As manchetes desta sexta

- Globo: Ministro de Lula ataca projeto do governo que enfraquece TCU
- Estadão: Superávit sobe, mas meta está ameaçada
- JB: China rouba a cena em Copenhague
- Valor: R$ 726 milhões do BB vão reforçar o caixa de Kassab
Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.
Escrito por Josias de Souza às 02h13
Chávez e Ahmadinejad esculacham EUA em Caracas
Depois de passar pelo Brasil e pela Bolívia, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad chegou à Venezuela.
É a quarta visita dele a Caracas. Celebrou acordos com Hugo Chávez. Algo que, no dizer do anfitrião, converteu a relação Irã-Venezuela numa parceria “modelo”.
No mais, a dupla dedicou-se a espinafrar um inimigo comum. Atribuíram aos EUA a responsabilidade pelos conflitos que grassam ao redor do mundo.
Ahmadinejad disse que a verdadeira ameaça mundial não é o programa atômico do Irã, mas "o arsenal nuclear e químico" dos EUA.
Escrito por Josias de Souza às 19h50
Sarney passa mal, é medicado e mandado para casa
José Cruz/Ag.Senado
O presidente do Senado, José Sarney, teve de interromper o expediente mais cedo nesta quinta (26).
Passou mal pela manhã. Deu-se no instante em que recebia um visitante chinês. Sentia dores abdominais.
Levaram-no ao posto médico de emergência do Senado. Apalpa daqui, escuta dali, diagnosticaram-lhe uma gastroenterite.
Por segurança, Sarney foi enviado ao departamento médico do Senado. Conduziu-o um zeloso séquito (veja foto).
Fez exames complementares. Um raio-x e uma ecografia abdominal. Medicado, ficou em observação.
Depois de algo como quatro horas, Sarney foi mandato para casa. Informou-se que passa bem.
Escrito por Josias de Souza às 18h05
Serra usa web, rádio e TV como palanque eletrônico
Sempre que inquirido sobre a sucessão presidencial de 2010, José Serra, governador tucano de São Paulo, diz que ainda não é candidato.
Serra critica a “antecipação” da campanha eleitoral e diz que só em março vai decidir se entrará ou não na disputa pelo Planalto.
A movimentação do candidato desmente o lero-lero do não-candidato. Serra converteu em palanque eletrônico a web, o rádio e a TV.
Funciona assim: Serra participa, gostosamente, de programas populares veiculados em emissoras de rádio e de televisão.
Depois, propaga no microblog que mantém no twitter (143,4 mil seguidores) trechos de suas entrevistas radiofônicas e televisivas.
Tome-se, por eloquente, o exemplo mais recente. Na última terça (24), Serra foi ao Programa do Ratinho, do SBT (audiência estimada em cerca de 300 mil pessoas).
Falou durante 15 minutos. Na noite da mesma terça, Serra pendurou no microblog que mantém no twitter dois trechos da entrevista.
No primeiro, reproduzido no vídeo lá do alto, Ratinho pergunta a Serra: Se eleito, vai acabar com o Bolsa Família?
E Serra: “Não, de jeito nenhum”. Diz que, além de manter a iniciativa mais popular da era Lula, vai “reforçá-la”.
Preocupou-se em realçar que a coisa não nasceu no atual governo. "O Lula pegou os programas que já existiam...”
Empilhou iniciativas da era FHC que foram unificadas sob o selo do Bolsa Família: “...O Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação - que eu criei quando era ministro da Saúde, o Vale Gás etc.”.
Reconheceu os méritos de Lula: Ele “juntou no Bolsa Família e expandiu. Fez bem, correto. Ele pegou o negócio e melhorou”.
Acrescentou: “É o que eu vou fazer. Se eu for presidente, eu pego isso e melhoro. Solidifico".
No segundo trecho destacado por Serra no twitter, Ratinho lhe pergunta se é candidato à Presidência.
Sob aplausos da platéia, Serra soou como se respondesse aos partidários do PSDB e do DEM que o fustigam a entrar no ringue imediatamente.
"Eu posso vir a ser. Neste momento, eu sou governador. Eu tô concentrado no meu trabalho”.
