democracia”.

 

Referiu-se a Dilma como “a outra senhora D”. E afirmou que o repasto seria uma oportunidade para ouvir dela suas propostas para o país.

 

Dilma realçou o papel das mulheres. Levou à mesa o Bolsa Família. Um programa que, segunda ela, reconhece em seu cadastro a mulher como chefe de família.

 

Evocando Lula, que costuma jactar-se da condição de primeiro operário a chegar à Presidência, a candidata petista disse:

 

 “Quando eu chegar à Presidência, as meninas do Brasil poderão se dar conta de que é possível uma mulher no poder”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h10

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Procuradoria tenta deter Roriz com lei da Ficha Limpa

  Folha
O Ministério Público Eleitoral do DF protocolou nesta sexta (9) um pedido de impugnação da candidatura de Joaquim Roriz (PSC).

 

Tenta enredá-lo na teia da lei da Ficha Limpa. Por quê? Roriz renunciou ao mandato de senador, em 2007, para fugir à cassação.

 

Na época, Roriz estava pendurado no noticiário sob suspeita de corrupção. Para salvar os direitos políticos, bateu em retirada.

 

Num de seus artigos, a recém nascida lei da Ficha Limpa prevê que, em casos assim, o fujão torna-se automaticamente inelegível por oito anos.

 

Roriz finge-se de morto: "Entendo que tenho os meus direitos para ser candidato. [...] A lei da época não previa inelegibilidade".

 

O procurador Renato Brill de Góes, autor da ação, pensa de outro modo:

 

"A renúncia aconteceu no mesmo dia que o processo de quebra de decoro foi aberto no Conselho de Ética [do Senado]. Esse é justamente um caso do Ficha Limpa".

 

O caso vai à Justiça num instante em que Roriz acaba de abrir o seu palanque brasiliense ao presidenciável tucano José Serra.

 

Coligaram-se com Roriz o PSDB e o DEM, as duas principais legendas do ninho de Serra. Uma evidências de que partidos políticos também se suicidam.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h15

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Senhoras pró-Dilma fazem nota de ‘repúdio’ a charge

Nani

 

Ao reproduzir aqui no blog a peça acima, de autoria do célebre cartunista Nani, o repórter despertou a ira do PT e adjacências. A revolta corre a web.

 

Nesta sexta (9), o signatário do blog recebeu de um grupo de mulheres pró-Dilma Rousseff uma “nota de repúdio”. O texto vai abaixo:

 

 

“A charge do cartunista Nani, reproduzida no blog do jornalista Josias de Sousa no dia 8 de julho de 2010, é absurda, indigna e ofensiva não só à dignidade da candidata Dilma Rousseff, mas extensiva a todas as mulheres brasileiras, independente de suas escolhas político-partidárias.

Só em uma sociedade midiática, em que predominam ainda valores machistas, é possível veicular “impunemente” uma charge tão desqualificadora das mulheres e tão discriminadora com as profissionais do sexo, as quais ainda se constituem como objeto de usufruto masculino.

Além do desrespeito e deselegância presentes na charge sobre a mulher na política, esta candidata tem uma história de luta contra o conservadorismo e as injustiças sociais, a charge reforça o preconceito sexista em relação as mulheres na política, desqualificando-as e fortalecendo o poder masculino.

Por onde irá se conduzir a ética dos comentaristas e chargistas políticos no vale-tudo da campanha eleitoral abrigados sob o teto da liberdade de imprensa?"

Brasília, 8 de julho de 2010

Segue-se um rol de signatárias. Duas dezenas, ao todo. Os nomes e respectivas qualificações podem ser conferidos lá no rodapé.

 

 

Agora, meia dúzia de palavras do repórter sobre a inusitada polêmica. A reprodução eventual das peças de Nani aqui é motivo de júbilo pessoal. O cartunista é precedido por sua história. Dispensa apresentações e elogios. Realiza um trabalho criativo, crítico e apartidário.

 

A charge que ateou fogo no petismo insere-se, com rara precisão, no contexto dos dias que correm, marcados pelo vaivém programático do PT e de Dilma. Em meio ao protocola e desprotocola do partido, sob o ato de assinar e desassinar da candidata, desfiou-se um rosário de contradições.

 

Primeiro, o ácido programa de governo do PT. Depois, o texto água-com-açúcar, mais ao gosto do PMDB e do imenso etc. enganchado à coligação oficial. Rendido à lógica do politicamente correto, o petismo desperdiçou a graça da charge. Compreensível, já que, no seu caso, a graça se confunde com a desgraça.

 

O repórter tem a felicidade de se incluir entre os que acham que o humor, por ser coisa séria, deve compreender também o mau humor. Por vezes, deve ser ácido, como no caso em questão. Dizem as senhoras pró-Dilma que “a candidata tem uma história de luta contra o conservadorismo...”

 

Verdade. Daí o espanto de vê-la associada, por conveniência eleitoral, ao “conservadorismo” que outrora a levara ao cárcere. Afirma-se que a charge, além de “desqualificar” as mulheres”, “discrimina” as profissionais do sexo”. Tolice.

 

A perversão exposta no desenho não é a física. O que se expôs, com mordacidade inaudita, foi a prostituição ideológica. Seja como for, é confortante notar que as senhoras pró-Dilma, aferradas a um falso moralismo, já absorveram o fato de o PT ter deixado a história para cair na vida.

 

É de perguntar, contudo: Por onde se conduzirá a ética da neo-esquerda no vale-tudo da campanha eleitoral, abrigada sob o teto da governabilidade? No mais, resta lamentar que a reação seja seletiva. Aqui mesmo, no blog, veiculou-se, em 30 de maio, uma outra charge do Nani.

 

O personagem central não era Dilma, mas José Serra. O candidato tucano foi “retratado", noite alta, procurando um vice na rua, em meio a “velhinhos de programa”. Reveja abaixo:

 

Nani

 

É pena que o feminismo das senhoras pró-Dilma não tenha permitido que enxergassem a "ofensa" aos “profissionais do sexo” masculino. Sob ameaça de arrostar um processo judicial do PT, Nani disse ao repórter Claudio Leal que seu maior receio é outro:

 

“Só espero que o PT não crie o Ministério do Humor e entregue ao PMDB!” O repórter, pessimista inveterado, teme que a pasta vá à cota do PT. A propósito, Nani divulgou no sítio que mantém na internet um rol de charges que produziu na era FHC. Anotou: “Já eles não chiaram”.

 

Nem “eles” nem o PT, diga-se. Nessa época, o petismo tinha mais, digamos, senso de humor. Hoje, perdeu a graça.

 

 

- Lista de signatárias da “nota de repúdio”: 1) Lourdes Bandeira, professora doutora da UNB; 2) Hildete Pereira de Melo, professora doutora da UFF; 3) Severine Macedo, secretária Nacional da Juventude do PT; 4) Liege Rocha, secretaria Nacional da Mulher do PCdoB; 5) Marcia Campos, presidente da FEDIM; 6) Elza Campos, coordenadora Nacional da UBM; 7) Cecilia Sadenberg, professora doutora da UFBA; 8) Madalena Ramirez Sapucaia, professora da PUC-RJ; 9) Rachel Moreno, Observatório da Mulher; 10) Laisy Moriére, secretária Nacional de Mulheres do PT; 11) Angélica Fernandes, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 12) Rosangela Rigo, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PT-SP; 13) Alessandra Terrible, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 14) Fabiana Santos, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 15) Fátima Beatriz Maria, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 16) Kátia Guimarães, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PTMS; 17) Maria Teles do Santos, Coletivo Nacional e Secretária Estadual de Mulheres do PT-SE; 18) Paula Beiro, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 19) Raquel Auxiliadora, Coletivo Nacional de Mulheres do PT; 20) Suely de Oliveira, Coletivo Nacional de Mulheres do PT

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h57

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Stédile: Com Serra, ‘Haverá tensão maior no campo’

  Sérgio Lima/Folha
Fundador e ideólogo do MST, João Pedro Stédile condiciona o futuro próximo do MST ao resultado da sucessão presidencial.

 

Ele falou à repórter Natuza Nery. Na entrevista, previu que, sob Dilma Rousseff, haverá um aumento do número de invasões de terras.

 

Se o vitorioso for José Serra, “o pior dos mundos”, acha que a violência no campo vai recrudescer.

 

Ao esmiuçar seu raciocínio, Stédile comparou Serra a um patrão opressor. E Dilma a uma companheira dos sem terra.

 

"Um operário, diante de um patrão reacionário, não se mobiliza”, disse o mandachuva do MST.

 

“Com Dilma, nossa base social perceberá que vale a pena se mobilizar, que poderemos avançar, fazendo mais ocupações e mais greves".

 

Acrescentou: "Se o Serra ganhar, será a hegemonia total do agronegócio. Será o pior dos mundos...”

 

“...Haverá mais repressão e, por isso, tensão maior no campo...A vitória dele é a derrota dos movimentos sociais".

 

Stédile faz ressalvas à gestão petista: "Lula não fez reforma agrária, mas uma política de assentamento. Metade dos números do governo é propaganda".

 

A despeito disso, o MST prefere apoiar Dilma a associar-se a candidaturas como a de Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), mais comprometido com a causa agrária.

 

Ao explicar a opção, Stédile recorre a uma metáfora futebolística:

 

"É como se você percebesse que seu time pode cair pra segunda divisão e faz o que for possível para vencer o campeonato".

 

Para o MST, a permanência na “primeira divisão” é vital. O grosso do sustento do movimento é extraído das arcas da Viúva.

 

No gogó, Dilma diz ser contra a invasão de terras. Mas não parece disposta a interromper o duto que liga o MST ao Tesouro.

 

Serra tende a mimetizar FHC que, na metade do segundo mandato, tratou o MST a pão e água.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h13

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Dilma e o programa: ‘Não assinei, rubriquei páginas’

Em entrevista radiofônica concedida nesta sexta (9), Dilma Rousseff foi inquirida, de novo, sobre a novela do programa de governo.

 

Para recordar: no primeiro capítulo, o PT levou ao palco do TSE uma versão azeda.

 

No segundo episódio, rodado sete horas depois, trouxe aos holofotes outro texto, água-com-açúcar.

 

Ouça-se agora a Dilma desta sexta: "Não assinei documento nenhum porque não tem documento nenhum a ser assinado. Eu rubriquei páginas...”

 

“...Eu não olhei porque achei que era aquele programa, não achei que iam colocar outro programa. Tinha que colocar o que nós tínhamos acertado em junho”.

 

A rubrica, como se sabe, é a assinatura abreviada. Fica entendido que, no dicionário de Dilma, o vocábulo abreviação é sinônimo de ‘vôo cego’.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h43

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Como na Guerra Fria, EUA e Rússia ‘trocam’ espiões

Aqui, mais detalhes sobre a troca de espiões, realizada em Viena, besta sexta (9).

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Escrito por Josias de Souza às 13h29

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Aliado de Serra, PPS acha o Bolsa Família ‘eleitoreiro’

  Bruno Miranda/Folha
Roberto Freire, presidente do PPS, enxerga o Bolsa Família com olhos bem mais críticos que os de José Serra, o presidenciável apoiado por seu partido.

 

Serra inclui o Bolsa Família no rol dos “bons programas” da gestão Lula. Uma iniciativa que promete “manter e ampliar”.

 

Para Freire, trata-se de iniciativa de caráter “assistencialista e eleitoreiro”. Só vê utilidade para o programa em “situações emergenciais”.

 

A posição de Freire, explicitada num lote de mensagens levadas ao micro-blog na madrugada desta sexta (9), chega em momento delicado.

 

Em reação ao veneno do PT, que insinua que o tucanato planeja enterrar o Bolsa Família, Serra caba de servir uma superdose de antídoto.

 

Há dois dias, o candidato do PSDB disse que, se eleito, vai dobrar os investimentos no Bolsa Família, um dos mais vistosos pilares da campanha da rival Dilma Rousseff.

 

Nesta quinta (8), de passagem pelo interior de São Paulo, Dilma atribuiu às palavras de Serra um objetivo meramente eleitoral.

 

“Não se pode admitir que haja colocações que visivelmente têm sua repercussão e sua origem marcada pela campanha eleitoral", disse ela.

 

É nesse contexto conturbado que Freire fez soar sua voz dissonante. O presidente do PPS expôs sua visão da encrenca na web.

 

Um dos seguidores de Freire no Twitter perguntou a ele por que pespega na administração Lula a pecha de “governo de direita”.

 

Freire respondeu que Lula adota uma “política econômica que favorece o capital financeiro especulativo”. E é “conservador no social, com seu assistencialismo”.

 

Outro internauta concordou com Freire. Escreveu que falta aos programas sociais adotados sob Lula uma “visão progressista”.

 

Foi quando Freire levou à rede sua opinião sobre o Bolsa Família: “Tem funcionalidade conservadora...”

 

“...Nada muda. E ajuda manter o status-quo, gerando euforia e eleitoralismo”.

 

Outro seguidor de Freire levantou dúvidas sobre a eficácia do discurso ameno que Serra vem adotando em relação ao governo Lula, aprovado por 76% dos eleitores.

 

Freire cuidou de diferenciar sua posição da de seu candidato: “Creio que Serra está seguindo mais sua visão, na critica oposicionista a Lula, que a minha”.

 

Como que decidido a realçar sua posição, Freire citou justamente o "Bolsa Família" como exemplo de tema que distingue o seu discurso do de Serra.

 

Noutra resposta do diálogo cibernético que travou na madrugada, Freire foi ainda mais explícito: “Serra tem sua visão crítica e eu tenho a minha”.

 

No início da semana, ao criticar o vaivém do PT em relação ao programa de governo, Serra dissera que Dilma e sua turma não tem “duas caras, mas várias caras”.

 

Referindo-se à sua própria campanha, Serra declarara que tem uma cara só: “A minha cara”. À sua maneira, Freire assentiu no twitter: “O candidato é ele e voto nele”.

 

Um dos internautas ponderou a Freire que “criticar por criticar” o Bolsa Família não é a melhor solução para iluminar a suposta “ineficácia” do programa.

 

O presidente do PPS ecoou seu candidato: “Serra vai manter e ampliar o Bolsa Família, mas agregará o bônus da educação técnica”.

 

Mas falou do futuro do programa numa eventual gestão Serra no condicional: “Quem sabe, [consiga] oferecer saída pela dignidade do trabalho”.

 

Outro interlocutores de Freire no cristal líquido disse que o Bolsa Família se presta mais a “situações emergenciais”.

 

O presidente do PPS concordou: “Correta sua colocação. Gerar renda e criar empregos é o caminho para um futuro melhor. Na emergências, soluções emergenciais”.

 

Mais adiante, o mandachuva do PPS referiu-se ao Bolsa Escola. Um programa adotado sob FHC, que o tucanato diz estar na origem da política social de Lula.

 

Freire repisou: O Bolsa Família tem “caráter mais assistencialista e eleitoreiro. Anteriormente, com a contra-prestação social [exigida sob FHC], o caráter era mais compensatório”.

 

O governo, o PT e Dilma dizem coisa diversa. Sustentam que, na era FHC, a política de bolsas era negligenciável. Coube a Lula convertê-la em prioridade, unificando-a e vitaminando-a.

 

A despeito da ressalva anotada por Freire –“O candidato é Serra”— o petismo talvez se valha da sinceridade dele para renovar a dose do veneno da dúvida.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h11

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As manchestes desta sexta

 

- Globo: Dados de dossiê contra tucanos saíram de auditores da Receita

 

- Folha: Fundos viabilizam Belo Monte

 

- Estadão: Congresso eleva todas as aposentadorias pelo salário mínimo

 

- JB: Briga ambiental fecha o segundo porto do país

 

- Correio: Servidores disputam R$ 20 bilhões em 2011

 

- Valor: Obras da Copa-14 já andam, mas os atrasos preocupam

 

- Jornal do Commercio: “Bruno viu tudo”

 

- Zero Hora: Cientistas avançam na luta contra a aids

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Polvo à brasileira!

Amarildo

Via blog do Amarildo. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h43

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Vem aí a 3ª versão do programa de governo de Dilma

  Folha
O eleitor brasileiro já aprendeu que programa de governo não é senão um tratado de verdades que se esquecerão de acontecer.

 

A despeito disso, incluiu-se no rol de obrigatoriedades impostas aos presidenciáveis de 2010 a apresentação de um programa à Justiça Eleitoral.

 

A exigência parece ter embatucado o PT.

 

Na segunda-feira (5), ao protocolar o registro da candidatura de Dilma Rousseff, o partido apresentou um programa.

 

Criticada pelo azedume, a peça foi substituída, sete horas depois, por uma outra, com gosto de flor de laranjeira.

 

Pois bem. Depois de convidar a platéia a esquecer o primeiro documento, o petismo pede agora que seja ignorado também o segundo.

 

Os aliados de Dilma, o PMDB à frente, exigem ajustes. De modo que vem aí um terceiro programa para Dilma.

 

Ouça-se, a propósito, o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo (SP):

 

"Esse texto [o segundo] foi para cumprir o prazo estabelecido pelo TSE. Ainda não houve tempo necessário para discutir o programa...”

 

“...Mas isso será feito e os pontos serão produzidos em conjunto [com os partidos que integram a coligação pró-Dilma]...”

 

“...Esse programa final será o resultado dessa ampla discussão que pensa o que é melhor para o país”.

 

Dito de outro modo: o PT tornou-se um partido que briga para acomodar Dilma no poder para, elegendo-a, executar o programa do PMDB.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h22

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Ministro do TSE impõe nova multa a Dilma: R$ 5 mil

  Ricardo Stuckert/PR
O ministro Joelson Dias, do TSE, aplicou mais uma multa à presidenciável petista, Dilma Rousseff: R$ 5 mil.

 

Com isso, sobe para R$ 15 mil o débito de Dilma com a Justiça Eleitoral. A nova encrenca envolve a inauguração de um hospital.

 

Deu-se em São João do Meriti, no Rio, em 7 de março de 2010, um domingo. O governo federal não investira um mísero centavo na obra.

 

A despeito disso, o governador Sérgio Cabral (PMDB) converteu Dilma em estrela da pajelança. A ministra discursou.

 

Falou de “continuidade” e do “futuro do nosso país”. Disse coisas assim: “Não vamos deixar que as coisas dêem um passo e voltem atrás.”

 

O Ministério Público Eleitoral enxergou no lero-lero uma campanha ilegal, fora de época. Foi ao TSE. E o ministro Joelson deu razão à Procuradoria.

