Josias de Souza - Nos bastidores do poder
Josias de Souza - Nos bastidores do poder
 

A perfeição do exagero

Para aqueles que estão, digamos, enfadados da exibição de corpos “perfeitos” proporcionada pelo Carnaval, o signatário do blog oferece um programa distinto: a contemplação da beleza alternativa produzida pelo mestre colombiano Fernando Botero.

 

Nem todos gostam da pintura e das esculturas de Botero. Acham que ele faz a apologia do grotesco. Bobagem. O artista oferece, isso sim, uma releitura original dos ideais de beleza do Renascimento. De mais a mais, nada é tão variável quanto o conceito do belo.

O próprio Botero disse certa vez: “Eu busco a poesia na improbabilidade.’’ Pobre de quem não consegue enxergar graça nas formas volumosas e desproporcionais exibidas em quadros como esse aí acima –“O Banho”, de 1989.

Nascido em 1932, na cidade colombiana de Medelin, Botero começou a pintar ainda jovem. Em 1953, mudou-se para a Itália. Estudou na Academia Di San Marco, em Florença. Ali, teve contato com técnicas de afrescos, pintura mural e óleo sobre tela. Só a partir de 1956 Botero começou a injetar “gordura” em sua arte.

As mãos de Botero não produzem apenas plasticidade. Elas tornaram-se artesãs da sátira. Golpeiam, com raro senso de humor, políticos, militares, religiosos, músicos e a até a realeza. Pressionando na imagem, você será conduzido a uma página que traz a lista de alguns museus e galerias de várias partes do mundo que incluem em seus acervos obras de Botero. Bom proveito.

Escrito por Josias de Souza às 21h08

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Rainha nota dez

Almeida Rocha/Folha Imagem
 

 

Rainhas de bateria de escolas de samba costumam buscar mais a autopromoção, por meio da exibição de suas saliências e reentrâncias, do que a defesa das cores da agremiação. Neste sábado, porém, a bela Nani Moreira (na foto), madrinha de bateria da Mocidade Alegre, provou que é exceção à regra.

 

Ao fazer uma apresentação com fogo, rodeada por outros integrantes da escola, Nani viu incendiar-se o enfeite alegórico que equilibrava sobre a cabeça. Com a ajuda de bombeiros, que invadiram o sambódromo de São Paulo, ela se livrou da geringonça e continuou sambando.

 

Minutos depois, foi atendida numa ambulância que se encontrava no local. Enfaixou o braço e, de novo, voltou a se remexer na avenida, com o mesmo entusiasmo de antes. Terminado o desfile, foi internada com queimaduras de segundo grau no Hospital do Mandaqui, na zona norte de São Paulo. Exibia queimaduras no braço e na cabeça. Deve ter alta neste domingo. Nota dez para a moça, que sublimou a dor em benefício de sua escola.

 

Pressione na imagem para ter acesso a uma galeria de fotos do dia preparada pela FolhaOnline.

Escrito por Josias de Souza às 19h09

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Tasso articula lançamento de Serra em ato público

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), começou a organizar a cerimônia de lançamento da candidatura tucana à presidência da República. Pretende-se que o nome do adversário de Lula seja anunciado num grande ato público, provavelmente em Brasília, entre os dias 10 e 15 de março. Se depender da vontade da direção do partido, o candidato será o prefeito paulistano José Serra.

 

É isso o que Tasso vem dizendo nos últimos dias, em diálogos pessoais e por telefone, a políticos do PSDB e do PFL. Aliados potenciais do tucanato na corrida presidencial, os pefelistas também preferem Serra ao governador Geraldo Alckmin (São Paulo). Acham que o prefeito reúne melhores condições para enfrentar Lula, candidato não declarado à reeleição. Uma percepção que se solidificou com a última pesquisa DataFolha.

 

Um dos políticos com os quais Tasso vem dialogando é o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ao relatar os contatos a um amigo, ACM disse que tudo se encaminha para uma definição em favor de Serra. O próprio senador baiano, que sempre demonstrou simpatia pelo nome de Alckmin, parece ter mudado de idéia. Pende agora para o lado de Serra.

 

O maior problema da cúpula do PSDB continua sendo a dificuldade de convencer Alckmin a abrir mão de sua candidatura em favor de Serra. O governador segue afirmando que se considera um candidato “mais natural” do que o prefeito. Tasso menciona em seus diálogos privados um compromisso que teria arrancado de Alckmin de curvar-se à decisão final do partido, fosse ela qual fosse.

 

De sua parte, Alckmin diz que, de fato, dispõe-se a ser “um soldado do partido”. Mas diz que, antes, os dirigentes tucanos terão de convencê-lo, com argumentos sólidos, de que o escolhido deve ser Serra. Algo que, segundo diz sob reserva, ainda não aconteceu.

 

Entre os argumentos que serão levados a Alckmin para tentar demovê-lo está a aliança com o PFL, vista como essencial. A preferência por Serra não se restringe a ACM. O sentimento disseminou-se entre os líderes pefelistas. Há uma unanimidade em torno da percepção de que, com Serra, são maiores as chances da oposição de derrotar Lula.

 

De resto, argumenta-se no PFL que a escolha de Serra é melhor negócio para o partido. Deixará como legado ao PFL a prefeitura de São Paulo. A cadeira de Serra passará a ser ocupada pelo vice pefelista Gilberto Kassab até 2008. O vice de Alckmin, Cláudio Lembo, também é do PFL. Mas o mandato do governador encerra-se no final deste ano.

 

Não é só: o prefeito do Rio, Cesar Maia, pré-candidato do PFL à presidência da República, continua sustentando nos bastidores que só abrirá mão de sua postulação se o candidato tucano for Serra. A desistência de Maia é pré-condição para que o partido possa indicar o candidato a vice na chapa tucana.

 

O presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen marcou uma conversa com Cesar Maia para o dia 20 de março. Os dois avaliaram que seria melhor acertar os ponteiros depois das prévias do PMDB, marcadas para 19 de março. Conhecidos os nomes dos candidatos do PSDB e do PMDB, tomariam a decisão sobre a retirada ou não da candidatura de Maia.

 

Em conversas suas conversas reservadas, Tasso Jereissati diz que a cerimônia em que será oficializado o nome do candidato tucano precisa ser representativa o bastante para passar à opinião pública a impressão de que o partido está unido. Se o candidato for Serra, como pretende a cúpula, a presença de Alckmin é vista como vital. Vê-se como essencial também a presença de todos os governadores do partido –seis, além de Alckmin- e de suas principais lideranças.

 

Durante o Carnaval, Tasso opera desde Fortaleza (CE). Cancelou uma viagem que havia programado, para dedicar-se às costuras de última hora. O tucanato trabalha contra o relógio. Atribui o crescimento de Lula nas pesquisas ao fato de o presidente estar, por ora, sozinho na disputa. 

Escrito por Josias de Souza às 17h58

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How do you do?

Da coluna de Mônica Bergamo (na Folha, para assinantes):

 

SALÕES : A rainha da Inglaterra começou a despachar os convites para o banquete que oferece a Lula no dia 7, no Palácio de Buckingham. Alguns detalhes: os homens, claro, vestirão fraque e as mulheres, vestido de noite; mas "trajes nacionais" serão permitidos; os motoristas ganharão um tíquete para jantar nas dependências do palácio; os convidados serão recebidos por uma espécie de mordomo; todos serão conduzidos a um salão verde e "apresentados" à rainha, ao presidente e à "senhora Lula da Silva"; a rainha deixará o jantar às 23h15. Em ponto.

Quem está de dieta ou tem alergia a algum tipo de alimento deve informar o palácio com antecedência.

Escrito por Josias de Souza às 08h16

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As manchetes deste sábado

 

- JB: O sumiço de Dalí e Picasso

- Folha: Brasil cresce 2,3% em 2005, metade da média mundial

- Estadão: PIB de 2,3% em 2005 causa decepção

- Globo: Economia cresce apenas 2,3%, metade do que Lula prometeu

- Correio: Decisão do STF favorece mil presos da Papuda

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 07h32

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Inocência carnavalesca

Paulo Stocker

Pressione na imagem para visitar o blog Stockadas, de Paulo Stocker, dono de fino traço.

Escrito por Josias de Souza às 00h32

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Olha o bloco da Abin aí, gente!

Roberto Barroso/Folha Imagem

Era só o que faltava. Com o apoio da CUT a Asbin (Associação dos Servidores da Agência Brasileira de Inteligência) promoveu nesta sexta-feira uma inusitada manifestação. Um grupo de cerca de 80 arapongas da Abin postaram-se diante da sede da agência, em Brasília, para reivindicar melhoria dos salários (45%) e das condições de trabalho.

O grupo adotou o novo símbolo da Abin, o carcará, como mote do protesto. Alguns ostentavam fantasia de demônio e de besta-fera. Cantarolaram uma marchinha-protesto eivada de ameaças. Diz a letra:

“Cuidado com o carcará, pois o segredo ele pode revelar. Não fica estrela nem tucano, nem general que não entre pelo cano.” O signatário do blog torce para que as reivindicações não sejam atendidas. O país só teria a ganhar se a ameaça fosse convertida em vazamento efetivo.

Escrito por Josias de Souza às 00h07

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Gaviões abre desfile em São Paulo

Tuca Vieira/Folha Imagem
 

 

A Gaviões da Fiel abriu nesta sexta-feira, às 23h25, a primeira noite de desfiles do Carnaval 2006 de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi. Apresentou o enredo "Nas Asas da Fascinação". Homenageia o 14 Bis, exaltando o desejo que o homem tem de voar.

 

O desfile marca o retorno da Gaviões ao Grupo Especial. Em 2004, a escola havia sido rebaixada para o Grupo de Acesso. Foi a campeão nessa categoria em 2005, retornando ao primeiro time do Carnaval paulistano. Pressione na imagem acima para alcançar uma galeria com fotos do desfile.

Escrito por Josias de Souza às 23h40

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Brincando com fogo

  Periodista Digital
A jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci (na foto), conhecida por seus livros com críticas ácidas ao fanatismo islâmico, está na bica de patrocinar uma iniciativa que  pode adicionar lenha na fogueira acesa depois que jornais europeus publicaram um lote de charges tidas como ofensivas ao profeta. Fallaci está rabiscando, ela própria, um novo desenho do profeta.

 

A peça mostrará Maomé rodeado de suas nove mulheres, incluindo a filha com a qual casou aos 70 anos, suas 16 concubinas e um camelo vestindo uma burka. A simples divulgação da notícia já suscitou imediata crítica de líderes muçulmanos residentes na Itália. Alertam para o risco de que a iniciativa açule ainda mais a ira do islã.

 

“Fallaci é uma pessoa irresponsável, que não se dá conta do dano que pode causar. Esse tipo de comportamento só terminará beneficiando a causa dos extremistas”, disse, por exemplo, Hamza Roberto Piccardo, da União de Comunidades e Organizações Islâmicas da Itália.

Escrito por Josias de Souza às 23h19

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China censura cartoons estrangeiros

Programas infantis que misturam atores reais com desenhos animados serão banidos da televisão na China. O telespectador chinês ficará impedido de assistir, por exemplo, a produções como “Who Framed Rober Rabbit?”, em que o ator Bob Hoskins faz o papel de um detetive particular que contracena com vários personagens de desenho animado. No Brasil, o filme foi rebatizado de “Uma Cilada para Roger Rabbit”.

 

Baixada pelo órgão do governo chinês incumbido de regular a programação da televisão e do cinema, a medida deve alcançar também atrações em que atores adultos se travestem de personagens infantis. É o caso do programa inglês “Teletubbies”, que na China se chama “Tianxian Baobao”.

 

A ditadura de olhinhos puxados não deu maiores explicações sobre a proibição. Natural. Ditaduras não devem nada a ninguém. Muito menos explicação. Imagina-se que o objetivo seja o de conter a exibição de produções estrangeiras, já limitada a 40% da programação televisiva. Difícil saber também o que o povo chinês achou da medida. Se forem fazer uma pesquisa nas ruas, todos dirão em uníssono: “Não posso me queixar.”

Escrito por Josias de Souza às 22h49

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Lula manda equipe econômica reduzir superávit

Sérgio Lima/Folha Imagem
 

 

A divulgação do índice de crescimento econômico do Brasil em 2005 (2,3% do PIB), feita nesta sexta-feira de Carnaval pelo IBGE, já provocou o primeiro efeito no governo. Em diálogo com um auxiliar na manhã desta sexta-feira, Lula disse que, neste ano de 2006, pretende conduzir a equipe econômica com “rédea curta”.

 

O presidente disse que não vai admitir que o superávit primário ultrapasse um centavo além da meta de 4,25% do PIB. Já teria repassado a determinação ao ministro Antonio Palocci (Fazenda). Em 2005, a economia feita pelo governo para o pagamento dos juros de sua dívida alçou à casa dos 4,84% do Produto Interno Bruto.

 

O superávit somou R$ 93,505 bilhões, um valor que excedeu a meta  do governo em R$ 10,755 bilhões. Algo que, segundo Lula, não pode se repetir neste ano.

