Josias de Souza - Nos bastidores do poder
Josias de Souza - Nos bastidores do poder
 

Jobim reafirma: Abin tem aparatos que 'grampeiam'

  Fábio Pozzebom/ABr
Engana-se quem pensa que o laudo da Polícia Federal pôs fim à novela que tem como protagonistas os ministros Nelson Jobim (Defesa) e Jorge Félix (GSI).

 

Jobim informa que, até terça (23), enviará à CPI do Grampo “outros elementos.” São papéis que atestam “as compras feitas” pela Abin.

 

O ministro joga querosene numa fogueira que se imaginava a caminho da extinção:

 

“Pelo menos umas cinco ou seis, alguns técnicos afirmam que aquilo tem capacidade de fazer interceptações [telefônicas]”.

 

Mas, afinal, que técnicos são esses? “São pessoas conhecidas minhas”, limita-se a dizer Jobim.

 

E quanto ao laudo da PF, que examinou 16 equipamentos, está errado? Jobim sugere que nem todos os aparatos da Abin foram periciados: “Está correto [o laudo] em cima dos instrumentos examinados.”

 

O ministro volta a manusear o galão de querosene: “Os dados que nós temos são outros. Então, nós vamos enviar agora à CPI todos os elementos...”

 

“...E existe uma série de instrumentos que oferecem essa possibilidade [de fazer grampos]. Pelo menos são informações de técnicos que examinaram os instrumentos que foram adquiridos.”

 

Na quarta (24), a CPI dos Grampos pretende reinquirir Jorge Félix, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional e superior hierárquico da Abin.

 

Nesse dia, se Jobim cumprir a promessa, os deputados da CPI já terão em mãos os documentos sobre os tais equipamentos aptos a grampear. E a fogueira arderá, uma vez mais, sob holofotes.

Escrito por Josias de Souza às 21h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Surge suposta ‘namorada brasileira’ de John Mccain

Surge suposta ‘namorada brasileira’ de John Mccain

  Zero Hora
Num livro de memórias escrito em 99 –“Fé dos Meus Pais”— John McCain conta que, na mocidade, teve uma namorada brasileira.

 

A rede de TV ABC News foi atrás. E localizou, no Rio, Maria Gracinda Teixeira de Jesus (na foto).

 

Hoje entrada em anos, Gracinha, 77, jura de pés juntos e dedos descruzados que é ela a ex-namoradinha de McCain. Chamava-o assim: “Doce de coco.”

 

Agora levada às páginas dos jornais brasileiros (aqui e aqui), Gracinha refere-se ao candidato à Casa Branca em timbre afetivo e pouco republicano:

 

“Ele era gostosinho, carinhoso e romântico.” Ou ainda: “Ele beijava muito bem.”

 

Segundo conta, conheceram-se num almoço a bordo do no navio português Vera Cruz, ancorado na Praça Mauá, em 1957.

 

Três anos antes, Gracinha candidatara-se a Miss Distrito Federal de 1954. Antes, em 1949, fora eleita, aos 17, Rainha do Comércio do Rio.

 

A versão de Gracinha difere do relato de McCain. No livro, o candidato diz ter conhecido seu amor brasileiro numa festa do ‘hy society’, no Pão de Açúcar.

 

"Nós dançamos no terraço admirando a paisagem da baía até 1h”, anotou McCain. A certa altura, “senti que a sua bochecha estava úmida...”

 

“...‘Qual o problema?’, perguntei. ‘Nunca mais vou vê-lo novamente’, ela retrucou. Eu disse a ela que estaria na cidade por mais oito dias...”

 

“...E ficaria com ela o tempo que ela quisesse. Mas ela rejeitou, dizendo: ‘Não, eu não posso vê-lo nunca mais.’"

 

Gracinha sugere que o trelelê com McCain teria sido mais profundo, chegando inclusive aos lençóis.

 

Ela conta que tinha um Cadillac Eldorado conversível azul-turquesa –nas páginas do livro, McCain refere-se a um Mercedes.

 

Segundo Gracinha, o casal passeou de carro pela Barra da Tijuca. Por vezes, os passeios teriam terminado na casa dela.

 

“Ele era uma graça, um amor de pessoa, adorava passear comigo. Foi um amor grande, mas aí ele viajou e acabou. Do contrário poderia estar com ele até hoje.”

 

E se fosse a primeira-dama dos EUA? “Não gosto de política, ia cuidar de bichos, de crianças e idosos. E ficar de olho no John sempre. Ter ciúmes daquele homem é uma coisa normal.”

 

Caso McCain prevaleça sobre Barack Obama, Gracinha planeja enviar-lhe um telegrama. Vai assinar assim: "Seu grande amor do Brasil".

Escrito por Josias de Souza às 20h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

A crise deve resultar numa fase de maior regulação

A crise deve resultar numa fase de maior regulação

Alan E. Cober
 

 

O futuro é como tela virgem diante do pintor. Sabe-se que, do branco brotará uma pintura. Entre um traço e outro, pode-se arriscar um palpite: vai ficar feia. Ou bonita.

 

Mas nem ao artista é dado adivinhar os contornos finais da própria obra. Não antes dos últimos movimentos do pincel.

Assim também com a economia. Autoridades norte-americanas estão debruçadas, neste final de semana, sobre o rascunho da tela que será exposta nos próximos dias.

 

Por ora, há sobre o cavalete apenas um borrão. Analistas rufam nas páginas dos jornais previsões para gostos variados. Impossível, porém, desconsiderar a fluidez da cena.

 

De concreto, tem-se o seguinte: 1) Ainda não foi descoberta uma vacina para a maldição dos ciclos econômicos; 2) Vem aí uma fase marcada pelo aperto na regulação.

 

A atmosfera carregada da semana passada pairou sobre o sonho do capitalismo moderno como nuvem carregada em cima de casa destelhada.


Nuvens, como se sabe, são como os próprios ciclos econômicos. Vão e vêm. A estiagem que embalava a prosperidade dos EUA experimentou, há um ano, uma virada.

 

Deu-se uma tempestade de trovões anunciados. No início de 2000, Alan Greenspan já começara a prever, com antecedência de oito anos, que desceriam os raios.

 

Greenspan acumulava na época duas funções. Uma formal: presidente do Federal Reserve. Outra informal: oráculo da economia globalizada.

 

Do alto da autoridade dupla, Greenspan vaticinara: "É essencial que o atual período de relativa estabilidade internacional seja aproveitado da melhor forma possível para reduzir os riscos potenciais mais evidentes para uma crise".

 

"Não podemos prever com precisão a natureza da próxima crise financeira internacional. Mas que haverá uma é tão certo quanto a persistente imprudência financeira humana".

A crise chegou. E veio embalada pela “imprudência financeira” de um sistema cujos vícios Alan Greenspan viu avolumarem-se.

 

Respira-se agora, dependendo do ponto de vista, uma atmosfera de fim de ciclo ou de início de nova era. Na curva entre os dois conceitos, uma constatação unânime:

 

Junto com as instituições financeiras que micaram nos EUA foi à breca o postulado segundo o qual o sistema capitalista moderno, por auto-regulável, empurraria o mundo pós-Guerra Fria à prosperidade eterna.

 

Ruiu também o lero-lero de que ao Estado caberia apenas agir para atenuar os efeitos nocivos do sistema: pobreza, fome, desemprego... Exclusão social, enfim. Os pecados do mercado, o próprio mercado, livre de amarras, cuidaria de purgar.

 

Os fatos desmentiram, uma vez mais, as boas intenções. Noves fora o custo exportado para o resto do planeta, as perversões escondidas atrás da nova crise vão morrer no bolso do contribuinte norte-americano.

 

A analogia com o passado é inevitável. O colapso de 1929 interrompera um boom econômico que começara 33 anos antes, em 1896.

 

A mega-crise de 1974 repetira, 45 anos depois, a tremedeira de 1929. Agora, separado de 1974 por 34 anos, 2008 desce aos livros com cara de terremoto.

 

O diabo é que agora já não há nem mesmo o contraponto da visão marxista de uma sociedade voltada para o bem-estar, em detrimento do lucro. Faliram também as utopias.

 

Em meio à falência também das utopias, o capitalismo tampouco foi capaz de prover uma resposta a Marx. Espera-se, então, que o Estado providencie ao menos um feixe de mecanismos mais rigorosos de controle.

Algo que permita enxergar a tempestade antes que ela troveje sobre as arcas públicas. Ou, por outra, um sistema que pelo menos estique o intervalo entre um e outro ciclo de maturação da “imprudência financeira humana".

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 19h12

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Colunas | PermalinkPermalink #

Lula mergulha gostosamente no saco de gatos de SP

AP
 

 

A campanha eleitoral de São Paulo virou um receptáculo de felídeos domésticos.

 

O receptáculo é oblongo. E os felídeos têm uma cor que mescla o branco e o preto.

 

Em resumo: um saco de gatos pardos, eis o que virou a disputa paulistana.

 

Não fosse pelo tamanho das unhadas, seria difícil distinguir uns dos outros.

 

Neste sábado (20), Lula fez uma visita ao saco.

 

O presidente trazia na extremidade dorsal dos dedos não unhas, mas lâminas.

 

Durante a semana, Kassab e Alckmin achegaram-se a Lula. Cada um a seu modo.

 

Kassab chegou mesmo a divergiu, em público, de Rodrigo Maia, presidente do DEM.

 

Disse que não se deve fazer oposição cega a Lula, que tem sido correto com São Paulo.

 

Levou uma lanhada de Lula: “Eu ando pelo Brasil inteiro. Até o pessoal do DEM está com fotografia minha...”

 

“...De dia, eles me xingam na Câmara e no Senado. E de noite, distribuem santinhos do Lula nas ruas das cidades. Eles não têm lado porque são oportunistas."

 

Alckmin dissera na TV que o problema não é Lula, mas o PT. E o presidente: "Hoje eles dizem: 'Ah o Lula tudo bem, mas o PT não sei das quantas'. Estão brincando com nossa inteligência."

 

De resto, segue o festival de unhadas de Alckmin em Kassab e vice-versa.

 

Nesse nicho do saco, é Alckmin quem se encontra mais arranhado.

 

Ele dissera que José Serra, quando candidato a prefeito, em 2004, não queria Kassab na vice.

 

O nome teria sido imposto a Serra. Um “golpe” da tribo ‘demo.’

 

Serra viu-se compelido a distribuir uma nota que vale por muitas unhadas.

 

Diz o texto: "Gilberto Kassab foi um vice leal e solidário. E, à frente da prefeitura, seguiu à risca nosso programa de governo."

 

Kassab, por vivo, fingiu-se de morto: “Não vou comentar”. Quer deixar Serra em posição confortável.

 

Alckmin esboçou uma batida em retirada. Disse que deseja por um “ponto final” no arranca-rabo.

 

Difícil. Ultimamente, Alckmin parece mais afeito a outros tipos de ponto: o de exclamação e, sobretudo, o de interrogação.

 

Quanto a Serra, adota em São Paulo comportamento inverso ao de Lula. Foge do saco como gato escaldado de água fria.

 

O governador tucano converteu-se numa espécie de gênio às avessas.

 

Quem já não ouviu histórias de gênios querendo sair da garrafa? Pois Serra escreve o conto do gênio que não deseja senão manter-se enterrado na garrafa.

Escrito por Josias de Souza às 18h56

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Um supermercado só para pobres; pobres austríacos

Um supermercado só para pobres; pobres austríacos

Escrito por Josias de Souza às 17h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Secos & Molhados | PermalinkPermalink #

EUA: 43% dizem que a crise não interfere no voto

EUA: 43% dizem que a crise não interfere no voto

29% declaram que crescem chances de votar em Obama

23% afirmam que aumenta hipótese de optar por McCain

 

Susan Walsh/AP

 

Quatro em cada dez eleitores dos EUA afirmam que a crise que rói os pilares de Wall Street não tem impacto sobre a decisão que irão tomar na corrida pela Casa Branca.

 

O dado foi detectado em pesquisa do Gallup, divulgada nesta sexta (19). Segundo o instituto, a crise financeira que faz tremer o país pode resultar em benefício eleitoral para Barack Obama.

 

Mas, por ora, a perspectiva de vantagem é efêmera, ligeira, quase imperceptível. Apenas 29% afirmam que a crise reforça a opção de voto em Obama.

 

Para 23% dos entrevistados, o terremoto na economia tonifica a propensão de votar no outro candidato: John McCain.

 

A maioria (43%) diz que a turbulência econômica não vai interferir na escolha do candidato à sucessão de George Bush. Outros 5% não quiseram opinar.

 

O Gallup captou um outro dado relevante: o eleitorado norte-americano está dividido ao meio quanto à capacidade dos dois candidatos de lidar com a crise.

 

Para 43%, Obama gerenciará melhor a crise se for acomodado na cadeira de presidente.

 

Percentual praticamente idêntico de eleitores (42%) vê em McCain um candidato mais bem preparado para pelejar com a crise.

 

Os números ajudam a entender o porquê de o democrata Obama não ter disparado nas sondagens eleitorais.

 

Pela lógica, a crise deveria impor maiores prejuízos à campanha do republicano McCain, unido por liames partidários à desastrosa administração Bush.