 

Foram multados outros o ministro da Saúde, José Gomes Temporão (PMDB), e o presidente da Assembléia Legislativa do Rio, Jorge Picciani –R$ 5 mil cada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h00

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Marina defende vice: ação do Ibama é um ‘vale-tudo’

  Wilson Dias/ABr
De passagem Minas Gerais, a presidenciável Marina Silva (PV) saiu em defesa do candidato a vice de sua chapa, Guilherme Leal.

 

Fundador da Natura, Leal foi levado ao noticiário na condição de “investigado” do Ibama.

 

Logo o Ibama, um órgão que, até bem pouco, seguia o comando de Marina, então ministra de Lula e filiada ao PT.

 

"Guilherme é um homem íntegro, um homem correto”, disse Marina.

 

“Já deu todas as respostas em relação a essa acusação que fizeram, talvez até com o sentido de querer fazer aí o jogo da política, do vale-tudo”.

 

Ela acrescentou: “Nós não vamos entrar nesse jogo".

 

Em nota divulgada na véspera, o próprio Leal enxergara na movimentação do Ibama "objetivos político-eleitorais".

 

Uma das empresas do vice de Marina, a Modusvivendi Participações Ltda., mantém uma fazenda na cidade baiana de Uruçuca.

 

Na quinta-feira da semana passada, inspetores do Ibama visitaram a propriedade. Diz-se que foram guiados por uma denúncia.

 

Denúncia de quem? O Ibama não informa. Apressou-se em difundir, porém, o resultado da inspeção.

 

Leal estaria erigindo, em área imprópria, “edificações que alteraram a paisagem natural de área de Mata Atlântica”.

 

Quem disse foi o próprio presidente do Ibama, Abelardo Bayma, numa nota enviada à reportagem da Folha.

 

O “investigado” diz não ter recebido notificação do Ibama. Declara-se “aberto” a prestar “qualquer esclarecimento”.

 

Sustenta, der resto, que dispõe de "todas as licenças e autorizações dos órgãos competentes".

 

Lula deveria chamar para uma conversa o senhor Abelardo Bayma. Renderia homenagens ao bom senso se pedisse pressa ao mandachuva do Ibama.

 

Se o Ibama investiga a fazenda do vice de Marina, não deveria ter permitido que, em fase embrionária, as suspeitas ganhassem o noticiário.

 

Se permitiu que a coisa virasse manchete, deveria demonstrar cabalmente que sua inspeção tem começo, meio e perspectiva de fim.

 

Se não acomodar a coisa em pratos asseados, levará a platéia a prestar mais atenção em Marina Silva. A acusação de “vale-tudo” começará a fazer nexo.

 

Em meio à mais disputada eleição presidenial da história, o desempenho de Marina vai determinar se haverá ou não segundo turno. Para alguns, o ideal seria que a candidatura verde definhasse. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h53

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Mico Jagger se queixa da pecha de ‘pé-frio’ da Copa

- Via Blog da Redação. Siga o blog do Josias no twitter.

- Em tempo: A peça acima foi criada pelo redator publicitário Pablo Peixoto.

Escrito por Josias de Souza às 18h11

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TSE começa a organizar a propaganda eleitoral na TV

O Tribunal Superior Eleitoral convocou audiência com representantes dos partidos e das emissoras de rádio e TV.

 

Ocorrerá na quinta-feira (15) da semana que vem, sob a coordenação do ministro Arnaldo Versiani.

 

Nesse encontro, serão definidos os detalhes da propaganda eleitoral eletrônica. Coisa assim:

 

1. A posição de cada partido na grade dos programas que vão ao ar em cadeia de rádio e TV a partir de 17 de agosto. A ordem será decidida por sorteio.

 

2. A distribuição do tempo de publicidade eletrônica dos partidos que optaram por não lançar candidatos à presidência da República.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h11

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Fariñas, o dissidente cubano, encerra greve de fome

  Rolando Pujol/Efe
O dissidente cubano Guillermo Fariñas encerrou sua greve de fome. Já durava 135 dias.

 

Deu-se nas pegadas do anúncio, feito na véspera, de que a ditadura de Cuba libertará 52 presos políticos.

 

Psicólogo e jornalista, 48 anos, Fariñas optara pelo jejum em reação à morte do preso de consciência Orlando Zapata, em fevereiro.

 

Passou a reivindicar a libertação, pelo menos, dos presos que exibem condições de saúde precárias. São estimados em 25.

 

Estariam incluídos entre os opositores que o regime dos irmãos Raul e Fidel Castro concordaram em soltar, segundo a Igreja Católica.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h47

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Súbito, Lula perdeu vontade de assistir final da Copa

  Ricardo Stuckert/PR
Lula chegou à última escala de seu périplo africano.
Encontra-se na África do Sul.

 

Planejara encerrar a visita em meio aos festejos do hexa.

 

Porém, o escrete de Dunga derreteu diante da Holanda, antes mesmo de o presidente deixar o Brasil.

 

Numa fase em que Uruguai, Argentina e Paraguai ainda estavam no páreo, Lula converteu-se em “torcedor do Mercosul”.

 

Nesta quinta (8), um repórter perguntou a Lula se ainda sente vontade de ir à final da Copa –Espanha X Holanda.

 

E o presidente: “Nem eu nem você”. A peleja ocorrerá no domingo (11). Lula pode embarcar para o Brasil antes disso.

 

Se não mudar de idéia, cometerá grave erro. Primeiro porque dará exemplo de falta de espírito esportivo. Segundo, porque perderá uma bela partida de futebol.

 

Por último, Lula perde a oportunidade de avistar-se com o grande personagem da Copa. Vai que o Mick Jagger dá as caras...

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h36

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Patrimônio de R$ 17 mil, deputado diz ter virado ‘ET’

Antônio Cruz/ABr

 

Candidato ao Senado pelo PPS de Pernambuco, o ex-comunista Raul Jungmann informou à Justiça Eleitoral que todo seu patrimônio soma R$ 17,8 mil.

 

A cifra é seis vezes mais modesta do que o montante que a presidenciável petista Dilma Rousseff disse guardar em casa: R$ 113 mil.

 

Ou 72 vezes inferior ao total que Orestes Quércia (PMDB-SP) acomodou, como se diz, “sob o colchão”: R$ 1,28 milhão.

 

É, de resto, pouco mais do que o salário bruto mensal que um deputado federal recebe na Câmara: R$ 16,5 mil.

 

Jungmann tornou-se notícia instantânea. Foi acordado por uma emissora de rádio. Ganhou o noticiário da web como uma excentricidade.

 

Teve o micro-blog inundado por mensagens de eleitores incrédulos. Pendurado no twitter, gastou a tarde de quarta-feira (7) dando explicações.

 

Os questionamentos, que lhe chegavam em catadupas, insinuavam, por exemplo, que ocultara bens em nome de parentes e “laranjas”.

 

Numa das respostas, anotou: “Não tenho nenhum laranja e lhe DESAFIO a provar o contrário. Quanto ao uso que faço dos meus recursos, é minha vida privada”.

 

Noutra, escreveu: “O ônus da prova é de quem acusa, tão fácil e levianamente, não é? Prove o que você diz, vamos lá!”

 

Noutra mais, enquadrou: “E você, com um pouco mais de educação e respeito, ainda vai virar um rapazinho, ok?”

 

Adiante, lamentou: “Tão fácil prejulgar, não? Que sabe você sabe da minha vida? De quem ajudo? Se tive ou tenho alguém doente? Meus compromissos?”

 

Intoxicado pela atmosfera inquisitorial, Jungmann levou ao portal que mantém na internet um artigo.

 

Já no título, o timbre de repto: “Sou político e não sou rico, algum problema?”

 

No texto, o deputado repisa o dado que gerara a onda de perplexidade: “R$ 17.897,89 é tudo que possuo”.

 

Jungmann, 58, anota que se dedica à “vida pública” faz 40 anos. Ele empilha os cargos que já exerceu, incluindo uma passagem pelo governo Itamar Franco e outra pela gestão FHC:

 

“Secretário de Estado, presidente do Ibama, do Incra, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, ministro do Desenvolvimento Agrário...”

 

“...Presidente do conselho de administração do BNDES, vice-presidente do conselho do Banco do Brasil e deputado federal por dois mandatos”.

 

E reforça: “Não tenho imóvel próprio, empresas, ações, poupança, investimentos, terras, ouro, dólares ou jóias...”

 

“...[...] Vivo no mesmo apartamento alugado há mais de dez anos e tenho dois carros financiados, em 60 meses, um comigo e outro com meus filhos”.

 

Recorda que, ao longo da carreira, teve sob sua responsabilidade “bilhões de reais”. A despeito disso, não dispõe senão dos R$ 17,8 mil declarados.

 

Procurado pelo repórter, Jungmann informou que, nesta quinta (8), vai pendurar no seu portal, todas as declarações de Imposto de Renda.

 

Afirmou que a reação ao seu patrimônio miúdo o fez sentir-se “como um ET [extra-terrestre]”.

 

Enxergou no fenômeno um “exemplo do descrédito da classe política”. As pessoas, disse ele, “simplesmente não acreditam”.

 

Contou que, em 2002, recebeu uma herança dos pais. Coisa de R$ 200 mil. Torrou o dinheiro “pagando dívidas de campanha”.

 

“Não suporto o assédio de cobradores”, afirmou. “Podem me acusar de estróina, podem dizer que não sou precavido, só não podem dizer que sou ladrão”.

 

Acrescentou: “A impressão que fica é que, na política, só há dois papéis possíveis: ou você é ladrão ou é idiota. Queriam que eu roubasse?”

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h54

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PT cogita vender bonecos de Lula durante campanha

  Letícia Sander/Folha
Numa das muitas frases que cunhou para fustigar Dilma Rousseff, FHC chamou a candidata oficial de “boneca de ventríloquo”.

 

O PT cogita subverter a lógica do chiste. Aproveitando-se da mega-popularidade do “ventríloquo”, planeja transformá-lo em boneco.

 

Deve-se a informação à seção Painel, editada, na Folha, pela repórter Renata Lo Prete. Leia:

 

 

- Lula de Bolso: O PT planeja usar nesta eleição instrumento inédito de marketing e arrecadação de fundos: bonecos de Lula a serem vendidos nas lojas do partido e em eventos da campanha.

 

Levada ao secretário de Comunicação, André Vargas, por um petista de Santa Catarina, a ideia dos "Lulinhas" teve boa acolhida dentro da sigla, que agora estuda como produzi-los em massa.


Feitas de material sintético, as miniaturas medem cerca de 15 centímetros e já existem em duas versões: numa, o presidente está de terno azul e gravata verde e amarela; noutra, veste a camisa 13 da seleção. Os petistas já discutiram até o preço do boneco: R$ 5.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h25

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Receita perde R$ 1,6 bi por ano com fraudes do petróleo

 

- Folha: Divórcio passa a ser mais rápido

 

- Estadão: Cuba soltará 52 dissidentes, diz Igreja

 

- JB: Dilma e Serra: chumbo trocado

 

- Valor: Empresas engavetam os projetos de termelétricas

 

- Estado de Minas: Muito pior do que se podia imaginar

 

- Jornal do Commercio: Homicídios caem mais que meta oficial

 

- Zero Hora: Licença-maternidade de seis meses ganha impulso no Senado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h49

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Candidata de programa!

Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

- Atualização feita às 15h40 desta quinta (8): A propósito da charge acima, o signatário do blog recebeu manifestação do presidente do PT. Vai reproduzida abaixo:

 

“Lamentável a reprodução no blog de Josias de Souza de charge grosseira e ofensiva. Não condiz com a reputação de seriedade do jornalista e está muito abaixo do nível que se espera de sua cobertura das eleições”.
 
José Eduardo Dutra
Presidente do PT

Escrito por Josias de Souza às 01h26

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Servidores do Senado terão reajuste salarial de 46%

Só neste ano, afago custará ao  Tesouro  R$ 217,7 milhões

Um analista legislativo  ganhará de R$ 15,5 mil a R$ 17 mil

Gratificações podem elevar os vencimentos  em até 100%

 

Sérgio Lima/Folha

 

A dez dias do início do recesso legislativo, a Câmara aprovou, nesta quarta (7), um novo plano de carreiras para o Senado.

 

Prevê reajuste salarial de 46%, reajusta gratificações antigas e cria gratificação nova, por desempenho, que pode chegar a 60% do salário base.

 

O projeto já havia sido aprovado pelos senadores. Só depende agora da sanção de Lula para entrar em vigor.

 

Terão os contracheques tonificados 6.630 servidores. Desse total, 3.300 passaram por concursos públicos.

 

Outros 1.300 foram pendurados na folha do Senado por indicação política. Beneficiaram-se, de resto, 2.030 servidores aposentados.

 

Só neste resto de ano eleitoral de 2010, a brincadeira custará à Viúva um gasto adicional de R$ 217,7 milhões.

 

Há uma controvérsia em relação aos custos a partir de 2011. O Senado estimou-os em R$ 247 milhões. Para o governo, cerca de R$ 465 milhões.

 

Um analista legislativo iniciante passará a receber R$ 15.516,29 por mês. No último degrau da carreira, vai a R$ 17.053,47.

 

Um técnico de nível médio, embolsará de R$ 11.932,82 a R$ R$ 13.638,68. Um auxiliar técnico, de R$ 9.308,68 a R$ 11.921,42.

 

A esses valores são acrescidas, noves fora as vantagens pessoais, as gratificações.

 

Uma é chamada de Gratificação de Atividade Legislativa. Outra recebe o apelido de Gratificação de Representação.

 

A essas duas, acrescentou-se uma terceira: Gratificação de Desempenho. Foi fixada, provisoriamente, em 40% do contracheque.

 

Ficou estabelecido que, dentro de 180 dias, o Senado editará uma resolução redefinindo esse percentual.

 

Se a resolução não for baixada até janeiro de 2011, a Gratificação de Desempenho salta automaticamente para 60%.

 

Tudo somado, um servidor do Senado pode levar ao bolso até o dobro do salário base.

 

A coisa toda foi aprovada sem que os senadores tenham feito a reforma administrativa que havia sido prometida no ano passado.

 

A votação na Câmara se processou em atmosfera de fim de festa, a toque de caixa. As galerias estavam apinhadas de servidores.

 

Comandava a sessão o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), candidato a vice na chapa petista de Dilma Rousseff.

 

Temer levou a matéria a voto em processo simbólico. Nessa modalidade de votação, os deputados não precisam expor o voto no painel eletrônico.

 

O presidente diz: “Aqueles que concordam permaneçam como se acham”. Diante de um plenário imóvel, proclama-se o resultado: “Aprovado”.

 

As galerias aplaudiram Temer. No Senado, o primeiro-secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) acorreu ao microfone. Comunicau o triunfo.

 

Para evitar surpresas, os relatores da Câmara haviam sido escolhidos a dedo: uma trinca eputados que disputam votos no Distrito Federal.

 

Na Comissão de Finanças e Tributação, a proposta passara pelas mãos do deputado Alberto Fraga (DEM-DF).

 

Na Comissão do Trabalho, relatara-o Geraldo Magela (PT-DF). Na comissão de Justiça, cuidara do texto Tadeu Filipelli (PMDB-DF).

 

A hipótese de um dos três contrariar os interesses dos servidores e dos votos de seus familiares era nula. A chance de Lula vetar é, também, inexistente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h36

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No exercício da Presidência, José Alencar é internado

  Folha
José Alencar foi a São Paulo, nesta quarta (7), para uma sessão regular de quimioterapia.

 

Ainda no hospital Sírio-Libanês, onde se submete a um tratamento contra o câncer, teve uma crise de hipertensão.

 

Os médicos decidiram mantê-lo internado, "para avaliação mais detalhada e tratamento apropriado".

 

Alencar é assistido por uma equipe coordenada pelos doutores Roberto Kalil Filho e Paulo Hoff.

 

No momento, o vice de Lula encontra-se no exercício da Presidência. O titular, como se sabe, realiza um giro pela África.

 

Há três meses, Alencar já havia arrostado uma internação de dois dias. Também no Sírio-Libanês.

 

Ele trava, há mais de uma década, uma luta contra um câncer na região abdominal. Já foi submetido a 15 cirurgias.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h31

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Em votação apertada, Senado aprova ‘divórcio direto’

  Moreira Mariz/Ag.Senado
Por 49 votos a favor, quatro contra e três abstenções, o Senado aprovou a emenda constitucional que cria no Brasil o “divórcio direto”.

 

Significa dizer que, uma vez divorciada, a pessoa pode, se quiser, casar-se novamente no dia seguinte.

 

Acaba a figura jurídica da separação judicial (antigo desquite), que obrigava os casais a esperar por até dois anos para poder casar de novo.

 

A emenda passou raspando na trave. O quorum de 49 votos a favor é o mínimo exigido para a aprovação de emendas à Constituição.

 

Coube à senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) anotar no painel eletrônico o último voto. Chegou ao plenário atrasada. Por pouco o voto dela não foi consignado.

 

A emenda já havia sido aprovada na Câmara. O autor é o deputado Sérgio Carneiro (PT-BA). Entra em vigor no dia da promulgação.

 

Relator da proposta no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO) explicou ao blog a importância da mudança. Leia:

 

 

- O que representa a modificação aprovada?

No Brasil, existe um processo intermediário, após o divórcio, chamado de separação. É o antigo desquite. Os casais, mesmo depois de divorciados, mantêm o vínculo por até dois anos.

- Como funcionava?

As pessoas precisavam ficar separadas de fato por um ano, gastar dinheiro com advogado, com custas de cartório para, só então, formalizar o divórcio. Outra alternativa era manter a separação de fato por dois anos.

- Houve oposição da Igreja?

A Igreja Católica e as igrejas evangélicas trabalharam duramente contra a aprovação da emenda.

- O que acha do argumento de que a novidade enfraquece a família?

Esse discurso é velho, vem de 1977, quando o mecanismo da separação foi criado. Fizeram o divórcio, mas puseram um desquite no meio, dando-lhe o nome de separação judicial. Não faz o menor sentido.

- O que muda de fato?

A partir da promulgação da emenda, a separação será automática. A pessoa pode se casar novamente no dia seguinte. Se quiser dar uma de Richard Burton e Elizabeth Taylor pode casar, separar e casar de novo depois de amanhã. Casamento é isso mesmo. Não se pode obrigar duas pessoas que não querem a ficar juntas.