 

Outro ponto que o presidente deixou claro na conversa desta manhã: os juros terão de baixar de modo consistente. Lula pareceu ao interlocutor aborrecido. Disse que qualquer taxa de crescimento abaixo de 5% do PIB em 2006 será inadmissível.

 

A decisão do presidente é uma derrota para a equipe de Palocci. Expoentes do time da Fazenda, entre eles o secretário-executivo da Fazenda, Murilo Portugal, vêm defendendo internamente a tese de que o governo precisa aumentar o seu superávit. Sob pena de não conseguir amortizar nem os juros da dívida. Muito menos o principal.

 

Foi o que aconteceu, aliás, em 2005. Embora o superávit tenha ficado acima da meta, os R$ 93,505 bilhões que o governo conseguiu economizar não foram suficientes para liquidar a totalidade dos juros da dívida, que somaram R$ 157,145 bilhões. Produziu-se um déficit nominal (receitas menos despesas, incluindo gastos com juros) de R$ 63,641 bilhões. Na opinião da equipe de Palocci, a disposição de Lula tende a agravar o problema.

 

O que mais aborreceu Lula em relação ao índice divulgado pelo IBGE (2,3%) foi o fato de que ele acabou ficando abaixo do que fora previsto pelo Banco Central no final do ano passado (2,6%). O presidente sabe que o crescimento reduzido servirá de munição para a oposição durante a campanha eleitoral. Daí o seu esforço para reverter o quadro.  

Escrito por Josias de Souza às 15h47

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Por trás do cartão de crédito

Bestgraph
A repórter Marta Salomon (na Folha, para assinantes) informa:

 

"Em auditoria sobre o uso de cartões da Presidência, aprovada em sessão sigilosa, o TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu cobrar explicações para a compra de bebidas alcoólicas e alimentos "refinados" para a Granja do Torto e o Palácio da Alvorada -residências oficiais do presidente.

Reunidos na denominação "gêneros de alimentação", esses itens consumiram pouco mais de R$ 608 mil no período de um ano e meio (2004 e primeiro semestre de 2005) e chamaram a atenção dos auditores do tribunal que analisaram os gastos -e sobretudo os saques em dinheiro- com os cartões, protegidos por sigilo.

(...)

 

A auditoria encontrou irregularidades, como o pagamento por serviços não prestados com aluguel de carros e a compra supostamente urgente de uniformes para funcionários da Granja do Torto por R$ 62 mil. Mas o trabalho não apresentou conclusões sobre a existência de notas frias entre os documentos apresentados para justificar os gastos e saques com cartões da Presidência.

O relatório aprovado pelo tribunal determina a abertura de nova auditoria para analisar as notas fiscais e rastrear um volume superior a R$ 3 milhões de despesas feitas no primeiro semestre de mandato de Lula, que ficaram de fora da análise iniciada em agosto do ano passado.

Entre a posse de Lula e o início da investigação do TCU, quase R$ 20 milhões haviam sido gastos com cartões da Presidência, sobretudo por meio de saques. Em um único mês, um dos portadores de cartões da Presidência sacou R$ 78 mil em dinheiro vivo. Em 2004, os saques representaram 60% dos gastos com cartões. À época, o tribunal já criticava a falta de transparência nos gastos.

No Planalto, um número restrito de funcionários, menos de 50, chamados de "ecônomos", usam os cartões em nome do presidente e demais autoridades.
Uma regra baixada em dezembro de 2003 pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência cercou de sigilo detalhes dos gastos com cartões, a pretexto de zelo com a segurança do presidente Lula e de sua família."

(...)

Escrito por Josias de Souza às 08h04

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Viva a campanha

Artigo desta sexta-feira de Clóvis Rossi (na Folha para assinantes):

"Por fim, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertou uma ao dizer que homem público faz campanha todos os dias e todas as noites de todos os anos. E é bom que seja assim: campanha é uma maneira de prestar contas ao público.
Se a campanha é feita de maneira honesta ou desonesta, aí é outra discussão.

Desonestos, por exemplo, são os resmungos do tucanato culpando o mecanismo da reeleição pelo fato de Lula ter recuperado popularidade, na medida em que faz campanha usando o cargo. Quem foi que inventou, no Brasil, a reeleição, inclusive comprando votos para aprovar o instituto?

É igualmente equivocada a queixa de que a reeleição permite o uso da máquina, conferindo ao titular do cargo uma vantagem indevida sobre os demais concorrentes. Lembra-se de Orestes Quércia? Não podia ser candidato à reeleição que inexistia, mas elegeu seu candidato, Luiz Antônio Fleury Filho, então virgem em disputas eleitorais, à custa da quebra do Banespa.

O problema não é a reeleição, mas os maus costumes políticos. Fernando Collor não ganhou porque usou a máquina, que não tinha, a não ser a do paupérrimo Estado de Alagoas. Ganhou porque usou toda a desonestidade propagandística possível, com conivência e/ou apoio de parte importante da mídia.

Mesmo Fernando Henrique Cardoso ganhou em 1994 sem inaugurar uma só obra, porque não havia o que inaugurar. Havia o Plano Real.

Que a reeleição favorece quem está no trono é óbvio. Nos Estados Unidos, por exemplo, nos últimos 70 anos, só dois presidentes eleitos não se reelegeram (Jimmy Carter e George Bush pai), além, é claro, de John Kennedy, assassinado no primeiro mandato.

A maioria do eleitorado é inerentemente conservadora. Prefere o conhecido, a não ser quando o acha calamitoso, ao novo. À oposição cabe, em vez de reclamar, provar que o presidente é uma calamidade."

Escrito por Josias de Souza às 07h43

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Expediente full-time

Glauco
 

Escrito por Josias de Souza às 07h23

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As manchetes desta sexta

 

- JB: Dias de folia - Samba, Carnaval...

- Folha: Conflito religioso mata 130 no Iraque em 1 só dia

- Estadão: Supremo, dividido, abranda a lei dos crimes hediondos

- Globo: Decisão do STF abranda a Lei de Crimes Hediondos

- Correio: É carnaval, mas nem tudo e festa - Álcool fica mais caro depois da folia

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 07h20

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CPI obtém acesso a conta de Duda nos EUA

A CPI dos Correios poderá, finalmente, deitar os olhos sobre a movimentação financeira de Duda Mendonça nos EUA. Depois de três meses de negociações, a Justiça norte-americana concordou em repassar para a comissão os documentos bancários do publicitário referentes à conta offshore Dusseldorf. Duda deve depor novamente na CPI.

Um comunicado conjunto assinado pela secretária nacional de Justiça, Cláudia Chagas, e pelo presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-SP), fixou as regras de consulta aos papéis. Delcídio, Osmar Serraglio (PMDB-PR), Eduardo Paes (PSDB-RJ) e Maurício Rands (PT-PE) poderão compulsar os papéis apenas na sede da DRCI (Divisão de Recuperação de Ativos e Cooperação Judiciária Internacional). A CPI só poderá divulgar os dados que constarem do relatório final aprovado ao final dos seus trabalhos.

Escrito por Josias de Souza às 00h44

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STF abranda pena de crimes hediondos

 

Em decisão polêmica, o STF abriu nesta quinta-feira o caminho para que presos condenados por crimes hediondos obtenham abrandamento de suas penas. Por seis votos a cinco, os ministros do Supremo concederam hábeas-corpus ao pastor evangélico Oséas de Campos, condenado a 18 anos de prisão por molestar quatro crianças em Campos de Jordão.

A decisão garantiu ao pastor o direito de pedir à Justiça a progressão de regime, isto é, de cumprir o restante da pena em regime de prisão semi-aberta ou aberta. O resultado do julgamento do STF abre um precedente. Agora, outros condenados por crimes hediondos podem solicitar o mesmo benefício.

Escrito por Josias de Souza às 00h30

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Marco Aurélio vê confissão em frase de Lula

Marco Aurélio vê confissão em frase de Lula

  Sérgio Lima/Folha Imagem
O ministro Marco Aurélio Mello, que estará na presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante a campanha eleitoral deste ano, acha que Lula pode ter ultrapassado a fronteira que separa a gestão pública da campanha eleitoral no discurso que fez em Parnaíba (PI), na última quarta-feira. Em entrevista ao blog, o ministro afirmou: A levar a sério o que ele disse, que faz campanha 365 dias no ano, é uma confissão (....). A sinceridade é elogiável, mas ela tem limites. Dá impressão aos leigos de que ele tudo pode. Não é assim. A lei submete a todos.” Abaixo, a entrevista:  

- Cumprindo uma programação oficial no Nordeste, o presidente Lula disse que, com ou sem eleição, "um homem público faz campanha da hora em que acorda à hora em que dorme, 365 dias por ano”. Passou dos limites?

O dirigente que caminha para a reeleição tem de estar, mais do que qualquer outro candidato, atento. As coisas são muito fronteiriças -a publicidade educativa, que está prevista a Constituição federal, e a propaganda eleitoral. Acredito que o presidente tenha dito isso sem atentar para a formalidade técnica. Meu Deus do céu, o mandatário maior não poderia simplesmente dizer eu faço campanha eleitoral 365 dias por ano. A lei é categórica, propaganda só será autorizada a partir de 5 de julho. Campanha também.

- Do ponto de vista da Justiça Eleitoral, o presidente está correndo riscos?

Eu, no lugar dele, teria um cuidado maior. Sempre se aguarda aquele denominado jeitinho brasileiro, que o dito fique pelo não dito. Mas a quadra vivida pelo país é uma quadra alvissareira, em que se está procurando o aprimoramento da cultura. Não dá para transigir.

- A prática de inaugurar obras em solenidades seguidas de discursos, que vem sendo adotada pelo presidente, é abusiva?

Quase sempre, quando ele sai do script, ele parte para, meu Deus Céu, veiculação de idéias objetivando o êxito em outubro.

- O que pode o tribunal fazer?

Por ora, quando configurada a transgressão à lei, apenas impor multas. Quando já estivermos naquele espaço de tempo em que haverá candidaturas formalizadas, as conseqüências são muito mais sérias, podendo levar à cassação do registro do candidato.

-O PSDB já formalizou sete representações contra o presidente.  Esse tipo de ação terá tratamento prioritário?

Quando se trata de propaganda, até para exercer um papel pedagógico e inibidor, nós estamos dando preferência.

- A legislação que permite a presidentes, governadores e prefeitos concorrer à reeleição  sem deixar o cargo não é imperfeita?

Sim. Mas teria de haver modificação da própria Constituição. Está lá no artigo 14 parágrafo 5o. Considero que o sistema ficou capenga com essa permanência no cargo. É incoerente.

- Isso vem causando problemas?

As paixões prevalecem. A pessoa acaba exorbitando e indo alem do que pode ir. O presidente mesmo, nesse discurso. A levar a sério o que ele disse, que faz campanha 365 dias no ano, é uma confissão. E olha que ele tem dito que ainda não decidiu se vai ser candidato à reeleição. A sinceridade é elogiável, mas ela tem limites. Dá impressão aos leigos de que ele tudo pode. Não é assim. A lei submete a todos.  (Continua abaixo...)

Escrito por Josias de Souza às 00h08

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Ministro já impôs multa a Lula

Ministro já impôs multa a Lula

- O sr. diz que o país vive uma quadra de aprimoramento. Como vem se comportando o TSE?

Temos analisado as representações com rigor. Houve uma, ajuizada pelo PSDB, da qual fui relator, que resultou na imposição de multa de R$ 30 mil para o presidente da República. Foi veiculada propaganda em horário nobre, na Globo, que continha até o chavão da campanha que o levou ao cargo. E ele fazia um apelo dizendo que havia muito mais coisas a realizar no Brasil e que ele precisava do apoio dos cidadãos, diga-se dos eleitores. E nos glosamos.

- O problema se restringe ao presidente Lula?

O tribunal está rigoroso com tudo o que lhe é apresentado. Agora mesmo analisamos uma questão envolvendo o Partido dos Aposentados do Brasil. Fez propaganda pró-Garotinho no horário gratuito em que deveria divulgar o programa partidário. Costumávamos impor como pena o corte de horário em tempo compatível ao da veiculação. Neste caso, chegamos à cassação de todo o tempo do partido no primeiro semestre de 2007, porque não havia mais propaganda em 2006. Ontem, também, dei uma liminar contra o Garotinho porque, lá perto de Maricá, no Rio, andaram colocando outdoor dizendo que o município apóia Garotinho para presidente. Não dizia presidente de quê. Mas, embaixo, tinha a sigla do PMDB. Dei liminar mandando tirar.

- As outras representações do PSDB contra Lula já estão em pauta?

Há um segundo caso que deve entrar em pauta. Hoje, me trouxeram uma fita, estou examinando para ver se pode haver a juntada agora. A representação trata de  propaganda eleitoral temporã.

- E  quanto a essa  frase polêmica do presidente?

Quanto a esse caso não sei se já está aqui. Mas vamos ouvir o representado (Lula) e a Procurador-Geral Eleitoral. Só então vai a julgamento.

