Josias de Souza - Nos bastidores do poder
Josias de Souza - Nos bastidores do poder
 

Vai votar? Então, reflita: na política, a ruína é você

Vai votar? Então, reflita: na política, a ruína é você

Angeli
 

 

O eleitor brasileiro tem mania de olhar com distanciamento típico dos "scholars" o quadro de ruína de sua cidade.

 

Age como se nada fosse com ele. Cômodo. Muito cômodo. Mas desonesto.

 

Todos deveriam desperdiçar um naco deste domingo eleitoral para fazer uma introspecção.

 

Pode ser após o despertar, barriga colada à pia do banheiro, enquanto espalha o dentifrício pelas cerdas da escova.

 

Levando a experiência a sério, depois de bochechar e lavar o rosto, o portador de título eleitoral enxergará no espelho, ao se pentear, o reflexo de um culpado.

 

Indo mais fundo no processo de auto-exame, o eleitor enxergará o óbvio: prefeitos e vereadores não surgem por geração espontânea. Eles nascem do voto.

 

E o eleitor talvez levante da mesa do café da manhã convencido de que os dramas de sua cidade exigem dele uma atitude. Um gesto individual e consciente.

 

Os problemas, por abundantes, não admitem mais que o eleitor se mantenha exilado no conforto de sua omissão política. Intimam-no a retornar à história de sua cidade, consertando-a.

 

O primeiro passo é o abandono da tola retórica de que os políticos "são todos iguais". Não são.

 

A igualdade absoluta é uma impossibilidade genética. É papel do eleitor distinguir diferenças, não erigir desculpas que, na prática, o eximem de pensar.

 

O segundo passo é a caída em si, a descoberta de que se está diante de um desses momentos mágicos.

 

Circunstância única, em que o poder está ao alcance do dedo indicador, que dedilha o teclado da urna eletrônica.

 

A magia desse instante está na possibilidade de começar tudo de novo, do zero. Não é todo dia que se tem uma nova chance.

 

Lembre-se: para o eleito inconsciente, o eleitor impaciente é um santo remédio.

 

Assim, ao abrir o guarda-roupa, escolha um traje especial, à altura da ocasião. Leve a mão ao fundo do armário. Desencave aquela roupa empoeirada. Vista-se de cidadão.

 

Ao ganhar o meio-fio, apague por um instante de sua mente os megatemas que polvilham a primeira página dos jornais.

 

Esqueça George Bush. Risque de seus pensamentos a crise dos EUA e os reflexos dela no Brasil.

 

Abra o seu espírito para as miudezas que o cercam. Se estiver num grande centro, respire com vagar.

 

Absorva cada partícula de poluição a que tem direito. Aguce o tímpano. Deixe que os ruídos urbanos o invadam.

 

Dê uma boa olhada na feiúra à sua volta. Repare na sujeira das ruas e dos monumentos.

 

Fixe o olhar nos buracos da pista. Observe a ausência de transportes coletivos decentes. Note o lixo acumulado na quina do asfalto.

 

Eis a cidade diante dos seus olhos. É nesse pedaço de universo, vísceras à mostra, que você come e passa fome, dorme e perde o sono, trabalha e fica desempregado, ama e odeia, canta e chora, espolia e é assaltado. É aqui que você vive e morre a cada dia.

 

Entrando na cabine eleitoral, trate de pôr um ar solene na face. Não tenha pressa. Você é o dono desse momento. Aproveite-o. Deguste-o. Você é o protagonista do espetáculo.

 

Faça uma visita ao seu interior. Encontre-se consigo mesmo. Certifique-se de que não esqueceu a consciência em casa. Converse com ela. Questione-a. Depois, estique o dedo e vote com a alma.

 

Há sempre a alternativa de lavar as mãos e continuar entregando o caso à divina providência.

 

Se preferir esse caminho, tudo bem. Mas não reclame amanhã, quando descobrir que Deus está morto. Sua omissão o matou. Sente-se. Reze. Peça perdão. Expie os seus pecados. A ruína política é você.

 

PS.: O texto acima é adaptação de um outro, escrito pelo repórter nas eleições municipais de 2000. 

Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Datafolha e Ibope: Marta e Kassab vão ao 2º turno

Num instante em que o eleitor já estica o indicador no rumo das urnas eletrônicas, dois institutos de pesquisa antecipam o resultado da regrega paulistana.

 

Datafolha e Ibope acomodam no segundo turno do maior e mais importante cidade do país Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM).

 

Acomodado na terceira colocação, o ex-presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) estaria na bica de empurrar para dentro de sua biografia uma constrangedora derrota.

 

O Datafolha produziu duas simulações. Numa delas, contabiliza apenas os votos válidos, como fará a Justiça Eleitoral. Aos números:

 

Marta: emergiria das urnas com 36% dos votos válidos;

Kassab: 30%;

Alckmin: 21%.

 

Noutra simulação, em que contabiliza o total das intenções de voto, incluindo no balaio os brancos, nulos e indecisos, o Datafolha chega aos seguintes percentuais:

 

Marta: 34%;

Kassab: 28%;

Alckmin: 19%.

 

Na pesquisa do Ibope, os votos foram considerados em sua totalidade, sem o isolamento dos válidos.

 

A sondagem é análoga, portanto, à segunda simulação do Datafolha. Chegou-se a percentuais muito próximos:

 

Marta: 35%;

Kassab: 27%;

Alckmin: 17%

 

Antes que você se pergunte por que os dois institutos não cravaram os mesmos percentuais, lembre-se da margem de erro.

 

Na pesquisa do Datafolha, a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Na sondagem do Ibope, três pontos.

 

Portanto, todas as diferenças estão cobertas pela previsão de erro estatístico.

 

De resto, a vantagem de Kassab sobre Alckmin (sete pontos no Ibope e nove no Datafolha) estão acima da mesma margem de erro.

 

Ou seja: se subverter as pesquisas, prevalecendo sobre Kassab na disputa pelo segundo lugar, Alckmin não derrotaria apenas o rival ‘demo’. Imporia um vexame também aos institutos de pesquisa.

 

Veja como andam as coisas em outras praças: a boa chegada de Gabeira no Rio, as agruras de Lacerca em BH, o embate entre PT e PCdoB em Porto Alegre, o passeio de Beto Richa em Curitiba, o bololô de Salvador e a consolidação do petismo em Fortaleza e Recife.

Escrito por Josias de Souza às 19h48

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Na Bahia, eleição municipal marca ocaso da era ACM

Lula Marques/Folha
 

As eleições de 2008 devem selar o fim da hegemonia baiana do grupo de ACM

 

Há dois anos, o grupo do ex-senador Antonio Carlos Magalhães (DEM) controlava perto de 90% dos municípios da Bahia. Deve sair das urnas de 2008 com menos de 20%.

 

Em 2006, de um total de 417 prefeituras, 370 eram chefiadas por políticos alinhados ao grupo do velho cacique baiano.

 

Sozinho, o DEM geria cerca de 270 executivos municipais. Outros cem prefeitos, embora filiados a legendas distintas, submetiam-se ao comando do governo do Estado.

 

Governo submetido à época ao tacão do ‘demo’ Paulo Souto, um técnico que se fez político sob o guarda-chuva largo do carlismo.

 

Em 2006, subvertendo as pesquisas que o davam como favorito à reeleição, Paulo Souto perdeu o governo estadual para Jaques Wagner (PT).

 

Levado à maca, o carlismo vem sendo submetido a uma lipoaspiração política. O processo de perda de gordura acentuou-se depois da morte de ACM, em julho de 2007.

 

O grupo de ACM definha sob os efeitos do veneno criado pelo próprio ACM. O babalorixá do ex-PFL difundia a tese de que, longe dos cofres do Estado, prefeito não sobrevivia.

 

Aferrados a esse raciocínio, os prefeitos carlistas trataram de se achegar ao novo dono da chave do cofre do Palácio de Ondina: o petista Jaques Wagner.

 

Chama-se Geddel Vieira Lima o atalho que a maioria dos ex-carlistas tomou para se manter pendurada às arcas do governo da Bahia, agora geridas por um governo do PT.

 

Algo como cem prefeitos do grupo de ACM caíram no colo do PMDB de Geddel, um inimigo histórico do carlismo.

 

Além da aliança política que mantém com Jaques Wagner, Geddel seduziu a prefeitada com um atrativo extra.

 

Ofereceu pedaços do orçamento do ministério que Lula lhe confiou: a pasta da Integração Nacional.

 

De resto, esmagando todos os preceitos ideológicos, alguns prefeitos do ex-PFL migraram para legendas como o PT (3 prefeitos) e até o PCdoB (9).

 

O PSDB beliscou cerca de dez. O PR e o PP arrastaram algo como 15 prefeitos cada um.

 

Pelas contas da equipe de Jaques Wagner, algo como 350 dos 417 prefeitos eleitos na Bahia em 2008 estarão alinhados com o governo petista.

 

Número bem próximo das 370 prefeituras controladas pelo carlismo há dois anos. O novo desenho esboçado no quadro da política baiana traz uma outra diferença.

 

Os prefeitos neo-governistas –ex-carlistas, petistas e agregados—agora não atendem a um comando único, como na era ACM. A fase da hegemonia da mão de ferro solitária acabou.

 

Pela contabilidade do Palácio de Ondina, a ser conferida depois da abertua das urnas, o PMDB de Geddel deve eleger entre 80 e 90 prefeitos. O PT, algo como 60 a 65.

 

Juntos, os agregados do neo-governismo baiano –PP, PR, PSB, PCdoB, PTB, etc—elegeriam entre 190 e 200 prefeitos.

 

O DEM levou às urnas 116 candidatos. O grupo de Jaques Wagner estima que serão eleitos cerca de 60.

 

O ‘demo’ mais expressivo é ACM Neto, candidato à prefeitura de Salvador. Freqüenta as pesquisas ora em primeiro ora em segundo lugar. Muito próximo, porém, dos governistas Walter Pinheiro (PT) e João Henrique (PMDB).

 

Tão próximo que se tornou impossível fazer prognósticos sobre os nomes dos dois candidatos que irão ao segundo turno em Salvador.

 

O eventual insucesso de ACM Neto tornaria ainda mais eloqüente o ocaso do carlismo na Bahia. Salvador sempre foi o reduto que ACM, o avô, desejou transformar em vitrine de sua musculatura política.

Escrito por Josias de Souza às 19h11

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Lula começa a ‘costurar’ a aliança de apoio a Dilma

Lula começa a ‘costurar’ a aliança de apoio a Dilma

Tenta atrair ‘aliados’ para a tese da cadidatura única

Quer que seu consórcio partidário se una no 1º turno

Ao PMDB, o presidente já ofereceu a posição de  vice

Às outras legendas, pede que não lancem candidatos

 

Wilson Dias/ABr

Num instante em que o país vai às urnas de 2008, Lula lança um olhar sobre 2010

 

As portas do gabinete de Lula se abriram nesta sexta-feira (3) para um convidado inusitado: Cristovam Buarque (PDT-DF).

 

Demitido da pasta da Educação em 23 de janeiro de 2004, havia quatro anos e oito meses que o senador não tinha um tête-à-tête com Lula.

 

Cristovam contou a um amigo que foi ao presidente imaginando que desejasse conversar sobre um tema que se insinua no noticiário há semanas: a candidatura dele à direção-geral da Unesco.

 

Não era, porém, sobre Unesco que Lula queria falar. Na antevéspera das eleições municipais de 2008, o presidente arrastou Cristovam para o futuro. Falou de 2010.

 

Lula repetiu a Cristovam coisas que vem dizendo, nos últimos dias, a outras lideranças do consórcio partidário que gravita ao redor do governo:

 

1. Deseja que todas as legendas governistas se apresentem ao eleitor na sucessão presidencial unidas;

 

2. Quer que essa união ocorra já no primeiro turno da eleição;

 

3. Cristovam ponderou que, se o PDT permitir, ele próprio deseja candidatar-se ao Planalto, a exemplo do que fizera em 2006;

 

4. O presidente insistiu na tecla da unidade. Não vê sentido no adiamento da junção dos partidos para o segundo turno;

 

5. A despeito da atmosfera túrbida que se espraia pelo mundo a partir da crise que faz tremer a economia dos EUA, Lula exalou otimismo;

 

6. Disse acreditar que chega ao final do governo recoberto de êxito, em condições de fazer o sucessor;

 

7. Embora desconverse em público, entre quatro paredes Lula não fez rodeios quanto ao nome que pretende apadrinhar em 2010: Dilma Rousseff.

 

Ocorrida ao longo do expediente de uma sexta-feira preguiçosa, a conversa entre Lula e Cristovam se arrastou por cerca de uma hora.

 

O encontro teve como testemunha o ministro Fernando Haddad (Educação). Falou-se um pouco da crise.

 

Mencionou-se também a educação, um tema obrigatório em toda mesa que tenha os cotovelos de Cristovam.

 

Mas a sucessão presidencial prevaleceu em 70% da audiência. Lula parece mesmo convencido de que chegou a hora de pôr de pé o projeto Dilma 2010.

