Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Lula dá meia-volta e diz que intercererá por iraniana

Roberto Stuckert Filho/Divulgação

 

Três dias depois de dizer que nada faria no caso da mulher condenada à morte no Irã por adultério, Lula deu meia-volta.

 

Num comício realizado em Curitiba, o presidente informou que vai tocar o telefone para o companheiro Mahmoud Ahmadinejad.

 

Pedirá ao colega iraniano que envie para o Brasil a iraniana Sakineh Ashtiani. Acusada de adultério, ele espera pelo cumprimento de uma sentença de morte.

 

Mãe de dois filhos, Sakineh, 42, foi condenada a levar 99 chibatadas e a fenecer em público, por apedrejamento. Os açoites já foram desferidos. As pedradas, ainda não.

 

Em defesa da suspensão da pena, corre a web, há cerca de um mês, um abaixo assinado. Ganhou 114 mil adesões.

 

A lista inclui apelidos, nomes indecifráveis e jamegões ilustres. Entre eles, os de três brasileiros: Fernando Henrique Cardoso, Chico Buarque e Caetano Veloso.

 

No Brasil, deflagrou-se na internet a campanha “Liga, Lula”. Uma forma de pressionar o presidente a fazer pela iraniana o que não fizera pelos presos políticos de Cuba.

 

Na última quarta (28), instado a comentar o caso, Lula lavara as mãos.

 

Dissera que, se um país desobedece suas leis para atender a pedidos de outros líderes, ocorre uma “avacalhação".

 

"Um presidente da República não pode ficar na internet atendendo todo o pedido que alguém pede de outro país”, acrescentara Lula.

 

“É preciso tomar muito cuidado porque as pessoas têm leis, as pessoas têm regras”.

 

Em 72 horas, mergulhada na cena eleitoral, a alma de Lula suavizou-se. Ele agora diz que vai, sim, dirigir um apelo a Ahmadinejad.

 

Ao lado de Dilma Rousseff, Lula disse que também a candidata ligará para o presidente do Irã.

 

AP
Depois, em entrevista, Dilma a condenação imposta à iraniana (foto ao lado) "fere" pessoas como ela, que tem "sensibilidade, humanidade".

 

Nem só de humanidade foi feito o comício. Erigidido na Boca Maldita, tradicional ponto de encontro do centro de Curitiba, o palanque serviu de palco para açoites à oposição.

 

Lula recordou que a oposição derrubou a CPMF no Senado. Só “por mesquinharia”. Disse que pedirá “a Deus” que providencie para Dilma um Senado melhor.

 

Na sua vez de discursar, Dilma classificou de "patética" a tática dos antagonistas José Serra e Índio da Costa de vincular o PT às Farc.

 

"Quem usa a estratégia do medo, ou está muito desesperado, ou não percebe em que país vive", disse a candidata.

 

Segundo ela, Serra já havia recorrido à tática do “medo” em 2002, ano em que foi às urnas contra Lula.

 

Dilma não mencionou o nome de Regina Duarte, mas parecia evocar o depoimento da atriz, levado ao ar na propaganda televisiva do Serra-2002.

 

“Naquela época, a esperança venceu o medo [...]. Agora, vamos vencer o medo não só com a esperança, mas com as realizações do presidente Lula”.

 

Lula pediu votos para Dilma: “Essa é uma mulher para quem eu daria um talão de cheque assinado em branco”.

 

Defendeu também a opção pelos candidatos associados à caravana de Dilma no Paraná:

 

Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT), para o Senado; e Osmar Dias (PDT, para o governo do Estado.

 

Ao discursar, Osmar Dias, irmão do tucano Álvaro Dias, recobriu Lula de elogios. O presidente foi às lágrimas. Uma cena que vai se tornando habitual na campanha.

 

E Osmar: “Esse presidente é um chorão mesmo!” Nos planos do PT, a emoção da despedida de Lula é peça estratégica da campanha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h03

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TSE multa José Serra pela quinta vez: mais R$ 5 mil

  Folha
Na geografia eleitoral de 2010, a Esbórnia se localiza no TSE. É de fácil localização. Fica no entroncamento da lei complacente com a Justiça condescendente.

 

Neste sábado (31), o ministro Henrique Neves, do TSE, expediu mais um par de multas: para José Serra, R$ 5 mil. Para o PSDB-SP, R$ 7,5 mil.

 

A acusação é a mesma de sempre: propaganda televisiva ilegal. As peças irregulares foram ao ar nos dias 24, 26 e 31 de março.

 

Era publicidade do partido. Virou vitrine do candidato. A nova multa é a quinta imposta a Serra. A conta soma agora R$ 30 mil.

 

Pelos padrões monetários da Esbórnia, é dinheiro de troco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h22

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Rio começa obra de metrô com trajetos não definidos

 

- Folha: Célula-tronco de embrião será testada em humano

 

- Estadão: Um ano depois, Sarney barra inquérito dos atos secretos

 

- JB: EUA: PIB dá novo susto

 

- Correio: Maquiagem na farra de gastos da Câmara

 

- Jornal do Commercio: Crédito fica só na promessa

 

- Zero Hora: Reféns de uma ponte

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h06

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Lulefante em loja de louças!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 01h08

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Lula: ‘forças ocultas’ impediram a reforma tributária

  Folha
Pelo segundo dia consecutivo, Lula foi à campanha ao lado da pupila Dilma Rousseff. O cabo eleitoral e a candidata se encontram em Curitiba.

 

Foram recepcionados na sede da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná). A entidade realiza um ciclo de debates com os presidenciáveis.

 

No caso de Dilma, a visita ganhou Lula como adorno. Um adereço que teve acesso ao microfone.

 

Lula discursou para uma platéia de 400 pessoas, entre empresários e políticos. Discorreu sobre um tema caro aos anfitriões: a reforma tributária.

 

Uma reforma que, a cinco meses do término do governo, não conseguiu aprovar no Congresso. Atribuiu o fracasso à ação de “forças ocultas”.

 

"Tem um inimigo oculto dentro do Congresso. Aquele que tirou Jânio Quadros do poder. São forças que declaram querer fazer a reforma tributária, mas não fazem".

 

Na véspera, num comício realizado em Porto alegre, Lula já havia se referido à oposição em termos pejorativos:

 

"A direita tenta dar golpe a cada 24 horas nesse país [...]. Foram oito anos de provocações, de ataques e de infâmias", ele dissera.

 

Também na capital gaúcha, o presidente fizera referência a outra reforma, a política, como se já visse o pretérito passando.

 

Dissera que, fora da presidência, vai se empenhar pela reformulação das leis que regem a política como “um leão”.

 

Embora responsabilize a oposição pelos malogros, Lula teve, nos dois mandatos, ampla maioria congressual.

 

Um indício de que alguns dos integrantes das “forças ocultas”, reuniam-se com o presidente no Palácio, tomavam café com ele.

 

Dilma também discursou na federação paranaense de indústrias. Centrou o pronunciamento nos “feitos” econômicos da gestão que promete continuar:

 

“O governo Lula mudou o patamar das possibilidades do Brasil, implementando um outro patamar de crescimento, baseado no mercado interno, sem desprezar a capacidade de exportação”.

 

Neste sábado (31), Lula e Dilma escalarão, de novo, o palanque. Farão, ainda em Curitiba, o primeiro comício oficial da campanha no Paraná.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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Em MG, Serra recebe apoio de Itamar e faz comício

  Divulgação
Em sua segunda viagem a Minas Gerais no intervalo de 48 horas, José Serra produziu duas imagens para sua campanha. Uma em ambiente fechado. Outra sob a Lua.

 

No apartamento de Aécio Neves, Serra recebeu o “apoio” do ex-presidente Itamar Franco (PPS), que nunca morreu de amores por ele.

 

Ao lado de Aécio, Itamar integra, como candidato ao Senado, a chapa tucana em Minas, encabeçada por Antonio Anastásia, postulante ao governo.

 

Como presidente, Itamar recusara-se a acomodar Serra no Ministério da Fazenda. Hoje, justificou o apoio à candidatura presidencial dele com um argumento político:

 

"Aqui em Minas, a gente aprende o seguinte: acima de tudo a ética, a lealdade e o comportamento que se deve ter quando se juntam em uma coligação, como agora...”

 

“...Eu estou nessa coligação. Cabe a mim apoiá-la".

 

Serra enxergou no gesto uma "enorme importância política, eleitoral e moral". Há dois dias, já havia enaltecido a biografia limpa de Itamar.

 

Horas depois, Serra escalou um palanque na cidade de Betim, assentada na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

Foi ao microfone do lado de Aécio e Anastasia. Havia, porém, outro personagem em cena: Pedro Ivo Ferreira Caminhas, o Pinduca.

 

Filiado ao PP, Pinduca é deputado estadual. Candidato em 2010, recebeu a honraria de uma menção de Serra:

 

"Não posso aqui deixar de mencionar o Pinduca, que está aqui nessa dobrada e ganha fácil, se Deus quiser. Mas não só ganhar, levar voto para a gente também".

 

Para um presidenciável à procura de votos, seria uma declaração aceitável. Porém, Pinduca acaba de ser alcançado pela Lei da Ficha Limpa.

 

Em decisão da véspera, o TRE-MG brecara a candidatura de Pinduca. A ficha do candidato carece de higienização.

 

Foi condenado, em julho de 2009, por “abuso do poder econômico”. Para seduzir eleitores de Betim, oferecera transporte em abulância e organzara festas.

 

A menos que a decisão da Justiça Eleitoral seja revertida, Pinduca não será eleito. Nem “se Deus quiser”.

 

Depois de tisnar a referência à “moral” de Itamar com o elogio ao “ficha suja” Pinduca, Serra lançou no comício um desafio à rival Dilma Rouseff.

 

Quer debater com ela uma proposta do governo Lula, encampada pela campanha petista: o trem de alta velocidade ligando o Rio a São Paulo.

 

Estima-se que, para por o trem-bala nos trilhos, o governo terá de gastar R$ 35 bilhões. Serra diz que a coisa não sairá por menos de R$ 50 bilhões.

 

"Eu gostaria de debater com a candidata do governo, com a candidata do PT. Não é melhor fazer 400, 500 quilômetros de metrô em todo o Brasil para a população trabalhadora?"

 

Serra terá a oportunidade de dirigir a pergunta a Dilma na próxima quinta (5), dia em que vai ao ar, na TV Bandeirantes, o primeiro debate presidencial de 2010.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h44

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Ibope: Dilma abre 5 pontos sobre serra: 39% X 34%

  Folha
Dilma Rousseff ultrapassou José Serra, informa o Ibope em sua última pesquisa. A petista obteve 39%. O tucano, 34%. Marina Silva amealhou 7%.

 

A diferença entre Dilma e Serra, de cinco pontos percentuais, está acima da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos.

 

No seu pior cenário, Dilma teria, no piso da margem de erro, 37%. No seu melhor cenário, Serra teria, no teto da margem de erro, 36%.

 

Exceto pelos dois e por Marina, nenhum outro candidato à Presidência pontuou na pesquisa Ibope. Os votos brancos e nulos somaram 7%. Os indecisos, 12%.

 

O Ibope perscrutou também o resultado de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, Dilma prevaleceria sobre Serra: 46% a 40%.

 

Feita por encomenda do Estadão e da TV Globo, a pesquisa registra uma evolução em relação à sondagem anterior do Ibope, divulgada em 30 de junho.

 

Naquela ocasião, segundo o Ibope, Dilma e Serra estavam empatados em 36%. Marina tinha 8% das intenções de voto.

 

Nessa nova rodada, o Ibope ouviu 2.506 eleitores em 174 municípios. As entrevistas foram feitas entre segunda (26) e quinta-feira (29).

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h17

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TSE culpa Congresso por valor mixuruca das multas

  Divulgação
Uma das graças do momento são as multas do TSE. Vão à crônica da eleição como evidências de que nunca os candidatos se portaram tão mal tão bem.

 

No placar do TSE, Dilma Rousseff e Lula são hexa. Para ela, R$ 33 mil em multas. Para ele, 42,5 mi. José Serra é, por ora, tetra –R$ 25 mil.

 

O valor das multas tornou o crime da propaganda ilegal compensatório. Nesta sexta (30), o presidente do TSE, Ricardo Lewandowski tirou o corpo do tribunal fora:

 

“Aplicamos rigorosamente as multas que estejam previstas na lei eleitoral. Não cabe nos pronunciarmos sobre a eficácia das multas, se poderia ser maior ou menor. Foi o Congresso que fixou os valores”.

 

Meia-verdade. De fato, na mini-reforma eleitoral votada no ano passado, os congressistas abrandaram as multas.

 

Previsível. No Legislativo, como se sabe, não há tolos. Ali, o mais bobinho troca as meias sem tirar os sapatos.

 

Mas o TSE não está isento de culpa. A lei prevê multas que vão de R$ 5 mil a R$ 25 mil. E os ministros do tribunal preferiram as cifras mixurucas, a despeito da reincidência.

 

Tomada pelas pesquisas, a maior beneficiária foi Dilma Rousseff. Até o início do ano, a candidata de Lula patinava nos arredores da marca de 28%.

 

Levada ao ar na propaganda do PT em fevereiro, Dilma ultrapassou a barreira dos 30%. Exposta no progama partidário de maio, empatou com Serra.

 

O tucanato cometeu um erro primário. Marcou o seu programa televisivo para junho, em plena Copa do Mundo. A platéia queria saber do escrete, não de eleição.

 

Ainda assim, é possível que a exposição de Serra na TV tenha rendido a ele a manutenção do índice de pesquisa.

 

Ou seja, o crime compensou para ambos. Lewandowski disse que o TSE modificou sua jurisprudência, tornando-se mais rigoroso. Daí o volume de multas.

 

Rigor assim é tudo o que os candidatos desejam.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Onde está Serra? Em MG, ele está bem escondidinho

Se você é mineiro, tem uma queda pelo tucanato, e quer ajudar na campanha de José Serra, um conselho: evite os comitês do PSDB.

 

O repórter Rodrigo Vizeu, visitou quatro comitês tucanos em Belo Horizonte. Simulando interesse, pediu cartazes, adesivos e santinhos

 

Em três, recebeu peças sem a foto de Serra. Imagens, só as de Antonio Anastasia, candidato ao governo, e as de Aécio Neves e Itamar Franco, postulantes ao Senado.

 

No quarto comitê, submetido a quadro semelhante, o repórter foi específico. Pediu peças com Serra.  Só então obteve adesivos com o rosto do presidenciável.

 

Noves fora esse adesivo, o repórter recolheu nos comitês dez tipos de peças de campanha que o PSDB mandou confeccionar em Minas.

 

Serra aparece apenas em cinco. Nada de foto. Só o nomezinho, bem pequenininho, na lateralzinha.

 

A peça da campanha tucana mais encotradiça nas ruas de Belo Horizonte é um adesivo com as faces de Anastasia, Aécio e Itamar. Nem sinal de Serra.

 

Normal? A julgar pelo que se passa no comitê de Hélio Costa (PMDB), nem tanto. Ali, o repórter recolheu seis modelos de impressos de campanha.

 

Dilma Rousseff é mencionada em todos eles. Em quatro, a rival de Serra aparece na foto, ao lado de seus aliados mineiros.

 

Parecem detalhes insignificantes. Mas, numa campanha polarizada como a atual, a vitória será feita de detalhes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Cursos prometem fazer de novatos ‘políticos eleitos’

Escrito por Josias de Souza às 13h19

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Aborto: ONGs pró-legalização criticam os candidatos

Entidades  acusam presidenciáveis  de ‘fugir’ do tema
Declaram que Serra,  Dilma  e  Marina ‘lavam as mãos’ 

Agência Senado/Divulgação

 

Tratado pelos principais candidatos à Presidência a golpes de desconversa, o aborto frequenta a cena eleitoral de 2010 como tema marginal.

 

As organizações que defendem a legalização do aborto no Brasil decidiram reagir. Divulgaram uma “carta aberta”.

 

Eis o título: “Sobre o direito ao aborto no Brasil”. O documento é endossado por 67 organizações –ONGs, fóruns, redes e grupos de pesquisa.

 

Estão articuladas num movimento chamado “Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro”. Veja os nomes das principais entidades lá no rodapé.

 

A carta menciona os nomes dos três principais candidatos ao Planalto: José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV).

 

O texto os qualifica: “Nenhum deles é considerado um candidato ou candidata de ideias retrógradas, de direita, ou atrasado...”

 

“...Todos os três representam siglas que, distantes do poder, atuaram ativamente na defesa dos direitos humanos, das minorias e das questões de gênero”.

 

Em seguida, a carta, por assim dizer, desqualifica a trinca: “Nenhum dos três ousa enfrentar o tema aborto quando confrontado, diante de um microfone ou gravador”.

 

Anota que, inquiridos sobre a matéria, os candidatos “tentam sair pela tangente ou negar seu próprio passado”.

 

Um passado em que se mostravam a favor do “atendimento humanitário e digno das mulheres que precisaram recorrer a um aborto”.

 

Ocorrem no Brasil, anualmente, algo como 750 mil abortos em condições inseguras. No texto da carta, as entidades realçam uma das consequências do flagelo.

 

Anotam que os abortos clandestinos guindaram a curetagem à condição de “procedimento mais realizado pelo SUS”.

 

Foram “3,1 milhões de internações” na rede hospitalar pública num período de 12 anos –de 1995 a 2007.

 

Daí a “inquietude” das entidades signatárias da carta. Repudiam o fato de os candidatos permitirem que "líderes religiosos dêem o tom do debate sobre a legalidade do aborto”.

 

Recordam que, no Brasil, o Estado é “democrático e laico”. Acham que não cabe às igrejas capitanear a discussão.

 

Atribuem a tarefa às autoridades –as que estão “no poder” e as que se encontram “em disputa pelo poder”.

 

E lamentam: “Fogem da responsabilidade para a qual foram eleitas (ou tentam ser eleitas) pelo voto...”

 

“...Lavam as mãos diante da realidade do país, aferida em sucessivas pesquisas e retratada de maneira perversa, até mesmo em telenovela global...”

 

“...Jogam para debaixo do tapete a dramática estatística do aborto e todas as suas mazelas no país”.

 

Nos primeiros parágrafos, o documento empilha algumas das “mazelas”. Por exemplo: mortes de mulheres após abortos clandestinos...

 

...Hemorragias e infecções causadas pelo uso de agulhas, mulheres que recorrem a receitas caseiras e venenos...

 

...E a “indústria que faz prosperar as clínicas de aborto clandestino, que enriquecem à custa da vergonha, do drama e, muitas vezes, da morte de mulheres”.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra da carta aberta das entidades pró-legalização do aborto.

 

- Em tempo: Entre as signatárias do texto, reunidas no movimento Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, estão as seguintes ONGs: Católicas pelo Direito de Decidir, CFemea, Comissão de Cidadania e Reprodução, Grupo Curumim, Ipas, Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos e União de Mulheres Brasileiras.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h54

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As manchetes desta sexta

 

- Folha: Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais

 

- Estadão: Uribe 'deplora' declaração de Lula

 

- JB: Uma tonelada de lixo por dia

 

- Correio: Distritais estouram limite de gastos

 

- Valor: Oferta pela Paranapanema inquieta os minoritários

 

- Jornal do Commercio: Atropelou, matou e foi pra a cadeia

 

- Zero Hora: Susepe tenta evitar a interdição do semiaberto

 

Leia o destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h02

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Triturador auricular!

Ique

- Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

- Em tempo: A inspiração para a charge veio do noticiário do dia. O colombiano Alvaro Uribe "deplorou" os comentários de Lula sobre a crise com a Venezuela. O colega brasileiro deu de orelhas. E a encrenca prossegue.

Escrito por Josias de Souza às 01h09

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Serra dá troco a Marco Aurélio: ‘Troglodita de direita’

Janine Moraes/ABr

 

Quando um quer, dois brigam. Quando dois querem, aí mesmo é que se estabelece a pancadaria.

 

Um dia depois de ter sido açoitado verbalmente pelo grão-petê Marco Aurélio Garcia, o presidenciável tucano José Serra foi à forra:

 

"Acho troglodita de direita quem apoia [Mahmoud] Ahmadinejad [presidente do Irã]...”

 

“...Um sistema que mata mulheres, uma ditadura que prende jornalistas, enforca opositores".

 

Na véspera, o assessor internacional de Lula e redator do programa de Dilma Rousseff previra um “fim de carreira melancólico” para Serra.

 

Lamentara que o ex-companheiro de exílio –os dois se avistaram no Chile— tenha deslizado para a “direita”.

 

A resposta de Serra veio numa sabatina organizada pelo portal R7. Aproveitou para remoer os vínculos do PT de Marco Aurélio com a narcoguerrilha.

 

"Todo mundo sabe da ligação do PT com as Farc. As Farc são uma força do narcotráfico...”

 

“...O PT errou ao tratar como força política, sendo que é, na verdade, do narcotráfico".

 

Definiu-se como político “de esquerda”. Cudou de adjetivar o seu esquerdismo, distanciando-o do de Marco Aurélio:

 

"Para mim, falar de esquerda é falar de direitos humanos e ter ações realmente populares, e não ficar fazendo jogo de grupos econômicos".

 

A despeito da sequência de golpes abaixo da linha da cintura, Serra disse que seu objetivo é outro: "Eu vivo o tempo inteiro querendo discutir teses".

 

Para não perder a viagem, reesfregou na face do petismo o MST. Definiu-o como movimento "político, socialista revolucionário”.

 

Reforma agrária? Mero instrumento retórico, do qual o MST se serve para ter acesso às burras do Tesouro.

 

Instado a comentar as multas que o TSE impôs a ele e à rival, Serra insinuou que, na gincana do desrespeito à lei eleitoral, apenas seguiu a trilha aberta por Dilma:

 

"Aquele que não segue tem vantagem porque a multa é pequena", disse.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h19

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Lula faz as contas: ‘Faltam apenas 5 meses e 2 dias’

Em novo comício, dessa vez em Porto Alegre, Lula e Dilma Rousseff fizeram a tabelinha do adeus com as boas-vindas.

 

Dilma discursou primeiro. Transmitida ao vivo pela web, levantou a bola:

 

"Eu trabalhei com o presidente Lula. Sei quanto será duro ver o presidente descendo a rampa do Palácio do Planalto... Eu sei a obra e o tamanho da obra feita por ele".

 

Lula foi ao microfone por último. Recordou o comício que fizera na capital gaúcha em 2002, ano em que prevalecera sobre José Serra. Disse ter chorado.

 

Depois, voltando-se para a pupila, voz embargada, chutou a pelota que Dilma deixara quicando:

 

“Faltam apenas cinco meses e dois dias”.

 

Noutra tabela, Dilma chutou a oposição: "Eles têm duas caras. Uma nas eleições e a outra na hora de governar. Eles governam para um terço da população".

 

Lula mataria a bola no peito a seguir: "A direita tenta dar golpe a cada 24 horas nesse país [...]. Foram oito anos de provocações, de ataques e de infâmias".

 

Numa evidência de que absorveu a tática dos treinamentos de marketing, a candidata mimetizou o discurso do cabo eleitoral.

 

Lula costuma dizer que, depois de eleito, não teve direito ao erro. Se falhasse, ele afirma, nunca mais um operário poderia sonhar com a Presidência.

 

No palanque gaúcho, Dilma ajustou o lero-lero. Trocou o operário pela mulher. E manteve, em oratória precária, a lógica do palanfrório original:

 

"Eu também não posso errar, porque as mulheres desse país tem de seguir sendo, tendo como uma das suas oportunidades, ser presidente da República".

 

A apropriação da popularidade de Lula como ferramenta de campanha é uma das principais estratégias da marquetagem petista.

 

É coisa estudada, escorada em pesquisas. No comício noturno desta quinta (29), a tática ganhou forma e método. Habitue-se. Haverá muitos repetecos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h17

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Collor xinga repórter e promete ‘enfiar a mão na cara’

Abespinhado com uma notícia que o incluiu no rol dos políticos alagoanos com “ficha suja”, Fernando Collor telefonou para a redação da revista IstoÉ.

 

Veio ao telefone o repórter Hugo Marques, autor do texto. Ele está lotado em Brasília. Collor foi ao ataque:

 

"Se eu lhe encontrar, vai ser pra enfiar a mão na sua cara, seu filho da puta..."

 

"...Você vai ter que colocar aí, dizendo que você, como mau jornalista...“

 

O ex-presidente, hoje candidato ao governo alagoano, não teve tempo de completar a frase.

 

O interlocutor achou melhor interromper a ligação no nascedouro.

 

Ouvido pelo repórter Eduardo Neco, do portal Imprensa, Hugo Marques disse: "Eu não queria ouvir insultos e nem responder...”

 

“...Fico preocupado de ele tentar arrancar alguma agressividade minha. Se eu criar um conflito com ele, fico impedido de cobrir. Então não falei nada".

 

Collor não se pronunciou sobre o episódio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h20

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Serra cogita não divulgar seu ‘programa de governo’

  Divulgação
A pretexto de recolher dos internautas sugestões para um programa de governo de José Serra, o comitê tucano mantém na web a página “Proposta Serra”.

 

Sob o título, um enunciado com cara novidade: “Um programa de governo colaborativo”.

 

Pois bem. A colaboração dos que se animaram a participar da iniciativa pode resultar em decepção.

 

O Quartel General da campanha de Serra cogita agora nem divulgar uma proposta para a eventual gestão do candidato.

 

Quem admite é Francisco Graziano Neto, o tucano que se ocupa da filtragem das sugestões.

 

"Eu gostaria de apresentar 100 propostas para mudar o Brasil, mas não sei se isso vai ser feito, nem sei se vai ser divulgado", disse Graziano.

 

Afora as idéias que lhe chegam pela internet, Graziano percorre o país para ouvir as proposições dos políticos pró-Serra.

 

Curiosamente, ele reconheceu que o tucanato pode não trazer à luz o programa num dos estágios de sua peregrinação.

 

Falou em Pernambuco, para onde se deslocara a pretexto de recolher as sugestões do comitê de Jarbas Vasconcelos (PMDB), candidato ao governo do Estado.

 

Mas por que o programa de Serra pode não vir a público? Graziano saiu-se com uma justificativa prosaica: “A turma da Dilma copia”.

 

Graziano chegou mesmo a citar um exemplo. Disse que Serra dera publicidade à proposta de reduzir os tributos cobrados de empresas de saneamento.

 

A redução, hoje de 3%, passaria a ser de 7,6%. Depois, disse o colaborador de Serra, Dilma Rousseff anunciou a mesma meta.

 

Dias atrás, Graziano incomodara-se com uma notícia veiculada aqui no blog. Dizia que, a exemplo do PT, o tucanato também redigia uma nova versão de programa.

 

Em contato com o repórter, Graziano dissera que não se tratava de versão nova. Era um “detalhamento” das diretrizes que Serra protocolara no TSE.

 

Em verdade, o “programa” levado por Serra ao tribunal eleitoral resume-se a um par de discursos pronunciados por ele em atos de campanha.

 

Graziano dissera que o programa, depois de detalhado, seria exposto na internet em pedaços, um setor após o outro. E nada.

 

Agora, a platéia é informada de que a peça que esmiuçaria as intenções de Serra pode permanecer na gaveta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h49

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Lula volta a criticar ‘máquina de fiscalizão’ do Estado

Na bica de deixar a Presidência, Lula ainda não se conformou com o fato de que os governos devem sujeitar-se às auditorias.