- A tendência de sanções rigorosas é extensiva a todo o tribunal?

Sem dúvida nenhuma, hoje é uma tendência do tribunal. Principalmente em termos de propaganda eleitoral extemporânea. O que se busca é equilíbrio na disputa. Já há essa maior valia, porque, com a reeleição, se permanece no cargo. Que não descambe para o uso da máquina.

- Neste novo caso envolvendo Lula o julgamento será do plenário do tribunal?

Sim. Não irá a julgamento apenas pelo que ele disse que está em campanha 365 dias por ano. A análise será do fato completo: o discurso que ele fez, as palavras veiculadas, se teve simples inauguração de obras sem o objetivo de enaltecer a figura daquele que se apresentará como candidato. O partido que é antagônico trará, certamente, os dados.

- A defesa do presidente é feita pela Advocacia da União?

Ai está outra coisa que precisa ser questionada. Até aqui, quem vem defendendo o presidente nas representações é o advogado-geral da União. Isso aí, para mim, também é algo nebuloso. Não faz sentido. Uma coisa é defender o presidente em ato que ele haja praticado na atividade própria da presidência. Aí, muito bem, ele não tem que contratar um advogado particular. Agora, meu Deus do céu, se ele pratica um ato extravasando os limites da lei, na caminhada para uma eleição, por que o erário deve viabilizar essa defesa? Até aqui tem sido aceito. Não sei se continuará assim. Deve ser suscitada a questão para uma discussão maior.

Escrito por Josias de Souza às 23h55

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Troco dois bonecos por uma boneca

Moacir Lopes Jr./Folha Imagem
 

 

Num instante em que a política oferece ao país o maior bloco de sujos de sua história, parece mais do que natural que as encrencas eleitorais acabem se imiscuindo no Carnaval. Mas um episódio que se desenrola em São Paulo acaba por levar o ridículo às suas últimas conseqüências.

 

Os vereadores do PT de São Paulo decidiram mover uma ação judicial para impedir que a escola de samba paulistana Leandro de Itaquera leve à avenida dois bonecos gigantes -um representando o prefeito José Serra. O outro, o governador Geraldo Alckmin. Serra e Alckmin são, como se sabe, os dois tucanos que se acotovelam pela vaga de candidato à presidência pelo PSDB.

 

O enredo da Leandro de Itaquera, parcialmente custeada com verbas da prefeitura de Serra, discorre sobre a suposta recuperação do Rio Tietê, menina dos olhos de Alckmin. Para Arselino Tatto, líder do petismo na Câmara de Vereadores, a exposição dos bonecos dos dois candidatos num carro alegórico da escola constitui “crime eleitoral”. Daí o pedido à Justiça para que vete a iniciativa.

 

Sem entrar no mérito da pendenga carnavalesco-eleitoral, o signatário do blog avalia que a Leandro de Itaquera prestaria um serviço à estética pública se trocasse os bonecos de Serra e Alckmin por modelos como Andréa Monteiro (na foto exibida lá em cima). A boneca é sub-destaque da co-irmã Gaviões da Fiel. Francamente, exibe, em tamanho natural, melhor figura do que Serra e Alckmin em formato gigante.  

Escrito por Josias de Souza às 18h07

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CNBB editará cartilha eleitoral

Até a CNBB, veja você, meteu a colher no debate em torno do uso eleitoral de máquinas públicas. O presidente da entidade, dom Geraldo Majella Agnelo, disse que é  natural que, em fim de mandato, inaugure as obras que logrou erigir. Mas acha que as cerimônias de inauguração não podem se converter em atos de cunho eleitoral.

Dom Geraldo evitou mencionar o nome de Lula.

 

Falando ao término da 20a Reunião do Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB, dom Geraldo informou que a CNBB editará uma cartilha para orientar os católicos. Uma das instruções da Igreja será a de que o eleitor deve negar o voto a candidatos enrolados com a prática do caixa dois. Perigosa a orientação. Se levada ao pé da letra, não haverá candidato digno de ser votado.

Escrito por Josias de Souza às 17h45

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Lula, a oposição e o uso da máquina

Ao afirmar, em viagem ao Nordeste, que faz campanha 365 dias por ano, Lula alvoroçou a oposição. O PSDB anuncia que entrará com novas representações contra o presidente na Justiça Eleitoral. Cogita também questionar o presidente na Comissão de Ética Pública, órgão vinculado à própria presidência da República.

 

O PFL engrossou o coro do tucanato. "Ele está dando um péssimo exemplo para os outros partidos", disse o senador José Jorge (PFL-PE). "Ele confessou que tem feito campanha 365 dias por ano. Isso pode ter um efeito cascata. Se não houver uma posição forte do TSE contra o presidente Lula, daqui a pouco os governadores estarão com palanque armado nos Estados", corroborou Efraim Morais (PFL-PB), presidente da CPI dos Bingos.

 

Por trás da reação de PSDB e PFL está o avanço de Lula nas pesquisas de opinião. A oposição enxerga nas viagens, inaugurações e discursos de Lula o principal tônico para a recuperação do prestígio eleitoral do presidente. Como que incorporando o estilo Jagger, Lula dá de língua para os adversários. Diz que não lhe passa pela cabeça interromper a “colheita” daquilo que plantou.

Escrito por Josias de Souza às 17h07

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Serra: Lula não governa, faz marketing

O prefeito paulistano José Serra, candidato não-declarado à presidência da República pelo PSDB, disse nesta quinta-feira que a gestão Lula “É o governo em torno do qual se concentraram os maiores escândalos que se tem notícia no pós-guerra no Brasil.” Segundo ele, em vez de governar, Lula dedica-se ao marketing. Serra falou durante a inauguração de uma escola.

 

O prefeito se esquivou das perguntas sobre a disputa interna que trava com o governador Geraldo Alckmin pela vaga de candidato do PSDB à presidência. No mais, falando como candidato, esmerou-se nos ataques a Lula e ao governo. Disse o seguinte:

 

Política Econômica: “A política que se faz é regressiva, com desemprego e ganhos fantásticos para a área financeira, como estamos verificando, corrosão e diminuição do emprego na indústria, além da destruição de grande parte daquilo que se fez de bom na agricultura.”

 

* Fome Zero: Em dado momento da entrevista, Serra disse que a especialidade do governo Lula é o marketing. Atento, um dos assessores do prefeito perguntou se ele se falava de algum projeto específico. Diante da bola levantada, Serra chutou: “Do Fome Zero, que não existe. Quem não tem fome até acha que tem Fome Zero para os outros, quando, na verdade, não tem para ninguém. Aquele Primeiro Emprego também não tem, mas tem muita propaganda. O que tem nesse governo é propaganda paga. E noticiário também. Porque tudo o que o presidente faz é bastante coberto.”

 

* Política social infra-estrutura: para Serra, o governo não dispõe de política social consistente. Referiu-se ao Bolsa Família, como uma iniciativa para distribuir dinheiro. Disse que o governo dá de ombros para a infra-estrutura. “Não tem política social, fora a distribuição de dinheiro. A saúde foi para trás, não tem política para a educação, deixou a infra-estrutura ao deus-dará. E vem com frufru estilo biodiesel, como se fosse a chave do reino, em vez de fazer seu dever de casa.”

 

* Campanha 365 dias por ano: instado a comentar a frase de Lula segunda a qual “o homem público faz campanha” o ano todo, Serra disparou: “No contexto em que foi dita, (a frase) mostra eleitoralismo e marketing. O que o governo do PT faz bem é marketing, dá nó em pingo d´água. É o governo em torno do qual se concentraram os maiores escândalos que se tem notícia no pós-guerra no Brasil.”

 

* Por que, então, Lula sobe nas pesquisas? Na opinião de Serra, a recuperação ocorre se deve ser creditada, além do marketing, ao recesso das CPIs nas férias do Legislativo.

Escrito por Josias de Souza às 16h36

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Por R$ 3,99 pode-se virar de Lula a Severino

Neste Carnaval, informa a Agência Nordeste (para assinantes), você pode virar Lula, Roberto Jefferson, José Dirceu, Marcos Valério ou Severino Cavalcanti gastando irrisórios R$ 3,99. É esse o valor das máscaras dos protagonistas dos escândalos do mensalão e do mensalinho.

As caras da crise estão à venda em lojas populares de todo país. Custam menos do que uma máscara de mostro, orçada em R$ 12,99. Mais barato do que as “fachadas” de cachorro, gato ou porco, vendidas a R$ 9,99.

O preço, porém, nem sempre é o que mais pesa na hora de decidir. Tome-se o exemplo do senador Heráclito Fortes (PFL-PI). “Difícil ter de que escolher, mas se tivesse que fazer a opção eu ia de monstro”, diz o senador, dono de um dos semblantes, digamos, menos plásticos do Congresso. “Apesar de bem mais cara, é mais pura e autêntica”.

É, faz sentido!

Escrito por Josias de Souza às 15h17

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Pontificado de Bento 16 mostra a cara

  AP
O rumo do pontificado de Bento 16 foi insinuado ontem. Sem alarde, saiu a primeira fornada de cardeais do novo papa. São 15 ao todo. Assumem no próximo consistório, marcado para 24 de março. A estrela da lista é o arcebispo de Hong Kong, Joseph Zen Ze-Kiun (na foto).

 

O miúdo Zen Ze-Kiun fez-se gigante na cruzada que empreende em favor da liberdade religiosa na China. Ali, com um rebanho estimado em 12 milhões de fiéis, a Igreja é, do ponto de vista formal, uma ficção.

 

O governo chinês não tolera senão o funcionamento de uma tal Associação Católica Patriótica, a cujos freqüentadores não é permitido reconhecer a autoridade papal. São inexistentes as relações diplomáticas do Estado do Vaticano com o regime comunista da China.

 

Em vida, João Paulo 2o sonhou normalizar as relações com a China. Ao enfeitar o monsenhor Zen Ze-Kiun com os paramentos cardinalícios, Bento 16 informa a Pequim que não tem medo da cara feia dos comunistas.

 

Na Venezuela, o papa foi buscar o monsenhor Jorge Urosa Savino, que ascende ao Colégio de Cardeais nas pegadas da morte do cardeal Antonio Ignácio Velasco, em julho de 2003. A atuação de Savino será chave para o futuro das relações da Igreja com o governo de Hugo Chávez, hoje azedas. Expoentes da Igreja venuzuelana vêm criticando o que chamam de viés “autoritário” de Chávez. O presidente não deixa nada sem resposta. Bate duro.

 

Savino, o novo cardeal, advoga a tese de que a missão pastoral da Igreja deve prevalecer sobre a política. Diferentemente do caso Chinês, em que o papa mandou sinais para fora da Igreja, na escolha venezuelana Bento 16 fala para dentro. Diz aos sacerdotes que, sob seu pontificado, política é coisa para político.

 

O pacote de cardeais de Bento 16 inclui também o nome do arcebispo de Boston, Sean O'Malley. Vem a ser o escolhido de Roma para limpar a sacristia da Igreja nos EUA, apinhada de padres pedófilos. Aqui, de novo, o papa fala para dentro. Informa que sexo não combina com celibato. E sexo com crianças é coisa para devassos, nao para servos de Deus.

 

Por último, há que realçar a inclusão na lista de novos cardeais do nome de monsenhor Stanislaw Dziwisz, arcebispo da Cracóvia. Foi uma espécie de anjo da guarda de João Paulo 2o. Era, por assim dizer, a maçaneta que separava o mundo exterior de Karol Wojtyla, com quem trabalhou por quase quatro décadas, desde 1966.

 

Mal comparando, Dziwisz estava para Woytyla como madre Pasqualina esteve para o cardeal Pacelli (1939-1958), morto na pele de Pio 12. Antes de descer à cova –ou, se o leitor preferir, antes de subir para os braços do Senhor- Pacelli viu-se às voltas com doenças e alucinações. Pasqualina, misto de governanta e secretária, zelava pelo seu isolamento.

 

Suspeita-se que, por vezes, a madre tenha vocalizado recados que o papa jamais teve oportunidade de dar. João 23, o sucessor de Pio 12, cuidou de livrar-se dela. O que não impediu Pasqualina de descer à lenda com o apelido de “papisa”.

 

Dziwisz não chegou a tanto. Mas também administrou com mão de ferro o pórtico que dava acesso ao papa moribundo. Disse ter ouvido, no leito de morte de Wojtyla, as “últimas palavras” de um servo de Deus que muitos na Igreja suspeitavam que deixara de falar dias antes. Ao fazê-lo cardeal, Bento 16 demonstra grandeza de espírito. De resto, informa que, afora a crença nos dogmas divinos, não dá trela para lendas.

Escrito por Josias de Souza às 13h38

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Companheiros e companheiras verdes...

