Josias de Souza - Nos bastidores do poder
Josias de Souza - Nos bastidores do poder
 

Em nova ação judicial, Valério cobra de PSDB e PFL

  Lula Marques/F.Imagem
O empresário Marcos Valério decidiu acionar judicialmente o PSDB e o PFL. Vai cobrar os R$ 10,5 milhões que repassou, por meio da agência SMP&B, para o caixa dois da coligação que se formou em torno do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) nas eleições para o governo de Minas Gerais em 98.

 

Valério contratou o advogado Rodolfo Gropen, de Belo Horizonte, para mover o processo. Em entrevista ao blog, o Gropen informou que está reunindo os documentos que instruirão o processo. Anunciou que pretende ajuizar a ação na Justiça Federal de Minas no mês de março.

 

“Entraremos contra o PSDB e o PFL, que se coligaram em Minas, e contra o senador Eduardo Azeredo, que era o candidato a governador. Ele constituiu o Cláudio Mourão como seu procurador, para resolver todos os problemas”, disse Gropen.

 

Cláudio Mourão foi o tesoureiro da campanha de Azeredo. Conforme noticiado aqui em 19 de outubro de 2005, ele confessou em depoimento à CPI dos Correios que Azeredo fez uso de caixa dois. Disse ter recebido de Valério R$ 11 milhões.

 

Pelas contas de Valério, a importância repassada para as arcas clandestinas de Azeredo soma exatos R$ 10,5 milhões. “Vamos cobrar esse valor, com as devidas correções”, afirmou o advogado Gropen. “Estamos fazendo os cálculos.”

 

Diferentemente do que ocorreu com os R$ 55 milhões que Valério repassou ao caixa dois do PT, no caso de Azeredo os repasses não foram feitos em dinheiro. Valério diz ter transferido os R$ 10,5 milhões aos políticos que compunham a coligação mineira PSDB-PFL por meio de depósitos bancários.

 

“Meus clientes (Valério e a SMP&B) possuem as copias dos comprovantes bancários de cada repasse realizado”, esclareceu Gropen. “Nesse caso não foram saques em dinheiro. Foram depósitos em contas correntes de várias pessoas. Esses documentos já estão comigo e serão anexados ao processo.”

 

Além dos comprovantes bancários, o advogado de Valério utilizará no processo contra o PSDB e o PFL as notas taquigráficas do depoimento de Cláudio Mourão à CPI dos Correios. Gropen usará também cópias de declarações feitas pelo próprio senador Azeredo, que reconheceu a existência do caixa dois em sua campanha de 98. Um reconhecimento que levou Azeredo, sob pressão da cúpula do PSDB, a renunciar à presidência do partido em 25 de outubro de 2005.  

 

Valério repete com PSDB e PFL o que já fizera com o PT. Em 20 de dezembro de 2005, o mesmo advogado Gropen ajuizou em nome do empresário mineiro um processo contra o PT, para cobrar os R$ 55,9 milhões repassados ao caixa dois do partido. Um valor que, corrigido, alçou à casa dos R$ 100,082 milhões.

 

Operador confesso de verbas de campanha, Valério foi à Justiça também para cobrar suposto crédito de R$ 12,9 milhões que julga ter com o Banco do Brasil. Fica claro que o empresário tenta passar da defesa ao ataque. Ao evidenciar que o caixa dois não é uma exclusividade do PT, Valério acaba por fornecer munição eleitoral para Lula.

Escrito por Josias de Souza às 20h06

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Oscar será entregue 'dentro do cinema'

O cenário da cerimônia da entrega do Oscar 2006, marcada para a noite deste domingo, não poderia ser mais apropriado. O mestre de cerimônias Jon Stewart convocará os vencedores de cima de um palco emoldurado por uma fachada de cinema estilizada.

 

A solução adotada em nada faz lembrar a festa high tech do ano passado, marcada pelo uso de recursos tecnológicos. Sob os efeitos do declínio das bilheterias nos EUA, o idealizador do novo cenário, Roy Christopher, optou por um visual cujo objetivo é “lembrar as pessoas de que, para apreciar de fato um grande filme, deve-se vê-lo no cinema.”

Escrito por Josias de Souza às 18h18

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Efeito muro

Jean
 

Escrito por Josias de Souza às 04h58

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As manchetes deste sábado

 

- JB: Nada muda nos gastos de campanha

- Folha: Decisão do TSE prorroga impasse sobre coligações

- Estadão: TSE limita alianças na eleição e abre crise com o Congresso

- Globo: Tribunal obriga partidos a ter coerência em alianças

- Correio: TSE freia vale-tudo

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 04h56

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As ligaçõe$ perigosas de Mares Guia

A revista IstoÉ desta semana publica reportagem em que informa que o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo) fez um depósito de R$ 507.134, por meio de sua empresa, na conta do publicitário Marcos Valério. Deu-se em setembro de 2002.

 

A revista reproduz uma cópia do recibo do depósito. Mares Guia diz que não sabia que o dinheiro havia sido depositado na conta de Valério. Em outubro passado, quando a revista havia levantado o assunto, Mares Guia admitira a operação.

 

O ministro alegou que a transação referia-se a um pagamento de dívida que havia feito a pedido de do senador tucano Eduardo Azeredo (MG). Mas negara que houvesse feito depósito diretamente na conta de Valério. Foi agora desmentido pelo surgimento do comprovante de depósito.


Em outubro, Mares Guia dissera que emprestara dinheiro a Azeredo para que o senador tucano pagasse uma dívida da campanha à reeleição para o governo de Minas, em 98. O valor da dívida era de R$ 700 mil. A pedido de Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha de Azeredo, o débito fora pago por Marcos Valério.

 

Também em outubro, Azeredo afirmara que o dinheiro que tomou emprestado de Mares Guia serviu para saldar o débito com Valério, que contraíra financiamento no Banco Rural  (sempre ele).

 

Nesta sexta-feira, Mares Guia disse que sua intenção foi "simplesmente a de ajudar um amigo". Alegou que não sabia que o dinheiro havia sido depositado numa conta de Valério. Ele diz que orientou o banco a depositar o dinheiro na conta indicada por Azeredo.


IstoÉ relata que a operação foi feita na agência Assembléia do Banco Rural, em Belo Horizonte, a mesma em que funcionou a central de saques milionários para alimentar o "mensalão", por ordem de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT.


Segundo a revista, os R$ 700 mil na verdade teriam sido pagos por Valério a Mourão, em troca do silêncio do tesoureiro, que ameaçava contar todo o esquema do caixa dois tucano em Minas. De acordo com a reportagem, Valério teria entrado no circuito a pedido de Mares Guia, que teria sido um dos responsáveis por administrar o caixa dois da campanha de 1998. O ministro nega.


Em depoimento à PF, anota Istoé, Mourão disse que Mares Guia era um dos responsáveis pela distribuição dos recursos da coligação formada em torno de Azeredo em 98.

Escrito por Josias de Souza às 04h51

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Tiro pela culatra

Em sua edição desta semana, Carta Capital dedica sua capa a uma reportagem que conta como uma iniciativa do deputado ACM Neto resultou em constrangimento para o senador ACM avô. Começa assim:

 

"Sub-relator dos Fundos de Pensão da CPI dos Correios, o deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) não deu trégua durante o depoimento de Jorge Ribeiro dos Santos, sócio da Corretora São Paulo, na quinta-feira 2. A empresa é acusada de realizar operações fraudulentas com recursos de fundações de empresas estatais. ACM Neto esmera-se em provar que os prejuízos dos fundos se misturam com o esquema do Valerioduto.

 

“Não tenho dúvida de que há delito nisso. Corretoras ganham e isso acaba trazendo enriquecimento ilícito para certos grupos empresariais”, discursou, no plenário da comissão. Ele sabe do que fala. Só não esperava que, na fila de depoimentos, pouco mais de uma hora depois, uma verdade incômoda iria sair pela culatra. Coisas da Bahia, é claro.

 

Para provar que a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, havia sido lesada em operações financeiras realizadas durante o governo Lula, ACM Neto postou-se para ouvir Luiz Carlos Siqueira Aguiar, diretor-financeiro da entidade entre 2003 e 2005.

 

Não sabia que, munida de informações sigilosas sobre as contas da Previ, a senadora Ana Júlia Carepa (PT-PA) iria levantar uma lebre incômoda para o clã dos Magalhães: o prejuízo milionário imposto pela construção e manutenção do resort Costa do Sauípe, no litoral norte da Bahia. Questionado pela senadora, Aguiar admitiu que a operação foi feita de forma “incorreta”. E bota incorreta nisso.

 

No dossiê preparado pela Previ, um documento-espelho do sistema de contabilidade gerencial do fundo revela que, em dados atualizados até 31 de outubro de 2005, o prejuízo da fundação com a construção e manutenção de Sauípe chega perto dos 850 milhões de reais.

 

É uma perda monumental sob qualquer ponto de vista, mas o número fica mais expressivo quando comparado ao trabalho desenvolvido por ACM Neto na sub-relatoria dos fundos de pensão. Há cerca de dois meses, o deputado baiano apresentou um relatório parcial no qual lista operações financeiras entre 2000 e 2005 que supostamente lesaram 14 fundações federais, estaduais e privadas. O total dos prejuízos somados? 780 milhões de reais (isso sem expurgar da conta os erros primários cometidos pelos técnicos sob o comando do parlamentar).

 

No material enviado a deputados da base governista, a Previ relaciona documentos que mostram a interferência decisiva do avô do deputado, o senador Antonio Carlos Magalhães, e de um dos principais aliados da família na Bahia, o governador Paulo Souto, para que o fundo de pensão bancasse a construção do resort.

 

Costa do Sauípe é resultado de uma transação comercial que, além da Previ, envolveu a construtora Odebrecht e o banco FonteCindam, fechado em 1999 após ser implicado no escândalo da suposta venda de informações privilegiadas de diretores do Banco Central a operadores do mercado financeiro. Trata-se de um complexo de turismo no litoral norte da Bahia composto de cinco hotéis de luxo, com 1.500 quartos, e seis pousadas de 150 quartos. (...)"

Escrito por Josias de Souza às 04h25

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Buratti volta a alvejar Palocci

  Lula Marques/Folha Imagem
Reportagem publicada na revista Veja desta semana (para assinantes) informa o seguinte:

“Sete meses atrás, o advogado Rogério Buratti colocou o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, na linha de tiro da crise política. Ex-auxiliar do ministro, Buratti havia contado que a empreiteira Leão&Leão pagava um mensalão de 50.000 reais à prefeitura de Ribeirão Preto durante a segunda gestão de Palocci como prefeito.

Segundo Buratti, esse dinheiro era repassado ao caixa dois do Partido dos Trabalhadores. Palocci negou o fato. Disse que poderia até ter ocorrido algum ato de corrupção isolado na prefeitura, mas que, se fosse o caso de corrupção sistemática, ele teria tomado conhecimento. O ministro saiu chamuscado do episódio.

