Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Em vídeo oficial, Aécio ganha a ‘aprovação’ de 90%

  Eugênio Sávio/Divulgação
Aécio Neves despediu-se do governo de Minas nesta quarta (31). Deixou no cargo o vice tucano Antonio Anastasia, candidato à sua sucessão.

 

Armou-se para a saída do grão-tucano uma festa. Aécio e Anastasia discursaram na sacada do Palácio da Liberdade, sede do governo.

 

A agência de notícias do governo mineiro levou à web um vídeo. Na peça, a repórter Ivana Fonseca discorre sobre a cerimônia.

 

Fala dos “políticos e autoridades” que acorreram aos jardins do palácio. Diz que “a população encheu a Praça da Liberdade”.

 

“Vieram demonstrar o carinho pelo governador”, ela diz. Ouve-se um pedaço do discurso de Anastasia. Ele fala de “continuidade”.

 

No encerramento, discursou Aécio. Diz a repórter, “Aécio agradeceu os mais de 90% de aprovação” que recebe dos mineiros.

 

Sabe-se que é alto o índice de aprovação do governador. Mas 90% é coisa que nem Lula, do alto de sua superpopularidade, avoca para si.

 

Aécio, que vai às urnas como candidato ao Senado, usou discurso de despedida para pregar a conciliação.

Disse coisas bem diferentes do que se ouviu em Brasília e em São Paulo.

 

"Devemos aos brasileiros um cenário mais generoso da ação política. A grandeza do país convoca-nos à superação da lógica do enfrentamento pelo entendimento...”

 

“...Queremos superar a lógica do poder meramente pelo uso do poder. "A política não pode ser a casa mesquinha que transforma o adversário em inimigo. Não pode ser a casa da intransigência".

Escrito por Josias de Souza às 21h09

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Em SP, ao se despedir, Serra critica bravatas de Lula

  Sérgio Andrade/Divulgação
Programado como ato administrativo, a “prestação de contas” de José Serra ganhou ares de comício.

 

O candidato tucano à sucessão de Lula injetou no discurso ataques ao presidente e ao governo petista.

 

Esquivou-se de mencionar o nome de seu alvo. Mas o endereço das frases, por indisfarçável, resultou claro.

 

"Já fui governo e já fui oposição, mas de um lado ou de outro, nunca me dei à frivolidade das bravatas", disse Serra a certa altura.

 

"O nosso governo serve ao interesse público, e não à máquina partidária. Nós governamos para o povo", vociferou mais adiante.

 

"Repudiamos sempre a espetacularização, a busca pela notícia fácil, o protagonismo sem substância", vergastou noutro trecho.

 

Serra falou para uma platéia estimada entre 4 mil e 5 mil pessoas. Gente amistosa, como convém. Além de servidores, políticos do PSDB, DEM e PPS.

 

Parte da claque foi ao Palácio dos Bandeirantes, local da despedida, conduzida pelas rodas de 60 ônibus.

 

Quem pagou? Não havia catracas. Nenhum convidado levou a mão ao bolso. Portanto, é de supor que o contribuinte paulista custeou os aplausos.

 

As palmas soaram mais fortes no instante em que Serra declarou: "Vamos juntos que o Brasil pode mais".

 

No pedaço do discurso em que empilhou os “feitos” de governador, Serra fez uma defesa do controle de gastos. “Austeridade não é mesquinharia”, disse.

 

Disse que, na composição dos cargos técnicos, privilegiou o currículo, não a indicação política. "Sempre tive aversão à tese do 'dividir para governar".

 

Mimetizando Lula, Serra declarou que, ao distribuir verbas, não olhou o partido do prefeito:

 

"No meu governo, nunca se olhou a cor da camisa partidária. Eu exerci o poder neste Estado sem discriminar ninguém".

 

Serra falou também de um tema que não sai de moda, a corrupção: "Aqui não se cultivam escândalos, malfeitos ou roubalheiras".

 

Soou como se desejasse dizer: “Essas são coisas mais encontradiças lá de Brasília”.

 

 

  Thiago Bernardes/UOL
Enquanto o governador tucano se despedia em palácio, desfilava pela região da Avenida Paulista uma passeata de "bota-fora" para Serra.

 

Coisa organizada por 40 entidades sindicais. A maioria delas filiada à CUT, o braço sindical do petismo.

 

Os manifestantes interditaram a via e hostilizaram jornalistas.

 

À frente do protesto, o sindicato dos professores de São Paulo. “Vilania”, no dizer de Serra.

 

Em resposta aos professores, de braços cruzados desde 8 de março, Serra disse: "Os professores e servidores irão ganhar mais segundo o seu próprio esforço".

 

Serra declarou-se preparado para o novo desafio. Enrolou-se na bandeira de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

 

Citou a inscrição latina que pendia do pavilhão até 1932: Non Ducor Duco (“Não sou conduzido, conduzo”.

 

E realçou a expressão que tremula na bandeira do Estado hoje: Pro Brasilia Fiant Eximia (“Pelo Brasil, façam-se as grandes coisas”).

 

Emendou: “Esta é também a nossa missão. Vamos juntos, o Brasil pode mais”.

 

Disse que vai à campanha, tratada no discurso como “nova etapa”, munido de “muita disposição, muita força, muita confiança, muita sinceridade e muito trabalho".

 

A exemplo da Dilma Rousseff das últimas 48 horas –lançamento do PAC 2 e despida do ministério—, Serra embargou a voz.

 

Mas, como Dilma, não produziu senão um choro à Nardoni, sem lágrimas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h37

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‘Quem quiser me derrotar tem de botar o pé no barro’

 

Lula continua abespinhado com o pedaço da imprensa que o imprensa. Destilou sua irritação na cerimônia de troca dos dez ministros que foram ao palanque.

 

Disse que os jornalistas sabem que “o governo é bom”, sabem que “o Brasil mudou de patamar”... “Mas eles fingem que não parece”.

 

Depois de servir à platéia a ração diária de ataques à mídia, Lula ‘Cabo Eleitoral’ da Silva passou a discorrer sobre o segundo tema que o escraviza: a sucessão.

 

Registrou-se uma novidade: Lula já nem se preocupa em citar Dilma Rousseff. Fala como se o candidato fosse ele próprio:

 

“Quem quiser me derrotar vai ter que trabalhar mais do que. [...] pra me derrotar vai ter que botar o pé no barro, vai ter que viajar esse país, vai ter que correr”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h08

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Dilma: Eleição é fácil, difícil era aguentar a ‘ditadura’

  Ricardo Stuckert/PR
Ao se despedir do governo Lula junto com nove ministros, Dilma Rousseff encenou um script dividido em três atos.

 

Trazia a voz embargada, contraponto necessário à fama de rude que seu staff deseja afastar.

 

No mais, o básico: Afagos para Lula, alfinetes para a oposição e olhos para as urnas.

 

Primeiro a carícia, feita em timbre de “alegre melancolia”, em tom de “alegria triste”.

 

"Nós saímos de um governo, que nós consideramos que mais fez pelo povo deste país, e que nós o abandonamos hoje".

 

Nada de “adeus”, contudo. “Somos aqueles que estão dizendo até breve”.

 

Depois, as alfinetadas, entrecortadas por um leve, quase imperceptível, ranger de dentes

 

Açulou os fantasmas que rondam a relação mal resolvida do tucanato com o seu passado FHC:

 

“Não importa perguntar por que alguns não têm orgulho dos governos de que participaram. Eles devem ter seus motivos...”

 

“...Mas nós temos patrimônio, fizemos parte da era Lula. Vamos carregar essa história e levá-la para os nossos netos".

 

Referiu-se ao tucanato e seus aliados de oposição como "viúvos da estagnação". Gente que "não sabe o que oferecer ao povo [...], que não aceita mais migalhas".

 

No terceiro ato, Dilma lançou um olhar para as urnas. Rendida à evidência de que é uma candidata “lulodependente”, cuidou de esclarecer:

 

"Eu não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula”. Disse que a candidatura "não é um voo solo, é um projeto”.

 

Para não parecer que não entra com nada, Dilma iluminou o passado guerrilheiro de sua biografia:

 

"Eu acho que eu estou preparada na vida para coisas muito mais duras que disputar uma eleição. Difícil mesmo era aguentar a ditadura".

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h55

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Lulinha difunde piada ofensiva ao time do São Paulo

Funcionário do Corinthians, Luiz Cláudio Lula da Silva pendurou no twitter uma anedota ofensiva aos jogadores do São Paulo.

 

A coisa foi veiculada por Lulinha na noite de segunda, ecoou pela terça e ganhou as páginas dos jornais desta quarta. Eis o que anotou Lulinha:

 

 

Curiosamente, o filho de Lula, auxiliar de preparação física do time do pai, já trabalhara para o São Paulo.

 

Alvejado por reações em cadeia, Lulinha apressou-se em dizer: "Não entendi a ira de alguns comigo. Não fui eu quem fez a piada. Eu nem a entendi, por isso contei aqui".

 

Completou: "Fiz uma piada. Quero pedir desculpas a quem não aceitou".

 

Ouvido, o vice-presidente de futebol do Tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, reprovou o chiste, mas tratou de minimizá-lo:

 

"Foi uma brincadeira de mau gosto. O problema da piada é de quem faz, e não de quem é vítima...”

 

“...Não queremos desdobrar isso e levar como ofensa, até ouvi que ele se desculpou".

 

Mimetizando o pai, Lulinha enxergou no episódio um quê de perseguição da mídia:

 

“[...] Em ano de eleição, a imprensa tenta achar pêlo em ovo, e eu fui muito infeliz em colocar uma piada besta no Twitter...”

 

“...Paciência. Vivendo e aprendendo. Mais uma vez desculpa a todos os torcedores do São Paulo ou a quem ficou ofendido".

 

O gosto por piadas de mau gosto parece ser congênito entre os Silva. Numa passagem por Pelotas, Lulão como que abrira picada em que Lulinha se embrenhou (veja abaixo).

Escrito por Josias de Souza às 07h10

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Gabeira cogita excluir Cesar Maia de coligação no Rio

Fotos: ABr e Folha

 

Num instante em que tudo parecia acertado, reabriu-se o debate sobre a composição do bloco partidário que dará suporte à candidatura de Fernando Gabeira no Rio.

 

Discute-se nos subterrâneos a hipótese de excluir da coligação o DEM, partido do ex-prefeito carioca Cesar Maia.

 

Filiado ao PV, Gabeira reuniu em torno de si as três legendas que, no plano nacional, apóiam o presidenciável tucano José Serra, contra a petista Dilma Rousseff.

 

O PSDB indicou o vice de Gabeira: Márcio Fortes, atual presidente da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano).

 

O PPS levou à coligação um dos candidatos ao Senado: o ex-deputado Marcelo Cerqueira.

 

E os ‘demos’ acomodaram ao lado de Gabeira o segundo postulante ao Senado: Cesar Maia.

 

Súbito, inaugurou-se uma discussão sobre os “inconvenientes” da presença de Cesar Maia na chapa.

 

O presidente do PV-RJ, Alfredo Sarkis, jamais deglutiu a parceria com o DEM. Traz o ex-prefeito atravessado na traquéia.

 

A vereadora tucana Andrea Gouvêa Vieira, ferrenha opositora das gestões de Cesar Maia na prefeitura, tampouco se mostra confortável.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, o próprio Gabeira passou a flertar com a ideia de excluir Cesar Maia da coligação.

 

Em privado, Gabeira diz que lhe causou espanto a reação a um comentário que fizera dias atrás.

 

Dissera que Cesar Maia tem mais experiência política, eleitoral e administrativa que seus adversários na corrida ao Senado.

 

Gabeira contou a um amigo que a menção elogiosa ao futuro parceiro ‘demo’ lhe rendeu uma onda de protestos “indignados”.

 

O candidato colecionou reclamações vindas sobretudo de pessoas da classe média, justamente a base do seu eleitorado.

 

Desde então, passou a ruminar reflexões sobre a relação custo-benefício. Acha que a companhia de Cesar Maia pode produzir mais prejuízos do que ganhos.

 

Segundo apurou o blog, Gabeira já compartilhou seu desconforto com o PSDB. Falou com o vice tucano Marcio Fortes. Pretende reunir-se com José Serra

 

De resto, Gabeira agendou para 10 de abril um encontro com eleitores que se dispõem a trabalhar como voluntários de sua campanha.

 

Na internet, os “voluntários” são contados em 15 mil. Espera-se que pelo menos 150 dêem as caras no tête-à-tête com o candidato.

 

Entre quatro paredes, Gabeira diz que vai submeter ao grupo o debate sobre Cesar Maia. Prevalecendo a aversão, caminhará para a exclusão.

 

Segundo a última pesquisa feita no Rio pelo Vox Populi, Gabeira (18%) já roça os calcanhares do rival Anthony Garotinho (20%), do PR.

 

Acha que são grandes as chances de passar para um segundo turno no qual mediria forças com Sérgio Cabral (38%), do PMDB.

 

Gabeira receia que o fio desencapado que enxerga na parceria com Cesar Maia acabe por empurrá-lo para a defensiva.

 

Confirmando-se a exclusão do DEM, a coligação do PV perde valiosos minutos de propaganda.

 

O tempo de TV de Gabeira cairia de cerca de 6,5 minutos para algo em torno de 3,5 minutos.

 

Tomado por seus comentários privados, Gabeira considera que “é melhor perder três minutos de TV do que desperdiçar 30 horas da campanha com explicações”.

 

De resto, embora seja mal visto pelo eleitorado de Gabeira na Capital, Cesar Maia desfruta de prestígio junto ao eleitor do interior do Estado.

 

O ex-prefeito ‘demo’ exerceria um contraponto a Garotinho, que recolhe nos fundões do Rio o grosso dos seus votos.

 

Mas Gabeira parece considerar que, mesmo sem Cesar Maia, pode irradiar para o interior a mensagem renovadora de que se julga portador.

 

No mais, ponderam os aliados verdes de Gabeira, o interior (3 milhões de eleitores) corresponde a escassos 25% dos votos da região metropolitana do Rio (12 milhões).

 

Resta responder: mandado a escanteio no Rio, o DEM, presidido por Rodrigo Maia, filho de Cesar, permanecerá impassível na coligação nacional de Serra?

 

Privadamente, Gabeira diz que Cesar Maia, por profissional, saberá entender as suas razões.

 

Pode manter a candidatura ao Senado, lançando um candidato do DEM ao governo e oferecendo um segundo palanque para Serra no Rio.

 

De concreto, por ora, apenas a impressão de que vem barulho pela frente.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h16

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Meirelles sonda Lula, mas não obtém o posto de vice

  Rodrigo Paiva/Reuters
Lula foi ao encontro do travesseiro, na noite passada, convencido de que Henrique Meirelles permanecerá no comando do BC até o final do governo.

 

Antes de se recolher, o presidente relatou a auxiliares o teor da conversa que tivera com Meirelles nesta terça (30).

 

Às voltas com a necessidade de decidir entre a solidez do cargo e a fluidez das urnas, Meirelles foi a Lula para perscrutar a alma do chefe.

 

Lero vai, lero vem foi à mesa o desejo de Meirelles de tornar-se candidato a vice-presidente da República, na chapa de Dilma Rousseff.

 

Embora entusiasta da ideia, Lula deu a entender na conversa que não teria como impor Meirelles ao PMDB, fechado com outro projeto de vice: Michel Temer.

 

O presidente disse que, se Meirelles optasse por disputar uma cadeira de senador por Goiás, teria o seu apoio. Porém...

 

Porém, Lula renovou o pedido de permanência no Banco Central. E Meirelles deixou o gabinete presidencial como entrara: de mãos abanando.

 

Prometeu tomar uma decisão até o final do expediente desta quarta. Lula ficou com a impressão de que Meirelles fica.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h10

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Sob FHC, Arruda dizia representar Brasília ‘limpinha’

Sabe-se, desde Magalhães Pinto, que política é como nuvem: você olha e vê um formato. Mas, quando olha de novo, já vê outro.

 

Mineiro como o criador da máxima, José Roberto Arruda levou-a para passear nas fronteiras do paroxismo.

 

O vídeo lá do alto, gravado em abril de 2001, exibe duas peças institucionais do PSDB. Ambas estreladas por Arruda.

 

O Arruda de então era um ilustre senador da República. Elegera-se em 1994, a bordo do velho PP. Apoiara-o Joaquim Roriz, o governador de então.

 

No ano seguinte, Arruda rompeu com Roriz e ingressou no PSDB. Em 2001, tornou-se líder do governo FHC no Senado.

 

Foi nessa condição que protagonizou o par de vídeos, nos quais aparece defronte de um velho automóvel Brasília.

 

Num dos filmetes, fala de uma Brasília “limpinha, arrumadinha, longe da sujeira”. Noutro, discorre sobre um empréstimo de US$ 130 milhões do Banco Mundial.

 

Como senador, ajudara a aprovar o contrato. Valera-se do prestígio de líder governista para apressar a liberação da verba.

 

“Pra mim, não importa quem tá dirigindo”, jactou-se Arruda no vídeo. Atrás dele, um figurante com a cara de Roriz faz as vezes de motorista da Brasília velha.

 

Na ocasião em que as cenas foram levadas ao ar, Arruda já frequentava as manchetes em posição incômoda.

 

Dois meses antes, em fevereiro de 2001, ele fora acusado de violar o painel do Senado.

 

Junto o grão-pefelê ACM, que presidia a Casa, Arruda apalpara os votos secretos da sessão em que os colegas haviam passado na lâmina o mandato de Luiz Estevão.

 

Um mês depois, em maio de 2001, Arruda seria compelido a renunciar ao mandato, para evitar uma cassação que se avizinhava como incontornável.

 

Posto para correr do PSDB, Arruda filiou-se ao então PFL. Achegou-se novamente a Roriz. Em 2002, foi brindado pelo eleitor brasiliense com um mandato de deputado.

 

O tempo passou. E, em 2006, de novo rompido com Roriz, Arruda elegeu-se governador do DF.

 

O resto da história, por recente, é pãozinho quente. Traído por Durval Barbosa, um ex-auxiliar que herdara de Roriz, Arruda meteu-se na encrenca panetônica.

 

Hospedado no PF’s Inn, perdeu a cadeira de governador e o que lhe restava de biografia. Da cadeia, assiste ao ressurgimento de Joaquim Roriz.

 

Um Roriz que, na bica de obter o quinto mandato de governador, volta a ser paparicado pelo tucanato.

 

Um Roriz que, há duas semanas, reuniu-se em São Paulo com FHC, para detalhar o apoio do PSC, seu atual partido, à candidatura tucana de José Serra.

 

O tempo passa. A nuvens se mexem. Mas a Brasília “limpinha” e “arrumadinha” remanesce como utopia. Imutável. Irrealizável.

 

- Em tempo: O vídeo foi recolhido no blog do Informe JB, editado por Leandro Mazzini.

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Escrito por Josias de Souza às 03h47

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Pressão dos EUA sobre o Irã pode atingir Petrobras

 

- Folha: Governo aponta abuso na prescrição de emagrecedor

 

- Estadão: EUA e Brasil discutem montar no Rio base civil antinarcotráfico

 

- JB: União pelo Rio: União sem repasse

 

- Correio: Wilson fica no GDF e não disputa reeleição

 

- Valor: Siderúrgicas elevarão preço do aço em até 14,5% em abril

 

- Jornal do Commercio: Corre-corre por peixe mais barato

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h30

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Plebiscito!

Nani

Via sítio Nani Humor. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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MPF pede que Sarney devolva salário acima do ‘teto’

Fábio Pozzebom/ABr

 

A maioria dos brasileiros, submetida a salários miúdos, está como que condenada a um final do mês eternamente antecipado.

 

José Sarney vive situação inversa. Patriarca de uma família rica, o presidente pemedebê do Senado acumula três salários.

 

Além do estipêndio de senador, belisca duas aposentadorias. Uma de ex-governador do Maranhão. Outra de ex-servidor do Tribunal de Justiça maranhense.

 

Há sete meses, os repórteres Fernanda Odilla e Hudson Corrêa informaram que, somada, a remuneração de Sarney alçava à casa de R$ 52 mil.

 

Soube-se, então, que uma ilegalidade pingava mensalmente na conta bancária de Sarney.

 

Reza a Constituição que o Estado não pode pagar a nenhum brasileiro, mesmo àqueles que Lula considera “incomuns”, salários acima do teto.

 

Em agosto do ano passado, quando a notícia viera à luz, o teto era de R$ 24.500. Hoje, está fixado em R$ 26.723,13.

 

Pois bem, o procurador da República Francisco Guilherme Bastos, lotado em Brasília, decidiu levar Sarney à Justiça.

 

Em ação protocolada nesta segunda (29), o procurador Francisco pede que o Judiciário obrigue Sarney a devolver a pecúnia recebida ilegalmente.

 

Antes, o procurador requisitara informações salariais ao próprio Sarney e ao governo do Maranhão, comandado pela filha do senador, Roseana.

 

Os dados não foram fornecidos. Para o procurador, "houve o reconhecimento acerca do pagamento de valores a título de pensão especial...”

 

Valores que, “quando acumulados com a remuneração do cargo de senador da República, extrapolam flagrantemente o teto remuneratório previsto na Constituição”.

 

Protocolada na 21ª Vara da Justiça Federal no DF, a ação do procurador inclui um pedido para que o Judiciário requeira novamente os dados salariais de Sarney.

 

Só então, argumenta o procurador Francisco, será possível calcular o valor total a ser devolvido à Viúva pelo grão-pemedebê Sarney.

 

Tomado pelas justificativas de sua assessoria, Sarney não cogita devolver coisa nenhuma.

 

Alega que o acúmulo de vencimentos, no seu caso, não é ilegal. Por quê? No entendimento do senador, a Constituição não proíbe o acúmulo de aposentadorias.

 

- Serviço: pressionando aqui, você chega à íntegra da ação movida pelo procurador Francisco.

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Escrito por Josias de Souza às 19h35

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DF: ‘O rolo compressor vem aí, ainda nem começou’

  Marcello Casal/ABr
Durval Barbosa, o ex-secretário do GDF que implodiu o panetone de José Roberto Arruda, prestou depoimento à CPI da Câmara Legislativa de Brasília.

 

Munido de habeas corpus que o autorizava a manter o bico fechado, Durval não respondeu às perguntas. Disse o que bem quis.

 

Deixou boiando no ar uma frase que ecoou como ameaça: “Se preparem, o rolo compressor vem aí, ainda nem começou”.

 

Durval deve saber do que fala. Frequentou a podridão por dentro. Registrou-a numa impressionante sequência de vídeos.

 

Apenas uma ínfima parte da cinemateca de Durval veio à luz. A Polícia Federal e o Ministério Público manuseiam o resto.

 

Instado a abrir mão do habeas corpus do silêncio, Durval respondeu negativamente. Soou como se não confiasse nos inquisidores.

 

"Já prestei mais de 40 depoimentos a entidades em que realmente confio”. Convidou os deputados a ouvir quem realmente importa:

 

“A sociedade está ansiosa para ouvir o [José Roberto] Arruda, o P.O. [ex-vice-governador Paulo Octávio], os assessores e deputados envolvidos”.

 

Durval explicou porque acendeu o pavio que detonou o escândalo:

 

“Tive coragem de me autoincriminar porque não aguentava mais os achaques do Arruda, do Paulo Octávio e de quem mais tinha alguma coisa a ver”.

 

Meia verdade. Durval levou seus vídeos ao ar porque responde a três dezenas de processos por corrupção. Enxergou na delação premiada um escudo.

 

A pedido de um deputado, Durval ratificou na CPI o teor de todos os depoimentos que já prestou à PF, ao Ministério Público e à Justiça.

 

Um par de deputados realçou o fato de que Durval presta um “serviço à sociedade” ao colaborar com os investigadores.

 

E Durval: "Nunca vou me orgulhar disso. Hoje sou um preso mais preso do que quem está encarcerado".

 

Também nesta terça (30), um amigo de Durval, o jornalista Edson Sombra, prestou depoimento à Polícia Federal.

 

Sombra é aquele personagem que Arruda e Cia. haviam tentado subornar. Uma tentativa que tornou o ex-governador hóspede do PF’s Inn.

 

À saída, Sombra disse aos repórteres que, em meio ao andamento do inquérito do panetonegate, ainda há pessoas “achacando na cara de pau”.

 

Não deu nome à boiada. Apenas insinuou que os mugidos viriam de políticos e empresários. “Alguns ainda estão no poder”, declarou.

 

Sombra disse que vem sendo vítima de ameaças. Alegou que vai “deixar para o tempo correto” a revelação dos nomes dos autores.

 

Deu de ombros: "Podem ameaçar porque quem nasce um dia tem que morrer".

 

Como se vê, a Brasília de Arruda não é propriamente uma cidade. Foi convertida numa gigantesca Cosa Nostra.

 

Ao completar 50 anos de vida, a Capital da República começa a entrar na Idade Média. Quem venha o “rolo compromessor”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h07

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Acareação? ‘Temos que discutir com a direção do PT’

Como previsto, João Vaccari Neto, o gestor da caixa do PT, depôs no Senado. Falou sobre sua passagem pela presidência da Bancoop (2005-2010).

 

Negou participação em malfeitos. A certa altura, espremido, admitiu ter se reunido com Valdemar Costa Neto e Luiz Bolonha Funaro.

 

Valdemar é o ex-presidente do velho PL. Funaro é o corretor que ajudava Valdemar a dar curso às valeriana$ que recebeu das arcas do mensalão.

 

Em depoimento à Procuradoria, Funaro disse que Vaccari agenciava negócios nos fundos de pensão de estatais. Acusou-o de cobrar propinas. Coisa de até 15%.

 

Expoentes da bancada de oposição perguntaram a Vaccari se toparia participar de um tête-à-tête com Funaro. O grão-tucano Arthur Virgílio perguntou:

 

"Não seria uma coisa boa fazer acareação com o doutor Funaro e Vossa Excelência, munido de consciência tranquila, poderia o desmoralizar frente a frente?”

 

E Vaccari: "Falo para os senhores [...]. Isso [acareação] temos que discutir depois com a direção partidária".

 

Se quisesse, Vaccari poderia promover ali mesmo uma discussão com a “direção partidária”. O presidente do PT, José Eduardo Dutra, o assistia.

Escrito por Josias de Souza às 16h52

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Lula sobre royalties: ‘Disputam pirão antes da pesca’

  Alan Marques/Folha
Lula usou a coluna semanal que veicula em diversos jornais do país para criticar o debate que envenena o trânsito dos projetos do pré-sal no Congresso.

 

Escreveu que o governo decidira “deixar a fórmula da divisão dos royalties [do petróleo] para mais tarde”. Porém...

 

Porém, “essa questão foi a primeira a ser debatida no Congresso”, Lula lamentou. “Começaram a disputar o pirão antes mesmo da pescaria”.

 

As considerações do presidente foram acomodadas na coluna “O Presidente Responde”, que vai às páginas toda terça-feira.

 

Foi uma resposta a observações enviadas pela aposentada Vanda Cáceres Gonçalves, de Campo Grande (MS). Ela não fez uma pergunta, mas duas sugestões.

 

Rogou a Lula que não vete a alteração que reparte os royalties entre Estados produtores e não produtores de petróleo.

 

Ponderou que o presidente “deveria mandar verificar” como governadores e prefeitos gastam os recursos advindos dos royalties.

 

Quanto à possibilidade de veto de uma alteração legal que ainda se encontra sob a análise do Senado, Lula preferiu não ser específico.

 

Apenas repisou o que pensa sobre o tema: “O momento não é apropriadopara essa discussão...”

 

“...Nós não podemos deixar que as paixões momentâneas influenciem decisões que devem valer por décadas...”

 

“...Eu espero que o Congresso, passadas as eleições, saiba encontrar uma solução que contemple todos os Estados”.

 

Não parece, de resto, disposto a “mandar verificar” como são aplicadas as verbas dos royalties.

 

Limitou-se a anotar que Estados e prefeituras não deveriam torrar o dinheiro com o “custeio” de suas máquinas administrativas.

 

“A prioridade deve ser a educação”, Lula ensinou. Se seguisse o conselho de dona Vanda, constataria que prevalecem o custeio e a corrupção, não as escolas.

Escrito por Josias de Souza às 08h17

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PT-SP marca para abril ‘homologação’ de Mercadante

  Divulgação
O diretório do PT paulista pretende realizar no “final de abril” o encontro em que será homologada a candidatura de Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo.

 

Na mesma reunião, o petismo vai oficializar a candidatura de Marta Suplicy ao Senado.

 

Reunido nesta segunda (29), o diretório petista removeu a última pedra que se insinuava no caminho de Mercadante.

 

Eduardo Suplicy retirou-se da disputa pela vaga de candidato ao Palácio dos Bandeirantes.

 

O PT não precisou nem usar o cotovelo. Bastou o peteleco de um apelo verbal. O presidente do PT-SP, Edinho Silva (ao lado de Suplicy na foto), celebrou:

 

“O Senador Suplicy faz um gesto grandioso, de construtor partidário. Chama a unidade do PT, retira a pré-candidatura e declara apoio a Mercadante”.

 

O gesto chegou no mesmo dia em que o Datafolha informara: tomado pela quantidade de votos, Suplicy (19%) é, hoje, maior que Mercadante (13%).

 

O instituto também informou que ambos são bem menores que o candidato tucano, Geraldo Alckmin (53% no cenário em que aparece Mercadante).

 

Mercadante vai às urnas paulistas empurrado por Lula. Entra na disputa como a segunda opção do presidente. A primeira era Ciro Gomes (PSB).

 

O senador petista sobe ao ringue exibindo praticamente a mesma musculatura que ostentava na largada da disputa de 2006: 12%.

 

Naquela eleição, tumultuada pelo escândalo do dossiê antitucanos dos “aloprados”, Mercadante cruzara a linha de chegada com 32% dos votos.

 

Edinho, o comandante do PT-SP, estima que a “repetição da candidatura” de Mercadante produzirá resultado mais vistoso. A ver.