- O senador Marcelo Crivella [PRB-RJ, bispo licenciado da Igreja Universal],  anunciou que vai recorrer. Pode mudar?

Não há a menor chance. Ele vai recorrer à Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida por mim. Ou seja, o Crivella vai recorrer a mim (risos).

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h20

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Senado aprova criação de nova estatal, a Pré-Sal S/A

  Moacyr Lopes
O Senado aprovou na tarde desta quarta (7) o projeto que cria uma nova estatal para gerir os contratos de exploração das jazidas petrolíferas do pré-sal.

 

O governo batizara a nova empresa de Petro-Sal. Porém, já havia uma empresa privada com a mesma logomarca, no Rio Grande do Norte.

 

Os senadores fizeram, então, uma emenda redacional na proposta. E a estatal foii rebatizada de Pré-Sal Petróleo S/A.  

 

A coisa foi aprovada em votação simbólica, na qual os líderes votam em nome de suas bancadas. Apenas o PSDB e o DEM votaram contra.

 

Aprovado, o projeto vai à sanção de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h38

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Em campanha, vice de Serra pede licença na Câmara

Uma semana depois de ter sido escolhido para compor a chapa de José Serra na condição de candidato a vice, Índio da Costa (DEM-RJ) pediu licença na Câmara.

 

A decisão foi anunciada pelo deputado no seu micro-blog:

 

“Pedi licença da Câmara. Estou indo para o Rio. Até 3 de outubro sou 100% campanha!”

 

Teve o cuidado de acrescentar: “Minha licença é sem vencimentos, como deve ser”.

 

Índio passara o último final de semana em São Paulo. Foi inteirar-se dos detalhes da campanha.

 

Incumbiram-no de coordenar a campanha de Serra no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do país depois de São Paulo e Minas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h10

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Cuba vai libertar 52 presos políticos, informa a Igreja

A Igreja Católica de Cuba informou que a ditadura da ilha decidiu libertar 52 presos políticos.

 

De acordo com o informe, cinco prisioneiros ganhariam o meio-fio ainda nesta quarta (7). Os outros 47, nos próximos meses.

 

A lista de candidatos à liberdade inclui 25 presos de consciência que convivem com doenças variadas.

 

Algo que, se confirmado, descerá à crônica do ocaso da ditadura cubana como uma vitória do dissidente Guillermo Fariñas.

 

É pelos 25 doentes que Fariñas se encontra, há 134 dias, em greve de fome, num suplício pessoal que corre o mundo.

 

A pressão internacional pela libertação dos presos políticos de Cuba cresceu e 23 de fevereiro passado.

 

Nesse dia, morreu no cárcere, nas pegadas de uma greve de fome, o dissidente Orlando Zapata Tamayo.

 

Deu-se no dia em que Lula iniciava uma visita oficial à Ilha dos irmãos Raul e Fidel Castro.

 

Lula teve a oportunidade de se associar aos que preconizam o respeito aos direitos humanos. Porém...

 

Porém, instado a se manifestar sobre a morte de Zapata, preferiu lamentar o destino dos que “se deixam morrer”. Pena.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h51

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Turma do colchão armazena em casa R$ 3,5 milhões

Dono de poder de sedução natural, o papel-moeda dispensa o apelo a artificialidades afrodisíacas. Não se presta à impressão de caras bonitas, seios torsos e dorsos.

 

Feio, sujo e, por vezes, rasgado, o dinheiro é mais sexy do que a capa da Playboy. Não espanta que tantos queiram levá-lo para o colchão –ou para baixo dele.

 

Obrigados a informar o patrimônio à Justiça Eleitoral, um grupo de políticos viu-se forçado a iluminar a intimidade da alcova monetária.

 

Os repórteres Breno Costa, Filipe Coutinho e Márcio Falcão identificaram pelo menos mais 15 investidores domésticos.

 

São candidatos a governador, vice ou a senador. Juntos, guardam em casa a bagatela de R$ 3,5 milhões. Ou seja, Dilma Rousseff (R$ 113 mil guardados em casa) não está só.

 

A mania não é ilegal, apenas ilógica. Aplicado, o dinheiro é protegido da corrosão inflacionária. Com alguma sorte, pode ser até vitaminado.

 

Candidato ao Senado, Orestes Quércia (PMDB-SP) diz que conserva em casa R$ 1,28 milhão –parte em reais, parte em dólares.

 

Levada à poupança, a cifra seria adensada em R$ 78,8 mil ao ano. Dinheiro de troco, no caso de Quércia –patrimônio declarado de R$ R$ 117,4 milhões.

 

Companheiro de chapa de Quércia, o postulante ao Senado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) mantém sob o colchão R$ 50 mil.

 

Outro tucano, Nilo Coelho, candidato a vice-governador da Bahia na chapa de Paulo Souto (DEM) conserva longe da rede bancária R$ 912,6 mil.

 

Joaquim Roriz (PSC), cuja candidatura ao governo do DF convive com o assédio da lei da Ficha Limpa, dorme sobre R$ 160 mil em grana viva.

 

O vice de Roriz, Jofran Frejat (PR), retém em casa R$ 250 mil. Menos do que tinha em 2006, quando se elegeu deputado: R$ 1,3 milhão.

 

Frejat arrisca uma explicação: "Eu já perdi dinheiro em banco que faliu e no Plano Collor...”

 

“...Esse dinheiro é fruto da minha renda como médico e deputado. Você nunca sabe quando precisa de dinheiro numa emergência".

 

Noves fora as emergências da vida, o hábito de dormir sobre maços de dinheiro há de proporcionar repouso inaudito.

 

Há no mundo muita gente cansada de amor, de trabalho, de política e até de ideais. Só não há quem se canse de dinheiro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h06

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Serra: Dilma e o PT ‘não são duas, mas várias caras’

Lula Marques/Folha

 

José Serra aproveitou o episódio da troca de programas de governo que o PT encenou no TSE para escalar sobre Dilma Rousseff.

 

O PT anexara ao pedido de registro de sua candidata um programa de governo que havia sido aprovado em congresso partidário de fevereiro.

 

A peça continha as teses radicais do pedaço esquerdista da legenda. Coisas como entraves à retomada de terras invadidas...

 

...E o combate ao “monopólio dos meios eletrônicos” de comunicação. Tudo assinada por Dilma. A candidata apôs sua rubrica em cada uma das páginas.

 

Divulgado pelo TSE, o programa ganhou a web. E inspirou uma reação subterrânea das legendas de centro-direito que integram a coligação de Dilma.

 

Chia daqui, reclama dali, o petismo retirou da praça o programa azedo. Com atraso de quase oito horas, substituiu-o no TSE por uma versão edulcorada.

 

Ouvida, Dilma disse que assinara a primeira versão sem ler. Algo que não recomenda alguém que reivindica o cargo de presidente da República.

 

Os repórteres Elder Ogliari e Evandro Fadel contam que, instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o vaivém do time rival, o tucano Serra foi à jugular:

 

"Lendo o segundo [programa], é um remendo malfeito [do primeiro]", ele bicou, durante caminhada pelas ruas do centro de Curitiba.

 

Para Serra, os tópicos anotados na versão renegada posteriormente compõem a “alma” do que deseja o petismo.

 

Afirmou que seus adversários "não são duas caras, são várias caras". Arrematou: "Nós temos uma só cara, a minha cara".

 

Fez uma referência específica ao desejo do PT de exercer o controle da mídia:

 

"É tema em que a gente sabe o que eles pensam. Sempre que podem, isso é dito, depois eles vêm e corrigem".

 

Em viagem a Porto Alegre, Dilma também foi convidada a comentar a meia-volta do programa de governo:

 

"Nós não concordamos com a posição expressa. Tem coisas do PT com as quais concordamos, coisas com as quais não concordamos, e assim nos outros partidos também".

 

Então, tá! Ficamos entendidos assim. Lavrem-se as atas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h08

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Réu no STF, Medina, ganha ‘apartamento funcional’

  Divulgação
Ele se chama Paulo Medina. Ministro afastado do STJ, responde a processo no STF.

 

Em denúncia convertida numa ação penal, o Ministério Público o acusa de vender sentença à máfia dos caça-níqueis, desbaratada em 2007.

 

Afastado das sessões de julgamento do STJ, Medina perdeu o gabinete, os funcionários e o carro oficial.

 

Em abril do ano passado, tentou reaver, no STF, as regalias que o STJ lhe negara. O Supremo indeferiu o recurso.

 

Pois bem. Embora responda por um par de crimes –prevaricação e corrupção passiva— Medina acaba de ser premiado com um apartamento funcional.

 

O imóvel pertence à União. Está assentado na Super-quadra Norte 304, um endereço elegante de Brasília.

 

Deve-se a informação ao 'Correio Braziliense'. A notícia foi pendurada na edição desta quarta (7) –Aqui, para assinantes.

 

Antes de ser abrigado na nova morada, Medina ocupava provisoriamente um apartamento que lhe fora cedido por um tribunal militar, o STM.

 

Em tempo: a despeito de estar impedido de proferir sentenças, Medina continua recebendo regularmente o contracheque.

 

A ociosidade do ministro custa à Viúva, veneranda e desprotegida senhora, R$ 24,4 mil por mês.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h33

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No Ceará, Cid breca CPI apoiada por grupo de Tasso

  Lula Marques/Folha
Ex-eternos aliados, o PSB de Cid e Ciro Gomes mede forças com o PSDB de Tasso Jereissati na Assembléia Legislativa do Ceará.

 

Cid Gomes, governador cearense e irmão de Ciro, passou a conviver com a animosidade do tucanato, que antes o apoiava na Assembléia.

 

O pesadelo de Cid começou depois que ele deixou de celebrar a “aliança branca” que prometera a Tasso, candidato à reeleição para o Senado.

 

Desde a semana passada, o PSDB tramara levar as assinaturas de seus deputados estaduais a um pedido de CPI que patinava no Legislativo.

 

Prevê a investigação do contrato de reforma do Estádio Castelão, que será palco de jogos da Copa do Mundo de 2014. Coisa de R$ 486 milhões.

 

Em reunião realizada na noite de segunda (5), o PSDB decidiu, finalmente, assinar o requerimento de CPI, viabilizando-o.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, Cid armou o contragolpe. Na manhã desta terça (6), o PSB do governador protocolou na Assembléia dois pedidos de CPI.

 

Num, sugere-se a investigação do narcotráfico no Ceará. Noutro, propõe-se que seja esquadrinhado o comércio pirata de produtos no Estado.

 

O par de pedidos de CPI urdidos pelo governador chegaram à Mesa da Assembléia antes do requerimento de investigação apoiado pelo grupo de Tasso.

 

O regimento interno da Assembléia proíbe o funcionamento simultâneo de mais de duas CPIs. Ou seja, o caso do Castelão foi ao final da fila.

 

E Cid Gomes poderá disputar a reeleição ao governo do Estado sem o dissabor de ter que se esquivar da vingança que a turma do neo-adversário Tasso lhe reservara na Assembléia.

 

Em meio ao rififi, uma pergunta corre os subterrâneos da política cearense: Que foi feito de Ciro Gomes, o quase-futuro-presidenciável que Lula empurrou para fora do tabuleiro? 

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h59

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Câmara obriga governo a criar piso salarial para PMs

Autorizou-se  União a repassar  R$ 800 mi a 11 estados

Noutra votação, quatro ‘secretarias’ viraram ministério

 

Stock Images

 

A Câmara aprovou na noite passada emenda que obriga o governo a instituir um piso salarial para os policiais militares de todos os Estados.

 

O texto estende o benefício aos policiais civis e aos bombeiros. Passou por unanimidade. Votaram “sim” os 349 deputados presentes à sessão.

 

Como se trata de emenda à Constituição, exige-se aprovação em dois turnos. Assim, a proposta terá de passar por nova votação antes de seguir para o Senado.

 

Dá-se de barato que a emenda será referendada também pelos senadores.

 

Na iminência de um encontro com as urnas, ninguém quer se indispor com os votos das fardas e de seus familiares.

 

Pela proposta, a União terá seis meses (180 dias) para enviar ao Congresso o projeto que vai fixar os valores do novo piso.

 

Ou seja, o abacaxi vai à mesa do próximo presidente da República, a ser empossado em janeiro de 2011. Poderia ser pior.

 

Na versão aprovada pelos deputados, a emenda é mais branda. No original, sugeria que o piso fosse eternizado na Constituição.

 

Pior: obrigava todos os Estados –do Acre ao Rio Grande do Sul –a pagar, no mínimo, os valores recebidos por policiais e bombeiros do Distrito Federal.

 

Para exemplificar: Hoje, o contracheque de um soldado da PM do DF é de R$ 4,1 mil. Um coronel recebe R$ 15,3 mil.

 

O governo levou o pé à porta. E as entidades sindicais, para não perder tudo, aceitaram a versão lipoaspirada, sem a fixação instantânea de valores.

 

Menos pior. Num cenário em que Estados ricos foram ao STF para questionar o piso de R$ 950 dado a professores primários, soaria inusitado anotar na Constituição salários de até R$ 15 mil para PMs.

 

No embalo da noite, os deputados provaram também duas medidas provisórias. Deu-se por votações simbólicas, nas quais os líderes votam por suas bancadas. Foram ao Senado.

 

Numa, os deputados autorizaram a União a repassar R$ 800 milhões a 11 Estados. Dinheiro destinado à educação.

 

A verba vai tonificar o orçamento do Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio.

 

Será rateada entre Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

 

Nesses Estados, a taxa de investimentos no ensino médio ficou abaixo da média estipulada para as regiões Norte e Nordeste.

 

Na outra votação, aprovou-se medida provisória que Lula editara para converter em ministérios quatro secretarias penduradas no organograma do Planalto.

 

Subiram de status as secretarias de Políticas para as Mulheres, de Direitos Humanos, de Portos e de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

 

Coisa absolutamente desnecessária, sobretudo se considerado o fato de que a gestão Lula acaba em cinco meses e meio.

 

Como se fosse pouco, o governo enviou ao Congresso, nesta terça (6), um projeto que borrifa gasolina na fogueira da gastança.

 

A proposta cria 1.853 novos cargos nos poderes Executivo e Judiciário. Algo que Lula jurara que não faria. A sandice vai onerar o orçamento do próximo governo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h39

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Novo Código Florestal anistia quem desmatou a Amazônia

 

- Folha: Notificação de dengue quebra recorde no país

 

- Estadão: Serra ataca plano radical do PT, que Dilma assinou

 

- JB: Poupança bate recorde

 

- Correio: Câmara Legislativa, casa de milionário

 

- Valor: Teles e bancos são as ações prediletas das pessoas físicas

 

- Estado de Minas: Circo de horrores: Confissão leva promotor a pedir prisão de Bruno

 

- Jornal do Commercio: Prisão alerta para fraude em donativos

 

- Zero Hora: Pente-fino do TCE já detectou salário de até R$ 43 mil

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h24

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$enha!

Nani

Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h04

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Oposição ameaça obstruir a votação da LDO de 2011

PSDB e DEM negociam a obstrução de um projeto que, se não for votado, impede que os congressistas saiam em recesso no dia 18 de julho.

 

Chama-se LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Serve de base para a elaboração do Orçamento da União de 2011.

 

A oposição condiciona a apreciação da proposta à retirada de uma novidade introduzida no texto pelo relator da matéria, senador Tião Viana (PT-AC).

 

Prevê que as licitações para obras da Petrobras e, da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016 sejam realizadas sem a submissão ao controle de custos do TCU.

 

Líder tucanos e ‘demos’ chamam a coisa de “contrabando”. E declaram que só votam o projeto se a coisa for expurgada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h14

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Com estrutura pequena, Marina recorre à criatividade

Fotos:Alex Rodrigues/ABr

 

Presidenciável de um partido só, o PV, Marina Silva vai à campanha com uma cara de Davi que se dispõe a enfrentar um par de Golias.

 

À falta da mega-estrutura que rodeia José Serra e Dilma Rousseff, Marina vê-se compelida a recorrer à criatividade.

 

Nesta terça (6), primeiro dia da campanha oficial, ela esteve, junto com o vice Guilherme Leal, numa residência modesta de São Paulo.

 

Fica no bairro do Campo Limpo, zona Sul da capital paulista. Abriga o promotor de vendas Adriano Prado (na foto) e mais dez pessoas.

 

Entusiasta de Marina, Adriano se dispôs a converter sua casa numa espécie de comitê domiciliar da candidata.

 

Pendurou na fachada uma peça promocional: “Esta é + uma Casa de Marina”. E vai difundir a mensagem dela na sala de estar e na vizinhança.

 

A ideia de Marina e dos operadores da campanha é a de espalhar "Casas de Marina" por todo país.

 

Na internet, a campanha de Marina ensina como um militante da candidata deve proceder para transformar sua casa em comitê.

 

Nesta quarta (7), Marina visita outra de “suas casas”, em Belo Horizonte. Depois, fará o mesmo no Rio e em outras praças. A candidata pergunta:

 

"Quem foi que disse que isso não é competitivo, que só é competitiva a política massacrante com rios de dinheiro, sem envolvimento com as pessoas...”

 

“...Onde o que vale é quase que uma guerra entre os candidatos? Competitividade, para mim, é o compromisso com a solidariedade".

 

Afora a tentativa de desencavar militantes voluntários, Marina aposta na internet e nos debates programados pelas redes de TV. Haverá cinco até a eleição de outubro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h50

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Ministro do TSE impõe a Serra sua 1ª multa: R$ 5 mil

  Lula Marques/Folha
O ministro Joelson Dias, do TSE, condenou o presidenciável José Serra e o PSDB-BA por fazer propaganda eleitoral ilegal no rádio e na TV.

 

Em sua primeira multa, Serra terá de pagar R$ 5 mil. O PSDB baiano foi multado em R$ 7,5 mil.

 

Deve-se a decisão a uma representação do Ministério Público Eleitoral. Enxergou infração à lei numa propaganda exibida na Bahia em 19 de maio.

 

Em vez de propaganda partidária, o tucanato levou à vitrine eletrônica uma peça promocional da candidatura Serra. Propaganda extemporânea e ilegal.

 

Os advogados do tucanato tentaram argumentar que o caso, por estadual, não deveria ser julgado pelo TSE, em Brasília.

 

O ministro Joelson deu de ombros para a alegação. Serra e o PSDB devem recorrer da decisão. Caberá ao plenário do TSE (sete ministros) dar a palavra final.