 

Em Porto Alegre, voltou a implicar com a “máquina de fiscalização” que tenta conter os malfeitos que pululam nas manchetes como pulgas em dorso de vira-lata.

 

Podendo tratar do tema com a seriedade que seu cargo exige, Lula preferiu fazer graça. Recordou uma pinimba ambiental que parou a construção de um túnel.

 

Coisa ocorrida numa rodovia federal assentada no Rio Grande do Sul, a BR-101. No dizer de Lula, a obra foi paralisada por conta do surgimento de uma “perereca”.

 

"Coloca-se o Brasil todo a serviço das pererecas. Nós sabemos da importância das pererecas, mas não pode parar o Brasil".

 

Apelidado pelo finado Leonel Brizola de “sapo barbudo”, Lula disse que, antes de vestir o pijama, vai inaugurar o tal túnel.

 

E não haverá perereca que o segure: "Eu vou passar embaixo daquele túnel nem que eu tiver que me 'atarracar' com aquela perereca lá...”

 

“...Peça para a perereca sair de perto, porque eu vou vir meio nervoso". Do chiste, Lula evoluiu para a bobagem.

 

Apoiado no Congresso por uma maioria remunerada à base de cargos e verbas, atribuiu à oposição as leis que travam as obras.

 

Disse que os antagonistas de sua gestão "se esquecem" de que podem voltar a ser governo um dia.

 

Por isso, a oposição "cria o maior número possível de obstáculos para as coisas não funcionarem".

 

Lero vai, lero vem, misturou gracejos e afirmações sem nexo num mesmo caldeirão eleitoral:

 

"Nós que fazemos lei temos que fazê-las com mais responsabilidade. Não é porque há disputa eleitoral que vale tudo".

 

O diabo é que, a despeito das leis e das pererecas, a “máquina de fiscalização” caminha, no Brasil, sempre dez passos atrás dos malfeitores.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h40

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Pedágio em SP é caro? Alckmin não quis responder

Os pedágios cobrados nas rodovias paulistas transitam pela campanha de 2010 como peças de artilharia do PT contra o PSDB.

 

No plano nacional, são atirados contra José Serra. Na cena estadual, são disparados na direção de Geraldo Alckmin.

 

Nesta quinta (29), Alckmin, favotiro na corrida pelo governo de São Paulo, foi inquirido sobre o tema na sabatina Folha-UOL.

 

Limitou-se a defender o “modelo” que leva à construção das praças de pedágio.

 

Perguntado uma, duas, três vezes sobre o valor das tarifas, esquivou-se de responder.

 

Insinuou que pode rever contratos. Deixou no ar a hipótese de abrir mão de “recebíveis” do Estado em troca da redução de tarifas.

 

De resto, acenou com a possibilidade de rever valores nas localidades em que o motorista percorre pequenos trechos e é obrigado a pagar a tarifa cheia.

 

Na dianteira ds pesquisas, Alckmin vem realizando menos eventos públicos do que seus contendores. Entre eles Aloizio Mercadante (PT).

 

Questionado a respeito, o tucano negou que o favoritismo o tenha convertido em fujão. Disse que, aberta a campanha, já percorreu 28 cidades do Estado.

 

Numa delas, fez até um comício, “coisa fora de moda”. Reuniu, segundo disse, platéia maior que a do comício de Lula e Dilma Rousseff, no Rio.

 

Alckmin atravessou a sabatina defendendo-se das críticas de seus rivais em áreas como educação e segurança.

 

Acusado de conspirar contra 69 CPIs que a oposição propôs na Assembléia Legislativa quando era governador, Alckmin disse que não controlava o legislativo. Lorota.

 

Sobre política nacional, exibiu alinhamento com José Serra. Durante a sabatina, não contemplou a hipótese de vitória de Dilma Rousseff.

 

Inquirido sobre as relações que, eleito, pretende manter com o Planalto, deiscorreu sobre o tema sempre a partir da premissa de que o sucessor de Lula será Serra.

 

Só na saída, em entrevista, disse que, se a eleita for Dilma, manterá com ela "relação republicana”. Como fez com Lula, em sua última passagem pelo governo.

 

Porém, mesmo nessa entrevista, Alckmin encerrou a resposta alinhado com Serra –“Será eleito”.

 

- Serviço: Aqui, o vídeo com a íntegra da sabatina de Alckmin. Aviso: a peça tem 1h42min47s de duração.

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Escrito por Josias de Souza às 17h17

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‘Tem gente que quer me tirar da campanha’, diz Lula

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula se encontra eem Porto Alegre (RS). Cumpre compromissos “administrativos”. Mas enganchou a agenda a um evento eleitoral.

 

À noite, será a estrela de mais um comício da campanha de Dilma Rousseff, o primeiro em solo gaúcho.

 

Em pleno expediente, ainda às voltas com os afazeres de presidente, Lula vestiu o uniforme que mais lhe apraz, o de cabo eleitoral.

 

Repisou uma tecla que pressionara há duas semanas, num comício realizado no Rio. Sem nominar os bois, declarou:

 

"Tem gente que quer me tirar da campanha, mas tenho obrigação de participar e escolher quem será meu candidato ou candidata".

 

Aparentemente, Lula se refere ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral, cuja atuação já lhe rendeu meia dúzia de multas por transgressões à lei eleitoral.

 

Nada capaz de inibi-lo, contudo. Às queixas adicionou um lote de críticas ao antecessor tucano.

 

Sem declinar o nome de FHC, disse: "Quando cheguei à Presidência, nem agenda do ex-presidente a gente achava".

 

Afirmou que pretende se portar de modo diverso. Deixará para o sucessor um inventário dos investimentos, para orientá-lo.

 

De resto, repetiu algo que dissera na semana passada. Ao virar ex-presidente, arregaçará as mangas pela reforma política.

 

Anunciou que pretende se portar como um “leão” na defesa dessa reforma. O curioso é que, nessa matéria, Lula passou oito anos de mandato miando como gatinho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h16

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BC vê economia em ‘trajetória de equilíbrio’ longevo

O Banco Central divulgou nesta quinta (29) a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), ocorrida na semana passada.

 

O texto expressa a posição unânime da diretoria do BC. Aponta para um cenário de redução do risco de descontrole da inflação.

 

Anota que a economia do país segue "trajetória mais condizente com o equilíbrio de longo prazo".

 

Vem daí a decisão do último Copom. Num instante em que a maioria do mercado apostava que os juros subiriam 0,75 ponto percentual, o BC optou por 0,50.

 

A próxima reunião será em 31 de agosto. No dia seguinte, 1º de setembro, sai a nova taxa de juros. Tudo faz crer que a mão do BC virá mais leve.

 

Bom para a candidata oficial, Dilma Rousseff, que pode trombetear na campanha um cenário econômico benfazejo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h11

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Comitê de Serra dispõe de um ‘esquadrão anti-boato’

Anuruddha Lokuhapuara/Reuters

O comitê de campanha de José Serra montou um “esquadrão anti-boato”. Integram-no 15 equipes de repórteres e cinegrafistas.

 

Correm o país à procura de “boatos”. Encontrando-os, informam ao núcleo de  marketing da campanha, sob o comando do jornalista Luiz Gonzalez.

 

Convencidos de que o petismo espalha rumores para miná-lo, Serra decidiu ocupar-se, ele próprio, da desmontagem das supostas aleivosias.

 

Em sua edição desta quinta (29), a Folha traz uma notícia produzida pelo signatário do blog a respeito do tema.

 

O texto relata que, na madrugada de quarta (27), pendurado no microblog, Serra rebateu, em resposta a um internauta, um dos “boatos” que considera mais recorrentes:

 

O candidato tucano anotou no twitter: “É claro que não é verdade. Privatização do Banco do Brasil é puro terrorismo eleitoral”.

 

Antes, na terça (26), num ato de campanha realizado em Palmas (TO), Serra acusara “cabos eleitorais petistas” de promoverem “mentiras, insultos e truques”.

 

Citara o “boato” de que, eleito, privatizaria a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), vinculada ao Ministério da Agricultura:

 

"É tudo cabo eleitoral, não é gente que entende de abastecimento. Quem vai perder o emprego é esse pessoal, que está lá por nomeação política e não entende nada do assunto".

 

O repórter ouviu o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Integrante do comitê de Dilma Rousseff, o deputado reagiu às acusações com ironia.

 

“Parece piada. Como falta discurso ao Serra, eles vem agora com essa história de boatos. Isso não existe nem é necessário”.

 

Acrescentou: “O que inspira a desconfiança em Serra é o comportamento do candidato. Quando ele diz que vai dobrar os investimentos do Bolsa Família, ninguém acredita...”

 

“...Nas reuniões com empresários, aparece outra dúvida frequente. Eles não sabem o que o Serra faria com o Banco Central e o câmbio”.

 

Alheio às negativas, o comitê de Serra age para anular os efeitos de “boatos” que, segundo informa, já foram detectados pelos “repórteres” espalhados pelo país.

 

O blog ouviu de um dos responsáveis pela operação tucana de “contraboataria” dois exemplos. Um recolhido no Nordeste. Outro, na Amazônia.

 

No primeiro, uma gerente de agência da Caixa Econômica Federal teria dito a uma beneficiária do Bolsa Família que, prevalecendo Serra, o programa seria extinto.

 

No segundo, um partidário de Dilma teria apregoado que, se eleito, o candidato tucano extinguiria os concurcos públicos e demitiria servidores.

 

“Essa história de central de boatos não cola”, repisa Vaccarezza. “Estão querendo insinuar que fazemos atividades subterrâneas. Não precisamos disso”.

 

Quem se vale de “jogo rasteiro”, afirma Vaccarezza, é a campanha de Serra. “Nós não entraremos nesse jogo. Vamos manter a nossa linha, que é a de discutir os rumos do país, o programa de governo”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Petrobras pega na CEF triplo de toda verba do saneamento

 

- Folha: Acordo da Oi pode exigir aporte de dinheiro público

 

- Estadão: Senadores usam servidores públicos em suas campanhas

 

- JB: Bilhões para a banda larga

 

- Correio: Leite sobe quatro vezes mais do que a inflação

 

- Valor: PT paga R$ 3,2 bilhões a controladores da Oi

 

- Zero Hora: Transações bilionárias mudam telefonia no país

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h42

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Coisa clara como a gema!

Nani

- Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h45

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Sem ser perguntado, Serra afirma que Aécio o apoia

Marcos Sedimoni/Nitro/Divulgação

 

José Serra retornou a Minas Gerias nesta quarta (28). Tem feito visitas ao segundo maior colégio eleitoral do país em ritmo semanal.

 

Foi às ruas ao lado do candidato tucano ao Senado, Aécio Neves, e do indicado dele para o governo mineiro, Antonio Anastasia.

 

Em Patos de Minas, sem que nenhum repórter o questionasse sobre o tema, Serra pôs-se a discorrer sobre o apoio que recebe no Estado:

 

"Viemos aqui, na nossa campanha, acompanhados do meu amicíssimo Anastasia e do meu queridíssimo Aécio Neves..."

 

“...Quero dizer que a nossa campanha aqui tem todo o empenho, como em nenhum outro lugar, dos nossos principais líderes, o Aécio e o Anastasia".

 

Nos últimos dias, corre o noticiário a impressão de que Aécio e seus aliados cuidam mais de si do que de Serra. O governador nega que faça corpo mole.

 

Verificou-se que as primeiras peças de campanha do tucanato mineiro não mencionam Serra.

 

A assessoria de Aécio apressou-se em informar que o grosso do material, em fase de impressão, incluirá o presidenciável.

 

Foi nesse contexto que Serra despejou sobre microfones e gravadores a sua declaração “espontânea”.

 

Cuidou de afagar também o ex-presidente Itamar Franco (PPS), candidato ao Senado na chapa tucana:

 

"Apoio Itamar Franco para senador, o homem que honrou Minas na Presidência da República".

 

Não há dúvidas de que Itamar exerceu uma presidência honrada. Mas Serra decerto teve de superar rusgas passadas para dirigir-lhe o elogio.

 

Ao assumir, nas pegadas do impeachment de Fernando Collor, Itamar cogitara confiar a Serra o Ministério da Fazenda. Reuniu-se com ele. Depois...

 

Depois, disse aos amigos que Serra não lhe soara como ministro da Fazenda. Portara-se como se quisesse a cadeira dele.

 

Numa entrevista veiculada na edição da Folha de 27 de maio de 2000, Fernando Henrique Cardoso contara outra passagem da gestão Itamar.

 

FHC era chanceler. E Itamar o intimara a assumir a Fazenda. “Eu sempre defendi, desde o começo do governo, que o Serra fosse o ministro da Fazenda do Itamar”, rememorou.

 

“Mas o Itamar me convidou, neguei, ele insistiu. Aí virei ministro da Fazenda, e é por isso que hoje sou presidente”. Pela segunda vez, Itamar refugara Serra.

 

Na viagem a Minas, o presidenciável tucano ocupou-se ainda da crítica a um ponto fraco da gestão Lula: a conservação de estradas.

 

Disse que o Brasil está cheio de “estradas da morte”. O tema é caro a Minas Gerais, recordista em acidentes de trânsito.

 

Serra mirou no Dnit, o órgão do Ministério dos Transportes que cuida –ou deveria cuidar— das rodovias federais.

 

Afirmou que os cargos do Dnit são preenchidos segundo critérios “puramente político-partidários". Está "totalmente loteado entre políticos".

 

Acrescentou: "Então, a prioridade deixa de ser o interesse nacional, público, etc e passa ser o interesse político daqui ou dali. Isso comigo vai acabar".

 

Pode ser que, elegendo-se, Serra dê cabo do flagelo que intoxica a administração pública com o veneno das nomeações de apaniguados políticos. Porém...

 

Porém, nessa matéria, o passado do tucanato não o recomenda. A prática foi adotada à larga na era FHC, inclusive no Dnit.

 

A propósito, na mesma entrevista de 2000, concedida ao repórter Mario Sergio Conti, FHC fora inquiro acerca da prática.

 

Eis a pergunta: Trocar cargos por apoio no Congresso é negociação democrática ou fisiologismo?

 

E FHC: “Essa é uma hipocrisia nacional. Em todo sistema de poder você tem que distribuir posições entre os que o apoiam. Em qualquer lugar do mundo é assim...”

 

“...Basta ler Max Weber para ver o que significa o poder. Não é o caso nosso, mas ele falava que o poder implicava num ‘séquito’, que tem de ser mantido de uma maneira ou de outra...”

 

“...Na democracia, os mecanismos de nomeação são mais impessoais, e o preenchimento de cargos é profissionalizado ao máximo...”

 

“...Mas isso não pode ocorrer nas posições de controle. Elas não podem ser profissionalizadas, porque não haveria mais política”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h45

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Dilma anuncia: ‘Eu vou ser a mãe do povo brasileiro’

Roberto Stuckert/Divulgação

 

Dilma Rousseff passou a quarta-feira (28) em Natal (RN). Percorreu ruas do centro da cidade em carro aberto, o ‘Dilmamóvel’.

 

O desfile desaguou numa praça. Do alto de um palanque, a candidata discursou para uma multidão.

 

A alturas tantas, declarou: “O presidente Lula me deixou um legado [...], que é cuidar do povo brasileiro. Eu vou ser a mãe do povo brasileiro”.

 

As palavras inspiram duas suspeitas: ou Dilma transmudou-se em Lula ou baixou na marquetagem que a escora o espírito de Lourival Fontes.

 

Lourival era o chefe do Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo, que criou o “pai dos pobres”.

 

Lula, embora não seja Getúlio Vargas, costuma corporificar a qualificação demagógica do velho ditador.

 

Cogita inclusive plantar em sua biografia uma irmã bastarda da CLT: a CLS (Consolidação das Leis Sociais).

 

Agora, mais essa: Dilma, a mãe dos pobres! Ela explicou as razões que a fizeram candidata do neo-Getúlio:

 

“Eu fui a mão esquerda e direita dele, nos melhores e nos piores momentos”.

 

Nesse ritmo, Dilma ainda troca o terninho pelo macacão. No limite, passa na lâmina o mínimo esquerdo.

 

Sem mencionar o nome de José Serra, Dilma disse que a oposição “mente” ao dizer que não se contrapôs a Lula.

 

“Somos democratas, mas nós não convivemos com aqueles que nos atacaram por oito anos e agora vêm com pele de cordeiro. Nós vemos as patinhas de lobo deles”.

 

Falava na terra do ‘demo’ José Agripino Maia. E não perdeu a oportunidade de fustigar o DEM, partido que ele lidera no Senado.

 

“Tem uns aí dizendo que não fizeram oposição. Não só fizeram como ela foi pessoal, raivosa contra o presidente Lula, contra nós”.

 

Ironizou o lema de campanha de José ‘Pode Mais’ Serra: “Por que fizeram menos quando estavam no governo?...”

 

“...Eles criticaram a transposição do rio São Francisco, falaram que era uma coisa absurda. Esquecem que as pessoas precisam de água para viver”.

 

A certa altura, pronunciou uma frase que fez lembrar a célebre convocatória de Fernando ‘Não me Deixem Só’ Collor:

 

“Não me deixem sozinha em Brasília. Elejam nossos senadores e deputados. Os partidos que estão comigo nesse palanque dão uma lição de maturidade política”.

 

Ao lado de Dilma, além dos aliados locais, estava o candidato a vice, Michel Temer, do PMDB. Ele também discursou.

 

Disse que Dilma “será a próxima presidente do país, para dar continuidade ao governo Lula”.

 

Citou um personagem que, perdido nas águas de Angra dos Reis, não terá a oportunidade de contestá-lo:

 

“Tenho certeza de que o doutor Ulysses Guimarães estaria aplaudindo você, Dilma”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h12

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Fichas sujas: Maluf sob ‘ameaça’; Garotinho avança

Em São Paulo, a Procuradoria protocolou nesta quarta (28) um pedido de impugnação da candidatura de Paulo Maluf (PP).

 

Tenta-se enquadrar Maluf, candidato a deputado, na lei da Ficha Limpa. Pesa contra ele uma condenação de segunda instância.

 

Envolve a compra superfaturada de frangos na época em que Maluf era prefeito da cidade de São Paulo.

 

No Rio, o TRE deferiu o registro da candidatura de Anthony Garotinho (PR), também candidato a deputado federal.

 

Condenado pela Justiça Eleitoral por malfeitos cometidos nas eleições de 2008, Garotinho ficara inelegível por três anos. Porém...

 

Porém, em recurso ao TSE, o ex-governador obteve uma liminar que suspendeu a condenação. Daí o registro da candidatura, obtido em caráter temporário.

 

Vale até que o recurso de Garotinho seja julgado, em termos definitivos, pelo plenário do TSE. Algo que não tem data para ocorrer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h38

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MPF entra com ação de ‘improbidade’ contra Zoghib

  Folha
O Ministério Público Federal protocolou nesta quarta (28) uma ação judicial contra o ex-direitor de Administração do Senado, João Carlos Zoghbi.

 

Assinado pelo procurador da República Bruno Calabrich, o documento foi à 16ª Vara Federal do Distrito Federal.

 

Zoghbi é acusado de improbidade administrativa por ter mantido ilegalmente, por cinco anos e meio, um apartamento funcional da União.

 

Nas palavras do procurador, Zoghbi patrocinou um “embuste”. Informara ao Senado que o imóvel funcional era ocupado por ele.

 

Em verdade, o ex-diretor residia numa casa assentada no Lago Sul, bairro chique de Brasília.

 

Quem usufruía do imóvel funcional era o filho Ricardo Zoghbi. Ocupava-o com a mulher e uma filha.

 

O malfeito perdurou de 1º de janeiro de 2003 até 25 de maio de 2009. O imóvel só foi devolvido depois que a farsa ganhou as manchetes.

 

Na ação, além de pedir o enquadramento de Zoghbi na lei de improbidade, a Procuradoria reivindica a restituição dos prejuízos causados à Viúva.

 

Pede-se que Zoghbi devolva aos cofres públicos o equivalente ao aluguel mensal de um imóvel do mesmo padrão do que foi ocupado ilegalmente pelo filho.

 

Mais: solicita-se que seja condenado a pagar, com juros e correção, multa equivalente a dez vezes o valor mensal da taxa de uso do imóvel.

 

Zoghbi foi um dos protagonistas da crise que se instalou no Senado depois que José Sarney foi eleito, pela terceira vez, presidente da Casa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Lula exonera o presidente e um diretor dos Correios

Miran

 

Lula mandou ao olho da rua dois altos funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

 

Foram demitidos o presidente, Carlos Henrique Custódio, e o diretor de Recursos Humanos, Pedro Magalhães.

 

A estatal é vinculada ao Ministério das Comunicações, uma pasta da “cota” do PMDB do Senado.

 

Carlos Custódio chegara ao comando dos Correios graças ao apadrinhamento dos pemedebês Renan Calheiros e Romero Jucá.

 

Até abril, o ministério que tem os Correio grudado em seu organograma era chefiado pelo senador Hélio Costa, que trocou a Esplanada pela campanha ao governo de Minas.

 

Hélio Costa legou a cadeira de ministro a José Artur Filardi, que não tomou parte da dança de cadeiras dos Correios. Foi apenas comunicado das mudanças.

 

Ao optar pelas demissões, Lula guiou-se pela recomendação de outros dois ministros: Paulo Bernardo (Planejamento) e Erenice Guerra (Casa Civil).

 

A cinco meses do término do governo, decidiu nomear para a presidência dos Correios David José de Mattos.

 

É engenhero eletricista. Já trabalhou na Eletronorte. Estava no comando da Novacap, vinculada ao governo do DF.

 

Antes, atuara como secretário-adjunto de Obras do GDF, sob o governo Joaquim Roriz (ex-PMDB, hoje PSC).

 

Nessa época, David Mattos era o segundo do então secretário de Obras, Tadeu Filipelli (PMDB), hoje deputado federal e candidato a vice-governador na chapa do petista Agnelo Queiroz

 

De acordo com a versão difundida pelo Planalto, a cúpula do PMDB não foi ouvida, apenas informada da mudança. Pode ser. Mas soa improvável.

 

As demissões ocorrem em meio a uma crise. No ano passado, os Correios levaram ao balanço o menor lucro desde 2003, ano em que Lula assumira.

 

 

- Ilustração via blog do Miran.

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Escrito por Josias de Souza às 19h44

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Marco Aurélio: Serra terá fim de carreira melancólico

Espécie de chanceler do ‘B’ da gestão Lula, o grão-petê Marco Aurélio Garcia abespinhou-se com uma declaração de José Serra.

 

O presidenciável tucano criticara a política externa brasileira. Mirara nos governos companheiros do Paraguai e da Bolívia.

 

Dissera que, em relação aos vizinhos, o Brasil de Lula faz “filantropia”. Em declaração à TV-PT, Marco Aurélio escalou as tamancas.

 

Afirmou que a posição de Serra evoca uma expressão de Nelson Rodrigues. Aquela em que o cronista atribui aos brasileiros um “complexo de vira-latas”.

 

Marco Aurélio lamentou que Serra, com “um passado de esquerda”, tenha migrado para a “direita”. Adjetivou a “direita” de Serra: “raivosa” e “atrasada”.

 

No finalzinho de sua declaração, o redator do programa de governo de Dilma trocou as tamancas pelo salto alto:

 

“Me parece um final melancólico da sua carreira política, porque eu acho que a sua carreira política terminará no dia 3 de outubro".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h56

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Ciro ‘Vaivém’ Gomes cogita fazer gravação pró-Dilma

  Marcelo Justo/Folha
Dilma Rousseff está na bica de arrastar Ciro Gomes para uma mesa de almoço. Diz-se que o repasto pode ocorrer nesta quinta (29), em Brasília.

 

A reaproximação deve evoluir para a gravação de um vídeo. Na peça, Ciro formalizará seu apoio à candidatura da ex-colega de ministério.

 

Levada à propaganda eleitoral de Dilma, a fita passará a impressão de que Ciro, hoje candidato a coisa nenhuma, é um político com posições de elástico.

 

Excluído do tabuleiro presidencial, dissera, em abril, que José ‘o Coiso’ Serra era “mais preparado” do que Dilma para enfrentar eventuais crises.

 

Refugado por Lula e abandonado pelo PSB, Ciro soara peremptório antes de submergir:

 

 “Não me peçam para ir à TV declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá, vou virar intelectual, fazer outra coisa”.

 

Há duas semanas, já de volta à superfície, dissera, em Fortaleza, que, excetuando-se o irmão Cid Gomes, não faria campanha “pra ninguém”. Aparentemente, vai fazer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h35

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Mercadante defende ‘alternância de poder’.......em SP

O petê Aloizio Mercadante participou, nesta quarta (28), da sabatina Folha-UOL. Grudou-se em Lula, espinafrou o PSDB e apegou-se à tese da alternância.

 

Candidato ao governo de São Paulo, Mercadante enfrenta a difícil missão de sustentar no Estado oposto ao que Lula e o PT esgrimem no plano federal.

 

Em Brasília, continuidade, com a transferência do poder de Lula para Dilma Rousseff. Em São Paulo, a ruptura democrática, a “alternância de poder”.

 

Mercadante referiu-se ao tucanato paulista, no poder há 16 anos, como uma “oligarquia”. Coisa jamais vista, segundo ele, em nenhum outro Estado.

 

O diabo é que, tomado pelo último Datafolha, o eleitorado de São Paulo não parece incomodado com a hegemonia emplumada. Ao contrário.

 

O tucano Geraldo Alckmin aparece na sondagem com 49% das intenções de voto, contra 16% atribuídos a Mercadante.

 

A prevalecer esse quadro, a “oligarquia” de que fala Mercadante matará a disputa no primeiro turno da eleição. E fará aniversário de 20 anos. Se reeleita, 24.

 

Noves fora o período em que foi vice-governador, Alckmin somará, sozinho, quase dez anos de poder, achegando-se ao velho Adhemar de Barros.

 

No esforço que empreende para seduzir o eleitorado, Mercadante escora-se em Lula. Repetiu várias vezes o lema de sua campanha:

 

"Tá mudando com Lula, vai mudar com Mercadante". Agora só falta convencer o eleitorado.

 

- Aqui, o vídeo com a ínegra da sabatina de Mercadante. Tem 1h54m34s de duração.

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Escrito por Josias de Souza às 13h59

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Biografia oficial de Marina ataca Dilma e elogia Serra

Elza Fiuza/ABr

 

Vai às livrarias, em 9 de agosto, a obra "Marina -A vida por uma causa". Trata-se da biografia oficial da presidenciável do PV, Marina Silva.

 

Assinada pela jornalista Marília de Camargo César, a obra foi impressa por uma editora evangélica, a Mundo Cristão.

 

Antes de descer ao prelo, as 256 folhas de texto passaram pelas mãos de Marina, que as revisou. O livro será utilizado como peça de campanha.

 

O repórter Bernardo Mello Franco correu os olhos pela obra. Em notícia veiculada na Folha, ele conta o que encontrou.

 

Contabilizou oito menções ao nome de Dilma Rousseff. Três em timbre neutro. Cinco em termos negativos.

 

O nome de José Serra é citado em cinco passagens. Nenhuma delas em tom depreciativo.

 

No capítulo que trata da saída de Marina do Ministério do Meio Ambiente, insinuou-se que Dilma não tratava a sério o licenciamento ambiental das obras do PAC.

 

"Marina travou disputas com Dilma Rousseff, defendendo que as licenças ambientais fossem levadas a sério. Dilma reclamava publicamente do atraso", anota o texto.

 

Na sequência, informa-se que Lula tomou o partido de Dilma, à época a toda-poderosa chefe da Casa Civil da Presidência.

