Josias de Souza - Nos bastidores do poder
Josias de Souza - Nos bastidores do poder
 

Temer: Pré-compromisso com Dilma não sofre riscos

Lúcio Távora/Folha

 

Michel Temer disse ao blog que recebe com “naturalidade” a abertura do debate sobre a hipótese de o PMDB lançar um presidenciável próprio.

 

Presidente da Câmara e fiador do acordo pré-nupcial que aproximou o PMDB do altar de Dilma Rousseff, a candidata do PT, Temer afirma:

 

“O pré-compromisso [de apoio a Dilma] está firmado muita solidamente. Não há nenhum titubeio. Pelo que observamos, não sofre riscos”.

 

A despeito do timbre peremptório utilizado por Temer, um pedaço do PMDB decidiu reunir-se sob o pretexto de buscar uma alternativa a Dilma. Deve-se a iniciativa ao governador do Paraná, Roberto Requião. Ele inaugurou um movimento que tem o propósito declarado de empinar uma candidatura do PMDB.

 

Iniciado nos subterrâneos, o debate ganhará publicidade neste sábado (21), num encontro em Curitiba. Prometeram acorrer à capital paranaense os dirigentes de pelo menos dez dos 27 diretórios Estaduais do partido: SP, MG, RJ, RS, PR, SC, MS, ES, SE e PI.

 

Os organizadores estimam que o número pode crescer para 15. Espera-se que compareçam também três dos oito governadores do PMDB. Além de Requião, que faz as vezes de anfitrião, devem participar Luiz Henrique, de Santa Catarina; e André Puccinelli, do Mato Grosso do Sul. A coisa será transmitida ao vivo, na web.

 

Convidado, Temer disse que não prestigiará o encontro. “Não vou poder comparecer. Mas não há nisso nenhuma objeção à reunião”, disse o deputado. “Vejo com naturalidade e acho até úteis essas reuniões do PMDB. Ajudam a mobilizar o partido para a eleição do ano que vem...”

 

“...Como as coisas acabam se definindo apenas na convenção nacional, marcada para junho de 2010, é claro que nós temos muito tempo pela frente”. No dizer de Temer, ocorre em Curitiba “apenas mais uma reunião”. Lembrou que o grupo comprometido com Dilma também realiza os seus encontros:

 

“Designei oito pessoas PMDB. Tem outras sete do PT. Já se encontraram uma vez e voltam a se encontrar no dia 25, para ir ajustando a situação nos Estados”. Curiosamente, a lista de diretórios cujos presidentes aceitaram tomar parte da reunião curitibana inclui Estados nos quais o PMDB parece pender para Dilma.

 

Entre eles Minas e Rio. No primeiro, o PMDB concorrerá ao governo com o ministro Hélio Costa (Comunicações). No outro, tentará reeleger Sérgio Cabral. Em ambos o PT ainda não executou o movimento exigido pelo PMDB: a retirada das candidaturas de Fernando Pimentel, em Minas, e de Lindberg Farias, no Rio.

 

O repórter perguntou a Temer: a presença desses diretórios num encontro que tem a candidatura própria como pano de fundo pode significar uma reação ao PT? E ele: “É até natural que aconteça isso que você está dizendo. Enquanto não há a solução definitiva dos Estados, é claro que cada um vai tomando suas posições”.

 

O presidente da Câmara parece confiar, porém, na parceria com o PT. “No Rio, há uma solução quase sacramentada. O Cabral é muito ligado ao Lula. Quanto a Minas, deve-se lembrar que o Hélio Costa é ministro do Lula. Lá também está havendo um esforço para fazer o acordo com o PT”.

 

Temer repetiu: “Enquanto isso não acontecer, é natural que haja mobilização de alguns setores. Eu vejo isso com muita tranqüilidade”. Mencionou também o caso do Mato Grosso do Sul. Ali, o governador Puccinelli tentará reeleger-se.

 

“O acordo depende apenas de conversas com o Zeca do PT”, disse Temer. “Soube que o Puccinelli talvez não vá a Curitiba. Não sei vai nem o presidente do diretório”. A julgar pelo teor de um texto levado ao portal do PMDB-MS, a dupla irá:

 

“Mato Grosso do Sul tem posição firmada por candidatura própria. Estará representado na reunião pelo governador André Puccinelli e pelo presidente do diretório estadual, Esacheu Nascimento”.

 

Vão a Curitiba também grão-pemedebês que estão fechados com a candidatura presidencial de José Serra (PSDB). São dois os serristas mais notórios: Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP, e Luiz Henrique, o governador catarinense.

 

O PMDB-SC, a propósito, também levou à web um texto: “O objetivo do encontro é formular propostas ao programa do PMDB para as eleições presidenciais de 2010. A discussão da candidatura própria do partido é o principal assunto da reunião”.

 

Mas o que fazem os defensores de Serra num debate sobre “candidatura própria”. Simples: tentam embaralhar o pré-acordo que dá a Dilma o tempo de TV do PMDB. Ouça-se, de novo, Temer: “Não creio que o nosso encaminhamento sofra riscos. O pré-compromisso caminha a passos largos para ser um compromisso definitivo...”

 

“...Não gostaria de quantificar [o grupo pró-Dilma], mas posso afirmar que a maioria na convenção a favor da aliança com o PT é ampla. Se resolvermos as pendências de Minas e Mato Grosso do Sul, se aproximará da totalidade”.

 

O senador Pedro Simon, presidente do PMDB-RS, vai a Curitiba com o ânimo de lançar Requião como presidenciável do partido. Temer disse ter conversado, dias atrás, com o próprio Requião.

 

“Ele me disse: ‘precisamos ter um programa para apresentar. Eu perguntei: Acha que deve ter candidatura própria, você é candidato? E ele: Não, eu vou com a Dilma”.

 

O diabo é que, nos pronunciamentos feitos no diretório paranaense do partido, ouve-se um outro Requião: “Eu não quero estabelecer uma polêmica com o diretório nacional do PMDB...”

 

“...Mas a nossa intenção, junto com outras seções do PMDB do Brasil inteiro, é começarmos a montar um programa de governo. Aí sim nós vamos para a convenção. E quando eles disserem coligação ou não coligação, nós vamos dizer:...

 

“...Em primeiro lugar, para quê? e para quem? Depois que nós estabelecermos um programa de governo, nós vamos discutir se temos um candidato ou se para a execução desse programa de governo, nós podemos ter uma coligação”.

 

Como se vê, o acerto com Dilma percorrerá um terreno acidentado até ser consolidado na convenção de junho de 2010 pela maioria "ampla" anteista por Temer.

Escrito por Josias de Souza às 05h19

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Cabral reage à mudança na regra de partilha do pré-sal

 

- Folha: Lula avaliará modelo misto para a banda larga no país

 

- Estadão: Ministro do STF diz que não se dobrou a pressões

 

- JB: Calor eleva em 10% consumo de energia

 

- Correio: Sem concorrência, gasolina é cara no DF

 

- Jornal do Commercio: Tiros de fuzil em roubo de R$ 2,5 milhões

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

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Sarney, o irmão postiço do filho do Brasil!

Benett

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h46

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Lula faz mistério sobre o ‘destino’ que dará a Battisti

De passagem por Salvador, Lula trocou um dedo de prosa com os repórteres sobre o caso do ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

Tropeçou no tema durante entrevista coletiva que concedeu junto com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

 

Já que o STF (Supremo Tergiversante Federal) transferiu a última palavra para ele, Lula permitiu-se posar de juiz: “O presidente só fala nos autos”.

 

Cultivou o mistério: "Primeiro, eu tenho que receber a comunicação da Suprema Corte brasileira, que ainda está sendo redigida”.

 

Manuseou o trombone recebido do STF sem a preocupação de antecipar o sopro:

 

"Esse não é um assunto que eu possa ficar insinuando o que eu vou fazer. Eu tenho que fazer. Vou fazer. E quando eu fizer toda a imprensa brasileira vai saber".

 

Instou Cesare Battisti, em greve de fome há oito dias, a forrar o estômago:

 

“Já fiz greve de fome. É um ato de desespero ou de ignorância. Eu jamais faria outra vez...”

 

“...Isso não ajuda a ele, nós não estamos mais no momento de ficar recebendo esse tipo de pressão".

 

O conselho não poderia ser mais adequado. O STF deve demorar para deitar sobre o papel a decisão que tomou.

 

Por quê? Favorável à extradição de Battisti e adepto da tese de a palavra final era do STF, o ministro-relator, Cezar Peluso, embatucou-se.

 

Ele diz não ter "condições" de redigir o pedaço do acórdão que transfere a Lula a decisão de entregar ou não Battisti à Itália.

 

Anunciou a intenção de pedir socorro à colega Carmén Lucia, uma das vozes do Supremo que jogaram a batata quente no colo de Lula.

 

Matuta daqui, reflete dali, a coisa periga sair só em 2010. Preso em Brasília, ou Battisti come ou se arrisca a fenecer antes de ganhar o meio-fio.

 

Diz-se nos arredores de Lula que o presidente pende para uma decisão contrária aos interesses da Itália. Estaria na bica de converter Battisti em “coisa nossa”.

Escrito por Josias de Souza às 17h50

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Serra desfila candidatura no PR e flerta com Requião

Fábio Pozzebom/ABr

 

O governador tucano de São Paulo, José Serra, levou sua candidatura presidencial para passear em Curitiba.

 

Foi à capital paranaense escorado num pretexto administrativo: a assinatura de um termo de cooperação técnica com o prefeito Beto Richa, também tucano.

 

Um acordo que prevê a colaboração de São Paulo num projeto de erradicação de favelas curitibanas.

 

Cuidou-se para que Serra participasse também do lançamento de um programa social-eleitoral de Richa: “Mulher Curitibana”.

 

Ajeitou-se também para que a cerimônia fosse prestigiada por um político ligado ao governador paranaense Roberto Requião (PMDB).

 

Chama-se Luiz Cláudio Romanelli. É deputado estadual. Não é um deputado qualquer. Lidera a bancada de Requião na Assembléia Legislativa.

 

Romanelli foi ao encontro de Serra já no aeroporto. Acompanhou-o, no mesmo carro, até o campus universitário onde se realizou a pajelança tucana.

 

Falaram sobre o quê? O líder de Requião esquivou-se de informar. Limitou-se a dizer que a conversa “foi muito agradável”.

 

De resto, Romanelli disse que Serra e Requião devem se encontrar nos próximos dias. A orelha de Dilma Rousseff há de ter ficado quente.

 

É curiosa a movimentação de Requião. Lulista de mostruário, o governador torce o nariz para o pré-acordo que acomodou o PMDB no colo de Dilma.

 

Neste sábado (21), Requião será o anfitrião de um encontro de presidentes estaduais do PMDB. Vão a Curitiba para debater a candidatura própria do partido.

 

Algo que serve aos interesses de Serra, a essa altura mais empenhado em evitar que o PMDB ceda o seu tempo de TV a Dilma do que em obter o apoio do partido.

 

O prefeito Beto Richa vai às urnas de 2010 como candidato do PSDB ao governo do Paraná. Cederá o seu palanque ao presidenciável que o tucanato escolher.

 

Embora não se bique com Requião, Beto tenta atrair o PMDB paranaense para a sua coligação. Vale a pena ouvir o prefeito:

 

“Acredito que a gente pode construir um grande leque de alianças, que pode fortalecer ainda mais um bom projeto a ser apresentado pelo PSDB no ano que vem...”

 

“...E, nesse projeto, se inclui o PDT do senador Osmar [Dias], o PMDB... O único partido com quem o PSDB não estabeleceu diálogo foi com o PT”.

 

Curiosa a declaração. Osmar Dias se diz candidato ao governo. Em Brasília, acena com o apoio a Dilma Rousseff.

 

Requião se diz interessado em empinar uma candidatura presidencial genuinamente pemedebê. O colega Pedro Simon apressou-se em lançar o nome dele.

 

Ou Beto Richa vende mercadoria que não está na prateleira ou Osmar Dias e Roberto Requião não devem ser tomados a sério.

 

De resto, é digno de nota o comportamento de Serra. Declara que ainda não é candidato. Afirma que só vai decidir em março de 2010.

 

Mas, a pretexto de celebrar convênios com prefeitos e governadores, corre o país. Faz campanha nas asas do erário paulista.  

Escrito por Josias de Souza às 06h50

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PT do ‘pós-Lula’ nasce domingo e tem a cara do Lula

  José Cruz/ABr
Será escolhido no domingo (22), em eleição direta, o novo presidente do PT.

 

Há seis candidatos no páreo. Deve prevalecer José Eduardo Dutra, 52 anos.

 

Dutra é um petista de trajetória opaca. Deve-se a Lula sua entrada na disputa.

 

O presidente deseja ver Dutra no comando do PT por duas razões:

 

1. Ligado a Dilma Rousseff, não causará problemas à candidata oficial, em 2010.

 

2. Fabricado no Planalto, mantém no PT da era pós-Lula, em 2011, a cara de Lula.

 

Dutra pertence ao velho Campo Majoritário, grupo do presidente da República.

 

Depois do mensalão, passou a chamar-se Construindo um Novo Brasil.

 

Trocou de nome, não de métodos. Manteve a hegemônica e o pragmatismo.

 

Garantiu a eleição de Lula ao trocar a retórica socialista pelo realismo político.

 

Para viabilizar Dilma conserva a aliança pluripartidária que tem o PMDB como pilar.

 

Numa palavra, José Eduardo Dutra é a mão de Lula nas rédeas do PT.

 

Nascido em Minas, Dutra fez-se geólogo Rio e virou político em Sergipe.

 

Na década de 90, presidiu o Sindicato dos Mineiros de Sergipe e integrou a direção nacional da CUT.

 

Em 1990, disputou o governo do Estado. Perdeu. Quatro anos depois, arrancou das urnas sergipanas uma cadeira no Senado.

 

Em 2002, no ocaso de seu mandato de oito anos, tornou a aventurar-se na disputa pelo governo de Sergipe. Perdeu de novo.

 

Ganhou de Lula, em 2003, um fabuloso prêmio de consolação: a presidência da Petrobras.

 

Em 2007, primeiro ano do segundo mandato, Lula rebaixou-o a presidente da BR Distribuidora, o braço da Petrobras que vende gasolina no varejo.

 

Manteve-se na BR até agosto passado. Deixou o posto para embrenhar-se na disputa pela presidência do PT.

 

Em sua fase petroleira, Dutra manteve com Lula e também com Dilma uma relação de submissão administrativa.

 

Na direção do PT, vai manter o partido subordinado aos interesses de Lula.

 

São interesses óbvios: eleger Dilma e prover sustentação congressual para uma gestão que a própria candidata vende como o “terceiro mandato de Lula.

 

Além de Dutra, os filiados do PT –1,35 milhão, pela conta oficial— terão à disposição outros cinco candidatos.

 

O mais vistoso é o deputado José Eduardo Cardozo (SP). Corre na raia da Mensagem ao Partido.

 

Vem a ser uma dissidência do ex-Campo Majoritário. Tem como ideólogo o ministro Tarso Genro (Justiça).

 

O grupo nasceu nas pegadas do mensalão. Enrolado na bandeira da ética, aglutinou algo como 15% do partido.

 

Na origem, o grupo tinha dois objetivos: arrancar Ricardo Berzoini da presidência do PT e minar a liderança exercida pelo ex-ministro José Dirceu.

 

Não conseguiu nem uma coisa nem outra. Teve de contentar-se em acomodar Cardozo na secretaria-geral do partido.

Os outros candidatos são os deputados Geraldo Magela (DF), do Movimento PT; e Iriny Lopes (ES), da Articulação de Esquerda e da Militância Socialista.

 

Na rabeira da disputa estão Serge Goulart, da Esquerda Marxista; e Markus Sokol, da corrente O Trabalho.

 

O que dá a Dutra o semblante de favorito é a aliança que celebrou com outros dois grupos da engrenagem petista.

 

Ambos são ligados à ex-ministra Marta Suplicy: Novos Rumos e PT de Lutas e de Massas.

 

Estima-se que a aliança do ex-Campo Majoritário com os grupos que seguem a liderança de Marta acomodará no cesto de Dutra algo como 60% dos votos.

 

É o suficiente para que o candidato de Lula triunfe já no primeiro turno.

 

Não há no partido quem considere a sério a hipótese de a disputa escorregar para um segundo round, em dezembro.

 

Prevalecendo a matemática de Lula, Dutra tomará posse em fevereiro de 2011.

 

Um pedaço do partido advoga a tese de que o mandato de Ricardo Berzoini, o presidente atual, deveria ser encurtado.

 

O mais provável, porém, é que Dutra passe a dividir com Berzoini as negociações para a composição da mega-aliança que se pretende formar em torno de Dilma.

 

Assim, tudo leva a crer que, passada a primeira eleição presidencial que não terá o seu nome na cédula, Lula continuará ditando os rumos do PT.

Escrito por Josias de Souza às 05h32

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Lula: ‘Fico pensando como será minha vida no dia 2’

De passagem pelo Rio Grande do Norte, Lula falou à repórter Priscila Scalabrin, da Rádio Clube FM.

 

Soou como um personagem em transição. No passado, só enxergava o futuro. No presente, prepara-se para o dia em que só verá o pretérito passando.

 

Falou sobre o dia em que a presidência será apenas um verbete na enciclopédia: "Tenho preocupação com a primeira semana...”

 

“...Como um artista famoso que, do dia para a noite, sai na rua e ninguém pede autógrafo...”

 

“...Fico pensando como será minha vida no dia 2 [de janeiro de 2011] de manhã. Quando levantar e não tiver um assessor pra brigar, ninguém pra xingar...”

 

“...E dona Marisa mandando eu sair da sala porque ela quer limpar. Tenho preocupação. Quero me preparar”.

 

Deseja ser, por assim dizer, o avesso de FHC. Nada de dar pitaco em administração alheia:

 

“Tenho na consciência que um ex-presidente da República não pode dar palpite sobre quem está governando”.

 

A coisa será mais fácil se conseguir emplacar Dilma Rousseff: “Se eu eleger quem eu penso, quero que ela crie sua cara, seu modelo de governo".

 

Vai se aposentar? "Não existe a possibilidade de um homem se aposentar em política. O ser humano começa a fazer política quando nasce, no primeiro choro”.

 

Pretende voltar? “Ser candidato é outra história. Depois de oito anos na presidência do Brasil, temos que ter consciência de que outras pessoas têm direito. Acho que já cumpri minha missão".

 

Antes de virar imagem de retrovisor, Lula tenta ajeitar o presente. Criticou quem o critica por correr o Brasil com Dilma do lado:

 

"Se eu carregasse um candidato da oposição seria estranho. Mas carregar minha ministra, coordenadora do PAC, que trabalha das 8h à meia-noite, para inaugurar as obras comigo não é errado...”

 

“...A partir do momento em que ela se lançar candidata, ela não vai poder. A oposição devia se preocupar com os governadores que estão viajando o país e visitando outros estados. Eles têm menos direito de viajar que a ministra".

 

Ainda não viu Lula, o Filho do Brasil. "Não quis assistir porque tenho compromisso de assistir a esse filme no dia 28, em São Bernardo dos Campo, com os metalúrgicos”.

 

Enxerga a fita não como sua biografia cinematográfica. Diz que a protagonista é dona Lindu:

 

“Não é um filme do Lula, é sobre minha mãe. Eu apareço porque sou filho dela e presidente da República. Mas a personagem principal é minha mãe. Ela é a "bambambã do filme".

 

Lula foi ao Rio Grande do Norte, com Dilma, para visitar uma obra da Petrobras, a Refinaria Potiguar Clara Camarão. Lá no alto você assiste a um pedaço do discurso.

Escrito por Josias de Souza às 03h33

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No Dia da Bandeira, o Congresso humilha o pavilhão

Montagem sobre fotos de Lula Marques

 

Levando-se em conta que a bandeira é a nação na ponta do mastro, o Brasil deve ser um país muito impopular no Legislativo do Brasil.

 

Neste 19 de novembro, Dia da Bandeira, o Brasil que tremulou defronte do prédio do Congresso é um terreno baldio, sem pretextos para a auto-estima.

Escrito por Josias de Souza às 02h45

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Supremo ou Superior?: STF não consegue explicar decisão sobre caso

Battisti

 

- Folha: Governo estuda liberar aplicações no exterior

 

- Estadão: Governo estuda MP para conter aposentadorias

 

- JB: Brasil, um país mais alto e mais obeso

 

- Correio: Taxa de condomínio no DF é a que mais sobe no país

 

- Valor: Brasil vai taxar royalties para retaliar americanos

 

- Jornal do Commercio: Fim de ano com mais crédito

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

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Pronto $ocorro!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

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Simon quer Requião como o presidenciável do PMDB

  Marcello Casal/ABr
Adepto da tese de que o PMDB deveria comparecer a 2010 com um candidato próprio, o senador Pedro Simon deu um passo adiante.

 

Defende que o partido vá à sucessão de Lula com o governador do Paraná, Roberto Requião, na cabeça da chapa.

 

Presidente do PMDB-RS, Simon representará o diretório gaúcho no encontro deste sábado (21), em Curitiba.

 

Um encontro que tem Requião como anfitrião e a candidatura própria como pano de fundo.

 

Por ora, confirmaram presença os presidentes de diretórios de 10 dos 27 Estados. Simon acha que podem comparecer 15.

 

“Se no sábado sair uma reunião em que os participantes digam que o PMDB tem que ter candidato próprio...”

 

“...E uma outra moção dizendo que o Requião é o nosso nome, a candidatura dele está de pé. Não tem como reverter”.

 

E quanto ao pré-acordo celebrado pela direção nacional do PMDB de apoio à candidatura de Dilma Rousseff? Simon dá de ombros:

 

“Não houve decisão nenhuma aqui em Brasília. O comando partidário anunciou que conversou com o PT sobre a ideia de se chegar a um entendimento...”

 

“...Não houve reunião nem da Executiva do partido para tratar do assunto. Eles apenas fizeram uma janta e disseram que tentariam fazer um entendimento”.

 

Simon lembra o óbvio: a decisão final sairá da convenção do PMDB, a ser realizada em junho de 2010. E volta a mencionar Requião:

 

“Eu, por exemplo, já abro meu voto. Na convenção do ano que vem, voto no Requião. Aí a convenção será uma grande convenção...”

 

“...O Requião não é uma candidatura anti-Lula, é uma candidatura do PMDB”.

 

Resta saber se Requião, hoje candidato ao Senado, vai encontrar apoios mais sólidos do que o de Simon, uma voz mais ouvida fora do que dentro do PMDB.

Escrito por Josias de Souza às 21h16

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PMDB faz encontro para analisar candidatura própria

Guido Daniele

 

A fidelidade do PMDB à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT), será submetida a teste neste final de semana.

 

À margem da direção nacional do partido, acontece no sábado (21), em Curitiba, um “Encontro Nacional de Lideranças do PMDB”.

 

Entre 10h e 13h30, dirigentes estaduais do partido vão debater dois assuntos: candidatura própria a 2010 e programa de governo.  

 

Dos 27 presidentes de diretórios estaduais, dez já confirmaram presença. Entre eles os de São Paulo, Minas e Rio, os três maiores colégios eleitorais do país.

 

De resto, estarão representadas em Curitiba as seccionais do PMDB dos seguintes Estados:

 

Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Sergipe e Piaui.

 

O diretório de Pernambuco, que segue a liderança do senador Jarbas Vasconcelos, decidiu não dar as caras. Mas apóia a iniciativa.

 

Jarbas considera a reunião “válida e legítima”. É a prova, segundo ele, de que parte do PMDB discorda do pré-acordo firmado com a petista Dilma.

 

“Está evidente que a cúpula do partido subestimou a história, a tradição e a forma de funcionar do PMDB”, diz Jarbas.

 

“Mesmo admitindo que a maioria do partido hoje funciona como satélite do PT e do lulismo, a imposição de cima para baixo tem tudo para fracassar no PMDB”.

 

Por que Pernambuco não vai a Curitiba? Jarbas, que realiza viagem oficial aos EUA, explicou assim a decisão:

 

“Nossa posição é por uma aliança com o PSDB. E não faz sentido estar num encontro que vai defender a candidatura própria. A postulação legítima, mas não é a nossa”.

 

Presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, que também está fechado com o PSDB de José Serra, vai a Curitiba.

 

Deve-se a iniciativa do encontro deste sábado ao governador pemedebê do Paraná, Roberto Requião.

 

Lulista de mostruário, ele pôs-se a insinuar discordância em relação ao pré-acordo que acomodou o PMDB no colo de Dilma.

 

Desde o mês passado, Requião frequenta a cena política enrolado na bandeira da candidatura própria do PMDB.

 

Por trás de Requião está o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. Filiou-se ao PMDB em setembro.

 

Corre o país como defensor de uma terceira via do PMDB. De passagem pelo Paraná, em outubro, Mangabeira encantou Requião, às turras com o petismo local.

 

Além dos presidentes de diretórios, foram convidados para o encontro os dirigentes nacionais e os governadores do partido.

 

Presidente da Câmara e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer (SP), não irá. A presidente interina da legenda, Iris Machado (GO), enviará um representante.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Filme sobre Lula vira peça promocional na 'TV PT’

Escrito por Josias de Souza às 06h12

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Lula leva candidatura de Dilma para ‘passear’ no RN

Ricardo Stuckert/PR

 

A ministra Dilma Rousseff realiza nesta quinta (19) sua primeira viagem pós-apagão.

 

Retirada momentaneamente da tomada, a chefe da Casa Civil e a candidatura dela vão passear no Rio Grande do Norte.

 

Conduzidas pelas mãos de Lula, Dilma e as pretensões presidenciais dela serão reenergizadas numa vistoria às obras de uma planta da Petrobras.

 

Chama-se Refinaria Potiguar Clara Camarão. Está assentada no município de Guamaré. É vendida como uma instalação apta a processar o petróleo do pré-sal.

 

Ficará pronta no segundo semestre de 2010. Começará a produzir gasolina só em dezembro do ano que vem.

 

Bem antes disso, no comecinho de abril, Dilma trocará o governo pelo palanque. Por isso, aproveitou-se uma providência comezinha para justificar a visita.

 

Durante a inspeção da comitiva presidencial, a governadora Wilma de Faria (PSB) assinará um convênio com a Petrobras.

 

Prevê a injeção de verbas do Estado em obras que vão dotar os arredores da refinaria da infraestrutura necessária ao escoamento da futura produção.

 

Além de Dilma, Wilma e políticos do consórcio governista, vai à refinaria o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

 

Integram a comitiva presidencial, de resto, outros dois ministros: Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) e Edison Lobão (Minas e Energia).

 

Para desassossego do governo, a aparição dupla de Dilma e Lobão é prato cheio para os repórteres.

 

Mais uma oportunidade para questionar sobre o triplo desligamento das linhas de transmissão de energia elétrica que levaram o breu a 18 Estados na semana passada.

Escrito por Josias de Souza às 05h40

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PSDB prepara anúncio de seu candidato para janeiro

  Divulgação
Nome mais forte do PSDB na sucessão presidencial, José Serra programou para março de 2010 o anúncio de sua candidatura.

 

A depender da cúpula do tucanato, Serra terá de rever a data. A direção do PSDB trabalha com outro calendário.

 

Decidiu levar o nome de seu candidato à vitrine em janeiro. Antes, até o final de dezembro, pretende-se promover a conciliação entre Serra e Aécio Neves.

 

A agenda do tucanato aproxima-se da vontade de Aécio, que cobra uma definição até o final do ano.

 

A intenção de pisar no acelerador foi repassada a Serra pela vice-presidente nacional do PSDB, senadora Marisa Serrano (MS).

 

Compartilham da pressa o presidente executivo e o presidente de honra da legenda –Sérgio Guerra e Fernando Henrique Cardoso, respectivamente.

 

Para desassossego de Serra, descobriu-se nesta quarta (18) que o corre-corre espraiou-se pelos diretórios estaduais do PSDB.

 

Chamados a Brasília, os dirigentes do partido nos Estados mostraram-se inquietos com a demora.

 

Dos 27 diretórios, só dois –São Paulo e Bahia—concordaram com o calendário elástico de Serra. Todos os demais querem apertar o passo.

 

Na prática, disseminou-se no PSDB o mesmo sentimento que toma conta do aliado DEM, também irritado com a desconversa de Serra.

 

A diferença é que a irritação dos ‘demos’ já havia ganhado os jornais. Vocalizaram-na o presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), e o pai dele, o ex-prefeito Cesar Maia.

 

No PSDB, a divergência vinha sendo ruminada em segredo. O silêncio começou a ser quebrado, porém, pelos tucanos que dirigem a legenda nos Estados.

 

Se mal administrado, o barulho tende a converter-se em algaravia, já que Sérgio Guerra decidiu repetir o encontro com os presidentes dos diretórios uma vez por mês.

 

Curiosamente, agora é o DEM que leva a mão aos panos quentes. A nata da tribo reuniu-se em Brasília, também nesta quarta (18).

 

Deu-se na residência oficial do governador ‘demo’ do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Na reunião, privilegiou-se o consenso em detrimento do dissenso.

 

Qual é o consenso? O DEM vai coligar-se com o PSDB, seja qual for a decisão do tucanato quanto ao nome do candidato.

 

E quanto ao dissenso? Antes, os ‘demos’ tratavam a disputa entre Serra e Aécio como assunto da economia doméstica do PSDB.

 

A preferência por Serra era nítida, cristalina. Consequência natural da parceria que levou, em 2008, à reeleição de Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo.

 

Hoje, um pedaço da legenda -Rodrigo e Cesar Maia à frente- já não esconde a predileção por Aécio.

 

Para não jogar gasolina na fogueira, Cesar Maia, que há dois dias pespegou em Serra o adjetivo de “caudilho”, não deu as caras na reunião promovida por Arruda.

 

Rodrigo Maia compareceu. Mas manteve a boca a uma distância regulamentar do trombone. Em privado, diz que já falou o bastante.

 

José Serra desembarcou em Brasília na madrugada desta quinta (19). Vai encontrar na cidade uma atmosfera política adversa.

 

A maioria do PSDB avalia que Serra, mais bem-posto nas pesquisas, deve ser o escolhido. Mas são poucas, pouquíssimas as vozes que admitem esperar até março.

 

São duas as razões principais. A primeira é a desenvoltura da candidata rival, Dilma Rousseff, do PT, na passarela desde o ano passado.

 

A segunda é a compreensão de que Serra não pode prevalecer sobre Aécio passando a impressão de que o derrotou.

 

Formou-se um sólido consenso no PSDB: sem Minas, São Paulo não chega a Brasília. E vice-versa. Daí, também, a conclusão de que convém prestigiar o calendário de Aécio.

Escrito por Josias de Souza às 04h39

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Câmara aprova a Petro-sal e o projeto vai ao Senado

Geraldo Falcão/Petrobras

 

A Câmara aprovou na noite passada o primeiro dos quatro projetos que compõem o embrulho do pré-sal. Cria a Petro-sal. A proposta seguiu para o Senado.

 

Votaram a favor da criação da nova estatal 250 deputados. A turma do contra somou 67 votos (vieram do DEM, do PSDB e do PSOL.

 

Empresa Brasileira de Administração de Petróleo e Gás Natural S.A., eis o nome e o sobrenome da nova janela aberta no Estado brasileiro.

 

Será pendurada no organograma do Ministério de Minas e Energia. Vai gerir todos os contratos de exploração de óleo e gás nas jazidas do pré-sal.

 

Cuidará também da comercialização do petróleo em nome do governo. Houve intenso e acalorado debate em plenário.

 

Exceto pelo PPS, as outras legendas de oposição votaram contra. Alegaram que a nova empresa é desnecessária.

 

"Ela é de uma irrelevância total”, disse o líder do PSDB, José Aníbal (SP). “Será só um cabide de empregos".

 

Para Aníbal, a ANP (Agência Nacional do Petróleo) executaria, sem problemas, as atividades atribuídas à nova empresa.

 

Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM, ecoou Aníbal: "Bastaria criar uma diretoria na ANP". Acha que serão contratadas "pessoas sem preparo nem competência".

 

Disse que a nova empresa vai se converter em instrumento de "partidarização do Estado", a serviço da presidenciável de Lula, Dilma Rousseff.

 

Líder de Lula na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) tachou de “pequeno” o debate sobre cargos. “Quiseram desfigurar o projeto”, disse.

 

Segundo Fontana, a Petro-sal terá uma estrutura “enxuta”. Falou em 200 funcionários. Antes, o governo estimava a contratação de, no máximo, cem servidores.

 

A despeito da chiadeira da oposição, prevaleceu a maioria governista, que, na Câmara, é acachapante.

 

De resto, o consórcio partidário que dá suporte congressual a Lula confiara o projeto a um relator governista: Luiz Fernando Faria (PP-MG).

 

Manteve intocada a espinha dorsal do projeto enviado pelo Planalto. As emendas que sugeriu ou acatou mexem em pontos periféricos.

 

Uma delas impõe aos futuros diretores da Petro-sal uma “quarentena”. Deixando a empresa, só poderão trabalhar em firmas privadas do setor petrolífero quatro meses depois.

 

Outra emenda fixou os mandatos dos conselheiros da nova estatal em quatro anos, renováveis por mais quatro.

 

Uma terceira emenda injetou no projeto a obrigatoriedade de autoria externa nas contas da Petro-sal.

 

Uma quarta obrigou a nova empresa a exibir suas demonstrações financeiras na web. E ficou nisso.

 

Vai a voto agora o segundo projeto do pacote do pré-sal. É o mais polêmico. Institui o modelo de partilha na exploração do óleo encontrado em águas profundíssimas.

 

Tornou-se ainda mais polêmico porque o relator, Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB, resolveu mexer na distribuição dos royalties.

 

Reduziu o percentual destinado aos Estados produtores de petróleo –São Paulo, Rio e Espírito Santo. E elevou o pedaço destinado Estados e municípios não produtores.

 

Embora beneficiados, os não produtores querem mais. Em maioria –23 unidades da federação contra quatro—desejam prevalecer no voto.