 

McCain não conseguiu sair ileso da crise. Mas os danos impostos à candidatura dele são ínfimos se comparados ao tamanho da encrenca financeira.

 

O Gallup realiza pesquisas diárias para aferir o desempenho dos dois candidatos. Farejou, na última segunda-feira (15), uma leve reversão nos índices.

 

Na liderança da sondagem desde que o Partido Republicano referendara seu nome como candidato oficial, McCain começou a perder terreno para Obama.

 

De acordo com o Gallup, a semana chegou ao fim com Obama (49%) à frente de McCain (44%).

 

Mas a vantagem de cinco pontos amealhada por Obama roça a margem de erro da pesquisa diária, que é de 3%.

 

Tudo considerado, o Gallup conclui: tudo indica que a crise está apenas reforçando posições que já existiam antes de o drama econômico ganhar o noticiário.

Escrito por Josias de Souza às 04h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Reportagens | PermalinkPermalink #

 

- Folha: Bolsas disparam à espera de megapacote

 

- Globo: Após depressão, socorro oficial leva euforia a Bolsas

 

- Estadão: Plano dos EUA para crise terá 'centenas de bilhões de dólares'

 

- JB: Cofre aberto para a crise

 

- Correio: Motorista infrator terá punição gradual

 

- Valor: Dólar dispara e leva BC a intervir

 

- Gazeta Mercantil: Bancos Centrais injetam recursos e mercados reagem

 

- Jornal do Commercio: Estado corta salário de 2.142 servidores

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 04h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

De Maluf a Marta!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 04h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Rascunho de certas notícias do dia passadas a sujo

   Alan E. Cober
1.
Lulomania: à espera da resolução do enigma do primeiro turno –Alckmin ou Kassab?—, Marta cuida para não ser devorada no segundo round.

 

Neste sábado (20), a candidata petista vai ao palanque, de novo, com Lula a tiracolo.

 

No topo das pesquisas, Marta poderia, em tese, relaxar e gozar.

 

As mesmas sondagens, contudo, farejam um segundo turno bem menos róseo para o petismo. Assim, melhor não facilitar.

 

 

2. Lulofobia: De passagem por Mossoró (RN), Lula fez troça da inquietude da oposição com seus confortáveis índices de popularidade.

 

"Se os adversários estão preocupados porque as coisas estão dando certo esperem para ver o que vai acontecer nesse país até 2010, depois do pré-sal, do trem-bala, depois das obras do PAC estarem todas concluídas."

 

Repetiu que registrará seus "feitos" em cartório. Por que? Para inspirar no sucessor, que espera seja “da continuidade”, uma “preocupação”:

 

“Se um presidente que não tem diploma universitário fez tudo isso, eu, que tenho diploma, tenho que fazer mais”, dirá o sucessor aos seus botões, segundo a crença de Lula.

 

 

3. Lulotônico: Numa esticada até Natal (RN), Lula escalou o palanque de Fátima Bezerra (PT). De acordo com o Ibope, a petista (28%) ainda come poeira.

 

Embora em movimento ascendente, continua na rabeira da rival “verde” Micarla de Sousa (45%), apoiada pelo proto-oposicionista José Agripino Maia.

 

Para o petismo, a presença de Lula funcionará como espécie de tônico da virada. Agripino dá de ombros: “Não vai fazer diferença nenhuma.”

 

Ao discursar, Lula não fez segredo dos motivos que o levaram a Natal. O presidente quer o escalpo de Agripino:

 

“Eles derrotaram a CPMF achando que tinham me derrotado. Mas eles não sabem que nordestino que nasce pobre tem as costas calejadas. E eu não cheguei à presidência de graça..."

 

‘‘...Meu papel, como presidente da República, não é levantar a voz para ninguém, mas esse cidadão que coordena a campanha adversária, que transborda em ódio contra o governo federal, eu sabia que esse dia chegaria.”

 

Anunciou que o instinto de vingança o fará voltar: “Em 2010, vamos fazer o ajuste de contas em Natal. Virei quantas vezes for necessário para derrotá-lo.’’

 

 

4. Sangue: Em meio à campanha internacional pela pacificação da Bolívia, um cacique da tribo governamental de Evo Morales levou a mão ao tacape.

 

Líder do governo no Senado, Felix Rojas Gutierrez disse que nem tudo vai à mesa de negociação. A reforma agrária, por exemplo, está fora.

 

Será feita, segundo ele, com sangue: “Todo parto implica sangue. E o nascimento de um novo país também implica sangue...”

 

Sangue derramado “...sobre as cinzas de uma sociedade decadente, com uma classe latifundiária que veio se aproveitando nos últimos tempos [...] para encher os seus bolsos...”

 

“...Agora os pobres do país, no comando do governo, vão conseguir, finalmente, construir sobre as cinzas desta sociedade decadente uma nova sociedade, com eqüidade, justiça e sem pobres.”

 

 

5. Tortura: Nem depois de saborear cada letra do laudo da PF que desmentiu Nelson Jobim na novela dos grampos, o general Jorge Félix livrou-se da marcação do Congresso.

 

A CPI do Grampo reconvocou o mandachuva do GSI para mais uma daquelas torturantes sessões de inquirição. Será na próxima quarta (24).

 

Nesse ritmo, o general ainda acaba transferindo seu gabinete do Planalto para a planície do Legislativo.

 

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 01h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Evo pede a expulsão de rivais ‘refugiados’ no Acre

A administração Evo Morales pediu ao governo companheiro de Lula que expulse do Acre os bolivianos acusados de envolvimento nos confrontos de Pando.

Receosos das sanções de La Paz, vários opositores do governo boliviano cruzaram a fronteira com o Brasil.

 

Refugiaram-se em duas cidades acreanas: Epitaciolândia e, sobretudo, em Brasiléia.

 

Dias atrás, Brasília já dera uma mãozinha a Evo ao negar um pedido de asilo político ao governador de Pando, Leopoldo Fernández, agora preso na capital boliviana.

 

Fernández e o grupo dele são acusados de responsabilidade no massacre que resultou em pelo menos 17 mortes e no sumiço de 106 pessoas.

 

Alfredo Rada, ministro do Interior da Bolívia, refere-se ao grupo assim: "Gente considerada criminosa." Que “participou de forma direta no massacre em 11 de setembro".

Daí o pedido ao governo Brasileiro para que devolva à Bolívia os cidadãos que devem explicações à Justiça.

Escrito por Josias de Souza às 18h01

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Procon gaúcho impõe uma multa de R$ 971 mil à TAM

Apu Gomes/Folha
 

 

Sob a alegação de que a TAM demorou demais a divulgar a lista das vítimas da tragédia do vôo 3054, o Procon do Rio Grande do multou a companhia.

 

Multa acerba: R$ 971.031,60. Mas cabe recurso. A TAM tem prazo de dez dias para contestar a penalidade.

 

Procedente de Porto Alegre, o avião que conduzia os passageiros do vôo 3054 espatifou-se em Congonhas (São Paulo), no dia 17 de julho de 2007.

 

O acidente produziu 199 cadáveres. Para o Procon gaúcho, ao demorar mais de seis horas para liberar a lista das vítimas, a TAM causou suplício adicional aos familiares.

 

Teria havido "recusa injustificada em prestar serviço.” Um “defeito na prestação de informação". A TAM ainda não se manifestou.

Escrito por Josias de Souza às 17h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Carlismo conserva os ‘sinais vitais’ em Salvador

 

 

Em 2006, ao prevalecer sobre Paulo Souto (DEM) na disputa pelo governo baiano, o petista Jaques Wagner impôs dura derrota ao grupo de ACM.

 

Com a morte de ACM, ocorrida pouco depois, imaginou-se que, junto com o líder, descera à cova também a linhagem política dele.

 

Pois bem, representado na eleição municipal de Salvador pelo ‘demo’ ACM Neto, dodói do avô, o carlismo sacode no leito. Exibe os seus sinais vitais.

 

Na última sondagem do Datafolha, ACM Neto manteve-se na liderança, com 27%. Vêm atrás dele João Henrique (PMDB), com 22%; e Walter Pinheiro (PT), com 20%.

 

A pesquisa acomodou Pinheiro no elevador. Subiu quatro pontos. A 16 dias do primeiro turno, esboça-se a perspectiva de um confronto PT X DEM no segundo turno.

 

Dá-se coisa semelhante em São Paulo. Ali, empatado com Geraldo Alckmin (PSDB) em 22%, o ‘demo’ Gilberto Kassab aproxima-se de um segundo round contra a petista Marta Suplicy (37%).

 

Arma-se também em Recife um cenário de segundo turno do PT de João da Costa contra o DEM de Mendonça Filho.

 

Com uma diferença: ao contrário de Kassab, que sobe, Mendonça desce. Partira de um patamar de 30%. Hoje, amealha 22%, contra notáveis 48% atribuídos ao rival petista.

 

De resto, vem do Rio a novidade mais vistosa captada pelo Datafolha. Outrora azarão, Eduardo Paes, um ex-tucano que se aninhou no PMDB, sob as asas do governador Sérgio Cabral, isolou-se na liderança.

 

Com 26%, Paes abriu oito pontos de vantagem sobre o preferido de Lula e antigo favorito Marcelo Crivella (PRB), agora com 18%.

 

Digna de nota também é a subida de Fernando Gabeira. Escalou três pontos percentuais. Foi a 11%. Encontra-se agora em empate técnico com a terceira colocada, Jandira Feghali (PCdoB), que tem 13%.

 

Um detalhe pode alterar, na última hora, a cena da eleição carioca: a candidatura do líder Eduardo Paes encontra-se pendurada num passivo judicial.

 

Questionada pelo DEM do prefeito César Maia, a postulação de Paes depende, ainda, de uma palavra final do TSE. Imagine-se o sururu que sobreviria de uma eventual impugnação.

 

Não deixe de se informar sobre os números captados pelo Datafolha em outras três vitrines da eleição municipal: Curitiba, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Escrito por Josias de Souza às 16h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Universal indenizará herdeiros de uma mãe-de-santo

Stock Images
 

 

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada a pagar indenização de R$ 145.250 aos herdeiros de uma mãe-de-santo baiana.

 

A sentença foi ratificada, por unanimidade, pela 4ª turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

 

O nome da mãe-de-santo é Gildásia dos Santos e Santos. Uma foto dela foi veiculada, em 1999, pela Folha Universal, jornal da igreja do auto-proclamado bispo Edir Macedo.

 

A imagem de mãe Gildásia serviu de ilustração para uma notícia que tinha o seguinte título: “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes.”

 

A ialorixá morreu em 2000. Mas os herdeiros dela –marido e seis filhos— decidiram levar a Universal às barras dos tribunais. Alegram ofensa à honra.  

 

A 17ª Vara Cível da Bahia deu razão aos herdeiros. Condenou a Igreja Universal a pagar uma indenização salgada: R$ 1,4 milhão.

 

Mais: a Folha Universal foi condenada a publicar, em dois números, uma retratação à mãe-de-santo.

 

A Universal recorreu. E o processo foi escalando as instâncias do Judiciário, até aportar no STJ. Ali, manteve-se a condenação, mas atenuou-se a sentença.

 

A indenização foi reduzida de R$ 1,4 milhão para R$ 145.250 –R$ 20.750 para cada herdeiro. Em vez da retratação dupla, a Folha Universal terá de veicular apenas uma.

 

Seja como for, a macumba editorial da Universal virou-se contra o macumbeiro, lesando-lhe o bolso.

Escrito por Josias de Souza às 15h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Resposta dos EUA à crise: socialização de prejuízos

Alan E. Cober
 

 

O governo e o Congresso dos EUA se juntaram para tentar produzir um feixe de medidas contra a crise financeira que eletrifica os mercados mundiais.

 

A coisa será costurada ao longo do final de semana. Uma das providências sob análise prevê a adoção de um remédio amargo para o contribuinte norte-americano.

 

Estuda-se a criação de uma agência governamental com poderes e dinheiro para assumir o passivo de instituições financeiras micadas.

 

A tal agência encamparia os bancos encalacrados, engoliria o lado podre dos balanços e devolveria a parte boa ao mercado.

 

Em bom português: será uma mega-socialização dos prejuízos que envenenam o sistema bancário dos EUA.

 

Estima-se em cerca de US$ 1 trilhão o custo da brincadeira. Uma conta a ser espetada na tabuleta do Tesouro norte-americano.

 

o secretário do Tesouro, Henry Paulson, "Este país é capaz de se unir e realizar as coisas rapidamente quando é preciso, pelo bem do povo americano".

 

"Agora estamos trabalhando para combater um risco sistêmico e a tensão em nossos mercados de capitais”, diz Henry Paulson, o secretário do Tesouro.

 

Em uma frase, Paulson expõe o miolo da picanha que foi levada à grelha:

 

“Falamos de um enfoque integral, que exigirá uma nova legislação, para enfrentar os ativos sem liquidez nos Estados Unidos."

 

O presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA) ecoa Paulson:

 

"Nos unimos para trabalhar em uma rápida solução, que ataque o foco do problema: os ativos sem liquidez dos balanços das instituições financeiras."

 

Confirmando-se a receita desse churrasco que reserva ao cidadão norte-americano apenas sal grosso, a perspectiva é de que o furacão dê uma trégua.