Serra cita tópicos de sua agenda da véspera: inauguração de nova linha do metrô, aula num curso de enfermagem e reunião sobre ensino técnico.
Acrescenta: “Não vou parar de fazer isso para fazer campanha tão antecipadamente. Se antecipou muito campanha eleitoral no Brasil...”
“...No ano que vem, quando faltar seis meses para a eleição, a gente vai ver. Por enquanto, é concentrar no trabalho que a população te delegou através do voto”.
Na mesma terça em que levou a cara ao Programa do Ratinho, Serra concedera entrevista a duas emissoras de rádio, uma de São Paulo e outra de Fortaleza.
Em dias anteriores, levara o rosto ao programa do Datena, na TV Bandeirantes, e de Hebe Camargo, do SBT. Falara também ao programa do Silvio Santos, dono e apresentador do SBT.
De resto, Serra exibira o semblante de "não-candidato" em outras duas janelas observadas por platéias de conformação popular: o programa de Ronnie Von, na TV Gazeta, e o 'Manhã Maior', da Rede TV.
Ou seja: Serra encontrou no universo eletrônico –web, rádio e TV— um nicho no qual se dedica a fazer algo que critica ferozmente nos rivis: campanha eleitoral extemporânea.
À sua maneira, Serra repete exatamente o que condena mos rivis Lula e Dilma.
Escrito por Josias de Souza às 05h56
Câmara requisita informações sobre o vôo de Lulinha
B.Marthur/Reuters
A Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara decidiu endereçar um requerimento de informações ao Ministério da Defesa.
No texto, a comissão pede esclarecimentos sobre uma carona dada, em Boeing da FAB, a Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.
O primeiro-filho voou de São Paulo para Brasília, em 9 de outubro, acompanhado de 15 pessoas. Requisitaram-se os nomes dos passageiros.
O pedido de informações teve origem num requerimento apresentado por Duarte Nogueira (PSDB-SP).
O deputado propusera a convocação de dois ministros: Nelson Jobim (Defesa) e Jorge Félix (Gabinete de Segurança Institucional da Presidência).
No debate travado na comissão, colegas de Duarte ponderaram que o Congresso está na bica de inaugurar o recesso de final de ano.
E o deputado concordou em converter a convocação dos ministros em requerimento de informações.
Reza o parágrafo 2º do artigo 50 da Constituição que Jobim dispõe de 30 dias para enviar as informações à Câmara, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade.
Deve-se à repórter Kátia Brasil a notícia sobre a carona concedida a Lulinha e seus 15 acompanhantes.
Ela revelou que, a dez minutos de pousar em Brasília, o comandante do Boeing da FAB recebeu ordem para dar meia-volta, rumando para São Paulo.
Oficialmente, buscaria na capital paulista o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
Junto com Meirelles, porém, embarcaram Lulinha e as outras 15 pessoas. Tenta-se agora saber se a carona infringiu a lei.
Escrito por Josias de Souza às 04h12
As manchetes desta quinta

- Globo: Lula estimula mais consumo e produtos começam a faltar
- Folha: Governo trava privatização de aeroporto
- Estadão: Estados pagam conta da redução de IPI
- JB: Americanos recuam e vão cortar emissões
- Correio: Crack avança por todo o DF
- Valor: Governo pretende ousar na liberalização cambial
- Jornal do Commercio: Promotoria investiga o concurso da PM
Leia os destaques de capa de alguns dos principais jornais do país.
Escrito por Josias de Souza às 03h25
Artefatos!
Ique
Via JB Online. Visite também o Blique, blog do Ique.
Escrito por Josias de Souza às 03h23
Rachado, governo adia votação da partilha do pré-sal
Moacyr Lopes Jr./Folha
O rateio dos royalties do petróleo das jazidas do pré-sal rachou os partidos que dão suporte a Lula no Congresso.
Estabeleceu-se na Câmara uma espécie de guerrilha parlamentar. No miolo da disputa, o debate sobre a divisão dos royalties.
De um lado, deputados de partidos ricos em petróleo, à frente Rio e Espírito Santo. Tentam manter as regras que lhes destinam fatias maiores do bolo dos royalties.
Do outro, as bancadas dos Estados sem-petróleo. Brigam para que, nas jazidas do pré-sal, os royalties sejam distribuídos de modo mais igualitário.
