Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Blog sai em férias para esquivar-se de um ‘pesadelo’

O signatário do blog teve um pesadelo esquisito.

 

Uma delegação pluripartidária bateu à porta de sua casa no meio da noite.

 

Lideranças do PT, PSDB, PMDB e DEM haviam lançado o nome do repórter como presidenciável de união nacional.

 

Uma solução apartidária, concebida para evitar que a nação se dividisse num encarniçado plebiscito –a era Lula X o período FHC.

 

Àquela altura, Serra e Dilma, informados da novidade, já haviam retirado suas candidaturas.

 

O repórter ensaiou resistência: Por que eu? Os emissários não se deram por achados: Ora, você não critica todo mundo? Não diz que está tudo errado? Pois então...

 

Tudo transcorreu no tempo do sonho, que não costuma respeitar as fronteiras do calendário gregoriano.

 

Pela manhã, uma multidão já se aglomerava defronte da casa. Da janela, o repórter dirigiu uma primeira conclamação ao povo: “Não destruam o meu jardim!”

 

Estava consumada a candidatura compulsória. Não sem uma exigência: liberdade para escolher o vice e compor a equipe ministerial.

 

Eleito em votação consagradora, o repórter manteve os ministros de Lula. Só pelo prazer de demiti-los depois da posse. Primeiro o Mantega. Depois o resto.

 

Recebida a faixa presidencial das mãos de Lula, consumadas as nomemações –seguidas da exoneração coletiva—, veio o discurso de posse.

 

O repórter prometeu sangue novo, suor morigerado e lágrimas de felicidade. Uma onda venturosa como nunca antes fora visto na história desse país.

 

À noitinha, tudo encaminhado, hora de partir para a primeira viagem internacional. Um mês pela Europa, que o presidente não é de ferro.

 

Ao pé da escada do AeroSouza, o repórter se preparava para transmitir o cargo ao novo vice-presidente da República, José Sarney.

 

Súbito, acordou do pesadelo. Refeito do susto, concluiu que precisava de umas férias. Assim, o blog estará em recesso pelos próximos 20 dias. Até breve.

Escrito por Josias de Souza às 03h52

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Tarso: teoria de Jobim legitima o ‘direito de torturar’

Fotos: Fábio Pozzebom/ABr e Lula Marques/Folha

 

Uma polêmica que eletrifica os subterrâneos do governo Lula acaba de ser perenizada em livro: ‘Teoria da Democracia e Justiça de Transição’, eis o título.

 

A obra traz a assinatura de Tarso Genro. Reproduz uma aula proferida pelo ministro da Justiça, em agosto, na Universidade Federal de Minas Gerais.

 

Foi à estante sob o selo da Editora UFMG. É coisa para ser lida numa sentada –54 páginas, incluindo quatro folhas de notas bibliográficas.

 

Nas dobras do livro, Tarso joga gasolina na fogueira em que crepita um debate insepulto. Envolve a Lei da Anistia e seus desdobramentos.

 

Defensor do direito dos brasileiros à memória do ciclo ditatorial e à punição dos torturadores, Tarso faz duríssimos ataques ao colega Nelson Jobim.

 

Ele cita uma tese do ministro da Defesa como síntese de todas as “fórmulas” que sonegam ao país uma verdadeira “conciliação”, “democrática” e “avançada”.

 

Para Jobim, a Lei da Anistia, de 1979, promoveu a reconciliação nacional ao perdoar os excessos cometidos pelos dois lados –o regime militar e seus opositores.

 

No miolo do livro, Tarso reproduz uma trinca de frases atribuídas a Jobim:

 

1. “A questão hoje não é discutir se é a favor ou contra torturadores, mas se podemos ou devemos rever um acordo que foi feito pela classe política”.

 

2. “Se o Supremo decidir que a Lei da Anistia não é bilateral, o que eu não acredito, terá de enfrentar outro assunto: a prescrição”.

 

3. “Uma coisa é o direito à memória, outra é revanchismo e, para o revanchismo, não contem comigo”.

 

Na aula convertida em livro, Tarso dedica-se a desconstruir os raciocínios do colega de Esplanada. No trecho mais acerbo, acomoda Jobim ao lado dos torturadores:

 

“Quem estabelece um vínculo artificial entre ‘memória’ e ‘revanchismo’ quer, na verdade, dizer que é preciso sacrificar a memória no universo da impunidade...”

 

“...O direito à memória, que desenterra o passado e o põe sob luzes públicas, não pode ser considerado como revanche...”

 

“...Sob pena de se defender implicitamente o ‘direito a torturar’ sem a expectativa de punir”, escreveu o ministro da Justiça.

 

Tarso cita a frase de um “torturador”, recolhida de uma revista. Identificado por uma de suas vítimas, o algoz dissera que “não torturava mulher feia”.

 

E Tarso: “Isso não gerou nenhum escândalo e nenhum revide do Estado, na defesa da dignidade da pessoa humana mais uma vez humilhada”.

 

Na única frase em que se permitiu dar razão a Jobim, Tarso assentiu: a Lei da Anistia decorreu de “um acordo feito pela classe política”. Porém, acrescentou:

 

“Mas também houve um acordo político, feito pelos líderes civis e militares, para a implantação de um regime de exceção que rasgou a Constituição...”

 

“...E nem por isso esse pacto deixou, mais tarde, de ser considerado ilegítimo”. Para Tarso, nenhum dos dois “acordos” impôs ao país “cláusulas pétreas”.

 

Acha que a admissão de que os “pactos políticos de contingência” são imutáveis levaria a uma conclusão errônea.

 

A conclusão de que “o regime militar também não poderia ser substituído por um regime civil”.

 

Na visão de Tarso, a tese personificada em Jobim impõe ao país “uma política de ‘perdão ao inverso’”. Promove a “equivalência de responsabilidades”.

 

Ele esmiúça o raciocínio: “[...] A ‘equivalência’ supõe que são iguais em valor os que defendem uma ordem democrática e os que se arvoram em seus juízes absolutos para derrubá-la pela violência”.

 

Ao igualar torturadores e torturados, atribuindo-lhes “o mesmo valor”, prossegue Tarso, tonifica-se o “apelo para uma sociedade amnésica”.

 

Sob o esquecimento, “ambos tem sua história dissolvida”. Para “conveniência de quem torturou” e “depreciação humana e política de quem foi torturado”.

 

Em trecho encharcado de ideologia, Tarso pespega em Jobim a pecha de “neoliberal”. Junta-o ao pedaço da academia e da intelectualidade que tem acesso aos jornais.

 

“[...] Sob certos aspectos, substituíram a defesa do caminho único do neoliberalismo pela promoção de um trabalho persistente de desmoralização dos ideais democráticos da esquerda, a partir da avaliação de anistia como ‘revanche’”.

 

Signatário do decreto que concedeu a Cesare Battisti o status de refugiado político, depois revogado pelo STF, Tarso injetou o ex-guerrilheiro italiano no debate.

 

Considera “emblemático” o tratamento dado a Battisti: “[...] Sua luta armada era a priori a luta do ‘mal’ [...] contra o ‘bem’, representado pelo Estado de Direito italiano”.

 

Acha que essa “mesma mecânica subjetiva” permeou a transição brasileira. Aos torturados, o papel de agentes do ‘mal’, brindados com o “perdão ao inverso”.

 

O que fazer? “Somente no trabalho de rememorização é que podemos construir uma identidade que tenha lugar na história”, Tarso escreveu.

 

Considera imperioso conjugar “disposição e vontade”, para que haja “abrangente apaziguamento social”. Que passa por “justiça às vítimas que caíram pelo caminho”.

 

Uma “justiça de transição”, na definição de Tarso. Coisa escorada em dois “eixos”: “intervenção educativa” e “criação de memoriais”.

 

Só assim, Tarso conclui, vai-se “aumentar a consciência moral sobre os abusos do passado, com o fim de construir e invocar a ideia da ‘não repetição’”.

 

São teses que deixam de cabelos hirtos os militares, sob o comando momentâneo de Jobim, um ex-presidente do STF que Lula converteu em titular da Defesa.

Escrito por Josias de Souza às 03h46

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Rascunho político de 2009 ‘passado a sujo’ em vídeo

Escrito por Josias de Souza às 03h37

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As frases ditas em 2009 que você não merecia ouvir

Stock Images

 

1. "De vez em quando inventam uma briga entre Congresso e Executivo, Legislativo e Judiciário. Ninguém aqui é freira e santa num convento" – Lula, explicando a gênese da zona que permeia as relações na República.

 

2. "Agi como se a cota fosse minha propriedade soberana. Confesso que caí na ilusão patrimonialista brasileira" – Fernando Gabeira (PV-RJ), ao explicar por que sua filha voara com passagem custeada pela Viúva.

 

3. "Ministério público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí" – Ciro Gomes (PSB-CE), ao negar, à sua maneira, que dera passagens da Câmara a parentes.

 

4. "Já restituí" - Eduardo Suplicy (PT-SP), depois da revelação de que viajara a Paris com a então namorada, Mônica Dallari, com passagens da cota de senador.

 

5. "Estou me lixando para a opinião pública. Até porque parte dela não acredita no que vocês escrevem. Vocês batem, mas a gente se reelege" – Sérgio Moraes (PTB-RS), ao informar que inocentaria Edmar Moreira, o deputado do castelo, no processo por quebra de decoro parlamentar. Com a palavra, o eleitor gaúcho.

 

6. "Ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram. Portanto, a providência elementar é não ficar perto de porquinho nenhum" – José Serra, ministrando ‘ensinamentos’ de prevenção à gripe suína.

 

7. "Quantos são os políticos brasileiros que realizaram campanhas eleitorais sem que alguma soma, por menor que fosse, não tenha sido contabilizada?" – Delúbio Soares, em carta ao PT, desistindo do pedido de retornar à legenda.

 

8. "Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos" – Lula, reduzindo a uma metáfora futebolística as fraudes eleitorais que incendiaram as ruas do Irã.

 

9. "Fui eleito para presidir politicamente a casa, e não para limpar as lixeiras da cozinha da casa" – José Sarney, num instante em que o entulho vazava pelas bordas do tapete do Senado.

 

10. "O Sarney tem história no Brasil suficiente para que não seja tratado como se fosse uma pessoa comum" – Lula, saindo em socorro do aliado incomum.

 

11. "Em casa de enforcado não se fala em corda" – FHC, desviando-se do lixo, depois de sessão comemorativa dos 15 anos do Real, no Senado.


12. "Se eu sou um Renan da vida, eu tô no governo Collor, no governo Fernando Henrique, no governo Lula, tô no governo de quem quiser" - Pedro Simon, respondendo a Renan Calheiros, que interrompera seu discurso anti-Sarney.

 

13. "Como ex-presidente da República, estou do lado dele e do lado do presidente Sarney. Antes de citar o meu nome desta tribuna, Vossa Excelência engula, digira e faça dela o uso que julgar conveniente” – Fernando Collor, abespinhando-se com as referências de Simon.

 

14. "Eu quero fazer justiça ao comportamento do senador Collor e do senador Renan, que têm dado uma sustentação muito grande aos trabalhos do governo no Senado" – Lula, cultuando os neocompanheiros, em viagem a Alagoas.

 

15. "Todos eles são bons pizzaiolos" – Lula, referindo-se aos senadores, em resposta a repórter que perguntara se a CPI da Petrobras terminaria em pizza temperada no pré-sal. Líder de Lula, Romero Jucá comandou o forno.

 

16. "Ela me perguntou se eu podia agilizar a fiscalização do filho do Sarney. Fui embora e não dei retorno. Acho que eles não queriam problema com o Sarney" – Lina Vieira, a ex-leoa, ao discorrer sobre pedido que Dilma Rousseff lhe teria feito.

 

17. "Eu não fiz esse pedido. Olha, eu encontrei com a secretária da Receita várias vezes, com outras pessoas junto, em grandes reuniões. Essa reunião privada a que ela se refere, eu não tive com ela" – Dilma Rousseff, desmentindo a detratora.

 

18. "Ela sabe que eu estive lá e sabe que falou comigo. Não custava nada ela ter dito a verdade", Lina, em réplica.

 

19. "Eu não consigo ler muitas páginas por dia, dá sono. E vejo televisão, quanto mais bobagem, melhor" – Lula, numa entrevista à rádio Tupi, do Rio.

 

20. “Errei ao dizer que anunciaria uma renúncia irrevogável" – Aloizio Mercadante, em frase autoexplicável.

 

21. "Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão" – Lula, em declaração à Folha, também autoexplicável.

 

22. "Marina Silva é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula,
que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem" – Caetano Veloso.

 

23. “Nós, humanos, temos um problema imenso. Infelizmente, não controlamos chuva, vento, raio" – Dilma Rousseff, atribuindo o apagão a causas divinas.

 

24. "Chegamos à conclusão de que o problema ocorreu por descargas atmosféricas" – Edison Lobão, tentando se fazer passar por Chapeuzinho Vermelho na floresta escura.

 

25. "Até agora nós não temos nenhuma dessas pessoas julgada e condenada. Acho absolutamente normal que elas exerçam seus direitos políticos" – Dilma Rousseff, dando boas-vindas aos mensaleiros restituídos ao diretório do PT.

 

26. "A experiência do PT em 2006 e 2008 mostrou que a população sabe distinguir
caixa dois de corrupção. Sabe que não teve mensalão, que ninguém enriqueceu" –José Dirceu, ao retornar ao diretório do PT.

 

27. "Para mim, pessoalmente, ele deu o que aparece naquele vídeo [...]. Virou piada, porque é [para compra de] panetone, mas no fundo é verdade mesmo. Eu entrego panetone nas creches, nos asilos, tudo isso” – José Roberto Arruda, a primeira piada a governar o DF em toda a história da Capital.

 

28. "As imagens não falam por si. O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação [...]” – Lula, numa referência à gritante cinemateca que deu contorno visual ao ‘panetonegate’.

 

29. "O povo está na merda. E eu quero tirar o povo da merda em que ele está" – Lula, em cerimônia do ‘Minha Casa, Minha Vida, no Maranhão, informando que o povo continua no esgoto depois de sete anos sob sua presidência.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

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Dez perguntas que 2009 ‘legou’ para o ano de 2010

Orlandeli

 

1. Sob Sarney, o Senado mergulhou em denúncias que resultaram em uma dezena de investigações do Ministério Público. O que acharam os procuradores?

 

2. Sob Arruda, reeditou-se a prática de usar peças de roupa como porta-proprina. À cueca, acrescentou-se a meia. Onde será enfiada a grana do próximo escândalo?

 

3. Ao levar o título de eleitor para passear em São Paulo, Ciro tornou-se um candidato multiuso atormentado por uma dúvida shakespeareana: Ser ou não ser?

 

4. Contra a tentativa do PMDB de fazer de Temer um vice consumado, Lula saiu-se com a fórmula da lista tríplice. Terá o MDB a ousadia de bater o ‘P’ na mesa?

 

5. O ex-tucano Meirelles, agora um neopemedebê, é candidato a qualquer coisa, inclusive a coisa nenhuma. Até quando dirá coisas definitivas sem definir as coisas?

 

6. Serra assedia Aécio, que finge que não é com ele. Afinal, o tucanato montará o mangalarga ‘puro sangue’ ou vai de pangaré ‘demo’?

 

7. A liminar do STJ que retirou Daniel Dantas da grelha da Satiagraha antes do Natal reavivou a grande interrogação: Quando os tribunais superiores de Brasília vão converter em condenado um réu endinheirado.

 

8. Até quando o DEM vai fingir que não vê Paulo Octávio, o vice de Arruda, fingindo-se de morto?

 

9. De quanto tempo ainda precisa o governo para informar à platéia que raios de problema deixou à luz de velas 18 Estados brasileiros?

 

10. A que presidente Romero Jucá servirá como líder no Senado a partir de 2011?

 

- PS.: Ilustração via sítio do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 03h26

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Guia prático para as eleições gerais do ano de 2010

Nelson Jr./TSE

 

1. Democracia: É um regime que oferece ao eleitor liberdade ampla e irrestrita para exercitar a sua capacidade de fazer besteiras por conta própria.


2. Eleição: É uma loteria sem prêmio em que o eleitor é condenado a optar entre o lamentável e o muito pior.

 

3. Voto: É um equívoco que se renova de quatro em quatro anos.

 

4. Candidato: É um pretensioso que faz merchandising do próprio umbigo.

 

5. Campanha eleitoral: É o período em que um grupo de loucos invade a sua TV para informar que dispõe de credenciais para administrar o hospício.

 

6. Alianças partidárias: São conchavos que unem agremiações formadas de dois tipos de políticos: os culpados inocentes e os inocentes culpados.

 

7PT: É um partido que deixou a ideologia para cair na vida.

 

8PSDB: é a mesma esculhambação, só que com doutorado na USP.

 

9PMDB: é uma organização partidária com fins lucrativos, 100% feita de déficit público.


10. DEM: É a ex-Arena, o ex-PDS e o ex-PFL que, de nome novo, converteu-se num projeto político que saiu pelo ladrão.

Escrito por Josias de Souza às 03h19

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Anúncios classificados de um 2010 ‘desclassificado’

1. Abelha petê deseja encontrar zangão pemedebê com fins matrimoniais. Oferece altar, cargos, verbas, roupa lavada, proteção para o Sarney e liderança para o Jucá. Carta acompanhada de três currículos para a Colmeia da Casa Civil (Palácio do Planalto, Praça dos Três Poderes, Brasília, DF).

 

2. Legenda assanhada, especializada em coligações heterodoxas e dotada de tempo de tevê avantajado, gostaria de se corresponder com candidatos bem postos. Mediante bom dote, dispõe-se a romper acordo pré-nupcial já celebrado.   

 

3. Mineirinho, querido, volte para o ninho. Compreendemos sua irritação com a perda do quarto da frente, com vista para o Planalto. Mas, entenda, ali só cabia um bico. Prometemos reformar o quartinho dos fundos. Pode trazer aquela velha ambição que te acompanha.

 

4. Candidata verde procura empresário ecológico que seja maduro o bastante para viver experiência a três com um PSOL ardente. Telefonemas para a sede do PV.

 

5. Exército vermelho, angustiado com sequência de derrotas no front de São Paulo, convoca soldado cearense de Pindamonhangaba que tomou o “pau de arara errado”. Escreva, telefone, dê notícias, diga que sim.

 

6. Vende-se um lote de deputados seminovos. Encontram-se estacionados na Câmara Legislativa do DF. As caras são de pau maciço. As consciências, de material flexível. A fidelidade, canina. Não aceitamos cheques. Admite-se pagamento em panetones.

Escrito por Josias de Souza às 03h08

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Vai para Arruda o título de Pinocchio do ano de 2009

Foto de Valter Campanato, com intervenção de Carlos Terra

 

Decorridos 65 anos de sua fundação, o 'Le Monde' instituiu o prêmio “Homem do Ano”. A honraria foi concedida, em 2009, a Lula.

 

Mirando-se no exemplo do prestigioso diário francês, o blog também inaugura um laurel: o prêmio Pinocchio do Ano.

 

Na edição de 2009, o galardão vai para o governador do DF, José Roberto Arruda (ex-DEM). Tornou-se imbatível ao converter grana de má origem em panetones.

 

Deve-se a imagem acima a uma conjugação do trabalho do repórter Valter Campanato, com um ajuste de nariz feito por Carlos Terra, um amigo do blog.

Escrito por Josias de Souza às 03h04

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Para salvar o seu reflexo, não se perca nas reflexões

Via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 03h00

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As manchetes do dia (17/1)

- Globo: Jobim: Brasil deve ficar no Haiti pelo menos até 2015

 

- Folha: Brasil ficará no Haiti mais 5 anos, diz Jobim

 

- Estadão: Países se mobilizam para acelerar ajuda ao Haiti

 

- JB: Haiti – Brasil não abre mão do comando

 

- Correio: Fome e medo levam a fuga em massa no Haiti

 

- Veja: Haiti – 12 de janeiro de 2010

 

- Época: Nos escombros do Haiti

 

- ISTOÉ: As 100 personalidades mais influentes

 

- ISTOÉ Dinheiro: Porta aberta para a década de ouro do Brasil

 

- CartaCapital: Direitos Humanos – esquecer, nunca

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h57

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Lula reserva agenda do 2º semestre para campanha

Ricardo Stuckert/PR

 

Decidido a carregar Dilma Rousseff nos ombros, Lula ajusta a agenda de 2010 ao calendário da campanha eleitoral.

 

Concentrou as viagens internacionais do seu último ano de mandato no primeiro semestre. No segundo, percorrerá o Brasil.

 

Planeja participar de comícios noturnos, fora do horário do expediente. Terão primazia os Estados em que o desempenho de Dilma for pior.

 

No topo da lista de prioridades estão os três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas e Rio.

 

As viagens de campanha serão feitas no aerolula. Mas o dinheiro do querosene do avião terá de ser bancado pelo PT.

 

A campanha da sucessão vai às ruas em ritmo de toque-de-caixa depois das convenções partidárias, em junho.

 

Antes, Lula pretende fazer pelo menos sete viagens internacionais. Em janeiro, deve voar para a Suíça. Planeja participar do Fórum Economico Mundial, em Davos.

 

Em fevereiro, vai à Cúpula da América Latina e Caribe. Aproveita a viagem para realizar visita oficial ao México e a países da América Central.

 

Em março, Lula deve visitar, de uma tacada, quatro nações do Oriente Médio: Israel, Líbano, Palestina e Síria.

 

Em fins de abril ou início de maio, o presidente deseja retribuir a visita que o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, fez ao Brasil.

 

Do Irã, Lula deve esticar a viagem para a Rússia. Noutra viagem, prevista para maio, vai à cúpula Brasil-União Européia, na Espanha.

 

Em junho, Lula deve participar da abertura de uma exposição comercial de produtos brasileiros, na China.

 

No derradeiro deslocamento internacional do ano, Lula planeja dar as caras na Copa do Mundo, na África do Sul.

 

A Copa começa em 9 de junho e se prolongará por quatro semanas. Depois disso, viagens presidenciais só em território brasileiro.

 

Lula não descarta a hipótese de pedir uma licença do cargo de presidente para dedicar-se exclusivamente à campanha.

 

Cogita afastar-se do Planalto por até três últimos meses (julho, agosto e setembro). Anima-o a melhora no quadro de saúde do vice José Alencar.

 

O presidente condiciona a licença ao desempenho de Dilma nas pesquisas. Se a candidatura oficial ganhar velocidade de cruzeiro, a providência, por desnecessária, pode ser descartada.

 

A participação de Lula na campanha é vista como algo essencial.

 

Pretende-se empurrar para dentro dos palanques de Dilma a atmosfera emocional da despedida de Lula, dono de popularidade lunar.

Escrito por Josias de Souza às 19h01

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O ‘Minha Casa, Minha Vida’ só atingiu 22,9% da meta

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

Lançado com pompa em 25 de março, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ chega ao final de 2009 em má circunstância.

 

Lula prometera entregar, até o final de 2010, 1 milhão de casas a brasileiros de vencimentos miúdos (até 10 salários mínimos).

 

O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) antecipara: “Nossa previsão é encerrar o ano de 2009 em 400 mil unidades...”

 

“...Ou seja, 40% da meta de 1 milhão de moradias estará contratada até o final de dezembro”.

 

Levantamento feito pela Caixa Econômica Federal, que atua como agente financeiro do programa, revela que micou a previsão de Bernardo.

 

Até 21 de dezembro, haviam sido contratadas, em todo o país, apenas 229,9 mil moradias –entre casas e apartamentos populares.

 

Significa dizer que, por ora, atingiu-se apenas 22,9% da ambiciosa meta de erigir 1 milhão de casas sob Lula.

 

Dito de outro modo: para que o Lula de março possa ser tomado ao pé da letra em dezembro de 2010, resta um ano para cumprir 77,1% da meta oficial.

 

Seria preciso contratar mais 770 mil casas. Algo que, mantido o ritmo de 2009, não parece factível.

 

A julgar pelos dados colecionados pela Caixa Econômica, o programa patinou por sete meses. Até outubro, apenas 89 mil casas haviam sido contratadas.

 

Só a partir de novembro a coisa parece ter engrenado. Chegou a dezembro, porém, em ritmo ainda mais lento do que o previsto.

 

Juntos, os contratos celebrados até aqui somam somam R$ 11,6 bilhões. Num levantamento por faixa de renda, as 229,9 moradias estão distribuídas assim:

 

1. 139,9 mil (60,3%) estão sendo financiadas para famílias com renda de até três salários mínimos.

 

2. 66,2 mil (28,7%) constam de financiamentos a famílias com renda entre três e seis salários mínimos.

 

3. As 23,8 mil moradias restantes (10,3%) foram financiadas a famílias com renda entre seis e dez salários mínimos.

 

Depois do PAC, o 'Minha Casa, Minha Vida' é a principal peça de propaganda da campanha de Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula.

 

Gestora do programa, a ministra deixa a Casa Civil no final de março. Dispõe, portanto, de mais três meses para levar o pé ao acelerador.

 

O calendário parece conspirar contra o marketing.

Escrito por Josias de Souza às 04h58

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Executivo e Judiciário fecham ano com 31 mil novos cargos

 

- Folha: Para 40%, atuação do Congresso vai de ruim a péssima

 

- Estadão: Prefeituras pagam 11,8 bi de contas de União e Estados

 

- JB: Contra tiros, PM usa tijolos

 

- Correio: Natal trágico para pedestres

 

- Veja: Especial 2010

 

- Época: Retrospectiva anos 00

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h00

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O dia seguinte!

  Orlandeli

Via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Já ‘derrubaram’ até o papa, só o José Sarney não cai

Leia mais sobre o tema aqui, aqui, aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 22h53

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Aquecimento global e a necessária defesa das vacas

A propósito da gradativa transformação do planeta em estufa, Luis Fernando Verissimo levou às páginas um artigo necessário.

 

Já no título, Verissimo faz a única pergunta que não se ouviu na cúpula de Copenhague: ‘Quem falou pelas vacas?’ Vai abaixo texto:

 

 

“É difícil tratar com a seriedade que ela merece, uma questão como os efeitos da flatulência na biosfera.

 

E, no entanto, pum de vaca é responsável por boa parte da emissão de gases que ameaçam nosso equilíbrio ecológico e provocam o aquecimento global.

 

Há mesmo quem diga que o pum é a principal contribuição de países como o Brasil, com seus grandes rebanhos bovinos e ovinos, para o problema.

 

Mas falou-se pouco em flatulência em Copenhague. E ninguém falou pelos bovinos e ovinos.

 

Se tivessem um porta-voz atuante na reunião, as vacas poderiam ter dado um subsídio valioso à defesa dos países ricos que resistem a mudanças nos seus hábitos poluidores.

 

A defesa das vacas seria a Natureza. É da sua natureza darem puns. Não podem se conter.

 

Se pudessem controlar a própria flatulência, não seriam vacas, seriam damas da sociedade.

 

Da mesma maneira, é da natureza dos países industrializados sacrificarem tudo à sua volta, inclusive a própria saúde, por índices sempre maiores de crescimento e lucro. Se contrariassem a sua natureza, não seriam o que são.

Vacas e países desenvolvidos teriam o mesmo argumento em Copenhague: não poluímos por falta de caráter, mas porque é assim que fomos feitos.

 

***

 

Tem gente que não acredita no tal aquecimento global provocado pelo homem e a vaca.

 

Há os que dizem que não há provas científicas suficientes ou convincentes disto e há os que simplesmente negam as provas, como fazem os que negam o Holocausto ou a evolução.

 

Mas alguns ecocéticos surpreendem com sua posição. Por exemplo: Alexander Cockburn, que escreve regularmente na revista The Nation e diz que toda essa campanha contra as emanações de combustíveis fósseis que causariam o efeito estufa tem por trás o lóbi da indústria nuclear, pois o que está em jogo é quem dominará a energia do planeta no futuro.

Como todas as teorias conspiratórias, esta depende, para ser aceita, de uma certa suspensão do bom senso.

 

Cockburn tem sólidas credenciais como crítico do capitalismo e seus detritos e em nada se parece com fantasiosos negadores do genocídio nazista ou criacionistas anti-Darwin, mas para acreditar na sua tese é preciso ignorar todas as evidências de mudança climática que, literalmente, caem sobre a nossa cabeça, e atribuir ao lóbi nuclear um poder colossal.

 

De qualquer maneira, a dúvida está no ar. Junto com outros poluentes.

Escrito por Josias de Souza às 21h27

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Implacável em Brasília, Simon é ‘maleável’ no Estado

  Lula Marques/Folha
Houve desvio ético? Então pode abrir a contagem regressiva.

 

O senador Pedro Simon logo estará na tribuna do Senado para vergastar os malfeitores.

 

Esse Simon implacável, velho conhecido dos brasileiros, só existe em Brasília.

 

No Rio Grande do Sul, há outro Simon, mais maleável.

 

O Simon gaúcho, presidente do PMDB-RS, coabita a gestão da governadora tucana Yeda Crusius, sitiada por denúncias de corrupção.

 

Sob Yeda, o PMDB de Simon dá as cartas em três secretarias: Desenvolvimento, Habitação e Saúde.

 

Segura também a chave do cofre do Banrisul, o banco do Estado.

 

Há coisa de duas semanas, no lançamento da candidatura do prefeito pemedebê José Fogaça ao governo do Estado, Simon prometera:

 

O PMDB desembarcaria do governo tucano de Yeda. Quando? Bem, isso ele não disse.

 

Agora, como que dominado pelo espírito do Réveillon, Simon planeja o desembarque para janeiro.

 

Então quer dizer que o PMDB gaúcho vai, finalmente, romper com a governadora Yeda Crusius (PSDB)?

 

Não. Não. Absolutamente. Simon esclarece:

 

“A governadora continuará contando conosco na Assembleia. O que é bom para o Rio Grande do Sul é bom para nós”.

 

Ok, mas os cargos serão devolvidos, não? Olha, presta atenção, veja bem... Ouça-se Simon:

 

“O PMDB está saindo. Quem ficar, é porque ela pediu para ficar ou deixou ficar. Não será por conta do partido”.

 

Então, tá! Ficamos entendidos assim: o PMDB rompe com Yeda, mas continua dando-lhe votos na Assembléia. Devolve os cargos, mas quem quiser pode ficar.

 

Vá ser firme assim lá nos pampas, tchê!

Escrito por Josias de Souza às 19h14

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Collor pode abrir um palanque para Dilma em Alagoas

  Alan Marques/Folha
Sem alarde, Fernando Collor (PTB) perscruta as chances de retornar ao governo de Alagoas em 2010.

 

Um dos entusiastas da candidatura de Collor é Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado.

 

Renan fora aliado do Collor presidente. Tornara-se adversário do Collor varejado por corrupção. Virara inimigo do Collor do impeachment.

 

Mandara ao freezer o Collor do ostracismo. Por fim, Renan descongelou suas relações com o Collor redivivo do Senado.

 

Um Collor surpreendente, agora aliado do mesmo Lula que derrotara, com métodos heterodoxos, nas urnas presidenciais de 20 anos atrás.

 

Tenta-se pôr de pé, ao redor deste “novo” Collor, uma coligação de pelo menos nove partidos: PTB, PMDB, PR, PCdoB, PT, PMN, PRB, PSC e PP.

 

São legendas que, em Brasília, integram o consórcio partidário que gravita ao redor de Lula.

 

Algo que permitiria a Collor oferecer seu eventual palanque alagoano a Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula e do PT.

 

Renan estimula a candidatura Collor de olho na composição da chapa, que integraria numa das duas vagas destinadas aos candidatos ao Senado.

 

Move-se por pragmatismo. No caminho de sua reeleição há duas pedras. A julgar pelas pesquisas alagoanas, o par de pedras tem potencial para deixar Renan sem mandato.

 

Chama-se Heloisa Helena a primeira rocha. Ex-senadora, candidata derrotada à Presidência em 2006, virou vereadora de Maceió em 2006.

 

Presidente nacional do PSOL, HH está decidida a retornar ao Senado. Desistiu de brigar pelo Planalto.

 

Tenta enfiar o seu partido dentro da candidatura presidencial da amiga Marina Silva (PV).

 

O outro adversário de Renan é o ex-governador alagoano Ronaldo Lessa (PDT). Frequenta as pesquisas como segundo colocado na corrida ao Senado, atrás de HH.

 

Até o início de 2009, Renan embalava uma aliança com o atual governador de Alagoas, o tucano Teotônio Vilela.

 

Candidato à reeleição, Teotônio tornou-se um azarão. Coleciona índices mirrados de intenções de voto. Coisa na casa dos 5%.

 

Renan enxerga em Collor –dono de um jornal, de uma TV que repete em Alagoas o sinal da Globo e de uma rede de rádios— um candidato mais viável que Teotônio.

 

Tomado pelas pesquisas, só haveria um político em Alagoas capaz de deter o retorno de Collor ao governo estadual.

 

Chama-se Cícero Almeida. É filiado ao PP, outro sócio minoritário do consórcio partidário de Lula.

 

Em 2008, Cícero foi à cadeira de prefeito da capital, Maceió, numa votação em que beliscou notáveis 81,5% dos votos válidos.

 

Nas pesquisas para o governo, Cícero coleciona algo como um terço dos votos dos alagoanos. Mais do que Collor, que oscila entre 20% e 25%.

 

Cícero hesita, porém, em embrenhar-se na disputa pelo governo. Sabe que enfrentará, além de Collor, o conglomerado de mídia e os arranjos políticos que estão por trás dele.

 

Receia perder a cadeira de prefeito, da qual teria de se separar por renúncia, e arrostar uma derrota na briga pelo governo.

 

Por ora, tampouco Collor se assume como candidato. Mas todo o aparato político que gravita ao seu redor move-se como se a candidatura fosse incontornável.

Escrito por Josias de Souza às 06h41

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Aécio lidera o ranking de governadores do Datafolha

Yeda Crusius é a laterninha; Arruda desceu para penúltimo

 

  Eduardo Knapp/Folha
Pesquisa Datafolha ajuda a explicar o assédio do tucanato sobre Aécio Neves, para que aceite ser vice de José Serra.

 

Aprovado por 73% do eleitorado de Minas, segundo maior celeiro de votos do país, Aécio lidera o ranking de dez governadores avaliados.

 

Numa escala de zero a dez, Aécio obteve nota média de 7,5. Encontra-se três casas à frente de Serra.

 

A gestão de Serra como governador de São Paulo desfruta de taxa de aprovação de 55%. O suficiente para acomodá-lo na 4ª posição. Sua nota média foi de 6,6.

 

Adiante de Serra, dois governadores do PSB: Eduardo Campos, de Pernambuco, 2º colocado; e Cid Gomes, do Ceará, o 3º.

 

Em 5º lugar aparece Luiz Henrique (PMDB), de Santa Catarina. Em 6º, Jaques Wagner (PT), da Bahia. Em 7º, Roberto Requião (PMDB), do Paraná.

 

Os três governadores mais impopulares são: Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, 8º colocado no ranking...

 

José Roberto Arruda (ex-DEM), do DF, o 9º. E Yeda Crusius (PSDB), do Rio Grande do Sul, que segura a lanterna em 10º lugar.

 

Arruda e Yeda tem algo em comum: ambos são acossados por denúncias de corrupção. 

 

Entre todos os governadores, Arruda foi o que mais se moveu na tabela desde março, mês em que o Datafolha realizara a pesquisa anterior.

 

Engolfado pelo “panetonegate” no final de setembro, Arruda tomou o elevador para baixo. Desceu três casas. Da 6ª posição, deslizou para a 9ª.

 

A nota média atribuída a Arruda, numa escala de zero a dez, caiu de 6,4 em março para 4,8 agora.

 

A despeito de tudo, a gestão de Arruda ainda é aprovada por 40% do eleitorado do DF. Um índice que já não serve à causa reeleitoral do governador.

 

Ao desfiliar-se do DEM, há duas semanas, Arruda perdeu o direito de concorrer à reeleição em 2010.

 

Yeda já era a última em março. Manteve a posição. Nada menos que 50% do eleitorado gaúcho consideram a gestão dela ruim ou péssima.

 

Serra subiu de 5º para 4º. Luiz Henrique foi de 8º a 5º. Sérgio Cabral subiu de 9º para 8º.

 

Requião deslizou de 4º para 7º. E Jaques Wagner subiu um andar: de 7º para 6º.

 

O resultado da pesquisa foi às páginas da Folha. Vai abaixo o ranking:

 

 

. Aécio Neves (MG)

. Eduardo Campos (PE)

. Cid Gomes (CE)

. José Serra (SP)

. Luiz Henrique (SC)

. Jaques Wagner (BA)

. Roberto Requião (PR)

. Sérgio Cabral (RJ)

. José Roberto Arruda (DF)

10º. Yeda Crusius (RS)

Escrito por Josias de Souza às 04h34

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Governo gasta R$ 697 milhões para pagar diárias em viagens

 

- Folha: Obama obtém a sua maior vitória

 

- Estadão: EUA pedem devolução de mais 28 crianças

 

- JB: Natal sem tráfico em favelas com as UPPs

 

- Correio: Cirurgia inédita no DF dá novo coração a Marcela

 

- Estado de Minas: Prepare-se: vem aí o ano da virada

 

Leia os destaques de capa de alguns dos princiais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h09

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Teste de existência!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 03h00

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Blog deseja aos navegantes um Natal sem panetone

Imelda Medina/Reuters
O signatário do blog deseja um bom Natal a todos os que ajudam a compor a paisagem desta janela virtual.
Aos 22 leitores e aos muitos informantes que fornecem os dados que recheiam os escritos, um Papai Noel de saco cheio!
Como prova de apreço, o repórter aconselha: fujam do panetone. Tornou-se coisa do 'demo'.

Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Lula e Dilma vivem a sua fase de ‘terroristas sociais’

Corria o ano de 2002. Acossada pelo tônico que as pesquisas serviam a Lula, seus rivais inudaram a praça de boatos.

 

Eleito, Lula mandaria ao lixo a Lei de Responsabilidade Fiscal, sapateraria sobre os contratos e atearia fogo à estabilidade da moeda.

 

No calor da refrega, a Goldman Sachs, casa bancária dos EUA, criou o ‘Lulômetro’.

 

Engenhosa equação. Destinava-se a medir a influência do ‘risco-Lula’ sobre a cotação do dólar. Estimava-se que poderia bater em R$ 4.

 

Para desfazer a macumba, Lula saiu-se com a célebre carta ao povo brasileiro. No texto, informou seria para o mercado uma vovozinha, não o lobo mau.

 

Pois bem. Eleito, Lula revelou-se um cultor da responsabilidade fiscal. Para espancar as dúvidas, confiou a uma raposa tucana (Meirelles) o galinheiro do BC.

 

No curso do mandato, a turma papeleira da Goldman Sachs levou os EUA à breca, arrastando o mundo para o buraco.

 

Hoje, o pessoal de Meirelles sua a camisa para tentar içar o dólar, em fase de derretimento, para patamar acima os R$ 2.

 

Vítima do terror mercadológico de 2002, Lula ensaia para a peça de 2010 um papel de terrorista social.

 

Há coisa de dois meses, na pele de neo-Getúlio, Lula encomendara a um grupo de ministros a redação da CLS (Consolidação das Leis sociais).

 

Uma maneira de evitar que, no pós-Lula, presidentes aventureiros se animem a anular benefícios que ajudam a encher a geladeira das famílias pobres.

 

Nesta quarta (23), discursando para catadores de papel, em são Paulo, Lula jogou no ar o tucanômetro.

 

Insinuou que, elegendo um oposicionista, o país Brasil passaria a flertar com o risco de estagnação dos avanços sociais.

 

Pediu pressa na conversão de prédios públicos abandonados em moradias para os sem-teto.

 

"A gente tem que se dedicar, porque não sabemos o que pode acontecer no país", disse, em timbre enigmático.

 

Lembrou que, no Natal de 2010, ao encontrar-se de novo com os catadores, já será “rei posto”. Sem mencionar-lhe o nome, sugeriu que só Dilma Rousseff pode salvar:

 

"Quando eu vier aqui, em dezembro do ano que vem, já tem outra pessoa eleita, já sou rei posto, e rei posto não pode mais fazer promessa...”

 

“...[...] De qualquer forma, se for quem penso que vai ser, podemos trazer junto aqui, para fazer promessas".

 

Na véspera, a própria Dilma levara o apocalipse social aos lábios. Dissera que sua derrota representaria um retrocesso para o país. Coisa feia.

 

Ao amarrar uma bomba social na cintura do tucanato, Lula e Dilma informam à platéia: vão a 2010 dispostos a tudo –da grosseria à desonestidade intelectual.

 

Mais um pouco e tentarão convencer Regina Duarte a levar a cara à TV para dizer que tem muito medo do José Serra.

Escrito por Josias de Souza às 18h59

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Le Monde concede a Lula título de ‘Homem de 2009’

Se há algo que irrita Lula é o azedume da imprensa brasileira.

 

Acha que a leitura matinal dos jornais açula os instintos suicidas. Prefere não lê-los.

 

Frequentemente, Lula compara os jornais brasileiros com os estrangeiros.

 

Lamenta que o êxito do Brasil só seja reconhecido fora do Brasil.

 

Nesta quinta, Lula ganhou lenha nova para sua fogueira.

 

O jornal francês Le Monde concedeu-lhe o título de “Homem do Ano de 2009”.

 

Trata-se da primeira edição do prêmio. Por que Lula? O Le Monde explicou:

 

"Por sua trajetória singular de antigo sindicalista, por seu sucesso à frente de um país tão complexo como o Brasil...”

 

“...Por sua preocupação com o desenvolvimento econômico, com a luta contra as desigualdades e com a defesa do meio-ambiente”.

 

Por tudo isso, anota o texto do prestigioso jornal, “Lula bem poderia ter merecido… o mundo".

 

Segundo o jornal, o Brasil conseguiu combinar, sob Lula, democraica e dinamismo. Combate à pobreza e promoção do crescimento econômico.

 

O jornal realça: Lula rebarbou a tentação do terceiro mandato. Algo que o distingue da vizinhança: a Venezuela de Chávez, a Colombia de Uribe e a Bolívia de Evo.

 

Em artigo assinado por Jean Pierre Langellier, seu correspondente no Rio, o Le Monde exlata também a pluralidade internacional de Lula:

 

"Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo o interessa e lhe diz respeito", anota o texto.

 

Há 13 dias, Lula fora incluído pelo espanhol El Pais numa lista das cem personalidades mais importantes do mundo ibero-americano em 2009.

 

O presidente brasileiro merecera artigo elogioso do primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero.

 

Classificara-o de "homem que assombra o mundo", "completo" e "tenaz". Anotara que sente por Lula "uma profunda admiração".

 

Antes, a revista britânica "The Economist", espécie de bíblia do mercado, dedicara uma edição ao Brasil. Na capa, um Cristo Redentor em forma de foguete.

 

Aqui e acolá, mencionam-se os problemas que conspiram contra o empreendimento brasileiro. O Le Monde também se ocupou da “parte obscura” do Brasil.

 

Continua sendo "um dos países mais desiguais do mundo”, anotou o diário francês. “Dividido entre um sul rico e dinâmico e um norte arcaico".

 

Citou a educação "medíocre", a saúde "deficiente", a burocracia "pesada", a polícia "ineficaz" e a justiça "preguiçosa".

 

Nada capaz de empanar, porém, o brilho atribuído a Lula. Nesse ritmo, além de não ler, o presidente logo proibirá a assessoria de levar-lhe resumos orais do noticiário.

 

O Brasil dos jornais brasileiros é, ainda, um elefante geográfico. O muito que se fez é pouco diante da enormidade que há por fazer.

 

O Brasil da imprensa internacional também é um elefante. Porém, avalia-se que encontrou em Lula um rajá capaz de montá-lo.

Escrito por Josias de Souza às 17h07

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Alencar põe em dúvida entrada de Serra na sucessão

Alan Marques/Folha

 

Na opinião do vice-presidente José Alencar, permanece abolutamente indefinido o papel que o PSDB vai jogar na sucessão presidencial de 2010.

 

Mineiro, Alencar põe em dúvida a retirada da candidatura de Aécio Neves ao Planalto:

 

“Ninguém toma qualquer decisão, assim peremptória, muito antes numa campanha eleitoral. Tem muita água para passar”.

 

Leva o pé atrás também ao discorrer sobre a convicção de José Serra quanto à conveniência de subir no ringue nacional:

 

“Ele possui um pássaro na mão gigantesco, que é uma candidatura à reeleicão de São Paulo, e ele sabe disso”.

 

Confirmando-se a candidatura Serra, não acha que seja certa a ausência de Aécio como vice na chapa da oposição:

 

“Política é dinâmica. Nenhum de nós pode dizer com absoluta segurança o que vai acontecer amanhã”.

 

Afirma que Lula imprimirá as digitais nas alianças políticas regionais pró-Dilma Rousseff: “Quem preside a eleição é ele”.

 

As declarações de Alencar constam de entrevista feita pelos repórteres Baptista Chagas de Almeida e Alana Rizzo.

 

Vão abaixo alguns dos principais trechos:

 

 

- A desistência de Aécio: A gente ainda não pode fazer uma avaliação porque as coisas estão por acontecer. Ninguém toma qualquer decisão, assim peremptória, muito antes numa campanha eleitoral. Tem muita água para passar.

 

- A candidatura Serra: Ninguém pode afirmar, por exemplo, que o Serra será o candidato. Ele possui um pássaro na mão gigantesco, que é uma candidatura à reeleicão de São Paulo, e ele sabe disso. Está consciente e vai depender do andar da carruagem. Como dizia Neném Prancha: ‘Em sendo redonda a bola, tudo pode acontecer’.

 

- Aécio pode ser vice de Serra? Política é dinâmica. Nenhum de nós pode dizer com absoluta segurança o que vai acontecer amanhã. As coisas acontecem independentemente da vontade da gente. Podem acontecer para favorecer uma candidatura ou para desaconselhá-la, mas temos que esperar o tempo passar.

- O vice de Dilma: Também está cedo. O caso de um candidato de um partido, seja ele qual for, pressupõe uma aliança nacional e, aí, é preciso consultar o interesse em todos os estados. Porque há determinados lugares em que os líderes são contra a aliança. Não porque sejam contra o candidato, mas é que a aliança não o ajuda nas eleições de seu estado. É hora de paciência.

- A candidatura de Marina: Sou suspeito para falar da Marina porque fomos colegas no Senado e ela sempre me prestigiou muito nas minhas colocações e vice-versa. Nós somos amigos e tenho o maior apreço por ela, que é uma mulher muito séria e de uma origem muito humilde. Cresceu, estudou e é uma moça preparada, dedicada, um colosso. Acho que o Brasil está de parabéns. Desta vez, tem muitos bons candidatos.

- A aliança PMDB-PT pró-Dilma em Minas: O palanque tem que ser inteligível. As alianças que estão ali têm que ter sentido. O ruim numa campanha é quando o eleitor não entende. Havendo uma aliança do PMDB com o PT, alcançará Minas.

- O papel de Lula: Quem preside a eleição é ele. Não é nem o candidato. E se você puder ter um cenário parecido no nacional e nos estados, ajuda muito. Há estados com muita complicação. Em outros, essas alianças são naturais porque as pessoas que participam da eleições são aliadas.

- A economia será decisiva para Dilma? A economia vai muito bem. Então, será sim. Mas não graças à política monetária. Vai bem graças à responsabilidade fiscal, aos investimentos que são objeto de estímulo e às políticas anticíclicas para combater a crise. A economia vai bem apesar da política monetária. A rubrica mais pesada é relativa aos juros com que rolamos nossa dívida, e eles provocaram um desequilíbrio no nosso Orçamento. Ogrande vilão foram as taxas altas de juros. Me refiro à Selic, que vai levar R$ 1,2 trilhão dos cofres públicos. É um abuso.

- O desafio do próximo presidente: Dar prosseguimento ao trabalho do presidente Lula no concerto internacional. Pode separar antes e depois do Lula. Em toda parte que você vai, a pergunta não é mais sobre o Pelé, de quem temos orgulho. O Brasil é conhecido como um país que dá exemplo. Lula surpreendeu em quase tudo. A mim, nesse trabalho admirável que ele faz lá fora. É um colosso. A liderança e a personalidade dele são admiráveis. Para conversar com a Rainha, no Palácio de Buckingham, ele conversa de igual para igual. Eu falei: ‘Lula, você fez mal. Na hora que cumprimentou a rainha, você bateu na barriga dela’. E ele falou assim : ‘Ela é minha chapa’. Eles gostam demais dele. Outra coisa, ele não tem complexo. Fala em português mesmo e eles que se danem. Tem um tradutor que explica. Sujeito pegou uma parte, não pegou, ele sai. Não fala nenhuma palavra em inglês e também não entende. Fala o português desembaraçado e eles se viram para traduzir.

- Será candidato ao Senado? Se Deus me curar, levo meu nome a uma disputa para um cargo no Legislativo. Não penso no Executivo porque tenho 78 anos. No fim das eleições, já terei 79. Acho que posso ser muito útil, levando minha experiência muito grande do setor privado, do sindicato patronal, de senador e de vice-presidente. Portanto, posso dar uma grande contribuição. Até para merecer esse apoio que tenho recebido. Mas só me candidato se estiver curado, porque considero até uma desonestidade apresentar um nome, ser eleito, sabendo que posso não exercer o mandato.

Escrito por Josias de Souza às 03h45

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Deputado da meia reassumirá presidência da Câmara

 

O deputado Leonardo Prudente, aquele que teve a imprudência de esconder panetone$ nas meias, tomou um par de decisões.

 

Sob a ameaça de ser expulso de seu partido, o DEM, Prudente optou por imitar o líder e guia José Roberto Arruda. Desfiliou-se da legenda.

 

Com isso, fica impedido de concorrer à reeleição em 2010. Simultaneamente, o deputado decidiu praticar um gesto de ousadia.

 

Anunciou que vai reassumir a presidência da Câmara Legislativa do DF, cargo do qual se havia licenciado depois de ter sido pilhado num dos vídeos do ‘panetonegate’.

 

As decisões de Prudente foram materializadas numa carta que o deputado dirigiu à Executiva do DEM-DF. Diz o texto:

 

"Por questões de foro intimo solicito minha desfiliação. Registro que não me candidatarei a qualquer cargo público nas eleições de 2010...”

 

“...Reassumo minhas funções como deputado e presidente da Câmara Legislativa, agora sem interferência partidária".

 

A carta chegou no instante em que a Executiva estava reunida, na noite passada, para deliberar sobre a expulsão de Prudente.

 

Não havia quorum para deliberação. Dos 21 integrantes do colegiado, só oito deram as caras. O quorum mínimo seria de 11.

 

Entre os ausentes, Paulo Octávio, vice-governador do DF e presidente local do DEM.

 

A despeito da inanição do encontro, a carta serviu para que o DEM desse o caso de Prudente por “encerrado”.

 

Permanece boiando na atmosfera uma interrogação roliça: O que será feito com Paulo Octávio, também engolfado pelo escândalo?

 

A direção nacional do DEM finge-se de morta. Há dois dias, o vice-governador esboçara um pedido de licença. Mas deu meia-volta.

 

Paulo Octávio mastigará as lentilhas do Ano Novo ainda ostentando o galhardão de chefe da tribo ‘demo’ no DF.

Escrito por Josias de Souza às 03h12

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Em seu 1º ato pós-panetone, Arruda ‘afaga’ a polícia

Tássia Alves/Ag.Brasília

 

O governador do DF, José Roberto Arruda (ex-DEM), realizou sua primeira solenidade pública desde que o ‘panetonegate’ foi pendurado nas manchetes.

 

Foi ao encontro da polícia. Elegeu como palco da reaparição a Academia de Polícia Militar do Distrito Federal.

 

Sob aplausos de cerca de 5 mil policiais e familiares, desembrulhou um pacote de benesses à corporação. Benefícios que alcançam também os bombeiros.

 

Elevou de patente de algo como 4 mil PMs e 2 mil bombeiros. Anunciou estudos para a humanização das escalas de trabalho...

 

...Prometeu pagar em 5 de janeiro, de uma tacada, gratificações referentes ao período de abril a setembro de 2009...

 

...Remeteu à Câmara Legislativa um projeto criando seguro de vida para as fardas. E outro instituindo indenização por morte ou invalidez...

 

...Criou seis novos batalhões e deu início à implatação de um ansiado plano de carreira. Discursou:

 

“O Plano de cargos sai do papel para fazer justiça na vida de 6.776 policiais e bombeiros militares que hoje recebem a sua tão esperada e tão justa promoção”.

 

Diante da boa recepção, Arruda animou-se a injetar em sua fala uma menção indireta à crise que o engolfa desde 27 de setembro.

 

Disse que atravessa um “momento de grande sofrimento”. Depois de saborear os aplausos da polícia, Arruda foi a Samambaia, uma cidade-satélite de Brasília.

 

Aguardavam-no cerca de mil pessoas. Em texto levado ao portal do governo, a assessoria de Arruda descreveu assim a cena:

 

“Animados por terem uma de suas maiores reivindicações atendidas, os moradores disputavam o espaço ao lado do governador...”

 

“...Para agradecer pela instalação do posto e outros benefícios já liberados para região”.

 

Que outros benefícios? “A concessão de 656 cheques-moradia”. Dinheiro a ser usado na construção e reforma de casas.

 

Arruda orgulha-se de ter aberto no DF mais de 2 mil canteiros de obras. Aos pouquinhos, vai personificando na Capital o estilo do ex-governador paulista Adhemar de Barros.

 

O lema de Adhemar era: “São Paulo não pode parar”. Seus adversários pespegaram nele uma outra frase-símbolo: “Adhemar rouba mas faz”.

Escrito por Josias de Souza às 02h48

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Receita deixa um milhão de pessoas na malha fina

 

- Folha: Receita fecha o cerco a gastos de saúde

 

- Estadão: 1 milhão de contribuintes caem na malha fina do IR

 

- JB: Cortes no Orçamento tiram R$ 800 milhões da Copa

 

- Correio: 1 milhão cai na malha fina da Receita Federal

 

- Jornal do Commercio: Receita aperta o cerco aos gastos com saúde

 

- Veja: 2010 – O ano zero da economia sustentável

 

- IstoÉ: Os mistérios sobre Jesus

 

- IstoÉ Dinheiro: 2010 - O ano do consumo

 

- Exame: Ideias - Líderes - Produtos - 2010

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h32

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Panetone cadente!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 01h50

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Lula passa Réveillon na Bahia e descansa no Guarujá

  Folha
Lula vai passar o Ano Novo na Base de Aratu, um complexo da Marinha assentado em Salvador (BA), com acesso à praia de Inema.

 

Chega à base na quarta-feira (30) da semana que vem. Programou-se para uma estadia de três dias.

 

Depois, a pedido de um dos filhos, o presidente e sua mulher, Marisa, deslocam-se para o Guarujá, no litoral sul de São Paulo.

 

Ali, Lula deve refugiar-se no Forte dos Andradas, outra instalação militar. Proporciona uma das mais belas vistas das praias do Guarujá e da baía de Santos.

 

O retorno de Lula a Brasília está previsto para o dia 12 de janeiro. O próprio presidente revelou o roteiro de seu descanso na noite passada.

 

Deu-se durante um jantar de confraternização com os ministros, na Granja do Torto. De fora da Esplanada, só o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).