Palocci manteve-se vivo politicamente, contando com uma vigorosa boa vontade da oposição e do imenso time de brasileiros gratos por seu impecável trabalho de condução da economia. Não havia nenhuma acusação de que Palocci tivesse negociado pessoalmente o pagamento da propina ou que dela tivesse se beneficiado.

Em novo depoimento prestado à Polícia Civil de São Paulo, Buratti voltou à carga. VEJA teve acesso a trechos do depoimento que até agora vinham sendo mantidos em sigilo. Neles, Buratti identifica Palocci como o personagem central do esquema de corrupção e apresenta os seguintes detalhes:

• Foi o próprio prefeito quem negociou o mensalão de 50.000 reais com a Leão&Leão, empresa da qual Buratti se tornou diretor depois de deixar a prefeitura

• Embora a maior parte do dinheiro fosse repassada para o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, Palocci sempre reservava uma parcela para si

• Em troca da propina, Palocci organizou um sistema contábil fraudulento pelo qual a empresa sempre ganhava da prefeitura valores maiores que os fixados no contrato inicial de varrição de lixo

• O relacionamento entre Palocci e a Leão&Leão era tão próximo que o então prefeito tinha à sua disposição uma reserva financeira para ser usada sempre que necessário

• Mesmo depois que Palocci deixou a prefeitura para se tornar ministro, a propina de 50 000 reais continuou a ser paga pela Leão&Leão com o conhecimento de seu sucessor, Gilberto Maggioni.

Palocci soube das novas acusações assim que Buratti saiu do depoimento, em 4 de fevereiro passado. Tomou duas providências. Negociou com o Ministério Público de São Paulo que as partes do depoimento que o envolviam fossem mantidas em sigilo. É por essa razão que, até agora, a imprensa só havia tido acesso a trechos periféricos do documento.

Para obter essa garantia, Palocci contou com a discrição dos promotores que, no ano passado, foram criticados por dar publicidade instantânea às primeiras acusações de Buratti. A segunda providência do ministro foi pedir a seu amigo do peito Juscelino Dourado, ex-chefe de seu gabinete no Ministério da Fazenda, que tentasse convencer Buratti a fechar sua boca de uma vez por todas. Juscelino não obteve essas garantias.”

Escrito por Josias de Souza às 04h06

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Valério ameaça contar novos segredo$

Em outra reportagem publicada na última edição, Veja (para assinantes) a revista informa o seguinte:

“O publicitário Marcos Valério, o pagador do mensalão, sentindo-se emparedado pela CPI dos Correios, anda ameaçando fazer revelações capazes de dar nova dimensão à crise – e, além do PT, está deixando o PMDB de cabelo em pé. Do fim de dezembro até agora, o publicitário conversou pelo menos três vezes por telefone com o ex-deputado José Borba, ex-líder do PMDB na Câmara que renunciou ao mandato em outubro passado quando se descobriu que embolsara 2,1 milhões de reais no valerioduto.

Nas conversas telefônicas com Borba, Marcos Valério tem lembrado um acordo selado no começo do escândalo: o PMDB colocaria na CPI dos Correios um relator capaz de dar proteção a Marcos Valério, que, em troca, manteria silêncio sobre o envolvimento de peemedebistas com o mensalão.

Como já ficou demonstrado que Osmar Serraglio, o relator da CPI dos Correios, não fez acordo algum nem pretende protegê-lo, Marcos Valério ameaça contar o que sabe.” Eis o conteúdo das ameaças:

• Valério ameaça contar que, no início do ano passado, repassou dinheiro para que José Borba pudesse ficar como líder do PMDB na Câmara, comprando o apoio da ala oposicionista do partido, que iniciara um movimento para destituí-lo.

• Valério tem dito ainda que Simone Vasconcelos, a diretora da agência SMPB, fazia pagamentos do mensalão também para deputados do PMDB.

• O publicitário avisa que pode revelar detalhes de como, nos primeiros meses de 2004, repassou dinheiro para que José Borba pagasse o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. Em troca, o apresentador usaria seu programa no SBT como palanque para promover Lula e a então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que se encontrava em campanha reeleitoral. (Ratinho fez longa entrevista com Lula durante um churrasco na Granja do Torto. Foi exaustivamente reprisada no seu programa, mas o apresentador sempre negou que tivesse recebido qualquer pagamento.)

Na mesma reportagem, Veja traz à tona um novo personagem. Chama-se Roberto Bertholdo. É advogado, integrou o conselho de administração de Itaipu até fevereiro de 2005 e funcionou como braço-direito de Borba na distribuição do dinheiro sujo de Valério no PMDB.

Um segundo advogado, Sérgio Renato Costa, sócio de Bertholdo, gravou quase 200 horas de conversas que manteve com ele. A fita encontra-se em poder da Polícia Federal. Num dos trechos, Bertholdo revela ao sócio: “O PT topou pagar. Cinco paus.” Referia-se ao acordo com Ratinho, para falar bem de Lula e de Marta Suplicy.

Noutro trecho, Bertholdo diz que o diretor-geral de Itaipu, o petista Jorge Samek, cobrou 6 milhões de dólares de propina da empresa Voith Siemens para perdoar uma dívida de 200 milhões de dólares para com a estatal. Ele se irrita ao saber que o PMDB fora excluído da negociata. "Temos que pegar pelo menos três", diz Bertholdo na fita.

Escrito por Josias de Souza às 03h52

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Relatório da PF isenta Lula no caso do mensalão

Sérgio Lima/Folha Imagem
 

Relatório confidencial da Polícia Federal com o registro dos resultados do inquérito aberto para apurar o escândalo do mensalão contém boas notícias para Lula: após oito meses de investigação, a PF não conseguiu detectar um único indício de envolvimento do presidente no caso que resultou na maior crise política do atual governo.

A depender das conclusões da PF, Lula poderá continuar sustentando na campanha eleitoral de 2006 a tese de que não sabia das irregularidades praticadas à sua volta. O trabalho da polícia reforça a versão oficial do governo: informado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) da existência do mensalão, o presidente teria pedido a dois auxiliares –Aldo Rebelo, à época ministro, e Arlindo Chinaglia, líder do governo na Câmara- que apurassem o fato.

Em depoimentos à PF, Aldo e Chinaglia disseram ter informado a Lula que a Câmara, sob a presidência do petista João Paulo Cunha (SP), abrira um procedimento na comissão de ética da Casa e concluíra pela improcedência da acusação. E ficou nisso.

A polícia já terminou a fase de investigações. Encerrou também o trabalho de inteligência. Aguarda agora a conclusão de perícias contábeis para fechar em definitivo o relatório. Uma versão parcial do documento, ainda sem os dados que estão sendo periciados, será entregue na próxima semana ao ministro Joaquim Barbosa, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal). A PF pedirá a Barbosa um novo prazo de pelo menos 30 dias para incorporar aos autos o trabalho de seus peritos.

Concluído o trabalho policial, Barbosa remeterá o processo –uma pilha de papéis com cerca de um metro de altura- para o procurador-geral da República Antonio Fernando de Sousa. Caberá a ele, junto com a equipe de procuradores que o assessora, denunciar os envolvidos.

O envio dos autos ao Ministério Público é mera formalidade. Os procuradores acompanharam as apurações e já estão familiarizados com o conteúdo do processo. Têm clareza quanto às denúncias que serão formuladas. As primeiras devem ser encaminhadas ao Judiciário entre o final de abril e o início de maio.

Por ora, a lista de candidatos a réu roça a casa dos 40 nomes. Um personagem central do escândalo, o deputado cassado José Dirceu (PT-SP), pode escorregar para fora da relação. Há nos autos depoimentos que atestam o envolvimento de Dirceu no escândalo. Mas a PF não encontrou nenhuma “evidência material” que dê consistência às acusações formuladas contra o ex-chefe da Casa Civil.

Há entre os procuradores que acompanham o caso o desejo de denunciar Dirceu à Justiça. A cúpula da PF avalia, porém, que, escorada apenas em evidências testemunhais, a acusação resultará frágil. Seria facilmente refutada pelos advogados do ex-ministro nos tribunais. Algo que não ocorreria em relação a outros freqüentadores da lista de envolvidos no escândalo.

Serão denunciados, por exemplo, o empresário Marcos Valério; o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares; o ex-presidente do PT José Genoíno; o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizollato; e pelo menos 17 deputados e ex-deputados que se beneficiaram das verbas espúrias do caixa dois do PT.

A lista de políticos inclui, entre outros, Roberto Jefferson (PTB-RJ), João Paulo Cunha (PT-SP), José Mentor (PT-SP), José Janene (PP-PR), Carlos Rodrigues (PL-RJ), João Magno (PT-MG), José Borba (PMDB-PR), Josias Gomes (PT-BA), Roberto Brant (PFL-MG), Romeu Queiroz PTB-MG), Paulo Rocha (PT-PR) e Valdemar Costa Neto (PL-SP).

Cerca de dez dias antes do Carnaval, um grupo de integrantes da CPI dos Correios esteve com Joaquim Barbosa no Supremo. Os parlamentares pediram ao ministro que lhes franqueasse acesso aos autos. Presente ao encontro, o relator da comissão, Osmar Serraglio (PMDB-PR) queria cotejar os dados levantados pela PF com as informações que constarão do relatório final da CPI. Desejava saber, por exemplo, se a polícia havia concluído pela existência formal do mensalão.

Barbosa alegou que o processo é sigiloso e negou o pedido dos parlamentares. Disse a eles que os dados se tornariam públicos a partir da apresentação das denúncias do Ministério Público, que, pelos seus cálculos, seriam formuladas antes do término dos trabalhos da CPI, previsto para 11 de abril. Àquela altura, o ministro não contava, porém, com a prorrogação de prazo que a PF lhe encaminhará na próxima semana.

Escrito por Josias de Souza às 02h06

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Alckmin diz que, com ou sem Serra, é candidato

Luiz Carlos Murauskas/Folha Imagem

 

O governador Geraldo Alckmin não arreda o pé. Nesta sexta-feira, disse que mantém sua candidatura à presidência da República em qualquer situação. Com José Serra no páreo ou sem ele. “Coloquei meu nome à disposição do partido e estou muito animado”, disse Alckmin. Para ele, a definição do partido “é uma questão de dias”.

 

Alckmin parecia bem-humorado. Chegou mesmo a brincar com a imagem da exibida aí acima. Foi publicada na primeira página da Folha de hoje (para assinantes). Mostra o governador engolindo um frango em brincadeira improvisada durante a inauguração de uma escola. "Quero dizer uma coisa: essa bola não entrou", disse o governador, brigando com as evidências.

 

O presidenciável tucano aproveitou para espinafrar Lula. Comentou a declaração do presidente à revista Britânica The Economist, na qual declarou que não tem pressa para o país crescer. "Fiquei extremamente impressionado, é o anti-Juscelino. Tudo que o Brasil precisa é pressa para tirar o atraso, para diminuir a pobreza, para fazer inclusão social."

 

Em Brasília, como que adivinhando as críticas do adversário, Lula comparou-se a JK. Disse que se preocupa em zelar para que “os propósitos não se esgotem em discurso.” E arrematou: “Devemos seguir o exemplo de Juscelino Kubitschek, que soube transformar seus sonhos em conquistas e benefícios para o Brasil." O presidente discursou durante almoço oferecido ao primeiro-ministro da República Tcheca, Jiri Paroubek.