 

Há no miolo do livro a reprodução de um artigo do cientista político Sérgio Abranches. Contém críticas acerbas a Dilma. Coisas assim:

 

"A Amazônia que aparece nas exposições da ministra Dilma é a de uma fronteira de expansão agrícola, recortada por rodovias e coalhada de hidrelétricas. Só falta tirar dos mapas do PAC o verde da floresta".


A certa altura, a propósito de esmiuçar as razões que levaram a ex-petista Marina a se bandear da Esplanada, o texto cita uma notícia de jornal:

 

"O ‘El País’, da Espanha, disse que Lula dava as costas à maior defensora da floresta amazônica em favor de sua ministra desenvolvimentista, Dilma Rousseff".

 

Quanto a Serra, afora o fato de não ter merecido críticas, foi brindado com referências elogiosas.

 

Numa delas, o livro atribui ao presidenciável tucano o crédito pela aprovação, sob FHC, de subsídio para seringueiros do Acre, o Estado de Marina.

 

A biografia vai à estante nas pegadas do último Datafolha. Uma pesquisa em que Serra (37%) e Dilma (36%) aparecem emparelhados.

 

Num cenário como esse, demarcado por uma polarização de diferenças miúdas, Marina e seus 10% de intenção de voto ganham relevo inaudito.

 

Num eventual segundo turno, o apoio de Marina pode ter o peso da folha de árvore que fará com que a balança penda para um dos lados.

 

Dias atrás, numa palestra em Fortaleza, Leonardo Boff, um dos apoiadores da candidata verde, insinuou que Marina tem mais afinidades com Dilma.

 

Porém, tomada pelo conteúdo da biografia que leu e autorizou, Marina parece mais próxima –ou menos distante— de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h49

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PT e PMDB já negociam o comando da futura Câmara

Sérgio Lima/Folha

 

Otimistas com os rumos da eleição, PT e PMDB já negociam a presidência da Câmara num eventual governo Dilma Rousseff.

 

A articulação corre nos subterrâneos, bem longe dos holofotes. Já resultou na celebreação de um pré-acordo.

 

Prevê a reedição, sob Dilma, do rodízio que manteve as duas legendas no comando da Câmara durante todo o segundo mandato de Lula.

 

Acertou-se que, confirmada a vitória de Dilma sobre o rival José Serra, cada partido presidirá a Câmara por dois anos.

 

Exatamente como sucedeu com Arlindo Chinaglia (PT-SP), presidente no biênio 2007-2008; e Michel Temer (PMDB-SP), de 2009 a 2010.

 

O novo pacto começa a ganhar rosto. Pelo lado do PMDB, o ajuste tem a cara do atual líder da bancada, Henrique Eduardo Alves (RN).

 

Na seara do PT, o semblante que emerge como favorito é o de Cândido Vaccarezza (SP), líder de Lula na Câmara.

 

Não há, por ora, acordo quanto à ordem das presidências. O PMDB deseja segurar o leme no primeiro biênio (2011-2012).

 

E o PT ainda não digeriu a idéia de ficar com a presidência do biênio derradeiro (2013-2014). Prefere inaugurar o novo ciclo.

 

Evita-se tratar do tema às claras por conta da chamada “variável Garrincha”: “Alguém combinou tudo isso com os russos?”

 

Por mais que petês e pemedebês queiram acelerar a partida, não ignoram que há em campo um time de antagonistas. E, na arquibancada, uma galera com poder de voto.

 

No papel de Vicente Feola de sua própria sucessão, Lula conseguiu plantar no gramado uma Dilma que, hoje, ombreia com Serra.

 

Mas a graça do jogo reside no fato de que não é a eleição que faz a democracia. É a apuração.

 

Assim, além da vitória de Dilma, PMDB e PT precisam eleger bancadas iguais ou maiores do que as que têm hoje.

 

Mais: Henrique Alves e Vaccarezza, os mandarins do acordo prévio, precisam garantir as próprias reeleições.

 

Não é só: reeleitos, terão de prevalecer em suas respectivas bancadas. É certo que haverá disputa pelo menos entre os petistas.

 

Além de Vaccarezza, hoje o mais bem posto, prevê-se que pelo menos dois nomes devem entrar na briga: Arlindo Chinaglia (SP) e Henrique Fontana (RS).

 

Com tantos imprevisíveis a rondar o entendimento de PT e PMDB, manda a prudência que se recorra à única previsão infalível: não se pode prever coisa nenhuma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h51

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Violência em estádios já é crime que dá até prisão

 

- Folha: Criminalidade cai no 2º trimestre em São Paulo

 

- Estadão: Setor público reforça liderança no crédito com BNDES e Caixa

 

- JB: Guerra total à pedofilia

 

- Correio: Brasil está entre os piores da pedofilia

 

- Valor: Câmbio vira armadilha para bancos

 

- Jornal do Commercio: Casa Forte também foi vítima de gangue

 

- Zero Hora: Estatuto do Torcedor aumenta rigor contra violência nos estádios

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais deo país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h08

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Teatro!

Duke

Via 'O Tempo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h37

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Lula baixa pacote de desonerações: de casas à Copa

Lula Marcello Casal/ABr

 

Lula assinou nesta terça (26) uma medida provisória que concede, eleva ou reduz a desoneração de tributos para diversos setores.

 

Foram ao texto desde o Programa Minha Casa, Minha Vida até obras preparatórias para a Copa do Mundo de 2014. Vão abaixo algumas das providências:

 

1. Casas populares: Ampliou-se de R$ 60 mil para R$ 75 mil o preço máximo dos imóveis financiados pelo programa do Minha Casa, Minha Vida com direito a isenção de tributos.

 

Entram na desoneração o PIS-Cofins, a CSLL e o Imposto de Renda. Vigora imediatamente. Vale para os contratos já assinados.

 

2. Copa: Concedeu-se às empresas que executarão obras de construção e reforma de estádios para a Copa de 2014 isenção tributária para materiais, bens e serviços.

 

Nessa conta entram PIS-Cofins, IPI e II. O governo estima que, até o ano da Copa, a renúncia fiscal vai somar algo em torno de R$ 350 milhões.

 

3. Autopeças: Criou-se um calendário para a eliminação do desconto de 40% do II (Imposto de Importação) para autopeças.

 

O desconto será eliminado gradativamente, em quatro etapas, até ser eliminado, em maio de 2011. Já em agosto, cai de 40% para 30%.

 

Os maiores beneficiários serão os fabricantes nacionais de peças para automóveis.

 

4. Inovação tecnológica: Empresas que investirem na pesquisa de novas tecnologias serão estimuladas com a desoneração de Imposto de Renda e CSLL.

 

O estímulo vai cobrir projetos voltados à tecnologia da informação, energias renováveis, nanotecnologia, biotecnologia, saúde e área social.

 

5. Estímulo à exportação: Hoje, ao importar insumos para a fabricação de produtos destinados à exportação, o empresário dispõe de isenção do Imposto de Importação.

 

O produto é tributado depois de pronto, no ato da exportação. Com a medida provisória, o exportador ganhará um crédito no mesmo valor do imposto, para a aquisição de novos insumos.

 

Embora sujeita ao crivo do Congresso, a medida provisória entra em vigor imediatamente. Se sofrer alterações no Legislativo, os ajustes são feitos a posteriori.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h34

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Acossado, Serra admite que não inventou genéricos

Um dos pilares da campanha de José Serra é a passagem dele pelo ministério da Saúde, sob FHC.

 

Desse período, Serra trombeteia, por exemplo, o medicamento genérico, mais barato que o remédio de marca.

 

No ano passado, o PSDB levou ao ar uma propaganda partidária que mencionava, em pé de igualdade, os genéricos, o Plano Real e o seguro desemprego.

 

Classificava as iniciativas como “conquistas” da legenda. No final da peça, disponível lá no alto, Serra dizia: “É isso que interessa pro nosso país. Levar benefício pros que mais precisam...”

 

Pois bem. Na semana passada, ao receber as sugestões do PSB para seu programa de governo, Dilma Rousseff segurou no calcanhar do rival.

 

Lembrou que foi o socialista Jamil Haddad, não Serra, quem criou os medicamentos genéricos. Deu-se na época em que Haddad foi ministro da Saúde de Itamar Franco.

 

Nesta terça (27), de passagem por Palmas (TO), Serra foi instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o tema.

 

"Não fui eu quem inventei o genérico”, admitiu o candidato. “Os genéricos, já existia a ideia. Eu nem sabia quando assumi o Ministério [da Saúde]".

 

Serra contou que o tucano Ronaldo Cezar Coelho, à época deputado, chamou sua atenção para os genéricos.

 

Depois, cuidou de aperfeiçoar a proposta, dando-lhe a forma que resultou na disseminação dos genéricos.

 

Na página “Serra 45”, que propagandeia na web as realizações de Serra, os genéricos são apresentados como “uma vitória” do candidato.

 

Diz o texto: “Até 1999, só havia no mercado os remédios de marca. Quando Serra assumiu o Ministério da Saúde, isso mudou...”

 

“...Ele regulamentou a Lei dos Genéricos, que parte do princípio de que o que cura no remédio é o ‘ingrediente’, o princípio ativo, e não a marca”.

 

Nem sinal de Jamil Haddad. "O que não é possível é alguém chegar e dizer foi só eu que fiz. Não foi, na verdade", fustigara Dilma há seis dias.

 

Serra poderia ter se privado do constrangimento. Teve, de fato, papel de relevo na propagação dos genéricos. Porém, ao esquecer da paternidade, deu à luz a dúvida.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h25

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Em operação contra pedofilia, PF prende 20 pessoas

A Polícia Federal mandou ao meio-fio, nesta terça (27), uma legião de cerca de 400 agentes.

 

Munidos de ordem judicial, realizam batidas em 81 imóveis assentados em dez unidades da federação: AL, CE, GO, MG, PR, RJ, RS, SC, SP e DF.

 

Deu-se à operação o nome de “Tapete Persa”. Foram à garra, em flagrante, 20 pessoas. O número de deve aumentar.

 

Os presos escondiam em casa material pornográfico, vídeos e fotos. Há casos de imagens que exibiam o próprio detido em cenas de abusos contra crianças.

 

É a terceira operação do gênero realizada pela PF. De todas, foi a que resultou no maior número de prisões.

 

No ano passado, ns pegadas da operação Turco, foram recolhidos 11 pedófilos. Em 2008, na operação Carrossel, cinco.

 

A PF não informa quantas dessas detenções foram convertidas em condenações. A julgar pelo ritmoda Justiça brasileira, é de supor que o número seja zero.

 

Iniciada no ano passado, a terceira onda de investigações da PF contra a pedofilia nasceu de uma demanda vinda da Alemanha.

 

Ao cabo de um monitoramento realizado na internet, a polícia alemã verificou, em fins de 2008, que os criminosos de lá se conectavam com os meliantes de cá.

 

Na ação desta terça, a PF conta com o suporte dea Interpol e da própria polícia da Alemanha.

 

Pelas leis brasileiras, o crime de pedofilia para resultar em condenações de até 15 anos de cana.

 

Na era do cristal líquido, a ação policial, mais do que necessária, tornou-se incontornável.

 

No ranking mundial da pedofilia, o Brasil ocupa a quarta posição. É superado apens por Alemanha, Espanha e Inglaterra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h41

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Virou rotina: Serra é multado no TSE pela quarta vez

Ana Paula Oliveira/Divulgação

 

O ministro Henrique Neves, do TSE, adicionou um tijolo no muro da desfaçatez que vem sendo erigido na máxima corte da Justiça Eleitoral.

 

Impôs a José Serra mais uma multa, a quarta. Fixou-a em R$ 10 mil. Condenou também o PSDB-RS ao pagamento de R$ 15 mil.

 

De novo, propaganda ilegal. Peças que deveriam enaltecer o partido foram usadas para trombetear o candidato.

 

Na gincana do TSE, Dilma Rousseff e Lula, cada um com seis multas, ainda prevalecem sobre Serra. Mas o tucano forte candidato ao empate.

 

Convertidas em cifras, as multas de Serra somam R$ 25 mil. Dilma deve R$ 33 mil. Lula, R$ 45,2 mil. Por ora, ninguém levou a mão ao bolso.

 

Nesse cenário tão descarado, restaria ao eleitor acreditar naqueles que ainda se ruborizam.

 

Como candidato ruborizado é mercadoria em falta na praça, o melhor é observar a cena com ceticismo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h37

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Dilma diz que Serra terceiriza ao vice Índio o ataque

Marcello Casal/ABr

 

Dilma Rousseff falou a uma emissora de rádio de Mossoró (RN). Dedicou-se a espetar José Serra e o DEM, principal aliado do rival.

 

A certa altura, Dilma insinuou que Serra bate nela com tacape terceirzado. Referia-se à borduna do vice Índio da Costa.

 

Representante do DEM na chapa de Serra, Índio já grudou no PT as Farc, o narcotráfico e o Comando Vermelho.

 

"Eu acho muito ruim essa característica que está assumindo a campanha do meu adversário José Serra”, disse Dilma no rádio.

 

“Eu não considero que uma pessoa que é candidato a presidente da República deva colocar alguém para fazer as acusações e ele endossar...”

 

“...Então vou responder ao ex-governador José Serra. Acho lamentável que a eleição tenha decido, da parte do meu adversário, a esse nível".

 

Para Dilma, a pancadaria da oposição produz "um dos momentos mais desqualificados em toda história das campanhas depois da democratização do país". Lorota.

 

A quadra atual, a despeito da escalada vernacuar e dos dossiês voadores, ainda não superou 1989 em desqualificação.

 

Naquele ano, Fernando Collor prevaleceu sobre Lula numa campanha guiada pela máxima de que não se pode fazer uma omelete sem chutar os ovos.

 

No ápice da baixaria, Collor levou Miriam Cordeiro à TV. Em rede nacional, a ex-namorada de Lula contou que ele lhe recomendara um aborto.

 

Mais feio do que isso, só o apoio que Dilma e Lula emprestam a Collor, agora candidato em Alagoas. O jingle do neoaliado é uma das graças do momento.

 

Dilma atribui os torpedos disparados em sua direção ao “nervosismo” da fragata inimiga. Coisa decorrente do fato de que Serra "não tem tido bom desempenho”.

 

A candidata de Lula saboreia os índices que as pesquisas lhe atribuem: "A nossa avaliação é que tivemos um desempenho muito bom...”

 

“...Meu nome não era muito conhecido, porque essa é a primeira eleição em que concorro, enquanto o nome do meu adversário era muito conhecido”.

 

De fato, Dilma tem razões para festejar a própria metamorfose. É, hoje, uma ex-poste. Eletrificada por Lula, tornou-se competitiva, com leve favoritismo.

 

Bem orientada, ela segue o script. No estágio atual, o enredo do PT prevê que é preciso grudar em Serra a pecha de oposição a Lula.

 

Daí as referências que Dilma fez ao DEM. Nenhum outro palco seria mais adequado para a tarefa do que o Rio Grande do Norte.

 

É o Estado de José Agripino Maia, líder do DEM e um dos mais ferozes opositores de Lula.

 

É também a praça em que a ‘demo’ Rosalba Ciarlini desponta como favorita na corrida para o governo estadual.

 

"O pessoal do DEM tem sido contra a quase todos os projetos do governo federal”, Dilma realçou no rádio.

 

“Foram contra o Bolsa Família, entraram com uma ação no STF para acabar com o Prouni, votaram contra tudo”.

 

Abre parênteses: Nesse ponto, Dilma comete um equívoco. Não há no STF ação do DEM contra o Prouni.

 

O que foi ao Supremo é uma ação de inconstitucionalidade do DEM, subscrita pelo PSDB, contra o Rúmi. O que é o Rúmi? Um regime de cotas raciais.

 

No mais, ‘demos’ e tucanos questionaram no STF o Fundo soberano e a concessão de bolsas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania). Fecha parênteses.

 

Retorne-se à bateria de Dilma contra o parceiro de Serra. Ela disse que os ‘demos’ “tiveram atitude não de oposição, foi de destruição”.

 

Destruição “do governo Lula e, em alguns momentos, da pessoa do presidente Lula...”

 

“...Aqui em Brasília e no resto do país, todo mundo sabe que o DEM é a oposição mais negativista que o presidente Lula teve”.

 

Instada a dizer algo sobre as seis multas que o TSE lhe impôs por infrações à legislação eleitoral, Dilma declarou:

 

"Eu acho que, dadas às condições feitas pela Justiça Eleitoral, não nos cabe protestar ou fazer qualquer discussão a respeito. Cabe cumprir a pena...”

 

“...Não somos só nós que estamos sendo punidos. A campanha do meu adversário também". Um erro e um acerto.

 

O equívoco: as condições não foram dadas pelo TSE. Quem aprovou a lei foram os partidos com representação no Congresso. A Justiça apenas zela por ela.

 

O acerto: de fato, considerando-se que Serra também coleciona quatro multas, a campanha tornou-se gincana da suja contra o mal lavado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h33

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‘Só Deus vai me tirar da vida pública’, vaticina Maluf

- Aqui, notícia sobre a impugnação que o Ministério Público prepara contra Paulo Maluif (PP-SP). Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 14h22

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Dilma recolhe com ministros ‘munição’ para debates

Sem alerde, Dilma Rousseff recolhe na Esplanada os dados que vai esgrimir nos debates com seus antagonistas.

 

Deve-se a informação à coluna Painel, na Folha. Leia:

 

 

- Supletivo : Faltando nove dias para o primeiro debate dos candidatos na TV, a ex-ministra Dilma Rousseff tem se valido de longas conversas com seus ex-colegas de Esplanada para se atualizar e juntar munição sobre temas considerados estratégicos.

 

No fim de semana, a petista esteve com José Gomes Temporão (Saúde) e Luiz Paulo Barreto (Justiça). Também já passaram pela "sabatina" Fernando Haddad (Educação) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

 

O PT acredita que o ‘intensivão’ turbinará o desempenho da candidata, acusada pelos adversários de fugir dos debates. As conversas com ministros de Lula também servem para fechar o plano de governo da petista.

 


- Hora extra: Integrantes do PT negam uso da máquina e afirmam que as conversas têm ocorrido fora do horário do expediente na Esplanada. A estratégia de fazer um mutirão de ministros para atualizar Dilma sobre os dados do governo havia sido anunciada há um mês por auxiliares de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h33

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PT pede à Folha que retire vídeo de Indio da internet

Liderada pelo PT, a coligação partidária de Dilma Rousseff enviou à Folha uma “notificação extrajudicial”.

 

No documento, advogado do consórcio pede que seja retirado do portal Folha.com um vídeo com declarações incômodas feitas pelo vice de José Serra.

 

A fita é aquela em que Índio da Costa (DEM-RJ) afirma: "Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior".

 

Foi ao ar em 18 de julho, no corpo de reportagem sob o título "Vice de Serra, Indio da Costa liga PT a narcotráfico e guerrilha".

 

O jornal decidiu desatender o pedido da coligação pró-Dilma. Em verdade, uma demanda informal, sem amparo em sentença judicial.

 

Em representação que protocolara no TSE, o PT já havia solicitado que a Justiça Eleitoral determinasse à Folha.com a desativação do link que conduz ao vídeo.

 

Ao julgar a ação, o ministro Henrique Neves concedera ao PT direito de resposta no portal de campanha de Serra, o “Mobiliza PSDB”.

 

Porém, no mesmo despacho, o ministro indeferira a parte da petição que se referia à Folha.com.

 

Em decisão posterior, Henrique Neves levou ao freezer também o direito de resposta. Como o PSDB recorreu, ele optou por tranferir a palavra final para o plenário do TSE, que volta ao batente em 2 de agosto.

 

No documento dirigido à Folha, o advogado do petismo justifica o pedido sob o argumento de que o vídeo contém "graves ofensas" ao PT.

 

Anota que as declarações de Índio tem "claro cunho danoso, com consequências para o pleito". Advogado da Folha, Luís Francisco Carvalho Filho acha que o pedido não faz nexo:

 

"O jornal e o site não estão fazendo campanha, estão simplesmente informando o leitor a respeito de algo que ocorreu".

Avalia que "a tentativa do PT é um ato de censura grave. Mal comparando, seria o mesmo que mandar agentes do Estado para recortar páginas dos jornais das bibliotecas para que a notícia jamais seja lida".

 

De fato, partido político que reclama de noticiário veraz assemelha-se a capitão de navio que, em meio à borrasca, queixa-se da existência do mar.

 

Melhor faria o PT se escalasse um de seus quadros para responder, de forma convincente, às acusações de Índio. Diria, a plenos pulmões, algo assim:

 

O partido já cultivou laços ideológicos com as Farc. Hoje, renega a guerrilha, rendida à prática de crimes hediondos e financiada pelo comércio de cocaína.

 

Curiosamente, o PT prefere brigar com a notícia velha a produzir uma página nova.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h15

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QG de Serra ouvirá mil eleitores por dia até a eleição

Angeli

 

Submetido a um cenário de disputa apertada, o Quartel General da candidatura de José Serra decidiu realizar mil entrevistas diárias com eleitores.

 

O eleitor será ouvido por telefone, numa modalidade de pesquisa que os marqueteiros chamam de “tracking”.

 

Busca-se rastrear os movimentos do eleitorado em todas as regiões do país. O comitê de Serra já vinha fazendo esse tipo de sondagem desde 5 de julho.

 

A diferença está no tamanho da amostra. Até aqui, ouviam-se 500 eleitores por dia. A partir de agosto, o número de entrevistas vai dobrar.

 

O objetivo é o de refinar a pesquisa, tornando-a menos imprecisa. Os números servem de matéria-prima para a produção de dois informes.

 

Num, faz-se a consolidação das últimas 2 mil entrevistas. Permite medir o percentual de itenções de voto atribuídas a cada candidato.

 

Com 500 entrevistas, essa consolidação era feita a cada quatro dias. Com mil, a periodicidade cairá para dois dias.

 

Noutro relatório, os responsáveis pela pesquisa anotam uma “média móvel”. Também considera um volume de 2 mil entrevistas.

 

A diferença é que a sondagem é atualizada em ritmo diário –os dados do primeiro dia de cada ciclo vão sendo substituídos pelas informações do último dia.

 

No formato anterior, as 500 entrevistas coletadas no primeiro dia eram substituídas pelas 500 do quinto dia.

 

Com a elevação do volume das amostras, a pesquisa será atualizadea com informações “frescas” a cada três dias.

 

A “média móvel” permite ao comitê de campanha detectar o eventual surgimento das chamadas “ondas eleitorais”.

 

Tenta-se captar a intenção de voto em pleno movimento. Suponha, para efeito de raciocínio, que o candidato apareça com 40% no primeiro lote de mil entrevistas.

 

Se ele cai para 35% no segundo dia e se mantém nesse patamar inferior nos dias subsequentes significa que foi engolfado por uma onda de baixa. E vice-versa.

 

Nas palavras de um dos responsáveis pelo marketing tucano, o tracking das últimas semanas revela um quadro de “rigoroso empate” entre Serra e a Dilma Rousseff.

 

A despeito do apoio de Lula à candidata rival, Serra segura-se em patamares superiores a 35%. Quanto a Dilma, depois de experimentar uma onda de crescimento na sondagem do comitê tucano, estacionou.

 

O cenário de empate orna com o quadro pintado pelo último Datafolha, que atribuiu 37% a Serra e 36% a Dilma.

 

Na guerra de pesquisas em que se converteu a sucessão, o comitê de Dilma sustenta que a candidata de Lula já ultrapassou Serra.

 

O comitê petista serve-se de pesquisas encomendadas ao Vox Populi. E se fia na última sondagem desse instituto, na qual Dilma (41%) aparece oito pontos à frente de Serra (33%).

 

Além das pesquisas quantitativas, os dois comitês realizam sondagens qualitativas. Nessa segunda modalidade, os eleitores são reunidos em pequenos grupos.

 

Em troca de brindes, salgadinhos e regrigerantes, os eleitores se dispõem a discutir temas propostos por um representante do comitê. O debate é observado pela turma do marketing a partir de um vidro semelhante aos que existem nas delegacias de polícia, para a identificação de criminosos.

 

Quem está de fora, vê o que se passa do outro lado. Quem está na sala não enxerga as pessoas que observam o grupo através do vidro.

 

Os debates resultam na produção de relatórios que condensam as opiniões de cada nicho de eleitores. Informados, os candidatos embrulham essas opiniões para presente e as devolvem aos eleitores na forma de discurso próprio.

 

O PSDB aproveita das suas “qualitativas” as dúvidas do eleitor em relação a Dilma e às parcerias ideológicas do PT. E Serra põe-se a criticar, por exemplo, o MST e o governo companheiro da Venezuela.

 

O PT recolhe das suas pesquisas de grupo aquilo que lhe interessa: o apreço do eleitor por Lula e o desejo de continuidade.

 

E o presidente da legenda, José Eduardo Dutra, repisa o discurso segundo o qual a campanha de Dilma será “propositiva, sem cair nas provocações dos adversários”.

 

Nesse vaivém de pesquisas e declarações, a sucessão atual desce ao verbete da enciclopédia como a mais disputada do Brasil redemocratizado. Caminha-se para uma definição na fase televisiva da campanha, a ser iniciada em 17 de agosto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h48

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Gasto maior não garante melhor serviço na Saúde

 

- Folha: Em SP, reformas de estradas não resistem um ano

 

- Estadão: Déficit externo no semestre já iguala o de 2009 inteiro

 

- JB: Estrangeiros tiram capital da produção

 

- Correio: Ônibus caro e ruim dá lucro no DF

 

- Valor: Atividade econômica não apresenta reação em julho

 

- Jornal do Commercio: Gangue ataca em prédios de luxo

 

- Zero Hora: Brasileiros já pagaram mais de R$ 700 bi em impostos neste ano

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Equipe vermelha!

Amarildo

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Escrito por Josias de Souza às 00h37

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Sérgio Cabral recua e diz que participará de ‘debate’

Na semana passada, o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), dissera que não daria as caras em nenhum debate no primeiro turno da eleição.

 

Nesta segunda (26), Cabral, que disputa a reeleição, deu meia-volta. Afirma agora que irá a um debate, o primeiro, marcado para 12 de agosto, na Band.

 

Por que mudou de idéia? "Por respeito à população e à minha equipe de governo. Afinal foram quatro anos de muito trabalho, conquistas e realizações".

 

Tolice. Cabral foi empurrado pelas críticas que colecionou. Foram muitas. Ecoaram de todos os lados.

 

A democracia brasileira, embora jovem, já não convive bem com candidatos que acham que não devem nada a ninguém. Muito menos explicações.

 

Em 2006, Lula faltou ao último debate do primeiro turno. Exposta no vídeo, a cadeira vazia pesou. E o embate foi ao segundo round.

 

O receio de Cabral, além de desrespeitoso, é tolo. O risco de um deslize do candidato, de um incidente, sempre existe. Mas não é o usual.

 

No Brasil, o debate eleitoral só existe no nome. Os marqueteiros desenvolveram técnicas de proteção aos seus candidatos.

 

À legislação eleitoral, já limitadora, acrescentam-se regras de salvaguarda recíproca. Sonega-se ao eleitor a oportunidade de vislumbrar o que o candidato pensa.

 

O resultado é desalentador. Os candidatos apenas reproduzem nos pseudodebates o lero-lero levado à propaganda eleitoral televisiva.

 

Há países em que o debate é franco –os EUA, por exemplo. Ali, escolhe-se um mediador que inspire confiança e os contentores vão à sorte dos argumentos.

