Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Avalanche de multas faz PT rever estratégia de Dilma

  Folha
O comitê de Dilma Rousseff decidiu evitar o envolvimento da candidata em atos que possam ser entendidos como novos “desafios” à Justiça Eleitoral.

 

Analisava-se a hipótese de promover novas aparições de Dilma ao lado de Lula, em eventos oficiais.

 

Algo que, em parecer, a Advocacia-Geral da União havia liberado.

 

Para evitar novos problemas no TSE, o QG de Dilma deu meia-volta.

 

 

A decisão do petismo chega com atraso. Lula já coleciona quatro multas do TSE. Dilma, duas. O PT, uma.

 

Como se fosse pouco, o Ministério Público Eleitoral acaba de pedir ao tribunal que imponha a ‘Cabo Eleitoral da Silva’ e a ‘Candidata Rousseff’ mais três multas.

 

O pedido consta de parecer enviado ao TSE pela vice-procuradora-geral Eleitoral Sandra Cureau. Ela foi chamada a opinar numa trinca representações.

 

Foram ajuizadas pelo DEM. Em todas elas, o partido acusa o presidente e sua pupila de fazer campanha ilegal na comemoração do Dia do Trabalho.

 

Uma se refere a evento realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. Outra diz respeito a ato da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.

 

A terceira envolve o pronunciamento oficial que Lula levou ao ar, em cadeia nacional, no dia 29 de abril.

 

Sandra Cureau endossou as reclamações. Acha que houve campanha subliminar pró-Dilma nas três oportunidades. Coisa “disfarçada, dissimulada”, segundo ela.

 

Ela recorda que a reincidência da prática, “demonstra que há uma lógica” na ação desenvolvida em favor da candidata oficial.

 

Primeiro, Lula profere discursos enaltecendo as realizações do governo. Compara sua gestão à administração passada...

 

...E, “de maneira explícita ou velada”, liga as “conquistas” à atuação de Dilma no governo. Por último, prega a “continuidade”. Sobre Dilma, Sandra Cureau anota:

 

“Ainda que, em muitas oportunidades, não profira uma única palavra, beneficia-se das engenhosas jactações levadas a cabo pelo Excelentíssimo Senhor Presidente”.

 

Completa: “Necessário lembrar que sequer há outra razão que justifique sua presença em tais eventos que não seja a de propaganda eleitoral extemporânea...”

 

“...Ainda que de forma dissimulada, uma vez que, na qualidade de notória pré-candidata, afastou-se do cargo que ocupava no governo, [...] para concorrer às eleições presidenciais.”

 

A Procuradoria recomendou que seja multado também o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), personagem da pajelança político-sindical do 1º de Maio.

 

Ao julgar os três casos, o TSE pode seguir ou não o parecer do Ministério Público Eleitoral. Em representações anteriores, seguiu.

 

Afora a decisão de manter Dilma longe de novas encrencas, o PT mantém a disposição de questionar no TSE a tática da oposição.

 

A exemplo do que fizera o PT, o DEM usou o seu programa partidário para enaltecer o presidenciável tucano José Serra. PPS e PSDB se preparam para fazer o mesmo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h22

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Evo: ‘Não achava que era tão grande o narcotráfico’

  Alan Marques/Folha
O grão-tucano José Serra ganhou nesta segunda (31) um aliado inusitado: Evo Morales.

 

Sim, sim. Isso mesmo. O próprio presidente da Bolívia reconheceu que o tráfico de cocaína viceja à sua volta.

 

Declarou-se surpreso: "Não achava que era tão grande o narcotráfico, não achava que o narcotráfico tinha tal poder econômico [...].”

 

À sua maneira, ecoou Serra: “Sinto que se infiltra nos poderes, nas estruturas dos Estados, não só na Bolívia, mas em todo o mundo".

 

Foi além: "Vejo que há muita cumplicidade de algumas instituições, de membros da Justiça boliviana, mas também de alguns membros da polícia [...].”

 

Evo perguntou: “Por que essa forma de comprar nossos membros do Estado?” O próprio Evo respondeu:

 

“Cheguei à conclusão de que é muita 'plata' [dinheiro], o narcotráfico manipula muita 'plata'."

 

Para não perder o hábito, atribuiu responsabiolidade também aos  EUA e à Europa, países que abrigam a maior quantidade de viciados.

 

De duas uma: ou o companheiro-índio tucanou ou anda mascando folha de coca em demasia!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h44

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Em evento com Dilma, Serra fala em ‘falta de gestão’

Os dois presidenciáveis que polarizam a sucessão de 2010 tiveram, nesta segunda (31), mais uma oportunidade para expor os seus planos.

 

Deu-se em São Paulo, num fórum organizado pela revista Exame: "Brasil - A Construção da 5ª Maior Economia do Mundo".

 

Serra vai abandonando o timbre água-com-açúcar à medida que a rival sobe nas pesquisas. Retemperou o discurso, apimentando-o.

 

Disse que falta gestão e planejamento ao governo Lula. Repisou a tecla de que a taxa de investimentos da União é baixa, inferior à dos Estados.

 

E carregou nas críticas à ao setor energético, uma área na qual Dilma considera-se bambambã.

 

“Grandes empresas hidrelétricas têm suas concessões vencendo em 2015. Não se fez nada...”

 

“...O caso da energia é gritante. Vamos ter expansão na oferta de 2012 a 2016. E 60% vai ser de energia suja...”

 

“...Não se investe na economia de energia, que rende muito. As metas apresentadas são modestíssimas. Temos problemas. Não há planejamento na área do gás”.

 

Serra retomou também às críticas à política monetária, conduzida pelo Banco Central do ex-tucano Henrique Meirelles.

 

"A equação juros elevados e câmbio valorizado é desfavorável ao investimento", disse.

 

Para ele, a valorização excessiva do real frente ao dólar tonifica as importações, em detrimento da produção nacional.

 

Sem mudanças, Serra acha que o Brasil talvez não atinja o propósito de tornar-se a quinta maior economia do planeta:

 

"Atualmente, nós somos a nona e não a oitava, pois o câmbio valorizado eleva o nosso PIB em dólar. Isso é uma armadilha".

 

Dilma foi remou em sentido contrário. Disse que, sob Lula, foram obtidas as condições para que o Brasil dê um salto. Coisa para além de 2014, enfatizou.

 

Pôs-se de acordo com Serra em relação à necessidade de elevar os investimentos. Acha, porém, que a tarefa não é exclusiva do governo.

 

Defendeu maior participação dos fundos de pensão e do setor privado. Enalteceu os “feitos” do governo de seu cabo eleitoral.

 

Disse que, sob Lula, o crescimento econômico foi combinado com a formalização do emprego e a distribuição de renda.

 

"Hoje, 70% da população pertence às classes A, B e C", ela fez questão de realçar.

 

Mencionou a recuperação da indústria naval. Ecoou o ex-chefe: o pré-sal é o “passaporte para o futuro”.

 

Acha que estão dadas as condições que permitirão ao Brasil crescer “de forma sustentável” até o ano da graça de 2014.

 

Isso graças a Lula, que modificou os paradigmas da era tucana, baseadas na estagnação, desemprego e concentração de renda.

 

Aos pouquinhos, as duas candidaturas vão se apresentando aos eleitores com contornos distintos.

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Ação destrambelhada de Israel retira Irã da ‘berlinda’

Num instante em que a ONU concentrava-se no debate às sanções contra o Irã, uma ação militar de Israel mostrou que há mais bandidos do que mocinhos no mundo.

 

Forças militares israelenses atacaram navios que levavam ajuda humanitária à Faixa de Gaza, que se encontra sob bloqueio de Isarel.

 

Morreram pelo menos dez ativistas. Produziram-se 30 feridos. O Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência.

 

Exige “explicações”. Fala em abrir uma “investigação”. Sanções? Por ora, nada.

 

O Brasil, que até aqui metia a colher no conflito do Oriente Médio sem ser chamado, ganhou um motivo real para se imiscuir no tema.

 

Organizada pela ONG Free Gaza, a frota humanitária, composta de seis embarcações, levava 750 pessoas. Entre elas uma cineasta brasileira, Iara Lee.

 

O governo brasileiro emitiu nota condenando o ataque. O Itamaraty chamou o embaixador de Israel em Brasília para expressar sua "indignação".

 

E o chanceler Celso Amorim, agora sem contestações, subiu o tom: "É um ato muito grave...”

 

“...Estamos preocupados com isso, esperamos que a ONU adote alguma ação, e que Israel possa atender ao que for solicitado".

 

Amorim orientou a representante brasileira na ONU a apoiar convocação do Conselho de Segurança. “Espero que o presidente do Conselho dê uma declaração forte".

 

Os EUA, que, no caso do Irã, rugem como leão, miaram para Israel. Barack Obama telefonou para o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu.

 

Alcançou-o no Canadá, onde se encontra. Segundo a Casa Branca, os dois falaram por 15 minutos. O que disse Obama?

 

Diz a assessoria que o presidente norte-americano pediu uma "investigação". E expressou sua compreensão quanto à decisão de Netanyahu de retornar imediatamente a Israel.

 

Antes do ataque, os dois haviam agendado um encontro, em Washington. Será remarcado, disse a Casa Branca, para a “primeira oportunidade”.

 

No mais, informou-se que Obama “lamenta profundamente” as mortes ocorridas no “incidente”. E expressa sua “preocupação” com os feridos.

 

Sanções contra Israel? Nenhuma palavra, por enquanto. A secretária de Estado Hillary Clinton, senhora da retaliação contra o Irã, guarda obsequioso silêncio.

 

Ouvido, Netanyahu disse "lamentar" as mortes. Mas defendeu enfaticamente a ação de seus soldados. Disse que atacaram para se defender.

 

Se defender do quê? Não se sabe. Os navios não levavavam armamentos. Transportavam comida, roupas, material de construção... 

 

A despeito das evidências em contrário, Israel classifica os ativistas que levavam ajuda a Gaza de "terroristas". Algo que a ONG promotora da frota humanitária classificou de "ultrajante".

 

O Irã é fustigado por representar uma ameaça nuclear. Israel é poupado depois de ter praticado um ato que bem pode ser classificado como terrorismo de Estado.

 

É de perguntar: o que estaria ocorrendo agora se o Irã houvesse disparado contra navios apinhados de carga humanitária em águas internacionais?

 

- Atualização feita às 20h31 desta segunda (31): A brasileira Iara Lee foi localizada. Está bem. Será deportada

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Escrito por Josias de Souza às 17h23

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Lula no Rio: a ‘imbecilidades’, ‘mentirada’ e ‘babacas’

Como em toda “tribo”, há na política o culto e o cabotino. O primeiro sabe o que o estudo lhe permitiu saber. O segundo sabe muito mais. Que o diga Lula.

 

Nesta segunda (31), o presidente pousou no Rio. Como de hábito, falou pelos cotovelos. Em cada sílaba, uma lição. Em cada palavra, uma admoestação.

 

Falou de “mobilidade urbana” num fórum promovido por uma empresa que conspira a favor dos congestionamentos, a fabricante de pneus Michelin.

 

A certa altura, pôs-se a discorrer sobre os acertos de seu governo e os equívocos do mundo à sua volta.

 

Disse que, a despeito da “imbecilidade” de certos economistas, provou que o país pode crescer a taxas vigorosas:

 

"Nós aprendemos a gostar da estabilidade, ...do controle da inflação, ...da distribuição de renda...”

 

“...Acabamos com o PIB potencial, que era uma imbecilidade de alguns economistas, que achavam que o país não podia crescer mais de 3%...”

 

“...Aprendemos que é gostoso crescer 4%, 5%, 6%. Não queremos crescer demais porque não queremos ser sanfona, vai a 10% e volta...”

 

“...Queremos crescimento sustentável que dure 10, 15 anos".

 

Declarou que, se os países ricos estão desnorteados com a crise, deveriam desembarcar no Brasil, para tomar lições:

 

"Se o mundo desenvolvido tem dúvida sobre o que fazer..., vivia nos dando lição de moral...”

 

“...Devia agora, com humildade, vir aprender a fazer política econômica, ... acombinar controle de inflação com distribuição de renda".

 

Afirmou que o país se livrou de um lero-lero encontradiço na era militar: a tese de que era preciso, primeiro, esperar o bolo crescer para, só depois, dividir.

 

“Sempre aparecia um engraçadinho para comer o bolo antes, e para o pobre só sobrava migalha".

 

Tratou de trazer à conversa o nome de José Serra, o rival tucano de sua pupila Dilma Rousseff.

 

Recordou a ordem que deu ao Banco do Brasil para que comprasse a Nossa Caixa, instituição que, sob Serra, o governo paulista decidiu vender.

 

“Disseram que o BB não deveria comprar a Nossa Caixa para não dar dinheiro para o Serra, eu respondi: Eu não estou preocupado, o BB tem que ser o maior".

 

Fez pouco do poder de influência da mídia: “O povo brasileiro ficou mais sério, tá mais esperto, tá mais inteligente...”

 

“...Não acredita na mentirada que ele ouve e que ele vê todo santo dia. Teve um tempo que se criou no Brasil o tal de formador de opinião publica...”

 

“...Ele cantava na televisão e o pobre, lá embaixo, fazia. Agora não. Agora o pobre pensa pela sua cabeça...”

 

Agora o pobre “...anda pelos seus pés, enxerga com os seus olhos e vê claramente o que está acontecendo neste país”.

 

Além de prestigiar o encontro da “mobilidade”, Lula foi à inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde).

 

Para fugir à imobilidade do trânsito carioca, o presidente moveu-se de helicóptero. Saboreou a vista, como informaria depois, em mais um discurso.

 

"Hoje, quando eu voei de helicóptero, nós passamos ali em Pavão-Pavãozinho e eu vi um elevador alto, bonito para fazer o povo lá de cima pegar o metrô..."

 

"...Certamente alguém vai olhar e vai dizer: esse [governador] Sérgio Cabral, esse Lula e esse [prefeito] Eduardo Paes são uns babacas...”

 

“...Em vez de gastar dinheiro em um centro de música fino, ficam fazendo elevador para pobre. Pobre tem mais é que engrossar a canela e andar".

 

A menção ao “centro de música fino” teve endereço. Foi uma referência à Cidade da Música.

 

Uma obra erigida na gestão do ex-prefeito Cesar Maia (DEM). Coisa inacabada, sob investigação do Tribunal de Contas e do Ministério Público.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h26

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Serra intervém para tentar ‘ressuscitar’ aliança de SC

  Folha
O presidenciável tucano José Serra decidiu se mexer para reagrupar os partidos que compunham a chamada tríplice aliança de Santa Catarina: PSDB, DEM e PMDB.

 

Essa trinca de legendas assegurou a reeleição de Luiz Henrique (PMDB) na eleição de 2006.

 

Garantiu também, no Estado, a vitória do tucano Geraldo Alckmin (PSDB) sobre Lula na disputa presidencial daquele ano.

 

Luiz Henrique, hoje candidato ao Senado, tentou manter o grupo unido. Esbarrou, porém, na pluralidade de candidaturas.

 

Cada legenda tem o seu nome: No PMDB, Eduardo Pinho Moreira; no DEM, Raimundo Colombo; e no PSDB, Leonel Pavan.

 

Pois bem, Pavan, agora acomodado na cadeira de governador que herdou de Luiz Henrique, foi chamado a São Paulo.

 

Viajou às pressas, neste domingo (30). O repórter Moacir Pereira conta que Pavan se reuniu com o próprio Serra.

 

A cúpula tucana cobra uma definição de Pavan, às voltas com uma denúncia de corrupção. Deseja, de preferência, a renúncia dele à candidatura ao governo.

 

A saída de Pavan, imaginam os tucanos, diminuiria o tamanho da encrenca catarinense.

 

Restaria promover um acordo entre o pemedebê Pinho Moreira e o ‘demo’ Raimundo Colombo.

 

Segundo colocado nas pesquisas, Colombo está mais bem posto que Pinho Moreira. Vem daí que o DEM não admite abrir mão do candidato.

 

O PMDB tampouco parece disposto a apoiar outro nome que não o seu. Serra e seus operadores equilibram-se entre um e outro.

 

Prevê-se para esta segunda (31) um encontro de Serra com os três personagens da discórdia catarinense: Pavan, Colombo e Pinho Moreira.

 

O envolvimento de Serra pode ter chegado tarde demais. Antes de voar para São Paulo, Pinho Moreira deve reunir a Executiva do PMDB-RS, que preside.

 

O candidato pretende arrancar da legenda uma delegação para abrir o leque das articulações. Além de Serra, quer sentar com Michel Temer e com Dilma Rousseff.

 

O encontro com Temer, presidente do PMDB federal e virtual vice de Dilma, pode ocorrer já nesta segunda.

 

A movimentação de Pinho Moreira indica que o ex-governador Luiz Henrique, fechado com Serra, já não segura as rédeas do processo.

 

Para complicar ainda mais o que já parece intrincado, o PSDB realiza uma negociação paralela com a deputada Ângela Amin, candidata do PP ao governo catarinense.

 

Ângela frequenta as pesquisas em primeiro lugar, à frente de Colombo. Além da corte que lhe fazem os tucanos, a deputada é assediada pelo PT.

 

O partido de Lula vai às urnas, em Santa Catarina, com a candidatura de Ideli Salvatti. Mas sonha com a abertura do palanque de Ângela para Dilma.

 

Parceiro de primeira hora de Serra, o DEM olha de esguelha para a aproximação do PSDB com Ângela. Cobra fidelidade.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h31

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Deputado do PP já se apresenta como ‘vice’ de Yeda

  Folha
O deputado federal Vilson Covatti (PP-RS) já se considera o candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa de Yeda Crusius (PSDB).

 

A indicação depende de aprovação do partido. Mas o deputado, em entrevista, já fala como o segundo da governadora, candidata à reeleição.

 

Embora seja visto pelos correligionários como dono de um temperamento mercurial, Covatti promete ser um vice “disciplinado”.

 

Algo que, para Yeda, tornou-se essencial, depois do convívio atribulado com Paulo Feijó (DEM). Atual vice da tucana, Feijó converteu-se de aliado em denunciante.

 

Covatti dispõe de uma “mercadoria” que, a julgar pelas pesquisas, falta a Yeda: votos. Foi à Câmara com o apoio de 160 mil gaúchos.

 

O deputado troca a reeleição tida como certa pela aventura estadual. Cuida, porém, de gerenciar o eventual prejuízo.

 

Para ocupar a cadeira que vai perder em Brasília, o deputado Covatti vai recomendar ao eleitor gaúcho o voto no filho dele, Luis Antônio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h36

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Candidato de Uribe surpreende na Colômbia

 

- Folha: Quase metade dos médicos receita o que indústria quer

 

- Estadão: Vazamento pode durar até agosto, admitem EUA

 

- JB: EUA têm seu pior desastre ecológico

 

- Correio: Governo quer reduzir áreas de embaixadas

 

- Valor: Fisco leva 45% da 'riqueza' das S.A.

 

- Jornal do Commercio: “Por favor, me prendam”

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h09

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Não, nem pensar, de jeito nenhum, nunca, grrrrrrrrr!

Duke

Via blog do Duke. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h11

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Em junho, PSDB prioriza TV e PT se dedica ao PMDB

Em ritmo de contagem regressiva para as convenções partidárias, o PSDB de José Serra e o PT de Dilma Rousseff entram no mês de junho fixados em objetivos distintos.

 

O tucanato considera essencial devolver Serra à posição de líder nas pesquisas. O petismo elegeu como prioridade a conclusão dos acertos com o PMDB.

 

Ou seja, o grupo de Serra volta-se primordialmente para o público externo. O de Dilma, para as costuras políticas internas.

 

No QG de Serra imagina-se que a ansiada “reação” virá graças à superexposição do candidato na TV.

 

A coisa é coordenada pelo marqueteiro Luiz Gonzalez, a serviço do PSDB. Serra já estrelou o programa partidário do DEM, na semana passada.

 

Em junho, vai protagonizar também os programas do PPS e do PSDB. Dez minutos cada um.

 

Subsidiariamente, também o PTB, última legenda a ensaiar a adesão a Serra, planeja levar o candidato à sua convenção para, depois, exibi-lo em rede nacional na TV.

 

Os operadores de Serra atribuem o crescimento de Dilma à vitrine que o PT abriu para ela na TV. E dão de barato que ocorrerá o mesmo com Serra. A ver.

 

Quanto ao PT, que já gastou toda a munição eletrônica de que dispunha na fase de pré-campanha, a prioridade passou a ser o acerto com o PMDB.

 

Meio caminho já foi trilhado com a quebra das resistências à presença de Michel Temer na chapa de Dilma. Há, porém, detalhes por acertar.

 

A maior encrenca continua sendo Minas Gerais. O apoio do PT à candidatura de Hélio Costa é apresentada pelo PMDB como pré-condição para o acerto nacional.

 

Embora já tenha se rendido à lógica do palanque único, Fernando Pimentel, do PT, ainda não abriu mão de encabeçar a coligação mineira.

 

A arenga persiste a despeito de PMDB e PT terem fixado o próximo final de semana como prazo limite para a obtenção do acordo mineiro.

 

O PT tomou uma precaução. Agendou para 11 de junho, véspera da convenção do PMDB, uma reunião de seu diretório nacional.

 

Nesse encontro, o partido de Lula fará o que tiver de ser feito para assegurar que, no dia 12, o PMDB aprove, em termos finais, o apoio a Dilma.

 

No limite, informam dirigentes petistas, o PT federal ordenará que seus diretórios estaduais, sobretudo o de Minas, se submetam à lógica nacional.

 

O PSDB também tem uma aresta interna a resolver. Envolve a escolha do vice de Serra. Passa por entendimentos com o DEM, que se julga dono da vaga.

 

Nos próximos dias, tucanos e ‘demos’ tratarão do tema em conversas reservadas. Mas já não atribuem à matéria tanta urgência. Erro.

 

Do ponto de vista legal, não há óbice para que Serra saia da convenção tucana, marcada para 12 de junho, sem um vice.

 

Nada impede que a definição seja empurrada para a convenção do DEM, que ocorrerá em 28 de junho. Porém...

 

Porém, diferentemente do que imaginam os sócios majoritários da candidatura Serra, a ausência do vice continuará frequentando o noticiário como um problema.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h34

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Sob suspeição, sucessão da Colômbia vai ao 2º turno

  BBC
As urnas da sucessão do presidente colombiano Alvaro Uribe registraram uma surpresa neste domingo (30).

 

O candidato governista Juan Manuel Santos abriu uma dianteira de cerca de 4 milhões de votos sobre o oposicionista Antanas Mockus.

 

Ex-ministro da Defesa de Uribe, Santos amealhou 46% dos votos. Candidato do Partido Verde, Mockus obteve 21%.

 

A despeito da vitória, Santos não obteve votos suficientes para prevalecer no primeiro turno. O segundo round está marcado para 20 de junho.

 

As pesquisas indicavam que Santos e Mockus estavam tecnicamente empatados. Daí a surpresa.

 

Com a pulga atrás da orelha, analistas chegaram mesmo a levantar suspeitas. A coisa ficou, porém, no diz-que-diz. Não há, por ora, prova de fraude.

 

O índice de abstenção foi alto: 56%. De resto, registraram-se confrontos entre soldados do governo e guerrilheiros das Farc.

 

Houve pelo menos três mortos –um guerrilheiro e dois soldados. E levas de eleitores foram impedidos de chegar às urnas.

 

Abre-se agora a temporada de caça às alianças políticas. Simpático à política social de Lula, o verde Mockus terá de ampliar o seu palanque.

 

A disputa ocorre sobre o pano de fundo da política de segurança de Uribe, representada no pleito pelo ex-ministro Santos.

 

Para superar o rival governista, Mockus terá de assediar os dois candidatos que ficaram atrás dele no pleito: German Vargas Lleras e Gustavo Petro.

 

German Lheras emergiu das urnas em terceiro, com 10% dos votos. Gustavo Petro, com 9%, ficou em quarto. Nenhum deles disse quem irá apoiar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h36

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Dados do governo reforçam crítica de Serra à Bolívia

Documentos oficiais produzidos pelo governo durante a gestão Lula reforçam a acusação de José Serra (PSDB) contra o governo da Bolívia.

 

O presidenciável tucano acusou o governo boliviano, na última quarta-feira, de ser “cúmplice” dos traficantes que enviam cocaína para o Brasil.

 

Em reação, a rival petista Dilma Rousseff disse que Serra “demoniza” a Bolívia. Mas os dados colecionados pelo governo como que corroboram Serra.

 

Sob o compromisso do anonimato, uma autoridade da Divisão de Controle de Produtos Químicos da Polícia Federal falou à Folha sobre o tema.

 

Disse que relatórios oficiais da PF informam que 80% da cocaína distribuída no país vem da Bolívia. A maior parte na forma de “pasta”. O refino é feito no Brasil.

 

Serra falara em algo entre “80% e 90%”. Para a PF, a evolução do tráfico revela que há “leniência” do governo boliviano. Serra usara expressão análoga: “Corpo Mole”.

 

A PF atribui o fenômeno a aspectos culturais, não a má-fé. A autoridade que falou à reportagem lembrou que o cultivo da folha de coca é legal na Bolívia.

 

O produto é utilizado de várias maneiras –de rituais indígenas à produção de medicamentos. O problema é que o excedente abastece o tráfico.

 

A encrenca é mencionada também em relatórios e troca de correspondências do Itamaraty. Um resumo da visão brasileira foi repassado à Câmara em 2007.

 

Num documento de 11 páginas endereçado à Comissão de Relações Exteriores, foram abordados os contenciosos do Brasil com a Bolívia. Entre eles a droga.

 

O texto é uma resposta a requerimento feito pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE). Anota: “Entre 2005 e 2006, a área de produção de folha de coca na Bolívia cresceu de 24.400 para 27.500 hectares”.

 

Informa que, sob Morales, adotou-se política dicotômica: combater o narcotráfico, mas “valorizar” a folha de coca.

 

Acrescenta: “A Bolívia foi suspensa, em julho de 2007, do Grupo Egmont”, entidade que reúne órgãos de inteligência de 105 países. Dedica-se à repressão da lavagem de dinheiro e do terrorismo.

