Josias de Souza

Bastidores do poder

 

FHC compara Lula a militares: ‘Autoritarismo popular’

Está-se ‘minando o espírito da democracia constitucional’

Prevalece ‘o atropelo, se não da lei,  dos  bons  costumes’

‘Formas políticas [são] do tempo do autoritarismo militar’

‘Foi no ‘dedaço’  que o  Lula  escolheu a  candidata do  PT’

‘Se Dilma ganhar  as eleições,  sobrará um subperonismo’

‘É  mais do que tempo  de  dar um  basta ao  continuísmo’

 

  Alan Marques/Folha
Todo primeiro domingo do mês Fernando Henrique Cardoso leva um artigo às páginas de vários jornais do país. Dá preferência a temas que tangenciam a pauta nacional. Só de raro em raro aborda a conjuntura interna.

 

No texto deste domingo (1º), o ex-presidente tucano fugiu à praxe. Dedicou-se exclusivamente ao Brasil. Endereçou a Lula ataques inclementes. As mais duras críticas desde que passara a faixa presidencial ao sucessor, em 2003.

 

FHC abre o artigo com uma pergunta: “Para onde vamos?” Nos sete parágrafos que se seguem ele responde: o país caminha para o autoritarismo. O antecessor de Lula enxerga “por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do autoritarismo popular”.

 

Um autoritarismo que “vai minando o espírito da democracia constitucional”, que “supõe regras, informação, participação, representação e deliberação consciente”. “Na contramão disso tudo”, FHC escreveu, “vamos regressando a formas políticas do tempo do autoritarismo militar”.

 

Uma época em que “os projetos de impacto (alguns dos quais viraram esqueletos, quer dizer obras que deixaram penduradas no Tesouro dívidas impagáveis). Animavam as empreiteiras e inflavam os corações dos ilusos: ‘Brasil, ame-o ou deixe-o’”.

 

A comparação do presidente-operário com os mandatários que vestiam farda permeia o texto. A certa altura, FHC anota: “Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios...”

 

Impropérios que visam “matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo ‘Brasil potência’”. FHC prossegue: “Se há lógica nos despautérios, ela é uma só: a do poder sem limites...”

 

“...Poder presidencial com aplausos do povo, como em toda boa situação autoritária, e poder burocrático-corporativo, sem graça alguma para o povo”.

 

Para FHC, hoje presidente de honra do PSDB, “Estado e sindicatos, Estado e movimentos sociais estão cada vez mais fundidos nos altos-fornos do Tesouro. Os partidos estão desmoralizados...”

 

“...Foi no ‘dedaço’ que Lula escolheu a candidata do PT à sucessão, como faziam os presidentes mexicanos nos tempos do predomínio do PRI”. Da analogia mexicana, FHC salta para uma suposta semelhança com a Argentina de Peron:

 

“Devastados os partidos, se Dilma ganhar as eleições, sobrará um subperonismo (o lulismo) contagiando os dóceis fragmentos partidários. Uma burocracia sindical aninhada no Estado e, como base do bloco de poder, a força dos fundos de pensão”.

 

FHC anota que “tudo o que cerca” Lula “possui um DNA” que “pode levar o país [...] a moldar-se a um estilo de política e a uma forma de relacionamento entre Estado, economia e sociedade, que pouco têm a ver com nossos ideais democráticos”.

 

Acha que “é possível escolher ao acaso os exemplos de pequenos assassinatos" à ordem constitucional. Pergunta: “Por que fazer o Congresso engolir, sem tempo para respirar, uma mudança na legislação do petróleo mal explicada, mal ajambrada?”

 

Insinua que o objetivo é a corrupção. Escreve que o sistema de partilha está “sujeito a três ou quatro instâncias político-burocráticas”. Coisa concebida “para dificultar a vida dos empresários e cevar os facilitadores de negócios na máquina pública”.

 

Menciona a concorrência para a compra dos caças da FAB e a predileção de Lula pelos aviões Rafale, da França. “Por que anunciar quem venceu a concorrência para a compra de aviões militares se o processo de seleção não terminou?” Lula “resolve sozinho”, realçou.

 

Nesse ponto, evocou uma frase de Luís 14, que, no auge do absolutismo francês, declarou: “O Estado sou eu”. FHC ironizou: “Pena que [Lula] tivesse se esquecido de acrescentar ‘l’État c’est moi’. Mas não esqueceu de dar as razões que o levaram a tal decisão estratégica:...”

 

“...Viu que havia piratas na Somália e, portanto, precisamos de aviões de caça para defender ‘nosso pré-sal’. Está bem, tudo muito lógico”.

 

Citou a “ingerência” de Lula na Vale, empresa privatizada na era tucana. Criticou a anunciada visita do presidente do Irã ao Brasil: "Por que esquecer-se de que no Irã há forças democráticas, muçulmanas inclusive, que lutam contra Ahmadinejad e fazer mesuras a quem não se preocupa com a paz ou os direitos humanos?"

Questionou a antecipação da campanha eleitoral: “Por que, sem qualquer pudor, passear pelo Brasil às custas do Tesouro (tirando dinheiro do seu, do meu, do nosso bolso...) exibindo uma candidata claudicante?”

 

No último parágrafo de seu artigo, FHC resumiu o que enxerga sob o “autoritarismo popular" de Lula: “Partidos fracos, sindicatos fortes, fundos de pensão convergindo com os interesses de um partido no governo e para eles atraindo sócios privados privilegiados”.

 

É sobre esse “bloco” de poder, finalizou FHC, que “o subperonismo lulista se sustentará no futuro, se [Dilma Rousseff] ganhar as eleições”. Ele voltou à pergunta do título: “Para onde vamos?” E arrematou: “É mais do que tempo de dar um basta ao continuísmo antes que seja tarde”.

 

A peça de FHC vai à ante-sala de 2010 como a primeira manifestação genuinamente oposicionista do tucanato. Até aqui, os dois presidenciáveis do PSDB, José Serra e Aécio Neves, vinham se mostrando capazes de tudo, menos de se opor frontalmente a Lula

 

- Em tempo: A íntegra do artigo dominical de FHC pode ser encontrada aqui, na versão eletrônica do diário Zero Hora.

Escrito por Josias de Souza às 19h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Uns se divertem e outros criam o próprio sofrimento

Escrito por Josias de Souza às 11h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Marinha quer abrir 21,5 mil vagas para vigiar pré-sal

Geraldo Falcão/Petrobras

 

Sem alarde, Lula enviou ao Congresso um projeto de lei que abre 21.507 novos cargos na Marinha do Brasil.

 

São 3.507 vagas de oficiais e 18 mil de praças. Hoje, o contingente da Marinha é de cerca de 59 mil militares. Saltaria para 80.507.

 

Entre os argumentos que servem de escora para a proposta está a necessidade de proteger as plataformas petrolíferas das jazidas do pré-sal.

 

A Marinha alega que, diante da “perspectiva de início da exploração dos campos do pré-sal”, precisa tonificar a sua presença no mar.

 

A notícia foi içada das profundezas dos arquivos da Câmara pela repórter Daniela Lima. Ela conta que o projeto traz na origem um pecado capital.

 

Não há no orçamento provisões para cobrir os gastos que resultariam no reforço pleiteado pela Marinha.

 

Alega-se que, uma vez aprovadas pelo Legislativo, as vagas serão preenchidas gradualmente. A Marinha fala em 20 anos.

 

Mas o governo estima gastos polpudos já para os próximos três anos: adicional de R$ 27,9 milhões em 2010; R$ 72,1 milhões em 2011; e R$ 118,5 milhões em 2012.

 

Ao farejar o cheiro de queimado, o deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP) encomendou à assessoria técnica da Câmara um parecer.

 

O documento anota: O projeto "não cumpre o determinado pelo texto constitucional".

 

Uma referência ao preceito da Constituição que prevê o básico: para criar cargos ou aumentar salários, é preciso dizer de onde virá o dinheiro.

 

“Já estão gastando por conta do pré-sal”, ironiza o tucano Madeira. O Orçamento de 2010 encontra-se no Congresso.

 

A peça ainda não foi fechada. Precisa ser aprovada até dezembro, antes do recesso de final de ano.

 

Como dinheiro não é elástico, o governo tem duas alternativas: ou prova que vai arrecadar mais ou peca a verba dos cargos da Marinha em outras rubricas.

Escrito por Josias de Souza às 05h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aécio a aliados de Minas: ‘Não estou dando pra trás’

  AP
Aécio Neves recebeu no Palácio das Mangabeiras, sede do governo mineiro, cinco dezenas de deputados estaduais que lhe dão suporte legislativo.

 

Gente que se abriga em 11 legendas, todas associadas aos interesses da gestão Aécio na Assembléia Legislativa.

 

O pretexto do encontro, ocorrido na noite de quinta (29), era realizar um balanço de 2009. Mas 99,9% do tempo foi dedicado a 2010.

 

Aécio discursou. O blog recolheu com um dos convidados a essência do que foi dito pelo anfitrião:

 

1. O governador disse que continua empenhado em tornar-se o candidato do PSDB à sucessão de Lula.

 

2. Nos últimos dias, o governador levara às manchetes um prazo e um plano. Dissera que, se o PSDB não se definir até dezembro, vai priorizar o Senado.

 

3. “Não estou dando pra trás”, Aécio disse. Explicou que, passando de dezembro, fica difícil organizar o palanque nacional, atraindo novos aliados.

 

4. Daí a intenção de voltar-se para Minas caso o tucanato se renda ao calendário de Serra, que tenta empurrar a definição para março de 2010.

 

5. Aécio deixou antever o óbvio: deseja fazer o sucessor em Minas. Mais: quer assegurar-lhe conforto na Assembléia Legisaltiva.

 

6. Acenou com o apoio à campanha reeleitroal dos deputados estaduais presentes. Evitou declinar o nome do seu preferido à sucessão estadual.

 

7. O vice-governador Antonio Anastasia, nome que Aécio traz no bolso do colete, estava ao lado do governador.

 

8. Anastasia é uma espécie de Dilma de calças. Jamais teve o nome testado nas urnas. Se vingar como candidato, vai a 2010 como ‘poste’ de Aécio.

 

8. O governador elogiou o vice. E ficou nisso. Se avançasse, converteria o palácio definitivamente num comitê de campanha.

 

10. A propósito, ao “noticiar” o encontro, o portal do governo de Minas esquivou-se de fornecer os detalhes.

 

O relato oficial coube em duas frases: “O governador Aécio Neves reuniu-se com cerca de 50 deputados estaduais na noite dessa quinta-feira (29)...”

 

“...O encontro ocorreu no Palácio das Mangabeiras”. Mais lacônico impossível.

Escrito por Josias de Souza às 04h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PAC-2009: de R$ 27 bi, só R$ 3,8 bi foram liberados

  Folha
Visto do alto dos pa©mícios que Lula e Dilma Rousseff realizam dia sim outro também, o PAC é um sucesso.

 

Tomado pelos números da execução orçamentária, a principal peça de campanha do governo é um empreendimento por fazer.

 

Para 2009, o governo reservara R$ 27,85 bilhões para o PAC. A dois meses do final do ano, saíram do cofre apenas R$ 3,83 bilhões –13,6% do total.

 

Os dados constam do Siafi, o sistema informatizado que armazena informações sobre os gastos do governo.

 

Premido pela queda na arrecadação de tributos, o governo privilegia o empenho de despesas em detrimento dos pagamentos.

 

Por ora, foram empenhadas R$ 14,69 bilhões (52,7%) das verbas do PAC-2009.

 

Significa dizer que o governo já contratou as despesas, mas só vai pagar no ano da graça eleitoral de 2010.

Escrito por Josias de Souza às 04h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Palocci admite apoiar Ciro se ele for candidato em SP

Sérgio Lima/Folha

 

Como bom petista, Antonio Palocci sabe que pode ser a favor de tudo, mas deve ser absolutamente contra qualquer coisa que contrarie a vontade de Lula.

 

Assim, o ex-czar da economia insinuou que, para ajustar-se aos planos do presidente, não hesitará nem mesmo em posicionar-se contra si mesmo.

 

Preferido do petismo para concorrer ao governo de São Paulo, Palocci admitiu, pela primeira vez, levar suas pretensões à bandeja, servindo-as a Ciro Gomes (PSB):

 

"Ciro é um grande companheiro nosso e, se por alguma razão, ele decidir desenvolver atividade aqui em São Paulo...”

 

“...Vai ter em nós todo o companheirismo que merece. Mas ainda está muito cedo para discutir o assunto da candidatura".

 

Cedo não é. Mas Ciro, que se tornou um candidato multiuso ao transferir o título de eleitor para São Paulo, adia a definição.

 

Combinou com Lula e com a cúpula do PSB que só decidirá em março o papel que deseja desempenhar em 2010.

 

Por ora, tenta empinar a candidatura presidencial. Mas, sem aliados que lhe tonifiquem o tempo de TV, pode ter de exigir de Palocci o “companheirismo que merece”.

Escrito por Josias de Souza às 03h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

 

- Globo: Polícia abre nova frente e ataca finanças do tráfico

 

- Folha: Congresso decidirá sobre volta de Zelaya ao poder

 

- Estadão: Pressão dos EUA encerra impasse em Honduras

 

- JB: Dólar barato leva a déficit recorde

 

- Correio: Histórias de avião

 

- Jornal do Commercio: Milagre na selva

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mercomandante!

Dalcío

Via Correio Popular.

 

- Em tempo: Depois de afirmar que, se descesse na cadeira de presidente do Brasil, Cristo faria aliança até com Judas, Lula foi comparado ao próprio Messias.

 

A analogia pingou dos lábios do companheiro Chávez, embevecido com a notícia de que a comissão do Senado aprovara a adesão da Venezuela ao Mercosul.

 

"Lula veio como Cristo, anunciando o Evangelho. Só faltou o cabelo comprido", disse Chávez. A coisa ainda depende da deliberação do plenário do Senado. Porém...

 

Porém, na passagem pela Venezuela, Lula como que assumiu a condição de Todo-Poderoso. Chefe do Executivo, fixou prazo para o Legislativo.

 

"Penso que daqui uma semana ou daqui 10 dias nós teremos definido esse processo. E a Venezuela será cada vez mais Mercosul".

 

Por um instante, Chávez esqueceu que há uma Constituição em vigor no Brasil. Defendeu o terceiro mandato de Lula.

 

"Lamento que Lula saia e sei que no Brasil muitos também lamentam [...]. Por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?"

 

Embora não existam obras do PAC em solo venezuelano, Dilma Rousseff, a companheira-candidata, integrou-se à comitiva de Lula.

 

Foi adulada por Chávez: "É a próxima presidente do Brasil, podem anotar. É o que me diz esse coração. É uma grande mulher, com a cabeça bem coordenada".

Escrito por Josias de Souza às 03h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Corrupção há em toda parte, mas lá fora dá problema

Escrito por Josias de Souza às 19h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Zelaya terá pompa de volta; Mas as circunstâncias...

  EFE
Manuel Zelaya vai retomar a pompa da presidência de Honduras. Mas seus rivais ditam as circunstâncias.

 

Depois de um angustiante chove-não-molha, fechou um acordo na noite passada –madrugada de sexta (30), no Brasil.

 

Prevê, entre outros pontos, que caberá ao Congresso hondurenho decidir sobre a restituição de Zelaya à cadeira de presidente, usurpada por Roberto Micheletti.

 

Não há prazos. Mas “não pode demorar muito”, disse Thomas Shannon, o desatador de nós que os EUA enviaram a Tegucigalpa.

 

Ficou combinado que todo mundo reconhecerá como legítimas as eleições presidenciais marcadas para 29 de novembro.

 

Pois bem. Suponha o Congresso devolva a presidência a Zelaya. Com alguma sorte, o chapelão estará de volta à cadeira em 15 dias.

 

Dali a duas semanas, os hondurenhos irão às urnas para informar o nome do sucessor. A essa altura, Zelaya já será passado.

 

Fica no cargo até 26 de janeiro de 2010. Mas não dará um mísero passo sem a supervisão do novo dono da faixa.

 

Ou seja, mantido o acordo, Zelaya volta. Mas só para que Honduras possa salvar as aparências e livrar-se das sanções internacionais.

 

Thomas Shannon, o enviado de Barack Obama a Hondunras, recomenda "atenção". Está especialmente preocupado com a parte do acordo que prevê a volta de Zelaya.

 

No Brasil, o Itamaraty festejou, em nota, o "desfecho pacífico" da crise. 

Escrito por Josias de Souza às 18h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo prepara projeto para ‘regular’ web no Brasil

O Ministério da Justiça embrenhou-se numa empreitada com enorme vocação para a polêmica.

 

A pasta de Tarso Genro decidiu enviar ao Congresso projeto de lei instituindo o “marco regulatório civil da internet”.

 

Em nota que pendurou no seu portal, o ministério informa: o projeto “vai definir os direitos e responsabilidades básicas no uso” da web.

 

Pretende-se fixar “diretrizes legais” que permitam ao Judiciário dirimir “os conflitos envolvendo a utilização da rede”.

 

Ouça-se Tarso Genro: “O marco é uma metodologia de construção para garantir a expansão da liberdade e da democracia dentro da internet”.

 

Ele acrescenta: “Isso não significa qualquer contemplação para o delito ou uso da internet para fins ilegais...”

 

“...Significa ampliar o potencial de liberdade via informação e produção de cultura através da internet”.

 

Deve-se a Eduardo Azeredo (PSDB-MG) a última tentativa de regulamentar a internet. Incinerado pela controvérsia, o projeto do senador virou fumaça.

 

No seu pedaço mais criticado, o projeto de Azeredo exigia de todas as pessoas com acesso à internet o cadastro junto aos provedores.

 

O “navegador” teria de fornecer nome completo, data de nascimento, número do RG e endereço. A coisa foi entendida como violação à privacidade.

 

Antes de fechar o texto do seu projeto de lei, o governo decidiu servir-se do ambiente que deseja regular.

 

O Ministério da Justiça inaugurou um blog. Chama-se “Marco Civil da Internet”. Chega-se à novidade pressionando aqui.

 

Nos próximos 45 dias, os visitantes do blog serão convidados a debater os temas passíveis de regulação.

 

Vencida essa etapa, cujo acompanhamento será feito em parceria com a FGV, o ministério submeterá aos interessados uma minuta de projeto de lei.

 

Para cada artigo, parágrafo, inciso ou alínea da proposta, haverá um link que conduzirá à caixa de comentários. Mais 45 dias de debate.

 

Depois de fechado, o texto vai ao Planalto. Dali, para o Congresso. Estima-se que o projeto chega à Câmara antes de junho de 2010.

 

Recentemente, ao regulamentar o uso da internet nas eleições de 2010, deputados e senadores fizeram de tudo para cercear portais e blogs noticiosos.

 

Um indicativo de que, seja qual for o conteúdo do projeto do Ministério da Justiça, ele sempre poderá ser piorado no Legislativo.

Escrito por Josias de Souza às 04h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cidade paulista institui a renda básica de cidadania

Stock Images

 

O município paulista de Santo Antonio do Pinhal tornou-se a primeira cidade brasileira a instituir a Renda Básica de Cidadania.

 

Nesta quinta (29), em votação unânime, os nove vereadores com assento na Câmara Municipal aprovaram projeto do prefeito José Augusto Guarnieri Pereira (PT).

 

A coisa é inspirada em idéia do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Prevê o pagamento de um valor monetário a todos os habitantes da cidade.

 

São contados em 7.036 os moradores de Santo Antonio do Pinhal, cidade localizada a 180 km da capital, São Paulo.

 

A nova lei não estipula valores. Transfere a incumbência a um conselho municipal. Estabelece que a renda básica será implementada “por etapas”.

 

Num primeiro momento, chegará apenas aos cidadãos mais pobres da cidade. Os pagamentos são condicionados à disponibilidade de verbas da prefeitura.

 

Criou-se um Fundo Municipal de Renda Básica de Cidadania. Será recheado com dinheiro de origens variadas.

 

Por exemplo: receitas tributárias do município; doações de pessoas e empresas, transferências do Estado e da União.

 

É a primeira vez que o projeto da vida de Suplicy será submetido a teste.

Escrito por Josias de Souza às 03h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aécio a Serra: ou presidência ou Senado; vice jamais

Aécio Neves e José Serra trocaram um longo telefonema. Deu-se na madrugada de quinta (29). Coisa de uns 50 minutos.

 

A alturas tantas, Aécio foi ao ponto: ou disputa a presidência da República ou vai às urnas de 2010 por uma cadeira no Senado. Vice não admite ser.

 

A julgar pelo sonho do grão-tucanato, convém a Aécio reforçar o estoque de pastilhas. Ainda fica rouco de tanto repetir: Vice de Serra não, jamais!

Escrito por Josias de Souza às 03h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sarney: População percebe o esforço e apoia Senado

Nelson Rodrigues ensinou: A grande pose do ser humano não é para a esposa, a amante, vizinhos, credores ou Juízo Final. Nada disso...”

 

“...O homem põe o seu melhor terno, a sua melhor gravata e as suas melhores virtudes para o seu próprio julgamento...”

 

“...O vampiro de Düsseldorf, por exemplo, não se considera o vampiro de Düsseldorf, mas um reles bebedor de groselha”.

 

Coisa parecida sucede com José Sarney. Não se considera co-responsável pelas mazelas do Senado, mas um reles herdeiro da encrenca.

 

No vácuo das penúltimas críticas, Sarney veio aos holofotes para dizer que a reforma administrativa do Senado, já em sua terceira versão, está de pé.

 

Prometeu-a para novembro. Mas, nos gabinetes dos senadores, a redução de despesas de pessoal só chega em 2011. E, na direção-geral (112 funcionários), a reforma não mexe.

 

O texto é da Fundação Getúlio Vargas. Foi repassado aos 81 senadores, para que o leiam e, se desejarem, ofereçam sugestões. A peça pode ser lida aqui.

 

Ao avaliar o desempenho da própria presidência, Sarney declarou que a “moralização” prossegue. Tossiu. Engasgou. Serviu-se de água (assista no vídeo lá do alto).

 

Afirmou que a população percebe o “esforço” e manifesta “apoio ao Senado”. Como assim!?!?

 

Citou “recente pesquisa”: 52% dos brasileiros defendem “a existência do Senado na estrutura dos poderes da República”.

 

Sim, pode ser. Deseja-se o Senado. Mas um Senado que se dê ao respeito. E que respeite quem lhe paga as contas.

 

Torça-se para que ninguém pergunte, em nova sondagem, o que pensam os brasileiros do Senado sob Sarney. 

Escrito por Josias de Souza às 02h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: Equipamento encaixotado; tráfico livre: MP investiga improbidade em gestão de órgão federal

 

- Folha: Elétricas admitem devolver dinheiro

 

- Estadão: Senado cede e aprova Venezuela no Mercosul

 

- JB: Economia americana supera a depressão

 

- Correio: FAB captura avião do tráfico no entorno

 

- Valor: Empreiteiras aumentam presença no setor elétrico

 

- Jornal do Commercio: Celpe admite erro na contra de luz

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h09

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Muro!

Lute

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo prorrogado por três meses o refresco do IPI

O governo prorrogou por três meses o desconto no IPI de eletrodomésticos. Servido em abril, o refresco acabaria neste sábado (31). Agora, dura até janeiro de 2010.

 

Com uma diferença: o desconto será maior para os produtos que consomem menos energia.  Vale para máquinas de lavar, tanquinhos, fogões, geladeiras e freezers.

 

Cabe ao Inmetro medir o grau de eficiências dos equipamentos. Os mais econômicos são classificados como A e B.

 

Em escala crescente, os que consomem mais energia levam os selos C, D e E. Convém checar a etiqueta na hora da compra.

 

Confira abaixo como ficam as alíquotas de IPI a partir de 1º de novembro:

 

Máquina de lavar: A alíquota original do IPI era de 20%. Em abril, caíra para 10%. Agora, os produtos do tipo A continuam com 10%. O tipo B, 15%. Os demais voltam a pagar o IPI máximo: 20%.

 

Tanquinho: Antes de abril, o peço embutia IPI de 10%. Caíra para zero. Permanecem isentos os produtos mais econômicos, classificados como A. Os de classe B serão taxados em 5%. O resto volta a pagar 10%.

 

Geladeira e freezer: A alíquota era de 15%. Com a poda de abril, caíra a 5%. Os de tipo A seguem pagando 5%. Para os de tipo B, 10%. Os outros, 15%.

 

Fogões: o IPI era de 4%. Caíra para zero em abril. Agora, os fogões de tipo A terão IPI de 2%. Tipo B: 3%. O resto, 4%.

Escrito por Josias de Souza às 00h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em noite de talibãs, alunos de SP rejeitam ‘minissaia’

A coisa aconteceu há uma semana, numa faculdade de São Bernardo do Campo (SP). Mas bem poderia ter ocorrido numa caverna do Afeganistão.

 

Uma estudante do curso de turismo foi ao campus vestindo minissaia. Despertou nos colegas os instintos mais primitivos.

 

A despeito dos protestos, a moça foi à sala. O tumulto acentuou-se. A aula foi interrompida.

 

A jovem escondeu-se numa sala vazia. A algaravia generalizou-se. Acionada, a PM conduziu o par de pernas para fora da escola.

 

Recoberto sob um jaleco emprestado, o escândalo deixou o prédio sob protestos. A turba gritava: “Puta, puta, puta...” A faculdade abriu uma sindicância.

 

O signatário do blog recorda que, no seu tempo de escola, a exposição da beleza gerava outro tipo de reação.

 

Recomenda-se aos estudantes de São Bernardo que evitem a leitura da Bíblia. A folha de parreira, marco pré-diluviano da indústria da moda, talvez lhes cause asco.

Escrito por Josias de Souza às 18h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Comissão aprova ingresso da Venezuela no Mercosul

Como previsto, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou o ingresso da Venezuela no Mercosul.

 

Prevaleceu o relatório governista, de Romero Jucá (12 votos a 5). Antes, rejeitara-se o texto oposicionista de Tasso Jereissati (11 votos a 6, mais uma abstenção).

 

Falta agora a votação final, no plenário do Senado. Ocorrerá na semana que vem. A aprovação está escrita nas estrelas.

 

Assim, o Mercosul na bica de virar mais um playground de Hugo Chávez. Mesmo quem votou a favor fez ressalvas ao neoparceiro. Vai abaixo a lista de votação:

 

A favor do ingresso da Venezuela no Mercosul: Eduardo Suplicy (PT-SP), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), João Ribeiro (PR-TO), João Pedro (PT-AM), Pedro Simon (PMDB-RS), Francisco Dornelles (PP-RJ), Romero Jucá (PMDB-RR), Paulo Duque (PMDB-RJ), Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), Flavio Torres (PDT-CE), Renato Casagrande (PSB-ES) e Inácio Arruda (PCdoB-CE)

 

- Contra o ingresso da Venezuela no Mercosul: Heráclito Fortes (DEM-PI), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), José Agripino (DEM-RN), Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Escrito por Josias de Souza às 17h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pré-acordo com Dilma abre guerra interna no PMDB

Júlio Gabardo/Divulgação

Requião ao PMDB-PR: 'Quem quer candidato próprio?' Unanimidade

 

Até a a semana passada, havia dois PMDBs na vitrine –o pedaço pró-Dilma, majoritário; e o naco pró-Serra. Surgiu um terceiro PMDB.

 

Deve-se a novidade a Roberto Requião. Lulista de mostruário, o governador peemedebista do Paraná é o mais novo anti-Dilma da praça.

 

Não defende a adesão a Serra. Pôs-se a empinar o sonho de uma candidatura própria do PMDB.

 

Pendurado ao telefone, Requião convoca para o dia 21 de novembro, em Curitiba, uma reunião com os “militantes do velho MDB de guerra”.

 

Idealiza um encontro com representantes dos 27 diretórios estaduais do partido. Começou a erguer suas barricadas pela região Sul.

 

Conversou com José Fogaça, prefeito de Porto Alegre e alternativa do PMDB para o governo do Rio Grande do Sul.

 

Presidido pelo senador Pedro Simon, o PMDB gaúcho é um ninho de simpatia à tese do presidenciável próprio. Estará na reunião de Requião.

 

O governador paranaense tocou o telefone para o colega de Santa Catarina, Luiz Henrique, um expoente do PMDB pró-Serra.

 

Expôs os seus planos. Encontrou receptividade instantânea. Luiz Henrique descrê das chances de o PMDB ir a 2010 com um nome próprio. Porém...

 

Porém, o aliado catarinense de Serra viu na iniciativa de Requião uma nova frente de oposição ao matrimônio com Dilma Rousseff. Algo a ser estimulado.