 

Nesta quinta (19), Lula voa para o Rio Grande do Norte, Estado do relator Henrique Alves.

 

Convidado a viajar no avião do presidente, o deputado espera trocar com ele um dedo de prosa sobre a encrenca que se avizinha.

 

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), agendou para a próxima semana a votação do projeto da partilha.

Escrito por Josias de Souza às 02h52

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: STF aprova extraditar Battisti, mas deixa decisão para Lula

 

- Folha: Lula tentará manter Battisti no país

 

- Estadão: STF deixa para Lula decisão sobre Battisti

 

- JB: Ocupação de hotéis dobra para Revéillon

 

- Correio: Devassa nas escolas dos falsos diplomas

 

- Valor: Temor de fim do ágio apressa incorporações

 

- Jornal do Commercio: Náutico vai deixar a tradição dos aflitos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Filho do Brasil e pai de Dilma!

Tiago Recchia

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 01h21

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Supremo atribui a Lula palavra final no caso Battisti

  José Cruz/ABr
A novela Cesare Battisti ainda não terminou.

 

A próximo capítulo será escrito por Lula.

 

Depois de deferir o pedido de extradição formulado pelo governo da Itália, o STF tomou uma segunda decisão.

 

Por cinco votos a quatro, o Supremo reconheceu que cabe ao presidente da República dar a palavra final em matéria de extradição.

 

Assim, Lula poderá entregar ou não o ex-guerrilheiro Battisti ao Estado italiano.

 

Há dois dias, de passagem por Roma, Lula dissera que, se a decisão do STF fosse “determinativa”, ele a cumpriria sem discutir.

 

Não foi. À luz do texto constitucional, a maioria dos ministros aderiu à tese segundo a qual cabe ao STF apenas “autorizar” a extradição.

 

Ao presidente compete entregar ou não o extraditado ao país que autor do pedido.

 

Lula está agora com uma batata quente no colo.

 

Mantendo Battisti no Brasil, comprará briga com a Itália.

Escrito por Josias de Souza às 20h33

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STF defere extradição de Cesare Battisti para a Itália

Por maioria de votos –5 a 4—, o STF deferiu o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti, formulado pelo governo da Itália.

 

O julgamento foi retomado, na sessão desta quarta (18). Plcar estava empatado. Quatro votos pela extradição, quatro contra.

 

Autor do voto de desempate, o presidente do STF, Gilmar Mendes, votou a favor da devolução de Battisti ao governo italiano.

 

"Encaminho meu voto pela extradição", disse ele. "Não se pode atribuir aos crimes de sangue cometidos de forma premeditada o mesmo caráter de crime político".

 

Os ministros discutem agora se Lula está ou não obrigado a cumprir a decisão do tribunal. Por que a dúvida?

 

Uma parte dos ministros entende que a Constituição atribui ao presidente a palavra final em matéria de extradição.

 

Segundo essa corrente, caberia ao STF apenas autorizar a extradição. Ao presidente competiria decidir se entrega ou não o extraditado ao país que o exige.

 

A sessão prossegue.

Escrito por Josias de Souza às 19h04

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Na ante-sala de 2010, Aécio libera R$ 8,5 mi ‘sociais’

  Folha
O governo mineiro de Aécio Neves (PSDB) anunciou a liberação de R$ 8,5 milhões. Dinheiro para “investimentos sociais”.

 

O anúncio da novidade coube ao vice-governador Antonio Anastasia. É uma espécie de Dilma de Aécio, um gerente.

 

Como a chefe da Casa Civil, o vice de Minas jamais disputou eleições. E, a exemplo do que faz Lula com Dilma, Aécio tenta carregá-lo nos ombros.

 

O governador joga o seu prestígio numa candidatura do vice à sucessão mineira. É nesse contexto que as arcas foram abertas.

 

Os R$ 8,5 milhões vão às mãos de 115 prefeitos. Destinam-se a financiar a instalação e a reforma de centros de atendimento a crianças e adolescentes.

 

Em solenidade com os prefeitos, Anastasia discursou: “A orientação do governador Aécio Neves é termos os centros em todos os municípios mineiros...”

 

“...O que ocorrerá até o final de 2010. Minas Gerais tem se tornado um Estado 100% asfalto, telefonia, máquinas, habitação...”

 

“...E estamos conseguindo, portanto, que essa infraestrutura social, econômica e física seja colocada à disposição da nossa sociedade”.

 

Nos últimos meses, sempre que Lula e Dilma levam à vitrine ações administrativas do governo federal, o tucanato do Congresso se apressa em gritar: “É eleitoreiro”.

 

Partindo de Aécio, em Minas, -ou de José Serra, em São Paulo-, a coisa é vista pelo grão-tucanato como mera prestação de contas de governadores ciosos de suas obrigações com a clientela.

Escrito por Josias de Souza às 06h05

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Surge nova causa para o apagão: ‘acúmulo de águas’

Há uma semana, os ministros Edison Lobão e Dilma Rousseff disseram que o apagão era “caso encerrado”.

 

Em relatório preliminar sobre as causas do blecaute, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) “reabriu” o caso. O texto menciona duas hipóteses.

 

Uma delas é velha: raios teriam despencado quase que simultaneamente sobre três linhas de transmissão, provocando desligamento quase simultâneo.

 

Outra é nova: O excesso de água das chuvas teria comprometido o funcionamento dos “isoladores” do sistema elétrico, levando ao desligamento das linhas.

 

O teor do relatório foi destrinchado em entrevista concedida na noite passada por Hermes Chipp, diretor-geral do ONS.

 

Ele esclareceu que o relatório, por preliminar, será sucedido por um texto definitivo. Fica pronto até a próxima segunda (23).

 

Esclareceu que coisa parecida –desligamento triplo das linhas de transmissão— sucedera em nove outras noves oportunidades, entre 2000 a 2009.

 

Nenhuma delas resultou em apagão, contudo. Por quê? Os intervalos entre um desligamento e outro foram maiores –entre três e cinco segundos.

 

Na semana passada, 18 Estados foram desligados da tomada porque a pane tripla se deu quase que simultaneamente, em intervalos de milésimos de segundo.

 

Apenas 13,5 milésimos de segundo teriam separado o primeiro curto-circuito do segundo. O terceiro curto teria chegado 3,2 milésimos de segundo depois.

 

Lero vai, lero vem, remanesceu a dúvida: o que provocou os três curtos? Raios? Excesso de água? Aguarde-se pelo próximo capítulo.

 

No Senado, a oposição aproveitou-se de um curto-circuito do consórcio governista e aprovou requerimento que eletrificou a encrenca.

 

Tenta-se acomodar Dilma Rousseff no centro da encrenca, chamando-a a explicar-se, junto com o colega Edison Lobão, ministro de Minas e Energia.

 

Deve-se o novo requerimento ao senador tucano Flexa Ribeiro (PA). Foi aprovado num foro alheio à temática energética: a comissão de Relações Exteriores.

 

É presidida por outro tucano, o senador Eduardo Azeredo (MG). Com essa manobra, o PSDB tenta anular os efeitos de uma armadilha da véspera.

 

Por sugestão do governista Fernando Collor, aprovara-se a ida de Dilma e Lobão à Comissão de Infraestrutura.

 

O problema é que, junto com o par de ministros, foram incluídas no rol de expositores outras 18 pessoas. Autoridades do governo e professores universitários.

 

Decidiu-se depois, que a sessão da Infraestrutura aberta aos membros de outro comissão, a de Assuntos Econômicos.

 

A junção foi feita graças a requerimento de uma dupla de senadores petistas: Delcídio Amaral (MS) e Eduardo Suplicy (MS).

 

O diabo é que, sob protestos da oposição, decidiu-se que as explicações seriam divididas em duas sessões.

 

Primeiro, os senadores ouviriam as 18 autoridades e especialistas do setor elétrico listadas por Collor. Só depois, noutra data, Dilma e Lobão dariam as caras no Senado.

 

Daí a reação do tucanato. No requerimento da comissão de Relações Exteriores tratou-se de lipoaspirar a lista de expositores. Reservou-se o palco apenas para Dilma e Lobão.

 

Os ministros não são obrigados a comparecer. Ambos os requerimentos tem o peso de meros convites. Assim, Dilma pode atender a um e ignorar o outro.

 

Se lhe der na telha, poderia dar uma banana para os dois. Não deve fazê-lo, contudo. O governo concluiu que o esconde-esconde da ministra, se excessivo, arranha a imagem da candidata.

Escrito por Josias de Souza às 05h17

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Para evitar as críticas, Lula falta à pré-estréia de ‘Lula’

  Alan Marques/Folha
Foi à tela na noite passada, em sua primeira exibição pública, o filme “Lula, o Filho do Brasil”.

 

Deu-se na abertura do 42º Festival de Cinema de Brasília, no Teatro Nacional. Dos 1.320 lugares disponíveis, o Planalto reservou 740.

 

Para desassossego dos produtores, Lula não deu as caras. Representou-o a mulher, Marisa. A primeira-dama evitou os repórteres.

 

Preferiu conversar com as atrizes Juliana Baroni, que faz Marisa no filme, e Gloria Pires, que interpreta dona Lindu, a mãe de Lula.

 

O presidente decidiu esquivar-se também da segunda exibição do filme. Será no Recife, nesta quinta (19).

 

Lula preferiu organizar uma sessão privada, no Alvorada. Quer evitar a crítica de que usaria o filme para tonificar a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Em Brasília, livrou-se de boa. A estréia foi tisnada pela desorganização. Houve superlotação. À falta de poltronas, parte da platéia acomodou-se no chão.

 

Na ausência de Lula, os repórteres instaram o presidente do PT, Ricardo Berzoini, a comentar os efeitos eleitorais do filme.

 

O deputado deu de ombros: "O presidente Lula não é candidato a nada no ano que vem, apesar de ser um cabo eleitoral muito importante”.

 

E ironizou os críticos: “Sugiro à oposição que tentem fazer um filme sobre a vida de Fernando Henrique. Certamente vai ser bastante interessante". 

Escrito por Josias de Souza às 04h09

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PSDB explora apagão na TV: ‘A Dilma se escondeu’

Com dois presidenciáveis para propagandear, o PSDB preferiu guindar a rival Dilma Rousseff como protagonista de sua propaganda de rádio e TV.

 

Na noite desta terça (17), foram ao ar as primeiras inserções da publicidade partidária tucana. Dez inserções de 30 segundos.

 

No total, cinco minutos de exploração política do apagão. Tudo isso entre 19h30 e 22 horas. Horário nobre, de maior audiência.

 

Reprisou-se uma única peça. Abre com a imagem de uma TV ligada. Súbito, a imagem apaga. Seguem-se a exibição de notícias sobre apagão.

 

Em meio a manchetes de jornal e cenas de TV, o locutor carrega nas tintas. Afirma que o apagão afetou 19 Estados [em verdade, foram 18].

 

Fala de caos ao trânsito e adiamentos de cirurgia. Realça que milhões de brasileiros ficaram no escuro e sem água.

 

Lembra que trabalhadores foram privados de transporte público. Diz que a segurança ficou comprometida em “milhares de cidades”.

 

Perto do final da propaganda, irrompe no vídeo uma foto de Dilma Rousseff, a presidenciável de Lula. Cenho crispado, mão no queixo.

 

E o locutor: “Até agora ninguém sabe o que aconteceu. A ministra Dilma se escondeu...”

 

“...O governo simplesmente quer encerrar o assunto. E você, até quando vai ficar no escuro?”

 

Até a semana passada, a intenção do tucanato era a de dedicar a propaganda partidária a José Serra e Aécio Neves, seus dois presidenciáveis.

 

Os vídeos já estavam prontos. Depois do apagão, produziu-se, a toque de caixa, a peça que terminou indo ao ar.

 

Reza a legislação eleitoral que cada partido dispõe de uma hora por ano para difundir o seu ideário e expor suas realizações e projetos.

 

Na fase atual, portanto, o tucanato ainda dispõe de 30 minutos –20 minutos picados em “janelas” 30 segundos e dez minutos de exibição contínua.

 

As inserções menores, inauguradas pelo PSDB nesta, vão se repetir em outros três dias –nesta quinta (19) e na terça (24) e quinta (26) da semana que vem.

 

O programa maior, de dez minutos, vai ao ar em 3 de dezembro. O PT promete dar o troco. Discute a forma.

 

Se quiser, poderá servir-se também da ferramenta eletrônica. Também terá as suas inserções de 30 segundos. E o programa maior, a ser exibido em 13 de dezembro.

 

A matéria prima é farta: sob FHC, o país arrostou dois apagões –o de 1999 e o de 2001, seguido de um racionamento energético de oito meses.

Escrito por Josias de Souza às 03h34

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Mantega: dólar ideal para o Brasil seria de R$ 2,60

 

- Folha: IPTU de SP vai subir para 1,7 milhão

 

- Estadão: Avança na Câmara projeto que muda regras da aposentadoria

 

- JB: Cotas sob ameaça no Rio

 

- Correio: Governo ainda não entendeu o apagão

 

- Valor: Grande varejo faz aposta nas vendas de fim de ano

 

- Estado de Minas: Moradores ameaçam só pagar IPTU na Justiça

 

- Jornal do Commercio: Presa a quadrilha terror da estrada

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

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Desligados!

Apagão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h24

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MPF pede ‘explicações’ sobre acidente do Rodoanel

Em ofício endereçado à Dersa, o Ministério Público Federal requisitou “explicações” sobre o acidente no viaduto do Rodoanel.

 

A Dersa é a estatal paulista que gerencia as obras do Rodoanel. Terá dez dias para prover as explicações.

 

O ofício é assinado pelo procurador da República, José Roberto Pimenta Oliveira. É datado de segunda (16). Mas só foi divulgado nesta terça (17).

 

O procurador José Roberto conduz o inquérito civil público número 04/2001.

 

Foi aberto para apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de verbas federias na obra do Rodoanel.

 

A resposta da Dersa será incorporada a essa ação. E pode ensejar a adoção de providências adicionais.

 

Na véspera, também o Ministério Público de São Paulo abrira inquérito para apurar as causas do acidente.

 

Ainda assim, o procurador federal achou conveniente agir. O procurador José Roberto explica:

 

"O MPF exige esclarecimentos sobre as causas do acidente e a apuração das responsabilidades pela ocorrência, uma vez que há verbas federais na obra".

 

Há dois meses, escorado em informações que recebera do TCU, o Ministério Público Federal firmara com a Dersa um TAC.

 

TAC é a sigla de Termo de Compromisso de Ajuste de Conduta. No caso do Rodoanel, o ajuste envolveu aditivos contratuais.

 

Sob José Serra (PSDB), o governo de São Paulo pagaria às empreiteiras responsáveis pelas obras do Rodoanel adicionais de cerca de R$ 500 milhões.

 

Depois da intervenção da Procuradoria, os pagamentos extras foram reduzidos a R$ 264 milhões.

 

O Ministério Público pôs-se em movimento depois de receber um relatório do TCU. No texto, o tribunal apontou indícios de irregularidades na obra.

 

Por exemplo: adiantamento de pagamento por serviços não realizados e “inúmeras alterações significativas do projeto, sem prévia formalização de termo aditivo”.

Escrito por Josias de Souza às 21h00

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No mexe e remexe, Meirelles pode ficar fora da ‘foto’

Elza Fiúza/ABr

 

Ex-deputado tucano, o presidente do BC, Henrique Meirelles ensaiou um retorno à política ao filiar-se, em setembro, ao PMDB.

 

Sempre sonhou com a cadeira de Lula. Realista, viu que não era para o seu bico. Moveu-se em direção à vice de Dilma.

 

O PMDB entendeu que Meirelles, por recém-embarcado, não tem direito à janelinha do ônibus. O posto de vice é do Temer.

 

Ensaiara concorrer ao governo de Goiás. Desistiu. Insinuara que poderia disputar o Senado. Pode desistir de novo.

 

Nesta terça (17), Meirelles insinuou que não está descartada a hipótese de se manter na presidência do BC até o final do governo Lula.

 

Mago na economia, Meirelles é aprendiz de feiticeiro na política. Com o tempo, há de constatar que, no lufalufa partidário, quem se mexe muito acaba não saindo na foto.

Escrito por Josias de Souza às 20h00

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Ciro Gomes diz que, se Aécio entrar no páreo, ele sai

Ciro Gomes e Aécio Neves desceram ao pano verde, nesta terça (17), como jogadores de truco.

 

O jogo é de dupla. Baseia-se na sorte. E na esperteza do blefe. Para blefar, o silêncio é dispensável.

 

Melhor falar. Gritar às vezes. O ideal, aliás, é que o desafio seja feito aos berros. Assim, Ciro berrou:

 

"Se o governador Aécio Neves se viabilizar candidato a presidente da República...”

 

“...Eu penso que a sua presença é tão importante para o Brasil que...”

 

“...A minha candidatura não é necessária mais". E Aécio:

 

"Temos uma visão muito parecida de quais são os grandes desafios do Brasil...”

 

“...Vamos conversar hoje como fazemos permanentemente sobre o Brasil [...]...”

 

“...Na política, se pudéssemos estar juntos, para mim seria extraordinário”.

 

Diz-se que Serra tem o quatro de paus (zápete), a carta de maior valor.

 

Afirma-se que Dilma dispõe do sete de copas, a segunda carta mais relevante.

 

Porém, na sucessão, como no truco, a calma e a dissimulação contam muito.

 

Aécio insinua que, prevalecendo sobre Serra, vai desarrumar a mão de Dilma, arrastando-lhe as cartas.

 

O vaivém de Ciro reforça-lhe a estratégia. Mas, por enquanto, Aécio não está senão blefando.

 

Nem o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), parece apostar na dupla Aécio-Ciro.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Caso Battisti: Lula diz que seguirá a decisão do STF

  Ricardo Stuckert/PR
De passagem por Roma, Lula avistou-se com o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.

 

Falaram sobre o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti, condenado a prisão perpétua na Itália.

 

À saída do encontro, Lula comentou a decisão que o STF está prestes a tomar:

 

“Não existe a possibilidade de seguir ou ser contra. Se a decisão for determinativa, não se discute: cumpre-se”.

 

O julgamento do processo deve ser concluído nesta quarta (18). O placar parcial registra um empate.

 

Quatro ministros votaram pela extradição de Battisti. Outros quatro votaram pela permanência dele no Brasil.

 

Falta colher o voto do presidente do STF, Gilmar Mendes. A julgar por tudo o que já disse, espera-se que desempate a favor da extradição.

 

Conhecido o veredicto, o caso vai à mesa de Lula. Nos últimos dias, noticiou-se que o presidente poderia optar por não devolver Battisti à Itália.

 

O ministro Tarso Genro (Justiça) dissera que a palavra final seria de Lula, não do tribunal. Por quê?

 

Reza a Constituição que cabe ao presidente da República deliberar sobre temas que envolvem as relações do Brasil com outros países.

 

A polêmica foi insinuada no próprio plenário do STF. Relator do processo e favorável à extradição, Cezar Peluso dissera que não caberia a Lula senão cumprir a decisão.

 

Ao se manifestar sobre o tema, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dissera que Lula teria, sim, a prerrogativa de deliberar de modo diverso.

 

É possível que, confirmando-se o veredicto a favor do pedido da Itália, os ministros tenham de deliberar também sobre os limites da ação de Lula.

 

Nessa hipótese, seria aberta uma nova votação.

Escrito por Josias de Souza às 05h04

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Dilma fala sobre apagão no Senado escoltada por 19

Antônio Cruz/ABr

 

O governo deu meia-volta e decidiu permitir que Dilma Rousseff compareça ao Congresso para falar sobre o apagão.

 

Encontrou-se, porém, uma maneira de impedir que a oposição jogue todos os holofotes sobre a ministra-candidata.

 

Além de Dilma vão à comissão de Infraestrutura do Senado, em data por definir, o colega Edison Lobão (Minas e Energia) e outras 18 pessoas.

 

Gente do governo e da academia (veja a lista lá no rodapé). Numa audiência assim, tão apinhada, Dilma falará pouco.

 

Na hipótese de as exposições ocorrerem em dias diferentes, Dilma vai ao final da fila. Falaria depois que o assunto estivesse mastigado à saciedade.

 

Coube ao presidente da comissão, Fernando Collor (PTB-AL), apresentar o requerimento, aprovado nesta segunda (16).

 

Foi às calendas um outro requerimento, de autoria do líder tucano Arthur Virgílio (PSDB-AM). Previa a audição apenas de Dilma e Lobão.

 

Liberados pelo Planalto, os senadores do consórcio governista endossaram o texto de Collor, que passou em votação simbólica.

 

Concluiu-se que o esconde-esconde de Dilma estimula uma imagem de fragilidade que prejudica a candidatura presidencial da ministra.

 

Também nesta segunda, Lobão mandou pendurar no portal da pasta de Minas e Energia uma nota. Reitera a versão dos raios. E injeta “curtos-circuitos” no enredo.

 

O texto informa: “Curtos-circuitos próximos à subestação de Itaberá (SP), provocaram o desligamento de três linhas de alta tensão...”

 

Linhas “...que transportavam energia da usina de Itaipu e do sistema Sul...”

 

“...No momento da interrupção, a região enfrentava descargas atmosféricas, ventos e chuvas intensas”.

 

Aguarda-se para esta terça (17) a divulgação de um laudo do ONS (Operador Nacional do Sistema). Deve reiterar a versão oficial.

 

Na semana passada, como se recorda, o Inpe, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, fulminara a tese dos raios.

 

O instituto dissera em nota que, além de fracos, os raios caíram longe das linhas de transmissão de Itaberá.

 

Também nesta segunda, o Ministério Público Federal começou a receber documentos que requisitara na semana passada.

 

Um deles, enviado pela usina de Itaipu, adiciona mistério na crônica do apagão que desligou da tomada, por cerca de quatro horas, 18 Estados.

 

Diz o texto da hidrelétrica que, na tarde do dia do apagão, houve paralisação de 25 minutos no fornecimento de energia.

 

Deu-se "às 13h31” da terça-feira da semana passada. “Houve o desligamento automático da linha de 76,5 kV Itaberá-Tijuco Preto 2”.

 

Por quê? O desligamento foi “supostamente causado por descarga atmosférica”. A linha teria sido religada “às 13h56, após análise das proteções atuadas".

 

Na noite do mesmo dia, além dessa linha, iriam à breca outras duas, dando-se o apagão. Autor dos ofícios que requisitaram informações ao governo, o procurador Marcelo Ribeiro comentou:

 

"Em 72 horas já mudaram as versões. Antes era só um problema climático, agora é um problema climático associado a um curto...”

 

“...Eu preciso saber em que natureza foi esse curto, o que gerou esse curto". Os consumidores de energia também querem saber.

 

- PS.: Além de Dilma e Lobão, vão à comissão do Senado: Maurício Pereira Zimmermann, secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia; Ubiratan Aguiar, presidente do TCU; José Antônio Muniz Lopes, presidente da Eletrobrás; Jorge Miguel Samek, diretor-geral de Itaipu; Carlos Nadalutti Filho, diretor-presidente de Furnas; César Ribeiro Zavi, diretor de Operação de Furnas; Hildo Sauer, professor da USP; Mário Veiga, presidente da PRS Planejamento e Consultoria; Djalma Falcão, Adriano Pires e Luiz Pinguelli Rosa, professores da UFRJ; Nelson Hubner, diretor-presidente da Aneel; Hermes Chipp, diretor geral do ONS; Gilberto Câmara, diretor do Inpe; Maurício Tiomno Tolmasquim, presidente da Empresa de Planejamento em Energia; José Goldemberg, ex-ministro da Educação; Evandro Emílio Souza Lima, professor da UnB; e Cyro Vicente Boccuzzi, diretor da Consultoria Andrade & Canellas.

Escrito por Josias de Souza às 04h23

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Lula fala em crescimento chinês no 3º trimestre: 9%

  Ricardo Nogueira/Folha
A economia brasileira já está crescendo “a um ritmo chinês”. Quem informa é Lula.

 

Segundo ele, o PIB do terceiro trimestre de 2009 deve crescer cerca de 9%.

 

A cifra foi mencionada na coluna “O Presidente Responde”.

 

É veiculada às terças-feiras. Lula responde a três perguntas de leitores.

 

Na coluna desta terça (17), a primeira questão coube ao economista Michel de Lima, de Valinhos (SP).

 

Ele pergunta por que as reservas internacionais não são destinadas a investimentos.

 

Na resposta, Lula anota que as reservas (US$ 233 bilhões) “foram fundamentais para a resistência à crise financeira”.

 

Alfineta FHC: “No governo passado, o Brasil era um país devedor. Quando ocorria uma crise, quebrava e tinha que apelar ao FMI [...]”.

 

Atribui às reservas a “estabilidade econômica” que garante “recursos para amplos investimentos”.

 

Entre eles os “programas sociais, como o Bolsa Família” e as “milhares de obras de infraestrutura do PAC”.

 

Na parte final da resposta, Lula escreve que “vários indicadores” demonstram o “clima altamente favorável” que se observa no Brasil.

 

“Cito o saldo positivo, em pleno ano da crise, de 1 milhão de empregos com carteira assinada”.

 

Serviu-se de um dado divulgado nesta segunda (16) pelo ministro Carlos Lupi (Trabalho).

 

Lupi informou que foram criados em outubro 230.956 vagas com carteira assinada.

 

São números do Caged, o cadastro que coleciona informações sobre a evolução do emprego.

 

O saldo dos primeiros dez meses de 2009 foi a 1,163 milhão de empregos, contra 2,147 milhões no mesmo período do ano passado. A crise engoliu 984 mil vagas.

 

Na última frase de sua resposta, Lula injeta a analogia chinesa: “O PIB do terceiro trimestre, deve registrar crescimento a um ritmo chinês, de cerca de 9%”.

 

Anualizando-se o dado, conclui-se que o crescimento da economia brasileira já roça os 5%.

 

Nesta segunda, a propósito, o Banco Central divulgou o resultado da pesquisa que realiza semanalmente entre os operadores do mercado.

 

Os economistas ouvidos revisaram para o alto a previsão do PIB de 2010. Há uma semana previa-se alta de 4,83%. Agora, estima-se 5%.

 

A prevalecer essa previsão, o governo chega à eleição de outubro de 2010 com um cenário de sonho.

 

A candidatura oficial de Dilma Rousseff surfará em nda benfazeja. Ouça-se, por oportuno, o ministro Lupi:

 

“Para 2010, teremos o melhor ano do governo Lula na geração de empregos. Serão criados 2 milhões de novos postos de trabalho no Brasil".

Escrito por Josias de Souza às 03h04

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Primeira queda de energia foi 9 horas antes do apagão

 

- Folha: IPTU de São Paulo vai aumentar até 60% no ano que vem

 

- Estadão: Diretor do Banco Central é substituído por nome do BB

 

- JB: Conferência do clima: Brasil lidera motim contra EUA e China

 

- Correio: Uma quitinete por meio milhão

 

- Valor: Crise e câmbio derrubam venda externa de carne

 

- Estado de Minas: IPTU é aprovado por um triz

 

- Jornal do Commercio: Enem: novos locais de prova

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h37

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Procura-se!

Guto Cassiano

Via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 01h34

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Crea: Falta de viga pode ter causado acidente em SP

Apu Gomes/Folha

 

Representantes do Crea-SP estiveram no local em que três vigas ruíram de um viaduto erigido no Rodoanel.

 

Depois de vistoriar a obra, concluíram que a falta de uma viga pode ter ocasionado o acidente que feriu três pessoas na última sexta (13).

 

O viaduto pedia cinco vigas. Uma delas quebrou durante o transporte. Instalaram-se apenas quatro.

 

Os engenheiros do Crea informaram que a amarração entre as vigas só é feita depois da instalação de todas elas.

 

Ou seja, havendo apenas quatro, não cinco como exigia o projeto, nenhuma deveria ter sido acomodada no viaduto.

 

O governador tucano José Serra atribuíra ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) a atribuição de investigar as causas do acidentes.

 

Nesta segunda (16), o Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito. Vai perscrutar as causas do acidentes. Porém...

 

Porém, não ficará só nisso. Pretende verificar também se houve improbidade administrativa de servidores da gestão Serra. Alvíssaras!

Escrito por Josias de Souza às 19h10

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Lula na FAO: mundo trata fome como algo ‘invisível’

Pessoas muito bem nutridas reuniram-se em Roma em torno da cúpula mundial sobre segurança alimentar.

 

Coisa organizada pela FAO, braço da ONU para agricultura e alimentação. Lula discurso nesta segunda (16).

 

Construiu uma analogia fácil. Contrapôs o socorro aos bancos ao abandono dos famintos.

 

Para salvar as casas bancárias, disse Lula, "centenas e centenas de trilhões de dólares". Para matar a fome...

 

"Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome do mundo”, disse Lula. Mas a fome, ele realçou, “é, por assim dizer invisível”.

 

Noutra imagem, Lula comparou o combate à fome com a guerra ao terrorismo. Disse que a fome "é a mais terrível das armas de destruição em massa".

 

Antes de discursar, Lula fora homenageado pela ONG ActionAid Internacional, que festeja os resultados da rede de proteção social montada no Brasil.

 

A fome, de fato, é a maior fatalidade da era pós-industrial. Pode-se objetar que a fome sempre existiu.

 

Sim, de acordo. A fome é mesmo antiga como o tempo. Mas ela não comove mais, eis a novidade. O mundo tem solidariedades mais urgentes.

 

Os bancos gritam nas bolsas de (subversão) valores. A fome é silenciosa. Para gritar, o sujeito precisa de um sanduíche, um prato de feijão.

Escrito por Josias de Souza às 18h35

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Lula para Lobão: ‘No tempo da Dilma não tinha isso’

  Antônio Cruz/ABr
Lula coordenava uma reunião, em seu gabinete, no instante em que 18 Estados foram desligados da tomada na semana passada.

 

Discutia-se no encontro a repartição dos royalties das jazidas do pré-sal.

 

Um ajudante de ordens entrou na sala. Entregou ao presidente uma folha de papel.

 

Lula devorou o texto em silêncio. Depois, socializou o conteúdo aos presentes.

 

O presidente leu em voz alta o documento que informava sobre o breu. E a prosa mudou de rumo.

 

— Que porra é essa, Lobão?

 

O ministro Edison Lobão (Minas e Energia) não soube responder.

 

— Me dê um minutinho, presidente.

 

Lobão retirou-se da sala. Deixou atrás de si vários rostos circunspectos.

 

Entre eles os semblantes de dois governadores: Sérgio Cabral (RJ) e Paulo Hartung (ES).

 

Além da dupla, testemunharam a cena líderes do Congresso.

 

Dilma Rousseff não estava. Mandara Erenice Guerra, a segunda da Casa Civil.

 

Decorridos menos de cinco minutos, Lobão retornou ao gabinete de Lula.

 

Informou que havia ocorrido problemas nas linhas de transmissão.

 

Situou a encrenca em cidades próximas a Itaipu, cujas turbinas se desligaram.

 

Atribuiu a escuridão, já nesse primeiro momento, a intempéries climáticas. E Lula, de bate-pronto:

 

– Não me venha com esse papo de clima. Não acredito nisso.

 

Lobão acrescentou que, antes de melhorar, a coisa iria piorar.

 

O blecaute chegaria ao Rio, disse. Cabral saltou da cadeira.

 

O governador pendurou-se ao telefone celular.

 

O ministro assegurou a Lula que a luz voltaria em, no máximo, quatro horas.

 

Depois de disparar um par de ligações, Cabral relatou a Lula as providências que adotara.

 

Contou que fizera contato com a Secretaria de Segurança Pública do Rio.

 

Determinara que a polícia fosse às ruas, para coibir a ação de criminosos.

 

De resto, conversara com o prefeito da capital carioca, Eduardo Paes.

 

Encarecera que também a guarda municipal fosse ao meio-fio.

 

Voltando-se para o ministro, Lula pespegou:

 

— Ô, Lobão, no tempo da Dilma não tinha isso.

 

Quem testemunhou a cena conta que Lula falou em timbre jocoso.

 

Algo que não impediu, nos dias seguintes, a troca de farpas entre petês e pemedebês.

 

A presidenciável do PT ocupou a pasta do ministro de Sarney entre 2003 e 2005.

 

Atribui-se a Dilma a reorganização do sistema elétrico na fase pós-apagão-FHC.

 

Antes de dar por encerrada a reunião, Lula dirigiu-se, de novo, a Lobão, dessa vez a sério.

 

— Vou pra casa dormir. Se a situação não se normalizar, quero que me telefone. Meu celular vai estar ligado.

 

O ministro tocou para o chefe pouco antes das duas da madrugada de quarta (11).

 

Reiterou a previsão. Ao amanhecer, o fornecimento de luz estaria integralmente normalizado.

 

E quanto às causas? Lobão repisou o lero-lero das chuvas, ventos e raios.

 

A semana terminou com uma ordem de Lula: quer pressa na apuração.

Escrito por Josias de Souza às 06h25

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Lula hesita em assistir à exibição de filme sobre Lula

Subiu no telhado a viagem que Lula faria ao Recife na próxima quinta (19).

 

Iria para assistir ao filme “Lula, filho do Brasil”. Pode não dar as caras.

 

O presidente insinuou a meia-volta em conversa com o governador pernambucano, Eduardo Campos (PSB).

 

Disse recear que sua presença na sessão de cinema possa ser interpretada como gesto eleitoreiro.

 

A fita vai à tela num teatro do Centro de Convenções de Pernambuco, Estado natal de Lula. Convidaram-se 2,5 mil pessoas.

 

A exibição fora adiada um par de vezes. Só para ajustar a data à agenda do “protagonista”.

 

Escolhera-se a noite desta quinta porque na manhã de sexta (20) Lula tem agenda em Pernambuco. Vai inaugurar uma fábrica da Perdigão.

 

Segundo Eduardo Campos, a presença de Lula na fábrica está confirmada. Mas o reforço à platéia cinematográfica da véspera ainda não.