 

Há duas semanas, em reunião com Michel Temer (SP), presidente do PMDB, Lula puxara o mesmo assunto. Revelara ao deputado uma outra pretensão já sedimentada.

 

Deseja que o candidato a vice na chapa de Dilma saia dos quadros do PMDB -o maior partido da aliança governista, o que dispõem de uma estrutura mais nacionalizada.

 

Antes, em conversas com dois dirigentes do PSB, Lula dissera o mesmo que afirmou a Cristovam: gostaria que o partido não lançasse candidato em 2010.

 

Pedido difícil de atender. O PSB tem em Ciro Gomes (PSB) um candidato muito bem-posto nas sondagens presidenciais.

 

Nos cenários em que o tucano José Serra está presente, Ciro ocupa a segunda colocação, bem à frente de Dilma, ainda num modesto quarto lugar.

 

Nas prospecções em que o PSDB é representado por Aécio Neves, Ciro salta para primeiro. Dilma mantém-se em quarto.

 

O governador Eduardo Campos (Pernambuco), presidente do PSB, freqüenta o noticiário como candidato a vice de Dilma. Mas Lula quer um vice do PMDB.

 

Na cabeça de Lula, o segundo turno de 2010 será disputado por Dilma e José Serra. Acha que a ministra-chefe da Casa Civil, uma vez lançada, vai escalar as pesquisas.

 

Lula crê, de resto, que, seduzidas pelos 80% de popularidade que o Ibope lhe atribuiu, as legendas governistas virão para o seu projeto quase que por gravidade.

 

A pergunta é: submetido aos estilhaços que vêm dos EUA, Lula conseguirá reter índice tão fabuloso de aprovação até 2010? O presidente acha que sim.

 

Mostra-se convencido de que os efeitos da crise sobre a economia brasileira não serão profundos o bastante para tisnar o bom conceito popular que sua gestão e ele próprio granjearam.

 

Agarra-se a um argumento que costuma ser levado à mesa pelo presidente do BC, Henrique Meirelles: com reservas internacionais de US$ 205 bilhões, o Brasil tem bala para reagir à tormenta.

 

De resto, afirma que, em 2009, os resultados do PAC, programa que já tratou de associar a “mãe Dilma”, começarão a aparecer.

 

As expectativas de Lula constituem, como se vê, um mero vir a ser. Condicionado a uma conjuntura econômica que ninguém sabe ao certo onde vai dar.

 

De concreto, tem-se apenas o seguinte: com mais de dois anos de antecedência, Lula começou a tratar de 2010 a sério. Algo que vai se intensificar depois da abertura das urnas de 2008.

 

Cristovam deixou o Planalto sem ouvir palavra acerca da direção-geral da Unesco. O japonês Koichiro Matsuura, que ocupa a cadeira, será ejetado em outubro de 2010.

 

Um grupo de artistas e intelectuais articula a candidatura de Cristovam. O governo brasileiro precisaria se envolver. Mas, em meio às urnas de 2008, Lula só tem olhos para o palanque de 2010.

Escrito por Josias de Souza às 03h01

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Tamanho dos prejuízos no Brasil surpreende mercado

 

- Folha: EUA aprovam pacote, mas Bolsas caem

 

- Estadão: Aprovação do pacote abre onda de especulação

 

- JB: Aprovado pacote dos EUA, mas a crise fica

 

- Correio: Crise nos EUA põe bancos brasileiros em apuros

 

- Valor: Receita alta explica onda de reeleições nas capitais

 

- Gazeta Mercantil: Mercados se retraem à espera do pacote

 

- Estado de Minas: Nem Freud explica...

 

- Jornal do Commercio: João da Costa tem 48%. Oposições, 42%

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h51

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Carro oficial!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h49

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Gallup prevê novo temor do americano: desemprego

Alan E. Cober
 

 

O instituto de pesquisa Gallup realiza nos EUA uma pesquisa mensal para medir as oscilações no nível de empregos da economia americana. 

 

O levantamento começou a ser feito no início do ano. Baseia-se em entrevistas feitas exclusivamente com americanos empregados em regime de tempo integral.

 

A última sondagem, referente ao mês de setembro, traz o resultado de mais de 9.000 entrevistas. Revela o seguinte:

 

A poucas semanas da eleição presidencial americana, o pessimismo do eleitor em relação ao mercado de trabalho atingiu o nível mais alto no ano.

 

O Gallup pergunta aos entrevistados se as empresas em que trabalham estão contratando ou submetendo sua folha de salários a uma lipoaspiração. Daí o valor do levantamento. O pesquisado informa o que vê, nao o que imagina ou deseja.

 

Em janeiro de 2008, 39,8% dos entrevistados respondiam que suas empresas estavam admitindo gente. Em setembro, 34,8% deram a mesma resposta. Queda de cinco pontos percentuais.

 

Na outra ponta, apenas 13,7% diziam, em janeiro, que suas empresas estavam empurrando gente para fora da folha de salários.

 

Em setembro, o percentual subiu para 19,2%. Alta de 6,5 pontos percentuais. Tanto num caso (contratações) como noutro (demissões), os níveis captados são os mais expressivos do ano.

 

Algo que levou o Gallup a concluir que o problema do desemprego, que piorara em agosto, tornou-se ainda mais acentuado em setembro.

 

Nesta sexta (3), o governo americano divulgou um dado que transforma em realidade o que o instituto divulgara como suspeita: em setembro, 159 mil americanos perderam o emprego.

 

Nos últimos cinco anos, este é o maior número de demissões registrado num único mês.

 

Para o Gallup, a próxima crise que assediará os americanos e dominará a cena econômica já tem nome: Trabalho. Ou, por outra: falta de trabalho.

 

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 20h09

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Um pedaço do PSDB já ensaia o apoio a Marta em SP

O tucanato, como se sabe, é um agrupamento de amigos integralmente composto de inimigos.

 

Em São Paulo, os tucanos cruzaram a campanha do primeiro turno sem conseguir estreitas suas inimizades.

 

Supunha-se que, no round da disputa, o PSDB conseguiria, finalmente, piar no mesmo tom. Engano.

 

Nesta sexta (3), partidários de Geraldo Alckmin começaram a balançar as plumas na direção da petista Marta Suplicy.

 

É gente que, irritada com a traição do tucanato que aderiu a Gilberto Kassab, foge de uma aliança com o ‘demo’ como o vampiro se esquiva da cruz.

 

"A traição foi um insulto ao PSDB", diz, por exemplo, Rosalvo Salgueiro, um tucano com assento na Executiva Municipal do PSDB.

 

Salgueiro diz que o tucanato anti-Kassab vai levar em conta a posição a ser adotada por Alckmin. Acha que o candidato não deve dar as mãos a Marta.

 

Ainda assim, Salgueiro antecipa o desejo do grupo que traz Kassab atravessado na traquéia: “Queremos ficar livres para apoiar quem quisermos".

 

A pretexto de vingar-se dos “traidores”, Rosalvo Salgueiro comete duas indelicadezas imperdoáveis.

 

É desrespeitoso com Alckmin que, embora em desvamtagem nas pesquisas, se esforça para passar a idéia de que continua na briga.

 

É grosseiro com seu partido, cuja cúpula considera a aliança com o petismo tão improvável quanto a mistura da água com o azeite.

 

Marta Suplicy, que de boba não tem quase nada, fareja na divisão da tropa inimiga uma avenida de oportunidades. Pôs-se a elogiar, veja você, Alckmin e, por via das dúvidas, também Kassab.

Escrito por Josias de Souza às 19h11

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Portal do TSE se volta integralmente para a eleição

O Tribunal Superior Eleitoral vai alterar, no final de semana, o funcionamento do portal que mantém na internet.

Saem do ar todos os serviços que não têm ligação direta com a eleição municipal. Nem os e-mails do TSE vão operar.

 

O “formato especial” visa oferecer maior celeridade aos navegantes que buscam informações relacionadas à eleição.

 

Entre a noite de sábado (20h) e o final da tarde de domingo (17h), só estarão no ar os seguintes serviços:

 

1. Consulta dos locais de votação;

 

2. Emissão do formulário de justificativa para aqueles que não poderão votar;

 

3. Consulta à relação de candidatos de 2008;

 

4. Centro de Divulgação das eleições.

 

Na noite de domingo (5), a partir das 17h, o portal do tribunal estará voltado exclusivamente à divulgação dos resultados das urnas.

 

Estima-se que os nomes dos eleitos e dos candidatos que vão ao segundo turno estarão disponíveis cerca cinco horas depois do início da apuração.

 

Na segunda (6), o portal do TSE volta a ter a mesma cara de antes.

Escrito por Josias de Souza às 18h35

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Lula descuida e pega a gripe ‘economia brasileira’

  Sérgio Lima/Folha
Lula baixou, nesta sexta (3), ao serviço médico do Planalto. Permaneceu ali por 30 minutos.  

 

O médico da presidência da República, Cleber de Araújo Leal Ferreira, apressou-se em esclarecer:

 

Nada sério. A saúde do presidente está sólida. Seu estado geral é robusto. Lula está às voltas apenas com uma gripe.

 

Nada que o impedisse de tocar a agenda normalmente. Neste final de expediente, voa para a região do ABC Paulista.

 

Participa, em Santo André, dos festejos de 70 anos do Sindicato dos Químicos.

 

No domingo, já em São Bernardo, vota, entre um espirro e outro, no companheiro Luiz Marinho (PT).

 

Caiu em desuso a mania do brasileiro de dar nome às gripes. Não fosse por isso, a de Lula bem que poderia ser apelidada de “gripe economia brasileira”.

 

É sólida, salubérrima. Nem por isso está imune a contágios.

Escrito por Josias de Souza às 17h47

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Está chegando a hora; decidiu em quem vai votar?

Escrito por Josias de Souza às 17h08

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Pacotaço de Bush é aprovado, mas a crise continua

Richard Drew/AP
 

Wall Street festeja o pacotaço com a felicidade de um náufrago que agarra uma bóia 

 

Poucas vezes uma sessão da Câmara dos EUA despertara tanto interesse. Olhos do mundo todo grudaram na TV para testemunhar, ao vivo, o voto dos deputados.

 

Para alívio do sistema financeiro global, a maioria disse “sim”. O embrulho, que já passara pelo Senado há dois dias, foi à mesa de George Bush.

 

O pseudopresidente dos EUA promulgou o pacote com a rapidez de um relâmpago. A assinatura de Bush vale por um atestado de óbito do governo dele.

 

Em teoria, Bush será presidente até o final do ano. Na prática, quem passa a dar as cartas em Washington é o secretário do Tesouro americano.

 

Chama-se Henry Paulson. Será o coveiro da gestão Bush. Ou, se preferir, o mestre de cerimônias dos funerais.

 

Paulson recebeu delegação do Congresso para torrar US$ 750 bilhões na aquisição de papéis micados de instituições financerias que foram à breca.

 

Junto com o presidente do Banco Central dos EUA, Ben Bernanke, o mandachuva do Tesouro dirá quais as instituições que serão admitidas no bote salva-vidas.

 

Estima-se que a dinheirama do contribuinte começará a ser queimada em algo como duas, talvez três semanas.

 

Está-se diante de uma socialização de prejuízos privados sem precedentes na história financeira dos EUA.

 

Embora morta, a gestão Bush vai à cova daqui a 87 dias. Mas o fedor da ruína continuará ardendo nas narinas do sucessor.

 

O eleitor americano vai às urnas, em novembro, para escolher não um presidente, mas um gerente da recessão. Ela já se avizinha. Estima-se que pode durar até dois anos.

 

Como se fosse pouco, em vez de acomodar-se numa poltrona confortável, de espaldar alto, o sucessor de Bush vai sentar no topo de um monturo de papéis podres.

 

E quanto a nós? Bem, recessão americana é algo que não afeta apenas os EUA. Espalha-se pelo mundo.

 

Há, hoje, no planeta economias que, por pujantes, talvez ofereçam uma almofada para a queda: China e Índia, por exemplo, continuarão se servindo de produtos brasileiros.

 

A questão é saber até que ponto os mercados emergentes serão afetados pela redução da atividade econômica nos EUA.

 

Hoje é sexta (3). Dia de encontrar os amigos para o chopinho de fim de tarde. Você decerto ouvirá aquela fatídica pergunta: “E aí, como vai a coisa?”.

 

Pense bem antes de responder. Evite o “tudo bem”. Não arrisque nem mesmo o velho “mais ou menos”.

 

Não é hora de brincar com a coisa. Não estamos falando de uma coisa qualquer. Não se está diante de alguma coisa. O mundo encara a Coisa.

 

Convém não simular intimidade com a Coisa. Por ora, não dá para dizer quão feia está a Coisa. Pode-se afirmar apenas que a Coisa existe.

 

Coisa ela está em toda parte. Inclusive aí, do seu lado. Portanto, engula o seu chope como se fosse o último. A Coisa logo, logo dirá a que veio. E aí pode ser tarde demais.

