Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Escândalo do DEM ganha imagem que faltava: cueca

Uma peça do vestuário masculino uniu o mensalão do DEM ao escândalo das arcas clandestinas do PT.

 

Veio à luz nesta segunda (30) um vídeo que deixa aquele outro das meias no chinelo.

 

Na cena, Durval Barbosa, ex-secretário da gestão Arruda, recebe em seu gabinete um empresário de Brasília.

 

Chama-se Alcyr Duarte Collaço Filho. É dono do jornal "Tribuna do Brasil". Uma publicação dócil ao GDF.

 

Alcyr recebe de Durval maços de dinheiro. Enfia-os na cueca. Uma parte na região frontal. Outra na retaguarda.

 

Para sorte do beneficiário, é tal a força do dinheiro que o cheiro das cédulas não chega a eliminar sua serventia.

 

Para desassossego de Arruda e Cia., o novo vídeo reforça na platéia a impressão de que essa conversa toda de idealismo...

 

...Essa vontade de melhorar a vida dos mais pobres, essa ânsia altruística de realização política...

 

...Tudo isso está impulsionado no governo ‘demo’ de Brasília por um único objetivo estratégico: a acumulação de dinheiro.

Escrito por Josias de Souza às 20h41

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‘Defesa’ de Arruda compõe um ‘vale-tudo’ semântico

Depois que o dinheiro da propina do DF virou grana de panetone, todo mundo ficou desobrigado de fazer sentido no Brasil.

 

Nesta segunda (30), o governador José Roberto Arruda veio aos holofotes para arredondar a sua defesa.

 

Num curto pronunciamento, o mandachuva do GDF voltou a usufruir do vale-tudo semântico que inaugurara no final de semana.

 

Arruda desqualificou seu algoz: “Durante 8 anos o denunciante, Durval Barbosa, hoje réu em 32 processos...”

 

“...Todos por atos praticados no governo anterior, foi presidente da Codeplan, empresa de informática do governo [Joaquim] Roriz”.

 

Tolice. Que Durval é desqualificado, ninguém ignora. A questão é: Por que Arruda, depois de eleito, o arrastou para dentro do seu governo?

 

Vale a pena continuar ouvindo Arruda: “Na montagem da equipe de governo, o denunciante desejou continuar na empresa de informática...”

 

“...Avisados de que ele respondia, como réu, a processos por condutas praticadas no governo anterior, não concordamos com sua permanência no mesmo posto...”

 

“...E o mantivemos no governo, em outro setor, meramente burocrático, já que não havia ainda nenhuma condenação”.

 

Desconversa. Sob Arruda, Durval serviu, primeiro, como assessor especial do governador. Depois, como secretário de governo. Foi, portanto, promovido.

 

Arruda discorreu sobre as verbas que Durval, ainda sob Roriz, lhe provera.

 

Reconheceu que, na fase Roriz, manteve com o réu em 32 processos um relacionamento financeiro longevo. Três anos.

 

Disse: “Recursos eventualmente recebidos por nós do denunciante para ações sociais, nos anos de 2004, 2005 e 2006...”

 

“Entre os quais o que foi exibido pela TV [R$ 50 mil], foram regularmente registrados ou contabilizados, como o foram todos os demais itens da campanha eleitoral”.

 

Esperteza. O governo converte propina em verba “social”. Transforma dinheiro de má origem em doação de campanha. Caixa dois. Coisa que não dá cadeia.

 

No último mês de outubro, Arruda manteve com Durval um diálogo de 55 minutos. Conversa vadia, sobre compra de deputados.

 

Tudo devidamente captado por um equipamento de escuta que a Polícia Federal plantara sob as roupas de Durval.

 

Devolva-se a palavra a Arruda: “Quanto ao diálogo gravado no dia 21 de outubro, fica claro que foi conduzido para passar uma versão previamente estudada..”

 

“...A avaliação preliminar dos nossos advogados me alerta que os supostos ‘defeitos’ ou ‘aquecimento’ e ‘resfriamento’ do aparelho de gravação...”

 

“...Conforme consta dos autos, acabaram por truncar e comprometer o teor e o sentido da conversa, inclusive com a ‘desconfiguração dos dados armazenados’ [...].”

 

Lorota. Os autos mencionam problemas no equipamento de vídeo, não na aparelhagem de áudio. Falhou a captação de imagens. No áudio, a voz de Arruda soa límpida como água de bica. Nada truncado. Nenhuma desconfiguração.

 

E quanto à profusão de vídeos que exibem deputados apoiadores do governo Arruda recebendo “panetone$” das mãos de Durval?

 

Arruda jogou os aliados ao mar: “[...] É preciso que haja uma análise cuidadosa dos advogados para esclarecer melhor as datas e as responsabilidades”.

 

Dinheiro, como se sabe, não nasce em árvore. As verbas que Durval entregou a Arruda e aos deputados foram mordidas de empresários que negociam com o GDF.

 

Em português claro: propinas. Sobre isso, Arruda esquivou-se de falar. Limitou-se a dizer que, na sua administração, reduziram-se os gastos de informática.

 

Falou de informática porque é esse o setor em que Durval sempre deu as cartas, sob Roriz e, depois, sob Arruda.

 

“O nosso governo reduziu os gastos de informática em mais de 50% em relação ao último ano do governo passado...”

 

“...Isto contrariou a muitos interesses políticos e empresariais que, agora fica claro, são ligados ao denunciante”.

 

Conversa fiada. As ligações não se restringiram ao denunciante, mas a todos que se serviram da coleta feita por ele.

 

O Arruda de 2009 soou diferente do Arruda de 2000. Há nove anos, pilhado no escândalo da violação do painel do Senado, o ‘demo’ portara-se de outro modo.

 

À época no PSDB, líder de FHC no Senado, Arruda escalara a tribuna duas vezes. Na primeira, sob lágrimas, jurara que não acessara os votos da sessão secreta em que Luiz Estevão foi cassado.

 

No dia seguinte, Arruda voltaria à tribuna. Dessa vez, para confessar o crime. Desculpou-se. Em 2002, elegeu-se deputado. O mais votado do DF.

 

O novo Arruda pelo menos não importunou a platéia com suas lágrimas. Mais escolado, pronunciou uma defesa de palavras medidas.

 

“Os nossos advogados estão analisando detalhadamente os autos para, no momento próprio, apresentar nossas posições”, disse ao final.

 

“Além das investigações internas que determinei, com o apoio da Controladoria, da Procuradoria e da Polícia Civil, vamos colaborar com tudo que for necessário”.

 

O diabo é que, dessa vez, a corrupção não é apenas presumida. Os vídeos e áudios já expostos como que revogaram o benefício da dúvida.

 

Os advogados e a tradição brasileira podem até livrar Arruda de punições judiciais. Mas o lero-lero não o livra da condição de cadáver político.

 

Depois de ler as pseudoexplicações, Arruda retirou-se da sala sem dar entrevista. Natural. A "defesa" do governador não resiste ao contraditório. 

 

Um repórter gritou: "Vai deixar o partido?" E Arruda: "Estamos firmes. A gente vai até o fim". E seguiu em direção à porta de saída, equilibrando-se com a ajuda de um andador.

 

Deve-se a adoção do equipamento a uma cirurgia ortopédica a que Arruda se submeteu, não ao tiro no pé que desferiu ao amarrar o seu destino nas traficâncias de Durval Barbosa.

Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Deputados oram no altar do Senhor dos ‘Panetone$’

O vídeo acima é edificante. Mostra a visita de dois deputados ao altar de Durval Barbosa, o Senhor dos “Panetone$” do Distrito Federal.

 

De camisa roxa, Rubens César Brunelli (PSC). De camisa branca, Leonardo Prudente (DEM). De vermelho, Durval.

 

Os deputados foram a Durval para pedir a graça de uma “ajuda”, a bênção de “alguns instrumento$”.

 

Ao final do "culto", Durval, Brunelli e Prudente se levantam. Formam um círculo. E dirigem a Deus uma oração.

 

Coube a Brunelli puxar a homilia: "Pai, quero te agradecer por estarmos aqui. Sabemos que nós somos falhos, somos imperfeitos [...]...”

 

“...Nós precisamos dessa tua cobertura, dessa tua graça, da tua sabedoria, de pessoas que tenham, senhor, armas para nos ajudar nessa guerra...”

 

“...E, acima de tudo, senhor, todas as armas podem ser falhas, todos os planejamentos podem falhar, todas as nossas atividades...”

 

“...Mas o senhor nunca falha... O senhor é quem faz acontecer. [...] O senhor é nossa Justiça, é aquele que me abre as portas... O senhor prevalece".

 

O Senhor, de fato, prevaleceu. Foi generoso com Prudente. Deu-lhe tantos “panetone$” que uma parte teve de ser acomodada nas meias.

 

Nesta segunda (30), a propósito, Prudente veio à boca do palco para rezar o terço bizantino da “Ordem Gregária dos Panetone$”.

 

Disse ter recheado as meias por uma questão de “segurança”. Declarou que o dinheiro foi destinado à campanha eleitoral.

 

Reconhece que não há vestígio de contabilização. Ecoando o governador José Roberto Arruda, papa da seita, Prudente posou de vítima:

 

"Quero informar que fui vítima de chantagem. Me foi oferecida ajuda financeira para campanha de 2006...”

 

“...Eu recebi o dinheiro e coloquei nas minhas vestimentas em função da minha segurança porque não uso pasta...”

 

“...Tão logo tenha as informações [sobre o processo] darei mais declarações. Vou dizer isso na tribuna da Câmara".

 

Presidente da Câmara Legislativa do DF, Prudente não cogita deixar o cargo. "Não há motivo para afastamento. A gestão da Casa não está sendo contestada".

 

Líder do governo Arruda na Câmara, a deputada Eurides Britto (PMDB), outra freqüentadora do altar de Durval Barbosa, divulgou uma nota.

 

No texto, Eurides manifesta sua “perplexidade”. Resumiu assim os seus próximos passos:

 

“Entrega o teu caminho ao Senhor e Ele tudo fará. Esta foi, é e sempre será a conduta de minha vida".

 

Amém!

Escrito por Josias de Souza às 18h33

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Sob a corrupção, chantagem e até ameaça de morte

  Elza Fiúza/ABr
Por trás dos vídeos da corrupção que carcome as entranhas do GDF há um enredo com ingredientes básicos de um thriller policial: crime, espionagem e suspense.

 

O crime está retratado na farta distribuição de propinas. Dinheiro recolhido de fornecedores do governo do DF.

 

Em agosto de 2006, o governador José Roberto Arruda (DEM) tornou-se protagonista desavisado da trama.

 

Era, à época, deputado federal. Encontrava-se em plena campanha eleitoral. Disputava a cadeira de governador.

 

Em visita à toca do inimigo, virou a maçaneta do gabinete de Durval Barbosa. Um servidor da gestão Joaquim Roriz, seu maior rival.

 

Sem saber que o anfitrião o filmava, Arruda recolheu das mãos de Durval um maço de notas –R$ 50 mil. Começava ali o seu infortúnio.

 

Eleito governador, Arruda passou a ser assediado por Durval. Réu em três dezenas de processos, o provedor de “panetone$” buscava a proteção do governador.

 

Segundo versão contada pelo próprio Arruda a mandachuvas do DEM, no último final de semana, o governador deu de ombros para o assédio. Até que...

 

Até que Durval achegou-se a um amigo com acesso aos ouvidos de Arruda. Entregou-lhe um lote de CDs com imagens vadias. Num deles, as cenas de Arruda recebendo o dinheiro de má origem. Informado, o governador dobrou os joelhos.

 

Em março de 2007, três meses depois de sua posse, Arruda, o espionado, nomeou Durval, o espião, para a secretaria de Relações Institucionais do GDF.

 

De acordo com o seu relato, Arruda imaginou que, mantendo Durval nos arredores de seu gabinete, desarmaria a bomba em que ele se havia transformado. “Fui chantageado”, disse Arruda aos ‘demos’ com os quais conversou no sábado (28) e no domingo (29). Ao ceder à suposta “chantagem”, Arruda tornou-se um fornecedor voluntário da nitroglicerina que tonificou o poder de destruição de Durval.

 

Arruda conhecia Durval como poucos. Sabia que, sob Joaquim Roriz, ele extraía propinas de negócios milionários. Presidia a Codeplan, estatal responsável pelo setor de planejamento do GDF. Transacionava sobretudo com empresas de informática.

 

Arruda contou aos ‘demos’ que, nessa época, Durval geria contratos que se aproximavam da casa dos R$ 600 milhões. Ganhara desenvoltura tamanha que, mesmo sob Roriz, provia verbas para gente como Arruda, candidato de oposição.

 

Os integrantes da tribo ‘demo’ intrigaram-se com um detalhe do enredo que lhes foi segredado por Arruda. Não bastasse ter enfiado Durval no miolo do seu secretariado, Arruda passou a servir-se dos métodos dele.

 

Confiou ao personagem de biografia conturbada contratos de cerca de R$ 200 milhões. Jacta-se de ter podado o borderô de Durval. Mas quem o ouviu ficou com a impressão de que o governador, em verdade, passou de “chantageado” a cúmplice.

 

Segundo o Ministério Público e a Polícia Federal, Durval continuou recolhendo propinas de fornecedores do GDF. O dinheiro servia a propósitos variados: comprava consciências de deputados distritais, pagava despesas pessoais do governador e de auxiliares dele, financiava os advogados que cuidavam do manancial de processos abertos contra Durval.

 

Súbito, Durval começou a arrostar decisões judiciais adversas. Sentiu-se desamparado. Arruda relata que seu pesadelo aumentou. Na versão do governador, Durval passou a insinuar que vazaria os vídeos que colecionara. Algo como 30 peças. Todas constrangedoras.

 

Em depoimento à PF, Durval disse que mantivera com Arruda um diálogo atravessado. O governador lhe teria dito que queria ser informado com antecedência caso resolvesse trazer os vídeos à luz.

 

Segundo Durval, Arruda afirmara que a divulgação das imagens o forçaria a adotar um de dois caminhos: ou daria um tiro na própria cabeça ou mataria Durval.

 

Arruda disse aos ‘demos’ que passou a conviver com a ameaça de vazamento. Nesse ponto, a versão enrosca nos fatos. A despeito do alegado envenenamento de suas relações com Durval, o governador continuou mantendo com ele diálogos vadios.

 

Graças à loquacidade de Arruda, Durval pôde recolher, no mês passado, novas gravações. Com equipamentos de escuta ambiental plantados sob a roupa, Durval conversou com Arruda sobre a mesada que o governo provia a deputados distritais.

 

Nessa mesma conversa, de cerca de 55 minutos, Arruda manifesta, a certa altura, preocupação com uma passagem da vida privada de Durval, que acabara de separar-se da mulher. Arruda receava que a ex-mulher de Durval, detentora de segredos de alcova, fornecesse munição aos opositores.

 

O governador perguntou a Durval se não havia o risco de a ex-mulher procurar o inimigo Joaquim Roriz. Durval tranquilizou-o. O problema era o ex-marido, não a ex-mulher. Durval gravava Arruda na condição de beneficiário do programa de proteção a testemunhas. Tornara-se delator premiado. Colaborava com o MP e a PF em troca de redução de pena.

 

Arruda receava que Durval retirasse os vídeos do baú. Informou a uns poucos dirigentes do DEM acerca da existências das fitas. Mas julgava que tinha o domínio da situação. Não tinha. Pilhado no contrapé, vem trazendo à boca do palco explicações que não ficam em pé.

 

Para “justificar” os R$ 50 mil, providenciou a versão da compra de panetones para distribur a crianças pobres. Contra a profusão de vídeos, saiu-se com uma nota. Coisa assinada por ele e pelo vice Paulo Octávio.

 

No texto, a dupla tenta dar nova redação ao enredo do thriller. Apresentam-se como vítimas de uma “trama”.

Declaram-se “perplexos pelo ato de torpe vilania” praticado por alguém que “se mostrava um colaborador”.

 

Circunscrevem os delitos de Durval aos “oito anos do governo anterior”. Acusam-no de difundir, “de forma capciosa e premeditada, versão mentirosa”.

 

Tudo para “manchar o trabalho sério e bem sucedido que tem sido feito pela nossa administração”. De resto, declaram-se “tranqüilos” e "confiantes" no “sereno e isento trabalho da Justiça de nosso país, onde a verdade sempre acaba se afirmando”.

 

O diabo é que não há na nota nenhum elemento capaz de desmontar “a versão mentirosa” que, nos vídeos e áudios já divulgados, soa como verdadeira.

 

Por ora, nem mesmo o DEM parece ter dado ouvidos ao trololó de seus filiados ilustres. Quanto à platéia, parece não ter dúvidas de que está diante de um filme sem mocinhos. Uma fita encenada por inocentes culpados. Ou culpados inocentes.

Escrito por Josias de Souza às 07h26

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Dividida, Executiva do DEM discute futuro de Arruda

José Cruz/ABr

Ex-cinderelas do DEM, Arruda e o vice Paulo Octávio viraram um par de 'abóboras' 

 

A direção do DEM vai convocar para esta terça-feira (1º) uma reunião de sua comissão Executiva Nacional.

 

Na pauta, uma pergunta: O que fazer com o pedaço do partido que apodreceu no escândalo do governo do Distrito Federal?

 

O partido cindiu-se em três partes. Um pedaço, minoritário, defende a preservação do governador José Roberto Arruda e da equipe dele.

 

Os outros dois pedaços do DEM advogam a adoção de algum tipo de providência saneadora. Divergem, porém, quanto à dosagem.

 

São três as alternativas que se encontram sobre a mesa:

 

1. Expulsar da legenda Arruda os ‘demos’ que micaram nas dobras do “DEMensalão”.

 

2. Suspender a filiação dos ‘demos’ engolidos no escândalo.

 

3. Abrir um processo no Conselho de Ética do partido, propiciando a Arruda e Cia. amplo direito ao contraditório.

 

Antes do encontro da Executiva, um seleto grupo de grão-demos se reúne, na tarde desta segunda (30), com Arruda.

 

Vão ouvir o que o governador tem a dizer sobre os malfeitos registrados em áudio e vídeo. Uma formalidade.

 

Na prática, a versão de Arruda já foi repassada aos mandachuvas do partido. O governador passou o final de semana grudado ao telefone.

 

Falou muito. Mas convenceu pouco. Disseminou-se pelo partido a convicção de que é preciso tomar distância do filiado ilustre.

 

Presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia (RJ) levará à conversa com Arruda representantes dos três grupos.

 

Da turma do “mata e esfola”, vão à reunião Demóstenes Torres (DEM-GO) e os líderes no Senado e na Câmara –José Agripino (RN) e Ronaldo Caiado (GO).

 

Do time do “deixa-disso”, Heráclito Fortes (DEM-PI). Da ala do “vamos-devagar-pra-ver-como-é-que-fica”, ACM Neto (DEM-BA).

 

Pairando sobre todos, Marco Maciel (DEM-PE), visto pela etnia dos ‘demos’ como uma espécie de sábio da tribo.

 

A encrenca que sacode o DEM não se resume a Arruda. Tornou-se impossível vergastar o governador sem açoitar os que vêm abaixo dele.

 

O escândalo traz as digitais também do vice-governador Paulo Octávio e do presidente da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente.

 

Na noite passada, cogitava-se abrir uma porta de emergência para Arruda e o etc. que se acomoda sob ele.

 

O governador e os seus pediriam licença do partido pelo prazo que durassem as investigações.

 

Uma meia-sola destinada a aplacar os ânimos de gente como José Agripino, que não admite a hipótese de Arruda se defender protegido pelo manto do partido.

 

Em privado, Agripino diz coisas assim: “Não dá para ficar no partido respondendo a um processo desses. Nem pensar. Do contrário, saio eu”.

 

Seja qual for, a decisão terá de ser referendada pela Executiva do DEM, um colegiado composto de 45 pessoas.

 

Optando-se pela saída da abertura de processo disciplinar, a turma de Brasília vai à Comissão de Ética (nove membros).

 

Seria uma forma de responder ao escândalo com um golpe de barriga. Aberto o processo, o caso iria às mãos de um relator.

 

Os enrolados teriam prazo para apresentar suas defesas. O relator disporia de tempo para destrinchar os contra-argumentos.

 

Sobreviriam o Natal e o Réveillon. Até o dia da decisão final, o partido observaria até onde vai o abismo cavado por Arruda.

 

De concreto, há apenas a convicção da maioria de que algo precisa ser feito. Resta calibrar a dosagem do purgante.

 

Confrontada com a devastação das imagens que resumem os malfeitos, a simples hesitação já impõe ao DEM um custo que, por incalculável, é muito fácil de calcular.

Escrito por Josias de Souza às 04h47

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Sob Arruda, deputado guarda os ‘panetone$’ na meia

Desde sexta-feira (27), dia em que a caixa de Pandora do GDF explodiu na cara do governador ‘demo’ José Roberto Arruda, a corrupção tornou-se tema incontornável.

 

As imagens da perversão tomam de assalto todos os olhares, hipnotizando-os. As cenas vão ao ar em catadupas, a última engolfando a penúltima.

 

Diante de uma corrupção que chega ao visor do computador e ao televisor da sala assim, em corredeiras, é impossível mudar de assunto.

 

Pode-se, no máximo, mudar de corrupto. Ex-secretário de Arruda, agora delator do governador, Durval Barbosa revelou-se um “diretor” de imagens prodigioso.

 

Numa das cenas que produziu, disponível lá no alto, o primeiro plano foi reservado ao deputado Leonardo Prudente (DEM).

 

Vem a ser o presidente da Câmara Legislativa do DF. Ele recebe de Durval vários maços de dinheiro.

 

Vai acomodando os “panetone$” nos bolsos do paletó. Súbito, faltam bolsos. E o deputado Prudente guarda o excedente na meia.

 

São contadas em três dezenas as filmagens de Durval. Justapostas, elas dão à corrupção brasiliense uma eletricidade de thriller.

 

A distribuição de “panetone$”, por farta, acomodou defronte do gabinete de Durval uma fila que, segundo a PF, incluiu toda a linha de sucessão do GDF.

 

Depois de Arruda, o vice Paulo Octávio (DEM), representando na partilha por um funcionário de sua empresa.

 

Além deles, o imprudente deputado Prudente, terceiro no cordão sucessório, e outros beneficiários do Demensalão, o mensalão do DEM.

 

O vídeo abaixo dá ao Governo do Distrito Federal uma aparência indelével de Cosa Nostra.

Escrito por Josias de Souza às 03h40

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Arruda: TSE vê indício de caixa 2

 

- Folha: Vídeos mostram aliados de Arruda recebendo dinheiro

 

- Estadão: Vídeos 'letais' levam DEM a preparar expulsão de Arruda

 

- JB: Aliados deixam Arruda isolado

 

- Correio: Novos vídeos expõem base aliada do GDF

 

- Valor: Consignado e cartão fazem definhar o crédito pessoal

 

- Estado de Minas: Médicos acusam planos de saúde de boicotar exames

 

- Jornal do Commercio: Colisão mata quatro parentes

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país

Escrito por Josias de Souza às 02h43

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Proibido para menores!

Spon Holz

Via sítio do Spon Holz.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Serra retarda candidatura para não virar o ‘anti-Lula’

  Marcello Casal/ABr
Além de impor Dilma Rousseff ao PT, Lula passou a dirigir as decisões de José Serra, o presidenciável favorito do PSDB.

 

O presidente está na origem da decisão de Serra de empurrar para março de 2010 a entrada no ringue da sucessão.

 

Vão abaixo os planos desfiados por Serra aos políticos com os quais divide as suas apreensões:

 

1. Serra acha que, se retirar sua candidatura do armário agora, não ganha nada. Pior: pode perder muito.

 

2. Enxerga ao redor uma oposição “desarticulada”. Vem daí, segundo ele, a pressão para que assuma a condição de presidenciável.

 

3. Avalia que, se vestisse as luvas prematuramente, viraria instantaneamente o principal boxeador da oposição.

 

4. Seria empurrado para um bate-boca com Lula, presidente que bóia em mar de popularidade. Atrairia a antipatia do eleitorado que leva o presidente às nuvens.

 

5. Interessa a Serra se contrapor a Dilma, não ao chefe dela. Afirma que, no embate direto com a rival, levará a melhor.

 

6. Para Serra, esse confronto aberto só será travado no instante em que ele deixar o governo e Dilma trocar a Casa Civil pelo palanque.

 

7. Por isso, decidiu empurrar a definição para o final de março, início de abril, prazo legal para a desincompatibilização de ambos.

 

8. Serra se diz convencido de que nada de realmente relevante acontecerá antes disso. Até 3 de abril, só espuma.

 

9. A despeito das reiteradas negativas de Aécio Neves, Serra revela-se convencido de que o rival mineiro aceitará ser o vice dele.

 

10. O argumento de Serra é pueril. Diz que o candidato de Aécio ao governo de Minas, Antonio Anastasia, é um personagem difícil de carregar.

 

11. Afirma que, com os pés no palanque nacional, Aécio teria mais condições de empinar o nome de Anastasia do que se concorresse ao Senado.

 

12. Serra soa como se estivesse convencido de que, ainda que se lance ao Senado, como promete fazer no início do ano, Aécio dará meia-volta em abril.

 

13. Fora do governo de Minas, diz Serra, Aécio se sentiria mais à vontade para protagonizar um gesto pela unidade tucana, incorporando-se à chapa presidencial.

 

14. Serra sonha alto. Compara a situação de Aécio à de Geddel Vieira Lima, com quem conversou reservadamente faz menos de dez dias.

 

15. Ministro de Lula, filiado ao PMDB, Geddel é candidato ao governo da Bahia. Desafia o projeto reeleitoral do governador petista Jaques Wagner.

 

16. Ao discorrer reservadamente sobre o encontro com Geddel, Serra diz ter recolhido da conversa a impressão de que o ministro ainda pode apoiá-lo.

 

17. Algo que só ocorreria, de novo, no início de abril, quando Geddel deixar a Esplanada.

 

18. As impressões de Serra contrastam com o que diz Geddel. Em privado, o ministro refere-se à conversa com o governador como algo desimportante.

 

19. Geddel apressou-se, aliás, em informar a Lula que esteve com Serra. Declara-se de mangas arregaçadas por Dilma.

 

20. Afirma que só uma aversão do PT à sua candidatura e à tática do duplo palanque, que reivindica para a Bahia, o faria analisar alternativas a Dilma.

 

21. Embora fuja da raia oficial, Serra é, hoje, mais candidato do que governador. Dedica pedaços generosos de sua agenda à costura política.

 

22. Traz na cabeça um mapa da eleição. Considera-se bem-posto no Sudeste. Diz que sua relação com Aécio é boa. Não antevê divisões em Minas.

 

23. Declara-se preocupado com o Rio, seu “maior abacaxi”. Investia na candidatura de Fernando Gabeira (PV), que optou pelo Senado. Não enxerga uma alternativa.

 

24. Aposta que prevalecerá sobre Dilma nos Estados do Sul. E se esforça para azeitar pelo menos três palanques no Nordeste.

 

25. Esteve com o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). Encareceu-lhe que concorra ao governo pernambucano.

 

26. Jarbas repetiu a Serra o que diz em público: não o anima a idéia disputar o governo. Amarrou o seu calendário ao do interlocutor. Não anunciará nada agora.

 

27. Antes da conversa com Jarbas, Serra reunira-se em segredo com o grão-tucano Tasso Jereissati (PMDB-CE). Pediu-lhe que dispute o governo do Ceará.

 

28. Tasso refugou. Mas prometeu a Serra que vai providenciar-lhe um palanque cearense. Cogita fabricar a candidatura de um empresário.

 

29. Apresentado aos planos de Serra, Garrincha perguntaria: Já combinou com os russos?

 

30. O PSDB arma a escolha do candidato para janeiro. Aécio jura que não será vice. Geddel é governo. Lula arma o “plebiscito”. Serra perde gordura nas pesquisas. E Dilma ganha musculatura.

Escrito por Josias de Souza às 16h28

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Após escândalo, PPS decide deixar o governo Arruda

  Bruno Miranda/Folha
Aliado e integrante do primeiro escalão do governo do Distrito Federal, o PPS decidiu bater em retirada.

 

A direção do partido determinará a todos os filiados que ocupam cargos na gestão de José Roberto Arruda (DEM) que se exonerem.

 

O posto mais relevante confiado por Arruda ao PPS é a secretaria de Saúde do GDF. Ocupa-o o deputado federal Augusto Carvalho (PPS-DF).

 

Na última segunda-feira (23), Augusto retomou o seu mandato de deputado.

 

Voltou à Câmara por uma semana, só para apresentar dois projetos de lei (aqui e aqui).

 

Seu retorno à secretaria de Saúde estava previsto para esta segunda (30). Na sexta (27) estourou o caso do 'Demensalão', o mensalão do DEM.

 

Na curta ausência de Augusto, a pasta da Saúde do GDF foi tocada pelo secretário adjunto Fernando Antunes, também filiado ao PPS.

 

Deve-se a decisão de desembarcar o PPS do governo Arruda ao presidente nacional da legenda, o ex-deputado Roberto Freire (PE).

 

Para Freire, as evidências de corrupção na gestão Arruda impedem que o PPS continue colaborando com o governo do DF.

 

Na noite passada, Freire trocou idéias sobre o escândalo do GDF com o deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

 

Jungmann encontra-se em Tegucigalpa. Foi à capital de Honduras como observador das eleições presidenciais que ocorrerão neste domingo (29).

 

Tomara conhecimento da confusão que eletrifica a cena política brasiliense pela web. Impressionado, decidiu tocar o telefone para Freire.

 

Segundo disse Jungmann ao blog, o rompimento do PPS com Arruda será formalizado em reunião da Executiva do PPS, nesta semana.

 

Além do PPS, integram o governo Arruda o DEM, partido do governador, e o PSDB, parceiro da tribo ‘demo’ no Congresso Nacional e na sucessão presidencial.

 

O tucanato, por ora, não se manifestou sobre os descaminhos de seu aliado no DF.

 

Quanto ao DEM, revelou-se aturdido com a implosão da gestão de Arruda, o único governador que a legenda conseguiu eleger.

 

Na última sexta, dia em que Arruda foi às manchetes em situação vexatória, os ‘demos’ esboçaram apoio ao governador.