Escrito por Josias de Souza às 16h08

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As manchetes desta sexta

 

- JB: O pesadelo dos escândalos - CPI mira Lula e atinge FH

- Folha: CPI acessa dados de conta nos EUA e diz que Duda mentiu, diz CPI

- Estadão: EUA e Índia fazem acordo nuclear

- Globo: Importações crescem 19% com baixa cotação do dólar

- Correio: Leão pega sonegador pelo cartão de crédito

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 02h49

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Neovietnã

Angeli
 

Escrito por Josias de Souza às 02h28

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Fantasma de Furnas volta a assombrar

  Bestgraph
Notícia publica na Folha desta sexta (para assinantes):

 

“Uma testemunha encaminhada à Polícia Federal pelo deputado distrital Augusto Carvalho (PPS-DF) revelou ontem, em depoimento aos policiais, a existência de um suposto esquema de pagamento de caixa dois para políticos e diretores das companhias elétricas Furnas e Cemig.

A testemunha diz ser um ex-funcionário da Toshiba, empresa de origem japonesa que fabrica componentes para o setor elétrico e que participaria do "clube" de financiadores do caixa dois. A rede de arrecadação e distribuição de dinheiro seria administrada pelo ex-diretor de Engenharia de Furnas Dimas Toledo.

A Polícia Federal e a CPI dos Correios investigam um suposto caixa dois em Furnas, descrito em um dos 12 depoimentos que o lobista Nilton Monteiro prestou à PF. Ele entregou aos policiais uma lista, cuja autoria é atribuída a Dimas Toledo, com a relação de 156 políticos beneficiários de um caixa dois de R$ 40 milhões instalado em Furnas e comandado pelo seu ex-diretor de Engenharia.
(...)

O deputado Augusto Carvalho negocia proteção policial à testemunha, que, segundo ele, teria mais detalhes do funcionamento do caixa dois a fornecer. O suposto ex-funcionário da Toshiba, cujo nome Augusto Carvalho manteve em sigilo e a PF não revelou, teria entregue ao deputado cópias de notas fiscais frias supostamente usadas para lastrear a saída de dinheiro de caixa dois para Furnas e Cemig. Parte dessas notas teriam sido emitidas em Contagem (MG).

(...)

Segundo a testemunha, em uma ocasião, em meio a negócios relacionados ao setor de termelétricas, Toledo teria cobrado uma propina de US$ 5 milhões. Questionado sobre o sucesso da negociação, o ex-funcionário da Toshiba disse não ter informações a respeito. O depoimento foi incorporado ao inquérito que investiga irregularidades em Furnas.”

Escrito por Josias de Souza às 02h26

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Serra decide disputar a presidência

José Serra resolveu dizer “SIM” ao PSDB. Em decisão amadurecida na cidade de Buenos Aires, onde passou o Carnaval, Serra concluiu que deve aceitar o desafio de deixar a prefeitura de São Paulo, principal vitrine municipal do país, para mergulhar numa campanha presidencial de resultados incertos.

Em encontro que terá nos próximos dias com o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), Serra dirá que topa ser o candidato do partido na disputa com Lula pela cadeira de presidente da República. A conversa entre os dois deve ocorrer no final de semana.

Serra, que condicionava sua entrada na campanha à unidade do PSDB em torno do seu nome, informou a correligionários que agora está disposto a entrar na disputa mesmo em condições adversas. Além da intransigência do governador tucano Geraldo Alckmin, que parece decidido a manter-se na disputa, o prefeito entra na briga já amargando uma desvantagem em relação a Lula nas pesquisas de opinião.

Se confirmado, o “sim” de Serra devolverá o problema da definição do nome do candidato do PSDB à Santíssima Trindade tucana, representada por Tasso, Fernando Henrique Cardoso e Aécio Neves. Em nome do triunvirato, Tasso deve manter uma conversa decisiva com Alckmin.

O presidente do PSDB consultará o governador sobre a possibilidade de ele abrir mão de suas pretensões em favor de Serra, considerado o presidenciável mais competitivo do partido. A julgar por suas últimas manifestações públicas e privadas, Alckmin dirá um rotundo “não”.

A resposta forçará Tasso a ampliar o leque de consultas. Deve ouvir governadores, lideranças regionais e congressistas do PSDB. Deseja evitar que a disputa entre Serra e Alckmin deságüe em consultas prévias. Espera que da consulta mais restrita e informal brote o embrião de unidade cobrada por Serra para entrar na disputa. Os partidários de Alckmin duvidam que Tasso venha a lograr êxito.

Escrito por Josias de Souza às 02h01

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Ética de tucano é um mico (ecl)ético

O PSDB já ajuizou sete ações contra Lula na Justiça Eleitoral. Acusa-o de uso da máquina pública em benefício eleitoral. Pois não é que em São Paulo o tucanato pratica precisamente aquilo que condena em Brasília!

Nesta quinta-feira, a Faculdade de Tecnologia (Fatec), vinculada ao governo paulista,  pagou o aluguel de três ônibus para transportar 150 pessoas até um evento que tinha como estrela o governador Geraldo Alckmin e como pano de fundo o cenário eleitoral.

Presidenciável do PSDB, Alckmin inaugurou uma unidade da Fatec na Zona Sul de São Paulo. Os felizardos que desfrutaram do transporte pago com verba pública entoaram diante do palanque em que se encontrava o governador um coro sugestivo: “Alckmin presidente”.

O pecado em que se viu envolvido o governador não é original. Em 13 de fevereiro, conforme noticiado aqui, José Serra, o outro tucano com pretensões presidenciais, já havia protagonizado uma pantomima semelhante.

Como se vê, a ética tucana é uma espécie de mico eclético. Do mesmo modo que não consegue enxergar honestidade de propósitos em Lula, o grão-tucanato é incapaz de demonstrar a sua própria correção.

Escrito por Josias de Souza às 01h22

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Duda prestou informações falsas à CPI

Lula Marques/Folha Imagem
 

A análise dos documentos bancários de Duda Mendonça, enviados ao Brasil por autoridades dos EUA, indicam que o publicitário contou meias-verdades no depoimento que prestou à CPI dos Correios sobre a famosa conta Dusseldorf. A papelada começou a ser manuseada por integrantes da CPI (na foto) nesta quinta-feira.

Osmar Serraglio (PMDB-PR), um dos deputados que apalparam os dados, informou o seguinte:

1) no depoimento à CPI, Duda disse ter movimentado por meio da off-shore Dusseldorf R$ 10,5 milhões. O dinheiro foi mandado ao exterior por Marcos Valério, a pedido de Delúbio Soares. Serviu para remunerar serviços que prestara ao PT na campanha eleitoral de 2002. Descobriu-se que, na verdade, escoaram pela Dusseldorf pelo menos US$ 300 mil a mais do que reconhecera o publicitário;

2) Duda assegurara à CPI que abriu a Dusseldorf, empresa off-shore com sede nas Bahamas e conta bancária no BankBoston em Miami, por exigência de Marcos Valério, feita em março de 2003. A análise dos papéis indica, porém, que a conta foi aberta um mês antes, em fevereiro de 2003.

“Não temos dúvida: Duda mentiu à CPI”, disse Eduardo Paes (PSDB-RJ), outro deputado que compareceu ao Ministério da Justiça para analisar as informações vindas dos EUA.

A CPI tem à sua disposição oito caixas de documentos. Encontram-se recheadas com extratos bancários da Dusseldorf. Referem-se a 15 contas, de oito bancos diferentes, que abasteceram a conta de Duda. Permitem contabilizar o volume de dinheiro que transitou pela Dusseldorf. Abrem também a perspectiva de saber se outras pessoas, além de Valério, pingaram recursos na conta.

Duda será ouvido novamente pela CPI antes do término dos trabalhos da comissão. O novo depoimento será feito a portas fechadas. Alega-se que o publicitário será argüido sobre dados bancários confidenciais. Só depois de inseridas no relatório final da CPI as informações poderão vir a público.

Escrito por Josias de Souza às 00h49

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Valério cobra na Justiça R$ 12,9 mi do BB e Visanet

Por determinação do juiz Fabrício Fontoura Bezerra, da 10a Vara Civil de Brasília, o Banco do Brasil e a Visanet vão receber nos próximos dias uma notificação judicial em que a DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, cobra uma suposta dívida de R$ 12.982 milhões. A ordem foi assinada pelo juiz em 20 de fevereiro. O auto de notificação ficou pronto quatro dias depois, em 24 de fevereiro.

Movida pelo escritório do advogado Rodolfo Gropen, contratado por Valério em Belo Horizonte, a notificação dá um prazo de 30 dias para que o BB e a Visanet liquide a alegada dívida. Caso contrário, o valor será “constituído em mora”, como se diz em linguagem jurídica, e executado judicialmente. A alegação de Valério de que é credor entra em confronto direto com o teor de uma auditoria concluída pelo BB em dezembro.

A auditoria constatou que foram repassados à DNA de Valério R$ 23,2 milhões sem que nenhum serviço tivesse sido prestado pela agência. O BB não encontrou em seus arquivos nenhuma nota fiscal ou recibo que atestasse a realização de campanhas publicitárias dos cartões de crédito de bandeira Visa, motivo da contratação da DNA. A agência seria, então, devedora e não credora do banco.

O resultado da auditoria foi o ponto central de um relatório parcial da CPI dos Correios, divulgado pelo relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) em 22 de dezembro. Valendo-se das constatações feitas pelos auditores do BB, Serraglio sustentou que estavam evidenciados os desvios de verbas públicas para o caixa dois do PT.

O blog obteve cópia da notificação judicial ajuizada por Valério na 10a Vara de Brasília. No texto, os advogados do operador confesso das arcas clandestinas do PT informam que, em 17 de janeiro de 2005, o BB endereçou uma correspondência à DNA. Na carta, que se encontra anexada aos autos, o banco contabiliza pagamentos de R$ 2.064.522,61, até 14 de dezembro de 2004, sem a correspondente prestação de serviços. E cobra a devolução do dinheiro.

“Contudo”, afirmam os advogados de Valério, “após 14 de dezembro de 2004 - e no decorrer do exercício de 2005 - foram efetuados” pela DNA “diversos serviços em favor” da Visanet, “prévia e devidamente solicitados e autorizados” pelo BB. Esses serviços teriam totalizado R$ 15.047.210,35. Subtraindo-se desse valor a importância que o BB cobrava da DNA, restaria um saldo em favor da agência de R$ 12.982.687,74. Daí a notificação judicial.

 

Valério sustenta, por meio dos advogados, que tentou entregar ao BB, em 30 de novembro de 2005, documentos que comprovariam a execução dos serviços. Como a Diretoria de Marketing do banco se recusou a receber os papéis, a DNA formalizou uma primeira notificação, ainda em caráter “extrajudicial”, para obrigar o recebimento da documentação, o que foi feito em 20 de dezembro de 2005.

