Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Marina: ‘Quem for ao 2º turno comigo, eu converso’

Rodeada de previsões sombrias, Marina Silva olha para as pesquisas de opinião e não vê motivo para pessimismo.

 

Parece enxergar na inanição dos índices uma grande oportunidade para engordar o seu percentual de intenção de votos.

 

Pois bem, de passagem por Curitiba, a presidenciável do PV falou para uma platéia de estudantes. A certa altura...

 

Um aluno perguntou a Marina a quem ela dará apoio no segundo turno da eleição. E a candidata:

 

“Você sabe que às vezes eu fico me perguntando: será que as pessoas fazem essas perguntas pra Dilma e pro Serra...”

 

A platéia dividiu-se entre os risos e as palmas. E Marina prosseguiu: “Isso é o determinismo histórico. A gente olha pras coisas e parece que estão já dadas...”

 

...Lá no Acre, que saí pela primeira vez para o Senado, eu tinha 3%. [...] O senador Nabor Jr. tinha 65%. O senador Aloisio Bezerra, 40%...”

 

Contou que, na rua, enfrentava o deboche de algumas pessoas: “E aíííí, senadora, fala senadora...”

 

Marina disse que, agora, enfrenta a galhofa dos colegas de Senado. “Os nobres colegas fazem isso o tempo todo: Fala, presidente...”

 

“...Eu digo: cuidado que os anjos dizem amém a cada segundo. E os anjos dizem mesmo porque, no primeiro mandato [de senadora]...

 

“...Gastando o montante de recursos de R$ 32 mil, eu me elegi a senadora mais votada do Estado do Acre. E o que tinha 65% terminou em segundo lugar”.

 

Marina concluiu: “As coisas não são tão determinadas quando se trata da consciência, do desejo e da visão de um povo que se destina a mudar...”

 

“...Então, eu só discuto segundo turno no segundo turno. Quem não for pro segundo turno comigo, eu vou conversar com ele”. Ouviram-se aplausos.

 

Como o Brasil é mais complexo que o Acre, Marina talvez perca a eleição. Mas, pelo menos, não perde o senso de humor.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h33

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OAB dá por ‘encerrado’ o debate sobre Lei da Anistia

Autora da ação que levou o STF a manter os termos da Lei da Anistia, a OAB jogou a toalha.

 

O presidente da entidade, Ophir Cavalcanti, lamentou o veredicto do Supremo. Porém, disse que, depois da decisão, “o debate está encerrado”.

 

Ophir falou à Rádio Gaúcha. A entrevista pode ser ouvida aqui. Disse que descrê das chances de êxito de processos movidos contra torturados do regime militar.

 

“A partir da decisão do STF, que diz que a anistia se aplica a todos os tipos de crimes que foram cometidos durante a ditadura militar, é muito difícil que algum dos ministros dê processamento a uma ação individual...”

 

“...Pode até haver uma situação aqui ou acolá. Entretanto, vai ser muito difíicil prosperar, porque o STF [...] deu a última palavbra a respeito da constitucionalidade da lei”.

 

Ophir duvida também da possibilidade de o tema ser ressuscitado pela via legislativa. Um caminho que fora aventado pelo relator do processo no STF, ministro Eros Grau.

 

Autor do voto que prevaleceu no Supremo por 7 a 2, Eros Grau dissera que só o Congresso poderia alterar a Lei da Anistia, em vigor há 30 anos.

 

A despeito da observação do ministro, o presidente da OAB declarou: “Não me parece mais interessante para a segurança jurídica reviver esse tema...”

 

“...Embroa o ministro Eros Grau tenha dito em seu voto que o Parlamento pode revisar a Lei da Anistia e etc...”

 

“...A partir do julgamento do STF [...] é muito difícil que nós possamos ter ambiente e ter condições jurídicas para revisitar essa matéria”.

 

O presidente da OAB disse ter sido procurado, ainda durante a sessão do STF, por representantes do gruto Tortura Nunca Mais.

 

Informaram-lhe que irão recorrer a cortes internacionais. Ophir declara que essa possibilidade existe, já que o Brasil é signatário de tratados que reconhecem a tortura como crime comum.

 

A OAB vai apoiar uma eventual ação internacional? E Ophir: “Bem, isso será submetido ao Conselho Federal da OAB, que vai determinar qual o posicionamento que a Ordem vai adotar”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Oposição vai à Justiça contra discurso de Lula na TV

Miran

 

A oposição enxergou no último pronunciamento televisivo de Lula uma peça de campanha em favor da candidata oficial Dilma Rousseff.

 

Associados à candidatura oposicionista de José Serra, PSDB, DEM e PPS decidiram reagir. Acionaram as respectivas assessorias jurídicas.

 

Pretende-se protocolar no TSE mais uma representação contra Lula, acusando-o de usar a rede de rádio e TV oficial para fazer campanha ilegal.

 

Entre as frases pronunciadas por Lula, uma das que mais abespinharam a oposição foi a seguinte:

 

“Olhando para o calendário, meu período de governo está chegando ao fim. Mas algo me diz que este modelo de governo está apenas começando”.

 

Para o vice-líder tucano Alvaro Dias (PR), Lula não fez senão "utilizar da máquina pública para fazer o proselitismo eleitoral. A campanha foi explícita".

 

Presidente do PSDB e coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PE) viu na fala de Lula "mais uma etapa" na ofensiva pró-Dilma.

 

O presidente do PPS, Roberto Freire, avalia que a oposição deve requerer à Justiça espaço equivalente ao que Lula usou na TV, para rebater o discurso.

 

A oposição já protocolou no TSE uma dúzia de ações contra o presidente. Obteve êxito em duas. Numa, Lula foi multado em R$ 5 mil. Noutra, R$ 10 mil.

 

A nova representação talvez não prospere. O expectador mais atento notou que Lula, de fato, fez campanha dissimulada.

 

O problema é que a dissimulação foi muito bem feita. Não houve menção ao nome de Dilma. Lula tampouco pronunciou o vocábulo “eleição”.

 

A mensagem contunuísta foi, por assim dizer, embrulhada num pacote que os juízes do TSE bem podem considerar como mero balanço de governo. A ver.

 

- Em tempo: Ilustração via Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Estado ajuda a bancar o 1º de Maio eleitoral da CUT

Ironia: o 1º de Maio petista da CUT será festejado num palco alugado da gestão tucana de São Paulo.

 

Destino: parte da pajelança político-sindical será bancada com verbas extraídas de arcas estatais.

 

Leia-se, a propósito, nota veiculada na coluna de Mônica Bergamo, na Folha:

 

 

- Oficial: A CUT pagou R$ 17 mil de aluguel para fazer sua festa de 1º de Maio no Memorial da América Latina, que pertence ao governo de SP, com direito a ato com a presença do presidente Lula e dos pré-candidatos petistas Dilma Rousseff, Aloizio Mercadante e Marta Suplicy.

 

A central sindical, que pretende lançar no evento sua "plataforma para as eleições 2010", vai usar o complexo durante dois dias. Na lista de dez patrocinadores da festa, brilham as logomarcas do governo federal e de estatais como Petrobras, Caixa, BNDES, Infraero e Eletrobras.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h20

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Ante platéia ruralista, todos os gogós condenam MST

Escrito por Josias de Souza às 14h03

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PT-MG contraria Lula e mantém o projeto sem PMDB

  Branco di Fátima/Divulgação
Contra a vontade de Lula, o diretório do PT de Minas Gerais manteve inalterado o seu calendário.

 

Realiza neste domingo (2), a eleição prévia para escolher um candidato ao governo do Estado.

 

Estão no páreo: o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel; e o ex-ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias.

 

Imaginou-se que, escolhido o candidato, o petismo mineiro iria à mesa de negociações com o PMDB do ex-ministro Hélio Costa. Porém...

 

Porém, o partido de Lula tem outros planos. Planeja cozinhar o PMDB e Hélio Costa em banho-maria até o final de maio.

 

O PT-MG condiciona o entendimento à realização de um encontro estadual. Está marcado para os dias 21, 22 e 23 de maio.

 

Antes disso, nada feito. Mais: a depender da vontade do presidente do PT-MG, deputado Reginaldo Lopes, a legenda não vai apoiar Hélio Costa.

 

A estratégia do PT foi explicitada numa entrevista do deputado Reginaldo à Rádio Itatiaia (ouça aqui).

 

“O PT estabeleceu um calendário, estabeleceu um processo, ele precisa encerrar esse processo”, disse Reginaldo.

 

“A militância do PT foi preparada durante dois anos para ter um dos pré-candidatos ao governo do Estado, seja Fernando Pimentel ou Patrus Ananias”.

 

Cumprido o calendário, aí, sim, afirma Reginaldo, o PT mineiro espera iniciar “um amplo debate com o PMDB e com os partidos aliados”.

 

Para quê? Para “mostrar a importância de que o PT tenha um candidato no primeiro turno” das eleições para o governo do Estado.

 

Eis a lógica que guia as ações do dirigente petista: “Na eleição em Minas, como uma eleição em que nós estamos na oposição...”

 

“...É melhor que a gente tenha vários palanques, desde que isso seja combinado com os aliados, em especial com o PMDB...”

 

É melhor “...que a gente possa fazer uma eleição em Minas de dois turnos. Acho que seria mais natural do que uma aliança agora no primeiro turno”.

 

Lula, um pedaço do PT federal e a quase totalidade do PMDB raciocinam em linha oposta à de Reginaldo.

 

Ainda na primeira colocação das pesquisas mineiras, Hélio Costa reivindica o apoio do PT já no primeiro turno.

 

Hélio argumenta que, dividido, o consórcio governista arrisca-se a entregar a vitória ao candidato de Aécio Neves, o tucano Antonio Anastasia.

 

Pior: na visão do candidato pemedebê, o palanque duplo fragiliza a campanha presidencial de Dilma Rousseff no segundo maior colégio eleitoral do país.

 

Tomado por uma entrevista que concedeu há dez dias, Lula parece dar razão ao PMDB. Recorde-se, por oportuno, o que disse o presidente:

 

“As coisas em Minas Gerais tinham tudo para acontecer normalmente, sem nenhum trauma, sentar PT e PMDB e tentar conversar...”

 

“...Tínhamos e temos chance de ganhar na medida em que o Aécio não é candidato e ninguém pode conseguir transferir 100% dos votos...”

 

“...Tudo isso estava na minha conta. De repente, o PT resolve fazer uma guerra interna sem nenhuma necessidade...”

 

“[...] Acho que nossos companheiros, Patrus e Pimentel, vão ter que fazer um esforço incomensurável para fazer uma chapa lá...”

 

“...Sinceramente, não acho que a prévia resolva. [...] Se o PT precipitar suas decisões, vai ficando cada vez mais num beco sem saída”.

 

Reginaldo não se dá por achado. Afirma que “ninguém é dono da verdade”. Joga a decisão no colo dos filiados do PT mineiro:

 

“Se a plenária [do encontro estadual] decidir por palanque único, se decidir por palanque duplo, se definir que tem que ser um candidato do PT, é o que nós vamos acolher e encaminhar”.

 

Para desassossego de Lula e do PMDB, Reginaldo como que antecipa o resultado da assembléia partidária:

 

“Eu estou muito convicto de que a base do PT quer a candidatura do partido na cabeça de chapa”.

 

Reginaldo integra o grupo do ex-prefeito Pimentel, um dos coordenadores do comitê de campanha de Dilma. É de supor que estejam executando a mesma partitura.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h41

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Supremo confirma que anistia vale também para torturador

 

- Folha: Lei da Anistia fica como está, diz STF

 

- Estadão: Revisão da Lei de Anistia é rejeitada pelo Supremo

 

- JB: Do euro para o ouro

 

- Correio: Crime da 113 Sul: Investigação de araque

 

- Valor: Disputa entre fornecedores baixa custos de Belo Monte

 

- Jornal do Commercio: Ladrões de remédio na cadeia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h52

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Enquanto isso, num apartamento de Higienópolis...

Zé Da Silva

Via Diário Catarinense. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h48

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Governo já prepara decreto com regras da ‘transição’

Por ordem de Lula, começou a ser preparada a transição para o próximo governo, a ser inaugurado em 1º de janeiro de 2011.

 

As regras serão ficadas num decreto, já em fase de elaboração. Prevê-se que o texto ficará pronto até o fim de maio.

 

Em privado, Lula diz que deseja marcar o ocaso de sua gestão por uma passagem de comando “exemplar”.

 

Nessa matéria, Lula deseja superar o antecessor FHC, que se orgulha de ter promovido uma transição esmerada, sem sobressaltos.

 

Em ritmo de contagem regressiva, os ministérios foram orientados a indicar servidores para cuidar, em tempo itegral, da preparação do “tapete vermelho”.

 

Como primeira tarefa, essa equipe terá de levantar todos os compromissos do governo, legais ou contratuais, previstos para os primeiros meses de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h26

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Lula: ‘Gestão acaba, mas modelo está só começando’

Pronunciamento do Dia do Trabalhador teve tom eleitoral

Neste sábado, presidente leva Dilma  à festa das centrais

 

 

Lula aproveitou o tradicional pronunciamento do “Dia do Trabalhador” para fazer campanha eleitoral dissimulada.

 

Prestes a passar o bastão para o sucessor, o presidente usou na rede nacional de rádio e TV um timbre de despedida:

 

“Esta é a última vez que falo com vocês, como presidente, para comemorar o nosso dia, o Dia do Trabalhador”.

 

Fez ataques velados à oposição: “Nesses últimos anos, o povo aprendeu a confiar em si mesmo. Aprendeu a não dar ouvidos aos derrotistas e à turma do contra...”

 

“...Aos que diziam que o Brasil tinha de se contentar com um crescimento medíocre; aos que pregavam o conformismo diante da exclusão social e da injustiça”.

 

Festejou a conjuntura benfazeja: “O Brasil tem todas as condições de crescer a taxas robustas, na casa dos 5% ao ano [...]”.

 

Citou os três programas que compõem o mostruário da candidata oficial Dilma Rousseff: Bolsa Família, PAC e pré-sal.

 

Com jeito, fez uma enfática defesa da continuidade: “Daqui a oito meses, deixarei a presidência da República, cargo para o qual fui eleito duas vezes...”

 

“[...] Olhando para o calendário, meu período de governo está chegando ao fim.

Mas algo me diz que este modelo de governo está apenas começando.”

 

À sua maneira, Lula estimulou os patrícios que o brindam com a superpopularidade a prestar atenção nas urnas:

 

“Algo me diz, fortemente, em meu coração, que este modelo vai prosperar. Sabe por quê?...

 

“...Porque este modelo não me pertence: pertence a vocês, pertence ao povo brasileiro...”

 

“...Que saberá defendê-lo e aprofundá-lo, com trabalho honesto e decisões corretas”.

 

Neste sábado, dia em que se comemora o 1º de Maio, Lula vai como que sinalizar aquela que, na sua opinião, é a “decisão correta”.

 

Pela primeira vez em sete anos de mandato, Lula participará dos festejos organizados pelas centrais sindicais, em São Paulo.

 

Carregando Dilma a tiracolo, o presidente prestigiará os eventos da CUT e da Força Sindical.

 

Estima-se que a candidata e o cabo eleitoral verão e serão vistos por mais de 1 milhão de pessoas.

 

O rival tucano José Serra não foi convidado. Para não desperdiçar o sábado, o presidenciável da oposição decidiu voar para Santa Catarina.

 

Serra vai ao balneário de Camboriú. Terá um encontro com léderes de um outro ninho de votos: os evangélicos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h07

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STF rejeita ação da OAB e a Lei da Anistia é mantida

José Cruz/ABr

 

Em julgamento que consumiu dois dias, o plenário do STF considerou improcedente a ação em que a OAB pedia que fosse revista a Lei da Anistia.

 

A decisão foi tomada por maioria expressiva: 7 a 2. Votaram pela manutenção da lei: Eros Grau (relator), Cármen Lúcia, Gilmar Mendes...

 

...Ellen Gracie, Marco Aurélio, Celso de Mello e o presidente do Supremo, Cezar Peluso.

 

Votaram pelo deferimento parcial da ação da OAB: Carlos Ayres Britto e Ricardo Ricardo Lewandowski.

 

Em essência, a OAB pedia ao STF que reinterpretasse o artigo 1º da Lei da Anistia. Para quê? Para permitir a punição de torturadores.

 

Para a OAB, agentes do Estado, sob a ditadura, crimes comuns, não políticos. Coisas como homicídios, lesões corporais, desaparecimentos e estupros.

 

Esse tipo de delito, sustentou a entidade, não deveria ser recoberto pelo perdão coletivo embutido na anistia.

 

Pingou dos lábios de Ayres Britto o voto de teor mais ácido. Disse, por exemplo:

 

"Perdão coletivo é falta de memória e de vergonha. [...] O torturador é um monstro, um desnaturado, um tarado. Não se pode ter condescendência com um torturador”.

 

Para Ayres Brito, a Lei da Anistia não incluiu os “crimes hediondos”. Torturadores, segundo ele, poderiam ser alcançados pela lei.

 

Em voto lido na véspera, o relator Eros Grau esgrimira o argumento que terminou prevalecendo nesta quinta:

 

“Quem poderia revê-la [a Lei da Anistia] seria exclusivamente o Poder Legislativo”, dissera o ministro.

 

Todos os ministros incluíram em seus votos expressões de repúdio à tortura. A despeito disso, a maioria entendeu a revisão da lei é incabível.

 

Ouça-se, a propósito, a ministra Cármen Lúcia: “Não se pode negar que a anistia brasileira resultou de uma pressão social...”

 

“...Foi objeto de debate de diversas personalidades e entidades, dentre estas, o próprio Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB...”

 

“...Não vejo como reinterpretar uma lei, 31 anos depois”. Gilmar Mendes ecoou a colega:

 

 “Ainda como um jovem estudante de direito, lembro das discussões sobre o modelo de anistia. A OAB participou e foi construtora deste modelo”.

 

Para Marco Aurélio Mello, a anistia, que beneficiou os transgressores dos dois lados –do regime e de seus opositores, é “página virada”.

 

Celso de Mello levantou um ponto relevante. Disse que “a improcedência da ação [contra a Lei dea Anistia] não impõe nenhum óbice da verdade e da preservação da memória histórica".

 

Último a votar, o presidente do STF, Cezar Peluso declarou que, afora a impossibilidade jurídica, a revisão da lei não teria sentido prático.

 

Peluso recordou que todos os crimes beneficiados com a anistia já prescreveram. Ou seja, ainda que o Judiciário quisesse, não teria como puni-los.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h46

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TSE nega pedido do PT de ‘investigação’ contra Serra

  Divulgação
O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Aldir Passarinho, do TSE, mandou ao arquivo um pedido do PT para que fosse aberta investigação contra José Serra.

 

Patrocinada pelo diretório petista de São Bernardo (SP), a ação pedia que o presidenciável tucano fosse investigado por conta de outdoors exibidos na cidade.

 

As peças traziam mensagem sobre inauguração de um trecho do Rodoanel.

 

Ao lado do texto, fotos de Serra e do deputado estadual Orlando Morando (PSDB), contra quem o PT também solicitou investigação.

 

Ambiciosa, a ação do PT pedia a decretação da inelegibilidade de Serra e Morando.

 

Requeria também que, na eventualidade de prevalecerem nas urnas, Serra e o deputado tucano tivessem os diplomas cassados.

 

Mais: solicitava a remessa da ação ao Ministério Público Eleitoral, para a instauração de processo por improbidade administrativa.

 

O corregedor Passarinho podou as asas do petismo com um argumento singelo: diretório estadual não pode propor ação contra candidato a presidente.

 

Com o mesmo argumento, os ministros Henrique Neves e Joelson Dias, ambos do TSE, há haviam fulminado outras duas ações do PT.

 

Escoravam-se nos mesmos fatos. E pediam a imposição de multas a Serra e a Morando por propaganda eleitoral ilegal. Uma foi arquivada. Outra, extinta.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Serra dá parabéns a Lula por menção na revista Time

  Edson Lopes Jr./Folha
O presidenciável tucano José Serra pendurou no microblog uma trinca de notas sobre a inclusão de Lula na lista de líderes mais influentes do mundo, veiculada pela Time.

 

Em tom elogiativo, Serra anotou: “Parabéns ao presidente Lula, escolhido líder do ano pela revista americana Time. É bom para o Brasil”.

 

Depois, alertado por uma internauta acerca da falta de hierarquização da lista da Time, Serra corrigiu-se. Mas manteve o elogio:

 

“Tem razão [...], não é um ranking. O presidente Lula é um dos 25 líderes da revista Time. Bom do mesmo jeito para o Brasil”.

 

Numa terceira mensagem, Serra acrescentou: “Vi a notícia no UOL [...]. Há pouco, o próprio UOL corrigiu e deu a informação certa: o presidente Lula é um dos 25”.

 

Como se vê, Serra é capaz de tudo na sucessão de 2010, menos de confrontar-se com Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h17

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PP libera diretórios: farão coligações que quiserem

José Cruz/ABr

 

O PP, como se sabe, adiou para o final de maio, início de junho, a decisão sobre a posição que irá adotar na sucessão de Lula.

 

A despeito disso, o partido já liberou os seus diretórios estaduais para fechar, nos Estados, os acordos que lhe parecerem mais convenientes.

 

Deve-se a informação ao senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP federal. Ele concedeu entrevista à Rádio Gaúcha (ouça aqui).

 

Dornelles esclareceu que a Executiva nacional do PP, reunida na véspera, tomou tres decisões:

 

1. “Os diretórios estaduais estão totalmente livres para tomar a decisão que desejarem. Eles não têm nem mesmo que dar satisfação ao diretório nacional. Cada diretório estadual é livre para fazer a coligação que entender que deve fazer”.

 

2. “Todos os diretórios estaduais devem manifestar à Executiva nacional, até a terceira semana de maio, qual é a posição de cada um no âmbito federal”.

 

3. Deu-se “liberdade total para todos os diretórios, todas as lideranças, discutirem com quem quiser todos os assuntos políticos”. Mas, em relação à eleição presidencial, a decisão final “será tomada pela Executiva nacional”.

 

Perguntou-se a Dornelles se ele pretende compor a chapa do presidenciável tucano José Serra, na condição de candidato a vice.

 

O senador repetiu algo que já se converteu num mantra particular: “Não há política sem lenda, sem história, sem boato...”

 

“...E quando eles adquirem força própria, não adiante você confirmar nem desmentir. De modo que eu não comento esse assunto”.

 

Recordou-se a Dornelles que o PP do Rio Grande do Sul, fechado com o tucanato local, defende que ele se torne vice de Serra.

 

Mais: lembrou-se ao senador que também o PSDB gaúcho levou à direção nacional do partido a sugestão de que Dornelles seja convertido em vice.

 

Em sua resposta, Dornelles insinuou que a posição do PP gaúcho terá peso decisivo na decisão a ser tomada pela Executiva nacional:

 

“O PP do Rio grande do Sul é o diretório regional mais forte do partido. [...] O PP nacional não tomará nenhuma decisão com a qual não concorde o PP do Rio Grande do Sul”.

 

Dono de 1min36s de tempo de tevê, o PP oscila entre o apoio a Serra, a Dilma Rousseff ou a neutralidade.

 

Qual é a tendência?, perguntou-se a Dornelles. E ele: “A última avaliação, feita no início do ano, dava que a grande maioria do partido estava querendo apoiar Dilma”.

 

Insinuou que os ventos podem ter mudado: “Como disse, pedimos aos diretórios uma outra avaliação. Queremos conhecer o posicionamento de cada um”.

 

Recusou-se a discorrer sobre tendências: “Só posso falar de fato concreto”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h02

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Time aponta Lula como líder mais influente de 2010

 

Na definição de Nelson Rodrigues, “o Brasil é um elefante geográfico” à espera de “um rajá, um líder que o monte”.

 

A julgar pela última edição da revista Time, o Brasil encontrou o seu potentado há sete anos e cinco meses.

 

A revista americana guindou Lula à condição de líder mais influente do planeta em 2010.

 

O “rajá” brasileiro aparece no topo de uma lista de 100 personalidades. Uma relação que traz Barack Obama em quarto.

 

É a sétima vez que a Time edita esse tipo de lista, a primeira que traz um brasileiro no topo do rol dos 100.

 

A lista da Time divide-se em quatro categorias: líderes, heróis, artistas e pensadores.

 

Lula lidera o primeiro ranking, o principal, aquele que relaciona 25 líderes mundiais.

 

O ex-presidente Bill Clinton, dos EUA, encabeça a lista dos “heróis”. Foi ao topo graças ao trabalho realizado no Haiti pós-terremoto.

 

Na categoria dos artistas, foi ao topo a cantora Lady Gaga. A lista de pensadores traz, na 16ª posição outro brasileiro.

 

Quem? Jayme Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Paraná. Por quê? Pelo seu legado de sustentabilidade urbana.

 

Coube ao cinesasta Michael Moore redigir o perfil de Lula. Referiu-se ao presidente brasileiro assim:

 

“O verdadeiro filho da classe trabalhadora da América Latina”. Da gestão Lula, Moore realçou o “Fome Zero”.

 

É algo que, na prática, já nem existe. Converteu-se na unificação e ampliação das “bolsas” criadas sob FHC, com destaque para o programa Bolsa Família.

 

Pois bem, o cineasta vendeu o agora inexistente “Fome Zero” como espécie de passaporte do Brasil para o “primeiro mundo”.

 

Em seu texto, Mooro resumiu, em rápidas pinceladas a biografia de Lula. Fundador do PT. Preso por liderar greves. Eleito presidente após três derrotas...

 

...Forçado a deixar a escola para sustentar a família. Ex-engraxate. O dedo perdido em acidente na fábrica.

 

Moore realça um episódio: a morte da mulher e do feto que ela trazia no ventre. Tragédia ocorrida quando Lula tinha 25 anos.

 

Tudo porque Lula e sua mulher não tinham como pagar um plano de saúde decente. Dirigindo-se aos “bilionários”, o cineasta ironiza:

 

“Deixem os povos terem bons cuidados com a saúde, e eles causarão muito menos problemas para vocês”.

 

No último parágrafo de seu artigo, Moore anota que Lula quer para os brasileiros algo que, nos EUA, costumava ser chamado de “sonho americano”.

 

Em contraste, escreve Michel Moore, os americanos vivem numa sociedade que se torna rapidamente parecida com a do Brasil.

 

Retorne-se, por oportuno, a Nelson Rodrigues: “O brasileiro não está preparado para ser ‘o maior do mundo’ em coisa nenhuma...”

 

“...Ser o ‘maior do mundo’ em qualquer coisa, mesmo em cuspe à distância, implica uma grave, pesada e sufocante responsabilidade”.

 

“Narciso às avessas”, dizia o cronista, “o brasileiro cospe na própria imagem”. Por quê? “Não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”.

 

Aferrado às máximas rodrigueanas, Lula gosta de atacar a imprensa brasileira, vítima, segundo diz, de “complexo de vita-lata”, outra metáfora do velho cronista.

 

A revista Time terá sobre Lula um efeito instantâneo: a barriga do presidente vai se converter num segundo peito.

 

A superpolaridade em fim de mandato já conferia a Lula a aparência de mito. A oito meses da despedida, o título da Time desce ao bolo como deliciosa cereja.

 

Fundador do PSDB, o sociólogo Hélio Jaguaribe, ao reconhecer as peculiaridades de Lula, disse um só pode ser contraposto por outro mito.

 

Há duas semanas, FHC foi instado a comentar o raciocínio de Jaguaribe no contexto da sucessão presidencial de 2010.

 

Não contestou o mito. Apenas disse que ele não precisa ser necessariamente contraposto. Citou Pelé.

 

Disse que a existência do rei do futebol não impediu o surgimento do fenômeno Ronaldo, espécie de submito.

 

Talvez por isso, o presidenciável José Serra foge do confronto com Lula. Chama para a briga Dilma Rousseff, a preferida nada mitológica do mito.

 

Há dois dias, em palestra proferida no Rio, o marqueteiro Duda Mendonça anteviu que Serra perderá a vez em 2010.

 

Duda previu a vitória de Dilma. Menos pelos méritos da candidata e mais pelos empurrões do cabo eleitoral, que comparou a Padre Cícero.

 

A Time deu a Lula ares de um Cícero planetário. Para sorte de Serra, o resto do mundo não vota no Brasil.

 

Resta agora saber se o eleitor brasileiro cederá aos apelos do mito. De concreto, por ora, apenas uma evidência. Sem ser candidato, Lula dirige a própria sucessão.