 

A julgar pela troca de amabilidades, está superado o mal-estar que se instalara no PMDB depois que Lula sugerira à legenda a indicação de três alternativas vices.

 

Fixado no nome de Temer, o PMDB chiara. Exigira explicações públicas. Algo que Lula esquivou-se de prover.

 

Curiosamente, a ministra candidata Dilma Rousseff não deu as caras no jantar de fim de ano oferecido por Lula e Marisa.

Escrito por Josias de Souza às 20h09

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Assinadas MPs que elevam mínimo e aposentadorias

Miran

 

Lula apôs o jamegão num par de medidas provisórias.

 

Numa, fixou o novo valor do salário mínimo: R$ 510.

 

Noutra, reajustou em 6,14% as aposentadorias acima do mínimo.

 

Confira os detalhes aqui.

 

- PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 19h24

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Lula anuncia pacote de benefícios a ‘morador de rua’

Às vésperas do Natal, Lula desembrulhou, em São Paulo, um pacote de benefícios aos brasileiros que “moram” nas ruas.

 

Deu-se durante a celebração “Natal dos catadores de material reciclável e população em condição de rua”.

 

Foram quatro providências listadas por Lula em discurso:

 

1. Decidiu-se reconhecer formalmente a atividade de catador de material recliclável, incluindo-a no “sistema produtivo do país”.

 

2. O governo concederá incentivo fiscal (crédito de IPI) às indústrias que comprarem material reciclável das cooperativas de catadores de rua em todo Brasil.

 

3. Anunciou-se a criação, por decreto, de uma “política nacional para os moradores de rua". Será coordenada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, vinculada a Lula.

 

4. Lula informou que o governo converterá imóveis desocupados da União em moradias populares. Falou em 25 prédios. Coisa de R$ 20 milhões.

 

Nesse trecho do discurso, o presidente anunciou a liberação imediata de imóveis em São Paulo. Lula dirigiu-se ao ministro Márcio Fortes (Cidades):

 

“Na verdade, o Marcio deu dois prédios, não é isso?”. O ministro faz sinal com a mão: um prédio, não dois. Lula não se deu por achado:

 

“Não. Foram dois, de um lote de 25 prédios da União [...], para que a gente possa fazer a repartição no valor de 20 milhões de reais...”

 

“...Todos terão de ser reformados, adequados e destinados a moradias populares nas áreas centrais das cidades brasileiras”.

 

Lula referiu-se aos moradores de rua como “homens e mulheres iguais a todos nós”.

 

A despeito disso, acrescentou, “a população de rua não existe perante o Estado, nem perante a sociedade e a cidadania do país”. Não entra nem nas estatísticas do IBGE.

 

“É como se um contingente da ordem de 50 mil a 60 mil pessoas em todo o Brasil fosse invisível do ponto de vista das políticas públicas e dos programas sociais”.

 

Lula tem razão. O Brasil oficial não costuma ter olhos para o país das ruas. Mas cabe perguntar:

 

Tendo participado de sete celebrações natalinas do povo da rua, por que só agora Lula baixou a tal "política nacional" voltada a esses brasileiros e brasileiras?

Escrito por Josias de Souza às 18h40

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Datafolha: No RS, Fogaça 'empata' com Tarso Genro

Divulgação

 

O Datafolha informa que o prefeito José Fogaça, recém-lançado pelo PMDB ao governo do Rio Grande do Sul, alcançou o ministro Tarso Genro, do PT.

 

Na sondagem anterior, feita em maio, Fogaça aparecia seis pontos percentuais atrás de Tarso. O ministro deslizou quatro pontos. E o prefeito subiu dois.

 

Encontram-se agora empatados em 30%. A governadora Yeda Crusius, que tenta empinar uma recandidatura pelo PSDB amarga um índice irrisório: 5%.

 

Está atrás de do deputado Beto Albuquerque (7%), candidato do PSB. Preto no branco, os dois estão tecnicamente empatados.

 

Tomada pelo tamanho que o Datafolha lhe atribui, Yeda nunca foi um portento como candidata. Assediada por denúncias de corrupção, virou um pesadelo tucano.

 

Em março, tinha 9%. Em maio, desceu dois degraus, estacionando em 7%. Agora, deslizou para os 5%.

 

Não é sem motivo que a direção nacional do PSDB se mexe para convencer Fogaça a recepcionar o presidenciável José Serra em seu palanque.

 

O fechamento do acordo passa pela obtenção do escalpo de Yeda, hoje uma candiodata de si mesma.

 

No Paraná, informa o Datafolha, esmaeceu o favoritismo do prefeito Beto Richa (PSDB). Tem na sua cola o senador Osmar Dias (PDT).

 

A dupla está tecnicamente empatada. Beto com 40%. Osmar, 38%. O candidato do governador Roberto Requião (PMDB) amealha índice inexpressivo.

 

Chama-se Orlando Pessuti. É vice-governador do Paraná. Aparece na pesquisa com irrisórios 5%.

 

Vexame maior passam os nomes cogitados como alternativas do PT, Lygia Pupatto ou Nedson Micheleti. Não passam de 1%.

 

O Datafolha perscrutou também a alma do eleitor de Santa Catarina. Ali, lidera a pesquisa, com 31%, Angela Amin, do PP. Ela é ex-prefeita de Florianópolis.

 

Em segundo, aparece o senador Raimundo Colombo (DEM), com 18%. Atrás dele, Ideli Salvatti (PT), líder de Lula no Congresso: 14%.

 

Eduardo Pinho Moreira, que se apresenta como alternativa do PMDB do atual governador Luiz Henrique, coleciona 7%.

 

Injetou-se num dos cenários o nome do vice-governador catarinense, Leonel Pavan (PSDB). Belisca um índice magro: 9%.

 

Mexe pouco no tabuleiro. Angela Amin cai de 31% para 29%. O ‘demo’ Colombo oscila de 18% para 19%. E a petê Ideli permanece em 14%.

 

Candidato ao Senado, o governador Luiz Henrique tenta manter de pé em 2010 a tríplice aliança que serve de estaca à sua gestão: PMDB-PSDB-DEM.

 

Vingando o acordo trino, será necessário optar por um de três nomes: Colombo, Pavan ou Pinho Moreira.

 

Posto sob suspeição pelo Ministério Público, que o acusa de corrupção, o tucano Pavan vem crescerem as chances do ‘demo’ Colombo.

 

Os dados do Datafolha foram levados à edição desta quarta da Folha.

Escrito por Josias de Souza às 06h16

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Carregada por Lula, Dilma ainda pode alcançar Serra

  Moacyr Lopes Jr./Folha
Um mergulho nos meandros da última pesquisa Datafolha permite concluir que, transportada nos ombros de Lula, Dilma tem potencial para alcançar Serra.

 

Deve-se a conclusão a dois especialistas: Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, e Alessandro Janoni, diretor de pesquisas do instituto.

 

A dupla levou às páginas da Folha uma “análise” de arrepiar a plumagem de qualquer tucano. O texto vai abaixo:

 

 

“A capacidade de transferência de votos que o presidente Lula demonstra ter, elevando sua candidata Dilma Roussef (PT) ao atual patamar de 23%, não se esgotou.

 

Uma análise mais detalhada da última pesquisa Datafolha mostra que há 15% de brasileiros que manifestam o desejo de votar no candidato apoiado pelo presidente, mas não sabem ainda que Dilma é sua escolhida, deixando de optar por ela.


Este percentual equivale, em termos quantitativos, à diferença que mantém José Serra (PSDB, 37%) na liderança do quadro mais provável de candidaturas nesse momento, formado ainda por Ciro Gomes (PSB, 13%) e Marina Silva (PV, 8%).


Para chegar a essa conclusão o Datafolha combinou os resultados de três perguntas: intenção de voto estimulada, grau de influência de Lula como cabo eleitoral e o conhecimento de Dilma como candidata do presidente.


Somando-se os que não escolhem Dilma, mas outro candidato (58%), os que optam por votar em branco ou anular (9%) e os que não sabem em quem votar (10%) chega-se a 77% da população adulta que não declara, neste momento, apoio à petista.

 

Dentre estes, 21% afirmam que votariam com certeza em um candidato apoiado por Lula. Estes dividem-se em 6% que identificam Dilma como candidata de Lula e 15% que não sabem quem Lula apoia.


Há, portanto, 15% da população que, neste momento, não declara intenção de votar em Dilma, não sabe que ela é a candidata de Lula, mas afirma que votaria com certeza em um candidato apoiado pelo presidente.


Mas, para que isso se transforme em apoio real, há que considerar as variáveis que agem sobre o processo eleitoral.

 

Estratégias de comunicação e o posicionamento dos candidatos nos segmentos específicos do eleitorado tornam fundamental o conhecimento do perfil desses 15% de potenciais novos eleitores governistas, que ainda não identificaram a candidata de Lula.


A característica mais marcante desse estrato é a baixa escolaridade. Enquanto na média da população brasileira adulta, 48% têm grau de escolaridade fundamental, nesse segmento, essa taxa vai a 68%.


O mesmo ocorre com a renda. Na média, 43% dos brasileiros têm renda familiar de até dois salários mínimos. No segmento dos potenciais eleitores de Dilma, esse percentual vai a 59%.

 

Além disso, 36% vivem no Nordeste e 20% no Norte ou Centro-Oeste, índices que superam a média em oito e cinco pontos percentuais, respectivamente".

Escrito por Josias de Souza às 05h05

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PSDB sonha com um projeto de poder para 16 anos

Divulgação

 

O PSDB vai à sucessão de 2010 com os olhos voltados para 2026. O partido rumina em segredo um projeto de poder longevo. Coisa para os próximos 16 anos.

 

Entre 2011 e 2018, dois mandatos de quatro anos para José Serra. Daí em diante, mais oito anos de Aécio Neves.

 

Para reforçar as chances de êxito do primeiro passo, a eleição de Serra em 2010, o partido vai intesificar no início do ano a pressão sobre Aécio.

 

Deseja-se convencê-lo a aceitar a posição de vice na chapa tucana. Martela-se a tecla de que uma dobradinha Serra-Aécio seria “imbatível”.

 

Por quê? São Paulo e Minas, Estados em que Serra e Aécio estão bem postos nas pesquisas, reúnem 30% do eleitorado brasileiro.

 

Imagina-se que, juntos, os dois governadores amealhariam nos dois maiores colégios eleitorais do país uma quantidade de votos que faria a diferença.

 

Abririam uma vantagem difícil de ser revertida pela rival Dilma Rousseff, mesmo escorada na popularidade lunar de Lula.

 

Para quebrar as resistências de Aécio, planeja-se convertê-lo num vice inusual. Em vez do ócio, espécie de mãe de todos os vices, o compartilhamento do poder.

 

Estratégia urdida com a participação de FHC, presidente de honra do PSDB, prevê contemplar Aécio com o controle de nacos da Esplanada.

 

Noves fora a área econômica, da qual Serra não abre mão, admite-se confiar a Aécio o domínio de ministérios à sua escolha.

 

Em mensagem levada à web, Aécio insinuou que abandonou a condição de presidenciável, mas não abdicou da pretensão de chegar ao Planalto.

 

Na peça, ele agradece o apoio recebido dos internautas à sua pregação em torno da “idéia de um país novo, de um projeto novo”.

 

Afirma que o trabalho está “apenas começando”. Repisa o “novo projeto”. E arremata: “Eu acho que o Brasil ainda vai vivê-lo” (asssista abaixo).

 

 

No esforço para seduzir Aécio à vice, um pedaço do tucanato cogitou a idéia de celebrar um compromisso entre suas duas estrelas.

 

Eleito, Serra governaria por quatro anos. Depois, abriria mão de disputar a reeleição em favor de Aécio.

 

O grupo de Serra torce o nariz para a fórmula. Evoluiu-se, então, para a equação dos 16 anos –oito para cada um. Com Aécio de vice no primeiro ciclo.

 

É um tipo de plano cujo êxito depende da boa vontade dos fatos, irritantemente imprevisíveis e arredios.

 

O último tucano a vocalizar algo parecido foi Sérgio Mota, o ex-ministro das Comunicações de FHC.

 

Associado à imagem de um trator, Serjão previra, nas pegadas do Plano Real, que o PSDB ficaria no poder por 20 anos.

 

Morreu antes de testemunhar a conspiração dos fatos. Eleito na sucessão de 2002, Lula interrompeu o sonho quando eram decorridos oito anos de presidência tucana.

 

De resto, para ficar de pé, o devaneio do PSDB terá de saltar pelo menos seis obstáculos que o separam de 2027:

 

1. Serra teria de seduzir Aécio para o seu projeto. A julgar pelo que anda dizendo o governador de Minas em privado, é algo complicado

 

2. Depois, Serra teria de prevalecer sobre Dilma nas urnas de 2010. Impossível? Não. Fácil? Tampouco.

 

3. Eleito, o governador de São Paulo teria de realizar um governo tão bom que o credenciasse à reeleição. Coisa que nenhuma bola de cristal é capaz de assegurar.

 

4. Na hipótese de Lula retornar à cena em 2014, uma eventual recandidatura de Serra teria de provar-se capaz de bater o ex-presidente mais popular da história.

 

5. Se conseguisse impor uma surra ao mito, Serra teria de vencer um fenômeno aeronáutico que costuma assediar os governos longevos: a fadiga do material.

 

6. Entregando a bola redonda para Aécio, seu futuro suposto vice precisaria ultrapassar todas as etapas anteriores:

 

...Prevalecer sobre o rival da época, fazer boa administração, livrar-se da urucubaca aeronáutica e reeleger-se.

 

Em resumo: Na política, como em qualquer outra atividade, o problema de quem planeja o futuro é que não dá para prever o projeto que o futuro traça para aqueles que se aventuram a planejá-lo.

Escrito por Josias de Souza às 04h34

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Congresso autoriza governo a investir R$ 562 bilhões

O PAC de Dilma é o programa mais aquinhoado:  R$ 29,9 bi

Na TV, Lula anunciou 2010 como o ano dos  ‘investimentos’

BC estima que ano da sucessão terá PIB 5,8% mais 'gordo'

 

Waldemir Rodrigues/Ag.Senado

 

A 25 minutos do início das férias parlamentares, o Congresso aprovou às 23h35 desta terça o Orçamento da União para 2010.

 

No total, soma R$ 1,86 trilhão. O grosso, R$ 596,2 bilhões vai para a rolagem da dívida pública.

 

No último ano da gestão Lula, período de sucessão presidencial, o governo vai dispor de R$ 151,9 bilhões para realizar investimentos.

 

Quase metade dos recursos reservados para investir sairá das arcas das empresas estatais: R$ 94,4 bilhões.

 

O PAC, uma das molas propulsoras da candidatura Dilma Rousseff, foi o programa mais bem aquinhoado: R$ 29,9 bilhões. Um acréscimo de cerca de R$ 7 bilhões em relação a 2008.

 

Em pronunciamento de final de ano, levado ao ar em rede nacional de rádio e TV, Lula informou que mudará o foco do governo no ano da sucessão.

 

Em vez da ênfase ao consumo, adotada para atenuar os efeitos da crise financeira global, o Planalto dará prioridade aos investimentos.

 

Ao esmiuçar seus planos, Lula disse que o BNDES, banco oficial de fomento, receberá aporte adicional de R$ 80 bilhões.

 

Mencionou a criação de uma “Letra Financeira”. Um papel a ser usado por bancos privados, para financiar a produção de bens de capital.

 

Falou de uma injeção de R$ 15 bilhões no Fundo da Marinha Mercante. Coisa destinada a estimular a indústria naval.

 

De resto, revelou a intenção de manter a desoneração de tributos para estimular a fabricação de computadores.

 

Se você não teve a oportunidade de assistir Lula na noite passada, vai abaixo o vídeo.

 

 

Horas antes de Lula levar a cara à TV, o Banco Central divulgara o último relatório trimestral de inflação do ano.

 

Reduziu sua previsão de crescimento do PIB para 2009 de 0,8% para 0,2%. Traduzido em palavras, o percentual é sinônimo de estagnação.

 

Ou, para usar a linguagem futebolística de que tanto gosta Lula, a economia fecha o ano praticamente num zero a zero.

 

Para 2010, porém, o relatório do BC antevê um PIB 5,8% mais gordo. Crescimento menor que o de 2007 (6,1%). Mas maior que o de 2008 (5,1%).

 

A se confirmarem os números levados ao relatório do BC, Lula e Dilma irão aos palanques envoltos em atmosfera econômica benfazeja.

 

A equipe de Henrique Meirelles, candidato não declarado a vice de Dilma, estima que a taxa de desemprego –algo como 8,1% em 2009— cairá para 7,8%.

 

Prevê que o brasileiro terá mais dinheiro na mão. Tonificada pelas aposentadorias do INSS e programas sociais, a massa salarial deve crescer de 5,4% para 7,6%.

 

A bola de cristal do BC antecipa, de resto, que haverá mais dinheiro disponível nos guichês da rede bancária.

 

Estima-se que o volue de operações de crédito deve atingir 45,3% do PIB no fim de 2010. Para 2009, espera-se 43%.

 

Para não dizer que não falou de espinhos, o BC sinalizou que vai elevar a taxa de juros em 2010, para deter as pressões inflacionárias que vêm com o crescimento.

 

O Orçamento aprovado na noite passada vai à sanção de Lula. Chegará às mais do presidente mais gordo do que a peça que ele enviara ao Legislativo.

 

Graças a mandingas com a reestimativa de receitas, o relator Geraldo Magela (PT-DF) injetou no projeto R$ 23,7 bilhões em verbas extras.

 

No quadro abaixo, elaborado pela Agência Senado, você confere como o dinheiro foi rateado entre os órgãos públicos.

 

Escrito por Josias de Souza às 02h44

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Governo dá aumento real a aposentaedos até para 2011

 

- Folha: PAC terá mais R$ 7 bi no ano eleitoral

 

- Estadão: Receita bate recorde e Lula defende carga de impostos

 

- JB: Cabral vai blindar a Tijuca

 

- Correio: PF busca novas provas do esquema de propinas no GDF

 

- Valor: Receio de mudanças estimula corrida a AGEs

 

- Estado de Minas: Em BH, só 12,6% ganham salário mínimo ideal

 

- Jornal do Comércio: IPVA: Imposto fica menor em 12%

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

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Mensalinhozinho!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Verão de 2010 vai ser mais quente e terá mais raios

Um dia depois do início do verão –14h47 de segunda-feira, o Minitério da Ciência e Tecnologia avisa:

 

1. “As previsões meteorológicas apontam para um trimestre mais quente em relação a temporadas anteriores”.

 

2. “Deve ter um aumento na incidência de raios na região Sul e em partes das regiões Sudeste e Centro Oeste.

 

Recomenda-se: evitar o uso de telefones com fio e tomar distância de árvores, do topo de edifícios e morros, de arames e de linhas de transmissão.

 

Mais: piscinas, lagos e o mar também representam perigo. A água é poderoso condutor de eletricidade.

 

O ministério recorda: “Os acidentes envolvendo raios matam em torno de 100 pessoas por ano”.

 

Não é só: “As ocorrências causam prejuízos na ordem de R$ 1 bilhão ao país...”

 

“...60% dos transtornos ocorrem no setor elétrico, principalmente, devido ao impacto dos raios em linhas de transmissão”.

 

Cabe recordar: o governo atribuiu a raios os curtos-circuitos que desligaram da tomada, no mês passado, 18 Estados.

 

A pretensa causa ainda não foi digerida. Ainda assim, é de perguntar:

“Se a rede elétrica é tão vulnerável a raios, que providências terá adotado o governo para evitar uma nova recaída de escuridão?

Escrito por Josias de Souza às 20h23

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Tarso: suspensão da Satiagraha reforça impunidade

  Fábio Pozzebom/ABr
No Brasil, existe a “Justiça” e a Justiça.

 

A Justiça sem aspas é igual para todos. Com aspas, vê mais igualdade em alguns do que em outros.

 

Sem aspas, a Justiça é cega. Com aspas, exibe um olfato invejável.

 

A Justiça é perspectiva de punição. A “Justiça” é solidificação da impunidade.

 

O STJ acaba de emitir uma prova de que há “Justiça” no Brasil.

 

Um ministro do STJ, Arnaldo Esteves Lima, suspendeu os processos da Satiagraha.

 

Por meio de uma liminar, retirou da grelha Daniel Dantas, o investigado-geral da República.

 

Nas pegadas da revelação da notícia, o ministro Tarso Genro (Justiça) levou os lábios ao trombone:

 

"Não acho nem presumo que haja qualquer atitude ilegal ou ilegítima do STJ...”

 

“...Mas uma decisão como essa, num processo dessa repercussão, dessa importância...”

 

“...Ela de certa forma reflete no senso comum como aquela conclusão clássica de que os poderosos no Brasil dificilmente vão para a cadeia, de que os poderosos no Brasil são inatingíveis pela Justiça".

 

Tarso recorda que Daniel Dantas “já foi condenado”. Refere-se à sentença de dez anos de prisão, mais multa. “Não está cumprindo pena”, o ministro realçou.

 

“Isso é decorrente de um processo penal que gera infindáveis processos de demora que, às vezes, acaba em prescrição".

 

Tarso não chega a pôr a mão no fogo pela primeira fase da Satiagraha, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz, hoje um investigado da PF.

 

Mas parece seguro quanto à fase seguinte: “O segundo inquérito da Satiagraha é um inquérito rigoroso, bem feito, deu sustentação a uma denúncia muito bem fundamentada...”

 

“...Eu li a denúncia, inclusive. Isso é uma pendência que existe do STJ com a condução feita pelo juiz [Fausto] de Sanctis, que eu tenho, e acho que a ampla maioria das pessoas do país tem, como um juiz muito sério, trabalhador, dedicado".

 

O ministro advoga uma “reforma processual no Código Penal”. Coisa que feche as “brechas que retardam desfechos para denúncias”.

 

De fato, algo precisa ser feito. Reforma? Talvez ajude. Mas o cumprimento das leis já existentes ajudaria muito mais.

 

Do modo como a coisa caminha, a platéia leiga, que observa a cena à distância, fica confusa.

 

O emaranhado que se convencionou chamar de "Justiça" vem tornando a Justiça cada vez mais remota.

Escrito por Josias de Souza às 19h24

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Denunciada máfia de sanguessugas de Minas Gerais

Assim como o mensalão, o escândalo das sanguessugas também foi replicado. Ganhou uma versão mineira.

 

O Ministério Público Federal levou ao Judidicário, em Montes Claros (MG), 18 ações contra integrantes do braço mineiro da máfia das sanguessugas.

 

Envolve ex-prefeitos, servidores municipais, advogados e empresários. São acusados de fraudar licitações e desviar verbas públicas.

 

A Procuradoria informa que as fraudes foram praticadas entre 1999 -ainda sob FHC- e 2003, comecinho do governo Lula.

 

Em vez de ambulâncias, a máfia mineira superfaturava a aquisição de ônibus, que, adaptados, funcionariam como unidades móveis de saúde.

 

O dinheiro era injetado no orçamento do Ministério da Saúde por meio de emendas de parlamentares.

 

Depois, por meio de convênios, as verbas migravam da Saúde para as arcas de prefeituras mineiras.

 

Ali, eram trituradas num esquema que começava nas licitações de fancaria e terminava na aquisição de ônibus velhos e com sobrepreço de até 92%.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega a um texto levado à web pelo Ministério Público. A pena esmiúça a encrenca.

Escrito por Josias de Souza às 18h23

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Hospedagem a Zelaya fez aniversário de três meses

Escrito por Josias de Souza às 17h08

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Após desviar de drible de Lula, Serra celebra a Marta

Desejada por Serra e rechaçada por Aécio, a dobradinha ‘puro-sangue’ do tucanato levou Lula a trançar pernas com o presidenciável da oposição.

 

Lula arrastou a bola numa entrevista: “Não sei se dois Coutinhos, se dois Tostões, se dois Dirceus Lopes dariam certo no mesmo time. Não sei”.

 

Serra entrou de bico: “Quando um jogador é muito bom, dá para duplicar, encontra um jeito de se arrumar no campo".

 

Horas depois, já na madrugada desta terça (22), Serra encerrou a jornada noturna que costuma dedicar ao seu microblog festejando a Marta.

 

Não a Suplicy, bem entendido. Soltou fogos pela Vieira da Silva, a Marta dos gramados, eleita pela Fifa, pelo quarto ano consecutivo, a melhor jogadora do mundo.

 

“Gênio”, Serra 'tuitou', direcionando os seus seguidores para o vídeo reproduzido lá no alto, repleto de cenas de “futebol-arte”.

 

Depois da pelada de metáforas engraçadinhas, o futebol autêntico. É pena que as “artes” da política, por impuras, não inspirem no eleitor brasileiro a mesma paixão devotada aos gramados.

Escrito por Josias de Souza às 06h28

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Em meio a guerra de relatórios, Yeda sai ilesa de CPI

Terminou em pantomima a CPI da Corrupção da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.

 

A comissão terminou como começara, em guerra. De um lado, os oposicionistas, liderados pelo PT.

 

Do outro lado, a bancada que dá suporte a Yeda Crusius. À frente o PSDB, partido da governadora.

 

A batalha final foi travada em torno de dois relatórios. Um do relator oficial da CPI, o deputado tucano Coffy Rodrigues.

 

Outro, paralelo, subscrito pela presidente da CPI, a petista Stela Farias. Partindo dos mesmos fatos, os textos chegaram a conclusões díspares.

 

Na peça tucana, livrou-se a cara de todo mundo. Inclusive a face de Yeda. Nenhum indício de irregularidade, eis a conclusão.

 

No relatório alternativo do petismo, sugeriu-se o indiamento de 32. Inclusive Yeda. Houve improbidade administrativa e fraude, concluiu-se.

 

O grupo pró-Yeda, majoritário, prevaleceu. Oito votos contra quatro. À oposição restou a alternativa de entregar o texto paralelo ao Ministério Público Estadual.

 

Uma providência tão inútil quanto a própria realização da CPI. Ninguém mais informado acerca das tramóias do que os promotores gaúchos.

 

É no Ministério Público, auxiliado pela Polícia Federal, que as investigações se processam. Envolvem desvios de R$ 43 milhões no Dentran-RS.

 

Já há denúncias protocoladas na Justiça. A CPI, aliás, serviu-se de material requisitado à promotoria.

 

No Rio Grande do Sul, como em Brasília, as CPIs converteram-se em circos. Porporcionam espetáculos deprimentes.

 

A platéia, forçada a financiar a bilheteria que custeia as pseudoinvestigações, não acha a menor graça.

Escrito por Josias de Souza às 05h51

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Vice de SC desiste de assumir o governo em janeiro

  Divulgação
Denunciado pelo Ministério Público sob a acusação de corrupção passiva, o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), alterou os seus planos.

 

Combinara com o governador, Luiz Henrique (PMDB), que assumiria o governo catarinense em 5 de janeiro.

 

Candidato ao Senado, Luiz Henrique anteciparia em três meses o seu desligamento do cargo, previsto em lei para o final de março.

 

No final de semana, em telefonema ao governador, Pavan comunicou sua decisão de dar meia-volta. Alegou que precisa de tempo para preparar sua defesa.

 

É acusado de tentar beneficiar uma empresa distribuidora de combustíveis que tentava reaver a incrição estadual, cassada pelo fisco catarinense.

 

Investigação da Polícia Federal concluiu que a operação, frustrada graças à reação de servidores, envolveu o pagamento de propina de R$ 100 mil.

 

O ministério Público do Estado acatou as conclusões da polícia, convertendo-as em denúncia, já protocolada no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

 

O tucano Pavan reconhece ter recebido representantes da empresa enrolada. Mas nega o malfeito de que é acusado.

 

Em abril, depois da saída de Luiz Henrique, terá de assumir o governo de qualquer jeito. A opção seria a renúncia, que parece não cogitar.

 

Ao contrário, Pavan tenta empinar, a despeito da denúncia, uma candidatura a governador.

 

Submete o seu nome à consideração da chamada tríplice aliança, um arranjo partidário que reúne em torno do governo local PMDB, DEM e PSDB.

 

É improvável, porém, que Pavan prevaleça. Antes do rolo, seu nome já não parecia o mais forte. Depois, tonificaram-se as pretensões de outro candidato.

 

Chama-se Raimundo Colombo. É senador pelo DEM. Seja qual for o candidato, o grupo reunido em torno do pemedebê Luiz Henrique é avesso ao PT.

 

Deve oferecer palanque no Estado ao presidenciável oposicionista José Serra, do mesmo PSDB do denunciado Pavan.

Escrito por Josias de Souza às 05h25

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Aprovado bloqueio de verbas para 26 obras públicas

Derrotado, governo não consegue tirar Petrobras da lista

Comissão vai votar Orçamento de 2010 nesta terça-feira

Projeto aumenta gastos do governo em R$ 23,76 bilhões

 

Na noite passada, o Planalto sofreu dupla derrota em votações realizadas na Comissão de Orçamento do Congresso.

 

Foi a voto o relatório preparado pelo Comitê de Avaliação de Obras com Indícios de Irregularidades Graves.

 

O documento recomendou a interrupção, em 2010, do repasse de verbas a 26 obras públicas, seis delas do PAC.

 

A bancada governista apresentou dois requerimentos. Ambos destinavam-se a excluir da lista obras tocadas pela Petrobras –quatro, no total.

 

Para desassossego do governo, congressistas de sua tropa faltaram à reunião. E a oposição, com o auxílio de governistas insurretos, prevaleceu.

 

Na primeira votação, naufragou a tentativa de salvar três obras petroleiras.

 

Manteve-se o veto em relação a duas refinarias –Abreu e Lima (PE) e Presidente Getúlio Vargas (PR)— e ao Terminal de Escoamento de Barra do Riacho.

 

Na segunda votação, foi a pique a iniciativa que tentava manter as verbas destinadas ao Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro).

 

Deve-se a um deputado da oposição, Carlos Melles (DEM-MG), a autoria do relatório que traz a lista negra de obras.

 

Melles guiou-se por auditoria do TCU, que recomendara o torniquete financeiro para 41 obras tocadas pelo governo e eivadas de irregularidades.

 

As votações foram precedidas de intenso debate. Atribuiu-se a derrota do governo à própria Petrobras, que se recusara a forneceder dados pedidos pelo Congresso.

 

Líder do PT na Comissão de Orçamento, o deputado Jilmar Tatto (SP) disse que o governo tentará reverter as derrotas no plenário do Congresso.

 

Antes de seguir para o plenário, o relatório final do Orçamento de 2010 terá de ser votado na comissão, integrada por deputados e senadores.

 

Agendou-se a votação para esta terça (22). Relator do Orçamento, o deputado Geraldo Magela (PT-DF) concluiu o seu trabalho na noite de domingo (20).

 

Magela cuidou de elevar os gastos do governo no ano eleitoral de 2010. Tonificou as despesas em R$ 23,76 bilhões.

 

Foi buscar o dinheiro extra em duas manobras que reforçaram a aparência ficcional do Orçamento da União.

 

Primeiro, o relator produziu, com a anuência da comissão, duas reestimativas das receitas do governo no ano que vem.

 

Cava daqui, recalcula dali, apareceram R$ 16,46 bilhões. Um vir a ser que depende do comportamento da economia.

 

Depois, fez-se uma reestimativa, para baixo, do superávit primário, a economia que o governo é obrigado a fazer para pagar a dívida pública.

 

Elevaram-se em R$ 7,3 bilhões as verbas do PAC, um tipo de investimento que pode ser abatido do superávit.

 

Escorou-se a mandinga num projeto que o Congresso aprovada há meses, autorizando a inclusão do Minha Casa, Minha Vida no PAC.

 

Na votação desta terça, além de analisar o relatório do petista Magela, deputados e senadores da comissão terão de votar 286 destaques ao texto.

 

Destaque é o nome técnico dado às emendas que visam alterar o projeto do relator. A menos que haja acordo de líderes, a votação será demorada.

 

Só a leitura do relatório de Magela consumiu, na noite passada, mais de cinco horas. A sessão terminou à 1h42, já na madrugada desta terça.

 

Da comissão, o Orçamento seguirá para o plenário do Congresso. Sessão conjunta, com deputados e senadores.

 

A aprovação do Orçamento é algo imperioso. Sem ela, os congressistas não podem mergulhar no recesso de final de ano, cujo início está previsto para hoje.

 

Como em anos anteriores, deixou-se para a última hora a votação do Orçamento, a principal lei submetida pelo Executivo à apreciação do Parlamento.

 

A maioria dos congressistas vai à sessão sem saber o que vai votar. A essa gente interessa uma única rubrica: a que destina verbas às emendas parlamentares.

 

Enfiaram-se no documento redigido por Magela R$ 13 bilhões em emendas que destinam recursos para as bases eleitorais de suas excelências.

 

Essas emendas movimentam o mercado de trocas do Congresso. O governo as libera em ritmo de conta-gotas, quando e como bem entende.

 

Costuma-se dar preferência às verbas alocadas no Orçamento por “aliados”. Sobretudo aqueles que devotam maior fidelidade ao governo.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do relatório final do Orçamento da União para 2010. Estima os investimentos públicos em R$ 151,9 bilhões, 4,6% do PIB.

Escrito por Josias de Souza às 04h34

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As manchetes desta terça

 

- Globo: STJ suspende condenação e processos contra Daniel Dantas

 

- Folha: Governo define mínimo de R$ 510

 

- Estadão: STJ susta operação contra Dantas

 

- JB: Paes derruba liminar e pode cobrar taxa

 

- Correio: Denúncias ameaçam atrasar obra do VLT

 

- Valor: Cooperativas tentam criar gigante do leite

 

- Estado de Minas: Crise acaba com natal de mineiros que emigraram

 

- Jornal do Commercio: O Recife vigiado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h45

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Vício dos vices!

Benett

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h40

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Aloizio Mercadante: ‘Ciro pegou pau de arara errado’

A pretexto de defender a candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE/SP) ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante (PT-SP) declarou:

 

"Dizem que ele não é de São Paulo. Não. Ele nasceu em Pindamonhangaba...”

 

“...Só que pegou o pau de arara na direção errada. Um monte de gente veio para São Paulo e ele foi para lá".

 

Ao tomar conhecimento da frase, veiculada pela Rádio Jornal do Commercio do Recife, o deputado Márcio França, presidente do PSB-SP, foi ao twitter:

 

Tachou a frase de Mercadante de “peconceituosa e aloprada para um senador ‘aliado’”.

 

Arrematou: “Coitado do Lula. Ele anda um passo e ‘eles’ dão três de marcha ré”.

 

Ciro vem se esforçando para controlar a língua. Resistirá a Mercadante?

Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Ministro do STJ suspende o processo da ‘Satiagraha’

  Folha
O banqueiro Daniel Dantas, investigado-geral da República, ganhou, com antecedência de uma semana, um megapresente de Natal.

 

Na última sexta-feira (18), o ministro Arnaldo Esteves Lima, do STJ, levou a assinatura a uma liminar requerida por DD.

 

De uma tacada, suspendeu o processos que corre contra o presenteado na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

 

É nessa vara que trabalha o juiz Fausto de Sanctis. Um magistrado que DD quer porque quer afastar do caso nascido da Operação Satiagraha.

 

O investigado-geral alega que De Sanctis não teria isenção para julgá-lo. Protocolara um habeas corpus no STJ.

 

Na petição, os advogados de DD haviam requerido a anulação de todos os atos praticados por De Sanctis. Tooooooooodos.

 

Incluindo aquela primeira condenação –dez anos de prisão mais multa— decorrente da tentativa de subornar um delegado da PF.

 

O ministro Arnaldo Esteves entendeu que, enquanto o habeas corpus de DD não for julgado, o doutor De Sanctis deve se abster de tomar novas decisões.

 

Daí a expedição da liminar que manda ao freezer as encrencas judiciais de DD. Não há prazo para o julgamento do mérito do recurso.

 

Como o Juduciário entrou em recesso, nada se fará antes de fevereiro de 2010. Daniel Dantas ganhou o que se pode chamar de um Feliz Natal.

 

Dependendo da decisão que ainda está por vir, pode assegurar um próspero Ano Novo.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Há uma nova Dilma na praça, sem peruca e lacrimosa

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Dilma Rousseff desfila em Brasília de novo visual.

 

Livrou-se da peruca a que recorrera, sete meses atrás, para para esconder os efeitos da quimioterapia.

 

Liberada há meses do tratamento, viu renascer os cabelos. Ainda estão curtos –coisa de “hominho”, como costuma brincar.

 

Decidiu exibi-los mesmo assim. Mostrou-os em primeira mão numa cerimônia realizada no Itamaraty.

 

Lançamento do Programa Nacional de Direitos Humanos. Incluiu a entrega do prêmio Direitos Humanos 2009.

 

Ao discursar, a ministra de fama durona permitiu-se marejar os olhos. Emocionou-se ao mencionar uma das premiadas, Inês Etienne Romeu.

 

Conheceu-a nos duros tempos de combate à ditadura. Fase em que Dilma arrostou três anos de cana dura, com tortura pesada.

 

Presente, Lula disse que insistia há meses para que Dilma retirasse a peruca.

 

Às voltas com o câncer, o vice José Alencar afagou a ministra-candidata:

 

"Eu já passei por isso. Eu também perdi o cabelo, mas agora está nascendo. Eu estou meio calvo ainda, mas está nascendo...”

 

“...Agora, está bonito o cabelo dela. Está moderno". Os afagos de Alencar foram além da aparência:

 

"Há uma característica na pessoa da ministra Dilma que deve ser observada: ela é uma mulher brava...”

 

“...E nós precisamos sempre que, à frente do governo, esteja alguém com determinação, com seriedade, com competência...”

 

“...A Dilma possui tudo isso. Não é por acaso que o presidente Lula a escolheu como sua indicada...”

 

“...É porque ela merece e o Brasil também merece que ela esteja à frente da Presidência da República".

 

Declaração de eleitor, como se vê.

Escrito por Josias de Souza às 20h18

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Lula sobre Battisti: ‘Não me importa o que o STF fez’

Ao dividir a mesa do café com repórteres, Lula disse meia dúzia de palavras sobre o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

"Não me importa o que o STF fez. Não dei palpite quando eles decidiram. Não falei nada...”

 

“...Agora, se a bola foi passada para mim, eu decido como vou chutar, se de três dedos, de trivela ou como a Marta fez no jogo de ontem".

 

Abra-se um parêntese, para rememorar “o que o STF fez”. Em novembro, decidira pela extradição. Mas passara a pelota para Lula, dono da palavra final.

 

Na semana passada, o Supremo ajeitou o passe. Decidiu que Lula pode “chutar”, desde que acomode a bola nos limites do tratado de extradição Brasil-Itália. Fecha parênteses.

 

Ratificado pelo Congresso, o tratado tem força de lei. Assim, a desconversa de Lula –“Não me importa o que o STF fez”— é lero-lero para boi nanar.

 

Ou respeita a lei ou se arrisca a ser desautorizado pelo Supremo. Para manter Battisti no Brasil, terá de dizer que o condenado é perseguido político.

 

Algo que converteria a democracia e o estado de direito italiano em lixo. Será que Lula compra essa briga?

Escrito por Josias de Souza às 19h27

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Lula desdenha chapa Serra-Aécio e prega polarização

Roosewelt Pinheiro/ABr

 

Lula, todo mundo já sabe, não é um político do tipo que traz as opiniões na coleira. Bem ao contrário. Gosta de mantê-las à solta.

 

Nesta segunda (21), Lula recebeu jornalistas para o café. Solícito, falou mais que o homem da cobra, como se diz.

 

Ao final da conversa, havia uma matilha de opiniões presidenciais nos blocos de anotações dos repórteres.

 

Algumas rosnaram para a oposição. Outras mostraram os caninos para o próprio PT. E muitas latiram a esmo.

 

Vai abaixo um resumo do lero-lero:

 

 

- A liderança de Serra: Lula desdenhou das pesquisas. Insinuou que Serra, na raia presidencial desde 2002, é beneficiário de recall. Comparou-o ao Timão:

 

"Desde que começou o meu mandato, o Serra está em primeiro lugar, igual ao Corinthians...

 

“...A pesquisa serve como estímulo, mas não tem nenhuma imposição, nenhum valor para 2010".

 

 

- O ‘puro-sangue’ tucano: Apostador escolado, Lula fez pouco da dobradinha Serra-Aécio, o ‘puro-sangue imbatível’ idelizado pela oposição.

 

Usou, de novo, uma analogia futebolística: “Não sei se dois Coutinhos, se dois Tostões, se dois Dirceus Lopes dariam certo no mesmo time. Não sei...”

 

“...Às vezes, é preciso fazer uma composição diferenciada para poder dar certo [...]. Mas aí, o PSDB que decide".

 

 

- O plebiscito: Lula jogou uma casca de banana na raia adversária ao pôr em dúvida a renúncia de Aécio às pretensões presidenciais:

 

"Se é definitiva [a retirada da candidatura] ou se é jogo de pressão eu não sei. Para a Dilma não muda muita coisa”.

 

Em seguida, reiterou a velha mumunha. Vai tentar mandar o candidato da oposição, seja Serra ou Aécio, ao segundo plano.

 

Lula quer mesmo é aproveitar 2010 para comparar-se a FHC. “Nós queremos é uma campanha polarizada com dados comparativos dos dois governos".

 

 

- O vice do PMDB: Instado a comentar o mal-estar provocado por sua fórmula da “lista tríplice”, Lula escorregou de banda:

 

"Essa questão da lista é quando as pessoas transformam o óbvio em novidade. Eu disse que quem cuida disso é a Dilma”.

 

Disse que o PMDB tem “autonomia” para escolher. Uma autonomia de meia-tigela, contudo:

 

A Dilma “tem que sentar com os aliados e discutir a vice. No momento certo, todos vão sentar e discutir e não quero nem estar perto...”

 

“...O PMDB tem todo direito de apresentar um nome. O meu vice fui eu quem escolhi".

 

E quanto a Michel Temer? "É um bom companheiro, tem sido de muita lealdade, um bom presidente da Câmara, mas...”

 

Mas “...não quero que digam que eu quero que seja o Temer ou não. Quero que a Dilma converse com o PMDB". Ou seja, não quer o Temer.

 

 

- O vôo solo de Ciro: Em manifestações anteriores, referindo-se a Marina Silva, Lula dissera que não tem o direito de pedir a ninguém que não seja candidato.

 

Aplicado a Ciro, o raciocínio vira lorota. Ouça-se o que diz sobre a pretensão de Ciro de disputar a presidência em vez de bandear-se para a refrega pelo governo de São Paulo:

 

"É óbvio que se ele entender que deve ser candidato, eu jamais me oporia, mas se eu perceber que o jogo não comporta mais de um candidato da base...”

 

Nesse caso “...Eu não hesitarei falar com ele. Mas isso não é agora, é para março, abril".

 

 

- A hegemonia tucana em SP: Num instante em que o Datafolha informa que o PSDB prevaleceria em São Paulo, no primeiro turno, com Alckmin ou Serra, Lula mirou o PT.

 

"O PT cometeu um erro histórico de não repetir candidato em São Paulo. Precisa ter noção que, antigamente, 30% ganhava eleição quando não tinha segundo turno...”

 

“...Isso aconteceu com Luiza Erundina em 1988. Mas como hoje você precisa de 50% mais 1%, o PT precisa perceber que precisa de aliado...”

 

“...Deve procurar os outros 20%, que não está dentro do PT". Ao limitar suas alianças à esquerda, o PT promove a “soma do zero com o zero”.

 

Ensinou: “Precisa procurar gente de fora. Não sei se é partido, não sei se são figuras políticas...”

 

“...Eu mais que ninguém tenho mais noção do benefício que o [José] Alencar trouxe. Ele quebrou preconceitos. O PT precisa encontrar sua cara metade".

 

Lula não disse, mas junto com Alencar, enfiou no seu governo toda uma bancada mensaleira do PR, PP, PTB e um imenso etc...

 

Também não mencionou, mas Paulo Maluf continua à deriva em São Paulo. Quem sabe não estaia aí a “cara metade” do petismo.

Escrito por Josias de Souza às 18h26

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PMDB lidera no Rio com Cabral e em Minas com Hélio

  Fotos: Folha
Pesquisa Datafolha ajuda a explicar dois incêndios que conspiram contra a aliança PMDB-PT em torno da candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Os pemedebês Sérgio Cabral e Hélio Costa lideram as disputas pelos governos do Rio e de Minas, respectivamente.

 

A despeito disso, o PT ainda não logrou retirar do caminho da dupla os petês que os atormentam.

 

Discorra-se primeiro sobre o caso do Rio. Os percentuais atribuídos a Cabral variam de 36% a 39% dependendo do cenário.

 

Atrás dele vem o ex-pemedebê Anthony Garotinho, agora filiado ao PR, com índices que variam entre 23% e 24%.

 

Fernando Gabeira (PV), candidato dos sonhos do tucanato de José Serra, obtém entre 14% e 17%.

 

Mas Gabeira, agora ligado à candidatura presidencial de Marina Silva (PV), diz que vai concorrer ao Senado.

 

A oposição tenta empurrar para a refrega o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) –entre 12% e 13%. Por ora, ele resiste. Diz preferir o Senado.

 

Na lanterninha, vem o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. No seu melhor cenário, crava 8%. No pior, 6%.

 

Num contexto em que a dianteira de Cabral sobre Garotinho varia entre 12 e 15 pontos percentuais, o PMDB sobe nas tamancas.

 

A posição de Cabral, embora confortável, não recomenda descuidos. Lula assegurara que, no Rio, o petismo iria de Cabral. Porém...

 

Porém, o azarão Lindberg se finge de morto. E Lula, que prometera enquadrá-lo, não moveu uma mísera palha.

 

Para complicar, o neogovernista Garotinho apresenta-se na TV como candidato de Lula. Declara-se Dilma desde menininho.

 

Assim, três candidatos oferecem palanque a Dilma no Rio: Cabral, Garotinho e Lindberg. Bom não é. Mas é melhor do que Serra, que não dispõe de nenhum.

 

Cuide-se agora do caso de Minas. Ali, o pemedebê Hélio Costa lidera a pesquisa.

 

Obtem a sua melhor marca, 37%, no cenário em que não há petistas.

 

Mas o PT, para irritação do PMDB, informa que haverá um petista no páreo.

 

Ou o ex-prefeito Fernando Pimentel ou o ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias.

 

Contra Pimentel, Hélio Costa prevaleceria, hoje, pelo placar de 31% a 19%. O candidato de Aécio Neves, Antonio Anastasia (PSDB), teria 10%.

 

É grande a taxa de eleitores que informam que ainda não sabem em quem vão votar (23%) ou que planejam votar branco ou nulo (12%).

 

Contra Patrus, Hélio Costa amealha 32%. O rival petista, 12%. Anastasia permanece com 10%. Os indecisos vão a 24%.

 

Ninguém trabalha em Minas com a hipótese de que Anastasia, o candidato de Aécio, vai chegar à eleição patinando na casa dos 10%.

 

Imagina-se que Aécio, dono de invejável popularidade, fará do seu vice-governador um candidato competitivo.

 

Daí os apelos do PMDB ao PT. Hélio Costa estima que, chegando a 30% nos primeiros meses de 2010, Anastasia vai às urnas com a cara de favorito.

 

De resto, acredita que, desunidos, PMDB e PT arriscam-se a entregar a Aécio a cadeira do sucessor.

 

Pior: a desunião, afirma Hélio Costa, complica enormemente a situação de Dilma Rousseff em Minas, o segundo maior colégio eleitoral do país.

 

O petismo faz ouvidos moucos. O que leva Hélio Costa a entabular negociação paralela com Aécio. O governador tucanos abre os braços.

 

Aécio se dispõe a negociar com o PMDB-MG a vaga de vice na chapa de Anastasia ou a segunda posição de senador na chapa. A primeira, reservou para si.

 

Se a desavença que rói as relações do PMDB com o PT em Minas prejuidica Dilma, um eventual acerto de Hélio Costa com Aécio prejudicaria muito mais.

 

Vem de Minas Gerais o maior contingente de delegados (58) com direito a voto na convenção nacional do PMDB, marcada para junho.

 

É nessa convenção que o PMDB terá de decidir se converte ou não em casamento o acordo pré-nupcial que celebrou com Dilma.

 

Os pemedebês que sabem fazer contas e que já viram elefante voar acham que o PT brinca com fogo. O petismo acha que o fogo é de palha.

 

Os números do Datafolha são encontráveis nas páginas da Folha.

Escrito por Josias de Souza às 06h39

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Mercadante lidera a corrida ao Senado em São Paulo

Lula Marques/Folha

 

O Datafolha revela que o desgaste da revogação da renúncia “irrevogável” à liderança do PT não foi bastante para ferir de morte o mandato de Aloizio Mercadante.

 

Candidato à reeleição, o petista Mercadante mantém-se na liderança da disputa em São Paulo. Amealhou na pesquisa 32% das intenções de voto.

 

Na segunda posição, com 27%, aparece Romeu Tuma (PTB), outro senador que vai a 2010 como candidato à reeleição.

 

O terceiro colocado é o ex-governador Orestes Quércia (PMDB), a quem o Datafolha atribuiu índice de 24%.

 

Quércia puxou suas fichas na eleição municipal do ano passado. Apoiou a candidatura do prefeito reeleito Gilberto Kassab (DEM).

 

Com esse movimento, foi ao pano verde de 2010 do lado do governador tucano José Serra, que deu a Kassab as cartas tomadas da mão de Geraldo Alckmin (PSDB).

 

Na composição esboçada em 2008, Quércia creditou-se de uma das vagas ao Senado na coligação tucana do ano que vem.

 

O eleitor de São Paulo mandará dois políticos ao Senado. Quércia está a três pontos percentuais de Tuma numa pesquisa em que a margem de erro é de dois pontos.

 

O ex-governador, figura controversa, não tem a eleição assegurada. Mas, se os ventos não mudarem, deve dar algum trabalho.

 

Não será uma disputa fácil, contudo. Abaixo de Quércia, mordendo-lhe os calcanhares, estão o vereador-sambista Netinho (PCdoB) e a subprefeita da Lapa, Soninha Francine (PPS).

 

Netinho e Soninha aparecem com 22%, a dois pontos percentuais de Quércia. Considerando-se a margem de erro, a trinca está tecnicamente empatada.

 

 

Os números do Datafolha encontram-se publicados na edição desta segunda da Folha.

Escrito por Josias de Souza às 05h16

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Datafolha: Alckmin venceria no primeiro turno em SP

  Apu Gomes/Folha
Pesquisa feita pelo Datafolha indica franco favoritismo do tucano Geraldo Alckmin na disputa pelo governo de São Paulo.

 

Se a disputa fosse realizada hoje, Alckmin prevaleceria já no primeiro turno da eleição.

 

Ex-governador e candidato derrotado à presidência em 2006, ele amealha entre 50% e 54% das intenções de voto, conforme o cenário.

 

No campo que gravita em torno de Lula, os candidatos mais bem postos na pesquisa são Ciro Gomes (PSB) e Marta Suplicy (PT).

 

Ele belisca entre 14% e 16%. Percentuais semelhantes aos atribuídos a ela: entre 14% e 19% dependendo do cenário.

 

O diabo é que nem Ciro nem Marta exibem apetite para mastigar o desafio de São Paulo.

 

O deputado do PSB, embora tenha transferido o título de eleitor do Ceará para São Paulo, afirma que é candidato a presidente, não a governador.

 

A ex-ministra do PT pende para uma cadeira na Câmara. Declara-se uma apoiadora da candidatura do ex-czar da Economia Antonio Palocci (PT).

 

Melhor para Alckmin, que obtem sua melhor marca (54%) justamente no cenário em Palocci, com 4%, aparece abaixo de até de Soninha (PPS), com 9%.

 

No embate Ciro X Alckmin, o tucano vence por 50% a 14%. Soninha crava 7%. Paulo Maluf (PP), 10%.

 

Trocando-se Maluf pelo deputado Celso Russomano (6%), que o PP apresenta como seu candidato, Alckmin vai a 51% e Ciro escala 16%.

 

Numa disputa Marta X Alckmin, o tucano triunfaria com resultado idêntico: 50% a 14%.

 

O Datafolha testou também dois cenários em que, em vez de Alckmin, o candidato do PSDB é José Serra.

 

Se resolvesse trocar a candidatura presidencial pela reeleição em São Paulo, Serra também liquidaria a eleição em primeiro turno, informa o instituto.

 

Numa disputa contra Marta, Serra venceria por 44% a 19%. Contra Palocci, 55% a 7%.

 

A hipótese de Serra transferir-se da raia nacional para a estadual estreitou-se na semana passada.

 

Ao retirar-se da disputa presidencial, o governador mineiro Aécio Neves como que condenou Serra ao caminho único da sucessão presidencial.

 

O Datafolha aferiu a capacidade de transferência de votos de Serra em São Paulo: 39% dos entrevistados disseram que votariam no candidato apoiado por ele.

 

Outros 18% disseram que poderiam votar num candidato a governador que tivesse o apoio de Serra. E 27% declararam que não votariam no preferido de Serra.

 

Os índices obtidos por Alckmin limitam as chances de um outro pretendente tucano: Aloysio Nunes Ferreira.

 

Chefe da Casa Civil de Serra, Aloysio sonhava ser o candidato do PSDB à sucessão do chefe.

 

Serra gostaria de impor Aloysio a Alckmin. Mas, à luz dos números do Datafolha, seria um tolo se o fizesse.

 

A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro. Entrevistaram-se 2.050 pessoas em 56 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

 

Os números do Datafolha, expostos nas páginas da edição desta segunda (21) da Folha, reforçam uma impressão que já se havia solidificado:

 

O apreço do eleitor de São Paulo pelo tucanato transforma o maior colégio eleitoral do país numa espécie de Waterloo da presidenciável petista Dilma Rousseff.

Escrito por Josias de Souza às 04h50

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PSDB prepara viagens de Serra ao Norte e Nordeste

  José Cruz/ABr
O senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB, vai preparar nos próximos dias um calendário de viagens.

 

Vai costurar os palanques de 2010.

 

Deseja levar consigo o governador paulista José Serra, candidato do tucanato à sucessão de Lula.

 

Serão priorizados deslocametos ao Norte e ao Nordeste.

 

São as duas regiões do país onde o prestígio de Lula é mais vistoso.

 

A coisa toda será programada agora, para ser deflagrada nos primeiros meses de 2010.

 

Embora Serra empurre para março a oficialização de sua candidatura, a saída de cena de Aécio Neves levou o PSDB a rearranjar sua vitrine.

 

Ouça-se Guerra: "É claro que vai crescer a exposição do nome José Serra..."

 

"...Ele é o nome que o partido apresenta, diferente de antes, quando tínhamos duas opções".

 

À margem da programada “exposição” de Serra, o alto tucanato cerca Aécio de mesuras.

 

Integrou-se à organização do ciclo de viagens o deputado Rodrigo de Castro (MG). É um tucano ligado ao grupo do governador de Minas.

 

Rodrigo responde pela secretaria-geral do PSDB. Ajudará no chuleio das alianças estaduais da oposição.

 

Prevê-se de resto, a realização de uma reunião da Executiva nacional do PSDB em Belo Horizonte. Normalmente, ocorrem em Brasília.

 

E quanto à pressão para que Aécio tope ser o vice de Serra? Sérgio Guerra desconversa:

 

"Este assunto só está em discussão na imprensa. Vice é um assunto para o segundo capítulo".