 

O BB não se manifestou desde então. O que levou a DNA a ajuizar a notificação judicial agora deferida pelo juiz. Decorridos 30 dias, se não houver o pagamento do suposto débito, a agência de Valério ingressará com a cobrança judicial. 

Alheio à movimentação de Valério, Osmar Serraglio já incluiu em seu relatório final, em fase de conclusão, o buraco de R$ R$ 23,2 milhões identificado pela auditoria do BB. O deputado sustenta no seu texto que a verba serviu para fornir o caixa dois operado por Valério, em parceria com Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT (juntos na foto acima).

Serraglio sustenta que a verba foi destinada para o pagamento do chamado “mensalão”. Decidida a contestar a tese de que o "mensalão" existiu, a bancada do PT na CPI enxerga na notificação de Valério munição para entoar a pregação de que nem mesmo o repasse de verbas públicas para o chamado "valerioduto" estaria devidamente comprovado.

Escrito por Josias de Souza às 23h54

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Afastada comissão que investigava cúpula da Receita

O corregedor da Receita Federal, Marcos Rodrigues de Mello, destituiu todos os integrantes da comissão de sindicância que investigava, desde 2003, supostas irregularidades praticadas na cúpula do órgão. Entre os casos investigados há um em que é mencionado o nome do próprio secretário da Receita, Jorge Rachid.

 

No caso específico de Rachid, o corregedor suspendeu a apuração. Em ofício dirigido ao ministro Antonio Palocci (Fazenda), Marcos Mello afirma que a corregedoria não tem competência para investigar o secretário da Receita, a quem o órgão está subordinado. Cabe agora a Palocci decidir se a sindicância deve prosseguir ou ser arquivada.

 

Em relação aos outros casos, o corregedor nomeou uma nova comissão de sindicância. Será integrada por funcionários da própria corregedoria e por auditores da Receita convocados de outras praças: São José do Rio Preto (SP), Bauru (SP) e Belo Horizonte.

 

Foram destituídos os seguintes auditores: Washington Afonso Rodrigues, Marco Antonio Macedo Pessoa, Cid Carlos Costa de Freitas. Haviam sido escolhidos para compor a comissão de sindicância pelo antigo corregedor, Moacir Leão, que se tornou um desafeto de Rachid.

 

Ouvido pelo blog, Marcos Mello disse que tomou a decisão por duas razões:

 

1. “Não considero razoável que, em três anos de investigações, não se tenha chegado nem à fase de indiciamentos. Por isso estamos nomeando uma nova comissão. Eu já havia tomado essa decisão. Depois, tomei conhecimento de uma sentença judicial que determinou a mesma coisa. As investigações vão prosseguir, agora de forma mais rápida e eficiente”;

 

2. “Os membros da comissão produziram várias manifestações de mérito sobre as matérias investigadas, cujo conteúdo chegou a ser reproduzido pela mídia antes da fase de defesa, antes que fosse estabelecido o contraditório. Os investigados estão entrando com ações judiciais contra a União e isso pode levar à nulidade dos processos. A nova comissão tem a atribuição de verificar se há culpa. Se houver, os responsáveis serão punidos. Se não houver, serão inocentados.”

 

Quanto ao caso envolvendo Rachid, Marcos Mello diz que foram encontrados no processo documentos que deixam clara a intenção da comissão destituída de investigar o secretário da Receita. Algo que a corregedoria não tem poderes para fazer. Parecer jurídico da Procuradoria da Fazenda Nacional, elaborado em 2003 e assinado por Palocci, determina que, quando o investigado é um superior hierárquico, o processo deve ser submetido ao ministro, a quem cabe decidir o que fazer.

 

As decisões do corregedor foram tomadas na última quinta-feira, às vésperas do Carnaval. Mas só agora, uma semana depois, vieram a público. Os principais casos sob investigação na corregedoria envolvem a empresa Martins Carneiro, pertencente a dois auditores da Receita: Sandro Martins Silva e Paulo Baltazar Carneiro (aposentado).

 

Os auditores são acusados de intermediar a edição de atos normativos da Receita em benefício de empresas privadas. A lista de supostos beneficiários inclui a Fiat, o McDonald’s e a Eximbiz, uma exportadora do Espírito Santo.

 

A apuração que envolve o nome de Jorge Rachid foi aberta em 2003, época em que ele já era secretário da Receita. Em 1994, ocasião em que atuava como auditor, em Salvador, Rachid participara de uma fiscalização na construtora OAS. A ação resultou num auto de infração de 1,1 bilhão.

 

Mais tarde, graças a uma defesa feita pelos auditores Sandro Martins e Paulo Baltazar, a OAS conseguiu reduzir a multa para R$ 25 milhoes. Os auditores destituídos trabalhavam com a suspeita de que pudesse ter havido irregularidade na autuação. Nada, porém, foi provado até o momento contra Rachid, que nega com veemência qualquer tipo de irregularidade.

Escrito por Josias de Souza às 19h02

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Aliança capital-batina

Bestgraph
Lula não gostou nadinha. Mas o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, adorou as críticas da CNBB à política econômica do governo. Especialmente a declaração do secretário-geral da entidade, dom Odilo Scherer, segundo a qual os juros altos transformaram o Brasil num “paraíso financeiro”.

 

Portento do ramo das indulgências, a Igreja tem diante de si a oportunidade de patrocinar uma parceria dos negócios de Cristo com a maior e mais poderosa entidade das indústrias dos homens. Skaf anunciou que irá visitar dom Scherer. Além de cumprimentá-lo pelas declarações, deseja discutir com a CNBB um plano de desenvolvimento para o país.

 

O signatário do blog avalia que a sacristia talvez não seja o melhor lugar para debater projetos econômicos. Ainda assim, louva a inusitada parceria. Almas apequenadas haverão de balbuciar: “Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és!”

 

Sugere-se a dom Scherer que não se deixe intimidar. “Ora, ora”, pode responder o prelado aos eventuais críticos, “se Cristo andava com Judas, por que não posso dar as mãos ao irmão Skaf?”

 

Não se deve menosprezar o poder de sedução da união capital-batina. Leia-se, por oportuno, o que publica Mônica Bergamo (na Folha, para assinantes) em sua coluna de hoje:

 

“O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, telefonou para o governador Geraldo Alckmin há alguns dias com representantes de doze Estados da entidade e informou: 'Fizemos uma eleição secreta aqui [para saber quem é o melhor candidato à Presidência pelo PSDB] e você ganhou de nove a zero [três abstenções?]'.

 

Alckmin contou a história, feliz da vida, no Sambódromo carioca. Em público, Skaf nega que apóie a candidatura do governador à Presidência.”

 

Em 2002, Skaf rezou pela bíblia de Lula e do PT. A maioria da Igreja Católica também. Parecem agora dispostos a adotar uma linha, digamos, mais ecumênica.

 

Aleluia, irmãos!

Escrito por Josias de Souza às 14h35

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Atmosfera de terror cerca família Daniel

  Lula Marques/Folha Imagem
Deu na Folha (para assinantes):

 

“Familiares de Celso Daniel (PT), prefeito de Santo André assassinado em 2002, deixaram o Brasil nesta semana com o propósito de não retornar no curto ou médio prazo. Eles afirmam ter recebido seguidas ameaças de morte.

Já embarcaram para o exterior o irmão caçula do petista, Bruno Daniel (na foto), sua mulher, Marilena, e os três filhos do casal. Está programada para os próximos dias a partida de um dos filhos de João Francisco Daniel, o primogênito. Por questão de segurança, a família não quer tornar públicos os países de destino.

Segundo Bruno e João Francisco, as ameaças começaram a chegar pouco depois do depoimento de ambos, em 26 de outubro passado, à CPI dos Bingos.
Na ocasião, os irmãos reafirmaram a convicção de que a morte do prefeito está relacionada a um esquema de corrupção montado na Prefeitura de Santo André para financiar o PT.

Nesse dia, em acareação com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete de Lula e ex-assessor de Celso Daniel, chegaram a dizer que Carvalho não apenas tinha conhecimento do esquema como teria descrito a entrega de dinheiro feita por ele a José Dirceu, então presidente do PT. O longo depoimento dos irmãos à CPI foi transmitido ao vivo pelas TVs.

Primeiro, chegou a João Francisco uma carta anônima. Dizia que ele e Bruno iriam morrer. Depois, em janeiro deste ano, os dois receberam por e-mail uma nova ameaça, desta vez contra as "sobrinhas do prefeito, filhas dos irmãos". Mais tarde, uma pessoa conhecida da família relatou ter ouvido detalhes do planejamento do seqüestro das jovens.

Informada, a polícia abriu inquérito. Bruno e Marilena passaram a contar com proteção policial 24 horas por dia. Cada um dos filhos do casal -dois rapazes e uma moça, com idades entre 18 e 26 anos- seguiu para um lugar diferente. Os países de destino foram decididos com base em bolsas de extensão universitária e ajuda financeira providenciada por amigos da família. Apenas Bruno e Marilena permanecerão juntos. "Oficialmente, estamos indo para estudar", diz ele.
(...)

"A decisão de sair do país não é uma derrota para a família. Trata-se apenas de uma situação em que precisamos nos precaver", diz João Francisco. "Mas, mesmo à distância, nossa luta para identificar todos os envolvidos na morte de Celso vai continuar", afirma o irmão mais velho de Daniel."

Escrito por Josias de Souza às 08h49

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As manchetes desta quinta

 

- JB: Vila só quer mostrar que faz samba também

- Folha: Medida do governo encarece o combustível

- Estadão: Telefonemas ligam Okamotto a investigados pelo mensalão

- Globo: Vila, com Chávez e sem Martinho, é a campeã

- Correio: Eles brigam, a gente paga

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 08h25

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No vipt-vapt do samba

Glauco
 

Escrito por Josias de Souza às 02h07

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Ibope: Marta lidera corrida em São Paulo

A repórter Renata Lo Prete informa (na Folha, para assinantes):

 

“Pesquisa do instituto Ibope a ser divulgada hoje mostra Marta Suplicy (PT) pela primeira vez à frente da disputa pelo governo de São Paulo. A ex-prefeita, derrotada em 2004 ao buscar um segundo mandato na capital, tem 26% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece Orestes Quércia (PMDB), com 20%.

(...)

O ex-governador, que em dezembro passado liderava nos seis cenários apresentados ao eleitor em levantamento do Datafolha, continua assim no Ibope quando o candidato petista é Aloizio Mercadante. Nesse caso, Quércia registra 26%, contra 14% do senador.

No principal cenário Marta-Quércia, nenhum outro candidato chega perto dos dois dígitos. Pela ordem, aparecem Carlos Apolinário (PDT, 5%), José Anibal (PSDB, 4%), Guilherme Afif Domingos (PFL, 2%) e Beto Mansur (PP, 2%). O mesmo ocorre no principal cenário Quércia-Mercadante: Apolinário (6%), Anibal (4%), Afif (3%) e Mansur (2%).

(...)
Em todos os cenários, é elevado o percentual de entrevistados que declaram intenção de votar branco ou nulo (de 28% a 32%). Analistas atribuem esse dado, entre outros fatores, à inexistência de um candidato definido e/ou amplamente conhecido do PSDB, há quase 12 anos no Palácio dos Bandeirantes e força política de grande expressão no Estado.


O levantamento foi encomendado ao Ibope pelo SETCESP (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região). É o primeiro de uma série de cinco que o SETCESP pretende divulgar até o final do semestre, quando as convenções partidárias escolherão oficialmente os candidatos.

(...)
O PT marcou para o próximo dia 7 de maio as prévias que definirão seu candidato à sucessão do tucano Geraldo Alckmin. Marta e Mercadante são os dois nomes colocados. Dentro do partido, ela está em vantagem na capital e em alguns municípios importantes da Grande SP. Ele ganhou terreno no interior do Estado.

(...)

Senado

 

Se a eleição para o Senado fosse hoje, e o governador Geraldo Alckmin (PSDB) resolvesse disputá-la, em vez de concorrer à Presidência, venceria Eduardo Suplicy (PT), que em outubro buscará um novo mandato na Casa. O tucano registra 40% de intenção de voto, contra 29% do petista e 13% de Orestes Quércia (PMDB), diz o Ibope.

 

Alckmin tem declarado repetidas vezes que só se interessa pela eleição presidencial. Desde sempre, porém, tucanos especulam com a possibilidade de lançar seu nome ao Senado caso o prefeito José Serra concorra ao Planalto (...).”

Escrito por Josias de Souza às 01h54

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Tasso transfere a Serra decisão sobre candidatura

Lula Marques/Folha Imagem
 

Está nas mãos do prefeito paulistano José Serra a definição do nome do candidato do PSDB à presidência da República. Em encontro com Serra, o presidente do partido, senador Tasso Jereissati (na foto), vai fazer um relato das impressões que recolheu nos últimos dias em consultas ao tucanato. Dirá ao prefeito que ele é considerado o candidato mais competitivo da legenda. E cobrará uma definição.

O encontro entre Serra e Tasso, inicialmente previsto para esta quinta-feira, deve ser adiado para sábado. O senador cearense informará a Serra que ele não terá a unanimidade do partido, como queria. O apoio do governador Geraldo Alckmin, por exemplo, só viria com o tempo. Mas a consolidação da candidatura de Serra depende de uma manifestação explícita do prefeito. Ele precisa dizer que deseja concorrer à presidência.

Conforme divulgado aqui no sábado, Tasso passou o Carnaval tentando viabilizar o nome de Serra. Acha que, escolhido o candidato, o PSDB terá de anunciar a sua opção em um ato público, em que estejam presentes as principais lideranças do partido, incluindo congressistas, governadores e o candidato preterido, no caso Alckmin.

Depois de conversar com Serra, Tasso agendará um encontro com Alckmin. Caso a resposta de Serra seja positiva, o senador comunicará o fato ao oponente. E pedirá  que considere a hipótese de abrir mão de sua candidatura. A julgar pelo que vem afirmando Alckmin reservadamente, conforme também noticiado aqui, a resposta do governador será a de que não abre mão da disputa.

Confirmado esse cenário, restará a Tasso e aos outros dois integrantes do triunvirato que conduz a articulação da escolha do candidato tucano –o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Aécio Neves (Minas)- a adoção de uma entre duas alternativas: ou impõem o nome de Serra a Alckmin, arcando com o risco de arrostar uma irreversível divisão no partido, ou organizam um processo de consulta às instâncias partidárias. A consulta não livraria o PSDB da divisão. Mas conferiria ao processo ares mais democráticos.

Escrito por Josias de Souza às 00h15

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Jornal lança alerta contra 'totalitarismo islâmico'

O jornal Jyllands-Posten, da Dinamarca, primeiro a publicar o lote de doze charges de Maomé que açularam o mundo muçulmano, lançou agora um manifesto contra o “totalitarismo islâmico”. O texto é assinado por 12 intelectuais e jornalistas. O nome mais festejado da lista é o escritor Salman Rushdie, sentenciado à morte pelo governo teocrático do Irã por ter publicado, em 1980, o livro Versos Satânicos.

 

“Depois de haver superado o fascismo, o nazismo e o stalinismo, o mundo agora se depara com uma nova ameaça totalitária e global: o islamismo (...)”, anota o manifesto em seu primeiro parágrafo.

 

“(...) Nada, nem mesmo o desespero, justifica a opção pelo totalitarismo e pelo ódio", diz o texto em outro trecho. "Negamo-nos a renunciar ao nosso espírito crítico, sem medo de ser acusados ‘islamofobia’, um conceito desafortunado, que confunde a crítica ao Islã como religião com a estigmatização de seus crentes.”

 

No manifesto, publicado também pela revista satírica francesa Charlie Hebdo, de periodicidade semanal, os intelectuais afirmam que a polêmica gerada pelas charges de Maomé mostra a conveniência da luta por "valores universais" como liberdade, oportunidades iguais e valores seculares.

"Não é um choque de civilizações nem um antagonismo entre Ocidente e Oriente que estamos testemunhando, mas sim um conflito global que opõe democratas a teocratas", afirmam. Em seu desfecho, o manifesto diz ainda que este século deve ser "das luzes, não da obscuridade."

Num instante em que as coisas pareciam mais calmas, a peça decerto soará aos ouvidos dos líderes religiosos muçulmanos como mais uma provocação. A conferir.    

Escrito por Josias de Souza às 22h17

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Depois das aves, os gatos

A União Européia sugeriu que os donos de gatos residentes em áreas afetadas pela gripe aviária mantenham os seus bichanos ao alcance dos olhos. A recomendação partiu do Comitê Permanente da Cadeia Alimentar e Saúde Animal, composto de especialistas da Comunidade Econômica Européia.

 

O conselho, que é extensivo aos proprietários de cães, surge nas pegadas da confirmação, feita no final de semana, de que um gato morreu na ilha de Rügen, na Alemanha, infectado com o vírus da gripe aviária, o H5N1. Já se havia detectado o contágio de felinos na Ásia. Mas este foi o primeiro caso registrado na Europa. Daí a preocupação.

 

Entre as precauções recomendadas pelo Conselho está a de que os donos de cães e gatos evitem o contato dos animais domésticos com aves silvestres. Animais eventualmente mortos devem ser submetidos a exames veterinários, para verificar se foram infectados com o vírus H5N1.

Escrito por Josias de Souza às 17h55

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Serraglio: pouco há a fazer com contas de Duda

  Lula Marques/F.Imagem
Depois de quatro meses de intensa negociação, a CPI dos Correios terá acesso, finalmente, aos dados da famosa conta Dusseldorf, aquela que Duda Mendonça (na foto) abriu nos EUA para receber pelo menos R$ 10,5 milhões do caixa dois petista. Pois depois de nadar, nadar e nadar, a CPI pode, nessa matéria, morrer na praia.

 

É o que se depreende de uma declaração feita nesta quarta-feira de cinzas pelo relator da comissão, deputado Osmar Serraglio. Às voltas com o fechamento de seu relatório final, Serraglio disse: "Realmente dá pra fazer muito pouco".

 

Considerando-se o cronograma que Serraglio se auto-impôs, restam escassos 10 dias para a conclusão do texto final da CPI. É pouco tempo para que as cerca de 15 mil pastas com os dados bancários de Duda sejam manuseadas, copiadas, levadas à comissão, lidas, analisadas, decifradas e comparadas com os dados colhidos no Brasil e com os depoimentos prestados por Duda à CPI e à Polícia Federal.

Para Serraglio, caberá ao Ministério Público e à PF, de posse do relatório final da CPI, concluir as investigações. Ora, se era para ser assim, qual foi o sentido da viagem de integrantes da comissão aos EUA? Procuradores da República e investigadores da PF já analisam os dados bancários de Duda desde novembro.

 

No que diz respeito às relações do publicitário com o submundo financeiro do petismo, o texto de Serraglio, tudo faz crer, terá pouca, muito pouca, pouquíssima serventia. Nada do que ali estiver anotado acrescentará uma vírgula às conclusões oficiais do Ministério Público e da PF.

Escrito por Josias de Souza às 17h18

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Lula se irrita com críticas da CNBB

  Lula Marques/Folha Imagem
Lula e a CNBB estão se estranhando. O presidente ficou aborrecido ao tomar conhecimento de que o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Odilo Scherer, criticara nesta quarta-feira as políticas econômica e social de seu governo.

 

Segundo Scherer, os juros altos fizeram do Brasil “um paraíso financeiro”. E “a sociedade tinha a expectativa" de que o governo Lula praticasse "políticas sociais mais eficazes”. Lula analisa a hipótese de responder ao que classificou de “avaliação equivocada” da Igreja.

 

Na opinião de Lula a CNBB deveria considerar o fato de que, a despeito de todas as dificuldades, a pesquisa Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada pelo IBGE em novembro, demonstrou que seu governo logrou reduzir a desigualdade entre ricos e pobres no Brasil. Os dados foram depois corroborados pela FGV.

 

As declarações que deixaram Lula irritado foram feitas por dom Scherer durante entrevista coletiva convocada para marcar o lançamento da Campanha da Fraternidade. O tema escolhido pela Igreja para 2006 é “Fraternidade e Pessoas com Deficiência”.

 

Dom Scherer foi duro com o governo. Chegou a defender a revisão da política econômica, com baixa dos juros e adoção de medidas voltadas à geração de empregos. Ao converter o Brasil num “paraíso financeiro”, disse o secretário-geral da CNBB, o governo promove a concentração de renda.

 

O líder religioso lembrou os mega lucros dos bancos em 2005 e a pífia taxa de crescimento da economia no ano passado: 2,3% do PIB. “Sabemos que os governos têm limites”, disse dom Scherer. “Mas não podemos deixar de dizer que a sociedade tinha expectativa de políticas sociais mais eficazes de distribuição de renda e combate à desigualdade e à pobreza.”

 

Ao falar sobre a política social do governo, dom Scherer disse que, embora seja “positivo”, o Programa Bolsa Família, menina dos olhos de Lula, é “insuficiente”. Para o secretário-geral da CNBB, “a mais importante política social é a geração de trabalho e renda”.

Referindo-se às eleições presidenciais deste ano, dom Scherer disse o seguinte: “Os candidatos serão fortemente cobrados. A população quer saber o que de fato será feito para gerar trabalho, renda e até para reduzir a sangria de recursos que acabam nas mãos de grupos financeiros.”

O arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, ecoou as críticas de dom Scherer ao lançar na capital paulista a Campanha da Fraternidade 2006. Referindo-se à taxa de crescimento econômico de 2005 (2,3% do PIB), dom Hummes disse:

 

“O PIB ficou abaixo da esperança e das previsões. A esperança já não era tão grande, mas existia a expectativa de que fosse mais do que a esperança.” Sem mencionar nomes de candidatos à presidência da República, o arcebispo Hummes disse que o desempenho da economia precisa levar o eleitor a refletir sobre o futuro do país.

Escrito por Josias de Souza às 15h46

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Lula vira atração em Londres

  BBC
Lula virou estrela no Museu de História Natural de Londres. Não se está falando, naturalmente, do Lula, mas da lula. Uma lula gigantesca, com 8,62 metros de cumprimento. Foi capturada por um pesqueiro em mares próximos à costa das Ilhas Malvinas.

Trata-se de uma raridade. Vem a ser a maior Lula de que se tem notícia. Desde 1880 não surgia coisa assim, tão grande e inteira. Naquele ano, um exemplar de 18,5 metros fora encontrado na Ilha Bay, na Nova Zelândia.

Lulas gigantes como essas ou aparecem “mortas na praia ou são recuperadas do estômago de baleias, de modo que costumam estar em péssimo estado”, disse Jon Ablett, responsável pela conservação de moluscos do museu londrino.

Pode-se aquilatar a importância histórica da mega lula pelo esforço empreendido por Ablett e sua equipe para conservá-la depois de morta. Decidiram acomodá-la num tanque envidraçado de nove metros, onde é mantida submersa em solução química própria para preservar-lhe as condições originais.

Os técnicos do Museu de História Natural apelidaram a criatura de “Archie”, em referência ao seu nome científico, em latim: “Archieteuthis dux”. Mal foi batizado, o molusco já terá de receber um segundo nome. Mexe daqui, mexe dali, os especialistas do museu descobriram que se trata de uma fêmea.

Escrito por Josias de Souza às 12h54

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Fernando Inácio Cardoso da Silva

Artigo de hoje de Elio Gaspari:

 “O crescimento da economia brasileira em 2005 ficou em 2,3%. Número haitiano, abaixo dos 5% inventados por Lula, dos 4% prometidos pela ekipekonômica e dos 3,7% estimados pelo FMI. À primeira vista, o desempenho do Nosso Guia documenta o fracasso da nação petista. Isso não é verdade, nem tem tanta importância.

A estagnação econômica do Brasil é suprapartidária, produto de uma ekipekonômica que muda de cara sem mudar de idéia e de governantes que mudam de idéia sem mudar de cara. Em maio de 2003 Lula prometeu o 'espetáculo do crescimento'. Em março de 2000, FFHH prometera que 'daqui por diante é desenvolvimento, bem-estar e prosperidade'.

Eram apenas animadores políticos. Têm hábitos diferentes, mas são a mesma coisa. Petistas que praguejaram contra FFHH e tucanos que praguejam contra Lula estão iludidos ou querem iludir os outros. Trabalham pelo predomínio da banca sobre a fábrica.”

Continua aqui...

Escrito por Josias de Souza às 07h18

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Ah, que falta me faz!

Angeli
 

Escrito por Josias de Souza às 07h01

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As manchetes desta quarta

 

- JB: No compasso do suspense

- Folha: Partidos negociam fusões para sobreviver

- Estadão: Para punir usineiros, gasolina terá menos álcool até dezembro

- Globo: Unidos da Tijuca é bi no Estandarte de Ouro

- Correio: Começa o acerto de contas

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 06h47

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Brasil adere ao imposto sobre passagens aéreas

  AFP
No rastro de uma decisão adotada pela França, o chanceler brasileiro Celso Amorim anunciou nesta terça-feira que o governo brasileiro vai propor ao Congresso Nacional a criação de um novo tributo, a ser cobrado dos usuários da aviação civil. A idéia é acrescer ao preço das passagens áreas internacionais uma taxa de US$ 2. O dinheiro será usado na compra de medicamentos que serão doados a países pobres.

 

O anúncio de Amorim foi feito em Paris, durante uma conferência internacional convocada para debater programas de auxílio às nações menos desenvolvidas do mundo. O ministro leu um discurso em nome de Lula. No texto, o presidente se compromete com a implementação da nova taxa. "Meu governo já tomou medidas visando a sua adoção definitiva", disse o presidente, por meio do chanceler. "Até que essas medidas estejam em vigor, contribuiremos por meio de fundos orçamentários, correspondentes à receita que se espera obter com tal mecanismo".

 

O imposto sobre passagens aéreas já foi instituído pela França. Começa a ser cobrado em julho. O presidente francês, Jacques Chirac, estima que serão arrecadados US$ 248 milhões por ano. O dinheiro será investido em programas de saúde na África. Em discurso feito durante a conferência, Chirac disse que “chegou o momento” de adotar medidas práticas para ajudar os países pobres. “A solução reside num mecanismo de financiamento que ajude a mobilizar uma parte dos frutos da globalização”.

 

Também presente ao encontro, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan (na foto ao lado de Chirac), disse que os recursos devem ser empregados na compra de medicamentos contra a Aids. “Peço a outros países que se somem aos esforços da França e Brasil para contribuir com a aquisição de remédios, os quais ajudariam a pacientes de Aids e pessoas contagiadas com o HIV”, disse Annan.

 

O encontro de Paris reuniu representantes de 95 países. Os EUA se opõem enfaticamente à idéia. O governo norte-americano ecoa reclamações da indústria aeronáutica, que receia pelos efeitos do novo imposto. Argumenta que, somada aos preços do petróleo, em alta, a taxa deve provocar uma queda no número de viajantes.

Escrito por Josias de Souza às 20h12

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Só magras têm vez na TV da Síria

O governo da Síria baixou uma ordem inusitada: para trabalhar na televisão estatal do país, já não basta às mulheres comprovar competência. É preciso, acima de tudo, que sejam magras. Sim, isso mesmo, as gordas serão banidas do vídeo a partir de 1o de abril.

 

Em comunicado oficial, o diretor geral da TV estatal anotou que serão vetadas todas as apresentadoras que fugirem “aos padrões de relação entre peso e estatuta”. Uma mulher que tenha, por exemplo, 1,60 metros de altura, terá de pesar não mais do que 60 quilos.

 

O objetivo, diz o ofício, é exibir aos telespectadores “apresentadoras em suas melhores condições.” As gordinhas só retornarão ao vídeo “depois que baixarem o peso”. Curiosamente, a ordem não faz menção aos apresentadores do sexo masculino.  

 

A providência faz lembrar uma ordem baixada por Saddam Hussein. Ao tempo em que ainda era o todo-poderoso do Iraque, o ditador editou um regulamento que fixava a estatura e o peso que deveriam ter os funcionários públicos iraquianos.

 

Decerto os gestores da TV síria querem que suas apresentadoras se aproximem dos padrões estéticos do presidente do país, Bashar al-Assad (na foto). O ditador não chega a ser um palito, como Marco Maciel. Mas é magro como um poste. Para sorte das funcionárias da Radiobrás, a TV estatal brasileira, Lula, a despeito de todo o regime, ainda exibe formas, digamos, roliças.

Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Bush admite que Bin Laden ajudou a elegê-lo

George Bush admitiu, pela primeira vez, que o célebre atentado de 11 de setembro, que pôs abaixo as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, ajudou-o a derrotar, em 2004, o senador democrata John Kerry na disputa pela presidência dos EUA. Osama Bin Laden, líder da Al Qaeda tornou-se um inesperado cabo eleitoral de Bush.

 

A admissão foi registrada pelo The Examiner, de Washington. Informa que, em entrevista para a publicação  do livro “Strategery”, Bush mencionou explicitamente os efeitos eleitorais de uma aparição de Bin Laden, num vídeo divulgado pouco antes das eleições de 2004.

 

Bush recorda que houve “enorme discussão” interna no seu comitê de campanha em torno do vídeo de 15 minutos, em que Bin Laden lhe dirigia duros ataques. Classificou a fita de “uma interessante aparição do nosso inimigo” na corrida presidencial.

 

“Que significa?”, disse Bush, evocando as reflexões feitas à época. “Vai ajudar, vai prejudicar? (...) Pensei que ia ajudar. Pensei que ajudaria a lembrar ao povo que, se Laden não queria que Bush fosse presidente, algo devia estar certo com Bush”.

Escrito por Josias de Souza às 18h35

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Alckmin planeja afastar-se de FHC na campanha

  Ana Ottoni/Folha Imagem
Alheio à preferência da cúpula do PSDB, que pende para o lado de José Serra, Geraldo Alckmin age como se já houvesse sido indicado candidato oficial do tucanato à presidência da República. Sob reserva, informou a interlocutores próximos que não pretende fazer a defesa do governo FHC (1995-2002) durante a campannha deste ano.

 

Na opinião de Alckmin, o PT tentará arrastar o PSDB para um jogo de comparações entre as gestões de Lula e de FHC. Alckmin diz que, se for o candidato do tucanato, fugirá dessa “armadilha”. Quer nortear o seu discurso de campanha pelos feitos que julga ter obtido como governador de São Paulo. "Tenho uma obra a mostrar", diz o governador de São Paulo.

 

Além disso, Alckmin pretende associar a sua imagem não à de Fernando Henrique Cardoso, mas à de Mario Covas, morto em 2001. A convite de Lila Covas, viúva do ex-governador, Alckmin participa na próxima segunda-feira, em Santos, de uma homenagem ao “amigo”, cuja morte fará aniversário de cinco anos.

 

Em público, Alckmin recolheu as baterias. Depois de assistir a parte do desfile das escolas de samba do Rio (na foto, ao lado da governadora fluminense Rosinha Garotinho), ele se refugiou em sua cidade natal, Pindamonhangaba (SP). Nesta quarta, estará de volta ao Palácio dos Bandeirantes. Aguarda pela decisão do partido.

 

Nos bastidores, Alckmin exibe, porém, a mesma disposição intransigente de sustentar a própria candidatura, em contraposição à do prefeito paulistano José Serra. Diz e repete que, se Serra quiser mesmo concorrer, terá de disputar com ele no partido.

 

Um correligionário de Alckmin leu na Folha desta terça-feira reportagem informando que o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, conversará na quinta-feira com Serra. Se o prefeito confirmar o interesse de concorrer à presidência, Tasso irá a Alckmin, para perguntar ao governador se abre mão de sua candidatura.

 

A resposta será “não”, informa o interlocutor de Alckmin. Ele diz que a saída para a resolução do impasse está no artigo número 151 do estatuto do PSDB, que prevê a realização de prévias. Algo que Tasso quer, a todo custo, evitar. Admite-se, no máximo, a transferência da decisão para um colegiado mais amplo do que o triunvirato FHC-Tasso-Aécio Neves. A Executiva do partido, por exemplo.

 

Enquanto a decisão não vem, Alckmin mantém a campanha. Viaja na terça-feira para João Pessoa. Ali, será recepcionado pelo governador tucano da Paraíba, Cássio Cunha Lima, um dos que preferem Alckmin a Serra.

Escrito por Josias de Souza às 16h56

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Surfando na onda

Glauco
 

Escrito por Josias de Souza às 02h56

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As manchetes desta terça

 

- JB: Celebração às mulheres embala a Sapucaí

- Folha: Lula afirma que precisa descansar do sofrido 2005

- Estadão: Falta de álcool traz distorções de preço

- Globo: Beija-Flor bebe água do tetra

- Correio: Golpistas tentam achacar deputados

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 02h43

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O maior espetáculo da Terra

Marcelo Sayão/Efe
 

Segue no Rio de Janeiro o segundo dia do desfile das escolas de samba. A Beija Flor (na foto) levou ao sambódromo o enredo "Do 'Big Bang' aos dias atuais". Pressione na imagem para visitar a galeria de imagens do monumental espetáculo das agremiações cariocas.

Escrito por Josias de Souza às 00h54

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Revista da Universal alveja Cesar Maia

A Igreja Universal do Reino de Deus, do autodenominado bispo Edir Macedo, elegeu um novo alvo. Chama-se Cesar Maia. O último número da revista da Universal, que tem o sugestivo nome de Arca, dedicou extensa reportagem ao prefeito do Rio.

 

O texto da Arca belisca o calcanhar da gestão do prefeito: a área da saúde pública. Anota que a “crise na saúde se agrava no município do Rio de Janeiro. Continua a falta de recursos humanos, materiais e de equipamentos nas unidades administradas pela Prefeitura”.

”O curioso”, prossegue a reportagem, “é que o prefeito Cesar Maia e o secretário Municipal de Saúde, Ronaldo Cezar Coelho, dizem que faltam recursos para o setor, mas, ao que parece, estes sobram na área da cultura”.

 

A revista faz um contraponto com o empenho da gestão de Cesar Maia para viabilizar o show dos Rolling Stones. “A banda chegou ao Rio na madrugada do dia 17 de fevereiro com uma comitiva de 140 pessoas, para o show do dia 18, nas areias da praia de Copacabana, com o palco localizado entre as ruas Fernando Mendes e Rodolfo Dantas”, anota o texto da Arca.

 

“O promotor da passagem dos Rolling Stones pelo Rio, em parceria com empresas patrocinadoras e a Prefeitura, não divulgou o valor exato do evento, mas afirmou que a parte do município foi de R$ 1.684.500 (US$ 750 mil). O show foi gravado para ser lançado futuramente no DVD da turnê ‘A Bigger Band’.”

A revista realça que os Stones -Mick Jagger, Keith Richards, Ron Wood e Charlie Watts- “ocuparam todo o sexto andar do Copacabana Palace Hotel. Cada um ficou em uma suíte presidencial, com 140 metros quadrados, numa diária de R$ 5 mil, mais as taxas. Mick reservou uma suíte exclusiva para seu filho Lucas Jagger, de sete anos, que vive no Brasil com a mãe, a brasileira Luciana Gimenez. Foi montada uma cozinha apropriada para a gastronomia do grupo (...).”

No que diz respeito à banda, a saúde não foi desdenhada: “Como a saúde do grupo foi uma das prioridades dos organizadores do evento”, diz a reportagem, “uma equipe completa de médicos e duas UTIs móveis ficaram à disposição da banda durante todo o período de sua estada no Rio de Janeiro.”

 

A Universal, nunca é demais lembrar, apóia a candidatura ao governo do Rio do bispo licenciado e senador Marcelo Crivella, do minúsculo PRB. Maia, obviamente, faz oposição ferrenha às pretensões eleitorais de Crivella.

Escrito por Josias de Souza às 00h32

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PMDB X PMDB

Germano Rigotto, pré-candidato do PMDB à presidência da República, disse nesta segunda-feira que não receia eventuais manobras contra as prévias do partido, marcadas para 19 de março. Aqui se noticiou que, junto com peemedebistas vinculados ao governo, Lula trama para inviabilizar as prévias.

Uma das artimanhas sob análise prevê a apresentação de recursos na Justiça questionando a eleição interna do PMDB. “A base do partido não admite manobras deste gênero”, desdenha Rigotto. “Tenho certeza que teremos a presença maciça dos 22 mil eleitores em 19 de março e que ninguém conseguirá vencer a vontade da maioria do partido no tapetão.”

Rigotto tomou café da manhã com o outro candidato nas prévias do PMDB, o ex-governador fluminense Anthony Garotinho. Os dois se encontraram no Palácio das Laranjeiras, sede do governo do Rio. Esfaqueados em praça pública por companheiros do próprio partido, mais interessados em compor com Lula ainda no primeiro turno, a dupla de pré-candidatos celebrou um acordo. Quem perder as prévias apoiará o outro.

Escrito por Josias de Souza às 23h33

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Dirceu decide recorrer ao STF para reaver mandato

Está decidido: o deputado cassado José Dirceu (PT-SP) vai protocolar no STF, até o final de março, um recurso para tentar reaver o mandato. O advogado José Luiz Oliveira Lima já aprontou o texto da ação. Ele está em férias nos EUA. Retorna nos próximos dias para dar os últimos retoques na peça antes de levá-la ao Supremo.

 

Dirceu, que passa o Carnaval em Cuba, já deu o sinal verde para o advogado. Conforme foi noticiado aqui, o recurso vem sendo estudado desde o início de dezembro. Dirceu autorizara Oliveira Lima a consultar juristas de renome acerca das chances de êxito do novo recurso. Estava, porém, em dúvida quanto à conveniência da iniciativa.

 

Na entrevista que dera no dia seguinte à cassação, Dirceu dissera que não recorreria mais ao Judiciário. Mudou de idéia. Está agora convencido de que tem chances de anular a sua cassação. No texto do recurso, o advogado Oliveira Lima faz um histórico do julgamento de seu cliente na Câmara.

 

Em determinado trecho, ele lembra que, ao autorizar a Câmara a dar seqüência ao julgamento de Dirceu, o STF ordenou que fosse retirado do processo contra o então deputado um dos depoimentos que haviam sido colhidos pelo Conselho de Ética: o da presidente do Banco Rural Kátia Rabelo.

 

Lembra ainda que o relator do processo contra Dirceu, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), teve de refazer o seu relatório. E afirma que o novo texto deveria ter sido publicado no Diário do Congresso. Na opinião de Oliveira Lima, a direção da Câmara deveria ter concedido duas sessões para que a defesa preparasse a sustentação oral que faria no plenário.

 

Porém, nada disso foi feito. O julgamento no plenário da Câmara ocorreu no mesmo dia da decisão do Supremo. Oliveira Lima recordará no recurso que, em sinal de protesto, se recusou a fazer a defesa de seu cliente da tribuna. Só Dirceu discursou. Alegará que houve cerceamento do direito de defesa.

 

Oliveira Lima sustentará também na ação que a representação que deu origem ao processo contra Dirceu, formulada pelo PTB, acusava-o de ser o mentor de um esquema de compra de votos de parlamentares que, em troca, votariam projetos de interesse do governo. Segundo o advogado, o relatório que motivou a cassação contém acusações diferentes daquelas formuladas pelo PTB. Em linguagem jurídica, não haveria “nexo causal” entre a petição inicial do partido do acusador Roberto Jefferson (PTB-RJ) e o relatório de Júlio Delgado. Algo que seria vedado pelo Código de Processo Civil;

 

O advogado anota ainda no recurso que, no processo que motivou a cassação de Roberto Jefferson, o relator Jairo Carneiro (PFL-BA) sustentou que o ex-deputado não conseguira provar a existência do mensalão. No relatório de Júlio Delgado, ao contrário, sustentou-se que o mensalão existiu. Para Oliveira Lima, os pareceres de Carneiro e Delgado, aprovados pelo mesmo Conselho de Ética da Câmara, se anulam.

 

Oliveira Lima mencionará, por último, a absolvição pelo Conselho de Ética, em 9 de fevereiro, do deputado Pedro Henry (PP-PE). A exemplo de Dirceu, dirá o advogado, pesavam contra Henry apenas as acusações feitas por Roberto Jefferson. O arquivamento do caso de Henry seria uma evidência de que Dirceu foi mandado à guilhotina injustamente, sem provas.

Escrito por Josias de Souza às 15h19

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Lula queixa-se de 2005 e de feriado prolongado

Sérgio Lima/Folha Imagem

Lula disse na manhã desta segunda-feira que “tivemos um 2005 muito sofrido”. Embora não tenha mencionado o PIB, o presidente pareceu referir-se à baixa taxa de crescimento da economia no ano passado: 2,3% do Produto Interno Bruto.

Falando em seu programa radiofônico “Conversa com o Presidente”, gravado na última sexta, Lula disse que, durante o descanso do Carnaval, aproveitaria para refletir. “Vou pensar muito, porque tem muita coisa para fazer no ano de 2006”, disse. “Estou muito otimista com 2006”.

De folga na base da Marinha na Restinga da Marambaia, no Rio, Lula (na foto sentado sem camisa na proa de lancha da Marinha) saiu pescar na manhã desta segunda. Parecia animado. No rádio, o presidente disse que costuma ficar incomodado “quando tem um feriado prolongado de três ou quatro dias." O que o aborrece é o fato de "ter tanto tempo para descansar."

Então, tá! Para que o presidente se livre desse incômodo hediondo, sugere-se que volte ao trabalho imediatamente.

Escrito por Josias de Souza às 13h31

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Nem no Carnaval!

Caco Galhardo/Os Pescoçudos

"...Vou beijar-te agora

Não me leve a mal

Hoje é Carnaval..."

Escrito por Josias de Souza às 09h55

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Nova carta aos brasileiros

O ex-ministro da Educação Tarso Genro, já convidado por Lula para retornar ao primeiro escalão do governo, provavelmente numa pasta política, confirmou que o presidente está  preparando uma nova versão da “Carta ao Povo Brasileiro”. A notícia fora divulgada aqui em 28 de janeiro.

 

Na primeira versão da carta, lançada em junho de 2002, em plena campanha presidencial, Lula afagou o mercado. Acenou com um governo de não-ruptura econômica e respeito aos contratos. No segundo texto, o candidato à reeleição fará, segundo Tarso, uma análise do seu primeiro mandato. E traçará o rumo para um eventual segundo governo.

"O governo deverá dar solidez ao crescimento econômico e mostrar que os sacrifícios mais duros já foram feitos. Assim, 2006 será o ano da colheita de todas as medidas tomadas", disse Tarso.

Escrito por Josias de Souza às 09h24

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Uma mão lava a outra

 

 

Pode-se acusa a banca nacional de tudo, menos de ingratidão. Os bancos tornaram-se os principais doadore$ eleitorais do PT. Entre 2002 e 2004, as casas bancárias aumentaram em cerca de 1.000% suas doações às arcas do petismo nacional e de São Paulo. Saltou de R$ 520 mil para R$ 5,7 milhões o jabá dos bancos para o PT.

Em 2004, ano de eleições municipais, a coi$a melhorou ainda mais. Os bancos depositaram no caixa do PT uma quantia jamais vista: R$ 7,9 milhões. É quase o dobro dos R$ 4,1 milhões doados para a campanha do PSDB (Partido de Salvação dos Bancos). No ano seguinte, 2005, mercê dos juros proporcionados pelo PT (Partido da Taxa), a banca amealhou os maiores lucros da década.

Escrito por Josias de Souza às 08h58

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Lula Pierrô da Silva e senhora convidam

Angeli
 

Com que roupa você iria ao samba que o Lula te convidou?  