Angeli
 

Escrito por Josias de Souza às 01h37

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As manchetes desta quinta

 

- JB: Vitória do pulso - Consumidor ganha batalha do telefone

- Folha: Lula afirma que faz campanha 365 dias por ano

- Estadão: Em 3 anos de Lula, bancos já lucram mais que nos 8 de FHC

- Globo: Governo recua e cancela nova tarifa de telefones

- Correio: 20% dos juízes devem perder supersalários

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 01h31

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Serraglio quer apalpar contabilidade do PT

  Sérgio Lima/Folha Imagem
Na reta final da CPI dos Correios, Osmar Serraglio (PMDB-PR), o relator da comissão, decidiu arrostar uma encrenca cabeluda. Ele anunciou o desejo de propor a quebra do sigilo contábil do diretório nacional do PT. Significa dizer que, se aprovada pela CPI, a providência obrigará o partido de Lula a entregar os seus livros contábeis dos últimos cinco anos.

 

O petismo alvoroçou-se. Acusou Serraglio de agir com parcialidade. Os petistas lançaram no ar a seguinte pergunta: por que o relator não pede também a abertura dos livros do PSDB, que reconheceu ter praticado caixa dois na campanha para o governo de Minas em 1998? Espicaçado, Serraglio assentiu. Vai pedir a quebra do sigilo contábil do diretório tucano de Minas.

 

Os requerimentos vão a voto em sessão da CPI programada para depois do Carnaval. Desnecessário anotar que haverá intenso pugilato verbal. Antecipando-se ao debate, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, já subiu no caixote. Comparou o pedido de Serraglio ao relatório em que ACM Neto (PFL-BA) apontou suposta conexão entre investimentos malogrados de fundos de pensão com pagamentos do mensalão.

 

“Essa quebra de sigilo é falta de assunto. Isso é igual ao relatório do Grampinho. É peça política sem fundamento”, atacou Berzoini. “Grampinho” é o apelido que o petismo pespegou em ACM Neto, em alusão ao escândalo baiano dos grampos telefônicos, um caso em que ACM avô foi acusado de encomendar escutas clandestinas em telefones de inimigos políticos.

Escrito por Josias de Souza às 00h21

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Serra diz que não dará cotovelada por candidatura

  Alan Marques/Folha Imagem
O presidenciável José Serra recebeu há pouco mais de uma semana a visita de um governador do PSDB, o seu partido. Conversaram no gabinete do prefeito de São Paulo. A certa altura do diálogo, o visitante quis eliminar a dúvida que embatuca todo o tucanato. Afinal, vai ou não vai ser candidato à presidência da República?

 

Serra foi econômico nas palavras. Mas soou enfático: “Não vou acotovelar ninguém. Seria candidato se houvesse consenso. Não havendo, estou bem na prefeitura. Tenho um mandato a cumprir”, eis a resposta do prefeito, aqui reproduzida do modo como foi armazenada na memória de quem a ouviu.

 

O interlocutor de Serra deixou a prefeitura carregando duas impressões extraídas da audiência. A primeira: Serra deseja muito disputar a cadeira de presidente, que perdeu para Lula no segundo turno da eleição de 2002. A segunda: o prefeito condiciona a aceitação do desafio a uma espécie de chamamento do partido.

 

O mesmo governador conversou com o colega Geraldo Alckmin, que disputa com Serra a vaga de anti-Lula. Contou a ele o que ouvira de Serra. E Alckmin lhe disse algo que, no limite, transforma a unanimidade reclamada por Serra num fetiche inalcançável: “Minha candidatura eu não retiro”.

 

Terminada a reunião, o visitante cruzou o pórtico do Palácio dos Bandeirantes algo perplexo. Ruminaria sua perplexidade durante o vôo de volta para o seu Estado. Concluiu o seguinte: na fronteira de uma luta eleitoral que se insinua como duríssima, o PSDB estava na iminência de cindir-se.

 

Os piores receios do governador se confirmariam nos dias que se seguiram. Viu pelos jornais a foto do jantar do auto-convocado triunvirato tucano –Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Aécio Neves- com José Serra, no faustoso restaurante Massimo.

 

Ficou pasmo ao ler a troça que FHC permitira-se fazer ao ser inquirido por jornalistas acerca da ausência de Alckmin: “Ele tem que acordar cedo”. Pressentiu a reação do governador de São Paulo. O noticiário não tardou a reproduzir informações, recolhidas nos subterrâneos do tucanato, acerca da inamovível disposição de Alckmin de submeter a própria candidatura ao escrutínio do partido.

 

A isso se resume o drama do PSDB. A "Santíssima Trindade" do partido tramou a imposição do nome de Serra, mais bem-posto nas pesquisas, a Alckmin. O prefeito reconheceu à cúpula tucana o desejo de concorrer ao Planalto. Desde que o partido peça. O governador paulista, em contra-ataque calculado, até enxerga os méritos do adversário. Mas sustenta que suas pretensões também são legítimas. Algo que a ninguém é dado desconhecer. E pede uma avaliação segundo critérios que possam ser reconhecidos como justos.

 

Numa tentativa de remendar o que parece sem conserto, FHC, Tasso e Aécio almoçaram com Alckmin na segunda. Confirmaram o que até os neófitos em política já haviam farejado: a intransigência de Alckmin gerou um impasse.

 

Embora tenha admitido publicamente a hipótese de realização de prévias, Tasso Jereissati diz, sob reserva, que ainda confia no "entendimento". Serra segue aguardando o "chamamento" partidário. E Alckmin desdobra-se para seduzir o próprio partido, pré-condição para que possa ter a chance de jogar o seu charme de “chuchu” em direção ao eleitorado externo.

Nesta quarta-feira, deputados alinhados a Alckmin manuseavam no Congresso cópias xerográficas de um termo de compromisso que Serra assinou em 14 de setembro de 2004, em sabatina promovida pela Folha, comprometendo-se a cumprir o seu mandato na prefeitura até o último dia. O simples trânsito do papel (veja cópia abaixo) prenuncia que o entendimento pretendido por Tasso está longe de ser obtido. Enquanto isso, Lula, candidato não-declarado à reeleição, faz campanha.

 

Escrito por Josias de Souza às 22h50

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O direito ao prazer

  Divulgação
Lula não quer outra vida. Revigorado pelas pesquisas, ele abrandou a rotina frenética de anúncios e inaugurações com um passeio de última hora. Na escala piauiense da viagem que faz ao Norte e Nordeste, Lula foi à praia.

 

Decidido a esquivar-se do assédio, pulou da cama cedo: "Hoje eu levantei às 5h30h e às 6h30h eu fui para a praia sozinho tomar um banho de praia,” contou mais tarde.

 

O presidente defendeu o seu direito ao entretenimento: “Eu vou ao Rio de Janeiro há mais de 30 anos e nunca consegui colocar os pés na praia de Copacabana, porque é só reunião, reunião", disse ele. "Tem que ter uma hora de lazer, tem que ter uma hora de prazer, senão a gente morre. Mas sempre tem a primeira vez."


Aos risos, Sua Excelência disse que, da próxima vez, quando não for mais presidente, irá banhar-se em horário menos acerbo: "Aí eu vou entrar na praia às 10h e aí vou encontrar a praia cheia de gente."

 

O curioso no episódio é que Lula foi às águas incógnito, mas sua equipe apressou-se em divulgar as fotos dos seus instantes de "prazer". Os auxiliares do presidente devem estar orgulhosos de sua silhueta menos roliça, obtida à custa de rigoroso regime. Como disse noutro dia o ministro Luiz Furlan, nem beber ele bebe mais!

Escrito por Josias de Souza às 18h08

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Lula elege Alckmin como alvo do dia

Ricardo Stuckert/PR
 

 

Em campanha pelo Nordeste, Lula, o candidato não-declarado à reeleição, está atento à movimentação do tucanato. Nesta quarta-feira, alvejou Geraldo Alckmin, o adversário tucano que esteve mais exposto no noticiário nas últimas 48 horas.

 

Lula criticou governadores de Estado que recebem dinheiro federal e não agradecem a ajuda. Esquivou-se de mencionar o nome de Alckmin, mas citou explicitamente o governo de São Paulo.

 

"Só de programas sociais o meu governo passa para o Estado de São Paulo R$ 2 bilhões por ano para cuidar dos pobres de São Paulo. Na maioria dos Estados, os governadores não têm programa social", afirmou o presidente-candidato, durante cerimônia em que anunciou um programa de interiorização da Universidade Federal do Piauí e expansão do campus de Parnaíba (PI).

"Tem muitos (governadores) espertos no Brasil que recebem dinheiro do governo federal e fazem propaganda na televisão como se o dinheiro fosse deles, como se a obra fosse deles, sem citar, sequer, o dinheiro do governo federal."

 

Sem querer, Lula comportou-se exatamente como os gestores que pretendeu criticar. O dinheiro que diz repassar não é nem do governador nem do presidente. É meu, é seu, é nosso. A Constituição da República proíbe expressamente o uso dos investimentos públicos para promoção pessoal dos governantes.

 

O presidente desdenhou dos adversários que o acusam de usar o cargo com fins eleitorais. Disse que

"um homem público não precisa de época de eleição para fazer campanha. Ele faz campanha do dia em que acorda, da hora em que acorda à hora em que dorme, 365 dias por ano. Se ele não fizer, os adversários farão, porque os adversários só se incomodam quando você está fazendo as coisas certas."

 

Em São Paulo, Alckmin tentou minimizar o resultado da pesquisa DataFolha, divulgada nesta quarta-feira. Bem atrás de Lula (48% ou 53%, considerando-se os dois principais cenários de segundo turno) e de Serra (43%), Alckmin (35%) disse o seguinte:

 

"Não teve grande alteração em relação às últimas pesquisas publicadas. [A queda dos tucanos] foi mínima. Foi só três pontinhos, é muito pequena. A realidade é que nós estamos fora da televisão. Quem está na televisão 'full time' é o presidente Lula".

 

Serra, por sua vez, deu as caras de surpresa em Brasília. A exemplo de Alckmin, tratou com menoscabo a dianteira de Lula na pesquisa. Relacionou a escalada do presidente às viagens que vem fazendo pelo país. "Deveriam perguntar para a opinião pública o que todo mundo acha. É óbvio que ele está fazendo campanha. E ele [Lula] ainda tem o cargo [de presidente]."

Escrito por Josias de Souza às 17h10

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Mais um governador do PSDB critica ação da cúpula

Em conversa com o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, o governador tucano da Paraíba, Cássio Cunha Lima, criticou a maneira como a cúpula do partido está administrando a disputa interna entre os presidenciáveis Geraldo Alckmin e José Serra. Em entrevista ao blog, Cunha Lima disse que nem a escolha do papa é feita de modo tão centralizado.

 

“Eu disse ao Tasso que, até para a escolha do papa, a Santa Madre Igreja pode não ouvir coroinhas e diáconos, mas pelo menos escuta a opinião de 160 cardeais. Não me coloco na condição de cardeal. Mas, como governador eleito pelo partido, pelo menos bispo eu sou”, afirmou Cunha Lima.

 

Ele defende que a opção entre Alckmin e Serra seja feita mediante consulta formal ao partido. “Não precisa consultar todos os filiados, mas pelo menos as principais lideranças, os governadores, os parlamentares, essas precisam ser ouvidas”, diz o governador.

 

O governador prossegue: “Por mais respeito que mereçam Fernando Henrique (Cardoso), Tasso (Jereissati) e Aécio (Neves) essa decisão tem uma importância muito grande para ser tomada apenas por três pessoas. Nos podemos estar decidindo o nome do futuro presidente do Brasil.”

 

Cunha Lima é o segundo governador tucano a se insurgir publicamente contra a ação da cúpula do PSDB. Antes dele, o governador de Goiás, Marcone Perillo, também queixara-se da “falta de democracia” no partido. Disse que não aceitaria que ninguém decidisse em seu nome.

 

“No momento em que vem a publico o fato de a decisão estar sendo tomada em âmbito tão restrito, é ruim para o partido e para suas lideranças”, ecoa Cunha Lima. “Na hora de a onça beber água, quando for fazer campanha em Goiás, vai ser com o Perillo que o candidato vai pedir votos. Na Paraíba, será comigo. E assim com os outros governadores. Aos nos excluir do processo, o partido nos enfraquece em nossos Estados. Mostra que temos pouca relevância.”

 

O governador paraibano disse que jamais esquece a mensagem que leu numa faixa exibida no ato de fundação do partido. Dizia o seguinte: “PSDB, um partido sem dono.” “Uma das razões da razões da formação do PSDB foi o inconformismo de Mario Covas e de outras lideranças paulistas com o controle que Ulysses (Guimarães) e (Orestes) Quércia tinham no PMDB. Desejava-se uma legenda nova, que desse oportunidade à participação de todos.”

 

Embora não declare publicamente, Cássio Cunha Lima alinha-se entre os tucanos que preferem Alckmin a Serra como candidato à presidência da República. Conforme revelado aqui na última segunda-feira (20-02), a maioria dos governadores tucanos fechou com Alckmin.