 

Segundo o Itamaraty, foi à Bolívia uma delegação de brasileiros e chilenos.  Reuniram-se com autoridades locais em junho de 2007. “Sem resultado”, diz o texto.

 

Sob Lula realizou-se um esforço para reativar, também sem sucesso, as comissões mistas antidrogas Brasil-Bolívia.

 

Em setembro de 2008, o Itamaraty enviou à Câmara outro relatório, uma atualização do primeiro. De novo, 11 páginas. Assina o documento chanceler Celso Amorim.

 

No tópico relacionado às drogas, Amorim escreve: a ONU "divulgou relatório que indica aumento na produção de coca na Bolívia pelo quinto ano consecutivo".

 

Menciona uma evolução: a Bolívia "tem buscado reforçar sua imagem de país comprometido com a luta contra o narcotráfico ('Cocaína cero')..."

 

Mas ressalva: "...Ainda que mantenha sua política da valorização da folha de coca como expressão do patrimônio cultural".

 

No mês seguinte, outubro de 2008, Morales expulsou da Bolívia os cerca de 20 agentes do departamento antidrogas dos EUA que auxiliavam no combate ao tráfico.

 

O pretexto foi a acusação de que o DEA (Drug Enforcement Administration, na sigla em inglês) realizava operações de espionagem contra o governo boliviano.

 

A Bolívia firmaria, dois meses depois, um acordo com o Brasil. Previa que a Polícia Federal passaria a atuar na Bolívia no combate ao tráfico de cocaína e de armas.

 

De acordo com a PF, o acordo esbarra até hoje em entraves financeiros. La Paz deseja que Brasília arque com os custos.

 

- Em tempo: O texto acima foi veiculado na Folha deste domingo, em versão resumida.

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Escrito por Josias de Souza às 18h23

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Planalto gastou R$ 3 mi para exibir Dilma em viagens

6 meses de viagens ao lado de Lula  custaram  R$ 3.052 mi
Cifra inclui comida, hotel, telefone, apoio e carros alugados
Exclui os gastos do presidente, de suas comitivas e o avião 

Ricardo Stuckert/PR

O cabo eleitoral e a candidata em Teófilo Otoni (MG): uma multa de R$ 5 mil no TSE

 

Ao ungir Dilma Rousseff como sua candidata, Lula se auto-atribuiu a tarefa de convertê-la de auxiliar desconhecida em presidenciável competitiva.

 

Com antecedência nunca antes vista na história desse país, o presidente antecipou sua própria sucessão. Levou a ministra-candidata à vitrine já em 2009.

 

Exibiu-a em inaugurações e inspeções de obras, num vaivém que inspirou os rivais a acusá-lo de usar a máquina pública com propósitos eleitorais.

 

Uma pergunta passou a boiar na atmosfera: Quanto custou ao contribuinte brasileiro a movimentação urdida para catapultar Dilma?

 

Um deputado oposicionista, Raul Jungmann (PPS-PE), transformou a dúvida num requerimento de informações. Endereçou-o à Casa Civil da Presidência.

 

Esse tipo de requerimento é uma prerrogativa que a Constituição confere aos congressistas. Coube à sucessora de Dilma, Erenice Guerra, responder.

 

No questionário, Jungmann circunscreveu sua curiosidade a eventos realizados entre 1º de setembro de 2009 e 19 de fevereiro de 2010, quase seis meses.

 

Em pesquisa prévia, o deputado contabilizara 26 as viagens e eventos. Inquiriu sobre os custos da participação de Dilma, de Lula e dos convidados oficiais.

 

Na chefia da Casa Civil desde abril, quando Dilma trocou o posto pelos palanques, Erenice respondeu apenas um pedaço do questionário.

 

Limitou-se a informar a cifra referente à participação de Dilma nos pa©mícios: R$ 3,052 milhões. Para ser exato: R$ 3.052.870,94.

 

Ou seja, noves fora o grosso dos custos (Lula e comitiva) a Viúva foi levada a torrar uma média de R$ 508,8 mil por mês para promover a candidata oficial.

 

As cifras incluem, segundo a resposta da Casa Civil: “Fornecimento de alimentação, diárias, hospedagem...”

 

“...Serviços de telecomunicações, de apoio logístico e locação de veículos terrestres [utilizados por Dilma] nas viagens”.

 

E quanto ao resto? “As demais despesas relacionadas a combustível das aeronaves oficiais, locação de veículos aéreos...”

 

“Custo estimado por convidado e número de convidados que integraram a comitiva presidencial, deixam de ser informadas”.

 

Por quê? “Não são da competência desta secretaria [de Administração da Casa Civil] e tampouco constam do nosso sistema de apropriação de custos”. Pena.

 

Só numa das viagens, a “Caravana do São Francisco”, Lula e Dilma dispuseram de um séquito de mais de cem convidados. Seria razoável saber quanto custou.

 

O Planalto sempre alegou que o périplo promocional de Dilma não ultrapassou as fronteiras da lei. Foram atos de governo, não de campanha.

 

Decisões tomadas pelo TSE deram ares de pantomima à alegação. O rol de viagens inclui, por exemplo, um deslocamento ocorrido em 22 de janeiro de 2010.

 

Nesse dia, Lula e Dilma foram à inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo. A coisa virou comício.

 

Em discurso transmitido ao vivo pela emissora estatal, Lula fez campanha para Dilma. Ao julgar representação da oposição, o TSE multou-o em R$ 10 mil.

 

Noutra viagem listada por Jungmann e incluída nos levantamento de custos da Casa Civil, Lula levou a candidatura de Dilma ao interior de Minas Gerais.

 

Cabo eleitoral e candidata foram a cidades mineiras, em 9 de fevereiro de 2010. Entre elas Teófilo Otoni. Uma visita impregnada de 2010.

 

Num dos discursos do dia, Lula, com Dilma a tiracolo, disse: “Vou fazer a sucessão”. Para quê? “Dar continuidade ao que nós estamos fazendo...”

 

“...Porque este país não pode retroceder. Este país não pode voltar para trás como se fosse um caranguejo”.

 

De novo, provocado pela oposição, o TSE condenou Lula por campanha ilegal e fora de época. Multou-o, nesse caso, em R$ 5 mil.

 

Não foram as únicas multas. Houve outras, resultantes de transgressões praticadas em viagens e eventos não listados no requerimento que a Casa Civil respondeu.

 

A azáfama administrativo-eleitoral foi tanta que, em 27 de janeiro, de passagem por Recife, Dilma viu Lula ser recolhido a um hospital da capital pernambucana.

 

O mal-estar do presidente foi passageiro. Rendeu-lhe uma madrugada no leito hospitalar e um check-up de emergência.

 

Permanente mesmo só a impressão de que o contribuinte –inclusive os eleitores de José Serra e Marina Silva— financiou parte do empreendimento eleitoral de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h42

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Para Aécio, sucessão ‘pode ser definida no Nordeste’

 
‘Não é candidato a vice  que vai  mudar rumos da eleição'
‘Nordeste tem 27% dos eleitores, Minas Gerais tem 10%’
‘Optei pelo Senado em dezembro.  Nada mudou  desde lá’
‘Serra tem as condições de vencer  em  Minas e no Brasil’
‘Vejo uma ansiedade excessiva de nossos companheiros’ 

Divulgação

 

Depois de preterido na disputa interna do PSDB, Aécio Neves foi subitamente convertido em personagem central da sucessão presidencial.

 

A oposição atribui ao grão-duque do tucanato mineiro, dono de alta popularidade em seu Estado, o poder de definir a eleição em favor de José Serra.

 

Construiu-se o seguinte raciocínio: abrindo boa dianteira sobre Dilma Rousseff em São Paulo, bastaria a Serra prevalecer em Minas para levar a Presidência.

 

Como que incomodado com a responsabilidade que tentam acomodar sobre seus ombros, Aécio saiu-se com uma tese diversa:

 

“Qualquer análise pode mostrar que a eleição pode ser definida no Nordeste, que tem 27% do eleitorado. Minas tem 10%”.

 

Nos Estados nordestinos a popularidade de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva é maior do que a média nacional. Nesse pedaço do mapa, Dilma supera Serra nas pesquisas.

 

É como se Aécio dissesse: Esqueçam Minas. Olhem para o Nordeste. Ou, por outra: Não sou tão importante. Ou ainda: Se formos derrotados, a culpa não será minha.

 

As considerações de Aécio foram feitas numa entrevista veiculada neste domingo. Pode ser lida no sítio do diário capixaba 'A Gazeta'.

 

Aécio reafirma sua opção pelo Senado. Para a vice de Serra, menciona o tucano Tasso Jereissati, que também já recusou a empreitada.

 

Invoca dados de pesquisas para sustentar que, migrando de Minas para a cena nacional, a situação de Serra não se alteraria.

 

No mais, desmerece a importância desmedida que se tem atribuído à figura do vice: “Não é isso que vai mudar o rumo da eleição”. Abaixo, entrevista:

 

 

- Já disse que política é destino. O seu não o empurra para a vice do Serra? No ano passado, apresentei ao meu partido uma alternativa de candidatura presidencial. No momento em que percebi que uma maioria partidária caminhava na direção da candidatura do governador Serra, fiz um gesto em favor da unidade, que foi abdicar desta candidatura. Acima de projetos pessoais deve haver algo, hoje em falta na política, que é uma visão patriótica. Em dezembro anunciei minha candidatura ao Senado. De lá para cá, nada mudou, nem minha convicção de que Serra é o melhor candidato para vencer as eleições. Como candidato ao Senado tenho mais condições de ajudá-lo.
- Não teme ser responsabilizado por uma derrota de Serra? De forma alguma. Na vida devemos ter convicções e lutar por elas. Precisamos fortalecer diariamente nossas convicções e resistir às pressões que nos afastam delas. Estou absolutamente seguro de que tomei a melhor decisão, pensando no meu país.
- Que fato poderia levá-lo a mudar de ideia? Há quem diga que o fato de o governador Anastasia estar atrás nas pesquisas... Quando retornei [das férias], me deparei com uma grande confusão entre opinião e análise. E com três fatos que me eram colocados à frente. O primeiro de que a eleição se definiria em Minas. Qualquer análise pode mostrar que a eleição pode ser definida no Nordeste, que tem 27% do eleitorado. Minas tem 10%. Segundo fato é que a má situação de Anastasia poderia me fazer mudar de opinião. O governador tem 25% de conhecimento e, na pesquisa espontânea, tem os mesmos 5% de intenções de votos de seu adversário. É uma situação extraordinária, e estamos preparados para vencer no primeiro turno. A terceira, de que minha candidatura a vice seria fundamental para eleger Serra. Tenho pesquisas que mostram que isso poderia aumentar em no máximo 5% as intenções de votos em favor de Serra em Minas.
- Mas ajudaria, não? Isso significa meio por cento dos votos nacionais e com risco de desguarnecermos a nossa retaguarda e termos outras perdas, se eu não estiver em Minas. Não haverá no meu partido ou fora dele alguém tão dedicado à vitória de Serra.Temos o melhor candidato e condições para vencer em Minas e no Brasil.
- O empate entre Serra e Dilma pesou na sua decisão? Minha decisão foi tomada em dezembro, quando Serra tinha vantagem expressiva. É preciso mais serenidade por parte dos nossos próprios companheiros. Vejo uma ansiedade excessiva.
- A subida de Dilma confirma o poder de transferência de votos de Lula? Reconheço que o governante bem avaliado tem algum poder de transferência de voto. E servirá, certamente, para o nosso caso em Minas. Mas essa transferência é limitada. Quem define a eleição não são os apoiadores, é o eleitor.
- Que outras opções Serra tem para vice? É uma questão que tem de ser vista com serenidade. Há alternativas no partido, como o senador Tasso Jereissati, ou mesmo na coligação. Não é isso que vai mudar o rumo da eleição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 01h29

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: UPPs valorizam imóveis de favelas em até 400%

 

- Folha: Nordeste do país cresce em ritmo de "Chináfrica"

 

- Estadão: Brasil é o principal destino de agrotóxico banido no exterior

 

- Veja: Uma Copa para você jogar

 

- Época: Especial - Redes sociais

 

- IstoÉ: Comida, sexo e amizade

 

- IstoÉ Dinheiro: O grande nó da Telefônica

 

- CartaCapital: Antes famintos, hoje gordos

 

- Exame: Dívida – O mundo no Vermelho

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 00h40

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Vice, procura-se!

Nani

Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h36

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Serra: ‘...Virou política de governo mandar cocaína...’

  Folha
José Serra gastou o seu sábado de candidato em Cuiabá. Foi ao lançamento da candidatura tucana de Wilson Santos ao governo de Mato Grosso.

 

Voltou à carga contra o governo de Evo ‘Corpo Mole’ Morales. Já dissera que a Bolívia é “cúmplice” do tráfico. Agora, foi além.

 

Insinuou que a gestão companheira de Evo converteu a exportação de pó em política oficial:

 

"Parece que virou política de governo mandar cocaína para acabar com nossa juventude", disse.

 

Em referência velada à rival Dilma Rousseff, que o acusara de “demonizar” a Bolívia, Serra disse que a encrenca ultrapassa o cercadinho partidário:

 

"O interesse nacional tem que ficar acima dessas questões partidárias."

 

Mais cedo, de passagem por Campinas (SP), também Marina Silva, a presidenciável do PV, fizera restrições à pregação de Serra:

 

"Não é assim que se trata um país irmão, até porque o povo boliviano não merece esse tipo de generalização. Nós somos vizinhos dos bolivianos no Acre...”

 

“...Temos graves problemas ali na fronteira com o tráfico de drogas, mas longe de eu querer atribuir isso a uma ação deliberada do governo e ou à sociedade boliviana".

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h56

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Concluída a reforma no prédio do Palácio do Planalto

Lula Marques/Folha

Operários retiram o tapume que ocultava a fachada do Palácio do Planalto

 

Foi “devolvida” à paisagem da Praça dos Poderes, em Brasília, a fachada do Palácio do Planalto, um dos cartões postais de Brasília.

 

Cercada por tapumes desde março do ano passado, a vista frontal do prédio onde despacha o presidente da República foi liberada.

 

Sob responsabilidade do setor de Engenharia do Exército, a reforma foi concluída. Neste final de semana, os operários dedicam-se aos retoques e à limpeza.

 

A obra teve todos os problemas que costumam infelicitar os empreendimentos públicos no Brasil.

 

Orçada em R$ 78,8 milhões, saiu por R$ 96 milhões. Diferença de 17,2 milhões.

 

Deveria ter ficado pronta em um ano, antes do aniversário de Brasília, celebrado em 21 de abril. Atrasou dois meses.

 

De saída, descobriu-se que os operários foram às marretas sem que o governo do DF tivesse expedido um alvará. A Viúva foi multada em R$ 2.689,11.

 

O TCU detectou falhas na licitação. O orçamento das empresas embutia ISS de 5%. Em Brasília, o tributo sai por 2%.

 

Empurraram-se dentro da obra itens de mobiliário e de decoração, que deveriam ter sido licitados separadamente. Coisa de R$ 761,8 mil.

 

Mexe daqui, ajusta dali, o Planalto conseguiu manter o ritmo do canteiro de obras, sem interrupções. Os operários trabalharam em três turnos.

 

Nos próximos dias, começam a retornar ao prédio ministros, assessores e servidores. Lula será o último.

 

Estima-se que o presidente continuará despachando no Centro Cultural do Banco do Brasil, sede provisória do governo, até a primeira quinzena de junho.

 

De volta, o presidente terá à sua disposição, além do gabinete antigo, uma sala nova.

 

Na antiga, móveis que serviram ao ex-presidente Getúlio Vargas. Na nova, uma mesa de despachos que foi usada por Juscelino Kubitschek, devidamente restaurada.

 

Lula, que deixa o governo em dezembro, já disse que prefere o mobiliário de Vargas. Natural, já que desce ao verbete da enciclopédia como o “neo-pai dos pobres”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h40

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Tá tudo meio sem nexo? Melhor que acabe em sexo!

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Escrito por Josias de Souza às 11h11

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Tasso rejeita vice de Serra: ‘Sou candidato a senador’

  Lula Marques/Folha
Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que não cogita comparecer às urnas de 2010 como candidato a vice na chapa do presidenciável tucano José Serra.

 

“Eu não penso nisso. Sou candidato a senador. Quero continuar trabalhando aqui no Ceará”, disse.

 

A declaração foi feita nesta sexta-feira (28), no município cearense de Paracuru, distante 85 km da capital, Fortaleza.

 

O nome de Tasso fora mencionado como alternativa de vice pelo presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE).

 

Ao rejeitar a idéia, Tasso mimetiza Aécio Neves. O grão-duque do tucanato mineiro também reafirmou, na quinta (27), que é candidato ao Senado, não a vice.

 

Conforme já noticiado aqui, a escolha do companheiro de chapa de Serra deve ser empurrada para o final do mês que vem.

 

Marcada para 12 de junho, a convenção nacional do PSDB deve aprovar apenas o nome de José Serra, sem definir o segundo da chapa.

 

Com a saída de Aécio do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.

 

Serra admitiu a hipótese de adiamento. Deu-se em Recife, no ato de lançamento da candidatura de Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo pernambucano.

 

Ao discursar, Serra disse que não há pior coisa para um presidente do que “vice que faz aporrinhação”.

 

Citou como modelo o ex-vice de Fernando Henrique Cardoso, o senador Marco Maciel (DEM-PE), presente à cerimônia de lançamento de Jarbas.

 

Secretário-geral do PSDB federal, o deputado Rodrigo de Castro (MG), também declarou que a convenção de 12 de junho não é data fatal para a escolha do vice.

 

“Dá pra segurar mais um tempo”, disse Rodrigo, que integra o grupo de Aécio.

 

Que dá para segurar, não há dúvida. A lei não impede. Mas a delonga vai à crônica da sucessão como um problema, não como opção.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h44

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Pacote de ‘bondades’ pode custar mais de R$ 50 bi/ano

 

- Folha: Voto obrigatório divide o país

 

- Estadão: EUA: acordo obtido pelo Brasil no Irã é ‘inaceitável’

 

- JB: Brasil não negocia de cabeça baixa

 

- Correio: Aluguel no DF sobe o dobro da inflação

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h35

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Sem vice e sem cão!

Aroeira

Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h40

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Se Dilma vencer, Lula quer levar Meirelles à Fazenda

  Sérgio Lima/Folha
Em público, Dilma Rousseff e seus operadores dizem que, a despeito das pesquisas, resistirão à tentação de escalar o salto alto.

 

Nos subterrâneos, porém, debate-se, desde logo, a composição do primeiro escalão de um eventual governo Dilma.

 

Conforme noticiado aqui, na semana passada, Dilma deve acomodar Antonio Palocci na chefia da Casa Civil caso prevaleça sobre o rival tucano José Serra.

 

Cabo eleitoral da candidata, Lula abriu uma discreta articulação para levar um “nomão” a outro posto-chave da Esplanada.

 

O presidente deseja ajeitar as coisas para que, sob Dilma, o ministro da Fazenda seja Henrique Meirelles, atual presidente do Banco Central.

 

Acha que, com Palocci e Meirelles, Dilma teria duas âncoras –uma na política e outra na economia.

 

Para o lugar de Meirelles, no BC, o nome cogitado é o de Luciano Coutinho, atual presidente do BNDES.

 

Submetido à movimentação de Brasília, Mané Garrincha perguntaria: “Já avisaram aos russos?”

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Serra: resposta da Bolívia vale uma nota de três reais

José Serra parece mesmo convencido de que, sob Evo Morales, a Bolívia é uma fazenda de folhas de coca.

 

Nesta sexta (28), enquanto Lula festejava Evo no Rio, Serra respondia, em Recife, à nota da chancelaria boliviana.

 

Inescrupulosas”, eis o vocábulo que o governo boliviano usou para responder às acusações de Serra de que seria “cúmplice” de traficantes.

 

Em resposta à resposta, Serra disse: “Tem o valor de uma nota de três reais. Quanto vale uma nota de três reais?..."

 

"...Você acha que o governo boliviano, que coonesta a exportação de droga, cocaína ilegal para o Brasil, vai dar uma declaração: 'o José Serra tem razão'? É claro que ele só pode dizer o contrário".

 

Repisou a tecla de que o governo companheiro de Evo "tem feito corpo mole" no combate ao narcotráfico.

 

Acha que o Brasil deve pressionar "fortemente" a Bolívia. "Não pela força, mas pela pressão moral".

 

Ah, bom! Mais um pouco e a platéia imaginaria que, eleito, Serra, coberto de razão na crítica que faz, invadiria a Bolívia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h25

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Lula cumprimenta Evo: ‘Vamos fazer inveja no Serra’

  Rafael Andrade/Folha
Depois de posar para a foto oficial com os chefes de Estado que vieram ao Rio para o 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, Lula achegou-se a Evo Morales.

 

Segurou-o pelo braço e, diante dos fotógrafos, Lula fez graça: "Vamos posar aqui; vamos fazer inveja no Serra".

 

Ria-se muito. Evo também riu. Mas não disse palavra sobre a acusação de José Serra de que seu governo é “cúmplice” do tráfico de cocaína.

 

Evo daria uma entrevista coletiva às 16h. Foi inquirido mesmo assim. Mas preferiu falar de Copa, não de coca: “O Brasil será campeão”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h35

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Sob críticas, Lula volta a defender o acordo de Teerã

Nas pegadas das críticas da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, Lula fez nova defesa do acordo nuclear celebrado com o Irã.

 

Serviu-se do palco do 3º Fórum Mundial da Aliança de Civilizações, que se realiza no Rio. Discursou na abertura.

 

"O mundo precisa de paz no Oriente Médio, e o Brasil não está alheio a essa necessidade”, disse Lula (assista lá no alto).

 

Foi ecoado pelo primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, parceiro do Brasil na negociação que levou ao acordo nuclear de Teerã.

 

O dirigente turco fustigou Washington: "Aqueles que falam desse tema deveriam eliminar as armas nucleares de seus países".

 

Lula aproveitou o discurso para tratar da encrenca financeira mundial, que volta a se insinuar na Europa.

 

Disse que as nações ricas são lenientes com os paraísos fiscais. Mais: acusou os grandes de impor barreiras protecionistas aos pequenos:

 

"Incapazes de assumir os seus próprios erros, alguns governantes buscam transferir o ônus da crise para os mais fracos...”

 

“...Adotam medidas protecionistas que oneram bens e serviços exportados para países em desenvolvimento...”

 

“...Ao mesmo tempo em que se mostram lenientes com os paraísos fiscais, responsabilizam imigrantes pela crise social".

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h24

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Procuradoria recorre ao TSE contra Lula, Dilma e o PT

  Folha
Mais do que em outras eleições, 2010 empurra a Justiça Eleitoral para uma encruzilhada. Um caminho leva à desmoralização. O outro, à extinção.

 

O TSE tem optado pela melhor das piores opções. Chamado a julgar as transgressões à lei, aplica multas que, por mixurucas, desmoralizam o tribunal.

 

Ao simular utilidade, o TSE ao menos não se auto-extingue. E pode continuar julgando as contravenções, que se avolumam.

 

Nesta sexta (28) aportou na corte máxima da Justiça Eleitoral nova representação. Tem como alvos Lula, Dilma Rousseff e o PT.

 

Não vem de adversários. Quem assina é o procurador-geral eleitoral, Roberto Gurgel. Acusa o PT de ter desvirtuado a finalidade de seu programa de 13 de maio.

 

Em vez de divulgar atividades partidárias, levou ao rádio e à TV uma “explícita exaltação do nome” de Dilma e “propaganda negativa” do rival José Serra.

 

Gurgel recorda: “No esforço para exaltar” Dilma, Lula recorreu “até à comparação com o líder sul-africano Nelson Mandela”.

 

Como presidente, candidata e partido já foram multados pelo TSE, o procurador-geral pede que a reincidência leve à imposição da multa máxima: R$ 25 mil.

 

Solicita, de resto, a suspensão do programa que o PT exibiria no segundo semestre de 2011. O do primeiro semestre já foi para o beleléu.

 

O PSDB também havia protocolado no TSE uma representação contra o mesmo programa. Pediu multa mais salgada: R$ 250 mil.

 

Na noite passada, o DEM, parceiro de Serra, mimetizou o PT. Levou ao ar uma peça de campanha pró-Serra. O PT já anunciou que vai ao TSE.

 

No mês que vem, PPS e PSDB vão cometer as mesmas ilegalidades. Sobrevirão novas representações. Entre uma multinha e outra, consolida-se a desmoralização.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h23

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Bolívia classifica acusação de Serra de inescrupulosa

 

O Ministério das Relações Exteriores da Bolívia divulgou nesta sexta (28) uma nota oficial sobre as acusações feitas pelo presidenciável tucano José Serra.

 

Tachou-as de “inescrupulosas”. Refutou-as “enfaticamente”. E atribui-as “a intenções político-eleitorais”.

 

Serra dissera que a administração companheira de Evo Morales é “cúmplice” dos traficantes que enviam cocaína da Bolívia para o Brasil.

 

Dissera que entre 80% e 90% da cocaína distribuída no país vem do vizinho. De resto, afirmara que o governo Evo “faz corpo mole” diante do tráfico.

 

Em viagem ao Rio de Janeiro, o presidente boliviano ainda não se manifestou sobre as acusações de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h16

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Convenção do PSDB pode aprovar Serra e adiar vice

El Roto/El Pais

 

Marcada para o próximo dia 12 de junho, a convenção nacional do PSDB pode aprovar apenas o nome de José Serra, sem um candidato a vice.

 

Com a saída de Aécio Neves do páreo, a cúpula do DEM voltou a reivindicar a vaga. E cogita esticar a negociação até 28 de junho, data de sua convenção.

 

A lei não impõe a aprovação de chapas completas nas convenções partidárias. Admite-se que a escolha do vice seja feita posteriormente.

 

O DEM considera-se “dono” da segunda posição na chapa. Concordara em abrir mão em favor de Aécio Neves.

 

Ao reafirmar sua opção pela corrida ao Senado, Aécio reacendeu uma polêmica que o DEM decidira sufocar.