 

O que inquieta os mercados ao redor do mundo é a iminência de uma surpresa a cada esquina.

 

Se a Casa Branca assegura que vai engolir todos os micos –inclusive os que estão por vir—cessam, em tese, as dúvidas que embalam a onda de pânico.

 

PS.: Ilustração via sítio Artist Gallery

Escrito por Josias de Souza às 03h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Bolívia busca 106 pessoas ‘desaparecidas’ em Pando

Blog da Amazônia
 

 

O governo boliviano recebeu de uma entidade sindical camponesa uma lista macabra.

 

Traz os nomes de 106 pessoas “desaparecidas”. São moradores do Estado de Pando.

 

Foi nesse pedaço do mapa boliviano que a crise política produziu cadáveres.

 

Inicialmente, La Paz estimara os mortos em 30. Depois, 15. Agora, 17.

 

O governo já falava em 106 desaparecidos. Mas não exibia os nomes.

 

Nesta quinta (18) surgiu a lista. Foi elaborara por uma entidade sindical.

 

Chama-se Federación Sindical Única de Trabajadores Campesinos de Pando.

 

O documento foi entregue a uma autoridade do governo Evo Moales: Waldo Albarracín.

 

Na foto lá do alto, Albarracín aparece ao lado de uma camponesa.

 

Ele ocupa o cargo de Defensor do Povo. É uma espécie de ombudsman do governo.

 

A reunião em que a lista foi entregue foi testemunhada por Altino Machado.

 

Trata-se de um jornalista brasileiro, baseado no Acre. É titular do Blog da Amazônia.

 

De acordo com os relatos feitos a Albarracín, há entre os desaparecidos até crianças.

 

Na véspera, uma TV de La Paz, o Canal 7, informara que o governo destacara 85 pessoas para realizar uma busca aos desaparecidos de Pando.

 

É justamente o que pediram os representantes da federação camponesa.

 

Ouvido pela emissora, Albarracín disse que as buscas sanearão as dúvidas quanto ao número de cadáveres.

 

De uma coisa o governo boliviano parece não ter dúvidas: acusa o governador de Pando, Leopoldo Fernández, de ser o mandante das mortes.

 

Ferrenho opositor de Evo Morales, Fernández encontra-se detido em La Paz.

 

Quanto à perspectiva de punição, Albarracín, o Defensor do Povo, disse o seguinte aos camponeses:

 

“Imaginemos que nossas investigações não resultem na condenação dos responsáveis pelo massacre...”

 

“...Caso isso aconteça, nós poderemos apelar ao Tribunal Internacional de Haia, na Holanda, e à OEA.”

 

O massacre de Pando foi um dos itens que constaram da nota conjunta dos presidentes da Unasul.

 

Reunidos em Santiago, na última segunda (15), nove presidentes, entre eles Lula, decidiram enviar à Bolívia uma comissão para investigar as mortes.

 

A atmosfera intoxicada de Pando, que se encontra sob estado de sítio, empurra a encrenca para dentro do Brasil.

 

Bolivianos e brasileiros residentes em Pando buscam refúgio na fronteiriça cidade de Brasiléia, no Acre.

 

José Alvani, da Secretaria de Articulação Institucional do governo do Acre, informa:

 

“Nós já recebemos mais de mil bolivianos, além de um grupo brasileiro com 30 homens, mulheres e crianças.”

 

Os brasileiros encontram-se alojados no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Brasiléia (veja foto abaixo). Não querem retornar à Bolívia.

 

Refugiaram-se também na acreana Brasiléia partidários do governador Leopoldo Fernández. Fogem das represálias de La Paz.

 

Blog da Amazônia

Escrito por Josias de Souza às 02h45

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta sexta

 

- Globo: Dólar dispara e vai a R$ 2

 

- Estadão: BC decide vender US$ 500 milhões

 

- JB: Menos 3 milhões de pobres

 

- Correio: Segura o dólar!

 

- Valor: Dólar dispara e leva BC a intervir

 

- Gazeta Mercantil: Bancos Centrais injetam recursos e mercados reagem

 

- Estado de Minas: Dólar já faz brasileiro rever vôos ao exterior

 

- Jornal do Commercio: Fuga em massa é abortada

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Contra o furacão, guarda-chuvas!

Novaes
 

Via sítio JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

TSE veta candidatura a vereador de filho de Lula

  Folha
Numa eleição em que onze em cada dez políticos cobiçam o apoio de Lula, a intimidade com o presidente tornou-se pesadelo para um candidato a vereador de São Bernardo.

 

Chama-se Marcos Cláudio Lula da Silva. Filho de Marisa Letícia, ele foi adotado pelo presidente quando tinha 3 anos.

 

No mês passado, o TRE de São Paulo negara o pedido de registro da candidatura de Marcos Lula. O motivo: como filho do presidente, ele seria inelegível.

 

O candidato recorreu ao TSE. Que, na noite desta quinta (18), manteve o veto à participação de Marcos Lula nas eleições.

 

A proibição é inspirada no parágrafo 7º do artigo 14 da Constituição. Eis o que reza o texto:

 

São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do presidente da República, de governador de Estado (...), de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

 

Prevaleceu no TSE a tese segundo a qual o “território de jurisdição” de Lula é o Brasil inteiro.

 

Ou seja: Marcos Lima não pode concorrer nem em São Bernardo nem em qualquer outro município brasileiro.

 

Os advogados do filho do presidente prometem levar o caso até o STF. Terão de correr. Faltam 17 dias para a eleição.

 

É o cúmulo da ironia: o candidato mais chegado a Lula foi atropelado pela intimidade hereditária.

Escrito por Josias de Souza às 23h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula: ‘Quarta Frota está quase em cima do pré-sal’

 

De passagem pela cidade gaúcha de Rio Grande, Lula revelou-se preocupado com a presença militar dos EUA na costa marítima da América Latina.

 

Referiu-se especificamente à Quarta Frota naval dos EUA, despachada para a região a pretexto de combater o narcotráfico e auxiliar em missões de paz.

 

Para Lula, os EUA podem estar de olho, veja você, no tesouro do pré-sal. Disse já ter inclusive manifestado sua preocupação ao próprio George Bush.

 

"A Marinha joga um papel importante para proteger o nosso pré-sal, porque os homens já estão aí com a Quarta Frota quase em cima do pré-sal", disse Lula.

 

Acrescentou: "A nossa Marinha tem que ser a guardiã das nossas plataformas em alto-mar para fiscalizar esse patrimônio...”

 

“...Daqui a pouco chega um espertinho aí e fala: ‘Isso é meu, está no fundo do mar mesmo, ninguém sabe, isso é meu’."

 

Lula chegou mesmo a insinuar que, servindo-se de tecnologia ainda indisponível, forças alienígenas se aventurem a enfiar uma sonda no nosso pré-sal:

 

"Agora, tem uma sonda que fura verticalmente, depois vai na horizontal 5, 6 quilômetros. Nego, lá do país dele [Bush], vai tentar pegar o nosso petróleo aqui. Nós temos que tomar conta."

 

Considerando-se o histórico intervencionista dos EUA, o governo brasileiro faz bem em eriçar os cabelos com a presença a proximidade da Quarta Frota.

 

Mas daí a imaginar que Bush, já tisnado pela crise financeira, vá virar ladrão de petróleo... Ora, francamente.

 

O convívio com os companheiros Hugo Chávez e Evo Morales não tem feito bem a Lula.

Escrito por Josias de Souza às 19h24

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para Gilmar, laudo da PF ainda ‘não isenta’ Abin

  Folha
Gilmar ‘Grampeado’ Mendes, o presidente do STF, voltou à boca do palco.

 

Comentou o resultado da perícia da PF em 16 equipamentos da Abin.

 

Embora o laudo afirme que a parafernália não faz grampo, Gilmar manteve o pé atrás:

 

"Isso diz pouco porque simplesmente diz sobre as maletas que foram apresentadas...”

 

“...Nós não sabemos se são todas as maletas de que a Abin dispõe...”

 

Não sabemos também ‘se não teriam a possibilidade de fazer a interceptação...”

 

“...Também ninguém afirmou que essa interceptação foi feita pela Abin, pela polícia, por pessoas contratadas...”

 

“...O que interessa é de fato aprofundar essas investigações."

 

De resto, Gilmar tachou de “ilegal” a participação direta de mais de cinco dezenas de servidores da Abin na Operação Satiagraha.

 

Ecoando o que dissera o amigo Nelson Jobim na véspera, em depoimento à CPI do Grampo, Gilmar esgrimiu o mesmo ponto de vista:

 

Acha que seria admissível, no máximo, que a PF requisitasse informações a outros órgãos. Servidores, não.

 

Aos pouquinhos, vai se formando um caldo viscoso que.

 

Uma gosma que, mais adiante, será usada pela defesa de Daniel Dantas, o suspeito-geral da República, para requerer a anulação das provas da Satiagraha.

Escrito por Josias de Souza às 18h47

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Pelo tamanho da crise, ‘lucro’ de Obama é pequeno

  Chris Carlson/AP
A crise que expõe os pés de barro do mercado financeiro norte-americano empurrou o democrata Barack Obama de volta ao topo das pesquisas.

 

Pesquisa New York Times/CBS News, indica que Obama (48%) abriu cinco pontos percentuais de vantagem sobre o rival republicano John McCain (43%).

 

Noutra sondagem, feita pela Universidade Quinnipiac, Obama prevalece sobre McCain com margem menor: quatro pontos.

 

Parece óbvio que Obama lucra politicamente com a encrenca que engolfa a administração republicana de George Bush.

 

Porém, considerando-se o tamanho da crise, que se espraia por todo o planeta, o lucro é, por ora, pequeno, muito pequeno, exíguo.

 

Noves fora o velho preconceito de cor, Obama ainda é visto pelo eleitor norte-americano como um candidato menor do que o desafio gigantesco que assedia a nova presidência dos EUA.

Escrito por Josias de Souza às 18h21

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em ato do PSOL, Protógenes faz pose de candidato

  Lula Marques/Folha
Alvo de uma sindicância aberta por ordem de Tarso Genro, Protógenes Queiroz tornou-se estrela da campanha de Luciana Genro, filha do ministro da Justiça.

 

O Genro pai faz severos reparos à atuação de delegado na Operação Satiagraha. Mas a Genro filha excede-se em elogios ao trabalho de Protógenes.

 

A convite do PSOL, Protógenes esteve em Porto Alegre. Foi fazer campanha para a filha do ministro, candidata a prefeita.

 

O delegado participou de um ato público. Gravou mensagem para a propaganda de TV.

 

Comprou adesivos de campanha. E, de quebra, fez pose, ele próprio, de candidato.

 

Dirigindo-se a uma platéia de militantes do PSOL, um cabo eleitoral de Luciana Genro anunciou:

 

“Olha o delegado que prendeu o Daniel Dantas aqui, pessoal!”

 

Apontava para um Protógenes de cenho austero, de terno escuro, gravata vermelha.

 

O delegado deu atenção especial aos fãs. Apertou mãos, posou para fotos.

 

Como que preocupado em erigir um discurso para futuros embates eleitorais, Protógenes tratou de lustrar a própria biografia.

 

Lembrou que participou do movimento das Diretas Já. Disse que, sob a ditadura militar, enfrentou a polícia em congressos da UNE.

 

Adensou a pregação com frases típicas de candidato. Coisas assim: “É preciso banir a corrupção do Brasil...”

 

“...Por ser o crime maior, cujas conseqüências são nossas mazelas sociais, como a saúde.” Citou Leonel Brizola e Ulysses Guimarães. Elogiou Sobral Pinto.

 

“O delegado aqui ao meu lado prendeu Paulo Maluf”, disse Luciana a certa altura.

 

E Protógenes, provocando risos na audiência: “Duas vezes.”

 

Mais: “Em 10 anos de combate ao crime organizado, só em São Paulo, eu prendi:...”

 

“...Um presidente da Câmara de Vereadores [Armando Melão], um prefeito [Celso Pitta] e um governador [Paulo Maluf]. Vejam só isso.”

 

Perguntou-se a Protógenes: “E se o mandarem para a fronteira, quando terminar a licença?”

 

O delegado não se deu por achado: “Tudo bem. Trabalhei na fronteira quando entrei na PF, há quase 10 anos. Lembro disso porque prendi o Hildebrando Paschoal lá.”

 

Hildebrando (ex-PFL) é aquele ex-deputado que ficou célebre pela truculência. Além de matar os desafetos, passava-os na moto-serra.

 

Protógenes não é, por ora, filiado a nenhum partido. A eleição de 2008 já não pode tê-lo como candidato. Mas o delegado, não resta dúvida, pôs um pé no palanque. Aguarda-o 2010.

Escrito por Josias de Souza às 17h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Perícia da PF: as maletas da Abin não ‘grampeiam’

  Lula Marques/Folha
Há coisa de duas semanas, Nelson Jobim soltou na sala de Lula uma inverdade.

 

A danada correu meio mundo antes que a verdade conseguisse calçar tênis.

 

Nesta quinta (18), a PF trouxe à luz o laudo de perícia feita em 16 equipamentos da Abin. Entre eles as famigeradas maletas.

 

O texto traz a chancela do confiável Instituto Nacional de Criminalística.