Escrito por Josias de Souza às 16h55

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A Simão o que é de Simão

Autor do apelido adotado como bordão da campanha de Geraldo "Picolé de Chuchu" Alckmin, José Simão exige o que lhe é de direito. Leia abaixo trecho do artigo desta quarta-feira do auto-proclamado “esculhambador-geral da República” (na Folha, para assinantes):

 

“(...) CÓPULA TUCANA! O Ninho das Serpentes! E o Alckmin, que vai basear sua campanha no apelido que eu dei pra ele? Picolé de Chuchu. A campanha vai ser assim: "Brasil vai crescer pra chuchu". "Emprego pra chuchu." E eu vou cobrar os meus direitos autorais. Eu virei o Duda Mendonça, é? Quero meus direitos.

 

Vou ganhar dinheiro PRA CHUCHU. Aliás, vou ganhar dinheiro DO CHUCHU! E depositado no Caribe! E um bom slogan seria esse: "Vai dar mais que chuchu atrás do Serra". Esse eu dou até de graça! Mas já que eu virei Duda Mendonça, eu tenho um bom slogan pro Serra Vampiro Anêmico: "Serra presidente, tomara que o nosso fiofó agüente". Rarará!


E eu já disse como vai ser a prévia tucana. Bota o Serra e o Alckmin em cima do muro. E ficam dando canelada um no outro. O primeiro que cair será o candidato! Ou então eles podiam fazer campeonato de ficar mostrando língua um pro outro. Quem mostrar a língua mais feia, sai candidato. Do PSDB. Partido dos Socialites Brasileiros.

 

E eu vi a foto do jantar das múmias tucanas, os faraós, no Massimo. Tavam jantando o Alckmin. Festival do Chuchu no Massimo. Tanto que o site Pumtantam fez uma foto montagem. Serra: "Eu quero um Alckmin todo cortadinho como tira-gosto". FHC: "Eu quero um Alckmin ao molho de trufas com codornas". Tasso: "O meu eu vou querer bem passado". Aécio: "Acho que eu vou ficar no pão de queijo mesmo". Rarará. Bem mineiro. É mole? É mole, mas sobe. Ou, como diz o outro: é duro, mas desce! (...)”

Escrito por Josias de Souza às 09h10

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As manchetes desta quarta

 

 

- JB: Com menos álcool - Sobe o preço da gasolina

- Folha: Lula supera Serra no 1° e no 2º turno

- Estadão: Fundos compensaram BMG e Rural, diz CPI

- Globo: Menos álcool na mistura vai encarecer a gasolina

- Correio: Guerra a usineiros encarece gasolina

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 08h13

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Eu também quero brincar!

Glauco
 

Escrito por Josias de Souza às 03h47

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Datafolha confirma favoritismo absoluto de Lula

A Folha (para assinantes) informa em sua ediçao desta quarta-feira o seguinte:

 

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a ser o candidato favorito na eleição presidencial de outubro deste ano. Lula hoje venceria o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), tanto no primeiro como no segundo turno de votação. Essa dupla vitória do presidente petista não era registrada pela série de pesquisas do Datafolha desde agosto do ano passado.


No Datafolha anterior, realizado há três semanas, o presidente Lula saíra da condição de candidato derrotado já no primeiro turno em especial graças aos eleitores que votam no Nordeste e aos mais pobres (que ganham menos de R$ 1.500 por mês).


O presidente assumiu a liderança da corrida eleitoral ainda devido aos votos dessas fatias do eleitorado. Mas foi entre os mais ricos que se registrou a maior reviravolta na opinião do eleitor: Lula dobrou sua votação entre os entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos mensais (R$ 3.000).


Na pesquisa de intenção de voto espontânea, na qual não são apresentados os nomes dos candidatos ao eleitor entrevistado, Lula subiu de 23% das preferências para 30%, contra 11% de Serra (que tinha 9%) e 4% de Alckmin (que ficou na mesma).
Na corrida para a reeleição, o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) atingia 19% das intenções de votos no mês de março de 1998.

A vantagem de Lula

Na pesquisa Datafolha realizada na segunda e na terça-feira, 39% dos eleitores votariam em Lula, contra 31% dos que escolheriam Serra, considerado o cenário de candidaturas mais disputado, no qual o candidato do PMDB é Anthony Garotinho, com 8% das preferências. O adversário de Garotinho no PMDB, Germano Rigotto, governador do Rio Grande do Sul, não passa de 3% em nenhum cenário do levantamento.

Na pesquisa anterior, realizada há três semanas, Lula e Serra empatavam no primeiro turno. No segundo turno, o prefeito ainda batia o presidente por 49% a 41%. Lula agora vence a rodada decisiva da eleição por 48% a 43% das intenções de voto.

O governador paulista, Geraldo Alckmin, o outro presidenciável tucano, que já chegou a empatar a disputa com Lula no segundo turno, em dezembro do ano passado, seria hoje derrotado por 53% a 35%. A vantagem do presidente sobre Alckmin no primeiro turno, que havia chegado ao mínimo de oito pontos percentuais em dezembro, é agora de 43% a 17% das intenções de voto.

Votos e renda

O eleitorado mais rico, aquele de renda superior a R$ 3.000, é minoria no país e, portanto, na amostra de eleitores do Datafolha, em que representa cerca de 5% dos entrevistados.

Neste universo, o desempenho dos tucanos ainda é melhor que o do presidente petista. Serra bate Lula por 35% a 31% das intenções de voto no primeiro turno, um quase empate se considerada a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Mas há apenas três semanas, a vantagem do tucano era oito vezes maior, 49% a 16%.

Alckmin também vence Lula entre o eleitor de renda mais alta. Mas o governador paulista decaiu de uma vitória por 45% a 15% para uma vantagem agora mínima sobre o presidente, de 36% a 30%

O presidente da República supera Alckmin no primeiro turno por 29 pontos percentuais entre os mais pobres, cerca de 86% dos eleitores da amostra do Datafolha. Serra perde de 40% a 31%.

Garotinho, um dos postulantes peemedebistas, se beneficia marginalmente caso o candidato tucano seja Alckmin, situação em que teria 11% dos votos."

Escrito por Josias de Souza às 03h12

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Pesquisa acentua o drama do tucanato

Bestgraph
O resultado da nova pesquisa Datafolha confere ares de tragédia ao impasse em que se meteu o PSDB. José Serra, embora em desvantagem em relação a Lula, volta a pontificar como o presidenciável mais competitivo do tucanato. Para tornar-se candidato oficial, porém, o prefeito paulistano precisa remover do seu caminho uma pedra chamada Geraldo Alckmin.

 

O diabo é que Alckmin provou-se uma rocha mais dura do que supunham os seus companheiros de partido. Não será a água mole da pregação do triunvirato FHC-Tasso-Aécio que irá furar a obstinação do governador de São Paulo.

 

Para trespassar a pedreira privativa do PSDB, Serra teria de demonstrar disposição para encarar uma consulta formal às instâncias partidárias. Um desafio que, por ora, o prefeito não parece disposto a arrostar. Em sondagens privadas, Serra já constatou que, numa eventual disputa prévia com Alckmin, são enormes as chances de amargar uma derrota.

 

Em competente e silenciosa costura política, o governador de São Paulo colecionou adesões internas. Arrastou para o seu lado o apoio da maioria dos governadores tucanos. Obteve o apoio unânime da bancada tucana na Assembléia Legislativa paulista. Contabiliza a adesão de dois terços da bancada federal do partido.

 

De resto, Alckmin julga dispor do apoio de diretórios estaduais expressivos do partido. Pelas suas contas, estaria do seu lado, além do diretório de São Paulo, a maioria do tucanato do Rio Grande do Sul, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Como se fosse pouco, rachou ao meio os diretórios do Paraná e de Santa Catarina.

 

Nesse contexto, Alckmin bloqueou os planos da cúpula do partido de impor a ele a candidatura de Serra. Em vez de produzir consenso, a Santíssima Trindade tucana –FHC, Tasso Jereissati e Aécio Neves- criou divisão. Ao subestimar a pertinácia de Alckmin, antes visto como um personagem tímido e acomodatício, a cúpula tucana passou a flertar com o fiasco.

 

O "chuchu" mostrou-se mais espinhoso do que supunha o grão-tucanato. Ou Serra vai ao voto, o que parece a essa altura improvável, ou o PSDB está fadado a entrar na cruzada eleitoral de 2006 com um candidato que, a julgar pelas sondagens eleitorais, pode ser batido por Lula ainda no primeiro turno.

Escrito por Josias de Souza às 03h07

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Eles só pensam naquilo

  Ricardo Stuckert/PR
Ao afirmar com avidez a própria candidatura, o tucano Geraldo Alckmin conseguiu um primeiro feito: já divide o noticiário com Lula, candidato não-declarado à reeleição. Os dois disputam cada centímetro do noticiário político desta quarta-feira.

Em programação de cunho nitidamente eleitoral, Lula (na foto) visitou cinco cidades nordestinas em um dia. Alckmin, por sua vez, consumiu a agenda em encontros políticos que foram da manhã à noite, em São Paulo e em Brasília.

Em discurso no município de Juazeiro (BA), Lula rogou ao povo que lhe dê mais tempo no governo. Disse que, desde a chegada das caravelas de Cabral à costa brasileira, ninguém fez tanto pelos pobres quanto ele.

Quanto a Alckmin, depois de uma noite em que provou até picolé de chuchu no programa de Ronnie Von, na TV Gazeta (veja ao lado), o governador amanheceu o dia recebendo o apoio da bancada tucana na Assembléia Legislativa paulista, encontrou-se com o adversário José Serra, almoçou com o triunvirato FHC-Tasso-Aécio e terminou o dia jantando com a bancada do PSDB na Câmara.

Ainda não se sabe se o governador prevalecerá sobre Serra no PSDB. Prevalecendo, não se pode dizer que baterá Lula na urna. Mas algo já se pode afirmar com certeza: se não se cuidar, Alckmin acabará engordando.

Escrito por Josias de Souza às 02h18

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PT cumpre promessa de processar FHC

  Wilson Dias/ABr
O presidente do PT, Ricardo Berzoini (na foto) assinou, finalmente, a prometida queixa-crime contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O processo foi ajuizado nesta terça-feira na Vara Criminal do Foro da Lapa, em São Paulo. O partido de Lula acusa FHC de difamação por ter afirmado que “a ética do PT é roubar”. 

 

João Piza, advogado do PT, sustenta no texto da ação que FHC “extrapolou os limites do direito de opinião e de manifestação do pensamento, para atingir ilicitamente a honra do Partido dos Trabalhadores, ofendendo sua reputação perante todos os brasileiros e em especial os seus filiados”.

 

Em entrevista, Piza informou que o PT planeja mover uma segunda ação contra FHC, responsabilizando-o civilmente por supostos danos morais à legenda. O advogado não informou a data em que este segundo processo será ajuizado.

Escrito por Josias de Souza às 01h40

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CNJ abre guerra contra supersalários do Judiciário

  Sérgio Lima/F.Imagem
O presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ministro Nelson Jobim (na foto), recebe nesta quarta-feira o texto de uma resolução que obriga o Poder Judiciário a podar os salários de magistrados que excedam ao teto legal de R$ 24,5 mil, valor dos vencimentos de ministros do Supremo. A norma será votada até 15 de março pelo CNJ. A tendência é de que seja aprovada.

 

A providência abrirá uma guerra corporativa ainda mais barulhenta do que aquela gerada pela resolução antinepotismo, validada em julgamento do STF no último dia 16 de fevereiro. Salários acima do teto são comuns nos Tribunais de Justiça dos Estados. Há casos extremos de vencimentos superiores a R$ 50 mil. Prevê-se que o embate, de novo, terminará no Supremo.

 

O texto da resolução que será entregue a Jobim, que preside também o STF, é enxuto. Tem uma lauda e meia. Em sua versão atual, a resolução abre apenas duas exceções. Prevê que não serão computados no cálculo do teto os vencimentos de magistrados que dão aulas em universidades públicas. Exclui também a gratificação de cerca de R$ 3 mil paga a ministros do STF que dão expediente também no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). No mais, todos os salários acima do teto terão de ser reduzidos.

 

Em reuniões reservadas que vem mantendo com presidentes dos Tribunais de Justiça desde novembro, Jobim alertou sobre os planos do CNJ. O último encontro ocorreu na segunda-feira. Dessa vez, foram convidados a Brasília os presidentes de Tribunais de Contas, a quem caberá fiscalizar o cumprimento da norma.

 

Durante o encontro, um dos convidados informou a Jobim que há no Tribunal de Contas de Minas Gerais um conselheiro que recebe contracheque mensal de cerca de R$ 50 mil. O ministro riu. Em seguida, comentou: “É por isso que há tanta resistência ao teto.”

 

Na prática, a resolução do CNJ vai apenas disciplinar algo que já está previsto na Constituição e na legislação ordinária, mas que não vem sendo respeitado. Embora vise disciplinar o pagamento de salários no Judiciário, a norma do CNJ repercutirá sobre toda a administração pública. Por uma razão simples: a legislação que será agora regulada pelo CNJ estabelece que o teto de R$ 24,5 mil vale para os três Poderes.

 

Por isso, o CNJ preocupou-se em alertar também as autoridades dos ministérios do Planejamento e da Previdência acerca da resolução que deve ser aprovada em março. Sabe-se que há no Congresso Nacional, nas Assembléias Legislativas e na folha de pensões da Previdência supersalários que, por analogia, também terão de ser reduzidos.