 

Um pedaço expressivo da legenda acha que, sem Aécio, a vice deve ser preenchida por um político dos seus quadros.

 

Nos subterrâneos, líderes do DEM queixam-se da facilidade com que o PSDB leva nomes ao noticiário.

 

Antes da nova recusa de Aécio, os operadores de Serra iniciaram um flerte com Francisco Dornelles (PP-RJ).

 

Depois, o presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE), levou à mesa o nome do grão-tucano Tasso Jereissati.

 

Diferentemente do que ocorria com Aécio, nem Dornelles nem Tasso são unanimidades no DEM. Longe disso.

 

Nos próximos dias, tucanos e ‘demos’ vão intensificar as negociações. Se chegarem a um acordo nos próximos 15 dias, Serra sairá da convenção do dia 12 com um vice.

 

Do contrário, o DEM planeja cozinhar a escolha em banho-maria até a data de sua própria convenção, no dia 28.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h57

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Tribunal cassa Rosinha e torna Garotinho inelegível

 

- Folha: Hillary vê risco para o mundo no acordo Brasil/Irã

 

- Estadão: Hillary aponta 'sérias divergências' com Brasil no caso do Irã

 

- JB: “Truculência não resolve”

 

- Correio: Para auditores, Roriz deu início à farra de contratos

 

- Valor: Justiça lenta impede a volta de US$ 3 bi ao país

 

- Jornal do Commercio: Descoberta farra no Aníbal Bruno

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h37

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Papéis trocados!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 01h36

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Após acusações de Serra, Evo desembarca no Brasil

  Divulgação
Chega ao Rio de Janeiro nesta sexta-feira (28) o presidente da Bolívia, Evo Morales. Vai participar do 3º Fórum da Aliança de Civilizações.

 

O encontro será aberto por Lula. Participam vários chefes de Estado. Entre eles os primeiros-ministros da Espanha, José Luis Zapatero...

 

...De Portugal, José Sócrates, e da Turquia, Recep Erdogan. A presença de Evo Morales foi confirmada em nota oficial da chancelaria boliviana.

 

A visita ocorre apenas 48 horas depois de o presidenciável tucano José Serra ter acusado a Bolívia de ser “cúmplice” de traficantes de cocaína.

 

Em entrevista concedida há dois dias, no Rio, Serra dissera: “A cocaína vem de 80% a 90% da Bolívia, que é um governo amigo, não é? Como se fala muito...”

 

“...Você acha que a Bolívia iria exportar 90% da cocaína consumida no Brasil sem que o governo de lá fosse cúmplice? Impossível. O governo boliviano é cúmplice disto”.

 

Criada em 2005, por sugestão de Espanha e Turquia, a Aliança de Civilizações visa combater o extremismo e os preconceitos.

 

O tema do fórum deste ano, o primeiro que se realiz fora da Europa, é “Diversidade Cultural Como Caminho Para a Paz”.

 

Líder dos "cocaleros" bolivianos, Evo Morales costuma defender o cultivo da folha de coca em seu país como algo ligado à cultura.

 

Realça o hábito dos bolivianos de tomar chá e de mascar a folha de coca. Provocado, ele talvez se anime a comentar as declarações de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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Serra ocupa 75% do programa de TV e rádio do DEM

Diz-se que o crime não compensa. Bobagem. No universo eleitoral, o delito pode ser extremamente compensatório.

 

Na sucessão de 2010, segundo jurisprudência criada pelo PT, propaganda partidária tornou-se peça de campanha.

 

Rende multas mixurucas no TSE. Mas não há dinheiro que pague a felicidade de ver uma ex-poste convertida em presidenciável competitiva.

 

Pois bem, nas pegadas do petismo, o DEM levou ao ar, em rede nacional de rádio e TV, sua “propaganda partidária”. Uma peça de campanha de 10 minutos.

 

Foi quase que integralmente terceirizado a José Serra, do PSDB (assista lá no alto).

 

O grosso da matéria-prima veio do ato de lançamento da candidatura de Serra, ocorrido em 10 de maio —chamado de “encontro de partidos”. Haja eufemismo!

 

A exemplo do que fizera a oposição com publicidade ilegal de Dilma, o PT vai representar no TSE contra o DEM e Serra.

 

O tribunal tende a expedir novas multas. Em junho, PPS e PSDB reincidirão. O PT recorrerá. Mais duas ou três multas. E estará feita a pantomima.

 

Se fosse levada ao pé da letra, a legislação facultaria a impugnação das candidaturas. No limite, poderia até tisnar a posse do eleito.

 

Mas quem acredita que os ministros do TSE terão peito para levar a lei a ferro e fogo?

 

Se quisessem, os partidos poderiam se unir no Congresso para modificar a lei. Nada faz crer que o farão.

 

O crime no Brasil, quando compensa, muda de nome. Na eleição, chama-se esperteza de campanha. Também atende pelo nome de hipocrisia coletiva.

 

Na peça do DEM, Serra discursa a certa altura: "Eu quero que os meus netos cresçam em um país em que as leis sejam aplicadas para todos”.

 

Então, tá!

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h30

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AGU: Para Lula, interessa o ‘modelo’, não o sucessor

  Sérgio Lima/Folha
O Brasil inteiro sabe que Dilma Rousseff é a candidata de Lula. Mas, tomado por uma defesa levada ao TSE, o presidente não se incomodaria se José Serra vencesse.

 

O texto foi preparado pela AGU (Advocacia-Geral da União. Uma defesa de Lula contra acusações feitas pelo DEM.

 

Aliado de Serra, o partido acusou Lula de ter utilizado o pronunciamento oficial do Dia do Trabalho para fazer propaganda antecipada para Dilma.

 

A peça foi ao ar em 29 de abril. Depois de exaltar os feitos de sua gestão, Lula incita a platéia, a votar pela continuidade.

 

Diz a certa altura: “Um povo maduro que sabe escolher, que trabalha duro e não desperdiça oportunidades".

 

Segundo a AGU, o presidente "não proclama a necessidade de continuidade de um partido no governo".

 

Limita-se a rogar pela permanência do modelo de gestão, "seja quem for o futuro presidente da República". Não pede voto. Não cita nome. Não fala de eleição.

 

Ou seja, considerando-se a defesa dos advogados do governo, Lula seria indiferente à eleição do tucano José Serra.

 

É, faz sentido. Considerando-se que a campanha enveredou pelo inacreditável, é perfeitamente crível.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h21

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Hillary: EUA e o Brasil têm ‘divergências muito sérias’

Em entrevista concedida nos EUA, nesta quinta (27), a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, voltou a tratar de Irã.

 

Mordeu: “Certamente nós temos divergências muito sérias com a diplomacia brasileira em relação ao Irã”.

 

Soprou: “Nossa discordância não enfraquece nosso comprometimento em encarar o Brasil como um amigo e um parceiro”.

 

Mastigou de novo: “Nós dizemos [ao Brasil]: ‘nós não concordamos com isso, nós achamos que os iranianos estão usando vocês, nós achamos que é hora de ir ao Conselho de Segurança’.”

 

Em Brasília, alheio à manifestação de Hillary, Lula recepcionou o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan.

 

Em discurso (assista lá no alto), o presidente “sensibilidade”. Um sentimento que parece não animar a Casa Branca.

 

Hillary disse ter afirmado ao chanceler Celso Amorim:

 

“Ganhar tempo para o Irã, permitindo que o Irã evite a união internacional a respeito de seu programa nuclear torna o mundo mais perigoso, não menos”.

 

Como se vê, a pretexto de socorrer o Irã, Lula ‘O Cara’ da Silva converteu-se numa pedra no sapato de Barack Obama, em cujo nome fala Hyllary.

 

O Brasil dá de ombros. Diz que, ao firmar o acordo de Teerã, guiou-se pelos termos de uma carta de Obama a Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Justiça Eleitoral decide: casal Garotinho é ‘inelegível’

  Folha
Por 4 votos a 3, o TRE do Rio cassou o mandato da prefeita de Campos de Goytacazes, Rosinha Garotinho.

 

Na mesma decisão, o tribunal tornou inelegíveis por três anos Rosinha e o marido dela, Anthony Garotinho.

 

A dupla foi condenada por abuso do poder político e uso ilegal de meio de comunicação na eleição municipal de 2008.

 

A prevalecer essa sentença, Garotinho, candidato do PR ao governo do Rio, estaria impedido de ir às urnas em 2010.

 

Ainda cabe, porém, recurso ao TSE, em Brasília. A eventual condenação de Garotinho beneficiária Fernando Gabeira (PV).

 

Garotinho e Gabeira disputam nas pesquisas a segunda colocação numa disputa liderada, por ora, pelo governador Sérgio Cabral (PMDB).

 

Os Garotinho não quiseram comentar a decisão do TRE. Aguardam pela notificação formal.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h25

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Aécio vem à boca do palco para dizer que não é vice

  Marcello Casal/ABr
Nas últimas semanas, formou-se em torno de Aécio Neves uma expectativa de ópera.

 

O grão-duque do tucanato mineiro foi convertido numa espécie de soprano.

 

A platéia, como que hipnotizada, aguardava pela entrada da estrela em cena.

 

O mundo aguardava pelo início da ária de Aécio.

 

Pois bem, Aécio soltou, finalmente, as cordas vocais:

 

“Não houve modificação no cenário. É preciso que essas ansiedades sejam contidas”, cantou.

 

Aécio continua aferrado à mesma partitura. É candidato ao Senado. Impatriótico? “Chega a ser uma piada”, responde ele.

 

Antitucano? Não, não. Absolutamente. "No momento em que abro mão da minha pré-candidatura [ao Planalto]...”

 

“...Faço isso para garantir a unidade partidária e para me aliar ao companheiro José Serra". A audição de Aécio leva à reflexão.

 

Se a salvação de uma candidatura presidencial depender do vice insubstituível, o presidenciável deve ser imolado, nunca o pseudo-vice ideal.

 

Por todas as razões, o PSDB deveria virar essa página.

 

- Serviço: Aqui, o áudio de Aécio.

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Escrito por Josias de Souza às 15h53

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Dilma afirma que, sob Serra, houve indicação política

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Escrito por Josias de Souza às 08h18

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Gabinete de Efraim tem contínuo para os fantasmas

A Polícia Legislativa do Senado tomou o depoimento de Gilberto Rocha da Mota. Vem a ser contínuo do gabinete do senador Efraim Morais (DEM-PB).

 

Gilberto foi ouvido em 21 de maio. Por quê? O nome dele aparece numa procuração que o autorizou a tomar posse no Senado no lugar de duas irmãs.

 

São elas: Kelly Janaína Nascimento da Silva, 28; e Kelriany Nascimento da Silva, 32. Jamais derramaram uma gota de suor no Legislativo.

 

A despeito disso, os salários pingavam-lhes nas contas bancárias regularmente.

 

Tecnicamente, são “fantasmas”. Mas, dias atrás, apareceram. Em carne e osso.

 

Disseram que foram penduradas na folha do Senado à revelia. Nem sabiam que eram servidoras. O dinheiro? Nunca viram a cor.

 

Deve-se à repórter Josie Jeronimo a revelação do teor do depoimento do contínuo Gilberto.

 

Ele contou que era usualmente acionado para tomar posse no lugar de terceiros. Quem o acionava?

 

"Em todas as vezes que precisei tomar posse para algum comissionado, o pedido era feito pela Rosemary", disse à Polícia do Senado.

 

Rosemary Ferreira Alves de Matos, eis o nome completo da personagem citada pelo contínuo. Serve como secretária no gabinete de Efraim.

 

O assessor para fantasmas disse mais à polícia: conhece contínuos que prestam o mesmo tipo de serviço para outros parlamentares.

 

Como assim? Funcionários que, como ele, são acionados para assumir no lugar de servidores que não dão as caras no ato de posse.

 

Gilberto disse não se recordar do número de servidores em nome dos quais tomou posse.

 

No caso das irmãs Kelly e Kelriany, o “recrutamento” é atribuído a Mônica da Conceição Bicalho, outra servidora da equipe de Efraim.

 

Atribui-se a movimentação das contas das “fantasmas” a uma irmã de Mônica, Kátia da Conceição Bicalho. Chegava ao numerário por procuração.

 

No depoimento, o contínuo Gilberto disse que nunca viu nem Mônica nem Kátia. Só a secretária Rosemary, que o incumbiu de tomar posse por Kelly e Kelriany.

 

O gabinete do ‘demo’ Efraim é local sabidamente mal-assombrado. Foram detectados ali pelo menos cinco fantasmas.

 

A despeito disso, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), acha que não é o caso, por ora, de abrir investigação contra o colega.

 

Em contato com a Polícia do Senado, Tuma limitou-se a sugerir uma acareação entre as “fantasmas” Kelly e Kelriany, a “recrutadora” Mônica e a “recebedora” Kátia.

 

Ouvido, o advogado Geraldo Faustino, que representa as irmãs convertidas em "fantasmas" involuntárias, criticou a ideia de Tuma:

 

"Como ele quer fazer acareação se Mônica e Kátia nem prestaram depoimento, ainda?...”

 

“...E se elas não apresentarem uma versão contrária à da Kelly e Kelriany. É prematuro fazer acareação nesse momento".

Está previsto para esta quinta (27), o depoimento de Mônica e Kátia –a recrutadora e a recebedora— à Polícia do Senado. Não se sabe se comparecerão.

 

Aos pouquinhos, o ambiente do Senado vai ficando tão irrespirável quanto na época em que a Casa foi sacudida pela crise chamada José Sarney.

 

Exceto pelo arquivamento de todas as representações que corriam contra Sarney no Conselho de Ética, nada se fez desde então.

 

Prometera-se uma reforma administrativa. Contratara-se, ao preço de R$ 250 mil, a Fundação Getúlio Vargas. O tempo passou. E nada de reforma.

 

Manuseado por servidores do Senado, o trabalho da FGV resultou numa proposta de reestruturação administrativa. Em vez de enxugar, elevou os gastos.

 

A coisa foi à Comissão de Constituição e Justiça. Nomeou-se uma comissão de senadores para se debruçar sobre a proposta.

 

Na presidência, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Como relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE). No rol de membros, Pedro Simon (PMDB-RS) e Eduardo Suplicy (PT-SP).

 

Quando se imaginava que a platéia estava na bica de ser submetida a uma reforma digna do nome, o relator Tasso veio à boca do palco para anunciar uma novidade.

 

Decidiu-se, veja você, recontratar a FGV. Vai refazer o que se imaginava já feito. Mais R$ 250 mil. Preço “simbólico”, disse Tasso.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h09

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PDT veta Suplicy na ‘vice’ com apoio velado de Marta

  Folha
Candidato petê ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante viu ruir o seu plano de fazer do amigo Eduardo Suplicy o vice de sua chapa.

 

O PDT, que se considera dono da vaga, levou o à porta nesta quarta (26). Pois bem, descobriu-se que há outro pezinho no caminho de Suplicy.

 

Quem conta é o Painel, seção da Folha editada pela repórter Renata Lo Prete. Leia:

 

 

- Suplicy x Suplicy: A nota do PDT rejeitando a possibilidade de uma chapa pura petista para o governo de São Paulo, com Eduardo Suplicy como vice de Aloizio Mercadante, foi discretamente estimulada por Marta Suplicy, que combate a ideia desde o nascedouro, porque implicaria compensar a sigla com a vaga de primeiro suplente em sua chapa para o Senado.

 

A ex-prefeita deseja colocar nesse lugar um nome que lhe permita, se eleita, não ficar presa à cadeira por oito anos. Além de tentar convencer Antonio Palocci a aceitar a missão, Marta conversou com Paulinho da Força sobre como julga natural que o PDT exija a vice. Ontem, ligou para o deputado após a divulgação da nota.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h49

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Recall de carros em 2010 já soma 1 milhão de unidades

 

- Folha: Serra diz que Bolívia é cúmplice de traficantes

 

- Estadão: Lula manda refazer contas para dar 7,7% a aposentados

 

- JB: Senado gasta mal e em dobro

 

- Correio: TCDF confirma farra de contratos na Pandora

 

- Valor: Chineses já compram terras em nova fronteira agrícola

 

- Jornal do Commercio: Mais polícia, médicos e verba contra o crack

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 05h00

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Enfado!

Dalcío

Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 03h31

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Lula diz que EUA tratam Irã na base do ‘dá ou desce’

Sem citar Obama, ele criticou reação ao acordo de Teerã

Disse que Washington cria inimigo e depois o  ‘demoniza’

Comparou-se a Ahmadinejad: ‘Também fui  demonizado’

Criticou imprensa e ‘viúvas’ da era FHC, ‘tempo do nada’

Fustigou servidores: ‘Eles não fazem greve, tiram férias’

Fez pilhéria com ações do TCU, Ministério Público e CPIs

 

Sérgio Lima/Folha

Lula e o presente do ministro: 'Daqui a pouco tá a oposição propondo a CPI da luneta'

 

Lula compareceu na noite desta quarta (26) à abertura da 4ª Conferência de Ciência, Tecnologia e Inovação. A assessoria da Presidência preparara um discurso escrito. Ao achegar-se ao microfone, Lula anunciou que não o leria. Preferiu o improviso.

 

Falou por 34 minutos e 51 segundos para uma platéia de cientistas. Injetou no discurso recados variados. Dedicou a parte final ao Irã. Disse que, em 18 horas de negociação, construiu-se “aquilo que há 31 anos os EUA querem fazer com o Irã e não conseguem”.

 

Lembrou que o acordo nuclear de Teerã foi firmado nos termos propostos em outubro de 2009 pela AIEA (Agência de Energia Atômica da ONU). “Nós fomos lá, humildemente, estabelecemos uma política de confiança”, relatou. Feito o acordo, em vez de o Brasil ser “agraciado”, foi crivado de críticas.

 

Descobriu-se, segundo Lula, que as potências, em verdade, “não queriam” trazer o Irã para a mesa de negociação. Insinuou que os EUA preferem exibir músculos. “Tem gente que, ao invés de sentar numa mesa pra conversar, prefere mostrar: ‘Eu tenho força [Lula ergue o braço esquerdo e bate com a mão direita no bíceps].

 

“Ou dá ou desce! Eu não sou assim. Ninguém dá e todo mundo desce. Esse é o meu lema. Vamos tentar fazer com que as coisas sejam resolvidas em conversa, franca e aberta”.

 

Esmiuçou o que acredita ser a tática de Washington: “Primeiro é preciso criar um inimigo. Esse inimigo tem que ser ruim, embora possa não ser. Mas eu tenho que fazê-lo ruim, a cara tem que ser feia. E nós temos, então que demonizá-lo”.

 

Comparou o que a Casa Branca faz com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao que a oposição e os empresários fizeram com ele próprio: “Fui demonizado quanto anos? Quantos anos muitos de vocês, sem me conhecer, tinham medo de mim? Vamos ser francos, entre nós aqui [risos].”

 

Espicaçou a mídia: “A imprensa brasileira dizia: ‘O Lula, o cara que vem lá de Garanhuns, não fala nem inglês, quer falar com árabe, com persa? Não vaio dar certo, vai quebrar a cara. Aquilo é coisa de gente grande. E nos estávamos convencidos de que era possível”.

 

Elogiou o Itamaraty e o chanceler Celso Amorim. Em referência indireta aos ministros da era FHC, disse: “De vez em quando, tem algumas viúvas do tempo do nada, que reclamam e falam mal” de Amorim e da política externa de seu governo.

 

No miolo do discurso, Lula mencionara o seu passado de sindicalista. Aqui, seu alvo foram os sindicatos de servidores públicos, muitos em estado de greve. Primeiro, evocou os tempos de São Bernardo:

 

“A gente fez greve que era proibido fazer pela lei. Nos perturbaram, nos bateram. E nós fizemos outra. Nos prenderam. E nós fizemos outra. Até que as pessoas aprenderam que era democrático fazer greve”.

 

Depois, chegou onde queria: “Era uma greve diferente de algumas que acontecem aqui em Brasília, porque na minha greve a gente não ganhava o dia, não. A gente perdia o dia. Aqui tem greve, o cara fica três meses [parado] e recebe salário. Isso não é greve, isso é férias”.

 

A certa altura, Lula mencionou um presente que recebera do ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia): “Me deu uma luneta que não funciona”. De início lamentou. Mencionou a Lua cheia que reluzia no céu de Brasília. Disse que pretendia servir-se da luneta no Alvorada.

 

“Pensei: vou chegar em casa, convidar dona Marisa pra andar e emprestar a luneta pra ela”. Depois, achou até bom que o artefato não prestasse. E fez piada com os órgãos de controle da República:

 

“Nós estamos em ano político e alguém vai dizer: o ministro deu uma luneta pro Lula [...]. Pronto: já tá o Ministério Publico atrás da minha luneta, já tá o TCU procurando qual foi o crime que eu cometi. E já tá a oposição propondo a CPI da luneta. E aí tudo fica paralisado nesse país”.

 

Noutro trecho, Lula valeu-se do estilo “nunca antes na história desse país” para dizer sua gestão trouxe a inovação tecnológica para o primeiro plano. Lembrou o PAC do setor (R$ 41 bilhões) e o fundo do pré-sal, parcialmente dedicado à educação e à ciência e tecnologia.

 

Generalizou: “O dado concreto é que nós, hoje, temos um outro paradigma no país. Quem entrar, tem que saber que não é o paradigma do zero. É o paradigma do cinco, do seis, do quatro, do oito, do nove ou do dez”.

 

- Serviço: Aqui, a íntegra do áudio do discurso de Lula

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Escrito por Josias de Souza às 23h42

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Além de torcer, Lula agora precisa rezar pela Seleção

Fábio Pozzebom/ABr

 

  Lula Marques/Folha
Amante do futebol, Lula recebeu o escrete no Alvorada.

 

Deu-se antes do embarque da seleção rumo à Copa.

 

Durou 45 minutos, o tempo de meia partida.

 

Acorreram ao Alvorada cerca de 200 torcedores.

 

Foram excluídos da pajelança político-futebolística.

 

Um humorista de TV penetra furou o bloqueio.

 

Ao tentar abordar Lula, foi em cana.

 

Para a maioria dos jogadores, a coisa passou por recreio.

 

Daniel Alves dançou sobre o mármore. Ergueu Kaká. Robinho gravou mensagem ao lado da primeira-dama.

 

Lula perambulou de mão em mão. Cumprimentou todos. Os craques, os integrantes da comissão técnica...

 

...E Ricardo Teixeira, o mandachuva da CBF. Dunga mais parecia o Zangado. Lula lhe sorriu.

 

O técnico respondeu com um crispar de cenho. Presidente e técnico conversaram. Lula pediu empenho.

 

Seleção em Brasília só era usual depois do caneco. Por que inovar? O ministro Orlando Silva (Esportes) ensaiou explicação: “O presidente procurou transmitir mensagem de confiança”.

 

Falou como presidente e, mais que isso, “como torcedor”. Convém que, além de torcer, Lula comece a rezar. Que encomende ao Padre Eterno o triunfo da seleção.

 

Um eventual fiasco levará a nação a lançar olhares incômodos para o pé de Sua Excelência. Recomenda-se a Lula que durma de meias.

 

Convém evitar que a friagem noturna de Brasília alcance os membros inferiores.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h25

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Em MG, igreja pede votos para deputados em cultos

A Procuradoria Regional Eleitoral em Minas Gerais abriu uma investigação para apurar uma denúncia de ilegalidade eleitoral praticada no interior de igrejas.

 

Representação feita por um fiel da Igreja do Evangelho Quadrangular denunciou que pastores dessa denominação vêm convertendo cultos em palanques.

 

No texto, o fiel menciona um episódio que testemunhou. Deu-se no dia 2 de maio, na Igreja do Evangelho Quadrangular do Bairro Floresta, em Belo Horizonte.

 

Segundo o texto entregue à Procuradoria, o pastor que ministrava o culto noturno disse a certa altura:

 

“Eu, Jesus e meu projeto: eu, Jesus, Mario de Oliveira para deputado federal e Antonio Genaro para deputado estadual”.

 

De acordo com a denúncia do fiel, a prática de pedir votos estaria sendo replicada em outros templos da igreja.

 

Os políticos mencionados são filiados ao PSC (Partido Social Cristão). Mario cumpre mandato na Câmara. Genaro, na Assembléia Legislativa de Minas.

 

Além de abrir investigação, o Ministério Público Eleitoral enviou uma recomendação ao conselho estadual da igreja Quadrangular.

 

Pede a interrupção da prática. Recorda que a lei eleitoral proíbe a realização de propaganda política no interior dos templos.

 

Mesmo do lado de fora das igrejas, informa a recomendação, a propaganda eleitoral está proibida antes do dia 5 de julho, data oficial do início da campanha.

 

A Procuradoria deu prazo de dez dias para que a Quadrangular expeça um aviso aos seus pastores e envie uma resposta ao Ministério Público.

 

Pedidos de votos feitos no interior de igrejas sujeitam seus autores a multas que vão de R$ 2 mil a R$ 8 mil.

 

Campanha antecipada feita fora da igreja pode render multa que varia de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Serra diz que Bolívia é cúmplice no tráfico de cocaína

De passagem pelo Rio de Janeiro, o presidenciável tucano José Serra arrastou Evo Morales para o centro do ringue eleitoral brasileiro.

 

Em entrevista à rádio Globo, Serra disse que o governo da Bolívia é “cúmplice” do tráfico de cocaína para o Brasil.

 

Depois, convidado por repórteres a esmiuçar seu raciocínio, Serra disse que entre 80% e 90% da cocaína consumida no Brasil vem da Bolívia.

 

"Você acha que poderia entrar toda esta cocaína no Brasil sem que o governo boliviano fizesse pelo menos corpo mole? Acho que não".

 

O governo de Evo Morales é um dos que compõem o “eixo companheiro do bem”. Lula festeja-o sempre que pode.

 

Num intervalo de 24 horas, é o segundo personagem caro à política externa de Lula que Serra leva à alça de mira.

 

Na véspera, o grão-tucano acomodara o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, na “turma” dos ditadores da história. Igualou-o a Hitler e Stálin.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h33

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PTB terceiriza seu programa de TV à equipe de Serra

O apoio do PTB de Roberto Jefferson a José Serra é, por ora, um acerto de gogó. Só será formalizado numa convenção agendada para 19 de junho.