 

O desejo do PSDB de levar Serra ao meio-fio coincide com o plano do PT de empurrar Dilma Rousseff para a estrada já nos primeiros meses de 2010.

 

A idéia é aproximar a candidata de Lula dos diretórios regionais do PT e do universo dos movimentos sociais e sindical.

Escrito por Josias de Souza às 03h48

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Cuiabá tem Arruda e desvios, mas sabor é de biscoito

 

A capital do Mato Grosso também está às voltas com uma encrenca estrelada pelo sobrenome Arruda.

 

Lutero Ponce de Arruda, eis o nome inteiro. É filiado ao PMDB. Presidia a Câmara Municipal de Cuiabá. Passaram-lhe o mandato na lâmina.

 

Há quatro dias, foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público matogrossense. Acusam-no de ter desviado, junto com nove pessoas, R$ 3,9 milhões.

 

Segundo a denúncia, o Arruda cuiabano promoveu compras fictícias entre os anos de 2007 e 2008.

 

Um item chama especial atenção: 11 toneladas de biscoitos. Autora da denúncia, a promotora Ana Cristina Bardusco foi à calculadora:

 

“Considerando que a Câmara Municipal era composta por 20 vereadores, em tese, coube a cada um deles 552,1 Kg de bolacha...”

 

“...Mais de meia tonelada por vereador, o que equivale a 1,5 kg de bolacha por dia para cada vereador”.

 

Além de bolachas, a denúncia empilha outros produtos alimentícios na lista de compras supostamente fictícias:

 

Por exemplo: 24,5 toneladas de açúcar, 572 litros de adoçante, 7.464 litros de leite e 6,25 toneladas de café em pó.

 

Mencionam-se ainda 6,2 milhões de copos para café, 4,2 milhões de copos para água e 1 milhão de embalagens de guardanapos de papel.

 

Há também material de escritório: 151.700 canetas esferográficas, 1.250 bobinas para fax, 625 cadernetas taquigráficas, 5.534 pincéis atômicos...

 

...3.373 almofadas para carimbo, 15.500 folhas de carbono, 7.062 lápis preto, 2.362 marca-textos, 12.920 pastas com elástico e 1,1 milhão de folhas de formulário contínuo.

O ex-vereador Arruda e os outros nove denunciados vão responder por formação de quadrilha, desvio de dinheiro público e fraude em licitação.

 

A exemplo do que se passa com o Arruda do panetonegate, a defesa do Arruda do biscoitogate nega os malfeitos. Alega perseguição e cerceamento de defesa.

 

Sustenta, de resto, que as compras foram efetivamente realizadas.

Escrito por Josias de Souza às 02h59

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As manchetes desta segunda

 

- Folha: Alckmin lidera em SP e Hélio Costa, em MG

 

- Estadão: Governo abre o cofre para demitir sem ônus político

 

- Correio: Fraude na Previdência chega a R$ 1,6 bilhão

 

- Valor: Só metade do corte do ICMS é repassada ao consumidor

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Pizzatone!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 02h05

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Chávez: aviões da Colômbia ‘espionam’ a Venezuela

  Marcelo Hernandez/AP
Hugo Chávez foi à TV neste domingo para exercitar o seu papel predileto, o de fabricador de crises.

 

Sem exibir provas, disse que aviões não-tripulados da vizinha Colômbia invadem o espaço aéreo da Venezuela para executar missões de espionagem.

 

"São pequenos aviões, de 2 ou 3 metros, controlados por controle remoto. Mas eles filmam tudo e até lançam bombas”.

 

Chávez arrastou para a encrenca, como sói, os EUA. Afirmou que a Colômbia serve-se de “tecnologia ianque”.

 

Pintou-se para a guerra: “Ontem à noite ordenei: Se um aviãozinho desses aparecer, derrubem-no!"

 

Para Chávez, "são evidentes" os sinais de que Colômbia e EUA preparam uma agressão contra a Venezuela.

 

"Quase todos os dias dizem que eu estou preparando um ataque contra a Colômbia, mas são eles que buscam uma desculpa para dizer que a Venezuela é o agressor..."

 

"...Não estamos preparando um ataque contra a Colômbia nem contra ninguém”. Mas avisou: a Venezuela "não está desarmada".

 

É esse personagem mercurial que está na bica de ganhar um assento no Mercosul. O Congresso brasileiro aprovou o protocolo de adesão da Venezuela ao bloco.

 

Antes, a coisa já havia sido ratificada pelos parlamentos da Argentina e do Uruguai. Falta apenas o Legislativo do Paraguai.

 

Um pedaço do Congresso paraguaio torce o nariz para Chávez. Quem diria. O futuro do Mercosul nas mãos do Paraguai!

Escrito por Josias de Souza às 23h15

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Convenção do PMDB-BA vira palco de ataques ao PT

  Divulgação
O PMDB da Bahia realizou neste domingo (20) sua convenção.

 

Convocado para eleger a direção do partido no Estado, o evento virou um palco anti-PT.

 

Ministro de Lula, Geddel Vieira Lima foi festejado como candidato do PMDB ao governo baiano.

 

Ao discursar, Geddel reafirmou seus planos de comparecer às urnas de 2010 como candidato ao governo local.

 

E voltou a vergastar a gestão petista de Jaques Wagner.

 

Ex-parceiro de Wagner, de cujo governo o PMDB participava, Geddel é hoje feroz adversário do governador.

 

Geddel insinuou que Wagner, um dos mais íntimos amigos de Lula no petismo, dispensa à segurança pública uma prioridade de gogó:

 

“Prioridade não se estabelece com discurso, mas com orçamento...”

 

...Como se explica o governo gastar nos primeiros dez meses do ano mais de R$ 60 milhões em propaganda e apenas R$ 15 milhões em segurança?”

 

Disse que, sob Wagner, diferentemente do que ocorre em Estados como Pernambuco e Ceará, a Bahia “assiste empresas irem embora”.

 

Citou uma planta industrial da empresa Braskem, “perdida para o Rio Grande do Sul”. Estendeu as críticas a outras áreas do governo petista:

 

“Aqui se fecham museus, abandona-se o Pelourinho”. Disse que, na saúde, a Bahia “recordes em dengue e meningite”.

 

A platéia, estimada pelo PMDB em 4 mil pessoas, incluiu um visitante ilustre: Michel Temer, presidente da Câmara e presidente licenciado do partido.

 

Apontado como preferido do PMDB para compor a chama de Dilma Rousseff como candidato a vice, Temer testemunhou os ataques de Geddel ao PT da Bahia.

 

E endossou os planos do correligionário e amigo: “A multidão que está aqui hoje clama por mais espaço...

 

“...Não um espaço físico, e sim um espaço para ver Geddel Vieira Lima prosperar, um espaço na Bahia, com Geddel como governador”.

 

Reeleito em 2008 depois de ter sido abandonado pelo PT, o prefeito de Salvador, João Henrique, antecipara Geddel nos ataques ao PT:

 

“Foi um parceiro que ficou por três anos e meio no Governo e faltando apenas seis meses para as eleições nos deu um pontapé, depois de nos ter sabotado por dentro”.

 

Além dos disparos verbais, Geddel age para esvaziar a atual base de apoio do petista Wagner.

 

Convidado de honra da convenção, o senador Cesar Borges, presidente do PR-BA, anunciou que, em 2010, não deve se compor com o PT.

 

Disse que seu “caminho natural” é uma aliança com o PMDB de Geddel ou com o DEM, que, na Bahia, tentará devolver o ex-governador Paulo Souto ao poder.

 

Quanto à escolha do presidente do PMDB baiano, não houve disputa. Havia um único candidato. Chama-se Lúcio Vieira Lima.

 

Vem a ser irmão de Geddel. Já preside o diretório baiano da legenda. Foi reeleito sem contestações. Uma evidência de que, no PMDB da Bahia, Geddel é soberano.

 

As críticas ao petismo foram reproduzidas no sítio do PMDB na web. No mesmo espaço, há um vídeo em que Lula afaga Geddel.

 

Na peça, levada à televisão na propaganda estadual do PMDB, o presidente dirige ao ministro um elogio ao estilo nunca antes na história desse país (assista abaixo).

É em meio a essa atmosfera envenenada que o PMDB condiciona o apoio a Dilma Rousseff à exigência de que, na Bahia, seja implementada a política do palanque duplo.

Se pisarem no palanque de Jaques Wagner, Lula e Dilma terão de levar os pés também ao tablado de Geddel. Do contrário...

Escrito por Josias de Souza às 21h44

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Durval afirma que entregou dinheiro a Paulo Octávio

Advogado confirma o encontro, mas nega o recebimento

Vice de Arruda é investigado em duas ‘operações’ da  PF

 

  Fábio Pozzebom/ABr
Poupado por seu partido, o DEM, o vice-governador do DF, Paulo Octávio é personagem de um par de operações conduzidas pela Polícia Federal.

 

A primeira, arde no noticiário sob o nome de Operação Pandora. Perscruta o esquema que alimentou de panetone$ deputados da Câmara Legislativa do DF.

 

A segunda, menos conhecida, chama-se “Operação Tucunaré”. Investiga lavagem de dinheiro e evasão de divisas feita por meio de doleiros.

 

Em notícia levadas às páginas da revista Época (só para assinantes), os repórteres Andrei Meireles, Marcelo Rocha e Leonel Rocha empilham novidades sobre os dois casos.

 

Em relação à Pandora, o dado mais relevante salta de depoimentos prestados ao Ministério Público pelo delator premiado Durval Barbosa.

 

Segundo Durval, ex-secretário de Relações Institucionais da gestão Arruda, governador e vice participavam do rateio de propinas que ele amealhava.

 

Durval contou que Arruda e Paulo Octávio acertaram-se quanto à divisão das verbas de má origem ainda na campanha de 2006.

 

Ficou entendido, contou o delator, que o vice embolsaria um terço das propinas. O governador receberia os dois terços restantes.

 

De acordo com os relatos de Durval, a parte que cabia a Paulo Octácio era recolhida por dois prepostos.

 

Um deles, Marcelo Carvalho, principal executivo dos negócios privados de Paulo Octávio, foi filmado em vídeos que compõem a cionemateca do escândalo.

 

O outro chama-se Marcelo Toledo Watson. É policial civil aposentado. Como se verá abaixo, está no centro da outra operação da PF, a Tucunaré.

 

Não é só. Durval disse em seus depoimentos que também entregou dinheiro pessoalmente ao próprio vice-governador.

 

Durval revelou que encontrava Paulo Octávio numa suíte do hotel brasiliense Kubitsckek Plaza, que pertence ao vice-governador.

 

Num dos depoimentos, Durval esmiúça os detalhes de visita que fizera ao hotel. Ouviu-se o advogado de Paulo Octávio, Antonio Carlos de Almeida Castro.

 

Mais conhecido pelo apelido, Kakay, o advogado confirmou que seu cliente recepcionou Durval no hotel. Mas negou que tenha recebido dinheiro.

 

E quanto à outra Operação Tucunaré? Bem, nessa outra investigação, que corre sob sigilo, a polícia grampeou um diálogo telefônico.

 

De um lado da linha falava um doleiro chamado Fayed Trabously. Do outro lado, o policial aposentado Marcelo Toledo Watson, já citado lá no alto.

 

O apelido de Marcelo Toledo é Tucunaré. Daí o nome da operação. Segundo a PF, o policial de pijamas negociava com doleiros o envio de propinas ao exterior.

 

A PF serve-se do auxílio de órgãos do governo federal incumbidos de mapear movimentações financeiras suspeitas.

 

Tenta refazer a trilha da propina que, recolhida em Brasília, teria migrado para contas no exterior. Contas que a polícia atribui a Paulo Octávio.

 

Levantou-se a suspeita de que, nessa operação, a imagem de Paulo Octávio teria sido registrada em vídeo. Sobre esse caso, o advogado Kakay declarou:

 

1. Não há hipótese de seu cliente ter sido filmado manuseando dinheiro sujo.

 

2. Paulo Octávio não enviou dinheiro ao exterior por meio de doleiros.

 

A exemplo do que fizera com Durval Barbosa, a PF tentou seduzir Marcelo Toledo a tornar-se um réu colaborador. Porém...

 

Porém, o policial aposentado declinou da oferta na semana passada. A notícia de Época anota um detalhe. Diz o texto:

 

“Segundo amigos de Durval [Barbosa], [Marcelo] Toledo teria exigido – e conseguido – a prorrogação por mais um ano do contrato de uma agência de publicidade...”

 

Uma agência “...da qual seria sócio oculto com a Terracap, a estatal que administra as terras públicas do Distrito Federal...”

 

“...Há suspeitas de irregularidades nas prorrogações anteriores desse mesmo contrato, no valor de R$ 13,5 milhões, sob investigação no Tribunal de Contas do Distrito Federal”.

Escrito por Josias de Souza às 05h51

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PF recolhe dinheiro marcado com assessor de Arruda

Apreensão se deu na residência oficial do governador do DF

Polícia também encontrou cédulas na casa de ‘ex-assessor’

 

  Antônio Cruz/ABr
Em relatório encaminhado ao STJ na quarta-feira (16), a Polícia Federal anota detalhes do escândalo que eletrifica a cena política de Brasília.

 

Dados mencionados nos documentos foram às manchetes deste domingo (20).

 

Constam de uma notícia da lavra dos repórteres Felipe Coutinho e Hudson Corrêa.

 

São encontrados também de reportagem escrita por Rodrigo Rangel. São duas as informações principais:

 

1. Apreendeu-se dinheiro de má origem numa dependência de Águas Claras, a residência oficial do governador José Roberto Arruda (ex-DEM).

 

2. Recolheram-se cédulas obtidas ilegalmente também na casa de um dos personagens do “panetonegate”.

 

Nas duas passagens do relatório, a PF atribui a posse dos recursos a pessoas que privam da intimidade do governador de Brasília.

 

Na batida de Águas Claras, o dinheiro foi encontrado numa sala que era utilizada por Fábio Simão. Era chefe de gabinete de Arruda. Foi demitido após o terromoto.

 

Nesse caso, as cédulas estampavam numeração da mesma série (A3569) exibida em notas que a PF recolhera em duas empresas investigadas no inquérito.

 

Chamam-se Vertax e Adler. Mantêm com o GDF contratos na área de informática. São acusadas de abastecer o DEMensalão brasiliense.

 

A outra operação de busca e apreensão levou agentes da PF à casa de Domingos Lamoglia.

 

Vem a ser um ex-assessor pessoal de Arruda, nomeado pelo governador para compor o quadro de conselheiros do Tribunal de Contas do DF.

 

Ali, informa a PF no relatório entregue ao STJ, recolheram-se cédulas que haviam sido tingidas previamente com tinta invisível.

 

Deu-se o seguinte: Durval Barbosa, o ex-secretário de Arruda que se converteu em delator do esquema, entregou à PF R$ 600 mil.

 

Dinheiro proveniente de propina paga por empresas que transicionam com o GDF. A PF marcou as cédulas com tinta invisível.

 

Depois, Durval procedeu o rateio a personagens que integravam o esquema urdido sob Arruda.

 

Segundo a PF, as cédulas recolhidas na casa de Domingos Lamoglia procediam desse lote previamente marcado (séries séries A2406, A2870, A2994 e A3027).

 

No relatório ao STJ, a PF anotou: "A maior parte do dinheiro marcado veio exatamente da Vertax (R$ 100.000)...”

 

“...E como já foram encontradas cédulas com a mesma numeração de série em ambos os lugares (Vertax/Lamoglia), fica evidenciada estreita ligação entre eles".

 

A despeito das evidências, os envolvidos negam participação nos malfeitos.

 

Relator do “panetonegate”, o ministro Fernando Gonçalves, do STJ, determinou a realização de nova perícia técnica no dinheiro.

 

Em despacho assinado na sexta-feira (18), o ministro ordenou também que o GDF forneça planilha com o fluxo de pagamentos a empresas de informática.

 

Neste sábado, Arruda expediu, por meio do advogado José Gerardo Grossi, uma nota. No texto, nega outra informação proveniente do inquérito.

 

Informara-se que o delator Durval dissera, em depoimento ao Ministério Público, que entregou R$ 3 milhões diretamente a Arruda.

 

Dinheiro de propina, provido por empresas de informática e repassado a Arruda em moeda sonante.

 

Na nota, Arruda “repele com veemência” a acusação. Insinua que o delator  não merece crédito.

 

O texto refere-se a Durval como “um indivíduo que já responde na Justiça a 32 processos...”

 

“...E terá que responder criminalmente a acusações infundadas, irresponsáveis e caluniosas que vem fazendo".

 

O diabo é que o réu dos “32 processos” servia ao governo Arruda na prestigiosa função de Secretário de Assuntos Institucionais.

Escrito por Josias de Souza às 04h40

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PMDB já condiciona aliança à ‘performance’ de Dilma

 

O pedaço governista do PMDB e o PT vão às festas de final de ano tão ou mais distantes de um acordo eleitoral quanto estavam no início de 2009.

 

Empurraram-se para dentro do calendário de 2010 todas as pendências que conspiram contra a aliança. Repetindo: todas.

 

Para complicar, Lula fabricou uma encrenca nova ao sugerir que o PMDB deve apresentar a Dilma Rousseff uma lista tríplice de vices.

 

Encurtou-se o pavio dos negociadores do PMDB. Já há no grupo gente que condiciona o apoio a Dilma à performance da candidata.

 

Na percepção desse pedaço do PMDB, o petismo trata seu principal aliado a golpes de barriga.

 

Pior: dissemina-se no PMDB a sensação de que o PT almeja o principal –o apoio a Dilma— sem abrir mão do acessório –a cessão de espaço nos Estados.

 

Em Minas, arma-se um palanque petista –Fernando Pimentel ou Patrus Ananias— contra a candidatura do pemedebê Hélio Costa.

 

No Mato Grosso do Sul, Zeca do PT mastiga a paciência do governador pemedebê André Puccinelli, de olho na reeleição.

 

No Rio, o petê Lindberg Farias continua sambando numa passarela que Lula prometera que seria exclusiva do governador pemedebê Sérgio Cabral.

 

No Ceará, o pemedebê Eunício Oliveira é preterido na composição para o Senado. Dá-se preferência ao petê José Pimentel.

 

Na Bahia e no Pará, ficara entendido que PMDB e PT iriam às urnas de lados opostos. Mas ambos recepcionariam Dilma em seus palanques.

 

Porém, os pemedebês Geddel Vieira Lima e Jader Barbalho levam o pé atrás. Vêem o tempo passando sem que o acerto seja detalhado.

 

Um grão-pemedebê ouvido pelo repórter disse que, nesse jogo de empurra, só o PT tem a perder. Amarrou o seu destino ao de Dilma. Precisa de apoio e tempo de TV.

 

Quanto ao PMDB, aferrado às conveniências estaduais, dispõe de pelo menos quatro alternativas.

 

Pode levar as mãos ao andor de Dilma. Pode acomodar os pés no palanque tucano de José Serra.

 

Também pode encher de gás o balão da candidatura própria, retardando o acerto nacional para o segundo turno.

 

No limite, pode liberar os diretórios estaduais para escolher o caminho que bem entenderem.

 

O Congresso atravessa sua última semana antes do recesso. Os negociadores de 2010 só voltam a Brasília em fevereiro.

 

Os líderes do do PMDB vão aos respectivos Estados sem nada de concreto a exibir às suas bases. Imaginara-se que o tricô regional avançaria. Não avançou.

 

Idealizara-se a composição de um comitê suprapartidário para debater o programa de Dilma. A peça continua sob cuidados exclusivos do PT.

 

Até a posição de vice, que se imaginava assentada no colo de Michel Temer, subiu no telhado.

 

O PMDB chiou. “Exigiu” que Lula desfizesse em público o mal-estar da lista tríplice de vices. O presidente fingiu-se de morto.

 

Se o veneno não for contido, não são negligenciáveis as chances de o PMDB repetir as mandingas de campanhas anteriores.

 

O partido equilibra-se nas duas pontas da sucessão presidencial. E chega ao final da campanha com o pé de apoio na chapa vencedora.

Escrito por Josias de Souza às 02h49

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Meirelles: eleição pode gerar tensão na economia em 2010

 

- Folha: Cai diferença entre Serra e Dilma

 

- Estadão: PF acha dinheiro ‘marcado’ na residência oficial de Arruda

 

- JB: O país dos artesãos

 

- Correio: Durval diz que repassou propina a Paulo Octávio

 

- Veja: A atualidade da Bíblia

 

- Época: Sete mitos sobre Deus

 

- IstoÉ: Conferência do clima de Copenhague – É pior do que você imagina

 

- IstoÉ Dinheiro: Sam Zell - Você conhece este bilionário?

 

- CartaCapital: A sombra de Meirelles

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Vodu!

Waldez

Via blog do Waldez.

Escrito por Josias de Souza às 02h17

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Datafolha: Dilma sobe seis pontos e Serra estaciona

  Folha
Saiu o resultado de mais uma pesquisa presidencial do Datafolha. Dilma Rousseff subiu, eis a principal novidade.

 

Em agosto, a candidata de Lula amealhara 17% das intenções de voto. Agora, foi a 23%, isolando-se na segunda posição.

 

José Serra oscilou para cima. Foi de 36% para 37%. Mexeu-se dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos –para o alto ou para baixo.

 

A distância que separa Dilma de Serra encurtou-se de 19 para 14 pontos percentuais.

 

Ciro deslizou um ponto para baixo. Tinha 14% e desceu para 13%. A lanterninha Marina Silva subiu quase tanto quando Dilma. Fou de 3% a 8%. Cinco pontos.

 

Num cenário em que o nome de Ciro é excluído da disputa, como Lula deseja, Serra vai a 40%. Dilma obtém 26%. Marina, 11%.

 

Devagarinho, a sucessão presidencial de 2010 vai ganhando os contornos de eleições anteriores: PSDB X PT.

 

Na disputa de segundo turno, Serra prevalece contra Dilma: 49% a 35%. O tucano supera também Ciro Gomes: 51% a 28%. 

 

Na mesma pesquisa, o Datafolha aferiu a popularidade de Lula: 72% de aprovação. Um recorde. O maior índice desde a posse, em 2003.

 

Lula é mais popular no Nordeste: 81%. Na região em que sua popularidade é pior, o Sul, o índice bate em notáveis 62%.

Escrito por Josias de Souza às 21h47

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Câmara gasta R$ 40 mi em reforma de apartamentos

  Folha
Sem alarde, a Câmara dos Deputados reservou R$ 39,8 milhões para reformar 144 apartamentos que mantém no coração de Brasília.

 

Não se trata de reforma recente. Arrasta-se há coisa de cinco anos. Em fevereiro, a empreiteira que tocava as obras dobrou os joelhos. Faltou-lhe capital de giro.

 

Rescindido o contrato, abriu-se, duas semanas atrás, uma nova licitação. Daí a reserva do dinheiro a ser gasto no ano que vem.

 

Considerando-se que a Câmara já havia despejado na reforma cerca de R$ 11 milhões, a conta já soma amargos R$ 50,8 milhões.

 

Deve-se a notícia à repórter Iara Lemos. Ela informa que, depois de remodelados, os imóveis serão equipados com móveis e eletrodomésticos.

 

Há pior: os apartamentos talvez jamais venham a ser ocupados. Por quê? Uma parte dos deputados prefere receber auxílio moradia da Câmara.

 

A Câmara dispõe de 432 apartamentos funcionais. Apenas 242 encontram-se habitados.

 

Estão pendurados no ‘bolsa residência’ da Câmara 270 deputados. Cada um recebe R$ 3 mil mensais. Juntos, R$ 810 mil por mês. No ano: R$ 9,7 milhões.

 

A “imobiliária” da Câmara funciona na 4ª secretaria, sob os cuidados do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP). Procurado, preferiu não comentar.

 

Os apartamentos da Câmara medem 225 m². Estão assentados em área nobre de Brasília. Em bom estado, valeriam algo como R$ 1,2 milhão cada um.

 

Cogitou-se vendê-los. Mas a idéia empacou. Concluiu-se que, estragados como se encontram, parte dos imóveis seria negociada na bacia das lamas, como se diz.

 

Em sua nova fase, a reforma carreará para cada um dos imóveis 144 imóveis em obras R$ 531 mil.

 

É dinheiro suficiente para comprar, na mesma região de Brasília, um bom dois quartos, novinho em folha.

Escrito por Josias de Souza às 20h04

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Se o mundo fosse água mineral, seria do tipo gasoso

Escrito por Josias de Souza às 13h57

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FHC: Há ‘sentimento nacional’ por chapa Serra-Aécio

Velho defensor da chapa tucana “puro-sangue”, FHC exagerou no latim. Disse à repórter Julia Duailibi que a parceria Serra-Aécio tornou-se “sentimento nacional”.

 

É divertido ouvi-lo:

 

 

"O governador Aécio nega, mas não fechou a porta. Eu preciso conversar com ele porque não quero criar uma situação que dificulte..."

 

“..."Hoje, independentemente de qualquer pessoa ter dito qualquer coisa a esse respeito, toda mídia fala disso. Acho que há um sentimento nacional nessa direção".

 

 

É pena que Bussunda tenha morrido tão prematuramente. Vivo, reagiria a FHC: “Sentimento nacional? Fala sério!”

Escrito por Josias de Souza às 06h39

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Em vez de conter gases-estufa, a cúpula fez fumaça

Sob ambiente poluído, terminou em fumaça a cúpula mundial sobre o clima de Copenhague.

 

Foi a 15ª reunião do gênero oganizada pela ONU. O tema está em pauta há 17 arrastados anos.

 

Durante os 12 meses consumidos na organização do encontro de Copenhague, borrifou-se otimismo na atmosfera.

 

Premidos pelas últimas revelações da ciência, os líderes globais chegariam a um acordo que reduziria a emissão de gases-estufa.

 

Não ousariam ignorar o alerta de que, até meados do século, o mundo não poderia lançar na atmosfera senão 60% do volume de CO2 emitido no ano de 1990.

 

Os ares tornaram-se ainda mais benfazejos depois da posse de Barack Obama. Imaginara-se que ele assumiria compromissos que o antecessor refugara.

 

Sob George Bush, os EUA haviam se recusado a referendar o célebre Protocolo de Kyoto.

 

Pois bem. Deu tudo errado em Copenhague. Os 192 países representados na cúpula mergulharam num mar de dissenso.

 

Em vez de uma carta de compromissos, produziu-se um tratado de vagas intenções. Coisa a ser rediscutida na próxima cúpula, em dezembro de 2010, no México.

 

Os chefes de Estado voaram de volta para casa acompanhados pela sombra do fiasco. Esquivaram-se de levar a cara à foto de encerramento.

 

Ficou entendido que é imperioso conter o aumento da temperatura global ao limite de dois graus.

 

Restou estabelecido também que, para que isso ocorra, os países terão de assumir responsabilidades. Porém...

 

Porém, no curso de uma semana de reuniões e discursos, os líderes das nações e seus representantes disseram coisas definitivas sem definir as coisas.

 

Representante do segundo maior emissor de CO2 do planeta, Obama soou decepcionante.

 

Disse que os EUA manterão a política que privilegia o desenvolvimento de fontes alternativas e não poluentes de energia.

 

Disse que seu país reduzirá o nível de fumaça que lança no ar. Mas absteve-se de traduzir a promessa em meta obrigatória.

 

Obama dispôs-se a pingar dólares num fundo verde de U$ 100 bilhões anuais. Coisa concebida para ajudar as nações pobres a se ajustar à nova ordem climática.

 

Mas condicionou as verbas a uma exigência: que os países submetessem suas promessas de redução de gases-estufa à fiscalização internacional.

 

A China, campeã mundial na emissão de gás carbônico, torceu o nariz. Obteve o apoio de Lula.

 

O presidente brasileiro enxergou na exigência de tranparência mera “desculpa” para a intromissão indevida em países socorridos pelo fundo verde.

 

Coisa sem sentido. Vá lá que os países ricos, cuja prosperidade foi obtida à custa do envenenamento do clima, tenham que abrir as arcas.

 

Mas exigir de quem se dispõe a pagar a conta que entregue o dinheiro sem fiscalizar a aplicação é coisa que não se concilia com o bom senso.

 

Em discurso de última hora, pronunciado de improviso, Lula clamou por “inteligência”. Sob aplausou, fez um derradeiro aceno monetário.

 

Disse que, para salvar a conferência do fiasco, o Brasil se dispunha até a pingar recursos no tal fundo verde.

 

Soou na contramão da chefe da delegação brasileira. No início da semana, Dilma Rousseff dissera que o Brasil não abriria o bolso.

 

Afirmara que eventuais contribuições, por simbólicas, não serviriam nem para “fazer cócegas”.

 

No que toca ao contribuinte brasileiro, não há mesmo muitas razões para risos. O Brasil enviou a Copenhague algo como 700 pessoas.

 

A maioria teve passagens, hospedagem e alimentação custeadas pela Viúva. É de perguntar: o fiasco precisava de tantas testemunhas?

Escrito por Josias de Souza às 06h17

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PT quer que Dilma ponha ‘pé na estrada’ já em janeiro

Wilson Dias/ABr

 

O cardinalato do PT prevê para Dilma Rousseff um início de 2010 acelerado. Deseja-se que a presidenciável do partido leve o pé à estrada já em janeiro.

 

Projeta-se algo diferente do que vinha ocorrendo até aqui. A agenda de Dilma privilegiou, em 2009, as viagens oficiais, vinculadas à atividade de ministra.

 

O que se deseja agora é organizar um vaivém de candidata. A depender da vontade do petismo, Dilma fará as malas todos os finais de semana.

 

A idéia é aproximá-la dos diretórios regionais do PT e dos movimentos ligados à legenda nos universos social e sindical.

 

Algo que, na visão dos cardeais petistas, pode e deve começar antes mesmo da oficialização da candidatura de Dilma, em Congresso marcado para fevereiro.

 

No oficial, o petismo vende a sucessão presidencial como um passeio. No paralelo, admite que a disputa será encarniçada.

 

Há, nos subterrâneos do partido, um silencioso incômodo com o desempenho de Dilma nas pesquisas.

 

A candidata coleciona menos da metade das intenções de voto atribuídas ao rival tucano José Serra, agora correndo em raia única da oposição.

 

Imaginara-se que, carregada nos ombros de Lula, Dilma chegaria ao Natal com índices oscilando entre 20% e 25%. Os mais otimistas falavam em 30%.

 

A candidata coleciona, porém, entre 15% e 17%. Aguarda-se pela aferição da exposição proporcionada a Dilma na última propaganda televisiva do PT.

 

De antemão, dissemina-se pelo PT uma tese que se aproxima do consenso: chegou a hora de Dilma provar-se capaz de atrair votos próprios.

 

Parte-se do pressuposto de que a almejada transfusão de prestígio de Lula para a candidata oficial não pode resultar em acomodação.

 

Afora a preocupação com o desempenho pessoal de Dilma, o PT inquieta-se com outro personagem da sucessão: Ciro Gomes.

 

O PSB, partido de Ciro, comprometra-se com Lula a manter a candidatura presidencial do deputado no freezer até março de 2010.

 

Só então seria decidido se Ciro iria à disputa nacional, como deseja, ou se iria às urnas de São Paulo, como querem Lula e o PT.

 

Terceiro colocado nas pesquisas, em patamares próximos aos de Dilma, Ciro movimenta-se como presidenciável, não como candidato a governador paulista.

 

A legenda de Ciro o cozinhava em banho-maria. Mas a saída de cena do tucano Aécio Neves eletrificou o PSB.

 

Um pedaço do partido já advoga a tese de que Ciro deveria tornar-se um presidenciável formal antes de março.

 

O incômodo do petismo é crescente. Primeiro porque o multicandidato pespega no projeto de aliança PT-PMDB a pecha de união de “moral frouxa”.

 

Segundo porque o candidato do PSB aproveita-se da condição de ex-ministro de Lula para vender-se como uma alternativa tão governista quanto Dilma.

 

Terceiro porque há o receio de que Ciro, arquirival de José ‘O Coiso’ Serra, assuma, adiante de Dilma, a polarização com o candidato da oposição. Ciro dá de ombros.

 

Vigia a língua, considera-se opção mais densa do que Dilma, desdenha da tática plebiscitária de Lula e alega que, sem ele, Serra liquida a fatura no primeiro turno.

 

Por todas as razões, o PT arma-se para cobrar de Dilma uma presença mais ativa junto ao meio-fio.

Escrito por Josias de Souza às 04h26

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Conferência decepciona e deixa só carta de intenções

 

- Folha: Cúpula do clima acaba em fracasso

 

- Estadão: Fracassa a Conferência do Clima

 

- JB: COP 15: Fracasso total

 

- Correio: Jovens começam a beber aos 13 anos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h03

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Profeta da tribo de Lulevi!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h47

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Panetonegate: STJ manda GDF detalhar pagamentos

  Karime Xavier/Folha
O ministro Fernando Gonçalves, do STJ, expediu nesta sexta (18) um novo despacho no processo que apura o ‘panetonegate’.

 

Determinou ao Governo do Distrito Federal que forneceça, em dez dias, planilha com a discriminação de pagamentos feitos a de informática.

 

Não uma nem duas, mas “todas as empresas que prestam serviços de informática” ao GDF. Requereu dados referentes aos anos de 2007, 2008 e 2009.

 

O setor de informática é aquele em que o ex-secretário Durval Barbosa, hoje delator premiado de José Roberto Arruda, nadava de braçada.

 

O ministro também autorizou a Polícia Federal a realizar “perícias complementares” na dinheirama apreendida em batidas policiais que determinara.

 

Durval frequenta o escândalo como uma das mãos que carregavam a mala pagadora do DEMmensalão de Brasília. Parte do dinheiro fora marcada pela PF.

 

Em relatório encaminhado ao STJ, a polícia diz ter “fortes indícios” de que recolheu grana marcada na casa de um dos investigados.

 

Com as novas perícias, deseja-se converter os “indícios” em provas cabais.

 

As providências adotadas por Fernando Gonçalves foram requeridas pelo Ministério Público Federal.

 

Responsável pelo inquérito, a subprocuradora-geal da República Raquel Dodge pedira mais ao ministro do STJ.

 

Requisitara autorização para quebrar os sigilos bancário e fiscal do governador José Roberto Arruda (ex-DEM) e demais suspeitos.

 

No comunicado levado ao portal que mantém na web, o STJ não faz menção a nenhuma decisão de Fernando Gonçalves quanto a esses pedidos.

Escrito por Josias de Souza às 19h35

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Juiz do DF condena Waldomiro Diniz por improbidade

A Justiça Federal do Distrito Federal impôs a Waldomiro Diniz (lembra dele?) uma condenação por improbidade administrativa.

 

Deve-se a sentença ao José Márcio da Silveira e Silva, da 7ª Vara federal do DF. Chegou com mais de cinco anos de atraso.

 

Normal, para os padrões brasileiros. No Brasil, o crime mora ao lado. E a Justiça reside muito longe.

 

Waldomiro, como se recorda, era assessor do ex-todo-poderoso ministro José Dirceu, na Casa Civil.

 

Foi pilhado em vídeo pedindo propina numa época em que atuara como servidor da Loterj, a empresa que gerencia loterias no Rio. Na fita, diz que a grana seria borrifada em arcas eleitorais.

 

A gravação fora feita pelo achacado: Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Empresário do ramo de jogos. No popular: bicheiro.

 

A filmadora rodara em 2002. Mas o produto só veio à luz no alvorecer da gestão Lula. Foi o primeiro grande escândalo da nova era.

 

Afastado da Casa Civil, Waldomiro tomara chá de sumiço. Volta às páginas na condição de sentenciado.

 

Terá de pagar multa equivalente a cinco vezes o valor do salário que recebia à época dos malfeitos, mais as custas processuais. A senteça ainda comporta recurso.

Escrito por Josias de Souza às 19h05

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Filho de Sarney retira ação que censurou o ‘Estadão’

  João Sal/Folha
Num Brasil de tantas perversões, há imoralidades que passam despercebidas. Tome-se o caso de Fernando Sarney.

 

Frequenta um inquérito da PF na condição de indiciado. Acusam-no de delitos variados: formação de quadrilha...

 

...Gestão de instituição financeira irregular, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

 

Foi ao noticiário como gota no mar de denúncias que enredou o pai, José Sarney. Em meio a atos secretos...

 

...Empregos à parentela e patrocínios à fundação, Fernando enganchou-se no escândalo como uma espécie de etc.

 

Súbito, o filho do senador foi à Justiça contra o Estadão. O diário expunha as entranhas do inquérito policial que protagoniza.

 

Fernando Sarney obteve liminar. E o jornal foi proibido de publicar-lhe os malfeitos.

 

Não fosse pela censura, o Estadão e outros jornais talvez já tivessem virado a página.

 

Graças à maldita ficou-se sabendo, mais do que já era sabido, que Fernando Sarney é um personagem peculiar.

 

Uma pessoa proibida para menores de 18 anos e para contribuintes adultos.

 

Os negócios que trançara nas franjas do aparato estatal não podiam ir às bancas nem protegidas por plástico preto.

 

A censura produziu efeito diverso do pretendido. Fernando Sarney ficou superexposto. E, com ele, o pai senador.

 

Acionado, o STF dobrou as penas. Podendo interromper a censura, manteve-a.

 

Pois bem. Nesta sexta (18), o filho do presidente do Senado veio à boca do palco com pose de bom moço. Informou que desistiu da ação judicial contra o Estadão.

 

"Infelizmente, este gesto cidadão teve, independente de minha vontade, interpretação equívoca de restringir a liberdade de imprensa, o que jamais poderia ser meu objetivo".

 

"Para reafirmar minha convicção e jamais restar qualquer dúvida sobre ela, resolvi tomar esta atitude”.

 

Por quê? Disse que “a liberdade de imprensa é um patrimônio da democracia”. Acrescentou: “Jamais tive desejo de fazer qualquer censura a seu exercício".

 

Ora, ora, ora. Algumas justificativas oficiais, por canhestras, deveriam ser censuradas.

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Gilmar: ‘Nós evitamos a instalação do Estado policial’

Prestes a repassar a cadeira de presidente do STF ao vice Cezar Peluso, Gilmar Mendes acha que o êxito de sua gestão ultrapassou as fronteiras do tribunal.

 

Não teria exagerado ao conservar os lábios grudados no trombone, fugindo ao recato que se exige de um juiz?

 

Gilmar responde negativamente. Considera que prestou inestimáveis serviços ao governo Lula. Menciona um deles:

 

“Houve um instante em que o país caminhava para o Estado policial. A Polícia Federal fugia ao controle. Nós reagimos. E evitamos isso”.

 

Nesta sexta (18), Gilmar concederá uma entrevista coletiva. Fará o balanço de 2009. 

Escrito por Josias de Souza às 06h29

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Para Aécio, opção por Serra facilita estratégia de Lula

  Sérgio Lima/Folha
A portas fechadas, Aécio Neves faz avaliações que evita reproduzir em público.

 

Vão abaixo algumas das reflexões do ex-presidenciável tucano:

 

1. Plebiscito: Aécio declara-se convencido de que, ao optar por José Serra, o PSDB facilitou a estratégia de campanha concebida por Lula.

 

Acha que será fácil enganchar a imagem de Serra à de FHC, como desejam Lula e o PT da presidenciável Dilma Rousseff.

 

Por quê? Noves fora a amizade que os une, Serra ocupou, sob a presidência de FHC, dois ministérios. Primeiro, o do Planejamento. Depois, o da Saúde.

 

A opinião de Aécio sobre a gestão FHC é positiva. Acha, porém, que seria tolice ignorar o fato de que a percepção do eleitorado é outra.

 

FHC tornou-se um personagem impopular. Ponto e vírgula. Na comparação com Lula, o eleitor dá ampla vantagem ao mandarim petista. Ponto.

 

Vem daí a menção que Aécio fez, na carta em que declinou da candidatura ao Planalto, à necessidade de...

 

... “Responder à autoritária armadilha do confronto plebiscitário e ao discurso que perigosamente tenta dividir o país ao meio, entre bons e maus, entre ricos e pobres”.

 

2. Efeito São Paulo: Outra opinião que Aécio expõe reservadamente diz respeito a um suposto enfado do eleitor com alternativas presidenciais nascidas em São Paulo.

 

Acha que esse “cansaço” do eleitorado conspira contra Serra. Teria dificuldades de entrar em áreas hoje simpáticas a Lula. Norte e Nordeste, por exemplo.

 

3. Efeito Rio de Janeiro: Aécio enxerga o Rio como um dos calcanhares mais expostos da candidatura Serra.

 

Menciona o fato de que o tucanato ainda não logrou montar um palanque no terceiro maior colégio eleitoral do país depois de São Paulo e de Minas.

 

O problema persistiria caso o PSDB tivesse optado por Aécio. Mas o governador mineiro considera-se mais palatável ao eleitor fluminense do que Serra.

 

4. Calendário: Aécio diz em privado que enxerga “lógica” na decisão de Serra de empurrar para março de 2010 o anúncio de sua candidatura.

 

À frente nas pesquisas, beneficiário de um recall de campanhas anteriores, Serra não teria razões para entrar antecipadamente no ringue.

 

Trocaria socos com Lula, não com Dilma. De resto, viraria um alvo instantâneo, descuidando-se dos afazeres do governo de São Paulo.

 

Mas Aécio ilumina o que julga ser um problema: a protelação de Serra passa, a seu juízo, uma impressão de “insegurança”.

 

Estimula na platéia a suspeita de que, na hora ‘H’, submetido a eventuais condições adversas -o crescimento de Dilma nas pesquisas, por exemplo-, Serra poderia recuar.

 

Aécio chegou mesmo a relatar a um amigo diálogo que, segundo disse, manteve com Serra. Perguntou ao então rival se ele seria candidato em qualquer circunstância.

 

Segundo a versão de Aécio, a resposta de Serra foi negativa. Só iria à sucessão presidencial se as chances de vitória fossem “muito concretas”.

 

Aécio farejou na movimentação de Serra um cheiro de queimado. Nas suas palavras: “Em março, ele diria: 'O cenário tá bom, vou eu. Tá ruim, vai você”.

 

Decidiu retirar-se preventivamente da contenda por avaliar que, em março, já não conseguiria obter as alianças que se julgava em condições de costurar.

 

Acertos que incluiriam, além de DEM e PPS, legendas que hoje gravitam em torno de Lula.

 

5. A vice: A despeito da pressão que sofre, Aécio continua dizendo que não lhe passa pela cabeça a hipótese de tornar-se vice na chapa de Serra.

 

Afirma que, para o eleitor de Minas, “essa coisa de vice não tem tanta importância”. O Estado já teve dois vices: Itamar Franco e José Alencar, o atual.

 

Acrescenta: “Eu passaria a campanha inteira tendo que explicar”. Diz que, não sendo o presidenciável, precisa se voltar integralmente para Minas.

 

Deseja fazer de seu vice, Antonio anastasia, o novo governador. “Não adianta ser candidato a vice tendo que viajar o Brasil inteiro. Preciso me dedicar a Minas..."

 

"...Eu vou ter que fazer a campanha do Anastasia com mais dedicação do que fiz para mim mesmo”.

 

6. O Senado: Aécio assegura, mesmo longe dos holofotes, que a eleição ao Senado o “safisfaz”.

 

Segundo o seu raciocíonio, o PSDB “vive um processo de mudança geracional”. Acha-se em condições de injetar “energia nova no Senado”.

 

Elegendo-se, diz que terá tempo de sobra para alçar novos vôos. “Oito anos de mandato pela frente”, diz ele. Não declara, mas haverá uma outra sucessão presidencial de permeio, em 2014. 

Escrito por Josias de Souza às 05h54

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MPF espera obter quebra de sigilo de Arruda nesta 6ª

O Ministério Público Federal espera obter nesta sexta (18) autorização judicial favorável à quebra dos sigilos bancário e fiscal de José Roberto Arruda.

 

A requisição foi feita no início da noite passada pela subprocuradora-geral da República que cuida do caso, Raquel Dodge.

 

Cabe ao ministro Fernando Gonçalves, do STJ, deliberar. A expectativa da Procuradoria é a de que o pedido será deferido.

 

A requisição de abertura de sigilo não se limita a Arruda. Alcança todos os envolvidos no panetonegate, incluindo deputados, autoridades e empresas.

 

Às vésperas do início do recesso do Judiciário, o inquérito ganhou ritmo de toque de caixa. O expediente foi esticado nos prédios da Procuradoria e do STJ.

 

Vão abaixo algumas das providências que foram adotadas já na noite passada:

 

1. Notícia levada ao sítio do Ministério Público informa que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ao STF uma ADI.

 

ADI é a sigla de Ação Direta de Inconstitucionalidade. Gurgel pediu ao Supremo que reconhece como afrontosa à Constituição um pedaço da Lei Orgânica do DF.

 

Trata-se do trecho que condiciona a abertura de processos contra o governador a autorização da Câmara Legislativa do DF.

 

Na petição, a Procuradoria argumenta que, segundo a Constituição, cabe ao STJ processar e julgar governadores.

 

Coube à subprocuradora-geral Raquel Dodge solicitar a Roberto Gurgel que recorresse ao STF. Pressionando aqui, você chega à íntegra da pedido (quatro folhas).

 

2. Em nota pendurada no portal que mantém na web, o STJ informou acerca de providência adotada por Fernando Gonçalves, o relator do panetonegate.

 

Gonçalves deferiu parte do que fora requerido por Raquel Dodge. Concordou em desmembrar o inquérito da Polícia Federal.

 

Acusações que pesam contra membros do Ministério Público do DF pilhados nas investigações correrão agora em inquérito separado.

 

E quanto aos pedidos de quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados?

 

“As demais solicitações formuladas pelo MPF ao STJ serão examinadas nesta sexta-feira”, informa a nota do tribunal.

Escrito por Josias de Souza às 04h36

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26 obras podem ficar sem verbas, seis delas do PAC

O comitê da Comissão de Orçamento do Congresso que analisa as obras públicas sob suspeição concluiu o seu relatório.

 

O texto recomenda que sejam bloqueados, em 2010, os repasses de verbas para 26 empreendimentos. Entre eles seis obras do PAC.

 

Deve-se a elaboração do relatório ao deputado Carlos Melles (DEM-MG). É ele o coordenador do comitê de obras irregulares.

 

Melles tenta dourar a encrenca. Afirma que não está sugerindo a paralisação de canteiros, mas de contratos.

 

“Não estamos paralisando nenhuma obra, mas os contratos. As obras costumam ter muitos contratos licitados e eles é que ficaram bloqueados”.

 

O trabalho de Melles foi apresentado ao comitê da Comissão de Orçamento nesta quinta (17). Vai a voto na segunda (21).

 

O deputado escorou suas decisões em auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União.

 

Em documento enviado ao Congresso, o TCU listara 42 obras tisnadas pela pecha de conter “irregularidades graves” na sua execução.

 

Embora traga o vocábulo “tribunal” enganchado no nome, o TCU não compõe o Judiciário. É órgão auxiliar do Legislativo.

 

Nessa condição, não pode determinar o fechamento das torneiras que derramam verbas sobre as obras micadas. Apenas recomenda ao Congresso que o faça.

 

É aí que entra o comitê coordenado pelo ‘demo’ Melles. Realizou audiências públicas e reuniões com autoridades do governo e gestores de obras.

 

Analisa daqui, discute dali, decidiu-se retirar da lista negra do TCU 16 obras. Entendeu-se que as explicações obtidas eliminaram as dúvidas.

 

Remanesceram, porém, 26. No topo da lista estão obras tocadas pela Petrobras, todas do PAC.

 

Por exemplo: refinaria Abreu e Lima (PE), refinaria Presidente Getúlio Vargas (PR)...

 

...Terminal de escoamento de Barra do Riacho (ES) e Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

 

Nessas obras, o TCU detectou malfeitos como o sobrepreço e o ressarcimento irregular de faturas apresentadas pelas empresas contratadas.

 

Os audirores do tribunal realçaram o fato de a Petrobras ter obstruído a ficalização, negando-se a fornecer planilhas de custos.

 

Curiosamente, o texto de Melles veio à luz no mesmo dia em que a CPI da Petrobras aprovou relatório em que Romero Jucá (PMDB-RR) isenta integralmente a estatal.

 

Na votação prevista para segunda-feira, o governo pode mobilizar sua tropa para patrolar as recomendações feitas por Melles.

 

Faria melhor, porém, se respondesse aos questionamentos com argumentos que não deixassem dúvida sobre dúvida.

Escrito por Josias de Souza às 03h48

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: O Dia D do planeta

 

- Folha: Aécio sai e amplia pressão sobre Serra

 

- Estadão: Aécio sai da disputa e abre espaço para chapa com Serra

 

- JB: Aécio desiste e abre campanha

 

- Correio: Aécio desiste do Planalto e força decisão de Serra

 

- Valor: Sem concessões dos EUA, cúpula ruma ao fracasso

 

- Estado de Minas: E agora, José?

 

- Jornal do Commercio: Mais crédito para venda de moto

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h16

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Solidariedade animal!

Pedro Turano

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h10

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Em nota, Serra enaltece o ‘desprendimento’ de Aécio

  Marcelo Casal/ABr
Convertido em palmeira solitária no gramado do PSDB, José Serra divulgou uma nota sobre a desistência de Aécio Neves de disputar o Planalto.

 

No texto, Serra afaga: Aécio tem “todas as condições para ser o candidato do nosso partido a presidente”.

 

Enaltece: “Não me surpreendem a grandeza e desprendimento que ele demonstra neste momento”.

 

Compara: “Não somos semeadores da discórdia e do ressentimento [...]. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão”.

 

E lança pontes: “Temos o sonho de um país melhor [...]. E é nesse sentido que vamos continuar trabalhando. Juntos”.

 

Dono de uma fama de “trator”, Serra alisa Aécio por pragmatismo. Sabe que, sem Minas, sua candidatura perde oxigênio.

 

Em disputas anteriores –2002 com Serra e 2006 com Alckmin— o tucanato morreu na praia afogado em suas próprias divisões.

 

Se for a 2010 desunido, provará que, em política é errando que se aprende. A errar.

 

Vai abaixo a íntegra da nota de Serra:

 

 

O governador Aécio Neves tem todas as condições para ser o candidato do nosso partido a presidente, por seu preparo, sua experiência política, sua visão de Brasil e seu desempenho como governador eleito e reeleito de Minas Gerais.

 

É um homem que soma e que, ao mesmo tempo, sabe conduzir com firmeza as políticas públicas. Não é por menos que seu governo é tão bem avaliado e que a imensa maioria dos mineiros o considera credenciado para ocupar a função mais alta da República.

 

Não me surpreendem a grandeza e desprendimento que ele demonstra neste momento. Os termos em que ele se manifestou confirmam a afinidade de valores e as preocupações que inspiram nossa caminhada política. Faço minhas suas palavras:

 

‘Defendemos um projeto nacional mais amplo, generoso e democrático o suficiente para abrigar diferentes correntes do pensamento nacional. E, assim, oferecer ao país uma proposta reformadora e transformadora da realidade que, inclusive, supere e ultrapasse o antagonismo entre o 'nós e eles', que tanto atraso tem legado ao País’.

 

Não somos semeadores da discórdia e do ressentimento. Nem estimuladores de disputas de brasileiros contra brasileiros, de classes contra classes, de moradores de uma região contra moradores de outra região. Trabalhamos, ambos, sempre, pela soma, não pela divisão. Somos brasileiros que apostam na construção e não no conflito.

 

Quero reafirmar o sentimento expresso pelo presidente do PSDB, senador Sergio Guerra, no sentido da união e da convergência que nos move, de valores e ideais.

 

Temos o sonho de um país melhor, unido e progressista, com oportunidades iguais para todos. E é nesse sentido que vamos continuar trabalhando. Juntos.

 

José Serra

Escrito por Josias de Souza às 21h00

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Cesar Maia: hipótese de Serra não disputar ‘existe’

  Folha
Cesar Maia (DEM), ex-prefeito do Rio, levou à web avaliações dicotômicas acerca do penúltimo movimento de Aécio Neves.

 

No twitter, o expoente ‘demo’ anotou:

 

“Aécio afirma que a partir de agora é apenas e exclusivamente candidato a senador por MG. Serra é candidato compulsório a presidente”.

 

No Formspring, uma nova janela virtual que segue o formato pergunta-resposta, um seguidor do ex-prefeito o inquiriu:

 

“Você acha que existe chande do Serra não ser candidato?”

 

 

E Cesar Maia: “Com a decisão de hoje do Aécio em não ser, o Serra passa a ser compulsoriamente. Mas, a possibilidade existe”.

 

Cesar Maia cultiva com Serra uma velha amizade. Coisa que vem dos tempos de exílio, no Chile.

 

É de perguntar: com amigos assim, Serra precisa de inimigos?

Escrito por Josias de Souza às 20h26

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PT: saída de Aécio era previsível e não muda quadro

  José Cruz/ABr
José Eduardo Dutra, presidente eleito do PT, veio aos holofotes para dizer meia dúzia de palavras sobre a saída de Aécio Neves da disputa presidencial.

 

Considerou o gesto “previsível”. E disse que nada muda em relação aos planos esboçados para a campanha da presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

O miolo da estratégia, Dutra reafirmou, é a comparação da era Lula com o período FHC. Algo que seria feito independemente do adversário.

 

"Não tem adversário fácil. Uma disputa sempre é imprevisível. Agora, não vamos mudar em nada nossa estratégia...”

 

“...A nossa ideia é confrontar os dois projetos de governo: o do presidente Lula e o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso".

 

Será assim contra Serra. Seria assim contra Aécio:

 

"No nosso entendimento, eles representam um projeto, um programa de um partido, uma forma de governar. A diferença era apenas no estilo".

 

Dutra declarou que o petismo não nutria preferência nem por Serra nem por Aécio: "Esse não é um problema nosso, mas é claro que a saída de Aécio era previsível...”

 

“...A avaliação geral de todos era que o Serra seria o candidato, mas nós não escolhemos adversários".

 

Nesse ponto, Dutra fala apenas por si. Lula e um pedaço expressivo do PT acham que Serra será um adversário menos complicado do que Aécio.

Escrito por Josias de Souza às 18h38

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Em privado, Serra diz que vai atrair Aécio para a vice

  Folha
José Serra, agora presidenciável único do PSDB, revela-se convencido, em privado, de que Aécio Neves acabará concordando em ser candidato a vice-presidente.

 

O governador tucano de São Paulo elegeu a atração de Aécio como uma de suas prioridades.

 

Serra considera natural que, num primeiro momento, Aécio se apresente como candidato ao Senado.

 

Confia, porém, que conseguirá seduzi-lo até abril de 2010. Afirma que o próprio Aécio vai se convencer de que a presença na chapa nacional lhe convém.

 

Por quê? Segundo o raciocínio esgrimido por Serra, Aécio ajudará mais o seu candidato ao governo de Minas se levar a cara à vitrine nacional.

 

Afirma que Antonio Anastasia, o vice-governador que Aécio pretende converter em seu sucessor, é um bom candidato. Mas ostenta posição frágil nas pesquisas.

 

E imagina que, com o pé no palanque presidecial, Aécio daria maior visibilidade ao seu projeto mineiro.

 

O problema é que, reservadamente, Aécio afirma que a maquinação de Serra é pueril. Desenvolve um raciocínio que vai em direção inversa.

 

Para Aécio, uma vez inviabilizada a candidatura presidencial, não lhe resta senão a alternativa de concentrar-se em Minas Gerais.