Escrito por Josias de Souza às 16h54

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Temor de novo veto a pacote nos EUA derruba as bolsas

 

- Folha: Bolsa cai 7,3% e dólar passa de R$ 2

 

- Estadão: Dólar bate R$ 2,00 e bolsa cai com incertezas sobre pacote

 

- Correio: Jogatina de grã-fino na Península dos Ministros

 

- Valor: Receita alta explica onda de reeleição nas capitais

 

- Gazeta Mercantil: Mercados se retraem à espera do pacote

 

- Estado de Minas: Frankenstein americano semeia a incerteza...

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h53

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Tourada à moda Bush!

Dalcío
 

Via Correio Popular.

Escrito por Josias de Souza às 01h51

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BC mexe de novo no compulsório e libera R$ 23,5 bi

BC mexe de novo no compulsório e libera R$ 23,5 bi

Stock Images
 

 

O mercado financeiro brasileiro amanhece nesta sexta-feira (3) sob o impacto de uma circular editada de surpresa pelo Banco Central na noite passada.

 

Decidiu-se flexibilizar, de novo, os depósitos compulsórios dos bancos. É a segunda mexida nos compulsórios em dez dias.

 

A mudança anterior, anunciada em 24 de setembro, visava injetar na economia R$ 13,2 bilhões. Agora, pretende-se pôr em circulação mais R$ 23,5 bilhões.

 

Em nota que levou ao seu portal eletrônico às 22h desta quinta, o BC não deixou dúvidas quanto a causa de sua súbita generosidade compulsória. Age empurrado pela crise que vem dos EUA.

 

Diz o texto da nota, já no primeiro parágrafo, que o objetivo da providência é “melhorar a distribuição de recursos no Sistema Financeiro Nacional.”

 

Por que? “Em função das restrições de liquidez que têm sido verificadas no ambiente internacional.”

 

Eis o que muda com a nova circular do BC, que traz o número 3407:

 

1. Os bancos que comprarem operações de créditos de outras instituições financeiras recolherão menos compulsório sobre os depósitos a prazo;

 

2. Hoje, o compulsório que incide sobre os depósitos a prazo é de 23%. O desconto concedido pelo BC chegará a 40%;

 

3. A preocupação do BC está voltada para os bancos de médio e pequeno porte, justamente os que têm enfrentado maior dificuldade de captar recursos;

 

4. A inquietação do BC fica evidenciada numa das exigências anotadas na circular: só terão acesso ao desconto no compulsório os bancos que adquirirem carteiras de empréstimos de instituições que tenham patrimônio de até R$ 2,5 bilhões;

 

5. Eis o sentido da medida: por meio do abatimento no compulsório, o BC estimula grandes bancos a comprarem as carteiras de empréstimos de bancos menores;

 

6. Vendendo os seus créditos aos bancões, os bancos médios e pequenos trocam as promissórias dos empréstimos que concederam à sua clientela por dinheiro vivo, capitalizando-se instantaneamente;

 

7. É a isso que o BC se refere quando fala, no texto de sua nota, da necessidade de “melhorar a distribuição de recursos no sistema.” Em português claro: sobra dinheiro nos grandes bancos e falta nos menores;

 

8. Só poderão ser vendidos os empréstimos concedidos até o final do mês passado. O BC fixou 30 de setembro como data limite. E estendeu até 31 de dezembro o prazo para que os bancos –vendedores e compradores—se entendam;

 

9. O banco que vende deixa de ter obrigações sobre a carteira. A instituição que compra assume o risco dos empréstimos;

 

10. O BC teve um cuidado adicional. Para evitar que os negócios se concentrem em poucas instituições, estipulou que o banco comprador só pode diricionar para um mesmo banco vendedor –aquele que cede a carteira de créditos—20% de tudo o que for usar para abater no compulsório que teria de recolher ao BC.

 

A movimentação do BC põe por terra, agora em definitivo, o lero-lero segundo o qual a crise dos EUA não chegaria ao Brasil. Chega devagar. Mas já está aí.

 

E, a julgar pela nova circular do BC, nesse primeiro momento, a encrenca atinge mais os bancos brasileiros de pequeno e médio porte. Sem mencionar, é claro, as empresas submetidas à escassez de crédito. 

 

Resta agora saber se a providência vai atender à encomenda feita por Lula há dois dias: irrigar o sistema financeiro, de modo a garantir que não falte crédito nem para empresas nem para pessoas físicas até o Natal.

 

A primeira mexida que o BC fizera no compulsório, aquela de 24 de setembro, de fato molhou a tesouraria das casas bancárias em algo como R$ 13 bilhões.

 

Deu-se, porém, um problema: nessa hora de crise, os bancos ficaram ainda mais avessos ao risco. E não vêm direcionando a grana extra para o crédito.

 

O grosso do dinheiro está, por assim dizer, empoçado nos cofres dos bancos. Sobretudo na caixa-forte das instituições de grande porte.

 

Aos pouquinhos, embora rejeite o nome, o governo Lula vai derramando na praça o conteúdo de um pacote anticrise.

 

Além dos dois refrescos no compulsório dos bancos, tonificou-se em R$ 5 bilhões, na quarta-feira (1), o volume de dinheiro que o Banco do Brasil destinará ao setor agrícola.

 

Estão no forno novas medidas de reforço ao crédito, dessa vez voltadas aos exportadores. É coisa para a próxima semana. 

Escrito por Josias de Souza às 01h19

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Suspense dos EUA conserva os mercados na ‘grelha’

  Susan Walsh/AP
No mercado financeiro, o caos e o fundo do abismo é mais ou menos como o inferno da doutrina cristã: sabe-se que é de amargar, mas não se têm os detalhes.

 

Há múltiplas interrogações: passa-se o tempo inteiro sobre a chapa quente ou há períodos de folga?

 

O diabo tem a cara do Bush? Dá expediente full time ou pára na hora das refeições?

 

Como o mundo ainda respira e as pessoas continuam sintonizando em "A Favorita" no meio da noite, o inferno mantém-se vivo apenas no imaginário.

 

Mas acredita-se que a ficção admonitória, quando virar realidade, não há de ser muito diferente do terremoto que varre o mundo financeiro.

 

Pendurado na (in)decisão da Câmara de Deputados dos EUA, os mercados permanecem na grelha. No Brasil, o dólar passou dos dois reais. A Bolsa despencou novos 7,34%.

 

Para complicar, Nancy Pelosi (foto), a presidente da Câmara americana, deu a entender que o mundo pode confiar na aprovação do superpacote da Casa Branca.

 

Mas só até certo ponto. O ponto de interrogação. "Nós não vamos colocar o projeto em votação sem ter os votos, mas estou otimista (...)”.

 

O otimismo de Nancy Pelosi é o sentimento de alguém que não sabe muito bem o que vem pela frente. É como se ela dissesse:

 

“Temos uma parte dos deputados que ainda não se convenceu da conveniência de socorrer a banca falida. Mas há outra parte que já foi convencida”.

 

O diabo é que um Legislativo meio convencido é um Legisaltivo em dúvida. O cesto de votos parece estar mais cheio do que vazio. Mas e daí?

 

George Bush, o patrono da crise, continua exercendo o papel que lhe cabe. O papel de pregoeiro do apocalipse.

 

Nesta quinta (2), o quase ex-presidente voltou a erguer o tridente: "Este assunto vai muito além de Nova York e de Wall Street..."

 

“...O crédito está congelado. As pessoas não estão conseguindo empréstimos de bancos e os bancos não estão emprestando para as médias e pequenas empresas...”

 

“...Isso significa que os empregos das pessoas estão em risco." É mesmo uma graça esse Bush.

 

O Jornal Nacional já está no ar. Convém manter a sintonia. Se daqui a pouco o expectador der de cara com a Cláudia Raia e a Patrícia Pillar, pode relaxar. O fim do mundo ainda não chegou.

Escrito por Josias de Souza às 20h26

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Na PB, candidato do PMDB usa Bolsa Família na TV

 

Vem de Campina Grande, na Paraíba, um dos exemplos mais explícitos de utilização eleitoreira do programa Bolsa Família.

 

Candidato à reeleição, o prefeito da cidade, Veneziano Vital (PMDB) converteu o benefício social em peça de campanha. Levou-o ao horário eleitoral.

 

O vídeo acima foi pendurado no YouTube por partidários de um adversário do prefeito. Chama-se Rômulo Gouveia. Disputa o comando da cidade pelo PSDB.

 

As imagens exibem uma visita de Veneziano Vital à casa de um pintor de paredes, cliente do Bolsa Família.

 

Veneziano enaltece o programa e a “parceria” que estabeleceu com Lula. Realça que, em Campina Grande, o Bolsa Família goteja recursos nos lares de 31 mil famílias.

 

Lero vai, lero vem o prefeito pespega: “A gente vai continuar investindo, vai continuar fazendo...”

 

“...Isso eu sei que dói, que incomoda profundamente os adversários. É por isso que esse processo e essa parceria com o presidente Lula precisa continuar...”

 

“...Caso contrário, a gente corre o risco de perder esses programas sociais (...) O Bolsa Família, pela sua grandeza (...) é fundamental. E a gente não pode perder”.

 

Noves fora a exploração televisiva, o Bolsa Família está presente também na propaganda de rua.

 

Como na faixa exibida na foto abaixo: “Não voto contra o Bolsa Família – vote Vené [apelido de Veneziano].”

 

 

O prefeito Veneziano é visto na cidade como favorito. Um favoritismo que o tucano Rômulo Gouveia esforça-se para subverter.

 

A julgar pela lista de candidatos com “ficha suja” elaborada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros), o eleitor de Campina Grande está entre a cruz e a espada.

 

Segundo a pesquisa da entidade de magistrados, o peemedebista Veneziano Vital responde a uma ação civil pública por Improbidade Administrativa. Corre na 3ª Vara Da Fazenda Pública de Campina Grande.

 

Quanto ao tucano Rômulo Gouveia, é réu num processo que tramita no STF. É acusado de “captação ilícita de votos ou corrupção eleitoral”.

 

Nesta quinta-feira (2), o Ministério Público Eleitoral de Campina Grande divulgou duas notas de esclarecimento.

 

A primeira é dirigida aos candidatos. Recomenda que se abstenham de explorar eleitoralmente os programas sociais.

 

A outra é endereçada à população da cidade. O texto reafirma o óbvio: programas como o Bolsa Família “são previstos em lei”. Constituem “um direito das famílias mais carentes”.

 

O documento informa ao eleitor que “nenhum beneficiário será prejudicado ou perderá benefícios em razão da sua escolha política no dia 5 de outubro”.

Escrito por Josias de Souza às 19h06

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No MA, PSDB cogita expulsar tucana que apóia rival

Os tucanos que voam em São Luís (MA) não se parecem nem um pouco com os tucanos que planam sobre a cena política de São Paulo.

 

Tucano paulistano assiste à revoada de seus partidários em direção ao ninho ‘demo’ de Gilberto Kassab com a candura de colibri.

 

Na capital maranhense, quando confrontado com semelhante traição, tucano vira carcará –aquele pássaro que, nos versos da canção, “pega, mata e come”.

 

Chama-se João Castelo o candidato do PSDB à prefeitura de São Luís. A despeito disso, a tucana Tati Palácio resolveu apoiar o adversário Flávio Dino.

 

Dino, um deputado federal filiado ao PCdoB, vai às urnas coligado com o PT. Ainda assim, Tati animou-se em dar as caras na propaganda televisiva dele.

 

Em conseqüência, responderá a um processo de expulsão protocolado no diretório municipal do PSDB.

 

O autor da representação é o advogao Celso Pinho, que disputa uma vaga de vereador pelo PSDB.

 

No texto, Pinho lembra que Tati Palácio não é uma tucana qualquer. Em 2006, disputou uma vaga de suplente de senadora na chapa do mesmo João Castelo que agora concorre à prefeitura.

 

Mais: Tati preside o PSDB Mulher, braço feminino do tucanato de São Luís. Não é só: ele preside também o Conselho de Ética e Disciplina do PSDB no município.

 

“Não obstante todo o seu engajamento no PSDB”, anota Pinho na representação, “a filiada Tati Palácio, sem qualquer escrúpulo e constrangimento...”

 

“...Manifestou-se ontem, durante o programa eleitoral gratuito na televisão (...), no bloco destinado à coligação do PCdoB com o PT...”

 

Falou “...como aliada da coligação, recomendando o candidato Flávio Dino, concorrente e adversário do nosso candidato João Castelo ao cargo de prefeito de São Luís.”

 

Abespinhado, o tucano Pinho conclui: “A descabida conduta de Tati Palácio infringiu os princípios partidários da disciplina interna do partido...”

 

Infringiu também “a fidelidade partidária, devendo, por conseqüência, ser punida severamente pelo Conselho Municipal de Ética”.

 

Como se vê, assim como as aves do poema de Gonçalves Dias, os tucanos que gorjeiam em São Luís não gorjeiam como os de São Paulo.

Escrito por Josias de Souza às 16h52

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BC busca dinheiro de Bin Laden e Saddam no Brasil

  Reuters/AP
Caçador de maus presságios, o signatário do blog levou uma colônia de pulgas para o dorso da orelha ao tomar conhecimento da última do Banco Central.

 

Com a autoridade de xerife do condado financeiro, o BC ordenou aos bancos brasileiros o seguinte:

 

Devem informar a Brasília –“imediatamente”— todos os negócios que tenham feito com Osama Bin Laden, Saddam Hussein e a turma de ambos.