A divisão produziu uma inusitada aliança. Um pedaço do bloco governista juntou-se à oposição, ajudando a bloquear as votações em plenário.
Farejando o cheiro de queimado, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), informou aos deputados:
Fica adiada para a semana que vem a votação do projeto de lei que institui o modelo de partilha na exploração das reservas petrolíferas do pré-sal.
A tática do adiamento foi endossada pelo Planalto. Tenta-se ganhar tempo para pôr de pé um acordo.
Na origem da querela está um embate entre dois governadores aliados de Lula: Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, e Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco.
Sérgio Cabral pega em lanças em defesa da tese de que os Estados produtores de petróleo têm o direito de receber mais royalties.
Eduardo Campos mobiliza os demais governadores do Nordeste. Arma uma disputa dos “pobres” contra os “ricos”. Alega que todos têm direito aos royalties.
Nesta quarta (25), Cabral subiu o tom. Sem mencionar o nome de Campos, acusou-o de tentar “roubar” o Rio a golpes de “oportunismo”.
O diz-que-diz incendiou o plenário. No voto, os Estados ricos –além do Rio, Espírito Santo e São Paulo—estão condenados à derrota.
Cabral e o colega capixaba Paulo Hartung (PMDB) alugaram os ouvidos de Lula. E o presidente comandou o adiamento.
Hoje, vigora no país o modelo de concessão. O governo concede a exploração das jazidas de petróleo a empresas privadas.
Essas empresas arcam com os custos de produção, ficam com o óleo e o gás extraídos dos campos, e pagam impostos e royalties ao governo.
Nesse modelo, os royalties correspondem a 10% de tudo o que é produzido. E o rateio é feito assim: 52% dos royalties vão às arcas dos Estados e municípios produtores, onde estão assentadas as jazidas...
...7,5% são destinados a um fundo que é rateado entre todos os Estados e municípios do país; 40,5% vão aos cofres da União.
Pelo projeto do governo, as regras mudam para o pré-sal. Em vez do modelo de concessão, a exploração se dará sob o regime de partilha.
O grosso da exploração ficaria a cargo da Petrobras, que seria autorizada a contratar empresas privadas, remunerando-as.
O petróleo e o gás extraídos das profundezas do mar seriam do governo, que passaria a se responsabilizar pela comercialização.
Relator do projeto, o líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN) decidiu aumentar de 10% para 15% os royalties sobre a produção.
E propôs um novo rateio. Funcionaria assim: 25% para Estados produtores; 5% para municípios produtores...
...44% para um fundo a ser rateado entre Estados e municípios não produtores; e 26% para a União.
Pela proposta de Henrique Alves, o novo rateio dos royalties valeria apenas para as jazidas do pré-sal ainda pendentes de exploração.
O problema é que a bancada dos “pobres”, açulada por Eduardo Campos, decidiu incluir no novo modelo os campos já licitados pela Petrobras.
A prevalecer esse entendimento, os Estados não produtores começariam a degustar o bolo dos royalties do pré-sal imediatamente.
Participariam do rateio de suas reservas que estão sendo exploradas sob o modelo antigo, de concessão.
São elas: Tupi, na bacia de Santos, a cerca de 300 quilômetros da costa do Rio; e Jubarte, assentada no litoral do Espírito Santo.
Daí a irritação de Cabral. Nesta quarta (25), Lula esteve no Rio. Ouviu queixas acerbas do governador. E determinou o adiamento que Temer anunciou ao plenário.
O governo espera produzir um entendimento nos próximos dias. No limite, cogita voltar à redação original do projeto que enviara ao Congresso.
Um texto que não bulia nos royalties. Apenas dizia que a divisão do pudim dependeria da aprovação de lei específica. Algo que seria feito mais tarde, provavelmente em 2011.
Escrito por Josias de Souza às 20h53
IPI de móveis é zerado e Mantega pede: gaste o 13º
Além de zerar o IPI dos móveis, o governo prorrogou a isenção do tributo sobre material de construção. Na véspera, prorrogara a poda do IPI dos carros flex. Conheça os detalhes aqui.
Escrito por Josias de Souza às 18h26