 

- Atualização feita às 18h02 desta quinta (29): Embora tenha mencionado Lula no topo de uma lista, ao lado do numeral "1", a Time esclarece que sua relação não é um ranking. Em verdade, não há hierarquização entre os nomes, diz a publicação. Assim, Lula é "um dos" mais influentes, não "o" mais influente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 13h16

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A receita de Pimentel para Dilma: ‘Mais objetividade’

  Hoje em Dia/Folha
Membro da coordenação de campanha de Dilma Rousseff, o grão-petê Fernando Pimentel falou em público sobre um tema delicado.

 

Em entrevista à Rádio Gáucha, disponível aqui, Pimentel foi instado a comentar o esforço empreendido para vestir em Dilma o figurino de candidata.

 

Ao responder, o operador petista terminou por borrifar no ar os reparos que vêm sendo feitos a Dilma em privado:

 

“O que há é uma crescente adaptação da nossa candidata a esse papel que ela está cumprindo agora. Ela não é mais ministra do governo...”

 

“...Então, ela tem que, aos poucos, deixar de usar aquela linguagem mais técnica, mais analítica, mais elaborada que ela sempre usou...”

 

“...Na função de candidato, não pode ser assim. Ela tem que dar respostas mais objetivas, mais concisas, mais curtas...”

 

“...Sob pena de esgotar o tempo de uma entrevista e não conseguir passar o recado inteiro. Isso não era necessário no momento em que ela era ministra, mais técnica”.

 

 “...Ela está se adaptando a isso, acho que, crescentemente, está se saindo muito bem...”

 

“...Essa pré-campanha, entre outros objetivos, acaba cumprindo essa função de preparar o pré-candidato para a campanha efetiva, que começa em julho...”

 

“...Aí, sim, ela vai estar, para usar uma expressão popular, em ponto de bala para disputar e ganhar, se Deus quiser, as eleições de presidente da República”.

 

Na véspera, em palestra feita no Rio, o marqueteiro Duda Mendonça, fizera reparos à, digamos, reconstrução de Dilma:

 

"Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem que deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não...”

 

“...Pegá-la e fazer outra pessoa...Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia”.

 

Como se vê, é dura a vida de uma candidata noviça.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h16

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Chávez: ‘Quando deixar o poder? Não está previsto’

Ricardo Stuckert/PR

 

De passagem por Brasília, Hugo Chávez foi submetido a uma pergunta que não está habituado a ouvir na Venezuela.

 

Quando pretende passar a presidência a um sucessor? Eis a resposta de Chávez:

 

"Quando vou entregar a meu sucessor? Não está previsto. Não tenho sucessor neste momento à vista. Não está prevista sucessão no curto prazo na Venezuela...”

 

“...Não está prevista na Constituição. Por quê? Porque é a vontade do povo. Quando vou entregar? Não sei".

 

Ao lado do companheiro eterno, Lula, ministros e assessores sorriram. Chavez prosseguiu:

 

"Me chamam de ditador, de tirano, mas fizemos 11 eleições em 10 anos e estamos nos preparando para a 12ª em setembro..."

 

Comparou a Venezuela ao ex-colonizador: "A Espanha é governada por um rei vitalício e um primeiro-ministro que pode se reeleger quantas vezes o povo queira".

 

Pediu respeito: "Temos de respeitar o princípio da soberania popular e dos Estados e a particularidade de cada país".

 

Ao deixar o hotel em que estava hospedado, Chávez aproveitou a presença de repórteres para repisar seu apoio a Dilma Rousseff.

 

“Meu coração está aqui”, disse ele. Em seguida, pronunciou o nome de Dilma e lançou no ar um beijo.

 

Instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o tucano José Serra, Chávez saiu de banda. Alegou que deseja se imiscuir em “assuntos internos do Brasil”.

 

Antes de embarcar para Brasília, Chávez pendurara uma mensagem inaugural no twitter. Menciona o Brasil. E encerra com um enigmático “venceremos”:

 

"Ôpa, como estão? Apareci como disse: à meia-noite. Vou ao Brasil. E muito contente por trabalhar pela Venezuela. Venceremos!!"

 

Mais cedo, falando à TV estatal da Venezuela, Chávez avisara que aderiria ao microblog à meia-noite.

 

Recomendara atenção aos venezuelanos: “Ali é que eu me solto”. Imagine você o que vem por aí.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h11

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: PM ocupa sete favelas da Tijuca sem nenhum tiro

 

- Folha: BC aumenta juros após 19 meses

 

- Estadão: Planilha do caixa dois de Arruda cita 'Sarney'

 

- JB: A crise europeia: A vez da Espanha

 

- Correio: Viagra genérico está liberado a partir de junho

 

- Valor: Fundos populares já são superados pela poupança

 

- Jornal do Commercio: Timbu decide com o Leão

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h26

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Realinhamento!

Nani

Via Nani Humor. Pressionando aqui, você chega a declarações feitas por José Serra em Minas.

Quer criar dois ministérios. Além da pasta da segurança, outra para os deficientes físicos.

Fala em extinguir outras. Cita um par de secretarias criadas por Lula, com status de ministério: Portos e Assuntos Estratégicos.

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Escrito por Josias de Souza às 01h09

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Dilma e Serra medem força em Ribeirão nesta quinta

Folha

 

Nos últimos dias, as agendas de Dilma Rousseff e José Serra passaram a registrar curiosos pontos de intersecção.

 

Nesta quinta (29), a presidenciável petista e o rival tucano vão medir forças em Ribeirão Preto (SP).

 

Ambos vão desfilar suas pretensões eleitorais na Agrishow, uma feira internacional de tecnologia agrícola.

 

Os dois comitês tiveram o cuidado de programar as visitas em horários distintos: Dilma chega à feira às 9h. Serra, às 15h.

 

Registra-se no triângulo mineiro uma segunda coincidência. Nesta quarta (28), Serra esteve em Uberlândia. Recebeu a corte de Aécio Neves.

 

Na próxima segunda (3), Dilma visitará a vizinha Uberaba. A justaposição de agendas esconde propósitos inversos.

 

Serra busca nos municípios do interior de São Paulo e de Minas, pujantes economicamente, os votos que lhe faltarão nos fundões do país.

 

Bem-posta em regiões mais pobres –Norte e Nordeste— Dilma tenta evitar que seu rival descole excessivamente dela no Sudeste.

 

Os operadores de Dilma alteraram a lógica da campanha. Antes, privilegiava-se o atendimento de aliados políticos da candidata nos Estados.

 

Agora, para fugir às divergências regionais que opõem o PT a outras legendas governistas, dá-se preferência a compromissos temáticos.

 

Com isso, reduziu-se o número de viagens. A candidata ganhou tempo para se dedicar a sessões de treinamento de mídia, ministrado por espelistas.

 

Neste sábado (1º de maio), Dilma recordará os tempos de ministra. Vai à vitrine ao lado de Lula.

 

A candidata e seu cabo eleitoral prestigiarão os festejos do Dia do Trabalhador. Vão às festas da CUT e da Força Sindical, ambas hostis a Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h05

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No ES, Hartung apoia Casagrande e isola o tucanato

José Cruz/ABr
Nas pegadas do sacrifício da candidatura presidencial de Ciro Gomes, produziu-se no Espírito Santo uma reviravolta política.

 

Candidato ao governo estadual pelo PSB, a legenda de Ciro, o senador Renato Casagrande logrou reunir à sua volta o PMDB e o PT.

 

Foi para o espaço a candidatura de Ricardo Ferraço (PMDB), atual vice-governador do Estado. Foi “rebaixado” a candidato ao Senado.

 

O governador Paulo Hartung (PMDB), que patrocinava as pretensões de Ferraço, transferiu seu apoio para Casagrande.

 

Participa do arranjo também o prefeito de Vitória, João Coser (PT).

 

Antes, Coser indicaria o vice de Ferraço. Agora, vai apontar o segundo da chapa de Casagrande.

 

Com isso, fortaleceu-se o palanque capixaba da presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

Ferraço (33%) e Casagrande (28%) frequentavam as pesquisas de opinião na primeira e na segunda colocação.

 

Imagina-se que, apoiado por Hartung e Ferraço, agora candidato ao Senado, Casagrande irá às urnas com o semblante de favorito.

 

Como subproduto do arranjo governista, isolou-se o candidato do PSDB ao governo capixaba. Chama-se Luiz Paulo Vellozo Lucas.

 

Ex-prefeito de Vitória, Luiz Paulo é, hoje, deputado federal. Embrenhara-se na disputa para organizar o palanque de José Serra no Espírito Santo.

 

Emparedado pela tropa governista, não restou ao amigo de Serra senão tentar recolher as “sobras” do exército rival.

 

Encontra-se boiando na atmosfera política capixaba o governista PR. Tinha assegurado uma candidatura ao Senado na chapa de Ferraço.

 

Seria ocupada pelo senador Magno Malta, candidato à reeleição. O vendaval deixou-o momentaneamente desalojado.

 

A mexida na cena política do Espírito Santo fora iniciada no final de março. Hartung anunciara que permaneceria no governo até dezembro.

 

Com isso, desistiu de concorrer ao Senado. Nos subterrâneos, ofereceu a vaga de senador ao PSB. Casagrande refugou a oferta.

 

Lero vai, lero vem, Hartung amarrou um guizo no pescoço Ferraço, seu vice. Empurrou-o para o Senado. E fechou com Casagrande.

 

Ao retirar Ciro Gomes de cena, o PSB associou-se a Dilma e soldou o acordo.

 

Assim, prevaleceu no Espírito Santo o lema da raposa mineira Magalhães Pinto: política é como nuvem. Num dia, está de um jeito. Noutro...

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h24

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Após 19 meses, BC retoma o ‘ciclo’ de alta dos juros

 

Deu-se o esperado. Para conter a inflação, o Banco Central lançou mão do velho remédio: juros.

 

O Conselho de Política Monetária elevou a taxa Selic de 8,7% para 9,5% ao ano. Alta de

0,75 ponto percentual.

 

É coisa que não ocorria desde setembro de 2008. Todo mundo já sabia que o vento mudaria de direção.

 

Mas o grosso do mercado imaginava que a subida seria ligeiramente menor: 0,5 ponto.

 

Ouviu-se a chiadeira de sempre. Gritou a indústria. Ecoou o comércio. Ribombou o sindicalismo.

 

A despeito da contrariedade geral, o elevador monetário continuará subindo nos próximos meses.

 

Estima-se que os juros chegarão ao final do ano na casa dos 11,75%. O pano de fundo é a inflação.

 

Pelas projeções do BC, a carestia aponta para 5,2% no final do ano. Um índice acima da meta oficial de inflação: 4,5%.

 

Daí a água fria dos juros. Sob Henrique Meirelles, o BC tem sido implacável no cumprimento da meta.

 

Significa dizer que, quando chegar a eleição, o governo estará injetando juros na economia.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h04

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Jarbas adia decisão sobre candidatura pernambucana

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) adiou a entrevista coletiva que agendara para esta sexta (30).

 

Nesse dia, Jarbas iria informar, finalmente, se vai ou não disputar o governo de Pernambuco.

 

Decidiu manter o suspense até sexta (7) da semana que vem. Atribui a protelação a um pedido dos aliados políticos.

 

Assim, o presidenciável tucano José Serra continua, por ora, sem palanque em Pernambuco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h37

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Antes majoritariamente pró-Dilma, PP se diz dividido

Pesquisa interna realizada pelo PP indicava posição amplamente favorável à presidenciável Dilma Rousseff.

 

Dos 27 diretórios da legenda, 21 manifestaram-se favoráveis a uma composição com a candidata do PT. Os ventos mudaram.

 

O PP agora se diz dividido em três. Um pedaço continua querendo Dilma. Outro naco pende para o tucano José Serra. Uma terceira ala advoga a tese da neutralidade.

 

"O partido está bem dividido. Vamos resolver tudo isso até junho", afirma o vice-presidente do PP, deputado Ricardo Barros (PR).

 

Nesta quarta (28), o PP reuniu sua Executiva Nacional. Como previsto, decidiu não decidir. Empurrou a decisão para o final de maio.

 

Também nesta quarta, Aécio Neves, o grão-duque do tucanato mineiro, reconheceu, pela primeira vez, que vem mantendo conversas com Francisco Dornelles.

 

Primo de Aécio, o senador Dornelles (RJ) é presidente do PP. Os tucanos tentam convertê-lo em candidato a vice na chapa de Serra.

 

"Não temos pressa, nesse momento, para essa questão do vice", disse Aécio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h37

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Doleiro Funaro diz em CPI que Vaccari, do PT, mente

  Sérgio Lima/Folha
A CPI das ONGs ouviu, nesta quarta (28), Lúcio Bolonha Funaro. Vem a ser aquele doleiro que fizera acusações contra João Vaccari Neto, o tesoureiro do PT.

 

Para recordar: em depoimento à Procuradoria da República, Funaro acusara Vaccari de agenciar negócios em fundos de pensão de estatais.

 

De saída, o doleiro disse aos senadores que o tesoureiro petista mentiu em depoimento prestado no Senado, no mês passado.

 

Ouvido por senadores em março, Vaccari dissera que havia se reunido com seu detrator uma única vez: "Mentira dele”, disse o doleiro.

 

“Estive com o senhor Vaccari mais de uma vez. Algumas vezes. Não posso revelar o teor das reuniões...”

 

“...Mas com certeza não era sobre Bancoop porque nunca tive nada com construtora. Nem sobre o PT porque não tenho nenhuma relação com partidos políticos...”

 

“...Mas posso dizer que tratamos de operações financeiras".

 

Funaro injetou na conversa a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, porque foi na sede da entidade que diz ter encontrado Vaccari.

 

O hoje gestor das arcas petistas era, então, presidente da Bancoop. Funaro fora à presença dele levado pelo ex-deputado mensaleiro Valdemar Costa Neto (PR).

 

No depoimento que prestara à Procuradoria, Funaro dissera que, para abrir as trilhas que levavam aos fundos de pensão, Vaccari cobrava propinas.

 

Acrescentara que a verba espúria destinava-se a fornir o caixa dois do PT. Algo que Vaccari sempre negou.

 

O tesoureiro do PT esgrime um argumento que tem alguma solidez. Afirma que o Ministério Público, depois de ouvir Funaro, jamais o acionou judicialmente.

 

À CPI, Funaro alegou que não revelaria o teor de suas conversas com Vaccari por orientação de seus advogados.

 

Ouvido, o advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D'Urso, disse que seu cliente também comparecerá à CPI das ONGs, em 4 de maio.

 

Declarou que Vaccari está disposto inclusive a participar de acareação com Funaro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Duda Mendonça aponta ‘erro’ na campanha de Dilma

  Folha
Marqueteiro vitorioso do Lula-2002, Duda Mendonça avalia que há na condução da campanha de Dilma-2010.

 

Que erro? "Não adianta desvirtuar a Dilma. Tem que deixar a Dilma ser como ela é. As pessoas vão entender como ela é ou não...”

 

“...Pegá-la e fazer outra pessoa...Vai ficar numa vestimenta que não é confortável, vai ficar escorregando volta e meia".

 

Os comentários do bambambã do marketing político foram feitos em palestra. A despeito das ressalvas, o bambambã do marquetink vaticinou:

 

“Acho que Dilma ganha a eleição. O palco mais importante vai ser Minas". Atribui o favoritismo da candidata ao prestígio do cabo eleitoral:

 

"Se não fosse o Lula, seria a vez do Serra. Serra é um baita de um quadro, puta governador...”

 

“...Se não fosse o Lula, era a vez dele. Mas Lula é igual Padre Cícero ou está ali perto".

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h09

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Marina no CQC: de ‘depilação’ a ‘aborto’, com humor

O programa jornalístico-humorístico CQC, da TV Bandeirantes, inaugurou um quadro novo: “O Povo quer Saber”.

 

Marina Silva, a presidenciável do PV, foi a primeira a topar a “aventura”. Respondeu a peguntas formuladas na rua.

 

Normalmente sisuda, a candidata revelou-se dona de notável senso de humor. Manteve o rebolado.

 

Uma das questões brincou com as técnicas de depilação feminina: Gostaria de saber se a senhora é mais selva amazônica, floresta desmatada ou Serra Pelada.

 

E Marina, com um sorriso nos lábios: “Olha, eu acho que a gente tem que ser o meio ambiente por inteiro. Cuidar de todos os biomas, em todos os lugares”.

 

Qual o homem que você considera o mais sexy da política brasileira? “Você agora me botou num páreo duro”, iniciou Marina...

 

“...Existem alguns que até que são simpáticos. Eu acho o Ciro Gomes uma pessoa simpática”.

 

Ciro, convém recordar, tornou-se nesta terça (27) um ex-presidenciável à procura de de alguém para apoiar.

 

Seria capaz de dar uns amassos no Roberto Carlos? “Não seria. Tenho muito respeito pelo Roberto, mas eu já tenho o rei do meu coração”.

 

Nem só de galhofa foi feito o quadro do CQC. A evangélica Marina teve a oportunidade de expor suas idéias sobre um lote de temas-tabu.

 

Sobre o aborto, declarou-se “pessoalmente contra”. Mas defendeu a realização de um plebiscito.

 

Inquirida sobre as pesquisas com células-tronco, disse que é a favor. Desde que as células-tronco sejam adultas.

 

Convidaria Edir Macedo para algum ministério. “Eu sempre brinco: Cada um no seu quadrado...”

 

“...Nós estamos elegendo o presidente da República, não é um pastor, não é um padre. Não devemos confundir as coisas”.

 

O que faria se tivesse um filho gay? “Qualquer que seja o filho que eu tivesse ou que eu tenha, vou amá-lo, respeitá-lo e cuidar dele como filho”.

 

Um adolescente pespegou: Você acha que eu devo ter educação sexual na escola?

 

“A educação sexual na escola, quando é dada com cuidado e o devido preparo dos educadores, é fundamental”.

 

Numa das perguntas, a vaidade: Por que você não solta o cabelo e passa um batom? Até a [Luíza] Erundina já fez isso...

 

“Eu sou muto alérgica, é muito difícil qualquer tipo de maquiagem que possa me ajudar...” Marina buscou refúgio na música:

 

“Uma coisa que para mim é muito confortante é a música do Dorival Caymi. Ele me convenceu que eu já sou bonita com o que Deus me deu”.

 

A candidata, como se vê, passou no teste com louvor. Vai ser divertido assistir à inquirição de José Serra e Dilma Rousseff. Se é que vão aceitar o convite!

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h46

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Dilma e Temer ‘formalizam’ chapa em duas semanas

Nani

 

PMDB e PT decidiram dar um ar de fato consumado à sua parceria eleitoral. Unidos por acordo pré-nupcial firmado em 2009, as legendas vão antecipar o casamento.

 

O PT aclamou Dilma Rousseff como sua candidata em Congresso partidário realizado em fevereiro.

 

O PMDB agendou para 15 de maio o Congresso que indicará Michel Temer como candidato a vice-presidente da República.

 

Sem alarde, a “noiva” foi convidada a participar do evento do “nubente”. Com as bênçãos de Lula 'Governabilidade' da Silva e do PT, Dilma Rousseff aceitou.

 

Em termos práticos, vai-se antecipar em um mês uma boda que seria celebrada nas convenções partidárias de junho.

 

Deseja-se produzir um fato político que leve às manchetes a impressão de que o palanque do governo está mais bem alicerçado que o da oposição.

 

Com a adesão do PSB de Ciro Gomes, cuja candidatura foi incinerada, a coligação de Dilma está escorada em sete legendas: PT, PMDB, PDT, PR, PCdoB, PRB e PSB.

 

Esse consórcio partidário já assegura à candidata de Lula uma vitrine televisiva de 9min09s.

 

Amparado por três partidos –PSDB, DEM e PPS— o tucano José Serra conta, por ora, com escassos 5min37s de tempo de tevê.

 

Nos subterrâneos, o PT se mexe para tentar evitar que o senador Francisco Dornelles vire candidato a vice na chapa de Serra.

 

Primo do grão-tucano Aécio Neves e presidente do PP, Dornelles (RJ) administra o assédio do PSDB sem fechar a porta para o PT.

 

Nesta quarta (28), sob o comando de Dornelles, a Executiva do PP deve se reunir em Brasília. Será um encontro de cartas marcadas.

 

Está combinado que o PP vai adiar a decisão sobre o apito que irá tocar na sucessão de Lula.

 

O PP desfila na passarela eleitoral munido de um patrimônio de 1min20s de propaganda televisiva. Daí o duplo assédio.

 

Unindo-se à caravana petista, o PP eleva o tempo da propaganda eleitoral de Dilma para notáveis 10min29s.

 

O PSDB dá de barato que PTB e PSC vão entregar seus espaços na tevê para Serra. Se confirmado, a oposição iria a 6min57s. Com o PP, saltaria para 8min17s.

 

O PT executa dois movimentos. Num, tenta convencer Dornelles de que a adesão a Dilma é melhor negócio.

 

Noutro, conspira para arrancar do PP pelo menos a neutralidade. Nessa hipótese, o partido de Dornelles não fecharia com nenhum dos lados.

 

Solteiro, o PP liberaria os seus diretórios regionais para fechar, nos Estados, as composições que lhes pareçam mais convenientes.

 

Contra a manobra petista, o DEM, em tese o dono da vaga de vice de Serra, já se dispôs a abrir mão do posto em favor de Dornelles.

 

Aproveitando-se da situação, um pedaço da bancada de deputados do PP avança sobre o Orçamento da Viúva.

 

Ttentam arrancar verbas de emendas que, injetadas no Orçamento, foram represadas pelo governo.

 

O oportunismo da tribo pepê acomodou um criatório de pulgas sob as plumas do tucanto.

 

Os operadores de Serra ruminam o receio de que a turma do PP empurra a decisão com a barriga apenas para valorizar o passe.

 

- Ilustração via sítio Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h33

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Rebaixamento de Portugal e Grécia agrava crise européia

 

- Folha: Casal gay tem o direito de adotar criança, decide STJ

 

- Estadão: Universal é acusada de enviar ao exterior mais de R$ 400 milhões

 

- JB: Efeito dominó na Europa

 

- Correio: Governo enquadra cartões de crédito

 

- Valor: Efeito Grécia é limitado no Brasil e nos emergentes

 

- Jornal do Commercio: Conta de luz vai cair até 14,48%

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h27

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Degrau!

Nani

Via Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h47

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PT se nega a engolir aliança branca de Cid com Tasso

  Lula Marques/Folha
A demonstração de boa vontade do PSB para com o PT não eliminou o contencioso do partido de Lula com a família Gomes.

 

Depois do abate de Ciro Gomes, excluído a contragosto da disputa presidencial, o petismo leva o irmão dele, Cid Gomes, à alça de mira.

 

Governador do Ceará, Cid mantém com o grão-tucano Tasso Jereissati, velho amigo dos Gomes, uma aliança branca.

 

Para azeitar a reeleição do senador Tasso, Cid tramou acomodar em sua chapa apenas um candidato ao Senado.

 

Comprometeu-se com o deputado Eunício Oliveira, do PMDB. E torce o nariz para o deputado José Pimentel, candidato do PT.

 

O petismo federal decidiu endurecer o jogo. Não vai abrir mão da indicação de Pimentel, ex-ministro da Previdência, para o Senado.

 

Além de incomodar Tasso, a intransigência do PT deixa desassossegado o PMDB de Michel Temer, o futuro vice de Dilma Rousseff.

 

O grupo de Temer solidariza-se com Eunício, que receia a concorrência de Pimentel.

 

O eleitor cearense vai mandar para Brasília dois senadores. Empurrado pelos Gomes, Tasso vai à disputa com cara de favorito.

 

Sem Pimentel, Eunício tem mais chances de beliscar a segunda cadeira. Receia ficar de fora se o petista entrar no jogo.

 

A cúpula do PSB agendou para terça-feira (5) da semana que vem um encontro com a direção do PT.

 

Vao à mesa dois assuntos: o apoio do PSB à presidenciável Dilma Rousseff e os acertos que de palanques estaduais.

 

Depois de passar na lâmina a candidatura de Ciro, o PSB espera obter o apoio do PT para onze candidaturas a governos estaduais.

 

Uma delas é a de Cid Gomes, candidato à reeleição. Os acertos do irmão de Ciro com Tasso injetarão veneno na conversa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h39

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Disputa por vaga do Senado ameaça unidade tucana

O PSDB, como se sabe, é um partido de amigos integralmente composto de inimigos.

 

Dizia-se que a eleição de 2010 produzira um inédito estreitamento de inimizades.

 

Não é bem assim. A divisão voltou a se materializar em São Paulo, berço da legenda.

 

As divergências afloram numa disputa pela vaga de candidato ao Senado.

 

De um lado, Aloysio Nunes Ferreira, ex-chefe da Casa Civil do governo José Serra.

 

Do outro, o deputado José Aníbal, ex-líder tucano na Câmara.

 

Aloysio é apoiado pelo grupo de Serra. Aníbal integra a ala de Geraldo Alckmin.

 

O lufalufa imiscui-se no calendário da candidatura de Alckmin ao governo paulista.

 

O PSDB programara para esta quinta-feira (29) o lançamento de Alckmin.

 

Depois de expedidos os convites, o encontro teve de ser adiado. Por quê?

 

Pretendia-se anunciar toda a chapa majoritária –governador e dois senadores.

 

Nenhuma dúvida quanto ao candidato ao governo. Alckmin acertou-se com Serra.

 

Tudo certo quanto ao ocupante da primeira vaga do Senado: Orestes Quércia.

 

Presidente do PMDB-SP, Quércia vai às urnas como dissidente do PMDB federal.

 

O único o rififi que opõe Aloysio e Aníbal. O grupo de Serra advoga um acordo.

 

O acerto passaria pela desistência de Aníbal. O deputado, porém, estica a corda.

 

Aníbal foi buscar no estatuto do PSDB o remédio para o impasse: exige prévias.

 

O impasse será submetido ao diretório do PSDB-SP, presidido por Mendes Thame.

 

Enquanto não for desatado o nó, adia-se o lançamento da candidatura de Alckmin.

 

Tudo isso ocorre no coração do maior colégio eleitoral do país. Péssimo presságio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h46

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Aposentados: líderes vão a Lula saem falando em 7%

  João Wainer/Folha
Lula se reuniu, nesta terça, com um seus líderes –o da Câmara, Cândido Vaccarezza; e o do Senado, Romero Jucá.

 

Falaram sobre o reajuste dos aposentados que recebem pensões e aposentadorias acima de um salário mínimo.

 

Vaccarezza e Jucá saíram da reunião defendendo o aumento de 7%. Menos do que os congressistas queriam: 7,71%. Mais do que o governo propusera: 6,14%.

 

O tônico de 6,14% custaria à Viúva 6,7 bilhões anuais. Os 7% adcionam a conta mais R$ 1,1 bilhão.

 

Participaram da reunião três ministros: Guido Mantega (Fazenda), Alexandre Padilha (Coordenação Política) e Carlos Gabas (Previdência).

 

A encrenca deve ser votada na Câmara na sessão desta quarta (28). Se aprovada, vai ao Senado. E, dali, escalará a mesa de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h40

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Para fritar Ciro, Lula trocou frigideira por microondas

Marcello Casal/ABr

 

O processo de fritura de Ciro Gomes introduziu na cozinha do governo uma novidade. Trocou-se a frigideira pelo forno de microondas.

 

Durante oito meses, Ciro Gomes passeou pela cena política sem se dar conta de que estava bem passado.

 

Gerente do forno, Lula preparou a mesa munido de duas receitas. Numa, os ingredientes para arrancar Ciro do tabuleiro nacional, acomodando-o em São Paulo.

 

Noutra, o tempero que empurrou o PDT e o PCdoB, potenciais aliados de Ciro, para dentro da coligação de Dilma Rousseff.

 

Durante repasto servido na noite de 12 de agosto de 2009, no Palácio da Alvorada, Lula começou a preparar o assado.

 

Durou cerca de três horas e meia. Presentes, as cúpulas do PSB e do PT. No total, dez pessoas.

 

Além do anfitrião e dos dirigentes partidários, recostaram os cotovelos na mesa de jantar do Alvorada o próprio Ciro e Dilma Rousseff.

 

A conversa transcorreu ao redor de duas opções de prato: um peixe amazônico, tambaqui; e carne, filé mignon.

 

Ciro chegou por volta de 21h30. Imaginou que fora convidado para jantar. Ao final, perto de uma da madrugada, estava jantado.