 

José Agripino (RN), líder do DEM no Senado, dissera: "Não conheço as denúncias, sei que é sobre licitações envolvendo os secretários...”

 

“...Portanto, até que surjam fatos posteriores, o partido mantém a confiança no seu governador".

 

O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do DEM, ecoara Agripino: "O STJ está fazendo as investigações e vamos esperar essas apurações...”

 

“...Temos a total confiança no governador Arruda [...]. Nos estranha a posição da Polícia Federal dias depois de o presidente Lula pedir para que ela tenha operações com mais cuidado".

 

Na virada do sábado (28) para o domingo (29), o DEM levou ao seu portal na internet uma nota vazada em timbre menos condescendente:

 

“As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda exigem esclarecimentos convincentes...”

 

“...O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar”.

 

O texto é assinado por três grão-demos: o presidente Rodrigo Maia e os líderes Agripino (Senado) e Ronaldo Caiado (Câmara).

 

Arruda não deu, por enquanto, um mísero pio. Alegou que só falaria depois de conhecer o teor do inquérito que perscruta sua administração.

 

O processo já é, a essa altura, coisa conhecida à farta. Relator do caso, o ministro Fernando Gonçalves, do STJ, levantou o sigilo das peças.

 

São seis calhamaços –três volumes (aqui, aqui e aqui) e três apensos (aqui, aqui e aqui).

 

A demora de Arruda já não encontra amparo no desconhecimento. O governador apenas tenta construir explicações para o inexplicável.

Escrito por Josias de Souza às 05h46

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Vídeo escancara Arruda recebendo maço de dinheiro

Sob José Roberto Arruda (DEM), o vaivém de maços de dinheiro e os diálogos sobre propinas são tão desavergonhados que se esvaiu o benefício da dúvida. 

A coisa foi toda registrada em vídeo e áudio. Você pode conferir nas peças acomodadas aí no alto e lá no rodapé.

 

Durval Barbosa, secretário de Relações Institucionais da gestão Arruda até a última sexta-feira (27), colecionou três dezenas de vídeos.

 

Entregou-os ao Ministério Público e à Polícia Federal. Num deles, Arruda leva as mãos a um maço de dinheiro.

 

A cena se passa num gabinete da estatal Codeplan (Cia. de Planejamento do GDF), onde Durval dava expediente antes de virar secretário.

 

Ao receber a dinheirama, Arruda pede uma “cesta”. Durval enfia as notas num envelope pardo. O governador exala preocupação.

 

Arruda menciona a hipótese de Durval levar o dinheiro à casa dele. Súbito, entra na sala uma terceira pessoa. Arruda a chama pelo nome: Rodrigo.

 

Seria um filho adotivo do governador. Arruda pede a Rodrigo que leve o dinheiro para o carro. É atendido.

 

Noutro vídeo, Durval Barbosa despeja maços de dinheiro numa pasta manuseada por Omézio Pontes, assessor de imprensa do governador Arruda.

 

Para a PF e o MP, o dinheiro é proveniente de propina paga por fornecedores do GDF.

 

O secretário de Ordem Pública e corregedor do governo Arruda, Roberto Giffoni, disse que as imagens são "velhas", de 2005.

 

Afirmou que o dinheiro recolhido por Arruda destinava-se a ações sociais. José Gerardo Grossi, advogado do governador, saiu-se com uma alegação natalina.

 

Segundo Grossi, o dinheiro que salta das imagens foi usado para comprar panetones, distribuídos a pessoas carentes no DF.

 

Durval Barbosa, demitido por Arruda na tarde de sexta (27), tornou-se um delator premiado. Colabora com a PF e o MP em troca da promessa de redução de pena.

 

Nessa condição, foi a uma reunião com Arruda com equipamentos de escuta ambiental grudados ao corpo. Captaram-se diálogos estarrecedores.

 

As cifras saltitam das conversas como pulgas no dorso de um cão sarnento. Em depoimento à PF, Durval esmiuçou a natureza dos repasses.

 

Disse que Arruda lhe solicitava dinheiro periodicamente, de 15 em 15 dias. Grana para o pagamento de despesas pessoais.

 

Arruda não era beneficiário solitário. Durval mencionou no depoimento a partilha de R$ 178 mil.

 

Segundo o ex-secretário, o montante foi dividido entre o governador (40%), o vice-governador Paulo Octávio (30%)...

 

...O assessor de imprensa Omézio Pontes (10%) e o chefe da Casa Civil do GDF, José Geraldo Maciel (10%).

 

A aplicação dos 10% que sobraram ficou à espera de um “comando” do governador.

 

Afora o enriquecimento pessoal, a dinheirama proveniente das propinas prestava-se à compra de deputados na Câmara Distrital, o legislativo do DF.

 

A escuta escondida nas roupas de Durval captou, em 21 de outubro passado, cerca de 55 minutos de conversa.

 

A voz de Arruda soa na fita alta, límpida e clara. Num trecho, o governador não deixa dúvidas quanto à destinação dos “panetones”. Alimentava um Demensalão, o mensalão do DEM.

 

“Aquela despesa mensal com político hoje está em quanto?”, pergunta Arruda. Noutro trecho, o governador inquire sobre a quantia disponível no dia.

 

- Arruda: Hoje, tem disponível isso aqui?
- Durval: Hoje, tem isso para você fazer o que você quiser, para pagar missão. Agora, se for na coisa normal, no dia a dia, no comum, você teria hoje 400 disponível para entregar a quem você quisesse.
- Arruda: Ótimo.

 

A depravação é tamanha que a platéia olha para Brasília com saudades do tempo em que as pessoas eram mais puras. Como em Sodoma e Gomorra, por exemplo.

Escrito por Josias de Souza às 04h03

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Economia do Brasil já está aquecida ao nível pré-crise

 

- Folha: Criar igreja e se livrar de impostos custa R$ 418

 

- Estadão: UNE é suspeita de fraudar convênios

 

- JB: Regras do Enem mudam em 2010

 

- Correio: Crack - O novo batismo do polígono da maconha

 

- Veja: O poder da autoajuda

 

- Época: O Brasil empreendedor

 

- IstoÉ: 11 perguntas que a ciência não consegue responder

 

- IstoÉ Dinheiro: Amil - Uma empresa a mil por hora

 

- CartaCapital: Personagem do mundo

 

- Exame: O guru do Brasil

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Ego X Id

Duke

Via 'O Tempo'.

Escrito por Josias de Souza às 02h16

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OAB-DF cogita pedir impeachment do ‘demo’ Arruda

  Fábio Pozzebom/ABr
De candidato à reeleição, José Roberto Arruda, único governador do DEM, tornou-se candidato a protagonista de um processo de impeachment.

 

A seccional do DF da OAB cogita patrocinar o pedido. “Estamos montando o processo”, diz a doutora Estefânia Viveiros, presidente da entidade.

 

“Na segunda-feira, vamos designar relator para analisar as provas dos autos”. Se prosperar, a petição será protocolada na Câmara Distrital.

 

Está para o DF assim como as Assembléias Legislativas estão para os Estados. Há, porém, um problema. Um não. Vários.

 

Arruda foi pilhado numa reedição do caso do mensalão. Descobriu-se que paga mesada a deputados distritais.

 

Impedido o governador, deveria assumir o vice Paulo Octácio (DEM). Porém...

 

Porém, Paulo Octávio, dono de uma construtora, frequenta as páginas do inquérito como um dos provedores do mensalão brasiliense.

 

Impedidos Arruda e Octácvio, deveria assumir o presidente da Câmara Distrital, Leonardo Prudente (DEM). Porém...

 

Porém, Prudente é acusado de ter cometido a imprudência de beliscar mesadas do Palácio do Buriti, sede do governo do DF.

 

Inviabilizados Arruda, Octávio e Prudente, restaria entregar o governo do DF ao presidente do Tribunal de Justiça local.

 

Governista no Congresso Nacional, o PT é oposição no legislativo do DF. O peismo acena com a adesão ao pedido de impeachment de Arruda.

 

Gato escaldado, o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, lavou a fúria com água fria no twitter:

 

“Não defendo o impeachment do Arruda. Não devemos agir como o DEM. Defendo que as investigações sejam feitas, com serenidade, sem baixaria”.

 

Neste sábado (28), a Comissão de Ética da Câmara Distrital realiza uma reunião de emergência. Tenta definir o tratamento a ser dispensado aos seus mensaleiros.

 

Os devoradores de mesadas são contados, por ora, em uma dezena. Nada assegura que o número não vá crescer.

 

É de perguntar: Terá restado alguma réstia de ética numa Casa assim, tão carunchada? Dificilmente.

 

Em litígio com os fatos, o governador Arruda não se deu por achado. A voz dele soa em gravações captadas por meio de escuta ambiental.

 

Ainda assim, o governador José ‘Poliana’ Arruda nega participação nos malfeitos.

 

- Em tempo: O inquérito do mensalão de Arruda está acomodado em três volumes e três apensos.

 

Os volumes estão disponíveis aqui, aqui e aqui. Os apensos podem ser lidos aqui, aqui e aqui.

 

O material vale o desperdício de um naco de tempo do leitor neste final de semana.

 

O calhamaço compõe um quadro de degenerescência que deve se repetir em muitos Estados.

Escrito por Josias de Souza às 19h18

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Diretor de presídio estava na cena da tortura em SC

Sindicância aberta para apurar o caso de tortura de presidiários em Santa Catarina trouxe à tona uma novidade. O fato novo se chama Alvaro Schulup.

 

Na época em que o vídeo com as agressões foi rodado, em fevereiro de 2008, Schulup servia no setor de Inteligência do departamento prisional.

 

Um mês atrás, quando a fita ganhou as manchetes, Schulup já ocupava o cargo de diretor da Penitenciária São Pedro de Alcântara.

 

Vem a ser o mesmo presídio em cujas dependências um grupo de presos foi espancado por agentes penitenciários.

 

Pois bem. Descobriu-se que o diretor Alvaro Schulup aparece no vídeo torturante. Foi reconhecido por testemunhas ouvidas na sindicância.

 

Aparece na parte inferior do vídeo, de costas. Retira-se do banheiro onde os presos foram espancados segundos antes de a cabeça de um deles ser enfiada na privada.

 

Antes de sair, presencia um pedaço da sessão de pancadaria. Ouvido, Schlup deu uma explicação singela:

 

Foi ao local para fazer xixi. Como havia muita gente, saiu. Em depoimento prestado ao Ministério Público e à Polícia Civil catarinense, informou:

 

Não vira nada de errado. Não é capaz de identificar os torturados. O que fazia no local? Investigava uma facção criminosa que atuava na cadeia. Mais não disse.

 

Logo que o vídeo da tortura ganhou o noticiário, no início de novembro, o governador catarinense, Luiz Henrique (PMDB), mandara afastar um agente penitenciário.

 

Pouco depois, cairia o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional), Hudson Queiroz. Ele estivera na cadeia no dia da tortura.

 

O Ministério Público já identificou a trinca de torturadores que aparece no vídeo. Em ofício a Luiz Henrique, cobrou providências. Por ora, nada.

 

Dias atrás, uma testemunha informou, em depoimento aos promotores que investigam o caso, que entregara cópia da fita ao secretário de Justiça do Estado.

 

Chama-se Justiniano Pedroso. Recebera a fita das mãos da testemunha um ano atrás, não agora. Nada fez além de tentar dar sumiço ao vídeo.

 

Justiniano tacha de mentiroso o depoimento que o alveja. Será chamado a depor na semana que vem. Permanece no secretariado de Luiz Henrique.

 

Qualquer Judiciário do mundo classificaria as cenas da cadeia catarinense como crime. Aos agentes do Estado não cabe senão tratar os fora da lei dentro da lei.

 

Para isso recebem –ou deveriam receber— treinamento do Estado, custeado pelo contribuinte.

 

À medida que o caso vai sendo esquadrinhado, tonifica-se a sensação de que a tortura de Santa Catarina pode não ser produto da deformação de subalternos.

 

Há no ar uma percepção incômoda. Confirmando-se os indícios, vai-se concluir que a perversão escalou as mais altas esferas da administração catarinense.

 

Se é assim num dos Estados mais desenvolvidos do país, imagine-se o que não deve estar ocorrendo nos fundões do Brasil.

Escrito por Josias de Souza às 18h00

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Alfreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeedo!

Escrito por Josias de Souza às 13h46

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Em dia de Serra no Ceará, Ciro reitera a candidatura

Num dia em que José Serra (PSDB) desfilou sua não-candidatura no Ceará, Ciro Gomes (PSB-CE/SP) reafirmou sua condição de candidato.

 

Candidato à Presidência, não ao governo de São Paulo, para onde transferiu, a pedido de Lula, seu domicílio eleitoral.

 

Disse que, no Ceará, o governador Cid Gomes (PSB), seu irmão, franqueará o palanque a ele e à presidenciável oficial Dilma Rousseff (PT).

 

“Tudo que você imaginar vai acontecer. Tudo. Aqui, por exemplo, o governador Cid Gomes abrirá o palanque dele, se eu for candidato, para mim e para a Dilma”.

 

Realçou algo que o distingue do arqui-rival Serra: “Alguns são francos, sinceros, de afirmar que estão sim no esforço de viabilizar sua candidatura, que é o meu caso...”

 

“...Outros preferem insultar a inteligência alheia dizendo que não são candidatos, que estão só, quem sabe, passeando”.

 

Na semana passada, depois de uma visita a Aécio Neves, que tenta viabilizar-se como presidenciável do tucanato, Ciro referira-se a Serra como “o coiso”.

 

Há três dias, pespegou no rival um adjetivo novo: “Ectoplasma”. Tentou explicar-se: “Eu fiz uma brincadeira. Porque não é o Serra...”

 

“...O coiso é uma entidade que eu criei, que está por detrás de um monte de coisa estranha que acontece”.

 

Como exemplo de “coisa estranha”, mencionou o caso dos desvios da verba indenizatória de deputados federais, veiculado pela Folha.

 

Insinuou que a “coisa” teria sido içada às manchetes pelo “coiso” com o propósito de prejudicar Aécio.

 

A rubrica das verbas indenizatórias fora criada na Câmara sob a presidência de Aécio (2001-2002). Ouça-se a teoria de Ciro:

 

“Como é que isso funciona? É o coiso. Não é o Serra. O Serra não é o coiso. É o coiso...”

 

“...Aí perguntaram pra mim: o que é o coiso? O coiso é um ectoplasma. O Serra é uma figura de carne e osso, respeitabilíssima, é o governador...”

 

“...Portanto ele não é o coiso. Agora, o coiso está atuando e eu vou denunciar. Toda vida que aparecer a obra do coiso, eu vou dizer: isso é coisa do coiso”.

 

A reportagem da Folha manuseou as notas frias espetadas por deputados nos arquivos da Câmara graças a uma decisão judicial. Nesse caso, uma coisa do STF, não do “coiso”.

Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Grampos da PF ligam genro de Lula a uma ‘quadrilha’

  Marlene Bérgamo/Folha
Chama-se Marcelo Sato o genro de Lula. É marido de Lurian (foto), a filha mais velha do presidente.

 

Grampos telefônicos feitos pela Polícia Federal com ordem judicial captaram diálogos de Sato com o empresário João Quimio Nojiri.

 

O interlocutor do primeiro-genro foi preso pela PF em 21 de maio de 2008. É acusado de integrar uma quadrilha que operava em Santa Catarina e São Paulo.

 

Deve-se a informação ao repórter Gustavo Ribeiro. Ele teve acesso a relatórios e transcrições das escutas da PF. Levou os dados às páginas de Veja.

 

A voz do marido de Lurian soou na Operação Influenza. Envolve a apuração de crimes como lavagem de dinheiro, fraudes cambiais e tráfico de influência.

 

Os grampos revelam que Marcelo Sato recebeu do empresário Nojiri a mixaria de R$ 10 mil. Dinheiro que deveria repassar à mulher, Lurian.

 

Segundo a PF, o primeiro-genro atuou como lobista da quadrilha. Acompanharia processos em órgãos federais. Agendaria encontros com autoridades.

 

Num dos diálogos captados pela PF, o empresário Nojiri conversa com um amigo identificado nos relatórios policiais como Guilherme.

 

Fala de uma “necessidade” financeira da filha de Lula. Informa que vai "resolver a questão dela". Eis um trecho da conversa:

 

- Noriji: Eu precisava do rádio, do ID do rádio da Lurian.

- Guilherme: Eu não tenho.

- Noriji: Achei que você tinha o radio dela.

- Guilherme: Não, não tenho.

- Noriji: E como você fala com ela?

- Guilherme: MSN.

- Noriji: Tá bom, então. Eu estou conversando com ela por e-mail. Diz a ela que eu estou resolvendo a questão dela, de uma necessidade, até sexta feira. Para ela dar uma consultada na conta do marido [Marcelo Sato].

- Guilherme: Tem certeza que tem que ser na conta dele? Porque ele não vai dizer a ela que entrou e ele não autoriza a ficar checando conta...

 

Uma hora e trinta e cinco minutos depois dessa ligação, Nojiri conversa com sua secretária. Ordena que faça dois depósitos de R$ 5 mil na conta do genro de Lula:

 

- Noriji: Josi, aquele depósito. A Sacha te falou que tinha que fazer?

- Secretária: Depósito do Village?

- Noriji: Não, o outro. Do Marcelo [Sato].

- Secretária: Tá aguardando um ok do senhor, se é pra fazer na conta dele ou na conta da esposa.

- Noriji: Faz na conta dele mesmo. Dois depósitos de cinco, tá bom?.

- Secretária: Tá ótimo então. Vou falar pra fazer na conta dele.

 

Decorridos mais vinte minutos, Nojiri toca o telefone para Marcelo Sato. Tratam-se de maneira afetuosa:

 

- Nojiri: Oi, querido.

- Marcelo Sato: Fala, querido. Tudo bem?

- Noriji: Eu estou fazendo um negócio pra você, tá? Tô sabendo que você tá precisando. Conta com isso.

- Sato: Tá. Bom, a gente conversa direitinho...

 

Noutro diálogo pescado pelos grampos da PF, o genro Sato promete colocar o investigado Noriji, que seria preso meses depois, em contato com o sogro Lula.

 

A conversa é de 14 de fevereiro de 2008. Os interlocutores encontravam-se em Brasília:

 

- Nojiri: Tá, mas que horas você acha que é bom ir pra lá?

- Marcelo Sato: Ah, porque hoje ele vai receber o presidente de Guiné Equatorial. Era pras 15h. Ele tá atendendo agora a agenda das 13h45. Aí depois tem o presidente, tem a Dilma, tem o Múcio, aí a gente.

- Nojiri: Então, mas que horas você acha que a gente tem que ir pra lá?

- Sato: Umas 18h30, por aí. Em princípio, o Múcio tava pra umas 19h. Acho que ele vai antecipar tudo e a gente conversa com ele. Ele vai pro Chile e volta domingo [...]. [...]

- Nojiri: Onde você tá?

- Sato: Agora eu tô aqui saindo do [Palácio da] Alvorada.

- Nojiri: Você não quer encontrar antes da gente ir lá pro anexo?

- Sato: Se você quiser ir pra lá, pode ir. Porque eu já vou acertar direitinho lá no gabinete agora, entendeu?

- Nojiri: Pode deixar marcado. Deixa tudo certo. Tô falando pra conversar com você antes de eu te encontrar, pra ir junto pra lá. Que que você quer fazer?

- Sato: Quero sentar lá no Palácio agora, falar: ‘Vem pra cá tal hora, certinho, que a gente vai falar’.

 

A assessoria de Lula informa que não há registro de encontro de Nojiri com o presidente. O nome do investigado não consta da agenda oficial do dia (veja aaixo).

 

 

Ouvida a respeito dos R$ 10 mil providos por Nojiri, Lurian declarou: "Não conheço esse homem. Nunca ouvi falar dele e não sei de dinheiro nenhum".

 

O marido dela diz coisa diferente. Admite a proximidade do casal com o investigado, com quem diz manter uma amizade de dez anos.

 

Marcelo Sato afirma que os R$ 10 mil depositados pelo investigado Nojiri em sua conta decorreria de um empréstimo pessoal. Informa que já pagou a dívida.

 

O que diz Nojiri? Confirma o vínculo com o casal Sato-Lurian. Sobre o suposto empréstimo e o respectivo pagamento, desconversa: "Não me lembro desses detalhes".

 

Segundo a PF, Sato mantinha com Nojiri um relacionamento de mão dupla. Em vários diálogos grampeados o primeiro-genro apareceria agendando almoços, reuniões e audiências em Brasília.

 

Na versão da polícia, Sato contaria com o apoio do deputado federal Décio Lima (PT-SC).

 

Compadre da filha e do genro de Lula, o deputado Décio afirma não ter “nenhuma relação com esse pessoal” investigado pela PF.

Escrito por Josias de Souza às 05h40

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Serra exibe a sua ‘não-candidatura’ no Ceará de Ciro

  Dalcío
José Serra, como se sabe, ainda não é candidato à presidência da República. Concentra-se em governar o Estado que o eleitor lhe confiou.

 

Nas últimas horas, Serra governou São Paulo desde o Ceará. Na noite passada, esteve na cidade de Canindé, assentada no sertão.

 

Participou de um seminário –“Ceará em debate”. Um evento bicudo, organizado pelo tucanato local.

 

Desinformado, o mestre de cerimônias saudou Serra como “o futuro presidente do Brasil”. Um repentista entoou: “José Serra para presidente e Tasso para senador”.

 

Um observador desatento diria que Serra cumpriu agenda de candidato. Disse aos repórteres que, se virasse presidente, levaria ao Nordeste mais infraestrutura.

 

Mas apressou-se em esclarecer, claro como a gema: “Não vim aqui como candidato para apresentar programa. Estou concentrado no meu trabalho como governador”.

 

Do seminário, Serra foi à Basílica de São Francisco. Percorreu um cômodo de nome sugestivo: “Sala de Milagres”.

 

Parecia um candidato clássico. Tirou fotos com eleitores. Beijou criancinhas. Amarrou no pulso uma fita verde que lhe permitiu dirigir três pedidos a São Francisco.

 

O que diabos pediu ao santo? “Não posso dizer, senão não se realizam” os desejos. Um gaiato poderia arriscar: Pediu a presidência, a presidência e a presidência.

 

Mas Serra, que ainda não é candidato, desestimula os palpites: “A eleição é só em outubro do ano que vem. No devido tempo e a tempo as coisas vão se definir”.

 

O presidente do PPS, Roberto Freire, que acompanhava Serra, definiu as coisas: “Hoje o candidato mais forte da oposição é Serra”.

 

O grão-tucano Tasso Jereissati, outro acompanhante, disse a Serra que, para assumir a candidatura, “não haveria melhor inspiração do que São Francisco do Canindé”.

 

Mas Serra, que não é candidato, declarou: “Se eu fosse sacerdote, seria franciscano. É uma ordem pela qual tenho uma admiração e uma proximidade muito grande”.

 

Mais um pouco e Serra faz voto de pobreza. Tremei, papa!

Escrito por Josias de Souza às 03h57

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Governador do DEM é suspeito de pagar propina a deputados

 

- Folha: Governo do DF é acusado de corrupção

 

- Estadão: Polícia flagra ‘mensalão do DEM’ no governo do DF

 

- JB: Pré-sal: perda de 3 bi vai “matar” a Saúde

 

- Correio: GDF e Distrital são alvo de investigação

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h11

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Novo pobre!

Dalcío

Charge via Correio Popular. Para ler mais sobre Dubai, o novo vírus que percorre o sistema financeiro internacional à procura de encrenca, aperte aqui, aqui, aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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Descoberto no DF mensalindo do governador Arruda

  José Cruz/ABr
Há um escândalo novo na praça. Antes de esmiuçá-lo, cite-se o padre Antônio Vieira:

 

''Não é miserável a república onde há delitos, senão onde falta o castigo deles''.

 

Pronto. Evolua-se agora para a nova encrenca.

 

Aliás, considerando-se o protagonista e o enredo, pode-se dizer que é um escândalo semi-novo.

 

No epicentro da confusão está o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, do DEM.

 

Trata-se daquele ex-senador que, em passado nem tão remoto, esteve pendurado nas manchetes em posição constrangedora.

 

Não lembra? Líder de FHC no Senado, Arruda, então filiado ao PSDB, acumpliciara-se a ACM, do ex-PFL, para violar o painel eletrônico do Senado.

 

Pois bem. Arruda está de volta ao noticiário político-policial. Suspeita-se que tenha reeditado na Câmara Legislativa do DF o mensalão.

 

No caso de Arruda, um mensalinho. Na essência, mais do mesmo: um esquema de troca de apoio legislativo por propinas.

 

Nesta sexta (27), munidos de autorização do STJ, agentes da PF foram às ruas. Deram batidas em 24 endereços –21 no DF, um em Goiânia e um em Belo Horizonte.

 

Recolheram-se papéis e computadores em escritórios e residências de 16 pessoas físicas e jurídicas. Coletaram-se também R$ 700 mil em moeda sonante.

 

Gente graúda: secretários do governo Arruda, deputados distritais e empresários. A coisa toda começou com uma delação premiada.

 

Chama-se Durval Barbosa o delator. Era, até esta sexta, secretário de Relações Institucionais do DF, uma espécie de coordenador político de Arruda. Foi demitido nesta tarde.

 

Barbosa aceitara grudar às roupas equipamentos de escuta ambiental. Fora a reuniões das quais participara o próprio governador.

 

Captaram-se áudios do barulho. Num deles, Arruda manda distribuir R$ 400 mil a deputados “aliados”. Noutra, manda pagar mais R$ 200 mil.

 

Entre os endereços varejados nesta sexta, estão as sedes de quatro fornecedores do governo do DF: Infoeducacional, Vertax, Adler e Linknet.

 

Suspeita-se que a grana tenha vindo daí. Vasculham-se os contratos que ligam essas empresas às arcas do GDF.

 

O caso foi ao STJ porque é esse o foro privilegiado do governador e dos secretários sob investigação. O relator é o ministro Fernando Gonçalves.

 

Candidato à reeleição, cotado também para vice do presidenciável tucano José Serra, Arruda passa a ter prioridades mais urgentes.

 

A política desce a um segundo plano na agenda do governador ‘demo’. Suas prioridades passam a ser policiais.

 

Retorne-se, por oportuno, ao padre Vieira: ''Não é miserável a república onde há delitos, senão onde falta o castigo deles''.

 

No escândalo do painel do Senado, Arruda renunciara ao mandato para escapar à cassação. Livrou-se de ficar inelegível.

 

O eleitorado de Brasília brindou-o com o mandato de governador. E a transgressão resultou num velho vício brasileiro: a impunidade.

 

A sucessão de escândalos que infelicitam a cena política, um se sucedendo ao outro, o caso anterior se enganchado ao novo, terminam por desafiar Darwin.

 

Se é verdade que o macaco está pendurado à nossa árvore genealógica, se é fato que saímos do Neandertal para chegar na Luana Piovani, até que evoluímos.

 

Mas quando se observa a reiteração da corrupção na política, tem-se a impressão de que, nessa área, viceja a teoria da involução.

 

Não fosse pela presença dos moderníssimos micro-gravadores que o assessor de Arruda usou para gravar o chefe, poderíamos jurar que algumas cenas são ambientadas em cavernas habitadas por hominídeos.

Escrito por Josias de Souza às 19h48

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Fabricante de papel higiênico leva o PAC ao banheiro

Foi ao ar na noite passada uma publicidade radiofônica que converteu o PAC em mote de campanha de papel higiênico.

 

Na peça, um imitador de Lula chama a “ministra” para falar sobre o “pack”. Uma novidade “que vai trazer mais economia para os brasileiros”.

 

Ouve-se ao fundo uma voz que macaqueia o timbre de Dilma: “Alfreeeeeeeeeeeeeeedo”.

 

Alfredo é um mordomo, velho personagem dos comerciais da logomarca Neve, fabricante do papel higiênico de mesmo nome.

 

“A ministra está em conferência com o Alfredo”, diz o falso Lula, antes de enaltecer o “pack econômico de Neve, com 16 rolos".

 

O comercial é arrematado com o bordão do presidente: “Nunca antes na história desse país o povo teve tanta maciez”.

 

Cabe um acréscimo: Nunca antes na história desse país a imagem de um governo migrara da seara pública para a privada.

 

- Em tempo: O áudio do comercial está disponível aqui.

Escrito por Josias de Souza às 07h11

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Planalto admite:vôo de Lulinha não tem amparo legal

Ao pegar carona, junto com 15 acompanhantes, num Boeing da FAB, Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente, embarcou numa ilegalidade.

 

A Presidência da República reconhece que não há na legislação em vigor um mísero artigo que dê respaldo ao vôo.

 

A despeito disso, o Planalto considerou “normal” a carona. Invoca um argumento extralegal: o costume.

 

Eis o teor da manifestação oficial da secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto:

 

“A possibilidade de o presidente da República convidar pessoas para deslocamentos em aviões oficiais baseia-se numa prerrogativa tradicionalmente exercida no Brasil: foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual”.

 

Deve-se à repórter Kátia Brasil a notícia sobre a apropriação privada das asas da FAB por Lulinha, como é conhecido o filho do presidente.

 

O primeiro-filho e seus acompanhantes serviram-se do Boeing da FAB em 9 de outubro. Voaram de São Paulo para Brasília.

 

As circunstâncias do vôo conferem ao caso um quê de extravagância. O Boeing foi deslocado em pleno ar. Estava a dez minutos de pousar em Brasília. Transportava militares recolhidos no interior de São Paulo.

 

Súbito, o comandante da aeronave recebeu ordem para retornar a São Paulo. Oficialmente, buscaria o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

O avião pousou em Cumbica, no município de Guarulhos. Foi reabastecido. Descobriu-se que Meirelles e os caronas se encontravam em Congonhas.

 

Nova decolagem, seguida de uma hora de sobrevôo, para gastar o combustível. Aterrissagem em Congonhas. Embarque coletivo.

 

Meirelles mandou dizer que não sabia que Lulinha e comitiva dividiriam com ele os assentos do Boeing. A Aeronáutica disse que não dispunha da lista de passageiros.

 

Agora, o reconhecimento oficial de que o avião da FAB voou à margem da lei, equilibrando-se apenas nos velhos costumes.