 

Avalia que a candidatura ao Senado convém a si próprio e também a Anastasia. Não exibe, por ora, a mais remota inteção de ceder aos apelos em contrário.

 

Apelos que não vêm só de Serra. Todo o PSDB, do presidente de honra FHC ao contínuo, pressionará Aécio para que aceite ser o vice. Imagina-se que a chapa Serra-Aécio seria "imbatível".

 

Também a direção do DEM, parceiro preferencial do tucanato, deseja arrastar Aécio para a chapa presidencial.

Escrito por Josias de Souza às 18h05

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Aécio desiste e abre caminho para candidatura Serra

Divulgação

 

Em rápido pronunciamento à imprensa, Aécio Neves anunciou sua retirada da disputa presidencial. Leu uma nota. Não responder a perguntas.

 

"Deixo a partir deste momento a condição de pré-candidato do PSDB à Presidência da República”, disse o governador mineiro, em timbre peremptório.

 

Sem mencionar o nome do rival José Serra, fez acenos à unidade: “Não abandono minhas convicções e minha disposição para colaborar...”

 

Colaborar “...com meu esforço e minha lealdade, para a construção das bandeiras da Social Democracia Brasileira".  Acrescentou:

 

"Busco contribuir, dessa forma, para que o PSDB e nossos aliados possam, da maneira que compreenderem mais apropriada, com serenidade e sem tensões, construir o caminho que nos levará à vitória em 2010."

 

Vestindo luvas de pelica, Aécio atribuiu a desistência à decisão do rival Serra de empurrar a definição do tucanato para março de 2010:

 

"O que me propunha [era] tentar oferecer [algo] novo ao nosso projeto, no entanto, estava irremediavelmente ligado ao tempo da política...”

 

Um tempo “...que, como sabemos, tem dinâmica própria. E se não podemos controlá-lo, não podemos, tampouco, ser reféns dele...”

 

“...Sempre tive consciência de que uma construção com essa dimensão e complexidade não poderia ser realizada às vésperas das eleições".

 

Aécio comunicou sua decisão ao lado do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

 

Fez-se acompanhar também do vice-governador mineiro, Antonio Anastasia, seu candidato ao governo do Estado.

 

Antes, o governador mineiro comunicara sua decisão, por telefone, a dois grão-tucanos: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o próprio Serra.

 

Aécio pretende agora concentrar-se na campanha mineira. Afirma que vai às urnas de 2010 como candidato ao Senado.

 

É grande a pressão do tucanato para que o governador aceite compor a chapa da oposição ao lado de Serra, na condição de candidato a vice-presidente.

 

Aécio diz e repete que prefere o Senado. Em privado, Serra diz que, mais adiante, ele vai mudar de idéia. A ver.

 

Curiosamente, Aécio antecipou o anúncio de sua desistência para um instante em que Serra se encontra fora do país, em Copenhague.

 

Sabia-se que a saída de cena era iminente. Mas Aécio havia declarado que só oficializaria o gesto em 11 de janeiro, numa carta dirigida à direção do PSDB.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra da "carta-renúncia" que Aécio leu e encaminhou ao partido.

 

No texto, Aécio esquiva-se de citar Serra. Lamenta a não realização de prévias (confira no vídeo abaixo). Chama a atenção para a armadilha plebiscitária urdida por Lula.

Escrito por Josias de Souza às 17h05

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Lula em Copenhague: ‘A conferência não é um jogo’

A cúpula climática de Copenhague vai à sua fase final e decisiva. Entram no palco os chefes de Estado. Dispõem de menos de 48 horas para produzir um acordo.

 

Em sua estréia, Lula pronunciou um bom discurso. Curto, objetivo e incisivo. Num de seus pontos altos, levou ao pano verde uma frase de efeito:

 

"Essa conferência não é um jogo onde se possa esconder cartas na manga...”

 

“...Se ficarmos à espera do lance de nossos parceiros, podemos descobrir que é tarde demais. Todos seremos perdedores".

 

No pôquer de Copenhague, todos blefam e ninguém paga pra ver. Pior: EUA e China, os maiores poluidores, só concordam em entrar no jogo com baralho próprio.

 

Nesta sexta (18), os mandachuvas dos mais e 120 países presentes a Copenhague se reúnem para subscrever o acordo que a cúpula for capaz de produzir.

 

Leia mais sobre Lula aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 16h42

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Patrus oficializa o pedido de prévias contra Pimentel

Fábio Pozzebom/ABr

 

Em carta dirigida ao diretório nacional do PT, Patrus Ananias, o ministro do Bolsa Família, deu ares oficiais à sua pretensão de concorrer ao governo de Minas.

 

No texto, Patrus pede ao PT que convoque eleições prévias para decidir a queda-de-braço que trava com Fernando Pimentel.

 

Ex-prefeito de Belo Horizonte, Pimentel também tenta viabilizar-se como candidato do PT à sucessão do governador tucano Aécio Neves.

 

No último final de semana, Pimentel abriu vantagem ao prevalecer sobre Patrus na disputa pelo controle do diretório mineiro do PT.

 

Apoiado por Pimentel, o deputado federal Reginaldo Lopes foi reeleito presidente do PT-MG.

 

A carta em que Patrus encomenda as prévias ao PT chega num instante em que Pimentel frequenta o noticiário como favorito na briga pela legenda.

 

De resto, a reiteração do desejo de Patrus afasta por completo a possibilidade de PT e PMDB reproduzirem em Minas o acordo que tentam pôr de pé em Brasília.

 

No âmbito nacional, as duas legendas tentam converter em casamento o acordo pré-nupcial que os une à presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

Em Minas, o PMDB reivindica do PT apoio à candidatuta do ministro Hélio Costa (Comunicações). O que era improvável parece agora impossível.

 

Tido como mais afeito à idéia de empurrar o PT para dentro do palanque de Hélio Costa, Patrus diz que, uma vez escolhido, vai até o fim.

 

"Ninguém entra em campo para perder campeonato”, diz ele. “Sou candidato para buscar vencer dentro do PT e também conquistar o Palácio da Liberdade".

 

Advoga o entendimento com o PMDB. Não para apoiar Hélio Costa, mas para ser apoiado por ele.

 

Quanto a Hélio Costa, repetiu nesta quarta (15) que trocará a Esplanada pelo palanque. Permanecerá no governo até o limite legal.

 

"O presidente pediu que continuássemos trabalhando. E eu acho que a minha última opção é abril".

 

Reafirmou, de resto, sua condição de "candidato a candidato" ao governo de Minas.

Escrito por Josias de Souza às 06h27

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Despenca o nº de processos que dão entrada no STF

Entre 2008 e 2009, o volume caiu de 108 mil para 40 mil

 

Lula Marques/Folha

 

Os arquivos do STF guardam informações animadoras. Despencou o número de processos submetidos anualmente ao crivo da suprema corte brasileira.

 

Em 2008, foram às mesas dos 11 ministros do Supremo 108.639 processos. Em 2009, até novembro, foram distribuídos aos ministros 39.858 causas novas.

 

Os dados são alentadores porque apontam para o arrefecimento de um flagelo do Judiciário: a morosidade no julgamento das pendências judiciais.

 

Deve-se a redução do volume de processos levados à consideração do STF a duas novidades injetadas na Constituição em dezembro de 2004.

 

Constaram da emenda constitucional número 45, que ficou conhecida como “Reforma do Judiciário”.

 

A primeira inovação foi a “súmula vinculante”. Já foram editadas 24. Resumem decisões que, por reiteradas, viraram jurisprudência.

 

Depois de publicadas, passam, como o próprio nome indica, a vincular as decisões de tribunais e juízes de instância inferiores do Judiciário.

 

A segunda inovação diz respeito aos chamados recursos extraordinários. Antes da reforma, aportavam no STF todos os recursos que envolviam questões constitucionais.

 

A partir de maio de 2007, impôs-se uma segunda condição. Para ser recebido no Supremo, um recurso teria de ter relevância social, política, econômica ou jurídica.

 

Em outras palavras: os ministros do Supremo passaram a julgar apenas os recursos que tem “repercussão geral” sobre a sociedade.

 

Significa dizer que, julgando um único processo, o Supremo delibera sobre milhares de causas que tiveram origem numa mesma pendência judicial.

 

São processos que envolvem, por exemplo, questões previdenciárias, tributárias e trabalhistas.

 

De 2007 para cá, o STF atribuiu “repercussão geral” a 177 matérias. Processos envolvendo causas repetidas passaram a ser retidos nos tribunais inferiores.

 

Por meio do julgamento de um único processo, o Supremo sinaliza aos tribunais como deliberar sobre causas análogas, nascidas da mesma motivação.

 

O instituto da “repercussão geral” obrigou o STF a azeitar a comunicação com o resto do Judiciário. Impôs racionalidade a um sistema que operava sob o caos.

 

Das 177 matérias tidas por relevantes, 54 (31,1%) já foram julgadas –ora por meio da reiteração de jurisprudências ora em decisões novas.

 

As demais, aguardam nos escaninhos dos tribunais à espera da deliberação do Supremo. Já não há necessidade de remeter a Brasília processos idênticos.

 

Criou-se no portal mantido pelo STF na web uma janela para o julgamento virtual dos recursos que tramitam sob o selo da “repercussão geral”.

 

Os julgamentos só vão ao plenário normal, com a presença física dos ministros, quando o relator do recurso requer.

 

Nessa plataforma de cristal líquido, tribunais de todo país acompanham o trâmite dos recursos eleitos pelo STF como relevantes.

 

Trata-se de via de mão dupla. Permite ao Supremo saber quantos casos serão solucionados a partir de uma decisão tomada em Brasília.

 

Prestes a entregar, em fevereiro de 2010, a cadeira de presidente do STF ao vice Cezar Peluso, Gilmar Mendes saboreia a queda no volume de processos.

 

Gilmar programou para esta sexta (18) uma entrevista coletiva na qual fará um balanço do ano. Dará especial realce aos efeitos da reforma do Judiciário.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega a uma publicação em que o STF esmiúça o cenário que sobreveio à aplicação do princípio da "repercussão geral". A peça tem 115 páginas.

Escrito por Josias de Souza às 05h54

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Senado veta nome de Sarney na Agência das Águas

  Lula Marques/Folha
O plenário do Senado impôs um constrangimento ao seu presidente, José Sarney.

 

Em votação apertada, foi barrada a indicação de um apadrinhado de Sarney.

 

Chama-se Paulo Rodrigues Vieira. Seria alçado ao conselho diretor da ANA.

 

O nome que se esconde sob a sigla é Agência Nacional das Águas.

 

O preferido de Sarney era insuflado também pelo líder do PMDB, Renan Calheiros.

 

Levado a voto, sobreveio o contratempo: empate –23 votos a favor e 23 contra.

 

Repetida a votação, a derrota: 26 votos contra, 25 a favor e uma abstenção.

 

Nos subterrâneos, a oposição queixara-se da suposta falta de preparo do indicado.

 

Mas o apadrinhado de Sarney arrastou votos contrários também de governistas.

 

As traições foram protegidas pela natureza do voto, secreto nesses casos.

 

Deve-se ao ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) parte da derrota imposta a Sarney.

 

Minc torcera o nariz o nome do morubixaba pemedebê.

 

Antes de viajar para Copenhague, cabalara votos contra. A julgar pelo placar, foi ouvido.

 

Além da indicação para a ANA, foram a voto outros nove nomes. Todos aprovados.

 

Convertido em exceção, Paulo Rodrigues tonificou o vexame de Sarney.

Escrito por Josias de Souza às 04h22

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Senado estabelece teto para aumentos do funcionalismo

 

- Folha: Fisco punirá quem não provar deduções

 

- Estadão: Pacote fecha cerco a restituição de IR

 

- JB: Praia derruba o monopólio

 

- Correio: Senado cria teto para reajuste do servidor

 

- Valor: Banco do Brasil detalha plano para EUA e Europa

 

- Jornal do Commercio: Irmão de PM confessa farsa das armas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Efeito Chávez!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 03h48

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Battisti: STF muda acórdão e limita a decisão de Lula

STF/Divulgação

 

Ficou mais difícil para Lula manter o ex-terrorista Cesare Battisti no Brasil.

 

O STF retificou a decisão que tomara em julgamento realizado em novembro.

 

Pelo novo entendimento, Lula terá de seguir o tratado Brasil-Itália, de 1989.

 

Vai abaixo um resumo da encrenca:

 

1. Em 18 de novembro, o Supremo tomara duas decisões de aparência conflitante.

 

2. Por 5 votos a 4, o tribunal autorizara a extradição de Battisti para a Itália.

 

3. Pelo mesmo placar, atribuíra “caráter discricionário” à providência.

 

4. Significa dizer que caberia a Lula decidir se Battisti seria ou não extraditado.

 

5. Os advogados do governo da Itália pediram que o resultado fosse revisto.

 

6. O pedido foi feito por meio de um instrumento chamado de “questão de ordem”.

 

7. Na petição, levantaram-se dúvidas quanto à computação do voto de Eros Grau.

 

8. No primeiro julgamento, o voto de Eros Grau foi somado ao de quatro colegas.

 

9. São eles: Marco Aurélio, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa e Carlos Ayres Britto.

 

10. Ficou assentado que Eros e os outros quatro atribuíam a Lula a palavra final.

 

11. Nesta quarta, Eros foi ao microfone para esclarecer sua posição.

 

12. Ele disse: “O presidente tem a possibilidade de entregar ou não o extraditando [...].

 

13. Acrescentou: “O único ponto que precisava ser esclarecido é que, no meu entender [...], o ato não é discricionário [...], há de ser praticado nos termos do direito convencional”.

 

14. Para "evitar confusão", Eros Grau concluiu que a decisão não se vincula ao acórdão do STF. “Mas, com relação à discricionariedade ou não do seu ato, eu direi: esse ato não é discricionário porque ele é regrado pelas disposições do tratado”.

 

15. Que tratado? Um acordo firmado entre Brasil e Itália no ano de 1989. Ratificado pelo Congresso, virou lei. Uma lei que o presidente está obrigado a seguir.

 

16. Diante da manifestação de Eros Grau, o STF decidiu retirar de seu acórdão, ainda não publicado, a expressão “caráter discricionário”.

 

17. O texto deixará claro que a decisão de Lula terá de seguir os termos do tratado firmado entre Brasil e Itália.

 

18. O que diz o tratado? Prevê que o presidente só pode decidir pela permanência de Battisti no Brasil em duas hipóteses.

 

19. A primeira: se a Itália não aceitar os limites impostos pela legislação penal brasileira, que estabelece a pena máxima de 30 anos de prisão.

 

20. Battisti foi condenado na Itália a prisão perpétua. Mas o governo italiano já deixou claro que topa reduzir a pena a 30 anos.

 

21. Na segunda hipótese, para reter Battisti no Brasil, Lula teria de considerar que o ex-gerrilheiro é um perseguido político.

 

22. Algo que representaria ofensa grave à Itália, já que Battisti foi julgado regularmente pelo judiciário italiano.

 

23. De resto, o próprio STF derrubou o ato em que o ministro Tarso Genro (Justiça) concedera a Battisti o status de refugiado político.

 

24. Por todas as razões, tornou-se mais complicado para Lula negar a extradição de Battisti.

 

25. Se a despeito de tudo o presidente insistir em deliberar pela permanência de Battisti no país, o caso retornará ao STF. O governo da Itália irá recorrer.

Escrito por Josias de Souza às 03h38

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Acordo salarial afasta risco de apagão aéreo no Natal

Sob mediação do Ministério Público do Trabalho, empresas e trabalhadores do setor aéreo fumaram o cachimbo da paz.

 

Aeronautas e aeroviários pediam reajuste de 10%. Companhias aéreas aceitavam pagar 4,5%.

 

O impasse resultara numa ameaça de greve que paralisaria os principais aeroportos do país em 23 e 24 de dezembro, antevéspera e véspera do Natal.

 

Deve-se Laura Martins Maia de Andrade, procuradora Regional do Trabalho em São Paulo, a resolução da quizila.

 

Em reunião com representates das duas partes, na semana passada, a procuradora sugerira o meio termo: 6% de reajuste salarial.

 

Em novo encontro, realizado nesta terça (15), empresas e trabalhadores puseram-se de acordo.

 

O texto que resume ós termos da concórdia afasta peremptoariamente a macumba da greve natalina. Melhor assim.

Escrito por Josias de Souza às 19h25

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Tratado como ‘rico’ em Copenhague, o Brasil reclama

  Luciana Coelho/Folha
A Dilma Rousseff que desfila por Copenhague é diferente da Dilma Rousseff que deixou o Brasil no início da semana.

 

Antes de voar para a capital da Dinamarca, Dilma levara o rosto à TV. Numa peça publicitária do PT, vendera a tese do Brasil-potência.

 

Dissera que o país logo seria a quinta economia do mundo.

 

Como não falara em prazos, Dilma passara a impressão de que a riqueza estaria na virada da esquina.

 

Chefe da delegação brasileira na cúpula do clima, a ministra-candidata foi submetida a uma novidade incômoda.

 

Os países mais ricos do planeta decidiram dispensar ao Brasil um tratamento de igual. É como se tomassem a Dilma da TV ao pé da letra.

 

Discute-se em Copenhague a criação de um fundo anual para combater o aquecimento global. Em 2030, somaria algo como US$ 200 bilhões.

 

Os países ricos se dispõem a custear 25% do fundo. E sugerem que nações como Brasil, China, Índia e África do Sul compareçam com 20%.

 

Em timbre diverso do que usara na propaganda petista, a Dilma Rousseff do exterior subiu no caixote com cara de ministra de país remediado:

 

"Somos a favor de compromissos comuns, mas diferenciados. Esses países têm 200 anos de desenvolvimento e de acúmulo de riqueza, por isso não concordamos".

 

O ministro petista do Meio Ambiente, Carlos Minc, ecoou a colega: "Daqui a pouco, os EUA vão dizer que são um país em desenvolvimento".

 

Lá fora, tomada por representante de nação endinheirada, Dilma faz voto de pobreza. No Brasil, ministra de país ainda pobre, Dilma faz voto de riqueza.

 

Considerando-se o fato de que o Brasil não vale senão o quanto pesa, melhor levar a sério apenas a Dilma de Copenhague.

Escrito por Josias de Souza às 18h44

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MPF acusa 11 por ‘desvios’ R$ 45 mi em Congonhas

Guto Cassiano

 

O Ministério Público Federal abriu, em São Paulo, ação civil pública contra 11 pessoas responsáveis por obras no aeroporto de Congonhas.

 

São acusadas de improbidade administrativa. Segundo a peça acusatória, produziram desvios de R$ 45 milhões entre 2004 e 2007.

 

Chama-se Suzana Fairbanks Lima de Oliveira a procuradora signatária da ação, protocolada na Justiça Federal de São Paulo nesta quarta (16).

 

Aberto em 2004, o inquérito conduzido por Suzana serviu-se de sindicâncias e auditorias feitas pela própria Infraero e pelo TCU.

 

O entulho detectado na escrituração das obras de reforma e ampliação de Conganhas impressiona pelo volume.

 

No miolo da ação movida pela procuradora Suzana são mencionadas cifras milionárias. Eis algumas delas:

 

1. Em auditoria feita pelo critério de amostragem, o TCU pescou no orçamento da Infraero um superfaturamento estimado em R$ 16,3 milhões.

2. O consórcio responsável pelas obras (OAS-Camargo Corrêa-Galvão) enfiou em suas planilhas produtos a preços acima dos praticados pelo mercado.

 

O sobrepreço variou, segundo os dados do TCU reproduzidos na ação, de 31% a 252%. No total, uma tunga de R$ 18 milhões.

 

Coisas assim: cobrou-se R$ 2,2 milhões por algo que, na praça, saía a R$ 630 mil. O equipamento que ensejou a mordida chama-se “finger”.

 

É aquele túnel em forma de dedo, que o passageiro percorre no caminho entre a plataforma de embarque de Congonhas e o interior dos aviões.

 

3. Diz a ação do Ministério Público que, em 18 medições realizadas pelo consórcio construtor entre 2004 e 2006, embutiu-se superfaturamento de R$ 12,7 milhões.

 

4. Afora os desvios, apurou-se que, ao longo da execução da obra, a Infraero assinou com o consórcio aditivos que elevaram em 24,9% o valor do contrato original.

 

A Viúva teria de pagar R$ 151 milhões. Com os aditivos, viu-se compelida a desembolsar adicionais de R$ 37,5 milhões.

 

Todos os malfeitos apontados na ação civil da procuradora Suzana referem-se à fase em que a Infraero foi presidida por Carlos Wilson.

 

Vem a ser aquele deputado do PT de Pernambuco que morreu de câncer em abril deste ano. A morte livrou-o de figurar no pólo passivo da ação.

 

Foram denunciados cinco ex-diretores da Infraero; cinco executivos da Camargo Corrêa, OAS e Queiroz; e um sócio da Planorcon Projetos.

 

Na ação, o Ministério Público pede: ressarcimento integral dos prejuízos ao erário, perda de funções públicas...

 

...Suspensão dos direitos políticos por oito anos, pagamento de multa de até duas vezes o valor do dano...

 

...Proibição às empresas de contratar com o Estado ou receber créditos e benefícios fiscais pelo prazo de até cinco anos.

 

-PS.: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 17h31

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Panetonegate: Câmara adia impeachment para 2010

  Alan Marques/Folha
Ficou para janeiro de 2010 a análise dos três pedidos de impeachment que correm contra José Roberto Arruda (ex-DEM) na Câmara Legislativa do DF.

 

Em sessão encerrada pouco antes das três horas da madrugada, os deputados brasilienses aprovaram o orçamento do GDF para o ano que vem.

 

Em seguida, decidiram sair em férias. O recesso começa já nesta quarta-feira (16). A Câmara só volta a funcionar em 11 de janeiro.

 

O bloco de oposição ao governador Arruda tentou aprovar a convocação extraordinária e imediata do legislativo local.

 

Mas, em minoria, a bancada anti-Arruda teve de contentar-se com um meio termo, obtido mediante acordo.

 

A Câmara reabriria suas fornalhas em fevereiro. Autoconvocou-se para 11 de janeiro. 

 

Líder do PT, a deputada Erika Kokay disse que preferia a convocação imediata. Mas afirmou que teve de render-se ao acordo "possível".

 

Arruda ganha, assim, um fôlego de generosos 31 dias. Coisa tramada pelo próprio governador, em almoço com deputados que lhe são fiéi$.

 

O repasto de Arruda fora servido horas antes, no início da tarde desta terça (15).

 

Foram à mesa a estratégia a favor das férias parlamentares e contra os pedidos de impeachment e de CPI.

 

Na sessão da madrugada, decidiu-se que a CPI da Corrupção de Brasília começa a funcionar no primeiro dia após o recesso. 

 

Vai perscrutar os malfeitos praticados desde 1991.

 

Tendo panetone$ frescos para mastigar, os deputados decidiram desencavar bololôs antigos.

 

Quem lança o olhar para um passado longínquo de 18 anos não parece lá muito interessado no presente.

 

Quanto aos pedidos de impeachment, passarão por duas instâncias antes de chegar ao plenário da Câmara.

 

Primeiro, a Comissão de Constituição e Justiça. Depois, uma comissão especial. Só então o plenário.

 

A comissão de Justiça tem cinco membros. Arruda imagina que pode beliscar pelo menos três votos.

 

A comissão especial, que teria nove integrantes, murchou para cinco. Os nomes serão indicados pelos partidos até 11 de janeiro.

 

Deputados que se serviram do panetone estão autorizados a participar do jogo.

 

Manifestantes pró-impeachment voltaram a rechear os corredores da Câmara (foto lá no alto).

 

A partir desta quarta, quem quiser protestar vai gritar para as paredes de uma Casa vazia.

Escrito por Josias de Souza às 06h00

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Elio Gaspari: ‘A censura chegou ao próprio Supremo’

Vai abaixo artigo levado pelo repórter Elio Gaspari, com o brilho habitual, às páginas da Folha e do Globo:

 

 

 

“Depois de preservar a censura prévia imposta ao jornal ‘O Estado de S. Paulo’, em proveito do empreendedor Fernando Sarney, o Supremo Tribunal Federal tem um novo problema para resolver: a censura a si próprio.


Trata-se de uma história que começou em abril, quando a corte julgou um pedido do deputado Miro Teixeira, para que se declarasse inconstitucional a Lei de Imprensa da ditadura.

 

A ação foi relatada pelo ministro Carlos Ayres Britto, que votou pela absoluta procedência do pedido. Cinco ministros acompanharam integralmente seu voto e um (Marco Aurélio Mello) votou contra o relatório.


No entendimento de Britto, mandada ao lixo a Lei de Imprensa, todos os abusos e irresponsabilidades dos meios de comunicação deverão ser punidos pelas leis do país e, sempre que o Congresso quiser, legislará sobre esses assuntos.


Pela rotina do tribunal, concluído o julgamento, os ministros reveem seus votos e remetem os textos à secretaria. O relator fica encarregado de redigir uma ementa, que virá a ser a síntese da decisão da corte.

 

O texto da ementa fica à disposição dos demais ministros, caso eles queiram vê-lo antes da divulgação.


A ementa de Carlos Ayres Britto tinha sete vezes o tamanho deste artigo e foi liberada para o público no dia 6 de novembro. Nela, o Supremo Tribunal Federal informou:


‘Não há liberdade de imprensa pela metade ou sob as tenazes da censura prévia, inclusive procedente do Poder Judiciário, sob pena de se resvalar para o espaço inconstitucional da prestidigitação jurídica’.


Ninguém é obrigado a concordar com a ementa, mas pobre do cidadão que ousar dizer que esse texto não confere com o pensamento da corte.


(A Suprema Corte americana trabalha de maneira diversa e melhor. Lá, depois do julgamento, um dos juízes que votaram com a maioria redige a opinião do grupo. O texto é discutido e negociado, respeitando-se conceitos e até manias. O juiz Harry Blackmun, por exemplo, recusava-se a assinar opiniões onde houvesse a palavra ‘parâmetro’.)


Passados 35 dias da publicação do texto da ementa , deu-se a votação do caso da censura prévia a ‘O Estado de S. Paulo’. Sabia-se, por murmúrios, que vários ministros não reconheciam suas posições naquele texto.

 

Pior: pelos seus votos e pelas suas palavras, pelo menos dois juízes (Gilmar Mendes e Cezar Peluso) votaram apresentando argumentos frontalmente contrários ao conteúdo da ementa.


Chegou-se ao absurdo: o Supremo censura a si próprio. Se o ministro Carlos Britto redigiu uma ementa que não reflete a opinião da corte, deve ser publicamente denunciado e responsabilizado.

 

Vale lembrar que até hoje essa ementa, mal afamada nos corredores, não sofreu contestação formal. Os ministros que não gostaram do seu texto já tiveram 41 dias para reclamar. (Britto conserva toda a documentação do caso e o STF guarda os vídeos das sessões.)


O Supremo Tribunal não pode funcionar com dois tipos de ementas: as que pegam e as que não pegam. Nesse regime, os ministros desagradados desprezam os textos fornecidos à patuleia e argumentam como se eles não existissem.

 

Ficará difícil exigir que as pessoas acatem o que o tribunal determina se um ou mais ministros desacatam o que decidiram há poucos meses. (Ou desacatam o que a ementa diz que eles decidiram.)

Escrito por Josias de Souza às 04h47

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PMDB leva mais dois nomes a agências reguladoras

Miran

Alheio ao muxoxo do PMDB da Câmara com Lula ‘Lista Tríplice’ da Silva, o PMDB do Senado continua exercitando o seu esporte predileto: o tiro ao cargo.

 

Sem alarde, o sócio majoritário do consórcio governista enfiou mais dois apadrinhados em diretorias de agências reguladoras.

 

Nomeações para as agências precisam passar pelo crivo do Senado. Primeiro, nas comissões. Depois, no plenário.

 

Pois bem. Nesta terça, os senadores que integram a Comissão de Meio Ambiente analisaram três nomes recebidos de Lula.

 

Foram ao conselho diretor da ANA (Agência Nacional de Águas): João Gilberto Lotufo Conejo, Vicente Andreu Guillo e Paulo Rodrigues Vieira.

 

O último, Paulo Rodrigues, deve a nomeação ao apadrinhamento de dois grão-pemedebês: José Sarney e Renan Calheiros.

 

A Comissão de Infraestrutura do Senado analisou outros quatro nomes, três dos quais para agências reguladoras.

 

Para o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), aprovou-se Jarbas José Valente.

 

A nomeação traz as digitais do ministro pemedebê Hélio Costa (Comunicações). Relatou-a o senador Wellington Salgado (PMDB-MG), suplente do ministro.

 

Para a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), uma nomeação nova –Julião Silveira Coelho— e uma recondução –Edvaldo Alves de Santana.

 

Por trás do reconduzido Edvaldo, está a ministra-candidata Dilma Rousseff (Casa Civil).

 

Manteve-se, neste caso, uma praxe: o ministro que cuida do setor elétrico é o pemedebê Edison Lobão. Mas quem dá as cartas é a petê Dilma.

 

Vencida a fase das comissões, os nomes terão de ser referendados pelo plenário do Senado. Ali, as indicações só são barradas de raro em raro. A regra é aprovar.

 

- PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 04h27

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Chile torna-se o 2º país da América Latina na OCDE

  Lula Marques/Folha
O Chile tornou-se o segundo país da América Latina a integrar a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). O México fora o primeiro. 

 

A admissão foi anunciada nesta terça (15), em Paris. E será formalizada em 11 de janeiro, em Santiago.

 

Fundada em 1961, a OCDE congrega 30 dos países mais ricos do mundo. O Chile de Michelle Bachelet entra no clube como o 31º membro.

 

Significa dizer que, aos olhos da entidade, o Chile adota práticas saudáveis na economia, no combate à corrupção e na proteção ao meio ambiente.

 

A novidade chega no mesmo dia em que o Senado brasileiro aprovou, em votação apertada, o ingresso da Venezuela de Hugo Chávez no Mercosul.

 

Por todas as razões –políticas e econômicas— faria mais sentido atrair os chilenos para o bloco. Mas o Chile, embora assediado, parece estar em outra.

 

O ingresso do Chile na OCDE foi festejado pelo secretário-geral da organização, Angel Gurría.

 

Ele disse que a entidade trabalha para tornar-se mais pluralista e global. Acha que os desafios globais impõem a países ricos e emergentes um trabalho conjunto.

 

Afirmou que a OCDE continuará desenvolvendo esforços para se achegar à América Latina, “em particular do Brasil”.

 

O Brasil foi incluído na lista de países com os quais a OCDE desejava ampliar a cooperação em 2007, junto com o Chile.

 

O Itamaraty negocia. Mas, diferentemente do que ocorreu com o Chile, o Brasil não demonstra interesse em virar um membro efetivo da organização.

 

O governo brasileiro tem outras prioridades. Reforçar as relações com Hugo Chávez, por exemplo.

 

- Serviço: O ingresso do Chile na OCDE foi noticiado no sítio da OCDE. Há três textos. Nenhum, infelizmente, em português. Só inglêsespanhol ou francês.

Escrito por Josias de Souza às 03h11

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Setor público tem 21% dos empregos do país

 

- Folha: Brasil aprova entrada da Venezuela no Mercosul

 

- Estadão: Brasil cede e paga mais US$1,2 bi pelo gás boliviano

 

- JB: PF prepara novo cerco a Arruda

 

- Correio: Câmara aprova orçamento do DF

 

- Valor: Empresas aéreas ampliam crédito para atrair classe C

 

- Estado de Minas: BH terá R$ 1 bi para destravar o trânsito

 

- Jornal do Commercio: Ônibus do futuro vai sair do papel

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Uni, duni, tê, Salamê, minguê...

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h52

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Senado aprova Venezuela no Mercosul: 35 votos a 27

  Baptistão
Vai à sanção de Lula o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

 

O documento acaba de ser aprovado pelo Senado.

 

O placar foi apertado: 35 a favor, 27 contra. Diferença de oito votos.

 

Agora, falta pouco para que Hugo Chávez freqüente as reuniões do bloco.

 

O protocolo precisa ser aprovado pelos legislativos dos países-membros.

 

Os congressos da Argentina e do Uruguai já haviam aprovado.

 

Vencida a etapa brasileira, resta a votação do Parlamento do Paraguai.

 

Logo o histrionismo de Chávez será posto a serviço da eletrificação do Mercosul.

 

PS.: Ilustração via sítio do Baptistão.

Escrito por Josias de Souza às 20h32

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Lula, Temer e os contornos do trololó da ‘lista triplice’

Anuruddha Lokuhapuara/Reuters

 

O PMDB estrilou. O partido pediu explicações. A legenda exigiu o retorno de Lula aos holofotes.

 

Mas, decorridos seis dias, a sugestão de que o PMDB ofereça três alternativas de vice para Dilma continua de pé.

 

Lula voou para Copenhague. E não disse palavra sobre o mal-estar. O silêncio diz muito sobre o que vai na alma do presidente.

 

Vão abaixo três notas veiculadas nesta terça (15) na seção Painel, da Folha:

 

 

- Missão cumprida: Lula deixou claro para mais de um auxiliar que não pretende dar satisfações a Michel Temer sobre sua sugestão de que o PMDB apresente uma "lista tríplice" de candidatos a vice de Dilma Rousseff.

 

Pode vir a afagá-lo em público, mas não se enredará numa conversa privada que implique conceder ao presidente da Câmara algum favoritismo na disputa pela vaga.


Isso porque, na contramão da leitura contemporizadora de alguns petistas, houve pouco ou nenhum improviso na fala de Lula no Maranhão.

 

Ele de fato não quer Temer como vice e parece disposto a peitar o comando do PMDB. A poeira do incidente da semana passada vai baixar, mas o recado já foi dado.

 


- Gangorra: As cabeças mais frias do PMDB avaliam que a possibilidade de resistir à vontade de Lula será inversamente proporcional ao desempenho de Dilma nas pesquisas.

 

Quanto mais rapidamente ela subir, menor a chance de o partido impor o nome do vice. Mas, se ela patinar, a coisa muda de figura.

 

 


- Serial: Quem conhece Lula aposta que o episódio da ‘lista tríplice’ será seguido de outras estocadas no PMDB mais adiante.

 

O presidente poderia, por exemplo, não nomear o secretário-executivo João Reis Santana Filho para o Ministério da Integração Nacional quando Geddel Vieira Lima deixar a pasta para disputar o governo da Bahia.

 

 

Beleza. Mas Lula parece desconsiderar a personalidade do sócio majoritário de seu consórcio partidário.

 

O PMDB é capaz de amar dois, três, quatro parceiros ao mesmo tempo. O amor múltiplo é parte da essência da legenda.

 

A exclusividade que o PMDB dá é sempre momentânea e fingida. Para o PMDB, cada segundo de fidelidade é um aviltamento de seus instintos.

Escrito por Josias de Souza às 19h38

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Vice de Santa Catarina é denunciado por ‘corrupção’

  Divulgação
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou o vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB).

 

A denúncia foi protocolada no Tribunal de Justiça catarinense, nesta terça (15), pelo procurador-geral de Justiça, Gercino Gomes Neto (foto).

 

Pavan foi acusado de três crimes: corrupção passiva, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional.

 

Teria recebido vantagem indevida de representantes de uma empresa chamada Arrows Petróleo do Brasil.

 

Junto com Pavan, foram denunciadas outras seis pessoas. Todas indiciadas em inquérito da Polícia Federal, na semana passada.

 

Pavan ainda não se pronunciou. Em manifestações anteriores, pessoais e de seu advogado, Gastão Rosa Filho, o vice-governador negara os malfeitos.

 

O procurador-geral Gercino informou que os acusados serão notificados da denúncia. Terão prazo para apresentar suas defesas.

 

Apurou-se no inquérito da PF que a Arrows chegou a efetuar, por baixo da mesa, pagamento de R$ 100 mil.

 

A empresa tentava reativar sua inscrição no fisco de Santa Catarina. O documento fora cassado porque a Arrows deixara de honrar o pagamento de tributos.

 

Pavan reconheceu que recebera os agentes da empresa. Tentara encaminhar o pleito. Alegou que retirou de cena depois de ter sido informado de que o pleito era indevido.

 

Em entrevista, o procurador-geral Gercino disse coisa diversa:

 

"Não há dúvidas de que o inquérito contém elementos suficientes para o oferecimento da denúncia...”

 

Denúncia “...pelos crimes de corrupção, advocacia administrativa e violação de sigilo funcional”.

 

Pavan insinuara que estava sendo vítima de armação política. E Gercino: “O Ministério Público age tecnicamente, e não politicamente". Acrescentou:

 

"O Ministério Público catarinense age com o mesmo rigor em relação ao cidadão mais comum e ao cidadão detentor da maior qualificação...”

 

“...Todos somos cidadãos e todos temos o dever de cumprir as leis do País. Agora cabe ao Judiciário dar a resposta ao pleito do Ministério Público”.

 

Pavan assume o governo de Santa Catarina em 5 de janeiro. Candidato ao Senado, o governador Luiz Henrique (PMDB) vai se licenciar do cargo.

 

No final de semana, Luiz Henrique dissera que repassaria o governo a Pavan mesmo que o vice-governador fosse denunciado pelo Ministério Público.

 

Assim, Santa Catarina será governada durante o ano de 2010 por um político às voltas com a suspeita de ter incorrido em corrupção.

 

- Atualização feita às 19h45 desta terça (5): Leonel Pavan levou à web uma nota. Diz que provará sua inocência. O texto pode ser lido aqui.

Escrito por Josias de Souza às 17h57

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PV abre guichê virtual para receber doações via web

O PV da presidenciável Marina Silva tornou-se o primeiro partido político brasileiro a receber contribuições financeiras pela internet.

 

A legenda abriu no sítio que mantém na web uma janela para as doações. A contribuição mínima será de R$ 20.

 

No texto de abertura do projeto, o PV convida: “Você pode participar desse projeto articulando colaboração financeira, debates e mobilização”.

 

Promete: “Todo o dinheiro arrecadado será para cobrir custos do projeto e todas as despesas serão disponibilizados online”.

 

Festeja: “Com isso, o PV passa a ser o primeiro partido político brasileiro a aceitar doações online, abrindo assim um canal de transparência e participação”.

 

O recebimento de contribuições pela internet foi aprovado pelo Congresso na reformulação da lei eleitoral.

 

Os congressistas inspiraram-se na campanha do presidente dos EUA, Barack Obama, em 2008.

 

Mais de 50% das doações que bancaram a campanha de Obama pingaram nas arcas do então candidato por meio da internet.

Escrito por Josias de Souza às 16h55

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Jucá lê nesta terça relatório final da CPI da Petrobras

  Folha
Jurada de morte pelo governo ao nascer e abandonada pela oposição, a CPI da Petrobras foi à cova prematuramente.

 

Falta, porém, expedir o atestado de óbito. Algo que o relator da CPI, Romero Jucá, fará na tarde desta terça (15).

 

A CPI vai à cova como um cadáver despercebido. Se pudesse escolher seu epitáfio, a comissão anotaria na lápide: “Não contem mais comigo”.

 

Quanto à Petrobras, suspira aliaviada: Ufa, escapei por muito!

 

- Atualização feita às 15h40 desta terça (15): O relatório de Jucá já foi distribuído –357 folhas. A Petrobras sai ilesa. A ANP também.

 

A peça deveria ser votada nesta tarde. Porém, o senador Fernandon Collor (PTB-AL) pediu vista do texto de Jucá.

 

Com isso, adiou-se o enterro da CPI, um cadáver em estágio adiantado de decomposição.

Escrito por Josias de Souza às 05h47

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Hélio Costa mantém negociação paralela com Aécio

  Elza Fiúza/ABr
Candidato do PMDB ao governo de Minas, o ministro Hélio Costa mantém com o tucano Aécio Neves uma negociação subterrânea.

 

As conversas de Hélio com Aécio correm em via paralela à da articulação que tenta reproduzir em Minas o acordo nacional PMDB-PT.

 

Hélio Costa achega-se a Aécio porque o PT resiste em apoiá-lo. Prefere lançar um candidato próprio. Hoje, o mais cotado é o ex-prefeito Fernando Pimentel.

 

Deu-se há coisa de um mês a última reunião reservada de Hélio Costa com Aécio. Depois disso, falaram-se pelo telefone.

 

Aécio não cogita apoiar o ministro pemedebê. Carrega nos ombros a candidatura de seu vice, o também tucano Antonio Anastasia.

 

Porém, o governador tucano de Minas mostra-se inteiramente aberto a uma composição com o PMDB. Oferece a posição de vice ou uma vaga ao Senado.

 

Noviço em eleições, Anastasia frequenta a rabeira das pesquisas. Veterano de urnas, Hélio Costa está na dianteira.

 

A última sondagem, divulgada por um diário mineiro no sábado (12), atribuiu a Hélio Costa 44% das intenções de votos.

 

O petista Fernando Pimentel amealhou 20%. O ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias, que disputa a vaga do PT com Pimentel, cravou 18%. Anastasia, 12%.

 

Pragmático, Hélio Costa faz o seguinte cálculo: se Aécio Neves conseguir empinar a candidatura de Anastasia ao nível de 30%, o jogo de Minas estará jogado.

 

Acha que só unidos em torno de um único nome PMDB e PT poderiam pensar em medir forças com um Anastasia bafejado por 30% e empurrado por Aécio.

 

Mais bem posto nas pesquisas, Hélio Costa insiste na tecla de que cabe ao PT apoiar o PMDB, não o contrário.

 

O diabo é que o petista Fernando Pimentel não cogita abandonar a disputa. Ao contrário.

 

Diz, entre quatro paredes, que o PT nunca reuniu tantas chances de chegar ao governo de Minas como agora.  

 

Vem daí que, num dos diálogos que manteve com Aécio, Hélio Costa animou-se a propor:

 

“Você tenta viabilizar o seu candidato. Se chegar com ele a 30 pontos, será muito difícil para alguém em Minas batê-lo...”

 

“...Mas se não conseguir viabilizar o Anastasia nesse nível, faço o convite para você apoiar a gente”.

 

Dono de popularidade que ultrapassa os 70%, Aécio não trabalha senão com a hipótese de que seu candidato vai decolar.

 

Mais: joga com a hipótese de que, em Minas, o caldo em que fervem as relações entre PT e PMDB vai entornar.

 

Por isso mantém abertas as portas para uma composição com Hélio Costa, dispondo-se a negociar a vice de Anastasia e uma vaga ao Senado.

 

Em 2010, o eleitor mineiro terá de eleger dois senadores. Na chapa tucana, uma das vagas está reservada para o próprio Aécio. A outra bem pode ser de Hélio Costa.

 

Em Brasília, a cúpula do PMDB observa a evolução do quadro mineiro com viva apreensão.

 

Unido à candidatura presidencial de Dilma Rousseff por um acordo pré-nupcial, o alto comando do PMDB receia que o envenenamento de Minas comprometa o casamento.

 

A união precisa ser selada em convenção nacional, marcada para junho. Vem de Minas o maior contingente de delegados: 58.

 

Hélio Costa lança um olhar para além da convenção. Reservadamente, afirma que a apreovação ou não do nome de Dilma já não é o mais relevante.

 

Acha que, ainda que o PMDB confirme a aliança, a dupla candidatura mineira, uma dele e outra de Pimentel, condenaria Dilma a levar uma surra nas urnas de Minas.

 

Considera inviável reproduzir em Minas a política do palanque duplo que se negocia para Bahia e Pará, Estados em que PMDB e PT também devem medir forças.

 

O quartel general do PMDB tenta fazer ver ao alto comando do PT que um eventual acerto de Hélio Costa com Aécio converteria Minas numa espécie de inferno de Dilma.

 

O petismo, por ora, dá de ombros. Avalia que Pimentel, prestigiado ex-prefeito de Belo Horizonte, oferecerá a Dilma um palanque sólido na terra de Aécio.

Escrito por Josias de Souza às 04h45

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Sob ‘sítio’, Arruda antecipa os salários dos servidores

Pacote de ‘bondades’ do governador soma R$ 248 milhões

 

Roberto Rodrigues/GDF

 

Sem partido, acossado por três pedidos de impeachment e hostilizado por manifestações de rua, José Roberto decidiu abrir o cofre.

 

Antecipou para a próxima sexta (18) o pagamento do salário de dezembro de 45 mil servidores do governo do Distrito Federal. Coisa de R$ 193 milhões.

 

Apenas os servidores de três setores –saúde, educação e segurança— foram privados do mimo.

 

Por quê? O grosso dos salários dessas áreas vem das arcas do Tesouro Nacional, não dos cofres do GDF.

 

Arruda decidiu pagar nesta semana também uma gratificação a 27 mil policiais militares e bombeiros. Mais R$ 55 milhões.

 

No total, o pacote de ‘bondades’ de Arruda soma R$ 248 milhões. Foi desembrulhado em reunião de todo o seu secretariado –a primeira desde o ‘panetonegate’.

 

A notícia foi levada ao portal do governo sob título sugestivo: “Natal antecipado para servidores do GDF”.

 

Foi a maneira que Arruda encontrou para demonstrar que, novesfora as perversões investigadas pela PF, sua administração está nos eixos.

 

Fez-se durante a reunião um balanço das finanças do GDF. Informou-se que o governo cumpriu as metas da Lei de Responsabilidades Fiscais.

 

Em nota, informou-se que o GDF gastou com pessoal, em 2009, 13,03% de sua receita corrente líquida.

 

Arruda conduziu a reunião com seus secretários como se desse de barato que não prosperarão os pedidos de afastamento que correm contra ele no Legislativo local.

 

Anunciou que os canteiros de obras de Brasília –2 mil pelas contas oficiais—continuarão operando a toque de caixa, inclusive no Natal e no Ano Novo.

 

Na Câmara Legislativa do DF, os pedidos de impeachment caminham a passos de tartaruga perneta.

 

Prometera-se para a tarde desta segunda (14) a instalação da comissão especial que se encarregaria de descarcar o abacaxi.

 

No início da noite, informou-se que a procidência foi adiada para esta terça (15). O pedaço da Câmara ligado a Arruda manobra contra a comissão.

 

Deseja-se submeter o pedido de impeachment à Comissão de Justiça, não ao colegiado especial, previsto em lei.

 

Em minoria, a oposição pôr de pé um requerimento que cancela o recesso de final de ano. Se não vingar, o que é muito provável, a encrenca fica para 2010.

Escrito por Josias de Souza às 03h16

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Decreto desapropria 3.630 imóveis para Copa de 2014

 

- Folha: Falta de mão de obra ameaça expansão da construção civil

 

- Estadão: Emergentes paralisam debate em Copenhague

 

- JB: Dilma e Marina em campanha na COP 15

 

- Correio: Câmara aprova IPTU de 2010 sem reajuste

 

- Valor: Governo vê a questão cambial como superada

 

- Jornal do Commercio: R$ 1 bilhão para material de construção

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h27

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Falei, mas quem não fala?!?!?

Ique

Via Blique, o blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Crítico da imprensa, Lula exalta ‘liberda de imprensa’

Lula abriu na noite passada a 1ª Conferência Nacional de Comunicação. Coisa convocada pelo governo.

 

O objetivo é pôr de pé um conjunto de propostas que servirão de base para a elaboração de um marco regulatório para o setor.

 

Participam, além do próprio governo, os “movimentos sociais”. Convidadas, entidades que representam o empresariado decidiram boicotar a conferência.

 

Receiam que saiam dali, sob o manto do “controle social” dos meios de comunicação, propostas que resvalem para a censura.

 

Lula discursou (assista a um trecho lá no alto). Não lê jornais, como se sabe. O noticiário causa-lhe azia. Mas teceu loas à liberdade de imprensa.

 

O presidente disse que, no Brasil, os meios de comunicação apuram o que bem entendem, publicam o que desejam. Acha que é assim que deve ser. A Constituição também acha.

 

Lula rendeu homenagens ao óbvio ao declarar que os próprios consumidores fogem dos veículos que proliferam calúnias e infâmias.

 

“A população está preparada para separar o joio do trigo, porque quem não tem respeito pela inteligência do cidadão, acaba perdendo leitores".

 

Criticou o boicote dos empresários:

 

“Lamento que alguns atores da área de comunicação tenham preferido se ausentar dessa conferência temendo sei lá o quê...”

 

“...Perderam a oportunidade de derrubar muros. Lamento, mas cada um é dono de suas decisões e sabe aonde apertam os calos”.

 

Mencionou os blogs e as rádios comunitárias como exemplos de democratização do mercado de informação. Enalteceu a proliferação da internet.

 

E elegeu como prioridade a inclusão digital:

 

“Demos um salto espetacular [no número de pessoas que acessam a internet]. É muito bom, mas não podemos nos dar por satisfeitos...”

 

“...No mundo atual, a internet não é um luxo, mas um artigo essencial para população e para o exercício da cidadania...”

 

“...A inclusão digital, da mesma forma como a inclusão social, deve ser encarada como uma prioridade nacional”.

 

  José Cruz/ABr
Terminado o discurso, Lula acomodou-se numa ao lado, Michel Temer, presidente da Câmara (veja na foto aí do lado).

 

Travou com Temer uma conversa de pé-de-ouvido. Pode-se intuir que tenham conversado sobre as relações PT-PMDB.

 

Na semana passada, de passagem pelo Maranhão, Lula sugerira que o PMDB deveria encaminhar à presidenciável Dilma Rousseff três alternativas de vice.

 

A frase provocou um curto-circuito no PMDB. Temer, apontado como o vice preferido do partido, sentiu-se pessoalmente atingido.

 

Lula prometera, por meio de ministros, tocar o telefone para Temer no final de semana. Mas não ligou.

Escrito por Josias de Souza às 02h15

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Protógenes é convidado para compor equipe da Copa

  Folha
Se contradição fosse um valor monetário, o governo estaria nadando em dinheiro. Tome-se o caso de Protógenes Queiroz.

 

Um pedaço do governo –PF e Ministério da Justiça— odeia o delegado. Outro naco –Ministério dos Esportes— não pode viver sem ele.

 

A PF suspendeu Protógenes de suas funções. Trotura-o com processos disciplinares. E sonha com o dia em que o colocará no olho da rua.

 

Súbito, o ministro Orlando Silva (Esporte) decidiu oferecer um cargo ao delegado: assessor da equipe que cuidará da segurança na Copa de 2014.

 

Protógenes aceitou o novo emprego. Mas depende de autorização da PF:

 

"Assim que me liberarem, eu assumo. Mas parece que a intenção da PF é me prejudicar ao máximo".

 

Confirmando-se a nomeação, a passagem do delegado pela pasta do Esporte será fugaz.

 

Candidato a uma cadeira de congressista, Protógenes não cogita manter-se no emprego além de abril de 2010.

 

Protógenes vai às urnas sob o guarda-chuva do PCdoB. O mesmo partido do ministro Orlando Silva.

 

Esforça-se para demonstrar que o que parece não é: "O critério [do convite] foi técnico, considerando os trabalhos que desenvolvo internacionalmente...”

 

“...Se fosse uma decisão política, seria convidado logo após a minha filiação ao PCdoB”. Então, tá!

Escrito por Josias de Souza às 19h53

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Geddel abre ‘guerrilha eletrônica’ contra PT na Bahia

Fotos:Valter Campanato/ABr e Lula Marques/Folha

 

Em Brasília, o ministro pemedebê Geddel Vieira Lima é subordinado de Lula e aliado de Dilma Rousseff. Na Bahia, é ferrenho inimigo do PT.

 

Candidato do PMDB ao governo baiano, Geddel comanda uma espécie de ‘guerrilha eletrônica’ contra o governador do PT, Jaques Wagner, que deseja reeleger-se.

 

Os disparos de Geddel contra Wagner partem de duas plataformas: um comentário radiofônico semanal e o portal do PMDB na web. São ações “casadas”.

 

Na última sexta (11), o PMDB-BA pendurou no seu portal notícia sob o seguinte título: “SSP comprova que violência é maior no governo Wagner”.

 

O texto faz referência à divulgação de um relatório da Secretaria de Segurança Pública da gestão petista de Wagner.

 

Anota, já no primeiro parágrafo, que o documento “acabou confirmando o aumento indiscriminado da violência na Bahia, na gestão Wagner”.

 

Nesta segunda (14), Geddel martelou o tema num comentário radiofônico que leva ao ar semanalmente. Veicula-o uma emissora FM de Salvador, a Metrópole.

 

Foram 4m35s de disparos contra a gestão petista de Wagner: “Temos hoje um Estado, um aparelho policial acuado diante do crime”, Geddel atira.

 

O ministro usa peças de propaganda da gestão Lula para alvejar o governo baiano do petista Wagner, um dos mais próximos amigos de Lula.

 

Geddel cita o “crescimento econômico”. Menciona o “Bolsa Família”. Diz que as classes sociais ascendem “degrau acima”.

 

Depois, bate: “Com todos esses avanços sociais, a violência na Bahia só piora. [...] Salvador é recordista em homicídio no Brasil...”

 

“...Itabuna lidera o ranking das cidades mais violentas do país”. Afirma que os dados são do próprio governo baiano e da pasta gerida pelo petista Tarso Genro (Justiça).

 

O ministro pemedebê de Lula diz que, no setor de segurança, a execução orçamentária da gestão do petê amigo de Lula é “medíocre”.

 

“No primeiro semestre desse ano, gastou-se só 30% do orçamento de R$ 3 bilhões da segurança pública”.

 

Geddel diz que a PM da Bahia já “não confia na palavra do governador”. E refaz a mira:

 

“Como é que a polícia pode ser eficiente se a corporaçao perdeu o respeito pelo seu comandante, que é o governo do Estado?”.

 

De quebra, o minitro elogia iniciativas de segurança adotadas pelos governos de Sérgio Cabral (PMDB), no Rio, e até de José Serra (PSDB), em São Paulo.

 

O comentário de Geddel, que pode ser ouvido aqui, foi ecoado no portal do PMDB-BA, a outra plataforma de que se vale o ministro em sua “guerrilha eletrônica”.

 

Jaques Wagner defende-se como pode. Também dispõe de programa de rádio: o “Conversa com o Governador”, versão local do "Café com o Presidente", de Lula.

 

Vai ao ar às terças, um dia depois do programa de Geddel. Na peça da semana passada, Wagner discorrera sobre saúde e educação. Nada de segurança.

 

Falara de aumento de arrecadação do ICMs –6% a mais em relação a 2008. Algo que lhe permitirá tonificar os “investimentos”.

 

A exemplo do PMDB, também o PT reproduz o teor do programa de seu governador no portal do partido.

 

No sábado (12), um dia depois de o PMDB ter alardeado que, sob Wagner, a violência aumentara, o portal do governo baiano trazia notícia que misturava verão e polícia.

 

“Polícia Militar garante um verão tranquilo”, eis o título. No texto, detalhes sobre uma iniciativa batizada de “Operação Verão”: 10.176 policiais nas ruas de Salvador.

 

A notícia traz a palavra do governador. Wagner diz que o Verão “é um período onde (sic) o número de turistas aumenta...”

 

“...E nós precisamos garantir a tranqüilidade destas pessoas para que elas tenham da Bahia uma imagem positiva e voltem mais vezes”.

 

Apenas 48 horas depois, Geddel iria ao rádio para avisar que “Salvador é recordista em homiciodio no Brasil”.

 

É nesse cenário que PMDB e PT tentam implementar na Bahia a política do “palanque duplo”.

 

Prevê que, na campanha de 2010, Lula e Dilma frequentarão os palanques de Geddel e de Wagner. Coisa de dar nó na cabeça de qualquer eleitor.

Escrito por Josias de Souza às 18h20

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PF quer agora apalpar as contas bancárias de Arruda

  Elza Fiúza/ABr
A investigação do ‘DEMensalão’ entra nesta segunda (14) em sua segunda fase.

 

Depois de esquadrinhar a distribuição de panetone$, a PF dará um passo adiante.

 

Vai requerer a quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-demo José Roberto Arruda.

 

A providência alcançará também os deputados e as autoridades sob suspeição.

 

De 36 pessoas encrencadas, recolheram-se indícios mais sólidos contra 18.

 

Deseja-se agora veriricar se a verba de má origem passeou pelas contas pessoais.

 

De resto, pretende-se aquilatar o tamanho do patrimônio de cada um.

 

Quanto a Arruda, agora desfiliado do DEM, concentra-se noutra prioridade.

 

Tenta salvar o mandato, ameaçado por uma trinca de pedidos de impeachment.

 

Dispõe de armamento de grosso calibre: 18,3 mil vagas para cargos de confiança.

 

Nesta segunda, a OAB-DF protocola pedido de cassação da bancada do panetone.

 

Na peça, a entidade fará uma solicitação adicional. Coisa preventiva.

 

Deseja-se que os deputados que beliscaram mesadas sejam impedidos de votar nos processos de impeachment.

Escrito por Josias de Souza às 05h34

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Senado adia cortes para 2010 e deve dar um reajuste

  Lula Marques/Folha
Ficou na promessa a reforma administrativa que José Sarney disse que faria no Senado em 2009.

 

Se vier, só em 2010.

 

O ano das denúncias que os senadores preferiram não investigar termina como começou:

 

Estrutura inchada, diretorias excessivas e contratos suspeitos.

 

A onda moralizadora virou marolinha.

 

O desfecho do processo disciplinar aberto contra o ex-todo-poderoso Agaciel Maia foi empurrado para janeiro.

 

Para não dizer que não falou de flores, o Senado exibe aos contribuintes o pedaço do caule em que estão assentandos os espinhos.

 

A direção da Casa cogita estender à sua folha o reajuste salarial que a Câmara concedeu aos seus servidores na semana passada.

 

Coisa de 15% para o pessoal efetivo, contratado mediante concurso, e 33% para a turma da janela, efetivada por indicação dos parlamentares.

 

O primeiro secretário Heráclito Fortes (DEM-PI) diz que, no Senado, os reajustes terão de ser combinados com a pseudoreforma administrativa.

 

"Temos de ajustar uma coisa à outra", diz Heráclito. "O reajuste tem de ficar atrelado à reforma".

 

Fica no ar a pergunta: Como atrelar o que está na bica de tornar-se palpável a algo que não existe senão no papel?

Escrito por Josias de Souza às 05h14

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À espera de manifestação de Lula, PMDB congela PT

Presidente prometera ligar para Temer, mas não telefonou

 

Fotos: Folha e ABr

 

O PMDB decidiu dar um gelo no PT. Mandou ao freezer as negociações em torno da aliança pró-Dilma Rousseff.

 

Lideranças dos dois partidos fariam nova reunião nesta quarta (16). Por iniciativa do PMDB, o encontro foi às calendas.

 

Sobreviveu ao final de semana o mal-estar provocado pelas declarações feitas há cinco dias por Lula, no Maranhão.

 

O presidente sugerira que o PMDB deveria indicar três alternativas de vice para Dilma. O partido tomou a fala como intrusiva e indelicada.

 

O nome do PMDB para a vice, Lula bem sabe, é o de Michel Temer, que se sentiu diminuído. E arrastou a solidariedade do partido.

 

O presidente da Câmara passou o sábado e o domingo na expectativa de receber um prometido telefonema de Lula.

 

Ligou muita gente. Afora os amigos de sempre, cinco ministros de Estado e o presidente do Senado, José Sarney. Nada de Lula. contudo.

 

Os afagos em Temer começaram na sexta (11). E estenderam-se até o domingo (13). Os primeiros a ligar foram Franklin Martins e a própria Dilma.

 

Ambos disseram a Temer que Lula o brindaria com um telefonema. A Dilma, o deputado disse:

 

“O presidente nem precisa se preocupar com isso. O que ele deve fazer é, na primeira oportunidade, dizer que o PMDB faz o que achar que deva fazer”.

 

A Franklin, ministro da Comunicação Social, Temer contou uma passagm da biografia de Ulysses Guimarães.

 

Disse que João Cunha, um antigo deputado do PMDB, costumava atacar Ulysses pelos jornais e, depois, o procurava no gabinete para fazer-lhe juras de amor.

 

Abespinhado, Ulysses deu um conselho ao desafeto:

 

“Olha, João, vamos inverter esse processo. Você agora vai falar bem de mim para a imprensa e só fala mal aqui comigo, no gabinete”.

 

Temer disse a Franklin que Lula poderia recordar, em público, um diálogo que tiveram, meses atrás, em privado.

 

Lula dissera a Temer que ele era o melhor nome para a vice. E o deputado ponderara que se deveria consolidar primeiro a aliança e, só depois, definir o vice.

 

Ainda na sexta, tocaram o telefone para Temer os ministos Alexandre Padilha (Coordenação Política) e Tarso Genro (Justiça).

 

No sábado, ligou o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), mencionado no noticiário como uma das alternativas de vice do PMDB.

 

“Lobão, você é o meu vice”, disse Temer, depois do alô. E Lobão: “Que é isso, Temer! Você já está escolhido”.

 

Neste domingo (13), telefonou José Sarney, o chefe político de Lobão. Tentou explicar a Temer o contexto em que se dera a declaração de Lula.

 

Sarney acompahara Lula na visita ao Maranhão. Disse que a comitiva presidencial deparara-se com faixas que traziam os seguintes dizeres: “Lobão é a solução”.

 

Coisa voltada para a disputa do governo do Maranhão, Sarney explicou a Temer. Que Lula teria entendido como movimento pela viabilização de Lobão como vice.

 

Sobreveio, segundo Sarney, a pergunta dirigida a Lula numa entrevista radiofônica: Temer ou Lobão?, eis o miolo do enunciado.

 

Foi quando Lula, em timbre acomodatício, saiu-se com o trololó da lista tríplice. Temer mastigou as explicações. Mas não parece tê-las engolido.

 

O que mais causou incômodo a Temer foi o fato de a frase de Lula ter chegado num instante em que enfrenta o que chama de “infâmia”.

 

Refere-se à declaração, feita num dos vídeos do escândalo de Brasília, por Alcyr Colaço, dono de um jornal obscuro da Capital.

 

Na cena, Colaço inclui o nome de Temer numa lista de supostos beneficiários dos panetone$ do governador José Roberto Arruda (assista abaixo).

 

 

Na tarde de domingo, durante a convenção em que Orestes Quércia foi reeleito presidente do PMDB-SP, Temer recebeu solidariedade irrestrita.

 

Até Roberto Requião, que esteve em São Paulo para desfilar como presidenciável do PMDB, contra o acordo pró-Dilma, defendeu-o enfaticamente em discurso.

 

Aos jornalistas, Temer disse que a frase de Lula não foi feliz. Sobre a “infâmia” de Colaço, declarou:

 

"Não seria agora, depois de mais de 35 anos de vida profissional e universitária e de 30 anos de vida pública...”

 

“...Que eu iria permitir que um estelionatário já condenado pela Justiça de São Paulo monte um vídeo para tentar acusações contra o presidente nacional do PMDB".

 

À noite, em privado, o deputado repisou a amigos seu entendimento de que, nesse contexto, uma manifestação de Lula tornou-se incontornável.

 

Não faz questão do telefonema do presidente. Prefere que ele desdiga o que disse no Maranhão em público.

Escrito por Josias de Souza às 04h39

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Berlusconi vai a nocaute

 

- Folha: União quer controlar as águas do subsolo

 

- Estadão: Governo brasileiro sobe o tom na COP-15

 

- JB: Um verão de R$ 3,2 bi para o Rio

 

- Correio: Dilma cobra a conta dos países ricos

 

- Valor: Embraer corta de novo previsão de produção

 

- Estado de Minas: Acordo derruba 85% dos outdoors nas ruas de BH

 

- Jornal do Commercio: Universidade grátis

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h05

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Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 02h00

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Berluscoini é hospitalizado após 'agressão' no rosto

Leia os detalhes aquiaqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 21h50

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Preferido de Hélio Costa assume rédeas do PMDB-MG

  Folha
Saiu há pouco o resultado da disputa pelo comando do diretório do PMDB de Minas Gerais. Prevaleceu, com 57% dos votos, o deputado federal Antônio Andrade.

 

Vem a ser o nome defendido pelo ministro Hélio Costa (Comunicações), que vai às urnas de 2010 como candidato do PMDB ao governo de Minas.

 

Andrade derrotou o candidato do ex-governador Newton Cardoso, Adalclever Lopes. Um nome que vinha sendo insuflado também pelo petismo de Minas.

 

A vitória deste domingo dá a Hélio Costa razões adicionais para reclamar o apoio do PT mineiro à sua candidatura.

 

O petismo faz ouvidos moucos. Planeja concorrer à sucessão de Aécio Neves com Fernando Pimentel, o ex-prefeito de Belo Horizonte.

 

O embate Hélio Costa X Fernando Pimentel é uma das encrencas que retardam a formalização do apoio do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Por ora, o naco governista do PMDB está unido ao PT de Dilma por um pré-acordo. Para virar casamento, o namoro depende de aprovação na convenção do PMDB.

 

Coisa prevista para junho de 2010. Nesta semana, mandachuvas dos dois partidos devem fazer nova reunião, em Brasília.

 

Membro do colegiado, Hélio Costa repisará a tese segundo a qual, negando-lhe apoio, o petismo compromete o envolvimento do PMDB mineiro na campanha de Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 21h24

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Preferido de Pimentel é reeleito presidente do PT-MG

  Branco di Fátima/PT
Com atraso, o diretório do PT de Minas Gerais proclamou o resultado da eleição interna realizada no domingo passado (6).

 

O deputado federal Reginaldo Lopes (foto) foi reeleito presidente do PT-MG. Amealhou 52,4% dos votos, conta 47,6% do rival Gleber Naime.

 

O resultado fortalece o ex-prefeito petista de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, patrono da candidatura de Reginaldo.

 

Pimentel trava com o ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias, uma disputa pelo direito de disputar o governo de Minas pelo PT em 2010.

 

Apoiador do derrotado Gleber, Patrus pode insistir na queda-de-braço. Mas vai a uma eventual prévia com a cara do infortúnio.

 

O tônico servido a Pimentel em Minas escorre no palco nacional na forma de veneno. Ajuda a intoxicar as relações PT-PMDB.

 

O pedaço governista do PMDB cobra o apoio do PT mineiro à candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações).

 

Alega que, se insistir em comparecer às urnas como adversário de Hélio, Pimentel pode pôr a perder o apoio a Dilma Rousseff na convenção nacional do PMDB.

 

Vem de Minas o maior contingente de delegados com direito a voto na convenção do PMDB, marcada para junho de 2010.

 

Pimentel dá de ombros. Em privado, diz que não abre mão de disputar o governo mineiro. Lula, que prometera intervir em favor de Hélio Costa, não disse palavra.

 

A apuração dos votos que reacomodaram o homem de Pimentel no comando do PT-MG havia sido suspensa. Em carta ao diretório nacional, Gleiber acusara o grupo rival de fraude.

 

Puxa daqui, estica dali, o diretório nacional do PT enviou a Minas dois apaziguadores:

 

Paulo Frateschi, secretário de Organização; e Romênio Pereira, secretário de Assuntos Institucionais.

 

Em reunião realizada na última sexta (11), decidiu-se retomar a contagem que deu vitória a Reginaldo.

 

O resultado está condicionado ao julgamento dos recursos. Será feito na próxima quarta (16), em reunião da Executiva nacional do PT.

 

A chance de a Executiva rever a vitória de Reginaldo é, porém, nula.

Escrito por Josias de Souza às 20h51

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Orestes Quércia foi reeleito presidente do PMDB-SP

José Cruz/ABr

 

Má notícia para a presidenciável petista Dilma Rousseff: Orestes Quércia foi reeleito presidente do diretório do PMDB no Estado de São Paulo.

 

Deu-se numa convenção realizada neste domingo (13). Votaram cerca de 670 filiados do partido. Quércia arrastou 597 votos (88% do total) 597 73

 

O adversário dele, o ex-prefeito de Osasco Francisco Rossi, incensado pelo petismo e pelo pedaço do PMDB que flerta com Dilma, beliscou irrisórios 73 votos (12%).

 

A maioria de Quércia, por acachapante, dá-lhe o direito de compor os demais cargos do diretório estadualcomo bem entender.

 

Bom para o presidenciável tucano José Serra, que mantém com Quércia um pré-acordo para 2010.

 

Quércia será acomodado na chapa da oposição em São Paulo como candidato ao Senado. Em troca, apoia Serra.

 

Sempre que perguntado, Quércia diz que seu apoio será transferido para Aécio Neves, caso o PSDB opte por ele em vez de Serra.

 

Trata-se de uma declaração protocolar. Quércia descrê da possibilidade de Aécio prevalecer sobre Serra.

 

Sob holofotes, Quércia também promete apoio ao governador do Paraná, Roberto Requeião, que se apresenta como alternativa presidenciável do PMDB.

 

Afirma que, se o nome de Requião for aprovado na convenção nacional, marcada para junho de 2010, dará meia-volta nos compromissos assumidos com o PSDB.

 

Jogo de cena. Em privado, Quércia revela-se descrente da possibilidade de o PMDB referendar o nome de Requião em convenção.

 

Interessa-lhe soprar o balão de Requião porque, com isso, atrapalha os planos do pedaço do PMDB que formou um acordo pré-nupcial com Dilma Rousseff.

 

Patrono do acordo pró-Dilma, o presidente da Câmara, Michel Temer, foi às eleições internas deste domingo como integrante da chapa de Quércia.

 

No plano nacional, Temer tenta dar as cartas. Em São Paulo, sabe que o dono da mesa é Quércia. Ele manda no carteado estadual há 20 anos.

 

Até bem pouco, as relações entre Temer e Quércia eram reguladas por um acordo verbal.

 

Previa o seguinte: Quércia não importunava Temer nos assuntos nacionais e Temer não incomodava Quércia nas questões estaduais.

 

O pacto começou a ruir depois que a ala de Temer pôs um pé no palanque de Dilma. Quércia passou a imiscuir-se nos assuntos nacionais.

 

Faz o que pode para envenenar o pacto PMDB-PT. Há dois dias, animou-se a apoiar Lula, contra Temer: “Tudo bem o Lula querer uma lista tríplice. Por que não?”

 

Referia-se à sugestão, feita por Lula, de que o PMDB encaminhe a Dilma três alternativas de candidatos a vice-presidente.

 

Um despautério, na visão do pedaço do PMDB que vê em Temer alternativa única para fazer companhia a Dilma na chapa presidencial.

Escrito por Josias de Souza às 19h53

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Mesmo sob suspeição, vice de SC assumirá governo

  Divulgação
O vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB), na foto, só tem olhos para o Ministério Público de seu Estado.

 

Pavan aguarda com viva expectativa uma decisão que deve ser tomada na próxima terça (14) pelo procurador-geral de Justiça, Gercino Gomes Neto.

 

Indiciado pela Polícia Federal na semana passada, Pavan convive com o receio de que o procurador Gercino o denuncie por corrupção.

 

O governador catarinense, Luiz Henrique (PMDB), comprometera-se a entregar o comando do Estado ao vice Pavan em 5 de janeiro.

 

Candidato ao Senado, Luiz Henrique vai à campanha livre dos afazeres de governador. E Pavan governará Santa Catarina até o final de 2010.

 

E quanto ao indiciamento da PF? “O indiciamento não é uma condenação”, diz Luiz Henrique.

 

“A própria expressão vem de indícios. Ele está sendo alvo de indícios. Eu tenho por ele a melhor consideração. Empenhei minha palavra. E vou cumprir minha palavra”.

 

E se Pavan for denunciado pelo Ministério Público? “Só há um fato que poderia mudar minha posição: a condenação”, afirma Luiz Henrique.

 

“A denúncia é apenas uma denúncia, uma nova etapa do processo. Quantas vezes pessoas são denunciadas e não se comprovam os fatos denunciados”.

 

Ou seja, a julgar pelo que diz o governador, Santa Catarina pode ser compelida a conviver, a partir de janeiro, com um mandatário sob suspeição.

 

Pavan é acusado pela PF de ter intercedido em favor de uma distribuidora de combustíveis, a Arrows Petróleo do Brasil.

 

Em débito com o fisco estadual, a empresa tivera cancelada a sua inscrição estadual. Seus representantes foram a Pavan para reaver a inscrição.

 

O vice-governador admite ter intercedido pela Arrows. Mas assegura que deu meia-volta ao ser informado de que a empresa estava enrolada com o fisco.

 

Sem mencionar o nome de Pavan, a PF disse, em entrevista, que a operação envolveu o pagamento de propina de R$ 100 mil.

 

Informou, de resto, que a inscrição estadual da Arrows só não foi reativada graças à intervenção de servidores honestos do fisco.

 

Luiz Henrique dá crédito irrestrito ao seu segundo: “O vice-governador Pavan não é um novato...”

 

“...Eu não acredito que ele tenha ultrapassado o limite daquilo que é função de todo político: reivindicar...”

 

“...Ele reivindicou por uma empresa. O governo não atendeu. O secretário da Fazenda disse que não tinha como atender. E ele se conformou”.

 

Resta aguardar pelo pronunciamento do procurador-geral Gercino, prometedida para terça-feira.

 

Confirmando-se a denúncia, Pavan terá de dividir os afazeres de governador com a defesa num processo que deve se arrastar pelos escaninhos do Judiciário.

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Dilma sobre ter Meirelles como vice: ‘E por que não?’

Em política, o que os atores dizem no palco nunca é tão importante quanto o que se ouve na penumbra das coxias.

 

O repórter Marcio Aith, dono de tímpanos aguçados, encostou a orelha na porta do mercado financeiro.

 

Recolheu a impressão de que os investidores estrangeiros adorariam ver Henrique Meirelles dividindo a chapa oficial com Dilma Rousseff.

 

Aith colecionou também fragmentos de encontros que Dilma manteve com o baronato.

 

Num deles, foi interpelada pelo banqueiro Pedro Moreira Salles, do Itau Unibanco. Eis o miolo do ping-pong:

 

– Qual seria sua equipe econômica?, Moreira Salles quis saber.

 

– Seria essa que está aí. Dizem até que o Meirelles pode ser meu vice.

 

– E pode, ministra?

 

– Pode, uai. E por que não?

 

Não é à toa, como se vê, que os sábios do PMDB eriçaram os pelos depois de ouvir o Lula de quatro dias atrás.

 

De passagem pelo Maranhão, o presidente sugerira que o PMDB deveria indicar três alternativas de vice.

 

Os feiticeiros da etnia governista da tribo dos 'pemedebê' farejaram no comentário um cheiro de Meirelles. Ergueram as lanças.

 

“É como naquela história do Romário", disse um dos feiticeiros ao blog.

 

"O Meirelles acabou de entrar no ônibus. Não tem direito à janelinha”.

Escrito por Josias de Souza às 17h44

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Jefferson diz a PSDB que PTB apoia tucano em 2010

  Sérgio Lima/Folha
Presidente nacional do PTB, o deputado cassado Roberto Jefferson (RJ) negocia o apoio do seu partido ao candidato tucano à sucessão de Lula.

 

Em privado, Jefferson diz que prefere Aécio Neves. Acha que o governador de Minas seria um nome mais competitivo.

 

Mas Jefferson já manteve contatos reservados com o governador paulista José Serra. E pende para a coligação eleitoral com o tucanato seja quem for o candidato.

 

Tratou do assunto também em conversa que manteve, abaixo da linha d’água, com o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

 

Oficialmente, o PTB de Jefferson integra o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula. Porém...

 

Porém, o ex-deputado não considera a hipótese de sua legenda reforçar o palanque da candidata de Lula, Dilma Rousseff.

 

Os operadores políticos do PT tentam arrastar para o palanque de Dilma todos os partidos da megacoalizão que orbita em torno de Lula.

 

Em relação ao PTB, porém, o petismo já jogou a toalha. Ciente da movimentação de Jefferson, os operadores políticos do PT desdenham a “perda”.

 

Afirmam que, sem Jefferson, o apoio do PTB seria bem-vindo. Com ele, mais atrapalharia do que ajudaria.

 

As relações de Jefferson com o PT estão rompidas desde 2005, ano em que o mandachuva do PTB denunciou a existência do mensalão.

 

Jefferson levou a boca ao trombone depois da exibição de um vídeo em que Maurício Marinho, chefe de departamento dos Correios, foi pilhado num malfeito.

 

Na cena, Marinho apareceu embolsando uma propina de R$ 3 mil. Foi ao noticiário como operador do PTB nos Correios.

 

Abespinhado, Jefferson denunciou, em entrevista à repórter Renata Lo Prete, o esquema que batizou de mensalão.

 

Jogou luz sobre um personagem até então desconhecido, Marcos Valério. Expôs as entranhas financeiras do PT. E mergulhou o governo Lula em crise.

 

Jefferson achega-se ao tucanato num instante em que, ao falar de mensalão, o noticiário precisa mencionar o sobrenome do escândalo.

 

Além do mensalão do PT, há o mensalão do PSDB mineiro, cujo beneficiário, Eduardo Azeredo, foi convertido em réu pelo STF dias atrás.

 

Há ainda o mensalão do DEM, que acaba de custar ao governador de Brasília, José Roberto Arruda, a perda da legenda que lhe permitiria disputar a reeleição.

 

Se confirmado, o apoio de Jefferson ao tucanato agregará à candidatura da oposição o tempo de TV do PTB.

 

Mas obrigará a coligação PSDB-DEM-PPS a conviver com a controvertida fama de Jefferson.

 

De denunciante, o presidente do PTB virou, também ele, réu na ação penal que corre no Supremo contra a “quadrilha” do mensalão petista.

 

No auge da crise de 2005, Jefferson chamara Maurício Marinho, o servidor encrencado dos Correios, de “petequeiro”.

 

Negara ter cedido à oferta de mesada valeriana à bancada de congressistas do PTB. Mas, em depoimento na Câmara, admitira pelo menos um crime eleitoral.

 

Confessara ter recebido do PT, por baixo da mesa, uma “contribuição” de R$ 4 milhões.

 

Borrifara o dinheiro, segundo disse, em campanhas de candidatos do PTB nas eleições de 2004.

 

Reconhecera que as verbas provinham de empresas que mantinham, sob Lula, negócios com estatais. Ouça-se o Jefferson da época:

 

"Todo mundo sabe disto. Nas campanhas eleitorais, todos os partidos recebem dinheiro destas empresas. Não há um partido que faça diferente disto".

 

Os R$ 4 milhões de má origem chegaram a Jefferson, de acordo com o relato dele, em duas malas.

 

Instado revelar a que candidatos petebistas entregara o dinheiro, Jefferson decidiu “matar no peito” a encrenca:

 

"Eu vou dizer os nomes quando o PT esclarecer as origens dos recursos. Aí eu abro quem recebeu".

 

O petismo jamais admitiu ter repassado a contribuição milionária a Jefferson. E ele tampouco disse até hoje como e com quem partilhou a verba.

Escrito por Josias de Souza às 05h49

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Em Pernambuco, aprovação à gestão Lula é de 94%

  Folha
Em Pernambuco, Estado natal de Lula, a satisfação com o governo roça a unanimidade.

 

Um instituto local, o Exata, foi às ruas para perguntar:

 

O senhor (a) aprova ou desaprova a administração do presidente Lula?

 

Acachapantes 94% responderam que aprovam a adimistração.

 

Fez-se aos entrevistados uma segunda pergunta:

 

Como o senhor (a) avalia, até o momento, a administração do presidente Lula?


50% responderam “ótima”; Outros 38% disseram “boa”.

 

Ou seja, depois de sete anos de Lula, a avaliação positiva do governo é de 88%.

 

Adicionando-se ao índice os pernambucanos que optaram pela menção “regular” (9%), chega-se a 97%.

 

Nelson Rodrigues dizia: “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”.

 

O cronista também alardeava: “A opinião unânime está a um milímetro do erro, do equívoco, da iniquidade”.

 

De duas uma: Ou Nelson Rodrigues era uma besta ou os bípedes de Pernambuco estão prestes a cair de quatro.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Defesa gasta 50% de seu orçamento com inativos

 

- Folha: Dívida dos brasileiros cresce mais que renda

 

- Estadão: Governo reforça Ibama para acelerar licenças ambientais

 

- JB: Turista de navio traz US$ 246 mi ao Rio

 

- Correio: O contrato milionário de Prudente no Detran

 

- Veja: Estamos devorando o planeta

 

- Época: Uma semana para salvar a Terra

 

- IstoÉ: Educação - Depois de tantas trapalhadas, como levar o Enem a sério?


- IstoÉ Dinheiro: Claro vai à guerra

 

- CartaCapital: O que vale mais: O mundo ou os bancos?

 

- Exame: Até onde ele vai

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

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Armazém Brasil!

Guto Cassiano

Via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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Ciro: ‘Com essa base aí, está marcada crise de 2011’

Wilson Dias/ABr

 

Numa palestra feita em Fortaleza, Ciro Gomes (PSB) relatou à platéia uma preocupação que vem dividindo com Lula.

 

“Tenho dito isso ao Lula: ‘Olha, com essa base aí, até com você tá dando pra ir. Agora eu não aguento, a Dilma não agüenta, o Serra não aguenta, a Marina não aguenta”.

 

Ciro antevê o pior: “Se a gente não mudar essa equação, está marcada uma crise política pra bem aí, em 2011”.

 

Que equação? Esse modelo político que leva legendas como PT e PSDB a se elganfinharem numa “radicalização paroquial”. Ciro foi ao ‘x’ da questão:

 

Quando um chega ao poder, o outro recusase a dialogar, forçando a realização de alianças “com tudo que não presta na política brasileira”.

 

Como exemplo do que “não presta” citou um deputado dos mais influentes: Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

 

Na tribo pemedebê, Eduardo Cunha é da etnia fluminense. Porta-se como uma espécie de feiticeiro da aldeia.

 

Costuma lançar feitiços na direção das arcas de Furnas. Ciro traçou-lhe um bom retrato:

 

“Eu não sei de onde esse cara tirou tanto prestígio. Ele é o relator da CPMF, ele é relator da isenção do IPI de exportação...”

 

“...Ele é relator dos trambiques que se fazem nas medidas provisórias, ele foi presidente da Comissão de Justiça. E o que se fala dele não é publicável”.

 

Deputado desde 2006, Ciro revelou-se na palestra desencantado com o seu ambiente de trabalho.

 

Disse que, na Câmara, discute-se muito e produz-se pouco. “Vocês não sabem como é chocante. Eu não quero mais, eu quero ir embora dali ontem. É exasperante”.

 

Curioso. Eleito em 2006 por 667 mil cerearenses que o imaginaram capaz de fazer a diferença no Congresso, Ciro paga os votos com ausência e desencanto.

 

Ciro falou para uma platéia de lojistas. Disse que luta “há tantos anos para ser presidente” justamente porque desea já alterar o modelo.

 

“É preciso encerrar isso”. Só não diz como um candidato de partido pequeno como o dele vai fazer para produzir o milagre da purificação da política.

 

De resto, Ciro deixou entreaberta uma porta de saída. Admite retirar-se do páreo nacional se Dilma Rousseff virar um portento nas pesquisas.

 

“Se a Dilma, representando nossas forças, disparar, a ponto de ter uma chance de ganhar no primeiro turno, minha responsabilidade muda...”

 

“...Minha responsabilidade passa a ser não dividir e sim garantir a vitória”. Parece descrer da hipótese de a candidata de Lula alçar vôo tão alto.

 

"A minha candidatura será essencial, seja para ganhar os valores que esse projeto [de Lula] representa, seja para dar a garantia de um segundo turno...”

 

Um segundo round “em que o [candidato] que for ao segundo lugar, terá o apoio do terceiro”.

 

Ciro não disse, mas, com esse lero-lero do terceiro que apoio o segundo, parece dar de barato que, na primeira fase da eleição, o tucano José Serra será o primeiro.

 

Acha que ainda reúne condições de crescer:

 

"Na medida em que a minha candidatura se defina [...], que o meu partido me apóie, que a gente supere o isolamento partidário...”

 

“...Que fique esclarecido que eu sou uma candidatura também do arco de forças de sustentação do presidente Lula, aí eu vejo chance de crescer bastante”.

 

Resta a Ciro: obter o apoio do partido dele, convencer Lula a não insolá-lo, atrair legendas que flertam com Dilma e seduzir um naco maior de eleitores.

 

Coisa complicada, muito complicada, complicadíssima!

Escrito por Josias de Souza às 20h29

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Mentiras, má-fé, massa manobrável e meia$: Ôoo m!

Escrito por Josias de Souza às 14h55

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PMDB 'exige' palavra de Lula para desfazer mal-estar

Segue aceso o pavio que queima no PMDB desde que Lula sugeriu que o partido deveria encaminhar a Dilma Rousseff uma lista tríplice de vices.

 

O Planalto agarrou-se aos panos quentes. O ministro Franklin Martins (Comunicação Social) e a própria Dilma tocaram o telefone para Michel Temer.

 

Por ora o único nome do PMDB para a vaga de vice, Temer mastigou em privado as declarações de Lula. Não conseguiu engoli-las.

 

A água fria de Franklin e de Dilma não bastou para arrefecer a fervura que o blog detectara na noite de quinta e noticiara na madrugada de sexta.

 

O pedaço governista do PMDB exige uma palavra de Lula. Chega-se mesmo a dizer que, sem ela, o caldo da aliança pode entornar.

 

Em viagem ao Peru, Lula mandou dizer que telefonará para Temer ao longo do final de semana. Ouça-se um grão-pemedebê amigo do presidente da Câmara:

 

“O telefonema do presidente, se vier, será um bom começo. Mas talvez não baste...”

 

“...O veneno da lista tríplice foi destilado em público. O antídoto também precisa ser servido à luz do dia, com Sol a pino”.

 

E se Lula não telefonar? “Bem, nesse caso o PMDB talvez se sinta à vontade para procurar parceiros que o tratem com mais respeito".

Escrito por Josias de Souza às 05h37

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OAB-DF pede cassação da bancada do panetonegate

  Karime Xavier/Folha
A seccional da OAB no DF ingressará, nesta segunda (14) com um lote de representações contra deputados da Câmara Legislativa de Brasília.

 

Pedirá a cassação de todos os deputados mencionados na Operação Caixa de Pandora. São pelo menos nove.

 

Entre eles Leonardo ‘Meias’ Prudente (DEM), licenciado da presidência da Câmara, e Erides ‘Bolsa Grande’ Brito (PMDB), líder do governo.

 

Caso prevaleça o corporativismo, a OAB tentará impedir que a bancada do panetone vote nos pedidos de impeachment de José Roberto Arruda.

 

Para a OAB, os deputados atados a Arruda por laços monetários não podem, por suspeitos, participar da votação dos pedidos de afastamento do governador.

 

Fracassando na Câmara, a OAB cogita recorrer ao Judiciário.

Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Greve do setor aéreo pode parar aeroportos no Natal

 

Trabalhadores do setor aéreo ameaçam realizar uma greve nos dias 23 e 24, antevéspera e véspera de Natal.

 

Aeronautas (pilotos e comissários de bordo) e aeroviários (pessoal de terra) reivindicam aumento salarial de 10%.

 

As companhias aéreas se dispõem a tonificar os contracheques. Mas oferecem menos da metade do reivindicado: 4,5%.

 

A discórdia entre as partes se arrasta desde outubro. Sentindo o cheiro de queimado, o Ministério Público do Trabalho de São Paulo interveio.

 

A procuradora Laura Martins de Andrade chamou as partes para uma audiência de concialiação.

 

Realizou-se, sem alarde, na tarde da última quinta-feira (10). Antes, pela manhã, cerca de 300 aeronautas e aeroviarios realizaram uma manifestação.

 

Deu-se nos aeroporto Congonhas e Cumbica, em São Paulo. Percorreram o sagão e a aérea de check in do aeroporto.

 

A tentativa de mediação da procuradora Laura Martins durou três horas. Lero vai, lero vem, a ela propôs um reajuste intermediário.

 

Nem os 10% pedidos pelos trabalhadores nem os 4,5% ofertados pelas empresas. A procuradora sugeriu 6%.

 

O encontro terminou sem acordo. Laura Martins marcou nova audiência. Acontecerá na próxima terça (15), em São Paulo.

 

Na véspera, segunda-feira (14), sindicatos de trabalhadores do setor de aviação civil realizam assembléias para decidir se aceitam os 6% sugeridos pela procuradora.

 

"O dever do Ministério Público do Trabalho, diante da posssibilidade de uma greve, é garantir o direito da população”, disse Lara Martins.

 

“Por isso, essa reunião foi marcada com o objetivo de se chegar a um acordo entre as partes", ela acrescentou.

 

Os trabalhadores são representantes na mesa de negociações por duas entidadestrês entidades:

 

O Sindicato Nacional dos Aeronautas e o Sindicato dos Aeroviários de São Paulo e Guarulhos. Além deles, aeroviários o Amazonas, Recife e Rio.

 

Pelo lado das companhias aéreas, fala o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

 

A julgar pelo que diz o economista Claudio Toledo, que assessora os trabalhadores, aeroviários e aeronautas parecem dispostos a esticar a corda.

 

Segundo Toledo, o setor aéreo dobrou de tamanho entre 2003 a 2009. Afirma que, pelo quinto mês consecutivo, a demanda doméstica cresceu acima dos 20%.

 

Torça-se para que a procuradora Laura Martins consiga chamar as partes ao bom senso.

 

Do contrário sobrevirá o caos aéreo natalino. Coisa que o brasileiro conhece muito e receia bastante.

Escrito por Josias de Souza às 03h02

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Baixo investimento e falta de projetos atrasam cumprimento de metas

 

- Folha: 65% do país nao tem acesso à internet

 

- Estadão: Arruda cria esquema igual ao ‘valerioduto’

 

- JB: Uso da Internet aumenta 75%

 

- Correio: Prudente, o deputado por um fio

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

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DEMolição!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h29

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Jovem do microvestido quer indenização de R$ 1 mi

Marlene Bergamo/Folha

 

Geisy Arruda, a estudante do microvestido, levou a Uniban às barras dos tribunais.

 

Pede uma indenização pelas agressões que sofreu no campus da universidade.

 

Pediu alto: R$ 1 milhão. Talvez não obtenha tanto. Mas alguma coisa deve levar.

Escrito por Josias de Souza às 20h33

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DEM abre processo contra Leonardo ‘Meias’ Prudente

 

Depois de se livrar do governador José Roberto Arruda, o DEM decidiu excluir de seus quadros o deputado distrital Leonardo Prudente.

 

Trata-se de uma das estrelas do longa-metragem do panetonegate. Aparece na fita acomodando dinheiro nas meias.

 

Abriu-se contra o imprudente deputado Prudente um processo disciplinar. Ele terá oito dias para apresentar sua defesa.

 

Diferentemente do que ocorrera com Arruda, Prudente foi à grelha no diretório regional do DF, não na instância nacional do partido.

 

Prudente é presidente da Câmara Legislativa do DF. Carbonizado, licenciou-se do cargo por 60 dias. Talvez não volte.

 

Permanece boiando no ar uma incômoda pergunta: e quanto ao vice-governador Paulo Octávio? Por ora, o DEM finge-se de morto.

Escrito por Josias de Souza às 19h17

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PF indicia vice tucano de SC por ‘corrupção passiva’

O vice-governador de Santa Catarina, Leonel Pavan (PSDB) foi indiciado pela Polícia Federal. Deu-se no âmbito de uma operação chamada Transparência.

 

Pavan é acusado de três crimes: corrupção passiva, advocacia administrativa e quebra de sigilo funcional. Ele nega que os tenha cometido.

Segundo a PF, o vice-governador teria participado de negociação que visava reabilitar a inscrição estadual de uma empresa junto ao fisco catarinense.

 

Chama-se Arrows Petróleo do Brasil. É sediada no Rio de Janeiro. Deve cerca de R$ 12 milhões em tributos. Por isso tivera a inscrição cancelada.

 

Além de Pavan, a PF indiciou quatro servidores públicos e dois empresários, representantes da Arrows em Santa Catarina.

 

A encrenca vai às manchetes às vésperas de Pavan herdar o governo de Santa Catarina do titular Luiz Henrique (PMDB).

 

Candidato ao Senado, o governador decidiu licenciar-se do cargo para fazer campanha. Marcara sua saída para janeiro.

 

Em entrevista sobre o caso, o superintendente local da PF, Ademar Stocker, disse que há “provas consistentes” de que “houve corrupção”.

 

Afirma chegou a ser feito um pagamento de R$ 100 mil em troca do arquivamento do processo que corria contra a Arrows no fisco.

 

Segundo o delegado Stocker, o malfeito só não foi consumado “porque houve resistência de bons servidores”.

 

O superintendente da PF esquivou-se de mencionar os nomes dos envolvidos (assista a um trecho da entrevista lá no alto).

 

Alegou que o inquérito corre em segredo de Justiça. A investigação foi concluída há dois dias. O relatório final da PF seguiu para o Tribunal de Justiça do Estado.

 

Dali, a pepelada desceu às mãos do procurador-geral de Justiça de Santa Catarina, Gercino Gomes Neto, a quem cabe oferecer ou não denúncia contra os indiciados.

 

Embora a PF tenha sonegado os nomes, eles vazaram. O advogado de Pavan, Claudio Gastão da Rosa Filho, chiou.

 

Ele lamentou por ter tomado conhecimento do indiciamento de seu cliente por meio da imprensa. Lembrou que o caso corre sob segredo judicial.

 

Considerou “muito estranho que essa investigação venha à tona às vésperas de ele [Pavan] assumir o governo”.

 

Em manifestação que fizera antes do indicamento, Pavan dissera: “Estão me fazendo sangrar politicamente”.

 

Ele diz ser inocente. Alega que sempre recebeu empresários, prefeitos e contribuintes que o procuram para pedir encaminhamento de processos.

 

Acha que isso não configura advocacia administrativa. Reconhece que tratou do pedido da Arrows. Porém...

 

Porém, sustenta que se afastou do caso tão logo soube que se tratava de uma empresa punida por sonegação fiscal e adulteração de combustíveis.

 

De resto, Pavan declara: “Não houve fato consumado. A inscrição [da empresa] não foi concedida”.

Escrito por Josias de Souza às 16h23

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Frase de Lula sobre vice espanta Temer e irrita PMDB

  Fotos: Folha
Uma declaração feita por Lula surpreendeu Michel Temer e deixou em polvorosa toda a cúpula do PMDB.

 

O partido mergulhou numa atmosfera de pré-crise.

 

De passagem pelo Maranhão, Lula sugeriu que o PMDB indique três alternativas de candidato a vice-presidente.

 

Submetida à lista, a presidenciável Dilma Rousseff escolha o nome de sua preferência.

 

O comentário ganhou a web. E provocou uma troca instantânea de telefonemas entre os pemedebês que negociam a aliança com o PT.

 

Líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves produziu uma ironia que resume o que vai na alma do sócio majoritário do consórcio governista:

 

“Achamos natural que o PMDB apresente três nomes. Mas vamos aguardar que o PT nos apresente os outros dois, para ver como fica o nosso apoio”.

 

O comentário de Lula soou numa entrevista a duas emissoras de rádio maranhenses. Por ironia, uma delas, a Mirante, pertence à família do grão-pemedebê José Sarney.

 

Lula disse na entrevista que, como maior partido da aliança, o PMDB tem todo o direito de “exigir” a posição de vice. Mas emendou:

 

"O correto não é nem o PMDB impor um nome só. O correto é o PMDB discutir dentro do PMDB, indicar três nomes para a ministra Dilma para que ela possa escolher. Isso é que nem casamento...”

 

“...Quem vai casar com o vice é a candidata, e você não pode empurrar para ela alguém que não tem afinidade com ela porque aí será discórdia total".

 

Presidente da Câmara e fiador do acordo pré-nupcial que o PMDB firmou com o PT, Michel Temer tomou-se de espanto.

 

Temer é apresentado pelo pedaço governista do PMDB como o nome do partido para subir ao altar do lado de Dilma.

 

Em privado, o deputado disse aos companheiros de legenda que pretende procurar Lula. Sentiu-se pessoalmente atingido.

 

Está menos preocupado com a posição de vice, que nunca reivindicou publicamente. Inquieta-o a inconveniência do momento.

 

A frase de Lula chega num instante em que Temer considera-se alvejado por um par de “infâmias”.

 

Foi ao noticiário como beneficiário de um suposto repasse ilegal de verbas feito pela Camargo Corrêa, investigada na Operação Castelo de Areia.

 

Depois, foi citado, junto com outros pemedebês, num dos vídeos do panetonegate. Dessa vez como destinatário de uma fatia do bolo tóxico do DEM-DF.

 

Num instante em que busca reparação judicial pelas ofensas à sua honra, Temer é abalroado pelo comentário de Lula. Daí, sobretudo, o incômodo.

 

Os operadores do PMDB consideram que a frase de Lula é ainda mais "inaceitável" porque não faria justiça ao comportamento de Temer.

 

Diz-se que, além de empenhar-se pela consolidação do acordo PMDB-PT, o deputado evita apresentar-se como vice.

 

De fato, sempre que questionado sobre a matéria, o presidente da Câmara retira do bolso do colete uma resposta padrão:

 

“Vice não é candiato, é circunstancia política", repete Temer. "Depois da consolidação da aliança, será preciso verificar qual o nome que soma mais para a candidata à Presidência”.

 

A julgar pelo teor dos telefonemas trocados na noite passada, o PMDB espera que Lula repare, nas próximas horas, o “estrago” que sua frase produziu.

 

Do contrário, o mal-estar pode descambar para a crise. Na visão do provedor do “noivo” de Dilma, a metáfora do casamento é via de mão dupla.

 

Ouça-se o que disse ao blog um pemedebê com assento no coolegiado que negocia a aliança em torno de Dilma:

 

“Se a noiva pode escolher o pretendente, o noivo também pode exigir ao pai dela que apresente outras filhas porque a escolhida não agradou”.

 

O interlocutor do repórter lembrou que Dilma, levada à vitrine há quase dois anos, ainda não ultrapassou a barreira dos 20% nas pesquisas.

 

De resto, realçou o fato de que o PT protela a resolução de encrencas regionais que conspiram contra a aprovação da aliança na convenção do PMDB, em junho.

 

Menciona as praças onde ardem as principais fogueiras: Bahia, Pará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

 

O conselho de sábios que tenta pôr de pé a aliança pró-Dilma reúne-se pela enésima vez na semana que vem, provavelmente na quarta-feira.

 

Os líderes que representam o PMDB nesse colegiado vão à reunião com o pavio mais curto. Ameaçam explodir caso Lula não ajeite as coisas até lá.

 

Receia-se que Lula esteja interessado em empinar o nome do presidente do BC, Henrique Meirelles, como candidato a companheiro de chapa de Dilma.

 

Um dos pemedebês ouvidos pelo repórter saiu-se com uma metáfora à Romário. Evoca a condição de cristão novo do neo-pemedebê Meirelles.

 

“Ele acabou de entrar no ônibus. Não pode querer sentar na janelinha. O nome do Mierelles não soma um níquel na convenção do PMDB”.

Escrito por Josias de Souza às 04h59

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Na TV, PT vende Dilma e reforça tática do ‘plebiscito’

Foi ao ar na noite passada o programa institucional do PT na televisão. Dez minutos, em horário nobre.

 

Na peça, o partido reforçou sua tática para a sucessão presidencial de 2010. Está escorada em três estacas:

 

1. Grudou-se a imagem de Dilma Rousseff à de Lula.

 

2. Vendeu-se a ministra como coordenadora de todo o ministério, responsável pelos principais programas do governo.

 

3. Carregou-se na comparação da era Lula –voltada para os “mais pobres”— com o ciclo FHC –“elistista”.

 

O petismo adotou integralmente a tática plebistária idealizada por Lula –O “nosso governo” versus o “governo deles”.

 

O programa foi permeado por uma espécie de ping-pong entre Lula e Dilma. O presidente dizia algo e a ministra o segundava.

 

"Presidente, eu penso igual ao senhor”, diz Dilma num trecho. “Tem governo que fez pouco e acha que fez muito. Nós não. A gente fez muito, mas sabe que é preciso fazer muito mais."

 

Na comparação, fez-se questão de associar o PSDB a FHC, citado nominalmente. Um expectador desavisado poderia supor que Dilma vai às urnas contra o ex-presidente.

 

Na comparação com o programa do PSDB, exibido na semana passada (assista aqui), o PT levou nítida vantagem.

 

Fechado com Dilma, o partido de Lula levou à prateleira a única “mercadoria” de que dispõe,

 

Ainda às voltas com uma disputa interna, o PSDB viu-se compelido a dividir o seu tempo igualitariamente entre José Serra e Aécio Neves.

 

Pouco antes de o PT levar o rosto de Dilma à telinha, saiu do forno a última pesquisa do Vox Populi.

 

Serra ainda em primeiro, com 39%. Dilma em segundo, com 17%. Ciro Gomes na terceira posição, com 13%.

A novidade dessa pesquisa chama-se Aécio Neves. Num cenário em que substitui Serra, Aécio amealha 25%. Ciro Gomes, 19%. Dilma, apenas 15%.

 

Noutro cenário, sem Ciro, Aécio volta figurar adiante de Dilma: 29% dele contra 21% dela.

 

 

O PT acha que, depois do programa desta quinta, sua candidata vai tomar o elevador. O tempo se encarrerá de demonstrar se o prestígio de Lula basta para converter desejo em fato.

Escrito por Josias de Souza às 03h29

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: PIB é o pior em 10 anos e mostra recuperação lenta

 

- Folha: PIB do 3º trimestre frustra governo

 

- Estadão: PIB de 1,3% decepciona e ameaça resultado do ano

 

- JB: PF mira sigilo de Arruda

 

- Correio: Arruda deixa o DEM e quer manter governo

 

- Valor: Crescimento reaquece as receitas dos Estados

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Planta da família Arrudas Brasiliensis!

Ique

Via Blique, o blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 02h14

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OAB deve mover ação contra ‘violência’ da PM do DF

  Eugênio Novaes/OAB
O presidente da OAB, Cezar Britto, disse que a seccional da entidade no DF cogita mover ação civil pública contra a Polícia Militar de Brasília.

 

O objetivo é identificar e punir os responsáveis pela violência policial praticada contra manifestantes nesta quarta (9).

 

Montados e a pé, PMs a serviço do governo do DF reprimiram cerca de 2 mil pessoas que pediam o impeachment do governador José Roberto Arruda.

 

Um dos manifestantes, o petista José Ricardo Fonseca, 32, esteve nesta quinta (10) na sede da OAB. Encontrou-se com Cezar Britto.

 

Relatou os excessos que acusa a PM de ter cometido. Considerou-se “humilhado”. Depois do encontro, o presidente da OAB disse:

 

"O exagero de alguns não pode ser respondido com o grave erro da intimidação contra os cidadãos. Não podemos deixar a Constituição ser rasgada".

 

A PM alega que teve de intervir porque os manifestantes anti-Arruda bloqueram o trânsito das avenidas defronte do Palácio do Buriti, sede do governo do DF.

 

Beleza. Mas precisava recorrer à cavalaria, balas de borracha, bombas de gás?

Escrito por Josias de Souza às 21h38

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Lula no Maranhão: ‘Eu quero tirar o povo da merda’

Lula foi à capital maranhense, São Luís. Assinou contratos do programa Minha Casa, Minha Vida.

 

Como de praxe, Lula tinha à sua disposição um palanque e uma platéia. A certa altura, carregou no latim.

 

Disse que, ao celebrar convênios, não tem olhos para o partido do prefeito. Não quer saber se é do ‘PSDB’, do ‘PFL’ ou do ‘PT’.

 

Arrematou: “Eu quero saber se o povo tá na merda e eu quero tirar o povo da merda em que ele se encontra. Esse é o dado concreto".

 

Sabe que era criticado: “Os comentaristas dos grandes jornais vão dizer que o Lula falou um palavrão”.

 

Deu de ombros: “Eu tenho consciência que eles falam mais palavrão do que eu todo dia”.

 

Estimulado pelo presidente, o repórter sente-se à vontade para anotar: Ô discursozinho de merda!

Escrito por Josias de Souza às 20h35

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Procuradores culpam o Judiciário pela 'impunidade'

Lula Marques/Folha

 

“Temos a Suprema Corte mais leniente e complacente do mundo com a bandidagem”. A crítica ao STF foi feita pela procuradora Regional da República Janice Ascari, de São Paulo.

 

Deu-se num seminário promovido pela CGU (Controladoria Geral da União), na USP. Janice ganhou notoriedade nacional pela atuação em processos contra a corrupção.

 

É signatária, por exemplo, da ação que resultou na condenação do juiz Nicolau dos Santso, o Lalau.

 

Noutro evento, realizado em Brasília, Janice foi ecoada por Wagner Gonçalves, vice-procurador-geral da República.

 

Para Wagner, há no Brasil um tipo de “réu intocável” –pessoas que praticam a "corrupção e o tráfico de influência".

 

Gente que, no dizer de Wagner, é “praticamente inatingível”. O procurador realçou um fato que permeia o imaginário do brasileiro.

 

Disse que o sistema carcerário do país está “abarrotado”. Mas não há nas cadeias “praticamente ninguém condenado pelo crime de colarinho branco”.

 

Jancie e Wagner apontam uma causa comum para o fenômeno da impunidade: a maleabilidade do sistema processual brasileiro.

 

Afirmam que os criminosos endinheirados, com bolso para bancar advogados, têm acesso a uma infinidade de recursos. Algo que termina por inviabilizar a condenação.

 

Ouça-se Janice: "O cidadão tem direito à ampla defesa, mas isso não pode significar abuso do direito de defesa como vemos com frequência".

 

Ela acrescenta: "A defesa é ampla, mas não infinita". Wagner enverniza o raciocínio da colega: “O excesso de recursos e o foro privilegiado causam sensação de impunidade”.

 

O seminário em que falou Janice ocorreu na quarta (9). Foi noticiado em texto veiculado na web nesta quinta (10).

 

O evento em que sou a voz de Wagner Gonçalves ocorreu nesta quinta (10). Foi noticiado no sítio da Procuradoria Geral da República.

 

Separados por um intervalo de 48 horas, os dois seminários debateram um tema único: o combate à corrupção. 

No de Brasília, estiveram presentes os mandachuvas de três dos mais importantes órgãos de controle do país.

 

Deram as caras: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel; o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar; e o ministro da CGU, Jorge Hage.

 

A trinca realçou a necessidade de os órgãos reforçaram a ação conjunta contra a corrupção. Gurgel anunciou que o Ministério Público prepara um protocolo para apresentar às demais instâncias.

 

Visa reforçar a cooperação e traçar uma estratégia conjunta de combate às malfeitorias. Inclui propostas de mudanças legais, que dependem do Congresso.

 

“É uma luta comum do Estado brasileiro, que só será vencida se essa união entre as nossas instituições for permanente, praticada a cada dia”, disse Gurgel.

 

O ministro Jorge Hage tentou contemporizar a ausência de condenações judiciais aos corruptos. Disse que não adiante ficar se lamentando.

 

Melhor, segundo ele, tonificar o esforço para impor aos ciminosos sanções administrativas. Pelas contas de Hage, cresceu o número de demissões por improbidade –2.350 agentes públicos federais foram ao meio-fio desde 2003.

 

Realçou a necessidade de impor sanções também aos corruptores. Daí a criação de um cadastro nacional com a lista de empresas punidas, que ficam proibidas de celebrar contratos com o Estado.

 

No encontro da véspera, a procuradora Janice Ascari dissera que o “criminoso que desvia verba pública é mais perigoso que criminoso comum”.

 

Por quê? “Ele está retirando da sociedade uma massa de dinheiro de toda uma comunidade”. Daí a sua aversão à leniência do Judiciário.

 

O subprocurador-geral Wagner Gonçalves discorreu sobre a interface eleitoral da corrupção. Didático, explicou como se processa a perversão:

 

Antes das eleições o empresário procura um candidato que sabe não ser honesto. Propõe financiar-lhe a campanha. O dinheiro borrifado nas arcas do candidato “não sai de graça”, disse Wagner.

 

Terminada a campanha, o empresário-financiador “vai buscar aquilo que gastou” nos contratos que celebra com a administração pública.

 

Com isso, desviam-se recursos que se destinariam à sociedade. “Por isso falta hospital, médico, escola”, disse Wagner.

 

O par de seminários não tem o condão de eliminar a impunidade, fenômeno que infelicita o Brasil desde Cabral. Mas têm o mérito de iluminar o problema.

 

Nesse debate, o Judiciário não fica em posição confortável. Longe disso.

Escrito por Josias de Souza às 18h48

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Arruda perde na Justiça e decide se desligar do DEM

  Valter Campanato/ABr
A ministra Carmén Lúcia, do TSE, indeferiu o mandado de segurança protocolado por José Roberto Arruda.

 

O governador de Brasília pedia a anulação do processo de expulsão aberto contra ele pelo DEM.

 

Derrotado no tribunal, Arruda decidiu antecipar-se à expulsão. Em vez de aguardar pela descida da lâmina, requereu sua desfiliação do DEM.

 

Algo que tornou sem propósito a reunião da Executiva do DEM, marcada para as 8h desta sexta (12). Foi cancelada.

 

Sem partido, Arruda dá adeus ao sonho de candidatar-se à reeleição em 2010. O prazo para a troca de legenda expirou no final de setembro.

 

- Em tempo: Pressionando aqui, você chega à íntegra da comunicação que Arruda fez aos repórteres, sem direito a perguntas.

 

Apertando aqui, você alcança o teor da carta de desfiliação que o governador enviou ao seu ex-partido.

Escrito por Josias de Souza às 17h02

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Abortada a viagem noturna de Zelaya para o México

Efe

Seguidores de Zelaya realizam manifestação defronte da embaixada brasileira

 

Conforme noticiado aqui no final da noite passada, o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, preparava-se para deixar o país.

 

Trocaria o refúgio na embaixada brasileira em Tegucigalpa pela condição de “hóspede de honra” do governo México, presidido por Felipe Calderón.

 

Durante a madrugada desta quinta (10), a negociação descambou para o impasse. E a viagem de Zelaya foi abortada.

 

Deu-se depois de o governo Calderón ter confirmado, em nota, que se dispusera a  atender à solicitação de Zelaya de ser “recebido no México".

 

No Brasil, o Itamaraty chegara a confirmar a iminente saída de Zelaya da casa que serve de sede da embaxada brasileira.

 

O México chegou a enviar um avião para recolher Zelaya, familiares e assessores dele. Mas a aeronave foi desviada para El Salvador.

 

O miolo do impasse é o teor de um documento enviado pelo México ao governo hondurenho.

 

No texto, solicitou-se a emissão de um “salvo conduto” para que Zelaya deixasse Honduras. Porém...

 

Porém, o ofício não esclarece em que condição Zelaya seria recebido no México.

 

O governo de Honduras admite liberar Zelaya, desde que ele viaje para como asilado político. Um status que o deposto resiste em admitir.

 

As negociações prosseguem.

Escrito por Josias de Souza às 06h03

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AGU tenta reaver R$ 1,6 bi desviados por corruptos

Guto Cassiano

 

Em 2009, a AGU (Advocacia Geral da União) protocolou na Justiça 2.763 ações. Em todas elas, cobra nos tribunais a devolução de verbas desviadas do Tesouro.

 

As ações somam R$ 1,689 bilhão. Recursos perdidos nos desvãos da corrupção. O grosso dos processos envolve servidores e empregados públicos (35%).

 

Na sequencia, empresários (17%) e empresas (13%). No balanço que levou à web, a CGU se exime de mencionar os nomes dos réus.

 

A maioria das ações (1.500) decorre de condenações promovidas pelo TCU. O mesmo TCU que Lula e seu governo fustigam e tentam esvaziar.

 

Nesse lote, os prefeitos figuram como recordistas da malversação. Ex-prefeitos figuram como réus em 620 ações. Prefeitos no exercício do mandato são acionados em 107 processos.

 

O TCU também condenou 65 diretores, chefes e presidentes de órgãos e empresas públicas. Desgraçadamente, a corrupção é maior nas regiões mais pobres do país.

 

Mais da metade das ações (53%) referem-se à corrupção praticada nos pedaços do mapa do Brasil com menor IDH (Indice de Desenvolvimento Humano).

 

Segundo a CGU, “o Maranhão é campeão nesse tipo de ação (183), seguido pelos Estados da Bahia (165); Minas (160); Rio (106) e Rio Grande do Norte (90).

 

Não há, por ora, vestígio de dinheiro que tenha retornado às arcas da Viúva.

 

- PS.: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 05h34

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Delúbio virou ‘agente informal’ de programas de Lula

Alan Marques/Folha
Delúbio Soares tornou-se um festejado palestrante no interior de Goiás. Virou uma espécie de ‘agente informal’ dos programas sociais de Lula.

 

Só nesta semana, o ex-gestor das arcas do PT proferiu duas palestras. Uma no município de Varjão. Outra, em Buriti Alegre, sua cidade natal.

 

Em ambas, ofereceu-se para ajudar os prefeitos a obter verbas federais. O par de encontros foi organizado pelas prefeituras locais.

 

São eventos preparatórios para uma conferência que vai acontecer em Brasília. Chama-se 4ª Conferência Nacional das Cidades.

 

Uma iniciativa do Ministério das Cidades. Ocorrerá entre 24 e 28 de maio de 2010. Visa alinhavar a “Política Nacional de Desenvolvimento Urbano”.

 

Expulso do PT por conta das verbas não contabilizadas do mensalão de 2005, Delúbio continua fazendo política.

 

Parece enfronhado nos meandros da gestão Lula. Ele próprio se incumbe de alerdear seus conhecimentos.

 

O ex-tesoureiro petissta se vale de um microblog e de um blog de nome sugestivo: “Companheiro Delúbio”.

 

“Impressionante o nível de politização e de informação do povo goiano”, anotou Delúbio em mensagem veiculada na última segunda (7), no microblog.

 

”Hoje, em Varjão, pude sentir isso e fiquei extremamente feliz”, ele completou.

 

No dia seguinte, a passaem de Delúbio por Varjão, cidade dirigida pelo prefeito Eustáquio Ricardo de Souza (PMDB), foi esmiuçada no blog.

 

Diz o texto: “Como palestrante convidado da conferência [de Varjão], Delúbio falou sobre os programas sociais do governo federal...”

 

Programas “...como o Minha, Casa Minha Vida”. Discorreu “sobre a importância da elaboração de projetos bem feitos para a captação de recursos”.

 

Reproduziram-se frases pronunciadas na palestra do ex-tesoureiro do PT: “É preciso que o prefeito faça um projeto bem estruturado...”

 

“...O próprio governo federal tem técnicos capacitados para auxiliar na elaboração desses projetos, diminuindo a burocracia e dando mais rapidez em sua aprovação”.

 

A alturas tantas, o texto realça que Delúbio “se colocou à disposição do município em Brasília”. Não esclarece nem como nem de que forma.

 

Na terça (8), Delúbio escreveu no microblog: “Em Buriti Alegre (GO), palestra sobre políticas urbanas e rumos do desenvolvimento sustentável...”

 

“...Público atento, debate dos mais produtivos”. Nesta quarta (9), em nova mensagem, ofereceu aos seus 1.254 seguidores na web:

 

“Imagens e notícias da I Conferência das Cidades em Buriti Alegre (GO), onde fui palestrante. Forte paricipação popular”.

 

Segue-se um link que remete o navegante para o blog “Companheiro Delúbio”. Ali, um alentado texto sobre a conferência companheira.

 

A peça anota: “O encontro reuniu representantes dos poderes Executivo, Legislativo, dos movimentos populares, entidades de classe...”

 

“...Empresários, ONGs, instituições de ensino e demais setores”. Discutiram-se as “diretrizes para os próximos anos no Município”.

 

Informa-se que, na avaliação do prefeito João Alfredo (PT), “um dos maiores gargalos de Buriti Alegre é o setor de habitação”.

 

Segue o texto: “Delúbio Soares explicou que, seguindo as diretrizes traçadas em Brasília...”

 

“...Os delegados eleitos em Buriti Alegre vão discutir na 4ª Conferência Nacional das Cidades [...] sobre três eixos da política urbana: mobilidade, saneamento ambiental e habitação”.

 

Delúbio ensinou: “A intenção principal é combater a desigualdade social, abrindo espaços e ampliando o acesso da população aos serviços públicos e privados”.

 

Segundo a notícia, “Delúbio Soares também falou sobre os programas sociais do governo Lula e se dispôs a ajudar os prefeitos em seus pleitos em Brasília”.

 

Em setembro passado, Delúbio tentara retornar ao PT. Pretendia candidatar-se a deputado federal pela legenda, em 2010.

 

Um pedaço do partido abriu os baços para Delúbio. Mas a direção nacional considerou prematuro o seu retorno. E o ex-parceiro de Marcos Valério recuou.

 

Manteve viva, porém, sua militância. O entusiasmo pelo governo Lula salta das mensagens do microblog.

 

Na terça (8), Delúbio escreveu: “Andando pelo interior de Goiás e ouvindo o povo se comprova os merecidos 83% de aprovação do presidente Lula...”

 

Na quarta (9), reproduziu uma frase que Dilma Rousseff pronunciara nas festividades dos 30 anos do PT:

 

"O presidente Lula nos ensinou o caminho e continuar seu governo vai significar sempre avançar".

 

Delúbio põe a cabeça de fora num instante em que ardem no noticiário o DEMensalão e os panetone$ do governador 'demo' José Roberto Arruda.

 

Sua mobilidade coincide com o retorno ao diretório nacional do PT de expoentes do mensalão de 2005. Entre eles o ex-ministro José Dirceu.

 

De resto, fica no ar uma eterna dúvida: De onde Delúbio retira o dinheiro que enche sua geladeira?

Escrito por Josias de Souza às 04h42

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Após mensalão do DEM, Lula propõe rigor anticorrupção

 

- Folha: Governo amplia crédito e isenção fiscal

 

- Estadão: Após mensalão do DEM, Lula pede rigor contra corrupção

 

- JB: Corrupção: Governo requenta projeto da oposição

 

- Correio: Praça de guerra no Buriti

 

- Valor: Mercado interno promove fusões e atrai investimento

 

- Jornal do Commercio: Aposentado terá 2,5% de aumento real

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

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Veja bem, sou inocen..glup..Blou...Ouou..OoO..oOoOo!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 02h42

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Arruda recorre ao TSE para deter a expulsão do DEM

Nas ruas de Brasília, PM reprime protesto de estudantes

 

Lula Marques/Folha

 

Prestes a ser expurgado dos quadros do DEM, José Roberto Arruda recorreu ao TSE. Protocolou um mandado de segurança. Em essência, formulou dois pedidos.

 

Pediu que que lhe seja concedida liminar suspendendo imediatamente o processo de expulsão aberto contra ele na Executiva nacional do partido.

 

Nesse pedaço da petição, o governador de Brasília tenta cancelar a reunião da Executiva ‘demo’, agendada para esta sexta (11).

 

Requereu, de resto, que, ao analisar o mérito do seu mandado de segurança, o tribunal cancele definiticamente o processo de expulsão.

 

Horas antes de Arruda bater às portas do tribunal, cerca de 2.000 pessoas foram à praça defronte do Palácio do Buriti, a sede do governo do DF.

 

A PM da Capital mandou ao local cerca de 400 homens. No início, limitaram-se a monitorar os manifestantes, a maioria estudantes.

 

Súbito, parte dos manifestantes decidiu bloquear uma das duas avenidas assentadas defronte do palácio. A polícia interveio, para liberar a via.

 

O grupo bloqueou, então, a segunda avenida. Sobreveio o quebra-pau. PMs a cavalo trotaram na direção do grupo. Usaram e abusaram dos cassetetes.

 

PMs a pé dispararam balas de borracha. Lançaram bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e gás pimenta.

 

A refrega produziu oito feridos. Três pessoas foram detidas. Após alguma resistência, os manifestantes foram dispersados.

 

Emparedado pelo partido e acossado pela estudantada, Arruda viou-se compelido a buscar refúgio na Justiça Eleitoral.

 

Abaixo, as alegações esgrimidas pelo governador no mandado de segurança:

 

1. Arruda se apresenta. Diz que se filiou ao DEM em 26 de setembro de 2001. Realça que é, hoje, o único governador da legenda.

 

2. Argumenta que o DEM tenta expulsá-lo sumariamente, sem direito de defesa.

 

3. Questiona, por exíguo, o prazo de oito dias que lhe foi concedido para a apresnetação de defesa. Diz que o processo baseia-se em notícias de jornal.

 

4. Anota que a Executiva nacional não é o foro adequado para a análise de representação contra ele.

 

5. Sustenta a tese segundo a qual o processo deveria tramitar no diretório regional do Distrito Federal.

 

6. Afirma que a concessão de liminar suspendendo o processo se justifica em função do risco de desfiliação iminente.

 

7. De resto, Arruda pede que, no mérito, o TSE anule integralmente o processo disciplinar que corre contra ele.

 

8. O processo foi à mesa de Carmén Lucia. É tida no TSE como uma ministra linha dura. Deve se pronunciar sobre o pedido de liminar ainda nesta quinta (10).

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Jornal de Honduras diz que Zelaya vai para o México

  Edgard Garrido/Reuters
O diário hondurenho El Heraldo informa: Manuel Zelaya viaja, “nas próximas horas”, para o México.

 

Segundo o jornal, o presidente deposto de Honduras deixará a embaixada brasileira em Tecucigalpa munido de um “salvo conduto”.

 

Significa dizer que Zelaya voará para o México com o assentimento do governo que o depôs.

 

Um avião da Força Aérea mexicana teria sido autorizado a pousar em Tegucigalpa.

 

O jornal atribui a “fontes confiáveis”. Em Brasília, o Itamaraty confirma, por ora extra-oficialmente, que Zelaya negocia a ida para o México.

 

Junto com ele, seguriam a mulher, dois filhos e um par de assessores.

 

Deposto em 28 de junho, Zelaya retornara a Honduras há três meses e meio, em operação clandestina urdida pelo presidente venezuelano Hugo Chávez.

 

Desde então, Zelaya é "hóspede" da embaixada do Brasil. Na semana passada, o Congresso de Honduras decidiu que Zelaya não retornará ao poder. 

Escrito por Josias de Souza às 23h59

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Soldado de Renan preside CPI do MST; petista relata

Valter Campanato/ABr

 

Instalou-se nesta quarta (9) a CPI do MST. Será comandada pela dobradinha PMDB-PT.

 

Na presidência, Almeida Lima (PMDB-SE), soldado do líder pemedebê no Senado, Renan Calheiros (AL).

 

Na relatoria, Jilmar Tatto (PT-SP), indicado pelo líder petê na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP).

 

Proposta pela oposição, a CPI visa iluminar as ramificações que ligam as arcas do MST aos cofres da Viúva.

 

A comissão começa a funcionar num instante em que o Congresso se prepara para um apagão legislativo. O recesso começa no dia 23.

 

Assim, a CPI só “trabalhar” no ano eleitoral de 2010. Desde logo, o relator Tatto, sem muito tato, leva a faca aos dentes:

 

“O objeto [da CPI] fala de irregularidades no campo, tanto dos sem-terra quanto dos ruralistas. Vale tudo...”

 

“...É evidente que o outro lado vai querer apresentar requerimento para se convocar a CNA, por isso o ideal é não politizar a CPI".

 

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura) é presidida pela senadora Kátia Abreu (DEM-TO). Vem a ser uma das autoras do pedido de CPI.

Escrito por Josias de Souza às 19h54

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José Serra reapareceu: ‘Felizmente parou de chover’

  Folha
Depois do chá de sumiço que tomara na véspera, José Serra voltou a dar as caras no seu microblog.

 

Contou: “Ainda estava acordado, na madrugada passada, quando começou a chover em São Paulo. Acionei a Defesa Civil, que fica aqui no palácio”.

 

Lamentou: “Foi a chuva mais intensa em um dia na Capital, desde março de 2006. Em 15 horas, choveu quase 40% do volume previsto para todo o mês de dezembro”.

 

Contabilizou: “Nos oito primeiros dias de dezembro, choveu 143,1 mm, o que equivale a dois terços do previsto para todo o mês”.

 

Escavou: “Em 11 anos, o governo de São Paulo fez 45 piscinões, com capacidade para reter 8 milhões de m³ de água”.

 

Deslizou: “Em 2006, concluiu o aprofundamento da calha do Tietê. Desde então, esta é a segunda vez que o rio transborda”.

 

Por fim, festejou: “Felizmente, parou de chover”.

 

É, a chuva se foi. Mas ela volta. Implacável, ela sempre volta.

 

- Em tempo: Subiu de seis para oito o número de mortos em São Paulo. Morreram de chuva e descaso. 

Escrito por Josias de Souza às 19h13

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PT de Minas, que já estava rachado, quebrou em dois

  Fotos:Hoje Em Dia e Folha
Resultou em cizânia o processo de eleição interna do PT de Minas Gerais.

 

Gleber Naime, um dos candidatos à presidência do diretório local, rodou a baiana.

 

Em carta ao diretório nacional do PT, Gleber pede “intervenção” em Minas.

 

Acusa o contendor, Reginaldo Lopes, de patrocinar “irregularidades”.

 

O pano de fundo da querela envolve dois personagens mais graúdos.

 

Por trás de Gleber, o ministro do Bolsa Família, Patrus Ananias.

 

Na retaguarda de Reginaldo, o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel.

 

Patrus e Pimentel disputam a vaga de candidato do PT ao governo mineiro.

 

Prevalecerá aquele que demonstrar que traz no bolso a maioria do diretório.

 

Reginaldo, o candidato de Pimentel, cantara vitória com a apuração pelo meio.

 

Daí a revolta de Gleber, homem de Patrus. A contagem das urnas está suspensa.

 

Na carta ao diretório nacional (íntegra aqui), Gleber anota:

 

"Considerando que estão quebradas as relações de confiança mútuas entre os dirigentes estaduais...”

 

Considerando “...que nem mesmo persiste um clima de urbanidade básico, para o tratamento de diferenças...”

 

“...Informamos que nos afastamos, em caráter irreversível, do processo de apurações...”

 

Informamos “...que não reconheceremos qualquer resultado proclamado por apoiadores de Reginaldo, useiros e vezeiros em se antecipar às apurações oficiais".

 

Como se fosse pouco, o PT mineiro compõe outro contencioso.

 

O PMDB, que vai às urnas com a candidatura do ministro Hélio Costa (Comunicações) cobra solidariedade do petismo.

 

Reivindica que nem Pimentel nem Patrus disputem o governo. Quer que o PT apóie Hélio Costa.

 

Em ambiente de absoluta concórdia, já seria difícil ao PT atender aos anseios do PMDB.

 

Sob atmosfera de guerra a coisa fica ainda mais complicada.

Escrito por Josias de Souza às 18h23

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Proposta de Lula torna a corrupção ‘crime hediondo’

Lula remeteu ao Congresso um novo projeto de lei. Sugere o seguinte:

 

A corrupção, quando cometida por autoridades graúdas, vira crime hediondo.

 

Com isso, elevam-se as penas impostas aos criminosos.

 

O anúncio foi feito em cerimônia realizada no Planalto.

 

Coisa convocada a pretexto de celebrar o Dia Internacional de Combate à Corrupção.

 

Ah, a corrupção! Quantas leis já foram aprovadas em seu nome?

 

Lula se mexe guiado pelo oportunismo. Age nas pegadas do panetonegate.

 

O problema é que, no Brasil, o ‘cumpra-se a lei’ já virou, faz algum tempo, ‘compra-se a lei’.

 

O ‘dura Lex, sed lex’ (a lei é dura, mas é a lei) virou ‘dura lex, sed latex’ (é dura para os pobres, mas estica para os ricos).

 

Se a corrupção permanece impune sob leis mais brandas, imagine-se o esconde-esconde que irá decorrer do aperto da legislação.

 

Não faltam novas leis. O que falta é aplicar as leis que já existem.

 

De resto, tomado pelas companhias, Lula não merece crédito nessa matéria.

 

Se fosse vivo, Bussunda desdenharia: Fala sério!

Escrito por Josias de Souza às 17h39

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PF liga Arruda também à ‘Operação Castelo de Areia’

Elza Fiúza/ABr

 

Dois escândalos políticos ardem no noticiário. Num deles, o panetonegate, José Roberto Arruda é protagonista.

 

Noutro, o castelo de areia da Camargo Corrêa, o governador do DF passa a figurar como coadjuvante.

 

Descobriu-se que o nome de Arruda consta de planilha apreendida pela Polícia Federal na casa de um executivo da construtura.

 

O documento é peça central do inquérito que perscruta obras públicas tocadas pela empreteira.

 

Associa canteiros de obras da Camargo Corrêa a doações que a empresa teria feito a políticos por baixo da mesa.

 

Em notícia levada às páginas do Estadão, o repórter Fausto Macedo conta o seguinte:

 

1. A folha de número 54 da planilha anota, sob o título "diversos", nove registros de pagamentos feitos pela Camargo Corrêa.

 

2. Os repasses foram grafados em moeda norte-americana: US$ 928,7 mil no total.

 

3. Dos nove apontamentos oito referem-se a verbas supostamente borrifadas nas arcas de "campanhas políticas" de Brasília, São Paulo e Bahia.

4. Uma das anotações da planilha traz a data de 8 de setembro de 1998. A seguir, a inscrição "camp. política Brasília-Arruda".

 

5. Adiante do sobrenome do governador ‘demo’ de Brasília, o valor da doação: US$ 80.496. A planilha faz a conversão para reais: R$ 103.840.

 

6. Nos dias 14 de setembro e 13 de novembro de 1998, mais dois apontamentos. O destionatário é, de novo, “Arruda”. No primeiro, US$ 157.790 (R$ 205.127). No segundo US$ 399.360 (R$ 499,2 mil).

 

7. Tudo somado, Arruda teria se servido, em 1998, de US$ 637,6 mil em "panetone$" da Camargo Corrêa. Naquele ano, ele disputou, sem sucesso, o governo do DF.

 

Procurado, Arruda mandou a assessoria dizer que não se lembra de doações da Camargo Corrêa à campanha de 98. Se ocorreram, acrescentou, estão registradas e não vieram em dólares.

 

A construtora se diz estarrecida com os vazamentos de dados do inquérito. Reitera o caráter legal das doações que faz a políticos.

 

A planilha em que o nome do governador é mencionado foi recolhida numa batida policial na casa de Pietro Bianchi.

 

Vem a ser um dos executivos da empreiteira que se encontram sob investigação na Operação Castelo de Areia.

 

Para a PF, o documento atribuído a Bianchi sugere a existência de um caixa paralelo na Camargo Corrêa.

 

Por essa caixa registradora clandestina passariam as verbas repassadas à sombra para mais de 200 políticos e autoridades.

 

O documento já foi remetido pelo Ministério Público Federal de São Paulo à Procuradoria-Geral da República, em Brasília.

 

Cabe ao procurador-geral Roberto Gurgel requerer, se achar que é o caso, o aprofundamento de investigações contra pessoas que dispõem do chamado privilégio de foro.

 

No caso de Arruda, o foro é o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ali já corre o inquérito do panetonegate, também chamado de mensalão do DEM.

 

Confirmando-se as novas suspeitas, Arruda passa a frequentar não um, mas dois escândalos.

 

A unir as duas encrencas, o mesmo relacionamento promíscuo de políticos com empresas que transacionam com o poder público.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

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Chuvas de São Paulo silenciam o microblog de Serra

Jorge Araújo/Folha

 

O microblog do governador tucano José Serra é, hoje, um dos mais prestigiados recantos da web.

 

Serra contabiliza 146,9 mil seguidores. Cutiva-os com disciplina. Atualiza suas mensagens com periodicidade diária.

 

Noctívago, o governador por vezes gasta nacos de sua madrugada para responder às mensagens que lhe chegam pelo cristal líquido.

 

Pois bem. Na noite desta terça (8), Serra tomou chá de sumiço. Não deu as caras no microblog. Coisa rara. Raríssima.

 

Até a madrugada desta quarta (9), a última mensagem do governador era um “boa noite a todos”, veiculado na segunda, dia 7.

 

O repórter visitou Serra várias vezes na noite de terça. Tentou encontrá-lo na madrugada. E nada.

 

Ns pegadas do temporal que inundou São Paulo de caos, Serra tomou chá de sumiço. Pena. Havia muito a ser comentado.

 

Caiu sobre a cidade o segundo maior temporal em dez anos. Uma uma centena de pontos de alagamento. Seis mortos. Um desaparecido.

 

Afora o azedume de São Pedro, contribuiu para tonificar a encrenca o defeito numa bomba que desvia águas do Rio Pinheiros para a represa Billings.

 

Coisa feita justamente para conter os efeitos de enchentes. Em manifestação fugaz, Serra admitiu a falha no equipamento, cuja manutenção está a cargo do Estado.

 

No final da tarde, o governador voou para Brasília. Aguardava-o uma homenagem do Grupamento de Fuzileiros Navais. Não voltou a falar de enchentes.

 

Dias atrás, Serra fizera outra visita noturna a Brasília. Passara pelo apartamento do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que servia um jantar de aniversário.

 

Nem por isso o governador deixara de reabastecer o seu microblog. Na noite passada, porém, só o silêncio.

 

Entre as mensagens antigas, uma música que um dos seguidores dedicara ao governador na noite de segunda.

 

Serra encaminhou seus leitores para um soberbo Paulinho da Viola, cantando Nervos de Aço, de Lupicínio Rodrigues.

 

Alusão velada ao comentário que fizera sobre a disputa travada com Aécio Neves pela vaga de presidenciável tucano. Serra dissera ter nervos de aço.

 

Mais abaixo, em mensagem de domingo (6), o microblog do governador faz a alusão a uma poesia. O link conduz a Vinícius.

 

Eis a primeira estrofe: “De manhã escureço/De dia tardo/De tarde anoiteço/De noite ardo”.

 

Na noite passada, Serra não ardeu. Ou, por outra, se arrostou ardores foi longe da web. Seu silêncio soou ensurdecedor.

 

Pior para Gilberto Kassab. Herdeiro da cadeira do ex-prefeito Serra, o ‘demo’ teve de explicar-se sozinho.

 

Kassab enxergou algo de “positivo” sob as águas. Não acredita? Pois ouça o raciocínio do prefeito:

 

“O que há de positivo nessa chuva é que, mesmo com essa intensidade de água, o Aricanduva e o Pirajussara não transbordaram...”

 

“Desta vez, as obras suportaram bem a intensidade da chuva". Então, tá! Lavre-se a ata. E não se fala mais nisso.

 

André Vicente/Folha

Escrito por Josias de Souza às 04h11

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PT critica mensalão alheio e festeja seus mensaleiros

Angeli

 

A corrupção, como se sabe, acontece em várias regiões do mundo. Quase todas no Brasil.

 

Uma característica interessante da corrupção brasileira se observa nos partidos políticos.

 

O corrupto está sempre nas outras legendas. A confirmação da tese veio numa nota do PT.

 

Reunido em Brasília, o diretório nacional do partido de Lula divulgou um texto no qual discorre sobre a conjuntura.

 

A auturas tantas, o petismo anota que o panetonegate “coloca por terra o discurso hipócrita dos falsos vestais do DEM”.

 

Classifica o mensalão ‘demo’ do governador Arruda de “reprise ainda mais chocante dos escândalos do PSDB de Yeda Crusius e de [Eduardo] Azeredo”.

 

Não há na nota do diretório do PT vestígio de menção ao mensalão do PT. É como se não tivesse existido.

 

A nota foi divugada no início da noite desta terça (8). Horas depois, a nata do petismo reuniu-se numa casa de festas brasiliense.

 

O PT abriu, num jantar, os festejos de seu aniversário de 30 anos. O ponto alto do repasto foi uma homenagem aos ex-presidentes da legenda.

 

Entre os homenageados, dois réus da ação penal que apura, no STF, as estripulias da “quadrilha” dos 40: José Dirceu e José Genoino.

 

Vale a pena ouvir Dirceu, o “chefe da quadrilha”, segundo a definição da peça acusatória do Ministério Público:

 

"O eleitorado sabe distinguir o que é um erro do partido, o que é caixa dois, e o que é corrupção”, disse Dirceu.

 

“O eleitorado sabe que nenhum petista enriqueceu. O PT não desviou recurso público...”

 

“...O eleitorado sabe que não houve mensalão. O eleitorado não julga um partido por causa de um erro, mas por toda sua contribuição".

 

Beleza. O mensalão dos outros é corrupção. O mensalão do PT é um “erro”. Ou, por outra, o mensalão do PT “não houve”. O eleitorado é bobo.

 

Ouça-se agora a presidenciável petista Dilma Rousseff, outra estrela da noite: "Eu olho essa questão [do DEMensalão] com cautela...”

 

“...A acredito que ela compromete o DEM. Não tenho como fazer essa suposição [de que PSDB também pode sair prejudicado]".

 

Destoando de Lula, a ministra-candidata considerou "estarrecedoras" as imagens que exibiram políticos brasilienses enfiando panetone$ nas meias e na cueca.

 

Ecoando Dirceu, Dilma disse que o mensalão do DEM é coisa diferente do mensalão do PT.

 

Por quê? No processo que envolve os petistas, disse ela, não há "provas contundentes".

 

Ora, a denúncia da Procuradoria foi recebida no Supremo em decisão acachapante. O voto do relator Joaquim Barbosa obtve aprovação unânime.

 

Decerto Dilma lamenta que tenha faltado a Marcos Valério a câmera de vídeo que fez a festa do delator Durval Barbosa.

 

Curiosa a cena brasileira. A corrupção generalizou-se de tal maneira que, logo logo, vai aparecer político reclamando de ser considerado incorruptível.

 

Na propinocracia brasileira, quase não há partidos com autoridade para desfraldar a bandeira da ética.

 

Acabar com a corrupção é, hoje, objetivo primordial de todas as legendas que ainda não tiveram a ventura de chegar ao poder.

Escrito por Josias de Souza às 02h14

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Chuva mata 6 e leva caos a São Paulo

 

- Folha: Chuva alaga marginais e isola São Paulo

 

- Estadão: Chuva paralisa SP e mata seis

 

- JB: O país no rumo da bolha

 

- Correio: Câmara aceita pedidos, mas só vota em 2010

 

- Valor: Nova lei de falência já salva empresas e cria empregos

 

- Estado de Minas: O paraíso dos importadores

 

- Jornal do Commercio: Obra deixa 350 mil pessoas sem água

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Aquecimento roubal!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

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Policia de Arruda retira turma anti-Arruda da Câmara

Escrito por Josias de Souza às 00h18

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ONG diz que polícias do RJ e SP 'executam' pessoas

Human Rithts/Divulgação

 

A Human Rights Watch divulgou nesta terça (8) um relatório sobre a ação das polícias do Rio e de São Paulo.

 

Chama-se “Força Letal: Violência Policial e Seruança Pública no Rio de Janeiro e em são Paulo”. Pode ser lido aqui.

 

Em 134 páginas, o texto esquadrinha 51 casos de disparos letais feitos por policiais. Têm algo em comum.

 

Em todos eles, a polícia justificou a morte com a alegação de que houve resistência à voz de prisão, seguida de tiroteio.

 

Segundo a Human Rights, porém, nem todas as mortes foram motivadas por legítima defesa. Em muitos deles houve “execuções extrajudiciais”.

 

A ONG sustenta em seu relatório que obteve “provas críveis” que contradizem, nos 51 casos que perscrutou, a alegação de “resistência”.

 

Para exemplificar, anota: “Em 33 casos, provas forenses não eram aparentemente compatíveis com as versões oficiais sobre o ocorrido...”

 

Menciona “17 casos nos quais os laudos necroscópicos demonstram que a polícia atirou nas vítimas à queima roupa”.

 

Anota que as cinco dezenas de casos não representam a totalidade de “possíveis execuções”. Apenas indicam a existência de “um problema mais amplo”.

 

Vão abaixo algumas das informações empilhadas no documento:

 

1. Juntas, as polícias do Rio e de São Paulo juntas matam mais do que 1.000 pessoas por ano em “supostos confrontos”.

 

2. Desde 2003, as polícias dos dois Estados mataram mais de 11 mil pessoas.

 

3. Os homicídios cometidos pela polícia do Rio atingiram o “recorde” em 2007: 1.330 mortes.

 

4. Em São Paulo, a polícia mata menos. Nos últimos cinco anos, os homicídios somaram 2.176. O relatório compara São Paulo à África do Sul.

 

5. O número de mortes registrado em São Paulo (2.176), diz o texto, é “maior do que as mortes cometidas por policiais em toda a África do Sul (1.623) no mesmo período de cinco anos’.

 

6. O Comando de Policiamento de Choque da PM de São Paulo “matou 305 pessoas no período de 2004 a 2008”. Produziram-se “apenas 20 feridos”.

 

7. Em todos esses supostos "tiroteios", a polícia sofreu um óbito.

 

8. No Rio, a PM atua em dez áreas, cada uma sob responsabilidade de um batalhão. Em 2008, PMs mataram nessas áreas 825 pessoas por “resistência”. Entre os policiais, morreram 12.

 

9. Também em 2008, a polícia do Rio matou uma pessoa para cada 23 que prendeu. Em São Paulo, prederam-se 348 para cada vítima fatal.

 

10. Nesse ponto, faz-se uma comparação com os EUA. Ali, prederam-se mais de 37 mil pessoas para cada pessoa morta em 2008.

 

11. A Human Rights acrescenta que as execuções extrajudiciais feitas por policiais resultam em impunidade. Seus autores “raramente” são punidos.

 

12. Por quê? A causa principal dessa “falha crônica” é o fato de que a Justiça depende “quase que inteiramente” de investigações feitas pela própria polícia.

 

13. O relatório conclui que “policiais frequentemente tomam medidas para acobertar a natureza real dos homicídios” depois da suposta "resistência".

 

14. Afora as mortes praticadas no período regular de trabalho, diz a ONG, “policiais matam mais centenas [de pessoas] enquanto atuam fora do expediente”.

 

15. “Frequentemente” matam como “membros de milícias, no Rio, e em grupos de extermínio, em São Paulo”.

 

16. A Human Rights faz uma série de “recomendações” às autoridades do Rio e de São Paulo.

 

17. Eis a principal recomendação: “Criação de unidades especializadas dentro dos Ministérios Públicos Estaduais, para investigar homicídios após ‘resistência’ e garantir que os policiais responsáveis por execuções extrajudiciais sejam responsabilizados criminalmente”.

 

18. Outra sugestão: Exigir que os policiais notifiquem o Ministério Público sobre homicídios após "resistência" imediatamente após o ocorrido.

 

19. Mais: Fixar procedimentos rigorosos “para a preservação da cena do crime”. Para quê? Para impedir que “policiais realizem falsos ‘socorros’ e outras técnicas de acobertamento”.

Escrito por Josias de Souza às 21h04

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Lula já fala até pelo Senado: Venezuela passa na 4ª

  Ricardo Stuckert/PR
O Executivo, como se sabe, manda e desmanda no Legislativo.

 

O Congresso é, por assim dizer, um anexo do Planalto.

 

Um frequentador do plenários da Câmara ou do Senado não precisa pensar.

 

Basta que exiba expressão de pensador. O governo pensa por ele.

 

Nesta terça (8), uma novidade: Lula começou a falar pelo Congresso. Deu-se em Montevidéu.

 

Realiza-se ali uma cúpula do Mercosul. Presente, Lula disse aos colegas que o Senado brasileiro aprovará o ingresso da Venezuela no bloco.

 

Mais: assegurou que a aprovação, protelada há mais de um mês, ocorrerá nesta quarta-feira (9).

 

Do jeito que a coisa caminha, basta que senadores e deputados fiquem agachados para que a platéia os considere políticos de grande altivez.

Escrito por Josias de Souza às 19h46

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Para Gilmar, impunidade motiva malfeitos na política

  Moacyr Lopes Jr./Folha
O presidente do STF, Gilmar Mendes, teve nesta terça (8) um encontro com os holofotes. Deu-se em evento promovido pelo Conselho Nacional de Justiça.

 

Perguntaram-lhe se não acha que a impunidade tonifica os malfeitos que conspurcam a política. E ele: "Sem dúvida nenhuma, esse é um dos fatores”.

 

Gilmar rodopiou ao redor do tema: “No quadro político tem havido punição, abertura de processos, reação e mudanças no sistema...”

 

“...Nós estamos em um processo democrático que recomeçou há 21 anos, com a Constituição de 1988”.

 

Finalmente, foi ao ponto: “Sem dúvida nenhuma nós temos que discutir isso e apertar os critérios contra a impunidade. A Justiça deve ser severa".

 

Depois, perdeu-se no lero-lero: "Eu mesmo estou convencido da necessidade de que nós introduzamos outras modificações...”

 

“...Por exemplo, podemos discutir o financiamento público de campanha que torna totalmente legal o dinheiro particular nesse modelo".

 

Nesse ponto, o ministro como que legitima a desconversa que permeia o discurso da banda cuequeira da política.

 

Um papo-furado que acomoda todos os panetone$ nas arcas eleitorais. E faz supor que, ajustando-se a legislação, as meias e as cuecas sairão de cena. Bobagem.

 

Pode-se concordar ou discordar do financiamento eleitoral público. Só não vale ser ingênuo.

 

O que evita as cenas deploráveis de Brasília é a aplicação da lei, não a mudança dela. Dito de outro modo: a coisa é de confisco de bens e de cadeia, não de legislação.

 

Vale a pena repetir Gilmar Mendes no ponto em que ele merece ser tomado a sério:

 

“Sem dúvida nenhuma nós temos que discutir isso e apertar os critérios contra a impunidade. A Justiça deve ser severa".

 

A julgar pelo que disse na sequência, Gilmar acha que nem tudo está perdido. Lembrou que, em 2009, dois governadores perderam o mandato.

 

Referia-se a Jackson Lago (PDT), do Maranhão, e Cássio Cunha Lima (PSDB), da Paraíba. Ambos tiveram os mandatos passados na lâmina pelo TSE.

 

"Isso não é pouco. Isso tem algum significado. É preciso discutir isso", Gilmar realçou.

 

Pode-se discutir o que já foi feito, como sugere o presidente do Supremo. Pode-se também debater o que falta fazer.

 

Tome-se o caso do STF. Não há vestígio de condenação que o tribunal tenha imposto a políticos submetidos ao seu crivo.

 

Já não se pode falar em mensalão sem mencionar o sobrenome do escândalo. Há o mensalão do PSDB de Minas, o mensalão do PT, o mensalão do DEM...

 

Recorde-se, por oportuno, que Eduardo Azeredo não seria réu se prevalecesse a posição de Gilmar Mendes.

 

No julgamento da semana passada, o presidente do STF votou contra o recebimento da denúncia do tucanoduto mineiro.

 

Houve crime. Os autos atestam que verbas públicas foram borrifadas nas arcas eleitorais do grão-tucano.

 

Mas Gilmar perfilou-se entre os que não enxergaram indícios de envolvimento direto de Azeredo.

 

Assim fica fácil. O sujeito se candidata ao governo de um Estado, o malfeito pulula à sua volta e, pilhado, recorre ao bordão da moda: “Eu não sabia”.

 

Por sorte, a posição de Gilmar foi minoritária nesse caso. Prevaleceu, porém, noutro julgamento rumoroso –aquele que cuidava de Antonio Palocci.

 

Nesse caso, Gilmar atuou como relator. A despeito de todas as evidências, votou pela inexistência de provas de que Palocci ordenara a violação do sigilo do caseiro.

 

Discutia-se a mera aceitação da denúncia do Ministério Público. Nessa fase, não há julgamento. O STF apenas abre –ou não— uma ação penal.

 

Nesse estágio, bastam os indícios. Que, no caso de Palocci, eram abundantes. Mas Gilmar, seguido por apertada maioria, preferiu enterrar o processo.

 

Repita-se, pela terceira vez, o miolo raciocínio do Gilmar Mendes desta terça (8):

 

“Sem dúvida nenhuma nós temos que discutir isso e apertar os critérios contra a impunidade. A Justiça deve ser severa".

 

Sem dúvida. Sem dúvida nenhuma!

Escrito por Josias de Souza às 18h11

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Lula refere-se à imprensa como ‘a turma do achismo’

Lula recebeu na noite passada, em São Paulo, o título de ‘Brasileiro do Ano’. Concedeu-o a revista IstoÉ.

 

Ao discursar, voltou a fustigar a imprensa. Lembrou das ironias que lhe foram dirigidas por ter dito que a crise chegaria ao Brasil como uma “marolinha”.

 

Queixou-se: "No Brasil, temos a turma do ‘eu acho’, do ‘achismo', que não perde oportunidade de criar condições para que a desgraça permaneça neste país".

 

Esmiuçou o raciocínio: "No Brasil, tem uma coisa engraçada. Tem dia que você acorda, lê os jornais e a vontade é de se matar, porque o mundo está acabando”.

 

E voltou a bater: “Se vocês então ficarem só nas manchetes, nem saiam de casa, porque tem um certo azedume, aquela coisa tão azeda que faz mal para o país".

 

Lula disse que poderia dedicar o prêmio a auxiliares. Empilhou nomes: Guido Mantega, Henrique Meirelles, Miguel Jorge e Franklin Martins.

 

Afirmou que também poderia dedicar a honraria “à minha mulher, aos meus filhos, essa coisa que todo mundo faz”.

 

Mas preferiu consagrar o título “àqueles brasileiros que vivem no anonimato e que, aos poucos, estão conquistando a sua cidadania”.

 

Dedicou a honraria também “aos empresários que não se acovardaram e resolveram enfrentar a a crise de peito aberto e vencê-la”.

 

Mencionou, de resto, os “intelectuais que tiveram coragem de fazer o debate econômico pela imprensa brasileira”.

 

Esboçou um elogio à imprensa –“Contribui de forma extraordinária para a consolidação do debate democrático”.

 

Mas logo deu meia-volta: “Mas muitas vezes não contribui, quando permite que a mentira prevaleça sobre a verdade”.

 

Declarou que, “graças aos otimistas desse país”, o Brasil “entrou por último na crise e saiu mais forte”.

 

Enfatizou: “Vou dizer pra vocês: não tem mais volta, quem tiver apostando que nesse país vai acontecer o que acontecia em anos passados... Acabou!”

 

“Esse país se encontrou consigo mesmo”, Lula arrematou.

 

Ouvia-o da platéia o governador tucano de Minas, Aécio Neves, brindado pela IstoÉ com o título de “Político do ano”.

Escrito por Josias de Souza às 05h28

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Aécio divulgará opção pelo Senado em 11 de janeiro

  Marcello Casal/ABr
A disputa entre José Serra e Aécio Neves tem data para terminar: 11 de janeiro de 2010.

 

Nesse dia, uma segunda-feira, se o PSDB não tiver tomado sua decisão, Aécio tomará a dele.

 

Será formalizada em carta dirigida a Sérgio Guerra, presidente do partido. No texto, o governador de Minas informará:

 

1. Inviabilizado o seu desejo de concorrer à Presidência, vai disputar uma cadeira no Senado.

 

2. Passará a se dedicar à formação do palanque mineiro, sobre o qual venderá a candidatura de seu vice, Antonio Anastasia, ao governo do Estado.

 

3. Reiterará seu compromisso com o projeto nacional do tucanato.

 

4. Não mencionará o nome de Serra, já que, formalmente, ele não se admite como presidenciável.

 

5. Mas anotará que estará à disposição, para ajudar a eleger o candidato que o partido indicar à sucessão presidencial.

 

Aécio programou uma viagem para o final do mês, época em que o país estará mergulhado nas festas de final de ano.

 

Retorna a Belo Horizonte na primeira semana de janeiro. E encerra no dia 11 a pendenga que Serra tenta empurrar para março.

 

Em privado, Sérgio Guerra disse a Aécio que trabalha para produzir uma decisão até janeiro.

 

Mas o governador mineiro rumina a suspeita de que o partido terminará se rendendo à vontade de Serra.

 

Daí a decisão de esperar apenas até o início de janeiro. Acha que, daí em diante, as costuras políticas se solidificam.

 

Convenceu-se de que a demora inviabiliza o principal pilar de sua estratégia: a suposta capacidade que teria de atrair partidos que gravitam em torno de Lula.

 

Nesta segunda-feira (7), Aécio lançou formalmente o vice Anastasia como seu candidato à sucessão mineira.

 

Deu-se numa convenção estadual do PSDB. Em conversa com repórteres, revelou que se encontrará com Serra na sexta (11).

 

Viajam juntos para Teresina (PI). Ali, vão participar de um seminário tucano sobre infraestrutura.

 

Os repórteres recolheram da entrevista de Aécio a impressão de que ele atribuía à conversa com Serra importância capital.

 

Noticiou-se inclusive que a decisão do PSDB poderia ser tomada já na sexta-feira, em Teresina.

 

À noite, de passagem por São Paulo, Aécio esclareceu que fora mal interpretado.

 

Apenas dissera que o encontro com Serra é mais uma oportunidade para que conversem. Mas não imagina que disso resultará uma decisão.

Escrito por Josias de Souza às 04h53

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Suplicy diz ao PT que é ‘candidato’ ao governo de SP

  Folha
O senador Eduardo Suplicy (SP) enviou uma carta à direção do PT.

 

Endereçou-a a duas pessoas: Edinho Silva e a Ricardo Berzoini.

 

Respondem, respectivamente, pelo comando dos diretórios paulista e nacional.

 

No texto, Suplicy apresenta-se como candidato do PT ao governo de São Paulo.

 

Anota que foi empurrado para a decisão em encontro realizado no sábado (5).

 

Reunira-se com militantes petistas para “prestar contas” de seu mandato.

 

“Cerca de 30 pessoas expressaram, em significativa maioria, o quão importante é para o PT ter candidato próprio ao governo do Estado”, Suplicy escreveu.

 

“Estimularam-me fortemente a ser uma das alternativas para que os filiados possam me apontar como o candidato”.

 

Suplicy entra no páreo num instante em que Lula tenta empinar um nome estranho aos quadros do PT: Ciro Gomes (PSB).

 

Na carta, Suplicy diz estar disposto a apoiar Ciro. Mas lembra que ele lhe disse que prefere concorrer ao Planalto.

 

Suplicy realça no texto, de resto, os nomes dos demais petistas cotados para representar o partido na refrega paulista.

 

Cita cinco nomes: Marta Suplicy, Antonio Palocci, Fernando Haddad, Emídio de Souza e Arlindo Chinaglia.

 

Acrescenta: “Se for possível chegar a um processo de consenso [...], muito bem!”

 

Do contrário, reivindica a realização de uma prévia, “precedida de debates” entre os candidatos.

 

O estatuto do PT prevê o mecanismo das prévias. Mas o partido não cogita utilizar a ferramenta em São Paulo.

 

À margem da aposta em Ciro, que arrefece à medida que o candidato demora-se a tomar uma decisão, planeja-se recorrer às pesquisas.

 

Viraria candidato da legenda à sucessão paulista o nome mais bem-posto nas sondagens eleitorais.

 

Por ora, o mais votado, Antonio Palocci, coleciona índices irrisórios, ao redor dos 5%.

 

Marta supera Palocci com folgas. Mas prefere disputar uma cadeira no Legisaltivo

 

Nesse cenário, Suplicy não entra na briga com cara de favorito. Mas não são negligenciáveis as chances de que supere a marca de Palocci.

 

Pode-se dirigir muitas críticas ao senador. Mas Suplicy não traz enganchada à biografia nada que se assemelhe à violação do sigilo bancário de um caseiro.

Escrito por Josias de Souza às 03h53

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Arruda desloca secretários para o front do Legislativo

  Fábio Pozzebom/ABr
José Roberto Arruda exonerou dois auxiliares de primeiro escalão.

 

Uma, Eliana Pedrosa, respondia pela secretaria de Desenvolvimento Social.

 

Outro, Paulo Roriz, era titular da secretaria de Habitação.

 

Por trás da da canetada esconde-se uma manobra.

 

Exonerada, a dupla retorna à Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Eliana Pedrosa e Paulo Roriz são deputados. Ambos filiados ao DEM-DF.

 

Deixam o governo com a missão de reforçar a milícia parlamentar de Arruda.

 

Chegam numa hora em que o destacamento sobre sucessivas baixas.

 

Já romperam com Arruda: PSDB, PSB, PDT e PPS... Por último, o PMDB.

 

O rompimento do PMDB é, de todos, o mais meia-tigela.

 

O partido diz que devolverá os cargos que ocupa sob Arruda. Porém...

 

...Dá a entender que manterá o suporte legislativo ao governador.

 

Há na Câmara 24 deputados distritais. A maioria de Arruda sempre foi sólida.

 

Descobriu-se que o apoio era nutrido à base de uma ração mensal de panetone$.

 

E o consórcio partidário do governador tornou-se fluido. Daí o movimento.

 

Eliana Pedrosa, uma das exoneradas, reassume a cadeira do suplente dela.

 

Chama-se Raad Mansouh (DEM). Exercia o comando da Comissão de Justiça.

 

Vice-presidente da comissão, Raad foi à presidência depois do ‘panetonegate’.

 

Acusado de receber mensalão, o titular, Rogério Ulysses (PSB), afastou-se.

 

A comissão de Justiça é estágio obrigatório dos pedidos de impeachment.

 

Passam por ali a caminho do plenário. Arruda tenta enterrá-los no nascedouro.

 

De volta à Câmara, a ex-secretária Eliana reinvidica o comando da comissão.

 

Haverá polêmica. A oposição sustenta a tese de que o direito não é automático.

 

Seja como for, a movimentação expõe um Arruda com a faca nos dentes.

 

Não parece disposto a entregar o panetone passivamente. Longe disso.

 

Nesta segunda (7), aportou na Câmara mais um pedido de afastamento, o 11º.

 

Formulou-o a OAB. Pede o impeachment do governador e do vice Paulo Octávio (DEM).

Escrito por Josias de Souza às 03h20

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Obama surpreende e usa saúde pública para controlar emissões

 

- Folha: PF suspeita de propina para irmão de Palocci

 

- Estadão: BNDES vai bancar até 60% do projeto do trem-bala

 

- JB: O monopólio invade a praia

 

- Correio: PMDB deixa Arruda. Protestos continuam

 

- Valor: Avaliação de riscos dos transgênicos deve acabar

 

- Jornal do Commercio: Restituição do IR será recorde em dezembro

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h09

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Persona non grata!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 02h03

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PMDB deixa GDF, mas não mantém seus ‘panetone$’

  Karime Xavier/Folha
O PMDB-DF decidiu tomar distância do governo do Distrito Federal.

 

Devolverá os cargos que ocupa na gestão ‘demo’ de José Roberto Arruda.

 

Desfez-se também a parceria que levaria o PMDB ao palanque reeleitoral de Arruda.

 

Um palanque que já não existe. Foi implodido pelo ‘panetonegate’.

 

O rompimento só deve ser levado a sério até certo ponto. O ponto de interrogação.

 

O PMDB pode continuar segurando o andor de Arruda na Câmara Legislativa do DF.

 

Presidente do PMDB-DF, o deputado federal Tadeu Filipelli deixou aberta a janela.

 

Disse que caberá à bancada do partido no legislativo local deliberar sobre a matéria:

 

"Caberá à líder decidir", disse Filipelli. A líder a que se refere é Eurides Britto.

 

Lidera o PMDB e responde pela liderança do governo Arruda na Câmara do DF.

 

Encontra-se sob investigação. É acusada de receber panetone mensal de R$ 30 mil.

 

Foi pilhada num dos vídeos do escândalo. Na cena, leva maços de dinheiro à bolsa.

 

Outros dois deputados pemedebês foram implicados no mensalão do DEM.

 

Chamam-se Benício Tavares e Roney Nemer. O que fará o partido? Nada.

 

Depois de reunir a Executiva regional do DF, Filipelli referiu-se ao caso de Eurides:

 

"A imagem flagrante é de 2006, mostra um crime eleitoral. Isso não é suficiente para punições".

 

O nome do próprio Filipelli soa num dos vídeos do panetonegate.

 

Salta de um diálogo do ex-secretário Durval Barbosa, agora delator de Arruda.

 

Na conversa, menciona-se uma suposta partilha de verbas de má origem.

 

Além de Filipelli, mencionam-se os nomes de outros três grão-pemedebês:

 

Os deputados Michel Temer (SP), presidente da Câmara; Eduardo Cunha (RJ)...

 

...E Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara.

 

Todos negaram, enfaticamente, participação no butim do DF.

 

Temer e Filipelli prometeram levar Durval às barras dos tribunais.

 

Nesta quarta (9), reúne-se a Executiva Nacional do PMDB.

 

Discutirá o mesmo tema que motivou o encontro da Executiva do DF.

 

O colegiado nacional tem a oportunidade de fazer o que o regional não fez.

 

Do contrário, ficará no ar a impressão de que os panetone$ de Arruda têm dupla função.

 

Se filmados, eles falam. Mas também mandam calar a boca.

Escrito por Josias de Souza às 02h00

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PMDB oficializa a candidatura de José Fogaça no RS

Divulgação

 

O PMDB gaúcho deu ares oficiais a algo que era apenas suspeitado: José Fogaça vai a 2010 como candidato do partido ao governo do Rio Grande do Sul.

 

Prefeito de Porto Alegre, Fogaça teve o nome aprovado por aclamação na Executiva estadual do PMDB.

 

Cobe ao senador Pedro Simon, presidente do PMDB-RS, amunciar a novidade aos repórteres: “O nome candidato é o Fogaça”.

 

Até bem pouco, Fogaça disputava a legenda com o ex-governador Fermano Rigotto. Dias atrás, porém, Rigotto retirou-se de cena.

 

O movimento librou Fogaça para retirar a candidatura do armário. Ouça-se o que disse o prefeito:

 

“Várias vezes eu disse ao Rigotto que, no momento em que ele dissesse 'sou candidato a governador', não haveria mais o que discutir...”

 

“...Seria um absurdo eu disputar com ele na convenção, abrindo mão da prefeitura. Mas o Rigotto declarou formalmente que não seria mais candidato...”

 

“...Neste fim de semana, eu fiz uma séria reflexão, conversei com o senador Simon e da palavra dele...”

 

“...Eu cheguei à conclusão de que agora eu não tinha outra alternativa, senão aceitar a condição de candidato ao governo pelo PMDB”.

 

O PMDB gaúcho deve agora desembarcar do governo Yeda Crusius (PSDB), que apóia desde 2006.

 

Na campanha, Fogaça medirá forças com o ministro Tarso Genro (Justiça), candidato do PT.

 

Adversários na política gaúcha, PMDB e PT não cogitam reproduzir no Estado a pretendida parceria federal em torno da presidenciável petista Dilma Rousseff.

 

O palanque de Fogaça, hoje segundo colocado nas pesquisas, é cobiçado pelo PSDB de Yeda.

 

O tucanto deseja exibir seu presidenciável –seja ele quem for— ao lado de Fogaça, não de Yeda. Falta combinar com a governadora.

Escrito por Josias de Souza às 20h45

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Camargo Corrêa: MPF pede investigação de 14 obras

Benett

 

A Operação Castelo de Areia deu à luz, nesta segunda (7), a 14 filhotes.

 

Deve-se o lote de partos à procuradora Karen Loise Jeanette Kahn.

 

Ela remeteu a autoridades de outros Estados e de Brasília 18 representações.

 

Pede a abertura de inquéritos para apurar malfeitos detectados em 14 obras.

 

Na lista, canteiros assentados no Estado de São Paulo –metrô e Rodoanel, por exemplo.

 

Inclui também obras do PAC. Por exemplo: eclusa de Tucuruí e aeroporto de Vitória.

 

Os empreendimentos constam de planilha apreendida pela Polícia Federal.

 

A peça liga obras a autoridades e parlamentares que teriam recebido verbas da construtora por baixo da mesa.

 

Tomada pelo tamanho -mais de 200 nomes- a planilha insinua encrenca gigantesca.

 

Tomada pela cor, promete terremoto pluripartidário. Vai do PMDB ao PCdoB, passando pelo PSDB.

 

A procuradora Karen passou os casos adiante porque os personagens sob suspeição fogem à sua alçada.

 

Ao procurador-geral da República Roberto Gugel, por exemplo, enviou-se cópia da planilha com os nomes de congressistas.

 

Cabe a ele, se julgar que é o caso, requisitar abertura de inquérito ao STF, o foro dos parlamentares.

 

Apuram-se crimes variados: improbidade administrativa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e delitos eleitorais.

 

No texto que levou à web para informar acerca das providências, o Ministério Público se exime de citar nomes.

 

Vai abaixo a lista das obras e as supeitas que pesam sobre cada uma delas:

 

Representações encaminhadas à Procuradoria Geral da República:


1. Eclusa da Hidrelétrica do Tucuruí (PA) - Acusações contra membro do TCU, diretor-geral do DNIT, diretor financeiro e diretor de Engenharia e Planejamento da Eletronorte;
2- Aeroporto de Vitória - Malfeitos atribuídos senador do PSB;
3- Metrô de Fortaleza - Envolve deputado federal e senador do PCdoB;
4- Metrô de São Paulo, Linha 4-Amarela - Acusações a deputado federal do PSDB, membros do Tribunal de Contas de SP  a uma candidata do PT a deputado estadual no Paraná;
5- Rodoanel - São Paulo - Implica deputado federal do PR e diretor de Engenharia da estatal parlista Dersa;
6- Cesp - Ponte Paulicéia - Acusa deputado federal do PSDB e filiado do PMDB;

- Em tempo: enviou-se também ao procurador-geral da República a planilha que associa as obras a autoridades do Executivo e congressistas suspeitos de ter receber propinas.

 

Para a Procuradoria Geral da Justiça de São Paulo foram as seguintes representações:


1 - Paraisópolis - Envolve secretário de Habitação da Prefeitura de São Paulo;
2 - Prefeitura de Jundiaí - Atribui malfeitos a assessor especial da Prefeitura de Jundiaí;
3 - Senasa - Campinas - Acusa o secretário de Planejamento e o diretor técnico do Senasa;
4 Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico Cultural Ambiental da Cidade de São Paulo - Trata da liberação de obra de interesse da Camargo Corrêa, com suposto envolvimento do secretário de Habitação de São Paulo e de vereadores, incluindo o presidente da Câmara Municipal paulista;
5 - Obra de Jurubatuba - Trata de supostos malfeitos do secretário de Infra-Estrutura Urbana e Obras da prefeitura de São Paulo e do secretário-geral do DEM;
6 - Metrô de São Paulo - Linha 4 - Amarela e Rodoanel - Envolve auditor e conselheiro do Tribunal de Contas de São Paulo, membros do Ministério Público do Estado e da Polícia Civil paulista;
7 - Obra de Estreitinho - Menciona os diretores de Engenharia e de Construção de Furnas;

À Procuradoria Geral da Justiça do Rio de Janeiro, remeteu-se uma representação:


1. Metrô do Rio de Janeiro - Implica um secretário de Estado do Rio;

Ao Ministério Público Federal no DF, mais uma representação:


1. BR-101 - DNIT: Trecho ligando capitais litorâneas entre RN e PE, com suposto envolvimento do diretor de Infra-Estrutura Rodoviária do DNIT e coordenador geral de Construção Rodoviária do mesmo órgão;

À Justiça Federal de São Paulo, mais uma petição:

 

1. Pedido de abertura de inquérito: Envolve conselheiros executivos da Camargo Corrêa em crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

 

O escândalo que se esconde sob as dobras da planilha da Camargo Corrêa é vinho da mesma pipa que embebedou o governo 'demo' de José Roberto Arruda.

 

A diferença está no tamanho dos panetone$ e na quantidade de meias e cuecas.

 

- PS.: Ilustração via sítio 'Charges do Benett'.

Escrito por Josias de Souza às 19h07

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Ibope: Dilma abre vantagem sobre Ciro; Serra lidera

  Moacyr Lopes Jr/Folha
Tomado pela última pesquisa do Ibope, Ciro Gomes (PSB) vai se tornando uma espécie de presidenciável-bolha.

 

Caiu quatro pontos. Em setembro, amealhara 17%. Agora, escanteado por Lula, tem 13%.

 

Dilma, antes na rabeira de Ciro, oscilou para o alto. Em setembro, ostentava 15% das intenções de voto. Hoje, aparece com 17%.

 

Serra também escorregou para cima: foi de 35% para 38%.

 

Marina Silva patinou para baixo. Tinha 8% em setembro. Agora, tem 6%.

 

Somados, os votos brancos, nulos e indecisos valem uma Dilma e meio Ciro: 25%.

 

Num cenário improvável, em que o nome de Serra é substituído pelo de Aécio Neves, Ciro pula para a dianteira: 26%.

 

Atrás dele vêm Dilma, com 18%; Aécio, com 14%; e, na rabeira, Marina, com 9%. Brancos, nulos e indecisos vão à casa dos 32%.

 

Os pesquisadores do Ibope foram ao meio-fio entre os dias 26 e 30 de novembro. Ouviram 2.002 pessoas em 143 municípios do país.

 

A pesquisa revela um dado preocupante para a candidata de Lula. Dilma arrosta a maior taxa de rejeição.

 

Nada menos que 41% dos entrevistados disseram que não votariam “de jeito nenhum” na presidenciável do PT.

 

É altíssima também a taxa de rejeição atribuída a Marina Silva: 40%. A aversão a Serra é a menor: 29%. Abaixo da de Aécio (36%) e Ciro (33%).

 

Um outro dado sorriu para Serra nas dobras do levantamento do Ibope: 58% dos entrevistados admitiram a hipótese de votar no presidenciável tucano.

 

Ciro vem a seguir, com taxa de aceitação de 46% de aceitação. Depois, Dilma e Aécio, empatados em 33%; e Marina, com 22%.

 

A sondagem reafirma algo que Aécio vem invocando em seu favor na briga interna que trava com Serra no PSDB.

 

Segundo o Ibope, Aécio é bem menos conhecido (30%) do que Serra (69%). Nesse ponto Dilma se parece com Aécio.

 

Apenas 32% dos eleitores declaram conhecer a candidata de Lula. A menos conhecida é Marina Silva (21%).

 

Quanto a Ciro, sua taxa de conhecimento –43%— só não supera a de Serra.

 

O Ibope mediu também o prestígio do governo Lula. é aprovado por 72% dos entrevistados. Em setembro, a taxa era de 69%.

 

Foi o melhor índice amealhado em 2009. Só perde para a avaliação registrada em novembro de 2008: 73% de ótimo e bom.

 

Lula é mais bem avaliado que o governo dele. O presidente é aprovado por 83% dos eleitores ouvidos. Na pesquisa anterior, cravara 81%.

 

E quanto à comparação entre o primeiro e o segundo mandato de Lula? 46% acham que o segundo é melhor; 40% dizem que é igual; só 13% acham pior.

 

Na essência, a pesquisa reforça o prenúncio de que o embate de 2010 será mesmo travado entre Serra e Dilma.

 

De resto, o Ibope tonifica a impressão de que Lula, dono de popularidade lunar, vai ao pano verde como uma espécie de dono da mesa.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do relatório do Ibope, feito sob encomenda da CNI.

Escrito por Josias de Souza às 17h28

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No Rio, PT acusa PT de mutreta em eleições internas

O petismo do Rio de Janeiro está na bica de se dar conta de que não conseguirá transformar em bem um mal necessário.

 

Empurrada para o segundo turno, a eleição para a escolha do novo presidente do PT-RJ pode acabar no tapetão.

 

Candidato da cúpula nacional, o deputado federal Luiz Sérgio encontrou no rival Lourival Casula um osso mais difícil de roer do que supunha.

 

Os filiados foram às urnas neste domingo. A apuração dos votos está inconclusa. Mas a margem que separa Sérgio de Casula é estreitíssima.

 

A distância entre um em outro é contada na casa das seis centenas de votos. De antemão, um grupo acusa o outro de fraude.

 

A turma de Casula acusa a patota de Sérgio de fraudes. As mutretas teriam ocorrido em quatro cidadades: Quissamã, Petrópolis, Angra dos Reis e Italva.

 

A direção nacional foi de Luiz Sérgio porque o candidato está fechado com a idéia de reproduzir, no Rio, a parceria PT-PMDB, esboçada em Brasília.

 

Por trás de Lourival Casula está o prefeito petista de Nova Iguaçu, Lindberg Farias. Que tenta envenenar o flerte com o PMDB.

 

Candidato ao governo do Rio, Lindberg deseja afastar o PT do palanque reeleitoral do governador Sérgio Cabral (PMDB).

 

Ele dá de ombros para o argumento de que o apoio a Cabral seria um mal necessário, para pôr de pé, no Rio, um palanque único e sólido para Dilma Rousseff.

 

Lula e a cúpula do petismo imaginaram que a vitória de Luiz Sérgio seria um passeio. O grupo de Lindberg surpreendeu-os com o segundo turno.

 

Dizia-se, então, que, no round final, Luiz Sérgio prevaleceria sobre o rival com folgas. Não é o que se verifica.

 

Para complicar, a acusação de fraude vem tonificar a impressão de que, no PT, o mal, ainda que tido por necessário, não resulta em bem.

 

- Atualização feita às 17h05 desta segunda (7): O PT-RJ informa que Luiz Sérgio prevaleceu sobre Lourival Casula.

 

Placar apertado: 14.531 votos (51,8%) contra 13.511 (48,2%). Diferença de 1.020 votos.

 

A apuração não terminou. Mas informa-se que o resultado é irreversível. Falta contar um lote de urnas de três cidades pequenas.

 

Depois, será preciso analisar as acusações de fraude formuladas pela turma de Casula contra o grupo de Sérgio.

Escrito por Josias de Souza às 16h25

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Arruda tenta adiar reunião em que DEM o expulsará

  Antônio Cruz/ABr
Os advogados de José Roberto Arruda devem se reunir nesta segunda-feira (7).

 

Buscam formas de provocar o adiamento da reunião da Executiva do DEM.

 

Está marcada para a próxima quinta (10). Na pauta, a expulsão de Arruda.

 

Dá-se de barato que o governador do DF será expurgado dos quadros do partido.

 

Sem legenda, Arruda não poderia tentar a sorte nas urnas de 2010.

 

Daí a tentativa de retardar, pela via judicial, o julgamento da Executiva.

 

Um dia antes do encontro do DEM, reúne-se a Executiva do PMDB.

 

Vai à mesa uma pergunta: convém ao PMDB manter o apoio a Arruda?

 

Um vídeo arrastou para dentro do panetonegate um lote de grão-pemedebês.

 

Soaram na fita nomes como o de Michel Temer e Henrique Eduardo Alves.

 

Nos diálogos, a insinuação de que o presidente da Câmara e o líder do PMDB se serviram de fatias do panetone.

 

Todo mundo negou. Temer, indignado, disse que tomaria providências judiciais.

 

O bom senso aconselha o PMDB a tomar distância de Arruda. Porém...

 

Porém, um pedaço do diretório do PMDB no DF leva o pé ao freio.

 

A Executiva local discute a matéria antes da nacional, nesta segunda (7).

 

Se bater em retirada, hipótese vista como improvável até a semana passada, o PMDB complica a vida de Arruda.

 

É um dos esteios do governador na Câmara Legislativa do DF, em cujos escaninhos correm os pedidos de impeachment formulados contra Arruda.

Escrito por Josias de Souza às 05h13

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Sob crise, Abin faz ‘aniversário’ de 10 anos nesta 2ª

Sérgio Lima/Folha

 

A Abin (Agência Brasileira de ‘Inteligência’) completa nesta segunda-feira dez anos de conturbada existência.

 

No Brasil, a atividade de inteligência é velha de 82 anos. Ganhou a forma de órgão de Estado na presidência de Washington Luís, em 1927.

 

O que se festeja agora é o seu último renascimento. A certidão é a lei número 9.883, assinada por Fernando Henrique Cardoso em 7 de dezembro de 1999.

 

Imaginara-se que viera à luz um serviço de espionagem moderno, livre dos estigmas do antecessor SNI (Serviço Nacional de Informações).

 

Um “serviço” que, na era militar, notabilizara-se por bibilhotar à margem da lei. Algo que levara seu idealizador, o general Golbery do Couto e Silva, a reconhecer:

 

— Eu criei um monstro.

 

Não há muito a comemorar agora. Em sua fase pré-adolescente, a Abin atravessa uma crise de identidade. Perde poder. E queixa-se de falta de recursos.

 

Considerando-se o teor da nova política nacional de inteligência, já avalizada por Lula, os poderes da Abin serão esvaziados.

 

A coordenação do setor de inteligência passa a ser exercida pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência).

 

Quanto às verbas, a Abin informa, em texto pendurado no sítio que mantém na web, que seu orçamento é “insuficiente”.

 

Anota que, em 2009, “cerca de R$ 40 milhões foram destinados à Inteligência brasileira”. Estima em R$ 52 milhões o quinhão de 2010.

 

São meias-verdades. Injetando-se na conta o custo da folha de salários da Abin, a cifra de 2009 roça a casa dos R$ 350 milhões.

 

Insuficiente? Depende do ponto de vista. Com um pouco mais (R$ 400 milhões) o Ministério da Educação paga o programa de formação de professores.

 

Funciona em 38 institutos federais de Ciência e Tecnologia. Aprimora os conhecimentos de professores de física, química, biologia e matemática.

 

Com o dinheiro que financia as operações de eficácia duvidosa da Abin, o MEC poderia lustrar o currículo de professores de outras áreas.

 

A Abin deve seus dissabores às crises que germinaram nas suas próprias entranhas. Pelo menos duas foram às manchetes como esperneios do velho monstro.

 

A última, mais recente, materilizou-se nas dobras do inquérito da Operação Satiagraha. Tocava-a a Polícia Federal. Porém...

 

Porém, descobriu-se que a Abin enfiara uma legião de mais de 80 agentes na investigação que perscrutava estripulias atribuídas a Daniel Dantas e Cia..

 

O governo alegou que não houve ilegalidade. Mas levou ao pelourinho os dois patronos da parceria PF-Abin. O delegado Protógenes Queiroz, que conduzia o inquérito da Satiagraha, passou de investigador a investigado.

 

Suspenso, está na bica de ser demitido da PF. Tentará a sorte nas urnas de 2010. O também delegado Paulo Lacerda, que chefiava a Abin, caiu para o alto. Virou adido policial na embaixada brasileira em Lisboa.

 

Foi à cesta de lixo um plano de Lacerda que faria da Abin uma Superabin. Previa a criação de um departamento que revolucionaria a agência.

 

Funcionaria durante 24 horas, num prédio de três pavimentos. Reuniria servidores de 20 órgãos públicos –da Receita ao Ibama.

 

Permitiria à Abin apalpar, em tempo real, informações disponíveis nos bancos de dados de 11 ministérios. Depois da Satiagraha, o governo mudou de assunto.

 

Sob FHC, a Abin metera-se noutra operação que açulara a suspeita de que faltava inteligência ao órgão. Um de seus espiões engendrara a trama que resultou no grampo ilegal do BNDES. Até a voz de FHC soou nas fitas.

 

O general Alberto Cardoso, chefe da Casa Militar da Presidência na era tucana, dissera que as fitas haviam chegado à Abin de modo inusitado.

 

Um telefonema anônimo informara que os grampos podiam ser recolhidos debaixo de um viaduto de Brasília. Era lorota.

 

Deve-se o desmonte da piada a uma dupla de procuradores: Arthur Gueiros e Marcelo Figueiredo Freire. 

Demonstraram que o grampo era coisa da própria Abin.

 

Pela versão oficial, o telefonema anônimo soara num aparelho da Agência. Estava conectado à linha 245-5877. Teria soado por volta das 10h do dia 30 de setembro de 1998.

 

Quebrado o sigilo dessa linha, verificou-se que o aparelho recebera três ligações naquele dia. Todas procedentes da casa do servidor que manuseava o telefone.

 

Hoje, a Abin “celebra” os seus dez anos de vida sob a direção de Wilson Trezza. Assumira interinamente, depois da saída de Paulo Lacerda.

 

Confirmado no cargo por Lula, teve o nome referendado pelo Senado em outubro passado. Sabatinado, classificou de “pífio” o orçamento da Agência.

 

Nenhum senador se animou a questionar Trezza sobre uma passagem de sua biografia. Entre fevereiro de 2002 e março de 2003, atuara como diretor de Seguridade da Fundação BrTPrev, da Brasil Telecom.

 

Controlava a empresa nessa época Daniel Dantas, o Investigado-geral da República.

Escrito por Josias de Souza às 04h25

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Boca-de-urna aponta que Evo foi reeleito no 1º turno

Efe

 

A contagem oficial só deve ser concluída em 48 horas. Mas as pesquisas de boca-de-urna já sorriram para o presidente da Bolívia.

 

Evo Morales foi reeleito com mais de 60% dos votos, eis o que informam as sondagens. Permanece no poder até 2015.

 

Ainda segundo as pesquisas, o MAS (Movimento ao Socialismo), partido de Evo, teria obtido maioria na Câmara e no Senado.

 

Algo que, se confirmado, tonificará o poder de fogo do presidente. Até aqui, Evo dispunha de maioria apenas entre os deputados.

 

Em sua primeira manifestação pública depois da eleição presidencial deste domingo (6), Evo sinalizou mudanças. Mas não as especificou:

 

"Temos a enorme responsabilidade de aprofundar, de acelerar este processo de mudança...”

 

“...Que obtenhamos mais de dois terços nas câmaras dos deputados e senadores me obriga a acelerar este processo de mudança".

 

Antes minoritário no Senado, o companheiro-índio via-se compelido a negociar. Agora, nem tanto.

 

Os bolivianos deram a Evo um trator de presente de Natal.

Escrito por Josias de Souza às 02h18

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Hexa

 

- Folha: Dinheiro do BNDES sai mais rápido para petistas

 

- Estadão: Arruda deflagra operação para salvar seu mandato

 

- JB: Uma vez Flamengo... Seis vezes Flamengo

 

- Correio: Propina para entrar no orçamento do DF

 

- Valor: Disputa pela liderança do varejo se desloca para o NE

 

- Estado de Minas: De olho na corrupção

 

- Jornal do Commercio: Quase 40% dos inscritos faltaram ao Enem

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h43

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Caruncho!

Via Blique, o blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 01h39

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STF julga nesta semana censura imposta ao Estadão

Os ministros do STF julgarão nesta semana um caso rumoroso. Vão decidir se mantêm ou não uma censura judicial imposta ao Estadão.

 

O jornal está proibido, desde 31 de julho, de veicular notícias sobre um inquérito policial que corre contra Fernando Sarney.

 

Gestor dos negócios da família, o filho de José Sarney, presidente do Senado, é alvo da Operação Boi Barrica, da PF. Foi indiciado por crimes variados.

 

Deve-se a mordaça ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

 

Inconformado, o Estadão recorreu ao Supremo. Reivindica a suspensão, por inconstitucional, da sentença que impôs a censura.

Escrito por Josias de Souza às 21h39

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Tarso manda tirar de portal texto que exalava 2010

O ministro Tarso Genro (Justiça) mandou tirar do ar um texto que pendia do portal que sua pasta mantém na web.

 

Tomou a providência depois de ler aqui no blog notícia sobre uma anomalia: Portais do governo são usados como palanques eletrônicos de ministros-candidatos.

 

No caso de Tarso, o repórter citara um texto que havia sido pendurado no sítio da Justiça na última quinta-feira.

 

Propagandeava uma viagem de Tarso, candidato do PT ao governo gaúcho, a três municípios do interior do Rio Grande do Sul.

 

Depois da ordem do ministro, onde havia propaganda agora só há um espaço branco boiando no cristal líquido (veja).

 

A assessoria do ministro informou ao repórter que não houve intenção de “fazer publicidade”. Algo que “não está de acordo com as orientações internas”.

Escrito por Josias de Souza às 20h28

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Em sete anos, patrimônio de Arruda cresce 1.060%

Clayton

 

De 2002 para cá, o patrimônio de José Roberto Arruda (DEM) cresceu notáveis 1.060%.

 

Tomado pelos bens que declarara à Justiça Eleitoral em 2002 e 2006, o governador do DF possuía cerca de R$ 600 mil em bens.

 

Hoje, o patrimônio real de Arruda –incluindo imóveis que se encontram em nome de filhos— alça à casa dos R$ 7 milhões.

 

Deve-se a informação ao repórter Rodrigo Rangel. Produziu uma notícia que pode ser lida aqui.

 

Conforme já noticiado aqui, Arruda terá suas declarações de IR varejadas pela Receita.

 

- PS.: Ilustração via 'O Povo' Online.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

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Ministros usam portais do governo como ‘palanques’

  Fotos: Folha
Prestes a trocar a rotina de Brasília pela azáfama da campanha eleitoral, alguns ministros converteram os portais do governo em ‘palanques eletrônicos’. Aproveitam a vitrine oficial para realçar as benesses que levam aos Estados nos quais vão pedir votos em 2010.

 

Na última quinta, por exemplo, os visitantes da página do Ministério da Justiça foram submetidos a um texto que começa assim: “A moradora do município de Sapucaia do Sul, Luisa Angelina, está esperançosa de que a criminalidade na sua cidade diminua...”

 

Candidato do PT ao governo gaúcho, o ministro Tarso Genro passara pela cidade de Luisa, no interior do Rio Grande do Sul. Levara aos eleitores locais o “Terriório de Paz”, do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).

 

O texto do ministério informou que, no mesmo dia, Tarso implantara o Território da Paz em outros dois municípios gaúchos: “Assim como Luisa, moradores de Esteio e Cachoeirinha também começam a ser beneficiados por projetos [...] que vão melhorar a segurança pública”.

 

Anotaram-se comentários elogiosos dos prefeitos das três cidades –dois do PT e um do PSB. Realçaram-se tópicos do discurso de Tarso, o ministro-candidato.

 

Na mesma quinta, o Ministério do Desenvolvimento Social submeteu os visitantes do seu portal a um roteiro do titular da pasta pelo interior de Minas. Dividido entre uma candidatura ao governo do Estado e ao Senado, o petista Patrus Ananias visitaria três cidades mineiras.

 

Em Uberlândia, pronunciou uma palestra a vereadores. Discorreu sobre “os investimentos e programas sociais” que carreara para a cidade e região. Coisa de R$ 90 milhões, o texto fez questão de informar.

 

Patrus foi brindado com uma “honraria”. Uma “moção de aplauso em reconhecimento ao trabalho desenvolvido”.

 

Em Patrocínio, o ministro-candidato do Bolsa Família inaugurou dois centros de assistência social. Em Ituiutaba, Patrus abriu uma “Feira Regional Popular Solidária”. Nessa cidade, informou o texto, o ministro despejara “quase R$ 25 milhões anualmente”.

 

Candidato do PT ao Senado, o ministro José Pimentel (Previdência) deflagrou na última sexta o cadastramento dos agricultores familiares e assalariados rurais.

 

Gente que integra o grupo de “segurados especiais” da Previdência. A iniciativa visa mapear os dados dos trabalhadores rurais de todo país. Porém, o texto levado ao portal da Previdência dá especial relevo ao Ceará, Estado do candidato Pimentel.

 

A abertura passa a impressão de que o cadastramento se daria apenas no Estado natal do ministro: “Começa nesta sexta-feira, no Ceará, o cadastramento...” No segundo parágrafo: “O lançamento [...] contará com a participação do ministro...”

 

Só no quarto parágrafo informa-se: “Em todo o Brasil serão coletadas informações dos segurados especiais...” No parágrafo seguinte, retorna-se ao pedaço do mapa que interessa a Pimentel: “No Ceará, os dados [...] começarão a ser colhidos por 25 sindicatos...”

 

Na véspera, quinta-feira, o portal da Previdência anunciara que Pimentel iria à cidade cearense de Paracuru. Assinaria uma ordem de serviço para a construção de uma agência da Previdência. Na cidade, investimentos de R$ 845 mil. Em todo o Ceará, R$ 82,6 milhões.

 

Só então o texto se preocupa em mencionar o Brasil: 720 agências. Investimentos de R$ 618,3 milhões.

 

Entre todos os ministros-candidatos, Carlos Lupi (Trabalho) é o que se serve com maior frequência do "palanque eletrônico" de sua pasta. Candidato a uma cadeira no Congresso pelo PDT do Rio, Lupi transformou o Estado numa extensão de seu gabinete.

 

Na última quinta, a página eletrônica do ministério informou que Lupi estaria no Rio na sexta. Foi a Nova Iguaçu, na baixada fluminense. Para quê? Assinou com a prefeitura local um termo de compromisso para prover cursos profissionalizantes a 4 mil jovens. Bolsa de R$ 100. Por seis meses.

 

No final de novembro, a equipe de Lupi levara ao portal três textos laudatórios. Um no dia 26. Dois no dia 27. Num, Lupi inaugura agência do Sine em São Gonçalo. Noutro, o ministro leva qualificação profissional a jovens do Leste fluminense.

 

Mais: “A agenda de Lupi [...] inclui ainda visita ao canteiro de obras do Complexo Petroquímico de Itaboraí. Tida como a segunda maior obra do mundo em andamento...”

 

No terceiro texto, os visitantes do portal do Trabalho foram cientificados de que Lupi seria “homenageado pelas relevantes ações à frente do ministério”. Onde? No Rio, claro. “Ordem do Mérito dos Trabalhadores Brasileiros”, eis o nome da comenda.

 

A equipe de Lupi esmerou-se em lustrar-lhe a biografia: Em meio a cifras e programas, anotou: “Suas marcas à frente do ministério são a defesa dos direitos dos trabalhadores e a qualificação profissional como eixo da política de geração de emprego e promoção da cidadania”.

 

Informou-se o nome da mulher do ministro, o número de filhos do casal, as ligações de Lupi com Leonel Brizola etc, etc e tal. Os visitantes do portal só não foram informados do essencial. Não há no texto vestígio do nome da entidade que concedeu a honraria a Lupi.

 

Na última sexta, o "palanque virtual" da pasta do Trabalho noticiou que Lupi anuncia, nesta segunda, a abertura de uma linha de crédito para a compra de táxis (R$ 200 milhões). Vale para todo país. Mas virá à luz, obviamente, no Rio.

 

Não há ilegalidade na ação dos ministros. Sempre poderão alegar que estão apenas divulgando dados oficiais de suas pastas. O problema está no timbre das notas. Há um quê de 2010 em todas elas.

 

Não se deve perder de vista um detalhe: o funcionamento dos portais e os salários dos servidores que os abastecem são bancados pela Viúva. Uma veneranda, desprotegida e apartidária senhora.

 

- Atualização feita às 20h28 deste domingo (6): Depois de ler a notícia acima, o ministro Tarso Genro mandou tirar do ar o texto propagandístico que pendia do portal da Justiça (veja).

Escrito por Josias de Souza às 04h16

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Por que corrupção não dá cadeia no Brasil?

- Folha: Brasileiros aceitam pagar para conter aquecimento

 

- Estadão: Patrimônio de Arruda cresce 1.060%

 

- JB: Caça às bruxas dentro do BB

 

- Correio: Lixo hospitalar vale ouro na Câmara

 

- Veja: O Natal dos safados

 

- Época: 100 - Os brasileiros mais influentes em 2009

 

- IstoÉ: 10 anos de premiação - Brasileiro do Ano 2009

 

- IstoÉ Dinheiro: 10 anos de premiação - Empreendedor do ano 2009

 

- CartaCapital: O conto do Natal - O DEM acabou no panetone

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h45

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Pau oco!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h05

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Chapa Serra-Arruda: ‘Vote num careca e ganhe dois’

José Serra tornou-se um presidenciável sui generis. Candidato, não assume a candidatura. Oposicionista, não se opõe a Lula.

 

Por ora, sabe-se apenas que o vice do não-candidato saíra dos quadros do DEM. Até uma semana atrás, José Roberto ‘Panetone’ Arruda era alternativa.

 

Em 3 de setembro, o não-candidato Serra estivera em Brasília. Viagem de candidato. Firmou com o ‘demo’ Arruda um convênio de cooperação.

 

A Sabesp, empresa de saneamento e esgoto de São Paulo, passou a auxiliar sua congênere brasiliense, a Caesb.

 

Ao discursar, Arruda enalteceu a deficiência capilar que o une a Serra: “Nós, os carecas, estamos na moda”.

 

Em resposta, Serra repisara seu lero-lero predileto: “Ninguém vai dizer que é campanha porque eu não decidi o que vou fazer da vida”.

 

E emendou: “Se eu definisse algo no plano nacional e ele [Arruda] viesse junto, o lema seria: vote num careca e ganhe dois”.

 

Àquela altura, a biografia pairava sobre a calva de Arruda apenas o escândalo da violação do painel do Senado.

 

Hoje, há em volta do segundo careca uma quantidade de esgoto que nem a união da Sabesp com a Caesb é capaz de processar.

 

No mais, Arruda tornou-se para Serra uma dessas pessoas com quem se convive durante algum tempo e, depois, lamenta-se que não possa voltar a ser um completo estranho.

Escrito por Josias de Souza às 20h16

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FHC e o flagelo da droga: Somos todos responsáveis

Em artigo levado às páginas de vários jornais, neste domingo (6), Fernando Henrique Cardoso fala de drogas.

 

Nada a ver com os panetones tóxicos de Brasília, nocivos à democracia e às arcas da Viúva. Ele discorre sobre drogas que roem a saúde –mmaconha, heroína, crack...

 

Anota que fracassou a tática da “guerra às drogas”, que a ONU, empurrada pelos EUA, disseminou pelo mundo faz dez anos.

 

Escora-se em estudos da própria ONU e de comissões independentes constituídas na Europa e na América Latina.

 

Uma delas, a Comissão Latino-Americna, copresidida pelo próprio FHC, junto com os ex-presidentes da Colômbia, César Gaviria; e do México, Ernesto Zedillo.

 

Concluíram: “Estamos perdendo a guerra contra as drogas e, a continuarmos com a mesma estratégia...”

 

“...Conseguiremos apenas deslocar campos de cultivos e sedes de cartéis de umas a outras regiões, sem redução da violência e da corrupção que a indústria da droga produz”.

 

FHC lembra que, “no Brasil, não há produção de drogas em grande escala, exceto maconha”. No mais, o abastecimento vem do exterior.

 

“O país tornou-se um grande mercado consumidor, alimentado principalmente pelas classes de renda média e alta”.

 

O que fazer? FHC repisa a polêmica idéia de “descriminalizar o consumo, deixando o usuário livre da prisão”.

 

Acha essencial que se reconheça: “Se há droga no morro e nos mocós das cidades, o comércio rentável da droga é obtido no asfalto”.

 

Anota: “É o consumo das classes médias e altas que fornece o dinheiro para o crime e a corrupção. Somos todos responsáveis”.

 

Fala da conveniência de “abrir o jogo”, a exemplo do quie foi feito com a aids e com o tabaco, uma droga lícita.

 

Campanhas na TV? Não. Considera mais útil levar às drogas à conversa cotidiana nas famílias, ao trabalho e às escolas.

 

O grande mérito do artigo de FHC está no reconhecimento do óbvio: vende-se droga no Brasil porque há quem a consuma.

 

Vende-se muita droga no Brasil porque há quem a consuma em grandes quantidades.

 

Dito de outro modo: O tráfico só se desenvolve no país porque existe um crescente mercado para as drogas.

 

Um mercado tonificado pelo consumo de elite. Ou, para usar as palavras de FHC, um “consumo das classes médias e altas”.

 

Pois vem. O que mais incomoda na idéia da desriminalização é o fato de que ela embute um quê de discriminação.

 

Livra-se da cana dura o grande nariz, rico e bem nutrido. E mantém-se ao alcance da lei o menino pobre que, aliciado pelo traficante, entra no jogo como “avião”.

 

De resto, a proposta pode passar uma mensagem de sinais trocados: deseja-se combater o tráfico, mas tolera-se a droga.

 

Vai-se continuar falando de Fernandinho Beira-Mar. Mas crescerá a barreira de silêncio em torno do grande nariz.

 

Um nariz que não está na favela do Rio nem na periferia de São Paulo. Trafega em ambientes mais sofisticados:

 

Coxias de shows, camarins de desfiles, corredores do Congresso, redações de jornal...


Nas festas onde há drogas, entre uma cafungada e outra, ternos Armani e decotes Versace se dizem chocados com o noticiário sobre as atrocidades do morro.

 

Não será fácil convencer o país de que o combate ao narcotráfico será mais eficaz a partir da mera descriminalização do nariz endinheirado e invisível.

 

Admita-se que a cadeia pode não ser o lugar mais adequado para o grande nariz. Mas ignorar o seu papel de cúmplice tampouco parece adequado.

 

É preciso puni-lo de alguma maneira, ainda que por meio de penas alternativas. De resto, o Estado precisa prover ao usuário de drogas tratamento de saúde adequado.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega à íntegra do artigo de FHC.

Escrito por Josias de Souza às 19h26

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Em 2025, o Brasil festeja o penúltimo Natal de lama

Angeli

 

Marcos Valério e Durval Barbosa conversam animadamente . Atrás deles, a pilha de panetones que ornamenta a mesa da ceia.

 

A vida da dupla mudara muito. Durval voltara para a Polícia Civil do DF. Nas horas vagas, dá expediente como segurança de uma sauna relax, em Brasília.

 

Depois de vender seu último exemplar de manga-larga, Valério tornara-se, havia dez anos, limpador de estábulos num haras de Itajubá.

 

Um par de fantasmas observa, do alto, a dupla. Protegidos pela invisibilidade, eles cochicam:

 

— Uma câmera de vídeo. O que me faltou foi uma filmadora, diz, algo contrafeito, PC Farias.

 

— De fato, de fato. Com dois ou três filmetes você teria assegurado uma cofortável rotina de arquivo vivo, Pedro Collor concorda.

 

Ao lado da porta de entrada, uma gigantesca árvore de Natal. Em vez de bolas de vidro, meias, cuecas e maços de dinheiro pendem dos galhos do pinheiro.

 

O dinheiro é de plástico. Uma precaução. Ninguém queria que a festa descambasse para o tumulto.

 

O vaivém é intenso. O zunzunzum, ensurdecedor. A megaceia de Natal é o acontecimento deste final de 2025.

 

Todos os figurões da República deram as caras. Tucanos com ar de intelectual fazem cara de nojo para petês de estômagos espetados.

 

Perto deles, num canto, tucanos mineiros e petês paulistas relembram, entre gargalhadas, as agruras do STF.

 

Nada havia sido sido provado. Em 2025, tudo parece tão distante...

 

Pemedebês insaciáveis reclamam dos ministérios e daquela estatal que Marina Silva se recusa a entregar-lhes.

 

Faca na boca, o grupo trama a retaliação. Partiria do Senado, presidido, pela 12ª vez, por Sarney.

 

Marina chegara ao Planalto na sucessão de 2018. Consagrara-se nas pegadas de dois desastrosos mandatos de Ciro Gomes.

 

Em frangalhos, o ex-presidente Ciro acabara de retransferir seu título de eleitor de São Paulo para o Ceará. Em 2026, tentará eleger-se vereador, em Sobral.

 

Marina caminhava para o último ano de seu segundo mandato. Aconselhada pela vice-presidente Heloisa Helena, ela bem que tentara governar sem o PMDB.

 

Só cedera depois da ameaça de impeachment. Salvara-se depois de jurar que não sabia da distribuição de dólares no Congresso.

 

O mensalão verde do PV, a presidente assegurara, era coisa de traidores. Os poucos verdes presentes à ceia cercam Romero Jucá, líder de Marina no Congresso.

 

— Oito ministérios e a diretoria financeira de Furnas. Com isso, o PMDB se aquieta, Jucá tranquiliza os interlocutores.

 

Os verdes revelam-se preocupados com a governabilidade. Sem Marina, impedida de disputar a re-reeleição em 2026, precisam se manter vivos e arranjar um nome.

 

Alguém capaz de bater o tucano Serra, que ruma para sua sétima candidatura presidencial. 

 

Nas pesquisas, Serra é o favorito. Resta-lhe apenas vencer uma disputa interna com um contínuo do PSDB, que se apresenta como alternativa.

 

Súbito, chega a hora de servir a ceia do Natal de 2025. Antes, um grande brinde. Mãos ao alto, tilintar de taças.

 

Lobistas suarentos aproveitam a hipnose do champanhe para receber de empresários cheirosos, por baixo da mesa, malas 007.

 

Burocratas solícitos observam a cena. Sorriem ao ouvir a pergunta de um deputado bêbado a um senador trôpego: “Quem tá pagando essa festança toda?”

 

Do alto, os fantasmas de PC Farias e de Pedro Collor, continuam olhando tudo.

 

— Isso não vai acabar bem, PC afirma, convicto.

 

— Sem chance, Pedro concorda, com um riso maroto no canto da boca.

Escrito por Josias de Souza às 18h12

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A semana em que as imagens e Lula falaram por si

Escrito por Josias de Souza às 12h00

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Governo fala em línguas diferentes no mesmo idoma

  Fotos:Sérgio Lima e Alan Marques
Terminou a penúltima viagem de Lula ao estrangeiro.

 

De volta ao Brasil, deveria chamar Dilma Rousseff e Marco Aurélio Garcia para um dedo de prosa.

 

A trinca andou produzindo manifestações sobre Honduras.

 

Embora estivessem no exterior, expressaram-se em português.

 

Mas falaram línguas diferentes.

 

Nesta sexta (4), Dilma disse que o Brasil não pode desconsiderar a eleição ocorrida em Honduras no domingo passado.

 

"Nós não estávamos discutindo eleição. Nós estávamos discutindo golpe de Estado. Há uma diferença muito grande entre uma coisa e outra..."

 

"...Uma coisa é um golpe. Outra coisa é a discussão (eleitoral), tanto é que eu acho que esse novo processo vai ter de ser considerado".

 

Dito de outro modo: para Dilma, não resta ao Brasil senão reconhecer a legitimidade do novo governo hondurenho, que se instala no fim de janeiro de 2010.

 

Lula dissera coisa bem diferente. Condicionara o reconhecimento do triunfo do presidente eleito Porfírio Lobo ao retorno prévio do deposto Manuel Zelaya ao poder.

 

Horas antes do encontro de Dilma com os microfones, o ‘chanceler do B’ Marco Aurélio Garcia, ecoara o chefe.

 

O Brasil, Marco Aurélio dissera, vai manter a posição de desconsiderar as eleições presidenciais hondurenhas.

 

Daqui a duas semanas, a hospedagem de Zelaya na embaixada brasileira em Tegucigalpa fará aniversário de três meses.

 

Até quando? Sobre isso ninguém disse palavra.

Escrito por Josias de Souza às 06h06

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Azeredo ganha um defensor inesperado: Ciro Gomes

  Folha
Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, saiu em defesa do grão-tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

 

No rastro da decisão do STF, que converteu Azeredo em réu no caso do tucanoduto, Ciro se ofereceu como testemunha de defesa do senador.

 

Acha que são frágeis as provas apresentadas contra Azeredo. Descrê da possibilidade de o senador ter levado as digitais às arcas reeleitorais espúrias de 1998.

 

“Pelo que conheço de sua vida honesta, ética, tenho segurança que ele não se envolveu de jeito nenhum”.

 

Azeredo responde por peculato e lavagem de dinheiro. Mas, para Ciro, “a acusação é caixa dois. E nela não tem provado a participação do Azeredo”.

 

Ciro falou em Cuiabá. Em Belo Horizonte, o presidenciável Aécio Neves, companheiro de plumas de Azeredo, adotou o mesmo diapasão:

 

"Problemas ocorreram na prestação de contas, na arrecadação de recursos [da campanha]...”

 

“...Mas não vi nada que me desse garantias de que tenha havido, enfim, uma intermediação, uma ação direta do senador [Azeredo]".

 

Afora o fato de que caixa dois também é crime, Ciro e Aécio desconsideraram detalhe que consta da peça acusatória da Procuradoria, recepcionada pelo Supremo.

 

A escrituração eleitoral de Azeredo foi borrifada com verbas desviadas do erário mineiro.   

 

Tomado pelo conceito que Ciro e Aécio fazem dele, Azeredo não seria cúmplice, mas apenas um benficiário atoleimado dos malfeitos que vicejaram ao seu redor.

 

O próprio Azeredo parece endossar o raciocínio. Em nota, ele escreveu:

 

“As questões financeiras envolvendo a campanha eleitoral de 1998 não foram de minha responsabilidade...”

 

“...Uma campanha eleitoral, em um estado com 853 municípios, exige delegação de funções – o que foi feito”.

 

Para ser levado a sério, Azeredo deveria convencer o PSDB a pedir desculpas pelas críticas que dirige, desde 2005, a Lula ‘Não Sabia de Nadica’ da Silva.

Escrito por Josias de Souza às 05h30

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Receita decide varejar declarações de IR de Arruda

  Karime Xavier/ABr
Devagarinho, a encrenca que assedia José Roberto Arruda vai migrando da seara política para a arena financeira.

 

Sem alarde, a Receita Federal decidiu varejar o cotidiano fiscal do governador ‘demo’ do DF.

 

A averiguação deve alcançar os últimos cinco anos.

 

Não é só: a Polícia Federal deseja apalpar os extratos bancários de Arruda.

 

Nesse caso, a liberação dos dados, por sigilosos, depende de autorização do STJ.

 

Expoentes do DEM que estiveram com Arruda nas últimas 72 horas encontraram-no deprimido. Numa das conversas, o governador verteu lágrimas.

 

Até aqui, lidava com a ameaça de expulsão do partido e com a enxurrada de pedidos de impeachment na Câmara Legislativa.

 

Súbito, o escândalo se aproxima da parte do corpo que sujeita a dores lancinantes: o bolso. Haja lágrima!

Escrito por Josias de Souza às 04h41

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Inpe fulmina a tese de que raios causaram o apagão

Divulgação

 

Relatório do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) carboniza a versão oficial que atribuíra a raios o apagão do dia 10 de novembro.

 

Datado de quarta-feira (3), o documento do Inpe foi divulgado nesta sexta (4). Traz a palavra final e oficial do órgão.  

 

Em essência, o instituto, que pende do organograma do Ministério da Ciência e Tecnologia, concluiu o seguinte:

 

1. Na tarde do dia 10 de novembro, “horas antes da interrupção do fornecimento de energia elétrica [...], as linhas de transmissão do sistema Itaipu foram atingidas diversas vezes por descargas atmosféricas com intensidades superiores a 50 kA”.

 

2. No horário do apagão, 22h13 da noite de 10 de novembro, “a atividade de descargas tinha diminuído consideravelmente em relação à atividade registrada ao longo do dia”. Os raios eram, então, mais fracos.

 

3. Minucioso, o relatório do Inpe analisa as condições atmosféricas na região da subestação de energia de Itaberá (SP) entre 22h12 e 22h14.

 

4. Informa que, entre o minuto que antecedeu o apagão e o minuto imediatamente posterior, havia em Itaberá “descargas de fraca intensidade (16 kA)”.

 

5. Além de anêmicos, os raios caíram a uma distância de “9,2 km de uma das linhas [de transmissão] de 600 kV e a mais de 30,5 km da subestação de Itaberá”.

 

6. O Inpe estimou “as probabilidades individuais de que uma descarga tenha atingido diretamente cada uma das cinco linhas de transmissão de Itaipu ou a subestação de Itaberá”.

 

7. O instituito informa: “Em todos os casos, as probabilidades individuais são baixas (inferiores a 15%) para descargas fracas, isto é, com intensidades inferiores a 25 kA. Para descargas com intensidade acima de 25 kA, as probabilidades são praticamente nulas”.

 

8. Quem lê o texto é conduzido a um veredicto incontornável: o curto-circuito em série que desligou da tomada 18 Estados brasileiros na noite de 10 de novembro não pode ter sido ocasionado por raios.

 

9. Por quê? Na tarde daquele dia, período em que os raios eram mais fortes –acima de 50 kA— e atingiram “diversas vezes” as linhas de tramissão de Itaipu, o sistema elétrico não caiu.

 

10. Menos razões haveria para ser desligado às 22h13, horário em que os raios, além de infinitamente mais fracos –16 kA—, passaram longe das linhas –9,2 km— e mais distantes ainda da subestação de Itaberá –30,5 km.

 

11. No dia seguinte à data do apagão, o Inpe já havia praticamente descartado a hipótese de que raios tivessem causado o breu, desdizendo o que dissera o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) na noite da véspera.

 

12. Lobão abespinhara-se: "O Inpe não discordou. Um pesquisador fez manifestações de natureza pessoal. O presidente do instituto divulgou uma nota dizendo que aquela não era a palavra do Inpe...”

 

“...O instituto está estudando o assunto para ter uma manifestação sobre fenômenos climáticos, não sobre questões energéticas. Não é atribuição do Inpe opinar sobre energia elétrica. Ele opina sobre fatos climáticos e nada mais".

 

13. De fato, a primeira valiação do Inpe era preliminar. O instituto prometera análise mais completa e definitiva. A palavra final consta do documento que veio à luz nesta sexta.

 

14. Nas pegadas do apagão, com a elocidade de um raio, Lobão e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) deram o caso por “encerrado”.

 

15. Decorridos 25 dias, o caso continua em aberto. Afora as conclusões do Inpe, que afastam a hipótese dos raios, o brasileiro ainda não foi apresentado a uma versão que se sustente em pé.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega ao pedaço do relatório do Inpe que discorre sobre a incidência de raios no dia do apagão.

 

Apertando aqui, chega-se ao naco que traz informações sobre as condições do tempo.

Escrito por Josias de Souza às 03h30

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Prefeito se compromete a reduzir área de favelas

 

- Folha: Pão de Açúcar compra Casas Bahia 

 

- Estadão: Pão de Açúcar compra Casas Bahia e cria gigante varejista

 

- JB: Alemão volta a ser a fortaleza do tráfico

 

- Correio: Rastro do crime na Saúde do DF

 

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h18

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Mensalãomania!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 03h15

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Acautelai-vos, consumidores! Os gigantes se uniram

Conheça os detalhes da megafusão aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 19h13

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Cristovam coleta assinaturas para ‘CPI do Panetone’

  Sérgio Lima/Folha
Ex-governador de Brasília, Cristovam Buarque (PDT-DF) começou a coletar assinaturas para uma nova CPI.

 

Quer levar para dentro do Senado a investigação do DEMensalão panetônico do governador José Roberto Arruda.

 

Por ora, Cristovam conseguiu arrastar para dentro do pedido de CPI apenas sete jamegões.

 

Vai ser divertido acompanhar a saga de Cristovam na caça às assinaturas dos colegas das bancadas do DEM e do PSDB.

 

Patronos de 11 de cada dez CPIs instaladas sob Lula, ‘demos’ e tucanos têm agora uma rara oportunidade de exercitar o furor investigatório.

 

A oposição ainda vai ter saudade dos tempos em que o único item da culinária que fazia sucesso em Brasília era a tapioca dos cartões corporativos.

Escrito por Josias de Souza às 18h57

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Câmara põe para ‘andar’ 2 pedidos de impeachment

  José Cruz/ABr
Dos oito pedidos de impeachment protocolados contra José Roberto Arruda, a Procuradoria da Câmara Legislativa do DF acatou dois.

 

Um deles é assinado pelo presidente do PT-DF, Chico Vigilante.

 

O outro traz o jamegão de um advogado, Evilásio Viana dos Santos.

 

Ambos ignoram o vice Paulo Octávio (DEM), que também está sob suspeição.

 

O impedimento de governadores de Estado é regulado pela lei 1.079, de 1950. Anota no artigo 75 o seguinte:

 

“É permitido a todo cidadão denunciar o governador perante a Assembléia Legislativa, por crime de responsabilidade”.

 

Guiando-se por esse trecho da lei, a procuradoria da Câmara do DF entendeu que os demais pedidos de impeachment eram incabíveis.

 

Por quê? Foram apresentados não por pessoas físicas, mas por partidos e entidades. A lista inclui PSOL, PT, PSB, CUT e uma ordem dos “ministros evangélicos”.

 

O parecer da Procuradoria vai às mãos do vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT). Ele responde interinamente pela presidência.

 

O titular o cargo, Leonardo Prudente (DEM), licenciou-se da presidência depois da exibição do vídeo em que aparece enfiando dinheiro nas meias.

 

Patrício deve remeter os dois pedidos de impechment que passaram pelo crico da Procuradoria à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

 

Dali, os processos vão ao plenário. Há 24 votos em jogo. Para que as peças sejam aprovadas são necessários 16.

 

Antes da quizumba que estourou à sua volta, o governador ‘demo’ do DF dispunha de maioria folgada na Câmara. Uma maioria, sabe-se agora, nutrida a panetone$.

 

Apenas seis deputados faziam oposição a Arruda. Ou seja, o impeachment só passa se a bancada pró-Arruda sofrer uma sangira de dez votos.

 

Difícil, dificílimo. Mas não impossível. Nos últimos dias, quatro legendas abandonaram o barco avariado de Arruda: PSDB, PSB, PDT e PPS.

Escrito por Josias de Souza às 17h21

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Governo abre crédito de R$ 200 milhões para taxistas

O governo levou ao saco de bondades anticrise uma medida capaz de amolecer os pendores críticos de taxistas ao redor do país.

 

Decidiu-se abrir uma linha de crédito de R$ 200 milhões para a compra de táxis novos. Dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

 

A coisa será anunciada na segunda-feira (7) pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho). Cada taxista poderá beliscar até R$ 60 mil.

 

A idéia é financiar 90% do carro novo. O prazo de pagamento será de cinco anos. Os juros, 0,82% ao mês.

 

Os empréstimos serão concedidos nos guichês do Banco do Brasil. Dos R$ 200 milhões que Lupi irá trombetear, foram liberados, por ora, R$ 50 milhões.

Escrito por Josias de Souza às 16h14

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PT festeja a maturidade dos 30 em jantar de adesão

O PT está na bica de se tornar uma legenda balzaquiana. O aniversário será em fevereiro de 2010. Mas os festejos começam na próxima terça (8).

 

O marco inaugural da celebração será um jantar de adesão. O ingresso mais barato sai por R$ 150. O mais caro, R$ 1.000. Inclui bebida alcoólica.

 

O repasto será servido no Vila Rizza, assentado no Setor de Clubes de Brasília. Começa às 20h. Coisa grandiosa.

 

Estima-se a presença 1.500 pessoas, embaladas ao som de Neguinho da Beija Flor e de uma escola de samba de Porto Alegre.

 

A expressão balzaquiana, como se sabe, vem de Honoré de Balzac, autor do notável “A Mulher de 30”.

 

No livro, Balzac faz a apologia das mulheres maduras. Discorre sobre os conflitos de Julia d’Àiglemont, uma francesa mal casada com um general.

 

Ao roçar os 30, Julia descobre a paixão verdadeira nos braços de outro marido. Na trilha para a felicidade, ela enfrenta os tabus sociais.

 

Sem medo de ser feliz, o petismo programou uma homenagem aos seus ex-presidentes.

 

Vai cultuar inclusive os dois ex-dirigentes que o STF levou ao banco de réus do mensalão: José Dirceu e José Genoino.

 

A agremiação planeja esticar os festejos até fevereiro, quando realiza o seu 4º Congresso Nacional.

 

É nesse encontro que a candidatura presidencial de Dilma Rousseff será retirada do armário. Até lá, o PT espera já ter organizado o altar da candidata.

 

Move-se para converter em casamento o acordo pré-nupcial que celebrou com o maior parceiro do consórcio partidário que gravita em torno de Lula.

 

Na plenitude de sua maturidade, bafejada por encantos irresistíveis, a legenda empurra sua presidenciável para o colo do velho e bom PMDB.

Escrito por Josias de Souza às 05h03

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Lula entrega aos pobres R$ 7,9 bi nos guichês do PIS

  João Wainer/Folha
Quem quiser entender o funcionamento do felicitômetro que mede a popularidade de Lula em patamares lunares deve lançar um olhar para os guichês da CEF.

 

A Caixa Econômica Federal reservou R$ 7,9 bilhões para o pagamento do abono salarial e dos rendimentos do PIS (Programa de Integração Social).

 

Refere-se ao período 2009/2010. Os beneficiários são contados em 43 milhões de trabalhadores-eleitorres.

 

Desse total 14,3 milhões recebem contracheques de até dois salários mínimos. E fazem jus a um abono no valor de um salário mínimo (R$ 465).

 

Uma legião de 12,7 milhões de pessoas já sacou o que lhe é de direito.

 

Há ainda entre os beneficiários 28,7 milhões de brasileiros que recebem salários superiores a dois mínimos.

 

Para essa turma, a CEF reservou os rendimentos do PIS, em valores inferiores a um salário mínimo –12,5 milhões de pessoas já sacaram.

 

Juntos, os eleitores que já beliscaram o seu quinhão no PIS levaram para casa R$ 6,3 bilhões, informa a Caixa Econômica Federal.

 

Falta pagar R$ 1,6 bilhão. Dinheiro que poderá ser apalpado pelos donos até 30 de junho do ano eleitoral de 2010.

 

De acordo com a CEF, nunca antes na história do país o PIS chegara a tantas mãos. “Trata-se da maior quantidade de benefícios já liberados pelo programa”.

Escrito por Josias de Souza às 04h04

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CPI do MST deve ser aberta na próxima quarta-feira

Leonardo Wen/Folha

 

Criada por requerimento da oposição, a CPI do MST deve ser instalada na proxima semana, provavelmente na quarta-feira (9).

 

Trata-se de comissão mista, com deputados e senadores. O comando será partilhado por PMDB e PT.

 

Caberá Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado, indicar o presidente. Pende para o nome de um fiel escudeiro: Almeida Lima (PMDB-SE).

 

A Candido Vaccarezza (SP), líder do PT na Câmara, foi confiada a tarefa de apontar o relator. Deve optar por Jilmar Tatto (PT-SP).

 

Os membros da CPI são contados em 36, a maioria já indicada. Desse total, 23 são filiados a legendas associadas ao consórcio governista.

 

Deseja-se perscrutar o volume e o destino das verbas repassadas pelo governo a entidades ligadas ao MST.

 

A exemplo do que ocorreu na CPI da Petrobras, o Planalto dispõe de número para bloquear a nova comissão, inviabilizando-a.

 

Há, porém, uma diferença. Perfilam entre os governistas deputados e senadores simpáticos ao agronegócio e avessos ao MST.

 

É gente disposta a se unir à oposição para fazer a investigação andar. Dessa vez, o trator do governo pode se desgovernar.

 

- Em tempo: Co-autora do pedido de CPI, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escalou a tribuna nesta quinta (3).

 

Queixou-se do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Ele dissera que, sem o Bolsa Família, os trabalhadores rurais seriam presas do trabalho escravo.

 

Kátia foi às lágrimas. Associou o comentário de Patrus aos de outros dois ministros: Carlos Minc (Meio Ambiente) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário).

 

Minc tachara os agronegociantes de “vigaristas”. Cassel chamara-os de “escravocratas”. Presidente da Confederação Nacional da Agricultura, Kátia disse:

 

“Se eles não têm compaixão, se eles não têm admiração, se eles não têm reconhecimento, não tem importância...”

 

“...Nós significamos um terço do PIB, um terço do emprego, um terço das exportações e um terço da economia deste país...”

 

“...Em um ano, três ministros de Estado nos tachando de vigaristas, senhores feudais e escravocratas! Não é mais possível permitir que isso aconteça”.

Escrito por Josias de Souza às 03h10

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Arruda diz ao DEM que vai à Justiça contra expulsão

Valter Campanato/ABr

 

Em diálogos privados que manteve com parlamentares do DEM, José Roberto Arruda informou que vai à Justiça para evitar que o partido o expulse.

 

Considera-se “linchado” pelo partido. Na petição ao Judiciário, alegará que pré-julgamento e cerceamento do direito de defesa.

 

Resta decidir se vai aos tribunais antes ou depois da reunião da Executiva, marcada para quinta-feira (10) da semana que vem.

 

A hipótese mais provável é a de que recorra antes, para tentar impedir a realização do julgamento, retardando-o.

 

O prazo dado a Arruda para que apresente sua defesa –oito dias—está previsto no estatuto do DEM. Expira na quarta (9).

 

Não há, porém, amparo estatutário para julgamentos com data pré-estabelecida. Para Arruda, o ritmo de toque-de-caixa justifica o recurso judicial.

 

Nomeado relator do processo, o ex-deputado José Thomaz Nonô terá poucas horas para preparar o parecer que vai fundamentar a decisão do partido.

 

Nonô disse publicamente que não pretende ouvir ninguém nem pedir diligências adicionais.

 

Há dois dias, durante a reunião em que o presidente do DEM, Rodrigo Maia, marcou a data do julgamento de Arruda, dois ‘demos’ alertaram para os riscos.

 

O deputado-advogado Roberto Magalhães (PE) e o senador-promotor Demóstenes Torres (GO) como que anteviram o movimento de Arruda.

 

Ambos disseram a portas fechadas que a fixação de prazo exíguo, por extra-estatutária, daria margem a questionamentos judiciais.

 

Redator do pedido de expurgo, Demóstenes propusera a expulsão sumária. Nessa hipótese, reza o estatuto do DEM, Arruda exerceria o direito de defesa a posteriori.