 

Primeiro a falar, Lula disse aos comensais que, se o PSB decidisse fazer de Ciro seu candidato à presidência, respeitaria.

 

Depois, expôs a estratégia que considerava, já então, ideal: uma disputa “plebiscitária” entre Dilma e José Serra.

 

Levou à mesa a hipótese de Ciro concorrer ao governo de São Paulo. Uma alternativa que, disse ele, merecia ser “muito bem avaliada”.

 

Nas pegadas de Lula, falou o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB. Expôs um compromisso e uma inquietação.

 

O compromisso: a prioridade do PSB seria preservar o projeto conduzido por Lula, um empreendimento ao qual o partido se associara em 2003.

 

A inquietação: achava que a tática do plebiscito seria arriscada. Poderia levar a uma derrota de Dilma no primeiro turno.

 

Ciro ecoou Campos. Disse que sua presença na cédula garantia, no mínimo, o segundo turno. Concordou, porém, em analisar o projeto São Paulo.

 

No mês seguinte, setembro de 2009, Ciro transferiu seu título eleitoral do Ceará para São Paulo. Com esse gesto, pulou dentro microondas.

 

São Paulo converteu-se, na crônica da fritura, numa espécie de pousada de beira de estrada. Na portaria, Anthony Perkins disfarçado de aliado petista.

 

Em reuniões com operadores do PT, Lula deu ao seu partido uma licença para matar. Ordenou que a legenda arrumasse a cama de Ciro em São Paulo.

 

Em conversa com o grão-petê Antonio Palocci, Lula instou-o a abrir mão de uma sonhada candidatura ao governo de São Paulo.

 

Lula acomodou Palocci na coordenação da candiatura de Dilma. E o PT montou para Ciro uma supercoligação paulista.

 

À medida que crescia o cheiro de queimado, Ciro reforçava a cantilena presidencial.

 

Diante da resistência do pseudoaliado, Lula, autoconvertido em neo-Hitchcock, encaminhou Ciro para o chuveiro da hospedaria.

 

Em telefonemas e reuniões subterrâneas, escalou Eduardo Campos para o papel de Janet Leigh.

 

Ficou entendido que caberia ao presidente do PSB a atribuição de programar a descida da faca.

 

Para preencher o vácuo de São Paulo, Lula escolheu o senador petê Aloizio Mercadante. Tirou do caminho dele cinco pretendentes petistas.   

 

Programada para março, a degola de Ciro acabou sendo adiada para abril. Houve falhas de sincronismo.

 

Entre a montagem do cadafalso e a incineração, Ciro perambulou, sem cabeça, por uma semana. Gritou além do desejado.

 

No jantar da noite de 12 de agosto, Lula citara Marina Silva. A senadora trocava o PT pelo PV. Empinava uma candidatura que conspirava contra o plebiscito.

 

O petismo apelara a Lula para que interviesse. À mesa do Alvorada, o presidente evocara sua própria história.

 

Dissera que, tendo disputado a presidência quatro vezes, não se julgava no “direito de pedir a ninguém para não ser candidato”.

 

Ciro acreditou em Lula. Agora, diz que seu partido "errou". E considera-se traído pelo presidente. Bobagem. Lula não corrompeu as palavras ditas no jantar.

 

Não pediu a Ciro que desistisse. Assou-o sem lhe dirigir palavra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h24

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PSB retira a candidatura de Ciro da briga presidencial

Lula Marques/Folha

 

Como previsto, o PSB passou na lâmina a candidatura presidencial de Ciro Gomes. Deu-se numa reunião da Executiva da legenda.

 

A guilhotina prevaleceu por 20 votos a 7. Ao lado da porta da sala de reuniões, um cartaz injetou ironia na cena.

 

Grudado na parede no final do ano passado, o cartaz anota: “Reunião exclusiva aos membros da Comissão Executiva Nacional: Agora é Ciro”.

 

Ausente, Ciro não assistiu ao encontro em que o PSB deu o seu cavalo-de-pau. Montado há meses, o cadafalso ganhara forma na semana passada.

 

Pressentindo que o pescoço lhe fugia à cabeça, Ciro acionou a língua. Pôs-se a alvejar os que o haviam levado à alça de mira.

 

Disse que Lula “viaja na maionese”. Insinuou que a superpopulariade subirea à cabeça do presidente.

 

Declarou que, sentindo-se “todo-poderoso”, Lula não tem à sua volta ninguém habilitado para apontar-lhe os erros.

 

Afirmou que o tucano José Serra é mais preparado para o exercício da presidência do que Dilma Rousseff.

 

Retirado da disputa à revelia, Ciro planeja um mergulho. Vai tirar licença da Câmara. Coisa de 30 dias. Planeja uma viagem ao estrangeiro.

 

Considerando-se o último Datafolha, Serra é, hoje, o principal herdeiro do espólio de votos de Ciro. Vai beliscar 4% dos votos.

 

Dilma, ainda segundo o Datafolha, aproveita 2%. Marina Silva, outros 2%. A distância entre Serra e Dilma sobe de dez pontos percentuais para 12.

 

Lula e o PT evitam jogar lenha na fogueira que o palanfrório de Ciro acendeu. Tratam-no como um aliado a ser reconquistado.

 

Virada a página do projeto Ciro, o PSB vai à mesa de negociações. Cobrará do PT benevolência nos acertos estaduais.

 

De resto, o partido de Ciro vai ao colo de Dilma. Adensará a megacoligação partidária que dá suporte à candidatura da preferida de Lula.

 

Ao imolar Ciro, o PSB tonificou o plano de Lula de converter 2010 num plebiscito –a era Lula versus o período FHC.

 

Prevelaceu o “Fla-Flu” de que falava Ciro. O eleitor brasileiro foi privado de uma alternativa.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h22

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A oito meses do final, o governo faz plano para 2022

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

O ministro Samuel Pinheiro (Assuntos Estratégicos) veio à boca do palco para anunciar uma iniciativa ambiciosa. Chama-se Plano Brasil 2022.

 

A oito meses de acabar, o governo faz planos para os próximos 12 anos. Projeta os mandatos do sucessor e do sucessor do sucessor de Lula.

 

O plano fixa metas a serem cumpridas até 2022, ano em que o Brasil vai celebrar o bicentenário de sua Independência.

 

“Nosso objetivo é o de sermos um país desenvolvido”, disse, em timbre otimista, Samuel Pinheiro. “Isso não será alcançado em 2022”, admitiu.

 

Estimou que, naquele ano, a renda per capita do brasileiro será de US$ 12 mil. Mais do que os US$ 7 mil atuais.

 

Muito abaixo, porém, da renda per capita dos EUA, hoje ao redor dos US$ 46 mil.

 

Para que o futuro lhe sorria, prevê o plano do governo, o país terá de registrar taxas de crescimento econômico no intervalo de 6,5% a 7%.

 

No papel, o Brasil de 2022 será um país sem analfabetismo, livre da miséria absoluta e com morigerada disparidade social, de gênero e racial.

 

Prevê-se que algo como 60 milhões de brasileiros hoje pendurados no Bolsa Família estarão economicamente emancipados.

 

O Plano Brasil 2022 não está pronto. O ministro Samuel Pinheiro disse que vai entregá-lo a Lula em 30 de junho, a seis meses da despedida do presidente.

 

Samuel Pinheiro discorreu sobre se fosse uma novidade. Não é bem assim. A coisa começou a ser esboçada em maio de 2005.

 

Tinha outro nome naquela época: “Projeto Brasil 3 Tempos”. Um plano de metas para vigorar até 2022, exatamente nomo no “novo” plano.

 

Conduzia as pranchetas, então, o companheiro-estrategista Luiz Gushiken. Ele enviou um questionário a 50 mil brasileiros.

 

Coisa igualmente ambiciosa. Abordava 50 temas –da política cultural à nanotecnologia. O texto anotava:

 

"Com a sua participação, esses temas serão discutidos, formando o alicerce de um processo de gestão estratégica, que permitirá a construção de um futuro melhor".

 

Enquanto Gushiken, instalado no terceiro andar do Planalto, construía 2022, José Dirceu, no pavimento superior, conduzia operações que destruíam 2005.

 

Sobreveio o escândalo do mensalão. Lula foi ao noticiário em posição incômoda.

 

Chegara a Brasília, dois anos antes, com cara de caçador enviado à casa da Vovozinha. Em vez de salvar a Chapeuzinho, casara-se com o Lobo Mau.

 

O tempo passou. De chefão da Casa Civil, Dirceu converteu-se em “chefe da quadrilha” dos 40, denunciada pelo Ministério Público ao STF.

 

O próprio Gushiken, projetista do futuro, deixaria o governo na sequência. Hoje, faz companhia aos personagens acomodados pelo STF no banco de réus do mensalão.

 

A platéia viu-se compelida a lembrar o escritor austríaco Stefan Zweig.

 

Autor de "Brasil, País do Futuro", Zweig suicidou-se em fevereiro de 42, em Petrópolis (RJ). Não suportou o presente.

 

O “Projeto Brasil 3 Tempos” de Gushiken, elaborado ao custo de R$ 900 mil, foi como que sugado pela lama.

 

Antes de enviar o questionário a 50 mil brasileiros, Gushiken realizara uma pesquisa de opinião.

 

A sondagem fora coordenada pelo Instituto de Estudos Avançados da USP. Ouviram-se 104 pessoas.

 

Gente qualificada, com nível superior (100%), doutorado (41%), pós-doutorado (5%) e mestrado (12%).

 

Entre os pesquisados, 80% haviam considerado que, no futuro, o brasileiro exibiria um sentimento de "crescente intolerância à corrupção na vida pública".

 

Natural que, rendido ao cangaço parlamentar do mensalão, o governo não tivesse fôlego para levar adiante o “Projeto Brasil 3 Tempos” de Gushiken.

 

Agora, do alto de sua megapopularidade, Lula sente-se à vontade para ressuscitar o tema que saíra de fininho da pauta.

 

A corrupção remanesce. A “intolerância” dos brasileiros com o malfeito não há de ter arrefecido. Mas o governo considera-se apto a projetar o Brasil de 2022.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h06

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Deputados trocam socos e ‘ovadas’............na Ucrânia

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Escrito por Josias de Souza às 14h00

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Alencar foi vítima de tentativa de extorsão, diz jornal

  Marcello Casal/ABr
O ‘Jornal do Brasil’ levou à manchete, nesta terça (27), uma informação inusitada: o vice-presidente José Alencar foi vítima de uma tentativa de extorsão.

 

Segundo a notícia, a coisa se passou no último domingo (25). Alencar encontrava-se no Rio, num imóvel que mantém em Ipanema.

 

Sem empregados em casa, atendeu, ele próprio, a um telefonema. Do outro lado da linha, uma voz feminina, em timbre de desespero, chamou-o de “pai”.

 

Informou que fora sequestrada. Disse que se encontrava amarrada. E pediu a Alencar que atendesse às exigências de seus algozes.

 

Alencar imaginou tratar-se de uma de uma de suas filhas. Pôs-se a dialogar com uma voz masculina.

 

O suposto sequestrador exigiu que o vice-presidente providenciasse R$ 50 mil. Alencar informou que não dispunha daquela quantia em casa.

 

Em texto assinado por Hildegarde Angel, o jornal anota que Alencar regateou o valor do resgate, reduzindo-o para R$ 20 mil.

 

Manteve o criminoso numa linha. Noutra, tocou o telefone para um empresário amigo: Walter Moraes.

 

Encareceu que o ajudasse a obter os R$ 20 mil. E voltou à primeira ligação. Súbito, informa o jornal, o suposto sequentrador perguntou:

 

“Você trabalha com o quê?”. E Alencar: “Eu sou vice-presidente da República do Brasil”.

 

“Qual é seu nome?”, quis saber o interlocutor. “José Alencar Gomes da Silva”. O telefone emudeceu. O criminoso desligou.

 

Acionada, a segurança da Vice-Presidência tenta apurar a origem da ligação.

 

Suspeita-se que Alencar tenha sido alcançado pelo golpe do falso sequestro. Prática que se tornou comum nas grandes cidades do país.

 

Por vezes, as ligações ameaçadoras são disparadas de dentro de presídios, por meio de celulares.

 

Tomando-se como fiel o relato do ‘JB’, fica-se com a impressão de que, no Brasil, a criminalidade, por disseminada, não poupa mais ninguém.

 

Ousadia semelhante só havia sido registrada em dezembro de 2006.

 

De passagem pelo Rio, Ellen Gracie e Gilmar Mendes, à época presidente e vice-presidente do STF, tiveram o carro roubado.

 

Era noite. Ellen e Gilmar tinham pousado na Base Aérea do Galeão havia pouco. Percorriam a Linha Vermelha, a caminho do hotel.

 

A comitiva que os conduzia foi bloqueada. Os assaltantes levaram dois carros. Entre eles o que transportava as duas autoridades máximas do Supremo.

 

Depois do Judiciário, o Executivo. Falta mais o quê?

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h11

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Presidente do PSB 'conjuga' o Ciro-2010 no passado

Lula Marques/Folha

 

"Nós entendíamos, lá atrás, que era melhor ter duas candidaturas dentro do campo governista. Exercitamos esse debate...”

 

“...Acho que foi muito importante porque, não só permitiu o crescimento do partido, como também conteve o crescimento da oposição".

 

As frases acima, foram pronunciadas pelo governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos.

 

Falou nesta segunda (26), em Recife. Referia-se à pseudocandidatura presidencial de Ciro Gomes. Conjugou os verbos no passado.

 

Nesta terça (27), Eduardo Campos estará em Brasília. Vai comandar a reunião da Executiva nacional do PSB.

 

Na mesa, um único tema: Ciro Gomes, o correligionário que, há semanas, vê o pretérito passando do seu lado.

 

Dá-se de barato que as pretensões presidenciais de Ciro serão passadas na lâmina. Porém...

 

Porém, a despeito de buscar a imagem de Ciro no retrovisor, Eduardo Campos esquivou-se de baixar a guilhotina nessa entrevista da véspera.

 

"Existem Estados onde temos candidatos viáveis a governador, que precisam de tempo de televisão e de apoio político para consolidar suas vitórias. Isso tem feito o partido discutir".

 

Ao mesmo tempo, na iminência de ter de descer do muro, o governador soou como se estivesse rendido à lógica plebiscitária urdida por Lula:

 

"Agora, o que existe, de fato, é uma polarização em curso da eleição nacional". Ou seja, só haveria espaço para José Serra e Dilma Rousseff -o "Fla-Flu" de que se queixa Ciro.

 

Não receia que, empurrado para fora do tabuleiro, Ciro, já de língua solta, se torne um aliado definitivamente tóxico?

 

Eduardo Campos manuseia panos quentes: "Ele é uma pessoa que, além de companheiro, fez amigos dentro do PSB”.

 

E, de novo, encena, em gesto protocolar, o retardamento da descida da lâmina. Referiu-se à encrenca como se a resolução ainda comportasse dúvida:

 

“Se [Ciro] for candidato, não tem como ficar meia pedra, meio tijolo com a candidatura dele, tem que ir todo mundo com ele...”

 

“...Se Ciro não sair candidato, o partido vai seguir a decisão partidária que vamos discutir e amadurecer com toda tranquilidade".

 

A decisão partidária, que o presidente do PSB teve a delicadeza de não explicitar, é o apoio à candidatura governista de Dilma Rousseff.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h43

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As manchetes desta terça

 

- Globo: PM começará pelo Borel ocupações na Zona Norte

 

- Folha: Violência no Guarujá faz EUA alertarem turistas

 

- Estadão: Incra poderia assentar 50 mil famílias, e ainda desapropria

 

- JB: Alencar é vítima de extorsão

 

- Correio: Receita do ministro: sexo cinco vezes por semana

 

- Valor: STJ conclui texto do novo código de processo civil

 

- Estado de Minas: Hipertensão avança e ministro receita sexo

 

- Jornal do Commercio: Babá fica livre

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h19

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Jogando PM...DB no ventilador!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 01h49

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Dilma reduz viagens para privilegiar ‘treino de mídia’

  Ricardo Stuckert/PR
Sem alarde, o quartel general de Dilma Rousseff alterou os planos de campanha da candidata de Lula.

 

Decidiu-se reduzir, nas próximas semanas, o ritmo das viagens. O tempo livre será usado para aumentar o número de sessões de treinamento da candidata.

 

Dá-se a essas sessões um nome expresso em língua inglesa: “Media training”.

 

Consiste em treinar a candidata para extrair de seus contatos com jornalistas o máximo proveito, reduzindo o risco de gafes.

 

O treino inclui entrevistas simuladas, além da análise pormenorizada das manifestações da candidata.

 

Comum nas grandes empresas, o treinamento é conduzido, no caso de Dilma, pelo marqueteiro João Santana e por especialistas contratados por ele.

 

A candidata do PT já vinha sendo submetida ao "adestramento" midiático. Decidiu-se, porém, intensificar o aprendizado.

 

Avalia-se internamente que, a despeito da evolução da candidata, seu desempenho está, ainda, longe do ideal.

 

Essa avaliação, como já noticiado pelo repórter Valdo Cruz, é compartilhada por Lula. Daí a ideia de submeter Dilma a um “intensivão”.

 

Os especialistas que assessoram Dilma analisam junto com a candidata as entrevistas que ela concede às emissoras de rádio e TV.

 

Depois, ensinam técnicas para “limpar” o discurso. Persegue-se a frase curta, clara, livre de cacoetes. Busca-se o raciocínio redondo, com começo meio e fim.

 

Parte-se do pressuposto de que Dilma, habituada a conduzir reuniões técnicas, tem de ajustar o discurso do grau médio de compreensão do eleitor leigo.

 

Dilma continuará concedendo entrevistas em profusão. Nesta segunda (26), falou à Rádio Brasil Sul, de Londrina (PR).

 

Realçou programas da gestão Lula. A certa altura, disse que não é “uma política tradicional”. Porém...

 

Porém, “o fato de eu ter participado nos últimos cinco anos e meio da coordenação de todos os programas de governo [...] acho que me credencia" (ouça trechos).

 

 

Um dos integrantes do comitê de Dilma disse ao blog que não há crise na campanha oficial nem ansiedade com o desempenho da candidata.

 

Ao contrário. Considera-se natural que Dilma, neófita em campanhas políticas, atravesse uma fase de “aprendizado”.

 

Afirmou que as principais entrevistas de Dilma são acompanhadas por grupos de eleitores, em pesquisas qualitativas.

 

Os resultados revelariam boa aceitação do discurso. De resto, disse o operador da campanha petista, o rival José Serra também vem cometendo os seus equívocos.

 

Mencionou as frases do candidato tucano sobre o Mercosul. Deixaram no ar, segundo ele, a impressão de que Serra, se eleito, acabaria com o mercado comum.

 

Citou também a comparação, a seu ver “esdrúxula”, da união entre Lula e Dilma com a malfadada parceria entre Paulo Maluf e Celso Pitta.

 

Imagina-se que, até junho, Dilma estará “afiada”, pronta para o debate direto com o rival Serra. A conferir.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h29

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Serra: ‘Vou tornar a Zona Franca de Manaus perene’

  Folha
Visto no Amazonas como “inimigo” da Zona Franca de Manaus, o tucano paulista José Serra recorreu a uma promessa para tentar seduzir o eleitorado amazonense.

 

Mais do que “fortalecer” a zona de livre comércio, Serra disse que, eleito, vai torná-la permanente. “Mais que compromisso, é uma decisão", disse.

 

Serra falou, na noite desta segunda (27), ao programa televisivo “Momento da Amazônia”, transmitido para os Estados do Norte do país (AM, AC, AP, RO e RR).

 

A Zona Franca foi criada em 1967, ainda no regime militar. Cresceu à custa de incentivos fiscais. Hoje, conta com mais de 400 indústrias.

 

O estímulo fiscal foi idealizado como temporário. Mas foi sendo sistematicamente prorrogado.

 

Para desassossego da indústria paulista, que sempre se queixou de concorrência desigual.

 

A Constituição de 88 pré-datou os incentivos da Zona Franca. Estabeleceu que seriam extintos dali a 25 anos. Em 2013, portanto. Porém...

 

Porém, em 2003, primeiro ano da gestão Lula, o Congresso aprovou emenda constitucional que deu sobrevida ao tônico fiscal até 2023.

 

Corre no Senado projeto que estica o prazo em mais dez anos, até 2033. O autor é o líder tucano, Arthur Virgílio.

 

Na entrevista, Serra declarou-se a favor da emenda Virgílio. Mas como que decidido a afastar a pecha que lhe custa votos, acrescentou:

 

“No governo, vou querer ir mais longe, tornando a Zona Franca perene".

 

O “compromisso” do candidato encontra explicação nas urnas de 2002 ee de 2006.

 

Em 2002, ano em que disputou o Planalto pela primeira vez, Serra obteve escassos 30% dos votos dos amazonenses. Lula prevaleceu com 69%

 

Em 2006, o então presidenciável tucano Geraldo Alckmin, paulista como Serra, foi, de novo, surrado por Lula no Amazonas.

 

Agora, às voltas com uma disputa que se prenuncia como apertada, Serra tenta atenuar a desvantagem.

 

Daí a promessa de tornar permanente o que nasceu sob o signo da temporariedade.

 

- Serviço: pressionando aqui, você chega à página que traz os vídeos da entrevista de Serra.

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Escrito por Josias de Souza às 22h04

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Contra hipertensão, ministro aconselha dança e sexo

- Antes de pôr os conselhos em prática, leia os detalhes aqui. E siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h38

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Justiça uruguaia vai recuperar ‘memória’ da ditadura

  Efe
Num instante em que o Brasil perde-se num debate ideológico sobre a memória da ditadura, o Uruguai mostra serviço.

 

A Suprema Corte de Justiça uruguaia anunciou nesta segunda (26) um projeto de inestimável valor historiográfico.

 

Decidiu recuperar e preservar os arquivos dos mais de 9 mil processos movidos pela Justiça no período ditatorial (1973-1985).

 

O projeto é financiado pela União Européia. Coisa de 114,4 mil euros. Pretende-se localizar, registrar, digitalizar e abrir os processos à consulta pública.

 

Hoje, o papelório está disperso e em precário estado de conservação –indisponível para o manuseio do público.

 

O projeto de preservação da “memória” do Uruguai foi anunciado pelo presidente da Suprema Corte, Jorge Chediak.

 

Ele explicou que, afora o aspecto historiográfico, a abertura dos papéis da ditadura facilitará a busca de provas para eventuais processos motivados pela repressão militar.

 

Disse que “não há dúvida de que é preciso conhecer o passado para evitar que determinadas coisas se repitam”.

 

O magistrado acha que o olhar do Uruguai deve estar predominantemente voltado para o futuro. Mas acredita que passado e futuro “não são excludentes”.

 

Considerando-se o lero-lero que envenena o debate no Brasil, a providência uruguaia mostra que a ideologia é o caminho mais longo entre um plano e sua realização.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h14

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TSE indefere ‘representação’ do PT contra José Serra

  Divulgação
O ministro auxiliar Henrique Neves mandou ao arquivo representação do diretório petista de São Bernardo contra o presidenciável José Serra.

 

O petismo da cidade onde Lula reside acusou Serra de fazer propaganda eleitoral ilegal na inauguração de um pedaço do Rodoanel.

 

O partido do presidente pedia que Serra fosse multado em R$ 25 mil. A publicidade ilegal foi feita, segundo o PT, por meio de outdoors.

 

As peças foram expostas em várias localidades de São Bernardo. Continham fotos de Serra, à época governador, e do deputado estadual tucano Orlando Morando Jr.

 

Ao lado das fotos, os dizeres: “Seu presente chegou! RODOANEL – O nosso trabalho você vê!”.

 

Henrique Neves justificiou o indeferimento do pedido com dois argumentos:

 

1. Ações que tenham como alvo candidatos à presidência da República só podem ser movidas pelo PT federal, não por diretórios municipais.

 

2. Não há nos autos provas de que Serra esteja por trás dos outdoors que o deputado tucano mandou espalhar por São Bernardo.

 

Assim, o placar da gingaca de representações que PSDB e PT travam na Justiça Eleitoral permanece dois a zero em favor dos tucanos.

 

Por ora, só Lula foi multado. Numa ação, R$ 10 mil. Noutra, R$ 5 mil.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h13

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Para guru de Dilma, presença dela na web incomoda

Marcelo Branco, o guru internético de Dilma ‘Bengell’ Rousseff pendurou no twitter uma mensagem curiosa:

 

Anotou: "O Golias piscou: presença da @dilmabr na internet está incomodando muito a oposição e seus porta-vozes. Isso nos anima muito!!"

 

A animação de Branco comprova: entre o certo e o errado há sempre espaço para mais erros. Não resta senão esperar pelo próximo equívoco.

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Escrito por Josias de Souza às 16h11

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Lula, FHC e o ‘belo monte’ de polêmica que os separa

Lula aproveitou o programa radiofônico ‘Café com o Presidente’ para pegar em lanças pela usina hidrelétrica de Belo Monte.

 

Valendo-se de uma cifra que muitos duvidam que fique em pé, disse que a energia fornecida pela usina será de R$ 78 por megawatt-hora.

 

E comparou: a mesma energia, se produzida por fonte eólica, sairia por R$ 150 o megawatt-hora. Numa usina a gás, R$ 200 o megawatt-hora.

 

Na semana passada, Lula dissera que, se necessário, o governo fará Belo Monte sozinho. Jogo de cena, considerando-se que sua presidência acaba em 8 meses.

 

Nesta segunda (26), o presidente afirmou que, deixar de aproveitar o potencial hídrico do país seria um “movimento insano”.

 

Sem citar o presidenciável tucano José Serra, que frequenta o noticiário do lado dos críticos de Belo Monte, Lula arrastou FHC para a polêmica.

 

"Tem aqueles que esperam que haja sempre uma desgraça no país para eles poderem encontrar um culpado...”

 

“...Nós temos aí uma indústria do apagão, pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão...”

 

Só “...para poder justificar o apagão de 2001. O apagão de 2001 foi incompetência e nós não vamos ter atos de incompetência".

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h35

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A contragosto, PT-MG já admite o apoio a Hélio Costa

Tomado pelas últimas declarações de seu dirigente, o PT de Minas Gerais está muito próximo de protagonizar uma metamorfose.

 

O deputado federal Reginaldo Lopes, presidente do PT-MG, sempre dispensou à tese do apoio petista a Helio Costa (PMDB) um tratamento de barata seca.

 

Ele pisava distraído nos apelos vindos de Brasília. Depois, empurrava a encrenca com o bico do sapato.

 

Pois bem, Reginaldo começa a admitir, ainda que a contragosto, a hipótese de o PT se abster da disputa para apoiar Hélio.

 

Diz coisas assim: "Se for para fazer aliança em que o PT não tenha a cabeça de chapa, tem que ser submetida ao encontro de delegados...”

 

“...Não ter candidato próprio seria um grande erro. É melhor para nós palanque duplo, mas vou respeitar se congresso do partido definir por um palanque único".

 

O PT mantém na agenda a prévia que macara para 2 de maio.

 

Na semana passada, Lula dissera que, esticando demais a corda, o PT caminharia para “o beco sem saída” em Minas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h45

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Lula chama Dilma e pede ajuste no tom usado na TV

José Cruz/ABr

 

Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva chamou Dilma ‘Lulodependente’ Rousseff para uma conversa.

 

O presidente queixou-se à protegida. Acha que Dilma vem exibindo nas entrevistas de TV um discurso demasiado técnico.

 

Pediu à candidata que seja mais “direta e simples”. Aconselhou o uso de frases curtas. Encareceu que não deixe no ar raciocínios inconclusos.

 

Deve-se a revelação ao repórter Valdo Cruz. Em notícia levada às páginas da Folha, ele conta que o encontro ocorreu na última sexta (23).

 

Foi motivado por um relato que Lula recebera sobre o desempenho de Dilma numa entrevista que ela concedera à TV Bandeirantes. O presidente não viu. Porém...

 

Porém, foi informado de que demonstrara nervosismo, alongara-se nas respostas e deixara raciocínios por concluir.

 

Para evitar que as deficiências se perpetuem, Lula recomendou a Dilma que reserve mais tempo em sua agenda para o treinamento de entrevistas.

 

Acha que, toleráveis nesta fase de pré-campanha, os erros que atribui à candidata não podem se repetir mais adiante, sobretudo nos debates televisivos.

 

De resto, Lula considera que, na quadra atual, as entrevistas a emissoras de rádio e TV surtem mais efeito do que as viagens de Dilma aos Estados. Daí a preocupação.