 

Há regras. Mas são poucas. As respostas, quando dúbias, comportam réplicas. Por vezes, os antagonistas se submetem a perguntas da platéia.

 

Aqui, a despeito da pantomima, candidatos como Cabral, bem postos na pesquisa, preferem a covardia ao diminuto risco da exposição. Um acinte.

 

Tomado pelo último Datafolha, Cabral (53%) desfruta da perspectiva de prevalecer sobre o “verde” Fernando Gabeira (18%) já no primeiro turno.

 

Se tivesse juízo, o eleitor fluminense pregaria uma peça em Cabral, empurrando-o para um segundo turno com pelo menos mais dois debates.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h37

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Se Marina fosse presidente, o Battisti ficaria no Brasil

Wilson Dias/ABr

 

Marina Silva parece decidida a subverter a máxima segunda a qual sinceridade em campanha política é matéria-prima inexistente.

 

A presidenciável do PV já se declarou contra o aborto e a união entre homossexuais. Nessas matérias, faz uma concessão ao plebiscito.

 

Nesta segunda (26), Marina posiconou-se contra a pretensão do governo da Itália de ver extraditado o ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

O STF, como se recorda, decidiu pela extradição de Battisti, condenado à prisão perpétua pelo suposto assassinato de quatro pessoas.

 

Mas o Supremo delegou a palavra final a Lula. Para não prejudicar sua candidata, Dilma Rousseff, o presidente trata o caso a golpes de barriga.

 

Se Marina estivesse na posição de Lula, Battisti, preso em Brasília, ganharia refúgio permanente no país. Ouça-se o que ela disse:

 

"O Brasil já deu abrigo até a ditadores. Por que com ele seria diferente? Aí o Brasil tem uma tradição. Se o princípio é dar apoio e suporte, mantêm-se os princípios".

 

Há duas vantagens na sinceridade de Marina. O eleitor dela não poderá alegar arrependimento. E ela não terá como se queixar da votação miúda.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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No MA, TRE livra Sarney Filho da lei da ‘Ficha Limpa’

Tribunal decide que nova lei só vale para infrações futuras

Decisão contraria  expressamente o entendimento  do TSE

 

  Lula Marques/Folha
Por cinco votos contra um, o TRE do Maranhão, mandou ao arquivo um pedido de impugnação que o Ministério Público movera contra José Sarney Filho, o Zequinha.

 

Filiado ao PV, Zequinha (na foto ao lado beijando o pai, José Sarney), disputa a reeleição para o cargo de deputado federal.

 

Para a Procuradoria, a lei da Ficha Limpa tornou o filho do presidente do Senado inelegível. Por quê? Zequinha tem contra si uma condenação de 2006.

 

Nas eleições daquele ano, o deputado fora punido pela Justiça Eleitoral por ter feito propaganda política ilegal na web, num sítio oficial da prefeitura de Pinheiro (MA).

 

Alvejado agora pelo pedido de impugnação, Zequinha recorreu ao TRE. O argumento central da contestação é o seguinte:

 

A lei da Ficha Limpa não pode reatroagir no tempo, sob pena de violar o Código Civil e a Constituição.

 

Os advogados de Zequinha invocaram princípios como o da “irretroatividade da lei”, “coisa julgada” e "segurança jurídica”.

 

Instado a se manifestar, o Ministério Público reafirmou o pedido de impugnação. Argumentou que a lei da Ficha Limpa tem aplicação imediata.

 

Relator do processo no TRE maranhense, o juiz Magno Linhares reconheceu em seu voto que o TSE “decidiu, por maioria, pela aplicabilidade imediata da nova lei”.

 

Magno Linhares chegou mesmo a reproduzir um trecho das declarações feitas no TSE pelo ministro Arnaldo Versiani:

 

“A nova lei [...] se aplica aos processos em tramitação ou mesmo já encerrados antes da sua entrada em vigor [...]”.

 

É, precisamente, o caso do deputado Zequinha, cuja condenação ocorreu quatro anos atrás.

 

A despeito da posição do TSE, o relator do TRE maranhense posicionou-se em sentido oposto. Para ele, a lei não vale para condenações ocorridas no passado.

 

O voto de Magno Linhares, seguido por outros quatro juízes, prevaleceu em sessão realizada pelo TRE nesta segunda-feira (26).

 

No texto que levou à decisão, o relator se escora no artigo 5º da Constituição. Escreve que a lei não pode retroagir senão para beneficiar o réu.

 

O juiz maranhense reconhece em seu voto que a lei da Ficha Limpa “é um grande avanço e um moderno instrumento de valorização da ética na política brasileira”.

 

Porém, escreveu Magno Linhares, “não pode servir de ameaça permanente às garantias individuais e às demais regras basilares do Estado democrático de direito”.

 

O relator citou Mequavel: “É imprudente, e, portanto desaconselhável, passar abruptamente da clemência à crueldade”.

 

O Ministério Público recorrerá da decisão. O caso subirá ao TSE. Mas não vai morrer ali. As dúvidas que assediam a lei dos prontuários higienizados só serão elucidadas no STF.

 

Até lá, outros candidatos bichados passarão pela fresta aberta no Maranhão. Entre eles Jackson Lago (PDT), que tenta retornar ao governo do Estado depois de ter sido cassado pelo TSE no ano passado.

 

- Em tempo: Numa evidência da confusão que se instalou, o TRE de Minas impôs a lei da Ficha Limpa a um candidato a deputado estadual. Entre os fundamentos, uma condenação de 2008. Em São Paulo, a Procuradoria requereu a impugnação de mais 16 candidatos. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h26

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The í-Píauí Herald: ‘Muricy recusa o convite de Jolie’

Mano Menezes anunciou a lista de convocados para a nova seleção brasileira. Embora importante, o fato não se iguala em relevo a outra “notícia” levada à web.

 

O blog ‘The í-Píauí Herald’, um braço eletrônico da Revista Piauí que faz graça com a desgraça que grassa, (des)informa o seguinte:

 

“Horas depois de recusar o convite para treinar a seleção brasileira, o técnico Muricy Ramalho recebeu um telefonema da atriz Angelina Jolie”.

 

A atriz “queria convidar Ramalho para passar um fim de semana com ela na ilha de St. Barts, no Caribe”.

 

De saída, “o treinador aceitou”. Mas informou a Angelina que “precisava antes discutir os termos de seu casamento com a esposa”.

 

A resposta veio depois, por meio de um assessor: “Ela não deixou”.

 

A exemplo da diretoria do Fluminense, a patroa de Muricy, dona Dalva Ramalho, não tem “o menor desejo de liberar o Muricy”.

 

Com uma “notícia” dessas, quem se importa com a composição do novo escrete?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Aécio nega corpo mole: o Serra 'pode' vencer em MG

  Folha
No topo da pesquisa para o Senado, Aécio Neves (62%) tem, na balança de Minas Gerais, peso igual ao de Lula.

 

A taxa de influência do ex-governador tucano sobre o eleitorado mineiro é, segundo o Datafolha, idêntica à de Lula: 27%.

 

Olhado de esguelha dentro do próprio partido, Aécio nega, uma vez mais, que negligencie a campanha de José Serra no Estado:

 

"Não há nenhuma outra unidade da federação onde ele tenha vindo tantas vezes, quanto aqui, em Minas Gerais...”

 

“...Queremos que isso continue e eu acho que ele pode também vencer em Minas Gerais".

 

Aécio vive situação análoga à do padre que, de tanto repetir a mesma missa, leva os fiéis a desconfiarem de Deus.

 

Até o dia da eleição, repisará a homilia das mangas arregaçadas incontáveis vezes. E não espantará o vírus da desconfiança.

 

Parte da dúvida deve ser debitada ao próprio Serra. Prevaleceu sobre Aécio, na disputa interna do PSDB, sem a gentileza de uma prévia.

 

No mais, a atmosfera de ambiguidade é tonificada pela realidade que rodeia Aécio, tão desgostosa quando pão de queijo amanhecido.

 

Por ora, Aécio não logrou inocular seu prestígio pessoal na corrente eleitoral de Antonio Anastasia, o tucano que o representa na disputa pelo governo.

 

A 22 dias do início da propaganda televisiva, Anastasia coleciona 18% das intenções de voto. O rival Hélio Costa (PMDB) soma 44%.

 

Num cenário assim, tão adverso, é natural que Aécio priorize o Estado em detrimento do nacional.

 

Uma eventual derrota de Serra em Minas terá múltiplas explicações. A ruína de Anstasia será evento de explicação única: uma derrota de Aécio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h13

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Padilha: Tática de ‘agredir e atacar não surtiu efeito’

Numa de suas incursões à boca do palco eleitoral, o ministro Alexandre Padilha comentou, nesta segunda (26), a última leva de pesquisas.

 

"O que está claro é que tem um quadro de estabilidade que mostra que essa estratégia da oposição de agredir e atacar não surtiu efeito. Mostra também que a campanha da Dilma está no rumo certo".

 

Padilha saía de uma reunião com Lula. Petista, ele faz as vezes de coordenador político do governo e linha auxiliar do comitê eleitoral de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h49

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Na 3ª versão, programa de Dilma exclui as polêmicas

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

Assessor internacional de Lula, o petista Marco Aurélio Garcia vai sair em férias. Usará o tempo livre para dar forma final ao programa de governo de Dilma Rousseff.

 

Em entrevista à repórter Ana Flor, Marco Aurélio disse que temas “não consensuais” serão submetidos ao Congresso, depois da eleição.

 

Entre os assuntos que o documento vai se abster de mencionar estão a redução da jornada de trabalho, a taxação das fortunas e o controle social da mídia.

 

“Não significa que eles sejam proibidos”, Marco Aurélio esclareceu. “Serão abordados no momento devido pela instância devida, que é o Parlamento”.

 

A peça ficará pronta em dez dias. Vai abaixo a entrevista, disponível também aqui: 

 

- Pontos polêmicos de textos anteriores entrarão no programa final? Só entrarão temas consensuais. E temas que a candidata esteja de acordo. A existência de outros, não consensuais, não significa que eles sejam proibidos. Eles simplesmente serão abordados no momento devido pela instância devida, que é o parlamento. O Congresso vai definir, com o perfil que tiver, com uma base governamental que nós esperamos que seja bem majoritária.

- Então temas como a redução da jornada de trabalho e taxação de grandes fortunas serão discutidos só depois? Serão discutidos depois, queiramos ou não. Porque são temas de sociedade. Nós temos suficientes temas de unidade para governar bem o país para construir uma proposta de governo.

- E o controle social da mídia? Quero deixar claro que isso tem reaparecido com uma certa frequência por parte de alguns donos de jornais, televisões e rádios. Esse tema não pode aparecer como uma questão problemática porque nós não temos nenhuma restrição à liberdade de imprensa no país. Pelo contrário, nós nunca vivemos num clima de liberdade de imprensa comparável. Quem tiver dúvida sobre isso que veja como um governo que tem mais de 80% de popularidade é tratado por uma imprensa que o destrata com mais de 80%. A única censura que os meios de comunicação podem sofrer no Brasil é dos seus leitores, ouvintes e telespectadores. São esses que vão dizer se a imprensa é boa, se tem credibilidade.

- Então será um programa genérico, evitando polêmicas? Não vai ser genérico, vai ser um documento geral, mas vai demarcar muito claramente o nosso campo em relação ao campo da oposição. Queremos que [o programa de governo] seja um documento curto, porque um documento curto será lido por milhões de brasileiros e brasileiras. Um documento longo poderá fazer a alegria dos acadêmicos, dos jornalistas, dos estudiosos, mas não vai cumprir sua função. Nós pensamos em ser uma espécie de compromissos da Dilma com o Brasil e que vão estar de certa maneira caracterizados por isso que a campanha tem dito até agora: dar continuidade a esses oito anos mas avançar muito mais.

- Em que pontos há acordo? Estamos trabalhando em um texto que vai ser discutido daqui a uns 10 dias, que é o tempo que nós pretendemos para registrar o programa. Seria uma usurpação da minha parte dizer algo antes. Nos vem à cabeça uma coisa clara, a ideia de um projeto de desenvolvimento centrado nas transformações sociais do país, que não vão se fazer exclusivamente por meio de políticas sociais, mas que vão ser feitos por um conjunto de políticas, inclusive econômicas. Não se pode ter uma politica econômica conservadora e uma politica social progressista. Vamos ter uma politica econômica progressista, mas que será equilibrada.

- Isso inclui a proposta de reformas? Com constituinte específica? Temos que aprofundar a democratização do Estado e da sociedade. A candidata tem defendido a necessidade de uma reforma política, provavelmente nós vamos definir critérios gerais para essa reforma. Eu acho que seria positivo uma constituinte especifica. Apesar de ter ressonância no grupo, eu não gostaria de ser peremptório.

- O sr. também fala em "reforço da defesa nacional"... Isso tem que ser no mínimo aludido, até por ser uma questão exitosa no governo. O que muitos têm apresentado como uma corrida armamentista do Brasil é uma bobagem. O que estamos fazendo é recuperando os equipamentos que estavam muito defasados. Você não pode ter forças armadas só para desfile do 7 de Setembro. Estamos adequando essa doutrina de defesa nacional aos novos desafios de manutenção de soberania nacional. Temos o Pré-sal. Sabe o que vamos fazer para protegê-lo? Ou o Pré-sal não será objeto de cobiça? Temos a Amazônia, e quantos discursos aparecem aqui e ali sobre a internacionalização da Amazônia?

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h28

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Everardo se diz ‘perplexo’ com ‘vazamentos’ do fisco

Para ex-secretário, PF deveria ser acionada no caso EJ

 

  Elza Fiúza/ABr
Ex-secretário da Receita Federal, Everardo Maciel contabilizou os vazamentos de dados fiscais ocorridos nos últimos 12 meses. Foram seis.

 

O ex-leão dá nomes aos bois: Ford, Banco Santander, Petrobras, BMF&Bovespa, Guilherme Leal (vice de Marina Silva) e Eduardo Jorge (dirigente do PSDB).

 

Em artigo veiculado na edição desta segunda (26) do Correio Braziliense (aqui, para assinantes), Everardo anota:

 

“Causam perplexidade os seguidos vazamentos de informações protegidas por sigilo fiscal, comprometendo a reputação duramente conquistada pela Receita Federal”.

 

Na opinião do ex-secretário, a apuração dos malfeitos, incluindo o caso EJ, “está encoberta por mistificações e mal-entendidos conceituais, além de aparentes exercícios de contrainformações e manobras diversionistas”.

 

Vai abaixo o texto de Everardo, intitulado “Violação de sigilo e democracia”:

 

 
“O Estado pode, quando indispensável ao exercício de suas responsabilidades, ter acesso a informações que possam revelar a intimidade do cidadão ou da empresa. Essa excepcionalidade se exerce nos estritos limites da lei, sempre tendo em conta que a intimidade é um bem jurídico tutelado pela Constituição e que ao poder para acessar corresponde a obrigação de guardar sigilo das informações obtidas.

Nesse contexto, causam perplexidade os seguidos vazamentos de informações protegidas por sigilo fiscal, comprometendo a reputação duramente conquistada pela Receita Federal.

Nos últimos doze meses, foram veiculadas informações sigilosas relativas à Ford, ao Banco Santander, à Petrobras, à BMF&Bovespa (com repercussões no movimento diário dessa instituição) e às empresas de Guilherme Leal, candidato à Vice-Presidência da República na chapa da senadora Marina Silva. Para culminar, constatou-se que vazaram informações fiscais de Eduardo Jorge, dirigente do PSDB, com o objetivo de alimentar um suposto dossiê a ser utilizado, de forma criminosa, como arma na campanha presidencial.

A apuração desses vazamentos, lamentavelmente, está encoberta por mistificações e mal-entendidos conceituais, além de aparentes exercícios de contrainformações e manobras diversionistas.

A competência do servidor fiscal para acessar informações sigilosas é definida pela natureza do cargo exercido e dela resultam senhas e perfis de acesso individuais.

Os acessos são registrados em uma fita específica, em que se identificam o CPF do servidor, bem como o local e a data em que foram realizados. Por essa razão, é tarefa relativamente simples proceder ao levantamento de acessos a um determinado CPF ou CNPJ.

Para ter acesso, entretanto, não basta ter competência funcional, é indispensável que haja motivação. Em outras palavras, o funcionário fiscal deve ter uma justificativa plausível, associada à sua atividade profissional, para buscar informações protegidas por sigilo. Se o faz de forma imotivada está sujeito a penalidades administrativas, que vão da advertência à suspensão.

O repasse dessas informações para terceiros, obtidas com ou sem motivação, configura crime de violação de sigilo, capitulado no art. 325 do Código Penal, cuja pena, a depender das circunstâncias, é de seis meses de detenção a seis anos de reclusão. Há, portanto, distinção conceitual entre motivação para acessar e violação de sigilo.

Como o levantamento dos acessos ao CPF de Eduardo Jorge já foi concluído, a Receita instituiu comissão para apurar as respectivas motivações. Esses trabalhos devem ser pautados por imparcialidade e independência, conforme estabelece o art. 150 da Lei nº 8. 112.

Estranhamente, contudo, destacou-se, na lista de pessoas que tiveram acesso, o nome de uma servidora, ferindo claramente a exigência de sigilo no procedimento administrativo disciplinar. Presumiu-se que seu ato foi imotivado, porque, até o momento, ela não ofereceu justificação para o acesso. Mais grave, insinuou-se que a presumida falta de motivação a tornava suspeita do vazamento.

A investigação não pode dispensar indícios. É, todavia, ilação falsa entender-se que um ato imotivado resulta inevitavelmente em violação de sigilo. Esse crime pode estar associado a ato motivado ou não.

Da mesma forma que a Corregedoria da Receita está apta para apurar a motivação dos acessos, parece claro que a investigação do vazamento, por sua natureza criminal, guarda mais afinidade com a missão da Polícia Federal, sem que se possa dispensar um trabalho articulado entre esses órgãos.

É indispensável que a Receita puna os infratores, aperfeiçoe os mecanismos de controle no acesso a informações sigilosas e defina com maior precisão o conceito de ato motivado, pois, ao que se sabe, recentemente, um funcionário da Receita, em um curto período, acessou dados de aproximadamente 13 mil pessoas físicas e jurídicas. Feita a sindicância, chegou-se à impressionante conclusão de que todos os atos foram motivados, o que constitui um escárnio merecedor de catalogação no Guiness, como a maior bisbilhotice fiscal da história.

De tudo, resta grave reflexão: o uso indevido do sigilo tutelado pelo Estado é um caminho por onde passam todas as formas autoritárias de governo. Isso não pode passar despercebido pelos que têm compromisso com o Estado Democrático de Direito.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h06

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Para PT, tática de Serra de poupar Lula já se esgotou

Alan Marques/Folha

Sem ser candidato, Lula tornou-se peça central das estratégias de Serra e de Dilma  

 

No leme da campanha de Dilma Rousseff, o PT avalia que começou a fazer água a estratégia eleitoral de José Serra de poupar Lula de críticas.

 

Na opinião do petismo, boa parte do eleitorado já não faz distinção entre Dilma e Lula. Ao contrário, cresce o número de eleitores que votam nela porque ele a apoia.

 

Em consequência, o eleitor tenderia a enxergar os ataques que Serra dirige a Dilma como investidas contra o próprio Lula.

 

Um operador da campanha de Dilma disse ao repórter: A associação da candidata com Lula será ainda mais automática depois que for ao ar a propaganda televisiva.

 

As peças começarão a ser exibidas em 17 de agosto. Virão impregnadas de Lula. E estabelecerão um vínculo direto entre o “êxito” do governo e o trabalho de Dilma.

 

Uma tentativa de “anular” o discurso tucano segundo o qual a candidata não disporia de experiência administrativa para presidir o país.

 

Alheio às teses do petismo, a equipe responsável pelo marketing de Serra mantém inalterada a linha de centrar fogo em Dilma, preservando Lula.

 

O comitê de Serra guia-se pelo resultado de pesquisas qualitativas. São sondagens feitas em reuniões de grupos selecionados de eleitores.

 

Nesse tipo de pesquisa, o eleitor é convidado a discorrer sobre temas previamente escolhidos. As discussões viram relatórios, que orientam a campanha.

 

O tucanato extrai dos grupos duas conclusões. Uma é óbvia: a maior força de Dilma é o fato de ela ser a escolhida de Lula.

 

Eis a outra: a maior fragilidade de Dilma são as dúvidas que um pedaço do eleitorado ainda tem em relação à capacidade gerencial e política da candidata.

 

Vem daí a essência do discurso de Serra, resumido num par de frases: “A Presidência não é algo que se possa terceirizar” e “Lula não é candidato”.

 

Na última quinta-feira (22), Serra levou sua estratégia de campanha às fronteiras do paroxismo. Deu-se numa entrevista à TV Brasil.

 

Uma das entrevistadoras qualificou Serra como candidato de oposição. E perguntou a ele o que mudaria no governo caso vencesse a eleição.

 

E Serra: "Não sou da oposição, sou candidato do pode mais e dá para fazer." Na sequência, ele como que subverteu a lógica que a pergunta embutia:

 

"Você falou em situação e oposição. Eu sou candidato para governar o Brasil no futuro. Não fico nunca jogando no quanto pior melhor...”

 

“...Pego as coisas que estão funcionando e melhoro. As que não estão funcionando eu corrijo".

 

Em essência, Serra tenta se firmar como pessoa mais apta do que Dilma para dar continuidade ao que há de “bom” no governo Lula, aprovado por 77% do eleitorado.

 

É esse discurso que o PT imagina estar esgotado. Em contraposição, o tucanato apega-se a dados da última pesquisa Datafolha para dizer que a coisa não é bem assim.

 

Realizada entre os dias 20 e 23 de julho, a pesquisa apontou empate técnico entre Serra e Dilma. Ele com 37%. Ela com 36%.

 

Os dados que chamam a atenção dos operadores de Serra constam do miolo da pesquisa. São os seguintes:

 

1. Entre os 77% de eleitores que avaliam o governo Lula como ótimo ou bom, 43% dizem que votarão em Dilma. Mas 32% declaram que darão o voto a Serra.

 

2. No nicho que avalia o governo Lula como regular (19%), a maioria (54%) declara que votará em Serra.

 

Na propaganda televisiva, o tucanato vai tentar potencializar esses números. O petismo fará o oposto.

 

Considerando-se as duas estratégias, Lula vai à cena eleitoral de 2010 como personagem central da disputa. Mesmo não sendo candidato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Eleições 2010: União abre os cofres às vésperas das eleições

 

- Folha: Maioria já deu, levou e é contra proibir palmadas

 

- Estadão: Valor das lavouras no PIB rural quadruplica

 

- JB: A arma negra de Chávez

 

- Correio: Os cifrões e os perigos da plástica no DF

 

- Valor: Estagnação da economia faz BC rever alta do juro

 

- Estado de Minas: Turista dá cartão amarelo para Copa 2014 em BH

 

- Jornal do Commercio: O tricolor voltou

 

- Zero Hora: Índios fazem reféns em hidrelétrica na Amazônia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h40

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Efeito Ferrari!

Duke

- Via 'O Tempo'. Aqui, a notícia que ionspirou o artista. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h32

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Amorim retoma conversas sobre Irã no Oriente Médio

  Valter Campanato/ABr
Num instante em que a América Latina respira a atmosfera tóxica que envenana as relações de Venezuela e Colombia, Celso Amorim cuida da paz no Oriente Médio.

 

O chanceler brasileiro realiza viagem a Trípoli, Istambul, Jerusalém, Ramalá e Damasco.

 

Neste domingo (25), de passagem por Jerusalém, Amorim reuniu-se com o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

 

Antes, passara por Istambul. Avistara-se com o chanceler da Turquia, Ahmet Davutoglu. E almoçara com o chanceler do Irã, Manouchehr Mottaki.

 

Após uma hora e meia de trololó com Netanyahu, Amorim deu entrevista a repórteres brasileiros.

 

Perguntou-se ao ministro de Lula se ainda considera produtiva a participação do Brasil na encrenca que envolve a política nuclear iraniana.

 

E ele, referindo-se ao fracassado acordo que havia sido firmado com a ajuda de Lula: “Nós recebemos sinais ambíguos...”

 

“...Às vezes, um incentivo de que é muito importante que o Brasil e a Turquia continuem a ajudar no processo negociador...”e

 

“...Às vezes, recebemos sinais diferentes pelos jornais, aí as pessoas dizem que não foi bem aquilo que eles disseram...”e

 

“...Então, nós esperamos que os sinais sejam claros. Nós não temos nenhum interesse nisso, a não ser ajudar a paz”.

 

A viagem e as declarações de Amorim chegam num instante em que a Comunidade Européia se prepara para anunciar duras sanções ao Irã.

 

Amorim repisou a posição do governo Lula. Disse que sanções não resolvem o problema.

 

Evocou o acordo Irão-Brasil-Turquia, ignorado pela ONU a despeito de prever o depósito de parte do urânio do Irã em território estrangeiro:

 

“É mais importante considerar que, se os 1,2 mil quilos [de urânio] já estivessem na Turquia, como já poderiam estar, o mundo todo estaria muito mais tranquilo”.

 

Também neste domingo, a presidenciável Marina Silva (PV) disse meia dúzia de palavras sobre a política externa do ex-chefe e ex-companheiro Lula.

 

Marina lamentou que, em vez de cuidar do seu quintal latino, o governo desperdice energias com conflitos alheios e longínquos.

 

Referindo-se à pendenga que eletrifica as fronteiras veneuelanas e colombianas, Marina disse:

 

"O Brasil poderia ter tido uma ação mais pró-ativa. A gente se desperdiçou com ambições maiores fora do nosso continente".

 

É, faz sentido.

 

- Serviço: O Itamaraty pendurou no Youtube a íntegra da entrevista concedida por Celso Amorim em Israel. Aqui, com 8min23s de deuração.

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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Paquistão usa travestis para cobrar dos sonegadores

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Escrito por Josias de Souza às 14h03

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Serra não fará menção às Farc na propaganda de TV

Ana Paula Oliveira/Divulgação

 

Principal novidade da campanha eleitoral, o azedume que José Serra injetou no discurso não será reproduzido na propaganda de TV do candidato.

 

O Serra da televisão não vai repetir, por exemplo, a acusação de vínculo do PT com as Farcs que o Serra das entrevistas dos últimos dias alardeou.

 

Os operadores do comitê tucano concluíram que esse tipo de ataque serve para constranger o petismo, mas não rende votos para Serra.

 

Tampouco retira votos da rival Dilma Rousseff. Munido de pesquisas quantitativas e qualitativas, o QG de Serra verificou:

 

1. O pedaço do eleitorado sensível ao discurso de que o PT é dúbio nos valores que professa já vota em Serra.

 

2. O grosso do eleitorado de Dilma, simpático a Lula e agradecido pelas benesses do Bolsa Família, nem sabe o que são as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

 

Na estratégia de campanha de Serra, a vinculação do PT com as Farc foi reduzida à condição de um “acidente de percurso”.

 

Resultado de um “escorregão” de Índio da Costa (DEM-RJ). Algo que, para não desautorizar o vice, Serra viu-se compelido a endossar. Parcialmente.

 

Ao corroborar o vice, o candidato teve o cuidado de não repisar o pedaço da declaração de Índio que insinuava o envolvimento do PT com o narcotráfico.

 

O assunto ainda terá alguma sobrevida no noticiário, graças às ações judiciais movidas pelo PT contra Índio e o PSDB.