 

De concreto, por ora, apenas a evidência de que, em São Paulo, Estado dominado pelo PSDB há 16 anos, o palanque de Dilma é mais estreito que o de Serra.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h03

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Para evitar ‘fiasco’, Lula cancela ida a obra inacabada

O vídeo acima foi gravado em fevereiro de 2009. Exibe discurso de Lula num pa©lanque montado na cidade pernambucana de Salgueiro.

 

Lula acabara de vistoriar as obras da ferrovia Transnordestina. Pendurado ao microfone, enalteceu o zelo de sua gestão com o Nordeste.

 

Mencioniou “feitos” variados –da transposição das águas do rio São Francisco à abertura de escolas.

 

Disse que voaria para Brasília “orgulhoso” e “esperançoso”. Prometeu retornar em breve:

 

“Quando eu voltar aqui outra vez, a gente já vai ter feito mais um pedaço da rodovia [sic]”. O gogó do presidente já ouvia até o apito da locomotiva:

 

“Quando eu voltar aqui depois de 2010, eu já vou poder dar uma volta no trem, que vai passar por aqui apitando [...]”.

 

No último mês de janeiro, de passagem por Paulista, outra cidade pernambucana, Lula marcara o mês de sua volta a Salgueiro: março.

 

O presidente dissera que inauguraria na cidade a “maior fábrica de dormentes do mundo”. Entregaria também uma fábrica de brita.

 

Deu chabu. Marcada para esta terça (30), a viagem de Lula a Salgueiro teve de ser cancelada.

 

As fábricas que o presidente planejara inaugurar não ficaram prontas. Apito de trem? Nem pensar.

 

Dilma Rousseff acompanharia Lula. Seria a última aparição dela num pa©lanque antes de deixar a chefia da Casa Civil para embrenhar-se na campanha.

 

Nas pegadas do anúncio do PAC 2, nada parecia mais conveniente do que a visita à Transnordestina. Uma obra do PAC 1, assentada no Estado natal de Lula, onde sua aprovação roça a unanimidade.

 

Até o final da tarde desta segunda (29), a Secretaria de Comunicação da Presidência ainda mantinha no seu sítio na web um aviso relacionado à viagem.

 

O texto fornecia detalhes sobre a entrega de credenciais aos repórteres interessados em testemunhar as inaugurações de Salgueiro.

 

Àquela altura, porém, já havia sido deflagrada a desmontagem do circo montado na cidade para recepcionar o cabo-eleitoral e a candidata.

 

Para não fornecer munição à oposição, Lula deu meia-volta. A primeira vítima do cancelamento foi a rede hoteleira local, que já superfaturava as diárias.

 

Repórteres que já haviam percorrido os 520 quilômetros que separam Recife de Salgueiro viram-se compelidos a retornar.

 

Entre eles 13 profissionais da estatal Empresa Brasil de Conunicação. Emissoras de rádio que haviam recebido a promessa de uma entrevista com Lula, desmobilizaram-se.

 

O vaivém do “inaugura-não-inaugura-mais” impôs um custo à Viúva, cujo valor não foi divulgado.

 

Como ocorre em todos os deslocamentos do presidente, o Planalto mobilizara o seu aparato de viagens.

 

Agentes do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e do cerimonial da Presidência encontravam-se desde a semana passada.

 

Prepararam, nos mínimos detalhes, a viagem que não ocorreu. Um contribuinte mais exaltado poderia perguntar: quem vai restituir esses gastos?

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h19

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Vaccari, tesoureiro do PT, depõe no Senado nesta 3ª

O secretário de Finanças do PT, João Vaccari Neto, vai prestar depoimento à Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, nesta terça (30).

 

A audiência consta da pauta da comissão, veiculada no portal do Senado. A sessão está marcada para as 11h30.

 

Vaccari vai falar sobre as denúncias de malfeitos na Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).

 

O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, acusa-o de participar de desvios de verbas da cooperativa para o caixa 2 do PT.

 

Pretende-se inquirir Vaccari também sobre acusação atribuída ao corretor Lúcio Bolonha Funaro, um personagem do mensalão do PT.

 

Ouvido pela Procuradoria da República na época em que o escândalo foi investigado, Funaro teria feito menção a Vaccari.

 

Dissera que o petista agenciava negócios nos fundos de pensão de empresas estatais, mediante cobrança de propina que variava de 6% a 15%.

 

Ex-presidente da Bancoop, Vaccari nega as acusações. Atribui todas elas à suposta tentativa de fragilizar o PT em período de campanha eleitoral.

 

Sobre o inquérito conduzido pelo promotor Blat, declara que jamais foi denunciado. Sobre Funaro, diz que seu nome não consta dos autos do mensalão.

 

O tesoureiro vai à comissão do Senado na condição de “convidado”. Significa dizer que não é obrigado a responder a todas as perguntas.

 

A oposição aprovou também, há 15 dias, requerimento para que ele compareça à CPI das ONGs. Dessa vez como “convocado”.

 

A bancada do governo argumenta que o convite da comissão torna desnecessária a convocação da CPI. A oposição diz que vai insistir.

Escrito por Josias de Souza às 03h37

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TV-PT leva à internet pa©tóide da ‘emoção’ de Dilma

Escrito por Josias de Souza às 02h58

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Lula lança plano para além de 2014, a 9 meses de sair

 

- Folha: Mulheres-bomba matam 38 no metrô de Moscou

 

- Estadão: Atentado no metrô de Moscou mata 38

 

- JB: PAC 2: Obras terão R$ 958 bi

 

- Correio: Programa de Aceleração da Candidata de Lula

 

- Valor: Meta do PAC 2 derruba ações de construtoras

 

- Jornal do Commercio: Operação-padrão na PM

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Pa©andidatura!

Tiago Recchia

Via 'Gazeta do Povo'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h05

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Ao som de ‘tá chegando a hora’, Serra faz campanha

  Folha
Na bica de deixar o governo de São Paulo, José Serra mantém, em ritmo de azáfama, a maratona de vistorias e inaugurações.

 

Nesta segunda (29), foi inspecionar uma linha inacabada de metro. A coisa descambou para um corpo a corpo com eleitores.

 

Serra gastou 15 minutos do tempo de governador para encenar um gestual de candidato.

 

Percorreu a Avenida Paulista. Distribuiu acenos e cumprimentos.

 

Estava acompanhado do secretário Geraldo Alckmin (Desenvolvimento), candidato tucano ao governo de São Paulo.

 

A dupla era “perseguida” por uma banda de música, que entoava: "Tá chegando a hora. O dia já vem raiando, meu bem, e eu tenho que ir embora..."

 

Instado a comentar a última pesquisa Datafolha, na qual aparece nove pontos adiante de Dilma Rousseff, Serra não quis dizer palavra.

 

Preferiu lamentar: "Eu queria ter feito mais em tudo, mas acho que fizemos bastante...” As vítimas das últimas enchentes decerto concordarão com a primeira parte da frase.

 

Serra completou: “...O governo do Estado, na minha gestão, são quatro anos, vai até o final deste ano e até lá muita coisa a mais vai ficar pronta".

 

Mais cedo, o "quase-ex-governador" inaugurara uma escola técnica em Paraisópolis. Ali, dissera que, nos próximos dias, vai “empacotar” o papelório que se acumulou em seu gabinete.

 

Na quarta (31), fará uma “prestação de contas”. O tucanato cuida de providenciar a platéia. Expediram-se convites a prefeitos e deputados estaduais.

 

Apresentado como ato administrativo, o balanço de Serra vai ganhando a forma de um pré-palanque.

 

No mesmo dia, o sindicalismo de São Paulo fará um “bota fora” para Serra. Coisa organizada por 40 entidades.

 

Entre elas a cutista Apeoesp (sindicato dos professores de São Paulo), que comanda uma greve iniciada em 8 de março.

 

Nesta segunda, o PSDB anunciou que vai protocolar no TSE uma representação contra a Apeosp e sua presidente, Maria Izabel Noronha.

 

Bebel, como é conhecida, imprime à greve sob seu comando uma coloração eleitoral. Daí a ação do tucanato.

 

O partido pedirá ao TSE que imponha multas ao sindicato e à própria Bebel. Anexará à representação vídeos ilustrativos.

 

Numa das cenas, Bebel pergunta a uma multidão de professores. “Serra será presidente?” E a platéia: “Nããããããããão”.

 

Noutro vídeo, a assembléia de professores entoa um mantra: “Daqui a pouco tem eleilção. No Planalto ele não chega não”.

 

Em manifestação realizada na semana passada, a doce Bebel dissera: "Esse senhor não vai ser presidente do Brasil...”

 

“...Se for eleito vai acabar com imagem que Brasil conquistou lá fora". Convocou os professores para uma cruzada.

 

Na mesma manifestação, reprimida pela PM, Bebel encarecera aos professores que ajudassem a "acabar com o partido" de Serra.

 

Dirigindo-se à sua clientela, Bebel fora explícita "Estamos aqui para quebrar a espinha dorsal desse partido e desse governador".

 

Uma aula de agitação política travestida de reivindicação salarial.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h30

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Na véspera de deixar o governo, Dilma vai ‘às obras’

  Folha
Armou-se para Dilma Rousseff uma agenda atribulada para as horas que antecedem a despedidea da ministra do governo.

 

Nesta terça (30), véspera da saída, Lula levará a candidatura de sua quase-ex-ministra para passear em Pernambuco.

 

Dilma e seu cabo-eleitoral vão vistoriar as obras da Ferrovia Transnordestina, em Pernambuco.

 

A obra não foi escolhida ao acaso. Trata-se de empreendimento que o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, diz que só existe na propaganda oficial.

 

Na manhã desta terça, Lula e Dilma embarcam rumo à cidade de Salgueiro (PE). Além de percorrer um trecho de trilhos, visitarão uma fábrica de dormentes.

 

Levarão de carona, no aerolula, o governador pernambucano Eduardo Campos, que veio a Brasília para participar da pajelança do PAC 2.

 

Rara oportunidade para uma troca de ideias sobre o futuro de Ciro Gomes. Campos é presidente do PSB, o partido de Ciro.

 

Lula opera para desligar da tomada a candidatura presidentecial de Ciro. Nos subterrâneos, Campos mostra-se receptivo à ideia de ajudar a puxar o fio.

 

- Atualização feita às 20h05: Lula cancelou a viagem a Salgueiro. Motivo: obra do PAC 1, a fábrica de dormentes que pretendia visitar não ficou pronta.

Escrito por Josias de Souza às 19h25

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Lançado o ‘Programa de Acelaração da Campanha 2’

Ricardo Stuckert/PR

 

Como previsto, o governo levou à vitrine o PAC 2. Deu-se numa cerimônia pseudoadministrativa. Em verdade, um pa©tóide eleitoral.

 

Tudo foi concebido de modo a realçar o papel da candidata de Lula à sucessão, Dilma Rousseff. A começar pela escolha da data.

 

O “novo” programa empilha obras e projetos para o ciclo de 2011 a 2014 e para além desse período. Coisa para o sucessor e para o sucessor do sucessor de Lula.

 

Se o objetivo fosse meramente administrativo, o plano poderia ser lançado até dezembro, último mês da gestão Lula.

 

Encurtou-se o calendário porque Dilma terá de deixar o governo. Em dois dias, ela troca a Casa Civil pelo palanque. Daí a pressa.

 

Convertida em estrela da cerimônia, Dilma discursou. "O PAC é uma herança bendita que vamos deixar para quem venha suceder o nosso governo", ela disse.

 

Um óbvio contraponto à “herança maldita” que Lula diz ter recebido do antecessor tucano. Dilma cuidou de vergastar FHC.

 

Disse que a era tucana foi marcada pela “estagnação”. Declarou que Lula “reconstruiu” o Brasil.

 

Como convém a uma candidata às voltas com a necessidade de atenuar a fama de durona, Dilma chorou.

 

Foi às lágrimas ao afirmar que os brasileiros não vão "deixar de escapar de suas mãos" o governo iniciado por Lula.

 

"Atravessamos o deserto da estagnação. O país retomou a rota do desenvolvimento”, disse a ministra-candidata.

 

“O governo Lula, um governo do qual nos orgulhamos muito de fazer parte, não aceita outro caminho que não seja o do desenvolvimento com distribuição de renda”.

 

Voltando-se para o chefe, arrematou: “Esse é o Brasil que o senhor, presidente Lula, reconstruiu para todos nós...”

 

“...E que os brasileiros não deixarão escapar mais de suas mãos", afirmou, chorosa. Pespegou na gestão FHC a pecha de governo “do não”.

 

"Não tinha planejamento estratégico, não tinha aliança com o setor privado, não incrementou investimento público, não financiou investimento privado”.

 

Sob Lula, Dilma declarou, emergiu um modelo de Estado que ressuscitou uma trinca de expressões no “coração e no cotidiano dos brasileiros”:

 

São elas: “Planejamento, investimento e desenvolvimento com inclusão social. Deixamos para trás décadas e décadas de improvisação".

 

Às voltas com duas multas impostas pelo TSE por campanha ilegal e fora de época, Lula recorreu a uma esperteza: terceirizou os elogios à candidata.

 

Em nome dos governadores, falou o petê Jaques Wagner, da Bahia. Pelos prefeitos, discursou o pemedebê Eduardo Paes, do Rio. Foram discursos impregnados de 2010.

 

"Parabéns, ministra Dilma, pela sua competência”, enalteceu Wagner. “[...] Que Deus lhe abençoe nas novas tarefas pelas quais a senhora vai enveredar".

 

Paes, um ex-tucano que atuou na CPI do mensalão como torquemada inclemente, manteve o mesmo diapasão água-com-açúcar.

 

Enalteceu o papel da genitora do PAC 1: "Sei que a ministra Dilma parte para novas missões, mas a capacidade gerencial, de executar, de dialogar...”

 

“...Permitiu o diálogo permanente desse volume enorme de recursos com 27 governadores e mais de cinco mil municípios".

 

Numa tentativa vã de retirar do PAC 2 o indisfarcável carimbo eleitoral, Lula atribuiu a pressa a questões gerenciais.

 

Ao discursar, disse que age para permitir que os gestores que virão depois dele encontrem “uma prateleira de projetos” (assista no vídeo abaixo).

 

 

A segunda versão do Programa de Aceleração da Campanha chega num instante em que o PAC 1 claudica. Metade das obras (54%) permanece no papel.

 

Lula viu-se como que compelido a dar o braço a torcer: “Não estou contente com o que fizemos até agora e acho que nenhum de vocês está contente...”

 

“...Temos obrigação de fazer mais (...) O povo pobre desse país precisa que a gente faça mais, a economia precisa que isso aconteça".

 

O PAC 2 prevê um volume de investimentos de sonho: R$ 958,9 bilhões entre 2011 e 2014; R$ 631,6 bilhões a partir de 2012. No total: R$ 1,59 trilhão.

 

No papel, tudo assume a forma da grandiloquência. A meta de construção de casas populares, por exemplo, subiu de 1 milhão para 2 milhões de unidades.

 

A aceleração do crescimento é uma realidade por apalpar. Nas dobras do relatório do PAC 2, o PIB de 2010 cresce 5,2%. Depois, 5,5% até 2014.

 

Para já, busca-se atingir uma outra modalidade de crescimnento. O crescimento da campanha de Dilma, nove pontos atrás do rival tucano José Serra, segundo o Datafolha.

 

A oposição reagiu por meio de uma nota conjunta de PSDB, DEM e PPS. No texto, a solenidade capitaneada por Lula e estrelada por Dilma é chamada de "pantomima eleitoral"

 

- Serviço: A propaganda do PAC 2 ganhou a forma de uma revista. Dividida em seis partes, pode ser consultada aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h51

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Datafolha: Suplicy soma mais votos que Mercadante

Em todos os cenários, o tucano Alckmin é franco favorito

 

  Sérgio Lima/Folha
Preterido por Lula e pelo PT, o senador Eduardo Suplicy ganhou 19 motivos para manter de pé sua candidatura ao governo de São Paulo.

 

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda (29) atribui a Suplicy 19% das intenções de voto.

 

Ungido por Lula e encampado pelo PT, o companheiro Aloizio Mercadante entra na disputa com percentual mais modesto: 13%.

 

Para complicar, o nome do PT, seja ele qual for, vai às urnas como candidato favorito a tornar o tucano Geraldo Alckmin governador.

 

No cenário que inclui Mercadante, Alckmin belisca 53% dos votos. injetando-se Suplicy na paisagem, o tucano leva obtém 49%.

 

Na semana passada, em discurso no Senado, Suplicy reafirmara sua candidatura. Parecia farejar o perfume do Datafolha.

 

 

 

Condicionara sua saída do páreo à divulgação de uma pesquisa que comprovasse o acerto da opção por Mercadante. Deu-se o oposto.

 

Agora, ou o PT reconhece o direito de Suplicy de acionar as prévias previstas no estatuto do partido ou terá de afastá-lo a golpes de cotovelo.

 

Antes de voltar os olhos para Mercadante, Lula tentara fazer de Ciro Gomes (PSB) o seu candidato à sucessão de José Serra.

 

Depois de levar seu título eleitoral cearense para passear em São Paulo, Ciro deu pra trás. Declara-se candidato ao Planalto.

 

Ao bater em retirada, Ciro somava, em São Paulo, algo como 16% das intenções de voto. Era, também ele, um sub-Suplicy.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h07

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Lula fará despedida ‘coletiva’ de ministros na quarta

 

Lula antecipou em três dias a saída dos ministros que trocarão a Esplanada pelos palanques.

 

O prazo legal para a desincompatibilização é 3 de abril. Mas a despedida foi agendada para esta quarta (31).

 

Será um adeus coletivo. Escalou-se a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff para discursar em nome dos que saem.

 

No mesmo dia, serão empossados os substitutos. No geral, assumem o comando das pastas os atuais secretários-executivos.

 

No Ministério da Agricultura, uma exceção. Ali, vai à cadeira de ministro o presidente da Conab, Wagner Rossi.

 

Rossi é apadrinhado do presidente da Câmara e do PMDB, Michel Temer (SP). Conta com o respaldo da bancada ruralista.

 

Em discurso dirigido aos que ficam, Lula recordará que o governo só termina em 31 de dezembro. Vai cobrar mangas arregaçadas. 

Escrito por Josias de Souza às 05h53

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PSDB cogita escolher uma mulher para vice de Serra

  Fábio Pozzebom/ABr
Em público, o PSDB diz que foi adiado para maio o debate sobre a escolha do candidato a vice na chapa de José Serra.

 

Nos subterrâneos, a discussão corre solta. A última cogitação do tucanato é a de acomodar ao lado de Serra uma mulher.

 

Encontra-se sobre a mesa o nome da senadora tucana Marisa Serrano (MS), atual vice presidente do PSDB federal. Informado, o DEM torce o nariz.

 

Parceiros dos tucanos na sucessão presidencial, os ‘demos’ consideram-se como que donos da vaga de vice.

 

O DEM admitira abrir mão da postulação em favor do grão-tucano Aécio Neves. Mas o governador mineiro refugou a oferta.

 

Na semana passada, reuniram-se em Brasília, longe dos holofotes, os presidentes do PSDB, Sérgio Guerra, e do DEM, Rodrigo Maia.

 

O repórter apurou que Maia disse a Guerra o seguinte: o DEM quer a vice. Mas admite abrir mão, desde que se encontre um nome que ajude Serra sem desfavorecer o DEM.

 

Antes, Rodrigo Maia dizia coisa diferente: Sem Aécio, o vice teria de ser um ‘demo’. Ou seja, houve uma mudança de posição.

 

Sérgio Guerra quis saber quais seriam as alternativas do DEM. Ouviu meia dúzia de nomes. Três deles teriam “maior densidade eleitoral”

 

São eles: O ex-prefeito carioca Cesar Maia, o ex-governador baiano Paulo Souto e o senador pernambucano Marco Maciel.

 

O primeiro prefere concorrer a uma cadeira de senador pelo Rio. E o segundo não abre mão de concorrer ao governo da Bahia.

 

Quanto a Maciel, teria o inconveniente de empurrar para dentro da chapa de Serra a lembrança da gestão FHC, à qual serviu como vice-presidente.

 

Descartada essa trinca, foram citados: a senadora Kátia Abreu (TO) e os deputados Ronaldo Caiado (GO) e José Carlos Aleluia (BA).

 

Kátia e Caiado, por seus notórios vínculos com o setor rural, são descartados pelo tucanato. Avalia-se que puxariam a chapa de Serra para a “direita”.

 

Restou Aleluia. Trata-se de deputado dotado de raro preparo intelectual. ‘Demos’ e tucanos reconhecem-lhe os méritos. Porém...

 

Porém, para o desafio da vice, Aleluia não é unanimidade nem no DEM. Avalia-se que, do ponto de vista eleitoral, agregaria pouco.

 

A lista incluía um sétimo nome: José Agripino, líder do DEM no Senado. Tem trânsito fácil no PSDB. Mas, consultado em termos definitivos, disse que não quer ser vice.

 

Resumindo: só em teoria o DEM dispõe de “muitos nomes”. Na prática, não tem nenhum. Por isso aceitou analisar nomes alheios aos seus quadros.

 

Na negociação com os tucanos, os ‘demos’ ofereceram um exemplo de costura que aceitariam gotosa e prontamente. Envolve o Paraná.

 

Sugere-se que Beto Richa, prefeito tucano de Curitiba, troque a candidatura ao governo do Paraná pela posição de vice de Serra.

 

Consumado o movimento, a oposição ficaria livre para fechar, no Paraná, um acordo com o senador Osmar Dias. É pré-candidato ao governo pelo PDT. O DEM sonha coligar-se com ele.

 

Dois problemas: Beto não topa ser vice. Se aceitasse, reavivaria as pretensões do tucano Alvaro Dias, irmão de Osmar e também aspirante ao governo.

 

Numa tentativa de atalhar o impasse, o DEM tramou uma operação baiana: o ‘demo’ Paulo Souto desistiria de concorrer ao governo da Bahia. Iria à chapa de Serra.

 

Num segundo lance, PSDB e DEM apoiariam a candidatura baiana de Geddel Vieira Lima, do PMDB. Há dez dias, um par de emissários procurou Geddel.

 

Ministro de Lula e fechado com o projeto Dilma-2010, Geddel mandou dizer que não contempla, a essa altura, bandear-se para a canoa de Serra.

 

De resto, Paulo Souto deu pulos de irritação. Enxergou na manobra as digitais de dois caciques ‘demos’: o prefeito paulistano Gilberto Kassab e o ex-senador Jorge Bornhausen.

 

Souto mandou dizer à dupla o seguinte: Não cogita ser vice de Serra. E sua candidatura ao governo da Bahia não é mercadoria que possa ser negociada.

 

Mexe daqui, tricota dali, o PSDB vê-se diante de um impasse. Já dispõe do candidato. Mas não consegue arranjar para Serra um vice.

 

É nesse contexto de dúvidas e hesitações que o nome de Marisa Serrano remanesce sobre a mesa.

 

A favor dela pesam dois fatos: dispõe de boa articulação verbal. E veste saias, como Dilma Rousseff.

 

Contra ela, a resistência do DEM é a localização periférica do seu Estado de origem, o Mato Grosso do Sul.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h02

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: PAC-2 vai ser lançado hoje, mesmo com PAC-1 atrasado

 

- Folha: Mudança na lei dá mais espaço na TV a candidatos

 

- Estadão: MP cobra governo sobre venda de terra a estrangeiros

 

- JB: Vasco tira o pé da lama

 

- Correio: Denúncia suspende concurso da PM

 

- Valor: Tereos traz sede e ativos de € 1 bilhão para o Brasil

 

- Jornal do Commercio: Ciro apaga Brasão

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h52

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Noves fora o Datafolha...!

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Escrito por Josias de Souza às 01h45

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PT do Maranhão rejeita Roseana Sarney e apóia Dino

  Antônio Cruz/ABr
O diretório do PT do Maranhão decidiu ignorar a vontade de Lula.

 

Na disputa pelo governo maranhense, o petismo apoiará a candidatura do deputado Flávio Dino (PCdoB).

 

Lula e o PT federal defendiam o apoio à recandidatura da governadora Roseana Sarney (PMDB).

 

Dino (na foto) prevaleceu sobre a filha do presidente do Senado, José Sarney, em votação apertada: 87 a 85. Três petistas se abstiveram de votar.

 

A decisão foi tomada neste sábado (27), em São Luís. Consumado o resultado, Dino foi convidado a comparecer ao encontro do PT.

 

"Foi uma grande vitória para o povo do Maranhão", discursou, sob aplausos. Franqueará seu palanque à presidenciável petê Dilma Rousseff.

 

Além de Dino, Roseana terá contra si Jackson Lago, do PDT. Cassado pelo TSE, Lago prepara-se para retornar aos palanques.

 

Em Brasília, o partido de Lago está fechado com Dilma. No Maranhão, tenta costurar um acordo com o PSDB de José Serra. Coisas da política.

Escrito por Josias de Souza às 21h02

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Há uma ‘macumba’ shakeasperiana na trilha de Serra

O grão-tucano José Serra está a um passo de sua segunda candidatura presidencial. No caminho de Serra há uma macumba.

 

A farofa exala naftalina. A galinha preta cacareja um dilema de 2006, de timbre shakespeariano: Ser ou não ser FHC?

 

Armou-se para 10 de abril a aclamação de Serra. Convidado para a pajelança, FHC não terá acesso ao microfone. Deseja-se escondê-lo.

 

Mantida essa decisão, ainda que Serra plante bananeira no palco, nada chamará mais atenção do que o silêncio do sábio da tribo.

 

Ladino a mais não poder, Lula traçou um risco no chão da sucessão. Cuspiu na linha. E chamou FHC para a briga.

 

“Nós contra eles”, disse Lula à sua tropa. A era petê versus o ciclo peéssedebê. Dilma ‘da Silva’ Rousseff contra José ‘Cardoso’ Serra.

 

Para regozijo de Lula, o tucanato mordeu a isca. Pôs-se a perguntar: o que fazer com FHC? Decidiu levá-lo ao armário.

 

No esforço que empreende para fazer de FHC um coadjuvante de sua história, o tucanato adorna o próprio dorso com a plumagem de outro pássaro.

 

FHC julga-se um colecionador de façanhas: o Real, as privatizações, a estabilidade econômica, a Lei de Responsabilidade Fiscal...

 

Considera-se merecedor de uma estátua. Mas os tucanos, pardais de si mesmos, preferem sujar, com desenvoltura dialética, a testa do seu líder.

 

Repete-se em 2010 o erro que levou Alckmin a ter menos votos no segundo turno de 2006 do que amealhara no primeiro round.

 

O Lula de quatro anos atrás jogara no chão a casca de banana da comparação. E o tucanato escorregara gostosamente.

 

As pesquisas informam que o governo FHC, a despeito dos méritos, não deixou saudades. O eleitor rejeita o ex-presidente.

 

Ex-ministro de FHC, Serra foi vítima dessa aversão na sucessão de 2002. Repaginado por Duda Mendonça, Lula surrou-o.

 

Submetido à esperteza plebiscitária de Lula, o Serra-2010 tem dois caminhos: ou explica os êxitos da era FHC ou foge de um debate incontornável.

 

Se optar por repetir o Alckmin-2006, jogando o passado sob o tapete, arrisca-se a comparecer à disputa sem cara. Ou por outra, Serra pode virar a mula sem cabeça da eleição.

 

“As pessoas aprendem com a vida”, disse FHC na semana passada. Acha que o presidenciável de seu partido tem a obrigação de defendê-lo.

 

Por quê? “O Serra tem um compromisso, porque ele [ex-ministro do Planejamento e da Saúde] foi parte ativa do que se fez”.

 

Faz sentido. Diz o senso comum que “errando é que se aprende”. Mas, tomado pelos primeiros movimentos, o PSDB parece decidido a adaptar o brocardo.

 

Para o tucanato, é “errando é que se aprende... A errar.” Com dois fracassos presidenciais sobre os ombros, o PSDB aposta, de novo, no erro.

 

Retorne-se ao início: No caminho de Serra há uma macumba. Ainda há tempo para remodelar a encruzilhada.

 

Um bom recomeço seria convidar FHC para dizer meia dúzia de palavras na pajelança de 10 de abril.

Escrito por Josias de Souza às 19h54

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A 9 meses de sair, Lula tem aprovação recorde: 76%

  Alan Marques/Folha
Lula chega à quadra final de sua administração com cara de recordista. Segundo o Datafolha, o presidente é aprovado por 76% dos brasileiros.

 

Desde 1990, ano em que o instituto começou a produzir esse tipo de estatística, nenhum outro presidente alcançara semelhante marca.

 

Os índices de aprovação de Lula (ótimo ou bom) crescem pesquisa a pesquisa.

 

De agosto de 2006 para cá, escalou nove pontos –de 67% para os atuais 76%.

 

Considerando-se um intervalo maior –três anos— a escalada foi de notáveis 26 pontos percentuais.

 

Hoje, apenas 20% da população atribui a Lula a menção regular. É ínfimo o número de entrevistados que o consideram ruim ou péssimo: 4%.

 

Abaixo, algumas das informações mais relevantes trazidas à luz pelo Datafolha:

 

1. Entre as mulheres, a aprovação ao governo Lula subiu de 71% para 75% entre fevereiro e março.

 

2. No segmento formado pelos brasileiros com mais de 60 anos, a aprovação de Lula cresceu seis pontos. Foi de 67% para 73%.

 

3. Considerando-se as faixas de renda, um dos saltos mais notáveis na avaliação positiva de Lula foi anotado entre as famílias com renda superior a dez salários mínimos (R$ 5.100). Pulo de 12 pontos –de 56% para 68%.


4. Em 2003, no alvorecer do primeiro mandato, esse mesmo segmento concedia a Lula aprovação bem inferior: 36%. Desde então, os índices de ótimo ou bom foram engordados em 32 pontos percentuais.


5. O avanço foi ainda maior –34 pontos— entre os integrantes de famílias com renda menor do que cinco salários mínimos (R$ 2.550,00). Nesse universo, a aprovação de Lula é, hoje, de 77%.

 

6. Entre os patrícios mais ecolarizados, com curso universitário, a aprovação do presidente foi de 65% para 70%.

 

7. Nas regiões Sul e Sudeste, a popularidade de Lula bate em 69%. O recorde dos recordes é obtido no Nordeste: 87%.

 

8. A despeito da superpopularidade de Lula, o Datafolha captou, na mesma pesquisa, dados eleitorais que sorriem mais para José Serra, presidenciável da oposição, do que para Dilma Rousseff, candidata do governo.

 

9. Um mês atrás, Dilma (28%) roçava os calcanhares de Serra (32%). Escassos quatro pontos separavam a candidata de Lula do líder oposicionista.

 

10. Hoje, a diferença ampliou-se para nove pontos. Serra foi a 36%. Dilma escorregou para 27%.

 

11. Uma evidência de que a transfusão de prestígio de Lula para a candidata dele é mais lenta do que gostaria o petismo.

Escrito por Josias de Souza às 05h33

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Lula anuncia PAC 2 com metade do PAC 1 por iniciar

Novo pacote de obras será desembrulhado nesta  segunda

Prevê investimentos de R$ 1 trilhão para período ‘pós-Lula’

Prioriza educação, saúde, transporte e saneamento básico

Lançamento visa alavancar candidatura de Dilma Rousseff

 

Lula e Dilma Rousseff comandam nesta segunda (29) uma megacerimônia com a presença estimada de 1,2 mil pessoas.

 

Diante de uma platéia de governadores, prefeitos, congressistas, empresários e sindicalistas, a candidata e o cabo-eleitoral vão desembrulhar o PAC 2.

 

A cereja do bolo tem a forma de uma cifra vistosa. Coisa de R$ 1 trilhão. Dinheiro da União, de empresas estatais e da iniciativa privada.

 

O recheio é feito de projetos que priorizam a melhoria dos serviços oferecidos aos brasileiros urbanos, moradores das regiões metropolitanas.

 

Inclui empreendimentos voltados a setores variados: saúde, educação, cultura, esporte, transporte, moradia e segurança pública.

 

Decidiu-se dar especial realce às obras antienchente –um cutucão no grão-tucano José ‘Alagamentos’ Serra, rival de Dilma na sucessão presidencial.

 

O PAC 2 vai à vitrine como um mero vir a ser. Chega num instante em que o PAC 1 exibe indicadores claudicantes.

 

Em levantamento levado à web há seis dias, o sítio Contas Abertas informou que, a metade (54%) das obras do primeiro PAC não saiu do papel.

 

Perscrutadas 12.163 em 24 Estados, verificou-se apenas 11,3% (1.378) foram concluídas desde 2007, quando o PAC foi lançado.

 

É nesse cenário que o bolo de obras do PAC 2 foi preparado, a toque de caixa. Lula comandou pessoalmente cinco reuniões setoriais.

 

Há servidores fazendo hora-extra neste fim de semana. Corre-se contra o relógio para ajustar o tempo do governo ao cronograma da campanha eleitoral.

 

Na bica de deixar a chefia da Casa Civil, Dilma servirá como ministra o rocambole de obras que vai mastigar no palanque, como candidata.

 

A cerimônia desta segunda ocorre dois dias antes de Dilma se despedir do governo. Nos discursos soarão vocábulos que, depois, virarão motes de campanha.

 

Palavras como “planejamento”, “rumo” e, sobretudo, “continuidade”. Concebido no apagar das luzes da gestão Lula, o PAC 2 será vendido como herança bendita.

 

Prevê-se que a execução se estenderá por todo o mandato do próximo inquilino do Panalto –2011 a 2014.

 

Lula repisará um raciocínio que vem desfiando há meses. Diz que ao assumir, em 2003, encontrou as prateleiras vazias de projetos.

 

Deseja agora evitar que o sucessor –ou sucessora— desperdice o ano inaugural da nova gestão decidindo o que fazer. Quer legar, segundo diz, “um rumo”.

 

O gestor(a) do pós-Lula não terá senão o tabalho de dar “continuidade” ao já iniciado.

 

O presidente se esquivará de dizer que o PAC 1 espetará no caixa do próximo governo uma conta não liquidada de mais de R$ 35 bilhões.

 

Incumbiu-se Dilma de fazer a apresentação do novo programa na pajelança desta segunda.

 

Uma forma de acentuar que, depois de gerir o PAC 1, a ministra-candidata vai à eleição como uma espécie de encarnação da “continuidade”.

 

Já na fase de preparação, a cerimônia do PAC dois exalava um indisfaçável cheiro de eleição.

 

Nos subterrâneos, integrantes da equipe de Lula recordam que, em entrevista recente, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, tachara o PAC de “propaganda”.

 

Mais: o mandachuva tucano insinuara que, prevalecendo nas eleições, a oposição cuidaria de dar cabo do programa obreiro.

 

Assim, mais do que um programa para o próximo governo, o PAC 2 chega com cara de peça de campanha.

 

Por ironia, o anúncio do PAC 2 será feito no mesmo auditório alugado pelo PSDB para aclamar, em 10 de abril, José Serra como seu presidenciável.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h21

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: União não fiscaliza mais de R$ 17 bi em repasses

 

- Folha: Popularidade de Lula bate recorde

 

- Estadão: Ministros candidatos dobram liberação de verbas a seus Estados

 

- JB: Força-tarefa da PF contra corrupção

 

- Correio: Transporte pirata está de volta às ruas

 

- Veja: Condenados! Agora, Isabella pode descansar em paz

 

- Época: Culpados

 

- IstoÉ: Por que eles mataram

 

- IstoÉ Dinheiro: O dono do skype se liga no Brasil

 

- CartaCapital: A máfia calabresa está aqui

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 01h01

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Não é a mamãe!

Aroeira

Via 'O Dia'. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 00h59

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Caixa do PT, Vaccari continua no ‘conselho’ de Itaipu

  Divulgação
Guindado à função de Secretário de Finanças do PT federal, João Vaccari Netto deixou a presidência da Bancoop. Mas reteve um contracheque de Itaipu.

 

O novo gestor das arcas do PT ocupa, desde 2003, uma cadeira no conselho administrativo da hidrelétrica.

 

Em texto veiculado no seu portal na web, Itaipu Binacional informa que o conselho “reúne-se a cada dois meses ou em convocação extraordinária”. Para quê?

 

“Definir as diretrizes fundamentais da administração da empresa e seu regimento interno; aprovar o orçamento para cada exercício; e examinar o relatório anual”.

 

O trabalho dos conselheiros não chega a ser extenuante. Mas rende remuneração mensal não negligenciável: pouco mais de R$ 13 mil.

 

Vaccari recebeu a sinecura do amigo Lula. Foi uma espécie de prêmio de consolação. Vale recordar o que se passou.

 

No alvorecer do primeiro mandato de Lula, Vaccari era presideente do Sindicato dos Bancários de São Paulo e secretário de Finanças da CUT, braço sindical do PT.

 

Na fase de composição do governo, o petismo cogitou acomodá-lo num posto vistoso, a presidência da Caixa Econômica Federal.

 

Vaccari foi barrado por dois obstáculos: uma barricada de Antonio Palocci, então ministro da Fazenda, e a falta de diploma universitário.

 

Os estatutos da Caixa exigem que o presidente tenha frequentado os bancos de uma universidade. E Vaccari não preenchia esse quesito.

 

Lula ordenou, então, que fosse providenciado outro cargo para Vaccari. Foi à mesa a sugestão de acomodá-lo em Itaipu. O presidente aprovou prontamente.

 

O contato do bancário Vaccari com o mundo da energia era, então, exíguo. Achegava-se ao tema só no instante em que precisava tatear o interruptor de luz.

 

O tempo passou. Vaccari migrou do sindicato para a Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários paulistas. Só não deixou Itaipu.

 

Na Bancoop, Vaccari respondeu, primeiro, pela área financeira. Depois, pela presidência. Dali, escalou o controle das arcas do PT.

 

Pediu desligamento da Bancoop. Mas reteve a cadeira de “conselheiro” de Itaipu. Tornou-se um conselheiro incômodo.

 

Acusado de malfeitos na cooperativa, Vaccari é alvo do Ministério Público de São Paulo e dos partidos de oposição. Nega as irregularidades que lhe atribuem.

 

A despeito disso, não será o tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff. Optou-se por separar as arcas do comitê eleitoral dos cofres da legenda.

 

Dilma vai escolher seu próprio tesoureiro. Há sete anos, a mesma Dilma respondia pelo ministério das Minas e Energia, de cujo organograma pende Itaipu.

 

Nessa época, a ministra não viu problemas confiar a Vaccari a cadeira no conselho da estatal binacional.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h27

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Laivos do que se ouve sobre o que houve na semana

Escrito por Josias de Souza às 17h33

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Ex-ministra, Dilma terá salário de R$ 17,8 mil no PT

  Ricardo Stuckert/PR
O PT prepara a estrutura para recepcionar sua candidata à sucessão de Lula.

 

Vai gastar, até junho, pelo menos R$ 350 mil.

 

Deve-se a informação ao repórter Diego Escosteguy, de Veja.

 

Na semana que vem, Dilma deixará o cargo de ministra para pleitear o emprego de presidente.

 

Suas despesas passam a ser bancadas pelo partido.

 

Terá dinheiro na conta, casa, comitê, carro e jatinho no hangar. Eis os números:

 

1. Salários de Dilma: R$ 17,8 mil mensais.

 

2. Salários de cinco assessores: R$ 55 mil por mês.

 

3. Aluguel de casa para a candidata: R$ 12 mil.

 

4. Aluguel de sede do comitê de campanha: R$ 30 mil.

 

Resta definir o custo do aluguel de carros para Dilma e para o comitê, e dos jatinhos em cujas asas voará a candidata.

 

Embora Dilma tenha informado que vai ter um tesoureiro que possa chamar de seu, o ordenador de despesas é, por ora, João Vaccari ‘Bancoop’ Neto.

Escrito por Josias de Souza às 05h52

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Novo Datafolha acentua a lulodependência de Dilma

Serra sobe e eleva diferença de quatro para nove pontos

 

  Fotos: Folha
Saiu do forno uma nova pesquisa do Datafolha. Expõe dois fenômenos: a resistência de José Serra e a lulodependência de Dilma Rousseff.

 

No intervalo de um mês, a dianteira de Serra, que havia se reduzido a quatro pontos percentuais, foi dilatada para nove pontos.

 

Dilma, que percorria curva ascendente, estacionou. É a primeira pesquisa na qual ela não pontua para o alto.

 

O candidato tucano foi de 32% para 36%. Retorna aos patamares de dezembro, mês em que amealhara 37%.

 

A presidenciável petê escorregou um ponto percentual. Oscilou de 28% para 27%. Manteve-se abaixo do patamar historicamente atribuído ao PT: 30%.

 

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos –para mais ou para menos. Significa dizer que Serra teve crescimento real. E Dilma ficou onde estava.

 

Os dados são quentes como pães do dia. Os pesquisadores do Datafolha foram às ruas na quinta (25) e na sexta (26).

 

A sondagem do mês passado deixara nos lábios do petismo o doce sabor da perspectiva de ultrapassagem.

 

Ficara-se com a impressão de que, carregada por Lula e superexposta nos pa©mícios, Dilma estava na bica de assumir a dianteira.

 

O petista mais pessimista dava de barato que Dilma obteria na pesquisa seguinte, no mínimo, o empate técnico. Deu-se o oposto.

 

A despeito de frequentar uma vitrine menor –de dimensão estadual— e de ter demorado a assumir-se como candidato, Serra recuperou terreno.

 

A sete meses da eleição, os números ainda prenunciam uma briga renhida. Serra vai ao ringue armado de sua biografia. Dilma sacode o manto da continuidade.

 

Na próxima semana, o embate ganha novos ares. Os contendores terão de deixar os cargos de governador e de ministra.

 

A nova fase tende a estabelecer um cenário de paridade de armas. Gradativamente, Dilma terá de descer dos ombros de Lula.

 

No dizer do próprio presidente, a candidata terá provar-se capaz de “caminhar com as próprias pernas”.

 

Surge, então, a pergunta: conseguirá Dilma livrar-se da “lulodependência”? O sucesso está atrelado à resposta.

 

Parecer da Advocacia-Geral da União autoriza Dilma a manter os pés nos pa©lanques até junho, quando sua candidatura será aprovada em convenção. Porém...

 

Porém, a Justiça Eleitoral, normalmente cega, emite sinais de que achou a lente de contato. Já impôs a Lula um par de multas: R$ 5 mil e R$ 10 mil.

 

Há ainda três ações da oposição pendentes de julgamento no TSE. Na semana que vem será protocolada uma quarta.

 

A manutenção da tática de converter atos oficiais em pantomimas eleitorais impõe, além do custo monetário, o risco da desmoralização política.

 

O PT esboça reação. Ameaça inundar o TSE com ações contra Serra. Mas já assimilou a ideia de que terá de refrear o escracho.

 

Lula não vai esconder a musculatura. Usará, nos limites do possível, o tônus da popularidade para erguer sua candidata.

 

Emerge, então, a segunda pergunta-chave: até onde vai a capacidade de transferência de prestígio do líder superpopular?

 

Em conversa com o repórter, um dirigente do PT foi buscar na oposição argumentos para sustentar o raciocínio de que Dilma está como que condenada a  crescer.

 

Chamou a tese de “efeito Gilberto Kassab”. Disse: “Na eleição de 2008, o prefeito do PFL [DEM] tinha 3% nas pesquisas e uma gestão bem avaliada...”

 

“...À medida que a campanha foi avançando, o percentual do candidato encostou no índice de avaliação do prefeito. E ele venceu a eleição...”

 

“...Pelas mesmas razões, o percentual de intenções de voto da Dilma tende a se aproximar dos índices de aprovação do governo Lula”.

 

O argumento, por lógico, não é negligenciável. Mas parece esbarrar, por ora, numa diferença: na sucessão presidencial, a candidata é Dilma, não Lula.

 

Por mais que o cabo-eleitoral ajude, a candidata terá de socorrer a si própria, livrando-se do vício da dependência.

 

De resto, só o tempo dirá se vai funcionar a estratégia de Serra. Está escorada em dois pilares: o confronto de biografias e o reconhecimento do óbvio.

 

A segunda estaca passa pelo reconhecimento dos êxitos de Lula. Serra dirá: o que é bom será mantido. E tenho mais experiência para aperfeiçoar e avançar.

 

No mais, é preciso saber que jogo pretende jogar Ciro Gomes (PSB). Em dezembro, tinha 13%. No mês passado, cravou 12%. Agora, dispõe de 11%.

 

Se Ciro abandonar o ringue, crescem as chances de uma definição em primeiro turno. Terá mais chances quem for capaz de capturar-lhe os votos.

 

Quanto a Marina Silva (PV), estacionada em 8% desde dezembro, parece fadada ao papel de figurante.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h12

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Após multa a Lula, PT reforça ações na Justiça contra Serra

 

- Folha: Serra volta a crescer; Dilma estaciona

 

- Estadão: Lula ignora TSE e usa tom eleitoral ao lado de Dilma

 

- JB: Olimpíada já eleva aluguel

 

- Correio: Condenados - Alexandre Narconi: 31 anos de prisão; Anna Jatobá: 26 anos de prisão

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Lulilma!

J.Bosco

Via blog J.Bosco. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 01h45

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Depois de podar PT, TRE-SP tira do ar peça do PSDB

Miran

 

A propaganda eleitoral enseja pecados pluripartidários. As legendas, mesmo quando separadas por feroz rivalidade, dançam de mãos dadas em torno do ilegal.

 

Depois de tirar do ar duas propagandas televisivas do PT, o TRE-SP arrancou da tela uma publicidade do PSDB.

 

A peça vetada exibe o grão-tucano José Serra tecendo loas a si mesmo. Jacta-se de ter sido autor do projeto que deu à luz o seguro desemprego.

 

“Eu batalhei, nós conseguimos”, diz Vangloria-se também de ter expandido as linhas do metrô de São Paulo:

 

“[...] É isso, planejamento, experiência de vida e o Brasil no coração".

 

Corregedor regional eleitoral de São Paulo, o desembargador Alceu Penteado Navarro concluiu o óbvio:

 

O PSDB produziu não uma propaganda partidária institucional, mas uma peça de campanha eleitoral. Algo vedado pela lei.

 

O mesmo magistrado tirara do ar uma peça em que Lula levantava a bola de Dilma Rousseff, vinculando-a São Paulo.

 

Interrompera também a veicuação de inserção em que o petê Aloizio Mercadante, virtual candidato a governador, pedia ao eleitor “uma chance” para o PT.

 

Aos pouquinhos, a Justiça Eleitoral vai abrindo os olhos.

 

- Em tempo: Ilustração via sítio Miran Cartum.

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Escrito por Josias de Souza às 01h28

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STJ impõe a ex-auxiliar de Arruda vistoria sem roupa

Depois de produzir a nudez administrativa, o panetonegate gerou a nudez física. Um ex-secretário de José Roberto Arruda terá de ficar pelado na cadeia.

 

Chama-se Wellington Moraes. Respondia pela Secretaria de Comunicação do GDF. Há 42 dias, é hóspede do presídio brasiliense da Papuda.

 

Em petição dirigida ao STJ, os advogados de Wellington pediram que seu cliente fosse liberado de vistorias que a hospedaria costuma impor a todos os presos.

 

Deeu chabu. O tribunal determinou que Wellington precisa, sim, passar pelo constrangimento ds revistas.

 

Tudo deve proceder dentro dos conformes: sempre que receber a visita de seus advogados, Wellington terá de tirar a roupa. Antes e depois.

 

Deve-se a decisão ao ministro Fernando Gonçalves, relator do inquérito do panetoene no STJ.

 

Magistrado rigoroso, ele determinou: além de Wellinton ter de ficar “desnudo”, seus advogados serão revistados na entrada do presídio, caso levem pastas.

 

Wellington foi à garra pelas mesmas razões que justificaram o encarceramento do ex-chefe: a tentativa de suborno de testemunha.

 

Por um desses azares do destino, Wellington não foi alcançado pela ventura de ser detido no PF’s Inn. Arruda reclama. Mas a Papuda é bem pior.

 

Nesta segunda, a PF começa a inquirir as 42 pessoas mencionadas no inquérito. Entre elas Arruda e Wellington.

 

Se tudo correr bem, a Procuradoria da República pretende requerer, em abril, o relaxamento da prisão de Arruda e Cia..

 

Até lá, Wellington terá de conviver com a exposição compulsória das formas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h21

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Precatórios: STF cobra ‘providências’ de seis Estados

  João Wainer/Folha
Na bica de entregar a presidência do STF a Cezar Peluso, o ministro Gilmar Mendes retirou da gaveta os pedidos de intervenção movidos contra seis Estados.

 

Estão na berlinda: Espírito Santo, Paraíba, Paraná, Goiás, Rio Grande do Sul e São Paulo. Foram acionados por um mesmo motivo.

 

São devedores de precatórios, dívidas decorrentes de decisões judiciais. Uma inadimplência que sujeita os Estados à intervenção federal.

 

Juntos, os seis Estados têm contra si notáveis 42 pedidos de intervenção federal.

 

Valendo-se dos poderes de presidente do Supremo, Gilmar deu prazo de 15 dias para que os Estados apresentem um plano de liquidação dos precatórios.

 

Determinou que seja observada a ordem cronológica das dívidas. Anotou que o plano tem de ser “detalhado”, ordenando cada pagamento “em data razoável”.

 

Classificou de “notório e preocupante” o dar de ombros de Estados, municípios e da União para a obrigatoriedade de pagar as dívidas judiciais. Anotou:

 

“Não é possível justificar o não pagamento de créditos, muitas vezes de natureza alimentícia, apenas com alegações genéricas de falta de recursos materiais...”

 

“...É necessário um esforço conjunto dos poderes no sentido da organização financeira e do adimplemento das dívidas financeiras que o Estado contrai com a sociedade”.

 

Embora previsto na Constituição, a intervenção federal nos Estados devedores é um tigre que o STF jamais ousou retirar da jaula.

 

A iniciativa de Gilmar não é senão um derradeiro esforço para conservar a fera na gaiola.

 

No texto em que deu o ultimato aos seis Estados, Gilmar lembrou de precedentes criados por julgamentos anteriores. Ficou decidido:

 

“Enquanto o Estado se mantiver diligente na busca de soluções para o cumprimento integral dos precatórios judiciais, não estarão presentes os pressupostos para a intervenção federal”.

 

Ou seja, os Estados que cumprirem a ordem de preparar o plano de pagamentos, em duas semanas, vai ser preservado das garras da intervenção.

 

Gilmar escreveu: “Em sentido inverso, o Estado que assim não proceda estará sim, ilegitimamente, descumprindo decisão judicial, atitude esta que não encontra amparo na Constituição Federal.”

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h33

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Papa pede a jovens que rejeitem ‘sexo desordenado’

Tomada pelo noticiário, a Igreja Católica tornou-se uma instituição à procura de um dique. Uma represa qualquer, capaz de deter um mar de espermatozóides buliçosos.

 

Sozinha, a tradição já não consegue segurar as pulsões escondidas atrás de mais 2 mil anos de celibato.

 

Pois bem, assim mesmo, com a perversão a roçar-lhe a barra da batina, o papa decidiu, veja você, dar conselhos sobre sexo.

 

Dirigindo-se a uma platéia de mais de 70 mil jovens, Bento 16 recomendou que rejeitem as tentações. Entre elas o do “sexo desordenado”.

 

A Igreja faria melhor se refletisse sobre a seguinte evidência: o sexo, quando consentido, pode fazer santos. Mas o sexo, quando proibido, só faz canalhas.

 

Logo, logo, quando o papa for visto com as mãos erguidas aos céus, vai-se imaginar que Sua Santidade não deseja senão saber se deve levar o guarda-chuva.

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h40

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Oposição prepara uma nova ação contra Lula no TSE

José Cruz/ABr

 

O pa©mício realizado por Lula e pela presidenciável petista Dilma Rousseff em Osasco (SP) renderá uma nova representação no TSE.

 

DEM, PSDB e PPS vão protocolar mais uma ação contra o presidente e a candidata dele na próxima semana.

 

Alegarão, de novo, que Lula e Dilma, a pretexto de entregar apartamentos, fizeram campanha política ilegal em evento pseudoadministrativo, custeado com verbas públicas.

 

“Eles estão avacalhando o processo”, disse Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM. “Ou a Justiça Eleitoral age, ou o jogo fica desequilibrado”.

 

A campanha extemporânea já rendeu a Lula duas multas. Na semana passada, em decisão individual, o ministro Joelson Dias aplicara pena de R$ 5 mil.

 

Refere-se a um pa©mício realizado no complexo do Alemão, no Rio, em 2009. A Advocacia-Geral da União anunciou que vai recorrer.

 

Na noite desta quinta (25), em julgamento colegiado, o plenário do TSE impôs a Lula outra multa: R$ 10 mil.

 

Dessa vez por conta de discurso pronunciado em janeiro, na inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados de São Paulo.

 

No ato de Osasco, que resultará na nova representação, Lula fez piada da multa da semana passada.

 

“Não adianta vocês gritarem nome porque eu já fui multado pela Justiça Eleitoral, R$ 5 mil, porque eles disseram que eu falei o nome de uma pessoa...”

 

“...Pra mim não tem nome aqui”. A platéia, que até então não pronunciara nome nenhum, pôs-se a gritar: “Dilma, Dilma, Dilma...”

 

E Lula, entre risos: “Se eu for multado, vou trazer a conta pra vocês. Quem é que vai pagar a minha multa? Levanta a mão aí”.

 

A oposição vai anexar ao texto da nova representação um vídeo com as cenas de Osasco. Além de Dilma, acompanhava Lula o candidato do PT ao governo paulista, Aloizio Mercadante.

 

Sem contar a ação que está por vir, há ainda no TSE mais três representações à espera de julgamento.

 

Em todas elas, PSDB, DEM e PPS pedem providências contra a movimentação eleitoral do presidente.

 

Rodrigo Maia diz que, se quiser, “Lula pode fazer pré-campanha”. Desde que seja "dentro da lei".

 

“Se ele entra na sede do PT e faz campanha, se pede votos para a candidata dele em evento fechado, é legítimo”, diz o deputado.

 

“O que não é admissível é a utilização escancarada da estrutura e dos recursos públicos para fins eleitorais. Isso torna a disputa desigual”.

 

A julgar por suas últimas decisões, a Justiça Eleitoral parece dar razão aos adversários de Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h55

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Líder do PT chama Ciro de ‘falastrão desequilibrado’

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Ciro Gomes (PSB) tornou-se, para o PT, um “aliado” indesejável.

 

As ressalvas ao deputado, antes feitas entre quatro paredes, ganharam o meio-fio.

 

Líder do PT na Câmara, o deputado Fernando Ferro (PE) trouxe à borda do caldeirão o caldo que ferve no fundo.

 

Chamou Ciro de “falastrão”, “desequilibrado”,  “desesperado” e –a mãe de todas as ofensas— “meio-tucano”.

 

Os ataques de Fernando Ferro foram pronunciados nesta quinta (25), em entrevista ao programa “Opinião”.

 

É veiculado pela Rádio Comunidade FM de Santa Cruz do Capibaribe, de Pernambuco. O signatário do blog ouviu a entrevista.

 

Ferro disse que, “quanto mais o Ciro Gomes fala, pior pra ele”. Afirmou que o presidenciável do PSB “já criticou todo mundo”.

 

Acha que Ciro ganhou uma aparência de “adolescente rebelde, que está com raiva do mundo”.

 

Embora ninguém considere a hipótese a sério, Ferro rechaçou a possibilidade de Ciro ser guindado à condição de companheiro de chapa de Dilma Rousseff.

 

“Ele não vai ser vice na nossa chapa, porque o PSB, com todo respeito, não tem estatura para ser vice na nossa chapa, não tem dimensão nacional”.

 

Avalia que “Ciro perdeu uma oportunidade de ser candidato a governador em São Paulo”, com o apoio do PT e de outras legendas governistas.

 

“Agora quer ser candidato a presidente da República. Afunda nas pesquisas. Não tem perspectiva. Brigou com todo mundo...”

 

“...Brigou com o PCdoB, com o PDT, atacou o PT, atacou o PMDB. Ele quer ser a palmatória do mundo...”

 

“...Fica fazendo elogios a Aécio [Neves] e aos tucanos. Ele é, na verdade, um meio-tucano”.

 

Ferro despejou sobre o microfone da rádio pernambucana um par de perguntas: “O Ciro tá fazendo o jogo de quem nessa eleição? Vai dividir o governo?”

 

Insinua que o quase-ex-aliado veste a camisa do inimigo: “Se ele fosse do nosso time não tava divindindo a nossa candidatura, tava ajudando”.

 

Ajudaria “como nós estamos ajudando o governador [pernambucano] Eduardo Campos [presidente nacional do PSB]”.

 

Para Ferro, se insistir na trilha presidencial, Ciro deslizará nas pesquisas para patamares inferiores aos 13% atuais. Vai a “7%, 8%”.

 

Pior: “Vai encerrar uma carreira que poderia até ser brilhante. É uma pessoa inteligente, um bom quadro político”.

 

Perde-se porque “tem a língua muito grande, é muito falastrão. E política não pode ser feita como fígado, com raiva, com grito, com ameaças, só com acusações”.

 

O líder petê diz que Ciro está “desesperado”. Imagina-se “maior do que é”. Acha que o PSB não vai “insistir nessa aventura”. Seria “pior para eles”.

 

Refere-se à candidatura presidencial de Ciro como um “capricho pessoal”. E insinua que o governador Eduardo Campos, o mandachuva do PSB, está noutra canoa.

 

“Pelas conversas que tenho com o governador Eduardo, essa candidatura não é unanimidade no PSB. Ele sabe que o importante é a nossa aliança”.

 

Declara que o presidente do PSB “está fazendo um trabalho para ver se retira essa aventura de Ciro Gomes para presidente”.

 

O entrevistador lembrou a Ferro que Ciro dissera que seus passos são combinados com Eduardo Campos.

 

E o líder petista: “Não é isso que a gente conversa com o governador Eduardo Campos. Ele tem um certo constrangimento”.

 

Acrescenta: “O que o Ciro fala, pela boca, ele solta muita labareda. Eu acho que ele, lamentavelmente, virou um falastrão que não tá sendo levado a sério...”

 

“...Todo mundo tá achando que ele é apenas uma pessoa que tá querendo brigar com Deus e o mundo. Tá meio revoltado”.

 

Avalia que Ciro passa à opinião pública a imagem de “alguém que tá desesperado, que tá aperreado, tá nervoso e desequilibrado”.

 

Afirma, de resto, que, para ser presidente da República, “tem que ter equilíbrio” e “cabeça fria”.

 

Do contrário, “não aguenta, pipoca, renuncia, chora, se destrói”. Evoca o exemplo de Lula: “Tem cabeça fria, ouve, recebe críticas de todo jeito...”

 

“...Mas tem a capacidade de perdoar, de amenizar. E reage quando é preciso, mas sem perder o equilíbrio...”

 

“...O Ciro, lamentavelmente, é uma figura desequilibrada. E com deesequilibrio não tem condições de assumir uma presidência da República”.

 

É de perguntar: com aliados assim, quem precisa de inimigos?

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h23

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Dilma defronte de Serra: ‘A esperança vence o medo’

  Jorge Araújo/Folha
Afora ter trocado com Lula farpas verbais sobre as verbas da saúde, José Serra foi submetido, em Tatuí (SP), a um discurso ardiloso de Dilma Rousseff.

 

Acusada pela oposição de “inexperiente” e “autoritária”, a presidenciável petê levou ao microfone uma redição do bordão do Lula-2002.

 

Diante de um Serra impassível, Dilma apresentou-se como personagem capaz de dar curso à “transformação” do Brasil.

 

“Vamos fazer isso isso cercado por essa imensa força desse sentimento que é a esperança que, mais uma vez, vem vencendo o medo no Brasil”.

 

Medo de quê? A candidata não disse. Mas não deixa de ter certa razão.

 

A sorte de Dilma –e também de Serra— é que o eleitor observa a cena política com o semblante próprio dos desinformados. Melhor assim.

 

Quem tem informação tem medo. Quem tem muita informação tranca-se em casa. Quem tem ainda mais informação enfia-se num buraco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h24

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Depoimento de Arruda no ‘panetonegate’ será na 2ª

  José Cruz/ABr
Por ordem do STJ, a Polícia Federal agendou para a próxima segunda (29) o interrogatório do governador cassado e preso José Roberto Arruda.

 

A oitiva de Arruda foi solicitada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, em ofício dirigido ao ministro Fernando Gonçalves, do STJ.

 

Gurgel pediu pressa. Gonçalves concordou. Daí a movimentação da PF. A intenção da Procuradoria é a de apressar as investigações.

 

Se quiser, Arruda pode calar durante a inquirição. Acusado, ele tem a prerrogativa de invocar o direito de falar posteriormente, em juízo. Porém...

 

Porém, a expectativa do Ministério Público é a de que o ex-governador fale. Por quê? Os advogados de Arruda alardeiam o fato de ele não ter sido ouvido no inquérito.

 

Consumado o depoimento, a Procuradoria dedidirá sobre a conveniência de requerer novas diligências.

 

Na sequência, o procurador-geral, autor do pedido de prisão de Arruda, pretende requerer ao STJ a liberação do hóspede involuntário do PF's Inn.

 

Estima-se que Arruda ganhará o meio-fio antes de 17 de abril, dia em que a Câmara Legislativa do DF fará a eleição indireta para a escolha de um sucessor.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h57

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Plenário do TSE pune Lula por campanha antecipada

 

- Folha: Governo Chávez prende dono de TV oposicionista

 

- Estadão: Empresário de TV é preso por criticas a Chávez

 

- JB: Emprego segura a Previdência

 

- Correio: Reajustes de Wilson irritam o Planalto

 

- Valor: Crescem pressões sobre o Brasil no caso do Irã

 

- Jornal do Commercio: Policial terá bônus por queda de homicídios

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h39

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Nunca antes na história do cristianismo!

Benett

Via sítio Charges do Benett. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h28

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TSE multa Lula por fazer campanha ilegal: R$ 10 mil

  Nelson Jr./TSE
Em decisão apertada –quatro votos contra três— o TSE decidiu impor a Lula o pagamento de multa de R$ 10 mil.

 

Concluiu-se que Lula fez campanha ilegal para a candidata dele, Dilma Rousseff, num evento realizado em São Paulo.

 

Deu-se em janeiro, durante a inauguração da nova sede do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de dados do Estado.

 

Acompanhado de Dilma Rousseff, Lula discursou. Em meio a elogios ao "companheiro Getúlio Vargas", disse coisas assim:

 

“Eu penso que a cara do Brasil vai mudar muito. E quem vier depois de mim – e eu, por questões legais, não posso dizer quem é; espero que vocês adivinhem...”

 

O pedido de punição havia sido protocolado pelas legendas oposicionistas: PSDB, DEM e PPS. Pediram a imposição de multa também para Dilma.

 

Os ministros, porém, isentaram a ministra-candidata de responsabilidade. Dilma também havia discursado na sede do sindicato. Recebera do chefe um elogio: "palanqueira".   

 

Na semana passada, Lula já havia sido multado em R$ 5 mil. Decisão monocrática, tomada por um único ministro, Joelson Dias. Ainda sujeita a recurso.

 

No julgamento realizado na noite quinta (25), a multa foi decidida pelo plenário do TSE. Lula pode recorrer. Mas a possibidade de reversão é mínima.

 

Curiosamente, o TSE decidiu ser mais rigoroso com Lula no mesmo dia em que o presidente desdenhou da primeira multa, aquela de R$ 5 mil.

 

Mais cedo, em pa©mício realizado na cidade de Osasco (SP), Lula fizera troça da multa. Trazia, de novo, Dilma a tiracolo.

Escrito por Josias de Souza às 21h11

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Garibaldi nomeia relatores governistas para o pré-sal

  Antônio Cruz/ABr
Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) nomeou os relatores do pacote de projetos que regulam o pré-sal.

 

Preferiu ignorar a oposição. Confiou a mãos governistas a relatoria três propostas pré-saleiras. E reteve para si próprio a quarta. A coisa ficou assim:

 

1. Gim Argelo: Líder do PTB, o protogovernista Argelo vai relatar o projeto que cria a Petrosal, nova estatal petroleira.

 

Numa escala de zero a dez, a hipótese de produzir um relatório contrário aos interesses do governo é de menos onze.

 

2. Renan Calheiros: Líder do PMDB, Renan levará à grelha o miolo da picanha do poré-sal, o projeto que cria o sistema de partilha, em substituição às concessões.

 

Tomado pelo estilo, Renan pode acomodar pedras no caminho do governo. Talvez se anime a pedir algo, talvez reivindique o atendimento de algum pleito.

 

Vai sair mais caro. Mas, uma vez atendido, Renan acaba entregando a encomenda.

 

3. Delcídio Amaral: expoente da bancada do PT, Delcídio vai cuidar do projeto que capitaliza a Petrobras.

 

Velho admirador da estatal petroleira, Delcídio fará por ideologia o que outros governistas talvez só fizessem por obrigação. Jogo jogado.

 

4. Garibaldi Alves: O presidente pemedebê da Comissão de Economia reservou par si a proposta que adiciona açúcar no pré-sal.

 

Vai relatar o projeto que envia parte dos lucros das novas jazidas para um Fundo Social. Um quindim.

 

Garibaldi não haverá de opôr resistência à ideia de destinar verbas para áreas como saúde, educação e cultura.

 

Além de passar pelo crivo da comissão dirigida por Garibaldi, o pacote do pré-sal terá de ser desembrulhado noutras duas comissões.

 

A primeira, de Infraestrutra, é presidida pelo neogovernista Fernando Collor (PTB-AL). Prenúncio de tranquilidade para o Planalto.

 

A segunda, de Constituição e Justiça, é comandada pelo oposicionista Demóstenes Torres (DEM-GO). Treimei, Lula!

Escrito por Josias de Souza às 20h24

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Em pa©mício de SP, Lula faz troça de multa do TSE

De passagem por São Paulo, Lula levou a candidatura de Dilma Rousseff para passear em Osasco.

 

Realizou-se na cidade uma pajelança genuinamente petista. No pa©lanque, além do presidente, um prefeito petê, Emídio Souza...

 

...Ao lado de Dilma, Aloizio Mercadante, o candidato petê à sucessão do grão-tucano José Serra.

 

Lula entregou apartamentos populares erigidos com verbas do PAC. Estão inconclusos. Falta o acabamento.

 

As paredes de banheiros e cozinhas, por exemplo, ficaram no cimento. Coisa proposital, segundo Lula. Cada morador providenciará o “azulejo” de sua preferência.

 

Ao discursar, Lula, cabo-eleitoral de uma presidenciável de saias, cuidou de enaltecer as mulheres. Instou-as a trabalhar, para obter idependência financeira.

 

A certa altura, Lula fez referência à mula mixuruca que lhe fora imposta pelo TSE na semana passada. Falou em timbre de troça:

 

“Não adianta vocês gritarem nome porque eu já fui multado pela Justiça Eleitoral, R$ 5 mil, porque eles disseram que eu falei o nome de uma pessoa...

 

“...Pra mim não tem nome aqui”. A platéia que até então não pronunciara o nome dee ninguém, pôs-se a entoar: “Dilma, Dilma, Dilma..."

 

E Lula, entre risos: “Se eu for multado, vou trazer a conta pra vocês. Quem é que vai pagar a minha multa? Levanta a mão aí”.

 

As mãos foram aos céus. E Lula, virando-se para o prefeito petista de Osasco, responsável pela arregimentação da claque: “Eu vou covrar, heim, Emilio”.

 

De resto, o presidente declarou que, a despeito da eleição, continuará correndo o país:

 

"Este ano, nós vamos viajar o Brasil inteiro para a gente inaugurar todas as coisas que estamos aprontando pelo país".

 

Como se vê, o TSE recebe de Lula o tratamento que merece. Um tribunal que não se dá ao respeito, não pode exibir que o respeitem.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h28

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Serra e Lula trocam ‘farpas verbais’ sobre as ‘verbas’

  Ricardo Stuckert/PR
Em tempos de campanha, a glória está mais na crítica do que no elogio. Por vezes, o embate desrespeita a inteligência.

 

Nesta quinta (25), uma cerimônia de entrega de ambulâncias converteu-se, em São Paulo, num inusitado palco político.

 

Presentes: Lula, presidente da República, e os dois candidatos mais cotados a sucedê-lo –José Serra e Dilma Rousseff.

 

Serra, como se sabe, é capaz de tudo, menos de fazer oposição aberta a Lula. Daí ter empurrado sua entrada no ringue sucessório para os limites do calendário legal.

 

Alegava que queria medir forças com Dilma, não com o cabo-eleitoral da ministra.  Antecipando-se, acabaria por trocar ‘jabs’ retóricos com Lula.

 

Pois bem, traído pelo protocolo, que obriga o governador a discursar antes do presidente, Serra viu-se metido num embate involuntário.

 

A cena se desenrolou na cidade paulista de Tatuí. Os holfotes iluminavam a entrega de ambulâncias a prefeitos do interior de São Paulo.

 

Ao discursar, Serra animou-se a cobrar melhorias no atendimento que o Estado oferece à bugrada:

 

"Nós temos que aperfeiçoar o nosso sistema de saúde. Temos que torná-lo cada vez melhor, cada vez com o atendimento de primeira classe".

 

Construiu uma metáfora aérea: "Podemos ter, em avião, primeira, segunda e classe turista...”

 

“...Mas não podemos ter, na saúde, serviço de primeira e serviço de segunda classe...”

 

“...Saúde tem que ser serviço de primeira classe para todo mundo e esse é um trabalho que nós estamos perseguindo".

 

Lula foi ao microfone nas pegadas de Serra. Disse que saúde melhor depende de dinheiro. E mirou no PSDB de Serra e no DEM, aliado dele:

 

"Fiquei muito magoado e ofendido quando a minha oposição no Senado derrubou a CPMF...”

 

“...Eu não conheço um empresário no Brasil que reduziu do custo do seu produto em 0,38%, que é o que a gente pagava no [imposto do] cheque".

 

Lula pespegou em tucanos e ‘demos’ a pecha de mesquinhos: “O Senado, por mesquinhaia, me tira R$ 40 bilhões por ano do orçamento da saúde”.

 

Vaticinou: “Quem quer que seja presidente da Republica depois de mim vai ter que discutir mais dinheiro pra saúde...”

 

“...Não tem alternativa, não é possível fazer saúde nesse país sem dinheiro. Custa caro” (veja um pedaçom do discurso no vídeo abaixo).

 

 

Assisitu-se em Tatuí a um desses embates eleitorias ofensivos à inteligência. Alguém poderia ter pergutado a Serra:

 

Ora, por que não proveu ao país a saúde de primeira classe na época em que foi ministro da área no governo FHC?

 

Quanto a Lula, um expectador incauto poderia recordar: apenas uma ínfima parte da CPMF era borrifada nas arcas da saúde.

 

Mais: só no instante em que a derrota já se avizinhava Lula enviou ao Senado uma carta comprometendo-se a destinar toda a verba do tributo à saúde.

 

Lula sabe, de resto, que a CPMF caiu contra a vontade de Serra. O governador opusera-se aos movimentos da bancada de senadores oposicionistas.

 

No mais, vale realçar: em matéria de saúde, é preciso mais do que a simples troca de farpas para assegurar a verba.

 

Tomado pela cena de Tatuí, o embate eleitoral como que avisa ao eleitor: o debate sucessório será tão profundo que uma formiguinha o atravessará com água pelas canelas.

 

Vai-se eleger em outubro não o melhor presidente, mas a encenação mais eficiente.

 

Lula cuidou de retirar da pantomima todo proveito que ela poderia dar. Estetoscópio nas orelhas, chegou mesmo a auscultar o coração de Dilma, sua dodói.

 

Quanto a Serra, desceu ao noticiário como protagonista involuntário de uma cena de oposicionismo explícito. Contracenou com Lula. Dilma foi mera figurante.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Suíça bloqueia a conta do filho de Sarney: US$ 13 mi

O governo da Suíça ordenou o bloqueio de uma conta de US$ 13 milhões controlada por Fernando Sarney, o filho mais velho de José Sarney (PMDB-AP).

 

Deve-se a revelação aos repórteres Leonardo Souza e Andreza Matais. Em notícia levada às páginas da Folha, a dupla informa:

 

1. Os depósitos feitos na Suíça foram rastreados a pedido da Justiça brasileira. Suspeita-se que o dinheiro tenha emigrado ilegalmente.

 

2. A conta suíça foi registrada em nome de empresa batizada de Lithia. Apurou-se que Fernando Sarney é a única pessoa autorizada a movimentá-la.

 

3. O dinheiro não foi declarado à Receita Federal.

 

4. O dinheiro foi retido quando Fernando Sarney tentava transferi-lo da Suíça para o principado de Liechtenstein. É um paraíso fiscal. Fica entre a Áustria e a Suíça.

 

5. O bloqueio é, por ora, “administrativo”. Pode converter-se em “criminal” se ficar demonstrado que os depósitos têm origem em corrupção ou fraude bancária.

 

6. O pedido feito à Suíça decorre de uma operação da Polícia Federal. Chama-se “Faktor”. Começara com outro nome: “Boi Barrica”.

 

7. O filho do presidente do Senado, gestor dos negócios da família Sarney, frequenta as páginas do inquérito na condeição de “indiciado”.

 

8. A PF atribui a Fernando Sarney os seguintes malfeitos: formação de quadrilha, gestão financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.


9. Essa não é a primeira conta alienígena atribuída a Fernando Sarney. No início do mês, a Folha revelara a existência de outra, na China. Coisa de US$ 1 milhão.

 

10. A existência da conta chinesa, em nome de uma empresa chamada Prestige Cycle Parts & Accessories Limited, fora comunicada ao Ministério da Justiça.

 

11. Informara-se que o dinheiro entrara na China procedente de outra conta, aberta no Caribe. A ordem bancária traz a assinatura de Fernando Sarney.

 

12. Procurado, Fernando disse que não faria comentários. Numa entrevista de 2009, o filho do presidente do Senado dissera que operava contas no estrangeiro.

 

13. Procurou-se também o advogado de Fernando Sarney, Eduardo Ferrão. Não pôde atenter ao telefonema. Estava reunido com José Sarney.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h06

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Bush cumprimenta hatiano e limpa a mão em Clinton

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Escrito por Josias de Souza às 06h24

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Roriz revela detalhes do assédio que ‘sofre’ do PSDB

  Fotos: ABr e Folha
Candidato a um quinto mandato como governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz é “vítima” de dois tipos de assédio.

 

É assediado pelo Ministério Público, que se esforça para arrastá-lo para dentro do inquérito que apura malfeitos no governo do DF.

 

É cercado também pelo PSDB, que tenta acomodar o PSC, partido de Roriz, na coligação presidencial de José Serra.

 

A direção do PSDB reuniu nesta quarta (24), parlamentares tucanos e das duas legendas que já se incorporaram à sua caravana: DEM e PPS.

 

O objetivo da reunião era organizar a cerimônia de lançamento da candidatura de Serra, marcada para 10 de abril, em Brasília.

 

Lero vai, lero vem, a turma do DEM animou-se a criticar a negociação que o PSDB abriu com Roriz.

 

Os ‘demos’ ainda trazem atravessada na traquéia a crise moral que fulminou o único governador de que dispunham: o preso José Roberto Arruda.

 

Roriz vai às urnas "surfando" na desgraça de Arruda. E o DEM manifestou certa inconformidade com um encontro do grão-tucano FHC com o “surfista” do DF.

 

Deu-se em São Paulo, na última segunda (22), no apartamento de FHC, assentado no bairro chique de Higienópolis.

 

Submetido aos queixumes do aliado, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), tentou minimizar a importância da conversa ocorrida em São Paulo.

 

Disse que o tucanato não cogita celebrar nenhum acordo que leve Serra ao palanque brasiliense de Roriz.

 

Afirmou que ninguém de “bom senso” ousaria tratar do tema num instante em que o panetonegate ainda arde no noticiário.

 

Não é bem assim. O signatário do blog recebeu uma nota emitida por Roriz. Incomodado com as reações azedas, ele decidiu contar o que se passa.

 

“Jamais procurei ninguém”, anota, de saída, o texto de Roriz. “No mês passado, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, veio à minha residência”.

 

Guerra não estava só. Acompanhava-o o “vice-presidente executivo do PSBD, o ex-ministro Eduardo Jorge”.

 

O que foram fazer na casa de Roriz? Vieram “me oferecer a legenda para uma aliança eleitoral no Distrito Federal, em outubro próximo”.

 

O que disse Roriz? “Respondi que essa aliança seria possível, sim, pela enorme admiração que tenho pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.

 

Roriz diz ter imposto uma condição: tucanos mencionados no inquérito do panetonegate teriam de ser “afastadoss dos cargos diretivos partidários”.

 

Depois desse encontro, Roriz diz ter recebido “um telefonema do ex-ministro Eduardo Jorge”.

 

O que disse Eduardo Jorge? Informou “que ex-presidente Fernando Henrique desejava encontrar-se comigo”, escreveu Roriz.

 

O ex-auxiliar de FHC disse mais: “As bases para a aliança estavam aceitas”. Marcaram, então, “o dia e a hora” da reunião de São Paulo: “segunda, 22, às 17h”.

 

Roriz diz que foi ao encontro de FHC “acompanhado do próprio Eduardo Jorge”. Encontrou-o “no aeroporto de Congonhas”.

 

Levou consigo mais duas testemunhas: “O meu assessor de imprensa, Paulo Fona, e a fotógrafa da minha equipe, Sheyla Leal”.

 

O que foi tratado na conversa com FHC? “Disse, basicamente, duas coisas ao ex-presidente Fernando Henrique”.

 

Coisa número um: “Sou candidato a governador do Distrito Federal em outubro, lidero todas as pesquisas de institutos nacionais e locais e posso, então, ser governador pela quinta vez”.

 

Coisa número dois: “Transmiti a ele minha solidariedade aos ataques sofridos por ele pelo PT [...]”. E disse que, “se fosse desejo dele, apoiaria em Brasília o candidato do PSDB à Presidência [...], o que, aliás, já faço desde os tempos de Mário Covas, em 1989”.

 

Dias antes de voar para São Paulo, Roriz recebera em Brasília o deputado cassado Roberto Jefferson, presidente do PTB e réu no inquérito do mensalão.

 

Roriz não diz na nota, mas relatou a FHC algo que ouvira de Jefferson. O ex-deputado queixara-se de não ter recebido, ainda, um telefonema de Serra.

 

Embora pendesse para outro tucano, Aécio Neves, Jefferson revelou-se propenso a levar o seu PTB à coligação oposicionista.

 

O interesse é recíproco. O tucanato flerta com Roriz e com Jefferson porque deseja tonificar o tempo de TV da propaganda eleitoral de Serra.

 

Adensada pelo PSC e PTB, a coligação de Serra vai ao ar com cerca de oito minutos. Estima-se que a petista Dilma Rousseff terá cerca de 11 minutos.

 

O esforço do PSDB para manter à sombra as negociações que empreende com seus “quase-futuros-neoaliados” é tão revelador que dispensa comentários.

 

Deu-se à pajelança em que Serra será aclamado como candidato o nome de "Encontro Nacional do PSDB, do DEM e do PPS". Por ora, nada de PSC nem de PTB.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Lula quer dar dinheiro para municípios inadimplentes

Projeto do governo ‘dribla’ a Lei de Responsabilidade Fiscal

Para Lula, o cadastro do Tesouro é  ‘estupidez  burocrática’

‘Nós não queremos apostar que todo  mundo é  desonesto’

 

Wilson Dias/ABr

 

Lula enviará ao Congresso um projeto de lei que autoriza o governo a repassar verbas a prefeituras de pequenos municípios inadimplentes.

 

Verbas destinadas a um programa específico, o “Territórios da Cidadania” –R$ 27 bilhões até dezembro, útimo mês da gestão Lula.

 

Assinado pelo presidente nesta quarta (24), o projeto abre uma fenda na Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

De resto, atropela um cadastro gerido pelo Tesouro Nacional. Chama-se Cauc (Cadastro Único de Convênios).

 

Foi criado para armazenar os nomes de Estados e municípios que, por devedores, não podem receber verbas de Brasília.

 

Pelo projeto, prefeituras de cidades de até 50 mil habitantes poderão continuar recebendo recursos federais mesmo que estejam inadimplentes.

 

A novidade chega a sete meses da eleição presidencial. Um pleito em que cada prefeito é visto como um potencial cabo-eleitoral.

 

Em discurso feito para uma platéia que incluía ministros, governadores e prefeitos, Lula subverteu a lógica dos mecanismos de controle.

 

Disse ter descoberto que o Cauc, aquele cadastro em que o Tesouro identifica os devedores, “era um empecilho”. Mais que isso: “Uma estupidez burocrática”.

 

“Se uma prefeitura deve para a Previdência hoje, ela não pode fazer nenhum convênio com o governo...”

 

“...Mas, amanhã, ela pode estar em dia e pode fazer [convênios]. Depois de amanhã, ela pode não fazer mais. E fica uma estupidez burocrática”.

 

O presidente dividiu os prefeitos inadimplentes em três categorias. Há os que não honram os compromissos “porque não podem”...

 

...Há os que “estão em dificuldades”. E existem “outros que querem ser malandros e não querem cumprir”.

 

A despeito de reconhecer que a Viúva está sujeita a ser vítima de malandragens, Lula não hesitou em apôr o jamegão no projeto liberalizante.

 

Por quê? “Nós resolvemos apostar na ideia de que todo mundo é honesto até prova em contrário...”

 

“...Nós não queremos apostar que todo mundo é desonesto até pronva em contrário. Todo mundo é honesto...”

 

“...É, na verdade, um voto de confiança que a gente tá dando, para que a gente possa fazer fluir o dinheiro que está disponibilizado”.

 

Para “fazer fluir” o dinheiro, levando-o inclusive às prefeituras que desonram seus compromissos, Lula pretende recorrer a uma manobra já utilizada no PAC.

 

Em vez de classificar os repasses como “voluntários”, algo que a lei veda às prefeituras inadimplentes, ele os fará na forma de transferências “obrigatórias”.

 

O discurso do “liberou geral” estava impregnado de 2010. Lula criticou a imprensa, que, por "má-fé", prefere noticiar “desgraças” a enxergar os “avanços desse país”.

 

Espinafrou a oposição: “Na visão de alguns o correto era que o Brasil estivesse dando tudo errado para que eles pudessem dizer...:

 

“...‘tá vendo, nós falamos, o menino não letrado [...]. Nasceu pra ser torneiro mecânico, a partir daí já é abuso...” (assista no vídeo abaixo).

 

 

A certa altura, Lula informou aos presentes que lançará em 29 de março o PAC-2. “Não posso permitir que quem vier depois de mim perca um ano fazendo programas”.

 

“Quando essa pessoa chegar, essa pessoa vai ter um programa pronto”. Súbito, um coro da platéia interrompe Lula: “Dilma, Dilma, Dilma...”

 

E o presidente: “Eu não posso dizer quem vai ser, vamos aguardar. Não posso dizer apesar de, na minha cabeça, eu ter consciência do que vai acontecer nesse ano”.

 

Curiosamente, Lula disse no mesmo discurso que a eleição não pode servir de pretexto para que o governo afrouxe os controles econômicos:

 

“Não temos o direiro de brincar com a economia. Nós não vamos brincar com a estabilidade econômica, ela tem que ser mantida...”

 

“...A questão fiscal tem que ser cuidada com seriedade, com muita seriedade. E a inflação tem que ser controlada [...]”.

 

Ora, a liberação de verbas para municípios inadimplentes não é senão uma “brincadeira” fiscal.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você ouve, na íntegra, o discurso de Lula.

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Escrito por Josias de Souza às 04h59

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Lula dribla lei para repassar verba a municípios devedores

 

- Folha: Suíça bloqueia conta de filho de Sarney

 

- Estadão: Mantega cobra de BB e Caixa explicação sobre alta de juros

 

- JB: União pelo Rio: Rio rejeita “emenda do ridículo”

 

- Correio: A ajuda milionária de Eurides ao genro

 

- Valor: BC avança na liberalização do câmbio

 

- Jornal do Commercio: Professor derrotado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h52

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Império Bizantino!

Contra o Vento

Via sítio 'Contra o Vento'.

Escrito por Josias de Souza às 02h46

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Humberto Costa é inocentado no caso dos ‘Vampiros’

  Alan Marques/Folha
O Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado em Recife, inocentou o ex-ministro Humberto Costa no caso conhecido como Máfia dos Vampiros.

 

O julgamento ocorreu nesta quarta (24). Costa foi absolvido por unanimidade. Um resultado prenunciado desde 25 de fevereiro.

 

Nesse dia, o Ministério Público Federal, que incluíra o ex-ministro no rol dos acusados, deu meia-volta.

 

Concluiu, em parecer enviado ao TRF-5, que não lograra reunir provas capazes de inciminar Humberto Costa. Pediu a absolvição.

 

O escândalo dos Vampiros começou a frequentar as manchetes em maio de 2004, nas pegadas de uma operação da Polícia Federal.

 

A PF jogou holofotes sobre uma “quadrilha” que fraudava licitações para a compra de hemoderivados. Costa era, então, ministro da Saúde de Lula.

 

Segundo a PF, o malfeiro nascera na gestão FHC, em 1992. E sobrevivera a Lula. Em 2006, dois anos depois da deflragração da Operação Vampiro, a Procuradoria levou Humberto Costa ao rol de acusados.

 

Nessa época, Costa já havia deixado a Esplanada. Era candidato do PT ao governo de Pernambuco.

 

Hoje, o ex-ministro é secretário das Cidades do governo pernambucano de Eduardo Campos (PSB).

 

Deixará o cargo na semana que vem. Deseja comparecer às urnas de 2010 como candidato do PT ao Senado.

 

Brindado com a absolvição, Costa respira: “Estou muito feliz e plenamente aliviado. Agora, vou pensar no meu futuro com um horizonte mais amplo”.

Escrito por Josias de Souza às 22h06

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Ciro Gomes: ‘Sou candidato a presidente, não a vice’

Marcello Casal/ABr

 

Ciro deu entrevista à TV Brasil. Vai ao ar nesta quarta (24), às 23h. Reafirmou sua candidatura à sucessão de Lula.

 

E se Lula o convidasse para ser vice na chapa de Dilma Rousseff, perguntou-se ao deputado. E Ciro: “Sou candidato a presidente, não a vice”.

 

No curso da entrevista, Ciro alvejou o grão-petê José Dirceu. Revelou detalhes da ação subterrânea do ex-ministro de Lula.

 

Contou que Dirceu esteve com dois governadores do PSB: Cid Gomes (Ceará) e Eduardo Campos (Pernambuco).

 

Disse a ambos que, se apoiassem Ciro, em detrimento de Dilma, arrostariam a oposição do PT nos seus respectivos Estados.

 

Ouça-se Ciro? “Dirceu [...] foi visitar o governador do Ceará e disse, com toda a delicadeza que se o irmão dele fosse candidato a presidente do Brasil...”

 

“...Ia fazer o PT ir contra a ele [Cid] no Ceará. Teve ainda o desplante de fazer a mesma coisa com o Eduardo Campos, em Pernambuco”.

 

Ciro reclamou: “Não é assim que se trata um amigo, parceiro ou companheiro”. Noutro trecho, discorreu sobre o tipo de aliado que considera ser:

 

“Sou um aliado do PT. Agora, sou um aliado que exige respeito. O PT está acostumado a tratar seus aliados como se fossem seus empregados e a destratá-los, como faz com o PCdoB”.

 

A menção ao PCdoB não é gratuita. Ciro esperava atrair o partido para o seu projeto presidencial. Lula e o PT agiram para impedir.

 

Ciro soou como se quisesse dizer que, ao tentar retirá-lo da disputa presidencial, o presidente e o petismo acabam por admitir a fragilidade de Dilma:

 

“Eu tento dizer aos companheiros do PT que, se o Lula, com a força legítima e a popularidade extraordinária e merecida que tem...”

 

“...Não tiver segurança de que a Dilma ganha as eleições de mim, que estou trabalhando apenas com as unhas, é porque ela vai perder para o Serra...”

 

“...E aí será uma tragédia. O Brasil vai voltar aos anos do FHC.”

 

Sem mencionar o nome de José Serra, Ciro insinuou que o rival tucano está por trás das notícias que alvejam a candidatura de Dilma e os aliados dela.

 

“Isso já começou. Vocês vão ver na grande mídia. Vai ser uma pancada por semana na Dilma...”

 

“...Vão pegar José Dirceu, [Fernando] Pimentel [coordenador de campanha de Dilma]. Depois vão pegar o fundo de pensão de Furnas”.

 

Eximindo-se de avaliar o mérito do noticiário, Ciro acrescentou:

 

“É cruel. O brasileiro talvez não tenha idéia do que é enfrentar a máquina clandestina de difamação que o PSDB de São Paulo montou. Eu já passei por isso”.

 

Ciro repisou as críticas à tática plebiscitária que Lula imprimiu à sua sucessão.

 

Uma estratégia que, no dizer do deputado, reduz a campanha a uma disputa entre “os amigos do Lula e os amigos de FHC'.

 

O modelo não serve ao país, disse Ciro. Por quê? Impede que o eleitor preste atenção aos outros cargos que estão em jogo na eleição.

 

“Quem manda [no país] não é o presidente. É o Congresso Nacional. Por isso pretendo dizer em minha campanha ao cidadão...:

 

“Se você quer votar em mim, então me dê deputados e senadores”. Ciro acha que é o único que tem legitimidade para dirigir o apelo aos eleitores:

 

“Só eu posso dizer isso, porque o Serra está com uma banda de podridão e a Dilma está com a outra”.

 

Enalteceu Dilma: “Dilma tem um grande histórico, mas pode cometer um erro no processo político eleitoral porque nunca foi candidata a nada".

 

Consdiera-se mais bem preparado que a preferida de Lula: "Sou, por ter mais estrada, o mais preparado para o debate...”

 

“...Isso não diminui a Dilma, que é uma pessoa extraordinária e de muito valor. É uma grande administradora, gosta do Brasil, é decente...”

 

“...Se o país escolhê-la, pode saber que estará com uma grande presidente. Não tenha dúvida disso. Mas eu tenho mais experiência do que ela”.

 

Procurados, Dirceu e dirigentes do PT não quiseram comentar as declarações de Ciro.

 

A cúpula do tucanato posiconou-se assim: “Ao ser retirado de sua base eleitoral, o Ceará, Ciro Gomes foi jogado em um vácuo político...”

 

“...Não tendo o que fazer, depois que foi enganado e rejeitado pelo PT, o deputado, que já foi condenado quatro vezes pela Justiça por difamação, faz o que lhe resta: o uso da língua de aluguel”.

Escrito por Josias de Souza às 20h15

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Para Lula, imprensa privilegia a ‘desgraça’ por ‘má-fé’

Lula voltou a exercitar nesta quarta (24) o esporte de sua predileção: tiro à imprensa. Deu-se numa solenidade que tratou do programa Territórios da Cidadania.

 

O presidente lamentou que a imprensa priorize a desgraça em detrimento das coisas boas. Age assim, disse ele, por “má-fé”.

 

Como se sabe, Lula não lê jornais. Já disse que o noticiário lhe dá “azia”. No discurso, porém, disse que corre os olhos pelas manchetes.

 

"Eu levanto de manhã, vejo as manchetes e fico triste. Acabei de inaugurar 2.000 casas, não sai uma nota. Caiu um barraco, tem manchete...”

 

“...É uma predileção pela desgraça. É triste quando a pessoa tem dois olhos bons e não quer enxergar...”

 

É triste “...quando a pessoa tem direito de escrever a coisa certa e escreve a coisa errada. É triste, melancólico, para um governo republicano como o nosso".

 

Lamentou a sorte dos estudantes que, daqui a 30 anos, tiverem de buscar nos jornais dados historiográficos sobre o governo dele.

 

Vão se deparar, segundo disse, com “tablóides” que não retratam a realidade. Vão estudar “mentiras” (assista ao vídeo lá do alto).

 

Algum assessor de Lula poderia mostrar a ele a carta de Thomas Jefferson (1743-1826) a Edward Warrington.

 

Mas Lula, além de não ser afeito à leitura, não tem assessores. Dispõe apenas de áulicos. Pena. Priva-se do raciocínio lapidar de Jefferson:

 

“Se dependesse de decisão minha termos um governo sem jornais ou jornais sem um governo, não hesitaria um momento em preferir a segunda alternativa”.

 

Presidente que se queixa do noticiário é como comandante de navio que reclama da existência do mar.

 

Há erros no noticiário? Claro que sim. Há exageros? Evidente que sim. Porém, o signatário do blog, vira-letras incorrigível, está convencido do seguinte:

 

Melhor conviver com o noticiário imperfeito do que ser privado da informação de que sob Lula, nasceu e prosperou o mensalão.

 

Melhor a “má-fé” que vê os malfeitos do que a “boa fé” que enxerga biografias inatacáveis onde não há senão Sarneys.

 

Os jornais por vezes parecem, de fato, rascunhos do dia. Mas quem os passa a sujo não são os repórteres.

Escrito por Josias de Souza às 19h22

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Procurador sugere extinção de ação contra Meirelles

  Folha
Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sugeriu o arquivamento de inquérito contra Henrique Meirelles, presidente do BC.

 

O pedido de inquérito, feito pela Justiça Federal, foi ao Supremo porque Meirelles tem status de ministro. Só pode ser processado com autorização do tribunal.

 

Relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa requisitara a manifestação de Gurgel. Daí o parecer do procurador-geral.

 

Segundo Gurgel, o inquérito não se justifica porque envolve acusações (crimes contra a ordem tributária) já analisadas e arquivadas pelo STF, em 2007.

 

A palavra final será de Joaquim Barbosa. O ministro pode acatar ou não a sugestão de Gurgel.

 

Nesta quarta (24), Lula disse que deve conversar com Meirelles, na próxima semana, sobre o futuro político do auxiliar.

 

"A situação do Meirelles é uma situação que depende só dele. Eu talvez converse com ele na semana que vem...”

 

“...Não sei se ele quer ser candidato, se ele não quer ser candidato". Lorota. Em verdade, Lula sabe o que Meirelles quer.

 

Ele sonha com a posição de vice na chapa de Dilma Rousseff. Lula teria muito gosto em ajeitar-lhe as coisas. Porém...

 

Porém, o PMDB não digere a ideia de entregar tão relevante posto a um “cristão novo” como Meirelles.

Escrito por Josias de Souza às 18h24

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Líder de Lula age para cancelar ida de Vaccari a CPI

  Folha
Uma manobra executada por Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, fez subir no telhado o depoimento do petista João Vaccari Neto à CPI das ONGs.

 

Tesoureiro do PT, Vaccari fora convocado na semana passada para prestar esclarecimentos à CPI.

 

Deveria ter sido inquirito nesta terça (23) sobre as denúncias de desvios de verbas da cooperativa habitacional Bancoop para o caixa dois do PT.

 

Vaccari não foi ouvido porque, na véspera, protocolara um ofício solicitando o adiamento da arguição. Alegara que seu advogado está nos EUA.

 

A pretexto de remarcar a data da inquirição, Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CPI, reuniu os membros da comissão.

 

Supreendido pela movimentação de Jucá, Heráclito viu-se compelido a encerrar a sessão da CPI cinco minutos depois de tê-la iniciado.

 

O líder do governo ameaçou mobilizar a tropa para aprovar requerimento cancelando a ata da sessão que aprovara a convocação de Vaccari.

 

Cancelamento de ata é coisa jamais vista na história do Senado. Heráclito saltou da cadeira: "No dia que você anular uma ata de comissão, você acaba com o processo legislativo”.

 

Àlvaro Dias, coautor do pedido de convocação de Vaccari, ironizou: “O único que tem o poder de desconvocar é o Dunga”.

 

Movendo-se em combinação com a líder de Lula no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC), Jucá não se deu por achado.

 

Disse que o mais apropriado seria ouvir Vaccari noutra comissão, a de Fiscalização e Controle, presidida por Renato Casagrande (PSB). Algo que Ideli defendia desde a semana passada.

 

Cancelada a sessão da CPI das ONGs, a oposição foi chiar no plenário do Senado. Da tribuna, Álvaro Dias expôs a manobra de Jucá.

 

Em apartes, os líderes Agripino Maia (DEM) e Arthur Virgílio (PSDB) ameaçaram reagir à eventual desconvocação de Vaccari com o bloqueio das votações.

 

Nos subterrâneos, Jucá também desfiava uma advertência. Cuidou de avisar que, mantida a convocação de Vaccari na CPI, a oposição teria o troco.

 

A resposta, disse Jucá, viria na forma da convocação em série de expoentes oposicionistas mencionados em escândalos.

 

O senador pemedebê chegou mesmo a dizer que guarda consigo uma pasta apinhada de requerimentos já formulados pelo PT.

 

No meio da tarde, surgiu uma novidade: aprovou-se na Comissão de Fiscalização e Controle um requerimento de Álvaro Dias.

 

Prevê a audição, na terça-feira (30) da semana que vem, de Vaccari e outros personagens do caso Bancoop. Tudo como queria Jucá.

 

Na comissão, o tesoureiro do PT será ouvido como “convidado”. Na CPI, seria espremido como “convocado”.

 

Confirmando-se a sessão de terça, a oposição terá dificuldades para insistir na inquirição da CPI das ONGs, prevista para depois da Semana Santa.

 

Além de Vaccari, o “convite” aprovado nesta terça (23) alcança o promotor José Carlos Blat, responsável pelo inquérito da Banccop.

 

Pretende-se ouvir também, entre outros, Luiz Malheiro. Vem a ser irmão do petista Hélio Malheiro, morto num acidente de automóvel em 2004.

 

Hélio Malheiro antecedera Vaccari na presidência da Bancoop. Em depoimento ao Ministério Público de São Paulo, o irmão reforçou as suspeitas de desvios.

 

Resta agora saber: 1) As ameaças de retaliação expostas por Jucá vão arrefecer os arroubos inquisitoriais da oposição? 2) A convocação da CPI será mantida?

Escrito por Josias de Souza às 05h57

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STJ manda para casa presos mantidos em contêiners

A decisão beneficia mais de 400 presos do Espírito Santo

 

Guto Cassiano

 

O STJ determinou ao governo do Espírito Santo que mande para casa os presos mantidos em contêiners de metal na cidade de Cariacica.

 

Há no município um presídio e um centro de detenção provisório. Para fugir do flagelo da superlotação carcerária, recorreu-se ao contêiner.

 

No total, há 14 celas metálicas em Cariacica. Abrigam cerca de 430 detentos. Desceram ao xilindró preventivamente. Aguardam julgamento.

 

Pois bem, em decisão unânime, a 6ª turma do STJ converteu as prisões preventivas em prisões domiciliares.

 

Significa dizer que o governo capixaba terá de mandar para casa as quatro centenas de prisioneiros dos contêiners. Gente acusada de toda sorte de crimes.

 

A decisão do STJ foi tomada no julgamento de pedido de habeas corpus formulado por um dos presos.

 

Chama-se Antônio Roldi Filho. Foi à garra sob a acusação de mandar matar um adolescente de 14 anos que invadira sua fazenda.

 

Pesa contra Roldi também a acusação de tentativa de execução de um segundo adolescente. Não morreu porque conseguiu fugir.

 

Relator do processo, o ministro Nilson Naves, que preside a 6ª turma do STJ, considerou que o contêiner capixaba impõe ao preso uma "pena cruel".

 

Para ele, o acusado está em “prisão desumana”. Coisa que afronta a Constituição, as leis infraconstitucionais e os tratados internacionais sobre direitos humanos.

 

Nilson Naves citou a Constituição brasileira: “É assegurado aos presos integridade física e moral”.

 

Lembrou que, por conta das condições degradantes de seus presídios, o Espírito Santo foi alvo de reclamação na ONU.

 

Referia-se a debate ocorrido na sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, no dia 15 de março, em Genebra, na Suíça.

 

O ministro afirmou que o acusado deveria aguardar pelo julgamento numa cela adequada, não no contêiner degradante.

 

Por isso, deferiu o habeas corpus, concedendo a Antônio Roldi Filho a prisão domiciliar. O voto foi seguido pelos demais ingrantes da turma.

 

Decidiu-se também estender o benefício da detenção domiciliar a todos os presos espremidos pelo Estado do Espírito Santo nos contêiners de ferro.

 

A decisão do STJ, tomada nesta terça (23), vai à crônica criminal como a mais recente evidência da falência do sistema carcerário brasileiro.

 

- Em tempo: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

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Escrito por Josias de Souza às 04h41

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Ministro do TSE rejeita contas do PSDB e de Alckmin

Alex Almeida

 

O ministro Felix Fischer, do TSE, considerou “irregular” a contabilidade da campanha presidencial tucana de 2006.

 

Relator das prestações de contas do comitê eleitoral do PSDB e do então candidato Geraldo Alckmin, Fischer rejeitou ambas.

 

Como punição, sugeriu ao tribunal o bloqueio, por seis meses, dos repasses de verbas do Fundo Partidário para o PSDB.

 

Submetido na noite passada ao plenário do TSE, integrado por sete ministros, o voto de Fischer foi acompanhado pelo colega Fernando Gonçalves.

 

O julgamento foi suspenso porque o ministro Marcelo Ribeiro, terceiro a votar, pediu vista dos dois processos.  

 

Felix Fischer escorou o seu voto em relatórios de um órgão técnico da Justiça Eleitoral, a Coepa.

 

Trata-se da Coordenadoria de Exame de Contas Eleitorais e Partidárias. Apontou várias irregularidades nas contas do tucanato e de Alckmin.

 

A principal delas refere-se à dívida exposta na contabilidade da campanha. O PSDB informou ao TSE que arrecadou cerca de R$ 59 milhões.

 

Os gastos da campanha escalaram a casa dos R$ 79 milhões. Restou um passivo de R$ 19,9 milhões.

 

Pela lei, o partido teria dois caminhos: ou liquidava a dívida antes da prestação de contas ou transferia o débito do comitê eleitoral para a legenda.

 

Na segunda hipótese, o partido teria de obter de cada credor uma anuência escrita da renovação do débito.

 

Na sua prestação de contas, o PSDB assumiu as dívidas. Mas não anexou ao processo o aceite dos credores. Daí a rejeição das contas.

 

Em sua defesa, o tucanato alegou que fez, em 2006, o mesmo que fizera na campanha de José Serra, em 2002.

 

O diabo é que o comitê petista de Lula procedeu de forma distinta. Também levou à prestação de contas da campanha de 2006 um resultado negativo. Porém...

 

Porém, além de assumir os débitos, o PT foi de credor em credor, para obter de todos eles a concordância quanto à protelação dos pagamentos.

 

A defesa do PSDB tentou contra-argumentar:

 

“Convenhamos que, para o partido do presidente da República, cuja reeleição acabara de ocorrer, é fácil conseguir esse tipo de concordância. A mesma condição não se aplica ao candidato derrotado”.

 

O relator Félix Fischer deu de ombros. Manteve o voto pela rejeição das contas e pela imposição da pena de bloqueio dos repasses do Fundo Partidário por seis meses.

 

O julgamento será finalizado quando o ministro Marcelo Ribeiro, aquele que pediu vista, devolver os processos ao plenário. Algo que deve ocorrer até o final de abril.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h22

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Nova proposta mantém royalties, mas o Rio ainda perde R$ 3,6 bi

 

- Folha: Tesouro é contra reativar Telebras

 

- Estadão: Exclusividade do BB no consignado é contestada na Justiça

 

- JB: Juros têm a maior queda em 16 anos

 

- Correio: MP quer ouvir logo os acusados da Pandora

 

- Valor: Mercosul faz propostas à UE para destravar acordo

 

- Jornal do Commercio: Morte em assaltos a sulanqueiros

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h02

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O pacificador!

Paixão

Via Gazeta do Povo. Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 02h00

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Em SP, aliança pró-Mercadante reúne cinco partidos

Na bica de levar à vitrine sua candidatura ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante já dispõe de uma coligação pluripartidária.

 

Reunidos nesta terça (23), dirigentes de cinco legendas comprometeram-se a dar suporte a Mercadante.

 

Além do PT, integram a caravana: PDT, PRB, PCdoB, PR e PPL. Apertaram-se os parafusos da chapa.

 

Na vice, um nome a ser indicado pelo PDT. Para as duas vagas do Senado: Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PCdoB).

 

Assim, empurrada por Lula, Mercadante está prestes a trocar uma provável reeleição ao Senado por uma incerta disputa contra Geraldo Alckmin (PSDB).

 

No mais, o PT vira uma página que Ciro Gomes (PSB) não quis escrever. Agora, ou Ciro se viabiliza como candidato ao Planalto ou vai catar coquinho no Ceará.

 

Em São Paulo, o PSB deve apresentar o nome do neosocialista Paulo Skaf, hoje presidente da Fiesp, templo do capitalismo selvagem.

Escrito por Josias de Souza às 22h29

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Lula: Aliança PT-PMDB evita volta do Brasil do atraso

  Marcello Casal/ABr
Lula concedeu entrevista ao "Jornal do Tocantins". O conteúdo foi reproduzido no portal da Presidência.

 

A certa altura, o presidente foi instado a comentar a parceria celebrada entre PT e PMDB na disputa pelo governo tocantinense.

 

Disse que o acordo o “deixou muito feliz”. Afirmou que será ainda “mais interessante” se outras legendas governistas se juntarem à caravana.

 

Declarou que PT, PMDB e Cia. asseguram uma coligação “mais competitiva tanto para a disputa local quanto para a disputa nacional”.

 

Acrescentou: “Nós precisamos garantir que todas as políticas que estamos implementando e que estão tirando o Brasil do atraso [...] tenham continuidade”.

 

Em seguida, Lula foi convidado a dizer meia dúzia de palavras sobre outra aliança selada no Tocantins pela oposição.

 

Um acordo que uniu o ex-governador Siqueira Campos (PSDB) e a senadora Kátia Abreu (DEM). Envolve a disputa local e o apoio ao presidenciável tucano José Serra.

 

Lula disse: “Precisamos separar quem está ao lado do nosso projeto nacional de mudanças e quem não está...”

 

“...Espero que a aliança entre PT e PMDB vá além dos dois partidos e consiga unir toda a nossa base nacional também no Tocantins...”

 

“...Acho que os tocantinenses não querem a volta de um tempo em que esse Estado – assim como vários outros distantes do Centro-Sul – não era levado em conta na elaboração das políticas públicas”.

 

O presidente pôs-se, então, a realçar o discurso plebiscitário que idealizou para a sucessão de 2010.

 

Desancou a era FHC: “O Brasil passou anos praticamente estagnado, pedindo dinheiro emprestado e se sujeitando ao monitoramento do FMI...”

 

“...Sem investimentos em infraestrutura, com altíssimo índice de desemprego, com sua população mais pobre sem nenhuma perspectiva”.

 

Enalteceu sua própria gestão: “Hoje, estamos comemorando o fato de termos atravessado praticamente sem nenhum arranhão...”

 

“...Uma crise que devastou a maioria dos países. Enquanto no mundo todo foram eliminados nada menos que 16 milhões de postos de trabalho, em 2009, no Brasil, ao contrário, nós criamos mais 995 mil empregos com carteira assinada...”

 

“E neste ano devemos criar mais 2 milhões de empregos formais, uma coisa excepcional”.

 

Arrematou: “É o projeto político vitorioso nos últimos anos que queremos manter. Por isso, vou apoiar decididamente o conjunto de forças que estão conosco e que vão estar coligadas também no plano estadual. O Brasil merece”.

 

O lero-lero segundo qual PT e PMDB impedirão a volta do "Brasil do atraso" não convence nem mesmo os aliados de Lula.

 

Ciro Gomes (PSB), por exemplo, a par de reconhecer os méritos da gestão Lula, ressalva: a aliança PT-PMDB tem “moral frouxa”.

 

Onde Lula vê solidez, Ciro enxerga fragilidade: "A Dilma [Rousseff] está sendo suportada por uma coalizão cuja hegemonia moral eu questiono..."

 

“...Na minha mente, é um roçado de escândalos que está plantado à espera da chuva, e a chuva vem, e ela pode ficar na mão..."

 

“...Não que a Dilma não seja exemplarmente decente, mas o roçado de escândalos que está semeado nessa ligação do PT com o PMDB, você não tem ideia".

 

- Em tempo: Com Dilma a tiracolo, Lula voou nesta terça (23) para o Tocantins. Pretendia inaugurar um trecho da Ferrovia Norte-Sul.

 

Ao chegar, Lula deparou-se com uma chuva torrencial. Cancelou a agenda e retonou a Brasília. O país foi privado de mais um daqueles discursos de pa©mício. Pena.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h02

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Maluf aciona promotor que pôs a Interpol na sua cola

Benett

 

Acostumado a fazer pose para São Paulo e para o Brasil, Paulo Maluf ganhou platéia nova. Representa agora para os EUA.

 

Levado à lista de procurados da Interpol, o deputado veio à boca do palco enrolado na bandeira brasileira.

 

Fronte alta, Maluf anunciou a abertura de um processo judicial contra o promotor distrital de Nova York, Robert Morgenthau.

 

Partiu de Morgenthau o pedido que converteu Maluf e Flávio, o filho do deputado, em caçados internacionais da Interpol.

 

Coisa “arbitrária”, Maluf se queixa. Procedimento “não condizente com o que rege o Direito internacional”. Pior: uma afronta à “soberania das nações livres”.

 

O promotor americano, veja você, “decidiu acusar cidadão brasileiro”. Mais que isso: “Membro do Congresso Nacional”.

 

Não é só: Morgenthau acusa Maluf, no dizer do deputado, “de S-U-P-O-S-T-O-S fatos que, por absurdo, T-E-R-I-A-M ocorrido no Brasil”.

 

E para quê? “Com o fim de serem julgados pela Corte Americana”. Para completar, emitiu-se “ilegalmente um alerta vermelho para a Interpol".

 

Justificável a revolta de Maluf. O promotor Morgenthau, por alienígena, desconhece os mais tradicionais costumes brasileiros.

 

Ora, no Brasil, supostos bandidos dispões de regalias. Acima de um certo nível de renda, ninguém é alcançado pela lei.

 

Bem verdade que os supostos malfeitos atribuídos a Maluf e Flávio renderam à dupla, em passado recente, 40 dias de cana. Porém...

 

Porém, Maluf, o suposto violador de arcas públicas, foi brindado pelo eleitor paulista com um mandato de deputado.

 

Maluf é, hoje, feliz beneficiário do privilégio de foro. O processo em que é acusado de suposta bandalheira subiu ao STF.

 

O relator, Ricardo Lewandowiski, supostamente assoberbado, demora-se em folhear os autos. Mais um ano e as suposta ladroagem será recoberta pela prescrição.

 

Maluf já se insurgira contra o promotor Silvio Marques, do Ministério Público de São Paulo.

 

Refutara a acusação de suposto envio de dinheiro para contas supostamente abertas em casas bancárias do exterior.

 

Contestara a suposição de que as verbas transitaram por supostas contas de Nova York.

 

Negara que, dos EUA, o suposto dinheiro teria migrado para supostas contas supostamente abertas em bancos de Jersey e da Suíça.

 

Por tudo isso, é mesmo incompreensível a perseguição do promotor Morgenthau contra o suposto ladrão brasileiro.

 

Ao processar seu algoz americano, Maluf demonstra que sua grande pose não é para São Paulo, para o Brasil, para os EUA ou para o Juízo Final.

 

O deputado veste seu melhor terno, aperta no pescoço sua mais vistosa gravata, leva ao palco suas melhores virtudes para o seu próprio julgamento.

 

Um julgamento particular. Nelson Rodrigues diria que o promotor Morgenthau enxerga em Maluf um vampiro de Düsseldorf.

 

Mas o deputado não se vê senão como um reles bebedor de groselha. Por isso invoca a soberania. Por isso exalta a condição de membro do Congresso Nacional.

 

Acha que o Brasil, esse suposto país, merece mais respeito.

 

- Em tempo: Ilustração via sítio Charges do Benett.

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Escrito por Josias de Souza às 17h57

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A última de Serra: inauguração de obras ‘à distância’

  Cris Castello Branco/Divulgação
A 11 dias de trocar a cadeira de governador pelo palanque de candidato, José Serra trava uma corrida contra o relógio.

 

Na correria, revela-se um político, digamos, inventivo. Há duas semanas, havia “inaugurado” a maquete de uma ponte por fazer, em Santos.

 

Agora, num rasgo de criatividade, Serra “inaugura” obras à distância. A novidade materializou-se em Campinas.

 

De passagem pela cidade, o governador tucano entregou um hospital de reabilitação. Investimento de R$ 11 milhões.

 

Ali mesmo, de cambulhada, "inaugurou" um par de rodovias que a azáfama da agenda pré-eleitoral o impediu de visitar.

 

Serra descerrou a placa do hospital e também as placas das rodoviais, que lhe chegaram em cavaletes.

 

Cuidou de acomodar todo o pacote num mesmo discurso: "Hoje, aqui, neste momento, nós estamos inaugurando três obras. Nosso problema não é falta de obras para inaugurar, é tempo para inaugurar as obras".

 

Pressa de candidato? Não, não. Absolutamente. “É que tem coisas efetivamente para inaugurar e falta tempo para isso, então, a gente faz as coisas conjuntas".

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h41

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Para Lula, ‘social’ justifica a carga tributária elevada

  Ricardo Nogueira
Prometida por todos os governos, a reforma tributária tornou-se uma utopia brasileira.

 

Sob Lula, a última tentativa foi realizada em 2008. Relatou o projeto o grão-petê Antonio Palocci (SP).

 

Depois de consumir meses de debate parlamentar e de produzir quilômetros de manchetes de jornal, a coisa foi ao arquivo.

 

A nove meses e oito dias do término do seu segundo mandato, Lula parece conformado.

 

Mais que isso: considera a carga de tributos que pesa no bolso do brasileiro –34% do PIB em 2009— necessária.

 

Lula clareou o seu ponto de vista na coluna semanal “O presidente reponde”, veiculada nesta terça (23) em jornais de todo país.

 

Numa das questões dirigidas a Lula, o atendente de farmácia Luciano da Silva, morador da cidade de Jaguaré (ES), anotou:

 

“Os brasileiros estão entre os que mais pagam impostos no mundo. Nem por isso nossos serviços públicos são melhores”.

 

Feita a observação, inquiriu: “Existem medidas destinadas a reduzir os impostos ou a melhorar os serviços públicos?”

 

Em sua resposta, Lula reconheceu: “Nossa carga tributária [...] não é das mais baixas”. Mas ponderou que “está longe das mais altas do mundo”.

 

E passou a esgrimir um discurso que, em essência, justifica o avanço sobre o bolso do contribuinte com a necessidade de prover verbas para o social.

 

“Há países”, escreveu Lula ou algum assessor em seu nome, “que prestam serviços públicos de excelência, mas cuja carga é muito mais elevada”.

 

Citou “Suécia (48%) e Dinamarca (49%)”. Prosseguiu: “Outros países, têm carga tributária baixa, mas o Estado é praticamente ausente”.

 

“No Brasil é diferente”, Lula acrescentou. “Com os impostos, nós investimos de forma inédita em programas sociais”.

 

Programas “como o Bolsa Família, que beneficia 12,4 milhões de famílias”. Ligou os benefícios à crise financeira global:

 

“Com os programas [sociais] e o aumento real de 76% do salário mínimo desde 2003, nós fortalecemos tanto o mercado interno, que atravessamos a crise sem maiores danos”.

 

Celebrou: “Enquanto o mundo perdeu 16 milhões de empregos em 2009, nós criamos 995 mil”.

 

E quanto à qualidade do atendimento prestado à bugrada nas repartições públicas? “Estamos investindo na melhoria dos serviços públicos”, Lula anotou.

 

Convidou Luciano, o atendente de farmácia que lhe dirigiu a pergunta, a observar o que se passa nos guichês do INSS.

 

“Com o agendamento por telefone acabamos com as filas e hoje as aposentadorias são concedidas em meia hora”. Debitou o passivo na conta dos antecessores:

 

“Há muita coisa a fazer porque o abandono vem de décadas, mas estamos avançando na solução dos problemas”.

 

É um tipo de discurso que, escorado no gerúndio, pode ser usado por qualquer um, a qualquer tempo.

 

Em 2014, o sucessor de Lula poderá dizer, de fronte alta: “Estamos investindo”. Em 2018, o sucessor do sucessor poderá festejar: “Estamos avançando”.

 

E a mordida imposta ao "contribuinte" sempre parecerá incompatível com a qualidade dos serviços que lhe são –ou deveriam ser— prestados.

 

- Em tempo: Pressionando aqui, você chega à íntegra da coluna semanal do presidente.

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Escrito por Josias de Souza às 05h35

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Lula e Dilma vão a obra que TCU tacha de ‘suspeita’

  Sérgio Lima/Folha
Nesta terça (23), Lula e a ministra-candidata Dilma Rousseff desembarcam no Tocantins. Vão realizar um pa©mício.

 

O pa©lanque foi montado no município de Guaraí, a 180 km da capital, Palmas. Será inaugurado um pedaço da Ferrovia Norte-Sul, obra do PAC.

 

Trata-se do trecho que liga Colinas do Tocantins a Guaraí –133 km de trilhos. Iniciado em março de 2007, ficou pronto em novembro passado.

 

Pelas contas do Planalto, custou R$ 384 milhões. Dilma e seu cabo-eleitoral também vão vistoriar um segmento da Norte-Sul ainda inconcluso.

 

Liga Guaraí a Palmas –148 km de dormentes. Uma das frações da ferrovia carimbadas pelo TCU como “irregulares”.

 

Detectou-se um superfaturamento de 11,7%. Para resguardar a Viúva, o tribunal de contas determinou a retenção mensal de 10% dos pagamentos.

 

A repórter Luíza Damé conta que a visita de Lula e Dilma deixou exultante o prefeito de Guaraí, Padre Milton Alves da Silva, do PT.

 

“Será o meu dia de glória. A gente só vê o presidente de longe”, disse Padre Milton. É a primeira vez que um inquilino do Planalto pisa em Guaraí

 

O estado de “glória” do prefeito levou-o a decretar ponto facultativo no município. Fez mais.

 

Em parceria com o governo do Estado, a prefeitura providenciou o aluguel de dez ônibus. Para quê?

 

Ora, para conduzir ao local do pa©mício, distante 25 km do centro da cidade, os habitantes que quiserem desfrutar da “glória” de ouvir Lula.

 

A Ferrovia Norte-Sul é uma obra velha. Foi lançada em 1987, sob a presidência de José Sarney. Nasceu sob o signo do malfeito.

 

Na época, Jânio de Freitas veiculou na Folha anúncios cifrados que anteciparam o resultado da licitação.

 

Os valores dos diversos lotes da ferrovia haviam sido previamente combinados entre as empreiteiras. Um vexame.

 

Quando estiver completa, a Norte-Sul vai medir 2.254 Km. Começou em Açailândia (MA). Espera-se que chegue até Estrela d’Oeste (SP).

 

Estima-se que, depois de pronta, a ferrovia terá sorvido R$ 6,5 bilhões dos cofres do Tesouro –R$ 5 bilhões até o final de 2010; R$ 1,5 bilhão daí em diante.

 

Em ritmo de plebiscito eleitoral, o Planalto informa que nunca antes na história desse país a ferrovia avançara tanto quanto prosperou sob Lula.

 

Na era Sarney, foram assentados apenas 95 km de trilhos, ligando as cidades maranhenses de Açailândia e Imperatriz.

 

Nos dois mandatos de FHC, os dormentes foram esticados de Imperatriz até Aguiarnóplis, no Tocantins –mais 120 km.

 

Na fase Lula, jacta-se o governo, “já foram construídos 371 km” de trilhos. Sem mencionar os 978,5 km que se encontram em fase de execução.

 

Como se vê, o discurso que Lula fará em Guaraí promete.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h31

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As manchetes desta terça

 

- Globo: PM ocupa a Providência para criar 7ª UPP do Rio

 

- Folha: Plano de expansão do metrô de SP vai atrasar

 

- Estadão: Contas externas pioram e BC aumenta previsão de déficit

 

- Correio: Arruda cede mandato para tentar liberdade

 

- Valor: Ofertas de estreantes decepcionam na Bolsa

 

- Estado de Minas: Estado dá aumento de 10% a servidores e de 15% a militares

 

- Jornal do Commercio: Água poluída mata mais que violência

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h44

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O pós-Lula do Lula!

Benett

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Escrito por Josias de Souza às 02h37

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Arruda desiste de recurso e salva os direitos políticos

  Elza Fiúza/ABr
Em cana, sem partido e sem mandato, José Roberto Arruda (ex-DEM) desistiu de recorrer ao TSE para tentar reaver a cadeira de governador.

 

Em carta endreçada aos seus advogados, Arruda afronta a lógica: "Não tenho a culpa que querem me imputar”.

 

Depois, homenageia o bom senso: “Concluí que posso ajudar mais Brasília, em seu aniversário de mais 50 anos, com a minha ausência do que com a minha presença”.

 

Em seguida, comunica: “Decidi solicitar a vocês, meus advogados, que não recorram ao TSE. Recorrer seria prolongar o drama".

 

O lero-lero esconde um cálculo político: recorrendo, Arruda correria o risco de ter restituído o cargo de governador que o TRE lhe retirou.

 

De volta ao cargo, recolocaria nos trilhos o processo de impeachment que corre contra ele na Câmara Legislativa do DF.

 

Exaustos da solidariedade panetônica que os unia a Arruda, os deputados distritais passariam o mandato do governador na lâmina.

 

Cassado pelo Legislativo, Arruda perderia os direitos políticos. Ficaria inelegível por arrastados oito anos.

 

Mantida a cassação do TRE, Arruda fica sem o cargo. Mas mantém intactos os direitos políticos. Sem partido e desmoralizado, não pode ir às urnas de 2010. Porém...

 

Porém, pode candidatar-se já no pleito de 2014. Assim, melhor perder os anéis por decisão do TRE do que sujeitar-se a ter os dedos cortados pelo impeachment da Câmara.

 

No mais, mesmo sem mandato, Arruda não corre o risco ver o processo do panetonegate migrar do STJ para a mesa de um juiz de primeira instância.

 

Arruda perdeu o direito ao foro privilegiado. Mas há nos autos um acusado que dispõem do privilégio: Domingos Lamoglia.

 

Conselheiro do Tribunal de Contas do DF, Lamoglia só pode ser julgado pelo STJ. Assim, o processo não pode descer para as instâncias inferiores do Judiciário.

 

Por último, Arruda pode alegar no STJ que, sem poder, já não precisa conservar a condição de hóspede do ‘PF’s Inn’. Acha que abriu uma trilha que pode levá-lo ao meio-fio.

 

Há no STJ um pedido de relaxamento da prisão de Arruda. A Procuradoria da República posicionou-se contra.

 

A decisão cabe ao ministro Fernando Gonçalves, relator do processo e signatário do despacho que mandou Arruda para a cadeia.

 

Na carta aos advogados, Arruda posa de magnânimo: “Acatando a decisão do TRE, responderei aos processos como cidadão comum, longe das paixões e dos interesses políticos. Saio da vida pública”.

 

Em verdade, não sai. Foi arrancado. Enaltece a própria obra: “Espero, apenas, que, meus sucessores não deixem que as obras sejam interrompidas, todas já com recursos assegurados e na sua fase final”.

 

É como reivindicasse para si uma máxima comum na política brasileira, o “rouba, mas faz”.

 

Arruda declara-se grato à sua “equipe de governo”. Mais: “Sou grato, também, a Sua Exa o senhor Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - e ao seu governo, sem cujo apoio não teríamos feito tudo que fizemos”.

 

Filosofa: “Com a paz que já me assiste neste momento de despedida, lembro que há homens livres nas celas e homens presos nas ruas. O meu corpo-matéria sofre desgastes, mas nunca tive tanta liberdade de espírito”.

 

Revela-se um leitor do Livro dos livros: “Leio, em Eclesiastes: ‘Sabedoria é a capacidade de discernir a verdade por trás das aparências. Quem é capaz disso não se perturba diante dos conflitos’.”

 

Numa reedição do lema de Fernando Collor –“O tempo é senhor da razão”— Arruda lança um olhar para o futuro:

 

“Pode demorar, mas a verdade se estabelecerá. Tenho fé que serão identificados os interesses que contrariei, as propostas indecorosas que não aceitei, os hábitos que repeli. A vida é cíclica. Já vivi altos e baixos. Aplausos e vaias. Vitórias e derrotas. Vida que segue”.

 

O diabo é que nem com auxilio divino o agora ex-governador conseguirá apagar da memória coletiva o vídeo no qual aparece apalpando um maço de dinheiro de má origem.

 

No finalzinho da carta, Arruda anima-se a posar de vítima: “Não posso negar que a doença coronariana que me levou ao cateterismo –e agora a cuidados especiais –foi variável importante nesta decisão...”

 

“Já vivi o bastante para saber que as razões políticas muitas vezes ultrapassam os limites do Direito –e que a humildade de saber parar pode valer mais que a mais triste e destemida insistência”.

 

Resta saber até quando a súbita “humildade” manterá Arruda longe de uma nova aventura eleitoral. E torcer para que, recobrada a prepotência, o eleitor brasiliense negue ao ex-fraudador do painel do Senado o direito a uma terceira chance.

 

- Em tempo: Pressionando aqui, você chega à íntegra da carta de Arruda. Para quem tem estômago, vale a leitura.

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Escrito por Josias de Souza às 20h56

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DEM abandona governo do PMDB em Santa Catarina

Divulgação

 

Como previsto, o DEM de Santa Catarina decidiu desembarcar do governo de Luiz Henrique (PMDB).

 

Desligou-se também da chamada “tríplice aliança”, que o unia ao PMDB e ao PSDB catarinenses.

 

O partido vai se dedicar agora à campanha do senador ‘demo’ Raimundo Colombo, candidato ao governo de Santa Catarina.

 

Em nota aprovada por aclamação na reunião de seu diretório estadual, o DEM reafirmou apoio à candidatura presidencial de José Serra (PSDB).

 

Presidente de honra do DEM federal, o ex-senador Jorge Bornausen participou da reunião.

 

Na nota distribuída após o encontro, o DEM justifica a saída do governo e da tríplice aliança.

 

Alega que, em 2009, acertara-se que, na falta de um acordo quanto ao nome do candidato ao governo, PMDB, PSDB e DEM fixariam uma regra comum.

 

Anota que o governador pemedebê Luiz Henrique comprometera-se com a fixação do critério. Chegou 2010. E nada.

 

“Terminado o ano sem que fosse alcançado o almejado consenso, aguardou o DEM que fossem estabelecidos prazo e critério para escolha do melhor candidato”, diz a nota.

 

O texto realça que “em todas as pesquisas, públicas e reservadas, sempre o senador Raimundo Colombo esteve com boa margem à frente dos demais postulantes”.

 

O DEM lembra que, neste mês de março, em desacordo com o que fora acertado, “o PMDB resolveu marcar prévias para escolher seu candidato a governador”.

 

Mais: “O PSDB, consultado, não se dispôs a definir desde logo a sua posição”. E, “diante das circunstâncias”, o DEM optou por bater em retiradea.

 

Am legenda “pôs à disposição” do governador os 27 cargos que ocupa no primeiro e no segundo escalão da administração catarinense.

 

São cinco secretárias de Estado; cinco de secretárias de desenvolvimento regional; quatro presidências e diretorias de estatais, autarquias e fundações; e 13 diretorias e gerências em outras áreas.

 

O documento do DEM é categórico ao tratar da sucessão presidencial. Ratifica “o apoio à candidatura de José Serra”.

 

Refere-se ao presidenciável tucano como o “único capaz de recuperar a ética e a eficiência na administração federal”.

 

De resto, a etnia catarinense da tribo ‘demo’ declara-se aberta “ao diálogo com os partidos que desejarem compor uma coligação para apoiar Raimundo Colombo para governador e José Serra para presidente”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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No Rio, Lula volta a criticar imprensa e se autoelogiar

Lula abriu nesta segunda (22) o Fórum Urbano Mundial, evento que reúne, no Rio, representantes de mais de 160 países.

 

Diante de platéia tão, digamos, planetária, Lula disse que seu governo está provando que “é possível construir um novo país” e “uma nova política urbana”.

 

Tudo isso, afirmou, “sem precisar ficarmos criticando o que aconteceu antes de nós”. Em seguida, pôs-se a vergastar o que veio antes:

 

“Digo sempre que o século 21 é o século em que o administrador público tem duas coisas importantes a fazer...:

 

“...A primeira é projetar uma cidade com melhor qualidade de vida. A segunda é fazer a reparação dos desmandos causados por muitos administradores século 20...”

 

Desmandos “...que permitiram que o país e muitas cidades no Brasil e no mundo se transformassem numa grande favela”.

 

Lula ‘Nunca Antes’ da Silva convidou a platéia a visitar o Rio e outras capitais brasileiras.

 

“Vão ver investimentos em políticas urbanas, saneamento básico e habitação como nunca houve na história desse país”.

 

A certa altura, Lula entregou-se à prática de seu esporte predileto: o arremesso de dardos contra o pedaço da imprensa que o imprensa.

 

"Alguns setores da imprensa não enxergam ou não querem enxergar, mas em muitos casos deste país está havendo um êxodo ao contrário...”

 

“...Pessoas da cidade estão voltando para o campo. Isso porque nós temos uma grande política de financiamento para a agricultura familiar...”

 

“...Temos uma grande política de assentamento de 570 mil famílias no campo. Isso porque o governo federal compra parte dos alimentos que os pequenos produzem...”

 

“...E porque levamos luz para 12 milhões de brasileiros que moram no meio do mato".

 

O governador Sérgio Cabral (PMDB), que discursara antes de Lula, já havia convidado a estrangeirada a “passear” pelo Rio.

 

Recomendara que, além dos pontos turísticos, visitassem as favelas beneficiadas com obras do PAC, para testemunhar as “mudanças absolutamente radicais”.

 

Depois, ao ecoar Cabral, Lula teve o cuidado de aconselhar: "Não se embrenhem em locais que vocês não conhecem".

 

Boa, muito boa, ótima recomendação. Há certas coisas que as “mudanças absolutamente radicais” não lograram modificar.

 

A violência que viceja no Rio é uma delas. Nessa matéria, Lula nem precisa que “alguns setores da imprensa” o auxiliem a enxergar o óbvio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h14

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Adiado o depoimento de terouseiro do PT no Senado

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, protocolou um ofício na CPI das ONGs, no Senado.

 

Convocado para prestar depoimento nesta terça (23), Vaccari pediu o adiamento da sessão.

 

Anotou que deseja comparecer à CPI acompanhado de seu advogado, Pedro Dallari.

 

Informou que Dallari, em viagem aos EUA, só retorna ao Brasil na sexta-feira (26).

 

Ouvido pelo blog, o presidente da CPI, Heráclito Fortes (DEM-PI), disse que vai atender ao pedido de Vaccari.

 

"Vamos remarcar o depoimento para depois da Semana Santa", informou o senador.

 

A convocação de Vaccari foi aprovada na semana passada. A oposição deseja inquiri-lo sobre o caso Bancoop, a cooperativa habitacional criada e gerida por petistas.

 

O promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, acusa a Bancoop de lograr os cooperados, desviando para o PT verbas quer serviriam à construção de imóveis.

 

Vaccari presidia a entidade antes de ser guindado ao posto de gestor das arcas do PT. Ele nega os malfeitos. Sustenta que Blat o alveja para atingir o PT.

Escrito por Josias de Souza às 17h03

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DEM deve desembarcar do governo do PMDB em SC

Desavenças envenenam o palanque de Serra no Estado

 

  Wilson Dias/ABr
O diretório do DEM de Santa Catarina reúne-se nesta segunda (22).

 

Vai a voto uma proposta que não ajuda à candidatura presidencial de José Serra.

 

Os ‘demos’ catarinenses covitam desembarcar do governo pemedebê de Luiz Henrique (foto), ferrenho apoiador de Serra.

 

Em manifestação feita neste domingo (20), o senador Raimundo Colombo (DEM-SC) disse que viceja no partido o “viés de saída”:

 

“Não tem ninguém [no DEM] defendendo posição contrária. A conclusão é que, para o nosso projeto, o melhor é ficar de fora do governo”.

 

A prevalacer a “conclusão” exposta por Colombo, baterão em retirada da gestão Luiz Henrique algo como 25 ‘demos’ de primeiro e segundo escalão.

 

Entre os cargos que ficarão vagos há quatro secretarias de peso: Fazenda, Administração, Desenvolvimento Sustentável e Agricultura.

 

Presidente do diretório catarinense do DEM, o senador Colombo é também o candidato da legenda à sucessão de Luiz Henrique.

 

Sonhava com o apoio das legendas que compõem a tríplice aliança que dá suporte ao governo: além do DEM, o PMDB de Luiz Henrique e o PSDB de Serra.

 

O caldeirão começou a ferver depois que o PMDB emitiu sinais de que escapa ao controle de Luiz Henrique.

 

O governador tentava empinar a candidatura de Eduardo Pinho Moreira, presidente do PMDB no Estado e serrista como ele. Porém...

 

Porém, o prefeito pemedebê de Florianópolis, Dário Berger, apresentou-se como alternativa. Luiz Henrique não teve forças para escanteá-lo.

 

O PMDB catarinense viu-se compelido, então, a agendar para a próxima segunda (27) uma prévia na qual Pinho Moreira medirá forças com Berger.

 

Em carta manuscrita endereçada aos aliados, Luiz Henrique comprometeu-se a manter a tríplice aliança.

 

Pelo plano do governador, os três partidos que o apóiam apresentariam os seus nomes e, mais adiante, seria ungido o candidato que exibisse melhores índices de pesquisa.

 

O problema é que Dário Berger, o prefeito da capital, flerta nos subterrâneos com a candidatura petista de Dilma Rousseff.

 

Suspeita-se que, prevalecer sobre Pinho Moreira, Berger tenderá a oferecer a Dilma um segundo palanque, alternativo ao da petê Ideli Salvatti.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, o DEM procura o seu rumo. No discurso, mantém o lero-lero pró-manutenção da aliança. Na prática, busca outros parceiros.

 

Para complicar, o PSDB esquiva-se de tomar posição. Planejara por de pé a candidatura do tucano Leonel Pavan, vice-governador de Luiz Henrique.

 

Acusado de intermediar negócios para uma empresa privada, Pavan foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina: “corrupção passiva”.

 

O Tribunal de Justiça agendou para quarta-feira (31) da semana que vem uma sessão em que será analisado o processo no qual Pavan figura como réu.

 

Politicamente alquebrado, Pavan reuniu-se na semana passada com uma trinca de grão-tucanos: Sérgio Guerra, Marisa Serrano e Rodrigo de Castro.

 

O presidente, a vice-presidente e o secretário-geral do PSDB fedeeral ouviram de Pavan o compromisso de não disputar o governo catarinense.

 

O DEM esperava mais. Além da retirada de cena de Pavan, contava com uma declaração explícita de apoio à candidatura de Raimundo Colombo.

 

O tucanato prefere esperar pela resolução da encrenca que se estabeleceu no interior do PMDB. Quer saber até que ponto Luiz Henrique controla sua legenda.

 

Acha que deve essa deferência ao governador, um dos poucos pemedebês que desafiam a posição da cúpula nacional de seu partido, fechada com Dilma.

 

Trincada, a tríplice aliança pró-Serra assiste ao crescimento da deputada Angela Amin, candidata do PP à sucessão catarinense.

 

Tomada pelas pesquisas que chegaram às mãos do tucanato, Angela vai assumindo as feições de favorita.

 

Além de Angela, vai às urnas com chance de vitória o ex-governador Espiridião Amin (PP), candidato ao Senado.

 

O que consola o PSDB é o fato de que as mesmas pesquias dão a Serra uma dianteira confortável sobre Dilma em Santa Catarina.

 

Imagina-se que 2010 vai repetir 2006, quando o tucano Geraldo Alckmin bateu Lula nas urnas catarinenses.    

 

Na quadra presidencial, a posição da família Amin é uma incógnita. Não se sabe se o casal fechará com Dilma ou com Serra.

 

Desmilinguindo-se a tríplice aliança, o PSDB não exclui a hipótese de buscar um acerto com o PP dos Amin.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h30

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Obama prevalece e Câmara aprova o SUS americano

Emmanuel Dunand/AFP

 

Barack Obama obteve na noite deste domingo (21) sua mais importante vitória legislativa desde que chegou à Casa Branca.

 

Conseguiu arrancar da Câmara dos EUA a aprovação da reforma do sistema de saúde americano. Foi um triunfo suado.

 

Obama precisava de 216 votos. Obteve 219. Votaram contra 212 deputados. O projeto vai agora à sanção do presidente.

 

Em pronunciamento feito depois da sessão domingueira da Câmara, que se arrastou até perto da meia-noite, Obama degustou o triunfo:

 

"Nós provamos que este governo, um governo do povo e para o povo, ainda é capaz de trabalhar pelo povo".

 

A reforma empurra para dentro do sistema que concede cobertura de saúde algo como 32 milhões de americanos antes desassistidos.

 

Com isso, a cobertura estatal de saúde torna-se praticamente universal nos EUA. Passam a dispor de atendimento médico 97% dos americanos.

 

Hoje, o orçamento da saúde soma nos EUA cerca de US$ 2,3 trilhões anuais, incluindo verbas públicas e privadas.

 

A cifra representa algo como 15% do PIB americano. Com a reforma, estima-se que o o Tesouro terá um gasto adicional de US$ 940 milhões.

 

Projetando-se a novidade para os próximos dez anos, algo como US$ 1,69 trilhão em verbas do contribuinte serão carreadas para a área de saúde.

 

Nenhum deputado Republicano votou a favor da reforma. Para vencer resistências do seu partido, o Democrata Obama teve de rebolar.

 

Cancelou uma viagem internacional. Arregaçou as mangas. E só aos 45 minutos do segundo tempo, virou os votos que lhe permitiram prevalecer.

 

Um grupo de Democratas justificava a aversão à reforma com o argumento de que o dinheiro extra a ser despejado na saúde financiaria o aborto.

 

A Casa Branca assumiu o compromisso editar uma “ordem executiva”. O texto dirá que o dinheiro novo não poderá ser usado como tônico para o aborto.

 

Com esse gesto, Obama virou os votos de que necessitava. Em votação paralela, os deputados aprovaram ajustes periféricos à proposta que viera do Senado.

 

Esses ajustes terão de ser referendados pelos senadores, num procedimento chamado de “reconciliação”.

 

Para passar, a “reconciliação” exige apenas maioria simples: 51 votos. Coisa que a bancada de Obama tira de letra.

 

A reforma do sistema de saúde é vista como um marco histórico. Uma intervenção estatal incomum num país em que o liberalismo é um valor dogmático.

 

Em novembro, os americanos irão às urnas para renovar o Congresso. A encrenca da saúde vai virar munição para o oposicionista Partido Republicano.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h01

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‘Serra quer se livrar do FHC, eu me orgulho do Lula’

Com 15 dias de atraso, o grão-petê Tarso Genro festejou na noite de sábado os 63 anos que completara em 6 de março.

 

Candidato ao governo gaúcho, Tarso aproveitou o bolo para amealhar fundos de campanha. Os amigos foram instados a desembolsar entre R$ 50 e R$ 100.

 

Convidada de honra, Dilma Rousseff aproveitou os holofotes para ironizar o desejo de José Serra de restringir a campanha ao cotejo de biografias dos candidatos.

 

"Não farei o milagre de me desvencilhar do governo Lula porque tenho orgulho dele. Agora, se ele quer se desvencilhar do governo FHC, é problema dele".

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h59

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Governo infla números da nova versão do PAC

 

- Folha: Plano de Obama para saúde é aprovado

 

- Estadão: Brasileiro bate recorde de gastos no exterior

 

- JB: Justiça Eleitoral refém do crime

 

- Correio: Segurança pelo menos na hora da morte

 

- Valor: Forte procura congestiona crédito para investimento

 

- Jornal do Commercio: Haja emoção: Santa 4x2 Náutico

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 02h13

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Julius Lula da Silva Caesar!

Nani

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Escrito por Josias de Souza às 02h11

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Lula, os ‘vira-latas’ da mídia e o carpete do sindicato

Sérgio Lima/Folha

 

Antes de virar presidente, Luiz Inácio sempre reconheceu que a imprensa teve papel de relevo no processo que o converteu em Lula.

 

Numa das passagens do livro “Lula, o Filho do Brasil”, o ex-sindicalista contou à jornalista Denise Paraná o drama que vivenciou quando decidiu fundar o PT.

 

Corria o início da década de 80. No comando do movimento sindical, Lula era festejado por todos. Até que...

 

Até que decidiu pôr em pé o seu próprio partido político. “Aí já tinha o PMDB contra, já tinha o PC contra...”

 

“...Já tinha o PCdoB contra, já tinha o MR-8 contra, já tinha o PDT contra. Você tinha um monte de gente contra”.

 

Lula deixou de ser, segundo contou, uma “unanimidade”. Foi devolvido à condição de “um ser normal”. Porém...

 

Porém, desfrutava de um contraponto ao nariz virado dos políticos tradicionais. “Foi um período em que a gente tinha muito espaço na imprensa”.

 

Lula enfatizou: “Muito espaço”. Fez uma única ressalva: “Na Globo o espaço era muito pouco. Na televisão o espaço sempre foi muito pouco”.

 

Nessa época, Lula via as redações de jornal como aliadas. E não era o único. Fernando Collor concordaria com ele anos mais tarde.

 

Collor costuma dizer que virou presidente do Brasil numa eleição em que mediu forças não apenas com Lula, mas também os aliados dele na imprensa.

 

Conta que, durante a campanha, para afrontá-lo, alguns repórteres compareciam às suas entrevistas ostentando broches do PT na lapela.

 

Na investigação que desaguou no impeachment de Collor, o petismo servia-se das denúncias da imprensa.

 

Na CPI do Collorgate, gente como José Dirceu e Aloizio Mercandante especializou-se em “vazar” para as manchetes dados sigilosos.

 

Súbito, Lula virou presidente. Passou de estilingue a vidraça. E começou a desancar a “mídia”. O “controle social dos meios de conunicação” virou um mantra do PT.

 

Nos últimos meses, em sua cruzada contra a “mídia”, Lula tomou de empréstimo uma metáfora que Nelson Rodrigues cunhara para se referir ao Brasil e aos brasileiros.

 

O cronista costumava dizer que o brasileiro sofre de “complexo de vira-lata”. Escrevia coisas assim:

 

“O brasileiro é um Narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a auto-estima”.

 

Inconformado com o pedaço da imprensa que tem a mania de imprensar, Lula passou a servir-se da máxima rodrigueana para atacar a “mídia”.

 

Lula ‘Nunca Antes’ da Silva passou a dizer que o Brasil é muito impopular nos jornais do Brasil. Só a imprensa estrangeira reconhece-lhe os feitos.

 

Passou a renegar o papel fiscalizador dos repórteres. Algo que o PT e ele próprio tanto exaltavam no passado.

 

Agora, como que habitados ao elogio fácil, Lula e o petismo abominam a crítica. Cultivam um modelo de imprensa em que não há espaço para apurações.

 

Desde que as manchetes expuseram o mensalão, em 2005, Lula e Cia. passaram a cultivar a certeza de que a “mídia” conspira contra o governo.

 

Nas últimas semanas, Lula passou a dizer que o noticiário exerce sobre o brasileiro um efeito deletério. Tonifica na alma dos patrícios o hábito da subordinação.

 

Conta uma história dos tempos em que presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Eis o episódio:

 

“Uma vez nos colocamos um carpete amarelo na minha sala. Carpetão, daquele bem grosso. O peão, quando trabalha na fábrica, o sapato dele enche de cavaco...”

 

“São lascas de ferro, que saem das máquinas. Quando o peão anda, se ele pisa num lugar limpo, vai ficando aquele rastro de óleo...”

 

“...Um dia, o cara chegou na minha sala e foi tirando o sapato. Eu disse: O é isso companheiro. E ele: ‘Oh, Lula, não vou sujar esse tapete de graça’...”

 

“...Eu falei: Mas foi você que pagou isso aqui, meu filho. Você não é sócio do sindicato? Então, entra. Se sujar a gente troca o carpete por outro melhor”.

 

Lula confunde a educação do peão com subordinação. Ora, se o sujeito ajudara a pagar o carpete amarelo, nada mais natural que quisesse conservá-lo.

 

Ao trocar o ambiente das fábricas pelos gabinetes carpetados de Brasília, Lula melhorou a qualidade dos sapatos.

 

Mas, no papel de peão de si mesmo, carrega sob a sola o “cavaco” liberado pela engrenagem que preside. São lascas de equívocos e malfeitos, não de ferro.

 

Manda a boa educação jornalística que os repórteres se esforcem para expor o rastro de cavacos. Em jogo, as verbas da Viúva, não mais o dinheiro do sindicato.

 

Lula agora prefere manter o carpete limpo. Quando não dá, compra um carpete novo. Ou, por outra, empurra a sujeira para debaixo do carpete.

 

Faxina? Nem pensar. É mais cômodo espinafrar a mídia.

Escrito por Josias de Souza às 19h59

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Jornal britânico diz que Lula deseja comandar a ONU

Domingos Tadeu/PR

 

O que Lula vai fazer da vida depois que passar a faixa presidencial ao sucessor, em janeiro de 2011?

 

A julgar por uma notícia veiculada pelo diário britânico “The Times”, Lula estaria tramando converter-se secretário-geral da ONU.

 

O mandato do atual ocupante da cadeira, Ban Ki-moon, expira no final de 2011. Daí a especulação.

 

O jornal escora a notícia em declarações de diplomatas cujos nomes são omitidos. Cita, de resto, Nicolas Sarkozy.

 

Diz que o presidente da França teria lançado o nome de Lula para a ONU numa reunião de cúpula do G20, em setembro.

 

Ouvido, o ‘chanceler do B’ Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, não admitiu o interesse do chefe. Tampouco refutou a idéia. Ao contrário:

 

“Ele [Lula] tem um grande interesse em questões internacionais, no processo de integração da América do Sul...”

 

“...Ele tem uma grande paixão pela África. Ele realmente quer fazer algo para ajudar a África”.

 

Se o boato virasse fato, Lula teria contra si a má vontade de dois países com peso para vetá-lo.

 

Grã-Bretanha e EUA torcem o nariz para as últimas desventuras internacionais do presidente brasileiro.

 

Afora o rebuliço causado pela aproximação de Lula com o Irã, o “The Times” atribui a Hillary Clinton um comentário desairoso sobre Oriente Médio.

 

A secretária de Estado norte-americana teria considerado as iniciativas de Lula para promover a paz entre judeus e palestinos como coisas “risivelmente ingênuas”.

 

Seja como for, a notícia que chega de Londres vai tonificar em Brasília o ciclo de meditações sobre qual será o pós-Lula do próprio Lula.

 

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Escrito por Josias de Souza às 07h55

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PSDB prepara uma festa de 2 mil pessoas para Serra

Sérgio Lima/Folha

 

Será em Brasília, no dia 10 de abril, um sábado, a pré-convenção em que o PSDB vai aclamar José Serra como seu candidato à sucessão de Lula.

 

Alugou-se um auditório no centro da Capital. Dispõe de cadeiras para 1.500 pessoas. Somando-se os que ficam em pé, acomoda uma platéia de 2.000.

 

Se vingarem os planos do tucanato, a proclamação da candidatura Serra será uma pajelança de casa cheia.

 

Reunirá, além da nata tucana, liderenças dos aliados já disponíveis: DEM e PPS. Deseja-se, além de ungir o candidato, passar a idéia de unidade.

 

O governador tucano de Minas, Aécio Neves, que programara sair em férias, adiou o descanso. E confirmou sua presença.

 

Aécio declara-se um “soldado” a serviço de Serra. Algo que o tucanato, grupo de amigos composto integralmente de inimigos, celebra.

 

Parte-se do pressuposto de que as relações Serra-Aécio, se mal administradas, podem custar a eleição. O passado desrecomenda o atrito.

 

O PSDB descera às urnas de 2002 (Serra) e de 2006 (Alckmin) trincado. Nas duas ocasiões, foi surrado por Lula.

 

Imagina-se que, reincidindo no erro, a principal legenda da oposição flertará, de novo, com o insucesso.

 

Servindo-se de outra lição extraída do passado, o PSDB decidiu reservar na pajelança pró-Serra um papel de destaque também para Fernando Henrique Cardoso.

 

Elabora-se, no momento, a lista de políticos com direito a microfone. Diz-se que a prerrogativa será concedida a poucos na “festa” do dia 10.

 

De antemão, Serra, Aécio e FHC frequentam a relação na condição de oradores naturais e compusórios.

 

Para fugir ao improviso, a direção do PSDB vai contratar, até a próxima terça (23), uma empresa especializada na organização de eventos.

 

A conta será espetada no fundo partidário. A legenda escora a decisão numa resolução do TSE.

 

O tribunal autorizou os partidos a usarem o fundo fornido com verbas públicas para o custeio de despesas de pré-campanha.

 

Decidiu-se, de resto, transmitir o evento, ao vivo, pela internet. Por que esperar até o dia 10 se José Serra deixará o governo de São Paulo no dia 2?

 

O PSDB alega-se que o adiamento foi, por assim dizer, imposto pela folhinha. Entre a saída de Serra do governo e a festa haverá a Semana Santa. Daí a postergação.

 

Depois que levar o nome de Serra à estrada, restará à oposição encontrar um discurso para rechear a carroceria da candidatura.

Escrito por Josias de Souza às 07h20

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Elio Gaspari: ‘Aerocracia adiou a multa pelos atrasos’

Baptistão

 

O repórter Elio Gaspari abre sua coluna deste domingo (21) com uma peça reveladora das madracarias aéreas do governo.

 

O texto demonstra como o ministro Nelson Jobim (Defesa) prometeu uma coisa, entregou outra e Solange Vieira, mandachuva da Anac, fez o oposto.

 

Vai abaixo o artigo, encontrável na edição da Folha:

 

 

“A ministra Dilma Rousseff precisa marcar um almoço com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Solange Vieira, para estudar a anarquia das medidas compensatórias oferecidas às vítimas dos atrasos das empresas aéreas. Há método nela: protege a aerocracia.

 

Em dezembro de 2007, em meio ao caos instalado nos aeroportos, Jobim deu uma espetaculosa entrevista anunciando um plano de ressarcimento para as vítimas de atrasos e cancelamentos.


Em três meses, entraria em vigor uma medida provisória determinando que a empresa indenizaria o passageiro de acordo com uma tabela progressiva que chegaria ao equivalente a 50% do valor do bilhete, caso o atraso fosse superior a cinco horas.

 

Se o voo fosse cancelado, a empresa indenizaria a vítima no equivalente ao dobro do valor do bilhete. Na ocasião, a doutora Solange chegou a prever o surgimento de ‘um mercado secundário dos créditos de atrasos’.


Passou o tempo e nada. A medida provisória foi desidratada numa minuta de projeto de lei, cuja tramitação no Congresso poderia levar anos. A tabela progressiva emagreceu e o teto baixou para 20% do valor do bilhete. Sumiu a indenização pelo cancelamento.


No último dia 12, dois anos depois do anúncio de Jobim, Nosso Guia mandou ao Congresso outro projeto, prevendo uma indenização de 50% do valor da passagem para os casos de cancelamento inadvertido, overbooking ou atraso superior a duas horas em voos curtos e quatro horas nos longos.

 

(Um projeto que tramita no Congresso desde 2004 é muito mais rigoroso, talvez até exagerado, e, para o caso de overbooking, prevê uma indenização no valor da passagem).


Três dias depois, a Anac, onde a doutora Solange acha que o ressarcimento é um problema para ser levado aos Procons, e não à agência, soltou uma resolução ao gosto das empresas.

 

Se o atraso levar o passageiro a desistir da viagem, ele terá direito ao reembolso do que já pagou. Indenização, nem pensar. Se a vítima veio de outra cidade para embarcar numa conexão, ganha um bilhete de retorno e tchau. No caso de overbooking, a Anac diz que a vítima deve negociar com a empresa. Como? Virai-vos.

 

Pelo que Jobim anunciou em dezembro de 2007, um passageiro que pagou R$ 323 por um voo Rio-Salvador e esperou três horas no aeroporto seria indenizado com R$ 48,45. Pela primeira minuta do projeto de lei, levaria R$ 32,30. Pelo projeto do dia 12, que entrará em vigor sabe-se lá quando, a indenização sobe para R$ 161,50. Pela resolução da Anac, que vigorará a partir de junho, não tem direito a nada.

 

A comissária Dilma precisa perguntar aos doutores Jobim e Solange Vieira quem fala sério.

 

-Em tempo: Ilustração via sítio do BaptistãoSiga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 06h34

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Clóvis Rossi: Serra aponta seu problema na eleição

  Folha
Com o brilho que lhe é próprio, o repórter Clóvis Rossi levou às páginas um artigo que resume o drama de José Serra.

 

Antes de chegar ao texto de Rossi, abra-se um parêntese.

 

No Brasil, duas evidências permitem a um presidente detectar a chegada da síndrome do fim do mandato:

 

1. De uma hora pra outra, o inquilino do Planalto começa a beber cafezinho frio.

 

2. De repente, o presidente se dá conta de que os aliados estão desembarcando.

 

Sob Lula, tudo acontece às avessas. O cafezinho que chega da copa queima-lhe a língua. Legendas como o PMDB o bajulam como nunca.

 

Se quiser desperdiçar a sua hora, basta à oposição passar a campanha martelando os defeitos da gestão Lula.

 

Pode levar ao caldeirão, por exemplo, a encrenca do descontrole nos gastos públicos. Ou a falta de reformas estruturais. Porém...

 

Porém, a platéia parece estar noutra. O velho e bom “choque de gestão” tucano não é mercadoria que faça sucesso na gôndola sucessória.

 

Para seduzir eleitores que dão a Lula índices de popularidade divinais, o tucanato terá de providenciar algo que se pareça com um sonho novo. Fecha parênteses.  

 

Retorne-se a Clóvis Rossi. No seu texto, disponível na Folha, o repórter enxerga na última entrevista de José Serra o drama eleitoral de José Serra. Leia abaixo:

 

 

 “Ao assumir sua candidatura à Presidência com aquele jeito José Serra de ser, o governador paulista disse o seguinte:

 

"O Lula fez dois mandatos, está terminando bem o governo. O que nós queremos para o Brasil? Que continue bem e até melhore".


Em três frases, Serra conseguiu, ao mesmo tempo, ser honesto na avaliação do governo do adversário, ser também óbvio e, por fim, definiu a imensa dificuldade que terá para vencer a disputa.


De fato, é muito difícil encontrar quem ache que Lula está terminando mal o governo.


Mas uma das principais características do mundo político é a oposição negar-se sempre a reconhecer os fatos quando os fatos são favoráveis ao governo. Serra não caiu nessa tentação.


O problema é o item seguinte, a torcida para que o Brasil "continue bem e até melhore". É o óbvio.

 

Salvo um ou outro tarado, não há nunca quem não queira que o país melhore. O problema para Serra será provar que ele é a pessoa indicada para fazer o Brasil melhorar.


Imagino que a massa de eleitores se fará a seguinte pergunta: se está bem com Lula, como admite até o candidato a candidato da oposição, para que mudar?


A resposta de Serra será (ou foi) esta: "Pesam as ideias, as propostas e o passado, o que cada um fez, como foi provado na vida pública".


Pode até ser que tais fatores pesem. Mas pouco. Vamos ser sinceros: ideias e propostas servem para debate entre especialistas.

 

A massa é guiada pela emoção e/ou pelo sentimento pessoal de cada qual. E o sentimento predominante, repito, é o tal ‘feel good factor’, o sentir-se bem que predomina na população/eleitorado.

Passado conta? Talvez. Mas pode contar contra também. Afinal, todas as pesquisas mostram que a maioria do eleitorado está hoje mais contente do que quando Serra fazia parte do governo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h09

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As manchetes des domingo

 

- Globo: Lula deixa para sucessor conta de R$ 35 bi do PAC

 

- Folha: Lula inaugura obras que voltam a ser canteiros

 

- Estadão: Bancos públicos lideram alta dos juros para o consumidor

 

- JB: Brincar também dá lucro

 

- Correio: Cerco aos sonegadores

 

- Veja: O psicótico e o Daime

 

- Época: O daime provocou o crime?

 

- IstoÉ: O avanço do exorcismo

 

- IstoÉ Dinheiro: Brasileiros globais

 

- CartaCapital: E que diria São Pedro?

 

- Exame: Sua empresa é pior do que você imagina

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h48

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Tucano escaldado!

Nani

Via blog do Nani. Siga o blog do Josias no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h39

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Governador Hartung desiste de concorrer ao Senado

Tido como nome fortíssimo para a eleição ao Senado, o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung (PMDB), desistiu de concorrer.

 

Comunicou, em discurso, que decidiu permanecer à frente do governo capixaba até o final do mandato, em 31 de dezembro.

 

Se optasse por disputar uma cadeira de senador, Hartung teria de deixar o cargo até o próximo dia 2 de abril.

 

"Renuncio a um projeto pessoal de disputar um novo mandato [de senador]. Faço esse gesto com serenidade e consciência republicana", disse ele.

 

A novidade chega num instante em que o Espírito Santo acaba de ser denunciado na ONU pelas condições subhumanas de suas prisões.

 

Chega, de resto, num momento em que Hartung se associa ao também governador Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, na guerra petroleira.

 

Primeiro e segundo maiores produtores de Petróleo do país, Rio e Espírito Santo se insurgem contra o projeto que redistribui os royalties da exploração das jazidas petrolíferas.

 

Hartung nega que as prisões e os royalties tenham influenciado na decisão de permanecer na cadeira de governador.

 

Invoca como justificativas para a desistência de disputar o Senado a  “convicção pessoal" e a "devoção à causa pública”.

 

Governador de segundo mandato, Hartung não pode mais concorrer ao mesmo cargo. Assim, ele como que se autoexclui da cena política.

 

Dedica-se agora a coordenar a própria sucessão. Deseja eleger o seu vice-governador, Ricardo Ferraço (PMDB).

 

Antes de desistir do Senado, esboçara uma parceria com o PT, que indicaria o vice na chapa de Ferraço.

 

O acerto passava pelo apoio de Hartung à candidatura do prefeito de Vitória, João Coser (PT), ao governo estadual na eleição de 2014.

 

A reviravolta provocada pelo anúncio de Hartung mandou os acertos ao telhado. A política local é sacudida agora por um leque de perguntas.

 

Eis a principal interrogação: Hartung não seria, ele próprio, candidato a retornar ao governo em 2014?

 

Embora seja amigo do presidenciável tucano José Serra, Hartung flerta com o apoio à candidatura petista de Dilma Rousseff. Manterá o flerte?

Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Em resposta a Serra, Dilma exalta ‘feitos’ da era Lula

De passagem por Santa Catarina, neste sábado (20), Dilma Rousseff respondeu a declarações de José Serra.

 

O presidenciável do PSDB dissera na véspera que o eleitor de 2010 deve comparar a trajetória dos candidatos, não de presidentes ou ex-presidentes.

 

Instada a comentar, a candidata do PT reincidiu na tática de cotejar a era petista de Lula à fase tucana de FHC.

 

Serra dissera que o eleitor fará "um juízo mais pessoal a respeito dos candidatos".

 

E Dilma: “Não costumo me manifestar sobre comparações. Principalmente em relação ao Serra. Não é só o projeto de governo [dos candidatos] que vai ser comparado...”

 

“...Nós podemos dizer o que fizemos [...]. Foram 12 milhões de empregos gerados [sob Lula] diante da inexistência disso na gestão anterior [de FHC]”.

 

Aferrada à tática plebiscitária urdida por Lula –Ontem X Hoje, Nós contra Eles—, Dilma empilhou os “benefícios” implementados no governo atual.

 

Mencionou: o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e os "milhões de empregos gerados no período".

 

Dilma foi a Santa Catarina para participar do Congresso em que o PT tornou oficial a candidatura da líder de Lula no Congresso, Ideli Salvatti, ao governo do Estado.

 

O repórter Roberto Azedo conta que Idelli foi recepcionar Dilma no aeroporto. Flutuaram até o local do Congresso partidário de helicóptero.

 

No percurso, senadora e ministra “brincaram” de cineastas. Uma filmou a outra. “Eu tô de Glauber Rocha hoje”, Ideli exagerou. Veja o resultado no vídeo lá do alto.

 

A militância presente ao Congresso petista recepcionou Dilma efusivamente: “Olêêêê, olêêêêé, olêêêê, Oláááááááá... Dilmáááááááá, Dilmááááááá...”.

 

Ao discursar, Ideli disse que faz parte de um projeto maior. Passa por sua eleição no Estado e pela ascenção de Dilma ao Planalto.

 

Depois, a senadora “despiu-se” da condição de Glauber Rocha. Na pele de um Zeca Pagodinho algo fora do tom, chamou Dilma ao púlpito:

 

“Deixa a Dilma nos levar, Dilma leva eu. Deixa a Dilma nos levar, Dilma Leva eu. Sou feliz e agradeço a tudo que ela fez”, cantou Ideli.

 

Dilma retribuiu com outra música: o velho parabéns pra você. Ideli fez aniversário de 58 anos há dois dias. Como se vê, tudo muito meigo.

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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No Oriente Médio, o pacificador; aqui, um Petropilatos

Escrito por Josias de Souza às 11h51

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Serra toca no twitter: ‘Quero botar meu bloco na rua’

José Serra deu “expediente” no twitter até por volta das quatro horas da madrugada deste sábado (20).

 

Antes de ir ao encontro do cobertor, pendurou no microblog uma canção que diz ter recebido de um leitor: Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio. Eis a letra:

 

 

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga
Que eu caí do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou

Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa, mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender


Eu, por mim, queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo, um grilo menos disso
É disso que eu preciso ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval...

Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Gingar, pra dar e vender

 

Serra inaugurara a noite num festejo familiar“Para os netos, quando a gente faz aniversário é como se fosse o aniversário deles: assopram a velinha, cortam o bolo, abrem os presentes...”

 

Depois, defronte do computador, esticou a celebração dos 68 anos na web: “Primeiro aniversário que comemoro no twitter. Estou impressionado. Vocês gostam de fazer uma festa... Que auê aqui hoje! Obrigado a todos”.

 

Aproveitou para realçar uma fama que convém ao candidato. A fama de trabalhador compulsivo: “Não parei hoje”, escreveu.

 

Enfileirou um rosário de notas sobre a agenda administrativa do dia: uma, duas, três, quatro, cinco.

 

Em seguida, anotou: “Ah, se alguém não viu minha entrevista ao Datena, tem aqui, dividida em quatro partes”.

 

Assim, como quem não quer nada, Serra remeteu seus “seguidores” à entrevista em que admitira, à tarde, a condição de candidato.

 

Antes da despedida, Serra cuidou de arrematar o lance“Após a entrevista, aprontaram comigo... E me mandaram esta música: Bloco na Rua, de Sérgio Sampaio (Calma, gente!)”.

 

Serra foi ao travesseiro deixando pra trás o refrão que, agora, parece dominar-lhe a alma: “Eu quero é botar meu bloco na rua”.

 

Entre os aliados de Serra viceja a turma do “há quem diga que eu dormi de touca/Que eu perdi a boca, que eu fugi da briga”.

 

O governador, na bica de trocar São Paulo pelo palanque, parece convencido de que ainda é tempo de envolver “todo mundo nesse carnaval”. Marcou o início do samba para 2 de abril.

Escrito por Josias de Souza às 07h29

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Sem Fogaça, PSDB endossa ‘recandidatura’ de Yeda

Valter Campanato/ABr

 

A direção nacional do PSDB decidiu encampar a candidatura reeleitoral da governadora tucana do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius.

 

Ela dividirá o palanque gaúcho com o virtual presidenciável da oposição, o também tucano José Serra.

 

A decisão foi tomada há dois dias, numa reunião reservada ocorrida em Porto Alegre. Participaram, além de Yeda, três dirigentes do PSDB federal.  

 

São eles: Sérgio Guerra (PE) e Marisa Serrano (MS), respectivamente presidente e vice-presidente da legenda; e Rodrigo de Castro, secretário-geral.

 

“A governadora está demonstrando que tem todas as condições de disputar a eleição”, disse ao blog o senador Sérgio Guerra.

 

Na última pesquisa feita pelo Datafolha, em dezembro do ano passado, Yeda era a lanterninha da disputa, com 5% das intenções de voto.

 

Às voltas com uma gestão tisnada por escândalos, a governadora estava atrás até mesmo do deputado Beto Albuquerque (PSB) –5% no Datafolha.

 

Perdia de longe também para os dois líderes da sondagem: Tarso Genro (PT) e José Fogaça (PMDB), empatados em 30%.

 

Segundo o presidente do PSDB, o partido dispõe de pesquisas que indicariam uma melhoria da situação de Yeda.

 

“Ela cresceu dez pontos nos últimos 40 dias”, diz o senador. Numa pesquisa telefônica, Yeda teria obtido 15%. Em sondagem presencial, 18%.

 

Nos subterrâneos, o tucanato negociava uma parceria com o pemedebê José Fogaça, prefeito de Porto Alegre. Porém...

 

Porém, embora simpático à candidatura presidencial de José Serra, Fogaça teve de dar meia-volta.

 

O prefeito estabeleceu como prioridade de sua campanha o fechamento de um acordo com o PDT gaúcho.

 

Fechado com a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT, impôs uma condição.

 

Para obter o apoio do governista PDT, Fogaça teria tomar distância dos tucanos e de Serra, o presidenciável da oposição.

 

Embora um pedaço expressivo do PMDB gaúcho prefira Serra a Dilma, Fogaça cedeu às pressões vindas de Brasília.

 

Assim, não restou ao PSDB senão abraçar-se ao projeto de Yeda. Um projeto que, no dizer de Sérgio Guerra, o o tucanato jamais cogitou abandonar.

 

Na reunião de dois dias atrás, o tucanato acertou o apoio do PP. Em Brasília, a legenda integra o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula.

 

No Rio Grande do Sul, o PP decidiu fazer um caminho inverso ao do PDT, associando-se a Yeda. Aguarda-se agora por uma decisão do DEM.

 

Parceiros do PSDB na campanha nacional de Serra, os ‘demos’ torcem o nariz para Yeda no Sul.

 

Paulo Feijó (DEM), o vice de Yeda, frequentou o noticiário dos escândalos que assediaram a governadora na condição de denunciante, não de aliado.

 

Em privado, Yeda argumenta que seu nome já não consta de nenhum procedimento derivado do inquérito que apura desvios de cerca de R$ 40 milhões no Detran-RS.

 

Alega que, alvejada por CPIs e por um pedido de impeachment, livrou-se também das complicações legislativas. Acha que tem chances de renovar o mandato.

 

O grosso do tucanato é mais cético do que a governadora. Associa-se a ela, porém, por ausência de alternativa.

 

O PSDB confia, de resto, que, a despeito da opção feita por José Fogaça, a maioria do eleitorado simpático ao PMDB vai votar em Serra, não em Dilma.

 

No Rio Grande do Sul, o PMDB é um rival histórico do PT. Na sucessão de 2006, o tucano Geraldo Alckmin prevaleceu sobre Lula no Estado.

 

Agora, o tucanato afirma que dispõe de pesquisas que indicariam uma dianteira de mais de dez pontos percentuais de Serra sobre Dilma, no Rio Grande do Sul.

 

Nesse cenário, o suporte a Yeda é visto como um detalhe que não irá comprometer o desempenho de Serra nas urnas gaúchas. A ver.

Escrito por Josias de Souza às 06h23

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Juiz do Rio bloqueia os bens de Valério e de outros 6

  Folha
O juiz Roberto Schulman, da 3ª Vara Federal Criminal do Rio, acatou denúncia do Ministério Público Federal contra sete envolvidos no escândalo do mensalão.

 

Entre os denunciados estão Marcos Valério, provedor das arcas cladestinas do PT; e o ex-procurador da Fazenda Nacional Glênio Sabbad Guedes.

 

Assina a denúncia o procurador da República Antonio do Passo Cabral. Ele acusou Glênio Guedes de receber verbas do chamado valerioduto.

 

Em troca, valia-se do cargo de procurador fazendário para favorecer bancos utilizados por Valério no escoamento das verbas que irrigaram o mensalão.

 

Além de Valério e Glênio, a denúncia que o magistrado Roberto Schulman aceitou acomoda outras cinco pessoas no banco dos réus.

 

A lista inclui Rogério Lanza Tolentino e José Roberto Moreira de Melo, sócios de Valério na empresa Tolentino & Melo Associados.

 

Inclui também o pai, a mãe e a companheira do ex-procurador Glênio: Ramon Prestes Guedes Moraes, Sami Sabbad Guedes e Cibele Gomes Gaicoia, respectivamente.

 

Ao acatar a denúncia, o juiz determinou, a pedido do Ministério Público, a “indisponibilidade” dos bens dos acusados.

 

A denúncia do Rio é um dos inúmeros “filhotes” do mensalão que correm nos Estados, à margem do processo-mãe, submetido ao crivo do STF.

 

O pedaço carioca da encrenca nasceu de investigações que apontaram incongruências nas declarações de Imposto de Renda de Glênio Guedes.

 

Verificou-se, segundo o Ministério Público, que o patrimônio do ex-procurador da Fazenda e de seus familiares sofrera uma “abrupta evolução”.

 

A anomalia já havia rendido a Glênio um processo administrativo na Corregedoria-Geral da União, que lhe custara o cargo de procurador.

 

Agora, a denúncia do Ministério Público Federal. Na peça, o procurador da República Antonio do Passo Cabral escreve:

 

1. “As evidências mostraram o aumento repentino do patrimônio dos réus sem justificativa se comparado com a renda declarada de cada um deles”.

 

2.  “[...] A obtenção de outras provas, inclusive com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e de dados telefônicos de alguns dos acusados, foi decisiva em revelar de forma consistente a conduta dos denunciados”.

 

3. Apuraram-se “atos de corrupção e tráfico de influência”, além de “lavagem de dinheiro” –uma "tentativa de ocultar e dissimular a origem ilícita dos recursos recebidos".

 

4. “O benefício individual de alguns dos acusados passou de R$ 1,5 milhão”.

 

5. “As decisões favoráveis aos bancos ligados ao mensalão fez com que cerca de R$ 10 milhões não entrassem nos cofres públicos”.

 

6. Foram canceladas, de resto, “sanções pessoalmente aplicadas aos diretores e gestores das instituições”.

 

Os detalhes da denúncia foram expostos em nota divulgada na última quinta (18) pela Procuradoria da República no Rio. O texto pode ser lido aqui.

 

Os acusados negam participação nos malfeitos. Recebida a denúncia, terão a oportunidade de exercer o seu direito de defesa no Judiciário.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h03

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Pré-sal: após Serra, Dilma reconhece direitos do Rio

 

- Folha: Serra assume candidatura com elogio ao governo Lula

 

- Estadão: Serra assume candidatura ao Planalto

 

- Correio: Câmara tem até 28 dias para eleger governador

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h48

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Lula 'Vírus da Paz' e Silva!

Aroeira

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Escrito por Josias de Souza às 03h39

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MPF diz que inquérito do mensalão não inclui Vaccari

  Sérgio Lima/Folha
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto não é mencionado no inquérito do mensalão, informa o Ministério Público Federal.

 

Em sua edição da semana passada, Veja anotara que o nome de Vaccari fora citado em depoimento do corretor Lúcio Bolonha Funaro.

 

Segundo a revista, Funaro dissera que Vaccari agenciava negócios nos fundos de pensão de estatais, mediante pagamento de propinas de 6% a 15%.

 

A Procuradoria da República divulgou, em São Paulo, nota a respeito do tema. Ijforma que Bolonha (na foto) é réu numa ação penal aberta em 2008.

 

Bolonha e o sócio dele, José Carlos Batista, respondem por formação quadrilha e outras 33 infrações relacionadas a lavagem de dinheiro.

 

Donos da corretora Garanhuns, os dois alvejaram a verba de má origem que Marcos Valério repassara ao PL (hoje PR), do ex-deputado Valdemar Costa Neto.

 

No total, a Garanhuns “lavou” R$ 6,5 milhões que a SMP&B, agência de publicidade de Valério, entregara ao PL.

 

A autora da ação é a procuradora da República Anamara Osório Silva. O processo corre “normalmente” na 2ª Vara Federal de São Paulo.

 

Na nota, a Procuradoria informa: “Não há nenhuma menção ao ex-presidente da Bancoop, João Vaccari Neto, atualmente tesoureiro do PT”.

 

O nome de Vaccari não aparece “na documentação remetida pela Procuradoria Geral da República a São Paulo, que embasou a denúncia”.

 

O tesoureiro do PT tampouco é mencionado “na acusação formal remetida à Justiça pelo MPF-SP”.

 

O PT apressou-se em levar ao seu portal na web um texto à sua página na web. Traz, ao final, manifestação de Francisco Campos, dirigente nacional da legenda:

 

“Essa é mais uma prova de que Veja mentiu novamente. O objetivo da revista é provocar uma guerra eleitoral visando desgatar o PT e prejudicar a campanha da companheira Dilma à Presidência".

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h32

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Paulo Maluf escala a lista de ‘procurados’ da Interpol

O deputado Paulo Maluf (PP-SP) tornou-se uma espécie de prisioneiro em seu próprio país.

 

Se viajar para o estrageiro, vai em cana.

 

A pedido da Justiça de Nova York, a Interpol inseriu o nome de Maluf na sua lista “vermelha” de procurados.

 

Significa dizer que, Maluf tocar os sapatos no solo de qualquer um dos 188 países conveniados à polícia internacional, será preso.

 

Responsável pelos dissabores jurídicos de Maluf, o promotor Silvio Marques, do Ministério Público de São Paulo, esclarece:

 

O deputado escalou a lista de caçados da Interpol a pedido do Grande Júri de Nova York. A solicitação fora feita no final do ano passado.

 

Em 2007, a Justiça dos EUA indiciara Maluf pelos crimes de “conspiração em 4º grau”: transferência de recursos de origem ilícita para instituições financeiras americanas e roubo de fundos públicos.

 

Acionada pelo Ministério Público brasileiro, a Promotoria em Nova York concluiu que Maluf usara casas bancárias da cidade para ocultar verbas desviadas em São Paulo.

 

Dos EUA, a grana migrou para contas nas Ilhas Jersey e na Suíça. Depois, parte da verba foi borrifada nos cofres da Eucatex, a empresa da família de Maluf.

 

Pelas contas do promotor Silvio Marques, a caixa registradora da Eucatex foi engordada com US$ 166 milhões de má origem.

 

Ao se tornar um procurado da Interpol, Maluf pode ser preso no Brasil? Não, eis a resposta. Por quê?

 

Embora o Brasil integre a Interpol, a Constituição impede a extradição de brasileiros natos. Ou seja, ainda que os EUA solicitassem, Maluf não seria extraditado.

 

E quanto à ação penal que corre no Brasil? Bem, depois que o eleitor de São Paulo concedeu a Maluf um mandato de deputadeo, a encrenca foi ao STF.

 

Encontra-se sob os cuidados do ministro Ricardo Lewandowski, que demora a julgar o caso.

 

Silvio Marques estima que, se o julgamento for tratado a golpes de barriga por mais um ano, os crimes atribuídos a Maluf vão prescrever.

 

A assessoria jurírica de Maluf diz que a inclusão do nome dele na lista de Interpol é "uma ilegalidade”.

 

Alega que a promotoria de Nova York “afronta a soberania do Brasil e do Congresso". Em nota, os defensores do deputado recorreram a uma comparação:

 

"Seria o mesmo que um promotor de Justiça estadual de qualquer Estado brasileiro, a exemplo do que fez a promotoria do Estado de Nova York, enviar à Polícia internacional o nome de um parlamentar norte-americano proibindo-o de viajar sob pena de prisão".

 

Maluf contratou um advogado em Nova York. Protocolou um recurso no mês passado. Tenta-se anular o pedido que fez do deputado um caçado internacional.

 

Afronta à soberania e ao Congresso? Depende do ponto de vista. O contribuinte de São Paulo talvez cultive outro tipo de sentimento. O sentimento da vingança.

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Serra leva o nariz para fora do armário: ‘Falta pouco’

 

Já não há na praça quem duvide da candidatura presidencial de José Serra. Mas o governador, caprichoso, prolonga o suspense.

 

Pois bem, nesta sexta (19), em conversa com o apresentador Datena, da Band, Serra pôs a ponta do nariz de candidato pra fora do armário.

 

Disse: "Não, eu num tô negando. Apenas tô dizendo que nesse momento, enquanto eu estiver no governo, não vou fazer campanha, só isso”.

 

Seguiu-se o seguinte diálogo:

 

Acho que o sr. já devia falar como candidato porque senão a Dilma cresce mais nas pesquisas.

Eu acho que vai ter muito tempo pela frente, esse efeito vai passar. Faltam poucos dias.

Quantos dias o sr. deve lançar a candidatura?

Ah, no começo de abril.

No começo de abril. Tá definido então?

Tá.

 

Mais tarde, instado a definir melho a coisa, Serra disse coisa menos definitiva: "Não fui eu quem disse [que serei candidato], foi o Datena quem disse".

 

Estratégia? Pode ser. Mas a demora é tanta que já tem gente na oposição avaliando que Serra virou o candidato mais cotado para tornar Dilma Rousseff presidente.

Escrito por Josias de Souza às 17h10

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PMDB usa programa para fugir à fama de fisiologista

Lula Marques/Folha

Para fugir à fama de fisiológico, PMDB tenta se firmar como legenda de 'programa' 

 

As últimas pesquisas prenunciam uma disputa presidencial renhida, de resultado imprevisível. Porém...

 

Porém, algo já se pode prever: vença José Serra ou prevaleça Dilma Rousseff, o PMDB terá cargos no novo governo.

 

A movimentação do PMDB na cena política do Brasil redemocratizado expõe um rastro de fisiologia.

 

A má fama converteu a legenda em piada. Uma delas, embora velha, é reiterada a cada eleição.

 

Diz-se no Congresso que, em meio às dúvidas que permeiam todas as sucessões, há uma certeza imutável: o líder do futuro governo será Romero Jucá.

 

Jucá foi líder de Fernando Henrique Cardoso. Hoje, lidera a bancada que orbita ao redor de Lula.

 

Numa tentativa de se livrar da pecha, o PMDB decidiu pôr suas idéias no papel. Deseja firmar-se como uma legenda de programa (sem trocadilho).

 

Munido da peça, planeja negociar o apoio a uma candidatura presidencial. Os cargos iriam à mesa como coisa  "acessória".

 

Nesta quinta (18), o partido realizou a primeira reunião do grupo que vai deitar o programa sobre o papel.

 

Sob a presidência de Michel Temer (SP), candidato a vice na chapa de Dilma Rousseff, juntou-se gente com idéias distintas das do PT.

 

O grupo inclui o presidente do BC, Henrique Meirelles; o ministro Nelson Jobim (Defesa), o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger...

 

...O líder na Câmara, Henrique Eduardo Alves; um diretor da CEF, Wellington Moreira Franco; e o presidente da Fundação Ulysses Guimarães, deputado Eliseu Padilha.

 

O repórter ouviu três participantes do grupo. Juntando-se as idéias que lhes ocupam os neurônios pode-se concluir que produzirão um texto de arrepiar o petismo.

 

Na economia, o PMDB deseja fortalecer o mercado, não o Estado. Prega a retomada de reformas negligenciadas sob Lula. A Previdenciária, por exemplo.

 

O partido torce o nariz para uma proposta que caiu nas graças de Lula e Dilma: a recriação da Telebras.

 

Advoga o fortalecimento das agências regulatórias, hoje aparelhadas pelo petismo.

 

Dá de ombros, de resto, para um documento que o PT consagrou no Congresso que realizou, em Brasília, no mês passado: o Plano Nacional de Direitos Humanos.

 

Fechado com Dilma, Michel Temer diz que a celebração do casamento PMDB-PT terá de ser precedida por uma “fusão” de programas.

 

Mas nem só de partidários de Dilma é feito o grupo destacado para formular o programa do PMDB.

 

O gaúcho Eliseu Padilha, por exemplo, ex-ministro dos Transportes de FHC, prefere que a legenda se associe à candidatura do tucano José Serra.

 

Amigo de Serra, o ministro Nelson Jobim não diz em público, mas também soltaria fogos se o PMDB caísse no colo de Serra.

 

Padilha e Jobim integram uma minoria. O mais provável é que o grupo pró-Dilma prevaleça na convenção, marcada para junho.

 

Mas o programa do partido será multiuso. Se Serra vencer, vai à mesa também na negociação do apoio ao futuro governo tucano.

 

O PMDB se autoimpôs um calendário. A primeira versão do programa ficará pronta em 15 de abril. Correrá de mão em mão.

 

Recolhidas as sugestões de ajuste, um segundo texto virá à luz até o fim de abril. Será levado a voto num megaencontro marcado para 8 de maio.

 

Começa, então, a batalha para temperar a plataforma esquerdista que o PT entregou a Dilma com os condimentos de centro que agradam ao paladar do PMDB.

 

Afora o catecismo econômico comum (respeito às metas fiscal, cambial e de inflação), há dúvidas quanto às propostas que Dilma aceitará encampar. De concreto, apenas duas certezas:

 

1. O líder do próximo governo será o pemedebê Romero Jucá.

 

2. Seja qual for o eleito, o PMDB terá cargos na Esplanada. Muitos cargos.

Escrito por Josias de Souza às 05h39

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Mercadante leva à web vídeo que TRE proibiu na TV

Na bica de migrar do palanque de senador para o de candidato ao governo de São Paulo, o petê Aloizio Mercadante transformou a web em arma de campanha.

 

Na noite passada, Mercadante pendurou no microblog um par de notas. Na primeira, reclamou:

 

“A oposição, mais uma vez, usa a Justiça para interditar o debate político e impede a veiculação de minha fala no programa de TV do PT”.

 

Na segunda, direcionou o internauta para o vídeo reproduzido aí no alto.

 

Justificou: “Estou usando a emenda que aprovei na lei eleitoral de liberdade na internet para assegurar a minha liberdade de expressão”.

 

Seguidor de Mercadante no twitter, o grão-tucano Arthur Virgílio (AM) enxergou nas notas do colega uma janela aberta para a ironia.

 

O rol de qualidades que os colegas de Senado enxergam em Mercadante não inclui a humildade.

 

Diz-se que o nariz empinado do líder petista o impede de enxergar até mesmo a cor azulada do tapete que forra o piso do Senado.

 

Servindo-se da má fama, Virgílio animou-se a dirigir a Mercadante, em seu microblog, duas notas.

 

Numa anotou: “Seu problema não é mesmo a modéstia: ‘Usando a lei que aprovei de liberdade na internet pra ter liberdade na internet’. Puxa...”

 

Noutra sapateou: “Merca, admite que eu e outros ajudamos pelo menos um pouquinho de nada, vai...rs”.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h33

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Depois multar Lula numa ação, TSE o absolve noutra

  Nelson Jr./TSE
O TSE transformou a Justiça, no seu ramo eleitoral, numa espécie de loteria togada.

 

Num intervalo de poucas horas, condenou e absolveu Lula em ações análogas.

 

No início da tarde desta quinta (18), veio à luz a notícia da condenação.

 

Em decisão individual, o ministro auxiliar Joelson Dias multou Lula em R$ 5 mil.

 

Considerou que o presidente fizera campanha ilegal para sua candidata, Dilma Rousseff, num pa©mício realizado no Rio, em maio de 2009.

 

No início de março, o mesmo Joelson havia inocentado Lula e Dilma de acusação semelhante, relacionada a um pa©lanque montado em Minas Gerais.

 

A oposição recorrera. E o caso escalara o plenário do TSE em 11 de março. Dois ministros –Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia—acompanharam Joelson.

 

Outros três –Felix Fischer, Fernando Gonçalves e Carlos Ayres Britto— dissentiram. Votaram pela imposição de multa de R$ 5 mil a Lula e Dilma.

 

Estabelecido o empate –três a três—, o ministro Marcelo Ribeiro pediu vista do processo. Queria tempo para analisar a encrenca.

 

Pois bem, em sessão realizada na noite passada, Marcelo Ribeiro expôs o seu voto. Desempatou em favor do governo. E o processo foi ao arquivo.

 

No pa©lanque de Minas, Lula discursara na inauguração de uma barragem. Dissera que aceleraria o ritmo de inaugração de obras. Por quê?

 

Alegara que, depois que virasse candidata, Dilma não poderia mais acompanhá-lo nas pajelanças inauguratórias.

 

Na sessão do dia 11, Ayres Britto, presidente do TSE, condenara o uso de atos supostamente administrativos para fins eleitorais:

 

“A deflagração de propaganda eleitoral antecipada comparece inevitavelmente como elemento de perturbação ao funcionamento da máquina administrativa...”

 

“...Antecipa as coisas sem a menor necessidade porque desvia as atenções do governante para a necessidade de fazer o seu sucessor”.

 

Na na sessão noturna desta quinta (18), Marcelo Ribeiro disse que faltou, no evento de Minas, “um requisito essencial para a configuração de propaganda antecipada: a menção direta ou indireta ao candidato”.

Ayres Britto disse que o voto do colega foi “técnico”. Mas, perfilando entre os vencidos, manteve a posição que manifestara na sessão anterior:

 

“Na medida em que se faz de inauguração de obra pretexto para no fundo realizar um comício em prol dessa ou daquela candidatura, isso opera como elemento de  perturbação no funcionamento da máquina, desequilibra o jogo eleitoral...”

 

“...A competição perde o seu necessário equilíbrio de forças, e o princípio da impessoalidade fica sensivelmente abalado”.

 

Logo, logo o plenário do TSE terá de se pronunciar também sobre outra ação, aquela em que o ministro Joelson optou por multar Lula.

 

A Advogacia-Geral da União já anunciou que vai recorrer. O recurso levará o caso ao plenário.

 

Há, de resto, mais quatro ações pendentes de julgamento. Em todas elas a oposição acusa Lula e Dilma de fazerem campanha extemporânea.

 

O placar desta quinta –quatro a três pela absolvição— autoriza uma conclusão e desautoriza as previsões.

 

Pode-se concluir que, em matéria de campanha fora de época, a Justiça Eleitoral está irremediavelmente dividida. O ritmo de loteria torna os julgamentos imprevisíveis.

 

De concreto, por ora, apenas a impressão de que a Justiça Eleitoral, além de cega, equilibra-se numa balança desregulada e segura uma espada sem fio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h00

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Problema do pré-sal é do Congresso, diz Lula

 

- Folha: Acerto entre empreiteiras envolveu até prédio da PF

 

- Estadão: Arrecadação sobe, mas governo decide bloquear verbas

 

- Correio: STJ nega prisão em hospital a Arruda

 

- Valor: STJ limita planejamento fiscal nas incorporações

 

- Jornal do Commercio: Enem aprovou 38% de forasteiros no Estado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Verbo tóxico!

Duke

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Escrito por Josias de Souza às 02h58

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MPF pede prorrogação do inquérito do panetonegate

Responsável pelo inquérito do panetonegate, a subprocuradora-geral da República Raquel Dodge endereçou um ofício ao STJ.

 

No texto, Raquel solicitou a prorrogação do prazo da investoigação por 30 dias. O pedido foi à mesa do ministro Fernando Gonçalves.

 

Caberá a ele, como relator do processo que corre no STJ, decidir se o inquérito deve ou não ser esticado.

 

1. Há perícias queee, embora solicitadas, ainda não foram feitas.

 

2. Há depoimento de testemunhas ainda por realizar.

 

3. Há também a necessidade de realizar novas “diligências investigatórias”. Coisa necessária à elucidação de indícios surgidos em documentos e computadores apreendidos em batidas feitas pela PF em fevereiro e março de 2010.

 

Datado de 12 de março, só nesta quinta (18), o pedido de Raquel Dodge veio à luz. A expectatica é a de que o ministro Fernando Gonçalvez o defira.

 

Concluída a fase de investigação, o Ministério Público deve requerer ao STJ o relaxamento da prisão do governador cassado José Roberto Arruda (ex-DEM).

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do ofício de Raquel Dodge.

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Escrito por Josias de Souza às 18h27

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TSE multa Lula por fazer campanha ilegal ‘pró-Dilma’

A platéia já se havia resignado. Rendera-se às evidências. O TSE parecia ter dado a Lula uma licença para exorbitar.

 

A oposição ajuizara uma dezena de reclamações contra Lula e a candidata dele, Dilma Roussef. Rumavam, uma após a outra, para o arquivo.

 

Súbito, já rendido à evidência de que não nascera para assistir à cura da cegueira da Justiça Eleitoral, o brasileiro é sacudido por uma novidade.

 

Joelson Dias, ministro auxiliar do TSE, decidiu impor uma multa a Lula –espanto, surpresa, pasmo, estupefação!

 

Submetida à notícia, a platéia perde a paz, o sossego, o diabo. Ninguém mais toma café, almoça ou janta. O tempo é pouco para admirar o ocorrido

 

Suspendam-se os partos, os velórios e as bodas. Nenhum acontecimento vale um espirro do ministro Joelson.

 

O magistrado deu bom dia à lógica ao folhear uma das inúmeras representações da oposição. Refere-se a um pa©mício ocorrido no Rio, em maio do ano passado.

 

Além do papelório, o PSDB levou aos autos uma fita. Joelson assistiu. Um trecho chamou-lhe a atenção (confira lá no alto).

 

Empoleirado no pa©lanque, Dilma a tiracolo, Lula discursa: “Esse país pode ser diferente, se a gente aprender a não eleger mais vigarista”.

 

Mais adiante, a claque põe-se a gritar: “Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma, Dilma...”

 

E o presidente, tentando disfarçar a condição de cabo-eleitoral: “O Lula não falou em campanha política. Vocês é que se meteram a gritar um nome aí”.

 

A audiência não se dá por achada: "Dilma, Dilma, Dilma..." E Lula: “Eu espero que a profecia que diz que a voz do povo é a voz de Deus esteja correta nesse momento”.

 

Para o ministro Joelson, ao recorrer ao lero-lero da profecia, Lula “acabou realçando a futura candidatura”.

 

Foi “essa a peculiaridade" que levou o ministro a “concluir pela ocorrência de propaganda eleitoral antecipada".

 

Joelson livrou a cara de Dilma. Quanto a Lula, impôs o pagamento de multa de R$ 5 mil. Mixaria, considerando-se que o valor poderia roçar os R$ 50 mil. Releve-se.

 

No momento, importa mais o gesto do que a cifra. Antes, imaginava-se: Generalizando-se a perversão talvez se restabeleça a justiça.

 

Agora, tem-se a impressão de que a Justiça, embora cega, pode ter achado a lente de contato.

 

O Advogado-geral da União, Luis Inácio Adams, mandou dizer que vai recorrer da decisão do ministro. Algo quie levará a encrenca ao plenário do TSE.

 

Aqui, outra anomalia tida por normal. Em vez de ser defendido por advogado remunerado pelo PT, Lula se fará representar pela Advocacia da União.

 

Dito de outro modo: o presidente converte ato administrativo em comício, faz campanha ilegal e ainda retira do bolso da bugrada o dinheiro para o advogado.

Escrito por Josias de Souza às 17h53

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Dirceu: ‘A mídia não elege mais presidente no Brasil’

José Dirceu fez aniversário na última terça (16). Festejou a chegada dos 64 em Brasília, rodeado amigos e poderosos.

 

A certa altura, dicursou. Falou dos assuntos de praxe: PT e eleição; mídia e perseguição. Disse coisas assim

 

“Há uma manobra diversionista contra nós, mas não vamos nos desviar do nosso objetivo...”

 

“...Em 2002 e 2006 nós elegemos Lula e agora vamos eleger a continuidade do nosso projeto, que é a Dilma. A mídia não elege mais presidente no Brasil”.

 

Dilma Rousseff não deu as caras. Tinha outro compromisso. Um jantar com o pedaço do PTB que lhe devota simpatia. Deu-se na casa do líder Gim Argelo (PTB-DF).

 

Durante o repasto, coube ao senador Fernando Collor (PTB-AL) a intervenção mais efusiva. Disse que presidente como Lula o país não via desde Getúlio Vargas.

 

Ex-perseguido político do petismo, Collor como que ecoou Dirceu, um grão-petê que, no passado, plantava despachos de macumba contra ele nas encruzilhadas da mídia.

 

“O Brasil pode atravessar uma quadra de prosperidade de dez anos", vaticinou Collor. "Basta elegermos a Dilma. É fundamental”.

 

Como se vê, na Brasília dos dias que correm, o político coerente é um cadáver mal informado. Como não sabe que morreu, nunca é o que parece. Sobretudo quando parece o que é.

Escrito por Josias de Souza às 07h20

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Em dia de Ibope aguado, Serra ouve Águas de Março

José Serra pendurou no microblog, na noite passada, a seguinte nota: “Neste 17 de março, Elis Regina faria 65 anos...”

 

“...Aqui, a interpretação mais que perfeita de Águas de Março”. Ele remete para o vídeo reproduzido aí no alto. Começa assim:

 

“É pau, é pedra, é o fim do caminho/É um resto de toco, é um pouco sozinho/É um caco de vidro, é a vida, é o sol/É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol...”

 

Mais cedo, a web fora inundada pelos números do Ibope. Puxada pela correnteza Lula, Dilma Rousseff já respinga sua viabilidade na nuca do rival.

 

“É madeira de vento, tombo da ribanceira/É o mistério profundo, é o queira ou não queira/É o vento ventando, é o fim da ladeira...”

 

De 17%, Dilma ascendeu à casa dos 30%. De 38%, Serra escorregou para 35%.

 

“É o pé, é o chão, é a marcha estradeira/Passarinho na mão, pedra de atiradeira/É uma ave no céu, é uma ave no chão...”

 

De passagem por São Paulo, Nárcio Rodrigues, o presidente do PSDB-MG, entregou a Serra uma mensagem de Aécio Neves: conte com Minas.

 

"É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã/É um belo horizonte, é uma febre terçã...”

 

Em viagem aos Estados do Sul, Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, tenta ajeitar os palanques. Preve-se para 4 de abril a saída do quase-candidato do armário.

 

“Pau, pedra, fim, caminho/Resto, toco, pouco, sozinho/Caco, vidro, vida, sol, noite, morte, laço, anzol...”

 

No pano de fundo da campanha, uma atmosfera de borrasca. Nos céus de São Paulo, um prenúncio de estiagem.

 

“São as águas de março fechando o verão/É a promessa de vida no teu coração”.

 

O barulhinho que você ouve ao fundo não é o som da chuva. É o ruído do Tom Jobim se revirando no túmulo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h00

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Estado é obrigado a custear remédios caros, diz STF

 

Em decisão unânime, o STF reconheceu o direito dos brasileiros de recorrer ao Judiciário para obter remédios e tratamentos sonegados pelo SUS.

 

Mais: deliberou-se que é obrigação do Estado custear remédios e tratamentos de alto custo a portadores de doenças graves.

 

O tribunal manteve de pé nove liminares concedidas a pacientes. A União e os Estados afetados pediam que fossem revogadas.

 

O relator do processo foi Gilmar Mendes. O voto dele foi acompanhado por todos os demais ministros.

 

Ficou assentado que, excetuando-se os tratamentos experimentais, cuja eficácia ainda não tenha sido atestada, o Estado é obrigado a atender às demandas da clientela.

 

Eis o que anotou Gilmar Mendes“O direito à saúde representa um pressuposto de quase todos os demais direitos...”

 

“...É essencial que se preserve esse estado de bem-estar físico e psíquico em favor da população, que é titular desse direito público subjetivo de estatura constitucional”.

 

Um dos casos analisados envolve uma paciente de 21 anos. Mora em Fortaleza (CE). É portadora de patologia rara: Niemann-Pick Tipo C.

 

Os médicos receitaram uma droga chamada Zavesca. O SUS negou-se a fornecer. E a família da moça pediu socorro ao Judiciário.

 

Alegou que não tinha condições de bancar o tratamento, estimado em R$ 52 mil por mês. Obrigado a fornecer o remédio, o governo recorreu.

 

Argumentou que a eficácia do Zavesca era coisa ainda pendente de aferição científica. De resto, a droga não dispunha de registro na Anvisa.

 

Gilmar Mendes disse que, de fato, na época em que a ação começara a tramitar, o Zavesca não possuía registro. O ministro fez, porém, uma visita ao sítio da Anvisa na Web.

 

Constatou que, hoje, o medicamento já consta da lista de drogas registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

 

Porém, embora comercializado legalmente no Brasil, o Zavesca não foi incluído nos protocolos e diretrizes terapêuticas do SUS.

 

O ministro anotou: “Há necessidade de revisão periódica dos protocolos existentes e de elaboração de novos protocolos...”

 

“...Não se pode afirmar que os protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas dos SUS são inquestionáveis, o que permite sua contestação judicial”.

 

Afora as informações disponíveis no processo, Gilmar serviu-se de dados recolhidos em audiência pública promovida pelo STF em abril do ano passado.

 

Fora a debate a crescente “judicialização” da saúde no Brasil. Um fenômeno que, segundo o governo, afeta o equilíbrio do orçamento do SUS.

 

Levada aos tribunais, a encrenca costuma desaguar no STF. Gilmar informou que há na presidência do Supremo “diversos pedidos” de suspensão de condenações.

 

Envolvem “o fornecimento de remédios, suplementos alimentares, órteses e próteses...”

 

Tratam da “...criação de vagas de UTIs e de leitos hospitalares, realização de cirurgias e exames, custeio de tratamento fora do domicílio e inclusive no exterior”.

 

Ao indeferir os nove recursos ajuizados pelo Estado, o STF sinalizou: desatendida nos guichês do SUS, a platéia deve, sim, recorrer ao Judiciário.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do voto de Gilmar, acompanhado pelos demais ministros.

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Escrito por Josias de Souza às 04h40

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Petróleo une o Rio

 

- Estadão: Lula ajuda se pedir ao Irã que se afaste do Hamas, diz Abbas

 

- JB: União pelo Rio: Com o Rio até debaixo d’água

 

- Correio: Câmara apressa eleição indireta

 

- Valor: Depósito compulsório eleva as taxas de CDBs

 

- Estado de Minas: Casos de dengue sobem 61% em BH

 

- Jornal do Commercio: Assassinato da alemã: Quarto suspeito preso confessa participação

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

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Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Lamento que Ele se deixe crucificar!

Benett

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Escrito por Josias de Souza às 02h52

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PT veta na Câmara moção de apoio a presos de Cuba

Sérgio Lima/Folha

 

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) submeteu ao plenário uma moção de solidariedade aos presos políticos de Cuba.

 

Curto e objetivo, o texto anota: “A Câmara manifesta moção de irrestrito apoio e solidariedade aos presos políticos que em Cuba lutam pela liberdade e democracia”.

 

Temer abriu os microfones para que os líderes pudessem encaminhar a votação. Deu-se, então, o inusitado. O PT pegou em lanças contra a moção.

 

Discursando em nome da liderança petista, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) atacou o autor do requerimento, Jair Bolsonaro (PP-RJ).

 

Referindo-se ao passado de Bolsonaro, militar da reserva do Exército, conhecido pelo apoio à ditadura, Valverde disse:

 

“Causa-nos estranheza que, quem protocolou essa moção, no passado defendeu a ditadura. Pela incoerência, somos contrários”.

 

Temer tentou contemporizar. Disse que o texto, em sua versão original, propunha “uma moção de apoio mais vigorosa”.

 

Esclareceu que, a pedido da presidência da Câmara, Bolsonaro negociara com líderes partidários e enxugara a moção.

 

O petista Valverde não se deu por achado: “Boa parte dessas informações não provem de fonte segura, mas de opositores do regime cubano...”

 

“...a crítica não vem da sociedade cubana, mas daqueles que resistem ao regime, financiados pelos EUA”.

 

Estabeleceu-se em plenário uma atmosfera de polêmica. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foi ao microfone:

 

“Ficar contra essa moção é o mesmo que dizer que é contra a liberdade e a democracia. Só o PT teve coragem de assumir essa posição”.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, Temer deu meia-volta. Suspendeu a votação. Informou que levaria o texto da moção a uma reunião com os líderes.

 

Comprometeu-se a devolver o tema ao plenário na próxima terça (23). Líder do PSDB, o deputado João Almeida (BA) interveio.

 

Lembrou a Temer que, por orientação da presidência, os líderes já haviam negociado o texto. “Reflete a posição da maioria”, disse.

 

Almeida acrescentou: “É impossível fazer uma moção em termos mais brandos do que essa. Sob pena de expressar uma posição vacilante, inadmissível...”

 

“...Ao atacar o deputado Bolsonaro, o PT parece não acreditar na conversão dos homens. Isso não é argumento”.

 

Temer recusou-se a voltar atrás: “Já fiz declarações públicas, em nome da Câmara, de solidariedade a todos os que lutam por liberdades no mundo...”

 

“...Mas o meu dever é manter unidade no plenário. Vou levar a matéria aos líderes para tentarmos chegar a um texto comum. Se não houver, trarei a moção ao plenário”.

 

A despeito do adiamento da votação, o deputado Nilson Mourão (PT-AC) não se conteve:

 

“Todo esse interesse da oposição em debater Cuba tem o objetivo de combater o presidente Lula...”

 

“...Ele está no Oriente Médio, procurando construir a paz no mundo. Alguns parlamentares querem deformar o debate...”

 

“...Por que não incluem na moção o fim do embargo a Cuba e o fim da base militar de Guantânamo? Cuba está construindo o seu país. Vamos construir o nosso”.

 

O argumento de Mourão, por ridículo, não fica em pé. No debate sobre Cuba, Lula dispensa desmoralizou-se por conta própria. Não precisou da oposição.

 

Ao se contrapor à moção de teor anódino, o PT vai no mesmo caminho.

Escrito por Josias de Souza às 21h11

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Presas em Cuba 30 mães e mulheres de ‘dissidentes’

  O Grito/Edvarde Munch
A ditadura cubana, por esclerosada, já não controla a atrofia das circunvoluções cerebrais de seus líderes.

 

Nesta quarta (17), um grupo que se autodenomina “Damas de Branco” animou-se a ganhar o meio-fio.

 

Em protesto pacífico, cerca de 30 mães e mulheres de dissidentes cubanos pediam a libertação de 50 presos de consciência.

 

Não foram atendidas. Pior: acabaram, elas próprias, na cadeia. A polícia cubana deteve todas elas.

 

Como se vê, até para exercitar o totalitarismo, o regime dos irmãos Raúl e Fidel Castro é incompetente. Mas, como diz Lula, é preciso "respeitar" o governo de Cuba.

Escrito por Josias de Souza às 20h21

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Câmara aprova eleição indireta de governador no DF

Carlos Gandra/Divulgação

 

Menos de 24 horas depois de o TRE-DF ter cassado o mandato do governador preso José Roberto Arruda (ex-DEM), a escolha do substituto começou a ser preparada.

 

A Câmara do DF aprovou, por unanimidade, um ajuste na Lei Orgânica da Capital, uma espécie de constituição local.

 

Previa que, vagando-se os cargos de governador e de vice, assumiria o presidente da Câmara. Porém...

 

Porém, a Constituição federal, que se sobrepõe à Lei Orgânica, prevê a realização, em 30 dias, de eleição indireta.

 

Em votação relâmpago, os deputados distritais ajustaram a legislação do DF à Constituição. Presentes, 19 parlamentares. Todos votaram a favor.

 

Para que comece a vigorar, a emenda ainda precisa ser votada em segundo turno. Algo que deve ocorrer em dez dias.

 

Nesse meio tempo, a Câmara aguarda pelo julgamento do recurso que a defesa de Arruda promete protocolar no TSE.

 

Confirmando-se a cassação, os deputados terão 30 dias para escolher o novo governador.

 

Por ora, permanece no leme o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR). Ele responde interinamente pelo governo desde 25 de fevereiro.

Escrito por Josias de Souza às 19h29

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Oposição aprova audiência sobre Bancoop no Senado

  Márcia Kalume/Ag.Senado
Em manobra realizada nesta quarta (17), a oposição aprovou dois requerimentos relacionados ao caso Bancoop.

 

Deu-se na Comissão de Direitos Humanos do Senado. O primeiro requerimento prevê a inquirição de três personagens:

 

1. José Carlos Blat, promotor do Ministério Público de São Paulo. É ele o responsável pelo inquérito que investiga a Bancoop.

 

2. João Vaccari Neto, tesoureiro do PT e ex-presidente da Bancoop.

 

3. Lucio Funaro, corretor do mercado financeiro, que, em depoimento à Procuradoria-geral da República, acusou Vaccari de intermediar negócios nos Fundos de Pensão de estatais, mediante pagamento de propinas de 6% a 15%. Dinheiro supostamente carreado para o mensalão. Funaro disse que se reuniu com Vaccari na sede da Bancoop. 

 

O segundo requerimento prevê a formação de um grupo de senadores para visitar, em São Paulo, os “esqueletos” de prédios de apartamentos que a Bancoop prometera entregar aos seus cooperados.

 

Para arrastar o escândalo da Bancoop para dentro do Senado, a oposição valeu-se de uma manobra urdida na véspera.

 

Pela manhã, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) apresentou o requerimento de convocação dos protagonistas do caso na Comissão de Justiça.

 

Ali, a bancada do governo estava a postos. E derrotou o requerimento. Simultaneamente, a oposição levou à encrenca à Comissão de Direitos Humanos.

 

Nesse front, o governo, desavisado, era representado por um mísero “soldado”: Paulo Paim (PT-RS).

 

A oposição cerrou fileiras. E os requerimentos passaram lisamente, em votação simbólica.

 

A Comissão de Direitos Humanos, que PSDB e DEM converteram em trincheira, é presidida pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

 

A sessão estava inicialmente marcada para quinta (18). Mas tucanos e ‘demos’ foram a Cristovam.

 

Informaram que um grupo de cerca de 30 cooperados lesados pela Bancoop viriam ao Senado nesta quarta.

 

Sugeriu-se a Cristovam que os visitantes fossem ouvidos em audiência pública da comissão. O senador assentiu.

 

Em depoimentos dramáticos, um deles entrecortado por lágrimas, os cooperados pediram a intervenção dos senadores.

 

E a oposição, servindo-se de requerimentos preparados na véspera, deu o bote, aprovando-os.

 

Blat, Vaccari e Funaro foram convidados, não convocados. Podem comparecer ou não.

 

Pelo menos o promotor deve dar as caras. Reproduzirá na comissão uma acusação que já levou às manchetes:

 

A Bancoop converteu-se numa “quadrilha”, diz Blat. Verbas da cooperativa habitacional foram desviadas para campanhas do PT, ele afirma.

 

Se Vaccari optar por não comparecer, deixará a si próprio e ao PT sem defesa.

Escrito por Josias de Souza às 18h19

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Ibope: Serra, 35%, ‘ainda’ na frente de Dilma, 30%

Reuters

 

Antes de expor os dados, convém ambientar a cena. Recorra-se a uma imagem, digamos, molhada: noite de tempestade.

 

Ventania. Começa mansa. Intensifica-se. Fica forte. Muito forte. Fortíssima. De manhã, cedinho, o sujeito vai à janela.

 

Percebe que a rua está meio desarrumada. Tinha saído de sua pachorra. Decide conferir o quintal.

 

No caminho até a soleira, avista um rombo no teto da sala. As lufadas haviam sorvido algumas telhas. O tapete ensopado.

 

Lá fora, um imenso galho de ipê só não caíra de todo porque parou num fio de alta tensão que sai do poste da rua. Pende sobre o alpendre.

 

Aparece um vizinho. Eu avisei, diz. Mesmo antes da tempestade, a árvore já era uma ameaça. Estava na hora de tomar providência.