Escrito por Josias de Souza às 05h27

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Em requerimento, líder do PT chama Dilma à Câmara

Vaccarezza descrê da versão de que raios causaram apagão

 

  Antônio Cruz/ABr
Até a próxima quarta-feira (18), o deputado Candido Vaccarezza (PT-SP) vai protocolar na Câmara um requerimento de teor inusitado.

 

Líder do PT, Vaccarezza quer levar ao plenário da Câmara Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e presidenciável do partido dele.

 

Por quê? “Quero que a ministra Dilma fale sobre a evolução do sistema elétrico brasileiro no período de 1999 a 2009”, explicou Vaccarezza.

 

Com sua iniciativa, o líder petista encampa uma demanda que, até aqui, só constava da pauta das legendas de oposição.

 

Desde a semana passada, PSDB e DEM articulam a convocação de Dilma. Enxergam na inquirição da ministra a possibilidade de fragilizar-lhe a candidatura.

 

O governo recorrera ao esconde-esconde. Admitira que o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) fosse ao Legislativo, Dilma não.

 

O requerimento de Vaccarezza pedirá o comparecimento dos dois, Dilma e Lobão. Na contramaré da tática oficial, o líder do PT acha que o governo só tem a ganhar.

 

“O sistema elétrico brasileiro é robusto”, disse ele ao repórter. “Produz energia em quantidade maior do que a necessidade...”

 

“...Houve investimentos maciços no setor. Ainda que o país cresça a taxas relevantes, em torno de 5%, não há risco de falta de energia...”

 

“...O fenômeno da semana passada, que levou à interrupção do fornecimento, está por ser explicado...”

 

“...Não vejo razões para a ministra Dilma deixar de comparecer à Câmara. Com as explicações dela, ganha o governo e o país”.

 

Vaccarezza informou ao Planalto acerca de seus movimentos. Em viagem ao exterior, Lula e Dilma ainda não se manifestaram sobre a iniciativa.

 

O deputado descrê da versão oficial que atribui a tempestades, ventos fortes e raios o blecaute que afetou 18 Estados na semana passada.

 

“Esse negócio de fenômenos climáticos não me parece razoável. Houve interrupção de três linhas de transmissão...”

 

“...Estamos em novembro. Não entramos ainda nos meses de chuvas fortes. É improvável que três raios tenham caído simultaneamente sobre essas linhas”.

 

A apostar numa hipótese, Vaccarezza prefere a tese de que pode ter havido “sabotagem”.

 

Ele esmiúça o raciocínio: “Não creio em sabotagem política. Mas não descarto que um funcionário descontente possa ter provocado tudo isso”. Levanta, de resto, outra hipótese: "A ação de hackers".

 

Vaccarezza diz que protocolará o requerimento ainda que Dilma discorde dele. No texto, pedirá que a ministra e Lobão sejam ouvidos numa “comissão geral”.

 

É como são chamadas as audiências realizadas no plenário, abertas a todos os parlamentares. Vaccarezza vai procurar Aloizio Mercadante, líder do PT no Senado.

 

Sugerirá que, em vez de ser ouvida apenas pelos deputados, Dilma fale numa sessão conjunta do Congresso, que incluiria os senadores.

 

Vaccarezza pretende atrair para o seu requerimento lideranças de todos os partidos, inclusive os de oposição.

 

Nesta segunda (16), vai conversar com o líder do PSDB, deputado José Aníbal (SP).

 

“Meu requerimento será formalizado como iniciativa da liderança do PT. Quem poderia ficar contra? Quem vai dizer que não quer ouvir a ministra?”

 

O documento de Vaccarezza chega num instante em que o tucanato analisa a hipótese de levar o apagão e os ataques a Dilma à sua propaganda televisiva.

 

O líder petista dá de ombros: “Não sei qual será a reação do PT. Eu, pessoalmente, acho um erro politizar esse tipo de assunto...”

 

“...Vieram me perguntar o que achei da queda de três vigas na obra do viaduto do Rodoanel de São Paulo. Eu disse o seguinte:...”

 

“...Não vou adotar um comportamento de ave de rapina. Não acho que o José Serra é responsável pelo acidente. É preciso apurar o que aconteceu...”

 

“...Do mesmo modo com a interrupção do fornecimento de energia. Tem que apurar. Ainda que demora uns três meses. A causa climática não me convence”.

 

Sobre a eventual exploração eletrônica do apagão, Vaccarezza diz: “A oposição está sem rumo...”

 

“...Há seis meses, levaram ao ar um programa que não mostrava nem o José Serra nem o Aécio Neves...”

 

“...Bateram no Lula porque ele tinha declarado que a crise econômica internacional chegara ao Brasil como uma marolinha...”

 

“...Disseram que o país ia parar, que o mundo ia acabar. Um partido do porte do PSDB não pode fazer um jogo desses. É coisa de quem não tem rumo”.

Escrito por Josias de Souza às 04h19

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: EUA e China decidem adiar acordo sobre clima

 

- Folha: Líderes mundiais decidem adiar novo acordo climático

 

- Estadão: Líderes mundiais descartam acordo sobre aquecimento

 

- JB: Polícia terá o adicional 'olímpico' incorporado

 

- Correio: Ensino superior: MEC vai à Justiça contra fraudes

 

- Valor: Projetos no Congresso criam gastos de R$ 112 bi

 

- Estado de Minas: Quando a Justiça pede socorro

 

- Jornal do Commercio: Mengão passeia nos Aflitos

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h13

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Enfim, uma idéia!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 04h11

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Presidente do PP-SP, Maluf pende para apoio a Serra

  Joel Silva/Folha
Na partilha do horário eleitoral de 2010, o PP é dono de cerca de dois minutos. O tempo é cobiçado pelo petismo e também pelo tucanato.

 

A depender da vontade do deputado Paulo Maluf, presidente do diretório do PP em São Paulo, o partido fecha com José Serra, não com Dilma Rousseff.

 

Em privado, Maluf diz: “Não tenho nenhum problema com o Serra. Se houver um acordo político que abra espaços para o PP, podemos negociar tranquilamente”.

 

Nesses diálogos reservados, Maluf realça os laços que o unem também ao DEM, parceiro de Serra na política de São Paulo.

 

Considera-se um impulsionador das carreiras políticas de Gilberto Kassab, prefeito da capital, e de Guilherme Afif, secretário de Emprego da gestão Serra.

 

“Não digo que os dois são minhas crias porque eles já atingiram a maioridade. Mas eles começaram na política comigo”.

 

Maluf dá de barato que o candidato do PSDB será Serra, não Aécio Neves. Acha que a sucessão de Lula será decidida no maior colégio eleitoral do país.

 

“São Paulo tem 22,5% dos eleitores do país. São 30 milhões de eleitores. Se o Serra levar 20 milhões de voto, sobram 10 milhões para a Dilma...”

 

“...Sinceramente, será muito difícil tirar essa diferença”. Lembra que, “em 89, o Lula perdeu a eleição para o Fernando Collor graças a São Paulo”.

 

“O Lula ganhou no Rio. Mas perdeu em São Paulo. A diferença foi de 4 milhões de votos. Na soma nacional, Lula perdeu por 1 milhão de votos”.

 

Recorda, de resto, que Lula foi batido em São Paulo nas duas eleições em que FHC prevaleceu sobre ele, em 1994 e 1998.

 

Afirma que, mesmo nas duas eleições em que triunfou, Lula perdeu em São Paulo –em 2002, para Serra; em 2006, para Geraldo Alckmin.

 

“O PT, com Lula, perdeu em São Paulo até para o Alckmin. É humilhante, mas é verdade”, diz Maluf. Acha que Dilma terá maiores dificuldades que o chefe.

 

Assediado pelos dois lados, o PP administra o seu patrimônio eletrônico com a barriga. Empurra a decisão para meados de 2010.

 

Há 20 dias, a bancada de congressistas da legenda jantou com Dilma, em Brasília. O repasto não resultou em apoio à presidenciável oficial.

 

Uma semana depois, o senador Francisco Dornelles (RJ), presidente do PP, almoçou, em São Paulo, com os grão-tucanos FHC e Sérgio Guerra. E nada.

 

Sócio minoritário do consórcio governista, o PP dá suporte congressual a Lula. Mantém na Esplanada um ministro: Márcio Fortes (Cidades).

 

A despeito disso, frequenta a ante-sala de 2010 dividido em três partes. Um pedaço da legenda quer a aliança com Dilma. Outra parte prefere Serra.

 

Um terceiro grupo advoga a tese de que o partido não deve fechar com nenhum dos dois, privilegiando as alianças estaduais.

 

No caso de São Paulo, a dúvida é: o apoio explícito de Maluf ajuda ou atrapalha?

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Gaspari: ‘A arma cinematográfica de Lula e de Dilma’

Divulgação

 

O repórter Elio Gaspari leva às páginas um artigo sobre o épico cinematográfico que narra a vida de Lula.

 

O texto, recoberto com o brilho habitual, pode ser encontrado nas páginas do Globo e da Folha. Para facilitar a vida dos interessados, vai reproduzido abaixo:

 

 

“O filme ‘Lula, o filho do Brasil’ estreará em 500 cinemas no dia 1º de janeiro. As platéias chorarão de emoção e a oposição, de raiva.

 

São 128 minutos de viagem pela história de um garoto que sai do sertão pernambucano, come o pão que o Diabo amassou, e chega à presidência da República.

 

É possível que algumas pessoas comecem a chorar já na fila para a compra de ingressos. Deliberadamente épico, o filme arranca até a última lágrima da platéia.

 

A epopéia foi lustrada pelos roteiristas e pelo diretor Fábio Barreto, mas não foi invenção deles. Ela está na essencia da história do filho de Dona Lindu.


‘O Filho do Brasil’ baseia-se no livro do mesmo título, de Denise Paraná, lançado em 2002. Ele reúne uma longo depoimento de Lula à autora, mais entrevistas com seus três irmãos, três irmãs e a mulher, Marisa.

 

Quem o leu viu uma parte da alma de Nosso Guia, acompanhou as vicissitudes de sua família e admirou a altivez das irmãs Marinete, Maria e Tiana, duas empregadas domésticas e uma operária.


A crítica a ‘Lula, Filho do Brasil’ correrá em duas pistas. Uma, estética, discutirá o filme. Outra, política, cuidará da narrativa e seus efeitos num ano de eleição presidencial.

 

Só Deus sabe o tamanho do benefício que o sucesso do filme levará aos companheiros. Olhado sob esse prisma, é um exemplar de realismo petista.

 

Retrata com fidelidade quase todos os fatos que conta, mas constrói um herói implausível, sem defeito nem deslize.

 

Pena, porque aos 29 anos, Lula abandonou uma companheira grávida de seis meses com quem planejava viver.

 

Foi o caso de Miriam Cordeiro, mãe de Lurian. (Essa história está bem contada, por ele, no depoimento que deu ao projeto ‘ABC de Luta’: ‘Eu até compreendo o ódio que [ela] tem de mim’).

 

Situações desse tipo refletem a complexidade, as tensões e os sofrimentos da vida dos mortais. Tirá-las da narrativa, como fizeram, empobrece o personagem e ilude a platéia.


É comum ver adversários de Lula torcendo o nariz sempre que ele relembra as dificuldades por que sua família passou. As desgraças mostradas no filme são uma pequena e contida amostra do que eles penaram.

 

Fábio Barreto não filmou a cena em que o menino Lula pede um chiclete mastigado a um amigo. Ficou de fora também a morte, sem qualquer assistência médica, de um casal de gemeos de Dona Lindu, recem-nascidos em São Paulo.

 

A doença e morte de Lurdes, primeira mulher de Lula, grávida de oito meses, vai mostrada em cenas breves, quase secas.

 

A tragédia que se vê na tela choca e emociona, mas não exagera. Aquilo foi o que aconteceu no Hospital Modelo em 1971.

Um episódio pouco conhecido da vida de Lula foi sovieticamente alterado pela arquitetura da construção do herói implausível.

 

No filme um operário é assassinado durante uma greve e seus colegas atiram o empresário (ou gerente) do alto de um passadiço da fábrica. Lula assistiu a cena de longe e, indignado, reclamou com seu irmão. Falso.

 

Nosso Guia contou o caso a Denise Paraná e ele está na página 80 de seu livro. (Paraná é co-roteirista do filme.) O episódio ocorreu em 1962, o dono de uma pequena confecção baleou um grevista e seus colegas atiraram-no do alto de um sobrado e lincharam-no.

 

É Lula quem narra: ‘O pessoal chutou ele. Acho que ele morreu. Eu achava que o pessoal estava fazendo justiça’.


‘Lula, o filho do Brasil’ ajudará, e muito, as campanhas de Dilma Rousseff e do PT. Se Luís Inácio da Silva visse esse filme em 1968, quando era um peão que só pensava em futebol, votaria no PT, em Dilma e nos candidatos indicados por aquele filho porreta de Dona Lindu.


Nenhum dos ingredientes que o levariam a tomar essa decisão seria inteiramente falso. Noves fora a trapaça do linchamento e alguns retoques, o que aparece na tela aconteceu na vida real.


Como Tarzan, Rocky Balboa ou até mesmo o esplendido Napoleão de Abel Gance, o herói implausível de "Lula, o filho do Brasil", encanta, comove, e só. Torce-se por ele, mais nada. Saudades de Erin Brokovich (Julia Roberts) e de George Patton (George C. Scott), filmes que enriquecem quem os vê".

Escrito por Josias de Souza às 06h17

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FHC vai reconhecer filho que teve fora do casamento

  Folha
Fernando Henrique Cardoso decidiu reconhecer formalmente o filho que teve com a jornalista Mirian Dutra, da TV Globo.

 

Deve-se a informação à repórter Mônica Bergamo. A notícia encontra-se nas páginas da Folha, edição deste domingo (15).

 

Tomas Dutra Schmidt tem, hoje, 18 anos. Depois de consultar advogados, FHC voou, na semana passada, para Madri.

 

É na capital espanhola que reside Miriam Dutra. Ouvido, FHC negou que tenha viajado para cuidar do papelório do filho.

 

Apresentou como motivo da viagem uma reunião do Clube de Madri. Procurada, Miriam resguardou-se:

 

"Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública".

 

A repórter e o ex-presidente tiveram um caso amoroso na década de 90. Ele era senador. Ela trabalhava na sucursal brasiliense da TV Globo.

 

Do relacionamento resultou um filho. Nasceu em 1991. FHC e Mirian acordaram guardar segredo do episódio, mantendo-o na seara privada.

 

FHC era casado com Ruth Cardoso, com quem tivera outros três filhos: Luciana, Paulo Henrique e Beatriz.


Em 1992, Miriam deixou o Brasil. Virou “correspondente” da Globo em Lisboa. Antes de assentar-se em Madri, passara por Barcelona e Londres.

 

Em 1993, convertido em ministro da Fazenda de Itamar Franco, FHC viu o sigilo sobre o filho extraconjugal converter-se num segredo de polichinelo.

 

O nome de Thomas já corria de boca em boca nos subterrâneos da política. A despeito disso, Miriam sempre guardou zeloso silêncio.

 

FHC não se furtou a contribuir financeiramente para o sustento de Tomas. No curso dos dois mandatos como presidente, encontrou Tomás uma vez por ano.

 

Fora do Planalto, FHC passou a encontrar-se com o filho mais amiúde. No ano passado, participou da formatura de Tomas no Imperial College, em Londres.


Hoje, Tomas mora nos EUA. Estuda Relações Internacionais na George Washington University.

 

Informações de alcova sempre se imiscuíram no cotidiano da política.

 

Nos EUA, Clinton viu-se imerso numa crise nascida de um caso com uma ex-estagiária da Casa Branca.

 

Antes, houve Kennedy, que se dividira entre Jacqueline e Marilyn. Houve também Roosevelt, que oscilara entre Eleanor e uma secretária.

 

Na França, só à beira da morte Mitterrand trouxera à luz a amante Anne Pingeot, reconhecendo-lhe a filha.

 

Entre nós, histórias de lençol são injetadas na biografia de homens públicos desde o Império.

 

Dom Pedro 1º impôs à imperatriz Leopoldina a marquesa de Santos, sua amante.

 

Livro de João Pinheiro Neto menciona o amor secreto de Juscelino por Maria Lúcia Pedroso.

 

Os diários de Getúlio Vargas falam de uma "bem-amada." Em 89, Collor trouxe para o centro da arena eleitoral Lurian, filha de uma aventura de Lula.

 

Os petistas reclamaram da "baixaria". E logo se descobriria que Collor recusava-se, ele próprio, a emprestar o nome a um filho gerado fora do casamento.

 

No início de agosto de 1998, o PDT, então incorporado à coligação que dava suporte à candidatura presidencial de Lula recorrera ao mesmo expediente sujo.

 

O partido de Brizola, vice na chapa do PT, lançara em sua página na internet artigo sobre o filho de FHC com a jornalista.

 

Diferentemente do que ocorre nos EUA, no Brasil a conduta sexual não costuma ser levada em conta na hora da escolha de um presidente.

 

Melhor assim, diga-se. O político, como o advogado, o jornalista, o operário ou qualquer outro, não está livre de seus impulsos biológicos.

 

É tolice associar a pulsão sexual ao desempenho funcional. Busca-se um presidente, não um santo.

 

Apesar disso, os políticos brasileiros sempre hesitam em reconhecer a paternidade de filhos gerados fora do casamento.

 

No caso de FHC, a hesitação durou quase duas décadas.

Escrito por Josias de Souza às 05h58

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PSDB deve usar o apagão em sua publicidade na TV

PT cogita revidar com Rodoanel e racionamento de FHC

 

Miran

 

Nesta segunda (16), o PSDB vai tomar uma decisão que pode desencadear uma guerra televisiva com o PT.

 

O tucanato cogita levar o apagão à sua propaganda partidária. O petismo esboça, nos subterrâneos, o revide.

 

Em dezembro, as duas legendas terão dez minutos cada uma no horário nobre da televisão. Sem contar um lote de inserções de 30 segundos.

 

Inicialmente, os tucanos haviam planejado usar a maior parte do tempo que lhe cabe para propagandear seus dois presidenciáveis: José Serra e Aécio Neves.

 

Porém, o apagão da última terça (10), que espalhou o breu por 18 Estados, provocou um rebuliço na legenda.

 

O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, passou a administrar uma pressão para que o apagão vire tema da publicidade partidária.

 

O PSDB dividiu-se em dois. Os dois grupos concordam com a tese de que é preciso energizar a propaganda. Porém...

 

Porém, um pedaço do partido cobra exploração agressiva. E outro naco da legenda advoga a tese de que o tema deve ser abordado com comedimento.

 

Em telefonemas trocados desde sexta-feira (13), integrantes da cúpula do partido buscavam o meio termo entre as duas posições.

 

Pretende-se bater o martelo nesta segunda (16). Prevalecendo a maioria, o tucanato terá de refazer algumas peças que já haviam sido filmadas antes do apagão.

 

Quanto ao PT, havia a decisão de converter a presidenciável Dilma Rousseff em estrela da propaganda partidária.

 

O presidente do partido, Ricardo Berzoini (SP), hesitara. Receava que a superexposição de Dilma pudesse resultar em punição da Justiça Eleitoral.

 

Pela lei, a janela eletrônica de dezembro destina-se à publicidade institucional do partido, não à propaganda eleitoral.

 

A movimentação do PSDB acendeu no PT um debate, por ora incipiente, sobre a conveniência de retemperar o programa.

 

Para se contrapor aos ataques tucanos, o petismo pode realçar em suas peças os infortúnios elétricos da era FHC, tisnada por dois apagões, em 1999 e 2001.

 

Um deles, o de 2001, impôs aos consumidores um racionamento de cerca de oito meses. O PT cuidaria de realçar as diferenças.

 

O apagão de Lula seria vendido como acidente de percurso. Os de FHC seriam caracterizados como “barbeiragem”, falta de planejamento, incúria gerencial.

 

De resto, o petismo ameaça fazer um carnaval com a queda de três vigas num viaduto do Rodoanel, obra prioritária da gestão de José Serra.

 

Para o PT, se insistir na declaração de guerra, o PSDB tem mais a perder. O tucanato parece discordar. Avalia que ninguém perde mais do que Dilma Rousseff.

 

Os tucanos escoram-se no fato de que, antes de virar chefe da Casa Civil, Dilma comandou a pasta de Minas e Energia.

 

Foi sob Dilma que o sistema de geração e distribuição de energia fora reordenado.

 

No dizer de um grão-tucano, “o apagão caiu como um raio sobre a fama de boa gerente de que desfrutava Dilma”.

 

Dentro do próprio governo, avalia-se que foi um erro a tentativa de distanciar do apagão. Num primeiro momento, a ministra sumiu do mapa.

 

Quase 48 horas depois, deu uma entrevista que foi considerada desastrosa. Fustigada pelos repórteres, soou destemperada.

 

Endossou a tese de que chuvas, ventos e raios produziram o blecaute. Deu o caso por “encerrado”.

 

Menos de 24 horas depois, Lula diria que era preciso aguardar pelo término das apurações. Sob pena de incorrer em “achismo”.

 

São esses desencontros que o PSDB deseja realçar. Dependendo do tom, a coisa será recebida pelo PT como uma declaração de guerra.

 

- Em tempo: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 05h07

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TCU: Obra do Rodoanel foi mudada para cortar custo

Fernando Donasci/Folha

 

A queda de três vigas de um viaduto do Rodoanel paulista fez reluzir um relatório produzido pelo TCU no ano passado.

 

Depois de esquadrinhar as obras do Rodoanel, o Tribunal de Contas da União concluiu que o projeto original fora alterado.

 

Baratearam-se os custos das empreiteiras que tocam as obras –entre elas a OAS e a Mendes Júnior. Mantiveram-se os valores cobrados do Estado.

 

Entre as mudanças operadas, uma remete diretamente ao acidente desta sexta (13). As empreiteiras optaram por usar vigas pré-moldadas, mais baratas.

 

Cada viga pesa algo como 85 toneladas, distribuídas em 40 metros de comprimento. As três que ruíram na sexta atingiram dois automóveis de passeio e um caminhão.

 

Produziram-se três feridos. Por sorte, ninguém morreu. A Dersa, estatal paulista que gere a obra, apressa-se em negar que tenha havido falha de projeto.

 

Paulo Vieira de Souza, diretor de Engenharia da Dersa, mimetiza Lula ao condenar os juízos precipitados. Só trocou o adjetivo.

 

Na sua última manifestação sobre o apagão que desligou da tomada 18 Estados brasileiros, Lula chamara de “achistas” os "especialistas" que condenam o governo.

 

Disse que é preciso aguardar o término das investigações. Ao discorrer sobre o despencar das vigas, o diretor da Dersa foi na mesma linha:

 

Declarou que “são levianas” as afirmações sobre as causas do acidente no Rodoanel. Pregou a necessidade de aguardar a conclusão da investigação.

 

O diabo é que, antes mesmo da emissão de qualquer laudo técnico, Paulo Vieira exclui do rol de causas eventuais a alteração de projeto detectada pelo TCU.

 

E especula sobre as causas: "Possivelmente houve problema na execução, no tombamento ou no transporte [das vigas]".

 

O secretário de Transportes da gestão tucana de José Serra, Mauro Arce, também soou à Lula:

 

"Tudo o que a gente falar agora é prematuro, antes que a gente tenha uma noção mais exata do que realmente aconteceu e onde está a falha".

 

Incumbiu-se o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) da apuração do ocorrido. Estima-se que o resultado da análise sairá em um mês.

Escrito por Josias de Souza às 03h20

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Brasil e França se unem para pressionar EUA e China

  Elza Fiúza/ABr
Nas pegadas do apagão, Lula foi à “Cidade Luz”. Em Paris, reuniu-se com o presidente francês Nocolas Sarkozy.

 

Conversaram sobre a cúpula planetária sobre mudanças climáticas, marcada para dezembro, em Copenhague.

 

Firmaram uma aliança franco-brasileira. Cobram ousadia dos EUA e da China, campeão e vice-campeão no ‘campeonato’ mundial de poluidores.

 

"É preciso que os Estados Unidos, como maior economia do mundo, sejam os mais ousados”, disse Lula, em entrevista. Referiu-se também à China:

 

“Não tem a mesma responsabilidade dos países desenvolvidos, mas cresce de forma extraordinária e tem que ter um pouco mais ousadia em suas propostas".

 

Sarkozy ecoou Lula: "Não aceitaremos um acordo em que outros países dirão que isso [a fixação de uma meta para redução da emissão de CO2] ficará para depois...”

 

“...É uma responsabilidade coletiva. A primeira economia do mundo [EUA] deve estar à altura de suas responsabilidades".

 

Lula levou consigo a presidenciável oficial, Dilma Rousseff. Pintada de verde, ela explicou aos repórteres franceses decisões que o Brasil tomara na véspera.

 

Contou que o país fixara uma meta “voluntária” de redução da emissão de gases-estufa: entre 36,1% e 38.9% até 2020.

 

O Sarkozy da entrevista era feito 100% de elogios: "O Brasil é o primeiro país emergente que assume compromissos dessa natureza".

 

Os dois presidentes divulgaram uma carta-compromisso. Três folhas. No texto, informam que "estão engajados a trabalhar juntos antes da Conferência do Clima".

 

Defendem a "necessidade de adoção de metas, por parte dos países desenvolvidos, de redução das emissões [de gases estufa] no médio prazo”.

 

Lula referiu-se ao documento com uma ponta de exagero: “É uma bíblia climática”. Sarkozy anunciou a intenção de correr o mundo defendendo o catecismo.

 

Por que voltam as baterias contra EUA e China? "No fundo, estamos percebendo a tentativa de criação de um G2”, Lula explicou.

 

Um grupo “com interesses específicos, para resolver os problemas políticos e climáticos dos dois países...”

 

“...Sem se importar com a responsabilidade que temos de ter com o conjunto da humanidade".

 

O “cara” afirmou que vai tocar o telefone para Barack Obama nesta segunda-feira (16). Fará ao presidente dos EUA um convite à ousadia climática.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Dinheiro gasto no D. Marta daria um imóvel por família

 

- Folha: Número de apagões no país cresce 29%

 

- Estadão: Uso de transgênico na safra de milho vai de 19% para 53%

 

- JB: Cabral: sim às drogas, mas só com aval da OMS

 

- Correio: Fraude dos diplomas atinge universidades

 

- Veja: Corpo - O novo manual de uso

 

- Época: "Temos uma certeza: que não vai ter apagão"

 

- IstoÉ: Ignorância, covardia e intolerância

 

- IstoÉ Dinheiro: Coca-Cola verde (e também amarela)

 

- CartaCapital: Vendettas, política e a PF

 

- Exame: O que este bilionário espanhol quer do Brasil

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

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Neoverdes!

Nani

Via Blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h23

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Sucessor perfeito é forjado a frio no porão do Planalto

Juan Herrero/Efe

 

Desde o ano passado, Lula despacha numa dependência do Banco do Brasil. Deixou o Planalto sob a alegação de que o prédio precisava de reformas.

 

A notícia não saiu na imprensa, mas a verdadeira causa da mudança é outra. Lula abandonou o prédio de Niemeyer para desviar a atenção.

 

Atrás dos tapumes da sede da Presidência desenvolve-se um projeto ultra-secreto. No antigo gabinete de Lula, improvisou-se um laboratório.

 

A coisa começara a ser arquitetada em janeiro de 2007. Ainda se ouviam ao fundo os estampidos dos fogos da reeleição de Lula.

 

O presidente mal triunfara nas urnas e já transbordava inquietação. Dali a quatro anos, seria forçado a voltar para São Bernardo.

 

O que fazer para assegurar a continuidade de sua gestão depois de 2010? Em segredo, Lula convocou a Brasília um grupo de químicos renomados.

 

Reuniu-se com eles de madrugada, no Alvorada. Intimou-os a criar um sucessor. Nas suas ruminações, Lula lembrava-se de Duda Mendonça.

 

Vinha-lhe à mente a essência da fórmula de seu criador. Obrigara-o a adoçar o discurso, renegar o passado, aparar a barba e vestir-se com apuro.

 

Lula disse aos químicos: “O nosso presidenciável, para ser ideal, precisa ser doce como o Aécio. Mas não tão melífluo”.

 

“É recomendável que tenha uma pitada do tecnicismo do Serra. Mas sem aquele ar de arrogância”.

 

Depois de alguma hesitação, os químicos aceitaram a encomenda de Lula. Foram à prancheta. Depois, requisitaram um laboratório.

 

Daí a necessidade de esvaziar o Planalto. Para não chamar a atenção, deu-se ao plano secreto do sucessor perfeito uma sigla manjada: PAC.

 

Significa “Projeto-Água-de-Colônia”. Uma alusão à loção pós-barba que os químicos utilizaram como primeiro reagente, na fase inicial das pesquisas.

 

Despejaram a loção num pote mal lavado de doce. Dissolveram na mistura uma poção de estatísticas e uma foto de jornal em que Aécio e Serra apareciam juntos.

 

Nos primeiros testes de laboratório, o sucessor ideal soou estranho. A voz era de mulher. Efeito dos restos de doce no pote.

 

Mas o discurso era duro, áspero, autoritário, masculino demais. A dose de água-de-colônia revelara-se excessiva. De resto, recitava números em profusão.

 

Os químicos haviam previsto o fim das pesquisas para meados de 2010. Mas Lula pediu pressa. Queria testar o protótipo em condições normais de uso.

 

A mistura foi refeita. Os mesmos ingredientes. Porém, em dosagens recalibradas. Com o experimento pelo meio, Lula decidiu exibir a sucessora ideal em público.

 

Sim, a essa altura já se havia concluído que o candidato ideal era uma mulher: Dilma Rousseff. Para efeitos eleitorais, apenas Dilma.

 

Lula levou-a à vitrine. Exibiu-a em pa©mícios. Viajou com ela para o estrangeiro. Tudo isso sem desativar o laboratório do Planalto.

 

No geral, a sucessora ideal revelou-se adequada. A rispidez inicial foi sendo gradativamente suavizada.

 

Aos poucos, a sucessora ideal foi substituindo Lula nas reuniões com os partidos. Já conseguia conversar com o PMDB sem fechar as narinas.

 

Em público, parecia dotada de dinamismo. Discorria sobre tudo. Trazia na ponta da língua soluções para qualquer tipo de problema.

 

Havia, porém, um último problema a resolver. Em eleições simuladas, chamadas de pesquisas de opinião, a sucessora ideal ainda perdia para Serra.

 

Na última terça-feira, os químicos foram a Lula. Pediram que lhes cedesse três fios de barba. Para quê?, o presidente quis saber.

 

Falta um quê de Lula na mistura, eles responderam. O presidente aquiesceu. E os químicos foram, à noite, para o laboratório secreto do Planalto.

 

No instante em que dissolviam os fios de barba, faltou energia elétrica. Em meio ao breu, um dos químicos esbarrou no pote de doce, que foi ao chão.

 

Os geradores do Planalto foram acionados. Os químicos recolheram a mistura com uma colherinha de café.

 

Na quarta-feira, por precaução, a sucessora ideal foi mantida longe dos holofotes. Os repórteres estranharam o sumiço.

 

Na quinta, a sucessora ideal reapareceu. Instada a comentar o apagão, disse coisas desconexas. O discurso, antes impecável, confundiu-se com o do Edison Lobão.

 

Súbito, a sucessora ideal pôs-se a repetir: Tempestade, ventos, raios. Caso encerrado. Racionamento é barbeiragem. Mas os blecautes podem se repetir.

 

Os químicos receiam que a mistura pode ter desandado. Por ora, não se sabe se a sucessora ideal foi mesmo obtida ou se tudo não passou uma ilusão genética.

Escrito por Josias de Souza às 16h43

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Brasil atinge velocidade da luz; no escuro e sem vela

Escrito por Josias de Souza às 12h44

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Contra governo Lula, Serra aciona sua própria Dilma

  Divulgação
Chama-se Dilma Pena a secretária de Saneamento e Energia do governo de São Paulo (foto). Tornou-se uma crítica feroz do governo federal.

 

Em matéria de geração e produção de energia, a Dilma de Serra tem opiniões diversas das expostas pela Dilma de Lula.

 

Para a chefe da Casa Civil, presidenciável do PT, o colapso energético que retirou da tomada 18 Estados brasileiros é um “caso encerrado”.

 

Para a secretária de Serra, o presidenciável do PSDB, não é bem assim. Ela endereçou a Brasília ofício cobrando 14 investimentos “emergenciais”.

 

Coisa destinada a atenuar o risco de São Paulo voltar a ficar às escuras. A lista da secretária inclui a aquisição de um transformador...

 

...A construção de um banco de reatores e 12 obras projetadas para expandir a rede de transmissão de energia que corta São Paulo.

 

Para a Dilma de Lula, o sistema elétrico brasileiro é “robusto”. Para a Dilma de Serra, nem tanto:

 

“A operação e a manutenção desse sistema precisam de mais eficiência, de modo a trazer mais confiabilidade...”

 

“O resultado da gestão desse sistema está aí [no apagão da noite de terça-feira]. O sistema elétrico precisa de um planejamento, uma previsibilidade”.

 

As deficiências gerenciais se manifestam, segundo a secretária do governo paulista, em todo o sistema: na geração, na distribuição e na transmissão de energia.

 

Na opinião da Dilma de Brasília, o Brasil dispõe, hoje, do “melhor sistema [elétrico] dos últimos tempos”.

 

E a Dilma de São Paulo: “Do ponto de vista da geração, a qualidade da energia é inferior, embora a quantidade tenha aumentado...”

 

“...Ingressaram no sistema brasileiro 10 mil megawatts de energia térmica poluente [...]”.

 

De resto, Dilma Pena descrê da versão segundo a qual raios causaram o apagão de terça. Uma explicação que Dilma Rousseff encampou. 

 

As opiniões das duas Dilmas só coincidem num ponto: ambas acreditam que o país não está livre de ficar novamente no breu.

 

Blecautes, disse Dilma Rousseff na quinta-feira, “ninguém pode prometer que não vai ocorrer”. Dilma Pena concorda: “O sistema mostrou uma grande vulnerabilidade”.

 

- Em tempo: As opiniões de Dilma Pena foram expostas em texto levado à web na página da Secretaria de Saneamento e Energia de SP.

Escrito por Josias de Souza às 05h22

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Greve já prejudica a emissão de carteira de trabalho

  Folha
O Ministério do Trabalho não se entende com os seus trabalhadores. Neste sábado, completa dez dias a greve dos servidores administrativos da pasta.

 

A paralisação, que começara tímida, espraia-se pelo país. O sindicato da categoria estima que, nos próximos dias, servidores de 22 Estados terão cruzado os braços.

 

A greve já começa a afetar dois “balcões” essenciais ao trabalhador. Num deles, emite-se a carteira de trabalho. Noutro, pede-se o seguro desemprego.

 

Na última quarta (11), o ministro Carlos Lupi (Trabalho) recebeu representantes das principais sindicais do país. As entidades promoviam uma marcha, em Brasília.

 

Ao final da reunião, Lupi reiterou o apoio a uma das principais reivindicações das centrais:

 

"Sou favorável à redução da jornada. Todos os países evoluídos do mundo já praticam isso...”

 

“...É bom inclusive para o empresário, porque o trabalhador produz melhor, fica um pouco mais de tempo com sua família”.

 

Pois bem. Uma das exigências dos grevistas da pasta de Lupi é justamente a redução da jornada semanal para 30 horas. Sem poda de salários.

 

Pedem também um plano de carreira exclusivo para o ministério, melhoria nas condições de trabalho e reforço de pessoal.

 

Pródigo na defesa dos direitos dos trabalhadores dos outros, Lupi ainda não abriu canal de negociação com os servidores sob sua direção.

 

Em alguns Estados, o ministério começa a impor aos grevistas os rigores da lei. Foi o que se deu, por exemplo, em Alagoas.

 

A superintendência alagoana do Ministério do Trabalho foi ao Judiciário. Obteve uma liminar.

 

Obriga os grevistas a liberar o acesso à superintendência e a manter em atividade 30% dos servidores lotados nos setores de atendimento ao público.

 

Na petição, preparada pela Advocacia Geral da União, o ministério requer autorização para convocar a PM local. Cuidaria da proteção do prédio da superintendência.

 

Para daqui, reprime dali, a pasta gerida por Lupi converte-se numa espécie de casa de ferreiro com espetos de pau.

 

O espetado, obviamente, é o trabalhador brasileiro que tem a desventura de precisar dos serviços do Ministério do Trabalho.

Escrito por Josias de Souza às 04h18

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Governo propõe que TCU só fiscalize obra pronta

 

- Folha: Obra do Rodoanel desaba e fere 3

 

- Estadão: Meta ambiental do Brasil é a mais radical dos emergentes

 

- JB: Blecaute acirra guerra política

 

- Correio: Energia - Governo sabia dos apagões desde 2004

 

- Jornal do Commercio: Sem as placas, o Recife já começa a mudar

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h09

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Plebiscito no escuro!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Vigas despencam sobre os carros no Rodoanel de SP

Três vigas de concreto despencaram de um viaduto em construção, no Rodoanel Mario Covas, em São Paulo.

 

Caíram sobre três veículos, dois de passeio e uma carreta. O acidente resultou em três feridos, já hospitalizados. Um deles em estado grave. Quem viu ficou chocado.

 

Deu-se na noite desta sexta (13), pouco depois das 21h. O governador tucano José Serra chegou ao local, de helicóptero, por volta de meia-noite.

 

Disse que, diante do ocorrido, "a boa notícia” é que não houve “vítimas fatais”. Assista abaixo.  

 

 

Chama-se Dersa (Desenvolvimento Rodoviário) a empresa que gere a obra. Segundo informa, integram o consórcio responsável pelo canteiro a OAS e a Mendes Júnior.

 

O acidente ocorreu num viaduto que está sendo erigido sobre a Rodovia Régis Bittencourt. Pronto, ligará os trechos oeste e sul do Rodoanel.

 

Entre maio e julho do ano passado, auditores do TCU varejaram o empreendimento. Detectaram modificações inquietantes no projeto básico da obra.

 

Coisas assim: redução do número de vigas em pontes, troca de estacas metálicas por pré-moldadas e substituição de areia por brita nos muros de contenção.

 

O relatório do tribunal anotou: "Assim, usaram menos material de construção, mas receberam o mesmo dinheiro".

 

Suspeita-se que o acidente desta sexta tenha ocorrido porque uma das vigas rachou.

Ouça-se o diretor de engenharia da Dersa, Paulo Vieira de Souza:

 

"Já lançamos mais de 300 vigas como essas até agora. Houve uma ruptura e, com isso [as vigas], caíram do apoio".

 

Serra disse o óbvio: “Houve falhas”. E prometeu investigar. Cuidarão da apuração o DER e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas).

 

Nas últimas 48 horas, Serra frequentara a boca do palco cobrando explicações do governo Lula sobre o apagão de terça-feira (9).

 

Agora, é Serra quem terá de prover meia dúzia de esclarecimentos à bugrada. Por que caiu? De quem é a responsabilidade? Qual será a punição?

Escrito por Josias de Souza às 02h05

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Brasil adota meta de até 38,9% de redução de CO2

  Fernando Bizerra/Efe
Como previsto, o governo anunciou nesta sexta (13) a meta de redução na emissão de gases-estufa.

 

O corte vai variar no intervalo compreendido entre 36,1% e 38,9%. Coisa a ser cumprida voluntariamente, até o ano de 2020.

 

Definidas em reunião com Lula, em São Paulo, as cifras foram anunciadas pelos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Carlos Minc (Meio Ambiente).

 

Serão levadas à cúpula mundial sobre mudanças climáticas, em dezembro, como números oficiais adotados pelo Brasil.

 

Trata-se de notável avanço em relação ao que fora esboçado numa reunião realizada na semana passada.

 

Naquele encontro, Minc advogara a meta de redução de CO2 de 40% até 2020. Dilma soara contra.

 

Logo mais, Lula e Dilma embarcam para Paris. Neste sábado (14), reúnem-se com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

 

Tentarão costurar uma pauta comum a ser levada pelos dois países a Copenhague.

 

Diferentemente do Brasil, de quem só se exigem compromissos voluntários, a França, por desenvolvida, terá de levar à cúpula climática uma meta obrigatória.

 

- Em tempo: É no mínimo curioso que o governo tenha utilizado optado por uma meta expressa em percentuais quebrados.

 

É de perguntar: por que não 36% em vez de 36,1%? Por que não 39% em vez de 38.9%?  

Escrito por Josias de Souza às 19h14

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Para ironizar Caetano, Lula injeta latim num discurso

Ricardo Stuckert/Folha

 

Lula abriu nesta sexta-feira 13 um congresso de iniciação científica, em São Paulo. No discurso, falou sobre crescimento econômico. A alturas tantas, disse:

 

"A educação é condição sine qua non para o crescimento. Eu digo sine qua non porque, se o Caetano Veloso fala sine qua non, o Lula também pode falar".

 

Trata-se de expressão latina utilizada à larga. Significa “sem o qual não pode ser”. O plural é sine quibus non.

 

Lula também citou Obama, personagem evocado por Caetano para compará-lo a Marina Silva. Caetano dissera: “Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo...”

 

“...Ela é meio preta, é cabocla. É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem”.

 

E Lula: "Os EUA acham que são o País das oportunidades. Somos mais que eles...”

 

“...Agora eles têm um presidente negro, mas nunca um torneiro mecânico chegou à Presidência lá".

Aproveitou para tirar uma casquinha de FHC, que o acusara de patrocinar o “autoritarismo popular” e tachara o lulismo pós-Lula de” subperonismo”.

 

Disse que, ao deixar o Planalto, vai torcer pelo êxito do sucessor. Inverteu o próprio bordão:

 

“Pela primeira vez na história desse país, um [ex] presidente da República vai torcer para o outro dar certo..."

 

“...Lamentavelmente, a prática histórica desse País é quem perde torcer para outro cair em desgraça..."

 

"...Eu, quando deixar a Presidência, vou ser o primeiro presidente a torcer e rezar todo santo dia para quem me suceder fazer muito mais coisas do que eu”.

Escrito por Josias de Souza às 18h54

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Lula reabre ‘caso’ que Dilma e Lobão deram por findo

  Alan Marques/Folha
O governo é muito desacreditado no governo, eis a verdade. O governo dispensa adversários. Complica-se sozinho.

 

Ao oferecer esclarecimentos ao país sobre o apagão, o ministro Lobão soara categórico. Três causas: ventos, chuvas e, sobretudo, raios.

 

A turma do Inpe o desdisse. Tempestade até que houve. Mas os raios foram fracos e caíram longe das linhas de transmissão.

 

Lobão não se deu por achado. Culpa do clima. E não se fala mais nisso. Dilma ecoou o colega: “O caso está encerrado”.

 

No vácuo de Dilma, Paulo Bernardo, o petista do Planejamento, disse coisa diversa: o governo ainda deve uma explicação “cabal”.

 

Nesta sexta-feira 13, Lula veio aos holofotes para reabrir o “caso” que, na véspera, fora “encerrado” por Lobão e Dilma.

 

Súbito, o país descobre que o governo conduz uma investigação sobre o caso. Lula disse que aguarda a conclusão do trabalho para opinar.

 

Excetuando-se a hipótese de sabotagem, na qual não acredita, o presidente abre o leque de possibilidades:

 

"Se foi sobrecarga de energia vinda de Itaipu, nós vamos ver. Se foi uma falha humana, nós vamos ver. Se foi um raio, nós vamos ver".

 

Lula queixa-se dos especialistas que pululam no noticiário do apagão. Chama-os de “achistas”. O diabo é que o “achismo” foi inaugurado pelos ministros dele.

 

"O que eu quero”, disse Lula, “é um resultado final, depois de uma apuração correta, para que a opinião pública brasileira fique sabendo o que aconteceu".

 

Boas falas. Convém apressar o passo. Uma verdade perde todo o encanto quando é descoberta por outra pessoa.

 

O governo precisa providenciar rapidamente uma verdade na qual o governo acredite.

Escrito por Josias de Souza às 18h06

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Governo recua e anuncia meta de redução de CO2

  Alan Marques/Folha
Uma semana depois de ter informado que não levaria a Copenhague uma meta de redução de gases-estufa, o governo decidiu dar meia-volta.

 

Nesta sexta (13), será anunciada a meta a ser levada pelo Brasil à cúpula mundial sobre o clima, em dezembro. Coisa a ser cumprida até 2020.

 

A cifra será revelada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), depois de uma reunião no escritório da Presidência da República, em São Paulo.

 

Num encontro presidido por Lula na semana passada, em Brasília, Dilma e o colega Celso Amorim (Itamaraty) haviam se posicionado contra a fixação da meta.

 

A dupla isolara o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente), que defendera um objetivo ambicioso: 40% de redução de CO2 até 2020.

 

Metade viria da redução em 80% do desmatamento na Amazônia. A outra parte viria de providências adicionais.

 

Por exemplo: adoção de fontes alternativas de energia e aperfeiçoamento dos métodos de exploração agrícola.

 

Dilma e Amorim fecharam com a redução do desmatamento. Mas torceram o nariz para os 40% de Minc.

 

Nesta quinta (12), o governo informou que o desmatamento amazônico caiu 45% entre 2008 e 2009. A área desmatada é a menor em 21 anos.

 

Depois da cerimônia, Dilma já soava noutro tom. Recusou-se a revelar a meta de Copenhague. Mas disse que o dado vai surpreender.

 

Será um compromisso voluntário. Classificado como país “em desenvolvimento”, o Brasil não está obrigado a assumir uma meta peremptória.

 

Impõe-se a obrigatoriedade apenas às nações ricas. A despeito disso, o governo brasileiro diz que sua meta será mensurável.

 

Inicialmente, o governo agendara para este sábado (14) a reunião na qual seria batido o martelo sobre Copenhague.

 

O encontro foi antecipado em um dia porque, no final de semana, Lula vai a Paris. Terá uma conversa com o presidente francês Nicolas Sarcozy.

 

Para quê? Brasil e França tentarão amarrar uma posição comum para a cúpula climática de dezembro. Dilma viajará junto com Lula.

 

A ministra foi escolhida pelo presidente para chefiar a missão brasileira em Copenhague.

 

Presidenciável, ela tenta atenuar a imagem de “desenvolvimentista” alheia à temática ambiental. Quer se pintar de verde.

Escrito por Josias de Souza às 06h07

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Energia: governo só investiu 38% do orçado no ano

Julian Stratenshulte/Efe

 

Em 2009, o governo destinou ao Grupo Eletrobras, R$ 7,243 bilhões para cobrir investimentos no sistema de geração e transmissão de energia elétrica.

 

Entre janeiro e agosto, apenas R$ 2,73 bilhões –38% do total— foram efetivamente investidos.

 

Os dados são oficiais. Armazena-os um órgão público chamado DEST (Departamento de Coordenação das Empresas Estatais).

 

As informações foram trazidas à luz, nas pegadas do apagão da noite de terça-feira (9), pelo sítio Contas Abertas, que se dedica a acompanhar os gastos públicos.

 

Não há dados disponíveis sobre a execução dos investimentos em energia depois do mês de agosto. Porém...

 

Porém, mantido o ritmo observado nos primeiros oito meses de 2009, a Eletrobras deve investir até o final do ano R$ 4,2 bilhões.

 

A cifra corresponde a pouco mais da metade –57% — de toda a verba que o governo reservara para os investimentos do ano.

 

Em valores absolutos, será o maior montante investido pela Eletrobras desde 2002. No último ano da gestão FHC, os investimentos somaram R$ 5,8 bilhões.

 

Mas, tomado como uma fatia do PIB, os R$ 4,2 bilhões de 2009 corresponderão a menos de 0,5% de todas as riquezas produzidas no Brasil.

 

Aliás, em proporção ao PIB, o grupo estatal que gere o setor energético investiu sob Lula, até o ano passado, menos do que fora investido no ocaso da era FHC.

 

Em 2000, um ano antes do apagão tucano, que resultaria em racionamento de energia, a Eletrobas investira R$ 2,1 bilhões (0,18% do PIB).

 

Em 2001, ano do apagão, os investimentos somaram R$ 2,5 bilhões (0,20% do PIB). Em 2002, R$ 3,3 bilhões (0,23% do PIB).

 

Desde a posse de Lula, em 2003, os investimentos da Eletrobras mantiveram-se em patamares inferiores, perdendo peso no cotejo com o PIB.

 

Em 2003, os investimentos da estatal alçaram a casa dos R$ 2,8 bilhões (0,27% do PIB). No ano passado, R$ 3,7 bilhões (0,13% do PIB). Aperte aqui e veja a tabela.

 

Pela versão oficial, o apagão de terça foi ocasionado por chuvas, ventos e raios que caíram sobre as linhas de transmissão da subestação de Itaberá (SP).

 

Um trololó que, por ora, não soou convincente nem mesmo para o Inpe, o instituto de pesquisas espaciais vinculado à pasta da Ciência e Tecnologia.

 

Em nota, o Inpe informou que, na hora do apagão, os raios de Itaberá tinham "baixo potencial" e caíram longe das linhas de transmissão.

 

O texto do instituto é taxativo: “A baixa intensidade da descarga registrada (menor que 20 kA) não seria capaz de produzir um desligamento da linha, mesmo que incidisse diretamente sobre ela [...]..."

 

"...Em geral, apenas descargas com intensidade superiores a 100 kA, atingindo diretamente uma linha, poderiam causar um desligamento de linhas de transmissão operando com tensões tão elevadas como as de Itaipu (duas de 600 kV e duas de 750 kV)”.

 

O desencontro de versões tonifica a suspeita de que pode ter havido falha humana ou defeito operacional no sistema. Algo que o Ministério Público já investiga.

 

De resto, o apagão reacendeu o debate sobre um antigo flagelo do setor elétrico. Nesse setor, o político prevalece sobre o técnico na escolha dos gestores.

 

Sob FHC, esse nicho do aparato estatal era dominado pelo PFL, hoje rebatizado de DEM.

 

O ministro de Minas e Energia do apagão de 2001 era José Jorge, um ex-senador ‘demo’, hoje acomodado numa cadeira do TCU.

 

Sob Lula, o setor é rateado entre PT e PMDB. O ministro é o senador licenciado Edison Lobão (PMDB-MA), homem de José Sarney.

 

O presidente da Eletrobras, José Antonio Muniz Lopes, foi alçado ao posto com o aval de Sarney e do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA).

 

Responde pela diretoria financeira da estatal Astrogildo Quental, outro apadrinhado de Sarney.

 

Chama-se Flávio Decat de Moura o diretor de Distribuição. Apadrinhou-o o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

 

O diretor de Engenharia é Valter Luiz Cardeal de Souza. Um velho conhecido da ministra petê Dilma Rousseff, a quem deve a nomeação.

 

Até Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP, beliscou uma naco do organograma da Eletrobras. Acomodou Miguel Colassuono na diretoria de Administração.

 

A política se espraia também pelas subsidiárias da Eletrobras. Preside a Eletronorte Jorge Nassar Palmeira, indicação de Jader.

 

Na Eletrosul, Eurides Mescolotto, ex-marido da senadora petê Ideli Salvati (SC), líder do governo no Congresso.

 

No comando de Furnas, Carlos Nadalutti Filho. Foi à cadeira com o endosso das bancadas de deputados federais do PMDB de Minas e do Rio.

 

Na presidência de Itaipu Binacional, a empresa que eletrifica as linhas de transmissão de Furnas, um ex-deputado: Jorge Samek, amigo de Lula.

 

Diferentemente dos raios de Itaberá, ainda pendentes de confirmação, as intempéries políticas que infelicitam o setor elétrico brasileiro dispensam, por notórias, maiores verificações.

Escrito por Josias de Souza às 04h39

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Período Paleolulítico!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Governo só investiu 38% do previsto em energia

 

- Folha: Para Dilma, apagão é caso encerrado

 

- Estadão: Dilma admite que Brasil não está livre de novos apagões

 

- JB: Serra X Dilma: Aalta voltagem no palanque

 

- Correio: Ninguém quer se queimar com o apagão

 

- Valor: Brasil enfrentou ataque e corrida bancária na crise

 

- Estado de Minas: Estado vai pagar 13º de uma vez em 15 de dezembro

 

- Jornal do Commercio: Dilma admite risco de novos apagões

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h04

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STF suspenso, de novo, julgamento do ‘caso Battisti’

  Fábio Pozzebom/ABr
Pela segunda vez, o Supremo adiou o veredicto sobre o pedido de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti.

 

Na sessão desta quinta (12), votou o ministro Marco Aurélio Mello. Posicionou-se contra a extradição. Quatro a quatro.

 

Em setembro, quando o processo começara a ser julgado, sete ministros já haviam votado.

 

Quatro deferiram o pedido de extradição formulado pelo governo da Itália: Cezar Peluso, Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie.

 

Outros três ministros haviam indeferido o pedido: Cármen Lúcia, Eros Grau e Joaquim Barbosa.

 

Falta colher o voto do presidente do Supremo, Gilmar Mendes. A julgar pelo que já declarou, Gilmar pende para a extradição.

 

O advogado de Battisti chegou a formular um pedido para que Gilmar se abstivesse de votar. Não colou.

 

O ministro não proferiu o seu voto porque o quórum do tribunal estava baixo. Havia apenas cinco ministros em plenário.

 

Remarcou-se a conclusão do julgamento para a próxima quarta (18). Battisti está a um passo da extradição.

 

A última esperança do ex-guerrilheiro era o ministro José Antonio Dias Toffoli. Pendia pelo indeferimento, o que levaria a um empate que favoreceria Battisti.

 

Porém, Toffoli decidiu não participar do julgamento. Não estava impedido de fazê-lo. Como advogado-geral da União, não aturara no caso.

 

Ainda assim, como que decidido a esquivar-se de qualquer diz-que-diz, Toffoli preferiu não votar.

Escrito por Josias de Souza às 20h13

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Dilma: apagão não, mas os blecautes podem ocorrer

Passado o efeito do chá de sumiço que tomara na véspera, Dilma Rousseff voltou à vitrine nesta quinta (12).

 

Deu-se numa solenidade em que o governo festejou a redução dos índices de desmatamento na Amazônia.

 

Ao ressurgir, a chefe da Casa Civil viu-se compelida a encarar os repórteres. Foi inquirida sobre um tema incontornável: o apagão.

 

Classificou o blecaute que infelicitou 18 Estados e o Distrito Federal na noite de segunda (9) como um “caso encerrado”.

 

Dilma ecoou o colega Edison Lobão (Minas e Energia) que, mais cedo, também se referira ao episódio como coisa superada.

 

A ministra repisou as explicações oficiais da véspera. Afirmou que o breu teve motivações climáticas:

 

"O que aconteceu é que o sistema foi submetido a uma situação muito grave de ventos, raios e chuvas...”

 

“...E, com isso, terminou tendo sido desligado. O sistema se protegeu, ele se desligou".

 

Fustigada pela oposição, a presidenciável de Lula deu de ombros: “Eu não vou entrar nesse tipo de polêmica, não me interessa, não é por aí...”

 

“...Não se pode politizar uma coisa tão séria para o país, não se faz isso, não é republicano. Não vou comentar, vou responder tecnicamente".

 

Reiterou o que Lula dissera na véspera: a escuridão de segunda não é comparável ao apagão da era FHC:

 

"É absolutamente inequívoco que o Brasil de hoje é completamente diferente do Brasil que sofreu oito meses de racionamento...”

 

“...Primeiro, nós temos energia sobrando. Depois, nós temos um sistema de transmissão robusto..."

 

"Consideramos que, hoje, estamos em uma situação milhares de vezes melhor do que alguma vez tivemos. É o melhor sistema dos últimos tempos."

 

Brincando com as palavras, tentou explicar entrevista de duas semanas atrás, na qual dissera ter "certeza" de que não haveria apagão no Brasil.

 

"Uma coisa é blecaute, que ninguém pode prometer que não vai ocorrer. O que eu prometi é que não haverá racionamento. Racionamento é barbeiragem". Vai abaixo um pedaço da entrevista:

 

 

Tomado pela versão oficial, agora reiterada por Dilma, o apagão foi provocado por raios que caíram sobre uma estação de energia assentada em Itaberá (SP).

 

Em nota, o Inpe, órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, traz à luz um esclarecimento inquietante:

 

“[...] Embora houvesse uma tempestade na região próxima a Itaberá, com atividade de raios no horário do apagão...”

 

“...As descargas mais próximas do sistema elétrico estavam a aproximadamente 30 km da subestação...”

 

“...E cerca de 10 km distantes de uma das quatros linhas de Furnas, de 750 kV, e a 2 km de uma das outras linhas, de 600 kV, que saem de Itaipu em direção a SP”.

 

Para entender melhor o que se passou, assista ao vídeo lá do alto. Há pior: nos próximos meses, o país arrostará tempestades mais acerbas.

 

Ou seja, se o sistema de transmissão –“robusto”, no dizer de Dilma— foi à breca com os raiozinhos de segunda, o risco será maior doravante. Caso encerrado? Talvez não.

Escrito por Josias de Souza às 19h30

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PSOL cria ‘comissão’ para negociar com Marina Silva

  Folha
Reunida nesta quinta (12), a Executiva do PSOL criou uma comissão eleitoral. Vai abrir negociações formais com Marina Silva, a presidenciável do PV.

 

Deve-se a decisão à insistência de Heloisa Helena, presidente nacional do PSOL. Ela defendia, há meses, o início das negociações com Marina. Porém...

 

Porém, a maioria da Executiva do PSOL torcia o nariz para a ideia. Preferia comparecer às urnas de 2010 com um nome próprio.  

 

No mês passado, HH deixara claro à Executiva: vai disputar uma cadeira de senadora por Alagoas, não o Planalto.

 

Rendido às evidências, o PSOL decidiu, meio a contragosto, criar a tal comissão negociadora.

 

Na prática, HH já dialogava com Marina, com quem mantém relação de funda intimidade. Mas agora as tratativas ganham caráter oficial.

 

Vai resultar em aliança? Difícil, muito difícil dizer. Um pedaço do PSOL ainda rumina a hipótese de lançar uma candidatura presidencial própria.

 

São grandes as reservas quanto à aproximação com o PV. Menos por Marina e mais pela legenda à qual se filiou.

 

Nos Estados e municípios, o PV mantém, hoje, alianças que, aos olhos do PSOL, são inaceitáveis.

 

Em São Paulo, por exemplo, está integrado à administração do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

 

Um pedaço do PSOL receia que, fechando com Marina na esfera federal, a aliança não poderá ser reproduzida nos Estados.

 

Algo que enfraqueceria a posição dos candidatos do partido à Câmara e ao Senado. Para complicar, o PV não cogita entregar a vice de Marina ao PSOL.

 

Ou seja, a legenda cederia o seu tempo de TV (algo como dois minutos diárias), sem figurar na chapa da candidata.

 

Daí o flerte com o presidenciável próprio. Há dois nomes: os ex-deputados Plínio de Arruda Sampaio (SP) e Milton Temer (RJ).

 

Inviabilizado o acerto com Marina, HH prefere Temer. Rema na contramaré da maioria, que parece preferir Plínio.

 

A despeito de ter topado negociar com o PV e com Marina, o PSOL não planeja tomar uma decisão antes de março de 2010.

Escrito por Josias de Souza às 18h43

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Lula monta operação para proteger Dilma do apagão

Marcello Casal/ABr

 

Lula mobilizou os operadores políticos do governo numa operação destinada a proteger a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Tenta-se evitar que o apagão contagie a candidatura presidencial de Dilma.

 

Acionados pelo Planalto, os líderes do governo se mobilizam no Congresso para evitar a convocação de Dilma. PSDB e DEM tentarão aprovar na Comissão de Infraestrutura do Senado requerimento do líder tucano Arthur Virgílio (AM).

 

Pede a presença de dois ministros: Dilma e Edison Lobão (Minas e Energia). A depender de Lula, só será admitida a presença de Lobão.

 

Dilma tomou chá de sumiço nesta quarta (11), dia em que o governo buscava explicações para o breu. Uma precaução adotada para evitar que a voz da ministra soasse em público antes que o governo dispusesse de explicações palusíveis.

 

Lula abespinhou-se com o excesso de entrevistas e a escassez de dados objetivos. No início da tarde, ordenou que só Lobão falasse pelo governo.

 

Para revestir a decisão de lógica, argumentou-se que energia é assunto da pasta de Lobão. Trata-se de entendimento novo.

 

Apadrinhado de José Sarney (PMDB-AP), Lobão foi à Esplanada como um neófito energético. Dilma sempre mandou e desmandou no setor.

 

A cadeira de Lobão foi ocupada por Dilma entre 2003 a 2005. Nesse período, a ministra reordenou o sistema elétrico do país.

 

Há duas semanas, em 29 de outubro, Dilma concedera uma entrevista ao programa “Bom Dia, ministro”, da Radiobras.

 

Não só discorreu sobre energia como foi categórica: “Nós também temos uma outra certeza, que não vai ter apagão”.

 

Por quê? Segundo Dilma, diferentemente do que ocorrera sob FHC, o governo voltara a “fazer planejamento”. Realizara os investimentos necessários.

 

Em relatório aprovado há pouco mais de três meses, em 22 de julho de 2009, o TCU anotara coisa diversa.

 

O autor do texto é o ministro Walton Alencar Rodrigues. Ele relatou uma auditoria feita no Ministério de Minas e Energia entre 26 de maio e 4 de julho de 2003.

 

Nesse período, Dilma ainda respondia pela pasta. O TCU moveu-se com dois objetivos.

 

O primeiro foi o levantamento dos custos do apagão da era FHC. Coisa de R$ 32,2 bilhões, segundo as contas do TCU.

 

Embora tivesse como motivação o blecaute tucano de 2001, a auditoria mirou um segundo objetivo.

 

Analisaram-se as providências que, sob Dilma, a pasta de Minas e Energia adotara para evitar novos apagões.

 

O tribunal não encontrou irregularidades passíveis de punição. Porém, anotou no acórdão recomendações que conduziam a uma conclusão:

 

O Brasil não estava livre do risco de se confrontar novamente com o breu. Em julho passado, depois de aprovado em plenário, o texto foi enviado à Casa Civil de Dilma.

 

Na peça, o TCU pôs em dúvida a capacidade do governo de evitar novos apagões. Apontou falhas de gestão no setor elétrico.

 

Instou a Casa Civil a verificar “a adequabilidade da estrutura organizacional, física e de pessoal do Ministério de Minas e Energia...”

 

“...da Empresa de Pesquisa Energética e da Agência Nacional de Energia Elétrica”. Para quê?

 

A fim de rever “o planejamento, expansão, regulação e desenvolvimento do setor elétrico nacional”.

 

Aconselhou-se a realização de “melhoramentos” capazes de “mitigar os riscos futuros de uma crise energética”.

 

É esse tipo de "interferência" que o governo deseja evitar que o TCU continue produzindo. Por isso discute um projeto que limita as atribuições do tribunal.

 

Ironicamente, Lula recebeu nesta quarta (11) o presidente do TCU, Ubiratan Aguiar. Agendada na semana passada, a audiência caiu no dia pós-apagão.

 

Fumou-se um momentâneo cachimbo da paz. Lula prometeu ao interlocutor que não adotará nenhuma medida anti-TCU antes de ouvi-lo.

 

Em movimento previsível, a oposição serve-se do novo para desmerecer a fama de gestora competente que é associada a Dilma.

 

Afora o requerimento de convocação da ministra, tucanos e ‘demos’ revezaram-se na tribuna. Líder do DEM, Agripino Maia deu o tom: “Dilma é responsável pelo apagão”.

 

O silêncio da ministra contrastou, de resto, com a súbita loquacidade do tucano José Serra, seu virtual adversário na sucessão presidencial.

 

Serra tachou o apagão de evento “perturbador”. Criticou o desencontro de versões quanto às causas.

 

Mimetizando Lula, disse que nunca na história do país Itaipu experimentara uma interrupção simultânea de todas as suas turbinas (assista abaixo).

Nesta quinta (12), Dilma deve levar o rosto de volta à vitrine. Sua agenda prevê a participação numa solenidade em que o governo anunciará a queda no desmatamento da Amazônia. O meio ambiente é a nova obsessão da ministra. O titular da área é Carlos Minc.

Mas, como que decidido a pintar sua candidata de verde, Lula indicou Dilma para representar o Brasil no encontro climático de Copenhaque, no mês que vem.

Escrito por Josias de Souza às 05h07

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Ministério Público abre investigação sobre o ‘apagão’

Lula Marques/Folha

Lobão e assessores explicam o apagão; Ministério Público requisita mais luzes

 

O MPF (Ministério Público Federal) decidiu apurar as “causas” e os “responsáveis” pelo apagão da noite da última terça-feira (10).

 

Deve-se a iniciativa ao Grupo de Trabalho Energia e Combustíveis, da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.

 

O órgão é coordenado pelo procurador da República Marcelo Ribeiro de Oliveira. Nesta quarta (11), ele requisitou informações a quatro órgãos.

 

São eles: Ministério de Minas e Energia, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), ONS (Operador Nacional do Sistema) e a Usina de Itaipu.

 

O prazo para a resposta ao ofício do procurador é de 72 horas. No texto, Marcelo Ribeiro requisita “todos os documentos" produzidos sobre o apagão.

 

Entre eles:

 

1. Toda a documentação produzida e recebida pelos órgãos desde a noite de terça.

 

2. As comunicações trocadas entre distribuidores, transmissores e geradores de energia.

 

3. Os laudos técnicos elaborados sobre o apagão.

 

De resto, o procurador deu ao governo um prazo de 15 dias para encaminhar ao Ministério Público uma “manifestação analítica” sobre a encrenca.

 

Especificou os dados que devem constar do documento. Por exemplo: os nomes dos responsáveis pela estação onde ocorreu a falha que desencadeou o apagão.

 

Mais: o procurador quer saber se o governo dispunha de um plano de contingência, com “medidas prudenciais" destinadas a evitar a interrupção no fornecimento de energia.

 

Não é só: requereu esclarecimentos sobre as providências que o governo pretende adotar, para evitar a repetição do “colapso”.

 

Por ora, abriu-se um “procedimento administrativo”. Depois de recebidas, as informações serão enviadas aos procuradores da República nos Estados.

 

Servirão para subsidiar a abertura de eventuais ações civis públicas. O apagão afetou o fornecimento de luz em cidades de 18 Estados, mais o Distrito Federal.

 

A julgar pelo teor do ofício do procurador Marcelo Ribeiro, o Ministério Público não se deu por satisfeito com as explicações oficiais.

 

Falando em nome do governo, o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) atribuiu o apagão a intempéries climáticas: raios, chuvas e ventos.

 

Lobão deu ares de fatalidade ao blecaute que deixou às escuras algo como 40% do país por um tempo médio de 4 horas.

 

Chamou a encrenca de “acidente”. Comparou-a à queda de um avião. Tomado pela versão oficial, o apagão foi causado por uma confluência de descargas atmosféricas.

 

Os raios teriam descido nos arredores de uma subestação assentada na cidade de Itaberá, em São Paulo. As descargas elétricas teriam ocasionado o desligamento de três linhas de transmissão geridas por Furnas.

 

São linhas que levam a energia da hidrelétrica de Itaipu à região Sudeste. A queda simultânea da trinca de linhas teria ocorrido às 22h14 de terça.

 

Em sua entrevista, Lobão informou que o governo dispõe de um plano de defesa do sistema elétrica. Coisa atualizada anualmente.

 

Não funcionou, contudo. O ministro acenou com a hipótese de revisar o plano. Pode haver novo apagão? “Deus queira, não acontecerá novamente”, disse Lobão.

 

O Ministério Público deseja, com sua investigação, retirar o sistema elétrico brasileiro das mãos de Deus. Quer iluminar o episódio, para detectar as falhas humanas que se escondem sob o breu.

Escrito por Josias de Souza às 03h16

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Apagão revela as falhas do sistema elétrico brasileiro

 

- Folha: Temporal causou apagão, diz governo

 

- Estadão: Governo atribui apagão a raios; para especialistas, rede é frágil

 

- JB: 'Isso foi um microproblema', Tarso Genro, ministro da Justiça

 

- Correio: Energia é o nosso drama

 

- Valor: Blecaute expõe riscos do sistema

 

- Estado de Minas: A ameaça das trevas

 

- Jornal do Commercio: Governo culpa raio e chuva pelo apagão

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h04

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Disputa plebiscitária!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 01h59

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Na UnB, alunos fazem protesto ‘procto-ginecológico’

Montagem sobre fotos de Lula Marques/Folha

 

Com atraso de pelo menos quatro dias, estudantes da UnB realizaram nesta quarta (11) um protesto contra as hostilidades impostas a Geisy Arruda.

 

Insultada em 22 de outubro por colegas-talibans, em São Bernardo (SP), a moça do microvestido fora expulsa no final de semana passado.

 

Na segunda (9), os gestores do campus-caverna da Uniban deram meia-volta, revogando o banimento.

 

Jogo jogado, a estudantada da Universidade de Brasília decidiu se despir por Geisy. Parte dos marmanjos exibiu todas as suas intimidades.

 

As moças, mostraram só os seios. A manifestação, por retardatária, resultou inútil. Uma espécie de nudez sem Freud.

 

Para complicar, quem mostrou ficou devendo em encanto. Em qualquer manhã de Ipanema há mais nus, e mais bonitos. Com Freud.

 

Vivo, Vinícius diria: Os estudantes da UnB que me perdoem, mas, dependendo da natureza do protesto, a beleza é fundamental.

Escrito por Josias de Souza às 01h55

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Governo atribui o apagão a ‘raios’, ‘chuvas’ e ‘ventos’

Agora é oficial. O governo apontou três culpados pelo apagão:

 

Raios, chuvas e ventos.

 

Segundo essa versão, o acaso trovejou sobre a cidade de Itaberá.

 

Fica no interior de São Paulo.

 

Um município cortado por linhas de transmissão abastecidas por Itaipu.

 

“No Brasil, "há a maior concentração desses fenômenos [climáticos], nessa região mais ainda", disse Lobão.

 

O titular da pasta de Minas e Energia acrescentou:

 

“Houve um curto-circuito nos três circuitos que vêm de Itaipu".

 

Daí o apagão. Nada, porém, que leve à perda do sono.

 

"O sistema do Brasil é bom”, Lobão fez questão de enfatizar.

 

“Uma das máquinas perfeitas que a humanidade criou é o avião..."

 

"...E o avião também cai. Houve um acidente e vamos esperar para que não mais ocorram".

 

Esperar? Não, calma, veja bem...

 

Lobão anunciou ainda a criação de comissões para analisar com maior profundidade o problema.

 

Ah, Bom!

Escrito por Josias de Souza às 21h05

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Apagão? Não, absolutamente. Foi um microincidente

Fábio Pozzebom/ABr

 

Todas as pessoas pecam, menos as autoridades públicas. No governo –qualquer governo—, não há culpados. Só inocentes. Ou cúmplices.

 

Pois bem. O ministro Tarso Genro (Justiça) veio aos holofotes para dizer meia dúzia de palavras sobre a falta de luz da noite passada.

 

Disse que o apagão da era FHC foi “uma catástrofe”. E chamou o novo blecaute de “tropeço”.

 

O que houve agora, disse o ministro, foi um "microincidente dentro de conquistas extraordinárias que o Brasil teve durante sete anos na produção de energia".

 

O governo de ontem, culpara São Pedro pela catástrofe. O santo sonegara chuvas. Os reservatórios minguaram. E sobreveio o breu. Depois, o racionamento.

 

O governo de hoje se volta, de novo, para os céus. As águas agora são abundantes. Mas, junto com as chuvas, vieram os raios. Daí a volta do breu.

 

Ontem, negligenciava-se o debate sobre a incúria que levou à falta de planejamento e à escassez de investimentos.

 

Hoje, alega-se que tudo foi planejado. Investimentos? Foram feitos como nunca antes na história desse país.

 

Mais fácil atribuir todas as culpas às intempéries climáticas do que encarar as vulnerabilidades do sistema de fornecimento de energia.

 

Admitindo-se a tese do raio, fica a pergunta: por que diabos um problema localizado espalha escuridão por cidades de 18 Estados?

 

Simples: o sistema, por precário, não dispõe de mecanismo de segurança capaz de circunscrever as interferências indesejáveis nas linhas de transmissão de energia.

 

Decerto faltou planejamento. Aparentemente, novos investimentos terão de ser feitos. Porém...

 

Porém, todas as dificuldades, por maiores que sejam, parecem pequenas diante do problema maior: o apagão mental.

 

Os brasileiros que foram assaltados na noite passada, os patrícios que ficaram presos em trens e elevadores...

 

...Os doentes que tiveram seus aparelhos desligados nas camas dos hospitais, toda essa gente decerto ouvirá o “micro-acidente” de Tarso Genro com cara de estupefação.

Escrito por Josias de Souza às 20h20

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Lula afirma que o seu apagão é diferente do de FHC

O governo ainda não trouxe à luz informações precisas sobre as causas do apagão da noite passada.

Porém, em entrevista, Lula apressou-se em diferenciar o seu apagão do blecaute de FHC. Em 2001, explicou, “a gente não produzia energia suficiente”.

Hoje, “duas coisas estão certas: não faltou geração de energia e o problema não foi de falta de linha [de transmissão], porque elas estão interligadas”.

Beleza. Mas o signatário do blog, um analfabeto energético, suspeita que, aos olhos do consumidor, os apagões de Lula e FHC estão unidos pelo efeito.

Ambos resultaram em escuridão.

Escrito por Josias de Souza às 18h18

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Lula faz reunião de emergência para analisar apagão

Apu Gomes/Folha

Região da Avenida Paulista, no coração São Paulo, foi recoberta pelo breu

 

Lula foi dormir às escuras na noite passada. Dispunha de luz elétrica. Mas faltavam-lhe informações sobre as causas do apagão.

 

Programou para esta quarta (11) uma reunião emergencial. Quer explicações minuciosas sobre as causas do blecaute que afetou cidades de 15 Estados e num pedaço do Distrito Federal.

 

O presidente foi ao travesseiro munido das mesmas informações esparsas que o ministro Edson Lobão (Minas e Energia) repassara aos repórteres.

 

Não havia senão a suspeita de que o apagão poderia ter sido provocado por uma tempestade que caíra sobre as linhas de transmissão da usina de Itaipu.

 

Lula endossou a decisão de priorizar o restabelecimento do fornecimento de energia. Mas cobrou dados conclusivos sobre as causas.

 

Deseja que os esclarecimentos sejam repassados ao público o quanto antes. Incumbiu Lobão de dar uma entrevista coletiva.

 

A falta de luz fez acender no governo a imagem de um velho fantasma: o apagão ocorrido em 2001, sob Fernando Henrique Cardoso.

 

A preocupação de Lula é estabelecer imediatamente uma distinção entre os dois eventos.

 

Quer deixar claro que, diferentemente do que ocorrera na gestão tucana, o novo apagão não decorre de falhas gerenciais ou de planejamento.

 

Por trás da pressa esconde-se uma preocupação política. Deseja-se evitar prejuízos à imagem da presidenciável Dilma Rousseff.

 

Ex-titular da pasta das Minas e Energia, Dilma é responsável pela montagem do esquema de segurança do sistema elétrico brasileiro.

 

Um sistema que, por interligado, disporia de mecanismos para evitar que problemas localizados se espraiassem por toda as linhas de trasmissão.

 

Tomado pelas contas do governo, o apagão afetou cerca de 800 cidades de dez Estados: SP, RJ, MG, ES, GO, PE, PR, MT, MS e parte do DF. 

 

Durante a madrugada, porém, verificou-se que pelo menos outros seis Estados foram infelicitados: SC, RS, BA, RO, AL e AC.

 

Em meio à escuridão, o presidente da Itaipu, Jorge Samek, trouxe à luz um dado que dá idéia da dimensão do problema.

 

Pela primeira vez em sua história, disse ele, todas as 20 máquinas da hidroelétrica de Itaipu foram desligadas.

 

Samek disse que o problema não foi de geração. Daí a suspeita de que um temporal tenha avariado linhas de transmissão da energia que sai de Itaipu.

 

A suspeita foi reforçada por um detalhe. No Paraguai, que também se serve da energia de Itaipu, o restabelecimento da energia ocorreu rapidamente.

 

Por quê? Não havia problemas nas linhas de transmissão que abastecem o país vizinho.

 

Os técnicos do governo queimaram pestanas durante toda a madrugada. Espera-se que Edson Lobão já disponha de informações precisas na manhã desta quarta.

Escrito por Josias de Souza às 07h15

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PT faz reunião para destravar os palanques de Dilma

  Lúcio Távora/Folha
Sob a presidência de Ricardo Berzoini, o PT realiza em Brasília uma reunião para tentar descascar os abacaxis que assediam o partido nos Estados.

 

Tenta-se atenuar as desavenças que envenenam a formação dos palanques regionais da presidenciável Dilma Rousseff.

 

No miolo da encrenca estão as pendências do PT com o PMDB. De resto, há o impasse de São Paulo.

 

Quanto ao PMDB, afora os casos perdidos (São Paulo e Santa Catarina, já fechados com José Serra), aliança é problemática em pelo menos cinco Estados.

 

São eles: Rio Grande do Sul, Pará, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Lugares em que PMDB e PT têm candidatos e interesses eleitorais diversos.

 

O PMDB exige que o PT abra mão de suas candidaturas, para apoiá-lo na briga pelos governos locais. Na maior parte dos casos, o petismo se recusa a ceder.

 

O encontro conduzido por Berzoini começou nesta terça (10). Mas é nesta quarta (11) que vão à mesa os abacaxis.

 

Além das pendências com o PMDB, há o problema de São Paulo. Ali, debate-se a hipótese de o PT abrir caminho para a hipotética candidatura de Ciro Gomes (PSB).

 

É hipotética porque, por ora, frequenta apenas os sonhos de Lula. Aferrado à idéia da sucessão plebiscitária, quer empurrar Ciro Gomes para a refrega paulista.

 

O deputado do PSB, contudo, diz e repete que será candidato à presidência. E empurra a palavra final para março.

 

Na prática, a reunião do PT é mais um desses encontros de passatempo. Não se prevê nada de muito conclusivo antes do início de 2010.

Escrito por Josias de Souza às 06h16

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Contra TCU, governo quer auditoria de obras prontas

Lula recebe presidente do tribunal de contas nesta quarta

   Sérgio Lima/Folha
Além de criar um conselho de notáveis acima do TCU, o governo deseja impor uma limitação adicional ao Tribunal de Contas da União.

 

Projeto de lei elaborado a pedido do ministro Paulo Bernardo (Planejamento) cria o conceito do “controle a posteriori”.

 

A fiscalização “prévia” ou “concomitante” à realização de obras públicas passariam a ser “exceções” à regra.

 

Se a novidade já estivesse em vigor, o TCU estaria impedido de tomar a decisão que o converteu em alvo de Lula.

 

Em relatório enviado ao Congresso no mês passado, o tribunal recomendara a paralisação de 41 obras sob suspeição, 13 delas incluídas no PAC.

 

O projeto que prevê a fiscalização de obras prontas ficou pronto há três meses. Mas só há dois dias o governo tornou-o público. Pode ser lido aqui.

 

A peça foi elaborada por uma comissão de “juristas”. Propõe “uma nova estrutura orgânica para o funcionamento da Administração Pública Federal”.

 

O pedaço do anteprojeto de lei que trata do “controle” dos gastos públicos consta da seção 3 (página 32 do documento).

 

Fixa sete preceitos fundamentais. Todos destinados a flexibilizar os rigores dos órgãos de fiscalização.

 

As “regras gerais” constam do artigo de número 50. São as seguintes:

 

1. Supressão de controles meramente formais ou cujo custo seja evidentemente superior ao risco;

 

2. Controle a posteriori, constituindo exceção o controle prévio ou concomitante;

 

3. Predomínio da verificação de resultados;

 

4. Simplificação dos procedimentos;

 

5. Eliminação de sobreposição de competências e de instrumentos de controle;

 

6. Dever, para os órgãos ou entes de controle, de verificação da existência de alternativas compatíveis com as finalidades de interesse público dos atos ou procedimentos que sejam por eles impugnados;

 

7. Responsabilização pessoal do agente que atuar com incúria, negligência ou improbidade.

 

Na seguência, um “parágrafo único” de texto capcioso: “Os órgãos e entes de controle não podem substituirse aos agentes, órgãos ou entes controlados, no exercício de suas competências, inclusive quanto à definição de políticas públicas”.

 

Significa dizer que as “recomendações” que o TCU costuma endereçar ao Executivo em seus acórdãos passaram a ser vistas como interferência ilegal.

 

No artigo 62, o anteprojeto sai do geral para o particular. Nesse artigo, há menção textual ao TCU, órgão auxiliar do Poder Legislativo.

 

Nesse trecho, o projeto reforça: o controle do TCU “não pode implicar interferência na gestão dos órgãos ou entidades a ele submetidos, nem ingerência no exercício de suas competências ou na definição de políticas públicas”.

 

No artigo seguinte, número 63, nova limitação: “O controle externo não implica a exigência ou o processamento de exames prévios, como condição de validade ou eficácia de atos da administração”.

 

Em português claro: além de fiscalizar obras prontas, o TCU estaria impedido de mandar suspender licitações e bloquear pagamentos de projetos sob suspeição.

 

Além do “controle externo” atribuído ao TCU, o projeto menciona outras duas instâncias de fiscalização: O "autocontrole", a ser exercido pelos próprios órgãos públicos e estatais, e o “controle social”, atribuído à sociedade civil.

 

O artigo 67 cuida de esmiuçar os “meios de controle social”. O pulo do gato está no item 5: “Participação em órgãos colegiados, na forma da lei”. É a janela para a criação do conselho de notáveis de que falou Lula. Um órgão composto por gente “tecnicamente inatacável".

 

A oposição promete erguer barricadas no Congresso para tentar evitar a aprovação do projeto. Em meio à atmosfera envenenada, Lula recebe nesta quarta (11) o presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar.

 

Deve-se o encontro a uma intermediação feita pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que também deve participar da reunião.

 

De resto, reúne-se nesta quinta (12) o grupo de trabalho constituído por Lula para destrinchar as regras anti-TCU. Funciona no âmbito do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico Social), um apêndice do Planalto.

 

Responde pela coordenação do grupo o presidente da Abdib (Associação Brasileira das Indústrias de Base), Paulo Godoy. Vem a ser um ácido crítico das ações do TCU.

Escrito por Josias de Souza às 05h48

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Shimon Peres vai a Lula antes do rival Ahmadinejad

Montagem sobre fotos de Lula Marques/Folha

Collor dispensou aparelho de tradução ao ouvir Peres, que discursou em hebráico 

 

Doze dias antes de recepcionar o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, Lula recebe, nesta quarta (11), o presidente de Israel, Shimon Peres.

 

Na véspera da audiência com Lula, em visita ao Congresso, Peres realçou o que pensa do próximo interlocutor do presidente brasileiro.

 

"Não quero discutir em território brasileiro com o presidente do Irã. Mas achamos que sua política é um perigo mundial.”

 

Tentou circunscrever sua avaliação “só ao aspecto que toca a Israel”. Afirmou: “Historicamente, o povo iraniano não é nosso inimigo...”

 

“...A religião islâmica não é nossa inimiga, houve época em que já fomos amigos. Mas não posso ignorar que o Irã faz arma nuclear...”

 

“...E, ao mesmo tempo, manda destruir Israel, e isso é contra o tratado da ONU, o direito de viver".

 

No mais, Shimon Peres dedicou palavras de louvação ao Brasil e a Lula. Disse que veio ao Brasil “para aprender”.

 

Citou Jorge Amado. Recitou Saraminda, romance de José Sarney. Falou de samba, bossa nova, carnaval e futebol.

 

Uma peculiaridade deu à sessão solene do Congresso um ar de mistério. Shimon Peres discursou em hebraico, a língua oficial de Israel.

 

Exceto por Fernando Collor (PTB-AL), todos os deputados e senadores presentes serviram-se de um equipamento de tradução simultânea.

 

As lentes do repórter Lula Marques registraram a cena, exposta lá no alto. Uma assessora ofereceu a Collor a maquininha tradutora.

 

O senador recusou. Chegou mesmo a esboçar um sorriso. Acomodado ao lado do convidado, fez cara de entendido.

 

Os colegas espantaram-se com a proficiência linquística de Collor. Sabia-se que fala inglês, aperfeiçoado no autoexílio de Miami. Mas o domínio do hebraico era habilidade insuspeitada.

 

Um colega de Collor divertiu-se com a cena: “Ou ele andou tomando aulas ou é um gênio ou, a pretexto de mostrar-se superior, fez papel de bobo”.

Escrito por Josias de Souza às 03h58

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Pane em Itaipu causa apagão em 10 Estados e no Paraguai

 

- Folha: Apagão atinge nove Estados e DF

 

- Estadão: Senado paga bônus a servidor via ato secreto

 

- Correio: Vêm aí os supercargos da Esplanada

 

- Valor: Bancos cobiçam R$ 44 bi de novos fundos de pensão

 

- Estado de Minas: BHTrans é proibida de multar

 

- Jornal do Commercio: Apagão em nove Estados

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

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Dois em nenhum!

Ique

Bia JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique

Escrito por Josias de Souza às 02h26

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No Senado, a CPI da Petrobras acaba em pantomima

Lula Marques/Folha

Da tribuna, ACM Jr. queixou-se do 'trator' governista na CPI; discursou para o vazio

 

Os congressistas amam a hipocrisia como uma forma de virtude. Agem como se considerassem a moral de mentirinha melhor do que moral nenhuma.

 

O apreço à simulação voltou a se manifestar na CPI da Petrobras. Decorridos quatro meses de sua instalação, vai fechar as portas.

 

Autora do requerimento de investigação, a oposição retirou-se da comissão. Alega que o governo a tratorou.

 

Anuncia o encaminhamento ao Ministério Público de um lote de 18 representações contra a Petrobras.

 

Alheio à gritaria, o consórcio governista decidiu dar por encerrada a “investigação”. O relator Romero Jucá (PMDB-RR) apresenta seu texto em dez dias.

 

O senador ACM Jr. (DEM-BA), um dos oposicionistas que bateram em retirada da CPI, foi queixar-se do governo da tribuna.

 

Discursou para cadeiras vazias (veja foto lá no alto). Simultaneamente, a CPI ouvia o seu último depoente, o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.

 

Gabrielli elogiou o trabalho da comissão. Disse que a “investigação” mostrou que não há malfeitos na estatal.

 

Provocação? Não, não. Absolutamente. No fundo, os atores sabem que, mesmo provocada, a platéia não esboça reação.

 

Para que a hipocrisia do Congresso funcione, é preciso que o eleitor brasileiro colabore, aceitando gostosamente o papel de imbecil.

Escrito por Josias de Souza às 20h08

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Aníbal ironiza os ‘ataques’ de Berzoini a Aécio Neves

  Folha
A pretexto de fustigar o presidenciável tucano Aécio Neves, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, acusara-o de “controlar” a mídia de Minas.

 

“Controle total”, no dizer de Berzoini, exercido à base de distribuição de verbas publicitárias.

 

Berzoini acrescentara: “No governo Lula, é o contrário. As verbas de publicidade para os meios de comunicação tem critérios técnicos”.

 

Líder do PSDB na Câmara, o deputado José Aníbal (SP), considerou “curioso o excessivo interesse” que Berzoini demonstra por Aécio.

 

Acha que o presidente do PT “não perdoa o governador Aécio pelo resultado das eleições na capital mineira”.

 

Refere-se à aliança que Aécio firmara, nas eleições municipais do ano passado, com o então prefeito de Belo Horizonte, o grão-petê Fernando Pimentel.

 

Sobre verbas publicitárias, Aníbal ironizou: “Quanto aos critérios técnicos que orientariam os investimentos em publicidade do governo federal, só mesmo rindo...”

 

“...Afinal, qual é o critério técnico que orienta o governo a anunciar no jornal da CUT e ter gasto, apenas em 2008, a estratosférica quantia de R$ 30 milhões somente na internet e R$ 55 milhões em meios não especificados?"

Escrito por Josias de Souza às 19h03

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No palco, Caetano cai; em carta, Caetano se 'explica'

Um mau olhado parece seguir os calcanhares de Caetano Veloso. Caiu no palco pela segunda vez.

 

Antes, num show que fizera em Brasília. Agora, numa apresentação em São Paulo (assista no vídeo acima).

 

Desequilibrou-se num instante em que arde nas páginas o rififi verbal que o opõe Caetano ao lulo-petismo.

 

Pespegara no presidente uma trinca de adjetivos acerbos: “Analfabeto”, “cafona” e “grosseiro”. Tudo misturado numa declaração de apoio à opção verde Marina Silva:

 

"Não posso deixar de votar nela. É por demais forte, simbolicamente, para eu não me abalar. Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo...”

 

“...Ela é meio preta, é cabocla, é inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem".

 

Nesta terça (10), em carta ao Estadão, jornal que veiculara a entrevista, Caetano tentou clarerar as declarações que fizera à repórter Sonia Racy.

 

Explicou que apenas bulira com o “óbvio” –“a fala pouco instruída e frequentemente grosseira e cafona de Lula”—sem intensões ofensivas, mas descritivas.

 

“Todos sabem disso”, Caetano escreveu. “Ele próprio se vangloria. Os linguistas o aplaudem. E todos tem razão: ele é forte inclusive por isso”.

 

Valendo-se de aspas, Caetano anotou que Lula “Fala ‘bem’”. Ele “atinge a maioria dos ouvintes. Sua fala tem competência”.

 

Lembrou que. Na mesma entrevista, dissera que Lula “é um governante importante. Mundialmente está reconhecido como alguém que chegou lá e foi além do esperado”.

 

Comparou: “Quisera Obama estar na mesma situação”. Noutra comparação, mirou a política doméstica:

 

“Querer dizer que FH era mau governante e Lula é bom é maluquice. Ambos foram conquistas brasileiras importantes”.

 

E repisou a sua preferência: “Marina seria um passo à frente. Simbolicamente ao menos”.

 

Mais adiante, Caetano acrescentou: “Marina chegar a ser candidata é notícia grande. Não posso fingir que não é...”

 

“...E detesto essa mania de que nada se pode dizer que não seja adulação a Lula...”

 

“...Não estamos na União Soviética. Eu não disse nenhuma novidade. Nem considero ofensivo. É descritivo”.

 

Em suma: Caetano diz que, de fato, disse o que disseram que ele havia declarado. Porém, entende que o que dissera não corresponde ao que fora entendido. É isso. Ou não. 

 

À luz de tão límpidos esclarecimentos, o aparato “petêviético” talvez se anime a lançar sobre Caetano olhares de bom agouro.

Escrito por Josias de Souza às 18h00

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Os personagens da eleição de 1989, 20 anos depois

Ah, 1989! Sarney era chamado de ladrão por Collor, que se engalfinhava com Lula, que também chamava Sarney de corrupto.

 

Decorridos 20 anos, estão juntinhos. Evidência de que, em política, nada se perde, nada se transforma, tudo se mistura.

Escrito por Josias de Souza às 17h06

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Toffoli pode ‘livrar’ Battisti da extradição para a Itália

  Sérgio Lima/Folha
O STF dará, nesta quinta (12), o veredicto no processo de extradição do ex-guerrilheiro Cesare Battisti, protocoloado pelo governo da Itália.

 

Iniciado em setembro, o julgamento foi adiado a pedido do ministro Marco Aurélio Mello, que desejava estudar mais detidamente o caso.

 

No instante em que Marco Aurélio pediu vista dos autos, o placar registrava placar favorável à extradição: quatro a três.

 

São onze os ministros com assento no Supremo. Falta saber a opinião de quatro. Celso de Mello não vota. Declarou-se impedido. Restam três.

 

Marco Aurélio emitiu sinais de que votará a favor de Battisti. O que levará a um empate. Quatro a quatro.

 

O presidente do Supremo, Gilmar Mendes, deu toda a pinta de que engrossará o bloco de ministros pró-extradição. Cinco a quatro.

 

Vai às mãos do recém-chegado José Antonio Dias Toffoli o destino de Cesare Battisti.

 

Ex-chefe da Advocacia-Geral da União, Toffoli está impedido de julgar processos nos quais atuou no Supremo como defensor das posições do governo.

 

No caso que envolve Battisti, não há vestígio de manifestação de Toffoli como advogado da União. Pode, portanto, participar do julgamento.

 

Os colegas intuem que Toffoli votará contra a extradição. Cinco a cinco. Reza o bom direito que o empate beneficia o réu.

 

Neste caso, para desassossego do governo italiano, Battisti permaneceria no Brasil. Iria às calendas a perspectiva de punição pelos quatro crimes que lhe renderam a sentença de prisão perpétua na Itália.

 

Coisas da década de 70. Época em que Battisti manuseava armas e militava num grupo de nome sugestivo: PAC (Proletários Armados pelo Comunismo).

 

Battisti aguarda o julgamento hospedado no presídio da Papuda, em Brasília. Se o STF lhe sorrir, pode ganhar o meio-fio no final de semana.

Escrito por Josias de Souza às 04h54

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Berzoini: Aécio ‘controla’ a mídia com verbas oficiais

  Lula Marques/Folha
O deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT, pendurou no twitter cinco micronotas dedicadas ao governador tucano de Minas.

 

Anotou que, sob Aécio Neves, a liberdade da imprensa mineira vincula-se ao fluxo das “verbas de publicidade do governo”.

 

Segundo Berzoini, os jornais que se aventuram a veicular críticas a Aécio perdem o acesso às arcas.

 

“A primeira-irmã corta a verba de publicidade”, escreveu o grão-petê. “É controle total”.

 

Chama-se Andréa Neves da Cunha a “primeira-irmã” a que Berzoini fez referência sem a delicadeza de declinar o nome.

 

É diplomada em jornalismo. Entre outras atividades, Coordena o Grupo Técnico de Comunicação Social do governo mineiro.

 

Berzoini foi à canela de Aécio depois de tomar conhecimento de um comentário que atribui ao governador.

 

De passagem por São Paulo, Aécio insinuara que, para fazer o sucessor, Lula serve-se da máquina estatal. Berzoini reproduziu a frase que o abespinhou:

 

"A oposição sabe que não vai enfrentar um partido nem um candidato, mas, sim, um partido que se acha dono do Estado".

 

Depois de acusar Aécio de usar a bolsa da Viúva estadual para comprar a simpatia da mídia, Berzoini disse que, em Brasília, dá-se o oposto:

 

“No governo Lula, é o contrário. As verbas de publicidade para os meios de comunicação tem critérios técnicos, não importa o que publiquem”.

 

Até a noite passada, Aécio não havia revidado a canelada. O chute lhe chega numa hora em que o PT aposta que o rival de Dilma Rousseff será José Serra.

 

Imagine se apostasse numa solução mineira!

Escrito por Josias de Souza às 04h06

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Unibamba!

Tiago Recchia

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

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São Paulo é a Waterloo de Dilma; o Rio, é a de Serra

  Moacyr Lopes Jr./Folha
Dilma Rousseff e José Serra enfretam dificuldades para montar palanques em dois dos maiores colégios eleitorais do país. Ela, em São Paulo. Ele, no Rio.

 

Nesta segunda (9), nove sócios do consórcio partidário que gravita em torno de Lula reuniram-se em São Paulo.

 

Decidiram diagnosticar os problemas do Estado e elaborar um programa de governo. Organizarão seminários. Farão mais três ou quatro reuniões.

 

E quanto ao candidato? "Essa é uma reunião desprovida de nomes”, disse o presidente do PT, Ricardo Berzoini.

 

Numa visão pessimista, falta-lhes um nome para disputar o governo paulista. De um ângulo otimista, os nomes abundam.

 

Só no PT há seis –entre eles Antonio '5%' Palocci. Nessa matéria, como se sabe, quem tem muitos não dispõe de nenhum.

 

As reuniões de passatempo devem perdurar até março de 2010, mês em que Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, dirá o que pretende fazer da vida.

 

Mantendo-se no ringue presidencial, Ciro complica a vida de Dilma. Metendo-se na refrega paulista, abre um palanque para a ministra.

 

Para desassossego de Berzoini, o presidente do PSB-SP, deputado Márcio França, disse que, por ora, Ciro é candidato à presidência.

 

Mal comparando, a oposição arrosta dificuldades análogas no Rio, a Waterloo de Serra.

 

Ali, PSDB, DEM e PPS pretendiam comparecer a 2010 com um candidato ao governo terceirizado: Fernando Gabeira (PV).

 

Gabeira afeiçoara-se à idéia. Mas sobreveio a candidatura presidencial verde de Marina Silva. E o deputado deu meia-volta.

 

Na semana passada, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, esteve no Rio. Reuniu-se com o tucanato local. Decidiu-se:

 

1. Fazer um apelo a Gabeira para que concorra ao governo, não ao Senado.

 

2. Se Gabeira bater o pé, o PSDB tentará convencer o DEM a lançar o ex-prefeito Cesar Maia, hoje candidato ao Senado.

 

3. Se Cesar Maia der pra trás, vai-se tentar encontrar um nome dentro do PSDB. Qual? Não se sabe.

 

A exemplo dos sem-palanque de São Paulo, a oposição ainda fará muitas reuniões passatempo antes de chegar a uma deliberação razoável no Rio.

Escrito por Josias de Souza às 21h05

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Reitor da Uniban decide revogar a expulsão de Geisy

  Rubens Cavallari/Folha
Durou 48 horas a expulsão de Geuisy Arruda, a aluna da Uniban que fora hostilizada por talibans estudantis por comparecer à aula de microvestido.

 

Decidido no último sábado (7) e formalizado em anúncio de jornal veiculado no domingo (9), o banimento da aluna foi revisto nesta segunda (9).

 

Deu-se por meio de uma nota. Lacônico, o texto não explica as razões da meia-volta. Limita-se a informar o seguinte:

 

"O reitor da Uniban Brasil, de acordo com o artigo 17, inciso IX e XI, de seu regimento interno...”

 

“...Revoga a decisão do Conselho Universitário, proferida no último dia 6, sobre o episódio do dia 22 de outubro, em seu campus em São Bernardo do Campo...”

 

“...Com isso, o reitor dará melhor encaminhamento à decisão". Que encaminhamento? A nota não diz.

 

Nem precisava dizer. O recuo tem razões que dispensam explicações. A expulsão tivera repercussão instantânea e absurdamente negativa.

 

Ficara no ar a incômoda sensação de que a usina de diplomas convertera vítima em ré. Pior: livrara a cara de seus agressores.

 

Nesta segunda (9), antes do anúncio da “desespulsão”, Geisy reunira-se com seus advogados (foto). Trajava calça comprida e uma comportada blusa.

 

Disse que, graças à superexposição do caso, arrostou hostilidades nas ruas. Sobre a universidade, afirmou:

 

“Eu não quero afrontar ninguém, não quero causar constrangimento, se for necessário eu nem desço no intervalo, eu só quero estudar".

 

Preocupada com a segurança, manifestou a intenção de "escolher outra faculdade” para concluir o curso de Turismo. “Por medo", ela disse.

 

Combinou com os advogados, porém, o ajuizamento de uma ação na Justiça para fechar na Uniban ao menos o primeiro semestre do curso.

 

A delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, cidade onde está assentado o campus-caverna, abrira inquérito para investigar o caso.

 

Daí para um processo em que Geisy reivindicasse uma reparação por danos morais seria um pulinho. O processo, aliás, não está descartado.

 

Resta saber o que fará a Uniban com os agressores da moça. No portal que mantém na web, a escola define o que entende ser a sua “missão”:

 

“Promover a formação integral do indivíduo, por meio da capacitação profissional, da produção e aplicação do conhecimento, da promoção da cultura...”

 

“...Do respeito aos valores éticos-morais, através de um processo educativo contínuo de qualidade, voltado para o desenvolvimento da sociedade”.

 

Se tivesse relido o que escreveu, a Uniban não teria expulsado a aluna agredida. Melhor: teria tomado providências contra os agressores.

Escrito por Josias de Souza às 19h26

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44 universidades querem dar ‘honoris causa’ a Lula

  Rodrigo Paiva/Folha
Nas pegadas do “analfabeto” de Caetano Veloso e do “subperonismo” de FHC, Aloizio Mercadante saiu em defesa de Lula no twitter.

 

Escreveu: “Por falta de argumentos, a oposição volta a requentar a tese de que Lula não tem preparo para governar”.

 

“A melhor resposta”, anotou o grão-petê, “foi o prêmio de estadista do ano”, recebido por Lula em Londres, semana passada.

 

Mercadante trouxe à luz uma novidade: Lula dispõe de convites de “44 universidades no mundo para receber o título de doutor honoris causa”.

 

Segundo o senador, Lula só receberá as honrarias depois que deixar o Planalto, em janeiro de 2011.

 

Por quê? Ele “faz questão de terminar o governo como começou: torneiro mecânico”, Mercadante acrescentou.

 

Honoris causa é uma expressão latina. Em português, significa causa nobre. Trata-se de um título honorífico.

 

As casas de diplomas concedem o concedem a pessoas que se destacaram no exercício de determinada função ou na defesa de causas específicas.

 

Mercadante não forneceu os nomes das instituições que endereçaram convites a Lula. Mas aproveitou para fustigar FHC:

 

Disse que, “sete anos depois”, o governo Lula “é melhor” do que o anterior “em praticamente todas as áreas”.

 

Na véspera, otimista, o líder petê anotara no twitter: “A despedida do Lula, com 80% de popularidade, vai comover o povo brasileiro. O terceiro mandato de Lula é Dilma”.

Escrito por Josias de Souza às 18h32

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Lula delega a conselhão estudo de regras ‘anti-TCU’

  Marcello Casal/ABr
O falatório de Lula contra o TCU e outros órgãos que compõem o aparato fiscalizatório do Estado converteu-se numa providência prática.

 

O presidente delegou ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social) a tarefa sugerir alterações legais.

 

Deseja-se atenuar o poder de fogo dos fiscais, acomodando em primeiro plano a celeridade das obras.

 

O conselhão, como ficou conhecido o CDES, é um apêndice do Planalto. Abriga ministros, empresários, trabalhadores e gente do movimento social.

 

Criou-se dentro de um “grupo de trabalho” já existente –“Agenda da Infraestrutura para o Desenvolvimento— um subgrupo –“Investimentos e Desenvolvimento”.

 

É esse subgrupo que vai desfiar o novelo da fiscalização. Escolheu-se para presidi-lo um personagem que, como Lula, é crítico da ação do TCU.

 

Chama-se Paulo Godoy. Empresário, ele representa no conselhão a entidade que preside: Abdib (Associação Brasileira das Indústrias de Base).

 

O sítio eletrônico do conselhão informa que a primeira reunião do tal subgrupo vai ocorrer já nesta quinta-feira (12).

 

No texto, a guerra contra o TCU e adjacências é vendida em linguagem edulcorada. Anotou-se que o “objetivo” do novo grupo de trabalho é o seguinte:

 

“Contribuir diálogo entre gestores e fiscalizadores de investimentos públicos em infraestrutura econômica e social, visando buscar soluções negociadas...”

 

Soluções “...para acelerar a execução de obras, respeitando-se os princípios da legalidade, transparência, eficiência, economicidade, eficácia e efetividade na administração pública”.

 

Sob o timbre adocicado, esconde-se a pretensão de abrir na legislação atalhos que livrem os executores de obras públicas dos rigores dos fiscais do Estado, que Lula acha "excessivos".

 

Além do TCU, de onde emanam as ordens de paralisação de canteiros sob suspeita, há outro alvo: o Ibama, repartição que dá –ou não— licença ambiental às obras.

 

Vão à mesa desde a idéia de constituir um conselho de notáveis acima do TCU até a proposta de alterar a lei de licitações (número 8666), abrandando-a.

 

Tudo isso num instante em que Lula se esforça para imprimir ritmo eleitoral às obras de programas coordenados por Dilma Rousseff: PAC e Minha Casa, Minha Vida.

 

De resto, o governo leva o pé ao acelerador de um par de eventos obreiros: a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016.

 

Tremei, TCU! Estremecei, Ibama!

Escrito por Josias de Souza às 04h38

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Serra sanciona lei que reduz os gases-estufa em 20%

Fábio Pozzebom/ABr

 

O governador de São Paulo, José Serra assina nesta segunda (9) a lei que institui a Política Estadual de Mudanças Climáticas.

 

O texto fixa meta de 20% de redução na emissão de gases de efeito estufa no Estado mais poluidor do país. Vale para todos os setores econômicos.

 

O prazo final para o cumprimento da meta é 2020 –tomou-se como referência o volume de emissões do ano de 2005.

 

Não há, por ora, um cálculo preciso do volume de gases emitidos em 2005. Estima-se que foram à atmosfera algo como 100 milhões de toneladas de CO².

 

Reza a lei que a Cetesb (Cia. de Tecnologia de Saneamento Ambiental) terá de fazer, até dezembro de 2010, um inventário preciso das emissões.

 

A notícia sobre a sanção da lei foi antecipada por Serra, na noite passada, num par de notas penduradas pelo governador na sua página no twitter (aqui e aqui).

 

Proposta pelo executivo estadual, a política de mudanças climáticas foi aprovada no mês passado pela Assembléia Legislativa de São Paulo.

 

Há um quê de cálculo político na iniciativa. Candidato à presidência, Serra antecipa-se a Lula, que se esforça para empinar a candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

A sanção de Serra chega num instante em que o governo hesita em estabelecer uma meta nacional de redução de emissão de gases-estufa.

 

A menos de um mês da reunião sobre mudanças climáticas, em Copenhague, o governo brasileiro ainda não decidiu se levará à reunião uma meta fechada.

 

Na semana passada, Lula reuniu os ministros que tratam da matéria. No encontro, materializou-se o dissenso.

 

De um lado, o ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Do outro, os ministros Celso Amorim (Itamaraty) e Dilma (Casa Civil).

 

Mais ousado, Minc defende que o Brasil leve a Copenhaque o compromisso de reduzir a emissão de gases-estufa em 40% até 2020.

 

Metade da cifra seria garantida pela contenção de 80% do desmatamento da selva amazônica. O resto dependeria da adoção de um leque de providências.

 

Por exemplo: substituição de fontes de energia e aperfeiçoamento das técnicas de exploração agrícola.

 

Amorim e Dilma acham que o Brasil deve se comprometer apenas com a parte que prevê a redução do desmatamento da Amazônia.

 

Em reunião marcada para o próximo sábado (14), Lula dará a palavra final. O presidente pende para a posição da dupla Amorim-Dilma.

 

Prevalecendo essa tendência –80% de queda no desmatamento da Amazônia— o país limitará em 20% o seu compromisso global com a redução da emissão de CO².

 

É a mesma meta prevista na lei que Serra assina nesta segunda, guindando São Paulo à condição de único Estado do país a assumir esse tipo de compromisso.

 

A entrada em cena da presidenciável Marina Silva, agora enrolada na bandeira do Partido Verde, provocou uma espécie de corrida ambiental entre os candidatos.

 

Serra e Dilma tentam como que se pintar de verde. Soprepondo-se sobre Minc, a ministra foi escolhida por Lula para representar o Brasil em Copenhaque.

 

Em entrevista ao repórter Sérgio D’Ávila, no final do mês passado, Marina tomou o partido de Minc, contra a posição de Dilma.

 

"Não podemos nos limitar à redução das emissões apenas pela redução do desmatamento..."

 

“...Deve-se ter uma meta global, que seja para o desmatamento, para energia e para agricultura, para todos os setores".

 

É nesse contexto, em que os gases-estufa são aquecidos pelas pré-emissões de 2010, que Serra tenta consolidar-se como um gestor tomado de súbitas preocupações ambientais.

 

- Atualização feita às 18h06 desta segunda (9): Como previsto, Serra sancionou a lei ambiental de São Paulo. Ao falar de Copenhaque, posou de bom moço:

 

"Não vou torcer para o governo federal fixar uma meta pouco ambiciosa para depois criticar. Vou torcer para fixar meta ambiciosa porque é bom para o Brasil".

Escrito por Josias de Souza às 03h14

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Corregedor da Câmara dá respaldo a gazeteiros

 

- Folha: Reforma não evita rombo na previdência pública

 

- Estadão: Gasto básico de pobres já supera o de ricos

 

- JB: Fla, Flu, Botafogo

 

- Correio: Governo segura verbas da oposição e sobra para o DF

 

- Valor: Estado paga o dobro do salário do setor privado

 

- Jornal do Commercio: Bagunça sem fim

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

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'Unitaliban'!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 03h03

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Ecos da expulsão que inaugurou uma ‘época despida’

  Fábio Braga/Folha
Formalizada em anúncio veiculado neste domingo (8), a expulsão da estudante Geisy Arruda dos quadros da Uniban inaugurou uma época despida.

 

Ao punir a estudante do minivestido e livrar a cara dos "talibãs" que a agrediram, a Unibam expôs uma nudez que ninguém queria ver: o nu acadêmico.

 

Vão abaixo alguns ecos que entrecortaram a pasmaceira de um domingo modorrento:

 

- Esclarecimentos: Insatisfeito com as explicações providas pela Uniban, o MEC vai oficiar a escola. Quer saber, tintim por tintim, o que motivou a expulsão.

 

Ouça-se a secretária de Ensino Superior do ministério, Maria Paula Dallari: "Vamos analisar o que ocorreu...”

 

“...Em vista dos esclarecimentos, o MEC pode recomendar que a universidade se comporte como uma instituição de educação".

 

- De vítima a ré: A ministra Nilcéa Freire (Políticas para as Mulheres) veio aos holofotes para realçar o “absurdo” que a transparência do episódio deixou à mostra:

 

“A estudante passou de vítima a ré. Se a universidade acha que deve estabelecer padrões de vestimenta adequados, deve avisar a seus alunos claramente”.

 

Nilcéa cogita acionar, além do MEC, o Ministério Público. Falou num seminário do qual participava também a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que a endossou:

 

"Mesmo que ela fosse uma prostituta, qual seria o problema da roupa? Temos que ter tolerância com a decisão e postura de cada um", disse Erundina.

 

- Repercussão: Na era do cristal líquido, a exposição das entranhas ganhou as versões on-line de veículos de comunicação do estrangeiro.

 

O caso foi penduradado nos sítios de agências internacionais –Associeted Press e Efe—; de jornais –NY Times, Guardian e Daily Telegraph—; e de TV –CBS.

 

- Solidariedade: A UNE levou ao seu portal uma nota. Termina assim: “Exigimos que a matrícula­ da estudante seja mantida...”

 

“...Que a Universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela Uniban, mas também pela Justiça”.

 

Presidente da UNE, Augusto Chagas comparou: "É como nos casos em que se responsabiliza a vítima de um assalto por estar segurando a carteira...”

 

Ou quando “...se diz que uma mulher é culpada quando sofre um assédio ou abuso por causa da sua roupa. Isso nos parece lamentável".

 

- Perplexidade: Nehemias Melo, advogado de Geisy, declarou-se “perplexo” e “atordoado” com a expulsão de sua cliente.

 

O advogado reúne-se com a estudante nesta segunda (9). Nesse encontro, vai definir as providências a adotar.

 

Como se vê, ao lidar com o episódio de modo enviesado, a Uniban colhe o pior tipo de exposição.

 

Descobriu-se que, sob o manto diáfano que recobre as entranhas da universidade, esconde-se um moralismo fora de época.

Escrito por Josias de Souza às 22h09

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Vai cair nas graças do PT: ‘Eu Odeio Caetano.com.br’

Caiu na web uma música que tem tudo para cair nas graças de Lula e do PT. Chama-se “EuOdeioCaetanoVeloso.com.br”.

 

A peça foi pendurada no YouTube na quinta-feira (5) da semana passada. Por coincidência, o mesmo dia em que Caetano tachou Lula de “analfabeto”.

 

O autor é o paulista Vlado Lima. Integrou a banda alternativa "Os Tropeçalistas", assim, com cedilha.

 

Para gáudio do petismo, o vídeo traz na abertura um esclarecimento vazado em timbre irônico:

 

“Note que não é uma ode contra esse ídolo dos anos 70/60, mas sim uma merecida bronca na mídia preguiçosa”, rendida ao “jabá”.

 

Ou seja, além de situar o sucesso do neo-adversário Caetano em décadas remotas, bate na mídia, o inimigo de sempre. Um quindim.

Escrito por Josias de Souza às 06h57

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Contra plebiscito, PSDB quer comparar Serra a Dilma

Moacyr Lopes Jr./Folha

 

O tucanato já esboça a estratégia de sua campanha para a sucessão presidencial. Vai na contramão do que planejou Lula.

 

Em vez da “armadilha” plebiscitária idealizada pelo presidente –a era FHC X a era Lula ou o “Nós contra eles”—, o PSDB arquiteta outro tipo de comparação.

 

No comando da caravana da oposição, o partido deseja estabelecer um confronto de biografias: a de José Serra contra a de Dilma Rousseff.

 

Na visão do grão-tucanato, a tese do plebiscito não é senão uma tentativa de Lula de acomodar entre ele e Dilma um duto de transferência de prestígio.

 

Para se contrapor à tática do governo, o PSDB vai espremer a tecla de que Dilma no poder siginificaria mais quatro anos de PT. Só que sem Lula.

 

Pretende-se enfatizar que, entre os nomes que irão à cédula, não estarão nem o de Lula nem o de FHC.

 

No cotejo das biografias que interessam, imagina-se contrapor a imagem de um Serra experiente à de uma Dilma novata.

 

De um lado, um ex-deputado constituinte, ex-senador, ex-ministro, ex-prefeito e atual governador do maior Estado do país. Do outro, uma “novata” em eleições.

 

O plano marqueteiro do PSDB, passa longe dos murros em ponta de faca. Nada de renegar programas da gestão Lula que recebem estrepitosa aprovação popular.

 

Bolsa família? O tucanato dirá que começou sob FHC, reconhecerá que Lula ampliou e jurará que Serra vai aperfeiçoar.

 

Vai-se dizer que Serra, por experiente, é mais talhado do que Dilma para preservar o que há de bom e ajeitar o que não funciona.

 

Contra a imagem de boa gestora que Lula tenta pespegar em Dilma, pretende-se apregoar que não é bem assim.

 

O PSDB dirá que tudo o que está sob a responsabilidade direta da chefe da Casa Civil não caminha bem.

 

O PAC? O tucanato coleciona dados. Imagina que vai conseguir demonstrar que há na praça mais propaganda do que obras de infra-estrutura.

 

O Minha Casa, Minha Vida? Para o PSDB, há mais gogó do que chaves nas mãos daqueles que precisam de teto. É assim agora. E não vai mudar até 2010.

 

O tucanato descrê das chances presidenciais de Ciro Gomes. Acha que, isolado por Lula dentro do seu próprio partido, o PSB, Ciro não decola.

 

Trabalha-se com a idéia de que Dilma, hoje com 15% nas pesquisas, vai subir. Beneficiada pela superexposição, tende a firmar-se como alternativa oficial.

 

Porém, munido de suas próprias pesquisas, o tucanato imagina que o crescimento de Dilma não representará ameaça à lidernaça de Serra.

 

O governador paulista é, por ora, o nome mais bem-posto nas sondagens eleitorais. Ele as frequenta em patamares nunca inferiores a 40%.

 

Para o PSDB, é limitada a capacidade de Lula de trasnferir votos para Dilma. É maior no Nordeste.

 

É menor, contudo, no Sul e no Sudeste, regiões em que Serra imagina que prevalecerá, compensando eventuais dissabores de urnas nordestinas.

 

Para corroborar a tese, os tucanos recorrem a dois exemplos. Recordam que, em 2008, Marta Suplicy foi batida em São Paulo a despeito do apoio de Lula.

 

Lembram que, em Natal, sob oposição cerrada de Lula, triunfou nas urnas Micarla de Souza (PV), candidata apoiada pelo senador ‘demo’ José Agripino.

 

Mal comparando, o tucanato vai usar, em 2010, um lema análogo ao utilizado pelo Lula-2006.

 

Contra Alckmin, a musiquinha do programa eleitoral de Lula cantava: “Não troque o certo pelo duvidoso”.

 

Nas dobras da estratégia que se encontra sobre as pranchetas do tucanato, a dúvida de 2010 é Dilma. Serra seria o certo, já testado.

 

O plano esbarra em dois óbices: primeiro, diria Garrincha, falta combinar com os russos. Segundo, é preciso convencer Serra de que a campanha já começou.

 

Não há na cúpula do PSDB um único político disposto a aceitar o calendário de Serra. O governador paulista tenta empurrar a entrada no ringue para março de 2010.

 

A direção tucana trabalha com outro prazo limite: janeiro de 2010. Serra ainda não se deu por achado.

 

Nas últimas 48 horas, em discursos pronunciados na São Paulo de Serra, Lula e Dilma desancaram o tucanato.

 

Em viagem a Istambul, na Turquia, o governador tucano fez que não ouviu.

 

Na tarde de sexta (6), dia em os rivais deitavam falação anti-tucana numa convenção do PCdoB, Serra brindava seus seguidores no twitter com um vídeo sugestivo.

 

Escreveu: “Aos que ficam me mandando dormir: vejam o que recebi! Famoso comercial de 1961. Quem conhecia?”

 

Recomendou um link que conduz a um comercial dos cobertores Parahyba (assista no rodapé). O jingle começa assim: “Tá na hora de dormir...”

 

Para o grosso do PSDB e também para o parceiro DEM, tá na hora de Serra acordar.

Escrito por Josias de Souza às 06h19

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Eleição presidencial deve custar até R$ 500 milhões

 

- Folha: 89% da madeira do PA vem de área ilegal, diz estudo

 

- Estadão: Fraude envolve irmão do presidente do TCU

 

- JB: Compre no cartão, pague com celular

 

- Correio: Senado - 24 milhões de votos jogados fora

 

- Veja: Carreira - Agora é com você!

- Época: A aposentadoria dos seus sonhos

 

- IstoÉ: Como as pessoas decidem

 

- IstoÉ Dinheiro: Os eleitos do BNDES

 

- CartaCapital: A gueixa do futuro, ligada na tomada

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h34

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Caetaneando!

Spon Holz

Via blog do Spon Holz.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Só um presidente genuíno do PMDB salvaria o Brasil

Alan E. Cober

 

Se a sucessão presidencial de 2010 fosse convertida num campeonato de improbabilidades, o eleitor teria diante de si uma barbada.

 

Entre os eventos mais cotados para não acontecer, uma aposta segura seria a de que o PMDB não vai lançar um presidenciável próprio. Uma pena.

 

Abra-se um parêntese, para informar que surgiu na cena política brasileira um novo herói: Roberto Mangabeira Unger. O repórter decidiu cultuá-lo.

 

Muitos devem estar se perguntando: Quem diabos é Mangabeira? Era ministro de Lula até ontem, mas poucos notaram.

 

Trata-se daquele senhor que fala um português com sotaque americanizado. A mãe é brasileira. O pai, americano. Viveu a maior parte do tempo nos EUA.

 

Como intelectual, é um portento. Aos 22 anos, fez-se professor de Harvard. Ainda hoje é mestre da prestigiosa usina americana de canudos.

 

Fora da academia, Mangabeira frequenta a política brasileira como franco atirador. Dispara a esmo. Jamais acertou o alvo.

 

Foi guru de Leonel Brizola. Enxergava nele o presidente ideal. Deu em fiasco. Tentou uma parceria com Ciro Gomes. E nada.

 

No primeiro reinado de Lula, tornou-se um crítico acerbo. Pespegou no ex-operário a pecha de presidente mais corrupto da história republicana.

 

No segundo reinado, virou ministro do “corrupto”. Deixou pronto um plano de reestruturação das Forças Armadas. E voltou para o refúgio de Harvard.

 

Há coisa de um mês e meio, Mangabeira embrenhou-se numa nova empreitada política. Filiou-se ao PMDB. E corre o país defendendo a candidatura própria.

 

Às turras com o petismo, o governador pemedebê do Paraná, Roberto Requião, comprou a idéia. Convoca o “velho MDB” para a guerra. Fecha parênteses.

 

Retorne-se ao início do texto: o repórter decidiu cultuar Mangabeira Unger. Por quê? Concluiu que só um presidente do PMDB arrumaria a casa.

 

Calma. Antes de apanhar as pedras, reflita sobre o plano de Mangabeira. Não é uma idéia oportunista. Ao contrário. Tem lógica.

 

De um presidente do PMDB jamais se dirá que fez qualquer tipo de acordo com o PMDB. O apoio que o PMDB der a um soberano do PMDB será compreensível.

 

O PMDB é o único partido brasileiro que não pode ser acusado de manter relações suspeitas com José Sarney e Renan Calheiros. Suas ligações já são notórias.

 

O brasileiro não precisará mais pressionar o PMDB com receio de que o partido o decepcione. Já está decepcionado.

 

Há mais e melhor. Como já domina todas as coligações de que participa, o PMDB poderia impor os seus projetos sem precisar terceirizar a presidência.

 

O PT, como se sabe, chegou ao Planalto e está cumprindo fielmente a agenda do PMDB. Encantado com Lula, o PMDB talvez decidisse inovar.

 

A julgar pela ilógica que domina a política brasileira, não seria de espantar que, sob um presidente pemedebê, o governo executasse o programa do PT.

 

Assim, por um governo socialista, pelo fim do coronelismo e do fisiologismo na política, viva Roberto Mangabeira Unger!

 

Nem Serra nem Dilma. Só um presidente do PMDB poderia salvar o Brasil do PMDB. Ele não virá. É uma pena.

Escrito por Josias de Souza às 19h34

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Estudante do minivestido é expulsa de universidade

Geyse Arruda, 20, foi excluída do quadro de alunos da Uniban, universidade privada de São Bernardo do Campo (SP).

 

Sindicância da instituição responsabilizou a aluna pelo tumulto ocorrido no campus, na noite de 22 de outubro.

 

Geyse ganhara fama nacional graças ao registro da confusão em vídeo. Pendurada na web, a peça tornara-se um hit.

 

Corpo recoberto por um minivestido vermelho, pernas à mostra, a aluna tivera de deixar a universidade, sob xingamentos, escoltada por policiais.

 

A expulsão foi decidida em reunião realizada na madrugada deste sábado (7) e publicada em anúncio veiculado pela universidade nas edições dominicais de em jornais de São Paulo. Concluiu-se que Geyse “procovou” os colegas.

 

Alegou-se que era usual que ela comparecesse às aulas com roupas curtas e decotes generosos.

 

Ouça-se o assistente jurídico da Uniban, Décio Leonci Machado: A aluna “sempre gostou de provocar os meninos”.

 

Como assim? “O problema não era a roupa, mas a forma de se portar, de falar, de cruzar a perna, de caminhar”.

No dia da algaravia, disse o advogado da universidade, Geyse teria subido deliberadamente seu microvestido com as mãos.

 

Segundo o assessor jurídico, o gesto possibilitou “a quem vinha atrás” enxergar as “partes íntimas” da moça.

 

De resto, disse Décio Machado, Geyse teria entrado numa sala que não era a dela, interrompendo a aula pelo meio. Tudo porque um rapaz desejava conhecê-la.

 

Ao tomar conhecimento da decisão, Geyse reagiu com espanto:

 

“Como me expulsaram? Que absurdo! Eu fui a vítima, quase fui estuprada, como puderam fazer isso?” Ela rebateu as acusações:

 

“Eu estava segurando uma bolsa enorme na mão e um fichário na outra, como conseguiria levantar o vestido? Entrei na outra sala porque fui chamada”.

 

Afora a expulsão de Geyse, nenhuma outra providência foi adotada. Os colegas que a hostilizaram saíram incólumes da sindicância.

 

A universidade só teve olhos para o par de pernas. No mais, fez ouvidos moucos para os uivos e impropérios da legião de bocas desabridas.

 

Aluna com vestido curto não pode. Estudantes com comportamento de talibãs são admitidos. A decisão ainda vai dar muito pano para a barra.

Escrito por Josias de Souza às 19h18

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Um 'rascunho' audiovisual da semana passado a sujo

Escrito por Josias de Souza às 12h18

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Julgamento do tucanoduto pode ocorrer só em 2010

  Folha
Pode ficar para o ano eleitoral de 2010 o julgamento, no STF, da denúncia do tucanoduto.

 

Processo em que o grão-tucano Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é acusado de protagonizar, em 1998, esquema análogo ao mensalão petista, de 2005.

 

Relator do caso, o ministro Joaquim Barbosa votou, nesta semana, pelo recebimento da denúncia.

 

Significa dizer que, na visão de Joaquim, Azeredo deve virar réu numa ação penal em que será julgado por peculato e lavagem de dinheiro.

 

O problema é que, recém-chegado ao Supremo, o ministro José Antonio Dias Toffoli pediu vista do processo, sobrestando o julgamento.

 

Toffoli prometeu devolver os autos ao plenário no final de novembro. Ainda que cumpra o prometido, o tribunal se verá diante de um dilema.

 

Restarão escassas seis sessões até o início do recesso de final de ano do Judiciário, em 19 de dezembro.

 

Há na fila de julgamentos do Supremo nada menos que 583 ações. Daí o risco de o caso do tucanoduto acabar escorregando para o calendário de 2010.

 

Na sessão em que concluiu a leitura de seu voto, Joaquim disse que o caso, por antigo, flertaria com a prescrição.

 

Marco Aurélio Mello contraditou o colega. Afirmou que a contagem do prazo que levaria à prescrição foi suspensa em 2007, quando foi ajuizada a denúncia.

 

A prevalecer o entendimento de Marco Aurélio, o eventual adiamento imporia ao STF apenas o dissabor de julgar o caso em meio ao calor da campanha eleitoral.

 

Uma campanha em que o PSDB de Azeredo vai figurar como protagonista, ao lado do PT. Ossos do ofício. Juiz deve ter os olhos voltados para as leis, não para as urnas.

Escrito por Josias de Souza às 06h00

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PF impõe uma nova punição ao delegado Protógenes

  Alan Marques/Folha
Pelo telefone, o delegado Protógenes Queiroz recebeu a informação de que a sua Polícia Federal lhe impusera uma nova punição.

 

O telefonema lhe chegou no instante em que participava do 12º Congresso do PCdoB.

 

O mesmo evento em que, mais tarde, Lula e Dilma Rousseff discursariam sob efusivos aplausos.

 

Ao divulgar a notícia, Protógenes disse que fora “demitido”. Lorota, esclareceria o Ministério da Justiça.

 

Em verdade, o delegado foi suspenso por 60 dias. Mera renovação de punição já lhe fora imposta anteriormente.

 

"Vou recorrer à Justiça do meu país”, reagiu Protógenes. “Ainda acredito na Justiça do Brasil. Ainda existem juízes dignos e honestos neste país”.

 

O ex-mandachuva da Satiagraha disse que a punição decorre da acusação de ter participado de um comício, em Poços de Caldas (MG).

 

Nova imprecisão. Na realidade, Protógenes é acusado de ter gravado uma mensagem de apoio a um candidato à prefeitura local.

 

Chama-se Paulo Tadeu Silva D'Arcádia. É petista. A despeito do apoio do delegado famoso, foi derrotado.

 

Para usar uma linguagem ao gosto de Protógenes, a “prova-mãe” do processo administrativo é um vídeo.

 

Foi ao ar em 2008, na propaganda televisiva do candidato. Na peça, Protógenes refere-se à promessa do candidato de abrir na cidade uma delegacia da PF.

 

Para seus superiores, Protógenes falou em nome da instituição. Algo que não poderia ter feito.

 

Em sua defesa, o delegado alegara que se limitara a mencionar, em caráter pessoal, a promessa do petista Paulo Tadeu. A peça vai abaixo.

 

 

Protógenes é agora um neocomunista. Filiou-se ao PCdoB. E vai às urnas de 2010 como candidato a uma cadeira no Congresso.

 

A eventual imunidade parlamentar talvez lhe seja útil. A suspensão é ante-sala da demissão. O processo, por ora administrativo, deve converter-se em judicial.

 

Não é a única encrenca que espreita Protógenes. Há outros procedimentos abertos contra ele na PF.

 

Num deles, o delegado é acusado de protagonizar desvios de conduta na condução da Operação Satiagraha.

 

Apura-se, entre outras coisas o uso indevido de agentes da Abin e a espionagem ilegal de autoridades alheias à investigação.

 

Alvo da Satiagraha, o investigado-geral da República Daniel Dantas –livre, leve e solto— serve-se das acusações para desqualificar o processo de que é alvo.

 

Para desassossego de Dantas, já condenado em primeira instância por tentativa de subornar um delegado, a peça que sustenta as acusações não é de Protógenes.

 

É da lavra do delegado Ricardo Saadi, que, ao conduziu a segunda fase da Satiagraha, livrou o inquérito dos alegados vícios protogênicos.

Escrito por Josias de Souza às 05h32

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Lula liga PSDB a Hitler e responde a ataques de FHC

Dilma: tucanos são forças do passado, patéticas e desconexas

 

PCdoB/Divulação

 

De volta ao Brasil, Lula retomou o seu projeto político prioritário: a antecipação do calendário eleitoral de 2010.

 

Acompanhado de Dilma Rousseff, sua candidata, o presidente compareceu, na noite passada, ao 12º Congresso do PCdoB. Ambos discursaram.

 

Um dos participantes do congresso enviou ao blog, por e-mail, o áudio do par de discursos. Em texto levado ao seu portal, O PCdoB concentrou-se em Lula.

 

Presidente e candidata alvejaram o tucanato. Ele respondeu a críticas que recebera na semana que estivera ausente, em Londres. Ela soou como candidata. A certa altura, Lula acusou o PSDB de utilizar tática nazista. Disse ter manuseado duas manchetes de jornal.

 

Mencionou o título de uma delas: “Contra Lula, PSDB treina cabos eleitorais no Nordeste”. Não citou o nome do jornal. Mas referia-se a uma notícia veiculada pela Folha na edição desta sexta (6).

 

Comentou: “É um pouco o que o Hitler dizia, para os alemães pegarem os judeus. Ou seja, vamos treinar gente para não permitir que eles sobrevivam”. Respondeu a um artigo de Fernando Henrique Cardoso, publicado em vários jornais no último domingo.

 

No texto, FHC comparara Lula aos militares. Anotara que instalara-se no Brasil um “autoritarismo popular”. Tachara o “lulismo” de “subperonismo”. Evocando o prêmio que acabara de receber em Londres –“Estadista do Ano”, concedido pela Chatham House-, Lula afirmou:

 

“Compreendo o ódio. Um intelectual ficar assistindo um operário, que só tem o quarto ano primário, ganhar tudo o que ele queria ter ganhado e não ganhou por incompetência é difícil”.

 

Ouviram-se palmas, que evoluíram para a ovação. E Lula: “Tem presidente que foi estudar dois, três anos lá fora. Eu não”. Mais adiante, citou o nome de seu detrator: “O Fernando Henrique Cardoso, eu tenho a convicção absoluta, que ele tinha certeza que nós seríamos um fracasso...”

 

Tinha certeza de “que ele poderia voltar por conta do meu fracasso. É isso que magoa. Então, eu lamento, porque o mundo não deveria ser assim. A gente, quando perde uma coisa, a gente tem que torcer para o outro fazer".

 

Noutro trecho, Lula soou como se respondesse a Caetano Veloso. O compositor o chamara de “analfabeto”. Dissera que “não sabe falar, é cafona falando, grosseiro”.

 

“[...] Essa semana eu fui chamado de analfabeto. E nessa mesma semana eu ganhei o título de estadista do ano. Tem muita gente que acha que a inteligência está ligada à quantidade de anos no colégio. Não tem nada mais burro que isso...”

 

“...Universidade dá conhecimento. Inteligência é outra coisa. E a política é uma das ciências que exigem mais inteligência do que conhecimento. Inteligência para saber montar equipe, tomar decisões, não está nos livros, mas no caráter e na sensibilidade...”

 

“...Mas não importa. As pessoas falam o que querem e ouvem o que não querem. A vida é dura”. Noutra frase, Lula misturou Caetano e FHC: “Um país governado por um analfabeto vai terminar realizando um governo que mais investiu em educação...”

 

“...Vamos terminar nosso governo com 14 novas universidades federais. Estamos fazendo uma vez e meia o que eles não fizeram em um século”. Antes, Lula pedira “atenção” da platéia: “[...] Um estranho no ninho pode desmontar tudo que foi feito em apenas dois anos”.

 

Pregou a “continuidade” como algo “extremamente importante”. Lamentou a ausência de seu nome na cédula. “Vai ter um vazio na minha cabeça”. E citou Dilma como a pessoa talhada para zelar pela “continuidade”.

 

A candidata despejou sobre o microfone adjetivos fortes para referir-se aos rivais tucanos. Reforçou a estratégia plebiscitária --“Nós contra eles”—, idealizada por Lula.

 

Disse que “forças do passado, patéticas e desconexas, usam esmurradas táticas para confundir as pessoas”. Afirmou que o tucanato tenta passar a idéia de que os oito anos de FHC são “semelhantes” aos dois mandatos de Lula.

 

Arredondou o raciocínio: “Eles morrem de medo de comparar nossos [dois] governos com os deles e os nossos projetos com os deles”.

 

Declarou que o Brasil de FHC e o de Lula “são países completamente diferentes”. Acha que “o povo brasileiro vai saber julgar no ano que vem”.

 

Esmiuçou as diferenças segundo a sua ótica: “Vamos mostrar que eles dilapidaram o patrimônio nacional e privatizaram as empresas nacionais”.

 

Disse que a oposição “não tem moral para falar do nosso governo”. Referiu-se às críticas como “queixumes, resmungos e murmúrios”.

 

Anteviu um processo eleitoral “duro”. E fez um chamamento à unidade do consórcio partidário que se aninha sob a presidência de Lula:

 

“As forças progressistas precisam manter a unidade. Não podemos deixar que essa oportunidade de união escape de nossas mãos e das mãos do povo brasileiro”.

 

Incluiu no pacote da unidade até o PSB de Ciro Gomes: “O Brasil nunca esteve tão bem, mas esse será o maior desafio das forças progressistas...”

 

“...Nós [do PT], como o PMDB, o PCdoB, o PSB, o PDT, entre outros, teremos que enfrentar esse desafio”.

 

De resto, Dilma desdenhou da tese oposicionista segundo a qual Lula lidou com a crise a golpes de “sorte”.

 

“A grande crise que sacudiu o mundo colocou por terra esse argumento de que houve sorte”. A crise foi domada, segundo ela, pela “eficiência do governo”.

 

Como se vê, a banda da sucessão passa zunindo sob a janela de 2009. Não é como a banda da música. Não canta coisas de amor. Só o PSDB, ainda à toa na vida, não vê.

Escrito por Josias de Souza às 04h31

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: União exige compensação de nova siderúrgica por poluição

 

- Folha: Cesta básica pesa menos no orçamento dos pobres

 

- Estadão: Militares aceitam poder de polícia, mas PF ataca projeto

 

- JB: Cariocas reféns da armadilha do crédito

 

- Correio: UnB recebeu 88 diplomas falsos

 

- Jornal do Commercio: Santo Amaro festeja um ano na rota do progresso

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.  

Escrito por Josias de Souza às 03h47

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Dá o pé, dá!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 03h46

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Em Honduras, o acordo Micheletti-Zelaya vira cinzas

  Edgard Garrido/Reuters
Uma semana depois de ter sido firmado, virou o acordo que devolveria Honduras à normalidade institucional.

 

Intermediado por negociadores dos EUA e da OEA, o acerto tropeçou já no primeiro passo.

 

Previra-se a formação de um gabinete de conciliação até esta quinta (5). Teria representantes dos dois lados.

 

Um pedaço da equipe seria indicado pelo presidente golpista Roberto Micheletti. Outro, pelo deposto Manuel Zelaya.

 

Para abrir caminho à pacificação, o gabinete golpista renunciou na noite passada. Mas Zelaya negou-se a indicar os seus prepostos.

 

Micheletti deu de ombros. E compôs a nova equipe mesmo sem os nomes do desafeto.

 

Zelaya declarou que o acordo está morto. Mandou dizer que o responsável pelo fracasso é Micheletti, que culpou Zelaya.

 

No miolo da fogueira, arde uma pergunta: quem vai chefiar o gabinete da conciliação?

 

Pelo acordo, caberia ao Congresso hondurenho decidir se Zelaya será ou não restituído à presidência.

 

O diabo é que não foi marcada uma data para a deliberação. E, ao cabo de uma semana, o Congresso não moveu uma palha.

 

Daí a recusa de Zelaya em levar nomes à mesa. De quebra, voltou a vociferar contra as eleições presidenciais marcadas para o final de novembro.

 

Afirma que, realizado sob Micheletti, o pleito será ilegítimo. Ou seja, voltou-se à estaca zero.

 

Patrona do acordo que fixou coisas definitivas sem definir as coisas, a OEA cobra o cumprimento do que foi celebrado.

 

Restabelecido o impasse, Zelaya continua desfrutando das instalações da embaixada do Brasil, convertida em hospedaria terceirizada do companheiro Hugo Chávez.

Escrito por Josias de Souza às 18h29

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2010: PT apresenta Dilma à sua ‘máquina municipal’

Antônio Cruz/ABr

 

Num instante em que a oposição exercita suas hesitações, o PT prepara sua superestrutura municipal para o embate de 2010.

 

O partido de Lula realiza na cidade de Guarulhos (SP) um mega-encontro de seus gestores municipais. Coisa de dois dias.

 

Começa nesta sexta (6) e se estende pelo sábado (7). Foram convidados os 560 prefeitos e os 423 vice-prefeitos do PT. Gente de todo país.

 

A estrela do encontro é Dilma Rousseff. A ministra-candidata, que chega nesta sexta de Londres, reservou o sábado para o encontro de Guarulhos.

 

Além da candidata e dos gestores municipais, vão ao encontro ministros e congressistas do PT. Debaterão três temas:

 

1. A conjuntura política

2. Os “avanços” do governo Lula

3. A estratégia do PT para a sucessão de 2010

 

Organizador da pajelança, o secretário de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira, afirma:

 

“Este encontro será a grande atividade política do partido neste final de ano”.

 

A frase faz sentido. Novata em eleições, Dilma acomoda o seu futuro eleitoral sobre duas escoras: o prestígio de Lula e a máquina do PT.

 

Daí a preocupação em exibir a candidata à engrenagem municipal. Uma forma de aquecer, nos fundões do país, as fornalhas que vão mover as urnas.

 

Dilma aproveitará a presença em São Paulo para dar as caras no 12º Congresso do PCdoB, que foi aberto nesta quinta (5) e vai até o final de semana.

 

Velho parceiro de Lula, o PCdoB rebarba o assédio de Ciro Gomes (PSB) e integra-se, aos poucos, à caravana de Dilma.

 

Ao discursar na abertura do congresso, Renato Rabelo, presidente do PCdoB, ecoou Lula.

 

Disse que, para deter a volta da “direita” –leia-se PSDB—, a aliança PT-PMDB é uma “exigência política”.

 

Num prenúncio de que o PCdoB vai aderir à coligação, Rabelo arrematou:

 

“Quanto mais a eleição presidencial de 2010 se concentrar na forma de plebiscito, de polarização a favor ou contra o ideário e as realizações de Lula...”

 

“...Maiores são as chances de vitória da candidatura sustentada pelo presidente”.

 

Por ironia, a movimentação de Dilma ocorre no Estado governado pelo presidenciável tucano José Serra.

 

Um rival que, escondido atrás do favoritismo que lhe atribuem as pesquisas, esquiva-se de entrar no ringue. Serra diz que só vestirá as luvas em março.

 

Arrisca-se a encontrar sobre o tablado uma Dilma que, vitaminada pela superexposição, talvez já tenha o semblante do segundo turno.

Escrito por Josias de Souza às 05h35

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PSDB lança versão municipal do Bolsa Família no PR

  Divulgação
Candidato ao governo do Paraná, o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), decidiu fazer campanha à Lula.

 

Lançou uma versão municipal do Bolsa Família. Chama-se “Família Curitibana”. Prevê a distribuição de R$ 50 mensais a 7 mil lares pobres.

 

A novidade foi anunciada em cerimônia impregnada de 2010. Deu-se no Tatuquara, um bairro humilde da capital paranaense.

 

A prefeitura armou o palanque e providenciou a platéia. Cerca de mil moradores de outros bairros foram trazidos de ônibus.

 

Súbito, a chegada do prefeito foi anunciada ao microfone. E a multidão: “Beto, Beto...”.

 

Ao percorrer os metros de curitibanos pobres que o separavam do palco, o prefeito beijou e abraçou eleitores. Tirou fotos com crianças. O clássico.

 

Antes do discurso do benfeitor, falaram duas beneficiárias do novo programa. Uma dedicou ao prefeito um poema: “Nova luz”.

 

Outra, recobriu-o de elogios: “A nossa Terra Santa [nome de uma vila de Curitiba] está melhorando graças ao Beto”.

 

Coube ao deputado estadual Mauro Moraes (PSDB) falar em nome dos políticos presentes.

 

Citou um tema alheio ao mote da cerimônia: segurança pública. Criticou a ação do governo estadual, hoje chefiado por Roberto Requião (PMDB).

 

E cuidou de lembrar à audiência que o prefeito quer virar governador: “Isso mudará em 2011, com o nosso próximo governador”.

 

Armada a cena, Beto Richa foi à boca do palco. Soou como Lula. Primeiro, ao dizer que o seu “Família Curitibana” não é um programa assistencialista.

 

Depois, ao afirmar que a população carente não precisa de esmola, mas de oportunidade.

 

Surpreendido, o petismo do Paraná dispensa ao prefeito tucano um tratamento análogo ao que o PSDB reserva a Lula em Brasília.

 

Vale a pena ouvir o vereador Pedro Paulo, líder do PT na Câmara Municipal de Curitiba:

 

“A própria direita questionava o Bolsa Família. Dizia que era eleitoreiro. E, agora, às vésperas da eleição, surge esse programa...”

 

“...Para mim, parece haver outros objetivos, além do atendimento social. Acho que é puramente eleitoral”.

 

Para que a inversão de papéis se complete, só falta o PT do Paraná protocolar no TRE uma representação contra o prefeito do PSDB.

Escrito por Josias de Souza às 05h01

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Caetano: Lula é analfabeto; PT: ele é pós-graduado

Caetano Veloso e Lula têm algo em comum. Ambos são compositores.

 

Como artista, Caetano compõe músicas. Como político, Lula compõe com todo mundo.

 

De resto, a dupla se iguala no hábito de falar além do necessário.

 

Pois bem. Dando azo às afinidades, Caetano resolveu desancar Lula.

 

Em meio a uma declaração de apoio a Marina Silva, chamou-o de analfabeto:

 

"Marina é Lula e é Obama ao mesmo tempo. Ela é meio preta, é cabocla...”

 

“...É inteligente como o Obama, não é analfabeta como o Lula, que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro. Ela fala bem".

 

Abespinhado, o grão-petê Ricardo Berzoini disse que Caetano tem “grande desprezo pela democracia”.

 

E concedeu títulos extracurriculares a Lula: "Quem conhece a trajetória de Lula e vê a liderança internacional que ele tem hoje sabe que ele é pós-graduado...”

 

Pós-graduado “em política, administração e relações internacionais".

 

Ninguém exige de Lula que seja um Caetano. Mas passou-se a exigir de Caetano que reaja politicamente. 

 

É certo que Lula estudou menos do que deveria.

 

Na bastasse o exemplo de Marina, que iniciou a alfabetização aos 16, Vicentinho (PT-SP), um advogado temporão, é prova de que não faltou tempo ao ex-sindicalista. Sobrou-lhe preguiça.

 

É certo também que Lula, portador de logorréia incurável, fala pelos cotovelos.

 

No dizer do poeta Mario Quintana, o autodidata não é senão “um ignorante por conta própria”.

 

E, por vezes, Lula passa a impressão de que encontra prazer no exercício da ignorância.

 

O diabo é que, ao reagir a Lula, Caetano serviu-se da mesma cafonice e grosseria que enxerga no alvo.

 

Numa evidência de que boa escola não assegura elegância, Caetano esbofeteou os milhões de brasileiros apartados do banco da escola pela privação.

 

Por sorte essa gente prefere as canções sertanejas à MPB. Mas Caetano não perderia nada se desperdiçasse um naco de seu tempo ouvindo Caetano. Recomenda-se "Calúnia":

 

“Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque eu vivo a brilhar
Sim, mostraste ser invejoso
Viraste até mentiroso
Só para caluniar
Deixe a calúnia de lado
Se de fato és poeta
Deixe a calúnia de lado
Que ela a mim não afeta
Se me ofendes, tu serás ofendido
Pois quem com ferro fere
Com ferro será ferido
Quiseste ofuscar minha fama
E até jogar-me na lama
Só porque vivo a brilhar

Escrito por Josias de Souza às 03h58

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Siderúrgica aumentará em 76% emissão de CO2 no Rio

 

- Folha: ONU cobra do Brasil meta de emissão de gás-estufa

 

- Estadão: Governo quer dar poder de polícia às Forças Armadas

 

- JB: Beltrame: 'Rio não é violento'

 

- Correio: Diplomas da picaretagem

 

- Valor: Lula garante mais R$ 100 bi ao BNDES

 

- Jornal do Commercio: Tiros e 12 mortes em base nos EUA

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h12

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Monarca!

Dalcío

Via Correio Popular.

- Em tempoLula cumpriu uma agenda açucarada em Londres. No encontro com a rainha Elizabeth 2ª recebeu os parabéns por ter beliscado as Olimpíadas de 2016.

Depois, recebeu o Prêmio Chatham House 2009, pela liderança que exerce na América Latina.

 

Para completar, discursou em seminário econômico. Disse que, sob “revolução silenciosa”, o Brasil cansou de ser “o país do futuro”.

 

Levava a tiracolo Dilma Rousseff. Candidata e padrinho venderam aos ingleses o “Brasil potência”.

Escrito por Josias de Souza às 02h10

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Toffoli pede vista e adia o envio de Azeredo à grelha

Fotos: Folha

 

Um pedido de vista do recém-chegado ministro José Antonio Dias Toffoli adiou, nesta quinta (5), a decisão do STF sobre o tucanoduto.

 

Toffoli pediu tempo para analisar o processo depois que o relator Joaquim Barbosa concluiu a leitura do seu voto.

 

Joaquim acatou a denúncia do Ministério Público no trecho em que acusa o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) de lavagem de dinheiro.

 

Na véspera, Joaquim já havia endossado a acusação quanto à prática de outro crime imputado a Azeredo: peculato (uso de cargo público para auferir vantagens).

 

Com isso, o relator aceitou como razoáveis todas as acusações formuladas pela procuradoria contra o grão-tucano Azeredo.

 

Recomendou que a denúncia seja convertida em ação penal. Algo que arrastaria Azeredo para o banco dos réus.

 

No instante em que os demais ministros começariam a expor os seus votos, Toffoli interveio, pedindo vista do processo.

 

Alegou que já havia preparado o seu voto. Mas passou a ruminar dúvidas quanto ao peso de um recibo que compõe os autos.

 

O documento atesta o repasse de R$ 4,5 milhões em verbas de má origem à campanha reeleitoral de Azeredo, à época em que governava Minas (1998).

 

Foi mencionado no voto de Joaquim como “um dos indícios” que demonstrariam a participação de Azeredo nos malfeitos.

 

O senador questiona a autenticidade do papel na Justiça. Diz que o papel é "falso". Seu advogado, José Gerardo Grossi, mencionou o fato no plenário do STF.

 

Daí o pedido de vista de Tofolli. Joaquim argumentou que o recibo é apenas um dos indícios. Lembrou que há muitos outros. Mas Toffoli manteve o pedido.

 

Joaquim disse que o processo flerta com a prescrição. Contraditando-o, o ministro Marco Aurélio Mello disse que o risco inexiste.

 

Marco Aurélio lembrou que os prazos que levariam à prescrição foram suspensos no instante em que o Ministério Público formulou sua denúncia, em 2007.

 

Toffoli não tem prazo para devolver o processo ao plenário. Assim, adiou-se por tempo indeterminado o envio de Azeredo à grelha.

 

Para que a denúncia se converta em ação penal é preciso que pelo menos cinco ministros concordem com o voto do relator Joaquim Barbosa.

 

Nesta quinta (5), antes do início da sessão do STF, Azeredo foi aos holofotes para reivindicar, por assim dizer, o mesmo tratamento dispensado a Lula no processo do mensalão.

 

A exemplo do presidente, o senador tucano alega que "não sabia" das ilegalidades praticadas ao seu redor. Assim, não acha razoável que o acomodem no banco dos réus.

 

Devagarinho, o "não sabia" vai virando um lema do Brasil dos homens públicos. 

Escrito por Josias de Souza às 20h02

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Senador esfarrapado assume cadeira do colega roto

  Folha
Depois de injustificada relutância, o Senado cumpriu a ordem do STF e deu posse a um novo senador, Acir Gurgacz (PDT-RO).

 

Vai sentar-se na cadeira de Expedito Jr. (PSDB-RO), cujo mandato foi passado na lâmina pela Justiça Eleitoral.

 

Condenado por comprar votos e abusar do poder econômico nas eleições de 2006, o roto Expedito deu lugar a um suplente esfarrapado.

 

Gurgacz leva para dentro do Senado os 200 processos judiciais que lhe pesam sobre os ombros.

 

Repetindo: o novo senador é alvo de duas centenas de processos.

 

No Senado, a suspeição adquiriu uma forma difusa, volatilizada, atmosférica. Para uma parte dos senadores, para ser suspeito, basta respirar.

Escrito por Josias de Souza às 19h12

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Palanque despenca e Requião machuca pé esquerdo

Um mau olhado coletivo parece acompanhar o governador paranaense Roberto Requião (PMDB).

 

Lulista de mostruário, é fustigado pelo petismo. Cortejado por Dilma, flertou com Serra.

 

Entre uma e outro, terminou nos braços do neopemedebê Mangabeira Unger. Enrolou-se na bandeira da candidatura própria do PMDB.

 

Em transmissão televisiva dedicada a educar sobre o câncer de mama, levou aos holofotes a urucubaca homofobia.

 

Nesta quinta (5), acompanhado de séquito numeroso e dos agouros aziagos que açulou, Requião escalou o palanque para entregar 69 ônibus escolares a 29 cidades.

 

O tablado foi abaixo. O governador torceu o pé que lhe é mais caro, o esquerdo. Talvez convenha recorrer a uma benzedeira.

Escrito por Josias de Souza às 18h41

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Polícia desvenda fraudes que miravam a Copa no Rio

Guto Cassiano

 

A Polícia Civil do Rio deflagrou nesta quarta a Operação Monopólio. Executaram-se 30 mandados de busca e apreensão.

 

Recolheram-se, segundo a polícia evidências contra um grupo de 12 empresas, cinco das quais firmas de fachada.

 

São acusadas de fraudas licitações de obras públicas. Beliscaram negócios que alçam a casa dos R$ 100 milhões. Os desvios são estimados em R$ 10 milhões.

 

Entre os papéis colecionados nas batidas às empresas encontraram-se, segundo a polícia, evidências de que o grupo se preparava para um par de novas empreitadas.

 

O material indicaria que os empresários sob suspeita preparavam-se para participar das licitações de obras da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

 

E Lula ainda fala em conter os arroubos do aparato fiscalizar do Estado!

Escrito por Josias de Souza às 04h21

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Equipe de Lula prepara o anúncio do ‘Bolsa-funeral’

Um novo mimo será enganchado no Bolsa Família. Vai entrar em vigor no ano da graça eleitoral de 2010.

 

Os beneficiários do Bolsa Família passarão a dispor de cobertura para os gastos com o enterro dos entes da família.

 

Deseja-se anunciar a novidade no mês que vem, junto com o lançamento de um novas regras para o mercado de microsseguro.

 

Pretende-se popularizar os seguros no país, levando-os até as fronteiras em que vivem as classes C e D, com renda de até três salários mínimos.

 

O presidente da Susep (Superintendência de Seguros Privados), Armando Vergílio, informa que o governo deseja garantir, primeiro, o auxílio funeral.

 

Depois, planeja-se avançar para a cobertura de acidentes pessoais. Numa terceira fase, seria criado o seguro vida para os beneficiários do Bolsa Família.

Escrito por Josias de Souza às 04h08

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PT enrola o PMDB e mantém seus projetos estaduais

 

Em movimento deliberado, o PT empurra com a barriga a resolução dos impasses que sacodem suas relações com o PMDB nos Estados.

 

Sob holofotes, o petismo mostra-se receptivo às reivindicações. Nos subterrâneos, trama contra o parceiro.

 

A pretexto de apagar os incêndios que ardem nos Estados, lideranças das duas legendas reuniram-se nesta quarta (4), em Brasília.

 

A conversa girou como parafuso espanado. Retorceram-se todos os conflitos. Lero vai, lero vem, nenhuma pendência foi dissolvida.

 

Vem de Minas Gerais a encrenca que, por ser a mais grave, resume à perfeição o drama.

 

Ali, medem forças o pemedebê Hélio Costa e o petê Fernando Pimentel. Ambos se apresentam como candidatos ao governo mineiro.

 

Ministro das Comunicações de Lula, Hélio está mais bem-posto nas pesquisas. Escorado nos números, o PMDB cobra do PT apoio ao seu candidato.

 

O petismo simula concordância. E pede tempo. Enquanto aguarda, o PMDB é esfaqueado pelo PT de Pimentel.

 

Ex-prefeito de Belo Horizonte, segundo colocado nas sondagens eleitorais, Pimentel costura na seara petista e dá pontos no quintal do vizinho.

 

No PT, Pimentel tenta mandar a escanteio um adversário doméstico, Patrus Ananias, o ministro do Bolsa Família.

 

Os dois medem forças pelo controle do diretório mineiro do PT. A refrega está marcada para o próximo dia 25.

 

Estima-se que, nessa briga interna, Pimentel prevalecerá sobre Ananias. Teria algo como 55% dos votos que definirão a nova direção do PT-MG.

 

No quintal alheio, Pimentel alia-se, à sorrelfa, com o grupo do ex-governador Newton Cardoso, um pemedebê que se opõe a Hélio Costa.

 

Trama-se acomodar na presidência do PMDB-MG Adalclever Lopes, um deputado estadual ligado a Newtão.

 

Ele disputa o controle da secção estadual do partido com o deputado federal Antônio Andrade, homem de Hélio Costa.

 

No plano nacional, PP e PMDB sustentam a tese de que as desavenças estaduais, por passageiras, não comprometem a aliança que os une no projeto Dilma-2010.

 

Não é bem assim. Para converter o noivado em casamento, o PMDB terá de aprovar o nome de Dilma Rousseff numa convenção nacional, em junho de 2010.

 

Os delegados que votam na convenção são escolhidos nos Estados. Vem de Minas a segunda maior delegação.

 

Entusiasta de Dilma, o deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara, antevê confusão:

 

“Minas tem a segunda maior votação na convenção do PMDB. São 69 delegados. Alguns tem direito a mais de um voto. Juntos, representam cerca de 140 votos...”

 

“...É uma temeridade jogar esse pessoal para o outro lado. Hélio Costa é ministro do presidente Lula. Portanto, a conversa tem que ser mais fácil”.

 

O “outro lado” a que se refere Henrique Alves é o pedaço do PMDB que se dispõe a apoiar o presidenciável tucano José Serra.

 

Em privado, Pimentel dá de ombros. Afirma aos dirigentes nacionais do PT que Hélio Costa não controla o PMDB mineiro. Se bobear, diz ele, nem será candidato.

 

Lula dissera à direção do PMDB que interviria nas refregas estaduais para impedir que os planos locais do PT conspurcassem o projeto nacional de Dilma.

 

Era lorota. Até aqui, o presidente não dirigiu uma palavra de desestímulo a Pimentel, um velho amigo de Dilma. Militaram juntos no grupo VAR-Palmares.

 

Lula tampouco interveio em outros Estados em que o PMDB e o PT servem veneno um ao outro.

 

Além de Minas, a cúpula pemedebê esperava que o presidente mostrasse sua mão forte no Rio, no Pará e no Mato Grosso do Sul.

 

No Rio, o petista Lindberg Farias apresenta-se como rival do pemedebê Sérgio Cabral, candidato à reeleição com ares de favorito.

 

Lula prometera empurrar Lindberg para a disputa ao Senado. E nada. No Pará, o pemedebê Jader Barbalho estranha-se com a petê Ana Julia. E nada de Lua.

 

No Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli (PMDB), candidato à reeleição, é fustigado por Zeca do PT. Henrique Alves exaspera-se:

 

“O Puccinelli tem cerca de 45% nas pesquisas. O Zeca está com 14% ou 15%. Temos que chegar a um entendimento”.

 

Orestes Quércia, presidente do PMDB-SP e aliado de José Serra, percorre o país como um vírus anti-Dilma. Já se achegou a Puccinelli.

 

Diz-se que, aos olhos de hoje, há uma maioria pró-Dilma dentro do PMDB. Mas a coisa pode se a oposição virar dois dos diretórios convulsionados. Dificilmente vai-se entregar o tempo de TV do PMDB a José Serra.

 

Mas, ao brincar com o fogo, o PT acalenta o sonho da turma de Quércia, que já se dará por satisfeita se conseguir melar a entrega da vitrine eletrônica prometida a Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 03h37

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Calote é recorde, mas bancos ampliam crédito

 

- Folha: Novas medidas tentarão reduzir entrada de dólar

 

- Estadão: Entrada de dólares cai 75% com novo imposto

 

- JB: Turismo faz inclusão social

 

- Correio: Jogo de cena para aposentado

 

- Valor: Mittal investe US$ 5 bi e siderúrgica renasce no ES

 

- Jornal do Commercio: IR: Restituição será recorde este mês

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h36

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Aerolulovias!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 03h32

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Caso de tortura provoca demissão de diretor em SC

Foi afastado nesta quarta (4) o diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional) de Santa Catarina, Hudson Queiroz.

 

Exonerou-o o governador Luiz Henrique (PMDB). Uma reação à tortura de presos na maior cadeia do Estado, a Penitenciária de São Pedro de Alcântara.

 

A sessão de tortura, ocorrida em fevereiro de 2008, foi gravada em vídeo. Nas cenas, chutes e tapas. Algemados, presos tiveram a cabeça enfiada na privada.

 

Hudson Queiroz estivera na cadeia no dia em que os presos foram supliciados. Dissera, porém, que não vira a pancadaria.

 

O surgimento de novas denúncias de agressões em presídios catarinenses tornou insustentável a permanência do diretor.

 

O nome do substituto ainda não revelado.

Escrito por Josias de Souza às 20h45

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Câmara adia a votação de reajuste dos aposentados

A Câmara adiou a votação do projeto que reajusta o benefício dos aposentados que recebem mais de um salário mínimo.

 

Conforme noticiado aqui, na noite passada, o adiamento foi provocado por uma manobra do consórcio governista.

 

Cerca de 500 aposentados lotavam as galerias. Gritaram: “Vota, vota”. Entoaram o hino nacional. E nada.

 

Presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), viu-se compelido a intervir. Educadamente, pediu respeito.

 

Encareceu aos aposentados que procurassem os líderes partidários. Insinuou que, sem acordo, o projeto dos aposentados não sai.

 

A caravana dos contrários é liderada pelo PT, o partido de Lula. Na época em que era oposição, o petismo perfilava ao lado dos aposentados.

 

No governo, o ex-PT se deu conta de que o buraco da Previdência é mais em baixo. E vê-se forçado a contrariar a quem sempre adulara.

 

Deve-se o constrangimento, suprema ironia, a um senador petista, Paulo Paim (RS), autor da proposta que o governo deseja sepultar.

Escrito por Josias de Souza às 20h05

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Relator vota pela abertura de ação no tucanoduto-MG

O ministro Joaquim Barbosa, do STF, concluiu, nesta quarta (4), a leitura da primeira parte do seu relatório no caso do tucanoduto de Minas.

 

Refere-se ao pedaço do processo em que o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é acusado do crime de peculato.

 

Joaquim deu razão ao Ministério Público. E votou a favor da conversão desse naco da denúncia em ação penal contra Azeredo.

 

O senador é acusado também de lavagem de dinheiro. A sessão do Supremo terminou antes que Joaquim pudesse concluir o voto.

 

O julgamento prossegue nesta quinta (5). O ministro deve acatar a denúncia também quanto à lavagem de dinheiro.

 

O relatório de Joaquim vai a voto. Para que Azeredo se converta em réu, basta que cinco dos outros dez ministros do STF concordem com a opinião do relator.

 

No vídeo lá do alto, você assiste a trechos das manifestações do procurador-geral da República Roberto Gurgel, do advogado de Azeredo, José Gerardo Grossi, e de Joaquim Barbosa.

Escrito por Josias de Souza às 19h37

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Em reunião, PT e PMDB detalham acordo pró-Dilma

Lideranças do PT e do PMDB realizam nesta quarta (4), em Brasília, uma reunião para tentar superar os impasses que envenenam a parceria nos Estados.

 

Será o primeiro encontro depois do jantar oferecido por Lula. Aquele em que o pedaço governista do PMDB comprometeu-se a apoiar Dilmar Rousseff, do PT.

 

Tenta-se agora superar as desavenças que perduram em vários Estados. Localidades em que as duas legendas tem interesses eleitorais conflitantes.

 

O PMDB pediu o encontro. Reclama de falta de solidariedade do PT. Algo que leva alguns diretórios estaduais a flertar com José Serra (PSDB), o virtual rival de Dilma.

 

Há casos tidos como perdidos. Dá-se de barato que, em pelo menos quatro Estados, o PMDB rendeu-se a Serra: São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Acre.

 

Há outros em que o risco de defecção é latente. Por exemplo: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.

 

Há, de resto, Estados em que, embora divididos, pemedebês e petês tentam pôr em prática a política do palanque duplo. A Bahia é um deles.

 

É improvável que a reunião desta quarta resulte em pacificação instantânea. Será apenas o primeiro de uma série de encontros.

Escrito por Josias de Souza às 06h11

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STF inicia nesta 4ª julgamento do tucanoduto de MG

  Fotos: Folha
O STF reservou a sessão desta quarta (4) para o julgamento de um único processo. Envolve o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

 

Trata-se do inquérito 2280, no qual o Ministério Público acusa Azeredo de ter patrocinado, em 1998, um esquema espúrio de coleta de verbas eleitorais.

 

Azeredo era, à época, candidato à reeleição para o governo de Minas. Nas urnas, perdeu. No Judiciário, ganhou um problema.

 

O tucanoduto de Azeredo foi às manchetes, em 2005, como uma versão mineira do mensalão petista.

 

Na origem, o pé-de-meia do tucanato de Minas e a caixa do petismo de Brasília tem o mesmo agenciador: Marcos Valério.

 

As arcas ilegais de Azeredo aportaram no Supremo em 2007. Foram denunciadas pelo procurador-geral da República de então, Antonio Fernando de Souza.

 

O caso desceu à mesa do ministro Joaquim Barbosa, o mesmo que relatara a denúncia do mensalão do PT.

 

A sessão desta quarta será aberta com a leitura do voto de Joaquim. A expectativa é a de que o ministro receba a denúncia do procurador-geral.

 

Na sequência, depois de ouvidas as razões da defesa e as da acusação, serão colhidos os votos dos outros dez ministros com assento no STF.

 

Se a maioria concordar com Joaquim, o processo será convertido em ação penal. E Azeredo passará de acusado a réu.

 

Além de Azeredo, a peça do Ministério Público acusa outras 14 pessoas. Entre elas Valério e o ex-ministro Walfrido Mares Guia, que teve de deixar a equipe de Lula.

Porém, o relator Joaquim desmembrou o processo. Reteve no STF apenas as acusações contra Azeredo.

 

Como senador, ele é o único que dispõe de foro privilegiado. Os outros acusados serão julgados pela Justiça Federal de Minas.

A peça do Ministério Público é categórica. Refere-se às arcas de Azeredo como “esquema criminoso” de financiamento de campanha eleitoral.

O envolvimento do senador é, na expressão do ex-procurador-geral, “comprovado”. Sustenta-se que a verba espúria de sua campanha teve três origens:

1. “Desvio de recursos públicos do Estado de Minas Gerais, diretamente ou tendo como fonte empresas estatais”.

2. “Repasse de verbas de empresas privadas com interesses econômicos perante o Estado de Minas Gerais, notadamente empreiteiras e bancos, por intermédio da engrenagem ilícita” arquitetada, entre outros, por Marcos Valério.

3. “Utilização dos serviços profissionais e remunerados de lavagem de dinheiro”, operados, entre outros, por Valério e seus sócios, “em conjunto com o Banco Rural, para garantir uma aparência de legalidade às operações [...]”.

Logo que o caso veio à luz, o PSDB alegara que o tucanoduto era mero “caixa dois”. Diferente do mensalão, que envolvera desvio de verbas públicas.

Antonio Fernando não trata de escrituração eleitoral paralela em sua denúncia. Acusa Azeredo de dois crimes: peculato e lavagem de dinheiro.

 

O ex-chefe do Ministério Público cuidou de demonstrar, de resto, que pingaram na contabilidade eleitoral de Azeredo pelo menos R$ 3,5 milhões em verbas públicas.

R$ 1,5 milhão da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), R$ 1,5 milhão da Comig (Companhia Mineradora de Minas Gerais); e R$ 500 mil do Bemge (Banco do Estado de Minas Gerais).

A despeito da ênfase da denúncia, o blog recolheu no STF a impressão de que o caso do tucanoduto suscitará debate entre os ministros.

 

Um debate bem mais intenso do que o ocorrido quando do julgamento do caso do mensalão. Por quê?

 

Primeiro porque havia na época do mensalão uma pressão sobre o tribunal que não se verifica agora.

 

Segundo porque, no curso do processo do mensalão, alguns ministros se convenceram de que parte das acusações revelaram-se inconsistentes.

 

Por exemplo: Marcos Valério fora acusado de gestão fraudulenta no Banco Rural, um dos provedores das verbas “não contabilizadas” de Delúbio Soares.

 

Verificou-se depois que, como não era nem diretor nem funcionário do banco, Valério não poderia ser responsabilizado pelos malfeitos atribuídos à instituição financeira.

 

Antevendo o calor dos debates, o STF estima que desfecho do julgamento pode transbordar para a sessão de quinta (5).

 

Há, de resto, o risco de que algum ministro formule um pedido de vista, adiando o veredicto para data incerta.

 

Nessa hipótese, os delitos atribuídos a Azeredo passariam a flertar com o risco da prescrição.

Escrito por Josias de Souza às 05h33

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Governo se mexe para evitar reajuste a aposentados

Há na pauta da Câmara um projeto ansiado pelos aposentados. Concede a todas as aposentadorias o mesmo reajuste do salário mínimo.

 

A proposta já passou pelo Senado. Os deputados deveriam apreciá-la nesta quarta (4). Mas o governo decidiu impedir.

 

Haverá barulho. A Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas) arregimentou mil idosos para bater bumbo na Câmara.

 

Os operadores políticos de Lula estimam que, se levado a voto, o projeto será aprovado. Algo que o governo fará tudo para evitar.

 

O presidente já decidiu: não dará aos aposentados o mimo pretendido. Se aprovado, teria de vetá-lo, arrostando o desgaste. Prefere empurrar com a barriga.

 

Os aposentados brasileiros são contados em cerca de 26 milhões. Desse total, algo como 18 milhões já recebem o equivalente ao salário mínimo.

 

Os outros 8 milhões, donos de aposentadorias mais altas, vem sendo brindados com reajustes inferiores aos concedidos ao mínimo.

 

É esse contingente que o projeto via beneficiar. O Ministério da Previdência foi à máquina de calcular.

 

Concluiu que a extensão do reajuste do salário mínimo aos 8 milhões de aposentados que ainda não o recebem custaria R$ 6,9 bilhões em 2010.

 

Alega-se que não há dinheiro. De resto, argumenta-se que a nova despesa, por permanente, estouraria as arcas previdenciárias no longo prazo.

 

Sem alarde, os mandachuvas do consórcio governista borrifaram veneno na pauta de votações da Câmara.

 

Retiraram da fila votações uma MP (medida provisória) que deveria ter sido apreciada nesta terça (3). Empurraram-na para a pauta desta quarta (4).

 

Com isso, bloqueou-se a pauta. Pela lei, as medidas provisórias tem preferência sobre os outros projetos. Nada pode ser votado antes delas.

 

Presidente da Cobap, a confederação de aposentados, Warley Martins Gonçalles avisa que os “inimigos” dos idosos terão seus nomes expostos país afora.

 

"Em 2010, teremos eleições. Será o momento propício para os 26 milhões de aposentados brasileiros saberem realmente quem são seus amigos na Câmara”.

 

Líder do PT, o deputado Candido Vacarrezza explica a lógica do nariz torcido do governo:

 

“Se der o reajuste para esses 8 milhões de aposentados que o reivindicam, o governo não terá como manter a política de aumento do salário mínimo...”

 

“...Reduzindo a recuperação do mínimo, fica prejudicada a maioria dos aposentados que se beneficiam do reajuste. Logo, a proposta não é boa para os aposentados”.

 

O curioso é que o projeto cuja aprovação o governo deseja evitar é de autoria do senador Paulo Paim (RS), um petista de mostruário.

 

Ou seja, trata-se, em essência, de uma briga do PT contra si mesmo.

Escrito por Josias de Souza às 04h15

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Acordo prevê mais tempo para traficantes na cadeia

 

- Folha: Expansão e dólar barato estimulam importação

 

- Estadão: Brasil deve ir a reunião de clima sem meta definida

 

- JB: Governo vai limitar reajuste de aposentado

 

- Correio: Aposentado perde reajuste, Senado amplia hora extra

 

- Valor: Investimento industrial tem forte recuperação

 

- Jornal do Commercio: Menos acidentes, mais mortes

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h09

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Est(r)adista!

Spon Holz

Via blog do Spon Holz.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

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Lula diz que aconselhará a Obama que ‘faça um SUS’

De passagem pelo Recife, escala de sua viagem a Londres, Lula discursou num congresso de profissionais de saúde.

 

Revolveu um velho tema: o sepultamento da CPMF. O Senado mandou o tributo à cova em 2007. Mas Lula ainda traz a derrota atravessada na traquéia.

 

Disse que a oposição, "em vez de garantir R$ 40 bilhões por ano para a saúde”, preferiu “prejudicar o Lula”. Poliu o discurso que será levado aos palanques de 2010:

 

“Eles não prejudicaram o Lula, prejudicaram milhões de brasileiros que não tem dinheiro para pagar um plano médico".

 

Integrante da comitiva presidencial, a ministra-candidata Dilma Rousseff apenas ouviu o chefe. Não discursou.

 

No dizer de Lula, Saúde de qualidade exige dinheiro. Disse que o país está longe de atender condignamente os pobres.

 

Expressnado-se em lulês, afirmou que conhece os dois lados do problema: “Eu sei o que é esperar sentado, com a bunda num banco de um balcão de hospital...”

 

“...Três horas, quatro horas ou cinco horas. E, às vez, depois que a gente tá lá, diz ó: o médico num tá!...”

 

“...Eu sei o que é isso. E sei o lado do atendimento vip que tem um presidente da República”.

 

A despeito das distorções, fez enfática defesa do SUS. Mencionou o drama vivido por Barack Obama, que tenta reformar o sistema de saúde dos EUA.

 

“Lá tem 50 milhões de pobres que não tem direito a nada. Ah, se tivesse um SUS nos EUA... Como seria bom pros pobres...”

 

“...Eu, na próxima conversa que tiver com o Obama vou falar: Obama, faça um SUS. Custa mais barato, é de qualidade e é universal”.

 

Mais barato? Talvez. De qualidade? A "bunda" do presidente sabe que não. Universal? Só no papel. 

Escrito por Josias de Souza às 01h52

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Senado carnavaliza decisão do STF, descumprindo-a

  Waldemir Barreto/Ag.Senado
Num Brasil remoto, as mães costumavam ministrar aos filhos algumas lições básicas.

 

O menino aprendia que não devia engolir chiclete. Colava nas tripas.

 

Banho depois de comer, jamais. Dava em congestão ou paralisia facial.

 

Pés descalços em chão de ladrilho? Pneumonia. Manga com leite? Morte.

 

Sobrevivendo às armadilhas da infância, o brasileiro aprendia outra básica lição:

 

Decisão judicial não se discute, cumpre-se. Do contrário, dá cadeia.

 

A modernidade encarregou-se de desmoralizar a sabedoria transmitida pelas mães. Chiclete, banho pós-almoço, pé no ladrilho e batida de manga já não espantam.

 

O Senado se encarrega de corromper a cara feia do Judiciário. Nesta terça (3), a Mesa diretora do Senado mandou às favas uma decisão do STF.

 

O Supremo determinara ao Senado que acomodasse, sem mais delongas, o suplente Acir Gurgacz (PDT-RO) na cadeira do titular Expedito Jr. (PSDB-RO).

 

Acusado de compra de votos e abuso do poder econômico, Expedito tivera o mandato passado na lâmina pelo TSE. O Senado dera de ombros.

 

Acionado, o STF informou o óbvio: a sentença do TSE não comporta discussões. O ministro Celso de Mello queixou-se do Legislativo.

 

Expedito recorreu, veja você, à direção do Senado. Pediu que lhe fosse autorizado recorrer à Comissão de Justiça do Senado.

 

Sapateando sobre o STF, os senadores deferiram o pedido do senador cassado. E a posse do suplente, que ocorreria nesta terça, foi às calendas.

 

O PDT, partido do novo dono da vaga, ameaça recorrer à Justiça. Cogita pedir a prisão dos membros da Mesa do Senado.

 

Inquirido a respeito, Sarney disse que foi voto vencido. E fez piada. Disse que, preso, não pediria cigarros, porque não fuma.

 

Vem aí o Natal. Depois, o Carnaval. Ou o STF toma uma providência ou suas decisões, por carnavalizadas, terão o peso de uma sentença de Papai Noel.

 

Para os senadores, decisão do Supremo, como o Carnaval da Bahia, pode ser esticada.

 

Em Salvador, como se sabe, o folião se despede da festa da carne, se despede, se despede e a carne nunca vai embora.

 

Entre os baianos, o simbolismo da Quarta-Feira de Cinzas, dia em que a purgação acaba e começa a contrição, não vale.

 

No Senado, a simbologia da palavra final do STF, que marca o fim da festa e o início do acerto de contas, também não vale.

Escrito por Josias de Souza às 19h37

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A caminho de Londres, Lula desfila com Dilma em PE

  Alan Marques/Folha
Lula embarca para Londres na noite desta terça (3). Só volta na sexta (6). Terá um resto de semana açucarado.

 

Vai receber o prêmio Chatham House. Um reconhecimento aos esforços do seu governo para combater a miséria e a fome.

 

Fará palestra sobre a forma como o Brasil lidou com a crise financeira global. Coisa organizada pelo prestigioso diário Financial Times.

 

De resto, encontrará o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e fará uma visita protocolar à rainha Elisabeth 2ª.

 

A caminho de Londres, Lula fará escala no Recife. Participa do 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva.

 

Entre os integrantes da comitiva está a ministra-candidata Dilma Rousseff, uma companhia indefectível do chefe.

 

Na semana que vem, já de volta ao Brasil, Lula recepcionará, em audiências separadas, dois personagens:

 

Primeiro, o chefe de Estado de Israel, Shimon Peres. Depois, o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas.

 

No dia 23, chega a Brasília o controverso presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. De permeio, Lula voará à Argentina da companheira Cristina Kirchner.

Escrito por Josias de Souza às 05h57

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Toffoli sobre patrocínio festivo da CEF: Eu não sabia

  Sérgio Lima/Folha
Causou constrangimento no STF o repasse de R$ 40 mil feito pela CEF para ajudar no custeio da festa que celebrou a posse de José Antonio Dias Toffoli.

 

“É claro que é um desgaste para ele e para a instituição também”, comentou o ministro Marco Aurélio Mello, neocolega de Toffoli no Supremo.

 

“Só posso presumir que ele não estava a par disso”, Marco Aurélio acrescentou. Dito e feito.

 

Toffoli foi aos microfones para informar o seguinte: “Não pedi festa nenhuma e não sei onde obtiveram o dinheiro...”

 

“...Supus que os recursos vieram dos associados [de entidades de magistrados], mas de onde veio o dinheiro não é problema meu. É problema de quem ofertou”.

 

Tomado pela ótica jurídica, o problema, de fato, não é de Toffoli. O novo ministro não deve ser chamado a prestar contas a nenhum órgão de controle.

 

Mas, como lembrou Marco Aurélio, o problema é outro. O questionamento vem da sociedade, de cujos bolsos vem o dinheiro que nutre as arcas da CEF.

 

Toffoli teria feito melhor se, consumada a posse, tivesse limitado os festejos ao estouro do champanhe no mais profundo recôndito do lar.

Escrito por Josias de Souza às 05h26

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Em crise no Rio, oposição deixa Serra sem palanque

  Fotos: ABr e Folha
O senador Sérgio Guerra (PE), presidente do PSDB, desembarca nesta quarta (4) no Rio de Janeiro.

 

Vai cuidar de um infortúnio que assedia a candidatura presidencial de José Serra no terceiro maior colégio eleitoral do país: a falta de palanque.

 

A oposição planejara fazer de Fernando Gabeira (PV) o seu candidato ao governo do Rio. Iria às urnas com o apoio do PSDB, do DEM e do PPS.

 

Em diálogo que manteve com o tucano Marcio Fortes, homem de Serra no Rio, Gabeira avisou que vai concorrer ao Senado, não ao governo.

 

A conversa ocorreu há mais de um mês. Gabeira disse a Fortes que avisava com antecedência para que Serra pudesse “encontrar uma saída”.

 

Ao desembarque de Gabeira seguiu-se um congelamento das articulações, só agora retomadas, com atraso, por Sérgio Guerra.

 

O tucanato fluminense vive um pesadelo semelhante ao drama que atormenta o petismo paulista.

 

Em São Paulo, o petista mais bem-posto, Antonio Palocci, amealha escassos 5% nas pesquisas.

 

Para prover um palanque para sua candidata, Dilma Rousseff, Lula sonha empurrar Ciro Gomes (PSB) da arena nacional para a estadual.

 

O caso do PSDB no Rio é mais grave. Não há, por ora, uma alternativa a Gabeira. A oposição jogara todas as suas fichas no deputado verde.

 

A coisa parecia caminhar bem. Em 1º de setembro, numa reunião reservada ocorrida na casa do ex-prefeito Cesar Maia (DEM), Gabeira soara decidido.

 

Concorreria ao governo. Escolhera até o vice: o deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB). Agendara-se a data do lançamento: 15 de setembro.

 

Sobreveio a transferência de Marina Silva do PT para o PV. Gabeira ensaiara a montagem de um palanque duplo. Recepcionaria Serra e Marina.

 

Súbito, o prefeito tucano de Caxias, José Camilo Zito dos Santos, pôs-se a fustigar Gabeira. Apresentou-se como alternativa do PSDB ao governo do Estado.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, Gabeira levou o pé atrás. E Serra, hoje com mais cara de candidato do que Aécio Neves, tornou-se, no Rio, um sem-palanque.

 

Tudo isso num Estado em que Lula administra o excesso de palanques. Dilma Rousseff precisa de um. Dispõe de três.

 

Além do tablado reeleitoral de Sérgio Cabral (PMDB), o preferido de Lula, oferecem palco para Dilma: Lindberg Farias (PT) e Anthony Garotinho (PR).

 

Na seara oposicionista, há a ex-deputada Denise Frossard (PPS). Na disputa de 2006, não fizera feio. Perdera para Cabral no segundo turno.

 

Agora, porém, a ex-juíza Denise se diz desencantada com a política. Nem ao Congresso deseja concorrer.

 

Haveria a opção Cesar Maia (DEM). Mas o ex-prefeito direcionou seus esforços para o Senado. E alega que já não haveria tempo para a troca de planos.

 

Ouça-se o que disse ao repórter um mandachuva do DEM-RJ: “Meses atrás, a candidatura do Cesar Maia ao governo seria um sacrifício. Hoje, é suicídio”.

 

É essa atmosfera envenenada que Sérgio Guerra vai respirar desde o desembarque. Ou encontra um candidato ou se arrisca a fazer do Rio uma Waterloo tucana.

Escrito por Josias de Souza às 05h03

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Em SC, o governo piscou diante da tortura de presos

O governador de Santa Catarina, Luiz Henrique, jacta-se de pertencer ao velho MDB. Teve o privilégio de pertencer ao grupo de Ulysses Guimarães.

 

O mesmo Ulysses que chefiou a oposição à finada ditadura num tempo em que havia morte e tortura nos cárceres. E cães nas ruas.

 

Quis o destino que, em plena vigência da democracia, a truculência se imiscuísse nas cadeias geridas sob Luiz Henrique.

 

Veio à luz um vídeo torturante. Exibe agentes do Estado catarinense desferindo socos e pontapés em hóspedes de uma penitenciária.

 

Além de apanhar, os presos foram arrastados a um banheiro. Algemados, tiveram as cabeças enfiadas num vaso sanitário.

 

As cenas são de fevereiro de 2008. Foram captadas na Penitenciária de São Pedro de Alcântara, a maior do Estado.

 

Confrontada com uma fita do gênero, qualquer Justiça do planeta classificaria as cenas como crime.

 

Pois bem. As primeiras reações do governo de Luiz Henrique foram de uma timidez que não combina com a virulência das imagens.

 

Anunciou-se o afastamento de apenas um agente carcerário. Afora os espectadores da barbárie, mostrados no vídeo de costas, há pelo menos três torturadores.

 

O diretor do Deap (Departamento de Administração Prisional), Hudson Queiroz, esteve na cadeia no dia em que as imagens foram gravadas.

 

Participou da operação. Mas alega que, enquanto esteve no recinto, não testemunhou agressões a presos. Vale a pena ouvi-lo:

 

“Houve uma reação em cadeia por parte dos presos, que agrediram os agentes com água quente, urina e palavras ofensivas..."

 

 

"...Mas, naquela operação, não presenciei nenhum tipo de violência de agente prisional contra preso, até porque não foi retirada de detentos de cela, simplesmente foi colocação. Nós estávamos colocando uma pessoa a mais por cela”.

 

Quanto à última parte da fala, não há, por ora, razão para pôr em dúvida a palavra do diretor. O vídeo mostra que violência houve. Mas o doutor Queiroz pode não tê-la visto.

 

Quanto às agressões de presos a carcereiros, admita-se que tenham ocorrido. A coisa se passou numa cadeia, não num jardim de infância. Mas e daí?

 

O contribuinte catarinense fornece aos agentes prisionais treinamento e equipagem para que reajam aos fora da lei dentro da lei.

 

Fora disso, termina-se por dar razão ao general Vicente de Paulo Dale Coutinho, ministro do Exército numa fase em que a linha dura dava as cartas.

 

Às vésperas de assumir o cargo, em 1974, o general Dale Coutinho referiu-se à guerra contra a “subversão” dessa maneira:

 

"Ah, o negócio melhorou muito. Agora, melhorou, aqui entre nós, quando começamos a matar".

 

Para aumentar o desconforto, vieram aos holofotes de Santa Catarina novas e inquietantes informações.

 

Por exemplo: soube-se que, na mesma cadeia do vídeo, um preso morrera na cela em condições suspeitas. Coisa de janeiro de 2008.

 

Ouça-se Hilton Vieira, o delegado-corregedor da época, que se ocupou da apuração do episódio:

 

“De fato, [o preso] foi espancado e jogado na cela, onde permaneceu quatro dias agonizando sem assistência médica...”

 

“...Segundo os detentos que foram testemunhas, eles foram espancados por cinco agentes, os cinco agentes de plantão naquele dia”.

 

Não é só. Em março deste ano, agentes prisionais de outra cadeia catarinense, a Penitenciária de Tijucas, foram acusados de espancar presos.

 

Os detentos disseram ter entrado no cabo de vassoura e na borracha. Examinaram-se 350 presos. Um Laudo atestou lesões nos corpos de 143.

 

A delegada que apura o malfeito informa que, ao apanhar, os detentos de Tijucas encontravam-se imobilizados.

 

Por ordem de Luiz Henrique, abriu-se um processo administrativo para apurar o caso do vídeo. Fixou-se prazo de 30 dias para a investigação.

 

O governador promete rigor. Diz que, comprovado o envolvimento de diretor, será mandado, também ele, ao olho da rua. É o que se espera.

 

Antes da apuração, pode-se alegar que a tortura de Santa Catarina é produto da deformação de subalternos.

 

Considerando-se a reincidência, porém, fica no ar a incômoda sensação de que a prática, por sistemática, pode ser fruto de fenômeno ainda mais grave.

 

Está-se diante de um desses episódios que podem levantar ou sepultar a biografia de um homem público.

 

De resto, cabe pergutar: se coisas assim sucedem no ilustrado e desenvolvido Estado de Santa Catarina, o que não estará ocorrendo nos calabouços de localidades menos afortunadas?

Escrito por Josias de Souza às 03h39

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Crack supera cocaína entre usuários em tratamento

 

- Folha: Após queda, passagem de avião vai aumentar

 

- Estadão: Após mais de uma década, BC tem saída para bancos falidos

 

- JB: ONU faz pressão sobre EUA

 

- Correio: Twitter vira arma contra Lei Seca

 

- Valor: Chineses ganham mercado com preço cada vez menor

 

- Estado de Minas: Menor infrator obriga juízes a voltar às aulas

 

- Jornal do Commercio: Começa matrícula de aluno novato

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h43

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Morte prematura!

Ivan Cabral

Via blog do Ivan Cabral.

Escrito por Josias de Souza às 01h41

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Em enquete, PMDB prefere candidato próprio a Dilma

  Folha
O PMDB traz pendurado no portal que mantém na internet um retrato de sua divisão. A fotografia tem a forma de uma enquete.

 

Os filiados do partido foram instados a se manifestar nos seguintes termos: “Nas eleições de 2010, para a Presidência da República, o PMDB deve:”

 

Eis o resultado:

 

Ter candidatura própria: 41,16% (1.873 votantes)

Apoiar candidatura do PT: 39,9% (1.816 votos)

Apoiar candidatura do PSDB: 13,29% (605)

Liberar as bases para apoiar quem quiserem: 5,65% (257)

 

Considerando-se esses dados, o partido ignorou a vontade de seus filiados ao firmar o pré-acordo de cúpula que prevê o apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT).

 

No cálculo mais açucarado, o apoio a Dilma perde para a candidatura própria por 41,16% a 39,9%. Empate técnico, dirão os mais otimistas.

 

A conta fica apimentada, porém, quando a opção por Dilma é confrontada com a soma das opiniões de todos os que disseram na sondagem que desejam coisa diferente.

 

Juntando-se os 41,16% da candidatura própria, os 13,29% de apoio ao PSDB e os 5,65% que preferem a liberação das bases, chega-se a 60,1%.

 

É nesse conjunto de números que se escora o presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, fechado com José Serra (PSDB), para dizer que o partido “não vai entregar a mercadoria” que sua cúpula promete a Lula.

 

É nessa onda que surfa também o governador pemedebê do Paraná, Roberto Requião. Ele passou a defender a candidatura própria do PMDB.

 

Para entregar a “mercadoria” a Lula, o grupo liderado pelo presidente da Câmara, Michel Temer (SP), mira na convenção nacional do partido.

 

Composto por delegados eleitos pelos diretórios estaduais do PMDB, o colegiado se reúne em junho de 2010.

 

Sem revelar números, a turma de Temer diz que já dispõe de maioria na convenção. Para evitar surpresas, cobra pressa do PT.

 

O partido de Lula demora-se a fechar com o PMDB os acordos estaduais que vão solidificar a suposta maioria pró-Dilma na convenção.

 

Agendou-se para esta quarta-feira (4), em Brasília, um encontro de dirigentes das duas legendas para tentar jogar água nos Estados que ainda fervem.

 

- Serviço: o resultado da enquete do PMDB está disponível na página de abertura do portal eletrônico da legenda. Pressione aqui. Chegando ao endereço, deslize até o rodapé da página. O reultado está à direita.

Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Como Aécio renega vice de Serra, DEM exige a vaga

  Fotos: Divulgação e Folha
A direção do DEM avisou à cúpula do PSDB: inviabilizada a chapa puro sangue do tucanato, não abre mão de indicar o candidato a vice.

 

Os ‘demos’ haviam cedido a vaga para facilitar a vida dos tucanos. Imaginara-se que, pressionado, Aécio Neves toparia ser o segundo de José Serra.

 

O governador de Minas refugou a oferta. Disse que, preterido como cabeça da chapa presidencial, prefere ir às urnas como candidato ao Senado.

 

A recusa de Aécio, feita em público e repisada em privado, levou o DEM a se reposicionar. Daí o aviso aos tucanos, feito na semana passada.

 

Nos subterrâneos, os ‘demos’ já discutem as alternativas de que dispõe. Não há na legenda um vice, por assim dizer, natural.

 

São três os nomes mais cotados para compor a chapa ao lado de José Serra, a essa altura tido como virtual candidato tucano à sucessão de Lula.

 

Integram a lista: José Roberto Arruda, governador do DF; José Agripino, líder do DEM no Senado; e Cesar Maia, ex-prefeito do Rio.

 

A escolha não será simples. A hesitação do PSDB a torna ainda mais complicada. A indefinição nacional fez avançar o xadrez estadual.

 

Arruda, Agripino e Maia encontram-se mergulhados nas articulações de seus respectivos Estados. A opção pela vice significaria uma guinada.

 

Candidato à reeleição, Arruda tem nos seus calcanhares o rival Joaquim Roriz, que acaba de transferir-se do PMDB para o PSC.

 

A eventual conversão de Arruda em candidato à vice-presidência da República entregaria a Roriz, de bandeja, o governo do DF.

 

Agripino almeja o retorno ao Senado. Dispõe de pesquisas que indicam que o eleitor do Rio Grande do Norte se dispõe a lhe restituir a cadeira.

 

Em 2006, Agripino medira forças com José Jorge pela posição de vice de Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano de então. Perdeu. Agora, diz não ter interesse.

 

Cesar Maia é candidato ao Senado pelo Rio. Dos três, é o que tem o caminho mais pedregoso a percorrer.

 

As pesquisas feitas por encomenda do DEM indicam que as duas vagas de senador pelo Rio serão definidas numa disputa renhida.

 

Além do ex-prefeito ‘demo’ estão no páreo Marcelo Crivella (PRB), candidato de Lula; e Fernando Gabeira (PV), que raspou na trave na disputa municipal de 2008.

 

Amigo de juventude do governador de São Paulo, com quem dividiu as agruras do exílio no Chile, Cesar Maia prefere Serra a Aécio.

 

Em tese, Maia seria um ‘demo’ talhado para ocupar a vice. O diabo é que o DEM olha de esguelha para Serra.

 

O presidenciável tucano empurra o anúncio de sua candidatura para março de 2010. O prazo legal para que deixe o governo paulista é 3 de abril.

 

A turma do DEM se pergunta: e se Dilma Rousseff crescer nas pesquisas e Serra optar, na última hora, pela segurança de uma candidatura reeleitoral em São Paulo?

 

Embora negada por Serra, a hipótese da desistência atormenta o parceiro. Daí a pressão para que o calendário do PSDB seja abreviado.

Escrito por Josias de Souza às 04h37

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Governo manobra Orçamento para gastar mais em 2010

 

- Folha: Governo apura fraudes de R$ 5,75 bi em pregões

 

- Estadão: Obama eleva pressão por venda de caças à FAB

 

- JB: Empregos temporários crescem em todo país

 

- Correio: 140 mil pessoas terão lotes legalizados

 

- Jornal do Commercio: Timbu vence, respira e Sport joga a tolha

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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Encontro com deus!

Benett

Via Charges do Benett.

Escrito por Josias de Souza às 02h11

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Registros rápidos do que se ouve sobre o que houve

- Dilma da Silva: Há na praça uma alternativa presidencial nova. Foi produzida a frio, nos laboratórios do Planalto. Resulta da mistura do DNA de Dilma com uma raspagem das cordas vocais roucas de Lula. Em condições de laboratório, Dilma da Silva se expressa em lulês e tem respostas para tudo. Resta saber como vai se comportar em condições de uso normal.

 

- Fiscal do fiscal: O Planalto levou ao forno projeto que cria uma “câmara técnica” acima do TCU. Em 1989, Lula dissera: “Corrupção e concorrências ilícitas não são novidades. Novidade acontecerá no dia em que alguém for para a cadeia”. Hoje, aliado a Judas, aderiu ao ‘vai ou racha’. Quer tocar todas as obras, mesmo que rachadas pelo ilícito. 

 

- Macumba: O ministro pemedebê Geddel Vieira Lima estreou como comentarista de rádio, em Salvador. Levou ao ar uma primeira macumba contra o governador petê Jaques Wagner, com quem medirá forças em 2010. De janeiro a outubro, Wagner torrou R$ 61,6 milhões em publicidade. Para a educação, R$ 50,6 milhões. Para a segurança, R$ 15,9 milhões. Se os números forem reais, não há mãe de santo que desfaça a mandinga.

 

- Reai$ desaparecidos: O Planalto fez desaparecer a quantia de R$ 13,5 milhões numa campanha publicitária destinada a obter informações que levem às ossadas dos desaparecidos da ditadura. Presidente do Tortura Nunca Mais, Cecília Coimbra, bate: “É encenação para a sociedade. O governo não abre os arquivos e vem com essa campanha pífia. Estão tentando tirar a responsabilidade do Estado e repassar para a população”.

 

- Efeito Toffoli: A Associação dos Magistrados do Brasil enrolou-se em bandeira nova: quer mudar o método de escolha dos ministros do STF. “A forma de acesso vigente há muitos anos lança dúvidas sobre a independência e a imparcialidade do Judiciário”, diz Mozart Valadares, presidente da AMB.

 

 

- Sujos e mal lavados: Noutros tempos, uma CPI podia derrubar presidente da República. Hoje, as “investigações” parlamentares ganharam aspas. Sufocada em Brasília, a oposição prepara o desembarque da CPI da Petrobras. Sufocador no Rio Grande do Sul, o tucanato solta fogos pelo desmonte da CPI da Corrupção que o petismo acomodou no caminho de Yeda Crusius.

 

- Cara enrugada: Depois de dormir nas gavetas da Câmara, pode ir a voto, na quarta (4), o projeto que estende aos aposentados os mesmos reajustes do salário mínimo. Entidades representativas dos velhinhos prometem encher as ruas, num movimento análogo ao dos caras pintadas anti-Collor. É o movimento dos “cara enrugadas”, diz Warley Martins, presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas. "Não podemos fazer greve, mas temos uma arma nas mãos: o voto”.

Escrito por Josias de Souza às 19h48

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CEF deu R$ 40 mil para ‘festa-homenagem’ a Toffoli

  Sérgio Lima/Folha
Em 23 de outubro, depois de tomar posse como ministro do STF, Jose Antonio Dias Toffoli foi homenageado numa festa que reuniu cerca de 1.500 pessoas.

 

Deu-se num endereço chique de Brasília, o Marina Hall, casa de eventos assentada às margens do Lago Paranoá.

 

A comida foi preparada pelo Sweet Cake, um buffet de boa fama na Capital.

 

Coube à Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil), em parceria com outras entidades da magistratura, organizar os festejos em torno de Toffoli.

 

Pois bem. Descobre-se agora que um naco da conta foi espetado nas arcas de um banco público, a Caixa Econômica Federal.

 

Deve-se a revelação ao repórter Frederico Vasconcelos. Em notícia veiculada na Folha, ele conta que a Ajude pediu R$ 50 mil à CEF.

 

Não levou tudo. Mas a casa bancária do governo federal admitiu ter feito uma contribuição de R$ 40 mil.

 

Pelo menos um magistrado, o juiz federal Luiz Cláudio Flores da Cunha, do 6º Juizado Especial Federal do Rio, abespinhou-se com o episódio.

 

Informa que vai levar o caso ao TCU e no Ministério Público. Acha que a Ajufe serviu de escudo para que a Caixa pingasse verbas públicas em festa privada.

 

"Não posso concordar com a Ajufe transformada em laranja”, disse o juiz Flores da Cunha ao repórter Frederico.

 

“Não veria problema se a CEF desse dinheiro para um evento cultural da Ajufe. Não poderia haver patrocínio para esse tipo de encontro".

 

Instado a se manifestar, o presidente da Ajufe, Fernando Mattos, disse o seguinte sobre os caraminguás da Caixa Econômica:

 

"Qualquer informação sobre a participação da CEF deve ser endereçada à própria instituição financeira".
 

Toffoli vestiu a toga do Supremo depois de ter exercido o cargo de Advogado-Geral da União.

 

Terá de declarar-se impedido de julgar os casos nos quais tenha advogado em favor do governo.

 

Agora, talvez tenha de se abster também de julgar no STF as causas que, eventualmente, envolvam a Caixa Econômica Federal.

Escrito por Josias de Souza às 05h50

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‘Sou um arquivo vivo’, afirma Rosane, a ex de Collor

El Roto/El Pais

 

Separada de Fernando Collor há quatro anos e meio, a ex-primeira dama Rosane Malta Collor se autodefine assim:

 

“Eu sou um arquivo vivo. Faço parte do passado. Sou um arquivo vivo”. A julgar pelo que diz, Rosane condenou-se ao convívio com o medo:

 

“Eu disse que qualquer coisa que acontecesse comigo eu culparia ele. Já disse na Justiça: qualquer coisa que acontecer com a minha vida a responsabilidade é dele”.

 

Rosane falou ao diário carioca Extra. Não é a primeira vez que ele se achega aos holofotes. Ela trava com Collor, hoje senador pelo PTB, uma disputa judicial.

 

Reivindica metade do patrimônio do ex-marido. Collor não a deixou propriamente desamparada. Rosane vive numa confortável casa de quatro quartos, em Maceió.

 

Para encher a geladeira e tocar a vida, recebe de Collor pensão mensal de R$ 13 mil. Mas Rosane quer mais.

 

Por isso, ela irrompe no noticiário de tempos em tempos. Só para lembrar ao ex-marido que existe. E que é portadora de segredos insondáveis, colecionados em 22 anos de convívio matrimonial.

 

Até aqui, Rosane mantém fechadas as gavetas mais comprometedoras do seu “arquivo”.

 

Antes dessa nova aparição, a ex de Collor falara ao repórter Alexandre Oltramari, em dezembro de 2007.

 

Discorrera sobre quase tudo: brigas, traições, inveja, macumba... Só não falara sobre o essencial.

 

Vale a pena ouvir de novo as últimas respostas que a Rosane de 2007 dera ao repórter Oltramari:

 

– Entre o impeachment, em 1992, e a sua eleição para o Senado, o ex-presidente praticamente não trabalhou. Como ele bancava seus gastos pessoais com uma renda de R$ 25,8 mil reais?
Não posso falar sobre isso.

– Estima-se que a parceria entre PC Farias e o ex-presidente tenha deixado um saldo de 60 milhões de dólares em contas secretas no exterior. A senhora tem alguma idéia de onde foi parar esse dinheiro?
Não posso falar sobre isso.

– A senhora acredita que o presidente tenha contas secretas no exterior?
Não posso falar sobre isso.

– A senhora não pode responder porque não sabe ou porque tem medo de sofrer alguma retaliação?
Não posso falar sobre isso.

 

Na nova entrevista, Rosane continuou guardando silêncio “sobre isso”.

Escrito por Josias de Souza às 05h02

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O troca-troca no boteco observado desde o balcão

O botequim vai mudar de dono. O negócio será fechado em outubro de 2010. A nova administração assume em janeiro de 2011.

 

O velho proprietário prefere passar o ponto para sua chefe de cozinha. Negociou com ela a manutenção da estrela na fachada.

 

Como gosta da cozinheira, o dono do boteco tenta familiarizá-la com a clientela. Transferiu-a do fogão para o balcão. Deu-lhe carta branca.

 

Ela mandou pendurar um aviso na parede: “Não fazemos barganha”. Levou um sorriso à antiga carranca. Agora, é sociável a mais não poder.

 

Espero que você continue prestigiando o estabelecimento depois que eu assumir.

 

Depende. Vai oferecer o quê?

 

Vamos manter o cardápio.

 

O cardápio não é ruim, mas pode melhorar.

 

Aceitamos sugestões.

 

Eu frequento essas mesas desde o tempo em que um tucano piscava no letreiro.

 

Bem sei. Mas você há de concordar comigo: depois da estrela, a coisa melhorou.

 

Ruim não está, mas sempre pode ficar melhor.

 

Pois me diga: o que podemos fazer para continuar agradando à clientela?

 

Ouço reclamações nas mesas.

 

Mas, mas...

 

Você não é a única pretendente ao negócio.

 

Como assim?

 

Você sabe, a turma do tempo do tucano quer voltar. Eles estão no pé da gente.

 

Sim, sim, tô sabendo. Mas vocês não estão satisfeitos?

 

Insatisfeita a clientela não está. Mas pode melhorar.

 

Desembucha homem, diga logo. O que pode ficar melhor?

 

Veja bem, o cardápio, de fato, tem de tudo.

 

Pois então...

 

Mas o pessoal já não se contenta com tudo. Quer mais um pouco.

 

Você poderia ser mais específico?

 

Para começar, ajudaria muito se você mandasse arrancar da parede aquele aviso.

 

O velho dono do negócio, que fiscaliza os diálogos à curta distância, puxou um garçom pelo braço. Cochichou-lhe algo.

 

Pouco depois, achegando-se ao cartaz na parede –“Não fazemos barganhas”— o garçom colou uma propaganda de pinga em cima da palavra “não”.

 

A cozinheira fez que não viu. Aprendeu sua primeira lição. O sucesso do negócio não depende da qualidade do cardápio, mas do tamanho do balcão.

Escrito por Josias de Souza às 03h57

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Lei Seca não reduz número de mortes de jovens no trânsito

 

- Folha: CEF patrocina com R$ 40 mil festa para novo ministro do STF

 

- Estadão: Após crise, MEC vai adotar modelo da Fuvest no Enem

 

- JB: O perigo mora em casa

 

- Correio: TCU abre caminho para suplente ganhar mais dinheiro

 

- Veja: Dilma 2010-Como Lula fez em 2002, ela também vai se reinventar

 

- Época: Seu próximo carro será elétrico

 

- IstoÉ: A corrupção que ninguém vê

 

- IstoÉ Dinheiro: De volta ao topo

 

- CartaCapital: O ultimato de Aécio

 

- Exame: Nordeste – aqui o Brasil cresce mais rápido

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Liquidilmação!

Dalcío

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 02h22

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