 

Exige-se serviço completo: "Devem ser comunicados (...) as operações realizadas ou os serviços prestados, ou as propostas para sua realização ou prestação, qualquer que seja o valor".

 

Oficialmente, diz-se que a curiosidade do BC está inspirada num decreto de 2005. O decreto que promulgou, no Brasil, a convenção da ONU que trata do combate ao financiamento do terrorismo.

 

Por que diabos só agora, três anos depois da edição do decreto, o BC se interessou pela grana de Bin Laden e Saddam? Ninguém se dignou a explicar.

 

Uma das pulgas que sobejam atrás da orelha do repórter vem à beira do tímpano para soprar: “Isso está me cheirando a pedido de George Bush”.

Escrito por Josias de Souza às 16h10

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Rivais aderem ao ‘agora somos todos Lula’, diz PT

Ricardo Stuckert/PR
 

 

Em mensagem dirigida à militância do PT, o presidente da legenda, Ricardo Berzoini, ironizou os partidos e os candidatos da oposição.

 

Disse que, neste primeiro turno da eleição municipal, fez campanha em todo país. E anotou:

 

“Pude ver de perto a disputa entre partidos aliados – e até mesmo adversários – pela imagem do nosso mais ilustre filiado, o presidente Lula...”

 

“...Nosso slogan do segundo turno de 1989 – ‘Agora somos todos Lula’ – parece, hoje, sacramentado em todo o território nacional...”

 

Algo que reflete “...a aprovação popular fantástica de um governo que gera empregos, distribui renda, combate as desigualdades, promove a cidadania plena...”

 

Um governo que, “...ao longo dos últimos seis anos, recuperou a esperança e a auto-estima do povo brasileiro”.

 

Levado ao portal do PT na internet, o texto de Berzoini foi redigido com o propósito de estimular a tropa para a batalha deste domingo (5).

 

“Quero convocar a aguerrida militância petista a redobrar a energia, a afiar os argumentos, a entusiasmar as ruas, a desafiar os obstáculos e a conquistar, no peito e na raça, mais vitórias para o nosso projeto político”.

 

O “general” do petismo destila otimismo. “Em muitas cidades nas quais as pesquisas nos excluíam das disputas, nos últimos dias estamos chegando forte”.

 

Sem dar nome aos bois, Berzoini dirige insinuações aos institutos de pesquisa:

 

“Alguns dizem que é ‘ajuste’ de certas pesquisas encomendadas. Outros acreditam na tradição de mobilização na chegada. Não importa...”

 

“...Ao longo desses 28 anos, aprendemos que é na reta final que a vitória se consolida”.

Escrito por Josias de Souza às 04h04

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DEM negocia apoio de Alckmin a Kassab para o dia 6

  Eduardo Knapp/Folha
Negada em público, a negociação para ressuscitar a aliança tucano-democrata em São Paulo impregna os subterrâneos das duas legendas.

 

O DEM foi à mesa com uma posição clara: confirmando-se a ida de Gilberto Kassab para o segundo turno, deseja que a formalização do apoio do PSDB seja instantânea.

 

A cúpula ‘demo’ defende que o declaração do tucanato e de Geraldo Alckmin ocorra já na segunda-feira (6), dia seguinte à eleição.

 

Os 'demos' comprometem-se a fazer o mesmo caso Alckmin prevaleça sobre Kassab na briga pelo segundo lugar. Não crêem, porém, que isso vá ocorrer.

 

Na noite desta quarta (1), o repórter conversou com um dos líderes do DEM envolvidos na negociação que se processa em segredo.

 

Argumentou o seguinte: “Na prática, a aliança já foi formalizada por baixo. A maioria dos eleitores do Alckmin vota em Kassab no segundo turno. E vice-versa...”

 

“...Não faria sentido que os dirigentes e os candidatos dos dois partidos hesitassem diante de algo que é tão óbvio. Temos um objetivo comum em São Paulo: derrotar o PT.”

 

Para encorpar o argumento, o dirigente ‘demo’ manuseia números extraídos da última pesquisa do Datafolha, divulgada na mesma quarta.

 

“Está registrado na pesquisa: se Kassab for para o segundo turno, o que parece mais provável, terá o voto de 72% dos eleitores que hoje dizem votar em Alckmin...”

 

“...O inverso é igualmente válido: se Alckmin fosse ao segundo turno, teria, segundo o Datafolha, 76% dos votos dados a Kassab no primeiro turno...”

 

“Ou seja, seríamos tolos se empurrássemos com a barriga a oficialização de uma aliança que o próprio eleitor já fez. Fugiria ao bom senso.”

 

O problema está em convencer Geraldo Alckmin. Julgando-se traído pelo governador José Serra e pelo naco do PSDB que se alinhou a Kassab, o candidato tucano traz o fígado no lugar do cérebro.

 

Para os dirigentes do DEM, nenhum tucano tem mais autoridade para “devolver Alckmin à racionalidade” do que Fernando Henrique Cardoso.

 

Em condições normais, o papel seria exercido por Serra. Porém, a intoxicação da relação entre o governador e o candidato aconselha a busca de alternativas.

 

No início da semana, FHC recebeu para o jantar o presidente de honra do DEM, ex-senador Jorge Bornhusen. O repasto foi testemunhado por um par de ‘demos’.

 

Lero vai, lero vem Fernando Henrique rendeu-se ao óbvio que emerge das pesquisas. Acha que, hoje, Kassab é favorito para tornar-se o adversário de Marta Suplicy (PT) no segundo round.

 

Avalia-se, porém, que seria desrespeitoso procurar Alckmin, a essa altura, para tratar da aliança de segundo turno.

 

De concreto, tem-se, por ora, o seguinte: toda a cúpula do PSDB –a municipal, a estadual e a federal—concorda que, prevalecendo Kassab, o partido não tem senão a alternativa de apoiá-lo de maneira enfática.

 

Se Alckmin tergiversar, vai ficar falando sozinho. De novo.

Escrito por Josias de Souza às 03h33

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: EUA: Senado aprova socorro mas custo vai a US$ 850 bi

 

- Folha: Senado dos EUA aprova megapacote

 

- Estadão: Governo tenta garantir o crédito de final de ano

 

- JB: Brasil prepara pacote

 

- Correio: Senado dá nova chance ao superpacote de Bush

 

- Valor: Brasil e Argentina se armam para conter ‘invasão chinesa’

 

- Gazeta Mercantil: Senado americano aprova plano de socorro financeiro

 

- Estado de Minas: Papai Noel agradece

 

- Jornal do Commercio: Pernambucano é assassinado nos EUA

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h28

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Neo-capitalismo!

Orlandeli
 

Via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 02h19

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Adoçado, pacote ficou mais caro: US$ 850 bilhões

  Alan E. Cober
O Congresso dos EUA também tem o seu baixo clero. Para engolir o pacotaço da Casa Branca, a arraia miúda do Legislativo exigiu a adição de açúcar.

 

Edulcorado com penduricalhos que vão do estímulo a cooperativas de produtores de lã e auxílio a vítimas de furacões até deduções tributárias a empresas e pessoas físicas, o que era caro tornou-se extosivo.

 

O embrulho que continha US$ 700 bilhões em verbas do contribuinte americano foi engordado em US$ 150 bilhões. Foi a US$ 850 bilhões.

 

De joelhos, a Casa Branca não pôde dizer senão “amém”. Era isso ou o risco de repetir no Senado o vexame da Câmara, que rejeitara o superpacote numa primeira votação.

 

Na bica de um novo encontro com as urnas, em novembro, os congressistas americanos fingem homenagear o eleitor afundando ainda mais a mão no bolso dele.

 

Em sua versão original, o plano concebido pelo governo Bush tinha míseras duas páginas e meia. A versão levada a voto no Senado tem 450 folhas.

 

Estima-se que assim, adocicada, a coisa passe na Câmara. Nada assegura, porém, que, em meio à insensatez que impregna os ares de Washington, os deputados exijam mais açúcar.

 

Os EUA, quem diria, também têm o seu “Give-there-and-take-here”. Em bom português: Toma-lá-dá-cá. Há Severinos em Washington!

 

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 02h14

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Pacote é antidepressivo; traz alívio, mas não resolve

Reuters
 

 

Aprovado pelo Senado dos EUA (74 votos a favor e 25 contra), o superpacote de socorro a Wall Street volta à Câmara. Prevalecendo o bom senso, será aprovado também pelos deputados.

 

Eis a pergunta a ser feita agora: E então, acabou a crise? Se você ouvir alguém dizendo que a encrenca chegou ao fim, providencie a camisa-de-força.

 

Ratificado pelos deputados, o megapacote funcionará como um antidepressivo financeiro. Um superprozac de US$ 700 bilhões.

 

Vai acalmar o mercado. Pode provocar espasmos de entusiasmo. Ou não. O fato é que a cura da depressão egixirá um tratamento longo e penoso.

 

A crise que nasceu nos EUA e se espraiou pelo mundo pode ser resumida numa palavra: desconfiança. O mundo passou a ser assediado por interrogações insondáveis.

 

Qual será a próxima instituição financeira a quebrar? O Banco Central dos EUA vai socorrer? Quantas outras casas bancárias ruirão por contágio?

 

O pacotaço que os senadores aprovaram injeta na aorta do sistema uma dose de certeza. Informa: a Casa Branca não vai deixar o barraco cair.

 

Com a mão enfiada no bolso do contribuinte, o governo Bush vai à bacia das almas para comprar o que há de podre no mercado.

 

A dúvida é autora de insônias cruéis. Inversamente, uma certeza, quando sólida, vale como um calmante irresistível. Reside aí, sobretudo, a importância do megapacote.

 

Mais calmo, submetido a um relaxamento controlado, o mundo financeiro poderá agora se debruçar sobre dúvidas novas.

 

Elas são muitas. Mas há uma que sobressai sobre todas as outras: Qual será o tamanho da recessão norte-americana?

 

Dá-se de barato que a economia da ex-potência vai ao estaleiro. O refluxo começou a dar as caras.

 

Por exemplo: as cinco maiores montadoras de automóveis dos EUA experimentam uma queda expressiva no volume de vendas.

 

Recessão nos EUA significa desaquecimento da economia em proporções planetárias. Os efeitos serão sentidos na Europa, na Ásia, nas Américas...

 

Embora menos dependente dos EUA, o Brasil não vai escapar de um PIB miúdo em 2009. 3%? 3,5%?

 

Difícil dizer. Fácil antever, porém, que os brasileiros terão saudades dos 5,4% de 2007.

 

Depois da fase onírica –“O Brasil está a salvo”; “A economia brasileira nunca esteve tão robusta”, etc— Lula e seus auxilires econômicos caíram em si.

 

Ao menos já admitem que a crise é grave, sem precedentes. Melhor: começam a tomar providências.

 

Nesta quarta (1), o governo irrigou com R$ 5 bilhões os financiamentos a uma agricultura assediada pela secura monetária. Bom. Necessário.

 

Novas medidas creditícias virão. São inevitáveis como o nascer do Sol a cada manhã. Pacote? Guido Mantega diz que não. Chama de “medidas pontuais”.

 

Pode chamar de Lili. Ou do nome que queira. O que importa é que Brasília se mantenha atenta, adotando as providências que a conjuntura reclama. Ao tempo e à hora.

 

Sob pena de desperdiçar a serotonina provida pelo superpacote americano.

Escrito por Josias de Souza às 01h01

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Gilmar requer ao MPF apuração de noticiário ‘falso’

Fábio Pozzebom/ABr
 

 

O presidente do STF, Gilmar Mendes, encaminhou ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza uma representação.

 

Pede que sejam apuradas: a origem e os responsáveis pela difusão de informações que tentam vincular sua assessoria aos advogados de Daniel Dantas.

 

São notícias que Gilmar Mendes classifica de “falsas”. Dão conta da existência de filmagens e fotos de supostos encontros de defensores de Dantas com assessores do STF e pessoas ligadas ao presidente do Supremo.

 

No ofício endereçado a Antonio Fernando, Gilmar levanta a suspeita de que os dados inverídicos estariam sendo vazados pela PF.

 

Refere-se ao órgão em timbre irônico: “Polícia Republicana Federal”. E evoca o episódio em que seu nome foi levado ao noticiário como recebedor de presentes da encrencada empreiteira Gautama:

 

“Tanto no caso da Operação Navalha [que investigou a Gautama], quanto na Operação Satiagraha, revela-se o mesmo modus operandi...”

 

“...Por um lado, realizam-se escutas e monitoramento do relator dos habeas corpus [que resultou na linertação de Daniel Dantas]...”

 

“...Por outro, divulgam-se para a imprensa falsas notícias e informações, com o propósito de colocar o juiz [no caso o próprio Gilmar] em situação de descrédito e intimidação”.

 

No arremate do texto enviado ao procurador, Gilmar escreve: “Dessa forma, represento a Vossa Excelência, a fim de que sejam promovidas amplas investigações para identificação e punição dos responsáveis”.

 

Junto com o ofício de Gilmar, foi enviado ao Ministério Público documento assinado por Luciano Felício Fuck e Alcides Diniz.