 

A despeito disso, Jefferson resolveu iniciar a lua-de-mel antes do casamento. Praticamente terceirizou o programa de TV de seu partido ao tucanato.

 

Noves fora um lote de inserções de 30 segundos, o PTB terá à sua disposição uma janela televisiva de dez minutos. Coisa fina. Rede nacional.

 

Pois bem, Jefferson confiou à equipe de Luiz Gonzalez, o marqueteiro de Serra, a produção de oito minutos da peça do PTB.

 

E quanto ao resto? Será usado pelo próprio Jefferson. Para quê? "Só preciso de um a dois minutos para apresentar Serra", diz o presidente do PTB.

 

Curioso. Serra é do PSDB. A coligação com o PTB é, por ora, uma intenção. Pela lei, a campanha só começa em julho. Na TV, só em agosto.

 

Dá-se à parceria eletrônica da turma de Serra com o partido de Jefferson o nome de “ilegalidade”.

 

Ou seja, depois de criticar o PT por ter convertido programas partidários em peças eleitorais, a oposição leva o vale-tudo às últimas consequências.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h49

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Reunião reforça divergência entre PT e PMDB em MG

A duas semanas das convenções que oficializarão a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, PT e PMDB não conseguem chegar a um acordo em Minas Gerais.

 

Representantes das duas legendas reuniram-se por mais de três horas, em Belo Horizonte. Não produziram senão desavenças.

 

Estava entendido, diziam as cúpulas nacionais dos sócios majoritários da aliança governista, que Dilma teria um único palanque em Minas.

 

Pois bem, no encontro belorizontino, a divergência começou já no tópico que antecede a escolha do candidato.

 

O PMDB invoca a liderança de Hélio Costa nas pesquisas (mais de 50%), para exigir que o PT o apóie.

 

O PT de Fernando Pimentel diz que a coisa não é bem assim. Quer que sejam levadas em conta não as pesquisas quantitativas, mas as qualitativas.

 

De resto, o petismo alega que deve pesar a opinião dos outros partidos. Participaram da reunião, aliás, prepostos do PCdoB, do PRB e do PR.

 

Terminada a arenga, o ex-prefeito Juiz de Fora, Tarcísio Delgado (PMDB), a voz de Hélio Costa na reunião, saiu cuspindo fogo:

 

“Precisamos saber até quando a posição desses membros do PT de Minas pode se sobrepor à vontade do presidente Lula. É uma avaliação que precisa ser feita, para saber até onde vai isso".

 

Procurador de Fernando Pimentel, o presidente do PT mineiro, deputado Reginaldo Lopes, também soltou a língua:

 

“Não admitimos escolha por pesquisa quantitativa. Queremos fazer um processo democrático para escolha do candidato...”

 

“...Se não for assim, na política, parece que a comissão é ‘do faz-de-conta’. E eu não participo de teatro”.

 

Sempre se disse que, em Minas, PT e PMDB estavam condenados a brigar. Bobagem. As duas legendas, em verdade, já nem se falam. A decisão terá que vir de cima.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h39

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Anastasia: ‘Presença de Aécio em MG é fundamental’

Candidato de Aécio Neves à sucessão estadual mineira, o governador tucano Antonio Anastasia borrifa água fria na fervura que tenta afastar seu cabo eleitoral de Minas:

 

"Claro que a presença do governador Aécio é fundamental. Ele é o nosso grande líder político, ele é o grande fiador do que fizemos em Minas...

 

“...[...] No momento certo, pelos meios certos, o governador Aécio vai apresentar, naturalmente, a sua posição política no Estado".

 

Nesta quarta (26), já de volta a Belo Horizonte, Aécio volta à boca do palco depois de um mergulho de 27 dias.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h48

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Gallup: No Brasil, 48% aprovam ‘liderança’ dos EUA

Índice brasileiro está a três pontos da média mundial: 51%

 

Emmanuel Dunand/AFP

 

O Gallup levou à sua página na web o resultado de uma pesquisa feita em 110 países ao longo de 2009, primeiro ano da gestão Barack Obama.

 

Perguntou-se aos entrevistados se aprovam ou desaprovam a “liderança” que os EUA historicamente se auto-atribuem no mundo.

 

Verificou-se que, em média, 51% dos entrevistados aprovam. Em 2008, último ano da administração George Bush, o índice era de apenas 34%.

 

No Brasil, segundo o Gallup, 48% dos entrevistados aprovam a “liderança” dos EUA. Um índice 25 pontos acima dos 23% anotados em 2008, sob Bush.

 

O percentual de aprovação recolhido no Brasil está acima dos 42% verificados na Argentina e bem abaixo dos 60% anotados na Colômbia.

 

Curiosamente, o Gallup informa que, na Venezuela de Hugo Chávez, um notório adversário do “imperialismo ianque”, 50% aprovam o papel de líder dos EUA.

 

Na Bolívia de Evo Morales, outro feroz inimigo de Washington, a aprovação cai para 40%.

 

Na média das Américas, o índice de aprovação foi de 53%. É a segunda região do planeta em que a liderança dos EUA é mais bem aceita.

 

A primeira, com 87%, é a África subsaariana. Vêm a seguir a Europa (52% de aprovação), a Ásia (44%, excluídos os países da ex-União Soviética, onde o índice é de 41%)...

 

...E, na lanterninha, com exíguos 34% de aprovação, o Oriente Médio e o Norte da África.

 

Como se referem ao ano de 2009, os dados não captaram os humores do mundo em relação à implicância da gestão Obama com o programa nuclear do Irã.

 

Uma pena, já que Lula, nessa matéria, mede forças com a Casa Branca. Nesta terça (25), a propósito, o presidente brasileiro protagonizou um novo movimento.

 

Lula enviou mensagens aos presidentes da Rússia, Dimitri Medvedev; da França, Nicolas Sarkozy; e ao próprio Obama.

 

No texto, Lula anota que o Irã cumpriu sua parte no acordo nuclear intermediado por Brasil e Turquia.

 

Refere-se ao comunicado endereçado pelo governo iraniano à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU).

 

Contrário a imposição de novas sanções do Conselho de Segurança da ONU ao Irã, Lula pede um gesto de boa vontade dos três colegas.

 

O chanceler Celso Amorim resumiu a intenção do chefe: "Na mensagem, o presidente recapitula que houve a carta [do Irã à AIEA], que era um fato esperado...”

 

“...E que, se houver resposta positiva [dos EUA, Rússia e França], poderá se criar um ciclo virtuoso para criação de confiança...”

 

“...E daí poder se tratar todos os temas que interessam à comunidade internacional, que nós sabemos que não se esgotam [nesse acordo]”.

 

- Serviço: Aqui e aqui, você encontra os resultados da pesquisa Gallup.

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Escrito por Josias de Souza às 04h42

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Estado joga um terço do lixo em rios e aterros irregulares

 

- Folha: SP abandona exigência para contratar professor

 

- Estadão: Plano de regularização fundiária na Amazônia vende hectare a R$ 2,99

 

- JB: A sombra da guerra

 

- Correio: Dois corpos e um crime no lago

 

- Valor: Brasil vai retaliar a Argentina

 

- Jornal do Commercio: Governo avalia abono para aposentados

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h45

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Aéciodependência!

Nani

- Charge via sítio Nani Humor. Aqui, notícia em que José Serra diz que jamais exerceu pressão "nem contra nem a favor" da presença de Aécio Neves em sua chapa. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 23h10

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Aécio lidera ‘corrida’ ao Senado em todos os cenários

  Folha
Pesquisa veiculada pelo diário mineiro “O Tempo” revela que o ex-governador Aécio Neves é o candidato ao Senado mais bem posto em Minas Gerais.

 

O ex-governador tucano aparece como líder em todos os cenários pesquisados. Atrás dele vem o ex-presidente Itamar Franco, hoje no PPS.

 

São dois os principais cenários. Num, Aécio e Itamar foram incluídos numa lista junto com Hélio Costa (PMDB).

 

Noutro, o nome de Hélio foi substituído pelo de Fernando Pimentel (PT).

 

No primeiro, somando-se a primeira e a segunda opção de cada eleitor, Aécio amealha 72,88%. Itamar, 45,47%. E Hélio, encostado, 44,45%.

 

No segundo cenário, Aécio belisca 77,68% das intenções de voto. Itamar, 57,41%. E o petista Pimentel, 17,77%.

 

É em meio a esse cenário benfazejo que parte do tucanto e da tribo 'demo' pede que Aécio aceite o desafio "patriótico" de trocar o certo pela posição de vice na chapa de José Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h34

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Jefferson dá a Serra apoio do PTB e 58 s de televisão

  AP
Nas palavras de Roberto Jefferson (RJ), o apoio do PTB à candidatura tucana de José Serra está “fechadinho, fechadinho”.

 

Será oficializado em convenção marcada para 19 de junho. Com isso, Serra ganha, além da companhia de Jefferson, mais 58 segundos de televisão.

 

Por ora, a coligação de Serra dispõe de cinco legendas: PSDB, DEM, PPS, PSC e, agora, o PTB.

 

Tenta-se atrair ainda o PP de Francisco Dornelles (RJ), que, hesitante, empurrou a definição para o mês que vem.

 

A despeito do acerto nacional com o tucanato, Jefferson liberou o PTB dos Estados para fecharem os acordos que mais lhe aprouverem.

 

Mesmo em âmbito nacional, há defecções. Com o assentimento de Jefferson, que preside o PTB, um pedaço da legenda declara-se pró-Dilma Rousseff.

 

É o caso dos líderes do PTB na Câmara, Jovair Arantes (GO); e no Senado, Gim Argello (DF).

 

Outro apoiador convicto de Dilma é o senador Fernando Collor, candidato do PTB ao governo de Alagoas.

 

É o caso também de Fernando Collor, candidato ao governo de Alagoas. Combinou-se que a turma de Dilma não incomoda Jefferson e vice-versa.

 

O último Datafolha, que registrou empate de Serra e Dilma em 37% não abalou as convicções do denunciante do mensalão.

 

“Serra é tão sólido que se manteve nos 37%. Na hora que a campanha começar, ele passa a Dilma", disse o deputado cassado Jefferson.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h46

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Contra Serra, ala do PMDB-SC prepara ato pró-Temer

  Alan Marques/Folha
Indicado para vice de Dilma Rousseff, o deputado Michel Temer (PMDB) prepara uma viagem a Santa Catarina.

 

Liderado pelo ex-governador Luiz Henrique, o PMDB local flerta com a candidatura tucana José Serra.

 

Um grupo de prefeitos foi a Temer para informar que a dissidência catarinense não contaminou todo o partido.

 

Estiveram com Temer sete prefeitos do PMDB de Santa Catarina. Combinaram de realizar um ato para recepcionar o “vice” no Estado.

 

Estimam que vão arrastar para o encontro algo entre 50 e 60 prefeitos. O movimento de apoio a Temer surge num instante em que o grupo pró-Serra claudica.

 

Até abril, Luiz Henrique governava o Estado sustentado por uma tríplice aliança: PMDB, PSDB e DEM.

 

Entregou a cadeira de governador a um vice acusado de corrupção –Leonel Pavan (PSDB)– e foi cuidar da campanha ao Senado.

 

Desde então, Luiz Henrique viu esboroar-se a perspectiva de levar a tríplice aliança unida às urnas de 2010.

 

O ex-governador tentava pôr de pé uma candidatura única. Porém, cada partido foi para um lado.

 

O PMDB impôs a Luiz Henrique o nome de Eduardo Pinho Moreira. O DEM entregou os cargos que tinha no governo e lançou Raimundo Colombo.

 

E o PSDB, a despeito do processo que pesa contra Pavan, acena com a hipótese de convertê-lo em candidato ao governo.

 

É nesse cenário conturbado que Michel Temer vai desfilar, em data a ser marcada, sua candidatura a vice da candidata de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h54

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TRE-SP derruba a cassação de Kassab e da vice dele

  ABr
Foi "cassada" pelo TRE paulista a cassação do prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM) e da vice-prefeita Alda Marco Antônio (PMDB).

 

Em fevereiro, Kassab e Alda tinham sido acusados pelo Ministério Público Eleitoral de levar às arcas de campanha R$ 10 milhões em doações ilegais.

 

O juiz Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, dera razão à Procuradoria. E passara na faca os mandatos do prefeito e da vice.

 

Ambos recorreram. E obtiveram a suspensão da sentença. O caso foi ao TRE de São Paulo, segunda instância da Justiça Eleitoral.

 

Pois bem, nesta terça (25), o tribunal deu o veredicto. A cassação foi revista. Por quê?

 

Ass verbas de má origem vieram de duas entidades. Uma se chama AIB (Associação Imobiliária Brasileira). Outra, Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário).

 

A denúncia sustentara que ambas serviram de fachadas. Em verdade, as verbas foram providas por empresas que prestam serviços à prefeitura.

 

E a lei proíbe concessionárias de serviços públicos de fazer doações eleitorais. O TRE entendeu que não há nos autos provas da ilegalidade. Daí a decisão.

 

O mesmo juiz que cassara Kassab passara na lâmina também os mandatos de 24 dos 55 vereadores da Câmara municipal paulistana.

 

Todos recorreram. As cassações vêm sendo revistas, também nesses casos, uma a uma. Por ora, já foram restituídos 14 mandatos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Lula pode trocar 7,7% por um abono aos aposentados

  Folha
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) escreveu nesta terça (25) mais um capítulo da novela do reajuste dos aposentados.

 

Veio aos holofotes para reiterar que Lula deve vetar o aumento de 7,72% aprovado pelo Congresso. Em troca, seria instituído um “abono”.

 

De quanto? O suficiente para restituir o reajuste de 6,14% que Lula propusera os congressistas envenenaram a fórmula:

 

"O presidente autorizou, caso houvesse acordo, que fechássemos a 7%. Como não houve acordo e foram para o tudo ou nada, não temos responsabilidade sobre isso".

 

Mais cedo, em entrevista à Rádio Gaúcha, Bernardo dissera que o Congresso flerta perigosamente com a “irresponsabilidade” (ouça).

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h44

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Em evento da CNI, Serra eleva o tom e fustiga Dilma

Sérgio Lima/Folha

 

Uma sabatina promovida pela CNI, em Brasília, virou ensaio dos confrontos que estão por vir na disputa presidencial.

 

O formato do evento não ajudou. Não houve debate. Cada candidato falou separadamente.

 

Porém, beneficiado pela ordem dos expositores, José Serra, que falou depois de Dilma Rousseff, cuidou de dar ao ato uma cara de embate.

 

Em queda nas pesquisas, o Serra desta terça-feira (25) soou bem mais incisivo que o Serra das últimas semanas.

 

Primeira a falar, Dilma atacou o PSDB e recobriu de elogios a gestão Lula. Realçou o seu papel: "Tenho uma contribuição muito grande para o sucesso do governo do presidente Lula. Coordenei os programas e participei diretamente de vários deles".

 

Mais: "Eu fiz, eu sei fazer. Não só prometo. A esperança que o presidente Lula colocou para o Brasil é uma esperança fundada, não fundada em vãs promessas”.

 

Serra, segundo expositor, tentou demonstrar que não é bem assim. Rebateu sua rival. Apontou problemas na área em que Dilma se julga bambambã: a infraestrutura: "Somos o penúltimo país na taxa de investimento. Só perdemos para o Turcomenistão".

 

Entre os setores em que vê desestrutura, Serra citou os portos e os aeroportos. Transmitido ao vivo pela web, o embate alcançou também a área tributária. Disse que, a despeito do PAC, falta “prioridade”, “planejamento e qualidade de gestão”.

 

A queda de braço alcançou também a área tributária. Dilma disse que, eleita, tentará fazer, nos primeiros cem dias de gestão, uma reforma tributária. Sem prejuízo de ajustes “pontuais”, que desonerem a produção.

 

Serra trouxe aos holofotes o projeto de reforma tributária que o governo tentara aprovar no Congresso. Disse que, ainda governador de São Paulo, leu "o diabo do projeto". Considerou-o ruinoso.

 

Jactou-se: "Eu fui um elemento importante para que essa ruína não fosse aprovada". Disse que toda a engrenagem estatal foi loteada entre os partidos políticos. A Infraero, as agências reguladoras. A Funasa, segundo ele, foi aniquilada.

 

Declarou que, ao tempo em que foi ministro, recusou-se a aceitar indicações políticas. Nada disse, porém, sobre o fato de a prática ter sido adotada sob FHC à larga, em inúmeros recantos da máquina estatal.

 

A esse respeito, Dilma responder a Serra em entrevista posterior. Disse que é possível aceitar indicações políticas preservando o caráter técnico das indicações. Dilma e Serra divergiram também sobre a política monetária. A candidata de Lula defendeu a gestão do Banco Central.

 

E Serra: “Eu não entendi aqui a explicação que a ex-ministra deu quando ela defendeu a política cambial e os juros". Lembrou: o Brasil tem a “maior taxa de juros do mundo". Disse que, na crise, o BC demorou quatro meses para baixar os juros. O câmbio, leva à “desindustrialização”.

 

Repetiu que o BC não é a Santa Sé. Tem de trabalhar afinado com outras áreas do governo. Não considera cabível que divirja da Fazenda.

 

Última a falar, Marina Silva criticou o “plebiscito”. Só falou de questões ambientais quando perguntada. Preferiu cuidar de economia e política. Criticou o perfil de seus contendores.

 

Disse que FHC e Lula, cujas gestões elogiou, não são gerentes, mas líderes políticos. Questionou a atmosfera de “plebiscito”. No primeiro turno, ela enfatizou, vota-se com o “coração”. No segundo “a gente desvia do pior”. Acha que a sociedade saberá restabelecer a lógica do processo eleitoral.

 

Sobre os juros, Marina disse que há outras maneiras de controlar a inflação. O corte de gastos, por exemplo. Sobre o PAC, afirmou que “Não é um programa, é uma colagem de obras”.

 

Quanto à infraestrutura, disse que sua equipe prepara uma proposta. "O Estado que produz mais minérios no Brasil, Minas Gerais, tem que comprar trilhos da China. Por aí já se explica a importância da indústria nacional", disse.

 

Marina apropriou-se do bordão de Serra. O Brasil, segundo ela, de fato “pode fazer mais e melhor”. Mas não no modelo pré-concebido que se insinua nas candidaturas rivais. É preciso, disse, estimular a criatividade: "Acreditar mais, sonhar mais, cobrar mais, ousar mais".

 

Como se vê, foi um bom embate. Aos pouquinhos, os presidenciáveis vão se soltando. É pena que a CNI não tenha optado por um formato que privilegiasse a discussão direta entre os candidatos. Mas os debates televisivos vêm aí.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Mercadante: SP, ‘irrevogável’, mensalão, Sarney, etc.

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Escrito por Josias de Souza às 15h24

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Aécio Neves:‘Minha prioridade continua sendo Minas’

Ex-governador mineiro deve encontrar Serra segunda-feira

 

Marcello Casal/ABr

 

Depois de uma ausência de 26 dias, Aécio Neves retorna nesta terça (25) da viagem de descanso que fez ao exterior.

 

Chega com o mesmo discurso que exibia antes de submergir: “Minha prioridade continua sendo Minas”, disse, em diálogo telefônico de 48 horas atrás.

 

As cúpulas do PSDB e do DEM pressionam Aécio a aceitar a posição de vice na chapa de José Serra. Ele até admite discutir a ideia. Porém...

 

Porém, afirma que não lhe foi apresentado, por ora, argumento capaz de convencê-lo a trocar a candidatura ao Senado pela posição de segundo de Serra.

 

O assédio a Aécio, que já era intenso, aumentou depois que o Datafolha revelou que Dilma Rousseff empatou com Serra na casa dos 37%.

 

Líderes oposicionistas que trocaram telefonemas com Aécio na fase de repouso recolheram a impressão de que ele evoluía em direção à vice. Não é bem assim.

 

Vai abaixo um resumo do que declarou Aécio nos diálogos que manteve com o Brasil nas últimas horas:

 

1. Acha que sua conversão em vice de Serra geraria um estrépito cujos efeitos seriam mais midiáticos do que práticos.

 

2. Imagina que frequentaria as manchetes por uma semana. Mas o estrondo não resultaria na subida instantânea de Serra nas pesquisas.

 

3. Supondo que transferisse 20% dos votos que lhe são fiéis em Minas, Aécio agregaria, em âmbito nacional, algo como dois pontos percentuais na conta de Serra.

 

4. Ou seja, as pesquisas se moveriam, num primeiro momento, dentro da margem de erro dos institutos.

 

5. Aécio acha que, bem avaliado como é, está como que condenado a eleger o seu sucessor em Minas. Sob pena de emergir das urnas de 2010 com cara de derrotado.

 

6. Vem daí a decisão de priorizar Minas Gerais. Para complicar, o candidato de Aécio, Antonio Anastasia, patina nas pesquisas.

 

7. Vice de Aécio, Anastasia herdou a cadeira de governador. A despeito disso, é desconhecido por cerca de 40% do eleitorado mineiro.

 

8. No embate direto com Hélio Costa, o candidato do PMDB, Anastasia amealha nas pesquisas entre 16% e 17%, contra mais de 50% de seu rival.

 

9. Embora Aécio evite usar o termo, Anastasia é, em Minas, um candidato-poste. No papel de cabo eleitoral, o ex-governador se auto-atribui a tarefa de eletrificá-lo.

 

10. Aécio antevê uma campanha difícil. A mais dura que o PSDB já enfrentou no Estado. Prevê que PMDB e PT irão às urnas num mesmo palanque.

 

11. Mais e pior: decidido a eleger Dilma, Lula será frequentador assíduo do palanque mineiro. Ou seja, Aécio terá de jogar o seu prestígio pessoal contra o de Lula.

 

12. Diante desse quadro, Aécio intui que as evidências o aconselham a manter os pés fincados em Minas.

 

13. O tucanato federal contrapõe o argumento de que, como vice, levado à vitrine nacional, Aécio reuniria melhores condições de catapultar Anastasia.

 

14. Aécio descrê dessa fórmula. Diz que, por ora, não foi à mesa argumento capaz de convencê-lo de que, distanciando-se de Minas, terá melhor sorte.

 

15. Em timbre irônico, o grão-duque do tucanato mineiro chega mesmo a dizer que, se o partido o considerasse tão relevante, seria o presidenciável, não o vice.

 

16. Aécio acha que, voltando-se para Minas, ajuda mais à campanha de Serra. Receia que o eleitorado do Estado interprete sua assunção à vice como uma capitulação.

 

17. Por todas essas razões, Aécio admite conversar. Mas condiciona uma mudança de posição ao surgimento de elementos convincentes.

 

18. Atribui a ansiedade à ascensão de Dilma. Diz que há problemas na campanha de Serra que não estão relacionados à escolha do vice. Não os explicitou.

 

19. Nesta quarta (26), Aécio retoma, com atraso, a agenda de eventos destinados a associar a imagem do “poste” Anastasia à sua.

 

20. Não há, por enquanto, reuniões agendadas com as lideranças nacionais da oposição.

 

21. Mantido o calendário atual, Aécio só deve encontrar Serra num evento marcado para a próxima segunda (31), em Uberaba.

 

22. Aécio chega disposto a dialogar. Mas uma mudança de posição depende do surgimento de argumentos que lhe pareçam convincentes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h30

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Área econômica pede a Lula veto a reajuste de aposentado

 

- Folha: Luz é mais cara para pagar usina poluidora

 

- Estadão: Ministros pedem que Lula vete reajuste de 7,7% a aposentados

 

- JB: Irã formaliza acordo e isola EUA

 

- Correio: Atos de uma tragédia

 

- Valor: Receita recorde tira da crise concessionárias de rodovias

 

- Jornal do Commercio: Governo reage à guerra de gangues

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h13

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Serra, o luva presa!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 01h38

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Para ‘levantar’ Serra, oposição foca estratégia na TV

Antônio Cruz/ABr

Ofensiva na TV: Ato de lançamento de Serra será revivido pelo DEM em rede nacional 

 

Premido pelo resultado do último Datafolha, o alto comando da campanha de José Serra reuniu-se a portas fechadas, em São Paulo.

 

Durante o encontro, concluiu-se que a televisão é, no momento, a principal ferramenta de que dispõe a oposição para tentar “alavancar” Serra.

 

Entre abril e maio, segundo o Datafolha, Serra caiu cinco pontos percentuais. Sua rival, Dilma Rousseff, subiu sete. Ambos estão, hoje, empatados em 37%.

 

Consolidou-se na reunião de São Paulo, ocorrida nesta segunda (24), uma decisão já esboçada antes: O PSDB e seus aliados farão tudo o que criticaram no PT.

 

Vão usar as inserções e os programas a que têm direito no rádio e na TV para promover a superexposição de Serra antes do prazo legal de campanha.

 

Atento, o PT também mimetiza seus opositores. Vai levar ao TSE uma enxurrada de representações. Pedirá a imposição de multas e a cassação do tempo dos rivais.

 

As três primeiras reclamações do petismo aportaram no tribunal na semana passada. Nesta segunda (24), foram ajuizadas mais três.

 

Nesse primeiro lote de ações, o PT reclama de inserções do DEM nos Estados. Alega que o partido usa o espaço institucional para fazer campanha ilegal pró-Serra.

 

Nesta quinta (27), vai ao ar o programa do DEM federal. Dez minutos, em horário nobre e em rede nacional.

 

A peça, já editada, está impregnada de Serra. Traz imagens e discursos feitos no ato de lançamento do candidato da oposição, ocorrido em 10 de abril.

 

Assim como fez o PT com Dilma Rousseff, o DEM destinará todo o seu programa não às atividades partidárias, mas à sucessão de 2010.

 

Ouvido pelo blog, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), esquivou-se de confirmar a estratégia:

 

“Temos dois programas prontos. Só vamos decidir qual deles irá ao ar na quarta-feira, véspera da exibição”.

 

Na reunião de São Paulo, coordenada pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), o tucanato bateu o martelo quanto à sua estratégia.