 

Valdo Cruz conta que Lula não está só em suas apreensões. O presidente é ecoado por aliados de Dilma. Gente envolvida na campanha.

 

Avalia-se que, na largada da disputa sucessória, o rival tucano José Serra, mais calejado em campanhas, tem se saído melhor que Dilma.

 

Concluiu-se que a candidata pressiona excessivamente a tecla da comparação Lula-FHC. Deseja-se que Dilma passe a discorrer também sobre o futuro.

 

O alto comando da campanha coleciona dados para municiar Dilma. Informações que lhe permitam destrinchar nas entrevistas ideias ligadas a áreas estratégicas.

 

Por exemplo: políticas públicas para mulheres, crianças e jovens.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h03

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Governo planeja soltar 20% dos presos do país

 

- Folha: Receita mira investidor que ganhou com ações

 

- Estadão: Metade dos empregados já tem registro na carteira

 

- JB: O jornal do Brasil

 

- Correio: Como a MPB driblou a censura

 

- Valor: Ranking mostra empresas que pagam mais

 

- Estado de Minas: Canetada paga 13º a políticos de 200 cidades de Minas

 

- Jornal do Commercio: O Leão arrebenta

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h10

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Viajando na maionese!

Ique

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Escrito por Josias de Souza às 01h41

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PT tenta atrair Paulo Skaf para a vice de Mercadante

  Antônio Cruz/ABr
Aloizio Mercadante vive em âmbito estadual um drama semelhante ao de Dilma Rousseff na esfera federal.

 

Ambos tentam arrastar para dentro de suas coligações o PSB. O nó de Dilma está na bica de ser desatado. O de Mercadante, nem tanto.

 

Na arena presidencial, o PSB deve cair no colo de Dilma depois de retirar da disputa, nesta terça (27), o quase-ex-presidenciável Ciro Gomes.

 

O acerto paulista depende de outra variável. Chama-se Paulo Skaf. Presidente da Fiesp, o capitalista Skaf foi “abraçou” o socialismo em setembro de 2009.

 

Naquele mês, filiou-se ao PSB. Seu propósito é o de concorrer ao governo de São Paulo. Para demovê-lo, o petismo oferece a vaga de vice de Mercadante.

 

O PT se dispõe a acomodar na chapa também o vereador Gabriel Chalita, candidato ao Senado pelo PSB.

 

A negociação é guiada pelo pragmatismo, não pela coerência. Skaf pegou em lanças pela extinção da CPMF, no final de 2007.

 

Na guerra que levou à cova o imposto do cheque, Skaf descera ao front nas fileiras oposicionistas, ao lado de PSDB e DEM. Lula e o PT o desancavam.

 

Quanto a Chalita, trata-se de um ex-tucano. Ele também sentou praça no PSB em setembro do ano passado.

 

Vem a ser um fraternal amigo de Geraldo Alckmin, o principal rival de Mercadante na eleição de 2010.

 

Mais: Sob as asas do tucano Alckmin, Chalita servira ao governo de São Paulo na função de secretário de Educação.

 

Pior: O principal tópico da plataforma de Mercadante é justamente a educação, uma área que o candidato petê acusa o tucanato de ter tratar com desmazelo.

 

Não é só: Para alojar Chalita na chapa de Mercadante, o PT teria de jogar ao mar o vereador-pagodeiro Netinho de Paula, do protoaliado PCdoB.

 

Guardadas as proporções, Skaf ostenta, em privado, discurso análogo ao de Ciro Gomes. Diz que é candidato à cabeça de chapa, não à vice.

 

Chalita, ao contrário, não vê a hora de dividir o palanque com Mercadante e Marta Suplicy, a petista que ocupará a primeira vaga da chapa ao Senado.

 

O PT federal levará o caso de São Paulo para Brasília. Tentará convencer a direção nacional do PSB que a aliança com Mercadante é o melhor caminho.

 

A “Operação PSB” conta com o respaldo de Lula. As idéias do presidente sobre a refraga de São Paulo foram expostas em entrevista.

 

Lula disse que, historicamente, o PT dispõe de 30% dos votos do eleitorado do Estado. E precisa provar-se capaz de obter os 20% que o separam da vitória.

 

Sugeriu que a legenda deveria fazer em São Paulo uma composição semelhante à que ele fez ao atrair o empresário José Alencar para sua vice, em 2002.

 

O blog ouviu Mercadante sobre a fórmula Lula. O candidato disse que concorda com o presidente. Mas ponderou:

 

“Não sei se, politicamente, teremos condições de encontrar um perfil como o do Zé Alencar. Seria muito bom se encontrássemos”.

 

Mercadante disse que sua candidatura foi “viabilizada tardiamente”. Identifica possibilidades de “ampliação da aliança” que lhe dará suporte.

 

Por isso, optou-se por “não fechar a chapa, deixando em aberto a vice e a segunda vaga ao Senado”.

 

Refere-se ao pecêdobê Netinho como “um grande candidato”. Porém, pondera: “O PSB é um dos partidos que ainda podem vir para aliança”.

 

Sem que lhe fosse perguntado, Mercadante referiu-se a Chalita. “Ele pode vir para a chapa, estamos dependendo da decisão do PSB sobre a candiatura própria”.

 

Questionado sobre a hipótese de Skaf ser guindado à posição de vice, Mercadante mediu as palavras:

 

“Não posso me manifestar sobre isso. Ele ele pleiteia a candidatura, quero respeitar. Não seria correto comentar”.

 

O repórter insiste: “O Skaff tem o perfil do vice que o PT procura? E Mercadante: “Vamos aguardar. Estamos buscando o perfil mais adequado...”

 

“...O Zé Alencar cumpriu um papel extraordinário na eleição do Lula. Depois, ficou comprovado que fizemos opção acertada. Ele é, hoje, um consenso...”

 

“...Se conseguíssemos caminhar com um vice que represente esses valores que o Alencar expressa seria positivo...”

 

“...Mas ainda não tenho como apresentar um nome. Definida a pré-candidatura, temos até junho para para oficializar a chapa na convenção. Vamos trabalhar”.

 

Mercadante realçou, de resto, que, no limite, a eventual manutenção da candidatura de Skaf pode ser útil. Por quê?

 

“Pode ajudar a viabilizar o segundo turno. Em 2006, faltou pouco para que isso ocorresse. E o segundo turno é outra eleição. Eu e o Alckmin, com o mesmo tempo de TV”.

 

Preto no branco, é o mesmo argumento que Ciro Gomes esgrime na cena nacional. Argumenta que, excluindo-o do jogo, Lula arrisca-se a promover o triunfo de José Serra. Já no primeiro turno.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h46

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PT contraria Lula e nega apoio a Crivella para Senado

  Ag.Senado
Em diálogos reservados que mantém com o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) desde o ano passado, Lula assegurou que o PT o apoiaria na eleição de 2010.

 

Munido do compromisso presidencial, Crivella, que vai às urnas como candidato à reeleição, esperava ocupar a segunda vaga de senador da coligação oficial no Rio.

 

Completariam a chama Sérgio Cabral (PMDB), recandidato ao governo; e Lindberg Farias (PT), o indicado do PT para a outra vaga de senador.

 

Em acerto subterrâneo, o PT assumiu compromisso diverso. Acertou com Cabral que a segunda vaga de senador será de Jorge Picciani (PMDB), não de Crivella.

 

Amigo de Cabral, Picciani é, hoje, presidente da Assembléia Legislativa do Rio. Pleiteia o Senado empurrado pelo governador.

 

Membro do partido do vice-presidente José Alencar, Crivella tem atrás de si a Igreja Universal e o balaio de votos de seus fiéis. O PT deu de ombros.

 

O acordo do PT com Cabral prevê também que a presidenciável Dilma Rousseff não pisará ao palanque de Anthony Garotinho (PR), que tenta voltar ao governo.

 

Com esse gesto, o PT afasta de Dilma a má biografia de Garotinho. E, com ela, a máquina de votos que o ex-governador maneja no interior do Rio.

 

Ficou entendido que, para o bem e para o mal, o aliado preferencial do PT e de Dilma Rousseff no Rio é Sérgio Cabral.

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Escrito por Josias de Souza às 22h26

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No Rio, Dilma diz que seu palanque será o de Cabral

Divulgação

 

Um dia depois de ter estrelado, em São Paulo, o lançamento das candidaturas de Aloizio Mercadante (governo) e Marta Suplicy (Senado), Dilma Rousseff foi ao Rio.

 

Tomou café da manhã num hotel de Ipanema com artistas reunidos pelo músico Wagner Tiso.

 

Depois, foi à quadra da escola de samba Portela. Ali, participou de um encontro estadual do PT.

 

Serviu para oficializar a candidatura de Lindberg Farias, ex-prefeito de Nova Iguaçu, ao Senado.

 

Candidato à reeleição, o governador Sérgio Cabral (PMDB) prestigiou a pajelança petista. Dilma brindou-o com uma declaração de fidelidade:

 

"O palanque do Sérgio Cabral é o único palanque do PT aqui no Rio”. E quanto ao neoaliado Antony Garotinho (PR)?

 

“No que se refere a outros palanques cabe à coordenação da pré-campanha e todos os partidos da base aliada decidir as condições e se haverá ou não outros palanques".

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h40

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Sítio de Dilma trata logro como mero ‘mal-entendido’

Depois de apresentar foto da atriz Norma Bengell como se fosse Dilma Rousseff, o sítio oficial da presidenciável do PT levou à web uma “nota de esclarecimento”.

 

A autoria da explicação é atribuída à Pepper Interativa, empresa contratatada pelo PT para assessorar a candidata em suas incursões na internet.

 

O blog de Dilma “lamenta profundamente a interpretação equivocada da foto que traz a atriz Norma Bengell participando de uma passeata contra a ditadura”.

 

Anota que “jamais houve a intenção de confundir” a imagem da atriz “com a de Dilma, o que seria estapafúrdio, ainda mais se tratando de uma figura pública”.

 

Buscou-se apenas, diz a nota, “ressaltar um momento da vida do país do qual Dilma participou ativamente”.

 

O texto encerra com um simulacro de pedido de desculpas:

 

“Lamentamos eventuais mal-entendidos que possam ter ocorrido e tomaremos providências para evitá-los”.

 

Conforme já noticiado aqui, a foto da atriz aparece no centro de outras duas imagens: uma mostra Dilma em criança. Outra exibe a candidata com face atual.

 

Ao lado das três fotos, a expressão “Minha Vida” e um link que conduz à biografia de Dilma. Ou seja, a intenção é clara como água de bica.

 

Se a “Dilma” do centro é Bengell, que dizer das outras duas? Quem será a menininha que aparece à esquerda? Qual é a verdadeira identidade da senhora da direita?

 

Em meio a tantas dúvidas, o eleitor potencial de Dilma Rousseff ainda acaba votando em Norma Bengell.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h05

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Surge no Rio, enfim, notícia que ‘sorri’ para os pobres

Alan E. Cober

 

Sob o título “Cidade de Deus, nunca mais”, o repórter Elio Gaspari abre sua coluna domingueira com uma notícia alvissareira.

 

O texto, disponível aqui, trata de um plano do prefeito carioca Eduardo Paes (PMDB).

 

No papel, a coisa tem cara de troca de mentalidade. Se virar realidade, vai mudar o destino de 13.500 brasileiros pobres.

 

Eis o que anota Gaspari:

 

 

“O prefeito Eduardo Paes anunciou a construção de 170 prédios com 3.400 apartamentos de 42,6 metros quadrados no bairro de Triagem.

 

Neles serão instaladas cerca de 13.500 pessoas que vivem em favelas da cidade. Há muito tempo não saía do Rio de Janeiro uma notícia tão boa.

 

A área fica a 15 minutos do Centro, próxima às linhas de trem, e Paes promete um projeto urbanístico que integre os prédios ao bairro, livrando-os da maldição dos conjuntos habitacionais.

 

Se fizer isso abrindo um concurso público, o Rio poderá ganhar mais um marco arquitetônico.

A transferência desses cariocas para um bairro vivo, com comércio, serviços e transportes próximos, desdenha a demofobia que há um século se esconde na discussão do futuro das favelas.

 

Não se trata de tirar cidadãos de um lugar, mas de saber para onde eles irão. Afinal, a maioria dos moradores da Avenida Vieira Souto aceitariam ser removidos para a Park Avenue, em Nova York.

O economista Sérgio Besserman, presidente do IBGE durante o tucanato, deu uma entrevista ao repórter Oscar Cabral defendendo as remoções de favelas e exemplificou suas virtudes:

 

'A lagoa Rodrigo de Freitas, cartão-postal da Zona Sul carioca, é um caso emblemático dos aspectos positivos que podem se seguir a uma remoção. Quando a favela foi retirada dali, em 1970, os imóveis da região, cujos valores vinham sendo depreciados, inverteram a curva e passaram a se valorizar.'

Certo, mas faltou dizer onde terminou a curva dos moradores da favela da Praia do Pinto.

 

Eles foram mandados para Cidade de Deus, símbolo internacional da depreciação do Rio de Janeiro, produto emblemático do urbanismo demófobo.

 

A favela não foi removida de acordo com uma política pública. Numa noite, a comunidade foi incendiada, provavelmente por Nero, o imperador que limpou Roma".

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h39

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Sítio oficial 'usa' foto de atriz como se fosse de Dilma

Reprodução do sítio oficial de Dilma Rousseff

 

Repare na sequência de fotos acima. Concentre-se na imagem do meio. Converteu-se na mais nova polêmica envolvendo a presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

A encrenca ganhou a web. Deu-se o seguinte: Dilma inaugurou na semana passada um sítio oficial na internet. A página de abertura traz a fatídica trinca de fotos lá do alto.

 

A primeira retrata Dilma em criança. A última exibe a candidata com o rosto de hoje. Entre as duas, a imagem de uma jovem numa passeata.

 

Ao lado das três fotografias, a expressão “Minha Vida” e um pequeno enunciado: “Coragem, competência e sensibilidade social: três características muito presentes em toda a vida de Dilma”.

 

Segue-se um link para a “biografia” da candidata. Quem pressiona com o mouse chega a uma página com a linha do tempo da vida de Dilma.

 

Há pequenos resumos das décadas de 40, 50, 60, 70, 80, 90 e 2000. Nem sinal da foto da passeata, aquela da abertura do sítio.

 

Pois bem, essa foto não é de Dilma. Quem aparece na imagem é a atriz Norma Bengell.

 

Deve-se a revelação ao repórter Ricardo Boechat. Ele levantou a lebre em sua coluna na última edição da revista IstoÉ.

 

Nas pegadas de Boechat, um blog panfletário criado pelo PSDB –“Gente que Mente”— apressou-se em tirar proveito do episódio.

 

Em nota curta, o blog tucano adicionou à notícia de Boechat a foto original de Normal Bengel, dessa vez por inteiro, não apenas do rosto.

 

O tucanato recolheu a imagem em outro blog avesso a Dilma, o “Coturno Noturno” (veja a foto abaixo).

 

 

Da esquerda para a direita, aparecem as atrizes Tonia Carreiro, Eva Vilma, Odete Lara, Norma Bengell e Ruth Escobar.

 

A cena seria de 1968. Teria sido veiculada num influente diário da época, o Correio da Manhã.

 

Presidente do PPS, partido aliado a Serra, Roberto Freire pendurou no twitter, na noite deste sábado (24), uma nota: “Dilma deve explicação”.

 

Fica na atmosfera uma incômoda indagação: Por que diabos Dilma, já pilhada no caso do currículo anabolizado, apresentou como sua a cara de Normal Bengell?”

 

Para dizer o mínimo, a prevalecer o que parece, está-se diante de um caso de flagrante amadorismo político. Coisa incomum numa campanha presidencial.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h31

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: País desperdiça R$ 1 bi por ano com remédios

 

- Folha: Clientes de teles podem receber mais de R$ 10 bi

 

- Estadão: Mercado de imóveis espera seu melhor ano em 3 décadas

 

- JB: No rastro de US$ 100 bi

 

- Correio: A censura rompe o silêncio

 

- Veja: Ajuda para morrer

 

- Época: Os segredos dos bons professores

 

- IstoÉ: A próxima geração da pílula

 

- IstoÉ Dinheiro: Belo Monte de confusão

 

- CartaCapital: Belo Monte de .... problemas.

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h30

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El Ciro!

Paixão

Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Marina diz que país perde com possível saída de Ciro

  Lula Marques/Folha
Marina Silva, a presidenciável do PV, está em Washington. Neste domingo (25), participa dos festejos do Dia da Terra.

 

Antes, concedeu entrevista a repórteres brasileiros. Falou de um tema compulsório: a retirada de Ciro Gomes (PSB) do tabuleiro sucessório.

 

"Perde o país. Perde a democracia", disse ela. "Eu acho que, em uma democracia, e principalmente em uma eleição em dois turnos...”

 

“...O importante é que as pessoas possam ter o maior leque de propostas, de projetos políticos, e de representantes desses projetos".

 

Disse que Ciro é vítima de uma “operação de guerra”. Coisa urdida para inviabilizar-lhe as pretensões presidenciais.

 

Evidência, segundo Marina, “de que muitas vezes as pessoas falam da democracia no discurso”, mas não querem torná-la efetiva.

 

Sem citar nomes, mirou no PT e em Lula. Lamentou que, “não sabendo lidar adequadamente com a alternância de poder”, recorram “às velhas formas de operar para eliminar possíveis concorrentes".

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Dilma lança Mercadante com um mote à Serra: ‘Mais’

Luiz Carlos Murauskas/Folha

 

Como previsto, o PT lançou neste sábado (24) as pré-candidaturas de Aloizio Mercadante (governo) e de Marta Suplicy (Senado).

 

Na ausência de Lula –ele dissera que iria, mas não deu as caras— o palco foi dividido com a presidenciável Dilma Rousseff.

 

A candidata de Lula empregou para São Paulo, estado dominado pelo tucanato, uma variação do slogan que o rival José Serra usa para o Brasil de Lula.

 

Em lugar do Brasil pode mais de Serra, Dilma disse que São Paulo precisa e pode “fazer muito mais”.

 

Discursou: "Nós achamos que é possível e é necessário fazer muito mais".

 

Otimista, disse que a vitória de Aloizio ‘13%’ Mercadante sobre Geraldo ‘53%’ Alckmin "vai permitir que nós aqui façamos mais".

 

Ausente, Lula mandou mensagem escrita. Foi lida pelo líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza.

 

"Serei militante desta campanha que já começa vitoriosa", escreveu Lula. Curioso que o “militante” tenha faltado ao ato inaugural.

 

Mercadante centrou seu discurso nos ataques à gestão tucana de São Paulo. A certa altura, referiu-se ao atritos da gestão Serra com os professores.

 

Disse que professor não pode ser tratado com “borrachada e cassetete”.

 

Acrescentou: “Nós fizemos a democracia para que cada um se manifeste como quiser”.

 

As candidaturas de Mercadante e Marta terão de ser ratificadas pelo partido em convenção marcada para junho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Uns fingem que sabem tudo; outros, que sabem mais

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Escrito por Josias de Souza às 17h28

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Serra e Lula cochilam na posse do presidente do STF

O discurso grande, como se sabe, está a um milímetro do tédio. Alguns chegam mesmo a despertar o subconsciente do sono.

 

Célebre pelas noites indormidas, José Serra escolheu um palco inusitado para reconciliar-se com as pálpebras: o STF.

 

O presidenciável tucano foi prestigiar a posse de Cezar Peluso na presidência do tribunal. Terminou rendendo homenagens ao burlesco.

 

Peluso, o sucessor de Gilmar Mendes, brindou a platéia com um discurso espichado. Coisa de hora e meia.

 

Serra bocejou a mais não poder. Esfregou os olhos. Coçou a nuca. Zzzzzz... Dormitou. Encontrou em Lula um ilustre companheiro de enfado.

 

Como que decidido a demonstrar que ele, sim, pode mais, Lula privilegiou o cochilo, não os bocejos. As pestanas lhe pesaram em poltrona contígua à do orador.

 

Um assessor prestimoso mandou servir uma xícara de café a Lula. A cafeína não foi, porém, páreo para o soporífero discurso de Peluso.

 

Para ventura dos dorminhocos, a fala do novo presidente do Supremo não foi o ponto alto da solenidade. Peluso fez um discurso técnico.

 

Cuidou de esclarecer que, sob seu comando, a Corte suprema não cederá ao clamor das ruas:

 

“Nossa autoridade não vem do aplauso ditado por coincidências ocasionais de opiniões nem se inquieta com as críticas mais ensandecidas", disse ele.

 

 

Por sorte, o essencial viera antes. Ainda despertos, Serra e Lula puderam acompanhar o discurso de Celso de Mello, o decano do STF.

 

Ele leu uma uma peça encharcada de política. Falando para uma platéia que incluía também os caciques pemedebês José Sarney e Michel Temer, o ministro espetou:

 

"No plano dos constantes desafios que se colocam perante os juízes e tribunais, há a lamentar o fato, extremamente inquietante...”

 

“...De que nem sempre tem ocorrido a desejável convergência entre ética e política ao longo do processo histórico brasileiro".

 

Celso de Mello soou atual, muito atual, atualíssimo. Realçou que os políticos, ao protagonizarem "episódios deploráveis e moralmente reprováveis"...

 

...Fizeram uma "preocupante opção preferencial por práticas espúrias de poder e de governo que se distanciam, gravemente, do necessário respeito aos valores de probidade, de decência, de impessoalidade, de compostura e de integridade pessoal e funcional".

 

Bom que o sono só tenha chegado depois de tão iluminadas palavras. No mais, Serra e Lula talvez tenham aprendido algo com Peluso:

 

Pode-se dormir muito pouco, sobretudo depois de uma boa e repousante noite de sono.

 

No caso de Serra, ficou demonstrado que a insônia não decorre de excesso de trabalho.

 

Faltava ao grão-tucano apenas um sólido estímulo ao sono. Encontrou no discurso de Peluso o barbitúrico irresistível.

 

Assitindo-o uma vez por noite, dormirá como criança. Na cama, não num plenário apinhado, à vista das lentes do sempre desperto repórter Lula Marques.

 

- Em tempo: Retorne à sequência de imagens lá do alto. Repare na mancha impressa no ombro esquerdo do paletó de Lula. Parece marca de... Bem, melhor não especular.

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Escrito por Josias de Souza às 17h22

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‘Muito mais é possível’, anota o plano de Mercadante

  Fábio Pozzebom/ABr
O PT formaliza neste sábado a pré-candidatura de Aloizio Mercadante para o governo de São Paulo. Estarão presentes, além do candidato, Lula e a presidenciável Dilma Rousseff.

 

Será divulgado documento com as diretrizes do candidato. Traz na capa a inscrição: “Muito mais é possível”. Em discurso, Mercadante vai enunciar um lema: “São Paulo com tudo o que tem direito”.

 

O senador concedeu uma entrevista ao blog. Defende para o Estado algo que o PT tenta evitar na esfera federal: a alterbnância do poder. Aposta na transferência de prestígio de Lula para suplantar o favoritismo do rival tucano Geraldo Alckmin, dono de índice de intenção de voto ao redor de 50%.

 

Junto com Mercadante, o PT lançará Marta Suplicy para o Senado. Abaixo, a entrevista na qual Mercadante expôs sua estratégia e seus planos de governo:

 

 

- Na eleição de 2006, obteve 32% dos votos. De onde virão os outros 20%? Entrei com 12% e terminei com 32%, o melhor resutado da história do PT.

- O que o faz crer que pode vencer agora? Primeiro, a unidade do PT. Fato inédito. Segundo, construímos um leque de alianças que jamais tivemos no Estado. Isso vai nos dar tempo de TV muito maior. Teremos também o apoio de todas as centrais sindicias. E vivemos um momento em que o Lula tem a melhor avaliação que um presidente já teve na história.

- O prestígio de Lula será transferido para sua candidatura? É evidente que o apoio do Lula contribui. E muito. Entramos o ano com a economia crescendo a uma taxa de 7%. E Muitas das realizações ocorrem em São Paulo.

- Por exemplo. Há 72 mil casas contratadas, em fase de execução. Mais 80 mil em fase de análise na Caixa. A média do governo estadual é da ordem de 20 mil casas ano. Geramos 176 mil bolsas de estudo do Prouni em São Paulo. Cinco universidades federais. Expandimos a rede de escolas técnicas federais. Ampliamos as verbas da saúde e da educação.

- Geraldo Alckmin aparece nas pesquisas com 50%. Como convencerá o eleitor de que é uma opção melhor? Pesquisa mede o momento. Se olharmos a eleilção para prefeitura, em 2008, o Alckmin saiu de 45% e chegou 22%. Não foi ao segundo turno.

- Mas elegeu-se Gilberto Kassab, do DEM, apoiado por José Serra. É verdade, mas as pesquisas mostram que a avaliação do desempenho do governo municipal é, hoje, declinante. Há uma insatisfação profunda com a cidade.

- Será uma eleição fácil? É evidente que é uma eleição difícil. A nossa história mostra isso. Mas o Lula, que sempre teve dificuldades eleitorais no Brasil e em São Paulo tem os méritos reconhecidos por todos. Por que São Paulo não pode dar uma chance pra gente governar o Estado como deu pro Lula governar o Brasil?

- A popularidade de Lula já era alta em 2008. E o eleitor não deu a Marta Suplicy uma chance. Preferiu Kassab. É verdade. Mas ela foi para o segundo turno. Ela tinha uma experiência de governo em São Paulo que, hoje, é mais bem avaliada do que foi há um ano e meio. Várias coisas prometidas não aconteceram. Quando o governo federal desonerava a produção, São Paulo onerou a carga tributária. Tivemos um brutal aumento do IPTU. E a eleição para o governo não é a mesma coisa que o pleito municipal.

- Além do universo geográfico, o que há de diferente? A avaliação do governo Lula em São Paulo, em 2006, estava abaixo da média nacional. A taxa de ótimo e bom era inferiror a 40%. Hoje está em torno de 70%. Todos os dados nos favorecem.

- Que dados? Na área da saúde, governo FHC repassou, em 2002, R$ 383 milhões para o SUS em São Paulo. Lula está repassando R$ 3,9 bilhões. Um salto de 1000%. Entregamos 397 ambulâncias do Samu. E o governo do Estado não participa do co-financiamento. Fizemos 97 Unidades de Pronto Atendimento de Saúde. De novo, sem a co-participação do Estado. Queremos demonstrar que, em parceria, podemos fazer muito mais em São Paulo.

- Como defender a alternância de poder que o PT recusa no plano federal? Estamos falando de pouco mais de sete anos de Lula em Brasília e 27 anos de mesmice em São Paulo.

- Não são 14 anos de tucanato? Com o PSDB vem desde 1994. Mas o Aloísio [Nunes Ferreira] era vice do Fleury. O [Alberto] Goldman era secretário do [Orestes] Quércia, que está com eles agora. O Serra e o Paulo Renato foram secretários de Educação e Planejamento do [Franco] Montoro, em 1983. É o mesmo grupo político, que foi se alternando. O Alckmin ficou seis anos como vice do [Mario] Covas e mais seis anos como governador.

- O que deve ser mudado? Na área da educação, os indicadores de São Paulo estão abaixo da média nacional. Leitura, ciências, matemática... A insatisfação dos professores é latente. Não adianta tentar dizer que a greve foi política.

- Quem diz é o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Durante cinco anos, de 2006 a 2010, os professores só tiveram reajuste linear de 5%. Não cobre nem a inflação. Como dizer que a greve é política?

- Serra instituiu o reajuste por metas. Acha ruim? Pagar um aditivo salarial por desempenho é um caminho que deve ser valorizado. A divergência não está aí. Não é aceitável que o professor tenha em São Paulo o 14º piso salarial do Brasil. Além disso, só 20% da categoria pode receber o bônus. Recebeu, só pode receber de novo dali a quatro anos. Conosco, haverá uma mesa de diálogo permanente. Educação é obra coletiva. A outra face desse problema, é o agravamento da criminalidade.

- Faz uma ligação entre escola e violência? A ligação é óbvia. A falta de escola atraente empurra o jovem para a droga, principalmente o crack, que abre caminho para o crime. Todos os indicadores de segurança pública do Estado pioraram em 2009. Os delegados voltaram a fazer operação padrão. Falta policiamento ostensivo. Temos 159 mil presos. Um excedente de 59 mil acima da capacidade. E a polícia prende mais dois presídios por mês.

- Qual é a solução? Separar os presos por grau de periculosidade: primários, reincidentes não perigosos, perigosos e chefes do crime organizado. Prover trabalho e educação como critérios para progressão de pena. E introduzir monitoramenteo eletrônico de presos. Sob monitoramento, os que não oferecem risco à vida não precisam ficar presos aguardando o julgamento.

- E quanto à área de transportes? É outro problema dramático. Pesquisa Ibope mostra que, na capital, as pessoas perdem, em média, 2h43m no trânsito por dia. Algo como 35 dias por ano. A solução passa pelo investimento pesado em transporte sobre trilhos, metrô e ônibus. Sob o PSDB, em 14 anos, construiu-se uma méida de 1,2 km de metrê ano. Temos, hoje, 63 km de metro. Santiago tem 80 km. A Cidade do México, 230 km. Junto com o Rodoanel, deveria ter sido feito o Ferroanel. Cerca de 28% da população anda de ônibus. E não construíram os corredores exclusivos. Sobra o automóvel. Há 7 milhões de carros na cidade. É preciso combinar os investimentos em transporte a uma política urbana.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Ciro critica Lula, elogia Serra e deiz que nao fará campanha

 

- Folha: Poluição por ozônio volta a aumentar em São Paulo

 

- Estadão: Serra tem mais preparo que Dilma contra crise, diz Ciro

 

- JB: TRE apura crime eleitoral

 

- Correio: Bônus de aposentados pode chegar a R$ 2,8 bi

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h57

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Maior abandonado!

Ique

Via JB. Visite também o Blique. E siga o blog no twitter.

- Atualização feita às 8h55 deste sábado (24): Num dia de muiotas entrevistas. Ciro Gomes falou também ao repórter Breno Costa. Referindo-se a si mesmo, declarou: "Estão querendo enterrar defunto vivo" (leia). 

Escrito por Josias de Souza às 01h03

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‘Serra é mais preparado que Dilma’ Ciro repete na TV

Como que decidido afundar atirando, Ciro Gomes foi à bancada do telejornal do SBT.

 

Ensaiou um desmentido à entrevista anterior, na qual chutara o balde. Mas...

 

Mas, à medida que as perguntas foram se sucedendo, repetiu o que já dissera.

 

Disse que José Serra é “mais preparado” do que Dilma Rousseff.

 

Afirmou que utilizam as pesquisas de opinião para retirá-lo da disputa.

 

Declarou que querem vê-lo fora o próprio Serra e o PT. “Um dos dois está errado”.

 

Quem erra? “Claro que é o PT, é óbvio que é o PT”.

 

Por quê? “Se eu for candidato e não tiver a ventura de ter a preferência do povo, de ganhar a eleição, eu vou apioiar a Dilma...”

 

“...Todo mundo sabe que não vou apoiar o Serra. Então, quem está certo? Óbvio que é o Serra.

 

Lamentou que Lula não trate das restrições à sua candidatura “com franqueza, cara a cara”.

 

Acha que o presidente “está errado”. Popularíssimo, Lua não encontra quem o contradiga. “Está perdendo a humildade”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h03

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Sob Lula, governo já repassou à UNE R$ 12,9 milhões

 

Outrora independente, a UNE (União Nacional dos Estudantes) está unida ao governo Lula pelo caixa.

 

Desde 2003, ano em que Lula chegou ao Planalto, o Estado borrifou nas arcas da entidade estudantil R$ 12,9 milhões.

 

A cifra corresponde a onze vezes mais do que a UNE recebera ao longo ao longo das duas gestões de FHC.

 

Deve-se a revelação aos repórteres Giselle Mourão e Milton Júnior, do sítio Contas Abertas.

 

O tônico monetário ajuda a entender a união nacional que os estudantes devotam a Lula.

 

Uma união que não se rompeu nem no final de 2005, período mais crítico da era Lula, marcado pelo escândalo do mensalão.

 

Para selar a parceria político-financeira, Lula remeteu ao Congresso projeto propondo o pagamento de indenização à UNE.

 

Uma reparação à brutalidade praticada contra a entidade em 1964, ano em que a ditadura pôs abaixo a sede da UNE, no Rio.

 

Aprovada na comissão de Assuntos Econômicos, a proposta de Lula aguarda na fila de votação do plenário do Senado.

 

Estima-se que custará ao Tesouro pelo menos R$ 15 milhões. Mas admite-se que pode chegar a R$ 30 milhões.

 

O dinheiro vai financiar a reconstrução da sede da UNE. Projeto de Oscar Niemeyer. Treze andares.

 

Justo, muito justo, justíssimo. Mas o contribuinte há de perguntar aos seus botões: não dava pra sair mais barato?

 

Neste domingo (25), a UNE realiza um encontro no Rio. Vai decidir a posição da entidade na sucessão de Lula.

 

Um pedaço da UNE defende o apoio a Dilma Rousseff, contra José Serra, ex-presidente da entidade.

 

O presidente da UNE, Augusto Chagas, advoga a independência em relação às duas candidaturas.

 

Mas Agusto compara a fase de bonança de Lula ao período de secura de FHC:

 

“Não queremos retrocesso em determinadas políticas. A possibilidade de a UNE sentar com o presidente da República para apresentar suas pautas é positiva...”

 

“...Não queremos retroceder a um período que essa capacidade de diálogo não existia”.

 

É, faz $entido!

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h52

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Lula ‘Estou Mudo’ da Silva delega ao PT reação a Ciro

Certos silêncios, quando precedidos de grandes barulhos, são extremamente úteis. Permite ouvir os pequenos ruídos, como o ranger de dentes.

 

Ao chegar para a posse de Cezar Peluso no cargo de presidente do STF, Lula foi rodeado pelos jornalistas.

 

Instaram-no a reagir a Ciro. E Lula, navegando na maionese que Ciro acomodou sob seus sapatos: "Estou mudo".

 

Nesse primeiro momento, em meio aos estilhaços, Lula preferiu terceirizar ao petismo as respostas a Ciro.

 

Presidente do PT, José Eduardo Dutra, buscou inspiração em Chico Buarque. Cantarolou “Gota D’água”:

 

"Deixe em paz meu coração/Que ele é um pote até aqui de mágoa/E qualquer desatenção, faça não/Pode ser a gota d'água".

 

Para Dutra, a mágoa de Ciro não decorre da ação de Lula ou do PT. Foi provocada pelo PSB, que lhe negou a candidatura.

 

O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), líder de Lula na Câmara, acha que Ciro foi “muito injusto” com o presidente e com o PT. Por quê?

 

"Nós garantimos a ele a possibilidade de sair para o governo de São Paulo, ele não topou. Nós não concordamos com a tese de sua candidatura para a presidência...”

 

“...Ele que tem que arcar com a política dele, por isso está sendo muito injusto com o PT e com o presidente".

 

Para Vaccarezza, Ciro nem merece resposta: "[...] Ele tem um jeito próprio. Agora posso dizer que o apoio dele é importante e continua sendo".

 

Secretário nacional de comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR), descrê da possibilidade de Ciro bandear-se para o front do inimigo:

 

"Ele tem toda a sua vida pautada pela divergência com o PSDB. Não vai ser agora que ele vai fazer o serviço dos tucanos. Temos que ter calma com ele".

 

A ficha do petismo demora a cair. Tomado pelo teor de sua entrevista, Ciro tomou distância de Dilma Rousseff:

 

“Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou”.

 

Pior: Ciro anteviu uma crise fiscal e cambial. E praticamente recomendou voto em José Serra:

 

"Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h33

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Ciro cansa de apanhar na intimidade e solta a língua

Marcello Casal/ABr

 

Lula agiu com método. Primeiro, borrifou na atmosfera a tese do plebiscito. Depois, isolou o quarteirão de Ciro Gomes.

 

Afastou da vizinhança legendas como PDT e PCdoB, abringando-as no interior da coligação de Dilma Rousseff.

 

Em meticulosa operação, Lula empurrou o pseudoaliado do Ceará para São Paulo. Quando parecia domado, Ciro tornou-se arredio.

 

Lula, então, passou a tratá-lo como candidato tóxico. Incumbiu o amigo Eduardo Campos de apagar o pavio de Ciro.

 

Marcou-se o dia: terça-feira (27). Armou-se o palco: Executiva do PSB. Mas deu chabu. Ciro explodiu antes da data.

 

O ex-presidenciável mandou tudo para os ares numa entrevista ao experimentado repórter Eduardo Oineque.

 

Os estilhaços foram bem distribuídos. A maioria foi à testa de Lula: “Ele não é Deus”.

 

“Lula está navegando na maionese. Ele está se sentindo o Todo-Poderoso e acha que vai batizar Dilma presidente da República. Pior: ninguém chega para ele e diz ‘Presidente, tenha calma’."

 

No melhor estilo Marta ‘Relaxa e Goza’ Suplicy, Ciro conformou-se:

 

"Tiraram de mim o direito de ser candidato. Mas quer saber? Relaxei. Eles não querem que eu seja candidato? Querem apoiar a Dilma? Que apoiem a Dilma...”

 

“...Estou como a Tereza Batista cansada de guerra. Acompanho o partido. Não vou confrontar o Lula. Não vou confrontar a Dilma".

 

Em seguida, pôs-se a confrontar: “Minha sensação agora é que o Serra vai ganhar esta eleição...”

 

“...Dilma é melhor do que o Serra como pessoa. Mas o Serra é mais preparado, mais legítimo, mais capaz...”

 

“...Mais capaz inclusive de trair o conservadorismo e enfrentar a crise que conheceremos em um ou dois anos”.

 

Desenhou o desastre: "Em 2011 ou 2012, o Brasil vai enfrentar uma crise fiscal, uma crise cambial...”

 

“...Como estamos numa fase econômica e aparentemente boa, a discussão fica escondida. Mas precisa ser feita”.

 

Indicou ao eleitor um caminho: "Como o PT, apoiado pelo PMDB, vai conseguir enfrentar esta crise? Dilma não aguenta. Serra tem mais chances de conseguir”.

 

Alvejou quem o alveja: "Sabe os aloprados do PT que tentaram comprar um dossiê contra os tucanos em 2006? Veremos algo assim de novo. Vai ser uma merda”.

 

Empurrou quem o empurra: “Não me peçam para ir à televisão declarar o meu voto, que eu não vou. Sei lá. Vai ver viajo, vou virar intelectual. Vou fazer outra coisa".

 

Falou de si mesmo como quem já enxerga o pretérito passando: “Não me importava de ser um candidato com 2%, 5%, 10% das intenções de voto...”

 

“...Acho que minha presença nos debates e nos programas de televisão poderia provocar uma discussão no país, uma discussão sobre o futuro do Brasil”.

 

O Ciro Gomes das últimas semanas não era Ciro Gomes. O Ciro autêntico, o genuíno, o legítimo será conhecido agora.

 

Ao abandonar Ciro na beira da estrada, Lula imaginou que o ex-ministro fosse se dedicar a lamber rapadura. Queria dele humildade.

 

Mas a humildade é defeito que Ciro prefere se abster de cultivar. De resto, a humilhação olhou para a cara do sertanejo no espelho e aconselhou:

 

“Seja arrogante! Erga a cabeça! Suba pelas paredes!”

 

Lula parece não ter se dado conta de que Ciro Gomes era Ciro Gomes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h28

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Lula bate o pé: 7,7%, para aposentados, nem pensar

  Alan Marques/Folha
Lula reuniu a equipe para discutir a encrenca dos aposentados. Terminado o encontro, mandou dizer:

 

1. Não há dinheiro para bancar os 7,7% de reajuste que parte dos congressistas quer dar aos aposentados que recebem valores acima do salário mínimo.

 

2. O compromisso do governo se mantém na casa dos 6,14%, percentual anotado na medida provisória que Lula enviou ao Congresso.

 

3. Fora disso, Lula exercitará a prerrogativa de veto.

 

Coube ao ministro Alexandre Padilha (Coordenação Política) dar os recados do Planalto.

 

Antes, o mesmo Padilha já admitira que o governo poderia chegar a um reajuste de 7%. Agora, deu meia-volta.

 

Alega que, à falta de acordo no Congresso, o governo retomou a primeira fórmula. Ironizou: “Quem tudo quer, nada tem".

 

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Escrito por Josias de Souza às 13h59

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Sarney, Deus, os flagelos naturais e a sorte do Brasil

AP

 

O presidente do Senado, José Sarney, levou às páginas da Folha um artigo sugestivo. “O vulcão Eyjafjallajokull”, eis o título.

 

No miolo do texto, o morubixa pemedebê discorre sobre as cinzas que o vulcão da Islândia cuspiu nos céus da Europa.

 

Anotou: “[...] Levantaram-se a 11 km de altura e moveram-se lentamente pelos céus nórdicos e depois passearam por todo o espaço aéreo europeu”.

 

Contabilizou: “Mais de 100 mil voos cancelados em seis dias, afetando 1,2 milhão de passageiros, um caos aéreo...”

 

A quatro parágrafos do final, Sarney injetou o Brasil na encrenca: “Nós, brasileiros, acostumados com nosso calor suarento...”

 

“...Sempre louvamos termos sido preservados por Deus dos violentos fenômenos da natureza: vulcões, furacões, terremotos...”

 

“...Mas não nos livramos das secas nem das enchentes. E a miscigenação nos deu a mulata!”

 

Ao dar de cara com o lero-lero ‘água-com-açucar-e-cinzas’ do senador, o signatário do blog lembrou de uma piada velha:

 

Ao criar o mundo, Deus distribuía os flagelos, observado por um anjo. O Padre Eterno travou com o anjo o seguinte diálogo:

 

- Aqui, voi acomodar os EUA. Vai ter terremoto e furacões. Aqui vai ser a Europa. Terá alguns terremotos e vulcões. Aqui, a Ásia. Terá desertos, terremotos e tsunamis.

 

 

- E aqui, vai ser o quê?, quis saber o anjo.

 

- O Brasil, respondeu o Todo-Poderoso.

 

- E não vai ter nenhuma catástrofe natural?

 

- Catástrofes naturais, não. Mas você vai ver os políticos que Eu vou botar lá...

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h21

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Dilma defende PT e PMDB de ataques de Ciro Gomes

  Lula Marques/Folha
Dilma Rousseff falou a uma rádio de Goiânia, a 730 AM. No curso da entrevista, a candidata petista se contrapôs a Ciro Gomes (PSB).

 

Ciro, um ‘quase-ex-presidenciável’, vem realçando a “frouxidão moral” da aliança PT-PMDB, base do consórcio partidário de Dilma.

 

Nas palavras de Ciro, a parceria entre os dois maiores partidos governistas deixou, já sob Lula, “um roçado de escândalos semeados”.

 

Instada a comentar o tema, Dilma disse que respeita Ciro, mas insinuou que suas acusações embutem um quê de "soberba".

 

“A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla”, disse a preferida de Lula.

 

“Os seres humanos são diferentes, a corrupção é uma questão de desvio de conduta e isso pode acontecer em todos os lugares..."

 

“...A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros”.

 

De resto, Dilma disse que, sob Lula, a corrupção foi combatida como nunca antes na história desse país.

 

As declarações da candidata soaram num dia em que a cúpula do PSB cuidava, em Brasília, do desembarque de Ciro, a ser anunciado na próxima terça (27).

 

No final da tarde, Dilma foi ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), que serve de sede provisória do governo.

 

No mesmo instante, encontravam-se no prédio dois caciques do PSB: os governadores Eduardo Campos (PE) e Cid Gomes (CE). Foram a uma reunião com Lula.

 

Levada à porta por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, Dilma disse que não se encontrou com Campos, presidente do PSB; nem com Cid, irmão de Ciro.

 

A candidata de Lula declarou que foi ao CCBB para avistar-se, veja você, com a primeira-dama Marisa Letícia.

 

Disse que foi à mulher de Lula para buscar “conselhos”. Como assim? “Sempre me aconselho com a dona Marisa. Ela tem uma fortaleza interna, uma ternura!”

 

Que aconselhamentos ouviu? “Coisas de mulher”, Dilma limitou-se a dizer.

 

- Serviço: pressionando aqui, você chega à íntegra do áudio da entrevista de Dilma à Rádio 730.

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Escrito por Josias de Souza às 03h46

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Inquérito apura responsável por caos durante megaculto

 

- Folha: PSB decide que Ciro não vai disputar Presidência

 

- Estadão: PSB combina 'saída honrosa' para Ciro desistir da disputa

 

- JB: Caos em troca de votos

 

- Correio: Servidores inativos têm R$ 1,8 bi a receber da União

 

- Valor: Portal vai facilitar crédito a fornecedores da Petrobras

 

- Jornal do Commercio: Kombeiros serão julgdos em maio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h21

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Candi(p)ato manco!

Paixão

- Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h30

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No Nordeste, Serra imita a ‘caravana cidadã’ de Lula

  Marcello Casal/ABr
O comando da campanha de José Serra prepara uma incursão do presidenciável tucano pela região Nordeste.

 

Em fase de elaboração, o roteiro deve durar uma semana. Além das viagens de jatinho entre um Estado e outro, prevê o deslocamento por terra.

 

De carro, Serra irá a municípios selecionados. Fará corpo-a-corpo em localidades onde a popularidade de Lula é superior à média.

 

A idéia é que Serra faça contato direto com o eleitorado que compõe a base da clientela do Bolsa Família.

 

O tucanato não admite, mas a incursão nordestina de Serra segue o modelo da velha “Caravana da Cidadania” de Lula.

 

Entre uma derrota presidencial e outra, Lula também percorrera os fundões do Brasil de ônibus.

 

Algo que, segundo diz, o presidente vai retomar depois que deixar o Planalto.

 

Serra mira o Nordeste porque é ali que está assentado o maior cesto potencial de votos da rival Dilma Rousseff.

 

As pesquisas indicam que o grosso desse eleitorado pobre tende a votar na candidada indicada por Lula.

 

Um pedaço desse contingente, porém, com pouco ou nenhum acesso à informação, ainda nem sabe que Dilma é a candidata do presidente.

 

Daí a aposta do tucanato no velho e bom contato direto do candidato com o eleitor. Uma oportunidade para que Serra reitere um dos motes de sua campanha: fazer mais e melhor.

 

Apelidado por Dilma de “biruta de aeroporto”, Serra se esforça para apagar a idéia de que a oposição deseja desmontar o aparato social da gestão Lula.

 

O mergulho nordestino é visto como estratégico. Serra vai soprar no ouvido do eleitor encantado com Lula a cantilena que vem desfiando em entrevistas.

 

Quanto ao Bolsa Família, diz o pseudooposicionista, “será mantido e ampliado”. Além da bolsa, diz Serra, serão providas oportunidades de emprego para os jovens.

 

Afora os rincões mais desassistidos, os organizadores da caravana de Serra incluem no roteiro visitas a projetos que resultaram na geração de empregos.

 

As urnas do Nordeste dirão se vai funcionar o esforço de Serra para provar-se mais continuísta do que a própria Dilma.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h41

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Amorim voa para o Irã, para preparar a visita de Lula

  Valter Campanato/ABr
O chanceler Celso Amorim viajou, nesta quinta (22), para o Irã. Vai apalpar o terreno que Lula pisará em 15 de maio.

 

Enviado por Lula, Amorim tentará montar o palco sobre o qual Lula pretende encenar o papel de mediador internacional.

 

O chanceler se reunirá com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. Discutirá com ele a crise que opõe o Irã aos EUA.

 

Envolve o programa nuclear iraniano. Convencido de que Ahmadinejad persegue a bomba, Washington defende que a ONU imponha sanções.

 

Lula, autoproclamado algodão entre cristais, deseja atrair Ahmadinejad para uma negociação que aborte as sanções.

 

Pela estragégia concebida em Brasília, a solução do impasse passa pela AIEA (Agência Internacional de Energia Nuclear).

 

Na viagem precursora, Amorim sentirá o pulso de Ahmadinejad. Antes, fará escalas na Turquia e na Rússia, potenciais aliados no esforço anti-sanções.

 

A viagem do chanceler foi anunciada pelo próprio Lula. Deu-se numa entrevista concedida após encontro com o presidente do Líbano.

 

Chama-se Michel Sleiman. Reuniu-se com Lula em Brasília. Trataram de negócios. Criaram um Conselho Empresarial Brasil-Líbano.

 

Falaram também sobre a encrenca iraniana. Em maio, o Líbano assume a presidência rotativa do Conselho de Segruança da ONU.

 

É nesse foro que os EUA, com o apoio de países europeus, deseja aprovar as sanções contra o Irã.

 

O Brasil corre contra o relógio. Trabalha para recompor um cenário de outubro do ano passado.

 

Naquela época, Ahmadinejad aceitara proposta feita por seis potências ocidentais, sob a coordenação da AIEA.

 

Acertara-se que o Irã enviaria urânio para ser enriquecido na Rússia. Moscou cuidaria para que o enriquecimento não ultrapassasse a taxa de 20%.

 

O urânio enriquecido a 20% presta-se a utilizações pacíficas –a produção de medicamentos, por exemplo.

 

Depois de processado, o urânio do Irã seguiria para a França. Ali, seria convertido em combustível e devolvido a Teerã.

 

Quando a coisa parecia se encaminhar para o entendimento, Ahmadinejad rompeu o acordo. E pôs-se a fazer declarações inamistosas, açulando a Casa Branca.

 

É nesse caldeirão quente que Lula tenta adicionar água fria. Na entrevista desta quinta, o presidente repisou a tecla que o inspira:

 

"O Brasil defende a tese de que o Irã tem o direito de produzir energia nuclear para fins pacíficos, seja para produzir energia elétrica ou para produzir remédio...”

 

“...O Brasil defende para o Irã o mesmo que o Brasil tem".

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega ao áudio da entrevista de Lula. Não falou apenas de Irã. Discorreu também sobre o reajuste dos aposentados e a usina de Belo Monte.

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Escrito por Josias de Souza às 22h39

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No RN, Serra nega que esteja elogiando demais Lula

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Escrito por Josias de Souza às 21h28

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Para procurador, greve de professores foi ‘campanha’

  Folha
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao TSE um parecer sobre a greve dos professores realizada em março, em São Paulo.

 

No texto, classificou o movimento como "propaganda eleitoral antecipada negativa" contra o presidenciável tucano José Serra.

 

Gurgel assinou o parecer na condição de procurador-geral eleitoral. Sua manifestação foi requerida pelo TSE.

 

PSDB e DEM protocolaram no tribunal eleitoral uma representação contra a Apeoesp, a associação de professores que liderou a greve.

 

As legendas pediram ao TSE a imposição de multa à associação, filiada à CUT e presidida pela petista Maria Izabel Noronha, a Bebel.

 

Chamou a atenção do procurador o fato de a Apeoesp ter acomodado em segundo plano as reivindicações corporativas.

 

Segundo Gurgel, a associação e seus representantes realçaram em faixas e discursos a “suposta inaptidão de Serra em ocupar o cargo de presidente".

 

Algo que considerou gravíssimo. Tão grave que recomendou ao TSE que aplique a multa prevista em lei no seu valor “máximo”. Coisa ao redor de R$ 50 mil.

 

Ao julgar o caso, o TSE pode concordar ou não com a opinião do procurador.

 

Se o tribunal der razão a Gurgel, a companheira Bebel, depois de grudar os lábios no trombone, terá de levar a mão ao bolso da categoria que diz representar.

 

- Serviço: Apertando aqui, você chega à íntegra do parecer do procurador-geral.

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Escrito por Josias de Souza às 20h21

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Na UTI, candidatura Ciro recebeu a ‘extrema-unção’

Pedro Ladeira/Folha

 

Mantida na UTI há semanas, a quase ex-candidatura de Ciro Gomes recebeu nesta quinta (22) a extrema-unção.

 

O sacramento foi ministrado por um cardeal do PSB, Roberto Amaral, vice-presidente da legenda. Ele se reuniu com Ciro.

 

O encontro fora acertado na véspera, numa conversa de Amaral com o governador pernambucano Eduardo Campos, presidente do PSB.

 

À saída da reunião com Ciro, Amaral disse que seu partido vai às urnas de 2010 agarrado à bandeira da continuidade da gestão Lula.

 

Teve a delicadeza de manter as pretensões de Ciro respirando por aparelhos:

 

“Podemos defender essa continuidade apoiando a candidata Dilma Roussef ou oferecendo uma candidatura própria. Isso não está definido ainda”. Lorota.

 

O martelo foi batido. E o prego virado. Mas, cumprindo o protocolo, Amaral reafirmou que a decisão sobre a eutanásia do projeto Ciro será tomada na próxima terça (27).

 

“O que importa é que, independentemente do que o diretório [do PSB] decida, essa decisão contará com o apoio de todo o partido”.

 

Tomado pela vontade da maioria, o PSB vai ao colo de Dilma Rousseff, como deseja Lula. Cuida-se apenas do método. O PSB fará consulta aos diretórios estaduais. Coisa de resultado conhecido.

  

Enquanto Amaral media a temperatura de Ciro, Eduardo Campos e o governador cearense Cid Gomes, irmão do moribundo, estiveram com Lula.

 

O mesmo Lula que, em entrevista veiculada há dois dias, repetira: a sucessão de 2010 será “plebiscitária”. E acrescentara:

 

“Dificilmente haverá espaço para uma terceira candidatura. Agora, tem gente que não acredita...”

 

“...A Marina Silva é candidata porque acredita que pode ganhar. O Ciro Gomes pode querer ser candidato e o PSB entender que deva ser...”

 

“...Agora, para ser candidato é preciso saber qual a composição que você vai fazer, qual o tempo de TV, com quem estará aliado regionalmente...”

 

“...Na hora que o time entra em campo, você precisa ter jogador. Eleição é difícil. No Brasil, é complicado”.

 

Lula cuidou para que Ciro não tivesse “time” para entrar em campo. Asfixiou-o, manobrando para que PDT e PCdoB lhe negassem apoio.

 

O presidente pretendia reunir-se com Ciro. Pediu ao chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, que ligasse para o pseudoaliado. Mas Ciro não deu resposta.

 

A conversa só deve ocorrer depois do desligamento dos aparelhos. Depois de reunir-se com Roberto Amaral, Ciro deixou Brasília.

 

Acompanhado da mãe, Maria José Gomes (foto lá no alto), ele tomou um avião para São Paulo.

 

- Atualização feita às 20h36 desta desta quinta (22): Ciro Gomes mandou distribuir uma nota. No texto, diz que jamais desistirá. Verdade. Ele será, por assim dizer, "desistido".

 

Ciro apontou para a porta de saída. Escreveu que, se o PSB optar por retirá-lo da disputa, deve assumir o ônus. Assim será. Prometeu respeitar. 

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Escrito por Josias de Souza às 18h23

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Lula diz que críticos de Belo Monte desejam o apagão

  Ricardo Stuckert/PR
Lula veio à boca do palco para festejar o resultado do leilão da usina hidrelétrica de Belo Monte, realizado na terça (20).

 

O presidente celebrou o deságio obtido no preço da tarifa de energia elétrica a ser gerada pela usina.

 

Sem mencionar o nome de José Serra, que criticara o negócio na véspera, Lula disse que: quem está contra torce para que ocorra um apagão.

 

"Os argumentos dos contra é dizer que o preço foi barato. Eu achei fantástico. Nós fazemos leilão para quê?...”

 

“...É para que a melhor oferta, e a melhor oferta é o preço da energia que vai chegar para o consumidor, ganhasse".

 

Prevaleceu no leilão um consórcio tricotado nos gabinetes do governo. Lidera-o a estatal Chesf (Cia Hidroelétrica do São Francisco).

 

Participam duas empresas privadas: Grupo Bertin e construtora Queiroz Galvão. Orçaram a tarifa em R$ 78 por megawatt/hora.

 

O preço máximo fixado em edital era de R$ 83. Deságio de 6,02%.

 

O consórcio urdido pelo governo quebrou a espinha do grupo concorrente, que fora ao leilão como favorito.

 

Incluí gigantes da empreita nacional. Entre eles Camargo Corrêa, Odebrecht, Andnrade Gutierrez e OAS.

 

Além de deságio, o leilão produziu um belo monte de dúvidas. A começar pela capacidade do consórcio vencedor de oferecer garantias ao BNDES.

 

O bancão oficial vai financiar até 80% da obra. Para prover as garantias que darão suporte ao financiamento, o governo terá de remodelar o consórcio.

 

Cogita-se enfiar dentro do negócio, por exemplo, um par de fundos de pensão de estatais: Petros, da Petrobras; e Funcef, da Caixa.

 

Tenta-se, de resto, atrair novos parceiros privados. Para complicar, a Queiroz Galvão ameaça abandonar o barco.

 

Lula dá de ombros: "Entra quem quer e sai quem quer depois. Não tem nenhum cadeado fechando a porta...”

 

“...Nós, enquanto Estado brasileiro e empresa pública, faremos sozinhos se for necessário fazer".

 

O presidente repisa: "Orgulhosamente, eu digo pra vocês: não terá apagão no Brasil, a não ser que haja uma catástrofe...”

 

“...Belo Monte, Jirau e Santo Antonio são coisas que nossos adversários torcem para não dar certo".

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Brasil pedirá quebra de sigilos do caso Alstom lá fora

O “caso Alstom”, fantasma que ronda o tucanato, voltou a assombrar as manchetes.

 

Em notícia veiculada na Folha, o repórter Mario Cesar Carvalho informa:

 

O Ministério da Justiça enviará à Suíça e à França pedidos de quebra do sigilo bancário de 19 pessoas e empresas.

 

São personagens e firmas que se encontram sob suspeita de ter recebido propinas da multinacional Alstom.

 

Para recordar: a Alstom é a maior multinacional francesa. Produz trens, metrôs e equipamentos para hidrelétricas.

 

No Brasil, tem negócios nas esferas estadual e federal. Em São Paulo, beliscou contratos com o Metrô e a Eletropaulo, privatizada em 1999.

 

Pois bem, suspeita-se que, para obter contratos, a Alstom pagou propinas. O melado começou a aparecer numa investigação aberta no estrangeiro.

 

Apurava-se a lavagem de dinheiro num banco suíço. Apura daqui, fareja dali chegou-se à Alstom.

 

Destectaram-se indícios de que a gigante francesa pagara comissões –por baixo da mesa— em negócios firmados no Brasil, Argentina e Indonésia.

 

Duas autoridades brasileiras decidiram tirar a prova dos nove: o promotor Silvio Marques e o procurador Rodrigo de Grandis.

 

Atuam em parceria. Marques puxa o fio da meada em São Paulo. De Grandis concentra-se no novelo federal.

 

Partiu da dupla o pedido para que o Ministério da Justiça requisitasse a quebra de sigilo das contas farejadas na Suíça e na França.

 

Entre os dados bancários que se pretende apalpar estão os de dois personagens ligados ao PSDB paulista.

 

São eles: Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo; e Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô.

 

Marinho foi nomeado, em 1995, chefe da Casa Civil do governo tucano de Mário Covas (PSDB), que morreu em 2001.

 

Antes, em 1997, Covas guindou Marinho a uma cadeira dee conselheiro do tribunal de contas do Estado.

 

O repórter Mario Cesar já havia revelado que a Suíça bloqueara, em junho e agosto de 2009, contas cuja titularidade é atribuída a Robson Marinho e Jorge Fegali.

 

A dupla nega que tenha aberto contas no estrageiro. Ouvido sobre a iminência do pedido de quebra de sigilo do Ministério da Justiça, Marinho deu de ombros:

 

"Pode quebrar o sigilo que quiser. Não há contas na Suíça nem na França em meu nome".

 

No início, o pedaço da investigação que tenta iluminar os porões da Alstom em São Paulo envolvia contratos celebrados de 1998 a 2003.

 

Nesse período, o Estado foi governado por Covas por outro tucano, Geraldo Alckmin.

 

Depois, escorando-se em novos documentos que lhe chegaram da Suíça, o promotor Silvio Marques decidiu ampliar o escopo da investigação.

 

Inclui contratos celebrados até 2009. Com isso, lançou sua lupa também sobre contratos firmados sob a gestão tucana de José Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h55

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Dornelles volta a ser principal opção de vice de Serra

  Fábio Pozzebom/ABr
O pequeno PP converteu-se num partido estratégico na sucessão de Lula. Administra o súbito prestígio que adquiriu ganhando tempo.

 

O senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, voltou a frequentar os subterrâneos como principal alternativa de vice de José Serra.

 

Invadido pelo cheiro de queimado, o comitê de campanha de Dilma Rousseff tenta apressar a adesão do PP à coligação governista.

 

Assediado pelos dois lados, o PP marcou uma reunião de sua Executiva nacional para a próxima quarta-feira (28).

 

Antes do encontrou, marcaram-se as cartas. Está combinado que o PP decidirá não decidir. Agendará novo encontro para fins de maio.

 

Até lá, o PP vai gerir o cerco duplo com um olho grudado no desenrolar da pré-campanha e outro na evolução das pesquisas.

 

São três as razões que levam o tucanato a fazer carga para que Dornelles aceite compor a chapa de Serra:

 

1. Embora faça política no Rio, Dornelles é da família de Aécio Neves. Como vice, reforçaria os laços de Serra com o grão-duque do tucanato de Minas.

 

2. Atraindo Dornelles, Serra se livra de ter de engolir um vice do DEM –opção da qual prefere se abster.

 

3. O PP de Dornelles alargaria em algo como 2,5 minutos a vitrine televisiva de Serra. Uma necessidade, já que Dilma tem, hoje, quase o dobro de tempo do rival.

 

As negociações com Dornelles são feitas em segredo. Procurado pelo repórter, um dirigente tucano mediu as palavras.

 

Limitou-se a dizer que chances de Dornelles virar vice de Serra são, hoje, menos negligenciáveis do que já foram.

 

Um integrante da cúpula do DEM informou ao blog que sua legenda não teria dificuldades em abrir mão da vaga para Dornelles.

 

E quanto a Dornelles, o que pensa sobre o tema? Bem, o senador é um político da escola de Tancredo Neves. Segue a cartilha de Minas.

 

Significa dizer que Dornelles vai procurar não parecer o que é enquanto se mantiver a suspeita de que o outro pode não ser o que parece.

 

Dito de outro modo: Dornelles tenta não ficar tão próximo que amanhã não possa estar distante, nem tão distante que amanhã não possa se aproximar.

 

Em público, o senador chama de “boato” a hipótese de se compor a chapa de Serra. Instado a dizer algo que soe peremptório, Dornelles recorre a uma frase que pode significar qualquer coisa:

 

“Na política, se vendem histórias. Quando um boato ganha força própria, não adianta confirmar nem desmentir. De modo que prefiro não comentar”.

 

No final do ano passado, em consulta aos diretórios estaduais, o PP concluíra que a maioria pendia para Dilma. Decidiu refazer a sondagem interna.

 

Por quê? Dissemina-se na legenda a impressão de que a coisa pode ter mudado. Entre os Estados importantes, só na Bahia o PP parece 100% fechado com Dilma.

 

Nos demais, o partido ou migrou para Serra ou escalou o muro. A eventual conversão de Dornelles em vice do tucano tende a unificar a legenda.

 

Como a decisão só precisa ser tomada em convenção prevista para junho, o PP decidiu acionar a barriga. Empurrou a encrenca para maio.

 

Neste domingo, saiu nova pesquisa. Foi feita pelo Ibope. Serra aparece com 36% das intenções de voto. Dilma, com 29%. Diferença de sete pontos percentuais.

 

Retirando-se Ciro Gomes (8%) da cédula, Serra vai a 40%. Dilma sobe para 32%. Oito pontos de diferença. Num eventual segundo turno, o tucano prevalece sobre a petista: 46% a 37%.

 

Conservando-se na dianteira até o fim de maio, Serra aumenta as chances de atrair o PP, um partido que se guia pelo aroma do poder.

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Escrito por Josias de Souza às 04h57

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Ação do governo levou grupo estatal a ganhar Belo Monte

 

- Folha: Cresce número de crianças sem ensino infantil em SP

 

- Estadão: FMI alerta para risco de super aquecimento da economia do Brasil

 

- JB: Nó universal

 

- Correio: Capital da alegria

 

- Valor: União 'blindou' preço da construção de Belo Monte

 

- Jornal do Commercio: Caos na Zona Sul

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h58

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Une, dune, tê!

Clayton

Via 'O Povo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h30

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Lula e PT receiam que, retirado da disputa, Ciro atire

Ciro Gomes tornou-se a principal preocupação de Lula e do comando petista da campanha de Dilma Rousseff.

 

O presidente e o petismo ruminam o receio de que, a exclusão de Ciro do tabuleiro presidencial, coisa dada como certa, produza barulho.

 

Dono de temperamento mercurial, Ciro digere seus rancores, por ora, em privado. Receia-se que, consumada a exclusão, ele se torne franco atirador.

 

Um detalhe tonificou o receio. Lula pediu a um auxiliar que tocasse o telefone para Ciro, para convidá-lo para uma conversa.

 

Até a noite passada, o ‘quase-ex-presidenciável’ não se dignara a responder aos telefonemas do Planalto.

 

Também o PSB tenta administrar o desembarque. O partido busca uma mágica: quer retirar Ciro do páreo sem grudar nele a pecha de derrotado.

 

Goverbador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos passou 48 horas em Brasília. O pretexto da viagem foi a festa de aniversário da Capital.

 

Abaixo da linha d’água, Campos reuniu-se com outros dirigentes da legenda. Acertou a realização de uma consulta aos diretórios estaduais.

 

O resultado será levado à reunião da Executiva, marcada para a próxima terça (27). É nesse dia que o PSB pretende amarrar o guizo em Ciro.

 

O passo seguinte seria a adesão ao megaconsórcio partidário que se formou em torno de Dilma Rousseff.

 

No QG de Dilma, cogita-se convidar Ciro para assumir missões executivas na cruzada da candidata de Lula –a coordenação da campanha no Nordeste, por exemplo.

 

Quem conhece Ciro descrê da possibilidade de que ele venha a aceitar uma tarefa que, longe de lhe servir de bâlsamo, acentuaria a humilhação.

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Escrito por Josias de Souza às 23h44

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Enquanto espera por Jarbas, oposição definha em PE

  Folha
O governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) submete as legendas de oposição a um inusitado processo de lipoaspiração política.

 

Candidato à reeleição, Campos já cooptou pelo menos 15 prefeitos filiados às legendas oposicionistas –PSDB, DEM, PPS e PMDB.

 

O governador maneja duas ferramentas que lhe tonificam o poder de sedução: obras e verbas.

 

Avança inclusive sobre municípios geridos por prefeitos que seguem a liderança de Sérgio Guerra, presidente do PSDB e coordenador da campanha de José Serra.

 

Campos evolui no vácuo. Franco favorito nas pesquisas, aproveita-se do vazio provocado pela ausência de um palanque oposicionista no Estado.

 

Única alternativa da oposição, Jarbas Vasconcelos (PMDB), é pressionado a assumir o leme em Pernambuco. Porém...

 

Porém, dono de um mandato de senador que só expira em 2014, Jarbas hesita em assumir a candidatura ao governo de Pernambuco.

 

Condiciona a entrada na briga à lógica do projeto nacional de Serra. Marcou para o final do mês o anúncio de sua decisão.

 

Nas últimas semanas, abriu-se um fosso entre os discursos de Jarbas Vasconcelos e de José Serra.

 

O senador pemedebê é um dos mais serveros críticos de Lula. O presidenciável tucano foge do confronto aberto com o presidente superpolular.

 

Jarbas já governou Pernambuco duas vezes. Não há na oposição pernambucana nome que lhe faça sombra.

 

Ainda assim, o senador é visto mesmo entre os aliados como um azarão. O pernambucano Lula dispõe no Estado de índices de popularidade superiores a 90%.

 

Aliado de Lula, Eduardo Campos serve-se das verbas recebidas de Brasília para conduzir uma administração obreira.

 

Se fosse à disputa com a tropa unida, Jarbas já seria considerado um candidato à derrota. Com as deserções, desce ao front com a aparência de suicida.

 

Vem daí a obsessão de Jarbas de amarrar sua decisão às conveniências do projeto de Serra. Só vai ao sacrifício se enxergar lógica na empreitada.

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Escrito por Josias de Souza às 22h41

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Planalto recusa nome do BB para o comando da Previ

A oito meses do término do governo, Lula conduz a sucessão na Previ, a caixa de previdência do Banco do Brasil.

 

Trata-se do maior fundo de pensão da América Latina. No papel, a indicação do presidente da entidade cabe à direção do BB. Na prática...

 

Na prática, o nome passa pelo filtro político de Lula. Produziu-se ali, sobre a mesa do presidente, um embaraço.

 

Aldemir Bendine, mandachuva do BB, indicou para o comando da Previ o nome de Paulo Caffarelli.

 

Vem a ser um dos vice-presidentes do BB. Opera na área de Novos Negócios. Lula torceu o nariz para a indicação.

 

Por quê? A alternativa Caffarelli foi considerada demasiado técnica. Lula deseja acomodar na Previ alguém com um perfil mais político.

 

Busca-se um personagem assemelhado a Sérgio Rosa. Atual presidente da Previ, Rosa traz roldanas na cintura. Alia o técnico ao político.

 

Rosa deixa a Previ em maio. Vai ao comitê de campanha de Dilma Rousseff.

 

Está sentado sobre o patrimônio da Previ –coisa de R$ 140 bilhões— desde 2003, alvorecer da era Lula.

 

Tem origem sindical. Foi conduzido ao posto pelas mãos do grão-petê Luiz Gushiken, o ex-todo-poderoso secretário de Comunicação de Lula.

 

A movimentação ao redor deas arcas da Previ ocorre a oito meses do término do mandato de Lula.

 

O escolhido do Planalto terá de acender uma vela para Dilma. O tucanato observa a azáfama com vivo interesse.

 

Se José Serra prevalecer nas urnas de outubro, o escolhido de Lula irá ao olho da rua já em janeiro de 2011.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h30

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Campos: Quem decide sobre Ciro é o PSB, não o Lula

  Folha
De passagem por Brasília, o governador pernambucano Eduardo campos, presidente do PSB, disse meia dúzia de palavras sobre Ciro Gomes.

 

"Colocar candidatura ou tirar candidatura é uma tarefa da direção nacional do partido, ouvindo a sua base”, declarou.

 

“O presidente da República é, ao nosso ver, o coordenador do processo de sua sucessão, mas não cabe ao Lula decidir o que nós vamos fazer ou não com o Ciro”.

 

Eduardo Campos tem razão. Lula limitou-se a enrolar a corda no pescoço de Ciro. Deixou para o PSB a tarefa de chutar o banquinho.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h10

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QG de Dilma desaprova a crítica de assessor à Globo

Nani

 

O quartel-general da campanha de Dilma Rousseff desaprovou a investida de Marcelo Branco, o guru eletrônico da candidata, contra a TV Globo.

 

No rastro exibição do vídeo alusivo aos seus 45 anos da emissora, Branco deflagrou na web uma cruzada.

 

Enxergou nos meadnros da peça da Globo uma mensagem subliminar em favor do rival José Serra.

 

Na velocidade do relâmpago, espalhou-se pela internet o grito de Branco. Virou ênfase, gesto, punho cerrado...

 

Patrulhada, a Globo retirou o vídeo do ar. O petismo raso celebrou. Mas o alto comando, relata o ‘Painel’ da Folha, não gostou.

 

O rififi ganhou a rede num instante em que o comitê de Dilma se esforça para aparar arestas com a Globo.

 

Branco, o guru virtual da campanha, foi alertado: sua função o impede de se manifestar como bem entender.

 

Enquadrado, o assessor levou ao microblog um esclarecimento. Anotou que falara em nome pessoal, não da campanha ou da candidata. Tarde demais!

 

O humor da Globo já havia azedado. E o 45, número do PSDB de Serra, já obtivera divulgação inaudita -como nunca antes na história desse país.

- Em Tempo: Ilustração via sítio Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 17h08

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Em SC, desembargadora tenta dar carteirada em PM

Pressionando aqui, você chega a um texto que traz os detalhes do episódio deplorável. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h41

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Na Brasília cinquentona, elefante voa e mídia é cega

Sérgio Lima/Folha

 

A imprensa considera-se como uma instituição de múltiplas utilidades. É a voz de hoje, a guardiã do ontem e a fomentadora do amanhã. No limite, a imprensa se autoproclama a própria história. Afinal, é nas suas páginas que a historiografia vai buscar a maior parte dos seus dados.

 

Pois bem, na história de Brasília, 50 anos, a imprensa ingressou tarde. Como numa peça shakeasperiana entrou no fim da relação dos papéis. Desceu àquela lista em que são mencionados os figurantes: mendigos, feirantes, prostitutas e etc. No drama de Brasília, a imprensa fez o papel de “etc.”.

 

Apenas compôs o fundo contra o qual se cumpriu o destino dramático da agora velha nova Capital. Elefantes voaram nos céus de Brasília. Elefantes dançaram o rebolation nas cercanias das arcas brasilienses. E a imprensa, vigilante, não viu.

 

Fora de suas cidades-sede, os meios de comunicação mantêm em Brasília suas maiores e mais aparelhadas redações. Descobriu-se que só tinham olhos para o Planalto, o Congresso e a Esplanada. Não viram a sede do governo local. Não viram a Câmara Legislativa.

 

No seu pedaço político, Brasília nunca inspirou confiança. O regime do "separa aí os meus 15%" começou com a chegada das máquinas das grandes empreiteiras.

 

Sempre se disse que aquela ilha, rodeada por coisa nenhuma, daria errado. Era como se a cidade de Juscelino convidasse ao delito.

 

A ausência de multidões seria um estímulo à "propinocracia". Não haveria quem gritasse "pega ladrão". A falta de esquinas facilitaria a fuga.

 

Mas a imprensa concentrou-se apenas nos malfeitores enviados a Brasília pelos eleitores de outros Estados. Súbito, a Capital ganhou autonomia política. E suas urnas passaram a mimetizar os vícios das urnas de alhures.

 

Sobrevieram rorizes, arrudas e seus durvais... Tudo como em outros quintais. E a imprensa, concentrada nos escândalos federais, frangou os locais.

 

A imprensa viu Collor. Pressentira nele um reforço do estereótipo de Brasília. Nascera no Rio. Fizera-se em Alagoas. Mas era como que um filho da Capital.

 

Collor passara a adolescência na cidade. Tivera os olhos vazados por aquele excesso de luz; as narinas invadidas por aquele ar seco. Enlouquecera. Chegara à Presidência com a ilusão de que presidiria. Não conseguiu administrar nem a própria loucura.

 

A imprensa viu FHC. Notou que, a pretexto de inaugurar o moderno, o tucano chafurdou no arcaico. Cavalheiro de uma nova ordem, FHC desfilou pelos salões de Brasília de mãos dadas com o centrão. Sabia que o parceiro não manejava bem os talheres.

 

Intuía que, cedo ou tarde, poderia submetê-lo a constrangimentos. Mas portou-se como se imaginasse que nada o atingiria.

 

O casamento fluiu tão bem que aquilo que parecia estratégia assumiu ares de comunhão de estilos. Vieram os jáderes e outros azares.

 

A imprensa viu muita coisa. Os desvios da Sudam, a “cota federal” da reeleição, as privatizações trançadas no “limite da irresponsabilidade”, isso e aquilo.

 

Nesse período, a imprensa também viu, pela primeira vez, José Roberto Arruda. Virou crise ao violar, em parceria com ACM, o painel secreto do Senado.

 

Arruda era, então, uma crise impossível de não ser vista. A crise ocupava a liderança do governo FHC no Senado. A crise tomava café, almoçava e jantava no Alvorada.

 

O soberano maquinava com a crise formas de estorvar uma CPI da corrupção que o assombrava no Congresso.

 

De repente, a crise renunciou ao mandato. E ficou invisível. Os repórteres foram cuidar de escândalos mais urgentes.

 

Pouco depois, a imprensa viu Lula e o PT. A ousadia do petismo custou ao presidente-operário a perda do apuro, da peseudocastidade.

 

Ainda no primeiro mandato, acumulou-se ao redor do neosoberano um formidável déficit estético. A rotina brasiliense concentrou-se em escândalo.

 

Num processo autofágico, o incômodo deu origem ao absurdo, que gerou o impensável, que produziu o inacreditável, que soltou a língua do Jefferson.

 

De repente, Arruda virou governador. E a imprensa não viu os primeiros passos da dança final. Não viu o crescendo de devassidão.

 

Não viu que, sob as obras de Arruda, vicejava o malfeito. Não viu o sinistro balé de deputados enfiando maços de dinheiro em cuecas, meias e bolsas.

 

O país só tomou conhecimento do que se passava depois que um auxiliar de Arruda, autoconvertido em Silvério do governador, exibiu a cinemateca dos porões.

 

No festejo opaco dos 50 anos de Brasília, a imprensa deve desculpas à Capital. Frequenta o escândalo como pregoeira do fato consumado.

 

No necrológio da autocrítica, a imprensa de Brasília exibe uma nudez humilhante. Morreu muda e cega, envenenada pelas manchetes que não viu e silenciou.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h15

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PSDB sugeriu o fim da reeleição, mas Lula disse ‘não’

‘Era a tese do  FHC para  convencer o Aécio  a ser  o vice’

Ciro: ‘Eleição também significa a possibilidade de perder’

Temer: ‘Não dá voto, mas proporciona a governabilidade’

Minas: ‘Se PT precipitar decisões, vai ao beco sem saída’

São Paulo: PT tem 30%, precisa arrumar os outros 20%’

Transferência: ‘Engraçadíssimo, Aécio transfere, eu não’

Campanha: ‘Eu não vou ficar esperando a banda passar’ 

Sérgio Lima/Folha

 

Um dia depois de José Serra ter defendido mandato de cinco anos e o fim da reeleição, Lula revelou: “Vieram me propor que, se o PT e o PSDB estivessem juntos numa reforma política para aprovar cinco anos, [...] a gente aprovaria...”.

 

“Eu falei para meu companheiro interlocutor: ‘Olha, eu era contra a reeleição, agora eu quero que tenha a reeleição’." Lula não quis dizer se o interlocutor foi Serra. Insinuou ter percebido que a proposta escondia uma manobra: “Era a tese do ex-presidente [FHC], para convencer o Aécio a ser vice. Então, em política não vale ingenuidade”.

 

Lula concedeu entrevista a uma trinca de repórteres: Denise Rothenburg, Josemar Gimenez e Silvia Bessag. A íntegra está disponível aqui. Abaixo os principais trechos:

 

 

- Relação PT-PMDB em Minas: As coisas em Minas Gerais tinham tudo para acontecer normalmente, sem nenhum trauma, sentar PT e PMDB e tentar conversar. Tínhamos e temos chance de ganhar na medida em que o Aécio não é candidato e ninguém pode conseguir transferir 100% dos votos. Tudo isso estava na minha conta. De repente, o PT resolve fazer uma guerra interna sem nenhuma necessidade. [...] Acho que nossos companheiros, Patrus e Pimentel, vão ter que fazer um esforço incomensurável para fazer uma chapa lá. Sinceramente, não acho que a prévia resolva. [...] Se o PT precipitar suas decisões, vai ficando cada vez mais num beco sem saída

- Ciro Gomes: Na última conversa que tive com o presidente do PSB nos colocamos de acordo que deveríamos esperar passar o mês de março para que a gente voltasse a conversar. Estamos em abril. [...] Pretendo conversar com Ciro na medida em que a direção do PSB entenda que já é momento de conversar. Achei interessante quando transferiu o título para São Paulo porque era uma probabilidade. [...] Disse para o Ciro que jamais pediria para uma pessoa ou partido não ter candidato a presidente da República se não tiver um argumento sólido para convencer as pessoas. Ser candidato significa a possibilidade de fortalecer os partidos, mas também significa a possibilidade de você perder uma eleição. [...] A tendência que está acontecendo até agora é a de que caminhamos para uma eleição plebiscitária.
- Ciro Gomes 2: [...] Às vezes, você vai enxergar o erro depois que passou as eleições. [...] O momento político agora me diz que as eleições serão plebiscitárias, que dificilmente haverá espaço para uma terceira candidatura. Agora, tem gente que não acredita. A Marina Silva é candidata porque acredita que pode ganhar. O Ciro Gomes pode querer ser candidato e o PSB entender que deva ser. Agora, para ser candidato é preciso saber qual a composição que você vai fazer, qual o tempo de TV, com quem estará aliado regionalmente. Na hora que o time entra em campo, você precisa ter jogador. Eleição é difícil. No Brasil, é complicado.

- PT X PSDB em São Paulo: O PT não precisa provar para ninguém que tem 30% dos votos em São Paulo. Precisamos arrumar os outros 20%. Eu disse a Mercadante: É preciso que você arrume o teu José Alencar. Porque o José Alencar para mim teve uma importância que não é a da quantidade de votos que ele trouxe só. É a da quantidade de preconceito que ele quebrou. [...] O PT de São Paulo precisa arrumar esse José Alencar. Temos que arrumar um vice que não seja mais à esquerda que o PT, uma pessoa que fale para um segmento da sociedade.
- Michel Temer: A Dilma tem cartão de crédito de oito anos de administração bem-sucedida no Brasil, da qual ela foi uma gerente excepcional. [...] O vice não dá voto. Agora, o Temer eu acho que dará a segurança de um homem que se dedica a vida pública já há muito tempo e tem uma seriedade comprovada dentro do Congresso Nacional. Hoje está mais fortalecido dentro do PMDB e nós trabalhando olhando também o pós-eleição. [...] Então, acho que o Temer, se for ele o indicado pelo PMDB, dará a tranquilidade de que nós não teremos problemas de governabilidade no país.

- Serra e o fim da reeleição: Em política não vale você ficar falando para inglês ver. [...] É importante ter em conta que eles reduziram o mandato de cinco para quatro anos pensando que eu ia ganhar as eleições, em 1994. Aí eles ganharam, e, em 96, aprovaram a reeleição. Aí, para tentarem convencer o Aécio a ser o vice, vieram até me propor que, se o PT e o PSDB estivessem juntos numa reforma política para aprovar cinco anos, sabe, seria o máximo, a gente aprovaria. Eu virei para meu companheiro interlocutor, falei: ‘Olha, eu era contra a reeleição, agora eu quero que tenha a reeleição, mesmo se você ganhar, porque em quatro anos você não consegue fazer nenhuma obra estruturante nesse país, nenhuma’.

- A data da conversa? Faz algum tempo, já.
- Quem era o interlocutori? Não, porque era a tese do ex-presidente [FHC] para convencer o Aécio a ser vice. Então, em política não vale ingenuidade. Ou seja, ninguém vai acreditar que o mesmo partido que criou a reeleição, venha agora querer acabar com a reeleição. [...] Ninguém está pedindo isso. Só o Aécio está pedindo.
- Acha que Aécio será vice de Serra? Não. Acho que o Aécio está qualificado politicamente para ser o que ele quiser ser. Agora, se ele for vice, vai se desgastar muito porque é só pegar o que o Estado de Minas escreveu das divergências de Aécio com Serra. [...] O Aécio vai colocar muita dúvida na cabeça do povo mineiro.
- O PT vai monitorar Dilma? Não existe nenhuma hipótese. [...] Eu vou poder ajudar muito mais a Dilma dentro do PT não sendo presidente da República do que sendo presidente da República. Eu, fora da Presidência, estarei mais nos eventos do PT, estarei participando mais das coisas do PT.

- Transferência de votos: É engraçado, porque as pessoas que acham que eu não vou transferir voto para a Dilma acham que o Aécio vai transferir para o Serra. É engraçadíssimo porque as pessoas olham o seu umbigo e dizem ‘o meu é o mais bonito de que todos’. [...] O que me dá uma segurança é que o mesmo povo que me dá o voto de confiança há sete anos vou pedir para dar um voto de confiança para Dilma.

- Campanha: Eu vou fazer campanha. Não pensem que vou ficar parado vendo a banda passar. Eu quero estar junto da banda, até porque acho que a campanha da Dilma é parte do meu programa de governo para dar continuidade às coisas que nós precisamos fazer no Brasil.
- Taxa de desconhecimento de Dilma nos grotões: Há tempo suficiente [para torná-la conhecida]. É lá que eu vou chegar. Lá eu não vou nem chegar, lá eles são Lula. Lá eu estou representado, lá eles são eu. Eu quero ir é nos lugares onde estou...

- Prevê vitória no primeiro turno? Não acho nem que sim, nem que não. Vamos trabalhar para ter o máximo. [...] A única coisa que não quero é que tenha terceiro turno. E que quem perca, exerça a democracia acatando o resultado eleitoral. E não tente dar golpe, como tentaram me dar em 2005.