 

São, respectivamente, secretário geral da presidência do STF e diretor-geral da secretaria do tribunal.

 

A exemplo do ministro, pedem a apuração dos responsáveis pela difusão de “informações difamantes, caluniosas e injuriosas” sobre um jantar com defensores de Daniel Dantas. Repasto que asseguram jamais ter ocorrido.

Escrito por Josias de Souza às 19h05

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Caciques fazem mutirão pró-PT no 2º turno em Natal

  Alan Marques/Folha
Assediados pelo risco de amargar uma derrota no primeiro turno, os caciques reunidos em torno da petista Fátima Bezerra organizaram um mutirão em Natal (RN).

 

Tenta-se evitar que a candidata Micarla de Sousa (PV), apoiada pelo senador ‘demo’ José Agripino Maia, leve a prefeitura num único round.

 

Eis o que informa o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), um dos cabeças-coaroadas que apóiam a petista:

 

‘‘As pesquisas terminaram por não assegurar totalmente o segundo turno. Então, o comando da campanha resolveu direcionar todo o esforço de forma intensificar a campanha em Natal...”

 

“...Foram cancelados roteiros e agendas no interior, para que se possa permanecer mais tempo em Natal.’’

 

Além de Garibaldi, trocaram o interior pela capital a governadora Wilma de Faria (PSB); o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB na Câmara; e o prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PSB).

 

Juntos, tentam obter uma virada que não lograram alcançar com o comício de Lula. Depois da passagem do presidente por Natal, a candidata do PT passou a freqüentar as pesquisas em posição mais delicada.

 

Um quadro que, a despeito do pessimismo de Garibaldi, pode ter melhorado.

Escrito por Josias de Souza às 18h13

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Santinho de vereadora vem junto com dinheiro no RN

  Renato Stockler/Folha
É pena que o brasileiro tenha suprimido de seus hábitos cotidianos o ponto de exclamação. O país se espanta cada vez menos.

Veja-se, por exemplo, o que ainda ocorre num dos fundões da República, situado no Rio Grande do Norte.

 

Na madrugada desta quarta (1), o brasileiro José Antair Pereira da Silva foi conduzido à delegacia do município de Pau dos Ferros.

 

Policiais federais flagraram-no, na vizinha cidade de Água Nova, numa cena típica de compra de votos.

 

José Antair portava santinhos de uma vereadora, uma lista de eleitores e R$ 7.330. À frente dos nomes de cada eleitor, uma cifra correspondente.

 

Foi enquadrado no artigo 299 do Código Eleitoral: "Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem...”

 

“...Dinheiro, dádiva ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita”.

 

Espantosa época a nossa. Diz-se que o país se moderniza. Mas não consegue se livrar de práticas que, de tão velhas, já adquiriram uma doce, admirável naturalidade.

Escrito por Josias de Souza às 17h18

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No PI, boato sobre Bolsa Família assusta eleitores

  Orlandeli
Coqueluche das eleições municipais no interior do Nordeste, o programa Bolsa Família virou peça de terrorismo político em Coivaras, uma cidade dos fundões do Piauí.

Nos últimos dias, motoqueiros encapuzados distribuem à população uma publicação apócrifa: Jornal de Coivaras.

 

Traz o seguinte boato, travestido de notícia: as famílias pobres atendidas pelo Bolsa Família perderão o benefício.

 

Chama-se Francisco Furtado o prefeito de Coivaras. É filiado ao PSDB. Vai às urnas no domingo (5) como candidato à reeleição.

 

Preocupada com os efeitos do boato, a prefeitura apressou-se em desmenti-lo. De resto, informou ao Ministério do Desenvolvimento Social acerca dos falsos rumores.

 

Coube à secretária de Assistência Social de Coivaras, Janaínna Portela, fazer contato com Brasília. Ela diz que a publicação anônima, além de “mentirosa”, é “maldosa”.

 

Dias atrás, noticiou-se que o Bolsa Família virou uma nova modalidade de cabresto eleitoral no Nordeste. O governo, em nota, condenou o uso do programa para fins eleitorais.

 

Passa da hora de converter a condenação retórica em investigação policial. Imcompreensível, por exemplo, que a prefeitura de Coivaras não tenha se reportado ainda ao Ministério Público.

 

PS.: Ilustração via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 16h48

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Alckmin receberá, nesta quarta, o ‘beijo da morte’

Virtualmente batido pelo 'demo' Kassab na disputa pela vaga de adversário da petista Marta no segundo turno da refrega paulistana, Alckmin recebe nesta quarta (1) o que parece ser o "beijo da morte" do tucanato.

 

É o que se depreende da nota de abertura da seção Painel, da Folha (assinantes):

 

 

- "PSDB saudações: “Depois de muita insistência de Geraldo Alckmin, os presidentes do PSDB nacional, estadual e paulistano divulgam hoje uma nota conjunta de "apoio" ao candidato que, na verdade, já faz parte da dança do acasalamento com o DEM no agora provável segundo turno entre Gilberto Kassab e Marta Suplicy (PT).


A nota servirá para dar uma satisfação a Alckmin. "Ele não vai poder reclamar do partido", diz um grão-tucano. Certamente reclamará, mas o objetivo deste e de outros gestos que estão por vir é evitar que Alckmin o faça em público, dificultando o apoio do PSDB a Kassab. Apoio integral? "Na integralidade possível", responde, realista, um dirigente do DEM.

 

PS.: Atualização feita às 15h12 - Como previsto, o alto-comando tucano soltou a nota de "apoio" a Alckmin. O beijo está dado.

Escrito por Josias de Souza às 03h24

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Governo abandona otimismo e decide mudar Orçamento

 

- Folha: Kassab sobe oito pontos sobre Alckmin

 

- Estadão: Safra, exportação e BNDES terão mais verbas, diz governo

 

- JB: Natal sem crise

 

- Correio: Bush se ajoelha...O Mercado reza...E o Brasil paga


- Valor: Empresas pagam caro por recursos escassos

 

- Gazeta Mercantil: Agora, bancos negam crédito a agricultores

 

- Estado de Minas: Nova aposta na salvação

 

- Jornal do Commercio: Servidor da Saúde encerra a greve

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

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Lula X Incrível Hulk Sam

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h29

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Governo prepara medidas de estímulo ao exportador

Governo prepara medidas de estímulo ao exportador

  Marcello Casal/ABr
O governo elabora um lote de medidas para aumentar o crédito aos exportadores brasileiros.

 

As providências serão levadas a Lula nos próximos dias. 

 

Deve-se a revelação da novidade a Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (foto).

 

Afora o sobe-desce da Bolsa, o efeito mais visível da crise dos EUA na economia brasileira foi o rareamento do crédito bancário.

 

Exportadores queixam-se de que, nas últimas duas semanas, passaram a lidar com a dificuldade de obter linhas de financiamento para os seus negócios. Além de raro, o dinheiro ficou mais caro.

 

O governo também reconhece a existência do problema. Daí a decisão de socorrer os exportadores.

 

Uma decisão que Miguel Jorge trouxe à luz durante solenidade promovida pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

 

A entidade levou à página que mantém na internet uma síntese do que disse o ministro. Ele antecipou três providências que chamou de "óbvias":

 

1. Reforço do orçamento do Proex (Programa de Financiamento às Exportações). Trata-se de programa gerido pelo Banco do Brasil;

 

2. Aumento do volume de recursos disponíveis para as ACCs (Adiantamentos de Contrato de Câmbio).

 

A ACC é uma ferramenta utilizada pelo Banco Central para antecipar aos exportadores o pagamento de mercadorias vendidas no exterior.

 

3. Reforço do volume de dinheiro disponível no BNDES para o financiamento de empresas exportadoras. São empréstimos muito cobiçados no mercado. Cobram juros anuais de 6,25%.

 

Além desse cardápio “óbvio”, Miguel Jorge insinuou na manifestação feita na CNI que serão adotadas providências adicionais, mais “criativas”.

 

“Precisamos, num momento como esse, ter criatividade”, disse o ministro. As medidas estão sendo costuradas pela pasta de Miguel Jorge, pelo ministério da Fazenda e pelo BC.

 

Há no ministério da Fazenda um estudo encaminhado pela Fiesp acerca do problema da escassez de crédito.

 

Sugere que o governo use um pedaço dos cerca de US$ 200 bilhões de suas reservas internacionais para “molhar” o mercado de crédito, por meio de um fundo de financiamento às exportações.

 

É improvável, porém, que a sugestão venha a ser acolhida pelo governo. O BC se opõe fervorosamente à idéia. Em privado, Lula também diz que não cogita lançar mão das reservas.

 

Presente à mesma solenidade da CNI, o vice-presidente José Alencar ecoou Miguel Jorge. Referiu-se especialmente à conveniência de reforçar orçamento do BNDES:

 

"Ele é um banco raro. São poucos os bancos que têm seus recursos e estão emprestando dinheiro a 6,25% ao ano".

 

Antes do ministro e do vice-presidente, falara o presidente da CNI, Armando Monteiro Neto.

 

Disse que o Brasil deveria aproveitar a crise que vem de fora para realizar as chamadas “reformas estruturais”. Mencionou a tributária, empacada no Congresso.

 

“Vamos aproveitar a crise para o Brasil retomar uma agenda que perdemos, para fazer o dever de casa em vez de ficar sempre imaginando que o cenário externo será muito benigno, favorável como foi nos últimos.”

 

Armando Monteiro disse que a CNI trabalha com a perspectiva de que o PIB de 2008 cresça algo como 5%. Mas prevê um cenário inóspito para 2009.

 

No ano que vem, o crescimento econômico deve, segundo ele, mais modesto: entre 3,5% e 4%. “A CNI já projetava um crescimento menor mesmo antes desse pico da crise.”

 

De resto, Armando Monteiro entoou, também ele, um discurso de proteção aos exportadores.

 

“Temos uma série de instrumentos de crédito, financiamento, desburocratização, de desonerações que podem ser promovidas. É uma agenda extensa...”

 

“...É uma agenda que precisa de atenção permanente, porque as exportações representam para o Brasil uma opção estratégica. O país não pode perder participação no comércio mundial.”

Escrito por Josias de Souza às 02h09

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TCU recomenda a ‘suspensão’ de 48 obras federais

Seqüestrada pelos altos e fortes índices de popularidade de Lula, a oposição brasileira continua desaparecida.

Não houve, por ora, nenhum pedido de resgate. Muitos suspeitam que a oposição já tenha morrido.

 

Até ontem, o papel de oposição no Brasil era exercido por George Bush. Nesta terça, a Casa Branca ganhou a adesão do TCU.

 

Formou-se um conluio. Bush age, desde Washington, para derreter a solidez econômica apregoada por Lula.

 

E o TCU conspira, em Brasília, liberando relatórios e listas para desacreditar o governo naquilo que lhe é mais caro: a moralidade nos gastos públicos.

 

Os ministros desse TCU neo-oposicionista aprovaram, por unanimidade, o relatório de auditoria que aponta “irregularidades graves” em 48 obras federais.

 

Pior: incluíram-se na lista de empreendimentos micados 13 obras do PAC, menina dos olhos de Lula e trampolim político de mãe Dilma.

 

O texto do TCU recomenda que sejam bloqueados os repasses de verbas da Viúva até que as malfeitorias sejam sanadas.

 

O pedaço malcheiroso foi extraído de um cesto de 153 obras. Depois de esquadrinhar todas elas, o tribunal verificou que 48 continham desvios estimados em R$ 3 bilhões.

 

Coisas como sobrepreço, superfaturamento, projetos deficientes ou inexistentes, licitações mutretadas... Enfim, o trivial básico.

 

Com o sumiço do PSDB e do DEM, essa parceria estratégica entre o Bush e o TCU promete. Finalmente, Lula dispõe de opositores.

Escrito por Josias de Souza às 00h22

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Congresso e Casa Branca tentam costurar o Plano B

 

 

Emissários do governo George Bush e lideranças do Congresso americano retomaram nesta terça (30) as negociações para tentar aprovar um pacote anticrise.

 

Concebido para retirar Wall Street do atoleiro, o pacotaço interessa, em verdade, ao mundo inteiro.

 

Todos os mercados estão submetidos aos estilhaços da encrenca iniciada nos EUA.

 

Sem a alternativa de uma boa medida provisória, sem um PMDB à mão e sem o sempre providencial auxílio de um líder à Romero Jucá, Bush faz o que lhe resta: discursa.

 

Com a autoridade ao rés do chão, o presidente do caos dirigiu à platéia o seu quarto discurso em menos de uma semana.

 

Repetiu o timbre apocalíptico das falas anteriores. Lembrou que, graças à rejeição do megapacote na Câmara, o mercado financeiro dos EUA perdeu, num dia, algo como US$ 1 trilhão.

 

Bem mais do que os US$ 700 bilhões que o governo deseja usar na compra de papéis micados das casas financeiras que se encontram com a água a caminho da testa.

 

Diz-se que o Plano B, em fase de negociação, pode ser levado a voto já nesta quarta (1). A julgar pelo nível de insensatez que impregna a atmosfera da ex-potência, melhor levar o pé atrás.