 

Anota: os equipamentos da Abin não têm capacidade para grampear telefones.

 

Jobim talvez tente agora envolver a mentira numa bruma de imprecisão. Não vai colar.

 

Engolida por Lula, a inverdade empurrou Paulo Lacerda para fora da Abin.

 

Pendurada nas manchetes, ela expôs ao ridículo o chefe do GSI, Jorge Félix.

 

Desmontada pela PF, a mentira desmoraliza o ministro da Defesa.

 

A perícia até encontrou entre a parafernália da Abin um equipamento que grampeia.

 

Só capta, porém, conversas que tenham origem em telefones fixos e analógicos.

 

Não teria como bisbilhotar o diálogo de Gilmar Mendes com Demóstenes Torres.

 

Ao falar com o senador, o presidente do STF estava pendurado a um celular digital.

 

Gilmar discara para sua secretária, no Supremo, que o transferira para Demóstenes, no Senado.

 

A secretária e o senador manusearam telefones fixos. Ambos igualmente digitais.

 

Ou seja: ainda que a bisbilhotice tenha partido de alguém da Abin...

 

...O equipamento usado não está entre os 16 que a Agência exibiu aos peritos da PF.

 

De resto, a perícia constatou que um dos equipamentos da Agência tem capacidade para fazer escutas ambientais.

 

O setor se Segurança do STF sustenta que Gilmar pode ter sido vítima também desse tipo de monitoramento.

 

Mas não veio à luz, por ora, nenhuma evidência material do delito.

 

É diferente do que ocorre no grampo na conversa entre o ministro e o senador.

 

Neste caso, a ilegalidade está estampada numa transcrição, cuja autenticidade é atestada pelos donos do diálogo. Tudo considerado, tem-se o seguinte:

 

Por ora, a PF conseguiu apenas desmontar a mentira de Jobim. A interrogação que justificou o inquérito continua de pé: Quem fez o grampo?

Escrito por Josias de Souza às 16h22

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quinta

 

- Folha: Crise financeira derruba Bolsas e paralisa crédito

 

- Globo: Brasil e Rússia perdem mais

 

- Estadão: Fuga de investidores provoca queda de 6,74% na Bovespa

 

- JB: Desconfiança anula socorro aos mercados

 

- Correio: IPTU vai subir 7,15%

 

- Valor: Crédito encolhe no mundo todo

 

- Gazeta Mercantil: Socorro bilionário à AIG falha e mercados mergulham na crise

 

- Estado de Minas: Temporal devastador

 

- Jornal do Commercio: Droga virtual surge na Internet

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Enigma eleitoral!

Orlandeli
 

Via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 02h14

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula: Se rarear o crédito, BNDES emprestará mais

‘Nós estamos acompanhando essa crise  com lupa’

‘Na medida do necessário, vamos tomar  medidas’

‘Se rarear crédito lá fora, vamos arrumar  dinheiro’

‘Havendo recessão nos EUA, abala todos os países’

‘Não queremos brecar o crescimento da  economia’

‘Henrique Meirelles está  viajando para  Nova York’

 

Sérgio Lima/Folha

 

Lula concedeu entrevista à TV Brasil. Foi ao ar na noite desta quarta (18). Falou sobre a crise que sacode a economia dos EUA e se irradia pelo mundo.

 

Soou otimista: “O governo está preparado e o Brasil está preparado.” Mas temperou suas frases com uma pitada de realismo: “Todo cuidado é pouco.”

 

Disse que o governo acompanha a crise “com lupa.” Acenou com a hipótese de agir: “Na medida em que for necessário, nós vamos tomar medidas.”

 

Sem açodamento, contudo: “Nós não vamos tomar nenhuma medida precipitada.” Vai abaixo o essencial:

 

 

1. A crise e o Brasil: “O governo está preparado e o Brasil está preparado. Obviamente que nós sempre levamos em conta que, tendo recessão nos EUA, vai ter um abalo em todos os países, afinal de contas é a maior economia do mundo. Mas o Brasil nunca esteve tão preparado como está hoje. O Brasil diversificou a sua balança comercial. Nós, que tínhamos uma dependência de quase 30% da balança comercial com os Estados Unidos, hoje temos apenas 15% (...). O Brasil hoje é menos dependente da relação comercial com os Estados Unidos.”

 

2. Medidas energenciais: “Nós não vamos tomar nenhuma medida precipitada. Nós estamos acompanhando isso com lupa. O [presidente do BC, Henrique] Meirelles está viajando para Nova York. Tenho conversado com o ministro Guido Mantega [Fazenda] todo dia. Na medida em que for necessário, nós vamos tomar medidas.”

 

3. Escassez de crédito: “(...) Se rarear o crédito internacional e os empresários brasileiros tiverem dificuldade para tomar dinheiro emprestado, nós vamos ter que tomar uma decisão de arrumar mais dinheiro para que o BNDES possa emprestar.”

 

4. De onde virá o dinheiro? “Nós já tomamos a decisão de emprestar mais R$ 15 bilhões para o BNDES e também de pegar o fundo que nós criamos de desenvolvimento com o dinheiro do Fundo de Garantia para repassar uma parte para o BNDES fazer os investimentos. (...) Sabemos que empresas grandes como a Petrobras, a Vale do Rio Doce precisam de financiamento externo, mas na hora em que ele rarear nós vamos ter inclusive que mudar as normas do BNDES, que não pode emprestar uma determinada quantidade de dinheiro só para uma empresa, para que ele possa aumentar o volume de dinheiro emprestado.”

 

5. Mercado interno: “(...) Nós não queremos em hipótese alguma brecar o crescimento da economia. Estamos com um mercado interno sólido, ele dá substância à nossa economia e nós queremos que continue fortalecido. Por isso eu acho que o Brasil vai passar por essa sem sofrer as conseqüências que sofreria em outros momentos, quando nós estávamos mais débeis. Dessa vez, sem passar nenhum otimismo exagerado, eu acho que o Brasil está seguro, até porque temos um colchão de US$ 205 bilhões de reserva. E não queremos mexer na nossa reserva por conta disso.”

 

6. Convite ao consumo: “O que nós queremos é continuar fazendo a economia crescer, que o povo continue consumindo, continue comprando, porque aí nós vamos dar solidez à nossa economia.”

 

7. Alta dos juros e pessimismo interno: “Penso que o mercado vai ser surpreendido. Todo mundo sabe que as medidas tomadas pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda tinham como objetivo reduzir um pouco a demanda, porque ela estava muito aquecida. E nós começamos a ficar preocupados, porque na hora em que aumenta a demanda e você não tem a oferta, você pratica uma coisa que eu não quero, que é a inflação. Como nós temos muitos investimentos contratados, alguns em andamento, a nossa expectativa é que num curto prazo essas empresas que estão aumentando a sua capacidade de produção, e que hoje significam aumento de demanda, daqui a um ano estarão colocando o produto na rua, vão passar a ser oferta, e isso pode equilibrar a nossa economia, para que a gente não tenha nenhuma preocupação.”

 

8. Controle da inflação ou crescimento? As duas coisas são prioridade. E nós estamos provando que é possível a economia crescer, é possível distribuir renda e é possível controlar a inflação. Estamos provando que é possível exportar, ao mesmo tempo importar, crescendo o mercado interno. Esse é o sucesso da política econômica, é que você não precisa travar. Se você está tomando dois comprimidos, você pode tomar apenas um e meio. Aí nós vamos permitir que haja um ciclo duradouro de crescimento. É com essa hipótese que eu trabalho: o Brasil crescer 10 ou 15 anos a taxas entre 4% e 6%, um crescimento extraordinário.”

 

No pedaço da entrevista dedicado à política, Lula falou sobre 2010 e terceiro mandato.

 

Referiu-se a Dilma como “um dos quadros com capacidade gerencial como poucos na história deste país.”

 

“Merece” ser candidata. “Mas não sei se vai ser Dilma, porque também não discuti isso com ninguém ainda.”

 

E quanto a Ciro Gomes? “Tenho profundo respeito.” Mas...

 

“Neste momento, nem Ciro, nem Dilma, nem ninguém, porque neste momento eu não estou discutindo sucessão presidencial...”

 

“...Quando chegar o momento de discutir quem vai ser o candidato, (...) eu quero ver se é possível a gente construir uma candidatura única da base aliada. Esse é o meu sonho: presidente e vice da base aliada.”

 

Lula voltou a afastar se si a macumba da re-reeleição: “Penso que democracia é uma coisa tão séria que a gente não pode brincar com ela...”

 

“...Daqui a pouco alguém quer o terceiro mandato, o quarto mandato, o quinto mandato. Está de bom tamanho. (...) Eu já tive meu tempo.”

 

PS.: Se estiver interessado em ler a íntegra da entrevista de Lula, ela está disponível, subdividida em sete partes, aqui: 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7.

Escrito por Josias de Souza às 01h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

CEF libera lista de bolsistas admitidos no ProUni

Saiu a relação dos alunos contemplados em seleção do Fies (Fundo de Financiamento do Estudante do Ensino Superior).

 

De um total de 5.235 inscritos, foram admitidos no ProUni (Programa Universidade para Todos) 4.494 bolsistas.

 

Coube à Caixa Econômica Federal, operadora do Fies, divulgar a lista. Os interessados podem conferir aqui.

 

Para que seja confirmado o acesso aos empréstimos do Fies, é necessário agora que as instituições de ensino ratifiquem as inscrições até a próxima segunda (22).

 

Os bolsistas não-selecionados podem recorrer da decisão até esta sexta (19). O resultado da apreciação dos recursos sai na própria segunda (22).

Escrito por Josias de Souza às 19h44

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jobim reafirma que maletas estão aptas a grampear

  Fábio Pozzebom/ABr
Terminou há pouco o depoimento do ministro Nelson Jobim (Defesa) à CPI do Grampo.

 

Eis, em 20 tópicos, a essência do que já foi dito pelo ministro:

 

1. Jobim confirmou na CPI que, em reunião da coordenação de governo, informou que a Abin adquirira maletas.

 

2. Equipamentos comprados por meio de uma comissão de compras do Exército, localizada em Washington;

 

3. O ministro repetiu que recebera do Exército a informação de que os equipamentos da Abin estão aptos a realizar escutas telefônicas.

 

4. Na reunião da coordenação de governo, repassou a informação do Exército a Lula. O ministro Jorge Félix (GSI) pôs em dúvida;

 

5. Jobim entregou à CPI os papéis que entregara a Lula. Contêm as especificações técnicas das maletas da Abin. Lendo-os, infere-se que, de fato, captam telefonemas.

 

6. Para tirar a prova dos nove, o Exército periciou os equipamentos da Abin. A perícia está pronta. Mas Jobim disse não dispor de cópia. Aqui, registrou-se um impasse;

 

7. Pela manhã, falando à comissão do Congresso que fiscaliza a Abin, Jorge Félix dissera que Jobim entregaria o papelório da perícia do Exército à CPI do Grampo;

 

8. Jobim desmentiu Félix. Disse que nem mesmo viu o documento. E devolveu a bola ao general do GSI. A platéia ficou sem saber o que concluiu, afinal, o Exército;

 

9. O ministro da Defesa negou que as Forças Armadas disponham de maletas iguais às da Abin. Têm apenas, disse ele, equipamentos para “varreduras” de grampos;

 

10. A informação sobre as maletas foi decisiva para que Lula afastasse temporariamente a cúpula da Abin, incluindo Paulo Lacerda?

 

11. Jobim diz que não. Disse que pesou uma outra posição defendida por ele junto a Lula: havia provas de que agentes da Abin atuaram na Operação Satiagraha;

 

12. O ministro da Defesa deixou bem clara sua posição: o envolvimento direto da Abin na Satiagraha é ilegal. O mesmo vale para o pessoal da inteligência militar;

 

13. Tanto assim, disse Jobim, que a Aeronáutica abriu sindicância para apurar a extensão do envolvimento de um sargento na Satiagraha;

 

14. Para Jobim, seria admissível apenas que o delegado Protógenes Queiroz requisitasse dados a outras repartições públicas: COAF, Detrans, Abin, etc...

 

15. Daí, segundo Jobim, o afastamento dos dirigentes da Abin. Disse que estava clara a necessidade de investigar. E aconselhou o afastamento. Conselho acatado por Lula;

 

16. Em meio ao lufa-lufa da CPI, Jobim enveredou por um debate que envolve a imprensa. Defendeu alterações na lei que regula a atividade jornalística;

 

17. Jobim acha que deveriam ser punidos os veículos de comunicação que divulgam informações obtidas por meio de grampos ilegais;

 

18. Lançou dúvidas, de resto, sobre o direito constitucional do jornalista de manter o sigilo de suas fontes;

 

19. Disse que, diante da necessidade de apurar um crime, o direito à preservação da fonte pode não ser “absoluto”;

 

20. Mais: afirmou que o tema pode vir a ser objeto de discussão no STF. Declarou, sem especificar os casos, que o Supremo, submetido a “conflitos de valores constitucionais”, já “relativizou” outros direitos tidos como “absolutos”.

 

Eis aí um debate sibilino e perigoso. Está em jogo não a prerrogativa do repórter de salvaguardar as suas fontes, mas o inalienável direito do cidadão de ser informado.