 

Em recesso, o tribunal não julgará o caso antes de agosto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h19

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Oposição obstrui e ‘impede’ governo de votar pré-sal

  Folha
O governo programara para esta terça (6) a votação dos dois últimos projetos do pacote de regulamentação do pré-sal.

 

Um corre na Câmara. Outro, no Senado. A oposição, DEM e PSDB à frente, levantou barricadas. Decidiu obstruir as votações.

 

O governo dispõe de maioria para passar o trator nas duas Casas legislativas. Porém, não conseguiu mobilizar sua tropa.

 

Pelo twitter, o deputado Cândido Vacarrezza (PT-SP), líder de Lula na Câmara, reconheceu o malogro.

 

Anotou: “Hoje, dia de votação, apenas 247 deputados na Casa. Obstrução da oposição, somada ao baixo quorum devido ao processo eleitoral, impede votações”.

 

E jogou a toalha: “A votação dos dois projetos do pré-sal ficará para depois eleições. A oposição está do lado das multinacionais e não quer sistema de partilha”.

 

O ministro Alexandre Padilha (Coordenação Política) tentou levantar a guarda: "Como o recesso não começou, o governo quer votar...”

 

“...O governo foi vitorioso no modelo da partilha, quer concluir a votação. Mas sabemos que isso depende de quorum, vamos trabalhar para isso".

 

“Trabalhar”, eis a palavra-chave. Se quiser mesmo votar, basta ao governo arregaçar as mangas. Para que serve a maioria?

 

Na Câmara, os líderes Paulo Bornhausen (DEM) e João Almeida (PSDB) acomodam na frente da trincheira uma placa: “Emenda 29”.

 

Trata-se da emenda constitucional que regulamenta o artigo 29 da Constituição, destinando mais verbas para a saúde.

 

A dupla alega que topa votar qualquer coisa, inclusive o pré-sal, desde que a saúde seja incluída na pauta.

 

E o governo, rendido à sua própria desmobilização, arrosta o desgaste de privilegiar algo longínquo –o pré-sal— em detrimento da urgente causa da saúde.

 

O deputado Michel Temer (PMDB-SP), presidente da Câmara, recebeu nesta terça, uma comitiva de prefeitos. Foram rogar pela votação da emenda da saúde.

 

Temer comprometeu-se a submeter o assunto, na próxima terça (13), ao colegiado de líderes. Se a maioria estiver a favor, o tônico à saúde vai a voto.

 

Entre o pré-sal e a saúde, há outra proposta: uma emenda que dá prazo de 180 dias ao governo para encaminhar ao Legisaltivo projeto instituindo piso salarial para PMs e bombeiros.

 

Em ano de eleição, a maioria dos deputados quer afagar os votos escondidos atrás das fardas. Mas, além do pré-sal, há quatro medidas provisórias na fila.

 

Antes de homenagear as fardas, é preciso votar as MPs. O governista Miro Teixeira (PDT-RJ), resumiu o drama.

 

Disse que, ao obstruir, a oposição serve-se do regimento. E arrematou:

 

“A responsabilidade [pela ausência de votações] é muito mais dos ausentes do que daqueles que recorrem aos instrumentos regimentais”.

 

De novo: cabe ao governo arrastar os seus “soldados” à trincheira. Do alto da presidência, Temer apelou, às 19h09: “Venham ao plenário, senhores deputados!” Segue a sessão.

 

Em 18 de julho, o Congresso mergulhará em recesso. Corre-se contra o relógio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h25

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MPE vai ao TSE contra Google e um blog ‘pró-Dilma’

O Ministério Público Eleitoral protocolou no TSE uma representação contra a Google Brasil e o blog “Os amigos do Presidente Lula”.

 

Pede que o tribunal imponha ao portal e ao responsável pelo blog, José Augusto Aguiar Duarte, multas de R$ 25 mil.

 

Requer mais: que o portal retire do ar, por 24 horas, o conteúdo do blog, vetando o acesso ao seu conteúdo.

 

Por quê? A Procuradoria-Geral Eleitoral sustenta que o blog, ancorado no Google, fez campanha a favor de Dilma Rousseff fora do prazo legal.

 

Pela lei eleitoral, a campanha na internet só foi liberada nesta terça (6). Ainda assim, sob regras estritas

 

De resto, o Ministério Público Eleitoral afirma que o blog dos “amigos do presidente” realizou também campanha negativa contra José Serra.

 

A representação foi à mesa da ministra Nancy Andrighi, a quem caberá relatar o caso no TSE.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da representação, assinada pela procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau.

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Escrito por Josias de Souza às 17h51

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Lula nega que vá tirar licença para priorizar palanque

Fábio Pozzebom/ABr

 

O retomada do cenário de empate técnico entre José ‘39%’ Serra e Dilma ‘38’ Rousseff ressuscitou um velho tema.

 

Um pedaço do PT devolveu ao noticiário o apelo para que Lula se licencie do cargo para entregar-se à campanha.

 

Da África, onde se encontra, Lula cuidou de devolver o assunto à cova:

 

"Eu só vou passar a faixa no dia 1º às 10h. Até lá, minha prioridade é governar o Brasil. Não há nada mais importante [...]...”

 

“...Minha prioridade é viajar o Brasil, visitar obra, inaugurar obra, e, na medida que for possível, fazer campanha de final de semana”.

 

Lula disse que vai aos palanques porque “adora”, não por achar necessário. Exagerou:

 

“Acho que a minha candidata está madura para fazer campanha sem precisar da presença do presidente".

 

Cabe uma constatação: Lula faz campanha por Dilma há pelo menos dois anos, ao arrepio da lei.

 

Coleciona seis multas do TSE: R$ 42,5 mil. Ainda não levou a mão ao bolso. Por ora, não pagou um mísero tostão.

 

É de perguntar: Por que diabos tiraria licença se pode pedir votos montado numa estrutura que lhe oferece luzes, casa, comida, carro e avião no hangar?

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h26

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Serra diz que rival foge; Ela o acusa de relegar social

Fábio Pozzebom e Wilson Dias/ABr

 

Agora autorizados pela lei eleitoral, José Serra e Dilma Rousseff abriram a campanha nesta terça (6).

 

Ela foi medir asfalto em Porto Alegre (RS). Enfrentou um tumulto. Ele, foi a Curitiba (PR). À distância, atacaram-se mutuamente.

 

Dilma disse que enxerga a política social como algo estratégico. E insinuou que seu rival trata o tema como mero “artefato eleitoral”.

 

Serra pespegou na adversária a pecha de fujona. "Está havendo um exagero de omissão...”

 

“...Nunca vi isso numa campanha. Parece que a Dilma não sabe por que quer ser presidente".

 

Fácil enxergar atrás de cada declaração tática dos candidatos. Dilma tenta solidificar-se como herdeira legítima do legado social de Lula.

 

Como não lhe convém espicaçar Lula, Serra se esforça para arrastar a candidata oficial para o cara a cara. Quer comparar sua biografia à dela.

 

Na região Sul, palco dos primeiros movimentos, Serra prevalece, por ora, sobre Dilma: 50% a 31%, segundo o Datafolha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h17

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Soldados de Israel dançam na rua e viram hit na web

Escrito por Josias de Souza às 13h56

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Partidos pró-Serra criticam desorganização do comitê

 

Mal superou a crise do vice, José Serra já flerta com uma nova encrenca.

 

Lideranças de partidos que integram a coligação tucana estão pela tampa.

 

Queixam-se de que a campanha começa sob o signo da desorganização.

 

Não há nem mesmo definição quanto à distribuição das peças promocionais.

 

Em conversa com o repórter, um cacique da tribo do DEM exemplificou:

 

“Se me perguntarem quando o material chegará aos Estados, não sei o que dizer...”

 

“...Como esse material de campanha será levado, por exemplo, até Rondônia?...”

 

“...Vamos produzir em São Paulo e contratar uma transportadora?...”

 

“...Vamos fazer encomendas regionais, nos próprios Estados?...”

 

“...Tudo isso já deveria estar devidamente mapeado. Se foi, não sabemos”.

 

O coordenador da campanha de Serra é o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).

 

Há duas semanas, ele avisara aos aliados sobre a constituição de um comitê.

 

Dissera que será composto pelos presidentes dos partidos da coligação.

 

Além deles, três grão-duques do tucanato: FHC, Aécio Neves e Tasso Jereissati.

 

A campanha começa. E o grupo não realizou nenhuma reunião.

 

Prevê-se para esta terça (6), uma primeira conversa. 

 

Diz-se que outro encontro deve ocorrer na semana que vem.

 

Na pauta, um relato do marqueteiro Luiz Gonzalez sobre a tática publicitária.

 

A turma nos Estados parece mais interessada em faixas e camisetas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h46

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Dilma diz ao TSE que guarda R$ 113 mil 'em espécie'

  João Wainer/Folha
A relação patrimonial levada pela presidenciável petista Dilma Rousseff aos arquivos do TSE contém uma informação curiosa.

 

No total, o patrimônio de Dilma soma R$ 1,06 milhão. Um pedaço, R$ 113,3 mil em dinheiro.

 

A candidata foi específica: “Em espécie, moeda nacional”.

 

Significa dizer que a grana –coisa de 10% do patrimônio de Dilma, mais de dez salários de um ministro —não está depositada na rede bancária.

 

Realçado em notícia veiculada pela Folha, o dado chama a atenção pelo inusitado. Estaria o dinheiro guardado sob o colchão?

 

Questionada pela reportagem do jornal, Dilma mandou a assessoria dizer que não comentaria o assunto. Pena.

 

Como essa é a primeira vez que a relação de bens de Dilma vem à luz, não há como calcular sua evolução patrimonial.

 

Quanto ao companheiro de chapa dela, o grão-pemedebê Michel Temer, é possível fazer a conta.

 

Os R$ 6,05 milhões que compõem o patrimônio atual de Temer representam um salto de 119% em relação aos bens que ele dissera possuir na eleição de 2006.

 

Por meio de assessores, Temer atribuiu a evolução a honorários advocatícios que recebeu de uma causa que assumira na década de 70.

 

O tucano José Serra –R$ 1,421 milhão em bens— teve evolução patrimonial de 35% em relação a 2006, ano em que disputou o governo de São Paulo.

 

O vice de Serra, Índio da Costa (DEM-RJ), anotou na declaração ao TSE um patrimônio de R$ 1,448 milhão.

 

A cifra é três vezes superior ao valor que Índio dissera possuir quatro anos atrás, quando fora às urnas como candidato a deputado federal.

 

Entre os bens que aparecem na nova lista e não constavam da declaração de 2006, há um ultraleve e um barco. Itens avaliados em R$ 377 mil.

 

- Serviço: Aqui, os bens de Dilma e Temer. Aqui, o patrimônio de Serra e Índio.

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Escrito por Josias de Souza às 05h03

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Atraso nas prestações de classes C e D já preocupa

 

- Folha: Custo do trem-bala é imprevisível, diz TCU

 

- Estadão: Avaliação do MEC indica piora das escolas particulares de SP

 

- JB: Aposta alta na produção

 

- Correio: PF caça 165 da máfia dos concursos

 

- Valor: Com caixa reforçado, usinas retomam os investimentos

 

- Estado de Minas: Ministério Público vai entrar no caso Bruno

 

- Jornal do Commercio: Previdência ajuda as vítimas da chuva

 

- Zero Hora: Partidos dão largada hoje à mais vigiada campanha eleitoral

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h31

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Eleitor indeciso!

Benett

Via Charges do Benett. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h43

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Indeferidos mais 7 recursos contra lei da Ficha Limpa

  Sérgio Lima/Folha
O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, mandou ao arquivo mais sete recursos de políticos que tentavam abrir frinchas na lei da Ficha Limpa.

 

Condenados em segunda instância, por colegiados de juízes, como pede a lei, todos são considerados inelegíveis.

 

Recorreram para tentar obter liminares que os autorizassem a se registrar como candidatos às eleições de 2010. Deu chabu.

 

Lewandowski não enxergou em nenhum dos pedidos “argumento jurídico plausível” que justificasse a liberação dos prontuários enodoados.

 

Infelizmente, o texto levado à web pela assessoria do TSE é incompleto. Não traz os partidos a que pertencem os barrados.

 

Tampouco menciona os cargos que pretendiam disputar em outubro. Abaixo os nomes dos inelegíveis:

 

1. Ana Maria Resende Vieira: Pesa contra ela sentença do TRE-MG. Recolheu doações de campanha acima do limite legal. Quando? O TSE não informou.

 

2. Charly Jhone Santos de Sousa: Arrosta contra si uma condenação da Justiça Eleitoral. Não há no texto do TSE detalhes sobre o delito. Não foi informado também o Estado.

 

3. José Carlos Moretes: É vereador na cidade de Colombo, no Paraná. Foi condenado por propaganda eleitoral ilegal.

 

4. Amaro Alves Saturnino: Considerou-o inelegível o TRE-MG. Por quê? O TSE não informou. Lewandowski manteve de pé a decisão.

 

5. Christianno Nogueira Araújo: Faz política em Brasília. Queria disputar uma cadeira de deputado na Câmara Legislativa do DF. Mas carrega nos ombros condenação por abuso do poder econômico.

 

6. Wellington Gonçalves de Magalhães: Trata-se de um ex-vereador. A Justiça Eleitoral passou-lhe na lâmina o mandato. O TSE não informa o Estado e a cidade.

 

7. Raimundo Nonato Cardoso: Era prefeito da cidade mineira de Viçosa. Também foi cassado pela Justiça Eleitoral. Não há na notícia do tribunal detalhes sobre o delito cometido. 

 

Por ora, a recém-nascida lei da Ficha Limpa vai prevalecendo de goleada nos tribunais superiores de Brasília. A vassoura sofreu, por ora, um par de derrotas.

 

Ambas no STF. Numa, Gilmar Mendes suspendeu os efeitos da lei em benefício do senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

 

Noutra, o ministro Dias Toffoli retirou da vala uma deputada estadual de Goiás, Izaura Lemos (PDT).

 

Depois disso, Carlos Ayres Britto, vice-presidente do Supremo, indeferiu três recursos, um deles envolvendo um par de políticos. Manteve na poça quatro "sujos".

 

Com os sete brecados agora no TSE, o placar parcial é de 11 a 2 a favor da piaçava.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h17

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Serra e vice declaram ter um patrimônio de R$ 1,4 mi

  Sérgio Lima/Folha
Foi protocolada no TSE, no final da tarde desta segunda (5), o pedido de registro da candidatura presidencial do tucano José Serra.

 

Anota as siglas que integram a coligação, batizada de “O Brasil Pode Mais”.

 

São cinco legendas: PSDB, DEM, PTB, PPS e PTdoB.

 

Traz a estimativa de gastos da campanha: R$ 180 milhões.

 

Em anexo, traz os dados patrimoniais de Serra e do vice dele, o deputado federal Índio da Costa (DEM-RJ).

 

Não há grande disparidade entre os bens de Serra e de Índio.

 

O titular da chapa levou aos arquivos da Justiça eleitoral um patrimônio de R$ 1,421 milhão.

 

O vice é ligeiramente mais rico. O patrimônio declarado de Índio soma R$ 1,448 milhão.

 

- Serviço: Aqui, a relação de bens dos candidatos.

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Escrito por Josias de Souza às 20h15

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Por palanque no DF, PSDB de Serra ‘fecha’ com Roriz

Marcello Casal/ABr/Arquivo

 

No Brasil dos últimos anos, a coerência política tornou-se coisa remota e inencontrável. Sumiu de cena.

 

Velha e rejeitada, enlouqueceu. Recolhida a um hospício desconhecido, a coerência faz tricô com as linhas da contradição.

 

Nesta segunda (5), o PSDB renovou o estoque de novelos que mantém a envelhecida senhora ocupada.

 

Depois de anunciar a conversão de Índio ‘Ficha Limpa’ da Costa em vice de José Serra, o tucanato aliou-se em Brasília a Joaquim ‘Prontuário Sujo’ Roriz.

 

Roriz (PSC) disputará o governo do DF ao lado de dois candidatos ao Senado: Maria de Lourdes Abadia (PSDB) e Alberto Fraga (DEM).

 

A trinca oferecerá palanque na Capital da República a Serra. A chapa será registrada ainda nesta segunda.

 

De antemão, o procurador eleitoral do DF, Renato Brill de Góes, avisa: vai à Justiça para impugnar a candidatura de Roriz.

 

Pretende enquadrá-lo na recém-nascida lei da Ficha Limpa, da qual o vice de Serra foi um dos relatores na Câmara.

 

Reza a lei que políticos que renunciam ao mandato para fugir à cassação ficam inelegíveis por oito anos.

 

Eleito senador em 2006, Roriz renunciou em 2007. Os advogados do candidato já preparam o recurso.

 

Alegarão que, para os casos de renúncia, a Ficha Limpa só vale para o futuro. Não seria retroativa.

 

Ao firmar com Roriz uma coligação com ares de aliança partidária com fins lucrativos, o PSDB aproxima Serra de uma encrenca que o candidato prometia conjurar.

 

Hoje rompido com o ex-tucano e ex-demo José Roberto Arruda, Roriz traz enganchado à biografia o título de mentor político do ex-presidiário.

 

Autor da cinemateca que fez do “panetonegate” o mais bem documentado escândalo político da história, Durval Barbosa também é cria de Roriz.

 

Em depoimento à Procuradoria e à PF, Durval disse que o panetone brasiliense foi ao forno sob Roriz. Arruda apenas aumentou as fornada$.

 

Como se fosse pouco, Roriz é réu em duas ações movidas pelo Ministério Público. Em ambas, é acusado de improbidade administrativa.

 

Numa, tenta-se condenar Roriz a devolver R$ 13 milhões às arcas do DF. Se condenado, ficará inelegível até 2018.

 

Noutra, o candidato já arrosta uma condenação de primeira instância. Verificou-se que voou em helicóptero custeado pelo governo quando era ex-governador.

 

Como se trata de sentença monocrática, expedida por um juiz solitário, a decisão ainda não imprimiu na ficha de Roriz uma nova nódoa.

 

A lei do Ficha Limpa exige sentenças de segunda instância, decisões de colegiadas.

 

Deve-se a costura da aliança brasiliense ao presidente do PSDB local, Márcio Machado.

 

Vem a ser ex-secretário do governo Arruda. Deixou o governo depois que se verificou que estava envolvido na coleta de panetones.

 

"Esse acordo é do interesse da candidatura do Serra, esse foi o ponto de definição para se chegar ao acordo”, disse o tucano Machado.