 

E o relator teria 60 dias para apresentar o seu parecer. Concluindo pela culpa, manteria a expulsão. Se julgasse Arruda inocente, proporia o retorno dele à legenda.

 

Co-signatário da petição de Demostenes, o deputado Ronaldo Caiado, líder do DEM, disse a quem quisesse ouvir que a expulsão de Arruda é fato consumado.

 

Confirmando-se o veredicto, o governador fica impossibilitado de tentar a sorte nas eleições de 2010. Pela lei, já não pode trocar de partido.

 

Daí a sua decisão de não tombar sem resistência. Arruda move-se para tentar conservar também a maioria de que dispõe na Câmara Legislativa do DF.

 

Correm na Casa oito pedidos de impeachment contra o governador. A OAB anunciou que decidiu protocolar o nono.

Escrito por Josias de Souza às 02h36

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Sendor vira réu no STF por mensalão do PSDB de MG

 

- Folha: STF abre ação conra senador tucano

 

- Estadão: STF abre ação contra 'mensalão tucano'

 

- JB: Rio com risco de 'apagão' médico

 

- Correio: Como Prudente fez o pé-de-meia

 

- Valor: Crédito deve atingir 53% do PIB em 2010

 

- Jornal do Commercio: Tudo sobre o Enem

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h51

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Demoratocracia!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 01h50

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STF aceita denúncia do tucanoduto; Azeredo vira réu

  Folha
Por maioria de votos –5 a 3— o STF converteu a denúncia do tucanoduto em ação penal.

 

Com isso, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), até aqui um mero acusado, desceu ao banco de réus.

 

O caso das arcas clandestinas de Azeredo na campanha de 98 ao governo de Minas é relatado pelo ministro Joaquim Barbosa.

 

O mesmo que cuida do processo contra a “quadrilha” do mensalão petista, escândalo que sacudiu o governo Lula em 2005.

 

Barbosa considerou que a denúncia do Ministério Público contra Azeredo tem indícios suficientes da prática de dois crimes: peculato e lavagem de dinheiro.

 

Votou pelo recebimento da denúncia. Acompanharam-no outros quatro ministros: Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto, Cesar Peluzo e Marco Aurélio.

 

Posicionaram-se pela rejeição da denúncia: Eros Grau, Gilmar Mendes e –surpresa!!!—José Dias Toffoli.

 

Recém indicado por Lula, Toffoli pedira vista do processo. Na sessão desta quinta (3), depois de analisar os autos por cerca de 15 dias, levou o seu voto ao plenário.

 

Considerou que não há no processo evidência de que Azeredo tenha ordenado as transgressões que resultaram em desvio de verbas públicas para a campanha.

 

O relator Joaquim irritou-se. Disse que o neocolega Toffili "parecia não ter lido os autos".

 

Ao votar, Ayres Britto, que preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), discorreu sobre a prática do caixa dois eleitoral:

 

"Costuma ser o início de toda corrupção. Caixa dois é uma desgraça nos costumes eleitorais brasileiros”.

 

Fez uma analogia entre os malfeitos tucanos de Minas e as mensalão federal do petismo: “Parece reprise de um filme que já vimos”.

 

Sem mencionar o mais novo mensalão da praça –o DEMensalão de José Roberto Arruda, Ayres Brito ironoizou: É “um modelo que fez escola".

 

Marco Aurélio referiu-se ao papel do Supremo: "O STF não e cemitério de inquéritos e ações penais de quem quer que seja...”

 

“...O STF atua a partir dos autos, dos elementos do processo e chega num ambiente democrático prevalecendo a ordem jurídica constitucional”.

 

Lembrou que o recebimento de denúncia não tem peso de condenação: “Digo e registro que não estamos a condenar. Estamos em uma fase embrionária".

 

À platéia resta torcer para que o embrião germine. Em 200 anos de história, não há vestígio de condenação a políticos no STF.

Escrito por Josias de Souza às 20h40

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Cúpula do PMDB é citada em vídeo do ‘DEMensalão’

O vídeo acima compõe a cinemateca do ‘panetonegate’. Mostra uma conversa de Durval Barbosa com Alcyr Collaço.

 

Durval é o ex-assessor que virou delator de José Roberto Arruda. Alcyr é dono de um jornal que circula em Brasília (Tribuna do Brasil).

 

Mencionam nomes de peso e cifras altas. Dinheiro de má origem. Durval afirma que José Roberto Arruda "dava 1 milhão por mês para Filippelli".

 

Referia-se ao deputado federal Tadeu Filippelli, presidente do PMDB-DF. Alcyr dá razão ao interlocutor, mas corrige os dados.

 

Afirma que o montante repassado pelo governador ‘demo’ ao dirigente pemedebê é menor: “800 pau”, ele diz.

 

Súbito, Alcyr diz que Filipelli ratearia o montante com mais gente. Ele dá nome aos bois:

 

“Quinhentos pro Filippelli, 100 para o Michel, 100 para Eduardo, 100 para Henrique Alves".

 

Quem investiga o caso supõe que ele tenha se referido a uma trinca de deputados federais do PMDB:

 

Michel Temer, presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB; e Eduardo Cunha (RJ) mandachuva da bancada pemedebista do Rio.

 

Sem exceção, todos negaram ter beliscado dos ‘panetone$’ providos pelas arcas cladestinas do GDF.

 

Ouça-se, por exemplo, Michel Temer: "Não sei por qual razão se destinaria verba para mim. É mais uma infâmia, lamento dizer isso".

 

Filippelli disse que acionará judicialmente Durval e Alcyr. Eduardo Cunha chega mesmo a dizer que nem conhece os personagens do vídeo.

 

Há no manancial de vídeos do escândalo dois tipos de peças. Num, os personagens aparecem apalpando maços de dinheiro.

 

Noutro, atores involuntários têm seus nomes citados por terceiros em diálogos vadios.

 

A cúpula do PMDB integra um vídeo desse segundo tipo. É coisa que reclama investigação. Mas os citados conservam intacto o benefício da dúvida.

 

Nada comparável àquele vídeo em que Alcyr Collaço aparece acomodando maços de notas na cueca.

Escrito por Josias de Souza às 18h47

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Termina em desacordo reunião do PMDB e PT do PA

  Fotos: Folha
Sem alarde, reuniram-se em Brasília negociadores do PMDB e do PT do Pará.

 

Buscava-se a harmonização dos interesses de Ana Julia e de Jader Barbalho.

 

Ela, governadora petista, tenta empinar um projeto reeleitoral para 2010.

 

Ele, deputado pemedebê, cogita buscar nas urnas um retorno ao governo.

 

Entre os dois, Dilma Rousseff, que sonha com o palanque único no Pará.

 

Dono do diretório paraense do PMDB, Jader não deu as caras no encontro.

 

Mas seus operadores levaram à mesa o preço da almejada composição.

 

Para aliar-se ao projeto reeleitoral de Ana Julia, Jader exige:

 

1. Indicar o candidato a vice na chapa da governadora petista.

 

2. Garantir o apoio do PT para sua candidatura ao Senado.

 

3. Acomodar um apaniguado na atual equipe da governadora. Quer a Secretaria de Saúde.

 

Ouvida, Ana Júlia concordou com os dois primeiros itens da pauta de Jader.

 

Torceu o nariz para a idéia de entregar a Saúde ao grupo de desafeto.

 

Lero vai, lero vem, prevaleceu o desacordo.

 

Na semana que vem, reúne-se comitê nacional PMDB-PT.

 

Tenta-se estreitar inimizades presentes em vários Estados.

 

Busca-se converter em casamento o acordo pré-nupcial em torno de Dilma.

 

O veneno do Pará era o que parecia mais próximo de um antídoto. Deu chabu.

 

Um prenúncio de que, noutros Estados, o acerto pode ser ainda mais complicado.

 

São cinco as praças em que o PMDB cobra solidariedade do PT: MG, RJ, MS, CE e PA.

 

Há, de resto, o caso da Bahia. Ali, está entendido que as legendas medirão forças.

 

O PMDB, com Geddel Vieira Lima. O PT, com Jaques Wagner.

 

Tenta-se pôr de pé a política do palanque duplo. Dilma e Lula teriam de pisar nos dois.

Escrito por Josias de Souza às 05h45

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Arruda receia impeachment e perda de foro especial

Elza Fiúza/ABr

 

Submetido a um processo acelerada deterioração política, o governador José Roberto Arruda já receia pelo pior.

 

No seu caso, o pior seria a aprovação do impeachment na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

 

Sem mandato, o governador perderia o foro especial do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

 

Ficaria ao alcance de um juiz de primeiro grau. Algo que, na opinião de um auxiliar do governador ouvido pelo blog, o deixaria vulnerável a eventuais pedidos de prisão.  

 

Impensável até a semana passada, a hipótese do afastamento passou a frequentar os cenários esboçados por Arruda e pelo grupo dele.

 

Um grupo cada vez mais restrito. Já desembarcaram do governo Arruda quatro legendas com alguma expressão: PSDB, PDT, PSB e PPS.

 

Na próxima segunda (7), a Executiva do PMDB-DF se reúne para decidir se mantém ou não o apoio a Arruda. Um pedaço do partido busca a porta de saída.

 

Na quinta (10), a Executiva Nacional do DEM decide sobre a expulsão de Arruda de seus quadros. Forma-se uma maioria pró-expurgo.

 

Sem legenda, Arruda não poderia comparecer às urnas de 2010. Pretendia disputar a reeleição. Mas o prazo legal para a troca de partido expirou em setembro.

 

É sob essa atmosfera adversa, isolado e sem partido, que Arruda vai enfrentar os pedidos de impeachment que se avolumam na Câmara Legislativa.

 

Há, por ora, seis petições de afastamento. Um sétimo pedido está prestes a sair do forno da OAB. Devem ser apensados, tramitando em conjunto.

 

A primeira meia dúzia foi lida nesta quarta (2), no plenário do legislativo. A Lei Orgânica do DF impõe uma tramitação rápida.

 

Ruim para Arruda, que conta com o esfriamento do calderião e preferia enfrentar a encrenca mais adiante.

 

A Mesa que dirige a Câmara Legislativa tem cinco dias para enviar os pedidos de afastamento do governador à Comissão de Constituição e Justiça.

 

A comissão dispõe de 15 dias para se manifestar sobre a matéria. Depois, o abacaxi retorna ao plenário, onde terá de ser descascado.

 

Estão em jogo 24 votos. Para aprovar o afastamento, são necessários 16. Há seis dias, Arruda dispunha de folgada maioria.

 

Uma maioria alimentada à base de panetone$. Pelo menos nove deputados são investigados por frequentar a folha do mensalão do GDF.

 

A bancada do panetone deve arrostar processos de perda de mandato. Mas, por ora, seus integrantes mantêm o direito de votar.

 

Em tese, esse pedaço da Câmara estaria unido a Arruda por uma fidelidade monetária. Porém...

 

Porém, os operadores de Arruda receiam que, para simular inocência, parte a bancada do panetone já estaria flertando com a “independência”.

 

Prevalecendo o impeachment, assumiria o vice Paulo Octácio (DEM). Mas os pedidos de afastamento incluem o vice, também chamuscado nas investigações.

 

Impedidos ambos, assumiria o presidente da Câmara. Chama-se Leonardo Prudente (DEM).

 

Pilhado num vídeo em que aparece recheando as meias com maços de dinheiro, Prudente licenciou-se da presidência por 60 dias.

 

O terceiro na linha sucessória é o vice-presidente da Câmara, Cabo Patrício (PT), que responde interinamente pela presidência.

 

Há, porém, um outro problema. O recesso de final de ano pode empurrar o julgamento político de Arruda para o início de 2010.

 

Reza a legislação que, ocorrendo no último ano do mandato do governante, o impeachment obriga a convocação, em 30 dias, de eleições indiretas.

 

Como Arruda não cogita tombar sem reação, a decisão sobre a sucessão do GDF poderia escorregar, no limite, para o TSE. E dali para o STF.

 

- Em tempo: Pressionando aqui, você chega aos vídeos que dão cara ao escândalo.

 

No quadro abaixo, vão resumidos os dados que carbonizam o prestígio de Arruda, dando-lhe a aparência de comandante em chefe da perversão:

 

Escrito por Josias de Souza às 04h46

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Citado em lista de empreiteira, Temer grita: ‘Infâmia’

  Folha
O nome do presidente da Câmara foi acomodado numa planilha que a PF diz ter recolhido na casa de um diretor da Camargo Corrêa.

 

O “Michel Themer” da planilha traz no sobrenome um “H” que não consta da certidão de nascimento do Temer que comanda o PMDB e a Câmara.

 

Adiante das citações, um lote de cifras que tampouco constam das prestações de contas levadas pelo deputado à Justiça Eleitoral –no total, R$ 410 mil.

 

Coisa antiga, do período de 1996 a 1998. Deve-se a informação ao repórter Ricardo Galhardo. Pendurou-a no portal IG.

 

Cotado para vice de Dilma Rousseff, Temer atravessa uma daquelas quadras em que o político precisa ostentar uma biografia de mulher de Cesar.

 

A reação do deputado foi pronta e enfática. Tachou de “infâmia” a vinculação de seu nome às operações suspeitas investigadas na Operação Castelo de Areia.

 

Dono de uma voz de timbre manso, Temer gritou à sua maneira: "Acho uma indignidade...”

 

“...Se eu pudesse expressar meu grito fantástico, a minha indignação, minha revolta, com este fato, eu o faria. Eu levo na piada isso. É safadeza, sem dúvida alguma".

 

Disse ter recebido da Camargo Corrêa, na campanha de 2006, uma doação de R$ 50 mil. Coisa feita por cima da mesa e registrada na escrituração eleitoral:

 

Ironizou a planilha: "Um papel apócrifo, uma simples folha datilografada que coloca nomes das mais variadas pessoas [...]...”

 

“...Eles tanto me conhecem que, no papel, tem o meu nome errado, para vocês terem ideia de como eu conheço a gente da Camargo Correia".

 

Numa segunda manifestação, Temer anunciou que, nesta quinta (3), requisitará à Justiça os papéis que fazem menção a ele.

 

Planeja tomar providências adicionais: “Eu quero os documentos referentes ao meu nome para responsabilizar aqueles que ou produziram ou o divulgaram”.

Escrito por Josias de Souza às 03h08

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Grupo que negociava propina chamava Arruda de 'big boss'

 

- Folha: Para mensalão do DEM, PT propõe impeachment

 

- Estadão: Arruda licitou panetones no dia da operação da PF

 

- JB: Insegurança fecha mil lojas por ano no Rio

 

- Correio: Durval acusado de desviar R$ 432 mi

 

- Valor: Previsões melhoram e PIB crescerá até 6,5% em 2010

 

- Jornal do Commercio: Mais 12 mil vagas na refinaria de Suape

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h53

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Dilúvio pós-pós!

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h51

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Manifestação contra Arruda descamba para a arruaça

Montagem sobre fotos de Lula Marques

 

Arregientados pela CUT, MST e PSOL, cerca de 150 pessoas foram protestar na Câmara Legislativa do DF.

 

A coisa começou bem, defronte do prédio. Súbito, os manifestantes converteram-se em turba. Invadiram o prédio.

 

Em meio à arruaça, uma porta de vidro foi estilhaçada. Os arruaceiros ganharam o plenário.

 

Avança daqui, empurra dali, a galera foi devolvida ao meio-fio. Mais tarde, porém, algo como 80 pessoas reinvadiram o prédio.

 

Novo empurra-empurra. Foi abaixo uma porta de madeira. A turba alcançou, de novo o plenário.

 

Em meio à algazarra, avolumaram-se os pedidos de impeachment de Arruda e do vice dele, Paulo Octácio, ambos do DEM. Já somam seis.

 

A condução dos processos será presidida por um petista, o deputado Cabo Patrício, vice-presidente da Casa.

 

Patrício assumiu a cadeira de Leonardo Prudente (DEM). Pilhado no vídeo que o exibe enfiando dinheiro nas meias, Prudeste pediu licença de 60 dias.

 

- Atualização feita às 21h40 desta quarta (2): Os invasores decidiram acampar na Câmara Legisaltiva do DF.

Escrito por Josias de Souza às 20h39

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Congresso deve vetar a volta de Zelaya à presidência

  Edgard Garrido/Reuters
O Congresso de Honduras decidirá nas próximas horas se Manuel Zelaya deve ou não retornar à presidência do país.

 

A decisão deve ser adversa a Zelaya. Foi o que informaram os mandachuvas do legislativo hondurenho a um deputado brasileiro.

 

Enviado a Tecucigalpa como observador da eleição presidencial do último domingo, Raul Jungmann (PPS-PE) conversou com três congressistas.

 

Falou com o presidente do Congresso de Honruas, José Alfredo Saavedra, e com os líderes de dois partidos: o oposcionista “Nacional” e o governista "Liberal", que formam a maioria.

 

Os três informaram a Jungmann que o Congresso negará o retorno de Zelaya ao cargo de presidente, do qual foi deposto em 28 de junho.

 

A votação que definirá o futuro do Zelaya está prevista no acordo intermediado pela OEA.

 

Nesta quarta (2), dia em que se encontra reunido o Congresso, voltou à cadeira de presidente de Honduras Roberto Micheletti.

 

Ele passara uma semana fora do poder. Saíra antes da eleição de domingo, que elegeu Porfírio Lobo, do oposicionista Partido Nacional.

 

A posse de Lobo está prevista para fevereiro de 2010. Até lá, confirmando-se a decisão antecipada a Jungmann, Micheletti cuidará da transição.

 

- Atualização feita à 00h30 desta quinta (3): Como previsto, o Congresso hondurenho rejeitou o retorno de Zelaya à presidência. REsta saber agora até quando ele vai ficar hospedado na embaixada do Brasil.

Escrito por Josias de Souza às 20h01

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Panetone$ da Camargo Correa nutriram mais de 200

Nunca antes na história desse país a cena político-policial oferecera à platéia uma atmosfera tão didática.

 

Correm em paralelo dois inquéritos. Um em Brasília. Outro em São Paulo. Ambos tratam da distribuição de panetone$. Só que em lados diferentes do balcão.

 

O inquérito brasiliense ilumina os bolsos, as bolsas, as meias e as cuecas da clientela –no caso, o ‘demo’ Arruda e Cia..

 

A investigação paulista joga luz sobre a logomarca de um provedor de peso. No caso, a Camargo Corrêa.

 

A empreiteira de São Paulo não borrifou farinha na panificadora de Brasília. Mas o exame separado dos dois casos prejudica a compreensão do todo.

 

São manifestações de um mesmo fenômeno: a perversão que une os fornecedores do Estado aos gestores das arcas públicas e seus braços legislativos.

 

Uns não existem sem os outros, eis o que se deseja realçar. Está-se diante de um monstro que reclama ataque conjunto.

 

No lado brasiliense do balcão, a presença de uma câmera de filmadora tornou explícito tudo o que era insinuado.

 

No lado paulista, não há imagens. Ali, recolheram-se apenas planilhas e um pendrive prenhe de nomes e de cifras.

 

Os repórteres Mario Cesar Carvalho e Lilian Christofoletti informam que a lista dos que se alimentaram dos panetone$ da empreiteira anota mais de 200 nomes.

 

Há congressistas federais, seretários e até conselheiros e ministros de tribunais de contas. Uma megaceia.

 

A galera dispõe de foro privilegiado. Ou seja, as denúncias do Ministério Público vão às esferas superiores do Judiciário –STF, STJ e tribunais de Justiça estaduais.

 

É nesse estágio que a encrenca engasga. A ausência de punição adiciona fermento no imenso panetone em que se transformou o Brasil.

 

O forno só será lacrado no dia em que os panificadores e sua clientela começarem a enxergar um nascer de Sol quadrado.

 

O diagnóstico é antigo. Foi pronunciado há duas décadas, por Mario Amato, um antigo presidente da Fiesp:

 

“Todos somos corruptos. Ninguém pode atirar a primeira pedra”, dissera Amato, em timbre de cru realismo.

 

Ou o Judiciário começa a atirar pedras ou a República, em vez de ser vista como coisa pública, continuará a ser enxergada como cosa nostra.

Escrito por Josias de Souza às 19h26

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Alvíssaras! Lula já vê algo de ‘deplorável’ em Brasília

  Wilson Dias/ABr
Numa primeira manifestação sobre o ‘panetonegate’, Lula, um presidente que fala por si, dissera que as imagens da pilhagem “não falam por si”.

 

Recebido com espanto, Lula tenta se recompor menos de 24 horas depois:

 

deplorável para a classe política. Eu não entendo por que não se aprova a reforma política".

 

Deve-se estimular o presidente a continuar tentando. Melhorou. Mas ainda não soou no ponto.

 

Recomenda-se ao Lula-2009 que dê ouvidos ao Lula-1989. Dizia o seguinte:

 

“A corrupção e a existência de concorrências ilícitas não são novidade. Novidade acontecerá no dia em que alguém for para a cadeia”.

 

Bingo!

Escrito por Josias de Souza às 17h57

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DEM se esquiva de processar Paulo Octávio, o ‘vice’

José Cruz/ABr

DEM abre processo contra Arruda e finge que o 'problema' Paulo Octávio não existe

 

Além de se recusar a impor a José Roberto Arruda a expulsão sumária, o DEM esquivou-se de abrir processo contra o vice-governador do DF, Paulo Octávio.

 

A Executiva do partido livrou a cara também do deputado Leonardo Prudente, presidente da Câmara Legislativa do DF.

 

Paulo Octávio é mencionado no inquérito que corre no STJ como beneficiário do butim amealhado pelo ex-secretário Durval Barbosa, que se autoconverteu em delator premiado.

 

Em depoimento, Durval acusa o vice-governador de beliscar 30% dos panetone$ recolhidos junto a fornecedores do GDF -10% a menos que Arruda.

 

Quanto ao deputado Prudente, aparece em vídeo manusenado maços de dinheiro recebidos de Durval. Enche os bolsos do paletó. Depois, leva o dinheiro à meia.

 

Deve-se ao senador Demóstenes Torres a redação do processo contra Arruda. O texto pede a expulsão sumária.

 

Além de Demóstenes, assinam a peça os líderes Ronaldo Caiado (Câmara) e José Agripino (Senado).

 

Levada à Executiva, a petição não chegou a ser votada. Rodrigo Maia, o presidente do DEM, avocou para si o processo.

 

Proferiu diante da Executiva um despacho verbal. Refugou o rito sumário, abriu oito dias de prazo para a apresentação da defesa de Arruda e anunciou uma novidade.

 

Rodrigo marcou a data do julgamento para quinta-feira (10) da semana que vem. Um prazo não previsto no estatuto do partido.

 

Durante a reunião, o senador Heráclito Fortes manifestou sua estranheza qualto ao alvo: Por que só o Arruda?

 

Demóstenes protinficou-se: “Não faço com prazer, mas, se quiserem me designar, redijo os demais, inclusive o processo do Paulo Octávio”.

 

A reunião, que era tensa, foi momentaneamente entrecortada por risos. Heráclito estrilou.

 

Disse que Paulo Octávio não tem "nada a ver" com os malfeitos. Deu a entender que se referia ao deputado Prudente.

 

E o dito passou por não dito. A reunião terminou sem que outros procedimentos disciplinares fossem abertos. Tratou-se apenas de Arruda.

 

Versado na ciência do direito, o deputado Roberto Magalhães opôs-se ao ritmo processual imposto por Rodrigo Maia a Arruda.

 

Lembrou que, uma vez descartada a expulsão sumária, processo com data marcada para terminar é coisa que o estatuto do partido não autoriza.

 

Demóstenes ecoou Magalhães. Disse que o processo pode dar margem a questionamentos na Justiça.

 

Reza o estatudo do DEM que os transgressores estão sujeitos a dois tipos de processo.

 

Na primeira raia, corre o rito sumário, proposto por Demóstenes. Começa com a expulsão do filiado.

 

Depois, nomeia-se um relator, que tem 60 dias para ouvir a defesa do acusado.

 

Concluindo pela inocência, sugere a revogação da expulsão. Do contrário, propõe a manutenção do expurgo.

 

Na segunda raia corre o processo normal. Prevê um único prazo: oito dias para a apresentação da defesa escrita do acusado.

 

De posse da defesa, o relator não tem prazo para concluir o seu trabalho. Num caso como o de Arruda, poderia buscar informações no Ministério Público.

 

Poderia também deferir eventuais pedidos do acusado –a realização de perícias ou a inquirição de testemunhas, por exemplo.

 

Ao optar pela fórmula mista –processo convencional com julgamento em nove dias—, Rodrigo Maia restringiu o trabalho do relator à análise da defesa de Arruda. Nada de procedimentos complementares.

 

Daí os receios manifestados pelo advogado Magalhães e pelo promotor licenciado Demóstenes.

 

A dupla sabe que, se quiser, Arruda pode buscar nos tribunais a anulação de uma eventual expulsão que lhe seja imposta na semana que vem.

 

Alegaria cerceamento do seu direito de defesa. Obtendo uma liminar, Arruda continuaria filiado ao DEM.

 

E preservaria o direito de candidatar-se, sob a legenda, à releição. Sim, a depeito de tudo, Arruda ainda se considera um candidato viável para 2010.

 

Um pedaço do DEM rumina a expectativa de que Arruda tome a iniciativa de se desfiliar do partido até o dia do julgamento. Uma hipótese que, em privado, Arruda descarta.

Escrito por Josias de Souza às 06h59

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Arruda diz que Durval lhe deu dinheiro por terceiros

  Antônio Cruz/ABr
O governador José Roberto Arruda falou ao repórter Fernando Rodrigues.

 

Tomado pelo conteúdo, Arruda tem a consistência de um panetone amanhecido.

 

Em certos trechos, ele diz coisas definitivas. Noutros, não define as coisas.

 

Divide seu delator, o ex-secretário Durval Barbosa, em dois.

 

O Durval que servia ao governo de Joaquim Roriz é um bandalho.

 

O Durval da sua gestão, é personagem burocrático, inofensivo às arcas.

 

Reconhece que, sob Roriz, mordeu do panetone espúrio servido por Durval.

 

Das mãos do delator, só uma vez, aquela que foi registrada em vídeo.

 

Mas admite ter apalpado outras fatia$, que lhe chegaram por meio de terceiros.

 

Arruda repisou a lorota panetônica: “Foi para as minhas campanhas sociais de final de ano que eu faço há dez anos...”

 

“...Virou piada, porque é panetone, mas no fundo é verdade mesmo. Eu entrego panetone nas creches, nos asilos, tudo isso...”

 

“...Essa [doação em dinheiro de Durval] foi a única que eu recebi pessoalmente. Mas na campanha ele foi para o comitê. Ajudou muito”.

 

Confirmou algo já noticiado aqui: só em 2009 levou ao TRE as “doações” pretéritas.

 

Deu-se há oito meses, em março. “Registrei no Tribunal Eleitoral sem os recibos...”

 

“...Só a lista de doações. Para fazer a seguinte pergunta:...”

 

“Como este ano é pré-eleitoral eu poderia fazer a mesma coisa sem que isso fosse crime eleitoral?...”

 

“...O tribunal analisou e disse que não tinha problema. E arquivou, inclusive”.

 

Sobre o grampo ambiental de outubro, no qual trata com Durval da compra de deputados, Arruda desconversa:

 

“Não vou mais fazer comentários por uma razão: meus advogados estão estudando isso”.

 

Se o DEM radicalizar, vai radicalizar com o partido? “A conversa foi cordial. Eu até brinquei e disse a eles que queria que me tratassem como o PSDB tratou a Yeda”.

 

Se for expulso da legenda, como vai reagir? “Daí, vamos pensar. Não quero criar problemas para ninguém”.

 

Pressionando aqui, você chega à íntegra da entrevista. Vale o desperdício de um naco de tempo.

Escrito por Josias de Souza às 05h42

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Do ex-PT para o ex-PFL: Não vamos ficar tripudiando

Se o ‘Panetonegate’ ocorresse em algum ponto da década de 90, o PT já estaria de quatro, urrando e mordendo os calcanhares do PFL.

 

Para sorte do DEM, a experiência de poder fez do ex-PT uma legenda que cultiva velhos sentimentos de culpa.

 

O partido de Lula ainda se lembra das coisas que fez. Sabe que a aética é uma dimensão que existe nos seus quadros ou nos de qualquer outra agremiação.

 

Como já fez o diabo, o petismo reage com moderação às trangressões do ‘demo’. Vale a pena ouvir José Eduardo Dutra, que acaba de ser eleito presidente do ex-PT:

 

 

"Passamos por um episódio muito traumático em 2005. Nós nos comportávamos como se fossemos freiras, mas descobrimos que não éramos. Agora..."

 

"...Não vamos ficar tripudiando a oposição. O DEM queria acabar com a nossa raça durante o mensalão, mas não vamos apontar o dedo em riste para o partido neste momento".

Escrito por Josias de Souza às 04h38

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Gaspari desta quarta: ‘Ah, se meu panetone falasse...’

Na tarde de terça (1º), reunido com os sábios da tribo ‘demo’, José Roberto Arruda posou de valente: “Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também”.

 

Em artigo levado às páginas desta quarta (2), o repórter Elio Gaspari constata: na hora em que a ceia esquenta, Arruda se torna panetone mudo. Recolhe a língua e sai de fininho.

 

O texto do repórter, encontrável no Globo e na Folha, vai reproduzido abaixo. No vídeo lá do alto, um passeio pelas imagens da pilhagem.

 

 

“É sempre a mesma história. Apanhado, o magano chantageia seus pares ameaçando contar o que sabe.

 

O tempo passa, ele mede as consequências, sai de fininho, e restabelece-se a paz no andar de cima. (Se for o caso, o DEM, ex-Arena, ex-PDS, ex-PFL, muda de nome.)

 

Em 2001, quando foi apanhado no episódio da violação do sigilo do painel eletrônico do Senado, José Roberto Arruda ameaçou contar o que sabia caso fosse deixado ao relento.

 

À época ele era um quadro do PSDB e líder do governo de Fernando Henrique Cardoso no Senado. Arruda recebeu a visita de dois grão-tucanos, renunciou ao mandato de senador, escapou da cassação e foi cuidar da vida.


Ah, se o Arruda falasse... Em 2001 ele poderia ter contado como se formaram as maiorias parlamentares do tucanato.

 

Algumas, como a da reforma da previdência, nasceram da troca de favores, outras, como a que permitiu a reeleição dos presidentes, governadores e prefeitos, precisaram de mais alavancagem.

 

É verdade que Arruda nunca soube tanto quanto o ministro Sérgio Motta, mas soube bastante.


A crise dos pacotes de dinheiro nas meias de um deputado, na cueca de um dono de jornal e na bolsa de uma educadora transformou Arruda num ativo tóxico.

 

Ele e o senador Eduardo Azeredo, denunciado pelo caixa dois do tucanato mineiro, tornaram-se fiéis depositários do patrimônio de maus costumes da oposição. Às pizzas da nação petista, José Roberto Arruda contrapôs os panetones.


Arruda sabe que as versões apresentadas por seus advogados e pelos seus colegas são pouco mais que um exercício de escárnio.

 

Esse foi um estilo consagrado pelos petistas quando criaram a figura dos ‘recursos não contabilizados’.

 

Quatro anos depois do estouro do mensalão, os companheiros estão protegidos, alguns com mandato, outros com posições na direção partidária, todos com acesso a gestores de fundos capazes de se comover com uma história de abandono.


Arruda, com as meias e as cuecas de seus aliados, é uma conta que deve ir para o DEM, respingando nos seus tradicionais parceiros do tucanato.

 

Não é justo falar em mensalão numa hora dessas, mas a sorte pregou uma peça ao novo presidente do PT, o comissário José Eduardo Dutra.

 

No mesmo dia em que as bandalheiras de Brasília chegavam ao café da manhã da choldra, ele deu uma entrevista à repórter Vera Rosa e disse o seguinte: ‘Em toda eleição há o risco de você ter desvios, caixa dois. É inerente ao modelo’.

 

Dutra acha que essa inerência do modelo só será resolvida instituindo-se o financiamento público nas campanhas eleitorais. (Será que o companheiro acha que com financiamento público a rapaziada de Brasília estaria saciada?)


Em 2001 Arruda tinha a rota de fuga da renúncia. Agora essa porta perdeu a funcionalidade, pois, se for posto para fora do DEM, ele não participa da próxima eleição.

 

Se o Ministério Público e a Polícia Federal conseguirem a colaboração de mais um ou dois deputados distritais, os doutores (inclusive Arruda) terão motivos para temer a cadeia.


O desembaraço dos mensaleiros de todos os partidos não será inibido por reformas políticas. A única coisa de que bandido tem algum medo é da cadeia.

 

Esse nobre sentimento pode levar alguns sabiás a gorjear diante dos procuradores ou dos delegados.

Escrito por Josias de Souza às 04h10

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As machetes desta quarta

 

- Globo: Imagem de políticos recebendo propina 'não fala por si', diz Lula

 

- Folha: Fita expõe ação de Arruda no mensalão

 

- Estadão: DEM marca expulsão de Arruda para o dia 10

 

- JB: Tráfico reage à PM e assusta Copacabana

 

- Correio: Arruda: Roriz quer ganhar no tapetão

 

- Valor: Gasto com executivos soma R$ 1 bi em 5 bancos

 

- Jornal do Commercio: Contratação de shows derruba secretário

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h29

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Sobras de campanha!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 03h19

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Político sem mandato relatará processo contra Arruda

Chama-se José Thomaz Nonô o relator do processo de expulsão aberto pelo DEM contra o governador José Roberto Arruda.

 

Trata-se de um ex-deputado federal de Alagoas. Exerceu seis mandatos. Em 2006, disputou o Senado. Perdeu.

 

Ficou em terceiro lugar (9,66% dos votos), numa eleição que marcou o retorno de Fernando Collor (44,05%) à vida pública.

 

Deve-se a escolha do nome de Nonô ao presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ). Por que um ex-deputado?

 

Para Rodrigo, uma pessoa distanciada da cena envenenada de Brasília terá mais “isenção” para julgar o processo contra Arruda.

 

Consultado pelo telefone, Nonô aceitou a incumbência. Ele é advogado, promotor aposentado. Na Câmara, angariou o respeito dos pares. Escalou postos de relevo.

 

Foi alçado à 1ª vice-presidência da Casa na conturbada gestão de Severino Cavalcanti (PP-PE).

 

Um presidente que teve de renunciar ao mandato depois de ter sido pilhado recebendo ‘mensalinho’ de um concessionário de restaurante na Câmara.

 

Nonô volta ao palco para lidar com o mensalão do governo ‘demo’ do Distrito Federal. Impôs uma condição a Rodrigo Maia.

 

Exigiu liberdade para julgar de acordo com os elementos que forem carreados para os autos do processo disciplinar.

 

O ex-deputado alagoano entra no caso por conta de uma renúncia relâmpago. Em reunião da Executiva do DEM, Rogrigo designara um outro relator.

 

O diabo é que o escolhido, José Carlos Machado, um obscuro deputado de Sergipe, renunciou meia hora depois de ter aceitado descascar o abacaxi.

Escrito por Josias de Souza às 23h13

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DEM opta por sangrar ao lado de Arruda por dez dias

Dividida, a Executiva nacional do DEM reuniu-se para decidir o que fazer com José Roberto ‘Panetone’ Arruda.

 

Foram à mesa duas propostas: a expulsão sumária e o processo de rito mais brando. Prevaleceu a segunda opção.

 

Foi aberto um processo disciplinar. Deu-se ao governador ‘demo’ do DF oito dias para a apresentação de defesa.

 

Decorrido esse prazo, um relator do partido terá dois dias para concluir se o caso é de advertência, suspensão ou expulsão.

 

Marcou-se para 10 de dezembro nova reunião da Executiva, a quem caberá decidir o que fazer com o filiado-problema.

 

Assim, o DEM, que sangra ao lado do cadáver político de Arruda desde a última sexta (27), mantém-se  nas proximidades do esquife por pelo menos mais dez dias.

 

Durante a reunião da Executiva, o presidente do DEM, Rodrigo Maia, nomeou como relator do processo contra Arruda um deputado obscuro: José Carlos Machado, de Sergipe.

 

Meia hora depois de ter abraçado a missão, o deputado Machado renunciou à relatoria. Uma evidência das dificuldades do DEM em lidar com a crise.

  

Adeptos da expulsão relâmpago, o senador Demóstenes Torres e os líderes Agripino Maia (Senado) e Ronaldo Caiado (Câmara) foram batidos pela maioria.

 

Para Demóstenes, a expulsão sumária está prevista nos estatutos do DEM como antídoto para transgressões graves.

 

“Se esse caso do Distrito Federal não tem gravidade, não sei mais o que é grave”, diz o senador.

 

Caiado achava que, livrando-se imediatamente de Arruda, o DEM se diferenciaria de outras legendas que, ao dar de cara com escândalos, piscaram.

 

Agripino acreditava que o episódio do DF, por grave, merecia resposta mais vigorosa.

 

“O que podia ser votado hoje, será procrastinado por mais nove dias. Nove dias a mais de agonia”.

 

A ala dos defensores do rito processual mais brando –o presidente Rodrigo Maia à frente—argumenta que é preciso preservar o direito de defesa de Arruda.

 

Alega que a expulsão em velocidade de raio, por inconstitucional, poderia ser questionada na Justiça.

 

É de perguntar: se a vacina é inconstitucional, por que diabos o DEM a conserva na prateleira do estatuto?

 

O rito sumário foi adotado pelo DEM numa fase em que o partido ainda atendia pelo nome de PFL.

 

Deu-se num instante em que a legenda desejava livrar-se de Hildebrando Pascoal, aquele ex-deputado do Acre que tratava os rivais a golpes de motosserra.

 

Mais recentemente, o rito sumário foi adotado contra Edmar Moreira, o deputado do castelo. Para Arruda, às voltas com um castelo de cartas podres, serviu-se um refresco.

Escrito por Josias de Souza às 20h17

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Tucanato decide abandonar a nau errante de Arruda

Dalcío

 

Num instante em que a lama roçava-lhe a plumagem, os tucanos decidiram tomar distância do governo ‘demo’ de José Roberto Arruda.

 

A Executiva nacional do partido determinou aos filiados que mantêm cargos no GDF que batam asas.

 

Quem descumprir a ordem será expulso do partido. Se alguém tiver mordido os panetone$, terá de se explicar.

 

"Os que não saírem do governo não serão mais do PSDB”, disse Sérgio Guerra, presidente da legenda.

 

“Os que saírem do governo e tiverem processos vão ser submetidos ao Conselho de Ética do partido", acrescentou o presidente do PSDB.

 

Sob Arruda, há cerca de 100 tucanos alojados em escalões inferiores e intermediários. No secretariado, há dois.

 

Um deles, o secretário de Obras Marcio Machado, presidente do PSDB-DF, frequenta o noticiário na condição de suspeito.

 

O que fará o partido? "Não cuidamos ainda do diretório de Brasília", Sérgio Guerra se esquivou.

 

E quanto à parceria PSDB-DEM na sucessão presidencial de 2010. Segundo Guerra, não muda nada.

 

Disse que a decisão relacionada ao Distrito Federal "não tem nada a ver com a aliança nacional com o DEM”.

 

Referiu-se ao Panetonegate como “um episódio local”. Logo, logo vai se dar conta de que talvez não seja bem assim.

 

Seja como for, o tucanato revelou-se mais ágil na administração do mensalão do que no trato do seu próprio escândalo.

 

Denunciado ao STF como comandante de arcas mineiras espúrias, o grão-tucano Eduardo Azeredo merecera solidariedade irrestrita.

 

Em São Paulo, o presidenciável tucano José Serra, que jamais dera um pio sobre Azeredo, animou-se a discorrer sobre Arruda.

 

Acentuou a gravidade do caso. Mas evitou aderir ao mata-e-esfola: "As denúncias são gravíssimas, merecem ser muito bem investigadas pela Justiça...”

 

“...Tem que ouvir também os acusados, que têm o direito de defesa, e, no final, a Justiça tem que fazer Justiça com as conclusões que chegar".

 

Nada mais acaciano: apuração, defesa e julgamento. O diabo é que, no Brasil, esse ciclo não tem resultado senão em impunidade.

 

A culpa é de Noé, que não vetou o ingresso na Arca daquele casal de ratos.

Escrito por Josias de Souza às 19h38

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Para Lula, vídeos do ‘Panetonegate’ são peças mudas

Antigamente, os fatos demoravam algumas horas para chegar de uma esquina à outra. Hoje, meia hora depois, a notícia já começa a envelhecer.

 

No passado, as rotativas dos jornais separavam o fato da notícia. Hoje, fato e notícia são simultâneos.

 

O sujeito é atropelado e acaba de estrebuchar nos portais e nos blogs. Na via política, o fenômeno tem efeitos devastadores.

 

Tome-se o exemplo de José Roberto Arruda. A PF e o MP passaram por cima dele faz cinco dias. O sangue respingou na web. Dali, foi às rádios e às tevês.

 

O governador virou um cadáver instantâneo. Seu velório é acompanhado, com estupefação, pelo país inteiro.

 

Pululam ao redor do esquife as imagens da partilha do butim. Vídeos em profusão. O último mais impactante que o penúltimo.

 

Pois bem. De passagem por Lisboa, Lula foi instado a dizer meia dúzia de palavras sobre o velório.

 

A certa altura, disse que “as imagens NÃO falam por si”. Acrescentou: “O que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação”.

 

A experiência de dois mandatos, com um mensalão de permeio, parece ter fulminado aquele Lula de outrora, inflexível com a perversão.

 

Os vídeos de Brasília, de fato, não falam. Eles gritam. Aos berros, eles informam à platéia: do queijo do DF, só sobraram os buracos.

 

Sob atmosfera assim, tão gritantemente absurda, o tempo da política difere do tempo da Justiça.

 

Nos tribunais, Arruda tem todo o direito de defender-se do indefensável. Na arena política, fechar olhos e orelhas para o óbvio é coisa temerária.

 

Se cego-surdo é presidente da República, o caso pode exigir cuidados médicos.  

 

Lula aproveitou os microfones para receitar a reforma política como único remédio contra os crimes eleitorais. Tolice.

 

Ah, a corrupção! Quantas leis já foram aprovadas em seu nome?

 

Cabe reformar o caráter. A legislação é secundária.

Escrito por Josias de Souza às 18h21

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PSDB reúne Executiva para analisar encrenca do DF

Miran

 

O PSDB reunirá na tarde desta terça (1º) sua Executiva nacional. O objetivo é avaliar as consequências eleitorais do “Panetonegate”.

 

Há um primeiro efeito óbvio e imediato: ruiu o palanque da oposição no DF. Vai à mesa também um debate incômodo.

 

O PSDB analisa a conveniência de desembarcar seus filiados que servem ao governo ‘demo’ de Arruda.

 

José Roberto Arruda (DEM) era, há cinco dias, um forte candidato à reeleição. Recepcionaria em Brasília o presidenciável tucano –José Serra ou Aécio Neves.

 

Pilhado num escândalo prenhe de imagens e áudios, Arruda virou pó. A ficha do governador demora a cair. Ele diz que sua candidatura sobrevive.

 

Mas não há nenhum tucano ou ‘demo’ que leve o governador a sério. Até a semana passada, Arruda era cogitado até para vice na chapa tucana.

 

Hoje, o tucanato quer distância dele. Receia o contágio. Nos subterrâneos, o alto comando do PSDB cobra, discretamente, pressa do DEM.

 

Torce para que o parceiro se livre do problema o quanto antes. Tomado por seu passado, O PSDB tem pouca autoridade na matéria.

 

Em 2005, nas pegadas do mensalão do PT, foi às manchetes o tucanoduto. Um escândalo produzido em Minas, na campanha reeleitoral de Eduardo Azeredo.

 

Presidente do PSDB à época, Azeredo reteve o cargo e conceito partidário. Não sofreu uma mísera admoestação. Ao contrário, foi defendido pela legenda.

 

À boca miúda, o tucanato diz que a encrenca de Arruda é incomparavelmente maior. Daí a cobrança.

 

O diabo é que surge, nesta terça (1º) um elo que liga as arcas apodrecidas de Arruda ao diretório do PSDB no Distrito Federal.

 

Deve-se a novidade aos repórteres Hudson Corrêa e Fernanda Odilla. A dupla levou às páginas da Folha notícia que informa o seguinte:

 

1. Durval Barbosa, o ex-secretário de Arruda que se tornou delator do ex-chefe, envolveu um tucano no esquema de coleta de verbas sujas.

 

2. Em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público, Durval disse que o presidente do PSDB-DF, Márcio Machado, atuou no recolhimento de propinas.

 

3. Empossado como governador, Arruda nomeara para a Secretaria de Obras do GDF, em 2007, o tucano Machado.

 

4. Segundo a versão de Durval, Machado tomara parte, em 2006, de reuniões em que se tratou da obtenção de verbas clandestinas.

 

5. Durval contou à PF que Machado chegou mesmo a repassar parte do dinheiro amealhado por baixo do pano a políticos apoiadores de Arruda.

 

6. Mencionou especificamente três repasses: R$ 6 milhões para a campanha do deputado Benedito Domingos (PP)...

 

...R$ 200 mil para Adalberto Monteiro, presidente local do PRP; e R$ 100 mil para Omar Nascimento, que comanda o diretório regional do PTC.


7. De resto, Durval forneceu à PF e ao MP uma cifra que converte o escândalo do DF, já grandioso, num malfeito de proporções gigantescas.

 

Disse que, entre 2004 a 2006, recolheram-se ilegalmente R$ 56,5 milhões. Dinheiro mordido em contratos da Codeplan, a estatal que Durval presidia.

 

8. O curioso é que, no período mencionado, Durval operava sob o governo de Joaquim Roriz, então no PMDB.

 

9. A despeito disso, nacos generosos do superpanetone escorregaram para as mãos de Arruda e do grupo político dele.

 

10. Ouvido, Adalberto Monteiro, o presidente do PSDB-DF, nega que tenha ajudado a fornir o butim. Diz ter ajudado Arruda “como amigo”.

 

11. Para apoiar Arruda em 2006, Machado teve de se licenciar do PSDB. O tucanato foi às urnas do DF com um nome próprio: Maria de Lourdes Abadia.

 

12. Numa primeira avaliação, o grão-tucanato concluiu que o mensalão ‘demo’ de Brasília terá efeito nulo na eleição presidencial marcada para daqui a dez meses. Erro.

 

No barato, o escândalo já custou à oposição o discurso de timbre moralizador que pretendia invocar contra o PT. 

 

- PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 06h49

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Arruda ameaça e DEM desiste de ‘expulsão sumária’

Partido tende a abrir processo e analisar defesa do filiado

 

Arruda leva a faca aos dentes: 'Se o partido radicalizar comigo, radicalizo também'

 

Ao final de uma reunião tensa com integrantes da cúpula do DEM, José Roberto Arruda lançou no ar uma frase enigmática:

 

“Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também”, disse o governador do Distrito Federal, em timbre de ameaça.

 

Ficou boiando na atmosfera a impressão de que Arruda dispõe de munição. Pior: Levado ao pelourinho, não hesitaria em abrir o paiol.

 

A conversa com os mandachuvas do DEM consumiu duas horas da tarde desta segunda (30).

 

Deu-se em Águas Claras, a residência oficial do governador do DF. O encontro foi tenso. Começou com as explicações de Arruda.

 

Na essência, expôs aos companheiros de partido o mesmo trololó que repetiria depois aos repórteres.

 

Desqualificou Durval Barbosa, o ex-secretário que se converteu em delator junto ao Ministério Público.

 

Reconheceu o recebimento de verbas. Disse que a coisa fora contabilizada. Não convenceu.

 

Coube a Demóstenes Torres (GO) eletrificar o ambiente. Primeiro, o senador soprou.

 

Disse a Arruda que ele tem “grande chance” de safar-se das acusações de corrupção no âmbito judicial.

 

Elogiou a competência dos advogados do governador –José Eduardo Alckmin e Flávio Cury—, presentes à conversa.

 

Depois, Demóstenes mordeu. Afirmou que, no âmbito partidário, Arruda está sujeito aos rigores do estatuto do DEM. Prevê, para transgressões graves, a expulsão sumária. Demóstenes soou duro:

 

“Vou votar pela expulsão sumária. Me perdoe a franqueza. Mas, daqui a pouco, vou dizer isso lá fora e você pode se sentir traído. Então, prefiro dizer agora”.

 

Fez-se, por alguns segundos, um silêncio de cemitério. O senador Heráclito Fortes (PI), que se reunira com Arruda na noite da véspera, interveio.

 

Na contramão de Demóstenes, sugeriu que o partido se limitasse a nomear uma “comissão de alto nível” para acompanhar as investigações abertas contra Arruda.

 

O deputado ACM Neto (DEM-BA) saiu-se com uma fórmula intermediária. Propôs a abertura de um processo disciplinar. Coisa que poderia resultar em mera advertência, suspensão ou, no limite, a expulsão do partido.

 

E Demóstenes: “Já que minha opinião é divergente, mantendo a posição”. Foi socorrido pelos líderes do partido no Congresso. Ronaldo Caiado (DEM-GO), líder na Câmara, disse que votaria na mesma linha de Demóstenes.

 

José Agripino (DEM-RN), líder no Senado, informou que também pendia para a expulsão sumária. Sobrevieram as vozes de Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, de Alberto Fraga (DF), deputado licenciado e secretário de Arruda, e do senador Adelmir Santa (DF).

 

Realçaram a conveniência de o partido facultar a Arruda o direito de defesa. Algo que seria tolhido na hipótese de ser adotado o rito sumário.

 

Um dos advogados do governador disse que, privando Arruda de exercitar a sua defesa, o partido incorreria em método próprio da Inquisição.

 

Demóstenes não se deu por achado. Promotor licenciado, o senador faz uma analogia entre o procedimento político e uma ferramenta judicial.

 

Compara a expulsão sumária a uma “medida cautelar” à qual costumam recorrer os juízes para afastar preventivamente dos cargos gestores públicos sob suspeição.

 

Para Demóstenes, a expulsão a toque de caixa não privaria Arruda do direito de defesa, que seria exercido a posteriori.

 

Convencendo-se da inocência de Arruda, o partido poderia reinseri-lo em seus quadros.

 

Arruda cobrou “solidariedade” do partido. A mesma compreensão que o DEM dispensara a ACM no caso da violação do painel secreto do Senado.

 

Lembrou que, no escândalo de 2000, o PSDB, seu partido na época, o abandonara. Mas o DEM, então PFL, apoiara ACM.

 

Já na fase das despedidas, Arruda saiu-se com a frase incômoda. Vale a pena repetir: “Se o partido radicalizar comigo, vou radicalizar também”.

 

Da residência de Águas Claras, os ‘demos’ rumaram para o apartamento de Agripino. Já haviam se reunido ali antes da conversa com Arruda.

 

Reproduziu-se o dissenso. Um pedaço do partido, Demóstenes à frente, apegado à tática do mata-e-esfola.

 

Outro naco agarrado à fórmula ACM Neto: abertura de processo, apresentação da defesa e, só então, o julgamento.

 

Divididos, os ‘demos’ foram ao apartamento do deputado Paulo Bornhausen (SC). Ali, aguardava-os o pai do anfitrião, Jorge Bornhausen.

 

Incorporaram-se ao grupo outros ‘demos’ ilustres. Entre eles o senador Marco Maciel (PE). Somaram-se à corrente que defendia a abertura de processo.

 

A decisão do DEM será anunciada até o final do dia. De madrugada, caminhava-se para a abertura do processo.

 

O ritmo não terá a rapidez desejada por Demóstenes. Mas pretende-se cuidar para que também seja tão lento.

 

Premido pela força das evidências que emparedaram Arruda, o DEM espera resolver a encrenca em 15 dias.

 

Uma semana para a apresentação da defesa do governador. Mais uma semana para análise de um relator a ser nomeado por Rodrigo Maia.

 

Em seguida, o processo será submetido à deliberação da Executiva nacional do partido.

 

Torça-se para que Arruda sinta-se desamparado. A essa altura, a prometida radicalização do governador interessa vivamente à platéia.

Escrito por Josias de Souza às 04h58

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Verba recebida por Arruda só foi declarada em 2009

Stock Images

 

Sob holofotes, José Roberto Arruda disse que os recursos que recebera de seu delator Durval Barbosa “foram regularmente registrados ou contabilizados”.

 

Deu a entender que, a exemplo de “todos os demais itens da campanha eleitoral”, os mimos de seu ex-secretário foram aos arquivos do TRE do DF. Meia-verdade.

 

Minutos antes de ler o comunicado aos jornalistas, o governador do Distrito Federal reunira-se com a cúpula do seu partido, o DEM.

 

Entre quatro paredes, Arruda expusera os argumentos que divulgaria a seguir. Segundo apurou o blog, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) perguntou:

 

“Quando você declarou esses recursos à Justiça Eleitoral, foi na época do recebimento?” E Arruda: “Não, foi no início desse ano”.

 

Num dos inúmeros vídeos que infestam a web e as tevês de imagens vadias, Arruda aparece recolhendo das mãos de Durval um maço de notas (R$ 50 mil).

 

A cena é de agosto de 2006. Arruda era candidato ao governo do DF. Durval, seu benfeitor, presidia a Codeplan, uma estatal do GDF.

 

No comunicado que leu aos repórteres nesta segunda (30), Arruda esclareceu que a mordida de 2006 não foi a única.

 

Sem especificar cifras, falou de “recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante, para ações sociais, nos anos de 2004, 2005 e 2006”.

 

Ou seja, a comunicação à Justiça Federal se deu com atraso de até cinco anos. Considerando-se os recebimentos de 2006, a demora foi de três anos.

 

Na reunião com os companheiros de partido e no contato com a imprensa, Arruda se fez acompanhar dos advogados José Eduardo Alckmin e Flávio Cury.

 

Na reunião fechada com os morubixabas da tribo ‘demo’, um dos doutores, José Alckmin, esclarecera o seguinte:

 

O comunicado temporão que Arruda enviara à Justiça Federal já havia sido analisado e devidamente arquivado. Ficou claro para os presentes:

 

1. Arruda sabia que Durval, até a última sexta-feira (27) seu secretário de Assuntos Institucionais, dispunha de um lote de vídeos comprometedores.

 

2. Sabia que as imagens poderiam vazar a qualquer momento.

 

3. Precavendo-se contra o escândalo que esperava para acontecer, levou ao TRE os registros monetários fora de época.

 

Resta saber agora se o TRE não se animará a reexaminar os dados depois que veio à luz a profusão de evidências que apontam para a origem ilícita das verbas.

 

Supõe-se, de resto, que o Ministério Público, condutor da investigação contra Arruda e Cia., vá requerer ao TRE os registros inusuais da verba dos panetone$.

Escrito por Josias de Souza às 03h08

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As manchetes desta terça

 

- Globo: PM ocupa mais duas favelas da Zona Sul para expulsar o tráfico

 

- Folha: Ex-secretário liga tucano a mensalão

 

- Estadão: Governador do DF ameaça e DEM adia expulsão

 

- JB: Arruda tentou barrar operação

 

- Correio: Democratas divididos. Arruda se defende. Quebra de decoro na Câmara

 

- Valor: Refis tem adesão recorde e atrai grandes empresas

 

- Jornal do Commercio: Fazenda fecha 13 postos de gasolina

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h29

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Eu sei o que você fez na campanha passada!

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h27

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha da S.Paulo.

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