 

Em telefonema a outro pemedebê associado aos interesses do presidenciais do tucano José Serra, Luiz Henrique festejou: “Isso vai ser bom pra nós”.

 

Informado, o senador Jarbas Vasconcelos, mandachuva do PMDB de Pernambuco, também fechado com Serra, teve reação semelhante.

 

Reservadamente, Jarbas diz que, se convidado, o diretório pernambucano irá à reunião de Curitiba.

 

Orestes Quércia, gerente dos interesses de Serra no PMDB, também soltou rojões. Para ele, tudo o que prejudica Dilma é bem-vindo.

 

Em privado, Requião refere-se ao pedaço do PMDB que se achegou a Dilma como “o pessoal do arroto de Brasília”. Contra o "arroto", sugere "política séria".

 

Por trás da animosidade de Requião está um personagem recém-desembarcado desembarcado do governo Lula: o ex-ministro Roberto Mangabeira Unger.

 

Demitiu-se da pasta de Assuntos Estratégicos para retomar a cadeira de professor de Harvard, nos EUA. Súbito, voltou a dar as caras no Brasil.

 

Mangabeira filiou-se ao PMDB e pôs-se a medir asfalto. Percorre o país como um mercador da terceira via. Fala para platéias de peemedebistas.

 

Esteve em Goiânia. Passou por Cuiabá. Há 15 dias, esteve na Curitiba de Requião. O governador levou-o à sede local do PMDB. Discorreu sobre programa de governo e candidato próprio.

 

Ao abrir o encontro, Requião perguntou aos pemedebês presentes: “Quem aqui [...] acredita que o partido deve ter um candidato à Presidência da República?”

 

Todos os braços que o rodeavam se ergueram. A cena pode ser conferida na foto lá do alto. “Maravilha!”, disse Requião. “Nós temos uma unanimidade...”

 

“...Por isso eu me entusiasmei quando o Roberto Mangabeira me ligou numa manhã dessas dizendo que estaria disposto a vir à Curitiba [...]”.

 

Mas e quanto ao nome do candidato? Embora frequentem o debate com cara de alternativas, Mangabeira e Requião dizem que isso é coisa para depois.

 

Primeiro o projeto. Depois o candidato. “Parece piada”, disse ao repórter um dirigente do PMDB que negocia o apoio a Dilma.

 

Um apoio que, para virar realidade, depende da aprovação da convenção nacional da legenda, marcada para junho de 2010.

 

Os votantes da convenção virão dos Estados. A turma pró-Serra tenta tocar fogo nos diretórios estaduais.

 

Num instante em que o time de Dilma apresenta o pré-acordo selado em Brasília como um extintor, Requião irrompe no palco munido de gasolina.

 

Sentindo o cheiro de queimado, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, pede pressa ao PT.

 

Para evitar surpresas na convenção de junho, Henrique Alves, Dilma desde menino, quer acelerar o fechamento dos acordos estaduais entre PMDB e PT.

 

A caligrafia de Mangabeira Unger salpica no novo capítulo da guerra interna do PMDB uma pitada de ironia.

 

Mangabeira não é um noviço no partido. Jacta-se de ter sido um dos primeiros a assinar o documento de fundação do PMDB.

 

Contudo, entre a saída e a reentrada, Mangabeira revelou-se uma cintura com roldanas. Foi guru de Leonel Brizola, no PDT...

 

...Coordenou a primeira candidatura presidencial de Ciro Gomes, à época no PPS.

 

Como articulista de jornal, pespegou na gestão Lula a pecha de “governo mais corrupto da história”. Virou ministro de Lula. E agora, fora da Esplanada, conspira contra Dilma, a candidata do ex-chefe.

Escrito por Josias de Souza às 05h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo trama encerrar antecipadamente a PetroCPI

  Lula Marques/Folha
Depois de tratorar a oposição, o governo planeja antecipar para novembro o encerramento da CPI da Petrobras.

 

Criada em julho, a comissão começou a funcionar em agosto. Previra-se que duraria 180 dias, até janeiro de 2010.

 

Como janeiro é mês de recesso, a encrenca escorregaria para fevereiro do ano eleitoral. Pelo regimento, caberia uma prorrogação até julho.

 

Encurtando a CPI para novembro, o governo se livra de pelo menos dois meses de aborrecimentos. Oito meses, se considerada a prorrogação que não virá.

 

Nascida de um requerimento do oposicionista Álvaro Dias (PSDB-PR), a CPI fora alardeada por tucanos e ‘demos’ como um palco de guerra.

 

Converteu-se em teatro do governo. A tropa de elite do Planalto detém oito das 11 cadeiras da comissão.

 

Pela presidência, responde o petê João Pedro (AM). Na relatoria, acomodou-se o pemedebê Romero Jucá (RR).

 

Líder de Lula no Senado, Jucá mastigou algo como sete dezenas de requerimentos da oposição –convocações de depoimentos e requisições de informações.

 

Depois de três semanas de inatividade, a CPI realizou sessão nesta quarta (27). Rendida, a bancada da oposição retirou-se do plenário.

 

Sabendo-se majoritário, o consórcio governista deu de ombros. Vale a pena ouvir Romero Jucá:

 

"A CPI pode acabar da parte deles, mas da minha parte ainda tenho muito a fazer. Agora é que vou entrar na parte construtiva da CPI".

 

Para a fase de “construção”, Jucá reservou uma exposição de José Sérgio Gabrielli, o presidente petista da Petrobras.

 

Vai acontecer até o dia 10 de novembro. Depois disso, Jucá vai ao relatório final. Um texto “construtivo”.

 

A oposição imaginara uma CPI em que faria um contraponto ao discurso patriota do pré-sal e submeteria Dilma Rousseff a constrangimentos. Ela é presidente do conselho da Petrobras.

 

Patrolados, tucanos e ‘demos’ não obtiveram nem uma coisa nem outra. O pacote do pré-sal desliza na Câmara. E Dilma desfila a candidatura em pa©mícios.

 

Desde a CPI dos Correios, que ofereceu à Procuradoria a matéria-prima para a denúncia contra a “quadrilha” do mensalão, nenhuma outra prosperou.

 

Servindo-se do escudo da maioria, o governo desenvolveu técnicas que não permitem que as investigações avancem além do conveniente.

 

Sempre que a oposição esperneia, surge alguém para lembrar que não se faz em Brasília nada diferente do que é feito em São Paulo e no Rio Grande do Sul, sob o tucanato.

Escrito por Josias de Souza às 04h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado abre Mercosul à Venezuela e Lula vê Chavéz

Jorge Silva/Reuters

 

Nesta quinta (29), a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprecia o protocolo de ingresso da Venezuela no Mercosul.

 

Sobre a mesa, dois relatórios. O oficial, de Tasso Jereissati (PSDB-CE), é contra. O paralelo, de Romero Jucá (PMDB-RR), a favor.

 

Vai prevalecer o texto de Jucá, líder de Lula no Senado. Pressionando aqui, você chega à peça (32 folhas).

 

Tomando-se a conta mais pessimista, o governo espera arrastar pelo menos 11 dos 19 votos disponíveis na comissão.

 

Certo da vitória, Lula agendou para o período da tarde uma viagem à Venezuela. Vai à capital, Caracas, e à cidade de El Tigre.

 

Segundo o Planalto, a adesão da Venezuela ao Mercosul é o principal tópico de reunião que Lula terá com Hugo Chávez.

 

De resto, vão assinar acordo para a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Uma parceria da Petrobras com a PDVSA.

 

A obra está em andamento. O TCU já apontou superfaturamento. A PF investiga o empreendimento na Operação Castelo de Areia.

 

Mas o dinheiro venezuelano, presente no gogó de Chávez, ainda não chegou ao canteiro da Abreu e Lima. Agora, diz-se que vai chegar.

 

Para realçar a atmosfera de integração, Chávez levará Lula a uma lavoura companheira de soja, feita em parceria com a brasileira Embrapa.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Globo: Um descaso federal: Equipamento de combate ao tráfico apodrece no Rio

 

- Folha: Senado facilita despejo de inquilino


- Estadão: Atentado mata mais de 100 no Paquistão e desafia EUA

 

- JB: Rio ganha R$ 2 bi a mais em royalties de petróleo

 

- Correio: Nem a lei seca dá jeito no trânsito

 

- Valor: Exportador terá mais crédito e retorno rápido de imposto

 

- Jornal do Commercio: 13º antecipado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chacrinha bolivariano!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PP janta com Dilma, mas não formaliza o apoio a ela

José Cruz/ABr

 

Nos últimos dias, os partidários de Dilma Rousseff venderam a tese de que a candidata já dispõe do apoio de sete partidos governistas. Não é bem assim.

 

Pelo menos um dos partidos incluídos na lista de supostos apoiadores da candidata oficial informa que sua decisão não está tomada.

 

Trata-se do PP, cujos congressistas participam de um jantar com Dilma na noite desta quarta (28).

 

Em entrevista ao blog, o presidente do PP, senador Francisco Dornelles (RJ), definiu assim o jantar:

 

“É um encontro político e social com a Dilma. Nem ela está esperando que o partido vá declarar apoio a ela. Isso não está na agenda do partido”.

 

Segundo Dornelles, a deliberação final do PP sobre a sucessão de Lula só será tomada em convenção, marcada para junho de 2010. Vai abaixo a entrevista:

 

 

- Está confirmado o jantar com a ministra Dilma?

Sim, está confirmado.

- O encontro pode resultar em apoio à candidata?

É um encontro político e social com a Dilma. Nem ela está esperando que o partido vá declarar apoio a ela. Isso não está na agenda do partido.

- O PP não tem posição sobre 2010?

Se tivéssemos que tomar uma decisão hoje, algo como 18 diretórios iriam. Outros não iriam. Então, é preciso dar tempo ao tempo. Mesmo porque o país é, hoje, do ponto de vista político, uma confederação. Os problemas estaduais tem um reflexo muito grande sobre o quadro federal.

- Portanto, o jantar não significará declaração de apoio.

Vamos reiterar à Dilma a nossa maior admiração, o nosso respeito e a nossa satisfação de fazer parte da base de apoio ao governo. Mas diremos que ainda não estamos discutindo sucessão presidencial.

- Quando o partido vai tomar uma decisão a respeito?

Você só pode tomar uma posição definitiva do partido em convenção. No momento, alguns grupos podem até fazer uma proposta ou outra. Mas quem decide é a convenção.

- PMDB e PT, que firmaram um pré-acordo de apoio a Dilma, tem a intenção de constituir com os demais partidos do governo, um grupo para participar, desde logo, da elaboração do programa da candidata. O PP não vai participar?

Não, não vai participar. O PP não pode se incorporar a nenhum grupo que vá fazer o programa da candidata antes de definir o apoio a ela.  

Escrito por Josias de Souza às 19h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Entrevistas | PermalinkPermalink #

No Rio, Lula e Dilma ‘inauguram’ quadra já existente

Lula levou a candidatura presidencial de Dilma Rousseff para passear no Rio de Janeiro.

 

O presidente, a ministra e a candidatura foram inaugurar uma quadra esportiva no Morro da Mangueira.

 

A quadra já existia. Inauguraram-se os melhoramentos que deram a ela uma cara de ginásio.

 

Nos discursos e entrevistas, o tema da violência se impôs. Lula disse que a encrenca não é coisa que possa ser resolvida em um minuto.

 

Chamou os bandidos de “anormais”. E declarou que o compromisso de Brasília com o Rio é ilimitado.

 

Em matéria financeira, o presidente afirmou que, no combate à criminalidade, não se vai ficar discutindo “merreca de dinheiro”.

Escrito por Josias de Souza às 19h03

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

DD faz nova representação contra juiz da Satiagraha

  Folha
Daniel Dantas formulou nova representação contra o juiz Fausto de Sanctis na Corregedoria do TRF-3, sediado em São Paulo.

 

Alega na petição que o magistrado estaria cerceando o acesso dos advogados de defesa ao processo em que é acusado de crimes financeiros.

 

O blog apurou que, na última segunda-feira (26), De Sanctis foi notificado pela corregedoria a apresentar a sua defesa.

 

A nova reclamação contra o titular da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo chega nas pegadas de um despacho do TRF, da semana passada.

 

Em decisão liminar (provisória), o desembargador Johonsom Di Salvo mantivera nas mãos do juiz De Sanctis o processo da Satiagraha.

 

A juíza Silvia Maria Rocha, reivindicara a transferência do processo para sua jurisdição, na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo.

 

A juíza Silva, a propósito, é autora, ela própria, de uma representação contra De Sanctis na corregedoria do TRF.

 

Em meio a esse sururu jurídico, vai sendo adiada a sentença judicial no processo resultante da segunda fase da Operação Satiagraha.

Escrito por Josias de Souza às 17h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula aos 64: ‘Não me vejo fora da atividade política’

Escrito por Josias de Souza às 06h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PT e PMDB querem dividir o comando da CPI do MST

  Diógenes Santos/Ag.Câmara
Sócios majoritários do consórcio governista, PT e PMDB planejam para o MST uma CPI de porteira fechada.

 

O relator será do PT, o presidente do PMDB. Ou vice-versa. Eis o que disse ao blog o deputado Candido Vaccarezza (SP), líder do petismo.

 

“A CPI é mista. Se a presidência for para o PMDB do Senado, a relatoria será exercida por alguém nosso, da Câmara...”

 

“...Se a relatoria for para o PMDB do Senado, a presidência é nossa, na Câmara”.

 

A despeito da perspectiva de reedição da dobradinha que engessou a CPI da Petrobras, a nova comissão tem uma aparência de fio desencapado.

 

O PT é ninho de defensores do MST. O PMDB é serpentário de ruralistas. Não são negligenciáveis as chances de ocorrer curto-circuito.

 

Idealizador da CPI, o DEM vai à "investigação" com a sua tropa de elite. Se conseguir produzir alianças pontuais com o PMDB agropastoril, a oposição escapar da hegemonia que trava a CPI petroleira.

Escrito por Josias de Souza às 05h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Cidade de SP tenta criar ‘Renda Básica de Cidadania’

A Câmara Municipal de Santo Antônio do Pinhal (SP) vota nesta quinta (29) o projeto dos sonhos do senador petista Eduardo Suplicy (PT).

 

Tenta-se converter em lei a Renda Básica de Cidadania. Um benefício monetário a ser pago a todos os moradores, “não importando a condição socioeconômica”.

 

Deve-se a iniciativa ao prefeito José Augusto Guarnieri Pereira, do PT. Inspirou-se num par de exposições de Suplicy –numa universidade e numa praça pública.

 

De quanto seria a renda mínima? O projeto diz que caberá a um conselho municipal definir. E condiciona o pagamento à disponibilidade orçamentária.

 

A proposta prevê, de resto, que o benefício será implantado “por etapas”, dando-se prioridade “às camadas mais necessitadas da população”.

 

O município de Santo Antonio do Pinhal está assentado na Serra da Mantiqueira. Fica a 180 km da capital paulista.

 

Seus habitantes são contados em 7.036. Metade vive na área rural. A renda da cidade vem sobretudo da agricultura familiar e do ecoturismo.

 

Há na Câmara local nove vereadores. Se aprovarem o projeto do prefeito Guarnieri Pereira, criarão o primeiro laboratório da renda mínima no Brasil.

 

Uma oportunidade para testar a idéia de Suplicy, vista por muitos como exótica.

Escrito por Josias de Souza às 05h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Garibaldi Alves é governista? ‘Nem tanto, nem tanto’

  Alan Marques/Folha
Um grupo de senadores reuniu-se na noite desta terça (27) com jovens executivos que de empresas dos EUA interessadas em fazer negócios no Brasil.

 

O encontro foi organizado pelo senador Cesar Borges (PR-BA). O filho dele era um dos executivos.

 

No papel de anfitrião, Borges encarregou-se das apresentações. Desfiou para os presentes detalhes da biografia dos senadores.

 

Teve o cuidado de mencionar a posição de cada um em relação ao governo Lula.

 

Entre os oposicionistas, lá estavam, por exemplo, os tucanos Tasso Jereissati (CE), e Eduardo Azeredo (MG), além do ‘demo’ Agripino Maia (RN).

 

Ao apresentar o pemedebê Garibaldi Alves (RN), Cesar Borges disse que, como ele, o ex-presidente do Senado integra a “base” que dá suporte congressual a Lula.

 

Como que incomodado com o selo de governista, Garibaldi interveio: “Nem tanto, nem tanto...”.

 

Sob os risos que se seguiram, acomoda-se uma encrenca. Garibaldi é primo de Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara.

 

O mesmo Henrique que, na semana passada, participou do jantar em que o PMDB selou o pré-acordo de apoio à candidatura oficial de Dilma Rousseff.

 

Para que seja convertido em aliança, o tal pré-acordo depende agora da costura de entendimentos do PMDB com o PT nos Estados.

 

No Rio Grande do Norte, para desassossego do primo Henrique, Garibaldi tricota com o ‘demo’ Agripino, arquirival de Lula e adepto da candidatura Serra.

 

Recandidatos ao Senado, Garibaldi e Agripino costuram uma aliança que, para o governo do Estado, vai patrocinar a candidatura de Rosalba Ciarlini, do DEM.

 

Resta saber, com um pé na canoa estadual de Rosalba, Garibaldi vai se dispor a levar o outro sapato ao transatlântico federal de Dilma.

Escrito por Josias de Souza às 04h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra diz ao DEM que deseja Aécio como o seu ‘vice’

Fotos: ABr e Folha

 

Em público, José Serra esquiva-se de assumir a candidatura presidencial. E nega o desejo de compor com Aécio Neves uma chapa puro sangue do tucanato.

 

Em privado, o governador de São Paulo desdiz tudo o que afirma sob holofotes. Sua posição foi acomodada em pratos asseados há oito dias.

 

Serra reuniu-se em Brasília com dois aliados –um grão-tucano e um dirigente do DEM. Foi à mesa o desconforto dos ‘demos’ com as hesitações do governador.

 

O interlocutor do DEM foi ao ponto:

 

— O partido sente insegurança na sua candidatura. Não sabemos se você é o candidato ou não. Você é o candidato?

 

— Eu sou o candidato, Serra respondeu.

 

O dirigente ‘demo’ emendou uma segunda pergunta:

 

— Posso dizer isso à minha tropa?

 

— Pode dizer, Serra completou, em timbre categórico.

 

Na sequência, sem que ninguém o provocasse, Serra disse que, a depender do seu desejo, Aécio Neves vai à chapa de 2010 na condição de vice.

 

Serra foi lembrado acerca do óbvio: é preciso combinar com os russos. No caso do PSDB, o "russo" é mineiro.

 

Recordou-se a Serra que o governador Aécio Neves recusa o papel secundário na chapa. Prefere ser protagonista no Senado a coadjuvante no Planalto.

 

Serra concordou. Mas deu a entender que não jogou a toalha. Espera que a conjuntura quebre as resistências de Aécio.

 

Nesta terça (27), de passagem por Brasília, Aécio foi à mesa de almoço com o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ).

 

O mesmo Rodrigo que, nos últimos dias, destila irritação com Serra nas páginas dos jornais. Um veneno que revigorou Aécio.

 

Conversaram sobre a antecipação do calendário eleitoral. Coisa imposta por Lula, que corre o país com a presidenciável oficial Dilma Rousseff.

 

Aécio repisou uma tecla que vem pressionando há semanas: acha que o PSDB precisa se definir, no máximo, até janeiro de 2010.

 

Na reunião reservada de uma semana atrás, Serra dissera que não contempla a hipótese de levar a candidatura à vitrine antes de março de 2010.

 

Trata-se de grave erro, na opinião de Rodrigo Maia, endossada por um pedaço expressivo do DEM.

 

No almoço com o presidente ‘demo’, o “russo” de Minas disse que não abre mão do menos elástico.

 

Aécio deu a entender que, à falta de uma definição no tempo que considera razoável, vai cuidar da vida. Significa dizer que voltará os olhos para o Senado.

 

Além de avistar-se com Rodrigo Maia, Aécio desperdiçou um pedaço do seu tempo em Brasília em conversas com lideranças do seu partido.

 

Repetiu ao tucanato: não será vice de Serra. Para usar as palavras do governador mineiro: não vai a 2010 “na garupa de ninguém”.

 

Também nesta terça (27), o senador Eliseu Resende (DEM-MG) revelou, numa reunião da bancada ‘demo’, uma suspeita.

 

Coisa recolhida nos subterrâneos da política de Minas: descartado como alternativa presidencial, Aécio tentaria emplacar um outro candidato a vice mineiro.

 

Segundo Eliseu, Aécio trabalharia para empurrar para dentro da chapa de Serra o atual vice-presidente do PPS, Itamar Franco. Uma ideia que deixa a tribo 'demo' de cabelos hirtos.

Escrito por Josias de Souza às 04h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Requião associa câncer de mama em homens a gays

O governador do Paraná, Roberto Requião, cria a língua solta. É conhecido pelos destampatórios que costuma protagonizar.

 

Nesta terça (27), Requião foi aos holofotes para ministrar uma aula de preconceito. Deu-se num programa chamado “Escola de Governo”.

 

Exibe-o a TV Educativa do Paraná. O tema do dia era o câncer de mama. Ao chamar o secretário de Saúde ao microfone, Requião fez das suas:

 

"Eu chamaria o Gilberto Martins, que vai, num espaço reduzido de tempo, anunciar a implementação de ações estratégicas para o controle do câncer...”

 

“...A ação do governo não é só em defesa do interesse público. É da saúde da mulher também...”

 

“...Embora hoje o câncer de mama seja uma doença masculina também, né? Deve ser consequência dessas passeatas gay".

 

Requião fez chiste com coisa séria. Os homens, como as mulheres, também são infelicitados pelo tumor de mama.

 

A incidência é menor –coisa de 1% dos cânceres malignos–, mas a encrenca é maior. Por quê?

 

A cura do câncer de mama está associada à precocidade do diagnóstico. Quanto mais cedo é descoberta a doença, maior a chance de êxito no tratamento.

 

Entre as mulheres, mais afeitas às visitas aos consultórios médicos, o diagnóstico precoce é comum. Entre os homens, nem tanto.

 

O câncer de mama masculino é mais comum nos pacientes que ultrapassam a faixa etária dos 50 anos.

 

Associar a doença à opção sexual de quem a sofre é algo tão inusitado quanto esperar de Requião que se exima de dizer tolices numa TV dita Educativa.

Escrito por Josias de Souza às 03h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Heráclito chama Suplicy de ‘corno’ e vídeo vai à web

Um par de vídeos pendurado na web tornou-se oportunidade para uma visita à fronteira que separa o Senado do balcão de uma birosca.

 

O Senado é uma coisa, a birosca é outra. Mas, por vezes, os dois ambientes se interpenetram.

 

Graças ao eleitor do Piauí, Heráclito Fortes pertence ao mundo do Senado, não ao universo da birosca.

 

Reza a praxe, que, no ambiente parlamentar, mesmo o pior desafeto deve ser tratado por “excelência” e “nobre colega”.

 

Porém, ao discutir suas diferenças com Eduardo Suplicy num programa de TV piauiense, Heráclito como que encostou a barriga no balcão da birosca.

 

Deu-se há cinco dias. Abandonando a sua reconhecida verve humorística, o senador ‘demo’ aproximou-se do cangaço parlamentar.

 

O apresentador da atração formulou a Heráclito a pergunta de uma telespectadora. Queria saber se seus embates com Suplicy eram temperados pela “inveja”.

 

Vale a pena ouvir Heráclito: “Inveja? Eu não sou corno! Eu não tenho inveja de corno! Me respeite, menina! [...] Eu vou ter inveja do Suplicy por quê?”

 

Em resposta a outra pergunta, Heráclito pespegou em Suplicy um segundo adjetivo acerbo. Disse que o contendor tornou-se um personagem “idiotizado”.

 

“Depois de ele ter posado de sunga, de calcinha lá nos corredores do Senado, para atender aquela Sabrina Sato, ele idiotizou-se”.

 

Suplicy decidiu responder a Heráclito com o cavalheirismo do seu silêncio. “Não vou comentar”, disse o senador ao repórter.

 

Pode-se atribuir a Suplicy muitos defeitos. Pode-se dizer que, às vezes, ele agride a própria imagem. Mas jamais arranhou as boas maneiras.

 

Num instante em que Heráclito homenageia a retórica da birosca, vale aproveitar a visibilidade do banditismo carioca para recordar uma frase.

 

Um comentário que o traficante Elias Maluco fez aos policiais que o estapearam no instante em o conduziam, algemado: “Não esculacha”.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

 

- Globo: Apreensão de crack sobe 542% em um ano no Rio

 

- Folha: 'Laranjas' e boicote travam legalização da Amazônia

 

- Estadão: Bancos voltam a aumentar os juros

 

- JB: Rio seguro exige verbas urgentes

 

- Correio: Apagões em série irritam brasiliense

 

- Valor: Pacote de Lula tenta pôr fim à disputa do Código Florestal

 

- Jornal do Commercio: Licitação do lixo é suspensa

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pa©lanque!

Nani

Via blog do Nani.

Escrito por Josias de Souza às 01h50

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tasso já admite mudar o parecer contra a Venezuela

  Geraldo Magela/Ag.Senado
Relator do protocolo sobre o ingresso da Venezuela no Mercosul, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) começou a flertar com o recuo.

 

Há 15 dias, posicionara-se contra a admissão da Venezuela no mercado comum. Alegara razões políticas, não econômicas.

 

Fizera restrições ao modelo “bolivariano” de Hugo Chávez, que considera antidemocrático. Nesta terça (26), o grão-tucano piscou.

 

Pela primeira vez, admitiu rever o seu parecer. Deu-se na esteira de um depoimento do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma (na foto).

 

Maior expoente da oposição a Chávez, Ledezma disse aos senadores brasileiros que, acima do governo do seu desafeto, está o Estado venezuelano.

 

A exemplo de Tasso, Ledezma era contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul. Em carta enviada a José Sarney, defendera, em março, a rejeição do protocolo.

 

Mudou de idéia. “Creio na necessidade da Venezuela retomar suas relações nas comunidades de nações", disse.

 

O tema vai a voto no Senado nesta quinta (29). Primeiro na Comissão de Relações Exteriores. Depois, no plenário.

 

Majoritário nos dois colegiados, o governo dá como favas contadas a aprovação do protocolo, já referendado pela Câmara.

 

Assim, ou Tasso negocia ou será vencido. Líder de Lula no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) já providenciou um relatório paralelo. Sarney continua pregando contra.

Escrito por Josias de Souza às 18h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em homenagem pelos 64 anos, Lula vira ‘corneteiro’

  Ricardo Stuckert/PR
Ao nascer, todo ser humano inicia uma macabra contagem regressiva. Diz-se que, a cada vela soprada no bolo, o aniversariante festeja mais um ano de vida.

 

Em verdade, festeja-se algo que deveria ser lamentado: menos um ano. A festa não é senão um lembrete acerca do que resta.

 

Nesta terça (27), Lula apaga sua 64ª vela. A celebração principal está prevista para esta noite, no Alvorada.

 

A Banda da Guarda Presidencial antecipou-se. Foi à residência oficial do presidente para executar o velho “parabéns pra você”.

 

Fingindo-se de músico, Lula levou os lábios ao trompete. Não é o instrumentos de sua predileção, contudo.

 

O presidente prefere manter a boca no trombone. Faz fanfarra por Dilma Rousseff. Imagina que, elegendo-a, sobreviverá na gestão dela. E pode “renascer” em 2014.

Escrito por Josias de Souza às 17h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Acossado por Quércia, PMDB cobra ‘agilidade’ do PT

  ABr
Líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) vai procurar, nesta terça (27), o presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP).

 

Deseja agendar ainda para esta semana um encontro PMDB-PT. Para quê? Quer apressar o acerto dos palanques estaduais.

 

Henrique identificou uma movimentação subterrânea de Orestes Quércia, o presidente do PMDB-SP.

 

Fechado com o tucano José Serra, Quércia move-se para torpedear o pré-acordo em que o pedaço governista do PMDB comprometeu-se a apoiar Dilma Rousseff.

 

“O Quércia está se mexendo. E nós queremos dar tranquilidade aos nossos companheiros nos Estados. Por isso, precisamos nos definir”.

 

Henrique acrescenta: “O Quércia reclama do apoio a Dilma. Mas faz campanha aberta para o Serra no PMDB...”

 

“...O movimento do Quércia é inconsequente, incoerente e ilógico. Com a filiação do Henrique Meirelles, o PMDB passou a ter sete ministros no governo...”

 

“...Como é que nós poderíamos apoiar um candidato que faz oposição a um governo do qual o PMDB participa de forma tão categórica?”