 

Dois artigos aparentemente conflitantes inseridos na Constituição de 88 dão aos conselheiros do CNJ a certeza de que a decisão abrirá uma guerra judicial. Em seu corpo permanente, a Constituição consagra o instituto da “irredutibilidade de vencimentos”. Nas disposições transitórias, porém, a mesma Constituição estabelece a obrigatoriedade da fixação do teto para os vencimentos pagos na administração pública e anota que, nos casos em que o limite for extrapolado, não se poderá argüir a tese do direito adquirido.

 

Na prática, o conflito já freqüenta a pauta de julgamentos do STF. Quatro ex-ministros do Supremo, que se aposentaram antes da aprovação de lei ordinária fixando o teto, tiveram incorporados aos seus salários uma gratificação de 20%. Esse adicional foi cortado. E eles recorreram ao STF, invocando justamente o princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. O relator do processo é o ministro Sepúlveda Pertence. Os conselheiros do CNJ confiam que ele votará pela preservação do teto.

Escrito por Josias de Souza às 01h09

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Alckmin reafirma candidatura e pede pressa ao PSDB

Durante o almoço realizado nesta terça-feira no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin disse o seguinte a Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Aécio Neves:

 

1) não abre mão de sua candidatura à presidência da República;

 

2) considera sua postulação “mais natural” que a de José Serra;

 

3) não acredita que Serra se disponha a “disputar” com ele a vaga;

 

4) se o prefeito quiser, porém, disputar, aceita qualquer critério de consulta que venha a ser estipulado pela direção do partido;

 

5) quer uma “definição rápida”.

 

O triunvirato que se auto-atribuiu a tarefa de escolher o nome do candidato do tucanato comprometeu-se com Alckmin a produzir uma definição até a primeira quinzena de março. O governador considerou o prazo “razoável”.

 

Conforme relato feito por Alckmin a um de seus correligionários, FHC, Tasso e Aécio lhe comunicaram sobre os resultados das pesquisas de opinião realizadas por encomenda do PSDB.  Deu-se numa reunião que antecedeu o almoço. Em todos os cenários, Serra exibe musculatura eleitoral mais viçosa que a do governador.

 

Alckmin não se deu por achado. Repetiu à trinca o que vem dizendo a todo mundo. Considera que os percentuais atribuídos a Serra são fruto de um “recall” da eleição presidencial de 2002. Quanto aos seus próprios índices, acha que são mais do que satisfatórios para o início da campanha. Confia que serão tonificados assim que começar a se expor no horário eleitoral gratuito. Apegou-se às taxas de aprovação de sua gestão em São Paulo, superiores a 60%.

 

Antes do almoço, Alckmin esteve a sós com o contendor Serra. Não se sabe sobre o quê falaram. Mas, na conversa com FHC, Tasso e Aécio -interlocutores que pendem claramente para o nome de Serra-, o governador disse estar convicto de que o prefeito não se animará a submeter-se a um processo formal de consulta às instâncias partidárias.

 

Os três interlocutores de Alckmin manifestaram o receio de que a ausência de consenso possa conduzir o partido a fissuras internas que teriam reflexos daninhos no processo eleitoral. Em resposta, o governador disse que considera “democrática” a audição do partido. Disse não ver outro modo de chegar a uma definição, na hipótese de Serra apresentar-se formalmente como candidato. Algo que, fez questão de pontuar Alckmin, ainda não ocorreu.

 

FHC, Tasso e Aécio deixaram a sede do governado paulista munidos de uma certeza: uma eventual candidatura Serra não nascerá do almejado consenso. Ouvido à saída do almoço, o presidente do PSDB, Tasso Jereissati, reconheceu algo que o ex-presidente FHC já admitira na véspera: a consulta ao partido pode ser inevitável. Os desejos de Alckmin vão, por ora, prevalencendo sobre os de Serra.

Escrito por Josias de Souza às 18h04

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Morre o "banqueiro de Deus"

  AP
Morreu o lendário monsenhor Paul Marcinkus, 84. Seu corpo foi encontrado ontem (20-02), na casa que mantinha na cidade norte-americana de Phoenix, Arizona. Comunicado oficial da Igreja informa que a causa da morte é “desconhecida”.

Para ventura da Santa Madre Igreja, o “banqueiro de Deus”, como Marcinkus era conhecido, leva para a cova os segredos do maior escândalo financeiro do Vaticano. Um caso em que os interesse$ da fé de Roma se entrecruzaram com a máfia e a morte.

Nascido em 1922, num subúrbio de Chicago, Marcinkus ordenou-se padre em 1947. Vestiu paramentos de arcebispo em 1969. E sentou-se na direção do banco do Vaticano em 1971, ainda sob Paulo 6o. Foi mantido no posto por João Paulo 2o. Ali ficou até o ano da graça de 1989, quando os malfeitos de sua gestão vieram à superfície.

Sob Marcinkus, produziu-se no banco do Vaticano um buraco estimado em US$ 250 milhões. Suspeita-se que algo como US$ 32 milhões tenham ido parar nas arcas do movimento polonês Solidariedade, liderado por Lech Walesa.

A encrenca injetou veneno na escrituração do Banco Ambrosiano, levando-o à breca. O Ambrosiano era uma casa bancária privada que tinha no Vaticano seu principal controlador. Em 18 de junho de 1982, Roberto Calvi, que fora acomodado no comando do Ambrosiano por Marcinkus, foi encontrado pendurado por uma corda, sob a ponte Blackfriar, em Londres.

Num primeiro momento, a polícia disse que Calvi suicidara-se. Depois, as investigações foram reabertas. Passou-se a suspeitar que fora, na verdade, assassinado pela máfia italiana, numa operação de queima de arquivo. Cinco pessoas ainda respondem a processo por conta da morte de Calvi.

A ação pouco ortodoxa do monsenhor Marcinkus assentou o Vaticano no enredo do “Poderoso Chefão”. O escândalo, de resto, passou a embalar todas as lendas construídas em torno da morte do papa João Paulo 1o.

Fora dos limites da ficção, o “banqueiro de Deus” livrou-se de todas as complicações jurídicas que o escândalo poderia lhe proporcionar, mercê da imunidade concedida a empregados do Estado do Vaticano. Morreu em silêncio o monsenhor Marcinkus. Para glória de Deus. Amém.

Escrito por Josias de Souza às 16h53

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Uma ameaça ronda a Copa

A gripe aviária pôs a Alemanha em estado de alerta. O número de aves encontradas mortas na região nordeste do país aumentou para 103. Estavam infectadas pelo vírus H5N1, a cepa considerada mais perigosa para seres humanos.

 

A doença avança também para o Norte. No parlamento alemão, a presidente da Comissão de Agricultura, deputada Bärbel Höhn (PV), levantou uma bola para a qual poucos estão atentando. A depender das proporções que venha a assumir, o surto pode afetar a organização da Copa do Mundo.

 

Falando à emissora TV N24, Höhn alertou para a possibilidade de cancelamento de alguns jogos ou até, veja você, de toda a Copa do Mundo. Isso ocorreria, acha a deputada, caso a gripe aviária evoluísse para um estágio de pandemia. Improvável? Nem tanto.

 

Klaus Stöhr, coordenador do programa de combate a pandemias da OMS (Organização Mundial de Saúde) o risco aumenta com a disseminação da doença pela Europa. “Se tivermos uma pandemia na época da Copa, o governo vai ter que pensar muito bem no que fazer”, disse ele.

Escrito por Josias de Souza às 12h41

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As manchetes desta terça

- JB: Receita arrecada mais, bancos estatais faturam alto - Dinheiro transborda do cofre

- Folha: PF deve indicar diretores do Rural

- Estadão: Preço do álcool não pára de subir e alarma o governo

- Globo: Governo vai reduzir mistura do álcool à gasolina

- Correio: Agora, alvo são os supersalários

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 08h09

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Lula "Jagger" da Silva

Angeli
 

Escrito por Josias de Souza às 03h22

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Vice de Aécio enrolado na CPI

A CPI dos Correios grudou o olho no vice-governador de Aécio Neves, Clésio Andrade. Ele caiu na malha de investigações por conta de dois depósitos nas contas do publicitário Duda Mendonça –R$ 100 mil cada um.

Os repasses foram feitos em julho e outubro de 2003 pela empresa Pampulha Transportes Ltda. Pertence a Andrade. Opera no ramo de transportes urbanos. Em sessão administrativa marcada para esta terça-feira, a CPI discutirá a hipótese de convocar o vice-governador de Minas para explicar a encrenca.

Escrito por Josias de Souza às 03h07

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Berzoini: tanto faz o chuchu ou a dengue

O deputado Ricardo Berzoini (SP), presidente do PT, fez troça nesta segunda-feira da barafunda em que se transformou o processo de escolha do candidato do PSDB à presidência da República. Em alusão ao apelido de Geraldo “Picolé de Chuchu” Alckmin e à epidemia enfrentada pelo ex-ministro da Saúde José “Dengue” Serra, Berzoini espezinhou:

— Não importa se o candidato à sucessão vai ser chuchu ou ministro da dengue. O PT está organizando o time sem pensar na fraqueza do adversário.

O comandante do petismo disse também que seu partido ainda não desistiu da tentativa de costurar um acordo com o PMDB:

— Respeitamos as prévias do PMDB, mas não vamos parar de conversar. O diálogo com o PMDB é importante, mas nenhum partido deve se julgar imprescindível.

A propósito da criatividade zombeteira de Berzoini, cabe perguntar: quando, afinal, vai ajuizar aquele trombeteado processo contra FHC, por ter declarado que “a ética do PT é roubar”? Por ora, a ação judicial ficou na promessa.

Parece mais uma piada do presidente do PT, mas o advogado do partido, João Piza, diz que não pôde dar andamento à causa porque Berzoini ainda não colocou o jamegão na papelada (para assinantes do Estadão).

Escrito por Josias de Souza às 02h45

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Lula festeja divisão do PSDB: "Isso é ótimo pra nós"

Lula recebeu nesta segunda-feira um clipping com notícias de jornal a respeito da disputa travada entre José Serra e Geraldo Alckmin em torno da vaga de candidato oficial do PSDB à presidência da República. Em diálogos reservados, Lula saboreou a desavença que sacode a seara alheia: “Isso é ótimo pra nós”, disse.

 

O presidente revelou-se surpreso com a pertinácia do governador Geraldo Alckmin. Avalia que, seja qual for o candidato do PSDB, a discórdia atingiu um nível tal, que o seu principal rival entrará na campanha de 2006 tendo de administrar a divisão das fileiras internas. Daí a sua impressão de que a quizila que se instalou no tucanato termina por favorecê-lo.

 

Nenhum dos interlocutores de Lula –foram pelo menos dois- animou-se a discordar de sua avaliação. Ao contrário. Ecoaram os argumentos do presidente, aditando impressões que os reforçam. A julgar pelos receios que passaram a assombrar a cúpula do PSDB, o tucanato também compartilha da mesma opinião.

 

Em conversas pessoais e em telefonemas dispados desde domingo, os líderes do PSDB mostram-se, também eles, surpresos com a tenacidade exibida por Alckmin nas últimas horas. O presidente da legenda, Tasso Jereissati, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso começam a temer pelo comprometimento da unidade partidária. Admitem que não será fácil impor a Alckmin o nome de José Serra, o tucano mais bem-posto nas pesquisas de opinião.

 

Caso Serra confirme a disposição de embrenhar-se na disputa, já cogitam a hipótese de estabelecer algum mecanismo formal de consulta ao partido. “Não podemos restringir uma decisão como essa a três pessoas”, disse FHC, pelo telefone, a um senador do PSDB. De sua parte, Alckmin diz duvidar que Serra troque a comodidade dos dois anos que lhe restam de mandato à frente da prefeitura de São Paulo por uma briga no voto com ele.

 

Acompanhados do governador Aécio Neves (Minas), FHC e Tasso almoçam nesta terça-feira com Alckmin. Vão ao Palácio dos Bandeirantes já sabendo o que os aguarda. Na noite passada, em conversa com o governador tucano da Paraíba, Cássio Cunha Lima, Alckmin reafirmou que dirá ao triunvirato que se arrogou a tarefa de escolher entre ele e Serra que a unidade do PSDB não será atingida à custa do sacrifício de sua candidatura.

 

Num esforço para dar às suas pretensões ares de fato consumado, Alckmin confirmou presença num jantar com os 54 deputados que compõem a bancada do PSDB na Câmara nesta terça-feira. Será na casa do deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), no Lago Norte, bairro chique de Brasília. “Já estou temperando o chuchu”, brincou Gomes, em conversa com o blog.

 

Em verdade, não haverá chuchu no repasto desta noite. Será servido um churrasco, temperado pelo discurso que o convidado prometeu fazer, anunciando os seus planos presidenciais. Alckmin mostra-se interessado em dar publicidade máxima ao evento. Em conversa com o anfitrião, disse que não faz restrição à presença de jornalistas.