Escrito por Josias de Souza às 18h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mulher de Lula encontra empresários em São Paulo

  Wilson Dias/ABr
Loquaz da intimidade familiar, a primeira-dama Marisa Letícia adota em público a mudez como marca pessoal.

 

Nesta quinta (18), a mulher de Lula vai quebrar o silêncio. Emprestará a voz a uma causa nobre.

 

Marisa vai encontrar-se com empresários, no escritório da presidência da República em São Paulo.

 

Fará um apelo às empresas para que se engajem no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes.

 

Deve-se à iniciativa à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

 

O órgão está às voltas com a organização do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

 

Será entre 25 e 28 de novembro, no Rio. A novidade neste ano é o realce que se tenta dar à participação das empresas.

 

Acompanhada do ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), a primeira-dama levará, de saída, duas sugestões aos empresários:

 

1. Que as empresas façam campanhas contra a exploração sexual;

 

2. Que coíbam esse tipo de violação em suas respectivas cadeias produtivas.

Escrito por Josias de Souza às 17h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Planeta ‘ganhou’ 75 milhões de esfomeados em 2007

A maior fatalidade da era pós-industrial é a fome.

Pode-se objetar que a fome sempre existiu. Sim, de acordo.

 

A fome é mesmo antiga como o tempo. Mas ela não comove mais, eis a novidade.

 

O mundo tem, hoje, solidariedades mais urgentes.

 

Nesta quarta (17), a FAO, braço da ONU para alimentação e agricultura, informou:

 

O número de famintos do mundo subiu, em 2007, de 850 milhões para 925 milhões.

 

Em um ano, o planeta passou a conviver com 75 milhões de subnutridos.

 

Atribui-se o fenômeno à alta no preço dos alimentos.

 

Faz-se em torno dos dados da ONU um silêncio vil.

 

A fome continua adormecida nas curvas do intestino de quem a sente.

 

Mas como ter olhos para tripas vazias se o sistema financeiro dos EUA derrete?

 

Para resolver a encrenca da fome, estima a FAO, é preciso investir US$ 30 bilhões.

 

Com essa grana, estima o organismo da ONU, daria para duplicar a produção de comida.

 

É menos da metade do valor injetado pelo Federal Reserve aa seguradora AIG: US$ 85 bilhões.

 

Mas a satisfação dos apetites do mercado é, obviamente mais emergencial.

 

Diferentemente das casas bancárias e seguradoras, o estômago traz nas origens uma certa vocação para a tragédia.

 

Não é por outra razão que vem do grego: "stómachos".

 

Se pudesse dar entrevista, resumiria assim o oco de sua existência: "É dura a vida de víscera."

 

Não é um drama que possa ser entendido por pessoas que matam a fome simplesmente abrindo a geladeira.

Escrito por Josias de Souza às 16h18

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

No Rio, novo ‘caveirão’ dá vexame já na 1ª missão

Escrito por Josias de Souza às 12h59

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Número dois da PF não passou nem um dia no xadrez

Preso na tarde de terça (16), Romero Menezes, o número dois da PF, foi devolvido ao meio-fio no início da madrugada desta quarta (17).

 

O TRF de Brasília, que revogou o pedido de prisão à noite, privou Romero Menezes da sensação de ver o seu primeiro Sol quadrado.

 

No corre-corre do prende-e-solta, foram batidos todos os recordes do STF no caso Daniel Dantas.

 

Com uma diferença: ainda não se ouviu na PF nenhuma voz que se animasse a reclamar da ligeireza do quase sempre lerdo Judiciário. De duas uma:

 

1. O pedido de prisão de Romero Menezes –formulado pelo Ministério Público e acatado pelo juiz de primeiro grau— é inepto. Neste caso, deve-se um pedido coletivo de desculpas ao delegado;

 

2. Os indícios de malfeito são densos e a prisão de cinco dias era necessária para evitar prejuízo à coleta de provas. Nesta hipótese, falta ao caso atual aquela pitada de indignação cívica que costuma rodear as investigações da PF.

Escrito por Josias de Souza às 12h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

EUA estatizam seguradora e ‘redimem’ Brasil de FHC

Mark Lennihan/AP
 

 

Uma decisão tomada em meio à crise que devora a saúde financeira dos EUA pôs fim a um velho mito.

 

Virou cinza o mito da peculiaridade brasileira, que fazia de nós uma sociedade diferente de todos os outros povos do planeta.

 

Até aqui, o Brasil era visto como país que contornava as suas crises recorrendo a soluções peculiares, que jamais seriam imitadas alhures.

 

A pecha foi soterrada na noite desta terça (16). Deu-se no instante em que o Federal Reserve (banco central dos EUA) decidiu socorrer uma seguradora privada.

 

Empurrou-se para dentro do balanço micado da AIG (American International Group) a bagatela de US$ 85 bilhões em verbas do contribuinte norte-americano.

 

O bastante para acomodar nas mãos do governo o controle de algo como 80% da seguradora, agora ex-privada.

 

A novidade veio nas pegadas de uma injeção governamental de US$ 200 bilhões em duas gigantes do mercado de financiamentos residenciais: Fannie Mae e Freddie Mac.

 

São providências que, até bem pouco, pareciam impensáveis no templo do liberalismo, na meca da livre iniciativa, no Éden do mercado auto-regulado.

 

Recorre-se lá a uma justificativa muito encontradiça aqui, no Brasil da era FHC: o governo precisa evitar o “risco sistêmico.”

 

O Estado encampa a encrenca, saneia o rombo, engole o prejuízo e devolve empresas financeiras saudáveis ao mercado.  

 

Raiou acima do Equador –quem diria!?!?!— um Proer made in America. Súbito, George Bush ganhou cara de FHC. Washington virou uma grande Brasília.

 

A transformação só não foi completa porque falta ao Congresso dos EUA uma oposição à PT.

 

De resto, falta ao FMI, que já não é o mesmo, coragem para exigir da Casa Branca a assinatura de uma daquelas famosas cartas de intenção.

 

Seja como for, o Brasil já não dispõe do monopólio da esquisitice econômica. Caiu, finalmente, o mito da jabuticaba. 

Escrito por Josias de Souza às 03h54

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Produção nas plataformas do pré-sal chega em 2017

Produção nas plataformas do pré-sal chega em 2017

  Divulgação
O barulho do governo em torno das mega-reservas do pré-sal só será convertido em produção comercial de óleo e gás no final da próxima década.

 

José Formigli, que ocupa na Petrobras a gerência-executiva de Exploração e Produção do pré-sal, deu uma idéia da distância que separa o ruído político dos resultados econômicos.

 

Nesta terça (16), falando na conferência Rio Oil & Gás, Formigli disse que, em 2017, três projetos pilotos e oito plataformas do pré-sal estarão em fase de produção.

 

"Será um marco histórico para a Petrobras, alcançando um valor de produção bastante significativo", disse ele.

 

Ou seja, o “marco histórico” do pré-sal é coisa para o penúltimo ano do mandato do sucessor do sucessor de Lula, que tomará posse em 2015.

 

Na véspera, em discurso feito na mesma Rio Oil & Gás, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, já havia traduzido em cifras o desafio petrolífero.

 

Segundo Gabrielli, cada sistema produtivo necessário à exploração do pré-sal (plataformas e respectivos equipamentos) pede investimento de US$ 7 bilhões.

 

“E são muitos sistemas produtivos, até 60”, disse o presidente da Petrobras. Na ponta do lápis: 60 X US$ 7 bilhões = US$ 420 bilhões.

 

Não é por outra razão que a Petrobras foi às pranchetas para refazer o seu plano de investimentos estratégicos.

 

O plano anterior, que se pretendia válido até 2012, previa inversões de US$ 112 bilhões. Uma cifra que o pré-sal tornou risivelmente obsoleta.

 

“Os desembolsos serão gigantescos nos próximos 10 anos”, antevê Sérgio Gabrielli.

 

Na noite desta quarta (17) Lula voará para o Rio Grande do Sul. Vai participar de uma nova pajelança organizada pela Petrobras.

 

Mais uma oportunidade para que o presidente leve os lábios ao trombone, para festejar o ainda longínquo óleo do pré-sal.

 

Lula pernoitará numa pousada chamada Charqueada Santa Rita, em Pelotas. Na manhã de quinta (18), segue para a cidade de Rio Grande.

 

Ali funciona um estaleiro arrendado pela Petrobras. Junto com Gabrielli, Lula despachará para o Rio de Janeiro, via marítima, a plataforma P-53, encomendada há um ano.

 

O que une a cerimônia ao pré-sal é o fato de que também em Rio Grande será iniciada em breve a fabricação de dez plataformas do tipo FPSO.

 

Na sigla em inglês a FPSO é uma “Floating Production Storage.” São navios-tanque. Do tipo que, depois de adensados com outros apetrechos e equipamentos, sairão pelos US$ 7 bilhões orçados por Gabrielli.

 

Destinam-se exatamente à exploração do pré-sal. A encomenda foi aprovada pela diretoria da Petrobras na última segunda (15).

 

Tenta-se correr, para que a previsão do gerente-executivo José Formigli (produção em 2017) possa virar realidade.

Escrito por Josias de Souza às 02h48

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | Reportagens | PermalinkPermalink #

As manchetes desta quarta

 

- Globo: EUA estatizam 3ª maior seguradora do mundo

 

- Folha: Com US$ 85 bi, EUA salvam seguradora

 

- Estadão: BCs socorrem bancos com US$ 210 bi

 

- JB: US$ 375 bi contra a crise

 

- Correio: A crise a caminho do seu bolso

 

- Valor: Todo o mercado olha para a AIG

 

- Gazeta Mercantil: Fed mantém taxa de juros e acalma ânimo dos mercados

 

- Estado de Minas: Granizo destrói casas e espalha medo em Minas

 

- Jornal do Commercio: Médicos acordo fechado

 

 Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h39

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Vazamento!

Paulo Caruso
 

Via sítio JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h32

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Alckmin alveja Kassab e Cia.: são ‘oportunistas’

Miran
 

As velhas sessões de acupuntura já não surtem efeito sobre Geraldo Alckmin.

 

As agulhadas das pesquisas subverteram o decantado estilo “zen” do candidato.

 

Nesta terça (16), Alckmin reagiu com hispidez a comentários feitos por Gilberto Kassab.

 

Em cerimônia de lançamento de programa de governo, ladeado por tucanos, Kassab esmerou-se nas espetadas.

 

Em discurso, o candidato ‘demo’ pediu uma salva de palmas para Serra.

 

Disse que, na prefeitura, manteve "milimetricamente" as promessas de Serra.

 

Afirmou, de resto, que Serra é seu "inspirador." Algo de que o governador tucano "se orgulha."

 

Depois, os repórteres inquiriram Alckmin sobre as picadas de Kassab.

 

E ele, abespinhado: "Kassab não tem nada a ver com o PSDB...”

 

“...Em 1996, quando Serra era candidato a prefeito, Kassab apoiou o Pitta...”

 

“...Em 1998, quando Covas foi candidato a governador, Kassab apoiou o Maluf."

 

Alckmin acomodou Kassab e os tucanos que o apóiam num mesmo balaio:

 

"É oportunismo por todos os lados."

 

Sobre o pedaço do tucanato que se aninha em torno de Kassab, Alckmin pespegou:

 

"Essas pessoas não ajudaram a fundar o partido, eles ajudaram a afundar."

 

Afundar, ainda não afundaram. Mas estão bem próximos disso.

 

Numa São Paulo conflagrada, a ascensão de Kassab nas pesquisas converteu tucano em porco espinho.

 

Pivô da discórdia, José Serra mantém-se, sobranceiro, longe dos espinhos. 

 

PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 20h15

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Para PF, a prisão do número 2 ‘não era necessária’

  Valter Campanato/ABr
O diretor
de combate ao crime organizado da Polícia Federal, Roberto Troncon, veio à boca do palco para dizer meia dúzia de palavras sobre a encrenca do dia.

Disse o seguinte sobre a prisão do colega Romero Menezes, segundo homem na linha hierárquica da PF:

 

"No entender da PF, não seria necessária [a prisão]...”

 

“...Mas a Justiça e o Ministério Público entenderam [que era necessária]...”

 

“...Em razão da posição que o diretor ocupa, foi interpretado de que poderia haver alguma interferência ou prejuízo para a coleta de provas."

 

Troncon esquivou-se de oferecer detalhes sobre a prisão do companheiro de trabalho.

 

Apenas confirmou que Romero Menezes é acusado do crime de advocacia administrativa.

 

Vem a ser o delito em que um servidor público se vale de sua função para obter vantagens. Para si ou para terceiros.

 

A platéia merecia explicações mais caudalosas da briosa Polícia Federal.

 

Ficou no ar a impressão de que, para a PF, cadeia e vazamento de informações, nos olhos dos outros, é refresco.

Escrito por Josias de Souza às 19h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Aversão a Agripino leva Lula à campanha de Natal

  Jorge Araújo/Folha
Está marcada para a próxima sexta (19) a nova incursão de Lula na campanha municipal de 2008.

 

O presidente participa, em Natal (RN), de um comício da candidata petista Fátima Bezerra.

 

O petismo potiguar enxerga na presença de Lula 'Eleições, tô Fora' da Silva uma espécie de tônico revigorante.