 

Entre os diretórios do PMDB que pendem para Serra, Henrique trata como casos perdidos apenas dois: São Paulo, de Quércia; e Pernambuco, de Jarbas Vasconcelos.

 

Acha que noutras praças –Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, por exemplo— o jogo ainda não está jogado.

 

O problema é que, enquanto o PT diz coisas definitivas sem definir as coisas, Quércia se mexe. Tocou o telefone, por exemplo, para Germano Rigotto.

 

Uma das opções do PMDB para a disputa do governo gaúcho, Rigotto encontrara-se, dias atrás, com o candidato do PT, Tarso Genro.

 

Numa escala de zero a dez, a chance de uma coligação do PMDB de Rigotto com o PT de Tarso é de menos 11.

 

Mas o ministro petista da Justiça é adepto da fórmula dos múltiplos palanques estaduais pró-Dilma.

 

Ao pressentir a atmosfera de quebra de gelo, Quércia pôs-se em movimento. Faz o mesmo em outras praças. Daí a pressa do PMDB nacional.

Escrito por Josias de Souza às 06h17

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma responde a Gilmar: ‘Não há vale-tudo nenhum’

De passagem por São Bernardo do Campo, a ministra-candidata Dilma Rousseff foi instada a responder às críticas do presidente do STF.

 

Gilmar Mendes dissera que os eventos pseudo-administrativos em que Lula leva Dilma à vitrine converteram-se num “vale-tudo” eleitoral.

 

Dilma disse que não se sente acusada pelo mandachuva do Supremo. Mas refutou: “Nós não estamos fazendo vale-tudo nenhum” (assista lá no alto).

 

A ministra foi a São Bernardo para trombetear o pré-sal na seara do rival tucano José Serra.

Escrito por Josias de Souza às 05h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Crescem despesas sigilosas do Planalto com cartão

Entre janeiro e setembro de 2009, os gastos sigilosos do Planalto com cartões de crédito corporativos somaram R$ 5,3 milhões.

 

A cifra excede em R$ 1,5 milhão as despesas feitas no mesmo período em 2008. Um tônico de mais de 9%.

 

Deve-se a informação aos repórteres Edson Luiz e Izabelle Torres. A despeito do aumento, a CGU diz que decresceram as operações feitas por meio de cartões.

 

Tomado pelos primeiros nove meses, o ano de 2009 já registra o terceiro maior volume de gastos com cartões da gestão Lula.

 

Só perde para os dois anos inaugurais do primeiro mandato –em 2003, gastou-se R$ 5,6 milhões. Em 2004, R$ 6,4 milhões.

 

Nada de anormal, na visão do secretário-executivo da Controladoria Geral da União, Luiz Navarro.

 

Ele diz que o governo limitou em 30% o uso dos cartões corporativos para saques de dinheiro vivo, na boca do caixa.

 

"O aumento era natural, mas as comparações mostram que há normalidade nesse tipo de pagamento", diz Navarro.

 

De resto, informa que a CGU não tem recebido denúncias de irregularidades no manuseio dos cartões corporativos.

 

No caso da Presidência da República, os dispêndios são sigilosos. O contribuinte paga, mas não sabe o que está financiando.

Escrito por Josias de Souza às 05h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Embaixatriz do Brasil levou a irmã de Fidel até a CIA

  Univisión
Uma embaixatriz brasileira serviu de ponte entre Juanita Castro, a irmã traidora de Fidel Castro, e a CIA, agência de Inteligência dos EUA.

 

Chamava-se Virgínia. Era mulher do embaixador Vasco Leitão da Cunha, que chefiou a embaixada brasileira em Havana entre 1956 e 1961.

 

Sediada em Miami, a TV de língua espanhola Univisión exibe, em pedaços, uma entrevista concedida por Juanita Castro.

 

Na primeira parte, levada ao ar na noite de domingo (25), a irmã de Fidel revelara que fora colaboradora da CIA.

 

No segundo naco da entrevista, veiculado na noite desta segunda (26), Juanita revela os detalhes de sua aproximação com a agência de espionagem.

 

Pressionando aqui, você chega ao vídeo. Tem seis minutos e cinco segundos. Juanita contou como se aproximou do casal Leitão da Cunha.

 

Disse que, sob Vasco Leitão, a embaixada brasileira servira de abrigo para opositores do ditador Fulgêncio Batista. Ela própria refugiara-se no prédio por três meses.

 

Depois do triunfo da revolução cubana, que entronizou Fidel no poder em 1959, Vasco e Virgínia ofereceram uma recepção para o comandante na embaixada. Tornaram-se simpatizantes do regime.

 

Aos poucos, foram se desencantando. E passaram a apoiar Juanita, que também se decepcionara com os rumos da revolução.

 

No dizer de Juanita, os Leitão da Cunha "salvaram vidas", ajudaram a retirar dissidentes da ilha. O casal deixou Havana em 1961.

 

Antes, Virgínia, a mulher do embaixador, tocou o telefone para Juanita. Chamou-a para jantar. Durante o repasto, sondou-a sobre a disposição de avistar-se com um agente da CIA. Juanita assentiu.

 

O primeiro contato direto da irmã de Fidel com um representante da agência de espionagem dos EUA ocorreu, segundo ela, em 21 de junho de 1961, no México.

 

Deu-se nas pegadas da Invasão da Baía dos Porcos, o embate de abril de 1961, em que Fidel prevaleceu sobre a ação urdida pelos EUA para derrubá-lo.

 

Juanita, hoje com 76 anos, residente em Miami, deu o nome do espião que diz ter encontrado no México: Tony Sforza.

 

Atuava em Cuba sob falsa identidade: Frank Stevens. Fazia-se passar por jogador de cassino. A partir desse contato, a irmã de Fidel passou a colaborar com a CIA.

 

Ganhou um codinome: “Agente Donna”. Disse que jamais recebeu um tostão. Afirma que nunca lhe pediram para tramar contra a vida do irmão.

 

Levou dinheiro para espiões da agência. Repassou informações. Por exemplo: a instalação de foguetes soviéticos na ilha e as visitas de missões russas.

 

A CIA lhe deu um rádio. Servia para o envio de mensagens cifradas. Ela ofereceu refúgio a dissidentes do regime em sua casa.

 

Contou que, ao receber uma visita de Fidel, havia um desafeto do regime escondido no quarto. Em 1964, Juanita bandeou-se para o México.

 

Mais tarde, exilou-se em Miami. As revelações expostas na entrevista à Univisión contam de um livro lançado nesta segunda (26).

 

Chama-se “Fidel e Raúl, meus irmãos: A história secreta”. Editou-a a casa de livros Santillana.

 

No pedaço em que envolve a diplomacia brasileira, a história de Juanita não pode ser checada com os protagonistas. Vasco Leitão da Cunha e sua mulher, Virgínia, já morreram.

 

Em novembro de 1961, depois de seu retorno de Cuba, Vasco foi nomeado embaixador do Brasil em Moscou. Assumiu o posto em 1962.

 

Voltou ao Brasil em janeiro de 1964. Três meses depois, no alvorecer do golpe militar, tornou-se ministro das Relações Exteriores.

 

Na sua gestão, que se prolongou até janeiro de 1966, Vasco anunciou o rompimento das relações diplomáticas do Brasil com a ilha de Fidel.

Escrito por Josias de Souza às 04h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

 

- Globo: Projeto impede benefício penal a grande traficante

 

- Estadão: Escândalo faz Sarney fechar sua fundação

 

- JB: Lula segura IPI em troca de empregos

 

- Correio: Eles gastam, nós pagamos

 

- Valor: Previ quer investimento da Vale em siderúrgicas

 

- Estado de Minas: Acordos aceleram correção da poupança

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Levantamento de pe$o!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Meirelles recebe bancada do PMDB nesta terça-feira

  Fábio Pozzebom/ABr
Filiado ao PMDB no mês passado, o presidente do BC, Henrique Meirelles terá, nesta terça (27), sua primeira reunião com a bancada de deputados do partido.

 

O encontro foi marcado a pedido do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Meirelles fará aos deputados uma exposição sobre a economia pós-crise.

 

Lula comentara com dirigentes do PMDB que ficara muito bem impressionado com o discurso que Meirelles fizera no Comitê Olímpico Internacional.

 

Na semana passada, durante o jantar em que foi selado o pré-acordo do PMDB com a candidatura presidencial de Dilma Rousseff, Henrique Alves abordou Meirelles.

 

Consultou-o sobre sua disposição de repetir à bancada do PMDB a exposição que fizera no dia em que o Rio fora escolhido como sede das Olimpíadas de 2016.

 

“Ele recebeu muito bem a idéia. E, para nossa grata surpresa, já agendou o encontro para as 15h desta terça-feira”, disse Henrique ao blog.

 

Vão falar de eleições? “Não há tema proibido”, Henrique explicou. Entre os deputados que vão ao encontro de Meirelles estão os representantes de Goiás.

 

É o Estado onde Meirelles terá de cavar votos se decidir testar o prestígio nas urnas de 2010. Pode concorrer ao governo local ou ao Senado.

 

Já disse que não quer disputar o governo, já cobiçado pelo prefeito de Goiânia, o pemedebê Iris Resende.

 

Resta a Meirelles o Senado. E a posição de vice na chapa de Dilma? O PMDB governista prefere Michel Temer.

 

Um integrante do grupo do presidente da Câmara evocou um comentário do jogador de futebol Romário:

 

“O Meirelles entrou no ônibus agora. Não pode querer sentar na janelinha. Tem de começar de baixo. O Senado está de bom tamanho”.

Escrito por Josias de Souza às 20h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fundação Sarney devolverá convento para o Estado

Na bica de fechar, a Fundação Sarney vai devolver ao Estado do Maranhão o prédio público que lhe serve de abrigo.

 

Trata-se de uma edificação histórica, o Convento das Mercês. Foi doado à fundação em 1990.

 

Sob o oposicionista Jackson Lago (PDT), o governo maranhense tentara anular a doação na Justiça. A fundação recorrera, contudo.

 

Cassado pelo TSE, Lago foi substituído pela filha do presidente do Senado, Roseana Sarney, atual governadora maranhense.

 

Trazida à luz pela repórter Mônica Bergamo, a notícia sobre o fechamento da controversa Fundação Sarney foi confirmada pela assessoria do senador.

 

Informou-se que a decisão partiu do conselho curador da fundação, não de Sarney, que diz não ter participação na gestão da entidade.

 

Presidente do PSDB, o senador Sérgio Guerra (PE), considerou “natural” o encerramento das atividades da fundação.

 

Ao tratar do tema pela primeira vez, na madrugada desta segunda (26), o blog lembrara que o Ministério da Cultura deve uma resposta ao contribuinte brasileiro:

 

Que fim levou a auditoria do patrocínio de R$ 1,3 milhão que a Petrobras borrifara nas arcas da Fundação Sarney?

 

Em mensagem remetida ao repórter, a assessoria de Sarney anota:

 

“O processo de averiguação das contas da Fundação Sarney, pelo Ministério da Cultura, está em pleno curso e dentro do prazo legal”.

 

O próprio Sarney mandou divulgar uma nota com a sua assinatura. Eis o texto:

 

 

“A respeito de conversa que mantive com a jornalista Mônica Bergamo, tema de nota de sua coluna de hoje, sobre a extinção da Fundação José Sarney, maior espaço cultural do Maranhão e um dos maiores do Norte e Nordeste, explicito, com profundo sofrimento, que essa é a minha opinião, em face da impossibilidade de seu funcionamento, por falta de  meios, segundo fui informado pelos administradores da instituição. Os doadores que a sustentam suspenderam suas contribuições, pela exposição com que a instituição passou a ser tratada por alguns órgãos da mídia.

 

Diante dessa situação de força maior, repito, com grande amargura,  que o seu fechamento é o caminho a seguir, embora tal providência dependa de decisão do Conselho Curador da Fundação, obedecendo os trâmites previstos no Código do Processo Civil.

 

Lamento pelo Maranhão, que perde um centro de documentação e pesquisa que é uma referência nacional.

José Sarney

Escrito por Josias de Souza às 19h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Irmã de Fidel Castro afirma que colaborou com a CIA

  WLTV
Fidel Castro conviveu com um Cavalo de Tróia em sua própria família. A irmã Juanita Castro foi colaboradora da CIA.

 

Quem conta é a própria Juanita, desde o seu exílio em Miami (EUA). Ela falou ao canal de língua espanhola Univisión.

 

A entrevista está sendo exibida em partes. O primeiro pedaço foi ao ar neste domingo (25).

 

A aparição de Juanita coincide com o lançamento, nesta segunda (26), de um livro de memórias.

 

Chama-se “Fidel e Raúl, Meus Irmãos: A História Secreta”. Foi escrito a partir de depoimentos de Juanita à repórter mexicana Maria Antonieta Collins.

 

Os relatos haviam sido gravados há dez anos. Mas só agora Juanita autorizou a publicação.

 

A entrevista que a Univisión leva ao ar foi feita pela mesma Maria Antonieta Collins. No pedaço já exibido, Juanita diz ter sido procurada por um preposto da Cia.

 

"[Essa pessoa] me disse que trazia um convite da CIA, que eles queriam falar comigo...”

 

“...Que tinham coisas interessantes para me dizer e coisas interessantes para me pedir...”

 

Perguntou “...se eu estava disposta a correr esse risco, se estava disposta a ouvi-los. Eu fiquei meio chocada, mas de qualquer forma, eu disse que sim".

 

Juanita é a quinta de uma fila de sete irmãos da família Castro. Começou a se estranhar com Fidel e Raul poucos anos depois da revolução cubana, de 1959.

 

Conta que levou o pé atrás ao constatar que o regime revolucionário prendia opositores, passando-os nas armas.

 

"Nós costumávamos culpar as pessoas do escalão de baixo, mas as ordens não vinham das pessoas do escalão de baixo”, disse ela à Univisión.

 

As ordens “vinham do escalão de cima, de Fidel, de Che [Guevara], de Raúl", ela acrescentou.

 

Juanita contou ter abrigado desafetos do regime de Fidel em sua própria casa. Disse que a mãe, Lina Ruz, também protegeu adversários do filho.

 

Lina Ruz morreu em agosto de 1963. E Juanita passou a sentir-se ameaçada. Foi quando decidiu deixar Cuba.

 

Segundo a sua versão, o próprio irmão Raul Castro ajudou-a a obter um visto de entrada no México.

 

Raul e Juanita conversaram pela última vez em 18 de junho de 1964. Dez dias depois, a irmã-dissidente criticaria o regime numa entrevista coletiva, no México.

 

A revelação de que uma irmã de Fidel colaborou com a CIA surpreende por duas razões. Primeiro pelo inusitado contido no segredo.

 

Segundo pelo dano que esse segredo provoca na imagem da agência norte-americana de inteligência.

 

São célebres os planos da CIA para aniquilar Fidel Castro. Descobre-se agora que nem a cooptação de Juanita impediu que as tramas resultassem em malogros.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sarney decide fechar as portas da Fundação Sarney

  Fábio Pozzebom/ABr
O presidente do Senado, José Sarney, decidiu fechar as portas da fundação que leva o seu nome, no Maranhão.

 

A notícia ganhou as páginas da Folha. Está na coluna da repórter Mônica Bergamo.

 

Assentada no convento das Mercês, Em São Luís, a Fundação José Sarney guarda o acervo da época em que seu fundador foi presidente do Brasil.

 

Armazena também livros e papéis colecionados por Sarney ao longo de 50 anos de política.

 

De resto, abriga um mausoléu onde o senador pretendia ser enterrado.

 

Por que vai fechar? Pendurada nas manchetes como ninho de irregularidades, a fundação já não encontra quem se disponha a financiá-la.

 

Custa, segundo Sarney, algo como R$ 70 mil por mês. “Não temos mais dinheiro”, diz o senador.

 

"Sonhei um dia que o Brasil poderia ter uma grande biblioteca com documentos históricos de um ex-presidente. Mas eu estava errado".

 

- Em tempo: O Ministério da Cultura deve uma resposta ao contribuinte brasileiro. Que fim levou a auditoria do patrocínio de R$ 1,3 milhão que a Petrobras borrifara nas arcas da Fundação Sarney?

Escrito por Josias de Souza às 05h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo decide nesta 2ª sobre o IPI da ‘linha branca’

  Marcello Casal/ABr
O ministro Guido Mantega (Fazenda), reúne-se nesta segunda (26) com fabricantes de eletrodomésticos.

 

Os empresários esperam que o governo renove a redução de IPI para máquinas de lavar, geladeiras, fogões e tanquinhos.

 

Servido em abril, o refresco tributário expira nesta semana. Deseja-se que o governo o renove até o final do ano.

 

A despeito da queda da arrecadação de tributos, os empresários estão otimistas. Alegam que a prorrogação mantém os negócios aquecidos e o emprego em alta.

 

Há seis meses, o IPI das máquinas de lavar caíra de 20% para 10%. O das geladeiras, de 15% para 5%...

 

O tributo dos fogões despencara de 5% para zero. E o IPI dos tanquinhos, de 10% para zero.

Escrito por Josias de Souza às 05h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula diverge do PT e quer Dilma no governo até abril

  Alan Marques/Folha
Subiu no telhado o plano que a direção nacional do PT traçara para Dilma Rousseff.

 

O partido programara para fevereiro a despedida de Dilma da Casa Civil de Lula.

 

O presidente discorda da tática. Prefere que a ministra fique no governo até abril.

 

Pela lei, ministros-candidatos só precisam deixar os seus cargos em 3 de abril.

 

E Lula acha que a antecipação idealizada pelo petismo não faz sentido. Por quê?

 

Acha que convém a Dilma desfrutar ao máximo da atual condição de ‘gerente de obras’.

 

Lula quer levar sua ministra às obras do PAC até o último dia que o calendário permitir.

 

O presidente dá de ombros para as críticas da oposição, convertidas em ação no TSE. PSDB, DEM e PPS pedem que a Justiça Eleitoral imponha limites ao vaivém de Dilma.

 

A oposição acusa o governo de converter as visitas às obras em comícios eleitorais. Neste domingo (25), ecoando Lula, Dilma ironizou a pregação de ‘demos’ e tucanos.

 

A ministra-candidata participou, em São Paulo, de encontro com movimentos sociais. Provocada por repórteres disse que a tentativa de inibi-la não passa de “preconceito”.

 

”É preconceito contra a mulher”, exagerou, comparando-se às donas de casa. “Eu posso ir para a cozinha...”

 

Posso “...cozinhar os projetos por quatro anos. Agora, na hora de servir, não posso nem ver?”

 

Nas últimas semanas, a agenda da candidata Dilma vem prevalecendo sobre os compromissos da ministra Dilma.

 

Nesta segunda, a exemplo do que fizera há sete dias, Dilma abre a semana no território do rival tucano José Serra.

 

Ela fará campanha em São Bernardo do Campo, cidade governada pelo petista Luiz Marinho.

 

Participa de uma pajelança internacional promovida pela prefeitura. Um fórum que terá a participação 15 representantes de embaixadas e consulados estrangeiros.

 

Dilma falará uma sobre a estratégia do governo para o pré-sal e as obras de infra-estrutura do PAC. Notícia levada à web pela prefeitura menciona a palestra sem mencionar o nome da palestrante.

 

Na quarta (28), Dilma é aguardada no Rio Grande do Sul. Deve encontrar-se com prefeitos, vice-prefeitos e vereadores do PT gaúcho.

 

Coisa organizada pelo prefeito petista de São Leopoldo (RS), Ary Vanazzi. Na engrenagem da campanha de 2010, os municípios são tratados pelo PT como peças estratégicas.

 

Na semana que vem, de volta a São Paulo, Dilma participará de novo encontro com prefeitos e vice-prefeitos petistas.

 

Será em Guarulhos. Vai começar na sexta (6) e só termina no sábado (7). Para esse dia, prevê-se um almoço da “companheira Dilma”.

 

Estima-se que acorrerão a Guarulhos 560 prefeitos e 423 vice-prefeitos petistas de todo o país.

 

A programação não deixa dúvidas quanto à natureza do encontro. Vão a debate a conjuntura política, a gestão Lula e a sucessão de 2010.

 

Enquanto isso, no quintal vizinho, o tucanato desperdiça o seu tempo no debate interno que opõe José Serra e Aécio Neves.

 

O DEM cobra pressa na definição. Serra tenta jogar a decisão para março de 2010. Aécio fala em janeiro.

 

Enquanto administra o contencioso, Sérgio Guerra, presidente do PSDB, tenta pôr de pé uma agenda de viagens para os dois candidatos.

Escrito por Josias de Souza às 04h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado vota adesão da Venezuela ao Mercosul na 5ª

  Lula Marques/Folha
O Senado volta a se debruçar, nesta semana, sobre o protocolo de adesão da Venezuela ao Mercosul.

 

A encrenca vai a voto, na quinta (29), na Comissão de Relações Exteriores. Segue no mesmo dia para o plenário do Senado.

 

A comissão tem duas opções. Pode aprovar o parecer de Tasso Jereissati (PSDB-CE), que propõe a rejeição do protocolo.

 

Ou pode optar pelo parecer de Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, que sugerirá que a ratificação do documento.

 

Antes de deliberar, os senadores realizarão uma derradeira audiência pública. Vão ouvir o prefeito de Caracas Antonio Ledezma.

 

Vem a ser o principal opositor do presidente venezuelano Hugo Chávez. No início do ano, enviara carta a José Sarney.

 

No texto, Ledezma dizia que, sob o “autoritarismo” de Chávez, a Venezuela não poderia ser recepcionada no Mercosul.

 

Hoje, o adversário de Chávez esgrime posição diversa. Dirá aos senadores que a admissão de seu país no mercado comum ajudaria a conter os arroubos de Chávez.

 

Lula e seus operadores políticos dão de barato que o protocolo, assinado em 2006 e já aprovado pela Câmara, será referendado também pelo Senado.

Escrito por Josias de Souza às 03h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

 

- Globo: Artifício fiscal dá mais 55 bi para governo elevar gastos

 

- Folha: Plano amplia controle sobre mineração

 

- Estadão: Varejo vê crise superada e investe pesado em 2010

 

- JB: Adriano dá um nó no Botafogo

 

- Correio: Prostituição: Máfia já matou 10 brasileiras este ano

 

- Valor: Novo código aumentará o controle sobre a mineração

 

- Estado de Minas: Combate à fome piora no mundo e prejudica Brasil

 

- Jornal do Commercio: Sport só empata

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bolomício!

Dalcío

Via Correio Popular. Leia sobre o tema aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 02h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tasso insinua que pode disputar o governo do Ceará

José Cruz/ABr

 

Reunido neste domingo (25), o PSDB do Ceará ungiu o seu novo presidente: o médico Marco Penaforte.

 

A discursar, Penaforte conclamou o tucanato cearense a retomar a condição de protagonista na política cearense.

 

Nas pegadas de Penaforte, foi ao microfone o senador Tasso Jereissati, principal liderança do PSDB local.

 

Tasso endossou Penaforte: “Estamos dispostos a construir esse desafio. Um novo projeto sem cooptação, com idealismo. Estou aí para segui-lo”.

 

Uma declaração de Tasso deixou eriçadas as plumas da platéia: “Estou à disposição para fazer o necessário...”

 

“...E, assim, assim recuperar o espaço de poder no Estado, para que o cearense volte a ter orgulho, a ter dignidade e a pensar no seu futuro”.

 

Em declínio no Ceará, os tucanos viram na frase de Tasso uma insinuação. Acham que o senador deixou no ar a hipótese de candidatar-se a governador.

 

Depois de uma hegemonia de 20 anos, o PSDB flerta com o ostracismo no Ceará. Até aqui, o caminho natural de Tasso era uma incerta recandidatura ao Senado.

 

Em 1986, ainda no PMDB, Tasso elegera-se governador do Ceará. Em 1990, já como grão-tucano, Tasso fez o sucessor: Ciro Gomes, à época no PSDB.

 

Em 1994, Tasso voltou à cadeira de governador. Reelegeu-se em 1998. Em 2002, o tucanato elegera Lúcio Alcântara.

 

Em 2006, começou o declínio. Brigado com Alcântara, à época candidato à reeleição, Tasso conspirou nos subterrâneos para eleger Cid Gomes (PSB).

 

Hoje, convertido em força auxiliar de Cid, o tucanato vai a 2010 dividido em três pedaços.

 

Um naco do partido defende o apoio à reeleição de Cid, irmão de Ciro Gomes, agora um candidato multiuso do PSB.

 

Outra parte flerta com o apoio à candidatura do prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa, do PR.

 

Uma terceira ala do PSDB advoga a tese da candidatura própria. O nome de Tasso seria o único capaz de empolgar a legenda.

 

Daí a excitação com o comentário feito pelo senador no encontro deste domingo. Resta saber o que o senador quis dizer.

 

O miolo da frase de Tasso –“Estou à disposição para fazer o necessário”— pode significar qualquer coisa.

 

De resto, é preciso combinar com o eleitor. Hoje, nem mesmo a reeleição de Tasso ao Senado é vista como coisa certa.

Escrito por Josias de Souza às 22h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma critica ‘criminalização’ dos movimentos sociais

  Joedson Alves/Folha
Dilma Rousseff foi ao encontro dos chamados movimentos sociais. Deu-se em São Paulo, neste domingo (25).

 

Num instante em que o Congresso está na bica de inaugurar a CPI do MST, a presidenciável de Lula soou ambígua.

 

Instada a comentar o “laranjicídio” promovido pelo MST no laranjal da Cutrale. Dilma disse: "Não vamos ser complacentes com qualquer ato ilegal".

 

Depois, emendou: "Mas também não vamos ser conservadores a ponto de tratar os movimentos sociais como caso de polícia".

 

Lula já havia ensinado ao país que brasileiros como José Sarney não podem ser tratados como pessoas “comuns”.

 

Agora, Dilma leciona que há dois tipos de criminosos na praça: os comuns e os sociais.

 

Para os primeiros, a polícia. Para os outros, verbas oficiais, mão na cabeça e descriminalização.

Escrito por Josias de Souza às 21h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Duplo atentado a bomba deixa 132 mortos no Iraque

Dois carros-bomba explodiram neste domingo (25) em Bagdá. Os mortos são contados, por ora, em 132. Os feridos somam 520.

 

Os atentados ocorrem três meses depois de os EUA terem repassado o controle da segurança no Iraque às forças locais. O Nobel da Paz Barack Obama soltou um comunicado.

 

Anotou: “Estas bombas não servem a nenhum propósito a não ser o de assassinar homens, mulheres e crianças inocentes...”

 

“...E só revelam a agenda destrutiva e de ódio daqueles que querem negar ao povo iraquiano o futuro que ele merece".

Escrito por Josias de Souza às 20h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Maluf: ‘Em São Paulo, o PP vai de Celso Russomano’

  Folha
O PP de Paulo Maluf anuncia nesta segunda (26) o nome do seu candidato ao governo de São Paulo.

 

“Eu sempre parto de um lema”, disse Maluf ao blog. “Time que não entra em campo não tem torcida”.

 

Presidente do diretório do PP-SP, Maluf informa: “Aqui em São Paulo, vou apresentar à Executiva do partido a candidatura do Celso Russomano”.

 

Antecipando-se à decisão da Executiva estadual, Maluf declara, em timbre peremptório: “O Russomano será o nosso candidato a governador”.

 

Ao abraçar a candidatura do deputado federal Russomano, Maluf se retira em definitivo da cédula majoritária. “Serei candidato à reeleição para a Câmara”.

 

A movimentação do PP paulista ocorre três dias antes de um jantar que Dilma Rousseff terá com a bancada de congressistas do PP.

 

Candidata de Lula à sucessão presidencial, Dilma encontra-se com o PP nacional na noite desta quarta (28).

 

Fechado com Russomano na esfera estadual, Maluf diz que, no plano federal, o PP não deve tomar nenhuma decisão antes de maio de 2010.

 

Não exclui a possibilidade de um acerto do partido com Dilma. Tampouco desconsidera a hipótese de uma coligação com o PSDB de José Serra.

 

“Não tenho nenhuma restrição ao Serra”, disse Maluf. “Se houver um acordo político que abra espaços para o PP em São Paulo, podemos ir com o Serra sem problemas”.

 

Acha que, sob Lula, o Brasil experimenta um estreitamento das fronteiras ideológicas. O que permite ao PP trafegar com desenvoltura.

 

Maluf evoca um velho amigo: “O Delfim Netto tem uma frase antológica. Ele diz: ‘No poder, o PT faz tudo aquilo que pensava que eu fazia”.