 

Visibilidade, aliás, é algo que o governador irá perseguir em sua passagem por Brasília. Trará a tiracolo sua mulher, Lu Alckmin. Ela vai autografar, num shopping da Capital, o livro ‘Seis Lições de Solidariedade’. Assinada por Gabriel Chalita, o secretário de Educação de Alckmin, a obra narra “histórias da vida e obra social” da primeira-dama. O governador, obviamente, estará presente.

 

De resto, Alckmin tenta esticar sua permanência em Brasília até quarta ou quinta-feira. Articula uma segunda refeição –jantar ou almoço- com os 12 integrantes da bancada do PSDB no Senado. Quer arrastar para a mesa integrantes da Executiva Nacional do partido.

 

Este segundo encontro ainda não havia sido agendado porque nem todos os senadores confirmaram presença. Na reunião com os deputados, uma ou outra ausência tende a diluir-se na multidão de cinco dezenas de pessoas. Entre os senadores, qualquer defecção pode ser interpretada como aversão ao “convidado”. Um risco que Alckmin, a essa altura, não parece disposto a correr.

Escrito por Josias de Souza às 02h02

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Bin Laden: vivo, não me pegam

Steve Bell/Guardian Unlimited

Bin Laden - "Eles jamais vão me pegar vivo"

 

Osama Bin Laden continua brincando de esconde-esconde com George Bush. Nesta segunda-feira, o terrorista mais procurado do planeta divulgou nova gravação por meio de um sítio islâmico na internet.

 

A nova fita, de autenticidade ainda não-comprovada, parece conter a fala integral de mensagem que fora parcialmente divulgada, há coisa de um mês, pela rede de TV Al Jazira. Num dos trechos da gravação, ouve-se a suposta voz de Bin Laden dizer:

 

"Eu jurei que só viveria livre. Mesmo que tenha que provar do gosto amargo da morte, não quero ser humilhado ou enganado".

Escrito por Josias de Souza às 00h36

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PF começa a abrir o caixa dois de Furnas

Reportagem de Vannildo Mendes (para assinantes do Estadão):

“De posse de grande volume de dados recolhidos com a quebra de sigilos fiscal e telefônico, determinada pela Justiça Federal do Rio, a Polícia Federal está concluindo uma devassa sobre os últimos oito anos do empresário Dimas Toledo como diretor de Furnas. As primeiras análises indicam que Dimas operava um esquema de cobrança de "pedágio" junto a construtoras e empresas que prestavam serviços à estatal. Parte do dinheiro era usada para financiar campanhas eleitorais com caixa 2.

O esquema, no qual estariam envolvidos três filhos de Dimas, consistia em induzir as empresas a contratarem uma consultoria de fachada junto a escritórios indicados por ele. Era a condição para que as empresas firmassem contratos com Furnas. Entre as achacadas pelo ex-diretor, conforme apurou a PF, estaria a JP Engenharia, forçada a pagar R$ 700 mil por uma consultoria para obter contrato de cerca de R$ 30 milhões.

Dimas é investigado por PF, CPI dos Correios e Ministério Público como suspeito de ser um dos abastecedores do mensalão e de ter operado esquema de caixa 2 para vários partidos, inclusive a cúpula do PSDB, em eleições anteriores. Os filhos do ex-diretor (dois homens e uma mulher) serão chamados para explicar se os contratos que tinham com Furnas eram de fachada, o que configuraria crime. Caso tenham sido favorecidos com contratos verdadeiros, fica configurado delito de tráfico de influência do pai.

O lobista mineiro Nilton Monteiro, um dos que estão enviando documentos sobre o suposto esquema de Dimas à PF, informou em depoimento que foi contratado pelo então diretor da JP Engenharia Reinaldo Conrad para abrir as portas de Furnas e reduzir ao máximo o "pedágio" que teria de pagar por contratos. Ele alega que durante algum tempo trabalhou em sintonia com Dimas, com quem rompeu recentemente.

Monteiro também entregou à PF uma lista com 156 nomes de políticos que teriam recebido doações de campanha com recursos de caixa 2 levantados por Dimas junto a empreiteiras e fornecedores da estatal. A autenticidade da lista ainda não foi confirmada e, até agora, só um dos listados, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) confessou ter recebido R$ 75 mil de Dimas. Todos os demais, ligados a PTB, PFL, PP, PL e PSDB, negaram envolvimento. (...)”

Conforme divulgado aqui na última terça-feira (14/2), as incursões de Dimas Toledo no universo monetário das campanhas tornou-se um segredo de polichinelo em Brasília.

Escrito por Josias de Souza às 00h10

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Entre Rigotto e Garotinho, Renan é Lula

  Sérgio Lima/Folha
O PMDB tornou-se uma espécie de barco a três: a ala dita independente, a ala governista e, no meio das duas, os pré-candidatos do partido à presidência da República. Cada um olha para um lado. E rema na direção oposta.

 

Nesta segunda, discursando da tribuna do Senado, Pedro Simon (PMDB-RS) cobrou dos senadores Renan Calheiros (AL) e José Sarney (AP) uma definição em relação à tentativa do PMDB de colocar de pé uma candidatura presidencial. Renan e Sarney olham para as prévias, mas remam em direção a Lula.

 

Pois bem, em resposta a Simon, Renan deixou cair, por um instante, o manto diáfano da empulhação. Deixou-se flagrar olhando e remando para o mesmo lado. Revelou-se receoso de que, optando por candidato próprio, o PMDB termine protagonizando um “fiasco” eleitoral em 2006.

 

“Sempre defendi a candidatura própria”, exagerou o presidente do Senado. “Mas defendo um candidato digno desse nome, para que não se repita o fiasco que a gente teve no passado com o partido dividido, exposto. Em que candidato chegava na cidade e ninguém o recebia”. Ou seja, entre Germano Rigotto e Antony Garotinho, Renan fica com Lula.

Escrito por Josias de Souza às 23h50

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Maioria dos governadores tucanos prefere Alckmin

  Lula Marques/F.Imagem
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (na foto) informou ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que a maioria dos governadores do partido prefere a candidatura presidencial de Geraldo Alckmin à de José Serra. São sete os governadores tucanos. Um deles é o próprio Alckmin. Entre os outros seis, quatro manifestaram a Tasso uma preferência pelo colega de São Paulo. Quanto aos dois restantes, um defende o nome de Serra e outro está em cima do muro.

 

Pressionado por Alckmin, que cobra a abertura do leque de consultas às demais instâncias partidárias, Tasso ouviu informalmente os governadores nos últimos dias. Em público, todos eles evitam expor claramente a preferência. Adotam o discurso formal da defesa da unidade do partido. Nas conversas com Tasso, porém, abriram o jogo.

 

Entre todos, os mais ardorosos defensores da opção por Alckmin são Marconi Perillo, de Goiás, e Simão Jatene, do Pará. Outros dois –Otomar Pinto, de Roraima, e Cássio Cunha Lima, da Paraíba-, embora menos enfáticos, também se revelaram mais simpáticos à escolha de Alckmin, em detrimento de Serra.

  

Só um governador é claramente favorável a Serra: Aécio Neves, de Minas Gerais, membro do triunvirato tucano a quem foi delegada a tarefa de escolher o nome do candidato oficial do PSDB à presidência da República. Completa a lista de governadores tucanos Lúcio Alcântara, do Ceará. Está em cima do muro, com leve tendência pró-Serra. Mas vai se alinhar à decisão que vier a ser tomada por Tasso, líder de seu grupo na política cearense.

 

Entre os governadores pró-Alckmin, prevalece o argumento de que o colega de São Paulo seria mais sensível a um programa de governo que contemplasse o desenvolvimento de regiões mais pobres do país. Alckmin já se declarou publicamente favorável, por exemplo, a uma reforma tributária que modifique a sistemática de cobrança do ICMs. Em vez de ser recolhido na origem, como ocorre hoje, o tributo seria pago no destino dos produtos. A mudança favoreceria a arrecadação de Estados que não têm o nível de industrialiação de São Paulo.

 

Alckmin, de resto, vem desenvolvendo há tempos uma política de aproximação com os demais governadores tucanos. Simão Jatene, por exemplo, está implantando no Pará  uma rede de hospitais de média e alta complexidade que não teria sido viabilizada não fosse a ajuda do colega de São Paulo.

 

Fica no município de Ananindeua, na região metropolitana de Belém, o principal hospital da rede. Só não foi inaugurado ainda porque Jatene aguarda que Alckmin encontre um espaço em sua agenda para viajar ao Pará. Ele faz questão da presença do colega de São Paulo. 

 

Todo o suporte operacional da rede de hospitais paraenses vem sendo assegurado por uma parceria firmada entre Jatene e Alckmin. A mão-de-obra que irá operar os hospitais está sendo treinada em São Paulo. Técnicos da Secretaria de Saúde do governo paulista orientaram o governo paraense na fase de aquisição de equipamentos de alta complexidade tecnológica.

 

Ao manifestar publicamente a insatisfação do partido com a “falta de democracia” exibida pelo PSDB na definição do seu candidato à presidência, o governador goiano Marconi Perillo não fala só. Ele vocaliza um sentimento que é crescente dentro do partido. Perillo ameaçou inclusive divulgar um manifesto em favor de Geraldo Alckmin. Foi, por ora, contido.

 

A despeito da sondagem feita entre os governadores, Tasso Jereissati continua avaliando, em diálogos privados, que o PSDB conseguirá preservar a sua unidade interna ainda que o escolhido seja Serra. Avalia que, uma vez definido o candidato, todo o partido se unificará em torno do propósito de derrotar Lula. Falta combinar com Geraldo Alckmin.

Escrito por Josias de Souza às 18h54

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Chuchu com gosto de pimenta

Aferrado à sua estratégia de dinamitar o complô que se arma contra sua candidatura no seio da Santíssima Trindade tucana –FHC, Tasso Jereissati e Aécio Neves-, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin pôs-se a distribuir afagos nos “excluídos do partido”. Nesta segunda-feira, derramou-se em elogios ao governador tucano de Goiás, Marconi Perillo.

 

Aliado de Alckmin, Perillo questiona a legitimidade do santíssimo triunvirato para dar a palavra final na definição do nome do candidato do partido à presidência da República. "O PSDB precisa dar uma demonstração de democracia”, diz Perillo. “Sou o mais antigo governador do PSDB. Não admito que decidam por mim. Esse modelo encheu o saco de todo o partido".

 

“O governador (Marconi Perillo) é de uma área importante do país”, afirmou Alckmin, ao comentar as declarações do colega. “É o único governador há oito anos no poder. Os governadores são parte importante desse processo”.

 

Irritado com a preferência da cúpula pelo nome do prefeito paulistano José Serra, conforme revelado aqui no domingo, Alckmin segue afirmando que não abrirá mão de sua candidatura em favor de quem quer que seja. Num recuo estratégico, passou a dizer que "talvez não haja necessidade de prévias”. Mas confia que “todos serão ouvidos”.

 

Para consumo interno, o governado declara aos seus aliados que, ao contrário do que Serra tenta fazer crer, o nome dele prevalece sobre o do prefeito no diretório nacional do PSDB. Reafirma que, se Serra quiser mesmo disputar a presidência da República, alguma modalidade de aferição terá de ser estabelecida.

Escrito por Josias de Souza às 16h45

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Se a moda pega...

  O Grito/Edvard Munch
Hugo Chávez, presidente da Venezuela disse neste domingo que pensa em propor um referendo, para consultar o povo venezuelano sobre a possibilidade de ele concorrer a novas eleições presidenciais. Quer renovar o mandato até 2012.

"Se não houver um candidato de oposição, eu consideraria assinar um decreto para convocar um referendo perguntando: 'Você concorda que Chávez devia poder concorrer a um novo mandato?'", disse o presidente, durante seu programa de TV dominical.

"É só uma idéia que eu ando trabalhando", acrescentou. Se puser a “idéia” em prática e lograr êxito, Chávez poderá ficar nada menos que 20 anos no poder. Foi eleito pela primeira vez em 1998. Foi reeleito, sob nova Constituição, em 2000, para um mandato de seis anos.

A Constituição venezuelana permite apenas uma reeleição, mas desconsidera o pleito de 1998, disputado sob regras anteriores. Assim, pelas leis atuais, Chávez pode disputar a reeleição neste ano, mas dependeria de uma mudança constitucional para concorrer novamente em 2012.

Escrito por Josias de Souza às 12h28

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Não desencarnou!

Do Painel da Folha (para assinantes):

 

* Programa de governo
Em palestra a mais de 500 petistas em Florianópolis no fim de semana, José Dirceu aderiu à onda do "já ganhou" que domina o PT com a subida de Lula nas pesquisas. O ex-deputado desfiou um receituário do que deveria ser o "nosso segundo mandato". Foi aplaudido de pé.

* Coordenador informal
A estabilidade, disse Dirceu, foi importante no primeiro mandato, mas deve ser substituída no próximo período pelo foco no desenvolvimento. Sobre se irá ao palanque de Lula, disse que, sim, se convidado, mas que já trabalha por conta própria.