 

Os vôos da Força Aérea estão regulamentados num decreto. Leva o número 4.244. Foi editado em 2002, sob Fernando Henrique Cardoso.

 

A normatização foi feita nas pegadas de uma anomalia. Descobrira-se que sete autoridades haviam como que “privatizado” as asas da FAB.

 

Usaram aviões da Viúva para realizar viagens de turismo. A maior parte delas para a aprazível ilha de Fernando de Noronha.

 

Afora os familiares, o rol de passageiros incluía seis ministros: Ronaldo Sardenberg, Pedro Malan, Paulo Renato, Sérgio Amaral, Raul Jungmann e Alberto Cardoso.

 

Além dos ministros, voara de FAB, a passeio, o procurador-geral da República de então, Geraldo Brindeiro. O PT, então uma aguerrida legenda de oposição, fez barulho inaudito.

 

Um dos ministros, Ronaldo Sardenberg, chegou a arrostar uma condenação judicial. A sentença seria anulada, porém, no STF. Decisão do presidente do tribunal, Nelson Jobim, hoje ministro da Defesa, a pasta que manda na FAB.

 

O que diz o decreto 4.244? Afora o presidente, só podem requisitar aviões da FAB ministros, presidentes da Câmara e do Senado, presidente do STF e comandantes militares. A requisição é admitida em três circunstâncias:

 

1. “Por motivo de segurança e emergência médica”.

2. “Em viagens a serviço”.

3. Nos “deslocamentos para o local de residência permanente”.

 

O decreto anota: “As autoridades [...] informarão a situação da viagem e a quantidade de pessoas que eventualmente as acompanharão“.

 

Ficou entendido que os acompanhantes eventuais deveriam ter relação com a segurança, a emergência médica ou a missão de serviço.

 

No vôo do dia 9 de outubro, a única autoridade presente no Boeing era Henrique Meirelles, que nem sequer sabia da companhia ilustre de que desfrutaria.

 

Ao invocar a tradição para qualificar de “normal” a carona de Lulinha, a assessoria de Lula arrasta para a encrenca uma filha de FHC, Luciana Cardoso.

 

Secretária pessoal do pai-presidente, Luciana utilizou-se de uma aeronave da FAB (modelo Xingu), para viajar de Brasília até Buritis (MG), em março de 2002.

 

Luciana foi à fazenda Córrego da Ponte. Uma propriedade dos Cardoso, que havia sido invadida por militantes do MST.

 

Alegou-se que era preciso inventariar os estragos. O Ministério Público abriu um inquérito. Mexe daqui, esquadrinha dali, a coisa foi ao arquivo.

 

Sob Lula, um novo episódio: em fevereiro de 2004, José Viegas, à época ministro da Defesa, voou de FAB, para fazer turismo com a família no Pantanal. O caso foi à Comissão de Ética Pública da Presidência. Deu em nada.

  

Noves fora um pedido de informações da Comissão de Fiscalização da Câmara, não há, por ora, vestígio de ação contra a carona de Lulinha.

 

Se vier, será perda de tempo. Como diz a assessoria de Lula, “foi assim em governos anteriores, tem sido assim no atual”. Às favas o contribuinte.

Escrito por Josias de Souza às 06h25

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Secretario é investigado no caso de tortura de presos

Surgiu uma novidade no caso do vídeo que expôs cenas de tortura a presos recolhidos à maior cadeia de Santa Catarina.

 

Em depoimento ao Ministério Público e à Polícia Civil, uma testemunha complicou a vida do secretário de Justiça do Estado, Justiniano Pedroso.

 

A testemunha contou que entregara ao secretário Justiniano cópia do vídeo com as cenas torturantes.

 

Acusou-o de não tomar providências. Pior: disse que Justiniano teria mandado “sumir com as imagens”.

 

O vídeo que abriu uma crise no pedaço do governo catarinense que cuida da gestão de presídios veio à luz há um mês.

 

Foi exibido em rede nacional, numa reportagem do Fantástico, da TV Globo (assista lá no alto).

 

Exibe agentes penitenciários desferindo socos e pontapés em hóspedes da Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

 

Além de apanhar, os presos foram arrastados a um banheiro. Algemados, tiveram as cabeças enfiadas num vaso sanitário.

As cenas são de fevereiro de 2008. Procurado pela reportagem da TV, o secretário Justiniano fizera cara de espanto.

 

Dissera que o Estado não compactuava com as práticas criminosas. E prometera apuração.

 

Em seu depoimento, a testemunha, cujo nome é mantido em segredo, diz ter levado a fita ao secretário um ano antes da veiculação no Fantástico.

 

Ouvido, o secretário de Justiça disse que são “mentirosas” as afirmações da testemunha. Repetiu que só soube dos malfeitos ao ser procurado pela TV.

 

Responsáveis pelo inquérito que apura as agressões a presos, os promotores César Augusto Grubba e Raul Rabello disseram que Justiniano será intimado a depor.

 

Um problema a mais para o governador catarinense Luiz Henrique (PMDB). Num primeiro momento, ele determinada o afastamento de um agente prisional.

 

Providência tímida, já que o vídeo mostra três torturadores. Num segundo lance, o governador afastou um servidor graúdo.

 

Mandou ao meio-fio o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional), Hudson Queiroz, que estivera na cadeia no dia da tortura.

 

Ao invadir o gabinete do secretário de Justiça, o caso escala a penúltima escala da hierarquia do sistema prisional, logo abaixo de Luiz Henrique.

 

O diretor de imprensa do gabinete de Luiz Henrique, José Gayoso, disse ser pouco provável que o secretário de Justiça tenha visto previamente as imagens.

 

Afirmou que o governo vai aguardar a conclusão das investigações, sem fazer pré-julgamentos.

 

A testemunha que jogou gasolina na crise foi inscrita no programa de proteção a testemunhas.

 

A investigação do Ministério Público deveria terminar em 3 de dezembro. Mas os promotores vão pedir à Justiça a prorrogação do prazo.

Escrito por Josias de Souza às 04h05

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Rigotto sai de cena e facilita planos de Fogaça no RS

O ex-governador gaúcho Germano Rigotto, do PMDB, veio aos holofotes para informar que não tentará retornar ao cargo nas eleições de 2010.

 

Rigotto soou categórico. Disse que a hipótese de ir às urnas como candidato a governador está afastada “definitiva e irrevogavelmente”.

 

Com esse gesto, deixou o palco livre para as evoluções do prefeito pemedebê de Porto Alegre, José Fogaça, com quem media forças.

 

Ao baixar as cortinas de sua quase candidatura, Rigotto lecionou: “Quem tem dois candidatos, não tem nenhum. Essa é a lição da experiência política”.

 

Acha que Fogaça “tem a capacidade” de costurar as “parcerias” políticas necessárias a devolver o PMDB ao Piratini, sede do governo gaúcho.

 

O Rio Grande do Sul é um dos Estados em que a dobradinha PMDB-PT, ensaiada no plano nacional, não irá se reproduzir.

 

Ali, a tribo dos pemedebês é representada por uma etnia que olha para o petismo com o fígado, embalada por instintos canibais.

 

O PSDB nacional rodeia o caldeirão gaúcho com pretensões de firmar com o PMDB local uma aliança que dê ao presidenciável tucano um bom palanque.

 

O tucanato sempre preferiu Fogaça. Mas demora-se em apreender a lição de Rigotto: “Quem tem dois candidatos não tem nenhum”.

 

Não bastasse esticar a queda-de-braço entre José Serra e Aécio Neves, o PSDB demora-se em enquadrar Yeda Crusius.

 

Enredada por denúncias, a governadora tucana do Rio Grande do Sul tornou-se um farrapo político. A despeito disso, cultiva um projeto reeleitoral.

 

Para abrir negociações com Fogaça, o PSDB terá, primeiro, de ultrapassar a fase do "dois em nenhum". Depois, precisará enquadrar Yeda.

 

De resto, ao retirar-se para as coxias, Rigotto deixou sobre o tablado um prenúncio de encrenca para o ministro Tarso Genro (Justiça).

 

Candidato do PT ao governo gaúcho, Tarso tenta arrastar para dentro de sua coligação o PDT.

 

O diabo é que o PDT ocupa, sob Fogaça, a vice-prefeitura de Porto Alegre. Talvez se anime a reeditar a parceria com o PMDB na cruzada estadual.

 

Algo que, se confirmado, terá um gosto de ironia, já que Dilma, uma cristã nova do PT, é egressa justamente dos quadros do PDT gaúcho.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Ministro de Lula ataca projeto do governo que enfraquece TCU

 

- Folha: Brasil não vai reconhecer as eleições em Honduras

 

- Estadão: Superávit sobe, mas meta está ameaçada

 

- JB: China rouba a cena em Copenhague

 

- Correio: Calote em Dubai assusta mercados

 

- Valor: R$ 726 milhões do BB vão reforçar o caixa de Kassab

 

- Jornal do Commercio: 13º: R$ 600 milhões na economia 

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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PMDBomba!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 02h03

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Chávez e Ahmadinejad esculacham EUA em Caracas

Depois de passar pelo Brasil e pela Bolívia, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad chegou à Venezuela.

 

É a quarta visita dele a Caracas. Celebrou acordos com Hugo Chávez. Algo que, no dizer do anfitrião, converteu a relação Irã-Venezuela numa parceria “modelo”.

 

No mais, a dupla dedicou-se a espinafrar um inimigo comum. Atribuíram aos EUA a responsabilidade pelos conflitos que grassam ao redor do mundo.

 

Ahmadinejad disse que a verdadeira ameaça mundial não é o programa atômico do Irã, mas "o arsenal nuclear e químico" dos EUA.

Escrito por Josias de Souza às 19h50

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Sarney passa mal, é medicado e mandado para casa

  José Cruz/Ag.Senado

O presidente do Senado, José Sarney, teve de interromper o expediente mais cedo nesta quinta (26).

 

Passou mal pela manhã. Deu-se no instante em que recebia um visitante chinês. Sentia dores abdominais.

 

Levaram-no ao posto médico de emergência do Senado. Apalpa daqui, escuta dali, diagnosticaram-lhe uma gastroenterite.

 

Por segurança, Sarney foi enviado ao departamento médico do Senado. Conduziu-o um zeloso séquito (veja foto).

 

Fez exames complementares. Um raio-x e uma ecografia abdominal. Medicado, ficou em observação.

 

Depois de algo como quatro horas, Sarney foi mandato para casa. Informou-se que passa bem.

Escrito por Josias de Souza às 18h05

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Serra usa web, rádio e TV como palanque eletrônico

Sempre que inquirido sobre a sucessão presidencial de 2010, José Serra, governador tucano de São Paulo, diz que ainda não é candidato.

 

Serra critica a “antecipação” da campanha eleitoral e diz que só em março vai decidir se entrará ou não na disputa pelo Planalto.

 

A movimentação do candidato desmente o lero-lero do não-candidato. Serra converteu em palanque eletrônico a web, o rádio e a TV.

 

Funciona assim: Serra participa, gostosamente, de programas populares veiculados em emissoras de rádio e de televisão.

 

Depois, propaga no microblog que mantém no twitter (143,4 mil seguidores) trechos de suas entrevistas radiofônicas e televisivas.

 

Tome-se, por eloquente, o exemplo mais recente. Na última terça (24), Serra foi ao Programa do Ratinho, do SBT (audiência estimada em cerca de 300 mil pessoas).

 

Falou durante 15 minutos. Na noite da mesma terça, Serra pendurou no microblog que mantém no twitter dois trechos da entrevista.

 

No primeiro, reproduzido no vídeo lá do alto, Ratinho pergunta a Serra: Se eleito, vai acabar com o Bolsa Família?

 

E Serra: “Não, de jeito nenhum”. Diz que, além de manter a iniciativa mais popular da era Lula, vai “reforçá-la”.

 

Preocupou-se em realçar que a coisa não nasceu no atual governo. "O Lula pegou os programas que já existiam...”

 

Empilhou iniciativas da era FHC que foram unificadas sob o selo do Bolsa Família: “...O Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação - que eu criei quando era ministro da Saúde, o Vale Gás etc.”.

 

Reconheceu os méritos de Lula: Ele “juntou no Bolsa Família e expandiu. Fez bem, correto. Ele pegou o negócio e melhorou”.

 

Acrescentou: “É o que eu vou fazer. Se eu for presidente, eu pego isso e melhoro. Solidifico".

 

No segundo trecho destacado por Serra no twitter, Ratinho lhe pergunta se é candidato à Presidência.

 

Sob aplausos da platéia, Serra soou como se respondesse aos partidários do PSDB e do DEM que o fustigam a entrar no ringue imediatamente.

 

"Eu posso vir a ser. Neste momento, eu sou governador. Eu tô concentrado no meu trabalho”.

 

Serra cita tópicos de sua agenda da véspera: inauguração de nova linha do metrô, aula num curso de enfermagem e reunião sobre ensino técnico.

 

Acrescenta: “Não vou parar de fazer isso para fazer campanha tão antecipadamente. Se antecipou muito campanha eleitoral no Brasil...”

 

“...No ano que vem, quando faltar seis meses para a eleição, a gente vai ver. Por enquanto, é concentrar no trabalho que a população te delegou através do voto”.

 

Na mesma terça em que levou a cara ao Programa do Ratinho, Serra concedera entrevista a duas emissoras de rádio, uma de São Paulo e outra de Fortaleza.

 

Em dias anteriores, levara o rosto ao programa do Datena, na TV Bandeirantes, e de Hebe Camargo, do SBT. Falara também ao programa do Silvio Santos, dono e apresentador do SBT.

 

De resto, Serra exibira o semblante de "não-candidato" em outras duas janelas observadas por platéias de conformação popular: o programa de Ronnie Von, na TV Gazeta, e o 'Manhã Maior', da Rede TV.

 

Ou seja: Serra encontrou no universo eletrônico –web, rádio e TV— um nicho no qual se dedica a fazer algo que critica ferozmente nos rivis: campanha eleitoral extemporânea.

 

À sua maneira, Serra repete exatamente o que condena mos rivis Lula e Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 05h56

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Câmara requisita informações sobre o vôo de Lulinha

  B.Marthur/Reuters
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara decidiu endereçar um requerimento de informações ao Ministério da Defesa.

 

No texto, a comissão pede esclarecimentos sobre uma carona dada, em Boeing da FAB, a Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

 

O primeiro-filho voou de São Paulo para Brasília, em 9 de outubro, acompanhado de 15 pessoas. Requisitaram-se os nomes dos passageiros.

 

O pedido de informações teve origem num requerimento apresentado por Duarte Nogueira (PSDB-SP).

 

O deputado propusera a convocação de dois ministros: Nelson Jobim (Defesa) e Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência).

 

No debate travado na comissão, colegas de Duarte ponderaram que o Congresso está na bica de inaugurar o recesso de final de ano.

 

E o deputado concordou em converter a convocação dos ministros em requerimento de informações.

 

Reza o parágrafo 2º do artigo 50 da Constituição que Jobim dispõe de 30 dias para enviar as informações à Câmara, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade.

 

Deve-se à repórter Kátia Brasil a notícia sobre a carona concedida a Lulinha e seus 15 acompanhantes.

 

Ela revelou que, a dez minutos de pousar em Brasília, o comandante do Boeing da FAB recebeu ordem para dar meia-volta, rumando para São Paulo.

 

Oficialmente, buscaria na capital paulista o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

 

Junto com Meirelles, porém, embarcaram Lulinha e as outras 15 pessoas. Tenta-se agora saber se a carona infringiu a lei.

Escrito por Josias de Souza às 04h12

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Lula estimula mais consumo e produtos começam a faltar

 

- Folha: Governo trava privatização de aeroporto

 

- Estadão: Estados pagam conta da redução de IPI

 

- JB: Americanos recuam e vão cortar emissões

 

- Correio: Crack avança por todo o DF

 

- Valor: Governo pretende ousar na liberalização cambial

 

- Jornal do Commercio: Promotoria investiga o concurso da PM

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h25

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Artefatos!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 03h23

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Rachado, governo adia votação da partilha do pré-sal

Moacyr Lopes Jr./Folha

 

O rateio dos royalties do petróleo das jazidas do pré-sal rachou os partidos que dão suporte a Lula no Congresso.

 

Estabeleceu-se na Câmara uma espécie de guerrilha parlamentar. No miolo da disputa, o debate sobre a divisão dos royalties.

 

De um lado, deputados de partidos ricos em petróleo, à frente Rio e Espírito Santo. Tentam manter as regras que lhes destinam fatias maiores do bolo dos royalties.

 

Do outro, as bancadas dos Estados sem-petróleo. Brigam para que, nas jazidas do pré-sal, os royalties sejam distribuídos de modo mais igualitário.

 

A divisão produziu uma inusitada aliança. Um pedaço do bloco governista juntou-se à oposição, ajudando a bloquear as votações em plenário.

 

Farejando o cheiro de queimado, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), informou aos deputados:

 

Fica adiada para a semana que vem a votação do projeto de lei que institui o modelo de partilha na exploração das reservas petrolíferas do pré-sal.

 

A tática do adiamento foi endossada pelo Planalto. Tenta-se ganhar tempo para pôr de pé um acordo.

 

Na origem da querela está um embate entre dois governadores aliados de Lula: Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco.

 

Sérgio Cabral pega em lanças em defesa da tese de que os Estados produtores de petróleo têm o direito de receber mais royalties.

 

Eduardo Campos mobiliza os demais governadores do Nordeste. Arma uma disputa dos “pobres” contra os “ricos”. Alega que todos têm direito aos royalties.

 

Nesta quarta (25), Cabral subiu o tom. Sem mencionar o nome de Campos, acusou-o de tentar “roubar” o Rio a golpes de “oportunismo”.

 

O diz-que-diz incendiou o plenário. No voto, os Estados ricos –além do Rio, Espírito Santo e São Paulo—estão condenados à derrota.

 

Cabral e o colega capixaba Paulo Hartung (PMDB) alugaram os ouvidos de Lula. E o presidente comandou o adiamento.

 

Hoje, vigora no país o modelo de concessão. O governo concede a exploração das jazidas de petróleo a empresas privadas.

 

Essas empresas arcam com os custos de produção, ficam com o óleo e o gás extraídos dos campos, e pagam impostos e royalties ao governo.

 

Nesse modelo, os royalties correspondem a 10% de tudo o que é produzido. E o rateio é feito assim: 52% dos royalties vão às arcas dos Estados e municípios produtores, onde estão assentadas as jazidas...

 

...7,5% são destinados a um fundo que é rateado entre todos os Estados e municípios do país; 40,5% vão aos cofres da União.

 

Pelo projeto do governo, as regras mudam para o pré-sal. Em vez do modelo de concessão, a exploração se dará sob o regime de partilha.

 

O grosso da exploração ficaria a cargo da Petrobras, que seria autorizada a contratar empresas privadas, remunerando-as.

 

O petróleo e o gás extraídos das profundezas do mar seriam do governo, que passaria a se responsabilizar pela comercialização.

 

Relator do projeto, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) decidiu aumentar de 10% para 15% os royalties sobre a produção.

 

E propôs um novo rateio. Funcionaria assim: 25% para Estados produtores; 5% para municípios produtores...

 

...44% para um fundo a ser rateado entre Estados e municípios não produtores; e 26% para a União.

 

Pela proposta de Henrique Alves, o novo rateio dos royalties valeria apenas para as jazidas do pré-sal ainda pendentes de exploração.

 

O problema é que a bancada dos “pobres”, açulada por Eduardo Campos, decidiu incluir no novo modelo os campos já licitados pela Petrobras.

 

A prevalecer esse entendimento, os Estados não produtores começariam a degustar o bolo dos royalties do pré-sal imediatamente.

 

Participariam do rateio de suas reservas que estão sendo exploradas sob o modelo antigo, de concessão.

 

São elas: Tupi, na bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do Rio; e Jubarte, assentada no litoral do Espírito Santo.

 

Daí a irritação de Cabral. Nesta quarta (25), Lula esteve no Rio. Ouviu queixas acerbas do governador. E determinou o adiamento que Temer anunciou ao plenário.

 

O governo espera produzir um entendimento nos próximos dias. No limite, cogita voltar à redação original do projeto que enviara ao Congresso.

 

Um texto que não bulia nos royalties. Apenas dizia que a divisão do pudim dependeria da aprovação de lei específica. Algo que seria feito mais tarde, provavelmente em 2011.

Escrito por Josias de Souza às 20h53

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IPI de móveis é zerado e Mantega pede: gaste o 13º

Além de zerar o IPI dos móveis, o governo prorrogou a isenção do tributo sobre material de construção. Na véspera, prorrogara a poda do IPI dos carros flex. Conheça os detalhes aqui.

Escrito por Josias de Souza às 18h26

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Eleito, Dutra busca salto baixo e manequim exclusiva

Guto Cassiano

José Eduardo Dutra confirmou o favoritismo e elegeu-se presidente do PT.

 

Oficialmente, toma só vai tomar posse em fevereiro de 2010.

 

Na prática, passa a apitar mais do que Ricardo ‘Pato Manco’ Berzoini.

 

Dutra vai à linha de frente do projeto Dilma Rousseff-2010.

 

Nesta quarta (25), achegou-se aos holofotes para dizer o que pensa.

 

Em verdade, não pensa. Ou por outra, pensa com os miolos de Lula.

 

Antevê uma sucessão dura. Quer afastar o petismo do salto alto.

 

Tem a pretensão de arrastar 14 partidos para dentro da coligação de Dilma.

 

Sonha com a reedição do consórcio governista, sem defecções.

 

Quer converter Dilma em manequim exclusiva da grife Lula.

 

No mais, deseja carregar na comparação Lula X FHC.

 

Quando ao adversário, alega não ter preferência entre Serra e Aécio.

 

Nesse ponto, recorre à desconversa. Lula e o grosso do petismo preferem Serra.

 

Em relação ao calendário, diz que Dilma só deve trocar o governo pelo palanque na última hora, no comecinho de abril.

 

- PS.: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 18h11

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Frase homofóbica de Requião pode custar R$ 250 mil

  Folha
O Ministério Público Federal pediu à Justiça que imponha ao governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), o pagamento de uma multa de R$ 250 mil.

 

Na petição, a Procuradoria alega que a sanção se justifica em razão de declarações feitas por Requião em programa da TV Educativa paranaense.

 

São duas as declarações que motivaram o pedido do Ministério Público, ambas levadas ao ar num programa chamado “Governo Escola”.

 

Numa delas, o governador associou a incidência de câncer de mama em homens às passeatas gays.

 

Noutra, ofendeu o pesquisador Mauro Akio, do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná). Chamou-o, em timbre pejorativo, de “gafanhoto” e “kung-fu”.

 

Não é a primeira vez que declarações de Requião resultam em ações pecuniárias.

 

A Justiça Federal proibira o governador de utilizar a rádio e a TV educativa do Paraná de maneira imprópria. Do contrário, seria condenado ao pagamento de multas.

 

Requião deu de ombros. E loquacidade excessiva já lhe rendeu a aplicação de quatro multas. Todas por descumprimento da ordem judicial.

 

Juntas, as sanções somam R$ 850 mil. A última, de agosto, foi motivada por ataques de Requião ao prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Coisa de R$ 200 mil.

 

Os lábios de Requião, como se vê, tornaram-se ferrenhos adversários do bolso de Requião.

Escrito por Josias de Souza às 06h09

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Em encontro sobre clima, Lula ‘junta’ Uribe e Chávez

Fotos: Lula Marques/Folha

 

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, recebeu na semana passada uma delegação de deputados brasileiros.

 

Durante a conversa, Uribe revelou-se preocupado com os rumos de um encontro que acontecerá nesta quinta (25), em Manaus.

 

Deve-se a iniciativa da reunião a Lula e ao presidente francês, Nicolas Sarkozi. Convidaram-se todos os presidentes de países da região amazônica.

 

O objetivo é costurar uma proposta conjunta a ser levada à cúpula global sobre mudanças climáticas de Copenhague, no mês que vem.

 

A presença de Sarkozi é justificada pelo fato de a França manter na região um naco de terra que é extensão de seu território, a Guiana Francesa.

 

Em litígio com o Hugo Chávez, Uribe disse aos deputados brasileiros que receia ouvir provocações do colega venezuelano.

 

Em recente pronunciamento de TV, Chávez convocou os venezuelanos à prontidão. Disse que, se necessário, a Venezuela iria à guerra contra a Colômbia.

 

O pano de fundo da querela é a aversão de Chávez a um acordo firmado por Uribe. Entrega aos EUA a gestão de bases militares colombianas.

 

Uribe disse à delegação deputados que, se provocado por Chávez, não levará desaforo para casa. Pretende reagir à altura.

 

Nos subterrâneos, Lula tentou aproveitar a reunião de Manaus para promover uma negociação paralela para pacificar Uribe e Chávez.

 

A chancelaria colombiana refugou a oferta. Uribe não deseja reunir-se com Chávez. E espera que seu rival circunscreva suas intervenções à pauta climática.

 

Nessa matéria, o que se pretende é formular uma proposta que exija dos países ricos compensações financeiras em troca da redução do desmatamento da Amazônia.

 

Afora Lula, Uribe e Chávez nenhum outro presidente confirmara a presença na reunião de Manaus até a noite desta terça (24).

 

Peru, Equador e Bolívia devem se fazer representar por ministros ou vice-presidentes. Sarkozi deve enviar um represente da Guiana.

Escrito por Josias de Souza às 05h42

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PT quer adiar para 2010 acertos regionais com PMDB

Stephen Hird/Reuters

 

O grupo que negocia a aliança PMDB-PT em torno de Dilma Rousseff volta a se reunir nesta quarta-feira (25).

 

Tenta-se desatar os nós que amarram a reprodução do acordo nacional em alguns Estados. Entre eles Minas, Rio e Mato Grosso do Sul.

 

De novo, apenas a presença de José Eduardo Dutra, cuja eleição para a presidência do PT será formalmente anunciada nesta tarde.

 

Dutra só assume a cadeira de Ricardo Berzoini em fevereiro. Mas decidiu-se que será integrado, desde logo, ao comitê negociador.

 

No mais, a reunião deve reproduzir os impasses que imobilizaram o encontro anterior, realizado há coisa de duas semanas.

 

Na conversa com os operadores do PMDB, o petismo tentará empurrar para o início do ano que vem a resolução dos principais impasses.

 

Alega-se que, em algumas praças importantes, a eleição dos novos dirigentes estaduais do PT escorregou para o segundo turno, previsto para dezembro.

 

Vai-se argumentar que, antes de finalizar os acertos, o PT precisa saber que vai prevalecer nos Estados.

 

Em Minas, disputam o controle do diretório petista os grupos do ex-prefeito Fernando Pimentel e de Patrus Ananias, o ministro do Bolsa Família.

 

Ambos ambicionam o governo de Minas, contra a vontade do PMDB, que cobra solidariedade à candidatura do ministro Hélio Costa.

 

No Rio, medem forças o grupo que advoga o apoio ao projeto reeleitoral de Sérgio Cabral (PMDB) e a ala que defende a candidatura petista de Lindberg Farias.

 

A depender do PT, a negociação com o PMDB vai queimar em fogo brando até fevereiro de 2010, mês em que a legenda fará um Congresso.

 

Reza o estatuto do PT que a vontade do Congresso prevalece sobre decisões dos diretórios nacional e estaduais.

 

Resta saber como vai reagir o PMDB ao ritmo de banho-maria. O partido esperava contar com a solidariedade regional do parceiro.

 

Ao cozinhar o PMDB pró-Dilma, o PT flerta com o perigo.

 

Abre espaço para a evolução de outros dois tipos de pemedebês: os que integram a ala pró-Serra e os que se enrolam na bandeira da candidatura própria.

Escrito por Josias de Souza às 05h01

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PSDB e DEM vão reunir Serra e Aécio antes do Natal

Lula Marques/Folha

À espera de Serra, a oposição mastiga suas apreensões num almoço, em Brasília

 

Decidida a abreviar o processo de escolha de seu candidato à sucessão de 2010, a oposição fará, antes do Natal, um encontro de governadores.

 

Mero pretexto para levar à roda os presidenciáveis tucanos –os governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG).

 

Tenta-se empurrar a dupla para uma composição. Um acerto que leve à vitrine, em janeiro de 2010, o nome do rival da candidata oficial Dilma Rousseff.

 

A decisão de atrair os governadores para uma reunião com a cúpula oposicionista foi amarrada num almoço realizado nesta terça (24).

 

Deu-se num dos mais badalados restaurantes de Brasília, o Piantella. À mesa, os presidentes do PSDB e do DEM –Sérgio Guerra e Rodrigo Maia.

 

Junto com eles, lideranças da oposição na Câmara e no Senado. O repasto fora agendado para passar à platéia a idéia de união.

 

Tenta-se vender a tese de que, a despeito da indefinição quanto ao candidato, a oposição deflagrou a campanha. Lorota.

 

Disseminou-se nas legendas a inquietação com o calendário de José Serra, que tenta postergar a definição para o final de março.

 

São seis os governadores oposicionistas. Cinco tucanos e um ‘demo’. Afora Serra e Aécio, os outros apitam pouco ou nada na cena nacional.

 

Pelo lado dos tucanos, a lista de governadores é completada por Yeda Crusius (RS), Teotônio Vilela Filho (AL) e José de Anchieta Jr. (RR).

 

Pelo DEM, só José Roberto Arruda (DF). A inexpressividade dos nomes denuncia a natureza do encontro: deseja-se apenas trazer Serra e Aécio à ribalta.

 

Na parte da conversa à qual os repórteres não tiveram acesso, Sérgio Guerra, Rodrigo Maia e os líderes que os rodeavam falaram sobre a renitência de Serra.

 

Um dos presentes informou aos demais que nem os mais próximos auxiliares de Serra endossam a tática de tartaruga do governador paulista.

 

Gente como Alberto Goldman, vice-governador, e Aloísio Nunes Ferreira, secretário da Casa Civil de Serra, compartilhariam da pressa dos demais.

 

Nesse cenário, a reunião de governadores é parte do processo de escolha entre Serra e Aécio. Um processo que a direção do PSDB encaminha para o afunilamento.

Escrito por Josias de Souza às 04h27

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Light já tem três versões, mas não explica novo apagão

 

- Folha: Carro flex terá IPI mais baixo até fim de março

 

- Estadão: Assessor de Lula critica política externa de Obama

 

- JB: “Querem roubar o Rio”

 

- Correio: Crack: A praga que consome o país

 

- Valor: Cartões regionais crescem com avanço da baixa renda

 

- Jornal do Commercio: Capitão acusado de farsa e roubo de armas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h14

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Amigos atômicos!

Ique

Via JB ONline. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 03h07

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"Acho que vou ficar no Brasil", afirma Cesare Battisti

  José Cruz/ABr
Ao decidir não decidir, o STF reacendeu as esperanças de Cesare Battisti.

 

O ex-terrotista italiano parece não ter mais dúvidas:

 

"Acho que vou ficar no Brasil", disse Battisti, nesta terça (24).

 

Hóspede da penitenciária da Papuda, em Brasília, ele suspendeu a greve de fome.

 

Parara de comer havia dez dias. Mas decidiu atender aos apelos de Lula.

 

"Quando escutei o presidente Lula na TV, duas vezes, interpretei isso como uma mensagem boa...”

 

“...Senti vontade de viver e até de trabalhar. Estou começando a escrever outra vez e quero terminar o meu livro”.

 

Condenado à prisão perpétua na Itália, Battisti está na bica de ganhar o meio-fio.

 

O destino dele está nas mãos de Lula. Em privado, o presidente disse que pende para a decisão favorável a Battisti.

 

Grave precedente. Antes de lavas as mãos, o Supremo endossara (5 X 4) a extradição.

 

Em 200 anos de história do tribunal, será a primeira vez que um veredicto do gênero deixará de ser cumprido.

 

Em nenhuma outra oportunidade o direito do presidente da República à palavra final fora suscitado.

 

Fica no ar uma incômoda pergunta: Battisti vale a abertura do precedente?

Escrito por Josias de Souza às 20h33

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Fita nova na praça: Lulinha, o filho do filho do Brasil

  B.Mathur/Reuters
No instante em que vai às telas ‘Lula, o Filho do Brasil’, chega às páginas um enredo enviesado. Filmado, poderia chamar-se ‘Lulinha, o filho do filho do Brasil’.

 

No longa-metragem oficial, mostra-se a saga do menino que saltou da miséria nordestina para o triunfo brasileiro.

 

No curta-metragem não rodado, uma passagem da rotina do menino que emergiu do parentesco ilustre para a fortuna pessoal.

 

Deve-se à repórter Kátia Brasil a iluminação do enredo paralelo. Ela conta algo que se passou em 9 de outubro.

 

Envolve o itinerário de um jato da FAB, um Boeing 737. A aeronave estava a dez minutos de aterissar em Brasília.

 

Trazia militares a serviço da Aeronáutica. Vinham da cidade paulista de Gavião Peixoto. Súbito, o comandante recebeu uma ordem.

 

Deveria retornar a São Paulo. Recolheria, a pedido da Presidência da República, um lote de passageiros. Entre eles o presidente do BC, Henrique Meirelles.

 

O Boeing deu meia-volta. Desceu no aeroporto de Guarulhos às 19h. Foi reabastecido. De repente, nova ordem.

 

Os novos passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos. Às 20h30, outra decolagem.

 

O pouso em Congonhas teve de ser retardado. De tanques cheios, o comandante não poderia pousar em Congonhas.

 

Viu-se compelido a voar a esmo por uma hora. Desperdiçado o combustível, enquadrou-se nas exigências de Congonhas. Às 21h30, desceu.

 

Os passageiros fardados foram ao fundo da aeronave. As poltronas da frente foram liberadas para os novos passageiros.

 

Embarcaram, além de Henrique Meirelles, outras 16 pessoas –Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e 15 acompanhantes dele.

 

Procurado, Henrique Meirelles mandou dizer, por meio da assessoria: de fato, requisitara o avião.

 

Mas só na hora do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", Lulinha e mais 15 "aproveitariam o vôo da aeronave colocada à disposição do BC".

 

Ouvido, o Planalto informou: Lulinha e seus acompanhantes eram convidados de Lula.

 

"É normal o presidente da República convidar pessoas para se encontrar com ele em Brasília e oferecer transporte pelas aeronaves que servem à Presidência".

 

Lula tem algo como uma centena de parentes. No geral, os Silva permaneceram longe do Estado. Mantiveram o padrão de vida modesto.

 

Nesse grupo, Lulinha é exceção. O primeiro-filho é sócio da Gamecorp, uma empresa de vídeo brindada com um aporte milionário da Telemar, em 2005.

 

A operadora de telefonia (45% do capital pertencente ao BNDES e a fundos de pensão de estatais) borrifou R$ 5 milhões na caixa registradora da firma de Lulinha.

 

Empresário próspero, Lulinha, o filho do filho do Brasil, não precisaria bulir nas arcas da Viúva para voar de São Paulo para Brasília.

 

Ao embarcar no Boeing da veneranda e desprotegida senhora, naquela fatídica noite de 9 de outubro, o primeiro-filho prestou um serviço ao pai.

 

Lulinha mostrou ao Lulão os riscos da presidência imperial. O que diria Lula FHC mandasse asas oficiais buscarem um filho em São Paulo nas mesmas condições?

 

Talvez dissesse algo assim: "Num país em que brasileiros morrem na maca por falta de atendimento nos hospitais públicos...”

 

“...É inaceitável que o filho do príncipe e seus acompanhantes mobilizem um Boeing custeado com verbas dos patrícios em dia com os seus impostos”.

 

O que diabos foi fazer Lulinha em Brasília? A assessoria de Lulão diz que não fornece informações sobre familiares do filho do Brasil.

 

E quanto aos nomes dos acompanhantes? O Planalto e o BC não forneceram a lista. A FAB informou que não dispõe dos nomes.

 

De um presidente espera-se que dê exemplos de boa conduta aos súditos que lhe garantem os proventos, a geladeira cheia, o carro na garagem e o avião no hangar.

 

Nunca antes na história desse país um mandatário demonstrara tanto descaso com as vulgaridades que grassam ao seu redor. Pena.

 

Escrito por Josias de Souza às 18h47

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Onda de otimismo impulsiona desempenho de Dilma

Stock Images

 

Um devorador de estatísticas do PSDB se debruçou sobre o relatório da última pesquisa Sensus, divulgada nesta segunda (23).

 

Identificou no documento uma “onda de otimismo” a embalar o brasileiro. Atribui ao fenômeno a principal causa do crescimento de Dilma Rousseff.

 

Considera-o mais preocupante para a oposição do que o fato de José Serra ter perdido 14,7 pontos percentuais no intervalo de um ano.

 

Os números que chamaram a atenção do especialista tucano constam da página número 5 do relatório do instituto Sensus.

 

Estão assentados num quadro que revela a expectativa do eleitor em relação a temas diretamente relacionados ao seu cotidiano.

 

O noticiário deu atenção zero a esse pedaço da pesquisa. Um erro, na opinião do analista do PSDB.

 

Os pesquisadores do Sensus perguntaram ao eleitor, por exemplo, o que ele acha que vai acontecer com o emprego.

 

Em setembro, 59,6% dos pesquisados diziam que a situação iria melhorar nos próximos seis meses. Agora, esse índice foi a 62%.

 

Questionados sobre a “renda mensal”, 61,6% dos pesquisados disseram que a coisa vai melhorar. Em setembro, o índice era menor: 56,6%.

 

Sobre educação: 62,5% dos eleitores declararam que a situação do setor vai melhorar nos próximos seis meses. Em setembro, 57,9% davam a mesma resposta.

 

Mesmo nas áreas de saúde e segurança pública, que costumam inspirar mais críticas do que elogios, houve oscilação para o alto.

 

Em setembro, 53,8% dos eleitores achavam que haveria melhorias na saúde. Agora, o índice dos otimistas oscilou para 55,3%.

 

Em relação à segurança, 48,2% diziam em setembro que o quadro experimentaria melhora nos seis meses seguintes. Na nova pesquisa, o índice subiu para 52,2%.

 

Eis a conclusão do mastigador de pesquisas tucano: tomados em conjunto, esses dados tendem a favorecer a candidata de Lula.

 

Acha que o otimismo do brasileiro, por latente, joga água no moinho da continuidade, mola propulsora do projeto Dilma-2010.

 

O analista, que falou ao blog sob a condição do anonimato, atribuiu pouca importância aos índices dos candidatos.

 

Afirma que, a um ano da eleição, o retrato do que vai na alma do eleitor é mais relevante do que o percentual de intenção de votos.

 

De resto, avalia que a perspectiva de retomada do crescimento da economia vitaminará ainda mais a atmosfera benfazeja que rodeia Dilma.

 

O que a oposição deveria fazer? Segundo o tucano afeiçoado a estatísticas, não há senão a alternativa de fixar contrapontos a Dilma.

 

Algo que depende da definição da peleja interna travada entre Serra e Aécio Neves e da formulação de um programa alternativo ao de Lula.

 

Propostas sólidas, não intenções genéricas. Considera essencial que a oposição diga o que vai manter e o que vai modificar caso retorne ao Planalto.

 

De resto, acha que é vital desarmar a armadilha plebiscitária que Lula acomodou no caminho da oposição.

 

Como fazer? Repisando à exaustão a tecla de que a disputa de 2010 não será um duelo entre Lula e FHC.

 

Por quê? Além considerar a era Lula melhor do que o ciclo FHC (76%), o eleitor mantém nas alturas a aprovação do presidente (78,9%) e do governo dele (70%).

 

Pior: 49,3% declaram que não votariam num presidenciável apoiado por FHC. De novo, o PSDB teria de levar rapidamente um candidato à vitrine.

 

Para o analista tucano, a demora facilita a vida de Lula. Não havendo um candidato oficial da oposição, o presidente pode continuar centrando fogo em FHC, arrastando-o para o ringue.

Escrito por Josias de Souza às 05h30

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Brasil imita ONU e cria órgão de mudanças climáticas

Reuters

 

Será instalado nesta terça-feira (24), em Brasília, o PBMC (Painel Brasileiro de Mudança Climática).

 

Foi criado por meio de uma portaria (356/2009) conjunta de dois ministérios: Ciência e Tecnologia e Meio Ambiente.

 

Segue o mesmo modelo do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima da ONU –IPCC, na sigla em inglês.

 

A função do novo organismo será a de municiar o governo de informações científicas sobre os riscos das alterações do clima no país.

 

A exemplo do IPCC da ONU, o PMBC brasileiro terá um conselho diretor e um comitê científico.

 

Presidirá o conselho Carlos Afonso Nobre, pesquisador do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

 

Pela presidência do comitê científico responderá Suzana Kahn Ribeiro, secretária de Mudanças Climáticas da pasta do Meio Ambiente.

 

Sob a dupla, funcionarão quatro grupos de trabalho. Juntos, reunirão algo como 100 pesquisadores e cientistas.

 

Todos especializados em clima e vinculados a instituições de pesquisa nacionais. Produzirão relatórios periódicos.

 

O que se deseja não é produzir pesquisas em Brasília, mas organizar a produção científica brasileira sobre clima, para guiar a ação do governo.

 

A instalação do novo órgão será anunciada no Ministério do Meio Ambiente, às 11h. Durante a solenidade, virá à luz um estudo que acaba de sair dos fornos do Inpe.

 

Chama-se “Estimativa das Emissões de CO2 por Desmatamento na Amazônia Brasileira".

 

Informa que a derrubada da mata amazônica contribuiu de forma expressiva para o aumento das emissões globais de CO2.

 

O CO2, como se sabe, é um dos gases-estufa. Sua emissão contribui para o chamado aquecimento global.

 

O governo se auto-impôs a meta de reduzir o desmatamento no país em 80% até 2020. É uma das cifras que o Brasil levará à cúpula do clima de Copenhague.

 

O estudo do Inpe esmiuça os dados escondidos por trás da meta. Dimensiona os efeitos do desmatamento sobre a emissão de CO2 até 2008.

 

E faz projeções até 2020. Num dos cenários, o estudo estima o que vai acontecer caso o governo cumpra a meta de reduzir a poda de árvores em 80%.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Paes reclama que morador do Rio suja demais a cidade

 

- Folha: Lula defende programa nuclear do Irã

 

- Estadão: Irã tem direito a energia nuclear, defende Lula

 

- JB: Manobra dá fôlego ao caixa do Fisco

 

- Correio: Sob protestos, Brasil declara apoio ao Irã

 

- Valor: Na crise, BB colocou R$ 6,7 bi para socorrer bancos e Sadia

 

- Jornal do Commercio: Bagunça no concurso da PM ainda é mistério

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h40

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Neocompanheiros!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h34

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Em meio à queda de Serra, PSDB almoça com o DEM

Christian Parente/UOL

 

Os presidentes do PSDB e do DEM –Sérgio Guerra e Rodrigo Maia—almoçam nesta terça (24), em Brasília.

 

Vão rediscutir, sob atmosfera adversa, a estratégia da oposição para a eleição presidencial de 2010.  

 

O encontro ocorre sob o impacto da pesquisa que revela um estreitamento da distância que separa Dilma Rousseff de José Serra.

 

Participam do repasto os líderes tucanos e ‘demos’ na Câmara e no Senado. O objetivo central é passar a impressão de unidade.

 

Nas últimas semanas, PSDB e DEM andaram se estranhando pelo noticiário. Rodrigo Maia queixou-se do calendário.

 

Revelou-se impaciente com a demora de José Serra em admitir a condição de candidato. De quebra, manifestou simpatias por Aécio Neves.

 

Nas pegadas das declarações do filho, o ‘demo’ Cesar Maia, ex-prefeito do Rio, pespegou em Serra um adjetivo atravessado: “caudilho”.

 

Quis dizer que Serra não tem o direito de condicionar um projeto coletivo à sua vontade pessoal. Também se bandeou para o lado de Aécio.

 

Os Maia apenas vocalizaram uma irritação que contamina a maioria do DEM. Contagia também o grosso do PSDB.

 

A diferença é que, entre os tucanos, as críticas ao comportamento de tartaruga de Serra são feitas entre quatro paredes.

 

No repasto desta terça, pretende-se aplacar a idéia de que o diz-que-diz pode descambar para a desunião.

 

Marcou-se o almoço para o Piantella, um dos restaurantes mais freqüentados de Brasília.

 

Mais do que ver uns aos outros, tucanos e ‘demos’ desejam ser vistos juntos. Querem garantir a foto.

 

Nada de autocríticas. Nas entrevistas, realçarão a unificação de propósitos. Concluíram o óbvio: a desunião favorece o inimigo.

 

Resta saber o que serão capazes de produzir além da foto.

Escrito por Josias de Souza às 21h00

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Lula defende o ‘direito’ do Irã de enriquecer o urânio

Lula e o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, encontraram-se em Brasília.

 

Firmaram acordos de cooperação em cinco áreas: energia; indústria e comércio; ciência e tecnologia; segurança alimentar e monetária.

 

Celebraram também um acordo de isenção de vistos para passaportes diplomáticos. Vale para o período de 2009 a 2012.

 

Lula e Ahmadinejad discursaram. O presidente brasileiro teve a sabedoria de mencionar temas caros ao Brasil, frequentemente negligenciados no Irã.

 

Por exemplo: Lula defendeu a paz no Oriente Médio e o respeito aos direitos humanos e à diversidade. Condenou o terrorismo.

 

Depois, a dupla deu rápida entrevista. No miolo das manifestações, a política nuclear do Irã.

 

Lula defendeu o direito do Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos, do mesmo modo que faz o Brasil.

 

Ahmadinejad retribuiu apoiando o acesso do Brasil a uma cadeira de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

 

De resto, o presidente iraniano disse apoiar a participação do Brasil como mediador dos conflitos no Oriente Médio.

 

O problema é que, do ponto de vista diplomático, a simpatia de Ahmadinejad por Lula e pelo Brasil parece atrapalhar mais do que ajudar.

 

Ahmadinejad é conhecido pela perseguição a homossexuais e a opositores. Nega o holocausto e desconsidera o Estado de Israel.

 

Houve manifestações em Brasília. No meio-fio (contra e a favor) e no Congresso (só contra). Por sorte, a visita foi rápida.

 

O visitante incômodo desembarcou em Brasília na manhã desta segunda (23) e dá no pé na noite desta mesma segunda.

 

Segue para dois destinos onde será bem mais festejado: a Bolívia de Evo Morales e a Venezuela de Hugo Chávez, parceiro preferencial do Irã na América Latina.

 

Tomado pela importância econômica, o Irã é um parceiro irrisório do Brasil. As transações entre os dois países somam menos de US$ 2 bilhões anuais. Uma cifra que se pretende elevar.

Escrito por Josias de Souza às 19h52

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Em um ano, Serra emagreceu 15 pontos percentuais

Moacyr Lopes Jr./Folha

 

A candidatura presidencial do tucano José Serra passa por um processo de lipoaspiração.

 

Em movimento inverso, o projeto Dilma Rousseff-2010 vem ganhando massa muscular.

 

Em dezembro de 2008, o instituto Sensus atribuía a Serra 46,5% das intenções de voto.

 

Dilma era, nessa época, uma candidata raquítica. Amealhava irrisórios 10,5% da preferência dos eleitores.

 

Pois bem. Os pesquisadores do Sensus voltaram ao meio-fio entre os dias 16 e 20 de novembro.

 

Constatou-se o seguinte: Serra dispõe agora de 31,8%. Dilma arrasta a preferência de 21,7% dos eleitores.

 

Na ponta do lápis: Serra perdeu 14,7 pontos percentuais de gordura. Dilma adensou em 11,2 pontos a sua musculatura.

 

Dito de outro modo: a diferença que separa Dilma de Serra era, há um ano, de 36 pontos percentuais. Agora, é de 10,1 pontos.

 

Nessa última rodada do Sensus, Ciro Gomes aparece atrás de Dilma, com 17,5%. Marina Silva belisca 5,9%.

 

Por que Serra definha? Pode-se intuir que a resistência do tucano em retirar a candidatura do armário tenha alguma influência.

 

De resto, a pesquisa confirma, em números, algo de que já se suspeitava: FHC tira votos dos candidatos em que toca.

 

Nada menos que 49,3% dos eleitores informam que não votariam num presidenciável apoiado por FHC.

 

Por que Dilma se tonifica? Levada à vitrine com antecedência inaudita, a ministra passeia a candidatura pelo país.

 

Afora a superexposição, Dilma é carregada por um cabo eleitoral poderoso. O potencial de transferência de votos de Lula é estimado em 51,7%. O de FHC, em 17,2%.

 

O índice dos que declaram que jamais votariam num candidato de Lula caiu de 20,2% para 16%.

 

Por que Lula é um eleitor mais vigoroso do que FHC?  A resposta está na comparação entre os governos dos dois.

 

Entre os entrevistados, 76% consideram que a gestão de Lula é melhor do que a administração FHC.

 

Se o PSDB optar por Aécio Neves em vez de Serra, Dilma assume a liderança da pesquisa. Ela com 27,9%. Ele com 20,7%. Marina Silva fica com 10,4%. Nesse cenário, o nome de Ciro foi excluído.

 

O Sensus também mediu o potencial dos candidatos em hipotéticos cenários de segundo turno.

 

Hoje, Serra prevaleceria em todos os cenários. Venceria Dilma com 46,8% dos votos contra 28,2% da rival. Em setembro, o placar era de 49,9% a 25%.

 

Numa queda-de-braço com Aécio, Dilma venceria o segundo turno –36,6% contra 27,9%. Em setembro, dava 35,8% contra 26%.

 

Sob a luz fria dos números, a estratégia adotada por Lula revela-se precisa. Esforça-se para associar a candidata a si mesmo e ao seu governo.

 

E tenta estabelecer uma disputa de projetos. De um lado, a era Lula. Do outro, o ciclo FHC. Presente X Passado. No popular: “Nós contra eles”.

 

Para complicar a vida do tucanato, o Sensus informa que melhorou a avaliação do governo Lula.

 

Em setembro, a gestão de Lula era aprovada por 65,4% dos eleitores. Hoje, 70% avaliam o governo como ótimo ou bom.

 

Subiu também a avaliação pessoal de Lula. Foi de 76,8% para 78,9%. Não retornou aos 80% do início do ano. Mas continua nas nuvens.

 

Parece óbvio que, se quiser conservar a aura de favorito, Serra terá de promover uma reviravolta em sua estratégia.

 

Fala que só vai assumir a candidatura em março de 2010. Parece discurso de quem prepara a rota de fuga.

 

- Serviço: Pressionando aqui, você chega ao relatório da pesquisa, feita por encomenda da Confederação Nacional dos Transportes.

Escrito por Josias de Souza às 18h30

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Novo tesoureiro do PT preside uma entidade suspeita

  Divulgação
Chama-se João Vaccari Neto o novo Delúbio Soares do PT. Será empossada, em fevereiro, na função de tesoureiro do partido.

 

Vaccari vai comandar as arcas petistas nas eleições de 2010. A repórter Ana Flor levou às páginas da Folha uma notícia, digamos, inquietante.

 

Ela conta que o novo senhor das finanças do PT preside, desde 2004, uma entidade chamada Bancoop.  

 

Trata-se de uma cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo. Encontra-se sob investigação do Ministério Público estadual.

 

A Bancoop convive com um rombo estimado em R$ 100 milhões. Tenta buscar no bolso dos associados dinheiro para saldar o débito.

 

Como se formou o buraco? O promotor José Carlos Blat, que conduz a investigação, diz que de que a Bancoop desviou recursos.

 

Para onde? Para empresas ligadas a alguns de seus dirigentes, que repassaram as verbas para campanhas do PT. O tema tem frequentado o noticiário.

 

O inquérito do Ministério Público foi aberto em 2007. O promotor Blat chega mesmo a dizer que a Bancoop é "uma organização criminosa" com objetivos "político-partidários".

 

Desde o mensalão, um escândalo de 2005, a tesouraria do PT é vista –ou deveria ser— como uma zona de alta sensibilidade.

 

Delúbio Soares foi o único petista expurgado da legenda por conta da parceria valeriana que injetara nos cofres do PT verbas de má origem.

 

Sucessor de Delúbio, o petista Paulo Ferreira gerenciou a caixa registradora do partido sem deixar máculas.

 

O problema é que o estatuto do PT veda a recondução de Paulo Ferreira à tesouraria. Daí a troca de comando.

 

Vaccari desfruta da confiança do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini, também ele um fundador e ex-presidente da Bancoop.

 

Ex-secretário-geral da CUT e ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Vaccari é, hoje, segundo suplente do senador Aloizio Mercadante.

 

No alvorecer do governo Lula, de cuja amizade tem o privilégio de desfrutar, Vaccari chegou a ser cogitado para a presidência da Caixa Econômica Federal.

 

Lula preferiu acomodá-lo em posição de menor realce, o Conselho de Administração de Itaipu. Procurado pela reportagem, Vaccari não telefonou de volta.

 

Mas, noutras oportunidades, ele sempre negou que a Bancoop esconda malfeitos em suas escriturações. O amigo Berzoini acusa o Ministério Público de promover uma investigação política.

 

Como o inquérito da Bancoop é coisa ainda inconclusa, sempre se poderá argumentar que Vaccari e a entidade que preside têm a seu favor o benefício da dúvida.

 

Mas, ao acomodar a interrogação numa tesouraria de triste memória, o PT revela-se uma legenda irremediavelmente afeiçoada ao risco.

Escrito por Josias de Souza às 07h07

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Há uma nova Dilma na praça, lhana e de fala mansa

Ao comparecer às urnas do PT, neste domingo (22), Dilma Rousseff enfrentou um cerco de repórteres.

 

Concedeu uma dessas entrevistas que, por improvisadas, são chamadas em Brasília de “quebra-queixo”.

 

A presidenciável de Lula soou em timbre surpreendentemente ameno. Bem diferente daquela Dilma pós-apagão, que interpelara uma repórter com um ríspido “minha filha!”.

 

A nova Dilma fala sobre todos os temas sem franzir a testa, com uma calma de dar sono. A TV-PT levou a entrevista à web. Assista lá no alto.

Escrito por Josias de Souza às 06h07

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Frases de Lula levam ‘desânimo’ ao PMDB pró-Dilma

Presidente disse não ter ‘ilusão’ sobre os acertos estaduais

Declarou ser ‘difícil’ fazer comício em palanques  diferentes

Cúpula pemedebê recebeu os comentários com o ‘pé atrás’

Em reunião com PT, aliado cobrará  ‘solidariedade regional’

 

Jochen Luebke/Efe

 

As cúpulas do PT e do PMDB se reúnem nesta quarta (25), em Brasília. Vão à mesa as pendências que condicionam o fechamento da aliança para 2010.

 

São querelas regionais, que dificultam a reprodução nos Estados da parceria nacional em torno da presidenciável oficial Dilma Rousseff.

 

Será o segundo encontro do gênero. No primeiro, realizado há duas semanas, os desacertos foram tratados a golpes de barriga.

 

Os negociadores do PT alegaram que era preciso aguardar o resultado da eleição interna que renovaria as direções do partido –a nacional e as estaduais.

 

A eleição petista ocorreu neste domingo (22). Espera-se que os resultados, ainda não proclamados, venham à luz antes da reunião de quarta.

 

No plano nacional, a virtual eleição de José Eduardo Dutra para a presidência do PT serve aos planos de Dilma. Dutra defende a aliança com o PMDB.

 

É nos Estados que se concentram os problemas. A depender do pronunciamento das urnas petistas, a composição com o PMDB pode evoluir para a encrenca.

 

Ao votar, Lula fez declarações que impregnaram de desânimo o naco do PMDB que negocia o apoio a Dilma.

 

O blog conversou com três grão-pemedebês com assento no comitê negociador. Queixaram-se do comportamento do presidente. O que disse Lula? Em essência, duas coisas:

 

1. "Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas de que o que deve prevalecer é o projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados".

 

2. “É sempre difícil quando uma candidata à Presidência ou um candidato vai num Estado fazer comício em dois palanques diferentes. É sempre muito complicado, parece fácil colocar no papel, muito simples teorizar, mas, na prática, você não tem como fazer dois discursos pedindo votos para dois candidatos diferentes”.

 

Ouça-se um dos pemedebês que conversaram com o repórter: “O presidente falou como se lavasse as mãos numa hora em que deveria arregaçar as mangas”.

 

Lembrou de uma reunião ocorrida no escritório da Presidência da República, em São Paulo, há coisa de quatro meses.

 

Nesse encontro, Lula dissera a líderes do PMDB e do PT que cuidaria pessoalmente de aparar as quinas que se insinuam em alguns Estados.

 

Mencionara o Rio. Ali, empurraria o PT para dentro da coligação reeleitoral de Sérgio Cabral (PMDB). Conteria os arroubos do petista Lindberg Farias, fazendo-o desistir da candidatura ao governo e acomodando-o na disputa para o Senado.

 

Citara o caso de Minas Gerais. Acenara com o prestígio ao ministro Hélio Costa, candidato do PMDB à sucessão de Aécio Neves. Pedira paciência.

 

Alegara que era preciso aguardar novembro, para saber quem prevaleceria no diretório do PT mineiro –se o grupo de Fernando Pimentel ou o de Patrus Ananias, ambos candidatos ao governo estadual.

 

Lula falara, de resto, da encrenca de Mato Grosso do Sul. Assegurara que Zeca do PT não seria pedra no sapato de André Puccinelli, candidato do PMDB à reeleição.

 

“O tempo passou e o presidente não interveio em nenhuma das disputas”, queixou-se o segundo pemedebê ouvido pelo repórter. “O Lindberg continua candidato, o Fernando Pimentel desconhece o Hélio Costa e o Zeca do PT empurra o Puccinelli para o palanque do Zé Serra...”

 

“...E, numa hora dessas, o presidente Lula vem dizer que ‘não tem mais ilusão’! Ora, não se trata de ter ou não ter ilusão. Trata-se de fazer política. Não se pode perder de vista que o nosso pré-acordo depende de aprovação numa convenção composta por delegados que vem dos Estados”.

 

Hoje, o PMDB pró-Dilma julga ter maioria na convenção, que ocorrerá em junho. Mas receia que, perdendo dois Estados –MS e MG, por exemplo—a maioria pode ir para as cucuias.

 

Para complicar, representantes de 15 diretórios do PMDB firmaram, no sábado (21), uma moção em defesa da candidatura própria. Mais: o governador Roberto Requião foi lançado como candidato do PMDB à Presidência.

 

O terceiro grão-pemedebê que falou ao repórter disse que, entretido com o jogo Flamengo X Goiás, ainda não havia lido as declarações de Lula. Estranhou o relato do repórter acerca da menção aos dois palanques.

 

Lembrou que o PMDB comparecerá às urnas da Bahia com a candidatura do ministro Geddel Vieira Lima, contra o projeto reeleitoral do petista Jaques Wagner. No caso baiano, o PMDB exige a efetivação da política do palanque duplo. Algo “muito complicado”, no dizer de Lula.

 

O tucano José Serra não está alheio à encrenca. Na semana passada, Geddel foi a São Paulo, para um seminário da área da defesa civil. Serra comprometera-se a dar as caras. Mas não foi.

 

Depois, a pretexto de explicar-se sobre a ausência, o presidenciável tucano chamou Geddel para uma conversa privada. Lero vai, lero vem, falaram sobre 2010. Geddel não deu esperanças a Serra. Ao contrário. Foi taxativo quanto aos compromissos que o ligam a Dilma. Depois, relatou o encontro a Lula.

 

O diabo é que a fidelidade de Geddel ao pré-acerto com o PT está condicionada à efetivação do duplo palanque na Bahia, lembrou o pemedebê ao repórter. São essas as encrencas que vão à mesa na reunião de quarta. O PMDB cobrará do PT um pingo de "solidariedade regional".

Escrito por Josias de Souza às 05h51

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Lula admite que palanques duplos podem prejudicar Dilma

 

- Folha: Lula cobra alianças nos Estados para elger Dilma

 

- Estadão: Lula já admite dois palanques para Dilma

 

- JB: Desperdício do Fla, alegria de Bota e Flu

 

- Correio: Senado aprova mudanças em concursos públicos

 

- Valor: Apenas 18% das ações novas sobem mais que o Ibovespa

 

- Estado de Minas: Vale a pena ser temporário

 

- Jornal do Commercio: Concurso da PM é marcado por fraudes

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h09

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Irmãos!

Waldez

Via blog Waldez Cartuns.

Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Eleições do PT consagram a volta dos que não foram

  Paulino Menezes/Divulgação
O PT foi às urnas neste domingo. Escolhe, em eleição direta, novos dirigentes nacionais, estaduais e municipais.

 

O resultado só deve sair nesta segunda (23). Para presidente nacional, o favorito é José Eduardo Dutra, candidato de Lula.

 

Apresentado como dirigente da nova geração, Dutra traz o velho enganchado à sua chapa, apinhada de réus do mensalão.

 

Pessoas processadas no STF por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

 

Entre elas José Dirceu, tachado pelo Ministério Público de chefe da “quadrilha”. Além dele, o deputado João Paulo Cunha.

 

Vem a ser aquele ex-presidente da Câmara que mandou a mulher buscar valerianas numa agência bancária e disse que ela fora pagar a conta da TV por assinatura.

 

Ouvida a respeito, a presidenciável petista Dilma Rousseff disse que a volta dos que não foram é parte do processo democrático. Coisa “natural”.

 

"Ninguém pode se cassado a priori”, disse ela. O Brasil, Dilma recordou, é uma democracia. “Uma das maiores democracias do mundo".

 

Lula, que acompanhava Dilma, realçou o fato de o PT ser, hoje, mais maduro. Acha que o partido é "muito mais senhor da situação".

 

Curiosa, muito curiosa, curiosíssima a flexibilização semântica do petismo. Impunidade virou sinônimo de democracia e amadurecimento político.

 

Há uma semana, Lula classificara o mensalão, maior escândalo de sua gestão, como “armação”.

 

Não uma armação qualquer, mas “a maior armação já feita contra o governo”. Neste domingo, admitiu que o PT pode ter errado. Nada demais, contudo.

 

"Não existe na história da humanidade, na história política do mundo, um partido que, estando no poder, não tenha cometido erros...”

 

“...Isso aconteceu no mundo inteiro e aconteceu no PT. [...] Os erros cometidos devem servir de ensinamentos para que a gente não erre outra vez".

 

O petismo não parece ter aprendido coisa nenhuma. Jogou Delúbio Soares ao mar e manteve na embarcação todo o resto da carga apodrecida.

 

Animado, José Dirceu já empresta sua experiência à campanha de Dilma. “É um desafio fazer uma campanha sem Lula”, diz ele.

 

Fora da cédula, Lula é o grande personagem da campanha. Dedica-se a apaziguar as desavenças estaduais do PT com seus aliados, sobretudo o PMDB.

 

Nascido há três décadas como borboleta da política brasileira, o PT protagoniza uma inusitada volta ao casulo, túmulo da lagarta.

 

O partido já acomodou na enciclopédia um verbete indigno de sua história. Desceu aos livros como larva. Vai à posteridade com um rastro pegajoso de perversões.

 

O PT e Lula protagonizaram o caso mais dramático de flexibilização das fronteiras ideológicas.

 

No governo, Lula se deu conta de que quem ele era antes de tomar posse, em 2003, não estava preparado para o sucesso.

 

Não tendo escrito nada, esqueceu do que falara. Mimetizando FHC, adotou a edulcorada retórica do arranjo, do possível.


Abandonou as convicções que lhe emprestavam aquele ar de sapo-cururu. O ex-PT integra-se à baixeza comum a todos os partidos.

 

Peleja para provar-se capaz de ceder a todas as abjeções políticas, inclusive a das alianças esdrúxulas.


Ao dar à capitulação o nome de amadurecimento ou de democracia, Lula e Dilma afrontam o léxico.

 

Coisa própria do cinismo que caracteriza o universo político brasileiro, onde qualquer coisa pode significar qualquer coisa.  

O novo Lula e o ex-PT provam que, com o passar do tempo, qualquer um pode atingir a perfeição da impudência.

Escrito por Josias de Souza às 23h04

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Arquivo sigiloso da Câmara traz notas de ‘fantasmas’

Lula Marques/Folha

Sede fictícia de empresa que recebeu R$ 115 mil da Câmara 

 

Mantidos pela Câmara longe dos holofotes, os arquivos que guardam os comprovantes de despesas dos deputados escondem um escândalo.

 

A Folha obteve no STF liminar que ordenou à direção da Câmara a abertura das gavetas referentes aos quatro últimos meses de 2008.

 

A contragosto, a Câmara viu-se compelida a abrir quatro gavetas de seu vasto arquivo secreto. Referem-se aos últimos meses de 2008.

 

No total, são cerca de 70 mil documentos. Nas últimas duas semanas, os repórteres Alan Gripp e Ranier Bragon varejaram 2 mil folhas.

 

Foi o suficiente para descobrir que o uso da chamada verba indenizatória (R$ 15 mil mensais por deputado) não resiste a uma inspeção ligeira.

 

Para justificar o dinheiro subtraído das arcas da Viúva, foram levadas à caixa preta da Câmara notas de empresas de fancaria. Aos exemplos:

 

1. Chama-se SC Comunicações e Eventos a empresa que mais recebeu verbas relativas a serviços de consultoria.

 

Para “atender” a dez deputados e ex-deputados, a SC beliscou R$ 115 mil. A reportagem foi ao endereço que consta da nota.

 

Encontrou uma casa humilde, na cidade goiana de Luziânia (foto lá no alto). Dono do imóvel, o caminhoneiro Giovani Braz de Queiroz disse:

 

"Nunca funcionou nenhuma empresa ali, isso eu posso garantir". O proprietário da SC é o jornalista Umberto de Campos Goularte.

 

Vem a ser assessor do senador João Durval (PDT-BA). Atribui o “erro” de endereço ao contador. Alega ter prestado serviços de assessoria de imprensa.

 

O diabo é que, para essa atividade, os deputados já dispõem de verbas específicas –R$ 60 mil ao mês.

 

2. Um par de deputados baianos –Severiano Alves (PMDB) e Uldurico Pinto (PHS)—levaram aos arquivos um lote de notas da Valente & Bueno Assessoria Empresarial.

 

Nos quatro meses submetidos a exame, migraram da Câmara para a caixa registradora da empresa R$ 56 mil.

 

As notas informam que a firma funciona num endereço da Asa Sul de Brasília. Um apartamento. O dono jamais ouvira falar da Valente & Bueno.

 

No último mês de abril, data em que a Câmara passou a veicular na web dados numéricos e nomes de empresas, a Valente sumiu dos registros.

 

3. O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) pendurou nos arquivos três notas emitidas pela Seven Promoções.

 

A numeração –1, 2 e 3— sugere que a empresa tinha no deputado o seu único cliente. Aberta em 1999, só buliu no talonário em 2008.

 

No endereço anotado nos documentos fiscais funciona uma corretora de seguros, não a firma de “promoções”.

 

4. Parte da verba indenizatória é usada pelos deputados para custear o aluguel de carros. A reportagem verificou a situação de duas “locadoras”.

 

Uma, a Meridiano Locação de Equipamentos, diz operar num endereço em que não há senão uma firma de saneamento de outro nome.

 

Outra, a Information Systems Tecnologia, diz operar num imóvel que traz na fachada a logomarca de um comércio de comércio de cartões telefônicos.

 

Sem se identificar, os repórteres tentaram alugar automóveis nas duas firmas. Foram informados de que não havia em ambas essa modalidade de serviço à disposição.

 

Ouvidos os deputados, as empresas deram meia-volta. Alegaram que alugam, sim, automóveis. Os funcionários haviam se “equivocado”.

 

5. A perversão alcança também o transporte aéreo. A empresa Global Express Serviços de Aviação recebeu da Câmara R$ 96,2 mil.

 

Fica em Rio Acima, uma cidade mineira que não dispõe de aeroporto. No endereço, há uma casa que serve de teto para o metalúrgico aposentado João Bosco das Neves, a mulher dele e um cachorro barulhento.

 

A Global Express não dispõe de autorização da Agência Nacional de Aviação Civil para operar no ramo de transporte aéreo de passageiros.

 

O dono da empresa, Leonardo de Vasconcelos Vieira, diz que ela existe. Não funciona em Rio Acima, mas em Belo Horizonte. Não dispõe de aviões.

 

"Nós fazemos subfrete, é como um mercado paralelo, para fugir de custos mais altos", justifica-se Leonardo.

 

As verbas indenizatórias dos deputados foram inventadas em 2001, sob a presidência de Aécio Neves, hoje candidato do PSDB ao Planalto.

 

A julgar pelo resultado dessa rápida análise, pode-se intuir que a perversão vem desde a criação da encrenca.

 

Está-se diante de um caso de polícia que espera há nove anos por alguém que se disponha a investigá-lo. Quem se habilita? O TCU? O Ministério Público?

Escrito por Josias de Souza às 07h27

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Lula, o seu zelo previdenciário e a sua bolsa ditadura

  Fábio Pozzebom/ABr
Lula promete vetar qualquer projeto do pacote companheiro de Paulo Paim que o Congresso se aventure a aprovar.

 

Numa das notas da coluna que leva às páginas deste domingo (22), encontrável na Folha, o repórter Elio Gaspari ilumina a incoerência presidencial. Leia:

 

 

- “Bolsa ditadura: Nosso Guia pode ter os melhores argumentos para vetar mudanças nas contas da Previdência, mas ficaria numa posição mais respeitável se ao mesmo tempo abrisse mão de sua Bolsa Ditadura.

 

Por conta de 31 dias de cadeia (com direito a cenas sombrias no filme "Lula, Filho do Brasil") Nosso Guia recebe perto de R$ 5.000 mensais.

 

Se tivesse deixado na poupança todos os mimos que recebe desde 1996, teria mais de R$ 1 milhão.

Escrito por Josias de Souza às 06h08

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PSDB tenta ampliar aliança ouvindo ‘aliados’ de Lula

Fotos: Divulgação

 

Sem alarde, a direção do PSDB fará nas próximas semanas um lote de consultas a lideranças de partidos que gravitam em torno de Lula.

 

Deseja-se verificar se há entre os sócios do consórcio governista quem cogite a sério a hipótese de se compor com a oposição em 2010.

 

Por ora, são dois os parceiros eleitorais do PSDB: DEM e PPS. Vai-se verificar se há alguma chance de enganchar outras legendas à coligação.

 

Serão procurados políticos de pelo menos quatro agremiações: PDT, PR, PP, PTB e a ala dos descontentes do PMDB. Deseja-se saber:

 

1. Se os partidos que gravitam em torno de Lula já assumiram compromissos irreversíveis com a candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

2. Se há entre as legendas governistas alguma que se disponha a trocar de canoa.

 

3. Se a opção por Aécio Neves, em detrimento de José Serra, ampliaria as chances de atrair novas adesões à caravana da oposição.

 

O ciclo de consultas é parte do processo que levará o tucanato a optar, até janeiro de 2010, por Serra ou por Aécio.

 

Deve-se a decisão de ouvir os supostos aliados do inimigo à estratégia desenvolvida pelo governador tucano de Minas Gerais.

 

Aécio coleciona nas pesquisas de opinião menos da metade das intenções de votos atribuídas ao governador de São Paulo, líder das sondagens.

 

A despeito disso, Aécio estica a corda. Reitera internamente uma tese que esgrime sob holofotes há meses:

 

A decisão do partido, diz Aécio, não pode levar em conta apenas as pesquisas. Alega que é mais “agregador” do que Serra.

 

Afirma que, escolhendo-o, o PSDB desarruma o palanque que Lula, impondo dificuldades à trajetória de Dilma.

 

O alto comando do tucanato não ignora que o nome de Aécio, de fato, transita no universo governista com mais fluidez que o de Serra.

 

Jeitoso, Aécio tem diálogo fácil com o ministro Carlos Lupi (Trabalho), mandachuva do PDT. O PP é presidido por Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo Neves, o avô de Aécio.

 

Ex-presidente da Câmara, o governador mineiro colecionou simpatias suprapartidárias. Transita com facilidade entre as bancadas, inclusive as mensaleiras, como a do PR.

 

Antes de trocar o Planalto pelo TCU, o ministro José Múcio (PTB), ex-coordenador político de Lula, conversava amiúde com Aécio.

 

Ao abrir o ciclo de consultas, a direção do PSDB deseja tirar a prova dos nove. Quer saber até onde vai o poder de sedução de Aécio.

 

Noutras palavras: deseja-se verificar se o charme do rival de Serra pode mesmo resultar em acordos formais.

 

A intenção não é a de confrontar Aécio. Ao contrário. A intenção do grão-tucanato é a de demonstrar ao rival de Serra que o partido leva em conta os seus argumentos.

 

O grosso do PSDB pende para Serra. Mas sabe que, sem o eleitorado de Minas, um candidato de São Paulo entra na briga com cara de perdedor.

 

Daí a decisão de realizar, por meio de consultas às legendas governistas, uma aferição prática da capacidade agregadora que Aécio se auto-atribui.

 

Na semana passada, como que desejoso de realçar que traz na cintura mais roldanas do que Serra, Aécio reuniu-se com Ciro Gomes, o pseudopresidenciável do PSB.

 

Inimigo figadal de Serra, a quem chama de “o coiso”, Ciro disse aos microfones que, prevalecendo Aécio, sua candidatura torna-se dispensável.

 

Nos subterrâneos, a turma de Serra chiou a mais não poder. Mas, na direção do partido, o movimento de Aécio foi visto com compreensão inaudita.

 

A cúpula do tucanato intui que Ciro faz o jogo dele, não o de Aécio. Ouça-se o que disse ao repórter um dirigente do PSDN:

 

“Seguramente, o Ciro não tem a intenção de trazer o PSB para nos apoiar. Ao criar problemas para o Serra, ele se credencia junto ao Lula, que o escanteou...”

 

“...Mas o Aécio cumpre o papel dele. Ele tem de manter a candidatura presidencial até o limite máximo...”

 

“...Se prevalecer, ótimo. Se der o Serra, como tudo leva a crer, ele terá demonstrado ao eleitorado de Minas que lutou até o limite de suas forças...”

 

“...O nosso papel é construir um processo de decisão que não deixe mal o Aécio, que leve em conta os argumentos dele”.

 

O esforço do PSDB para evitar que Aécio saia com a cara de derrotado da disputa que trava com Serra inclui a preocupação com o calendário.

 

A direção do partido não cogita adiar a escolha do candidato para além do mês de janeiro de 2010.

 

Em parte porque Aécio quer assim. Mas também porque é minoritário o grupo que se dispõe a esperar até março, como quer Serra.

 

Ouça-se, de novo, o dirigente do PSDB: “Nosso pessoal já está inquieto. As pessoas vêem a candidata do governo fazendo campanha à luz do dia...”

 

“...Do nosso lado, enxerga-se a confusão entre Serra e Aécio. Todo mundo quer uma definição. Agimos para que tudo termine bem. E rápido”.

Escrito por Josias de Souza às 05h41

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: BB chega às fronteiras da Amazônia

 

- Folha: Deputados usam empresas fantasmas

 

- Estadão: Caso Battisti expõe vale- tudo no STF

 

- JB: Lei contra a homofobia na berlinda

 

- Correio: Brasiliense investe mais em segurança privada

 

- Veja: Lula, o mito, a fita e os fatos

 

- Época: A busca pelo viagra feminino

 

- IstoÉ: Qual o seu índice de felicidade?

 

- IstoÉ Dinheiro: O plano Vivendi para o Brasil

 

- CartaCapital: Loucura ou política?

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h12

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Supremo ser!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 01h10

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Antecipação da sucessão é encenação do país no ‘ão’

 

Esse negócio de palavras terminadas com a desinência ‘ão’ é coisa exclusiva do português. É por isso que os estrangeiros derrapam ao dar de cara com o ‘ão’.

 

Tisnada pelo inusitado desde o tempo da colonização, a vida pública brasileira está, de novo, rendida à lógica do ‘ão’.

 

Nunca antes na história da nação uma sucessão fora deflagrada com tanta antecipação.

 

Proibido pela Constituição de buscar a re-reeleição, Lula viu-se compelido a fabricar uma opção. Recorreu a Dilma, uma novata em eleição.

 

De saída, o petismo flertou com a divisão. Mas, deserto de lideranças, rendeu-se à vontade do eterno patrão.

 

Bafejado por uma popularidade que não encontra termo de comparação, Lula levou sua candidata à vitrine com antecedência de mais de um ano da eleição.

 

Deixou aturdida a oposição. PSDB e DEM foram ao TSE, para pedir punição. Mas a Justiça hesita em impor os rigores da legislação.

 

De mais a mais, os acusadores recorrem à mesma perversão. Serra celebra país afora convênios pseudo-administrativos, acordos de ocasião.

 

Vende-os como meras iniciativas de cooperação. Lorota, embromação. Há um quê de 2010 em toda a movimentação.

 

Quanto a Lula, conduz Dilma pela mão. Para disfarçar a campanha, recorre ao vocábulo da negação.

 

Comício? Não, não e não. Mãe de todas as obras, Dilma tem o direito de fazer inspeção. Não pode se furtar à inauguração.

 

A caravana ao São Francisco? Um esforço pela transposição. E a presença de Ciro? Ora, ele foi ministro da Integração.

 

A candidata só desaparece na hora do apagão. Aí, surpresa (!), assombro (!!), estupefação (!!!), a explicação é delegada ao Lobão.

 

Incomodados com o vaivém, os jornais destilam indignação. Letras vazias. Servem, quando muito, para aumentar a exposição. Mas não levam à punição.

 

De resto, instados a assumir as próprias candidaturas, os candidatos dizem que ainda não são. Lançam mão de sofismas, de muita tergiversação.

 

Sob a camada de desconversa, é intensa a articulação. Os não-candidatos dizem coisas definitivas sem definir o que farão.

 

Dilma almeja reeditar a coalizão. Serra serve-se de Quércia para enfiar uma cunha no centrão. Nada de idéias, de planos. Ao eleitor, só a desatenção.

 

Depois de firmar um acordo pré-nupcial, PT e PMDB criaram uma comissão. Tentam eliminar, nos Estados, a divisão. O diabo é que ninguém abre mão do seu quinhão.

 

Governistas e oposicionistas fazem reunião atrás de reunião. O vazio almoça com o oco, que articula com o ermo, que janta com a indecisão. Um mar de empulhação.

 

O que se tem? Por ora, apenas uma disputa da promessa de continuação contra a volta a um passado que se apresenta como atualizada reedição.

 

Um lero-lero sem qualificação, em palco apinhado de prontuários que, sem voz de prisão, asseguram continuidade à corrupção.

 

Privado do essencial –plano e definição— o eleitor fica com a incômoda impressão de que não elegerá um novo presidente, mas a melhor encenação.

 

Como se fosse pouco, há na praça uma nova opção. O ‘PMDBdoB’ lançou candidato próprio à sucessão. Histrião por histrião, por que não o Requião?

Escrito por Josias de Souza às 21h23

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PMDBdoB lança candidatura presidencial de Requião

  Folha
Reunidos em Curitiba, representantes de 14 diretórios estaduais do PMDB aprovaram uma moção de apoio à candidatura presidencial de Roberto Requião.

Em discurso, o governador do Paraná declarou-se “pré-candidato” ao Planalto. E anunciou que vai abrir um ciclo de viagens pelo país:

“Mandem um aviso aos nossos dirigentes nacionais d PMDB: aqui se consolidou uma pré-candidatura...”

“...Essa pré-candidatura se inicia numa viagem ao Piaui. O segundo Estado a ser visitado será o de Sergipe, onde meus pais deitam as suas raízes ancestrais”.

O nome de Requião surge como suposta alternativa partidária ao acordo pré-nupcial que uniu o PMDB nacional à candidatura de Dilma Rousseff, do PT.

O encontro de Curitiba reuniu três tipos de pemedebês:

1. O pedaço do partido que deseja mesmo ter uma alternativa presidencial própria.

2. O naco da legenda que, simpática a Dilma, está insatisfeita com a falta de generosidade do PT nos arranjos estaduais.

3. A fatia da agremiação que, fechada com o tucano José Serra, tenta impedir que o PMDB entregue a Dilma o seu tempo de propaganda televisiva.

Requião entra em cena como catalisador de todas as insatisfações. Ouça-se mais um pouco do novo “presidenciável” da praça:

“Sou amigo do Lula, sou amigo pessoal da Dilma, sou companheiro do Serra desde a época dos bancos universitários...”

“...Mas sou, antes de tudo, pemedebista e brasileiro. Se nos é dada a oportunidade de participar dessa discussão nacional, não podemos deixar de fazê-lo”.

Requião foi o último a discursar no encontro de Curitiba, encerrado às 14h deste sábado (21). Pouco antes, falara o senador Pedro Simon, presidente do PMDB-RS.

Simon lamentara que o PMDB esteja dividido entre Dilma e Serra, dois presidenciáveis de legendas alheias.

“Quem vai ganhar? O Serra? A Dilma? Ninguém sabe. Mas o que todo mundo sabe é que o PMDB vai estar no governo, seja quem for o vencedor. Isso tem que acabar”.

Simon acrescentou: “Temos que ter um nome. E esse nome é o Requião”. Minutos depois, já circulava a moção com o nome do governador do Paraná. O jogo estava jogado de véspera.

Para ficar de pé, a candidatura própria do PMDB, assim como o apoio a Dilma, precisa ser aprovada pela maioria da convenção do partido, em junho de 2010.

Antes disso, o "PMDBdoB", que Requião prefere chamar de "velho MDB de guerra", terá de provar que o novo presidenciável é coisa a ser tomada a sério.

A última tentativa de candidatura própria do PMDB resultara numa humorística greve de fome de Anthony Garotinho.

Hoje, Garotinho é um feliz filiado do PR. Candiato ao governo do Rio, ele é Dilma desde menininho.

Escrito por Josias de Souza às 15h44

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E no 8º dia Deus fez o cinema, para louvar a criação

Escrito por Josias de Souza às 14h56

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Presidente do Senado italiano chama Tarso de pateta

  Marcello Casal/ABr
Defensor da permanência no ex-guerrilheiro Cesare Battisti no Brasil, o ministro Tarso Genro (Justiça), muniu-se de lenha.

 

Na última quinta (19), nas pegadas da decisão do STF que deu a Lula a última palavra sobre a extradição, Tarso levou novos gravetos à fogueira.

 

Disse que setores da sociedade e do governo da Itália reclamam o retorno de Battisti porque sofrem “influências fascistas”.

 

O ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, que noutras oportunidades dirigira críticas acerbas a Tarso, dessa vez borrifou água nas labaredas:

 

“Ele é livre para expressar sua opinião, como nós fazemos aqui na Itália”.

 

Deu-se coisa diversa com o presidente do Senado italiano, Maurizio Gasparri. O senador açulou o fogo:

 

“A amizade entre a Itália e o Brasil é tal, que podemos ignorar, mais uma vez, a patetice dita pelo senhor Genro”.

 

Os comentários do ministro da Justiça ecoaram também no Senado brasileiro. Líder do DEM, José Agripino (RN), disse:

 

“O governo italiano vai entender essa declaração como um insulto a sua realidade. O fascismo foi varrido da Itália há muito tempo...”

 

“...O ministro não deveria ter insultado a Itália com esta pejorativa declaração”.

 

Adversário de Tarso na política gaúcha, Pedro Simon, do PMDB, foi, por assim dizer, menos lhano que Agripino:

 

“O ministro perdeu uma boa oportunidade de ficar calado. Ele pode achar que Battisti deve ficar no Brasil, mas...”

 

Mas ...”o presidente tem que tomar a atitude correta e extraditá-lo, como determinou o STF”.

 

O diabo é que, diferentemente do que afirma Simon, o STF (Supremo Tergiversador Federal) decidiu não decidir.

 

Depois de referendar a extradição, transferiu a Lula a atribuição de devolver ou não Battisti à Itália, onde arrosta uma condenação por quatro homicídios.

 

Carlos Ayres Britto, que, depois de votar pela extradição, abraçou a tese de que cabe a Lula decidir, esforça-se agora para justificar a aparente dubiedade:

 

“Cada coisa em seu lugar. O Supremo decide sobre a extraditabilidade, a parte jurídica, encerra aí...”

 

“...Em sequência, vem a parte política, que é de responsabilidade do presidente da República”.

 

Lula já decidiu. Mas faz mistério. Para usar o linguajar de Ayres Britto, suponha-se que o presidente decida pela inextraditabilidade de Battisti.

 

A fogueira inaugurada por Tarso Genro parecerá brincadeira de criança perto do fogaréu diplomático que está por vir.

Escrito por Josias de Souza às 06h02

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Temer: Pré-compromisso com Dilma não sofre riscos

Lúcio Távora/Folha

 

Michel Temer disse ao blog que recebe com “naturalidade” a abertura do debate sobre a hipótese de o PMDB lançar um presidenciável próprio.

 

Presidente da Câmara e fiador do acordo pré-nupcial que aproximou o PMDB do altar de Dilma Rousseff, a candidata do PT, Temer afirma:

 

“O pré-compromisso [de apoio a Dilma] está firmado muita solidamente. Não há nenhum titubeio. Pelo que observamos, não sofre riscos”.

 

A despeito do timbre peremptório utilizado por Temer, um pedaço do PMDB decidiu reunir-se sob o pretexto de buscar uma alternativa a Dilma. Deve-se a iniciativa ao governador do Paraná, Roberto Requião. Ele inaugurou um movimento que tem o propósito declarado de empinar uma candidatura do PMDB.

 

Iniciado nos subterrâneos, o debate ganhará publicidade neste sábado (21), num encontro em Curitiba. Prometeram acorrer à capital paranaense os dirigentes de pelo menos dez dos 27 diretórios Estaduais do partido: SP, MG, RJ, RS, PR, SC, MS, ES, SE e PI.

 

Os organizadores estimam que o número pode crescer para 15. Espera-se que compareçam também três dos oito governadores do PMDB. Além de Requião, que faz as vezes de anfitrião, devem participar Luiz Henrique, de Santa Catarina; e André Puccinelli, do Mato Grosso do Sul. A coisa será transmitida ao vivo, na web.

 

Convidado, Temer disse que não prestigiará o encontro. “Não vou poder comparecer. Mas não há nisso nenhuma objeção à reunião”, disse o deputado. “Vejo com naturalidade e acho até úteis essas reuniões do PMDB. Ajudam a mobilizar o partido para a eleição do ano que vem...”

 

“...Como as coisas acabam se definindo apenas na convenção nacional, marcada para junho de 2010, é claro que nós temos muito tempo pela frente”. No dizer de Temer, ocorre em Curitiba “apenas mais uma reunião”. Lembrou que o grupo comprometido com Dilma também realiza os seus encontros:

 

“Designei oito pessoas PMDB. Tem outras sete do PT. Já se encontraram uma vez e voltam a se encontrar no dia 25, para ir ajustando a situação nos Estados”. Curiosamente, a lista de diretórios cujos presidentes aceitaram tomar parte da reunião curitibana inclui Estados nos quais o PMDB parece pender para Dilma.

 

Entre eles Minas e Rio. No primeiro, o PMDB concorrerá ao governo com o ministro Hélio Costa (Comunicações). No outro, tentará reeleger Sérgio Cabral. Em ambos o PT ainda não executou o movimento exigido pelo PMDB: a retirada das candidaturas de Fernando Pimentel, em Minas, e de Lindberg Farias, no Rio.

 

O repórter perguntou a Temer: a presença desses diretórios num encontro que tem a candidatura própria como pano de fundo pode significar uma reação ao PT? E ele: “É até natural que aconteça isso que você está dizendo. Enquanto não há a solução definitiva dos Estados, é claro que cada um vai tomando suas posições”.

 

O presidente da Câmara parece confiar, porém, na parceria com o PT. “No Rio, há uma solução quase sacramentada. O Cabral é muito ligado ao Lula. Quanto a Minas, deve-se lembrar que o Hélio Costa é ministro do Lula. Lá também está havendo um esforço para fazer o acordo com o PT”.

 

Temer repetiu: “Enquanto isso não acontecer, é natural que haja mobilização de alguns setores. Eu vejo isso com muita tranqüilidade”. Mencionou também o caso do Mato Grosso do Sul. Ali, o governador Puccinelli tentará reeleger-se.

 

“O acordo depende apenas de conversas com o Zeca do PT”, disse Temer. “Soube que o Puccinelli talvez não vá a Curitiba. Não sei vai nem o presidente do diretório”. A julgar pelo teor de um texto levado ao portal do PMDB-MS, a dupla irá:

 

“Mato Grosso do Sul tem posição firmada por candidatura própria. Estará representado na reunião pelo governador André Puccinelli e pelo presidente do diretório estadual, Esacheu Nascimento”.

 

Vão a Curitiba também grão-pemedebês que estão fechados com a candidatura presidencial de José Serra (PSDB). São dois os serristas mais notórios: Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP, e Luiz Henrique, o governador catarinense.

 

O PMDB-SC, a propósito, também levou à web um texto: “O objetivo do encontro é formular propostas ao programa do PMDB para as eleições presidenciais de 2010. A discussão da candidatura própria do partido é o principal assunto da reunião”.

 

Mas o que fazem os defensores de Serra num debate sobre “candidatura própria”. Simples: tentam embaralhar o pré-acordo que dá a Dilma o tempo de TV do PMDB. Ouça-se, de novo, Temer: “Não creio que o nosso encaminhamento sofra riscos. O pré-compromisso caminha a passos largos para ser um compromisso definitivo...”

 

“...Não gostaria de quantificar [o grupo pró-Dilma], mas posso afirmar que a maioria na convenção a favor da aliança com o PT é ampla. Se resolvermos as pendências de Minas e Mato Grosso do Sul, se aproximará da totalidade”.

 

O senador Pedro Simon, presidente do PMDB-RS, vai a Curitiba com o ânimo de lançar Requião como presidenciável do partido. Temer disse ter conversado, dias atrás, com o próprio Requião.

 

“Ele me disse: ‘precisamos ter um programa para apresentar. Eu perguntei: Acha que deve ter candidatura própria, você é candidato? E ele: Não, eu vou com a Dilma”.

 

O diabo é que, nos pronunciamentos feitos no diretório paranaense do partido, ouve-se um outro Requião: “Eu não quero estabelecer uma polêmica com o diretório nacional do PMDB...”

 

“...Mas a nossa intenção, junto com outras seções do PMDB do Brasil inteiro, é começarmos a montar um programa de governo. Aí sim nós vamos para a convenção. E quando eles disserem coligação ou não coligação, nós vamos dizer:...

 

“...Em primeiro lugar, para quê? e para quem? Depois que nós estabelecermos um programa de governo, nós vamos discutir se temos um candidato ou se para a execução desse programa de governo, nós podemos ter uma coligação”.

 

Como se vê, o acerto com Dilma percorrerá um terreno acidentado até ser consolidado na convenção de junho de 2010 pela maioria "ampla" anteista por Temer.

Escrito por Josias de Souza às 05h19

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Cabral reage à mudança na regra de partilha do pré-sal

 

- Folha: Lula avaliará modelo misto para a banda larga no país

 

- Estadão: Ministro do STF diz que não se dobrou a pressões

 

- JB: Calor eleva em 10% consumo de energia

 

- Correio: Sem concorrência, gasolina é cara no DF

 

- Jornal do Commercio: Tiros de fuzil em roubo de R$ 2,5 milhões

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

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Sarney, o irmão postiço do filho do Brasil!

Benett

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h46

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Lula faz mistério sobre o ‘destino’ que dará a Battisti

De passagem por Salvador, Lula trocou um dedo de prosa com os repórteres sobre o caso do ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

Tropeçou no tema durante entrevista coletiva que concedeu junto com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

 

Já que o STF (Supremo Tergiversante Federal) transferiu a última palavra para ele, Lula permitiu-se posar de juiz: “O presidente só fala nos autos”.

 

Cultivou o mistério: "Primeiro, eu tenho que receber a comunicação da Suprema Corte brasileira, que ainda está sendo redigida”.

 

Manuseou o trombone recebido do STF sem a preocupação de antecipar o sopro:

 

"Esse não é um assunto que eu possa ficar insinuando o que eu vou fazer. Eu tenho que fazer. Vou fazer. E quando eu fizer toda a imprensa brasileira vai saber".

 

Instou Cesare Battisti, em greve de fome há oito dias, a forrar o estômago:

 

“Já fiz greve de fome. É um ato de desespero ou de ignorância. Eu jamais faria outra vez...”

 

“...Isso não ajuda a ele, nós não estamos mais no momento de ficar recebendo esse tipo de pressão".

 

O conselho não poderia ser mais adequado. O STF deve demorar para deitar sobre o papel a decisão que tomou.

 

Por quê? Favorável à extradição de Battisti e adepto da tese de a palavra final era do STF, o ministro-relator, Cezar Peluso, embatucou-se.

 

Ele diz não ter "condições" de redigir o pedaço do acórdão que transfere a Lula a decisão de entregar ou não Battisti à Itália.

 

Anunciou a intenção de pedir socorro à colega Carmén Lucia, uma das vozes do Supremo que jogaram a batata quente no colo de Lula.

 

Matuta daqui, reflete dali, a coisa periga sair só em 2010. Preso em Brasília, ou Battisti come ou se arrisca a fenecer antes de ganhar o meio-fio.

 

Diz-se nos arredores de Lula que o presidente pende para uma decisão contrária aos interesses da Itália. Estaria na bica de converter Battisti em “coisa nossa”.

Escrito por Josias de Souza às 17h50

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Serra desfila candidatura no PR e flerta com Requião

Fábio Pozzebom/ABr

 

O governador tucano de São Paulo, José Serra, levou sua candidatura presidencial para passear em Curitiba.

 

Foi à capital paranaense escorado num pretexto administrativo: a assinatura de um termo de cooperação técnica com o prefeito Beto Richa, também tucano.

 

Um acordo que prevê a colaboração de São Paulo num projeto de erradicação de favelas curitibanas.

 

Cuidou-se para que Serra participasse também do lançamento de um programa social-eleitoral de Richa: “Mulher Curitibana”.

 

Ajeitou-se também para que a cerimônia fosse prestigiada por um político ligado ao governador paranaense Roberto Requião (PMDB).

 

Chama-se Luiz Cláudio Romanelli. É deputado estadual. Não é um deputado qualquer. Lidera a bancada de Requião na Assembléia Legislativa.

 

Romanelli foi ao encontro de Serra já no aeroporto. Acompanhou-o, no mesmo carro, até o campus universitário onde se realizou a pajelança tucana.

 

Falaram sobre o quê? O líder de Requião esquivou-se de informar. Limitou-se a dizer que a conversa “foi muito agradável”.

 

De resto, Romanelli disse que Serra e Requião devem se encontrar nos próximos dias. A orelha de Dilma Rousseff há de ter ficado quente.

 

É curiosa a movimentação de Requião. Lulista de mostruário, o governador torce o nariz para o pré-acordo que acomodou o PMDB no colo de Dilma.

 

Neste sábado (21), Requião será o anfitrião de um encontro de presidentes estaduais do PMDB. Vão a Curitiba para debater a candidatura própria do partido.

 

Algo que serve aos interesses de Serra, a essa altura mais empenhado em evitar que o PMDB ceda o seu tempo de TV a Dilma do que em obter o apoio do partido.

 

O prefeito Beto Richa vai às urnas de 2010 como candidato do PSDB ao governo do Paraná. Cederá o seu palanque ao presidenciável que o tucanato escolher.

 

Embora não se bique com Requião, Beto tenta atrair o PMDB paranaense para a sua coligação. Vale a pena ouvir o prefeito:

 

“Acredito que a gente pode construir um grande leque de alianças, que pode fortalecer ainda mais um bom projeto a ser apresentado pelo PSDB no ano que vem...”

 

“...E, nesse projeto, se inclui o PDT do senador Osmar [Dias], o PMDB... O único partido com quem o PSDB não estabeleceu diálogo foi com o PT”.

 

Curiosa a declaração. Osmar Dias se diz candidato ao governo. Em Brasília, acena com o apoio a Dilma Rousseff.

 

Requião se diz interessado em empinar uma candidatura presidencial genuinamente pemedebê. O colega Pedro Simon apressou-se em lançar o nome dele.

 

Ou Beto Richa vende mercadoria que não está na prateleira ou Osmar Dias e Roberto Requião não devem ser tomados a sério.

 

De resto, é digno de nota o comportamento de Serra. Declara que ainda não é candidato. Afirma que só vai decidir em março de 2010.

 

Mas, a pretexto de celebrar convênios com prefeitos e governadores, corre o país. Faz campanha nas asas do erário paulista.  

Escrito por Josias de Souza às 06h50

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PT do ‘pós-Lula’ nasce domingo e tem a cara do Lula

  José Cruz/ABr
Será escolhido no domingo (22), em eleição direta, o novo presidente do PT.

 

Há seis candidatos no páreo. Deve prevalecer José Eduardo Dutra, 52 anos.

 

Dutra é um petista de trajetória opaca. Deve-se a Lula sua entrada na disputa.

 

O presidente deseja ver Dutra no comando do PT por duas razões:

 

1. Ligado a Dilma Rousseff, não causará problemas à candidata oficial, em 2010.

 

2. Fabricado no Planalto, mantém no PT da era pós-Lula, em 2011, a cara de Lula.

 

Dutra pertence ao velho Campo Majoritário, grupo do presidente da República.

 

Depois do mensalão, passou a chamar-se Construindo um Novo Brasil.

 

Trocou de nome, não de métodos. Manteve a hegemônica e o pragmatismo.

 

Garantiu a eleição de Lula ao trocar a retórica socialista pelo realismo político.

 

Para viabilizar Dilma conserva a aliança pluripartidária que tem o PMDB como pilar.

 

Numa palavra, José Eduardo Dutra é a mão de Lula nas rédeas do PT.

 

Nascido em Minas, Dutra fez-se geólogo Rio e virou político em Sergipe.

 

Na década de 90, presidiu o Sindicato dos Mineiros de Sergipe e integrou a direção nacional da CUT.

 

Em 1990, disputou o governo do Estado. Perdeu. Quatro anos depois, arrancou das urnas sergipanas uma cadeira no Senado.

 

Em 2002, no ocaso de seu mandato de oito anos, tornou a aventurar-se na disputa pelo governo de Sergipe. Perdeu de novo.

 

Ganhou de Lula, em 2003, um fabuloso prêmio de consolação: a presidência da Petrobras.

 

Em 2007, primeiro ano do segundo mandato, Lula rebaixou-o a presidente da BR Distribuidora, o braço da Petrobras que vende gasolina no varejo.

 

Manteve-se na BR até agosto passado. Deixou o posto para embrenhar-se na disputa pela presidência do PT.

 

Em sua fase petroleira, Dutra manteve com Lula e também com Dilma uma relação de submissão administrativa.

 

Na direção do PT, vai manter o partido subordinado aos interesses de Lula.

 

São interesses óbvios: eleger Dilma e prover sustentação congressual para uma gestão que a própria candidata vende como o “terceiro mandato de Lula.

 

Além de Dutra, os filiados do PT –1,35 milhão, pela conta oficial— terão à disposição outros cinco candidatos.

 

O mais vistoso é o deputado José Eduardo Cardozo (SP). Corre na raia da Mensagem ao Partido.

 

Vem a ser uma dissidência do ex-Campo Majoritário. Tem como ideólogo o ministro Tarso Genro (Justiça).

 

O grupo nasceu nas pegadas do mensalão. Enrolado na bandeira da ética, aglutinou algo como 15% do partido.

 

Na origem, o grupo tinha dois objetivos: arrancar Ricardo Berzoini da presidência do PT e minar a liderança exercida pelo ex-ministro José Dirceu.

 

Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Teve de contentar-se em acomodar Cardozo na secretaria-geral do partido.

Os outros candidatos são os deputados Geraldo Magela (DF), do Movimento PT; e Iriny Lopes (ES), da Articulação de Esquerda e da Militância Socialista.

 

Na rabeira da disputa estão Serge Goulart, da Esquerda Marxista; e Markus Sokol, da corrente O Trabalho.

 

O que dá a Dutra o semblante de favorito é a aliança que celebrou com outros dois grupos da engrenagem petista.

 

Ambos são ligados à ex-ministra Marta Suplicy: Novos Rumos e PT de Lutas e de Massas.

 

Estima-se que a aliança do ex-Campo Majoritário com os grupos que seguem a liderança de Marta acomodará no cesto de Dutra algo como 60% dos votos.

 

É o suficiente para que o candidato de Lula triunfe já no primeiro turno.

 

Não há no partido quem considere a sério a hipótese de a disputa escorregar para um segundo round, em dezembro.

 

Prevalecendo a matemática de Lula, Dutra tomará posse em fevereiro de 2011.

 

Um pedaço do partido advoga a tese de que o mandato de Ricardo Berzoini, o presidente atual, deveria ser encurtado.

 

O mais provável, porém, é que Dutra passe a dividir com Berzoini as negociações para a composição da mega-aliança que se pretende formar em torno de Dilma.

 

Assim, tudo leva a crer que, passada a primeira eleição presidencial que não terá o seu nome na cédula, Lula continuará ditando os rumos do PT.

Escrito por Josias de Souza às 05h32

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Lula: ‘Fico pensando como será minha vida no dia 2’

De passagem pelo Rio Grande do Norte, Lula falou à repórter Priscila Scalabrin, da Rádio Clube FM.

 

Soou como um personagem em transição. No passado, só enxergava o futuro. No presente, prepara-se para o dia em que só verá o pretérito passando.

 

Falou sobre o dia em que a presidência será apenas um verbete na enciclopédia: "Tenho preocupação com a primeira semana...”

 

“...Como um artista famoso que, do dia para a noite, sai na rua e ninguém pede autógrafo...”

 

“...Fico pensando como será minha vida no dia 2 [de janeiro de 2011] de manhã. Quando levantar e não tiver um assessor pra brigar, ninguém pra xingar...”

 

“...E dona Marisa mandando eu sair da sala porque ela quer limpar. Tenho preocupação. Quero me preparar”.

 

Deseja ser, por assim dizer, o avesso de FHC. Nada de dar pitaco em administração alheia:

 

“Tenho na consciência que um ex-presidente da República não pode dar palpite sobre quem está governando”.

 

A coisa será mais fácil se conseguir emplacar Dilma Rousseff: “Se eu eleger quem eu penso, quero que ela crie sua cara, seu modelo de governo".

 

Vai se aposentar? "Não existe a possibilidade de um homem se aposentar em política. O ser humano começa a fazer política quando nasce, no primeiro choro”.

 

Pretende voltar? “Ser candidato é outra história. Depois de oito anos na presidência do Brasil, temos que ter consciência de que outras pessoas têm direito. Acho que já cumpri minha missão".

 

Antes de virar imagem de retrovisor, Lula tenta ajeitar o presente. Criticou quem o critica por correr o Brasil com Dilma do lado:

 

"Se eu carregasse um candidato da oposição seria estranho. Mas carregar minha ministra, coordenadora do PAC, que trabalha das 8h à meia-noite, para inaugurar as obras comigo não é errado...”

 

“...A partir do momento em que ela se lançar candidata, ela não vai poder. A oposição devia se preocupar com os governadores que estão viajando o país e visitando outros estados. Eles têm menos direito de viajar que a ministra".

 

Ainda não viu Lula, o Filho do Brasil. "Não quis assistir porque tenho compromisso de assistir a esse filme no dia 28, em São Bernardo dos Campo, com os metalúrgicos”.

 

Enxerga a fita não como sua biografia cinematográfica. Diz que a protagonista é dona Lindu:

 

“Não é um filme do Lula, é sobre minha mãe. Eu apareço porque sou filho dela e presidente da República. Mas a personagem principal é minha mãe. Ela é a "bambambã do filme".

 

Lula foi ao Rio Grande do Norte, com Dilma, para visitar uma obra da Petrobras, a Refinaria Potiguar Clara Camarão. Lá no alto você assiste a um pedaço do discurso.

Escrito por Josias de Souza às 03h33

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No Dia da Bandeira, o Congresso humilha o pavilhão

Montagem sobre fotos de Lula Marques

 

Levando-se em conta que a bandeira é a nação na ponta do mastro, o Brasil deve ser um país muito impopular no Legislativo do Brasil.

 

Neste 19 de novembro, Dia da Bandeira, o Brasil que tremulou defronte do prédio do Congresso é um terreno baldio, sem pretextos para a auto-estima.

Escrito por Josias de Souza às 02h45

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Supremo ou Superior?: STF não consegue explicar decisão sobre caso

Battisti

 

- Folha: Governo estuda liberar aplicações no exterior

 

- Estadão: Governo estuda MP para conter aposentadorias

 

- JB: Brasil, um país mais alto e mais obeso

 

- Correio: Taxa de condomínio no DF é a que mais sobe no país

 

- Valor: Brasil vai taxar royalties para retaliar americanos

 

- Jornal do Commercio: Fim de ano com mais crédito

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

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Pronto $ocorro!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Simon quer Requião como o presidenciável do PMDB

  Marcello Casal/ABr
Adepto da tese de que o PMDB deveria comparecer a 2010 com um candidato próprio, o senador Pedro Simon deu um passo adiante.

 

Defende que o partido vá à sucessão de Lula com o governador do Paraná, Roberto Requião, na cabeça da chapa.

 

Presidente do PMDB-RS, Simon representará o diretório gaúcho no encontro deste sábado (21), em Curitiba.

 

Um encontro que tem Requião como anfitrião e a candidatura própria como pano de fundo.

 

Por ora, confirmaram presença os presidentes de diretórios de 10 dos 27 Estados. Simon acha que podem comparecer 15.

 

“Se no sábado sair uma reunião em que os participantes digam que o PMDB tem que ter candidato próprio...”

 

“...E uma outra moção dizendo que o Requião é o nosso nome, a candidatura dele está de pé. Não tem como reverter”.

 

E quanto ao pré-acordo celebrado pela direção nacional do PMDB de apoio à candidatura de Dilma Rousseff? Simon dá de ombros:

 

“Não houve decisão nenhuma aqui em Brasília. O comando partidário anunciou que conversou com o PT sobre a ideia de se chegar a um entendimento...”

 

“...Não houve reunião nem da Executiva do partido para tratar do assunto. Eles apenas fizeram uma janta e disseram que tentariam fazer um entendimento”.

 

Simon lembra o óbvio: a decisão final sairá da convenção do PMDB, a ser realizada em junho de 2010. E volta a mencionar Requião:

 

“Eu, por exemplo, já abro meu voto. Na convenção do ano que vem, voto no Requião. Aí a convenção será uma grande convenção...”

 

“...O Requião não é uma candidatura anti-Lula, é uma candidatura do PMDB”.

 

Resta saber se Requião, hoje candidato ao Senado, vai encontrar apoios mais sólidos do que o de Simon, uma voz mais ouvida fora do que dentro do PMDB.

Escrito por Josias de Souza às 21h16

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PMDB faz encontro para analisar candidatura própria

Guido Daniele

 

A fidelidade do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT), será submetida a teste neste final de semana.

 

À margem da direção nacional do partido, acontece no sábado (21), em Curitiba, um “Encontro Nacional de Lideranças do PMDB”.

 

Entre 10h e 13h30, dirigentes estaduais do partido vão debater dois assuntos: candidatura própria a 2010 e programa de governo.  

 

Dos 27 presidentes de diretórios estaduais, dez já confirmaram presença. Entre eles os de São Paulo, Minas e Rio, os três maiores colégios eleitorais do país.

 

De resto, estarão representadas em Curitiba as seccionais do PMDB dos seguintes Estados:

 

Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Sergipe e Piaui.

 

O diretório de Pernambuco, que segue a liderança do senador Jarbas Vasconcelos, decidiu não dar as caras. Mas apóia a iniciativa.

 

Jarbas considera a reunião “válida e legítima”. É a prova, segundo ele, de que parte do PMDB discorda do pré-acordo firmado com a petista Dilma.

 

“Está evidente que a cúpula do partido subestimou a história, a tradição e a forma de funcionar do PMDB”, diz Jarbas.

 

“Mesmo admitindo que a maioria do partido hoje funciona como satélite do PT e do lulismo, a imposição de cima para baixo tem tudo para fracassar no PMDB”.

 

Por que Pernambuco não vai a Curitiba? Jarbas, que realiza viagem oficial aos EUA, explicou assim a decisão:

 

“Nossa posição é por uma aliança com o PSDB. E não faz sentido estar num encontro que vai defender a candidatura própria. A postulação legítima, mas não é a nossa”.

 

Presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, que também está fechado com o PSDB de José Serra, vai a Curitiba.

 

Deve-se a iniciativa do encontro deste sábado ao governador pemedebê do Paraná, Roberto Requião.

 

Lulista de mostruário, ele pôs-se a insinuar discordância em relação ao pré-acordo que acomodou o PMDB no colo de Dilma.

 

Desde o mês passado, Requião frequenta a cena política enrolado na bandeira da candidatura própria do PMDB.

 

Por trás de Requião está o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. Filiou-se ao PMDB em setembro.

 

Corre o país como defensor de uma terceira via do PMDB. De passagem pelo Paraná, em outubro, Mangabeira encantou Requião, às turras com o petismo local.

 

Além dos presidentes de diretórios, foram convidados para o encontro os dirigentes nacionais e os governadores do partido.

 

Presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), não irá. A presidente interina da legenda, Iris Machado (GO), enviará um representante.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Filme sobre Lula vira peça promocional na 'TV PT’

Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Lula leva candidatura de Dilma para ‘passear’ no RN

Ricardo Stuckert/PR

 

A ministra Dilma Rousseff realiza nesta quinta (19) sua primeira viagem pós-apagão.

 

Retirada momentaneamente da tomada, a chefe da Casa Civil e a candidatura dela vão passear no Rio Grande do Norte.

 

Conduzidas pelas mãos de Lula, Dilma e as pretensões presidenciais dela serão reenergizadas numa vistoria às obras de uma planta da Petrobras.

 

Chama-se Refinaria Potiguar Clara Camarão. Está assentada no município de Guamaré. É vendida como uma instalação apta a processar o petróleo do pré-sal.

 

Ficará pronta no segundo semestre de 2010. Começará a produzir gasolina só em dezembro do ano que vem.

 

Bem antes disso, no comecinho de abril, Dilma trocará o governo pelo palanque. Por isso, aproveitou-se uma providência comezinha para justificar a visita.

 

Durante a inspeção da comitiva presidencial, a governadora Wilma de Faria (PSB) assinará um convênio com a Petrobras.

 

Prevê a injeção de verbas do Estado em obras que vão dotar os arredores da refinaria da infraestrutura necessária ao escoamento da futura produção.

 

Além de Dilma, Wilma e políticos do consórcio governista, vai à refinaria o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

 

Integram a comitiva presidencial, de resto, outros dois ministros: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Edison Lobão (Minas e Energia).

 

Para desassossego do governo, a aparição dupla de Dilma e Lobão é prato cheio para os repórteres.

 

Mais uma oportunidade para questionar sobre o triplo desligamento das linhas de transmissão de energia elétrica que levaram o breu a 18 Estados na semana passada.

Escrito por Josias de Souza às 05h40

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PSDB prepara anúncio de seu candidato para janeiro

  Divulgação
Nome mais forte do PSDB na sucessão presidencial, José Serra programou para março de 2010 o anúncio de sua candidatura.

 

A depender da cúpula do tucanato, Serra terá de rever a data. A direção do PSDB trabalha com outro calendário.

 

Decidiu levar o nome de seu candidato à vitrine em janeiro. Antes, até o final de dezembro, pretende-se promover a conciliação entre Serra e Aécio Neves.

 

A agenda do tucanato aproxima-se da vontade de Aécio, que cobra uma definição até o final do ano.

 

A intenção de pisar no acelerador foi repassada a Serra pela vice-presidente nacional do PSDB, senadora Marisa Serrano (MS).

 

Compartilham da pressa o presidente executivo e o presidente de honra da legenda –Sérgio Guerra e Fernando Henrique Cardoso, respectivamente.

 

Para desassossego de Serra, descobriu-se nesta quarta (18) que o corre-corre espraiou-se pelos diretórios estaduais do PSDB.

 

Chamados a Brasília, os dirigentes do partido nos Estados mostraram-se inquietos com a demora.

 

Dos 27 diretórios, só dois –São Paulo e Bahia—concordaram com o calendário elástico de Serra. Todos os demais querem apertar o passo.

 

Na prática, disseminou-se no PSDB o mesmo sentimento que toma conta do aliado DEM, também irritado com a desconversa de Serra.

 

A diferença é que a irritação dos ‘demos’ já havia ganhado os jornais. Vocalizaram-na o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), e o pai dele, o ex-prefeito Cesar Maia.

 

No PSDB, a divergência vinha sendo ruminada em segredo. O silêncio começou a ser quebrado, porém, pelos tucanos que dirigem a legenda nos Estados.

 

Se mal administrado, o barulho tende a converter-se em algaravia, já que Sérgio Guerra decidiu repetir o encontro com os presidentes dos diretórios uma vez por mês.

 

Curiosamente, agora é o DEM que leva a mão aos panos quentes. A nata da tribo reuniu-se em Brasília, também nesta quarta (18).

 

Deu-se na residência oficial do governador ‘demo’ do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Na reunião, privilegiou-se o consenso em detrimento do dissenso.

 

Qual é o consenso? O DEM vai coligar-se com o PSDB, seja qual for a decisão do tucanato quanto ao nome do candidato.

 

E quanto ao dissenso? Antes, os ‘demos’ tratavam a disputa entre Serra e Aécio como assunto da economia doméstica do PSDB.

 

A preferência por Serra era nítida, cristalina. Consequência natural da parceria que levou, em 2008, à reeleição de Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo.

 

Hoje, um pedaço da legenda -Rodrigo e Cesar Maia à frente- já não esconde a predileção por Aécio.

 

Para não jogar gasolina na fogueira, Cesar Maia, que há dois dias pespegou em Serra o adjetivo de “caudilho”, não deu as caras na reunião promovida por Arruda.

 

Rodrigo Maia compareceu. Mas manteve a boca a uma distância regulamentar do trombone. Em privado, diz que já falou o bastante.

 

José Serra desembarcou em Brasília na madrugada desta quinta (19). Vai encontrar na cidade uma atmosfera política adversa.

 

A maioria do PSDB avalia que Serra, mais bem-posto nas pesquisas, deve ser o escolhido. Mas são poucas, pouquíssimas as vozes que admitem esperar até março.

 

São duas as razões principais. A primeira é a desenvoltura da candidata rival, Dilma Rousseff, do PT, na passarela desde o ano passado.

 

A segunda é a compreensão de que Serra não pode prevalecer sobre Aécio passando a impressão de que o derrotou.

 

Formou-se um sólido consenso no PSDB: sem Minas, São Paulo não chega a Brasília. E vice-versa. Daí, também, a conclusão de que convém prestigiar o calendário de Aécio.

Escrito por Josias de Souza às 04h39

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Câmara aprova a Petro-sal e o projeto vai ao Senado

Geraldo Falcão/Petrobras

 

A Câmara aprovou na noite passada o primeiro dos quatro projetos que compõem o embrulho do pré-sal. Cria a Petro-sal. A proposta seguiu para o Senado.

 

Votaram a favor da criação da nova estatal 250 deputados. A turma do contra somou 67 votos (vieram do DEM, do PSDB e do PSOL.

 

Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A., eis o nome e o sobrenome da nova janela aberta no Estado brasileiro.

 

Será pendurada no organograma do Ministério de Minas e Energia. Vai gerir todos os contratos de exploração de óleo e gás nas jazidas do pré-sal.

 

Cuidará também da comercialização do petróleo em nome do governo. Houve intenso e acalorado debate em plenário.

 

Exceto pelo PPS, as outras legendas de oposição votaram contra. Alegaram que a nova empresa é desnecessária.

 

"Ela é de uma irrelevância total”, disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP). “Será só um cabide de empregos".

 

Para Aníbal, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) executaria, sem problemas, as atividades atribuídas à nova empresa.

 

Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM, ecoou Aníbal: "Bastaria criar uma diretoria na ANP". Acha que serão contratadas "pessoas sem preparo nem competência".

 

Disse que a nova empresa vai se converter em instrumento de "partidarização do Estado", a serviço da presidenciável de Lula, Dilma Rousseff.

 

Líder de Lula na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) tachou de “pequeno” o debate sobre cargos. “Quiseram desfigurar o projeto”, disse.

 

Segundo Fontana, a Petro-sal terá uma estrutura “enxuta”. Falou em 200 funcionários. Antes, o governo estimava a contratação de, no máximo, cem servidores.

 

A despeito da chiadeira da oposição, prevaleceu a maioria governista, que, na Câmara, é acachapante.

 

De resto, o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula confiara o projeto a um relator governista: Luiz Fernando Faria (PP-MG).

 

Manteve intocada a espinha dorsal do projeto enviado pelo Planalto. As emendas que sugeriu ou acatou mexem em pontos periféricos.

 

Uma delas impõe aos futuros diretores da Petro-sal uma “quarentena”. Deixando a empresa, só poderão trabalhar em firmas privadas do setor petrolífero quatro meses depois.

 

Outra emenda fixou os mandatos dos conselheiros da nova estatal em quatro anos, renováveis por mais quatro.

 

Uma terceira emenda injetou no projeto a obrigatoriedade de autoria externa nas contas da Petro-sal.

 

Uma quarta obrigou a nova empresa a exibir suas demonstrações financeiras na web. E ficou nisso.

 

Vai a voto agora o segundo projeto do pacote do pré-sal. É o mais polêmico. Institui o modelo de partilha na exploração do óleo encontrado em águas profundíssimas.

 

Tornou-se ainda mais polêmico porque o relator, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, resolveu mexer na distribuição dos royalties.

 

Reduziu o percentual destinado aos Estados produtores de petróleo –São Paulo, Rio e Espírito Santo. E elevou o pedaço destinado Estados e municípios não produtores.

 

Embora beneficiados, os não produtores querem mais. Em maioria –23 unidades da federação contra quatro—desejam prevalecer no voto.

 

Nesta quinta (19), Lula voa para o Rio Grande do Norte, Estado do relator Henrique Alves.

 

Convidado a viajar no avião do presidente, o deputado espera trocar com ele um dedo de prosa sobre a encrenca que se avizinha.

 

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), agendou para a próxima semana a votação do projeto da partilha.

Escrito por Josias de Souza às 02h52

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: STF aprova extraditar Battisti, mas deixa decisão para Lula

 

- Folha: Lula tentará manter Battisti no país

 

- Estadão: STF deixa para Lula decisão sobre Battisti

 

- JB: Ocupação de hotéis dobra para Revéillon

 

- Correio: Devassa nas escolas dos falsos diplomas

 

- Valor: Temor de fim do ágio apressa incorporações

 

- Jornal do Commercio: Náutico vai deixar a tradição dos aflitos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Filho do Brasil e pai de Dilma!

Tiago Recchia

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h21

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Supremo atribui a Lula palavra final no caso Battisti

  José Cruz/ABr
A novela Cesare Battisti ainda não terminou.

 

A próximo capítulo será escrito por Lula.

 

Depois de deferir o pedido de extradição formulado pelo governo da Itália, o STF tomou uma segunda decisão.

 

Por cinco votos a quatro, o Supremo reconheceu que cabe ao presidente da República dar a palavra final em matéria de extradição.

 

Assim, Lula poderá entregar ou não o ex-guerrilheiro Battisti ao Estado italiano.

 

Há dois dias, de passagem por Roma, Lula dissera que, se a decisão do STF fosse “determinativa”, ele a cumpriria sem discutir.

 

Não foi. À luz do texto constitucional, a maioria dos ministros aderiu à tese segundo a qual cabe ao STF apenas “autorizar” a extradição.

 

Ao presidente compete entregar ou não o extraditado ao país que autor do pedido.

 

Lula está agora com uma batata quente no colo.

 

Mantendo Battisti no Brasil, comprará briga com a Itália.

Escrito por Josias de Souza às 20h33

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STF defere extradição de Cesare Battisti para a Itália

Por maioria de votos –5 a 4—, o STF deferiu o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti, formulado pelo governo da Itália.

 

O julgamento foi retomado, na sessão desta quarta (18). Plcar estava empatado. Quatro votos pela extradição, quatro contra.

 

Autor do voto de desempate, o presidente do STF, Gilmar Mendes, votou a favor da devolução de Battisti ao governo italiano.

 

"Encaminho meu voto pela extradição", disse ele. "Não se pode atribuir aos crimes de sangue cometidos de forma premeditada o mesmo caráter de crime político".

 

Os ministros discutem agora se Lula está ou não obrigado a cumprir a decisão do tribunal. Por que a dúvida?

 

Uma parte dos ministros entende que a Constituição atribui ao presidente a palavra final em matéria de extradição.

 

Segundo essa corrente, caberia ao STF apenas autorizar a extradição. Ao presidente competiria decidir se entrega ou não o extraditado ao país que o exige.

 

A sessão prossegue.

Escrito por Josias de Souza às 19h04

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Na ante-sala de 2010, Aécio libera R$ 8,5 mi ‘sociais’

  Folha
O governo mineiro de Aécio Neves (PSDB) anunciou a liberação de R$ 8,5 milhões. Dinheiro para “investimentos sociais”.

 

O anúncio da novidade coube ao vice-governador Antonio Anastasia. É uma espécie de Dilma de Aécio, um gerente.

 

Como a chefe da Casa Civil, o vice de Minas jamais disputou eleições. E, a exemplo do que faz Lula com Dilma, Aécio tenta carregá-lo nos ombros.

 

O governador joga o seu prestígio numa candidatura do vice à sucessão mineira. É nesse contexto que as arcas foram abertas.

 

Os R$ 8,5 milhões vão às mãos de 115 prefeitos. Destinam-se a financiar a instalação e a reforma de centros de atendimento a crianças e adolescentes.

 

Em solenidade com os prefeitos, Anastasia discursou: “A orientação do governador Aécio Neves é termos os centros em todos os municípios mineiros...”

 

“...O que ocorrerá até o final de 2010. Minas Gerais tem se tornado um Estado 100% asfalto, telefonia, máquinas, habitação...”

 

“...E estamos conseguindo, portanto, que essa infraestrutura social, econômica e física seja colocada à disposição da nossa sociedade”.

 

Nos últimos meses, sempre que Lula e Dilma levam à vitrine ações administrativas do governo federal, o tucanato do Congresso se apressa em gritar: “É eleitoreiro”.

 

Partindo de Aécio, em Minas, -ou de José Serra, em São Paulo-, a coisa é vista pelo grão-tucanato como mera prestação de contas de governadores ciosos de suas obrigações com a clientela.

Escrito por Josias de Souza às 06h05

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Surge nova causa para o apagão: ‘acúmulo de águas’

Há uma semana, os ministros Edison Lobão e Dilma Rousseff disseram que o apagão era “caso encerrado”.

 

Em relatório preliminar sobre as causas do blecaute, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) “reabriu” o caso. O texto menciona duas hipóteses.

 

Uma delas é velha: raios teriam despencado quase que simultaneamente sobre três linhas de transmissão, provocando desligamento quase simultâneo.

 

Outra é nova: O excesso de água das chuvas teria comprometido o funcionamento dos “isoladores” do sistema elétrico, levando ao desligamento das linhas.

 

O teor do relatório foi destrinchado em entrevista concedida na noite passada por Hermes Chipp, diretor-geral do ONS.

 

Ele esclareceu que o relatório, por preliminar, será sucedido por um texto definitivo. Fica pronto até a próxima segunda (23).

 

Esclareceu que coisa parecida –desligamento triplo das linhas de transmissão— sucedera em nove outras noves oportunidades, entre 2000 a 2009.

 

Nenhuma delas resultou em apagão, contudo. Por quê? Os intervalos entre um desligamento e outro foram maiores –entre três e cinco segundos.

 

Na semana passada, 18 Estados foram desligados da tomada porque a pane tripla se deu quase que simultaneamente, em intervalos de milésimos de segundo.

 

Apenas 13,5 milésimos de segundo teriam separado o primeiro curto-circuito do segundo. O terceiro curto teria chegado 3,2 milésimos de segundo depois.

 

Lero vai, lero vem, remanesceu a dúvida: o que provocou os três curtos? Raios? Excesso de água? Aguarde-se pelo próximo capítulo.

 

No Senado, a oposição aproveitou-se de um curto-circuito do consórcio governista e aprovou requerimento que eletrificou a encrenca.

 

Tenta-se acomodar Dilma Rousseff no centro da encrenca, chamando-a a explicar-se, junto com o colega Edison Lobão, ministro de Minas e Energia.

 

Deve-se o novo requerimento ao senador tucano Flexa Ribeiro (PA). Foi aprovado num foro alheio à temática energética: a comissão de Relações Exteriores.

 

É presidida por outro tucano, o senador Eduardo Azeredo (MG). Com essa manobra, o PSDB tenta anular os efeitos de uma armadilha da véspera.

 

Por sugestão do governista Fernando Collor, aprovara-se a ida de Dilma e Lobão à Comissão de Infraestrutura.

 

O problema é que, junto com o par de ministros, foram incluídas no rol de expositores outras 18 pessoas. Autoridades do governo e professores universitários.

 

Decidiu-se depois, que a sessão da Infraestrutura aberta aos membros de outro comissão, a de Assuntos Econômicos.

 

A junção foi feita graças a requerimento de uma dupla de senadores petistas: Delcídio Amaral (MS) e Eduardo Suplicy (MS).

 

O diabo é que, sob protestos da oposição, decidiu-se que as explicações seriam divididas em duas sessões.

 

Primeiro, os senadores ouviriam as 18 autoridades e especialistas do setor elétrico listadas por Collor. Só depois, noutra data, Dilma e Lobão dariam as caras no Senado.

 

Daí a reação do tucanato. No requerimento da comissão de Relações Exteriores tratou-se de lipoaspirar a lista de expositores. Reservou-se o palco apenas para Dilma e Lobão.

 

Os ministros não são obrigados a comparecer. Ambos os requerimentos tem o peso de meros convites. Assim, Dilma pode atender a um e ignorar o outro.

 

Se lhe der na telha, poderia dar uma banana para os dois. Não deve fazê-lo, contudo. O governo concluiu que o esconde-esconde da ministra, se excessivo, arranha a imagem da candidata.

Escrito por Josias de Souza às 05h17

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Para evitar as críticas, Lula falta à pré-estréia de ‘Lula’

  Alan Marques/Folha
Foi à tela na noite passada, em sua primeira exibição pública, o filme “Lula, o Filho do Brasil”.

 

Deu-se na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília, no Teatro Nacional. Dos 1.320 lugares disponíveis, o Planalto reservou 740.

 

Para desassossego dos produtores, Lula não deu as caras. Representou-o a mulher, Marisa. A primeira-dama evitou os repórteres.

 

Preferiu conversar com as atrizes Juliana Baroni, que faz Marisa no filme, e Gloria Pires, que interpreta dona Lindu, a mãe de Lula.

 

O presidente decidiu esquivar-se também da segunda exibição do filme. Será no Recife, nesta quinta (19).

 

Lula preferiu organizar uma sessão privada, no Alvorada. Quer evitar a crítica de que usaria o filme para tonificar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Em Brasília, livrou-se de boa. A estréia foi tisnada pela desorganização. Houve superlotação. À falta de poltronas, parte da platéia acomodou-se no chão.

 

Na ausência de Lula, os repórteres instaram o presidente do PT, Ricardo Berzoini, a comentar os efeitos eleitorais do filme.

 

O deputado deu de ombros: "O presidente Lula não é candidato a nada no ano que vem, apesar de ser um cabo eleitoral muito importante”.

 

E ironizou os críticos: “Sugiro à oposição que tentem fazer um filme sobre a vida de Fernando Henrique. Certamente vai ser bastante interessante". 

Escrito por Josias de Souza às 04h09

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PSDB explora apagão na TV: ‘A Dilma se escondeu’

Com dois presidenciáveis para propagandear, o PSDB preferiu guindar a rival Dilma Rousseff como protagonista de sua propaganda de rádio e TV.

 

Na noite desta terça (17), foram ao ar as primeiras inserções da publicidade partidária tucana. Dez inserções de 30 segundos.

 

No total, cinco minutos de exploração política do apagão. Tudo isso entre 19h30 e 22 horas. Horário nobre, de maior audiência.

 

Reprisou-se uma única peça. Abre com a imagem de uma TV ligada. Súbito, a imagem apaga. Seguem-se a exibição de notícias sobre apagão.

 

Em meio a manchetes de jornal e cenas de TV, o locutor carrega nas tintas. Afirma que o apagão afetou 19 Estados [em verdade, foram 18].

 

Fala de caos ao trânsito e adiamentos de cirurgia. Realça que milhões de brasileiros ficaram no escuro e sem água.

 

Lembra que trabalhadores foram privados de transporte público. Diz que a segurança ficou comprometida em “milhares de cidades”.

 

Perto do final da propaganda, irrompe no vídeo uma foto de Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula. Cenho crispado, mão no queixo.

 

E o locutor: “Até agora ninguém sabe o que aconteceu. A ministra Dilma se escondeu...”

 

“...O governo simplesmente quer encerrar o assunto. E você, até quando vai ficar no escuro?”

 

Até a semana passada, a intenção do tucanato era a de dedicar a propaganda partidária a José Serra e Aécio Neves, seus dois presidenciáveis.

 

Os vídeos já estavam prontos. Depois do apagão, produziu-se, a toque de caixa, a peça que terminou indo ao ar.

 

Reza a legislação eleitoral que cada partido dispõe de uma hora por ano para difundir o seu ideário e expor suas realizações e projetos.

 

Na fase atual, portanto, o tucanato ainda dispõe de 30 minutos –20 minutos picados em “janelas” 30 segundos e dez minutos de exibição contínua.

 

As inserções menores, inauguradas pelo PSDB nesta, vão se repetir em outros três dias –nesta quinta (19) e na terça (24) e quinta (26) da semana que vem.

 

O programa maior, de dez minutos, vai ao ar em 3 de dezembro. O PT promete dar o troco. Discute a forma.

 

Se quiser, poderá servir-se também da ferramenta eletrônica. Também terá as suas inserções de 30 segundos. E o programa maior, a ser exibido em 13 de dezembro.

 

A matéria prima é farta: sob FHC, o país arrostou dois apagões –o de 1999 e o de 2001, seguido de um racionamento energético de oito meses.

Escrito por Josias de Souza às 03h34

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Mantega: dólar ideal para o Brasil seria de R$ 2,60

 

- Folha: IPTU de SP vai subir para 1,7 milhão

 

- Estadão: Avança na Câmara projeto que muda regras da aposentadoria

 

- JB: Cotas sob ameaça no Rio

 

- Correio: Governo ainda não entendeu o apagão

 

- Valor: Grande varejo faz aposta nas vendas de fim de ano

 

- Estado de Minas: Moradores ameaçam só pagar IPTU na Justiça

 

- Jornal do Commercio: Presa a quadrilha terror da estrada

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

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Desligados!

Apagão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h24

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MPF pede ‘explicações’ sobre acidente do Rodoanel

Em ofício endereçado à Dersa, o Ministério Público Federal requisitou “explicações” sobre o acidente no viaduto do Rodoanel.

 

A Dersa é a estatal paulista que gerencia as obras do Rodoanel. Terá dez dias para prover as explicações.

 

O ofício é assinado pelo procurador da República, José Roberto Pimenta Oliveira. É datado de segunda (16). Mas só foi divulgado nesta terça (17).

 

O procurador José Roberto conduz o inquérito civil público número 04/2001.

 

Foi aberto para apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas federias na obra do Rodoanel.

 

A resposta da Dersa será incorporada a essa ação. E pode ensejar a adoção de providências adicionais.

 

Na véspera, também o Ministério Público de São Paulo abrira inquérito para apurar as causas do acidente.

 

Ainda assim, o procurador federal achou conveniente agir. O procurador José Roberto explica:

 

"O MPF exige esclarecimentos sobre as causas do acidente e a apuração das responsabilidades pela ocorrência, uma vez que há verbas federais na obra".

 

Há dois meses, escorado em informações que recebera do TCU, o Ministério Público Federal firmara com a Dersa um TAC.

 

TAC é a sigla de Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta. No caso do Rodoanel, o ajuste envolveu aditivos contratuais.

 

Sob José Serra (PSDB), o governo de São Paulo pagaria às empreiteiras responsáveis pelas obras do Rodoanel adicionais de cerca de R$ 500 milhões.

 

Depois da intervenção da Procuradoria, os pagamentos extras foram reduzidos a R$ 264 milhões.

 

O Ministério Público pôs-se em movimento depois de receber um relatório do TCU. No texto, o tribunal apontou indícios de irregularidades na obra.

 

Por exemplo: adiantamento de pagamento por serviços não realizados e “inúmeras alterações significativas do projeto, sem prévia formalização de termo aditivo”.

Escrito por Josias de Souza às 21h00

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No mexe e remexe, Meirelles pode ficar fora da ‘foto’

Elza Fiúza/ABr

 

Ex-deputado tucano, o presidente do BC, Henrique Meirelles ensaiou um retorno à política ao filiar-se, em setembro, ao PMDB.

 

Sempre sonhou com a cadeira de Lula. Realista, viu que não era para o seu bico. Moveu-se em direção à vice de Dilma.

 

O PMDB entendeu que Meirelles, por recém-embarcado, não tem direito à janelinha do ônibus. O posto de vice é do Temer.

 

Ensaiara concorrer ao governo de Goiás. Desistiu. Insinuara que poderia disputar o Senado. Pode desistir de novo.

 

Nesta terça (17), Meirelles insinuou que não está descartada a hipótese de se manter na presidência do BC até o final do governo Lula.

 

Mago na economia, Meirelles é aprendiz de feiticeiro na política. Com o tempo, há de constatar que, no lufalufa partidário, quem se mexe muito acaba não saindo na foto.

Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Ciro Gomes diz que, se Aécio entrar no páreo, ele sai

Ciro Gomes e Aécio Neves desceram ao pano verde, nesta terça (17), como jogadores de truco.

 

O jogo é de dupla. Baseia-se na sorte. E na esperteza do blefe. Para blefar, o silêncio é dispensável.

 

Melhor falar. Gritar às vezes. O ideal, aliás, é que o desafio seja feito aos berros. Assim, Ciro berrou:

 

"Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República...”

 

“...Eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que...”

 

“...A minha candidatura não é necessária mais". E Aécio:

 

"Temos uma visão muito parecida de quais são os grandes desafios do Brasil...”

 

“...Vamos conversar hoje como fazemos permanentemente sobre o Brasil [...]...”

 

“...Na política, se pudéssemos estar juntos, para mim seria extraordinário”.

 

Diz-se que Serra tem o quatro de paus (zápete), a carta de maior valor.

 

Afirma-se que Dilma dispõe do sete de copas, a segunda carta mais relevante.

 

Porém, na sucessão, como no truco, a calma e a dissimulação contam muito.

 

Aécio insinua que, prevalecendo sobre Serra, vai desarrumar a mão de Dilma, arrastando-lhe as cartas.

 

O vaivém de Ciro reforça-lhe a estratégia. Mas, por enquanto, Aécio não está senão blefando.

 

Nem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), parece apostar na dupla Aécio-Ciro.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Caso Battisti: Lula diz que seguirá a decisão do STF

  Ricardo Stuckert/PR
De passagem por Roma, Lula avistou-se com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.

 

Falaram sobre o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua na Itália.

 

À saída do encontro, Lula comentou a decisão que o STF está prestes a tomar:

 

“Não existe a possibilidade de seguir ou ser contra. Se a decisão for determinativa, não se discute: cumpre-se”.

 

O julgamento do processo deve ser concluído nesta quarta (18). O placar parcial registra um empate.

 

Quatro ministros votaram pela extradição de Battisti. Outros quatro votaram pela permanência dele no Brasil.

 

Falta colher o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes. A julgar por tudo o que já disse, espera-se que desempate a favor da extradição.

 

Conhecido o veredicto, o caso vai à mesa de Lula. Nos últimos dias, noticiou-se que o presidente poderia optar por não devolver Battisti à Itália.

 

O ministro Tarso Genro (Justiça) dissera que a palavra final seria de Lula, não do tribunal. Por quê?

 

Reza a Constituição que cabe ao presidente da República deliberar sobre temas que envolvem as relações do Brasil com outros países.

 

A polêmica foi insinuada no próprio plenário do STF. Relator do processo e favorável à extradição, Cezar Peluso dissera que não caberia a Lula senão cumprir a decisão.

 

Ao se manifestar sobre o tema, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dissera que Lula teria, sim, a prerrogativa de deliberar de modo diverso.

 

É possível que, confirmando-se o veredicto a favor do pedido da Itália, os ministros tenham de deliberar também sobre os limites da ação de Lula.

 

Nessa hipótese, seria aberta uma nova votação.

Escrito por Josias de Souza às 05h04

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Dilma fala sobre apagão no Senado escoltada por 19

Antônio Cruz/ABr

 

O governo deu meia-volta e decidiu permitir que Dilma Rousseff compareça ao Congresso para falar sobre o apagão.

 

Encontrou-se, porém, uma maneira de impedir que a oposição jogue todos os holofotes sobre a ministra-candidata.

 

Além de Dilma vão à comissão de Infraestrutura do Senado, em data por definir, o colega Edison Lobão (Minas e Energia) e outras 18 pessoas.

 

Gente do governo e da academia (veja a lista lá no rodapé). Numa audiência assim, tão apinhada, Dilma falará pouco.

 

Na hipótese de as exposições ocorrerem em dias diferentes, Dilma vai ao final da fila. Falaria depois que o assunto estivesse mastigado à saciedade.

 

Coube ao presidente da comissão, Fernando Collor (PTB-AL), apresentar o requerimento, aprovado nesta segunda (16).

 

Foi às calendas um outro requerimento, de autoria do líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM). Previa a audição apenas de Dilma e Lobão.

 

Liberados pelo Planalto, os senadores do consórcio governista endossaram o texto de Collor, que passou em votação simbólica.

 

Concluiu-se que o esconde-esconde de Dilma estimula uma imagem de fragilidade que prejudica a candidatura presidencial da ministra.

 

Também nesta segunda, Lobão mandou pendurar no portal da pasta de Minas e Energia uma nota. Reitera a versão dos raios. E injeta “curtos-circuitos” no enredo.

 

O texto informa: “Curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá (SP), provocaram o desligamento de três linhas de alta tensão...”

 

Linhas “...que transportavam energia da usina de Itaipu e do sistema Sul...”

 

“...No momento da interrupção, a região enfrentava descargas atmosféricas, ventos e chuvas intensas”.

 

Aguarda-se para esta terça (17) a divulgação de um laudo do ONS (Operador Nacional do Sistema). Deve reiterar a versão oficial.

 

Na semana passada, como se recorda, o Inpe, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, fulminara a tese dos raios.

 

O instituto dissera em nota que, além de fracos, os raios caíram longe das linhas de transmissão de Itaberá.

 

Também nesta segunda, o Ministério Público Federal começou a receber documentos que requisitara na semana passada.

 

Um deles, enviado pela usina de Itaipu, adiciona mistério na crônica do apagão que desligou da tomada, por cerca de quatro horas, 18 Estados.

 

Diz o texto da hidrelétrica que, na tarde do dia do apagão, houve paralisação de 25 minutos no fornecimento de energia.

 

Deu-se "às 13h31” da terça-feira da semana passada. “Houve o desligamento automático da linha de 76,5 kV Itaberá-Tijuco Preto 2”.

 

Por quê? O desligamento foi “supostamente causado por descarga atmosférica”. A linha teria sido religada “às 13h56, após análise das proteções atuadas".

 

Na noite do mesmo dia, além dessa linha, iriam à breca outras duas, dando-se o apagão. Autor dos ofícios que requisitaram informações ao governo, o procurador Marcelo Ribeiro comentou:

 

"Em 72 horas já mudaram as versões. Antes era só um problema climático, agora é um problema climático associado a um curto...”

 

“...Eu preciso saber em que natureza foi esse curto, o que gerou esse curto". Os consumidores de energia também querem saber.

 

- PS.: Além de Dilma e Lobão, vão à comissão do Senado: Maurício Pereira Zimmermann, secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia; Ubiratan Aguiar, presidente do TCU; José Antônio Muniz Lopes, presidente da Eletrobrás; Jorge Miguel Samek, diretor-geral de Itaipu; Carlos Nadalutti Filho, diretor-presidente de Furnas; César Ribeiro Zavi, diretor de Operação de Furnas; Hildo Sauer, professor da USP; Mário Veiga, presidente da PRS Planejamento e Consultoria; Djalma Falcão, Adriano Pires e Luiz Pinguelli Rosa, professores da UFRJ; Nelson Hubner, diretor-presidente da Aneel; Hermes Chipp, diretor geral do ONS; Gilberto Câmara, diretor do Inpe; Maurício Tiomno Tolmasquim, presidente da Empresa de Planejamento em Energia; José Goldemberg, ex-ministro da Educação; Evandro Emílio Souza Lima, professor da UnB; e Cyro Vicente Boccuzzi, diretor da Consultoria Andrade & Canellas.

Escrito por Josias de Souza às 04h23

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Lula fala em crescimento chinês no 3º trimestre: 9%

  Ricardo Nogueira/Folha
A economia brasileira já está crescendo “a um ritmo chinês”. Quem informa é Lula.

 

Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre de 2009 deve crescer cerca de 9%.

 

A cifra foi mencionada na coluna “O Presidente Responde”.

 

É veiculada às terças-feiras. Lula responde a três perguntas de leitores.

 

Na coluna desta terça (17), a primeira questão coube ao economista Michel de Lima, de Valinhos (SP).

 

Ele pergunta por que as reservas internacionais não são destinadas a investimentos.

 

Na resposta, Lula anota que as reservas (US$ 233 bilhões) “foram fundamentais para a resistência à crise financeira”.

 

Alfineta FHC: “No governo passado, o Brasil era um país devedor. Quando ocorria uma crise, quebrava e tinha que apelar ao FMI [...]”.

 

Atribui às reservas a “estabilidade econômica” que garante “recursos para amplos investimentos”.

 

Entre eles os “programas sociais, como o Bolsa Família” e as “milhares de obras de infraestrutura do PAC”.

 

Na parte final da resposta, Lula escreve que “vários indicadores” demonstram o “clima altamente favorável” que se observa no Brasil.

 

“Cito o saldo positivo, em pleno ano da crise, de 1 milhão de empregos com carteira assinada”.

 

Serviu-se de um dado divulgado nesta segunda (16) pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho).

 

Lupi informou que foram criados em outubro 230.956 vagas com carteira assinada.

 

São números do Caged, o cadastro que coleciona informações sobre a evolução do emprego.

 

O saldo dos primeiros dez meses de 2009 foi a 1,163 milhão de empregos, contra 2,147 milhões no mesmo período do ano passado. A crise engoliu 984 mil vagas.

 

Na última frase de sua resposta, Lula injeta a analogia chinesa: “O PIB do terceiro trimestre, deve registrar crescimento a um ritmo chinês, de cerca de 9%”.

 

Anualizando-se o dado, conclui-se que o crescimento da economia brasileira já roça os 5%.

 

Nesta segunda, a propósito, o Banco Central divulgou o resultado da pesquisa que realiza semanalmente entre os operadores do mercado.

 

Os economistas ouvidos revisaram para o alto a previsão do PIB de 2010. Há uma semana previa-se alta de 4,83%. Agora, estima-se 5%.

 

A prevalecer essa previsão, o governo chega à eleição de outubro de 2010 com um cenário de sonho.

 

A candidatura oficial de Dilma Rousseff surfará em nda benfazeja. Ouça-se, por oportuno, o ministro Lupi:

 

“Para 2010, teremos o melhor ano do governo Lula na geração de empregos. Serão criados 2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil".

Escrito por Josias de Souza às 03h04

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Primeira queda de energia foi 9 horas antes do apagão

 

- Folha: IPTU de São Paulo vai aumentar até 60% no ano que vem

 

- Estadão: Diretor do Banco Central é substituído por nome do BB

 

- JB: Conferência do clima: Brasil lidera motim contra EUA e China

 

- Correio: Uma quitinete por meio milhão

 

- Valor: Crise e câmbio derrubam venda externa de carne

 

- Estado de Minas: IPTU é aprovado por um triz

 

- Jornal do Commercio: Enem: novos locais de prova

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h37

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Procura-se!

Guto Cassiano

Via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 01h34

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Crea: Falta de viga pode ter causado acidente em SP

Apu Gomes/Folha

 

Representantes do Crea-SP estiveram no local em que três vigas ruíram de um viaduto erigido no Rodoanel.

 

Depois de vistoriar a obra, concluíram que a falta de uma viga pode ter ocasionado o acidente que feriu três pessoas na última sexta (13).

 

O viaduto pedia cinco vigas. Uma delas quebrou durante o transporte. Instalaram-se apenas quatro.

 

Os engenheiros do Crea informaram que a amarração entre as vigas só é feita depois da instalação de todas elas.

 

Ou seja, havendo apenas quatro, não cinco como exigia o projeto, nenhuma deveria ter sido acomodada no viaduto.

 

O governador tucano José Serra atribuíra ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) a atribuição de investigar as causas do acidentes.

 

Nesta segunda (16), o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito. Vai perscrutar as causas do acidentes. Porém...

 

Porém, não ficará só nisso. Pretende verificar também se houve improbidade administrativa de servidores da gestão Serra. Alvíssaras!

Escrito por Josias de Souza às 19h10

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Lula na FAO: mundo trata fome como algo ‘invisível’

Pessoas muito bem nutridas reuniram-se em Roma em torno da cúpula mundial sobre segurança alimentar.

 

Coisa organizada pela FAO, braço da ONU para agricultura e alimentação. Lula discurso nesta segunda (16).

 

Construiu uma analogia fácil. Contrapôs o socorro aos bancos ao abandono dos famintos.

 

Para salvar as casas bancárias, disse Lula, "centenas e centenas de trilhões de dólares". Para matar a fome...

 

"Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome do mundo”, disse Lula. Mas a fome, ele realçou, “é, por assim dizer invisível”.

 

Noutra imagem, Lula comparou o combate à fome com a guerra ao terrorismo. Disse que a fome "é a mais terrível das armas de destruição em massa".

 

Antes de discursar, Lula fora homenageado pela ONG ActionAid Internacional, que festeja os resultados da rede de proteção social montada no Brasil.

 

A fome, de fato, é a maior fatalidade da era pós-industrial. Pode-se objetar que a fome sempre existiu.

 

Sim, de acordo. A fome é mesmo antiga como o tempo. Mas ela não comove mais, eis a novidade. O mundo tem solidariedades mais urgentes.

 

Os bancos gritam nas bolsas de (subversão) valores. A fome é silenciosa. Para gritar, o sujeito precisa de um sanduíche, um prato de feijão.

Escrito por Josias de Souza às 18h35

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Lula para Lobão: ‘No tempo da Dilma não tinha isso’

  Antônio Cruz/ABr
Lula coordenava uma reunião, em seu gabinete, no instante em que 18 Estados foram desligados da tomada na semana passada.

 

Discutia-se no encontro a repartição dos royalties das jazidas do pré-sal.

 

Um ajudante de ordens entrou na sala. Entregou ao presidente uma folha de papel.

 

Lula devorou o texto em silêncio. Depois, socializou o conteúdo aos presentes.

 

O presidente leu em voz alta o documento que informava sobre o breu. E a prosa mudou de rumo.

 

— Que porra é essa, Lobão?

 

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) não soube responder.

 

— Me dê um minutinho, presidente.

 

Lobão retirou-se da sala. Deixou atrás de si vários rostos circunspectos.

 

Entre eles os semblantes de dois governadores: Sérgio Cabral (RJ) e Paulo Hartung (ES).

 

Além da dupla, testemunharam a cena líderes do Congresso.

 

Dilma Rousseff não estava. Mandara Erenice Guerra, a segunda da Casa Civil.

 

Decorridos menos de cinco minutos, Lobão retornou ao gabinete de Lula.

 

Informou que havia ocorrido problemas nas linhas de transmissão.

 

Situou a encrenca em cidades próximas a Itaipu, cujas turbinas se desligaram.

 

Atribuiu a escuridão, já nesse primeiro momento, a intempéries climáticas. E Lula, de bate-pronto:

 

– Não me venha com esse papo de clima. Não acredito nisso.

 

Lobão acrescentou que, antes de melhorar, a coisa iria piorar.

 

O blecaute chegaria ao Rio, disse. Cabral saltou da cadeira.

 

O governador pendurou-se ao telefone celular.

 

O ministro assegurou a Lula que a luz voltaria em, no máximo, quatro horas.

 

Depois de disparar um par de ligações, Cabral relatou a Lula as providências que adotara.

 

Contou que fizera contato com a Secretaria de Segurança Pública do Rio.

 

Determinara que a polícia fosse às ruas, para coibir a ação de criminosos.

 

De resto, conversara com o prefeito da capital carioca, Eduardo Paes.

 

Encarecera que também a guarda municipal fosse ao meio-fio.

 

Voltando-se para o ministro, Lula pespegou:

 

— Ô, Lobão, no tempo da Dilma não tinha isso.

 

Quem testemunhou a cena conta que Lula falou em timbre jocoso.

 

Algo que não impediu, nos dias seguintes, a troca de farpas entre petês e pemedebês.

 

A presidenciável do PT ocupou a pasta do ministro de Sarney entre 2003 e 2005.

 

Atribui-se a Dilma a reorganização do sistema elétrico na fase pós-apagão-FHC.

 

Antes de dar por encerrada a reunião, Lula dirigiu-se, de novo, a Lobão, dessa vez a sério.

 

— Vou pra casa dormir. Se a situação não se normalizar, quero que me telefone. Meu celular vai estar ligado.

 

O ministro tocou para o chefe pouco antes das duas da madrugada de quarta (11).

 

Reiterou a previsão. Ao amanhecer, o fornecimento de luz estaria integralmente normalizado.

 

E quanto às causas? Lobão repisou o lero-lero das chuvas, ventos e raios.

 

A semana terminou com uma ordem de Lula: quer pressa na apuração.

Escrito por Josias de Souza às 06h25

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Lula hesita em assistir à exibição de filme sobre Lula

Subiu no telhado a viagem que Lula faria ao Recife na próxima quinta (19).

 

Iria para assistir ao filme “Lula, filho do Brasil”. Pode não dar as caras.

 

O presidente insinuou a meia-volta em conversa com o governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB).

 

Disse recear que sua presença na sessão de cinema possa ser interpretada como gesto eleitoreiro.

 

A fita vai à tela num teatro do Centro de Convenções de Pernambuco, Estado natal de Lula. Convidaram-se 2,5 mil pessoas.

 

A exibição fora adiada um par de vezes. Só para ajustar a data à agenda do “protagonista”.

 

Escolhera-se a noite desta quinta porque na manhã de sexta (20) Lula tem agenda em Pernambuco. Vai inaugurar uma fábrica da Perdigão.

 

Segundo Eduardo Campos, a presença de Lula na fábrica está confirmada. Mas o reforço à platéia cinematográfica da véspera ainda não.

Escrito por Josias de Souza às 05h27

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Em requerimento, líder do PT chama Dilma à Câmara

Vaccarezza descrê da versão de que raios causaram apagão

 

  Antônio Cruz/ABr
Até a próxima quarta-feira (18), o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) vai protocolar na Câmara um requerimento de teor inusitado.

 

Líder do PT, Vaccarezza quer levar ao plenário da Câmara Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e presidenciável do partido dele.

 

Por quê? “Quero que a ministra Dilma fale sobre a evolução do sistema elétrico brasileiro no período de 1999 a 2009”, explicou Vaccarezza.

 

Com sua iniciativa, o líder petista encampa uma demanda que, até aqui, só constava da pauta das legendas de oposição.

 

Desde a semana passada, PSDB e DEM articulam a convocação de Dilma. Enxergam na inquirição da ministra a possibilidade de fragilizar-lhe a candidatura.

 

O governo recorrera ao esconde-esconde. Admitira que o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) fosse ao Legislativo, Dilma não.

 

O requerimento de Vaccarezza pedirá o comparecimento dos dois, Dilma e Lobão. Na contramaré da tática oficial, o líder do PT acha que o governo só tem a ganhar.

 

“O sistema elétrico brasileiro é robusto”, disse ele ao repórter. “Produz energia em quantidade maior do que a necessidade...”

 

“...Houve investimentos maciços no setor. Ainda que o país cresça a taxas relevantes, em torno de 5%, não há risco de falta de energia...”

 

“...O fenômeno da semana passada, que levou à interrupção do fornecimento, está por ser explicado...”

 

“...Não vejo razões para a ministra Dilma deixar de comparecer à Câmara. Com as explicações dela, ganha o governo e o país”.

 

Vaccarezza informou ao Planalto acerca de seus movimentos. Em viagem ao exterior, Lula e Dilma ainda não se manifestaram sobre a iniciativa.

 

O deputado descrê da versão oficial que atribui a tempestades, ventos fortes e raios o blecaute que afetou 18 Estados na semana passada.

 

“Esse negócio de fenômenos climáticos não me parece razoável. Houve interrupção de três linhas de transmissão...”

 

“...Estamos em novembro. Não entramos ainda nos meses de chuvas fortes. É improvável que três raios tenham caído simultaneamente sobre essas linhas”.

 

A apostar numa hipótese, Vaccarezza prefere a tese de que pode ter havido “sabotagem”.

 

Ele esmiúça o raciocínio: “Não creio em sabotagem política. Mas não descarto que um funcionário descontente possa ter provocado tudo isso”. Levanta, de resto, outra hipótese: "A ação de hackers".

 

Vaccarezza diz que protocolará o requerimento ainda que Dilma discorde dele. No texto, pedirá que a ministra e Lobão sejam ouvidos numa “comissão geral”.

 

É como são chamadas as audiências realizadas no plenário, abertas a todos os parlamentares. Vaccarezza vai procurar Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado.

 

Sugerirá que, em vez de ser ouvida apenas pelos deputados, Dilma fale numa sessão conjunta do Congresso, que incluiria os senadores.

 

Vaccarezza pretende atrair para o seu requerimento lideranças de todos os partidos, inclusive os de oposição.

 

Nesta segunda (16), vai conversar com o líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP).

 

“Meu requerimento será formalizado como iniciativa da liderança do PT. Quem poderia ficar contra? Quem vai dizer que não quer ouvir a ministra?”

 

O documento de Vaccarezza chega num instante em que o tucanato analisa a hipótese de levar o apagão e os ataques a Dilma à sua propaganda televisiva.

 

O líder petista dá de ombros: “Não sei qual será a reação do PT. Eu, pessoalmente, acho um erro politizar esse tipo de assunto...”

 

“...Vieram me perguntar o que achei da queda de três vigas na obra do viaduto do Rodoanel de São Paulo. Eu disse o seguinte:...”

 

“...Não vou adotar um comportamento de ave de rapina. Não acho que o José Serra é responsável pelo acidente. É preciso apurar o que aconteceu...”

 

“...Do mesmo modo com a interrupção do fornecimento de energia. Tem que apurar. Ainda que demora uns três meses. A causa climática não me convence”.

 

Sobre a eventual exploração eletrônica do apagão, Vaccarezza diz: “A oposição está sem rumo...”

 

“...Há seis meses, levaram ao ar um programa que não mostrava nem o José Serra nem o Aécio Neves...”

 

“...Bateram no Lula porque ele tinha declarado que a crise econômica internacional chegara ao Brasil como uma marolinha...”

 

“...Disseram que o país ia parar, que o mundo ia acabar. Um partido do porte do PSDB não pode fazer um jogo desses. É coisa de quem não tem rumo”.

Escrito por Josias de Souza às 04h19

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: EUA e China decidem adiar acordo sobre clima

 

- Folha: Líderes mundiais decidem adiar novo acordo climático

 

- Estadão: Líderes mundiais descartam acordo sobre aquecimento

 

- JB: Polícia terá o adicional 'olímpico' incorporado

 

- Correio: Ensino superior: MEC vai à Justiça contra fraudes

 

- Valor: Projetos no Congresso criam gastos de R$ 112 bi

 

- Estado de Minas: Quando a Justiça pede socorro

 

- Jornal do Commercio: Mengão passeia nos Aflitos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h13

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Enfim, uma idéia!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 04h11

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Presidente do PP-SP, Maluf pende para apoio a Serra

  Joel Silva/Folha
Na partilha do horário eleitoral de 2010, o PP é dono de cerca de dois minutos. O tempo é cobiçado pelo petismo e também pelo tucanato.

 

A depender da vontade do deputado Paulo Maluf, presidente do diretório do PP em São Paulo, o partido fecha com José Serra, não com Dilma Rousseff.

 

Em privado, Maluf diz: “Não tenho nenhum problema com o Serra. Se houver um acordo político que abra espaços para o PP, podemos negociar tranquilamente”.

 

Nesses diálogos reservados, Maluf realça os laços que o unem também ao DEM, parceiro de Serra na política de São Paulo.

 

Considera-se um impulsionador das carreiras políticas de Gilberto Kassab, prefeito da capital, e de Guilherme Afif, secretário de Emprego da gestão Serra.

 

“Não digo que os dois são minhas crias porque eles já atingiram a maioridade. Mas eles começaram na política comigo”.

 

Maluf dá de barato que o candidato do PSDB será Serra, não Aécio Neves. Acha que a sucessão de Lula será decidida no maior colégio eleitoral do país.

 

“São Paulo tem 22,5% dos eleitores do país. São 30 milhões de eleitores. Se o Serra levar 20 milhões de voto, sobram 10 milhões para a Dilma...”

 

“...Sinceramente, será muito difícil tirar essa diferença”. Lembra que, “em 89, o Lula perdeu a eleição para o Fernando Collor graças a São Paulo”.

 

“O Lula ganhou no Rio. Mas perdeu em São Paulo. A diferença foi de 4 milhões de votos. Na soma nacional, Lula perdeu por 1 milhão de votos”.

 

Recorda, de resto, que Lula foi batido em São Paulo nas duas eleições em que FHC prevaleceu sobre ele, em 1994 e 1998.

 

Afirma que, mesmo nas duas eleições em que triunfou, Lula perdeu em São Paulo –em 2002, para Serra; em 2006, para Geraldo Alckmin.

 

“O PT, com Lula, perdeu em São Paulo até para o Alckmin. É humilhante, mas é verdade”, diz Maluf. Acha que Dilma terá maiores dificuldades que o chefe.

 

Assediado pelos dois lados, o PP administra o seu patrimônio eletrônico com a barriga. Empurra a decisão para meados de 2010.

 

Há 20 dias, a bancada de congressistas da legenda jantou com Dilma, em Brasília. O repasto não resultou em apoio à presidenciável oficial.

 

Uma semana depois, o senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, almoçou, em São Paulo, com os grão-tucanos FHC e Sérgio Guerra. E nada.

 

Sócio minoritário do consórcio governista, o PP dá suporte congressual a Lula. Mantém na Esplanada um ministro: Márcio Fortes (Cidades).

 

A despeito disso, frequenta a ante-sala de 2010 dividido em três partes. Um pedaço da legenda quer a aliança com Dilma. Outra parte prefere Serra.

 

Um terceiro grupo advoga a tese de que o partido não deve fechar com nenhum dos dois, privilegiando as alianças estaduais.

 

No caso de São Paulo, a dúvida é: o apoio explícito de Maluf ajuda ou atrapalha?

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Gaspari: ‘A arma cinematográfica de Lula e de Dilma’

Divulgação

 

O repórter Elio Gaspari leva às páginas um artigo sobre o épico cinematográfico que narra a vida de Lula.

 

O texto, recoberto com o brilho habitual, pode ser encontrado nas páginas do Globo e da Folha. Para facilitar a vida dos interessados, vai reproduzido abaixo:

 

 

“O filme ‘Lula, o filho do Brasil’ estreará em 500 cinemas no dia 1º de janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva.

 

São 128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidência da República.

 

É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila para a compra de ingressos. Deliberadamente épico, o filme arranca até a última lágrima da platéia.

 

A epopéia foi lustrada pelos roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles. Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.


‘O Filho do Brasil’ baseia-se no livro do mesmo título, de Denise Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher, Marisa.

 

Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete, Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.


A crítica a ‘Lula, Filho do Brasil’ correrá em duas pistas. Uma, estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e seus efeitos num ano de eleição presidencial.

 

Só Deus sabe o tamanho do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista.

 

Retrata com fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói implausível, sem defeito nem deslize.

 

Pena, porque aos 29 anos, Lula abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava viver.

 

Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto ‘ABC de Luta’: ‘Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim’).

 

Situações desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o personagem e ilude a platéia.


É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles penaram.

 

Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu, recem-nascidos em São Paulo.

 

A doença e morte de Lurdes, primeira mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves, quase secas.

 

A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.

Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente alterado pela arquitetura da construção do herói implausível.

 

No filme um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica. Lula assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso.

 

Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.) O episódio ocorreu em 1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no.

 

É Lula quem narra: ‘O pessoal chutou ele. Acho que ele morreu. Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça’.


‘Lula, o filho do Brasil’ ajudará, e muito, as campanhas de Dilma Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968, quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.


Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.


Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel Gance, o herói implausível de "Lula, o filho do Brasil", encanta, comove, e só. Torce-se por ele, mais nada. Saudades de Erin Brokovich (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que enriquecem quem os vê".

Escrito por Josias de Souza às 06h17

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FHC vai reconhecer filho que teve fora do casamento

  Folha
Fernando Henrique Cardoso decidiu reconhecer formalmente o filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

 

Deve-se a informação à repórter Mônica Bergamo. A notícia encontra-se nas páginas da Folha, edição deste domingo (15).

 

Tomas Dutra Schmidt tem, hoje, 18 anos. Depois de consultar advogados, FHC voou, na semana passada, para Madri.

 

É na capital espanhola que reside Miriam Dutra. Ouvido, FHC negou que tenha viajado para cuidar do papelório do filho.

 

Apresentou como motivo da viagem uma reunião do Clube de Madri. Procurada, Miriam resguardou-se:

 

"Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública".

 

A repórter e o ex-presidente tiveram um caso amoroso na década de 90. Ele era senador. Ela trabalhava na sucursal brasiliense da TV Globo.

 

Do relacionamento resultou um filho. Nasceu em 1991. FHC e Mirian acordaram guardar segredo do episódio, mantendo-o na seara privada.

 

FHC era casado com Ruth Cardoso, com quem tivera outros três filhos: Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.


Em 1992, Miriam deixou o Brasil. Virou “correspondente” da Globo em Lisboa. Antes de assentar-se em Madri, passara por Barcelona e Londres.

 

Em 1993, convertido em ministro da Fazenda de Itamar Franco, FHC viu o sigilo sobre o filho extraconjugal converter-se num segredo de polichinelo.

 

O nome de Thomas já corria de boca em boca nos subterrâneos da política. A despeito disso, Miriam sempre guardou zeloso silêncio.

 

FHC não se furtou a contribuir financeiramente para o sustento de Tomas. No curso dos dois mandatos como presidente, encontrou Tomás uma vez por ano.

 

Fora do Planalto, FHC passou a encontrar-se com o filho mais amiúde. No ano passado, participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.


Hoje, Tomas mora nos EUA. Estuda Relações Internacionais na George Washington University.

 

Informações de alcova sempre se imiscuíram no cotidiano da política.

 

Nos EUA, Clinton viu-se imerso numa crise nascida de um caso com uma ex-estagiária da Casa Branca.

 

Antes, houve Kennedy, que se dividira entre Jacqueline e Marilyn. Houve também Roosevelt, que oscilara entre Eleanor e uma secretária.

 

Na França, só à beira da morte Mitterrand trouxera à luz a amante Anne Pingeot, reconhecendo-lhe a filha.

 

Entre nós, histórias de lençol são injetadas na biografia de homens públicos desde o Império.

 

Dom Pedro 1º impôs à imperatriz Leopoldina a marquesa de Santos, sua amante.

 

Livro de João Pinheiro Neto menciona o amor secreto de Juscelino por Maria Lúcia Pedroso.

 

Os diários de Getúlio Vargas falam de uma "bem-amada." Em 89, Collor trouxe para o centro da arena eleitoral Lurian, filha de uma aventura de Lula.

 

Os petistas reclamaram da "baixaria". E logo se descobriria que Collor recusava-se, ele próprio, a emprestar o nome a um filho gerado fora do casamento.

 

No início de agosto de 1998, o PDT, então incorporado à coligação que dava suporte à candidatura presidencial de Lula recorrera ao mesmo expediente sujo.

 

O partido de Brizola, vice na chapa do PT, lançara em sua página na internet artigo sobre o filho de FHC com a jornalista.

 

Diferentemente do que ocorre nos EUA, no Brasil a conduta sexual não costuma ser levada em conta na hora da escolha de um presidente.

 

Melhor assim, diga-se. O político, como o advogado, o jornalista, o operário ou qualquer outro, não está livre de seus impulsos biológicos.

 

É tolice associar a pulsão sexual ao desempenho funcional. Busca-se um presidente, não um santo.

 

Apesar disso, os políticos brasileiros sempre hesitam em reconhecer a paternidade de filhos gerados fora do casamento.

 

No caso de FHC, a hesitação durou quase duas décadas.

Escrito por Josias de Souza às 05h58

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PSDB deve usar o apagão em sua publicidade na TV

PT cogita revidar com Rodoanel e racionamento de FHC

 

Miran

 

Nesta segunda (16), o PSDB vai tomar uma decisão que pode desencadear uma guerra televisiva com o PT.

 

O tucanato cogita levar o apagão à sua propaganda partidária. O petismo esboça, nos subterrâneos, o revide.

 

Em dezembro, as duas legendas terão dez minutos cada uma no horário nobre da televisão. Sem contar um lote de inserções de 30 segundos.

 

Inicialmente, os tucanos haviam planejado usar a maior parte do tempo que lhe cabe para propagandear seus dois presidenciáveis: José Serra e Aécio Neves.

 

Porém, o apagão da última terça (10), que espalhou o breu por 18 Estados, provocou um rebuliço na legenda.

 

O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, passou a administrar uma pressão para que o apagão vire tema da publicidade partidária.

 

O PSDB dividiu-se em dois. Os dois grupos concordam com a tese de que é preciso energizar a propaganda. Porém...

 

Porém, um pedaço do partido cobra exploração agressiva. E outro naco da legenda advoga a tese de que o tema deve ser abordado com comedimento.

 

Em telefonemas trocados desde sexta-feira (13), integrantes da cúpula do partido buscavam o meio termo entre as duas posições.

 

Pretende-se bater o martelo nesta segunda (16). Prevalecendo a maioria, o tucanato terá de refazer algumas peças que já haviam sido filmadas antes do apagão.

 

Quanto ao PT, havia a decisão de converter a presidenciável Dilma Rousseff em estrela da propaganda partidária.

 

O presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), hesitara. Receava que a superexposição de Dilma pudesse resultar em punição da Justiça Eleitoral.

 

Pela lei, a janela eletrônica de dezembro destina-se à publicidade institucional do partido, não à propaganda eleitoral.

 

A movimentação do PSDB acendeu no PT um debate, por ora incipiente, sobre a conveniência de retemperar o programa.

 

Para se contrapor aos ataques tucanos, o petismo pode realçar em suas peças os infortúnios elétricos da era FHC, tisnada por dois apagões, em 1999 e 2001.

 

Um deles, o de 2001, impôs aos consumidores um racionamento de cerca de oito meses. O PT cuidaria de realçar as diferenças.

 

O apagão de Lula seria vendido como acidente de percurso. Os de FHC seriam caracterizados como “barbeiragem”, falta de planejamento, incúria gerencial.

 

De resto, o petismo ameaça fazer um carnaval com a queda de três vigas num viaduto do Rodoanel, obra prioritária da gestão de José Serra.

 

Para o PT, se insistir na declaração de guerra, o PSDB tem mais a perder. O tucanato parece discordar. Avalia que ninguém perde mais do que Dilma Rousseff.

 

Os tucanos escoram-se no fato de que, antes de virar chefe da Casa Civil, Dilma comandou a pasta de Minas e Energia.

 

Foi sob Dilma que o sistema de geração e distribuição de energia fora reordenado.

 

No dizer de um grão-tucano, “o apagão caiu como um raio sobre a fama de boa gerente de que desfrutava Dilma”.

 

Dentro do próprio governo, avalia-se que foi um erro a tentativa de distanciar do apagão. Num primeiro momento, a ministra sumiu do mapa.

 

Quase 48 horas depois, deu uma entrevista que foi considerada desastrosa. Fustigada pelos repórteres, soou destemperada.

 

Endossou a tese de que chuvas, ventos e raios produziram o blecaute. Deu o caso por “encerrado”.

 

Menos de 24 horas depois, Lula diria que era preciso aguardar pelo término das apurações. Sob pena de incorrer em “achismo”.

 

São esses desencontros que o PSDB deseja realçar. Dependendo do tom, a coisa será recebida pelo PT como uma declaração de guerra.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 05h07

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TCU: Obra do Rodoanel foi mudada para cortar custo

Fernando Donasci/Folha

 

A queda de três vigas de um viaduto do Rodoanel paulista fez reluzir um relatório produzido pelo TCU no ano passado.

 

Depois de esquadrinhar as obras do Rodoanel, o Tribunal de Contas da União concluiu que o projeto original fora alterado.

 

Baratearam-se os custos das empreiteiras que tocam as obras –entre elas a OAS e a Mendes Júnior. Mantiveram-se os valores cobrados do Estado.

 

Entre as mudanças operadas, uma remete diretamente ao acidente desta sexta (13). As empreiteiras optaram por usar vigas pré-moldadas, mais baratas.

 

Cada viga pesa algo como 85 toneladas, distribuídas em 40 metros de comprimento. As três que ruíram na sexta atingiram dois automóveis de passeio e um caminhão.

 

Produziram-se três feridos. Por sorte, ninguém morreu. A Dersa, estatal paulista que gere a obra, apressa-se em negar que tenha havido falha de projeto.

 

Paulo Vieira de Souza, diretor de Engenharia da Dersa, mimetiza Lula ao condenar os juízos precipitados. Só trocou o adjetivo.

 

Na sua última manifestação sobre o apagão que desligou da tomada 18 Estados brasileiros, Lula chamara de “achistas” os "especialistas" que condenam o governo.

 

Disse que é preciso aguardar o término das investigações. Ao discorrer sobre o despencar das vigas, o diretor da Dersa foi na mesma linha:

 

Declarou que “são levianas” as afirmações sobre as causas do acidente no Rodoanel. Pregou a necessidade de aguardar a conclusão da investigação.

 

O diabo é que, antes mesmo da emissão de qualquer laudo técnico, Paulo Vieira exclui do rol de causas eventuais a alteração de projeto detectada pelo TCU.

 

E especula sobre as causas: "Possivelmente houve problema na execução, no tombamento ou no transporte [das vigas]".

 

O secretário de Transportes da gestão tucana de José Serra, Mauro Arce, também soou à Lula:

 

"Tudo o que a gente falar agora é prematuro, antes que a gente tenha uma noção mais exata do que realmente aconteceu e onde está a falha".

 

Incumbiu-se o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da apuração do ocorrido. Estima-se que o resultado da análise sairá em um mês.

Escrito por Josias de Souza às 03h20

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Brasil e França se unem para pressionar EUA e China

  Elza Fiúza/ABr
Nas pegadas do apagão, Lula foi à “Cidade Luz”. Em Paris, reuniu-se com o presidente francês Nocolas Sarkozy.

 

Conversaram sobre a cúpula planetária sobre mudanças climáticas, marcada para dezembro, em Copenhague.

 

Firmaram uma aliança franco-brasileira. Cobram ousadia dos EUA e da China, campeão e vice-campeão no ‘campeonato’ mundial de poluidores.

 

"É preciso que os Estados Unidos, como maior economia do mundo, sejam os mais ousados”, disse Lula, em entrevista. Referiu-se também à China:

 

“Não tem a mesma responsabilidade dos países desenvolvidos, mas cresce de forma extraordinária e tem que ter um pouco mais ousadia em suas propostas".

 

Sarkozy ecoou Lula: "Não aceitaremos um acordo em que outros países dirão que isso [a fixação de uma meta para redução da emissão de CO2] ficará para depois...”

 

“...É uma responsabilidade coletiva. A primeira economia do mundo [EUA] deve estar à altura de suas responsabilidades".

 

Lula levou consigo a presidenciável oficial, Dilma Rousseff. Pintada de verde, ela explicou aos repórteres franceses decisões que o Brasil tomara na véspera.

 

Contou que o país fixara uma meta “voluntária” de redução da emissão de gases-estufa: entre 36,1% e 38.9% até 2020.

 

O Sarkozy da entrevista era feito 100% de elogios: "O Brasil é o primeiro país emergente que assume compromissos dessa natureza".

 

Os dois presidentes divulgaram uma carta-compromisso. Três folhas. No texto, informam que "estão engajados a trabalhar juntos antes da Conferência do Clima".

 

Defendem a "necessidade de adoção de metas, por parte dos países desenvolvidos, de redução das emissões [de gases estufa] no médio prazo”.

 

Lula referiu-se ao documento com uma ponta de exagero: “É uma bíblia climática”. Sarkozy anunciou a intenção de correr o mundo defendendo o catecismo.

 

Por que voltam as baterias contra EUA e China? "No fundo, estamos percebendo a tentativa de criação de um G2”, Lula explicou.

 

Um grupo “com interesses específicos, para resolver os problemas políticos e climáticos dos dois países...”

 

“...Sem se importar com a responsabilidade que temos de ter com o conjunto da humanidade".

 

O “cara” afirmou que vai tocar o telefone para Barack Obama nesta segunda-feira (16). Fará ao presidente dos EUA um convite à ousadia climática.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Dinheiro gasto no D. Marta daria um imóvel por família

 

- Folha: Número de apagões no país cresce 29%

 

- Estadão: Uso de transgênico na safra de milho vai de 19% para 53%

 

- JB: Cabral: sim às drogas, mas só com aval da OMS

 

- Correio: Fraude dos diplomas atinge universidades

 

- Veja: Corpo - O novo manual de uso

 

- Época: "Temos uma certeza: que não vai ter apagão"

 

- IstoÉ: Ignorância, covardia e intolerância

 

- IstoÉ Dinheiro: Coca-Cola verde (e também amarela)

 

- CartaCapital: Vendettas, política e a PF

 

- Exame: O que este bilionário espanhol quer do Brasil

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

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Neoverdes!

Nani

Via Blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h23

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Sucessor perfeito é forjado a frio no porão do Planalto

Juan Herrero/Efe

 

Desde o ano passado, Lula despacha numa dependência do Banco do Brasil. Deixou o Planalto sob a alegação de que o prédio precisava de reformas.

 

A notícia não saiu na imprensa, mas a verdadeira causa da mudança é outra. Lula abandonou o prédio de Niemeyer para desviar a atenção.

 

Atrás dos tapumes da sede da Presidência desenvolve-se um projeto ultra-secreto. No antigo gabinete de Lula, improvisou-se um laboratório.

 

A coisa começara a ser arquitetada em janeiro de 2007. Ainda se ouviam ao fundo os estampidos dos fogos da reeleição de Lula.

 

O presidente mal triunfara nas urnas e já transbordava inquietação. Dali a quatro anos, seria forçado a voltar para São Bernardo.

 

O que fazer para assegurar a continuidade de sua gestão depois de 2010? Em segredo, Lula convocou a Brasília um grupo de químicos renomados.

 

Reuniu-se com eles de madrugada, no Alvorada. Intimou-os a criar um sucessor. Nas suas ruminações, Lula lembrava-se de Duda Mendonça.

 

Vinha-lhe à mente a essência da fórmula de seu criador. Obrigara-o a adoçar o discurso, renegar o passado, aparar a barba e vestir-se com apuro.

 

Lula disse aos químicos: “O nosso presidenciável, para ser ideal, precisa ser doce como o Aécio. Mas não tão melífluo”.

 

“É recomendável que tenha uma pitada do tecnicismo do Serra. Mas sem aquele ar de arrogância”.

 

Depois de alguma hesitação, os químicos aceitaram a encomenda de Lula. Foram à prancheta. Depois, requisitaram um laboratório.

 

Daí a necessidade de esvaziar o Planalto. Para não chamar a atenção, deu-se ao plano secreto do sucessor perfeito uma sigla manjada: PAC.

 

Significa “Projeto-Água-de-Colônia”. Uma alusão à loção pós-barba que os químicos utilizaram como primeiro reagente, na fase inicial das pesquisas.

 

Despejaram a loção num pote mal lavado de doce. Dissolveram na mistura uma poção de estatísticas e uma foto de jornal em que Aécio e Serra apareciam juntos.

 

Nos primeiros testes de laboratório, o sucessor ideal soou estranho. A voz era de mulher. Efeito dos restos de doce no pote.

 

Mas o discurso era duro, áspero, autoritário, masculino demais. A dose de água-de-colônia revelara-se excessiva. De resto, recitava números em profusão.

 

Os químicos haviam previsto o fim das pesquisas para meados de 2010. Mas Lula pediu pressa. Queria testar o protótipo em condições normais de uso.

 

A mistura foi refeita. Os mesmos ingredientes. Porém, em dosagens recalibradas. Com o experimento pelo meio, Lula decidiu exibir a sucessora ideal em público.

 

Sim, a essa altura já se havia concluído que o candidato ideal era uma mulher: Dilma Rousseff. Para efeitos eleitorais, apenas Dilma.

 

Lula levou-a à vitrine. Exibiu-a em pa©mícios. Viajou com ela para o estrangeiro. Tudo isso sem desativar o laboratório do Planalto.

 

No geral, a sucessora ideal revelou-se adequada. A rispidez inicial foi sendo gradativamente suavizada.

 

Aos poucos, a sucessora ideal foi substituindo Lula nas reuniões com os partidos. Já conseguia conversar com o PMDB sem fechar as narinas.

 

Em público, parecia dotada de dinamismo. Discorria sobre tudo. Trazia na ponta da língua soluções para qualquer tipo de problema.

 

Havia, porém, um último problema a resolver. Em eleições simuladas, chamadas de pesquisas de opinião, a sucessora ideal ainda perdia para Serra.

 

Na última terça-feira, os químicos foram a Lula. Pediram que lhes cedesse três fios de barba. Para quê?, o presidente quis saber.

 

Falta um quê de Lula na mistura, eles responderam. O presidente aquiesceu. E os químicos foram, à noite, para o laboratório secreto do Planalto.

 

No instante em que dissolviam os fios de barba, faltou energia elétrica. Em meio ao breu, um dos químicos esbarrou no pote de doce, que foi ao chão.

 

Os geradores do Planalto foram acionados. Os químicos recolheram a mistura com uma colherinha de café.

 

Na quarta-feira, por precaução, a sucessora ideal foi mantida longe dos holofotes. Os repórteres estranharam o sumiço.

 

Na quinta, a sucessora ideal reapareceu. Instada a comentar o apagão, disse coisas desconexas. O discurso, antes impecável, confundiu-se com o do Edison Lobão.

 

Súbito, a sucessora ideal pôs-se a repetir: Tempestade, ventos, raios. Caso encerrado. Racionamento é barbeiragem. Mas os blecautes podem se repetir.

 

Os químicos receiam que a mistura pode ter desandado. Por ora, não se sabe se a sucessora ideal foi mesmo obtida ou se tudo não passou uma ilusão genética.

Escrito por Josias de Souza às 16h43

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Brasil atinge velocidade da luz; no escuro e sem vela

Escrito por Josias de Souza às 12h44

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Contra governo Lula, Serra aciona sua própria Dilma

  Divulgação
Chama-se Dilma Pena a secretária de Saneamento e Energia do governo de São Paulo (foto). Tornou-se uma crítica feroz do governo federal.

 

Em matéria de geração e produção de energia, a Dilma de Serra tem opiniões diversas das expostas pela Dilma de Lula.

 

Para a chefe da Casa Civil, presidenciável do PT, o colapso energético que retirou da tomada 18 Estados brasileiros é um “caso encerrado”.

 

Para a secretária de Serra, o presidenciável do PSDB, não é bem assim. Ela endereçou a Brasília ofício cobrando 14 investimentos “emergenciais”.

 

Coisa destinada a atenuar o risco de São Paulo voltar a ficar às escuras. A lista da secretária inclui a aquisição de um transformador...

 

...A construção de um banco de reatores e 12 obras projetadas para expandir a rede de transmissão de energia que corta São Paulo.

 

Para a Dilma de Lula, o sistema elétrico brasileiro é “robusto”. Para a Dilma de Serra, nem tanto:

 

“A operação e a manutenção desse sistema precisam de mais eficiência, de modo a trazer mais confiabilidade...”