 

Espera-se que a “vitamina” produza uma ultrapassagem de Fátima sobre a rival Micarla de Sousa (PV).

 

Embora venha crescendo nas pesquisas, Fátima ainda amarga um incômodo segundo lugar.

 

Para além do auxílio a Fátima, o que leva Lula a Natal é um desejo indômito.

 

Desejo de retirar azeitona da empada do ‘demo’ José Agripino Maia.

 

Um dos mais vigorosos opositores de Lula no Senado, Agripino apóia Micarla em Natal.

 

Do outro lado, no palanque de Fátima, estão a governadora Vilma Faria e o presidente do Congresso Garibaldi Alves.

 

Em 2010, Vilma e Garibaldi disputarão com Agripino as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado.

 

É nessa briga que Lula está mirando. O que puder fazer para dificultar a vida de Agripino, Lula fará.

 

De resto, Natal foi à lista de prioridades do PT.

 

Na última sexta (12), escalou o palanque de Fátima a toda-poderosa Dilma Rousseff.

 

De malas prontas, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, desembarca na cidade dois dias antes da chegada de Lula.

 

Em 27 de setembro, a poucos dias do primeiro turno, dará as caras na campanha o petista Fernando Haddad, ministro da Educação.

 

Com um arsenal desses, se não prevalecer em Natal, o PT terá convertido um insucesso local em fiasco federal.

Escrito por Josias de Souza às 18h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Posição de Chávez pôs em risco reunião da Unasul

  Baptistão
Por muito pouco, não resultou em fiasco o encontro da Unasul.

 

Hugo Chávez, sempre ele, pôs em risco a unidade do grupo.

 

Queria porque queria incluir na declaração final uma menção aos EUA.

 

Chávez, como se sabe, enxerga as digitais de Washington no rififi boliviano.

 

E fez o que pôde para deitar o nome de George Bush sobre a nota da Unasul.

 

Quem conta é o chanceler chileno Alejandro Foxley, que participou do encontro.

 

“Não compartilhamos do ponto de vista dele”, disse Foxley, nesta terça (16).

 

“Acreditamos que os problemas da região têm que ser solucionados na região...”

 

“Não me agrada ficar responsabilizando a terceiros.”

 

Foxley contou que, a portas fechadas, Chávez exigiu a menção aos EUA.

 

Disse que, “felizmente, ele não foi acompanhado pelo resto.”

 

O chanceler esquivou-se de informar, porém, quem defender o que no encontro.

 

“Não me agrada apontar o dedo para ninguém.”

 

Vencido o vezo histriônico da Chávez, a Unasul defronta-se agora com novo desafio.

 

Em uma interrogação: Como converter a “unidade” de uma nota em pacificação da Bolívia?

 

Nesta terça (16), um dia depois da celebração de Santiago, a atmosfera boliviana ficou um pouco mais intoxicada.

 

Enquanto o governo negociava em La Paz com representantes da oposição, militares prendiam em Pando um dos líderes da revolta.

 

Chama-se Leopoldo Fernández. Governa uma Pando sob estado de sítio.

 

É acusado de urdir os lances mais violentos da crise na Bolívia.

 

Movimentos que resultaram em pelo menos 30 cadáveres. Número parcial. Que muitos dizem estar aquém do real.

 

São mortes que não podem ficar impunes.

 

Resta saber se a oposição a Evo terá serenidade para reconhecer os excessos, admitindo a purgação de suas culpas.

 

A julgar pelo que se passa em Santa Cruz de La Sierra, outro ninho da opisição, a Bolívia parece longe da concórdia. Ali, os protestos contra Evo voltaram a ficar acesos.

 

PS.: Ilustração via sítio do Baptistão.

Escrito por Josias de Souza às 17h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Polícia Federal prende número 2 da Polícia Federal

Elza Fiúza/ABr
 

 

O enredo da perversão brasileira ganhou, nesta terça (16), um toque de surrealismo.

 

A Polícia Federal recolheu ao cárcere da Polícia Federal o número 2 da Polícia Federal.

 

Sim, isso mesmo. Foi à garra o diretor-executivo da PF. Chama-se Romero Menezes.

 

Vem a ser o braço direito, o substituto imediato do diretor-geral Luiz Fernando Corrêa.

 

A detenção seguiu a cartilha do STF. Nada de algemas. Longe dos holofotes.

 

Na foto lá do alto, Romero Menezes aparece ao lado de Tarso Genro.

 

Cansou de despachar com o ministro em julho, quando Luiz Fernando, o número 1, estava em férias.

 

Foi um mês complicado, em que a PF viu-se sacudida pelos ruídos da Operação Satiagraha.

 

Pois bem. Descobre-se agora que a PF se deu conta de que dormia com um inimigo.

 

Romero Menezes foi em cana sob a suspeita de ter mantido relações impróprias com a EBX, empresa de Eike Batista.

 

A EBX encontra-se, ela própria, sob investigação da PF e do ministério Público do Amapá.

 

A PF ainda não esclareceu, com os necessários pormenores, o que fez, afinal, o Romero Menezes.

 

Promete-se algo mais sólido ainda para esta terça. Por ora, sabe-se que o delegado é acusado da prática de três delitos:

 

1) Advocacia administrativa: 2) Corrupção passiva: e 3) Tráfico de influência. Foi em cana também um irmão do delegado.

 

Na luta pela vida, nada é mais vital do que a escolha do lado em que lutar.

 

Romero Menezes, a julgar pelo que ocorre em Brasília, escolheu o lado de lá.

 

A pergunta que bóia na atmosfera envenenada da Capital é: por que diabos o delegado escalou o segundo posto na hierarquia da PF?

Escrito por Josias de Souza às 16h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

STJ deve julgar nesta 3ª habeas corpus de Cacciola

Divulgação
 

 

O sem-banco Salvatore Cacciola está muito próximo de completar aniversário de um ano como presidiário.

 

Somando-se a cadeia de Mônaco (273 dias) ao xadrez de Bangu 8 (59 dias), chega-se a um calabouço de 332 dias.

 

Faltam, portanto, escassos 33 dias para que Cacciola acumule um ano inteirinho atrás das grades.

 

Anuncia-se para esta terça (16), porém, uma decisão que pode fazer desandar o ajuste dessas contas.

 

Vai a julgamento, na sexta turma do STJ, mais um pedido de habeas corpus em favor de Cacciola.

 

O tema começou a ser discutido no final de agosto. Relatora do caso, Jane Silva votou contra a libertação.

 

Nilson Naves, que preside a sexta turma, votou pelo deferimento do pedido de hábeas corpus de Cacciola.

 

Quando o placar estava assim, empatado em um a um, Paulo Gallotti pediu a retirada do processo de pauta, para que pudesse analisá-lo com mais vagar.

 

É desse ponto que o julgamento será retomado. Falta colher o voto de outros três ministros: além de Gallotti, Og Fernandes e Maria Thereza de Assis Moura.

 

Se a defesa de Cacciola abiscoitar mais dois votos além do de Nilson Naves, o sem-banco ganhará o meio-fio. E o aniversário de um ano vai à cucuia.

 

Além do caso de Cacciola, há na pauta da sexta turma do STJ um outro processo momentoso.

 

Envolve um pedido de redução de pena de Suzane von Richthofen. Misturados num mesmo texto de apresentação, Cacciola e Suzane ganharam o sítio do STJ.

 

Foram apresentados como protagonistas de “julgamentos de grande repercussão nacional.”

 

Uma repercussão que tende a agigantar-se se Cacciola for posto na rua e se a pena de Suzane for podada.

 

PS.: Atualização feita nesta terça (19), às 16h05- Em função da morte do parente de uma desembargadoa, o julgamento que interessava a Cacciola foi adiado.

Escrito por Josias de Souza às 04h08

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta terça

 

 

- Folha: Maior quebra da história causa pior dia nas bolsas desde 11/9

 

- Globo: O novo 11 de Setembro do mercado

 

- Estadão: Quebra de banco nos EUA faz mercado global desabar

 

- JB: O mundo em pânico

 

- Correio: A pior crise desde 11/9

 

- Valor: Crise já atinge o crédito no Brasil

 

- Gazeta Mercantil: Derrocada do Lehman arrasta bolsas ao redor do mundo

 

- Estado de Minas: Como a crise pode afetar o Brasil

 

- Jornal do Commercio: Acordo à Vista

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h36

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Hospício de rico!

El Roto/El Pais

Escrito por Josias de Souza às 02h30

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em meio à crise, ouça o que diz o mandachuva do BC

 

Mais do mesmo aqui.

Escrito por Josias de Souza às 01h52

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Crônica de uma tragédia aérea que quase aconteceu

 

Leia mais sobre o tema aqui e aqui.

Escrito por Josias de Souza às 01h13

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Unasul dá apoio irrestrito ao governo Evo Morales

Declaração conjunta rechaça tentativa de ‘golpe civil’

Comissão acompanhará diálogo entre Evo e oposição

Outra comissão ‘investigará’ as  mortes de bolivianos

Negociação é condicionada à desocupação de prédios

 

  Eliseo Fernande/Reuters
Terminou há pouco, no Palácio de La Moneda, sede do governo chileno, a reunião da Unasul (União de Países Latino-Americanos).

 

Durante cerca de cinco horas, os presidentes de nove países debateram a crise na Bolívia. Produziram uma declaração conjunta, aprovada por unanimidade.

 

O texto foi lido pela presidente chilena Michelle Bachelet. O signatário do blog assistiu pela internet. Bachelet ocupa a presidência pro tempore (temporária) da Unasul, criada em maio, em Brasília.

 

O documento lido poe ela é uma peça claramente pró Evo Moales. Que, a propósito, esteve presente ao encontro de Santiago. Diz baisicamente o seguinte:

 

1. Apoio a Evo: os chefes de Estado da Unasul expressaram “seu mais pleno e decidido respaldo ao governo constitucional do presidente Evo Morales, cujo mandato foi ratficado por uma ampla maioria em referendo.”

 

2. Golpe: os signatários do comunicado advertiram que “seus governos rechaçam energicamente e não reconhecem qualquer situação que implique em tentativa de golpe civil, a ruptura da ordem institucional ou comprometa a integridade territorial da Bolívia.”

 

3. Ocupações: a Unasul condenou expressamente “o ataque a instalações governamentais e à força pública por parte de grupos que buscam a desestabilização da democracia boliviana, exigindo a pronta devolução dessas instalações como condição para o início do processo de diálogo.’

 

4. Violência: os presidentes instaram “todos os atores políticos e sociais envolvidos [na crise] a que tomem todas as medidas necessárias para que cessem imediatamente as ações de violência, intimidação e desacato à institucionalidade democrática e à ordem jurídica estabelecida.”

 

5. Comissão: além de expressar “sua mais firme condenação ao massacre ocorrido no Departamento (Estado) de Pando”, os presidentes decidiram constituir, na Bolívia, “uma comissão da Unasul, para realizar uma investigação imparcial”. Algo que permita esclarecer esclarecer os fatos “com brevidade”, de modo “a garantir” que as mortes não fiquem “impunes.”

 

6. Diálogo: fez-se na nota conjunta “um chamamento ao diálogo, para estabelecer as condições que permitam superar a atual situação e negociar a busca de uma solução sustentável dentro do pleno respeito ao estado de direito e à ordem legal vigente.”não com brevidade   

 

7. Outra comissão: abubiou-se, de resto, que os presidentes decidiram criar “uma comissão aberta a todos os membros [da Unasul], coordenada pela presidência pro tempore [Michelle Bachelet], para acompanhar os trabalhos da mesa de diálogo.” Uma mesa, fizeram questão de anotar os presidentes, “conduzida pelo legítimo governo da Bolívia.”

 

Tudo considerado, a Unasul, criada há escassos quatro meses, mostrou a que veio na primeira oportunidade em que foi chamada a agir.

 

Produziu uma declaração na medida justa. Esquivou-se da maluquice de meter os EUA na crise doméstica da Bolívia.

 

Chamou pelo nome correto –tentativa de “golpe civil”— a movimentação daqueles que não conseguiram prevalecer sobre Evo Morales na urnas.

 

Condenou o que é digno de condenação: ocupação de prédios públicos, violência, mortes.

 

E defendeu o que merece ser defendido: a investigação dos excessos e a avertura de uma negociação capaz de pacificar a Bolívia.

Escrito por Josias de Souza às 00h26

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Terremoto nos EUA espalha ‘estilhaços’ pelo mundo

 

 

A crise do sistema financeiro dos EUA não é nova. Está pendurada nas manchetes há pelo menos um ano.

 

Nesta segunda (15), porém, o terremoto longevo registrou um abalo sísmico de proporções grandiosas.

 

Foi à breca o Lehman Brothers, a quarta maior casa bancária de investimentos dos EUA. Balançava há tempos.

 

Mas o mercado sonhava com solução semelhante à que fora adotada no caso Bears Stearns, comprado pelo JP Morgan com as bênção$ do Tesouro dos EUA.

 

A derrocada do Lehman espalhou em rastilho de pânico que se espraiou pelo mundo financeiro. As bolsas de valores foram as vítimas mais visíveis.

 

Noves fora algumas bolsas asiáticas, salvas momentaneamente por um feriado providencial, colecionaram-se tombos ao redor do mundo.