 

Mas, a depender do tucanato, vai ficar nisso. Na propaganda de televisão, Serra pretende se ocupar de sua própria biografia.

 

Os responsáveis pelo marketing da campanha tucana contemplam a hipótese de recorrer a ataques pontuais. Sempre a Dilma e ao PT, jamais a Lula.

 

Mas está decidido que a chamada “baixaria” não será a tônica da propaganda eletrônica. As pesquisas internas indicam que o jogo bruto não se trazuz em votos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h55

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Lula diz que, como ex, brigará pela ‘reforma política’

Ricardo Stuckert/PR

 

A cinco meses do término do mandato, Lula faz o inventário de seus oito anos e tenta montar uma agenda para preencher o ócio pós-governamental.

 

Sobre o arrolamento dos feitos, já disse que pretende registrá-lo em cartório. Quanto ao futuro, declarou que não se aposentará da política.

 

Tem, por ora, dois desejos declarados: rodar o Brasil e exportar para países da América Latina e da África sua estratégia de combate à pobreza.

 

Em entrevista ao Diário de Pernambuco, Lula revelou, numa das respostas, um novo detalhe do seu plano para contornar os riscos da ociosidade.

 

“Pretendo continuar a contribuir na política brasileira, não me metendo em questões do dia a dia, mas levantando bandeiras fundamentais para o Brasil”.

 

Não mencionou todos os estandantes que planeja desfraldar. Mas citou aquele que lhe parece prioritário. Vai “começar pela reforma política”.

 

Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Lula se dispõe a fazer como ex o que não fez em oito anos de presidência.

 

Desde FHC, sempre que o governo ficou sem agenda, o Planalto retirou da gaveta dois projetos: a reforma tributária e a política. E nada.

 

Em sua defesa, Lula costuma dizer que enviou ao Congresso um projeto tributário e outro político. Não passaram? A culpa não é dele. Bobagem!

 

Faltaram ao governo empenho e método. Assim como FHC, Lula dispõe de maioria congressual. Nutre-a com cargos e verbas. Mas abesteve-se de acioná-la.

 

Quanto à proposta política, anunciada como “reforma fatiada”, o PT de Lula tentou servir apenas as duas fatias que lhe interessavam.

 

São elas: financiamento público de campanha e voto em lista para deputado. O primeiro pedaço é antídoto envenenado.

 

A instalação de um duto ligando as arcas de campanha à bolsa da Viúva não extinguiria o movimento dos envelopes de dinheiro por baixo da mesa.

 

O segundo remédio, as listas de deputados, foi à mesa como vitamina para os partidos. Na verdade, era anestésico para o eleitor.

 

As legendas comporiam listas de candidatos e serviriam aos donos do voto pratos (mal) feitos. Um acinte.

 

Dias atrás, José Serra contou, numa entrevista de rádio, que procurou FHC e Lula no alvorecer dos mandatos dos dois.

 

Sugeriu a ambos que aproveitassem o frescor das urnas recém-abertas para por de pé a reforma política. Foi rebarbado por um e por outro. Não havia interesse.

 

Agora, num instante em que se prepara para vestir o pijama de ex-presidente, Lula promete se converter num levantador de bandeiras.

 

Há sempre a possibilidade de alguma escola de samba convidar Lula para ser o porta-estandarte do Carnaval de fevereiro de 2011.

 

Fora disso, a promessa do quase-ex-presidente vale tanto quanto a “reforma fatiada” que, como presidente, depositou no Congresso: Nada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h15

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Compra de voto ainda é o que mais cassa políticos no Brasil

 

-Folha: PAC da Segurança tem efeito nulo sobre homicídios

 

- Estadão: Lobão montou esquema para reabrir e explorar Serra Pelada

 

- JB: Palanque nos tribunais

 

- Correio: Igreja católica tenta virar o jogo nas urnas

 

- Estado de Minas: País corre risco de ficar sem calçado e sem roupa

 

- Jornal do Commercio: Solidariedade na ponta da chuteira

 

- Zero Hora: Paz no Rio

 

- Veja: Perdão - A sensação de liberdade de quem conseguiu tirar da ala o peso da mágoa


- Época: Viva melhor com menos sal

 

- IstoÉ: A tática do medo

 

- CartaCapital: Censura: um fantasma apenas.

 

- Exame: Consumo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h16

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Lularixá!

Regi

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Escrito por Josias de Souza às 01h50

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TSE suspende resposta do PT às acusações de Índio

  Nelson Jr./TSE
Dois dias depois de ter concedido ao PT direito de resposta às acusações de Índio da Costa, o ministro Henrique Neves, do TSE, suspendeu a providência.

 

Deve-se a suspensão a um recurso protocolado no tribunal pelos advogados do PSDB. A encrenca subiu para o plenário do TSE.

 

Em despacho divulgado neste sábado, Henrique Neves anotou: “Tendo em vista que o conteúdo da resposta tem sido livremente informado e comentado...”

 

“...Não verifico prejuízo no fato de ela ser veiculada após a apreciação do recurso, ou seja, na primeira semana de agosto, que se aproxima”.

 

Assim, a resposta do PT vai ao freezer. O degelo depende do pronunciamento conjunto dos sete ministros que compõe o TSE, em sessão plenária.

 

Índio acusara o PT de ligações com as Farc e o narcotráfico. As declarações foram veiculadas no sítio Mobiliza PSDB, da campanha de José Serra.

 

Na decisão anterior, Henrique Neves ordenara que a réplica fosse pendurada no portal tucano por dez dias. Deu 24 horas ao PT para lhe apresentar um texto.

 

Refugou o primeiro, por considerar que fazia proselitismo eleitoral. O PT apresentou um novo texto, já aprovado pelo TSE.

 

Imaginava-se que a peça iria ao portal tucano neste sábado (24) ou na próxima segunda (26). Agora, só em agosto.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h20

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TSE: Ato evangélico rende multa de R$ 5 mil a Serra

  Nelson Jr./TSE
O ministro Joelson Dias, do TSE, condenou o presidenciável tucano José Serra a pagar multa de R$ 5 mil por fazer campanha ilegal num evento religioso.

 

Junto com Serra, foram aplicadas, neste sábado (24), multas de mesmo valor aos pastores Cesino Bernardino, Reuel Bernardino e José Lima Damasceno.

 

A transgreessão aconteceu em 1º de maio, num encontro evangélico realizado em Camboriu (SC): o 28º Congresso Internacional de Missões dos Gideões Missionários.

 

Em representação ao TSE, o Ministério Público acusou Serra e os pastores de realizar campanha eleitoral antes de 6 de julho, prazo fixado em lei.

 

Num discurso proferido no encontro, Serra jactou-se de suas realizações no Ministério da Saúde de FHC e no governo de São Paulo.

 

Até aí, nada a opor. Mas o ministro Joelson entendeu que Serra levou ao microfone expressões que evocam o seu lema de campanha: "O Brasil pode mais".

 

O candidato disse coisas como “nós vamos fazer mais” e “podemos fazer mais e melhor”. Na voz dos pastores, a campanha ganhou timbre ainda mais desabrido.

 

Associaram o nome de Serra à Presidência, o cargo em disputa. Declararam apoio ao tucano. Puxaram uma oração pelo êxito de Serra.

 

O ministro anotou que um deles, Reuel Bernardino, chegou mesmo a convocar os presentes a orar “pelo candidato que, espero, seja eleito”.

 

É a terceira multa que o TSE impõe a Serra. A rival Dilma Rousseff já amargou seis. Lula também foi multado meia dúzia de vezes.

 

Curiosamente, o encontro que resultou em nova multa para Serra fora organizado pela Assembléia de Deus. A mesma igreja que, neste sábado, entregou um pedaço de seu apoio a Dilma Rousseff. 

 

Igualados no desrespeito à lei eleitoral que seus partidos ajudaram a aprovar no Congresso, Serra e Dilma já podem fundar uma dupla caipira: Suja e Mal lavado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Dilma recebe o ‘apoio’ de quinze igrejas evangélicas

Lula Marques/Folha

 

Dilma Rousseff cumpriu , em Brasília, um compromisso político-religioso. Foi à sede da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.

 

Acompanhada do candidato a vice, Michel Temer, a pupila de Lula recebeu o apoio de representates de 15 igrejas evangélicas.

 

Ao chegar, Dilma foi submetida à evidência de que a adesão dos pastores não é seguida pela integralidade do rebanho.

 

Ovelhas “desgarradas” oganizaram um protesto contra a candidata. Duas delas desenrolaram uma faixa na qual se lia: "Apoiar a Dilma é negar a Bíblia" (repare na foto lá do alto).

 

Numa ponta, Silvio Moreira Santos, técnico em eletrônica. Na outra, Wilson de Araújo Sampaio, pastor da Assembléia de Deus.

 

Na passagem de Dilma, Silvio Moreira gritou: "Essa senhora apoia o aborto e o casamento gay. Somos contra isso. Esse mulher não pode ganhar".

 

Dentro do prédio, falando para uma platéia de cerca de mil fiéis, Dilma declarou: “Eu sou a favor da vida em todas as suas manifestações e seus sentidos”.

 

Na noite da véspera, num ato de campanha realizado em Garanhuns (PE), Lula ousara estabelecer um liame entre as biografias de Dilma e de Jesus Cristo.

 

“Ela foi barbaramente torturada [durante a ditadura militar]. Vocês sabem... Como Jesus Cristo foi torturado”, dissera Lula.

 

Pois diante dos evangélicos, Dilma se esforçou para espantar outro tipo de suplício: a tortura da desconfiança que religiosos conservadores grudam nela.

 

Evocou as ações do governo Lula em favor dos pobres. E disse que, eleita, vai “cuidar do povo” e da família, “como ele”.

 

Num tom devoto que destoa de seu passado materialista, rogou aos presentes: “Quero pedir a vocês que orem por mim”.

 

O pedido de oração chega dois dias depois de ter ganhado as manchetes uma polêmica envolvendo um bispo da Igreja Católica.

 

Em artigo na web, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos (SP), recomendou aos católicos que não votem em Dilma. Para ele, uma defensora do aborto.

 

Em passado recente, a candidata defendia a descriminalização do aborto. Hoje, limita-se a advogar o cumprimento da lei existente.

 

Uma lei que prevê o aborto apenas em dois casos: quando decorre de estrupo ou quando a gravidez impõe risco de morte à mãe.

 

Além de Temer, acompanhou Dilma no encontro com os evangélicos o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

 

Ex-seminarista, Gilbertinho, como é chamado pelo chefe, foi escalado por Lula para aproximar Dilma das sacristias.

 

Em nome dos evangélicos, discursou o pastor e deputado federal Manoel Ferreira (PR-RJ), da Assembleia de Deus.

 

A julgar pelo que disse o pastor-deputado, foi dando que o governo da ex-ministra Dilma recebeu o apoio dos evangélicos à candidata Dilma.

 

Manoel recordou aos presentes que Lula sancionara a lei que regularizou os templos erigidos em áreas públicas pertencentes à União.

 

“Agora chegou a hora de estarmos unidos. O que podemos fazer por esse homem?”, perguntou o pastor Manoel aos presentes. Ele mesmo respondeu: “Fazer a sua sucessora”.

 

Manoel segredou que se reunira com Dilma no início do ano. Aconselhara a ela que tomasse distância das polêmicas que deixam religiosos de cabelos hirtos.

 

“Pedimos que alguns temas polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos pudessem ser revistos...”

 

Pedimos “ainda que essas matérias controversas fossem objeto de apreciação no fórum competente, que é o Congresso, e não partissem do Executivo”.

 

Referia-se a temas como a legalização do aborto e a união civil entre homossexuais. “Ela nos garantiu que, eleita, não enviará essas propostas”. Amém!

 

Curiosamente, há na praça uma candidata que, fiel da mesma Assembléia de Deus do pastor Manuel, posiciona-se claramente contra o aborto.

 

Chama-se Marina Silva (PV). Por que os evangélicos não a apóiam? A turma da Bíblia alega que Marina não pediu apoio. A ser verdade, fez muito bem.

 

O Brasil, como se recorda, está organizado no formato de República laica. Igreja de um lado, Estado do outro. A mistura devolve o país a tempos medievais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Hoje, Alckmin venceria Mercadante no primeiro turno

  Fotos: Folha e ABr
Pesquisa Datafolha realizada em São Paulo indica que, se a eleição fosse hoje, Geraldo Alckmin (PSDB) seria eleito no primeiro turno. Ex-governador, Alckmin aparece com 49%. Mais do que a soma de todos os seus adversários: 33%.

 

Depois de Alckmin, o candidato mais bem posto é Aloizio Mercadante (PT), com 16%. Em terceiro, vem Celso Russomano (PP), com 11%. Em quarto, Paulo Skaf (PSB): 2%. Os demais tem 1% ou zero.

 

A taxa de rejeição de Alckmin (14%) está seis pontos abaixo do índice de eleitores que declaram não votar em Mercadante “de jeito nenhum”: 20%. Os números desafiam o discurso esgrimido pelo PT. O partido de Lula prega em São Paulo o inverso do que defende na cena nacional.

 

Para o Brasil, a continuidade, com Dilma Rousseff. Para São Paulo, a alternância de poder e o fim da era tucana. Tomado pela pesquisa, o eleitorado paulista parece tentado a esticar os 16 anos de hegemonia do PSDB por pelo menos mais quatro anos.

 

O Datafolha realizou sondagens em outros seis Estados e no Distrito Federal. Vai abaixo um resumo dos números coletados pelo instituto:

 

1. Minas Gerais: Na seara do grão-duque tucano Aécio Neves, quem prevalece, por ora, é Hélio Costa (PMDB). Abre 26 pontos de vantagem. Apoiado por Lula, Hélio aparece com 44%. Carregado por Aécio, Antonio Anastasia (PSDB) obtém 18%.

 

Bem atrás, estão embolados, com percentuais que oscilam entre 1% e 2%: Professor Luis Carlos (PSOL), Vanessa Portugal (PSTU), Edilson Nascimento (PTdoB), Fabinho (PCB), Pepê (PCO) e Zé Fernando Aparecido (PV).

 

2. Rio de Janeiro: É outro Estado em que a eleição pode ser definida no primeiro turno. Candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB) abriu dianteira de 35 pontos sobre Fernando Gabeira (PV).

 

Cabral aparece com 53%. Gabeira, com 18%. Juntos, os demais candidatos somam 8%. É alta a taxa de rejeição atribuída a Gabeira: 31%. Bem maior que a de Cabral: 18%.

 

3. Rio Grande do Sul: Lidera a pesquisa o ex-ministro da Justiça Tarso Genro, com 35%. Em segundo, aparece o ex-prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB): 27%.

 

Os números apontam para um segundo turno entre Tarso e Fogaça. A governadora Yeda Crusius (PSDB), que concorre à reeleição, amealha escassos 15%. Pedro Ruas (PSOL), 1%. Os outros não pontuaram.

 

Além do índice miúdo, conspira contra Yeda uma rejeição graúda: 42%. A taxa de rejeição de Tarso é de 13%. A de Fogaça, 12%.

 

4. Paraná: Aqui, o Datafolha detectou um quadro de empate técnico entre Beto Richa (PSDB) e Osmar Dias (PDT). Beto obteve 43%. Osmar, 38%. Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais –para cima ou para baixo— não se pode dizer que Beto é líder isolado.

 

No seu pior cenário do tucano (três pontos para baixo), o tucano fica tecnicamente empatado com Osmar no melhor cenário dele (três pontos para cima). Bem atrás da dupla, com 1%, aparece Paulo Salamuni (PV). Votos brancos e nulos somam 3%. Os indecisos, 14%. Tudo aponta para um segundo turno.

 

5. Bahia: O governador Jaques Wagner seria reeleito no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Amealhou na pesquisa 44%. Reunidos, seus rivais somam 37%. Segundo colocado, o ex-governador Paulo Souto (DEM) aparece 21 pontos atrás de Wagner: 23%.

 

Ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima (PMDB) vem em terceiro, com 12%. Os demais candidatos tiveram 1% ou zero. A eleição de 2010 será a primeira que se realiza depois da morte, em 2007, do morubixaba ‘demo’ ACM.

 

O fantasma de ACM parece pairar sobre a cabeça de Paulo Souto, cuja taxa de rejeição é de 30%. A de Geddelé de 20%. A de Wagner, 16%.

 

6. Pernambuco: No Estado de Lula, o candidato apoiado por ele, Eduardo Campos (PSB) abriu 30 pontos de vantagem sobre o rival Jarbas Vasconcelos (PMDB): 59% a 28%. Sob polarização intensa, só um dos outros cinco candidatos, Sérgio Xavier (PV), pontuou: 1%.

 

A prevalecer esse quadro até outubro, mês da eleição, Eduardo Campos deve ser reeleito no primeiro turno. Hoje, ele prevaleceria com folgas.

 

7. Distrito Federal: Alvejado por uma ação do Ministério Público, que tenta enquadrá-lo na lei da Ficha Limpa, Joaquim Roriz (PSC) é líder isolado com 40%. Na segunda colocação aparece o ex-ministro dos Esportes Agnelo Queroz (PT): 27%.

 

Os demais candidatos somam 5%. Significa dizer que, se a eleição fosse hoje, Roriz retornaria ao governo no primeiro turno. Uma curiosidade: Entre os eleitores de José Serra, 63% declaram que vão votar em Roriz. Entre os que se dizem simpatizantes do PSDB, 76% votam no ex-governador.

 

Outro nicho de onde Roriz extrai boa quantidade de votos é o de eleitores com baixa escolarização. Nesse universo, 53% se declaram fechados com ele. Se eleito, como a pesquisa faz crer, Roriz terá sobre a cabeça a espada da Ficha Limpa.

 

O presidente do TSE, Ricardo Lewandowski, já declarou que, caso os processos não sejam julgados antes da eleição, os mandatos ficam sujeitos à interrupção.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h34

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Serra e Dilma continuam empatados, diz o Datafolha

Folha

 

A primeira página da Folha estampa neste sábado (24) a mais recente fornada de números recolhidos nas ruas pelo Datafolha.

 

Segundo o instituto, decorridas três semanas do início da campanha oficial, José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) continuam empatados.

 

O tucano com 37%. A petista, 36%. Terceira colocada na corrida ao Planalto, Marina Silva (PV), amealhou 10%.

 

Pela primeira vez, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) logrou pontuar: 1%. Iguala-se a Zé Maria (PSTU), também com 1%.

 

Há outros quatro candidatos nanicos no tabuleiro. Mas todos ficaram abaixo da marca de um ponto percentual.

 

Os pesquisadores do Datafolha foram ao meio-fio entre terça (20) e esta sexta (23). Ouviram a opinião de 10.905 eleitores em todo país.

 

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais –para o alto ou para baixo.

 

Num cenário de segundo turno entre Serra e Dilma, o quadro de empate remanasce. Com uma diferença: Dilma (46%) aparece numericamente à frente de Serra (45%).

 

Na pesquisa anterior, fechada em 1º de julho, Serra tinha, no primeiro turno, 39%. Dilma, 37%. Ele escorregou dois pontos. Ela deslizou um. Tudo dentro da margem de erro.

 

Marina registrara 9%. Oscilou um ponto para cima. De novo, dentro da margem.  

 

Manteve-se no mesmo patamar o número de votos brancos ou nulos: 4%. A taxa de indecisos variou de 9% para 10%.

 

O Datafolha fez também uma pesquisa espontânea. Nessa modalidade, o pesquisador não exibe ao entrevistado o cartão com os nomes dos candidatos.

 

Dilma, que tinha 21% no início do mês, foi a 22%. Serra, que amealhara 19%, caiu para 16%.

 

Lula belisca 4% das intenções de voto expontâneas mesmo não sendo candidato. Outros 3% informam que votarão no “candidato do Lula”.

 

Há 1%, de resto, que se diz decidido a votar no “candidato do PT”. São oito pontos (Lula+candidato do Lula+candidato do PT) que pendem para o cesto de Dilma.

 

Outro dado labuta a favor da pupila de Lula. A taxa de aprovação do governo permanece no olimpo: oscilou de 78% para 77%. 

 

Perguntou-se aos eleitores em que candidato não votariam “de jeito nenhum”.

 

Verificou-se que a taxa de rejeição a Serra, que era de 24%, oscilou para 26%. A de Dilma foi de 19% para 20%. A de Marina manteve-se em 13%.

 

Serra está mais bem posto nas regiões Sul e Sudeste. Dilma prevalece sobre o rival no Nordeste e no Norte/Centro-Oeste.

 

Tomada pelos números do Datafolha, a sucessão atual desce à crônica política brasileira como a mais disputada desde a redemocratização, em 1989.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h41

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: O preço da barbárie

 

- Folha: Serra e Dilma mantêm empate a 25 dias da TV

 

- Estadão: EUA querem que acusação da Colômbia seja apurada

 

- JB: Vox Populi: 8 pontos de vantagem para Dilma

 

- Correio: Fique alerta, consumidor

 

- Jornal do Commercio: Mano Menezes é convocado para a seleção

 

- Zero Hora: Estudo do Detran

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h52

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Disputa encarniçada!

Tiago Recchia

- Via Diário do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h48

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Lula adula o pecador Severino e se compara a Jesus

Dono de popularidade alta e discurso baixo, Lula prefere a eletricidade do palanque à frieza do gabinete brasiliense.

 

Aborrece-o a idéia de acordar, pendurar a gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, o Guido Mantega.

 

Agrada-o o contato com as platéias, sobretudo as que o vêem como um deus. A hipnose da audiência parece conduzi-lo a um plano superior.

 

Foi mais ou menos o que aconteceu, na noite desta sexta (23), em Garanhuns (PE), o município da manjedoura, de cujo território foi desmenbrada a Caetés natal.

 

Deu-se numa escola. Ambiente fechado. Coisa de 3 mil pessoas. Audiência filtrada, 100% feita de almas aliadas.

 

Era o ato inaugural da campanha de Dilma ‘lulodependente’ Rousseff no torrão de Lula ‘cabo eleitoral’ da Silva.

 

Microfone em punho, Lula pisou sobre os fatos distraído. Recuou no tempo. Foi a 2005, o ano do mensalão.

 

A oposição, disse o orador, tentou dar um “golpe”, apeando-o das nuvens.

 

Caprichou nas analogias: "O que tentaram fazer comigo, fizeram com Getúlio e ele deu um tiro no peito...”

 

“...O que tentaram fazer comigo fizeram com Jango, que teve que sair do Brasil. O que não sabiam, é que Lula era milhões de Lulas espalhados por esse país".

 

Como não conseguiram convertê-lo nem em Getúlio nem em Jango, prosseguiu, os “golpistas” derrubaram Severino Cavalcanti da presidência da Câmara.

 

Voltando-se para Severino, que o ouvia na platéia, Lula adocicou a língua: "Meu querido companheiro Severino...

 

“...A elite da Câmara elegeu você presidente para você fazer o jogo sujo que ela queria, mas não tinha coragem de fazer, que era pedir meu impeachment em 2005".

 

Qualificou a elite política: “Perversa”. Pregou o extermínio dos rivais pelo voto. Entre eles os “senadores de oposição de Pernambuco”.

 

Senadores “do século passado”, que o eleitor precisa “substituir por senadores do século 21”. Não mencionou nomes. Nem precisava.

 

Referia-se a Marco Maciel (DEM-PE), que disputa a reeleição ao Senado. Mirava em Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, que trocou a senatória por uma candidatura à Câmara.

 

Sem citá-lo, alvejou também o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), que concorre ao governo de Pernanbuco.

 

Incluiu-o no rol dos políticos que "não me ajudaram a ajudar Pernambuco". Ao lado de Lula, o governador Eduardo Campos (PSB), o discípulo que concorre à reeleição.

 

Em dado momento, Lula pôs-se a comparar a si próprio com o filho de Deus. Disse que a elite política “perversa” o maltratou.

 

"Meu corpo estava mais arrebentado que o corpo de Jesus Cristo depois de tantas chibatadas".

 

Desfiou raciocínios curiosos e sem nexo com a história. Um pedaço da oposição martiriza-se até hoje por tê-lo poupado em 2005.

 

Na fase em que o petismo e seus sócios levaram a mão à cumbuca mensaleira, o PSDB, sob a liderança de FHC, recolheu a chibata. Não por bondade, claro. Imaginou-se que Lula se dissolveria em escândalo. Erro.

 

Quanto a Severino, não caiu por perversidade, mas por corrupção. Foi pilhado exigindo propina companheira de um concessionário de restaurantes da Câmara.

 

Mas quem se importa com os fatos? Os jornais de 2005, papéis pintados para a guerra, são meros rascunhos daqueles dias, passados a sujo.

 

O noticiário, cruza do instante com o circunstante, não cabe na estante metafórica de Lula. Seu negócio agora é envernizar Dilma Rousseff, a criação.

 

Criada a frio, nas provetas do Planalto, revelara-se uma presidenciável promissora já na fase de testes de laboratório.

 

A rispidez inicial foi sendo gradativamente suavizada. Superou rapidamente a aversão a políticos que considera de direita. Hoje, dá-se bem até com o PMDB. Sem fazer cara de nojo.

 

Submetida a condições normais de uso, porta-se como o planejado. Às vezes recita números em demasia. Mas já decorou o mantra vital: continuidade.

Em Garanhus, a criatura discursou depois do criador: "Eu assumo o sagrado compromisso de dar continuidade a esta obra”, declarou.

 

“Eu vou ser a primeira mulher presidente deste país", acrescentou, confiante. Antes, Lula dividira com Dilma o espaço que julga ocupar à direita do Padre Eterno:

 

"Ela foi barbaramente torturada. Vocês sabem... Como Jesus Cristo foi torturado", disse o presidente. Na bica de alcançar o sétimo dia, Lula se prepara para descansar.

 

Seu retorno à Terra está previsto para 2014.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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TSE multa Serra por campanha ilegal na TV: R$ 5 mil

O ministro Joelson Dias, do TSE, multou o presidenciável José Serra e o diretório baiano do PSDB.

 

Para o candidato, penalização de R$ 5 mil (é a segunda multa imposta a Serra). Para o sessão do partido na Bahia, R$ 7,5 mil.

 

Deve-se a decisão a uma representação movida pela vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau.

 

Na peça, Sandra repisou a acusação de sempre: utilização da propaganda partidária televisiva para promoção ilegal do candidato.

 

A decisão do ministro comporta recurso ao plenário do TSE. O PSDB informa que vai recorrer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h30

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Vox: Dilma abre oito pontos sobre Serra: 41% a 33%

ABr

 

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite desta sexta (23) pela TV Bandeirantes atribui a Dilma Rousseff uma vantagem de oito pontos percentuais sobre José Serra.

 

A candidata do PT aparece na pesquisa com 41% das intenções de voto. O presidenciável tucano obtém 33%.

 

Segundo o instituto, Dilma prevaleceria sobre Serra também num eventual segundo turno: 46% contra 38%. De novo, diferença de oito pontos.

 

Marina Silva amealha na pesquisa 8%. Entre os nanicos, só José Maria Eymael (PSDC) pontuou: 1%.

 

Votos brancos e nulos somam 4%. Eleitores indecisos, 13%. A margem de erro da pesquisa, feita entre 17 e 20 de julho, é de 1,8 ponto percentual.

 

Considerando-se as sondagens que o Vox Populi realizara anteriormente, Dilma cresceu três pontos de maio para junho.

 

Foi de 38% para 41%. Agora, em julho, a candidata de Lula mantém os mesmos 41%. Serra oscilara de 35% para 36% entre maio e junho. Agora, 33%.

