Josias de Souza

Bastidores do poder

 

Lula e Gilmar discutem grampo em reunião nesta 2ª

No Congresso, reunião que debateria o tema foi adiada

Wilson Dias/ABr

 

Está marcado para as 9h da manhã desta segunda (1) o encontro entre os presidentes da República e do STF.

 

Gilmar Mendes vai a Lula para manifestar sua “indignação” com a espionagem ilegal de que foi vítima. Pedirá a investigação do malfeito.

 

A convite de Gilmar, outros dois ministros do Supremo vão testemunhar a conversa com Lula: Cezar Peluso, vice-presidente do STF; e Carlos Ayres Britto, presidente do TSE.

 

Pelo telefone, Gilmar informou aos outros oito ministros que compõe o STF que, em função da “gravidade” do caso, decidira avistar-se com Lula.

 

De resto, marcou-se para as 16h, no prédio do STF, uma reunião dos 11 ministros da Corte. Nesse encontro, Gilmar, Peluso e Ayres Brito relarão aos colegas o teor da conversa com Lula.

 

Em seguida, vai-se decidir que atitude tomar. Uma parte dos ministros acha que o tribunal não deve senão aguardar pelos desdobramentos das investigações que o governo fará.

 

No Congresso, decidiu-se adiar por uma semana a reunião da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência.

 

Havia sido agendada para as 10h desta segunda (1). A pedido do presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), foi postergada para terça (9).

 

Heráclito Fortes (DEM-PI), presidente da comissão, disse ao blog, há pouco, que prevaleceu o entendimento de que o intervalo de alguns dias permitirá organizar melhor o encontro.

 

Primeiro porque “será possível observar as providências que o governo vai adotar”. Segundo, porque facilitará a convocação de Paulo Lacerda, diretor-geral da Abin, e do ministro Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional).

 

Por último, porque dá tempo para que os congressistas que integram a comissão se programem para estar em Brasília.

 

Depois do acerto com Garibaldi, Heráclito reativou um compromisso externo que decidira cancelar. Foi, em missão oficial do Senado, à Guiana.

Escrito por Josias de Souza às 21h59

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Lula e FHC tinham linha direta no auge do mensalão

  Folha
A notícia saiu no Estadão. E ecoou em outros jornais: Lula e FHC mantiveram um diálogo intenso no primeiro e em parte do segundo mandato.

Os contatos foram mais intensos quando ardia no Congresso a fogueira do mensalão.

 

Atribuiu-se a FHC o gesto que evitou que a oposição levasse às chamas a tora do impeachment.

 

As conversas de Lula com o antecessor foram feitas por meio de dois emissários: os ex-ministros Antonio Palocci (Fazenda) e Márcio Thomaz Bastos (Justiça).

 

Falavam com FHC por telefone e em reuniões subterrâneas. Ouvidos, o ex-pesidente e os dois ex-ministros cobfirmaram os contatos.

 

Hoje, olhando as pesquisas que dão a Lula popularidade bastante para sonhar com o projeto de fazer um sucessor, muitos tucanos se entregam a um sentimento comum na política: a lamentação depois do fato.

 

FHC atribui as negociações feitas no subsolo a uma hipotética “noção institucional”. No auge vda crise mensaleira, ouvia-se coisa diversa no ninho tucano.

 

A oposição tangenciou o impeachment porque imaginou que o Lula pós-mensalão seria um presidente em fim de linha.

 

Por esse raciocínio, Lula sangraria em praça pública até ser batido por um adversário tucano, em 2006. Sobreveio não a hemorragia, mas a reeleição.

Escrito por Josias de Souza às 20h19

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Depois do álcool, vem aí a ‘lei seca’ dos remédios

A idéia é do ministrio Márcio Fortes (Cidades), a cuja pasta está vinculado o Denatran.

 

Ele deseja injetar na legislação restrições aos motoristas que tomam medicamentos de venda controlada.

 

"O primeiro passo é levantar o debate”, diz o ministro. “Abrimos processo de consulta pública...”

 

“... Antes de a restrição para motoristas alcoolizados sair do papel, foi muito tempo de discussão. É isso que vamos fazer...”

 

só depois do debate, será definido “se o projeto sobre os medicamentos será por meio de resolução, portaria ou lei”.

 

A coisa até parece fazer sentido. Mas, antes, o governo bem que poderia zelar pelo cumprimento de outra proibição legal: a venda sem receita de medicamentos barra peasada.

 

São remédios “controlados” vendidos num mercado rendido à falta de controle.

Escrito por Josias de Souza às 18h16

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O idiota Eremildo e o salário dos ministros do STF

Vai abaixo um pedaço do quindim servido pela coluna dominical de Elio Gaspari (só assinantes da Folha):

Eremildo é um idiota e pretende ganhar um dinheirinho viajando para Washington com um projeto de reajuste salarial para a Corte Suprema dos Estados Unidos.

 

O tribunal americano tem nove juízes e cada um deles recebe o equivalente a US$ 208.100 anuais, equivalentes a 13 salários de R$ 27.213 (O presidente ganha um pouco mais).

 

No Brasil, os 11 ministros do STF deverão ter seus salários aumentados para R$ 25,7 mil mensais.


Levando-se em conta que os pobres ministros americanos recebem só o contracheque, enquanto os brasileiros têm carro com motorista pago pela Viúva, Pindorama tem algo a ensinar aos americanos.


O juiz Harry Blackmun (1908-1999) ia para o serviço de Fusca. O atual presidente, John Roberts, dispensou a limusine que vinha com o cargo.

Escrito por Josias de Souza às 17h58

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Congresso ouve Abin e Planalto sobre grampo ilegal

Mobiliza-se comissão que fiscaliza ações de ‘inteligência’

Lacerda e Jorde Félix serão chamados a dar explicações

 

  Wilson Dias/ABr
O organismo é pouco conhecido. Chama-se Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso.

 

Uma comissão mista, com deputados e senadores –os líderes da maioria e da minoria e os presidentes das comissões de Relações Exteriores das duas casas.

 

Suas reuniões raramente despertam atenção. A próxima, porém, será feita sob holofotes. Está sendo convocada para esta segunda-feira (1).

 

É uma “reunião de emergência”, disse ao blog o senador Heráclito Fortes (DEM-PI). É ele o presidente da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência.

 

Trata-se da primeira reação efetiva do Congresso à revelação dos indícios de que a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) realizou grapos telefônicos ilegais.

 

Indícios agora tonificados pelo surgimento de um diálogo travado entre o presidente do STF, Gilmar Mendes; e um senador da oposição, Demóstenes Torres (DEM-GO).

 

Neste domingo (31), Heráclito mobilizou a assessoria para organizar a reunião emergencial da comissão. “É obrigação minha fazer isso”.

 

Age em sintonia com o presdidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN), para quem a reunião da comiisão tornou-se “inevitável”.

 

“Vamos convocar, já para essa reunião de segunda-feira, o Paulo Lacerda e o general Jorge Félix”, informou Heráclito.

 

Lacerda é o diretor-geral da Abin. Félix é ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

 

Entre as atribuições do general está a de gerir o Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência)”.

 

Foi criado sob FHC, em 1999, por meio da lei número 9.883. A mesma lei que institui a Abin e criou a comissão do Congresso, para fiscalizar as atividades de inteligência.

 

O objetivo do Congresso vai além da mera obtenção de explicações. Deseja-se obter do governo a garantia de que a ação ilegal da Abin será investigada.

 

Convidado a participar do encontro de “emergência”, Demóstenes Torres antecipou o retorno a Brasília. “A reunião foi marcada para as 10h. Chegarei às 9h.”

 

Embora abespinhado com o fato de ver estampada no noticiário a conversa privada que mantivera com o presidente do Supremo, Demóstenes vai ao debate com ânimo técnico, não político.

 

“Estamos diante de um fato gravíssimo, que põe em risco a harmonia entre os poderes. Mas seria descabido responsabilizar o Lula...”

 

“As informações disponíveis dão conta de que até auxiliares do presidente foram bisbilhotados. Entre eles a ministra Dilma Rousseff...”

 

“Não parece razoável supor que o presidente iria mandar a Abin desenvolver atividade ilegal contra a candidata dele à presidência da República.”

 

Demóstenes arremata: “A atividade de inteligência é essencial para qualquer país. Mas não se pode admitir que ela descambe para a bandidagem, para a bisbilhotagem...”

 

“Há um monstrengo à solta. Se não podemos dizer que foi o Lula quem ordenou essas barbaridades, podemos afirmar que só ele pode enjaular esse monstro.

PS.: Em telefonema ao repórter, às 21h45 deste domingo (31), o senador Heráclito Fortes informou que, a pedido de Garibaldi Alves (PMDB-RN), presidente do Congresso, decidiu-se adiar em uma semana a reunião da comissão. Em vez de ocorrer nesta segunda (1), acontecerá na terça-feira (9) da semana que vem. Leia mais aqui.

Escrito por Josias de Souza às 17h17

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Vereadores do Rio vivem de favores da prefeitura

 

- Folha: Investigação apura se Abin fez grampo dentro do Supremo

 

- Estado: Espionado, Mendes exige que Lula explique grampo da Abin

 

- JB: A nova onda clientelista

 

- Correio: Seqüestro relâmpago bate à porta

 

- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação

 

- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties

 

- Veja: Vingança

 

- Época: Jesus vai à escola

 

- IstoÉ: A dieta ideal

 

- IstoÉ Dinheiro: Abílio paz e amor

 

- Carta Capital: Guerra Santa

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 11h58

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Complexo de sheik!

Paixão
 

PS.: Via Gazeta do Povo.

Escrito por Josias de Souza às 11h49

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No palanque municipal, Batman e Coringa são iguais

No palanque municipal, Batman e Coringa são iguais

Andy Warhol
 

 

Quem é inimigo de quem na política? Quem apóia quem nas eleições de 2008? As perguntas vêm a propósito dos palanques municipais, uma das graças do momento.

 

Alguns deles conferem à expressão “coerência política” uma aparência de velha louca. Uma maluca que faz tricô com o novelo de suas próprias contradições.

 

O mapa brasileiro está apinhado de alianças esquisitas. Experimente-se, de saída, olhar para Natal.

 

Ali, há quatro anos, o tratamento mais cortês que o peemedebista Garibaldi Alves mereceu da petista Fátima Bezerra foi o de “ladrão”.

 

Pouco depois, no Senado, Garibaldi se tornaria relator de uma investigação cujo ânimo em relação a Lula e ao petismo rendeu apelido apocalíptico: “CPI do Fim do Mundo.”

 

Pois não é que agora Garibaldi está, junto com Lula, no palanque de Fátima Bezerra? Voltem-se os olhares agora para Salvador.

 

O PT local é representado pelo candidato Walter Pinheiro. Mas o governador petista Jaques Wagner flerta com Antonio Imbassahy (PSDB) e com João Henrique (PMDB).

 

Hoje tucano, Imbassahy alçou vôo na política agarrado às asas de um ACM cujas práticas o petista Jaques Wagner se propõe a varrer da Bahia.

 

Henrique é apoiado por Geddel Vieira Lima. Um amigo de FHC que, antes de tornar-se ministro de Lula, dissera o seguinte sobre a hipótese de o PMDB aceitar cargos:

 

“A meu ver, não é imoral. É aético, politicamente, que isso seja feito com partidos e parlamentares que não foram às ruas defender as bandeiras de Lula.”

 

Em São Paulo, José Serra (PSDB) prefere o ‘demo’ Gilberto Kassab ao tucano Geraldo Alckmin. Em Minas, Aécio Neves (PSDB) tricota com o petista Fernando Pimentel.

 

O mesmo PT que se insurge contra a amizade colorida de Pimentel com Aécio engole a proximidade do governador Marcelo Déda (PT) com o tucanato sergipano.

 

O espaço de um único artigo é pequeno demais para realçar todos os pontos do tricô da “coerência política”, essa velha louca. Assim, melhor encaminhar o texto para um arremate.

 

Diz-se que o eleitor brasileiro só dá atenção a nomes, não a partidos políticos. Seria uma distorção que não contribui para o bom funcionamento da democracia brasileira.

 

É verdade. Mas os políticos não ajudam a aperfeiçoar os costumes, eis o que se deseja realçar. A diversidade dos palanques como que acomoda os Batmans e os Coringas da política num mesmo saco.

 

Aos olhos do eleitor, super-heróis e bandidos tornam-se iguais. Os partidos e seus filiados viram um amontoado mal definido.

 

Algo que a sabedoria popular convencionou chamar de “farinha do mesmo saco”. Uns seriam a cara esculpida e escarrada dos outros.

 

É óbvio que ninguém é igual a ninguém. Mas, se os partidos, se os próprios políticos buscam de maneira tão frenética a indiferenciação, como exigir mais do eleitor?

 

Se são todos iguais, como pode o eleitor escolher conscientemente entre um e outro? Como decidir em quem votar? Pior: para que votar?

Escrito por Josias de Souza às 19h44

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Lula abre em SP ‘participação’ na campanha de 2008

Eduardo Knapp/Folha
 

 

Como prometido, Lula pôs os dois pés na campanha municipal de 2008. Abriu sua participação por São Paulo, Estado em que o PT tem o PSDB como principal rival.

 

No início da tarde deste sábado (30), Lula desfilou em carro aberto ao lado de Marta Suplicy (PT) e do vice dela, Aldo Rebelo (PCdoB).

 

Mais atrás, noutro carro, seguiam um par de deputados –Arlindo Chinaglia e Luiza Erundina—e outro de senadores –Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.

 

A carreata percorreu ruas do bairro de São Miguel Paulista, um reduto nordestino encravado na capital paulista.

 

Lula dá as caras em São Paulo num instante em que Marta está bem-posta nas pesquisas. Segundo o Datafolha, ela lidera com 39%.

 

Ao associar sua imagem à de Lula, Marta tenta dar um salto nas sondagens eleitorais. Estima-se no comitê do PT que, se chegar a 47%, a candidata pode liquidar a fatura no primeiro turno.

 

São notórias, porém, as dúvidas quanto à perspectiva de transferência de prestígio de um político para outro.

 

De São Paulo, Lula voará para São Bernardo. Ali, participa de comício do candidato petista Luiz Marinho, ex-ministro da Previdência. O evento está marcado para as 18h.

 

Ainda na noite deste sábado (30), Lula subirá em outro palanque. Dessa vez na vizinha Diadema. Pedirá votos para o petista Mário Reali.

 

No domingo, Lula participa do terceiro e último comício deste final de semana. Será em Santo André. Cidade em que o PT disputa a prefeitura com Vanderlei Siraque.

 

Nos próximos dois finais de semana, o presidente planeja fazer campanha em outras cidades. Já escolheu três: Curitiba (PR), Vitória (ES) e Natal (RN).

Escrito por Josias de Souza às 15h58

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Abin abre sindicância para apurar 'grampos ilegais'

  Marcello Casal/ABr
Por ordem de seu diretor-geral, Paulo Lacerda, a Abin divulgou neste sábado (30) uma nota oficial.

 

Trata da notícia sobre o monitoramento telefônico ilegal feito no STF.

 

O texto da Agência Brasileira de Inteligência é curto. Tem apenas dois tópicos.

 

No primeiro, anuncia a abertura de sindicância interna.

 

Destina-se a “apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados”.

 

No segundo tópico, a nota informa que a Abin vai solicitar a abertura de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público.

 

Deseja-se “o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão”, anota o texto.

 

A providência será requisitada em ofício da Abin à Presidência da República.

 

Será endereçado ao ministro Jorge Félix (Segurança Institucional), a cujo gabinete a Abin está subordinada.

 

Caberá a Félix repassar o pedido ao ministro Tarso Genro (Justiça) e ao procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza.

 

Com essa nota, lida e aprovada previamente por Paulo Lacerda, subiram no telhado as declarações que o diretor-geral da Abin fizera, há poucos dias, na CPI do Grampo.

 

Inquirido por deputados, Lacerda assegurara, em termos peremptórios, que a Abin não bisbilhotara o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes.

 

Abaixo, a íntegra da nota da Abin:

 

"30/08/2008

 

Nota à Impresa

 

Em face de matéria veiculada pela Revista Veja, Edição nº 2076, a Direção Geral da Agência Brasileira de Inteligência informa que tomará as seguintes providências:

 

1. determinar à Corregedoria-Geral do órgão a abertura de sindicância destinada a apurar o possível envolvimento de servidores da Agência nos fatos noticiados;

 

2. enviar ofício ao Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República solicitando o acionamento da Procuradoria-Geral da República e do Ministério da Justiça, com vistas à adoção das medidas

investigatórias cabíveis para o esclarecimento dos fatos em toda sua extensão.

 

A direção-geral da Abin reitera a confiança no corpo funcional da instituição e espera que os fatos apresentados na reportagem sejam definitivamente esclarecidos."

 

Assessoria de Comunicaçao Social"

Escrito por Josias de Souza às 15h10

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Marta é líder, Alckmin pára de cair e Kassab sobe

Distância entre tucano e ‘demo’ cai de 10 para 8 pontos

 

  Folha
Acaba de sair do forno mais uma pesquisa do Datafolha. Traz uma boa e duas más notícias para Geraldo Alckmin (PSDB).

 

A boa: o tucano parou de cair. Entre julho e agosto, despencara oito pontos -de 32% para 24%, índice que ostentava na semana passada. Amealhou agora os mesmos 24%.

 

As más notícias: a) Marta Suplicy (PT) conserva uma confortável dianteira de 15 pontos percentuais.

 

Ela oscilou para baixo –tinha 41% na semana passada; tem 39% agora. Mas o movimento, dentro da margem de erro, não maculou o favoritismo.

 

b) Gilberto Kassab (DEM), o dodói de José Serra, oscilou para o alto –obtivera 14% há uma semana; obteve 16% no novo levantamento.

 

A diferença que separa Kassab de Alckmin, que era de dez pontos percentuais, agora é de oito.

 

"Kassab mantém tendência de crescimento", diz Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, para desassossego do tucanato.

 

A pesquisa trouxe outras boas novas para Kassab. O índice de rejeição dele caiu seis pontos –de 32% para 26%.

 

E sua gestão na prefeitura, que era aprovada por 40% dos eleitores, agora obteve 44% de menções ótimo e bom.

 

São indicações de que Kassab tem diante de si perspectivas de crescer mais. Resta saber até onde irá esse crescimento.

 

Se for vigoroso, pode ameaçar a presença de Alckmin num segundo turno que o candidato tucano dá como favas contadas.

 

Por encomenda do Estadão e da TV Globo, o Ibope também fechou uma pesquisa em São Paulo. Revela movimentos semelhantes aos detectados pelo Datafolha. Mas...

 

Mas traz números diferentes: Kassab, em alta de quatro pontos desde a última pesquisa do Ibope, foi de 12% para 14%.

 

Alckmin aparece com menos quatro pontos –desceu de 26% para 22%. Aqui, a diferença em relação a Kassab é de dez pontos.

 

Quanto a Marta, o Ibope atribui a ela queda de dois pontos –de 41% 39%. Neste caso, os índices são idênticos aos do Dtafolha. Mas a vantagem em relação a Alckmin é de 17 pontos.

 

Considrando-se a margem de erro dos dois institutos, os números se equivalem. Exceto no caso de Kassab, em alta, revelam um quadro estacionário.

 

Marta lá no alto, aparentemente próxima do que seria o seu pé-direito. Alckmin cá embaixo, supostamente no nível do que seria o seu piso.

 

Resta o suspense em relação a Kassab. Qual é o fôlego do prefeito?, eis a pergunta que as próximas pesquisas terão de responder.

 

Até aqui, tem-se um quadro de segundo turno. A presença de Marta no round final parece assegurada. Na dúvida, o nome do adversário dela.

Escrito por Josias de Souza às 05h05

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Servidor da Abin exibe prova dos ‘grampos’ no STF

Revista reproduz diálogo de Gilmar Mendes  com senador

Foi captado, em 15 de julho, por escuta telefônica  ilegal

Ouvidos, os interlocutores confirmaram teor da conversa

Presidente do Supremo aponta 'degradação institucional'

  

Sérgio Lima/Folha

 

Três semanas depois da divulgação da notícia de que o presidente do STF, Gilmar Mendes, fora vítima de espionagem, surge uma nova evidência do malfeito.

 

Os repórteres Policarpo Junior e Expedito Filho obtiveram informações e documentos que não deixam dúvida: os telefones de Gilmar foram mesmo grampeados.

 

Os dados foram repassados por um servidor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

 

Para provar que dizia a verdade, o funcionário entregou a íntegra de um diálogo telefônico que Gilmar mantive com o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).

 

Deu-se às 18h32 do dia 15 de julho. A conversa está estampada nas páginas da última edição de Veja (só para assinantes).

 

Ouvidos, Gilmar e Demóstenes confirmaram o teor da conversa. Falaram por pouco mais de dois minutos. Eis a íntegra da conversa:

 

- Gilmar: Oi, Demóstenes, tudo bem? Muito obrigado pelas suas declarações.

- Demóstenes: Que é isso, Gilmar. Esse pessoal está maluco. Impeachment? Isso é coisa para bandido, não para presidente do Supremo. Podem até discordar do julgado, mas impeachment...

- Gilmar: Querem fazer tudo contra a lei, Demóstenes, só pelo gosto...

- Demóstenes: A segunda decisão foi uma afronta à sua, só pra te constranger, mas, felizmente, não tem ninguém aqui que embarcou nessa "porra-louquice". Se houver mesmo esse pedido, não anda um milímetro. Não tem sentido.

- Gilmar: Obrigado.

- Demóstenes: Gilmar, obrigado pelo retorno, eu te liguei porque tem um caso aqui que vou precisar de você. É o seguinte: eu sou o relator da CPI da Pedofilia aqui no Senado e acabo de ser comunicado pelo pessoal do Ministério da Justiça que um juiz estadual de Roraima mandou uma decisão dele para o programa de proteção de vítimas ameaçadas para que uma pessoa protegida não seja ouvida pela CPI antes do juiz.

- Gilmar: Como é que é?

- Demóstenes: É isso mesmo! Dois promotores entraram com o pedido e o juiz estadual interferiu na agenda da CPI. Tem cabimento?

- Gilmar: É grave.

- Demóstenes: É uma vítima menor que foi molestada por um monte de autoridades de lá e parece que até por um deputado federal. É por isso que nós queremos ouvi-la, mas o juiz lá não tem qualquer noção de competência.

- Gilmar: O que você quer fazer?

- Demóstenes: Eu estou pensando em ligar para o procurador-geral de Justiça e ver se ele mostra para os promotores que eles não podem intervir em CPI federal, que aqui só pode chegar ordem do Supremo. Se eles resolverem lá, tudo bem. Se não, vou pedir ao advogado-geral da Casa para preparar alguma medida judicial para você restabelecer o direito.

- Gilmar: Está demais, não é, Demóstenes?

Demóstenes: Burrice também devia ter limites, não é, Gilmar? Isso é caso até de Conselhão (risos).

- Gilmar: Então está bom.

- Demóstenes: Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom?

- Gilmar: Está bom. Um abraço, e obrigado de novo.

- Demóstenes: Um abração, Gilmar. Até logo

 

Ao saber que a espionagem ao seu gabinete, que suspeitara ter-se limitado ao monitoramento via rádio, estendera-se aos telefones, Gilmar reagiu assim:

 

"Não há mais como descer na escala da degradação institucional...”

 

“...Gravar clandestinamente os telefonemas do presidente do Supremo Tribunal Federal é coisa de regime totalitário. É deplorável. É ofensivo. É indigno".

 

Decidiu tratar do caso diretamente com Lula: "Não acredito que a ação da Abin ou da Polícia Federal seja oficial, com o conhecimento do governo...”

 

“...Mas cabe ao presidente da República punir os responsáveis por essa agressão".

 

Demóstenes foi na mesma linha: "Essa gravação mostra que há um monstro, um grupo de bandoleiros atuando dentro do governo...”

 

Informou que pedirá providências ao presidente do Congresso, Garibaldi Alves. “É um escândalo que coloca em risco a harmonia entre os poderes".

 

Vai, de resto, requerer a convocação da Comissão de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso.

 

Em depoimento à CPI do Grampo, na Câmara, o diretor-geral da Abin, delegado Paulo Lacerda, negara, em timbre enfático, o monitoramento clandestino no STF.

 

A julgar pela nova evidência, só há duas hipóteses possíveis: ou Lacerda não sabe o que se passa sob seu nariz ou contou aos deputados uma potoca.

 

Há mais: o servidor da Abin contou aos repórteres que o grampeamento ilegal de autoridades é coisa corriqueira.

 

Ao listar os grampeados, mencionou: os senadores Garibaldi Alves, do PMDB; Arthur Virgílio, Alvaro Dias e Tasso Jereissati, todos do PSDB; e Tião Viana, do PT.

 

Há pior: segundo o servidor da Abin, só em 2008, já passaram pelo setor em que ele trabalha diálogos telefônicos captados ilegalmente de:

 

Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula; e de dois ministros com assento no Planalto: Dilma Rousseff (Casa Civil) e José Múcio (Relações Institucionais).

 

A ser verdade, o governo estaria abringando em suas entranhas um monstro comparável ao velho SNI da ditadura.

 

É algo que não pode ficar sem uma boa investigação.

 

PS.: Leia aqui nota da Abin sobre o tema. Foi divulgada na tarde deste sábado (30).

Escrito por Josias de Souza às 04h15

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Preposto das Farc cancela depoimento já marcado

Em carta à Câmara, Olivério Medina diz que não vai falar

Antes, ele concordara em depor; a sessão foi ‘cancelada’

‘Pedi luzes ao Altíssimo’, alegou o ‘preposto’ da guerrilha

 

  Roger Meireles
Mais conhecido pelo codinome Olivério Medina, o ex-padre e guerrilheiro colombiano Francisco Antonio Cadena Collazos deu um baile na Câmara dos Deputados.

 

Convidado a prestar esclarecimentos à comissão de Relações Exteriores, Medina concordara em falar. Chegou-se a marcar a sessão para a próxima quarta-feira (3).

 

Porém, para surpresa dos deputados, Medina enviou carta à comissão informando que não vai falar.

 

A carta foi endereçada ao presidente da comissão, Marcondes Gadelha (PSB-PB). No texto, Medina anota que, “para saber como agir”, pediu até “luzes ao Altíssimo”.

 

Foram essas “luzes” que o levaram a optar por manter às escuras o grupo de deputados que desejava inquiri-lo. A sessão teve de ser desmarcada.

 

Autor do requerimento que motivou o convite a Medina, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) reagiu com uma ponta de indignação:

 

“Ele perdeu uma ótima oportunidade de esclarecer episódios que põem em dúvida o status de refugiado que o governo lhe concedeu...”

 

“...Temos, no entanto, outras maneiras de obter esses esclarecimentos. E eles serão obtidos. A concessão de refúgio é uma tradição brasileira. Mas...”

 

“...Mas o fato de o senhor Medina se recusar a comparecer ao Congresso, depois de ter informado à comissão que falaria, é um desrespeito intolerável.”

 

Jungmann decidiu submeter a voto, na mesma comissão de Relações Exteriores, requerimento dirigido ao Conare (Conselho Nacional de Refugiados).

 

Quer que o órgão, subordinado ao ministério da Justiça, reabra o processo que resultou na concessão do status de refugiado político a Olivério Medina.

 

Para o deputado, a reabertura do processo justifica-se em razão do lote de e-mails divulgados há cerca de um mês.

 

Mensagens enviadas por Medina, desde o Brasil, para o número 2 das Farc, Raúl Reyes, morto por militares colombianos há cinco meses.

 

Os documentos foram repassados pelo governo de Bogotá ao ministro Nelson Jobim (Defesa). Requisitados por Jungmann, devem chegar à Câmara em breve.

 

Para o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), o Conare deveria reabrir o caso de Medina de ofício, sem a necessidade de provocação de terceiros.

 

Mas não há no conselho a menor disposição de agir. Ali, admite-se que todas as concessões de refúgio são passíveis de revisão.

 

Mas alega-se que é preciso que haja justificativas plausíveis. Algo que, na visão do conselho, ainda não foi configurado no caso do preposto das Farc.

 

Vai abaixo a íntegra da carta que Medina endereçou a Marcondes Gadelha, o presidente da comissão de Relações Exteriores. É data de 28 de agosto:

 

"Excelentíssimo Deputado:

 

Gostaria de manifestar a V. Exa. que me honra escrever a presente, enviando minhas saudações cordiais, respeitosas e junto aos augúrios por um desempenho pleno de êxitos em vossa missão de presidir a digna e prestigiada Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional dessa Magna Casa.

 

Com a vênia de V. Exa., descrevo, a seguir, de forma sucinta, o objetivo desta missiva:

 

Manifestar que recebi da emérita Comissão presidida por V. Exa., no último dia 26, um Convite para participar de uma Audiência Pública.

 

Gostaria de fazer a seguinte reflexão.

 

Para saber como agir, pedi luzes ao Altíssimo, dialoguei com familiares, amigas e amigos, cuja solidariedade me honra. Rememorei duas coisas. Uma, que o Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE), usando critérios técnicos, entendeu que havia fundado temor de perseguição em razão de minhas opiniões políticas, o que impediria o retorno a meu país, razão pela qual me concedeu o refúgio. E a outra, o julgamento de meu Processo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), máxima instância do Poder Judiciário, fazendo brilhar a Justiça nessa Sessão Plenária, na qual nove dos dez Excelentíssimos Ministros presentes votaram pelo não-conhecimento de minha extradição e, julgando extinto o Processo, determinou a expedição do alvará de soltura, em 21 de março de 2007.

 

Então, levando em conta os fatos já mencionados e as circunstâncias em que me encontro, acudi confiante à voz de minha consciência. Eis seu recado:

 

Continue honrando seu refúgio como até agora; ame os compromissos adquiridos como se fossem seus mandamentos. Aceite os deveres e direitos de refugiado, com modéstia e humildade. Seja respeitoso dos costumes, leis e normas que regem a vida do povo desse país, cujo Estado abriu para você, como diz o Prêmio Nobel de Literatura, Gabriel Garcia Marquez, "uma segunda oportunidade sobre a terra".

 

Continue reservado lendo, traduzindo, visitando as amizades, participando em atividades relacionadas com a cultura, a religiosidade, trabalhando a roça e, como um João de Barro, lute pelo sustento dos seus.

 

Excelentíssimo Deputado, sinto que devo obediência à minha consciência, cujo altar é o foro íntimo de cada mulher e de cada homem. Portanto, com todo respeito, agradeço a oportunidade, mas, com a vênia de V. Exa. declino o Convite recebido. Gostaria que minha reflexão fosse acompanhada pela compreensão e a aquiescência dessa insigne Comissão.

 

Desde já, agradeço vossa atenção.

 

Francisco Antonio Cadena Collazos

(Refugiado Político)”

Escrito por Josias de Souza às 03h21

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- Globo: Candidata presa por crime eleitoral vai para solitária...mas continua livre para pedir o seu voto

 

- Folha: Marta lidera; Alckmin pára de cair

 

- Estadão: Alckmin cai mais e Kassab sobe em SP, aponta Ibope

 

- JB: Falta de motoristas pára carros da PM

 

- Correio: O pacotaço de Lula - 13 mil vagas em concursos

 

- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação

 

- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties

 

- Estado de Minas: A BH que vive no limite

 

- Jornal do Commercio: Forças Armadas dão apoio à saúde

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h14

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Brinquedo novo!

Ique
 

Via sítio JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 03h08

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Em Porto Alegre, Ciro transborda de elogios a Dilma

  Dalcío
Ciro Gomes abalou-se de Fortaleza para Proto Alegre.

Foi testemunhar o lançamento do programa de governo da candidata Manuela D’Ávila (PCdoB).

 

Depois, em entrevista coletiva, discorreu sobre 2010.

 

Presidenciável do PSB, Ciro derramou-se em elogios a Dilma ‘Dodói de Lula’ Rousseff.

 

"É um dos quadros extraordinários que a democracia brasileira produziu...”

 

“...Uma gestora sem rival, uma pessoa que se guia pelo espírito público...”

 

“Ama o Brasil de verdade, tem completo conhecimento de todos os problemas do país".

 

Mais: “Se falta a ela a primeira experiência eleitoral, sobram inteligência e generosidade”.

 

Na mesma entrevista, Ciro voltou a admitir que pode disputar a sucessão de Lula.

 

Afirmou que dificilmente os apoiadores do presidente estarão reunidos em 2010.

 

“Pode, eventualmente, interessar à nossa estratégia ter duas ou mais candidaturas”.

 

Dias atrás, depois de visitar o governador mineiro Aécio Neves (PSDB), Ciro referira-se ao tucano como “um estadista”.

 

Agora, cerca de rapapés a candidata preferida de Lula. Mais um pouco e o eleitor do PSB começará a se perguntar:

 

Com tantas alternativas sensacionais na praça, por que diabos eu deveria votar em Ciro Gomes?

 

PS.: Ilustração via sítio do Dalcío.

Escrito por Josias de Souza às 01h12

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PPS deve expulsar candidato por imitação de Lula

  Lula Marques/Folha
A Executiva Nacional do PPS decidiu abrir processo disciplinar contra Romeu Aldigueri.

Vem a ser o candidato do partido à prefeitura do município cearense de Granja.

 

Conforme noticiado aqui, Romeu levara ao ar, no rádio, uma peça de fancaria.

 

Na propaganda, um imitador se fazia passar por Lula. E pedia votos para Romeu.

 

A Justiça Eleitoral já determinara o fim da veiculação do embuste.

 

Agora, o candidato terá de dar explicações ao seu partido.

 

Uma legenda presidida por Roberto Freire, que nutre por Lula enraizada aversão.

 

Sob Freire, a direção do PPS reagiu assim que soube do estratagema de Romeu.

 

Deu 48 horas para que o candidato de Granja se explicasse.

 

Romeu alegara a dirigentes estaduais do PPS que fora vítima de armação.

 

Porém, o prazo dado pelo partido expirou e ele não deu nenhuma explicação.

 

Decidiu-se, então, abrir um processo contra Romeu na comissão de ética do PPS.

 

Em nota, Roberto Freire afirma que a providência visa “resguardar a disciplina partidária”.

 

E avança: "Se restar provado a veracidade dessas acusações...,"

 

"...Não haverá mais condição de o senhor Romeu Aldigheri permanecer entre nossos filiados”.

Escrito por Josias de Souza às 00h46

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Alckmin se diz 'muito satisfeito' com apoio de Serra

Dalcío
Alckmin concedeu entrevista ao UOL nesta sexta (29).

Logo no comecinho, ele se disse “satisfeito” com o “apoio” que recebe de Serra. "Muito satisfeito."

O governador tucano, como se sabe, preferia que Alckmin nem tivesse se tornado candidato.

 

Preferia o tucanato ao lado da candidatura de Kassab, o prefeito ‘demo’.

 

A despeito disso, Alckmin está “muito satisfeito” com a participação de Serra na campanha. Disse coisas assim:

 

"Ele participou do nosso primeiro programa eleitoral na televisão".
 

"A população sabe que o Serra é, como eu, um dos fundadores do PSDB."

 

Ao discorrer sobre 2010, Alckmin tratou de retirar-se do caminho de Serra.

 

Afirmou que “não há a menor hipótese” de meter-se na disputa presidencial.

 

Acha que Serra tem "patamar mais alto."

 

Para quem tiver interesse, há aqui um vídeo com a íntegra da entrevista de Alckmin.

 

Aviso: o vídeo tem 46min01s de duração. Aqui, há uma versão menor, de 14min11s.

 

O candidato fala de política, de pesquisas, dos problemas da cidade e de propostas de governo.

 

Quanto ao “apoio” de Serra, se Alckmin, que é o maior interessado, está “satisfeito”, quem haverá de reclamar?

 

PS.: Ilustração via sítio do Dalcío.

Escrito por Josias de Souza às 18h36

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Ministério Público investigará licitação do metrô

Vai resultar em investigação do Ministério Público a reportagem sobre licitação das obras de uma linha do metrô de São Paulo.

A notícia antecipou, com oito horas de antecedência o resultado do certame, vencido por consórcio liderado pela Camargo Corrêa.

 

A despeito do aspecto malcheiroso da licitação –negócio de mais de R$ 200 milhões—o Metrô e o governo de São Paulo ainda não disseram palavra.

 

Noves fora a reação do Ministério Público, que requisitou cópia da reportagem, o silêncio só foi quebrado pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

 

Em nota, o sindicato cobra “esclarecimentos sobre este suposto escândalo, que envolve dinheiro público e a qualidade do mais eficiente sistema de transporte da cidade” de São Paulo. É, faz sentido!

 

PS.: Em sua primeira manifestação sobre o caso, o governador Serra disse que, havendo irregularidades, a licitação será anulada. Porém...

 

Porém, afirma de antemão, antes mesmo de qualquer apuração, que está "seguro" de que irregularidade não houve. Por sorte, há o Ministério Público para tirar a prova dos nove.

Escrito por Josias de Souza às 18h02

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PF deflagra Operação Voto Limpo e prende 11 no Rio

Foram à garra, nesta sexta (29), a candidata a vereadora Carminha Jerominho (PTdoB) e mais dez pessoas.

 

A despeito do nome e do sobrenome no diminutivo, Carminha Jerominho é acusada pela PF de transgressões aumentativas.

 

Ligada à Liga da Justiça, a mais vistosa milícia em ação no Rio de Janeiro, a  candidatinha seria bancada com dinheirão obtido ilegalmente.

 

De resto, a turma da milícia estaria fazendo pressão –uma pressãozona— sobre eleitores pobres, instando-os a votar e a fazer campanha para a candidatinha.

 

As prisões desta sexta são parte da Operação Voto Limpo. Nasceu de investigações deflagradas há três meses. Expediram-se 21 mandados de prisão.

 

Desse total, 11 encrencados são policiais militares acusados de vinculação com a milícia.

 

Carminha integra uma família da pesada. É filhinha do vereador Jerônimo Guimarães, o Jerominho (PMDB). É sobrinha do deputado estadual Natalino Guimarães (expurgado do DEM).

 

A dupla, acusada de chefiar a milícia sob investigação, encontra-se em cana, na carceragem de Bangu 8.  

 

Segundo a PF, Carminha teria assumido as rédeas da milícia, junto com Luciano Guenâncio, irmãozinho dela, que está foragido.

 

Como se vê, as eleições municipais do Rio converteram-se num problemão. Viraram caso de polícia.

Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Tribunal autoriza ‘aborto’ de feto anencéfalo no RS

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul autorizou a interrupção da gravidez de um feto diagnosticado como anencéfalo (sem cérebro).

A decisão foi tomada na quinta (28). Mas só foi divulgada nesta sexta (29).

 

O caso foi julgado pela 3ª turma do tribunal. É integrada por três desembargadores. Todos se posicionaram a favor do fim da gravidez.

 

A notícia vem à tona num instante em que o STF se prepara para julgar um processo em que se discute justamente a anencefalia.

 

O Supremo terá de dizer, em julgamento previsto para novembro, se a mulher tem ou não o direito de interromper a gravidez quando constatar que leva no ventre um feto sem cérebro.

 

Uma questão que vem embatucando a cabeça dos juízes. E atazanando a rotina das mulheres que, às voltas com o problema, são submetidas  decisões judiciais contraditórias.

 

Ora autoriza-se a interrupção da gravidez ora nega-se. Foi o que se deu no caso que acaba de ser decidido pelo Tribunal de Justiça gaúcho.

 

A autora da ação, cujo nome não foi revelado, mora em Porto Alegre. Tem 39 anos. Foi à Justiça quando o feto tinha 28 semanas de gestação.

 

Na primeira instância, o juiz que analisou o processo indeferiu o pedido de interrupção de gravidez. Alegou “impossibilidade jurídica”. 

 

A gestante recorreu ao Tribunal de Justiça. Ali, alegou que não havia, no seu caso, vida a ser protegida juridicamente.

 

Anexara aos autos aos autos avaliação médica e laudo feito a partir de ecografias atestando que estava grávida de um anencéfalo.

 

“Diagnóstico incompatível com a vida fora do útero”, anota o atestado médico. De resto, o pai também se manifestara favoravelmente à interrupção da gravidez.

 

Relator do processo, o desembargador José Antonio Hirt Preiss deferiu o pedido. Foi acompanhado pelos dois colegas que dividem com ele a 3ª turma do tribunal: Newton Brasil de Leão e Elba Aparecida Nicolli Bastos.

Escrito por Josias de Souza às 16h22

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Nem toda semelhança decorre de mera coincidência

 

Via blog Campanha no Ar.

Escrito por Josias de Souza às 06h44

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Folha Online antecipa resultado de licitação em SP

 

Em destaqueas, palavras cifradas com o resultado da licitação do metrô de SP

 

A sexta-feira é 29, não 13. Mas o dia começa para a gestão tucana de José Serra sob o signo do azar.

 

A Folha Online cravou, de modo cifrado, no meio de um anúncio de ópera, o resultado de uma licitação cujas propostas só seriam abertas oito horas depois.

 

Refere-se à ampliação de uma linha do metrô de São Paulo. Uma das bandeiras do governador José Serra (PSDB).

 

Bandeira que o anúncio certeiro tingiu de suspeita.

 

Antecipou-se o nome do vencedor –um consórcio liderado pela Camargo Corrêa— e detalhes do processo.

 

Restou a inevitável impressão de coisa arranjada, de negócio dirigido. Procurada, a empresa esquivou-se de comentar.

 

Nas pegadas da divulgação, porém, o mínimo que o paulistano em dia com o fisco estadual merece é um bom, um portentoso, um convincente lote de explicações.

Escrito por Josias de Souza às 04h32

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Mudança na Cultura é temperada a beijos e ‘sonho’

  Animação sobre fotos de Alan Marques
Tomou posse o novo ministro da Cultura. Sentou-se na cadeira de Gilberto Gil o sociólogo Juca Ferreira, que era secretário-executivo da pasta.

 

Foi uma cerimônia curiosa. Começou com a descontração de Lula. Enveredou para um festival de beijos. E terminou com a enunciação de um sonho.

 

O novo ministro declarou, veja você, que deseja arrastar para o orçamento da Cultura um naco do dinheiro do pré-sal.

 

É dinheiro de um petróleo que não se sabe ao certo quando vai jorrar. Mas sabe-se que o pré-sal só vai pingar de modo expressivo no pós-Lula.

 

Saiu um músico. Entrou um “poeta”. Em homenagem ao estilo onírico-administrativo do novo ministro e aos lábios soltos que desfilaram pelo Planalto, vai abaixo uma poesia.

 

Redigiu-a um escritor menos conhecido do que merece: Júlio Dinis (1839-1871):

 

Ouvia gabar os beijos,

Dizer deles tanto bem,

Que me nasceram desejos

De provar alguns também.

Essa fruta não é rara,

Mas nem toda tem valor,

A melhor é muito cara

E a barata é sem sabor.

Escrito por Josias de Souza às 04h04

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BC muda balanço e prejuízo de R$ 41 bi vira lucro

BC muda balanço e prejuízo de R$ 41 bi vira lucro

Seria o mais vistoso prejuízo da história da instituição

Mas alteração contábil maquiou a 'perda' com câmbio

E o vermelho da escrituração virou ‘azul’  de R$ 3,2 bi

O 'desastre' cambial vai à conta do  Tesouro nacional

 

 

A desvalorização do dólar e a conseqüente sobrevalorização do real produziram efeitos nefastos no balanço do Banco Central referente ao primeiro semestre de 2008.

 

Nos primeiro seis meses do ano, a variação do câmbio empurrou para dentro da escrituração do BC um prejuízo de R$ 44,798 bilhões.

 

Subtraindo-se dessa cifra as operações que deram resultado positivo –R$ 3,2 bilhões—o prejuízo foi atenuado para R$ 41.598 bilhões.

 

Nunca na história desse país, para usar expressão ao gosto de Lula, o BC amargara semelhantes perdas no intervalo de um semestre. Porém...

 

Porém, aprovou-se no CMN (Conselho Monetário Nacional), nesta quinta-feira (28), um voto que produziu uma mágica cromática. O que era vermelho tornou-se azul.

 

Funciona assim:

 

1. As perdas cambiais do BC continuarão sendo lançadas na coluna de passivo do balanço.

 

Passivo decorrente de despesas com a valorização da taxa de câmbio sobre as reservas internacionais, que o banco mantém em depósitos no exterior, e sobre contratos em moeda estrangeira;

 

2. No entanto, criou-se uma regra de “equalização cambial”. Que permitirá ao banco anotar na coluna de ativos um crédito de igual valor junto ao Tesouro Nacional;

 

3. Na prática, a conversão do passivo cambial em ativo significa que o custo da variação cambial migra da escrituração do BC para o Tesouro.  

 

Graças ao ajuste contábil, o BC pôde anotar no item “IV” do voto levado ao CMN (íntegra aqui) o seguinte:

 

“O Banco Central do Brasil apresentou, no primeiro semestre de 2008, resultado positivo de R$ 3,2 bilhões.”

 

“(...) Esse resultado será transferido ao Tesouro Nacional no prazo de até 10 dias úteis, a partir desta data”.

 

Quanto ao custo da política cambial, expresso no prejuízo de R$ 41.598 bilhões, continua sendo espetdo na bolsa da Viúva, como antes. Mas, no balanço do BC, vai à zona cinzenta das “notas explicativas”.

 

A variação cambial rói os números do BC principalmente porque a instituição conserva as reservas do Brasil em aplicações no exterior, em moeda estrangeira.

 

No seu balanço, o BC é obrigado a registrar as reservas em reais. É dessa diferença que vem o grosso do passivo.

 

O BC escorou a alteração nas regras de elaboração de seu balanço numa medida provisória. Traz o número 435. Foi editada por Lula em 26 de junho de 2008.

Escrito por Josias de Souza às 03h00

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Deputado do PT denunciado por chefiar milícia em favela

 

- Folha: Serra propõe banir cigarro em SP

 

- Estadão: EUA crescem acima do previsto e aliviam mercado

 

- JB: Justiça deixa Crivella e Jandira sem Lula na TV

 

- Correio: Sem pagar pensão, 75 são presos no DF

 

- Valor: Meta de superávit fiscal terá banda de flutuação

 

- Gazeta Mercantil: Governos estudam captação com royalties

 

- Estado de Minas: Cigarro traga 1,4 mil vidas por ano em BH

 

- Jornal do Commercio: Caos na Agamenon

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h54

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Phelpudus!

Novaes
 

Via sítio JB Online. O título da charge foi extraído pelo signatário do blog de comentário do leitor Jorge D. Corona.

Escrito por Josias de Souza às 02h48

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PF apura compra de votos com cheque de prefeitura

Comprar votos é, como se sabe, ilegal. No Estado de Sergipe, porém, apura-se um episódio que acrescenta à ilegalidade uma pitada de desfaçatez.

 

Nesta quinta (28), o procurador regional eleitoral Paulo Guedes requisitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito.

 

Destina-se a investigar uma denúncia cabeluda: o prefeito da cidade sergipana de Rosário do Catete é acusado de comprar votos usando cheques da própria prefeitura.

 

O nome do prefeito é José Laércio Passos Jr. (PMDB). Um eleitor, Jorge Barbosa Santos, acusou-o formalmente.

 

Mais que isso: o eleitor entregou à PF cópia do cheque supostamente usado pelo prefeito na tentativa de compra do voto.

 

Ao receber o documento, o delegado federal Yuri Ramalho Dantas oficiou à Procuradoria Regional Eleitoral. E o procurador Paulo Guedes requereu a abertura do inquérito.

 

O prefeito nega o malfeito. Não é, porém, a primeira encrenca em que José Laércio se mete. Ele é um dos acusados da Operação Fox.

 

Trata-se de uma investigação em que a PF esquadrinhou irregularidades praticadas em prefeituras de Sergipe, Alagoas e Bahia.

 

No último dia 12 de agosto, a Operação Fox foi convertida em denúncia do Ministério Público Federal. O prefeito José Laércio é um dos que foram denunciados à Justiça.

 

As acusações envolvem delitos variados: peculato (desvio de dinheiro público), corrupção ativa e passiva, violações à lei de licitações e formação de quadrilha.

Escrito por Josias de Souza às 00h50

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PT de Minas pede a PT nacional intervenção em BH

Com um tucano atravessado na traquéia, o petismo de Belo Horizonte rogou à direção do partido que intervenha no diretório municipal.

 

Deseja-se dar um basta na amizade colorida do prefeito Fernando Pimentel (PT) com o governador Aécio Neves (PSDB).

 

O relacionamento é profícuo. Deu à luz a candidatura de Márcio Lacerda (PSB), em alta nas pesquisas.

 

O PT nacional desaprovara a união de papel passado. Mas vinha fechando os olhos para o adultério político de Pimentel.

 

Porém, um pedaço do petismo mineiro acha que é hora de dar um basta na pouca vergonha.

 

Em carta à direção nacional, a ala carola do PT local pede que seja imposta a Pimentel uma reprimenda pública. Ora, bolas! Onde já se viu?

 

Deseja-se, de resto, que o partido proíba o prefeito petista de participar de qualquer ato de campanha ao lado de Aécio. Incluindo a propaganda de TV.

 

O tema será discutido na semana que vem, numa reunião da Executiva Nacional do PT. Será um debate divertido.

 

Lula, desde o início, acha que o PT perde tempo ao brigar com Aécio. Mais vivido, o presidente sabe que, em política, já não há mais nenhum pecado original.

 

O PT, a propósito, já incorreu em pecados mais graves. Cometeu até um dos pecados mais capitais: o pecado do capital propriamente dito.

Escrito por Josias de Souza às 23h43

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De Neto para avô: ‘Penso no futuro, não no passado’

  Sérgio Lima/Folha
Candidato à prefeitura de Salvador, ACM Neto (DEM-BA) vem sendo perseguido pelo espectro de ACM avô.

 

Nesta quinta (28), o fantasma voltou a sacudir o lençol em direção ao candidato numa sabatina promovida pelo jornal A Tarde.

 

O jornalista que coordenava o evento perguntou ao Neto qual seria o papel de ex-colaboradores do avô numa eventual administração ‘demo’.

 

O Neto, como que decidido a espantar o ontem, mirou no amanhã: "Não podemos pensar o futuro voltado para o passado."

 

Um leitor do jornal inquiriu ACM Neto acerca da pouca idade e inexperiência administrativa.

 

E ele: "Quero uma chance do meu povo para mostrar que a idade pode ser colocada a serviço de Salvador porque ela traz oxigênio, garra."

 

O barulhinho que você ouve ao fundo é o ruído de ACM, o avô, se revirando no túmulo.

Escrito por Josias de Souza às 19h20

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Serra evita falar de queda de Alckmin em pesquisas

  Dalcío
Em evento organizado para lançar uma campanha contra o fumo, José Serra foi espremido por repórteres para falar de outra campanha, a eleitoral.

 

Perguntou-se ao governador tucano o que achava dos resultados acerbos que as últimas pesquisas reservaram ao candidato Geraldo Alckmin.

 

Serra portou-se não como tucano, mas como peixe ensaboado:

 

"Estou aqui para falar de tabagismo, não de campanha. Se não, cada reunião que eu tiver vou ter que falar de eleição."

 

De fato, o tema eleição tornou-se um problema para Serra. Partidário do candidato ‘demo’ Gilberto Kassab, ele faz ouvidos moucos para os queixumes do tucanato.

 

Queixas que, aliás, se espraiam pela coligação. O senador Romeu Tuma (SP), filiado ao PTB, legenda que indicou o vice de Alckmin, já reclama à luz do Sol.

 

"Sinto amargura de não ver o governador [Serra] caminhando com a gente", disse, durante atividade de rua que realizou ao lado de Alckmin.

 

Em contraposição à amargura de Tuma, Alckmin destila otimismo:

 

"Acho que ele [Tuma] não foi justo com o Serra...”

 

“...O governador tem ajudado na campanha, essa coisa de andar na rua, ele vai andar. A eleição é só no dia 5 de outubro."

 

Quanto a Gilberto Kassab, o apoio nada velado de Serra dispensa demonstrações públicas.

 

Nesta quinta (28), Kassab disse que o suporte do governador tucano, de quem herdou a prefeitura, fortalece sua campanha e tem efeito “positivo” sobre ela.

 

Enquanto tucanos, ‘demos’ e agregados bicam-se, Marta prepara-se para realizar uma caminhada pelas ruas de São Paulo, no final de semana, com Lula a tiracolo.

 

PS.: Ilustração via sítio do Dalcío.

Escrito por Josias de Souza às 19h01

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Lula: Pré-sal é ‘passaporte para o futuro’ do Brasil

O presidente Lula ‘Monotemático’ da Silva voltou a enfiar as sondas de sua retórica nas profundezas petrolíferas do pré-sal.

 

Falando a uma platéia de empresários, reunidos no CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), Lula fez jorrar platitudes:

 

Chamou o petróleo do pré-sal de “bilhete premiado”, um “passaporte para o futuro”.

 

Disse que, nem por isso, o governo vai “sair por aí gastando dinheiro que ainda não temos.”

 

Repetiu o lero-lero sobre o grupo interministerial constituído para estudar a reforma do modelo de exploração petrolífera.

 

Afirmou que as propostas da comissão vão chegar-lhe às mãos em setembro. Não é bem assim, contudo.

 

O ministro Edson Lobão (Minas e Energia), porta-estandarte da idéia de criação de uma nova estatal, disse que vai pedir mais tempo ao chefe.

 

Em timbre vago, informou para onde caminham os estudos: "Será um leque de opções. Estamos pensando em fazer uma lista para entregar” ao presidente.

 

Na mesma solenidade, Lula discorreu sobre a economia brasileira. Vive-se, segundo ele, um "momento excepcional".

 

O crescimento econômico do país, no dizer do presidente, não é "um vôo de galinha". Para Lula, o Brasil alçou um "vôo de águia" (assista no vídeo abaixo).

Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Ibama consegue, finalmente, vender os ‘bois piratas’

Em leilão de um único lance, rebanho saiu por R$ 1,3 mi

Há dois meses, Ibama avaliara os animais em R$ 3,1 mi

E Carlos Minc:  ‘O nosso objetivo não é  ganhar dinheiro’

 

Valter Campanato/ABr

 

Depois de quatro tentativas frustradas, o Ibama conseguiu, finalmente, levar ao martelo os seus “bois piratas”.

 

Deu-se em leilão realizada nesta quinta (28). Houve um mísero interessado, cujo nome não foi divulgado. Arrematou as 3.036 cabeças de gado por R$ 1,3 milhão.

 

Um deságio que roça os 60% se considerado o preço mínimo do primeiro leilão, ocorrido em junho: R$ 3,151 milhões. Ainda assim, o governo festeja o resultado como uma "vitória".

 

Além de vender os animais na “bacia das almas”, o Ibama comprometeu-se a custear o transporte de todos eles.

 

Estima-se que o governo gastará cerca de R$ 400 mil para levar o gado da reserva da Terra do Meio (PA), onde se encontra, para um município próximo.

 

Com isso, o resultado real do leilão cai para algo em torno de R$ 900 mil. É menos do que o Ibama gastou no custeio da Operação Boi Pirata: mais de R$ 1 milhão.

 

O ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) contemporiza: “Nosso objetivo não é vender boi nem ganhar dinheiro, mas proteger as unidades de conservação...”

 

“...Após a apreensão desses bois piratas, 36 mil outras cabeças de gado já foram retiradas, pelos donos, da estação ecológica e outras 20 mil de outra unidade de conservação, também na Terra do Meio...”

 

“...E outras ainda serão retiradas, porque nossa ação contra o boi pirata não vai parar.”

 

Há, de resto, outro problema. A venda dos bois não autoriza o governo a destinar o dinheiro para o Fome Zero, como pretendia.

 

A novela prossegue agora nas páginas de um processo judicial. O ex-proprietário do rebanho questiona a apreensão do Ibama.

 

Embora tenha autorizado o leilão, a Justiça determinou que o governo deposite o dinheiro em juízo até que o processo seja julgado em termos definitivos.

Escrito por Josias de Souza às 17h03

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No afã de ajudar PT, Lula ‘inaugura’ até o ‘nada’

  Dalcío
Como se sabe, Lula vai vestir-se de cabo eleitoral no próximo final de semana.

 

Pedirá votos para Marta Suplicy na capital e para outros petistas na região do ABC.

 

Planejou-se revestir a missão política com uma fina camada de verniz administrativo.

 

Lula fará pelo menos duas "inaugurações". Em ambas fará a consagração do nada.

 

Em Santo André, Lula vai “inaugurar” a Universidade Federal do ABC.

 

Encontra-se em obras. Prevê-se que só em agosto de 2009 estará pronta.

 

Depois, Lula fará o lançamento da pedra fundamental de outra universidade federal, a de São Bernardo.

 

Neste caso, além de não haver um canteiro de obras, o edital de licitação foi suspenso.

 

PS.: Ilustração via sítio do Dalcío.

Escrito por Josias de Souza às 16h21

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Ibama tenta, pela quinta vez, leiloar os ‘bois piratas’

Valter Campanato/ABr
 

 

O Ibama realiza nesta quinta (28) uma nova tentativa de levar ao martelo as 3.046 cabeças de gado que apreendeu em 7 de junho.

 

É a quinta tentativa. Dessa vez, ofereceram-se vantagens adicionais aos eventuais interessados em tomar parte do leilão.

 

O lance mínimo, inicialmente fixado em R$ 3,151 milhões, despencou para R$ 1,259 milhão. Um deságio de 60%.

 

De resto, o Ibama agora se compromete a custear o transporte do gado da reserva ecológica da Terra do Meio (PA) para um município próximo.

 

Estima-se que essa facilidade custará ao erário algo em torno de R$ 400 mil.

 

Somando-se esse valor ao que já foi gasto na operação “Boi Pirata” –pouco mais de R$ 1 milhão—chega-se a um prejuízo de cerca de R$ 141 mil.

 

Num esforço para atiçar a cobiça de eventuais compradores, o Ibama informa que as vacas da Terra do Meio pariram “cerca de 700 bezerros” desde que foram retidas.

 

“Um sinal claro de que o gado está em perfeitas condições de saúde”, diz Luciano Meneses Evaristo, coordenador-geral de Fiscalização do Ibama.

 

Divulgou-se até um vídeo com imagens do rebanho. Exibem animais magros. O Ibama diz que a perda de peso decorre do fato de que as vacas estão amamentando.

 

Se você é contribuinte e está em dia com o fisco, acenda uma vela e reze para que o novo leilão do Ibama seja um sucesso.

Escrito por Josias de Souza às 02h43

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Protesto da oposição obriga Evo a pousar no Brasil

  Alan Marques/Folha
O companheiro Evo Morales, presidente da Bolívia, viveu uma experiência constrangedora.

 

De helicóptero, Evo foi visitar, nesta quarta (27), a cidade boliviana de Cachuela Esperanza.

 

Ao tentar retornar para La Paz, soube que opositores haviam tomado três aeroportos disponíveis na região de Beni.

 

Como precisava reabastecer a aeronave, Evo viu-se compelido a pousar, veja você, no Brasil.

 

Para voltar à capital de seu próprio país, o presidente boliviano pediu e obteve autorização para servir-se de uma pista de pouso de Guajará-Mirim, em Rondônia.

Escrito por Josias de Souza às 02h17

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: Gastos públicos crescerão mais que economia em 2009

 

- Folha: Relator apóia índios contra arrozeiros

 

- Estadão: Governo gasta R$ 106,8 bi com juros

 

- JB: Jovens fogem das urnas

 

- Correio: Matança no entorno só aumenta

 

- Valor: BC vigia liquidez e risco de crédito dos bancos

 

- Gazeta Mercantil: Contratos atuais do pré-sal favorecem fornecedor externo

 

- Estado de Minas: Ele tinha um sonho... E ele, tem

 

- Jornal do Commercio: Governo propõe mínimo de R$ 464

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h29

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Cabideiro!

Ique
 

Via sítio JB Online. Leia sobre o tema da charge aqui.

Escrito por Josias de Souza às 01h25

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Senado aprova reajustes, cria cargos e rola dívidas

Numa noite, senadores votam cinco medidas provisórias

Aumentaram salários de servidores –  gasto de R$ 7,5 bi

Abriram 450 cargos na Abin e 1.692  em vários tribunais

Rolaram débitos de agricultores ‘pendurados’ –  R$ 75 bi

Criaram fundo de crédito a estaleiros –  R$ 1 bi da Viúva

Autorizaram empréstimos externos– US$ 376,6 milhões

 

  Jonas Pereira/Ag.Senado
Nesta quarta (27), as atenções do Senado foram monopolizadas pelas medidas provisórias.

 

Na sessão vespertina, os senadores revezaram-se na tribuna para desancar o excesso de medidas provisórias.

 

À noite, em sessão que entrou pela madrugada desta quinta (28) não fizeram senão votar medidas provisórias. De um fôlego, aprovaram cinco.

 

Matérias que vão bater nos cofres do Tesouro. Aprovadas em votações simbólicas, com discussão ora rala ora inexistente.

 

Todas as MPs já haviam passado pela Câmara. Três delas foram referendadas pelos senadores sem alterações. E seguem agora para a sanção de Lula.

 

Outras duas foram aprovadas com modificações. Por isso, retornam à Câmara, para novas votações.

 

Uma das MPs concede reajustes salariais a 1,4 milhão de servidores –800 mil civis e 600 mil militares.

 

Terão os contracheques tonificados funcionários de 17 carreiras públicas. Aumentos são progressivos. Variam de 9% a 105%. Começam agora e terminam em 2011.

 

A despesa adicional para o Tesouro será, só no ano de 2008, de R$ 7,5 bilhões. Não houve emendas. Resta agora a sanção de Lula.

 

Outra MP institui o plano de rolagem das dívidas de 2,8 milhões de agricultores. Dívidas velhas, da década de 80, e novas.

 

No total, a “pendura” soma R$ 75 bilhões. Beneficiaram-se até os devedores já inscritos na dívida ativa da União.

 

Para esses casos –31 mil devedores; passivo estimado em R$ 7 bilhões—concedeu-se um refresco adicional.

 

O governo propusera que as dívidas fossem roladas por até dez anos, com juros de 13% ao ano (taxa Selic).

 

Na Câmara, a bancada ruralista reduziu os juros para 6,25% (Taxa de Juros de Longo Prazo, a TJLP).

 

Sob o pretexto de que uma alteração forçaria o retorno da proposta à Câmara, os senadores mantiveram a mamata. Lula promete vetar esse tópico.

 

Numa terceira MP, os senadores aprovaram um plano de reestruturação da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

 

Inclui a abertura de 440 cargos novos –240 “oficiais técnicos” e 200 “agentes técnicos”. Resultará em despesa adicional de R$ 67,7 milhões em 2008. Cifra que subirá para R$ 125,6 milhões em 2009.

 

Não houve alterações nessa medida provisória, que segue para a sanção de Lula.

 

Aprovou-se ainda MP que institui o Fundo de Garantia para a Construção Naval.

 

Destina-se a prover dinheiro para industrias fabricantes de navios.

 

O governo vai ao novo fundo com uma participação de R$ 1 bilhão. Verbas do Fundo da Marinha Mercante.

 

A MP carregava “caronas” estranhas. Uma delas previa o uso de verbas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) na divulgação do turismo brasileiro no exterior.

 

Os senadores passaram a excentricidade na faca. Fracas a esta e a outras alterações, essa proposta terá de retornar à Câmara, para nova votação.

 

Houve mais: aprovou-se um lote de autorizações para que um Estado e seis prefeituras contraiam US$ 376,62 milhões em empréstimos externos.

 

Beneficiaram-se o Estado do Amazonas (R$ US$ 154 milhões) e as seguintes prefeituras:

 

Manaus-AM (US$ 75 milhões); Porto Alegre-RS (US$ 83,27 milhões); São Luiz-MA (US$ 35,64 milhões); Bagé-RS (US$ 6,6 milhões)...

 

Cachoeirinha-RS (U$ 8,91 milhões); e Belford Roxo-RJ (US$ 13,2 milhões).

 

O Senado também aprovou a abertura de 1.692 cargos novos em vários tribunais. Não há, por ora, informação disponível quanto ao custo para o erário.

 

E, para não dizer que não falaram de flores, os senadores aprovaram duas propostas simpáticas. Uma medida provisória e um projeto de lei.

 

A MP Reduz a zero as alíquotas da Cofins e do PIS-Pasep que incidem sobre as matérias-primas do pão. Espera-se que leve à redução dos preços

 

Nesta votação, houve modificações no texto original. A proposta volta, portanto à Câmara, onde terá de ser votado novamente.

 

O projeto de lei autorizou os trabalhadores a usar o FGTS na aquisição de terrenos urbanos, destinados à construção de residências.

 

Antes de encerrar a sessão noturna, quando faltavam exatos nove minutos para uma hora da madrugada, o Senado aprovou uma dezena de acordos firmados pelo Brasil com países estrangeiros.

 

Tudo a toque de caixa. Plenário já esvaziado. Nada de debate. Nenhum questionamento.

Escrito por Josias de Souza às 00h45

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Garibaldi ‘decreta’ moratória de 45 dias para MPs

  Fábio Pozzebom/ABr
Fustigado pela oposição, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), anunciou uma providência extrema.

 

Informou ao plenário que não levará à pauta, nos próximos 45 dias, nenhuma medida provisória.

 

“Ninguém falou mais a respeito de do que significam as medidas provisórias do que eu. É hora de agir.”

 

Durante toda a sessão vespertina do Senado, a oposição fustigara Garibaldi. Os senadores o instigaram a devolver ao Planalto as MPs não-urgentes.

 

E Garibaldi: “Vou agir à minha maneira. Não vou ferir a Constituição, que não me permite devolver pura e simplesmente as medidas provisórias.”

 

“Compreendo o apelo. Mas vou apenas determinar à secretaria-geral da Mesa [do Senado] que, durante 45 dias, não sejam lidas medidas provisórias nesta casa.”

 

Garibaldi acrescentou que, nesse intervalo, tentará obter do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pressa na votação de um projeto que já passou pelo Senado.

 

Trata-se da proposta que altera o rito de tramitação das MPs. Foi aprovada pelos senadores. Na Câmara, recebeu emendas. Mas a votação vem sendo postergada.

 

Há no Senado, sete medidas provisórias pendentes de votação. Já estão no plenário. Não entram na “moratória” anunciada por Garibaldi.

 

Quanto às que estão por vir, o presidente do Senado disse que abrirá uma escassa exceção: vai pôr em votação uma medida provisória que reajusta o salário de servidores.

 

Ainda não chegou ao Congresso. Mas, nesta quarta (27), em telefonema a Garibaldi, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), informou que ela chega até sexta (29).

 

A aparente firmeza de Garibaldi resultou de um movimento maciço da oposição. Houve uma súbita mudança de alvo.

 

Em vez dos tradicionais discursos contra Lula, a oposição investiu, em pronunciamentos sucessivos, contra o presidente do Senado.

 

Garibaldi pagou pela própria língua. Nos últimos dias, em entrevistas, disse e repetiu que o Congresso, sufocado por medidas provisórias, tem sido omisso.

 

A tal ponto que o STF, agindo no vácuo do Legislativo, passou a “legislar”.

 

Tasso Jereissati (PSDB-CE) abriu o tiroteio: “Senador Garibaldi, está na hora de Vossa Excelência parar de falar no jornal e reagir como presidente desta Casa...”

 

É hora de “defender a honra, a dignidade e a existência desta Casa. Se Vossa Excelência (...) não fizer nada de concreto, estará sendo coveiro deste moribundo Senado.”

 

Tasso perguntou a Garibaldi: “Para que é que nos envia telegrama para virmos para cá para fazermos o papel de palhaço?”

 

Em timbre de desabafo, o senador tucano aconselhou Garibaldi a adotar outra providência: "Pegue esse moribundo e enterre de uma vez".

 

Demóstenes Torres (DEM-GO) jogou gasolina no debate. Disse que, se o Planalto envia medidas provisórias irrelevantes e elas são votadas é porque os congressistas “estão agachados”.

 

Mirou em Garibaldi: “Existe um homem encarregado por nós todos de zelar pela Constituição, que tem o poder e a iniciativa, que é justamente o presidente do Senado...”

 

“...Se os líderes não querem cumprir, Vossa Excelência tem a obrigação de passar por cima dos líderes, porque acima deles está a Constituição do Brasil.”

 

O líder do PSDB, Arthur Virgílio, juntou os fios desemcapados. Olhando para Garibaldi, disse: “(...) É inaceitável o papel que Vossa Excelência vem desempenhando...”

 

“...Reclama do Judiciário que, a meu ver, não tem feito outra coisa a não ser interpretar a Constituição...”

 

“...Reclama da morosidade com que age o Senado, com que age o Congresso Nacional, como se Vossa Excelência não conhecesse as regras...”

 

Como “...se não conhecesse os problemas que nos causam as seguidas medidas provisórias. E Vossa Excelência as aceita passivamente.”

 

O líder do DEM, José Agripino Maia (RN) e outros senadores -Cristovam Buarque (PDT-DF) e Mário Couto (PSDB-PA), por exemplo- mantiveram a atmosfera de curto-circuito.

 

Líderes de partidos governistas -entre eles Renato Casagrande (PSB) e Ideli Salvatti (PT)- tentaram contemporizar, defendendo Garibaldi. Mas a atmosfera continuou eletrificada.

 

Levado à água fervente, Garibaldi saiu-se com a "moratória". Na seqüência, deu início à "Ordem do Dia". E o plenário do Senado pôs-se a trabalhar.

 

Adivinha o que estão fazendo nesse exato momento os senadores? Sim, estão votando as medidas provisórias que travam a pauta do Senado. São sete as que esperam por votação.

Escrito por Josias de Souza às 18h53

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Relator vota pela demarcação ‘contínua’ da reserva

Pedido de vista adia decisão sobre Raposa Serra do Sol

 

Fotos: Lula Marques/Folha

 

A atmosfera de tensão que eletrifica as relações entre índios e arrozeiros em Roraima terá de perdurar por algum tempo.

 

O STF começou a julgar o processo que questiona a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol. Mas um pedido de vista adiou a deliberação final.

 

Houve tempo apenas para a sustentação oral dos advogados das partes e para o primeiro ato do julgamento: a manifestação do relator, ministro Carlos Ayres Britto.

 

O voto de Ayres Britto foi francamente favorável aos índios. Posicionou-se a favor da manutenção do caráter contínuo da reserva. A íntegra da peça está disponível aqui (aviso: são 105 páginas, mas vale a leitura).

 

Ayres Britto opinou, de resto, a favor da suspensão dos efeitos da liminar que impediu a PF de retirar, na marra, os não-índios que ainda permanecem na reserva.

 

Está convencido de que a demarcação fracionada da reserva indígena, ao estilo "queijo suiço", afronta a Constituição brasileira.  

 

Em favor dos produtores de arroz, Ayres Britto levantou apenas a hipótese de “indenização das benfeitorias.” Ainda assim, para aqueles que agiram “de boa fé”.

 

Antes que o julgamento pudesse prosseguir, o ministro Carlos Menezes Direito pediu vista do processo.

 

Alegou que, dada a “complexidade” do processo, precisa de tempo para analisá-lo.

 

O presidente do STF, previu, em timbre vago, que o tema voltará à pauta “possivelmente, ainda neste semestre.”

 

A sessão do STF teve passagens históricas. Pela primeira vez, ocupou a tribuna do tribunal um índio. Uma índia, para ser mais preciso (foto lá no alto).

 

A advogada Joênia Batista de Carvalho, do povo Wapichana, fez sustentação oral em favor da manutenção do caráter contínuo da reserva.

 

“Será a primeira sustentação que eu faço, e logo no Supremo”, disse ela, nervos à flor da pele. “Eu serei a voz dos índios na mais alta Corte do Brasil.”

 

A sessão do STF transcorreu em atmosfera pacífica. Dentro e fora do prédio. Foi notória, porém, a preocupação do Supremo com a segurança.

 

O prédio foi cercado por grades. Até mesmo a estátua da Justiça, plantada na Praça dos Três Poderes, ganhou a proteção de uma cerca.

 

Escrito por Josias de Souza às 18h35

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Câmara vota reajuste salarial dos ministros do STF

Os líderes dos partidos com representação na Câmara decidiram levar a voto um projeto que tem tudo para ser aprovado.

 

Prevê o reajuste dos salários dos ministros do STF de R$ 24.500 para R$ 25.725.

 

Não há quem se oponha à medida. A maioria dos oposicionistas e dos governistas tende a dizer “sim” à proposta.

 

O pesidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), defende a proposta. Mas diz que ela ainda não é consensual. E que não há data prevista para a votação.

 

O Tinhoso estará, como sói, num detalhe: de cambulhada, vai-se puxar o fio de uma velha meada: a isonomia.

 

Os contracheques do STF definem o teto da remuneração no funcionalismo público.

 

Quem está abaixo, briga para alterar o pé-direito de sua própria remuneração. É o caso dos deputados e senadores.

 

Um pedaço do Congresso está na bica de injetar na discussão a tese de que, aumentando-se a remuneração do Supremo, deve-se aumentar também as demais.

Escrito por Josias de Souza às 17h35

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Falso Lula pede votos para candidato do PPS no CE

Popular em todo o país, Lula tornou-se o grande cabo eleitoral de 2008.

 

O PT tenta monopolizar o prestígio do presidente. Missão impossível.

 

É como amarrar vento em pé de árvore. É como encaixotar nuvem.

 

Veja-se, por exemplo, o que se passa no município cearense de Granja.

 

Fica a 347 km de Fortaleza. É, por assim dizer, uma localidade do fundão do Brasil.

 

Pois bem. De repente, a voz de Lula começou a soar na emissora de rádio local (ouça).

 

“Companheiros e companheiras de Granja...”

 

“...Nunca na história desse país se fez tanto para melhorar a vida das pessoas...”

 

“...Aí em Granja, tem um candidato que tem todo o meu apoio...”

 

“...É o Romeu. No dia 5 de outubro, vote no Romeu.”

 

A mensagem foi inserida no programa eleitoral de Romeu Aldigueri.

 

Ele concorre à prefeitura de Granja. É filiado ao proto-oposicionista PPS.

 

Um partido cujo presidente, Roberto Freire (PE), costuma referir-se a Lula como “embusteiro”.

 

Coube a Esmerino Arruda, candidato do PSDB, denunciar o embuste de Granja.

 

O Lula de Romeu era falso como nota de três reais. Um imitador barato.

 

Acionada, a Justiça Eleitoral proibiu a veiculação. Pilhado, Romeu negou o malfeito.

 

O diabo é que a voz do falso Lula soara também nos alto-falantes dos carros de campanha.

 

Lula ‘Eleição, tô fora’ da Silva paga o preço pelas exceções que abriu à regra que criara.

 

Chegou mesmo a gravar mensagem telefônica para o petista Luiz Marinho, de São Bernardo.

 

Num cenário assim, cabe lembrar Pilatos. Ele perguntou, sem ousar responder: “Quid veritas?”.

 

O nome de Lula tem sido usado tão largamente que fica difícil saber onde esta a verdade.

 

Quem pode garantir que, procurado pelo candidato do PPS, Lula não o apoiaria?

Escrito por Josias de Souza às 16h45

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Veja a quem o governo confiou a reforma tributária

Veja a quem o governo confiou a reforma tributária

Escrito por Josias de Souza às 04h18

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STF começa a apreciar o caso da reserva de Roraima

Lula Marques/Folha
 

 

Começa nesta quarta (27) o julgamento do processo que questiona a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol.

 

Um grupo de dez índios plantou-se defronte do prédio do Supremo já nesta terça (26). Pareciam pintados para a guerra. Mas é em Roraima que a borduna deve cantar. 

 

Portavam uma faixa que dá uma idéia da animosidade que permeia a causa: “Eu não sou grileiro. Eu sou índio brasileiro!”

 

O ministro Carlos Ayres Britto, relator do processo, estima que o julgamento, por intrincado, deve durar pelo menos dois dias.

 

O líder indígena Julio Macuxi, um dos que deram as caras em Brasília, não parece impressionar-se com a demora.

 

"Estamos dispostos a acompanhar todo o julgamento, o tempo que durar. O clima na comunidade é de expectativa para uma solução definitiva...”

 

“...Se a demarcação não for contínua, para onde vão os 20 mil indígenas que lá vivem?"

 

O diabo é que, para desassossego dos macuxi, os tambores que ecoam dos subterrâneos do STF indicam que a decisão pode ser pela descaracterização do caráter contínuo da reserva.

 

Algo que suscita uma pergunta diferente da que foi formulada por Julio Macuxi: como reagirão os 20 mil indígenas que lá vivem?

Escrito por Josias de Souza às 03h37

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Projeto de Lula cria 72 mil cargos além do previsto

Oswaldo Miranda
 

O governo enviou ao Congresso um projeto que atualiza o Orçamento de 2008.

 

Multiplica em 5,3 a previsão de novas contratações de servidores públicos.

 

Aprovado em março, o orçamento já contemplava a abertura de 13.375 cargos.

 

No novo projeto, enviado ao Legislativo pela Casa Civil, propõe-se a abertura de mais 72 mil cargos.

 

A proposta deve ser votada pela Comissão de Orçamento no mês de setembro.

 

Se aprovada, terá de ser referendada por deputados e senadores, em sessão conjunta do Congresso.

 

Os parlamentares, mesmo os de oposição, terão de refletir muito antes de dizer “não”.

 

O grosso dos novos cargos destina-se à pasta da Educação.

 

São 60.578 de professores e técnicos administrativos e 4.297 cargos comissionados.

 

Parte dos cargos que Lula pretende abrir só será provida em 2012, ano que estará dando as cartas no Planalto o sucessor dele.

 

O governo trabalha com a perspectiva de preencher 10.375 das novas vagas ainda em 2008.

 

Os outros servidores seriam efetivados mais adiante. Uma parte em 2009. Outra em 2012.

 

Pelas contas do Ministério do Planejamento, há hoje na máquina federal algo como 529 mil servidores.

 

Quando Lula chegou ao Planalto, em 2003, havia 43 mil servidores a menos.

 

Sem contar o acréscimo verificado nos outros Poderes: 18 mil funcionários a mais.

 

O governo do PT se encaminha para o fim. Mas a tinta da caneta que nomeia é inesgotável.

 

PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 03h09

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Lula pede à turma de Marta que fuja do ‘salto alto’

Lula pede à turma de Marta que fuja do ‘salto alto’

Para presidente, PT deve montar estratégia de 2º turno

 

“O pior erro que um candidato pode cometer é se deixar encantar por pesquisas.”

 

A frase é de Lula. Foi dita a um petista do grupo de Marta Suplicy.

 

Na conversa, o presidente revelou-se “preocupado” com o excesso de “boas notícias”.

 

Referia-se às sondagens eleitorais que indicam o crescimento de Marta.

 

Disse que pesquisa, quando é “muito boa”, vira “veneno” e conduz ao “salto alto”.

 

Acha que, para fugir da tentação, a campanha de Marta precisa mirar o segundo turno.

 

O interlocutor disse a Lula que as preocupações dele coincidem com as de Marta.

 

“Ela é a primeira a condenar o salto alto”, afirmou.

 

Revelou que o petismo estrutura-se para uma disputa longa, em dois turnos.

 

Disse mais: o plano do comitê é deixar os rivais Alckmin e Kassab brigando sozinhos.

 

Trabalha-se com a idéia de que o crescimento de Marta permite a ela jogar o seu jogo.

 

Deseja-se priorizar o corpo-a-corpo, as propostas e a lapidação da imagem de Marta.

 

A petista é, entre os candidatos à prefeitura, uma das que ostentam alta taxa de rejeição, acima de 30%.

 

De resto, o petismo aposta no aprofundamento da cizânia tucano-democrata.

 

Imagina-se que, em apuros, o tucano Geraldo Alckmin será forçado a alvejar o ‘demo’ Gilberto Kassab.

 

E, ao fazê-lo, vai eximir Marta o trabalho de realçar os aspectos negativos da gestão iniciada por José Serra no município.

 

De olho no eleitorado de Kassab num eventual segundo turno, Marta poderá adotar a linha do “vou melhorar o que estiver funcionando.”

 

Lula disse que não se deve menosprezar a força de Alckmin e do PSDB em São Paulo.

 

O interlocutor petista, de novo, concordou. Mencionou pesquisas internas do comitê.

 

Disse que os números revelam um aparente “estancamento” do movimento de queda de Alckmin.

 

Previu que, embora o PT preferisse medir forças com Kassab, o mais provável é que, havendo segundo turno, a disputa seja mesmo contra Alckmin.

 

Por último, lembrou que o petismo aposta pesado na associação da imagem de Marta à de Lula.

 

Levado à propaganda de TV de Marta, Lula fará campanha de rua com a candidata no próximo final de semana.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

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- Globo: Tráfico e milícia disputam lucros de serviços ilegais

 

- Folha: Rússia desafia Ocidente e reconhece separatistas

 

- Estadão: Ministro apóia teles contra a Anatel

 

- JB: Saúde provoca guerra entre Cabral e César

 

- Correio: Não há força que dê jeito nos bingos do Entorno

 

- Valor: JBS supera dificuldades e cresce no mercado dos EUA

 

- Gazeta Mercantil: Alta procura dobra salários em finanças

 

- Estado de Minas: O Brasil que a medicina esqueceu

 

- Jornal do Commercio: Bandidos clonam dados de servidor

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

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Classificados!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Garibaldi apóia petista que já o chamou de ‘ladrão’

 

Em Natal, o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), apóia Fátima Bezerra (PT).

Garibaldi abandonou a parceria estratégica que mantinha com o colega Agripino Maia (DEM).

 

E foi ao programa televisivo da candidata petista ao lado de antigos rivais.

 

Entre eles a própria Fátima, Lula e a governadora potiguar Vilma de Faria (PSB).

 

Na briga pela prefeitura, o candidato Miguel Mossoró (PTC) resolveu incomodar.

 

Na rabeira das pesquisas, Miguel pôs-se a realçar um episódio do passado.

 

Recorda que, há quatro anos, Fátima chamava Garibaldi de “ladrão”.

 

“Ladrão da Cosern”, dizia do neo-aliado a candidata do PT.

 

Cosern é a companhia de energia elétrica do Estado. Quando governador, Garibaldi levou-a ao martelo.

 

Amealhou-se na privatização algo como R$ 700 milhões. Dinheiro que Fátima disse ter sido mal aplicado.

 

Falando a alunos de um colégio de Natal, Miguel Mossoró disse que foi proibido pela Justiça Eleitoral de levar o episódio ao seu programa de TV.

 

“Vedaram minha boca, não poso mais falar. A Justiça me proíbe de dizer na TV que há quatro anos Fátima chamou Garibaldi de ladrão da Cosern...”

 

“...Eu ia fazer minha campanha na televisão com uma tarja na boca. Na rua vou continuar falando.”

 

Instada a comentar o passado que Miguel Mossoró tenta impedir que passe, Fátima Bezerra preferiu o silêncio.

 

E Garibaldi: "Não vou ser hipócrita e dizer que, naquele período, não fiquei chateado. Claro que ficava sim...”

 

“...Mas hoje isso não acontece mais, até porque essas denúncias não redundaram em processo contra mim e a opinião pública tem uma visão diferente daquela época."

 

A política, como se vê, impõe constrangimentos hediondos. O político, por vezes, tem de engolir sapos sem esboçar indigestão.

Escrito por Josias de Souza às 20h01

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Sem dinheiro, Marinha tem 44% da frota paralisada

De 25 navios, só operam 14 –ainda assim, ‘com restrições’

Sem investimento, prevê-se que o colapso chega em 2025

 

Guto Cassiano

 

Relatório oficial da Marinha revela: a força naval brasileira está em petição de miséria.

 

O documento chama-se “Situação da Marinha - Necessidades Orçamentárias”.

 

Foi repassado, há um mês e meio, a líderes partidários do Congresso.

 

Com o gesto, o comandante da Marinha, almirante Júlio Soares de Mora Neto, tenta obter do Legislativo um reforço do orçamento da armada.

 

Obtido pela equipe do jornal “O Povo”, o relatório da Marinha contém um quadro chamado "Situação atual dos meios da esquadra brasileira".

 

Revela o seguinte:

 

1. Navios: A Marinha brasileira dispõe de 25 navios. Desse total, 11 encontram-se no estaleiro, “imobilizados”.

 

Apenas 14 estão operando. Ainda assim, anota o texto da Marinha, "com restrições".

 

2. Aviões: São 23 os aviões da Marinha. São aeronaves do tipo A-4. nada menos que 22 estão retidos no solo, sem condições de voar. Só um avião funciona.

 

3. Helicópteros: dos 68 helicópteros da Marinha, apenas 15 funcionam. “Com restrições”, ressalva o texto. Os outros 53 encontram-se danificados, sem condições de vôo.

 

4. Submarinos: A Marinha dispõe de cinco. Três operam “com restrições”. Dois não têm condições de uso –nem para patrulha nem para atividades de pesquisa.

 

A Marinha faz em seu relatório um vaticínio de timbre alarmista.

 

Afirma que, sem investimentos urgentes, o poder naval do Brasil, já combalido, será inexistente no ano de 2025. Diz o texto:

 

"Vale lembrar que a perda de credibilidade da capacidade dissuasória nacional tende a fragilizar a política externa brasileira em todos os foros de atuação e decisão".

 

No Orçamento da União de 2008, destinou-se à rubrica PRM (Plano de Recuperação da Marinha) a cifra de R$ 2,6 bilhões.

 

Porém, a Fazenda reteve R$ 455 milhões. O relatório da Marinha faz as contas:

 

"Recebemos do Executivo somente R$ 2,135 bilhões. Com as emendas [de parlamentares], alcançamos o valor de R$ 2,177 bilhões...”

 

“...Todavia, com o fim da CPMF ficou em R$ 1,976 bilhões. Posteriormente, com a edição do Decreto de Programação Orçamentária e Financeira...”

 

“...Recebemos apenas R$ 1,516 bilhões. Em virtude de Emendas Parlamentares, o valor foi ampliado para R$ 1,521 bilhões."

 

Em 2009, a Marinha estima que, para conseguir se manter minimamente, precisará de pelo menos R$ 2,8 bilhões.

 

Dinheiro a ser usado “na manutenção e operação das forças navais, aeronavais e de fuzileiros”, além do adestramento de pessoal.

 

A chiadeira da Marinha vem à tona num instante em que o governo se prepara para anunciar, em 7 de setembro, o seu Plano Nacional de Defesa.

 

PS.: Ilustração via blog do Guto Cassiano.

Escrito por Josias de Souza às 18h55

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Índios fecham rodovia e organizam ‘protesto’ em RR

Como previra o Exército, em relatórios de inteligência redigidos no início de agosto, o tempo começa a fechar em Roraima.

Nesta terça (26), véspera do julgamento do STF sobre a reserva Raposa Serra do Sol, um grupo de índios bloqueou a BR 174 por quase três horas.

 

A rodovia liga Roraima ao Amazonas. Dá acesso também à cidade de Pacaraima (RR), do prefeito Paulo César Quartiero, líder dos arrozeiros.

 

Participaram do bloqueio cerca de 500 pessoas. Aos índios somaram-se os sem-terra do MST e os sem-teto do MTST.

 

O protesto foi pacífico. A despeito disso, a Polícia Rodoviária Federal realizou uma detenção.

 

Para esta quarta-feira (27), dia do julgamento do STF, o grupo pró-demarcação contínua da reserva indígena planeja uma manifestação em Boa Vista.

 

Sintomaticamente, simultaneamente ao bloqueio da rodovia, a Assembléia Legislativa de Roraima condecorou o general Eliéser Girão Monteiro Filho.

 

Contrário à demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol, o general Eliéser prepara-se para deixar o comando da 1ª Brigada de Infantaria de Selva.

 

Vai assumir, em Brasília, o posto de Diretor de Transporte e Mobilização do Exército. Antes, recebeu da nata política de Roraima o título de “cidadão bemérito” do Estado.

Escrito por Josias de Souza às 16h48

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Hospedaria de Bangu 8 experimenta súbito ‘upgrade’

Christian Parente/UOL
 

 

As prisões brasileiras são ruins por que os ricos não as freqüentam ou os riscos não ficam nas prisões brasileiras porque elas são ruins?

 

A julgar pelo que se passa em Bangu 8, a primeira alternativa é a correta. Sim, os cárceres do país não prestam porque só hospedam a malta.

 

O sem-banco Salvatore Cacciola desfruta das facilidades de Bangu 8 há um mês e oito dias. Tempo exíguo. Mas já se nota um upgrade na qualidade dos serviços.

 

Descobriu-se que certos presidiários têm encomendado comida e bebida em restaurantes chiques da Barra da Tijuca.

 

Cacciola, por exemplo, teria se servido de lagosta num de seus almoços. Coisa tão fina e incomum que a Secretaria de Segurança do Rio decidiu abrir sindicância.

 

Tenta-se descobrir como a iguaria cruzou os muros do presídio. Trazido por visitantes, é legal. Providenciado por carcereiros, mediante propina, é transgressão.

 

Cacciola não é o único bolso fornido a puxar cana em Bangu 8. Fazem companhia a ele, entre outros:

 

O deputado estadual Natalino Guimarães (expulso do DEM); o irmão dele, vereador Jerônimo Guimarães...

 

...O deputado estadual cassado Álvaro Lins; e o ex-chefe de Polícia Civil do Rio Ricardo Hallack.

 

Dependendo do resultado da sindicância, pode-se antever um daqueles clássicos motins de refeitório.

 

Cacciola, batendo com o prato na mesa, há de reivindicar: “Lagosta, faisão, caviar e macarrão –“al dente”, naturalmente.

 

Para acompanhar: uma boa carta de vinhos. Com opções de “Barolo” e um "Brunello di Montalcino" de cepa honesta.

 

A irmandade de Bangu há de aderir –gostosamente—a uma rebelião como essa.

Escrito por Josias de Souza às 16h10

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FHC: ‘Se for a voto o 3º mandato, o povo vai querer’

  Folha
“Brasil: O que fazer?” Convidado a responder à pergunta, Fernando Henrique Cardoso abalou-se até Porto Alegre.

 

Proferiu uma palestra no Hotel Deville. Foi o primeiro compromisso público do ex-presidente depois da morte da mulher, Ruth Cardoso.

 

A certa altura, em vez de dizer “o que fazer”, FHC afirmou o que não deve ser feito:

 

“O noticiário político virou policial. E o governo sempre falando. Como está, não dá para ficar.”

 

Teve o cuidado de esclarecer que não estava “agourando” o governo, mas discorrendo sobre os “desafios.”

 

Polêmico, disse que, em situação de dificuldade extrema, o Brasil poderia converter-se numa Venezuela.

 

Acha que, sob Lula, esvaiu-se a capacidade de liderança brasileira na América Latina.

 

Atribuiu o fenômeno ao que chamou de “ambigüidade” de Lula. Resumiu assim o seu ponto de vista:

 

“Continuamos discutindo pessoas e não posições. Não tenho dúvida de que se Lula colocar em votação um terceiro mandato, o povo vai querer...”

 

“Creio que Lula não quer. É preciso cuidado porque, em momento difícil, qualquer loucura acontece”.

 

Mencionou a incapacidade do Congresso de se opor ao governo. E tratou a democracia brasileira como algo inacabado:

 

“Temos todo o arcabouço da democracia, mas não a alma. Se queremos um futuro democrático, temos de fortalecer as instituições e respeitar contratos.”

 

Antes da palestra, FHC recebeu uma homenagem da governadora tucana Yeda Crusius.

 

Ela o condecorou com a "Comenda da Ordem do Ponche Verde", honraria máxima do Estado.

 

A passagem pelo Palácio Piratini rendeu ao homenageado uma pergunta incômoda. Os repórteres instaram-no a comentar as denúncias que rondam Yeda.

 

FHC refugiou-se em Lula: “Quando há denúncia, tem de apurar. Não tem outro jeito. Só isso...”

 

“...Não vejo diferença nenhuma quando o presidente Lula foi candidato em 1994 e fizeram denúncia sobre um apartamento que ele comprou...”

 

“...Eu era candidato e disse que não acho que ele seja uma pessoa que não tenha uma vida correta...”

 

“...É a mesma coisa que eu acho da governadora Yeda. Os fatos têm de ser apurados.”

Escrito por Josias de Souza às 04h16

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Cúpula do PSDB receia vitória de Marta no 1º turno

Cúpula do PSDB receia vitória de Marta no 1º turno

Tucanos levam susto com o ‘movimento’ das pesquisas

Alckmin definha entre os pobres e perde votos de ricos

Avalia-se que ‘disputa’ com Kassab virou ‘trunfo’ do PT

 

Caio Guatelli/Folha

Líderes tucanos já começam a refazer as contas: Alckmin - Kassab = Marta

 

De mero sonho do PT, a hipótese de vitória de Marta Suplicy no primeiro turno converteu-se em pesadelo do PSDB.

 

Nos subterrâneos, dirigentes tucanos incluíram em suas análises o risco de Geraldo Alckmin não conseguir levar a disputa paulistana a um segundo round.

 

O repórter conversou com dois grão-duques do PSDB. Um é dirigente nacional. O outro é liderança em São Paulo.

 

Sob o compromisso do anonimato, ambos exibiram um pessimismo que, até bem pouco, não era sequer insinuado. Vai abaixo um resumo das conversas:

 

1. Ascensão prematura de Marta: os dois tucanos ouvidos pelo blog declararam-se surpresos com a ascensão da rival petista.

 

Um deles realçou o fato de que o crescimento de Marta ocorre num instante em que a campanha na TV mal começou.

 

2. Disputa com o DEM: ecoando um sentimento que se espraia pelo PSDB, o par de dirigentes avalia que a divisão tucano-democrata tornou-se um trunfo para Marta.

 

Munido de dados recolhidos da última pesquisa feita pelo Datafolha, o tucano de São Paulo disse que as estatísticas revelam um “inferno astral de Alckmin.”

 

3. Alckmin X Kassab: além da ascensão de Marta (41%), que abriu dianteira de 17 pontos sobre Alckmin (24%), o PSDB mostra-se apreensivo com a subida de Kassab (14%).

 

Esmiuçaram-se os números do Datafolha. E verificou-se que o candidato ‘demo’, como era previsível, rouba votos de Alckmin, não de Marta.

 

Kassab avançou seis pontos –de 15% para 21%—entre os eleitores mais escolarizados.

 

Cresceu sete pontos –de 14% para 21%—no extrato mais abastado do eleitorado, com renda familiar acima de 10 salários mínimos.

 

De resto, Kassab amealhou sete pontos adicionais entre os eleitores que se declaram simpáticos ao PSDB –foi de 12% para 19%.

 

4. Ricos e pobres: Além do avanço de Kassab nas praias que o PSDB imaginava privativas de Alckmin, verificou-se o avanço de Marta entre os eleitores menos escolarizados e mais pobres.

 

São redutos em que a candidata petista já era forte. Mas o Datafolha mostrou, para desassossego do tucanato, que a musculatura da rival petista tonificou-se.

 

No eleitorado de baixa escolaridade, a vantagem de Marta sobre Alckmin, que era de 17 pontos no final de julho, foi a 27 pontos percentuais.

 

Entre os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, Marta cresceu oito pontos percentuais –foi de 46% para 54%.

 

Nesse mesmo nicho, Alckmin recuou seis pontos –de 25% para 19%. A vantagem de Marta nessa faixa alargou-se de 21 para 35 pontos percentuais.

 

5. Autofagia: Segundo a percepção dos tucanos ouvidos pelo repórter, Alckmin será compelido a fazer um movimento arriscado: terá de subir o tom nos ataques a Kassab.

 

É o único modo, avaliam, de estancar a sangria do candidato do PSDB entre os eleitores tradicionais do partido: a classe média com mais acesso à escola.

 

Não passou despercebido um detalhe anotado nas planilhas do Datafolha: subiu o percentual de eleitores que avaliam a gestão de Kassab na prefeitura como ótima ou boa.

 

O índice de aprovação do candidato ‘demo’ foi de 25% para 40%. “O Kassab tem o maior tempo de TV e tem o que mostrar ao eleitor”, resumiu um dos tucanos.

 

Acrescentou: “Resta ao Geraldo realçar dois pontos: primeiro, tem de mostrar os problemas da cidade, o que será lido como crítica ao Kassab. Segundo, tem de deixar claro que, como governador, foi generoso nos repasses de verbas à prefeitura.”

 

6. As dores do segundo turno: Os líderes tucanos dão como favas contadas uma escalada retórica também de Kassab em direção a Alckmin.

 

Acham que o embate tucano-democrata, além de facilitar a vida de Marta, deixará inevitáveis rusgas. O que dificultará a reunificação de forças num eventual segundo turno.

 

Antes de se engalfinhar com Kassab, o tucanato intensificou a briga consigo mesmo. Os partidários de Alckmin atribuem os tormentos da campanha ao apoio nada velado de José Serra e do grupo dele a Kassab.

 

Os tucanos alinhados com Serra debitam os desencontros à “teimosia” de Alckmin. Sustentam que o jogo seria outro se, em vez de aventurar-se na refrega municipal, Alckmin tivesse se preservado para a disputa do governo do Estado, em 2010.

 

O petismo assiste a tudo de camarote.

Escrito por Josias de Souza às 03h35

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Indústria da invasão em favelas cobra até ‘luvas’

 

- Folha: Reitor da Unifesp cai após denúncias

 

- Estadão: Crédito cresce apesar do aumento dos juros

 

- JB: César Maia dribla lei contra nepotismo e promove irmã

 

- Correio: Conta de luz mais barata

 

- Valor: China já é o segundo país em comércio com o Brasil

 

- Gazeta Mercantil: Fisco dos EUA pode fiscalizar no Brasil

 

- Estado de Minas: Hospitais viram sucata de R$ 55 Mi

 

- Jornal do Commercio: Medo e incerteza na fila de transplante

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 03h25

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Heavy Metal-Saleiro!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 03h18

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Eleição de Fortaleza vira divertido passivo judicial

 

A política brasileira, como se sabe, é um universo em eterna mutação.

 

O eleitor até já se habituou. Pudera! Já testemunhou coisas do arco da velha.

 

Já viu a social-democracia tucana converter-se ao neoliberalismo em pleno vôo.

 

Já viu o socialismo moreno do petismo ficar branco de medo diante do Capital.

 

Sabe que, na política, a convicção de ontem é a burrice de hoje. E vice-versa.

 

Calejado, o eleitor não há de estranhar uma das graças do momento.

 

Que graça? A formação dos palanques eletrônicos dos candidatos a prefeito.

 

Veja-se o caso de Fortaleza. Virou um divertido passivo judicial.

 

Luizianne Lins (PT) foi à Justiça contra Patrícia Saboya (PDT). 

 

A petista obteve uma liminar que impõe à rival um lote de proibições curiosas.

 

Obrigou-se Patrícia a retirar da TV uma foto em que aparece ao lado de Lula.

 

Mais: forçou-se a candidata a passar na faca até um pedaço da própria biografia.

 

Já não pode levar ao ar nem as fotos que estampam a cara do ex-marido Ciro Gomes.

 

Sob Ciro, Patrícia fora primeira-dama do Ceará. Sob Lula, foi vice-líder do governo.

 

Lula proibira o PT de monopolizar a imagem dele. Mas quem disse que o PT dá ouvidos a Lula?

 

Um abespinhado Ciro Gomes foi levado ao YouTube pelo filho mais velho, Ciro Saboya Ferreira Gomes.

 

Cirinho, que trabalha no comitê de campanha da mãe, filmou o pai sentado numa escada.

 

Cirão, no velho estilo língua solta, classificou a gestão de Luizianne de “fuleiragem”.

 

Mais: chamou a prefeita de “coronel de saias”.

 

O curioso é que o PSB de Ciro está coligado ao PT da “coronel fuleira.”

 

Num ambiente assim, tão movediço, é reconfortante saber que algumas coisas permanecem fieis a alguns princípios.

 

Por exemplo: a paciência do brasileiro.

 

Há anos a paciência nacional causa incredulidade e até uma ponta de revolta. Ela é sempre igual. Imutável.

Escrito por Josias de Souza às 00h11

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MP pede ao STF que devolva Daniel Dantas à cadeia

  Fernando Donasci/Folha
O Ministério Público Federal voltou à carga. Pediu ao Supremo que reveja a decisão que livrou Daniel Dantas da cana.

 

Preso em 8 de julho, o suspeito-geral da República foi solto horas depois, graças a um habeas corpus deferido por Gilmar Mendes, presidente do STF.

 

A decisão de Gilmar é liminar (temporária). Precisa agora ser ratificada –ou não— pelo tribunal. O caso encontra-se sob análise da 2ª turma do Supremo.

 

Chamado a manifestar-se nos autos, o subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves questionou a decisão de Gilmar Mendes.

 

Seu principal argumento é o de o recurso dos advogados de Daniel Dantes deveria ter sido julgado pelo TRF-3, em São Paulo. Depois, pelo STJ.

 

Ao apreciar o recurso em primeiro lugar, Gilmar teria incorrido em pecado que os advogados chamam de “supressão de instâncias.”

 

Na opinião do representante do Ministério Público, ou o STF revê a decisão ou “estará julgando habeas corpus diretamente contra juiz singular, o que é inconstitucional, porque viola o ordenamento jurídico em termos de competência.”

 

O procurador pede, de resto, que o próprio Supremo decrete a prisão de Daniel Dantas. Ou libere a Justiça Federal de São Paulo para fazê-lo.

 

Pressionando aqui você chega à íntegra do parecer do sub-procurador-geral Wagner Gonçalves. Ocupa 39 páginas.

 

O relator do processo no STF é o ministro Eros Grau. O mesmo que, em decisões recentes, mandou soltar os últimos dois réus presos da Operação Satiagraha: Humberto Braz e Hugo Chicaroni.

 

Ou seja, a hipótese de o despacho de Gilmar Mendes ser revisto é próxima de zero. Ou, por outra, situa-se numa região qualquer da escala. Abaixo de zero.

Escrito por Josias de Souza às 21h24

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MEC eleva valor da merenda de R$ 0,22 para R$ 0,66

O Ministério da Educação decidiu triplicar o valor da merenda escolar para uma parte dos alunos do ensino público fundamental.

 

Serão beneficiados os 386,7 mil alunos das 1.410 escolas que aderiram ao programa “Mais Educação”, passando a prover ensino em "tempo integral".

 

Para esses estudantes, o governo aumentará o valor per capita da merenda de R$ 0,22 para R$ 0,66.

 

Ou seja, a verba deixou de ser risível. Converteu-se em algo apenas ridículo.

 

Um ridículo que continua prevalecendo nas escolas ainda não convertidas ao “Mais Educação”.

 

O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) baixou resolução para regulamentar a aplicação dos repasses "vitaminados".

 

No artigo 8º, a resolução anota: “O cardápio da alimentação escolar, sob a responsabilidade dos Estados, dos municípios e Distrito Federal...”

 

“...Será elaborado por nutricionista habilitado (...), de modo a suprir, no mínimo, 70% das necessidades nutricionais diárias dos alunos beneficiados, durante sua permanência mínima de 7 horas em sala de aula.”

 

Reza o artigo 10º que as escolas devem se organizar para “garantir, no mínimo, três refeições diárias aos alunos beneficiados...”.

 

Ao que parece, as escolas públicas não precisam de nutricionistas. Deveriam contratar mágicos.

Escrito por Josias de Souza às 20h07

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Pelo telefone, Lula ‘cabala’ votos em São Bernardo

O comitê de campanha do ex-ministro Luiz Marinho instalou um “disque Lula”.

 

Pelo telefone, o presidente pede votos para o petista, candidato a prefeito de São Bernardo.

 

Pressione aqui para avaliar o desempenho de Lula como cabo eleitoral.

 

Nesta segunda (25), o presidente acrescentou mais duas cidades ao seu roteiro de campanha.

 

Decidiu dar as caras nas cidades paulistas de Diadema e Santo André.  

 

De resto, reafirmou a seus auxiliares que fará campanha em Vitória (ES), Natal (RN) e Curitiba (PR).

 

“O presidente é um político. Gosta do contato com as massas”, justificou José Múcio, coordenador político de Lula.

 

Curiosamente, não mencionou Recife (PE).

 

A omissão chega nas pegadas das denúncias de que o petismo local utiliza a máquina da prefeitura local em benefício da candidatura petista de João da Costa.

Escrito por Josias de Souza às 19h36

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‘Malha fina’ de juiz pega 86 candidatos na Paraíba

Um juiz de João Pessoa esquadrinhou os dados patrimoniais de 130 candidatos.

 

Detectou incongruências em 86 casos. E decidiu mover contra eles uma ação penal.

 

O magistrado é Aluízio Bezerra, titular da 64ª Zona Eleitoral da capital paraibana.

 

Ao analisar as informações levadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral, o juiz levou o pé atrás.

 

Estranhou, por exemplo, o fato de que vários deles disseram não dispor de patrimônio.

 

Decidiu comparar as declarações com informações disponíveis em outros bancos de dados.

 

Requisitou informações ao Detran, aos cartórios de registro de imóveis e às companhias de água e energia do município.

 

Deu-se, então, a surpresa: 86 dos 130 candidatos não resistiram ao “pente fino”.

 

Nesta segunda (25), o juiz anunciou que irá denunciá-los ao Ministério Público.

 

A denúncia vai à mesa do promotor Amadeu Lopes Ferreira. Se for aceita, segue para a Justiça.

 

Duas evidências saltam do caso de João Pessoa:

 

1. Muitas das declarações patrimoniais protocoladas por candidatos à Justiça Eleitoral valem tanto quanto uma nota de três reais.

 

O fenômeno, obviamente, não é uma peculiaridade da Paraíba.

 

2. O ativismo do juiz Aluízio Bezerra expõe a inatividade de juízes eleitorais de outras praças.

 

Ficou patente que, se houvesse outros magistrados pusessem mãos à obra, o eleitor estaria menos desamparado.

 

Pressionando aqui, você chega à lista dos 86 candidatos encrencados de João Pessoa.

Escrito por Josias de Souza às 18h39

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Garibaldi: ‘STF legisla’ X Gilmar: ‘Não inventamos’

Antônio Cruz/ABr
 

 

O ativismo do STF suscita muita polêmica. Diz-se, por exemplo, que o Judiciário estaria assumindo ares de Legislativo.

 

Nesta segunda (25), a controvérsia foi realçada em duas entrevistas. Uma do presidente do Congresso. Outra do mandachuva do STF.

 

Ouça-se, primeiro, Garibaldi Alves: “O Judiciário, aqui e acolá, diante da omissão do Legislativo, está realmente legislando...”

 

“...É a questão do vácuo. Em política não pode haver vácuo."

 

Passe-se a palavra agora a Gilmar Mendes: “Nós não inventamos os casos, ele chegam por provocação...”

 

“...No caso do nepotismo, já havia uma ADC [Ação Declaratória de Constitucionalidade]...”

 

“...Foi proposta pela Associação dos Magistrados Brasileiros. As questões estavam postas...”

 

“...Não são causas que foram inventadas pelo tribunal. Não estamos abusando na aplicação de súmulas vinculantes.”

 

A polêmica reedita uma velha dúvida da humanidade: quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

Escrito por Josias de Souza às 17h48

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Juros vão às nuvens e volume de empréstimos sobe

  Renato Stockler/Folha
Em julho, a taxa média dos juros bancários subiu de 49,1% para 51,4% ao ano.

 

Não se via coisa semelhante desde janeiro de 2007. A despeito disso...

 

O volume de crédito da economia brasileira bateu em 37% do PIB. Em reais: R$ 1,086 trilhão.

 

Número assim, tão vistoso, só havia sido registrado em janeiro de 1995.

 

Naquele mês, o dinheiro injetado na economia na forma de empréstimos representava 36,8%.

 

A hora é de quem empresta, não de quem toma emprestado.

 

Três exemplos que dizem respeito diretamente às pessoas físicas:

 

Cheque especial: fuja dessa armadilha. Entre junho e julho, a taxa de juros foi de inacreditáveis 159,1% para inaceitáveis 162,7% ao ano;

 

Empréstimo pessoal: a taxa subiu de 51,4% para 53,6% ao ano. Melhor adiar o consumo;

 

Financiamento de carros: os juros subiram de 31,1% para 33,5% ao ano. Conserve o seu carro velho. Ou vá de ônibus.

Escrito por Josias de Souza às 17h11

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Crescimento de azarão precipita sucessão na Câmara

Crescimento de azarão precipita sucessão na Câmara

Correndo por fora, Ciro Nogueira assusta os ‘caciques’

Abaixo-assinado apressa lançamento de Michel Temer

 

A eleição do novo presidente da Câmara só vai ocorrer em fevereiro de 2009.

 

Acordo firmado por escrito entre PT e PMDB dava à disputa ares de jogo jogado.

 

Os peemedebistas ajudaram a eleger Arlindo Chinaglia (PT). E agora...

 

Agora, contam com os votos dos petistas para levar à cadeira Michel Temer (PMDB).

 

A coisa estava sendo levada em banho-maria. Temer só seria lançado em dezembro.

 

Porém, uma novidade conduziu a água morna ao estágio de ebulição.

 

A fervura tem nome: Ciro Nogueira (PP-PI), um personagem do baixo clero parlamentar.

 

Correndo por fora, Ciro converteu-se de “azarão” em “ameaça” real.

 

Acossado, o PMDB decidiu apressar o passo. Corre pela bancada um abaixo-assinado.

 

Marca para 8 de outubro, dois meses antes do previsto, a reunião em que a bancada do PMDB escolherá o seu candidato.

 

No texto, o nome de Temer já é inscrito como pré-candidato à sucessão de Chinaglia.

 

Alçando Temer à condição de fato consumado, o PMDB libera-se para compor com os partidos os outros cargos de direção da Câmara.

 

E tenta conter o avanço de um rival que cresce além do esperado.    

 

Num universo de 513 deputados, são necessários 257 votos para eleger o presidente.

 

Em tese, o acordo PT-PMDB oferece a Michel Temer uma confortável conta de largada.

 

Juntas, as duas bancadas, as maiores da Câmara, somam 174 votos.

 

Temer conta, de resto, com a promessa dos votos do PV (14) e do PSC (11).

 

O que, se confirmado, o elevaria ao patamar de 199 votos.

 

O ponto de partida de Ciro são os votos do seu PP, do PTB e do chamado bloquinho (PSB, PDT, PCdoB, PMN e PRB). Um total de 135 deputados.

 

Luciano Castro (RR), líder do PR (44 votos), tem compromisso com Temer. 

 

O diabo é que Luciano não consegue trazer sua bancada em rédea curta.

 

A turma de Ciro estima que beliscará pelo menos 30 votos no PR. Apenas 14 penderiam para Temer.

 

A prevalecer essa conta, Ciro subiria de 135 para 165. E Temer saltaria de 199 para 213.

 

Aqui, entram em cena as legendas de oposição e uma outra variável: a sucessão do Senado.

 

Os três principais partidos oposicionistas –PSDB (59 deputados), DEM (53) e PPS (14)—somam 126 votos.

 

Nenhum deles definiu a raia que vai tomar. Mas o DEM injeta na disputa um ingrediente que pode fazer desandar a mistura de Temer:

 

“Não vamos participar de nenhum acordo que leve o PT a presidir qualquer uma das Casas do Congresso”, diz o vice-líder José Carlos Aleluia (DEM-BA).

 

Ele acrescenta: “Nós vamos trabalhar para derrotar o PT. O principal problema do Michel Temer não está na Câmara. Está no Senado, onde o PT quer fazer o presidente.”

 

De fato, um pedaço do petismo advoga a tese segunda a qual o PMDB não pode presidir as duas casas.

 

Eleito Temer na Câmara, o escolhido no Senado teria de ser Tião Viana (PT-AC).

 

Supondo-se que a aversão do DEM ao PT se converta em votos para Ciro, o azarão alçaria à casa dos 218 votos.

 

Sob o argumento de que os novos presidentes comandarão o Congresso até 2010, ano de eleições presidenciais, o DEM tenta arrastar para a mesma posição o PSDB e seus 59 votos, cortejados por Temer.

 

É nesse terreno minado que caminha a candidatura do PMDB. Ainda é a favorita.

 

Mas a desenvoltura de Ciro Nogueira retirou do páreo a aparência de barbada.

 

Embora próximo de Temer, a quem chama de “querido amigo”, Aleluia vaticina:

 

“Sem um acordo bem feito, que envolva o Senado, creio que ninguém ameaça o Ciro.”

 

Para complicar, o voto é secreto. Para complicar ainda mais, Rita Camata (PMDB-ES) anuncia a intenção de disputar com Temer a indicação do partido.

 

Rita não dispõe de votos para prevalecer sobre Temer no partido.

 

Mas abre-se a perspectiva de dissidência num instante em que o PMDB carece de união.

 

No Planalto, o ministro José Múcio (PTB), coordenador político de Lula, diz, em privado, que a hipótese de êxito de Ciro Nogueira já não pode ser negligenciada.  

Escrito por Josias de Souza às 02h34

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Aluguéis em favelas do Rio rendem 107 milhões

 

- Folha: Arrecadação sobe, e dívida dos Estados bate recorde

 

- JB: Petrobras avança no pré-sal

 

- Correio: R$ 74 milhões do banheiro para o ralo

 

- Valor: Terceirização perde espaço nas empresas

 

- Gazeta Mercantil: Petróleo criará pólo de equipamentos pesados

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h23

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Em família!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 02h20

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Marco Aurélio invocará a tese do ‘aborto terapêutico’

  Folha
O STF retira da gaveta, nesta semana, um processo espinhoso.

Trata dos casos de gravidez de fetos anencéfalos. O que será decidido?

 

Se a mulher tem ou não o direito de interromper a gravidez quando constatar que leva no ventre um feto sem cérebro.

 

Relator do caso, o ministro Marco Aurélio decidiu submeter aos outros dez ministros do tribunal um voto favorável ao que chama de “aborto terapêutico”.

 

“Para mim, essa interrupção da gravidez já está autorizada pelo código penal”, diz ele.

 

“Não incide, nestes casos, a norma da proibição do aborto. Trata-se de preservar a vida da gestante.”

 

Antes de julgar o caso, o Supremo vai promover um ciclo de audiências públicas.

 

Serão três dias de debates. Na próxima terça (26), vão ao STF os representantes de entidades religiosas.

 

Na quinta (28), os cientistas. E na quinta (4) da semana seguinte, os representantes de organizações da chamada sociedade civil.

 

Estima-se que o julgamento ocorrerá no entre o final de outubro e o início de novembro.

 

Será a segunda vez que o plenário do Supremo enfrenta o tema.

 

O processo é antigo. Vem de 2004. Foi movido pela CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde).

 

Tecnicamente, chama-se ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental).

 

Há quatro anos, em decisão liminar, Muro Aurélio já havia autorizado a interrupção de gravidez em casos de anencefalia.

 

Algo que vários juízes de primeira instância já vinham fazendo.

 

Porém, levada ao plenário do STF quatro meses depois, liminar de Marco Aurélio caiu.

 

A votação foi apertada: sete votos a quatro. Marco Aurélio lembra que, desde então, “a composição do tribunal foi alterada significativamente.”

 

Acha, de resto, que, ao autorizar a realização de pesquisas com células-tronco, o Supremo como que “aplainou o terreno” para o julgamento da anencefalia.

 

O Código Penal Brasileiro, de 1940, só abre duas exceções para a interrupção da gravidez:

 

1. Autoriza o aborto nos casos em que há risco de morte;

 

2. Permite também o aborto quando a gravidez decorre de estupro.

 

Na opinião de Marco Aurélio, a gravidez de fetos sem cérebro encaixa-se no primeiro caso.

 

Daí a tese do “aborto terapêutico.” Argumenta que “não há expectativa de vida do feto fora do útero.”

 

Acrescenta: “Há casos em que a morte do feto se dá ainda na fase intra-uterina e em que a vida da própria gestante é colocada em risco.”

 

Os adversários da tese exibem uma exceção à regra para tentar sensibilizar o STF.

 

Trata-se do caso da menina Marcela de Jesus Galante Ferreira.

 

Foi diagnosticada como anencéfala, ainda no útero materno, em 2006. Os médicos que ela morreria antes do parto ou poucos dias depois de nascer.

 

Marcela morreu. Mas, a despeito das médicas, teve sobrevida de dois anos.

Escrito por Josias de Souza às 19h15

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No ‘berço’ de Lula, baixaria dá o tom da campanha

  Marcello Casal/ABr
A campanha para a prefeitura de São Bernardo descambou para o diz-que-diz.

 

De um lado, o ex-ministro petista Luiz Marinho (foto), candidato apoiado por Lula.

 

Do outro, Orlando Morando (PSDB), candidato do atual prefeito, William Dib (PSB).

 

Dib acusa Marinho de distribuir panfletos com “propostas indecentes”.

 

O propósito, diz o prefeito, seria o de “causar terror” contra o tucano Morando.

 

Marinho rebate evocando a disputa presidencial de 89, entre Lula e Collor:

 

"Fico tentando interpretar a fala do prefeito, se é uma preocupação real ou se é aquilo que o Fernando Collor fez com o Lula...”

 

“...Ele disse que Lula confiscaria a poupança porque ele confiscou. É o Dib quem usa de baixaria."

 

Em seguida, o ex-ministro mira abaixo da linha da cintura. Chama de “asfalto eleitoreiro” as obras de pavimentação da prefeitura.

 

"Não fizeram nada ao longo do mandato. Agora, vão colocar guias, mas o asfalto virá quando? Depois de quatro anos?"

 

O tucano Orlando Morando, por sua vez, acusa Marinho de plagiar os seus planos de governo.

 

"Quando digo que há plágio me refiro às propostas iguais. Fui o primeiro a defender a municipalização e 5ª a 8ª série...”

 

“...Agora o concorrente [Marinho] adota o mesmo discurso. Sinal de que o governo não está tão ruim como ele propaga."

 

É esse cenário intoxicado que Lula vai encontrar quando der as caras na campanha de São Bernardo, seu “berço político”, cidade onde mantém o domicílio eleitoral.

 

Lula já anunciou que vai pedir votos para Marinho. Orlando Morando, o rival do petista, conta com o apoio do governador José Serra (PSDB).

Escrito por Josias de Souza às 17h58

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Criação da ‘Petrosal’ divide a Câmara quase ao meio

Alan E. Cober
 

 

A empresa de consultoria Arko Advice foi aos deputados, para saber o que acham da idéia de criar uma nova estatal petrolífera.

 

Deu-se entre 19 e 20 de agosto. Ouviram-se 50 das cabeças mais coroadas da Câmara.

 

A sondagem aponta para uma divisão: 48% a favor da nova estatal; 40% contra.

 

Ou seja: se depender apenas da Câmara, o Brasil está na bica de ganhar mais uma estatal.

 

No Senado, onde a oposição é mais musculosa, pode haver um ou outro contratempo.

 

Nada, porém, que o Planalto -com um pouco de jeito, algumas emendas e um punhado de cargos- não resolva.

Escrito por Josias de Souza às 12h27

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‘Embaixador’ das Farc no Brasil quer depor à Câmara

  Roger Meireles
Olivério Medina, o “embaixador” informal das Farc no Brasil, deseja depor.

 

Convidado pela Comissão de Relações Exteriores, ele poderia se esquivar.

 

A comissão da Câmara não tem poderes para intimar pessoas.

 

A despeito disso, o ex-padre Medina mandou dizer que vai comparecer à Câmara.

 

A informação foi repassada ao presidente da comissão, Marcondes Gadelha (PSB-PB).

 

O recado de Medina chegou à comissão por meio de um emissário.

 

Deixou um telefone, para que os deputados pudessem comunicar o dia do depoimento.

 

Curiosamente, acionado na semana passada, o número fornecido não respondeu.

 

A assessoria da Câmara já obteve, no ministério da Justiça, outro número de telefone.

 

No início desta semana, vai-se tentar um novo contato.

 

Os dados de Medina estão armazenados na pasta da Justiça porque ele é um refugiado político.

 

É essa uma das razões que levaram Raul Jungmann (PPS-PE) a requerer a presença dele na Câmara.

 

Um lote de e-mails divulgados há cerca de um mês demonstraram que o ex-padre não cortou os laços que o unem as Farc.

 

Para obter refúgio no Brasil, Medina assumira dois compromissos com o Conare.

 

Prometera ao conselho de refugiados do ministério da Justiça que se desvincularia das Farc e a não se envolveria em atividades políticas no Brasil.

 

Recolhidos nos computadores de Raúl Reyes, o número dois das Farc, morto há cinco meses, os e-mails de Medina demonstram que ele descumpriu os compromissos.

 

Nos textos enviados à cúpula da guerrilha, Medina relatou contatos mantidos com parlamentares e autoridades do governo Lula.

 

Afora o convite aprovado pela comissão de Relações Exteriores, Jungmann requisitou ao ministro Nelson Jobim (Defesa) cópia de um lote de documentos.

 

São papéis repassados pela Colômbia ao governo brasileiro. Entre eles os e-mails de Medina a Reyes.

 

Como se vê, o ex-padre, condenado a dez anos de prisão na Colômbia, tem mesmo muito a dizer. 

Escrito por Josias de Souza às 03h42

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Cada medalha custou R$ 53 milhões à União

 

- Folha: Diferença Alckmin/Kassab cai à metade

 

- Estadão: Governo quer evitar farra com royalties do petróleo

 

- JB: O golpe do leilão contra aeroviários

 

- Correio: Corrupção, a doença da saúde

 

- Valor: Tesouro deve capitalizar o BNDES em até R$ 15 bi

 

- Gazeta Mercantil: Nyse busca mais empresas brasileiras

 

- Veja: Abertura Made in China

 

- Época: As 100 melhores empresas para trabalhar

 

- IstoÉ: Exclusivo – Os documentos da denúncia

 

- IstoÉ Dinheiro: Estamos contratando

 

- Carta Capital: Clube militar – O debate da anistia rumo ao hospício

 

- Exame: A fortuna do petróleo

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h36

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TransLula!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h34

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Ação de Serra leva ao ‘bloqueio’ do salário de Ciro

  Sidinei Lopes/Folha
A língua de Ciro Gomes vem dando enorme prejuízo ao dono.

 

Ela age como se desejasse levar patrimônio dele à liquidação.

 

Graças à própria língua, Ciro acaba de perder o acesso ao próprio salário.

 

Ela, a língua, dirigira meia dúzia de desaforos a José Serra, em 2002.

 

Coisas assim: Serra é "o candidato dos grandes negócios e negociatas...”

 

É o candidato “da manipulação despudorada do espaço público...”

 

É o candidato “do dinheiro público para fins eleitorais."

 

Abespinhado, Serra levou o dono da língua às barras dos tribunais.

 

E a Justiça condenou Ciro a pagar-lhe indenização por danos morais.

 

Coisa de 100 salários mínimos –ou R$ 41.500.

 

A língua dá de ombros: “Devo, não nego, mas pago quando puder.”

 

Daí o bloqueio da conta-salário de Ciro, determinado por um juiz de São Paulo.

 

Não é a primeira vez que isso ocorre. Nem é a única encrenca causada pela língua.

 

Em 1995, num programa “Roda Viva”, ela tachara Henrique Santillo de corrupto.

 

Santillo, ex-ministro da Saúde da gestão Itamar Franco, foi aos tribunais.

 

Morreu em 2002. Mas o processo continuou rolando. E Ciro foi condenado.

 

Dessa vez, a indenização foi de R$ 266.140. Dinheiro a ser repassado à família do ofendido.

 

Como não houve pagamento, o Judiciário penhorou o apartamento do dono da língua.

 

Hoje, como que calejada, a língua já admite, aqui e ali, a degustação de um sapo.

 

Na campanha à prefeitura de Fortaleza, Ciro apóia a ex-mulher, Patrícia Saboya (PDT).

 

O problema é que o PSB, partido de Ciro, coligou-se a outra candidata: Luizianne Lins (PT).

 

Abespinhada, Luizianne disse o seguinte a respeito de Ciro: “Não é um rapaz sério.”

 

Instada a responder, a língua de Ciro se fez de cega: “Nem vi.”

 

E quanto à chiadeira do PSB? “Noto não. Mas, se tiver, azar.” Irreconhecível.

Escrito por Josias de Souza às 01h24

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Velho e bom horário eleitoral é ‘gratuito’ só no nome

  El Roto/ElPais
Certos nomes ganham, com o tempo, a aparência de sentenças.

 

Por exemplo: Vitória e Honestino. Duas sentenças à espera de um desmentido.

 

Outro exemplo: Brasil. O único país do mundo que tem nome de árvore.

 

O nome resistiu ao tempo. Mas a árvore, coitada, foi abaixo faz tempo.

 

Por conta de sua tinta avermelhada, o pau Brasil despertou a cobiça dos colonizadores.

 

Durou pouco o pobre pau. Restou ao Brasil tentar salvar o que lhe restou de mata.

 

Outro nome que já nasceu desmoralizado foi “Horário Eleitoral Gratuito”.

 

Nesse caso, a desautorização veio já na certidão de nascimento.

 

A lei que criou o horário tratou de fixar o preço de sua pseudogratuidade.

 

Hoje, a encrenca está regulamentada num decreto de 2001, número 3.786.

 

Autoriza as emissoras de rádio e TV a abater no Imposto de Renda 80% do valor que seria pago por prováveis anunciantes na hora da exibição dos programas políticos.

 

A regra vale para a propaganda eleitoral e também para aqueles programas que os partidos levam ao ar nos anos não-eleitorais.

 

Graças à brincadeira, a Receita deixou de arrecadar, nos anos de 2006 e 2007, R$ 713 milhões.

 

O preço da publicidade eleitoral das eleições municipais de 2008 só será conhecido em 2009.

 

De antemão, sabe-se apenas que, de “gratuito”, o horário eleitoral só tem o nome.

 

Quem financia a xaropada é você, caro eleitor. É o preço da democracia.

 

Preço necessário, convenhamos. Mas os candidatos bem poderiam entregar um produto mais bem acabado.

 

Algo que fosse, pelo menos, crível.

Escrito por Josias de Souza às 19h34

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Ausência de conteúdo transforma eleição em loteria

Ausência de conteúdo transforma eleição em loteria

Comece-se com um aviso. Vai-se tratar aqui de um assunto chato, enfadonho, aborrecido: o conteúdo –ou a falta dele—na campanha municipal.

 

As engrenagens da campanha foram postas em movimento. Porém, por ora, só veio à tona a politicagem.

 

Primeiro, a formação das composições partidárias. Normalmente, alianças com fins lucrativos.

 

Período em que cada candidato assume ares de compositor. Compõe com qualquer um. Passada a fase do quem leva o quê...

 

Veio o debate sobre os apoios individuais. Até onde Serra levaria o seu plano de converter Alckmin no candidato mais bem cotado para fazer de Marta a prefeita?

 

Em que palanques subiria Lula ‘Eleições, tô fora’ da Silva? Foi o período do quem fica com quem.

 

Agora, vive-se o estágio do moto-contínuo das pesquisas. Estatísticas que antecipam o nome do herói que os pára-choques de caminhão chamarão de ladrão depois da posse.

 

Junto com os números, chega a propaganda eleitoral de TV. Xaropada em que um grupo de loucos apresenta suas credenciais para dirigir o hospício.

 

Rendida à baixa política, a campanha sonega ao eleitor o essencial: o conteúdo. Onde estão os problemas das cidades?

 

Onde encontrar as idéias dos candidatos que se dispõem a enfrentar as mazelas que atazanam o cotidiano dos municípios?

 

Antes de apontar o dedo para as culpas alheias, cabe uma autocrítica: a imprensa não dá ao conteúdo a atenção que ele merece.

 

Jornalista gosta de cobrar as “propostas” dos candidatos. Mas é da boca pra fora. No fundo, o noticiário privilegia a lama, o sangue, a baixaria.

 

São temas obrigatórios. Porém, quando apartados do conteúdo, deixam no ar a sensação de uma cobertura jornalística incompleta.

 

Feita a penitência, mencione-se agora a outra face do problema: a inanição mental da maioria dos candidatos.

 

Pretensiosos, gostam de dizer coisas definitivas sem definir as coisas. São mercadores de verdades que, por mentirosas, se esquecerão de acontecer.

 

Servem-se do marketing para devolver ao eleitor apenas aquilo que foi recolhido nas pesquisas quantitativas e, especialmente, nas qualitativas.

 

Convertem a vontade difusa da massa em música. Conferem à a aparência de um inofensivo instrumento de cordas.

 

Abandonado pela imprensa e enganado pelos candidatos, resta ao eleitor tentar distinguir por si mesmo o lamentável do impensável.

 

A eleição vira uma espécie de loteria. Sem prêmio no final. O voto transforma-se em mero equívoco. Um erro renovado de quatro em quatro anos.

Escrito por Josias de Souza às 18h44

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PF muda e adere ao modelo de ‘gestão empresarial’

PF muda e adere ao modelo de ‘gestão empresarial’

  Felipe Varanda
A Polícia Federal vive uma experiência incomum no serviço público.

 

Passa por um processo de “reengenharia”. Coisa típica de empresa privada.

 

Deve-se a novidade ao delegado Luiz Fernando Corrêa.

 

Nomeado diretor-geral da PF há 11 meses, ele decidiu inovar.

 

Resume assim os novos rumos:

 

“Vamos introduzir modelos de gestão empresarial na Polícia Federal.”

 

Para isso, está contratando consultorias privadas. Rumina planos ambiciosos.

 

Corrêa deseja dotar a PF de “todos os indicadores que qualquer empresa tem...”

 

“...De desempenho, de custo, de capacidade de trabalho...”

 

Ele avisa: “Se houver incapacidade de gestão, haverá substituição.”

Corrêa esmiuçou seus planos numa entrevista à RBS. Vai abaixo um extrato:

 

 

- O que muda?

Historicamente, ela [a PF] atuava em modelo reativo de gestão (...). Estamos mudando isso para um modelo com planejamento estratégico de longo prazo, estabelecimento de metas e gestão de projetos. Realizamos um planejamento estratégico até 2022, para dizer que polícia nós queremos e agora estamos na fase de definir como fazer acontecer. Para isso, estamos contratando consultorias renomadas, que vão nos ajudar a introduzir o conceito de gestão (...).
– Gestão empresarial?
Exatamente. No que for possível, adaptando as variáveis ao serviço público, vamos introduzir modelos de gestão empresarial na Polícia Federal.
– Qual será o impacto na rotina de delegados e agentes?
(...) Ele vai trabalhar com retaguarda e não com superação individual. Se tenho uma boa gestão, estou gerando um conforto para aquele trabalhador da Polícia Federal que está lá na ponta. Ele passa a ter a questão orçamentária, o custeio, ele passa a receber a diária antes de viajar. Estávamos pagando diárias com três meses de atraso.
– Que indicadores pretende medir?
(...) Quando se fala em polícia, a gente pensa em indicadores como número de prisões e inquéritos instaurados. São relevantes, mas só eles não me dão dados para a gestão da polícia. Preciso de todos os indicadores que qualquer empresa tem, de desempenho, de custo, de capacidade de trabalho. Estamos introduzindo agora um registro eletrônico de presença, que até gerou um desconforto nos policiais. Isso não é para saber a hora que entrou e que saiu, mas para saber quem está disponível (...).

– Como cobrar resultado dos agentes?
Estamos em um processo de descentralização. Na medida em que tenho dados gerenciais das unidades, posso medir a eficiência das superintendências e das diferentes áreas de especialização. Posso medir o desempenho sobre resultado de investigação e no exercício de gestão. Se houver incapacidade de gestão, haverá substituição.
- A cobrança não resultará em resistências?
Pelo contrário. É o que o pessoal quer, porque crio ferramentas para estabelecer a meritocracia. Tenho indicadores para medir o desempenho. Tenho como medir o mérito (...).
– Ineficiência de gestão prejudica o trabalho policial?
Claro. Se a polícia estava fazendo o que fazia sem gestão, talvez fizéssemos mais operações, com mais qualidade. A novidade é que a gente deixa de agir intuitivamente e passa a ter metas.

Escrito por Josias de Souza às 18h38

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Datafolha: Marta Suplicy 41% X 24% Geraldo Alckmin

Petista abre dianteira de 17 pontos sobre o rival tucano

 

O Datafolha confirmou a tendência detectada há uma semana pelo Ibope.

 

Se as eleições fossem realizadas hoje, Marta prevaleceria sobre Alckmin.

 

Ela com 41% dos votos. Ele com 24%. Diferença entre ambos: 17 pontos.

 

O resultado empurraria a definição do pleito para o segundo turno.

 

No segundo round, Marta bateria Alckmin de novo: 49% contra 44%.

 

É a primeira vez que o Datafolha acomoda Marta à frente de Alckmin na rodada final.

 

O candidato ‘demo’ Gilberto Kassab oscilou para o alto: foi de 11% para 14%.

 

A despeito disso, continua tecnicamente empatado com Paulo Maluf (PP), que tem 9%.

 

Os números captados pelo Datafolha exibem um rombo no cesto de votos de Alckmin.

 

No levantamento anterior, o tucano ostentava 32%. Estava a dois pontos de Marta.

 

Despencou oito pontos. A vantagem em relação a Kassab, antes de 21 pontos, caiu para 10.

 

O vaivém dos índices chega numa fase em que a propaganda na TV mal começou.

 

Marta e o PT apostam no prestígio de Lula para consolidar e ampliar a vantagem.

 

O petismo passou a sonhar inclusive com uma vitória no primeiro turno.

 

Já não vê como impossível, de resto, a hipótese de um segundo turno com Kassab.

 

Neste caso, informa o Datafolha, o trabalho de Marta seria facilitado.

 

Aos olhos de hoje, a candidata petista (57%) abre sobre o rival ‘demo’ (28%) notáveis 29 pontos de vantagem.

Escrito por Josias de Souza às 18h34

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Lulinha nega que tenha cogitado deixar a Gamecorp

O blog recebeu nesta sexta-feira (22) uma carta de Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha.

 

No texto, o filho do presidente contesta notícia veiculada aqui no sábado (18) passado.

 

Informou-se que Lulinha cogitara abrir mão de sua participação na Gamecorp.

 

Noticiou-se também que o desejo fora expresso numa carta.

 

Carta que Lula, o pai, desaprovara, sob o argumento de que o filho não fizera nada de errado ao receber, via Gmecorp, aportes financeiros da ex-Telemar, hoje Oi.

 

Vai abaixo a resposta de Lulinha. E, na seqüência, as considerações do repórter:

 

 

“Sobre a notícia veiculada com o título ‘Lula impede filho de deixar firma beneficiada por tele’, divulgada em 16.08.2008, esclareço:...”

 

“...Não é verdade que eu tenha subscrito carta ou praticado qualquer ato com vistas à abrir mão de participação societária na empresa Gamecorp S/A...”

 

“...Também merece repúdio a tentativa de vincular uma legítima e lícita atividade empresarial a assuntos governamentais e, sobretudo, a qualquer ‘operação de lobby’, como indevidamente afirmou o jornalista...”

 

“...Lamentavelmente, não parece ter havido a necessária checagem e nem me foi dada qualquer oportunidade de manifestação e esclarecimento sobre a verdade dos fatos, induzindo em erro os leitores do blog.”

 

Fábio Luis Lula da Silva

 

 

O repórter reafirma o teor da notícia que veiculou. Obteve a informação de personagem que ajudara a redigir a carta.

 

Pessoa ligada a organização empresarial que ajudou a aproximar a Gamecorp da ex-Telemar. Que guarda cópia do documento em arquivo pessoal.

 

Antes de levar a informação ao ar, o repórter conversou com auxiliar direto do presidente da República.

 

Personagem que manuseou a tal carta. A mesma que levada a Lula, foi desautorizada e tomou o rumo da gaveta.

Escrito por Josias de Souza às 18h32

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Serra dará reajuste salarial a 131 mil servidores

Aumentos vão ao Legislativo estadual em  setembro

Estima-se que a folha será engordada em R$ 787 mi

Medida chega a poucos dias das eleições municipais

    

  José Cruz/ABr
Em Brasília, o tucanato é crítico feroz da generosidade de Lula com os servidores.

 

Em São Paulo, o governo tucano de José Serra está na bica de imitar o presidente.

 

Programa-se para setembro, a poucos dias antes da eleição municipal, um lote de reajustes.

 

Serão tonificados os contracheques de 131.389 mil servidores do Estado.

 

Exercem funções administrativas –atividades meio— em 25 secretarias.

 

Os reajustes serão incluídos num projeto a ser enviado à Assembléia Legislativa.

 

Foi elaborado pela equipe de Sidney Beraldo, secretário de Gestão Pública.

 

Custará às arcas do Estado R$ 787 milhões anuais. Coisa de 1,96% do total da folha.

 

Há três dias, em reunião com deputados e sindicalistas, Beraldo disse o seguinte:

 

1. O projeto está pronto;

 

2. Será submetido agora à análise de Serra;

 

3. O governador vai enviar o texto ao legislativo na primeira semana de setembro.

 

Participaram do encontro com Beraldo cinco deputados estaduais.

 

Entre eles o líder do governo Serra, Barroz Munhoz (PSDB), e o líder do PT, Zico Prado.

 

Foram também à sala de Beraldo líderes de entidades sindicais dos servidores.

 

Um deles, Lineu Mazano, presidente do Sindicato dos Servidores Secretaria de Transportes, contou ao blog:

 

“O secretário nos contou que o projeto vai reestruturar os salários, incorporando gratificações...”

 

“Ele disse também, sem dar detalhes, que haverá uma redução do número de cargos e funções de confiança.”

 

Embora festeje a perspectiva de reajuste, o funcionalismo de São Paulo tem uma reivindicação adicional.

 

Reivindica que o aumento seja retroativo a março, data-base da categoria.

 

“Em relação a esse ponto, não houve confirmação do secretário Beraldo”, disse Lineu.

Escrito por Josias de Souza às 02h54

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As manchetes deste sábado

 

- Globo: Governo estuda desapropriar áreas da Petrobras no Pré-Sal

 

- Folha: Governo vê 'mercado de votos' no Congresso

 

- Estadão: Mudança em contas públicas vai expor o peso dos juros

 

- JB: Saúde também cobiça o pré-sal

 

- Correio: Trânsito mata mais homens

 

- Valor: Tesouro deve capitalizar o BNDES em até R$ 15 bi

 

- Gazeta Mercantil: Nyse busca mais empresas brasileiras

 

- Estado de Minas: Fica mais difícil tirar carteira de motorista

 

- Jornal do Commercio: Prefeitura acusada de uso da máquina

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 01h46

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Cadeia eleitoral!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 01h44

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Prefeitura de Recife sob acusação de 'uso eleitoral'

  Sérgio Figueirêdo/Divulgação
O slogan está na boca da militância petista de Recife: “João é João.”

 

Um é João Paulo (de camisa branca na foto), prefeito petista de Recife.

 

O outro é João da Costa (de camisa vermelha), candidato do PT à prefeitura da cidade.

 

Sabia-se que o João prefeito e o João candidato são “unha e cutícula”.

 

Descobre-se agora que a afinidade pode ter resultado em promiscuidade.

 

Nesta sexta (22), a secretaria de Educação da prefeitura recebeu a "visita" da PF.

 

Munidos de mandado judicial, os policiais recolheram computadores e documentos.

 

Batida requerida pelo Ministério Público. E deferida pela Justiça.

 

Investiga-se um malfeito comum nas eleições brasileiras: o uso da máquina pública.

 

Servidores da secretaria do prefeito João teriam sido cooptados para atuar como cabos eleitorais do candidato João.

 

Segundo a promotora de Justiça Andréa Nunes, a coisa funcionaria assim:

 

Chefes dos servidores do prefeito João enviaram mensagens eletrônicas aos subordinados.

 

Convocaram-nos para fazer a “panfletagem” da campanha do João candidato.

 

Não é, segundo a promotora, a única transgressão sob investigação.

 

Antes, já se havia aberto uma ação por improbidade administrativa.

 

No pólo passivo, dois nomes: João e João. O prefeito e o candidato.

 

Envolve a edição de uma revista sobre o “Orçamento Participativo” da prefeitura.

 

Orçamento que era gerido pelo João candidato, que, antes de aventurar-se na campanha, integrava o secretariado do João prefeito.

 

A publicação suspeita custou R$ 110 mil. Dinheiro público. Traz na capa um título que evoca o slogan da campanha do PT. Coisa feia, muito feia, horrorosa.

 

Ricardo Soriano, advogado do João candidato, investe contra a promotora Andréa Nunes:

 

“Ela quer superdimensionar eleitoralmente a atuação dela.”

 

Recife, convém lembrar, é uma das capitais em que Lula planeja fazer campanha. Vai pedir votos para João.  

Escrito por Josias de Souza às 01h14

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Marta diz que tem o presidente ‘inteirinho’ com ela

  Folha
Lula, como se sabe, decidiu intervir na eleição municipal de São Paulo. Até já deu as caras na propaganda televisiva da petista Marta Suplicy.

 

Nesta sexta (22), em entrevista ao UOL, Marta fez troça da situação dos rivais Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM).

 

A pretexto de espicaçar a disputa da dupla pelo apoio de José Serra, com um pé em cada campanha, Marta fez uma declaração curiosa.

 

"Eu só vejo que eu tô numa boa, porque eu tenho meu presidente inteirinho comigo. E eles estão lá na disputa...”

 

“...O eleitor percebe, acha que não? E eu tô lá, toda satisfeita, abraçando o Lula."

 

Vá lá que a candidata queira enganchar sua imagem à do presidente. Mas, nesse diapasão, acaba arrastando para arenga paulistana também a mulher dele, Marisa Letícia.

Escrito por Josias de Souza às 19h39

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Prospera no Senado a idéia da ‘cota para parentes’

  Fábio Pozzebom/ABr
De mansinho, os senadores vão içando à superfície um debate que escorre pelos subterrâneos do Congresso com velocidade de água morro abaixo.

 

Envolve, veja você, a criação de uma cota para a nomeação de parentes no Legislativo. Uma maneira de driblar a proibição imposta pelo STF.

 

“Eu defendo sim”, diz, por exemplo, com hediondo desassombro, Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que empurrou três parentes para dentro da folha salarial do Senado.

 

"É importante ter uma qualificação. Não posso pegar um motorista e colocar no cargo de um assessor mais alto..."

 

"...Enquanto não há uma norma proibindo, eu uso o critério da lógica: dos cargos de 20 funcionários, três são parentes...”

 

“...Antes não tinha nada dizendo que não podia. Mas é preciso acabar com abusos, eu reconheço."

 

Engana-se o senador. “Antes” havia, sim, um texto “dizendo que não podia.” Texto solene: a Constituição da República.

 

O Supremo não fez senão interpretar o que reza a Constituição. O tribunal não legislou. Apenas apontou uma transgressão. Tão corriqueira quanto inaceitável.

 

Entre os senadores que estão tiriricas com a “intromissão” do STF está o valoroso Mão Santa (PMDB-PI). Emprega em seu gabinete a “bela” Adalgisa, mulher dele.

 

Portanto, caro contribuinte, “atentai bem.” Trate de vigiar os passos de seus representantes. Os e-mails da turma, convém lembrar, estão disponíveis no sítio do Senado.

 

Para facilitar-lhe o trabalho, a caixa de correspondências de Mozarildo está disponível aqui.

Escrito por Josias de Souza às 18h54

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INSS antecipa 13º e injeta R$ 7 bilhões na economia

  Folha
O ministro José Pimentel (Previdência) ocupará, no domingo (24), uma cadeia nacional de rádio e TV. Levará ao ar uma boa notícia.

 

Pimentel confirmará que o INSS começa a pagar nesta segunda (25) a antecipação da primeira parcela do 13º salário dos aposentados e pensionistas.

 

Dos 25,7 milhões de segurados do INSS, 22,1 milhões terão direito à antecipação do 13º. O dinheiro virá junto com o benefício do mês de agosto.

 

A folha de pagamento do mês será de R$ 23,1 bilhões. Desse total, R$ 7,087 bilhões referem-se à primeira parcela do 13º salário.

 

Os primeiros a receber serão os pensionistas de salário mínimo. Até 5 de setembro o dinheiro terá chegado a todos os que têm direito.

 

A verba extra chega ao bolso da clientela do INSS num instante em que o Banco Central se esforça para conter o consumo.

 

A providência está amarrada, porém, a um acordo firmado num período em que a inflação não freqüentava as preocupações do BC.

 

É a terceira vez que o INSS antecipa uma parcela do 13º salário. A coisa começou em 2006, a partir de um acordo do governo com entidades que representam os aposentados.

 

Acertou-se à época que a antecipação seria feita todos os anos, até 2010, quando Lula deixa o Planalto. A cada ano, o presidente edita um decreto ratificando o acerto.

Escrito por Josias de Souza às 18h02

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Vice de Yeda vira ‘troféu’ de campanha do PSOL

  Divulgação
Paulo Afonso Feijó (DEM), o vice-governador de Yeda Crusius (PSDB), continua produzindo surpresas em Porto Alegre.

Depois de divulgar a gravação que sacudiu a gestão de Yeda, Feijó passou a flertar com a candidatura de Luciana Genro (PSOL) à prefeitura da capital gaúcha.

 

Nesta quinta (21), dia em que era respondia interinamente pelo governo, Feijó visitou, junto com Luciana, uma entidade que gere o flagelo dos menores infratores.

 

O PSOL levou as fotos de Feijó e Luciana ao sítio da campanha na internet. Houve constrangimentos instantâneos.

 

Escorado nas denúncias que Feijó ajudou a tonificar, o PSOL já pediu até o impeachment de Yeda.

 

De resto, o DEM do vice-governador tem candidato próprio em Porto Alegre. Chama-se Onyx Lorenzoni. Disputa com Luciana o quarto lugar nas pesquisas.

 

O curioso é que, nas eleições de 2006, Feijó foi alçado à posição de vice na chapa de Yeda graças à indicação e ao empenho de Lorenzoni.

Escrito por Josias de Souza às 17h15

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STJ nega hábeas corpus e Cacciola continua em cana

A cana do sem-banco Salvatore Cacciola está muito perto de completar aniversário de um ano. Faltam apenas 53 dias.

 

Somando-se tempo no xadrez chique de Mônaco –nove meses e três dias— ao do calabouço deselegante de Bangu 8—um mês e quatro dias—, Cacciola já acumula notáveis dez meses e sete dias atrás das grades.

 

Nesta sexta (22), o STJ negou mais um pedido de habeas corpus protocolado pela defesa de Cacciola. É a oitava negativa. Deve-se a decisão à magistrada Jane Silva.

 

Nesse ritmo, a hospedaria de Bangu vai ter de trocar a roupa de cama e aprimorar o cardápio.

Escrito por Josias de Souza às 16h44

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Governo quer usar receita do pré-sal ainda sob Lula

Deseja-se ‘fazer dinheiro’ antes de extrair o petróleo

A idéia é emitir títulos lastreados nas super-reservas

 

Ana Carolina Fernandes/Folha

 

A Petrobras já perfurou sete poços na área do chamado pré-sal. Encontrou óleo e gás de ótima qualidade. Planeja perfurar mais nove poços.  

 

Mera prospecção, por ora. Daqui a sete meses, em março de 2009, Lula deve promover, com o devido espalhafato, uma cerimônia em alto mar.

 

A bordo de um porta-aviões da Marinha, o presidente vai anunciar o início da exploração da mega-reserva de Tupi, na bacia de Santos. Coisa simbólica.

 

A produção só deve começar pra valer a partir de 2010, último ano da gestão Lula. 

 

Aposta-se num início promissor, mas incipiente. O grosso do óleo e do gás armazenado a mais de 6.000 metros de profundidade só seria trazido à tona entre 2014 e 2016.

 

Um período que começa no último ano do sucessor de Lula e entra pela gestão do sucessor do sucessor do atual presidente.

 

A despeito disso, o governo busca uma maneira de gastar por conta. Imediatamente.

 

O grupo interministerial constituído para formular a proposta de exploração do pré-sal estuda uma fórmula que permita antecipar a receita da prosperidade petrolífera.

 

Foi à mesa a idéia de amealhar dinheiro por meio da emissão de títulos públicos. Seriam lançados no exterior, lastreados nas super-reservas do pré-sal.

 

Planeja-se usar o dinheiro de duas formas. Uma parte financiaria a própria exploração do petróleo. Outra fatia bancaria, desde logo, programas sociais do governo.

 

A primeira parte do plano parece fazer nexo. O governo deseja assumir sozinho o desafio de dar viabilidade comercial ao pré-sal. Para isso, vai precisar de dinheiro.

 

Muito dinheiro. As cifras são estimadas num intervalo que varia de R$ 150 bilhões a R$ 300 bilhões. De onde tirar tanto dinheiro? Os títulos constituem boa alternativa.

 

A segunda parte do plano é debitada na conta da inquietude de Lula. Ele quer porque quer converter o lucro do pré-sal em “investimentos sociais.”

 

E não lida bem com a idéia de deixar o Planalto sem usar um pedaço dessa riqueza. Uma riqueza, por enquanto, meramente potencial.

 

É estimada ora em 50 bilhões de barris ora em 80 bilhões de barris de petróleo novo.

 

Volume que valeria algo entre US$ 5 trilhões e US$ 9 trilhões. Dinheiro virtual. Que o governo tenta transformar em moeda sonante.

Escrito por Josias de Souza às 02h28

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As manchetes desta sexta

 

- Globo: Rio tem 100 candidatos acusados de homicídio

 

- Folha: STF veta contratação de parentes até terceiro grau

 

- Estadão: Governo obriga Petrobras a cancelar venda de mina

 

- JB: Congresso começa a demitir parentes

 

- Correio: Nossas guerras: pela vida, pelo poder

 

- Valor: Tesouro deve capitalizar o BNDES em até R$ 15 bi

 

- Gazeta Mercantil: Nyse busca mais empresas brasileiras

 

- Estado de Minas: Congresso busca um jeitinho de não demitir parentes

 

- Jornal do Commercio: Oswaldo Cruz à beira do colapso

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h21

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Jogos!

Novaes
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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No Ceará, Lula chama estudantes ricos de ‘babacas’

  Maurício Lima/FP
De passagem pelo Ceará, Lula inaugurou, na noite desta quarta (20), um novo campus universitário na cidade de Juazeiro do Norte.

 

Em discurso, adotou a velha cantilena dos pobres contra os ricos. Enalteceu dois programas de seu governo: o Prouni e o Reuni.

 

Tachou de “babacas” os opositores do par de iniciativas. Mencionou a ofensa uma, duas vezes. Na segunda, acomodou a carapuça na cabeça dos estudantes ricos.

 

A primeira menção: "Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim contra o governo:...”

 

"...Ah, estão privatizando a educação, ah, estão dando dinheiro para universidade particular. Ou seja...”

 

“...Ou seja, os babacas não percebiam que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira."

 

A segunda menção veio enganchada no Reuni, um program que ampliou de 12 para 18 o número de alunos por sala de aula:

 

"Aí tinha um tipo de estudante, daqueles que vocês sabem, que vai para a reitoria querer bater no reitor. Ah, 18 alunos é muita gente na sala de aula...”

 

“Ah, 18 alunos vai atrapalhar a educação. O babaca rico, que já estudava, não queria que o pobre tivesse a chance."

 

Depois, evocou a figura da mãe, aquela que, outrora, ele dissera que “já nasceu analfabeta”:

 

"Eu digo todo dia: governo para todos, não discrimino ninguém. Mas faço como a minha mãe...”

 

“...Se eu tiver um bife, não tem um filho mais bonito que vai comer sozinho não. Todos vão dar uma lambidinha."

 

O presidente disse que, se pudesse, teria estudado mais. Chegou mesmo a revelar o canudo que o encanta: o de economista. Por que?

 

"Porque economista é uma beleza. Quando economista é oposição, ele tem solução pra tudo. Quando ele chega no governo, não tem solução pra nada".

 

De cambulhada, enfiou no discurso o fiasco do escrete masculino nos Jogos Olímpicos: “Se os jogadores tivessem a mesma garra que os estudantes do Prouni, a gente teria agora que disputar medalha no domingo".

 

Da platéia, veio a lembrança de que a seleção feminina ainda estava no páreo. Àquela altura, ainda não se sabia que o sonho do ouro viraria prata.

 

E Lula: "Ah, as mulheres são as mulheres... Por isso é que eu sou cada vez mais mulher!"

 

Ao lado do chefe, mãe Dilma esboçou um sorriso. E a platéia, apinhada de petistas e simpatizantes: "Dilma, Dilma..."

 

Resta agora saber se Dilma, para Lula uma ministra de “ouro”, conseguirá reverter, até 2010, a posição de “sub-bronze” que ostenta nas pesquisas. Talvez precise dos votos dos "babacas" ricos.  

Escrito por Josias de Souza às 21h17

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Nova licença-maternidade vai reduzir custos do SUS

Temporão prevê ‘benefício incontestável’ à saúde pública

Ministério estima queda do nº de internações de crianças

 

O ministério da Saúde está soltando fogos. Festeja-se a confirmação de que Lula vai sancionar a lei que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade.

 

Estima-se que haverá dois tipos de benefício. Além de reduzir o risco de doenças nas crianças com até dois anos, vai melhorar a saúde das arcas do SUS.

 

Os técnicos da Saúde estimam que o aleitamento materno nos primeiros meses de vida pode reduzir em 13% as mortes de crianças com menos de 5 anos.

 

Afirmam que, alimentado exclusivamente no peito, o bebê fica menos sujeito a males como diarréia, pneumonia, diabetes, câncer e alergias.

 

Só em 2007, foram aos leitos de hospitais públicos 179.467 crianças acometidas de diarréia. Outras 321.310 foram internadas com pneumonia.

 

Juntas, essas internações sorveram dos cofres do SUS notáveis R$ 246,8 milhões no ano passado. É uma das cifras que o ministério espera ver reduzidas.

 

Para o ministro José Gomes Temporão (Saúde), os benefícios da ampliação da licença maternidade são “incontestáveis.”

 

Ele diz: “Toda estrutura emocional e mesmo biológica tem uma forte relação com aleitamento ao seio materno...”

 

Tem relação direta “também com a prolongação de um contato entre a mãe e o bebê nesse período tão difícil e tão crítico...”

 

Temporão completa: “Os benefícios, do ponto de vista de saúde pública, são incontestáveis.”

 

De resto, a nova lei ajusta-se às recomendações da Organização Mundial da Saúde e do próprio governo brasileiro.

 

Seis meses é justamente o prazo mínimo durante o qual, segunda a OMS e a pasta da Saúde, os bebês precisam ser alimentados exclusivamente com leite materno.

 

Uma recomendação que, no Brasil, vem sendo solenemente negligenciada. Os arquivos do ministério da Saúde armazenam uma sondagem de 1999.

 

Foi feita nas capitais e no Distrito Federal. Revela que apenas 9,7% dos bebês eram alimentados exclusivamente no peito da mãe entre cinco e seis meses de idade.

 

Em 2006, realizou a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher. Trouxe um dado menos alarmante. Mas ainda longe do ideal.

 

Constatou-se que escassos 45% dos bebês alimentavam-se exclusivamente de leite materno nos primeiros quatro meses de vida.

 

Ou seja, para que a nova lei se traduza em benefícios às crianças e ao orçamento da Saúde, as mães brasileiras terão de converter a letra fria da lei em leite.

Escrito por Josias de Souza às 20h06

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Proibição do STF alcança os parentes até o 3º grau

Oswaldo Miranda
 

 

Como previsto, o STF aprovou nesta quinta (21) a súmula que proíbe a contratação de parentes na administração pública.

 

Vale para os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Aplica-se às esferas federal, estadual e municipal.

 

Pelo texto, fica proibida a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau.

 

Vedou-se também a esperteza da “nomeação cruzada”, quando uma autoridade contrata os parentes da outra e vice-versa.

 

O texto da súmula é curto e grosso. Anota o seguinte:

 

“A nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, da autoridade nomeante ou de servidor da mesma pessoa jurídica, investido em cargo de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo em comissão ou de confiança, ou, ainda, de função gratificada na administração pública direta e indireta, em qualquer dos poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, compreendido o ajuste mediante designações recíprocas, viola a Constituição Federal.”

 

No entender do Supremo, estão excluídas da proibição as chamadas nomeações para cargos políticos: ministros, secretários de Estado e dos municípios.

 

Se for respeitada, a decisão do STF produzirá uma revolução no serviço público. A partir de agora, a contratação de parentes –ou a manutenção dos já efetivados—pode ser contestado diretamente no Supremo, por meio de uma simples reclamação.

 

Doravante, o gestor público ao menos terá de pensar dez vezes antes de manusear a caneta.

 

No Congresso, templo de nepotismo, a decisão do STF fez brotar uma idéia esdrúxula: a criação de uma cota para a nomeação de parentes. 

 

Arlindo Chinaglia (PT-SP) disse que, na Câmara, não passa. Será? Garibaldi Alves (PMDB-RN) informou que, no Senado, será feito um rastreamento da parentela.

 

O próprio Garibaldi terá de pôr no olho da rua um sobrinho. Efrain Moraes (DEM-PB), primeiro-secretário da Casa, terá de mostrar o caminho do meio-fio a seis sobrinhos.

 

São apenas dois exemplos que, embora emblemáticos, estão longe de constituir casos isolados.      

 

PS.: Ilustração via blog Miran Cartum.

Escrito por Josias de Souza às 18h53

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No Piauí, PT recorre contra ‘uso’ de Lula pelo PSDB

  André Leão/Divulgação
Candidato à reeleição, o prefeito de Teresina, Silvio Mendes (PSDB), exibiu na TV uma peça publicitária sui generis.

 

Submetido às imagens, o eleitor pode indagar: “Mas tá todo mundo no palco! Esse país não tem mais oposição?”

 

O tucano Silvio Marques foi ao horário eleitoral ao lado de Lula e até do governador petista do Piauí, Wellington Dias.

 

Levou ao ar cenas da inauguração do HUT (Hospital de Urgências de Teresina). Evento ocorrido em 5 de maio de 2008.

 

Foi um acontecimento grandioso. A sociedade de Teresina aguardava pelo hospital havia 18 anos. Daí a presença de tantas autoridades. Até José Serra deu as caras.

 

Abespinhado com o uso das imagens, o Petismo do Piauí recorreu à Justiça Eleitoral. Pede que o candidato tucano seja proibido de usar a imagem de Lula.

 

"A legislação eleitoral diz que só pode aparecer no programa quem é filiado da coligação", queixa-se Fábio Novo, presidente do PT local.

 

A advogada de Silvio Mendes dá de ombros: "O que nós sabemos é que os adversários políticos [de Mendes] tentam evitar que a população tenha conhecimento das boas parcerias que o prefeito possui com o governo estadual e federal."

 

Deve-se a esperteza do uso da imagem de Lula aos altos índices de popularidade do presidente no Nordeste.

 

Pode até render algum voto. Ou não. O certo é que, nessa toada, o tucanato acaba canonizando Lula.

Escrito por Josias de Souza às 17h45

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CPI do Grampo vai ‘congelar’ a Operação Satiagraha

Relator elabora plano de ação que ‘despolitiza’ comissão

 

  José Cruz/ABr
Surtiu efeito a pressão feita pelo presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) e pelo colégio de líderes da Câmara.

 

Em negociações subterrâneas, o relator da CPI do Grampo, Nelson Pelegrino (PT-BA), comprometeu-se a preparar um novo plano de trabalho para a comissão.

 

Vai mandar às calendas os requerimentos de convocação de personagens citados no inquérito e no noticiário sobre a Operação Satiagraha.

 

Levará ao freezer, por exemplo, os pedidos de inquirição do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho; do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh; e do ex-ministro Luiz Gushiken.

 

O pretexto é o de desintoxicar o ambiente da CPI. Alega-se que a partidarização estaria desviando a comissão de seu foco: a investigação do universo dos grampos.

 

Graças a esse entendimento feito pelo alto, obteve-se no plenário da Câmara a aprovação do pedido de prorrogação da CPI.

 

Ainda assim, o prazo adicional, inicialmente fixado em 120 dias, foi reduzido para 90 dias.

 

Pelegrino ainda tentou convencer a bancada do PSDB na CPI a retirar espontaneamente os requerimentos “polêmicos”. Porém...

 

Porém, o deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) bateu o pé. Recusou-se a atender ao pedido. Obteve o apoio do líder tucano, José Aníbal (SP).

 

Pela manhã, quando o debate chegou ao plenário, o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) foi ao microfone para protestar contra a tentativa de esvaziar a CPI.

 

Disse que cabe à própria comissão resolver as suas controvérsias. Para ele, a polêmica suscitada pelos requerimentos deve ser resolvida no voto.

 

Em combinação com Marcelo Itagiba, presidente da CPI, Pelegrino optou, então, por empurrar com a barriga as votações reclamadas pela oposição.

 

Ainda que resolva quebrar lanças, a bancada oposicionista da CPI enfrenta um obstáculo intransponível: é minoritária na comissão.

Escrito por Josias de Souza às 02h58

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Pré-sal faz Petrobras rever plano de investimentos

Contrária à criação de uma nova estatal petrolífera, a cúpula da Petrobras refaz o seu plano de investimentos.

 

Leva em conta o cenário criado a partir da descoberta das mega-reservas de petróleo do pré-sal.

 

Debruçados sobre a máquina de calcular, os técnicos da Petrobras correm contra o relógio. Planeja-se fechar as contas ainda em setembro.

 

Também em setembro, Lula receberá o primeiro esboço do modelo de exploração do pré-sal, que encomendou a um grupo interministerial.

 

A Petrobrás já dispõe de um plano de negócios. Cobre o período de 2008 a 2012. Prevê investimentos de cerca de US$ 112 bilhões.

 

O problema é que o plano saiu da prancheta numa fase em que a abundância petrolífera do pré-sal ainda não havia sido farejada. 

 

A reprogramação também terá um horizonte de cinco anos: de 2009 a 2013. Envolverá um volume de recursos bem superior ao previsto anteriormente.

 

Vai incluir, por exemplo, os recursos necessários ao início da prospecção do campo de Tupi, na bacia de Santos.

 

Entre as principais preocupações da Petrobras estão:

 

1. A aquisição de equipamentos necessários para extrair o petróleo armazenado a mais de 6 mil metros de profundidade;

 

2. O redimensionamento das plantas de refino de petróleo da estatal. A Petrobras previra inaugurar meia dúzia de novas refinarias até 2016.

 

Avalia-se agora que, do modo como foram projetadas, essas refinarias não conseguirão processar o óleo que se espera extrair do pré-sal.

 

A depender da vontade do ministro Edson Lobão (Minas e Energia), o governo vai retirar das mãos da Petrobras a gerência dos negócios do pré-sal.

 

Nesta quarta (20), Lula disse que ainda não decidiu se vai autorizar a criação de uma nova estatal. Na dúvida, a Petrobras apressa-se em mostrar serviço.

 

Avalia-se que, seja qual for o modelo a ser adotado, o governo não terá como prescindir da velha e boa Petrobras.

Escrito por Josias de Souza às 02h21

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As manchetes desta quinta

 

- Globo: STF proíbe a contratação de parentes nos 3 poderes

 

- Folha: Decisão do STF proíbe nepotismo

 

- Estadão: STF veta nepotismo nos 3 poderes

 

- JB: Em defesa do petróleo do Rio

 

- Correio: Pânico e morte em Ceilândia

 

- Valor: Receita das elétricas cresce apesar de tarifas menores

 

- Gazeta Mercantil: Como combater o efeito colateral do marketing farmacêutico

 

- Estado de Minas: Desespero, morte e vida

 

- Jornal do Commercio: Tragédia em Madri

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h13

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Condomínio (a)ético!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Até tucano tira ‘casquinha’ da popularidade de Lula

Diz-se que a propaganda é a arma do negócio. Em tempos de campanha eleitoral, o axioma é levado longe demais.

 

A julgar pelas primeiras aparições na TV, a maioria dos candidatos parece se pautar pela mesma filosofia: o importante é cacarejar. Não importa quem botou o ovo.

 

O cacarejo é municipal. Mas o ovo é federal. Lula virou o grande garoto-propaganda da eleição. Tem até tucano bicando a popularidade do presidente.

 

Em Curitiba, o bicudo Beto Richa (PSDB), favorito nas pesquisas, referiu-se a Lula como “bom parceiro.”

 

Em São Paulo, o também tucano Geraldo Alckmin não chegou a tanto. Seu desafio é mais ambicioso: tenta fazer o eleitor acreditar em ovo sem casca.

 

A equipe de marketing de Alckmin levou ao ar um depoimento gravado por José Serra. O governador menciona passagens da trajetória dele e do candidato.

 

Depois, no papel de tucano da gema, tenta pôr as coisas às claras: "São exatamente a história do PSDB, o espírito do nosso partido e as qualidades do seu candidato que me levam a apoiá-lo."

 

O diabo é que também o ‘demo’ Gilberto Kassab faz alarde da proximidade com Serra. Abriu o seu programa televisivo com imagens do governador.

 

As cenas vieram do arquivo. Mas, para remoçá-las, um locutor cacareja: “Quatro anos atrás, o Serra e o Kassab assumiram a cidade..."

 

"...Aí o Serra foi eleito governador e Kassab continuou trabalhando pela cidade."

 

Em Belo Horizonte, além de enganchar-se a Lula, o candidato Márcio Lacerda (PSB) escora-se em Aécio Neves (PSDB) e Fernando Pimentel (PT).

 

Uma trinca que, apesar de popularíssima, ainda não rendeu a Márcio Lacerda intenções de votos suficientes para ultrapassar a líder das pesquisas: Jô Moraes (PCdoB).

 

A verdade nua e crua: ao enganchar a própria imagem no prestígio de supostas galinhas dos votos de ouro, os candidatos tentam se firmar como neo-Colombos.

 

Todos juram que estão prestes a redescobrir a América. Mas ainda não conseguiram demonstrar como farão para colocar o ovo em pé.

Escrito por Josias de Souza às 00h10

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STF edita súmula proibindo nepotismo nos 3 poderes

Na sessão vespertina desta quarta (20), o Supremo tomou decisões que, se obedecidas, vão tonificar os índices de desemprego no país.

 

Primeiro, o tribunal julgou ação movida pela AMB. A Associação dos Magistrados Brasileiros pedia que fosse ratificada uma decisão do CNJ.

 

Decisão histórica, por meio da qual o Conselho Nacional de Justiça proibira a prática do nepotismo no âmbito do Judiciário.

 

Por unanimidade, o STF manteve de pé a resolução do CNJ. Com isso, foram aniquiladas várias ações judiciais abertas contra o veto à nomeação de parentes.

 

Depois, noutro processo, os ministros se debruçaram sobre um par de nomeações realizadas na prefeitura de Água Branca (RN).

 

Escalaram a folha de pagamento do município um parente de vereador e um familiar do vice-prefeito. Um virou secretário municipal. O outro, motorista.

 

Os ministros diferenciaram os dois casos. Mantiveram no cargo o secretário. E mandaram ao olho da rua o motorista.

 

Considerou-se que o posto de secretário, por se tratar de nomeação política, não se enquadra como nepotismo.

 

Em seguida, os ministros decidiram editar uma súmula. Vai resumir o entendimento do tribunal acerca da nomeação de parentes nas três esferas de governo.

 

O texto deve ser aprovado na sessão desta quinta (21). Valerá para o Judiciário, para as casas legislativas e para os executivos federal, estadual e municipal.

 

Ficará assentado que a proibição do nepotismo se aplica a todas as funções. Exceto os casos de ministro de Estado, secretários estaduais e municipais, funções políticas.

 

A prevalecer esse entendimento, legisladores e administradores de todo país terão de demitir a parentela que entrou pela janela. Vai faltar emprego na praça.

Escrito por Josias de Souza às 20h03

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Comissão do Senado aprova nova diretora da Anatel

  Leopoldo Silva/Ag.Senado
Como previsto, a comissão de Infra-Estrutura do Senado aprovou, nesta quarta (20), a indicação de Emília Ribeiro para a diretoria da Anatel.

 

Com o auxílio da oposição, o nome da indicada de Lula foi aprovado por um placar acachapante: 13 a favor. Apenas cinco contra.

 

Emília é peça chave na fusão das telefônicas Brasil Telecom com a Oi, vulgarmente batizada BrOi.

 

Será da nova diretora o voto que vai assegurar na Anatel a remoção dos entraves legais ao negócio de R$ 12,3 bilhões.

 

O governo trabalha em ritmo de contagem regressiva. Corre contra o tempo. Quer mudar o PGO (Plano Geral de Outorgas), para permitir que a supertele opere em distintas regiões do país. Algo que, hoje, é proibido.

 

Uma mudança que, antes de ser referendada por Lula, tem de ser aprovada na Anatel. São cinco os diretores da Agência Nacional de Telecomunicações.

 

Há, porém, uma cadeira vaga. Daí a indicação de Emília. Sem ela, o placar na Anatel registra um empate. Dois diretores a favor dos ajustes no PGO. Dois contra.

 

Emília chega para definir a parada. A favor da mudança. Na sabatina a que se submeteu no Senado, a nova diretora disse que sua presença na Anatel não será decisiva para a aprovação da BrOi.

 

Com sus palavras, deu a entender que o governo já teria conseguido irar os votos dos dois diretores que torciam o nariz para a mudança do PGO.

 

Seja como for, dá-se como certa, muito certa, certíssima a alteração da lei que trava o fechamento do negócio.

 

A certeza é tamanha que dois bancos estatais, autorizados por Lula, já injetaram bilhões na transação.

 

O Banco do Brasil compareceu com empréstimos de R$ 4,3 bilhões. O BNDES aplicou R$ 2,57 bilhões na compra de ações e de títulos de dívidas emitidos pelos controladores da Oi.

 

Aprovado na comissão, o nome de Emília será submetido agora ao plenário do Senado. Prevê-se que, também ali, será aprovado com folgas.

 

A aprovação deveria ter ocorrido na semana passada. Foi adiada por conta de um pedido de vista do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), contrário à nomeação.

 

Em entrevista ao blog, Demóstenes já previa o desfecho: Reconheceu que há no Senado “uma vontade esmagadora de aprovar”.

 

Admitiu, de resto, que, ao abrir uma divergência vã, corria o risco de ser visto “uma espécie de Velhinha de Taubaté.”

Escrito por Josias de Souza às 18h19

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Câmara de Fortaleza vira balcão de venda de votos

No livro “Brasil Anedótico”, Humberto de Campos cita frase atribuída a D. Pedro 2º (1825-1892). O imperador disse aos seus ministros:

 

“As eleições, como elas se fazem no Brasil, são a origem de todos os nossos males políticos.”

 

Vem de Fortaleza uma evidência de que nem só os políticos são responsáveis pelos “males” da política. O eleitor tem a sua parcela de culpa.

 

A Câmara Municipal da capital cearense converteu-se num balcão de votos. Eleitores assediam os vereadores. Tentam trocar votos por vantagens pessoais.

 

Deve-se o relato ao repórter Ítalo Coriolano. Em visita á Câmara, recolheu os seguintes exemplos:

 

Conta de luz: A desempregada Maria Elda postou-se na entrada de um corredor que dá acesso aos gabinetes dos vereadores.

 

Estava à cata do vereador  Alri Nogueira (PSDB). Trazia consigo uma conta de luz atrasada: R$ 28.

 

Maria Elda foi taxativa: "Quem me ajudar eu voto. E ainda arrumo o voto de um monte de gente."

 

Emprego: Noutro ponto, a costureira Maria da Conceição caçava o vereador Carlos Mesquita (PMDB). Tinha dois pedidos:

 

1) um emprego para o filho; 2) a indicação de um advogado que pudesse orientá-la num caso de adoção.

 

"Ele não pede pra votar, é muito discreto. Mas, se ele pedir, é garantido o meu voto", disse Maria da Conceição.

 

Patrocínio: o jornalista Jaime Caribé dirigia-se ao gabinete do vereador Rogério Pinheiro (PSB). Levava uma demanda. E uma oferta.

 

O pedido: apoio financeiro para um jornal de linha editorial esquerdista: “Inverta”.

 

A oferenda: "Não temos estimativa de quantos votos conseguiríamos, mas temos um bom quadro para trabalhar na campanha."

 

Crime eleitoral: o mestre de obras Jarbas Norberto, em sua segunda visita à Câmara, abordou o vereador José Maria Pontes (PT), na saída do plenário.

 

Pediu um emprego. Depois, relatou ao repórter: "Ele negou, disse que era crime eleitoral.”

 

Jarbas passou a lidar, então, com uma segunda demanda: "Agora eu tenho é que arranjar dinheiro pra voltar pra casa."

 

Música: a cantora Luíza Marilaque buscava no legislativo municipal um vereador que se dispusesse a patrocinar o lançamento de seu CD.

 

Em troca, oferecia votos. O dela e o de parte das 1.300 famílias de Vicente Pinzón,  comunidade onde está assentada a associação de moradores Menino Jesus de Praga, dirigida pela cantora.

 

Como se vê, as eleições brasileiras converteram-se num filme sem mocinhos. A realidade verificada em Fortaleza é um flagelo nacional.

Escrito por Josias de Souza às 17h38

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Lula nega nova estatal; ou seja, haverá a estatal

 

Lula voou para o Ceará nesta quarta (20). Foi inaugurar um terminal de gás da Petrobras.

 

Em discurso, despejou sobre a platéia raciocínios de dar inveja ao conselheiro Acácio.

 

Coisas assim: "Não é o Brasil que é da Petrobras, é a Petrobras que é do Brasil".

Fugiu das menções ao tema que monopoliza as atenções do governo: o pré-sal.

 

Só depois discorreria sobre as novas jazidas. Foi puxado para o assunto pelos repórteres.

 

Na entrevista (extrato lá no alto), Lula negou que o governo vá criar uma nova estatal petrolífera.

 

É de perguntar: por que diabos não manda o ministro Edson Lobão (Minas e Energia) mudar de assunto?

 

Avaliando-se a assertiva petroleira de Lula pela cotação de sua negativa eleitoral –“Eleição, tô fora!”—pode-se concluir: vem aí a nova estatal.

 

A propósito, no curso da entrevista do Ceará, Lula tratou de atenuar sua própria declaração. Disse que, por ora, não é contra nem a favor da nova estatal. Ou seja...

Escrito por Josias de Souza às 16h50

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Chinaglia e líderes articulam ‘intervenção’ na CPI

Chinaglia e líderes articulam ‘intervenção’ na CPI

Objetivo é ‘despolitizar’ a  investigação dos grampos 

Tema foi debatido em reunião na sala da presidência

 

  Fábio Pozzebom/ABr
Foi um encontro a portas fechadas. Entrou pela noite desta terça-feira (19).

 

Presidiu a reunião Arlindo Chinaglia (PT-SP). Presentes, os líderes partidários.

 

Discutiu-se um tema que parecia pacífico: o pedido de prorrogação dos trabalhos da CPI do Grampo por 120 dias.

 

José Carlos Aleluia (BA), que representava no encontro a liderança do DEM, abriu uma divergência.

 

Disse que a CPI converteu-se em palco de uma guerra política.

 

A comissão, segundo ele, desviou-se de seus propósitos: a investigação dos grampos e a proposição de uma nova lei para regular as escutas telefônicas. 

 

Aleluia sugeriu a retirada dos requerimentos que, a seu juízo, têm motivação política e estão dissociados do objetivo central da CPI.

 

Chinaglia pôs-se de acordo. Incomoda-o a primazia dada à Operação Satiagraha. Mandou chamar o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).

Expôs a encrenca a ele e pediu que se manifestasse.

 

Esperava-se que Itagiba saísse em defesa da comissão. Deu-se, porém, o oposto. Ele concordou com a tese da politização indevida da CPI.

 

Decidiu-se, então, articular a retirada de requerimentos incômodos. São pedidos de convocação de depoimentos que estariam intoxicando as atividades da comissão. Condicionou-se a prorrogação da CPI à "despolitização".

 

Na exposição que fez ao colégio de líderes, Itagiba disse que a radicalização foi inaugurada pelos deputados que representam o PSDB na CPI.

 

Referia-se aos tucanos Gustavo Fruet (PR) e Vanderlei Macris (SP). A dupla patrocinou requerimentos de convocação de protagonistas da Satiagraha.

 

Dois deles já foram ouvidos: Daniel Dantas e o delegado Protógenes Queiros. Outros dois aguardam na fila: o chefe de Lula, Gilberto Carvalho; e o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

 

Em revide, a bancada do PT protocolou pedidos de inquirição de expoentes da gestão FHC. Por exemplo: Luiz Carlos Mendonça de Barros e Pérsio Arida, gestores do BNDES na época em que as estatais de telefonia foram levadas ao martelo.

 

Aproveitando-se da atmosfera de vale-tudo, o deputado Coubert Martins (PMDB-BA), adversário do DEM na Bahia, desencavou um caso antigo.

 

Propôs a convocação de ex-funcionários da secretaria de Segurança baiana.  Personagens acusados de realizar um supergrampo.

 

Escuta clandestina, ordenada pelo já morto Antonio Carlos Magalhães. Bisbilhotaram-se conversas de rivais de ACM e de uma ex-namorada dele.

 

José Carlos Aleluia enxerga na “manobra” de Coubert propósitos “eleitoreiros” e “paroquiais”. Acha que o rival usa a CPI para prejudicar as campanhas do DEM na Bahia. Entre elas a de ACM Neto, candidato à prefeitura de Salvador.

 

José Aníbal (SP), o líder do PSDB, marcou para as 10h desta quarta (20) uma reunião com os tucanos da CPI. “A idéia é criar um ambiente menos contaminado pela política”, diz.

 

Gustavo Fruet, um dos liderados de Aníbal, considera temerária a movimentação de Chinaglia e da cúpula dos partidos: “O resultado político vai ser muito ruim.”

 

Fruet não parece disposto a retirar os requerimentos já protocolados. “Se houver decisão nesse sentido, que seja assumida institucionalmente”, diz ele, empurrando a batata fumegante para o colo de Chinaglia e dos líderes.

 

Tampouco Raul Jungamann (PPS-PE) está disposto a abrir mão de seus requerimentos. Num deles, propôs a acareação de Daniel Dantas com o delegado Protógenes Queiros.

 

A investida doméstica contra a CPI ocorre nas pegadas de duas decisões do STF que limitaram os movimentos da comissão.

 

Na primeira, o Supremo negou aos deputados o acesso a dados sigilosos das 409 mil escutas telefônicas legais realizadas em 2007.

 

Na segunda, proibiu-se a Justiça Federal de São Paulo e a PF de repassar à CPI cópia do inquérito da Operação Chacal, que esquadrinhou espionagem encomendada por Daniel Dantas.

 

Fruet e Jungmann lamentam a coincidência. “As decisões do Supremo têm um caráter restritivo do poder investigativo da CPI. Deveria haver uma reação da própria comissão ou até da Câmara, como instituição”, diz o tucano.

 

“Numa hora em que deveríamos discutir a formulação de recursos às decisões do Supremo, surge esse movimento dentro da própria Câmara. Vão acabar dando munição aos que afirmam que o Daniel Dantas controla tudo”, ecoa Jungmann.

 

José Carlos Aleluia dá de ombros: “Não tem nada de Daniel Dantas. Ele já depôs na CPI. Trata-se de trazer a comissão de volta ao seu foco, que é a elaboração de uma nova lei para as escutas.”

Escrito por Josias de Souza às 03h21

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As manchetes desta quarta

 

- Globo: Rio: só 7% dos moradores confiam plenamente na PM

 

- Folha: Lula vai criar empresa para explorar o pré-sal

 

- Estadão: Taleban mata 10 soldados franceses

 

- JB: Governo decide criar nova estatal

 

- Correio: Lula e Chinaglia travam aumento de servidores

 

- Valor: Açúcar e álcool têm nova onda de investimentos

 

- Gazeta Mercantil: INSS deixa de contabilizar R$ 1 bi ao ano em benefícios

 

- Estado de Minas: Tragédia na Fernão Dias

 

- Jornal do Commercio: Auditora da Receita morta a pauladas

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h59

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Contrastes olímpicos!

Ique
 

Via JB Online.

Escrito por Josias de Souza às 02h49

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Em TO, governo demite e readmite 26 mil servidores

STF determinara a extinção de 35 mil 'cargos de confiança'

Governador manobra, simula acatamento, mas descumpre

 

  Esequias Araújo/Secom
Marcelo Miranda (PMDB), governador de Tocantins, tripudiou de uma decisão do Supremo.

 

Na quinta-feira (14) passada, o STF descarrilara um trem da alegria de 35 mil cargos.

 

Cargos criados por decreto e escorados numa lei estadual aprovada em 2000 (1.124).

 

Lei definida pelo ministro Carlos Ayres Britto como “enlouquecidamente inconstitucional.”

 

Dos 35 mil cargos extintos pelo tribunal, 26 mil já haviam sido preenchidos.

 

Na última segunda (18), o Diário Oficial do Estado trouxe o que parecia ser uma notícia bombástica.

 

O governador demitira, de uma tacada, os 26 mil funcionários “ilegais”. Porém...

 

Porém, horas depois, na mesma segunda, Marcelo Miranda assinou o ato número 2.930.

 

Trata-se de um “ato de nomeação”. Numa canetada, o governador readmitiu os 26 mil demitidos.

 

Escorou a decisão num par de leis aprovadas a toque de caixa pela Assembléia Legislativa.

 

As novas leis foram enviadas pelo governo, lidas e votadas na Assembléia em 7 de agosto, uma semana antes da decisão do STF.

 

Àquela altura, Marcelo Miranda e seus apoiados no Legislativo estadual já farejavam o tamanho da encrenca que se formava no Supremo.

 

A manobra parlamentar tornou-se ainda mais cristalina num comunicado divulgado nesta terça (19) pelo presidente da Assembléia Legislativa, Carlos Amorim Gaguim (PMDB).

 

Ele escreveu: “...Venho comunicar a todos os servidores tocantinenses que, preocupados com a situação profissional de todos vocês que foram exonerados em razão da decisão do STF, agilizamos as devidas providências...”

 

“...Fomos nós, deputados estaduais, que demos o primeiro passo, quando aprovamos, em caráter de urgência, as leis 1.950 e 1.951, que possibilitaram ao governo do Estado renomear os servidores comissionados.”

 

Assim, retornou aos trilhos uma locomotiva que carrega algo como metade de toda a folha salarial de Tocantins.

 

Também nesta terça (19), Marcelo Miranda tratou de degustar politicamente a limonada que fez com o limão que o STF empurrara-lhe goela abaixo.

 

O governador passeou por entre servidores, aglomerados numa manifestação “espontânea”. Chamou os manifestantes de “novos colegas.”

 

A consagração ocorreu na Praça dos Girassóis, defronte do Palácio Araguaia, sede do governo (foto lá no alto).

 

Na véspera, o governador anunciara, em cerimônia oficial, a readmissão dos funcionários “demitidos” horas antes. A certa altura do discurso, disse:

 

“A decisão judicial nos obrigava a demitir mais de 30 mil funcionários, mais de 30 mil pais de família. Quero dizer que sempre respeitei e respeito a Justiça...”

 

“...A Justiça está acima da vontade de qualquer governante. Mas quero ressaltar também que sempre estive, estou e sempre estarei, acima de tudo, ao lado daqueles que trabalham para o desenvolvimento do nosso Estado, que é o nosso valoroso servidor público.”

 

Tudo considerado, tem-se o seguinte quadro: o governador manobrou, simulou acatamento à decisão judicial, mas, na prática, descumpriu a ordem do STF.

Escrito por Josias de Souza às 00h44

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Sob Marta, brilha Lula; sob Alckmin, um Serra fosco

A campanha municipal chegou à TV. Em São Paulo, os candidatos a prefeito começaram a exibir os seus “trunfos.”

 

A arma nada secreta de Marta é Lula. O paiol de Alckmin inclui Serra. Mas o governador foi como que “diluído” num comercial que difuso.

 

O repórter Nelson de Sá pinçou um par de frases dos comerciais inaugurais dos rivais paulistanos.

 

A peça do PT afirma: “Marta criou o Bilhete Único. E agora vai recuperar e ampliar seus benefícios...”

 

“...Marta fez o transporte funcionar direito. Agora, junto com Lula, vai fazer 47 quilômetros de metrô. Marta quer voltar para terminar o que começou e fazer ainda mais.”

 

A do PSDB soou assim: “Em 94 Mario Covas foi eleito governador. Ele era do PSDB e fez tanto que em 98 foi reeleito para continuar fazendo...”

 

“...Em 2002 foi a vez de Geraldo Alckmin ser eleito, para continuar fazendo a obra de Covas. Em 2006 foi a vez do Serra ser eleito, para continuar o que Geraldo começou...”

 

“...Governador, governador, prefeito, governador, prefeito, governador. Essa é a melhor direção.”

 

A coligação de Kassab, espécie de “plano A” de Serra, mostrou os dentes para Marta numa vinheta: "O PT já teve sua vez".

 

Verdade. O problema é que, a julgar pelas pesquisas, o Tinhoso parece pouco afeito à idéia de conceder “outra vez” ao candidato “demo.”

 

De resto, se quiser tonificar os seus índices nas sondagens eleitorais, Kassab vai ter de voltar suas baterias também para Alckmin. Para gáudio de Marta.

Escrito por Josias de Souza às 19h33

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Em novo recorde, arrecadação roça os R$ 400 bilhões

Nunca na história desse país o fisco beliscou tanto o seu bolso como agora. Nos primeiros sete meses de 2008, a coleta somou R$ 396,9 bilhões. Novo recorde.

 

Só no mês passado, a arrecadação de tributos e contribuições federais somou R$ 61,960 bilhões –7,08% acima do que foi mordido no mesmo mês do ano passado.

 

Em valores absolutos, veio do Imposto de Renda o grosso da arrecadação de janeiro a julho deste ano: 29% do total. Em reais: R$ 115,13 bilhões.

 

No caso do IR, o fisco avançou mais sobre o bolso da pessoa física (R$ 60,63 bilhões) do que sobre a caixa registradora das empresas (R$ 54,5 bilhões).

 

Ou seja, mesmo sem a CPMF, as arcas do governo vão muito bem, obrigado. Num cenário como esse, o vocábulo “contribuinte” nunca soou tão inadequado.

Escrito por Josias de Souza às 18h25

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Em Vitória, candidato do PT lidera pesquisa com 60%

Roberto Setton
 

 

Reunido com os ministros, nesta segunda (18), Lula decidiu incluir Natal, Recife e Vitória em seu roteiro de campanha no primeiro turno.

 

No caso de Vitória (ES), a presença de Lula parece desnecessária. Ali, o candidato do PT, João Coser, vai à sinuca eleitoral como dono da mesa.

 

A bola 13, de Coser, faz e acontece. Candidato à reeleição, o prefeito petista desponta em pesquisa do Ibope com confortáveis 60% das intenções de voto.

 

Na segunda colocação –longe, muito longe do líder—vem Luciano Rezende (PPS), com 12%. Segundo o Ibope, 17% dos eleitores da capital capixaba declaram-se indecisos.

 

Outros 8% afirmam que votarão em branco ou anularão o voto. Ainda que todos os indecisos e os desalentados aderissem a Luciano Rezende, o candidato iria a 37%.

 

Muitos longe ainda dos 60% do líder. Ou seja: Lula vai a Vitória a passeio.

Escrito por Josias de Souza às 17h21

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PF apura compra de votos no pleito de João Pessoa

O delegado Derly Brasileiro, da Polícia Federal, deflagrou uma crise na Câmara dde Vereadores de João Pessoa (PB).

 

No comando de uma investigação que apura um esquema de compra de votos, o delegado requisitou à Câmara a lista de todos os vereadores.

 

O gesto do delegado foi interpretado como prenúncio de que a totalidade dos legisladores municipais serão intimados a depor.

 

O vereador Watteau Rodrigues (PCdoB) saltou da cadeira. Enxerga uma intromissão indevida da polícia na casa legislativa. Exigiu que a Câmara convoque o delegado para prestar esclarecimentos.

 

Em resposta, Derly Brasileiro disse que requisição de nomes não deve ser lida como sinônimo de intimação. Mas...

 

Mas o delegado, para desassossego dos vereadores, deixou claro que, se necessário, vai, sim, intimar os legisladores.

 

A investigação de compra de votos foi aberta há 15 dias. Deve-se a denúncia a quatro vereadores.

 

Chamam-se Tavinho Santos (PTB), Geraldo Amorim (PDT), Marconi Paiva (PP) e Bosquinho (DEM).

 

Informaram a jornais paraibanos que pessoas que se identificaram como líderes comunitários faziam nos corredores da Câmara uma proposta indecorosa.

 

Em troca de dinheiro, ofereciam os votos de suas respectivas comunidades. Intimados pelo delegado da PF, confirmaram o esquema na semana passada.

 

Um dos vereadores, Tavinho Santos, chegou mesmo a repassar ao delegado Derly Brasileiro os nomes dos mercadores de votos.

 

Nesta terça (19), o delegado Derly Brasileiro inquiriu ouviu três personagens citados pelo vereador. O teor dos depoimentos é mantido sob sigilo.

 

O caso é acompanhado pelo juiz Aluízio Bezerra, titular da 64a Zona Eleitoral de João Pessoa. Alheio às pressões, o magistrado diz que a apuração da denúncia é obrigação da Justiça Eleitoral e da PF.

Escrito por Josias de Souza às 16h45

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Em Boa Vista (RR), líder governista 'engole' poeira

  Antônio Cruz/ABr
Líder do PR na Câmara, o protogovernista Luciano Castro (foto) agarrou-se à imagem de Lula e foi tentar a sorte na disputa pela prefeitura de Boa Vista.

 

Pesquisa feita pelo Ibope indica que a estratégia do deputado faz água. Luciano Castro amealhou 22% das intenções de voto.

 

Seu principal adversário, o prefeito Iradilson Sampaio, está 26 pontos à frente, com 48%. Parece trazer a reeleição no papo.

 

Iradilson é filiado ao PSB. Um partido que também é sócio do consórcio lulista. Sua administração na prefeitura é avaliada como boa ou ótima por 54% dos eleitores.

 

O prestígio de Lula na capital de Roraima roça as nuvens. O governo dele é avaliado como bom ou ótimo por impressionantes 63% do eleitorado local.

Escrito por Josias de Souza às 16h09

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Ibama cogita fazer novas apreensões de bois piratas

Ibama cogita fazer novas apreensões de bois piratas

Órgão baseia seus planos em decreto assinado por Lula

Estima-se em 50 mil o rebanho ‘passível de apreensão’

 

Valter Campanato/ABr

 

A despeito da polêmica gerada pelo confisco de 3.046 cabeças de gado numa reserva ecológica do Pará, o Ibama mantém a disposição de realizar novas apreensões.

 

Flávio Montiel da Rocha, diretor de Proteção Ambiental do órgão, disse ao blog que a hipótese de apreensão de gado está expressamente prevista num decreto presidencial.

 

Refere-se ao decreto 6.514. Traz as assinaturas de Lula e do ministro Carlos Minc (Meio Ambiente). Foi ao “Diário Oficial” no último dia 22 de julho.

 

Segundo Flávio Montiel, serão considerados “piratas” os bois mantidos ilegalmente em reservas ecológicas e em áreas de desmatamento já embargadas pelo Ibama.

 

Enquadram-se nesse figurino propriedades que, juntas, esparramam-se por cerca de 400 mil hectares.

 

O diretor do Ibama estima em 50 mil as cabeças de gado que pastam nessas áreas. Ressalta que o número se encontra pendente de aferição dos técnicos do Ibama. Por ora, é “mera estimativa”.

 

É esse rebanho estimado em 50 mil cabeças que o Ibama considera “passível de apreensão”. Só vão ao laço do governo, porém, os animais cujos proprietários, depois de notificados e multados, reincidirem na infração ambiental.

 

Aqui entra o decreto presidencial. Noves fora os parágrafos e incisos, tem 154 artigos. O texto define as infrações ao meio ambiente.

 

Estipula, de resto, as sanções a que estão sujeitos os infratores no âmbito do processo administrativo. Entre elas:

 

“A apreensão dos animais, produtos e subprodutos da biodiversidade, inclusive fauna e flora, instrumentos, petrechos, equipamentos ou veículos de qualquer natureza utilizados na infração.”

 

A retenção dos 3.046 bois da reserva paraense da Terra do Meio ocorreu em junho, antes da edição do decreto.

 

Neste caso, o Ibama está amarrado a uma decisão judicial que condiciona a venda dos animais à realização de um leilão. Marcou-se para 26 de agosto a sexta tentativa de levar o gado ao martelo.

 

Flávio Montiel informa que, para as futuras apreensões de “bois piratas”, o decreto de Lula abre um leque de alternativas quanto à destinação.

 

Podem ser vendidos diretamente, sem a necessidade de realização de leilões. Também podem ser doados a entidades específicas. Reza o artigo 135 do decreto:

 

“Os bens apreendidos poderão ser doados pela autoridade competente para os órgãos e entidades públicas de caráter científico, cultural, educacional, hospitalar, penal e militar, bem como para outras entidades com fins beneficentes.”

 

Quanto aos bois do Pará, a opinião de Flávio Montiel diverge do senso comum. O diretor do Ibama considera que a ação foi coberta de êxito:  

 

Como resultado do nosso trabalho, o desmatamento na reserva ecológica da Terra do Meio e no Parque Nacional da Serra do Pardo foi zero no mês de julho...”

 

“...Em junho, mês em que chegamos à região, o desmatamento já havia sido 25% menor do que no mês anterior.”

 

Munido de decisão judicial que permitiu o deságio de pelo menos 50% no preço do gado, o Ibama está convencido de que o próximo leilão será bem sucedido.

 

Ouça-se Flávio Montiel: “Há uma série de compradores interessados. Gente da região e de fora. O trabalho de esclarecimento feito pelo governo vai surtir efeito. O gado será leiloado e entregue a quem der o melhor lance.”

 

O objetivo do governo, diz Montiel, não é “ganhar dinheiro”. Reconhece que já foi gasto na Terra do Meio algo como R$ 1 milhão. Mas diz que o dinheiro não custeou apenas a guarda e manutenção do gado apreendido.

 

“Estamos gastando dinheiro para executar o plano de combate ao desmatamento na região. Foi estabelecido numa reunião realizada em fevereiro, em Belém...”

 

“...De tabela, estamos monitorando o gado. Que, por decisão judicial, foi confiado ao Ibama como fiel depositário. Se não cuidássemos, seríamos enquadrados por prevaricação ou omissão.”

Escrito por Josias de Souza às 02h50

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As manchetes desta terça

 

- Globo: Portaria de ministro facilita proliferação de sindicatos

 

- Estadão: Bolsa cai e atinge o índice mais baixo do ano

 

- JB: Vereadores dobram o patrimônio em 4 anos

 

- Correio: Brilho intenso da estrela Marta

 

- Valor: Bancos pedem juro maior para o crédito consignado

 

- Gazeta Mercantil: Bolsa retorna a setembro do ano passado

 

- Estado de Minas: As armas dos candidatos no rádio e na tv

 

- Jornal do Commercio: 46% dos eleitores do Recife de olho no guia

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h44

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Lulandy Wahol e sua Dilmarilyn!

Novaes
 

Via JB Online!

Escrito por Josias de Souza às 02h41

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STF veda envio de ‘dados sigilosos’ de DD para CPI

  Lula Marques/Folha
Deve-se ao
francês Pierre Beaumarchais (1732-1799) uma das mais precisas definições de política.

 

Autor da peça “As Bodas de Fígaro”, ele acomodou nos lábios do personagem Fígaro um resumo lapidar sobre as artes e manhas da política:

 

“[...] Fingir ignorar o que se sabe e saber o que se ignora; entender o que não se compreende e não escutar o que se ouve...;”

 

“...Sobretudo, poder acima de suas forças; ter freqüentemente como grande segredo o esconder que não se têm segredos...;”

 

“...Fechar-se num quarto para talhar penas, e parecer profundo quando se é apenas, como se diz, oco e vazio...;”

 

“...Procurar enobrecer a pobreza dos meios pela importância dos objetivos: eis toda a política, ou então morra eu!”

 

A carapuça serve para a política em geral. Ajusta-se também, de modo especial, às CPIs, arenas em que a política assume ares pseudoinvestigatórios.

 

É nas CPIs que os parlamentares levam às fronteiras do paroxismo sua tendência a “fingir ignorar o que se sabe e saber o que se ignora.”

 

Pois bem. A CPI dos grampos recebeu, nesta segunda (18), uma mãozinha do STF para “entender o que não se compreende e não escutar o que se ouve.”

 

A comissão requisitara à Justiça Federal de São Paulo a íntegra do processo relativo à Operação Chacal, que pilhara Daniel Dantas em espionagem ilegal.

 

Tendo o Opportunity à frente, os réus foram ao STF. Pediram ao tribunal que vetasse o envio dos dados à CPI. Alegou-se que correm em segredo de Justiça.

 

Relator do caso, o ministro Cezar Peluso deu razão aos acusados. Determinou:

 

1. que a Justiça e a PF se abstenham de enviar as informações requeridas pela CPI;

 

2. que a CPI, na hipótese de já ter recebido algum dado, o mantenha sob lacre, negando acesso a “quem quer que seja.”

 

Noutros tempos, as CPIs do Legislativo costumavam ser mais respeitadas. O que se está requerendo não é a quebra, mas o compartilhamento do sigilo.

 

O diabo é que todo mundo dá de barato que, caindo nas mãos dos congressistas, qualquer sigilo vira segredo de polichinelo. Daí o veto do STF.

 

De concreto, tem-se que as CPIs, “fechadas em quartos para talhar penas, e parecer profundas”, viraram apenas o que Fígaro definiria como o “oco do vazio.”

Escrito por Josias de Souza às 23h40

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Supremo abre inquérito para investigar Lobão Filho

Tribunal determinou quebra do sigilo bancário do senador

 

  Folha
O ministro Carlos Alberto Direito, do STF, determinou a abertura de inquérito contra o senador Edison Lobão Filho (PMDB-MA).

 

Vem a ser o filho do ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Suplente do pai, Lobinho chegou ao Senado nas pegadas na nomeação do pai para a Esplanada de Lula.

 

Foi denunciado ao Supremo pelo procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza. O mandachuva do Ministério Público acusa-o de dois tipos de delito:

 

1. Crimes contra a fé pública (falsidade ideológica e uso de documento falso);

 

2. Formação de quadrilha.

 

Malfeitorias praticadas por Lobinho como empresário. Feito senador, a rotina empresarial do filho do ministro escalou o noticiário.

 

Das manchetes, o nome de Lobinho migrou para a escrivaninha do procurador-geral Antonio Fernando. Dali, foi ao Supremo.

 

Até aqui, o caso corria pelos escaninhos do STF sob o número 4322. Agora, será protocolado novamente como inquérito. E vai ganhar nova numeração.

 

Normalmente, a encrenca seria processada no Maranhão. Porém, junto com a cadeira de senador, Lobinho ganhou de presente o privilégio de foro.

 

Só pode ser processado, investigado e julgado pelo STF. Ao folhear os escritos do  procurador-geral, Menezes Direito considerou que os indícios justificam um inquérito.

 

De saída, o ministro determinou a quebra do sigilo bancário de Lobinho. Mais: autorizou a Polícia Federal a intimar o senador para depor.

 

Intimação que, no caso de um parlamentar, é cercada de cuidados. Lobinho terá a prerrogativa de marcar hora e local da oitiva.

 

Na opinião do Ministério Público e da PF, Lobinho tem muito a explicar. A começar por atos de gestão de uma distribuidora de bebidas.

 

Chama-se Bemar Distribuidora de Bebidas. Uma sociedade de Lobinho com outros dois personagens: os irmãos Marco Antônio e Marco Aurélio Pires Costa, que também tiveram os sigilos bancários quebrados.

 

Relatório da Receita Federal concluiu que Lobinho e seus sócios transferiram o controle da empresa a “laranjas”, para fugir do pagamento de tributos.

 

O fisco referiu-se assim à manobra, feita em 1988: “Uma farsa, com o intuito deliberado de transferir para pessoas humildes e sem poder econômico para responder, perante o fisco, pelo pagamento de impostos e contribuições”.

 

No texto de sua denúncia, o procurador-geral reproduz, de resto, uma série de depoimentos já colhidos pela PF e pelo Judiciário.

 

Entre eles o de um ex-gerente de outra empresa de Lobinho e dos irmãos Pires Costa. Contou, num processo trabalhista, malfeitorias que testemunhara.

 

Coisa como a emissão de um sem-número de notas de “vendas frias” e “cobertura de cheques frios”.

 

Além dos documentos gelados, mencionam-se, em outros depoimentos anexados aos autos, “procurações falsas”.

 

Na ocasião em que assumiu a cadeira do pai no Senado, Lobinho negou que tivesse culpa no cartório. Agora, terá a oportunidade de explicar-se de forma mais minuciosa.

Escrito por Josias de Souza às 22h44

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Lula veta artigos que podavam viagens e publicidade

Lula respondeu com a lâmina do veto presidencial à faca que o Congresso escondera nas dobras da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias).

 

Os congressistas haviam injetado na programação orçamentária de 2009 uma regra draconiana.

 

Obrigava Executivo, Legislativo e Judiciário a podar em 10% os gastos com diárias e publicidade. No caso do Executivo, acrescentou-se uma exigência adicional.

 

Além de fazer os cortes, o governo teria de mostrar o caminho da tesoura. Legislativo e Judiciário foram dispensados da transparência.

 

Lula respondeu na mesma moeda. Simplesmente passou na lâmina os artigos incômodos. Vetou-os. Manteve intactas as rubricas de viagens e de propaganda.

 

O Planalto alegou que os cortes poderiam comprometer ações emergenciais do governo. Mencionou áreas como a vigilância sanitária, a defesa civil e o policiamento.

 

De resto, anotou que, ao impor apenas ao Executivo a divulgação dos cortes, os parlamentares trataram um dos três poderes de modo discricionário.

Escrito por Josias de Souza às 21h58

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Súmula do STF sobre algemas faz PF 'ajustar' manual

  Folha
Nas pegadas da decisão do STF que limitou o uso de algemas no país, a Polícia Federal decidiu ajustar o seu manual interno de conduta.

 

Ao anunciar a providência, Luiz Fernando Correa, diretor-geral da PF, deixou claro que cumpre a determinação do Supremo a muito contragosto:

 

"Com certeza, é uma restrição a uma prática histórica, consagrada e bem sucedida de segurança...”

 

“...Nós não temos incidentes de pessoas pós-algemadas com lesões. Onde há pessoas conduzidas sem algemas é que, via de regra, temos problemas quanto à integridade, a efetivação da prisão e às vezes até de violência policial."

 

Correa disse que as novas normas sobre algemas serão definidas nos próximos 15 dias. Deixou antever que a PF continuará utilizando algemas sempre que julgar necessário:

 

"Vamos observar a súmula [do STF], que é obrigação nossa. Mas...”

 

“...Mas estamos fazendo a adequação nos nossos procedimentos porque temos que conciliar a súmula com a necessária segurança das operações...”

 

“...Segurança da operação significa segurança do preso, do policial e de terceiros."

 

Ou seja: com ou sem a interferência do STF, o uso de algemas continuará submetido ao bom senso –ou à falta de discernimento—do policial que executa a prisão.

Escrito por Josias de Souza às 18h20

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STJ: Serasa e SPC são obrigados a avisar o devedor

O Superior Tribunal de Justiça editou uma súmula (número 359) que obriga os órgãos de “proteção ao crédito” a notificar previamente os devedores.

 

O aviso tem de preceder o lançamento do nome da empresa ou pessoa física no cadastro de devedores inadimplentes de entidades como Serasa e SPC.

 

A súmula é um resumo de reiteradas decisões do tribunal sobre processos que envolvem a mesma matéria.

 

Uma vez editada, vira jurisprudência do tribunal. E sinaliza para os juízes de instâncias inferiores do Judiciário que decisões em contrário serão revistas quando aportarem no STJ.

 

O STJ é a corte máxima da Justiça brasileira nos processos que não envolvem questões constitucionais.

 

A súmula que trata das dívidas anota que a informação prévia é um “direito” do devedor. Chegou-se a esse entendimento a partir do julgamento de nove processos.

 

Num deles, uma empresa de calçados de São Paulo exigia reparação do banco Santander por ter tido seu nome inscrito indevidamente nos cadastros do Serasa e do SPC.

 

Em sua defesa, o banco alegou que tem ascendência administrativa sobre os órgãos de proteção ao crédito. O STJ, em decisão de sua terceira turma, isentou o Santander de responsabilidade.

 

Considerou-se que a indenização deveria ser paga pelo órgão que “alimenta” e mantém o cadastro de devedores.

 

Noutro processo, um consumidor do Rio de Janeiro queixou-se da inscrição de seu nome num cadastro de devedores sem prévia comunicação.

 

Relator do caso, o ministro Ruy Rosado deu-lhe razão: “Desconhecendo a existência do registro negativo, a pessoa sequer tem condições de se defender contra os males que daí lhe decorrem”, anotou.

 

Graças à reiteração das decisões do tribunal sobre o mesmo tema, chegou-se à súmula. Estabelece basicamente duas coisas:

 

1. A comunicação prévia é um direito do consumidor. Portanto, obrigatória;

 

2. Em caso de reparação, quem responde é o órgão de proteção ao crédito, não o credor da dívida.

Escrito por Josias de Souza às 17h51

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Oposição admite discutir a nova estatal do petróleo

Oposição admite discutir a nova estatal do petróleo

PSDB: ‘Não gostamos de estatal,  mas veremos com calma’

DEM: ‘Maioria é contra, mas tem uma corrente que defende’

 

Despertada pelo barulho que vem do Planalto, a oposição resolveu entrar no debate do pré-sal.

 

PSDB e DEM programaram para esta semana as primeiras reuniões inspiradas pela necessidade de destrinchar o tema.

 

O encontro dos tucanos está previsto para quarta. O dos ‘demos’, para quinta. Ambos em Brasília.

 

As duas legendas tentam uniformizar os respectivos discursos em relação a um tema que vai desaguar no Congresso.

 

Como explorar as novas reservas petrolíferas farejadas na costa brasileira, a mais de 6 mil metros de profundidade?

 

Curiosamente, os oposicionistas vão à mesa em posição mais convergente com o governo do que se poderia supor.

 

A idéia mais controversa em discussão no Planalto é a que prevê a criação de uma nova estatal petrolífera.

 

Ouça-se o que dizem a respeito os presidentes do privatista PSDB e do liberal DEM:

 

Primeiro o tucano Sérgio Guerra (PE): “A gente não gosta de estatal. Mas, nesse caso, é preciso analisar com calma. Precisa ver como seria essa nova estatal.”

 

Agora, o ‘demo’ Rodrigo Maia (RJ): “Em princípio, a maioria é contra a nova estatal. Mas tem uma corrente que defende. Vamos abrir o debate sem posições fechadas.”

 

Neste alvorecer do debate, o discurso da oposição coincide com a pregação de Lula noutro ponto: ninguém discorda da tese de que o pré-sal reclama cuidados especiais.

 

Para Lula, a nova riqueza deve ser convertida em inversões na educação. Precisa ser usada para "resolver o problema dos milhões de pobres” brasileiros.

 

“O pré-sal é novidade relevante”, concorda Sérgio Guerra. “É importante do ponto de vista tecnológico, econômico e empresarial. Acho que dá para aprovar alguma coisa até 2010. Tem muito tempo. Dá para analisar com calma.”

 

“Se for verdadeiro o volume de petróleo anunciado, o Brasil muda de patamar no mercado internacional do petróleo”, ecoa Rodrigo Maia. “Não há como ficar alheio a isso.”

 

O “volume” que Rodrigo deseja ver confirmado não é, de fato, negligenciável. Alça à casa dos 80 bilhões de barris. O bastante para converter o Brasil na sexta potência petrolífera no mundo.

 

Medido pela cotação atual do petróleo (US$ 112 o barril), o pré-sal valeria algo em torno de US$ 9 trilhões. Cerca de sete vezes o PIB do país.

 

A discussão promete. Um pedaço da oposição não parece tão disposto a transigir. “Essa história de estatal me soa a malandragem”, diz, por exemplo, José Aníbal (SP).

 

Líder do PSDB na Câmara, Aníbal lembra que, para arrancar o óleo do fundo do mar, serão necessários “investimentos altíssimos.”

 

Acha que o timbre nacionalista de Lula, “em vez de trazer os investidores para a empreitada, afugenta-os.” Por isso, declara-se “totalmente contrário” à nova estatal.

 

O lero-lero em torno do pré-sal está, por ora, recoberto por uma camada de especulação. Na semana passada, porém, Lula começou a limpar o terreno.

 

Esclareceu que uma comissão do governo estuda mudanças à Lei do Petróleo. Foi baixada em 1997, sob FHC. Instituiu a quebra do monopólio da Petrobras.

 

Com essa lei, abriu-se para as companhias estrangeiras o mercado nacional de prospecção e exploração de petróleo.

 

Algo que, a depender de Lula, deve mudar no caso do pré-sal. A nova riqueza, no dizer do presidente, não vai ficar “na mão de meia dúzia de empresas.”

 

Deve-se ao ministro Edison Lobão (Minas e Energia) a idéia de retirar das mãos da Petrobras a gestão das megareservas. Inspirou-se no modelo da Noruega.

 

A proposta não é consensual nem dentro do governo. Sergio Gabrielli, o petista que preside a Petrobras, torce o nariz.

 

Acha que bastaria o governo aumentar a participação da União nos royalties e tonificar a cota –“participação especial”—que as empresas são obrigadas a repassar ao Estado.

 

O DEM parece mais próximo de Lobão do que de Gabrielle. Eleito pelo Rio, o Estado que mais recebe royalties do petróleo, Rodrigo Maia não quer mexidas nessa área.

 

Quanto à nova estatal, lembra que a da Noruega tem limitações legais para contratar e pagar salários. “Aqui, podemos fazer o mesmo, definindo em lei uma estrutura enxuta.”

 

Rodrigo acrescenta: “Não entraremos nessa discussão com posições fechadas. Por sermos liberais temos de ser contra estatal? Não necessariamente. Somos contra o inchaço da máquina. Se for uma coisa enxuta, não vejo razões para não debater.”

 

Como se vê, a tentativa de Lula de reeditar campanha getulista da década de 40 sob novo slogan –“O pré-sal é nosso”—encontra mais eco na oposição do que poderia supor o mais ferrenho governista.

Escrito por Josias de Souza às 02h30

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As manchetes desta segunda

 

- Globo: Governo favorece as prefeituras aliadas do Rio

 

- Folha: Cresce total de alunos pobres na universidade

 

- Estadão: Empréstimos bancários para empresas crescem 30%

 

- JB: Inimigo da Amazônia no próprio governo

 

- Correio: DF terá cadastro de alunos violentos

 

- Valor: Desaceleração da economia será lenta e pouco intensa

 

- Gazeta Mercantil: Governo quer menos burocracia para reanimar os exportadores

 

- Jornal do Commercio: Pernambuco é o melhor

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h27

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Tapetão!

Angeli
 

Via UOL.

Escrito por Josias de Souza às 02h25

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Collor, o tempo, a razão e a tintura para cabelos

Collor, o tempo, a razão e a tintura para cabelos

Lula Marques/Folha
 

 

Escorraçado do Planalto numa fase em que suas horas mais preciosas eram as mais rápidas, Collor trazia no pulso um relógio com espadas no lugar dos ponteiros.

 

Enredado por malfeitorias, vaticinou: “O tempo é o senhor da razão.”

 

Devolvido à insignificância pré-presidencial, Collor passou a cuidar dos minutos. Suas horas pareciam já ter passado.

 

Em decisão fora de hora, a imprudência do eleitor alagoano arrancou Collor do ostracismo. Devolveu-o ao Senado.

 

Retornou a Brasília com ares de quem não sentira o passar do tempo. Mulher nova a tiracolo. Cabelos negros como as asas da graúna.

 

Parecia igualzinho ao jovem presidente. Na aparência, não melhorara nada. Era como se quisesse converter o presente caído do céu num pretérito que não passa.

 

No Legislativo, pôs-se a matar o tempo. Aderiu a Lula, a besta-fera de seu passado; reivindicou, da tribuna, um prontuário limpo; e abraçou a causa da ecologia.

 

Súbito, Collor decidiu radicalizar. Mandou ao lixo a tinta de cabelo. As fotos acima, captadas pelo repórter Lula Marques, mostram, finalmente, o que o tempo está fazendo com ele.

 

São fotos recentes: uma é da posse no Senado. Outra, dos dias que antecederam o recesso do meio do ano. A última, de quatro dias atrás.

 

Descobre-se que o tempo ainda não entregou a Collor a “razão” que ele reivindicara. Mas já lhe deu os cabelos de um sexagenário.

 

Pois é, aquele presidente que fingia ser imortal, agora não é senão um projeto de memória. Triste memória.

 

Resta a Collor o consolo proporcionado pela única certeza imutável: com o tempo, todos serão fósseis. Mesmo os que não têm os pecados "delle". Até os que são mais bonitos do que "elle" -a Patrícia Pillar, por exemplo.

Escrito por Josias de Souza às 20h23

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Lula define cidades onde fará campanha no 1º turno

  Ricardo Stuckert/PR
Nesta semana, Lula vai esboçar o mapa de suas viagens eleitorais.

 

A coisa será definida numa reunião no Planalto. Parte-se de um critério pré-definido.

 

Lula dissera que, no primeiro turno, só iria a cidades em que o governismo estivesse unido.

 

Antecipara que daria as caras na São Paulo de Marta Suplicy (PT).

 

Mais: iria também ao seu berço político: a São Bernardo que. agora, Luiz Marinho (PT) quer dirigir.

 

O presidente recebeu do PT uma lista de quatro dezenas de cidades onde a legenda deseja vê-lo pedindo votos.

 

Desse listão, Lula vai extrair a sua listinha. Tem os olhos voltados especialmente para as capitais.

 

Está propenso a viajar, por exemplo, para Vitória (ES). Vai prestigiar o petista João Coser, que disputa a prefeitura de mãos dadas com o PMDB.

 

Cogita também usar 2008 para dificultar o 2010 de oposicionistas que o atazanam em Brasília.

 

José Agripino Maia (RN), líder do DEM no Senado, é um dos nomes que Lula levou à alça de mira.

 

Em 2010, Agripino terá de renovar o mandato de senador. E o presidente decidiu fazer o que estiver ao seu alcance para dificultar o retorno dele.

 

Daí a intenção de Lula de anotar em sua lista também a cidade de Natal. Caso o faça, vai subverter a regra que se auto-impusera.

 

Em Natal, as legendas que gravitam em torno do Planalto vão às urnas em palanques opostos. As duas principais candidatas à prefeitura são filiadas a partidos que, em Brasília, dão suporte congressual a Lula.

 

São elas: Fátima Bezerra (PT) e Micarla de Sousa (PV). Lula deseja emprestar seu prestígio a Fátima.

 

Por que? Simples: Agripino e o seu DEM fecharam aliança com Micarla.

 

O diabo é que, noves fora Agripino, todos os outros parceiros da candidata “Verde” são sócios do consórcio governista.

 

De resto, Fátima, a preferida de Lula, freqüenta as pesquisas na rabeira de Micarla, a queridinha de Agripino.

 

Isso a despeito de o petismo de Natal ter arrastado para dentro da aliança de Fátima pesos pesados como a governadora Vilma Faria (PSB) e o presidente do Congresso Garibaldi Alves (PMDB).

 

No Planalto, conselheiros de Lula desaconselham, por desagregdor e arriscado, o envolvimento na refrega de Natal. Mas o presidente parece fazer ouvidos moucos. Fala mais alto a aversão a Agripino. 

 

A simples menção da hipótese de um envolvimento direto de Lula injetou confusão na campanha de Natal.

 

Rivaldo Fernandes, dirigente do PV local, até acha natural que Lula vá ao palanque da petista Fátima. Mas...

 

Mas, apesar do apoio de Agripino, Rivaldo avisa: "Somos afinados com o presidente e vou recebê-lo no aeroporto.”

 

Geraldo Pinto, presidente do PT no Rio Grande do Norte, vê em Lula as fichas necessárias à reversão dos índices negativos registrados nas sondagens eleitorais.

 

Ele desdenha da estratégia adversária. Diz que a turma de Micarla insiste em vincular a Lula a imagem de uma candidata que jamais defendeu publicamente o governo dele.

 

Além de Vitória e Natal, Lula deve aparecer em Recife. Neste caso, atende a apelos do PT e do governador Eduardo Campos (PSB).

 

Na capital de Pernambuco, o candidato do Planalto é o petista João Costa. Ele figura nas pesquisas atrás do líder Mendonça Filho, do DEM.

Escrito por Josias de Souza às 19h16

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Começa na 3ª a propaganda eleitoral (nada) gratuita

Alan E. Cober
 

 

Está chegando aquele momento crucial de toda eleição: a propaganda eleitoral.

 

Terça-feira (19). Nesse dia a TV vira sigla de tradução espontânea: Terror Visual.

 

Os candidatos usarão o tubo catódico como degrau para chegar à sua cabeça.

 

Uma qualidade não se pode negar à maioria dos que desejam fazar a cabeça do eleitor:

 

Não têm o menor receio de insultar a inteligência do espectador.

 

Em certos municípios, onde as emissoras são meras repetidoras, haverá confusão.

 

O sujeito vai assistir à propaganda dos candidatos da cidade-sede da TV geradora.

 

Verá candidatos nos quais não pode votar. Ouvirá uma xaropada que não lhe diz respeito.

 

Tome-se o caso de São Paulo: 645 municípios ao todo. Só 46 têm geradoras de TV.

 

As outras cidades –13 milhões de habitantes— serão invadidas por candidatos do alheio.

 

O cientista político David Fleischer, da UnB, acha que não fará grande diferença:

 

“As pesquisas mostram que a audiência da propaganda eleitoral gratuita é baixíssima."

 

É, faz sentido!

 

PS.: Ilustração Via sítio Artist Gallery.

Escrito por Josias de Souza às 17h41

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As manchetes deste domingo

 

- Globo: Fichas-sujas vão às ruas em busca de votos no Rio

 

- Folha: Ex-militares pedem R$ 300 mi à União por ação no Araguaia

 

- Estadão: Despesas do governo federal cresceram menos que o PIB

 

- JB: Um golpista no Judiciário

 

- Correio: Cotistas da UnB só perdem em exatas

 

- Valor: Leasing terá IOF de 3,38% para segurar o consumo

 

- Gazeta Mercantil: Regiões Norte e Nordeste atraem US$ 22 bilhões em siderúrgicas

 

- Veja: Os erros não são só dele

 

- Época: Super Phelps

 

- IstoÉ: Olimpíada – Michael Phelps: Como ele virou um super-homem

 

- IstoÉ Dinheiro: A hora decisiva da Petrobras

 

- Carta Capital: Tortura – Tema proibido?

 

Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais e revistas do país.

Escrito por Josias de Souza às 02h47

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Ritmo próprio!

Lute
 

Via blog do Lute.

Escrito por Josias de Souza às 02h37

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‘O problema não é a política, mas a classe política’

  Fábio Pozzebom
A frase traduz um raciocínio do presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Para Carlos Ayres Britto, o brasileiro já se deu conta: sem política não há democracia.

 

“O grande problema não é a política”, diz o “xerife” da lei e da ordem nas eleições.

 

A encrenca se esconde “no descompasso entre a política e a classe política.”

 

O ministro acha que o país padece de “um certo desalento” com os políticos.

 

Prescreve o remédio que, a seu juízo, alivia as dores do processo democrático: o voto.

 

Ayres Britto falou ao repórter Klécio Santos. Vai abaixo um extrato:

 

O eleitor e a eleição: “Os índices de abstenção são decrescentes no Brasil (...). Há uma consciência maior de que sem a política não há democracia (...). O grande problema não é a política, mas o descompasso entre a política e a classe política.”

O eleitor e os eleitos: “Quanto à classe política, sobretudo a parlamentar, o Brasil vem experimentando um certo desalento. Mas eleição é sempre um momento bom para dar a volta por cima, para aquecer as turbinas da democracia.”


Os ‘fichas-sujas’: “Apesar da decisão do Supremo, pondo uma pá de cal no tema, do ponto de vista jurídico, conseguimos colocar na agenda nacional o tema da vida pregressa. Ela é condição para essa investidura nos cargos públicos (...).”

 

O legal e o imoral: “Torço para que não fique na comunidade essa impressão de que a legalidade está a serviço da impunidade. Não foi isso que passou pela cabeça dos ministros [do STF] que votaram com a tese vitoriosa. No fundo, o fato de você alertar o eleitorado para a necessidade de conhecer o histórico de vida dos candidatos nunca eclodiu com tanta ênfase.”

 

O tráfico, as milícias e suas malícias: “É da máxima gravidade você apoderar-se de toda uma comunidade e tirar dela o livre arbítrio para votar. Isso vai ao ponto em que traficantes e milicianos negociam o voto coletivo.”

 

As Forças Armadas e o Rio: “Isso tem uma tríplice perspectiva: as comunidades se sentirem livres para votar, os candidatos fazerem suas campanhas com todo desembaraço e a imprensa fazer o seu trabalho.”

 

O caixa dois e sus tentações: “(...) Um candidato, quando está no auge da campanha, tende a afrouxar o seu compromisso com a legalidade. A tentação de chegar ao poder é forte demais para a fragilidade humana. Se instituíssemos o financiamento público, esse processo seria muito mais fácil de se fiscalizar.”

 

Lula e os palanques: “Legalmente, ele pode subir nos palanques dos candidatos de sua preferência. Contanto que não associe o êxito do governo dele à participação daquele candidato. O presidente Lula pode falar bem de si mesmo, mas não pode falar bem do apoiado.”

A campanha e a internet: “Este ano é propício para se aprofundar discussões sobre o uso da internet como espaço de propaganda eleitoral. O TSE decidiu resolver caso a caso. A minha tendência pessoal é não criar embaraços. A internet é democrática, econômica e instantânea.”

O STF e suas decisões: “Nos últimos cinco anos o Supremo vem tomando decisões mais compatíveis com os avanços consagrados pela Constituição, tirando-a do papel para que não seja um elefante branco.”

 

As algemas e a opinião pública: “(...) Não se pode permitir que a polícia faça das algemas uma ferramenta de humilhação ou uma oportunidade de sensacionalismo às custas do ser humano. O Judiciário não pode ser refém da opinião pública, como também não pode se lixar para ela.”

Escrito por Josias de Souza às 00h47

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Lula impede filho de deixar firma beneficiada por tele

Lula impede filho de deixar firma beneficiada por tele

Mick Tsikas/Reuters
 

 

As negociações que conduziram à bilionária aquisição da Brasil Telecom pela Oi envolveram uma discussão doméstico-empresarial.

 

Fábio Luís, o Lulinha, cogitou abrir mão da participação que tem na Gamecorp. Seu desejo foi expresso numa carta.

 

Texto de elaboração esmerada. Escrito para ser divulgado. Visava livrar o presidente da República de um constrangimento que o persegue desde 2005.

 

Naquele ano, a Telemar (hoje rebatizada de Oi) borrifara R$ 5,2 milhões nas arcas da Gamecorp, uma produtora de TV e de joguinhos para telefone celular.

 

Desde então, a tele-generosidade freqüenta o noticiário como uma mal disfarçada operação de lobby.

 

Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, os controladores da Oi, achegaram-se a Lulinha com o propósito de afagar o Lulão.

 

Com o tempo, o afago monetário à Gamecorp foi adensado. Estima-se que a tele de Jereissati e Andrade injetou na firminha de Lulinha algo como R$ 10 milhões.

 

É dinheiro de troco quando confrontado com os R$ 12,3 bilhões que passeiam pela fusão da Brasil Telecom com a Oi, a já afamada BrOi.

 

Mas a presença de Lulinha no noticiário funciona como uma espécie de BrOi numa linha que se pretendia livre de constrangimentos. Daí o gesto do primeiro-filho.

 

Levada ao Planalto, a carta que Lulinha se dispusera a assinar foi vista com bons olhos por pelo menos dois auxiliares do presidente. Submetido a Lula, a iniciativa desandou.

 

O presidente desautorizou o movimento. Disse que o texto iria ao noticiário como admissão de uma culpa que seu filho não tem. O documento foi à gaveta.

 

Na semana passada, aproveitando-se do palco que os deputados da CPI dos Grampos montaram para ele, Daniel Dantas tratou de devolver Lulinha às manchetes.

 

Em declarações estudadas, o investigado-geral da República disse ter ouvido do delegado Protógenes Queiroz que a BrOi era um de seus alvos. Mais: pretendia chegar a Lulinha.

 

Lendo-se o relatório que Protógenes legou aos delegados que o sucederam na Operação Satiagraha, percebe-se que, de fato, ele levara a BrOi à alça de mira.

 

Em estilo vago, Protógenes anotou: “Convém mencionarmos que a fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, efetuada recentemente, foi objeto de diversas tratativas entre os integrantes da organização criminosa.”

 

Organização cuja chefia é atribuída a Daniel Dantas. Personagem que, no tablado da CPI, tratou de confirmar também que contratara os bons préstimos advocatícios do ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP).

 

No relatório de Protógenes, Greenhalgh é retratado na incômoda posição de elo entre os interesses escusos do investigado-geral e um governo na bica de retirar as pedras do caminho da BrOi.

 

Noves fora os honorários de R$ 650 mil, emerge do texto de Protógenes um Greenhalgh enrolado em negociações financeiras de vultosas.

 

Ou seja: as luzes da CPI deram a Daniel Dantas uma oportunidade única. Empurrou a telebagunça do seu colo para dentro dos palácios do Planalto e da Alvorada.

 

Resta agora saber o que farão os delegados pós-Protógenes para afastar do inquérito as vagas suspeitas que o colega salpicou no relatório inaugural da Satiagraha.

 

Num cenário assim, tão envenenado, soa estranho que Lula continue imprimindo um ritmo de toque de caixa à “operação BrOi”.

 

Sobretudo quando se considera que o bololô será recoberto com o chantili de um decreto assinado pelo próprio Lula.

 

A despeito de tudo, o presidente continua decidido a mudar a lei que dará cobertura jurídica a um negócio que evoca o passado.

 

Passado recente, em que as telefônicas foram privatizadas, sob FHC, num ambiente que roçou “o limite da irresponsabilidade”.

 

Uma época em que os barões da Oi eram apelidados de “telegang”. Um tempo em que todos –inclusive Daniel Dantas—serviam-se à farta dos fundos de pensão das estatais da Viúva.

 

Uma temeridade!

Escrito por Josias de Souza às 18h25

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Barbosa chama Eros de ‘burro’ após habeas corpus

  Wilson Dias/ABr
O ministro Joaquim Barbosa exibe no STF um estilo peculiar. Traz no interior da boca uma língua sem papas.

 

Virou atração do Youtube ao acusar o colega Gilmar Mendes de ser adepto do “jeitinho”.

 

Depois, indispôs-se com Marco Aurélio Mello, que chegou a negar-lhe um aperto de mão.

 

Trava com Eros Grau uma relação que tem mais baixos do que altos. Passaram um bom tempo sem trocar palavra.

 

Reconciliados graças à intermediação do boa-praça Carlos Ayres Britto, voltaram às turras.

 

Deve-se a nova contenda à decisão de Eros Grau de mandar soltar Humberto Brás, o preposto de Daniel Dantas na tentativa de compra de um delegado.

 

Vai abaixo um resumo da nova encrenca, na pena do repórter Felipe Seligman, da Folha (só assinantes):

 

 

Uma divergência jurídica entre os ministros do Supremo Eros Grau e Joaquim Barbosa se transformou, durante a semana, num bate-boca histórico do tribunal, conforme informou ontem Mônica Bergamo, colunista da Folha.


O estopim foi o habeas corpus concedido por Eros na última terça-feira a Humberto Braz, apontado pela Polícia Federal como o enviado de Daniel Dantas em tentativa de suborno para livrar o banqueiro e a família dele de investigação.


O desentendimento tem início na diferente visão jurídica de cada um. Em matéria penal, Barbosa levou do Ministério Público para o STF uma conduta considerada mais punitiva.

 

Já Eros tende a defender a liberdade e a inocência até condenação em última instância.


Tal ponto de vista de Barbosa o fez discordar radicalmente da decisão do colega, ao ponto de abordá-lo após sessão do TSE, segundo o site Consultor Jurídico, com a seguinte questão:

 

‘Como é que você solta um cidadão que apareceu no Jornal Nacional oferecendo suborno?’.

 

Teria então chamado Eros de "velho caquético" e dito que ele "tem a cara-de-pau de querer entrar na Academia Brasileira de Letras", referindo-se a romances do colega.


No dia seguinte, a briga continuou, no Supremo.

 

No intervalo do plenário, por volta das 16h, Eros e os colegas Carlos Ayres Britto, Carlos Alberto Direito e Cezar Peluso faziam o tradicional lanche da tarde, acompanhados do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, de assessores e seguranças, quando Barbosa entrou na sala.

 

‘Não gostei do que você escreveu [na decisão]’, disse para Eros, elevando o tom de voz. ‘O senhor é burro, não sabe nada. Deveria voltar aos bancos e estudar mais.’


’Isso penso eu e digo porque tenho coragem. Mas os outros ministros também pensam assim, mas não têm coragem de falar. E também é assim que pensa a imprensa’, continuou Barbosa com o dedo em riste.


Eros pouco falou: ‘O senhor deveria pensar bem no que está falando’. Os demais ministros ficaram em silêncio.


Os dois só voltaram a se encontrar na última quinta-feira, também no TSE, sem aparentar desentendimentos.

Escrito por Josias de Souza às 05h18

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Governo prepara estratégia para ciclo de PIB magro

Para 2009, trabalha-se com crescimento abaixo dos 4%

Para 2010, ano da sucessão, Lula cobra uma ‘retomada’

BC e Fazenda, no mesmo barco, remam em desarmonia

 

  Rodrigo Pavan/Folha
Em seus diálogos privados, Lula revela preocupação com perspectiva de ter de conviver com o dissabor da desaceleração da economia.

 

O presidente busca no conflito que permeia as relações entre Banco Central e Fazenda um meio-termo capaz de salvar o seu projeto político de 2010.

 

Dá-se de barato no governo que PIB como o de 2007 –5,4%—é algo que Lula não verá mais no período que lhe resta de mandato.

 

Trabalha-se com a perspectiva de algo entre 4,8% e 5% para 2008. Em 2009, sob os efeitos da política de engorda dos juros, teme-se que o PIB fique abaixo de 4%.

 

Lula cobra uma reversão para 2010. Receia que o crescimento miúdo envenene o seu principal projeto pessoal: fazer o sucessor.

 

Um projeto que, na cabeça de Lula, está escorado num tripé: a escolha do nome certo, a preservação dos "investimentos sociais" e a exibição de vigor na economia.

 

Há quatro dias, em reunião com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), o presidente definiu a meta de superávit fiscal para 2009.

 

Decidiu-se repetir os 4,3% do PIB fixados para 2008. Uma taxa que já havia sido tonificada em 0,5%. Antes, era de 3,8% do PIB.

 

O superávit fiscal é a economia que o governo faz para pagar os juros da dívida pública. O BC queria mais. Lula deu de ombros.

 

O índice de 4,3% será anotado no Orçamento de 2009. Uma peça que o governo remeterá ao Congresso no final de agosto.

 

Um pedaço da equipe do BC enxerga outro equívoco na estratégia da Fazenda. Acha que o esforço adicional do superávit deveria ser usado no abatimento da dívida.

 

Mantega, porém, mantém de pé o plano de fornir o que chama de “fundo soberano”. Acha que o governo precisa dispor de uma reserva que lhe permita definir estratégias para o período de vacas magras da economia.

 

Estima-se que, até dezembro de 2009, as arcas do tal fundo guardarão algo entre R$ 30 bilhões e R$ 35 bilhões.

 

Embora não haja clareza quanto à destinação que será dada a esse dinheiro, Lula encantou-se com a idéia de manter ao alcance das mãos uma poupança estratégica.

 

Em contrapartida, o presidente dá corda ao Banco Central na administração da política monetária, submetida a uma fase de engorda dos juros.

 

Nessa matéria, faz ouvidos moucos para o time da Fazenda, que advoga moderação nos juros. A inflação, segundo os defensores dessa tese já seria cadente.

 

A paulada desferida pelo BC –alta da taxa Selic de 11,25% para 13% desde abril—já seria suficiente para baixar a crista da carestia.

 

Em nome da redução dos efeitos do veneno sobre as taxas de crescimento, o BC poderia adotar, na visão da Fazenda, uma estratégia mais gradual.

 

Com o aval de Lula, Henrique Meirelles e sua diretoria remam em direção oposta. Planejam novas altas dos juros para as próximas reuniões do Copom, o Conselho de Política Monetária.

 

Avaliam que a opção pelo gradualismo emitiria sinais invertidos para o mercado. O BC quer porque quer devolver as taxas de inflação para o chamado “centro da meta” já em 2009.

 

A meta inflacionária é de 4,5%, com tolerância de dois pontos para o alto ou para baixo. Em 2008, a despeito dos juros, a meta deve furar o teto de 6,5%.

 

No ano que vem, o BC fará o que estiver ao seu alcance para arrastar o índice de volta às cercanias dos 4,5%, o centro da meta.

 

Prevalece no BC o entendimento de que um eventual afrouxamento imporia riscos que não vale a pena correr. Entre eles a ressurreição de uma corrida dos salários atrás dos preços.

 

Fenômeno muito comum no Brasil pré-Real. Tem um nome que assusta os brasileiros entrados em anos: indexação. Quem já experimentou conhece o sabor amargo