 

“Houve um pedido da Executiva Nacional, que quer um palanque forte para o Serra aqui no DF".

 

Como se vê, o PSDB parece decidido a converter as eleições de outubro numa loteria sem prêmio no final.

 

E a democracia, num político que saiu pelo ladrão. E o eleitor num cidadão escalado para optar entre o lamentável e o impensável.

 

Fica-se com a impressão de que os operadores de Serra, por pragmáticos, trazem os pés no chão. E as mãos também.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h47

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No RJ, irmão de Garotinho assume cargo de Rosinha

Raphael Codeiro/Divulgação

Nahin, irmão de Garotinho, discursa como prefeito na Câmara municipal de Campos

A expressão “laços de família” encontrou sua exata tradução no município de Campos dos Goytacazes (RJ).

 

O casal Anthony e Rosinha Garotinho sofreu, como se sabe, o baque de uma nova condenação, imposta pela Justiça Eleitoral.

 

Ele, declarado inelegível por oito anos, obteve no TSE a suspensão temporária da sentença.

 

Trocou a candidatura ao governo do Rio pela corrida à Câmara federal. Ela, além de ficar inelegível, perdeu o cargo de prefeita de Campos.

 

A exemplo do marido, Rosinha foi ao TSE. Mas o tribunal indeferiu o recurso dela. Mandou que deixasse a prefeitura imediatamente.

 

Nesta segunda (5), em solenidade realizada na Câmara de vereadores de Campos, foi à cadeira de prefeito o vereador Nelson Nahim.

 

Presidente da Câmara municipal, Nahim é ao PMDB, ex-partido do casal menininho. É também irmão de Antony Garotinho.

 

O cunhado de Rosinha não sabe por quanto tempo exercerá as funções de prefeito. Mas já tem clareza quanto ao que fazer:

 

"Nada mudará. Darei continuidade a todos os programas e projetos iniciados pela prefeita Rosinha Garotinho", disse Nahim.

 

Vista como inferno de muitos, a família é, no caso dos Garotinho, o próspero domínio da felicidade.

 

- Atualização feita Às 22h30: Na noite desta segunda (5), o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, indeferiu um segundo recurso ajuizado pelos advogados de Rosinha.  

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Escrito por Josias de Souza às 16h55

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Crise hipertensiva leva presidente do PT ao hospital

  José Cruz/ABr
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, desceu ao leito hospitalar nesta segunda (5).

 

Teve uma crise hipertensiva no instante em que presidia reunião na sede do PT, em Brasília.

 

Levado ao hospital, foi medicado. Um primeiro boletim informa que a pressão arterial de Dutra melhorou.

 

A despeito de encontrar-se “clinicamente estável”, Dutra foi retido no hospital, para a realização de exames.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h34

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Dilma diz ao TSE que tem patrimônio de R$ 1 milhão

  Alan Marques/Folha
Aportou no TSE, nesta segunda (5), o pedido de registro da candidatura de Dilma Rousseff (PT) e do vice dela, Michel Temer (PMDB).

 

A coligação estimou em R$ 187 milhões o custo da campanha presidencial.

 

O PT apressou-se em esclarecer que suas contas foram fechadas em R$ 157 milhões. Os outros R$ 30 milhões foram orçadeos pelo PMDB.  

 

 

Como manda a lei, Dilma e Temer forneceram também dados patrimoniais.

 

Dilma levou aos arquivos do TSE patrimônio de R$ 1,06 milhão: três apartamentos, uma casa, um lote, um carro de 1996 joias e grana no banco.

 

Temer é seis vezes mais rico que sua parceira de chapa: R$ 6,05 milhões, a maior parte em imóveis.

 

Além de Dilma, registraram-se dois presidenciáveis “nanicos”: Levy Fidelix (PRTB) e Rui Pimenta (PCO). Nada de José Serra, por ora.

 

O PV de Marina Silva protocolara a papelada de sua candidata na sexta (2), com antecedência de três dias.

 

- Serviço: Aqui, cópia da relação de bens de Dilma e Temer. Aqui, o programa de governo da coligação.

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Escrito por Josias de Souza às 14h15

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Aliados de Serra levam petista Padilha à alça de mira

  Alan Marques/Folha
A movimentação do ministro petê Alexandre Padilha, coordenador político de Lula, provoca incômodo inaudito.

 

Padilha frequenta o noticiário como um irrequieto articulador de alianças políticas pró-Dilma nos Estados.

 

A seção Painel, editada pela repórter Renata Lo Prete e veiculada na Folha, informa que a turma de Serra decidiu agir. Leia:

 

 

- Muralha 1: O consórcio demo-tucano pretende pedir providências ao Ministério Público relativas à movimentação de Alexandre Padilha (Relações Institucionais) na campanha. O ministro de Lula participa ativamente das costuras políticas da candidatura, algumas durante o horário de expediente.

- Muralha 2: Do deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA), sobre a atuação do ministro: ‘Quando um presidente vira as costas à legislação eleitoral, ele abre as portas para seus subordinados agirem como se a lei existisse apenas para ser descumprida’.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h44

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PSDB deve punir prefeitos que foram a ato pró-Dilma

  Folha
O PSDB discute nesta semana a punição de 25 prefeitos tucanos que flertam, em São Paulo, com a candidatura petista de Dilma Rousseff.

 

A traição ao presidenciável José Serra foi esboçada na quinta-feira (1º) da semana passada. Deu-se no município paulista de Campinas.

 

Em visita à cidade, a candidata de Lula participou de uma reunião com 117 prefeitos do auto-intitulado “Movimento Pluripartidário Pró Dilma Rousseff”.

 

Entre os presentes, havia 42 silvérios de Serra: 25 prefeitos do PSDB, nove do DEM e oito do PPS.

 

Presidente do PSDB federal e coordenador da campanha de Serra, o senador Sérgio Guerra disse ao blog:

 

“Essa questão será resolvida pelo PSDB de São Paulo. Cabe uma providência rígida do diretório estadual”.

 

Guerra não disse que punição será adotada. Apenas declarou que “o diretório estadual tem todas as razões para agir” contra as seções municipais.

 

O senador atribuiu a traição dos prefeitos a uma “cooptação” monetária do governo Lula.

 

Segundo ele, a dependência financeira das prefeituras em relação aos cofres de Brasília é um fenômeno “nacional”, não apenas paulista.

 

Desdenhou do assédio exercido pelo petismo: “Esse tipo de cooptação não se traduz em voto...”

 

“...Prefeito tem alguma influência na eleição para deputado. Na disputa presidencial, não tem a menor relevância. O que vale é a conquista da opinião pública”.

 

O repórter ouviu também o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do DEM. Ele ecoou Sérgio Guerra.

 

Disse que os prefeitos da oposição, “dependentes de verbas federais, estão sendo chantageados pelo governo federal”. Daí as traições.

 

Delegou ao diretório paulista do DEM adoção de eventuais providências contra os nove traidores que se achegaram a Dilma no ato da semana passada.

 

Em São Paulo, o DEM é presidido pelo prefeito Gilberto Kassab, reeleito em 2008, depois de herdar, como vice, a prefeitura de Serra, em 2006.

 

A exemplo de Guerra, Rodrigo dá de ombros para o poder de influência dos iscariotes de sua legenda.

 

Afirma que, nos pleitos majoritários, o peso dos prefeitos é diminuto. Recorda que a fonte de “chantagem” da gestão Lula se esgotou.

 

“A lei eleitoral proíbe o governo de assinar convênios com os municípios a partir de 2 de junho”, disse.

 

Em timbre de ameaça, afirmou , de resto, que “os prefeito precisam medir as implicações de seus atos”.

 

Como assim? “Se o cara persistir numa linha contrária à do partido, quando for candidato à reeleição [em 2012], sofrerá as conseqüências”.

 

Além dos quintas-colunas do bloco de Serra, havia no ato de celebração à presidenciável do PT oito prefeitos do PV de Marina Silva.

 

Mais ágil, a legenda de Marina anunciara providências já no dia seguinte. O PV de São Paulo determinou a abertura de processos disciplinares.

 

Os judas esverdeados serão levados à Comissão de Ética do partido. Confirmada a traição, devem ser expulsos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h50

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Requião troca insultos e sopapos com político do PPS

Ex-governador paranaense e candidato do PMDB ao Senado, Roberto Requião trocou insultos e sopapos com o presidente do PPS do Paraná, Rubens Bueno.

 

Deu-se neste domingo (4), no aeroporto de Campo Mourão (PR). Requião foi à cidade para participar de uma festa tradicional, o “Carneiro no Buraco”.

 

Bueno, ex-prefeito do município, aguardava no aeroporto a chegada do candidato do PSDB ao governo do Estado, Beto Richa.

 

Dono de língua solta, Requião pronunciou comentários ofensivos a Bueno ao desembarcar. Referiu-se a ele e a seus acompanhantes como "aqueles bostas".

 

Depois, Bueno se interpôs entre o ofensor e o carro que o levaria à festa do “carneiro”. Requião estendeu-lhe a mão. Bueno recusou-se a cumprimentá-lo. Seguiu-se uma troca de insultos.

 

Xinga daqui, afronta dali, Bueno investiu contra Requião. Afirma ter desferido um soco no rosto do contendor. Requião esboçou um revide. Foi, porém, contido.

 

Mais tarde, Requião pendurou no micro-blog um lote de notas sobre o rififi. Fora do alcance dos punhos de Bueno, caprichou na deselegância.

 

Escreveu: “Estendi a mão para cumprimentar o limpinho, que negou o cumprimento e tentou me arranhar como uma gata histérica...”

 

Esmiuçou: “Não foi histérica. Estava igual uma gata no cio!!! E gritava: me ajude [...], me ajude!!! Levou um peteleco e foi imobilizado”.

 

Fez troça do alegado soco que lhe teria atingido o rosto: “Se eu tiver algum arranhão da gata no cio, vou tomar vacina”.

 

Como a versão do soco ganhou rapidamente o noticiário, Requião teve o cuidado pendurar na web um vídeo: “A verdade sobre a gata no cio...”

 

Na peça (assista lá no alto), Requião proclama a sua “verdade” sobre o arranca-rabo. Disse ter afastado o “pequeno rapaz” com “facilidade”.

 

Afirmou que Bueno “levou uns petelecos do pessoal que estava em volta”. E, como que decidido a salvar a fama de valentão, emendou:

 

“Daria uma surra no pequeno menino com facilidade, mas não é isso que se espera de alguém que quer ser senador da República pelo Estado do Paraná...”

 

Bueno nega que tenha levado “petelecos”. E sustenta que, insultado, deu mesmo o soco no rosto de Requião.

 

Não são negligenciáveis as chances de uma vitória de Requião nas urnas de 2010. Triunfando, decerto fará do Senado uma Casa em cio permanente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h25

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Paes anuncia choque de ordem contra buraco de rua

 

- Folha: Escola pública está três anos atrás da particular

 

- Estadão: Verba extra não melhora escolas com mau resultado

 

- JB: Aplausos na volta ao Brasil

 

- Correio: Distritais vão trabalhar só um dia por semana

 

- Valor: Blitz da Receita fiscaliza câmbio e faz autuações

 

- Jornal do Commercio: Procura-se um técnico

 

- Zero Hora: Prisão de barão da droga no Paraguai abala tráfico no RS

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Previ$ão!

Duke

Via sítio do Duke. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h40

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Com Brasil fora da Copa, governo tenta votar pré-sal

Sérgio Lima/Folha

 

O consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula tentará concluir nesta semana votações que o governo considera prioritárias.

 

No topo das prioridades está o arremate das votações de projetos que regulam a exploração do pré-sal. Há duas matérias pendentes de análise.

 

No Senado, o projeto que cria a Petrosal, a nova estatal que vai gerir a extração de óleo e gás das novas jazidas.

 

Na Câmara, a proposta que institui o Fundo Social, que destina parte dos dividendos do pré-sal para investimentos sociais, em educação e em ciência e tecnologia.

 

Os deputados já haviam aprovado esse projeto. Mas, enviado ao Senado, foi modificado. Algo que exige da Câmara uma nova votação.

 

É nesse projeto que os parlamentares engancharam um emenda polêmica –aquela que distribui os royalties do petróleo entre Estados produtores e não produtores.

 

Principais prejudicados, Rio de Janeiro e Espírito Santo chiaram a mais não poder. É improvável, porém, que os deputados modifiquem a regra.

 

O abacaxi vai à mesa de Lula, que prometeu ao governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), o veto à partilha igualitária dos royalties.

 

Para assegurar a apreciação das duas propostas, o governo mobiliza seus exércitos. Imagina-se que a eliminação da seleção brasileira na Copa facilitará o trabalho. A ver.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h31

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Serra abre campanha no Paraná;Dilma em São Paulo

  Folha
Autorizados pela lei eleitoral, os presidenciáveis intensificam nesta semana a programação de suas campanhas.

 

José Serra e Dilma Rousseff, os candidatos que polarizam a disputa, elegeram como alvos prioritários as regiões Sul e Sudeste.

 

O tucano inaugura a fase formal de sua campanha na capital paranaense, Curitiba.

 

Vai anunciar na cidade, nesta terça (6), o seu programa de governo.

 

Serra tenta tonificar um movimento captado pela última pesquisa do Datafolha.

 

Entre maio e junho, subiu na região Sul de 38% para 50%, segundo o instituto.

 

Dilma abrirá a campanha dela por São Paulo, um Estado governado pelo tucanato há 16 anos. Fará uma caminhada pelo centro da capital paulista.

 

Inicialmente programado para quarta (7), o “desfile” de Dilma deve ser antecipado também para esta terça (7).

 

No Paraná, Serra será ciceroneado por Beto Richa, o candidato do PSDB ao governo estadual.

 

Em São Paulo, Dilma se fará acompanhar de Aloizio Mercadante, o candidato que o PT escolheu para tentar furar a hegemonia tucana.

 

No Sudeste, segundo o Datafolha, Serra prevalece sobre Dilma com dez pontos percentuais de vantagem: 43% a 33%.

 

Daí a decisão do QG de Dilma de inaugurar a campanha por São Paulo, maior colégio eleitoral do Sudeste e do país.

 

Dilma ostenta nas regiões Nordeste (47%) e Norte/Centro-Oeste (42%) suas melhores marcas.

 

Tecnicamente empatada com Serra em termos nacionais –39% a 38%- a candidata de Lula tentará ampliar seus índices nas demais regiões.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h59

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PT decide deixar o ‘panetonegate’ fora da campanha

Deve-se a escolha de Índio da Costa para vice de José Serra mais ao marketing da campanha do que à influência da família Maia, do Rio.

 

O candidato tucano decidiu recepcionar Índio da Costa em sua chapa depois de ler um relatório preparado por seu marqueteiro, Luiz Gonzalez.

 

No texto, Gonzalez realça a identificação de Índio com um tema da moda: a lei da Ficha Limpa. Algo que considerou útil à campanha.

 

O PT poderia aproveitar-se da operação que deu ao partido de Serra uma aparência de PSD(EM)B para levar aos lábios de Dilma Rousseff uma fatia de panetone.

 

Mas o petismo decidiu se abster de converter em munição eleitoral o escândalo que incinerou o DEM no Distrito Federal.

 

Em nota veiculada na seção Painel, editada na Folha pela repórter Renata Lo Prete, há uma explicação para o inusitado refresco. Eis o texto:

 

 

- Sem panetone: Apesar de Serra ter cedido a vaga de vice ao DEM, lideranças do PT afirmam que o partido não pretende explorar o episódio do mensalão de José Roberto Arruda no Distrito Federal...

 

...Motivos: os petistas temem que a ideia suscitaria o troco de ‘demos’ e tucanos, lembrando o escândalo de 2005, e implodiria o discurso de campanha ‘paz e amor’ de Dilma.

 

 

Como se vê, convertida numa gincana dos sujos contra os mal lavados, a sucessão presidencial de 2010 comporta o debate de qualquer tema. Menos a corrupção.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h48

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Noites mal-dormidas dão a Serra um ‘ar de cansaço’

Lula Marques/Folha

 

Na primeira conversa que manteve com Índio da Costa depois de tê-lo digerido como vice, José Serra disse: “Você vai ter de dormir tarde e acordar cedo”.

 

Se levar o conselho ao pé da letra, o deputado do DEM arrisca-se a compor com Serra uma chapa de zumbis.

 

Noctívago inveterado, o presidenciável tucano já não consegue disfarçar os efeitos da falta de travesseiro.

 

Na última quinta (1º), em sabatina organizada pela Confederação Nacional da Agricultura, Serra era a imagem do cansaço.

 

As lentes do repórter Lula Marques pilharam uma sequência de caras fatigadas (repare lá no ato).

 

Na madrugada deste domingo (4), Serra pendurou-se ao micro-blog pouco depois das três da matina.

 

Serviu a seus seguidores seis notas. Prestou contas do último tópico de sua sua agenda:

 

“Fui a Alagoas, neste sábado. Sobrevoei as regiões das enchentes. O governador Teotônio Villela me relatou os problemas e as providências”.

 

Rememorou uma passagem de sexta (2): “Cheguei de Londrina tarde e cansado. Tentei entrar aqui, mas meu computador se recusou a conectar...”

 

Contou que assistira ao fiasco da seleção de Dunga entre amigos. Igualou-se à média dos torcedores em espanto:

 

“Ainda quero entender como é que um time faz seu melhor primeiro tempo da Copa e, em seguida, seu pior segundo tempo”.

 

Foi ao encontro dos lençóis depois das quatro da madrugada. Despediu-se com uma promessa“Fico devendo a leitura das mensagens de vocês. Não li nada ainda, mas vou recuperar, prometo...”

 

Serra costuma jactar-se de sua má relação com o leito. Bobagem. As pessoas normais também dormem muito pouco, sobretudo depois de uma boa noite de sono.

 

O candidato talvez devesse considerar a hipótese de modificar seus hábitos.

 

A campanha nem começou e já exibe aos eleitores uma série de caras que lhe dão a solenidade de um personagem de enterro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h03

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FHC: Dilma virou uma ‘princesinha nórdica de fábula’

  Paula Sholl/Divulgação
Como faz sistematicamente a cada início de mês, Fernando Henrique Cardoso voltou à boca de cena neste primeiro domingo de julho.

 

Em artigo levado às páginas de vários jornais, o ex-presidente acusa Lula de montar uma “encenação para a eleição de outubro”.