 

Na pesquisa espontânea, quando não é exibida uma lista de nomes aos entrevistados, Dilma obtém 28%. Serra, 21%. Marina, 5%.

 

Embora não seja candidato, Lula é citado como opção de voto por 4% dos entrevistados.

 

Neste sábado (24), virá à luz o resultado de pesquisa feita por outro instituto, o Datafolha.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h11

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No PR, Datafolha atribui 43% a Beto e 38% a Osmar

  Fotos: Folha e Ag.Senado
Pesquisa feita pelo instituto Datafolha no Paraná informa que é de escassos cinco pontos percentuais a vantagem do Beto Richa sobre Osmar Dias.

 

Ambos disputam o governo do Estado. Beto, do PSDB, aparece na pesquisa com 43%. Osmar, do PDT, amealha 38%.

 

Iniciada na terça (20), a coleta dos dados foi concluída nesta quinta (23). Ouviram-se 1.225 pessoas.

 

A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos. Significa dizer:

 

O percentual atribuído a Beto pode variar na faixa de 40% a 46%. O índice de Osmar pode variar no intervalo de 35% a 41%.

 

Ou seja, numa combinação do pior cenário de Beto (40%) com o melhor de Osmar (41%), os dois estariam tecnicamente empatados.

 

Os dados foram levados à web pelo diário paranaense “Gazeta do Povo”. Na lanterninha da sondagem está Paulo Salamuni (PV): 1%.

 

Os outros quatro candidatos não pontuaram. São eles: Amadeu Felipe (PCB), Luiz Felipe Bergmann (PSOL), Avanilson Araújo (PSTU) e Robinson Luiz Cordeiro (PRTB).

 

Os votos brancos e nulos somaram 3%. Entre os pesquisados, 14% não souberam responder em quem vão votar.

 

Beto apoia no Estado a candidatura presidencial de José Serra. Osmar, irmão do tucano Álvaro Dias, franqueia o palanque a Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h42

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Boff sinaliza o ‘apoio’ de Marina a Dilma no 2º turno

Folha

 

Colaborador da campanha de Marina Silva, o teólogo Leonardo Boff insinuou que sua candidata deve apoiar Dilma Rousseff caso a eleição vá ao segundo turno.

 

“Com o apoio que deverá ser definido pela Marina, Dilma vai ter de incorporar, de forma estratégica, a questão ecológica”, disse Boff.

 

Ele falou num evento ocorrido em Fortaleza (CE), o VI Congresso Estadual dos Fazendários do Ceará.

 

Primeiro, numa palestra, Boff tangenciou a política. Mas, terminada a exposição, submeteu-se a uma bateria de perguntas. E a eleição veio à baila.

 

Ex-petistas e ex-apoiador das candidaturas presidenciais de Lula, Boff recobriu Marina de elogios.

 

Fez um discurso em favor da eleição de uma mulher para a Presidência. Por quê? Elas dão mais importância “ao cuidado com a vida”, justificou.

 

A certa altura, como que rendido à inferioridade de sua candidata nas pesquisas, Boff lançou um olhar sobre Dilma.

 

Disse que, caso prevaleça na sucessão, a candidata do PT pode se converter numa espécie de “Lula melhorado”.

 

Para isso, declarou Boff, Dilma teria de manter os “avanços sociais” obtidos sob Lula e valorizar o cuidado com o meio ambiente e a sustentabilidade.

 

Sempre que inquirida a respeito da posição que irá adotar num eventual segundo turno, Marina recorre à ironia.

 

Costuma dizer que aguarda a decisão do eleitor para saber qual dos dois oponentes –Serra ou Dilma— medirá forças com ela no segundo round.

 

Ao sinalizar o apoio de Marina a Dilma, além de injetar uma dose de realidade no otimismo de sua candidata, Boff comete uma indiscrição com cara de "campanhicídio".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h58

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Em SC, Serra é recebido com um ovo em caminhada

 

José Serra levou a candidatura dele a Santa Catarina nesta sexta (23). Após encontrar-se com empresários foi ao mercado municipal de Florianópilis.

 

Ali, aguardava-o uma surpresa. Manifestante não identificado atirou um ovo na direção de Serra.

 

Para sorte do candidato, a pontaria do agressor não era boa. O ovo atingiu um dos seguranças que se ocupavam da proteção de Serra.

 

Preso pela Garda Municipal da cidade, o sujeito foi liberado uma hora depois. Alegou-se que ninguém apareceu para prestar queixa.

 

Do mercado, Serra foi à sede da RBS TV. Ali, submeteu-se a um painel de perguntas sobre seus planos de governo para Santa Catarina.

 

A certa altura, perguntou-se a ele: Porque votar em José Serra? Em meio à resposta, o tucano repisou um raciocínio que utiliza à saciedade.

 

Disse que vai às urnas contra Dilma Rousseff, não contra o cabo eleitoral dela. E repetiu o mantra:

 

“Lula não é candidato. E Presidência ninguém terceiriza”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h20

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‘Descandidatado’, Ciro vira comentarista de TV no CE

Folha

 

Acotovelado por Lula e abandonado por seu partido, o PSB, Ciro Gomes frequenta a cena eleitoral de 2010 como candidato a coisa nenhuma.

 

Encontrou uma maneira de ocupar parte do tempo ocioso: será comentarista de televisão no Ceará.

 

Vai ao ar na TV Cidade, emissora afiliada da Rede Record. Falará sobre economia, política e temas variados –violência e drogas, por exemplo.

 

Os comentários do “descandidatado” serão veiculados num programa chamado Cidade 190.

 

Trata-se de um telejornal voltado à agenda policial. Na grade da emissora, é um dos que dispõem de maior audiência.  

 

É apresentado por dois radialistas-políticos: o vereador de Fortaleza licenciado Vitor Valim (PHS-CE) e o deputado estadual Edson Silva (PSB-CE).

 

Por que Ciro? Em função da “credibilidade”, explica o editor-chefe do programa, José Filho. O próprio Ciro anunciou a novidade, em entrevista à emissora.

 

A despeito de ter dito, na semana passada, que não faria campanha “pra ninguém”, Ciro afagou Dilma Rousseff na entrevista.

 

"Estou apoiando a Dilma, não tem vacilação. Aquela gente no passado, que quase arrebenta o Brasil, a turma do Fernando Henrique, nunca mais!"

 

Lamuriou-se uma vez mais de sua exclusão do tabuleiro presidencial. Absteve-se de atribuir culpa a Lula. preferiu responsabilizar o partido.

 

Disse ter levado do PSB "uma rasteira". A legenda "deu corda" à sua pretensão presidencial e, depois, "tirou o tapete" de seus pés.

 

Quanto ao teor dos comentários que fará na TV, Ciro afirmou que não pretende se ocupar da "politiquinha pequena".

 

Desgostoso com a política, Ciro insinuou que pode trocar de ramo de ativdade:

 

"O jornalismo é um elemento ainda mais importante para a democracia do que a militância política que eu faço".

 

O signatário do blog torce pelo êxito do novo “jornalista”. Viva a concorrência!

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h31

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Fernando Pimentel diz que vai ‘processar’ José Serra

  Folha
Em declaração veiculada nesta sexta (23) e reproduzida aqui, José Serra associou Fernando Pimentel (PT-MG) ao caso da violação fiscal de Eduardo Jorge.

 

Em reação, Pimentel disse que Serra "tem demonstrado desequilíbrio ao disparar insinuações caluniosas”.

 

Acha que a coisa ultrapassa “os limites da responsabilidade de quem se declara um homem público experiente e preocupado com as questões maiores do Brasil".

 

Candidato do PT a uma cadeira de senador por Minas, Pimentel divulgou uma nota. Informa que vai processar Serra. Diz o seguinte:

 

 

"As mentiras, as injúrias e as calúnias são armas de quem não quer, ou não tem preparo, para o debate democrático de idéias e de propostas. Não desceremos a este nível.

 

Afirmo que tomarei as providências judiciais cabíveis a fim de resguardar a minha honra e a minha história de militância e de luta pelos direitos democráticos neste país".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h38

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Marina e os fujões: 'Querem criar anonimato eleitoral'

Dilma e Serra alegaram dificuldades de agenda para fugir ao debate On-line que os portais iG, MSN, Terra e Yahoo! fariam na segunda (26).

 

Marina Silva vive drama inverso. Com pesquisa miúda e TV diminuta, preferiria fugir da agenda para mergulhar nos debates.

 

Submetida à lógica dos grandes, resta-lhe o lamento:

 

"A recusa ao confronto das ideias é promover o empobrecimento da democracia pela qual tanto lutamos, inclusive Dilma e Serra..."

 

"Querem criar no Brasil o anonimato eleitoral. O anônimo passa a ser o cidadão brasileiro, privado de ter acesso sobre o que cada candidato pensa para o país".

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h53

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Com Lula, Dilma ‘abre’ campanha em PE nesta sexta

  Ricardo Stuckert/PR
Uma semana depois do comício do Rio, Lula e Dilma Rousseff vão, nesta sexta (23), a Pernambuco.

 

Será em Garanhuns o primeiro ato oficial da campanha no Estado. Nada de comícios dessa vez. Faz frio. E há, de novo, risco de chuva.

 

Assim, o cabo eleitoral e a candidata discursarão em ambiente fechado, num colégio da cidade. Estima-se a platéia em algo como 2 mil pessoas.

 

Para justificar a viagem a Pernambuco, Lula cuidou de injetar na agenda um evento administrativo.

 

O ato pró-Dilma será à noite. Antes, Lula passará por Caetés, cidade vizinha a Garanhus.

 

Às 17h30, vai lançar o Prouca (Programa um Computador por Aluno).

 

Só depois do expediente vai à pajelança eleitoral, anotada em sua agenda como um “compromisso privado”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h26

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Serra associa Pimentel à violação fiscal do tucano EJ

Lula Marques/Folha

 

O presidenciável tucano José Serra injetou o nome do petista Fernando Pimentel no caso da violação do sigilo fiscal de Eduardo Jorge, vice-presidente do PSDB.

 

Deu-se numa entrevista concedida por Serra na viagem que fez a Porto Alegre (RS), nesta quinta (22). A jornalista Rosane de Oliveira perguntou:

 

“O senhor acha que o sigilo de Eduardo Jorge foi quebrado com autorização superior, a pedido de Dilma, ou gesto de uma ‘aloprada’ da Receita Federal?”

E Serra: “É estratégia do PT. Eles tinham montado um grupo de dossiê sujo. Dossiê limpo não é obrigatoriamente algo criminoso...”

 

“...Quando é feito com baixaria, você está comprando depoimento. Isso é jogo sujo, e o PT estava montando isso e foi descoberto...”

 

“...Tudo coordenado por um personagem importante do PT, que é o Fernando Pimentel. Não é um Zé Ninguém. Uma delas foi começar a quebrar sigilo usando de funcionários ligados ao PT”.

 

A entrevista está disponível na edição desta sexta (23) do diário gaúcho Zero Hora (aqui). O caso EJ consta do miolo de uma conversa que tratou variados -de metrô à previdência.

 

A resposta de Serra à questão sobre o fisco evoca o grupo de “inteligência” que se tentou montar no núcleo de comunicação do comitê petista de Dilma Rousseff.

 

Exposto no noticiário como uma espécie de usina de espionagem de tucanos, entre eles o próprio Serra, o grupo foi desmobilizado em junho.

 

Associado à encrenca, o jornalista Luiz Lanzetta, cuja empresa (Lanza Comunicação) fora contratada pelo PT, desligou-se da campanha.

 

Próximo de Lanzetta, Fernando Pimentel foi vinculado nas manchetes à ação de espionagem que o noticiário abortou.

 

Amigo de Dilma da época da militância contra a ditadura, Pimentel era um dos coordenadores da campanha presidencial do PT.

 

Hoje, candidato ao Senado, ele se dedica à sua campanha, em Minas Gerais. Também tomou distância do comitê de Dilma.

 

Ex-prefeito de Belo Horizonte, amigo do tucano Aécio Neves, Pimentel sempre negou ter participado das ações de bisbilhotagem atribuídas à campanha de Dilma.

 

Negou, por exemplo, que estivesse por trás de uma reunião supostamente organizada em seu nome, em 20 de abril, no restaurante Fritz, em Brasília.

 

Nesse encontro, Lanzetta foi à mesa com o delegado aposentado da PF Onésimo de Sousa e dois espiões de “pijamas” de órgãos de informação.

 

Depois, em entrevistas e em depoimento no Senado, o delegado Onésimo declarou que fora convidado para uma conversa com Pimentel, que não apareceu.

 

Acrescentou que Lanzetta lhe encomendara a montagem de uma operação para espionar Serra e membros do próprio comitê de Dilma.

 

Pimentel negou ter ordenado o encontro. Mais: negou também ter sido informado posteriormente sobre o teor da conversa.

 

Com suas declarações, Serra como que ressuscita o episódio. E adiciona a ele a pimenta do caso Eduardo Jorge, ligando a violação fiscal a Pimentel.

 

Também nesta quinta, enquanto Serra borrifava querosene na fogueira, Dilma cuidava de afastar de si e do PT as labaredas.

 

Em sabatina do portal R7, a rival de Serra disse esperar que a sindicância aberta na Corregedoria da Receira termine “o mais rápido possível”.

 

Sem saber que Serra jogara Pimentel no fogo, Dilma acrescentou: "É muito estranho atribuir um vazamento na Receita à minha campanha...”

 

“...Se tivesse isso claro, não estavam investigando. Não há provação, há ilações, acusações infundadas...”

 

“...Recentemente, a diretoria da Petrobras teve seus dados fiscais vazados e nem por isso dissemos que foi a oposição".

 

Por ora, a apuração do fisco concentra-se em Antonia Aparecida Rodrigues Silva, servidora da Receita de Santo André, no ABC paulista.

 

Ao dizer que a bisbilhotagem fiscal “é estratégia do PT”, Serra insinua que descrê da hipótese de que Antonia Aparecida seja o alvo central.

 

Atribui-se à servidora o acesso não justificado aos dados fiscais de Eduardo Jorge. Chegou-se a ela por meio de um rastreamento de senha.

 

Não se obteve, por ora, prova de que, além de acessar, Antonia Aparecida tenha vazado as informações. Algo indispensável para caracterizar a violação.   

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h02

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Sem Dilma e Serra, debate On-line de 2ª é cancelado

  Folha
Os portais IG, MSN, Terra e Yahoo cancelaram o debate presidencial que pretendiam realizar na próxima segunda-feira (26), às 15h.

 

Anunciado em nota, o cancelamento se deve à ausência dos dois principais contendores da sucessão de 2010.

 

A petista Dilma Rousseff declinara oficialmente do convite na última terça (20).

 

No início da noite desta quinta (22), também a assessoria do tucano José Serra informou que o candidato não vai ao debate.

 

Reunidos, os organizadores do evento optaram por cancelá-lo. Só Marina Silva (PV) mantinha a disposição de comparecer.

 

Dilma, Serra e Marina confirmaram a participação no debate Folha/UOL, que será transmitido ao vivo pela internet em 18 de agosto.

 

Outros 14 veículos farão a transmissão simultânea do debate, que ocorrerá no teatro Tuca, em São Paulo, às 10h30.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h55

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Brasil tem o 3º pior índice de desigualdade do mundo

 

- Folha: Chávez volta a romper relação com a Colômbia

 

- Estadão: Chávez rompe com Colômbia e decreta alerta na fronteira

 

- JB: Venezuela e Colômbia à beira do confronto

 

- Correio: Você decide: receber pensão ou aposentadoria

 

- Valor: INSS amplia as cobranças por acidentes de trabalho

 

- Estado de Minas: Gigantes tentam barrar aço barato para construção

 

- Jornal do Commercio: Dez anos de queda nas mortes a tiros

 

- Zero Hora: Devastação em Canela

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h10

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Adorno de piada!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 01h11

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EJ vai à Justiça para ter acesso à ‘apuração’ do fisco

  Folha
Nesta sexta-feira (23), o tucano Eduardo Jorge deve protocolar na Justiça Federal de Brasília um mandado de segurança contra a Receita Federal.

 

Vice-presidente do PSDB, EJ, como é conhecido, quer ter acesso à sindicância que apura a violação de seus dados fiscais.

 

A apuração é feita pela Corregedoria-Geral da Receita. EJ já endereçou ao órgão dois ofícios. Um no final de junho. Outro há uma semana.

 

Pediu em ambos que lhe fosse permitido apalpar a íntegra de processo. Numa primeira resposta, a Corregedoria concordou. Mas ficou na promessa.

 

Na resposta ao segundo ofício, o acesso foi negado. Alegou-se que EJ tem de aguardar pelo término da investigação. Daí a decisão de recorrer à Justiça.

 

O mandado de segurança chega dois dias depois de o nome da servidora Antonia Aparecida Rodrigues Silva ter ganhado as manchetes.

 

Lotada na delegacia da Receita de Santo André, ela foi identificada como responsável por acesso não justificado às informações fiscais de EJ.

 

Apura-se agora se partiu dela também o vazamento dos dados. A encrenca começou depois de uma notícia veiculada pela Folha.

 

O jornal informou que os dados fiscais de EJ migraram das máquinas da Receita para um dossiê.

 

O papelório foi às mãos de integrantes de um grupo de “inteligência” que atuava a serviço da candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

O tucanato pressiona pela elucidação do caso antes de outubro, mês da eleição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h45

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Dilma confirma a presença em 5 debates no 1º turno

  Diap
Na iminência de ganhar fama de “fujona”, Dilma Rousseff confirmou que irá a cinco debates neste primeiro turno da eleição. São os seguintes:

 

1. 5 de agosto: Band TV

2. 18 de agosto: Folha/UOL

3. 12 de setembro: Rede TV

4. 26 de setembro: Record

5. 30 de setembro: Rede Globo

 

A confirmação chega nas pegadas da notícia segundo a qual a candidata de Lula desistiu de participar de um debate agendado para segunda (26).

 

O evento é promovido pelo iG, MSN, Terra e Yahoo!. O comitê pretextou problemas de “agenda” para justificar a ausência de Dilma.

 

Alegou-se que o debate, previsto inicialmente para 31 de agosto, foi antecipado. E, na segunda, Dilma terá de viajar para gravar programas eleitorais.

 

O comitê analisa a hipótese de incluir na programação de Dilma mais dois debates: da TV Canção Nova, em 23 de agosto; e da CNBB, entre 13 e 25 de agosto.

 

Nesta quinta (22), Dilma disse que, em meio à azáfama da campanha, "não há condições de atender a todos os pedidos".

 

Há grande expectativa em relação ao desempenho da candidata, tido por excessivamente prolixa. Ela vem se submentendo a exaustivo treinamento.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h39

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Na 7ª multa, pena de Dilma é uma mixaria: R$ 2 mil

O juiz Joelson Dias, do TSE, condenou Dilma Rousseff ao pagamento de mais uma multa. É a primeira depois do início oficial da campanha.

 

Incluindo-se na conta as infrações da pré-campanha, é a sétima. Uma mixaria: R$ 2 mil.

 

Com uma vantagem: Dilma vai dividir a conta com o vice Michel Temer, condenado dividir a mesma multa.

 

Deve-se o novo espeto a um outdoor instala nas cercanias do comitê de campanha petista. Mede 575m². A lei só permite placas de até 4m².

 

Além dos candidatos, também a coligação oficial terá de desembolsar R$ 2 mil. O par de multas não vale o papelório gasto na petição.

 

Considerando-se os salários e o desperdício de tempo da autora, a procuradora Sandra Cureau, e do julgador, o ministro Dias, o erário ficou no prejuízo.

 

- Em tempo: Com as duas milhas desta quinta (22), Dilma já deve R$ 36 mil em multas. Por ora, não pagou um mísero ceitil.

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Escrito por Josias de Souza às 20h13

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TSE defere direito de resposta a PT em site do PSDB

  TSE/Divulgação
O ministro Henrique Neves, do TSE, deferiu o pedido de resposta do PT às declarações de Índio da Costa, vice na chapa de José Serra.

 

Deu 24 horas ao PT para redigir sua resposta. E determinou que a peça seja veiculada durante dez dias no portal “Mobiliza PSDB”.

 

Foi nesse recanto da web, vinculado à campanha de José Serra, que o vice Índio concedeu, na última sexta, a fatídica entrevista.

 

Nela, vinculou o PT às “Farc”, ao “narcotráfico” e ao que “há de pior”.

 

Para Henrique Neves, “o tom ofensivo é evidente”. O despacho do ministro anota:

 

"Tenho que a afirmação de ser o PT ligado ao narcotráfico e ao que há de pior é, por si, suficiente para a caracterização da ofensa e o deferimento do direito de resposta".

 

Ao estipular a veiculação do repto por dez dias, Henrique Neves concedeu ao PT o dobro do prazo previsto em lei.

 

Por quê? Alegou que o PSDB já havia recorrido ao mesmo “expediente” –a vinculação do PT às Farc— na campanha presidencial de 2002.

 

Uma campanha em que o candidato tucano era o mesmo José Serra que agora mede forças com Dilma Rousseff.

 

"Adversários políticos não devem se tratar como inimigos. Mas ainda que assim se considerem, que seja, a cortesia é um dever", ensinou o ministro.

 

A decisão, por monocrática, tomada por um julgador solitário, comporta recurso ao plenário do TSE.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h13

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A penúltima de Chávez: rompimento com a Colômbia

Jorge Silva/Reuters

 

Numa aparição inusitada, com o craque argentino Diego Maradona a tiracolo, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez produziu sua penúltima pantomima.

 

Acusado pela Colômbia de acoitar em solo venezuelano 1.500 guerrilheiros das Farc, Chávez anunciou o rompimento de relações com o vizinho.

 

O bom senso recomendava que Chávez refutasse as “provas” de que o governo colombiano de Alvaro Uribe afirma dispor.

 

Ao recorrer ao destempero, o companheiro bolivariano como que reforçou a suspeita de que não tem como refutar a proteção à guerrilha.

 

Se Chávez brincasse de corda apenas com o próprio pescoço, vá lá. Mas, como de hábito, ele enrolou a corda na carganta do povo venezuelano.

 

Disse que seus patrícios são "capazes de morrer defendendo nossa verdade e a dignidade deste país".

 

Triste, muito triste, tristíssimo. Melancólico também o papel de Maradona. De gênio do futebol, tornou-se adereço de piada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h44

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Índio, agora, aponta para elo ‘PT-Comando Vermelho’

  Sérgio Lima/Folha
Erroneamente, o jesuíta colonizador identificou em Tupã um deus indígena. Câmara Cascudo demonstraria mais tarde o equívoco.

 

Tupã não era, para os nativos, senão uma manifestação de Nhanederuvuçu, a verdadeira divindade indígena.

 

Na língua tupi, Tupã significa trovão. Seu efeito luminoso, o relâmpago, é o Tupãberaba. Fenômenos naturais que, por desconhecer, os índios temiam.

 

Pois bem. O vice de José Serra, silvícola de Ipanema, traz o índio enganchado no sobrenome por mero acaso, uma herança do avô.

 

Escolado, sabe como se formam as tempestades. Conhece as suas origens e os seus efeitos.

 

E escolheu frequentar a campanha de 2010 como um formador de nuvens.

 

Depois de vincular o PT às Farc e ao narcotráfico, o ‘demo’ Índio da Costa voltou a trovejar nesta quinta-feira (22).

 

Ele acompanhava o cacique Serra numa visita à aldeia do Rio de Janeiro. Súbito, estrondeou:

 

"A gente vive aqui no Rio de Janeiro, no meio de uma guerrilha urbana alucinada por conta do narcotráfico...”

 

“...Veja só: PT e as Farc. As Farc e o narcotráfico. O narcotráfico e o Rio de Janeiro, o Comando Vermelho, com indícios muito claros de relacionamento...”

 

“...Agora ela [Dilma] tem que dizer o que ela acha. Se ela acha que tem problema ou não essa relação".

 

A essa altura, as tempestades de Índio já não podem ser caracterizadas como espasmos ocasionais e esparsos.

 

A reiteração confere às nuvens uma aparência de estratégia. Coisa estudada, em combinação com o morubixaba da chapa.

 

Trata-se de uma aposta arriscada. Típica de quem já leva a sucessão em ritmo de tudo ou nada. Serra deveria se consultar com Nhanederuvuçu.

 

O deus da mitologia tupi-guarani, senhor dos trovões e dos relâmpagos, talvez recomende um ajuste no discurso tempestuoso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h26

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Dilma: posição de bispo não reflete opinião da CNBB

Marcello Casal/ABr

 

Dilma Rousseff falou, nesta quinta (22), a uma emissora de rádio de Garanhuns (PE). Provocada, comentou o artigo do bispo Luiz Gonzaga Bergonzini.

 

Titular da Diocese de Guarulhos, Dom Bergonzini levou à web artigo recomendando aos católicos que não votem em Dilma porque ela defende o aborto.

 

Primeiro, a candidata disse que a opinião do bispo anti-PT não reflete o pensamento da CNBB. Depois, declarou que o texto do prelado parte de pressuposto falso.

 

“Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei".

 

O que diz a lei? Prevê que a Justiça pode autorizar o aborto apenas em dois casos: 1. Estupro; 2. Quando a gravidez submete a mãe ao risco de morte.

 

A Dilma modelo 2010 é diferente da Dilma de anos anteriores. Na versão 2007, por exemplo, Dilma defendia a completa descriminalização do aborto.

 

É pena que a conveniência eleitoral tenha empurrado Dilma para o ajuste semântico. Nessa matéria, vale o interesse das mulheres, não o das batinas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h46

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‘É Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma!?!?!?

A peça acima contém o jingle de campanha de Fernando Collor de Mello. Numa volta ao passado, Collor ajeitar o futuro acomodando-se de novo no governo de Alagoas.

 

Na letra do forró que a marquetagem urdiu para revendê-lo, Collor aparece em nova embalagem. Ex-quase-inimigo-mortal de Lula, ele é agora um neo-companheiro. Diz o refrão:

 

Lula apoiando Collor

É Collor apoiando Dilma

Pelos mais carentes

É Lula apoiando Dilma

É Dilma apoiando Collor

Para o bem da nossa gente"

 

Para complicar, o PTB de Collor está consorciado no cenário nacional não à candidaturea de Dilma, mas à de José Serra.

 

Presidente da legenda, o deputado cassado Roberto Jefferson, denunciante e réu do mensalão, não digeriu Dilma.

 

Rival de Collor na briga pelo governo alagoano, Ronaldo Lessa (PSB) foi à Justiça Eleitoral. Pediu o veto ao jingle de Collor. “Propaganda enganosa”, diz ele.

 

Para desassessego de Lessa, cujo vice é filiado ao PT, o TRE expediu liminar favorável a Collor.

 

Até que o caso seja julgado em termos definitivos, o forró “Lula-Collor-Dilma” pode ser entoado livremente.

 

Não demora e Ronaldo Lessa vai perceber que, em política, vale tudo. Menos deixar-se surpreender.

 

Vigora a máxima do Barão de Itararé: “O político brasileiro é um sujeito que vive às claras, aproveitando as gemas, sem desprezar as cascas”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h24

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Sob clima de adeus, Lula chora em entrevista de TV

Lula concedeu, nesta quarta (21), uma entrevista à TV Record. A certa altura, derramou-se em lágrimas (veja no vídeo).

 

Deu-se no instante em que recordou um empréstimo do BNDES a uma cooprativa de catadores de papel. Coisa de R$ 200 milhões.