Escrito por Josias de Souza às 05h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

 

- Globo: Bolsa Família inibe expansão do emprego formal no interior

 

- Folha: Governo tem R$ 90 bi em licitações até 2010

 

- Estadão: País deve conter gastos para crescer, diz chefe do BNDES

 

- JB: Prisões federais à prova de tudo

 

- Correio: Fiscalização - Governo ignora mudanças no clima

 

- Veja: Quem cheira mata...

 

- Época: Chega de guerra!

 

- IstoÉ: Sou feliz sozinho

 

- IstoÉ Dinheiro: A reinvenção da Nextel

 

- CartaCapital: Estado & Capital, ainda e sempre

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Eco!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 04h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TSE pode quebrar sigilo de doador eleitoral em 2010

Guto Cassiano

 

Desenrola-se no TSE um julgamento cujo acompanhamento vale o sacrifício de um pedaço de tempo. Envolve uma empresa desconhecida de Goiás. Dependendo do veredicto, pode afetar todos os doadores de campanhas eleitorais no país.

 

Resume-se numa interrogação o miolo do processo: empresas que doam dinheiro para campanhas políticas estão obrigadas a informar o seu faturamento?

 

O Ministério Público acha que sim. As empresas dizem que não. Alegam que o faturamento é coisa protegida pelo escudo do sigilo fiscal. O plenário do TSE (sete ministros) dirá quem tem razão. A decisão do tribunal vai definir a forma e o tamanho das arcas eleitorais de 2010.

 

Grandes doadores gostam da sombra. Se forem obrigados a levar o faturamento aos holofotes, tendem a fechar as caixas registradoras e/ou flertar com o caixa 2. Daí a importância do caso submetido ao crivo do TSE. Para facilitar o entendimento, vai abaixo um resumo da encrenca:

 

1. Nas eleições de 2006, a empresa goiana Hidrobombas Comércio e Representação Ltda. pingou R$ 478,5 mil nas campanhas de três políticos do PP-GO: Alcides Rodrigues (governador), Carlos Antônio Silva (deputado estadual) e Ernesto Guimarães Roller (suplente de deputado estadual).

 

2. O Ministério Público Eleitoral de Goiás decidiu esquadrinhar a doação. Requisitou à Receita Federal informações sobre o faturamento da Hidrobombas. Deparou-se com uma ilegalidade.

 

3Reza a lei eleitoral que as doações feitas por empresas não podem exceder a 2% do faturamento bruto no ano anterior ao da eleição.

 

4. Os R$ 478,5 mil doados pela Hidrobombas à trinca de grão-pepês furaram o teto de 2%, convertendo-se em ilegalidade.

 

5. O Ministério Público levou o caso à Justiça Eleitoral. E a empresa foi condenada a pagar multa de R$ 283,8 mil. Mais: foi proibida de transacionar com o Estado brasileiro por um período de cinco anos.

 

6. A empresa recorreu. Não contesta o conteúdo da ação, mas a forma. Alega que o seu faturamento, por sigiloso, foi obtido de forma ilegal pelo Ministério Público.

 

7. O recurso aportou no protocolo do TSE em novembro de 2007. Por sorteio, desceu à mesa do ministro Marcelo Ribeiro, a quem coube relatá-lo.

 

8. O voto de Ribeiro já foi lido em plenário. Rende homenagens ao interesse público. Para o relator, o faturamento de doadores não pode ser sigiloso. “Implicitamente, há o dever de quem doa mostrar a legalidade da doação”, escreveu Ribeiro no voto.

 

O ministro pergunta: “Qual seria o sentido do limite imposto [pela lei] se não for possível a verificação dos dados fiscais daquele que faz a doação?”

 

9. Antes que o texto de Ribeiro fosse levado a voto, o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista do processo, adiando o julgamento.

 

10. Na noite da última terça-feira (20), Lewandowski expôs aos colegas a sua posição. Rendeu-se à tese do sigilo. Deu de ombros para a lógica.

 

Anotou: “O fato de os processos de registro de candidatura e de prestação de contas serem públicos não torna igualmente públicos os dados fiscais dos doadores [...]”.

 

Para Lewandowski, o único dado público é “o valor nominal” das doações. O faturamento da empresa só pode ser alcançado mediante autorização judicial.

 

11. Um segundo pedido de vista provocou novo adiamento. Formulou-o o presidente do TSE, ministro Carlos Ayres Britto.

 

12. Não há prazo para a devolução do processo à mesa de deliberações. Mas Ayres Britto não pretende empurrar o caso com a barriga.

 

13. De antemão, o presidente do TSE informa que tende a acompanhar a posição de Ribeiro, não a de Lewandowski.

 

14. A menos que a análise do processo o convença do contrário, Ayres Britto acha o seguinte: o bônus de doar impõe à empresa o ônus de revelar o seu faturamento.

 

15. Confirmando-se a primeira impressão de Britto, o placar parcial do TSE será de dois a um a favor da publicidade. Com mais dois votos, estaria formada a maioria.

 

16 O debate do TSE chega no momento em que começam os jantares em que os comitês de 2010 passam o pires das caixinhas.

 

17. Como se sabe, há nas eleições dois tipos de dinheiro. O oficial e o que os candidatos tomam dos empresários por baixo da mesa.

 

18. O debate do TSE trata apenas do pedaço oficial das arcas. Que tende a minguar se o tribunal optar pela luminosidade da quebra do sigilo.

 

19. Na outra ponta, os comensais dos jantares recém-inaugurados se sentirão tentados a comer com a mão e a esconder dólares na cueca.

 

20. Resta saber se o Ministério Público e a Justiça Eleitoral terão disposição para frear o caixa dois. Algo que, na definição do Lula de 2005, ano do mensalão, "é feito no Brasil sistematicamente".

 

- Em tempo: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 18h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Deus, é claro, existe, mas foi cuidar de outras coisas

Escrito por Josias de Souza às 11h53

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PSDB testa chapa pura em pesquisa e aborrece Aécio

  Wellington Pedro/Divulgação
Pesquisa feita pelo Ibope por encomenda do PSDB testou, pela primeira vez, o poder de fogo da decantada chapa puro sangue do tucanato.

 

Num dos cenários pesquisados, José Serra foi acomodado na cabeça da chapa do PSDB. Aécio Neves, na vice.

 

Segundo o Ibope, a dupla tucana prevaleceria sobre a dobradinha encabeçada por Dilma Rousseff (PT-PMDB) por 41% contra 16%.

 

Em vez de produzir festejos, a suposta dianteira de 25 pontos percentuais resultou em crise. Aécio Neves, que recusa o papel de vice, abespinhou-se:

 

“O PSDB não tem minha autorização para fazer pesquisa incluindo meu nome como candidato a vice-presidente”, disse o governador de Minas.

 

Aécio acrescentou: “Isso seria desperdício de dinheiro, porque essa hipótese não existe”.

 

Levou a reclamação aos ouvidos do presidente do partido, Sérgio Guerra (PE). Enxergou no vazamento dos dados um cheiro de queimado.

 

Uma tentativa de empurrá-lo para a vice num instante em que mede forças com Serra para ser o titular.

 

Informada acerca do curto-circuito, a turma de Serra apressou-se em informar que o governador paulista também foi surpreendido. E nada teria a ver com o vazamento.

 

Para complicar, a mesma pesquisa do Ibope informa que a presença de Aécio na chapa de Serra seria irrelevante.

 

Num cenário em que aparece sozinho, Serra obtém os mesmos 41% atribuídos à chapa que traz Aécio na vice.

 

Dilma, segundo o Ibope, teria nesse cenário 17% das intenções de voto. Estaria tecnicamente empatada com Ciro Gomes, com 16%.

 

Marina Silva beliscaria 9% da preferência do eleitorado. Num terceiro cenário, testou-se o prestígio de Aécio como cabeça de chapa.

 

Nessa hipótese, segundo o Ibope, Ciro escalaria o primeiro lugar, com 26%. Aécio empataria com Dilma na segunda colocação —19% para ambos.

 

Marina conservaria a quarta colocação, dessa vez com 11%. Na pesquisa de setembro, o Ibope atribuíra a Aécio 12%. Teria crescido, portanto, sete pontos percentuais.

 

Em pregação diuturna, Aécio advoga a tese de que o PSDB não deve guiar-se apenas por pesquisas na hora em que for optar entre ele e Serra.

 

Argumenta que o mais importante não é a marca de largada, mas a capacidade de crescimento futuro.

 

Aécio afirma que é menos conhecido do que Serra. Suas taxas de rejeição também seriam menores.

 

De resto, considera-se capaz de agregar à caravana oposicionista outros partidos além dos já compromissados DEM e PPS.

 

O diabo é que, antes de atrair novos aliados, o PSDB, agremiação de amigos integralmente composta de inimigos, terá de agregar-se a si própria.

Escrito por Josias de Souza às 06h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Enquanto Lula alveja TCU, PF aponta fraude no PAC

A julgar pelo conteúdo de um inquérito da Polícia Federal, Lula deveria pensar 11 vezes antes de se queixar da engrenagem de fiscalização do TCU.

 

Enquanto o presidente renovava as criticas aos auditores de obras, em Brasília, a PF concluía uma investigação no Mato Grosso.

 

A polícia de Lula remeteu à Justiça Federal o inquérito relativo a obras do PAC nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.

 

Concluiu que houve fraudes num lote de licitações que, juntas, somam cerca de R$ 400 milhões.

 

Segundo a PF, as tomadas de preços foram dirigidas, de modo a beneficiar uma trinca de empreiteiras: Gemini, Três Irmãos e Concremax.

 

Figuram no inquérito, na condição de indiciados, 22 personagens. Os nomes foram mantidos em sigilo.

 

Num ambiente assim, tisnado pela suspeita, a defesa da tese de que o aparato fiscalizatório deve ser reduzido soa a temeridade.

Escrito por Josias de Souza às 05h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sob críticas de Lula, TCU tem sua própria obra parada

  Sérgio Lima/Folha
Ao criticar o TCU por paralisar obras do seu governo, Lula está como que ensinando missa ao vigário.

 

O Tribunal de Contas da União convive, ele próprio, com os dissabores de uma obra interrompida.

 

A construção de um edifício projetado para abrigar três secretarias do TCU encontra-se parada há quase um ano.

 

Levada a licitação, a obra foi arrematada por uma construtora de São Paulo, a Uni Engenharia. Cobrou cerca de R$ 70 milhões.

 

Depois de erigir 20% do prédio, a empresa jogou a toalha. Deu-se em novembro do ano passado. Desde então, a obra não saiu mais do lugar.

 

O TCU viu-se compelido a romper o contrato. Já havia repassado à construtora R$ 12,9 milhões. Reteve o pagamento de uma fatura de R$ 256 mil.

 

O canteiro esvaziado e a ação das intempéries climáticas já produziram prejuízos estimados em R$ 2 milhões.

 

A Viúva foi chamada pelo TCU a cobrir despesas com o aluguel de equipamentos e andaimes. As ferragens da obra deterioram-se.

 

A demora na retomada pode comprometer a estrutura do esqueleto do prédio.

 

As chuvas que caem sobre Brasília resultaram em despesas adicionais com a impermeabilização.

 

No incômodo papel do ferreiro às voltas com um espeto de pau, o TCU impôs uma multa de R$ 2,6 milhões à empreiteira que o deixou na mão.

 

A empresa ainda não restituiu um mísero centavo. Ao contrário, recorreu. Alega que não é responsável pela interrupção da obra.

 

O TCU viu-se compelido a se autoflagelar. Fará uma nova licitação. E, para atenuar os prejuízos, reavaliou o preço da obra, reduzindo-o em 12%.

 

"A mesma regra que vale para os outros, vale para nós", diz o presidente do tribunal de contas, ministro Ubiratan Aguiar (na foto lá do alto).

Escrito por Josias de Souza às 05h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

 

- Globo: Lula: fiscalização trava o país. PAC: PF indicia 22 por fraude

 

- Folha: Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos

 

- Estadão: Órgãos que fiscalizam obras ‘travam o Brasil’, diz Lula

 

- JB: Ação do TCU vira bate-boca

 

- Correio: Emergência no nosso bolso

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Apóstolo Lula!

Paixão

Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 04h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Só o 'Comando Vermelho' pode livrar carioca do caos

Visto de longe, o Rio parece uma cidade excitante como um bom filme, do tipo que prende a atenção do expectador.

 

O Rio vive um entre o suspense e o thriller. Os dois enredos giram ao redor do insolúvel.

 

Na fase do suspense, a platéia se pergunta: Quando começa o caos? Na etapa do thriller, a interrogação é outra: Chegamos ao caos?

 

Desde que foi escolhido como sede das Olimpíadas de 2016, o Rio foi tomado de assalto por um desejo insano.

 

A cidade decidiu matar sua velha curiosidade. Quer conhecer o caos. Quer saber como ele é, onde se esconde, do que se alimenta...

 

Resultado de décadas de erros, o caos do Rio vinha se manifestando em conta-gotas. Súbito, o caos corre o mundo em versão concentrada.

 

A turba encolerizada ateando fogo em trens urbanos. A bandidagem do Morro do São João invadindo o território dos rivais do Morro dos Macacos...

 

O abate do helicóptero da PM. O desrespeito à trinca de cadáveres inocentes vendida como parte da banda podre...

 

O assassinato do coordenador do Afroreggae. As imagens de policiais comportando-se como meliantes...

 

A despeito do esforço, o Rio ainda não sabe se encontrou o caos. Mas, a julgar pelo balanço da semana, ele não deve estar muito longe.

 

Produziram-se pelo menos 39 cadáveres. Entre eles três PMs e meia dúzia de brasileiros de bem.

 

O caos dá ao Rio uma aura de urgência. A cidade treme. Parece se mover. Mas não sai do lugar.

 

O caos do Rio abre espaço para os bandidos no departamento de figurantes do mal da Globo.

 

O caos do Rio dá existência midiática a personagens como Fabiano Atanásio da Silva, o FB, comandante da invasão ao Morro dos Macacos.

 

O caos do Rio serve ao marketing de Lula. Permite ao governo federal passar a impressão de que faz muito pela cidade, enchendo-a de verbas.

 

O caos do Rio cava espaço nos jornais para as fotos de Sérgio Cabral. Cenho grave, o governador posa sua preocupação. Uma imagem que ajuda na reeleição.

 

O caos do Rio socorre os jornalistas. Dá-lhes assunto. Oferece-lhes a oportunidade de recolher do apocalipse um novo furo por dia.

 

O caos do Rio serve para que os decotes e os paletós das festas da Zona Sul apontem os culpados. Todos são culpados, exceto os frequentadores da roda.

 

O caos do Rio só não serve à galera do Comando Vermelho. A atmosfera de violência, a vitrine planetária, o beco-sem-saída, tudo isso atrapalha os negócios.

 

Melhor suspender o thriller. Mais conveniente devolver a cidade ao ritmo do suspense. 

Em meio à esculhambação generalizada, só o crime, por organizado, pode salvar o Rio do caos.

Graças ao pragmatismo dos empreendedores da droga, o carioca logo será devolvido às suas dúvidas essenciais: 

Quando começa o caos? Chegamos ao caos? Estaria o Rio mergulhado no pós-caos? 

Escrito por Josias de Souza às 04h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula sonha tornar-se uma espécie de presidente 007

O nome dele é Silva, Lula da Silva. Está para a administração pública brasileira assim como James Bond está para o serviço secreto de Sua Majestade.

 

Sétimo agente de sua seleta linhagem, Bond dispõe de licença 00 para matar. Daí o seu código de identificação: 007.

 

Silva exerce o sétimo mandato presidencial pós-redemocratização (Sarney, Collor, Itamar, FHC 1, FHC 2, Lula 1 e Lula 2). E ambiciona a licença 00 para gastar.

 

Fisicamente, o 007 brasileiro é um anti-James Bond. Mas, dono de popularidade estratosférica, Lula da Silva traz o poder na ponta da caneta.

 

No momento, mister Silva dedica-se a combater o mal que se aninha no TCU, o grande empata-gastos.

 

Nesta sexta (23), em solenidade de troca de comando na Advocacia Geral da União, o presidente 007 disse que “o Brasil está travado”.

 

“Não é fácil governar um país [...] com a poderosa máquina de fiscalização que nós temos e a pequena máquina de execução”.

 

O negócio de Lula da Silva é vistoriar obras. Fica indócil sempre que os “inimigos” conseguem paralisar uma delas.

 

"Estou preparando um relatório das coisas consideradas absurdas, para que vocês tenham noção do que nós estamos fazendo. As coisas mais absurdas...”

 

“...Obras paralisadas durante dez meses, cinco meses, um ano e, depois, essas obras são autorizadas sem que as pessoas que as paralisaram tenham qualquer punição...”

 

“...Quem faz está subordinado a todas as leis e quem dá ordem para parar não está a nenhuma".

 

Responsável pela bilheteria, o contribuinte deveria acompanhar com olhos fixos o embate que opõe Lula da Silva ao aparato de fiscalização do Estado.

 

A refrega ocorre nos canteiros de obras, cenários de batismo da cleptocracia brasileira. Não são locais apropriados para pessoas de estômago frágil.

 

Nos canteiros de obras, ninguém ignora, o que há são movimentos pesadas e muita lama. É um lugar para tratores e verbas.

Escrito por Josias de Souza às 17h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado pagou R$ 66,7 mi em horas extras em 2009

Sufocada a crise, reforma administrativa de Sarney empaca

 

  Lula Marques/Folha
Em fevereiro, ao virar presidente do Senado pela terceira vez, José Sarney prometera realizar uma ambiciosa reforma administrativa.

 

Depois, assediado por denúncias de malfeitos, Sarney fizera da reforma sua principal trincheira. Cortaria pessoal, cancelaria contratos, extinguiria privilégios.

 

Decorridos quase nove meses da posse de Sarney, o projeto encomendado à Fundação Getúlio Vargas, base da reforma, tornou-se um adorno de gaveta.

 

As denúncias contra Sarney desceram ao arquivo. Sua presidência foi salva por uma operação que traz impressas as digitais de Lula.

 

E a reforma, supostamente concebida para aliviar a Viúva, não produziu senão um gasto por ora inútil: R$ 250 mil pagos à FGV pelo estudo engavetado.

 

O Senado revela-se incapaz de implementar até mesmo os ajustes mais simplórios. Em março, prometera-se, por exemplo, instalar um ponto eletrônico.

 

Serviria para deter o descalabro das horas extras. A Folha revelara: em pleno recesso parlamentar, 3.883 servidores haviam recebido R$ 6,2 milhões em extras.

 

“Acho que vamos instalar imediatamente o ponto eletrônico”, Sarney reagira à época. Nada. Em julho, nova promessa.

 

O primeiro-secretário Heráclito Fortes viera aos holofotes para informar: lançaria por aqueles dias uma licitação para adquirir o equipamento do ponto digital.

 

Estaria funcionando em agosto, Heráclito assegurara. Lorota. Em reportagem levada às páginas do Correio (só para assinantes), o repórter Ricardo Brito informa:

 

1. A licitação ainda não foi feita. A primeira secretaria alega que encomendou a providência à direção-geral do Senado.

 

2. A direção-geral responde que a tomada de preços ainda depende da conclusão de estudos. Não tem data para acontecer.

 

3. Sob controle frouxo, as horas extras continuam sendo pagas à larga. Desde janeiro, os adicionais renderam aos servidores R$ 66,7 milhões.

 

4. Na chegada, não se exige o ponto dos beneficiários. Para se creditar dos extras, basta que o funcionário permaneça no Senado até 20h30.

 

5. O horário de saída é registrado numa rede eletrônica interna do Senado. A burla ao sistema não é incomum.

 

Noutra reportagem, escrita por Leandro Colon e veiculada pelo Estadão, esquadrinhou-se a pseudoreforma que Sarney conserva na gaveta.

 

A folha de salários dos servidores efetivos continua intocada: R$ 2,1 bilhões ao ano. Os terceirizados estão sendo estão sendo poupados da lâmina.

 

O número de comissionados –assessores contratados pelos senadores, sem concurso— permanece o mesmo: 2,8 mil cabeças.

 

No último final de semana, o blog noticiara que o Senado não conseguiu reduzir nem o quadro de faxineiros.

 

Submetida a uma nova licitação, a empresa Fiança Serviços Gerais Ltda, reavaliara o valor do contrato.

 

Cobrava R$ 15,6 milhões mensais para manter o asseio no prédio do Senado. Derrubou o valor para R$ 8 milhões. Economia de R$ 7,6 milhões anuais.

 

O que fez Sarney? Anulou a licitação. Em despacho publicado na segunda (19), o senador escreveu que a economia seria “mínima”.

 

Acrescentou: "É irrefutável que tal redução não possa se dar em detrimento dos menos favorecidos, dos mais humildes".

 

Alegou que a redução salarial seria inconstitucional. Conversa fiada. A comissão de licitação já havia enfrentado o problema.

 

Parecer oficial, ignorado por Sarney, esclarecera o óbvio: “O Senado não tem vínculo patronal com qualquer trabalhador terceirizado". A relação é com a empresa.

 

De resto, o Senado está renovando, em conta-gotas, os contratos com outras empresas terceirizadas.

 

Prorrogou, por exemplo, a contratação da Servegel, que fornece pessoal para o arquivo.

 

Fez o mesmo com Adservis, que provê mão-de-obra técnica para o setor que cuida do áudio do plenário e da TV Senado.

 

Há nesse contrato pelo menos 280 terceirizados com algum grau de parentesco com servidores efetivos do Senado. Nada foi feito contra o nepotismo mal disfarçado.

 

Ou seja, sob a “nova” presidência de Sarney, sobrevivem no Senado os velhos vícios.

 

Vícios que nasceram ou foram tonificados ao longo dos últimos 15 anos -sob Agaciel Maia, o ex-diretor-geral que Sarney nomeara na sua primeira presidência.

Escrito por Josias de Souza às 06h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lideranças do PT empurram Ciro para refrega de SP

  Folha
Ao levar o seu título de eleitor para passear em São Paulo, Ciro Gomes (PSB-CE-SP) tornou-se, como se sabe, um candidato multiuso.

 

O deputado diz coisas definitivas –Sou candidato à presidência— sem definir muito bem as coisas –A decisão será tomada em março.

 

Bate três vezes na madeira quando lhe perguntam se pode trocar a disputa nacional pela refrega de São Paulo. Não, não e não.

 

A maleabilidade semântica anima o petismo, que se esforça para transformar o não em sim, retirando Ciro do caminho de Dilma Rousseff.

 

"Ciro é uma liderança que tem compromisso com o nosso projeto, com o governo Lula”, diz Aloizio Mercadante.

 

“Se ele apoiar a ministra Dilma, o PT de São Paulo tem que deixar as portas abertas. Ele tem todas as condições de ser candidato ao governo de São Paulo”.

 

Eduardo Suplicy (PT-SP), que ambiciona entrar na sucessão paulista, informa que tocou o telefone para Ciro.

 

"Transmiti que, da minha parte, não tenho qualquer objeção que ele venha a disputar se for escolhido de forma legítima pelo PT”.

 

Cândido Vaccarezza esclarece que não há vestígio de resistência ao nome de Ciro no PT. "Nunca houve. Estamos abertos a esse apoio".

 

Nem o PSB-SP, aliado do governo tucano de José ‘Feio na Alma’ Serra, parece tão entusiasmado com o projeto Ciro-SP quanto o PT.

 

Para desviar o aliado incômodo de seu objetivo federal, o partido de Lula enfeita a forca de modo a fazê-la parecer com um inofensivo instrumento de cordas.

Escrito por Josias de Souza às 04h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: PM que roubou tênis era quem fiscalizava policiais

 

- Folha: Bolsa chora de barriga cheia, diz Mantega

 

- Estadão: Reforma do Senado fica só na promessa

 

- JB: Desemprego volta ao nível pré-crise

 

- Correio: A intocável hora extra do Senado

 

- Valor: Investidor tira R$ 1,6 bi da bolsa, mas já retorna

 

- Jornal do Commercio: Motorista mata, paga e é liberado

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

O Evangelho segundo São Lula!

Nani

Via blog do Nani.

- Em tempo: Diante das inusitadas declarações de Lula, o secretário-geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, viu-se na obrigação de defender Jesus.

Escrito por Josias de Souza às 03h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dois policiais militares do Rio viraram caso de polícia

Algo como 10% dos policiais das grandes cidades brasileiras dão aos outros 90% uma péssima reputação.

 

Dissemina-se a impressão de que não convém conversar com um policial senão em legítima defesa.

 

De resto, quem sobrevive a um assalto deve, antes de chamar a polícia, certificar-se de que o assaltando não é policial.

 

Exagero? A penúltima da PM do Rio demonstra que não. Aconteceu o seguinte:

 

1. Evandro João Silva, coordenador social do grupo Afroreggae, foi assassinado na madrugada de domingo numa rua do centro do Rio.

 

2. Imagens captadas pelas câmeras instaladas na rua e numa agência bancária registraram o crime.

 

3. Abordada por uma dupla de assaltantes, a vítima reagiu. Baleado, foi deixado numa cabine do banco. Afanaram-lhe uma jaqueta e um par de tênis.

 

4. Uma viatura da polícia passa defronte do assaltado. Ele se mexe. Está vivo. Os policiais seguem adiante, sem socorrê-lo.

 

5. Noutro trecho das fitas, um par de PMs aborda os criminosos. Libera-os. Um dos policiais recolhe a jaqueta e os tênis. Joga-os dentro da viatura.

 

6. Corta para a cena do crime. Um grupo de pessoas acerca-se de Evandro, o baleado. Ele, aparentemente, ainda vive.

 

7. Um dos circunstantes veste uniforme da polícia. E nada de prestar socorro à vítima.

 

8. Diante do inaceitável, a PM e deteve os dois policiais. Recolheu-os a um de seus batalhões. Prisão disciplinar, de 72 horas.

 

9. Os nomes dos policiais vieram aos holofotes. Um deles, Denis Leonard Nogueira Bizarro, é capitão. O outro, Marcos de Oliveira Salles, cabo.

 

10. O comandante da PM do Rio, Mário Sérgio Duarte, desculpou-se com a família do morto. E viu-se compelido a declarar:

 

"O comando da PM tem que ter a coragem moral de admitir, quando a instituição comete algum erro...”

 

“.... Não estamos aqui para se esconder atrás de desculpas. Temos os problemas e cortamos a nossa carne quando essas coisas acontecem".

 

11. Mais tarde, o comandante Mário Sérgio informaria que a detenção administrativa dos dois PMs deve ser convertida em prisão preventiva.

 

Considerando-se as evidências, parecem ter cometido mais do que um simples “erro”. A PM não merece. O contribuinte do Rio muito menos.

Escrito por Josias de Souza às 02h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo arma estratégia para sufocar a CPI do MST

Lembra da CPI da Petrobras? Pois é, virou fumaça. A recém-criada CPI do MST vai na mesma direção.

 

A exemplo do que fez na encrenca petroleira, o consórcio governista prepara-se para converter a CPI do emessetê numa comissão de porteira fechada.

 

Dos 36 congressistas que participarão da CPI, 23 serão governistas. A oposição será alijada dos postos de mando.

 

O deputado Henrique Fontana (PT-RS), líder de Lula na Câmara, invoca o regimento: "Os maiores partidos indicam a presidência e a relatoria da CPI”.

 

Fontana vaticina: a “engenharia” será “complexa”, “demorada” e de “baixíssima produtividade”. Em termos culinários: tomate, orégano e mussarela.

 

Por que mais uma pizza? “O país não ganha nada com essa CPI", alega Fontana. Houve um tempo em que o PT tinha mais respeito pela ferramenta.

 

Hoje, no governo, o partido de Lula avança sobre as CPIs como um zagueiro de time de várzea. Para fixar o domínio da grande área, vai aos tornozelos.

Escrito por Josias de Souza às 00h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sobre as diferenças que igualam governo e oposição

Como distinguir um oposicionista de um governista, no Brasil? No passado longínquo, era fácil. O governo vestia farda.

 

No passado recente, também era simples. A oposição usava barba. Só mais recentemente a barba foi aparada e perdeu o significado ideológico.

 

Pelas companhias? Impossível. O líder do governo –qualquer governo— é o Romero Jucá. A governabilidade está sempre nas mãos do PMDB.

 

Pelo discurso? Não dá. Todo mundo é a favor da felicidade, dos investimentos sociais e da estabilidade econômica. Todos contra a corrupção, o câncer e o chope quente.

 

Também não adianta recorrer a testes pseudocientíficos. Experimente atirar um governista e um oposicionista num tanque com água.

 

A massa de ambos vai se deslocar no líquido de modo semelhante no líquido. Os dois vão espernear do mesmo jeito.

 

Graças a essa indistinção, soaram estranhas as críticas feitas pela oposição, nesta quinta (22), à entrevista que Lula deu ao repórter Kennedy Alencar.