 

Em São Paulo, o Ibovespa espatifou-se. Depois de um alívio momentâneo experimentado na semana passada –alta de 8% em três dias—a bolsa recuou 7,59% só nesta segunda.

 

 

Pesadelo de tais proporções não ocorria desde setembro de 2001. A coisa só não foi pior porque o Bank of America anunciou a compra, por US$ 50 bilhões,  da Merrill Lynch, também mal das pernas.

 

A atmosfera sombria tende a se prolongar. Por que? Os mercados mundiais receiam que a quebra do Lehman tonifique um fenômeno apelidado de “risco sistêmico.”

 

Em português claro: no universo da alta finança, um grande banco possui vasos financeiros que o ligam a outros bancos.

 

A quebra de um pode levar outros à breca. Como todos sabem que há outros bancos micados nos EUA, o medo do efeito dominó aumenta.

 

Vai acontecer? Ninguém sabe. Mas o simples risco eletrifica os mercados. Nesta segunda, premido pelo agravamento da crise, George Bush veio à boca do palco.

 

Informou que a Casa Branca adotará providências para evitar que venha o armagedon financeiro.

 

De saída, o Federal Reserve (versão norte-americana do BC) comprou US$ 70 bilhões em títulos bancários. Uma maneira de injetar dinheiro no Saara monetário em que se converteu o sistema financeiro dos EUA.

 

E quanto ao Brasil? Bem, o ministro Guido Mantega (Fazenda), embora compare a encrenca atual com o crash de 29, diz que o Brasil está a salvo. Será?

 

A crise produz aqui e alhures dois fenômenos daninhos: o investidor estrangeiro, amedrontado, tende a fugir de mercados emergentes, como o brasileiro.

 

Lá fora, a fonte de dinheiro disponível para a captação de empreendedores, inclusive os do Brasil, tende a minguar.

 

Mantega alega que a economia brasileira, por “robusta”, ainda reúne condições de crescer em torno de 5,5% em 2008 e 4,5% em 2009.

 

Para que a quiromancia do ministro se torne real, o Brasil terá de se livrar de uma macumba.

 

Privado do investimento estrangeiro, o PIB brasileiro vai buscar vitamina no consumo do mercado interno. Aqui entra o despacho que espreita na encruzilhada.

 

Decidido a trazer, em 2009, a inflação para os arredores da meta anual de 4,5%, o Banco Central puxa para o alto as taxas de juros.

 

Iniciado em abril, o movimento de elevação dos juros deve se prolongar até o final do ano. Estima-se que a taxa chefará ao Natal na casa dos 14,75% ao ano.

 

Qual é o efeito da macumba? Justamente a redução do nível de consumo das famílias brasileiras.

Escrito por Josias de Souza às 20h07

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Jobim diz que deporá à CPI do Grampo nesta semana

A coisa estava marcada para quarta-feira (10) da semana passada.

 

Mas o ministro Nelson Jobim (Defesa) escapuliu.

 

Agora, Jobim assegura que desta semana não passa. Vai mesmo à CPI dos Grampos.

 

A audiência, marcada para a próxima quarta (18), pode ser secreta.

 

Graças ao adiamento, acumularam-se as encrencas sobre as quais Jobim será inquirido pelos deputados.

 

Antes, tinha de explicar apenas a declararção que fizera de que maletas adquiridas pela Abin tinham a capacidade de realizar grampos telefônicos.

 

Agora, deve pelo menos mais duas explicações:

 

1. Em sua última edição, a revista Época veiculou notícia segundo a qual também oficiais da ‘inteligência’ das Forças Armadas envolveram-se na Satiagraha, não apenas servidores da Abin;

 

2. O Globo noticiou que “investigadores” militares vêm realizando grampos sem o controle do Ministério Público Militar –237 escutas entre janeiro de 2007 e março de 2008.

 

Em ofício à CPI do Grampo, Jobim informara que as Forças Armadas haviam feito escassas sete interceptações telefônicas.

 

Como se vê, o ministro está mesmo devendo meia dúzia de palavras à platéia. Será uma pena se o depoimento de Jobim for mesmo realizado a portas fechadas.

Escrito por Josias de Souza às 18h43

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Em SP, promotoria abre inquérito no ‘caso Alstom’

O Ministério Público de São Paulo abriu inquérito para investigar um dos contratos celebrados pelo metrô paulista com a multinacional francesa Alstom.

 

A Alstom é acusada de pagar propinas no Brasil, para obter contratos em estatais federais e estduais. Entre elas o metrô de São Paulo.

 

O contrato posto agora sob investigação foi assinado em 1994, ano em que gopvernava São Paulo o então peemedebista Luiz Antonio Fleury, hoje no PTB.

 

Eleito naquele ano, o tucano Mario Covas substituiria Fleury no Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 1995.

 

Deve-se à promotora Andréa Chiaratti Pinto a decisão de abrir inquérito neste caso específico. Que não é único.

 

Há outros contratos sob análise no próprio Ministério Péblico estadual e também no federal.

 

A representação que ensejou o despacho da promotora Andréa fora protocolada em julho pela bancada de deputados estaduais do PT.

 

No seu pedido, o petismo sustentara que o contrato (reforma do Centro de Controle Operação do Metrô) não estipulava prazo de término.

 

Mais: alegara que o valor "estimado" da obra não era definitivo, o que feriria a Lei de Licitações. De resto, o contrato foi engordado posteriormente por 12 “aditamentos.”

Escrito por Josias de Souza às 18h06

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

OAB arquiva representação contra advogado de DD

Foi ao arquivo, nesta segunda (15) a representação que procuradores da República  protocolaram na OAB contra Nélio Machado, o advogado de Daniel Dantas.

 

Machado tachara de “má-fé” a decisão do procurador da República Rodrigo de Grandis que levou ao bloqueio de R$ 535,8 milhões de um fundo do Opportunity.

 

A ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República) tomou as dores de De Grandis. Considerou a declaração caluniosa. E representou à OAB.

 

A representação foi às mãos do advogdo Alberto Zacharias Toron, presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas da Advocacia.

 

Toron considerou "esdrúxulo" o documento da entidade de procuradores. Recomendou o arquivamento. Foi prontamente atendido pelo presidente da OAB, Cezar Britto.

Escrito por Josias de Souza às 17h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Correa: Veremos se integração é efetiva ou ‘blablá’

  Antônio Cruz/ABr
Rafael Correa, presidente do Equador, começou a produzir polêmica já no desembarque em Santiago.

 

Mal pisara o solo chileno, e já fustigou: Qui vamos ver se a integração [latino-americana] é verdadeiramente efetiva ou puro blablá.”

 

Acrescentou: “Todos sabemos perfeitamente o que está acontecendo na Bolívia, aqui não cabe farisaísmo...”

 

“...Esses fantasmas que imaginávamos afastados da região voltam a aparecer em outras formas, com outras vestes, como outros espectros...”

 

“...Mas são os mesmos fantasmas de antanho (do passado). Jamais vamos aceitar as ditaduras, rompimentos da ordem democrática...”

 

“...Viemos aqui para respaldar clara, frontalmente, sem condições a democracia na Bolívia, representada pou um presidente com extraordinária legitimidade democrática, como Evo Morales.”

 

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que também já desembarcou em Santiago, deu nome aos “fantasmas” evocados por Correa: “O império norete-americano.”

 

Disse Chavez: “Na Bolívia, está em marcha uma conspiração internacional. Uma conspiração (...) dirigida pelo império norte-americano.”

 

Desde o final de semana, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, equilibra-se entre a moderação, personificada por ela própria e por Lula, e os arroubos à Chavez.

 

Bachelet tenta chegar a um meio-termo que evite que menções aos EUA sejam levadas à nota conjunta que será produzida na reunião da Unasul, que acontece nesta tarde, no Chile.

 

O próprio presidente boliviano Evo Morales enxerga as digitais de Washington na crise que envenena a atmosfera política de seu país. Expulsou o embaixador dos EUA em La Paz.

 

Nesta segunda (15), Evo aterrisou em Santiago a bordo de uma aeronave provida pela Venezuela de Chávez. Foi tachativo ao se referir ao movimento de seus opositores.

 

Chamou-o de tentativa de “golpe de Estado.” Mas, dessa vez, não citou George Bush:

 

“Agradeço a convocação da presidente pro tempore da Unsaul [Michelle Bachellet], para explicar aos presidentes sulamericanos sobre um golpe de Estado (...) de alguns Departamentos (Estados) durante os últimos dias...”

 

Golpe evidenciado, segundo Evo, com atitudes como “saque e roubo de instituições do Estado, tentativa de assalto à polícia nacional, às Forças Armadas ou atos e ações terroristas...”

 

Evo disse que mostrará aos colegas da região, “sobretudo, como alguns grupos praticam crimes de lesa humanidade massacrando os setores mais pobres do meu país, como é o movimento camponês indígena.”

 

É nessa atmosfera que se desenrola a reunião da União de Nações Sul-Americanas. O diário chileno El Mercurio disponibilizou em seu sítio um “minuto a minuto” do que se passa em Santiago. Está disponível aqui.

 

Último presidente a desembarcar em Santiago, Lula esquivou dos jornalista. Dirigiu-se rapidamente para o Palácio de La Moneda, sede do governo chileno.

Escrito por Josias de Souza às 16h38

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Chile propõe que delegação da Unasul vá à Bolívia

  José Molina/El Mercurio
Anfitriã da reunião da Unasul, a presidente Michelle Bachelet (Chile) definiu na manhã desta segunda (15) a proposta que fará aos seus colegas agora à tarde.

 

Deve-se ao chanceler chileno Alejandro Foxley (foto) a divulgação dos detalhes. Depois de encontrar-se com Bachelet, Foxley informou:

 

1. A presidente chilena proporá aos demais presidentes da União de Nações Sul-Americanas a abertura de “uma mesa de diálogo” na Bolívia.

 

2. Sugerirá que as discussões entre Evo Morales e seus opositores sejam mediadas pela Unasul e supervisionadas pela OEA (Organização dos Estados Americanos);

 

3. Submeterá à apreciação dos colegas a idéia de uma visita de membros da Unasul à Bolívia. Havendo acolhimento, os próprios presidentes tratariam de indicar quem iria a La Paz;

 

Cuidadoso, o chanceler Alejandro Foxley teve a delicadeza de esclarecer o óbvio.

 

Disse que Bachelet deixará claro na reunião que “a autoridade legítima do governo boliviano é o presidente Evo Morales.”

 

De resto, disse que as idéias que serão expostas por Bachelet, atual presidente pro tempore da Unasul, não passam, por ora, de meras sugestões.

 

Estão condicionadas, obviamente, à aceitação dos demais presidentes. Entre eles o próprio Evo Morales.

Escrito por Josias de Souza às 15h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Lula defende na Unasul respeito às urnas e diálogo

Roosewelt Pinheiro/ABr
 

 

Lula passou o domingo (14) envolvido com a crise que rói a estabilidade política da Bolívia.

 

Digeriu relatórios do Itamaraty, recheados com informações enviadas pela embaixada brasileira em La Paz.

 

Ordenou o reforço da presença militar na fronteira do Acre com a Bolívia.

 

Conversou, pelo telefone, com a presidente chilena, Michelle Bachelet, anfitriã da reunião de emergência da Unasul.

 

E discutiu com auxiliares a posição que levará para o encontro. Martelará, segundo disse, duas teclas:

 

1. O respeito às urnas bolivianas, que elegeram Evo Morales e ratificaram o mandato dele em plebiscito recém-realizado;

 

2. O aprofundamento de uma negociação franca entre Evo e seus opositores.

 

Para viabilizar a viagem a Santiago, Lula teve de cancelar a parte vespertina de sua agenda desta segunda.

 

Manteve apenas um compromisso que agendara há semanas. Participara, às 10h, da inauguração de uma fábrica de caminhões e ônibus da Volkswagen.

 

Será na cidade de Resende, no Rio de Janeiro. Não pretende retornar a Brasília. Dali, seguirá para a capital carioca.

 

Embarca para Santiago na Base Aérea de Santa Cruz. Deve decolar por volta do meio-dia.

 

Em tempo de pegar o início da reunião da União de Nações Sul-Americanas, marcado por Bachelet para as 15h30.

 

Lula tem sólidas razões para defender a costura de uma solução pacífica da arenga boliviana. Razões econômicas.

 

Deseja riscar do cenário as ameaças ao suprimento regular de gás boliviano ao mercado brasileiro.

 

Nessa área, o país ostenta uma incômoda dependência. Recebe da Bolívia 31 milhões de metros cúbicos de gás diariamente. É metade de todo o gás consumido no Brasil.

 

Lula continua disposto a acomodar o Brasil na posição de mediador das negociações.

 

Mas, escaldado com uma recusa de Morales, encenada na semana passada, condiciona a participação brasileira a um pedido formal do governo boliviano.

Escrito por Josias de Souza às 02h49

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes desta segunda

- Folha: Verba do Petróleo não melhora nível da escola pública

- Globo: Poder paralelo faz TRE pedir tropas para 2ºurno no Rio

- Estadão: Impasse em negociação deixa Lehman à beira da liquidação

- JB: Só Solange quer a aprovação automática

- Correio: Concurso da PMDF vai abrir 1.500 vagas

- Valor: Crédito à construção bate recorde, mas falta recurso

- Gazeta Mercantil: Jazidas de Serra Pelada voltam à cena

- Jornal do Commercio: Igreja Batista chora seus mortos

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h46

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Los Hermanos!