 

Traído pelo chora, Lula leva a mão aos olhos. Abaixa a cabeça. É o clima de despedida, presidente?

 

E ele: “Não. é o clima de reconhecimento de que as pessoas passaram a perceber que o Brasil é delas”.

 

Emendou outra recordação. Citou um encontro que manteve com moradores de rua no Palácio do Planalto.

 

“O discurso deles era: ‘Presidente, nós não queremos reivindicar nada. Só queremos dizer o seguinte: a maior conquista nossa é o fato de estar dentro do palácio”.

 

Lula caiu no choro pela segunda vez. “É coisa que eles jamais pensaram”, balcuciou. Mão no olho. Silêncio.

 

“Acho que eu tô ficando velho”, murmurou o presidente. Levou a mão ao bolso do paletó. Içou um lenço. Enxugou os olhos.

 

É a contagem regressiva, presidente? E Lula: “Não. Só vou fazer uma avaliação do governo depois de um certo tempo...”

 

“...Eu só vou descobrir que tem alguma coisa que eu não fiz depois de algum tempo. Vou valorizar muitas coisas que eu fiz depois que eu sair do governo [...].

 

Explicou assim o excesso de emotividade: “Tenho ficado mais emocionado porque as coisas estão acontecendo...”

 

“...É como se você tivesse passado o tempo inteiro plantando, com um monte de gente olhando a sua roça e dizendo: ‘Não vai dar nada...”

 

“...Esse cara não soube plantar, esse cara é um metalúrgico’. E de repente, a planta brota, cresce e eu tô colhendo”.

 

Como que antevendo os dividendos eleitorais que o pranto pode render, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, correu ao twitter:

 

“O Jornal da Record está passando uma entrevista com o Lula, sensacional. Quem não estiver vendo, ainda dá tempo de pegar a última parte”, dedilhou Dutra no computador.

 

 

Noutro trecho da entrevista, a reporter perguntou a Lula se pensa em recanditar-se à presidência em 2014. De saída, disse “não”. Depois, se desdisse:

 

“Em política, a gente nunca pode dizer não. Mas, se eu tiver juízo e os meus neurônios perfeitos...”

 

“...Vou me contentar em ser um bom ex-presidente da República, sem dar palpites”.

 

Foi instado a comentar o caso da violação do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

 

Perguntou-se a Lula se pediria pressa na apuração, de modo a esclarecer o malfeito antes da eleição presidencial.

 

A resposta de Lula deixou implícito que não pretende mover uma palha. O problema, disse ele, é da Receita.

 

A entrevistadora lembrou ao presidente que o fisco está submetido ao Planalto. E Lula:

 

“A Receita Federal é intocável, até para o presidente da República. Se eu pedir a declaração do meu pior inimigo, não pode, tem que me denunciar”.

 

De fato. Mas, para preservar a intocabilidade do fisco, não seria deespropositado que o presidente solicitasse rigor e pressa na identificação dos que a tocaram.

 

Lula foi convidado também a dizer meia dúzia de palavras sobre os antecessores. Reconheu: “Todo mundo fez um pouco neste país”.

 

Citou “o Getúlio, o Juscelino”. Até FHC entrou na lista. Primeiro, um assopro: “O primeiro mandato do Fernando Henrique foi importante”.

 

Depois, uma mordida. Recordou do segundo mandato da era tucana a crise cambial de 99 e o legado econômico ruinoso que recebeu.

 

Perguntou-se o que fará em a partir de 2 de janeiro de 2011, já na condição de ex-presidente da República.

 

“Fico pensando no que vai ser da minha vida, em São Bernardo”, disse. “[...] Ninguém pra xingar, ninguém pra reclamar...”

 

“Não vai ter ninguém ninguém pra fazer ligação pra mim. Sem os filhos. Vamos ficar eu e a Marisa olhando um pra cara do outro. E agora Lulinha? Vamos tocar a vida”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h19

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Empresários elegem a logística como o maior gargalo

Ouvidos pelo Ibope, 54%  citaram transportes e distribuição
O segundo grande problema, com 30%, é telecomunicações
Para 86%, entraves inibem investimento em infraestrutura 

A Câmara Americana de Comércio encomendou ao Ibope uma pesquisa sobre os desafios do Brasil na área de infraestrutura.

 

Entre os dias 28 de abril e 17 de maio, foram entrevistados 211 executivos de empresas sediadas em dez cidades brasileiras.

 

Os resultados da sondagem foram apresentados num seminário realizado em São Paulo, nesta quarta (21). Vão abaixo os principais dados:

 

1. Logística: Com 54% de menções, foi a área apontada pelos entrevistados como principal gargalo estrutural do país.

 

Envolve transportes e distribuição de produtos. Decompodo-se o universo dos 54%, descobre-se o seguinte:

 

Uma parte dos empresários, 32%, vê as deficiêncis do transporte rodoviário como o grande problema logístico.

 

Outra parte, 31%, avalia que a maior encrenca está nos aeroportos.

 

Outros 12% apontaram o transporte marítimo como principal problema. O ferroviário, apenas 12%.

 

2. Telecomunicações e Tecnologia da Informação: Com 30% de menções, esse setor foi apontado como o segundo mais problemático em matéria de infraestrutura.

 

Para 55%, o que mais prejudica os negócios é o custo das telecomunicações e da tecnologia da informação. Para 26%, o problema é a dificuldade de acesso a esses serviços.

 

3. Energia: no rol de problemas de infraestrutura, o setor energético ocupa a terceria posição, com uma taxa de menção irrisória: 4%.

 

O índice mixuruca se explica pelo grau de confiança no êxito dos projetos anunciados pelo governo para suprir a demanda de energia nos próximos anos.

 

Para 66% dos empresários ouvidos, os projetos oficiais serão suficientes para suprir entre 51% e 50% da energia necessária.

 

4. Investimentos privados: Nesse tópico, a pesquisa feita pelo Ibope traz um dado preocupante.

 

A grossa maioria dos entrevistados (86%) declara que há no Brasil entraves que inibem os investimentos privados em infraestrutura.

 

Entre os problemas mencionados estão: Falta de clareza na regulamentação, instabilidade das agências reguladoras, insegurança jurídica, aspectos financeiros e a legislação ambiental.

 

Os associados da Câmara Americana de Comércio não se sentem à vontade para pôr dinheiro nos projetos do governo. Por quê?

 

Alegam que a rentabilidade é baixa, os juros dos financiamentos são altos e a disponibilidade de crédito diminuta.

 

Deito de outro modo: a maioria dos empresários não se anima a abrir a caixa registradora para bancar a participação em obras públicas. Há aqui um cheiro de BNDES.

 

À luz dos números colecionados pelo Ibope, a Câmara de Comércio Americana decidiu deitar sobre o papel um lote de providências que deseja ver adotadas pelo governo.

 

O documento será repassado aos candidatos que disputam a cadeira de Lula.

 

Quem lê o papel fica com a impressão de que o setor de infraestrutura, que Lula diz ter dado um salto em sua gestão, é um empreendimento por fazer.

 

Sócio da PricewaterhouseCoopers, Otavio Maia afirma que os 3,2% do PIB que o Brasil investe em infraestrutura deixam o país atrás da Índia (5,3%)...

 

...Na rabeira da China (3,6%) e aquém da Rússia (3,4%). Ou seja, entre os países do BRIC, o Brasil é o que menos investe no setor.

 

Há números que assustam. Por exemplo: No Brasil, apenas 6% das estradas são pavimentadas. Na China, 70%. Na Rússia, 67%. E na Índia, 63%.

 

Outra exemplo: No transporte aéreo, um dos mais utilizados no mundo dos negócios, a saturação chegou aos principais aeroportos.

 

Tomado pela movimentação de passageiros, o aeroporto de Congonhas apresenta índice de saturação de 114%; Guarulhos, 132%; Viracopos, 168%; e Brasília, 165%.

Pelas contas da Bunge Brasil, presidida por Pedro Parente, ex-chefe da Casa Civil de FHC, o Brasil perde US$ 5 bilhões por ano em função das deficiências de logística.

 

- Serviço: Aqui, um texto com os números da pesquisa do Ibope. Aqui, as propostas que a Câmara de Comércio Americana levará aos presidenciáveis.

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Escrito por Josias de Souza às 05h18

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As machetes desta quinta

 

- Globo: Dossiê: suspeita de violar IR é sindicalista do ABC

 

- Folha: Servidora do ABC é investigada por violar sigilo de EJ

 

- Estadão: Receita afasta suspeita de quebrar sigilo fiscal de tucano

 

- JB: Aço, um negócio da China

 

- Correio: A voz da morte

 

- Valor: Debêntures de 12 anos financiam a infraestrutura

 

- Estado de Minas: O assassinato de um sonho

 

- Jornal do Commercio: Crédito mais fácil para empresas da Mata Sul

 

- Zero Hora: Vento de 124 km/h destrói e fere em Canela e Gramado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h54

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Multas ao vento!

Tiago Recchia

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h19

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Bispo católico aos fiéis: ‘Não dêem seu voto a Dilma’

Diocese de Guarulhos leva artigo anti-PT a página na web

 

  Evaristo Sá/FP
“Recomendamos a todos os verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à senhora Dilma Rousseff...

 

A frase consta de um artigo veiculado em página oficial da Igreja Católica na web. O autor é Dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

 

Ele é titular da Diocese de Guarulhos, em São Paulo. Pendurou o texto no sítio mantido por sua prelazia.

 

Traz no título uma citação de Jesus: “Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”.

 

Foi com essa frase, ensina o bispo Bergonzini, que o Cristo “definiu bem a autonomia e o respeito que deve haver entre a política (Cesar) e a religião (Deus)”.

 

Faz parte da missão da Igreja, continua o bispo, “zelar para que o que é de ‘Deus’ não seja manipulado ou usurpado por ‘César’ e vice-versa”.

 

Pois bem. Na opinião do bispo de Guarulhos, o PT usurpa o que é divino ao se posicionar, “pública e abertamente a favor da legalização do aborto”.

 

Para Dom Bergonzini, o partido de Dilma atenta “contra os valores da família e contra a liberdade de consciência”.

 

O bispo recorda também que, no seu 3º Congresso, realizado em fevereiro, o PT “ratificou o Plano Nacional de Direitos Humanos, de cujo teor discorda.

 

Ele repisa: “A liberação do aborto, que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos, não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico”.

 

No parágrafo seguinte, faz a exortação aos fiéis:

 

“Isto posto, recomendamos a todos os verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à senhora Dilma Rousseff”.

 

Estende o conselho aos “demais candidatos que aprovam tais ‘liberações’, independentemente do partido a que pertençam”.

 

Não cita, porém, o nome de nenhum outro candidato. Nada de José Serra. Tampouco a evangélica Marina Silva é mencionada.

 

Em entrevista à TV Brasil, nesta quarta (21), Dilma foi instada a dizer o que pensa do aborto. Disse que é uma questão de “saúde pública”.

 

Lembrou que algumas mulheres, sobretudo as mais pobres, são compelidas a recorre a métodos abortivos pouco seguros.

 

A investida do bispo de Guarulhos chega num instante em que Dilma se prepara para receber, neste sábado (24), o apoio de representantes de 15 igrejas evangélicas.

 

No último final de semana, o vice da chapa de José Serra, Índio da Costa (DEM-RJ) já havia enveredado pela seara religiosa.

 

Índio chamara Dilma de “ateia”. Referira-se a ela como “esfinge do pau oco”. Nos processos que move contra ele, o PT inclui essas declarações no rol das injúrias e difamações.

 

Bem antes da campanha, numa sabatina promovida pela Folha em 2007, Dilma fizera o seguinte comentário sobre a existência de Deus:

 

"Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?".

 

Hoje, ela se declara católica. Assim como o vice Índio, o bispo Bergonzini não parece dar-lhe crédito.  

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do bispo da Diocese de Guarulhos.

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Escrito por Josias de Souza às 23h36

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BC reduz ritmo de alta de juros a 3 meses da eleição

O Banco Central decidiu suavizar a ‘chave de juros’ que aplica na economia brasileira desde abril.

 

Depois de duas altas consecutivas de 0,75 ponto percentual, anunciou a elevação da taxa básica de juros em 0,50 ponto.

 

A coisa foi de 10,25% para 10,75% ao ano. A maioria do mercado apostava em 11%.

 

Adotada pela unanimidade dos diretores do BC, a opção pelo refresco foi explicada em nota:

 

"Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo".

 

Abaixo, uma tradução do economês do BC para o português das ruas em cinco tópicos:

 

1. Para o BC, os ventos da economia mudaram desde a última reunião do comitê dos juros, há 45 dias. Eliminou-se o risco de disparada da inflação.

 

2. Entre os “fatores domésticos”, pesou na decisão o resultado do IPCA, índice que mede a variação dos preços. Anotou, em 15 de julho, uma leve deflação.

 

3. No front externo, pesou o quadro de crise que perdura nos EUA e, sobretudo, na Europa.

 

4. A crise no estrangeiro reduz a chance de o Brasil exportar os seus produtos. Algo que conspira contra o desempenho da indústria nacional.

 

5. Contidos os preços e eliminado o risco de superaquecimento da economia, o BC sentiu-se à vontade para servir o refresco.

 

A próxima reunião sobre juros está marcada para 31 de agosto. No dia seguinte, 1º de setembro, será anunciada uma nova taxa.

 

O mercado começa a projetar uma injeção ainda menor: 0,25 ponto percentual. A ver.

 

Sob o verniz técnico, há uma camada de política na decisão do BC. Algo que jamais será admitido à luz do Sol.

 

Quanto mais alta a taxa de juros, menor a atividade econômica. Num cenário de disputa apertada, um arrocho demasiado não interessa à candidatura oficial.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h52

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Dilma: ‘Sou contra o controle do conteúdo’ da mídia

  Marcello Casal/ABr
Dilma Rousseff concedeu entrevista à emissora estatal TV Brasil. Foi inquirida sobre teses polêmicas defendidas por parte do PT.

 

Discorreu, por exemplo, sobre a proposta de instituir no país o “controle social” da mídia. Em timbre peremptório, declarou:

 

"É inadmissível a censura à imprensa, ao conteúdo, à critica. Sou rigorosamente contraria ao controle a imprensa".

 

E quanto ao controle social”, defendido pelo PT e discutido no governo Lula? “Isso é impreciso”, disse a presidenciável petista.

 

Ela tentou esmiuçar o tema: “Não existe controle social no conteúdo. O que há hoje no Brasil é o controle do que é público...”

 

“...Há uma legislação sobre cabo, sobre telefonia, há decreto sobre TV digital baseado em uma lei..."

 

"...O que se discute ainda é se a telefonia participa ou não de radiodifusão”.

 

Não é o que estava esrito no programa de governo que o PT levara ao TSE e, ante a reação negativa, substituiu por outro texto.

 

Mas Dilma insistiu: "O único controle que existe é o controle remoto. Sou contrária ao controle do conteúdo...”

 

“...No que se refere a controle social é impreciso. Não existe controle social que não seja público". Hummmm... Controle social público?!?!?

 

Ao tratar do tema, Dilma insinuou que há políticos que recorrem a uma modalidade de censura que considera reprovável.

 

Telefonam para diretores das redações e pedem o escalpo de repórteres incômodos.

 

“Alguém usar de sua posição para telefonar para diretor de jornal e pedir para punir jornalista é censura”, disse, sem dar nome aos bois. “Eu nunca liguei para reclamar".

 

Dilma também falou sobre outra ideia anotada no programa de governo que, no vaivém do TSE, foi suprimido em ritmo de vapt-vupt.

 

Trata-se da taxação de grandes fortunas. Posicionou-se, de novo, contra a providência:

 

"É inócuo. Já foi tentado fazer isso em vários lugares [do mundo] e isso não resulta em ganho para a sociedade".

 

Sobre a redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, uma proposta cara às centrais sindicais que a apóiam, Dilma escorregou.

 

Disse que não cabe ao governo legislar sobre a matéria. É coisa para ser acertada entre as empresas e os trabalhadores.

 

"Tem setores no Brasil que podem ter jornada de 40hs é questão de negociar entre patrões e empregados...”

 

“...Tem setores mais atrasados, principalmente médios e pequenos, que não tem a mesma condição...”

 

“...A sociedade tem que amadurecer e caminhar para isso. Não temos como o governo legislar".

 

Questionada sobre o aborto, Dilma repisou o que já dissera: é questão de saúde pública.

 

“Nenhuma mulher quer fazer aborto. Elas estão fazendo por uma medida que as pessoas não gostariam, porque é uma violência ao corpo da mulher”.

 

No mais, reafirmou uma de suas prioridades: a erradicação da pobreza. Cuidou de enaltecer os avanços obtidos sob Lula:

 

 “Criamos um mercado poderoso para 190 milhões de consumidores. Criar esse mercado foi a condição para podermos enfrentar essa crise [global]...”

 

“...Nosso governo não é para um terço, três quartos da população, é para todos os brasileiros”.

 

A entrevista de Dilma vai ao ar às 22h desta quarta (21). O próximo entrevistado da TV Brasil será José Serra. Depois dele, Marina Silva.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h31

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Processado pelo PT, Índio da Costa reage com ironia

Levado às barras dos tribunais pelo PT, o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) modulou a borduna, mas não a recolheu.

 

Afinado com o cacique José Serra, o vice Índio já não repisa a acusação de vínculo do petismo com o narcotráfico. Concentra-se na guerrilha.

 

Está preocupado com o processo?, perguntou-se a Índio. E ele, levando a flecha ao arco:

 

"Preocupado com o quê? Eles, que têm ligações com as Farc, é que devem se preocupar".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h21

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Todos os homens da ‘caixa registradora’ da sucessão

 

Longe dos holofotes, movem-se na praça os operadores das arcas do PSDB e do PT. A repórter Natuza Neri reuniu-os num texto.

 

Vao abaixo os nomes dos responsáves pela caixa registradora de cada comitê:

 

1. Campanha de José Serra:

 

- Comitê Financeiro: será presidido por José Gregori. É ele quem vai assinar a escrituração a ser enviada à Justiça Eleitoral.

 

Ex-ministro da Justiça de FHC, Gregori é, hoje, secretário Especial de Direitos Humanos da prefeitura de São Paulo, sob Gilberto Kassab (DEM).

 

- Tesouraria: ficará a cargo de Luis sobral. Vai cuidar do vaivém diário dos cifrões, responsabilizando-se pela emissão dos recibos eleitorais.

 

Filiado ao PSDB há 12 anos, Sobral jamais exercera esse tipo de atribuição. Desconhecido, não terá de pedir doações. Vai se restringir à burocracia.

 

- Turma do chapéu: Além de Gregori, foram escalados para pedir doações a empresários os tucanos Márcio Fortes e Eduardo Jorge.

 

Com excelente trânsito no mundo dos negócios, Fortes é candidato a vice-governador do Rio, na chapa de Fernando Gabeira.

 

Amigo e ex-auxiliar de FHC, Eduardo Jorge ocupa a vice-presidência executiva do PSDB.

 

2. Campanha de Dilma Rousseff:

 

- Comitê financeiro: o presidente do PT, José Eduardo Dutra presidirá também o órgão financeiro central da campanha.

 

Disporá da assessoria jurídica do deputado federal e advogado José Eduardo Cardozo (PT-SP).

 

- Tesouraria: para essa função, o petismo escalou o ex-prefeito de Diadema, José de Fillipi Jr.. Já havia se ocupado da tarefa na campanha reeleitoral de Lula, em 2006.

 

Como prefeito, Fillipi Jr. arrostou uma decisão judicial que o condenou a devolver ao erário verbas repassadas a uma banca advocatícia contratada sem licitação.

 

Nesta semana, o Tribunal de Contas de São Paulo registrou a escrituração da prefeitura de Diadema referente ao ano de 2008. Fillipi ainda não se manifestou.

 

- Turma do chapéu: Coube ao deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci centralizar a coleta.

 

Auxiliam Palocci o ex-prefeito Fillipi Jr. e o secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto,

 

Vaccari tem nos seus calcanhares o Ministério Público de São Paulo, que o acusa de malfeitos na Bancoop, a coperativa habitacional do sindicato dos bancários.

 

Entre as denúncias há a de que verbas dos cooperados da Banccop teriam fornido um caixa dois do PT. Vaccari e o partido negam.

 

Desde a era Fernando Collor, disseminou-se entre os empresários a percepção de que o “por fora” é coisa perigosa.

 

Os arquivos da 7ª Vara da Justiça Federal de Brasília guardam sete processos que ajudam a explicar o medo que passou a assediar as logomarcas.

 

Nas folhas desses processos, eternizaram-se os detalhes das relações perigosas que o alto empresariadeo nacional manteve com a EPC.

 

Não se lembra dea EPC? Era o escritório que Paulo Cesar Farias montara para “morder” empresários no sótão da gestão Collor.

 

O processo mais antigo é de 1993. Os outros, foram abertos em 1995. A lista de réus é eloqüente.

 

Inclui, por exemplo, Odebrecht, Cetenco, Votorantim, Cimento Portland Itaú, Tratex e um considerável etc.

 

A morto de PC Farias fez esfumaçar-se a chance de condenação. Mas sobreviveu o fantasma da execração pública.


Sofisticou-se o caixa dois. Mas o dinheiro clandestino não deixou de existir. Sobrevieram uma coleta ilegal de FHC, um caso Lunus, e três mensalões.

 

O bom senso recomenda aos candidatos lacrem o caixa dois. A coleta mal começou. Ainda está em tempo.  

 

Mas a política, como se sabe, é feita de insensatez. Quando misturada aos negócios, a alucinação passeia pelas fronteiras do paroxismo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h25

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Servidora do ABC é ‘suspeita’ na encrenca EJ X fisco

Ela se chama Antonia Aparecida Silva. Exerce a função de analista tributária da Receita Federal.

 

Está lotada em Mauá, na grande São Paulo. Há 13 dias, em 8 de julho, foi exonerada do cargo em comissão que ocupava.

 

O afastamento foi ao ‘Diário Oficial’ uma semana depois de a Folha ter noticiado que o sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge havia sido violado.

 

No início da tarde desta quarta (21), a Delegacia Sindical de Santo André e São Bernardo do Campo confirmou:

 

Antonia Aparecida está sendo investigada por ter realizado suposto acesso indevido aos dados fiscais do vice-presidente do PSDB.

 

Guiando-se pelas senhas, a Receita detectou pelo menos cinco acessos ao Imposto de Renda de EJ nas máquinas da repartição. Porém...

 

Porém, apenas a consulta feita por Antonia Aparecida teria carecido de justificativa plausível. Deu-se o que o fisco chama de “acesso imotivado”.

 

Descobriu-se, de resto, que a consulta foi seguida da impressão do Imposto de Renda de EJ.

 

Se confirmada, a extração da cópia tem enorme importância. Há dois malfeitos sob investigação: o acesso imotivado e a violação do sigilo.

 

O primeiro rende punição administrativa. O segundo caracteriza crime. A legislação impõe o sigilo fiscal.

 

Em contato com o sindicato de sua categoria, Antonia Aparecida negou que tenha praticado o malfeito.

 

A apuração corre na Corregedoria-Geral do fisco. O prazo para a conclusão é de 120 dias. Mas o corregedor promete concluir antes de outubro, mês da eleição. Tomara!

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h28

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Agressões afastam os professores das salas de aula

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Escrito por Josias de Souza às 14h01

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Atacada por Lula, procuradora já votou nele 3 vezes

No TSE, Sandra Cureau alvejou mais Serra do que Dilma

 

Lula Marques/Folha

 

Há duas décadas, grávida aos 42 anos, Sandra Cureau foi à Cinelândia, no Rio, para assistir a um comício do PT. Corria o ano da primeira eleição presidencial pós-redemocratização. “Votei no Lula em 89, no primeiro e no segundo turnos”, ela recorda.

 

Decorridos 21 anos, em comício realizado na mesma Cinelândia, Lula referiu-se à ex-eleitora, hoje vice-procuradora-geral eleitoral, de maneira depreciativa. Chamou-a de “uma procuradora qualquer”. Sem mencionar-lhe o nome, disse que ela tenta retirá-lo da campanha de Dilma Rousseff.

 

O voto de 89 não foi o único que a doutora, hoje com 63 anos, entregou a Lula. “Votei nele de novo em 94 ou 98, não me lembro. Num ano votei no Lula e, no outro, no Fernando Henrique. Em 2002, votei no Lula de novo”.

E quanto a 2006? “Não votei, estava trabalhando nas eleições como procuradora eleitoral”.

  

Sandra Cureau recebeu em seu gabinete os repórteres Eliane Cantanhêde, Valdo Cruz e Felipe Seligman. A conversa foi levada às páginas da Folha.

 

Nas pegadas do lero-lero palanqueiro de Lula, o PT passou a esgrimir a ameaça de representar contra Sandra no Conselho do Ministério Público. O partido abespinhou-se porque a procuradora enxergou “abuso de poder” nas menções que Lula fez a Dilma em duas solenidades oficiais.

 

A transgressão pode render a Lula um novo pedido de multa no TSE. “Estou esperando a gravação”, diz Sandra. “Não basta apenas notícia de jornal”. E quanto à acusação de partidarismo feita pelo PT? Sandra responde com outra indagação: “Eles não fazem as contas?”

 

A repórter Mariângela Gallucci fez, por dever funcional, as contas que o petismo se absteve de fazer. Ela foi aos arquivos do TSE. Desobriu que, tomada pelas ações que levou ao tribunal, Sandra Cureau implica mais com o tucanato do que com o petismo.

 

Contra José Serra e o PSDB, a procuradora já ajuizou 16 representações. Contra o PT e Dilma Rousseff, apenas 12. Os números convertem a suspeita de “perseguição” em balela. E a ameaça de retaliação do PT em burrice.

 

Sandra diz não ter ficado aborrecida com a qualificação de “procuradora qualquer”. Recorda que Lula não citou o seu nome. Concorda que, por dedução, pode-se concluir que era ela o alvo da referência. Mas faz uma concessão à dúvida: “Seria desonesto dizer que me deu uma cacetada”.

 

“O que me incomodou foi uma visão meio depreciativa do Ministério Público. Não sou nada, as pessoas podem achar de mim o que quiserem, mas a instituição...”

 

Há o risco de impugnação de alguma candidatura presidencial? “As multas aplicadas até aqui, sozinhas, não são capazes de impugnar”, diz Sandra. “Não houve até aqui situações que possam caracterizar desequilíbrio das eleições...”

 

“...Teria de ter um ato que fizesse uma candidatura subir astronomicamente nas pesquisas. Isso não aconteceu. Quanto mais importante o cargo, mais cuidadoso você tem de ser, para não cair no golpismo”.

 

Como assim? “Golpismo no sentido de alguém fazer uma artimanha para afastar o outro da eleição, pegar um ato apenas. Por isso tem de ser algo que desequilibre as eleições para levar a uma impugnação”. Ela acha que as multas previstas em lei eleitoral (no máximo R$ 25 mil) "são muito baixas".

 

De resto, olha para o Judiciário de esguelha: "No Brasil, temos um exagero de recursos. Quem tem condição de pagar um excelente advogado pode se sustentar até cumprir o mandato ou, ao contrário, consegue prescrever ação penal e derrubar o adversário que ganhou".

 

Acrescenta: "Processo envolvendo pessoas poderosas não dá em nada. Achava extremamente frustrante na área penal. Vamos ver na eleitoral".