 

Em verdade, PSDB, DEM e PPS tocam uma mesma partitura. As inserções e o programa do partido de Serra vão ao ar em junho.

 

Há veiculações de âmbito estadual e em rede nacional. Serão dedicadas a promover a candidatura de Serra. Nos Estados em que houver candidato a governador, o tempo será dividido com o presidenciável.

 

O QG da campanha oposicionista atribui o crescimento de Dilma à superexposição que ela teve na TV. Alega-se que seria “ingenuidade” não fazer o mesmo.

 

Líder de Lula na Câmara e membro do comitê de Dilma, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) aponta, em privado, uma fragilidade da tática dos rivais.

 

“O programa nacional do PSDB vai ao ar no dia 17 de junho, em plena Copa do Mundo. As pessoas estarão interessadas em futebol, não em eleição”, ironiza.

 

De resto, os operadores de Dilma acham que sobra tempo de TV à oposição, mas falta a Serra um discurso capaz de se contrapor ao êxito da gestão Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h30

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PSB e PC do B optam pelo apoio a Tarso Genro no RS

Como previsto, PSB e PCdoB anunciaram o apoio à candidatura de Tarso Genro (PT) ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Até uma semana atrás, as duas legendas apoiavam Beto Albuquerque (PSB). Mas ele decidiu se retirar da disputa.

 

Com o reforço de sua coligação, Tarso amplia a sua vitrine televisiva em um minuto e meio. Em troca, cedeu a vaga de vice ao PSB.

 

O nome escolhido foi anunciado por Beto Albuquerque no twitter: Beto Grill, candidato derrotado do PSB ao governo gaúcho, em 2006.

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Escrito por Josias de Souza às 22h42

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Lula lança novo canal: ‘Minha televisão internacional’

Alan Marques/Folha

 

Em cerimônia realizada no Itamaraty, Lula lançou um novo canal da TV Brasil. Vai transmitir, língua portuguesa, para 49 países da África.

 

Ao discursar, Lula referiu-se ao novo braço da TV estatal como se fora propriedade sua: “Eu reclamava muito com o Franklin [Martins, ministro de Comunicação Social], eu falava...:

 

“...Rapaz, você deste tamanho e não me consegue fazer minha televisão internacional, eu preciso de uma televisão e eu estou saindo daqui a sete meses".

 

Disse que o canal não será “chapa branca”. Apenas vai mostrar os "melhores momentos" do Brasil (Veja abaixo).

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h53

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Lugo suspende estado de exceção contra a guerrilha

  Antônio Cruz/ABr
Resultou em fiasco a operação montada pelo governo do Paraguai para combater o EPP (Exército do Povo Paraguaio).

 

Nesta segunda (24), o presidente Fernando Lugo suspendeu o estado de exceção que decretara em cinco departamentos do Paraguai.

 

A coisa chega ao fim sem que a guerrilha paraguaia tenha sofrido arranhões. Ao contrário, ganhou visibilidade e promoção.

 

Aqui foi reproduzida, no domingo (23), notícia sobre o EPP, grupo inspirado nas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).

 

Nas pegadas da congênere colombiana, a guerrilha do Paraguai ensaia a diversificação dos "negócios". Vai dos sequestros para a droga.

 

A pantomima da exceção apenas evidenciou a impotência do governo companheiro de Lugo diante do problema.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h26

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Com atraso, Procuradoria pede cassação de Paulinho

  Folha
Com quatro anos de atraso, aportou no TSE um pedido de cassação do mandato do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força.

 

Foi formulado pelo Ministério Público Eleitoral. Refere-se às eleições de 2006. Acusa Paulinho de ter incorrido em abuso do poder econômico.

 

Em texto da vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau, o Ministério Público sustenta que Paulinho financiou sua campanha com recursos ilegais.

 

Valeu-se da condição de presidente da Força Sindical para cavar verbas de fontes vedadas por lei –sindicatos, por exemplo.

 

Chegou mesmo a utilizar veículos de sindicatos. De resto, gastou acima do autorizado. Levou à Justiça Eleitoral uma escrituração irregular.

 

Em sua defesa, Paulinho diz que não há provas dos ilícitos. A procuradora Sandra rebate. Há nos autos, diz ela, elementos suficientes para a condenação.

 

Toda essa confusão ocorre a oito meses do fim do mandato de Paulinho.

 

A essa altura, o deputado já pede votos na eleição de 2010. Acaba de ser multado em R$ 7.500 por ter participado de pajelança pró-Dilma Rousseff, no 1º de Maio.

 

Difícil saber o que é mais grave nesse caso, se os malfeitos atribuídos a Paulinho ou a demora no julgamento e na punição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h32

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Irã leva à AIEA o acordo mediado por Brasil e Turquia

Clayton

 

O Irã entregou à AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica da ONU) carta na qual aceita os termos do acordo nuclear que teve mediação turco-brasileira.

 

Em nota oficial, o diretor-geral da agência, Yukiya Amano, confirmou o recebimento. A carta traz a assinatura do chefe da organização de energia atômica iraniana, Ali Akbar Salehi.

 

A entrega do documento à agência da ONU é parte do acordo firmado há uma semana, em Teerã, com a presença de Lula.

 

O acerto prevê o envio de 1,2 mil quilos de urânio iraniano enriquecido a 3,5% à Turquia, como queriam os EUA.

 

Em troca, o Irã receberia o urânio já enriquecido a 20%. Coisa a ser usada em pesquisas médicas, não na fabricação de artefatos bélicos.

 

Nesta segunda, no seu “Café com o Presidente”, Lula soou otimista: "Depois da carta, vêm as conversas com a agência...”

 

“...Vem o depósito do urânio na Turquia e, depois, aí, o prazo para que o Irã receba já o urânio enriquecido...”

 

“...Então, se isso acontecer, é o cumprimento da primeira parte do nosso acordo".

 

O ânimo do presidente brasileiro contrasta com a movimentação das potências no Conselho de Segurança da ONU.

 

Alheia ao acordo, a Casa Branca insiste em impor novas sanções ao Irã.

 

Dos 15 países com assento no conselho da ONU, entre membros permanentes e rotativos, só três se opõem, por ora, às sanções: Brasil, Turquia e Líbano.

 

O Irã avisa: se sofrer retaliações, vai desistir do acordo e rever suas relações com a agência atômica da ONU. E tudo voltará ao marco zero.

 

- Em tempo: Ilustração via O Povo.

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Escrito por Josias de Souza às 17h37

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Ministros pedem a Lula veto dos 7,7% a aposentados

Joel Saget/FP

 

Autora das insônias mais inclementes, a dúvida se imiscuiu na rotina de Lula. Vetar ou não vetar?, eis a questão que martela os miolos do presidente.

 

Ao tempo em que leva ao palanque uma candidata antitucano, Lula vê-se na contingência de ter de fazer o papel de carcará.

 

Nesta segunda (24), trocou um dedo de prosa com seus ministros econômicos. Ouviu que a encrenca das aposentadorias exige a perversidade do veto.

 

Paulo Bernardo e Guido Mantega querem que Lula meta no aumento de 7,72% dado aos aposentados o bico de carcará, pássaro que pega, mata e come.

 

Não há dinheiro, alegam os ministros do Planejamento e da Fazenda. É preciso entregar as contas em ordem para o sucessor (ou sucessora).

 

Quanto ao fator previdenciário, extinto pelo Congresso, já há decisão. Lula ai mesmo vetar, ressuscitando o redutor de aposentadorias novas.

 

Quanto aos 7,72%, o carcará ainda hesita. Sabe que o bico –pequeno, pontudo e perverso— vai incomodar algo como 8 milhões de votos.

 

O diabo é que, a julgar pelo quadro de penúria pintado pelos ministros, se fugir do figurino do carcará, Lula se arrisca a protagonizar Luís XV.

 

Dirá: “Depois de mim, o dilúvio”. E que se lixe o sucessor, ainda que ele vista saia e se chame Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h47

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Pesquisa faz PSDB voltar à carga para Aécio ser vice

  Gilberto Taday/Folha
A semana política começa sob o impacto da última pesquisa Datafolha.

 

A sondagem revelou que Dilma Rousseff, em ascensão, empatou com José Serra em 37%.

 

Divulgado na madrugada de sábado (22), o resultado chegou a Dilma Rousseff, em Nova York, na manhã do mesmo dia.

 

A repórter Ana Flor conta, na Folha, que a candidata de Lula reagiu evocando o brocardo segundo o qual “caldo de galinha e cautela não fazem mal a ninguém”.

 

Dilma disse que comentar pesquisas não traz boa sorte: "Nessas horas é bom ser mineira... Caldo de galinha nunca é demais".

 

De alma leve, a presidenciável petê desperdiçou o tempo livre de que dispõe desde a tarde de sexta (21) entre restaurantes refinados, logradouros famosos e lojas.

 

Quanto ao PSDB de José Serra, recebeu os dados da pesquisa como uma “luz amarela”, conta, também na Folha, a repórter Catia Seabra.

 

Os operadores do comitê de Serra devem se reunir nesta segunda (24). Planejam “redesenhar” a campanha, intensificando-a.

 

De resto, voltarão a fazer pressão sobre Aécio Neves. O ex-governador tucano de Minas retorna nesta terça (25) de uma viagem de 25 dias ao estrangeiro.

 

Ao desembarcar, sofrerá uma investida. O tucanato voltará a dirigir-lhe apelos para que aceite ser candidato a vice-presidente na chapa de Serra.

 

Debruçado sobre a máquina de calcular, o QG de Serra estima que a incorporação de Aécio à caravana agregaria pelo menos 2 milhões de votos ao cesto de Serra.

 

Enquanto esteve fora do país, Aécio andou trocando telefonemas com amigos no Brasil. Um dos interlocutores interpretou-o como se já admitisse ser o vice.

 

Pelo sim, pelo não, o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), decidiu congelar as negociações em torno da segunda vaga na chapa de Serra até a volta de Aécio.

 

O DEM considera-se "dono" da vice. Concorda em “abrir mão” do posto desde que Aécio o aceite.

 

Antes da pesquisa indigesta, o PSDB cogitara entregar o posto a um primo de Aécio, o senador Francisco Dornelles (PP-RJ).

 

Depois do Datafolha, também o tucanato voltou a se concentrar em Aécio. Um episódio ajudou a tisnar a opção Dornelles.

 

Na votação do projeto conhecido como “ficha limpa”, Dornelles apresentou emenda que suscitou dúvidas.

 

Muitos consideraram que a mudança suavizou o texto, em benefício dos “fichas sujas”.

 

Há, porém, um problema: a mesma pesquisa que inspira os movimentos do PSDB em direção a Aécio serve de desestímulo para o grão-duque do tucanato mineiro.

 

Dono de alta popularidade em Minas, Aécio talvez não se anime a trocar o praticamente certo –a eleição para o Senado— pelo duvidoso –a companhia de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h37

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Lula: ‘Palanque duplo vale para Dilma, não para mim’

  Fábio Pozzebom/ABr
Em privado, Lula avisou aos dirigentes do PT que não vai seguir a política de dois palanques que permeia os acertos com os aliados, sobretudo o PMDB.

 

Soou peremptório: “Esse negócio de palanque duplo vale para a Dilma, não para mim”.

 

Ficou entendido que, nos Estados em que houver divisão, só Dilma Rousseff estará obrigada a prestigiar os dois lados.

 

Quanto a Lula, levará seus 76% de popularidade às campanhas dos candidatos que lhe são mais chegados.

 

A pretensão de Lula já bateu nos tímpanos dos dirigentes do PMDB. E não soou bem. Longe disso.

 

Para o principal aliado de Dilma, o acerto nacional passa por um tratamento igualitário nos Estados.

 

Significa dizer que, se preferir, Lula pode até se ausentar das campanhas locais. Porém...

 

Porém, se decidir participar, terá de dispensar um tratamento “igualitário” aos dois lados.

 

Em diálogo com um amigo, Michel Temer, presidente do PMDB e virtual candidato a vice na chapa de Dilma, evocou o caso da Bahia.

 

“Se Lula gravar uma participação no programa [televisivo] do Jaques [Wagner, do PT] tem de gravar também para o Geddel [Vieira Lima, do PMDB]”.

 

O critério que Lula fixou para si mesmo conduz a situação diversa. Wagner, petê ligado a Lula por uma amizade de três décadas, teria preferência sobre Geddel.

 

O que diz Geddel? Em público, nada. Entre quatro paredes, ele ecoa Temer. Afirma que não deseja de Lula senão a paridade de tratamento.

 

Dono de temperamento mercurial, Geddel diz, longe dos holofotes, que descrê da hipótese de vir a ser preterido na Bahia.

 

Há dez dias, Dilma esteve em Salvador. Foi prestigiar o ato de lançamento da re-candidatura de Jaques Wagner. Geddel achou natural.

 

Disse que só estranharia se Dilma, convidada, se negasse a comparecer a um evento do PMDB. Foi tranquilizado por um telefonema.

 

Depois de dar as caras no ato pró-Wagner, a presidenciável petista apressou-se em tocar o telefone para Geddel.

 

Segundo apurou o repórter, Geddel contou a correligionários que Dilma assumiu o “compromisso” de comparecer, junto com Temer, à convenção baiana do PMDB.

 

E quanto a Lula? Distante dos microfones, Geddel diz que o presidente “tem o direito de fazer o que bem entender”. Mas...

 

...Mas condicionou seus gestos futuros ao modo como será tratado. Geddel resumiu o que pensa numa frase dita em telefonema trocado com um amigo:

 

“Se houver sacanagem no meio do caminho, ninguém vai poder dizer que fui desleal. Prefiro acreditar que o presidente adotará o melhor posicionamento”.

 

Nesse mesmo diálogo, Geddel, ex-ministro de Lula, disse o que espera do presidente:

 

“Não discuto se ele fará uma gravação mais ou menos carinhosa para um ou para outro. Pode até dizer que o Jaques Wagner é amigo dele...”

 

“...Quero apenas que reconheça que fiz uma boa gestão no ministério [da Integração Nacional] e que, se for eleito, terei um tratamento de aliado”.

 

No mais, Geddel diz que Lula, se quiser, pode fazer em 2010 o mesmo que fez na eleição municipal de 2008.

 

Na disputa pela prefeitura de Salvador, o candidato do PMDB, João Henrique, prevaleceu sobre o rival do PT, Walter Pinheiro, numa campanha da qual Lula preferiu se abster.

 

Lula joga com o calendário e com as pesquisas. A parceria nacional PT-PMDB será selada na primeira quinzena de junho...

 

...Sua participação nas campanhas estaduais só virá em agosto. A essa altura Temer já será vice de Dilma...

 

...O presidente imagina que sua pupila estará em ascensão nas sondagens eleitorais. E duvida que o PMDB, por pragmático, se anime a encenar gestos de hostilidade.

 

O diabo é que o anseio de “tratamento igualitário” não se restringe a Geddel. Espraia-se por todo o PMDB.

 

O partido de Temer espera que, até as convenções de junho, o PT consiga traduzir o acordo que diz estar definido em termos que possam ser considerados definitivos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h40

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Contra Tasso, PT impõe Pimentel a Cid Gomes no CE

O PT do Ceará programou para a noite desta segunda (24) uma reunião. Vai reafirmar a candidatura do deputado José Pimentel ao Senado.

 

O governador Cid Gomes (PSB), ambiciona o apoio do petismo. Mas rejeita a absorção de Pimentel em sua chapa.

 

Declara-se compromissado apenas com o deputado Eunício Oliveira (PMDB), também candidato a uma cadeira de senador.

 

Estão em jogo, como se sabe, duas vagas ao Senado. Na segunda, Cid deseja acomodar Tasso Jereissati (PSDB), que concorre à reeleição.

 

Como Tasso apoia a candidatura presidencial de José Serra e Cid a de Dilma Rousseff, a aliança entre os dois precisa ser informal.

 

Interessado em reduzir a concorrência, o pemedebê Eunício também torce o nariz para a entrada de Pimentel na briga.

 

Para evitar que o arranjo Cid-Eunício-Tasso prospere, o PT decidiu fazer de Pimentel um candidato irreversível. Daí o encontro desta segunda.

 

Observa-se no Ceará uma cena parecida com a retratada num poema de Drummond: “Quadrilha” (lá no alto, em versão musicada). Na adaptação cearense, os versos ficariam assim:

 

Cid ama o irmão Ciro, que não morre de amores por Serra, mas ama Tasso, que jura ter aprendido a amar Serra, que não ama ninguém, exceto a presidência.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h44

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PSB e PC do B gaúchos pendem para o apoio a Tarso

  Fábio Pozzebom/ABr
Órfãos na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul, PSB e PCdoB decidem nesta segunda (24) a que coligação vão se juntar.

 

Até a semana passada, as duas legendas estavam reunidas em torno da candidatura do deputado Beto Albuquerque (PSB), que desistiu de concorrer.

 

Tornaram-se alvos instantâneos da cobiça do PMDB de José Fogaça e do PT de Tarso Genro, os dois candidatos que mais bem postos nas pesquisas.

 

Tomados pelas declarações de seus líderes no Estado, PSB e PCdoB pendem para o apoio a Tarso. A decisão será conjunta e deve sair até de noite.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h12

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Gastos do governo com publicidade crescem 63%

 

- Folha: Prefeitura proibirá estacionar em ruas do centro expandido

 

- Estadão: Há escassez de mão de obra especializada em 67% das empresas

 

- JB: Irã fala em "nova era" com acordo

 

- Correio: Sobram barcos, falta fiscalização

 

- Valor: Crise traz de volta ao país 400 mil “expatriados”

 

- Estado de Minas: Vacina da gripe suína influencia teste de Aids

 

- Jornal do Commercio: De novo, arrastão e medo em Boa Viagem

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Sem sal!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 02h19

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Rachado, o PT decide apoiar o PMDB no Mato Grosso

Em encontro estadual realizado neste domingo (23), o PT de Mato Grosso decidiu apoiar a candidatura do governador Silval Barbosa (PMDB).

 

Viabilizou-se, assim, um palanque único para a presidenciável petista Dilma Rousseff no Estado. A coligação inclui PMDB, PR, PCdoB e, agora, o PT.

 

A decisão foi tomada por maioria de votos –154 a 85. Deve-se a falta de unidade a uma disputa que trincou o PT.

 

De um lado, o grupo da senadora Serys Slhessarenko. Do outro a ala do deputado federal Carlos Abicalil.

 

Serys queria disputar a reeleição. Mas Abicalil prevaleceu sobre ele em disputa prévia realizada pelo PT. E será o candidato do partido ao Senado.

 

Proclamado o resultado da votação que acomodou o PT na coligação do PMDB, o grupo de Serys abandonou a reunião.

 

A senadora disse que cogita recorrer à Justiça contra supostas fraudes ocorridas nas prévias em que foi batida pelo deputado.

 

De resto, recordou que o governo pemedebê de Silval Barbosa arrosta denúncias que se encontram sob investigação da Polícia Federal.

 

Abicalil deu de ombros. Aconselhou sua correligionária a “ter sensibilidade para aceitar as derrotas”.

 

Seja como for, reproduziu-se no Mato Grosso a aliança nacional PT-PMDB, esteio da candidatura presidencial de Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 01h41

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Gabeira lança candidatura de palanque duplo no Rio

  Folha
Fernando Gabeira lançou sua candidatura ao governo do Rio neste domingo (23).

 

Vai à disputa estadual associado a duas candidaturas presidenciais.

 

Em acerto prévio, combinou-se que nem Marina Silva (PV) nem José Serra (PSDB) dariam as caras no evento.

 

O nome de Marina estava escrito em faixas do PV. Para evitar escaramuças, foi recoberto.

 

Dão suporte a Gabeira, além do seu PV, as três legendas que apóiam Serra na cena nacional: PSDB, DEM e PPS.

 

O vice de Gabeira será o tucano Márcio Fortes. Para o Senado, Cesar Maia (DEM) e Marcelo Cerqueira (PPS).

 

Os verdes tentaram empurrar Maia para fora da chapa. PSDB e PPS não compraram a tese. Para evitar o esboroamento da coligação, Gabeira digeriu Maia.

 

Presidente do PV no Rio, Alfredo Sirkis ainda traz o ex-prefeito ‘demo’ atravessado na traquéia. Para deixar claro que não o engoliu, ausentou-se do ato.

 

Também não apareceu a vereadora Aspásia Camargo (PV), que Sirkis e Gabeira queriam lançar ao Senado, no lugar de Cesar Maia.

 

Assim, com defecções em sua tropa, Gabeira foi aos holofotes ao lado dos aliados serristas –entre eles Cesar Maia e o filho Rodrigo Maia, presidente do DEM.

 

Ficou entendido que, na vitrine televisiva, Gabeira cuidará de sua própria campanha e da de Marina. O vice e os candidatos ao Senado falam de Serra.

 

Se ao segundo turno, aí, sim, Gabeira pedirá votos para o presidenciável que, em nível nacional também for ao segundo round: Serra, mais provável, ou Marina.

 

Com o tempo de TV ampliado, Gabeira tenta trincar o favoritismo do governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição.

 

Antes, terá de consolidar-se na segunda colocação, posto que disputa com o ex-governador Anthony Garotinho (PR).

 

Empurrado por Lula, Cabral é, por assim dizer, o palanque preferencial da rival de Serra, Dilma Rousseff, no Rio.

 

Garotinho também se ofereceu para recepcionar Dilma no Estado. Mas, tratado como aliado de segunda classe, pode fazer uma campanha, digamos, solteira.

 

Gabeira vem de um bom desempenho na campanha municipal de 2008. Perdeu a prefeitura, no segundo turno, para Eduardo Paes (PMDB). Mas raspou na trave.

 

Bem posto na capital, seu desafio é conquistar votos no interior do Estado. É nos fundos do Rio que se encontra o ponto fraco de Gabeira.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h20

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Se eleita, Dilma deve acomodar Palocci na Casa Civil

  Fábio Pozzebom/ABr
O deputado Antonio Palocci (PT-SP) anunciou há três dias que desistiu de concorrer à reeleição para a Câmara.

 

Vai se dedicar integralmente à coordenação da campanha presidencial de Dilma Rousseff. Há, sob a decisão, um projeto.

 

Se eleita, a candidata petista vai devolver Palocci ao primeiro escalão. Planeja fazer dele o seu chefe da Casa Civil.

 

Sob Lula, Palocci foi ministro da Fazenda. Realizou uma transição suave. Sob Dilma, cuidará da articulação política do governo.

 

Será o que José Dirceu foi para Lula antes de o escândalo do mensalão carbonizá-lo.

 

Dono de personalidade acomodatícia, Palocci tem trânsito fácil na oposição. Dá-se bem até com José Serra.

 

Deve as boas relações com a oposição à gestão que realizou na Fazenda. Ao assumir, em 2003, patrocinou uma transição suave.

 

Manteve o tripé econômico adotado na administração de FHC –meta de inflação, câmbio flutuante e higidez fiscal.

 

Preservou também parte da equipe herdada do governo anterior. Era mais criticado no PT que na oposição.

 

Não fosse pelo modo como caiu, Palocci talvez ocupasse, hoje, a candidatura que Lula deu a Dilma.

 

Perdeu o cargo de ministro e a perspectiva do projeto presidencial nas pegadas do escândalo da violação do sigilo do caseiro Francenildo Costa.

 

Absolvido pelo STF por suposta falta de provas de seu envolvimento no malfeito, Palocci cogitou disputar o governo de São Paulo.

 

Foi demovida da ideia por Lula, que o empurrou para dentro do comitê de Dilma. A Casa Civil iria à biografia de Palocci como uma espécie de ressurreição.

 

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Escrito por Josias de Souza às 13h52

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Guerrilha paraguaia imita as Farc e flerta com a droga

Ricardo Stuckert/PR

 

“Não podemos permitir que bandidos travestidos de libertadores coloquem a democracia em risco.

 

A frase é de Lula. Pronunciou-a em 3 de maio, num encontro com o presidente do Paraguai, Fernando Lugo. Deu-se na região de fronteira, numa avenida que separa a paraguaia de Pedro Juan Caballero da brasileira Ponta Porã (MS).

 

Lula se referia ao EPP (Exército do Povo Paraguaio). Trata-se de um grupo guerrilheiro. É inspirado na congênere Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Segue-lhe os passos.

 

Até aqui, os guerrilheiros paraguaios se financiavam à base de sequestros. Ameaçam diversificar os negócios, aderindo às drogas. O repórter Carlos Wagner esmiuçou os movimentos do EPP e os esforços para reprimi-lo. 

Levou às páginas do diário gaúcho Zero Hora um relato que impressiona. Colecionou dados preocupantes

 

Uma das principais bandeiras dos guerrilheiros paraguaios é a tomada do poder pelas armas. A outra é a expulsão dos 400 mil colonos brasileiros que vivem do outro lado da fronteira, os brasiguaios. Ainda não lograram alcançar a primeira meta. Mas avançam com virulência sobre os brasileiros.

 

O nome de batismo da guerrilha surgiu pela vez num atentado contra brasiguaios. Aconteceu em 13 de março de 2008, na cidade paraguaia de Horqueta. Fica a 100 km da fronteira com o Brasil. Ali, depois de tocar fogo na fazenda de um colono brasileiro, os guerrilheiros anotaram na parede de um galpão: “Exército Popular do Paraguai”.

 

Há, hoje, à beira da BR-163, uma rodovia que corta o Mato Grosso do Sul, algo como 400 famílias acampadas. São colonos brasileiros expulsos do Paraguai por grupos de sem terra armados pelo EPP. “Cercaram nossa casa e dispararam tiros”, contou Gervásio da Silva. Gaúcho, 31 anos, ele cultivava milho e soja. “Só deram tempo para sairmos. Ficaram com tudo que havíamos construído nos últimos 20 anos”.

 

No último dia 22 de abril, na Estância Santa Adélia, em Horqueta (Departamento de Concepción), foram executados três brasiguaios: Osmar da Silva Souza, Jair Ravelo e Francisco Ramirez. Junto com eles, foi morto o policial paraguaio Joaquín Aguero.

 

No encontro do início de maio, Lugo evocou os assassinatos. Disse a Lula que adotara providências para localizar e prender os responsáveis. Um decreto de Lugo pôs sob estado de exceção cinco departamentos onde agem os guerrilheiros.