* Reforço externo
O ex-coordenador da campanha de 2002 aconselhou Lula a usar a integração latino-americana como mote da reeleição. "Alguém aqui consegue imaginar Alckmin ou Serra dando continuidade a esse processo, ao lado de Evo Moralez e Chávez?"

Escrito por Josias de Souza às 08h43

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Tratamento VIP!

Glauco
 

Escrito por Josias de Souza às 02h46

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As manchetes desta segunda

 

- JB: Governo perde dinheiro

- Folha: Lula reduz custos com empregado doméstico

- Estadão: Fechado acordo para quitação de precatórios

- Globo: Bono & Lula, tietagem em Brasília

- Correio: Como fugir das armadilhas na compra da casa própria

Leia os destaques de capa dos principais jornais.

Escrito por Josias de Souza às 02h36

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Wonderful World!

Wonderful World!

Martin Rowson/Guardian Unlimited
 

"Como eu ia dizendo... A democracia não é maravilhosa?"

Escrito por Josias de Souza às 01h26

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Colheita eleitoral

Enquanto o tucanato troca bicadas, Lula segue em ritmo de colheita. Candidato não declarado à sucessão, o presidente não tira mais o pé do avião. Entre terça e quarta-feira visitará nada menos que sete Estados.

 

A agenda segue uma lógica eleitoral. Lula vai às regiões Norte e Nordeste, onde seu potencial de votos é maior. Lançará obras em seis universidades federais. Afaga, assim, o eleitorado jovem e esclarecido, numa tentativa de qualificar o seu prestígio nas naquelas regiões, mais forte entre os eleitores mais pobres e menos escolarizados.

Escrito por Josias de Souza às 01h04

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Alckmin diz a PSDB que não renuncia por Serra

Dono de um temperamento ponderado, o governador Geraldo Alckmin (São Paulo) está irreconhecível. Em seus diálogos privados, parece a ponto de estourar. Exibe irritação incomum. O alvo do destempero é a cúpula do PSDB. Em tom categórico, Alckmin avisa: “Não estou aqui para facilitar a vida do Serra.” Ele informou a Fernando Henrique Cardoso e a Tasso Jereissati que não cogita renunciar à sua candidatura presidencial em favor do prefeito paulistano José Serra.

 

Ao comunicar a sua “decisão amadurecida” a integrantes do grupo político que o apóia, Alckmin disse: “Quer dizer que o Serra quer unanimidade? Para ele ser candidato eu tenho que renunciar à minha candidatura? Pois então ele não será candidato. Não abro mão de disputar”. Se quiser concorrer à presidência, diz Alckmin, Serra terá de disputar com ele a preferência do partido.

 

Alckmin julga-se desrespeitado pela cúpula do PSDB. Acha que o ex-presidente Fernando Henrique e o presidente do partido, Tasso Jereissati, estão negociando com Serra como se ele não existisse. Reclama um comportamento imparcial. Lembra que o tucanato nasceu a partir de uma dissidência do PMDB, que não suportava mais "o caciquismo" exercido pelo ex-governador Orestes Quércia.

 

O governador anda aborrecido também com a presença do colega Aécio Neves (Minas), um “serrista enrustido”, nos encontros de cúpula para a escolha do candidato tucano. “Por que não chamam o Marconi Perillo?”, pergunta Alckmin, referindo-se ao governador tucano de Goiás, favorável à sua candidatura.

 

Nos diálogos com seus correligionários, Alckmin desenvolve o seguinte raciocínio: Se a pré-condição de Serra para assumir a própria candidatura é a “unanimidade” partidária, então o PSDB só tem um candidato, que é ele mesmo. “O que estão esperando para decidir? Deus do céu, querem me fazer recuar? Isso não vai acontecer”, diz e repete Alckmin.

 

Para ele, se a disputa que trava com Serra desbordasse da cúpula para as demais instâncias partidárias, venceria o prefeito com folga. Na ponta do lápis, Alckmin julga ter o apoio de diretórios estaduais expressivos do PSDB. Pelas suas contas, estaria do seu lado a maioria dos tucanos de São Paulo, Rio Grande do Sul, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os diretórios do Paraná e de Santa Catarina estariam divididos meio a meio entre ele e Serra.

 

Se o critério da cúpula partidária for o desempenho nas pesquisas de opinião, Alckmin julga-se, também neste quesito, apto para a disputa. Afirma que o percentual a ele atribuído nas sondagens eleitorais, em torno de 20%, é “um piso”. Os índices de Serra, acima dos 30%, representariam “um teto”, resultado do “recall” da eleição de 2002, quando o prefeito disputou a presidência com Lula.

 

Nesta semana, FHC e Tasso convidarão Alckmin para um jantar. Tentarão conter os arroubos do governador. Farão um apelo em favor da unidade partidária. É crescente entre os partidários do governador o receio de que Alckmin se insurja contra uma decisão de cúpula que o exclua da disputa presidencial.

 

Alheio à movimentação da direção partidária, Alckmin mantém a rotina de candidato. Desde sexta-feira esteve no Rio, Florianópolis (SC), Torres (RS) e Jundiaí (SP). Neste domingo, chegou a cunhar o lema de sua campanha: "O Brasil vai crescer pra chuchu", disse Geraldo "Picolé de Chuchu" Alckmin, tentando fazer limonada do apelido que lhe foi dado pelo colunista José Simão, da Folha.

Escrito por Josias de Souza às 17h36

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Bono troca rock por biodiesel

  Lula Marques/F.Imagem
Lula recebeu neste domingo o cantor vocalista do U2, Bono Vox. Ao chegar para um almoço na Granja do Torto, acompanhado pelo ministro Gilberto Gil (Cultura), Bono disse: "Em toda a minha vida sonhei conhecer Brasília". Declarou-se orgulhoso de estar com Lula, um presidente que “luta não só contra a pobreza no Brasil, mas também contra a pobreza no mundo, como na África”.

Foi o segundo encontro de Lula com o vocalista da banda irlandesa. Os dois já haviam se encontrado no ano passado, no Fórum Econômico Mundial, na cidade de Davos (Suíça). Durante o almoço, Lula contou a Bono detalhes do Programa Nacional de Biodiesel. Bono veio ao Brasil para duas apresentações do U2, na segunda e na terça, no Morumbi, em São Paulo.

Escrito por Josias de Souza às 17h18

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Bond, desdentado Bond

Periodista Digital
 

 

O ator Daniel Craig (na foto) teve um péssimo começo como novo James Bond. Em sua primeira briga com os bandidos, o agente de Sua Majestade perdeu dois dentes frontais. Na pele de 007, Craig rodava cenas de Casino Royale na cidade de Praga. Súbito, foi golpeado no rosto.

 

Observando as contorções do ator e o sangue que lhe descia dos lábios a equipe de filmagem impressionou-se com o realismo da cena. Imaginou-se que acabara de ser rodada uma peça genuína de bom cinema. Logo se percebeu, porém, que Bond não estava fingindo.

 

O contratempo foi relatado na edição deste domingo do londrino Sunday Mirror. Rod McNeil, dentista de Craig, 37, teve de voar às pressas de Londres para a República Tcheca. Implantou dois dentes postiços na boca do cliente ilustre.

Escrito por Josias de Souza às 16h14

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A culpa não é de Brasília

A culpa não é de Brasília

No Planalto

   Oscar Niemeyer
Responda rápido: você já tem candidato a deputado federal? Já sabe em quem vai votar para senador? Se você disse sim, saiba que muitos desconfiarão da sinceridade da resposta. A maioria dos eleitores não tem candidato. Pior: não sabe quem são os candidatos. Muito pior: não se lembra nem mesmo em quem votou nas últimas eleições. Muitíssimo pior: não está se importando com nada disso. 

O eleitor brasileiro tem hediondo desinteresse pelas eleições para o Senado, Câmara e Assembléias Legislativas. O fenômeno, já confirmado por várias pesquisas de opinião, tem influência direta na qualidade dos legislativos federal e dos Estados. Uma coisa não vai mudar sem que a outra também se altere.

 

O eleitor tende a concentrar as suas atenções na eleição para presidente. Agora mesmo, a julgar pelo resultado das pesquisas, produz-se uma polarização antecipada entre PT e PSDB. É mais fácil acompanhar esse Fla-Flu do que pescar naquele mar de caras que daqui a pouco vai inundar a tela da televisão um semblante confiável para enviar à Câmara ou ao Senado.

 

Algo precisa mudar na percepção do eleitorado em 2006. As pessoas imaginam que a escolha do chefe do Executivo é mais importante do que a seleção do time de congressistas. É um erro. Note-se que, na disputa pelo Planalto, PT e PSDB travam um campeonato em que um partido tenta impingir ao outro o troféu de maior ladrão da história republicana. Perceba-se também que, na raiz de todos os escândalos está o sistema de escambo que permeia as relações do Executivo com o Legislativo.

 

Sob os efeitos do escândalo do mensalão, o regime da “propinocracia” obteve uma visibilidade jamais vista. Aquilo que se insinuara no caso da compra de votos para a reeleição de FHC, em que foram pilhados cinco parlamentares do Acre, agora chegou a um paroxismo vulcânico. Ou seja, convém ao eleitor escolher –ou tentar escolher- candidatos que lhe pareçam honestos. Algo que não combina com o descuido.

 

Não é fácil. Mas o descuido torna a coisa ainda mais difícil. Se o eleitor dispensar à eleição para o Congresso metade da atenção que dispensará à Copa do Mundo, o país já estará diante de um belo começo.

 

O eleitor não é, diga-se, o único culpado. No esforço para avaliar os candidatos, ele não conta com nenhuma ajuda dos meios de comunicação. A mídia se exime da tarefa de auxiliar os consumidores de notícia a selecionar, entre as tantas vozes que se lançam ao pleito legislativo, aquelas que soam mais confiáveis. O resultado é que, em meio à algaravia da eleição, termina-se não ouvindo ninguém.

 

Ou todos se unem para corrigir essa encrenca, ou logo estaremos rendidos ao mais comum dos hábitos nacionais: a lamentação depois do fato. Não demora e o país estará pondo a culpa, de novo, em Brasília. Como se o regime do "separa aí os meus 15%" tivesse começado com a chegada das máquinas das grandes empreiteiras ao cerrado.

 

Não, a culpa não é de Brasília. Puxe pela memória. Tente se lembrar do nome do deputado e do senador a quem você deu o seu voto. Você talvez se descubra um cúmplice. Expie as suas culpas e abra o olho.

Escrito por Josias de Souza às 02h59

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Stones, que Stones?

Angeli/Chiclete com Banana

Escrito por Josias de Souza às 02h42

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As manchetes deste domingo

 

- JB: Deputados custam R$ 1 milhão por ano

- Folha: PF vai indiciar 18 bancos suspeitos de remessa ilegal

- Estadão: Dólar baixo afugenta as multinacionais

- Globo: Negócios no Brasil com a Copa somam R$ 6 bilhões

- Correio: 8111-7197 - um telefone importante demais

Leia os destaques de capa dos principais jornais e revistas.

Escrito por Josias de Souza às 02h28

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Lula começa a compor comitê da reeleição

Lula abriu a temporada de negociações para compor o comitê de campanha da reeleição. Haverá uma diferença estratégica em relação à cruzada de 2002. Na falta de um homem forte, personagem que na eleição passada era personificado na figura adstringente de José Dirceu, o presidente vai se cercar de um colegiado.

Eis os nomes cotados para compor o time da reeleição:

- Ricardo Berzoini: o presidente do PT deve representar os interesses do partido no comitê da reeleição;

- Luiz Dulci: o secretário-geral da Presidência deve funcionar como elo do presidente com o comitê de campanha;

- Jorge Viana: Lula quer que o governador petista do Acre tenha atuação na área política, participando dos contatos com legendas aliadas;

- Tarso Genro: o ex-ministro da Educação e ex-presidente do PT deve coordenar a elaboração do programa de governo para o segundo mandato;

- Marco Aurélio Garcia: o assessor especial de Política Externa da Presidência deve participar da elaboração do programa de governo. Tem grande afinidade com Tarso Genro;

- Fernando Pimentel: o prefeito de Belo Horizonte deve ter participação na área política e contribuir na formulação do programa de governo;

- Paulo Ferreira: substituto de Delúbio Soares na gestão da tesouraria do PT, ele deve participar do time de coleta de fundos para a campanha. Lula planeja integrar a esse grupo empresários identificados com o PT.

Conforme já divulgado aqui em 4 de fevereiro, o mais provável é que o ministro Antonio Palocci (Fazenda) seja mantido em seu cargo por Lula. Ao longo da campanha, Palocci pode licenciar-se do cargo para participar de eventos pontuais de campanha. Mas sua participação seria mais incisiva no governo.

Lula gostaria de integrar ao comitê reeleitoral também o ministro Jaques Wagner (Coordenação Política). Mas Wagner deseja concorrer ao governo da Bahia. Se ajudar na campanha, será de modo informal.

Escrito por Josias de Souza às 02h06

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Josias de Souza Josias de Souza, 46, é colunista da Folha de S.Paulo.

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