 

A certa altura da conversa, instado a comentar o laxismo ético da coalizão política que o cerca, Lula disse:

 

"Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão".

   

Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, disse que Lula conduz “um governo pragmático que, para garantir sua sustentação, faz aliança até com o pior traidor".

 

Presidente do PPS, Roberto Freire (PE) ecoou Maia:

 

"A comparação com Jesus Cristo e Judas para quem é católico como ele e cristão, como boa parte da população brasileira, é uma violência...”

 

Violência “...para justificar todas as bandalheiras e traições que permitiu que se fizesse em seu governo”.

 

Vice-líder do PSDB, Álvaro Dias também subiu no caixote: "Há uma relação de promiscuidade entre o presidente e os partidos que o apóiam”.

 

Beleza. O diabo é que FHC, assim como Lula, também se entregara, com despudor inaudito, às relações partidárias hetedodoxas.

 

Nascido de uma dissidência supostamente ética, o PSDB contribuiu decisivamente para o esfarelamento moral que toma o país de assalto.

 

Nem nos seus piores pesadelos, os brasileiros esclarecidos supunham que FHC e suas alianças exóticas produziriam cenas como aquelas de abril de 2000.

 

Uma imagem na qual ACM e Jader aparecem se xingando de ladrão no plenário do Senado. Àquela altura, os dois eram aliados de cinco anos do tucanato.

 

Do mesmo modo, a esquerda dita socialista jamais imaginara que Lula, seu melhor representante, fosse presidir uma aliança como a atual.

 

Uma coligação que dá prontuário novo a Jader. E que santifica de Renan (ex-ministro de FHC), a Sarney, passando por Collor.

 

De duas uma: ou FHC e Lula não estiveram à altura das suas oportunidades ou os tempos não estiveram à altura dos dois.

 

Nesse ambiente, caberia ao eleitor distinguir o Cristo do Judas. Mas 20 anos de democracia não conseguiram produzir no Brasil o eleitorado consciente.

 

Por ora, o brasileiro frequenta o enredo da peça no papel de bobo necessário à preservação da pantomima.

Escrito por Josias de Souza às 18h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PMDB mexe nos royalties e contraria Lula no pré-sal

  José Cruz/ABr
Uma decisão emanada do Planalto adiou a apresentação dos relatórios da Câmara sobre os quatro projetos de lei que compõem o pacote do pré-sal.

 

Os textos seriam trazidos aos holofotes nesta quinta (22). A pedido de Lula, a coisa ficou para a semana que vem.

 

Deve-se a protelação a uma inesperada divergência aberta pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), na foto.

 

Graças à fidelidade canina que devota ao governo, Henrique Alves recebera a incumbência de relatar a jóia da coroa do pré-sal.

 

Fora às mãos do deputado o projeto que institui o modelo de partilha nas jazidas acomodadas em águas profundas.

 

Em reunião reservada com Lula, o deputado concordara com um pedido do presidente: não buliria na repartição dos royalties do petróleo.

 

Pois bem. Henrique Alves roeu a corda. Sugere no seu relatório que Estados e municípios não-produtores de petróleo recebam nacos maiores dos royalties.

 

Pior: para tonificar a verba destinada a esses Estados e municípios não-produtores, o deputado sugere a redução da fatia destinada à União na repartição do bolo.

 

Na última terça-feira (20), Henrique Alves expôs as novidades a duas autoridades do governo.

 

Esteve com o ministro Edson Lobão (Minas e Energia) e com a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, a segunda de Dilma Rousseff.

 

Explica daqui, espanta dali, o governo decidiu baixar uma recomendação que ecoou na Câmara como uma ordem.

 

Além do texto de Henrique Alves, foram “barrigados” os relatórios referentes aos outros três projetos.

 

Ficaram para a semana que vem também os pareceres sobre a proposta que capitaliza a Petrobras, a que cria a Petro-Sal e a que institui o Fundo Social.

 

Nos próximos dias, vai-se tentar convencer Henrique Alves a dar meia-volta. O deputado diz que não vai recuar. A ver.

 

Inicialmente, Lula pretendia encarar a encrenca da repartição dos royalties. No texto original, o pacote do pré-sal previra a divisão igualitária entre todos os Estados.

 

Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio, o Estado que abocanha a maior fatia do pudim dos royalties, gritou.

 

Foi imitado pelos colegas que gerem os outros dois Estados produtores: José Serra (PSDB), de São Paulo; e Paulo Hartung (PMDB), do Espírito Santo.

 

Às vésperas de enviar o embrulho do pré-sal à Câmara, Lula jantara no Alvorada com Cabral, Serra e Hartung. E cedera à pressão da trinca.

 

Mandara escrever no projeto relatado por Henrique Alves que a divisão dos royalties fica como está até que uma nova lei regule a matéria.

 

Na reunião com o deputado, Lula combinara com ele que esse tópico permaneceria intocado. Depois de concordar, o líder do PMDB mudou de idéia.

 

Pelas regras atuais, que Lula comprometera-se em manter, os royalties são repartidos assim: 52% ficam com Estados e municípios produtores...

 

...40% vão às arcas da União. Apenas 7,5% são borrifados nos cofres de Estados e municípios não-produtores de óleo.

 

Para começo de conversa, Henrique Alves sugere o aumento dos royalties. Em vez dos atuais 10%, as empresas exploradoras das jazidas terão de recolher 15%.

 

Depois de adicionar à receita o fermento que fará aumentar o bolo, o deputado propõe que a fatia da União seja reduzida de 40% para apenas 15%.

 

O dinheiro suprimido da União engordaria o percentual destinado aos entes da federação que não produzem petróleo.

 

E quanto ao pedaço dos Estados de Cabral, Serra e Hartung? Henrique diz que Rio, São Paulo e Espírito Santo também perdem. Mas não diz quanto.

 

Deve ser pouca coisa. O relatório do deputado traz as digitais de um técnico que responde pela secretaria de Fazenda do Rio, Joaquim Levy.

 

É de supor que Levy, ex-secretário do Tesouro Nacional, não sugeriria nada que representasse a supressão de grandes somas dos cofres que gere no Rio.

 

Henrique Alves alega que mudou de idéia graças à pressão que recebeu dos Estados não-produtores. Afirma que, sem as mudanças, o projeto não passa no plenário.

 

O argumento guarda certa lógica. Juntas, as bancadas dos 23 Estados que não produzem petróleo tem número para prevalecer no plenário.

Escrito por Josias de Souza às 05h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula: ‘Desgraçou tudo; Os hômi tão ficando nervoso’

Lula conduz a campanha de Dilma Rousseff como se andasse de bicicleta. Foi à calçada um ano e meio antes do tempo. Se parar agora, cai.

 

Por isso, Lula observa os críticos que se aglomeram ao redor com olhos de desprezo. O presidente do STF chiou? Ah, o Gilmar Mendes!

 

As legendas de oposição foram ao TSE? Querem respeito à lei?. Ah, os tucanos e os demos! Leis, ora as leis!

 

Nesta quarta (21), o presidente foi pedalar em Minas, Estado do grão-tucano Aécio ‘Pós-Lula’ Neves. Levou na garupa, como sói, Dilma Rousseff.

 

Lançou um programa de internet gratuita num comício em Belo Horizonte. Discursou. Assista a um pedaço lá no alto.

 

A alturas tantas, disse: “Qualquer outro presidente, se não fizesse nada, ninguém cobrava, por que são tudo da mesma laia...”

 

“...Quando chega um metalúrgico [...], se ele não dá certo, coloca uma cangáia no pescoço dele e a classe trabalhadora nunca mais iria eleger um presidente”.

 

Expressando-se em lulês, uma língua que lhe tem rendido fabulosos índices de popularidade, Lula acrescentou:

 

“[...] Agora desgraçou tudo. Porque agora os hômi tão ficando nervoso porque nós tamo inaugurando obra”.

 

Mais adiante, destilou ironia: “Eu só peço calma. Calma, que nos ainda nem começamos a inaugurar o que nos temos para inaugurar nesse país...”

 

“...Tem muita coisa pra acontecer e tem muita coisa que nós vamos fazer ainda pra frente...”

 

“...Aguardem porque nós aprendemos a fazer as coisas nesse país e esse país nunca mais voltará a ser o país pensado da forma pequena que eles pensavam esse país”.

 

Depois, Lula discursou num pa©lanque armado em Ouro Preto. Ali, pedalou a liberação de verbas do PAC para um plano de recuperação de cidades históricas.

 

Nesse pedaço do trajeto, tinha do seu lado, além de Dilma, Aécio. Ao discursar, deu “parabéns à companheira Dilma”, mãe do PAC.

 

Na platéia, duas claques. Uma pró-Dilma. Outra pró-Aécio. Era a antecipação da campanha em carne e osso.

 

Lula saboreia o nervosismo dos rivais com a disposição de quem já aprendeu: numa disputa presidencial, só há dois tipos de personagens.

 

Há os que atropelam e os que são atropelados. O caminho é mais suave para os que se equilibram sobre rodas 100% financiadas pelo déficit público. 

Escrito por Josias de Souza às 03h29

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Globo: Contra novas invasões, PM ataca facção em 10 morros

 

- Folha: No Brasil, Cristo teria de se aliar a Judas, diz Lula

 

- Estadão: Governo propõe livrar da prisão pequenos traficantes

 

- JB: Fuzis das Farc a caminho do Rio

 

- Correio: Brasiliense vive três anos mais

 

- Valor: Bancos disputam clientes para o boleto eletrônico

 

- Estado de Minas: Vestido, calça, camisa e... plano odontolóigico?

 

- Jornal do Commercio: Vestibular da UFPE muda mais uma vez

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

 

- PS.: A entrevista com Lula, pendurada na manchete da Folha, está disponível aqui.

Escrito por Josias de Souza às 02h27

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fábula 'fabululosa'!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique. Se estiver interessado numa versão eletrônica da obra de Saint Exupéry, aperte aqui.

Escrito por Josias de Souza às 02h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Copom mantém taxa de juros em 8,75% pela 2ª vez

 

Em decisão previsível, o Copom manteve a taxa básica de juros (Selic) no patamar de 8,75% ao ano.

 

Decisão unânime. Explicada assim: "Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária, implementada desde janeiro...”

 

“...E, por outro, a margem de ociosidade de fatores produtivos [...], o comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno".

Escrito por Josias de Souza às 20h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

CPI do MST é criada; governo tenta minar a iniciativa

Começou a andar no Congresso a CPI do MST. Cumpriu-se o primeiro estágio do ritual: a leitura do requerimento no plenário.

 

A oposição conseguiu arrastar para dentro do pedido mais jamegões do que precisava: 185 deputados e 36 senadores.

 

O requerimento vai agora à publicação no Diário do Congresso. O governo tem até a meia-noite para impedir.

 

Terá de arrancar do requerimento da CPI as rubricas de pelo menos 15 deputados e nove senadores. O esforço é grande. Mas não está fácil.

 

- Atualização feita à 1h10 desta quinta-feira (22): A despeito do esforço que empreendeu, o governo não logrou retirar do requerimento da CPI assinaturas em quantidade suficiente para levá-la a pique. Assim, a CPI terá de ser instalada.

Escrito por Josias de Souza às 19h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governistas barram ‘ressurreição’ do caso Lina-Dilma

  Folha
Por nove votos contra quatro, o consórcio governista barrou no Senado a tentativa da oposição de reacomodar Lina Vieira nos calcanhares de Dilma Rousseff.

 

O embate ocorreu na Comissão de Constituição e Justiça. Rejeitou-se um requerimento de convocação da ministra-candidata.

 

Mandou-se ao lixo também um pedido de arguição da ex-mandachuva da Receita. A supremacia numérica do governo falou mais alto.

 

Natural. Nas comissões do Senado, a oposição só dá as cartas quando o PMDB desce ao pano verde com o ânimo de Silvério.

Escrito por Josias de Souza às 18h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pressionado, Serra se recusa a ‘assumir’ candidatura

Fotos: ABr e Folha

 

De passagem por Brasília, o governador tucano José Serra reuniu-se reservadamente com Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e José Agripino, líder do DEM.

 

Às voltas com uma pressão para que assuma a condição de candidato à presidência, Serra disse, a portas fechadas, que não cogita modificar sua estratégia.

 

Repisou velhos argumentos. Repetiu que nem mesmo sua principal rival, a ministra Dilma Rousseff, assumiu a condição de candidata.

 

Deu de ombros para a crítica de que a indefinição do tucanato retarda a formação de palanques nos Estados.

 

Disse que o fato de manter a candidatura à sombra não impede que participe das articulações políticas que se desenrolam na ante-sala de 2010.

 

Serra abalara-se até Brasília para participar da cerimônia de posse de José Múcio, o novo ministro do TCU.

 

Sérgio Guerra, que também participara da entronização de Múcio, levou-o ao encontro de Agripino.

 

O líder ‘demo’ solicitara o encontro. Estava preocupado em desfazer um mal-estar que envenena as relações de Serra com o DEM.

 

Começou na semana passada, depois de uma reunião em que a Executiva do DEM revelou-se preocupada com o chove-não-molha do PSDB.

 

A tribo ‘demo’ inquieta-se com as evoluções da dupla Lula-Dilma no palco da sucessão. E pede pressa na definição do candidato do PSDB.

 

Para complicar, o deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do DEM, levou ao noticiário declarações de simpatia a Aécio Neves, que mede forças com Serra.

 

Para complicar mais ainda, enquete veiculada no último final de semana revelou que a maioria dos congressistas do DEM prefere Aécio a Serra.

 

Os vapores do caldeirão foram respirados num jantar realizado na segunda (19), no apartamento de Fernando Henrique Cardoso, em São Paulo.

 

Foram à mesa, além do anfitrião, Sérgio Guerra, Serra e Aécio. Discutiram sobre a conveniência de se render à incontornável antecipação da campanha.

 

Serra manteve-se impassível. Advoga que a definição do tucanato se dê em março de 2010. Aécio fala em janeiro. Guerra prefere dezembro de 2009.

 

No encontro de Brasília, Agripino disse a Serra que deveria relevar as declarações de Rodrigo Maia. Disse que o deputado está submetido aos humores do partido.

 

Mesmo o pedaço do PSDB que endossa as críticas do DEM considerou inadequadas as declarações de Rodrigo Maia.

 

Fechado com Serra, o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, tampouco viu com bons olhos a exposição pública de desavenças.

 

Alheio à contrariedade de Serra, Aécio enxerga no sacolejo do DEM um tônico para suas pretensões.

 

Enquanto Serra tricotava em Brasília, Aécio falava aos repórteres em Minas. Foi aos holofotes nas pegadas de uma cerimônia do Unicef.

 

A entidade da ONU entregou a municípios mineiros o “Selo Unicef”. Reconhecimento a avanços na proteção dos direitos de crianças e adolescentes.

 

O blog recebeu da assessoria de Aécio uma transcrição das declarações que o governador fizera em Belo Horizonte.

 

Instado a comentar o jantar no apartamento de FHC, ele disse: São “conversas absolutamente naturais”.

 

Revelam “uma disposição nossa de caminharmos para uma definição”. Sem “imposições”. Nada “a toque de caixa”. Porém...

 

Porém, disse o governador mineiro, “é um momento de avaliarmos nossas posições”.

 

Sendo ele o candidato, se diz “pronto para empunhar a bandeira”. Se os ventos soprarem noutra direção, “certamente outros nomes existem”.

 

Aécio saboreou a enquete feita entre os congressistas do DEM, na qual prevaleceu sobre Serra. “Recebi como enorme estímulo e incentivo [...]...”

 

“...Isso é uma demonstração clara de que não há decisão tomada e há espaço para nós criarmos um projeto que eu chamaria de mais convergente”.

 

Repetiu algo que vem dizendo há tempos. Considera-se mais agregador do que Serra. “Nós poderíamos ter alguns outros atores ao nosso lado”.

 

Fez um aceno à unidade: “Estarei ao lado do candidato que o meu partido escolher, mesmo se não for o meu nome”.

 

E voltou à tecla: “Apenas acho que, pelas sinalizações que eu tenho recebido, manifestações como essas do DEM e de outras forças políticas...”

 

“...Poderíamos, quem sabe, ter uma aliança ainda mais ampla do que essa que já está consolidada com o DEM e com o PPS”. E quanto ao calendário?

 

“Acho que janeiro seria um bom momento para termos essa decisão. No que depender de mim, com uma consulta mais ampla às bases do partido”.

 

Admite as divergências internas quanto aos prazos. Acha que a tática da calma “está correta”. Considera que a “ansiedade” dos aliados é administrável.

 

Insiste no mês de janeiro como prazo limite. “Temo que daí por diante, possamos chegar um pouco atrasados”.

 

Lula subverteu injetou 2010 em 2009 por razões óbvias. Sua candidata, além de noviça em eleições, era desconhecida do eleitorado.

 

Não se sabe, por ora, se o presidente vai auferir os dividendos eleitorais que idealizou. Mas já obteve um subproduto: deu um nó na cabeça da oposição, que busca um lenitivo no TSE.

Escrito por Josias de Souza às 05h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mega-aliança de Dilma terá 7 partidos e o dobro de TV

Sérgio Lima/Folha

Lula converteu o Alvorada em palco da aliança PT-PMDB em favor de Dilma    

 

Lula alinhavou na noite passada o principal ponto da costura que acomodará ao redor de Dilma Rousseff a maior aliança já constituída numa eleição presidencial.

 

Em jantar realizado no Palácio da Alvorada, o presidente patrocinou a celebração de um pré-acordo eleitoral entre PT e PMDB.

 

São os dois maiores partidos do consórcio governista. Ficou sacramentado que virá do PMDB o parceiro de chapa de Dilma.

 

Espera-se agregar à aliança outras cinco legendas menores: PDT, PCdoB, PR, PRB e PP. Dilma se reuniu com todas, exceto o PP, agendado para a semana que vem.

 

Estima-se que, escorada nessas sete legendas, Dilma vai à campanha de 2010 com o dobro do tempo de TV do rival do PSDB, provavelmente José Serra.

 

Dilma disporia de algo em torno de 11 minutos. Serra, por ora fechado apenas com DEM e PPS, teria cerca de 6 minutos (O cálculo depende do total de candidatos).

 

À mesa do Alvorada, Lula disse que sua candidata dispõe de uma aliança para vencer e, mais importante, governar a partir de 2011.

 

O repasto começou Às 20h30 com um coquetel, no living do palácio. E terminou com um brinde, pouco antes das 23h, na sala de jantar.

 

Coube ao deputado Antonio Palocci (PT-SP) erguer a taça de vinho tinto. Brindou ao êxito da parceria PMDB-PT e ao futuro do Brasil.

 

Participaram do “tintim”, além do anfitrião, ministros e congressistas das duas legendas. O roçar de taças ocorreu depois da intervenção de Dilma.

 

Ela agradeceu o gesto do PMDB. Exaltou o papel do parceiro na “coalizão” que dá suporte político à gestão Lula.

 

Afirmou que, respaldada pela mesma parceria, sente-se à vontade para ir às ruas e falar sobre o futuro do país, à luz “do que já foi feito” sob Lula.

 

Dilma foi a última a falar. Antes dela, manifestaram-se Ricardo Berzoini, pelo PT; e Michel Temer, pelo PMDB.

 

Berzoini realçou o valor estratégico da aliança nacional com o PMDB. Esquivou-se de mencionar que a vice seria do PMDB.

 

Temer tratou de levar à mesa a reivindicação da vice. Mencionou dois outros pontos alinhavados em tratativas anteriores.

 

Disse que o PMDB deseja integrar o comando da campanha de Dilma e participar da elaboração do programa a ser esgrimido pela candidata nos palanques.

 

É a primeira vez, disse Temer, que o PMDB participa de uma campanha presidencial em todas as suas fases, desde o nascedouro.

 

Meia verdade. Na sucessão de 2002, o partido acertara-se com o tucano José Serra. Indicara para vice a deputada Rita Camata (ES), recém-filiada ao PSDB.

 

Nas pegadas de Temer, falou Lula. Cuidou de corrigir a omissão de Berzoini. “Vamos deixar as coisas claras”, iniciou.

 

PT e PMDB, disse o presidente, na condição de maiores partidos da coligação, comporão a chapa. “O PMDB tem a vice”, declarou, em timbre peremptório.

 

Mencionou outro tópico que inquieta a cúpula do PMDB: a dificuldade de reproduzir a aliança nacional em todos os Estados.

 

Onde não for possível fechar acordos, Lula acrescentou, haverá uma regra de convivência entre os candidatos a governador das duas legendas.

 

Nesse ponto, Lula olhou para Geddel Vieira Lima, o ministro pemedebê que irá às urnas da Bahia contra o governador petê Jaques Wagner.

 

“Em determinados casos”, disse Lula, “talvez nem eu nem a Dilma vamos poder participar das campanhas...”

 

“...Há companheiros envolvidos. Não vamos tratar como uma questão pessoal, mas política. Vocês vão ter de fazer uma comissão para definir como vai ser”.

 

O pré-acordo consolidado no jantar terá de ser referendado nas convenções partidárias que ocorrerão em junho de 2010.

 

O PMDB, como sempre, está dividido. Mas Temer disse no jantar que antevê uma aprovação “tranquila” ao nome de Dilma na convenção peemedebista.

 

Acertados os detalhes, os comensais foram aos talheres. O cardápio do Alvorada incluía dois tipos de prato: filé e costela de tambaqui, um peixe amazônico.

 

O repasto terminou sem que ninguém mencionasse à mesa o nome do futuro vice de Dilma. Temer é o nome mais provável. Porém...

 

Porém, entende-se que o mais adequado é transferir a decisão para o ano que vem. Primeiro porque Dilma ainda não se assumiu formalmente como candidata.

 

Segundo porque, reconhecendo-se prematuramente como postulante à vice, Temer iria à vitrine na condição de alvo. Algo que não convém a alguém que se apresenta como árbitro.

 

Estavam representados no jantar o PMDB da Câmara (Temer e o líder Henrique Eduardo Alves); e o do Senado (José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá).

 

Exceto por José Gomes Temporão (Saúde), que festejava o aniversário com a família, no Rio, foram ao Alvorada todos os ministros do PMDB.

 

Entre eles o recém-filiado Henrique Meirelles, que, como presidente do BC, tem status de ministro.

 

Pelo lado do PT, além de Berzoini e Dilma, compareceram os líderes das duas Casas do Legisaltivo e os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Bernardo (Planejamento).

 

Saíram todos com as almas e os estômagos saciados. Querem agora jantar José Serra.

Escrito por Josias de Souza às 04h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na posse de Múcio, Dilma exibe os sinais do cansaço

Montagem sobre fotos dee Lula Marques

 

Às voltas com uma agenda em que os compromissos de ministra se fundem à azáfama da campanha, Dilma Rousseff tornou-se candidata a uma estafa.

 

Nesta terça (20), a mandachuva da Casa Civil mal conseguia domar as pálpebras durante a cerimônia de posse de José Múcio no TCU.

 

O garçom do tribunal tentou ajudar. Serviu à ministra um copo d’água. Dilma bebeu. Mas os cílios, cambaleantes, permaneceram sedentos. De sono.

 

A ministra vinha de uma viagem político-administrativa que realizara ao interior de São Paulo, na véspera.

 

À noite, na capital paulista, participara de uma cerimônia promovida pela revista CartaCapital. Um compromisso que retardara o seu encontro com os lençóis.  

 

Na semana anterior, Dilma integrara a Caravana do São Francisco. Três dias no sertão nordestino, entremeados por dois pernoites em canteiros de obras.

 

Daí a peça que o semblante lhe pregou na posse de Múcio. Os sinais de cansaço prevaleceram sobre a fama de durona da ministra-candidata.

 

Súbito, ingressou no plenário do TCU um atrasado José Serra. A presença do rival tucano acordou Dilma a tempo de ouvir pedaços dos discursos que soavam ao redor.

 

Pronunciamentos que ecoaram como respostas incômodas às críticas que Lula e a própria Dilma tem dirigido ao tribunal de contas.

 

"Na democracia, não há poder sem controle", vergastou, por exemplo, Lucas Furtado, representante do Ministério Público no TCU.

 

Acomodado na mesa principal da cerimônia, Lula teve de ouvir calado. O cerimonial não previa um pronunciamento do presidente da República.

 

José Múcio, alçado ao TCU por indicação de Lula, discursou munido de panos quentes.

 

Dono de temperamento acomodatício, o ex-coordenador político do Planalto disse que, mais do que “condenar”, o TCU deve “orientar” e “prevenir”.

 

Múcio tentou jogar água na fervura: "Acredito no diálogo e na troca de ideias como ponto de partida e como ponto de chegada...”

 

“...Não creio no exercício fútil da divergência improdutiva e do debate inócuo [...]. Este é o lado do espetáculo que serve apenas para distrair os espectadores".

 

Resta saber de que lado do palco vai se postar o "fiscal" José Múcio. Responsável pela bilheteria, a platéia não está, de fato, atrás de distração.

 

Os espectadores financiarão o salário de Múcio na expectativa de que ele ajude a conter os salteadores da Viúva, veneranda e desprotegida senhora.

Escrito por Josias de Souza às 03h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

 

- Globo: Beltrame: governo federal não faz sua parte contra o tráfico

 

- Folha: Bolsa de SP prevê queda de negócios pós-taxação

 

- Estadão: Viagem de Lula é 'vale-tudo' eleitoral, diz Gilmar Mendes

 

- Correio: Crime da 113 Sul: Uma polícia incapaz de dar respostas...

 

- Valor: Taxação de capital externo descontenta mercado e BC

 

- Jornal do Commercio: Aumento da conta d’água fica em 8,6%

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tiro ao alvo!

Via Charges do Benett.

Escrito por Josias de Souza às 03h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Assembléia arquiva pedido de impeachment de Yeda

  Marco Couto/Ag.Assembléia
Em sessão iniciada às 15h30 e encerrada às 18h40, a Assembléia Legislativa gaúcha rejeitou o pedido de impeachment contra a governadora Yeda Crusius (PSDB).

 

A bancada pró-Yeda prevaleceu por 30 votos contra 17. O jogo estava jogado antes da entrada dos deputados em campo.

 

Os aliados da governadora não quiseram nem discursar. Apenas os oposicionistas escalaram a tribuna.

 

Discursaram sob vaias das galerias, apinhadas de manifestantes arrebanhados pela turma da governadora.

 

Formulado pelo sindicalismo estatal gaúcho, o pedido de impeachment estava escorado no processo judicial que apura desvios de R$ 44 milhões no Detran-RS.

 

No último dia 14, o TRF do Rio Grande do Sul acatara recurso de Yeda, excluindo-a do processo em que era acusada de improbidade administrativa.

 

Embalada pela decisão judicial e pelo refresco legislativo, a governadora tucana deve intensificar a articulação de sua candidatura reeleitoral.

Escrito por Josias de Souza às 20h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

STJ anula a condenação dos quatro ladrões do Masp

No Brasil, como se sabe, os marginais não perdem por esperar. Ganham.

 

Nesta terça (20), o STJ deu um presente a quatro ladrões de São Paulo.

 

Em dezembro de 2007, haviam furtado duas peças do Masp. Coisa fina.

 

Um Picasso (Retrato de Suzane Bloch) e um Portinari ("O Lavrador de Café").

 

Abriram-se dois inquéritos –um da Polícia Civil; outro da Polícia Federal.

 

Em sete dias de investigação, a Polícia Civil localizou os quadros, recuperando-os.

 

Foram em cana Francisco Laerton Lopes de Lima, Robson de Jesus Jordão...

 

...Alexsandro Bezerra da Silva e Moisés Manuel de Lima Sobrinho.

 

Em fevereiro passado, foram julgados e condenados pela Justiça Estadual paulista.

 

Pois bem. O STJ decidiu que a sentença não tem valor. Anulou-a. Por quê?

 

Alega-se que o caso só pode ser julgado pela Justiça Federal.

 

Ou seja, a Justiça erra mesmo quando acerta.

Escrito por Josias de Souza às 19h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

Gilmar: fiscalização de obra não pode ser ‘vale-tudo’

  Moacyr Lopes Jr./Folha
O presidente do STF, Gilmar Mendes, repisou nesta terça (20) as críticas à Caravana do São Francisco.

 

Acha que as viagens supostamente administrativas de Lula estão como que impregnadas de eleição.

 

Disse que inaugurações e fiscalizações de obras não podem se converter num “vale-tudo”.

 

Referindo-se especificamente aos três dias que Lula e comitiva gastaram às margens do Rio São Francisco, afirmou:

 

"Pelas descrições que vimos na mídia, está havendo sorteio, entregas, festas, cantores. Em suma, isso é modo de fiscalizar tecnicamente uma obra?"