 

Perguntou-se à doutora em quem vai votar. E ela: “Tem hora que aparece alguém que desponta como uma esperança, tem hora que não aparece. Ainda não decidi”. Insistiu-se: Gostaria de votar numa mulher? Sandra tergiversou: “Gostaria que tivéssemos uma mulher presidente, mas não sei em quem votar”.

 

Arrependeu-se de ter votado em Lula? “Não. Eu o acho uma pessoa extremamente carismática, com uma capacidade enorme de interagir com o povo. É inegável”.

 

Acha que fez um bom governo? “Parece-me que sim. Tanto ele como o Fernando Henrique fizeram bons governos”. Quem diria! O PT converteu em alvo uma procuradora que, tendo votado três vezes em Lula, considera-o carismático e bom governante.

 

Nunca antes na história desse país uma agremiação partidária demonstrara ter tanto desapreço pelo próprio pé.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h24

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Com ‘twittaço’, Marina passa dos 100 mil seguidores

Serra também festeja um novo patamar: mais de 300 mil

 

 

O comitê de campanha de Marina Silva promoveu nesta terça (20) um “twitaço”.

 

Vendida como versão cibernética do velho panelaço, a iniciativa rendeu à candidata a ultrapassagem de uma marca. 

 

No meio da tarde, 15h25, o microblog de Marina logrou ultrapassar a fronteira dos 100 mil seguidores. A coisa ecoou no exterior.

 

De passagem por São Paulo, Marina abriu espaço na agenda para conferir os resultados da mobilização.

 

Foi a uma lan house, na Rua Augusta. Mais tarde, soltou fogos no próprio twitter: “Feliz coincidência: no dia do Twitaço, cruzamos a marca de 100 mil...”

 

Na madrugada desta quarta (21), também o presidenciável tucano José Serra saboreou uma mudança de patamar no twitter.

 

Anotou: “Êpa, olhei para o lado e vi: hoje passamos os 300 mil seguidores! Não sei identificar quem protagonizou a virada dos 200 para os 300...”

 

Dilma Rousseff está no meio dos dois. Às 5h30 da matina, os seguidores da petista somavam quase 121 mil.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h47

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Para Lula, a campanha de José Serra ‘perdeu o rumo’

José Cruz/ABr

 

Aumentou a taxa de otimismo de Lula em relação às chances de vitória de Dilma Rousseff na sucessão presidencial de 2010.

 

Em privado, o presidente diz que Dilma “pegou o jeito” de candidata. E avalia que a campanha de José Serra “perdeu o rumo”.

 

Acha que, ao vincular o PT ao narcotráfico, o vice de Serra, Índio da Costa (DEM), empurrou o rival tucano para uma radicalização que o prejudica.

 

Lula andava incomodado com Serra. Enxergava o discurso acomodatício do adversário de Dilma como uma “jogada inteligente”.

 

Além de poupá-lo de críticas, Serra vinha escorando a campanha na promessa de manter e ampliar os programas que funcionam no governo.

 

Depois do “efeito Índio”, imagina Lula, ficou mais difícil para Serra dissimular a condição de candidato de oposição.

 

Tomado pelo que disse nas últimas horas, o presidente planeja realçar a presença do DEM na chapa de Serra. Quer que o PT faça o mesmo.

 

Para Lula, ao sair da sombra, Índio, "um vice despreparado", grudou na imagem “progressista” que Serra tenta passar o contraponto conservador do “PFL”.

 

O presidente só se refere ao partido aliado de Serra pelo nome antigo. Recusa-se a chamar o ex-PFL de DEM.

 

Chegou o momento, segundo diz, de recordar o radicalismo com que os ‘demos’ se opuseram ao seu governo no Congresso.

 

Cita a derrubada da CPMF. Recorda que o PSDB esteve na bica de fechar um acordo que destinaria toda a arrecadação do tributo à saúde.  

 

Debita o envenenamento do quase-acordo à ação do “PFL”. E pergunta: como o Serra, ex-ministro da Saúde, vai explicar?

 

Lula repete um mantra que ouve dos marqueteiros desde 2002, quando ainda era assessorado por Duda Mendonça: baixaria não dá votos, tira.

 

Viu nas últimas declarações de Dilma –“Não vou rebaixar o nível”— um acerto.

 

Mantém a ideia de avocar para si a tarefa de “desconstruir” o discurso continuísta de Serra.

 

Algo que pretende fazer, sobretudo, na propaganda de televisão. Vai ao ar a partir de 17 de agosto. Mas Lula já começou a gravar.

 

Lula repete entre quatro paredes algo que dissera a José Sarney há duas semanas. Ele soa convencido de que é grande a chance de Dilma prevalecer no primeiro turno.

 

Nesta semana, virão à luz os resultados de novas pesquisas de opinião. Vai-se saber, então, se o otimismo de Lula já tem respaldo estatístico.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h55

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Sindicatos impõem desconto ilegalmente a aposentados

 

- Folha: EUA gastam US$ 1 tri com guerra ao terror

 

- Estadão: Satélites indicam redução de 47% no desmate da Amazônia

 

- JB: Justiça assume o lugar da Anac

 

- Correio: Golpe em aposentados atinge Ministérios

 

- Valor: País escapa por pouco da lista negra da lavagem

 

- Estado de Minas: Falta de fiscalização põe em risco nova lei de uso do solo

 

- Jornal do Commercio: Dengue lota as unidades de saúde

 

- Zero Hora: Investigada venda de vagas no semiaberto

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h15

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No mato com o vice!

Aroeira

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Escrito por Josias de Souza às 01h37

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Eleitorado cresce 7,8% e agora soma 135,8 milhões

Nelson Jr./TSE

 

O TSE divulgou nesta terça (20) estatísticas recolhidas do seu cadastro nacional de eleitores. Os dados foram fechados em 5 de maio.

 

Nesse dia, terminou o prazo para a requisição de novos títulos de eleitor e para as transferências de domicílio eleitoral.

 

Pois bem. Peneirados os números, verificou-se que o eleitorado brasileiro cresceu 7,8% em relação às eleições de 2006.

 

Naquele ano, havia no país 125,9 milhões de pessoas aptas a votar. Hoje, há 135,8 milhões. Coisa normal, segundo o TSE.

 

Pelas contas do tribunal, o número de eleitores cresce, em média, 4% a cada eleição. No pleito municipal de 2008, o número era de 130,3 milhões.

 

Numa divisão por gênero, o eleitorado continua sendo feito mais de mulheres (51,8%) do que de homens (48%).

 

Em 2010, estão credendiadas para votar 70,3 milhões de mulheres. Elas eram contadas em 64,8 milhões no ano de 2006. Em 2008, somavam 67,4 milhões.

 

Das 27 unidades da federação, só em cinco há mais eleitores do sexo masculino: Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

 

Os computadores do TSE mastigaram um dado que deixou o tribunal embatucado: na contramão do crescimento geral, o eleitorado jovem encolheu.

 

Os eleitores de 16 e 17 anos totalizavam 2,5 milhões em 2006. Em 2008, saltaram para 2,7 milhões. Hoje, são 2,4 milhões. Em dois anos, 300 mil a menos.

 

Por quê? O TSE não soube explicar. Mas, considerando-se que nessa faixa de até 17 anos o voto é opcional, pode-se intuir que parte da rapaziada, por descrente, não se anima a votar.

 

A faixa etária que reúne o maior número de eleitores é a de 25 a 34 anos: 32,8 milhões. Ou 24,1% do total geral.

 

O naco que vem a seguir é o dos eleitores de 45 a 59 anos: 30,7 milhões. O que corresponde a 22,6% do total. É gente que vota desde a redemocratização, em 1989

 

De resto, o cadastro do TSE ratificou o ranking dos maiores colégios eleitorais. No topo, com 22,3% do eleitorado, está São Paulo.

 

A seguir, Minas Gerais, com 10,6%. O Rio é o terceiro maior colégio: 8,5%. E a Bahia o quarto: 7%.

 

Ao percorrer os números, o cidadão otimista festejará o fato de que há, hoje, 7,8% a mais de brasileiros em condições de definir o futuro do país.

 

As eleições, como se recorda, são gerais: deputado federal e estadual, um pedaço do Senado, governos estaduais e presidente da República.

 

O pessimista olhará ao redor, dirá que a democracia brasileira tornou-se um regime político que saiu pelo ladrão.

 

Concluirá que a eleição é uma loteria sem prêmio. E lamentará que tenha crescido o número de pessoas aptas a optar entre os lamentáveis e o impensáveis.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h23

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Lula diz que não tem ‘raiva’ de quem tem ‘raiva’ dele

Lula sancionou nesta terça (20) a lei que institui o Estatuto da Igualdade Racial. Poderia tê-lo feito a portas fechadas. Porém...

 

Porém, o presidente não costuma perder a oportunidade de reunir platéia. Sobretudo em período eleitoral. E, como não há audiência sem discurso, Lula foi ao microfone.

 

A certa altura, pôs-se a praticar dois de seus esportes prediletos: falou mal dos outros. E bem de si mesmo (assista a um trecho lá no alto).

 

Disse que “doi” ver as capas de revistas que o criticam. Incomoda ouvir os rivais que o xingam. E posou de magnânimo.

 

Afirmou que, aos 64 anos, porta-se com maturidade: “Aprendi a não ter raiva de quem tem raiva de mim”.

 

Em seguida, em timbre raivoso, pôs-se a desancar FHC. Sem mencionar o nome do antecessor, alfinetou:

 

“A ignorância desse país era tão grande, uma parte da elite desse país era tão incompetente que eles nunca receberam um reitor...”

 

“...O único presidente que, durante oito anos, recebeu todo ano todos os reitores é esse, que só tem o quarto ano primário”.

 

Para Lula, os adversários falam mal dele porque desejam que tenha “azia” e “gastrite”. Querem que “não durma” e “não coma”.

 

Dá de ombros para a cilada: “Quem tiver pensando que não vou dormir ou que vou ter gastrite porque não gostam de mim pode tratar de gostar, que vai fazer bem”.

 

Como se vê, embriagado pela popularidade, Lula já não está se achando, como se diz. Com perdão da expressão, ele “já se tem certeza”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h29

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Haja colchão: TSE impõe a Dilma outra multa, a sexta

  Lula Marques/Folha
Antes, havia um intervalo de dias entre uma multa e outra. Agora, elas chegam com a velocidade das horas.

 

Num mesmo dia, o TSE impôs a Dilma Rousseff duas multas. Uma no início da tarde. Outra no fim do dia –R$ 5 mil cada. E a noite mal começou.

 

Com a nova multa, Dilma iguala-se a Lula em quantidade. O presidente também coleciona seis.

 

A candidata só não alcançou o cabo eleitoral no valor. As multas dela somam R$ 31 mil. As dele, R$ 42,4 mil.

 

Nesta segunda decisão do dia, o TSE pendurou uma multa também nas arcas do PT-AM: R$ 30 mil.

 

No despacho da manhã, R$ 7,5 mil para o PT-SP.

 

As penas decorrem das infrações de sempre: utilização da propaganda partidária para promoção ilegal da candidata.

 

Coisa apontada pelo Ministério Público. E vem mais por aí.

 

Alheia às acusações de "partidarismo", a vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau (foto) produz em escala industrial.

 

Acaba de encrencar com um outdoor que o PT plantou nas cercanias do comitê central de Dilma, em Brasília. Exibe a candidata e o vice Michel Temer.

 

A peça é enorme: 575 m². Uma afronta a determinação da Justiça Eleitoral, que só autoriza placas de 4 m², desde que acomodadas em terrenos privados.

 

A doutora pede que, além de mandar arrancar o outdoor da via pública em que se encontra, o TSE multe a candidata.

 

De resto, em meio às críticas que lhe fazem Lula e o PT, a procuradora Sandra investe no TSE também contra José Serra e o PSDB.

 

Protocolou umaduas representações. Pede, em ambas, que partido e candidato tucano sejam multados por fazer propaganda ilegal em São Paulo.

 

O ritmo de transgressões é tal que a platéia fica com a sensação de que ontem já faz muito tempo!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Clovis Rossi: ‘PT, Farc, meia verdade e ambiguidade’

Steffen Schmidt/EFE

 

Em política, como na vida, a oportunidade não costuma bater duas vezes. Quem fica tocando a campanhinha sem parar são os adversários e os cobradores.

 

Não é a primeira vez que o PT é acusado de manter relações com as Farc. Mas, pela enésima vez, o partido desperdiça a oportunidade de explicar-se.

 

O comando da campanha de Dilma Rousseff prefere reclamar da oposição e do noticiário que a ecoa. Bobagem. É como se um capitão de navio se queixasse do mar. Melhor providenciar de uma vez os esclarecimentos.

 

Em texto levado à sua coluna na web, o repórter Clovis Rossi demonstra, com o brilho habitual, que matéria-prima não há de faltar ao PT. Vai abaixo a peça de Rossi. Vale a leitura de cada vírgula:

 

 

 

“O candidato José Serra não deixa de ter alguma razão em sua afirmação de que o PT tem, sim, laços com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O laço, que Serra não especificou, chama-se Foro de São Paulo, conglomerado de partidos de esquerda criado em 1990 por iniciativa do PT.

 

As Farc fazem parte do Foro. Logo, o laço existe e é facilmente encontrável em documentos oficiais tanto do PT como do Foro. O que Serra não explicitou é que o PT cortou tais laços depois que chegou ao poder. Ou, pelo menos, a parte mais importante do partido.

 

Devem ter sobrado alguns nostálgicos do tempo em que o PT era de esquerda que ainda acham que as Farc são revolucionárias e não um grupo narco-terrorista. Já em 2005, a Folha informava que o PT vetara a participação do grupo colombiano na reunião que marcaria o 15º aniversário do Foro, realizado em São Paulo –e com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Eis o que dizia então a Folha: ‘A tentativa frustrada [de participação no encontro de São Paulo] está registrada em e-mail atribuído a Raúl Reyes, obtido pela Folha, e foi confirmada pelo advogado colombiano Pietro Lora Alarcón. Professor da PUC-SP, Lora disse que foi procurado pelo padre Olivério Medina, então embaixador das Farc no Brasil. Porém, o pedido de Medina foi rejeitado pela secretaria executiva do Foro, que era dominada pelo PT’.

 

Entre parêntesis: Raúl Reyes foi um dos principais líderes das Farc, morto há dois anos em ataque do Exército colombiano a seu acampamento no Equador, junto à fronteira com a Colômbia.

 

Os militares colombianos ficaram com os computadores de Reyes e dele extraíram uma coleção de informações preciosas. Fecha parêntesis, voltemos ao futuro. Dois anos depois do veto, as Farc voltaram a ser marginalizadas no encontro realizado em San Salvador.

 

Declararam à época: ‘Cremos ser oportuno manifestar nossa inquietação e desagrado pela posição de alguns companheiros que, em forma e sob responsabilidade pessoal, publicamente dizem que as Farc não podem participar no Foro, por ser uma organização alçada em armas...’

 

‘...A luta armada não se criou por decreto e tampouco se acaba por decisão similar; é a expressão de um povo que sofreu a devastação de sua população em mais de um milhão de pessoas que, nestes 60 anos, foram assassinadas, é a expressão dos milhares de militantes que foram assassinados do Partido Comunista e da União Patriótica, é a expressão de milhares de sindicalistas que foram assassinados nestes últimos anos’.

 

A manifestação serve de demonstração cabal de como o poder transforma os partidos e os políticos. Quando o Foro de São Paulo foi criado, em 1990, só um dos partidos nele representados estava no poder (o Partido Comunista Cubano, que, aliás, continua até hoje).

 

No encontro de San Salvador, já eram oito os países governados por partidos do Foro: além de Cuba, Venezuela, Bolívia, Nicarágua, Equador, Brasil, Uruguai e Argentina. Ou seja, em vez de o poder abrir portas para um sócio como as Farc, elas se fecharam. O problema é que se fecharam dessa forma indireta.

 

Ninguém teve a coragem de propor a expulsão das Farc, por, como elas próprias dizem, ser ‘uma organização alçada em armas’. É essa ambiguidade que o PT tem agora a obrigação de esclarecer de uma boa vez. As Farc são ou não um companheiro de viagem aceitável?

 

Se precisarem de ajuda para se definir, sugiro a leitura de ‘As Farc, uma guerrilha sem fins?’, de Daniel Pécaut, diretor de estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Acaba de sair pela "Paz e Terra".

 

Trata-se de um relato tão objetivo quanto possível, cuja conclusão adianto: ‘A impopularidade da guerrilha tornara-se [nos últimos anos] quase unânime, mais ainda depois que perderam a oportunidade política oferecida pelas negociações [iniciadas no governo Andrés Pastrana, antecessor de Álvaro Uribe]. Definitivamente, o fracasso de sua estratégia é militar apenas em parte; o fracasso é, acima de tudo, político’.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Em campanha de Aécio e Anastasia ‘esquecem’ Serra

  Divulgação
Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é visto como um Estado estratégico por todos os presidenciáveis.

 

Nesse contexto, o PSDB de José Serra atribui a Aécio Neves, grão-duque do tucanato mineiro, um papel central na sucessão de 2010.

 

Porém, Aécio e Antonio Anastasia, o candidato dele ao governo mineiro, não parecem tão preocupados com o futuro de Serra.

 

Em eventos de campanha, o nome do presidenciável tucano só é recitado no microfone naqueles em que está presente.

 

Quando Serra está ausente, o quase-futuro-senador Aécio e Anastasia são acometidos de uma espécie de surto de amnésia.

 

Olvidam-se de que o partido tem candidato ao Planalto. O esquecimento dorme nas páginas dos discursos eleitorais divulgados pelo PSDB-MG.

 

O repórter Rodrigo Vizeu deu-se ao trabalho de ler as peças. Não encontrou nenhum vestígio de Serra.

 

Realizaram-se, por ora, pelo menos cinco atos públicos. Serra não obteve menção espontânea em nenhum deles.

 

Numa oportunidade, Anastasia até se ocupou da defesa da candidatura de Serra. Mas só depois de ter sido inquirido por um repórter.

 

Deu-se no último sábado o mais relevante evento de campanha organizado pelo PSDB mineiro até o momento.

 

Foi um encontro dos candidatos ao governo e ao Senado com líderes políticos do Estado. Aécio definiu-o como a “grande largada”.

 

Ao discursar, Aécio bradou: "Viva Minas, viva Anastasia, viva Itamar Franco”. Nenhum viva a Serra.

 

Anastasia e Itamar, candidato ao Senado pelo PPS, também discursaram. De novo, nada de Serra.

 

Como se vê, a perfeita solidão de Serra pressupõe, em Minas, a presença de pelo menos três amigos fiéis.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h28

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OAB: ‘É hora de Justiça Eleitoral dar cartão vermelho’

Presidente da OAB nacional, Ophir Cavalcante participou nesta terça (20) de encontro do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

 

Em entrevista, foi inquirido sobre o modo como Lula participa da campanha de Dilma Rousseff. Disse:

 

“Eleição não é vale-tudo, tem que ter parâmetro ético para todos os envolvidos”, disse.

 

Recordou o óbvio: o desrespeito à lei pode resultar "até mesmo na cassação de candidaturas”.

 

Sem citar Lula e o PT, críticos da vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, Ophir condenou as tentativas de intimidar o Ministério Público.

 

Arrematou: “Este é o momento de a Justiça Eleitoral começar a dar cartão vermelho para os infratores”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h44

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Dilma amarga a quinta multa no TSE: mais R$ 5 mil

  Luiz Carlos Murauskas/Folha
O multômetro do TSE anotou nesta terça (20) mais um par de penas: R$ 5 mil para Dilma Rousseff e R$ 7,5 mil para o PT-SP.

 

Por quê? Propaganda eleitoral fora da lei. Coisa veiculada no rádio e na TV antes de 6 de julho, data do início oficial da campanha.

 

A queixa viera do Ministério Público. Proferiu a sentença o ministro Henrique Neves. Cabe recurso ao plenário.

 

É a quinta multa que o TSE empurra para dentro da bolsa de Dilma. Mais uma e ela alcança Lula, que já coleciona seis.

 

No total, a candidata deve R$ 26 mil. A conta do cabo eleitoral é mais alta: R$ 42,5 mil. Nada de pagamento.

 

A briga com a lei permanece. Assa no forno da Procuradoria uma nova representação contra Lula.

 

Toda campanha eleitoral tem os seus íntimos pântanos adormecidos. Em 2010, a desfaçatez insiste em despertá-los.

 

A peca de multas da Justiça Eleitoral, uma atrás da outra, começa a exalar um cheiro estranho.

 

É odor de paisagem que apodrece. Isso ainda acaba mal. Depois vão dizer que é golpe.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h02

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Procurador determina que caso EJ corra em segredo

  Folha
A investigação da Receita Federal sobre a quebra de sigilo fiscal do tucano Eduardo Jorge terá de correr em estrito sigilo.

 

A determinação partiu do procurador da República Vinícius Fernando Alves Fermino, que acompanha o caso.

 

Vice-presidente do PSDB federal, EJ, como é conhecido, viu seus dados fiscais migrarem das máquinas da Receita para um dossiê.

 

Convidado a se explicar no Senado, o secretário da Receita, Otacílio Cartaxo, contou que foram mapeados “cinco ou seis” acessos às informações de EJ.

 

Embora já os conhecesse, negou-se a revelar nomes, datas e horários. Alegou que é preciso aguardar pelo término das apurações.

 

Ao tonificar a opção pelo segredo, o procurador Vinícios Fernando anotou que os dados envolvidos na investigação são, por força de lei, “sigilosos na origem”.

 

Escreveu no despacho, de resto, que deseja evitar que a encrenca produza “influências no processo eleitoral”.

 

O diabo é que as informações fiscais do dirigente tucano já ganharam o meio-fio. A proteção legal foi mandada ao beleléu.

 

Quem usurpou a lei, tudo faz crer, não agiu senão com o intuito de influir no “processo eleitoral”.

 

Resta à platéia torcer para que, em algum momento, de preferência antes da eleição, a Procuradoria e o fisco quebrem os únicos segredos ainda não revelados: Quem fez e o porquê.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h25

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Com 59%, Tasso lidera a corrida ao Senado no Ceará

  Antônio Cruz/ABr
Pesquisa feita pelo Datafolha informa:
O tucano Tasso Jereissati lidera com folga a disputa pelas duas cadeiras de senador no Ceará.

 

Candidato à reeleição, Tasso amealha 59% das intenções de voto.

 

Na corrida pela segunda vaga, o Datafolha detectou um rigoroso empate.

 

Os deputados Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT) obtiveram percentuais idênticos: 24%.

 

Os números coletados pelo Datafolha na semana passada –quarta e quinta- indicam indicam que o cenário é, por ora, fluido.

 

É grande o percentual de eleitores indecisos quanto ao voto de senador: 50%. Outros 19% declaram que vão votar em branco, nulo ou em nenhum candidato.

 

Pimentel e Eunício integram a chapa do governador Cid Gomes (PSB), que disputa a reeleição associado à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Conforme já noticiado aqui, Cid obteve na aferição do Datafolha para o governo estadual 47%. Hoje, prevaleceria no primeiro turno.

 

Tasso integra a chapa de Marcos Cals (PSDB), um candidato ao governo cearense a quem o Datafolha atribuiu exíguos 7%.

 

Grão-duque do tucanato, Tasso frequenta também a lista de postulantes ao Senado que Lula gostaria de ver derrotados em 2010.

 

Se o quatro esboçado na pesquisa se mantiver até outubro, mês da eleição, o “coronel do Ceará”, como Lula se refere a Tasso, vai renovar o mandato.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h54

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PT protocola duas ações contra vice de Serra e PSDB

Numa das petições, partido flerta com censura à Folha.com

Presidente do STF determinou  ‘diligências’ da  Procuradoria

 

Renato Araújo/ABr

Horas depois do anúncio de Dutra, PT protocola duas das três ações que prometera

 

Já se encontram no STF e no TSE duas das três ações judiciais que o PT prometera mover contra Índio da Costa (DEM-RJ) e o PSDB.

 

No Supremo, a petição ganhou a forma de uma notícia crime. O PT acusa o vice de José Serra de ter atentado “contra a honra” do partido e da candidata Dilma Rousseff.

 

Requer que o caso seja submetido à Procuradoria-Geral da República, para o oferecimento de denúncia contra Índio, que, como deputado federal, dispõe de prerrogativa de foro.

 

Em despacho redigido na noite passada, o presidente do STF, ministro Cezar Peluso, atendeu ao pedido do partido.

 

Remeteu o caso ao procurador-geral da Republica, Roberto Gurgel. Determinou que realize as “diligências que entender necessárias”. Para quê?

 

“Em especial para o oferecimento de denúncia contra o deputado federal mencionado [Índio] pela prática dos crimes contra a honra” do PT e de Dilma.

 

A peça dos advogados do PT sustenta que, em entrevista ao portal "Mobiliza PSDB", Índio acusou o PT de ser ligado ao narcotráfico e às Farc.

 

Anota também que, em notas no twitter, Índio veiculou mensagem referindo-se a Dilma como “ateia” e “esfinge do pau oco”. 

 

Acusa o vice de Serra da prática dos crimes de "difamação" e "injúria" –artigos 325 e 326 do Código Eleitoral, respectivamente.

 

O texto afirma que as declarações de Índio tiveram o propósito de “macular a imagem” de Dilma e dos partidos que integram sua coligação.

 

 

Na ação levada ao TSE, o PT investe contra o PSDB. Pede que lhe seja assegurado o “direito de resposta” no portal de campanha da legenda rival, o “Mobiliza”.

 

Nessa petição os advogados repisam a tecla de que, na entrevista ao portal tucano, Índio disse que o PT tem ligação com o “narcotráfico” as “Farc” e “o que há de pior”.

 

Mencionam outro trecho da entrevista, no qual o vice de Serra acusou Dilma de utilizar a máquina do governo e da prefeitura do Rio no comício de sexta-feira (16).

 

Houve, segundo o PT, “calúnia, injúria e difamação”. Cita-se dessa vez não o Código Eleitoral, mas o Código Penal –artigos 138, 139 e 140.

 

O pedido de direito de resposta é escorado na lei 12.034, de 2009. Prevê que a réplica deve ser exibida na mesma página eletrônica que veiculou a ofensa.

 

O PT pede que sua resposta seja levada ao ar pelo prazo de 144 horas, “o dobro” do tempo que, segundo suas contas, a entrevista de Índio ficou no ar.

 

O partido de Dilma recorda na petição que, além da veiculação no portal do PSDB, a entrevista foi “noticiada na página eletrônica do jornal Folha de S.Paulo”.

 

E inclui na ação um pedido com cheiro de censura. Deseja que o TSE determine à Folha.com que retire do ar o link que conduz ao vídeo com um “trecho da ofensa”.

 

Trata-se justamente do trecho em que Índio vincula o PT ao narcotráfico e às Farc, o grupo guerrilheiro da Colômbia (reveja lá no rodapé).

 

Ao reproduzir a imagem, exposta também no portal do UOL e aqui no blog, a Folha.com não fez senão levar notícia ao internauta.

 

O pedido do PT, por esdrúxulo, como que tenta antecipar a vigência de um pedaço do programa de governo de Dilma que o próprio partido retirou, às pressas, do TSE.

 

Um pedaço que prevê o “controle" dos meios de comunicação eletrônicos. A tentativa de controlar perde o apelido de "social" e ganha ares tribunalescos.

 

No TSE, a ação do PT foi às mãos do ministro Henrique Neves, a quem caberá relatá-la. Até a noite passada, não havia sido tomada nenhuma decisão.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h53

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