- Volta em 2014? [...] Quando o político é canalha, ele não quer eleger o seu sucessor. O velhaco quer voltar. Indica alguém que não pode ser candidato em 2014 e alguém que ele sabe que é fraco. Eu não. Estou indicando o que tenho de melhor. Para ganhar. E , se ganhar, ter o direito de governar mais quatro anos.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h55

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Belo Monte: construtoras podem deixar consórcio

 

- Folha: Vencedores se desentendem após leilão

 

- Estadão: Consórcio bancado pelo governo leva Belo Monte

 

- JB: Belo Monte, leilão sob suspeita

 

- Correio: Lula : “Não quero mais o fim da reeleição”

 

- Jornal do Commercio: Governo e prefeitura juntos no inverno

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h47

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Calendário!

Paixão

Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h48

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Comissão do Senado aprova R$ 15 milhões para UNE

 

Passou na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado o projeto de Lula que prevê o repasse de mais de R$ 15 milhões à UNE.

 

O dinheiro será liberado na forma de "indenização". Destina-se à reconstrução da sede da entidade, no Rio, destruída em 1964, sob a ditadura militar.

 

A proposta vai agora ao plenário do Senado. Aprovado, segue para a sanção de Lula.

 

O projeto da nova sede da UNE traz a assinatura de Oscar Niemeyer. Coisa fina. Treze andares. Inclui teatro e centro cultural.

 

O direito à indenização parece incontroverso. O que se pergunta é: não poderia sair por menos? Domesticada por Lula, a UNE acha que não. Se bobear, pede mais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h43

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Ficha limpa conterá uma janela para os ‘fichas-sujas’

Sérgio Lima/Folha

 

A platéia, em sua ingenuidade jucunda, não imagina como os congressistas precisam das poses. No Congresso, cada frase ou gesto é uma pose.

 

No debate sobre o projeto da ficha limpa, as poses, por exageradas, tornaram-se um quadro plástico.

 

A coisa se encontra, por ora, na Câmara. Se pudesse, a maioria dos deputados daria um golpe de gaveta e sairia de fininho.

 

O problema é que a proposta, de iniciativa popular, carrega consigo o peso de 1,6 milhão de assinaturas.

 

Impedidos de fingir que a encrenca não existe, os parlamentares simulam interesse.

 

Na versão original, o texto era draconiano. Previa que, condenado em primeira instância, o sujeito ficaria proibido de ir às urnas.

 

Formou-se uma comissão especial. Discute daqui, articula dali, atenuou-se a matéria.

 

Só ficariam impedidos de disputar mandatos os políticos condenados em julgamentos colegiados.

 

Na prática, a decisão migrou da primeira para a segunda instância do Judiciário.

 

Alegou-se que os juízes, em suas decisões monocráticas, poderiam submeter os candidatos a “perseguição política”.

 

Pois bem, ao chegar no plenário da Câmara, o projeto foi submetido a uma meia-volta. Decidiu-se não decidir.

 

Por pressão das legendas que integram o consórcio governista, a proposta desceu à Comissão de Justiça, para receber emendas.

 

A comissão deveria ter deliberado sobre a matéria nesta terça (20). Deu-se, porém, um novo golpe de barriga.

 

Adiou-se a votação para quarta (28) da semana que vem. De antemão, um aviso: o projeto será, de novo, atenuado.

 

Abriu-se uma nova janela para os malfeitores. Foi condenado por um juiz? Pode se candidatar. A condenação foi ratificada no segundo grau? Também pode.

 

Para se manter elegível, basta que o candidato sujo recorra ao STJ, a terceira instância do Judiciário. O recurso terá efeito suspensivo.

 

Significa dizer que, uma vez aceito pelo tribunal, o sujo fica limpo até o julgamento final do processo.

 

Ah, sim, outra coisa: O presidente da Comissão de Justiça, Eliseu Padilha (PMDB-RS), avisou que, se aprovada, a novidade não será aplicada na eleição desse ano.

 

Ou seja, em 2010, o bloco dos sujos vai à avenida livre de constrangimentos. "Não podemos ter a ilusão. Isso não terá a vigência neste ano", disse Padilha.

 

- Serviço: nesta terça (20), a Câmara inaugurou um serviço novo. Passou a receber comentários dos internautas nas notícias que leva à web.

 

Pressionando aqui, você chega ao texto que trata do projeto da ficha-quase-quem-sabe-talvez-semi-limpa. Vá lá, deixe o seu comentário.

 

Mas, atenção, não adianta enviar expressões de calão raso. Há um filtro.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h53

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No microblog, Ciro alonga sua agonia: ‘Sigo lutando’

   Sidinei Lopes/Folha
Noutros tempos, Ciro Gomes tinha sempre um trovão no bolso. Contrariado, estrondeava.

 

Hoje, sob questionamento de aliados e partidários, Ciro tem sempre à mão um texto para a internet.

 

A web tornou-se o palco da agonia de Ciro. Na última mensagem que pendurou no microblog, agradeceu:

 

"Muito obrigado pela força! Mais de três mil manifestações de apoio postadas no cirogomes.com. Sigo lutando!"

 

O PSB reúne sua Executiva na próxima terça (27). Na pauta, um tema único: o que fazer com Ciro? A maioria quer dar-lhe as costas.

 

Em seu penúltimo artigo, Ciro anotara que aceitaria a decisão, fosse qual fosse. O o que lhe resta.

 

Ciro começou a perder a candidatura presidencial ao cair na macumba da transferência do título eleitoral para São Paulo.

 

Para quem ambicionava o Planalto, errou o alvo. Ao deixar a impressão de que o Palácio dos Bandeirantes o contentaria, virou o alvo.

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Escrito por Josias de Souza às 20h50

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Dilma afirma que ‘não é cabível’ vestir boné do MST

  José Cruz/ABr
Um dia depois de o MST ter ocupado 19 instalações do Incra, inclusive em Brasília, Dilma Rousseff condenou o movimento.

 

“O governo não pode aceitar práticas ilegais. A legalidade é a base de qualquer governo...”

 

“...Não está correto tomar conta de prédios públicos. Isso nós não aprovamos e não aceitamos”.

 

Apoiada pelo MST, a presidenciável petista fez as declarações em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

 

A certa altura, perguntou-se a Dilma se, eleita, levaria à cabeça o boné do MST. Algo que Lula já fez.

 

E ela: “Eu acho que isso não é cabível. [...] A gente tem que ter muita consciência de que governo é governo, movimento é movimento”.

 

Entre as mordidas, Dilma assoprou. Disse que não aceita a “repressão” a manifestações pacíficas do MST. Defendeu o “diálogo”.

 

“O movimento vai reivindicar o que ele quiser. E o governo vai tentar chegar até onde ele pode. [...] Isso conseguimos através do dialogo”.

 

Declarou que, sob Lula, o governo “instituiu a paz no campo”. Quantificou em “mais de 590 mil hectares” as terras desapropriadas para assentamentos.

 

Mencionou, de resto, a ampliação de crédito, a instalação de luz no campo, o estimulo à agricultura familiar e o financiamento para a compra de tratores.

 

Instada a comentar o “Abril Vermelho”, voltou a morder:

 

“[...] Acho que não está certo é de alguma forma tumultuar a vidas das pessoas que não são responsáveis pelas políticas...”

 

“...Paralisar cidades, impedir o livre trânsito, tudo isso é incorreto, é ilegal. E ilegalidade você não pode conviver estando no governo”.

 

Curiosamente, não inculiu no rol de “ilegalidades” a invasão de terras privadas.

 

Entre dentadas e assopros, ficou-se com a impressão de que, num eventual governo Dilma, o MST continuará sendo tratado a golpes de gogó.

 

Sob holofotes, críticas. Na sombra dos gabinetes, lideração de verbas para ONGs que, na ponta, ajudam a financiar as “ilegalidades”.

 

Noutro trecho da entrevista, Dilma foi instada comentar uma analogia feita pelo rival José Serra.

 

Serra dissera que a eleição de Dilma não é garantia da continuidade de Lula. Para reforçar o argumento, o tucano dissera:

 

“Lembra o que ocorreu em São Paulo com Maluf e Pitta? O Maluf estava bem avaliado e bancou o Pitta...”

 

“...O Pitta foi diferente do Maluf ou não foi? Foi outra coisa. Não necessariamente o sucessor replica o antecessor mesmo tendo sido apoiado por ele".

 

E Dilma: “Nem eu nem o presidetne podemos ser comparados com ninguém. [...] Nem o presidente é o Maluf nem eu sou o Pitta. É uma constatação óbvia”.

 

Disse que mantém com Lula uma “relação de extrema lealdade”. Mais adiante, afirmou que, eleita, espera encontrar no chefe “um conselheiro”.

 

Perguntou-se a Dilma se, diante de uma decisão complicada, pediria socorro a Lula. A candidata respondeu que, no governo, tomou decisões acerbas.

 

Segundo ela, Lula é o tipo de chefe que estimula os auxiliares a agir. Disse que o ministério não é feito de “marionetes”.

 

Dilma foi inquirida também sobre seu passado guerrilheiro. Há algo que tenha feito na juventude de que se arrependa? A candidata disse:

 

“[...] Arrepender é um sentimento que só deve ter quando fez deliberadamente uma coisa para maltartar alguém, machucar alguém ou prejudicar alguém. Eu não fiz isso ao longo da minha vida...”

 

“[...]... A gente pode amadurecer. Pode inclusive modificar várias posições. Mas eu posso dizer: mudei, mas não mudei de lado...”

 

“...Não saí de um lado e fui pro outro lado. [...] A realidade mudou. Eu vivia numa ditadura, hoje vivo numa demcoracia. Então, eu mudei também a minha visão do mundo. É muito ruim ser jovem na ditadura”.

 

Acha que, hoje, a juventude, livre para se expressar, não sabe que no Brasil pós-golpe de 64 “nós eramos presos e procurados pelo delito de opinão...”

 

“...Foram anos de chumbo e anos negros. [...] O Brasil tava iluminado de forma muito ruim. Não era propriamente um mundo apagado, era um mundo com uma luz que não iluminava aquilo que interessava iluminar”.

 

Pôs-se, então, a elogiar o Brasil de Lula, que “deu oportunidades a homens, mulhres, índios e negros...”.

 

Dilma repisou as metáforas que cunhou para atacar Serra e os aliados dele: “lobos em pelo de cordeiro” e “biruta de aeroporto”.

 

No mais, falou de coisas pessoais. Disse que não está apaixonada, embora desejasse estar. Lamentou ter engordado três quilos. Contou que está fazendo musculação.

 

Revelou-se uma admiradora de Roberto Carlos. Cantarolou Luiz Gonzaga. Estimulada por Lula, provou buchada de bode –“Não é a coisa que eu mais goste no mundo”.

 

Prefere arroz com feijão, quiabo, uma “boa galinha caipira”, ovo frito e salada de alface com tomate. “Sou mineira, né?” Bebida? Vinho. Cigarro? Parou em 89.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega ao áudio da entrevista, no blog do Jamildo.

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Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Ordem do Rio Branco virou uma ‘distinção’ indistinta

Lula Marques/Folha

 

Festeja-se neste 20 de abril o Dia do Diplomata. Como faz todos os anos, o Itamaraty condecorou brasileiros ilustres com a Ordem do Rio Branco.

 

Trata-se de uma comenda criada em fevereiro de 1963, sob João Goulart.

 

É oferecida a pessoas que, “pelos seus serviços ou méritos excepcionais, se tenham tornado merecedoras de distinção”.

 

Entre os agraciados de 2010 estão a primeira-dama Marisa e a vice-primeira-dama Mariza.

 

A lista inclui também dois servidores da Presidência: Erenice Guerra e Bruno Gaspar.

 

Ela, ex-segunda de Dilma Rousseff, acaba de ser guindada à chefia da Casa Civil.

 

Ele, espécie de sub do sub, é assessor do assessor internacional de Lula, Marco Aurélio Garcia.

 

Os “méritos excepcionais” das mulheres de Lula e de Alencar são desconhecidos.

 

O feito mais conhecido de Erenice é a coordenação do levantamento de dados que ficou conhecido como dossiê de gastos sigilosos de FHC e Ruth Cardoso.

 

Quanto a Gaspar, ganhou fama em julho de 2007. Deu-se nas pegadas do célebre acidente com o avião da TAM, em Congonhas.

 

O assessor foi pilhado numa cena na qual celebra, junto com o chefe, a notícia de que o acidente decorria de falha técnica (reveja abaixo).

 

 

Como se vê, o Itamaraty converteu a Ordem do Rio Branco numa “distinção”, por assim dizer, indistinta. Virou qualquer coisa.

 

O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído do barão de Rio Branco festejando, no túmulo, a inclusão entre os agraciados do artilheiro sérvio Dejan Petković, do Flamengo.

 

Méritos excepcionais? Pelo menos fez um bocado de gols.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h18

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Lula se jacta de não ter levantado para George Bush

 Lula discursou nesta terça (20) para uma turma de formandos do Instituto Rio Branco.

 

Disse que, sob sua gestão, o Brasil deixou de ser coadjuvante no mundo, “virou importante”.

 

Algo que, segundo Lula deve orgulhar os novos diplomatas brasileirose inspirar um comportamento altivo.

 

Nada do velho “complexo de vira lata”, Lula repisou. Sem citar o nome de Celso Lafer, ex-chanceler de FHC, ironizou-o.

 

Lula evocou o fato de Lafer ter tirado os sapatos numa revista a que foi submetido na alfândega dos EUA.

 

Disse que um ministro seu que se submetesse a tal constrangimento seria demitido.

 

Contou que, seis meses depois de assumir a Presidência, em 2003, participou de uma reunião do G8.

 

“Chegamos na reunião e já estavam lá quase todos os presidentes. Faltava chegar o presidente dos EUA...”

 

“[...] Quando o [George] Bush entra, todo mundo levanta. Eu falei pro Celso [Amorim]: Vamos ficar sentados...”

 

“...Ninguém levantou quando eu cheguei! Qual é a subserviência de a gente levantar porque chegou o presidente dos EUA?”

 

Lula faz bem em inocular altivez na alma dos novos diplomatas. Pena que sua lição tenha sido incompleta.

 

Poderia ter pronunciado meia dúzia de palavras sobre direitos humanos. Quem sabe mencionasse uma hipotética visita presidencial a Cuba.

 

Diria que, se indagado a respeito de presos de consciência, o presidente do Brasil levantaria a fronte expressaria contrariedade.

 

Confrontado com a morte de um preso político após greve de fome de 85 dias, jamais diria que o infeliz “se deixou morrer”.

 

Encerraria: “Assim como não se deve levantar para o presidente dos EUA, é inaceitável ajoelhar-se para o ditador de Cuba”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 15h32

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Tasso vê rancor em Dilma e ‘paz e amor no Serrinha’

  Alan Marques/Folha
O senador Tasso Jereissati, cacique da etnia tucano-cearense, reuniu a tribo para esboçar a estratégia da campanha de José Serra no seu Estado.

 

Os repórteres instaram Tasso a comentar declaração atribuída ao presidente do PT, José Eduardo Dutra.

 

O mandachuva petista dissera que Serra faz elogios simulados a Lula para achegar-se ao eleitorado que venera o presidente. E Tasso, entre risos:

 

"O presidente do PT deveria se preocupar mais com a agressividade, com o aspecto rancoroso da sua candidata, do que com a paz e o amor do nosso Serrinha".

 

Famoso pelas divergências internas que lhe renderam a fama de inimigo cordial de Serra, Tasso se esforça agora para demonstrar unidade.

 

Expressa a suposta união de maneira peculiar: "Dizem que Serra não gosta do Nordeste. E dizem até que eu não me dou bem com ele...”

 

“...É verdade que eu não o acho bonito e nem cheiroso. Mas, na época em que ele foi ministro do Planejamento, ajudou a fazer o [açude] Castanhão".

 

O senador planeja levar Serra ao Ceará pelo menos cinco vezes durante a campanha.

 

Uma parte dos índios da tribo cobrou do cacique o lançamento de um candidato tucano ao governo cearense.

 

Tasso disse que, havendo consenso, não se opõe à ideia. Mas diz que as pesquisas desrecomendam esse caminho.

 

Costura sua reeleição ao Senado em “aliança branca” com o governador Cid Gomes (PSB), irmão do velho amigo Ciro Gomes.

 

A propósito, Tasso aproveitou os holofotes para sair em socorro de Ciro. Disse que Lula e o PT o tratam de forma indigna.

 

"O que se fez com um aliado da categoria de Ciro realmente mostra do que o PT é capaz de fazer com seus aliados quando quer uma coisa...”

 

“...Acho que ele foi usado e agora está sendo jogado fora porque não interessa. [...] É de uma perversidade que não tem tamanho".

 

Para Tasso, Ciro “foi tratado pelo governo e pelo PT de maneira cruel. Foi esvaziada e desidratada sua candidatura de maneira quase que perversa”.

 

Tasso não disse, mas a passividade de Ciro chama mais a atenção do que a “perversidade” de Lula.

 

Aplicando-se ao pseudopresidenciável do PSB o raciocínio usado por Lula no caso dos presos políticos de Cuba, pode-se dizer: Ciro se deixou morrer.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h50

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De Sanctis quebra sigilo bancário e fiscal da Bancoop

  Patrícia Stavis/Folha
O juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, decretou a quebra do sigilo bancário e fiscal da Bancoop.

 

Quebrou-se também o sigilo de um fundo de investimento criado pela cooperativa habitacional em 2004.

 

Deve-se a informação ao repórter Flávio Ferreira. Em notícia levada às páginas da Folha, ele informa:

 

1. A quebra dos sigilos da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo e do fundo criado pela entidade foi requerida pela Polícia Federal.

 

2. Deu-se no âmbito de um inquérito aberto pela PF no ano de 2008. É conduzido pelo delegado Pedro Henrique Maia.

 

3. No centro da investigação está o FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios), criado pela Bancoop há seis anos.

 

4. Apura-se a suspeita de gestão fraudulenta. Os principais cotistas eram fundos de pensão de empresas estatais.

 

5. A Funcef, que gere a caixa de aposentadoria dos funcionários da Caixa Econômica Federal, aportou no fundo da Bancoop R$ 11,2 milhões.

 

6. A Petros, fundação que gere o fundo previdenciário dos servidores da Petrobras, entrou com R$ 10 milhões.

 

7. A Previ, caixa de previdência dos servidores do Banco do Brasil, aplicou R$ 5 milhões.

 

8. O fundo da Bancoop, revelou-se, em 2008, um investimento de alto risco. A cooperativa já era alvo de investigação da Promotoria de SP.

 

Suspeitava-se, desde então, que a cooperativa desviara verbas recolhidas de associados para dirigentes petistas e para o caixa dois de campanhas do PT.

 

9. Há oito meses, em agosto de 2009, a Bancoop promoveu uma reunião dos cotistas de seu fundo. Propôs um acordo.

 

10. Os fundos de pensão das estatais e outros investidores aceitaram zerar suas posições na carteira do fundo da Bancoop.

 

11. Retiraram-se do negócio levando metade da rentabilidade que estimaram receber ao entrar. Em vez de 12,5%, só 6% ao ano, mais a variação da inflação.

 

12. Procurados, Funcef, Petros e Previ negaram a existência de irregularidades na relação com a Bancoop.

 

13. Os fundões das estatais alegam que o acordo celebrado com a cooperativa ligada ao petismo não resultou em prejuízos. 

 

O percentual obtido (6% ao ano mais correção pelo IPC) situa-se dentro da faixa mínima de lucratividade que os fundos das estatais se autoimpõem.

 

14. Ouvida, a assessoria da Bancoop informou que a entidade não se manifestaria sobre a decisão do juiz De Sanctis.

 

15. A corretora Planner, contratada como gestora do fundo da Bancoop, também não quis se pronunciar. Disse que ainda não foi notificada da decisão judicial.

 

16. A Bancoop era geridada até dois meses atrás pelo petista João Vaccari Neto. Ele deixou a presidência da entidade para assumir a tesouraria do PT federal.

 

17. Vaccari sempre negou a existência de malfeitos na Bancoop. Diz que as acusações contra a cooperativa têm motivação eleitoral e visam desgastar o PT.

 

18. Do outro lado do balcão, há cooperados que pagaram por imóveis que a Bancoop jamais entregou. Daí as investigações.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h01

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Sabatina de Gilmar na web vira festival de saias jutas

 

Foi duríssima a inédita sabatina a que se submeteu Gilmar Mendes, presidente do STF, na internet.

 

Organizada em parceria com o Youtube, a inquirição foi transmitida ao vivo.

 

As perguntas foram enviadas por internautas e submetidas a votação eletrônica.

 

Gilmar respondeu às questões mais votadas. Não houve censura prévia. Excluíram-se apenas as expressões chulas e mais ofensivas.

 

No topo das preferências dos navegantes, as questões relacionadas ao par de habeas corpus concedidos por Gilmar ao banqueiro Daniel Dantas.

 

De resto, o presidente do Supremo foi submetido a inquirições que embutiam no enunciado qualificações pouco lisonjeiras.

 

Numa, Gilmar foi chamado de "uma das vozes mais contundentes da direita conservadora". Noutra, de "coronelzinho".

 

Uma referência à atuação da família do ministro na política de Mato Grosso. Tema que ganhou o noticiário, segundo Gilmar, graças à “pistolagem jornalística”.

 

O tema fora objeto de um bate-boca que Gilmar travara com Joaquim Barbosa, no ano passado.

 

No vídeo lá do alto você assiste à íntegra da entrevista de Gilmar. Tem 42m18s. Vale o quanto dura. Outras autoridades do serviço público deveriam imitar Gilmar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h21

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Europa cria três zonas de segurança para vôos

 

- Folha: Europa faz plano para retomar 45% dos vôos

 

- Estadão: Justiça susta leilão de Belo Monte e diz que debate foi 'encenação'

 

- JB: Guerra de liminares

 

- Correio: Rosso defende união para tirar DF da crise

 

- Valor: Grandes empresas dos EUA terão negócios na Bovespa

 

- Jornal do Commercio: Dia de cão no Recife

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h11

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O $alvador da usina!

Via sítio Nani Humor. Nesta segunda (19), a Justiça suspendeu pela segunda vez o leilão da usina de Belo Monte. Noves fora a encrenca judicial, os índios ameaçam invadir a área.

O governo se dispõe a financiar, via BNDES, até 80% da obra. Pressionando aqui, você chega a um texto que troca a novela em miúdos.

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Escrito por Josias de Souza às 00h43

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Lula cogita 'conduzir' Dilma a palanque no 1º de Maio

José Cruz/ABr

 

O comando da campanha de Dilma ‘Lulodependente’ Rousseff começou a organizar a próxima aparição da candidata ao lado de Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva.

 

Deve ocorrer no Dia do Trabalhador, 1º de maio, em palanque montado por centrais sindicais, em São Paulo.

 

O evento depende apenas de uma análise jurídica e da palavra final de Lula. O martelo será batido até o final da semana.

 

O último evento conjunto da dupla ocorrera em 10 de abril, no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo.

 

Resultou em nova ação do PSDB no TSE. Além de acusar Lula e Dilma de fazer campanha ilegal, o tucanato questiona o uso eleitoral de verbas sindicais.

 

Daí a análise jurídica encomendada pelo comitê de petistas que assessora Dilma. Programa-se, de resto, o calendário das próximas viagens da candidata.

 

O roteiro inclui, além de São Paulo, dois Estados-problema: Paraná e Rio de Janeiro. São locais onde os palanques de Dilma ou balançam ou estão eletrificados.

 

No Paraná, o palanque bambeia. Ali, Lula tenta, desde o ano passado, empurrar o PT para dentro da coligação do senador Osmar Dias (PDT).

 

Porém, Osmar coleciona divergências com o petismo paranaense. Passou a flertar com a candidatura tucana de Beto Richa, um apoiador de José Serra.

 

Nas últimas semanas, o Osmar levou à balança a hipótese de disputar a reeleição ao Senado, não o governo paranaense.

 

No Rio, são dois os palanques que se dispõem a recepcionar Dilma: o de Sérgio Cabral (PMDB) e o de Anthony Garotinho (PR).

 

Sentindo-se preterido, Garotinho virou fio desemcapado. No domingo (18), ensaiou um curto-circuito.

 

Garotinho acusou o ex-aliado Cabral de enriquecimento ilícito. E deixou em suspenso o apoio a Dilma.

 

Não serão as primeiras divergências a cruzar o caminho da candidata. Dilma já deixou um rastro de polêmica em Minas e no Ceará.

 

A despeito disso, o comando da campanha avalia que a necessidade de expor a candidata se sobrepõe às quizilas regionais.

 

Nesta segunda (19), foi inaugurado o comitê suprapartidário de coordenação da campanha. Uma tentativa de atenuar as encrencas estaduais.

 

Prevê-se que os aliados farão reuniões quinzenais. O próximo encontro foi agendado para 3 de maio.

 

Diz-se que a agenda de Dilma será debatida nesse colegiado. Mas o PT levará à mesa pratos prontos.

 

Pafra complicar o novo comitê deve produzir outra polêmica. Previra-se, de início, que apenas partidos já fechados com Dilma teriam assento no grupo.

 

Por esse critério, teriam voz, além do PT: PMDB, PDT, PR, PRB e PCdoB. Súbito, incluíram-se representantes do PTB e do PP no conselho.

 

O PTB, embora desunido, pende para o apoio a Serra. O PP analisa a alternativa de se manter neutro, liberando seus diretórios estaduais.

 

A despeito disso, foram à primeira reunião os petebês Gim Argello (DF) e Jovair Arantes (GO); e pepê João Leão. Vem barulho por aí.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h17

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Dilma responde na web apenas questões ‘amistosas’

Depois, candidata compara Serra a ‘biruta de aeroporto’

 

Dilma Rousseff concedeu uma entrevista na web. Falou a cinco “inquisidores” selecionados previamente.

 

As perguntas foram encaminhadas com antecedência. E a candidata só respondeu às questões que sua assessoria considerou convenientes.

 

Dilma desperdiçou a atenção da platéia discorrendo sobre coisas como óculos e novelas.

 

Desviou-se de uma questão sobre a participação das mulheres na política. Preferiu falar da importância de combater a disseminação do crack.

 

Numa levantada de bola, Dilma disse que sua prioridade será, se eleita, a educação. Dilma prometeu repetir a entrevista eletrônica semanalmente.

 

Oficialmente, informou-se que a pseudoentrevista da candidata foi acompanhada por 7,2 mil internautas. O repórter apurou que os acessos foram inferiores a 5 mil.

 

Dilma informou que, sempre que a agenda permitir, planeja falar aos internautas semanalmente.

 

Se a conversa for como essa primeira, submmetida ao cercadinho da assessoria, melhor não fazer.

 

Depois de deixar o computador, Dilma falou aos repórteres. Perguntaram-lhe o que achara de uma declaração de José Serra.

 

O rival dissera que o PAC não passa de uma lista de obras. Seria a manifestação de um “lobo em pele de cordeiro”?

 

Dilma disse que não. As declarações de Serra, segundo ela, estão “mais para biruta de aeroporto, porque cada dia é de um jeito”. Ela defendeu o PAC.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h21

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No rastro de Lula, Marina vai à ‘Raposa Serra do Sol’

Ricardo Stuckert/PR

 

Lula e Marina Silva foram homenageados pelos índios da reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

 

Deu-se, porém, em momentos distintos. Ex-ministra do Meio Ambiente, a presidenciável do PV evitou o encontro com o ex-chefe.

 

Lula disse que, ao homologar a demarcação da reserva, feita sob FHC, foi “demonizado” em Roraima.

 

Na visita desta segunda (19), disse que não se opõe ao desenvolvimento econômico do Estado. Mas acha que a presperidade não pode vir em prejuízo dos direitos dos índios.

 

A caminho da reserva, Marina pendurou um texto em seu blog. Lembrou que, ainda no ministério, recebeu de Lula uma incumbência.

 

Tornou-se uma espécie de “embaixadora” da demarcação da reserva, confirmada em julgamento do STF.

 

Noutro artigo, veiculado em sua coluna semanal da Folha, Marina atribuiu a vitória não ao governo ou a ela prórpria, mas aos índios.

 

Antes de deixar a reserva, Lula cometeu uma remeridade: acomodou na cabeça um cocar. Ulysses Gumarães, velho cacique do PMDB, dizia que dá azar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h14

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Roberto Freire contesta o ‘apoio’ do PPS-BA a Geddel

  Bruno Miranda/Folha
Anunciado no sábado (17), o apoio do PPS baiano à candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) sofre contestação da direção nacional da legenda.

 

Presidente do PPS federal, Roberto Freire disse ao blog que encaminhará nesta semana um pedido de explicações ao diretório do PPS-BA.

 

De antemão, avisa que a parceria com Geddel “não vai prosperar”. Segundo Freire, “tem gente na Bahia, no próprio diretório, que é contra isso”.