Escrito por Josias de Souza às 20h11

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Longe de São Paulo, Serra mergulha na campanha

  Silva Jr./Folha
Avaro nas manifestações de apreço pela candidatura de Geraldo Alckmin, o governador José Serra tem sido generoso com candidatos de cidades situadas longe de São Paulo.

 

Nesta terça (30), por exemplo, Serra desfila o seu prestígio ao lado de políticos que concorrem a prefeituras de cidades do interior de Pernambuco.

 

O governador desembarcou no Recife, a capital pernambucana, pela manhã. Antes do almoço, assinou um convênio de cooperação tributária com o colega Eduardo Campos (PSB).

 

No restante do dia, entrega-se a uma atividade que se negou a fazer durante todo o primeiro turno da eleição paulistana: vai às ruas, para pedir votos.

 

Neste momento, Serra está no município de Abreu de Lima. Participa de uma caminhada ao lado do candidato Flávio Gadelha.

 

Gadelha concorre à prefeitura local pelo PMDB. Além de Serra, leva a tiracolo os senadores Sérgio Guerra (presidente do PSDB), Jarbas Vasconcelos (PMDB) e Marco Maciel (DEM).

 

Dali, Serra vai a Jaboatão dos Guararapes. Nova caminhada. Dessa vez de “mãos dadas” com um candidato tucano: Elias Gomes.

 

A maratona pernambucano-eleitoral de Serra vai entrar pela noite. Em Santa Cruz do Capiberibe, o governador paulista vai escalar o palanque em comício do candidato Edison Vieira, do PSDC.

 

Em Belo Jardim, novo comício. Serra discursará em apoio à candidatura de Marcos Coca Cola, que disputa o cargo de prefeito pelo DEM.

 

Mais do que ajudar os candidatos pernambucanos, Serra tenta sair em auxílio de si próprio. Está de olho não em 2008, mas em 2010.

 

O governador de São Paulo disputa metros de asfalto com o colega de Minas, Aécio Neves. Que já passou por Pernambuco, quatro dias atrás.

 

Serra e Aécio travam, nos subterrâneos, uma disputa renhida pela vaga de candidato oficial do PSDB à sucessão de Lula.

 

A dupla faz da eleição municipal uma espécie de ante-sala da corrida presidencial. Com uma diferença: diferentemente de Serra, Aécio não excluiu São Paulo do seu périplo.

 

Atrás de Serra nas pesquisas, Aécio preocupou-se em prevalecer sobre o contendor na quilometragem de viagens.

 

Só na semana passada, Aécio visitou, além de Recife e arredores: Fortaleza, São Luiz, Teresina e João Pessoa. Antes, já estivera em Curitiba e Santa Catarina.

 

Para completar, Aécio abriu a semana em São Paulo, ao lado de um Alckmin a quem Serra sonegou apoio no primeiro round da eleição municipal.

Escrito por Josias de Souza às 17h00

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A partir desta terça, eleitores não podem ser presos

Começa nesta terça (30) a contagem regressiva para as eleições municipais que ocorrerão no domingo (5).

 

Vão abaixo as principais regras assentadas na Lei das Eleições. Traz o número 9.504. Foi sancionada sob FHC, em outubro de 1997.

 

1. Terça-feira (29):

 

Nenhum eleitor poderá ser levado ao cárcere ou mesmo detido pela polícia. A proibição vigora até 48 horas depois do encerramento da votação de domingo.

 

A lei só abre três exceções: prisões efetuadas em flagrante delito; em função de sentença criminal condenatória por crime inafiançável; ou por desrespeito a salvo-conduto.

 

Termina o prazo para que partidos e coligações indiquem aos juízes eleitorais os seus representantes no Comitê Interpartidário de Fiscalização.

 

2. Quinta-feira (2):

 

A partir desse dia, os juízes eleitorais estão autorizados a expedir salvaguardas em favor de eleitores que sofrerem qualquer tipo de violência capaz de influir na sua sua liberdade de votar;

 

Termina o suplício da xaropada despejada pelos candidatos no tapete da sala dos brasileiros por meio da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A novela volta a ser exibida em seu horário normal;

 

É o último dia para a realização de comícios e de debates entre candidatos;

 

3. Sexta-feira (3):

 

É o último dia para a publicação de anúncios de candidatos em jornais impressos;

 

Expira também o prazo para a veiculação de peças publicitárias dos candidatos em suas páginas institucionais na Internet;

 

4. Sábado (4):

 

É a data limite para a substituição de candidatos a prefeito e a vice-prefeito. A regra vale para os casos em que o postulante anterior tenha sido declarado “inelegível”, renunciado, morrido ou tenha arrostado o indeferimento ou cancelamento de seu registro pela Justiça Eleitoral;

 

É o último dia para a entrega da segunda via do título de eleitor;

 

Termina a propaganda eleitoral por meio de alto-falantes ou amplificadores de som;

 

Os candidatos ficam proibidos de realizar carreatas e distribuir panfletos e outras peças de campanha.

 

No domingo (5), disputarão a preferência do eleitor cerca de 380 mil candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador.

 

O presidente do TSE, Carlos Ayres Britto, disse que conta com a realização de uma eleição "tranqüila, participativa, limpa, bem disputada e refletida". Pressionando aqui, você ouve o ministro.

Escrito por Josias de Souza às 03h48

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‘Não subestimamos a crise’, diz Henrique Meirelles

‘Não subestimamos a crise’, diz Henrique Meirelles

  Marcello Casal/ABr
"Não subestimamos a crise de maneira alguma. Estamos sintonizados, minuto a minuto, com o que está acontecendo no mundo todo...”

 

“Estamos atentos às possíveis consequências da crise para o Brasil, preparados para levar isso em conta."

 

As palavras acima foram pronunciadas pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, em palestra a empresários, na cidade de Belo Horizonte.

 

Meirelles abrira o primeiro dia útil da semana num encontro a portas fechadas com Lula, no Planalto. E fechou com a palestra, aberta a filiados da Câmara de Dirigentes Lojistas de BH.

 

Entre um fato e outro, deu-se o desastre da segunda-feira (29): a rejeição do superpacote de US$ 700 bilhões da Casa Branca pelos deputados americanos.

 

O signatário do blog conversou, à noite, com um dos empresários que presenciaram a exposição de Meirelles.

 

Preocupado com as repercussões da crise no cotidiano de seus negócios, o personagem tivera o cuidado de tomar nota das principais declarações de Meirelles.

 

Ele ditou para o repórter as considerações que considerou relevantes:

 

1. Meirelles se disse “surpreso” com a rejeição do megapocote de socorro a Wall Street pelos deputados americanos;

 

2. Classificou o quadro da economia mundial como “muito volátil”;

 

3. Em função dessa volatilidade, acha que fez bem ao esquivar-se de fazer, nos últimos dias, “previsões sobre a evolução da conjuntura internacional”;

 

4. Repisou a tecla de que o Brasil está, hoje, mais bem preparado para enfrentar a crise do que em momentos do passado;

 

5. Graças à solidez dos indicadores econômicos, disse o presidente do BC, o Brasil pode lidar com a crise sem perder a “serenidade”.

 

6. Fez uma ressalva: “Isso não quer dizer que devemos subestimar o quadro, porque estamos diante de uma crise da maior gravidade."

 

7. Como evidências de que o país pode manter-se sereno diante da crise, Meirelles citou dados que, a seu juízo, revelam que a vulnerabilidade do Brasil é pequena;

 

8. “Hoje temos uma posição credora no mercado futuro de derivativos”;

 

9. “Não temos dívida cambial doméstica”;

 

10. “Na área externa, a dívida total do país é menor do que as reservas internacionais";

 

11. Meirelles anteviu uma redução no ritmo das transações comerciais no mundo. Algo que, admite, pode puxar para baixo o volume das exportações brasileiras;

 

12. Previu também o fechamento das torneiras que fazem escoar os empréstimos no exterior. Mas acha, de novo, que o Brasil sofrerá menos do que outros países;

 

13. Para dar consistência à sua crença, Meirelles lembrou que “pouco menos de 10%” do crédito doméstico brasileiro é bancado com recursos vindos do exterior.

 

Nesta terça (30), Meirelles volta a acompanhar o “minuto a minuto” da crise a partir de Brasília. Ele participa, na Capital, de reunião do Conselho Monetário Nacional.

 

Nos EUA, a Casa Branca tenta levar a voto na Câmara, até a próxima quinta (2), uma nova versão do superpacote anticrise.

 

O eventual insucesso da empreitada pode reduzir a pó um documento divulgado nesta segunda (29) pelo Banco Central brasileiro.

 

Chama-se “Relatório de Inflação”. A íntegra está disponível aqui. O documento contém estimativas econômicas feitas a partir de um cenário anterior a 12 de setembro.

 

Já envelhecidas, portanto, visto que não consideram a atmosfera de borrasca irradiada desde os EUA depois dessa data.

 

Num dia em que o dólar bateu em R$ 1,96, o BC manteve em R$ 1,80, por exemplo, a projeção da taxa de câmbio.

 

Estimou que a inflação de 2008 será de 6,1%, ligeiramente menor do que a taxa que previra em seu relatório anterior, divulgado em junho: 6,2%.

 

O BC passou a trabalhar com uma taxa de juros de 13,75% para o ano de 2008. Antes, previra 12,25%.

 

Para 2009, o BC manteve a previsão de que, no primeiro trimestre do ano, a inflação acumulada em 12 meses será de 5,7%. No final do ano, estaria em 4,8%.

 

Mau sinal para aqueles que esperam uma meia-volta na tática do BC de combater o veneno da inflação com outro veneno: a subida dos juros.

 

Meirelles e sua equipe vêm repetindo à saciedade que desejam trazer a inflação para o centro da meta (4,5%), já em 2009. Algo que só será obtido com mais juros. A conferir na próxima reunião do Copom, daqui a um mês.

 

De resto, o relatório do BC reviu para cima a previsão de crescimento do PIB em 2008. Em junho, trabalhava com a perspectiva de crescimento da economia de 4,8%. Agora, crava 5%.

 

E quanto ao PIB de 2009? Para não perder a “serenidade”, melhor não arriscar. Num cenário em que já há gente no mercado prevendo taxas inferiores a 3%, qualquer previsão soaria como exercício de quiromancia.

 

PS.: A abertura dos mercados asiáticos, na madrugada desta terça (30), deu seqüência ao naufrágio da véspera. As bolsas de olhinho puxado submergiram

Escrito por Josias de Souza às 02h57

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As manchetes desta terça

 

- Globo: O pior dia na história das bolsas

 

- Folha: Congresso dos EUA rejeita pacote de US$ 700 bi; Bolsas despencam

 

- Estadão: Congresso dos EUA veta pacote e mercados entram em pânico

 

- JB: Após colapso, EUA correm atrás de Plano B

 

- Correio: O homem que derreteu o mundo

 

- Valor: Sobra aos EUA opção de cortar juro

 

- Gazeta Mercantil: Plano Paulson é rejeitado e mercados entram em colapso

 

- Estado de Minas: Impasse nos EUA apavora o mercado

 

- Jornal do Commercio: Economia em pânico

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h09

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Bushada!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h03

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Juiz abre processo contra Lacerda, Pimentel e Aécio

Por ordem do juiz-diretor do Foro Eleitoral de Belo Horizonte, Roberto de Freitas Messano, expediram-se nesta segunda-feira (29) quatro notificações.

 

Foram endereçadas ao candidato a prefeito Márcio Lacerda (PSB); ao vide dele, Roberto de Carvalho (PT); e aos dois esteios políticos da dupla: o governador tucano Aécio Neves e prefeito petista Fernando Pimentel.

 

O juiz informou aos quatro que foi aberto contra eles na Justiça Eleitoral um processo para apurar a prática de suposto abuso de poder, de autoridade e de poder econômico nas eleições municipais.

 

São infrações previstas na Lei Eleitoral. Os acusados terão cinco dias para apresentar as respectivas defesas.

 

Deve-se o pedido de investigação ao Ministério Público Eleitoral mineiro. A denúncia traz assinatura de quatro promotores.

 

São eles: Lílian Marotta, Aléssio Guimarães, Sérgio Eduardo Barbosa de Campos e Magali Albanesi Amaral.

 

De acordo com notícia veiculada no sítio do TRE de Minas Gerais, o juiz Roberto Messano atendeu apenas parcialmente ao pedido dos promotores.

 

Concordou que há na peça acustória elementos que justificam a abertura do processo. Mas negou-se a conceder uma liminar pedida pelo Ministério Público.

 

Os promotores queriam que, até o julgamento final do processo, a propaganda eleitoral de Márcio Lacerda, apontado nas pesquisas como favorito, fosse retirada do ar.

 

Ao justificar o indeferimento da liminar, o juiz anotou: “...se ao final chegar-se à conclusão de que não assiste razão ao órgão ministerial, já se terá causado prejuízo irreparável aos candidatos a prefeito e a vice...”

 

“...Até porque também se, ao final, procedente for a pretensão do MPE haverá a declaração de inelegibilidade dos representados, além da cassação do registro dos candidatos diretamente beneficiados pela interferência do poder econômico e pelo desvio ou abuso do poder de autoridade”.