Lute
 

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 02h42

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ameaça de golpe levou Bachelett a convocar Unasul

  Antônio Cruz/ABr
Realiza-se nesta segunda (15), em Santiago, a reunião emergencial da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

 

Criada em maio passado, a entidade reúne 12 países. A presidência pro tempore foi confiada à chilena Michelle Bachelet.

 

Coube a ela convocar o encontro. Reportagem do diário El Mercurio, do Chile, informa que Bachelet decidiu agir depois de uma conversa telefônica com Evo Morales.

 

O presidente da Bolívia contou à colega chilena que recebera de seu serviço de “inteligência” relatório informado sobre a iminência de uma tentativa de golpe.

 

O próprio Evo prometeu participar da reunião da Unasul. Além dele e da anfitriã, confirmaram presença outros sete presidentes da região:

 

1) Lula; 2) Cristina Kirschner (Argentina), 3) Hugo Chávez (Venezuela), 4) Álvaro Uribe (Colômbia), 5) Fernando Lugo (Paraguai) , 6) Tabaré Vázquez (Uruguai) e 7) Rafael Correa (Equador).

 

A reunião deve produzir uma moção de apoio ao governo de Evo, eleito por cerca de 53% dos bolivianos e ratificado em plebiscito por 67% dos eleitores.

 

De resto, a maioria dos presidentes, Lula entre eles, deve posicionar-se a favor da busca de uma solução negociada para do conflito boliviano.

 

Um conflito que já levou à cova, segundo contabilidade do governo da Bolívia, pelo menos 30 pessoas.

 

A reunião de Santiago ocorre num instante em que Evo e seus opositores esboçam uma tentativa de entendimento.

 

Evo dispôs-se, ao menos retoricamente, a discutir duas reivindicações dos governadores dos quatro Estados insurretos: de Santa Cruz, Tarija, Beni e Pando.

 

São os pedaços mais ricos do mapa boliviano. Concentram o grosso das reservas de petróleo e gás. Querem maior autonomia em relação a La Paz.

 

Exigem reter em seus cofres o grosso do dinheiro amealhado com a cobrança de tributos. Verba que Evo prefere destinar a programas de socorro aos bolivianos idosos.

 

A retórica pacificadora de Evo é entrecortada por um discurso de timbre ideológico. No sábado (13), por exemplo, falando a uma platéia de apoiadores, o presidente disse:

 

1) vai avançar no projeto de dotar a Bolívia de uma Constituição socialista; 2) planeja convocar eleições, para arrancar das urnas a ratificação da nova carta.

 

Uma constituição que permite a Evo disputar um novo mandato, abre caminho para o aprofundamento da nacionalização da economia e tonifica os poderes da maioria índia do país.

 

Farejando uma negociação difícil, a oposição reivindica que a negociação seja mediada pelo Brasil. Algo que Lula já oferecera e que Evo recusara.

Escrito por Josias de Souza às 01h51

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Comissão vai reinquirir Jorge Félix e Paulo Lacerda

  Folha
O ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional) e os dirigentes afastados da Abin terão de comparecer ao Congresso, de novo, na próxima quarta (17).

 

Foram reconvocados por Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da CCAI (Comissão de Controle das Atividades de Inteligência).

 

Heráclito justifica assim a “necessidade” da reinquirição: “Eles não falaram a verdade na comissão. Mentiram para o Congresso.”

 

O senador se refere à audiência realizada na comissão na terça-feira (9) passada. Compareceram:

 

O general Jorge Félix; o diretor afastado da Abin, Paulo Lacerda; e o diretor da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa.

 

Para a sessão de quarta, marcada para as 10h, convocou-se também Paulo Maurício Fortunato Pinto, diretor afastado do departamento de Contra-Inteligência da Abin.

 

Deve-se a Paulo Maurício a reinquirição dos demais. Deu-se o seguinte:

 

1. Na última terça, ao responder aos questionamentos dos congressistas na comissão que fiscaliza a Abin, Félix, Lacerda e Corrêa foram econômicos em suas respostas;

 

2. No dizer de Heráclito, “trataram a participação da Abin na Operação Satiagraha como uma coisa pontual, feita meio na informalidade”;

 

3. No dia seguinte, diz Heráclito, “falando na CPI do Grampo, Paulo Maurício retirou da atuação da Abin o caráter de informalidade que tentam dar a ela.”

 

4. O diretor afastado de contra-inteligência revelou que atuaram na Satiagraha nada menos que “52 servidores” da Abin, ao custo de mais de R$ 200 mil.

 

Para Heráclito, as revelações de Paulo Maurício à CPI fizeram da sessão da comissão que preside uma pantomima. Daí a reinquirição.

 

“Eles (Félix, Lacerda e Corrêa) foram à comissão e, no dia seguinte, já estava claro que não tinham falado a verdade...”

 

“...Ou essa comissão acompanha pra valer os assuntos da Abin ou é melhor acabar com ela. Se querem desmoralizar o Congresso, não contarão com a nossa ajuda...”

 

“...As pessoas não podem atender a uma convocadas, dizer o que bem entendem e ficar por isso mesmo.”

 

A depender do que for dito na nova sessão, Heráclito cogita enviar ofício reservado a Lula, pedindo providências ao governo.

Escrito por Josias de Souza às 19h23

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Fátima, Vilma e Garibaldi: ontem, rivais; hoje.......

Coisas da política. Em passado recente, o petismo de Fátima Bezerra, a candidata de Lula à prefeitura de Natal, atirava pedras em Vilma Faria e Garibaldi Alves.

 

Nas eleições municipais de 2008, a trina decidiu estreitar a inimizade. Fátima, Vilma e Garibaldi espremem-se agora no mesmo palanque.

 

O comitê da rival Micarla de Sousa (PV –que se diz lulista, mas pede votos ao lado do anti-Lula José Agrpino Maia (DEM)— não está imune ao festival de (in)coerência.

 

A despeito disso, os partidários de Micarla sapateiam sobre o passado de Fátima Bezerra, inundando a rede com sátiras irreverentes.

 

Na próxima sexta-feira (19), o próprio Lula injetará uma dose adicional de ilógica no processo eleitoral de Natal.

 

O presidente escalará o palanque da petista Fátima. Ali, roçará cotovelos com um Garibaldi que, até bem pouco, fustigava o governo numa insólita CPI do Fim do Mundo. Coisas da política.

Escrito por Josias de Souza às 17h20

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

‘Classe média do Lula emerge no país’, diz Dilma

Sérgio Lima/Folha
 

 

Na opinião da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), há uma novidade na pirâmide social brasileira: uma “classe média nova.”

 

É, no dizer de Dilma, a “classe média do Lula.” Gente que “emerge no país”. Gente que passou a ter “acesso ao consumo de celular, computador, carro, casa...”

 

Gente que, sob Lula, passou a dispor, acrescenta a ministra, “sobretudo de carteira assinada e crédito.”

 

Dilma teorizou sobre a estrutura social do país em Natal (RN). Esteve na cidade para participar da campanha da petista Fátima Bezerra, candidata a prefeita.

 

Na última sexta (12), o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), outro apoiador de Fátima, tratou de injetar num discurso a candidatura de Dilma à sucessão de Lula.

 

Instada a comentar a menção de Garibaldi, Dilma escapuliu: “Meu negócio aqui [em Natal] tem nome, endereço e telefone: Fátima.”

 

No mês passado, informara-se no Planalto que, a pedido de Lula, a mineira Dilma só faria campanha no Rio Grande do Sul, Estado onde milita politicamente.

 

O que vem ocorrendo, porém, é algo bem diferente. A ministra já deu as caras em diversos municípios alheios às fronteiras gaúchas.

 

É instrução de Lula ou trabalho prévio para a campanha presidencial de 2010?, perguntou-se a Dilma, em Natal.

 

E ela: “Antes de ser ministra, eu sou cidadã. E se eu não fosse cidadã brasileira, eu não poderia ser uma boa ministra...”

 

“...Assim sendo, acho que a eleição é um momento fundamental, de discussão no qual você pode conversar com a população, escutar o que a população acha...”

 

“...Você pode passar pelo crivo crítico da população. Isso é importantíssimo para a democracia...”

 

“...Eu faço campanha nos municípios, obviamente não posso fazer todos os dias e nem da forma que eu queira. Tenho uma agenda para cumprir, uma agenda pesada...”

 

“...Digo que faço com imenso prazer, porque acho que é um momento de contato com o povo brasileiro.”

 

Nesses momentos de “contato com o povo”, a ministra vai desfiando um discurso que tem cara de plataforma presidencial.

 

“Acho que o governo Lula está em ritmo de cruzeiro [...]. O governo tem o compromisso e vai cumprir. O país não terá retrocesso com mais estagnação...”

 

O Brasil tampouco terá “aqueles avanços e recuos que caracterizaram [a economia] no período de 90. O país vai crescer. As pessoas vão ter sua vida melhorada.”

Escrito por Josias de Souza às 16h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Petrobras faz estoque de gás e de dutos na Bolivia

Rodrigo Bertolotto/UOL
 

 

A crise que eletrifica o relacionamento do governo Evo Morales com seus opositores levou a Petrobras Bolívia a cercar-se de precauções.

 

O braço boliviano da estatal petrolífera brasileira vem fazendo, há cerca de três semanas, um estoque estratégico de gás.

 

A ameaça dos opositores de Evo de explodir trechos do gasoduto que escoa o gás da Bolívia para o mercado brasileiro levou a Petrobras a estocar também dutos.

 

Em caso de confirmação das piores perspectivas, a própria Petrobras tentaria reparar o gasoduto, restabelecendo o fluxo de gás.

 

A despeito das medidas preventivas, a Petrobras e o governo brasileiro passaram a apostar, nas últimas horas, na perspectiva de uma solução negociada para o conflito.

 

A aposta foi tonificada depois que o vive-presidente da Bolívia, Álvaro García Linera abriu um canal de diálogo com a oposição barulhenta.

 

Em encontro que entrou pela madrugada de sábado (13), Linera foi à mesa com o prefeito (governador) de Tarija, Mario Cossío, um dos líderes oposicionistas.

 

Na seqüência, em movimentos simultâneos, Evo Morales deslocou tropas para as zonas conflagradas e marcou para este domingo (14) um encontro com a oposição.

 

A Bolívia amanhece, assim, sob o signo da dúvida: Até que ponto Morales está disposto a ceder às demandas da oposição? Os adversários de La Paz comparecerão ao encontro?

 

Um dos oposicionistas insurretos já avisou que não vai. Chama-se Leopoldo Fernández. É prefeito (governador) de Pando, submetido pelo governo ao estado de sítio decretado por La Paz.

 

Receava-se que Evo estendesse o sítio a outros pedaços sublevados do mapa boliviano. Algo que, para não envenenar o aceno à negociação, o presidente descartou.

 

Mas Evo fez questão de listar suas condições: "Se os prefeitos devolverem as instituições [públicas sob ocupação]...”

 

“...Se deixarem de atentar contra o patrimônio do Estado e o povo, que são gasodutos e refinarias, não há porque pensar em ampliar o estado de sítio para outras regiões."

 

De resto, conspira a favor de Evo, contra a oposição, o apoio que vem de fora.

 

A presidente chilena Michelle Bachelet confirmou para esta segunda (15) uma reunião de emergência da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).

 

No encontro, a ser realizado em Santiago, pretende-se adotar duas linhas: o respeito à ordem constitucional na Bolívia e a defesa de uma solução negociada do conflito.

 

PS.: Atualização feita às 9h05 deste domingo (14) - O governo de um passo que não condiz com o ânimo pacificador: mandou prender o oposicionista Leopoldo Fernandéz.

 

Vem a ser o prefeito (governador) de Pando. O mesmo que, na véspera, dissera que não compareceria à reunião agendada por Evo Morales para este domingo. A chapa bolviana voltou a esquentar.   

Escrito por Josias de Souza às 02h41

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

As manchetes deste domingo

 

 

- Globo: País não tem navios, portos e plataformas para o pré-sal

 

- Folha: Sigilo telefônico é vendido a menos de R$ 1.000 no país

 

- Estadão: Atraso em obras impede uso imediato do gás brasileiro

 

- JB: Impostos que você não vê

 

- Correio: O perigo ronda as escolas particulares

 

- Valor: Bolívia rejeita mediação brasileira para conflito

 

- Gazeta Mercantil: Corte de gás da Bolívia expõe falhas do setor

 

- Veja: Economia – À prova de crise?

 

- Época: Perigo! Batata frita

 

- IstoÉ: As mentiras da Abin

 

- IstoÉ Dinheiro: A TAM acelera

 

- Carta Capital: O chefão da Justiça... ...E o grande operador

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h33

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Mercadoria frágil!

Orlandeli
 

Via blog do Orlandeli.

Escrito por Josias de Souza às 02h31

Comentários (Comente) | Enviar por e-mail | PermalinkPermalink #

Ver mensagens anteriores

PERFIL

Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha de S.Paulo.

BUSCA NO BLOG


ARQUIVO


Ver mensagens anteriores
 

Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.