Josias de Souza

Bastidores do poder

 

De volta do Haiti, militares ‘assassinam’ as saudades

Lula Marques/Folha

 

Por mais que evolua, a ciência ainda não conseguir inventar uma vacina contra a saudade.

 

Para matar a saudade, por ora, só mesmo a presença física, o afago, o boca a boca...

 

De volta do Haiti, 50 militares brasileiros promoveram em Brasília um "massacre" à saudade.

 

O repórter Lula Marques registrou o "ataque". Repare lá no alto.

 

Por sorte, a tropa estava inteira. Passara incólume pelo terremoto de 19 dias atrás.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h18

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Paulo Coelho abre guerra contra Tony Blair no twitter

Carlos Magno/via BBC

 

O escritor brasileiro Paulo Coelho declarou guerra cibernética ao ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.

 

Coelho está inconformado com o anúncio de que Blair será contratado como consultor dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

 

A notícia que abespinhou Paulo Coelho veio à luz no sábado (30), em Londres. Pingou dos lábios do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

 

Acompanhado do presidente do comitê Rio-2016, Carlos Nusman, e do ministro Orlando Silva (Esportes), Cabral visitou Blair.

 

À saída, informou que Blair vai assessorar o Rio na organização dos jogos. Consultoria remunerada com verbas privadas, ainda por coletar.

 

Pendurado no seu twitter –mais de 258 mil seguidores do mundo inteiro—, Paulo Coelho pôs-se a disparar micromensagens contra Blair.

 

Coisas assim: “Estamos pagando Tony Blair p/ assessor de Rio 2016? Um irresponsável que declarou uma guerra ilegal? O que é isso, governador?

 

Ou assim: “Governador Sérgio Cabral, assim como fiz campanha p/ Rio 2016, vou fazer o possível para derrubar esta decisão ABSURDA”.

 

Celebridade internacional, o mago brasileiro dos livros intercala textos em português e em língua inglesa. Uma de suas seguidoras estranhou.

 

O escritor explicou: “Estou tuitando essa vergonha em duas línguas. Também a comunidade internacional precisa saber”.

 

A outro seguidor, Paulo Coelho esclareceu que escreve também em inglês "porque a maioria aqui [no seu twitter] é estrangeiro. E quero que vejam o absurdo desta escolha".

 

Em tradução livre, uma das mensagens em inglês levadas ao ar por Paulo Coelho anota o seguinte:

 

“Tony Blair merece Haia [sede da corte internacional], não Rio. Governador Sérgio Cabral, por favor, não faça isso. Estive em Copenhague pelos atletas, não por assassinos”.

 

Noutro texto, escreveu: “Tony Blair consultor dos Jogos Olímpicos de 2016? Um homem responsável por uma guerra ilegal? Não em meu nome. Não no meu país”.

 

Um dia antes de receber Cabral e comitiva em sua casa, Blair prestara depoimento no inquérito que apura a partição da Grã-Bretanha na guerra do Iraque.

 

Ao tempo em que era primeiro-ministro, Blair associara-se a George Bush, então presidente dos EUA, na campanha armada contra o regime de Sadan Hussein.

 

Inquirido por seis horas, na última sexta (29), ele disse que não se arrepende do que fez. Mais: faria tudo de novo. 

 

As declarações renderam a Blair protestos da população de Londres, de jornais britânicos e até de antigos membros de seu governo.

 

Foi sob essa atmosfera que Paulo Coelho iniciou sua cruzada na web contra a participação de Tony Blair na organização dos Jogos do Rio.

 

O escritor sente-se à vontade para protestar porque integrou a comitiva que foi a Copenhague no dia em que o Rio venceu a disputa para sediar a Olimpíada.

 

Sua reprovação tem um timbre panfletário: “Governador Sérgio Cabral, brasileiros não conseguem organizar Rio 2016? Precisamos chamar Tony Blair, CRIMINOSO DE GUERRA?”

 

Em inglês, Paulo Coelho diz que não vai sossegar: “Não vou interromper minha pressão sobre o governador do Rio até ver Tony Blair longe do Rio. E vou prevalecer.”

 

A presença do ministro dos Esportes na delegação que oficializou o convite a Blair indica que o governo federal concodar com a idéia de contratá-lo como consultor.

 

A despeito disso, Paulo Coelho não dirigiu, por ora, nenhuma crítica a Lula. Concentra suas baterias em Sérgio Cabral.

 

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Escrito por Josias de Souza às 22h18

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Elio Gaspari: A costura para colocar Meirelles na vice

  Fábio Pozzebom/ABr
O repórter Elio Gaspari recheia sua coluna deste domingo, encontrável na Folha, com uma nota de deixar de cabeços hirtos os pemedebês afinados com Michel Temer.

 

Traz à luz detalhes de operação subterrânea urdida com o propósito de acomodar o cirstão-novo Henrique Meirelles na chapa de Dilma. Segue o relato:

 

 

“A manobra que pode levar Henrique Meirelles à Vice-Presidência na chapa de Dilma Rousseff é pesada, mas pode prevalecer.


O presidente do Banco Central tem a simpatia de Lula e é defendido pelo ex-ministro Antonio Palocci.

 

Meirelles serviria de contrapeso às inquietações que Dilma e o comissariado petista disseminaram no empresariado e no andar de cima.

 

Nas últimas semanas, o mercado financeiro tomou-se de súbita paixão por José Serra.

Lula, Palocci e Dilma não têm votos na convenção que escolherá a chapa, mas podem recorrer a um poderoso eleitor.

 

Costurando por dentro, o governador Sérgio Cabral viabilizaria Meirelles. Ele tem quatro vezes mais convencionais que a bancada paulista do partido.


Henrique Meirelles é e não é um quadro do PMDB, característica que o credencia para o exercício do cargo.

 

Se Cabral emergir como seu grande eleitor, estará habilitado para se tornar uma ponte dourada entre os pleitos do partido e o Planalto num terceiro mandato petista.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h16

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TSE poupa Lula de punição que impôs a governador

Um passeio pelos arquivos do TSE revela que o tribunal vem sedo seletivo no julgamento de ações por violações à legislação eleitoral.

 

Esquiva-se de impôr a Lula e Dilma Rousseff os rigores de um ordenamento jurídico que já rendeu, por acusações análogas, até a cassação de governador.

 

Na semana passada, o presidente do STF, Gilmar Mendes, levantou o problema: "Tem que haver um critério único para aferir a campanha antecipada...

 

“...Não se pode usar um critério para prefeito, governadores, e outro para presidente da República. A Justiça Eleitoral tem que primar por um [...] um parâmetro único”.

 

A oposição –PSDB, DEM e PPS— já protocolou no TSE nove representações contra Lula e a candidata dele à sucessão. Quatro já foram mandadas ao arquivo. Cinco estão pendentes de julgamento.

 

Em todas elas, Lula e Dilma são acusados de converter cerimônias oficiais em atos de campanha. Campanha ilegal, já que a lei fixa o dia 5 de julho como data oficial para o início da refrega eleitoral.

 

Considerando-se apenas os últimos quatro meses, Dilma foi levada à vitrine em 46 cerimônias públicas. Entre elas inaugurações e vistorias de obras. Tornou-se uma ministra "palanqueira".

 

O blog recuperou a íntegra do processo que levou à cassação do governador do Maranhão, Jackson Lago. Foi apeado do cargo em março de 2009. Assumiu a segunda colocada no pleito de 2006, Rosena Sarney (PMDB).

 

O veredicto pró-cassação prevaleceu no plenário do TSE por cinco votos a dois. Um dos malfeitos que contribuíram para que a cabeça de Jackson Lago fosse à bandeja tem características semelantes às que envolvem Lula e Dilma.

 

O episódio ocorreu no município maranhense de Codó, em abril de 2006, três meses antes do início oficial da campanha daquele ano. Governava o Maranhão José Reinaldo Tavares. Ex-aliado dos Sarney, rompera com a família do presidente do Senado, José Sarney.

 

Admitia a eleição de qualquer sucessor, menos Roseana Sarney. Apoiava dois candidatos: Edson Vidigal, derrotado; e Jackson Lago, vitorioso. Levou ambos a um evento oficial: a assinatura de convênio para a liberação de verbas à prefeitura de Codó.

 

Do alto de um palanque, José Reinaldo discursou para uma platéia de cerca de 500 pessoas. Cobriu Jackson e Vidigal de elogios. Disse coisas assim:

 

1. “O doutor Jackson Lago é um homem lutador, médico. Foi prefeito três vezes de São Luís, em um homem credenciado. Nós temos que acabar com esse negócio de uma família mandar no Maranhão, gente [...]”.

 

2. “Nós estamos trazendo essa grande parceria [...], com alguns milhões de reais. E digo para vocês que vou fazer ainda muito, mas os nossos candidatos –ou o Vidigal ou o Jackson— vão continuar e vão fazer ainda mais do que eu fiz.”

 

3. “Vocês vão ter aqui a condição de escolher entre dois homens do maior gabarito desse Estado. Um é o doutor Jackson Lago [...]. O outro é o nosso amigo de infância Edson Vidigal”.

 

Em voto seguido parcial ou integralmente por quatro colegas, o relator do processo contra Jackson Lago, ministro Eros Grau, considerou que, nesse episódio, “ficou consubstanciado abuso de poder político e econômico”.

 

Restou provado também, segundo ele, a “prática de conduta vedada” pela legislação eleitoral. Nas representações do PSDB, DEM e PPS, atribui-se a Lula papel semelhante ao exercido no Maranhão por José Reinaldo Tavares.

 

O presidente exibe Dilma em cerimônicas e pa©mícios, exatamente como o então governador fizera com Jackson Lago. Lula apresenta sua candidata como a pessoa que manterá o que ele fez e fará muito mais.

 

O presidente desfere ataques à oposição, fixando uma disputa ao estilo “nós [governo Lula] contra eles [gestão FHC]”. É, precisamente, o que fez José Reinaldo em relação aos Sarney. Em seus discursos, Lula vale-se de malabarismo verbal.

 

Ele reconhece que não pode falar de eleição, como fez no último dia 19, em Minas (veja vídeo lá no alto). Mas não fala em outra coisa. É como se Lula testasse os limites e a paciência da Justiça Eleitoral.

 

No julgamento de Jackson Lago, os ministros que se opuseram à cassação levantaram duas questões.

 

A primeira: as candidaturas ao governo do Maranhão não haviam sido ainda formalizadas. A segunda: não havia evidências de que as supostas infrações tiveram influência no resultado da eleição.

 

Prevaleceu o entendimento de que a punição não dependia nem de uma coisa –o lançamento formal dos candidatos— nem de outra— a influência sobre a votação.

 

O caso de Jackson Lago envolveu um leque de outras acusações que não pesam contra Lula e Dilma –compra de votos, por exemplo.

 

Mas, tomada pela parte que atribuiu peso ao comício disfarçado de cerimônia oficial ocorrido em Codó, a sentença deixa boiando no ar uma pergunta:

 

Por que a infração levada em conta na cassação de um governador não teve, por ora, relevo para a imposição de uma simples multa a Lula e Dilma, como pede a oposição?

 

Ao julgar as representações que ainda não analisou, o TSE terá cinco oportunidades para estabelecer o que Gilmar Mendes chamou de “critério único”. Sob pena de ganhar o noticiário como um Tribunal Seletivo Eleitoral.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h02

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Maior crime ambiental do Rio acaba sem punição

 

- Folha: Governo dá aval a megaempresa do setor elétrico

 

- Estadão: Fraude em 10 aeroportos podem chegar a R$ 1 bilhão

 

- JB: Transporte ruim e sem punição

 

- Correio: Planalto - Após susto, Lula entra em campo

 

- Veja: Sob pressão

 

- Época: Mulheres & dinheiro

 

- IstoÉ: A escalada dos concursos

 

- IstoÉ Dinheiro: Avatar - A máquina de fazer dinheiro chamada Cameron

 

- CartaCapital: Os dilemas de Obama

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

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Escrito por Josias de Souza às 04h38

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São Paulo, a Veneza brasileira!

Aroeira

Via O Dia.

Escrito por Josias de Souza às 00h59

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Redes sociais viram ‘arma’ anti-Chávez na Venezuela

Lula Marques/Folha

 

Numa iniciativa batizada de “Política 2.0”, estudantes e opositores de Hugo Chávez converteram a web em plataforma de resistência ao governo na Venezuela.

 

Redes sociais como Twitter e Facebook se tornaram valiosas fontes de informação e rumores. Uma forma de reagir a restrições impostas pelo Chávez à mídia.

 

Sentindo o cheiro de queimado, Chávez qualificou os rivais cibernéticos, num discurso televisivo, de “terroristas”.

 

Chávez convocou seus partidários às páginas da internet. Instou-os a “inundar” o twitter com mensagens pró-governo.

 

O embate entre simpatizantes e opositores de Chávez converteu-se, assim, numa espécie de guerra cibernética.

 

O embate tomou vulto depois que Chávez tirou do ar a RCTV Internacional e emissoras de TV por assinatura que não transmitiam seus pronunciamentos.

 

Afora as redes sociais, estudantes se valem de mensagens transmitidas por celular para convocar manifestações, surpreedendo a repressão policial.

 

Segundo dados oficiais do governo, havia na Venezuela, em setembro de 2009, mais telefones celulares do que habitantes (100,13%).

 

Por isso, é ferramenta mais poderosa do que a internet. Apenas 28% dos venezuelanos tinham acesso à rede em 2009.

 

À medida que Chavéz vai se virando um presidente apenas atrabiliário em déspota, seus rivais encontram na web uma fronteira para a reação.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h46

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Ao brincar de Deus, Lula se dá conta de que é mortal

  Orlandeli
As piadas, como as ideologias, são moldadas pelo tempo. Corre em Brasília uma dessas anedotas velhas que as circunstâncias se encarregam de ajustar.

 

O presidente saía do banho. Trazia uma toalha amarrada na cintura. A caminho do closet, deu de cara com uma camareira do Alvorada.

 

Súbito, o nó que prendia a toalha se desfez. E o pedaço de pano que lhe protegia as vergonhas foi ao solo. A camareira arregalou os olhos: “Óhhhh! Meu Deus!''.

 

E o presidente, com ar de indisfarçável superioridade: “Sim, sim, companheira. Mas pode me chamar de Lula”.

 

Na última quarta-feira, falando para uma platéia de pernambucanos amistosos, Lula discorreu sobre algo que lhe causa jucunda satisfação.

 

“Vocês estão lembrados, o orgulho que eu tenho, quando o FMI chegava aqui no Brasil humilhando o governo brasileiro...”

 

“...Já descia no aeroporto, dando palpite, dizendo o que a gente tinha que comprar, o que a gente tinha que vender, o que a gente tinha que estatizar...”

 

“...Agora quem fala grosso sou eu. Porque, se antes era o Brasil que devia ao FMI e ficava que nem cachorrinho magro, com o rabo entre as pernas, agora quem me deve é o FMI”.

 

Vale a pena repetir dois pedaços do raciocínio do presidente. O primeiro: “Agora quem fala grosso sou eu.” O outro: “Agora quem me deve é o FMI”.

 

Os ouvidos sensatos alcançados pelo lero-lero de Lula viram-se tentados a perguntar: Eu quem, divino presidente? Eu quem, supremo mandatário?

 

Ora, quem deu o dinheiro que o Brasil borrifou nas arcas do FMI foi a bugrada. Lula apenas o gastou. O Fundo deve aos brasileiros, não a Sua Excelência.

 

Parece implicância, mas é preciso dizer: Tudo leva a crer que algo de muito errado sucede com a cabeça do presidente da República.

 

Falta-lhe o parafuso que fixa as sinapses que ligam os neurônios do bom-senso aos da humildade. Lula esforça-se para mimetizar Luís XIV de Bourbon.

 

O soberano francês foi ao verbete da enciclopédia como autor da frase fatídica: “L’État c’est moi”. Lula o ecoa: “O Estado sou Eu”.

 

O presidente não gosta da rotina de Brasília. A idéia de acordar, pendurar uma gravata no pescoço e ir ao Planalto para receber, digamos, Edison Lobão o aborrece.

 

Dono de popularidade alta e de discurso baixo, Lula prefere a eletricidade proporcionada pelas multidões à frieza das audiências individuais.

 

Sua praia é o palanque. A visão das platéias hipnotizadas o conduz a um plano superior. Agrada-o a sensação de espectadores que o vêem como um Deus.

 

Lula aceita o papel. Gostosamente. À medida que se aproxima do final, seu governo vai virando um grande comício. Um comício entrecortado por audiências brasilienses.

 

No caminho para as estrelas, Lula pisa nos tribunais, distraído. Em campanha aberta por Dilma Rousseff, testa os limites da Justiça Eleitoral.

 

Se o TCU e o Congresso cortam as verbas de obras tisnadas pela irregularidade, o presidente “dá” o dinheiro. Com uma canetada, libera R$ 13 bilhões.

 

Às favas com os auditores. Que se dane o Congresso. A oposição chiou? São uns “babacas”. Não se opõem ao presidente. São rivais da razão divina.

 

No discurso de quarta-feira, aquele em que celebrou o fato de que o FMI lhe deve, Lula exagerou. Brincou de Deus.

 

Inaugurava um posto de saúde em Pernambuco. A alturas tantas, fez uma pilhéria premonitória: “Dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui”.

 

Adoeceu. Não foi à cama do “seu” estabelecimento. Levaram-no, obviamente, a um hospital de primeira linha, mais condizente com sua condição de presidente.

 

Lula atravessou uma dessas experiências que dão aos (falsos) deuses a incômoda sensação de finitude.

 

Foi como se Deus –o autêntico, o genuíno –soprasse nos ouvidos do seu genérico: “Não desperdice a popularidade que Eu te dei. Aproveite o seu tempo...”

 

“...Celebre os acertos, reveja os erros. Respeite as diferenças. Não apequene sua grandeza. Reaprenda a saborear as delícias da humildade!”

 

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Escrito por Josias de Souza às 17h32

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Quem exagera no minuto não vê as horas passarem

Escrito por Josias de Souza às 12h43

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Dilma cultiva a ilusão de que vai opinar sobre o vice

  Alan Marques/Folha
A ministra-candidata Dilma Rousseff esteve no prédio da Rede TV!, em São Paulo. Foi gravar sua participação num programa da emissora.

 

Na saída, foi instada a comentar a encrenca da escolha do vice que irá compor com ela a chapa da sucessão.

 

Afinal, quem vai escolher, a candidata ou o PMDB? E Dilma: "Acho que vai ser um misto dos dois [a vontade dela e a do partido aliado]. A tendência é essa".

 

A repórter Ana Flor conta, na Folha, que Dilma foi submetida a uma segunda indagação: Michel Temer ou Henrique Meirelles?

 

Saiu de banda: "Se eu responder sobre o vice, eu vou estar colocando o carro na frente dos bois...”

 

“...Eu nem posso falar que sou candidata, porque não fui escolhida [...]. É uma questão de respeito político".

 

Lula, o cabo eleitoral de Dilma, já tentara atribuir à candidata peso na escolha do vice. Ela receberia do PMDB uma lista tríplice.

 

Em reação, a tribo dos pemedebês muniu-se de fósforo. E Lula teve de acionar bombeiros petistas para evitar um incêndio.

 

Ao retomar o lero-lero da mistura de vontades, Dilma dá indicações de que talvez pretenda fazer o PMDB de idiota. Não vai encontrar material.

 

O pemedebê mais bobinho tira a meia sem tirar o sapato. Lula sabe com quem está lidando. Dilma acaba aprendendo.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h05

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PMDB: na 2ª, grupo vai à Justiça contra a convenção

  Alan Marques/Folha
O pedaço do PMDB que se opõe à aliança com Dilma Rousseff (PT) decidiu converter ameaça em ação.

 

Nesta segunda (1º), diretórios de Estados da região Sul, de São Paulo e de Pernambuco vão bater às portas do Judiciário.

 

Tentarão reverter nos tribunais a decisão que resultou na antecipação da convenção do PMDB de março para 6 de fevereiro.

 

Nessa convenção, o deputado Michel Temer (SP) será reconduzido à presidência do PMDB. Não se irá deliberar, ainda, sobre o apoio a Dilma.

 

Mas o grupo dos descontentes receia que, vitaminado pela recondução de Temer, o pedaço governista da legenda converta o apoio a Dilma em fato consumado.

 

O movimento de resistência à realização prematura da convenção foi inaugurado por Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP.

 

Atraiu para a causa outros quatro diretórios: o de Santa Catarina, liderado pelo governador Luiz Henrique; o do Paraná, submetido a Roberto Requião...

 

...O do Rio Grande do Sul, presidido por Pedro Simon, e o de Pernambuco, que segue a liderança de Jarbas Vasconcelos.

 

Fechado com o candidato tucano José Serra, Quércia serve-se do pretexto de que a direção nacional age para bloquear o surgimento de um presidenciável do PMDB.

 

Com isso, atraiu para sua barricada os pemedebês que, como ele, apóiam Serra, e também os correligionários que tentam empinar a candidatura de Roberto Requião.

 

Embora todos o saibam um candidato inviável por falta de apoio, Requião se diz presidenciável. Inclusive já registrou sua candidatura no partido.

 

A direção governista do PMDB dá de ombros para o recurso à Justiça. Alega que o mandato dos atuais dirigentes do partido expira em março.

 

A eleição de Temer e do novo diretório é, assim, um imperativo legal e regimental. Poderia se realizar “até” 10 de março.

 

Alega-se que a opção por 6 de fevereiro nada tem a ver com a inspiração “golpista” invocada pelos descontentes.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Brasil busca saída para voltar às boas com Honduras

  Tuca Vieira/Folha
O Brasil está à procura de um pretexto para normalizar suas relações diplomáticas com Honduras.

 

Sabe que a porta de saída é o reconhecimento do governo Porfirio Lobo, eleito no ano passado e empossado nesta semana.

 

Só precisa de uma boa justificativa para virar a maçaneta. Idealiza um movimento coletivo, que reúna outros países.

 

O tema vai à mesa na próxima reunião do que Grupo do Rio, em fins de fevereiro, no México. Participam países da América Latina e do Caribe.

 

Antes da abertura das urnas de Honduras, Brasília condicionava a legitimidade do pleito à volta do deposto Manuel Zelaya ao cargo de presidente.

 

Zelaya não voltou. Mas Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, já cuida de atenuar o azedume.

 

"Nós, evidentemente, estamos avaliando a situação e esperando as iniciativas do novo governo", diz ele.

 

"Como tomamos decisões coletivas naquele momento [pós-golpe], obviamente queremos analisar [essa hipótese conjuntamente]", no Grupo do Rio.

 

A eleição que o Brasil demora a reconhecer foi presidida por Roberto Micheletti, em quem o governo Lula pespegara a pecha de “golpista”.

 

Micheletti se revelaria um golpista sui generis. Fora à presidência, em junho de 2009, enrolado na constituição hondurenha.

 

Uma constituição que, segundo decisão da Suprema Corte de Honduras, Zelaya tentara usurpar.

 

O deposto tramara a realização de um referendo re-eleitoral. Coisa que, em Honduras, é proibida em cláusula constitucional pétrea.

 

Decorridos sete meses do pseudogolpe, o suposto golpista entregou a presidência a Porfirio Lobo, eleito num pleito cuja legitimidade foi atestada pela OEA.

 

O Brasil foi empurrado para a crise de Honduras por Hugo Chávez, o presidente da Venezuela.

 

Em operação companheira cujos detalhes a história ainda vai contar, Chávez devolveu Zelaya a Honduras.

 

Em vez de bater na porta da embaixada da Venezuela, o deposto materializou-se defronte dos portões da sede diplomática do Brasil em Tegucigalpa.

 

Só deixou a embaixada, convertida em quartel de uma fracassada resistência depois da posse de Porfírio Lobo. Foi para a República Dominicana.

 

Livre do hóspede, o Brasil tenta agora livrar-se dos problemas causados por ele. Algo que, sabem todos, passa pelo reconhecimento do novo governo.

 

Num sinal de que ensaia a marcha à ré, o Itamaraty despachou para Tegucigalpa, nesta sexta, a vice-consul do Brasil em Honduras, Francisca de Melo.

 

Ela foi barrada no aeroporto da capital hondurenha. Em resposta ao que considerou um “erro”, o governo Porfírio Lobo demitiu o diretor de imigração.

 

Francisca deve retornar a Tegucigalpa na segunda (1º). Vai reabrir a embaixada do Brasil, ainda sem a presença de um embaixador.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h26

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Governo vai fixar metas para atendimento em aeroportos

 

- Folha: Chávez terá ajuda de Lula contra crise de energia

 

- Estadão: Economia dos EUA cresce 5,7% e supera expectativas

 

- JB: Dilma já fala como candidata

 

- Correio: Dinheiro de Durval foi para Roriz e Abadia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h17

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Hipertensão eleitoral!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Apenas 7 pontos percentuais separam Dilma de Serra

Se Ciro sair da disputa, a diferença sobe para nove  pontos

No 2º turno, o tucano prevalece sobre petista: 46% a 35%

 

Moacyr Lopes Jr./Folha

 

A última pesquisa do instituto Vox Populi informa que José Serra e Dilma Rousseff tomaram o elevador. Ele, para baixo. Ela, para o alto.

 

A diferença que separa a candidata de Lula do presidenciável da oposição estreitou-se de 21 pontos percentuais para apenas sete.

 

Serra (PSDB) caiu cinco pontos –de 39% para 34%. Dilma (PT) escalou nove pontos –de 18% para 27%.

 

Ciro Gomes (PSB) perdeu seis pontos percentuais. Tinha 17%, um ponto a menos que Dilma. Agora, dispõe de 11%.

 

Marina Silva (PV) oscilou dois para baixo. Foi de 8% para 6%. A variação está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2,2 pontos (para mais ou para menos).

 

Portanto, tomando-se o cenário que inclui Ciro Gomes, o resultado seria, de acordo com o Vox Populi, o seguinte:

 

- Serra:  34%

- Dilma: 27%

- Ciro: 11%

- Marina: 6%

- Indecisos, brancos e nulos: 18%

 

Aferiu-se também o potencial dos candidatos num segundo cenário, dessa vez sem o nome de Ciro Gomes, como deseja Lula.

 

Nesse cenário, a vantagem de Serra (38%) para Dilma (29%) passa a ser de nove pontos percentuais. Eis o resultado:

 

- Serra: 38%

- Dilma: 29%

- Marina: 8%

- Indecisos, brancos e nulos: 23%

 

Pode-se concluir: 1) A maior parte dos votos atribuídos a Ciro parece migrar para o rol dos indecisos. 2. Hoje, a desistência beneficiaria mais Serra do que Dilma.

 

O Vox Populi também perscrutou o resultado do segundo turno. Se acontecesse hoje, Serra prevaleceria sobre Dilma. Ele beliscaria 46% dos votos. Ela, 35%.

 

Diferença ainda confortável, de 11 pontos. Mas já foi maior. Em agosto do ano passado somava 14 pontos percentuais.

 

Dilma amealhara, então, 32%, contra os mesmos 46% atribuídos a Serra.

 

Os pesquisadores perguntaram aos eleitores, de resto, se votariam num candidato a pedido de Lula –30% disseram que sim, com certeza.

 

É esse o tamanho do poder de Lula. Quase um terço do eleitorado se diz disposto a fazer o que o mestre mandar. Sorte de Dilma, que jamais disputou eleições.

 

Prometidos para segunda-feira, os números do Vox Populi só vieram à luz na noite desta sexta (29).

 

Foram ao ar no jornal da TV Bandeirantes. Ouviram-se 2.000 mi pessoas em todo país. A margem de erro, como já foi dito, é de 2,2 pontos percentuais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h59

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CUT converte o Fórum Social em fórum sócio-figadal

 

Reunidos no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, representantes dos autodenominados movimentos sociais fizeram uma assembléia em Porto Alegre.