 

O texto levado à rede pelo TRE não traz detalhes do processo. Não se sabe, por ora, que abusos teriam cometido o candidato Lacerda, o vice Roberto e os padrinhos Aécio e Pimentel.

 

Sabe-se apenas que, na Justiça Eleitoral brasileira, numa escala de zero a dez, a chance de um processo como esse resultar em condenação situa-se em algum lugar na faixa abaixo de zero.

 

Por coisa mais palpável, o DEM levou até o TSE um pedido de cassação do registro da candidatura de Eduardo Paes, que disputa a prefeitura do Rio pelo PMDB.

 

Nesta segunda (29), os ministros do TSE decidiram, por unanimidade, mandar ao arquivo a ação contra Paes.

Escrito por Josias de Souza às 23h58

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Ibope: popularidade de Lula bate em notáveis 80%

  Ricardo Nogueira
A bolsa cai, o salário no fim do mês diminui, as árvores tombam, a terra treme.

 

Só a popularidade de Lula parece imune a abalos no Brasil dos dias que correm.

 

Nas pegadas do Datafolha e do Sensus, chega agora a pesquisa do Ibope.

 

A avaliação positiva do presidente subiu de 72%, em junho, para 80%, em setembro.

 

Repetindo: oito em cada dez brasileiros estão felizes da vida com o desempenho de Lula.

 

Avaliam-no melhor do que o governo dele, considerado ótimo ou bom por 69%.

 

No Nordeste, Lula é aprovado por 92% dos entrevistados. No centro-oeste, onde a aprocação é menor, o índice estaciona em impressionantes 74%.

 

Não é à toa que a oposição no Brasil anda sumida. Foi vista pela última vez num desses municípios dos fundões do Brasil.

 

Vive do dinheirinho que recebe do Bolsa Família. Dedica-se a apartar brigas de vizinhos e ao jogo de damas.

 

O papel de oposição no Brasil, hoje, é exercido por George Bush e pelos congressistas dos EUA.

 

Suspeita-se, em Brasília, que a Casa Branca e o Congresso dos EUA armaram um complô para desacreditar a política econômica do Brasil.

Escrito por Josias de Souza às 19h58

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Em SP, empresários apostam na vitória de Kassab

Realizou-se nesta segunda (29), em São Paulo, um encontro de 302 presidentes de empresas nacionais e multinacionais com negócios no Brasil.

 

Foi um almoço-debate, no hotel Renaissance. Coisa promovida pelo LIDE (Grupo de Líderes Empresariais).

 

A certa altura, os organizadores do repasto fizaram uma sondagem eleitoral. Perguntou-se aos presentes em quem vão votar na eleição para prefeito de São Paulo.

 

Eis a intenção de voto da fina flor do PIB nacional:

 

1. 48% disseram que vai votar no tucano Geraldo Alckmin;

 

2. 45% afirmaram que optarão pelo candidato ‘demo’ Gilberto Kassab;

 

3. Escassos 4% declararam preferir a petista Marta Suplicy.

 

Perguntou-se também ao grupo de 302 empresários quem eles acham que vai sair vencedor nas eleições municipais paulistas.

 

A grossa maioria (61%) disse acreditar que a disputa será vencida por Kassab. Outros 21% apostaram em Alckmin. E apenas 16% jogaram suas fichas no triunfo de Marta.

 

Coube ao professor Fernando Meirelles, da Fundação Getúlio Vargas, a compliação e a divulgação dos dados da pesquisa.

Escrito por Josias de Souza às 18h42

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No Brasil, o governo responde à crise com otimismo

  Marcello Casal/ABr
A despeito dos tremores que se seguiram à rejeição do pacote redentor na Câmara dos EUA, o governo brasileiro mantém o otimismo.

 

O ministro Guido Mantega (Fazenda) chega mesmo a dizer que o megapacote de US$ 700 bilhões vai acabar sendo aprovado pelos congressistas americanos.

 

"Eu acredito que o Congresso americano ainda vai aprovar esse pacote de socorro e, tão logo isso aconteça, nós teremos uma distensão da situação internacional...”

 

“...Nós vamos ter uma recomposição do crédito, em bases inferiores a anteriormente, porém, não vai haver o estresse que nós estamos vivendo no dia de hoje."

 

E quanto ao Brasil? A despeito da queda cavalar registrada na Bovespa, Mantega disse que a economia está funcionando normalmente.

 

Repisa o lero-lero de que a economia brasileira está em posição confortável. "Estamos com uma situação fiscal bastante sólida...”

 

“...A inflação está sob controle, dentro do limite superior da meta, então estamos com uma situação favorável para enfrentarmos essa situação internacional maior".

 

Mais: "Embora haja esses problemas que eu mencionei, a economia está funcionando normalmente, o mercado doméstico está bem, as empresas estão sólidas...”

 

“...Os bancos brasileiros estão sólidos e o governo estará pronto para responder aos problemas na medida em que eles se colocarem".

 

Na manhã desta segunda (29), antes do tufão deflagrado pela votação na Câmara dos EUA, Lula reunira-se, no Planalto, com auxiliares da área econômica.

 

Entre eles o próprio Mantega e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Depois, Lula voou para o Rio. Já em solo carioca, o presidente disse:

 

"Os países emergentes, que fizeram tudo certo, não podem agora ser vítimas do cassino que eles fizeram nos EUA..."

 

"...Está na hora do Congresso dos EUA assumir a responsabilidade que lhe cabe. Eles que criaram o rombo e, então, eles é que têm de cobrir o buraco".

 

Ecoando Mantega, Lula se disse tranqüilo: "Sabemos da gravidade da crise mas estamos seguros de que as exportações e importações continuam indo bem...”

 

“...Nossa indústria continua indo bem. Estamos conscientes do que está acontecendo, mas estamos tranqüilos".

 

Na posição que ocupam, Mantega e Lula talvez não tenham outra alternativa senão tentar injetar uma dose de otimismo na cena brasileira.

 

Mas talvez convenha temperar as declarações com uma pitada de realismo. Sob pena de ficar em posição semelhante à do português da anedota.

 

Aquele que, ao entrar para a Aeronáutica, na divisão de pára-quedismo, recebe a primeira aula prática.

 

“Estamos a dois mil metros de altura. Seu equipamento já foi checado. Você vai saltar por aquela porta...”

 

“...Ao puxar a primeira cordinha, o pára-quedas se abrirá. Na improvável hipótese de não abrir, puxe a segunda cordinha...”

 

“...Se ainda assim o pára-quedas não abrir, puxe a terceira cordinha. E ele, com certeza se abrirá. Haverá um jipe à sua espera lá embaixo”.

 

O sujeito salta. Puxa a primeira cordinha. E nada. Puxa a segunda. Nada. A teceira. E o pára-quedas não se abre. Só então bate uma preocupação no pára-quedista noviço:

 

“Ai, Jesus! Agora só falta o jipe não estar lá embaixo!”

Escrito por Josias de Souza às 18h18

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Partos em adolescentes caíram 26,7% em dez anos

Boa notícia: no período de 1997 a 2007, o número de partos realizados pelo SUS em adolescentes (10 a 19 anos) caiu 26,7%.

Em 1997, os partos feitos em mulheres dessa faixa etária somaram 720.338. No ano passado, já haviam caído para 527.341.

 

No primeiro semestre de 2008, os partos em adolescentes financiados pelo SUS atingiram a marca de 275.892.

 

Por que as estatísticas melhoraram? Thereza de Lamare, coordenadora da área técnica que cuida de adolescentes e jovens no Ministério da Saúde, atribui o fenômeno a um conjuunto de fatores:

 

1. Acesso aos métodos contraceptivos;

 

2. Aumento da cobertura do Programa Saúde da Família, que leva informações relacionadas à vida sexual e saúde reprodutiva a comunidades às capitais e ao interior;

 

3. Ações preventivas e de orientação sexual adotadas nas escolas públicas;

 

4. Aumento na capacitação de equipes de saúde para lidar com a saúde sexual e reprodutiva de jovens e de adolescentes;

 

Deu-se na região Sul a maior redução no número de partos em jovens e adolescentes com idade entre 10 e 19 anos.

 

Nesse pedaço do mapa do Brasil, ocorrem 90.759 partos em 1997, contra 58.448 realizados em 2007. Queda de 35,6%.

 

Vêm a seguir as regiões Centro-Oeste (34,1%), Sudeste (32,4%), Nordeste (22,6%). Na região Norte, a redução foi pequena, quase imperceptível: 6,7%.

Escrito por Josias de Souza às 17h27

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Deputados rejeitam o ‘superpacote’ da Casa Branca

Richard Drew/AP
 

Operadores de Wall Street grudaram na face um semblante de incredulidade

 

Depois de viver um final de semana de “vai ou racha”, o Congresso dos EUA informou o seguinte a George Bush e ao resto do mundo: agora vai ter que ir mesmo rachado.

 

Deu-se o que ninguém esperava: os deputados americanos rejeitaram o pacotaço de US$ 700 bilhões concebido para salvar a economia americana do caos.

 

O plano de Bush, já remendado no Congresso, recebeu 228 votos contra e 205 a favor. O pedaço da Câmara que disse “não” está dividido assim: dois terços de republicanos e 40% de democratas.

 

Um frêmito de pânico varre o mundo financeiro. No Brasil, houve repercussão instantânea:

 

A Bolsa de São Paulo despencou 10,5%. Depois, foi ao subsolo: queda de 12%. No final do pregão, voltou ao rés do chão, fechando com queda de 9,36%.

 

Coisa ruim assim não se via há nove anos. Vai abaixo um gráfico que retrata o sobe-desce da Bovespa nessa segunda-feira de infortúnio histórico.

 

 

Na quinta-feira (25) da semana passada, em discurso transmitido pela TV, George Bush pintara um quadro apocalíptico:

 

"Sem ação imediata do Congresso, os EUA podem afundar em um pânico profundo...”

 

"...Esse esforço de resgate não se destina a preservar alguma empresa ou setor em particular. Ele pretende preservar a economia como um todo.”

 

Ou seja: vem aí a fase do “pânico profundo”. A propósito, o índice Dow Jones, que mede o desempenho de Wall Street, armagou a maior queda de sua história.

Escrito por Josias de Souza às 16h45

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Até ACM Neto já usa Lula como ‘garoto propaganda’

  Antônio Cruz/ABr
A frase é de Magalhães Pinto, uma raposa mineira de outrora: “Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.”

 

Na eleição municipal de Salvador, há uma nuvem demasiado irrequieta: ACM Neto. Difícil acompanhar-lhe a movimentação sem um quê de espanto, de estupefação.

 

Depois de gastar duas semanas num zigue-zague retórico para desculpar-se da promessa de dar “uma surra” em Lula, ACM Neto deu uma pirueta no céu de Salvador.

 

Nesta segunda (29), a coordenação da campanha do neto de ACM levou ao ar, na televisão, uma publicidade estrelada por ninguém menos que Lula.

 

A peça dura algo como 15 segundos. Exibe um discurso no qual o presidente afirma que prefeitos, ainda que de oposição, não serão discriminados por Brasília.

"O que importa é a qualidade do projeto que vocês apresentarem", diz o Lula que o DEM adotou como garoto propaganda.

Na seqüência, irrompe no vídeo uma legenda, realçada pela voz do locutor: "Ou seja, vote no candidato com as melhores propostas".

Dias atrás, num comício em São Paulo, Lula chamara o DEM de “oportunista”. Rodrigo Maia (RJ), presidente da tribo ‘demo’, exigira respeito.

ACM Neto mostra que em política tudo é permitido, inclusive enaltecer aqueles que faltam com o respeito.

Escrito por Josias de Souza às 16h14

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Pacote deixa EUA ‘dependentes’ do capital externo

Alan E. Cober
 

 

O sucesso do superpacote de socorro a Wall Street não depende apenas do Congresso americano e do Federal Reserve, o Banco Central dos EUA.

 

Depende também dos bancos centrais da China e do Oriente Médio, além de investidores externos.

 

Por que? Como informa o repórter Bob Davis, do ‘The Wall Street Journal’, “os EUA estão se voltando para outros governos e investidores estrangeiros.”

 

Washington busca “compradores para uma boa fatia dos até US$ 700 bilhões em dívida do Tesouro que seria vendida para financiar a operação de salvamento.”

 

Os EUA vivem um momento singular de sua história financeira. Durante meio século, o país defendera um sistema financeiro global, sem fronteiras geográficas para o dinheiro.

 

Porém, previa-se que financeiras e bancos americanos atuariam como salva-vidas das finanças do mundo. Dá-se agora exatamente o oposto.

 

Com suas casas bancárias indo à breca, com água acima da linha do nariz, são os EUA que necessitam de socorro externo.

 

“Uma das principais razões que levaram o Fed e o Tesouro a intervir para salvar as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac”, informa o ‘Journal’, foi...

 

...A necessidade de “tranquilizar a China, dona de cerca de US$ 1 trilhão em papéis de dívida americana, quanto à segurança desses títulos”.

 

Há dez anos, os EUA coordenaram uma operação financeira de socorro a países adiáticos.

