O comitê de campanha de José Serra montou um “esquadrão anti-boato”. Integram-no 15 equipes de repórteres e cinegrafistas.

 

Correm o país à procura de “boatos”. Encontrando-os, informam ao núcleo de  marketing da campanha, sob o comando do jornalista Luiz Gonzalez.

 

Convencidos de que o petismo espalha rumores para miná-lo, Serra decidiu ocupar-se, ele próprio, da desmontagem das supostas aleivosias.

 

Em sua edição desta quinta (29), a Folha traz uma notícia produzida pelo signatário do blog a respeito do tema.

 

O texto relata que, na madrugada de quarta (27), pendurado no microblog, Serra rebateu, em resposta a um internauta, um dos “boatos” que considera mais recorrentes:

 

O candidato tucano anotou no twitter: “É claro que não é verdade. Privatização do Banco do Brasil é puro terrorismo eleitoral”.

 

Antes, na terça (26), num ato de campanha realizado em Palmas (TO), Serra acusara “cabos eleitorais petistas” de promoverem “mentiras, insultos e truques”.

 

Citara o “boato” de que, eleito, privatizaria a Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), vinculada ao Ministério da Agricultura:

 

"É tudo cabo eleitoral, não é gente que entende de abastecimento. Quem vai perder o emprego é esse pessoal, que está lá por nomeação política e não entende nada do assunto".

 

O repórter ouviu o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Integrante do comitê de Dilma Rousseff, o deputado reagiu às acusações com ironia.

 

“Parece piada. Como falta discurso ao Serra, eles vem agora com essa história de boatos. Isso não existe nem é necessário”.

 

Acrescentou: “O que inspira a desconfiança em Serra é o comportamento do candidato. Quando ele diz que vai dobrar os investimentos do Bolsa Família, ninguém acredita...”

 

“...Nas reuniões com empresários, aparece outra dúvida frequente. Eles não sabem o que o Serra faria com o Banco Central e o câmbio”.

 

Alheio às negativas, o comitê de Serra age para anular os efeitos de “boatos” que, segundo informa, já foram detectados pelos “repórteres” espalhados pelo país.

 

O blog ouviu de um dos responsáveis pela operação tucana de “contraboataria” dois exemplos. Um recolhido no Nordeste. Outro, na Amazônia.

 

No primeiro, uma gerente de agência da Caixa Econômica Federal teria dito a uma beneficiária do Bolsa Família que, prevalecendo Serra, o programa seria extinto.

 

No segundo, um partidário de Dilma teria apregoado que, se eleito, o candidato tucano extinguiria os concurcos públicos e demitiria servidores.

 

“Essa história de central de boatos não cola”, repisa Vaccarezza. “Estão querendo insinuar que fazemos atividades subterrâneas. Não precisamos disso”.

 

Quem se vale de “jogo rasteiro”, afirma Vaccarezza, é a campanha de Serra. “Nós não entraremos nesse jogo. Vamos manter a nossa linha, que é a de discutir os rumos do país, o programa de governo”.

 

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