 

Lançaram um calendário de mobilização eleitoral. Agendaram reunião para 31 de maio. E adotaram um lema: “Barrar a volta do neoliberalismo” no Brasil.

 

Leia-se: levantar barricadas para deter o presidenciável oposicionista José Serra (PSDB).

 

A coisa toda foi conduzida pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), braço sindical do PT.

 

A fila de oradores estava apinhada de gente do PCdoB, sócio minoritário do consórcio governista que dá suporte congressual a Lula.

 

Aprovou-se por aclamação um documento de conteúdo curioso. Chama de tentativa de golpe a mobilização da oposição contra o governo em 2005.

 

Foi o ano do mensalão. Para o observador comum, um escândalo. Para os movimentos sociais, mera tentativa de golpe.

 

Coisa equiparável, anota o documento aprovado nesta sexta, ao que se passou na Venezuela de 2002 e na Honduras de 2009.

 

O texto não diz, mas decerto a “sóciotontos” de Porto Alegre devem incluir no rol dos golpistas o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza.

 

É ele o signatário da denúncia que, recebida pelo STF, levou ao banco de réus os 40 da “quadrilha” mensaleira.

 

Indagado acerca da instrumentalização política do Fórum Social, o companheiro Antônio Carlos Spis, da Federação Única dos Petroleiros, deu de ombros:

 

“Acho que temos que ter lado”. Que lado? “Estamos do lado do trabalhador, do movimento social, dos estudantes”.

 

A turma está fechada com a candidatura oficial de Dilma Rousseff, mas Spis simula distanciamento: “Não estamos preocupados com candidatura”.

 

Como assim? “Estamos preocupados com o possível avanço do neoliberalismo nessas eleições".

 

Disse que os movimentos sociais vão sugerir um "projeto nacional e popular" que nenhum candidato deve encampar.

 

"Duvido que qualquer candidato aceite nossa pauta. O primeiro ponto é o seguinte: implementação da reforma agrária já...”

 

“...Queremos democratizar os meios de comunicação, quebrar a espinha dorsal da Globo, da Bandeirantes, do SBT. Essas coisas não vão acontecer. O pessoal tem receio".

 

Curioso que, governados pelo fígado e hipnotizados por abobrinhas ideológicas, os movimentos sociais não queiram se ocupar das coisas que, por sensatas e realistas, ainda podem acontecer.

Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Amorim lê discurso que hipertensão ‘sonegou’ a Lula

  Jamil Bittar/Reuters
Em nome de Lula, o chanceler Celso Amorim recebeu, em Davos, o prêmio que o Fórum Econômico Mundial concedeu ao chefe: estadista global 2009.

 

A hipertensão privou Lula de degustar o seu momento. Encomendara um discurso com sabor de troco.

 

No texto que Amorim leu em seu lugar, Lula recordou que estivera em Davos em 2003, primeiro ano de sua gestão.

 

“Naquela época, sentíamos que o mundo nos olhava mais com dúvida do que esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil...”

 

“...Não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda sindical”.

 

Tirou do baú trechos do discurso que pronunciara na edição 2003 do Fórum Econômico Mundial. E tirou a sua casquinha:

 

“Sete anos depois, eu posso olhar nos olhos de cada um de vocês – e, mais que isso, nos olhos do meu povo – e dizer que o Brasil [...] fez a sua parte...”

 

“...Fez o que prometeu. Neste período, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 20 milhões saíram do estágio de pobreza absoluta...”

 

“...Pagamos toda nossa dívida externa e hoje, em lugar de sermos devedores, somos credores do FMI...”

 

“...Nossas reservas internacionais pularam de 38 bilhões para cerca de 240 bilhões de dólares”. E isso e mais aquilo...

 

De resto, no discurso cuja leitura teve de terceirizar a Amorim, Lula dirige cobranças à platéia, que incluía chefes de Estado, ministros e executivos de bancos:

 

"É o momento de reinventar o mundo e as instituições. O mundo perdeu a capacidade de criar e sonhar, e devemos recuperá-la".

 

Mais adiante: "No ano passado, vimos onde a especulação financeira pode nos levar...”

 

“...Quantas crises serão necessárias para que mudemos? Quantas hecatombes têm que ocorrer para que decidamos fazer o correto?"

 

Discorreu sobre a importância do combate à miséria. Defendeu o socorro ao Haiti. Ausente, Lula privou-se de saborear os afagos de Kofi Annan.

 

Escalado para entregar o prêmio que Amorim trará para Lula, o ex-secretário-geral da ONU referiu-se a Lula da maneira que o presidente mais aprecia:

 

"Seu caminho de uma infância de pobreza até se tornar um estadista respeitado no mundo todo é destacável e deve inspirar a todos...”

 

“...Além disso, fez isso com sua luta contra as desigualdades de seu país e do mundo..."

 

“...Sob a égide de Lula, o Brasil se transformou em um país mais próspero, mais igualitário e mais saudável".

 

Em São Paulo, Lula se prepara para uma nova bateria de exames, neste sábado. Deve estar perguntando aos seus botões:

 

“Essa hipertensão não poderia ter esperado mais uma semaninha para acontecer?”

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do discurso que Amorim leu.

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Escrito por Josias de Souza às 18h16

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Antes de voar para SP, Lula despertou o governador

Vai abaixo nota veiculada pela coluna Painel, sob o título ‘Plantão Médico’, na Folha:

 

 

Três horas após ter deixado o hospital em que Lula estava internado em Recife, o governador Eduardo Campos (PSB) despertou assustado no meio de uma noite mal dormida, por volta das 6h, com um telefonema.


- Estou indo embora!-, disse Lula.
- Fugido?-,brincou Campos.
- Acordei às 5h e pouco, a pressão já está 12 por 8, e tirei até foto com as meninas aqui [enfermeiras], completou, bem humorado, Lula.
- Então o senhor vá, porque daqui a pouco quem vai para sua vaga aí sou eu...-, emendou o governador.

A ligação terminou com os dois em gargalhadas.

 

- Em tempo: Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 07h10

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PSDB atribui a Dilma a liberação de obras irregulares

  Geraldo Magela/Ag.Senado
Uma semana depois de chamar Dilma Rousseff de “mentirosa” e de ter sido chamado de “babaca” por Lula, o senador Sérgio Guerra voltou à carga.

 

Presidente do PSDB, Guerra atribui à candidata de Lula a decisão de liberar verbas para obras nas quais o TCU encontrara irregularidades “graves”.

 

São quatro obras da Petrobrás. Constam do PAC. Consumirão R$ 13 bilhões do orçamento de 2010.

 

O Congresso incluíra os empreendimentos numa lista negra. Condicionara os gastos à correção dos malfeitos.

 

Porém, ao sancionar o Orçamento da União, Lula vetou o bloqueio das verbas. Coisa urdida por Dilma, acredita o grão-tucano.

 

Em nota, Sérgio Guerra escreveu: “Ela quer mandar em tudo. Não quer ouvir ninguém. Ela quer tomar as decisões sozinha. É autoritária mesmo...”

 

“...Não tem opinião de ninguém que conte para ela. Apenas seus objetivos que, neste caso, não são eleitorais...

 

“...Não são políticos, nem são administrativos, porque estas obras não vão ser concluídas agora”.

 

Reza a Constituição que o Congresso dispõe de poderes para derrubar os vetos presidenciais. Exige-se maioria absoluta dos deputados e senadores.

 

Minoritária nas duas casas do Legislativo, a oposição não dispõe senão do poder dos mais fracos. O poder do grito e do esperneio.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h50

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Mantega anuncia o fim da fase dos incentivos fiscais

Fábio Pozzebom/ABr

 

O ministro Guido Mantega (Fazenda) informou que o governo decidiu não renovar as medidas que resultaram na redução de impostos para diversos produtos.

 

Adotadas para atenuar os efeitos da crise financeira global sobre a economia brasileira, as reduções de alíquotas vinham sendo renovados sucessivamente.

 

Acabou o refresco, avisou Mantega na Suíça. Falou em Zurique, a caminho de Davos, onde se realiza o Fórum Econômico Mundial.

 

Informou que a redução do IPI da chamada linha branca (eletrodomésticos como fogões e geladeiras) termina já neste final de semana.

 

A última renovação só vale até domingo (31). E não será renovada. Por quê? Ouça-se Mantega:

 

“Consideramos que, se a economia está crescendo, ela não precisa mais da ajuda do Estado”.

 

O prazo do IPI reduzido para a compra de automóveis expira em 31 de março. O ministro avisa: “Isso não será renovado”.

 

Mantega estima que, passada a marolinha de 2009, a economia brasileira crescerá entre 5% e 5,5% neste ano da graça de 2010.

 

Acha que o resultado será assegurado sobretudo pelo consumo doméstico e pelos novos investimentos. Públicos e privados.

 

Contesta a tese de que o Brasil flerta com uma bolha inflacionária: “Não acho que haja nem bolha nem superaquecimento da economia brasileira...”

 

“...Quem diz isso está fazendo um prognóstico apressado. Estamos apenas recuperando o que perdemos”.

 

Tomado de otimismo, o ministro prevê, de resto, que serão produzidos no país 1 milhão de novos empregos em 2010.

 

Disse que certos setores já se ressentem da falta de mão-de-obra. Mencionou especificamente a construção civil.

 

Se Mantega estiver certo, o ambiente benfazejo levará água à candidatura oficial da ministra Dilma Rousseff. É essa a aposta do governo.

 

Do ponto de vista econômico, o fim da amabilidade tributária tornou-se um imperativo. Brasília já não pôde dispor de arrecadação.

 

Para cumprir as metas de superávit primário de 2009, o governo teve de lançar mão de um artifício. Descontou de suas despesas os investimentos do PAC.

 

Sem isso, a conta não fecharia. 

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h19

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Detalhes da noite em que saúde deu um aviso a Lula

Imagem de celular exibe presidente em cadeira de rodas

Doente ilustre levou deixou em prontidão todo o hospital

No total, realizaram-se mais de três  dezenas de exames

 

 

O Lula hospitalizado na madrugada de quinta-feira em Recife nem de longe fazia lembrar o Lula combativo de Brasília, que corre o país exibindo sua candidata.

 

Traído pela pressão arterial, o presidente dos palanques foi à cadeira de rodas. Na chegada ao Real Hospital Português, trajava um conjunto de moletom branco.

 

Por um desses azares da era da tecnologia, Lula esbarrou com a mini-câmera de um telefone celular no caminho que o levou ao elevador do hospital.

 

Trinta e cinco segundos de filmagem. Um flagrante eloquente do maior susto que o corpo de Lula lhe proporcionou desde que tomara posse, em 2003.

 

Levado à web pelo ‘Jornal do Commercio’, o vídeo exibe um Lula combalido. A blusa entreaberta. Uma nesga do peito à mostra.

 

Rodeavam-no médicos e seguranças. Ao lado da cadeira de rodas, passos apressados, uma moça erguia um frasco de soro.

 

O líquido era injetado no organismo do presidente por meio de uma agulha espetada no pulso esquerdo, recoberto de esparadrapo.

 

A cena é interrompida no instante em que Lula ganha o elevador. Subiu ao segundo andar. Ali, foi submetido a uma bateria de exames.

 

Pela versão oficial, a inspeção médica restringiu-se a um eletrocardiograma, um raio-x do tórax e um exame de sangue. Na verdade, a coisa foi mais minuciosa.

 

Deve-se à repórter Juliana Colares um relato mais próximo do real. Ela conversou com médicos que socorreram Lula.

 

Entre eles, o cardiologista Sérgio Montenegro, do Real Hospital Português. Numa frase, ele resumiu a azáfama que se seguiu à chegada de Lula.

 

"Como a gente não sabia o que era, a gente acionou o hospital inteiro. Toda a parte de cardiologia, hemodinâmica, cirurgia. Estava todo mundo em alerta".

 

Antes da avaliação clínica, um exame físico. Os médicos auscultaram a respiração e os batimentos cardíacos de Lula. Apalparam-lhe o abdômen.

 

Depois, o eletrocardiograma. Além do raio-x, uma tomografia computadorizada. Não só do tórax, mas também do abdômen.

 

Fez-se também um eletrocardiograma, para medir a atividade do coração. A coleta de sangue resultou na realização de algo como 30 exames laboratoriais.

 

Tudo em ritmo de toque de caixa. Uma hora e meia após a chegada de Lula, os médicos já manuseavam os resultados.

 

Para tranquilidade geral, exceto pela variação abrupta da pressão arterial, verificou-se que tudo se encontrava dentro de parâmetros considerados normais.

 

Por que tantos exames? Para afastar suspeitas como infarto, embolia pulmonar e um quadro infeccioso. Lula foi submetido a três sessões de nebulização. Quinze minutos cada uma. Um intervalo de hora e meia entre uma e outra.

 

Por quê? Ouça-se o cirurgião de tórax Cláudio Gomes, um dos diretores do hospital pernambucano: "Com a pressão muito alta, os pulmões funcionam de forma um pouco mais trabalhosa. Uma das finalidades da nebulização é dilatar os brônquios e fluidificar as secreções".

 

Medicado, o presidente subiu do 2º para o 13º andar. Treze. O número do PT nas cédulas eleitorais. Recolheram-se, aqui e ali, comentários de Lula.

 

Num deles, perguntou aos médicos qual tinha sido o resultado da partida Náutico X Santa Cruz, que ocorrera na noite de quarta.

 

Time da predileção de Lula em Pernambuco, o Náutico prevalecera sobre o rival. Fizera dois gols, contra apenas um do Santa Cruz.

 

Noutro comentário que os médicos retiveram na memória, Lula soou como se tentasse extrair limonada do limão que seu organismo lhe servira.

 

Disse que achava “bom” que o mal-estar o tivesse levado ao hospital. Enxergou no episódio “uma luz amarela”. Um sinal de que precisa ter “mais cuidado”.

 

Em 2009, Lula esquivara-se de realizar o seu check-up anual. No início de janeiro, num discurso, convertera o descaso em pilhéria.

 

Recordara que o vice José Alencar está às voltas com o câncer. Lembrara que Dilma Rousseff também enfrentara um linfoma. E concluíra:

 

"Pô, se eu fizer [o check-up] e der alguma coisa também, a República está desgraçada". Na fatídica quarta-feira de Recife, Lula voltou a brincar com a saúde.

 

Deu-se na inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). Depois de inspecionar o posto médico, Lula foi ao palanque.

 

Elogiou as instalações. E fez piada: “Dá até vontade de a gente ficar doente, para ser atendido aqui” (assista abaixo).

 

 

À noite, o chiste de Lula ganharia ares de premonição. Sentiu-se mal já no jantar que lhe fora oferecido pelo governador Eduardo Campos.

 

Depois, a bordo do Aerolula, portas da aeronave fechadas, teria a crise hipertensiva que o impediu de encontrar-se, em Davos, com o inédito prêmio de estadista global.

 

Neste sábado (30), em São Paulo, Lula deve submeter-se a nova bateria de exames. Como disse aos médicos de Pernambuco, acendeu-lhe “a luz amarela”.

 

O corpo informou a Lula, 64 anos, que a superpopularidade pode conferir-lhe uma aura de mito. Mas não o exime dos cuidados que a saúde dos mortais exige.

Escrito por Josias de Souza às 05h36

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: País sai da crise com indústria mais fraca nas exportações

 

- Folha: Concessões da área elétrica vão ser renovadas por MP

 

- Estadão: Mantega anuncia fim de incentivos

 

- JB: Educação tecnológica dá emprego aos Jovens

 

- Correio: Aposentados devem R$ 22 bilhões aos bancos

 

- Valor: Aumento de capital do BB deve atingir R$ 13 bi

 

- Jornal do Commercio: Estresse obriga Lula a cancelar compromissos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h04

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Nunca antes na história desse continente...

Dalcío

Via Correio do Popular.

Escrito por Josias de Souza às 01h46

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PPS lança a candidatura de Itamar Franco ao Senado

  Folha
A Executiva estadual do PPS-MG decidiu lançar a candidatura do ex-presidente Itamar Franco ao Senado.

 

A informação foi levada pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, ao seu microblog.

 

Freire anotou: “Itamar Franco, reunido com a Executiva do PPS-MG, acaba de aceitar disputar uma vaga no Senado por Minas Gerais”.

 

Itamar vai à disputa como integrante da chapa majoritária encabeçada pelo tucano Antonio Anastasia, candidato de Aécio Neves ao governo de Minas. 

 

Mete-se numa disputa difícil. O próprio Aécio, se não ceder às pressões para ser vice de José Serra, concorrerá ao Senado.

 

Dono de popularidade que roça a casa dos 70%, Aécio é visto como “dono” de uma das duas vagas de Minas.

 

De resto, também o vice-presidente José Alencar (PRB) ensaia entrar na briga por uma das cadeiras.

 

Afora o respeito que sua figura inspira, Alencar levaria é precedido por um rastro de solidariedade pelo drama de sua luta contra o câncer.

 

O vice-presidente é visto, também ele, como um postulante difícil de ser batido. Lula já avisou ao PT: se Alencar quiser concorrer, a vaga será dele.

 

É em meio a esse cenário conflagrado que surge a candidatura de Itamar. Foi à presidência por um golpe do destino. Vice de Fernando Collor, herdou a vaga do titular derrubado.

 

Depois disso, porém, o eleitor mineiro já o brindou com um mandato de governador. Antes, dera-lhe dois mandatos de senador. Itamar não é, portanto, um adversário negligenciável.

Escrito por Josias de Souza às 19h59

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Lula e o vice de Dilma: ‘Se PMDB quiser Temer, será’

  Lula Marques/Folha
Lula pediu ao presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, que desfaça as intrigas que envenenam as relações com o PMDB.

 

Mostrou-se especialmente preocupado com o “diz-que-diz” que se formou ao redor da escolha do vice ideal para a candidata Dilma Rousseff (PT).

 

O presidente encareceu a Dutra, segundo o repórter apurou, que levasse aos dirigentes do PMDB três informações:

 

1. Deseja que o debate sobre o vice saia do noticiário. Considera a discussão prematura.

 

2. Não há dúvida quanto à primazia do PMDB na indicação do vice. Apenas não gostaria que a escolha ganhasse ares de imposição.

 

3. “Se o PMDB quiser que seja o Temer, será o Temer”, o presidente mandou Dutra informar.

 

Depois da intervenção de Lula, o grão-petismo saiu a campo. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) recebeu um par de telefonemas.

 

Um dos que tocaram o telefone para o deputado foi o próprio Dutra. Cuidou de acalmá-lo.

 

Pediu a Temer que não dê crédito, por “inverídicas”, às notícias que informam sobre resistências ao nome dele no PT e no comando da campanha de Dilma.

 

Outro que ligou para Temer foi Cândido Vaccarezza (SP), novo líder de Lula na Câmara. Disse-lhe o que vai na alma de Lula sobre a questão do vice.

 

Em arremate, Ricardo Berzoini (SP), que se prepara para deixar a presidência do PT em fevereiro, veio ao meio-fio para dizer:

 

"Não há qualquer problema. É uma crise artificial. Não existe no PT nenhum tipo de restrição ao Michel Temer. A indicação é do PMDB, não é nossa”.

 

Assim, a semana termina com o desarme do que parecia ser uma bomba relógio, prestes a explodir.

 

Unificado em torno de Temer, que será reconduzido à presidência do partido em 6 de fevereiro, o naco governista do PMDB olhava de esguelha para o PT.

 

Ouvido pelo repórter, Temer manteve o timbre cauteloso que o caracteriza. Não há candidatura a vice, ele diz. O debate sobre o tema se dará mais adiante, completa.

 

Temer acomoda os “bois” das negociações regionais à frente do “carro” da definição do vice.

 

Antes de fixar a chapa, diz ele, é preciso fechar os palanques estaduais. Estima que a questão só irá à mesa entre os meses de abril e maio.

 

Antes, portanto, da convenção em que o PMDB homologará (ou não) o apoio a Dilma, em junho.

 

Fica boiando na atmosfera a pergunta: Mas, afinal, o vice de Dilma será Temer?

 

Um petista que se considera entendido em Lula, disse ao repórter que o presidente deve ser tomado a sério quando diz que, “se o PMDB quiser, será”.

 

Realça, porém, um detalhe: Lula poderia ter dito a Temer, ele próprio, o que mandou Dutra dizer.

 

Terceirizou o recado porque, mais adiante, se julgar que Temer não é a melhor opção, pode entrar em campo para tentar convencer o PMDB a apontar outro nome.

 

São três as alternativas que frequentam o pano verde: além de Temer, o ministro Hélio Costa (Comunicações) e o presidente do BC, Henrique Meirelles.

 

Aos olhos de hoje, o nome mais forte é o de Temer. Se o PMDB quebrar lanças por ele, o deputado prevalecerá.

 

O essencial, na visão de Lula, é assegurar a presença do sócio majoritário do consórcio governista na coligação que dará suporte a Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 19h32

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Marina confirma: vice deve ser Guilherme, da Natura

Elza Fiúza/ABr

 

A presidenciável do PV, Marina Silva, informou que seu companheiro de chapa deve mesmo ser o empresário Guilherme Leal.

 

Vem a ser o co-presidente da Natura, uma empresa que se esforça para revestir sua logomarca com o verniz da causa ambiental.

 

"Há o desejo de ambas as partes: do PV e de grande parte do empresariado brasileiro", Marina exagerou.

 

Ela disse que Leal preocupa-se com a causa da sustentabilidade desde uma época em que “o tema ainda não era moda”.

 

E o empresário: "Estou a serviço de um projeto para o país sob a liderança de Marina Silva...”

 

“...Quem assina uma ficha antes de 3 de outubro se coloca à disposição de um projeto político".

 

Se pudesse falar e fosse chamado a se manifestar, o pragmatismo diria: Se além da ficha puder assinar um cheque gordo, não fará mal.

 

A sustentabilidade do ambiente é importante. Mas, no momento, é a sustentabilidade das arcas da campanha que mais aquece a atmosfera do PV.

Escrito por Josias de Souza às 17h01

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Lupi diz que o PDT está com Dilma de ‘corpo e alma’

  Marcello Casal/ABr
Integrantes da tribo dos pedetês almoçaram com Dilma Rousseff. Foram comunicar o que os tambores já haviam anunciado.

 

Coube ao cacique Carlos Lupi, ministro de Lula e presidente licenciado do PDT, resumir o desejo dos sábios da aldeia:

 

"Nossa candidata é a ministra Dilma. Vamos de corpo e alma, sem nenhuma contrapartida, estar na campanha dela".

 

Um observador cínico diria: o corpo e a alma o PDT pode guardar para si. Basta entregar o seu tempo de TV. A contrapartida fica pra depois.

 

É mais um ponto no crochê urdido por Lula, para prover a Dilma o manto de uma mega-coligação partidária.

 

Achegando-se ao meio-fio, Dilma tentou esboçar uma defesa da unidade da tropa governista em torno do nome dela. Teve certa dificuldade no manuseio do vernáculo. Ouça-a:

 

"A oposição ela é mais una quanto mais candidatos ela tem. Os governos, geralmente, são mais unos, demonstram mais unidade, quanto mais unificam suas candidaturas".

 

Suspeita-se que Dilma tenta desejado dizer algo assim: Esse negócio de muito candidato só convém à oposição. Ao governo, interessa o nome dela. Ponto.

 

Reconheceu que o “aliado” Ciro Gomes (PSB) ainda é pedra no caminho da candidatura única. Uma pedra que não será removida antes de março.

 

A tese de Ciro é oposta à de Dilma. Acha que, sufocada a candiatura dele, Dilma pode ser derrotada pelo tucano José Serra já no primeiro turno.

Escrito por Josias de Souza às 16h24

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Após noite no hospital, Lula teve alta e voou para SP

  Fábio Pozzebom/ABr
Internado na noite passada com crise hipertensiva, Lula, 64 anos, teve alta hospitalar às 6h58 desta manhã.

 

Por recomendação médica, só volta a trabalhar na próxima segunda. De Recife (PE), voou para São Bernardo (SP), onde tem apartamento.

 

Lula deveria ter viajado na noite passada para a Suíça. Teve de cancelar sua participação no Fórum Econômico de Davos.

 

Passou mal durante jantar oferecido pelo governador pernambucano Eduardo Campos (PSB).

 

Pouco depois da meia-noite, já a bordo do avião, sua pressão arterial foi às alturas: 18X12. Levaram-no às pressas para o Hospital Português, no Recife.

 

Foi medicado. Fez exames. Ainda de madrugada, informou-se que passava bem e que teria alta pela manhã.

 

O cancelamento da viagem internacional privou Lula de degustar um feito. Receberia em Davos um prêmio inédito: Estadista Global de 2009.

 

O presidente do BC, Henrique Meirelles, o representará na premiação. Informou-se que Lula não fará exames complementares em São Paulo.

 

No apartamento de São Bernardo, aguarda-o Marisa, sua mulher. Como não viajaria para a Suíça, Marisa já tinha viajado para a cidade.

Escrito por Josias de Souza às 07h34

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Lula ignora TCU e veta o bloqueio a obras irregulares

Stock Images

 

Ao enviar o Orçamento da União para ser publicado no Diário Oficial, Lula apôs dois vetos ao projeto que o Congresso aprovara no final do ano passado.

 

Num dos vetos, o presidente abriu a bolsa da Viúva, veneranda e desprotegida senhora, para um lote de obras nas quais o TCU detectara malfeitos “graves”.

 

São empreendimentos tocados pela Petrobras. Uma refinaria em Pernambuco, outra no Paraná, um complexo petroquímico no Rio e um terminal no Espírito Santo.

 

Juntas, as obras que Lula arrancou da lista negra do TCU tem a receber mais de R$ 13 bilhões.

 

Guiando-se pelo diagnóstico do TCU, o Congresso decidira: nada poderia ser liberado em 2010 enquanto não fossem “sanadas” as irregularidades.

 

Com o veto, Lula passou o trator sobre o Legislativo e sobre o tribunal de contas, que lhe presta assessoria.

 

Ao justificar o veto, o governo alegou que o bloqueio das verbas interromperia os projetos, em prejuízo dos trabalhadores (25 mil pessoas) e do erário.

 

Argumentou, de resto, que a Petrobras constituiu grupo de trabalho que inclui o TCU. Ao final, as irregularidades apontadas vão virar pó.

 

Cabe a pergunta: se é assim, por que diabos o governo não acelera o trabalho do tal grupo de tal modo a só liberar as verbas depois de obtidos os pratos limpos?

 

PSDB e DEM esperneiam. Enxergam no borrifar de verbas um tônico à candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

Se quisesse, o Congresso poderia derrubar o veto de Lula. Teria de reunir os votos de dois terços dos deputados e dos senadores. Porém...

 

Porém, embora tenha sido desautorizado por Lula, o Congresso tende a agachar-se. Numa escala de zero a dez, as chances de derrubada do veto são de menos cinco.

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h00

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PSB tentará atrair PTB e PP para ‘coligação’ com Ciro

Wilson Dias/ABr

 

A renitência Ciro Gomes, que tenta manter em pé sua candidatura presidencial, levará o PSB a abrir negociação com duas legendas: PP e PTB.

 

“São os dois únicos partidos do bloco de apoio ao governo que ainda não tomaram uma posição”, disse ao blog o senador Renato Casagrande (PSB-ES).

 

Secretário-geral do PSB, Casagrande afirma que a legenda preserva a intenção de só bater o martelo quanto ao futuro de Ciro em março.

 

“Nós acertamos isso com o presidente Lula, numa reunião realizada em setembro [de 2009]”, o senador recorda.

 

Embora Ciro diga que sua disposição de concorrer ao Planalto independe de coligações, o PSB considera essencial tonificar o seu tempo de televisão.

 

Sozinho, o partido disporia de algo como dois minutos para propagandear o seu presidenciável na TV e no rádio.

 

Juntando-se a outras duas legendas, elevaria o seu quinhão para cerca de cinco minutos. Um tempo que os especialistas em marketing consideram suficiente.

 

Inicialmente, Ciro e o PSB haviam idealizado uma parceria com PDT e PCdoB, partidos situados mais à esquerda no espectro governista.