Escrito por Josias de Souza às 08h26

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As manchetes desta segunda

- JB: Mensalão é alvo de folia pré-eleitoral

- Folha: Doação de bancos a PT cresceu cerca de 1.000% desde 2002

- Estadão: Virada de Lula coincide com explosão da publicidade oficial

- Globo: Disparidades marcam universidades federais

- Correio: PT promove filiação em massa de sem-terra

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 08h07

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Vem aí um novo brinquedo militar

 

 

A Lockheed Martin’s, famosa por fabricar aviões espiões que voam alto o bastante para escapar aos radares inimigos, está tentando inovar na matéria. Trabalha numa aeronave que começa e termina as suas missões debaixo d’água. Sim, isso mesmo, um avião que sabe nadar. 

As asas do novo jato, chamado “Cormorant”, foram projetadas para dobrar, permitindo que o avião se esprema dentro de um tubo de grandes submarinos nucleares da Marinha dos EUA. Dali, o avião "decola" para missões aerotransportadas de reconhecimento e de bombardeio de alvos próximos da costa. Cumprida a missão, vira, de novo, um pequeno submarino, podendo refugiar-se em seu esconderijo submerso.

Estima-se já para setembro o término da fase de testes do novo brinquedo militar. Se funcionar, pode dar nova vida aos grandes submarinos norte-americanos, um tanto sub-utilizados desde o término da Guerra Fria.

Escrito por Josias de Souza às 20h37

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Acrílico sobre aço

Acrílico sobre aço

Yasushi Tanigushi
 

O artista plástico japonês Yasushi Taniguchi, 25, realiza sua primeira exposição individual no Brasil. Exibe pinturas de mulheres nuas sobre uma plataforma original: lâminas de serra. A mostra vai até 15 de março, na galeria Deco, situada no número 153 da rua dos Franceses, no bairro da Bela Vista, em São Paulo. O sítio “no mínimo” exibe dez das 20 peças que compõe a exposição de Taniguchi. Pressione sobre a imagem para conferir.

Escrito por Josias de Souza às 19h43

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Lula manobra para inviabilizar prévias do PMDB

Sérgio Lima/Folha Imagem

Lula tenta acomodar do seu lado um candidato a vice do PMDB

 

Lula decidiu patrocinar uma manobra de última hora para tentar atrair para sua chapa nas eleições presidenciais deste ano um candidato a vice do PMDB. Em articulação com peemedebistas ligados ao governo, o presidente age para melar as prévias do PMDB, marcadas para 19 de março.

 

A estratégia contempla várias alternativas: do simples esvaziamento das prévias ao ajuizamento de ações judiciais pedindo a anulação do encontro, que se destina à escolha de um entre os dois pré-candidatos do PMDB já inscritos para a disputa: o governador gaúcho Germano Rigotto e o ex-governador fluminense Antony Garotinho.

 

O principal interlocutor de Lula no PMDB é o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL). Auxiliado pelo senador José Sarney (PMDB-AP), Renan tentou o quanto pôde evitar as prévias. Foi vencido. Parecia conformado. Porém, o crescimento de Lula nas pesquisas animou-o a arregaçar as mangas de novo.

 

Depois de um encontro reservado que manteve com Lula, Renan voltou a conspirar contra as prévias. Além do auxílio de Sarney, conta agora com a ajuda de Ney Suassuna (PMDB-PB), no Senado, e de Jader Barbalho (PMDB-PA), na Câmara.

 

O grupo avalia que, a essa altura, não é mais possível adiar as prévias. Passou-se a cogitar, então, a hipótese de apresentar mais um ou dois candidatos para disputar a preferência do partido com Garotinho e Rigotto. Imagina-se que a profusão de postulantes dividiria o partido de tal modo que nenhum candidato obteria maioria suficiente para sagrar-se vitorioso. O que empurraria a decisão para um segundo turno, no final de março.

 

Nesse meio tempo, o grupo governista do PMDB tramaria a apresentação de recursos judiciais contra a sistemática de contagem de votos nas prévias. Reunida no último dia 15 de fevereiro, a Executiva do partido adotou um dispositivo que fixou pesos diferenciados para os Estados na votação, conforme a proporcionalidade entre os votos obtidos pelo PMDB em cada unidade da federação e o total de votos do partido no país.

 

Definiu-se que o cálculo do coeficiente que ditará o peso que cada diretório estadual terá nas prévias levará em conta apenas os votos registrados nas eleições de 2002 para deputado federal e senador. A regra gerou enorme controvérsia entre os integrantes da Executiva, deixando no ar a perspectiva de que a questão fosse levada à Justiça.

 

O nome preferido de Lula para compor a chapa da reeleição como vice continua sendo o de Nelson Jobim, atual presidente do STF. Ele já anunciou que pedirá aposentadoria do Supremo até o final de março. Informou também que irá se filiar ao PMDB. Da boca para fora, não planeja concorrer a nenhum cargo eletivo. Mas a assinatura na ficha de filiação o credencia para um chamamento de Lula.

 

No limite, ainda que a ala dita “independente” do PMDB, liderada por Michel Themer (SP), presidente da legenda, consiga impedir que o partido caia no colo de Lula, a simples inviabilização das prévias já seria um grande negócio para o presidente. O Planalto avalia que, se o PMDB for às urnas de 2006 sem candidato à presidência, aumentam as chances de Lula vencer a disputa ainda no primeiro turno.

 

Algo que se tornaria mais difícil se o candidato do PMDB for Antony Garotinho. Visto como favorito nas prévias, Garotinho ostenta índices de até 15% nas pesquisas. O governo imagina que, sem o seu nome na cédula, a maioria desses votos iria para Lula.

Escrito por Josias de Souza às 16h30

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A privacidade por um chip

Muitos olham para os avanços tecnológicos do mundo desenvolvido e se sentem na periferia da vida. Pois saiba  você, caro leitor, que o infinito atraso pode muitas vezes ser uma grande vantagem. Duvida? Pois veja abaixo o que se passa acima do Equador.

 

Uma das últimas polêmicas tecnológicas nos EUA, noticiada em vários jornais, é o uso de micro-circuitos de identificação pessoal implantados no corpo humano. Servem para controlar a movimentação de empregados de grandes empresas e para ter acesso ao histórico médico de seus portadores.

 

Organizações de direitos civis consideram os tais “implantes” como um novo passo rumo à invasão da privacidade dos trabalhadores. A primeira empresa a utilizar os chips se chama Ctywatcher. Opera no ramo de vigilância. Alega que são necessários para controlar o acesso de seus empregados a zonas de segurança restrita da companhia.

 

Os micro-circuitos, inseridos sob a pele por meio de uma seringa, têm o tamanho de um grão de arroz. São fabricados pela empresa VeriChip, braço tecnológico da companhia Applied Digital Solutions, situada em Palm Beach, na Flórida. Em outubro de 2004, a firma obteve autorização do governo dos EUA para comercializar o produto.

 

Imagine se essa moda pega. Logo vai ter mulher e marido exigindo que o(a) parceiro(a) insira sob a pele um grão mágico que denuncie todos os seus movimentos. No que lhe diz respeito, o signatário do blog prefere que os pesquisadores norte-americanos gastem os miolos tentando inventar um liqüidificador ao contrário, capaz de transformar vitamina novamente em abacate. Pode não ter muita serventia. Mas pelo menos é inofensivo.    

Escrito por Josias de Souza às 09h21

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Voyeurismo grã-fino

Angeli
 

Escrito por Josias de Souza às 02h18

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“Estamos todos em estado de graça”

“Estamos todos em estado de graça”

No Planalto

No ano da graça de 2005, os bancos brasileiros festejaram a maior taxa de crescimento da última década. As 24 casas bancárias que já divulgaram os seus resultados acumularam no ano passado um lucro líquido de formidáveis R$ 19,975 bilhões. Equivale a 43,8% a mais do que os R$ 13,893 bilhões que o mesmo grupo amealhara em 2004. Os cálculos são da consultoria Austin Ratings.

Num cenário assim, nada mais natural que o presidente do Bradesco, Marcio Cypriano, abrisse a entrevista que concedeu aos jornalistas na última quarta-feira com o comentário reproduzido acima. Impossível evitar o “estado de graça”. Sobretudo considerando-se que, no caso da casa bancária dirigida por Cypriano, o lucro obtido em 2005 foi o maior de toda a sua história de 62 anos: R$ 5,514 bilhões.

Cevada pelos juros lunares praticados durante os oito anos de PSDB (Partido de Salvação dos Bancos), as empresas financeiras vêem-se agora ainda mais aquinhoada sob o PT (Partido das Taxas). Sob Lula, que prometera mudanças, as taxas de juros mantiveram-se na estratosfera. Lá se vão dez anos de estagnação econômica. Em 2005, informa o IBGE, o PIB esteve ao rés do chão -cresceu pífios 2,3%. Não fosse pelo Haiti, estaríamos na lanterninha da América Latina.

  

O governo não se dá por achado. Argumenta que os juros estão caindo. O problema é que se você, caro leitor, está endividado, isso importa muito pouco. Levantamento feito pelo próprio Banco Central demonstra que a redução não resulta em benefício para a clientela dos bancos. As instituições de crédito não reduziram os juros cobrados em seus guichês. Pior: aumentaram.

 

O comércio de dinheiro tornou-se um dos negócios mais rentáveis do país. Se você tem dinheiro para aplicar, a banca lhe paga remuneração de 16,5% ao ano. Se, ao contrário, precisa de um empréstimo, ela lhe cobra 46,1%. Quem entra no cheque especial paga taxas de mais de 140%. Um acinte.

 

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) alega que os juros são altos porque a inadimplência é grande. Beleza. Para proteger-se do calote, o banqueiro prefere avançar no bolso de quem paga em dia a aprimorar os seus controles. O argumento, de resto, é falacioso. A inadimplência, informa o BC, afeta irrisórios 4,4% da carteira de empréstimos dos bancos. Um percentual que não justifica a abissal diferença entre a remuneração do dinheiro captado e o juro da grana emprestada.

 

Como se fosse pouco, o ministro Nelson Jobim, em voto proferido no STF na última quarta-feira, concluiu que serviços financeiros -empréstimos bancários, por exemplo- não estão sujeitos às regras fixadas no Código de Defesa do Consumidor. A decisão do Supremo só foi adiada porque um colega de Jobim, Eros Grau, pediu tempo para analisar melhor o processo.

 

Como se vê, só há um modo de arrefecer o secular problema da exclusão social no Brasil. Os excluídos devem declarar-se extintos como pessoas físicas e se reorganizar como bancos. É o único modo de atingir o “estado de graça” nesta terra de palmeiras, sabiás e juros altos. De resto, sempre que se falar doravante em assalto a bancos, convém adicionar uma pergunta: de fora para dentro ou de dentro para fora?

Escrito por Josias de Souza às 23h35

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As manchetes deste domingo

 

- JB: Lula rege bloco eleitoral com aumento a servidor

- Folha: Bolsa-Família impulsiona intenção de voto em Lula

- Estadão: Brasil tem meio milhão de cargos de confiança

- Globo: Classe média paga mais IR no Brasil

- Correio: Vem aí o servidor público do século 21

Leia os destaques de capa dos principais jornais e revistas.

Escrito por Josias de Souza às 23h27

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha de S.Paulo.

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