 

Freire vai submeter a decisão baiana ao crivo da direção nacional do PPS. Escora-se numa resolução aprovada pela legenda em congresso.

 

Prevê o seguinte, no dizer de Freire: “Toda e qualquer aliança regional que fuja ao apoio nacional a José Serra terá de ser aprovado pela direção nacional”.

 

“O PMDB da Bahia definiu-se claramente por Dilma Rousseff”, disse Freire. “O PPS, como legenda pequena, entra nesse acerto como mera massa de manobra”.

 

Lembra que, na Bahia, a coligação natural do PPS é com a candidatura de Paulo Souto (DEM), apoiada pelo PSDB de Serra.

 

Rejeita o argumento de que o palanque de Geddel poderia favorecer a eleição de deputados do PPS.

 

“Para nós, não tem nenhum sentido esse negócio de fazer política na base de eleger um deputado. Não é o nosso estilo. Não vou admitir. Que bricnaeira é essa?...”

 

“...O PPS não é uma legenda qualquer. Tem história. Isso pode acontecer em qualquer outro partido, no nosso não!”

 

A Bahia não é caso isolado. O PPS cogita aliar-se a legendas governistas em outras praças.

 

Na Paraíba, por exemplo, o partido de Freire ensaia uma aliança com o ex-prefeito de João Pessoa, Ricardo Coutinho, do protolulista PSB.

 

Freire dierencia um caso do outro. “São coisas completamente distintas. Na Paraíba, todo o apoio que o Ricardo Coutinho tem é do PSDB, do DEM e nosso...”

 

“Ele pode até apoiar a candidatura de Dilma ou de Ciro Gomes, se o PSB determinar, mas há espaço para que a gente faça a campanha do Serra na Paraíba...”

 

“...Na Bahia é diferente, nós temos alternativa. Ficar com Geddel não tem justificativa. O PPS, partido pequeno, ficiaria aliado a uma candidatura em que todas as forças estão engajadas na campanha da Dilma. Faríamos papel de menino de recado. É inaceitável!”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Patrulhada pelo PT, Globo tira do ar seu jingle festivo

 

A TV Globo comemora 45 anos na próxima segunda (26). Para celebrar a data, a emissora levou ao ar um vídeo (assista aí no alto).

Mal começou a ser exibido, na noite de domingo (18), a peça da Globo passou a ser objeto de fulminante patrulha do petismo.

 

Por quê? Primeiro por conta do algarismo 45. Além de expressar a quantidade de anos da Globo, é o número do PSDB.

 

Segundo, por causa de uma frase: "Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais".

 

Para o petismo, trata-se de alusão camuflada ao slogam de Serra: “O Brasil pode mais”.

 

O secretário de Comunicação do PT, André Vargas, anotou em seu blog: "Denúncia: Lema de Serra ‘inspira’ jingle da Rede Globo”.

 

Em nota, a emissora dobrou os joelhos. Disse que o vídeo festivo foi produzido em novembro do ano passado.

 

Uma época em que "não existiam nem candidaturas muito menos slogans". A despeito disso, rendeu-se à patrulha:

 

"Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa e está suspendendo a veiculação do filme".

 

Quando as patrulhas começam a enxergar fantasmas em inofensivos vídeos comemorativos, é porque o país está maduro para a carnificina ideológica.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h19

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Em tempos de pós-Lula, Aécio Neves ‘cultiva’ a barba

Divulgação

 

Um Aécio Neves diferente recepcionou José Serra em Belo Horizonte nesta segunda (19).

 

Longe dos holofotes desde 10 de abril, o grão-duque do tucanato mineiro veio à boca do palco com o rosto forrado por uma inusual barba.

 

Os repórteres fizeram alusão a Lula. E Aécio: "Qual a exclusividade que ele tem da barba?...”

 

“...Estou aproveitando uns dias para vocês descansarem de mim e eu ir descansando um pouco a pele também".

 

Ah, bom!

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h54

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Serra diz que, eleito, vai propor 5 anos sem reeleição

  Folha
É sempre a mesma história. Durante a campanha, o candidato torce o nariz para a reeleição.

 

Eleito, encanta-se com o conforto da cadeira, dá meia-volta, desembarca da tese e sai de fininho.

 

No caso de José Serra, a esperteza tem serventia adicional. Afaga a ambição de Aécio Neves, que sonha com o andar da fila.

 

Pois bem, nesta segunda, de passagem pela terra de Aécio, Serra disse que, eleito, vai propor ao Congresso mandato de cinco anos sem reeleição.

 

Disse que, no passado, trocara dois dedos de prosa com Lula sobre esse tema. Não especificou a data. Mas contou: “Ele estava de acordo. Depois mudou de idéia”.

 

Curiosamente, a reeleição foi injetada no ordenamento constitucional por obra e graça do grão-tucano FHC.

 

Deu-se numa atmosfera em que os votos a favor foram alavancados à base da pecúnia.

 

FHC nega até hoje que tenha ajudado a molhar a mão da bancada remunerada. Porém...

 

Porém, as fitas do escândalo fazem menção a uma curiosa “cota federal” do companheiro “Serjão”.

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Escrito por Josias de Souza às 14h58

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FHC e o mito Lula: ‘Pelé também era. E veio Ronaldo’

  Folha
Em entrevista concedida na noite passada, Fernando Henrique Cardoso aceitou a tese de que Lula tornou-se um “mito”.

 

Foi instado a comentar um raciocínio atribuído ao sociológico Hélio Jaguaribe: um mito só pode ser “contraposto” por outro mito.

 

“Não necessariamente”, disse FHC. “Às vezes não precisa contrastar o mito. Deixa o mito. Pelé foi um mito. Isso não impediu que houvesse o Ronaldo”.

 

Ele falou ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes. Noutro trecho, FHC foi instado a explicar a impermeabilidade de Lula ‘Teflon’ da Silva.

 

Por que nada de ruim gruda no presidente? FHC listou dois motivos: “Primeiro, a situação econômica é boa. O segundo é que ele é muito bom pra comunicar”.

 

Acha que Lula é a cara do brasileiro? “De um certo tipo de brasileiro, sim”, FHC assentiu. “Mas ele tem um lado macunaímico forçado demais”, alfinetou.

 

Recordou-se durante a entrevista uma tese do próprio entrevistado: não se ganha eleição sem emoção. Perguntou-se: A emoção de 2010 não seria Lula?

 

E FHC: “Pois é, mas se ficar só no presideente Lula não passa pra Dilma [Rousseff]. A emoção tem que se corporificar em alguém”.

 

Disse que, numa eleição, “o desempenho do ator é essecial”. Evocou o exemplo de Barack Obama. “Ele eletrizou” o eleitorado americano, disse.

 

Por que votar em José Serra e não em Dilma Rousseff? “O Serra tem experiência política e serviços prestados ao Brasil. É líder, comandou...”

 

“...É uma pessoa que a gente pode dizer: Esse eu sei que faz”. E quanto a Dilma?

“A outra é uma incógnita...”

 

“...Não quero criticá-la, Eu não sei, não sei, não sei o que ela fez. Ela nunca liderou nada. É difícil entregar o destino do país a alguém assim”.

 

Irônico, FHC disse que, “de repente, na campanha, Dilma demonstra” do que é capaz. “O Obama demonstrou. Mas é preciso ser Obama, ter capacidade de liderar”.

 

Que peso terá Lula, do alto de sua popularidade, na eleição? “O peso é grande”, disse FHC. “É tão grande que a Dilma tem votos”.

 

Realçou, porém, o fato de que a popularidade de Lula [76% segundo o Datafolha] é, hoje, maior do que o percentual de votos de Dilma [28%].

 

“Há muitos casos de gente com muita popularidade que não transferiu. No Chile aconteceu. Disse que, no passado, dera-se coisa semelhante também no Brasil.

 

Tendo prevalecido sobre Lula em duas eleições presidenciais, por que não conseguiu eleger José Serra como sucessor em 2002?

 

“Por duas razões”, FHC respondeu. “Primeiro que o meu governon não estava no auge da popularidade...”

 

“...[...] Segundo, eu não fiz o que o Lula está fazendo. Nunca achei que fosse correto” jogar o peso do cargo na promoção de uma candidatura.

 

“É natural que as pessoas tenham o seu candidato. Mas o presidente Lula extrapolou. Isso não fui eu quem disse. Foi o tribunal que disse. Foi multado...”

 

“...Qual o presidente dea República que, no Brasil, foi multado por um tribunal e ainda debochou do tribunal? É um comportamento inédito...”

 

“...A popularidade não dá direito à pessoa desrespeitar a minoria e a lei. Eu não faria isso nunca. Pode ser que, de repente, eu perca a eleição, mas não perco a compostura”.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra da entrevista, subdividida em sete vídeos.

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Escrito por Josias de Souza às 07h16

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Multas eleitorais já somam R$ 220,9 milhões no país

  João Wainer/Folha
As multas aplicadas pela Justiça Eleitoral a partidos políticos e candidatos em todo país já somam R$ 220,9 milhões.

 

É mais do que os R$ 211,2 milhões que o Tesouro repassou no ano para o Fundo Partidário, que banca o funcionamento das legendas.

 

A dívida das autuações cresce em ritmo espantoso. Dobrou nos últimos quatro anos.

 

Em 2006, ano da última sucessão presidencial, os débitos somavam R$ 110 milhões.

 

Há pior: o grosso das autuações não foi pago. Viraram um passivo inscrito na dívida ativa da União. O recebimento depende de cobrança judicial.

 

O número de violações à legislação eleitoral cresce a despeito de a Justiça Eleitoral ter baixado regras mais draconianas.

 

Resolução editada pelo TSE em 2004 proibiu que os multados inadimplentes de participar do pleito de 2006.

 

O dinheiro das multas, quando recebido, é repassado ao Fundo Partidário. Em 2009, mercê da demora na cobrança, as infrações responderam por escassos 25% do fundo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h42

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Caos na Europa: Companhias pressionam para reabrir espaço aéreo

 

- Folha: Governo investiga suposta fraude nas verbas do Turismo

 

- Estadão: PT e PSDB acirram a disputa na Justiça

 

- JB: Império alvinegro é campeão

 

- Correio: MP investigará morte do maníaco de Luziânia

 

- Valor: Governo quer autocontrole ou nova lei para os cartões

 

- Estado de Minas: BH tem 3,8 mil casas em áreas de alto risco

 

- Jornal do Commercio: Muda o comando da Segurança Pública

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h06

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Prêmio de consolação!

Duke

Via sítio do Duke. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h02

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Em MG, Hélio Costa insinua que tem o apoio de Lula

Em 2 de maio, o PT-MG escolherá o seu candidato ao governo mineiro. Disputam a vaga Fernando Pimentel e Patrus Ananias.

 

Em declaração feita neste domingo, Hélio Costa, o candidato do PMDB, deu a entender que o petismo desperdiça o seu tempo.

 

Insinuou que, em Minas, Lula já se definiu pelo PMDB: "Eu não posso revelar as confidências do presidente a mim...

 

“...Mas posso dizer que todas as vezes que converso com ele, volto para casa muito mais feliz".

 

Sabia-se que o PMDB tem muitas cabeças e pouco miolo. Descobre-se agora que o PT sofre do mesmo mal, mas com uma cabeça só.

 

Ora, se é verdade que Lula já optou por Hélio Costa, por que diabos permite que o PT estique a corda em Minas?

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h00

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No Dia do Índio, Lula faz visita à Raposa Serra do Sol

Roberto Cordeiro/PR

 

Lula vai participar, nesta segunda (19), de um programa de índio. Visitará a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.

 

É a segunda visita do presidente ao local. A primeira ocorreu há sete meses. São dois os pretextos que embalam a nova viagem.

 

Lula unirá os festejos pela passagem do Dia do Índio à celebração da demarcação da reserva, agora sem a presença dos arrozeiros de pele branca.

 

O presidente almoçará na maloca exibida na foto lá do alto com representantes das tribos que ganharam do STF o direito à ocupação exclusiva da reserva.

 

Prevê-se que Lula ficará na Raposa Serra do Sol por cerca de três horas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h44

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Crimes virtuais crescem 6.513% no Brasil em 5 anos

 

Entre 2004 e 2009, as fraudes na internet cresceram 6.513% no Brasil. A estatística se baseia no número de queixas de administradores de redes.

 

Como nem todos os malfeitos são notificados, a encrenca pode ser maior. Os crimes na web, por disseminados, já nem exigem alta especialização.

 

O roubo de senhas é, hoje, praticado por quadrilhas que incluem entre seus membros pessoas com conhecimentos básicos de informática.

 

O delegado José Mariano de Araújo Filho adiciona à encrenca um complicador:

“O crime é online. A legislação, offline”.

 

Ele serve na Unidade de Inteligência Policial do Deic (Dpartamento de Investigações sobre o Crime Organizado de São Paulo.

 

Conta que a repressão aos delitos praticados na internet não chegou à idade mídia:

 

“Se temos suspeitas e precisamos colher informações de um provedor de acesso, temos de pedir mandado à Justiça, que decide se aceita ou não...”

 

“...[Temos de] esperar a Justiça notificar o provedor, o provedor responder à Justiça e só aí recebemos a informação. Nesse tempo, o suspeito já sumiu”.

 

Ou seja, o melhor que você tem a fazer é cuidar melhor de suas senhas. Algo que, por vezes, depende apenas de bom senso. Incrível como muitos ainda caem nos golpes infantis que chegam pela caixa de e-mail.

 

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Escrito por Josias de Souza às 21h35

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No Rio, Garotinho vira candidato e elege alvo: Cabral

Ex-PDT, ex-PMDB e ex-PSC, o ex-governador Anthony Garotinho foi guindado à condição de candidato do PR ao governo do Rio.

 

Ex-aliado, ex-desafeto e agora de novo aliado de Lula, Garotinho franqueou seu palanque à presidenciável oficial, Dilma Rousseff.

 

Dilma não refugou o apoio. Ao contrário. Há duas semanas, a dodói de Lula posou para fotos ao lado de Garotinho. Reuniu-se com ele em Brasília.

 

Mas a preferida de Lula dispensa a Garotinho um tratamento de apoiador de segunda classe.

 

No Rio, Dilma dá preferência a outro aliado, o governador Sérgio Cabral (PMDB). Eleito com o apoio de Garotinho, em 2006, Cabral quer se reeleger.

 

Segundo colocado nas pesquisas e também no “coração” de Dilma, Garotinho decidiu vergastar Cabral. Mirou abaixo da linha da cintura.

 

Mal o PR oficializou sua candidatura e Garotinho já lançou um repto. Desafiou Cabral a provar a origem do dinheiro usado na compra de um par de imóveis.

 

Avisou: "O Sérgio Cabral vai ter um osso duro de roer pela frente".

 

De cara, insinuou que Cabral usou verbas de má origem para comprar um apartamento em Mangaratiba e outro no Leblon.

 

Personagem de uma penca de inquéritos, Garotinho parece decidido a atrair a disputa para uma arena familiar. Quem há de contestar um especialista?

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h35

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Gaspari: ‘Trem-bala virou uma coisa muito estranha’

Miran

 

Na administração pública, como na vida, a pressa pode ser o caminho mais longo entre um projeto e sua realização.

 

O repórter Elio Gaspari leva às páginas deste domingo (18) artigo que ilumina um inusitado corre-corre.

 

O texto, disponível na Folha, informa que, sob um Lula em fim de linha e concentrado na azáfama sucessória, governo quer fechar um negócio de R$ 34,6 bilhões. Leia abaixo:

 

 

“Nosso guia precisa congelar as iniciativas destinadas a apressar a concorrência para a construção de um trem-bala ligando o Rio de Janeiro a São Paulo e Campinas.

 

Deve fazê-lo porque não fica bem para um presidente com poucos meses de mandato decidir a contratação de uma obra de R$ 34,6 bilhões.

 

Trata-se de um ervanário equivalente à construção de 170 quilômetros de metrô, sabendo-se que as malhas de São Paulo e do Rio somam apenas 104 quilômetros.

 

Se o Grande Mestre persistir, criará a última encrenca de seu governo, ou a primeira do mandato seguinte.

O projeto do trem-bala poderia ter sido uma joia da coroa da política de investimentos do atual governo, mas transformou-se num almanaque de má gestão, improvisações e leviandades.


Em 2007 o Tribunal de Contas recebeu um projeto que quase certamente concederia a obra ao consórcio italiano Italplan.

 

Ele prometia entregar o trem sem pedir um tostão à Viúva. A obra começaria no ano seguinte, estaria pronta em 2016 e custaria em torno de R$ 9 bilhões.

 

O TCU estudou a matemática do projeto e salvou a Viúva, chutando a bola para fora. Estava tudo errado, da estimativa dos custos à previsão da demanda.


Pior: o trem sairia do Rio e, 90 minutos depois, chegaria a São Paulo, sem qualquer parada. Não há no mundo trem de alta velocidade que faça um percurso de 400 quilômetros sem estações intermediárias.


O governo passou o assunto ao BNDES, e os estudos recomeçaram do zero. Mesmo assim, o voluntarismo do Planalto incluiu o trem-bala no PAC.

 

Se o BNDES estava estudando a viabilidade da obra, a cautela sugeria que se esperasse a conclusão da análise. A esta altura, felizmente, a linha havia sido estendida a Campinas.


No início de 2009 a estimativa do custo do trem-bala pulou para R$ 11 bilhões, prevendo oito paradas, uma delas em São José dos Campos. A linha ficaria pronta a tempo de transportar as torcidas da Copa de 20014. Lorota total.


O Tribunal de Contas recebeu há pouco um novo projeto, no qual o custo está em R$ 34,6 bilhões. Desfez-se a fantasia do financiamento privado.

 

Os empreiteiros e fornecedores de equipamentos entram com 30% dos recursos, e a Viúva fica com 70% da conta, quase toda financiada pelo BNDES, com recursos do Tesouro.

 

Os interessados também querem que haja uma garantia da demanda de passageiros por meio de subsídios ou de mágicas financeiras.

 

A tarifa, que começou em R$ 103 e agora está liberada, sob um teto de R$ 206 na classe econômica do trecho Rio-SP.


Técnicos do BNDES que estudaram o projeto viram que um trem para o percurso Rio-São Paulo-Campinas, consumindo R$ 11 bilhões em túneis, é obra de prioridade discutível.

 

Pelas contas de hoje, o trem-bala seria um bom negócio no eixo Campinas-São Paulo-São José dos Campos, mas a prioridade de uma obra dessas poderia ser discutida com o arquiteto Hemiunu, aquele que construiu a pirâmide de Quéops.


Num governo com oito meses de vida e com um candidato oposicionista que não acredita no trem-bala, soa estrondosa a revelação feita à repórter Maria Cristina Frias por Dilma Rousseff, sob cuja coordenação está o projeto:

 

‘A primeira fase vai até São José dos Campos, que tem um aeroporto de porte internacional. (...) Além disso, você revitaliza Viracopos’.

 

Ou seja, um trem-bala que iria do Rio a São Paulo irá de Campinas e São José dos Campos. Como esse será o trecho barato da obra física (noves fora a compra bilionária de trens e equipamentos), sobrará para o futuro o caroço dos túneis e das pontes na Serra do Mar.


O governo levou dois anos para desfazer a lambança do projeto de 2007. Agora, quer apressar o Tribunal de Contas para iniciar a licitação em maio, em plena campanha eleitoral, com todas as ansiedades e promessas típicas desses períodos.

 

Quem achar que há algo de estranho nisso pode ter certeza: há algo muito estranho nisso.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 06h11

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‘Com Dilma ou Serra, a defesa não muda’, diz Jobim

  Lula Marques/Folha
Titular da pasta da Defesa, Nelson Jobim é, hoje, uma espécie de ministro anfíbio. Deve subordinação a Lula. Mas mantém relações estreitas com a oposição.

 

Sob FHC, serviu como ministro da Justiça. É padrinho de casamento de José Serra, o rival de Dilma Rousseff na corrida presidencial.

 

Graças a esse, digamos, ecletismo político, Jobim não hesita em afirmar: vença Serra ou Dilma, a política de Defesa que põe em prática será mantida.

 

O ministro falou ao repórter Eumano Silva. A conversa foi às páginas da última edição de Época. Vão abaixo alguns trechos:

 

 

– Como vai ficar a defesa nacional do Brasil no futuro?
Os políticos e os governos civis viam a defesa com certa distância. Na época da Constituinte, a defesa se confundia com repressão política. Com isso, militares tinham de tomar certas decisões que, a rigor, eram decisões de governo civil. Exemplo: quais as hipóteses de emprego [das Forças Armadas] que politicamente interessam ao país? Isso é um misto de política internacional com defesa. Cabe ao poder civil definir o que os militares devem fazer em termos de defesa. Os militares decidem a parte operacional.

– Isso aconteceu no governo Lula?
Tudo é um processo. Não acontece assim, bum! Começou no governo Fernando Henrique, com a criação do Ministério da Defesa, em 1999, nas condições possíveis naquele momento. No governo Lula, avançou-se um pouco no início. [...] Quando assumi, decidi que precisávamos realizar uma mudança de concepção para dar mais musculatura ao Ministério da Defesa.

– Como assim?
O orçamento, por exemplo. Antes, as Forças [Marinha, Exército e Aeronáutica] se acertavam entre si dentro do limite fixado pelo Ministério do Planejamento. O ministro [da Defesa] não tinha participação. Também foi aprovado na Câmara o projeto de alteração da Lei Complementar nº 97. O Estado-Maior de Defesa passa a ser o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. Será chefiado por um oficial de quatro estrelas escolhido pelo presidente, indicado pelo ministro da Defesa. Vai ter a mesma precedência dos comandantes de Força [...].

– São planos de longo prazo?
Ah, uns 20 anos...

– O senhor, então, não espera grandes mudanças se o próximo presidente for Dilma Rousseff ou José Serra?
Eu não espero.

– A Defesa está acima das questões políticas?
Tudo que estou falando foi discutido com todos os partidos. Fiz reuniões com o PT, o PMDB e com o DEM. Fui ao Instituto Fernando Henrique Cardoso [...].

– Não há ideologia nessa área?
[...] Não é um programa do governo. É um programa do Estado.

– O que, de fato, interessa ao Brasil em termos de defesa?
O Brasil não é um país com pretensões territoriais, não vamos atacar ninguém. Então, devemos ter um poder dissuasório. Temos três coisas fundamentais. Uma é energia, que tem o pré-sal e também energia alternativa, energia limpa, entre elas a energia nuclear. Segundo, o Brasil tem as maiores reservas de água potável do mundo: a Amazônia e o Aquífero Guarani. E, terceiro, temos a maior produção de grãos. São coisas que, progressivamente, o mundo vai demandar mais.

– Na América do Sul, quais são as maiores preocupações?
A estabilidade política e econômica. [...] Quando o Brasil paga mais pelo excedente de energia elétrica do Paraguai, ajuda a criar condições para que o Paraguai se estabilize. Um país que tem a dimensão do nosso não pode botar o pé em cima dos outros.

– Qual é sua opinião sobre a relação do Brasil com a Venezuela?
É boa. A Venezuela viveu sempre do óleo. A elite se apropriou dessa riqueza e não investiu no país. Ficou um conjunto de pessoas muito pobres. Aí, surgiu o presidente Hugo Chávez, que lidera esse setor. Está conseguindo avançar. Agora, o Chávez é um homem, digamos, de uma retórica forte. Isso não atrapalha. Faz parte do hispano-americano. É preciso ter paciência. Boa sorte à Venezuela.

– E com os EUA?
Estamos muito bem. Com a vitória do presidente Obama, mudou muito. Concluímos um acordo de defesa para criar novas perspectivas de cooperação bilateral. Vai nos permitir, por exemplo, vender aviões da Embraer para eles sem licitação.

– O Irã é o maior ponto de divergência entre Brasil e EUA? A posição do presidente Obama não é nesse sentido. Há setores nos EUA, principalmente no governo Bush, que demonizam o islã. O islã é pacífico. A posição do Brasil é assegurar a legitimidade do enriquecimento do urânio para fins pacíficos. Nós temos tecnologia para isso e temos urânio. Ainda precisamos completar a parte industrial.

– Quais são os interesses do Brasil na área de defesa em Israel? Temos interesses em Veículos Aéreos Não Tripulados, os Vatns, para fazer monitoramento. Algumas empresas israelenses produzem. Estou examinando a possibilidade de produzirmos no Brasil, com uma empresa brasileira associada a uma israelense.

– E a compra dos caças para a FAB, quando se resolve?
Pretendo terminar em abril uma exposição de motivos para o presidente, com uma opção. O presidente convoca o Conselho de Defesa Nacional, que emite um parecer e, aí, o presidente decide.

– O sr, foi nomeado para resolver o caos aéreo. A missão foi cumprida?
Vou falar o que fizemos. A primeira medida foi substituir a direção da Infraero, despartidarizar. Formulamos a Política Nacional de Aviação Civil. Ela foi aprovada. Pretendemos oferecer um tratamento diferente para a aviação regional. Vamos enviar um projeto de lei ao Congresso. Em 2005, instituímos liberdade de rota e liberdade tarifária. Esse sistema funciona para a aviação doméstica, mas não para a regional, que precisa de estímulos. Vamos investir nos aeroportos regionais.

– Os aeroportos estarão preparados para as Olimpíadas do Rio em 2016?
Sim. Tem um calendário da Infraero para as obras necessárias. Temos um crescimento anual médio de 10% na aviação civil. Na Copa do Mundo, terá um aumento de 2% em dois meses. Mas nossa preocupação não é só com a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Tem muito mais gente viajando, os preços caíram. Em 2002, o quilômetro voado custava R$ 0,71. Em 2009, custa R$ 0,49.

– E em relação aos passageiros?
Incentivamos uma resolução da Anac [Agência Nacional de Aviação Civil] sobre a responsabilidade das empresas em relação a atrasos, overbooking. É o que a Anac podia fazer dentro da legislação. Paralelamente, nós mandamos para o Congresso um projeto que cria um dever de indenização por parte das empresas se os atrasos forem devidos a qualquer agente. Se o atraso for decorrente da Infraero, a empresa se ressarce do que entregou ao passageiro.

– E se for culpa da meteorologia?
Nesse caso, não tem ressarcimento.

– Dá trabalho ser ministro da Defesa?
Na época das demissões da Infraero, recebi críticas de amigos meus porque eu demiti pessoas indicadas por eles. Fiz exatamente o que eu precisava fazer. Como não sou candidato a coisa nenhuma e sempre gostei de confusão, não teve problema.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h39

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: PF já rastreia dinheiro sujo para caixa 2 nas eleições

 

- Folha: Renda no Brasil volta a subir no ritmo pré-crise

 

- Estadão: Consumo cresce em ritmo chinês e pressiona juros

 

- JB: País pronto para se ver em 3D

 

- Correio: Como Rosso virou governador do DF

 

- Veja: Serra e o Brasil pós-Lula

 

- Época: Brasília 50 anos

 

- IstoÉ: Eleição

 

- IstoÉ Dinheiro: Os donos do emprego

 

- CartaCapital: Começou!

 

- Exame: Infraestrutura

 

Leia os destaques de capa de alguns dos princiais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h35

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Escudo humano!

Aroeira

Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h31

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Serra veta exploração de passado ‘armado’ de Dilma

O presidenciável tucano José Serra começa a delimitar a crítica que pretende dirigir à rival petista Dilma Rousseff.

 

Em privado, Serra avisou: não permitirá que a participação de Dilma na “luta armada” contra a ditadura vire tema de sua campanha.

 

Há dois dias, em entrevista ao Grupo RBS, Dilma se disse vítima de uma "campanha insidiosa" na web. Negou que seu passado inclua ações armadas.

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Escrito por Josias de Souza às 22h28

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Marina se diz convencida de que irá para o 2º turno

  EFE
Numa campanha eleitoral, quando o candidato começa a duvidar de suas próprias chances é porque já não há a menor dúvida.

 

Tome-se o caso de Marina Silva. Segundo o Datafolha, oscilou para o alto: de 8% para 10%. Está numericamente acima de Ciro Gomes (9%).

 

A despeito disso, não há na praça quem se disponha a apostar uma moeda furada nas chances de Marina. Ninguém, exceto a própria candidata.

 

De passagem pelo interior de São Paulo, Marina foi submetida a uma dessas perguntas incômodas: Apoiaria Dilma Rousseff no segundo turno?

 

E ela, confiante: "Segundo turno a gente discute no segundo turno. Vou discutir aliança com aquele que for para o segundo turno comigo".