 

Há quatro meses, FHC pespegara em Dilma Rousseff o apelido de “boneca de ventríloquo”.

 

No novo texto, o presidente de honra do PSDB realça a metamorfose a que foi submetida a candidata de Lula.

 

FHC estranha o sumiço da Dilma durona, dona de opiniões próprias: “Como numa fábula, a candidata do governo, bem penteada e rosada, quase uma princesinha nórdica..."

 

"...Dirá tudo o que se espera que diga, especialmente o que o ‘mercado’ e os parceiros internacionais querem ouvir”.

 

FHC recordou que, a despeito da submissão às conveniências da campanha, Dilma já declarou que “não é um poste. E não é mesmo, espero. Tem uma história, que não bate com o que se quer que ela diga”.

 

Lança no ar uma interrogação. Caso venha a ser eleita, Dilma “cumprirá o que disse?” De resto, FHC como que acomoda na cabeça de Lula um sombreiro.

 

Insinua que, à revelia do PT, o presidente escolheu Dilma à moda dos velhos mandachuvas do mexicano PRI: no “dedazo”.

 

O Partido Revolucionário Institucional, um das principais agremiações políticas do México, exerceu no país uma hegemonia longeva.

 

Entre 1929 e 2000, todos os presidentes mexicanos eram do PRI. “O presidente indicava sozinho o candidato a sucedê-lo”, recorda FHC.

 

O processo era “vedado ao olhar e às influências da opinião pública. No entanto, quando a escolha era revelada ao público –'el destape del tapado'–, o escolhido se via obrigado a dizer o que pensava”.

 

Para FHC, dá-se o mesmo no Brasil de Lula. A golpes de dedaço, o presidente apontou Dilma. “Só que ela não pode dizer o que pensa para não pôr em risco a eleição. Estamos diante de um personagem a ser moldado pelos marqueteiros”.

 

Evocando a biografia de Dilma, uma ex-esquerdista radical, FHC carrega na ironia: “Antigamente, no linguajar que já foi da candidata, se chamava isso de ‘alienação’.”

 

O artigo do grão-duque do tucanato chega num instante em que o presidenciável do PSDB leva ao noticiário insinuações de que sua rival foge ao debate.

 

Dilma já deixou de comparecer a duas sabatinas: uma promovida pelo portal UOL, outra organizada pela Confederação Nacional da Agricultura.

 

A hora não é de fuga, provoca FHC, mas “de cada candidato, com a alma aberta e a cara lavada, dizer ao país o que pensa”.

 

Na abertura de seu artigo, sob o título “Eleição sem maquiagem”, FHC chama a atenção para o drama econômico que eletrifica o planeta.

 

“O mundo continua se contorcendo sem encontrar caminhos seguros para superar as consequências da crise desencadeada no sistema financeiro”, escreve.

 

Acha que a cena pede “barbas de molho”. Menciona a crise na Europa, o ziguezague da economia dos EUA, a letárgica do Japão e as dúvidas que assediam a China.

 

“Não são sinais de uma retomada alentadora”, anota. Toma de empréstimo expressão recolhida de um editorial de jornal para alfinetar Lula:

 

“Enquanto isso, vive-se no Brasil oficial como se tivéssemos nos transformado em uma Noruega tropical”. Uma Noruega que se ajusta à “encenação” eleitoral da “fábula” estrelada pela “princesinha nórdica”.

 

“Assistimos ao espetáculo do crescimento, sem travas, dispensando reformas e desautorizando preocupações”, faz troça FHC.

 

Afirma que o Brasil fabuloso de Lula tornou-se “um mundo de prosperidade e o mundo, uma distante ilha em crise”.

 

Prossegue: “Baixo investimento em infraestrutura? Ora, o PAC resolve. Receio com o aumento do endividamento público e o crescente déficit previdenciário? Ora, preocupação com isso é lá na Europa. Aqui, não. Afinal, Deus é brasileiro. Só que a realidade existe...”

 

No mundo globalizado, afirma FHC, “a prosperidade de uns depende da de outros”. Acha que o Brasil não está livre de arrostar os efeitos da crise que vem de fora. Daí a defesa do debate franco, "sem maquiagem".

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do artigo de FHC, disponível no portal do diário Zero Hora.

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Escrito por Josias de Souza às 02h18

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: PF faz diariamente mais de 10 mil escutas no Rio

 

- Folha: Investimentos federais batem recorde com Lula

 

- Estadão: Grupos brasileiros retomam as aquisições no exterior

 

- JB: As armas do eleitor

 

- Correio: Celulares piratas invadem mercado

 

- Jornal do Commercio: Cidadania na lama

 

- Zero Hora: Colapso nas cadeias põe em debate o papel da Susepe

 

- Veja: Traição, orgias e horror

 

- Época: Os segredos da vida longa

 

- IstoÉ: Sexo, violência & futebol

 

- IstoÉ Dinheiro: A exposição dos super salários

 

- CartaCapital: A mão de Lula

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h31

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Polivalente!

Dalcío

Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h12

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Ibope volta a apontar empate de Serra e Dilma: 39%

  Folha
Nas pegadas do Datafolha, também o Ibope aponta o empate entre os dois presidenciáveis que polarizam a campanha presidencial.

 

Pesquisa feita por encomenda da Associação Comercial de São Paulo e divulgada neste sábado informa que ambos têm 39% das intenções de voto.

 

Na terceira posição, aparece Marina Silva, a quem o Ibope atribui 10% das intenções de voto.

 

Votos brancos e nulos somaram 6%. Outros 7% disseram que não sabem em quem votar.

 

Há 11 dias, em 23 de junho, o Ibope divulgara outra sondagem, feita a pedido da Confederação Nacional da Indústria.

 

Nessa primeira pesquisa, Dilma aparecia na liderança, cinco pontos percentuais à frente de Serra: 40% a 35%.

 

Significa dizer que, mercê da superexposição que teve na TV, Serra recuperou terreno, voltando à situação de igualdade que o unia a Dilma em maio.

 

A despeito da retomada do empate, a maioria dos eleitores ouvidos pelo Ibope (45%) diz acreditar que Dilma vencerá a eleição. Apenas 34% crêem na vitória de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h48

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Ayres Britto indefere 3 recursos contra a Ficha Limpa

  Divulgação/STF
O ministro Carlos Ayres Britto, do STF, fechou uma porteira que dois de seus colegas tinham aberto.

 

De uma sentada, Ayres Britto indeferiu três recursos levados ao Supremo por políticos alcançados pela lei da Ficha Limpa.

 

Num, o ministro manteve inelegível o deputado federal João Alberto Pizzolatti Jr. (PP-SC).

 

Empresário, Pizzolatti beliscara contrato numa prefeitura catarinense. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina considerou o negócio irregular.

 

Condenado por improbidade administrativa, o deputado pleiteava a suspensão da sentença. Algo que lhe permitiria ir às urnas de 2010.

 

Na contramão de decisões dos colegas Gilmar Mendes e Dias Toffoli, Ayres Britto disse “não”.

 

Argumentou que não está convencido de que pode, em decisão solitária, suspender os efeitos de uma sentença expedida por colegiado de juízes.

 

Serviu-se da lógica: “Se não é qualquer condenação judicial que torna um cidadão inelegível, mas unicamente aquela decretada por um 'órgão colegiado'...”

 

“...Apenas o órgão igualmente colegiado do tribunal [...] pode suspender a inelegibilidade”.

 

No mais, anotou que a condenação de Pizzolatti “está embasada em elementos que estariam a comprovar diversas e graves irregularidades [...]”.

 

Num segundo recurso, Ayres Birtto recusou-se a suspender os efeitos da lei da Ficha Limpa para outros dois políticos, ambos de Minas.

 

São eles: Athos Avelino Pereira, ex-prefeito de Montes Claros (MG), e Sued Kennedy Parrela Botelho, ex-vice-prefeito da mesma cidade.

 

A dupla traz enganchada à biografia condenação por abuso do poder político. Sentença do TRE-MG, ratificada pelo TSE.

 

Ayres Britto argumentou, também neste caso, que as decisões, por colegiadas, não podem ser revertidas por despacho monocrático, de um único magistrado.

 

No terceiro recurso, o ministro manteve enodoada a ficha de um político do Paraná, Juarez Firmino de Souza Oliveira.

 

Ele conquistara uma cadeira na Câmara Municipal de Maringá (PR) na eleição de 2008. Mas teve as contas de campanha rejeitadas pela Justiça Eleitoral.

 

Recorrera da decisão. Porém, o TRE-PR extinguira o recurso. E Ayres Britto alegou que não cabe ao STF expedir liminar suspendendo efeitos de recurso de cunho eleitoral.

 

Vice-presidente do Supremo, Ayres Britto responde interinamente pela presidência do tribunal, em recesso desde quinta-feira (1º).

 

O ministro presidiu o TSE até abril passado. É fervoroso defensor da Ficha Limpa.

 

Quis o destino que, na loteria togada em que se converteram as investidas contra a nova lei, os recursos fossem à mesa dele.

 

Alvíssaras!

 

- Serviço: Divulgadas neste sábado (3), as íntegras dos três despachos de Ayres Britto estão disponíveis aqui, aqui e aqui.

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Escrito por Josias de Souza às 20h29

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Governo duplica gasto com publicidade no semestre

Entre janeiro e junho de 2010, o governo torrou em publicidade R$ 146 milhões. Uma média de R$ 24,3 milhões por mês.

 

Nos três anos anteriores –2009, 2008 e 2007—a média mensal fora de R$ 12,3 milhões.

 

Deve-se a informação ao repórter Rubens Valente. Feita a partir de dados oficiais, a conta exclui os gastos das estatais.

 

Em notícia veiculada na Folha, Valente informa que a curva ascendente dos dispêndios publicitários suscita uma dúvida legal.

 

Reza a lei eleitoral: em ano de eleição, despesas publicitárias só são permitidas no primeiro semestre. E não podem ultrapassar a "média dos três anos anteriores".

 

Servindo-se de uma dubiedade do texto, o governo alega que a média deve levar em conta o ano, não o semestre.

 

Sustenta que, ao final de 2010, a média do ano será semelhante à dos exercícios anteriores.

 

Ouvido, o TSE informou que não encontrou em seus arquivos nenhuma decisão que balizasse o cálculo da média.

 

E não foi categórico quanto à forma correta de fazer a conta, se com os números do semestre ou do ano.

 

Ou seja, a Justiça Eleitoral só vai se debruçar sobre o tema, elucidando-o, se for provocada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h28

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Eleição apertada leva Serra a mirar eleitor de Marina

Em privado, time de Dilma já fala em vitória de 1º turno

Lula vai aos  palanques a partir da 2ª quinzena de  julho

 

Fotos: Ag.Senado e FP

 

Começa na terça-feira (6) a campanha eleitoral autorizada por lei. A partir desse dia, os partidos estarão autorizados a trombetear seus candidatos nas ruas.

 

Os carros de som transitarão das 8h às 22h. A algaravia dos comícios poderá se estender até a meia-noite. Estará liberada também a campanha na internet.

 

Vão à disputa candidatos a governador, a deputado e a senador. Mas é a corrida pela cadeira de Lula a que vai monopolizar as atenções.

 

Tomada pelas pesquisas, a campanha presidencial será a mais apertada que o Brasil já assistiu.

 

Considerando-se os dados do último Datafolha, José Serra (39%) e Dilma Rousseff (38%) largam empatados.

 

Os comitês dividem a nova fase em dois ciclos: antes e depois do início da propaganda eletrônica, em 17 de agosto.

 

Nas últimas cinco eleições presidenciais, o candidato que chegou à etapa do rádio e da TV na dianteira das pesquisas venceu a parada.

 

Significa dizer que os próximos 45 dias serão cruciais para Serra e Dilma. Qualquer erro pode ser fatal.

 

Dilma leva sobre Serra uma vantagem. A curva da candidata petista nas pesquisas é ascendente. A do tucano, estacionária.

 

Algo que leva o Quartel General do petismo a acalentar o sonho de um triunfo já no primeiro turno.

 

A partir da segunda quinzena de julho, será inoculada na campanha de Dilma uma superdosagem de Lula.

 

Em combinação com a assessoria do cabo-eleitoral, o comitê da candidata monta a agenda de comícios.

 

Dono de popularidade lunar (78%), o presidente irá aos palanques fora do expediente –à noite e nos finais de semana. Correrá o país.    

 

O Datafolha informa que, entre os eleitores que aprovam o governo, 25% ainda não sabem que Dilma é a candidata de Lula.

 

Vem daí, sobretudo, a expectativa do petismo, só confessada em privado, de uma vitória no primeiro round.

 

Para evitar o pior, os operadores de Serra incluíram nos planos de julho algo que havia sido programado para mais adiante.

 

O tucanato fará a corte ao eleitorado de Marina Silva. Segundo o Datafolha, a presidenciável do PV coleciona, por ora, 10% das intenções de voto.

 

Para não melindrar Marina, potencial aliada de segundo turno, o PSDB não admite. Mas, na prática, trama o chamado “voto útil”.

 

O discurso ambiental vai pingar dos lábios de Serra com frequência crescente. Busca-se seduzir já um naco dos cerca de 13 milhões de votos de Marina.

 

Estima-se que, num cenário de contas miúdas, o eleitor da senadora verde pode ser a folha que fará a balança pender para um dos lados.

 

De resto, Serra confia que prevalecerá sobre Dilma nos debates. Haverá cinco deles até outubro.

 

“A oposição vai quebrar a cara”, disse ao repórter Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder de Lula na Câmara. “A Dilma está afiada. E o Serra não tem discurso”.

 

Os operadores de Dilma se dizem convencidos de que ela chegará a agosto à frente de Serra. Aliás, acham que a candidata já lidera.

 

O PT descrê dos números do Datafolha. Para Vaccarezza, a pesquisa do instituto carrega uma distorção nos números da região Sul.

 

Nesse pedaço do mapa, segundo o Datafolha, Serra cresceu de 38% para 50% entre maio e junho. “Ele não tem 50% no Sul”, duvida Vaccarezza.

 

O deputado diz que, corrigida essa “distorção estatística”, o Datafolha aproxima-se do Ibope e do Vox Populi, que atribuem a Dilma 40%, contra 35% de Serra.

 

Seja como for, as últimas pesquisas refletem a imagem do retrovisor, esculpida pelos erros e acertos do período de pré-campanha.

 

Importa agora o para-brisa. Interessa saber qual dos dois candidatos será capaz de conduzir a respectiva campanha, sem derrapagens, até a cercania das urnas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h28

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: O fim (definitivo) da era Dunga

 

- Folha: Derrota encerra 2ª era Dunga

 

- Estadão: Brasil de Dunga é eliminado

 

- JB: Agente laranja acaba com o sonho do hexa

 

- Correio: Chega

 

- Jornal do Commercio: Mais quatro anos...

 

- Zero Hora: Pane na África

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h39

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Desordem, laranja e Regresso!

Cesar

Charge veiculada pelo 'Jornal da Manhã', via sítio 'A Charge Online'. Siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 00h00

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PF recolhe Arruda e o leva, ‘na marra’, a depoimento

Intimado a prestar depoimento à Procuradoria da República, em Brasília, o ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) deu de ombros.

 

Recusou-se a comparecer uma, duas vezes.

 

Nesta sexta (2), munida de ordem judicial, a Polícia Federal pôs fim à novela.

 

Recolheu Arruda em casa. E levou-o ao Ministério Público. Na marra.

 

Arruda foi inquirido sobre uma promotora do DF, Deborah Guerner.

 

Ela caiu na rede da investigação do ‘panetonegate’, o escândalo que proporcionou a Arruda dois meses de cana.

 

Dias atrás, a PF realizou uma batida realizada na casa de Deborah.

 

Os agentes desenterraram no quintal da promotora um cofre. Continha R$ 280 mil e CDs recheados de dados.

 

A apuração corre em segredo. Arruda saiu do depoimento de bico calado. Não se sabe, por ora, o que disse à Procuradoria.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h24

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Quinquilharia verde e amarela ‘encalha’ no comércio

Escrito por Josias de Souza às 20h58

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Presidente do TSE: Ficha Limpa permanece intocada

  Divulgação
De passagem por Curitiba (PR), o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, comentou as frinchas que o STF abriu na lei da Ficha Limpa.

 

Disse que, a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes em favor de Heráclito Fortes (DEM-PI), “não abre brecha” na lei.

 

"A lei permanece intocada, permanece rígida, saudável, está valendo", declarou Lewandowski.

 

Acrescentou: "Por enquanto não há questionamento sobre a constitucionalidade da lei." Erro.

 

Em verdade, há, sim, um recurso em que a lei é tachada de inconstitucional.

 

Foi protocolado no STF pelo ex-presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, o ficha suja José Carlos Gratz. O que não há, por ora, é decisão.

 

Lewandowski, ele próprio membro do STF, disse que, no caso de Heráclito, o colega Gilmar expediu uma decisão liminar (provisória) num caso concreto.

 

Como a nova lei permite o recurso, Lewandowski previu que outras petições aportarão no STF, no STJ e também no TSE.

 

Segundo ele, os recursos "serão examinados caso a caso", sem que a lei do Ficha Limpa seja comprometida.

 

Depois do pronunciamento de Lewandowski, o STF divulgaria um despacho que abriu nova brecha.

 

Por ela passou Isaura Lemos (PDT), uma deputada estadual condenada por improbidade administrativa em Goiás.

 

Num raciocínio que vale para os dois casos –o de Heráclito e o de Isaura— e também para outros que devem surgir, Lewandowski explicou:

 

Pendurados em liminares, alguns fichas sujas podem até se eleger em outubro. Porém, podem ser cassados posteriormente. “Esse risco existe”, disse.

 

Lewandowski não afirmou. Mas, na loteria togada dos recursos, também há o risco de que os fichas sujas prevaleçam.

 
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Escrito por Josias de Souza às 19h59

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Lula viaja à África e vê final da Copa sem expor o pé

  Sérgio Lima/Folha
Ao mandar o escrete de Dunga de volta para o Brasil, a seleção da Holanda prestou, por assim dizer, um serviço a Lula.

 

Dito de outro modo: o "laranjaço" livrou os pés do presidente de uma aventura arriscada.

 

Nesta sexta (2), Lula inicia sua última viagem internacional antes da eleição de outubro.

 

Até 12 de julho, percorrerá seis países da África.

 

O périplo começa em Cabo Verde, neste sábado (3).

 

Na sequência, virão Guiné Equatorial, Quênia, Tanzânia, Zâmbia e África do Sul.

 

Na última escala, além de assinar acordos com o colega sul-africano Jacob Zuma, Lula levará os calcanhares à final da Copa, em Joanesburgo.

 

Graças ao fiasco de Dunga e Cia., de pé frio Sua Excelência não poderá ser acusado.

 

Corre, porém, um segundo risco, tão ou mais constragedor quanto o primeiro.

 

A depender dos contendores, a fidelidade continental pode impor a Lula a torcida pela Argentina de Maradona. Irrrc!

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h36

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De volta à realidade!

Gilmar

Via sítio do Gilmar. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 16h10

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STF autoriza a candidatura de outra ficha ‘enodoada’

  Divulgação
Muitos se espantam com os céticos. Como é possível ser pessimista com um país que já dispõe até de uma lei que impede a candidatura de prontuários sujos?

 

Pois bem. Não há otimismo leigo que resista à erudição das decisões abalizadas do Judiciário brasileiro.

 

Veio à luz um despacho do ministro Dias Toffoli, do STF. Concede a uma “ficha suja” de Goiás o direito de requerer o registro de sua candidatura.

 

Chama-se Isaura Lemos (foto). Filiada ao PDT, é deputada estadual. Deseja obter uma cadeira em Brasília, na Câmara.

 

Tomada pela recém-nascida lei da Ficha Limpa, Isaura não reúne credenciais para pedir votos ao eleitorado goiano.

 

Foi condenada por improbidade administrativa. Constatou-se que arrastava para sua bolsa parte dos salários de assessores do gabinete.

 

Expedida pela 1ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia, a sentença foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Goiás –uma decisão colegiada, como pede a lei.

 

Debruçado sobre recurso formulado pelos advogados de Isaura, Toffoli enxergou na condenação da deputada estadual um vício. De forma, não de conteúdo.

 

Concluiu que, como parlamentar, ela não poderia ter sido condenada por um juiz de primeiro grau. Dispõe do chamado privilégio de foro.

 

No caso de Isaura, uma deputada estadual, o foro adequado não é a vara fazendária, mas o Tribunal de Justiça.

 

Emerge a pergunta: mas o tribunal não ratificou a decisão da vara? Sim, claro. Mas Toffoli crê que a sentença, viciada na origem, é passível de questionamento.

 

Sob essa alegação, o ministro suspendeu os efeitos da lei da Ficha Limpa, para permitir que a Isaura obtenha o registro de sua candidatura.

 

O despacho de Toffoli, por liminar, terá de ser confirmado pelo Supremo. Mas o registro de Isaura tornou-se jogo jogado.

 

Na véspera, o ministro Gilmar Mendes já havia aberto exceção para outro político: o senador Heráclito Fortes (DEM-PI), às voltas com uma condenação no Piauí.

 

Ao alargar o vão da porteira, Toffoli confirma o brocardo: por onde passa um boi, passa boiada. Como evitar o ceticismo?

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da decisão de Dias Toffoli.

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Escrito por Josias de Souza às 14h28

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PSDB previra que Serra chegaria a julho na liderança

Planos do tucanato para fase de pré-campanha malograram

 

  Fábio Pozzebom/ABr
O alto comando da campanha de José Serra respira uma atmosfera de pessimismo. Os planos que o tucanato esboçara para a fase de pré-campanha malograram.

 

Estimara-se que Serra inauguraria o mês de julho saboreando uma vantagem de pelo menos cinco pontos percentuais sobre Dilma Rousseff nas pesquisas.

 

A previsão não nascera do nada. O partido escorava-se em dados recolhidos da disputa presidencial de 2006.

 

Naquele ano, levado ao programa partidário em junho, o presidenciável tucano Geraldo Alckmin saltara de 22% para 29% no Datafolha.

 

Com Serra, porém, deu-se coisa diversa: tinha 37% em maio passado. E, a despeito da superdosagem de TV, oscilou para 39%, dentro da margem de erro do Datafolha.

 

O QG tucano subestimou, de resto, a capacidade de Lula de eletrificar Dilma Rousseff, agora já vista como uma “ex-poste”.

 

No Datafolha, Dilma (38%) está emparelhada com Serra. Os operadores da oposição intuíam que ela cresceria. Mas contavam com desempenho mais modesto.

 

As últimas pesquisas de dois outros institutos –Ibope e Vox Populi— acomodaram Dilma cinco pontos à frente de Serra: 40% a 35%.

 

Porém, o PSDB só dá crédito ao Datafolha. Por quê? O quadro esboçado pelo instituto condiz com o cenário das sondagens internas do partido.

 

A campanha de Serra serve-se de entrevistas telefônicas —500 por dia. Não são confiáveis como as pesquisas de campo.

 

Mas captam os humores diários do eleitorado. De resto, os dados mais frescos são combinados com os anteriores, de modo a refinar o resultado, atualizando-o.

 

Buscam-se agora explicações para o fato de o junho do Serra-2010 não ter repetido o do Alckmin-2006.

 

Em conversa com o repórter, na madrugada desta sexta (2), um dirigente tucano ensaiou uma tese.

 

Disse que Alckmin era menos conhecido nacionalmente do que Serra. Por isso, tinha mais espaço para crescer.

 

O comentário desconsidera o fato de que o adversário de Alckmin era Lula, não Dilma, até bem pouco tratada como mera coadjuvante.

 

No momento, o maior desafio da campanha de Serra passou a ser a administração das pressões políticas.

 

Tenta-se evitar que a atmosfera de inquietação que se espraia pelas lideranças dos partidos que integram a coligação invada a sala do marketing.

 

Nesse ponto, um dilema de 2006 se imiscui, de novo, na estratégia de 2010. Resume-se numa pergunta: atacar ou não atacar Lula e o governo dele.

 

A indagação resume o drama da oposição. O adversário real é Lula, não Dilma. O Serra de hoje já está mais apimentado do que o Serra de dois meses atrás.

 

Antes, chegara a dizer, numa entrevista radiofônica, que Lula estava acima do bem e do mal. Um comentário que instilou irritação no PSDB e, sobretudo, no DEM.

 

Há 20 dias, na convenção que o confirmou como candidato, Serra pronunciou um discurso que foi lido como um ajuste estratégico.

 

Comparou Lula ao monarca francês Luis ‘O Estado Sou Eu’ XIV. Disse que, no Brasil de hoje, “não há lugar para luízes assim”.

 

Desde então, Serra cuida de apontar de modo mais enfático falhas pontuais que enxerga na gestão petista.

 

A despeito disso, Serra continua aferrado ao plano original. Não abandonou a idéia de privilegiar a comparação de sua biografia à de Dilma.

 

Cercado de inquietude, Serra repete em privado que a eleição será definida na propaganda eletrônica.

 

Parece convencido de que mostrará ao eleitor que é mais qualificado do que sua rival para manter o que há de bom no governo e corrigir os erros.

 

A avaliação de Serra é corroborada pelo seu marqueteiro, o jornalista Luiz Gonzalez, o mesmo que cuidou da campanha de Alckmin em 2006.

 

Em reuniões internas, Gonzalez sustenta que ataque não ganha eleição. Não exclui a hipótese de bater. Mas trata a pancadaria como acessório, não como algo central.

 

Gonzalez ecoa Serra. Acha que a partida será decidida em meados de setembro, na bica da eleição. E se empenha para administrar a ansiedade que lhe bate à porta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h40

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Serra e Dilma continuam empatados, diz o Datafolha

Fernando Donasci e Sérgio Lima/Folha

 

A 46 dias do início da propaganda eleitoral televisiva, José Serra e Dilma Rousseff permanecem tecnicamente empatados, informa pesquisa Datafolha.

 

Serra amealha 39% das intenções de voto. Dilma, 38%. Marina Silva aparece com 10%. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

 

Em pesquisa feira nos dias 20 e 21 de maio, o Datafolha apontara empate de Serra e Dilma em 37%. Marina tinha, então, 12%.

 

O quadro de empate técnico se mantém no cenário de um eventual segundo turno: Serra, 47%; Dilma, 45%. Em maio, ele tinha 45%. Ela, 46%.

 

Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio na quarta (30) e na quinta-feira (1º).

 

Ouviram-se 2.658 eleitores em todo país. Desse total, apenas 5% responderam que tencionam votar branco ou nulo. Outros 9% ainda não sabem em quem votar.

 

Incluindo-se os presidenciáveis nanicos no páreo, o empate permanece, informa o Datafolha. Serra tem 39%. Dilma, 37%. Marina, 9%.

 

A sondagem indica que Serra deve a manutenção de seus índices nos patamares de maio à superexposição televisiva.

 

Entre o final de maio e o junho, o tucano protagonizou três programas partidários: DEM, PSDB e PTB. Dez minutos cada um.

 

Segundo o Datafolha, 50% dos pesquisados declararam ter visto alguma das peças estreladas por Serra.

 

Os efeitos da TV são mais perceptíveis na pesquisa espontânea, em que os pesquisados se manifestam sem que lhes seja exibida a lista de candidatos.

 

Em maio, Serra beliscava 14% na sondagem espontânea. Agora, tem 19%. Dilma subiu de 19% para 22%. Marina manteve-se no mesmo patamar: 3%.

 

A exemplo da pesquisa de um mês atrás, a nova rodada do Datafolha aponta para a perspectiva de crescimento de Dilma.

 

Por quê? Nas respostas espontâneas, 5% declaram que vão votar em Lula, que não será candidato.

 

Outros 4% afirmam que votarão no nome que o presidente indicar. E 1% diz que votará no “candidato do PT”.

 

Caiu a taxa de rejeição de Serra. Em maio, 27% diziam que não votariam nele de jeito nenhum. Agora, 24% o rejeitam.

 

A taxa de rejeição de Dilma se manteve em 20%. O índice de Marina também não se alterou: 14%.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h01

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Importações disparam e a balança comercial desaba

 

- Folha: Serra e Dilma mantêm empate

 

- Estadão: Gilmar Mendes concede 1ª liminar contra Ficha Limpa

 

- JB: O vice incômodo

 

- Correio: MPU abre 593 vagas e paga até R$ 6,5 mil

 

- Valor: Desaquecimento já atinge também países emergentes

 

- Estado de Minas: O dia D de Dunga

 

- Jornal do Commercio: De olhos bem abertos

 

- Zero Hora: Ensino Médio está estagnado, alerta estudo do MEC

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h30

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Neo-Zorro!

Nani

Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h54

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42 prefeitos do bloco de Serra aderem a Dilma em SP

Wilson Dias/ABr

 

Nesta quinta (1º), enquanto Serra admitia o adultério em Brasília –desde que seja “coisa discreta”— 42 prefeitos o traíam em São Paulo. Indiscretamente.

 

Deu-se num ato realizado na cidade de Campinas. Recebeu o apelido de “Movimento Pluripartidário Pró Dilma Rousseff”.

 

Presente, a rival de Serra viu reunirem-se à sua volta 117 prefeitos paulistas. Entre eles os 42 silvérios de Serra: 25 do PSDB, nove do DEM e oito do PPS.

 

O PT de Dilma e o PMDB do vice Michel Temer arrastaram para o encontro 22 prefeitos cada um –três a menos que o contingente do PSDB.

 

Serra não foi o único apunhalado do dia. Aderiram também a Dilma oito prefeitos filiados ao PV da presidenciável Marina Silva.

 

Pelas contas do tucanato, Serra não prevalecerá sobre Dilma se não abrir sobre ela uma gorda vantagem nas urnas de São Paulo. Fala-se em 4 milhões de votos.

 

De saída, convém a Serra vigiar os pseudoaliados e refinar os chistes. Ao fazer piada sobre amantes, brinca de corda em casa de enforcado, como se diz.

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Escrito por Josias de Souza às 22h23

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Vice de Marina é dez mil vezes mais rico do que ela

Wilson Dias/ABr

 

Marina Silva protocolou no TSE o pedido de registro de sua candidatura. Estimou os gastos de sua campanha em R$ 90 milhões.

 

Como exige a lei, a candidata do PV e o vice dela, Guilherme Leal, forneceram à Justiça Eleitoral os respectivos dados patrimoniais.

 

Tomados apenas pela quantidade e pelo valor dos bens, Marina e Guilherme são seres de mundos diferentes. Ele é dez mil vezes mais rico do que ela.

 

Fundador da Natura, o vice estimou o patrimônio pessoal em R$ 1,1 bilhão. A titularanotou R$ 149 mil.

 

Os bens de Marina cabem numa linha: Uma casa (R$ 60 mil), seis lotes (R$ 42,4 mil) e a conta bancária (R$ 46,7 mil).

 

As posses de Guilherme ocupam muitas folhas. Tantas que a equipe do TSE ainda não logrou digitar a coisa toda.

 

Termina na próxima segunda (5) o prazo para o registro de todas as candidaturas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h23

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Boa notícia: TSE mantém de pé cassação de Rosinha

  Folha
O ministro Marcelo Ribeiro, do TSE, indeferiu recurso de Rosinha Garotinho contra decisão da Justiça Eleitoral do Rio.

 

Prefeita da cidade de Campos de Goytacazes, Rosinha teve o mandato passado na lâmina.

 

Foi condenada por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação na eleição municipal de 2008.

 

Na mesma sentença, Rosinha e o marido dela, Antony Garotinho, foram considerados inelegíveis por três anos.

 

O TSE expediu ofício à Câmara de Vereadores de Campos. O texto determina o imediato afastamento de Rosinha.

 

O vice-prefeito, Francisco Arthur de Oliveira, também foi cassado. Portanto, vai à cadeira de Rosinha o presidente da câmara municipal.

 

Anthony Garotinho também havia recorrido ao TSE. Teve mais sorte. Em decisão liminar (provisória), o tribunal suspendeu a sentença que o tornara inelegível.

 

Assim, até que o caso seja julgado em termos definitivos, Garotinho pode requerer o registro de sua candidatura para o pleito de 2010.

 

A despeito disso, Garotinho decidiu abdicar da pretensão de concorrer ao governo do Rio. Disse que vai às urnas como candidato a deputado federal.

 

Espera-se que o TSE julgue o recurso antes da eleição, marcada para outubro.

 

Quanto a Rosinha, os advogados informaram que vão protocolar novo recurso contra o indeferimento desta quinta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h42

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Gilmar suspende efeito de ‘ficha limpa’ para Heráclito

Fábio Pozzebom/ABr

 

Em decisão divulgada nesta quinta (1º), o ministro Gilmar Mendes, do STF, suspendeu os efeitos da lei da Ficha Limpa em benefício de Heráclito Fortes.

 

Candidato à reeleição para o Senado pelo DEM do Piauí, Heráclito tem contra si uma condenação do Tribunal de Justiça do Estado.

 

Foi alvejado por uma ação popular. E o tribunal entendeu que ele praticou “conduta lesiva ao patrimônio público”.

 

Diz a sentença que Heráclito usou verbas públicas para promoção pessoal em publicidade sobre obras feitas à época em que era prefeito de Teresina (1989-1983). Coisa vedada pela Constituição.

 

Pela nova lei, Heráclito não poderia requerer o registro de sua candidatura. Com a decisão de Gilmar, foi liberado. E a Justiça Eleitoral terá de admiti-lo como candidato.

 

O texto levado pelo Supremo à web não informa o tamanho da alegada lesão ao erário municipal. Sabe-se apenas que Heráclito recorreu ao STF em 2000, já lá se vão dez anos.

 

Só em novembro do ano passado o recurso foi a julgamento, na Segunda Turma do STF. Porém...

 

Porém, o ministro Cezar Peluso, hoje presidente do tribunal, pediu vista do processo, para analisá-lo com vagar. E o veredicto foi adiado.

 

Pois bem, nesta mesma quinta, Peluso presidiu a última sessão plenária do STF neste primeiro semestre de 2010. O tribunal foi ao recesso.

 

Os ministros só voltam ao trabalho em 2 de agosto. O problema é que o prazo para o registro de candidaturas expira em 5 de julho.

 

Daí a decisão de Gilmar de suspender os efeitos da lei da Ficha Limpa para o caso de Heráclito.

 

“A urgência da pretensão cautelar parece evidente, ante a proximidade do término do prazo para o registro das candidaturas”, anotou o ministro em seu despacho.

 

Resta torcer para que o STF se digne a julgar o recurso de Heráclito antes das eleições de outubro.

 

O senador merece um pronunciamento cabal da suprema corte sobre a nódoa que a Justiça do Piauí imprimiu em sua biografia. O eleitor merece muito mais.

 

Em meio à atmosfera de azáfama provocada pela exigência de prontuários higienizados, outro candidato foi bater às portas do STF.

 

Chama-se José Carlos Gratz. Ex-presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, é um ficha suja notório. Responde a algo como 200 processos.

 

A despeito de colecionar condenações, Gratz, um deputado estadual cassado, quer porque quer comparecer às urnas de 2010.

 

Em recurso ao STF, pede, veja você, que seja declarada a inconstitucionalidade da lei da Ficha Limpa.

 

Requer também que o Supremo reveja a decisão do TSE que validou a exigência de reputação ilibada já para as eleições de 2010.

 

Invoca o princípio da presunção da inocência, segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado até o julgamento final das ações.

 

O diabo é que o caso de Gratz, por indubitável, como que revogou o benefício da dúvida.

 

Seja como for, o recurso foi à mesa da ministra Cármen Lúcia. Cedo ou tarde –espera-se que mais cedo do que tarde— chegará ao plenário do STF.

 

Da deliberação do Supremo depende o futuro da recém-sancionada lei da Ficha Limpa.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da decisão de Gilmar Mendes no caso de Heráclito Fortes. 

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Escrito por Josias de Souza às 17h57

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Serra sobre o adultério: ‘Tem que ser coisa discreta’

  Sérgio Lima/Folha
Numa sabatina na Confederação Nacional da Agricultura, José Serra revelou-se um sujeito liberal nos costumes.

 

Em essência, disse que ao homem é permitida a amante. Desde que a pulada de cerca seja bem escondidinha.

 

Serra discorria sobre seu novo vice, Índio da Costa (DEM-RJ). Relatou um telefonema que trocara com o deputado na véspera.

 

Disse que, a certa altura, Índio, como que interessado em tranquilizá-lo, contou: “Não tenho amantes”.

 

E Serra: “Também não precisa exagerar. O que tem que ser é uma coisa discreta".

 

O presidenciável tucano tinha ao seu lado uma mulher, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA. Tentou remendar o soneto:

 

“Não estou aqui pregando pular cerca no casamento, mas também não precisa exagerar".

 

Vivo, Nelson Rodrigues recordaria ao candidato o adultério é via de mão dupla.

 

“Não depende da mulher, e sim do marido”, diria o cronista. “O sujeito já nasce marido enganado. Só as mortas não traem”.

 

No mais, Nelson Rodrigues concordaria com Serra num ponto: “O marido não deve ser o último a saber. O marido não deve saber nunca”.

 

Para desassossego de Serra, a regra do sigilo não é aplicável aos matrimônios políticos.

 

Tentou ajeitar para si uma chapa consanquínea, só de tucanos. E o DEM, sentindo-se traído, impôs a troca do cacique tucano Álvaro Dias pelo seu Índio.

 

Rendido ao inevitável, Serra revela-se agora um parceiro fiel, muito fiel, fidelíssimo. Aproveitou a sabatina para defender o novo parceiro.

 

Lembrou, por exemplo, que, acomodado na vice, Índio passou a ser instantaneamente apontado como ex-genro do sem-banco Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8.

 

Corrigiu o dado. Segundo disse, Índio é apenas um ex-namorado de uma filha do ex-dono do Banco Marka.

 

"Se ele tivesse encontrado o Cacciola há dez anos, num coquetel, eles diriam: 'Companheiro de festa de Cacciola'."

 

Serra foi o único presidenciável a dar as caras na CNA. Convidadas, Dilma Rousseff e Marina Silva preferiram se abster do debate, que teve de ser convertido em sabatina.

 

Estrela solitária, o tucano aproveitou para afagar o agronegócio e pôs-se a criticar o MST.

 

"A agropecuária tem sido uma galinha dos ovos de ouro do desenvolvimento brasileiro", disse aos ouvidos do setor.

 

"Nos últimos 40 anos, [a agropecuária] conseguiu multiplicar a produtividade da terra em cerca de três vezes, ou seja, 200%”.

 

Vergastou a rival Dilma Rousseff e o governo que ela representa. Há setores, disse ele, que se dizem socialistas e querem o retrocesso no campo.

 

Os restos mortais de Karl Marx, Serra acrescentou, devem estar tremendo no túmulo.

 

Mencionou os repasses monetários do governo para o MST. Insinuou que o movimento é tocado à base de uma dicotomia:

 

Para ele, o MST prega a revolução escorado nas arcas da Viúva. “Não quero reprimir, não. Só sou contra que usem dinheiro do governo para isso, não dá."

 

Alfinetou Lula: “Ao governo não compete dar dinheiro de forma disfarçada. Não adianta por o boné numa hora e na outra hora tira o boné e esconder na gaveta".

 

A julgar pelos conceitos que exprimiu, Serra enxerga no MST uma espécie de concubina de Lula. Do tipo amante argentina, dispendiosa.

 

No papel, Lula está casado com os interesses do contribuinte brasileiro. Na prática, esbanja um pedaço do orçamento familiar no custeio dos caprichos revolucionários do MST.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h55

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No gogó, Lula e Dilma atacam grevistas; na prática.....

A palavra vã pertence a todos os governantes e candidatos. No dia em que for suprimida de suas frases, muitos se tornarão mudos perenes.

 

Tomem-se os casos de Lula e Dilma Rousseff. A campanha como que os intima a dizer meia dúzia de palavras sobre qualquer coisa.

 

Num tema –as greves de servidores públicos—, o cabo-eleitoral e a candidata roçam o óbvio: Cruzou os braços? Que assuma os riscos. Nada de salário!

 

Evocando os seus tempos de sindicalista do ABC, Lula costuma dizer que paralisação com contracheque não é greve, mas férias.

 

Nesta quinta (1º), em entrevista radiofônica, Dilma foi instada a comentar uma greve de peritos médicos do INSS lotados e Campinas (SP).

 

Ela ecoou o mentor: "Temos que ver com muito cuidado essa questão de greve em serviços médicos..."

 

“...O presidente Lula sempre disse que [quando ele fazia greve] perdia o dia. Ele não fazia greve e ganhava o dia...”

 

“...Então, o que tem que ser visto é [...] se, de fato, a pessoa que está fazendo greve está perdendo o dia. Porque senão fazer greve fica complicado”.

 

Beleza. Resta uma pergunta: Se é assim, por que diabos o presidente não puxou o telefone e ordenou aos ministros correspondentes, desde 2003: Corta o ponto!

 

As evidências acomodam o lero-lero de Lula e Dilma no rol das palavras vãs. Melhor fariam se ficassem mudos. Mas, sabe como é, estão em campanha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h31

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Serra converte escolha de vice em ‘autofagia pública’

  Edvard Munch/O Grito
O político profissional não tem medo do escuro. Receia mesmo é a claridade. José Serra subverteu a ordem.

 

Envolto em atmosfera de volúpia e traição, o presidenciável tucano converteu a escolha de seu vice num striptease autofágico.

 

A plateia descobriu no imenso telhado de vidro da coligação pró-Serra um inusitado posto de observação.

 

Até a semana passada, a situação era a seguinte: metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha um vice e o aliado achava que ele estava mentindo.

 

A outra metade do DEM estava nervosa porque Serra dizia que não tinha escolhido o vice e imaginava-se que ele não tinha mesmo um nome.

 

E Serra estava nervoso porque não sabia se dizia que tinha o vice que ainda não escolhera ou se escolhia o vice e não dizia. E vice-versa.

 

Súbito, o nome do tucano Álvaro Dias veio à luz do modo mais inusitado: uma nota no microblog do presidente do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ).

 

O DEM, aliado de todas as horas, tornou-se, por assim dizer, um corno cibernético. Com a alcova sob holofotes, Serra portou-se com inocência inaudita.

 

Imaginou que o DEM aceitaria o papel de mulher traída que evita um rompimento em nome da integridade da família.

 

Esqueceu-se de que lidava com uma sigla que assumiu o poder logo após as caravelas de Pedro Álvares Cabral aportarem em Porto Seguro.

 

Lançado à oposição por Lula, o DEM (ex-Arena, ex-Frente Liberal e ex-PFL) perdeu prestígio e votos. Mas manteve relativa unidade.

 

Comparado ao PSDB, uma agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, o DEM é um partido razoavelmente coerente.

 

Suas posições costumam ser conhecidas antes que os filiados levantem o braço numa convenção como a que se realizou ontem, em Brasília.

 

O DEM avisara há dois meses: sem Aécio Neves, o vice de Serra deveria ser preferencialmente de seus quadros.

 

Dono de estilo "indiocentrista", Serra imaginou-se capaz de trafegar pela selva de sua coligação com distanciamento de antropólogo.

 

No Big Brother do tucanato, os morubixabas do DEM levaram Serra não ao paredão, mas ao caldeirão. Obrigaram-no a regurgitar Álvaro Dias e atravessaram-lhe Indio da Costa na traqueia.

 

De erro em erro, Serra virou uma espécie de bispo Sardinha da era da internet. Em autofagia pública, foi mastigado pelos caetés do DEM à luz do twitter.

 

- Em tempo: O texto acima, do signatário do blog, foi veiculado na Folha desta quinta (1º).

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Escrito por Josias de Souza às 14h20

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Na contramão de Serra, vereadora tucana critica vice

Lula Marques/Folha

 

A vereadora Andrea Gouvêa Vieira, do PSDB do Rio de Janeiro, navega na web na contramaré do presidenciável de seu partido, José Serra.

 

Na madrugada desta quinta (1º), Serra levou ao micro-blog um lote de mensagens alusivas à escolha do novo vice de sua chapa, Índio da Costa (DEM-RJ).

 

Serra recomendou aos seus “seguidores” que passem a acompanhar também o twitter de Índio:

 

“Minha 1ª indicação”, realçou. “Meu vice, relator do projeto Ficha Limpa, batalhou com bravura por sua aprovação”.

 

Conduziu os internautas a uma entrevista que Índio concedera a Jô Soares. Aconselhou a leitura de um artigo de seu vice: "Sei que vão gostar". O teor? Nos dois casos, a Ficha Limpa.

 

Pois bem, horas antes, a vereadora Andrea pendurara no sítio que mantém na internet um texto datado desta quarta (30). O conteúdo é aziago.

 

A peça relembra uma passagem da época em que Índio foi secretário de Administração (2001-2006) do ex-prefeito carioca Cesar Maia (DEM).

 

Em 2005, Índio foi alvejado por uma investigação da Câmara de Vereadores –a “CPI da Merenda”. Andrea atuou como relatora da comissão.

 

No relatório final, a vereadora tucana anotara que uma única empresa, a Milano, beliscara 99% do fornecimento da merenda ao município. Coisa de R$ 75 milhões.

 

Concluíra que a Milano orçara preços diferentes para alimentos iguais. E entregara carne bovina e de frango em condições impróprias.

 

A CPI recomendara ao então secretário Índio o cancelamento da licitação. Foi desatendida.

 

“Houve omissão, negligência e despreparo na fiscalização do contrato assinado com a Milano”, sustenta a vereadora tucana.

 

Aprovado pela CPI, o relatório de Andrea foi ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público Federal, à Polícia Fazendária e ao Tribunal de Contas do Município.

 

Não há notícia de que as providências tenham resultado em condenação do ex-secretário, que sempre negou a ocorrência de malfeitos.

 

A despeito disso, a vereadora do PSDB parece convencida de que a ficha do vice do presidenciável de seu partido não é lá tão isenta de nódoas.

 

Serra talvez devesse chamar Andrea para uma conversa. Poderia abrir o diálogo com uma pergunta: Com partidários como você, quem precisa de adversários?

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do relatório da "CPI da Merenda", de 11 de dezembro de 2006. Está disponível no sítio da vereadora Andrea. Aqui, documentos levados ao blog de Índio da Costa, atestando o arquivamento do inquérito pela Procuradoria de Justiça do Rio, por ausência de "ilegalidade".

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h17

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‘Não tenho a menor ideia de nada’, afirma vice Índio

  Lula Marques/Folha
O deputado Índio da Costa (DEM-RJ), 39, última novidade da cena política, ainda não sabe o papel que vai desempenhar na sucessão presidencial.

 

Ungido na madrugada de quarta (30), o novo vice de José Serra falou à repórter Andreza Matais pouco depois de ter sido aclamado, à tarde, na convenção do DEM.

 

A entrevista foi às páginas da Folha. Perguntou-se a Índio se acha que a campanha deve adensar as críticas à gestão de Lula.

 

E ele, disciplinado: “Vou me assessorar com a equipe do Serra e com o próprio Serra, que tem uma quantidade enorme de pesquisas e informações que eu não tenho”.

 

Mais adiante: “[...] O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir...”

 

“...Mas é muito cedo para tudo, faz três horas que eu fui indicado, não tenho a menor ideia de nada”. Abaixo, a entrevista:

 

 

- De que forma o senhor acha que pode contribuir para a campanha? Vou conversar com o Serra ainda sobre isso, mas acredito que trazendo a juventude, mobilizando pessoas por meio das redes sociais, contribuindo com algumas ideias, mobilizando políticos. Eu pretendo fazer o que for necessário para ele ganhar a eleição, inclusive percorrer o país.

- Pesquisas recentes mostram vantagem da candidata Dilma Rousseff (PT). Acha que é possível virar o jogo? Não tenho dúvidas. O clima de já ganhou atrapalha. Temos que trabalhar muito, mostrar para o país que o projeto do Serra é muito melhor que o da Dilma.

- Acha que a campanha tem que ter uma linha mais crítica ao governo Lula? Vou me assessorar com a equipe do Serra e com o próprio Serra, que tem uma quantidade enorme de pesquisas e informações que eu não tenho. Tenho uma experiência de funcionamento do serviço público, e isso é uma questão que serve para qualquer área, é gerencial. O que vou fazer é entender quais são os problemas e de que maneira eu posso contribuir. Mas é muito cedo para tudo, faz três horas que eu fui indicado, não tenho a menor ideia de nada.

- Por que o sr. acha que seu nome foi escolhido? Sou uma pessoa jovem, pela importância na aprovação do Ficha Limpa como relator, não tenho nenhum problema, tenho ficha limpa, e estou cheio de vontade de ajudar. Fazer com que o Brasil deixe esse modelo Lula e parta para um diferente.

- O projeto Ficha Limpa foi abrandado pelo Congresso. Infelizmente a base do governo Lula era contra o projeto e tentou atrapalhar de todas as formas. O texto foi um grande avanço para o Brasil, foi o possível.

- Sabe qual é a principal proposta de Serra? O Serra tem várias propostas fundamentais para essa campanha, uma que eu acho importante é a questão de aproximar o político do eleitor e isso o Ficha Limpa fez muito bem e a gente pretende agora avançar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h56

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Pressão eleitoral faz governo liberar FGTS na Petrobras

 

- Folha: Serra cede ao DEM e muda vice

 

- Estadão: Serra cede ao DEM e aceita vice ligado a Cesar Maia

 

- JB: Índio será vice de Serra

 

- Correio: STF rejeita intervenção por ampla maioria: 7x1

 

- Valor: Veto português traz ameaça à Vivo

 

- Estado de Minas: FGTS vai ser aceito em nova oferta de ações da Petrobras

 

- Jornal do Commercio: Doenças ameaçam vítimas de enchentes

 

- Zero Hora: Crédito e safra recordes projetam crescimento do agronegócio gaúcho

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h13

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Luluzela!

Ique

Via JB. Visite também o Blique. E, se quiser, siga o blog no twitter

Escrito por Josias de Souza às 01h35

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Articulação de Lula minou chapa idealizada por Serra

Lula Marques/Folha

Sob desatenção de Guerra e Maia, nas pontas, Serra 'celebra' Índio, 'seu' vice 

 

Em articulação subterrânea, Lula imprimiu suas digitais na crise que levou à desmontagem da chapa puro-sangue do PSDB.

 

O presidente telefonou na terça-feira (29) para o senador Osmar Dias (PDT-PR). Fez um apelo para que ele retomasse o projeto de disputar o governo do Paraná.

 

Osmar é irmão de Álvaro Dias (PSDB-PR), o senador que o presidenciável tucano José Serra escolhera para seu vice.

 

Antes do telefonema de Lula, Osmar rumava para a disputa ao Senado. Concorreria à reeleição na chapa de Beto Richa, candidato tucano ao governo paranaense.

 

Lula cuidou de recordar a Osmar que, há mais de um ano, empenha-se para fazer dele seu candidato no Paraná, com o apoio do PT e do PMDB.

 

A ligação de Lula deixou Osmar balançado. Acionado pelo Planalto, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT foi ao senador.

 

Ao final da conversa com Lupi, Osmar já era, de novo, candidato a governador, não mais a senador. A notícia ganhou a velocidade de um raio.

 

Foi alardeada, via micro-blog, pelo ministro Alexandre Padilha, coordenador político de Lula. Ganhou as manchetes no Paraná. E se espalhou pela web.

 

Logo chegaria à casa do senador ‘demo’ Heráclito Fortes (PI), onde o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), reunia-se com congressistas da legenda.

 

Interlocutor habitual de Osmar Dias, Rodrigo alertara ao senador que o DEM não engoliria a seco a acomodação de Álvaro Dias na vice de Serra.

 

O próprio Álvaro relatara ao irmão, na noite de terça, que a barricada erguida pelo DEM fizera sua indicação subir no telhado.

 

Osmar, que a meses protagonizava um vaivém entre Serra e Dilma, sentiu-se como que liberado para se render aos apelos de Lula.

 

Com seu gesto, ofereceu ao DEM o derradeiro argumento para encostar Serra contra a parede.        

 

Virara pó a principal alegação de Serra –a de que a opção por Álvaro atrairia Osmar e dinamitaria o palanque paranaense de Dilma.

 

Lula foi dormir, na noite de terça, celebrando dois feitos: ressuscitara a candidatura governamental de Osmar e ajudara a envenenar as relações de Serra com o DEM.

 

Noctívago contumaz, Serra ganhou uma razão adicional para manter-se acordado na madrugada de quarta (30).

 

Surpreendido pelo recuo de Osmar, o candidato tucano convenceu-se, a contragosto, de que a meia-volta tornara-se inevitável.

 

Já decidido a lançar Álvaro Dias ao mar, Serra ensaiou um recuo parcial. Cogitou substituí-lo por uma opção tucana: o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR).

 

Parecia dar de ombros para um relato que ouvira de Fernando Henrique Cardoso, que passara a tarde recolhendo, a portas fechadas, as queixas da cúpula 'demo'.

 

Estava em jogo a aliança com o DEM e, sobretudo, os três minutos de propaganda televisiva que a legenda agrega à campanha tucana.

 

Convocado, Rodrigo Maia, o presidente do DEM, voou de Brasília para São Paulo ainda de madrugada.

 

Convidado, o grão-tucano Aécio Neves, que mantém com Rodrigo relações para lá de amistosas, tomou o avião em Belo Horizonte.

 

Antes da chegada da dupla, Serra ouviu de Jorge Bornhausen, presidente de honra do DEM, um nome que não lhe passara pela cabeça: Índio da Costa (DEM-RJ).

 

Rodrigo e Aécio reuniram-se com Serra e com o prefeito 'demo' de São Paulo, Gilberto Kassab, principal elo do candidato tucano com o DEM.

 

Rodrigo trazia de Brasília três nomes: o do deputado José Carlos Aleluia, que anunciara horas antes a decisão de concorrer ao Senado pelo DEM da Bahia...

 

...o do deputado Carlos Melles (DEM-MG), suplente de senador na chapa de Aécio; e o de Valéria Pires Franco, estrela do DEM do Pará.

 

Serra já estava, porém, fixado em Índio da Costa, o nome que Bornhausen lhe sugerira. Encantara-se com o fato de o deputado ter relatado o projeto da Ficha Limpa.

 

Aécio achou bom. Rodrigo não tinha razões para se opor. Índio ingressara na política pelas mãos de seu pai, o ex-prefeito carioca Cesar Maia.

 

No final da tarde de quarta, ao sair de um encontro com formandos de medicina bancados pelo Prouni, Lula foi instado a comentar a escolha do novo vice de Serra.

 

Ao ouvir dos repórteres o nome de Índio da Costa, que o DEM acabara de aclamar em convenção, o presidente indagou, com ar de pouco caso: “De onde ele é?”

 

Informado de que o deputado fora eleito pelo Rio, Lula saiu sem dizer palavra sobre o vice que ajudou a acomodar na chapa de Serra, o rival de sua pupila.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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