 

Acrescentou: "Ninguém pode impedir um governante de governar. É elementar isso. Agora, é lícito transformar um evento rotineiro de governar num comício?...”

 

“...Se houver esse tipo de propósito, certamente o órgão competente da Justiça tem que ser chamado a atenção, para evitar esse tipo de vale-tudo".

 

É, faz sentido.

Escrito por Josias de Souza às 18h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Juiz anula a cassação de vereadores da cidade de SP

Diz-se que a Justiça é lenta. Nem sempre. Às vezes, ela é rápida como um raio.

 

Durou menos de 24 horas a cassação dos vereadores do município de São Paulo.

 

Quatro dos 13 cassados recorreram. E recobraram os mandatos perdidos na véspera.

 

A decisão deve ser estendida aos outros nove desafortunados.

 

São seis tucanos, quatro ‘demos’, um petebê, um pepê e um pevê.

 

Curiosamente, o mesmo juiz que havia cassado está “descassando”.

 

Chama-se Aloizio Sérgio Rezende Silveira. Opera na 1ª Zona Eleitoral de SP.

 

Com a nova decisão, os vereadores ficam nos cargos até que o TRE se pronuncie.

 

No Brasil, quem tem dinheiro para o advogado não perde o sono.

Escrito por Josias de Souza às 18h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

HH pede ao PSOL que abra negociações com Marina

  Roosewelt Pinheiro/ABr
A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, sugeriu ao partido a abertura de negociação formal com a presidenciável Marina Silva, do PV.

 

A proposta foi feita à comissão Executiva do PSOL, que ainda não deliberou.

 

HH praticamente descartou a hipótese de disputar o Planalto em 2010.

 

Disse aos demais dirigentes do partido que, inviabilizando-se o acerto com Marina, prefere que o PSOL seja representado na sucessão por outra pessoa.

 

Citou o nome de sua preferência: o ex-deputado Milton Temer, do Rio.

 

A outra opção da legenda é Plínio de Arruda Sampaio, ex-deputado por São Paulo.

 

Ouvida pelo blog, HH disse que tende a comparecer às urnas como candidata ao Senado: “Quero que Alagoas tenha uma alternativa...”

 

“...Se o meu Estado quiser ser representado por pessoas como Collor e Renan, é um direito que ele tem. Mas quero oferecer uma alternativa”.

 

Vista como nome mais forte do PSOL para a eleição presidencial -encosta em Aécio Neves nas pequisas-, HH soa como se já tivesse descartado essa hipótese:

 

“Eu ser candidata à Presidência da República hoje seria puro mecanismo eleitoreiro. Nada haveria de compromisso programático e ideológico”.

 

Um pedaço do PSOL torce o nariz para a composição com Marina. A aversão é maior ao PV do que à senadora.

 

Amiga fraternal de Marina, HH recusa a tarefa de comparecer à campanha como opositora da candidata do PV.

 

“Não vou para uma campanha eleitoral para fazer uma disputa ideologizada com a Marina. De jeito nenhum”.

 

HH está bem-posta nas pesquisas eleitorais feitas m Alagoas. Figura como favorita na disputa de uma cadeira no Senado.

 

A despeito disso, afirma que não se deixa pautar pelo favoritismo. Ela evoca a eleição presidencial de 2006. Era senadora à época.

 

Tinha diante de si chances reais de ser reeleita. Para projetar o PSOL nacionalmente, foi à refrega presidencial sabendo que ficaria sem mandato.

 

“Se eu fizesse política pautada pela viabilidade eleitoral, não tinha voltado para a sala de aula”, diz HH.

 

Depois da derrota de 2006, a ex-senadora viu-se compelida a retomar o cargo de professora na Universidade Federal de Alagoas. Em 2008, elegeu-se vereadora.

 

Se dependesse apenas da vontade de HH, o PSOL se coligaria com o PV de Marina.

 

“Tenho uma amizade pessoal com Marina. Somos irmãs. Compartilhamos questões familiares e preocupações políticas...”

 

“...Ela me ligou antes mesmo de deixar o PT, para saber se eu seria candidata à Presidência”.

 

A proposta de formação de uma comissão do PSOL para negociar com o PV foi feita por HH há cerca de um mês.

 

Na quinta-feira (15) da semana passada, em nova reunião, ela reiterou a sugestão. Mas a Executiva do PSOL pediu tempo.

 

Deliberou-se que o partido só tomará uma decisão final em março de 2010. Algo que, na opinião de HH, não impede que a legenda se mexa.

 

O repórter apurou que o PV não cogita entregar ao PSOL o cargo de vice na chapa de Marina. Esse é um dos empecilhos.

 

O outro é o fosso ideológico que separa as duas legendas. O PV adota uma política de alianças que a turma do PSOL considera demasiado elástica.

 

Nos Estados e nos municípios, o partido de Marina participa de governos comandados pelo PSDB, pelo PT e até pelo DEM.

 

“O problema é que, quando a gente faz uma aliança, não é com a pessoa, mas com o partido”, afirma HH.

 

“Então, há no PSOL gente que faz uma crítica honesta e consequente e gente que se baseia na mera matemática eleitoralista...”

 

“...São pessoas que preferem a candidatura própria [à Presidência] para ter maior viabilidade eleitoral...”

 

“...Acham que, apoiando Marina, o PSOL não vai poder fazer aliança na maioria dos Estados, porque o PV já tem uma política ampliada de aliança”.

 

Hoje, diz HH, “ainda não há maioria” na Executiva do partido para aprovar uma aliança com Marina. A ex-senadora sublinha o vocábulo “ainda”.

 

E repete: “Se a opção for pela candidatura própria, defendo que o melhor nome para representar o partido é o do Milton Temer”.

 

A Executiva nacional do PSOL volta a se reunir no início de novembro, provavelmente no dia 7.

Escrito por Josias de Souza às 04h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PMDB expõe a Lula suas condições para apoiar Dilma

Lúcio Távora/Folha

 

Foi antecipado em um dia o encontro da cúpula do PMDB com Lula. Será na noite desta terça (20). Um jantar, no Palácio da Alvorada.

 

Sócio majoritário do consórcio que dá suporte congressual a Lula, o PMDB levará ao presidente as suas “condições” para o acerto de 2010.

 

Pretende-se escorar o apoio do partido à candidatura presidencial da ministra Dilma Rousseff num “pré-acordo”. São três os pontos tidos como essenciais:

 

1. A garantia de que o candidato a vice sairá dos quadros do PMDB. A escolha do nome fica para 2010.

 

2. A incorporação do PMDB à coordenação da campanha de Dilma, hoje confiada apenas a políticos do PT.

 

3. A participação do PMDB no grupo que elabora, sob a coordenação do petista Marco Aurélio Garcia, o programa de governo da candidata.

 

Em privado, Lula revela-se disposto a atender às “exigências” do PMDB. Considera a aliança com o partido “vital” para o êxito eleitoral de Dilma.

 

Vão ao repasto com Lula, além de lideranças do PMDB, mandachuvas do PT e a própria Dilma, principal beneficiária do ajuste.

 

Pelo lado do PMDB, a principal voz será a de Michel Temer, presidente licenciado da legenda, mandachuva da Câmara e nome mais cotado para a vice.

 

Pelo PT, falará no jantar o deputado Ricardo Berzoini, que preside a legenda até a escolha de um novo dirigente, no final do ano.

 

Tratada como favas contadas, a celebração do acordo pré-nupcial, representará uma guinada na estratégia que o PMDB traçara no início do ano.

 

Antes, priorizava-se a negociação das alianças com o PT nos Estados. Agora, acomoda-se o carro nacional à frente das boiadas estaduais.

 

Munido do pacto federal, o pedaço governista do PMDB tentará conter as defecções nos diretórios estaduais que flertam com José Serra, do PSDB.

 

Para que se converta em decisão oficial, a aliança com Dilma precisa ser referendada pela convenção nacional do PMDB.

 

A convenção só irá se reunir em junho de 2010. O colegiado é integrado por delegados escolhidos pelos diretórios estaduais da legenda.

 

Daí a importância de fechar bons acertos regionais com o PT. Há Estados em que o desacerto com o petismo parece incontornável. Bahia, por exemplo.

 

Para esses casos, o PMDB advoga a fórmula do duplo palanque. Lula e Dilma participariam, em condições igualitárias, das duas campanhas estaduais.

 

Noutros Estados, a decisão de apoiar Serra está consolidada. Por exemplo: São Paulo, Pernambuco e Santa Catarina.

 

Pela lei, os diretórios estaduais não estão obrigados a seguir a orientação nacional. Podem se integrar à campanha do candidato da oposição sem sofrer sanções.

 

Fechado com Serra, o presidente do PMDB-SP, Orestes Quércia, conspira para produzir na convenção nacional uma maioria pró-Serra.

 

Em entrevista concedida ao blog no início do mês, Quércia disse: “O PMDB não vai a mercadoria [que Temer promete] a Lula”.

 

A despeito de soar peremptório, Quércia sabe que, aos olhos de hoje, o pedaço governista é majoritário no PMDB. Torce para que Dilma empaque nas pesquisas.

 

Afora os termos do pré-acordo, o PMDB levará a Lula a sugestão de que tire uma licença do cargo de presidente, em 2010, para cuidar da eleição.

 

Proposta do líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves. Lula mostra-se receptivo. Fala em dedicar-se à campanha de Dilma durante três meses.

 

A implementação do projeto depende, porém, de variáveis que nem o PMDB nem Lula controlam. A saúde do vice-presidente José Alencar, por exemplo.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

 

- Globo: Para presidente do STF, Lula e Dilma antecipam campanha

 

- Folha: Justiça cassa 13 vereadores de São Paulo

 

- Estadão: Capital externo pagará 2% de IOF

 

- JB: "É preciso limpar a sujeira que traficantes impõem ao Brasil"

 

- Correio: Fila dupla só acaba onde a PM aparece

 

- Valor: Brasil perde a liderança em calçados na Argentina

 

- Jornal do Commercio: Recifense terá imposto do Brasil colônia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pai Nosso eleitoral!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h37

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vale anuncia investimentos de R$ 24,5 bi para 2010

Denis Balibouse/Reuters

 

Acossada por Lula, a Vale anunciou a intenção de investir R$ 24,5 bilhões no ano da graça de 2010. Em dólares: US$ 12,9 bilhões.

 

"Este é o maior investimento no Brasil já realizado por uma empresa privada", disse o presidente da ex-estatal Vale, Roger Agnelli.

 

Ele falou aos jornalistas depois de uma reunião com Lula. Participaram do encontro os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Dilma Rousseff (Casa Civil).

 

Foram à mesa também representantes dos principais acionistas da Vale. Entre eles Sergio Rosa, da Previ (fundo de pensão do BB) e Luciano Coutinho, do BNDES.

 

O plano de inversões da Vale chega nas pegadas de uma intensa pressão de Lula sobre a empresa.

 

O presidente ameaçara usar o poder de fogo dos acionistas ligados ao Estado para destituir Agnelli do comando da empresa.

 

Na reunião desta segunda, fumou-se o cachimbo da paz. Agnelli referiu-se à pressão de Lula como algo normal.

 

"O presidente está no papel dele”, disse. Acha que, em matéria de estímulo ao desenvolvimento do país, Lula é “um craque”.

 

Depois de trazer os números aos holofotes, Agnelli, um executivo egresso do Bradesco, afirmou que "nem sonha" em deixar a presidência da Vale.

 

À noite, as críticas de Lula já haviam se convertido em otimismo. Expressou-o em discurso pronunciado numa cerimônia promovida pela revista CartaCapital.

 

Disse que, se os investimentos anunciados por Agnelli saírem do papel, o Brasil ficará “bem na fita”. Falava para uma platéia de empresários.

 

"O Roger [Agnelli] vai gastar o que a Vale nunca ganhou [...]. Se tudo isso acontecer, como eu estou pensando que vai acontecer...”

 

“...Eu penso que nós atingiremos um patamar de respeitabilidade que nós brigamos por muito tempo".

Escrito por Josias de Souza às 01h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Governo taxa capital estrangeiro para segurar o real

Há três dias, Lula negara que o capital estrangeiro seria taxado. Nesta segunda (19), o governo anunciou que decidiu desmentir o desmentido do presidente.

 

O capital vindo de fora será taxado na entrada. Vale para a renda fixa e para as ações adquiridas na Bolsa de Valores.

 

A mordida será feita por meio do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A alíquota será de 2%. Vigora já nesta terça (20).

 

Coube ao ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciar a novidade. Explicou que o Brasil tornou-se demasiado atraente. E enfrenta uma chuva de dólares.

 

A inundação de moeda estrangeira puxa para baixo a cotação do dólar, sobrevalorizando o real. Péssimo para os exportadores brasileiros.

 

Mantega explicou que os “investimentos externos” continuam sendo “bem-vindos”. O que se pretende evitar é o “excesso de especulação”.

 

Deseja-se afugentar aquele dinheiro que chega, belisca o rendimento e se manda.  

 

"Nossa preocupação é com excesso de aplicações especulativas de curto prazo que venham a fazer uma bolha na nossa bolsa", disse Mantega.

 

"A nossa bolsa de mercadorias e futuros é muito sadia, sólida. Não queremos que isso seja deturpado pelo excesso de [...] aplicações”.

Escrito por Josias de Souza às 00h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em São Paulo, a Justiça cassa 13 dos 55 vereadores

O juiz Aloísio Sérgio Rezende da Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, passou na lâmina os mandatos de 13 dos 55 vereadores.

 

Além de excluídos da Câmara Municipal, os vereadores foram condenados a uma inelegibilidade de três anos.

 

O magistrado acatou parcialmente pedido que o Ministério Público Eleitoral formulara em maio passado.

 

Os procuradores acusaram 29 vereadores de receber R$ 3,1 milhões em contribuições eleitorais ilegais. Desse total, R$ 1,655 milhão foi à campanha dos 13 punidos.  

 

Dinheiro borrifado nas arcas eleitorais pela AIB (Associação Imobiliária Brasileira). Por não visar o lucro, a entidade não poderia fazer doações.

 

Perderam os mandatos os seguintes vereadores:

 

1. Adilson Amadeu (PTB)

2. Adolfo Quintas Neto (PSDB)

3. Carlos Alberto Apolinário (DEM)

4. Carlos Alberto Bezerra Júnior (PSDB)

5. Cláudio Roberto Barbosa de Souza (PSDB)

6. Dalton Silvano do Amaral (PSDB)

7. Domingos Odone Dissei (DEM)

8. Gilson Almeida Barreto (PSDB)

9. Marta Freire da Costa (DEM)

10. Paulo Sérgio Abou Anni (PV)

11. Ricardo Teixeira (PSDB)

12. Ushitaro Kamia (DEM)

13. Wadih Mutran (PP)

 

Cabe recurso ao TE. Os desafortunados já decidiram que irão recorrer  

Escrito por Josias de Souza às 18h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sob a Lira do Rio-2016, arde o incêndio do Rio-2009

O maior crime dos traficantes do Rio foi o de ter injetado uma dose de realidade no último faz-de-conta do Brasil grande.

 

A guerra que a bandidagem do Morro São João declarou aos malfeitores do Morro do Macaco conspurcou o idílio do Rio-2016.

 

Vem daí o frêmito de horror que varre as declarações oficiais. Lula apressou-se em desfilar o seu mal-estar para as câmeras.

 

“Estamos dispostos a fazer todo sacrifício necessário para ver se a gente limpa a sujeira que essa gente impõe ao Brasil no mundo”.

 

Estávamos acostumados à violência. Ela funciona como genocídio em conta-gotas, um processo de auto-regulação da pobreza.

 

Em São Paulo, os corpos sem rosto tombam longe dos bairros endinheirados. Ninguém se dá ao trabalho de ver. No Rio, é diferente.

 

Ali, as favelas espreitam a cidade do alto. São avalanches esperando para acontecer. Mas não era hora de mostrar a sujeira ao mundo.

 

“Tantas coisas boas que acontecem nesse país”, Lula reclamou, “tanta gente trabalhadora e honesta...”

 

“...E meia dúzia de pessoas conseguem ser chefes de outras meias dúzias, que terminam criando uma imagem negativa e vitimando inocentes no Brasil”.

 

Há poucos dias, os mandarins do Estado –presidente, ministros, governador, prefeito...—fizeram soar a lira do Rio olímpico.

 

A marginália dos morros informa que, sob os acordes da orquestra de Neros, a cidade continua ardendo.

 

A melodia era bonita. Mas os traficantes, ignorantes musicais, não entenderam os artistas. O único som que lhes afaga os tímpanos é o barulho do arsenal.

 

O time da lei afirma que sabia que os fora-da-lei do Morro de São João invadiriam o território do Morro dos Macacos. A polícia não conseguiu deter a incursão, contudo.

 

Promete reação. O aparato de (in)segurança esforça-se para devolver o Rio à anormalidade louca de sua vida normal. Até a próxima explosão do ovo da jibóia.

Escrito por Josias de Souza às 17h35

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Como Lula, tucanato incha a máquina pública em SP

Ordem Serrada/Chico Quintas Jr.

 

Em matéria de pessoal, o princípio seguido pelo PSDB em São Paulo, principal vitrine do partido, baseia-se num velho lema: "Faça como eu digo, não como eu faço".

 

Crítico contumaz da polícia funcional expansionista adotada por Lula na esfera federal, o tucanato mimetiza o presidente em São Paulo.

 

Deve-se a comparação ao repórter Gustavo Patu. O cotejo de dados resultou em reportagem pendurada na manchete da Folha desta segunda (19).

 

Apurou-se o seguinte:

 

1. Desde 2003, máquina do Executivo de São Paulo ganhou 33 mil novos servidores ativos. Nesse período, o Estado foi gerido pelos grão-tucanos Alckmin e Serra.

 

2. Considerando-se os três Poderes do Estado, as despesas com o funcionalismo de São Paulo foram tonificadas por reajustes dados às principais carreiras.

 

3. Incluindo aposentados e pensionistas, a conta anual da folha salarial de São Paulo subiu 19%. Em 2008, bateu em R$ 43,1 bilhões.

 

4. O repórter deparou-se com diferenças metodológicas que dificultam a comparação precisa entre a política de pessoal do PT-Brasília e do PSDB-SP.

 

5. A despeito disso, verificou-se que não há divergência na linha seguida por Lula e pela dupla Alckmin-Serra.

 

6. Sob Lula, interrompeu-se o processo de enxugamento de pessoal que Collor iniciara e que FHC aprofundara.

 

7. Desde que tomou posse, em 2003, Lula elevou em 12% o quadro de servidores ativos do Executivo. Em julho passado, os funcionários eram contados em 548,2 mil.


8. Tomado pelo boletim estatístico do governo de São Paulo, o crescimento do quadro de servidores do Executivo paulista foi de 14%.

 

9. O tucanato alega que o critério de quantificação foi modificado em 2007. Guiando-se pela nova metodologia, a gestão Serra diz que a elevação foi de 5%.

 

10. Depois de escarafunchado pelo repórter Patu, o boletim dos 14%, que se encontrava disponível no sítio mantido pelo governo de São Paulo na web, sumiu.

 

11. A assessoria de imprensa da Secretaria de Gestão Pública de Serra atribuiu o sumiço à necessidade de rever os dados e uniformizar os critérios.

 

12. Na União, as despesas com pessoal são computadas com metodologias distintas das adotadas em São Paulo. A despeito disso, a comparação é incontornável.

 

13. Considerando-se os três Poderes federais –Executivo, Judiciário e Congresso–, a elevação dos gastos foi, sob Lula, 30% acima do IPCA. Bateu em R$ 144,5 bilhões.

 

14. Tomando-se apenas os gastos com o Executivo, a diferença entre Lula e Alckmin-Serra é praticamente inexistente: até 2008, 15% na União e 14% em São Paulo.

 

15. São Paulo e Brasília igualam-se também nas desculpas. Os governos federal e paulista alegam que o funcionalismo não cresceu a esmo.

 

16. O secretário de Gestão Pública de Serra, Sidney Beraldo, diz que, em São Paulo, o crescimento do quadro beneficiou especialmente as áreas de educação e segurança pública.

 

17. O secretário de Gestão do Ministério do Planejamento de Lula, Marcelo Viana de Moraes, informa:

 

Na seara federal os setores que mais ganharam novos servidores foram –tchan, tchan, tchan, tchan...— educação e segurança.

 

18. Submetido a essa coleção de dados, o poeta Gonçalves Dias talvez dedicasse um verso aos tucanos que alfinetam Lula no Congresso sem olhar para o bico grande de São Paulo:

 

“As aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”.

Escrito por Josias de Souza às 05h00

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Geddel convida oposição a repetir a caravana de Lula

Valter Campanato/ABr
Geddel sobre caravana do São Francisco: 'Todo ato público gera dividendo eleitoral'

 

O ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) fará um convite aos líderes da oposição. Coisa formal, por escrito.

 

Deseja levar congressistas do PSDB e do DEM às obras da transposição das águas do Rio São Francisco. “O presidente Lula me deu carta branca”, diz.

 

Geddel concedeu entrevista ao blog na noite deste domingo (18). Respondeu à crítica de que Lula foi à obra para fazer campanha, não para vistoriá-las.

 

Disse que a viagem foi “de trabalho”. E enxergou um quê de hipocrisia na gritaria da oposição:

 

“Todo ato público, administrativo, sempre vai gerar dividendo eleitoral. Vamos rasgar a fantasia da hipocrisia...”

 

“...Quem está na vida pública e participa de eleições evidentemente deseja que seus atos administrativos caiam no gosto da população”. Vai abaixo a entrevista:

 

 

- O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, diz ter feito em 40 minutos o trajeto que Lula fez em três dias. Por que tanto tempo?

Sérgio Guerra, como senador da oposição, deveria percorrer a obra com mais tempo, para fiscalizá-la. O presidente Lula passou um dia verificando as obras de revitalização do rio, um dia visitando o eixo norte da obra e outro dia para o eixo leste. Foi correta a programação de três dias.

- A viagem teve propósitos eleitorais?

Não vejo assim. O presidente foi vistoriar obras. Não se pode imaginar que um presidente da República, sobretudo com a popularidade do presidente Lula, possa passar em qualquer evento sem ser chamado a se manifestar.

- O que houve de técnico na viagem?

Houve reuniões com engenheiros, técnicos e empresários. Foi uma viagem de trabalho.

- Essas reuniões não poderiam ter sido feitas em Brasília?

Não. Na visita às obras, o presidente viu que é razoável a nossa cobrança para que o Ministério da Integração disponha de mais engenheiros. Ele verificou onde é preciso reforçar a estrutura, para que as obras tenham sequência. Vislumbrou, in loco, a necessidade de desapropriações de terras em volta da obra...  

- E quanto às manifestações políticas do presidente?

Na medida em que o calendário vai avançando e fica mais próximo da eleição, toda participação do presidente vai gerar essa interpretação de que se trata de algo eleitoral. Mas note que os próprios jornalistas se encarregaram de priorizar a política em detrimento dos aspectos técnicos da obra. Eles fizeram perguntas políticas. Quem estava lá viu. Ninguém perguntou o que ele achou da obra. As perguntas eram: Dilma é candidata? O que o Ciro está fazendo aqui? Ou o presidente faz uma grosseria ou responde. Ele respondeu. No dia seguinte, o administrativo dava lugar ao eleitoral no noticiário. A cobertura da mídia sinalizou para a política.

- Havia palanques ao longo do trajeto. Na primeira cidade, Buritizeiro (MG), Lula disse que, embora não estivesse previsto ‘fazer comício’, ele falaria mesmo assim. Comício é coisa de campanha, não?

A palavra pode ter sido mal colocada. O presidente poderia ter dito que não estava prevista aquela reunião. Mas onde o presidente vai, em torno dele junta-se uma multidão. Há naquelas obras quase 8.500 trabalhadores. Quando o presidente chegava, as pessoas pediam que ele se manifestasse. Sem exagero, diria que o presidente Lula virou um astro pop. O que fazer numa situação como essa? Ele termina tendo que falar. Não tem jeito.      

- O que acha dos protestos da oposição?

Acho absolutamente natural. É o papel da oposição. Se a oposição, por estar fora do governo, não tem obras para vistoriar, só resta criticar. É o papel dela. Já vivi os dois papéis. Fui oposição. Agora sou governo.

- O presidente disse que governos anteriores não fizeram obras. Como ex-aliado do governo FHC, concorda com a crítica?

Creio que o presidente Lula não se referia a Fernando Henrique. Ele defende a tese de que a última vez que o governo teve um amplo programa de obras foi na gestão de Ernesto Geisel. Depois disso, por uma série de circunstâncias, não houve um grande programa de realizações na área de infra-estrutura. Nunca vi ele se referir especificamente a Fernando Henrique. Ele fala dos últimos 25 anos.  

- Num dos pernoites do presidente e de sua comitiva, havia no canteiro de obras coisas como bufê francês e camas king size. Não houve exagero?

Não. Estamos falando do presidente da República do Brasil. Não poderiam querer que nós o acomodássemos numa rede. Quando Juscelino Kubitscheck foi fazer Brasília, construiu-se no cerrado o Catetinho, com tudo o que havia de mais confortável naquela época. Se você recebe uma visita na sua casa, você a prepara melhor. Se eu o convidar para jantar na minha casa, não vou lhe oferecer um cardápio trivial do dia-a-dia. Será um cardápio especial. É natural isso.

- Quanto custou a viagem?

Não tenho idéia. Era uma comitiva presidencial. O Centro de custo é a Presidência, não o ministério.

- A oposição pretende recorrer ao TSE. Acha que a ação prospera?

Tenho convicção de que não prospera. Do contrário, o presidente e seus ministros teriam de ficar ilhados dentro do Palácio e dos ministérios. Inadmissível.

- A oposição exagera?

Vejo tudo com naturalidade. O raciocínio vale para os dois lados. Quando senadores como Sérgio Guerra e José Agripino criticam o governo, estão adotando uma atitude que, aos olhos deles, terá uma repercussão eleitoral. Tudo na vida pública tem repercussão eleitoral, negativa ou positiva. Nesta semana, vou formalizar, por escrito, um convite a todos os líderes da oposição para que me acompanhem numa viagem ao São Francisco.

- Consultou o presidente?

Comuniquei a ele, que me deu carta branca para fazer. Chegando a Brasília, na terça-feira, formalizarei o convite, por escrito, aos meus amigos Sérgio Guerra, José Agripino e a todos os líderes da oposição na Câmara e no Senado. Eu os convidarei a fazer o mesmo roteiro que o presidente fez. Três dias. Se aceitarem, pedirei à presidência da República que disponibilize os meios. Não há o que esconder.

- A presença da candidata Dilma na viagem, resultou em benefício eleitoral?

Todo ato público, administrativo, sempre vai gerar dividendo eleitoral. Vamos rasgar a fantasia da hipocrisia. Quem está na vida pública e participa de eleições, evidentemente deseja que seus atos administrativos caiam no gosto da população. É assim que se vence uma eleição. Do mesmo modo, quando os seus atos administrativos são reprovados pela população, perde-se uma eleição. Portanto, qualquer atitude das pessoas públicas cuja sobrevivência depende do voto tem apelo eleitoral. Vale para quem governa e também para quem faz oposição. Do contrário, teríamos de admitir como aceitável o paradoxo de trancar quem governa nos palácios e impedir a oposição de usar a tribuna do Parlamento.

- A participação da ministra Dilma na viagem foi administrativa ou eleitoral?

Ela é a chefe da Casa Civil, publicamente reconhecida como gestora do PAC. Ali está uma das obras mais significativas do programa. É absolutamente legítimo que lá ela estivesse. Em todo o roteiro, a ministra só se manifestou uma vez, já na despedida da viagem, em Pernambuco.

Escrito por Josias de Souza às 03h11

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Entrevistas | PermalinkPermalink #

PSDB gaúcho renova comando e lança re-Yeda 2010

  Folha
Há vários tipos de coragem. Alguns se aproximam perigosamente da patologia. 

 

Tome-se o caso da governadora gaúcha Yeda Crusius (PSDB). Sitiada por denúncias, ela mantém a decisão de se recandidatar em 2010.

 

O PSDB nacional torce o nariz. Mas o tucanato gaúcho, reunido neste domingo (18), deu-lhe apoio irrestrito.

 

A pretexto de renovar a direção, o partido reuniu sua convenção estadual. Ouviram-se gritos de “Viva Yeda”.

 

Brindada pelo Ibope com exíguos 5% de intenção de voto e vistosos 60% de rejeição, Yeda desafiou:

 

“Se as pesquisas fossem verdadeiras, ninguém mais precisava bater em mim. Soaram salvas de palmas.