 

Para sufocá-los, o governo mobilizou 3 mil homens das Forças Armadas e da Polícia Nacional. O governo ofereceu recompensa em troca da delação dos guerrilheiros. Orçou a entrega de cada um dos cabeças do movimento em 500 milhões de guaranis. Coisa de R$ 150 mil.

 

Espalharam-se cartazes e outdoors com as fotos dos inimigos do Estado. Um deles, Julián de Jesús Ortiz foi capturado no início do mês.

 

A guerrilha paraguaia é, por ora, mais forte no imaginário popular do que no real poder de fogo. Estima-se que os líderes não passam 15. O “exército” não reuniria mais do que cem insurretos.

 

Com a repressão, o governo Lugo tenta antecipar-se ao passo seguinte da guerrilha. “Os seguidores do EPP irão pelo mesmo caminho das Farc”, disse Nelson Lopez, um dos diretores da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai).

 

Que caminho é esse? O controle de regiões inteiras do país e a diversificação dos “negócios” –dos sequestros para as drogas. Considerado o berço do EPP, o departamento de San Pedro abriga 1,2 mil famílias que se dedicam ao cultivo da maconha.

 

A droga abastece cartéis que agem na fronteira com o Brasil. A Polícia Federal brasileira farejou o cheiro de queimado: “Imagine um território livre a 120 quilômetros da fronteira seca com o Paraguai!”, preocupa-se o delegado federal Fabrízio José Romano, de Ponta Porã (MS).

 

O receio de que prolifere na fronteira uma nova narcoguerrilha levou o governo brasileiro a se associar aos esforços paraguaios. A PF ajuda a secretaria antidrogas do Paraguai na repressão ao EPP.

 

O mesmo Lugo que hoje tenta sufocar a guerrilha ajudou a tonificá-la na campanha presidencial de 2008. Sobre o palanque, Lugo prometera expulsar os brasiguaios com documentação irregular –algo como 80% dos 400 mil.

 

Eleito, foi pressionado pelo Brasil e arquivou a promessa. Com isso, açulou os movimentos que brigam por terra no Paraguai. E ofereceu matéria-prima para a ação da guerrilha, que comprou a causa dos desassistidos.

 

No topo da hierarquia do EPP estão ex-agricultores e ex-seminaristas que já atuaram ao lado de Lugo. Ajudavam-no em obras sociais na época em que o presidente paraguaio era bispo da Igreja Católica.

 

Ao enveredar pelo universo da política, Lugo escolheu trilhar o caminho institucional das urnas. Seus ex-aliados foram às armas. Agora, medem forças, sob olhares tensos das autoridades brasileiras.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h34

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Versiani, do TSE, defende a liberação da propaganda

  Divulgação
Num instante em que o TSE impõe uma multa atrás da outro por propaganda eleitoral fora de época, um ministro do tribunal disse algo de bom senso.

 

Chama-se Arnaldo Versiani. Declarou o seguinte: “Em linhas gerais, sou amplamente favorável a qualquer espécie de propaganda...”

 

“...Eu gostaria que a propaganda fosse permitida num período maior do que esses três meses que antecedem a eleição...”

 

“...Quanto melhor o eleitorado conhecer o candidato, melhor vai definir seu voto. É muito difícil a Justiça Eleitoral distinguir o que é campanha antecipada e o que não é...”

 

“...Eu acho lamentável que nesse período de pré-campanha, especialmente no início do ano, a gente observe cartazes e outdoors com o candidato dizendo...”

 

“...‘Feliz Ano-Novo’, ‘Feliz Páscoa’, ‘Feliz Dia das Mães’. Parece que só existe Ano-Novo em ano eleitoral”.

 

Difícil discordar de Versiani. O diabo é que existe uma lei. Proíbe que se faça campanha antes de julho. Televisão, só em agosto.

 

Nos dias que correm, a hipocrisia foi empurrada às fronteiras do paroxismo. Os mesmos partidos que aprovaram a lei esmeram-se em aviltá-la.

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h48

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Rio vai aumentar o valor de 100 mil Bolsas Família

 

- Folha: Lula articula seu futuro na ONU ou no Banco Mundial

 

- Estadão: Sindicato vira negócio lucrativo e País abre um por dia

 

- JB: O novo status do Brasil

 

- Correio: Superlotada, lancha afunda. Duas garotas somem

 

- Veja: A confissão da bruxa

 

- Época: Por que tudo é tão caro no Brasil?

 

- IstoÉ: Confronto dos “caras”

 

- IstoÉ Dinheiro: Sua casa, meu bilhão

 

- CartaCapital: Desafio ao Império

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h45

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Candidatura sintética!

Zé Dassilva

Via Diário Catarinense. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h35

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Assédio dos Sarney faz do PT-MA um caso de polícia

José Cruz/ABr

 

Até aqui, a discussão era política. O PT do Maranhão decidira, em março, dar de ombros para o projeto reeleitoral de Roseana Sarney (PMDB).

 

Em votação apertada –87 votos contra 85— a convenção estadual petista aprovara o apoio à candidatura comunista de Flávio Dino (PCdoB).

 

Desde então, os Sarney pegam em lanças para reverter a decisão. Querem que o partido de Lula reproduza em solo maranhense a junção nacional PT-PMDB.

 

Em Brasília, José ‘Incomum’ Sarney pôs-se a defender, nos subterrâneos, os interesses da filha-governadora.

 

Súbito, descobriu-se que o cerco dos Sarney ao petismo não é apenas político. O assédio é, sobretudo, monetário.

 

Deve-se a revelação à repórter Sofia Krause. Ela levou às páginas de Veja a notícia de que operadores dos Sarney ofereceram dinheiro a petistas.

 

Notícia detalhada, com datas, nomes e cifras. Descobriu-se que a cotação de um petê maranhense oscila entre R$ 20 mil e R$ 40 mil. Procurada, Roseana se absteve de comentar.

 

Quatro petês ouvidos pela repórter animaram-se a confirmar as oferta$. Juram que refugaram. Mas um fato indica que alguém pode ter aceitado.

 

Aportou na direção PT federal um curioso abaixo-assinado. Carrega 98 jamegões. Todos se declaram a favor da aliança com Roseana.

 

Significa dizer que 13 petistas viraram a casaca. Já não estão dispostos a apoiar Flávio Dino, o rival comunista de Roseana. Devem ter suas razoe$.

 

O curioso é que o estímulo financeiro já nem era mais necessário. Premido por Lula, o PT federal já havia decidido intervir no diretório maranhense.

 

A batida de martelo está agendada para 11 de junho, dia em que o diretório nacional do PT se reunirá para dirimir as últimas pendências com o PMDB.

 

Em afronta à decisão de Brasília, o pedaço do PT que ainda pende para o Dino convocara para este final de semana um “encontro estadual extraordinário”.

 

Pretendia-se ratificar o apoio ao PCdoB. Em comunicado oficial, o PT federal proibiu a realização do encontro.

 

Assina o ofício o secretário nacional de Organização do PT. No texto, ele expõe em letras vivas a desorganização do braço maranhense do partido.

 

Frateschi chega mesmo a mencionar que a pendenga derivou para “ameaças físicas”. Não menciona os argumentos pecuniários dos Sarney.

 

Neste sábado, nas pegadas do noticiário acerbo, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, veio à boca do palco para anunciar que decidiu apurar os fatos.

 

"Vamos montar uma comissão da Executiva nacional para apurar os fatos e, quem sabe, instruir um possível processo de quebra de ética”.

 

Quem sabe? A ficha ainda não caiu. Mas o PT do Maranhão não é problema para a Executiva partidária. É caso de polícia.

 

A fase da política expirou no instante em que, para afagar Sarney, um aliado de conveniência, o PT jogou ao mar Dino e seu PCdoB, parceiros históricos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Há acordo, ninguém discute. Aliás, já nem se falam!

Escrito por Josias de Souza às 15h24

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‘Multa não é consequência mais séria’, avisa ministro

Para Marco Aurélio, infrações expõem candidatos a ‘risco’

Ele recorda que a lei prevê representação contra ‘abusos’

Sustenta que pré-campanha  deve ser  ‘levada em  conta’

Os julgamentos  podem ocorrer mesmo depois da eleição

 

  Sérgio Lima/Folha
O ministro Marco Aurélio Mello, do TSE, acha que os partidos que disputam a sucessão de 2010 deveriam “pôr as barbas de molho”.

 

Ouvido pelo blog na noite passada, disse que, na fase atual, a disputa presidencial ocorre sob atmosfera de “perda total de parâmetros”.

 

Referia-se ao desrespeito reiterado à legislação eleitoral. Algo que vem levando o TSE a impor sucessivas multas.

 

Avisou: “A multa, às vezes irrisória, não é a consequência mais séria”. Lembrou que a Lei Complementar 64, de 1990, abre espaço para a impugnação de candidaturas.

 

O repórter foi ao texto da lei. Prevê o ajuizamento de representações contra “abuso do poder econômico ou do poder de autoridade...”

 

“...Ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social em benefício de candidato ou de partido político”.

 

Anota que podem recorrer à Justiça Eleitoral os partidos, as coligações, os candidatos ou o Ministério Público Eleitoral.

 

Se julgar procedente a representação, a Justiça Eleitoral “declarará a inelegibilidade” e a “cassação do registro do candidato diretamente beneficiado” pelo abuso.

 

Segundo Marco Aurélio, as infrações cometidas na fase de pré-campanha podem e devem ser levadas em no julgamento de eventuais representações futuras.

 

“As situações não são estanques”, disse o ministro. “Numa representação, é possível levar-se em conta fatos anteriores”.

 

Para Marco Aurélio, a pré-campanha e a campanha propriamente dita estão “unidas por um elo que atrai a incidência da lei”.

 

Ele afirmou que a imposição de multas “visa preservar o equilíbrio da disputa. E a representação posterior pode advir da continuidade do procedimento irregular”.

 

Declarou que o pagamento das multas não impede a representação posterior. “Sob pena de ficar uma hipocrisia...”

 

“...Seria como se houvesse um acerto de contas e se apagasse o passado. Não é assim. O passado diz respeito à mesma eleição, à mesma disputa”.

 

O ministro já havia mencionado os riscos ao proferir o seu voto na sessão em que Lula e Dilma foram multados por propaganda ilegal na semana passada.

 

“Mencionei o risco para que depois ninguém coloque a mão na cabeça e diga que isso é uma inovação. Não é...”

 

“...O sistema visa a lisura das eleições e deve ser compreendido como um todo”.

 

Por ora, Lula já foi multado quatro vezes, sempre por propaganda extemporânea. Dilma Rousseff, recebeu duas multas. O PT, uma.

 

Em decisão desta sexta (21), ainda passível de recurso ao plenário do TSE, foram multados também quatro políticos apoiadores de Dilma.

 

Somando-se as multas ao presidente, à candidata, ao partido e aos aliados, chega-se à cifra de R$ 90 mil.

 

Um custo baixo se considerados os efeitos da superexposição antecipada de Dilma, hoje empatada em 37% com o rival José Serra, segundo o Datafolha.

 

Marco Aurélio realça que, nas pegadas da coligação governista, também as legendas de oposição começam a incidir na prática de propaganda fora de época.

 

“O corregedor-geral [ministro Aldir Passarinho] acaba de suspender programas do DEM em São Paulo”, recordou Marco Aurélio.

 

“Isso tudo é muito ruim. O país não avança culturalmente dessa maneira. É a perda total de parâmetros, a inversão de valores. O errado passa por certo e vice-versa...”

 

“...As pessoas não estão se dando conta de que essa permissividade pode levar a conseqüências seríssimas...”

 

“...É claro que, se houver a diplomação de um eleito, aí a representação evolui para uma ação de impugnação do mandato. A demora da Justiça às vezes leva a isso...”

 

“...Seria recomendável que a turma pusesse as barbas de molho, do contrário degringola. É um alerta”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h50

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Datafolha: Dilma sobe e empata com Serra em 37%

No 2º turno, a petista tem 46%, contra 45% do tucano

 

ABr

 

Saiu do forno a última pesquisa do instituto Datafolha. Está apinhada de boas e de más notícias.

 

As boas, para Dilma Rousseff e Lula. As más, para José Serra e a oposição. Vai abaixo um resumo:

 

1. Comparando-se a nova pesquisa com a sondagem anterior, divulgada em abril, Dilma escalou sete pontos percentuais. Foi de 30% para 37%.

 

2. Nesse intervalo de um mês para o outro, Serra declinou cinco pontos percentuais. Tinha 42%. Desceu para 37%.

 

3. Ou seja, os candidatos estão, pela primeira vez no Datafolha, empatados. Ambos amealham 37%.

 

4. A despeito da igualdade, a pesquisa traz em suas dobras dados que conferem a Dilma, aos olhos de hoje, a aparência de favorita.

 

5. Na sondagem espontânea, quando os entrevistados se manifestam sem que os pesquisadores exponham uma lista de nomes, Dilma bate Serra: 19% X 14%.

 

6. Resgatando-se os dados do baú, verifica-se que Dilma, nessa sondagem espontânea, tomou o elevador e embica para o alto.

 

7. Ela tinha 8% das intenções de voto em dezembro de 2009. Em abril, fora a 13%. Agora, amealha 19%.

 

8. A sondagem espontânea é ainda mais reveladora: 5% dizem que vão votar em Lula, que não é candidato...

 

...Outros 3% afirmam que votarão “no candidato do Lula”; e 1% declaram que vão votar “no PT” ou “no candidato do PT”.

 

9. É lícito intuir que, na espontânea, Dilma tende a agregar aos seus 19% mais 9%. Com os votos de Lula, os do “candidato do Lula” e os do PT, Dilma iria a 28%.

 

10. Outro dado que favorece Dilma é a taxa de rejeição. Em abril, 24% dos pesquisados diziam que jamais votariam nela. O índice caiu para 20%.

 

11. Em movimento inverso ao de sua rival, Serra era rejeitado por 24% em abril e agora 27% dos pesquisados dizem que não votam nele de jeito nenhum.

 

12. O quatro de empate se mantém no cenário de segundo turno, com ligeira vantagem numérica para Dilma. Ela, 46%. Ele, 45%.

 

13. Marina Silva, a terceira colocada, manteve em maio o índice que ostentara em abril: 12%.

 

14. O quadro se mantém praticamente inalterado no cenário em que os presidenciáveis nanicos são incluídos na consulta.

 

15. Com os nanicos, Dilma e Serra empatam em 36%. Marina oscila para baixo: 10%.

 

16. O Datafolha aferiu também a popularidade de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva. Em abril, recuara para 73%. Agora, volta a 76%, o recorde de Lula.

 

17. Afora os que o consideram “ótimo ou bom”, há os 19% que atribuem a Lula a menção “regular”.  Só 5% o consideram “ruim ou péssimo”.

 

18. Desde o fim da ditadura, é coisa nunca antes vista na história desse país. A maior marca de Fernando Collor foi de 36%. O ápice de FHC foi 47%.

 

19. Assim, a três semanas das convenções que oficializarão as candidaturas, em junho, Dilma alcançou Serra...

 

...E, carregada pelo superpadrinho, a petista que jamais disputou eleições vai à campanha mais bem-posta que o rival, em sua segunda disputa presidencial.

 

20. A estrela do jogo não é Dilma. Tampouco Serra é o centro-avante. Para desassossego do time da oposição e júbilo da "ex-poste", o dono da bola e do campo é Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h28

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Obama incentivou Lula a fazer acordo com Irã

 

- Folha: Dilma sobe e empata com Serra

 

- Estadão: Lula e Dilma são multados mais uma vez pelo TSE

 

- JB: Obama deixa Brasil na mão

 

- Correio: Uma posse fantasma

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h13

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Propagandista!

Dalcío

Via Correio Popular. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h11

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Nos EUA, Dilma atribui méritos a governos anteriores

Wilson Dias/ABr

 

Numa palestra feita em Nova York, Dilma Rousseff disse algo que, no Brasil, jamais se permitira declarar.

 

Ela atribuiu os avanços que levaram à melhoria das coisas no Brasil à sociedade e aos governos dos "últimos 20 anos".

 

Dilma foi a estrela de um evento organizado pela Bolsa de Valores de São Paulo. Falou para uma platéia de investidores estrangeiros.

 

Depois do laivo de lucidez, a candidata do PT voltou ao normal. E pôs-se a realçar as conquistas obtidas sob Lula.

 

Derramou-se em elogios ao primeiro ministro da Fazenda da era Lula, Antonio Palocci. Foi um elogio de corpo presente. Palocci estava na platéia.

 

Aliás, Palocci, hoje deputado federal, disse que desistiu de ir às urnas em 2010. Pretende dedicar-se integralmente à coordenação da campanha de Dilma.

 

No curso de sua palestra, Dilma prometeu que, se eleita, vai manter a autonomia operacional do Banco Central.

 

Pretende reduzir a meta de inflação. Coisa a ser feita, segundo ela, de modo cuidadoso.

 

Dilma estava claramente decidida a acalmar a turma do dinheiro. Era como se quisesse deixar claro que não é do tipo que vira a mesa.

 

"Minha mensagem para os investidores internacionais é: o Brasil vai manter o crescimento com inclusão social e estabilidade macroeconômica...”

 

“...Buscando controlar os preços através de metas de inflação e manter a disciplina fiscal ao reduzir a dívida".

 

A certa altura, disse que jamais privatizaria a Petrobras ou qualquer outra estatal.

 

Mas disse que não se opõe às concessões ao setor privado para, por exemplo, construir hidrelétricas e estradas "sempre que for a opção mais barata". Agradou.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h39

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Cid Gomes diz que o irmão, Ciro, ‘deve’ apoiar Dilma

Alan Marques/Folha

 

O governador do Ceará, Cid Gomes, passou por Brasília. Foi à reunião em que seu partido, o PSB, oficializou o apoio à presidenciável Dilma Rousseff.

 

Antes de retornar a Fortaleza, Cid foi a Lula. Sem descer a detalhes, disse que foi conversar sobre canteiros de obras de seu Estado.

 

Contou que o presidente lhe perguntou sobre o irmão, Ciro Gomes. De novo, não foi aos detalhes.

 

Desde que foi empurrado para fora do tabuleiro presidencial, com uma mãozinha –ou mãozona— de Lula, Ciro submergiu.

 

Segundo o irmão, encontra-se nos EUA. Antes de tomar chá de sumiço, Ciro atirou a esmo.

 

Disse, por exemplo que, sem ter quem o aconselhe, Lula “viaja na maionese”. Afirmou que, embora seja boa pessoa, Dilma é inexperiente.

 

Como se fosse pouco, andou dizendo que José Serra é “mais preparado” do que a candidata de Lula para o exercício da presidência.

 

Quem ouviu ficou sem saber que figurino Ciro vai vestir na eleição de 2010. Pois bem, Cid disse que o irmão “deve” seguir a deliberação do PSB.

 

Ou seja, “deve” apoiar a inexperiente Dilma. Otimista, Cid acha que Ciro não “deve” cultivar mágoas.

 

“Não é mais hora de olhar para trás”, disse o irmão-governador. “As coisas são assim. Temos que olhar para a frente...”

 

“...E tenho certeza que essa será a postura do Ciro também. A decisão do partido foi por não ter candidato e pronto. Temos que aceitar e nos submeter a ela”.

 

Então, tá! Aguarde-se pela volta de Ciro.

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Escrito por Josias de Souza às 21h38

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Ministério Público pede multa até para a Marina Silva

O PSDB segue os passos de Dilma Rousseff.

 

O PT vigia os movimentos de José Serra. E quanto a Marina Silva?

 

Bem, à falta de opositores, o Ministério Público Eleitoral decidiu pegar nos calcanhares da presidenciável do PV.

 

A Procuradoria eleitoral representou contra Marina no TSE.

 

Pediu que ela seja multada por fazer propaganda ilegal, fora de época.

 

Deu-se em Natal, há dez dias, no prédio da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte.

 

Marina fora receber o título de cidadã honorária do Estado. 

 

Pendurou-se um banner na fachada do prédio da assembléia.

 

Trazia a seguinte inscrição: “Marina é a cara do Brasil”.

 

Assinada pela vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau, a representação levada ao TSE anota:

 

“A frase estampada no banner [...] é um recado direto ao eleitor, uma clara mensagem no sentido de que a representada é a pessoa ideal para ocupar o cargo eletivo máximo deste país”.

 

Mais: “O banner em questão caracteriza flagrante propaganda eleitoral subliminar”.

 

Não é só: “O caráter eleitoreiro da propaganda [...] fica mais evidente diante da presença da figura estilizada da face da representada, idêntica àquela que se encontra no sítio eletrônico de sua campanha”.

A doutora Sandra pede a fixação de multa. Pode variar de R$ 5 mil a R$ 25 mil.

 

Perto do que se passa ao redor, o crime atribuído a Marina só pode ter uma origem.

 

A turma do comitê de campanha da candidata já não suportava o suspense.

 

A equipe verde olhava o noticiário e se perguntava: quando é que vamos sair do banco de reservas? Reservas morais, bem entendido.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h39

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TSE impõe quarta ‘multa’ a Lula e a segunda a Dilma

  Sérgio Lima/Folha
Já virou rotina. O ministro Henrique Neves, do TSE, condenou Lula e Dilma ao pagamento de novas multas por fazer campanha ao arrepio da lei.

 

A multa de Lula, fixada em R$ 10 mil, é a quarta. A de Dilma, estipulada em R$ 5 mil, é a segunda.

 

Deve-se a decisão do ministro a uma das inúmeras reclamações protocoladas no tribunal pelos partidos pró-José Serra (PSDB, DEM e PPS).

 

No caso específico, a oposição queixou-se de ato realizado no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, em 10 de abril.

 

Um evento concebido pelo petismo para se contrapor ao lançamento da candidatura de Serra, ocorrido no mesmo dia, em Brasília.

 

Além das sanções a Lula e à candidata dele, o ministro impôs multas também a outras pessoas que discursaram na pajelança de São Bernardo.

 

Entraram na dança: o candidato petê ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante; o ministro do Trabalho, Carlos Lupi (R$ 7.500)...

 

...O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho; e o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical. Terão de pagar R$ 7.500 cada um.

 

Somando-se a nova multa às três anteriores, Lula já foi apenado em R$ 30 mil. Dilma já acumula um espeto de R$ 10 mil.

 

Um incauto poderia supor que a sucessão de multas produz incômodo inaudito. Bobagem. A custo, por mixuruca, é compensado pelo benefício.

 

Tomada pelas últimas pesquisas, Dilma, principal beneficiária das ilegalidades, está tecnicamente empatada com Serra. Melhor: numericamente, está à frente.

 

E segue a hipocrisia! Entrou-se aogra na fase em que o PT assume o papel de reclamante. Já recorre contra os programas televisivos do DEM.

 

Reclamará também da publicidade do PPS e do PSDB, previstas para junho. E tudo vai ficando por isso mesmo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h34

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Lula recebeu carta de Obama antes de viagem ao Irã

  Folha e Reuters
O presidente dos EUA, Barack Obama enviou uma carta. Chegou faz 15 dias. Antes, portanto, da viagem de Lula a Teerã.

 

No texto, Obama faz menção à encrenca nuclear. O governo brasileiro sustenta que o miolo do acordo celebrado com o Irã teve inspiração na carta.

 

A repórter Natuza Nery teve acesso a trechos da correspondência. Num deles, Obama anotou:

 

"Do nosso ponto de vista, uma decisão do Irã de enviar 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento para fora do país geraria confiança...”

 

“...E diminuiria as tensões regionais por meio da redução do estoque iraniano" de LEU [urânio levemente enriquecido na sigla em inglês].

 

O acordo de Teerã prevê a troca de urânio por combustível. Os 1.200 quilos do minério ficariam “depositados” na Turquia. Noutro trecho, Obama escreve:

 

"Nós observamos o Irã dar sinais de flexibilidade ao senhor e outros, mas, formalmente, reiterar uma posição inaceitável pelos canais oficiais da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica)".

 

No acerto de Teerã, mediado por Brasil e Turquia, o Irã concordou expressamente em informar à AIEA, por escrito, acerca da sua nova disposição.

 

A comunicação ocorreria, segundo ficou combinado, em até sete dias. Esse prazo expira na próxima segunda (24).

 

Obama disse na carta que a eventual celebração de um acordo prevendo a troca de combustível nuclear do Irã criaria uma atmosfera de “confiança” no mundo.

 

Deu-se, porém, o oposto. Um dia depois do anúncio do acordo, os EUA anunciaram ter chegado a um consenso quanto à imposição de novas sanções ao Irã.

 

Levou-se ao Conselho de Segurança da ONU, a toque de caixa, o esboço da resolução punitiva.

 

O Planalto e o Itamaraty alegam, nos subterrâneos, que a reação da Casa Branca contrasta com o teor da carta de Obama a Lula.

 

O argumento é válido até certo ponto. O Ponto de interrogação. Mal celebrara o acordo com Brasil e Turquia, o Irã fez um anúncio que tonificou a desconfiança.

 

Autoridades iranianas informaram que o país continuaria enriquecendo urânio em seu território. Algo que EUA e Cia. não admitem.

 

Assim, a despeito da carta amistosa, tudo faz crer que Washington não refluirá de sua posição inamistosa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h20

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Câmera subaquática registra o vazamento nos EUA

Escrito por Josias de Souza às 15h03

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PMDB pró-Serra aconselha Temer a evitar ‘retaliação’

Diretórios dissidentes ameaçam se insurgir contra o ‘vice’

 

  Lula Marques/Folha
A 22 dias da convenção que formalizará sua indicação para vice na chapa de Dilma Rousseff, Michel Temer trava com os dissidentes do PMDB um cabo-de-guerra.

 

Presidente da legenda, Temer tenta impedir que os diretórios estaduais sublevados façam campanha para o presidenciável tucano José Serra.

 

Foi avisado de que, se esticar a corda, pode eletrificar a convenção nacional. Algo que tisnaria e, no limite, até ameaçaria sua assunção à vice de Dilma.

 

O primeiro aviso veio do Mato Grosso do Sul. Ali, o governador pemedebê André Puccinelli disputa a reeleição contra José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT.

 

A disputa local empurrou Puccinelli para uma aliança com o PSDB de Serra. A despeito disso, o governador não cogitava criar problemas para Temer.

 

Na última terça (18), o deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), avisou a Temer que os ventos podem soprar noutra direção.

 

Candidato ao Senado na chapa de Puccinelli, Moka disse a Temer que as ameaças de retaliação podem convulsionar a convenção do PMDB federal.

 

Reclamou de uma consulta que o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) encaminhara ao TSE, em combinação com Temer.

 

Tenta-se arrancar do tribunal uma resposta que ratifique o entendimento de que o princípio da fidelidade partidária desautoriza a infidelidade na campanha.

 

Dito de outro modo: para o PMDB federal, seus diretórios podem até se coligar com partidos de oposição nos Estados. Mas não podem fazer a campanha de Serra.

 

Significa dizer que os insurretos estariam proibidos de levar o nome de Serra ao horário de rádio e TV do partido.

 

Tampouco poderiam mencioná-lo nas publicações de campanha. A propaganda eletrônica e impressa teria de prestigiar a chapa nacional: Dilma-Temer.

 

Os principais alvos de Temer são Orestes Quércia (São Paulo) e Jarbas Vasconcelos (Pernambuco). Mas a ameaça de reação contamina outros Estados.

 

Moka insinuou que, se levar adiante a exigência de fidelidade, Temer pode atrair a ira de pelo menos cinco Estados.

 

Além de São Paulo, Pernambuco e Mato Grosso do Sul, já fechados com Serra, flertam com o tucanato os PMDBs de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

 

Todos esses Estados enviam delegados com direito a voto na convenção que sagrará Temer como candidato a vice da presidenciável petista.

 

A maioria se inclinava para a neutralidade. Porém, confirmando-se a punição por infidelidade estadual, a neutralidade daria lugar à animosidade.

 

Estão em jogo na convenção 803 votos. O grupo de Temer estima que dispõe de maioria de pelo menos cem votos.

 

Uma eventual rebelião do grupo pró-Serra poderia, no mínimo, conspurcar essa maioria, tornando-a mixuruca. Algo que seria constrangedor para Temer.

 

As apreensões de Moka chegaram a Temer no dia em que o PMDB reuniu, em Brasília, sua Executiva nacional.

 

Temer chegara a cogitar a edição de uma resolução impondo desde logo a fidelidade, sob pena de intervenção nos diretórios. Desistiu.

 

Até a noite da véspera, Temer ainda considerava a hipótese de submeter à Executiva não uma resolução, mas uma recomendação de fidelidade. Desistiu também.

 

Optou-se por aguardar a resposta do TSE à consulta do partido. Se for afirmativa, vai-se alegar que a fidelidade é um imperativo judicial.

 

Em diálogo reservado, Geddel Vieira Lima, amigo de Temer e candidato pemedebê ao governo da Bahia, reforçou as preocupações do deputado Moka.

 

Embora favorável à fidelidade, Geddel receia que, a pretexto de reagir a Quércia, Temer acabe por incendiar os dissidentes que lhe são neutros.

 

Por ora, Temer parece fazer ouvidos moucos para os riscos. Diz algo assim: “O TSE fixou a tese da fidelidade partidária, depois ratificada pelo STF...”

 

“...Ficou estabelecido que o mandato não é do parlamentar, mas do partido. Se sair da legenda, pode até perder mandato. Perguntamos ao TSE o seguinte: essa fidelidade permite uma infidelidade durante a campanha?...”

 

“...Se o Quércia faz uma aliança com Geraldo Alckmin [PSDB], tudo bem, a lei permite. Mas ele poderá fazer a campanha do Serra se o partido tem um candidato na chapa nacional? Me parece que não”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h01

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Criada vida artificial

 

- Folha: Ciência cria primeira célula sintética

 

- Estadão: Novo sistema de escuta da PF dispensa telefônicas

 

- JB: Lula ataca rejeição ao diálogo

 

- Correio: Senador abona assessor fantasma

 

- Valor: Crise já dificulta captação de recursos

 

- Estado de Minas: Uma nova Savassi

 

- Jornal do Commercio: Governo acorda para o combate ao crack

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h25

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Presidente do mundo!

Duke

Via O Tempo. Suga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h30

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PSB reúne seu diretório para confirmar apoio a Dilma

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Sob a presidência do governador pernambucano Eduardo Campos, o PSB reúne seu diretório, nesta sexta (21), para ratificar o apoio à presidenciável Dilma Rousseff.

 

Rifado pelo partido, Ciro Gomes não dará as caras. Encontra-se nos EUA. Não disse, por ora, se vai ou não fazer campanha para Dilma.

 

Antes de submergir, Ciro dissera que José Serra, seu desafeto, é “mais preparado” que Dilma para ocupar a Presidência.

 

O ingresso do PSB na mega-coligação que se formou em torno de Dilma terá de ser ratificado em convenção. Deve ocorrer em 13 de junho.

 

À tarde, o PSB preenche, em São Paulo, a vaga para a qual Lula tentara empurrar Ciro. Será oficializada a candidatura de Paulo Skaf ao governo do Estado.

 

Presidente da Fiesp, o capitalista Skaf “converteu-se” ao socialismo moreno do PSB em setembro do ano passado.

 

Sentou praça no partido já de olho na candidatura. Vai às urnas como azarão. Frequenta as pesquisas com 3% das intenções de voto.

 

O PT tentou atrair Skaf para a vice de Aloizio ‘13%’ Mercadante. Desistiu. Passou a avaliar que a presença de Skaf na cédula pode ser útil.

 

Por quê? Ajudaria a evitar a vitória do tucano Geraldo ‘53%’ Alckmin no primeiro turno.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h30

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Lula cogita liberar aumento de 7,7% aos aposentados

Miran

 

Em privado, Lula deu indicações de que pode sancionar o reajuste de 7,7% que o Congresso concedeu aos aposentados.

 

O repórter pediu a um assessor do presidente que avaliasse a chances de a sanção prevalecer sobre o veto. E ele:

 

“O fim do fator previdenciário será vetado. Custaria R$ 4 bilhões anuais. O caixa da Previdência não suporta...”

 

“...Quando ao reajuste de 7,7%, numa escala de zero a dez, diria que a chance de ser sancionado situa-se, hoje, entre oito e nove”.

 

Na medida provisória que enviara ao Congresso, Lula propusera reajuste de 6,14%. Depois, autorizara 7% (adicional de R$ 1,2 bilhão).

 

Quando os congressistas miraram em 7,7% (mais R$ 600 milhões ao ano), passou a dizer que vetaria.

 

Foi ecoado pelos ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Guido Mantega (Fazenda).

 

No início do mês, quando o projeto ainda se encontrava na Câmara, Lula ironizara o amor dos deputados pelos velhinhos:

 

"Em ano eleitoral aumenta o apreço [pelos aposentados] de forma extraordinária". Insinuara que nada deteria sua caneta:

 

"Não vejo nenhuma necessidade para nesse momento excepcional que o Brasil está vivendo a gente fazer qualquer espécie de loucura em qualquer área”.

 

Súbito, Lula emite sinais de que está na bica de se tornar alvo de sua própria ironia: “Em ano eleitoral, aumenta o apreço de forma extraordinária”.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 22h45

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Propaganda do DEM reproduz cena de ato pró-Serra

O DEM começou a exibir as inserções televisivas a que tem direito. O partido reproduz a tática que levara a oposição a reclamar do PT no TSE.

 

A peça do DEM exala José Serra. Exibe uma cena do ato de lançamento da candidatura do presidenciável tucano, ocorrido em 10 de abril, em Brasília.

 

Serra não fala, mas a imagem dele aparece na propaganda ‘demo’. Na abertura, o locutor faz menção ao lema do candidato: “...Unido, o Brasil pode mais”.

 

Na sequência, um pedaço do discurso que Rodrigo Maia, presidente do DEM, pronunciou no ato pró-Serra:

 

“Gostaria de falar aqui em nome de milhões de jovens brasileiros. Temos a obrigação de devolver a eles a capacidade de ter fé num futuro melhor...”

 

Depois, uma ironia com o bordão de Lula: “...O futuro começa aqui e agora, mas com uma força poucas vezes vistas na história desse país”.

 

Atrás do orador, um painel que não deixa dúvidas quanto à natureza eleitoral da propaganda: “Serra, Serra, Serra...”

 

Nesta mesma quinta (20), o corregedor-geral do TSE, Aldir Passarinho, julgou reclamação do PT contra propaganda do DEM-SP.

 

Determinou a suspensão da publicidade. Tachou-a de campanha eleitoral disfarçada. Nela, o prefeito 'demo' Gilberto Kassab festeja Serra.

 

O PT prepara agora recurso contra a peça do DEM federal. Depois de usar o seu tempo de TV para trombetear Dilma, o petismo também mimetiza a oposição.

 

O partido de Lula guia-se pela Lei de Talião. Os advogados do PT terão de fazer hora-extra. Na quinta (27) da semana que vem, o DEM leva ao ar programa de dez minutos. Estará, de novo, impregnada de Serra.

 

Em junho, virão as inserções e os programas do PPS e do PSDB. Serra num. Serra noutro.

 

Sobrevirão as reclamações do PT. O TSE talvez imponha à oposição as mesmas multas que espetou no petismo. E a hipocria, pacificada, dará jucundas gargalhadas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h02

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De volta, Lula alveja adversários daqui e de alhures

Lula voltou. Junto com ele, voltaram os discursos. Nesta quinta (20), falou aos prefeitos que vieram à Marcha de Brasília.

 

Num trecho de sua fala (acima), disse que não fez em Teerã senão o que desejavam as potências com assento no Conselho de Segurança da ONU.

 

 "[...] É muito engraçado que algumas pessoas não gostaram que o Irã aceitasse a proposta, porque tem gente que não sabe fazer política se não tiver o inimigo”, disse.

 

Noutro trecho, Lula fustigou os congressistas que aprovaram o projeto que eleva as aposentadorias em 7,72% e sepulta o fator previdenciário (abaixo).

 

Nessa matéria, a crítica alcançou os adversários e também os aliados. A coisa passou lisamente, sem opositores. Na Câmara e no Senado.

 

Quanto ao percentual de reajuste, Lula não disse palavra. Sobre o fim do fator, insinuou que vai vetar.

 

“Vocês viram agora a votação do fator previdenciário. Tem gente que acha que ganha voto fazendo isso...”

 

“...Na verdade, se o povo compreender o que significa isso, essas pessoas podem até não ganhar o tanto de voto que pensam que vão ganhar".

 

Nada como o tempo para curar certos males. Quanto o fator previdenciário foi criado, sob FHC, Lula e o PT pegaram em lanças. No Congresso, o petismo votou contra. Agora...

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h16

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Agora vai: Delúbio apóia ‘missão’ de Lula no caso Irã

  Sérgio Lima/Folha
Lula recebeu o apoio que faltava ao esforço do Brasil para impedir que as superpotências decretem, na ONU, novas sanções contra o Irã.

 

Um dia depois de ter sido condenado à perda dos direitos políticos por oito anos e à devolução de R$ 164,6 mil às arcas de Goiás, Delúbio Soares saiu em defesa de Lula.

 

Levou às páginas do goiano ‘Diário da Manhã’ um artigo no qual afaga o presidente e o Itamaraty. Reproduziu o texto em seu blog. Começa assim:

 

“A bem-sucedida missão do presidente Lula e da respeitada diplomacia brasileira em Teerã, jogando cartada decisiva em favor da paz e do desarmamento...”

 

“...É motivo de alegria e de orgulho para todo o povo brasileiro. Reafirma-se a importância crescente de nosso país no cenário internacional...”

 

Reafirma-se também o “...perfil de estadista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que renova seus compromissos com a paz e o entendimento entre os povos”.

 

O governo deveria enviar cópia do artigo companheiro para Barack Obama. Decerto causará furor na Casa Branca.

 

No rodapé do artigo, Delúbio identifica-se como “professor”. Talvez devesse trocar a qualificação.

 

O Tribunal de Justiça de Goiás condenou-o justamente porque, embora pendurado na folha de salários de Goiás, não dava as caras na sala de aula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Serra intervém e PSDB gaúcho decide se aliar ao PP

  Wilson Dias/ABr
Em viagem decidida de última hora, o presidenciável tucano José Serra desembarcou em Porto Alegre nesta quinta (20).

 

Foi apagar um incêndio local, cujas labaredas tisnavam o seu projeto nacional.

 

Num instante em que Serra tenta atrair o PP federal para sua coligação, o PSDB de Yeda Crusius hesitava em se juntar à seccional gaúcha da legenda.

 

Depois de reunir-se com Serra, o PSDB local anunciou que vai recepcionar o PP na coligação encabeçada pela governadora Yeda, candidata à reeleição.

 

Presidente do PP fedeeral, o senador Francisco Dornelles (RJ) dissera, no início do mês, que o acerto gaúcho teria peso na decisão nacional, a ser tomada em junho.

 

Antes de se reunir com seus correligionários, Serra fora ao encontro da bancada do PMDB na Assembléia Legislativa gaúcha.

 

Avesso ao PT, o PMDB de José Fogaça, outro candidato ao governo gaúcho, flerta com o apoio a Serra. Daí os afagos do presidenciável.

 

À saída, Serra limitou-se a dizer aos repórter que tem “grande afinidade” com o PMDB gaúcho. Sobre a perspectiva de acordo, desconversou:

 

“Foi uma conversa muito agradável, só notei uma divisão grave na bancada, grave: gremistas e colorados. Tem até um palmeirense, mas não vou dedá-lo”.

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Escrito por Josias de Souza às 18h23

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TSE proíbe propaganda de Kassab em favor de Serra

  Divulgação
O corregedor-geral eleitoral do TSE, ministro Aldir Passarinho, proibiu a exibição de uma inserção publicitária do DEM de São Paulo.

 

Considerou que o prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM) usou o espaço televisivo do partido para fazer campanha ilegal em favor de José Serra (PSDB).

 

A peça foi ao ar na última terça (18). O diretório nacional do PT protocolou no TSE uma reclamação. E Passarinho deu razão ao partido de Dilma Rousseff.

 

O ministro suspendeu novas exibições da propaganda. Iria ar ar novamente nesta quinta (20), no sábado (22) e na terça (25) da semana que vem.

 

Passarinho facultou ao DEM a possibilidade de manter as veiculações, desde que o vídeo seja trocado.

 

Há duas semanas, Passarinho julgara reclamação do PSDB contra inserções publicitárias do PT. A reclamação era a mesma.

 

O tucanato acusara o legenda rival de utilizar a propaganda partidária para trombetear a candidatura de Dilma. As inserções foram suspensas.

 

Em julgamento posterior, realizado no plenário do TSE, Passarinho relatara outra reclamação da oposição (PSDB e DEM).

 

Neste caso, questionava-se um programa de dez minutos que o PT exibira, em rede nacional, em dezembro de 2009.

 

Em decisão unânime, o TSE decidiu multar Dilma (R$ 5 mil) e o PT (R$ 20 mil). O PT agora dá o troco.

 

Na propaganda proibida, Kassab faz o papel de âncora. Logo de saída, a peça realça o principal mote da campanha presidente de Serra:

 

 “O Brasil está num bom momento. Mas pode melhorar muito mais. Para isso, é preciso trabalhar juntos, somar esforços”.

Em sua decisão, o ministro Passarinho dá a sua interpretação do conteúdo do vídeo.

 

Anota que, ao associar a perspectiva de que melhoria do país a uma referência expressa a Serra e à exibição de imagens dele, o DEM infringiu a lei.

 

Fez campanha eleitoral fora de época em vez de enaltecer as realizações de Kassab na prefeitura de São Paulo.

 

Passarinho arremata: “Tal conduta, no cenário da disputa eleitoral já deflagrada com o anúncio das pré-candidaturas à Presidência, não há como ser tolerada”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h07

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Nos EUA, um repórter engole inseto ao vivo e a seco

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Escrito por Josias de Souza às 06h47

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Demóstenes: o Senado não suavizou o ‘Ficha Limpa’

  José Cruz/ABr
Mal foi aprovado pelo Senado, o projeto conhecido como Ficha Limpa já virou objeto de polêmica.

 

O deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), procurador licenciado, acusou os senadores de alterarem o texto, desfigurando-o.

 

Ouvido pelo blog, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), promotor licenciado, contestou: “O projeto que veio da Câmara foi preservado”.

 

Deve-se a controvérsia a uma emenda de redação de autoria do senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Alterou os tempos verbais em cinco artigos da lei.

 

Onde se lia que as novas regras se aplicam a políticos que “tenham sido condenados”, anotou-se: “que forem condenados”.

 

Para Flávio Dino, a troca faz com que a lei alcance apenas os condenados em data posterior à vigência da nova lei.

 

Demóstenes Torres sustenta coisa diversa: “Todos os processos que estão em andamento são submetidos às novas regras”.

 

Presidente da Comissão de Justiça do Senado e relator do Ficha Limpa, Demóstenes recolhe seus argumentos do texto aprovado.

 

“O artigo 3º do projeto diz textualmente que os recursos interpostos ‘antes da vigência da nova lei’ devem receber o tratamento previsto no artigo 26, alínea C. Frize-se a palavra 'antes'.”

 

Demóstenes prossegue: “Pois bem, o que diz o artigo 26-C? Trata dos recursos apresentados contra decisões colegiadas do Judiciário, os de antes da lei e os de depois...”

 

“...Determina que, quando o recurso for plausível, o colegiado pode, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade do réu...”

 

“...Aí vem o parágrafo 1º desse mesmo artigo. Vou ler pra você: ‘Concedido o efeito suspensivo, o julgamento do recurso terá prioridade sobre todos os demais’.”

 

Demóstenes arremata: “Ou seja, a lei submete todos os processos, mesmo os que estão em andamento, às novas regras. Nos casos em que já há recurso, vale o escrito...”

 

“...Está estabelecido que, quando for concedido o efeito suspensivo, mesmo nos processos abertos antes da aprovação da lei, o julgamento do recurso terá prioridade absoluta”.

 

A emenda Dornelles, acrescenta Demóstenes, “serviu apenas para harmonizar o texto”, unificando os tempos verbais.

 

Produziu meros ajustes de redação. O “mérito” do projeto, diz o senador, não sofreu nenhuma alteração.

 

“Tanto assim, que não precisou voltar para a Câmara, foi direto à sanção do presidente da República”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h13

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PF decide abrir inquérito para investigar Tuma Júnior

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, informou que será aberto um inquérito contra Romeu Tuma Júnior.

 

Oficialmente, o filho do senador Romeu Tuma (PTB-SP) é, ainda, secretário Nacional de Justiça. Saiu em férias. Disse que retornaria quando estivesse “moreninho”.

 

A depender da PF, Tuma Júnior logo estará bem passado. Pretende-se esmiuçar, agora oficialmente, as relações dele com um “amigo” contrabandista.

 

Chama-se Kwok Kwen. É conhecido como Paulo Li. Foi pilhado em grampos telefônicos travando diálogos constrangedores com Tuma Júnior.

 

A despeito de atuar num setor dedicado ao combate ao crime organizado, o secretário soa nas fitas trocando favores com o contrabandista.

 

A PF levou Tuma Júnior à alça de mira depois de obter autorização da 3ª Federal de São Paulo, onde corre o processo contra Li.

 

A novidade talvez leve o governo a fazer por pressão o que se esquivou de fazer por obrigação: afastar o investigado de suas funções no Ministério da Justiça.

 

O gozo de férias remuneradas não combina com a condição de investigado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h13

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Governo agora atribui apagão de 2009 a ‘raios fracos’

Divulgação

 

Ficou pronto o relatório oficial sobre o apagão que desligou da tomada 18 Estados, em 10 de novembro de 2009.

 

Produzido pelo Cepel (Centro de Pesquisa da Eletrobras), o documento foi às mãos do ministro Márcio Zimmermann (Minas e Energia).

 

Em conversa com a repórter Karla Mendes, Zimmermann revelou o que diz o texto sobre a causa do blecaute.

 

Disse que foi identificada uma falha no projeto da subestação da cidade de Itaberá, no interior de São Paulo.

 

Segundo ele, a subestação não foi dotada de equipamentos capazes de proteger a linha de transmissão contra raios de pequena intensidade.

 

Ouça-se o ministro: "Quando era uma descarga, um raio forte, a subestação protegia...”

 

“...Quando eram raios pequenininhos, esses que a gente acha que não [interferem], iam direto e ninguém via...”

 

“...Viu-se que a blindagem da subestação de Itaberá, apesar de estar dentro das normas, era diferente das outras: Tijuco Preto, Ivaiporã e Foz [do Iguaçu]".

 

A nova versão injeta na crônica do apagão uma novidade. Edison Lobão, o antecessor de Zimmermann, também atribuíra a encrenca a raios e ventanias. Porém...

 

Porém, Lobão dissera que os raios que derrubaram a subestação de Itaberá eram fortes. Foi ecoado na época por Dilma Rousseff, ainda na chefia da Casa Civil.

 

Essa primeira versão contrastava com relatórios divulgados pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

 

Nas pegadas do apagão, o Inpe informara: os raios de Itaberá, além de fracos, caíram longe da linha de transmissão e da subestação.

 

Para Zimmermann, ao atribuir o blecaute a raios mixurucas, o novo relatório acomoda um ponto final na controvérsia.

 

O ministro advoga a tese de que Furnas, responsável pela conservação do sistema que distribui a energia gerada em Itaipu, não deve ser punida pelo apagão.

 

Por quê? "Não é questão de erro. A manutenção da instalação estava em dia. O que havia era a necessidade de alteração das condições do projeto”.

 

É no mínimo curioso que uma subestação possa estar protegida contra raios fortes e, ao mesmo tempo, vulnerável a descargas elétricas de baixa intensidade.

 

Mais curioso ainda é que ninguém seja responsabilizado pela suposta “falha de projeto”.

 

Segundo Zimmermann, o documento do Cepel será submetido, em junho, à análise e aprovação do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico).

 

De antemão, o ministro avisa que vai defender que Furnas seja isentada de culpa. A prevalecer esse entendimento, o único culpado será São Pedro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h31

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Senado aprova Ficha Limpa com brechas que aliviam punições

 

- Folha: Congresso veta 'ficha suja' em eleição

 

- Estadão: Senado aprova Ficha Limpa, mas lei não deverá valer já

 

- JB: Brasil faz pressão contra as sanções

 

- Correio: Jogo de cena para eleitor e aposentado

 

- Valor: Festival de emendas dobra renúncia fiscal da MP 472

 

- Jornal do Commercio: Senado aprova 7,7% para aposentados

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h51

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Comunhão de bens!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 00h42

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Servidores do Judiciário ameaçam iniciar greve na 3ª

Divulgação

 

Um grupo de cerca de 300 servidores do Judiciário realizou manifestação defronte do prédio do STF nesta quarta (19). Ameaçam entrar em greve na próxima terça (25).

 

Pressionam pela aprovação, no Congresso, de projeto que eleva os salários da categoria em 56%. O governo fez as contas.

 

Estimou em R$ 4 bilhões anuais o custo do reajuste. Alega que não há dinheiro. No centro da queda-de-braço estão os ministros do STF e do TSE.

 

Dois deles, Carlos Ayres Britto e Ricardo Lewandowiski receberam representantes do sindicalismo judiciário.

 

Além de integrarem o STF, os dois ministros atuam no TSE. Ayres Britto acaba de transferir a presidência do tribunal a Lewandowiski.

 

A dupla está especialmente preocupada com os efeitos que uma greve pode ter sobre a rotina do TSE, às voltas com a organização das eleições de 2010.

 

A conversa com os sindicalistas não resultou em nenhum tipo de acordo. Informou-se apenas que o STF tenta estabelecer uma negociação com Executivo e Legislativo.

 

Formou-se uma comissão com representantes do Supremo e do Ministério do Planejamento. Mas, por ora, não há sinal de entendimento.

 

Os sindicatos decidiram veicular na televisão um vídeo no qual explicam as razões do “estado de greve”.

 

A peça é estrelada por Roberto Policarpo, coordenador-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do Ministério Público da União no DF. Pode ser assistida aqui.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h23

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Senado aprova aumento de 7,72% aos aposentados

André Coelho/Ag.Globo/UOL

 

Levada ao forno pela Câmara, a batata do reajuste dos aposentados terminou de ser assada no Senado, na noite desta quarta (19).

 

Foi enviada à sanção de Lula, ainda quente, com 7,72% de aumento e com o fim do fator previdenciário.

 

Nomeado relator do projeto, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, anunciara na véspera que reduziria a temperatura do fogo.

 

Manteria os 7,72%, mas daria um jeito de restituir o fator previdenciário, uma fórmula criada sob FHC para desestimular as aposentadorias precoces.

 

Premido pelos colegas e, sobretudo, pelas galerias, apinhadas de cabeças brancas, Jucá deu meia-volta.

 

Levou a voto o texto que viera da Câmara. Recomendou a aprovação. Passou em votação simbólica. E as galerias: “Aposentado unido jamais será vencido!”.

 

O aumento destina-se a corrigir as pensões e aposentadorias que superam o valor do salário mínimo. Coisa de 8 milhões de idosos.

 

Gente com direito a voto. Mais: com filhos e netos também aptos a se pronunciar nas urnas. Quem haveria de se opor? Nem o líder de Lula ousou fazê-lo.

 

Transferiu-se para o presidente o dissabor de exercer o direito constitucional ao veto. O fator previdenciário será restituído, adiantou Jucá.

 

E quanto aos erros que vieram dea Câmara? Foram rebarbados. E quanto ao reajuste de 7,72%? Bem, o presidente nunca disse, preto no branco, que vetaria.

 

Mas tudo leva a crer que vai manejar a caneta. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder do governo na Câmara, disse e reafirmou que, prevalecendo os 7,72%, o veto seria inevitável.

 

Na medida provisória que enviara ao Congresso, Lula propusera reajuste menor: 6,14%. Vaccarezza negociara 7%. Deu chabu.

 

A proximidade das urnas provocou no consórcio governista uma espécie de estouro de boiada. Não há líder nem presidente que consiga fechar a porteira.

 

Com a palavra, Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h03

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Senado aprova Ficha Limpa, que vai à sanção de Lula

Reunido em sessão extraordinária, o Senado aprovou no início da noite desta quarta (19) o projeto “ficha limpa”.

 

Estavam presentes em plenário 76 senadores. Sob vigilância pública, com as caixas de e-mail abarrotadas, nenhum deles ousou votar contra.

 

O projeto vai agora à sanção de Lula. O presidente já informou que vai convertê-lo em lei.

 

Fica a dúvida quanto ao início da vigência. Há quem diga que vale já para a eleição de 2010. Mas também há quem afirme que só vale para o próximo pleito.

 

Deve-se a dúvida a uma encrenca chamada “princípio da anualidade”: para vigorar numa eleição, regras novas têm de ser aprovadas pelo menos um ano antes.

 

Para tirar a prova dos nove, o líder tucano Arthur Virgílio (AM) protocolou no TSE uma consulta. Pergunta se o “ficha limpa” pode ou não vigorar imediatamente.

 

A proposta, como se recorda, nasceu das ruas. Chegou ao Congresso, em setembro de 2009, escorado em 1,6 milhão de assinaturas.

 

A versão inicial era draconiana. Foi, por assim dizer, suavizada na Câmara. No formato final, proíbe a candidatura de políticos condenados por crimes graves.

 

Ficam inelegíveis por oito anos os brasileiros condenados por crimes graves em julgamentos colegiados (tribunais de segunda instância).

 

As ruas pediam o bloqueio às candidaturas dos condenados por decisões monocráticas de juízes, já no primeiro grau.

 

Injetou-se proposta a previsão de recurso contra a condenação. Se obtiver a suspensão da sentença, o encrencado preserva o direito de ir às urnas.

 

Para evitar que a decisão seja empurrada com a barriga, o projeto prevê que eventuais recursos terão prioridade no julgamento.

 

A despeito das flexibilizações, o “ficha limpa” desce à crônica política brasileira como um peça de inédita higienização.

 

Relator da proposta no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO) estima que algo como 25% das candidaturas de 2010 subiram no telhado.

 

Alvo de inúmeros processos judiciais, Romero Juicá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, apressou-se em avisar:

 

O texto que acaba de ser aprovado “ainda precisará ser aperfeiçoado no futuro”. Por quê?

 

“É muito genérico”, diz Jucá. “Pode cometer injustiças e não pegar quem tem que pegar”.

 

Como se vê, as ruas terão de manter a mobilização. Por sorte, já não precisam sair de casa. Dispõem, hoje, da praça virtual da internet.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Delúbio é condenado a restituir R$ 164 mil ao Estado

  Alan Marques/Folha
Delúbio Soares foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Goiás a devolver ao erário do Estado R$ 164,6 mil.

 

A sentença é de 4 de maio. Mas só veio à luz nesta quarta (19). Delúbio foi enquadrado no crime de improbidade administrativa.

 

Professor de carreira do Estado, o companheiro recebeu salários sem dar as caras na sala de aula.

 

O dinheiro lhe pingava na conta em Goiás. E Delúbio prestava serviços ao PT, em São Paulo. Cuidava –ou descuidava— das arcas do partido.

 

Delúbio já havia sido condenado, em 2007, pelo juiz Ari Ferreira de Queiroz, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Goiânia.

 

Recorrera ao Tribunal de Justiça contra a sentença. O novo veredicto agravou o anterior.

 

O juiz Ari condenara Delúbio apenas à devolução do dinheiro. O tribunal acrescentou à pena um par de punições novas:

 

1. Delúbio perdeu os direitos políticos por oito anos.

 

2. De resto, não poderá celebrar contratos com o Estado por dez anos.

 

Fica boiando na atmosfera uma pergunta: expulso do PT nas pegadas do mensalão e privado do holerite de professor, como faz Delúbio para encher a geladeira?

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Na Espanha, Lula ministra lições à ‘poderosa’ Europa

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Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Comitê de Dilma veta exibição de vídeo de prefeitos

 

José Serra, Dilma Rousseff e Marina Silva foram à Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Fizeram exposições e responderam a perguntas.

 

Os organizadores da marcha pretendiam exibir um vídeo. Na peça, em formato de gibi, um resumo da saga “do pires na mão”. A fita não foi rodada.

 

Por quê? A assessoria de Dilma enxergou no enredo um quê de antigovernismo. E bateu o pé. Ou Dilma ou a fita. Os prefeitos ficaram com a primeira.

 

As repórteres Renata Lo Prete e Letícia Sander contam que, ao falar aos prefeitos, Serra cutucou, mais de uma vez: “Cadê o vídeo”. E nada.

 

Ao concluir sua exposição, Dilma foi abordada por repórteres. E o vídeo? Ela negou envolvimento no veto. Disse que desconhecia o assunto.

 

O famigerado vídeo pode ser assistido lá no alto. Expõe um flagelo comum a todos os governos, não apenas à gestão Lula.

 

Conta, passo a passo, a trilha que o prefeito tem de percorrer para obter verbas federais.

 

Recolhe as demandas dos munícipes. Procuram congressistas amigos no Congresso. Enfiam emendas no Orçamento da União.

 

Depois, viajam à Capital “uma, duas, três vezes, para obter a liberação das verbas. Na Caixa, entregam uma montanha de documentos.

 

Na versão do vídeo, a primeira parcela da emenda parlamentar é retida. Exige-se do prefeito que renuncie a ações judiciais em que questiona dívidas com a União.

 

Dívidas que, no dizer dos prefeitos, não existem. Quem se submete leva a primeira parcela da dívida. Inicia a obra.

 

Súbito, a burocracia federal segura a segunda parcela. O prefeito vê-se compelido a pagar à empreiteira com recursos das arcas municipais.

 

Em suas derradeiras cenas, o vídeo que a equipe de Dilma vetou mostra o prefeito indo à garra, algemado e empurrado para dentro de um camburão.

 

Segue-se um letreiro com os nomes das diversas operações da Polícia Federal que resultaram em acusações de corrupção contra prefeitos.

 

É pena que os prefeitos tenham aceitado a censura. O vídeo não exibido expõe um circuito que, entra governo, sai governo, é marcado pelo malfeito.

 

A visão exposta na peça é simplória. O prefeito, de fato, é submetido a um calvário burocrático. Mas o grosso da corrupção não nasce aí.

 

Começa na formação do caixa da campanha, cresce no relacionamento promíscuo do prefeito com o congressista...

 

...Viceja nas dobras de licitações manjadas de obras superfaturadas, prossegue no “quanto é que eu levo nisso” dos gabinetes da Esplanada...

 

...E termina no grande “racha” que tunga as verbas que o Estado vai buscar no bolso do contribuinte brasileiro.

 

Pena que os presidenciáveis não tenham desperdiçado um naco do tempo de suas exposições para dizer meia dúzia de palavras sobre a encrenca.

 

Ficou boiando no ar uma pergunta incômoda: por que diabos a turma de Dilma vetou o vídeo?

- Atualização feita às 17h32 desta quarta (19): O presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski, confirmou: a assessoria de Dilma vetou a exibição do vídeo.

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Escrito por Josias de Souza às 14h58

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‘Brasil pôs bola na área’. EUA deram bico na canela

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Escrito por Josias de Souza às 06h59

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Projeto da ‘ficha limpa’ deve ser votado nesta quarta

Sérgio Lima/Folha

 

Já aprovado na Câmara, o projeto que inibe as candidaturas de políticos condenados deve ser votado no Senado ainda nesta quarta (19).

 

A votação depende de resposta da direção da Casa a uma consulta –“questão de ordem”, no jargão parlamentar— formulada pelo líder tucano Arthur Virgílio (AM).

 

Virgílio propõe que o projeto da “ficha limpa” fure a fila de votações, passando à frente de MPs (medidas provisórias) e do pacote do pré-sal.

 

As MPs e os projetos que carregam o selo da urgência constitucional, como os do pré-sal, têm precedência sobre os demais. Eles “trancam a pauta”, como se diz.

 

Na Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) adotou procedimento que amolece o bloqueio.

 

Quando submetidos à necessidade de votar emendas à Constituição ou leis complementares, os deputados convocam sessões extraordinárias.

 

Escorado num acordo de líderes, Virgílio deseja que, para apressar a votação do “ficha limpa”, o Senado faça o mesmo. Daí a consulta à Mesa diretora.

 

No exercício da presidência, Marconi Perillo (PSDB-GO) ficou de responder a Virgílio na manhã desta quarta. Encomendou um parecer à assessoria jurídica do Senado.

 

Se a resposta for negativa, pode ser revertida pelos próprios senadores, numa votação em plenário.

 

Perillo disse que deseja votar o “ficha limpa”. Entre os líderes, não houve quem se animasse a fazer oposição explícita à iniciativa.

 

Na semana passada, o líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), dissera que o “ficha limpa”, projeto de iniciativa popular, era uma prioridade da sociedade, não do governo.

 

Nesta terça (18), Jucá deu meia volta. Com a caixa de e-mails atulhada de mensagens acerbas, disse que também deseja aprovar a matéria.

 

Se não houver alterações ao texto que veio da Câmara, a coisa vai à sanção de Lula. Restará, então, decidir se as novas regras são ou não aplicáveis ao pleito de 2010.

 

Para eliminar a dúvida, Virgílio protocolou no TSE uma consulta. Quer que o tribunal informe se o prontuário asseado vale para já ou só para a próxima eleição.

 

Se a vigência for imediata, políticos condenados em decisões colegiadas (tribunais de segunda instância) não poderão se candidatar.

 

A menos que obtenham sentença que suspenda a condenação, serão considerados inelegíveis por oito anos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h08

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Jucá muda texto e reajuste de aposentado pode cair

  Folha
Nomeado relator do projeto que concede reajuste de 7,72% aos aposentados, Romero Jucá concluiu na noite passada o esboço de seu relatório.

 

Líder de Lula no Senado, Jucá manteve o aumento. Mas modificou o texto aprovado pelos deputados em 4 de maio.

 

Espera-se que a votação ocorra nesta quarta (19). Se as mudanças sugeridas por Jucá prevalecerem no plenário do Senado, o projeto terá de voltar à Câmara.

 

Como se trata de uma medida provisória, a proposta tem prazo de validade. Expira em 1º de junho.

 

Significa dizer que, para que o reajuste não decaia, os deputados teriam de realizar nova votação ainda na semana que vem.

 

Jucá alterou uma tabela que viera da Câmara com erros de cálculo. Modificou também o trecho que mandava à sepultura o fator previdenciário.

 

A correção da tabela é um imperativo. Se mantida, levaria parte dos aposentados a receber aumentos inferiores a 7,72%.

 

Quanto ao fator previdenciário, Jucá age a pedido do governo, contrário à extinção do mecanismo. Foi criado sob FHC, para coibir as aposentadorias precoces.

 

Na sessão vespertina desta terça (18), Jucá foi ao microfone para avisar aos colegas que injetaria alterações no projeto.

 

Houve protestos instantâneos. Álvaro Dias (PSDB-PR) disse que a alteração da tabela é um ajuste de redação, não de mérito. Por isso, não precisaria retornar à Câmara.

 

Paulo Paim (PT-RS) chamou de “manobras” os ajustes de Jucá. Disse que, na prática, condenam o reajuste à extinção. Acha que a Câmara não vota antes de 1º de junho.

 

Ouvido pelo blog, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), disse não ter dúvidas de que a tabela que calcula os reajustes mês a mês precisa ser alterada.

 

Reconhece que saiu da Câmara com erros. Qualifica a mexida de “alteração de mérito”, não de redação. Os deputados terão de referendar.

 

Líder de Lula na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), diz que, se a medida provisória cair antes de ser votada novamente na Câmara, Lula editará outra.

 

Nesse caso, o presidente pode restabelecer o reajuste que propusera inicialmente: 6,14%. Admite-se, no máximo, a concessão de 7%, não de 7,72%.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h42

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: ONU ignora acordo e já debate sanções ao Irã

 

- Folha: Com nova Telebrás, teles temem perder R$ 20 bi

 

- Estadão: BC projeta crescimento de 9,85% no trimestre

 

- JB: Brasil se impõe à ONU

 

- Correio: Brasil desafia os EUA para defender o Irã

 

- Valor: Lucro das empresas cresce 57% no primeiro trimestre

 

- Estado de Minas: Juiz alega excesso de trabalho e solta presos em Minas

 

- Jornal do Commercio: Feirão oferece 26.353 imóveis

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h25

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Ba(lu)lão iraniano!

Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h36

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Apesar de Aécio, Dilma ‘empata’ com Serra em Minas

Folha

 

Num intervalo de cinco meses, a diferença entre José Serra e Dilma Rousseff caiu, em Minas Gerais, de 15 pontos para quatro pontos percentuais.

 

Pesquisa Vox Populi informa que, em janeiro, Serra prevalecia sobre Dilma no Estado por 43% a 28%. Hoje, o quadro é de empate técnico: 39% a 35%.

 

O índice de Serra escorrega para 38% quando incluídos na cédula os candidatos nanicos.

 

Divulgados na noite desta terça (18) pela TV Bandeirantes, os dados eletrificaram o alto comando da campanha de Serra.

 

Segundo maior colégio eleitoral do país, Minas é um Estado que o tucanato guindou à condição de estratégico.

 

Pelos planos da oposição, Serra terá de retirar das urnas de São Paulo e de Minas os votos que atenuarão a vantagem que Dilma terá sobre ele no Nordeste.

 

Mantida a tendência captada na nova pesquisa, a tática do comitê de Serra começa a fazer água.

 

Marina Silva (PV) aparece na mesma pesquisa com 10% das intenções de voto. Em janeiro, tinha 7%.

 

Os votos brancos e nulos foram contados em 7%. Os pesquisados que não souberam ou não quiseram responder somaram 9%.

 

Nos últimos dias, PSDB e DEM voltaram a acalentar o sonho de atrair o ex-governador mineiro Aécio Neves para a chapa de Serra.

 

Aécio está no exterior. Volta no fim da semana. Antes de embarcar, jurara que disputaria o Senado.

 

Nos últimos dias, lideranças tucanas e ‘demos’ passaram a inflar um balão. Dizem que, pelo telefone, Aécio teria emitido sinais de que aceitaria a vice.

 

A popularidade do ex-governador tucano oscilou para baixo. Mas Aécio continua ostentado índice alto. Em janeiro, 76%. Hoje, 72%.

 

A avaliação de Lula oscilou para o alto. Era de 73% há cinco meses. Agora é de 77%. E quanto à capacidade de transferência de voto da dupla.

 

A despeito da boa avaliação de Aécio, o candidato dele ao governo do Estado, o tucano Antonio Anastasia, perde em todos os cenários.

 

Contra Hélio Costa (PMDB), Anastasia é, por ora, nocauteado: 45% a 17%. Contra Fernando Pimentel (PT), a surra é menor: 35% a 21%.

 

Esses números consolidam Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações de Lula como principal opção de Lula em Minas.

 

PMDB e PT já decidiram que terão um palanque único no Estado. Pimentel tenta se manter em pé. Mas Lula e o petismo federal o empurram para a disputa ao Senado.

 

A Bandeirantes divulgou também dados relativos a outros três Estados e ao Distrito Federal. Vão abaixo:

 

1. Paraná: Serra está 12 pontos percentuais à frente de Dilma: 46% a 34%. Marina amealha 8%.

 

Na briga pelo governo estadual, Beto Richa (PSDB) lidera com 40%. Vêm a seguir Osmar Dias (PDT), com 33%; e Orlando Pessutti (PMDB), com 10%.

 

Às turras com o PT, Osmar, opção paranaense de palanque para Dilma, ameaça trocar a candidatura ao governo pela reeleição ao Senado. Pior: cogita apoiar Richa.

 

2. Rio Grande do Norte: Dilma abre 11 pontos sobre Serra: 45% a 34%. Marina aparece com 7%.

 

Na briga pelo governo, desponta como favorita a senadora Rosalba Ciarlini (DEM), com 50%.

 

Atrás dela, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT), 16% e o atual governador, Iberê Ferreira (PSB), com 15%.

 

3. Paraíba: Aqui, Dilma prevalece sobre Serra com dianteira de 26 pontos: 55% a 29%. Marina obtém irrisórios 3%.

 

Lidera a corrida pelo governo do Estado Zé Maranhão (PMDB), com 43%. Em segundo, Ricardo Coutinho (PSB), 35%. A seguir, Cícero Lucena (PSDB), 7%.

 

4. Distrito Federal: Dilma obtém vantagem de oito pontos sobre Serra: 42% a 34%. Marina aparece com 13%.

 

Quanto à briga pelo governo, o eleitor da Capital dá sinais de que não retirou do panetonegate as lições que o escândalo ministrou.

 

Mentor de Durval Barbosa, o delator de José Roberto Arruda, salta na frente o ex-governador Joaquim Roriz (PSC): 42%. Agnelo Queiroz (PT) belisca 32%.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h28

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TSE condena Lula a pagar a 3ª multa: mais R$ 5 mil

  Alan Marques/Folha
Já virou rotina. O TSE impôs a Lula, na noite desta terça (18), a terceira multa por propaganda ilegal: R$ 5 mil.

 

Somando-se às duas multas anteriores, a publicidade ilegal de Dilma já custou R$ 20 mil ao levantador de candidatura.

 

Injetando-se na conta as multas do PT (R$ 20 mil) e da própria Dilma (R$ 5 mil), chega-se a um espeto de R$ 45 mil.

 

Dinheiro de troco. Sobretudo se for considerada a relação custo-benefício.

 

Tomada pelo resultado das últimas pesquisas, Dilma converteu-se num empreendimento eleitoral competitivo.

 

Deve-se a nova condenação de Lula a uma reclamação do PSDB, DEM e PPS.

 

Acusaram o ‘Cabo Eleitoral da Silva’ de trombetear a ‘Lulodependente Rousseff’ em viagem oficial ao interior de Minas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h28

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ONU reúne conselho para discutir as ‘sanções’ ao Irã

  Elise Amendola/AP
Um dia depois do anúncio do acordo nuclear celebrado em Teerã por Irã, Brasil e Turquia, a ONU convocou reunião de emergência do seu Conselho de Segurança.

 

Vão à mesa o acordo e também uma resolução que impõe novas sanções ao Irã. Mais cedo, em depoimento ao Senado, Hillary Clinton pintara-se para o confronto.

 

A secretária de Estado norte-americana informara a um comitê do Senado dos EUA que já se havia firmado um entendimento quanto às sanções.

 

“Este anúncio é a resposta mais convincente aos esforços ocorridos em Teerã nos últimos dias que poderíamos dar, disse Hillary aos senadores.

 

“Existem questões que não foram respondidas sobre o anúncio feito em Teerã”.

 

Reconheceu “os esforços sinceros da Turquia e do Brasil para encontrar uma solução para a disputa iraniana com a comunidade internacional”.

 

Mais reiterou: “Estamos preparados para apelar à comunidade internacional por uma resolução com sanções mais fortes” ao Irã.

 

Já circula entre os membros do Conselho de Segurança um esboço da resolução mencionada por Hillary.

 

O documento tem dez folhas. Prevê punições a empresas iranianas, incluindo bancos.

 

Institui um regime internacional de inspeções em navios suspeitos de transportar cargas relacionadas aos programas nuclear e de mísseis do Irã.

 

Diz-se que o texto, redigido pelos EUA, já teria o apoio de Grã-Bretanha, França, Alemanha, China e Rússia.

 

Brasil e Turquia também integram o conselho. Mas são membros não-permanentes. Têm direito a voto, não a veto.

 

Ouvido, o chanceler brasileiro Celso Amorim disse que o Brasil e Turquia reagirão. De saída, Amorim e seu colega turco enviarão uma carta manuscrita à ONU.

 

O texto vai esmiuçar os termos do acordo firmado em Teerã. Dirá, em essência, que ele atende às exigências dos EUA e dos demais membros do conselho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h36

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Serra: ‘Logo a coisa vai mudar. E vamos desempatar’

Em visita a Fortaleza, José Serra concedeu entrevista à Rádio Verdes Mares AM. O vídeo acima contém um resumo. 

Pela primeira vez, o presidenciável tucano permitiu-se comentar os resultados das duas últimas pesquisas eleitoreais –Vox Populi e Sensus.

 

Ambas anotaram um empate técnico entre Serra e Dilma Rousseff. Com uma novidade: a candidata do PT aparece numericamente à frente do rival.

 

Primeiro, Serra recorreu ao clichê: pesquisa é uma “fotografia variável”. Depois, afirmou que a campanha ainda não começou de fato.

 

“Só vai começar mesmo”, disse ele, “depois da Copa do Mundo”. Por último, Serra despejou otimismo sobre o microfone.

 

Recordou: “Já estive à frente”. E arrematou: “Logo a coisa vai mudar. Vamos desempatar. A pesquisa mesmo é da do voto, na urna”. Disse que o nome de seu vice sai em junho.

 

Perguntou-se ao candidato se o Brasil melhorou sob Lula. E ele: “Melhorou, mas pode melhorar mais, se a gente souber trabalhar...”

 

“...Tem coisas que a gente não podem mais ficar pra trás, como é o caso da Saúde, da segurança, da educação, inclusive a educação profissional...

 

São coisas que ...”estão ficando pra trás no Brasil. A segurança é um problema grave, a saúde está cada vez mais insatisfatória para a população...”

 

“...E a educação faz, faz, faz... A qualidade não melhora no seu conjunto”.

 

Elogiou as duas principais adversárias, Marina Silva (PV) e Dilma Rousseff (PT). Mas fez, em relação à segunda, uma distinção.

 

Insinuou que Dilma, por inexperiente, governaria escorada em Lula caso fosse eleita. Em timbre provocativo, disse que o eleito terá de governar sem muletas.

 

“Ninguém vai governar por ele. E Lula não vai ser mais candidato”, disse.

 

Mencionou problemas que cuja resolução considera “crucial” para o país. Entre eles o fisiologismo.

 

“Não [tem que] ficar loteando, dividindo o governo entre partidos e deputados. Essa área é minha, essa área é sua...”

 

“...Tem que comandar, quem trabalha lá tem que obedecer ao governador, ao prefeito e ao presidente...”

 

“...Não pode ser uma coisa toda loteada, dividida, como se fosse propriedade privada. Isso tá muito errado”.

 

Achegou-se ao senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Um personagem que, na eleição presidencial de 2002, lhe fora infiel, apoiando a candidatura de Ciro Gomes.

 

Serra disse que Tasso, que governou o Ceará por três mandatos, é a liderança mais próxima a ele no Estado. Recobriu o neo-aliado de elogios.

 

“Não tem nenhuma obra grande, pronta, entregue no Ceará que não tenha a mão do Tasso, em algum momento. Ele é um homem, também, que sabe fazer acontecer”.

 

Em contraposição à fama de antinordestino que o persegue, Serra lembrou que, como ministro de FHC, destinou verbas ao Ceará. Citou obras e projetos.

 

Disse que, eleito, pretende dar continuidade a obras iniciadas sob Lula, seja qual for o governador eleito. Mencionou a Transnordestina e a transposição do São Francisco.

 

Repisou uma tecla que frequenta todas as suas entrevistas: o Bolsa Família. Disse, de novo, que vai manter, “ampliar e aperfeiçoar” o programa:

 

“Se você chegar pra uma família que vive do Bolsa Família e perguntar pro pai e pra mãe o que eles querem, sabe o que eles vão te dizer?...”

 

“...Quero o futuro dos meus filhos, quero que eles tenham oportunidade na vida. E pra isso você precisa ter um ensino bom até o fundamental...”

 

“...E dar ensino profissionalizante, que foi o que eu mais fiz no Estado de São Paulo”.

 

De olho no eleitorado fiel a Ciro Gomes (PSB), o presidenciável que Lula e o PT manobraram para retirar da disputa, Serra elogiou o desafeto.

 

“Não tenho nada contra Ciro Gomes, é uma pessoa honesta, trabalhadora. Ele só me constrange um pouco”.

 

Em verdade, Ciro o constrange muito. Chama-o de “o coiso”. Acusa-o de, em conluio com a mídia paulista, fazer política com “golpes baixos” sob a mesa.

 

Ex-tucano, Ciro sustenta que, na fase de elaboração do Plano Real, ainda na gestão Itamar Franco, Serra foi contra o plano.

 

Serra é autor de processos judiciais contra Ciro. Num deles, chegou a obter sentença que resultou no bloqueio dos vencimentos do arquiinimigo.   

São diferenças que, numa eleição, não convém recordar.

 

Na véspera, primeiro dia da incursão de Serra no Ceará, Tasso dissera que pelo menos 70% dos votos cearenses de Ciro devem migrar para Serra.

 

É coisa que as urnas vão dizer. Por ora, melhor não bulir no baú das controvérsias.

 

Resta saber o que dirá Ciro, sumido desde que o PSB passou a candidatura dele na lâmina.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h29

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Executiva do PMDB aprova Temer para vice de Dilma

Lula Marques/Folha

 

O PMDB subiu mais um degrau da escadaria que o conduz ao altar de Dilma Rousseff.

 

Por unanimidade, a Executiva nacional da legenda referendou a indicação de Michel Temer para vice da presidenciável do PT.

 

No ano passado, já se havia aprovado um acordo pré-nupcial. Agora, a decisão da Executiva. Só falta a convenção.

 

Está marcada para 12 de junho. Vai selar, por maioria de votos, o “casamento” do PMDB com o PT.

 

Além de Temer, o PMDB levará para a mega-coligação que se formou ao redor de Dilma o seu tempo de TV.

 

Há quatro anos, na sucessão de 2006, o pedaço do PMDB liderado por Temer cantava noutra freguesia. Era anti-Lula. Apoiava a candidatura de Geraldo Alckmin.

 

Recuando-se um pouco mais no calendário, chega-se a 2002. Nessa época, a turma de Temer era José Serra. De novo, contra Lula.

 

Nessa ocasião, a aliança era formal. O PMDB acomodara na vice de Serra a deputada Rita Camata (ES), hoje convertida e filiada ao tucanato.