 

Hoje, às voltas com as mazelas que marcam o ocaso da gestão George Bush, o país flerta com o risco de se tornar o maior devedor de alto risco do mundo.

 

É uma reviravolta sem precedentes.

 

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 03h10

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As manchetes desta segunda

- Folha: EUA votam megapacote após acordo

- Globo: Congresso anuncia acordo e vota pacote hoje nos EUA

- Estadão: EUA fecham pacote anticrise

- JB: Pressão acelera acordo nos EUA

- Valor: Pacote americano prevê reembolso das perdas

- Gazeta Mercantil: Fechado acordo de socorro dos EUA e crise se alastra na Europa

- Correio: As vítimas da crise no Brasil

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h05

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Retrato de uma família que socializa!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 03h02

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Serra diz que só vai entrar na briga de SP no 2º turno

  José Cruz/ABr
Em conversa com um grão-duque do tucanato envolvido na campanha de Geraldo Alckmin o governador José Serra reforçou um aviso que já parecia claro:

 

Não dará as caras na campanha municipal paulistana nos poucos, pouquíssimos dias que restam para o fim do primeiro turno.

 

O pedaço do tucanato que ainda mantinha o cavalo na chuva, à espera do “companheiro” de partido, foi aconselhado a recolher o animal ao estábulo.

 

Serra também disse, contudo, que mergulhará de cabeça na campanha ao longo do segundo turno.

 

Os meios-fios da cidade já sabem, até eles, por quem torce o governador.

 

Mas Serra disse que arregaçará as mangas mesmo que o escolhido do eleitorado para medir forças com a petista Marta Suplicy seja Alckmin e não o ‘demo’ Gilberto Kassab.

 

Exceto por uma gravação anódina levada ao ar no início da propaganda televisiva de Alckmin, Serra não moveu uma palha fina pelo candidato de seu partido.

 

Ao contrário. O governador desmentiu Alckmin, em nota, quando ele insinuou que Kassab virara vice de sua chapa, na eleição municipal de 2004, por imposição do DEM.

 

O desmentido de Serra soou como declaração de voto: "Gilberto Kassab foi um vice-prefeito leal e solidário, e à frente da prefeitura seguiu à risca nosso programa de governo."

 

Ao justificar-se, na conversa com o grão-tucano que o procurou, Serra disse que Alckmin como que o forçou a soltar a nota.

 

Curiosamente, o alheamento de Serra não se verifica em outras praças. Ao longo do primeiro turno, o governador gravou cerca de 200 declarações de apoio para candidatos tucanos espalhados pelo Brasil.

 

Em São Paulo, enquanto Serra preserva os próprios calcanhares, a troca de caneladas entre Alckmin e Kassab foi uma das principais atrações de debate realizado na noite passada pela TV Record.

Escrito por Josias de Souza às 01h29

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OMS diz a Temporão que vai rever dados da malária

  Marcello Casal/ABr
O ministro José Gomes Temporão (Saúde) encontrou-se neste domingo (28) com a diretora-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Margareth Chan.

 

Ouviu dela o compromisso de corrigir os dados de um relatório que incluiu o Brasil no rol dos 30 países com maior incidência de malária no mundo.

 

O encontro de Temporão com Margareth ocorreu em Washington. O ministro repisou ao vivo críticas que seu ministério fizera, por meio de nota, na semana passada.

 

Temporão não se conforma com o teor do estudo da OMS, divulgado em 18 de setembro. A entidade estimou em 1,4 milhão os casos de malária no Brasil em 2006.

 

Pelas contas do governo brasileiro, houve 549.184 casos notificados de malária, não 1,4 milhão. Mais: em vez de aumentar, a malária estaria em declínio no Brasil.

 

Segundo Temporão, a diretora-geral da OMS reconheceu a existência de distorções no estudo. E prometeu revisar os dados.

 

A revisão, segundo o relato do ministro, será feita em conjunto com a OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) e com o próprio ministério.

 

Temporão foi a Washington para participar 48ª reunião do Conselho Diretor da OPAS. Nesta segunda (28), o ministro assume a presidência do conselho.

 

Em almoço realizado neste domingo, representantes da OPAS informaram a Temporão que os equívocos do relatório da OMS não se restringem ao Brasil.

 

Uma revisão feita por técnicos da OPAS constatou a contabilização superestimada de casos de malária em todos os países das Américas.

 

Exageros gritantes: entre 200% e 400% além dos números reais. Daí a decisão da OMS de corrigir o estudo que veio à luz na semana passada.

 

No caso brasileiro, a OMS teria desconsiderado informações providas pela rede de 3.290 laboratórios e 41.046 aentes que controlam a malária nos 807 municípios da Amazônia Legal.

 

É nessa região que se concentram 99,7% das notificações de malária no Brasil. De acordo com o ministério da Saúde, em sua versão mais grave –a P.falciparum—, a malária teria declinado 46,2% no primeiro semestre de 2008.

 

Na forma mais branda da doença a redução de casos nos primeiros seis meses de 2008 teria sido de 35,2% na comparação com o mesmo período de 2007.

 

Resta agora aguardar pela revisão prometida pela OMS, para tirar a prova dos nove.

Escrito por Josias de Souza às 21h06

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Obama abre dianteira de oito pontos sobre McCain

  Chris Carlson/AP
Sondagem divulgada neste domingo (28) pelo instituto Gallup informa que Barack Obama ampliou a vantagem que o separa do rival John McCain.

 

Segundo o instituto, Obama dispõe agora de 50% das intenções de voto, contra 42% atribuídos a McCain. Uma dianteira de oito pontos percentuais.

 

Os resultados emergem de pesquisa telefônica feita pelo Gallup. Chama-se “tracking”. O instituto ouve diriamente algo como mil eleitores. E consolida os resultados a cada três dias.

 

Esta última consolidação, que tem margem de erro de dois pontos (para mais ou para menos), inclui a opinião de 2.719 eleitores ouvidos entre quinta-feira (25) e sábado (27).  

 

Um período em que os americanos foram submetidos a dois fatos relevantes na formação da tendência de voto:

 

1. A negociação do pacote de socorro a Wall Street, que despeja US$ 700 bilhões do contribuinte americano em papéis podres de instituições financeiras;

 

2. O primeiro debate televisivo entre os dois candidatos, realizado na noite de sexta (26).

 

Há quatro dias, o “tracking” do Gallup registrava um empate entre Obama e McCain. Ambos apareciam na sondagem com 46% dos votos.

 

Desde então, McCain recuou quatro pontos percentuais. E Obama oscilou quatro pontos para o alto.

 

Aos pouquinhos, o democrata Obama vai incorporando ao seu cesto de votos os efeitos de uma crise associada à gestão George Bush, um presidente republicano como McCain.

 

O Gallup prevê que o eleitor será submetido, nas próximas semanas, a outros fatos que têm potencial para bulir com as intenções de voto.

 

Menciona, por exemplo, a decisão final do Congresso sobre o pacote de socorro ao mercado financeiro e a realização de mais três debates –mais dois presidenciais e um entre os candidatos a vice.

Escrito por Josias de Souza às 18h27

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Após maratona negociadora, sai pré-acordo nos EUA

Lauren Victoria Burke/AP
 

 

O anúncio foi feito às 12h30 deste domingo (horário de Washington). Depois de uma maratona de reuniões, chegou-se a um entendimento em torno do superpacote.

 

Vieram à boca do palco congressitas republicanos e democratas –entre eles a mandachuva Nancy Pelosi. Pelo governo, compôs a foto o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

 

Introduziram-se modificações na proposta da Casa Branca: limites à remuneração de executivos de companhias falidas, liberação do socorro em parcelas e sob supervisão, auxílio a mutuários encrencados, etc.

 

Manteve-se, porém, o coração da picanha: R$ 700 bilhões em verbas públicas para a aquisição de papéis podres. A maior intervenção financeira da história do Estado norte-americano.

 

Há detalhes por acertar. A coisa precisa ganhar agora a forma de um projeto de lei. Na seqüência, terá de ser votada nas duas casas legislativas.

 

Neste ponto, Washington produziu versões desencontradas. Inicialmente, assegurou-se que a votação ocorreria até esta segunda (29). Depois, começou-se a dizer que, no Senado, o pacotaço não passa antes de quarta (1).

 

Seja como for, atingiu-se um primeiro objetivo estratégico. O simples anúncio de que o impasse está na bica de ser superado deve acalmar os mercados. A começar do asiático, o primeiro a abrir o balcão de negócios.

Escrito por Josias de Souza às 17h17

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PT lidera a disputa nas capitais e grandes cidades

Faltam sete dias. Entra-se agora em ritmo de contagem regressiva. Bons presságios para alguns. Maus agouros para outros tantos.

 

A julgar pela correção das pesquisas, o PT chega à beira das urnas muito bem-posto. Como nunca antes na história desse país.

 

Em 79 das cidades mais importantes do país, o partido de Lula lidera ou reúne chances de passar ao segundo turno em 33.

 

É mais do que o PMDB (22 cidades), o PSDB (20), o DEM (12), o PDT (9), o PP (7) e o PSB (6).

 

Deve-se o levantamento ao repórter Fernando Rodrigues. Ele mantém na rede uma página com as pesquisas de opinião disponíveis no país.

 

As 79 cidades que compõem a jóia da coroa municipal incluem as 26 capitais e os 53 municípios onde há mais de 200 mil eleitores.

 

Reúnem 46,8 milhões de eleitores. O equivalente a 36,4% dos brasileiros aptos a votar para prefeito no próximo domingo.

Escrito por Josias de Souza às 15h57

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Crise ameaça investimentos em infra-estrutura no Brasil

 

- Folha: Governo prevê expansão menor em 2009

 

- Estadão: Crise vai impor controle mais rígido do sistema financeiro

 

- JB: Brasil: melhor do que China, Rússia e Índia

 

- Correio: Brasília inchada... ... e desigual

 

- Valor: Crédito de curto prazo para empresas mingua

 

- Gazeta Mercantil: Disputas políticas adiam aprovação de ajuda a bancos

 

- Veja: Depois do desastre...

 

- Época: Exclusivo: As cartas de Machado de Assis

 

- IstoÉ: Médiuns

 

- IstoÉ Dinheiro: Como salvar seu dinheiro

 

- Carta Capital: Ele não salva ninguém

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 00h54

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Cena de campanha!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 00h51

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Após comício de Lula, piora posição do PT em Natal

Pesquisas indicam que partido pode perder já no 1º turno

 

  Maurício Lima/FP
Em vez de subir, Fátima Bezerra, a candidatado PT à prefeitura de Natal (RN), caiu nas pesquisas depois do comício estrelado por Lula.

 

O presidente esteve em Natal há nove dias. Encontrou uma Fátima Bezerra em ascensão. A distância que a separava da rival Micarla Souza (PV) estreitava-se.

 

O empurrão de Lula produziria, no dizer do petismo local, a ansiada “virada”. Deu-se, porém, o inverso. Fátima caiu em duas pesquisas.

 

E Micarla, apoiada pelo proto-oposicionista José Agripino Maia (DEM), subiu. Retornou a patamares que, se mantidos, podem dar-lhe a vitória no primeiro turno.

 

As pesquisas que constataram o revertério foram veiculadas neste sábado (27). Respondem pelos dados dois institutos locais: Certus e Consult.

 

Eis os dados do Certus: Micarla, com 44,63%, abriu 17,5 pontos percentuais de vantagem sobre Fátima, com 27,13%.

 

Mantidos esses números, a candidata do PV prevaleceria sobre a adversária petista no primeiro turno. O percentual de votos atribuído a ela supera o volume de intenção de votos de todos os outros candidatos somados: 39,27%.

 

Às vésperas do comício de Lula, o mesmo instituto Certus atribuíra a Micarlos 40% dos votos. E a Fátima, 31,14%. Nesse cenário, haveria segundo turno.

 

Agora, os dados do instituto Consult: com 47% das intenções de voto, Micarla aparece 17,92 pontos percentuais à frente de Fátima, com 29.08%.

 

Também aqui, o cenário é de vitória da candidata “verde” no primeiro turno. Considerando-se apenas os votos válidos, ela prevaleceria na eleição com 54%.

 

Lula transformara sua passagem por Natal numa ode à vingança. Desancara Agripino Maia no comício. Lembrara a atuação dele na derrubada da CPMF, no Senado.

 

Disse que viajara a Natal para um “acerto de contas”. Enfatizou que, para obter o escalpo de Agripino, voltaria à cidade tantas vezes quantas fosse preciso.

 

A sete dias da realização do primeiro turno, já não há mais tempo para que o presidente mande tirar o Aerolula do hangar.

 

Resta rezar para que as pesquisas estejam erradas ou para que um milagre produza o segundo turno em Natal. Do contrário, o ervide em Agripino terá de ser adiado para 2010.

 

Se prevalecer na capital potiguar, Micarla não deixará mal apenas Lula. Encontram-se no palanque do PT também o PSB da governadora Vilma Faria e o PMDB do presidente do Senado, Garibaldi Alves.

Escrito por Josias de Souza às 00h25

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha de S.Paulo.

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