 

Convidado, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), promotor licenciado, fustigou os procuradores da República que denunciaram Yeda por improbidade.

 

Sampaio disse que se envergonha dos colegas. Acusou-os de pré-julgar a governadora, achincalhando-a.

 

E Yeda: “Tu honras a função pública do promotor. Foi aquele ato midiático que rendeu uma CPI e um pedido de impeachment contra a governadora”.

 

Nos subterrâneos, o tucanato nacional tricota com o PMDB gaúcho. Parece preferir o pemedebê José Fogaça a Yeda.

 

O diabo é que a governadora não se deu por achada. Parece movida por um tipo de bravura que é sintoma de sadomasoquismo. Uma coragem que costuma converter heróis em insensatos.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

 

- Globo: Metralhadora antiaérea teria derrubado helicóptero da PM

 

- Folha: SP aumenta gasto com servidores

 

- Estadão: 5 milhões de processos julgados esperam baixa

 

- JB: PM dá troco, mas espera novo ataque

 

- Correio: Procuram-se jovens no serviço público

 

- Valor: Fim da crise agita bancos à procura de milionários

 

- Jornal do Commercio: Sport bate o Timão

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sem medo de ser feliz!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 01h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pânico não leva ao ar imagens de Suplicy de cueca

A turma do Pânico na TV desistiu de exibir as imagens em que Eduardo Suplicy aparecia vestindo uma cueca vermelha por cima da calça do terno.

 

Captada na quarta-feira (14) da semana passada, a cena iria ao ar na noite deste domingo (18). Não foi.

 

Deve-se a desistência a um pedido que o próprio Suplicy fizera, na véspera, à produção do programa.

 

O senador metera-se na cueca por insistência de Sabrina Sato. A moça –de formas ‘pânicas’— fora ao Congresso para colher depoimentos sobre super-heróis.

 

Suplicy figuraria na peça de humor como um Super-Homem. Daí a sunga vermelha.

O ridículo da cena causara perplexidade no Senado.

 

A ponto de o corregedor Romeu Tuma, em gesto ainda mais grotesco, ter anunciado a abertura de investigação para apurar quebra de decoro parlamentar.

 

Depois de exibir, sem a cueca, o material recolhido no Congresso, os apresentadores do Pânico, Sabrina inclusive, apareceram no estúdio envergando sungas vermelhas.

 

Sem mencionar o nome de Suplicy, Emílio Zurita, espécie de âncora do programa, explicou que o Pânico não tivera a intenção de constranger ninguém.

 

Resta saber agora se Tuma, o gênio, recuará na decisão de perscrutar a sanidade de Suplicy, o burlesco.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula cita Hélio Costa como ‘opção’ de vice para Dilma

  Folha
Está consolidado o entendimento de Lula com o PMDB. Será selado em reunião marcada para quarta-feira (21).

 

Ficou entendido que o pedaço governista do PMDB, que se supõe majoritário, vai à chapa de 2010 como o vice de Dilma.

 

A escolha do nome será convenientemente adiada para o ano que vem. Pode ser Michel Temer. Mas também pode não ser.

 

Dias atrás, em diálogo privado, Lula lançou um olhar sobre a grama do vizinho: “E nós tivermos que enfrentar uma chapa Serra-Aécio?”

 

Neste caso, disse o presidente, talvez seja conveniente acomodar ao lado de Dilma “um vice mineiro”.

 

Levou à roda o nome de Hélio Costa, ministro peemedebista das Comunicações. Hoje, Costa é candidato ao governo de Minas.

Escrito por Josias de Souza às 19h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Senado anula corte de despesas no serviço de faxina

Quando a crise do Senado ainda crepitava no noticiário, anunciou-se a decisão de cortar despesas.

 

Identificaram-se irregularidades em todos os contratos de fornecimento de mão-de-obra terceirizada. Realizaram-se novas licitações.

 

Uma delas envolve o serviço de faxina do Senado. A Fiança Serviços Gerais Ltda. cobrava R$ 15,6 milhões mensais para manter a Casa asseada.

 

Na nova licitação, a mesma Fiança se dispôs a fazer o trabalho cobrando da Viúva uma conta de R$ 8 milhões por mês.

 

A economia seria de R$ 7,6 milhões. Anualizando-se a conta, o corte alçaria à cifra de R$ 91,2 milhões. Porém...

 

Porém, a anunciada parcimônia subiu no telhado. Senadores que antes brandiam a lâmina na tribuna passaram a conspirar, nos subterrâneos, contra os cortes.

 

Para realizar o mesmo cobrando menos, a Fiança teria de mandar os faxineiros ao olho da rua.

 

Reduziria o quadro e contrataria pessoal novo, com salários menores. Em vez de R$ 980 mensais (!!!), pagaria algo como R$ 500 por cabeça. Sobreveio a pressão.

 

Para salvar da lâmina os faxineiros que servem ao seu gabinete, um senador do PDT chegou a telefonar para o governador José Roberto Arruda (DEM), do DF.

 

Pediu a Arruda que intercedesse junto ao primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes, ‘demo’ como ele.

 

Espreme daqui, empurra dali, o presidente do Senado, José Sarney, decidiu sobrestar o corte.

 

Ouvido pelo blog na noite deste sábado (17), Heráclito disse: “Verificou-se que houve um problema na licitação...”

 

“...O problema está na redução de salários, não na diminuição do número de terceirizados. Há uma incompatibilidade legal. Por isso estamos revendo...”

 

"...Esse pessoal não deixa de ter certos direitos adquiridos. Poderíamos ter problemas com a Justiça do Trabalho".

 

Heráclito diz que o assunto será definido nesta semana. Afirma que o corte de gastos será reduzido, não eliminado.

 

Estima que, em vez de economizar cerca de R$ 8 milhões por mês, o Senado deve poupar algo como R$ 6 milhões. Heráclito evita a polêmica. Mas reconhece:

 

“O pessoal pede redução de despesas, mas na hora que mexe com a mulher do porteiro do edifício, os que exigiam cortes são os primeiros que vem pedir arrego”.

Escrito por Josias de Souza às 05h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma desfila candidatura nas passarelas do tucanato

  Roosewelt Pinheiro/ABr
Nos próximos dias, a presidenciável do PT vai dedicar o grosso da agenda para desfilar sua candidatura em duas passarelas geridas pelo PSDB.

 

Dilma Rousseff abre a semana em São Paulo. E fecha em Minas Gerais. Justamente os Estados governados pelos rivais tucanos José Serra e Aécio Neves.

 

Quem quiser encontrar a chefe da Casa Civil deve evitar o gabinete dela em Brasília. A ministra pôs o pé na estrada.

 

A candidata de Lula amanhece a segunda-feira (19) no município de Araraquara, interior de São Paulo.

 

Uma cidade governada pelo prefeito pemedebê Marcelo Barbieri. É um velho amigo de Orestes Quércia, o homem de Serra no PMDB.

 

Para disfarçar o indisfarçável, Dilma escora a campanha em compromissos pseudo-administrativos.

 

Em Araraquara, visitará um estádio de futebol erigido para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014.

 

Depois, Dilma irá para São Carlos. Ali, o prefeito é do PT: Oswaldo Barba. O escudo administrativo será a visita às obras de um hospital-escola.

 

À noite, Dilma vai à capital paulista. Junto com Lula, ela participa de evento organizado pela revista Carta Capital.

 

Na quarta (21), a ministra e o chefe dela pisarão o Estado de Aécio Neves. Vão a Ouro Preto. Ali, aguarda-os um pa©lanque. Mais um.

 

Anunciarão a liberação de verbas do PAC para obras assentadas nas cidades históricas de Minas Gerais.

 

À noite, em Belo Horizonte, Lula e Dilma participam da cerimônia de lançamento do programa BH Digital, do Ministério das Comunicações.

A dupla pernoita na capital. Na quinta (22), o périplo administrativo-eleitoral chega a Governador Valadares.

 

Antes de retornar a Brasília, o presidente e sua pupila passam pelas prósperas Uberlândia e Uberaba.

 

Tudo isso depois da Caravana do São Francisco, a pajelança nordestina que durou três dias, na semana passada.

 

Enquanto Dilma bica os tucanos Serra e Aécio, o PSDB analisa, também nesta semana, a hipótese de protocolar mais uma ação na Justiça Eleitoral.

 

Pretende-se pedir ao TSE que condene Lula e Dilma ao pagamento de multas por estarem supostamente fazendo campanha fora de época.

 

Será o terceiro recurso do gênero. Os dois anteriores desceram ao arquivo.

Escrito por Josias de Souza às 04h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

 

- Globo: Brasileiros gastam com cultura como europeus

 

- Folha: Brasileiro paga a mais por luz há 7 anos

 

- Estadão: Cresce número de juízes investigados

 

- JB: FMI dá munição a Lula contra a Vale

 

- Correio: Mais um desvio em fundação da UnB

 

- Veja: O cérebro do gênio

 

- Época: O melhor conselho que recebi

 

- IstoÉ: 13 anos – Eles querem ser gente grande

 

- IstoÉ Dinheiro: Agnelli na mira!

 

- Exame: Ele fez o maior IPO do mundo. E agora?

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Antidarwinismo: o Morro dos Macacos

Dalcío

Via Correio Popular. Leia sobre o tema que inspirou o artista aqui, aqui, aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 02h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sucessão de 2010 atravessa a etapa da ‘prostituição’

Angeli

 

A política, como se sabe, é a segunda profissão mais antiga do mundo. Mas há certos momentos em que ela se assemelha muito à primeira.

 

Recorde-se, por oportuno, Péricles. Desceu ao verbete da enciclopédia como líder do melhor período de Atenas (443 a.C. a 429 a.C.).

 

Ao ordenar o cerco à ilha de Samos, permitiu que as prostitutas de Atenas seguissem junto com as tropas. Uma forma de aliviar as pulsões da soldadesca.

 

O sítio foi longo. E os negócios das mulheres de Atenas resultaram prósperos. Tão vistosos que, na volta, entregaram a Péricles uma parte dos lucros.

 

Corta para o Brasil de 2009. Mandatário de uma fase “nunca antes vista na história desse país”, Lula também ordenou um cerco.

 

Mantém sob sítio os partidos que vivem de vender apoio aos mandachuvas de plantão. São, por assim dizer, as meretrizes da política.

 

Lula tenta conter essas legendas nos limites da cidadela governista. Guarnece pessoalmente o PMDB. Mandou Dilma cuidar de PPs, PRs, PDTs e adjacências.

 

Vem daí que pemedebês, pepês, pêérres, pedetês e o inefável etcétera aproveitam a sua hora. Penduram-se nas manchetes, expondo as partes.

 

Uma parte ameaça romper com a candidatura oficial de Dilma, aderindo a Serra. Outra parte flerta com Ciro, o Plano B do governismo.

 

A unir todas as partes há o desejo atávico pelo poder. Um apetite irrefreável pela fruição dos negócios. Uma atração incontida pelo tilintar de verbas e cargos.

 

No baixo mercado político, sucedem-se as reuniões e os jantares. Nesse universo, as armas são os ministérios, as estatais, as autarquias. As arcas, enfim.

 

Vão às mesas pessoas de reputação duvidosa –Jáderes, Valdemares e outros azares. Garotinhos manuseiam os talheres com apetite de gente grande.

 

Eles reocupam o noticiário. Transitam livremente pelas páginas -pedindo, pleiteando, ameaçando, querendo, exigindo...

 

Vive-se aquela fase em que a sucessão mergulha numa zona de gandaia. Ou Lula dá o que lhe pedem ou arrisca-se a engordar as fileiras inimigas.

 

No front adversário, acomodam-se outras partes e até inteiros. A tribo demo unificou-se ao redor de Serra. O pedaço do pemedebê representado por Quércia também.

 

O petebê de Jefferson ainda busca a melhor posição. Daí a sofreguidão com que Lula busca as relações plurais sem se preocupar com a (má) fama dos parceiros.

 

No afã de converter Dilma em candidata de porteira fechada, o presidente entrega-se às velhas poses. Cede gostosamente ao assédio dos interesses mais contraditórios.

 

A pretexto de se contrapor ao tucanato, Lula dá azo à perversão. Súbito, inverte-se a lógica da investida.

 

De sitiadas, as legendas mais assanhadas passam a comandar o cerco. A exemplo de Péricles, Lula faz vistas grossas para o lucro dos partidos-meretrizes.

 

De olho na sucessão plebiscitária, Lula como que mimetiza FHC. Assim como o antecessor, sabe que a prostituição nasceu antes do Estado.

 

Em vez de combatê-la, Lula aceita a idéia de que ela sempre vai existir. Conforma-se com o fato de que os partidos jamais deixarão de se aproveitar das circunstâncias.

 

Rende-se à (i)lógica sob o argumento de que aos governates não cabe senão fazer o que precisa ser feito.

 

A Péricles as prostitutas entregaram um naco dos lucros. Ao sucessor(a) de Lula pagarão, na melhor hipótese, com a velha moeda de sempre: “governabilidade”.

 

Atônito, o país espia os primeiros movimentos da orgia através do telhado de vidro dos partidos. Expõem, sem restrições, o strip-tease da pseudovirtude.

 

A nação imperfeita assiste impassível à evolução da impudência levada às raias da perfeição.

 

A essa altura, o eleitor se prepara para as urnas de 2010 sem saber quem será o eleito. Porém...

 

Porém, sabe que, seja quem for o escolhido(a), vai acordar do sonho da presidência nova na cama dos velhos inimigos de sempre.

Escrito por Josias de Souza às 18h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Quanto as mais tudo muda mais tudo fica na mesma

Escrito por Josias de Souza às 18h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Serra: ‘A disputa de 2010 não será entre Lula e FHC’

  Paula Sholl/Divulgação
Há dois dias, às margens do rio São Francisco, Lula jogou a isca: quer um 2010 plebiscitário –“Nós contra eles”.

 

Neste sábado (17), num seminário tucano em Goiânia, José Serra desviou o bico:

 

"A disputa no ano que vem não se dará entre o presidente Lula e o ex-presidente Fernando Henrique. Eles não são candidatos...”

 

“O povo vai optar pelo candidato que fez, que faz e que tem propostas para o futuro do país”.

 

Sem mencionar o nome de Lula, Serra comparou-o a um imperador do Brasil colônia.

 

Insinuou que o presidente trata o país como uma capitania, cuja exploração ele planeja delegar à donatária Dilma Rousseff.

 

“O Brasil não vai voltar a ter capitanias hereditárias”, Serra ironizou. Estava ao lado de Aécio Neves, com quem mede forças numa disputa interna.

 

Pela enésima vez, levou as plumas à fogueira, numa aposta pela unidade: “Eu e o governador Aécio estaremos juntos”.

 

Junto para tocar um “projeto de sustentação para governar o Brasil para os brasileiros e não para grupos políticos, por fisiologismo".

 

Aécio também discursou. A exemplo de Serra, fustigou Lula. Chamou-o de “quixotesco”. Acha que o ele tenta apagar Pedro Álvares Cabral dos livros.

 

"Se um ser extraterrestre desavisado desembarcasse em nosso país acabaria por acreditar, escutando o presidente Lula, que o Brasil surgiu em 2003".

 

O grão-tucanato foi a Goiânia a pretexto de realizar um seminário sobre emprego. Deu ênfase especial ao emprego de presidente da República.

 

Antes mesmo da escolha do candidato que o PSDB apresentará à vaga, Sérgio Guerra, presidente do partido, prenuncia uma disputa dura.

 

Uma das campanhas “mais difíceis da história da República”. Por quê? “O Lula e sua candidata não tem limites [...].”

 

A julgar pelo ânimo de Sérgio Guerra, o PSDB vai à campanha com uma idéia fixa: "Nosso objetivo em 2010 é combater o PT".

Escrito por Josias de Souza às 17h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Às margens do rio, Dilma e Ciro estreitam a inimizade

Escrito por Josias de Souza às 06h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lina diz ter achado a agenda da ‘reunião’ com Dilma

  Fotos: Folha
Lembra-se de Lina Vieira? A ex-leoa está de volta. É portadora de más notícias para a ministra-candidata Dilma Rousseff.

 

A ex-secretária da Receita diz ter encontrado a agenda na qual anotara a data do encontro que mantivera com Dilma.

 

Teria ocorrido em 9 de outubro de 2008. Nessa página, a agenda de Lina traz a seguinte anotação: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney".

 

Deve-se a revelação da novidade ao repórter Alexandre Oltramari. Relatou-a nas páginas de Veja.

 

Para recordar: em entrevista à Folha, Lina dissera, em agosto passado, que Dilma a convocara para uma reunião no Planalto.

 

No encontro, a chefe da Casa Civil pedira para “apressar” uma auditoria em que o fisco perscrutava os negócios de Fernando Sarney.

 

Vem a ser o filho do presidente do Senado, responsável pela gerência das empresas da família do senador José Sarney.

 

Dilma negou ter feito o pedido. Expoentes do governo pespegaram em Lina a incômoda pecha de “mentirosa”.

 

Tomada pela entrevista e pelo depoimento do Senado, a ex-leoa ficou em posição frágil. Embora soasse peremptória no principal, foi vaga nos detalhes.

 

Instada a informar o dia em que o encontro ocorrera, dissera que não se lembrava. Talvez em dezembro do ano passado.

 

Perguntada sobre a agenda, informara que havia sido empacotada junto com a mudança que despachara de Brasília para Natal, a cidade onde mora.

 

A pretexto de sepultar a polêmica, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder de Lula no Senado, trouxe à luz um conjunto de datas.

 

Nas pegadas do depoimento de Lina aos senadores, Jucá informara que ela estivera em palácio quatro vezes: outubro de 2008 e janeiro, fevereiro e maio de 2009.

 

Nada de dezembro de 2008, como insinuara a ex-secretária da Receita. Admitindo-se como verdadeira a anotação da agenda agora retirada do baú, Jucá corrobora Lina.

 

O mês de outubro de 2008, mencionado pelo senador, é o mesmo que aparece na agenda da suposta mentirosa.

 

Com razão, Dilma e os governistas hão de perguntar: quem garante que a anotação da agenda, feita a mão por Lina, não é coisa de agora?

 

Procurada em Natal, Lina disse que a refrega verbal com Dilma lhe trouxe transtornos pessoais e familiares. Não deseja alimentar a polêmica pelo noticiário.

 

"Agora eu só falo sobre esse assunto ao Ministério Público, caso seja convocada", ela acrescentou.

 

A julgar pelo que disse aos amigos, Lina disporia de dados adicionais, além da agenda.  

 

Alega que, chamada às pressas por Dilma, teve de desmascar uma viagem de Brasília para São Paulo.

 

Marcado para o período da manhã, o bilhete foi remarcado para as 19h30 de 9 de outubro. Coisa passível de compravação.

 

De resto, a ex-secretária guardaria consigo um CD. Conteria todas as mensagens eletrônicas que trocou com seus assessores nos seus 11 meses de leoa.

 

Insinua que há em algumas das mensagens referências aos Sarney, o suposto alvo do pedido da ministra.

 

Resta agora saber se o Ministério Público tem interesse em revolver a querela.

Escrito por Josias de Souza às 05h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Prévias do PSDB naufragam já na fase das inscrições

Partido conclamou os filiados a se cadastrarem na internet

Num universo de 1 milhão,  os inscritos não  somam 10 mil

Fiasco indica que candidato virá por acordo,  não pelo voto

 

  Wellington Pedro/Divulgação
Nos primeiros dias de setembro, o PSDB escreveu no alto do portal que mantém na internet um convite aos filiados:

 

“Participe das prévias nacionais. Escolha o nosso candidato à Presidência da República. Clique aqui e inscreva-se”.

 

Quem pressiona o mouse no local indicado é direcionado para um formulário de inscrição. Decorridos quase dois meses, deu-se um fiasco.

 

De acordo com os arquivos do PSDB, o partido teria cerca de 1 milhão de filiados em todo país.

 

Pois bem. Menos de 10 mil se animaram a preencher o formulário que dá direito a voto nas supostas prévias.

 

Se não for prorrogado, o prazo para as inscrições termina em 30 de novembro. Mantido o ritmo atual, o número de votantes não vai chegar à marca de 20 mil.

 

O vexame do cadastramento eletrônico é a mais eloquente evidência de que a escolha do candidato tucano será feita por acordo, não no voto.

 

O tem dois nomes para oferecer aos eleitores. O favorito, José Serra, reluta em assumir a candidatura. O azarão, Aécio Neves, diz que deseja as prévias.

 

Tomada pelo nanismo do quadro de inscritos, a disputa prévia –organizada por pressão de Aécio— não é coisa que possa ser levada a sério.

 

Entre os poucos inscritos, os filiados ao PSDB de Minas Gerias, o Estado de Aécio, não somam nem 1.500.

 

“Ao que parece, nem o Aécio, que seria o maior interessado nas prévias, se mobilizou por elas”, disse ao repórter um grão-tucano.

 

Outro expoente do partido disse: “O desinteresse dos filiados é evidente. Ao que parece, passam a mensagem de que preferem um acordo entre os dois candidatos”.

 

Nos subterrâneos, a cúpula do partido se organiza para escolher o seu presidenciável num conciliábulo de caciques, Serra e Aécio incluídos.

 

Trabalha-se para que a definição seja feita até dezembro. Pela vontade da maioria dos dirigentes tucanos, o PSDB iria a 2010 com uma chapa puro sangue.

 

Serra na cabeça e Aécio na vice. Sócio da empreitada oposicionista, o DEM já informou que abre mão de compor a chapa. Porém...

 

Porém, Aécio resiste à idéia de apresentar-se ao eleitorado na condição de vice de Serra. Deixa isso bastante claro nas reuniões privadas.

 

Há cerca de dois meses, o governador mineiro jantou com dois correligionários: os senadores Tasso Jereissati e Sérgio Guerra, presidente do PSDB.

 

Deu-se em Fortaleza. Antes que o repasto fosse servido, Aécio levou à mesa um pedido: “Não me peçam, nem hoje nem amanhã, para ser vice”.

 

Neste sábado (17), Serra, o “não-candidato”, e Aécio, o candidato das supostas prévias, se encontram em Goiânia.

 

Vão participar de mais um dos seminários que o tucanato vem promovendo nos Estados. O tema será, dessa vez, "Emprego e Inclusão Social".

 

Serra e Aécio discursarão num painel de nome pomposo: “Oportunidades e Desafios da Geração de Empregos no Brasil”.

 

Os tais seminários são organizados a pretexto de pôr de pé um programa de governo.

 

Em verdade, foi a forma que o tucanato encontrou para tentar dividir o noticiário da sucessão com Lula e a candidata dele, Dilma Rousseff.

 

A estratégia é considerada tímida pelos parceiros do DEM, que pressionam pela antecipação da escolha do candidato.

 

O tucanato dá de ombros. Avalia que, assumindo a candidatura, Serra viraria um alvo instantâneo. Acha que a sobrevida à dúvida serve mais aos interesses da oposição.

 

Será?, perguntam-se os ‘demos’, incomodados com a volúpia com que Lula leva o rosto de sua candidata à vitrine.

 

Mantido o plano original, até o final do ano o PSDB terá dois candidatos e não terá nenhum, dirá que quer fazer prévias, mas não quer fazer as prévias...

 

...Trabalhará pela montagem da chapa puro-sangue, mas o vice-alazão repetirá que não deseja o arranjo.

 

Ou seja, o tucanato "enfrentará" Lula desde o seu habitat predileto: o muro. 

Escrito por Josias de Souza às 05h05

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste sábado

 

- Globo: Cobrado sobre viagem, Lula chama oposição de ‘ociosa’

 

- Folha: Governo decide taxar capital externo

 

- Estadão: Após pressão de Lula, Vale decide investir US$ 12 bi

 

- JB: Brasil lidera combate à fome no planeta

 

- Correio: Brasiliense prepara o passaporte

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Transposição de votos!

Ique

Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.

Escrito por Josias de Souza às 02h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula nega o inegável: viagem nada teve de ‘eleitoral’

Depois da última manifestação de Lula, todos os brasileiros ficaram desobrigados de fazer sentido.

 

O presidente negou o propósito eleitoral da caravana do São Francisco –três dias às margens do rio, com dois presidenciáveis a tiracolo.

 

"Transposição não rima com eleição nem com sucessão”, disse Lula, aventurando-se na poesia.

 

No tempo em que as palavras ainda tinham algum significado, "comício" era coisa destinada a gargantear candidaturas.

 

Na era do vale-tudo semântico, nem Lula sabe direito o que diabos foi aquilo que ele fez no semi-árido nordestino.

 

"Quando eu era sindicalista, qualquer ato era uma assembleia. Qual a diferença de fazer um ato público ou um comício?[...]”

 

“...Eu, sinceramente, acho que não cometi nenhum ato falho. Se conseguir juntar mais de uma pessoa, se tiver duas é ato público...”

 

“...Se tiver três é comício, e 50 é assembleia daquelas grandes que eu fazia lá em São Bernardo".

 

Nos inúmeros pa©mícios que promoveu entre quarta (14) e sexta-feira (16), Lula logrou reunir mais de 50 pessoas. Bem mais.

 

Fez de tudo para promover a transposição de votos para o semi-árido das pesquisas, irrigando a candidatura de Dilma Rousseff.

 

Juntando-se fatos, fotos, vídeos e discursos, o Tribunal Superior Eleitoral teria matéria-prima de sobra para agir.

 

Isso, claro, no passado. Naquele tempo em que as palavras ainda tinham algum sentido no Brasil.

 

Agora, prevalece o dito de Lula (veja no vídeo lá do alto): "Pobre da oposição que não tem o que fazer. A ociosidade é a desgraça da humanidade".

 

A oposição tem o que fazer. Se quisesse poderia, por exemplo, fazer oposição de verdade. Governante sem contraditório é a desgraça das nações. 

Escrito por Josias de Souza às 02h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Senado, gênio investiga ‘transgressão’ do ridículo

  Folha
O corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), decidiu perscrutar a sanidade do colega Eduardo Suplicy (PT-SP).

 

Tuma suspeita que, ao posar com uma cueca sobreposta à calça do terno, Suplicy pode ter quebrado o decoro parlamentar.

 

"Pedi todas as informações e fotografias a respeito da brincadeira do senador Suplicy”, disse o corregedor.

 

Nos próximos dias, Tuma decide se abre ou não um “processo disciplinar” contra Suplicy. Para quê?

 

“Não falo de cassação de mandato, mas talvez de propor à Mesa Diretora [do Senado] uma advertência”.

 

Como se vê, há no Senado gênios e ridículos. Se você tem dificuldade para distinguir um do outro, o signatário do blog fornece a fórmula:

 

A diferença entra a genialidade e a estupidez é que a genialidade tem limites.

Escrito por Josias de Souza às 01h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

DEM pede pressa ao PSDB na definição do candidato

  Antônio Cruz/ABr
Ao reeleger-se prefeito de São Paulo, no ano passado, Kassab provou que elefante pode voar.

 

O mamífero ‘demo’ decolou de pesquisas inóspitas (menos de 5%). Desviou das bicadas do tucano favorito –Alckmin exibia mais de 40%. E tocou o olimpo.

 

O vôo do elefante ensina: Em política, não há adversário insignificante. Todo inimigo político é uma potência.

 

Vem daí que, reunida em Brasília, a Executiva do DEM lançou um olhar de preocupação sobre Dilma Rousseff.

 

Tomada pelos índices de pesquisa, Dilma é uma zebra. Vista pelo retrovisor de São Paulo, a ministra é candidata a um par de asas.

 

A tribo ‘demo’ inquieta-se com a demora do tucanato. O parceiro PSDB tem dois nomes para oferecer. Serra, o favorito, reluta em assumir a candidatura.

 

Faltam 11 meses e meio para a eleição de 2010. E Serra diz que é cedo. Nos EUA, Obama anunciou que iria à luta 21 meses antes da guerra.

 

“A definição do lado de lá está angustiando o lado de cá”, disse Rodrigo Maia, presidente do DEM.

 

“Há seis meses, Dilma estava se tratando de uma doença e não fazia campanha. Agora, ela se recuperou e está na rua...”

 

“...A conjuntura está mudando muito rápido. E hoje está bem diferente da que tínhamos em março”.

 

Maia repassou suas apreensões a Sérgio Guerra, o presidente do tucanato. Além de Dilma, preocupa-o Ciro Gomes (PSB). O PSDB, por ora, faz ouvidos moucos.

 

O curioso é que Kassab fora às urnas de 2008 como uma espécie de Dilma de canças.

 

Escorava-se no prestígio de Serra, assim como a ministra se encosta na popularidade de Lula.