 

Premidos por Lula, porém, essas duas legendas foram ao colo da candidata oficial Dilma Rousseff (PT). E a candidatura de Ciro viu-se asfixiada.

 

O fechamento de um acordo com PTB e PP é improvável. Por quê?

 

Presidido pelo deputado cassado Roberto Jefferson, que levou o mensalão às manchetes em 2005, o PTB flerta com o apoio a José Serra (PSDB).

 

O PP de Paulo Maluf (SP) é presidido pelo senador Francisco Dornelles (RJ), tio do governador tucano Aécio Neves (Minas).

 

Embora tenha levado sua bancada de congressistas para jantar com Dilma no final do ano passado, Dornelles posterga a decisão do PP.

 

Em privado, o senador reuniu-se também, há cerca de três meses, com FHC e Sérgio Guerra, respectivamente presidente de honra e presidente executivo do PSDB.

 

Dornelles tem declarado que não há pressa para a definição. Lembra que as convenções partidárias só ocorrerão em junho.

 

Levantamento interno feito pelo PP indica, porém, que a grossa maioria dos diretórios estaduais do partido pende para a candidatura de Dilma.


Mantendo-se o quadro atual, o mais provável é que o Ciro de março ostente uma situação idêntica à do Ciro de hoje. Estará só.

 

Nessa hipótese, a despeito da vontade pessoal do deputado, o PSB teria dificuldades para dizer “não” a Lula.

 

Ou seja, foi ao telhado o projeto presidencial de Ciro Gomes. O partido dele se municiará nas próximas semanas de um lote de pesquisas.

 

Para sobreviver como candidato, Ciro terá de revelar-se um portento eleitoral nessas sondagens.

 

O deputado acomoda seu futuro nas mãos do PSB. Diz que aceitará a decisão do partido, seja ela qual for.

 

Ciro só não admite, segundo diz, atender aos apelos de Lula para converter-se em candidato ao governo de São Paulo. Declara que prefere não concorrer a nada.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h17

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Causa da internação de Lula foi crise de hipertensão

  Alan Marques/Folha
O repórter conversou há pouco, por telefone, com um integrante da comitiva presidencial que acompanha Lula no Hospital Português, em Recife.

 

Informou que Cleber Ferreira, o médico que atendeu Lula, internado às pressas na noite desta quarta (27), atribui o mal-estar a uma crise de hipertensão.

 

A pressão arterial de Lula alçou a casa de 18 por 12. Segundo o interlocutor do blog, o quadro já foi normalizado.

 

Lula passará a noite no hospital, em observação. Deve receber alta na manhã desta quinta (28).

 

- Atualização feita às 3h58 desta quinta (28): O médico Cleber Ferreira, da Presidência, conversou com a imprensa.

 

Os repórteres Fábio Guibu e Matheus Magenta informam o seguinte:

 

1. A crise hipertensiva de Lula se manifestou quando ele se encontrava no avião que o levaria à Suíça, para o Forum Econômico de Davos.

 

2. Deu-se por volta de meia noite e meia. Os médicos proibiram a viagem. E Lula foi levado ao Hospital Português, em Recife.

 

3. O doutor Cleber Ferreira, que acompanha Lula há cinco anos, disse que a pressão arterial do presidente foi a 18x12. A pressão normal do presidente é de 11X8.

 

4. No hospital, Lula passou por um eletrocardiograma, um raio-x do tórax e um exame de sangue.

 

5. O médico suspeita que a crise hipertensiva pode ter sido provocada por estresse e cansaço.

 

6. Disse que Lula não é hipertensivo. Desde que começou a assisti-lo, foi a primeira vez que o presidente arrostou uma alteração arterial.

 

7. O ministro Franklin Martins (Comunicação Social), que acompanhou a entrevista do médico, disse que Lula não viajará mais para a Suíça.

 

8. Segundo Franklin, Lula será representado no Fórum Econômico de Davos pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

9. Meirelles receberá por Lula o prêmio de Estadista Mundial de 2009, atribuído a Lula em sua primeira edição.

 

10. O médico da presidência disse que Lula insistira para viajar. Mas foi desautorizado. Estima-se que terá alta hospitalar entre 9h e 10h desta quinta.

 

11. Lula foi internado no 13º andar do Hospital Português. "´Treze é o número do PT", fez piada Franklin Martins.

Escrito por Josias de Souza às 03h45

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Lula antes de mal-estar: ‘Dá vontade de ficar doente’

 

Horas antes de ser internado no Hospital Português, no Recife, Lula discursara na inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento de Saúde).

 

Por ironia, o presidente abrira o discurso fazendo piada sobre a própria saúde. Disse que seria breve porque estava “com a garganta não muito boa”. Acrescentara:

 

“Eu estava visitando a UPA. E eu estava dizendo que ela está tão bem organizada [...] que dá até vontade de a gente ficar doente para ser atendido aqui...”

 

“...Mas Deus queira, Deus queira que nenhum de vocês, pelo menos hoje, precise ser atendido pela UPA, que vai começar a funcionar amanhã”.

 

À noite, durante jantar na sede do governo pernambucano, Lula passou mal. Depois, já dentro do avião que o levaria à Suíça, arrostou uma crise hipertensiva. Não foi atendido na UPA. Mas teve de ser recolhido ao Hospital Português.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à integra do discurso de Lula. O chiste sobre doença consta dos primeiros parágrafos.

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Escrito por Josias de Souza às 03h33

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Lula atropela o TCU e libera verba de obras suspensas

 

- Folha: Lula ignora TCU e dá verba para obras sob suspeita

 

- Estadão: Lula garante verba para obras federais sob suspeita

 

- JB: Aumento de despesa foi o maior da era Lula

 

- Correio: CNJ: Desembargador do DF trabalha pouco

 

- Valor: Crédito de R$ 25 bi dá lucro extra para incorporadoras

 

- Jornal do Commercio: Enem: Fera poderá escolher entre 51 instituições

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h09

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Lula passa mal e é internado num hospital do Recife

Ricardo Stuckert/PR

Antes de passar mal, Lula participara de cerimônia numa sinagoga do Recife (PE)

Em viagem a Pernambuco, Lula passou mal durante um jantar que lhe foi oferecido pelo governador Eduardo Campos (PSB).

 

O presidente teve de ser internado no Hospital Português, no bairro do Derby, no Recife. Não há, por ora, informações acerca da causa da internação.

 

Lula deixou o Palácio Campo das Princesas, local onde ocorria o jantar, por volta das 21h. Encontra-se no hospital até agora.

 

O presidente chegara à capital pernambucana no início da tarde. Tivera uma agenda intensa durante toda a tarde e início da noite.

 

Depois do jantar, Lula embarcaria para a Suíça, para participar do Fórum Mundial de Davos. A assessoria do Planalto ainda não informou se a viagem será mantida.

 

A Secretaria de Comunicação da Presidência já havia inclusive levado à web a agenda de Lula para esta quinta (28). Anota que o presidente chegaria a Zurique às 12h30.

 

Aguarda-se ainda para esta madrugada uma entrevista do ministro Franklin Martins (Comunicação Social). Ele integra a comitiva de Lula nas viagens a Pernambuco e à Suíça. 

O último compromisso de Lula antes de seguir para o jantar durante o qual se sentiu mal, foi uma cerimônia judaica, memória das vítimas do holocausto.

 

Deu-se na Sinagoga Kahal Zur Israel, no Recife (foto lá no alto). Até então, o presidente parecia bem disposto.

Escrito por Josias de Souza às 02h08

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Chavezila!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h32

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Em Pernambuco, Lula diz que rivais fazem politicalha

Ricardo Stuckert/PR

 

De passagem por Pernambuco, rumo à Suíça, Lula fez campanha aberta por seus aliados pernambucanos e por Dilma Rousseff, sua candidata à sucessão.

 

Sem mencionar-lhes os nomes, o presidente acusou os políticos do PSDB e do DEM de praticarem não a boa política, mas a “politicalha” (aqui, a íntegra do discurso).

 

Lula atacou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), antecessor de seu aliado Eduardo Campos (PSB) no governo de Pernambuco.

 

Insinuou que Jarbas impediu o desenvolvimento do Estado. Enfiou o ex-presideente Fernando Henrique Cardoso no discurso:

 

“E olha que eu dei mais dinheiro para o meu adversário [Jarbas] do que o presidente, aliado dele [FHC], deu para ele quando os dois governavam este país”.

 

A certa altura, Lula envernizou a imagem de Dilma, que o acompanhava no palanque de inauguração de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de saúde.

 

“De vez em quando as pessoas falam: ‘A Dilma é brava’. E eu vou lhe contar uma coisa: mulher tem que ser brava mesmo...”

 

“...Homem precisa que as pessoas sejam bravas, sabe? Quem tem que ficar arreganhando os dentes toda hora é homem...”

 

“...Mulher tem que ser séria mesmo e mostrar... E a companheira Dilma, é esse comportamento dela que fez com que ela pudesse coordenar o PAC...”

 

“...Coordenar o Programa Minha Casa, Minha Vida e que pudesse mostrar que esse país, com um pouco de planejamento, ninguém segura, ninguém segura” (assista abaixo).

 

 

Lula discursou na cidade pernambucana de Pesqueira. Para atacar a oposição, recuou no tempo. Recordou a sessão do Senado em que a CPMF foi extinta.

 

Recomendou à platéia que puna tucanos e ‘demos’, os algozes da CPMF, nas urnas de 2010.

 

“Dezembro de 2008, eu quero que vocês guardem essa data, porque daqui a pouco vai chegar a eleição”.

 

Para Lula, certos políticos deveriam trazer estampado na testa um “prazo de vencimento”.

 

Explicou: “A pessoa está com o prazo vencido porque tem a cabeça atrasada, tem maldade, e não pensa de forma moderna”.

 

Esmiuçou: “Alguns políticos brasileiros, e alguns políticos de Pernambuco, com o único objetivo de tentar prejudicar o meu governo...”

 

“...Derrotaram, em dezembro de 2008, a CPMF, que era o imposto sobre cheques, que ajudava a pagar a saúde”.

 

Disse que não conhece empresário que tenha convertido o fim do imposto do cheque em redução de preços.

 

“O problema não era de preço. O problema era de maldade. Por quê?” Nesse ponto, Lula voltou os olhos para o ministro José Gomes Temporão (Saúde).

 

“Porque aquele companheiro, o ministro Temporão, tinha aprovado o PAC da Saúde [R$ 24 milhões]”.

 

“Embora nós tivéssemos maioria, faltou um voto para a gente poder ganhar a CPMF. E eles então ficaram rindo e certos de que tinham acabado com o governo”.

 

Acrescentou: “Para fazer desaforo para aqueles que tiraram o dinheiro da saúde, reprovando a CPMF, nós decidimos fazer 500 UPAs em 2010 neste país”.

 

Uma semana depois de ter chamado de “babaca” o pernambucano Sérgio Guerra, presidente do PSDB, Lula pespegou na oposição outro vocábulo acerbo: “Politicalha”.

 

“Essa gente precisa aprender que o povo brasileiro cansou da politicalha, da intriga...”

 

Cansou “daquele político que não quer que venha dinheiro para o seu Estado porque quem está governando é seu adversário”.

 

Como que desejoso de completar a resposta a Sérgio Guerra, que tachara o PAC de “ficção”, Lula pôs-se a empilhar as obras que pretende cultivar em Pernambuco.

 

Em março, inauguração da “maior fábrica de dormente de trem do mundo” e de “uma usina de brita”.

 

Em junho, visita à “Transnordestina, que vai estar com mais de 7.000 trabalhadores construindo a ferrovia”.

 

“E aí, quem sabe, a gente já possa até inaugurar uma pequena parte da nossa tão sonhada Refinaria de Pernambuco”.

 

Driblando a lei eleitoral, Lula enalteceu, à sua maneira, a candidatura reeleitoral do governador Eduardo Campos, comparando-o ao antecessor Jarbas.

 

“A gente não pode falar de eleição, eu não sou candidato. Mas você pode ficar sabendo de uma coisa: esse Estado não tem o direito de retroceder...”

 

“...N ão tem o direito de voltar a um passado danoso, mesquinho. Esse Estado aprendeu a andar para frente”.

 

Disse a Eduardo: “Coloque a sua tropa na rua que a minha tropa virá lutar junto, para que a gente possa manter Pernambuco nessa linha de desenvolvimento”.

 

De resto, Lula jactou-se do prêmio que receberá no Fórum Econômico de Davos, na Suíça. Disse que, em 2003, fora alvo de críticas no fórum. Agora...

 

“Eu agora estou voltando para lá, para receber o título de O Presidente [Estadista] Global do ano de 2009”.

 

Considera-se credenciado para dar lições: “Vou lá para dizer o que eu fiz”. Dirá: “Eu fiz, é possível fazer, e nós poderemos fazer no mundo inteiro”.

 

Emendou: “Vocês estão lembrados quando o FMI chegava aqui no Brasil humilhando o governo brasileiro. Já descia no aeroporto, dando palpite...”

 

“Agora, quem fala grosso sou eu. Porque, se antes era o Brasil que devia ao FMI e ficava que nem cachorrinho magro, com o rabo entre as pernas, agora quem me deve é o FMI”.

Escrito por Josias de Souza às 21h22

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Porfírio assume em Honduras e prega a reconciliação

  Fotos: AP/BBC
Tomou posse nesta quarta (27) o novo presidente de Honduras, Porfírio Lobo.

 

Recebeu a faixa presidencial das mãos do presidente do Congresso, Juan Orlando Hernadez.

 

Roberto Micheletti, que assumira depois da deposição de Zelaya, em junho de 2009, não deu as caras na cerimônia.

 

Eleito para comandar um país dividido, Porfírio fez um discurso inaugural adequado ao momento.

 

“A família hondurenha quer se reconciliar”, disse ele. Para demarcar o “princípio da reconciliação”, levou a assinatura a dois atos.

 

No primeiro, concedeu salvo conduto para que o deposto Zelaya deixe Honduras, rumo à República Dominicana.

 

No segundo, sancionou a lei de anistia, aprovada na véspera pelo Congresso. Passa uma borracha sobre o rififi que cindiu Honduras.

 

Anistiaram-se os malfeitos de golpistas e golpeados. Ficou entreaberta, porém, a porta para o prosseguimento de processos por corrupção.

 

Afora a acusação de ter tentado violar a constituição do país por meio de plebiscito reeleitoral que a Justiça vedara, Zelaya é acusado também de corrupção.

 

Seus algozes não se consideram “golpistas”, já que a constituição proíbe a reeleição em uma de suas cláusulas pétreas.

 

Exorbitaram, porém, ao deportar Zelaya depois de prendê-lo, no ano passado.

 

Antes da posse, Porfírio esmiuçara a operação que resultaria na saída de Zelaya de Honduras.

 

Disse que ele próprio tomaria parte da comitiva que acompanharia o presidente deposto até o aeroporto.

 

Foi buscá-lo na embaixada do Brasil, que lhe serviu de hospedaria por quatro meses. Uma caminhonete apinhada de malas foi enviada à embaixada. Zelaya já partiu para o exílio.

 

Nos próximos dias, Porfírio deve concentrar esforços para obter o reconhecimento de sua eleição de países que ainda não o consideram um presidente legítimo.

 

Entre esses países está o Brasil. Porfírio disse ter tentado fazer contado com Lula. Não foi atendido.

 

Diplomático, o novo presidente de Honduras atribuiu o desencontro à diferença de fuso horário entre os dois países, de quatro horas.

 

O Brasil já não tem como manter a cara virada para Porfírio por muito tempo. O reconhecimento é mera questão de tempo.

 

No perde e ganha da crise hondurenha, o Brasil está acomodado do lado dos derrotados.

Escrito por Josias de Souza às 19h39

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Stédile: ‘Hoje, ocupação de terra não interessa mais’

  Antônio Cruz/ABr
O MST está na muda. Nas palavras de seu principal mandachuva e ideólogo, João Pedro Stédile, o movimento vive “um momento de reflexão”.

 

Busca “um novo modelo para seguir”. A julgar pelo novo discurso de Stédile, vão escassear as invasões de terra.

 

No lugar da derrubada de cercas, surgirá a abertura de portas que conduzam a alianças com os “trabalhadores da cidade”.

 

Ouça-se Stédile: “Nos anos 70 e 80, bastava ocupar terras e se conseguia apoios que resultavam em pressão política...”

 

“...Hoje, a ocupação de terra não soma aliados. Portanto, não interessa mais...”

 

“...Estamos buscando novas alternativas para fazer aliados. E a que está se mostrando mais compatível é a aliança com trabalhadores da cidade”.

 

Stédile participa do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Foi entrevistado pelo repórter Carlos Wagner.

 

Instado a discorrer sobre 2010, atenuou a importância da eleição. “Não terá influência porque não irá mudar o modelo”.

 

A sucessão se resumirá, segundo ele, a “uma polarização entre Dilma Rousseff e José Serra”. Quem o MST apoia? “Somos contra o Serra”, disse Stédile.

 

Vão abaixo os principais trechos da entrevista:

 

 


– O que mudou no MST?
Não foi o movimento que mudou. Foi a luta pela terra. Nos anos 70 e 80, uma parcela da burguesia nos apoiava porque apostava em um modelo de desenvolvimento industrial que precisava de mercado interno para vender os seus produtos. Cito como prova desse apoio o plano de reforma agrária de Sarney [José Sarney, presidente do Brasil entre 1985 a 1990], que pretendia assentar 1,4 milhão de famílias. Isso mudou com a implantação do modelo neoliberal que consolidou o agronegócio, que depende do capital financeiro e das empresas transnacionais.
– Qual a reflexão desse momento na política interna do MST?
Estamos em um momento de reflexão, pensando em um novo modelo para seguir. Nos anos 70 e 80, bastava ocupar terras e se conseguia apoios que resultavam em pressão política. Hoje, a ocupação de terra não soma aliados. Portanto, não interessa mais. Estamos buscando novas alternativas para fazer aliados. E a que está se mostrando mais compatível é a aliança com trabalhadores da cidade.
– Como fazer alianças se o movimento enfrenta uma onda de antipatia na opinião pública?
É manipulação da mídia. Temos o apoio do povão do interior. Antipatia é de classe. Antes falavam mal do Lula.
– Mas o presidente Lula mudou. É possível que a necessidade de aliança leve o MST a repensar estratégias de luta, hoje consideradas antipáticas pela população, como o fechamento de estradas?
Tudo está sendo repensado com a finalidade de dar prioridade às alianças políticas, para somar forças na luta contra o inimigo atual: o modelo de desenvolvimento.

[...]

– Há uma década o movimento vem incluindo em suas fileiras pessoas de vilas urbanas. Que influência eles têm hoje no MST?
Esse pessoal representa uns 15% do contingente dos sem-terra aqui. Ainda é cedo para fazer uma avaliação.
– Qual a importância da eleição presidencial na arquitetura de alianças que está sendo gestada pelo movimento?
Não terá influência, porque não irá mudar o modelo. Vai ser apenas uma polarização entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).
– Qual candidato o movimento apoia?
Somos contra o Serra.

Escrito por Josias de Souza às 18h17

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Os papéis da turma da Camargo Corrêa falam, berram

Alan E. Cober

 

O papelório recolhido pela PF nas gavetas e máquinas de executivos da Camargo Corrêa berra mais do que cabrito malvado.

 

Vai abaixo o penúltimo grito, ecoado na coluna Painel, da Folha:

 

 

- Nome e sobrenome: O ‘Danilo’ que aparece no relatório da Operação Castelo de Areia da Polícia Federal como contato do deputado José Genoino (PT-SP) para supostas doações sem recibo da Camargo Corrêa é Danilo Camargo...

 

...Ex-coordenador da comissão de ética do PT e ex-tesoureiro de campanhas paulistas. O telefone dele consta de uma planilha de intermediários apreendida pela PF na sala de um executivo da empreiteira.


Danilo foi levado ao noticiário em 2005, quando um assessor do irmão de Genoino foi preso no aeroporto com dólares na cueca.

 

Após o flagrante, segundo a PF, petistas se reuniram no flat dele para discutir a linha de defesa e tentar explicar a origem do dinheiro.

 

 

- Outro lado: Procurado pela Folha, Danilo Camargo confirmou ser dono do número de telefone e que atuou como tesoureiro de campanhas.

 

Entretanto, disse que a menção ao seu nome "foi alguma confusão". "Represento ele [Genoino], mas saí da direção do partido há muito tempo".

- Eu não: Genoino afirma que todas as suas doações foram declaradas à Justiça Eleitoral e nega ter mantido contato com a Camargo Corrêa.

Escrito por Josias de Souza às 17h19

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No Haiti de hoje, até simples enterro vira uma ‘saga’

 

No vídeo acima, o drama de uma família haitiana para enterrar o seu morto.

 

Na peça do rodapé, um pedaço do discurso de Lula no Fórum Social Mundial. Ele sugeriu:

 

Em vez de um “catatau de decisões”, o fórum deveria aprovar uma só: um ano de solidariedade ao povo do Haiti, às voltas com a reconstrução do país.

 

Sob aplausos, Lula disse que vai “jogar na cara dos países mais ricos” a crise financeira global e o "abandono" do Haiti.

 

Lula embarca na noite desta quarta (27) para a Suíça. Vai participar do Fórum Econômico de Davos.

Escrito por Josias de Souza às 06h18

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Serra adota discurso de vítima diante das enchentes

Henrique Manreza

 

Existe São Paulo. E existe “São Paulo”. Há a cidade e o coletivo em que ela se transformou.

 

Pode ser coletivo majestático ou pejorativo. Depende do lado que você está e do que lhe vem à mente quando ouve “São Paulo”.

 

Sem aspas, São Paulo é trabalho, é locomotiva, é PIB. Com aspas, pode ser poluição, engarrafamento, caos urbano.

 

Nos dias que correm, “São Paulo” é enchente, é morte. A água penetra todas as suas residências. Nalgumas, chega pela TV. Noutras, faz boiar os móveis.

 

José Serra levou ao microblog, na madrugada desta quarta (27), meia dúzia de palavras sobre o flagelo. Escreveu como vítima, não como governador.

 

Contou: “Fui até a estrada de Itapevi, onde o temporal abriu uma cratera impressionante. Prevendo o risco, o DER havia feito uma interdição na via”.

 

Celebrou: “Só por isso não houve maior tragédia. O carro com dois funcionários do DER despencou, mas felizmente eles foram resgatados e passam bem”.

 

Esmiuçou: “Tentei ir a Bauru, mas não consegui. Com o temporal, o aeroporto de Congonhas estava feito sanfona: abria e fechava o tempo todo”.

 

Contabilizou: “Este é o mês de janeiro mais chuvoso em SP, desde 1995, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências passou a fazer medições.”

 

Comparou: “Pra vocês terem uma idéia: o previsto para todo o mês de janeiro eram 239 mm. Na zona norte de SP, choveu 43 mm só nesta terça-feira!”

 

Espantou-se: “A Estação Meteorológica da USP registrou, 5ª feira passada, o maior volume acumulado de chuva em janeiro desde 1932, quando começou a medir”.

 

Quem teve a ventura de ler José Serra sentiu falta de um governador. Alguém que discorresse sobre planos e medidas.

 

Quem leu José Serra teve a impressão de que ele não é propriamente um governador. É apenas mais uma vítima. Ou, por outra, é a ausência de solução com doutorado.

 

Uma espécie de nada com PhD, a contemplar a cidade desde a janela do Palácio dos Bandeirantes.

 

José Serra talvez ainda não tenha se dado conta, mas o cargo de governador tirou dele o conforto de habitar o mundo acadêmico.

 

Para um "scholar", habituado a observar os paradoxos do caos social de longe, com distanciamento brechtiano, o diagnóstico é o Éden.

 

Mas o cidadão que se encontra cercado de água por todos os lados anseia pela resolução de seus problemas. Espera, quando menos, por um lenitivo.

 

Poder-se-ia objetar que o despreparo de “São Paulo” para lidar com as enchentes é produto do descaso de muitos governos.

 

A objeção não socorre, porém, o tucanato de José Serra, no poder em “São Paulo” há uma década e meia.

 

Assim, as divagações noturnas de José Serra não tem senão a utilidade de dar ao seu autor a sensação de que seus relatos são úteis.

 

De resto, enquanto estiver empilhando estatísticas e relatos molhados, José Serra pode eximir-se de tarefas menores. Apresentar providências, por exemplo.

Escrito por Josias de Souza às 04h45

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Jarbas engancha sua decisão ao calendário de Serra

  Ueslei Marcelino/Folha
Jarbas Vasconcelos decidiu cozinhar em banho-maria o pedido de José Serra e a pressão local para que se declare candidato ao governo de Pernambuco.

 

Dissidente do PMDB, Jarbas encontra-se imerso em dúvidas. Dono de um mandato de senador que só expira em 2014, hesita em escalar o palanque estadual.

 

De passagem por uma festa de aniversário, trocou um dedo de prosa com repórteres na noite passada.

 

A alturas tantas, disse que não tem pressa para tomar uma decisão.

 

“Eu quero tempo. Se Serra não resolveu as coisas dele, se Aécio ainda tem dúvida se é candidato ao Senado ou a vice, por que essa pressa em decidir aqui?”

 

Mais adiante, discorreu sobre a importância do calendário: “Quando se dá um passo em falso em política leva-se um tempo para consertar”.

 

Não tem dúvidas quanto ao lado que irá frequantar em 2010. É Serra desde menino. Mais que isso: é um anti-Lula empedernido.

 

Perguntaram-lhe como reagiria se Lula o chamasse de “babaca”, como fez com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra.

 

E Jarbas: “Na hora ele teria a resposta. Ele vem aqui [para o Recife]. Manda ele me chamar de babaca...”

 

Afora Jarbas, Serra arrosta dificuldades para pôr de pé um palanque competitivo no Ceará. Em privado, pediu ao grão-tucano Tasso Jereissati que abraçasse a causa.

 

Tasso refugou o desafio de recandidatar-se ao governo cearense. Planeja renovar o seu mandato de senador.

 

Prometera a Serra fabricar no Ceará a candidatura de um empresário. Até agora, nada.

Escrito por Josias de Souza às 03h21

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Ciro reafirma plano presidencial e descarta São Paulo

  Antônio Cruz/ABr
De volta ao Brasil, Ciro Gomes informou à direção do seu partido, o PSB, que continua decidido a disputar a Presidência da República.

 

Declarou também que está “descartada” a hipótese de comparecer às urnas de 2010 na condição de candidato ao governo de São Paulo.

 

Ciro desembarcou em Fortaleza na madrugada desta terça (26). Estava na Europa havia 15 dias. Viagem de férias.

 

Chegou na véspera do encontro que Lula terá, nesta quarta (27), com o governador de Pernambuco Eduardo Campos, que preside o PSB.

 

Em meio a compromissos administrativos, Lula se conversará com Campos sobre 2010. Quer empurrar Ciro da cena nacional para a de São Paulo.

 

Campos e Ciro conversaram pelo telefone. O deputado reiterou ao governador que continua de pé o seu projeto presidencial.

 

Ciro disse que só não será candidato se o partido não quiser. Nessa hipótese, recusa-se levar o rosto à vitrine de São Paulo. Prefere ausentar-se da eleição.

 

Além da conversa com Campos, Ciro trocou telefonemas com outros dirigentes do PSB. Entre eles o secretário-geral da legenda, senador Renato Casagrande (ES).

 

Em todos os diálogos, o mesmo diapasão: Quer brigar pela presidência, descarta São Paulo e acomoda seu futuro nas mãos do partido.

 

Eduardo Campos comprometeu-se com Ciro a evitar que o encontro com Lula resultasse numa batida de martelo.

 

Para desassossego do presidente, o PSB mantém-se aferrado à idéia de empurrar para março a decisão sobre o futuro Ciro.

 

A data havia sido combinada pela cúpula do partido num jantar que tivera com Lula, no Palácio da Alvorada, em setembro de 2009.

 

Nesse encontro, Ciro dissera a Lula que sua participação na disputa presidencial serve aos interesses do governo.

 

Para Ciro, se levar adiante o plano de converter 2010 num plebiscito PT X PSDB, Lula arrisca-se a entregar a vitória ao tucano José Serra no primeiro turno.

 

O presidente dá de ombros. E insiste para que Ciro se enrole na bandeira de candidato ao governo paulista.

 

Mantido o impasse, Eduardo Campos recordará a Lula o acordo que condiciona a definição à análise da conjuntura de março.

 

Considerando-se que Ciro transferiu para o PSB a definição quanto ao papel que vai desempenhar na eleição, é de perguntar: O que pensa o partido?

 

O repórter apurou que a maioria dos dirigentes do PSB condiciona a manutenção da candidatura presidencial de Ciro à celebração de alianças.

 

A legenda idealizara uma composição com PDT e PCdoB. Algo que asseguraria a Ciro entre quatro e cinco minutos de propaganda televisiva.

 

Porém, Lula cuidou de arrastar os dois parceiros cobiçados pelo PSB para dentro da mega-coligação que se forma ao redor da petista Dilma.

 

Ciro declarou aos correligionários que topa disputar o Planalto mesmo assim, sozinho, com um tempo de TV que roçaria os dois minutos. Ele soou animado.

 

Disse aos mandarins do PSB que o PT só cresceu porque Lula disputou sucessivas eleições.

 

Manteve-se no páreo mesmo quando escorado em estruturas políticas mixurucas.

 

Embora leve o pé atrás em relação ao otimismo de Ciro, Eduardo Campos decidiu operar para que ele disponha de tempo. Vai tentar tourear a ansiedade de Lula.

 

Campos chamou a Pernambuco, para tomar parte da conversa com o presidente, o ex-ministro Roberto Amaral, vice-presidente do PSB.

 

Até a noite passada, a menos que Lula pedisse, Ciro não cogitava deslocar-se de Fortaleza para o Recife. Não deve dar as caras na reunião.

 

A agenda de Lula favorece o PSB. Está apinhada de compromissos administrativos. Não parece haver espaço para uma conversa política longa.

 

Assim, a despeito do desejo de Lula, Ciro continuará frequentando o noticiário das próximas semanas como pretendente à Presidência da República.

Escrito por Josias de Souza às 02h46

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Ligação com lobista afasta corregedor de Justiça do Rio

 

- Folha: Presos 7 do MST acusados de destruir laranjal em SP

 

- Estadão: Proposta do governo obriga empresa a distribuir lucros

 

- JB: Otimismo da indústria é o maior em 11 anos

 

- Correio: Brasiliense sai da malha fina com ajuda da internet

 

- Valor: Novos derivativos somam R$ 30 bi e preocupam BC

 

- Jornal do Commercio: Enem sai amanhã

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h40

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PAC - Programa de Aproveitamento das Cheias!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 00h51

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Câmara do DF elege o novo presidente nesta quarta

  Antônio Cruz/ABr
A Câmara Legislativa do DF marcou para esta quarta (27) a eleição de seu novo presidente.

 

O antigo, Leonardo ‘Pé-de-meia’ Prudente, renunciou ao cargo para prestar um serviço ao governador José Roberto Arruda (ex-DEM).

 

Afastado do comando do legislativo pela Justiça, Prudente vinha sendo substituído pelo vice-presidente, Cabo Patrício.

 

Petista, Patrício tentava imprimir ao processo de impeachment que corre contra Arruda um ritmo de toque de caixa.

 

Com a renúncia de Prudente (ex-DEM), o companheiro Patrício (PT) viu-se compelido, por força do regimento, a convocar nova eleição.

 

Dono de maioria panetônica, Arruda acomodará no comando da Câmara um novo aliado. Alguém que ainda não tenha sido pilhado com a boca no panetone.

 

Nesta terça (26), véspera da eleição do novo protetor do governador, a Câmara reforçou o escudo.

 

Antes mesmo de começar a trabalhar, a CPI criada para “investigar” o panetonegate trocou de presidente.

 

Saiu o deputado Alírio Neto (PPS), ex-secretário de Segurança de Arruda. Entrou o colega Geraldo Naves (DEM), um “arrudista” de quatro costados.

 

Alírio desembarcou da CPI porque o PPS, abespinhado com o “arrudismo” de seu filiado, abriu contra ele um processo disciplinar.

 

Receoso de ser expurgado da legenda, o que o impediria de disputar a eleição de 2010, Alírio pôs-se a desancar Arruda. Até a renúncia do governador ele pediu.

 

Com Geraldo Naves, restabelece-se a pantomima. E a CPI volta a navegar nas águas mansas do universo do faz de conta.

 

Pela lógica, o 'demo' Naves deveria ser enquadrado pela direção nacional do DEM, que se diz rompida com Arruda. Mas quem disse que a política é regida pela lógica?

 

Guiando-se pelo ilógico que dirige os destinos de Brasília, o diretório do DEM-DF reafirmou na semana pasada o apoio ao mesmo Arruda que a Executiva nacional do DEM pusera para "correr".

 

Ou seja, o DEM adota em relação a Arruda a máxima segunda a qual, em política, o sujeito não pode estar tão próximo que amanhã não possa estar distante...

 

...Nem tão distante que amanhã não possa se aproximar.

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h57

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Gilmar: TSE deve tratar Lula como trata um prefeito

  Folha
Alguém já disse, o repórter não lembra quem, que as leis são como as teias de aranha.

 

Muito boas para capturar mosquinhas, mas os insetos maiores rompem sua trama e escapam.

 

Nas últimas 48 horas, o presidente do STF, Gilmar Mendes, repisou um comentário que dá ao TSE uma aparência de aranha seletiva.

 

Referindo-se genericamente às acusações de que tem gente fazendo campanha eleitoral fora de hora, Gilmar disse:

 

"Tem que haver um critério único para aferir a campanha antecipada. Não se pode usar um critério para prefeito, governadores, e outro para presidente da República...”

 

“...Só digo que a Justiça Eleitoral tem que primar por um standard único, por um parâmetro único. Nós não podemos adotar critérios diversos".

 

Dito de outro modo: a Justiça Eleitoral não pode rugir como um leão para os malfeitos de um prefeito e miar como gatinho para as estripulias de Lula.

 

Para não dizerem que foi, ele próprio, seletivo, Gilmar tratou de incluir no raciocínio, sem mencionar-lhe o nome, o presidenciável tucano José Serra:

 

“Não se pode adotar critérios que valham para o governador de Roraima e não valham para o governador de São Paulo".

 

Instado a comentar o lote de ações em que a oposição acusa a dupla Lula-Dilma de atentar contra a legislação eleitoral, Gilmar preferiu não entrar no mérito.

 

Embora ainda não tenha representado contra José Serra no TSE, o PT diz que, a exemplo de Lula, ele também faz uma inauguração atrás da outra.

 

É como se o petismo quisesse dizer: generalizando-se a infração, restabelece-se a justiça. E o TSE calado...

Escrito por Josias de Souza às 18h59

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Oposição entra com nova ação contra Lula no TSE

   Folha
Impregnada de repetição e monotonia, a paisagem política brasileira começa a provocar na platéia uma fadiga ótica.

 

Olha-se para Lula e não se enxerga senão uma candidata na garupa e um pa©mício no bolso.

 

Vira-se para a oposição e vê-se um grupo que, ferozmente incomodado, tem sempre à mão uma petição ao TSE.

 

Nesta terça (26), PSDB, DEM e PPS protocolaram na Justiça Eleitoral mais uma ação contra Lula. A sétima, se o repórter não perdeu as contas.

 

Reclama-se agora de evento ocorrido na semana passada. A mesma paisagem: Lula. Dilma. Discursos.

 

Pela lei, a campanha só começa em 5 de julho. Mas Lula recorre aos mais variados estratagemas para atingir os seus subterfúgios.

 

Na nova representação, as legendas rivais reproduzem uma frase que dá idéia do malabarismo retórico de que se serve o presidente:

 

"Quem vier depois de mim e eu, por questões legais, não posso dizer quem é, espero que vocês adivinhem...”

 

“...Espero, quem vier depois de mim já vai encontrar um programa pronto, com dinheiro no Orçamento...”

 

“...Porque eu estou fazendo o PAC 2 porque eu preciso colocar dinheiro no Orçamento para 2011, para que as pessoas comecem a trabalhar".

 

Nelson Rodrigues gostava de dizer que “o vampiro de Düsseldorf não se considerava o vampiro de Düsseldorf, mas um reles bebedor de groselha”.

 

Do mesmo modo, o padrinho eleitoral em campanha finge não ser o padrinho eleitoral em campanha, mas um reles inaugurador de obras.

 

Submetido à sucessão de poses e de representações, o TSE mostra os dentes. Por ora, apenas ri. Resta saber: vai morder?

Escrito por Josias de Souza às 18h01

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MPF recorre contra a suspensão da ‘Castelo de Areia’

Moacyr Lopes Jr./Folha

 

A Procuradoria Geral da República protocolou no STJ um recurso para tentar reabrir os processos da Operação Castelo de Areia.

 

Há 12 dias, em 14 de janeiro, o presidente do STJ, ministro Cesar Asfor Rocha, suspendera a Castelo de Areia. Decisão liminar (provisória).

 

No recurso que levou ao protocolo do tribunal nesta terça (26), a Procuradoria pede a Asfor Rocha que reconsidere a decisão.

 

O ministro agira por provocação de advogados dos executivos da Camargo Corrêa. A construtora está no epicentro do caso.

 

Seus operadores são acusados de crimes variados –de superfaturamento de obras públicas a evasão de divisas; de fraudes cambiais a doaçõe$ a políticos feitas por baixo da mesa.

 

Os advogados dos executivos enrolados alegaram, entre outras coisas, que os alicerces da Castelo de Areia estariam micados.

 

A operação teria sido assentada numa reles denúncia anônima. Que teria resultado em quebras ilegais de sigilos telefônicos e bancários.

 

O recurso do Ministério Público traz a assinatura da doutora Elizeta Ramos, subprocuradora-geral da República.

 

Ela sustenta que não há ilegalidade no fato de as investigações terem sido deflagradas por denúncia anônima.

 

Argumenta que tampouco as interceptações telefônicas e quebras de sigilos bancários podem ser tisnadas pela pecha da ilegalidade.

 

Informa que a denúncia anônima foi sucedida de apurações preliminares. Investigações que corroboraram as suspeitas.

 

Menciona também um “compartilhamento de informações”. Os responsáveis pelo caso serviram-se de dados que constavam de outro inquérito.

 

Que inquérito? O de uma operação chamada “Downtown“, na qual já figuravam como suspeitos alguns dos personagens enrolados posteriormente na Castelo de Areia.

 

No recurso remetido a Asfor Rocha, a Procuradoria pede ao ministro que, caso opte por manter de pé sua decisão, submeta o caso ao exame de uma das turmas do STJ.

 

O processo será apreciado pela 6ª turma do STJ. Só volta a funcionar em 2 de fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário.

 

Nos últimos dias, nacos da investigação suspensa por Asfor Rocha ganharam as manchetes. As informações são de gelar os ossos. Leia, por exemplo, isso e isso.

 

Em benefício dos próprios acusados, convém que o processo seja reaberto. A essa altura, só a luz do Sol pode conduzir aos pratos limpos.

Escrito por Josias de Souza às 17h01

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Zelaya desocupa, finalmente, a embaixada brasileira

  Edgard Garrido/Reuters
Ao enfurnar-se na embaixada brasileira, em setembro, Manuel Zelaya declarou que admitia perder tudo, até a vida. Mas não perderia a dignidade. Continua procurando.

 

Para os brasileiros, uma boa notícia: Zelaya parece já ter encontrado a porta de saída da embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Promete deixar a hospedaria nesta quarta.

 

Vai mudar-se de Honduras para a República Dominicana. Viaja com as bênçãos de Porfirio Sosa, o novo presidente hondurenho, que toma posse também nesta quarta.

 

Convém à diplomacia brasileira acomodar uma vassoura atrás da porta.

Escrito por Josias de Souza às 16h07

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PT conspira contra entrega da vaga de vice a Temer

  Fábio Pozzebom/ABr
Um pedaço do PT joga gasolina numa fogueira que se imaginava apagada. As labaredas ardem ao redor da vaga de vice na chapa de Dilma Rousseff.

 

Parte do petismo ainda torce o nariz para a idéia de levar à chapa da ministra o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

 

O partido de Lula age com mão de gato. Para não imprimir as digitais na operação, instila outros partidos governistas a altear a voz.

 

Nada contra a exigência do PMDB de indicar o vice. Deseja-se, porém, um nome que, no dizer do petismo, agregue mais votos e apoio a Dilma.

 

Deve-se a revelação à repórter Vera Rosa. Em notícia veiculada nesta terça (26), ela conta que o pescoço de Temer foi tema de debate num encontro do PT.

 

Reuniu, no final de semana, expoentes da corrente Construindo um Novo Brasil, majoritária na legenda.

 

A repórter recolheu declaração de José Dirceu. Réu no processo do mensalão, foi reconduzido ao diretório do PT.

 

Dirceu repisou no encontro petista raciocínio que expusera em conversa com Lula, em dezembro:

 

"Não existe indicação de vice sem acordo mútuo entre os partidos da coalizão que apoiará a candidatura".

 

O fósforo do vice fora riscado por Lula no final do ano. Em viagem ao Maranhão, dissera que o PMDB deveria encaminhar a Dilma uma “lista tríplice”.

 

A reação do PMDB convertera a fagulha em fogaréu. O partido gritara, esperneara, exigira explicações do presidente.

 

Até hoje, Lula não pronunciou em público nada que se assemelhe a uma explicação cabal. Ainda assim, a caciquia do PMDB dava a página por virada.

 

Curiosamente, a encrenca volta às manchetes nas pegadas de um tônico servido pelo PMDB a Temer na semana passada.

 

Reunidos em Brasília, os caciques das duas principais alas do partido –uma da Câmara e outra do Senado— decidiram se unir em torno de Temer.

 

Antecipou-se de março para 6 de fevereiro a convenção em que o PMDB reconduzirá Temer à presidência do partido.

 

Temer divulgou nota dissociando a iminente recondução ao comando partidário do debate sobre a escolha do vice.

 

Lorota. Uma coisa está diretamente ligada à outra. Como que pressentindo o cheiro de queimado que exalaria do PT, Romero Jucá saiu em defesa de Temer nesta segunda (25):

 

“Nenhum partido deve se meter nas decisões internas do PMDB. O PMDB não veta ninguém e não quer ser vetado”.

 

Líder de Lula no Senado, o pemedebê Jucá (RR) disse que o comando do partido volta a se reunir nesta terça (26). Para quê?

 

Vai-se fechar a composição da chapa que, encabeçada por Temer, será eleita na convenção de fevereiro para dar as cartas no PMDB.

 

De resto, informou Jucá, o partido vai indicar Temer como nome único para compor a chapa com Dima Rousseff.

 

E quanto à lista tríplice de que falou Lula? “O presidente nunca conversou sobre isso com a gente. Não há imposição nenhuma e não há veto...”

 

“...Nós vamos definir o PMDB e o PT vai definir o PT. Vão haver conversas, mas não há veto”.

 

Vetos, de fato, não há. Mas o movimento anti-Temer urdido pelo petismo não é alheio à vontade de Lula.

 

Se o PMDB quebrar lanças por Temer, Lula deve digerir o nome. Mas não o fará por gosto. Preferiria um nome como o do neopemedebê Henrique Meirelles, presidente do BC.

 

O diabo é que, diferentemente de Temer, Meirelles não dispõe de votos na convenção do PMDB que oficializará (ou não) o apoio a Dilma em junho.

 

Temer deseja a vice, trabalha por ela. Mas, jeitoso, diz coisas assim: “Não existe candidatura a vice”. Quem faz o vice, afirma ele, são as circunstâncias.

 

De resto, declara que, antes de decidir o nome –“Há muitas opções no PMDB”—convém eliminar as arestas que separam o seu partido do PT em alguns Estados.

 

Algo que será objeto de nova discussão nesta quarta (27), em encontro que reunirá, pela enésima vez, o comitê de negociadores petês e pemedebês.

 

Na madrugada desta terça, o blog ouviu um grão-pemedebê sobre a ressurreição das labaredas do vice. E ele:

 

“Esse pessoal do PT gosta de brincar com fogo. Vão acabar queimando a ministra Dilma. Ela precisa mais de nós do que nós dela”.

 

- PS.: Você já pode seguir o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h43

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Presidente do PSB repele pressão pela saída de Ciro

  Ricardo Stuckert/PR
Às vésperas de receber Lula em Pernambuco, o governador Eduardo Campos disse que cabe apenas ao PSB definir se Ciro Gomes disputará o Planalto:

 

“Nossas decisões não serão tomadas por dirigentes de outras legendas. Nossas decisões serão tomadas pela nossa direção”.

 

Campos é presidente nacional do PSB. Falou sobre Ciro depois de almoçar com um personagem que inspira ojeriza em Lula: o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

 

Cristão novo no PSB, Skaf liderou o movimento que resultou na rejeição, em 2007, da emenda que prorrogava a CPMF.

 

Desde então, Lula traz o presidente da Fiesp atravessado na traquéia.

 

O neo-socialista Skaff reivindica o aval do PSB para disputar o governo de São Paulo. Deseja justamente a posição que Lula reservou para Ciro.

 

Em entrevista, Campos disse que “a candidatura de Paulo Skaf amplia” o palanque da oposição em São Paulo.

 

Afirmou que que Skaf vai “ficar mobilizado” até que o PSB tome sua decisão sobre o “projeto Ciro”. Algo que só deve ocorrer em março.

 

Lembrou que a data foi acertada com Lula. E não vê razões para descumprir o combinado.

 

O governador exalou incômodo com o noticiário acerca do encontro que terá com Lula, nesta quinta (28). Estranha sobretudo o caráter político conferido à conversa.

 

É algo que, segundo disse, Lula não acertou com ele. O presidente fará no Recife escala para uma viagem à Suiça.

 

Chega no início da tarde, acompanhado de oito ministros. Entre eles Dilma Rousseff, a candidata do PT.

 

A comitiva presidencial tem agenda cheia –um pa©mício, visita a uma exposição e a uma sinagoga.

 

Só à noite, por volta de 20h, Lula será recebido em jantar pelo governador. Participam do repasto companheiros de viagem de Lula.

 

É gente demais para uma conversa consequente, que o petismo se apressa em apresentar como definidora dos destinos de Ciro Gomes.

 

Em férias na Europa, Ciro retorna ao Brasil nesta quarta (27). Informa-se que deve dar as caras no Recife.

 

Integrante da comitiva de Lula, Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado disse nesta segunda (25):

 

"O PSB tem legitimidade para ter candidato, mas o importante é unir a base e vencer no primeiro turno...”

 

“...O presidente vai a Pernambucano conversar com Ciro e eu vou junto”.

 

O lero-lero sobre a pressão para que Ciro troque a cena nacional pelo ringue paulista foi açulado pelo próprio Lula.

 

Em reunião ministerial, na semana passada, o presidente repisou a tecla da sucessão plebiscitária –era Lula X fase FHC.

 

Disse que conversaria com o “companheiro Ciro” sobre a candidatura dele ao governo de São Paulo. Deu a entender que o jogo estava, por assim dizer, jogado.

 

É nesse contexto que Eduardo Campos veio ao meio-fio para propalar a autonomia do seu PSB. Uma autonomia que enfrenta uma conspiração dos fatos.

 

Ao transferir o seu domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, em setembro passado, Ciro aceitou gostosamente o papel de candidato multiuso.

 

Em novembro, animada pelas pesquisas que mostravam um Ciro encostado em Dilma, a Executiva do PSB proclamou-o candidato à presidência.

 

Dono de escassos 2,5 minutos de tempo de TV, o PSB sonhava pôr de pé uma coligação com pelo menos outras duas legendas: PDT e PCdoB.

 

Dias atrás, acossado por Lula, o PDT proclamou o apoio a Dilma. O PCdoB, premido pelo menos assédio, também se encaminha para o colo da ministra-candidata.

 

Em movimentos calculados, Lula tratou de asfixiar a candidatura presidencial de Ciro. Em menos de cinco meses, deixou o PSB falando sozinho.

 

De resto, numa conversa do tipo ‘olho no olho’ com Lula, o presidente do PSB tende a atenuar o tom de voz.

 

A gestão de Eduardo Campos é, hoje, uma das mais umedecidas pelas verbas borrifadas por Brasília. Graças a Lula, converteu o Estado em canteiro de obras.

 

Candidato à reeleição num Estado em que a popularidade de Lula roça os 90%, Campos não dispõe de motivos nem de disposição para divergir de Lula.

 

Resta saber o que tem a dizer o próprio Ciro. Antes de tomar chá de sumiço, desfilara sua candidatura presidencial por diversos pedaços do mapa brasileiro.

 

Por onde passou, fez questão de atacar alvejar o tucano José Serra e realçar a “frouxidão moral” que permeia a união PT-PMDB em torno de Dilma.

 

Soou tão enfático que, agora, vai parecer um frouxo se ceder aos apelos de Lula, incorporando-se à caravana dos imorais.

 

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Escrito por Josias de Souza às 04h38

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Golpe da mudança burla lei e abastece comércio no Rio

 

- Folha: Na frente de Serra, Lula propõe PAC para enchente

 

- Estadão: Reconstruir Haiti deve levar mais de 10 anos

 

- JB: Governo vai combater aumento do álcool

 

- Correio: Distritais têm sete dias para eleger o presidente

 

- Valor: Projeto obriga distribuição de 5% do lucro a empregado

 

- Jornal do Commercio: Denúncia contra som alto terá recompensa

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h03

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Paredão!

Waldez

Via blog Waldez Cartuns.

Escrito por Josias de Souza às 02h40

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Mais eficaz que a oposição, São Pedro mela pa©mício

Desde o ano passado, PSDB, DEM e PPS já protocolaram no TSE meia dúzia de representações contra os pa©mícios da dupla Lula-Dilma. E nada.

 

Pois bem. Nesta segunda, São Pedro realizou o sonho de todo oposicionista: melou uma inauguração oficial. 

 

Deu-se no Rio, em Jacarepaguá. Todo mundo reunido: o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, a ministra-candidata Dilma e Lula.

 

Entregavam uma creche e uma praça. Caiu um pé d’água. E as autoridades tiveram de enxugar os discursos.

 

Lula disse: “Eu vou ser muito breve porque não é justo vocês continuarem tomando essa chuva...”

 

“...Nós íamos fazer uma festa grande aqui, mas não deu. Fica para a próxima”.

 

Castigo divino. Horas antes, numa cerimônia promovida pela prefeitura de São Paulo, Lula falara de enchentes em casa de alagado.

 

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Escrito por Josias de Souza às 00h42

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Ministro diz que Brasil cogita importar álcool dos EUA

  Joel Silva/Folha
Você vai dizer que, num país como o Brasil, basta abrir um jornal ou uma janela na internet para dar de cara com o inusitado. Verdade.

 

Mas às vezes a realidade, essa caprichosa e imprevisível senhora, carrega demais no insólito.

 

Depois de aturar todo aquele lero-lero do Lula sobre biocombustíveis, o consumidor brasileiro descobre-se agora sem álcool.

 

Não é só. O ministro Edison Lobão, das Minas e Energia, informa que o Brasil pode ser compelido a importar álcool dos EUA.

 

Repetindo: o Brasil, paraíso da cana, cogita mandar vir dos EUA o álcool produzido à base de milho.

 

“Nós não gostamos da ideia e preferimos arrumar soluções internas. Mas não está descartada a possibilidade”, disse Lobão.

 

Justiça seja feita: de todos os setores do governo, o energético é aquele em que a incompetência é exercida com maior competência.

 

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Escrito por Josias de Souza às 23h50

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Na Venezuela, vice-presidente e ministra renunciam

  AP
O vice-presidente da Venezuela, Ramón Carrizález, renunciou ao cargo. Ele respondia também pelo Ministério da Defesa.

 

Além de Ramón, entregou sua carta de renúncia a mulher dele, Yubirí Ortega, que era titular do Ministério do Meio Ambiente.

 

O par de renúncias foi oficializado no sábado. Mas a coisa só veio à luz nesta segunda. Surgiu na imprensa venezuelana. E ecoou aqui.

 

A dupla renúncia ocorre num instante em que Hugo Chávez adota medidas que dão à já antidemocrática Venezuela uma aparência de ditadura.

 

Chávez impôs a censura a seis redes de televisão. Antes, nacionalizara e ocupara uma rede de supermercados.

 

Como costuma ocorrer em países em que há limitações ao livre fluxo de informações, não se sabe o porquê da saída do vice e da ministra.

 

Só há, por ora, especulações. Eis uma delas: Ramón teria travado discussão com um ministro numa reunião de gabinete. E Chávez o teria desautorizado.

 

Eis outra versão: o vice-presidente teria discutido acerbamente com o próprio presidente venezuelano.

 

Na Venezuela, o vice-presidente não é eleito, mas nomeado. Chávez ainda não escolheu o substituto de Rámon.

 

Para responder pelo Ministério da Defesa, indicou um general. Chama-se Carlos Mata Figueroa.

 

Se Chávez viajar ao exterior antes de escolher o novo vice, responderá interinamente pela presidência o mandachuva do Congresso, Cília Flores.

 

Nenhum problema para Chávez. Cília é flor cultivada no jardim presidencial. Não há no Congresso venezuelano espinhos oposicionistas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 20h17

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Em SP, Lula fala de enchente em casa de ‘alagados’

São Paula celebra nesta segunda, sob águas, o seu 456º aniversário. Os festejos incluíram uma solenidade na prefeitura.

 

Convidados pelo prefeito ‘demo’ Gilberto Kassab (DEM), Lula e o governador tucano José Serra receberam a “Medalha 25 de Janeiro”.

 

Ao discursar, Kassab rendeu homenagens aos forasteiros que ajudaram a construir a cidade.

 

Gente como o nordestino Lula e o descendente de italianos Serra. Fora do prédio, ouvia-se o barulho de uma manifestação.

 

Açulados por militantes do lulista PCdoB, cerca de cem manifestantes protestavam contra o aumento da tarifas de ônibus e contra as enchentes.

 

Ao agradecer a homenagem, Lula ignorou o brocardo segundo o qual não se deve falar de corda em casa de enforcado.

 

Em casa de alagados, o presidente pôs-se a falar de enchentes. Disse ter sido vítima de três delas nos tempos de vacas magras, em 1956.

 

Para não soar descortês, Lula tentou livrar a cara de Kassab: "Sabemos que o problema das enchentes não é exclusivo do prefeito...”

 

“...Já tivemos várias administrações aqui, inclusive do PT, e é um problema recorrente. É preciso unir esforços para resolver."

 

Em seguida, fez pose de solução. Disse que seu governo está na bica de anunciar a segunda versão do PAC.

 

Afirmou que cogita incluir nesse PAC 2, a vigorar na gestão de seu sucessor, verbas para projetos antienchentes.

 

E convidou Kassab e Serra, o mentor do prefeito, a tomar parte das discussões. Espremido pelos repórteres, o prefeito afastou de si a carapuça.

 

Elogiou a iniciativa de Lula. Mas realçou que São Paulo não está de braços cruzados:

 

"É muito feliz a oportunidade de o presidente ratificar o seu compromisso ao dizer que neste PAC estará incluída a continuação das ações que já existem em SP.”

 

Como se vê, uma enxurrada de boas intenções varre São Paulo e, também, Brasília. O diabo é que a bondade retórica é inundada pelos fatos.

 

Nesta segunda festiva, prosseguiram os alagamentos, continuaram os desabamentos

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 19h25

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Congresso aprova reforço da tropa do Brasil no Haiti

  Geraldo Magela/Ag.Senado
Em meio ao recesso parlamentar, o Congresso reuniu nesta segunda (25) a sua comissão representativa.

 

Constituída para tomar decisões emergenciais durante as férias, a comissão aprovou o envio para o Haiti de mais 1.300 soldados brasileiros.

 

Novecentos seguem imediatamente. Os outros 400 ficam de prontidão. A votação foi simbólica.

 

Houve uma única voz dissonante. O senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) subiu à tribuna para manifestar sua contrariedade.

 

Discorda do envio de soldados por achar que “o Haiti é aqui”. Explicou-se assim:

 

“Estamos vendo brasileiros sendo soterrados e isso é desagradável [...]. Vou votar contra porque estou olhando os meus irmãos morrendo...”

 

“...E não se dá uma palavra em favor deles. A imprensa prioriza a situação do Haiti e não a do Brasil”.

 

A imprensa talvez devesse dar prioridade ainda maior ao Haiti. Quantos Cafeteiras ainda há entre nós?

 

Nem todos os parlamentares presentes à sessão deram atenção integral ao tema levado a voto. O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), por exemplo, dormia.

 

As lentes do repórter Lula Marques registraram o sono de Reginaldo (veja abaixo).

 

 

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Prudente renuncia para continuar servindo a Arruda

  O Grito/Edvard Munch
Depois de ter sido pilhado utilizando as meias como porta-propina, o deputado Leonardo Prudente foi condenado à meia palavra.

 

Nesta segunda-feira (25), Prudente teve a pena agravada. Ele se auto-impôs o suplício da palavra nenhuma.

 

O deputado renunciou à presidência da Câmara Legislativa do DF sem dizer palavra. Nenhuma explicação. Nada.

 

Bateu em retirada depois de ter recorrido à Justiça um par de vezes, para tentar reter o cargo. Assim, sem mais nem pra quê.

 

O deputado cala porque sua voz tornou-se desnecessária. Poucos silêncios gritam tão alto quanto o de Prudente.

 

Saiu porque a saída interessa ao provedor de seu pé-de-meia, o governador José Roberto Arruda.

 

O comando do Legislativo estava entregue ao vice-presidente, um petista com nome de polícia: Cabo Patrício.

 

Patrício tenta imprimir ao pedido de impeachment que corre contra Arruda um inconveniente ritmo de toque de caixa.

 

Com sua renúncia, Prudente provoca a convocação de nova eleição. Em sete dias a cadeira de presidente estará ocupada por um novo governista.

 

Alguém afinado com a bancada do panetone, capaz de tocar de ouvido com Arruda.

 

A manobra de Prudente mostra que, sob os escombros da política brasiliense, a impudência vive. Bate no escuro, silenciosa e imprudentemente.

Escrito por Josias de Souza às 18h00

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Cid Gomes diz que Ciro mantém projeto presidencial

  Ricardo Suckert/PR
Para desassossego de Lula, o governador do Ceará, Cid Gomes, disse que seu irmão Ciro Gomes mantém em pé o projeto de disputar a presidência da República.

 

A declaração de Cid, filiado ao PSB, o mesmo partido do irmão, chega num instante em que Lula ensaia um derradeiro apelo a Ciro.

 

O presidente decidiu realizar uma nova investida, para convencer Ciro a concorrer ao governo de São Paulo em vez de ir às urnas como presidenciável.

 

No dizer de Cid, reproduzido pelo repórter Pedro Alves, a candidatura governista única de Dilma Rousseff imporia ao Planalto um “risco desnecessário”.

 

"Nos cenários sem o Ciro, as pesquisas mostram que a maioria dos votos que seria dele migram para o [tucano] José Serra...”

 

“...Então, a preço de hoje, é um risco desnecessário o governo lançar apenas uma candidatura”, disse Cid, filiado ao mesmo PSB em que se abriga o irmão.

 

Segundo Cid, a tese do “risco” já foi exposta a Lula numa primeira reunião. Combinou-se que a decisão seria tomada noutro encontro “mais lá na frente”.

 

“Em algum momento”, disse o governador, “o Lula vai convencer o PSB ou o PSB vai convencer o Lula”.

 

De fato, o PSB acertara com Lula que o destino de Ciro seria definido em março. Mas o presidente agora deseja encurtar esse prazo.

 

Vai ao governador Eduardo Campos (Pernambuco), presidente do PSB, nesta quarta (27). E chamará o próprio Ciro para conversar.

 

A julgar pelo que disse na semana passada, em reunião ministerial, Lula não contempla a hipótese de ser convencido. Quer convencer.

 

O melhor lugar para Ciro, acha Lula, é o ringue de São Paulo. E para o PSB, a supercoligação que dará suporte à candidatura presidencial de Dilma.

 

Ciro tomou chá de sumiço. A última mensagem que veiculou em seu microblog é datada de 15 de dezembro.

 

Anotou: “Visitei ontem três cidades do Maranhão. Candidatíssimo a presidente!”

Escrito por Josias de Souza às 05h26

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Lula não irá a palanque onde PT e PMDB forem rivais

Partidos se reúnem na 4ª, para tentar acordo sobre Minas

Presidente chamará Ciro  para ‘desatar o nó’ de São Paulo

 

  Sérgio Lima/Folha
Lula não participará da campanha eleitoral nos Estados em que houver disputa entre dois candidatos governistas.

 

Disse que pretende se manter distante de praças como Bahia e Pará, onde PT e PMDB vão medir forças.

 

Aprova a ideia de contornar a controvérsia por meio da montagem de dois palanques. Mas diz que, nesses casos, só Dilma Rousseff vai escalá-los. Ele não.

 

Nas pegadas da decisão de Lula, o PMDB reforçará nesta semana a pressão sobre o PT para o fechamento de um acordo em Minas.

 

Insiste na tese de que, para enfrentar a máquina liderada pelo governador tucano Aécio Neves, o governo precisa se unir.

 

Cobra o apoio do petismo à candidatura do ministro pemedebê Hélio Costa, mais bem posto nas pesquisas.

 

Marcou-se para esta quarta (27), em Brasília, um novo encontro dos negociadores das duas legendas.

 

Prevalecendo o dissenso, a direção do PMDB solicitará uma audiência a Lula. Quer que o presidente intervenha na encrenca mineira, saneando-a.

 

O PMDB reavivará um compromisso que Lula assumira com o partido no ano passado.

 

O presidente dissera dissera que, na hora própria, mantendo-se a liderança de Hélio Costa, agiria para retirar o PT do caminho dele.

 

São dois os candidatos petistas em Minas: o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel; e o ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias.

 

Lula assumira compromisso semelhante em relação ao Rio, onde o petista Lindberg Farias ensaiava canditar-se ao governo.

 

Nesse caso, Lula já cumpriu o prometido. Enquadrou Lindberg, retirando-o do caminho de Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição. Nada fez, porém, quanto a Minas.  

 

Também nesta quarta, Lula jantará, em Recife, com o governador Eduardo Campos, que preside o PSB. Durante o repasto, deseja mastigar a candidatura presidente de Ciro Gomes (PSB-CE/SP).

 

Lula quer antecipar a decisão, prevista para março, acerca do papel a ser desempenhado por Ciro no xadrez de 2010.

 

O presidente chamará o próprio Ciro para um tête-à-tête. Deseja retirá-lo do tabuleiro nacional, empurrando-o para o ringue de São Paulo.

 

Na reunião ministerial da semana passada, Lula discorreu sobre Ciro como se a candidatura dele ao governo paulista fosse fava contada.

 

No próprio PSB, vozes que antes apostavam numa nova aventura presidencial de Ciro hoje pensam de outro modo.

 

Ouvido pelo repórter, uma liderança do partido do deputado disse que o próprio Ciro cava o seu destino ao ausentar-se da disputa.

 

“O Ciro sumiu”, afirmou. “Perdeu a sua hora. Parece candidato à presidência de Marte, não do Brasil. Ganhou corpo o projeto São Paulo”.

 

Se Ciro ceder, Lula ordenará ao PT que lhe dê apoio, eximindo-se de lançar candidato em São Paulo. Prometerá, de resto, presença no palanque de Ciro.

 

- PS.: Você já pode seguir o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h17

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Rio terá de gastar R$ 7 bi para melhorar transporte

 

- Folha: Câmara usa gasto secreto com doador

 

- Estadão: Chávez tira do ar seis canais de televisão

 

- JB: Funai terceiriza o contato com indio

 

- Valor: Busca de crédito se mantém e indica intenção de investir

 

- Jornal do Commercio: - Nova lei do aluguel pune mau inquilino

 

-Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h38

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Ave Arruda!

Ique

Bia JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

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Nesta 2ª, pesquisa Vox; no Rio, Dilma alcança Serra

Escrito por Josias de Souza às 21h49

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Garibaldi se acerta com Agripino e apoia DEM no RN

 

  Antônio Cruz/ABr

Candidatos à reeleição para o Senado, Garibaldi Alves (PMDB) e José Agripino (DEM) firmaram um pacto político.

 

Um apoiará o outro. E ambos darão suporte à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo do Rio Grande do Norte.

 

Garibaldi rema em direção oposta à de seu primo, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara.

 

Adepto da candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT), Henrique tentava acomodar o PMDB no projeto de Lula para o Rio Grande do Norte.

 

Projetara uma aliança do PMDB com o PSB potiguar. Apoiaria o candidato da governadora Wilma Faria: o vice-governador Iberê Ferreira de Souza.

 

A divisão dos Alves levará o PMDB a uma posição inusitada no Rio Grande do Norte.

 

Formalmente, o partido não vai se coligar com nenhum dos candidatos ao governo do Estado.

 

Com isso, o PMDB perderá o tempo que teria no rádio e na TV, para fazer a campanha para governador. Coisa de oito preciosos minutos.

 

Na convenção estadual, marcada para junho, o PMDB se limitará a aprovar a candidatura de Garibaldi ao Senado.

 

Nas ruas e na vitrine eletrônica, Garibaldi pedirá votos para a ‘demo’ Rosalba. E Henrique, candidato à reeleição para a Câmara, difundirá o nome do ‘socialista’ Iberê (PSB).

 

E como fica Dilma Rousseff nessa salada mista? Para evitar constranger ainda mais o primo Henrique junto a Lula, Garibaldi cogita atender-lhe um pedido.

 

O ex-presidente do Senado deve evitar o envolvimento com a campanha presidencial do tucano José Serra no Rio Grande do Norte.

 

Assim, Henrique poderá dizer a Lula que, a despeito do acerto de Garibaldi com o DEM, o PMDB não deixará Dilma a pé no Estado.

 

Funciona como atenuante. Mas não contenta integralmente Lula. Inimigo declarado de Agripino, o presidente prometera, há dois anos, liquidá-lo em 2010.

 

A promessa fora feita na eleição municipal de 2008. Lula empenhara-se para eleger a petista Fátima Bezerra para a prefeitura de Natal.

 

Do alto do palanque do PT, o presidente desaconselhara o voto em Micarla de Sousa (PV), adversária apoiada pelo DEM de Agripino.

 

Em discurso inflamado, Lula dissera que, dali a um par de anos, evitaria o retorno de Agripino ao Senado. Micarla prevaleceu sobre Fátima.

 

E a eleição de Natal foi às manchetes como uma das mais constrangedoras derrotas de Lula, só superada pela da petista Marta Suplicy, em São Paulo.

 

Agora, Lula flerta com novos infortúnios na seara potiguar. Ao lado de Garibaldi, Agripino lidera as pesquisas. É favorito a uma das duas vagas de senador.

 

A governadora Wilma Faria, preferida de Lula para o Senado, amarga um terceiro lugar –entre 20 e 25 pontos percentuais atrás de Garibaldi e Agripino.

 

Rosalba, a candidata ‘demo’ ao governo, também lidera as pesquisas. Para complicar, deve acomodar na sua chapa, como candidato a vice, Robinson Farias (PMN).

 

Robinson é deputado estadual. Preside a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Controla no Estado, além do PMN, o PP.

 

Para complicar um pouco mais, Robinson é, hoje, o segundo colocado nas pesquisas para o governo, à frente de Iberê, o candidato oficial.

 

Ou seja, além do risco de ter de digerir Agripino, o Planalto pode assistir à derrota da coligação que une PSB e PT na briga pela sucessão de Wilma.

 

Para completar a onda de azar, só falta Dilma amealhar menos votos do que Serra no Rio Grande do Norte.

 

Agripino soa confiante: “Dificilmente o Serra perde no meu Estado”, disse o desafeto de Lula ao repórter.

 

Na soma total de votos do país, o Rio Grande do Norte tem peso ínfimo. Conta com irrisórios 2,3 milhões de eleitores.

 

O jogo que se arma no Estado tem, porém, importância simbólica. Na hipótese de reeleger-se senador, Agripino afrontará Lula.

 

Adicionando ao triunfo a vitória de Rosalba e a derrota de Dilma na sua província, o líder ‘demo’ desfilará por Brasília como um gigante regional.

 

Um personagem que, na troca de navalhadas com Lula, poderá dizer que fez barba, cabelo e bigode.

 

O Planalto fará o que estiver ao seu alcance para evitar tamanho fiasco.

 

- PS.: Se quiser, você já pode seguir o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 20h20

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PMDB: governador vê ‘golpe’ em data de convenção

  Wilson /Dias/ABr
De volta de uma viagem a Paris, o governador pemedebê de Santa Catarina, Luiz Henrique (SC), levou os lábios ao trombone.

 

Disse ter farejado “golpe” na decisão de antecipar de março para 6 de fevereiro a convenção que reconduzirá Michel Temer à presidência do PMDB:

 

“Está me cheirando a golpe para inviabilizar que o partido lance candidato próprio à Presidência da República”.

 

No comando de uma aliança catarinense que junta num mesmo balaio PMDB, PSDB e DEM, Luiz Henrique é avesso à idéia de apoiar Dilma Rousseff.

 

No caso da convenção, o governador toca pela partira levada à estante por Orestes Quércia (SP), principal operador de José Serra no PMDB.

 

Conforme já noticiado aqui, Quércia cogita questionar na Justiça a decisão de antecipar a realização da convenção.

 

Informado de que tomaram parte da decisão os senadores José Sarney (AP) e Renan Calheiros (AL), caciques do PMDB do Norte e Nordeste, Luiz Henrique disse:

 

“No Sul também temos caciques e isso vai parar na Justiça”.

 

Outro governador, Roberto Requião, do Paraná, também aderiu à orquestra que faz barulho em torno da articulação para manter Temer no leme partidário.

 

Requião estranhou que o presidente do BC, Henrique Meirelles, um cristão novo do PMDB, tivesse participado da reunião em que a data da convenção foi alterada.

 

Na tarde deste domingo (24), Requião levou ao seu microblog um comentário em que a ironia se mistura à ofensa:

 

“O que o ME$RELE$ fazia na reunião da cópula do nosso PMDB?” Para evitar dúvidas, Requião informou, entre parênteses: “Não é erro de digitação”.

Escrito por Josias de Souza às 18h15

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Serra: Não assumo candidatura porque ‘cumpro a lei’

 

Três dias depois de a oposição ter protocolado no TSE ação contra Lula e Dilma Rousseff por “campanha ilegal”, José Serra animou-se a falar de si.

 

Em resposta a um leitor de seu microblog, Serra explicou por que mantém sua candidatura presidencial no armário: “Eu cumpro a lei”.

 

Anotou que “os outros –a imprensa, por exemplo—, podem dizer que alguém é pré-candidato ou candidato”. O político não pode.

 

Serra aproveitou a madrugada deste domingo (24) para pôr em dia a comunicação com a turma que o segue no twitter.

 

A certa altura, anotou: “Muitos aqui me perguntam sobre candidatura futura. Sabiam que pode ser considerado ilegal dizer-se agora pré-candidato a algum cargo?”

 

Exemplificou: “O ex-prefeito de Rodrigues Alves (AC), Deda Amorim, foi condenado pelo TRE, esta semana, por propaganda eleitoral antecipada”.

 

Esmiuçou o exemplo: “Motivo da condenação: o ex-prefeito disse no seu twitter que era pré-candidato a deputado estadual. Soube que ele deletou o twitter”.

 

Na última quarta (20), Serra esquivara-se de levar os punhos ao ringue em que expoentes do seu PSDB e do PT se agrediam verbalmente:

 

“Não vou entrar em nenhum bate-boca eleitoral, de baixaria, não há a menor possibilidade”.

 

Não entra, segundo o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), porque é “hipócrita”. Converteu o mandachuva tucano Sérgio Guerra em seu “jagunço”.

 

A despeito do lero-lero de Serra, cogita-se invocar a fúria inauguratória do governador tucano na defesa que Lula e Dilma encaminharão ao TSE.

 

Deve-se argumentar que o presidente e sua ministra-candidata não fazem campanha fora de época. Apenas inauguram obras. Exatamente como faz Serra.

 

É a sexta vez que a oposição tenta convencer a Justiça Eleitoral a impor uma multa a Lula e Dilma. As cinco representações anteriores foram ao arquivo.

 

Desenvolto, Lula não esboça a mais remota intenção de desmontar os pa©lanques. Ao contrário. De passagem por Minas, disse que vai intensificar as inaugurações no primeiro trimestre.

 

Sem meias palavras, declarou que, depois de abril, já não poderá levar Dilma ao “palanque”. Daí a pressa. 

 

Por sorte, nem Lula nem Dilma possuem páginas no twitter. Não correm o risco de cometer o erro do ex-prefeito mencionado no exemplo de Serra.

Escrito por Josias de Souza às 06h03

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Aécio diz que, em Minas, vai ‘entregar’ vitória a Serra

Governador só deve decidir em maio se  será ou não o vice

Tucanato festeja os palanques do ‘triangulo das Bermudas’

 

Divulgação

 

O PSDB está exultante. Celebra a resolução dos problemas que o atormentavam numa região eleitoralmente estratégica: o “triângulo das Bermudas”.

 

É como os políticos se referem ao pedaço do mapa que concentra os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas e Rio.

 

Para Serra, a obtenção de boas votações nessas praças é vital. Uma forma de atenuar a desvantagem que amarga no Nordeste, região onde o prestígio de Lula é maior.

 

Parte da celebração tucana se deve ao comportamento de Aécio Neves. O governador de Minas fez nos últimos dias declarações que soaram como música.

 

Eis o que disse Aécio, em privado, na semana passada: “Em Minas, vou entregar a vitória ao Serra”.

 

A justificativa empresta credibilidade ao comentário de Aécio. Afirma que o triunfo mineiro de Serra interessa a ele próprio.

 

Por quê? Ouça-se Aécio: “Vou fazer a minha parte porque quero chegar a Brasília forte”. Acha que sua força depende do êxito de Serra e de Antonio Anastasia.

 

Anastasia é, hoje, vice-governador de Minas. Foi guindado por Aécio à condição de candidato a governador. Frequenta o terceiro lugar nas pesquisas.

 

De resto, o tucanato enxergou nas manifestações reservadas de Aécio a abertura de uma porta que parecia fechada.

 

O governador mineiro já não soa peremptório quanto à escolha do cargo que irá disputar em 2010. Ainda pende para o Senado. Porém...

 

Porém, Aécio já considera a hipótese de se render à pressão que o empurra para a posição de vice na chapa presidencial da oposição.

 

A julgar pelo que diz entre quatro paredes, Aécio vai prolongar a dúvida quanto ao seu futuro até maio, um mês antes das convenções partidárias.

 

No cenário esboçado por Aécio, a candidata petista Dilma Rousseff vai tomar o elevador nas pesquisas, encurtando a diferença que ainda a separa de Serra.

 

Nessa hipótese, imagina Aécio, seu cacife aumenta. Negociaria sua eventual entrada na chapa em condições mais favoráveis que as atuais.

 

Deve-se outro pedaço da euforia tucana ao detalhamento do acordo que pôs de pé, no Rio, a candidatura de Fernando Gabeira (PV).

 

Depois de um vaivém incômodo, Gabeira topou disputar o governo do Estado, em aliança com os três partidos que gravitam na órbita de Serra: PSDB, DEM e PPS.

 

No primeiro turno, Gabeira se dedicará à sua própria candidatura e à de Marina Silva (PV), a presidenciável do PV.

 

Mas, com um candidato a vice tucano e um postulante ao Senado do DEM, Gabeira abrirá espaço em sua propaganda televisiva para vozes que farão soar no Rio o nome de Serra.

 

Mais: passando ao segundo turno, como a oposição espera, e confirmando-se o embate nacional PT X PSDB, Gabeira estará à vontade para propagandear a opção por Serra.

 

Quanto a São Paulo, Estado em que o PSDB exerce a hegemonia política há mais de 16 anos, consolida-se o palanque de Geraldo Alckmin.

 

Alckmin belisca índices que roçam os 50% nas pesquisas. Embora torcesse o nariz o correligionário, Serra parece agora bem mais afeito à idéia de digeri-lo.

 

Contribui para atenuar a aversão a Alckmin a erosão da popularidade de Gilberto Kassab (DEM), o aliado que Serra acomodou na prefeitura de São Paulo.

 

Minado por recentes reajustes de tributos e ilhado pelas enchentes, Kassab arrosta o seu pior momento. Serra, também molhado pelas chuvas, não se livra do contágio.

 

Trabalha para envernizar sua imagem. Mimetiza a dupla Lula-Dilma, intensificando as inaugurações e vitaminando a publicidade.

 

Como parte desse esforço, a opção por Alckmin revela-se mais segura. Ainda que imponha a digestão de alguns sapos.

 

No mais, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, pretende trabalhar, nas próximas semanas, para pôr de pé os palanques de Serra no Sul.

 

É uma região em que o tucanato costuma obter boas votações. Em 2006, Alckmin prevaleceu sobre Lula no Sul.

 

Por ora, soltam-se fogos pelo triângulo. Junto com a Bahia, São Paulo, Minas e Rio concentram quase metade (48,7%) do eleitorado brasileiro.

 

Vale rememorar os resultados de 2006. Em São Paulo (29,4 milhões de eleitores), Alckmin bateu Lula, no segundo turno: 52,26% a 47,74%.

 

Em Minas (14,1 milhões de eleitores), Lula prevaleceu sobre Alckmin: 65,19% a 34,81%. Daí a importância do arregaçar de mangas do popular Aécio.

 

No Rio (11,3 milhões de eleitores), Lula também surrou Alckmin: 69,69% contra 30,31%. Por isso, os fogos pela entrada de Gabeira, terceiro colocado nas pesquisas, no ringue.

 

A oposição aposta no êxito de Serra no triângulo porque Dilma não é Lula. E a capacidade de o presidente transferir votos parece ser menor nesses Estados.

 

Dá-se o oposto no Nordeste. Ali, o prestígio de Lula é mais expressivo. Em 2006, beliscou 77,1% dos votos disponíveis na região, contra 22,9% dados a Alckmin.

 

Ainda que consiga penetrar nos Estados menos desenvolvidos, Serra e seus aliados sabem que os principais lances do jogo sucessório serão jogados no Sudeste, seguido pelo Sul.

 

- PS.: Você já pode seguir o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 05h03

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Asfalto é ruim ou péssimo em 98% das ruas do Rio

 

- Folha: SP investiga 800 delegados

 

- Estadão: Haiti encerra buscas e reconstrução é incerta

 

- JB: Muitos cartões, uma só máquina

 

- Correio: Nomes de nossos heróis para haitianos

 

- Veja: Haiti - Do caos à esperança

 

- Época: Diabetes - Ele vai pegar você?

 

- IstoÉ: Exclusivo - Polícia e Receita investigam o enriquecimento do presidente da Casa da Moeda

 

- IstoÉ Dinheiro: Exclusivo – Este homem enfrenta a Casas Bahia, o Ponto Frio, o Magazine Luiza

 

- CartaCapital: Mas que belo panorama...

 

- Exame: A classe C brasileira vai à bolsa – e isso muda tudo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h39

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SP - Santa Paciência!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 01h22

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Obama tem muito a aprender com Lula sobre Senado

  Reuters/Folha
Obama respondeu à noite a um telefone que recebera do Planalto pela manhã. Lula foi direto ao ponto:

 

– E esse terremoto, heim?

– Pois é. Estou desolado.

– Calma, a gente dá um jeito.

– O estrago foi grande!

– Sim, mas...

– Perdi o Senado.

– Senado? Eu tô falando do Haiti!

– Sorry, sorry.

– O que houve no seu Senado?

– Um terremoto.

– Aí também?

– Yes, yes. Perdemos a maioria. Ted Kennedy morreu, você sabe...

– Sim, e daí?

– Ele era democrata devotado, voto nosso. Mas teve nova eleição. Perdemos. Ganhou o Scott Brown.

– Sei, sei...

– Republicano. Um oposicionista amalucado.

– Sei, uma espécie de Agripino Maia.

– Heim?

– Agripino, um democrata aqui do Brasil.

– Democrata? No Brasil?

– Exato. Também temos os nossos democratas. Só que aqui eles são republicanos. Conservadores. Entende?

– What?, diz Obama ao intérprete, imaginando-se vítima de má tradução.

– Esquece, esquece. Coisa do Brasil. Você ia dizendo...

– Te invejo. Você é que é feliz. Crise superada. Sindicatos amigos. Um Congresso que ajuda o governo. E eu aqui, às voltas com o caos...

– Também não é assim, companheiro. Não exagera. Cadê aquele Obama do ‘Yes, we can’?

– Evaporou. Agora é ‘sim, nós fazemos o que podemos'. Você não tá entendendo. Perdi a maioria no Senado.

– Bobagem. Eu lido com isso desde 2003.

– Não vou conseguir aprovar mais nada.

– Com jeitinho acaba aprovando.

– Até meus aliados me encostam a faca no peito.

– Hum, hum...

– Para votar a favor da reforma da Saúde, a senadora Mary Landrieu, gente nossa, exigiu a liberação de U$ 300 milhões para a Louisiana, o Estado dela.

– Sei bem como isso funciona.

– Sabe?

– Claro. É o velho toma-lá-dá-cá.

– What?, Obama reclama, de novo, com o intérprete, que esclarece: “Take-there-and-give-here”.

– A nossa Mary se chama Renan Calheiros.

– Ruenan?

– Às vezes muda de nome. Sarney, Jucá... Pra facilitar, eu chamo todo mundo pelo apelido: Bancada do PMDB.

– Não se comparam à nossa Mary Landrieu.

– Você não conhece a bancada do PMDB...

– O que devo fazer?

– Faz o seguinte: quando lhe pedirem dinheiro, você manda aprovar as emendas. Depois, segura. Não libera a verba.

– E funciona?

– Às vezes dá problema. Aí você entrega meia dúzia de cargos.

– O eleitor americano não vai entender.

– Você convoca uma entrevista e diz que precisa assegurar a governabilidade.

– Assegurar o quê?

– Anota aí: go-ver-na-bi-li-da-de.

– Será que basta?

– Talvez não. Convém você copiar a nossa medida provisória.

– Mas nós aqui precisamos de medidas permanentes.

– Sim, exatamente. As nossas medidas provisórias são permanentes.

– Heim?

– Te explico melhor pessoalmente, na reunião do G8.

– Isso dá certo?

– Já me rendeu mais de 80% de popularidade.

– Você é o cara!

Escrito por Josias de Souza às 21h29

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Sock! Pow! Biff! Gluupt! Globs! Brown! Que semana!

Escrito por Josias de Souza às 21h01

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Governo promove ajuste eleitoreiro no Bolsa Família

Na surdina, evitou-se a exclusão de 5,8 milhões de pessoas

 

  Orlandeli
Em 23 de dezembro passado, a dois dias do Natal, o governo modificou as regras do programa Bolsa Família.

 

Feita na surdina, a mudança evitou que fossem excluídas do programa 1,44 milhão de famílias. Algo como 5,8 milhões de pessoas.

 

Deve-se a revelação à repórter Laura Diniz. Ela levou a notícia às páginas de Veja (só para assinantes).

 

Abaixo, um resumo da encrenca em dez tópicos:

 

1. Pelas regras que vigiam até dezembro, perderiam o direito ao benefício as famílias cujos cadastros estivessem desatualizados há mais de dois anos.

 

No final de 2009, encontravam-se nessa situação cerca de 1 milhão de famílias. Tiveram os pagamentos bloqueados em novembro.

 

2. Rezavam também as normas antigas que deveriam ser excluídas do programa as famílias cuja renda per capita houvesse ultrapassado o limite de R$ 140.

 

Algo como 440 mil famílias haviam cruzado essa fronteira monetária no final de 2009.

 

3. Por meio de um ato administrativo, o Ministério do Desenvolvimento Social, que cuida do Bolsa Família, criou um inusitado “prazo de carência”.

 

Um período durante o qual as burlas às regras serão toleradas. Com isso, quem teve o benefício cancelado voltará a recebê-lo neste ano eleitoral.

 

4. Um detalhe pouco sutil injetou na mudança um quê de pragmatismo político. Fixou-se como fim do "prazo de carência" o dia 31 de outubro de 2010.

 

Não é uma data qualquer. Um domingo. Dia em que os brasileiros irão às urnas para escolher, em segundo turno, o próximo presidente da República.

 

5. Ou seja, para evitar o azedume de milhões de eleitores, o governo decidiu fechar os olhos para a burla até que as urnas da sucessão sejam abertas.

 

6. A regra da exclusão de famílias com os cadastros desatualizados visava impedir as fraudes.

 

A norma do limite de renda servia para evitar que famílias em condição de caminhar com as próprias pernas permanecessem penduradas no programa, impedindo o acesso de outras.

 

7. Principal programa do governo, o Bolsa Família teve seus méritos atestados nos indicadores sociais e na melhoria das disparidades de renda.

 

O programa convive, porém, com a pecha do assistencialismo eleitoral. Uma fama que o jeitinho do “prazo de carência” vem agora tonificar.

 

8. Ouça-se, a propósito, o que disse o cientista político Bolívar Lamounier:

 

"Os antigos coronéis do interior do Brasil pelo menos aliciavam votos com o próprio dinheiro. O governo atual faz isso com dinheiro público".

 

9. Criado em outubro de 2003, nas pegadas do fracasso do Fome Zero, o Bolsa Família atendia a 3,6 milhões de famílias. Custava, então, R$ 3,3 bilhões anuais.

 

Em 2009, o número de beneficiários já havia quadruplicado: 12,4 milhões de famílias. O custo anual alçara a casa dos R$ 12,4 bilhões.

 

10. O contingente é grande. O dinheiro aplicado, considerável. A anomalia eleitoreira da convivência com a irregularidade e a fraude, intolerável.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h25

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PMDB: Quércia cogita ir à Justiça contra convenção

  José Cruz/ABr
Pode terminar na Justiça a decisão da cúpula do PMDB de antecipar em um mês a convenção que reelegerá Michel Temer à presidência da legenda.

 

Em articulação subterrânea, Orestes Quércia ergue barricadas contra a realização do encontro. Cogita recorrer ao Judiciário.

 

O mandato de Temer expira em 10 de março. Decidiu-se reconduzi-lo ao posto antes disso, em 6 de fevereiro.

 

Implicitamente, Temer tonifica-se como principal alternativa à vaga de vice de Dilma Rousseff.

 

Algo que o deputado diz não estar em questão no momento.

 

O agendamento da convenção foi decidido na última quarta (20), num jantar que reuniu em Brasília os principais caciques do PMDB pró-Dilma.

 

Expoente do PMDB pró-Serra, Quércia abespinhou-se. Pendurado ao telefone, arrebanha aliados. Já conversou com três personagens.

 

Dois são, como ele, pemedebês aliados do tucano José Serra: o senador Jarbas Vasconcelos (PE) e o governador Luiz Henrique (SC).

 

O outro é o governador Roberto Requião (PR), que tenta, até agora em vão, viabilizar-se como candidato do PMDB ao Planalto.

 

Quécia informou ao interlocutores que encomendaria uma análise jurídica. Quer assegurar-se de que há espaço para contestar a convenção na Justiça.

 

Enxerga no abreviamento da convenção uma manobra para fortalecer o grupo pró-Dilma, em detrimento dos que se opõem ao acordo esboçado em torno dela.

 

Semeou em solo fértil. Encontrou, por exemplo, um Jarbas Vasconcelos irritado. O recesso do Congresso termina em 2 de fevereiro.

 

Dali a quatro dias, num sábado, ocorrerá a convenção. Tudo a toque de caixa, diz Jarbas, sem maiores discussões. Um rolo compressor.

 

Embora reúna políticos de expressão, a dissidência do PMDB é, hoje, francamente minoritária. É improvável que consiga produzir algo além de barulho.

 

O senador Pedro Simon (RS), outro dissidente, anuncia a intenção de aproveitar a convenção para puxar um debate sobre a candidatura presidencial própria.

 

Vai empinar no encontro o nome de Requião, já formalmente apresentado ao partido como candidato à sucessão de Lula.

 

Ouça-se Simon: “O maior partido do país, com tantos serviços prestados ao povo brasileiro...”

 

“Não pode se deixar amesquinhar por um grupo que serve apenas aos seus projetos e interesses pessoais”.

 

Além do posto de presidente, reacomodado no colo de Temer, a convenção de 6 de fevereiro vai deliberar sobre os cargos da Executiva e do diretório nacional.

 

Presidente do diretório do PMDB de São Paulo, Quércia é também membro da Executiva nacional. Seu cargo é um dos que vão ao pano verde.

 

Afora as ligações para Jarbas, Luiz Henrique e Requião, Quércia tocou o telefone para Michel Temer. Alcançou-o na manhã desta sexta (22).

 

Informou a Temer acerca de sua contrariedade com a antecipação da convenção. Ouviu do interlocutor uma explicação minuciosa.

 

No relato a Quércia, Temer retirou da providência a pecha de manobra. Disse que, inicialmente, imaginara-se fazer a convenção em 27 de fevereiro, um sábado.

 

Ouviram-se ponderações sobre a inconveniência da data. O Carnaval termina no dia 16. Em alguns Estados o samba costuma prolongar-se.

 

Concluiu-se que seria difícil arrastar os convencionais a Brasília. Pensou-se no dia 13. Dá no sábado de Carnaval. Daí a escolha do dia 6, o sábado pré-carnavalesco.

 

Temer foi além: disse que, havendo o desejo de Quércia de manter-se na Executiva nacional, zelaria para que lhe fosse assegurada uma vaga.

 

Conversaram sobre a presença no encontro do dia 6 dos convencionais de São Paulo. No total, são 20 –11 indicados por Quércia; nove indicações de Temer.

 

Temer depreendeu da conversa que Quércia não causaria entraves à participação dos delegados paulistas com assento na convenção.

 

Quércia deu ciência a Temer dos contatos que mantém com a turma dos descontentes. “Preciso fazer o que é melhor pra mim”, disse ele.

 

Omitiu, porém, a idéia de converter a convenção numa encrenca judicial. Temer só tomaria conhecimento da cogitação mais tarde, por terceiros.

 

O deputado deu de ombros. Sustenta que o mandato da atual direção do PMDB expira em 10 de março. A renovação é um imperativo.

 

De resto, afirma que não há óbices legais à antecipação da data. A convenção, diz Temer, pode realizar-se “até” 10 de março, em qualquer data.

 

Temer chega mesmo a desqualificar o vocábulo “antecipação”. Por quê? Não se poderia antecipar algo que ainda não havia ainda sido marcado, ele diz.

Escrito por Josias de Souza às 03h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Metade dos cartórios do país está ‘sem dono’

 

- Folha: Exame de SP reprova 40% dos docentes temporários

 

- Estadão: Petrobrás cria gigante petroquímico

 

- JB: Concurso vai definir titulares de cartórios

 

- Correio: Guerra à fome no Haiti

 

- Jornal do Commercio: Licença maternidade maior começa a valer

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h41

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Em ponto de bala!

Aroeira

Via O Dia.

Escrito por Josias de Souza às 01h35

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Marina Silva declara que PAC tem ‘visão equivocada’

  Folha
Devagarinho, o PAC vai se convertendo numa espécie de Programa de Aceleração da Controvérsia.

 

Nesta sexta (22), Marina Silva, a presidenciável do PV, achegou-se à polêmica, até aqui restrita a tucanos e petistas.

 

Disse: "O programas tem um visão equivocada. É a visão da aceleração pela aceleração...”

 

“...Precisamos dos investimentos em infraestrutura, mas ele pode ser feito de forma cuidadosa com as questões sociais e ambientais".

 

Não considera a hipótese de acabar com o PAC, como defendera Sérgio Guerra, o presidente do PSDB.

 

Tampouco considera que tenha alcançado a perfeição apregoada por Dilma Rousseff, a presidenciável do PT.

 

"Tem que se pensar a infraestrutura do país de forma mais estratégica. Não se trata apenas de ter investimentos fragmentados...”

 

“...É preciso ter um olhar mais integrado para o programa". Acha que o trololó entoado por PSDB e PT ao redor do PAC é sinal da antecipação da campanha.

 

Pela lei, a campanha começa em 5 de julho. Rendendo homenagens ao óbvio, Marina atribuiu a Lula a subida prematura dos contendores ao ringue.

 

"Houve um antecipação e fica difícil para os demais não se colocarem na pré-campanha”.

 

Acha que, ao levar Dilma à vitrine, fica difícil para o governo “exigir que os demais [candidatos] fiquem sentados".

 

Como Marina não falou em extinção do PAC, Dilma não há de dirigir a ela os ataques que endereçara ao tucano Sérgio Guerra.

 

Como os reparos de Marina pingaram de seus próprios lábios, o petista Ricardo Berzoini não há de acusá-la de ser jagunça terceirizada.

 

Marina falou no Rio. Foi à cidade para gravar participação na propaganda televisiva do PV. Vai ao ar em 4 de fevereiro, no horário nobre. Coisa de dez minutos.

 

Realçará um tema único: educação. Destacará a biografia de Marina, uma ex-seringueira alfabetizada aos 16 anos.

 

Ao falar aos repórteres, Marina tinha a seu lado o deputado verde Fernando Gabeira, que confirmou sua condição de candidato ao governo do Rio.

 

Gabeira pilotará uma coligação igual à que o levara ao segundo turno da eleição municipal carioca de 2008: PV, PSDB, DEM e PPS.

 

A aliança com o bloco que dá suporte à candidatura presidencial do tucano José Serra sugeriria a formação de um palanque duplo.

 

Inquirida, Marina esclareceu, com a voz mansa que a caracteriza: não vai compartilhar Gabeira. "Dividir com Serra de jeito nenhum. Sou possessiva".

 

Marina apenas ecoa em público os acertos que Gabeira faz em privado. Terá como candidato a vice-governador um tucano.

 

No primeiro turno, Gabeira cuida de sua própria campanha e da de Marina. Caberia ao vice do PSDB levar o nome de Serra à campanha do Rio.

 

No segundo turno, vingando a disputa Serra X Dilma, Gabeira estaria à vontade para postar-se ao lado do tucanato.

Escrito por Josias de Souza às 19h08

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Lula e Serra se encontram e restabelecem o 'cinismo'

  Bruno Miranda/Folha
No circo da política, só há dois tipos de personagens: os cínicos e os que não conseguem se conter.

 

Ao longo da semana, tucanos e petistas sacudiram o picadeiro numa eletrizada troca de sopapos verbais.

 

Privatistas! Irresponsáveis! Incompetente! Mentirosa! Jagunço! É calúnia! Babaca!

 

Nesta sexta (22), Lula e José Serra avistaram-se em São Paulo. E o cinismo, para tranquilidade geral, foi restabelecido.

 

Presidente petista e governador tucano foram inaugurar um laboratório de remédios na cidade paulista de Itapita. Presente também uma risonha Dilma Rousseff.

 

Na véspera, o PT chamara Serra de “hipócrita”. Acusara-o de esconder-se atrás das críticas disparadas pelo tucano Sérgio Guerra, seu “jagunço”.

 

Pois bem. Ao discursar ao lado de Lula, o pseudo-oposicionista Serra falou do tema preferido do presidente: futebol.

 

Contou que, ao chegar, trocara um dedo de prosa com o grupo de funcionários que o aguardava na entrada do laboratório.

 

“Fui lá cumprimentá-los, perguntei se tinha algum palmeirense e tinha muito pouco, infelizmente...”

 

“...Mas o deputado (estadual, Barros) Munhoz me garante que Itapira tem mais palmeirenses do que parece".

 

Serra animou-se a perguntar qual era o time da preferência da platéia. Palmeirenses, de fato, quase nenhum.

 

E o grão-tucano, levando um risinho à ponta do bico: "Estamos mal. O governador não pode ser perfeito".

 

Ao receber a bola levantada por Serra, Lula, que na véspera dera canelada no “jagunço” do governador –“É um babaca”— limitou-se a levá-la à rede:

 

"Foi Deus que botou na cabeça do [ministro da Saúde José Gomes] Temporão a ideia de me convidar para vir aqui hoje...”

 

“...Não tem nada mais importante para um corintiano do que ver um palmeirense perceber que tem tão pouco palmeirense aqui e tanto corintiano. Serra, já ganhei o dia por isso".

 

Difícil saber o que espanta mais na política, se a troca de ofensas genuínas ou o intercâmbio de gentilezas falsificadas.

 

De concreto, apenas uma convicção: à platéia, além do custeio da bilheteria, cabe, por ora, o papel de palhaça.

 

- Em tempo: À noite, ao lado de Dilma, Lula participou da inauguração de um sindicato. PResidente e candidata discursaram. Ele exaltou o PAC. Ela defendeu a continuidade da gestão do chefe, de quem ganhou um elogio: "palanqueira".

 

- PS.: O blog já chegou ao twitter. Quer seguir? Aperte o cinto e pressione aqui.

Escrito por Josias de Souza às 18h04

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Relatório da PF indica propina para grupo de Sarney

  Fábio Pozzebom/ABr
Relatório da PF aponta a suspeita de pagamento de propinas a integrantes do grupo ligado ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB).

 

Menciona também repasses supostamente feitos a pessoas ligadas ao PT. O documento consta do inquérito da Operação Castelo de Areia.

 

Investiga a construtora Camargo Corrêa. O processo foi suspenso dias atrás pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

 

Os repasses suspeitos são mencionados em arquivos de computador apreendidos pela PF em poder de Pietro Bianchi, diretor da Camargo Corrêa.

 

Deve-se a revelação aos repórteres Fernando Barros de Mello e Lilian Christofoletti. Em notícia levada às páginas da Folha, a dupla informa:

 

1. Somados, os recebimentos atribuídos a membros do grupo de Sarney e ao petismo alçam à casa dos R$ 2,9 milhões.

 

2. Referem-se à obra da eclusa de Tucuruí, no Pará. Empreendimento a cargo do Ministério das Minas e Energia, controlado por Sarney.

 

3. O arquivo digital manuseado pela PF faz menção a repasses aos partidos de 3% de uma parcela recebida pela Camargo Corrêa na obra da eclusa.

 

4. Há no documento uma data: 15 de maio de 2008. Nesse dia, um repasse: R$ 1,5 milhão. E a indicação de um pagamento por fazer: R$ 1,4 milhão.

 

5. Ao lado da cifra, menções aos destinatários dos pagamentos: “Astro/Sarney”.

 

6. Em seu relatório, a PF escreve que Sarney é, “provavelmente”, Fernando Sarney, filho do presidente do Senado.

 

7. Nesse mesmo trecho o arquivo de computador apreendido pela PF faz referência a outra liberação destinada ao PMDB no mesmo dia 15 de mais de 2008: R$ 500 mil.

 

8. Noutro documento, faz-se menção ao pagamento de R$ 150 mil. Dessa vez, relacionada à obra da usina de Jirau. De novo, a inscrição “Astro”, de Astrogildo.

 

9. Há também um arquivo digital que registra pagamento de R$ 300 mil. Coisa fracionada. Três parcelas de R$ 100 mil.

 

10. Neste caso, as cifras são associadas à inscrição “Ex. Min. Sil.”. Para a PF, vem a ser o ex-ministro Silas Rondeau.

 

11. Indicado por Sarney para a pasta das Minas e Energia, Rondeau deixou o cargo em 2007, sob investigação na Operação Navalha.

 

12. Não é só: há também um arquivo que cita pagamento, “por dentro”, de R$ 500 mil. O beneficiário? “Lobinho”. Para a PF, trata-se de Edson Lobão Filho

 

13. É filho e suplente do senador Edison Lobão, que se licenciou do Senado para assumir a vaga de Rondeau no Ministério de Minas e Energia.

 

14. O material analisado pela PF relaciona dois pagamentos ao PT. Um destinado associado ao nome “Paulo”, que a polícia alega não ter identificado.

 

15. O outro traz anotação mais completa: “Paulo Ferreira”. A PF suspeita tratar-se de Paulo Ferreira, sucessor de Delúbio Soares na tesouraria do PT.

 

16. Procurado, Sarney disse, por escrito: “Essa é uma história infame, sem pé nem cabeça...”

 

“...Considero um insulto enviado aos jornais com a intenção de atingir minha honra e criar escândalo".

 

17. Contacto por e-mail, Fernando Sarney não deu retorno aos repórteres.

 

18. O advogado da Camargo Corrêa, Celso Vilardi, declarou: "Não vou me manifestar sobre provas que estão sub judice...”

 

“...Se o tribunal [STJ] confirmar a decisão liminar que suspendeu toda a operação [Castelo de Areia] e seus desdobramentos, toda essa documentação será considerada ilegal, ilícita, sem nenhum valor".

 

19. Silas Rondeau disse: “Fico realmente muito triste com isso. Não tenho nenhuma relação com essa empresa, nunca recebi qualquer valor...”

 

“...É mais um absurdo dentre tantos que foram ditos, não tem qualquer possibilidade de isso ser verdade".

 

20. E quanto a Paulo Ferreira, o tesoureiro do PT? "Nós temos com as empresas relação institucional...”

 

“...Nós tivemos doações da Camargo em 2008, por conta da eleição. As doações estão registradas. O PT recebeu formalmente as doações."

 

21. Os repórteres tentaram ouvir, sem sucesso, o senador Lobão Filho.

 

22. Astrogildo Quintal delegou ao advogado Roberto Dias a incumbência de falar em seu nome. Ele não foi localizado, porém, nem no escritório nem no celular.

Escrito por Josias de Souza às 08h24

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Em reunião, Lula diz que Sérgio Guerra é 'um babaca’

Wilson Dias/ABr

 

A pretexto de organizar a ação do governo no seu último ano de gestão, Lula reuniu o ministério na Granja do Torto.

 

Ao final do encontro, o presidente falou aos ministros. A tônica de sua fala não foi administrativa, mas eleitoral.

 

No início da madrugada desta sexta (22), o blog com um dos participantes da reunião.

 

Revelou detalhes que foram omitidos no relato oficial, feito horas antes pelo ministro Alexandre Padilha, coordenador político do Planalto (leia aqui e aqui).

 

Contou que a mensagem de Lula aos ministros soou dicotômica. Num trecho, recomendou aos auxiliares que não aceitassem o “jogo rasteiro” da oposição.

 

Noutro, referiu-se ao senador tucano Sérgio Guerra (PE) com expressão de calão raso. Disse que o presidente do PSDB é “um babaca”.

 

Fez referência à entrevista que o grão-tucano concedera à revista Veja, na qual dissera que o PAC, por fantasioso, será extinto caso o PSDB prevaleça na sucessão.

 

Na fala aos ministros, Lula comparou o PSDB de hoje ao PT de 1994, ano em que, na cadeira de ministro da Fazenda de Itamar Franco, FHC lançou o Plano Real.

 

Disse que, há 16 anos, o PT se opôs ao Real sem se dar conta da importância do plano, cuja consistência guindaria FHC ao Planalto.

 

Agora, disse Lula, o tucanato incorre em equívoco análogo. Sem projeto, opõe-se ao PAC, um programa que, a seu juízo, está “mudando a cara do país”.

 

Ao chamar Sérgio Guerra de “babaca”, afirmou que sua crítica ao PAC não resiste a um passeio pelas ruas de Pernambuco, Estado do senador tucano.

 

Disse que o mapa de Pernambuco está apinhado de obras do PAC, que Sérgio Guerra “não vê porque não quer ver”.

 

De resto, Lula recomendou aos ministros que façam a defesa do seu governo em manifestações públicas. Pediu que se miniciassem de dados que permitam comparar o seu governo com o de FHC.

 

Repisou a idéia de converter a campanha presidencial de 2010 num "plebiscito" - a era petista X o período tucano. 

 

Ao discorrer sobre o inconveniente de ceder às provocações de seus opositores, Lula voltou os olhos para Dilma Rousseff, a presidenciável oficial. Ela estava do seu lado na mesa.

 

Disse, segundo o ministro ouvido pelo blog, algo assim: “Dilma, nossa campanha tem que ser de alto nível”. A ministra assentiu com a cabeça.

 

Para desassossego da oposição, Lula repisou a idéia de anunciar, em março, o PAC 2. Conterá, segundo disse, obras novas e antigas.

 

O segundo PAC vai à prateleira, segundo Lula, por uma razão simples: o orçamento de 2011 será discutido e aprovado em 2010.

 

É preciso, portanto, assegurar desde logo as verbas que financiarão as novas e as antigas obras no primeiro ano da gestão a ser instalada em 2011.

 

- Em tempo: Leia aqui entrevista concedida por Sérgio Guerra ao repórter Josué Nogueira antes de saber que Lula o chamara de "babaca".

Escrito por Josias de Souza às 04h50

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Plebiscito visa ‘esconder Dilma’, afirma Sérgio Guerra

  José Cruz/ABr
Em viagem aos EUA, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), tornou-se o centro de uma polêmica que descambou para a troca de ofensas.

 

Chamou Dilma de “mentirosa” e “dissimulada”. Foi chamado de jagunço a serviço de José Serra por dirigentes do PT. Sentiu-se “caluniado”. E vai à Justiça.

 

Em entrevista ao repórter Josué Nogueira, Sérgio fez jus ao sobrenome. Revelou-se pronto para a guerra.

 

Disse que a tática plebiscitária do governo –Lula X FHC— visa, em verdade, “esconder a Dilma”, uma candidata que “não tem sustentação”.

 

Vai abaixo a entrevista:

 

 

- Por que o PSDB reagiu com tanta dureza às declarações de Dilma?
Porque o PT descumpre a lei eleitoral toda hora, todo dia. O próprio presidente, quando diz que não pode se fazer campanha eleitoral rasteira, ele está dizendo que faz campanha eleitoral fora do prazo legal. Isso é proibido. A lei não permite. Rasteiro é o PT.
- A virulência dos ataques cresceu com a nota do PSDB [em que Guerra chamou Dilma de ‘mentirosa]. Esse é o tom que será visto na campanha?
Eu só disse a verdade.
- Não acha que o tom foi agressivo?
Não. Acho que foi impositivo. Ela [Dilma] não pode ficar fazendo campanha em prol dela com esses argumentos. Isso é campanha pura. Como que se vai fazer inauguração de obras para combater a oposição? Isso não é campanha? Ela é candidata?
- O PSDB não está entrando no jogo plebiscitário que o PT tanto quer?
O PT é que está saindo [do debate]. Eles não querem colocar Dilma na discussão.

- Correligionários seus avaliam que o sr. conseguiu, finalmente, chamá-la para o debate...

Eles não querem o debate. Querem é esconder a Dilma.
- Acha que a aspereza observada na nota do PSDB interessa ao eleitor?
Não é questão de eleitor, é questão da lei. Ela não pode fazer campanha agora. Mas é que o tom foi pessoal demais. Foi bem além da questão do PAC... E essa história de dizer que o PSDB quer parar as obras do PAC não é mentira? Nós não queremos desenvolver as obras irregulares. Somente essas. As regulares não têm problema algum.
- Em 2006, o PT afirmava que o PSDB, se vencesse as eleições, iria acabar com o Bolsa Família...

Da outra vez, eles usaram isso no segundo turno, esse terrorismo de que a gente ia acabar com o Bolsa Família e ia privatizar o Banco do Nordeste. Dessa vez, estão usando na pré-campanha.
- Por que, na sua avaliação, o PT está recorrendo a essa prática de novo?
Porque a candidata deles não tem sustentação.
- O PSDB demonstra que vai reagir com dureza sempre que achar que deve. É isso?
É isso mesmo. Teve uma nota deles me chamando de jagunço. Estou entrando na Justiça contra eles. Vamos enfrentar isso desde agora. Eles sempre terão uma resposta à altura.

Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Reze-se para que, depois da posse, Piñera não dance

Ainda não se sabe que tipo de presidência Sebastian Piñera oferecerá aos chilenos. Ele só toma posse em março.

 

Algo já se pode afirmar, contudo: se tiver no governo desempenho semelhante ao que exibe na pista de dança, o Chile está perdido.

 

Piñera elegeu-se no último domingo. Dois dias antes, comparecera a um programa de TV. Convidado, aventurou-se a dançar ao som de Thriller, de Michael Jackson.

 

O resultado pode ser conferido lá no alto. Depois de assistir, responda: você confiaria o voto a um personagem como esse?

Escrito por Josias de Souza às 03h01

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Brasil reforça ajuda ao Haiti com mais R$ 350 milhões

 

- Estadão: Chuvas matam mais 8 pessoas na Grande SP

 

- JB: Órfãos da informação

 

- Correio: A dor de duas nações

 

- Valor: Contribuintes renegociam dívidas por lucros na bolsa

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país

Escrito por Josias de Souza às 02h27

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Realidade Virtual!

Aroeira

Via 'O Dia'.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Deputado da meia pede que STF lhe devolva o cargo

O presidente afastado da Câmara Legislativa do DF, Leonardo ‘Pé-de-meia’ Prudente, protocolou há pouco um recurso no STF.

 

Pede que seja cassada a liminar da Justiça do DF que o afastou do comando do legislativo local.

 

A notícia acaba de ser divulgada pelo Supremo na página que mantém no twitter. Trata-se da segunda tentativa de Parente de reaver o cargo.

 

Deve-se o afastamento do deputado a uma decisão expedida no início da semana pelo juiz Vinícius Santos Silva, titular da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF.

 

A procuradoria da Câmara Legislativa já havia recorrido contra o despacho do magistrado no Tribunal de Justiça do DF, que manteve o afastamento.

 

Daí o novo recurso ao STF, agora patrocinado pelos advogados do próprio Prudente.

Escrito por Josias de Souza às 19h37

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Centrais sindicais preparam apoio a Dilma para junho

Divulgação
Seis centrais sindicais esboçam, na sede da CUT, a estratégia eleitoral pró-Dilma

 

As seis centrais sindicais do país firmaram uma aliança para a sucessão presidencial de 2010.

 

O movimento é encabeçado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores) e pela FS (Força Sindical).

 

Inconciliáveis no passado, as duas entidades gravitam, hoje, na órbita dos cofres do governo Lula.

 

Na presidência da CUT, o petista Arthur Henrique. No comando da FS, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.

 

Paulinho é filiado ao PDT, o mesmo partido do ministro Carlos Lupi (Trabalho). A Executiva da legenda aprovou, há dois dias, o apoio a Dilma.

 

Reunidos em São Paulo, na sede da CUT, os líderes das centrais concluíram que, juntos, elevam sua capacidade de influir nos rumos da eleição.

 

Marcaram para o dia 1º de junho uma “Conferência Nacional da Classe Trabalhadora”. Reunirá sindicalistas de todo o país.

 

Nesse encontro, será aprovado um documento com as propostas do movimento sindical para o governo a ser instalado em 2011.

 

Em texto levado à web, o presidente da CUT, Arthur Henrique, refere-se ao documento como uma “agenda positiva”.

 

Um elenco de sugestões “a ser apresentado à candidatura das forças democráticas e populares”. Leia-se Dilma Rousseff.

 

Por que a preferência por uma das candidaturas? Ouça-se o presidente da CUT: “As centrais são autônomas e independentes, mas tem lado...”

 

O lado “...dos trabalhadores, da defesa de um projeto de desenvolvimento para o país com valorização do trabalho e distribuição de renda...”

 

“...A direita [leia-se PSDB, de José Serra] nunca abriu espaços para os trabalhadores...”

 

“...Pelo contrário, sabemos o que representa: privatização, desmonte do Estado, arrocho salarial, precarização e desemprego”.

 

Além de CUT e FS, incorporaram-se à estratégia eleitoral do sindicalismo outras quatro centrias:

 

1. CTB: Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil.

2. CGTB: Central Geral dos Trabalhadores do Brasil.

3. UGT: União Geral dos Trabalhadores.

4. NCST: Nova Central Sindical de Trabalhadores.

 

Wagner Gomes, presidente da CTB, disse que, na conferência marcada para junho, será definido o apoio a um dos presidenciáveis.

 

Alguém que “dê continuidade ao projeto político implementado” sob Lula e “aprofunde o processo de mudanças”. Leia-se, de novo, Dilma.

 

Planeja-se converter a pajelança sindical num ato grandiloquente. A coisa acontecerá em São Paulo.

 

A CUT fala em arrastar para a cidade “dezenas de milhares de dirigentes e militantes sindicais.”

 

A CTB arrisca um número: “Mais de 10 mil lideranças sindicais de todo Brasil”.

 

De resto, os mandachuvas das centrais sindicais agendaram para 2 de fevereiro, em Brasília, uma “vigília”.

 

Nesse dia, o Congresso reabre os seus trabalhos. Seus corredores serão tomados por cerca de três centenas de sindicalistas.

 

Vão pressionar os congressistas para que aprovem o projeto que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais. Sem poda de salários.

 

Para sensibilizar os empresários para a mesma causa, programam-se greves. Eis o que diz o presidente da CUT:

 

“Nossa orientação para as categorias que estão em campanha salarial, como os metalúrgicos, químicos e comerciários, é que joguem peso nas mobilizações e nas greves.”

Escrito por Josias de Souza às 19h08

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PT agora diz que Sérgio Guerra é o jagunço do Serra

  Paulino Menezes/Divulgação
O número de ofensas trocadas entre PT e PSDB cresce na proporção em que diminuem as idéias.

 

Nesta quinta (21), teve prosseguimento a guerra de notas iniciada há 72 horas. Coube ao PT o penúltimo disparo.

 

Em verdade, um revide ao chumbo que o presidente do PSDB dirigira na véspera a Dilma Rousseff. Acusara-a de usar “a mentira como método”.

 

No seu novo texto, o PT anota que Sérgio Guerra dirigiu-se a Dilma de “forma desqualificada, vil, caluniosa e grosseira”.

 

Em seguida, Ricardo Berzoini e José Eduardo Dutra –presidente e presidente eleito do PT— esmeram-se na vileza e na grosseria:

 

“O que mais salta aos olhos é a hipocrisia do candidato do PSDB, José Serra...”

 

“...Ao mesmo tempo em que afirma estar ‘concentrado no trabalho’ e que ‘não vai entrar nenhum bate-boca eleitoral de baixaria’...”

 

“...Usa o presidente do seu partido como um verdadeiro jagunço da política para divulgar uma nota daquele teor”.

 

Diz-se que o PSDB já está redigindo uma resposta. Vai dizer que Dilma ronca e tem chulé.

 

E o PT, abespinhado, dirá que Serra tem um bafo esquisito e fuma escondido. Aguardem!

 

- Atualização feita às 18h14 desta quinta (21): O PSDB divulgou nova nota. Assina-a o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro (MG).

 

Informa que o tucanato decidiu processar Berzoini e Dutra por calúnia e difamação. Para o partido, ao chamar o pernambucano Sérgio Guerra de "jagunço", o PT incorreu em "preconceito contra o povo nordestino". 

Escrito por Josias de Souza às 17h20

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O DEM vai acabar sendo acusado de plágio pelo PFL

José Cruz/ABr

 

Logo, que explodiu o panetonegate, exclamava-se: “Onde pretendem chegar?” Agora todos se perguntam, perplexos: “Onde serão detidos?”

 

O diretório brasiliense do DEM anunciou que mantém o apoio a José Roberto Arruda. O mesmo Arruda que a Executiva nacional do DEM forçara a deixar a legenda.

 

“Fica mantido o apoio às ações que constam do plano de governo que vem sendo tão bem implementadas em benefício da população do DF”, informa a legenda, em nota.

 

Presidente do DEM-DF, vice governador de Brasília e companheiro de escândalo de Arruda, Paulo Octávio disse que a opinião local não precisa ornar com a nacional.

 

“O partido aqui [no DF] tem a sua posição e tem agido da forma mais correta possível, sempre tomando as decisões por unanimidade."

 

No início da semana, a assessoria de Paulo Octávio fizera circular a informação de que ele cogitava abandonar a vida pública.

 

O próprio vice de Arruda reconhecera que não concorreria ao governo da Capital. Era lorota.

 

Nesta quinta, espremido pelos repórteres, Paulo Octávio escorregou para o lado. Disse que os candidatos do DEM só serão escolhidos em junho, na convenção.

 

Ex-Arena, ex-PDS e ex-PFL, o DEM trocara de nome para provar que o que separa o moral do imoral é apenas a nomenclatura.

 

No ritmo em que as coisas caminham, porém, o PFL ainda acaba acusando o DEM de plágio.

Escrito por Josias de Souza às 16h41

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CUT prepara calendário de greves e ações pró-Dilma

Divulgação

 

Braço do PT no movimento sindical, a CUT esboça sua “estratégia de mobilização” para o ano de 2010.

 

Na pauta, um calendário de greves e ações de apoio à candidatura oficial da petista Dilma Rousseff.

 

Nesta quinta, a CUT promove na sua sede, em São Paulo, uma reunião com representantes de outras centrais sindicais.

 

Em texto levado à web, o presidente da CUT, Arthur Henrique (na foto lá do alto), explica o propósito do encontro:

 

"Iremos formalizar um calendário com greves e paralisações, para pressionar os parlamentares e as empresas a adotar a redução da jornada sem redução de salário".

 

Há outros projetos pelos quais o sindicalismo planeja pegar em lanças. Entre eles as leis do pré-sal e emenda que fixa a política de valorização do salário mínimo.

 

Para o segundo semestre, a CUT programa um mergulho no universo da sucessão presidencial.

 

Na última terça-feira (19), a central reuniu sua Executiva Nacional. Em texto veiculado no seu portal, o PT informa o que foi deliberado.

 

A CUT deseja “mobilizar os trabalhadores e a sociedade” para “aprofundar as conquistas” do governo Lula e “impedir o retorno dos neoliberais”.

 

Leia-se: antes mesmo da formalização das candidaturas, a engrenagem sindical do petismo já gira por Dilma Rousseff, contra José Serra.

 

No próximo 1º de Maio, Dia do Trabalhador, a CUT vai lançar o que chama de “Plataforma da Classe Trabalhadora para as Eleições de 2010”.

 

Deseja-se envolver sindicatos de todo país no esforço eleitoral. Ouça-se de novo o presidente da CUT:

 

"Iremos promover ações em todo o Brasil para discutir o modelo de país que queremos e a importância de avançar no projeto democrático e popular."

 

O ponto central da plataforma eleitoral da CUT é a “radicalização da democracia”. Coisa já esmiuçada em debates regionais e em três encontros nacionais.

 

Arthur Henrique explica: "Não podemos deixar que a participação social seja meramente representativa, por meio do processo eleitoral”.

 

A frase faz supor que, para a CUT, o modelo atual, em que a sociedade vai às urnas para escolher os seus representantes, tornou-se insuficiente.

 

Segundo o presidente da entidade, é preciso regulamentar “instrumentos tais como plebiscitos e referendos”.

 

Mais: assegurar a participação direta da sociedade na elaboração do “orçamento público” e –tchan, tchan, tchan, tchan- “o controle social sobre os meios de comunicação".

 

No pedaço da reunião de sua Executiva em que discutiu a conjuntura política, a direção da CUT analisou a reação ao Programa Nacional de Direitos Humanos.

 

Trata-se daquele documento que incluiu da revisão da lei de anistia à criação de comissões para mediar, à margem do Judiciário, a reintegração de posse de terras invadidas.

 

Para Arthur Henrique, a "reação da direita" ao programa "é uma pequena amostra da disputa acirrada que teremos em 2010".

 

No rol dos direitistas, a CUT inclui: “Setores retrógrados do empresariado, dos militares e dos meios de comunicação”.

 

Se tudo der certo para a CUT, um punhado de greves será salpicado na folhinha eleitoral de 2010. E um discurso pós-ideológico ganhará o meio-fio.

 

Parece improvável. Mas, admitindo-se que ocorra, é de perguntar: a central trabalha mesmo por Dilma ou trama a eleição de Serra?

 

Não é demasiado recordar: Lula só virou presidente depois de beijar a cruz do mercado numa Carta aos Brasileiros, abandonar o lero-lero socialista, aparar a barba e vestir Armani.

Escrito por Josias de Souza às 07h35

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PF apura uso do Bolsa Família para compra de drogas

A Polícia Federal abriu no Piauí uma investigação inusitada. Apura-se o uso de benefícios do Bolsa Família para a aquisição de drogas.

 

As suspeitas concentram-se em três localidades: a capital Teresina e as cidades de Parnaíba e Picos.

 

Notícia veiculada pelo 'Diário de Pernambuco' informa: Adriana Moura, gerente do programa no Paiuí, confirmou a abertura de inquérito.

 

Num dos municípios, Parnaíba, traficantes de drogas foram pilhados em duas ocasiões com o cartão de um beneficiário do Bolsa Família.

 

Em Teresina, cartões que do maior programa social do governo federal foram recolhidos em bocas de fumo. Era só o que faltava!

Escrito por Josias de Souza às 06h02

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Fechado com Temer, PMDB pedirá reunião com Lula

Folha

 

A cúpula do PMDB reuniu-se na noite passada. O encontro ocorreu na residência oficial de Michel Temer, presidente da Câmara.

 

Produziu-se uma decisão que vai permear os próximos passos da negociação em torno do apoio à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Foi antecipada de 10 de março para 6 de fevereiro a convenção partidária que vai eleger a nova direção do PMDB.

 

Decidiu-se mais: Temer será reeleito presidente do partido. Chapa única. Mais dois anos de mandato.

 

Com isso, além elevar o cacife de Temer como seu principal negociador, o PMDB tonificou-o como candidato à vaga de vice de Dilma.

 

Uma forma pouco sutil de reafirmar a Lula que a legenda não levou a sério o lero-lero de que deveria elaborar uma lista tríplice de vices.

 

Habituados a falar línguas diferentes, unificaram o linguajar em torno de Temer os dois principais grupos do partido: o PMDB da Câmara e o do Senado.

 

Tomaram parte da decisão, pelo lado da Câmara, o líder Henrique Eduardo Alves e o ministro Geddel Vieira Lima, além de Temer.

 

Pela banda do Senado, os dois nomes que manuseiam a batuta: José Sarney e Renan Calheiros. Romero Jucá, embora convidado, não estava em Brasília.

 

Em meio aos caciques, um índio novo da tribo pemedebê: Henrique Meirelles, presidente do Banco Central.

 

Meirelles adoraria ser vice de Dilma. Lula apreciaria muito vê-lo na chapa. Mas a reunião converteu o sonho em quimera.

 

“Decidimos antecipar a convenção para começar o ano com as coisas bem definidas”, disse ao repórter o líder Henrique Alves.

 

O próximo passo, segundo informou, será reabrir as negociações com os operadores do PT. Vai-se retomar o tricô do ponto em que foi abandonado no final de 2009.

 

“Precisamos resolver as pendências dos Estados”, disse o deputado. “Queremos nos reunir com o PT já na semana que vem”.

 

O PMDB tem pressa. Se os impasses regionais sobreviverem à nova tentativa de acerto com o petismo, o partido pretende puxar as suas fichas.

 

Chamará ao pano verde o jogador que dá as cartas, Lula. Ouça-se um pouco mais de Henrique Alves.

 

“Se o PT disser que não tem como resolver as pendências, vamos pedir uma reunião com o presidente Lula e com a ministra Dilma”.

 

Há vários nós por desatar. Mas um deles revela-se especialmente apertado. Chama-se Minas Gerais.

 

A encrenca é conhecida. O PMDB cobra apoio do PT à candidatura do ministro Hélio Costa ao governo mineiro. O petismo dá de ombros há meses.

 

O partido de Lula tem dois pré-candidatos ao cargo cobiçado por Hélio: Fernando Pimentel, ex-prefeito de BH, e Patrus Ananias, ministro do Bolsa Família.

 

Ananias parece mais propenso à composição com o PMDB. Mas Pimentel não esboça a mais remota intenção de retirar-se da disputa.

 

Mais Henrique Alves: “É preciso levar em conta o fator Aécio Neves”. Refere-se à decisão do governador tucano de retirar-se da disputa presidencial.

 

“Ao concentrar sua atuação em Minas, o Aécio tornou ainda mais relevante a nossa união no Estado”, disse o deputado.

 

Tomado pelo relevo político, Minas é o segundo maior colégio eleitoral do país. Visto pela ótica doméstica do PMDB, é o Estado que envia mais delegados à convenção.

 

Uma convenção marcada para junho, na qual será votado o apoio a Dilma, hoje pendurado apenas num acordo pré-nupcial.

 

Minas mandará à convenção peemedebista 69 delegados. Bem mais, por exemplo, do que os 20 convencionais que virão de São Paulo.

 

De resto, o PMDB deseja aparar arestas que o PT vem cozinhando em banho-maria. São duas as principais: Bahia e Pará.

 

Está entendido que PMDB e PT irão às urnas de lados opostos nesses dois Estados. Na Bahia, Geddel X Jaques Wagner. No Pará, Jader Barbalho X Ana Júlia.

 

Está combinado também que será adotada a tática do palanque duplo. Mas o PMDB deseja esmiuçar a coisa, para evitar que, no calor da campanha, Lula e Dilma se deixem levar pelo coração petista.

 

No mais, o PMDB escolherá nos próximos dias os nomes que vão compor a direção do partido na chapa encabeçada por Temer.

 

Delegou-se a tarefa ao próprio Temer e a Renan. Como a presidência caberá ao grupo da Câmara, o vice virá do Senado.

 

Por ora, o nome mais cotado para assumir a vice-presidência do partido é o de Romero Jucá, líder de Lula no Senado.

 

- PS.: O blog cruzou as fronteiras do twitter. Os que desejarem seguir, devem pressionar aqui.

Escrito por Josias de Souza às 05h14

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Novo terremoto dificulta ações de socorro no Haiti

 

- Folha: Brasil vai dobrar tropas para o Haiti

 

- Estadão: Brasil tem déficit externo recorde

 

- JB: Sempre é possível piorar

 

- Correio: Pânico aumenta com novo tremor no Haiti

 

- Valor: Consumo faz disparar os investimentos no varejo

 

- Jornal do Commercio: Luz mais barata para 8,5 milhões de pessoas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

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Superprodução!

Aroeira

Via O Dia.

Escrito por Josias de Souza às 02h56

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Para Sérgio Guerra, Dilma ‘usa mentira como método'

  José Cruz/ABr
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, realizou mais um disparo na guerra de notas que quebra a atmosfera morna da cena pré-eleitoral.

 

Num texto de 398 palavras, o grão-tucano chama a presidenciável petista Dilma Rousseff de mentirosa 11 vezes.

 

Quinze vezes, se computadas as reiterações feitas no título -"Dilma mente"- e no subtítulo. 

 

Acusa-a de mentir sobre o currículo, o PAC e a confecção de um dossiê com gastos do Planalto na era FHC. A íntegra da nota pode ser lida aqui.

 

Num dos trechos, Sérgio Guerra anota que Dilma “não é gerente de um programa de governo e, sim, de uma embalagem publicitária.”

 

Recorda que o PAC “amarra no mesmo pacote obras municipais, estaduais, federais e privadas”.

 

E conclui: Dilma “mente ao somar todos os recursos investidos por todas essas instâncias e apresentá-los como se fossem resultado da ação do governo federal...”

 

“...Apropria-se do que não é seu e vangloria-se do que não faz”. Sustenta que “cerca de 62%” das obras do PAC (7.715 projetos) “ainda não saíram do papel”.

 

E pespega em Dilma a pecha de gestora incompetente: “A culpa do desempenho medíocre é sempre dos outros...“

 

“...Ora o bode expiatório da incompetência gerencial são as exigências ambientais, ora a fiscalização do TCU, ora o bagre da Amazônia, ora a perereca do Rio Grande do Sul”.

 

A guerra de notas foi deflagrada nas pegadas de um discurso que Dilma fizera em Minas, na terça (18), no pa©mício de inauguração de uma barragem.

 

Num trecho de sua fala, a ministra queixara-se de entrevista em que o presidente do PSDB dissera que seu partido acabaria com o PAC.

 

Antes que a réplica de Sérgio Guerra viesse à luz, a equipe de Dilma levara à web um pedaço do discurso mineiro.

 

Em vez do trecho que acendeu o pavio da oposição, pendurou-se no sítio da Casa Civil um pedaço do discurso em que Dilma elogiara o tucano Aécio Neves.

 

Ela realçara o fato de a obra ter sido executada “numa parceria muito produtiva, muito bem sucedida com governo do Estado de Minas Gerais, o governador Aécio Neves” (assista abaixo).

 

 

Na semana passada, Lula previra que 2010 seria um ano de muitos “ataques”. Revelara-se preparado: “O que eles não sabem é que eu sou capoeirista”.

 

A julgar pelos rabos-de-arraia pré-carnavalescos, a sucessão presidencial estará mais para vale-tudo do que para capoeira. O eleitor não merece.

Escrito por Josias de Souza às 02h53

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Justiça afasta deputados suspeitos na Câmara do DF

  José Cruz/ABr
A Justiça do DF proibiu oito deputados e dois suplentes de votar no processo de impeachment que corre contra o governador José Roberto Arruda.

 

Deve-se a decisão ao juiz Vinícius Santos Silva, titular da 7ª Vara de Fazenda Pública do DF.

 

O magistrado deferiu liminar solicitada em ação movida contra os parlamentares pelo Ministério Público.

 

Com isso, os deputados continuam na Câmara, mas não poderão participar de nenhuma votação relacionada ao processo contra o governador.

 

Os oito titulares afastados são os seguintes:

 

Aylton Gomes, Benedito Domingos, Benício Tavares, Eurides Brito, Júnior Brunelli, Leonardo Prudente, Rogério Ulisses e Roney Nemer.

 

A proibição alcançou também um par de suplentes: Berinaldo Pontes e Pedro do Ovo.

 

Todos eles são acusados de morder fatias do “panetone” recheado com as propinas recolhidas junto a fornecedores do governo Arruda.

 

No início da semana, o mesmo juiz Vinícius Silva determinara o afastamento de Leonardo 'Pé-de-Meia' Prudente da presidência da Câmara.

 

A procuradoria do legislativo do DF recorreu contra a decisão. Mas o Tribunal de Justiça da Capital manteve a sentença do magistrado.

 

No novo despacho, expedido nesta quarta (20), o juiz deliberou:

 

1. “O imediato afastamento” dos oito deputados e dois suplentes suspeitos “de toda e qualquer atividade vinculada ao processo de impeachment” do governador.

 

2. “A imediata intimação do presidente da Câmara”, para que convoque os respectivos suplentes (não suspeitos/impedidos) dos deputados afastados”.

 

Impôs multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento de sua decisão.

 

3. A anulação de “todo ato deliberativo já praticado” no âmbito do processo de impeachment que tenha contado com a participação dos deputados suspeitos.

 

A decisão do juiz complica a estratégia de Arruda. O governador contava com os votos da bancada do panetone para safar-se da perda do cargo.

 

Resta agora verificar como se comportarão os suplentes. De resto, os afastados ainda podem recorrer ao Tribunal de Justiça.

 

Por ora, cabe elogiar a atuação do magistrado Vinícius Silva. Demonstra que há luz no fim do túnel do Judiciário brasileiro.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra da decisão judicial.

 

- Em tempo: O blog chegou ao twitter. Para seguir, aperte aqui.

Escrito por Josias de Souza às 19h55

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Oposição fará nova ação contra Lula e Dilma no TSE

José Cruz/ABr

 

A oposição vai protocolar nova ação contra Lula e Dilma Rousseff no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

 

Acusa-os de transformar solenidades oficiais em atos de campanha eleitoral. Algo que é vedado pela lei.

 

Será a sexta ação do gênero. As anteriores, subscritas por PSDB, DEM e PPS, foram arquivadas pelo tribunal.

 

A matéria-prima da nova representação será a viagem presidencial a Minas Gerais, ocorrida nesta terça (20).

 

Acompanhado de Dilma, Lula inaugurou uma barragem e uma escola. Ambos pronunciaram discursos impregnados de 2010.

 

O texto da ação já está sendo elaborado pelos advogados dos partidos. Pede a imposição de multas a Lula e Dilma. Deve ser protocolado no TSE nesta quinta-feira (21).

 

Presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ) não receia por um novo arquivamento. Acha que "é dever da oposição" acionar a Justiça Eleitoral para "coibir os abusos".

 

Roberto Freire, presidente do PPS, levou um texto à página da legenda na web: “O deboche com que o presidente trata o regime de leis do país é algo inusitado, nunca visto na história do Brasil", disse.

 

“É preciso dar um basta a essa situação”, ecoou José Agripino (RN), líder do DEM no Senado. “A ação serve, no mínimo, para lavrar o nosso protesto”.

 

O petismo dá de ombros para a iniciativa da oposição. Alega que José Serra, o presidenciável do PSDB, realiza uma inauguração atrás da outra.

 

E Agripino: “São casos absolutamente diferentes. Serra é governador de São Paulo. Entrega obras de sua própria gestão. E não faz declarações eleitoreiras...”

 

“...No caso do governo federal, as obras não são de Dilma. Não faz sentido que Lula a leve a tiracolo apenas para fazer campanha...”

 

“...Uma campanha aberta, repleta de declarações cavilosas, feitas em tom popularesco”.

 

-PS.: O blog chegou ao twitter. Quer seguir? Pressione aqui.

Escrito por Josias de Souza às 18h44

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Justiça pede aval legislativo para julgar Pavan em SC

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina decidiu enviar à Assembléia Legislativa do Estado o processo que envolve o vice-governador Leonel Pavan (PSDB).

 

Concluiu-se que o tribunal depende de autorização do legislativo estadual para julgar o vice catarinense, acusado de corrupção passiva.

 

É o fim da picada. Há nos autos um conjunto de evidências recolhidas pela Polícia Federal.

 

Ao folhear o processo, o Ministério Público concluiu que Pavan tem contas a ajustar com a Justiça. Denunciou-o junto com outras seis pessoas.

 

Num instante em que a platéia aguardava pelo veredicto, as togas condicionam tudo a uma decisão política.

 

Brasillllllllllll!

Escrito por Josias de Souza às 18h13

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Haiti: Congresso vota na 2ª o envio de 800 militares

A pedido da ONU, o governo brasileiro decidiu enviar mais 800 militares ao Haiti –700 soldados e cem PMs.

 

A providência depende de aprovação do Congresso, que está de recesso. O ministro Nelson Jobim (Defesa) trocou um dedo de prosa com o senador José Sarney.

 

Sarney convocou para a própria segunda-feira (25) a comissão representativa do Congresso. Integram-na oito senadores e 17 deputados.

 

Como o nome indica, a comissão tem a atribuição de “representar” todo o Congresso em períodos de recesso. O que decidir está decidido.

Escrito por Josias de Souza às 17h17

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Ana Zizi demonstra a Jobim que eufemismos existem

Na última sexta-feira (15), indagado sobre a busca de brasileiros desaparecidos sob os escombros do Haiti, Nelson Jobim soara implacável.

 

O ministro da Defesa dissera: “A essa altura, a palavra desaparecidos funciona como um eufemismo”.

 

Pois bem. Nesta quarta (20), dia em que o terremoto de 12 de janeiro faz aniversário de uma semana, foi “içada” das ruínas Anna Zizi.

 

É uma haitiana de seus 70 anos. Voltou à vida cantando. Era como se desejasse informar ao ministro brasileiro que eufemismos existem.

 

Asmodeu, porém, segue de tocaia. Também nesta quarta, a terra voltou a tremer no Haiti. O repórter Fabio Zanini conta:

 

"Eu tinha acabado de me levantar e, de repente, o chão começou a balançar. Era uma sensação de como se estivesse surfando no chão". Ouça-o aqui.

Escrito por Josias de Souza às 13h29

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PV aprova candidatura de Gabeira ao governo do Rio

  Folha
Aos pouquinhos, a candidatura de Fernando Gabeira ao governo do Rio vai saindo do armário.

 

O nome do deputado foi referendado pela Executiva estadual do PV.

 

A reunião ocorreu na última segunda (18). Mas o resultado só foi levado à página da legenda na web na noite desta terça (19).

 

Há, porém, um complicador. Além da candidatura de Gabeira, o PV decidiu lançar uma candidata ao Senado: a vereadora verde Aspásia Camargo.

 

O problema é que, para pôr de pé o seu projeto extra-congressual, Gabeira considera vital compor uma aliança que tonifique o seu tempo de TV.

 

Depois de declarar que optara por disputar uma cadeira no Senado, Gabeira reabriu negociações com o PSDB.

 

Planeja reeditar a coligação que o levou ao segundo turno em 2008, na disputa pela prefeitura do Rio. Inclui, além do PSDB, o DEM e o PPS.

 

Por ora, Aspásia Camargo não cabe nos planos dos potenciais aliados de Gabeira.

 

Imaginara-se que PSDB, DEM e PPS indicariam, além do vice de Gabeira, os dois candidatos da chapa ao Senado.

 

Sem palanque para o presidenciável tucano José Serra no Rio, o PSDB tende a contenta-se com a indicação do vice de Gabeira.

 

O DEM incorpora-se gostosamente à caravana se for garantida ao ex-prefeito Cesar Maia uma das vagas ao Senado. E quanto ao PPS?

 

Afora essa indagação, resta superar um outro entrave. Alfredo Sirkis, presidente do PV-RJ, torce o nariz para a associação com o ‘demo’ Cesar Maia.

 

A despeito de tudo, Gabeira parece, hoje, mais próximo da disputa estadual do que da eleição ao Senado. Confirmando-se o projeto, vai comandar uma campanha algo esquizofrênica.

 

No primeiro turno, Gabeira privilegiaria o apoio a Marina Silva, a presidenciável do PV. O nome de Serra só soaria na propaganda televisiva dos candidatos a vice e ao Senado.

 

Apenas num hipotético segundo turno, com Marina fora da disputa nacional, Gabeira estaria à vontade para entoar sua preferência por Serra, contra Dilma.

 

Parece pouco. Mas para Serra, que no Rio não tem nada, é muita coisa.  

 

- PS.: O blog foi levado pelo repórter ao twitter. Se quiser seguir, visite.

Escrito por Josias de Souza às 06h03

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Em guerra de notas, PT e PSDB aquecem a sucessão

  Fotos: ABr
No Brasil, o calendário político costuma ser inaugurado depois do Carnaval. Porém, petistas e tucanos anteciparam o baile sucessório.

 

A atmosfera morna foi quebrada por uma guerra de notas. O PSDB ferveu primeiro, num texto assinado por sua vice-presidente, a senadora Marisa Serrano (MS).

 

“Lula, Dilma e a retórica petista da mentira”, eis o título do texto assinado por Marisa. Reação a um discurso pronunciado pela presidenciável oficial em Minas Gerais.

 

A ebulição do PT veio numa réplica divulgada na noite passada. Assina o texto o deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente da legenda.

 

Começa assim: “PSDB perde a oportunidade de ficar calado”. Segue-se um virulento ataque à oposição.

 

A encrenca nasceu no Vale do Jequitinhonha, região paupérrima de Minas. Deu-se num pa©mício montado para inaugurar uma obra, a Barragem de Setúbal. Coisa fina, com direito a canapés.

 

Ao discursar, a petista Dilma Rousseff evocou uma entrevista que o senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, concedera ao repórter Diego Escosteguy.

 

No miolo dessa entrevista, Sérgio Guerra dissera que, prevalecendo nas eleições, o tucanato daria cabo do PAC. Eis a declaração:

 

“O PAC não se realizou. Não há prioridades programáticas, só números inflados [...]. As estradas estão esburacadas...”

 

“...Os aeroportos estão na iminência de outro apagão, a infraestrutura de transportes, como os portos, foi entregue a políticos e a grupos de pressão...”

 

“...Isso é o PAC na realidade – e nós vamos acabar com ele”. Ao discursar nesta terça (19), Dilma fustigou:

 

“Vira e mexe quiseram acabar com algum programa do governo Lula [...]. Em 2006, foi a época que eles queriam acabar com o Bolsa Família...”

 

“...Agora, em 2010, o objetivo é acabar com obras como essa que estamos aqui inaugurando. E isso nós não vamos deixar”.

 

Em nome do PSDB, Marisa Serrano escreveu:

 

"Diante de sua reconhecida falta de experiência política, a ministra Dilma Rousseff  adota as conhecidas artimanhas do PT que, historicamente,  aprimorou de maneira nunca vista a retórica do medo e da mentira...”

 

“...Foi assim em 2006, quando criou a fantasia sobre o fim dos programas sociais e da privatização de empresas estatais. Felizmente, não se consegue enganar o povo o tempo todo”.

 

Anotou que “o PSDB, na verdade, [...] deseja o aperfeiçoamento das estatais e a continuidade do Bolsa Família”.

 

E repisou as críticas que Sérgio Guerra fizera ao PAC: “Os brasileiros sabem que o PAC não é um programa de obras e sim um slogan publicitário...”

 

“...[...] As raras inaugurações tem servido, apenas, para o treinamento intensivo do uso de palanques eleitorais para a ministra”.

 

E Berzoini: “A nota assinada pela senadora Serrano apenas reflete esse dilema tucano...”

 

“...Quer se opor às legítimas manifestações de nossa pré-candidata, mas escorrega na aprovação do governo que Lula lidera e Dilma coordena, e o povo brasileiro aprova”.

 

O presidente do PT cuidou de reforçar a linha plebiscitária idealizada pelo governo para 2010. Uma disputa da era Lula contra o período FHC.

 

“O PSDB demonstra que está descontrolado para a legítima disputa de projetos que ocorrerá neste ano de 2010”, escreveu Berzoini. O deputado recorreu à ironia:

 

“Torcemos para que o PSDB se encontre e produza um programa de governo, para que possamos ter um debate de alto nível neste ano eleitoral”.

 

Arrastou para o ringue FHC, um personagem que o tucanato prefere manter no vestiário:

 

“Esperamos que a oposição não se esconda, nem se acovarde de defender a herança de FHC, da privatização, desemprego e paralisia nacional”.

 

De resto, Berzoini tratou de realçar trechos da entrevista de Sérgio Guerra que Dilma se esquivara de mencionar no discurso do Jequitinhonha:

 

“Disse que vai mudar a política econômica de Lula, que derrotou a herança tucana de descontrole fiscal e cambial que quebrou o Brasil no governo FHC”.

 

Eis o que afirmara o presidente do PSDB no pedaço da entrevista em que tratara de economia:

 

"Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes."

 

E Berzoini, na nota da noite desta terça (19): “Guerra não soube dizer o que vai mudar na economia. Talvez por reconhecer...”

 

“...Que o governo Lula traçou um novo caminho para a economia brasileira, aprovado no enfrentamento à crise mundial, na geração de milhões de empregos e na solução dos impasses das dívidas interna e externa no país”.

 

A fervura prematura do caldeirão sucessório interessa vivamente a Dilma, ainda em desvantagem mas pesquisas em relação ao rival tucano José Serra.

 

Serra, a propósito, finge-se de morto. Já declarou que não lhe cabe o papel de líder da oposição a Lula. E retarda para fins de março o embate direito com Dilma.

 

Como que farejando o cheiro de queimado, o governador tucano de Minas, Aécio Neves, esquivou-se de recepcionar Lula e Dilma na viagem desta terça.

 

A depender de Lula, o abandono da atmosfera cálida é caminho sem volta. Avisou que vai intensificar as inaugurações até março.

 

Coisa deliberada, só para ter Dilma do seu lado “no palanque”. Em abril, já fora do ministério, a candidata não poderá mais participar de atos pseudo-administrativos.

 

“Que me desculpem os adversários, mas nós vamos ganhar”, declarou o patrono de Dilma na passagem por Minas.

Escrito por Josias de Souza às 05h09

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PDT aprova o apoio a Dilma e reduz o fôlego de Ciro

  Folha
A Executiva Nacional do PDT aprovou o apoio à candidatura presidencial de Dilma Rousseff. Decisão unânime.

 

O senador Cristovam Buarque (DF), velho defensor da candidatura própria, rendeu-se. Presente, compôs a maioria.

 

A deliberação precisa ser referendada pelo diretório e pela convenção do partido. É improvável, porém, que ocorra uma meia-volta.

 

Com isso, reduziram-se as chances de Ciro Gomes (PSB) pôr de pé uma candidatura à sucessão de Lula.

 

Desde que levara o título de eleitor cearense para passear em São Paulo, Ciro tornara-se um candidato multiuso.

 

No gogó, continua presidenciável. Na prática, parece mais próximo do projeto de Lula, que deseja convertê-lo num candidato forasteiro ao governador de São Paulo.

 

Para manter-se na cena nacional, Ciro precisaria coligar-se a outras legendas. Sonhava juntar o seu PSB ao PDT e ao PCdoB.

 

O diabo é que Lula cabalou o apoio das duas legendas para Dilma. Deixou Ciro sem tempo de TV, asfixiando-o.

Escrito por Josias de Souza às 03h31

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Haitianos fogem em massa e deixam os EUA em alerta

 

- Estadão: EUA e ONU ampliam força militar no Haiti

 

- JB: Brasil perde trampolim para os EUA

 

- Correio: Em meio ao caos, um pouco de esperança

 

- Valor: Grande empresa volta a investir em tecnologia

 

- Jornal do Commercio: TRE pressionado a anular concurso

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h54

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Jobim's Fashion Week!

Aroeira

Via O Dia.

Escrito por Josias de Souza às 02h48

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Lula converte o TSE num tribunal de ‘surdos mudos’

Como previsto, Lula levou a candidatura de Dilma para passear em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.

 

Solenidades pseudo-administrativas foram convertidas desabridos atos de campanha eleitoral.

 

Dilma, que outrora evitava discursar em pajelanças do gênero, levou o rosto definitivamente à vitrine.

 

Atacou Sérgio Guerra, presidente do PSDB, que acenara com a hipótese de acabar com o PAC numa eventual administração tucana.

 

Disse que, na campanha passada, em 2006, o PSDB já havia insinuado que daria cabo do Bolsa Família. Uma inverdade.

 

Em timbre convenientemente emocional, a ministra-candidata propalou a sua condição de mineira:

 

"Na vida a gente pode sair do Estado onde a gente nasce, mas ele não sai da nossa alma e do nosso coração".

 

Lula também foi ao púlpito do pa©mício. Nada de mais-palavras. Fez campanha aberta.

 

Chegou mesmo a dizer que vai acelerar as inaugurações no primeiro trimestre desde ano eleitoral de 2010.

 

Por quê? Ora, “[...] porque a partir de abril a Dilma já não estará mais no governo, e quem for candidato não pode nem subir no palanque comigo. Então..."

 

"...É importante que a gente inaugure o máximo de obras possível para que a gente possa mostrar quem foram as pessoas que ajudaram a fazer as coisas neste país".

 

Depois de inaugurar uma barragem, Lula foi a uma escola técnica. Ali, anteviu o triunfo de sua candidata:

 

"A única coisa que eu tenho certeza é que nós vamos fazer a sucessão presidencial."

 

Não se deve falar em voz alta, para não acordar o TSE de seu sono profundo. Mas se isso não for campanha, Lula não é Luiz Inácio.

- Em tempo: O PSDB apressou-se em divulgar uma nota-resposta. Assina-a a vice-presidente da legenda, senadora Marisa Serrano (MS).

O texto é azedo desde o título: "Lula, Dilma e a retórica petista da mentira". Pode ser lido aqui

Escrito por Josias de Souza às 19h23

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Com pé no palanque, Serra prepara onda publicitária

  Gilberto Marques/Divulgação
Nos próximos cinco meses, o eleitor de São Paulo será bombardeado por uma ofensiva publicitária.

 

Com um pé no palanque, o governador tucano José Serra levará ao ar uma série de peças promocionais.

 

O pretexto é a “prestação de contas”. Conversa fiada. O governo só termina em dezembro de 2010.

 

O pano de fundo é a sucessão presidencial. Corre-se contra o tempo. Em ano de eleição, a publicidade institucional é proibida a partir de julho.

 

Deve-se a notícia sobre a cruzada marqueteira de Serra à repórter Catia Seabra. Ela conta que o governo estuda até a troca de seu slogam.

 

Sai o bordão "Trabalhando por você". O gerúndio dá idéia de coisa em andamento, inacabada.

 

Entra o bordão "Um Estado cada vez melhor". Texto afirmativo, concebido para passar a conveniente impressão de coisa pronta.

 

O esforço promocional inclui uma mudança de prática. Antes, Serra descentralizara a publicidade. Cada órgão cuidava da sua.

 

Agora, o Palácio dos Bandeirantes centraliza tudo. Afora a ordem para que as peças ganhem ares de prestações de contas, organiza-se o calendário.

 

Cuida-se de distribuir as peças publicitárias ao longo dos meses, de modo a evitar a concentração.

 

A primeira que irá ao ar, até o final do mês, será a do Metrô. Elaborou-a a agência Duda Mendonça Associados.

 

Como a razão social indica, tem como sócio o publicitário Duda Mendonça. O mesmo que assinara a vitoriosa campanha presidencial de Lula, em 2002.

 

Recebeu no exterior valerianas de má origem. Figura hoje como réu no processo que apura as traficâncias mensaleiras do petismo.

 

No ano eleitoral de 2010, o governo Serra reservou para os gastos com publicidade R$ 204 milhões.

 

À campanha do Metrô se seguirão outras. Entre elas a da CDHU (Cia. de Desenvolvimento Habitacional Urbano).

 

Nesse caso, as peças trarão a assinatura do publicitário Paulo de Tarso, que também presta serviços ao governo Lula.

 

As peças da Sabesp trarão o selo da Lew Lara. A mesma agência que, no primeiro mandato de Lula criou a campanha "Sou brasileiro, não desisto nunca".

 

Afora a cruzada propagandística, Serra intensifica as aparições públicas. Já “inaugura” até coisa já inaugurada.

 

Nesta segunda (18), por exemplo, entregou o novo “mobiliário e equipamentos” de uma escola técnica na cidade de Palmital.

 

No texto levado à web, o governo anota: “A nova unidade, que funciona desde agosto de 2009...”

 

Ou seja, a pretexto de entregar móveis, reinaugurou-se o que já fora inaugurado há cinco meses.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h48

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Câmara recorre em favor do ‘presidente pé-de-meia’

A procuradoria da Câmara legislativa do DF decidiu pegar em lanças pelo deputado Leonardo Prudente (ex-DEM).

 

Protocolou no Tribunal de Justiça um recurso contra a decisão que determinara o afastamento de Prudente da presidência da Câmara.

 

Prudente, como se sabe, é aquele deputado que fez nascer uma nova era na política brasileira. Trouxe à luz a fase pós-cueca (reveja lá no alto).

 

Esperava-se que o próprio Prudente recorresse da decisão do juiz Álvaro Luis Ciarlini, que o afastara do posto.

 

Ao tomar para si a defesa do indefensável, a Câmara como que assume sua dupla fisionomia –um misto de entreposto e caverna de Ali-Babá.

 

Lugar sombroso. Aconchego amoral. Doce cheiro de safadeza no ar. Deputados selecionados vendem votos e etcétera, principalmente etcétera.

 

- Atualização feita às 18h02 desta terça (19): Em decisão relâmpago, o Tribunal de Justiça do DF indeferiu o recurso da procuradoria da Câmara legislativa brasiliense.

 

Assim, permanece de pé a decisão judicial que apartou o meeiro Leonardo Prudente da cadeira de presidente da Câmara. Alvíssaras!

Escrito por Josias de Souza às 16h59

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Lula e Dilma realizam ‘pa©mício’ em Minas nesta 3ª

  Folha
Com Dilma Rousseff a tiracolo, Lula cumpre nesta terça (19) uma agenda administrativa com ares de campanha eleitoral.

 

O presidente e sua candidata vão ao Vale do Jequitinhonha, o pedaço mais pobre do mapa de Minas Gerais.

 

O governador tucano Aécio Neves não vai recepcionar a dupla. Avisado da viagem no final de semana, alega que não conseguiu ajustar a agenda.

 

Montou-se no município de Jenipapo um pa©lanque. Ali, Lula e Dilma vão inaugurar uma barragem chamada Setúbal.

 

Obra do PAC, o programa gerido pela ministra-candidata. Levará água tratada a 23 mil mineiros.

 

O empreendimento custou R$ 204 milhões –R$ 187 milhões das arcas federais e R$ 20 milhões dos cofres do governo mineiro.

 

De resto, será inaugurado na cidade de Araçuaí um campus do Instituto Federal de Educação do Norte de Minas. Obra de R$ 5 milhões.

 

Trata-se de uma escola técnica. Lula jacta-se de ter inaugurado 102 estabelecimentos do gênero em 2009. Espera entregar mais cem em 2010.

 

A viagem a Minas insere-se no esforço do presidente para tonificar a imagem de Dilma no segundo maior colégio eleitoral do país.

 

Um Estado em que o tucano Aécio desfruta de popularidade superior a 70%.  

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Escrito por Josias de Souza às 07h08

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Piñera:'Popularidade não supera desejo de mudança'

  Ivan Alvarado/Reuters
O presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, traçou um paralelo entre a eleição presidencial de seu país e a sucessão de Lula.

 

Disse: “Uma coisa é a popularidade de um presidente e outra coisa é a necessidade de mudança que pode experimentar um país”.

 

Representante de uma coalizão de centro-direita, Piñera prevaleceu sobre Eduardo Frei, o candidato apoiado pela presidente Michelle Bachelet.

 

A exemplo de Lula, Bachelet ostenta índices de aprovação ao redor de 80%. Um jornalista brasileiro injetou Lula na entrevista de Piñera.

 

O repórter mencionou a dificuldade de Bachelet de transferir votos para o seu candidato e a possibilidade de repetição do fenômeno no Brasil.

 

E Piñera: “É verdade, a presidente Bachelet é muito popular e o presidente Lula também...”

 

“...Mas não há que confundir a popularidade de um presidente com a necessidade de mudança de um país”.

 

Mostrou-se familiarizado com o cenário político do Brasil. Disse estar ciente de que a oposição brasileira ainda não definiu o nome do candidato que enfrentará Dilma Rousseff.

 

A despeito disso, afirmou: “Dos dois candidatos, conheço particularmente a [José] Serra. Mas o Brasil deverá tomar seu próprio caminho.

 

Curiosamente, Serra preferia Eduardo Frei, o candidato de Michelle Bachelet. Ouça-se o que disse o presidenciável tucano:

 

"Torci para o Frei, não deu, perdeu, mas foi uma eleição limpa e desejo sorte ao novo presidente".

 

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Escrito por Josias de Souza às 06h06

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Lula: ‘Nunca se combateu tanto corrupção no Brasil’

Marcello Casal/ABr

 

Lula leva aos jornais desta terça (19) uma tese que o petismo vai esgrimir na campanha presidencial de 2010.

 

O presidente atribui ao trabalho do governo a visibilidade da corrupção no noticiário: “Os crimes aparecem mais agora porque estão sendo investigados”, afirma.

 

A tese foi repisada na coluna “O Presidente Responde”, que o Planalto veicula às terças-feiras em jornais de todo país.

 

Funciona assim: a assessoria de Lula recebe questões enviadas pelos leitores dos jornais, filtra-as e seleciona três por semana.

 

A corrupção aparece já na primeira pergunta da coluna desta semana. Formulou-a Joaquim Nunes Brandão, 43, um auxiliar administrativo de São Paulo.

 

Joaquim apresenta-se como “antigo eleitor e defensor” das posições de Lula. Indaga: “O que digo a meus amigos quando perguntam o que o senhor está fazendo para combater a corrupção?”

 

E Lula: “Joaquim, você pode dizer a seus amigos que nunca se combateu tanto a corrupção no Brasil como hoje...”

 

“...De 2007 para cá, a Polícia Federal desencadeou 115 operações de combate à corrupção, que resultaram na prisão de 1.592 pessoas, entre as quais 536 servidores públicos”.

 

Curiosamente, os números mencionados por Lula indicam um arrefecimento no combate à corrupção, não o contrário.

 

Só em 2006, a PF realizara 167 operações –52 ações a mais do que as 115 que Lula diz terem sido feitas entre 2007 e 2009.

 

Registrou-se em 2006 um total de 2.673 prisões –1.081 encarceramentos a mais do que os 1.592 contabilizados pelo presidente nos três anos subseqüentes.

 

Naquele ano, Lula disputava a reeleição contra o presidenciável tucano Geraldo Alckmin. No horário eleitoral de rádio e TV, a PF foi convertida em peça da engrenagem de propaganda do PT.

 

“Com Lula, a Polícia Federal vem desmantelando quadrilhas”, dizia o locutor numa das peças eleitorais levadas ao ar pelo petismo em 2006.

 

A PF trabalhava, então, em ritmo frenético. Uma forma de atenuar o rastro pegajoso dos escândalos que tisnavam a imagem do PT e do governo Lula.

 

Escândalos como o caso Waldomiro Diniz, o mensalão e o dossiê dos “aloprados” petistas contra o tucanato.

 

Na resposta ao auxiliar administrativo Joaquim Brandão, veiculada nesta terça, Lula agregou outros dados:

 

 

1. “Foi elaborado um projeto de lei que amplia as punições para empresas corruptoras em compras públicas, incluindo multas que chegam até a 30% do faturamento bruto, impedimento de receber benefícios fiscais ou mesmo extinção”.

 

O projeto vaga pelos escaninhos do Congresso. No comando de um consórcio partidário que reúne 14 partidos, Lula não se empenha em aprová-lo.

 

2. “Já instalamos 12 Laboratórios de Combate à Lavagem de Dinheiro nas polícias e Ministérios Públicos de sete Estados”.

 

O presidente não cita um mísero resultado prático obtido com a instação dos "laboratórios".

 

3. “Até 2007, o Brasil conseguiu bloquear US$ 300 milhões em contas suspeitas no exterior, e, em 2009, fechamos o ano com US$ 3 bilhões congelados, que podem voltar aos cofres públicos”.

 

Lula não diz, mas o bloqueio do dinheiro sujo depositado no estrangeiro deve-se mais ao esforço do Ministério Público do que à ação do governo.

 

Acionado pelos procuradores, o Ministério da Justiça limita-se a fazer a intermediação com as promotorias, o e as autoridades de governos estrangeiros.

 

4. “Recentemente, enviamos projeto de lei ao Congresso, que aumenta a pena mínima para casos de corrupção ativa e passiva de dois para quatro anos. No caso de altas autoridades, a pena mínima passa a ser de oito anos”.

 

De novo, o projeto vagueia pelo Congresso sem que o governo, dono da maioria parlamentar, se empenhe em convertê-lo em lei.

 

 

Deve-se reconhecer, porque é de justiça, que, sob Lula, a PF vitaminou o seu aparato investigativo. Falta algo, porém, à coletânea de dados como os propalados pelo presidente na coluna desta terça.

 

O espalhafato das operações policiais não tem resultado em condenações. As prisões, por temporárias (cinco dias) ou provisórias (no máximo 81 dias), se esvaíram.

 

O Executivo atribui a escassez de condenações ao Judiciário. A PF prende e os tribunais soltam, costuma-se dizer. O Ministério Público acusa e as togas, depois de sentar em cima dos processos, absolvem.

 

Duas decisões recentes do STJ reforçam o argumento. Em decisões liminares, suspenderam-se os processos contra Daniel Dantas (Operação Satiagraha) e contra executivos da Camargo Corrêa (Castelo de Areia).

 

De concreto, a platéia é submetida a uma cena invariável: primeiro, monta-se o teatro de operações da PF. Depois, grita-se que há incêndio no teatro.

 

No fim, percebe-se que, na verdade, havia teatro no incêndio. A pantomima vem resultando em impunidade.

 

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Escrito por Josias de Souza às 05h23

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Ajuda é insuficiente e ONU pede mais tropas no Haiti

 

- Folha: ONU pede mais tropas no Haiti

 

- Estadão: Desorganização impede que socorro chegue a haitianos

 

- Correio: Crianças do Haiti entre o horror e o abandono

 

- Valor: Cenário de déficit externo já altera tendência do câmbio

 

- Jornal do Commercio: Mensalidade escolar sobe mais que inflação

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h23

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No ar!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 03h15

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Lula reparte verba de flagelados brasileiros com Haiti

  AP
Lula decidiu destinar ao Haiti uma parte da verba que será usada no socorro às vítimas de enchentes no Brasil.

 

O presidente planeja assinar uma medida provisória antes do final de semana. No texto, um reforço para o caixa da Defesa Civil.

 

No momento, o governo faz as contas. Soma os pedidos de ajuda recebidos de Estados castigados pelas chuvas (RJ, SP, MG e RS, por exemplo).

 

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) estima que a nova MP envolverá gastos de algo entre R$ 400 milhões e R$ 500 milhões.

 

Um naco desse dinheiro será usado para socorrer as vítimas do terremoto do Haiti. Quanto? O valor será definido nas próximas horas.

 

Nada a ver com aqueles US$ 15 milhões que Lula já decidira enviar ao Haiti. É, por assim dizer, dinheiro novo.

 

Será usado na compra de equipamentos. Sobretudo barracas. Servirão de abrigo provisório para haitianos que perderam suas casas.

 

A decisão foi tomada nesta segunda (18), em reunião de Lula com parte do ministério. Durante o encontro, exibiram-se fotos do flagelo haitiano.

 

Quem viu ficou consternado. “É de cortar o coração”, disse Geddel Vieira Lima.

 

Também nesta segunda (18), o comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, informou: o Brasil se dispõe a dobrar o efetivo militar que mantém no Hiati -hoje, 1.266 homens.

 

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Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Justiça manda ‘deputado da meia’ deixar presidência

Nada humilha mais o brasileiro do que a coragem de seus políticos. Tome-se o exemplo de Leonardo Prudente.

 

Filmado no instante em que convertia as meias em porta-propinas, o deputado Prudente tornou-se um dos símbolos do panetonegate.

 

Presidente da Câmara Legislativa do DF, escondeu-se, num primeiro momento, atrás de um pedido de licença.

 

Recobrou o cinismo antes do Natal. Desfiliou-se do seu partido, o DEM, e retornou à cadeira de presidente do legislativo brasiliense.

 

Nesta segunda (18), a Justiça Federal mandou que Prudente deixe o comando da Câmara.

 

Deve-se a decisão ao juiz Vinícius Santos Silva, da 2ª Vara da Justiça Federal do DF. Cabe recurso.

 

O magistrado fora acionado pelo Ministério Público do DF. A ação não se limita a pedir o afastamento de Prudente do cargo.

 

Requer também providências contra o pedaço já identificado da bancada do panetone –pelo menos oito deputados.

 

Deseja-se impedir que deputados que se serviram da propina participem da análise dos pedidos de impeachment que correm contra o governador José Roberto Arruda.

 

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Escrito por Josias de Souza às 16h25

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CGU: Fundação Sarney desviou verbas da Petrobras

  Lula Marques/Folha
Todos são iguais perante a lei. Mas Sarney, Lula ensinou, “tem história suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum”.

 

Pois bem, a CGU (Controladoria Geral da União) informa: a Fundação Sarney trata verbas públicas de modo nada incomum.

 

Auditoria preliminar da CGU detectou desvios de pelo menos R$ 129 mil. Dinheiro da Petrobras, liberado a título de patrocínio.

 

A fundação que leva o nome de Sarney fora às manchetes no ano passado, no auge da crise do Senado.

 

A entidade beliscara patrocínio de R$ 1,34 milhão da Petrobras. A despeito dos indícios de desvios, o Senado esquivara-se de investigar.

 

Em 2010, os senadores farão como o avestruz. Para não tomar conhecimento da realidade, eles enfiarão a cabeça nas urnas.

 

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Escrito por Josias de Souza às 14h02

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Paulo Octávio diz ao DEM que ‘abandonará’ a política

  Fábio Pozzebom/ABr
O vice-governador do DF, Paulo Octávio, informou à direção de seu partido, o DEM, que planeja deixar a política.

 

Fez a comunicação ao presidente da legenda, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Disse que vai se dedicar às suas empresas.

 

Paulo Octávio recebe do DEM tratamento diverso do que foi dispensado ao governador José Roberto Arruda.

 

Contra Arruda, os 'demos' abriram um processo de expulsão. Antes que fosse levado a voto, o governador bateu em retirada.

 

Quanto a Paulo Octávio, continua ostentando o título de presidente do diretório do DEM-DF. Nada de processo disciplinar.

 

Sob atmosfera assim, tão anuviada, convém dar crédito a Paulo Octávio apenas até certo ponto. O ponto de interrogação.

 

Não cogita renunciar à cadeira de vice-governador. O assento rende-lhe o escudo do foro privilegiado do STJ.

 

Para 2010, tornou-se um político tóxico. Ou seja, não abandonou as urnas, foi abandonado por elas.

 

Na política desde 1990, ano em que se elegeu deputado, Paulo Octávio é, hoje, apenas candidato a réu. Porém...

 

Porém, quem pode assegurar que, em futuro próximo, não recorrerá às urnas para renovar o prontuário.

 

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Escrito por Josias de Souza às 03h51

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Com 80% de aprovação, Bachelet não faz o sucessor

  Ivan Alvarado/Reuters
Em fim de mandato, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, passará o cargo, em março, a um sucessor oposicionista.

 

Embora ostente índices de aprovação ao redor dos 80%, Bachelet não conseguiu eleger o sucessor.

 

Enrolado na bandeira da mudança, o empresário Sebastián Piñera (foto)prevaleceu sobre o governista Eduardo Frei.

 

A vitória de Piñera interrompe um ciclo de 20 anos de poder da Concertación. Vem a ser uma frente partidária de centro-esquerda.

 

Governava o Chile desde 1990, ano em que o então ditador Augusto Pinochet deixou a presidência.

 

Eduardo Frei já jogou a toalha. Reconheceu a derrota na noite deste domingo (17), antes mesmo do término da apuração.

 

Pelo telefone, Bachelet felicitou Piñera. O presidente eleito disse à quase ex-presidente que irá pedir-lhe “conselhos”.

 

Mal comparando, o Brasil viverá um processo eleitoral semelhante.

 

Popular como Bachelet, Lula tenta promover uma transfusão de votos para Dilma Rousseff.

 

No Chile, não colou. No Brasil...

 

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Escrito por Josias de Souza às 02h41

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Gangues se reorganizam e espalham violência no Haiti

 

- Folha: Violência dificulta socorro no Haiti

 

- Estadão: Brasil e EUA se alinham para conter caos no Haiti

 

- JB: Ajuda chega, apesar da violência

 

- Correio: Tecnologia faz 'milagres' em resgates no Haiti

 

- Valor: Brasil retoma posições no mercado argentino

 

- Jornal do Commercio: Concurso do TRE está ‘sob risco’

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Aos pedaços!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 02h21

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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