Escrito por Josias de Souza às 17h10

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

PMDB quer que Lula tire licença para ‘divulgar’ Dilma

Na próxima quarta-feira (22), Lula receberá lideranças do PMDB, à frente o presidente da Câmara, Michel Temer (SP).

 

É nesse encontro que o sócio majoritário do consórcio governista espera oficalizar o seu namoro com a candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Um namoro que se pretende converter em casamento em junho de 2010, com o PMDB na posição de vice.

 

O partido levará a Lula, padrinho da união, um documento.

 

Conterá as regras de convivência com o PT e com as outras legendas que integrarão a aliança.

 

O PMDB fará, de resto, uma sugestão ao presidente. Vai propor que Lula se licencie do cargo, em 2010, por pelo menos um mês. Para quê?

 

A idéia é que, livre dos encargos da presidência, Lula percorra o país levando Dilma pela mão.

 

Deve-se a proposta ao deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do PMDB na Câmara (na foto). Ele deve acompanhar Temer na audiência com Lula.

 

Henrique chama o périplo Lula-Dilma de “caravana emotiva”. Evocando o carisma do presidente, o deputado diz: “Precisamos emocionar o país”.

 

Parte-se do pressuposto de que a maioria do eleitorado ainda desconhece Dilma. Não liga a candidata ao seu mentor.

 

Pesquisa encomendada ao Ibope pela CNI revelou que apenas 9% dos eleitores disseram conhecer bem a presidenciável oficial.

 

Outros 34% afirmaram que conhecem Dilma só de ouvir dizer. A sondagem trouxe à luz outro dado inquietante: a rejeição a Dilma bate na casa dos 40%.

 

Daí a sugestão de Henrique Alves. Uma idéia de efeitos duvidosos. Sobretudo quando se considera a superexposição a que Dilma já vem sendo submetida.

 

Na prática, Lula desdobra esforços para vincular a chefe da Casa Civil à sua própria imagem. Leva-a à vitrine sem o inconveniente da licença.

 

A viagem de três dias pelas margens do rio São Francisco, que se encerra nesta sexta (16), não é senão uma versão oficial “caravana” oficiosa sugerida pelo PMDB.

 

Haveria uma única e escassa vantagem: licenciado do cargo, Lula gargantearia Dilma sem precisar camuflar as viagens de campanha sob o manto das missões pseudoadministrativas.

Escrito por Josias de Souza às 04h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Sabrina Sato pede e Suplicy veste ‘cueca’ no Senado

Alan Marques/Folha

 

Um homem só é revelado por completo quando se vê diante da mulher desejada.

 

Pense em tudo que você já foi capaz de fazer para conquistar uma mulher.

 

As bobagens que você disse, depois de horas de ensaio diante do espelho.

 

As tolices que você escreveu, sem nenhuma consulta prévia à autocrítica.

 

As noites indormidas, as mentiras que você inventou para impressioná-la...

 

Pois bem. Aquele camara ridículo era você. O você atual é mero disfarce.

 

O homem não é senão um ridículo em recesso, esperando para acontecer.

 

Eduardo Suplicy (PT-SP) acaba de viver um desses momentos pânicos.

 

Abordado por Sabrina Sato, deu azo ao ridículo que traz enterrado dentro de si.

 

Permitiu que ela lhe vestisse, em pleno Senado, uma cuequinha vermelha.

 

Manteve as calças por baixo. Mas era como se estivesse nu. Uma nudez patética.

 

"Ela me procurou perguntando se no Senado existiam super-heróis...”

 

“...Eu disse que nesta Casa há muitos senadores batalhadores [...]...”

 

“...Lembrei que sou autor do projeto que deu origem à lei da renda básica de cidadania...”

 

“...Ela disse que tinha um presente para me dar e me ajudou a colocar a sunga".

 

A idéia era, veja você, que Suplicy ficasse parecido com o Super-Homem.

 

A cena vai ao ar no próximo domingo, no programa “Pânico na TV”.

 

Diz-se que Suplicy foi visto desfilando pelo Senado com cara de adolescente.

 

O dólar despencando, o Sarney na presidência, a Dilma atrás do PR...

 

E o Suplicy repetindo o nome dela: “Sabrina, Sabrina, Sabrina, Sabrina...”.

 

Línguas maldosas afirmam que Suplicy queria apenas divulgar a sua renda mínima.

 

Torça-se para que o senador esteja tomado de paixão por Sabrina. Do contrário...

 

Ficará provado que, no caso do Suplicy, o ridículo não é o recesso interrompido, mas a sessão permanente.

Escrito por Josias de Souza às 03h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: Vale enfrenta agora ameaça de ter exportações taxadas

 

- Folha: Eike afirma que desiste de disputa pela Vale

 

- Estadão: Governo estuda taxar capital externo para segurar dólar

 

- JB: Apreensão de armas é precária no Brasil

 

- Correio: Brasilienses são os campeões no estudo

 

- Valor: Bancos reforçam capital e crédito ganha até R$ 189 bi

 

- Jornal do Commercio: Nordeste caça os ladrões das armas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h55

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Superlotação!

Clayton

Via O Povo Online.

Escrito por Josias de Souza às 01h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula sobre 2010: será a disputa do ‘nós contra eles’

  UOL
No segundo dia da Caravana do São Francisco, Lula continuou injetando política num evento pseudoadministrativo.

 

Defendeu uma candidatura oficial única, de porteira fechada. Todos com Dilma Rousseff, sem defecções.

 

"Gostaríamos que tivesse só um candidato [governista]”, disse Lula. Por quê? Para poduzir “uma eleição plebiscitária”.

 

De um lado, Dilma, a continuadora de sua obra. Do outro, um rival tucano, que Lula enxerga como volta ao passado.

 

“Nós contra eles”, afirmou Lula. “Pão, pão pão, queijo queijo. Se isso não for possível, paciência".

 

Noves fora Marina Silva, que vai às urnas como presidenciável do governista PV, também Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, desafia os planos de Lula.

 

Quanto a Ciro, o presidente não se deu por vencido. Soou como se ainda ruminasse a idpeia de empurrar o aliado para a refrega de São Paulo.

 

"Vocês não perceberam que o Ciro e Dilma estão sempre juntos? [...] Tem seis meses para maturar. Muita coisa vai acontecer. Aí vamos anunciar o candidato".

 

Antecipando-se ao plebiscito, Lula ‘Nós’ da Silva fustigou José ‘Eles’ Serra. Na véspera, o presidenciável tucano fizera reparos às obras do São Francisco.

 

Lula fez graça: "Eu não sabia que o Serra tinha preocupação com o Nordeste, mas se tem perto das eleições, é bom sinal..."

 

"[...] O Serra que fique esperto para ver o que vamos inaugurar de irrigação no Nordeste nesses próximos meses, projetos parados por anos e não por nossa culpa".

 

Em São Paulo, Serra foi à tréplica: "Não fiz nenhuma crítica. Disse que pararam as obras de irrigação...”

 

“...Se ajudar a ter um metro a mais de irrigação, vou ficar feliz. Se o que disse aumentar a irrigação, vou ficar contentíssimo".

 

De resto, Lula reincidiu numa prática que já se tornou rotineira. Pôs-se a desancar o TCU. Atribui ao tribunal de contas os atrasos no cronograma das obras.

 

 

"Muitas vezes, o TCU diz que tem indícios de sobrepreço, e aí para, aí você tem que fazer todo um processo [...]”.

 

Fazer obras no Brasil de hoje tornou-se, no dizer de Lula, “muito difícil”. O mais difícil ele não mencionou: o convívio do contribuinte com as malfeitorias.

 

Preferiu realçar que verbas não faltam. “Não existe nenhuma obra parada no Brasil por falta de dinheiro...”

 

“...Se tem alguma obra parada, é alguma coisa ou da Justiça ou de briga entre empresários ou do Tribunal de Contas. Porque falta de dinheiro não existe".

 

Incomodada como o cheiro de campanha que exala da pa©aravana de Lula, a oposição decidiu encaminhar ao Planalto um pedido de informações.

 

O tucanato quer saber quanto custou a viagem de três dias. Cogita representar contra Lula e Dilma na Justiça Eleitoral.

 

Lula dá de ombros: "O que a oposição quer é que o país pare [...]. E o que a situação quer é trabalhar mais, pra não dar razão pra oposição [...]".

Escrito por Josias de Souza às 20h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Tarso deixará o ministério da Justiça em dezembro

  Wilson Dias/ABr
O ministro Tarso Genro (Justiça) pretende deixar o governo três meses antes do prazo legal.

 

Candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Tarso teria de deixar o ministério até 2 de abril de 2010. Sairá no final de dezembro.

 

“Já falei com o presidente Lula. E não obtive nenhum sinal de negação. Será bom para o governo e para mim”, disse o ministro ao blog.

 

Tarso deseja tirar alguns dias de férias. Depois, vai priorizar a campanha. Pretende correr o Estado.

 

Desde logo, tenta pôr de pé a coligação que dará suporte a sua candidatura. “Nós queremos fazer uma aliança com PDT, PSB e PDT”.

 

O vice de Tarso deve vir do PDT. O nome? “Cabe ao partido decidir”, disse o ministro. O mais cotado, apurou o repórter, é o depitado federal Vieira da Cunha.

 

Se possível, Tarso agregará à sua caravana outras legendas que, em Brasília, gravitam na órbita de Lula.

 

“Estamos abertos a uma composição com PTB, se o partido sair do governo Yeda [Crusius, do PSDB], além de legendas como o PR e o PP”.

 

No Rio Grande, o PT não se bica com o PMDB. São adversários históricos. A anunciada aliança nacional em torno de Dilma Rousseff não deve se reproduzir no Estado.

 

O PMDB ainda não definiu o nome do seu candidato. Está dividido entre o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto.

 

Com Fogaça ou Rigotto, o PMDB achega-se à candidatura presidencial do governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

 

 Dá-se de barato que, no Estado, a governadora tucana Yeda Crusius, enredada em escândalos, não terá condições de empinar uma recanditatura.

 

Pelo sim, pelo não, Tarso deixa entreaberta a porta para que o PMDB, se quiser, ofereça um segundo palanque para Dilma no Estado.

 

“Da nossa parte, não há nenhum problema. Não temos restrição a que outros partidos apóiem a candidata do presidente Lula. Pelo contrário...”

 

“...Trabalharemos para que o nosso palanque seja o mais forte. Mas não temos restrição a dois ou três palanques...”

 

“...Sabemos da complexidade da situação nacional. E temos consciência de que as alianças locais nem sempre refletem o interesse nacional”.

 

A julgar pela última pesquisa feita no Rio Grande do Sul pelo Ibope, a disputa gaúcha será definida em dois turnos.

 

Tarso larga na frente. Amealha entre 37% e 40% das intenções de voto, dependendo do cenário.

 

Na segunda colocação vem o PMDB. Fogaça e Rigotto oscilam entre 26% e 28%. No segundo round, Tarso prevaleceria com 48%.

 

O rival peemedebista, seja Rigotto ou Fogaça, cravaria, segundo o Ibope, 34% dos votos no segundo turno.

Escrito por Josias de Souza às 18h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Brasil é eleito para o Conselho de Segurança da ONU

  AP/BBC
O Brasil foi guindado, nesta quinta (15), a uma das cadeiras rotativas do Conselho de Segurança da ONU.

 

Foi uma eleição pacífica. Dos 183 votos disponíveis na Assembléia Geral da ONU, o Brasil obteve 182.

 

Além do Brasil, foram ao conselho: Bósnia-Herzegóvina, Gabão, Líbano e a Nigéria. O mandato é de dois anos –de janeiro de 2010 a dezembro de 2011.

 

Esses países irão substituir Burkina Fasso, Costa Rica, Croácia, Líbia e Vietnã, cujos mandatos encerram no final do ano.

 

É a décima vez que o Brasil ocupa uma cadeira no conselho. A segunda sob Lula. Há, porém, uma novidade.

 

Pela primeira, o país se fará representar por uma mulher: a embaixadora Maria Luisa Viotti, chefe da missão brasileira na ONU.

 

O Conselho de Segurança é, por assim dizer, o coração do poder da ONU. Tem poderes para impor sanções e enviar missões de paz a outros países.

 

O conselho opera com 15 membros. Cinco são permanentes: EUA, Rússia, China, França e Inglaterra. Os outros dez são temporários.

 

É para esse segundo grupo, o dos membros ocasionais, que o Brasil retornou. Nada a ver, portanto, com a ambição brasileira de assenhorar-se de um assento permanente.

 

Os cinco membros permanentes detêm no conselho um poder supremo. Tem direito de veto. Basta o nariz torcido de um deles para impedir uma deliberação qualquer.

 

A atual estrutura do Conselho de Segurança foi fixada nas pegadas do término da 2ª Guerra Mundial.

 

Muitos países –o Brasil entre eles— advogam a tese de que o modelo, por decrépito, precisa ser alterado. Propõe-se essencialmente o seguinte:

 

1) Ampliação dos membros permanentes de cinco para dez; 2) Ampliação dos membros rotativos de dez para 15.

 

Feita a reforma, escalariam o nicho dos membros permanentes um país da América Latina, um da Ásia, um da África. Subiriam também Alemanha e Japão.

 

As mudanças são debatidas há mais de uma década. E nada. O Brasil reivindica a cadeira permanente desde FHC.

 

Mantida sob Lula, a campanha da ONU sonega à platéia informações essenciais. O Brasil não disputa uma cadeira. Ambiciona duas contas a pagar.

 

Uma conta é financeira. Envolve a participação brasileira no custeio da ONU. A outra é militar. Tem a ver com a disposição do país de comprar brigas alheias.

 

Hoje, o Brasil responde por 1,62% do orçamento geral da ONU e 0,3% do custo das operações de paz. Como membro permanente, terá de abrir mais as arcas.

 

A fatura militar imporia ao Brasil a disposição inescapável de ampliar sua participação nas tropas de paz da ONU. O Haiti pareceria refresco.

 

É de perguntar: até que ponto os cidadãos brasileiros estão dispostos a flertar com o risco de morte em batalhas alheias?

Escrito por Josias de Souza às 17h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Noite de Lula na obra: bufê francês e cama king size

Lula e seu séquito pernoitaram num dos canteiros da obra de transposição das águas do Rio São Francisco.

 

Ao contrário do que insinuara o marketing oficial, a ousadia não custou ao presidente a perda do apuro que vem junto com o cargo.

 

Antes da comitiva oficial, chegaram à obra o requinte e a sofisticação. Deve-se o relato à equipe de reportagem do 'Diário de Pernambuco'.

 

Para cuidar da comida, importou-se do Recife o bufê de um bistrô francês, o La Cuisine. Incluiu bebidas e canapés.

 

Os alimentos foram preparados por um time de nove cozinheiros e servidos por uma equipe de duas dezenas de garçons.

 

Improvisou-se o “quarto” de Lula no escritório do engenheiro-chefe da obra. Coisa fina. Tapete azul, televisão, frigobar, banheiro privativo e cama ‘king size’.

 

Exceto pelo tapete e pela TV, os convidados ilustres –ministros, governadores e empresários— dormiram em alojamentos dotados das mesmas facilidades.

 

Como o presidente foi à obra mais para ser visto do que para ver, reservaram-se cerca de 50 acomodações para jornalistas. Camas de solteiro.

 

Para a difusão de textos e imagens, o canteiro foi equipado com 14 laptops. Peças inusuais num ambiente em que máquinas pesadas evoluem sobre a lama.

 

Do lado de fora, o alojamento presidencial foi adornado com tapumes de fibra e painéis de lona. Para separar os sapatos do solo, brita. Muita brita.

 

Antes de enfiar-se sob as cobertas, Lula tivera um dia cheio. Passara por Pirapora e Buritizeiro, em Minas. Visitara Barra, na Bahia.

 

No final da tarde, voara para Arcoverde, em Pernambuco. Dali fora, de helicóptero, para o local onde está assentado o canteiro do primeiro pernoite.

 

O nome da localidade é sugestivo: Custódia. Entre as acepções anotadas no Aurélio, duas se encaixam como luva.

 

Segundo o dicionário, Custódia significa: A) Lugar onde se guarda alguma coisa com segurança; B) Objeto de ouro ou prata em que se expõe a hóstia consagrada.

 

Nesta quinta (15), Lula dará seguimento à “missa” do São Francisco. Ainda em Custódia, fará um pa©mício. Mais um.

 

O palco, montado de véspera, tem 40 m² –10mX4m. Orna-o uma frase: "Projeto São Francisco. Um rio melhor, um rio para todos".

 

Lula discursará para os operários. E para as câmeras, naturalmente. Depois, vai à Paraíba. Novo pa©lanque. Mais discurso.

 

No fim da tarde, a comitiva retorna a Pernambuco. Desce na cidade de Floresta. E vai ao canteiro do segundo pernoite. Na sexta (16), Lula volta para Brasília.

 

Não há, por ora, informações sobre o custo da aventura administrativo-eleitoral. De concreto, só a certeza de que a conta será espetada na bolsa da Viúva.

Escrito por Josias de Souza às 05h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em jantar com PR, Dilma recebe ‘apoio’ de Garotinho

José Cruz/ABr

Entre Mabel e ascimento, Dilma vai ao jantar em que Garotinho se derramou por ela  

 

Anthony Garotinho, o irrequieto ex-governador do Rio, achegou-se à candidatura presidencial de Dilma Rousseff.

 

Deu-se na noite de terça (13), em Brasília, durante um jantar da candidata de Lula com a nata do PR.

 

Sim, Garotinho –ex-pedetê e ex-peemedebê— é agora um pêérre. Trocou de legenda para concorrer ao governo do Rio.

 

E oferece o seu palanque à presidenciável de Lula. Durante o repasto brasiliense, Garotinho disse que seu apoio a Dilma é incondicional.

 

Ou seja, para se consolidar como candidata de porteira fechada, Dilma vê-se na contingência de admitir do lado de dentro da cerca até o inadmissível.

 

O alvorecer da trajetória política de Garotinho traz as digitais de dois grão-petistas: Lula e de José Dirceu.

 

Em 1998, a dupla interveio no PT do Rio, esmagou a candidatura de Vladimir Palmeira ao governo do Estado e jogou o petismo no colo de Garotinho.

 

Eleito, Garotinho pôs-se a espicaçar o PT. Na sua frase mais divertida, chamou a legenda de Lula de “partido da boquinha”.

 

No início de 2006, quando o noticiário ainda se ocupava das cinzas do mensalão,  Garotinho definia suas relações com o petismo em linguajar viperino:

 

“Com o PT, com quem no passado mantive estreitos laços ideológicos, o relacionamento, desde que Lula chegou ao poder, foi marcado por sucessivas traições...”

 

“...[José] Dirceu ameaçou escrever um livro. Desistiu. Quando contar o que aconteceu no governo do PT, farei um livro melhor”.

 

No final de 2006, Garotinho posou para as lentes dos fotógrafos ao lado do tucano Geraldo Alckmin, que Lula bateria nas urnas.

 

Pois bem. Na vizinhança de 2010, Garotinho está filiado ao PR, uma das legendas que mais chafurdaram nas arcas não contabilizadas da dupla Delúbio-Valério.

 

E se insinua para Dilma, a candidata do governo que o marcou pelas “sucessivas traições”.

 

No jantar de terça, Garotinho serviu-se da própria fluidez política para justificar a súbita afinidade com Dilma.

 

Recordou que, a exemplo da ministra, militara no PDT de Leonel Brizola. E quanto às desavenças com o PT? Coisas do passado, ele disse.

 

Afora Garotinho, o pêérre que mais demonstrou entusiasmado com o projeto Dilma-2010 durante o jantar com o ministro Alfredo Nascimento.

 

Titular da pasta dos Transportes, cujo orçamento é tonificado pelas verbas do PAC, Nascimento dá de barato que o PT fechará com Dilma.

 

O ex-deputado Valdemar da Costa Neto, um mensaleiro que renunciou à Câmara para evitar que seu mandato fosse passado na lâmina, não parecia tão convicto.

 

Secretário-geral do PR, Valdemar lembrou que, em vários Estados, os interesses da legenda colidem com os planos do PT.

 

De concreto, Dilma levou do jantar o apoio decidido de Garotinho e a pespectiva de aliança com o PR. Só falta definir o preço.

Escrito por Josias de Souza às 04h02

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Globo: Mantega recua e anuncia restituição de IR este ano

 

- Folha: Governo recua e diz que vai restituir IR em 2009

 

- Estadão: SP será o 2º polo petrolífero do Brasil, prevê Gabrielli

 

- JB: Eike Batista redescobre petróleo da Petrobras

 

- Correio: Câmara monta o cafezinho de luxo

 

- Valor: Recuperação rápida atrai captações e sustenta bolsa

 

- Jornal do Commercio: Arrastão de armas na chegada de Lula

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Messias pós-pós!

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 02h34

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Dilma ou Ciro? ‘Adoro os dois, mas eles são solistas’

Em ritmo de pa©ampanha, Lula já desembarcou em Barra (BA), terceira escala da Caravana do São Francisco.

 

Ali, de novo, o eleitoral se sobrepôs ao administrativo. Em entrevista, Lula foi instado a se manifestar sobre o par de presidenciáveis que o acompanha.

 

Ciro Gomes ou Dilma Rousseff? Lula foi ao muro: “Eu adoro os dois. Mas me parece que eles tem vovcação para serem cantores solo...”

 

“...Mas, de qualquer forma, adoro os dois. Vamos ver o que vai acontecer”. Lula não disse, porém...

 

Porém, a depender de sua vontade, Ciro Gomes, o candidato multiuso do PSB, vai às urnas em São Paulo.

 

Lula deseja fazer de Dilma Rousseff uma presidenciável governista, por assim dizer, de porteira fechada.

Escrito por Josias de Souza às 20h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mantega diz ter mandado pagar a restituição do IR

  Marcello Casal/ABr
Depois do gol contra, o ministro Guido Mantega corre com a bola para o meio-de-campo. Tenta reiniciar a partida.

 

Uma semana depois de admitir que o governo decidira reter a devolução do Imposto de Renda, o titular da Fazenda voltou à boca do palco.

 

Mantega agora diz que mandou a Receita pagar as restituições até o fim do ano. Convém, porém, vigiar o ministro.

 

Ele não abdicou da mania de atrasar a bola. Admitiu que um pedaço da restituição de 2009 pode ficar para 2010.

 

Acha normal que sobre um resíduo para os anos seguintes. A sobra de 2009 será maior, Mantega reconhece. Por quê? A renda dos brasileiros está crescendo.

 

O ministro deve estar se aconselhando com José Serra.

Escrito por Josias de Souza às 19h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Na nota da posse, STF realça laços de Toffoli com PT

O doutor José Antonio Dias Toffoli, 41, toma posse no STF na sexta-feira (23) da semana que vem, às 17h.

 

A pretexto de anunciar a cerimônia, o Supremo levou à web uma nota de cinco parágrafo. O “currículo” do novo ministro coube nos dois últimos.

 

As derradeiras linhas do texto levam à bochecha de Toffoli a marca do Zorro:

 

“Em 1995, ingressou na Câmara dos Deputados como assessor parlamentar da Liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) até o ano 2000...”

 

“...Foi advogado do PT em campanhas do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva em 1998, 2002 e 2006...”

 

“...Exerceu o cargo de subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil de 2003 a 2005 [gestão José Dirceu]...”

 

“...Em março de 2007, foi convidado pelo presidente da República e assumiu o cargo de advogado-geral da União”.

 

Com um histórico desses, a toga suprema desce aos ombros do doutor com o peso de uma sentença.

 

O ministro Toffoli está como que condenado à imparcialidade. Se não por convicção, ao menos por esperteza.

Escrito por Josias de Souza às 17h58

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula abre a caravana do São Francisco com pa©mício

A viagem vai durar três dias. Em Minas, primeira escala, não estava previsto “fazer comício”, Lula informou. Porém...

 

Porém, a língua do presidente não se conteve. Falar é preciso, alegou ela. Só para "fazer uma sinalização para o Brasil e para o mundo".

 

“Sinalização”, eis o novo nome da campanha eleitoral camuflada. Lula insinuou que paga uma dívida de D. Pedro 2º.

 

Foi sob o imperador, em 1847, que veio à luz a idéia de transpor as águas do São Francisco. Lula jacta-se de ter tirado a obra do papel, incluindo-a no PAC. Um “luxo”, afirmou.

 

"Quase 200 anos depois, não conseguiu andar, porque tivemos muitos governantes de duas caras, que prometiam fazer a obra [...] e não faziam", bicou.

 

Ricardo Stuckert/PR
O presidente leva a tiracolo dois presidenciáveis: “Minha queda companheira Dilma Rousseff”...

 

“...E o ex-ministro e companheiro que trabalhou para que este projeto pudesse ser realizado, o deputado federal Ciro Gomes".

 

No pedaço mineiro da agenda, agregou-se à caravana o governador tucano Aécio Neves.

 

Alternativa presidencial da oposição, Aécio soou compreensivo. Considerou “natural” que Lula corra o país com Dilma.

 

"O presidente busca viabilizar uma candidatura no seu campo, é natural. Uma candidatura que ainda não teve nenhum desafio eleitoral...”

 

“...[...] Acho que o presidente tem todo o direito de viajar pelo país. Isso faz parte do jogo político. Eu não me preocupo com essas viagens...”

 

“...Acho que elas são legítimas, da mesma forma que nós, do campo da oposição, de forma extremamente respeitosa, temos que ter a nossa estratégia".

 

Aécio teve a prudência de não pisar no pa©lanque. A pajelança ocorreu na cidade de Buritizeiro. Informado, o governador optou por acompanhar a comitiva apenas em Pirapora.

 

Ouvido em São Paulo, José Serra, a outra alternativa tucana à sucessão, disse: "Não vou opinar nem repercutir essa viagem". Em seguida, opinou e repercutiu:

 

" O Nordeste é a região, do ponto de vista econômico e social, mais problemática do Brasil. Há uma absoluta ausência de investimentos na irrigação. Eles foram interrompidos há seis ou sete anos".

 

À medida que a folhinha vai marchando em direção às urnas, tudo se reduz a palanque.

 

Lula foi às margens do São Francisco para “fiscalizar” as obras. Uma inspeção ferozmente politizada. Até sexta, o presidente terá sempre à mão um pa©mício.

 

De quebra, ao arrastar Aécio para o naco mineiro do palco, o presidente borrifa veneno na grama do quintal do vizinho.  

Escrito por Josias de Souza às 17h28

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

MP acusa a viúva de Chico Mendes de ‘improbidade’

  João Wainer/Folha
O Ministério Público Estadual do Acre abriu uma ação civil contra a viúva e a filha do seringueiro Chico Mendes, morto em dezembro de 1988.

 

A viúva se chama Ilzamar Mendes. A filha, Elenira Mendes. Foram acusadas de improbidade administrativa. Junto com elas, Davi Cunha, marido de Elenira.

 

O signatário da ação é o promotor de Justiça Mariano Jeorge de Souza Melo. Protocolou-a na Vara Cívil da comarca de Xapuri.

 

A ação foi formalizada na última sexta-feira (9). Mas só agora veio à luz, graças ao repórter Altino Machado.

 

O caso envolve a cifra de R$ 685 mil. Dinheiro público, repassado pelo governo do Acre ao ICM (Instituto Chico Mendes).

 

Uma entidade sem fins lucrativos, que se dedica –ou deveria se dedicar— à causa da preservação do meio ambiente.

 

O instituto é presidido por Elenira Mendes, a filha do seringueiro cuja fama correu o mundo.

 

Investigação conduzida pelo Ministério Público colecionou indícios de desvio da verba, amealhada por meio de convênios que a entidade firmara com o Estado.

 

Há na gênese do inquérito uma desavença familiar. O promotor Mariano Jeorge foi às contas do instituto depois de ter sido procurado por Deusamar Mendes.

 

Vem a ser irmã de Ilzamar, a viúva de Chico Mendes. É casada com Zuza Mendes, irmão do seringueiro assassinado.

 

Deusamar levou ao promotor cópias de recibos. Referiam-se a pagamentos supostamente irregulares feitos pelo Instituto Chico Mendes.

 

Segundo o Ministério Público, parte dos desvios refere-se ao pagamentos de salários indevidos a Ilzamar e Elenira.

 

Há também nos autos a acusação de que funcionários do Instituto Chico Mendes eram forçados a assinar recibos de pagamento em valores acima do recebido.

 

Ouvidos pelo repórter Altino Machado, os familiares de Chico Mendes preferiram guardar silêncio. Elenira informou que cogita divulgar uma nota.

 

O barulhinho que se ouve ao fundo é o ruído do seringueiro revirando no túmulo.

Escrito por Josias de Souza às 05h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #